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FICHAMENTO: ENSINAR A CONDIÇÃO HUMANA

Salvador, BA
2018
FICHAMENTO: ENSINAR A CONDIÇÃO HUMANA

Atividade de participação de Andréia Reis Gomes Marins, Claudia


Silva Almeida, José Genário Almeida de Jesus Junior, Rosinaldo
Ribeiro dos Santos e Talita Queiroz Santos, apresentado ao Instituto
Federal da Bahia, Campus de Salvador, sob orientação da professora
Maria Lucileide, como requisito parcial para aprovação no
componente curricular Filosofia, do curso de Administração 2018.1

Salvador, BA
2018
ENSINAR A CONDIÇÃO HUMANA
Andréia Reis Gomes Marins, Claudia Silva Almeida, José Genário Almeida de Jesus
Junior, Rosinaldo Ribeiro dos Santos e Talita Queiroz Santos

MORIN, Edgar. Ensinar a Condição Humana. In: OS SETE SABERES


NECESSÁRIOS À EDUCAÇÃO DO FUTURO. São Paulo: Cortez. P. 47-61.

O autor sugere que não há como conhecer o humano sem posicioná-lo no universo,
pois são inseparáveis. Os conhecimentos trazem esclarecimento sobre sua posição
no universo, mas de forma desintegrada, o que torna difícil compreendê-lo. Já se
referindo à forma de ensinar a condição humana, da forma que é estudada nas salas
de aula, Morin considera que o homem é visto como partes de um quebra-cabeça
incompleto. O autor reflete sobre o que é o ser humano e qual seu real papel dentro
da condição humana.
O autor chama atenção para a importância do entendimento, por todos, do ser
humano em suas diversas nuances, sejam elas biológicas, sociais, físicas ou
culturais. Morin ressalta ainda, que apesar de sermos reprodução da natureza, da
vida e dos cosmos, ao longo do tempo nos tornamos estranhos perante nossa
originalidade, pelo fato de nossos pensamentos e o conhecimento nos aproximar
gradativamente do mundo físico e que a racionalidade nos torna singular.
Na visão do autor, o ser humano vive a sua dualidade biológico-cultural natural
totalmente e ao mesmo tempo e sem a cultura plena atrelada ao ser biológico pleno
ele não passaria de um reles primata e que as relações entre os eles constroem a
sociedade, fazendo surgir a cultura, e esta se relaciona sobre estes por meio dela
mesma. E, essas relações devem redimir cada ser humano, em qualquer lugar, para
que tenha consciência e conhecimento simultâneo de sua individualidade complexa
e de sua coletividade inerente aos seus iguais.
Para o autor, a educação do futuro não deve separar a ideia de unidade da espécie
humana da ideia de diversidade, já que a unidade humana traz múltiplas
diversidades, ao tempo que a diversidade se desenvolve a partir de princípios
comuns e que é importante trabalhá-los em todas as suas esferas: individual
(unidade/diversidade genética, psicológica e subjetiva); social (unidade/diversidade
das línguas, organizações sociais e culturais). Partindo do conceito de que cada
cultura é única, mas que sua existência depende das outras culturas, tornando suas
assimilações bastante enriquecedoras, visto que o homem é, ao mesmo tempo,
único e plural.
No entendimento do autor, todo ser humano é complexo, de modo bipolarizado com
suas características: sapiens e demens; faber e ludens; empiricus e imaginarius;
economicus e consumans; prosaicus e poeticus, que nos faz infantis, neuróticos,
delirantes e, ao mesmo tempo, racionais. Essa dualidade comportamental do
indivíduo gera, na opinião de Morin, uma confusão entre o real e o imaginário,
submetendo o Homo sapiens ao Homo demens. Porém, o aspecto de demência não
causou a ruína da espécie, a não ser o pelo desperdício por causa das suas ilusões.
Morin considera que a educação do futuro deveria apresentar e esclarecer o objetivo
peculiar da espécie humana: individual, social e histórico unidos e inerentes, de
forma que a educação do futuro seja o “exame e o estudo a complexidade humana.”