Técnicas de Medições e Orçamentos de Obras INTRODUÇÃO

Preâmbulo Desde 1986, tem vindo a ser atribuída especial importância às medições, tendo em consideração as disposições legais relativas a empreitadas de obras públicas, estabelecidas actualmente no Decreto-Lei nº 59/99 de 2 de Março, art. 202° no qual se faz referência a que os métodos e critérios a adoptar para realização , das medições serão obrigatoriamente estabelecidos no caderno de encargos e, em caso de alterações, os novos critérios de medição que porventura se tornem necessários, deverão ser desde logo definidos. A Portaria 428/95 de 10 de Maio, do Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, que regulamenta os concursos para empreitadas e fornecimentos de obras públicas, estabelece também a seguinte ordem de prioridade a observar na medição de trabalhos quando não são estabelecidos outros critérios no caderno de encargos:
- Normas oficiais de medição que se encontrem em vigor; - Normas definidas pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC); - Critérios geralmente utilizados ou os que forem acordados entre o dono da obra e o empreiteiro;

Salienta-se que, embora não existam normas oficiais de medição nem normas definidas pelo LNEC, tem vindo a ser prática corrente considerar como “normas do LNEC”, os critérios definidos na publicação “Regras de Medição na Construção”.

Objectivos das medições As medições na construção e as regras a elas associadas constituem o modo de definir e quantificar, de uma forma objectiva, os trabalhos previstos no projecto ou executados em obra. Constituem, assim, uma das actividades importantes do projecto, sendo também fundamental para as principais entidades envolvidas no processo construtivo, nomeadamente o dono de obra e o empreiteiro, desde o anúncio do concurso, base essencial para a apresentação e avaliação das propostas e elaboração de documentos contratuais, à elaboração de autos de medição e controlo da facturação, isto é, à gestão e controlo económico, desde as fases de planeamento à de execução. Deste modo, as medições dos trabalhos previstos no projecto ou executadas em obra devem ser entendidas por cada uma das entidades envolvidas como realizadas com regras bem definidas, tendo em vista atingir os seguintes objectivos: a) Possibilitar, a todas as empresas que apresentam propostas a concurso, a determinação dos custos e a elaboração de orçamentos, com base nas mesmas informações de quantidades e nas condições especificadas para os trabalhos indicados no projecto; b) Elaborar listas de trabalhos, de acordo com sistemas de classificação que individualizem cada trabalho segundo grupos específicos que possibilitem, às várias entidades envolvidas no processo, análises comparativas de custos e avaliações económicas de diferentes soluções; c) Proporcionar às entidades adjudicantes a avaliação das propostas cujos preços foram formulados com idêntico critério, bem como permitir, de um modo facilitado, a quantificação das variações que se verificarem durante a construção, devidas a trabalhos a mais e a menos ou a erros e a omissões de projecto; d) Possibilitar às empresas um acesso simplificado a informação eventualmente tipificada e informatizada relativa a trabalhos-tipo, permitindo assim a formulação de propostas para concursos com bases determinísticas sólidas, nomeadamente as relativas a custos de fabrico, directos, indirectos, de estaleiro, de subempreitadas, etc. e) Proporcionar às empresas adjudicatárias uma sistematização de procedimentos relacionada com o controlo dos diversos trabalhos a executar, nomeadamente os devidos a rendimentos de recursos que proporcionam o cálculo das quantidades de materiais e a avaliação das quantidades de mão-de-obra, de equipamentos ou de outros recursos a utilizar na execução dos trabalhos; f) Facilitar o estabelecimento dos planos de inspecção e ensaios aplicados ao controlo da qualidade e da segurança na execução dos diferentes trabalhos; g) Facilitar a elaboração dos autos de medição e o pagamento das situações mensais, no prazo de execução da obra, e a elaboração da conta da empreitada quando da recepção provisória da obra; h) Estabelecer as bases para que as empresas realizem a análise e o controle de custos dos trabalhos.

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Técnicas de Medições e Orçamentos de Obras Princípios de base As medições podem ser elaboradas a partir do projecto ou da obra, sendo as regras de medição aplicáveis a ambos os casos; porém, na medição sobre projecto, os medidores deverão ter conhecimento e experiência suficientes para poderem equacionar e procurar esclarecer, junto dos autores dos projectos, as faltas de informação que são indispensáveis à determinação das medições e ao cálculo dos custos dos trabalhos. Apesar de cada obra possuir, em regra, particularidades que a diferenciam das restantes, podem ser definidos alguns princípios de base a ter em consideração na elaboração das medições, nomeadamente os seguintes: a) O estudo da documentação do projecto - peças desenhadas, caderno de encargos e cálculos - deve constituir a primeira actividade do medidor. b) As medições devem satisfazer as peças desenhadas do projecto e as condições técnicas gerais e especiais do caderno de encargos, pois podem existir erros e omissões que o medidor deve esclarecer com o autor do projecto. c) As medições devem ser realizadas de acordo com as regras de medição adoptadas e, na falta, o medidor deve adoptar critérios que conduzam a quantidades correctas. Estes critérios devem ser discriminados, de forma clara, nas medições do projecto. d) As medições devem ter em consideração as normas aplicáveis à construção, nomeadamente aos materiais, produtos e técnicas de execução. e) Dentro dos limites razoáveis das tolerâncias admissíveis para a execução das obras, as medições devem ser elaboradas de modo a que não sejam desprezados nenhum dos elementos constituintes dos edifícios. f) Durante o cálculo das medições devem ser realizadas as verificações das operações efectuadas e as confrontações entre somas de quantidades parcelares com quantidades globais. O grau de rigor a obter com estas verificações e confrontações depende, como é evidente, do custo unitário de cada trabalho. g) A lista de trabalhos deve ser individualizada e ordenada segundo os critérios seguintes:
- Os trabalhos medidos devem corresponder às actividades que são exercidas por cada categoria profissional de operário; - As medições devem discriminar todos os trabalhos, principais e auxiliares, com uma definição clara de cada trabalho e indicarem as características mais importantes necessárias à sua execução. Sempre que possível, esta definição deve ser esclarecida com a referência às peças desenhadas e às condições técnicas ou de outras informações existentes noutras peças do projecto. - As medições devem ser decompostas por partes da obra que facilitem a determinação das quantidades de trabalho realizadas durante a progressão da construção bem como a comparação de custos com projectos similares.

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Técnicas de Medições e Orçamentos de Obras 0. REGRAS GERAIS

0.1 Definições a) As medições de um projecto ou de uma obra são a determinação analítica e ordenada das quantidades dos diferentes trabalhos que são a base da determinação dos encargos definidos no projecto ou que integram a obra. b) A lista ou mapa de medições é a descrição resumida das quantidades dos trabalhos e dos encargos calculados nas medições. c) O orçamento é o resultado da aplicação dos preços unitários às descrições das quantidades dos trabalhos indicados na lista de medições.

0.2 Condições gerais a) As medições devem descrever, de forma completa e precisa os trabalhos previstos no projecto ou executados em obra. b) Os trabalhos que impliquem diferentes condições ou dificuldades de execução serão sempre medidos separadamente em rubricas próprias. c) As dimensões a adoptar serão em regra as de cada elemento de construção arredondadas ao centímetro. Esta regra não é aplicável às dimensões indicadas na descrição das medições. Sempre que possível, nas medições de projecto, as dimensões serão as indicadas nas cotas dos desenhos ou calculadas a partir destas. d) Salvo referência em contrário, o cálculo das quantidades dos trabalhos será efectuado com a indicação das dimensões segundo a ordem seguinte:
- em planos horizontais, comprimento x largura x altura ou espessura. - em planos verticais, comprimento x largura ou espessura x altura, considerando-se como comprimento e largura as dimensões em planta dos elementos a medir.

e) As dimensões que não puderem ser determinadas com rigor deverão ser indicadas com a designação de “quantidades aproximadas”. f) As medições devem ser apresentadas com as indicações necessárias à sua perfeita compreensão, de modo a permitir uma fácil verificação ou rectificação, e a determinação correcta do custo. Em regra, as dimensões utilizadas na medição deverão ser sempre passíveis de verificação fácil e clara. g) Recomenda-se que as medições sejam organizadas por forma a facilitar a determinação dos dados necessários à preparação da execução da obra e ao controle de produção, tendo em vista a repartição dos trabalhos por diferentes locais de construção e o cálculo das situações mensais de pagamento e controle de custos. h) Os capítulos das medições e a lista de medições poderão ser organizados de acordo com a natureza dos trabalhos ou por elementos de construção. Quando o critério de organização for o da natureza dos trabalhos, estes deverão ser integrados nos capítulos indicados nestas regras e apresentados pela mesma ordem. i) As medições dos trabalhos exteriores ao edifício (acessos, jardins, vedações, instalações exteriores ao perímetro do edifício, etc.) deverão ser, no seu conjunto, apresentadas separadamente dos trabalhos relativos ao edifício. j) Deverá indicar-se sempre o nome do técnico ou dos técnicos responsáveis pela elaboração das medições e lista de medições. k) Sempre que as medições de certas partes do projecto, nomeadamente as relativas às instalações, forem elaboradas por outros técnicos, o nome destes técnicos deve vir referido no início dos respectivos capítulos.

0.3 Unidades de medida a) As unidades base de medida são as seguintes:

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o documento relativo às medições deve mencionar o critério adoptado na definição dos arredondamentos. 4/75 . estes arredondamentos podem ser modificados para mais ou para menos. Neste caso. em regra. deverá ser indicada a quantidade exacta. d) Quando o preço dos trabalhos o justifique.Técnicas de Medições e Orçamentos de Obras b) Os resultados parciais dos cálculos das medições obedecerão. aos arredondamentos seguintes: c) Quando a aplicação destas regras tiver como resultado a eliminação da indicação da quantidade de qualquer rubrica. Pág. aos arredondamentos seguintes: As quantidades globais a incluir nas listas de medições obedecerão. em geral.

dos equipamentos e do pessoal de estaleiro só serão elaboradas nos casos seguintes: . de distribuição e de esgotos a) As redes de alimentação e distribuição de águas. gás e outras. drenagens.Técnicas de Medições e Orçamentos de Obras 1. refeitório. -. d) Sempre que necessário as operações da alínea anterior poderão ser medidas em rubricas próprias.Quando o projecto estabelecer as condições necessárias à sua utilização. .das vias de acesso e de circulação.Equipamento do estaleiro . c) As medições das instalações provisórias para funcionamento dos serviços do estaleiro . dormitório. c) A medição compreende o transporte. e) As medições indicarão a natureza dos materiais a aplicar na execução das instalações provisórias. das redes de alimentação e distribuição. gás ou outras e as redes de esgotos serão medidas à unidade (un).1 Regras Gerais a) As medições do estaleiro .2. 5/75 . b) A medição engloba todos os trabalhos relativos à execução de cada instalação.serão realizadas de acordo com os elementos seguintes: . conservação e desmontagem destas instalações. conservação e reposição do terreno nas condições indicadas no projecto. telefones. esgotos. caminhos de circulação e vedações a) A medição será realizada à unidade (un). 1. custos de estaleiro e custos indirectos d) As medições relativas ao estaleiro indicarão as informações seguintes: . ESTALEIRO 1. 1. montagem. telefones.Limitações impostas pelo projecto ou por outras circunstâncias relativas à utilização da área destinada ao estaleiro.quantidade de pessoal a empregar para a execução da obra.podem ser individualizadas nos sub-capítulos seguintes: . etc.casa do guarda.2 Instalações provisórias do estaleiro 1. 2 1. .2 Instalações de vias de acesso.Pessoal do estaleiro b) As medições das instalações provisórias destinadas ao pessoal . incluindo as redes de águas. considerando sempre separadamente cada tipo de instalação.gruas.Localização da área destinada ao estaleiro.Instalações provisórias do estaleiro . viaturas.trabalhos de montagem. nomeadamente terraplenagens. electricidade. a ferramenPág. exploração. habitações e outras . 1. electricidade.1 Instalações destinadas ao pessoal e para funcionamento dos serviços de estaleiro a) A medição será realizada em m segundo a área determinada em projecção horizontal da envolvente exterior de cada instalação ou à unidade (un). exploração. armazéns. b) A medição inclui todos os trabalhos necessários à sua execução. instalações sanitárias. . conservação e desmontagem de cada instalação.escritório. electricidade e telefones que podem ser utilizadas durante a execução da obra.área do terreno disponível para implantação do estaleiro.Nas obras executadas por percentagem.3 Equipamentos do estaleiro a) As medições relativas a máquinas . .2. oficinas e outras . centrais de betonagem. medição respectiva e acessos existentes.Quando o orçamento for calculado com base na subdivisão do preço da obra em custos directos.legislação em vigor .Redes de águas e esgotos. b) A medição engloba todos os trabalhos necessários à montagem.3 Instalação de redes de alimentação.2. tractores. pavimentação. exploração e desmontagem das instalações e equipamentos necessários à execução da obra . .

máquinas de oficinas e outras . pessoal de escritório e de armazém. enfermeiro.director técnico.andaimes. serem individualizadas em rubricas próprias. cargas e descargas. ao equipamento auxiliar . incluídas nas medições dos diferentes trabalhos da obra. em geral. 6/75 .e a outros meios mecânicos são. guardas. incluídas nas medições dos diferentes trabalhos em que este equipamento é utilizado.Técnicas de Medições e Orçamentos de Obras tas e utensílios.4 Pessoal do estaleiro a) As medições relativas ao pessoal do estaleiro . etc. b) As medições destes equipamentos podem no entanto. deverão ser aplicadas regras específicas Pág. operários de limpezas. . sempre que seja necessário. b) Quando for necessário a constituição de rubricas próprias para o pessoal do estaleiro.são. e serem aplicadas regras específicas 1. em regra. encarregado.

ou quaisquer outros obstáculos à realização dos trabalhos serão apresentadas no enunciado das medições.4 Drenagens a) A medição da drenagem de qualquer lençol de água superficial será realizada em m de superfície do terreno a drenar.2 Desvio de obstáculos a) Regra geral. com indicação resumida da natureza desses trabalhos. esgotos.Técnicas de Medições e Orçamentos de Obras 2. gás. etc . b) A medição engloba todas as operações necessárias à execução das drenagens. 2.água. pelos mesmos critérios relativos à sua montagem. serão referidos nas medições. b) As informações sobre a existência de redes de distribuição . TRABALHOS PREPARATÓRIOS 2. os trabalhos de desvio de qualquer obstáculo à execução da obra serão medidos à unidade (un). c) As medidas para a determinação das medições serão obtidas a partir das formas geométricas indicadas no projecto e sem consideração de empolamentos 2. c) A drenagem de águas freáticas a executar. segundo as regras enunciadas em Movimento de terras para canalizações e cabos enterrados. b) A medição do desvio de canalizações e de cabos enterrados será feita medindo separadamente o movimento de terras necessário. 2 Pág. será incluída na medição destes trabalhos. aquando da realização de movimento de terras. que são indicados no projecto. b) A medição engloba todas as operações e materiais necessários para assegurar a protecção de qualquer construção ou vegetação existente no local da obra e que não deva ser afectada durante a execução dos trabalhos.3 Protecções a) A medição será realizada à unidade (un). e a remoção e reposição das canalizações e dos cabos. medida em planta. 7/75 . 2. electricidade.1 Regras gerais a) As informações relativas à planimetria e altimetria e os resultados do reconhecimento ou da prospecção geotécnica do terreno.

o local de depósito ou vazadouro dos produtos da desmatação 2 2. d) As medições indicarão. e) A medição do arranque de leivas unicamente para remoção. e os métodos de depósito e conservação. transporte. sebes ou árvores com menos de 0. d) As medições indicarão. carga. as operações da alínea anterior poderão ser separadas em rubricas próprias. as operações da alínea anterior poderão ser separadas em rubricas próprias. b) A medição refere-se à desmatação de arbustos. remoção e descarga e) Sempre que necessário. carga.10 m de diâmetro. transporte. b) A medição engloba todas as operações relativas à execução dos trabalhos de desenraizamento nomeadamente: arranque de raízes empilhamento. quando necessária.5 Desmatação a) A medição será realizada em m . as operações da alínea anterior poderão ser separadas em rubricas próprias. empilhamento.Técnicas de Medições e Orçamentos de Obras 2. transporte. descasque.6 Abate ou derrube de árvores a) A medição será realizada à unidade (un). 2. f) As medições indicarão. o local de depósito ou vazadouro dos produtos do abate ou derrube de árvores. sempre que possível. desponta. nomeadamente: arranque. remoção ou descarga. será incluída no sub-capítulo Decapagem ou remoção de terra vegetal do capítulo Movimento de terras. 8/75 . empilhamento. Pág. operação de torar. transporte. e os trabalhos a realizar com a sua eliminação. c) Sempre que necessário. o local de depósito das leivas. remoção.7 Desenraizamentos a) A medição será realizada à unidade (un).8 Arranque e conservação de leivas (placas de relva) a) A medição será realizada em m 2 b) A medição engloba todas as operações relativas à execução dos trabalhos de arranque e conservação de leivas. b) A medição refere-se ao abate ou derrube de árvores com mais de 0. sempre que possível. c) Sempre que necessário. d) A medição engloba todas as operações relativas à execução dos trabalhos de desmatação. sempre que possível.20 m do solo (diâmetro à altura do peito DAP) c) A medição será efectuada segundo as áreas determinadas em projecção horizontal. designadamente: abate. sempre que possível. determinado à altura de 1. o local de depósito ou vazadouro dos produtos de desenraizamentos. determinado à altura de 1.10 m de diâmetro. as operações da alínea anterior poderão ser separadas em rubricas próprias. e) As medições indicarão.20 m do solo (diâmetro à altura do peito . descarga. carga. empilhamento. depósito e conservação. 2. nomeadamente: abate. d) Sempre que necessário.DAP) e inclui o arranque de raízes c) A medição engloba todas as operações relativas à execução dos trabalhos de abate ou derrube.

Técnicas de Medições e Orçamentos de Obras 3. . sempre que possível. i) Sempre que necessário.natureza e dimensões dos elementos.andaimes.condições de execução. b) A medição das demolições totais poderá ser efectuada quer à unidade (un) quer por elementos de construção.carga. h) A medição engloba todas as operações relativas à execução dos trabalhos de demolição. o local de depósito ou vazadouro dos produtos de demolição. 9/75 .estabelecimento de meios de protecção e de segurança necessários à execução dos trabalhos. g) Quando das demolições provenham materiais recuperáveis. as operações da alínea anterior poderão ser separadas em rubricas próprias j) As medições indicarão a distância média de transporte e. nomeadamente: . A escolha do critério depende principalmente dos meios e dos métodos a empregar. DEMOLIÇÕES 3. de acordo com as principais características dos trabalhos. f) A pertença dos produtos da demolição e o seu destino serão referidos nos artigos de medição.1 Regras gerais a) As medições serão realizadas tendo em atenção que as demolições poderão ser totais ou parciais. . . . armazenamento e conservação. c) A medição das demolições parciais será efectuada por elementos de construção. as medições serão agrupadas em artigos próprios e devem ter em consideração os encargos da limpeza. conforme for mais adequado. transporte e descarga dos materiais demolidos.qualidade dos materiais. . d) As unidades de medição das demolições por elementos de construção serão idênticas às que seriam utilizadas na respectiva execução e) As medições serão individualizadas em rubricas próprias. Pág. nomeadamente: .limpezas.

trabalhos realizados abaixo do nível freático. .25 m.trabalhos realizados em locais infectados ou infestados. . f) As medidas para a determinação das medições serão obtidas a partir das formas geométricas indicadas no projecto sem consideração de empolamentos g) O aluguer de locais para depósito.2. .“Fundações Directas Correntes. Recomendações”. na medição destes trabalhos podem assim ser consideradas diferentes classes de terrenos e) Os trabalhos realizados em condições especiais devem ser medidos em rubricas próprias.25 m. nomeadamente: escavação.escavações junto de construções que obrigam à adopção de medidas especiais de segurança. electricidade. d) As medições serão agrupadas em rubricas próprias de acordo com as condições de execução ou com os meios a utilizar na realização dos trabalhos.Terraplenagens . nomeadamente nos casos seguintes: .m3 para trabalhos cuja profundidade ultrapassa 0. Os trabalhos relativos a bombagens poderão ser medidos durante a execução das escavações. b) A medição em m será efectuada segundo as áreas determinadas em projecção horizontal. as taxas de vazadouro ou o custo de terras de empréstimos serão referidos nos artigos de medição respectivos. esgotos. relativamente às condições seguintes: . .natureza e hidrologia do terreno de acordo com os resultados do reconhecimento ou da prospecção geotécnica .1 Decapagem ou remoção de terra vegetal a) A medição será realizada em: .Técnicas de Medições e Orçamentos de Obras 4. d) A medição engloba as operações relativas à execução dos trabalhos de remoção da camada superficial de terra vegetal. telefones e gás ou outras instalações e quaisquer construções ou obstáculos que possam ser atingidos durante a execução dos trabalhos . 10/75 3 2 .Movimento de terras para infra-estruturas b) Serão referidas nas medições as informações mencionadas no projecto.localização de construções na vizinhança do edifício que possam ser afectadas pelas escavações. carga. .planimetria e altimetria especialmente no caso de relevo acidentado ou de grande inclinação .existência de terrenos infestados ou infectados. c) A medição em m será efectuada a partir das áreas determinadas em projecção horizontal multiplicadas pela profundidade média das escavações. transporte descarga e espalhamento.2 Terraplenagens 4. Pág.existência de redes de distribuição de águas. MOVIMENTO DE TERRAS 4.E 217 . 4.trabalhos realizados em terrenos com relevo muito acidentado ou de grande inclinação.m2 para trabalhos cuja profundidade não ultrapassa 0. c) A classificação dos terrenos será realizada de acordo com a Especificação LNEC . Segundo este critério.1 Regras gerais a) As medições de movimento de terras serão individualizadas nas rubricas seguintes: .

e) As medições indicarão a espessura da camada de aterro ou de terreno. carga. as operações da alínea anterior poderão ser separadas em rubricas próprias. 11/75 .Técnicas de Medições e Orçamentos de Obras e) Sempre que necessário. nomeadamente: escavação. A medição da regularização e compactação superficial de taludes de diferentes inclinações deverá fazer-se em rubricas separadas c) A medição engloba todas as operações necessárias à execução dos trabalhos de regularização e compactação. o local de aterro. que for mencionada no projecto. sempre que possível.4 Regularização e compactação superficial a) A medição será realizada em m 2 b) As medições serão efectuadas segundo as áreas determinadas em projecção horizontal. o local de depósito ou vazadouro dos produtos da decapagem 4. e) As alvenarias. betões ou outras obras enterradas serão deduzidas da medição e consideradas no capítulo de Demolições. sempre que possível.2. de depósito ou vazadouro dos produtos da escavação. as operações da alínea anterior poderão ser separadas em rubricas próprias. transporte e descarga.2 Escavação a) A medição será realizada em m 3 b) A medição engloba todas as operações relativas à execução dos trabalhos de escavação. 4.1 Escavação livre a) A medição será realizada de acordo com as regras indicadas no sub-capítulo anterior Pág. as operações da alínea anterior poderão ser medidas em rubricas próprias.3 Movimento de terras para infra-estruturas 4. 4. f) A escavação de terras de depósito ou de empréstimo será também incluída nesta rubrica. f) A compactação superficial de terras só será considerada isoladamente quando não for acompanhada de reposição de terras. d) Sempre que necessário.3. interessada na compactação. c) Sempre que necessário. baldeação. d) As medições indicarão a distância média provável de transporte e.2. f) As medições indicarão a distância média provável de transporte e.

d) A escavação de valas e de trincheiras com desenvolvimento em curva devem ser medidas em rubricas próprias. nomeadamente: escavação.5 Escoramento e entivação a) A medição será realizada em m de paramento escorado e entivado. . e) A medição engloba todas as operações relativas à execução dos trabalhos de escavação. 4.As alturas ou profundidades serão medidas a partir do nível do terreno antes da execução das escavações e incluem a espessura do betão de protecção ou de limpeza. d) A medição da compactação e regularização superficial de taludes de diferentes inclinações deverá fazer-se em rubricas separadas.3.6 Movimento de terras para canalizações e cabos enterrados Pág. f) A compactação superficial de terras só será considerada isoladamente quando não for acompanhada de reposição de terras.50 m de espessura em profundidade. 12/75 . o local de aterro.3 Reposição de terras ou aterro para enchimento a) A medição será realizada em m 3 b) A medição engloba todas as operações necessárias à execução dos trabalhos de aterro. c) Os volumes de escavação devem ser considerados divididos em diferentes camadas com 1. trincheiras e poços a) A medição será realizada em m 3 b) A determinação das medidas obedecerá às regras seguintes: . e) As medições indicarão a espessura das camadas de terreno interessadas na compactação. g) A escavação de terras de depósito ou de empréstimo necessárias à execução dos aterros será incluída no sub-subcapítulo Escavação livre do presente sub-capítulo. as medições serão realizadas de modo a que os trabalhos fiquem individualizados segundo: . 2 4. c) Estas regras não se referem à regularização de paramentos verticais de escavações.3. 4. sempre que possível.as condições de execução dos trabalhos. transporte e descarga. d) As medições indicarão a origem dos locais de escavação dos produtos a utilizar no aterro. b) Sempre que necessário. g) As medições indicarão a distância média provável de transporte e.Técnicas de Medições e Orçamentos de Obras b) Na medição da escavação livre ainda há que considerar a escavação em profundidade e escavação à superfície. baldeação. de depósito ou vazadouro dos produtos da escavação.3. c) As medições mencionarão as características e as espessuras das camadas de aterro mencionadas no projecto.4 Regularização e compactação superficial a) A medição será realizada em m 2 b) As medições serão efectuadas segundo as áreas determinadas em projecção horizontal. 4.a natureza dos materiais empregados para o escoramento ou entivação.As dimensões em planta são as indicadas no projecto . cuja medição estará incluída na própria escavação. 4. f) Sempre que necessário as operações da alínea anterior poderão ser medidas separadamente em rubricas próprias.3. carga.2 Abertura de valas.3.

Técnicas de Medições e Orçamentos de Obras a) As operações de abertura de valas ou trincheiras. a medição realizada em m de terreno a movimentar. trincheiras e poços. Pág. sendo neste caso.1 m por metro de tubagem. a reposição de terras e a compactação. os volumes de movimento de terras correspondentes às diferentes camadas indicadas na alínea b) do sub-capítulo Abertura de valas. reposição de terras e compactação. c) Quando não se adoptar a regra da alínea a) e forem medidas separadamente a escavação. b) Quando se adoptar a regra da alínea anterior. seu escoramento e entivação. só são deduzíeis os volumes ocupados pelas canalizações e cabos enterra3 dos iguais ou superiores a 0. 13/75 . poderão ser medidas em conjunto. serão medidos separadamente em rubricas próprias. necessárias ao movimento de terras destinado à execução de canalizações e cabos enter3 rados.

4) a medição dos tubos de esgoto ou de drenagem.meios-tubos (caleiras) por exemplo de betão ou material cerâmico .planimetria altimetria relevo e inclinações. g) A medição destes trabalhos será realizada nas seguintes condições: 1) movimento de terras de acordo com o que foi indicado no capítulo Movimento de terras. impermeabilizações ou valas de recolha.tubos de drenagem nomeadamente de betão ou material cerâmico . isto é. para tanto.as obras de alvenaria e betão em caixas de passagem. existam tubos de esgoto. deverão ser medidos neste capítulo e. quer em valas livres. devendo indicar-se a natureza do suporte. sarjetas e sumidouros.1 Regras gerais a) As medições relativas a pavimentos exteriores serão individualizadas em rubricas relativas a pavimentos permeáveis ou impermeáveis b) As medições relativas a drenagens exteriores serão individualizadas em rubricas designadas por enterradas e superficiais c) Serão referidas. de agulheiros ou outras defesas. drenos. PAVIMENTOS E DRENAGENS EXTERIORES 5. quando com desenvolvimento inferior a 1. e que para além da forma. a espessura das camadas e a sua especificação técnica. serão decompostos nas operações específicas que exigem medidas em separado. será feita em m e bem caracterizada. a incluir na medição do betão ou alvenarias de que forem constituídos.00 m. .os trabalhos de drenagem por blocagem.Técnicas de Medições e Orçamentos de Obras 5. . cada um destes trabalhos deve ser objecto de medição particular. as informações mencionadas no projecto relativamente às condições seguintes: . face a exigências da obra. quando as infiltrações que ali se acautelam possam vir a resultar de condições particulares dos pavimentos envolventes. mas ficando bem individualizados os artigos relativos a: . 2 2 Pág. serão igualmente medidas de acordo com o que se recomenda nos capítulos das especialidades aplicáveis. filtros. será feita em m. protecção ou embelezamento devem ser medidos em m e perfeitamente caracterizados quanto à obra aparente e quanto aos trabalhos de preparação ou suporte Nestes casos. 2) os trabalhos de impermeabilização serão medidos em m de superfície a tratar. e a protecção desta contra choques ou atritos. 14/75 . de acordo com as recomendações aplicáveis das respectivas especialidades. na qual se indicará a posição e função no conjunto. e que não possam ser corrigidos completamente no tratamento destes e) Quando existam muros de suporte ou de espera na formação de socalcos ou na moderação de acidentes.possibilidade ou tendência para alterações nas condições existentes. com a indicação de eventuais embaraços ao livre desenvolvimento dos trabalhos e característicos deste tipo de obras. bem caracterizados no projecto f) Os tratamentos superficiais de remate. nas medições.tubos porosos ou perfurados . quer em contacto com muros. d) Neste capítulo não deverão incluir-se os trabalhos de protecção contra infiltrações no interior dos edifícios salvo quando o sistema previsto constitua um todo. 3) a medição da impermeabilização em caleiras e relevos.

Técnicas de Medições e Orçamentos de Obras Pág. 15/75 .

gás. b) As medições dos trabalhos serão realizadas de modo a ficarem individualizados os trabalhos de betão. electricidade. .2.montagem e organização do estaleiro.carga. Se existirem.1 Regras gerais a) As medições relativas às fundações indirectas serão particularizadas nos sub-capítulos seguintes: .planimetria e altimetria. tais como: . relativamente às condições seguintes: .bombagens.transporte de equipamento. Pág.movimento de terras. .baldeação. e armaduras e ordenadas em rubrica de trabalhos relativos a infra-estruturas (abaixo do nível superior do tosco do primeiro pavimento) c) As medições deverão indicar as referências de identificação mencionadas no projecto. respectivamente com caudal e potência necessárias. devem ser medidos em rubricas próprias.demolições e trepanagens. c) A medição engloba todas as operações relativas à execução dos trabalhos. . . .Técnicas de Medições e Orçamentos de Obras 6. devendo-se neste caso particular apresentar sempre o seu custo unitário. Nestes casos. tendo-se por exemplo: . especialmente no caso de relevo acidentado ou de grande inclinação.Fundações indirectas .fornecimento de água e energia eléctrica nos locais de trabalho.betonagem. .localização de construções na vizinhança do edifício que possam afectar o trabalho de execução das fundações. nomeadamente: . deve indicar-se se as redes. cofragens. . 16/75 . .escavação ou furação. de forma a assegurar a coordenação das peças escritas e desenhadas e a permitir a sua verificação.descarga dos produtos de escavação. cuja realização é necessária devido a condições especiais. f) Todos os trabalhos.existência de redes de distribuição de água.natureza e hidrologia do terreno. . esgotos. . d) Sempre que necessário.Fundações directas. devem indicar-se as implicações das construções na execução das fundações. b) Serão referidas nas medições as informações mencionadas no projecto.transporte a vazadouro.existência de terrenos infestados ou infectados. . construções ou obstáculos terão de ser removidos de forma provisória ou definitiva. quando os terrenos se apresentarem com relevo muito acidentado ou com grande inclinação. quando necessárias a trabalhos realizados abaixo do nível freático . se existirem obstáculos aparentes ou enterrados não correntes. FUNDAÇÕES 6. 6.mudança do equipamento. de acordo com os resultados do reconhecimento ou da prospecção geotécnica.2 Fundações indirectas 6. .Pegões. . telefones ou outras instalações e quaisquer construções ou obstáculos. as operações da alínea anterior poderão ser separadas em rubricas próprias e) Serão indicados em rubricas próprias os trabalhos de instalação do estaleiro.colocação de armaduras.1 Regras Gerais a) As medições relativas às fundações serão particularizadas nos sub-capítulos seguintes: . . quando possam ser atingidos durante a execução dos trabalhos. .Estacas prefabricadas e cravadas no terreno e estacas moldadas no terreno. instalações.

não previstas no presente capítulo. contendo o processo de execução das fundações. de acordo com as condições de execução ou com os meios a utilizar na realização dos trabalhos. serão tratados dentro do mesmo espírito. l) Outros tipos ou condições de fundações especiais. h) As medidas indicadas no projecto para a profundidade das fundações serão sempre consideradas como “quantidades aproximadas”. 17/75 . nomeadamente as referidas nas Regras Gerais descritas no sub-capítulo Betão. isto é.Técnicas de Medições e Orçamentos de Obras . 6. as medições deverão discriminar as regras que forem adaptadas.entivações e/ou escoramento. em rubricas próprias. j) As medições serão individualizadas em rubricas próprias. . do capítulo Betão. g) As furações ou escavações não betonadas de estacas ou poços serão medidas em metros (m). de forma a evitar ambiguidades na determinação das medidas e no cálculo das medições e a permitir a sua verificação. k) Deve ser elaborada uma descrição sumária dos trabalhos.2 Estacas prefabricadas e estacas moldadas Pág. cota de execução dos trabalhos e os materiais a adoptar.imobilizações de equipamento e pessoal. a rectificar de acordo com as profundidades reais atingidas durante a execução das obras. devido à existência de construções na vizinhança dos trabalhos ou à sua necessidade quando da escavação para execução dos pegões. quando existirem paragens excepcionais não imputáveis ao empreiteiro. Armadura e Cofragem em Elementos primários e no sub-capítulo Armaduras do mesmo capítulo. i) As medidas para determinação das medições serão obtidas a partir das formas geométricas indicadas no projecto.2.

18/75 .materiais constituintes (características do betão e das armaduras e respectivas . g) Os ensaios de carga sobre estacas serão medidos à unidade e individualizados de acordo com a sua carga máxima de ensaio. carga e transporte a vazadouro das terras sobrantes e mudança de equipamento. c) As medições de estacas serão individualizadas.2. .moldadas sem entubamento e com extracção do terreno As regras de medição a considerar para este tipo de fundações são as seguintes: a) A medição será realizada em m. .Técnicas de Medições e Orçamentos de Obras As estacas prefabricadas e estacas moldadas são fundações indirectas cujos modos de execução são diferentes. baldeação de terras. estacas moldadas. em rubricas próprias.secções nas estacas de betão armado). nomeadamente: .meios e condições de execução. e) Sempre que for conveniente. prefabricadas em estaleiro e posteriormente cravadas no terreno. podem ser: . como o nome indica.cravadas e moldadas no terreno . as primeiras são. e as segundas. betonagem. d) A medição da estaca compreende a furação. 6.3 Pegões Pág. as operações indicadas na alínea anterior poderão ser medidas em rubricas próprias.inclinação das estacas. b) O comprimento das estacas será medido pelos seus comprimentos reais. isto é. de acordo com as suas principais características. f) O corte da cabeça da estaca e respectiva reparação de armaduras será medido à unidade. h) Os ensaios para cargas máximas diferentes serão medidas em rubricas próprias. reais desde as faces inferiores das sapatas até às respectivas extremidades inferiores das estacas. colocação de armadura.moldadas com entubamento e extracção do terreno .diâmetro das estacas. .

3 Fundações directas 6. em sub-capítulos próprios. . 19/75 . cofragens e armaduras. de acordo com regras que deverão ser devidamente descriminadas. baldeação de terras. as operações indicadas na alínea anterior poderão ser medidas em rubricas próprias. c) As medições de pegões serão individualizadas em rubricas próprias de acordo com as suas principais características.secção dos pegões . 6. f) O escoramento e/ou entivação será sempre medido em rubricas próprias.Técnicas de Medições e Orçamentos de Obras a) A medição será realizada em m. Pág. . e) Sempre que for conveniente. carga e transporte a vazadouro e descarga das terras sobrantes. pelas regras indicadas no subsubcapítulo Escoramento e entivação do sub-capítulo Movimento de terras para infra-estruturas g) As bombagens serão sempre medidas em rubricas próprias. na totalidade da parte betonada.meios e condições de execução. d) A medição do pegão compreende a escavação. betonagem. b) O comprimento do pegão será medido na vertical.1 Regras gerais a) As medições dos trabalhos serão realizadas de modo a ficarem individualizadas. tipo e classe das armaduras. colocação das armaduras. os trabalhos de betão.3. nomeadamente: .características do betão.secção.

c) A medição engloba todas as operações relativas à execução dos trabalhos de massame.4 Muros de suporte e paredes a) A medição será realizada em m 3 b) A determinação das medidas para cálculo das medições obedecerá às regras seguintes: . . c) As características a especificar para as Cofragens e Armaduras.5 Sapatas e vigas de fundação a) A medição será realizada em m 3 b) No caso de sapatas isoladas com formas geométricas complexas a medição é efectuada por decomPág. 20/75 .3. serão as distâncias entre as faces superiores das sapatas ou vigas de fundação e o nível do tosco do primeiro pavimento como se indica . por exemplo o caso da medição da preparação do solo das fundações poderá ser incluída por exemplo nas rubricas relativas a Regularização e compactação superficial em terraplenagens ou de movimento de terras para infra-estruturas. 6. a medição poderá ser realizada a partir da secção transversal média. d) Sempre que necessário as operações da alínea anterior poderão ser separadas em rubricas próprias. 6. c) Se existirem moldes laterais. do capítulo Betão. Cofragem e Armaduras em Elementos primários. 6. são as referidas nos respectivos subcapítulos do capítulo Betão.3.As alturas.3.3. nomeadamente: preparação do solo das fundações. enrocamento e betão. a sua medição será realizada em rubrica própria e incluída em Cofragens de protecção de fundações do presente capítulo.Os comprimentos serão determinados segundo figuras geométricas simples. Cofragem e Armaduras em Elementos primários.3 Enrocamentos e massames a) A medição será realizada em m 2 b) A medição indicará as características e as espessuras das camadas de enrocamento e de massame.Técnicas de Medições e Orçamentos de Obras b) As características a especificar ao betão são as referidas nas Regras Gerais descritas no sub-capítulo Betão. 6.2 Protecção de fundações a) A medição será realizada em m 2 b) A medição indicará a espessura da camada de betão para protecção e regularização da base de fundações. imediatamente acima das fundações.No caso da secção transversal ser variável.

4 Cofragens de protecção de fundações. Pág. serão de desprezar as diferenças de volume resultantes da aplicação do método indicado na alínea anterior relativamente ao seu valor real. 21/75 . Para sapatas contínuas ou vigas de fundação. considerando como limites dos elementos os indicados nos sub-capítulos anteriores. c) Para sapatas contínuas. Os comprimentos dos troços das sapatas serão determinados segundo figuras geométricas simples. cuja secção pode ser decomposta num rectângulo e num trapézio. 6. a medição poderá ser realizada a partir da secção transversal média. d) No caso da secção transversal das sapatas contínuas ser variável.Técnicas de Medições e Orçamentos de Obras posição em figuras geométricas simples. vigas de fundação. sapatas. muros de suporte e paredes. massame. o volume será obtido multiplicando a área da secção transversal de cada troço pelo respectivo comprimento. a) A medição será realizada em m 2 b) As medidas para a determinação das medições são obtidas das superfícies moldadas.

armaduras e elementos pré-fabricados em betão b) As medições serão.Técnicas de Medições e Orçamentos de Obras 7.1 Regras Gerais a) As medições dos trabalhos de betão. em sub-capítulos próprios. BETÃO. Pág. betão armado e betão armado pré-esforçado serão realizadas de modo a ficarem individualizados. de forma a assegurar a coordenação das peças escritas e desenhadas e a permitir a sua verificação. em regra. 22/75 . COFRAGEM E ARMADURAS EM ELEMENTOS PRIMÁRIOS 7. os trabalhos de betão. como já foi referido na alínea anterior. ordenadas na rubrica relativa à parte global da obra designada por superstrutura (executados acima do nível superior do tosco do primeiro piso) c) As medições serão discriminadas por elementos de construção d) As medições deverão indicar as referências de identificação mencionadas no projecto para cada elemento de construção. cofragens.

Técnicas de Medições e Orçamentos de Obras 7.2 Betão

7.2.1 Regras Gerais a) Ver também regras gerais do presente capítulo. b) As medições serão realizadas de modo a ficarem individualizados os trabalhos de betão relativos às seguintes rubrica
- betão armado; - betão armado pré-esforçado; - outros betões, nomeadamente os betões celulares autoclavados, os de agregados leves, etc.

c) Cada rubrica das medições será decomposta, de preferência, de acordo com as diferentes características do betão indicadas no projecto designadamente:
- classes de resistência e qualidade - classes de exposição - outras características exigidas pelo projecto, tais como máxima dimensão dos inertes, consistência, relação água ligante e outras particularidades de com posição - condições de colocação

d) As medidas para cálculo das medições serão obtidas a partir das formas geométricas indicadas no projecto. No entanto não serão deduzidos:
- os volumes das armaduras, ordinárias ou de pré-esforço (incluindo as bainhas); - os volumes correspondentes a reentrâncias até 0,15 m de comprimento do perfil de cada reentrância e os volumes correspondentes a chanfros até 0,10 m de comprimento do respectivo perfil sem chanfro - os volumes relativos a aberturas, cavidades ou furações existentes nos elementos de construção iguais ou inferiores a 0.10 m.

e) A medição engloba todas as operações relativas à execução dos trabalhos de betão, nomeadamente: fornecimento e transporte de materiais, preparação, carga, transporte, colocação em obra, compactação (vibração) e cura. f) Sempre que necessário, as operações da alínea anterior poderão ser separadas em rubricas próprias.

7.2.2 Paredes a) A medição será realizada em m
3

b) A determinação das medidas para cálculo das medições obedecerá às regras seguintes:
- Os comprimentos serão determinados segundo figuras geométricas simples. - As alturas serão determinadas entre as faces superiores das lajes ou das vigas de betão - No caso da secção transversal ser variável, a medição poderá ser realizada a partir da secção transversal média.

7.2.3 Lajes maciças a) A medição será realizada em m
3

b) A determinação das medidas para o cálculo das medições obedecerá à regra seguinte:

7.2.4 Escadas a) A medição será realizada em m
3

b) Nesta rubrica, será incluída a medição de todos os elementos que constituem as escadas, nomeadamente patins, patamares, lanços de degraus e cortinas das guardas c) Sempre que necessário, os elementos da alínea anterior poderão ser separados em rubricas próprias. d) A determinação das medidas e das unidades para o cálculo das medições obedecerá às mesmas regras dos elementos de construção equivalentes aos das escadas.

7.2.5 Pilares e montantes a) A medição será realizada em m
3

b) A determinação das medidas para o cálculo das medições obedecerá às regras seguintes:
- As alturas serão determinadas entre as faces superiores das lajes ou das vigas de betão; - As alturas, imediatamente acima das fundações, serão as distâncias entre as faces superiores das sapatas ou vigas de fundação

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e o nível do tosco do primeiro pavimento; - No caso da secção transversal ser variável, a medição poderá ser realizada a partir da secção transversal média

7.2.6 Vigas, Iintéis e cintas a) A medição será realizada em m
3

b) A determinação das medidas para o cálculo das medições obedecerá às regras seguintes:
- Os comprimentos serão determinados segundo formas geométricas simples, definidas pelas faces dos pilares ou das vigas que interceptam as vigas, lintéis ou cintas - No caso da secção transversal ser variável, a medição poderá ser realizada a partir da secção transversal média

c) A medição dos volumes incorporados na espessura das lajes será incluída na medição do betão das vigas, lintéis e cintas.

7.2.7 Esclarecimentos 1 - Os elementos de construção para os quais se definem as regras de medição constituem os mais representativos na construção de edifícios. 2 - Para outros elementos, as regras de medição aplicáveis são, em geral, idênticas às que foram mencionadas. 3 - Sempre que não seja exequível esta aplicação, poderão ser definidas regras específicas para outros elementos de construção. 4 - No caso da alínea anterior, as medições deverão discriminar as regras que forem adoptadas, de forma a evitar ambiguidades na determinação das medidas e no cálculo das medições e a permitir a sua verificação.

7.3 Cofragens

7.3.1 Regras gerais a) Ver também regras gerais do presente capítulo. b) As medições serão realizadas de modo a ficarem individualizadas, em rubricas próprias, os trabalhos relativos a cada espécie de cofragens nomeadamente os seguintes:
- cofragens correntes - cofragens especiais - (por exemplo, cofragens para betão com superfícies vistas, cofragens com formas complexas, moldes em juntas de dilatação e outros)

c) Cada rubrica de medição será decomposta, de preferência, de acordo com as características das cofragens, nomeadamente: Pág. 24/75

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- natureza dos materiais (madeira, metálicos ou outros); - condições particulares de execução

d) As cofragens perdidas deverão ser medidas em rubricas próprias. e) As medidas para determinação das medições serão obtidas a partir das formas geométricas das superfícies de moldagem indicadas no projecto. Nas lajes e vigas com inclinação superior a 15° deverá também considerar-se a moldagem das superfícies superiores. f) As deduções relativas a aberturas a executar nos moldes, só serão consideradas quando a sua área for superior a 0,50 m como, por exemplo, nos casos seguintes
- aberturas existentes nos elementos de construção; - atravessamentos de tubos, cabos ou condutas; - intersecções de vigas com paredes, e de vigas secundárias com vigas principais.

g) A medição engloba todas as operações relativas à execução dos trabalhos de cofragens nomeadamente fornecimento e transporte de materiais, fabrico, montagem, desmontagem, carga, transporte, descarga, reparações e limpezas h) Sempre que necessário, as operações da alínea anterior poderão ser separadas em rubricas próprias. i) Os elementos de construção a considerar, serão os mesmos que forem indicados nas medições de betão. As medições correspondentes a cada tipo de elemento serão feitas separadamente, em rubricas próprias. j) A medição dos escoramentos e cofragens para a execução das lajes aligeiradas será incluída na medição destes elementos como será descrito nessa rubrica (alíneas e) e f) de elementos prefabricados de betão).

7.3.2 Cofragens de paredes, cortinas e palas, lajes maciças, escadas, pilares e montantes, vigas, lintéis e cintas a) A medição será realizada em m
2

b) As medidas para a determinação das medições são obtidas das superfícies moldadas, considerando como limites dos elementos os indicados na rubrica betão. c) Em escadas as cofragens destinadas à moldagem dos degraus serão medidas em separado.

7.3.3 Juntas de dilatação a) A medição dos moldes (cofragens) perdidos necessários à execução das juntas de dilatação será realizada em m, indicando a natureza do material e a sua espessura. b) As soluções especiais de ligação ou encaixe obtidas por cofragem serão medidas em m. c) A medição dos vedantes ou empanques e das juntas metálicas de vedação ou refechamento de juntas, regra geral, será realizada em m.

7.4 Armaduras

7.4.1 Regras gerais a) Ver também regras gerais do presente capítulo. b) As medições das armaduras serão realizadas de modo a ficarem individualizadas em rubricas próprias os trabalhos relativos aos diferentes tipos de aços utilizados em armaduras, nomeadamente em:
- varões; - redes electrossoldadas; - perfilados; - armaduras para pré-esforço.

c) Cada rubrica das medições será decomposta, de preferência, de acordo com as características gerais das armaduras indicadas no projecto, nomeadamente as de natureza regulamentar e das condições de aplicação. d) As medidas para determinação das medições serão obtidas a partir das formas geométricas indicadas no projecto. Refira-se que esta regra destina-se a facilitar o cálculo das medições e está de acordo com Pág. 25/75

4. . transporte. serão os mesmos que foram indicados nas medições de betão. por soldadura eléctrica ou por ligações roscadas. b) A determinação das medidas para o cálculo das medições obedecerá às regras seguintes: .As deduções relativas a aberturas existentes nas redes electrossoldadas só serão consideradas quando a sua área for superior a 0. de acordo com a massa nominal das redes. e) As percentagens para quebras.Os comprimentos serão determinados em m e convertidos em kg. f) A medição engloba todas as operações relativas à execução dos trabalhos de armaduras. b) A determinação das medidas para o cálculo das medições obedecerá às regras seguintes: . quando estas não estiverem assinaladas no projecto.As áreas serão medidas tendo em consideração os levantamentos. as operações da alínea anterior poderão ser separadas em rubricas próprias h) Os elementos de construção a considerar em cada projecto. emendas. . 26/75 . . como foi justificado na nota da alínea anterior. nas medições de armaduras. c) A medição de cada diâmetro nominal será individualizada em rubrica própria 7. de acordo com a massa nominal dos varões. descarga e colocação em obra. g) Sempre que necessário. ligações de amarração e as sobreposições quando estas estiverem assinaladas no projecto. c) A medição de cada tipo de rede será individualizada em rubrica própria Pág.3 Redes electrossoldadas a) A medição será realizada em kg. serão medidas à unidade (un). carga. armações.4. os ganchos de amarração e as sobreposições. dobragens.As áreas serão determinadas em m2 e convertidas em kg. 7. para desperdícios ou para sobreposições. ligações. nomeadamente fornecimento e transporte de aços.50 m .As emendas de varões. quando estas estiverem assinaladas no projecto.Técnicas de Medições e Orçamentos de Obras o critério adoptado já em casos semelhantes.Os comprimentos serão medidos tendo em consideração os levantamentos. serão previstas nas composições dos custos.2 Aço em varão a) A medição será realizada em kg.

expressa em kN. 5 .4. para cada projecto. poderão.Sempre que não seja exequível esta aplicação.varões. a força mínima de pré-esforço útil. e estas serão medidas à unidade (un).Para outros tipos de aços. redes electrossoldadas e perfilados . pelo comprimento real do cabo entre ancoragens.As ligações entre perfis. 4 . . poderão ser definidas regras específicas para outros tipos de aços.4 Perfis metálicos a) A medição será realizada em kg. montagem e todas as operações de pré-esforço. b) A determinação das medidas para o cálculo das medições obedecerá às regras seguintes: .Os elementos de construção a considerar no ordenamento das medições das armaduras serão os mesmos que.5 Elementos prefabricados de betão 7.Os comprimentos serão determinados em m e convertidos em kg. de forma a evitar ambiguidades na determinação das medidas e no cálculo das medições e a permitir a sua verificação. . ser medidas à unidade (un).6 Esclarecimento 1 .4. 3 .são as mais representativas na construção de edifícios. parafusos ou por rebites. d) As bainhas deverão ser medidas em m com o comprimento real do cabo entre ancoragens.1 Regras gerais a) Ver também regras gerais do presente capítulo. c) A medição de cada secção nominal será individualizada em rubrica própria 7. nomeadamente as do betão e das armaduras segundo as características indicadas respectivamente nas regras gerais do sub-capítulo Betão e nas regras gerais do sub-capítulo Armaduras.4. . nomeadamente fornecimento e transporte de todos os materiais.sistemas de ligação ou de articulação entre os vários elementos. as medições deverão discriminar as regras que forem adoptadas. sendo determinada pelo valor nominal normalizado das armaduras referenciadas e pelo comprimento real do cabo entre ancoragens. b) As medições de elementos de construção prefabricados em betão serão realizados de modo a ficarem individualizados os elementos com as mesmas características tipológicas e) Cada rubrica de medições será decomposta de acordo com as características seguintes: . f) Sempre que necessário. 2 . a medição poderá ser realizada em kg. que é necessária instalar. b) A medição das armaduras de pré-esforço deverão ser realizadas em kN.No caso da alínea anterior.m correspondentes ao produto do valor de pré-esforço útil final mínimo instalado e definido no projecto.natureza e qualidade dos materiais constituintes. preparação. 7.Os tipos de aço indicados .tipo de acabamento das superfícies dos elementos. Pág. idênticas às que foram mencionadas. g) A medição das armaduras nas zonas de amarração das armaduras de pré-esforço é feita segundo as regras definidas no sub-capítulo Aço em varão. de acordo com a massa nominal dos perfis. por soldadura eléctrica. incluindo a calda de injecção.5 Armaduras de pré-esforço a) A medição indicará. e) A medição engloba todos os trabalhos relativos à execução das armaduras de pré-esforço. as operações da alínea anterior poderão ser separadas em rubricas próprias.Técnicas de Medições e Orçamentos de Obras 7. sempre que necessário.5. 7. sempre que possível. 27/75 . c) No caso das armaduras e o respectivo sistema de pré-esforço estarem indicadas no projecto. foram discriminados nas medições de betão. as regras de medição aplicáveis serão. em geral.

carga. b) As medições indicarão a medida do comprimento do vão da asna ou do desenvolvimento da escada e as suas características tipológicas. 7.5.4 Varas e ripas a) A medição das ripas será realizada em m indicando o respectivo afastamento. c) As medições indicarão a secção dos elementos. descarga.Técnicas de Medições e Orçamentos de Obras d) As medições deverão indicar as referências de identificação mencionadas no projecto para cada elemento de construção prefabricado. b) A determinação das medidas para o cálculo das medições obedecerá às regras seguintes: . pilares e paredes entre as quais estes elementos se inserem. vergas e lâminas a) A medição será realizada em m. definidas. degraus. vigas e lintéis.5. nomeadamente fabrico.5.Os comprimentos e as larguras serão determinados segundo formas geométricas simples. d) A medição dos elementos com a mesma secção será individualizada em rubrica própria.Os comprimentos e as larguras serão medidos segundo a superfície inclinada da cobertura. soleiras.5 Grelhagens a) A medição será realizada em m 2 b) A determinação das medidas para o cálculo das medições obedecerá à regra seguinte: . peitoris. c) A medição dos elementos do mesmo tipo e com comprimento igual será individualizada em rubrica própria. montagem e colocação em obra. madres. e) A medição engloba todas as operações relativas à execução dos trabalhos de elementos de construção prefabricados em betão. 2 c) As medições indicarão as secções dos elementos. f) Sempre que necessário.5. sempre que possível.5. . de forma a assegurar a coordenação das peças desenhadas e escritas e a permitir a sua verificação. fileiras. 7. as operações da alínea anterior poderão ser separadas em rubricas próprias. No caso de não haver pormenorização das soleiras e peitoris. d) A medição de elementos do mesmo tipo e secção igual será individualizada em rubrica própria. transporte. deverão ser consideradas as dimensões entre as faces dos vãos. pelos limites de superfícies com a mesma inclinação. 28/75 . 7.O comprimento e a largura serão determinados entre as faces das lajes.3 Escadas e asnas a) A medição será realizada em un. c) As medições indicarão a secção dos elementos e as suas características tipológicas. ombreiras. frechais e elementos semelhantes.2 Guias de lancis. As varas serão medidas em m. 7. 7. d) A medição dos elementos com a mesma secção será individualizada em rubrica própria. b) As medidas serão determinadas de acordo com a maior dimensão das superfícies indicadas no projecto.6 Lajes aligeiradas Pág.

pilares e paredes entre os quais as lajes se inserem. em todas as circunstâncias. 2 . c) As medições indicarão a espessura da laje e as suas características tipológicas. as regras definidas destinam-se apenas a constituir exemplos de aplicação a alguns elementos de construção utilizados com maior frequência. as medições deverão discriminar as regras que forem adoptadas. 7. segundo as regras do sub-capítulo relativo a Lajes maciças. tornam impraticável o estabelecimento de regras de medição que sejam aplicáveis. as operações da alínea anterior poderão ser medidas separadamente em rubricas próprias. Pág. estabelecer as regras de medição correspondentes.Técnicas de Medições e Orçamentos de Obras a) A medição será realizada em m 2 b) A determinação das medidas para o cálculo das medições obedecerá à regra seguinte: .Os comprimentos e as larguras serão determinados entre as faces das vigas. Neste caso o assentamento do conjunto das vigotas e dos blocos seria medido em m incluindo a cofragem e o escoramento e o betão da lajeta e. de forma a evitar ambiguidades na determinação das medidas e no cálculo das medições e a permitir a sua verificação. f) Sempre que necessário.5.7 Esclarecimentos 1 . de acordo com as regras prescritas para o betão e para os outros elementos pré-fabricados em betão. de forma explicita e unívoca.Por isso. 3 .No caso da alínea anterior. lintéis. e) A medição engloba todas as operações relativas à execução dos trabalhos das lajes aligeiradas.Para outros elementos de construção prefabricados. 4 .A grande diversidade de elementos de construção prefabricados em betão e a sua constante evolução. as zonas maciças. tanto quanto possível. 29/75 . d) A medição das lajes aligeiradas do mesmo tipo e características será individualizada em rubrica própria. para cada caso. é necessário.

30/75 .Técnicas de Medições e Orçamentos de Obras Pág.

agrupadas em rubricas relativas à partes globais da obra. . Classe D . deverá indicar-se a massa por unidade (kg/un). principalmente as seguintes: . os comprimentos serão determinados em m e convertidos em kg.secções nominais e forma dos elementos constituintes . c) A medição engloba todas as operações relativas à execução dos trabalhos. além do elemento estrutural.escadas. Classe C . ESTRUTURAS METÁLICAS 8. sempre que as especificações do projecto exigirem a execução destes trabalhos antes do respectivo fornecimento. a área será determinada em m e convertida em kg. 3.decapagem e aplicação sobre estes elementos duma camada de protecção. 8. cujas medidas serão determinadas pelas regras definidas no capítulo Pinturas.Em elementos de outro formato. Classe B .tipo de protecção e acabamento. de acordo com a massa nominal. 31/75 .estruturas. e) As medições serão discriminadas por elementos de construção.2 Elementos estruturais a) A medição será realizada em kg b) A medição indicará.massa superior a 20 kg/m mas igual ou inferior a 50 kg/m.fornecimento.Técnicas de Medições e Orçamentos de Obras 8. os tipos e dimensões dos perfis tubos. aparafusamento ou soldadura. f) As medições dos perfis que constituem as estruturas metálicas serão agrupadas nas rubricas correspondentes seguintes classes. Pág. montagem e afinação dos elementos estruturais e sua ligação definitiva. .colocação. 2 . c) A determinação das medidas para o cálculo das medições obedecerá regras seguintes: 1. . de acordo com as características dos trabalhos.pavimentos. transporte e descarga de todos os elementos e materiais no local da obra. nomeadamente: . a medição das operações da alínea anterior poderão ser separadas em rubricas próprias. de acordo com a massa nominal. nomeadamente as seguintes: . Classe E . . . .1 Regras gerais a) As medições de estruturas metálicas serão. chapas e outros elementos constituintes.No caso dos perfis e tubos. nomeadamente: rebitagem.No caso das chapas.massa igual ou inferior a 10 kg/m. . estabelecidas de acordo com a massa por metro dos perfis: Classe A . b) As medições serão individualizadas em rubricas próprias.montagem e desmontagem de andaimes e cimbres. .massa superior a 10 kg/m mas igual ou inferior a 20 kg/m.tipo de ligação das peças . em regra.estrutura da cobertura.massa superior a 100 kg/m g) Os perfis curvos ou alveolares devem ser medidos separadamente em rubricas próprias.massa superior a 50 kg/m mas igual ou inferior a 100 kg/m. carga. d) Sempre que necessário.fabrico em oficina ou estaleiro.condições de execução. dos elementos que irão constituir a estrutura.natureza do metal ou das ligas ou dos seus elementos principais .

A avaliação da massa de rebites e parafusos poderá ser feita por contagem ou em percentagem. Nos perfis cortados obliquamente. Pág.Técnicas de Medições e Orçamentos de Obras 4. a medida será a do maior comprimento do perfil. 6.As medidas para a determinação da medição de chapas de superfície irregular serão obtidas a partir do menor rectângulo circunscrito a essas superfícies. 32/75 . 5.Não serão feitas deduções para entalhes e furos.

cargas e descargas e execução.dimensões das alvenarias ou dos painéis . forma e dimensões dos materiais constituintes . fabrico de argamassas. . ALVENARIAS 9. . nomeadamente as seguintes: . ordenadas em rubricas próprias relativas partes globais da obra.acabamentos dos paramentos . em regra. d) As medições serão discriminadas por elementos de construção e) A medição engloba todas as operações relativas à execução dos trabalhos de alvenarias e painéis. de acordo com as principais características das alvenarias ou dos painéis.1 Regras gerais a) As medições de alvenarias serão agrupadas nos sub-capítulos seguintes: .trabalhos de super-estrutura.painéis de blocos b) As medições serão realizadas de modo a serem individualizadas e descritas em rubricas próprias.alvenarias.trabalhos de infra-estrutura .Técnicas de Medições e Orçamentos de Obras 9. nomeadamente: fornecimento e transporte de materiais.condições de execução c) As medições de alvenarias serão. 33/75 .composição das argamassas. Pág.natureza. nomeadamente: .

o volume será obtido multiplicando a área da secção transversal de cada troço pelo respectivo comprimento.m2 para espessuras inferiores ou iguais a 0. Os comprimentos dos troços das sapatas serão determinados segundo figuras geométricas simples c) No caso da secção transversal das sapatas contínuas ser variável. . englobando.m3 para espessuras superiores a 0. 34/75 2 .2 Fundações a) A medição será realizada em m 3 b) No caso de sapatas contínuas. as medições das operações da alínea anterior poderão ser separadas em rubricas próprias. 9.35 m b) As medições das paredes constituídas por dois ou mais panos de alvenaria serão realizadas em m e agrupadas em rubricas próprias. h) As deduções relativas a aberturas ou cavidades existentes nos elementos de construção. cada uma.50 m por abertura ou cavidade.Técnicas de Medições e Orçamentos de Obras O Sempre que necessário. Paredes exteriores e interiores a) A medição será realizada em: . só serão con2 sideradas quando a sua área for superior a 0. de vedação e cortinas. a medição poderá ser realizada a partir da secção transversal média 9.35 m. g) O tratamento dos paramentos à vista das alvenarias poderá ser medido em separado pelas regras indicadas no capítulo Revestimentos mas será sempre incluído neste capítulo de Alvenarias.3 Muros de suporte. o conjunto dos panos Pág.

f) A medição de molduras e outros elementos (cornijas. salientes das paredes. na medição dos muros ou paredes não deve ser deduzido qualquer volume resultante da medição.As alturas das paredes de fundação serão a distância entre o plano superior das sapatas e a camada de impermeabilização ou o nível superior do tosco do primeiro pavimento 3. patamares.) de alvenarias.As alturas.Técnicas de Medições e Orçamentos de Obras c) Em cada rubrica. a medição poderá ser realizada a partir da secção transversal média.5 Abóbadas a) A medição será realizada em m 2 b) A determinação das medidas para o cálculo das medições será realizada em projecção horizontal. das saliências relativas àqueles guarnecimentos. c) A determinação das medidas e das unidades para o cálculo das medições obedecerá mesmas regras Pág. etc. 9.4 Pilares a) A medição será realizada em m 3 b) A determinação das medidas para o cálculo das medições obedecerá regras seguintes: 1. d) A medição de muros e paredes que apresentem dificuldades especiais de execução será separada em rubricas próprias e) A determinação das medidas para o cálculo das medições obedecerá. 9. c) A medição indicará a espessura constante da abóbada. lanços de degraus e cortinas de guardas b) Sempre que necessário. No entanto.7 Escadas a) Nesta rubrica. imediatamente acima das paredes de fundação. em separado.Em construções com estrutura resistente de outro material.Os comprimentos serão determinados segundo formas geométricas simples. 35/75 . 2 3 9.35 m ou superior a esta espessura. 2. 4. serão definidas a partir da camada de impermeabilização ou do nível superior do tosco do primeiro pavimento. em geral. 2. será realizada em m.6 Arcos a) A medição será realizada em m 3 b) A determinação das medidas para o cálculo das medições obedecerá a regras específicas c) As paredes dos tímpanos apoiados nos arcos serão medidas de acordo com as regras indicadas para as paredes 9. os elementos da alínea anterior poderão ser separados em rubricas próprias. pilastras. ou os valores limite se a espessura não for constante.No caso da secção transversal ser variável. será incluída a medição de todos os elementos que constituem as escadas nomeadamente: patins. serão indicadas as características dos panos que constituem a parede. regras seguintes: 1. as medidas serão determinadas entre as faces dos elementos resistentes. d) As medições dos maciços de enchimento serão realizadas em rubricas próprias e ao m ou m conforme a espessura é respectivamente igual ou inferior a 0.As alturas imediatamente acima das fundações serão as distâncias entre as faces superiores das sapatas ou vigas de fundação e o nível do tosco do primeiro pavimento.

tijolo. b) No entanto.Técnicas de Medições e Orçamentos de Obras dos elementos de construção equivalentes aos das escadas 9. a medição poderá ser realizada em m ou à unidade (un).8 Painéis de blocos a) Em geral. etc) será realizada de acordo com as regras relativas a paredes de alvenaria. poderão ser realizados em separado. e entre estes e outros elementos de construção. 36/75 . a medição dos painéis (refere-se a painéis com blocos de gesso. d) Deverão indicar-se sempre as características dos painéis e dos blocos constituintes e as respectivas dimensões Pág. c) As medições das ligações entre os painéis. poderão ser adoptadas outras regras de medição. sempre que conveniente. Neste caso. que deverão ser devidamente discriminadas.

37/75 .Técnicas de Medições e Orçamentos de Obras Pág.

as suas partes não rectilíneas ou não planas. nomeadamente: . descarga.1 Regras gerais a) Em geral as medições de cantarias serão individualizadas nos seguintes sub-capítulos: .natureza e qualidade da pedra ou material artificial. No caso da espessura ser 3 igual ou superior a esta dimensão. de acordo com as suas principais características. . c) Em regra.acabamento dos paramentos vistos.Técnicas de Medições e Orçamentos de Obras 10. 3 2 h) As medições de cantarias especiais. 2.15 m e para qualquer largura. . as medições englobarão todas as operações relativas à execução dos trabalhos.40 m. transporte.Para espessuras iguais ou superiores a 0.cantarias de pedra natural. carga. a medição dos elementos não considerados nas alíneas e) e f) será realizada em m excepto se estes elementos tiverem formas geométricas complexas. b) As medições serão realizadas de modo que os elementos com as mesmas funções construtivas sejam individualizados e descritos. a unidade de medição será o m g) Regra geral. ou. a medição dos perfis (elementos prismáticos) de cantaria será realizada de acordo com os seguintes critérios: 1. fornecimento. pelo menos. Pág. composição e dosagem dos ligantes.Para espessuras iguais ou superiores a 0.cantarias artificiais.15 m e larguras iguais ou superiores a 0. i) Os elementos de desenvolvimento curvo ou paramentos curvos serão medidos em rubricas próprias. em rubricas próprias. CANTARIAS 10. a medição será em m3 f) A medição de placas de espessura inferior a 0.modos de assentamento e ligação. 3.formas geométricas e dimensões. j) As medidas para o cálculo das medições serão obtidas do menor paralelepípedo rectangular em que for 2 possível inscrever cada uma das peças. Excluem-se desta regra as medições feitas em m No enunciado das medições deverão indicar-se sempre as dimensões obtidas pela utilização deste critério.15 m e largura inferiores a 0. a unidade de medição será o m. nomeadamente: fabrico.Para espessuras inferiores a 0. e) Regra geral. nomeadamente as obras de arte (estátuas. as operações da alínea anterior poderão ser separadas em rubricas próprias.40 m.15 m será realizada em m . a medição será em m. . 38/75 . motivos ornamentais. d) Sempre que conveniente. caso em que a medição será realizada à unidade (un). etc.) serão realizadas segundo regras próprias que deverão ser convenientemente explicitadas. assentamento e montagem e desmontagem de andaimes e cimbres. .

patins. 10. de preferência. guarda-chapins.7 Guarnecimento de vãos a) As medições serão. em regra. em geral. d) Em cada rubrica. c) A medição indicará a espessura da abóbada. b) Em qualquer dos casos.5 Abóbadas a) A medição será realizada em m 2 b) A determinação das medidas para o cálculo das medições será realizada em projecção horizontal.guarnecimentos de vãos interiores.Em construções com estrutura resistente de outro material. c) A medição de muros e paredes que apresentem dificuldades especiais de execução será separada em rubricas próprias. regras seguintes: 1. os elementos da alínea anterior poderão ser separados em rubricas próprias.As alturas das paredes de fundação serão a distância entre o plano superior das sapatas e a camada de impermeabilização ou o nível superior do tosco do primeiro pavimento 3. de com o tipo de vão. rodapés e lambris serão medidos em rubricas próprias. 10.3 Pilares a) A medição dos pilares e colunas será realizada em m ou em un. 39/75 . paredes exteriores e paredes interiores a) A medição dos muros e paredes. portas. nomeadamente portões. b) As medidas serão determinadas de acordo com a maior dimensão das superfícies que ficam aparentes na construção. serão medidos em separado.m3 para espessuras superiores a 0. ordenadas em rubricas relativas a: . patamares e estruturas de suporte b) Sempre que necessário. de vedação. espelhos.m2 para espessuras inferiores ou iguais a 0. 2 b) Só serão feitas deduções para vãos ou aberturas com mais de 0. c) Os capitéis. bases de pilares e outras obras similares. 3 10. e) A determinação das medidas para o cálculo das medições obedecerá. as medidas serão determinadas entre as faces dos elementos resistentes.50 m por cada vão ou abertura. sempre que não constituam um conjunto monolítico com o fuste. 10. Pág. .guarnecimentos de vãos exteriores. . serão considerados apenas os elementos com a mesma espessura. constituídos por blocos de pedra aparelhada será realizada em: .6 Escadas a) Nesta rubrica. tais como cobertores.Os comprimentos serão determinados segundo formas geométricas simples 2. d) As medições dos maciços de enchimento serão realizadas em rubricas próprias.35 m. c) A determinação das medidas e das unidades para o cálculo das medições obedecerá mesmas regras dos elementos de construção equivalentes aos das escadas de alvenaria d) A medição de degraus isolados será realizada de acordo com as Regras Gerais deste capítulo. b) Cada rubrica será decomposta.2 Muros de suporte.Técnicas de Medições e Orçamentos de Obras 10. pelas regras indicadas no sub-capítulos Revestimentos do presente capítulo. e) Os revestimentos de escadas. 3 10.4 Arcos a) A medição será realizada em m ou em m. nomeadamente: degraus. segundo as regras indicadas na alínea h) das Regras Gerais deste capítulo. deverão indicar-se as suas características geométricas.35 m. será incluída a medição dos elementos que constituem as escadas.

c) Sempre que necessário.coberturas. especialmente as indicadas nas alíneas e). .) pode ser feita separadamente pelas regras indicadas nas Regras Gerais deste capítulo. balaústres. balaustradas e corrimãos a) As medições serão feitas separadamente.15 m de espessura. b) No caso de revestimentos com placas de menos de 0. f) e g). Pág. c) Quando a estereotomia das peças não estiver definida. a medição dos vários elementos componentes (corrimãos. 10. 10. d) As medidas para a determinação das medições são as maiores das superfícies vistas. 40/75 . vergas. a medição deverá ser realizada em m para o conjunto das peças de idêntica espessura. d) Os troços curvos dos corrimãos poderão ser medidos à unidade (un).varandas. devendo indicar-se sempre as dimensões das placas.Técnicas de Medições e Orçamentos de Obras janelas. c) As medições dos guarnecimentos de vãos. conforme as guardas ou balaustradas se situem em: . serão realizadas segundo as Regras Gerais. .escadas. etc. a medição deverá ser indicada com a designação de “quantidades aproximadas”. sendo as medidas determinadas pelo desenvolvimento do corrimão. a medição será realizada em m para o conjunto dos elementos. a respectiva medição será realizada de acordo com as Regras Gerais deste capítulo.9 Revestimentos a) Sempre que a estereotomia das peças que constituem os revestimentos estiver perfeitamente definida. etc. b) Regra geral. nomeadamente ombreiras.8 Guardas. peitoris e soleiras. deste capítulo.

. Pág. enceramento.tipo e qualidade do acabamento .teor de humidade.1 Regras gerais a) As medições serão realizadas de modo a que os elementos com as mesmas funções construtivas sejam individualizados e descritos. incluindo os elementos principais e acessórios.estruturas de coberturas. . b) As escadas serão medidas pelas regras enunciadas no sub-capítulo relativo a Escadas.Os perfis serão medidos em m.estruturas diversas. fornecimento e assentamento.tipo de protecção e acabamento. . as operações da alínea anterior poderão ser consideradas em rubricas separadas d) Os elementos curvos ou com superfícies curvas deverão ser sempre medidos em rubricas separadas. deverão enunciar-se as suas características principais. . a medição englobará as operações de fabrico. . principalmente quando estes trabalhos forem executados no estaleiro da obra 11. e as estruturas de apoio ou fixação de revestimento serão consideradas no sub-capítulo Revestimentos e guarnecimentos de madeira.características principais e secundárias. obedecendo regras seguintes: 1. . etc. .dimensões. 41/75 . bites.) serão considerados no capítulo relativo a Pinturas. agrupadas nas seguintes rubricas principais: . em rubricas próprias. a medição das diversas peças constituintes dos elementos da estrutura deverá ser realizada em rubricas próprias. . e classes de escolha .estruturas de pavimentos. de acordo com as suas principais características.Técnicas de Medições e Orçamentos de Obras 11. em regra. b) Regra geral. nomeadamente: .natureza dos metais ou das ligas.secções nominais e forma dos elementos constituintes. vedantes. nomeadamente: .meios de fixação e ligação entre peças e de assentamento dos elementos . com indicação da dimensão das respectivas secções. c) Sempre que for conveniente. . etc.estruturas de paredes ou divisórias.tipo de preservação das madeiras.tipo de ferragem. nomeadamente: ferragens.Os perfis com diferentes secções serão medidos em rubricas separadas.condições de execução. ou dos seus elementos principais. e) Quanto a ferragens. f) Regra geral. . 2.meios de fixação. CARPINTARIAS 11. a pintura e outros acabamentos semelhantes (envernizamento. c) Regra geral.2 Estruturas de madeira a) As medições de estruturas de madeira serão.

serão as do limpo das peças. b) Sempre que for conveniente. os diversos elementos das escadas podem ser medidos separadamente em rubricas próprias. balaustradas e corrimãos. 2. .As peças com outro formato poderão ser medidas à unidade (un) ou em m2 d) As estruturas complexas. serão medidas à unidade (un). incluindo todos os seus elementos principais e acessórios com do número de degraus e das suas dimensões principais. . madres e varas serão medidas em m. para efeito de medição. rincões. as estruturas formadas por elementos curvos ou de 3 momento de inércia variável e as estruturas laminadas poderão ser medidas à unidade (un) ou em m consoante o critério do medidor. para o conjunto dos elementos principais e acesPág.pavimentos. nomeadamente as asnas. e os cobertores.3 Escadas a) As escadas de madeira.As medidas a considerar. g) A determinação das medidas para o cálculo das medições obedecerá regras seguintes 1. 11.Sempre que necessário. espelhos e rodapés. regra geral.paredes interiores. 42/75 . c) Os patamares. serão sempre considerados como fazendo parte dos pavimentos. . 2 11. as fileiras. As unidades e critérios de medição a aplicar neste caso serão os indicados noutros sub-capítulos relativos a elementos semelhantes Assim. qualquer que seja a unidade de medição. a medição será realizada à unidade (un). janelas e outros elementos em vãos a) As medições serão efectuadas separadamente. b) Regra geral. os perfis com comprimentos diferentes poderão ser medidos em rubricas separadas 4. que deverá ficar sempre expresso e) As estruturas de pavimentos poderão ser medidas em m com medidas iguais à do respectivo revestimento f) Nas estruturas de coberturas. as guardas seriam consideradas no sub-capítulo Guardas. adoptando sempre as suas maiores dimensões.Não serão feitas deduções para entalhes e furos.paredes exteriores. no sub-capítulo Revestimentos e guarnecimentos de madeira.Técnicas de Medições e Orçamentos de Obras 3.coberturas. conforme os elementos se situem em: . As ripas deverão 2 medir-se em m de vertente.4 Portas.

a medição do conjunto dos elementos da guarda será realizada em m. sendo no entanto incluídas neste capítulo quando estes trabalhos forem realizadas pelo empreiteiro de carpintarias. Pág. b) Para o caso das guardas de escada ver o sub-capítulo Escadas.6 Revestimentos e guarnecimentos de madeira a) Regra geral. a medição de cada peça realizada à unidade (un). balaustradas e corrimãos a) As medições serão feitas separadamente. e) Os troços curvos das guardas. as ferragens e outros elementos secundários poderão ser medidos separadamente em rubricas próprias sendo. ainda que de dimensões diferentes. b) Os rodapés e as sancas serão discriminados em rubricas próprias.tipo de ferragens. . d) A medição de grades e caixilhos fixos. 2 11. conforme as guardas ou balaustradas se situem em: . compostos por elementos 2 semelhantes. com a indicação da sua secção.coberturas.5 Guardas.tipo de movimento ou modo de abrir. f) Os estores serão considerados no capítulo Elementos de Equipamento Fixo e Móvel de Mercado. As caixas de estore serão medidas à unidade (un). c) Os guarnecimentos de vãos de portas serão medidos separadamente em rubrica própria A medição dos guarnecimentos será feita em m. c) As estruturas leves ou ripado para suporte ou fixação de revestimentos serão medidos em m . a medição de cada um dos elementos das guardas e balaustradas pode ser feita separadamente. . c) Regra geral. neste caso. neste caso. d) Sempre que necessário.número de folhas móveis e fixas . . . h) Sempre que for conveniente. 43/75 2 . os balaústres medidos à unidade (un) e os outros componentes em m.dimensões. sendo.Técnicas de Medições e Orçamentos de Obras sórios. as medições serão realizadas de acordo com as regras indicadas no capítulo Revestimentos. As medidas para a determinação da medição serão as dos respectivos revestimentos.constituição .varandas. balaustradas e corrimãos serão medidos separadamente à unidade (un). A medição será realizada em m. com indicação das seguintes características. deverá indicar-se sempre as medidas dos elementos e as dimensões totais entre faces do enquadramento do vão ou entre faces do guarnecimento do vão no caso deste não ser de madeira. além das indicadas nas Regras Gerais deste capítulo: .7 Divisórias leves a) As divisórias leves e os gradeamentos de vedação serão medidos em m incluindo as respectivas estruturas. poderá ser realizada conjuntamente em m e) No enunciado da medição. O comprimento será medido sobre o paramento em que estiverem colocados. 11. sendo as medidas determinadas pelo desenvolvimento do corrimão. g) A medição dos vidros será incluída no capítulo relativo a Vidros. excepto os elementos com forma de perfil ou de fita que serão medidos em m.escadas. 11. com indicação das respectivas secções.

a medição será realizada à unidade (un). c) Os armários fixos integrados em paredes poderão ser medidos em m desde que as gavetas e prateleiras sejam medidas separadamente à unidade (un). 44/75 . 2 Pág. as medidas para a determinação das medições serão as da superfície vista do exterior.8 Equipamentos a) As medições dos elementos de equipamento serão agrupadas nas seguintes rubricas: . incluindo todos os elementos principais e acessórios.Técnicas de Medições e Orçamentos de Obras 11.Equipamento fixo .Equipamento móvel b) Regra geral. ou constem apenas de aros e portas. Neste caso.

etc. .tipos de revestimento e de acabamento. e) Deverá indicar-se. .paredes exteriores.secções nominais e forma dos elementos constituintes.meios de fixação e ligação entre peças e de assentamento dos elementos.serralharias de aço e outro metais. . bites. janelas e outros componentes em vãos a) As medições serão efectuadas separadamente.natureza do metal constituinte. a medição compreenderá a decapagem e a aplicação sobre os elementos duma protecção.meios de fixação. sempre que as especificações do projecto exigirem a execução destes trabalhos antes do fornecimento daqueles elementos.natureza do metal ou das ligas ou dos seus elementos principais. as operações da alínea anterior poderão ser separadas em rubricas próprias.coberturas. caixilhos fixos ou folhas móveis) e acessórios. incluindo os elementos principais e acessórios. vedantes. os meios de fixação e ligação das peças. SERRALHARIAS 12. b) Regra geral a medição será realizada à unidade (un) para o conjunto das partes principais (guarnecimentos ou aros.dimensões. conforme os componentes se situem em: . 12.paredes interiores.meios de fixação e ligação entre peças e de assentamento dos elementos. fornecimento e assentamento. . a pintura e outros acabamentos semelhantes serão considerados na rubrica Pinturas. . .pavimentos.tipo de ferragem. . as características principais a indicar serão: . . .tipo de protecção e acabamento . c) Regra geral. Pág.Técnicas de Medições e Orçamentos de Obras 12.. nomeadamente: ferragens. principalmente quando estes trabalhos forem executados no estaleiro. e individualizadas em rubricas próprias de acordo com indicação das seguintes características: . .natureza do metal ou das ligas ou dos seus elementos principais. no enunciado das medições. Quanto ás ferragens. . No entanto.secções nominais e forma dos elementos constituintes.1 Regras gerais a) As medições de serralharias serão individualizadas nos sub-capítulos seguintes: . b) As medições serão individualizadas em rubricas próprias de acordo com as suas principais características.serralharias de alumínio . . nomeadamente as seguintes: .condições de execução. a medição englobará as operações de fabrico. d) Sempre que for conveniente. f) Regra geral. 45/75 .tipo de protecção e acabamento. .2 Portas.

sendo as medidas deterPág. a medição será realizada em m para o conjunto dos elementos. As caixas de estore serão medidas à unidade (un).tipo de movimento ou modo de abrir das partes móveis. d) A medição dos vidros será incluída no capítulo Vidros. . . a medição realizada à unidade (un). 12.meios de fixação e ligação entre peças e de assentamento dos elementos.Fachada-Cortina Contínua . 46/75 . as ferragens poderão ser medidas separadamente em rubricas próprias sendo.varandas.Técnicas de Medições e Orçamentos de Obras . . as ferragens poderão ser medidas separadamente em rubricas próprias sendo. a medição será realizada ao m para o conjunto dos elementos que constituem a fachadacortina (montantes e travessas. de estanquidade à água e resistência acções do vento (AEV) .tipo de ferragens.escadas e patamares. balaustradas e corrimãos a) As medições serão feitas separadamente conforme as guardas se situem em: .número de folhas móveis e fixas. . poderá ser realizada conjuntamente em m .4 Guardas. de estanquidade à água e resistência acções do vento (AEV) . 12.tipo de ferragens.dimensões. . e) No enunciado da medição deverá indicar-se sempre as medidas dos componentes e as dimensões totais entre faces do enquadramento do vão o medidor deverá considerar as dimensões entre faces interiores do guarnecimento do vão no caso deste não ser metálico f) Os estores serão considerados no capítulo relativo a Elementos de Equipamento Fixo e Móvel de Mercado. d) A medição de caixilhos fixos e grades ainda que de dimensões diferentes mas de composição seme2 lhante.classe de permeabilidade ao ar.Fachada-Cortina Verticalmente lnserida b) Regra geral. vedantes e elementos de fixação) c) No enunciado da medição deverá indicar-se sempre a designação da fachada-cortina bem como da indicação das características seguintes: .tipo de movimento ou modo de abrir. bites.tipos de revestimento e de acabamento .3 Fachadas-Cortina a) As medições serão efectuadas separadamente. neste caso. .dimensões. h) Sempre que necessário. e) Sempre que necessário. conforme os elementos constituam: . c) Nos casos em que o único elemento metálico do vão seja o aro ou o guarnecimento a medição será em m. b) Regra geral. . neste caso. a medição realizada à unidade (un). . . A medição dos respectivos aros considera-se incluída naquela área. g) A medição dos vidros será incluída no capítulo Vidros.classe de permeabilidade ao ar.coberturas.natureza do metal ou das ligas ou dos seus elementos principais.

b) As estruturas leves ou grades de suporte. . 12.Equipamento fixo. serão medidas em m 12. sempre que necessário. 47/75 .6 Divisórias leves e gradeamentos a) As divisórias leves e os gradeamentos metálicos serão medidos em m incluindo a respectiva estrutura. a medição de cada um dos componentes das guardas pode ser feita separadamente sendo. No entanto. para apoio ou fixação de revestimentos. as medições serão realizadas de acordo com as regras indicadas no capítulo Revestimentos.Técnicas de Medições e Orçamentos de Obras minadas pelo desenvolvimento do corrimão.7 Equipamento a) As medições de equipamento ou de componentes de equipamento serão agrupadas nas seguintes rubricas: . 12. os balaústres medidos à unidade (un) e os outros componentes em m.5 Revestimentos a) Regra geral. janelas e outros elementos em vãos. neste caso.Equipamento móvel. nomeadamente na alínea c) Pág. serão medidas segundo as regras indicadas na rubrica Portas. a medição de cada componente do elemento a medir pode ser feita separadamente utilizando-se a mesma unidade de medição. c) Sempre que necessário. incluindo todos os elementos principais e acessórios. c) As portas de elementos de equipamento cujas outras partes são executadas com material não metálico. b) Regra geral. a medição será realizada à unidade (un).

.paredes interiores. serão medidos separadamente em rubrica própria devidamente caracterizados e em m. com indicação das suas características.1 Regras gerais a) As medições serão efectuadas separadamente. caracterizar o modo e/ou material de fixação dos vidros. .quando com zonas envidraçadas. 48/75 . deverá ser medida em conjunto com este. como o vivo de luz do aro ou guarnecimento d) Os aros ou guarnecimentos. no entanto. quando destacáveis.meios de ligação entre as peças das folhas e da fixação destas aos aros ou guarnições . descrição e localização dos reforços incorporados . . do plástico utilizado e da cor escolhida.caracterização e especificação dos perfis adoptados. número de folhas de cada unidade e tipo ou modo de abrir . conforme os elementos se situem em: .Técnicas de Medições e Orçamentos de Obras 13.dimensões. deverá indicar-se sempre a dimensão do enquadramento de cantaria ou alvenaria.tipo e material de constituição das ferragens de movimento e manobra e respectivo acabamento.tipo. . b) Regra geral. Pág. para o conjunto de elementos principais e acessórios comuns. a medição passará a ser à unidade (un) bem caracterizada. f) A medição dos vidros será incluída no capítulo Vidros. nomeadamente: .paredes exteriores. .coberturas. PORTAS E JANELAS DE PLÁSTICO 13. a medição será realizada à unidade (un). e) Os estores serão considerados no capítulo relativo a Elementos de Equipamento Fixo e Móvel de Mercado. quando a caixa do enrolador (bobine) constitua prolongamento do aro e do mesmo material. Nestas condições. c) No enunciado da medição.constituição.

2 Isolamentos Pág.1 .condições de execução.isolamentos.impermeabilizações.Regras gerais a) As medições serão agrupadas em dois sub-capítulos correspondentes aos diferentes trabalhos a realizar . nomeadamente: .Técnicas de Medições e Orçamentos de Obras 14. 14. ISOLAMENTOS E IMPERMEABILIZAÇÕES 14.natureza dos materiais constituintes. b) No enunciado da medição devem ser explicitadas as características dos materiais. bem como o seu modo de colocação em obra. 49/75 . . .

Técnicas de Medições e Orçamentos de Obras 14. será realizada em m Pág.isolamento com placas ou mantas. 50/75 .isolamento com material a granel ou moldado “in situ”. as medições devem ainda separar-se em rubricas. com excepção dos destinados a canalizações. c) Em cada um destes parágrafos.2. .2. consoante as características do tipo de isolamento preconizado nomeadamente: .isolamentos acústicos . b) As medições serão agrupadas em rubricas correspondentes à natureza dos isolamentos a realizar . .isolamentos térmicos . 14.sistemas de isolamento composto.1 Regras gerais a) Consideram-se neste sub-subcapitulo os isolamentos referentes a toda a construção.2 Isolamentos com placas ou mantas a) A medição de isolamentos aplicados com desenvolvimento em superfície e executados quer por placas 2 ou por mantas.

ser realizada em 2 m no caso de dobras ou sobreposições executadas por prolongamento dos materiais aplicados em superfície corrente. será realizada. 14.impermeabilização de elementos verticais. 51/75 . 14.impermeabilização de juntas.3. b) As medições englobam o fornecimento e o assentamento de todos os materiais e acessórios necessários à execução dos trabalhos de impermeabilização. correspondentes aos diferentes trabalhos de impermeabilização. tendo-se particularmente em atenção as prescrições já referidas na alínea b) das Regras Gerais deste capítulo. de largura constante e limitada. os seus elementos constituintes deverão ser medidos conjuntamente numa única rubrica. quer à unidade (un) quer ao metro (m).4 Sistemas de isolamento composto a) No caso dos sistemas de isolamento térmico ou acústico. ser realizadas em m de superfície isolada. .2 Impermeabilização de coberturas em terraço ou inclinadas Pág.3 Impermeabilizações 14.2. Poderá. todavia.e se tenha em atenção o referido na alínea b) das Regras Gerais do capítulo Isolamentos e impermeabilizações. b) A medição de outros trabalhos de isolamento. . necessários para a passagem de canalizações. desde que a espessura do material de isolamento seja constante .5 Trabalhos acessórios a) A medição de dobras ou sobreposições será realizada em m.Técnicas de Medições e Orçamentos de Obras b) A medição de isolamentos com desenvolvimento linear. precisando-se as características dimensionais e particulares do trabalho considerado. de forma a ser possível considerar-se o seu valor médio . 14. será realizada em m (definindo-se a respectiva largura). executados com placas ou bandas. nomeadamente: . 14.2. 14.3. chaminés.impermeabilização de coberturas em terraço ou inclinadas. ou para as ligações na periferia do isolamento.ou varie linearmente.1 Regras gerais a) As medições serão efectuadas de modo a serem individualizadas em rubricas próprias.3 Isolamento com material a granel ou moldado “in situ” a) A medição de isolamentos com material a granel será realizada em m 2 3 b) Poderão. condutas diversas. todavia. considerando que os trabalhos são executados pelo mesmo empreiteiro.impermeabilização de elementos enterrados.2. .

com indicação da sua espessura e constituição. tubos de queda . quando as suas áreas forem iguais ou superiores a 1.será efectuada em m de superfície coberta. feltros ou telas betuminosos. nas camadas de forma. funis. emulsões betumino2 sas. ou particularmente no capítulo Isolamentos. No caso de não ser atribuída ao empreiteiro de impermeabilizações a realização daquela camada de forma.). será realizada em m. Assim. impermeabilização e camadas de protecção. . d) A medição de camadas de protecção da impermeabilização será efectuada em m de superfície coberta.com desenvolvimento inferior a 1. revestimentos de ladrilhos ou lajetas de sombreamento devem ser medidos no capítulo Revestimentos. No caso de aberturas de ventilação ou iluminação de pequena dimensão justifica-se a sua medição à unidade (un). na sua ligação a platibandas e construções emergentes da cobertura (muretes de juntas de dilatação aberturas de iluminação ou ventilação etc. a sua medição deverá ser incluída em geral no capítulo Revestimentos. devendo ser indicada a sua espessura média. 2 14. membranas betuminosas ou sintéticas.betume asfáltico vazado a quente. se se tratar de camadas com função simultânea de isolamento térmico b) A medição do sistema de impermeabilização . No caso de elementos de pequena dimensão . Consideram-se camadas de protecção.3 Impermeabilização de paramentos verticais Pág. de chaminés ou de outros elementos só serão deduzidas. Esta superfície é calculada a partir das faces das platibandas ou dos bordos interiores das caleiras perimetrais.3.serão medidos pelas regras indicadas no capítulo relativo a Coberturas. 52/75 . etc.00 m a medição deverá ser realizada por unidade (un).rufos. c) A medição de caleiras. e) As superfícies das aberturas de esgotos pluviais. grelhas de protecção. somente as realizadas pelo empreiteiro de impermeabilização.00 m f) Todos os trabalhos complementares de drenagem de águas pluviais . relevos e protecções da impermeabilização. quando estas existam.Técnicas de Medições e Orçamentos de Obras a) As camadas de forma de espessura variável para a realização de pendentes em coberturas em terraço 2 serão medidas em m de superfície coberta.

b) Todos os trabalhos acessórios relativos a drenagem de águas pluviais e subterrâneas serão considerados no capítulo Pavimentos e drenagens exteriores ou no capítulo Instalações de canalização. Pág.Técnicas de Medições e Orçamentos de Obras a) A medição de impermeabilizações de paramentos verticais com materiais idênticos aos utilizados em coberturas em terraço será efectuada pelas regras do capítulo Revestimentos.3. 53/75 .4 Impermeabilização de elementos enterrados a) A medição de impermeabilizações de elementos enterrados com materiais idênticos aos utilizados em coberturas em terraço será efectuada de acordo com as regras anteriores. 14.

em pormenor e materiais aplicados.5 Impermeabilização de juntas a) A medição de impermeabilizações de juntas de coberturas em terraço será realizada em m tendo particularmente em atenção o estabelecido na alínea b) das Regras Gerais relativas a Isolamentos e impermeabilizações. b) A medição de impermeabilizações de juntas em elementos verticais será realizada de forma idêntica à referida na alínea anterior.3. com referência explícita da sua constituição. isto é. Pág.Técnicas de Medições e Orçamentos de Obras 14. 54/75 .

Revestimentos de paramentos interiores de paredes i) Revestimentos de regularização .Revestimentos de tectos interiores Em geral são aplicáveis as classificações dos revestimentos de paramentos interiores de paredes das presentes Pág.Revestimentos de piso interiores e exteriores (inclui terraços): i) Revestimentos executados “in situ” . .podem ser constituídos por elementos descontínuos .Técnicas de Medições e Orçamentos de Obras 15.cerâmicos . etc. ii) Revestimentos manufacturados .são deste tipo os de ligantes hidráulicos (tradicionais ou não-tradicionais) os revestimentos delgados de massas plásticas os delgados de ligantes mistos e também os de elementos descontínuos 2 .Tacos e parquetes.são deste tipo os revestimentos cerâmicos os de pedra os epoxídicos e os de ligantes sintéticos envernizados ou esmaltados 3 . 55/75 .por ligantes hidráulicos armados e por ligantes sintéticos armados com rede de fibra de vidro ii) Revestimentos de impermeabilização .Aglomerados de cortiça.são deste tipo os revestimentos de ligantes hidráulicos os de cal apagada os de cal apagada e gesso os de gesso (estuques) os constituídos por produtos de cal apagada e gesso pré-doseados e os ligantes sintéticos iii) Revestimentos resistentes à água . PISOS.são deste tipo os sistemas de isolamento térmico por revestimento espesso sobre isolante os sistemas de isolamento térmico por revestimento delgado sobre isolante os de argamassas de ligantes hidráulicos com inertes de material isolante os sistemas de isolamento térmico por elementos descontínuos prefabricados e os sistemas de isolamento térmico obtidos por projecção ‘in situ” de isolante iv) Revestimentos de acabamento ou decorativos .de fixação directa ao suporte ou independentes .plásticos (vinílicos flexíveis sem suporte vinílicos flexíveis sobre base resiliente e os vinílicos semi-flexíveis sem ou com amianto .são deste tipo os revestimentos de piso seguintes: .são deste tipo as betonilhas. calçadas.Revestimentos de paramentos exteriores de paredes i) Revestimentos de estanquidade .ladrilhos hidráulicos .são deste tipo os revestimentos de ligantes hidráulicos os que têm como base o gesso (argamassas de gesso e areia esboços de gesso. cal apagada e areia pastas de gesso argamassas de gesso e inertes leves as misturas pré doseadas e os de ligantes sintéticos ii) Revestimentos de acabamento .ladrilhos ou placas naturais .são deste tipo os revestimentos tradicionais de ligantes hidráulicos (constituídos por crespido camada de base e camada de acabamento 1) e os revestimentos não-tradicionais de ligantes hidráulicos iii) Revestimentos de isolante térmico . REVESTIMENTOS DE PAREDES.1 Regras gerais a) As medições de revestimentos serão discriminadas em: 1 . TECTOS E ESCADAS 15. 4 .

limpezas etc.As medidas a considerar são as das cotas de limpos das superfícies vistas.verticais ou inclinadas.Revestimentos de escadas (lanços e patins) b) As medições serão efectuadas de modo a serem individualizadas em rubricas. tendo em atenção as características das camadas de revestimento e das superfícies a revestir. as operações referidas na alínea anterior poderão ser separadas em rubricas próprias. considerando os seguintes agrupamentos de larguras: . as camadas referidas na alínea anterior poderão ser agrupadas na mesma rubrica e) As medidas dos revestimentos serão obtidas a partir das cotas indicadas no projecto. . . as alhetas.com outras formas.Técnicas de Medições e Orçamentos de Obras regras gerais e ainda os estafes e os tectos falsos por componentes 5 . ou directamente na obra. etc).larguras superiores ou iguais a 10 cm e inferiores a 20 cm . h) Sempre que necessário. .natureza. . Para alturas superiores.larguras inferiores a 10 cm .) necessárias à execução dos revestimentos. socos ou outras partes isoladas da obra. nomeadamente: . serão considerados respectivamente nas rubricas de revestimentos de pavimentos ou escadas e de tectos. A medição será realizada em m ou 2 m consoante for mais indicado f) Os revestimentos dos pilares isolados. à intersecção de vigas e outros elementos. 2. não sendo deduzíeis as juntas de assentamento desses revestimentos. descarga.10 m. 56/75 2 . em geral.larguras superiores ou iguais a 20 cm e) Os revestimentos das cornijas serão medidos em rubricas próprias.condições de execução e métodos de assentamento c) Em regra. em rubricas próprias g) Os frisos. embasamentos. etc). Pág. as áreas sob os rodapés só serão medidas quando estes forem assentes sobre os revestimentos dos paramentos. as sancas e outros elementos de transição entre paredes e pavimentos ou tectos.25 m As áreas dos enquadramentos dos vãos serão medidas em m em rubricas próprias.dimensões das peças de revestimento (dimensões de ladrilhos.natureza dos materiais constituintes. d) Sempre que conveniente. i) As áreas sob os rodapés serão consideradas sempre que a altura destes elementos não exceder 0. 15. de componentes de tectos falsos. c) A determinação das medidas para a elaboração das medições.No caso de superfícies irregulares a medição será determinada a partir da área de projecção da superfície a revestir sobre a superfície de base d) As áreas correspondentes a aberturas (vãos. transporte. preparação e aplicação dos materiais. forma e posição das superfícies a revestir.composição das argamassas. as diferentes camadas que constituem os revestimentos serão medidas em rubricas separadas. sobretudo se forem de materiais diferentes. . regras seguintes: 1. regra geral. colunas. conforme as superfícies dos paramentos sejam: . .planas ou curvas. só serão deduzidas quando superiores a 0. 2 serão medidos em m . passagem de condutas.Revestimentos de tectos exteriores 6 . . as molduras e outros elementos de guarnecimento serão medidos em m ou m o respectivo comprimento será determinado sobre a superfície de base destes elementos h) Os rodapés.acabamentos das superfícies de revestimento. f) As medições das superfícies a revestir incluem as respectivas arestas g) As medições englobam o fornecimento de materiais e todas as operações (carga. montagem e desmontagem de andaimes.2 Revestimentos de paramentos exteriores e interiores 2 a) A medição será realizada em m b) As medições serão efectuadas separadamente. obedecerá. a totalidade da superfície a revestir. de modo a traduzirem.

4 Revestimentos de escadas Pág.3 Revestimentos de pavimentos exteriores e interiores a) A medição será realizada em m 2 b) As medições serão efectuadas separadamente. devem considerar-se as áreas sob os rodapés.curvas.Técnicas de Medições e Orçamentos de Obras 15. etc. as medições serão realizadas de acordo com as dimensões efectivas e) As áreas correspondentes a pilares. A medição será realizada em m. O comprimento será medido sobre o paramento em que o rodapé estiver colocado 15.25 m f) Os rodapés serão discriminados em rubricas próprias com a indicação da sua secção. Regra geral. 57/75 . . chaminés e outros elementos ou as relativas a aberturas (para a passagem de condutas. .horizontais e inclinadas. canalizações.de outras formas. c) A medição será determinada a partir das cotas de limpos das superfícies vistas incluindo as áreas correspondentes aos enxalsos e aos vãos das paredes.) só serão deduzidas quando a cada elemento ou 2 abertura corresponder uma superfície de pavimento superior a 0. de acordo com as características das superfícies: . d) Quando os revestimentos dos pavimentos não forem horizontais ou planos. colunas.

em m.25 m f) As sancas. serão incluídos nos respectivos capítulos. d) Os topos vistos dos lanços e patins nas escadas com bomba ou de leque serão medidos em rubricas próprias. d) Quando os revestimentos de tectos não forem horizontais ou planos.de outras formas. conforme se situem no prolongamento das paredes ou nos tectos. . As faixas antiderrapantes. m2 . Se forem metálicos ou de pedra. com indicação da sua constituição e respectivos elementos. para os patins. e) A medição do revestimento dos degraus será efectuada separadamente para espelhos e pisos. nomeadamente: . de acordo com a constituição e as dimensões dos componentes. f) Os focinhos dos degraus. discriminados em rubricas 2 próprias. 15. as medições serão realizadas de acordo com as dimensões efectivas e) As áreas correspondentes a pilares. A medição será realizada em m h) A medição dos tectos falsos por componentes será também realizada em m e separada em rubricas próprias. serão os já indicados neste capítulo para elementos semelhantes. os rodapés dos lanços de escada serão medidos separadamente dos relativos aos patins. etc. colunas. serão medidas em rubricas próprias.para revestimentos contínuos. em geral. com indicação das suas dimensões (largura e espessura) g) As regras de medição e as unidades respectivas das medições de guarda-chapins (ou rodapés recortados).horizontais ou inclinadas.curvas. degraus. serão incluídos nos capítulos respectivos. 58/75 . No entanto. em m. incluídas por vezes no revestimento dos pisos dos degraus. . Os revestimentos das superfícies das vigas serão incluídos nos revestimentos de paredes ou dos tectos. maciças ou aligeiradas) e também comas características das suas superfícies.para revestimentos com peças lineares.Técnicas de Medições e Orçamentos de Obras a) A medição será efectuada separadamente. rodapés e outros elementos. g) Os elementos de suporte dos revestimentos de tectos falsos serão.) só serão 2 deduzidas quando a cada elemento ou abertura corresponder uma superfície superior a 0. serão medidos em m. A medição será realizada em m. o comprimento será determinado sobre o paramento em que estes elementos forem executados ou colocados. (por exemplo. de acordo com o tipo de laje. 2 Pág.5 Revestimentos de tectos exteriores e interiores a) A medição será realizada em m 2 b) As medições serão efectuadas separadamente. b) A medição dos patins será realizada em m 2 c) O revestimento das superfícies inferiores dos lanços e patins será incluído em rubrica própria de acordo com as regras estabelecidas para os tectos. molduras e outros elementos de guarnecimento serão discriminados em rubricas próprias com indicação da sua secção. Quando de madeira. em rubricas próprias. ou de pedra. de acordo com as unidades seguintes: . guarda chapins. c) As medições serão determinadas a partir das cotas de limpo das superfícies. rodapés e outros elementos. chaminés e outros elementos e os relativos a aberturas (para passagens de condutas. quando executados de material diferente. canalizações e armaduras de instalações de iluminação.

etc. f) Os elementos especiais de cobertura. b) As medições serão efectuadas de modo a serem individualizadas em rubricas próprias tendo em atenção a forma e modo de colocação do material utilizado no revestimento. 59/75 .Técnicas de Medições e Orçamentos de Obras 16. nomeadamente . poderão. chapas de fibrocimento. . as operações indicadas na alínea anterior poderão ser separadas em alíneas próprias. ventiladoras.. de modo a traduzirem a verdadeira grandeza das dimensões dos elementos d) As dimensões englobam o fornecimento dos materiais e acessórios e todas as operações necessárias à execução dos revestimentos e) Sempre que necessário. se necessário.métodos de assentamento .condições de execução c) As medições serão obtidas a partir do projecto. como telhas-passadeiras. serem medidos em separado Pág. etc. REVESTIMENTOS DE COBERTURAS INCLINADAS 16. ou directamente na obra.dimensões das peças de revestimento . soletos (placa de ardósia).1 Regras gerais a) As medições dos revestimentos serão agrupadas em sub-capítulos conforme se trate de revestimento com telhas.natureza dos materiais constituintes. chapas metálicas.

zinco. com indicação da natureza do material de que são executados. as grades de resguardo. fibrocimento ou material plástico. será feito de acordo com as regras anteriores.00 m c) Os beirados. quando constituindo parte de instalações ou trabalhos medidos em capítulos próprios (chaminés de alvenaria. i) As chaminés.Técnicas de Medições e Orçamentos de Obras 16. 60/75 . d) As cumieiras. serão tidas em consideração as regras formuladas anteriormente. g) As telhas de vidro e elementos de ventilação não constituídos por caixilhos serão medidos à unidade (un). como o desenvolvimento das suas secções transversais. b) As áreas correspondentes à intersecção de outros elementos (chaminés. serão medidos em rubrica própria. rincões e Iarós serão discriminadas em rubricas próprias. A medição será realizada em m. com indicação da natureza do material de que são executadas. só serão 2 deduzidas quando superiores a 1. h) Os acrotérios.3 Drenagem de águas pluviais a) As caleiras de algeroz ou de Iarós serão medidas em rubricas próprias. e a medição feita à unidade (un). quando constituam um trabalho distinto do restante revestimento da cobertura. A medição será realizada em m. as balaustradas. e) Na medição do revestimento da cobertura das trapeiras. b) Os tubos de queda de águas pluviais. chapa zincada.). serão Pág. coroamentos das paredes. etc. ventiladores e respiros. ventilações. Os cantos ou tornejos. etc. escadas e patins para limpeza de chaminés e outros elementos afins. serão medidos nos respectivos capítulos de acordo com o material de que são executados. serão medidos em rubrica própria. sempre que executados com peças especiais. As medições serão realizadas em m.) não serão incluídos neste capítulo 2 16. tendo em consideração não só o material de que são constituídos e modo de execução e apoio. f) As medições do revestimento de superfícies verticais com material idêntico ao das coberturas.2 Revestimentos de coberturas a) As medições das águas ou tacaniças de uma cobertura de telhado serão realizadas em m de modo a traduzirem o desenvolvimento total da superfície a revestir. ventilações de esgoto.

tendo em consideração a natureza do material constituinte e as condições de execução A sua medição será realizada em m. ralos ou outros acessórios quando existirem. c) Os remates com paramentos verticais (abas. serão medidos à unidade (un). Os funis.Técnicas de Medições e Orçamentos de Obras medidos em rubricas próprias. A medição será realizada em m. Pág. rufos e canais) serão medidos em rubricas próprias. 61/75 . com indicação do material de que são executados. bacias.

2 17.tipo de ferragens. a medição será realizada à unidade (un).qualidade de espelhagem.Espessura nominal do vidro em mm.. corte e colocação..Natureza do enquadramento ou suporte onde o vidro será montado. .Tipo.Em casos especiais. . .Classe da dimensão superficial de cada chapa . .tipo de cobertura do tardoz. filetes.2 Chapa de vidro em caixilhos a) A medição será feita em m segundo as dimensões aparentes do vidro (“vão-luz”) colocado nos caixilhos. b) Os materiais semelhantes ao vidro e com as mesmas funções serão medidos pelas mesmas regras.tipo de movimento ou modo de abrir. com arredondamento ao cm nas medidas lineares.1 Regras gerais a) As medições serão realizadas de modo a serem individualizadas e descritas em rubricas próprias. etc. nomeadamente caixilhos de madeira. de forma a permitir a sua verificação. etc. e vidros especiais tais como o vidro armado.tipo de acabamento de arestas. com indicação das seguintes características: . etc.dimensões. 62/75 . devem ser consideradas também as seguintes: . principalmente o tipo de fixação e de vedante. além das características enunciadas na alínea a). etc.Sistema de montagem. 17. .4 Portas e janelas de vidro a) Regra geral. d) A medição compreenderá o fornecimento. . . polido ou despolido e impresso. de acordo com a classificação comercial corrente. abertura de furos. para o conjunto dos elementos principais e acessórios.3 Divisórias de vidro perfilado a) A medição será feita em m 2 b) As medidas para a determinação das medições são as das dimensões do vão. incluindo os materiais de fixação e de vedação e) Na medição de espelhos. c) As medidas para a caracterização das medições serão as das folhas. . nomeadamente: vidro liso (corrente. com indicação do número e dimensões das lâminas de cada elemento. c) As medições deverão indicar as referências de identificação dos suportes de vidro. de acordo com as seguintes características: . térmico. 17. acabamento de arestas e cantos. de cimento. rincões. 17. . b) Os guarnecimentos de vãos e os aros serão medidos nos capítulos relativos à natureza dos respectivos trabalhos. de decoração.5 Persianas com lâmina de vidro a) A medição será realizada segundo as regras relativas a portas e janelas de vidro. VIDROS E ESPELHOS 17. escolhido e para espalhar). ou locais de aplicação mencionados no projecto. temperado.Técnicas de Medições e Orçamentos de Obras 17. .constituição. f) As medidas para o cálculo da medição de chapas de vidro ou de espelho serão sempre obtidas do menor rectângulo circunscrito. os tipos de acabamento ou decoração. de alumínio. qualidade e padrão do vidro.6 Espelhos Pág.tipo de fixação e acessórios. número de furos. 17.. tais como: gravura.

c) Os espelhos com função de revestimentos (por exemplo em casas de banho. com indicação das respectivas dimensões.Técnicas de Medições e Orçamentos de Obras a) Regra geral. 63/75 . a medição de espelhos será realizada à unidade (un). b) Os espelhos integrados em caixilhos serão medidos pelas regras indicadas em chapa de vidro em caixilhos. 2 etc) serão medidos em m Pág. integrados em mobiliário. incluindo ferragens.

1 Regras gerais a) As medições serão realizadas de modo a ficarem individualizadas e descritas em rubricas próprias. os trabalhos de preparação das superfícies e preparatórios de pintura e a pintura propriamente dita. como por exemplo os de decoração. com seu acabamento. 2 2 18.3 Pintura de portas e portões a) A medição da pintura das folhas será realizada em m em ambas as faces. e) As medidas para a determinação das medições serão.trabalhos preparatórios da superfície a pintar (limpeza. . a tinta de água. f) As medições de pintura de perfis cujo perímetro pintado não exceda 0. Dentro de cada grupo. a medição será realizada de acordo com as regras gerais indicadas neste capítulo.30 m serão medidos em m .). . d) Regra geral. velatura.condições de execução.2 Pintura de estruturas metálicas a) Regra geral.trabalhos e número de demãos de acabamento. c) A pintura de portas e portões que implique dificuldades especiais de execução poderá ser medida separadamente em rubricas próprias.natureza e acabamento da superfície a pintar . envernizamento. caiação. etc. O acréscimo não considerado será incluído no respectivo preço unitário. e outros trabalhos semelhantes. a medição será determinada a partir da área de projecção da superfície a pintar sobre a superfície de base e separada em rubricas próprias. conforme foi referido nas alíneas f) dos capítulos Carpintarias e Serralharias. b) A medição da pintura dos guarnecimentos e dos aros será realizada de acordo com as regras das alíneas f) e g das Regras Gerais deste capítulo. O medidor deverá indicar no enunciado da medição destes trabalhos as regras que adoptar. A área de pintura será obtida pelo produto do desenvolvimento do perímetro pintado pelo comprimento do perfil.trabalhos preparatórios da pintura. h) A medição da pintura de tubos e condutas será realizada de acordo com as regras indicadas nas alíneas f) e g) anteriores. as estabelecidas no capítulo relativo a Revestimentos. não são objecto destas regras. selagem. de acordo com a dificuldade de execução da pintura segundo as classes de perfis indicadas na alínea f) das Regras Gerais do capítulo Estruturas Metálicas. a medição da pintura poderá ser incluída nos trabalhos de execução daqueles elementos.Técnicas de Medições e Orçamentos de Obras 18. enceramento. O perímetro pintado será determinado a partir do diâmetro exterior. 64/75 2 . b) Quando for conveniente a medição poderá ser realizada em kg. segundo o peso dos elementos constituintes da estrutura metálica c) Os elementos indicados na alínea anterior deverão ser separados em rubricas próprias. b) As medições serão em regra ordenadas em grupos correspondentes à natureza dos trabalhos relativos à execução dos elementos a pintar. l) Quando os elementos de construção são fornecidos para a obra já pintados. Pág. decapagem.natureza e qualidade dos materiais . isolamento de nós. nomeadamente: pintura e tinta de esmalte. PINTURAS 18. i) A pintura de pequenas peças isoladas será medida à unidade (un) j) Os trabalhos especiais de pintura. a ordenação será idêntica à adaptada no capítulo relativo a esses trabalhos c) A medição englobará todas as operações relativas à execução dos trabalhos de pintura. 18. serão medidas em m com as excepções indicadas nas alíneas das rubricas seguintes. nomeadamente os de fornecimento e preparação de materiais.natureza do trabalho. nomeadamente: número de demãos de primários e barramentos. . . remoção de pintura.30 m serão feitas em m e agrupadas em rubricas correspondentes a 3 classes de dimensões do perímetro pintado g) Os perfis com perímetro pintado superior a 0. as pinturas. No caso de superfícies irregulares ou superfícies onduladas. de acordo com as seguintes características: . em geral. metalização a frio. principalmente as de grandes superfícies. lixagem.

de acordo com a área vista de cada peça de vidro em classes Quando o mesmo caixilho tiver peças de vidro correspondentes a mais de uma classe. serão agrupados. para cada tipo de elemento com as mesmas características. a medição deverá ser feita à unidade (un). em rubricas próprias. caso estes trabalhos se realizem em conjunto e) As medidas para a determinação das medições serão as utilizadas na medição dos próprios elementos excepto no que respeita dos perímetros pintados dos aros. em rubrica própria. a medição da pintura de aros e guarnecimentos será feita separadamente. b) A medição da pintura de elementos de equipamento com grandes superfícies lisas (nomeadamente 2 armários fixos) poderá ser realizada m . redes e grelhas . separando em rubricas próprias os trabalhos relativos a caixilhos correspondentes a diferentes classes. grades de 2 vãos. d) As medidas para a determinação de medições serão as do enquadramento do vão onde os elementos se inserem. B e C será realizada em m em ambas as faces. 2 18. b) A pintura dos elementos componentes dos caixilhos pertencentes à classe D será medida segundo as regras das alíneas 17 e g) das Regras Gerais deste capítulo. deverá ser classificado na classe correspondente à da área média dos vidros. no caso de caixilhos fixos. a medição será realizada à unidade (un). c) A medição da pintura dos caixilhos pertencentes classes A.7 Pintura de equipamento fixo e móvel a) Regra geral. balaustradas e corrimãos a) A pintura de grades e guardas constituídas por perfis.4 Pintura de janelas e envidraçados a) Os caixilhos. Pág. serão medidas em m numa face. 18.será realizada em m nas duas faces. 18. b) A medição da pintura dos corrimãos isolados ou dos que recebam uma pintura diferente da respectiva guarda será realizada segundo as regras indicadas na alínea alíneas f) e g) Regras gerais deste capítulo. para efeito de medição da respectiva pintura.Técnicas de Medições e Orçamentos de Obras d) A pintura de portões metálicos com grande número de motivos ornamentais poderá ser medida à unidade (un). A área de medição deverá corresponder à área explicitada. b) As grelhagens de betão serão medidas segundo as regras da alínea anterior. pelas regras enunciadas nas alíneas f) e g) das Regras Gerais. d) Regra geral.6 Pintura de grades. a medição da pintura destes elementos poderá ser incluída na dos caixilhos. persianas. guarnecimentos e caixilhos da classe D que serão obtidas de acordo com o indicado nas alíneas f) e g) das regras gerais deste capítulo. para cada tipo de elemento com as mesmas características. portas de lagarto. 65/75 . em rubrica própria.nomeadamente estores. como por exemplo balaustres e acrotérios. Deverão ser explicitadas as faces e vistas a pintar.5 Outros elementos em vãos a) A medição da pintura de outros elementos em vãos . No entanto. 18. c) As caixas de estore serão medidas segundo as regras indicadas nas alíneas f) e g) das Regras Gerais deste capítulo. c) No caso de elementos especiais. guardas.

a medição dos trabalhos processa-se 2 como se recomendou para as pinturas (m ) e de acordo com as regras ali expressas que melhor se adaptem ao tipo de acabamento em análise. os trabalhos preparatórios a realizar e o aspecto final pretendido c) O tipo e especificação técnica dos materiais de acabamento e preparação deverão ser claramente indicados. parquetes-mosaico.1 Regras gerais Nesta designação. 19. como no caso das alcatifas. tapetes ou passadeiras a) A medição das alcatifas será realizada ao m com indicação do número de vãos de porta e/ou janela. ACABAMENTOS 19.Técnicas de Medições e Orçamentos de Obras 19. b) Quando sejam fornecidos em pasta. tapete ou passadeira. Pág. 2 19. com indicação das suas dimensões. além das demãos de cera ou verniz. de mármore e pastas compósitas a) A medição será realizada em m e deverá indicar o tipo de tratamento previsto.6 Outros acabamentos a) O critério de medição será sempre encontrado a partir das condições habituais de aplicação dos materiais. b) A qualidade.4 Acabamento de pavimentos com alcatifas. tacos. etc. 2 19. b) Deverá indicar-se. tendo-se em atenção as suas dimensões de fabrico e consequentes desperdícios não recuperáveis na obra. deverão ser claramente especificados na medição 2 19. ou a aplicação de material intermediário. como da base intermediária (se for caso disso).3 Acabamento de pavimentos de ladrilhos cerâmicos.). c) Sempre que o acabamento previsto exija preparação prévia das superfícies. produto pastoso ou líquido. incluem-se todos os trabalhos que não se encontram incluídos nos Capítulos anteriores e/ou seguintes e que são constituídos por trabalhos finais de uma obra. bem como a fixação e remates previstos. Os tapetes e passadeiras serão medidos à unidade (un). as operações correspondentes serão descriminadas e objecto de medição em separado.2 Afagamento e acabamento de pavimentos de madeira e cortiça a) A medição será realizada em m e indicará a espécie da madeira e a forma em que se apresenta (réguas. os materiais a aplicar e o aspecto final desejado 2 19. a cor e a estrutura da alcatifa. e os remates previstos. deverão ser bem definidos na medição. 66/75 .5 Acabamento de paredes com papel colado ou panos decorativos a) A medição será realizada ao m com a indicação da quantidade e dimensão de vãos a contornar b) A qualidade e características do material.

executadas com os métodos e materiais tradicionais serão consideradas no capítulo Revestimentos de Coberturas. A medição dos poços filtrantes será realizada segundo as regras indicadas para as fossas sépticas. serão considerados no capítulo Movimento de terras. antes da realização das betonagens. as operações indicadas na alínea anterior poderão ser medidas separadamente em rubricas próprias. segundo as características próprias de cada componente. . assentamento ou montagem. as medições dos trabalhos necessários à sua execução poderão ser feitas separadamente nos capítulos relativos à respectiva especialidade. sempre que conveniente. não serão considerados. f) As valas drenantes ou trincheiras filtrantes serão medidas em m. os troços de rede relativos à interposição de câmaras e de fossas sépticas na rede. especialmente as prefabricadas.tipo de ligação dos tubos. b) A medição da canalização será realizada segundo as regras indicadas nas alíneas e) e f) das Regras Gerais. 20.tipo de protecção. sifónicas etc. devendo considerar-se incluídas nos preços de execução daqueles elementos. e) Regra geral. c) Regra geral. esquentador) ou elemento de construção (fossa séptica. 67/75 . As medidas serão determinadas entre eixos dos equipamentos a ligar. No entanto. . . a medição da canalização será realizada em m. 20. não serão medidas separadamente.Técnicas de Medições e Orçamentos de Obras 20. câmara de visita). g) Regra geral. h) A medição dos roços será realizada em m. em rubricas próprias de acordo com as características das canalizações.1 Regras gerais a) As medições serão realizadas de modo a ficarem individualizadas nos sub-capítulos que constituem o presente capítulo b) As medições dos trabalhos que normalmente não são executados por empresas especializadas em canalizações serão consideradas separadamente em grupos próprios ou nos capítulos referentes a esses trabalhos. INSTALAÇÕES DE CANALIZAÇÃO 20.natureza dos materiais constituintes dos tubos e acessórios. A execução de reservas em elementos de betão.. são incluídas apenas as instalações geralmente executadas pelos empreiteiros de canalizações com materiais e segundo métodos semelhantes restantes instalações de esgoto.2 Esgoto doméstico ou de águas residuais a) Neste sub-capítulo serão também consideradas as redes de ventilação dos esgotos. de isolamento e de acabamento das canalizações. o equipamento será medido à unidade (un). As furações no tosco para atravessamentos de canalizações ou fixações de cada elemento de equipamento serão medidas à unidade (un). incluindo os acompanhamentos com argamassa ou a chumbagem. serão medidas à unidade (un).características dos tubos e acessórios nomeadamente: diâmetro nominal (DN). as fossas sépticas. segundo as medidas indicadas para as respectivas canalizações. câmaras e fossas e outros elementos enterrados. fornecimento. (torneira. o equipamento será medido segundo as regras indicadas na alínea g) de Regras Gerais d) As câmaras de visita. e) As medições serão individualizadas. de inspecção. etc. serão medidas à unidade (un) de acordo com o seu tipo e características.): . No entanto. especialmente a secção horizontal. g) Todos os movimentos de terras necessários à execução de canalizações. incluindo os acessórios dos tubos. Neste capítulo. execução. principalmente as seguintes: . pelas regras neles indicadas. classe ou série e outras características (como por exemplo tubos soldados ou sem costura. a medição englobará as operações de fabrico. Pág. d) Sempre que necessário. de retenção.3 Esgoto de águas pluviais a) As drenagens de águas pluviais.condições de execução f) Regra geral. c) Regra geral.

. se necessário.Técnicas de Medições e Orçamentos de Obras b) As regras de medição das canalizações. a conduta de ventilação poderá ser medida separadamente em m.) e acessórios.5 Aparelhos Sanitários a) Sempre que conveniente. As medidas serão determinadas entre as extremidades superior e inferior do tubo de queda c) As bocas de descarga do lixo serão medidas à unidade (un). incluindo a respectiva portinhola. nomeadamente se estática ou dinâmica e neste caso quais os caudais a debitar. A alimentação de água a este sistema será incluída na medição relativa a Distribuição de Água.4 Distribuição de água a) A medição da tubagem será efectuada segundo as regras Indicadas nas allneas e) e f) das Regras Gerais. e) O sistema de limpeza será medido à unidade (un). etc.6 Distribuição de gás a) A medição da tubagem será efectuada segundo as regras indicadas nas alíneas e) e f) das Regras Gerais.) e acessórios e indicando-se as respectivas características Pág. baldes ou carrinhos.sistema de ventilação.sistema de limpeza. como os ralos. etc.tubo de queda. b) O equipamento será medido segundo as regras indicadas na afinas g) de Regras 20. com indicação das respectivas características. incluindo todos os acessórios. b) A medição do tubo de queda será realizada em m. incluindo toda a aparelhagem e acessórios. 68/75 .bocas de descarga de lixo. as abas e outros elementos especiais destas redes. os funis. com inclusão de todos os elementos principais (espalhador de água. incluindo-se nesta rubrica todos os elementos principais (fecho ou tremonha do tubo de queda. serão medidos à unidade (un). se existente). do equipamento e acessórios serão idênticas indicadas para as Instalações de Esgoto Doméstico ou de Águas Residuais.7 Evacuação de lixo a) As medições serão realizadas de modo a que sejam individualizadas em rubricas próprias os seguintes elementos: . . sistema de incineração. c) Os acessórios especiais. ou outras) e da portinhola d) O sistema de ventilação será medido à unidade. b) O equipamento será medido segundo as regras indicadas na alínea g) de Regras Gerais 20. Deverão indicar-se as características da ventilação. as respectivas dimensões 20. . incluindo os materiais e acessórios necessários ao assentamento e funcionamento dos aparelhos c) No enunciado da medição deverão indicar-se os tipos e características dos aparelhos e seus acessórios e. roldanas.sistema de recepção de lixos (incluindo incineração. o fornecimento e o assentamento dos aparelhos sanitários serão medidos separadamente em rubricas próprias b) A medição de cada elemento será realizada à unidade (un). 20. escovilhão. incluindo todos os acessórios e ligações. f) O sistema de recepção de lixos será também medido à unidade (un). No entanto. . Deverão indicar-se as características da boca de descarga (se de forquilha simples ou dupla.

e) A medição da portinhola será realizada à unidade (un). . No enunciado das medições. b) As medições dos trabalhos que normalmente são da atribuição do empreiteiro geral ou de toscos.instalações embebidas no betão . .cabo de alimentação.instalações à vista. execução.2 Alimentação geral a) Os trabalhos relativos a este sub-capítulo só serão incluídos nas medições quando o caderno de encargos assim o especificar. a medição englobará as operações de fornecimento. 21. c) A medição do cabo de alimentação será realizada em m. g) As medições dos tubos de protecção serão individualizadas em rubricas próprias.instalações enterradas . As furações para travessias não serão medidas separadamente. assentamento ou montagem. a sua execução é da atribuição das empresas fornecedoras de energia eléctrica. nomeadamente: . caixa de aparelhagem e caixa terminal). regra geral. as medições serão individualizadas nas seguintes rubricas: . corta-circuitos.tensão de serviço. b) A medição da alimentação geral. será subdividida nas rubricas seguintes: .tipo e natureza do material constituinte . e) Sempre que necessário. serão considerados separadamente em grupo próprio ou nos capítulos referentes a esses trabalhos c) De acordo com as indicações de execução das instalações. nomeadamente: .Instalações de iluminação. de acordo com as suas características.tipo de caixa (caixa de derivação. especificando-se as características dos elementos constituintes (caixa.secção e número de condutores (no caso dos cabos). devendo considerar-se incluídas no preço unitário de outros trabalhos.Técnicas de Medições e Orçamentos de Obras 21. i) A medição dos roços será realizada em m. .natureza do material constituinte. sendo as medidas determinadas entre eixos de equipamentos a ligar. sendo as medidas a considerar as dos tubos a que se destinam. bornes. pois. deverá especificar-se o tipo de ligação do neutro da rede de distribuição que vai alimentar esse cabo (neutro à terra ou neutro isolado).instalações aéreas (suspensas em catenária) d) Regra geral. as operações indicadas na alínea anterior poderão ser medidas separadamente em rubricas próprias. serão descritas as características referidas na alínea f) das Regras gerais deste capítulo d) Nos casos em que a tensão de serviço for superior a 1 kV.Colunas montantes e derivações. 69/75 . . terminais. . caixa de passagem ou funda. Pág. f) As medições dos cabos e dos condutores serão individualizadas em rubricas próprias. de acordo com as suas características.). INSTALAÇÕES ELÉCTRICAS 21. tomadas e força-motriz.tipo de cabo ou de condutor segundo as normas em vigor . h) As medições das caixas serão individualizadas em rubricas próprias. fusíveis.Instalações eléctricas especiais.posto de transformação e quadro geral de baixa tensão. . . em regra.instalações embebidas em roço. nomeadamente: . .dimensões.Alimentação geral. etc.1 Regras gerais a) As medições das instalações eléctricas serão individualizadas nos sub-capítulos seguintes: . . . de acordo com as suas características.diâmetro normalizado.portinhola.

. . tomadas e força-motriz a) A medição deste sub-capítulo. 21. consoante o critério do medidor. d) As caixas. ou a designação comercial de cada aparelho.aparelhagem de manobra.chegada. disjuntores. . ligação e protecção. características de fabrico. e) Para as medições dos cabos e condutores. ver alínea c) de Colunas montantes e derivações.armaduras. . f) A aparelhagem de manobra ligação e protecção será medida à unidade (un) incluindo todos os acessórios necessários à montagem. as medidas para a determinação das medições. g) A medição das armaduras será realizada à unidade (un).cabos e condutores. incluindo todos os acessórios necessários à montagem dos tubos. número e potência das lâmpadas ou a designação comercial de cada armadura. .estrutura para o equipamento. montantes e derivações a) A medição das colunas montantes e derivações.transformador de potência. . dimensões. No enunciado das medições. placa de bornes. será decomposta nas rubricas seguintes: . .Técnicas de Medições e Orçamentos de Obras f) A medição do posto de transformação e quadro geral de baixa tensão engloba os seguintes elementos: .caixas. Em geral. 21. . ver alínea e) de Colunas montantes e derivações. corta-circuitos. b) A medição do quadro de distribuição será realizada à unidade (un) especificando-se as características dos elementos constituintes (caixa. serão descritas as características referidas na alínea g) de Regras gerais deste capítulo c) A medição da caixa de coluna será realizada à unidade (un). . . características de fabrico.3 Colunas. A medição incluirá os acessórios necessários à montagem do quadro de distribuição.quadro geral de baixa tensão. . para cada um dos elementos indicados na alínea anterior. . Pág. No enunciado das medições indicam-se os tipos (incandescente e fluorescente). incluindo os respectivos acessórios serão medidas à unidade (un) As características das caixas a indicar no enunciado das medições são as referidas na alínea h) das Regras gerais.tubos de protecção. corta-circuitos. . b) Os tubos de protecção serão medidos em m. em regra. . .corte e protecção. c) Para a medição dos tubos de protecção. h) A medição terá em consideração os elementos que são fornecidos pela empresa fornecedora de energia eléctrica i) As operações de fornecimento e as de assentamento ou montagem poderão ser medidas separadamente em rubricas próprias. especificando-se as características dos elementos constituintes (caixa.4 Instalações de iluminação. em regra. interruptores. ou para o conjunto destes elementos. 70/75 .cabos e condutores. d) A medição dos cabos e condutores será realizada em m. será subdividida nas rubricas seguintes: .contagem. fusíveis.caixas de coluna. fusíveis e parafusos de selagem).tubos de protecção. No enunciado das medições devem indicar-se os tipos. tensão de serviço e intensidade nominal.corte geral. g) A medição será realizada à unidade (un).quadro de distribuição.terras. incluindo os acessórios necessários à respectiva montagem. incluindo todos os acessórios necessários à montagem As medidas serão determinadas entre eixos de equipamentos a ligar e) As operações de fornecimento e as de assentamento ou montagem poderão ser medidas separadamente em rubricas próprias.saída. serão as consideradas para os respectivos condutores. bornes.). etc.

tubos de protecção.cabos. em regra.sinalização. .campainhas e trinco eléctrico. . f) A medição da instalação do automático de escada será decomposta nas rubricas seguintes: .aparelhagem de ligação. a potência e a tensão de serviço. . .cabos e condutores. c) A medição da instalação de sinalização será decomposta nas rubricas seguintes: .eléctrodo de terra. de acordo com as suas características.tubos de protecção. .caixas. d) A medição da instalação de telefone de porta e porteira será decomposta nas rubricas seguintes: . . . .tubo de protecção .cabos e condutores.caixa de medição de terra.armaduras. . . .automático de escada.aparelhagem de ligação. .pára-raios.antena colectiva de TV e TSF. i) A medição da instalação do pára-raios será decomposta nas rubricas seguintes: .tubos de protecção. .cabos e condutores.aparelhagem de manobra e ligação.central. isto é.cabos ou condutores. .caixas. . .campainhas. serão decompostas nas instalações seguintes: .pára-raios.altifalante de porta. .antenas. g) A medição da instalação de telefones da PT será decomposta nas rubricas seguintes: . . 21. .caixas.quadro de alvos. .Técnicas de Medições e Orçamentos de Obras h) As lâmpadas das armaduras serão medidas em rubrica individualizada. i) As operações de fornecimento e as de assentamento ou montagem poderão ser medidas separadamente em rubricas próprias.automático de escada. 71/75 .telefone de porta e porteira. .5 Instalações eléctricas especiais a) As medições deste sub-capítulo. b) A medição das instalações indicadas na alínea anterior será efectuada segundo as regras estabelecidas no sub-capítulo anterior (Instalações de iluminação.caixas. e) A medição da instalação de campainhas e trinco eléctrico será decomposta nas rubricas seguintes: . tomadas e força-motriz). . . .aparelhagem de manobra. .tubos de protecção. Pág.fita condutora. .tubos de protecção. o tipo.caixas. . . .caixas. h) A medição da instalação da antena colectiva de TV e TSF será decomposta nas rubricas seguintes: .telefones de porta.aparelhagem de manobra e ligação. .trinco eléctrico.telefones. . . . .cabos e condutores.

serão decompostas em função do tipo de ascensor. e) A medição será efectuada tendo em consideração o projecto do ascensor e. c) Se de caixa fechada para além da caixa constituída por paredes.1 Regras gerais a) O ascensor com todas as suas partes e peças mede-se como uma unidade (un). em regra. b) As medições deste sub-capítulo.Assistência à montagem . etc. como da escada de acesso à cabina das máquinas. aparelhagem de controle e segurança e máquinas.Técnicas de Medições e Orçamentos de Obras 22. nomeadamente: . .Trabalhos de remate interior e exterior das portas Pág. os trabalhos a realizar resultarão da comparação da situação final com a que foi concretizada nas medições dos trabalhos de construção civil. terão que ser medidos apenas os trabalhos de acompanhamento da montagem e da fixação de guias. aos aparelhos a instalar na cuba e ligações aos patamares dos pisos. ASCENSORES E MONTA-CARGAS 22. que são medidas nos capítulos correspondentes.caixa aberta. referindo e transferindo para o projecto e caderno de encargos a sua especificação. 72/75 . casa de máquinas.caixa fechada. d) Se de caixa aberta as operações a medir são as devidas à fixação da estrutura na base. vãos de portas. nomeadamente: ..

para o equipamento fixo. garras. quer para elementos móveis (especialmente móveis de madeira).Técnicas de Medições e Orçamentos de Obras 23. para além do que as regras recomendam. e) Quer para elementos fixos. c) A medição indicará ainda. d) Na medição destas tarefas. medindo-se as operações não incluídas de acordo com a sua especificidade e segundo as regras recomendadas aplicáveis. designação corrente do mercado. que estas se destinam à montagem e/ou fixação do elemento de equipamento referido no Artigo (indicar o artigo da medição). buchas. isto é. isso deve ser referido na medição. deverá ainda indicar-se quando o acabamento final é feito no local de utilização e se está ou não incluído nas condições de fornecimento. conforme se indicou em c). e) Quando nestas tarefas de montagem e/ou fixação se utilizam acessórios que acompanham o elemento. ELEMENTOS DE EQUIPAMENTO FIXO E MÓVEL DE MERCADO 23. deverá indicar-se. 73/75 . ou outras peças especiais. e deverá ainda indicar o artigo ou especificação técnica do projecto onde a sua definição. capacidade e qualidade. por cada elemento completo e caracterizado pela função. Pág.equipamento fixo . caracterização e condições de fornecimento são feitas até ao completo esclarecimento.equipamento móvel b) A medição será sempre realizada à unidade (un). tipo ou dimensão. como parafusos. a inclusão ou exclusão de tarefas de montagem e/ou fixação medindo-as de acordo com o que de aplicável se encontra nas regras das especialidades envolvidas.1 Regras gerais a) As medições relativas aos elementos de equipamento do mercado serão individualizadas nos seguintes sub-capítulos: .

de montagem e/ou preparação. e como. embora se devam indicar sempre o fim a que se destinam. de acordo com as regras aplicáveis. h) Quando além dos tubos incorporados se prevê a aplicação de uma malha de aço auxiliar da distribuição do calor (rede electrosoldada). bem como os materiais. aceleradores e de controlo b) As tarefas excluídas. As medições de todos estes trabalhos deverão ser consideradas nos capítulos de cada uma das especialidades. nomeadamente de movimento de terras. 74/75 . serão medidas de acordo com o que nas regras correspondentes à especialidade interveniente se indica e com referência clara ao fim a que se destina. INSTALAÇÕES DE AQUECIMENTO POR ÁGUA OU VAPOR 24. ainda que executadas na fase da obra correspondente.condutos e tubagem . são normalmente caldeiras de grande dimensão e que exigem grande diversidade de trabalhos a serem executados em diversas fases da construção. quando destinados a grandes redes de distribuição. aceleradores e de controle a) Os dispositivos geradores. isto é. designação corrente do mercado. e/ou quando a alimentação destes se faz por meio de tubos subterrâneos para ligação aos veículos de abastecimento. deverão ser destacadas em artigos também especiais.3 Condutos e tubagem a) Quando na rede de distribuição se utilize mais do que um tipo ou classe de tubos. especialmente quando os depósitos de combustíveis ficam enterrados. para qualquer destes efeitos. esta deve ser incluída como componente da instalação e as tarefas de aplicação e acompanhamento deverão ser incluídas no conjunto referido na alínea d) das regras gerais deste capítulo. d) Para além das tarefas auxiliares ou complementares da montagem.4 Dispositivos difusores. é hábito executarem-se ainda outras de acabamento. espessuras e acessórios que se prevêem utilizar. tipo e/ou dimensão. mas como sempre.dispositivos difusores. indicando-se sobre o que.1 Regras gerais a) As medições relativas a instalações de aquecimento por água ou vapor serão individualizadas nos subcapítulos seguintes: . 24.2 Geradores caloríficos Os geradores caloríficos.geradores caloríficos . como de incorporação de peças de fixação ou acessórios. do isolamento ou simples fixação de dispositivos. os grupos de actividade poderão ser correctamente dimensionados e os dispositivos a incorporar (ainda que fornecidos por sub empreiteiro independente) serão considerados na programação de fornecimentos permitindo a determinação do custo total da instalação. isso deverá ser referido na medição. aceleradores e de controle serão sempre medidos à unidade (un). com pintura a executar na obra. Pág. deverá fazer-se a medição destes em separado b) Nos tubos embebidos ou não. potência e capacidade. a medição da pintura será feita por m de acordo com as regras aconselhadas para as pinturas. por cada elemento caracterizado pela função. como pinturas ou revestimentos especiais. como é o caso das serpentinas incorporadas no betão. c) Quando nestas tarefas de montagem e/ou preparação se utilizam peças ou acessórios que se encontrem incluídas nos fornecimentos a fazer com os dispositivos de utilização ou produção de energia. os sistemas de isolamento térmico de deverão ficar bem especificados na medição. Estas. será de exigir que o projecto da instalação se encontre devidamente pormenorizado 24. com os materiais e processos de aplicação bem especificados. 24. qualidade e aspecto das suas partes aparentes. c) Se os dispositivos são fornecidos por acabar.Técnicas de Medições e Orçamentos de Obras 24. Deste modo. b) A medição indicará ainda para estes dispositivos a inclusão ou exclusão e tarefas de montagem e/ou fixação. a pintura será executada. Para este efeito. a dimensão de caixas para os embeber total ou parcialmente e as peças de fixação ou acessórios a incorporar nas paredes. difusores.

Técnicas de Medições e Orçamentos de Obras 25. com materiais e processos bem especificados e medidos de acordo com as regras apresentadas no capítulo relativo a pinturas. estas. a medição será feitas nas mesmas condições recomendadas para os dispositivos a isolar. como a incorporação nas alvenarias de peças de fixação ou acessórios. quando rectangulares. e) Todas as tarefas excluídas da montagem e/ou preparação desta. 25. ainda que a executar na fase da obra correspondente. Pág. grelhas ou difusores) serão medidos à unidade (un) e bem especificados quanto a materiais. d) Se. c) Todas as tarefas excluídas da montagem e/ou preparação desta. ou da simples fixação de dispositivos. se prevê a execução de pinturas. 25. isto é. estas. filtros. como a incorporação nas alvenarias de peças de fixação ou acessórios. observam-se as regras de medição para as instalações de aquecimento do capítulo Instalações de aquecimento por água ou vapor. apresentação. do isolamento.unidades de tratamento do ar . com materiais e processos bem especificados e medidos de acordo com as regras apresentadas no capítulo relativo a pinturas. deverão ser destacadas em artigos especiais.2 Unidades de tratamento do ar a) As unidades de tratamento do ar podem ser de janela ou consola e. serão medidos de acordo com o que nas regras correspondentes à especialidade se indica e com referência à instalação a que se destina. Os acessórios de ligação em ângulos. 75/75 . para além das tarefas auxiliares da montagem ou da simples fixação de dispositivos. forma e dimensões.1 Regras gerais a) As medições relativas a instalações de ar condicionado serão individualizadas nos sub capítulos seguintes . encaixes. deverão ser destacadas em artigos especiais. serão consideradas como equipamento eléctrico de conforto. m para os condutos e unidade (un) para as ligações. grelhas e difusores a) Os condutos de ar são medidos em m. curvas. serão medidos de acordo com o que nas regras correspondentes à especialidade se indica e com referência à instalação a que se destina. Haverá uma medição para cada secção. as instalações são medidas com unidades centrais de tratamento e condutos de distribuição com ou sem retorno. derivações em mudança de secção serão medidos à unidade (un) e bem especificados. quando de secção circular. ainda que a executar na fase da obra correspondente.3 Condutos. c) Quando a instalação é constituída por unidades de aquecimento e de arrefecimento de água localizadas numa central e redes de distribuição desta a condicionadores locais. filtros. nestas condições. b) A medição indicará para todos estes dispositivos a inclusão ou exclusão de tarefas auxiliares de montagem e as peças de fixação e/ou acessórios a incorporar nas paredes ou pisos para este efeito. grelhas e difusores b) Neste capítulo. para além das tarefas auxiliares da montagem. INSTALAÇÕES DE AR CONDICIONADO 25. se prevê a execução de pinturas.condutos. ou em parte destes. b) Os terminais (filtros. d) Quando se preveja isolamento térmico ou acústico de envolvimento dos condutos. c) A medição indicará para todos estes dispositivos a inclusão ou exclusão de tarefas auxiliares de montagem e as peças de fixação e/ou acessórios a incorporar nas paredes ou pisos para este efeito. f) Se. ou diâmetro. tal como os irradiadores eléctricos. com a indicação das duas medidas da secção.

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