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18 5.  Antero de Quental

A poesia de Antero de Quental

OEXP11CAE © Porto Editora


Angústia existencial  Inquietação espiritual e desassossego;
 Insatisfação perante o real;
 Desencanto, angústia, dor, morbidez, frustração e cansaço;
 Interiorização reflexiva;
 Incessante procura de um sentido para a existência;
 Desilusão e incredulidade face à luta.

Refúgio no sonho e na transcendência religiosa.

Perfeição e plenitude das realizações (imaginárias ou


Configurações do Ideal
reais) do “eu”

 Antero exprime a revolta e o inconformismo da sua geração perante uma situação social, polí-
tica e cultural conservadora e retrógrada, fomentada por um Romantismo que não conseguiu
concretizar os ideais que defendera.

 Mestre e mentor, inspirador e símbolo da Geração de 70, a sua personalidade está intimamente
ligada à vida cultural e social em que, ativamente, participou.

 A poesia de Antero exprime as preocupações do ser humano que reconhece a sua condição e a
sua fragilidade, que sente esperanças e sofre os desalentos, que duvida perante os mistérios
da criação, da morte e de Deus.

 Antero luta por ideais feitos de amor, de justiça e de liberdade. Esperança e desilusão são duas
forças constantes no seu pensamento e na sua vida, entre as quais tudo oscila.

 Idealista, acaba por considerar empobrecedoras as concretizações da Ideia. Daí as deceções


constantes, sentindo que a sua luta não está a conseguir os resultados projetados.

 Com dificuldade em libertar-se das adversidades, Antero dirige o seu pensamento para o di-
vino, embora não abandone o seu racionalismo.

 O pensamento de Deus surge, frequentemente, associado à morte, considerada como a verda-
deira libertação.
MOREIRA, Vasco, e PIMENTA, Hilário, 2001.
Português A e B – Acesso ao Ensino Superior. Porto: Porto Editora

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