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APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos

 Pertinência: é a característica associada a um


RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO: elemento que faz parte de um conjunto;
Estruturas Lógicas. Lógica de Argumentação, negação de
proposições, implicação lógica. Diagramas Lógicos. Compre- Pertence ou não pertence
ensão e elaboração da lógica das situações por meio de
raciocínio matemático. Se é um elemento de , nós podemos dizer que o
elemento pertence ao conjunto e podemos escrever
Problemas envolvendo as quatro operações nas formas
fracionária e decimal; números e grandezas direta e indire- . Se não é um elemento de , nós podemos
tamente proporcionais; dizer que o elemento não pertence ao conjunto e
razão e proporção; divisão proporcional; regra de três sim- podemos escrever .
ples e composta; porcentagem.
Sistemas de medidas de comprimento, perímetro, área,
volume, temperatura, massa e tempo. 1. Conceitos primitivos
Princípios de contagem e noção de probabilidade.
Equações do primeiro e segundo graus. Geometria básica. Antes de mais nada devemos saber que conceitos
primitivos são noções que adotamos sem definição.
Noções de estatística; médias e leitura de gráficos.
Adotaremos aqui três conceitos primitivos: o de con-
TEORIA DOS CONJUNTOS junto, o de elemento e o de pertinência de um elemento
a um conjunto. Assim, devemos entender perfeitamente
a frase: determinado elemento pertence a um conjunto,
CONJUNTO
sem que tenhamos definido o que é conjunto, o que é
elemento e o que significa dizer que um elemento per-
Em matemática, um conjunto é uma coleção de
tence ou não a um conjunto.
elementos. Não interessa a ordem e quantas vezes os
elementos estão listados na coleção. Em contraste,
2 Notação
uma coleção de elementos na qual a multiplicidade,
mas não a ordem, é relevante, é chamada
Normalmente adotamos, na teoria dos conjuntos, a
multiconjunto.
seguinte notação:
Conjuntos são um dos conceitos básicos da
• os conjuntos são indicados por letras maiúsculas:
matemática. Um conjunto é apenas uma coleção de
A, B, C, ... ;
entidades, chamadas de elementos. A notação padrão
• os elementos são indicados por letras
lista os elementos separados por vírgulas entre chaves
minúsculas: a, b, c, x, y, ... ;
(o uso de "parênteses" ou "colchetes" é incomum)
como os seguintes exemplos: • o fato de um elemento x pertencer a um conjunto
C é indicado com x ∈ C;
{1, 2, 3} • o fato de um elemento y não pertencer a um
conjunto C é indicado y ∉ C.
{1, 2, 2, 1, 3, 2}
3. Representação dos conjuntos
{x : x é um número inteiro tal que 0<x<4}
Um conjunto pode ser representado de três
Os três exemplos acima são maneiras diferentes de maneiras:
representar o mesmo conjunto.
• por enumeração de seus elementos;
É possível descrever o mesmo conjunto de • por descrição de uma propriedade
diferentes maneiras: listando os seus elementos (ideal característica do conjunto;
para conjuntos pequenos e finitos) ou definindo uma • através de uma representação gráfica.
propriedade de seus elementos. Dizemos que dois Um conjunto é representado por enumeração
conjuntos são iguais se e somente se cada elemento quando todos os seus elementos são indicados e
de um é também elemento do outro, não importando a colocados dentro de um par de chaves.
quantidade e nem a ordem das ocorrências dos
elementos. Exemplo:

Conceitos essenciais a) A = ( 0; 1; 2; 3; 4; 5; 6; 7; 8; 9 ) indica o conjunto


formado pelos algarismos do nosso sistema de
 Conjunto: representa uma coleção de objetos, numeração.
geralmente representado por letras maiúsculas; b) B = ( a, b, c, d, e, f, g, h, i, j, l, m, n, o, p, q, r, s, t,
u, v, x, z ) indica o conjunto formado pelas letras do
 Elemento: qualquer um dos componentes de um nosso alfabeto.
conjunto, geralmente representado por letras c) Quando um conjunto possui número elevado de
minúsculas; elementos, porém apresenta lei de formação bem clara,

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podemos representa-lo, por enumeração, indicando os Por esse tipo de representação gráfica, chamada
primeiros e os últimos elementos, intercalados por diagrama de Euler-Venn, percebemos que x ∈ C, y ∈
reticências. Assim: C = ( 2; 4; 6;... ; 98 ) indica o C, z ∈ C; e que a ∉ C, b ∉ C, c ∉ C, d ∉ C.
conjunto dos números pares positivos, menores do
que100. 4 Número de elementos de um conjunto
d) Ainda usando reticências, podemos representar,
por enumeração, conjuntos com infinitas elementos que Consideremos um conjunto C. Chamamos de núme-
tenham uma lei de formação bem clara, como os ro de elementos deste conjunto, e indicamos com n(C),
seguintes: ao número de elementos diferentes entre si, que per-
tencem ao conjunto.
D = ( 0; 1; 2; 3; .. . ) indica o conjunto dos números Exemplos
inteiros não negativos;
E = ( ... ; -2; -1; 0; 1; 2; . .. ) indica o conjunto dos a) O conjunto A = { a; e; i; o; u }
números inteiros; é tal que n(A) = 5.
F = ( 1; 3; 5; 7; . . . ) indica o conjunto dos números b) O conjunto B = { 0; 1; 3; 4; 5; 6; 7; 8; 9 } é tal
ímpares positivos. que n(B) = 10.
c) O conjunto C = ( 1; 2; 3; 4;... ; 99 ) é tal que n
A representação de um conjunto por meio da des- (C) = 99.
crição de uma propriedade característica é mais sintéti-
ca que sua representação por enumeração. Neste ca- 5 Conjunto unitário e conjunto vazio
so, um conjunto C, de elementos x, será representado
da seguinte maneira: Chamamos de conjunto unitário a todo conjunto C,
tal que n (C) = 1.
C = { x | x possui uma determinada propriedade }
Exemplo: C = ( 3 )
que se lê: C é o conjunto dos elementos x tal que
possui uma determinada propriedade: E chamamos de conjunto vazio a todo conjunto c,
tal que n(C) = 0.
Exemplos
2
Exemplo: M = { x | x = -25}
O conjunto A = { 0; 1; 2; 3; 4; 5; 6; 7; 8; 9 } pode ser
representado por descrição da seguinte maneira: A = O conjunto vazio é representado por { } ou por
{ x | x é algarismo do nosso sistema de numeração } ∅.
O conjunto G = { a; e; i; o, u } pode ser Exercício resolvido
representado por descrição da seguinte maneira G =
{ x | x é vogal do nosso alfabeto } Determine o número de elementos dos seguintes
com juntos :
O conjunto H = { 2; 4; 6; 8; . . . } pode ser
representado por descrição da seguinte maneira: a) A = { x | x é letra da palavra amor }
b) B = { x | x é letra da palavra alegria }
H = { x | x é par positivo } c) c é o conjunto esquematizado a seguir
d) D = ( 2; 4; 6; . . . ; 98 )
A representação gráfica de um conjunto é bastante e) E é o conjunto dos pontos comuns às
cômoda. Através dela, os elementos de um conjunto relas r e s, esquematizadas a seguir :
são representados por pontos interiores a uma linha
fechada que não se entrelaça. Os pontos exteriores a
esta linha representam os elementos que não perten-
cem ao conjunto.

Exemplo

Resolução

a) n(A) = 4
b) n(B) = 6,'pois a palavra alegria, apesar de
possuir dote letras, possui apenas seis letras distintas
entre si.
c) n(C) = 2, pois há dois elementos que
pertencem a C: c e C e d e C
d) observe que:
2 = 2 . 1 é o 1º par positivo
4 = 2 . 2 é o 2° par positivo
6 = 2 . 3 é o 3º par positivo

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8 = 2 . 4 é o 4º par positivo Pode-se mostrar que, se um conjunto possui n
n
. . elementos, então este conjunto terá 2 subconjuntos.
. . Exemplo
. .
98 = 2 . 49 é o 49º par positivo O conjunto C = {1; 2 } possui dois elementos; logo,
2
ele terá 2 = 4 subconjuntos.
logo: n(D) = 49
Exercício resolvido:
e) As duas retas, esquematizadas na
figura, possuem apenas um ponto comum. 1. Determine o número de subconjuntos do conjunto
Logo, n( E ) = 1, e o conjunto E é, portanto, unitário. C = (a; e; i; o; u ) .

6 igualdade de conjuntos Resolução: Como o conjunto C possui cinco


5
elementos, o número dos seus subconjuntos será 2 =
Vamos dizer que dois conjuntos A e 8 são iguais, e 32.
indicaremos com A = 8, se ambos possuírem os mes-
mos elementos. Quando isto não ocorrer, diremos que Exercícios propostas:
os conjuntos são diferentes e indicaremos com A ≠ B.
Exemplos . 2. Determine o número de subconjuntos do conjunto
C = { 0; 1; 2; 3; 4; 5; 6; 7; 8; 9 }
a) {a;e;i;o;u} = {a;e;i;o;u}
b) {a;e;i;o,u} = {i;u;o,e;a} Resposta: 1024
c) {a;e;i;o;u} = {a;a;e;i;i;i;o;u;u}
d) {a;e;i;o;u} ≠ {a;e;i;o} 3. Determine o número de subconjuntos do conjunto
2
e) { x | x = 100} = {10; -10} 1 1 1 2 3 3
2
f) { x | x = 400} ≠ {20} C=  ; ; ; ; ; 
2 3 4 4 4 5 
7 Subconjuntos de um conjunto
Resposta: 32
Dizemos que um conjunto A é um subconjunto de
um conjunto B se todo elemento, que pertencer a A, B) OPERAÇÕES COM CONJUNTOS
também pertencer a B.
1 União de conjuntos
Neste caso, usando os diagramas de Euler-Venn, o
conjunto A estará "totalmente dentro" do conjunto B : Dados dois conjuntos A e B, chamamos união ou
reunião de A com B, e indicamos com A ∩ B, ao con-
junto constituído por todos os elementos que perten-
cem a A ou a B.

Usando os diagramas de Euler-Venn, e


representando com hachuras a interseção dos
Indicamos que A é um subconjunto de B de duas conjuntos, temos:
maneiras:

a) A ⊂ B; que deve ser lido : A é subconjunto de


B ou A está contido em B ou A é parte de B;
b) B ⊃ A; que deve ser lido: B contém A ou B
inclui A.

Exemplo Exemplos

Sejam os conjuntos A = {x | x é mineiro} e B = { x | x a) {a;b;c} U {d;e}= {a;b;c;d;e}


é brasileiro} ; temos então que A ⊂ B e que B ⊃ A. b) {a;b;c} U {b;c;d}={a;b;c;d}
c) {a;b;c} U {a;c}={a;b;c}
Observações:
2 Intersecção de conjuntos
• Quando A não é subconjunto de B, indicamos
com A ⊄ B ou B A. Dados dois conjuntos A e B, chamamos de interse-
ção de A com B, e indicamos com A ∩ B, ao conjunto
• Admitiremos que o conjunto vazio está contido
constituído por todos os elementos que pertencem a A
em qualquer conjunto.
e a B.
8 Número de subconjuntos de um conjunto dado
Usando os diagramas de Euler-Venn, e
representando com hachuras a intersecção dos
conjuntos, temos:
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Exemplos
a) {a;b;c} ∩ {d;e} = ∅
b) {a;b;c} ∩ {b;c,d} = {b;c}
c) {a;b;c} ∩ {a;c} = {a;c}

Quando a intersecção de dois conjuntos é vazia,


como no exemplo a, dizemos que os conjuntos são
disjuntos.

Exercícios resolvidos
3. No diagrama seguinte temos:
1. Sendo A = ( x; y; z ); B = ( x; w; v ) e C = ( y; u; t n(A) = 20
), determinar os seguintes conjuntos: n(B) = 30
a) A ∪ B f) B ∩ C n(A ∩ B) = 5
b) A ∩ B g) A ∪ B ∪ C
c) A ∪ C h) A ∩ B ∩ C
d) A ∩ C i) (A ∩ B) U (A ∩ C) Determine n(A ∪ B).
e) B ∪ C Resolução

Resolução
a) A ∪ B = {x; y; z; w; v }
b) A ∩ B = {x }
c) A ∪ C = {x; y;z; u; t }
d) A ∩ C = {y }
e) B ∪ C={x;w;v;y;u;t} Se juntarmos, aos 20 elementos de A, os 30
f) B ∩ C= ∅ elementos de B, estaremos considerando os 5
g) A ∪ B ∪ C= {x;y;z;w;v;u;t} elementos de A n B duas vezes; o que, evidentemente,
h) A ∩ B ∩ C= ∅ é incorreto; e, para corrigir este erro, devemos subtrair
i) (A ∩ B) ∪ u (A ∩ C)={x} ∪ {y}={x;y} uma vez os 5 elementos de A n B; teremos então:

n(A ∪ B) = n(A) + n(B) - n(A ∩ B) ou seja:


2. Dado o diagrama seguinte, represente com
hachuras os conjuntos: :
n(A ∪ B) = 20 + 30 – 5 e então:
a) A ∩ B ∩ C
b) (A ∩ B) ∪ (A ∩ C) n(A ∪ B) = 45.

4 Conjunto complementar

Dados dois conjuntos A e B, com B ⊂ A,


chamamos de conjunto complementar de B em relação
a A, e indicamos com CA B, ao conjunto A - B.
Observação: O complementar é um caso particular
de diferença em que o segundo conjunto é subconjunto
do primeiro.

Usando os diagramas de Euler-Venn, e


representando com hachuras o complementar de B em
.Resolução relação a A, temos:

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6. Números imaginários aparecem como soluções
2
de equações como x + r = 0 onde r > 0. O símbolo
usualmente representa este conjunto.

7. Números complexos é a soma dos números


reais e dos imaginários: . Aqui tanto r quanto s
podem ser iguais a zero; então os conjuntos dos
números reais e o dos imaginários são subconjuntos do
Exemplo: {a;b;c;d;e;f} - {b;d;e}= {a;c;f} conjunto dos números complexos. O símbolo
usualmente representa este conjunto.
Observação: O conjunto complementar de B
em relação a A é formado pelos elementos que
faltam para "B chegar a A"; isto é, para B se
igualar a A. NÚMEROS NATURAIS, INTEIROS, RACIONAIS,
IRRACIONAIS E REAIS.
Exercícios resolvidos:
Conjuntos numéricos podem ser representados de
4. Sendo A = { x; y; z } , B = { x; w; v } e C = { y;
diversas formas. A forma mais simples é dar um nome
u; t }, determinar os seguintes conjuntos:
ao conjunto e expor todos os seus elementos, um ao
lado do outro, entre os sinais de chaves. Veja o exem-
A–B C-A
plo abaixo:
B–A B–C
A = {51, 27, -3}
A–C C–B
Esse conjunto se chama "A" e possui três termos,
Resolução
que estão listados entre chaves.
a) A - B = { y; z }
Os nomes dos conjuntos são sempre letras maiús-
b) B - A= {w;v}
culas. Quando criamos um conjunto, podemos utilizar
c) A - C= {x;z}
qualquer letra.
d) C – A = {u;t}
e) B – C = {x;w;v}
Vamos começar nos primórdios da matemática.
f) C – B = {y;u;t}
- Se eu pedisse para você contar até 10, o que você
me diria?
Exemplos de conjuntos compostos por números - Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove
e dez.
Nota: Nesta seção, a, b e c são números naturais,
enquanto r e s são números reais. Pois é, estes números que saem naturalmente de
sua boca quando solicitado, são chamados de números
1. Números naturais são usados para contar. O NATURAIS, o qual é representado pela letra .
símbolo usualmente representa este conjunto.
Foi o primeiro conjunto inventado pelos homens, e
2. Números inteiros aparecem como soluções de tinha como intenção mostrar quantidades.
equações como x + a = b. O símbolo usualmente *Obs.: Originalmente, o zero não estava incluído
representa este conjunto (do termo alemão Zahlen que neste conjunto, mas pela necessidade de representar
significa números). uma quantia nula, definiu-se este número como sendo
pertencente ao conjunto dos Naturais. Portanto:
N = {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, ...}
3. Números racionais aparecem como soluções
de equações como a + bx = c. O símbolo Obs.2: Como o zero originou-se depois dos outros
usualmente representa este conjunto (da palavra números e possui algumas propriedades próprias, al-
quociente). gumas vezes teremos a necessidade de representar o
conjunto dos números naturais sem incluir o zero. Para
4. Números algébricos aparecem como soluções isso foi definido que o símbolo * (asterisco) empregado
de equações polinomiais (com coeficientes inteiros) e ao lado do símbolo do conjunto, iria representar a au-
envolvem raízes e alguns outros números irracionais. O sência do zero. Veja o exemplo abaixo:
N* = {1, 2, 3, 4, 5, 6, ...}
símbolo ou usualmente representa este
conjunto. Estes números foram suficientes para a sociedade
durante algum tempo. Com o passar dos anos, e o
5. Números reais incluem os números algébricos aumento das "trocas" de mercadorias entre os homens,
e os números transcendentais. O símbolo foi necessário criar uma representação numérica para
usualmente representa este conjunto. as dívidas.

Com isso inventou-se os chamados "números nega-


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tivos", e junto com estes números, um novo conjunto: o N = {0,1,2,3,4,5,6,7,8,9,10, ...}
conjunto dos números inteiros, representado pela letra N* = {1,2,3,4,5,6,7,8,9,10,11, ...}
.
Conjunto dos Números Inteiros
O conjunto dos números inteiros é formado por to- São todos os números que pertencem ao conjunto
dos os números NATURAIS mais todos os seus repre- dos Naturais mais os seus respectivos opostos (negati-
sentantes negativos. vos).

Note que este conjunto não possui início nem fim São representados pela letra Z:
(ao contrário dos naturais, que possui um início e não Z = {... -4, -3, -2, -1, 0, 1, 2, 3, 4, ...}
possui fim).
O conjunto dos inteiros possui alguns subconjuntos,
Assim como no conjunto dos naturais, podemos re- eles são:
presentar todos os inteiros sem o ZERO com a mesma
notação usada para os NATURAIS. - Inteiros não negativos
Z* = {..., -2, -1, 1, 2, ...} São todos os números inteiros que não são negati-
vos. Logo percebemos que este conjunto é igual ao
Em algumas situações, teremos a necessidade de conjunto dos números naturais.
representar o conjunto dos números inteiros que NÃO
SÃO NEGATIVOS. É representado por Z+:
Z+ = {0,1,2,3,4,5,6, ...}
Para isso emprega-se o sinal "+" ao lado do símbolo
do conjunto (vale a pena lembrar que esta simbologia - Inteiros não positivos
representa os números NÃO NEGATIVOS, e não os São todos os números inteiros que não são positi-
números POSITIVOS, como muita gente diz). Veja o vos. É representado por Z-:
exemplo abaixo: Z- = {..., -5, -4, -3, -2, -1, 0}
Z+ = {0,1, 2, 3, 4, 5, ...}
- Inteiros não negativos e não-nulos
Obs.1: Note que agora sim este conjunto possui um É o conjunto Z+ excluindo o zero. Representa-se es-
início. E você pode estar pensando "mas o zero não é se subconjunto por Z*+:
positivo". O zero não é positivo nem negativo, zero é Z*+ = {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, ...}
NULO. Z*+ = N*

Ele está contido neste conjunto, pois a simbologia - Inteiros não positivos e não nulos
do sinalzinho positivo representa todos os números São todos os números do conjunto Z- excluindo o
NÃO NEGATIVOS, e o zero se enquadra nisto. zero. Representa-se por Z*-.
Z*- = {... -4, -3, -2, -1}
Se quisermos representar somente os positivos (ou
seja, os não negativos sem o zero), escrevemos: Conjunto dos Números Racionais
Z*+ = {1, 2, 3, 4, 5, ...} Os números racionais é um conjunto que engloba
os números inteiros (Z), números decimais finitos (por
Pois assim teremos apenas os positivos, já que o exemplo, 743,8432) e os números decimais infinitos
zero não é positivo. periódicos (que repete uma sequência de algarismos
da parte decimal infinitamente), como "12,050505...",
Ou também podemos representar somente os intei- são também conhecidas como dízimas periódicas.
ros NÃO POSITIVOS com:
Os racionais são representados pela letra Q.
Z - ={...,- 4, - 3, - 2, -1 , 0}
Conjunto dos Números Irracionais
Obs.: Este conjunto possui final, mas não possui i- É formado pelos números decimais infinitos não-
nício. periódicos. Um bom exemplo de número irracional é o
número PI (resultado da divisão do perímetro de uma
E também os inteiros negativos (ou seja, os não po- circunferência pelo seu diâmetro), que vale 3,14159265
sitivos sem o zero): .... Atualmente, supercomputadores já conseguiram
Z*- ={...,- 4, - 3, - 2, -1} calcular bilhões de casas decimais para o PI.

Assim: Também são irracionais todas as raízes não exatas,


como a raiz quadrada de 2 (1,4142135 ...)
Conjunto dos Números Naturais
São todos os números inteiros positivos, incluindo o Conjunto dos Números Reais
zero. É representado pela letra maiúscula N. É formado por todos os conjuntos citados anterior-
Caso queira representar o conjunto dos números natu- mente (união do conjunto dos racionais com os irracio-
rais não-nulos (excluindo o zero), deve-se colocar um * nais).
ao lado do N:
Representado pela letra R.
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Representação geométrica de Exemplos: 35 – 18 + 13 =


A cada ponto de uma reta podemos associar um ú- 17 + 13 = 30
nico número real, e a cada número real podemos asso- Veja outro exemplo: 47 + 35 – 42 – 15 =
ciar um único ponto na reta. 82 – 42 – 15=
Dizemos que o conjunto é denso, pois entre dois 40 – 15 = 25
números reais existem infinitos números reais (ou seja,
na reta, entre dois pontos associados a dois números Quando uma expressão numérica contiver os sinais
reais, existem infinitos pontos). de parênteses ( ), colchetes [ ] e chaves { }, procede-
remos do seguinte modo:
Veja a representação na reta de : 1º Efetuamos as operações indicadas dentro dos
parênteses;
2º efetuamos as operações indicadas dentro dos
colchetes;
3º efetuamos as operações indicadas dentro das
chaves.
Fonte: 1) 35 +[ 80 – (42 + 11) ] =
http://www.infoescola.com/matematica/conjuntos-
numericos/
= 35 + [ 80 – 53] =
= 35 + 27 = 62
CONJUNTO DOS NÚMEROS NATURAIS (N)
2) 18 + { 72 – [ 43 + (35 – 28 + 13) ] } =
= 18 + { 72 – [ 43 + 20 ] } =
ADIÇÃO E SUBTRAÇÃO
= 18 + { 72 – 63} =
Veja a operação: 2 + 3 = 5 .
= 18 + 9 = 27
A operação efetuada chama-se adição e é indicada
escrevendo-se o sinal + (lê-se: “mais") entre os núme-
ros. CÁLCULO DO VALOR DESCONHECIDO

Os números 2 e 3 são chamados parcelas. 0 núme- Quando pretendemos determinar um número natu-
ro 5, resultado da operação, é chamado soma. ral em certos tipos de problemas, procedemos do se-
2 → parcela guinte modo:
+ 3 → parcela - chamamos o número (desconhecido) de x ou
qualquer outra incógnita ( letra )
5 → soma - escrevemos a igualdade correspondente
- calculamos o seu valor
A adição de três ou mais parcelas pode ser efetua-
da adicionando-se o terceiro número à soma dos dois Exemplos:
primeiros ; o quarto número à soma dos três primeiros 1) Qual o número que, adicionado a 15, é igual a 31?
e assim por diante.
3+2+6 = Solução:
5 + 6 = 11 Seja x o número desconhecido. A igualdade cor-
respondente será:
Veja agora outra operação: 7 – 3 = 4 x + 15 = 31

Quando tiramos um subconjunto de um conjunto, Calculando o valor de x temos:


realizamos a operação de subtração, que indicamos x + 15 = 31
pelo sinal - . x + 15 – 15 = 31 – 15
7 → minuendo x = 31 – 15
–3 → subtraendo x = 16
4 → resto ou diferença
Na prática , quando um número passa de um lado
0 minuendo é o conjunto maior, o subtraendo o sub- para outro da igualdade ele muda de sinal.
conjunto que se tira e o resto ou diferença o conjunto
que sobra. 2) Subtraindo 25 de um certo número obtemos 11.
Qual é esse número?
Somando a diferença com o subtraendo obtemos o
minuendo. Dessa forma tiramos a prova da subtração. Solução:
4+3=7 Seja x o número desconhecido. A igualdade corres-
pondente será:
EXPRESSÕES NUMÉRICAS x – 25 = 11
x = 11 + 25
Para calcular o valor de uma expressão numérica x = 36
envolvendo adição e subtração, efetuamos essas ope-
rações na ordem em que elas aparecem na expressão. Passamos o número 25 para o outro lado da igual-

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dade e com isso ele mudou de sinal.
2) 9 . 6 – 4 . 12 + 7 . 2 =
3) Qual o número natural que, adicionado a 8, é i- = 54 – 48 + 14 =
gual a 20? = 20
Solução:
x + 8 = 20 Não se esqueça:
x = 20 – 8 Se na expressão ocorrem sinais de parênteses col-
x = 12 chetes e chaves, efetuamos as operações na ordem
em que aparecem:
4) Determine o número natural do qual, subtraindo 1º) as que estão dentro dos parênteses
62, obtemos 43. 2º) as que estão dentro dos colchetes
Solução: 3º) as que estão dentro das chaves.
x – 62 = 43
x = 43 + 62 Exemplo:
x = 105 22 + {12 +[ ( 6 . 8 + 4 . 9 ) – 3 . 7] – 8 . 9 }
= 22 + { 12 + [ ( 48 + 36 ) – 21] – 72 } =
Para sabermos se o problema está correto é sim- = 22 + { 12 + [ 84 – 21] – 72 } =
ples, basta substituir o x pelo valor encontrado e reali- = 22 + { 12 + 63 – 72 } =
zarmos a operação. No último exemplo temos: = 22 + 3 =
x = 105 = 25
105 – 62 = 43
DIVISÃO
MULTIPLICAÇÃO
Observe a operação: 30 : 6 = 5
Observe: 4 X 3 =12
Também podemos representar a divisão das se-
A operação efetuada chama-se multiplicação e é in- guintes maneiras:
dicada escrevendo-se um ponto ou o sinal x entre os 30
números. 30 6 ou =5
6
Os números 3 e 4 são chamados fatores. O número 0 5
12, resultado da operação, é chamado produto.
3 X 4 = 12 O dividendo (D) é o número de elementos do con-
junto que dividimos o divisor (d) é o número de elemen-
3 fatores tos do subconjunto pelo qual dividimos o dividendo e o
X 4 quociente (c) é o número de subconjuntos obtidos com
12 produto a divisão.

Por convenção, dizemos que a multiplicação de Essa divisão é exata e é considerada a operação
qualquer número por 1 é igual ao próprio número. inversa da multiplicação.
SE 30 : 6 = 5, ENTÃO 5 x 6 = 30
A multiplicação de qualquer número por 0 é igual a 0.
observe agora esta outra divisão:
A multiplicação de três ou mais fatores pode ser efe-
tuada multiplicando-se o terceiro número pelo produto 32 6
dos dois primeiros; o quarto numero pelo produto dos 2 5
três primeiros; e assim por diante. 32 = dividendo
3 x 4 x 2 x 5 = 6 = divisor
5 = quociente
12 x 2 x 5
2 = resto
24 x 5 = 120
Essa divisão não é exata e é chamada divisão apro-
EXPRESSÕES NUMÉRICAS ximada.

Sinais de associação ATENÇÃO:


O valor das expressões numéricas envolvendo as 1) Na divisão de números naturais, o quociente é
operações de adição, subtração e multiplicação é obti- sempre menor ou igual ao dividendo.
do do seguinte modo: 2) O resto é sempre menor que o divisor.
- efetuamos as multiplicações 3) O resto não pode ser igual ou maior que o divi-
- efetuamos as adições e subtrações, na ordem sor.
em que aparecem. 4) O resto é sempre da mesma espécie do divi-
dendo. Exemplo: dividindo-se laranjas por certo
1) 3.4 + 5.8– 2.9= número, o resto será laranjas.
=12 + 40 – 18 5) É impossível dividir um número por 0 (zero),
= 34 porque não existe um número que multiplicado
Matemática 8 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
por 0 dê o quociente da divisão. 1736 : x = 56
1736 = 56 . x
PROBLEMAS 56 . x = 1736
x. 56 = 1736
1) Determine um número natural que, multiplica- x = 1736 : 56
do por 17, resulte 238. x = 31
X . 17 = 238
X = 238 : 17 10) O dobro de um número é igual a 30. Qual é o
X = 14 número?
Prova: 14 . 17 = 238 2 . x = 30
2x = 30
2) Determine um número natural que, dividido x = 30 : 2
por 62, resulte 49. x = 15
x : 62 = 49
x = 49 . 62 11) O dobro de um número mais 4 é igual a 20.
x = 3038 Qual é o número ?
2 . x + 4 = 20
3) Determine um número natural que, adicionado 2 x = 20 – 4
a 15, dê como resultado 32 2 x = 16
x + 15 = 32 x = 16 : 2
x = 32 – 15 x=8
x =17
12) Paulo e José têm juntos 12 lápis. Paulo tem o
4) Quanto devemos adicionar a 112, a fim de ob- dobro dos lápis de José. Quantos lápis tem
termos 186? cada menino?
x + 112 = 186 José: x
x = 186 – 112 Paulo: 2x
x = 74 Paulo e José: x + x + x = 12
3x = 12
5) Quanto devemos subtrair de 134 para obter- x = 12 : 3
mos 81? x=4
134 – x = 81 José: 4 - Paulo: 8
– x = 81 – 134
– x = – 53 (multiplicando por –1) 13) A soma de dois números é 28. Um é o triplo
x = 53 do outro. Quais são esses números?
Prova: 134 – 53 = 81 um número: x
o outro número: 3x
6) Ricardo pensou em um número natural, adi- x + x + x + x = 28 (os dois números)
cionou-lhe 35, subtraiu 18 e obteve 40 no re- 4 x = 28
sultado. Qual o número pensado? x = 28 : 4
x + 35 – 18 = 40 x = 7 (um número)
x= 40 – 35 + 18
x = 23 3x = 3 . 7 = 21 (o outro número).
Prova: 23 + 35 – 18 = 40 Resposta: 7 e 21

7) Adicionando 1 ao dobro de certo número ob- 14) Pedro e Marcelo possuem juntos 30 bolinhas.
temos 7. Qual é esse numero? Marcelo tem 6 bolinhas a mais que Pedro.
2 . x +1 = 7 Quantas bolinhas tem cada um?
2x = 7 – 1 Pedro: x
2x = 6 Marcelo: x + 6
x =6:2 x + x + 6 = 30 ( Marcelo e Pedro)
x =3 2 x + 6 = 30
O número procurado é 3. 2 x = 30 – 6
Prova: 2. 3 +1 = 7 2 x = 24
x = 24 : 2
8) Subtraindo 12 do triplo de certo número obte- x = 12 (Pedro)
mos 18. Determinar esse número. Marcelo: x + 6 =12 + 6 =18
3 . x -12 = 18
3 x = 18 + 12 EXPRESSÕES NUMÉRICAS ENVOLVENDO AS
3 x = 30 QUATRO OPERAÇÕES
x = 30 : 3
x = 10 Sinais de associação:
O valor das expressões numéricas envolvendo as
9) Dividindo 1736 por um número natural, encon- quatro operações é obtido do seguinte modo:
tramos 56. Qual o valor deste numero natural? - efetuamos as multiplicações e as divisões, na
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APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
ordem em que aparecem; 37 : 33 = 3 7 – 3 = 34
- efetuamos as adições e as subtrações, na ordem 510 : 58 = 5 10 – 8 = 52
em que aparecem; 3ª) para elevar uma potência a um outro expoente,
conserva-se base e multiplicam-se os expoen-
Exemplo 1) 3 .15 + 36 : 9 = tes.
= 45 + 4 2 4
Exemplo: (3 ) = 3
2.4
= 38
= 49 4ª) para elevar um produto a um expoente, eleva-
Exemplo 2) 18 : 3 . 2 + 8 – 6 . 5 : 10 = se cada fator a esse expoente.
= 6 . 2 + 8 – 30 : 10 = (a. b)m = am . bm
= 12 + 8 – 3 =
= 20 – 3 3 3 3
Exemplos: (4 . 7) = 4 . 7 ; (3. 5)2 = 32 . 52
= 17
RADICIAÇÃO
POTENCIAÇÃO
Suponha que desejemos determinar um número
Considere a multiplicação: 2 . 2 . 2 em que os três que, elevado ao quadrado, seja igual a 9. Sendo x esse
2
fatores são todos iguais a 2. número, escrevemos: X = 9

Esse produto pode ser escrito ou indicado na forma De acordo com a potenciação, temos que x = 3, ou
3 2
2 (lê-se: dois elevado à terceira potência), em que o 2 seja: 3 = 9
é o fator que se repete e o 3 corresponde à quantidade
desses fatores. A operação que se realiza para determinar esse
3
número 3 é chamada radiciação, que é a operação
Assim, escrevemos: 2 = 2 . 2 . 2 = 8 (3 fatores) inversa da potenciação.

A operação realizada chama-se potenciação. Indica-se por:


O número que se repete chama-se base.
O número que indica a quantidade de fatores iguais
2
9 =3 (lê-se: raiz quadrada de 9 é igual a 3)
a base chama-se expoente.
O resultado da operação chama-se potência. Daí , escrevemos:
3
2 = 8 2
9 = 3 ⇔ 32 = 9
3 expoente
Na expressão acima, temos que:
base potência - o símbolo chama-se sinal da raiz
- o número 2 chama-se índice
Observações: - o número 9 chama-se radicando
1) os expoentes 2 e 3 recebem os nomes especi- - o número 3 chama-se raiz,
ais de quadrado e cubo, respectivamente.
2) As potências de base 0 são iguais a zero. 02 = - o símbolo 2
9 chama-se radical
0.0=0
3) As potências de base um são iguais a um. As raízes recebem denominações de acordo com o
3
Exemplos: 1 = 1 . 1 . 1 = 1 índice. Por exemplo:
15 = 1 . 1 . 1 . 1 . 1 = 1 2
36 raiz quadrada de 36
4) Por convenção, tem-se que: 3
0 125 raiz cúbica de 125
- a potência de expoente zero é igual a 1 (a = 1,
a ≠ 0) 4
81 raiz quarta de 81
30 = 1 ; 50 = 1 ; 120 = 1 5
1 32 raiz quinta de 32 e assim por diante
- a potência de expoente um é igual à base (a =
a)
21 = 2 ; 71 = 7 ; 1001 =100 No caso da raiz quadrada, convencionou-se não es-
crever o índice 2.
PROPRIEDADES DAS POTÊNCIAS Exemplo : 2 49 = 49 = 7, pois 72 = 49

1ª) para multiplicar potências de mesma base, EXERCÍCIOS


conserva-se a base e adicionam-se os expoen-
tes. 01) Calcule:
am . an = a m + n a) 10 – 10 : 5 = b) 45 : 9 + 6 =
2 8 2+8
Exemplos: 3 . 3 = 3 = 310 c) 20 + 40 : 10 = d) 9. 7 – 3 =
5 . 5 6 = 51+6 = 57 e) 30 : 5 + 5 = f) 6 . 15 – 56 : 4 =
2ª) para dividir potências de mesma base, conser- g) 63 : 9 . 2 – 2 = h) 56 – 34 : 17 . 19 =
va-se a base e subtraem-se os expoentes. i) 3 . 15 : 9 + 54 :18 = j) 24 –12 : 4+1. 0 =
am : an = am - n
Exemplos: Respostas:

Matemática 10 A Opção Certa Para a Sua Realização


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a) 8 b) 11 certa e perde 3 pontos por exercício que erra.
c) 24 d) 60 Ao final de 50 exercícios tinha 130 pontos.
e) 11 f) 76 Quantos exercícios acertou? (35)
g) 12 h) 18
i) 8 j) 21 16) Um edifício tem 15 andares; cada andar, 30 sa-
las; cada sala, 3 mesas; cada mesa, 2 gavetas;
02) Calcule o valor das expressões: cada gaveta, 1 chave. Quantas chaves diferen-
3 2
a) 2 +3 = tes serão necessárias para abrir todas as gave-
2 2
b) 3.5 –7 = tas? (2700).
3 3
c) 2 . 3 – 4. 2 =
3 2 2
d) 5 –3 .6 +2 –1= 17) Se eu tivesse 3 dúzias de balas a mais do que
2 4 2
e) (2 + 3) + 2 . 3 – 15 : 5 = tenho, daria 5 e ficaria com 100. Quantas balas
2 4 2
f) 1 + 7 – 3 . 2 + (12 : 4) = tenho realmente? (69)

Respostas: 18) A soma de dois números é 428 e a diferença


a) 17 b) 26 entre eles é 34. Qual é o número maior? (231)
c) 22 d) 20
e) 142 f) 11 19) Pensei num número e juntei a ele 5, obtendo 31.
Qual é o número? (26)
03) Uma indústria de automóveis produz, por dia,
1270 unidades. Se cada veículo comporta 5 20) Qual o número que multiplicado por 7 resulta
pneus, quantos pneus serão utilizados ao final 56? (8)
de 30 dias? (Resposta: 190.500)
21) O dobro das balas que possuo mais 10 é 36.
04) Numa divisão, o divisor é 9,o quociente é 12 e o Quantas balas possuo? (13).
resto é 5. Qual é o dividendo? (113)
22) Raul e Luís pescaram 18 peixinhos. Raul
05) Numa divisão, o dividendo é 227, o divisor é 15 pescou o dobro de Luís. Quanto pescou cada
e o resto é 2. Qual é o quociente? (15) um? (Raul-12 e Luís-6)

06) Numa divisão, o dividendo é 320, o quociente é PROBLEMAS


45 e o resto é 5. Qual é o divisor? (7)
Vamos calcular o valor de x nos mais diversos ca-
07) Num divisão, o dividendo é 625, o divisor é 25 e sos:
o quociente é 25. Qual ê o resto? (0)
1) x + 4 = 10
08) Numa chácara havia galinhas e cabras em igual Obtêm-se o valor de x, aplicando a operação inver-
quantidade. Sabendo-se que o total de pés des- sa da adição:
ses animais era 90, qual o número de galinhas? x = 10 – 4
Resposta: 15 ( 2 pés + 4 pés = 6 pés ; 90 : 6 = x=6
15).
2) 5x = 20
09) O dobro de um número adicionado a 3 é igual a Aplicando a operação inversa da multiplicação, te-
13. Calcule o número.(5) mos:
x = 20 : 5
10) Subtraindo 12 do quádruplo de um número ob- x=4
temos 60. Qual é esse número (Resp: 18)
3) x – 5 = 10
11) Num joguinho de "pega-varetas", André e Rena- Obtêm-se o valor de x, aplicando a operação inver-
to fizeram 235 pontos no total. Renato fez 51 sa da subtração:
pontos a mais que André. Quantos pontos fez x = 10 + 5
cada um? ( André-92 e Renato-143) x =15

12) Subtraindo 15 do triplo de um número obtemos 4) x : 2 = 4


39. Qual é o número? (18) Aplicando a operação inversa da divisão, temos:
x=4.2
13) Distribuo 50 balas, em iguais quantidades, a 3 x=8
amigos. No final sobraram 2. Quantas balas
coube a cada um? (16) COMO ACHAR O VALOR DESCONHECIDO EM UM
PROBLEMA
14) A diferença entre dois números naturais é zero
e a sua soma é 30. Quais são esses números?
Usando a letra x para representar um número, po-
(15)
demos expressar, em linguagem matemática, fatos e
sentenças da linguagem corrente referentes a esse
15) Um aluno ganha 5 pontos por exercício que a-
Matemática 11 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
número, observe: idade de uma é o triplo da idade da outra. Qual a i-
- duas vezes o número 2.x dade de cada uma?
Solução:
- o número mais 2 x+2 3x + x = 40
x 4x = 40
- a metade do número x = 40 : 4
2 x = 10
- a soma do dobro com a metade do número 3 . 10 = 30
x Resposta: 10 e 30 anos.
2⋅ x +
2
PROBLEMA 6
x A soma das nossas idades é 45 anos. Eu sou 5 a-
- a quarta parte do número
4 nos mais velho que você. Quantos anos eu tenho?
x + x + 5 = 45
PROBLEMA 1 x + x= 45 – 5
Vera e Paula têm juntas R$ 1.080,00. Vera tem o 2x = 40
triplo do que tem Paula. Quanto tem cada uma? x = 20
Solução: 20 + 5 = 25
x + 3x = 1080 Resposta: 25 anos
4x= 1080
x =1080 : 4 PROBLEMA 7
x= 270 Sua bola custou R$ 10,00 menos que a minha.
3 . 270 = 810 Quanto pagamos por elas, se ambas custaram R$
Resposta: Vera – R$ 810,00 e Paula – R$ 270,00 150,00?
Solução:
PROBLEMA 2 x + x – 10= 150
Paulo foi comprar um computador e uma bicicleta. 2x = 150 + 10
Pagou por tudo R$ 5.600,00. Quanto custou cada 2x = 160
um, sabendo-se que a computador é seis vezes x = 160 : 2
mais caro que a bicicleta? x = 80
Solução: 80 – 10 = 70
x + 6x = 5600 Resposta: R$ 70,00 e R$ 80,00
7x = 5600
x = 5600 : 7 PROBLEMA 8
x = 800 José tem o dobro do que tem Sérgio, e Paulo tanto
6 . 800= 4800 quanto os dois anteriores juntos. Quanto tem cada
R: computador – R$ 4.800,00 e bicicleta R$ 800,00 um, se os três juntos possuem R$ 624,00?
Solução: x + 2x + x + 2x = 624
PROBLEMA 3 6x = 624
Repartir 21 cadernos entre José e suas duas irmãs, x = 624 : 6
de modo que cada menina receba o triplo do que x = 104
recebe José. Quantos cadernos receberá José? Resposta:S-R$ 104,00; J-R$ 208,00; P- R$ 312,00
Solução:
x + 3x + 3x = 21 PROBLEMA 9
7x = 21 Se eu tivesse 4 rosas a mais do que tenho, poderia
x = 21 : 7 dar a você 7 rosas e ainda ficaria com 2. Quantas
x =3 rosas tenho?
Resposta: 3 cadernos Solução: x+4–7 = 2
x+4 =7+2
PROBLEMA 4 x+4 =9
Repartir R$ 2.100,00 entre três irmãos de modo que x =9–4
o 2º receba o dobro do que recebe o 1º , e o 3º o x =5
dobro do que recebe o 2º. Quanto receberá cada Resposta: 5
um?
Solução: CONJUNTO DOS NÚMEROS INTEIROS (Z)
x + 2x + 4x = 2100
7x = 2100 Conhecemos o conjunto N dos números naturais: N
x = 2100 : 7 = {0, 1, 2, 3, 4, 5, .....,}
x = 300
300 . 2 = 600 Assim, os números precedidos do sinal + chamam-
300 . 4 =1200 se positivos, e os precedidos de - são negativos.
Resposta: R$ 300,00; R$ 600,00; R$ 1200,00
Exemplos:
PROBLEMA 5 Números inteiros positivos: {+1, +2, +3, +4, ....}
A soma das idades de duas pessoas é 40 anos. A
Matemática 12 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Números inteiros negativos: {-1, -2, -3, -4, ....} 2) (+3) + (-4) + (+2) + (-8) =
(+5) + (-12) = -7
O conjunto dos números inteiros relativos é formado
pelos números inteiros positivos, pelo zero e pelos nú- PROPRIEDADES DA ADIÇÃO
meros inteiros negativos. Também o chamamos de A adição de números inteiros possui as seguintes
CONJUNTO DOS NÚMEROS INTEIROS e o represen- propriedades:
tamos pela letra Z, isto é: Z = {..., -3, -2, -1, 0, +1,
+2, +3, ... } 1ª) FECHAMENTO
A soma de dois números inteiros é sempre um nú-
O zero não é um número positivo nem negativo. To- mero inteiro: (-3) + (+6) = + 3 ∈ Z
do número positivo é escrito sem o seu sinal positivo.
2ª) ASSOCIATIVA
Exemplo: + 3 = 3 ; +10 = 10 Se a, b, c são números inteiros quaisquer, então: a
Então, podemos escrever: Z = {..., -3, -2, -1, 0 , + (b + c) = (a + b) + c
1, 2, 3, ...}
Exemplo:(+3) +[(-4) + (+2)] = [(+3) + (-4)] + (+2)
N é um subconjunto de Z. (+3) + (-2) = (-1) + (+2)
+1 = +1
REPRESENTAÇÃO GEOMÉTRICA
Cada número inteiro pode ser representado por um 3ª) ELEMENTO NEUTRO
ponto sobre uma reta. Por exemplo: Se a é um número inteiro qualquer, temos: a+ 0 = a
e0+a=a

... -3 -2 -1 0 +1 +2 +3 +4 ... Isto significa que o zero é elemento neutro para a


... C’ B’ A’ 0 A B C D ... adição.

Ao ponto zero, chamamos origem, corresponde o Exemplo: (+2) + 0 = +2 e 0 + (+2) = +2


número zero.
4ª) OPOSTO OU SIMÉTRICO
Nas representações geométricas, temos à direita do Se a é um número inteiro qualquer, existe um único
zero os números inteiros positivos, e à esquerda do número oposto ou simétrico representado por (-a),
zero, os números inteiros negativos. tal que: (+a) + (-a) = 0 = (-a) + (+a)

Observando a figura anterior, vemos que cada pon- Exemplos: (+5) + ( -5) = 0 ( -5) + (+5) = 0
to é a representação geométrica de um número inteiro.
5ª) COMUTATIVA
Exemplos: Se a e b são números inteiros, então:
 ponto C é a representação geométrica do núme- a+b=b+a
ro +3
 ponto B' é a representação geométrica do núme- Exemplo: (+4) + (-6) = (-6) + (+4)
ro -2 -2 = -2

ADIÇÃO DE DOIS NÚMEROS INTEIROS SUBTRAÇÃO DE NÚMEROS INTEIROS


1) A soma de zero com um número inteiro é o pró- Em certo local, a temperatura passou de -3ºC para
prio número inteiro: 0 + (-2) = -2 5ºC, sofrendo, portanto, um aumento de 8ºC, aumento
2) A soma de dois números inteiros positivos é um esse que pode ser representado por: (+5) - (-3) = (+5) +
número inteiro positivo igual à soma dos módulos (+3) = +8
dos números dados: (+700) + (+200) = +900
3) A soma de dois números inteiros negativos é um Portanto:
número inteiro negativo igual à soma dos módu- A diferença entre dois números dados numa certa
los dos números dados: (-2) + (-4) = -6 ordem é a soma do primeiro com o oposto do segundo.
4) A soma de dois números inteiros de sinais contrá-
rios é igual à diferença dos módulos, e o sinal é Exemplos: 1) (+6) - (+2) = (+6) + (-2 ) = +4
o da parcela de maior módulo: (-800) + (+300) = 2) (-8 ) - (-1 ) = (-8 ) + (+1) = -7
-500 3) (-5 ) - (+2) = (-5 ) + (-2 ) = -7

ADIÇÃO DE TRÊS OU MAIS NÚMEROS INTEIROS Na prática, efetuamos diretamente a subtração, eli-
A soma de três ou mais números inteiros é efetuada minando os parênteses
adicionando-se todos os números positivos e todos os - (+4 ) = -4
negativos e, em seguida, efetuando-se a soma do nú- - ( -4 ) = +4
mero negativo.
Observação:
Exemplos: 1) (+6) + (+3) + (-6) + (-5) + (+8) = Permitindo a eliminação dos parênteses, os sinais
(+17) + (-11) = +6 podem ser resumidos do seguinte modo:
(+)=+ +(-)=-

Matemática 13 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
- (+)=- - (- )=+ (+2 ) . (+3 ) . (-2 ) =
(+6 ) . (-2 ) = -12
Exemplos: - ( -2) = +2 +(-6 ) = -6
- (+3) = -3 +(+1) = +1 Podemos concluir que:
- Quando o número de fatores negativos é par, o
PROPRIEDADE DA SUBTRAÇÃO produto sempre é positivo.
A subtração possui uma propriedade. - Quando o número de fatores negativos é ímpar,
o produto sempre é negativo.
FECHAMENTO: A diferença de dois números intei-
ros é sempre um número inteiro. PROPRIEDADES DA MULTIPLICAÇÃO
No conjunto Z dos números inteiros são válidas as
MULTIPLICAÇÃO DE NÚMEROS INTEIROS seguintes propriedades:
1º CASO: OS DOIS FATORES SÃO NÚMEROS
INTEIROS POSITIVOS 1ª) FECHAMENTO
Exemplo: (+4 ) . (-2 ) = - 8 ∈ Z
Lembremos que: 3 . 2 = 2 + 2 + 2 = 6 Então o produto de dois números inteiros é inteiro.
Exemplo:
(+3) . (+2) = 3 . (+2) = (+2) + (+2) + (+2) = +6 2ª) ASSOCIATIVA
Logo: (+3) . (+2) = +6 Exemplo: (+2 ) . (-3 ) . (+4 )
Este cálculo pode ser feito diretamente, mas tam-
Observando essa igualdade, concluímos: na multi- bém podemos fazê-lo, agrupando os fatores de duas
plicação de números inteiros, temos: maneiras:
(+) . (+) =+ (+2 ) . [(-3 ) . (+4 )] = [(+2 ) . ( -3 )]. (+4 )
(+2 ) . (-12) = (-6 ) . (+4 )
2º CASO: UM FATOR É POSITIVO E O OUTRO É -24 = -24
NEGATIVO
Exemplos: De modo geral, temos o seguinte:
1) (+3) . (-4) = 3 . (-4) = (-4) + (-4) + (-4) = -12 Se a, b, c representam números inteiros quaisquer,
ou seja: (+3) . (-4) = -12 então: a . (b . c) = (a . b) . c

2) Lembremos que: -(+2) = -2 3ª) ELEMENTO NEUTRO


(-3) . (+5) = - (+3) . (+5) = -(+15) = - 15 Observe que:
ou seja: (-3) . (+5) = -15 (+4 ) . (+1 ) = +4 e (+1 ) . (+4 ) = +4

Conclusão: na multiplicação de números inteiros, Qualquer que seja o número inteiro a, temos:
temos: ( + ) . ( - ) = - (-).(+)=- a . (+1 ) = a e (+1 ) . a = a
Exemplos :
(+5) . (-10) = -50 O número inteiro +1 chama-se neutro para a multi-
(+1) . (-8) = -8 plicação.
(-2 ) . (+6 ) = -12
(-7) . (+1) = -7 4ª) COMUTATIVA
Observemos que: (+2). (-4 ) = - 8
3º CASO: OS DOIS FATORES SÃO NÚMEROS IN- e (-4 ) . (+2 ) = - 8
TEIROS NEGATIVOS Portanto: (+2 ) . (-4 ) = (-4 ) . (+2 )
Exemplo: (-3) . (-6) = -(+3) . (-6) = -(-18) = +18
isto é: (-3) . (-6) = +18 Se a e b são números inteiros quaisquer, então: a .
b = b . a, isto é, a ordem dos fatores não altera o pro-
Conclusão: na multiplicação de números inteiros, duto.
temos: ( - ) . ( - ) = +
Exemplos: (-4) . (-2) = +8 (-5) . (-4) = +20 5ª) DISTRIBUTIVA EM RELAÇÃO À ADIÇÃO E À
SUBTRAÇÃO
As regras dos sinais anteriormente vistas podem ser Observe os exemplos:
resumidas na seguinte: (+3 ) . [( -5 ) + (+2 )] = (+3 ) . ( -5 ) + (+3 ) . (+2 )
(+).(+)=+ (+).(-)=- (+4 ) . [( -2 ) - (+8 )] = (+4 ) . ( -2 ) - (+4 ) . (+8 )
(- ).( -)=+ (-).(+)=-
Conclusão:
Quando um dos fatores é o 0 (zero), o produto é i- Se a, b, c representam números inteiros quaisquer,
gual a 0: (+5) . 0 = 0 temos:
a) a . [b + c] = a . b + a . c
PRODUTO DE TRÊS OU MAIS NÚMEROS IN- A igualdade acima é conhecida como proprieda-
TEIROS de distributiva da multiplicação em relação à adi-
Exemplos: 1) (+5 ) . ( -4 ) . (-2 ) . (+3 ) = ção.
(-20) . (-2 ) . (+3 ) = b) a . [b – c] = a . b - a . c
(+40) . (+3 ) = +120 A igualdade acima é conhecida como proprieda-
2) (-2 ) . ( -1 ) . (+3 ) . (-2 ) = de distributiva da multiplicação em relação à sub-
Matemática 14 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
tração. Observacões :
1 1
(+2 ) significa +2, isto é, (+2 ) = +2
1 1
DIVISÃO DE NÚMEROS INTEIROS ( -3 ) significa -3, isto é, ( -3 ) = -3

CONCEITO CÁLCULOS
Dividir (+16) por 2 é achar um número que, multipli-
cado por 2, dê 16. O EXPOENTE É PAR
16 : 2 = ? ⇔ 2 . ( ? ) = 16 Calcular as potências
4
1) (+2 ) = (+2 ) . (+2 ) . (+2 ) . (+2 ) = +16 isto é,
4
O número procurado é 8. Analogamente, temos: (+2) = +16
4
1) (+12) : (+3 ) = +4 porque (+4 ) . (+3 ) = +12 2) ( -2 ) = ( -2 ) . ( -2 ) . ( -2 ) . ( -2 ) = +16 isto é,
4
2) (+12) : ( -3 ) = - 4 porque (- 4 ) . ( -3 ) = +12 (-2 ) = +16
3) ( -12) : (+3 ) = - 4 porque (- 4 ) . (+3 ) = -12
4 4
4) ( -12) : ( -3 ) = +4 porque (+4 ) . ( -3 ) = -12 Observamos que: (+2) = +16 e (-2) = +16

A divisão de números inteiros só pode ser realizada Então, de modo geral, temos a regra:
quando o quociente é um número inteiro, ou seja,
quando o dividendo é múltiplo do divisor. Quando o expoente é par, a potência é sempre um
número positivo.
Portanto, o quociente deve ser um número inteiro.
6 2
Outros exemplos: (-1) = +1 (+3) = +9
Exemplos:
( -8 ) : (+2 ) = -4 O EXPOENTE É ÍMPAR
( -4 ) : (+3 ) = não é um número inteiro Calcular as potências:
3
1) (+2 ) = (+2 ) . (+2 ) . (+2 ) = +8
3
Lembramos que a regra dos sinais para a divisão é isto é, (+2) = + 8
3
a mesma que vimos para a multiplicação: 2) ( -2 ) = ( -2 ) . ( -2 ) . ( -2 ) = -8
3
(+):(+)=+ (+):( -)=- ou seja, (-2) = -8
(- ):( -)=+ ( -):(+)=-
3 3
Observamos que: (+2 ) = +8 e ( -2 ) = -8
Exemplos:
( +8 ) : ( -2 ) = -4 (-10) : ( -5 ) = +2 Daí, a regra:
(+1 ) : ( -1 ) = -1 (-12) : (+3 ) = -4 Quando o expoente é ímpar, a potência tem o
mesmo sinal da base.
PROPRIEDADE
3 4
Como vimos: (+4 ) : (+3 ) ∉ Z Outros exemplos: (- 3) = - 27 (+2) = +16

Portanto, não vale em Z a propriedade do fecha- PROPRIEDADES


mento para a divisão. Alem disso, também não são
válidas as proposições associativa, comutativa e do PRODUTO DE POTÊNCIAS DE MESMA BASE
3 2 3 2 5
elemento neutro. Exemplos: (+2 ) . (+2 ) = (+2 ) +2 = (+2 )
( -2 )2 . ( -2 )3 . ( -2 )5 = ( -2 ) 2 + 3 + 5 = ( -2 )10
POTENCIAÇÃO DE NÚMEROS INTEIROS
Para multiplicar potências de mesma base, mante-
CONCEITO mos a base e somamos os expoentes.
A notação
3
(+2 ) = (+2 ) . (+2 ) . (+2 ) QUOCIENTE DE POTÊNCIAS DE MESMA BASE
(+2 ) 5 : (+2 )2 = (+2 )5-2 = (+2 )3
( -2 )7 : ( -2 )3 = ( -2 )7-3 = ( -2 )4
é um produto de três fatores iguais Para dividir potências de mesma base em que o ex-
poente do dividendo é maior que o expoente do divisor,
Analogamente: mantemos a base e subtraímos os expoentes.
4
( -2 ) = ( -2 ) . ( -2 ) . ( -2 ) . ( -2 )
POTÊNCIA DE POTÊNCIA
[( -4 )3]5 = ( -4 )3 . 5 = ( -4 )15
é um produto de quatro fatores iguais Para calcular uma potência de potência, conserva-
mos a base da primeira potência e multiplicamos os
Portanto potência é um produto de fatores iguais. expoentes .
2
Na potência (+5 ) = +25, temos: POTÊNCIA DE UM PRODUTO
+5 ---------- base 4 4 4
[( -2 ) . (+3 ) . ( -5 )] = ( -2 ) . (+3 ) . ( -5 )
4
2 ---------- expoente
+25 ---------- potência Para calcular a potência de um produto, sendo n o
expoente, elevamos cada fator ao expoente n.

Matemática 15 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
3 5 3.5 15
POTÊNCIA DE EXPOENTE ZERO [( -4 ) ] = ( -4 ) = ( -4 )
5 5 5-5 0 Para calcular uma potência de potência, conserva-
(+2 ) : (+2 ) = (+2 ) = (+2 )
e
5 5
(+2 ) : (+2 ) = 1 mos a base da primeira potência e multiplicamos os
expoentes .
0 0
Consequentemente: (+2 ) = 1 ( -4 ) = 1
POTÊNCIA DE UM PRODUTO
4 4 4 4
Qualquer potência de expoente zero é igual a 1. [( -2 ) . (+3 ) . ( -5 )] = ( -2 ) . (+3 ) . ( -5 )
Para calcular a potência de um produto, sendo n o
Observação: expoente, elevamos cada fator ao expoente n.
2 2 2
Não confundir -3 com ( -3 ) , porque -3 significa
2
-( 3 ) e portanto POTÊNCIA DE EXPOENTE ZERO
5 5 5-5 0
2
-3 = -( 3 ) = -92 (+2 ) : (+2 ) = (+2 ) = (+2 )
5 5
2 e (+2 ) : (+2 ) = 1
enquanto que: ( -3 ) = ( -3 ) . ( -3 ) = +9 0 0
2 Consequentemente: (+2 ) = 1 ( -4 ) = 1
Logo: -3 ≠ ( -3 )2 Qualquer potência de expoente zero é igual a 1.
2 2 2
CÁLCULOS Observação: Não confundir-3 com (-3) , porque -3
2 2 2
significa -( 3 ) e portanto: -3 = -( 3 ) = -9
O EXPOENTE É PAR 2
enquanto que: ( -3 ) = ( -3 ) . ( -3 ) = +9
Calcular as potências Logo: -3
2
≠ ( -3 )2
4 4
(+2 ) = (+2 ) . (+2 ) . (+2 ) . (+2 ) = +16 isto é, (+2)
= +16 NÚMEROS PARES E ÍMPARES
4 4
( -2 ) = ( -2 ) . ( -2 ) . ( -2 ) . ( -2 ) = +16 isto é, (-2 )
= +16 Os pitagóricos estudavam à natureza dos números, e
baseado nesta natureza criaram sua filosofia e modo de
4 4
Observamos que: (+2) = +16 e (-2) = +16 vida. Vamos definir números pares e ímpares de acordo
com a concepção pitagórica:
Então, de modo geral, temos a regra: • par é o número que pode ser dividido em duas par-
Quando o expoente é par, a potência é sempre um tes iguais, sem que uma unidade fique no meio, e
número positivo. ímpar é aquele que não pode ser dividido em duas
partes iguais, porque sempre há uma unidade no
6 2
Outros exemplos: (-1) = +1 (+3) = +9 meio

O EXPOENTE É ÍMPAR Uma outra caracterização, nos mostra a preocupação


com à natureza dos números:
Exemplos: • número par é aquele que tanto pode ser dividido
Calcular as potências: em duas partes iguais como em partes desiguais,
3
1) (+2 ) = (+2 ) . (+2 ) . (+2 ) = +8 mas de forma tal que em nenhuma destas divisões
3
isto é, (+2) = + 8 haja uma mistura da natureza par com a natureza
3
2) ( -2 ) = ( -2 ) . ( -2 ) . ( -2 ) = -8 ímpar, nem da ímpar com a par. Isto tem uma úni-
3
ou seja, (-2) = -8 ca exceção, que é o princípio do par, o número 2,
3 3 que não admite a divisão em partes desiguais, por-
Observamos que: (+2 ) = +8 e ( -2 ) = -8 que ele é formado por duas unidades e, se isto po-
de ser dito, do primeiro número par, 2.
Daí, a regra:
Quando o expoente é ímpar, a potência tem o Para exemplificar o texto acima, considere o número
mesmo sinal da base. 10, que é par, pode ser dividido como a soma de 5 e 5,
3 4 mas também como a soma de 7 e 3 (que são ambos
Outros exemplos: (- 3) = - 27 (+2) = +16 ímpares) ou como a soma de 6 e 4 (ambos são pares);
PROPRIEDADES mas nunca como a soma de um número par e outro ím-
PRODUTO DE POTÊNCIAS DE MESMA BASE par. Já o número 11, que é ímpar pode ser escrito como
3 2 3 2 5
Exemplos: (+2 ) . (+2 ) = (+2 ) +2 = (+2 ) soma de 8 e 3, um par e um ímpar. Atualmente, definimos
2 3 5 2+3+5 10
( -2 ) . ( -2 ) . ( -2 ) = ( -2 ) = ( -2 ) números pares como sendo o número que ao ser dividido
por dois têm resto zero e números ímpares aqueles que
Para multiplicar potências de mesma base, mante- ao serem divididos por dois têm resto diferente de zero.
mos a base e somamos os expoentes. Por exemplo, 12 dividido por 2 têm resto zero, portanto 12
é par. Já o número 13 ao ser dividido por 2 deixa resto 1,
QUOCIENTE DE POTÊNCIAS DE MESMA BASE portanto 13 é ímpar.
5 2 5-2 3
(+2 ) : (+2 ) = (+2 ) = (+2 )
7 3 7-3 4
( -2 ) : ( -2 ) = ( -2 ) = ( -2 ) MÚLTIPLOS E DIVISORES
Para dividir potências de mesma base em que o ex-
poente do dividendo é maior que o expoente do divisor, DIVISIBILIDADE
mantemos a base e subtraímos os expoentes. Um número é divisível por 2 quando termina em 0, 2, 4,
6 ou 8. Ex.: O número 74 é divisível por 2, pois termina em
POTÊNCIA DE POTÊNCIA 4.
Matemática 16 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Na prática, costuma-se traçar uma barra vertical à di-
Um número é divisível por 3 quando a soma dos valo- reita do número e, à direita dessa barra, escrever os divi-
res absolutos dos seus algarismos é um número divisível sores primos; abaixo do número escrevem-se os quocien-
por 3. Ex.: 123 é divisível por 3, pois 1+2+3 = 6 e 6 é divi- tes obtidos. A decomposição em fatores primos estará
sível por 3 terminada quando o último quociente for igual a 1.

Um número é divisível por 5 quando o algarismo das Exemplo:


unidades é 0 ou 5 (ou quando termina em o ou 5). Ex.: O 60 2
número 320 é divisível por 5, pois termina em 0. 30 2
15 3
Um número é divisível por 10 quando o algarismo das 5 5
unidades é 0 (ou quando termina em 0). Ex.: O número 1
500 é divisível por 10, pois termina em 0. Logo: 60 = 2 . 2 . 3 . 5

NÚMEROS PRIMOS DIVISORES DE UM NÚMERO

Um número natural é primo quando é divisível apenas Consideremos o número 12 e vamos determinar todos
por dois números distintos: ele próprio e o 1. os seus divisores Uma maneira de obter esse resultado é
escrever os números naturais de 1 a 12 e verificar se
Exemplos: cada um é ou não divisor de 12, assinalando os divisores.
• O número 2 é primo, pois é divisível apenas por dois 1 - 2 - 3 - 4 - 5 - 6 - 7 - 8 - 9 - 10 - 11 - 12
números diferentes: ele próprio e o 1. = = = = = ==
• O número 5 é primo, pois é divisível apenas por dois Indicando por D(12) (lê-se: "D de 12”) o conjunto dos
números distintos: ele próprio e o 1. divisores do número 12, temos:
• O número natural que é divisível por mais de dois D (12) = { 1, 2, 3, 4, 6, 12}
números diferentes é chamado composto.
• O número 4 é composto, pois é divisível por 1, 2, 4. Na prática, a maneira mais usada é a seguinte:
• O número 1 não é primo nem composto, pois é divi- 1º) Decompomos em fatores primos o número consi-
sível apenas por um número (ele mesmo). derado.
• O número 2 é o único número par primo. 12 2
6 2
3 3
DECOMPOSIÇÃO EM FATORES PRIMOS (FATORA-
1
ÇÃO)

Um número composto pode ser escrito sob a forma de 2º) Colocamos um traço vertical ao lado os fatores
um produto de fatores primos. primos e, à sua direita e acima, escrevemos o nume-
ro 1 que é divisor de todos os números.
Por exemplo, o número 60 pode ser escrito na forma: 1
2
60 = 2 . 2 . 3 . 5 = 2 . 3 . 5 que é chamada de forma fato- 12 2
rada. 6 2
3 3
Para escrever um número na forma fatorada, devemos 1
decompor esse número em fatores primos, procedendo
do seguinte modo: 3º) Multiplicamos o fator primo 2 pelo divisor 1 e es-
crevemos o produto obtido na linha correspondente.
Dividimos o número considerado pelo menor número x1
primo possível de modo que a divisão seja exata. 12 2 2
Dividimos o quociente obtido pelo menor número pri- 6 2
mo possível. 3 3
1
Dividimos, sucessivamente, cada novo quociente pelo
menor número primo possível, até que se obtenha o quo- 4º) Multiplicamos, a seguir, cada fator primo pelos
ciente 1. divisores já obtidos, escrevendo os produtos nas
linhas correspondentes, sem repeti-los.
Exemplo: x1
60 2 12 2 2
6 2 4
0 30 2 3 3
1
0 15 3
5 0 5 x1
12 2 2
1 6 2 4
Portanto: 60 = 2 . 2 . 3 . 5 3 3 3, 6, 12
1

Matemática 17 A Opção Certa Para a Sua Realização


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Os números obtidos à direita dos fatores primos são Exemplos: Calcular o M.M.C (12, 18)
os divisores do número considerado. Portanto:
D(12) = { 1, 2, 4, 3, 6, 12} Decompondo em fatores primos esses números, te-
mos:
Exemplos: 12 2 18 2
1) 6 2 9 3
1 3 3 3 3
18 2 2 1 1
9 3 3, 6 D(18) = {1, 2 , 3, 6, 9, 18}
2 2
3 3 9, 18 12 = 2 . 3 18 = 2 . 3
2 2
1 Resposta: M.M.C (12, 18) = 2 . 3 = 36

2) Observação: Esse processo prático costuma ser sim-


1 plificado fazendo-se uma decomposição simultânea dos
30 2 2 números. Para isso, escrevem-se os números, um ao
15 3 3, 6 lado do outro, separando-os por vírgula, e, à direita da
5 5 5, 10, 15, 30 barra vertical, colocada após o último número, escrevem-
1 se os fatores primos comuns e não-comuns. 0 calculo
estará terminado quando a última linha do dispositivo for
D(30) = { 1, 2, 3, 5, 6, 10, 15, 30} composta somente pelo número 1. O M.M.C dos números
apresentados será o produto dos fatores.
MÁXIMO DIVISOR COMUM
Exemplo:
Recebe o nome de máximo divisor comum de dois ou Calcular o M.M.C (36, 48, 60)
mais números o maior dos divisores comuns a esses 36, 48, 60 2
números. 18, 24, 30 2
9, 12, 15 2
Um método prático para o cálculo do M.D.C. de dois 9, 6, 15 2
números é o chamado método das divisões sucessivas 9, 3, 15 3
(ou algoritmo de Euclides), que consiste das etapas se- 3, 1, 5 3
guintes: 1, 1 5 5
1ª) Divide-se o maior dos números pelo menor. Se a 1, 1, 1
divisão for exata, o M.D.C. entre esses números é 4 2
o menor deles. Resposta: M.M.C (36, 48, 60) = 2 . 3 . 5 = 720
2ª) Se a divisão não for exata, divide-se o divisor (o
menor dos dois números) pelo resto obtido na di- RAÍZ QUADRADA EXATA DE NÚMEROS INTEIROS
visão anterior, e, assim, sucessivamente, até se
obter resto zero. 0 ultimo divisor, assim determi- CONCEITO
nado, será o M.D.C. dos números considerados. Consideremos o seguinte problema:
Descobrir os números inteiros cujo quadrado é +25.
2 2
Exemplo: Solução: (+5 ) = +25 e ( -5 ) =+25
Calcular o M.D.C. (24, 32) Resposta: +5 e -5

32 24 24 8 Os números +5 e -5 chamam-se raízes quadradas de


+25.
8 1 0 3
Outros exemplos:
Resposta: M.D.C. (24, 32) = 8 Número Raízes quadradas
+9 + 3 e -3
MÍNIMO MÚLTIPLO COMUM +16 + 4 e -4
+1 + 1 e -1
Recebe o nome de mínimo múltiplo comum de dois ou +64 + 8 e -8
mais números o menor dos múltiplos (diferente de zero) +81 + 9 e -9
comuns a esses números. +49 + 7 e -7
+36 +6 e -6
O processo prático para o cálculo do M.M.C de dois ou O símbolo 25 significa a raiz quadrada de 25, isto
mais números, chamado de decomposição em fatores
primos, consiste das seguintes etapas: é 25 = +5
1º) Decompõem-se em fatores primos os números
Como 25 = +5 , então: − 25 = −5
apresentados.
2º) Determina-se o produto entre os fatores primos Agora, consideremos este problema.
comuns e não-comuns com seus maiores expo-
entes. Esse produto é o M.M.C procurado. Qual ou quais os números inteiros cujo quadrado é -
25?
Matemática 18 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
2 2
Solução: (+5 ) = +25 e (-5 ) = +25 cem.
Resposta: não existe número inteiro cujo quadrado 3ª) Adição e subtração na ordem em que aparecem.
seja -25, isto é, − 25 não existe no conjunto Z dos
Exemplos:
números inteiros. 1) 2 + 7 . (-3 + 4) =
2 + 7 . (+1) = 2 + 7 = 9
Conclusão: os números inteiros positivos têm, como
raiz quadrada, um número positivo, os números inteiros 2)
3 2
(-1 ) + (-2 ) : (+2 ) =
negativos não têm raiz quadrada no conjunto Z dos nú- -1+ (+4) : (+2 ) =
meros inteiros. -1 + (+2 ) =
-1 + 2 = +1
RADICIAÇÃO
3) -(-4 +1) – [-(3 +1)] =
A raiz n-ésima de um número b é um número a tal que -(-3) - [-4 ] =
n
a = b. +3 + 4 = 7
n
b = a ⇒ an = b 4)
2
–2( -3 –1) +3 . ( -1 – 3) + 4
3
2 3
-2 . ( -4 ) + 3 . ( - 4 ) + 4 =
5
32 = 2 -2 . (+16) + 3 . (- 64) + 4 =
-32 – 192 + 4 =
5 índice -212 + 4 = - 208
5
32 radicando pois 2 = 32 2 2
5) (-288) : (-12) - (-125) : ( -5 ) =
raiz (-288) : (+144) - (-125) : (+25) =
2 radical (-2 ) - (- 5 ) = -2 + 5 = +3

6) (-10 - 8) : (+6 ) - (-25) : (-2 + 7 ) =


Outros exemplos : 3
8 = 2 pois 2 3 = 8 (-18) : (+6 ) - (-25) : (+5 ) =
3
− 8 = - 2 pois ( -2 )3 = -8 -3 - (- 5) =
- 3 + 5 = +2
PROPRIEDADES (para a ≥ 0, b ≥ 0) 2 2 4 2
m: p
7) –5 : (+25) - (-4 ) : 2 - 1 =
1ª)
m
a = a
n n: p 15
3 = 3
10 3 2
-25 : (+25) - (+16) : 16 - 1 =
-1 - (+1) –1 = -1 -1 –1 = -3
2ª) n
a⋅b = n a ⋅n b 6 = 2⋅ 3
2 3 2
5 4
5 8) 2 . ( -3 ) + (-40) : (+2) - 2 =
3ª) n
a:b = n a :n b 4 = 2 . (+9 ) + (-40) : (+8 ) - 4 =
16 4
16 +18 + (-5) - 4 =
4ª) ( a)
m
n
= m an ( x)
3
5
= 3 x5 + 18 - 9 = +9

5ª)
m n
a = m⋅n a 6
3 = 12 3 CONJUNTO DOS NÚMEROS RACIONAIS (Q)

EXPRESSÕES NUMÉRICAS COM NÚMEROS IN- Os números racionais são representados por um
TEIROS ENVOLVENDO AS QUATRO OPERAÇÕES a
numeral em forma de fração ou razão, , sendo a e b
Para calcular o valor de uma expressão numérica com b
números inteiros, procedemos por etapas. números naturais, com a condição de b ser diferente de
zero.
1ª ETAPA: 1. NÚMERO FRACIONARIO. A todo par ordenado
a) efetuamos o que está entre parênteses ( ) (a, b) de números naturais, sendo b ≠ 0, corresponde
b) eliminamos os parênteses
a
um número fracionário .O termo a chama-se nume-
2ª ETAPA: b
a) efetuamos o que está entre colchetes [ ] rador e o termo b denominador.
b) eliminamos os colchetes
2. TODO NÚMERO NATURAL pode ser represen-
3º ETAPA: tado por uma fração de denominador 1. Logo, é possí-
a) efetuamos o que está entre chaves { } vel reunir tanto os números naturais como os fracioná-
b) eliminamos as chaves rios num único conjunto, denominado conjunto dos
números racionais absolutos, ou simplesmente conjun-
Em cada etapa, as operações devem ser efetuadas na to dos números racionais Q.
seguinte ordem:
1ª) Potenciação e radiciação na ordem em que apa- Qual seria a definição de um número racional abso-
recem. luto ou simplesmente racional? A definição depende
2ª) Multiplicação e divisão na ordem em que apare- das seguintes considerações:

Matemática 19 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
a) O número representado por uma fração não mu-
da de valor quando multiplicamos ou dividimos e) ordinárias: é o nome geral dado a todas as fra-
tanto o numerador como o denominador por um ções, com exceção daquelas que possuem como de-
2 3
mesmo número natural, diferente de zero. nominador 10, 10 , 10 ...
Exemplos: usando um novo símbolo: ≈
≈ é o símbolo de equivalência para frações f) frações iguais: são as que possuem os termos i-
2 2 × 5 10 10 × 2 20 3 3 8 8
≈ ≈ ≈ ≈ ≈ ⋅⋅⋅ guais = , = , etc.
3 3 × 5 15 15 × 2 30 4 4 5 5
b) Classe de equivalência. É o conjunto de todas as
frações equivalentes a uma fração dada. g) forma mista de uma fração: é o nome dado ao
3 6 9 12 numeral formado por uma parte natural e uma parte
, , , ,⋅ ⋅ ⋅ (classe de equivalência da fra-  4
1 2 3 4 fracionária;  2  A parte natural é 2 e a parte fracio-
3  7
ção: ) 4
1 nária .
7
Agora já podemos definir número racional : número
racional é aquele definido por uma classe de equiva- h) irredutível: é aquela que não pode ser mais sim-
lência da qual cada fração é um representante. plificada, por ter seus termos primos entre si.
3 5 3
NÚMERO RACIONAL NATURAL ou NÚMERO , , , etc.
NATURAL: 4 12 7
0 0
0= = = ⋅⋅⋅ (definido pela classe de equiva- 4. PARA SIMPLIFICAR UMA FRAÇÃO, desde que
1 2 não possua termos primos entre si, basta dividir os dois
lência que representa o mesmo ternos pelo seu divisor comum.
número racional 0) 8 8:4 2
1 2 = =
1 = = = ⋅⋅⋅ (definido pela classe de equiva- 12 12 : 4 3
1 2
lência que representa o mesmo 5. COMPARAÇÃO DE FRAÇÕES.
número racional 1) Para comparar duas ou mais frações quaisquer pri-
e assim por diante. meiramente convertemos em frações equivalentes de
mesmo denominador. De duas frações que têm o
NÚMERO RACIONAL FRACIONÁRIO ou NÚME- mesmo denominador, a maior é a que tem maior nume-
RO FRACIONÁRIO: rador. Logo:
1 2 3 6 8 9 1 2 3
= = = ⋅ ⋅ ⋅ (definido pela classe de equivalên- < < ⇔ < <
2 4 6 12 12 12 2 3 4
cia que representa o mesmo (ordem crescente)
número racional 1/2).
De duas frações que têm o mesmo numerador, a
NOMES DADOS ÀS FRAÇÕES DIVERSAS maior é a que tem menor denominador.
Decimais: quando têm como denominador 10 ou 7 7
uma potência de 10 Exemplo: >
2 5
5 7
, ,⋅ ⋅ ⋅ etc.
10 100 OPERAÇÕES COM FRAÇÕES

b) próprias: aquelas que representam quantidades ADIÇÃO E SUBTRAÇÃO


menores do que 1. A soma ou a diferença de duas frações é uma outra
1 3 2 fração, cujo calculo recai em um dos dois casos seguin-
, , ,⋅ ⋅ ⋅ etc. tes:
2 4 7
1º CASO: Frações com mesmo denominador. Ob-
c) impróprias: as que indicam quantidades iguais ou servemos as figuras seguintes:
maiores que 1.
5 8 9
, , ,⋅ ⋅ ⋅ etc.
5 1 5
d) aparentes: todas as que simbolizam um número 3 2
natural. 6 6
20 8 5
= 5, = 4 , etc.
4 2 6
Matemática 20 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
3 2 5 1 2 5 3
Indicamos por: + = 1) + = 2) + =
6 6 6 3 4 8 6
4 6 15 12
= + = = + =
12 12 24 24
15 + 12
4+6 = =
= = 24
2
12
27 9
10 5 = =
6 = = 24 8
12 6
5
6 Observações:
Para adicionar mais de duas frações, reduzimos to-
3 das ao mesmo denominador e, em seguida, efetuamos
a operação.
6
5 2 3 Exemplos.
Indicamos por: − =
6 6 6 2 7 3 3 5 1 1
a) + + = b) + + + =
15 15 15 4 6 8 2
Assim, para adicionar ou subtrair frações de mesmo 2+7+3 18 20 3 12
denominador, procedemos do seguinte modo: = = = + + + =
15 24 24 24 24
 adicionamos ou subtraímos os numeradores e
mantemos o denominador comum. 12 4
= = 18+ 20+ 3 +12
= =
 simplificamos o resultado, sempre que possível. 15 5 24
53
Exemplos: =
24
3 1 3 +1 4 Havendo número misto, devemos transformá-lo em
+ = =
5 5 5 5 fração imprópria:
4 8 4 + 8 12 4
+ = = = Exemplo:
9 9 9 9 3 1 5 1
2 + +3 =
7 3 7−3 4 2 3 12 6
− = = =
6 6 6 6 3 7 5 19
+ + =
2 2 2−2 0 3 12 6
− = = =0 28 5 38
7 7 7 7 + + =
12 12 12
Observação: A subtração só pode ser efetuada 28 + 5 + 38 71
=
quando o minuendo é maior que o subtraendo, ou igual 12 12
a ele.
Se a expressão apresenta os sinais de parênteses (
2º CASO: Frações com denominadores diferentes: ), colchetes [ ] e chaves { }, observamos a mesma
Neste caso, para adicionar ou subtrair frações com ordem :
denominadores diferentes, procedemos do seguinte 1º) efetuamos as operações no interior dos parênte-
modo: ses;
• Reduzimos as frações ao mesmo denominador. 2º) as operações no interior dos colchetes;
• Efetuamos a operação indicada, de acordo com o 3º) as operações no interior das chaves.
caso anterior.
• Simplificamos o resultado (quando possível). Exemplos:
2 3 5 4
Exemplos: 1) +  −  −  =
3 4 2 2
 8 9  1
= + − =
 12 12  2
17 1
= − =
12 2
17 6
= − =
12 12
11
=
12
Matemática 21 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos

  3 1   2 3 
2)5 −  −  − 1 +  =
  2 3   3 4 
  9 2   5 3 
= 5 −  −  −  +  =
  6 6   3 4 
 7   20 9 
= 5 −  −  +  =
 6   12 12 
 30 7  29
= − − =
 6 6  12
23 29 1 2 3
= − = Dizemos que: = =
6 12 2 4 6
46 29
= − = - Para obter frações equivalentes, devemos multi-
12 12 plicar ou dividir o numerador por mesmo número dife-
17 rente de zero.
=
12 1 2 2 1 3 3
Ex: ⋅ = ou . =
2 2 4 2 3 6
NÚMEROS RACIONAIS
Para simplificar frações devemos dividir o numera-
dor e o denominador, por um mesmo número diferente
de zero.

Quando não for mais possível efetuar as divisões


dizemos que a fração é irredutível.

Um círculo foi dividido em duas partes iguais. Dize- Exemplo:


mos que uma unidade dividida em duas partes iguais e 18 2 9 3
: = = ⇒ Fração Irredutível ou Sim-
indicamos 1/2. 12 2 6 6
onde: 1 = numerador e 2 = denominador plificada

1 3
Exemplo: e
3 4

Calcular o M.M.C. (3,4): M.M.C.(3,4) = 12


1 3 (12 : 3 ) ⋅ 1 (12 : 4 ) ⋅ 3 temos: 4 e 9
e = e
3 4 12 12 12 12
Um círculo dividido em 3 partes iguais indicamos
(das três partes hachuramos 2).
1 4
A fração é equivalente a .
Quando o numerador é menor que o denominador 3 12
temos uma fração própria. Observe:
3 9
A fração equivalente .
Observe: 4 12

Exercícios:
1) Achar três frações equivalentes às seguintes fra-
ções:
1 2
1) 2)
4 3
2 3 4 4 6 8
Respostas: 1) , , 2) , ,
Quando o numerador é maior que o denominador 8 12 16 6 9 12
temos uma fração imprópria.
COMPARAÇÃO DE FRAÇÕES
FRAÇÕES EQUIVALENTES
a) Frações de denominadores iguais.
Duas ou mais frações são equivalentes, quando re- Se duas frações tem denominadores iguais a maior
presentam a mesma quantidade. será aquela: que tiver maior numerador.

Matemática 22 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
3 1 1 3 Exercícios: Colocar em ordem crescente:
Ex.: > ou <
4 4 4 4 2 2 5 4 5 2 4
1) e 2) e 3) , e
5 3 3 3 6 3 5
b) Frações com numeradores iguais
Se duas frações tiverem numeradores iguais, a me- 2 2 4 5
nor será aquela que tiver maior denominador. Respostas: 1) < 2) <
5 3 3 3
7 7 7 7
Ex.: > ou < 4 5 3
4 5 5 4 3) < <
3 6 2
c) Frações com numeradores e denominadores
receptivamente diferentes. OPERAÇÕES COM FRAÇÕES
Reduzimos ao mesmo denominador e depois com-
paramos. Exemplos: 1) Adição e Subtração
2 1 a) Com denominadores iguais somam-se ou subtra-
> denominadores iguais (ordem decrescente) em-se os numeradores e conserva-se o denominador
3 3 comum.
4 4 2 5 1 2 + 5 +1 8
> numeradores iguais (ordem crescente) Ex: + + = =
5 3 3 3 3 3 3
4 3 4−3 1
SIMPLIFICAÇÃO DE FRAÇÕES − = =
5 5 5 5
Para simplificar frações devemos dividir o numera-
b) Com denominadores diferentes reduz ao mesmo
dor e o denominador por um número diferente de zero.
denominador depois soma ou subtrai.
Ex:
Quando não for mais possível efetuar as divisões,
dizemos que a fração é irredutível. Exemplo: 1 3 2
1) + + = M.M.C.. (2, 4, 3) = 12
18 : 2 9 : 3 3 2 4 3
= =
12 : 2 6 : 3 2
(12 : 2).1 + (12 : 4).3 + (12.3).2 6 + 9 + 8 23
= =
Fração irredutível ou simplificada. 12 12 12
9 36 4 2
Exercícios: Simplificar 1) 2) 2) − = M.M.C.. (3,9) = 9
12 45 3 9
3 4 (9 : 3).4 - (9 : 9).2 12 - 2 10
Respostas: 1) 2) = =
4 5 9 9 9

REDUÇÃO DE FRAÇÕES AO MENOR DENOMINA- Exercícios. Calcular:


DOR COMUM 2 5 1 5 1 2 1 1
1) + + 2) − 3) + −
7 7 7 6 6 3 4 3
1 3
Ex.: e 8 4 2 7
3 4 Respostas: 1) 2) = 3)
7 6 3 12
Calcular o M.M.C. (3,4) = 12
MULTIPLICAÇÃO DE FRAÇÕES
1
e
3
=
(12 : 3 ) ⋅ 1 e (12 : 4 ) ⋅ 3 temos:
3 4 12 12 Para multiplicar duas ou mais frações devemos mul-
4 9 tiplicar os numeradores das frações entre si, assim
e
12 12 como os seus denominadores.
1 4 3 Exemplo:
A fração é equivalente a . A fração equiva- 2 3 2 3 6 3
3 12 4 . = x = =
9 5 4 5 4 20 10
lente .
12
Exercícios: Calcular:
Exemplo: 2 5 2 3 4  1 3  2 1
1) ⋅ 2) ⋅ ⋅ 3)  +  ⋅  − 
2 4 5 4 5 2 3 5 5 3 3
? ⇒ numeradores diferentes e denomina-
3 5 10 5 24 4 4
Respostas: 1) = 2) = 3)
dores diferentes m.m.c.(3, 5) = 15 12 6 30 5 15

(15 : 3).2 (15.5).4 10 12 DIVISÃO DE FRAÇÕES


? = < (ordem
15 15 15 15
crescente) Para dividir duas frações conserva-se a primeira e
multiplica-se pelo inverso da Segunda.
Matemática 23 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
4 2 4 3 12 6 Outros exemplos:
Exemplo: : = . = =
5 3 5 2 10 5 34 635 2187
1) = 3,4 2) = 6,35 3) =218,7
10 100 10
Exercícios. Calcular:
4 2 8 6  2 3  4 1 Note que a vírgula “caminha” da direita para a es-
1) : 2) : 3)  +  :  −  querda, a quantidade de casas deslocadas é a mesma
3 9 15 25 5 5 3 3 quantidade de zeros do denominador.

20 Exercícios. Representar em números decimais:


Respostas: 1) 6 2) 3) 1
9 35 473 430
1) 2) 3)
10 100 1000
POTENCIAÇÃO DE FRAÇÕES
Respostas: 1) 3,5 2) 4,73 3) 0,430
Eleva o numerador e o denominador ao expoente
dado. Exemplo: LEITURA DE UM NÚMERO DECIMAL
3 3
2 2 8
  = 3 = Ex.:
3
  3 27

Exercícios. Efetuar:
2 4 2 3
3  1  4   1
1)   2)   3)   −  
4 2 3 2

9 1 119
Respostas: 1) 2) 3)
16 16 72

RADICIAÇÃO DE FRAÇÕES

Extrai raiz do numerador e do denominador.


4 4 2
Exemplo: = =
9 9 3
OPERAÇÕES COM NÚMEROS DECIMAIS
Exercícios. Efetuar:
1 16 9  1
2 Adição e Subtração
1) 2) 3) +  Coloca-se vírgula sob virgula e somam-se ou sub-
9 25 16  2  traem-se unidades de mesma ordem. Exemplo 1:

1 4 10 + 0,453 + 2,832
Respostas: 1) 2) 3) 1
3 5 10,000
+ 0,453
2,832
NÚMEROS DECIMAIS _______
13,285
Toda fração com denominador 10, 100, 1000,...etc,
chama-se fração decimal. Exemplo 2:
3 4 7 47,3 - 9,35
Ex: , , , etc
10 100 100 47,30
9,35
Escrevendo estas frações na forma decimal temos: ______
3 37,95
= três décimos,
10
Exercícios. Efetuar as operações:
4 1) 0,357 + 4,321 + 31,45
= quatro centésimos
100 2) 114,37 - 93,4
7 3) 83,7 + 0,53 - 15, 3
= sete milésimos
1000
Respostas: 1) 36,128 2) 20,97 3) 68,93
Escrevendo estas frações na forma decimal temos:
MULTIPLICAÇÃO COM NÚMEROS DECIMAIS
3 4 7
=0,3 = 0,04 = 0,007
10 100 1000 Multiplicam-se dois números decimais como se fos-
sem inteiros e separam-se os resultados a partir da

Matemática 24 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
direita, tantas casas decimais quantos forem os alga- DIVISÃO
rismos decimais dos números dados. Para dividir os números decimais, procede-se as-
sim:
Exemplo: 5,32 x 3,8 1) iguala-se o número de casas decimais;
5,32 → 2 casas, 2) suprimem-se as vírgulas;
x 3,8→ 1 casa após a virgula 3) efetua-se a divisão como se fossem números in-
______ teiros.
4256
1596 + Exemplos:
______ ♦ 6 : 0,15 = 6,00 0,15
20,216 → 3 casas após a vírgula
000 40
Exercícios. Efetuar as operações: Igualam – se as casas decimais.
1) 2,41 . 6,3 2) 173,4 . 3,5 + 5 . 4,6 Cortam-se as vírgulas.
3) 31,2 . 0,753  7,85 : 5 = 7,85 : 5,00 785 : 500 = 1,57

Respostas: 1) 15,183 2) 629,9 Dividindo 785 por 500 obtém-se quociente 1 e resto
3) 23,4936 285

DIVISÃO DE NÚMEROS DECIMAIS Como 285 é menor que 500, acrescenta-se uma
vírgula ao quociente e zeros ao resto
Igualamos as casas decimais entre o dividendo e o ♦ 2 : 4 0,5
divisor e quando o dividendo for menor que o divisor
acrescentamos um zero antes da vírgula no quociente. Como 2 não é divisível por 4, coloca-se zero e vír-
gula no quociente e zero no dividendo
Ex.: ♦ 0,35 : 7 = 0,350 7,00 350 : 700 =
a) 3:4 0,05
3 |_4_
30 0,75 Como 35 não divisível por 700, coloca-se zero e vír-
20 gula no quociente e um zero no dividendo. Como 350
0 não é divisível por 700, acrescenta-se outro zero ao
b) 4,6:2 quociente e outro ao dividendo
4,6 |2,0 = 46 | 20
60 2,3 Divisão de um número decimal por 10, 100, 1000
0
Obs.: Para transformar qualquer fração em número
Para tornar um número decimal 10, 100, 1000, ....
decimal basta dividir o numerador pelo denominador.
vezes menor, desloca-se a vírgula para a esquerda,
Ex.: 2/5 = 2 |5 , então 2/5=0,4
respectivamente, uma, duas, três, ... casas decimais.
20 0,4
Exemplos:
Exercícios
25,6 : 10 = 2,56
1) Transformar as frações em números decimais.
04 : 10 = 0,4
1 4 1 315,2 : 100 = 3,152
1) 2) 3)
5 5 4 018 : 100 = 0,18
Respostas: 1) 0,2 2) 0,8 3) 0,25 0042,5 : 1.000 = 0,0425
0015 : 1.000 = 0,015
2) Efetuar as operações:
1) 1,6 : 0,4 2) 25,8 : 0,2 milhar centena dezena Unidade décimo centésimo milésimo
simples
3) 45,6 : 1,23 4) 178 : 4,5-3,4.1/2
5) 235,6 : 1,2 + 5 . 3/4 1 000 100 10 1 0,1 0,01 0,001

Respostas: 1) 4 2) 129 3) 35,07


4) 37,855 5) 200,0833.... LEITURA DE UM NÚMERO DECIMAL
Procedemos do seguinte modo:
Multiplicação de um número decimal por 10, 100, 1º) Lemos a parte inteira (como um número natural).
1000 2º) Lemos a parte decimal (como um número natu-
ral), acompanhada de uma das palavras:
Para tornar um número decimal 10, 100, 1000..... - décimos, se houver uma ordem (ou casa) deci-
vezes maior, desloca-se a vírgula para a direita, res- mal
pectivamente, uma, duas, três, . . . casas decimais. - centésimos, se houver duas ordens decimais;
2,75 x 10 = 27,5 6,50 x 100 = 650 - milésimos, se houver três ordens decimais.
0,125 x 100 = 12,5 2,780 x 1.000 = 2.780
0,060 x 1.000 = 60 0,825 x 1.000 = 825 Exemplos:
1) 1,2 Lê-se: "um inteiro e

Matemática 25 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
dois décimos". irracionais.

2) 12,75 Lê-se: "doze inteiros Usaremos o símbolo estrela (*) quando quisermos
e setenta e cinco indicar que o número zero foi excluído de um conjunto.
centésimos".
Exemplo: N* = { 1; 2; 3; 4; ... }; o zero foi excluído de
3) 8,309 Lê-se: "oito inteiros e N.
trezentos e nove
milésimos''. Usaremos o símbolo mais (+) quando quisermos
indicar que os números negativos foram excluídos de
Observações: um conjunto.
1) Quando a parte inteira é zero, apenas a parte de-
cimal é lida. Exemplo: Z+ = { 0; 1; 2; ... } ; os negativos foram
Exemplos: excluídos de Z.
a) 0,5 - Lê-se: "cinco Usaremos o símbolo menos (-) quando quisermos
décimos". indicar que os números positivos foram excluídos de
um conjunto.
b) 0,38 - Lê-se: "trinta e oito
centésimos".
Exemplo: Z − = { . .. ; - 2; - 1; 0 } ; os positivos foram
c) 0,421 - Lê-se: "quatrocentos excluídos de Z.
e vinte e um
milésimos". Algumas vezes combinamos o símbolo (*) com o
símbolo (+) ou com o símbolo (-).
2) Um número decimal não muda o seu valor se a-
crescentarmos ou suprimirmos zeros â direita do Exemplos
último algarismo.
Exemplo: 0,5 = 0,50 = 0,500 = 0,5000 " ....... a) Z *− = ( 1; 2; 3; ... ) ; o zero e os positivos foram
excluídos de Z.
3) Todo número natural pode ser escrito na forma b) Z *+ = { ... ; - 3; - 2; - 1 } ; o zero e os negativos
de número decimal, colocando-se a vírgula após
o último algarismo e zero (ou zeros) a sua direita. foram excluídos de Z.
Exemplos: 34 = 34,00... 176 = 176,00...
Exercícios resolvidos
1. Completar com ∈ ou ∉ :
CONJUNTO DOS NÚMEROS REAIS (R)
a) 5 Z g) 3 Q*
b) 5 *
Z−
CORRESPONDÊNCIA ENTRE NÚMEROS E h) 4 Q
PONTOS DA RETA, ORDEM, VALOR ABSOLUTO *
c) 3,2 Z+
Há números que não admitem representação i) ( − 2)2 Q-
decimal finita nem representação decimal infinita e 1
periódico, como, por exemplo: d) Z j) 2 R
4
π = 3,14159265...
4 k) 4 R-
2 = 1,4142135... e) Z
1
3 = 1,7320508... f) 2 Q
5 = 2,2360679... Resolução
a) ∈ , pois 5 é positivo.
b) ∉ , pois 5 é positivo e os positivos foram
Estes números não são racionais: π ∈ Q, 2
*
excluídos de Z −
∈ Q, 3 ∈ Q, 5 ∈ Q; e, por isso mesmo, são
chamados de irracionais. c) ∉ 3,2 não é inteiro.
1
Podemos então definir os irracionais como sendo d) ∉ , poisnão é inteiro.
4
aqueles números que possuem uma representação
decimal infinita e não periódico.
4
e) ∈ , pois = 4 é inteiro.
1
Chamamos então de conjunto dos números reais, e f) ∉ , pois 2 não é racional.
indicamos com R, o seguinte conjunto:
g) ∉ , pois 3 não é racional
R= { x | x é racional ou x é irracional} h) ∈ , pois 4 = 2 é racional
Como vemos, o conjunto R é a união do conjunto i) ∉ , pois ( − 2)2 = 4 = 2 é positivo, e os
dos números racionais com o conjunto dos números

Matemática 26 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
positivos foram excluídos de Q− . a) ⊂ c) ⊄ e) ⊄
b) ⊄ d) ⊂
j) ∈ , pois 2 é real.
k) ∉ , pois 4 = 2 é positivo, e os positivos foram 4.
excluídos de R−

2. Completar com ⊂ ou ⊄ :
a) N Z* d) Q Z
* * Reta numérica
b) N Z+ e) Q + R+ Uma maneira prática de representar os números re-
c) N Q ais é através da reta real. Para construí-la, desenha-
mos uma reta e, sobre ela, escolhemos, a nosso gosto,
Resolução: um ponto origem que representará o número zero; a
seguir escolhemos, também a nosso gosto, porém à
a) ⊄ , pois 0 ∈ N e 0 ∉ Z * . direita da origem, um ponto para representar a unidade,
b) ⊂, pois N = Z + ou seja, o número um. Então, a distância entre os pon-
c) ⊂ , pois todo número natural é também tos mencionados será a unidade de medida e, com
racional. base nela, marcamos, ordenadamente, os números
d) ⊄ , pois há números racionais que não são positivos à direita da origem e os números negativos à
2 sua esquerda.
inteiros como por exemplo, .
3
e) ⊂ , pois todo racional positivo é também real
positivo.

Exercícios propostos: EXERCÍCIOS


1. Completar com ∈ ou ∉ 1) Dos conjuntos a seguir, o único cujos elementos
a) 0 N 7 são todos números racionais é:
g) Q +*
b) 0 N* 1  1
a)  , 2, 3, 5, 4 2 

c) 7 Z h) 7 Q  2 
d) - 7 Z+  2 
i) 7 2 Q c)  − 1, , 0, 2, 3 
e) – 7 Q−  7 
j) 7 R*
f)
1
Q b) { − 3, − 2, − 2, 0 }
7
d) { 0, 9, 4 , 5, 7 }

2. Completar com ∈ ou ∉
a) 3 Q d) π Q 2) Se 5 é irracional, então:
b) 3,1 Q e) 3,141414... Q m
a) 5 escreve-se na forma , com n ≠0 e m, n ∈ N.
c) 3,14 Q n
b) 5 pode ser racional
3. Completar com ⊂ ou ⊄ :
m
*
a) Z + N* *
d) Z − R c) 5 jamais se escreve sob a forma , com n ≠0 e
n
b) Z − N e) Z − R+ m, n ∈ N.
c) R+ Q d) 2 5 é racional

4. Usando diagramas de Euler-Venn, represente os 3) Sendo N, Z, Q e R, respectivamente, os conjuntos


conjuntos N, Z, Q e R . dos naturais, inteiros, racionais e reais, podemos
Respostas: escrever:
1. a) ∀x ∈ N⇒x∈R c) Z ⊃ Q
a) ∈ e) ∈ i) ∈ b) ∀x ∈Q⇒x∈Z d) R ⊂ Z
b) ∉ f) ∈ j) ∈
c) ∈ g) ∈ 4) Dado o conjunto A = { 1, 2, 3, 4, 5, 6 }, podemos
d) ∉ h) ∉ afirmar que:
a) ∀ x ∈ A ⇒ x é primo
2. b) ∃ x ∈ A | x é maior que 7
a) ∈ c) ∈ e) ∈ c) ∀ x ∈ A ⇒ x é múltiplo de 3
b) ∈ d) ∉ d) ∃ x ∈ A | x é par
e) nenhuma das anteriores
3.
5) Assinale a alternativa correta:
Matemática 27 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
a) Os números decimais periódicos são irracionais
b) Existe uma correspondência biunívoca entre os
pontos da reta numerada, e o conjunto Q.
c) Entre dois números racional existem infinitos nú-
escrito em linguagem simbólica é:
meros racionais.
a) { x ∈ R | 3< x < 15 } c) { x ∈ R | 3 ≤ x ≤ 15 }
d) O conjunto dos números irracionais é finito
b) { x ∈ R | 3 ≤ x < 15 } d) { x ∈ R | 3< x ≤ 15 }
6) Podemos afirmar que:
a) todo real é racional. 14) Assinale a alternativa falsa:
b) todo real é irracional. a) R* = { x ∈ R | x < 0 ou x >0}
c) nenhum irracional é racional. b) 3∈ Q
d) algum racional é irracional. c) Existem números inteiros que não são números
naturais.
7) Podemos afirmar que:
a) entre dois inteiros existe um inteiro.
b) entre dois racionais existe sempre um racional. d) é a repre-
c) entre dois inteiros existe um único inteiro. sentação de { x ∈ R | x ≥ 7 }
d) entre dois racionais existe apenas um racional.
15) O número irracional é:
8) Podemos afirmar que: 4
a) 0,3333... e)
a) ∀a, ∀b ∈ N⇒a-b∈N 5
b) ∀a, ∀b ∈ N⇒a:b∈N b) 345,777... d) 7
c) ∀a, ∀b ∈ R⇒a+b∈R
d) ∀a, ∀b ∈ Z⇒a:b∈Z 16) O símbolo R − representa o conjunto dos núme-
ros:
9) Considere as seguintes sentenças:
a) reais não positivos c) irracional.
I) 7 é irracional. b) reais negativos d) reais positivos.
II) 0,777... é irracional.
III) 2 2 é racional. 17) Os possíveis valores de a e de b para que a nú-
Podemos afirmar que: mero a + b 5 seja irracional, são:
a) l é falsa e II e III são verdadeiros.
a) a = 0 e b=0 c) a = 0 e b = 2
b) I é verdadeiro e II e III são falsas.
c) I e II são verdadeiras e III é falsa. c) a=1eb= 5 d) a = 16 e b = 0
d) I e II são falsas e III é verdadeira.
18) Uma representação decimal do número 5 é:
10) Considere as seguintes sentenças:
a) 0,326... c) 1.236...
I) A soma de dois números naturais é sempre um
b) 2.236... d) 3,1415...
número natural.
II) O produto de dois números inteiros é sempre um
19) Assinale o número irracional:
número inteiro.
a) 3,01001000100001... e) 3,464646...
III) O quociente de dois números inteiros é sempre
b) 0,4000... d) 3,45
um número inteiro.
Podemos afirmar que:
20) O conjunto dos números reais negativos é repre-
a) apenas I é verdadeiro.
sentado por:
b) apenas II é verdadeira.
a) R* c) R
c) apenas III é falsa.
b) R_ d) R*
d) todas são verdadeiras.
21) Assinale a alternativo falso:
11) Assinale a alternativa correta:
a) 5 ∈ Z b) 5,1961... ∈ Q
a) R ⊂ N c) Q ⊃ N
5
b) Z ⊃ R d) N ⊂ { 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6 } c) − ∈Q
3
12) Assinale a alternativa correto: 22) Um número racional compreendido entre 3 e
a) O quociente de dois número, racionais é sempre
um número inteiro. 6 é:
b) Existem números Inteiros que não são números 3. 6
reais. a) 3,6 c)
2
c) A soma de dois números naturais é sempre um
número inteiro. 6 3+ 6
b) d)
d) A diferença entre dois números naturais é sempre 3 2
um número natural.
23) Qual dos seguintes números é irracional?
13) O seguinte subconjunto dos números reais a) 3
125 c) 27

Matemática 28 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
4 Transformações de unidades: Cada unidade de
b) 1 d) 169
comprimento é dez (10) vezes maior que a unidade
imediatamente. inferior. Na prática cada mudança de vírgula
para a direita (ou multiplicação por dez) transforma uma
unidade imediatamente inferior a unidade dada; e cada
24) é a representação mudança de vírgula para a esquerda (ou divisão por dez)
gráfica de: transforma uma unidade na imediatamente superior.
a) { x ∈ R | x ≥ 15 } b) { x ∈ R | -2≤ x < 4 }
c) { x ∈ R | x < -2 } d) { x ∈ R | -2< x ≤ 4 } Ex.: 45 Km ⇒ 45 . 1.000 = 45.000 m
500 cm ⇒ 500 ÷ 100 = 5 m
RESPOSTAS 8 Km e 25 m ⇒ 8.000m + 25m = 8.025 m
1) d 5) b 9) b 13) b 17) c 21) b ou 8,025 Km.
2) c 6) c 10) c 14) d 18) b 22) b
Resumo
3) a 7) b 11) b 15) d 19) a 23) c
4) e 8) c 12) c 16) b 20) b 24) d

SISTEMA DE MEDIDAS LEGAIS

A) Unidades de Comprimento
B) Unidades de ÁREA
Permitido de um polígono: o perímetro de um polígono
C) Áreas Planas
é a soma do comprimento de seus lados.
D) Unidades de Volume e de Capacidade
E) Volumes dos principais sólidos geométricos
F) Unidades de Massa

A) UNIDADES DE COMPRIMENTO

Medidas de comprimento:

Medir significa comparar. Quando se mede um


determinado comprimento, estamos comparando este
comprimento com outro tomado como unidade de medida.
Portanto, notamos que existe um número seguido de um
nome: 4 metros — o número será a medida e o nome será a
unidade de medida.

Podemos medir a página deste livro utilizando um Perímetro de uma circunferência: Como a abertura do
lápis; nesse caso o lápis foi tomado como unidade de medida compasso não se modifica durante o traçado vê-se logo que
ou seja, ao utilizarmos o lápis para medirmos o comprimento os pontos da circunferência distam igualmente do ponto zero
do livro, estamos verificando quantas vezes o lápis (tomado (0).
como medida padrão) caberá nesta página.

Para haver uma uniformidade nas relações humanas


estabeleceu-se o metro como unidade fundamental de
medida de comprimento; que deu origem ao sistema métrico
decimal, adotado oficialmente no Brasil.

Múltiplos e sub-múltiplos do sistema métrico: Para


escrevermos os múltiplos e sub-múltiplos do sistema métrico
decimal, utilizamos os seguintes prefixos gregos:

KILO significa 1.000 vezes


Elementos de uma circunferência:
HECTA significa 100 vezes
DECA significa 10 vezes
DECI significa décima parte
CENTI significa centésima parte
MILI significa milésima parte.

1km = 1.000m 1 m = 10 dm
1hm = 100m e 1 m = 100 cm
1dam = 10m 1 m = 1000 mm

O perímetro da circunferência é calculado multiplican-


do-se 3,14 pela medida do diâmetro.

3,14 . medida do diâmetro = perímetro.

Matemática 29 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos

B) UNIDADES DE ÁREA: a ideia de superfície já é


nossa conhecida, é uma noção intuitiva. Ex.: superfície da
mesa, do assoalho que são exemplos de superfícies planas
enquanto que a superfície de uma bola de futebol, é uma
superfície esférica.

Damos o nome de área ao número que mede uma


superfície numa determinada unidade. Perímetro: é a soma dos quatro lados.
Metro quadrado: é a unidade fundamental de medida Triângulo: a área do triângulo é dada pelo produto da
de superfície (superfície de um quadrado que tem 1 m de base pela altura dividido por dois.
lado).

Propriedade: Toda unidade de medida de superfície é


100 vezes maior do que a imediatamente inferior.

Múltiplos e submúltiplos do metro quadrado:


Perímetro – é a soma dos três lados.
Múltiplos Submúltiplos
2 2 2 2 2
km : 1.000.000 m m cm : 0,0001 m Trapézio: a área do trapézio é igual ao produto da
2 2 2 2
hm : 10.000 m dm : 0,01 m semi-soma das bases, pela altura.
2 2 2 2
dam : 100 m mm : 0,000001m
2 2
1km = 1000000 (= 1000 x 1000)m
2 2
1 hm = 10000 (= 100 x 100)m
2 2
1dam =100 (=10x10) m

Regras Práticas:

• para se converter um número medido numa unidade


para a unidade imediatamente superior deve-se Perímetro – é a soma dos quatro lados.
dividi-lo por 100.
• para se converter um número medido numa unidade, Losango: a área do losango é igual ao semi-produto
para uma unidade imediatamente inferior, deve-se das suas diagonais.
multiplicá-lo por 100.

Medidas Agrárias:
2
centiare (ca) — é o m
2 2
are (a) —é o dam (100 m )
2 2
hectare (ha) — é o hm (10000 m ).
Perímetro – á a soma dos quatro lados.
C) ÁREAS PLANAS
Área de polígono regular: a área do polígono regular é
Retângulo: a área do retângulo é dada pelo produto da
igual ao produto da medida do perímetro (p) pela medida do
medida de comprimento pela medida da largura, ou, medida
apotema (a) sobre 2.
da base pela medida da altura.

Perímetro: a + a + b + b

Quadrado: a área do quadrado é dada pelo produto


“lado por lado, pois sendo um retângulo de lados iguais, base
= altura = lado. Perímetro – soma de seus lados.

DUNIDADES DE VOLUME E CAPACIDADE

Unidades de volume: volume de um sólido é a medida


deste sólido.

Matemática 30 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Chama-se metro cúbico ao volume de um cubo cuja
aresta mede 1 m.

Propriedade: cada unidade de volume é 1.000 vezes


maior que a unidade imediatamente inferior.
Volume do cubo: o cubo é um paralelepipedo
Múltiplos e sub-múltiplos do metro cúbico: retângulo de faces quadradas. Um exemplo comum de cubo,
é o dado.
MÚLTIPIOS SUB-MÚLTIPLOS
3 3 3 3
km ( 1 000 000 000m ) dm (0,001 m )
3 3 3 3
hm ( 1 000 000 m ) cm (0,000001m )
3 3 3 3
dam (1 000 m ) mm (0,000 000 001m )

Como se vê:
3
1 km3 = 1 000 000 000 (1000x1000x1000)m
3 3
1 hm = 1000000 (100 x 100 x 100) m O volume do cubo é dado pelo produto das medidas
3 3
1dam = 1000 (10x10x10)m de suas três arestas que são iguais.
3 3 3
1m =1000 (= 10 x 10 x 10) dm V = a. a . a = a cubo
3 3
1m =1000 000 (=100 x 100 x 100) cm
3 3
1m = 1000000000 ( 1000x 1000x 1000) mm Volume do prisma reto: o volume do prisma reto é
dado pelo produto da área da base pela medida da altura.

Unidades de capacidade: litro é a unidade


fundamental de capacidade. Abrevia-se o litro por l.

O litro é o volume equivalente a um decímetro cúbico.

Múltiplos Submúltiplos

hl ( 100 l) dl (0,1 l)
dal ( 10 l) litro l cl (0,01 l)
ml (0,001 l)

Como se vê:
Volume do cilindro: o volume do cilindro é dado pelo
1 hl = 100 l 1 l = 10 dl produto da área da base pela altura.
1 dal = 10 l 1 l = 100 cl
1 l = 1000 ml

VOLUMES DOS PRINCIPAIS SÓLIDOS


GEOMÉTRICOS

Volume do paralelepípedo retângulo: é o mais comum


dos sólidos geométricos. Seu volume é dado pelo produto de
suas três dimensões. F) UNIDADES DE MASSA

— A unidade fundamental para se medir massa de um


corpo (ou a quantidade de matéria que esse corpo possui), é
o kilograma (kg).
3
— o kg é a massa aproximada de 1 dm de água a 4
graus de temperatura.

Matemática 31 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
— Múltiplos e sub-múltiplos do kilograma:
4 + 8 + 12 + 20 44
Múltiplos Submúltiplos ma = = = 11
kg (1000g) dg (0,1 g) 4 4
hg ( 100g) cg (0,01 g)
dag ( 10 g) mg (0,001 g) Média Aritmética Ponderada (mv):

Como se vê: A média aritmética ponderada de vários números aos


quais são atribuídos pesos (que indicam o número de vezes
1kg = 1000g 1g = 10 dg que tais números figuraram) consiste no quociente da soma
1 hg = 100 g e 1g= 100 cg dos produtos — que se obtém multiplicando cada número
1 dag = 10g 1g = 1000 mg pelo peso correspondente, pela soma dos pesos.

Ex.: No cálculo da média final obtida por um aluno


durante o ano letivo, usamos a média aritmética ponderada.
A resolução é a seguinte:

Matéria Notas Peso


Português 60,0 5
Matemática 40,0 3
História 70,0 2
Para a água destilada, 1.º acima de zero.
volume capacidade massa 60 . 5 + 40 3 + 70 . 2
2
mp =
1dm 1l 1kg 5+3+2

Medidas de tempo: 300 + 120 + 140


Não esquecer: = = 56
1dia = 24 horas 10
1 hora = sessenta minutos
1 minuto = sessenta segundos ÂNGULO
1 ano = 365 dias Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
1 mês = 30 dias
Ângulo É a região de um plano concebida pela
Média geométrica abertura de duas semi-retas que possuem uma origem
em comum, dividindo este plano em duas partes. A
Numa proporção contínua, o meio comum é
abertura do ângulo é uma propriedade invariante deste
denominado média proporcional ou média geométrica dos
extremos. Portanto no exemplo acima 8 é a média e é medida, no SI, em radianos.
proporcional entre 4 e 16. O quarto termo de uma proporção
contínua é chamado terceira proporcional. Assim, no nosso Unidades de medidas para ângulos
exemplo, 16 é a terceira proporcional depois de 4 e 8. De forma a medir um ângulo, um círculo com centro
no vértice é desenhado. Como a circunferência do
Para se calcular a média proporcional ou geométrica círculo é sempre diretamente proporcional ao
de dois números, teremos que calcular o valor do meio comprimento de seu raio, a medida de um ângulo é
comum de uma proporção continua. Ex.: independente do tamanho do círculo. Note que ângulos
4 X são adimensionais, desde que sejam definidos como a
=
X 16 razão dos comprimentos.
• A medida em radiano de um ângulo é o
4 . 16 x . x comprimento do arco cortado pelo ângulo,
2 dividido pelo raio do círculo. O SI utiliza o radiano
x = 64 x como o unidade derivada para ângulos. Devido
64 =8 ao seu relacionamento com o comprimento do
arco, radianos são uma unidade especial. Senos
4.º proporcional: é o nome dado ao quarto termo de e cossenos cujos argumentos estão em radianos
uma proporção não continua. Ex.: possuem propriedades analíticas particulares, tal
como criar funções exponenciais em base e.
4 12 • A medida em graus de um ângulo é o
= , 4 . x = 8 . 12
8 F comprimento de um arco, dividido pela
96 circunferência de um círculo e multiplicada por
x= =24. 360. O símbolo de graus é um pequeno círculo
4
sobrescrito °. 2π radianos é igual a 360° (um
Nota: Esse cálculo é idêntico ao cálculo do elemento círculo completo), então um radiano é
desconhecido de uma proporção). aproximadamente 57° e um grau é π/180
radianos.
Média Aritmética Simples: (ma) • O gradiano, também chamado de grado, é uma
medida angular onde o arco é divido pela
A média aritmética simples de dois números é dada circunferência e multiplicado por 400. Essa forma
pelo quociente da soma de seus valores e pela quantidade
é usado mais em triangulação.
das parcelas consideradas.
Ex.: determinar a ma de: 4, 8, 12, 20 • O ponto é usado em navegação, e é definida

Matemática 32 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
como 1/32 do círculo, ou exatamente 11,25°. instante.
• O círculo completo ou volta completa representa
o número ou a fração de voltas completas. Por A velocidade média de um trem que percorre cem
exemplo, π/2 radianos = 90° = 1/4 de um círculo quilômetros em duas horas é de cinquenta quilômetros
completo. por hora. O valor médio da velocidade de um corpo é
igual à razão entre o espaço por ele percorrido e o
O ângulo nulo é um ângulo que tem 0º. tempo gasto no deslocamento, de acordo com a
fórmula v = s/t. A representação gráfica da velocidade
A classificação dos ângulos é por sua deve ser feita, em cada ponto, por um segmento
(normalmente) circunferência em graus. orientado que caracteriza seu módulo, sua direção
(tangente à trajetória) e seu sentido (que coincide com
Tipos de ângulos o sentido do movimento). No intervalo de duas horas, a
Com relação às suas medidas, os ângulos podem velocidade do trem pode ter variado para mais ou para
ser classificados como menos em torno da velocidade média. A determinação
• Nulo: Um ângulo nulo mede 0º ou 0 radianos. da velocidade instantânea se faz por meio do cálculo
• Agudo: Ângulo cuja medida é maior do que 0º da velocidade média num intervalo de tempo tão
(ou 0 radianos) e menor do que 90º (ou π/2 próximo de zero quanto possível. O cálculo diferencial,
radianos). inventado por Isaac Newton com esse fim específico,
• Reto: Um ângulo reto é um ângulo cuja medida é permite determinar valores exatos da velocidade
exatamente 90º (ou π/2 radianos). Assim os seus instantânea de um corpo.
lados estão localizados em retas
perpendiculares. Sistema Monetário Brasileiro: Moeda
• Obtuso: É um ângulo cuja medida está entre 90º MOEDA: (do latim "moneta") - deriva do nome da deusa
e 180º (ou entre π/2 e π radianos). JUNO MONETA, templo que manufaturavam as moedas
romanas.
• Raso: Ângulo que mede exatamente 180º (ou π
DINHEIRO: Sinônimo de moeda, origem do la-
radianos), os seus lados são semi-retas opostas. tim: DENARIUS.
• Côncavo: Ângulo que mede mais de 180º (ou π Nos tempos primitivos a moeda era qualquer produto que
radianos) e menos de 360º (ou 2π radianos). servisse como instrumento de troca, Exemplos:
• Giro ou Completo: Ângulo que mede 360º (ou · Chá na Índia;
2π radianos). Também pode ser chamado de · Arroz no Japão;
Ângulo de uma volta. · Sal e colares em certos países africanos;
· No Brasil, no Rio de Janeiro, o açúcar teve curso forçado
como moeda, no Maranhão, o tecido de algodão substituiu
O ângulo reto (90º) é provavelmente o ângulo mais
o dinheiro em algumas ocasiões.
importante, pois o mesmo é encontrado em inúmeras Em 1874, foi proibida no Brasil, a CIRCULAÇÃO dos gêneros
aplicações práticas, como no encontro de uma parede alimentícios utilizados como moeda.
com o chão, os pés de uma mesa em relação ao seu MOEDA: Qualquer objeto que sirva como meio de troca
tampo, caixas de papelão, esquadrias de janelas, etc... em um sistema econômico;
MOEDA METÁLICA: Cunhagem da moeda em metais pre-
Um ângulo de 360 graus é o ângulo que completa o ciosos, trazendo seu peso impresso. Hoje trazem impressos
círculo. Após esta volta completa este ângulo coincide os seus valores;
com o ângulo de zero graus mas possui a grandeza de PAPEL-MOEDA Emissão de recibos pelos cunhadores de
moedas. Atualmente é a moeda escritural emitida pelo Ban-
360 graus (360 º).
co Central de cada país.
MOEDA-ESCRITURAL: Foi criada pelo sistema bancário.
Observação: É possível obter ângulos maiores do Emprestavam os valores acima do lastro do sistema bancá-
que 360º mas os lados destes ângulos coincidirão com rio.
os lados dos ângulos menores do que 360º na medida ENCAIXE: BACEN (Banco Central) determina uma porcenta-
que ultrapassa 360º. Para obter tais ângulos basta gem que podem ser emprestada sobre os depósitos efetua-
subtrair 360º do ângulo até que este seja menor do que dos em um banco.
360º. MOEDA FIDUCIÁRIA: Moeda que tem curso obrigatório, por
Lei, em um país. No Brasil a Moeda Fiduciária é o Real -
R$.
VELOCIDADE
A velocidade é uma grandeza vetorial, ou seja, tem PRINCIPAIS FUNÇÕES DA MOEDA
direção e sentido, além do valor numérico. Duas · Intermediário de trocas;
velocidades só serão iguais se tiverem o mesmo · Medida de valor;
módulo, a mesma direção e o mesmo sentido. · Reserva de Valor;
· Liberatória;
Velocidade é a grandeza física que informa com que · Padrão de pagamentos diferidos;
rapidez e em qual direção um móvel muda de posição · Instrumento de poder.
no tempo. Sua determinação pode ser feita por meio de
Intermediário de Trocas: Esta função permite a superação
um valor médio (que relaciona o deslocamento total de
de economia de escambo e a passagem à economia mo-
um corpo ao intervalo de tempo decorrido desde que netária;
ele deixou a posição inicial até quando chegou ao fim
do percurso) ou do valor instantâneo, que diz como a Medida de valor: a utiliza-
posição varia de acordo com o tempo num determinado ção generalizada da moeda implica na criação de uma

Matemática 33 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
unidade-padrão de medida pela qual são convertidos os DEMANDA DE MOEDA PARA ESPECULAÇÃO: ocorre
valores de todos os bens e serviços; quando aquela parcela da renda das pessoas que poderia
ser aplicada em títulos fica retida, pelo fato de a taxa de ju-
Reserva de valor: outra função exercida pela moeda, pois ros estar baixa e as pessoas aguardarem sua elevação pa-
pode servir como umareserva de valor, desde o momento ra comprar títulos.
que é recebida até o instante em que é gasta por quem a DEMANDA DE MOEDA PARA TRANSAÇÕES: como os
detenha. recebimentos e pagamentos não são sincronizados, as
pessoas precisam reter moeda para pagar suas despesas.
Poder Liberatório: o poder de saldar dívidas, liquidar débi- DEMANDA DE MOEDA POR PRECAUÇÃO: refere-se
tos, livrar seu detentor de sair de uma posição passiva. Esta àquela parte da renda das pessoas retida para fazer frente
particularidade da moeda dá-se o nome de: poder liberató- a imprevistos.
rio.
Características essenciais da moeda.
Padrão de pagamentos diferidos: À medida que a moeda
tem, sob garantia do Estado, o poder de saldar dívidas, As características mais relevantes da moeda, estudada des-
sendo ademais, uma medida de valor, ela torna, automati- de Adam Smith são as seguintes:
camente, padrão de pagamentos diferidos. Esta função da · Indestrutibilidade e inalterabilidade;
moeda resulta de sua capacidade de facilitar a distribuição · Homogeneidade;
de pagamentos ao longo do tempo, que para concessão de · Divisibilidade;
crédito ou de diferentes formas de adiantamentos. ·Transferibilidade;
· Facilidade de manuseio e transporte.
MERCADO MONETÁRIO: é onde se encontram a oferta e a
demanda por moeda e se determina a taxa de juros de e- Indestrutibilidade e inalterabilidade: A moeda deve ser
quilíbrio. suficientemente durável, no sentido de que não destrua ou
MOEDA ESCRITURAL: criada pelo sistema bancário, ao se deteriore com o seu manuseio. Além disso, Indestrutibili-
emprestar ou aplicar uma quantidade de moeda superior à dade e inalterabilidade são obstáculos à sua falsificação,
que era originalmente introduzida no sistema bancário co- constituindo-se, em elementos de fundamental importância
mo depósito em um dos bancos componentes do sistema. para a confiança e a aceitação geral da moeda.
MOEDA METÁLICA: moeda cunhada em metal precioso
que trazia impresso o seu peso. Atualmente, são cunhadas Homogeneidade Duas unidades monetárias distintas, mas
em metal não precioso, trazendo impresso o seu valor. de igual valor, devem ser rigorosamente iguais. Ex. se o ar-
MOEDA-FIDUCIÁRIA: emitida pelos bancos centrais de roz fosse dado como moeda, aceita pelas duas partes, se o
cada país, tendo curso obrigatório por lei. comprador pensasse em pagar sua dívida com arroz miú-
MOEDA: é todo objeto que serve para facilitar as trocas de dos e quebrados, enquanto o vendedor imaginava receber
bens e serviços numa economia. arroz em grãos inteiros e graúdos. A possibilidade de tal
OFERTA DE MOEDA: é a quantidade de moeda que o go- equívoco criada pela inexistência de homogeneidade é um
verno resolve emitir, num determinado período, através das exemplo da necessidade de que duas unidades monetárias
autoridades monetárias. do mesmo valor sejam rigorosamente iguais.
PADRÃO-OURO: sistema monetário em que o papel-moeda
emitido pelas autoridades monetárias tem uma relação com Divisibilidade A moeda deve possuir múltiplos e submúlti-
a quantidade de ouro que o país possui. Atualmente, não é plos em quantidade tal que as transações de grande porte
mais seguido. assim como as pequenas possam ser realizadas sem ne-
PAPEL-MOEDA: surgiu com a emissão de recibos pelos nhuma restrição. Outro aspecto é quanto ao fracionamento.
cunhadores, e assegurava ao seu portador certa quantida- (troco)
de de ouro expressa no documento. Atualmente, é a moeda
emitida pelos bancos centrais de cada país. Transferibilidade Outra característica da moeda é quanto à
POLÍTICA FISCAL: são medidas do governo que objetivam facilidade com que deve processar-se sua transferência, de
diminuir a demanda através da carga tributária. um detentor para outro.
POLÍTICA MONETÁRIA: são medidas adotadas pelo gover-
no que visam reduzir a quantidade de moeda em circulação Facilidade de manuseio e transporte o manuseio e o trans-
na economia. porte da moeda não deve oferecer obstáculos, isto é, preju-
dicar sua utilização.
CRÉDITO A CURTO PRAZO: é o crédito cujo período para
pagamento é inferior a cinco meses. Meios de pagamentos. (Vide Revista Conjuntura econômica.
CRÉDITO A LONGO PRAZO: é o crédito cujo período para Em Conjuntura Estatística: Moeda - Base monetária, meios
pagamento é superior a cinco anos. de pagamentos e quase-moeda).
CRÉDITO A MÉDIO PRAZO: é o crédito cujo período para
pagamento é superior a cinco meses e inferior a cinco anos. Meios de pagamentos.- Base monetária.
CRÉDITO DE CONSUMO: concedido às pessoas para que M1 - Papel-moeda em poder do público + os depósitos a vista
elas possam adquirir bens de consumo. (nos bancos comerciais);
CRÉDITO DE PRODUÇÃO: é concedido às empresas para M2 - M1 + títulos federais;
que elas façam frente às despesas decorrentes da produ- M3 - M2 + depósitos de poupança;
ção, como as despesas de investimento ou giro. M4 - M3 + depósitos a prazo.
CRÉDITO PARA O ESTADO: é o crédito que o governo Alex Mendes
utiliza para as despesas de investimento ou consumo.
CRÉDITO: é a troca de um bem, ou a concessão de uma
quantia de moeda, pela promessa de pagamento futuro.
CREDOR E DEVEDOR: são as pessoas envolvidas na ope-
RAZÕES E PROPORÇÕES
ração de crédito. A primeira é a que empresta a quantia em
moeda, sob a promessa de recebê-la no futuro. O devedor 1. INTRODUÇÃO
é a pessoa que deve pagar o empréstimo. Se a sua mensalidade escolar sofresse hoje um rea-
juste de R$ 80,00, como você reagiria? Acharia caro,

Matemática 34 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
normal, ou abaixo da expectativa? Esse mesmo valor, 6
que pode parecer caro no reajuste da mensalidade, Razão =
seria considerado insignificante, se tratasse de um
6
acréscimo no seu salário.
3. Uma liga de metal é feita de 2 partes de ferro e 3
partes de zinco.
Naturalmente, você já percebeu que os R$ 80,00
nada representam, se não forem comparados com um 2 3
Razão = (ferro) Razão = (zinco).
valor base e se não forem avaliados de acordo com a 5 5
natureza da comparação. Por exemplo, se a mensali-
dade escolar fosse de R$ 90,00, o reajuste poderia ser 3. PROPORÇÃO
considerado alto; afinal, o valor da mensalidade teria Há situações em que as grandezas que estão sendo
quase dobrado. Já no caso do salário, mesmo conside- comparadas podem ser expressas por razões de ante-
rando o salário mínimo, R$ 80,00 seriam uma parte cedentes e consequentes diferentes, porém com o
mínima. . mesmo quociente. Dessa maneira, quando uma pes-
quisa escolar nos revelar que, de 40 alunos entrevista-
A fim de esclarecer melhor este tipo de problema, dos, 10 gostam de Matemática, poderemos supor que,
vamos estabelecer regras para comparação entre se forem entrevistados 80 alunos da mesma escola, 20
grandezas. deverão gostar de Matemática. Na verdade, estamos
afirmando que 10 estão representando em 40 o mesmo
2. RAZÃO que 20 em 80.
Você já deve ter ouvido expressões como: "De cada 10 20
20 habitantes, 5 são analfabetos", "De cada 10 alunos, Escrevemos: =
2 gostam de Matemática", "Um dia de sol, para cada 40 80
dois de chuva".
A esse tipo de igualdade entre duas razões dá-se o
nome de proporção.
Em cada uma dessas. frases está sempre clara uma
comparação entre dois números. Assim, no primeiro
caso, destacamos 5 entre 20; no segundo, 2 entre 10, e c a
Dadas duas razões , com b e d ≠ 0,
e
no terceiro, 1 para cada 2. d b
a c
Todas as comparações serão matematicamente teremos uma proporção se = .
b d
expressas por um quociente chamado razão.

Teremos, pois: Na expressão acima, a e c são chamados de


antecedentes e b e d de consequentes. .
De cada 20 habitantes, 5 são analfabetos.
5 A proporção também pode ser representada como a
Razão = : b = c : d. Qualquer uma dessas expressões é lida
20 assim: a está para b assim como c está para d. E im-
portante notar que b e c são denominados meios e a e
De cada 10 alunos, 2 gostam de Matemática. d, extremos.
2
Razão =
10 Exemplo:
3 9
c. Um dia de sol, para cada dois de chuva. A proporção = , ou 3 : 7 : : 9 : 21, é
1
7 21
Razão = lida da seguinte forma: 3 está para 7 assim como 9
2 está para 21. Temos ainda:
3 e 9 como antecedentes,
A razão entre dois números a e b, com b ≠ 0, é o 7 e 21 como consequentes,
a 7 e 9 como meios e
quociente , ou a : b.
b 3 e 21 como extremos.

Nessa expressão, a chama-se antecedente e b, 3.1 PROPRIEDADE FUNDAMENTAL


consequente. Outros exemplos de razão: O produto dos extremos é igual ao produto dos
meios:
Em cada 10 terrenos vendidos, um é do corretor.
1 a c
Razão = = ⇔ ad = bc ; b, d ≠ 0
10 b d

Os times A e B jogaram 6 vezes e o time A ganhou Exemplo:


todas.
Se 6 =
24 , então 6 . 96 = 24 . 24 = 576.
24 96

Matemática 35 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos

3.2 ADIÇÃO (OU SUBTRAÇÃO) DOS Duas grandezas São diretamente proporcionais
ANTECEDENTES E CONSEQUENTES quando, aumentando (ou diminuindo) uma delas
Em toda proporção, a soma (ou diferença) dos an- numa determinada razão, a outra diminui (ou
tecedentes está para a soma (ou diferença) dos conse- aumenta) nessa mesma razão.
quentes assim como cada antecedente está para seu
consequente. Ou seja: 3. PROPORÇÃO INVERSA
Grandezas como tempo de trabalho e número de
a c a + c a c operários para a mesma tarefa são, em geral, inver-
Se = , entao = = ,
b d b + d b d samente proporcionais. Veja: Para uma tarefa que 10
a - c a c operários executam em 20 dias, devemos esperar que
ou = =
b - d b d 5 operários a realizem em 40 dias.

Podemos destacar outros exemplos de grandezas


Essa propriedade é válida desde que nenhum inversamente proporcionais:
denominador seja nulo.
Velocidade média e tempo de viagem, pois, se você
Exemplo: dobrar a velocidade com que anda, mantendo fixa a
21 + 7 28 7 distância a ser percorrida, reduzirá o tempo do percur-
= = so pela metade.
12 + 4 16 4
21 7 Número de torneiras de mesma vazão e tempo para
=
12 4 encher um tanque, pois, quanto mais torneiras estive-
21 - 7 14 7 rem abertas, menor o tempo para completar o tanque.
= =
12 - 4 8 4 Podemos concluir que :

GRANDEZAS PROPORCIONAIS E DIVISÃO Duas grandezas são inversamente proporcionais


PROPORCIONAL quando, aumentando (ou diminuindo) uma delas
numa determinada razão, a outra diminui (ou
1. INTRODUÇÃO: aumenta) na mesma razão.
No dia-a-dia, você lida com situações que envolvem
números, tais como: preço, peso, salário, dias de traba- Vamos analisar outro exemplo, com o objetivo de
lho, índice de inflação, velocidade, tempo, idade e ou- reconhecer a natureza da proporção, e destacar a
tros. Passaremos a nos referir a cada uma dessas situ- razão. Considere a situação de um grupo de pessoas
ações mensuráveis como uma grandeza. Você sabe que, em férias, se instale num acampamento que cobra
que cada grandeza não é independente, mas vinculada R$100,00 a diária individual.
a outra conveniente. O salário, por exemplo, está rela-
cionado a dias de trabalho. Há pesos que dependem Observe na tabela a relação entre o número de
de idade, velocidade, tempo etc. Vamos analisar dois pessoas e a despesa diária:
tipos básicos de dependência entre grandezas propor-
cionais.
Número de
2. PROPORÇÃO DIRETA pessoas 1 2 4 5 10
Grandezas como trabalho produzido e remuneração
obtida são, quase sempre, diretamente proporcionais. Despesa
De fato, se você receber R$ 2,00 para cada folha que diária (R$ ) 100 200 400 500 1.000
datilografar, sabe que deverá receber R$ 40,00 por 20
folhas datilografadas.
Você pode perceber na tabela que a razão de au-
Podemos destacar outros exemplos de grandezas mento do número de pessoas é a mesma para o au-
diretamente proporcionais: mento da despesa. Assim, se dobrarmos o número de
pessoas, dobraremos ao mesmo tempo a despesa.
Velocidade média e distância percorrida, pois, se Esta é portanto, uma proporção direta, ou melhor, as
você dobrar a velocidade com que anda, deverá, num grandezas número de pessoas e despesa diária são
mesmo tempo, dobrar a distância percorrida. diretamente proporcionais.

Área e preço de terrenos. Suponha também que, nesse mesmo exemplo, a


quantia a ser gasta pelo grupo seja sempre de
Altura de um objeto e comprimento da sombra pro- R$2.000,00. Perceba, então, que o tempo de perma-
jetada por ele. nência do grupo dependerá do número de pessoas.

Assim: Analise agora a tabela abaixo :

Matemática 36 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Número de 1 2 4 5 10
pessoas Dividir um número em partes inversamente propor-
cionais a outros números dados é encontrar partes
Tempo de desse número que sejam diretamente proporcio-
permanência nais aos inversos dos números dados e cuja soma
(dias) 20 10 5 4 2 reproduza o próprio número.

Note que, se dobrarmos o número de pessoas, o


No nosso problema, temos de dividir 160 em partes
tempo de permanência se reduzirá à metade. Esta é,
inversamente proporcionais a 3 e a 5, que são os nú-
portanto, uma proporção inversa, ou melhor, as gran-
meros de atraso de A e B. Vamos formalizar a divisão,
dezas número de pessoas e número de dias são inver-
chamando de x o que A tem a receber e de y o que B
samente proporcionais.
tem a receber.
4. DIVISÃO EM PARTES PROPORCIONAIS x + y = 160

4. 1 Diretamente proporcional x y
Duas pessoas, A e B, trabalharam na fabricação de
Teremos: =
1 1
um mesmo objeto, sendo que A o fez durante 6 horas e
B durante 5 horas. Como, agora, elas deverão dividir 3 5
com justiça os R$ 660,00 apurados com sua venda?
Na verdade, o que cada um tem a receber deve ser Resolvendo o sistema, temos:
diretamente proporcional ao tempo gasto na confecção x + y x x + y x
= ⇒ =
Dividir um número em partes diretamente 1 1 1 8 1
proporcionais a outros números dados é +
3 5 3 15 3
encontrar partes desse número que sejam
Mas, como x + y = 160, então
diretamente proporcionais aos números dados e
cuja soma reproduza o próprio número. 160 x 160 1
= ⇒ x = ⋅ ⇒
do objeto. 8 1 8 3
No nosso problema, temos de dividir 660 em partes
15 3 15
diretamente proporcionais a 6 e 5, que são as horas
que A e B trabalharam.
Vamos formalizar a divisão, chamando de x o que A 15 1
tem a receber, e de y o que B tem a receber.
⇒ x = 160 ⋅ ⋅ ⇒ x = 100
8 3
Teremos então:
X + Y = 660 Como x + y = 160, então y = 60. Concluindo, A
deve receber R$ 100,00 e B, R$ 60,00.
X Y
= 4.3 DIVISÃO PROPORCIONAL COMPOSTA
6 5 Vamos analisar a seguinte situação: Uma empreitei-
ra foi contratada para pavimentar uma rua. Ela dividiu o
Esse sistema pode ser resolvido, usando as
trabalho em duas turmas, prometendo pagá-las propor-
propriedades de proporção. Assim:
cionalmente. A tarefa foi realizada da seguinte maneira:
X + Y na primeira turma, 10 homens trabalharam durante 5
= Substituindo X + Y por 660,
dias; na segunda turma, 12 homens trabalharam duran-
6 + 5
660 X 6 ⋅ 660 te 4 dias. Estamos considerando que os homens ti-
vem = ⇒ X = = 360 nham a mesma capacidade de trabalho. A empreiteira
11 6 11 tinha R$ 29.400,00 para dividir com justiça entre as
Como X + Y = 660, então Y = 300 duas turmas de trabalho. Como fazê-lo?
Concluindo, A deve receber R$ 360,00 enquanto B,
R$ 300,00. Essa divisão não é de mesma natureza das anterio-
res. Trata-se aqui de uma divisão composta em partes
4.2 INVERSAMENTE PROPORCIONAL proporcionais, já que os números obtidos deverão ser
E se nosso problema não fosse efetuar divisão em proporcionais a dois números e também a dois outros.
partes diretamente proporcionais, mas sim inversamen-
te? Por exemplo: suponha que as duas pessoas, A e B, Na primeira turma, 10 homens trabalharam 5 dias,
trabalharam durante um mesmo período para fabricar e produzindo o mesmo resultado de 50 homens, traba-
vender por R$ 160,00 um certo artigo. Se A chegou lhando por um dia. Do mesmo modo, na segunda tur-
atrasado ao trabalho 3 dias e B, 5 dias, como efetuar ma, 12 homens trabalharam 4 dias, o que seria equiva-
com justiça a divisão? O problema agora é dividir R$ lente a 48 homens trabalhando um dia.
160,00 em partes inversamente proporcionais a 3 e a 5,
pois deve ser levado em consideração que aquele que Para a empreiteira, o problema passaria a ser,
se atrasa mais deve receber menos. portanto, de divisão diretamente proporcional a 50 (que
é 10 . 5), e 48 (que é 12 . 4).

Matemática 37 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Para dividir um número em partes de tal forma que rem no mesmo sentido, as grandezas são diretamente
uma delas seja proporcional a m e n e a outra a p proporcionais; se em sentidos contrários, são inversa-
e q, basta divida esse número em partes mente proporcionais.
proporcionais a m . n e p . q.
Nesse problema, para estabelecer se as setas têm
Convém lembrar que efetuar uma divisão em partes
o mesmo sentido, foi necessário responder à pergunta:
inversamente proporcionais a certos números é o
"Considerando a mesma velocidade, se aumentarmos
mesmo que fazer a divisão em partes diretamente pro-
o tempo, aumentará a distância percorrida?" Como a
porcionais ao inverso dos números dados.
resposta a essa questão é afirmativa, as grandezas são
diretamente proporcionais.
Resolvendo nosso problema, temos:
Chamamos de x: a quantia que deve receber a
Já que a proporção é direta, podemos escrever:
primeira turma; y: a quantia que deve receber a
segunda turma. Assim: 6 900
=
x y x y 8 x
= ou =
10 ⋅ 5 12 ⋅ 4 50 48
x + y x 7200
⇒ = Então: 6 . x = 8 . 900 ⇒ x = = 1 200
50 + 48 50 6

Concluindo, o automóvel percorrerá 1 200 km em 8


29400 x horas.
Como x + y = 29400, então =
98 50
29400 ⋅ 50 Vamos analisar outra situação em que usamos a
⇒x= ⇒ 15.000 regra de três.
98
Um automóvel, com velocidade média de 90 km/h,
Portanto y = 14 400. percorre um certo espaço durante 8 horas. Qual será o
tempo necessário para percorrer o mesmo espaço com
Concluindo, a primeira turma deve receber R$ uma velocidade de 60 km/h?
15.000,00 da empreiteira, e a segunda, R$ 14.400,00.
Grandeza 1: tempo Grandeza 2: velocidade
Observação: Firmas de projetos costumam cobrar (horas) (km/h)
cada trabalho usando como unidade o homem-hora. O
nosso problema é um exemplo em que esse critério 8 90
poderia ser usado, ou seja, a unidade nesse caso seria
homem-dia. Seria obtido o valor de R$ 300,00 que é o
resultado de 15 000 : 50, ou de 14 400 : 48. x 60

REGRA DE TRÊS SIMPLES A resposta à pergunta "Mantendo o mesmo espaço


percorrido, se aumentarmos a velocidade, o tempo
REGRA DE TRÊS SIMPLES aumentará?" é negativa. Vemos, então, que as grande-
Retomando o problema do automóvel, vamos zas envolvidas são inversamente proporcionais.
resolvê-lo com o uso da regra de três de maneira Como a proporção é inversa, será necessário inver-
prática. termos a ordem dos termos de uma das colunas, tor-
nando a proporção direta. Assim:
Devemos dispor as grandezas, bem como os valo-
res envolvidos, de modo que possamos reconhecer a 8 60
natureza da proporção e escrevê-la.
Assim: x 90

Grandeza 1: tempo Grandeza 2: distância Escrevendo a proporção, temos:


(horas) percorrida 8 60 8 ⋅ 90
(km) = ⇒ x= = 12
x 90 60
6 900 Concluindo, o automóvel percorrerá a mesma
distância em 12 horas.
8 x

Regra de três simples é um processo prático utilizado


Observe que colocamos na mesma linha valores para resolver problemas que envolvam pares de
que se correspondem: 6 horas e 900 km; 8 horas e o grandezas direta ou inversamente proporcionais.
valor desconhecido. Essas grandezas formam uma proporção em que se
conhece três termos e o quarto termo é procurado.
Vamos usar setas indicativas, como fizemos antes,
para indicar a natureza da proporção. Se elas estive-
Matemática 38 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
REGRA DE TRÊS COMPOSTA
Vamos agora utilizar a regra de três para resolver PORCENTAGEM
problemas em que estão envolvidas mais de duas
grandezas proporcionais. Como exemplo, vamos anali- 1. INTRODUÇÃO
sar o seguinte problema. Quando você abre o jornal, liga a televisão ou olha
vitrinas, frequentemente se vê às voltas com
Numa fábrica, 10 máquinas trabalhando 20 dias expressões do tipo:
produzem 2 000 peças. Quantas máquinas serão ne-  "O índice de reajuste salarial de março é de
cessárias para se produzir 1 680 peças em 6 dias? 16,19%."
 "O rendimento da caderneta de poupança em
Como nos problemas anteriores, você deve verificar fevereiro foi de 18,55%."
a natureza da proporção entre as grandezas e escrever  "A inflação acumulada nos últimos 12 meses foi
essa proporção. Vamos usar o mesmo modo de dispor de 381,1351%.
as grandezas e os valores envolvidos.  "Os preços foram reduzidos em até 0,5%."

Grandeza 1: Grandeza 2: Grandeza 3: Mesmo supondo que essas expressões não sejam
número de máquinas dias número de peças completamente desconhecidas para uma pessoa, é
importante fazermos um estudo organizado do assunto
porcentagem, uma vez que o seu conhecimento é fer-
10 20 2000 ramenta indispensável para a maioria dos problemas
relativos à Matemática Comercial.
x 6 1680
2. PORCENTAGEM
Natureza da proporção: para estabelecer o sentido O estudo da porcentagem é ainda um modo de
das setas é necessário fixar uma das grandezas e comparar números usando a proporção direta. Só que
relacioná-la com as outras. uma das razões da proporção é um fração de denomi-
nador 100. Vamos deixar isso mais claro: numa situa-
Supondo fixo o número de dias, responda à ques- ção em que você tiver de calcular 40% de R$ 300,00, o
tão: "Aumentando o número de máquinas, aumentará o seu trabalho será determinar um valor que represente,
número de peças fabricadas?" A resposta a essa ques- em 300, o mesmo que 40 em 100. Isso pode ser resu-
tão é afirmativa. Logo, as grandezas 1 e 3 são direta- mido na proporção:
mente proporcionais.
40 x
=
Agora, supondo fixo o número de peças, responda à 100 300
questão: "Aumentando o número de máquinas, aumen-
tará o número de dias necessários para o trabalho?" Então, o valor de x será de R$ 120,00.
Nesse caso, a resposta é negativa. Logo, as grandezas Sabendo que em cálculos de porcentagem será
1 e 2 são inversamente proporcionais. necessário utilizar sempre proporções diretas, fica
claro, então, que qualquer problema dessa natureza
Para se escrever corretamente a proporção, deve- poderá ser resolvido com regra de três simples.
mos fazer com que as setas fiquem no mesmo sentido,
invertendo os termos das colunas convenientes. Natu- 3. TAXA PORCENTUAL
ralmente, no nosso exemplo, fica mais fácil inverter a O uso de regra de três simples no cálculo de por-
coluna da grandeza 2. centagens é um recurso que torna fácil o entendimento
do assunto, mas não é o único caminho possível e nem
10 6 2000 sequer o mais prático.

Para simplificar os cálculos numéricos, é


x 20 1680 necessário, inicialmente, dar nomes a alguns termos.
Veremos isso a partir de um exemplo.
Agora, vamos escrever a proporção:
10 6 2000 Exemplo:
= ⋅ Calcular 20% de 800.
x 20 1680 20
Calcular 20%, ou de 800 é dividir 800 em
(Lembre-se de que uma grandeza proporcional a 100
duas outras é proporcional ao produto delas.) 100 partes e tomar 20 dessas partes. Como a
10 12000 10 ⋅ 33600 centésima parte de 800 é 8, então 20 dessas partes
= ⇒ x= = 28 será 160.
x 33600 12000
Concluindo, serão necessárias 28 máquinas. Chamamos: 20% de taxa porcentual; 800 de
principal; 160 de porcentagem.

Temos, portanto:

Matemática 39 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
 Principal: número sobre o qual se vai calcular a Nos problemas de juros simples, usaremos a se-
porcentagem. guinte nomenclatura: dinheiro depositado ou empresta-
 Taxa: valor fixo, tomado a partir de cada 100 do denomina-se capital.
partes do principal.
 Porcentagem: número que se obtém somando O porcentual denomina-se taxa e representa o juro
cada uma das 100 partes do principal até recebido ou pago a cada R$100,00, em 1 ano.
conseguir a taxa.
O período de depósito ou de empréstimo denomina-
A partir dessas definições, deve ficar claro que, ao se tempo.
calcularmos uma porcentagem de um principal conhe-
cido, não é necessário utilizar a montagem de uma A compensação em dinheiro denomina-se juro.
regra de três. Basta dividir o principal por 100 e to-
marmos tantas destas partes quanto for a taxa. Veja- RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS DE JUROS SIMPLES
mos outro exemplo.
Vejamos alguns exemplos:
Exemplo:
Calcular 32% de 4.000. 1.° exemplo: Calcular os juros produzidos por um
Primeiro dividimos 4 000 por 100 e obtemos 40, que capital de R$ 720 000,00, empregado a 25% ao a-
é a centésima parte de 4 000. Agora, somando 32 par- no, durante 5 anos.
tes iguais a 40, obtemos 32 . 40 ou 1 280 que é a res- De acordo com os dados do problema, temos:
posta para o problema. 25% em 1ano ⇒ 125% (25 . 5) em 5 anos
125
Observe que dividir o principal por 100 e multiplicar 125% = = 1,25
o resultado dessa divisão por 32 é o mesmo que multi- 100
32
plicar o principal por ou 0,32. Vamos usar esse Nessas condições, devemos resolver o seguinte
100 problema:
raciocínio de agora em diante: Calcular 125% de R$ 720 000,00. Dai:
x = 125% de 720 000 =
Porcentagem = taxa X principal 1,25 . 720 000 = 900 000.
900.000 – 720.000 = 180.000
Resposta: Os juros produzidos são de R$
JUROS SIMPLES 180.000,00
Consideremos os seguintes fatos:
• Emprestei R$ 100 000,00 para um amigo pelo 2.° exemplo: Apliquei um capital de R$ 10.000,00 a
prazo de 6 meses e recebi, ao fim desse tempo, uma taxa de 1,8% ao mês, durante 6 meses. Quan-
R$ 24 000,00 de juros. to esse capital me renderá de juros?
• O preço de uma televisão, a vista, é R$ 4.000,00. 1,8% em 1 mês ⇒ 6 . 1,8% = 10,8% em 6 meses
Se eu comprar essa mesma televisão em 10 10,8
prestações, vou pagar por ela R$ 4.750,00. Por- 10,8% = = 0,108
100
tanto, vou pagar R$750,00 de juros. Dai:
No 1.° fato, R$ 24 000,00 é uma compensação em x = 0,108 . 10 000 = 1080
dinheiro que se recebe por emprestar uma quantia por Resposta: Renderá juros de R$ 1 080,00.
determinado tempo.
3.° exemplo: Tomei emprestada certa quantia du-
No 2.° fato, R$ 750,00 é uma compensação em di- rante 6 meses, a uma taxa de 1,2% ao mês, e devo
nheiro que se paga quando se compra uma mercadoria pagar R$ 3 600,00 de juros. Qual foi a quantia em-
a prazo. prestada?
De acordo com os dados do problema:
Assim: 1,2% em 1 mês ⇒ 6 . 1,2% = 7,2% em 6 meses
 Quando depositamos ou emprestamos certa
quantia por determinado tempo, recebemos uma 7,2
7,2% = = 0,072
compensação em dinheiro. 100
 Quando pedimos emprestada certa quantia por Nessas condições, devemos resolver o seguinte
determinado tempo, pagamos uma compensa- problema:
ção em dinheiro. 3 600 representam 7,2% de uma quantia x. Calcule
 Quando compramos uma mercadoria a prazo, x.
pagamos uma compensação em dinheiro.
Dai:
Pelas considerações feitas na introdução, podemos 3600 = 0,072 . x ⇒ 0,072x = 3 600 ⇒
dizer que : 3600
x=
Juro é uma compensação em dinheiro que se 0,072
recebe ou que se paga. x = 50 000
Resposta: A quantia emprestada foi de R$

Matemática 40 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
2 2
50.000,00. que 3.a ; –2.a.x.y + 4.x ; x.y.z; x : 3 + 2, as letras a, x, y
e z representam um número qualquer.
4.° exemplo: Um capital de R$ 80 000,00, aplicado
durante 6 meses, rendeu juros de R$ 4 800,00. Chama-se valor numérico de uma expressão algé-
Qual foi a taxa (em %) ao mês? brica quando substituímos as letras pelos respectivos
De acordo com os dados do problema: valores dados:
x% em 1 mês ⇒ (6x)% em 6 meses
2
Devemos, então, resolver o seguinte problema: Exemplo: 3x + 2y para x = –1 e y = 2, substituindo
2
4 800 representam quantos % de 80 000? os respectivos valores temos, 3.(–1) + 2.2 → 3 . 1+ 4
Dai: → 3 + 4 = 7 é o valor numérico da expressão.
4 800 = 6x . 80 000 ⇒ 480 000 x = 4 800
4 800 48 Exercícios
x= ⇒ x= ⇒ x = 0,01 Calcular os valores numéricos das expressões:
480 000 4 800
1) 3x – 3y para x = 1 e y =3
1 2) x + 2a para x =–2 e a = 0
0,01 = =1%
100 2
3) 5x – 2y + a para x =1, y =2 e a =3
Resposta: A taxa foi de 1% ao mês. Respostas: 1) –6 2) –2 3) 4

Resolva os problemas: Termo algébrico ou monômio: é qualquer número


- Emprestando R$ 50 000,00 à taxa de 1,1% ao real, ou produto de números, ou ainda uma expressão
mês, durante 8 meses, quanto deverei receber na qual figuram multiplicações de fatores numéricos e
de juros? literais.
- Uma pessoa aplica certa quantia durante 2 anos, 4
Exemplo: 5x , –2y, 3 x , –4a , 3,–x
à taxa de 15% ao ano, e recebe R$ 21 000,00 de
juros. Qual foi a quantia aplicada?
- Um capital de R$ 200 000,00 foi aplicado durante Partes do termo algébrico ou monômio.
1 ano e 4 meses à taxa de 18% ao ano. No final
desse tempo, quanto receberei de juros e qual o Exemplo:
capital acumulado (capital aplicado + juros)? sinal (–)
5
- Um aparelho de televisão custa R$ 4 500,00. –3x ybz 3 coeficiente numérico ou parte numérica
5
Como vou comprá-lo no prazo de 10 meses, a lo- x ybz parte literal
ja cobrará juros simples de 1,6% ao mês. Quanto
vou pagar por esse aparelho. Obs.:
- A quantia de R$ 500 000,00, aplicada durante 6 1) As letras x, y, z (final do alfabeto) são usadas co-
meses, rendeu juros de R$ 33 000,00. Qual foi mo variáveis (valor variável)
a taxa (%) mensal da aplicação 2) quando o termo algébrico não vier expresso o co-
- Uma geladeira custa R$ 1 000,00. Como vou eficiente ou parte numérica fica subentendido que
compra-la no prazo de 5 meses, a loja vendedo- este coeficiente é igual a 1.
ra cobrara juros simples de 1,5% ao mês. Quan- 3 4 3 4
to pagarei por essa geladeira e qual o valor de Exemplo: 1) a bx = 1.a bx 2) –abc = –1.a.b.c
cada prestação mensal, se todas elas são iguais. Termos semelhantes: Dois ou mais termos são se-
- Comprei um aparelho de som no prazo de 8 me- melhantes se possuem as mesmas letras elevadas aos
ses. O preço original do aparelho era de R$ mesmos expoentes e sujeitas às mesmas operações.
800,00 e os juros simples cobrados pela firma fo-
ram de R$ 160,00. Qual foi a taxa (%) mensal Exemplos:
3 3 3
dos juros cobrados? 1) a bx, –4a bx e 2a bx são termos semelhantes.
3 3 3
2) –x y, +3x y e 8x y são termos semelhantes.
Respostas
R$ 4 400,00 Grau de um monômio ou termo algébrico: E a so-
R$ 70 000,00 ma dos expoentes da parte literal.
R$ 48 000,00 e R$ 248 000,00
R$ 5 220,00 Exemplos:
4 3 4 3 1
1,1% 1) 2 x y z = 2.x .y .z (somando os expoentes da
R$ 1 075,00 e R$ 215,00 parte literal temos, 4 + 3 + 1 = 8) grau 8.
2,5%
Expressão polinômio: É toda expressão literal
EQUAÇÕES constituída por uma soma algébrica de termos ou mo-
EXPRESSÕES LITERAIS OU ALGÉBRICAS nômios.
2 2
Exemplos: 1)2a b – 5x 2)3x + 2b+ 1
IGUALDADES E PROPRIEDADES
São expressões constituídas por números e letras, Polinômios na variável x são expressões polinomiais
unidos por sinais de operações. com uma só variável x, sem termos semelhantes.
2 2
Exemplo: 3a ; –2axy + 4x ; xyz; x + 2 , é o mesmo Exemplo:
3

Matemática 41 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
2
5x + 2x – 3 denominada polinômio na variável x cuja
2 3 n
forma geral é a0 + a1x + a2x + a3x + ... + anx , onde a0, Exercícios: Efetuar as multiplicações.
2 3 3
a1, a2, a3, ..., an são os coeficientes. 1) 2x yz . 4x y z =
3 2 2 2
2) –5abx . 2a b x =
Grau de um polinômio não nulo, é o grau do monô-
5 4 2 3 3 5
mio de maior grau. Respostas: 1) 8x y z 2) –10a b x
2 4 2
Exemplo: 5a x – 3a x y + 2xy EQUAÇÕES DO 1.º GRAU

Grau 2+1 = 3, grau 4+2+1= 7, grau 1+1= 2, 7 é o Equação: É o nome dado a toda sentença algébrica
maior grau, logo o grau do polinômio é 7. que exprime uma relação de igualdade.

Exercícios Ou ainda: É uma igualdade algébrica que se verifica


1) Dar os graus e os coeficientes dos monômios: somente para determinado valor numérico atribuído à
2
a)–3x y z grau coefciente__________ variável. Logo, equação é uma igualdade condicional.
7 2 2
b)–a x z grau coeficiente__________
c) xyz grau coeficiente__________ Exemplo: 5 + x = 11
↓ ↓
2) Dar o grau dos polinômios: 0
1 .membro
0
2 .membro
4 2
a) 2x y – 3xy + 2x grau __________
5 2
b) –2+xyz+2x y grau __________ onde x é a incógnita, variável ou oculta.
Respostas:
Resolução de equações
1) a) grau 4, coeficiente –3
b) grau 11, coeficiente –1
c) grau 3, coeficiente 1 Para resolver uma equação (achar a raiz) seguire-
2) a) grau 5 b) grau 7 mos os princípios gerais que podem ser aplicados numa
igualdade.
Ao transportar um termo de um membro de uma i-
CÁLCULO COM EXPRESSÕES LITERAIS
gualdade para outro, sua operação deverá ser invertida.
Exemplo: 2x + 3 = 8 + x
Adição e Subtração de monômios e expressões poli- fica assim: 2x – x = 8 – 3 = 5 ⇒ x = 5
nômios: eliminam-se os sinais de associações, e redu-
zem os termos semelhantes. Note que o x foi para o 1.º membro e o 3 foi para o
2.º membro com as operações invertidas.
Exemplo: Dizemos que 5 é a solução ou a raiz da equação, di-
2 2
3x + (2x – 1) – (–3a) + (x – 2x + 2) – (4a) zemos ainda que é o conjunto verdade (V).
2 2
3x + 2x – 1 + 3a + x – 2x + 2 – 4a =
2 2
3x + 1.x + 2x – 2x + 3a – 4a – 1 + 2 = Exercícios
2
(3+1)x + (2–2)x + (3–4)a – 1+2 = Resolva as equações :
2
4x + 0x – 1.a + 1 = 1) 3x + 7 = 19 2) 4x +20=0
2
4x – a + 1 3) 7x – 26 = 3x – 6
Obs.: As regras de eliminação de parênteses são as Respostas: 1) x = 4 ou V = {4}
mesmas usadas para expressões numéricas no conjunto 2) x = –5 ou V = {–5} 3) x = 5 ou V = {5}
Z.
Exercícios. Efetuar as operações:
EQUAÇÕES DO 1.º GRAU COM DUAS VARIÁVEIS
1) 4x + (5a) + (a –3x) + ( x –3a)
2 2 2 OU SISTEMA DE EQUAÇÕES LINEARES
2) 4x – 7x + 6x + 2 + 4x – x + 1

Respostas: 1) 2x +3a
2
2) 9x – 3x + 3 Resolução por adição.
 x+ y=7 -I
Exemplo 1: 
MULTIPLICAÇÃO DE EXPRESSÕES ALGÉBRICAS  x − y = 1 - II

Multiplicação de dois monômios: Multiplicam-se os Soma-se membro a membro.


coeficientes e após o produto dos coeficientes escre- 2x +0 =8
vem-se as letras em ordem alfabética, dando a cada 2x = 8
letra o novo expoente igual à soma de todos os expoen- 8
tes dessa letra e repetem-se em forma de produto as x=
2
letras que não são comuns aos dois monômios.
x=4
Exemplos:
4 3 2 3 4+1 3+2 1+3 Sabendo que o valor de x é igual 4 substitua este va-
1) 2x y z . 3xy z ab = 2.3 .x . y . z .a.b = lor em qualquer uma das equações ( I ou II ),
5 5 4
6abx y z
2 2+1 1 +1 3 2 Substitui em I fica:
2) –3a bx . 5ab= –3.5. a .b . x = –15a b x
4+y=7 ⇒ y=7–4 ⇒ y=3
Matemática 42 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
> maior que, ≥ maior ou igual, < menor que ,
Se quisermos verificar se está correto, devemos ≤ menor ou igual
substituir os valores encontrados x e y nas equações
x+y=7 x–y=1 Exemplo 1: Determine os números naturais de modo
4 +3 = 7 4–3=1 que 4 + 2x > 12.
4 + 2x > 12
Dizemos que o conjunto verdade: V = {(4, 3)} 2x > 12 – 4
2x + y = 11 - I 8
Exemplo 2 :  2x > 8 ⇒ x > ⇒ x>4
 x + y = 8 - II 2

Note que temos apenas a operação +, portanto de- Exemplo 2: Determine os números inteiros de modo
vemos multiplicar qualquer uma ( I ou II) por –1, esco- que 4 + 2x ≤ 5x + 13
lhendo a II, temos: 4+2x ≤ 5x + 13
2x + y = 11 2x + y = 11 2x – 5x ≤ 13 – 4
 → –3x ≤ 9 . (–1) ⇒ 3x ≥ – 9, quando multiplicamos por
 x + y = 8 . ( - 1) - x − y = − 8
(-1), invertemos o sinal dê desigualdade ≤ para ≥, fica:
−9
soma-se membro a membro 3x ≥ – 9, onde x ≥ ou x ≥ – 3
3
2x + y = 11
 +
 - x- y =-8 Exercícios. Resolva:
x+0 = 3 1) x – 3 ≥ 1 – x,
x=3 2) 2x + 1 ≤ 6 x –2
3) 3 – x ≤ –1 + x
Agora, substituindo x = 3 na equação II: x + y = 8, fica Respostas: 1) x ≥ 2 2) x ≥ 3/4 3) x ≥ 2
3 + y = 8, portanto y = 5 PRODUTOS NOTÁVEIS
Exemplo 3:
5x + 2y = 18 -Ι 1.º Caso: Quadrado da Soma
2 2 2
 (a + b) = (a+b). (a+b)= a + ab + ab + b
3x - y = 2 - ΙΙ
↓ ↓
2 2
1.º 2.º ⇒ a + 2ab +b
neste exemplo, devemos multiplicar a equação II por
2 (para “desaparecer” a variável y). Resumindo: “O quadrado da soma é igual ao qua-
5x + 2y = 18 5 x + 2 y = 18 drado do primeiro mais duas vezes o 1.º pelo 2.º mais o
 ⇒
3x - y = 2 .(2) 6 x − 2 y = 4 quadrado do 2.º.
soma-se membro a membro:
5x + 2y = 18 Exercícios. Resolver os produtos notáveis
2 2 2 2
6x – 2y = 4 1)(a+2) 2) (3+2a) 3) (x +3a)
22
11x+ 0=22 ⇒ 11x = 22 ⇒ x = ⇒x=2 Respostas: 1.º caso
11 2
1) a + 4a + 4 2) 9 + 12a + 4a
2

Substituindo x = 2 na equação I: 4 2
3) x + 6x a + 9a
2

5x + 2y = 18
5 . 2 + 2y = 18 2.º Caso : Quadrado da diferença
10 + 2y = 18 2 2
(a – b) = (a – b). (a – b) = a – ab – ab - b
2

2y = 18 – 10 ↓ ↓
2y = 8 1.º 2.º
2
⇒ a – 2ab + b
2

8
y=
2 Resumindo: “O quadrado da diferença é igual ao
y =4 quadrado do 1.º menos duas vezes o 1.º pelo 2.º mais o
então V = {(2,4)} quadrado do 2.º.

Exercícios. Resolver os sistemas de Equação Linear: Exercícios. Resolver os produtos notáveis:


2 2 2 2
7 x − y = 20 5 x + y = 7 8 x − 4 y = 28 1) (a – 2) 2) (4 – 3a) 3) (y – 2b)
1)  2)  3) 
5 x + y = 16 8 x − 3 y = 2 2x − 2y = 10 Respostas: 2.º caso
2 2
1) a – 4a +4 2) 16 – 24a + 9a
Respostas: 1) V = {(3,1)} 2) V = {(1,2)} 3) V {(–3,2 )} 4 2
3) y – 4y b + 4b
2

INEQUAÇÕES DO 1.º GRAU 3.º Caso: Produto da soma pela diferença


2 2 2 2
(a – b) (a + b) = a – ab + ab +b = a – b
Distinguimos as equações das inequações pelo sinal, ↓ ↓ ↓ ↓
na equação temos sinal de igualdade (=) nas inequa- 1.º 2.º 1.º 2.º
ções são sinais de desigualdade.

Matemática 43 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
2 2
Resumindo: “O produto da soma pela diferença é 2) (3a + 1) 3) (4 + a)
igual ao quadrado do 1.º menos o quadrado do 2.º.
Fazendo com trinômio (quadrado da diferença)
2 2
Exercícios. Efetuar os produtos da soma pela dife- x – 2xy + y , extrair as raízes dos extremos
rença:
1) (a – 2) (a + 2) 2) (2a – 3) (2a + 3) x2 = x e y 2 = y, o termo central é –2.x.y, então:
2 2 2 2 2
3) (a – 1) (a + 1) x – 2xy + y = (x – y)

Respostas: 3.º caso Exemplo 3:


2 2 2
1) a – 4 2) 4a – 9 16 – 8a + a , extrair as raízes dos extremos
4
3) a – 1
16 = 4 e a2 = a, termo central –2.4.a = –8a,
2 2
então: 16 – 8a + a = (4 – a)
FATORAÇÃO ALGÉBRICA
Exercícios
1.º Caso: Fator Comum Fatorar:
2 2 2 2
1) x – 2xy + y 2) 4 – 4a + a 3) 4a – 8a + 4
Exemplo 1:
2a + 2b: fator comum é o coeficiente 2, fica: Respostas: 2.º caso 1) (x – y)
2
2 .(a+b). Note que se fizermos a distributiva voltamos 2) (2 – a)
2
3) (2a – 2)
2
no início (Fator comum e distributiva são “operações
inversas”) 3.º Caso: (Diferença de dois quadrados) (note que
é um binômio)
Exercícios. Fatorar:
1) 5 a + 5 b 2) ab + ax 3) 4ac + 4ab Exemplo 1
a2 = a e
2 2
Respostas: 1.º caso a – b , extrair as raízes dos extremos
1) 5 .(a +b ) 2) a. (b + x)
b2 = b, então fica: a – b = (a + b) . (a – b)
2 2
3) 4a. (c + b)

Exemplo 2: Exemplo 2:
2
3a + 6a: Fator comum dos coeficientes (3, 6) é 3,
a2
2
4 – a , extrair as raízes dos extremos 4 = 2,
porque MDC (3, 6) = 3. 2
= a, fica: (4 – a ) = (2 – a). (2+ a)
2
O m.d.c. entre: “a e a é “a” (menor expoente), então
2
o fator comum da expressão 3a + 6a é 3a. Dividindo Exercícios. Fatorar:
2 2 2 2
2
3a : 3a = a e 6 a : 3 a = 2, fica: 3a. (a + 2). 1) x – y 2) 9 – b 3) 16x – 1

Exercícios. Fatorar: Respostas: 3.º caso 1) (x + y) (x – y)


2
1) 4a + 2a
2
2) 3ax + 6a y
3
3) 4a + 2a
2 2) (3 + b) (3 – b) 3) (4x + 1) (4x – 1)

Respostas: 1.º caso 1) 2a .(2a + 1) EQUAÇÕES FRACIONÁRIAS


2
2) 3a .(x + 2ay) 3) 2a (2a + 1)
São Equações cujas variáveis estão no denominador
2.º Caso: Trinômio quadrado perfeito (É a “ope- 4 1 3
ração inversa” dos produtos notáveis caso 1) Ex: = 2, + = 8, note que nos dois exem-
x x 2x
Exemplo 1 plos x ≠ 0, pois o denominador deverá ser sempre dife-
2 2
a + 2ab + b ⇒ extrair as raízes quadradas do ex- rente de zero.

tremo a2 + 2ab + b2 ⇒ a 2 = a e b2 = b e o Para resolver uma equação fracionária, devemos a-


2 2
termo do meio é 2.a.b, então a + 2ab + b = (a + b)
2 char o m.m.c. dos denominadores e multiplicamos os
(quadrado da soma). dois membros por este m.m.c. e simplificamos, temos
então uma equação do 1.º grau.
Exemplo 2: 1 7
2
Ex: + 3 = , x ≠ 0, m.m.c. = 2x
4a + 4a + 1 ⇒ extrair as raízes dos extremos x 2
1 7
4a + 4a + 1 ⇒ 4a2 = 2a , 1 = 1 e o termo cen-
2
2x . +3 = . 2x
2 2 x 2
tral é 2.2a.1 = 4a, então 4a + 4a + 1 = (2a + 1)
2x 14 x
+ 6x = , simplificando
Exercícios x 2
Fatorar os trinômios (soma)
2 2 2
1) x + 2xy + y 2) 9a + 6a + 1 2 + 6x = 7x ⇒ equação do 1.º grau.
2
3) 16 + 8a + a
Resolvendo temos: 2 = 7x – 6x
2
Respostas: 2.º caso 1) (x + y) 2 = x ou x = 2 ou V = { 2 }

Matemática 44 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Para a divisão de radicais usamos a propriedade
Exercícios a
Resolver as equações fracionárias: também com índices iguais = a : b = a:b
b
3 1 3
1) + = x≠0
x 2 2x Exemplos:
1 5
2) + 1 = x≠0
x 2x 18
Respostas: Equações: 1) V = {–3} 2) V = { 3 } 1) = 18 : 2 = 18 : 2 = 9 = 3
2 2
20
RADICAIS 2) = 20 : 10 = 20 : 10 = 2
10
3
4 = 2, 1 = 1, 9 = 3, 16 = 4 , etc., são raízes exa- 15
3) = 3 15 : 3 5 = 3 15 : 5 = 3 3
3
tas são números inteiros, portanto são racionais: 2= 5
1,41421356..., 3 = 1,73205807..., 5 = Exercícios. Efetuar as divisões
2,2360679775..., etc. não são raízes exatas, não são 3
números inteiros. São números irracionais. Do mesmo 6 16 24
1) 2) 3)
3
modo 3
1 = 1, 3
8 =2, 3
27 = 3 , 3
64 = 4 ,etc., são 3 2 6

racionais, já 3 9 = 2,080083823052.., 3
20 = Respostas: 1) 2 2) 2 3) 2
2,714417616595... são irracionais.
Simplificação de Radicais

Nomes: n a = b : n = índice; a = radicando = sinal Podemos simplificar radicais, extraindo parte de raí-
da raiz e b = raiz. Dois radicais são semelhantes se o n n
zes exatas usando a propriedade a simplificar índice
índice e o radicando forem iguais.
com expoente do radicando.
Exemplos: Exemplos:
1) 2, 3 2 , - 2 são semelhantes observe o n = 2 1)Simplificar 12
decompor 12 em fatores primos:
“raiz quadrada” pode omitir o índice, ou seja, 2 5 = 5 12 2
2) 53 7 , 3 7 , 23 7 são semelhantes 6 2
2
12 = 22 ⋅ 3 = 22 ⋅ 3 = 2 3
3 3
Operações: Adição e Subtração 1
Só podemos adicionar e subtrair radicais semelhan-
tes. 2) Simplificar 32 , decompondo 32 fica:
32 2
Exemplos: 16 2
8 2
1) 3 2 − 2 2 + 5 2 = (3 − 2 + 5 ) 2 = 6 2
4 2
2) 53 6 − 33 6 + 73 6 = (5 − 3 + 7 )3 6 = 93 6 2 2
32 = 22 ⋅ 22 ⋅ 2 = 2 2 2 ⋅ 2 22 ⋅ 2 = 2 ⋅ 2 ⋅ 2 = 4 2
Multiplicação e Divisão de Radicais
Só podemos multiplicar radicais com mesmo índice e
3) Simplificar 3 128 , decompondo fica:
usamos a propriedade: n a ⋅ n b = n ab
128 2
64 2
Exemplos
32 2
1) 2 ⋅ 2 = 2.2 = 4 = 2 16 2
2) 3 ⋅ 4 = 3 . 4 = 12 8 2
3
4 2
3) 3 ⋅ 3 9 = 3 3 . 9 = 3 27 = 3 2 2
3
4) 5 ⋅ 3 4 = 3 5 . 4 = 3 20 1
fica
5) 3 ⋅ 5 ⋅ 6 = 3 . 5 . 6 = 90 3 3 3
3
128 = 23 ⋅ 23 ⋅ 2 = 23 ⋅ 23 ⋅ 3 2 = 2 ⋅ 2 ⋅ 3 2 = 43 2
Exercícios
Exercícios
Efetuar as multiplicações Simplificar os radicais:
1) 3⋅ 8 2) 5⋅ 5 3) 3 6 ⋅ 3 4 ⋅ 3 5 1) 20 2) 50 3) 3 40
Respostas: 1) 24 2) 5 3) 3 120 Respostas: 1) 2 5 2) 5 2 3) 2. 3 5

Matemática 45 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Racionalização de Radiciação a = –2, b = –3, c = 1 a = 7, b = 3, c = 0
Em uma fração quando o denominador for um radical
2 Exercícios
devemos racionalizá-lo. Exemplo: devemos multipli- Destaque os coeficientes:
3 2 2
1)3y + 5y + 0 = 0 2)2x – 2x + 1 = 0
car o numerador e o denominador pelo mesmo radical 2
3)5y –2y + 3 = 0
2
4) 6x + 0x +3 = 0
do denominador.
2 3 2 3 2 3 2 3 Respostas:
⋅ = = =
3 3 3⋅3 9 3 1) a =3, b = 5 e c = 0
2)a = 2, b = –2 e c = 1
2 2 3 3) a = 5, b = –2 e c =3
e são frações equivalentes. Dizemos que
3 3 4) a = 6, b = 0 e c =3
3 é o fator racionalizante.
EQUAÇÕES COMPLETAS E INCOMPLETAS
Temos uma equação completa quando os
Exercícios coeficientes a , b e c são diferentes de zero.
Racionalizar: Exemplos:
1 2 3
1) 2) 3) 2
5 2 2 3x – 2x – 1= 0
2
y – 2y – 3 = 0 São equações completas.
5 6 2
Respostas: 1) 2) 2 3) y + 2y + 5 = 0
5 2
Quando uma equação é incompleta, b = 0 ou c = 0,
costuma-se escrever a equação sem termos de coefici-
2 ente nulo.
Outros exemplos: devemos fazer:
3
2
Exemplos:
2 3
22 2 ⋅ 3 22 23 4 23 4 3 2
⋅ = = = = 4 x – 16 = 0, b = 0 (Não está escrito o termo x)
3 3 3 2 2
21 3
22 21 ⋅ 22 23 x + 4x = 0, c = 0 (Não está escrito o termo inde-
pendente ou termo constante)
2
Exercícios. x = 0, b = 0, c = 0 (Não estão escritos
Racionalizar: o termo x e termo independente)
3
1 3 2
1) 2) 3) FORMA NORMAL DA EQUAÇÃO DO 2.º GRAU
3 3 3 2
4 2 2 3 ax + bx + c = 0
3
16 33 2 3
18 EXERCÍCIOS
Respostas: 1) 2) 3)
4 2 3 Escreva as equações na forma normal:
2 2 2 2
1) 7x + 9x = 3x – 1 2) 5x – 2x = 2x + 2
2 2
EQUAÇÕES DO 2.º GRAU Respostas: 1) 4x + 9x + 1= 0 2) 3x – 2x –2 = 0

Definição: Denomina-se equação de 2.º grau com Resolução de Equações Completas


variável toda equação de forma: Para resolver a equação do 2.º Grau, vamos utilizar a
2
ax + bx + c = 0 fórmula resolutiva ou fórmula de Báscara.
2
onde : x é variável e a,b, c ∈ R, com a ≠ 0. A expressão b - 4ac, chamado discriminante de
equação, é representada pela letra grega ∆ (lê-se deita).
Exemplos:
2 2
3x - 6x + 8 = 0 ∆ = b - 4ac logo se ∆ > 0 podemos escrever:
2
2x + 8x + 1 = 0
2 2
x + 0x – 16 = 0 y -y+9 =0 −b± ∆
2
- 3y - 9y+0 = 0
2
5x + 7x - 9 = 0 x=
2a
COEFICIENTE DA EQUAÇÃO DO 2.º GRAU
Os números a, b, c são chamados de coeficientes da RESUMO
equação do 2.º grau, sendo que: NA RESOLUÇÃO DE EQUAÇÕES DO 2.º GRAU
2
• a representa sempre o coeficiente do termo x . COMPLETA PODEMOS USAR AS DUAS FORMAS:
2
• b representa sempre o coeficiente do termo x. 2 ou ∆ = b - 4ac
−b ± b − 4 a c
• c é chamado de termo independente ou termo x=
constante. 2a −b± ∆
x=
2a
Exemplos:
2 2
a)3x + 4x + 1= 0 b) y + 0y + 3 = 0
Exemplos:
a =3,b = 4,c = 1 a = 1,b = 0, c = 3 2
2 2 a) 2x + 7x + 3 = 0 a = 2, b =7, c = 3
c) – 2x –3x +1 = 0 d) 7y + 3y + 0 = 0

Matemática 46 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
2
− b ± b2 − 4 a c
7
− (+ 7 ) ± (7 ) − 4 ⋅ 2 ⋅ 3 Os números reais 0 e são as raízes da equação
x= ⇒ x= 2
2a 2⋅2
7
− (+ 7 ) ± 49 − 24 − (+ 7 ) ± 25 S={0; )
x= ⇒x = 2
2
4 4 Equação da forma: ax + c = 0, onde b = 0
− (+ 7 ) ± 5 −7 + 5 -2 -1
x= ⇒x'= = =
4 4 4 2 Exemplos
2
−7 − 5 -12 a) x – 81 = 0
x"= = =-3 2
x = 81→transportando-se o termo independente
4 4
para o 2.º termo.
−1 
S =  , - 3 x = ± 81 →pela relação fundamental.
2  x=±9 S = { 9; – 9 }

ou 2
b) x +25 = 0
2
b) 2x +7x + 3 = 0 a = 2, b = 7, c = 3 2
x = –25
2
∆ = b – 4.a. c
2 x = ± − 25 , − 25 não representa número real,
∆ =7 – 4 . 2 . 3
∆ = 49 – 24 isto é − 25 ∉ R
∆ = 25 a equação dada não tem raízes em IR.
− (+ 7 ) ± 25 − (+ 7 ) ± 5 S=φ ou S = { }
x= ⇒x =
4 4 2
c) 9x – 81= 0
−7 + 5 -2 -1 2
9x = 81
⇒ ‘x'= = = e
4 4 2 2 81
−7 − 5 -12 x =
x"= = =-3 9
4 4 2
x = 9
−1  x= ± 9
S =  , - 3
 2  x=±3
S = { ±3}
Observação: fica ao SEU CRITÉRIO A ESCOLHA
DA FORMULA. Equação da forma: ax = 0 onde b = 0, c = 0
A equação incompleta ax = 0 admite uma única
EXERCÍCIOS solução x = 0. Exemplo:
2
Resolva as equações do 2.º grau completa: 3x = 0
2
1) x – 9x +20 = 0 2 0
2
2) 2x + x – 3 = 0 x =
2 3
3) 2x – 7x – 15 = 0 2
2 x =0
4) x +3x + 2 = 0 2
2
5) x – 4x +4 = 0 x = + 0
Respostas S={0}
1) V = { 4 , 5) Exercícios Respostas:
2
−3 1) 4x – 16 = 0 1) V = { –2, + 2}
2) V = { 1, } 2
2) 5x – 125 = 0 2) V = { –5, +5}
2 2
3) 3x + 75x = 0 3) V = { 0, –25}
−3
3) V = { 5 , }
2 Relações entre coeficiente e raízes
4) V = { –1 , –2 }
5) V = {2} 2
Seja a equação ax + bx + c = 0 ( a ≠ 0), sejam x’ e x”
EQUAÇÃO DO 2.º GRAU INCOMPLETA as raízes dessa equação existem x’ e x” reais dos
Estudaremos a resolução das equações incompletas coeficientes a, b, c.
2
do 2.º grau no conjunto R. Equação da forma: ax + bx = −b+ ∆ −b− ∆
x'= e x"=
0 onde c = 0 2a 2a

Exemplo: RELAÇÃO: SOMA DAS RAÍZES


2
2x – 7x = 0 Colocando-se o fator x em evidência
−b+ ∆ −b − ∆
(menor expoente) x'+ x"= + ⇒
2a 2a
x . (2x – 7) = 0 x=0 −b+ ∆ −b− ∆
x'+x"=
2a
7 −2b b
ou 2x – 7 = 0 ⇒ x= x'+x"= ⇒ x'+ x"= −
2 2a a

Matemática 47 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
c = 2a+2
Daí a soma das raízes é igual a -b/a ou seja, x’+ x” =
S=x'+x"= − =-
b [- (a + 1)] a + 1
= =1
-b/a a a +1 a +1
b c 2a + 2 2(a + 1)
Relação da soma: x ' + x " = − P = x'⋅x " = = = =2
a a a +1 a +1
RELAÇÃO: PRODUTO DAS RAÍZES
Se a = 1 essas relações podem ser escritas:
−b+ ∆ −b− ∆ b
x'⋅ x "= ⋅ ⇒ x'+x"= − x ' + x " = −b
2a 2a 1
x'⋅x "=
(− b + ∆ )⋅ (− b − ∆ ) x'⋅x "=
c
x '⋅ x "=c
4a2 1

  ( )
 − b2  − ∆ 2 Exemplo:
x'⋅x "=   ⇒ ∆ = b2 − 4 ⋅ a ⋅ c ⇒
2
x –7x+2 = 0 a = 1, b =–7, c = 2
2
4a
S=x'+x"= − =-
b (- 7)
=7
b2 −  b2 − 4ac  a 1
x '⋅ x " =   ⇒ c 2
2 P = x'⋅x " = = = 2
4a a 1
b2 − b2 + 4ac EXERCÍCIOS
x'⋅x "= ⇒ Calcule a Soma e Produto
4a2 2
1) 2x – 12x + 6 = 0
2
4ac c 2) x – (a + b)x + ab = 0
x'⋅x "= ⇒ x '⋅x " = 2
3) ax + 3ax–- 1 = 0
4a2 a 2
4) x + 3x – 2 = 0

c Respostas:
Daí o produto das raízes é igual a ou seja:
a 1) S = 6 e P = 3
c 2) S = (a + b) e P = ab
x '⋅ x " = ( Relação de produto) −1
a 3) S = –3 e P =
a
Sua Representação: 4) S = –3 e P = –2
• Representamos a Soma por S
b APLICAÇÕES DAS RELAÇÕES
2
S=x'+x"= − Se considerarmos a = 1, a expressão procurada é x
a + bx + c: pelas relações entre coeficientes e raízes
c temos:
• Representamos o Produto pôr P P = x '⋅x " =
a x’ + x”= –b b = – ( x’ + x”)
Exemplos: x’ . x” = c c = x’ . x”
2
1) 9x – 72x +45 = 0 a = 9, b = –72, c = 45. 2
b (-72) = 72 = 8 Daí temos: x + bx + c = 0
S=x'+x"= − =-
a 9 9
c 45
P = x '⋅ x " = = =5
a 9
2
2) 3x +21x – 24= 0 a = 3, b = 21,c = –24
S=x'+x"= − =-
b (21) = - 21 = −7
a 3 3
c + (- 24 ) − 24 REPRESENTAÇÃO
P = x '⋅x " = = = = −8
a 3 3 Representando a soma x’ + x” = S
a = 4, Representando o produto x’ . x” = P
2
E TEMOS A EQUAÇÃO: x – Sx + P = 0
2
3) 4x – 16 = 0 b = 0, (equação incompleta)
c = –16 Exemplos:
b 0 a) raízes 3 e – 4
S = x ' + x "= − = = 0 S = x’+ x” = 3 + (-4) =3 – 4 = –1
a 4 P = x’ .x” = 3 . (–4) = –12
c + (- 16 ) − 16 x – Sx + P = 0
P = x '⋅ x " = = = = −4 2
a 4 4 x + x – 12 = 0
a = a+1
2
4) ( a+1) x – ( a + 1) x + 2a+ 2 = 0 b = – (a+ 1) b) 0,2 e 0,3

Matemática 48 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
S = x’+ x” =0,2 + 0,3 = 0,5 −2 + 8 6
P = x . x =0,2 . 0,3 = 0,06 x'= = =3
2 2 2
x – Sx + P = 0
2 −2 − 8 −10
x – 0,5x + 0,06 = 0 x"= = = −5
2 2
5 3
c) e Os números são 3 e – 5.
2 4
5 3 10 + 3 13 Verificação:
S = x’+ x” = + = = 2 2
2 4 4 4 x + 2x –15 = 0 x + 2x –15 = 0
2 2
5 3 15 (3) + 2 (3) – 15 = 0 (–5) + 2 (–5) – 15 = 0
P=x.x= . = 9 + 6 – 15 = 0 25 – 10 – 15 = 0
2 4 8
2 0=0 0=0
x – Sx + P = 0
(V) (V)
2 13 15
x – x+ =0 S = { 3 , –5 }
4 8
RESOLVA OS PROBLEMAS DO 2.º GRAU:
d) 4 e – 4
S = x’ +x” = 4 + (–4) = 4 – 4 = 0 1) O quadrado de um número adicionado com o quá-
P = x’ . x” = 4 . (–4) = –16 druplo do mesmo número é igual a 32.
2
x – Sx + P = 0 2) A soma entre o quadrado e o triplo de um mesmo
2
x –16 = 0 número é igual a 10. Determine esse número.
3) O triplo do quadrado de um número mais o próprio
Exercícios número é igual a 30. Determine esse numero.
Componha a equação do 2.º grau cujas raízes são: 4) A soma do quadrado de um número com seu quín-
−4 tuplo é igual a 8 vezes esse número, determine-o.
1) 3 e 2 2) 6 e –5 3) 2 e
5
Respostas:
4) 3 + 5e3– 5 5) 6 e 0 1) 4 e – 8 2) – 5 e 2
3) −10 3 e 3 4) 0 e 3
Respostas:
2 2
1) x – 5x+6= 0 2) x – x – 30 = 0
2 −6 x 8
3)x – – =0 SISTEMA DE EQUAÇÕES DO 2° GRAU
5 5
2 2 Como resolver
4) x – 6x + 4 = 0 5) x – 6x = 0
Para resolver sistemas de equações do 2º grau, é im-
portante dominar as técnicas de resolução de sistema
RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS de 1º grau: método da adição e método da substitui-
ção.
Um problema de 2.º grau pode ser resolvido por meio
de uma equação ou de um sistema de equações do 2.º Imagine o seguinte problema: dois irmãos possuem
grau. idades cuja soma é 10 e a multiplicação 16. Qual a
idade de cada irmão?
Para resolver um problema do segundo grau deve-se
seguir três etapas: Equacionando:
• Estabelecer a equação ou sistema de equações cor-
respondente ao problema (traduzir matemati-
camente), o enunciado do problema para linguagem
simbólica.
• Resolver a equação ou sistema
• Interpretar as raízes ou solução encontradas

Exemplo:
Qual é o número cuja soma de seu quadrado com
seu dobro é igual a 15?
número procurado : x
2
equação: x + 2x = 15 Pela primeira equação, que vamos chamar de I:

Resolução:
2
x + 2x –15 = 0
2 2
∆ =b – 4ac ∆ = (2) – 4 .1.(–15) ∆ = 4 + 60
∆ = 64
− 2 ± 64 −2 ± 8 Substituindo na segunda:
x= x=
2 ⋅1 2

Matemática 49 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos

Logo:
Aplicando na segunda:

Usando a fórmula:

De Produtos notáveis:

Logo

Dividindo por 2:

Substituindo em I:

Logo:

As idades dos dois irmãos são, respectivamente, de 2


e 8 anos. Testando:
a multiplicação de 2 X 8 = 16 e a soma 2 + 8 = 10.

Outro exemplo
Substituindo em II:
Encontre dois números cuja diferença seja 5 e a soma
dos quadrados seja 13.

Da primeira, que vamos chamar de II:

Matemática 50 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos

Substituindo em II:

Os números são 3 e - 2 ou 2 e - 3.

Os sistemas a seguir envolverão equações do 1º e do Determinando os valores de x em relação aos valores


2º grau, lembrando de que suas representações gráfi- de y obtidos:
cas constituem uma reta e uma parábola, respectiva-
mente. Resolver um sistema envolvendo equações Para y = 4, temos:
desse modelo requer conhecimentos do método da x=6–y
substituição de termos. Observe as resoluções comen- x=6–4
tadas a seguir: x=2
Exemplo 1 Par ordenado (2; 4)

Para y = 2, temos:
x=6–y
x=6–2
Isolando x ou y na 2ª equação do sistema: x=4
x+y=6
x=6–y Par ordenado (4; 2)

Substituindo o valor de x na 1ª equação: S = {(2: 4) e (4; 2)}

x² + y² = 20
(6 – y)² + y² = 20 Exemplo 2
(6)² – 2 * 6 * y + (y)² + y² = 20
36 – 12y + y² + y² – 20 = 0
16 – 12y + 2y² = 0
2y² – 12y + 16 = 0 (dividir todos os membros da equaç-
ão por 2) Isolando x ou y na 2ª equação:
x – y = –3
y² – 6y + 8 = 0 x=y–3

∆ = b² – 4ac Substituindo o valor de x na 1ª equação:


∆ = (–6)² – 4 * 1 * 8
∆ = 36 – 32 x² + 2y² = 18
∆=4 (y – 3)² + 2y² = 18
y² – 6y + 9 + 2y² – 18 = 0
a = 1, b = –6 e c = 8 3y² – 6y – 9 = 0 (dividir todos os membros da equação
por 3)

y² – 2y – 3 = 0

∆ = b² – 4ac
∆ = (–2)² – 4 * 1 * (–3)
∆ = 4 + 12
∆ = 16

a = 1, b = –2 e c = –3

Matemática 51 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
5 caminhos ligando os pontos B e C. Para ir de
A a C, passando pelo ponto B, qual o número
de trajetos diferentes que podem ser realiza-
dos?

Solução:
Escolher um trajeto de A a C significa escolher um
caminho de A a B e depois outro, de B a C.

Como para cada percurso escolhido de A a B temos


ainda 5 possibilidades para ir de B a C, o número de
trajetos pedido é dado por: 4 . 5 = 20.
Determinando os valores de x em relação aos valores
de y obtidos:
Esquema:
Percurso Percurso
Para y = 3, temos:
AB BC
x=y–3
x=3–3
x=0
4 . 5 = 20
Par ordenado (0; 3)
3) Quantos números de três algarismos podemos
Para y = –1, temos: escrever com os algarismos ímpares?
x=y–3
x = –1 –3 Solução:
x = –4 Os números devem ser formados com os algaris-
mos: 1, 3, 5, 7, 9. Existem 5 possibilidades para a esco-
Par ordenado (–4; –1) lha do algarismo das centenas, 5 possibilidades para o
das dezenas e 5 para o das unidades.

S = {(0; 3) e (–4; –1)} Assim, temos, para a escolha do número, 5 . 5 . 5 =


125.
algarismos algarismos algarismos
ANÁLISE COMBINATÓRIA da centena da dezena da unidade

Princípio fundamental da contagem (PFC)


5 . 5 . 5 = 125
Se um primeiro evento pode ocorrer de m maneiras
diferentes e um segundo evento, de k maneiras diferen-
4) Quantas placas poderão ser confeccionadas se
tes, então, para ocorrerem os dois sucessivamente,
forem utilizados três letras e três algarismos pa-
existem m . k maneiras diferentes.
ra a identificação de um veículo? (Considerar 26
letras, supondo que não há nenhuma restrição.)
Aplicações
1) Uma moça dispõe de 4 blusas e 3 saias. De
Solução:
quantos modos distintos ela pode se vestir?
Como dispomos de 26 letras, temos 26 possibilida-
des para cada posição a ser preenchida por letras. Por
Solução:
outro lado, como dispomos de dez algarismos (0, 1, 2,
A escolha de uma blusa pode ser feita de 4 manei-
3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9), temos 10 possibilidades para cada
ras diferentes e a de uma saia, de 3 maneiras diferen-
posição a ser preenchida por algarismos. Portanto, pelo
tes.
PFC o número total de placas é dado por:
Pelo PFC, temos: 4 . 3 = 12 possibilidades para a
escolha da blusa e saia. Podemos resumir a resolução
no seguinte esquema;

Blusa saia

5) Quantos números de 2 algarismos distintos po-


demos formar com os algarismos 1, 2, 3 e 4?
4 . 3 = 12 modos diferentes
Solução:
2) Existem 4 caminhos ligando os pontos A e B, e
Matemática 52 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Observe que temos 4 possibilidades para o primeiro 8. Como os números devem estar compreendidos entre
algarismo e, para cada uma delas, 3 possibilidades 2000 e 5000, o primeiro algarismo só pode ser 2 ou 4.
para o segundo, visto que não é permitida a repetição. Assim, temos apenas duas possibilidades para o
Assim, o número total de possibilidades é: 4 . 3 =12 primeiro algarismo e 4 para o segundo, três para o
terceiro e duas paia o quarto.
Esquema:
O número total de possibilidades é: 2 . 4 . 3 . 2 = 48
Esquema:

Exercícios
1) Uma indústria automobilística oferece um determi-
nado veículo em três padrões quanto ao luxo, três
tipos de motores e sete tonalidades de cor. Quan-
tas são as opções para um comprador desse car-
ro?
2) Sabendo-se que num prédio existem 3 entradas
diferentes, que o prédio é dotado de 4 elevadores e
6) Quantos números de 3 algarismos distintos po- que cada apartamento possui uma única porta de
demos formar com os algarismos 1, 2, 3, 4, 5, 6, entrada, de quantos modos diferentes um morador
7, 8 e 9? pode chegar à rua?
3) Se um quarto tem 5 portas, qual o número de ma-
Solução: neiras distintas de se entrar nele e sair do mesmo
Existem 9 possibilidades para o primeiro algarismo, por uma porta diferente da que se utilizou para en-
apenas 8 para o segundo e apenas 7 para o terceiro. trar?
Assim, o número total de possibilidades é: 9 . 8 . 7 = 4) Existem 3 linhas de ônibus ligando a cidade A à
504 cidade B, e 4 outras ligando B à cidade C. Uma
pessoa deseja viajar de A a C, passando por B.
Esquema: Quantas linhas de ônibus diferentes poderá utilizar
na viagem de ida e volta, sem utilizar duas vezes a
mesma linha?
5) Quantas placas poderão ser confeccionadas para a
identificação de um veículo se forem utilizados du-
as letras e quatro algarismos? (Observação: dis-
pomos de 26 letras e supomos que não haverá ne-
7) Quantos são os números de 3 algarismos distin- nhuma restrição)
tos?
6) No exercício anterior, quantas placas poderão ser
confeccionadas se forem utilizados 4 letras e 2 al-
Solução:
garismos?
Existem 10 algarismos: 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9. 7) Quantos números de 3 algarismos podemos formar
Temos 9 possibilidades para a escolha do primeiro com os algarismos 1, 2, 3, 4, 5 e 6?
algarismo, pois ele não pode ser igual a zero. Para o 8) Quantos números de três algarismos podemos
segundo algarismo, temos também 9 possibilidades,
formar com os algarismos 0, 1, 2, 3, 4 e 5?
pois um deles foi usado anteriormente.
9) Quantos números de 4 algarismos distintos pode-
mos escrever com os algarismos 1, 2, 3, 4, 5 e 6?
Para o terceiro algarismo existem, então, 8 possibi- 10) Quantos números de 5 algarismos não repetidos
lidades, pois dois deles já foram usados. O numero podemos formar com os algarismos 1, 2, 3, 4, 5, 6
total de possibilidades é: 9 . 9 . 8 = 648 e 7?
11) Quantos números, com 4 algarismos distintos, po-
Esquema:
demos formar com os algarismos ímpares?
12) Quantos números, com 4 algarismos distintos, po-
demos formar com o nosso sistema de numera-
ção?
13) Quantos números ímpares com 3 algarismos distin-
tos podemos formar com os algarismos 1, 2, 3, 4, 5
8) Quantos números entre 2000 e 5000 podemos e 6?
formar com os algarismos pares, sem os 14) Quantos números múltiplos de 5 e com 4 algaris-
repetir? mos podemos formar com os algarismos 1, 2, 4, 5
e 7, sem os repetir?
Solução: 15) Quantos números pares, de 3 algarismos distintos,
Os candidatos a formar os números são : 0, 2, 4, 6 e podemos formar com os algarismos 1, 2, 3, 4, 5, 6
e 7? E quantos ímpares?
Matemática 53 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
16) Obtenha o total de números de 3 algarismos distin-
tos, escolhidos entre os elementos do conjunto (1,
2, 4, 5, 9), que contêm 1 e não contêm 9. Aplicações
17) Quantos números compreendidos entre 2000 e 1) Calcular:
7000 podemos escrever com os algarismos ímpa- a) A7,1 b) A7,2 c) A7,3 d) A7,4
res, sem os repetir? Solução:
18) Quantos números de 3 algarismos distintos possu- a) A7,1 = 7 c) A7,3 = 7 . 6 . 5 = 210
em o zero como algarismo de dezena? b) A7,2 = 7 . 6 = 42 d) A7,4 = 7 . 6 . 5 . 4 = 840
19) Quantos números de 5 algarismos distintos possu-
em o zero como algarismo das dezenas e come- 2) Resolver a equação Ax,3 = 3 . Ax,2.
çam por um algarismo ímpar?
20) Quantos números de 4 algarismos diferentes tem Solução:
o algarismo da unidade de milhar igual a 2? x . ( x - 1) . ( x – 2 ) = 3 . x . ( x - 1) ⇒
21) Quantos números se podem escrever com os alga- ⇒ x ( x – 1) (x –2) - 3x ( x – 1) =0
rismos ímpares, sem os repetir, que estejam com- ∴ x( x – 1)[ x – 2 – 3 ] = 0
preendidos entre 700 e 1 500?
22) Em um ônibus há cinco lugares vagos. Duas pes- x = 0 (não convém)
soas tomam o ônibus. De quantas maneiras dife- ou
rentes elas podem ocupar os lugares? x = 1 ( não convém)
23) Dez times participam de um campeonato de fute- ou
bol. De quantas formas se podem obter os três x = 5 (convém)
primeiros colocados? S = {5}
24) A placa de um automóvel é formada por duas letras
seguidas e um número de quatro algarismos. Com 3) Quantos números de 3 algarismos distintos
as letras A e R e os algarismos pares, quantas pla- podemos escrever com os algarismos 1, 2, 3, 4,
cas diferentes podem ser confeccionadas, de modo 5, 6, 7, 8 e 9?
que o número não tenha nenhum algarismo repeti-
do? Solução:
25) Calcular quantos números múltiplos de 3 de quatro Essa mesma aplicação já foi feita, usando-se o prin-
algarismos distintos podem ser formados com 2, 3, cipio fundamental da contagem. Utilizando-se a fórmu-
4, 6 e 9. la, o número de arranjos simples é:
26) Obtenha o total de números múltiplos de 4 com A9, 3 =9 . 8 . 7 = 504 números
quatro algarismos distintos que podem ser forma-
dos com os algarismos 1, 2, 3, 4, 5 e 6. Observação: Podemos resolver os problemas sobre
arranjos simples usando apenas o principio fundamen-
ARRANJOS SIMPLES tal da contagem.

Introdução: Exercícios
Na aplicação An,p, calculamos quantos números de 2 1) Calcule:
algarismos distintos podemos formar com 1, 2, 3 e 4. a) A8,1 b) A8,2 c ) A8,3 d) A8,4
Os números são :
12 13 14 21 23 24 31 32 34 41 42 43 2) Efetue:
A 8,2 + A 7,4
Observe que os números em questão diferem ou a) A7,1 + 7A5,2 – 2A4,3 – A 10,2 b)
A 5,2 − A10,1
pela ordem dentro do agrupamento (12 ≠ 21) ou pelos
elementos componentes (13 ≠ 24). Cada número se
comporta como uma sequência, isto é : 3) Resolva as equações:
(1,2) ≠ (2,1) e (1,3) ≠ (3,4) a) Ax,2 = Ax,3 b) Ax,2 = 12 c) Ax,3 = 3x(x – 1)

A esse tipo de agrupamento chamamos arranjo FATORIAL


simples.
Definição: Definição:
Seja l um conjunto com n elementos. Chama-se ar- • Chama-se fatorial de um número natural n, n ≥
ranjo simples dos n elementos de /, tomados p a p, a 2, ao produto de todos os números naturais de 1
toda sequência de p elementos distintos, escolhidos até n. Assim :
entre os elementos de l ( P ≤ n). • n ! = n( n - 1) (n - 2) . . . 2 . 1, n ≥ 2 (lê-se: n
fatorial)
O número de arranjos simples dos n elementos, • 1! = 1
tomados p a p, é indicado por An,p • 0! = 1

Fórmula: Fórmula de arranjos simples com o auxílio de


fatorial:
A n ,p = n . (n -1) . (n –2) . . . (n – (p – 1)), n!
A N,P = , p ≤ n e { p, n} ⊂ lN
p ≤ n e {p, n} ⊂ IN ( n − p) !
Matemática 54 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
10 !
a) 10 ! = 5! + 5 ! d) =5
2!
Aplicações b) 10 ! = 2! . 5 ! e) 10 ! =10. 9. 8. 7!
1) Calcular: c) 10 ! = 11! -1!
8! n!
a) 5! c) e)
6! (n - 2)! 2) Assinale a alternativa falsa;
5! 11! + 10 ! a) n! = n ( n-1)! d) ( n –1)! = (n- 1)(n-2)!
b) d) b) n! = n(n - 1) (n - 2)! e) (n - 1)! = n(n -1)
4! 10 !
c) n! = n(n – 1) (n - 2) (n - 3)!
Solução: 3) Calcule:
a) 5 ! = 5 . 4 . 3 . 2 . 1 = 120
12 ! 7!
5! 5 ⋅ 4! a) c)
b) = =5 10 ! 3! 4!
4! 4!
7! + 5! 8! - 6!
8! 8 ⋅7 ⋅ 6! b) d)
c) = = 56 5! 5!
6! 6!
11! + 10 ! 11 ⋅ 10 ! + 10 ! 10 ! (11 + 1) 4) Simplifique:
d) = = = 12
10 ! 10! 10 ! n! n!
a) d)
n! n ⋅ ( n - 1)( n - 2 )! ( n - 1) ! n ( n - 1) !
e) = = n2 − n
(n - 2)! ( n - 2 )!
b)
( n + 2 )! n ! e)
5M ! - 2 ( M - 1 ) !
2) Obter n, de modo que An,2 = 30. [( n + 1 ) ! ]2 M!
n ! + ( n + 1)!
Solução: c)
Utilizando a fórmula, vem : n!
n! n ( n - 1) ( n - 2) !
= 30 ⇒ = 30 ∴ 5) Obtenha n, em:
(n - 2)! (n - 2)! (n + 1)!
n=6 a) = 10 b) n!+( n - 1)! = 6 ( n - 1)!
2 n!
n – n – 30 = 0 ou
n = –5 ( não convém) n (n - 1)!
c) =6 d) (n - 1)! = 120
(n - 2)!
3) Obter n, tal que: 4 . An-1,3 = 3 . An,3.
1 n
Solução: 6) Efetuando − , obtém-se:
n ! (n + 1)!
4 ⋅ ( n - 1 )! n! 4 ⋅ ( n - 3 )! n!
= 3⋅ ⇒ = 3⋅ ∴ 1 2n + 1
( n - 4) ! ( n - 3)! ( n - 4) ! ( n - 1) ! a) d)
(n + 1) ! (n + 1) !
4 ⋅ ( n - 3 )( n - 4 ) ! n ( n - 1) ! 1
= 3⋅ b) e) 0
( n - 4)! ( n - 1) ! n!
∴ 4n − 12 = 3n ∴ n = 12 n ! ( n + 1) !
c)
n -1
( n + 2 )! - ( n + 1) !
4) Obter n, tal que : =4 7) Resolva as equações:
n!
a) Ax,3 = 8Ax,2 b) Ax,3 = 3 . ( x - 1)
Solução:
(n + 2) ! + (n + 1) !
( n + 2 ) ( n +1) ⋅ n !- ( n + 1 ) ⋅ n ! 8) Obtenha n, que verifique 8n! =
= 4∴ n +1
n!
9) O número n está para o número de seus
n ! ( n + 1 ) ⋅ [n + 2 - 1] arranjos 3 a 3 como 1 está para 240, obtenha n.
⇒ =4
n!
PERMUTAÇÕES SIMPLES
n + 1 = 2 ∴ n =1
2
∴ (n + 1 ) = 4 Introdução:
n + 1 = –2 ∴ n = –3 (não Consideremos os números de três algarismos
convém ) distintos formados com os algarismos 1, 2 e 3. Esses
números são : 123 132 213 231 312 321
Exercícios
1) Assinale a alternativa correta: A quantidade desses números é dada por A3,3= 6.

Matemática 55 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Esses números diferem entre si somente pela posi-
ção de seus elementos. Cada número é chamado de
permutação simples, obtida com os algarismos 1, 2 e 3.
Definição:
Seja I um conjunto com n elementos. Chama-se
permutação simples dos n elementos de l a toda a se-
quência dos n elementos. Devemos também permutar as letras T, R, E, pois
não foi especificada a ordem :
O número de permutações simples de n elementos
é indicado por Pn.

OBSERVA ÇÃO: Pn = An,n .

Fórmula: Para cada agrupamento formado, as letras T, R, E


Aplicações podem ser dispostas de P3 maneiras. Assim, para P6
1) Considere a palavra ATREVIDO. agrupamentos, temos
a) quantos anagramas (permutações simples) P6 . P3 anagramas. Então:
podemos formar? P6 . P3 = 6! . 3! = 720 . 6 = 4 320 anagramas
b) quantos anagramas começam por A?
c) quantos anagramas começam pela sílaba TRE? f) A palavra ATREVIDO possui 4 vogais e 4
d) quantos anagramas possuem a sílaba TR E? consoantes. Assim:
e) quantos anagramas possuem as letras T, R e E
juntas?
f) quantos anagramas começam por vogal e
terminam em consoante?

Solução:
a) Devemos distribuir as 8 letras em 8 posições
disponíveis. Exercícios
Assim: 1) Considere a palavra CAPITULO:
a) quantos anagramas podemos formar?
b) quantos anagramas começam por C?
c) quantos anagramas começam pelas letras C, A
e P juntas e nesta ordem?
d) quantos anagramas possuem as letras C, A e P
Ou então, P8 = 8 ! = 40.320 anagramas juntas e nesta ordem?
e) quantos anagramas possuem as letras C, A e P
b) A primeira posição deve ser ocupada pela letra A; juntas?
assim, devemos distribuir as 7 letras restantes em 7 f) quantos anagramas começam por vogal e ter-
posições, Então: minam em consoante?
2) Quantos anagramas da palavra MOLEZA
começam e terminam por vogal?
3) Quantos anagramas da palavra ESCOLA
possuem as vogais e consoantes alternadas?
4) De quantos modos diferentes podemos dispor
c) Como as 3 primeiras posições ficam ocupadas as letras da palavra ESPANTO, de modo que as
pela sílaba TRE, devemos distribuir as 5 letras restan- vogais e consoantes apareçam juntas, em
tes em 5 posições. Então: qualquer ordem?
5) obtenha o número de anagramas formados com
as letras da palavra REPÚBLICA nas quais as
vogais se mantenham nas respectivas posições.

PERMUTAÇÕES SIMPLES, COM ELEMENTOS RE-


PETIDOS
d) considerando a sílaba TRE como um único
elemento, devemos permutar entre si 6 elementos,
Dados n elementos, dos quais :
α1 são iguais a a1 → a1 , a1 , . . ., a1
α1
α 2 são iguais a a2 → a2, a2 , . . . , a2
α2
. . . . . . . . . . . . . . . . .
e) Devemos permutar entre si 6 elementos, tendo ar → ar , ar , . . . , ar
considerado as letras T, R, E como um único elemento: αr são iguais a αr

Matemática 56 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
sendo ainda que: α1 + α 2 + . . . + αr = n, e indicando-
se por pn (α1, α 2 , . . . α r ) o número das permutações 4) Quantos números pares de cinco algarismos
podemos escrever apenas com os dígitos 1, 1,
simples dos n elementos, tem-se que: 2, 2 e 3, respeitadas as repetições
apresentadas?
a) 120 c) 20 e) 6 b) 24 d) 12
Aplicações
1) Obter a quantidade de números de 4 algarismos 5) Quantos anagramas da palavra MATEMÁTICA
formados pelos algarismos 2 e 3 de maneira terminam pela sílaba MA?
que cada um apareça duas vezes na formação a) 10 800 c) 5 040 e) 40 320
do número. b) 10 080 d) 5 400
Solução:
COMBINAÇÕES SIMPLES
2233 2323 2332
os números são 
3322 3232 3223 Introdução:
Consideremos as retas determinadas pelos quatro
A quantidade desses números pode ser obtida por: pontos, conforme a figura.
4! 4 ⋅ 3 ⋅ 2!
P4(2,2 ) = = = 6 números
2! 2! 2! ⋅ 2 ⋅ 1

2) Quantos anagramas podemos formar com as


letras da palavra AMADA?
solução:
Temos:
A, A, A M D
Assim: 3 1 1 Só temos 6 retas distintas ( AB, BC, CD,
AC, BD e AD) porque AB e BA, . . . , CD e DC represen-
5! 5 ⋅ 4 ⋅ 3!
p (3,1,1) =
5 = = 20 anagramas tam retas coincidentes.
3 ! 1! 1! 3!
Os agrupamentos {A, B}, {A, C} etc. constituem
3) Quantos anagramas da palavra GARRAFA subconjuntos do conjunto formado por A, B, C e D.
começam pela sílaba RA?
Seja l um conjunto com n elementos. Chama-se combi-
Solução: nação simples dos n elementos de /, tomados p a p, a
Usando R e A nas duas primeiras posições, restam qualquer subconjunto de p elementos do conjunto l.
5 letras para serem permutadas, sendo que:
G A, A R F Diferem entre si apenas pelos elementos
{

{
{

1 temos:
2 1 1 componentes, e são chamados combinações simples
Assim,
dos 4 elementos tomados 2 a 2.
5 ⋅ 4 ⋅ 3 ⋅ 2 !
p5(2,1,1) = = 60 anagramas
2! O número de combinações simples dos n elementos
n
Exercícios tomados p a p é indicado por Cn,p ou   .
1) O número de anagramas que podemos formar p
com as letras da palavra ARARA é:
a) 120 c) 20 e) 30 OBSERVAÇÃO: Cn,p . p! = An,p.
b) 60 d) 10
Fórmula:
2) O número de permutações distintas possíveis
com as oito letras da palavra PARALELA, n!
C n ,p = , p≤n e { p, n } ⊂ lN
p! ( n - p )!
n!
pn (α1, α 2 , . . . αr ) =
α1 ! α ! . . . αr !
Aplicações
1) calcular:
começando todas com a letra P, será de ; a) C7,1 b) C7,2 c) C7,3 d) C7,4
a) 120 c) 420 e) 360
b) 720 d) 24 Solução:
7! 7 ⋅ 6!
3) Quantos números de 5 algarismos podemos a) C7,1 = = =7
formar com os algarismos 3 e 4 de maneira que 1! 6 ! 6!
o 3 apareça três vezes em todos os números? 7! 7 ⋅ 6 ⋅ 5 !
b) C7,2 = = = 21
a) 10 c) 120 e) 6 2! 5! 2 ⋅ 1 ⋅ 5 !
b) 20 d) 24

Matemática 57 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
7! 7 ⋅ 6 ⋅ 5 ⋅ 4! comissão, não importa a ordem. Sendo assim :
c) C7,3 = = = 35 6!
3!4! 3 ⋅ 2 ⋅ 1 ⋅ 4 ! • escolher 3 rapazes: C6,3 = = 20 modos
3! 3!
7! 7 ⋅ 6 ⋅ 5 ⋅ 4!
d) C7,4= = = 35 5!
4!3! 4! ⋅ 3 ⋅ 2 ⋅ 1 • escolher 2 moças: C5,2= = 10 modos
2! 3!
2) Quantos subconjuntos de 3 elementos tem um
conjunto de 5 elementos? Como para cada uma das 20 triplas de rapazes te-
5! 5 ⋅ 4 ⋅ 3! mos 10 pares de moças para compor cada comissão,
C5,3 = = = 10 subconjunt os então, o total de comissões é C6,3 . C5,2 = 200.
3! 2! 3! ⋅ 2 ⋅ 1
7) Sobre uma reta são marcados 6 pontos, e sobre
Cn,3 4 uma outra reta, paralela á primeira, 4 pontos.
3) obter n, tal que =
Cn,2 3 a) Quantas retas esses pontos determinam?
b) Quantos triângulos existem com vértices em
Solução:
três desses pontos?
n!
3! ( n - 3 )! 4 n! 2!( n - 2 )! 4 Solução:
= ⇒ ⋅ = ∴
n! 3 3!( n - 3 ) n! 3 a) C10,2 – C6,2 – C4,2 + 2 = 26 retas onde
2! ( n - 2 )!
C6,2 é o maior número de retas possíveis de serem
2 ⋅ ( n - 2 ) ( n - 3 )! 4
∴ = ∴n - 2 = 4 determinadas por seis pontos C4,2 é o maior número
3 ⋅ 2 ⋅ ( n - 3 )! 3 de retas possíveis de serem determinadas por
quatro pontos .
n=6 convém

4) Obter n, tal que Cn,2 = 28. b) C10,3 – C6,3 – C4,3 = 96 triângulos onde

Solução: C6,3 é o total de combinações determinadas por três


n! n ( n -1 ) ( n - 2 ) ! pontos alinhados em uma das retas, pois pontos
= 28 ⇒ = 56 ∴ colineares não determinam triângulo.
2 ! ( n - 2 )! (n − 2) ! C4,3 é o total de combinações determinadas por três
pontos alinhados da outra reta.
n=8
2
n – n – 56 = 0

n = -7 (não convém)
8) Uma urna contém 10 bolas brancas e 6 pretas.
5) Numa circunferência marcam-se 8 pontos, 2 a 2 De quantos modos é possível tirar 7 bolas das
distintos. Obter o número de triângulos que po- quais pelo menos 4 sejam pretas?
demos formar com vértice nos pontos indicados:
Solução:
As retiradas podem ser efetuadas da seguinte
forma:
4 pretas e 3 brancas ⇒ C6,4 . C10,3 = 1 800 ou
5 pretas e 2 brancas ⇒ C6,5 . C10,2 = 270 ou
6 pretas e1 branca ⇒ C6,6 . C10,1 = 10

Logo. 1 800 + 270 + 10 = 2 080 modos

Solução: Exercícios
Um triângulo fica identificado quando escolhemos 3 1) Calcule:
desses pontos, não importando a ordem. Assim, o nú- a) C8,1 + C9,2 – C7,7 + C10,0
mero de triângulos é dado por: b) C5,2 +P2 – C5,3
8! 8 ⋅ 7 ⋅ 6 . 5! c) An,p . Pp
C 8,3 = = = 56
3!5 ! 3 ⋅ 2 . 5! 2) Obtenha n, tal que :
a) Cn,2 = 21
6) Em uma reunião estão presentes 6 rapazes e 5 b) Cn-1,2 = 36
moças. Quantas comissões de 5 pessoas, 3 ra- c) 5 . Cn,n - 1 + Cn,n -3 = An,3
pazes e 2 moças, podem ser formadas?
3) Resolva a equação Cx,2 = x.
Solução:
Na escolha de elementos para formar uma 4) Quantos subconjuntos de 4 elementos possui
Matemática 58 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
um conjunto de 8 elementos? c) pelo menos três sejam azuis

5) Numa reunião de 7 pessoas, quantas 18) De quantos modos podemos separar os


comissões de 3 pessoas podemos formar? números de 1 a 8 em dois conjuntos de 4
elementos?
6) Um conjunto A tem 45 subconjuntos de 2
elementos. Obtenha o número de elementos de 19) De quantos modos podemos separar os
A números de 1 a 8 em dois conjuntos de 4
elementos, de modo que o 2 e o 6 não estejam
A p,3 no mesmo conjunto?
7) Obtenha o valor de p na equação: = 12 .
Cp,4
20) Dentre 5 números positivos e 5 números
negativos, de quantos modos podemos escolher
8) Obtenha x na equação Cx,3 = 3 . Ax , 2. quatro números cujo produto seja positivo?

9) Numa circunferência marcam-se 7 pontos 21) Em um piano marcam-se vinte pontos, não
distintos. Obtenha: alinhados 3 a 3, exceto cinco que estão sobre
a) o número de retas distintas que esses uma reta. O número de retas determinadas por
pontos determinam; estes pontos é:
b) o número de triângulos com vértices nesses a) 180
pontos; b) 1140
c) o número de quadriláteros com vértices c) 380
nesses pontos; d) 190
d) o número de hexágonos com vértices e) 181
nesses pontos.
22) Quantos paralelogramos são determinados por
10) A diretoria de uma firma é constituída por 7 dire- um conjunto de sete retas paralelas,
tores brasileiros e 4 japoneses. Quantas comis- interceptando um outro conjunto de quatro retas
sões de 3 brasileiros e 3 japoneses podem ser paralelas?
formadas? a) 162
b) 126
11) Uma urna contém 10 bolas brancas e 4 bolas c) 106
pretas. De quantos modos é possível tirar 5 bo- d) 84
las, das quais duas sejam brancas e 3 sejam e) 33
pretas?
23) Uma lanchonete que vende cachorro quente o-
12) Em uma prova existem 10 questões para que os ferece ao freguês: pimenta, cebola, mostarda e
alunos escolham 5 delas. De quantos modos is- molho de tomate, como tempero adicional.
to pode ser feito? Quantos tipos de cachorros quentes diferentes
(Pela adição ou não de algum tempero) podem
13) De quantas maneiras distintas um grupo de 10 ser vendidos?
pessoas pode ser dividido em 3 grupos conten- a) 12
do, respectivamente, 5, 3 e duas pessoas? b) 24
c) 16
14) Quantas diagonais possui um polígono de n la- d) 4
dos? e) 10

15) São dadas duas retas distintas e paralelas. So- 24) O número de triângulos que podem ser traçados
bre a primeira marcam-se 8 pontos e sobre a utilizando-se 12 pontos de um plano, não ha-
segunda marcam-se 4 pontos. Obter: vendo 3 pontos em linha reta, é:
a) o número de triângulos com vértices nos a) 4368
pontos marcados; b) 220
b) o número de quadriláteros convexos com c) 48
vértices nos pontos marcados. d) 144
e) 180
16) São dados 12 pontos em um plano, dos quais 5, 25) O time de futebol é formado por 1 goleiro, 4 de-
e somente 5, estão alinhados. Quantos triângu- fensores, 3 jogadores de meio de campo e 3 a-
los distintos podem ser formados com vértices tacantes. Um técnico dispõe de 21 jogadores,
em três quaisquer dos 12 pontos? sendo 3 goleiros, 7 defensores, 6 jogadores de
meio campo e 5 atacantes. De quantas manei-
17) Uma urna contém 5 bolas brancas, 3 bolas pre- ras poderá escalar sua equipe?
tas e 4 azuis. De quantos modos podemos tirar a) 630
6 bolas das quais: b) 7 000
a) nenhuma seja azul c) 2,26 . 10
9

b) três bolas sejam azuis d) 21000


Matemática 59 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
e) n.d.a. 8) 180 20) 504
9) 360 21) 30
26) Sendo 5 . Cn, n - 1 + Cn, n - 3, calcular n. 10) 2 520 22) 20
11) 120 23) 720
27) Um conjunto A possui n elementos, sendo n ≥ 12) 4 536 24) 48
4. O número de subconjuntos de A com 4 13) 60 25) 72
elementos é: 26) 96
a)
[n !] c) ( n – 4 ) ! e) 4 !
24( n - 4 ) Arranjos simples
1) a) 8 c) 336
n! b) 56 d) 1680
b) d) n !
(n-4)
2) a) 9 b) 89,6
28) No cardápio de uma festa constam 10 diferentes
tipos de salgadinhos, dos quais apenas 4 serão 3) a) s = {3} b) S = {4} c) S = {5}
servidos quentes. O garçom encarregado de ar-
rumar a travessa e servi-la foi instruído para que Fatorial
a mesma contenha sempre só dois tipos dife- 1) e 2) e
rentes de salgadinhos frios e dois diferentes dos 3) a) 132 b) 43 c) 35 d) 330
quentes. De quantos modos diversos pode o n+2 5M − 2
garçom, respeitando as instruções, selecionar 4) a) n b) c) n + 2 d) 1 e)
n +1 M
os salgadinhos para compor a travessa? 5) n = 9 b) n = 5 c) n = 3 d) n = 6
a) 90 d) 38
b) 21 e) n.d.a. 6) a
c) 240
7) a) S = {10} b) S = {3}
29) Em uma sacola há 20 bolas de mesma dimen-
são: 4 são azuis e as restantes, vermelhas. De 8) n = 5
quantas maneiras distintas podemos extrair um
conjunto de 4 bolas desta sacola, de modo que 9) n = 17
haja pelo menos uma azul entre elas?
20 ! 16 ! 1  20 ! 16 !  Permutações simples
a) − d) ⋅  − 
16 ! 12 ! 4 !  16 ! 12 !  1) a) 40 320 d) 720 2) 144
b) 5 040 e) 4 320 3) 72
20 !
b) e)n.d.a. c) 120 f) 11 520 4) 288
4 ! 16 ! 5) 120
20 !
c)
16 ! Permutações simples com elementos repetidos
1) d 2) c 3) a 4) d 5) b
30) Uma classe tem 10 meninos e 9 meninas.
Quantas comissões diferentes podemos formar Combinações simples
com 4 meninos e 3 meninas, incluindo obrigato- n! p! 15) a) 160 b) 168
1) a) 44 c) 16) 210
riamente o melhor aluno dentre os meninos e a (n − p)!
melhor aluna dentre as meninas? 17) a) 28 c) 252
b) 2
a) A10,4 . A9,3 c) A9,2 – A8,3 e) C19,7 b) 224
2) a) n = 7 b) n = 10
b) C10,4 - C9, 3 d) C9,3 - C8,2 18) 70
c) n = 4
19) 55
3) S = {3}
31) Numa classe de 10 estudantes, um grupo de 4 20) 105
4) 70
será selecionado para uma excursão, De quan- 21) e
5) 35
tas maneiras distintas o grupo pode ser forma- 22) b
6) 10
do, sabendo que dos dez estudantes dois são 23) c
7) p=5
marido e mulher e apenas irão se juntos? 24) b
8) S={20}
a) 126 b) 98 c) 115 d)165 e) 122 25) d
9) a) 21 c) 35
26) n =4
b) 35 d) 7
RESPOSTAS 27) a
10) 140
28) a
11) 180
Principio fundamental da contagem 29) d
12) 252
1) 63 14) 24 30) d
13) 2 520
2) 12 15) 90 pares e 120 ím- 31) b
n(n − 3)
3) 20 pares 14)
4) 72 16) 18 2
5) 6 760 000 17) 48
6) 45 697 600 18) 72 PROBABILIDADE
7) 216 19) 1 680

Matemática 60 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
A e B, chama-se intersecção de A e B ao evento
ESPAÇO AMOSTRAL E EVENTO formado pelos resultados de A e de B. Indica-se
Suponha que em uma urna existam cinco bolas ver- por A ∩ B.
melhas e uma bola branca. Extraindo-se, ao acaso, uma
das bolas, é mais provável que esta seja vermelha. Isto
irão significa que não saia a bola branca, mas que é
mais fácil a extração de uma vermelha. Os casos possí-
veis seu seis:

Se A ∩ B = φ , dizemos que os eventos A e B são mu-


tuamente exclusivos, isto é, a ocorrência de um deles eli-
Cinco são favoráveis á extração da bola vermelha. mina a possibilidade de ocorrência do outro.
Dizemos que a probabilidade da extração de uma bola
5 1
vermelha é e a da bola branca, .
6 6

Se as bolas da urna fossem todas vermelhas, a ex-


tração de uma vermelha seria certa e de probabilidade
igual a 1. Consequentemente, a extração de uma bola
branca seria impossível e de probabilidade igual a zero. • Evento complementar – Chama-se evento comple-
mentar do evento A àquele formado pelos resulta-
Espaço amostral: dos que não são de A. indica-se por A .
Dado um fenômeno aleatório, isto é, sujeito ás leis do
acaso, chamamos espaço amostral ao conjunto de todos
os resultados possíveis de ocorrerem. Vamos indica-lo
pela letra E.

EXEMPLOS:
Lançamento de um dado e observação da face Aplicações
voltada para cima: 1) Considerar o experimento "registrar as faces
E = {1, 2, 3, 4, 5, 6} voltadas para cima", em três lançamentos de
uma moeda.
Lançamento de uma moeda e observação da face a) Quantos elementos tem o espaço amostral?
voltada para cima : b) Escreva o espaço amostral.
E = {C, R}, onde C indica cara e R coroa.
Solução:
Lançamento de duas moedas diferentes e a) o espaço amostral tem 8 elementos, pois para
observação das faces voltadas para cima: cada lançamento temos duas possibilidades e,
E = { (C, C), (C, R), (R, C), (R, R) } assim: 2 . 2 . 2 = 8.
b) E = { (C, C, C), (C, C, R), (C, R, C), (R, C, C), (R,
Evento: R,C), (R, C, R), (C, R, R), (R, R, R) }
Chama-se evento a qualquer subconjunto do espaço
amostral. Tomemos, por exemplo, o lançamento de um 2) Descrever o evento "obter pelo menos uma cara
dado : no lançamento de duas moedas".
• ocorrência do resultado 3: {3}
• ocorrência do resultado par: {2, 4, 6} Solução:
• ocorrência de resultado 1 até 6: E (evento certo) Cada elemento do evento será representado por um
• ocorrência de resultado maior que 6 : φ (evento par ordenado. Indicando o evento pela letra A, temos: A
impossível) = {(C,R), (R,C), (C,C)}
3) Obter o número de elementos do evento "soma
Como evento é um conjunto, podemos aplicar-lhe as de pontos maior que 9 no lançamento de dois
operações entre conjuntos apresentadas a seguir. dados".
• União de dois eventos - Dados os eventos A e B,
chama-se união de A e B ao evento formado pe- Solução:
los resultados de A ou de B, indica-se por A ∪ B. O evento pode ser tomado por pares ordenados com
soma 10, soma 11 ou soma 12. Indicando o evento pela
letra S, temos:
S = { (4,6), (5, 5), (6, 4), (5, 6), (6, 5), (6, 6)} ⇒
⇒ n(S) = 6 elementos

4) Lançando-se um dado duas vezes, obter o nú-


mero de elementos do evento "número par no
• Intersecção de dois eventos - Dados os eventos primeiro lançamento e soma dos pontos igual a

Matemática 61 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
7". n( A ) 1
Assim: P ( A ) = =
n(E ) 4
Solução:
Indicando o evento pela letra B, temos:
5) Jogando-se uma moeda três vezes, qual a
B = { (2, 5), (4, 3), (6, 1)} ⇒ n(B) = 3 elementos
probabilidade de se obter cara pelo menos uma
vez?
Exercícios
1) Dois dados são lançados. O número de
Solução:
elementos do evento "produto ímpar dos pontos
E = {(C, C, C), (C, C, R), (C, R, C), (R, C, C), (R, R,
obtidos nas faces voltadas para cima" é:
C), (R, C, R), (C, R, R), (R. R, R)} ⇒ n(E)= 8
a) 6 b) 9 c) 18 d) 27 e) 30
A = {(C, C, C), (C, C, R), (C, R, C), (R, C, C), (R, R,
C), (R, C, R), (C, R, R) ⇒ n(A) = 7
2) Num grupo de 10 pessoas, seja o evento ''esco-
lher 3 pessoas sendo que uma determinada este- n( A ) 7
P( A )= ⇒ P(A) =
ja sempre presente na comissão". Qual o número n(E ) 8
de elementos desse evento?
a) 120 b) 90 c) 45 d) 36 e) 28 6) (Cesgranrio) Um prédio de três andares, com
dois apartamentos por andar, tem apenas três
3) Lançando três dados, considere o evento "obter apartamentos ocupados. A probabilidade de que
pontos distintos". O número de elementos desse cada um dos três andares tenha exatamente um
evento é: apartamento ocupado é :
a) 216 b) 210 c) 6 d) 30 e) 36 a) 2/5 c) 1/2 e) 2/3
b) 3/5 d) 1/3
4) Uma urna contém 7 bolas brancas, 5 vermelhas
e 2 azuis. De quantas maneiras podemos retirar Solução:
4 bolas dessa urna, não importando a ordem em O número de elementos do espaço amostral é dado
que são retiradas, sem recoloca-las? 6!
a) 1 001 d) 6 006 por : n(E) = C6,3 = = 20
3! 3!
14 !
b) 24 024 e)
7! 5! 2! O número de casos favoráveis é dado por n (A) = 2 .
c) 14! 2 . 2 = 8, pois em cada andar temos duas possibilidades
para ocupa-lo. Portanto, a probabilidade pedida é:
PROBABILIDADE n( A ) 8 2
Sendo n(A) o número de elementos do evento A, e P( A )= = = (alternativa a)
n ( E ) 20 5
n(E) o número de elementos do espaço amostral E ( A
⊂ E), a probabilidade de ocorrência do evento A, que se
indica por P(A), é o número real: 7) Numa experiência, existem somente duas
possibilidades para o resultado. Se a
n( A ) 1
P( A )= probabilidade de um resultado é , calcular a
n(E ) 3
probabilidade do outro, sabendo que eles são
complementares.
OBSERVAÇÕES:
1) Dizemos que n(A) é o número de casos favoráveis
Solução:
ao evento A e n(E) o número de casos possíveis.
2) Esta definição só vale se todos os elementos do 1
Indicando por A o evento que tem probabilidade ,
espaço amostral tiverem a mesma probabilidade. 3
3) A é o complementar do evento A. vamos indicar por A o outro evento. Se eles são
complementares, devemos ter:
Propriedades: 1
P(A) + P( A ) = 1 ⇒ + P( A ) = 1 ∴
3

2
P( A ) =
3
Aplicações
4) No lançamento de duas moedas, qual a
probabilidade de obtermos cara em ambas? 8) No lançamento de um dado, qual a probabilidade
de obtermos na face voltada para cima um
Solução: número primo?
Espaço amostral:
E = {(C, C), (C, R), (R, C), (R,R)} ⇒ n(E).= 4 Solução:
Espaço amostral : E = {1, 2, 3, 4, 5, 6} ⇒ n(E) = 6
Evento A : A = {(C, C)} ⇒ n(A) =1 Evento A : A = {2, 3, 5} ⇒ n(A) = 3

Matemática 62 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
n( A ) 3 1 n( A ∪ B) n( A ) n(B) n( A ∩ B)
Assim: P ( A ) = = ⇒ P( A ) = ⇒ = + − ∴
n(E ) 6 2 n(E) n(E) n(E) n(E)
∴ P(A ∪ B) = P(A) + P(B) – P(A ∩ B)
9) No lançamento de dois dados, qual a
probabilidade de se obter soma dos pontos igual OBSERVA ÇÃO:
a 10? Se A e B são eventos mutuamente exclusivos, isto é:

Solução:
A ∩ B= φ , então, P(A ∪ B) = P(A) + P(B).
Considere a tabela, a seguir, indicando a soma dos
pontos: Aplicações
A 1) Uma urna contém 2 bolas brancas, 3 verdes e 4
B 1 2 3 4 5 6 azuis. Retirando-se uma bola da urna, qual a
probabilidade de que ela seja branca ou verde?
1 2 3 4 5 6 7
2 3 4 5 6 7 8
Solução:
3 4 5 6 7 8 9
Número de bolas brancas : n(B) = 2
4 5 6 7 8 9 10 Número de bolas verdes: n(V) = 3
5 6 7 8 9 10 11 Número de bolas azuis: n(A) = 4
6 7 8 9 10 11 12
A probabilidade de obtermos uma bola branca ou
Da tabela: n(E) = 36 e n(A) = 3 uma bola verde é dada por:
n( A ) 3 1 P( B ∪ V) = P(B) + P(V) - P(B ∩ V)
Assim: P ( A ) = = =
n ( E ) 36 12
Porém, P(B ∩ V) = 0, pois o evento bola branca e o
Exercícios evento bola verde são mutuamente exclusivos.
1) Jogamos dois dados. A probabilidade de obtermos
pontos iguais nos dois é: Logo: P(B ∪ V) = P(B) + P(V), ou seja:
1 1 7 2 3 5
a) c) e) P(B ∪ V) = + ⇒ P(B ∪ V ) =
3 6 36 9 9 9
5 1
b) d) 2) Jogando-se um dado, qual a probabilidade de se
36 36 obter o número 4 ou um número par?
2) A probabilidade de se obter pelo menos duas Solução:
caras num lançamento de três moedas é; O número de elementos do evento número 4 é n(A) =
3 1 1 1.
a) c) e)
8 4 5
1 1 O número de elementos do evento número par é n(B)
b) d) = 3.
2 3
Observando que n(A ∩ B) = 1, temos:
ADIÇÃO DE PROBABILIDADES
P(A ∪ B) = P(A) + P(B) – P(A ∩ B) ⇒
Sendo A e B eventos do mesmo espaço amostral E,
tem-se que:
1 3 1 3 1
⇒ P(A ∪ B) = + − = ∴ P( A ∪ B) =
P(A ∪ B) = P (A) + P(B) – P(A ∩ B) 6 6 6 6 2

3) A probabilidade de que a população atual de um


"A probabilidade da união de dois eventos A e B é i- pais seja de 110 milhões ou mais é de 95%. A
gual á soma das probabilidades de A e B, menos a pro- probabilidade de ser 110 milhões ou menos é
babilidade da intersecção de A com B." 8%. Calcular a probabilidade de ser 110 milhões.

Solução:
Temos P(A) = 95% e P(B) = 8%.

A probabilidade de ser 110 milhões é P(A ∩ B).


Observando que P(A ∪ B) = 100%, temos:
P(A U B) = P(A) + P(B) – P(A ∩ B) ⇒
⇒ 100% = 95% + 8% - P(A ∩ B) ∴
Justificativa: (A ∩ B) = 3%
Sendo n (A ∪ B) e n (A ∩ B) o número de
elementos dos eventos A ∪ B e A ∩ B, temos que: Exercícios
n( A ∪ B) = n(A) +n(B) – n(A ∩ B) ⇒ 1) (Cescem) Uma urna contém 20 bolas numeradas
de 1 a 20. Seja o experimento "retirada de uma

Matemática 63 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
bola" e considere os eventos; 2 2
A = a bola retirada possui um número múltiplo de b) d)
25 5
2
B = a bola retirada possui um número múltiplo de PROBABILIDADE CONDICIONAL
5 Muitas vezes, o fato de sabermos que certo evento
Então a probabilidade do evento A ∪ B é:
ocorreu modifica a probabilidade que atribuímos a outro
13 7 11 evento. Indicaremos por P(B/A) a probabilidade do even-
a) c) e)
20 10 20 to B, tendo ocorrido o evento A (probabilidade condicio-
4 3 nal de B em relação a A). Podemos escrever:
b) d)
5 5 n ( A ∩ B)
P(B / A ) =
n (A)
2) (Santa casa) Num grupo de 60 pessoas, 10 são
torcedoras do São Paulo, 5 são torcedoras do
Multiplicação de probabilidades:
Palmeiras e as demais são torcedoras do Corin-
thians. Escolhido ao acaso um elemento do gru- A probabilidade da intersecção de dois eventos A e B
é igual ao produto da probabilidade de um deles pela
po, a probabilidade de ele ser torcedor do São
probabilidade do outro em relação ao primeiro.
Paulo ou do Palmeiras é:
a) 0,40 c) 0,50 e) n.d.a.
Em símbolos:
b) 0,25 d) 0,30

3) (São Carlos) S é um espaço amostral, A e B e- Justificativa:


ventos quaisquer em S e P(C) denota a probabi- n ( A ∩ B)
lidade associada a um evento genérico C em S. n ( A ∩ B) n(E)
P(B / A ) = ⇒ P(B / A ) = ∴
Assinale a alternativa correta. n (A) n (A)
a) P(A ∩ C) = P(A) desde que C contenha A n(E)
P(A ∩ B) = P(A) . P(B/A) P ( A ∩ B)
∴ P(B / A ) =
P (A)
b) P(A ∪ B) ≠ P(A) + P(B) – P(A ∩ B) P(A ∩ B) = P(A) . P(B/A)
c) P(A ∩ B) < P(B)
d) P(A) + P(B) ≤ 1 Analogamente:
e) Se P(A) = P(B) então A = B P(A ∩ B) = P(B) . P(A/B)
4) (Cescem) Num espaço amostral (A; B), as Eventos independentes:
probabilidades P(A) e P(B) valem Dois eventos A e B são independentes se, e somente
1 2 se: P(A/B) = P(A) ou P(B/A) = P(B)
respectivamente e Assinale qual das
3 3
alternativas seguintes não é verdadeira. Da relação P(A ∩ B) = P(A) . P(B/A), e se A e B
forem independentes, temos:
a) A ∪ B = S d) A ∪ B = B
b) A ∪ B = φ e) (A ∩ B) ∪ (A ∪ B) = S P(A ∩ B) = P(A) . P(B)
c) A ∩ B = A ∩ B
Aplicações:
5) (PUC) Num grupo, 50 pessoas pertencem a um 1) Escolhida uma carta de baralho de 52 cartas e
clube A, 70 a um clube B, 30 a um clube C, 20 sabendo-se que esta carta é de ouros, qual a
pertencem aos clubes A e B, 22 aos clubes A e probabilidade de ser dama?
C, 18 aos clubes B e C e 10 pertencem aos três
clubes. Escolhida ao acaso uma das pessoas Solução:
presentes, a probabilidade de ela: Um baralho com 52 cartas tem 13 cartas de ouro, 13
3 de copas, 13 de paus e 13 de espadas, tendo uma dama
a) Pertencer aos três Clubes é ;
5 de cada naipe.
b) pertencer somente ao clube C é zero;
c) Pertencer a dois clubes, pelo menos, é 60%; Observe que queremos a probabilidade de a carta
d) não pertencer ao clube B é 40%; ser uma dama de ouros num novo espaço amostral mo-
e) n.d.a. dificado, que é o das cartas de ouros. Chamando de:
• evento A: cartas de ouros
6) (Maringá) Um número é escolhido ao acaso entre • evento B: dama
os 20 inteiros, de 1 a 20. A probabilidade de o • evento A ∩ B : dama de ouros
número escolhido ser primo ou quadrado perfeito
é: Temos:
n ( A ∩ B) 1
1 4 3 P(B / A ) = =
a) c) e) n (A) 13
5 25 5

Matemática 64 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
(AB).

2. SEMI-RETA
Um ponto O sobre uma reta divide-a em dois
subconjuntos, denominando-se cada um deles semi-
reta.

2) Jogam-se um dado e uma moeda. Dê a


probabilidade de obtermos cara na moeda e o
número 5 no dado.
3. SEGMENTO
Solução:
Sejam A e B dois pontos distintos sobre a reta AB .
Evento A : A = {C} ⇒ n(A) = 1
Evento B : B = { 5 } ⇒ n ( B ) = 1 Ficam determinadas as semi-retas: AB e BA .

Sendo A e B eventos independentes, temos:


1 1 AB ∩ BA = AB
P(A ∩ B) = P(A) . P(B) ⇒ P(A ∩ B) = ⋅ ∴
2 6 A intersecção das duas semi-retas define o
1
P(A ∩ B) = segmento AB .
12

3) (Cesgranrio) Um juiz de futebol possui três cartões


no bolso. Um é todo amarelo, outro é todo vermelho,
e o terceiro é vermelho de um lado e amarelo do
outro. Num determinado lance, o juiz retira, ao
acaso, um cartão do bolso e mostra a um jogador. A 4. ÂNGULO
probabilidade de a face que o juiz vê ser vermelha e A união de duas semi-retas de mesma origem é um
de a outra face, mostrada ao jogador, ser amarela é: ângulo.
1 2 1 2 1
a) b) c) d) e)
2 5 5 3 6

Solução:
Evento A : cartão com as duas cores
Evento B: face para o juiz vermelha e face para o
jogador amarela, tendo saído o cartão de duas cores

Temos:
1 1 5. ANGULO RASO
P(A ∩ B) = P(A) . P(B/A), isto é, P(A ∩ B) = ⋅
3 2 É formado por semi-retas opostas.
1
P(A ∩ B) = (alternativa e)
6
Respostas:

Espaço amostral e evento


1) b 2) d 3) b 4) a
6. ANGULOS SUPLEMENTARES
Probabilidade São ângulos que determinam por soma um ângulo
1) c 2) b raso.
Adição de probabilidades
1) d 2) b 3) a 4) b 5) b 6) e

GEOMETRIA
7. CONGRUÊNCIA DE ÂNGULOS
1.POSTULADOS O conceito de congruência é primitivo. Não há
a) A reta é ilimitada; não tem origem nem definição. lntuitivamente, quando imaginamos dois
extremidades. ângulos coincidindo ponto a ponto, dizemos que
b) Na reta existem infinitos pontos. possuem a mesma medida ou são congruentes (sinal
c) Dois pontos distintos determinam uma única reta de congruência: ≅ ).
Matemática 65 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos

13. ANGULOS OPOSTOS PELO VÉRTICE


São ângulos formados com as semi-retas apostas
duas a duas.
Ângulos apostos pelo vértice são congruentes
(Teorema).

8. ÂNGULO RETO
Considerando ângulos suplementares e con-
gruentes entre si, diremos que se trata de ângulos
retos.
14. TEOREMA FUNDAMENTAL SOBRE RETAS
PARALELAS
Se uma reta transversal forma com duas retas de
um plano ângulos correspondentes congruentes, então
as retas são paralelas.

9. MEDIDAS
1 reto ↔ 90° (noventa graus)
1 raso ↔ 2 retos ↔ 180°

1° ↔ 60' (um grau - sessenta minutos)


1' ↔ 60" (um minuto - sessenta segundos)
) )
As subdivisões do segundo são: décimos, a ≅ m
centésimos etc.
) )
b ≅n
) )  ângulos correspondentes congruentes
c ≅ p
) )
d ≅ q 

Consequências:
a) ângulos alternos congruentes:
) ) ) )
d ≅ n = 180 0 (alternos a ≅ p (alternos
90o = 89o 59’ 60” ) ) ) )
c ≅ m = 180 0 internos) b ≅ q externos)
10. ÂNGULOS COMPLEMENTARES
São ângulos cuja soma é igual a um ângulo reto. b) ângulos colaterais suplementares:
) )
a + q = 180 o 
) ) (colaterais externos)
b + p = 180 o 
) )
d + m = 180 o 
) ) (colaterais internos)
c + n = 180 o 

15. EXERCÍCIOS RESOLVIDOS


11. REPRESENTAÇÃO
1) Determine o complemento de 34°15'34".
x é o ângulo; (90° – x) seu complemento e
Resolução:
(180° – x) seu suplemento.
89° 59' 60"
- 34° 15' 34"
12. BISSETRIZ
55° 44' 26"
É a semi-reta que tem origem no vértice do ângulo e
Resp.: 55° 44' 26"
o divide em dois ângulos congruentes.
2) As medidas 2x + 20° e 5x – 70° são de ângulos
opostos pelo vértice. Determine-as.
Resolução:
2x + 20° = 5x – 70° ⇔
⇔ + 70° + 20° = 5x – 2x ⇔
⇔ 90° = 3x ⇔

Matemática 66 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos

x = 30°
∆ ABC = AB ∪ BC ∪ CA
AB; BC; CA são os lados
Resp. : os ângulos medem 80º ) ) )
A; B; C são ângulos internos
3) As medidas de dois ângulos complementares ) ) )
estão entre si como 2 está para 7. Calcule-as. A ex ; B ex ; C ex são angulos externos
Resolução: Sejam x e y as medidas de 2
ângulos complementares. Então:
x + y = 90 o x + y = 90 o
 
 x 2 ⇔ x 2 ⇔
 =  +1 = +1
 y 7 y 7
x + y = 90o x + y = 90 o
 
x + y 9 ⇔  90o 9
 y =7  =
  y 7 LEI ANGULAR DE THALES:

⇒ x = 20° e y = 70° ) ) )
Resp.: As medidas são 20° e 70°.
A + B + C = 180°

4) Duas retas paralelas cortadas por uma


transversal formam 8 ângulos. Sendo 320° a
soma dos ângulos obtusos internos, calcule os
demais ângulos.

Consequências:
) )
A + A ex = 180°  ) ) )
) ) )  ⇒ Aex = B + C
A + B + C = 180°
Resolução:
De acordo com a figura seguinte, teremos pelo Analogamente:
enunciado: ) ) )
B ex = A + C
â + â = 320° ⇔ 2â = 320° ⇔ â = 160° ) ) )
C ex = B + A
Sendo b a medida dos ângulos agudos, vem:
) ) ) ) Soma dos ângulos externos:
a + b = 180° ou 160° + b = 180° ⇒ b = 20° ) ) )
Resp.: Os ângulos obtusos medem 160° e os A ex + B ex + Cex = 360°
agudos 20°.
16.2 – Classificação
5) Na figura, determine x.

Resolução: Pelos ângulos alternos internos:

x + 30° = 50° ⇒ x = 20°

16. TRIÂNGULOS
16.1 – Ângulos

Matemática 67 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos

G é o baricentro
Propriedade: AG = 2GM
BG = 2GN
CG = 2GP

b) A perpendicular baixada do vértice ao lado


oposto é denominada ALTURA.
O encontro das alturas é denominado
ORTOCENTRO.

Obs. : Se o triângulo possui os 3 ângulos menores


que 90°, é acutângulo; e se possui um dos seus
ângulos maior do que 90°, é obtusângulo.

16.3 - Congruência de triângulos


Dizemos que dois triângulos são congruentes
quando os seis elementos de um forem congruentes
com os seis elementos correspondentes do outro. c) INCENTRO é o encontro das bissetrizes in-
ternas do triângulo. (É centro da circunferência
inscrita.)
d) CIRCUNCENTRO é o encontro das mediatrizes
dos lados do triângulo, lÉ centro da
circunferência circunscrita.)

16.6 – Desigualdades
) )
 A ≅ A' AB ≅ A' B' Teorema: Em todo triângulo ao maior lado se opõe
 ) )  o maior ângulo e vice-Versa.
B ≅ B' e BC ≅ B' C' Em qualquer triângulo cada lado é menor do que a
) )  soma dos outros dois.
C ≅ C' AC ≅ A' C'
⇔ ∆ABC ≅ ∆A' B' C' 16.7 - EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
1) Sendo 8cm e 6cm as medidas de dois lados de
16.4 - Critérios de congruência um triângulo, determine o maior número inteiro
possível para ser medida do terceiro lado em
LAL: Dois triângulos serão congruentes se pos- cm.
suírem dois lados e o ângulo entre eles
congruentes. Resolução:
LLL: Dois triângulos serão congruentes se pos-
suírem os três lados respectivamente con-
gruentes.
ALA : Dois triângulos serão congruentes se pos-
suírem dois ângulos e o lado entre eles
congruentes.
LAAO : Dois triângulos serão congruentes se pos-
suírem dois ângulos e o lado oposto a um
deles congruentes.
x < 6 + 8 ⇒ x < 14
16.5 - Pontos notáveis do triângulo 6 < x + 8 ⇒ x > –2 ⇒ 2 < x < 14
a) O segmento que une o vértice ao ponto médio 8 < x + 6 ⇒ x > 2
do lado oposto é denominado MEDIANA.
O encontro das medianas é denominado Assim, o maior numero inteiro possível para medir o
BARICENTRO. terceiro lado é 13.

Matemática 68 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
2) O perímetro de um triângulo é 13 cm. Um dos
lados é o dobro do outro e a soma destes dois
lados é 9 cm. Calcule as medidas dos lados.

Resolução:

Resolução:
a) 80° + x = 120° ⇒ x = 40°
b) x + 150° + 130° = 360° ⇒ x = 80°

5) Determine x no triângulo:
a + b + c = 13
Resolução:
a = 2b 3b = 9
a + b = 9
b =3 a = 6
e

Portanto: c = 4

As medidas são : 3 cm; 4 cm; 6 cm

3) Num triângulo isósceles um dos ângulos da ) )


base mede 47°32'. Calcule o ângulo do vértice. B ≅ C e portanto:
Sendo ∆ABC isósceles, vem:
) ) ) ) )
Resolução: B ≅ C = 50° , pois A + B + C = 180° .
Assim, x = 80° + 50° ⇒ x = 130°

17. POLIGONOS
O triângulo é um polígono com o menor número de
lados possível (n = 3),

De um modo geral dizemos; polígono de n lados.

17.1 - Número de diagonais

x + 47° 32' + 47° 32' = 180° ⇔


x + 94° 64' = 180° ⇔
x + 95° 04' = 180° ⇔
x = 180° – 95° 04' ⇔
x = 84° 56'
rascunho:
179° 60' n ( n - 3)
– 95° 04'
d =
2
84° 56'
( n = número de lados )
Resp. : O ângulo do vértice é 84° 56'.
De 1 vértice saem (n – 3) diagonais.
4) Determine x nas figuras:
a)
De n vértices saem n . (n – 3) diagonais; mas, cada
uma é considerada duas vezes.
n ( n - 3)
Logo ; d =
2
17.2 - Soma dos ângulos internos

b) Si = 180° ( n – 2 )

17.3 - Soma dos ângulos externos


Se = 360°

Matemática 69 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos

17.4 – Quadriláteros
a) Trapézio:
"Dois lados paralelos".
AB // DC

Obs: um polígono é regular quando é equiângulo e


equilátero.

SEMELHANÇAS
b) Paralelogramo: 1. TEOREMA DE THALES
“Lados opostos paralelos dois a dois”. Um feixe de retas paralelas determina sobre um
AB // DC e AD // BC feixe de retas concorrentes segmentos cor-
respondentes proporcionais.

Propriedades: AB EF MN
1) Lados opostos congruentes. = = = ...
CD GH PQ
2) Ângulos apostos congruentes.
3) Diagonais se encontram no ponto médio AC EG MP
= = = ...
BC FG NP
c) Retângulo:
"Paralelogramo com um ângulo reto". etc...

2. SEMELHANÇA DE TRIÂNGULOS
Dada a correspondência entre dois triângulos,
dizemos que são semelhantes quando os ângulos
correspondentes forem congruentes e os lados
correspondentes proporcionais.

Propriedades: 3. CRITÉRIOS DE SEMELHANÇA


1) Todas as do paralelogramo. a) (AAL) Dois triângulos possuindo dois ângulos
2) Diagonais congruentes. correspondentes congruentes são
semelhantes.
d) Losango: b) (LAL) Dois triângulos, possuindo dois
"Paralelogramo com os quatro lados congruentes". lados proporcionais e os ângulos entre
eles formados congruentes, são seme-
lhantes.
c) (LLL) Dois triângulos, possuindo os
três lados proporcionais, são
semelhantes.
Representação:
) )
 A ≅ A'
) )
∆ABC ~ ∆A' B' C' ⇔ B ≅ B' e
) )
C ≅ C '
Propriedades:
1) Todas as do paralelogramo.
2) Diagonais são perpendiculares.
3) Diagonais são bissetrizes internas. AB BC AC
= = = k
A' B' B' C' A' C'
e) Quadrado:
"Retângulo e losango ao mesmo tempo". razão de semelhança

Matemática 70 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos

Exemplo: calcule x Consequências:

(I) + (II) vem:


c 2 + b 2 = am + an ⇔
⇔ c 2 + b 2 = a (m + n ) ⇔
a

⇔ c DE
4.2 - TEOREMA + bPITÁGORAS
=a2 2 2

2 2 2
Resolução : a +b =c
∆ABC ~ ∆MNC ⇔
Exemplo:
AB AC x 9
= ⇒ = ∴x = 6 Na figura, M é ponto médio de BC , Â = 90°
MN MC 4 6
4. RELAÇÕES MÉTRICAS NO TRIÂNGULO e M̂ = 90°. Sendo AB = 5 e AC = 2, calcule Al.
RETÂNGULO

Na figura:

Resolução:

a) Teorema de Pitágoras:
BC 2 = AB2 + AC2 ⇒ BC2 = 52 + 2 2 ⇒

⇒ BC = 29 ≅ 5,38 e 29
A é vértice do ângulo reto (Â = 90° ) MB =
) ) 2
B + C = 90°
AB BC
m = projeção do cateto c sobre a hipotenusa a b) ∆ABC ~ ∆MBI ⇔ = ou
n = projeção do cateto b sobre a hipotenusa a MB BI
H é o pé da altura AH = h.
4.1 – Relações 5 29 29
AB HB = ⇔ BI = = 2,9
∆AHB ~ ∆CAB ⇔ ⇔ ⇔ 29 BI 10
a) CB AB AI = 2,1
2
⇔ AB 2 = CB ⋅ HB
ou (I) Logo, sendo AI = AB - BI, teremos:
2
c =a.m
AC HC AI = 5 - 2,9 ⇒
∆AHC ~ ∆BAC ⇔ = ⇔
BC AC
5. RELAÇÕES MÉTRICAS NO CÍRCULO
⇔ AC 2 = BC ⋅ HC
2
ou b =a.n (II)

Cada cateto é média proporcional entre a


hipotenusa e a sua projeção sobre a mesma.

AH HB
∆AHB ~ ∆CHA ⇔ = ⇔
b) CH HA
⇔ AH 2 = CH ⋅ HB

ou h2 = m . n (III)
Nas figuras valem as seguintes relações:
A altura é média proporcional entre os seg- δ 2 =PA . PB=PM . PN
mentos que determina sobre a hipotenusa

Matemática 71 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
• AO = 2 OH ⇒ R = 2a

(o raio é o dobro do apótema)

l3 = R 3
o número δ2 é denominado Potência do ponto • (lado em função do raio)

P em relação à circunferência. l 23 3
• Área: S=
δ 2
= d −R2 2
4
6. POLÍGONOS REGULARES
a) Quadrado: (área do triângulo equilátero em função do lado)

O quadrado da hipotenusa é igual à soma dos c) Hexágono regular:


quadrados dos catetos.

AB = l 6 (lado do hexágono)
OA = OB = R (raio do círculo)
OM = a (apótema)

AB = lado do quadrado ( l 4) Relações:


OM = apótema do quadrado (a4) • ∆ OAB é equilátero ⇒ R 3
OA = OB = R = raio do círculo a=
• OM é altura ∆ OAB ⇒ 2
Relações:
• AB 2 = R 2 + R 2 ⇒ • Área:
AB
• OM = ⇒ l S = 6 ⋅ S ∆ABC ⇒ 3R 2 3
2 a4 = 4 S=
2 2
• Área do quadrado:
S 4 = l 24 7. EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
1) Num triângulo retângulo os catetos medem 9 cm
b) Triângulo equilátero: e 12 cm. Calcule as suas projeções sobre a
hipotenusa.
Resolução:

AC = l 3 (lado do triângulo) 2 2 2
a) Pitágoras: a = b + c ⇒
OA = R (raio do círculo)
OH = a (apótema do triângulo) ⇒ a2 =122 + 92 ⇒ a = 15 cm
Relações: 2
b) C = a . m ⇒ 92 = 15 . m ⇒ m = 5,4
2 2 2 cm
• AC = AH + HC ⇒ l3 3
h= 2
2 c) b = a . n ⇒ 122 = 15 . n ⇒ n = 9,6
cm
(altura em função do lado)
2) As diagonais de um losango medem 6m e 8m.
Calcule o seu perímetro:

Matemática 72 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Resolução: ao ângulo reto são chamados catetos.
Teorema de Pitágoras
Enunciado: Num triângulo retângulo, o quadrado da
medida da hipotenusa é igual à soma dos quadrados
das medidas dos catetos.

Exemplo:

l 2 = 4 2 + 32 ⇒ l = 5m

O perímetro é: P = 4 X 5 m = 20 m Exemplo numérico:


3) Calcule x na figura:

Exercícios:
1) Num triângulo retângulo os catetos medem 8 cm
e 6 cm; a hipotenusa mede:

a) 5 cm
Resolução: b) 14 cm
PA . PB = PM . PN ⇒ 2. ( 2 + x ) = 4 X 10 c) 100 cm
d) 10 cm

4 + 2 x = 40 ⇔ 2 x = 36 ⇔
⇔ x=18
2) Num triângulo retângulo os catetos medem 5 cm
4) Calcule a altura de um triângulo equilátero cuja e 12 cm. A hipotenusa mede:
2
a) 13cm b) 17 cm c) 169 cm d) 7 cm
área é 9 3 m : 3) O valor de x na figura abaixo é:
Resolução:
l2 3 l2 3
S= ⇒9 3= ∴ l = 6m
4 4
l 3 6 3
h= ⇒h= ∴ h=3 3 m
2 2
A l = 2πR ⋅ 2R = 4πR 2 Respostas: 1) d 2) a 3) x = 3
A T = 2 ⋅ πR + 4πR = 6πR
2 2 2
RELAÇÕES TRIGONOMÉTRICAS DO TRIÂNGU-
V = πR ⋅ 2R = 2πR
2 3 LO RETÂNGULO
Vamos observar o triângulo retângulo ABC (reto em
A).
TEOREMA DE PITÁGORAS
Relembrando: Triângulo retângulo é todo triângulo
que possui um ângulo interno reto. ( = 90º)

Nos estudos que faremos nesta unidade, se faz ne-


cessário diferenciar os dois catetos do triângulo. Usa-
mos para isso a figura que acabamos de ver.
Obs: Num triângulo retângulo o lado oposto ao ân- Tomando como referência o ângulo E. dizemos que:
gulo reto é chamado hipotenusa e os lados adjacentes
• AC é o cateto oposto de B:
Matemática 73 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
• AB é o cateto adjacente ao ângulo B.
No triângulo da figura destacamos:
• h1 : medida de altura relativa ao lado BC:
• h2 : medida da altura relativa ao lado AB,

no ∆ retângulo ABH1 ( H1 é reto):


h1
sen B = ⇒ h1 = c ⋅ sen B
c

Tomando como referência o ângulo C, dizemos que:


• AC o cateto adjacente ao ângulo C;
• AB é o cateto oposto ao ângulo C.

Razões trigonométricas
Num triângulo retângulo, chama-se seno de um ân-
gulo agudo o número que expressa a razão entre a
medida do cateto oposto a esse ângulo e a medida da No ∆ retângulo ACH1 ( H1 é reto):
hipotenusa. h1
sen C = ⇒ h1 = b ⋅ sen C
b
Comparando 1 e 2. temos:
c b
c . sen B = b . sen C ⇒ =
sen C sen B

No ∆ retângulo BCH2 ( H é reto):


O seno de um ângulo o indica-se por sen α.
h
sen B = 2 ⇒ h2 = a . sen B
medida do cateto oposto a B b a
sen B = ⇒ sen B =
medida da hipotenusa a
No ∆ retângulo ACH2 (H é reto):
h
medida do cateto oposto a C c sen A = 2 ⇒ h2 = b . sen A
sen C = ⇒ sen C = b
medida da hipotenusa a
Comparando 4 e 5, temos:
Num triângulo retângulo, chama-se cos-
a b
seno de um ângulo agudo o número que a . sen B = b . sen A ⇒ =
expressa a razão entre a medida do cateto sen A sen B
adjacente ao ângulo e a medida da hipote-
nusa. Comparando 3 e 5. temos:
a b c
= =
O cosseno de um ângulo a indica-se por cos α. sen A sen B sen C

medida do cateto adjacente a B c Observação: A expressão encontrada foi desen-


cos B = ⇒ cos B =
medida da hipotenusa a volvida a partir de um triângulo acutângulo. No entanto,
chegaríamos à mesma expressão se tivéssemos parti-
medida do cateto adjacente a C b do de qualquer triângulo. Daí temos a lei dos senos:
cos C = ⇒ cos C =
medida da hipotenusa a a b c
= =
sen A sen B sen C
Num triângulo retângulo chama-se tangente de um
ângulo agudo o número que expressa a razão entre a
medida do cateto oposto e a medida do cateto adjacen-
te a esse ângulo.

A tangente de um ângulo a indica-se por tg α


cateto oposto a C c
tg C = ⇒ tg C = .
cateto adjacente a C b Exemplo: No triângulo da figura calcular a medida x:
RELAÇÕES TRIGONOMÉTRICAS NUM TRIÂN-
GULO QUALQUER

Matemática 74 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos

Substituindo 2 em 1, temos:
2 2 2
b = a + c + 2 . a .( –c . cos B )
2 2 2
b = a + c – 2 a c . cos B

Dai a lei dos cosenos:


Resolução:
Pela lei dos senos:
8 x 8 x
= ⇒ =
sen 45° sen 60° 2 3
2 2

8 3 x 2 8 3 2 2 2 2
a = b + c – 2 b . c . cos A
⇒ = ⇒x= . 2 2 2
2 2 2 2 b = a + c – 2 a . c . cos B
2 2 2
c = a + b – 2 a . b . cos C
8 6
⇒ `x = ⇒ x=4 6
2 Exemplo:
No triângulo abaixo calcular a medida de b
LEI DOS COSENOS
2 2
1. No triângulo acutângulo ABC, temos b = a +
2
c - 2am

Resolução: Aplicando ao triângulo dado a lei dos


cosenos:
2 2 2 º
b = 10 + 6 – 2 . 10 . 6 . cos 60
2 1
b = 100 + 36 – 120 .
2
2
m b = 76 ⇒ b = 76 ⇒ b = 2 19
No triângulo retângulo ABH. temos: cos B = ⇒
c
m = C . cos b Exercícios
Resolva os seguintes problemas:
2 2 2
Substituindo 2 em 1: b = a + c - 2ac . cos B
º
1) Num triângulo ABC, calcule b e c, sendo  = 30 ,
A expressão foi mostrada para um triângulo acutân- º
B̂ = 45 e a = 2cm
gulo. Vejamos, agora, como ela é válida, também. para
os triângulos obtusângulos:
2) Num triângulo ABC, calcule  e Ĉ , sendo B̂ =
2 2 2
No triângulo obtusângulo ABC, temos: b = a + c º 2 6− 2
+ 2am 105 , b = cm e c = cm.
2 2

3) Calcule o perímetro do triângulo abaixo:

º
No triângulo retângulo AHB. temos: cos ( 180 – B)
m 4) Calcule x na figura:
=
c
º
Como cos (180 – B) = – cos B, por uma propriedade
não provada aqui, temos que:
m
– cos B = ⇒ m = – c . cos B
c

Matemática 75 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos

5) Calcule  e Ĉ num triângulo ABC onde b = 1, c


º Qual a área de um retângulo cuja altura é 2 cm e
= 3 +1 e B̂ = 15 .
seu perímetro 12 cm?
Solução: A = b. h
6) Calcule a num triângulo ABC, onde b = 4 cm, c =
º
3 cm e  = 30 . h = 2 cm
2 +b+2+b = 12
7) Calcule as diagonais de um paralelogramo cujos 2b+4 = 12
2b = 12 - 4
lados medem 6cm e 2 cm e formam um ângulo de
º 2b =8
45 . b = 8 ÷ 2=4
b =4cm
8) Calcule a área de um triângulo ABC, sabendo A=4 .2
que o lado AB mede 2cm, o lado BC mede 5cm e que 2
º A = 8 cm
esses lados formam entre si um ângulo de 30 .
QUADRADO
9) Calcule a medida da diagonal maior do losango
da figura abaixo:
PERÍMETRO: L + L + L + L = 4L
Área do quadrado:

A = l ⋅ l = l2

Respostas
1) b = 2 2 cm, c = 6 + 2 cm
º º
2) Â = 30 ; Ĉ = 45
Exemplo 2
3) ( 2 3 + 6 – 2 ) cm Qual a área do quadrado de 5 cm de lado?
4) x = 100 2 cm Solução: A = l2
º º
5) Ĉ = 45 ; Â = 120 l = 5 cm
2
6) a = 7 cm A=5
2
7) d1 = 26 ; d2 = 50 A = 25 cm
2
8) 2,5 cm
PARALELOGRAMO
9) 108 cm
A = área do paralelogramo:
ÁREA DAS FIGURAS PLANAS
A=B.H
RETÂNGULO

A=b.h

A = área b = base h = altura Perímetro: 2b + 2h

Perímetro: 2b + 2h Exemplo 3
Exemplo 1 A altura de um paralelogramo é 4 cm e é a
metade de sua base. Qual é suá área ?
Solução: A = b .h
h = 4cm

Matemática 76 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
b =2.h LOSANGO
b = 2 . 4 = 8cm
2
A =8.4 A = 32 m

TRIÂNGULO

Perímetro: é a soma dos três lados.

D= diagonal maior
d = diagonal menor
Perímetro = é a soma dos quatro lados.
Área do losango:
Área do triângulo:
D ⋅ d
b ⋅ h A =
A = 2
2

Exemplo 4: Exemplo 6:
A altura de um triângulo é 8 cm e a sua base é a Calcular a área do losango de diagonais 6 cm
metade da altura. Calcular sua área. e 5 cm.
b ⋅ h D ⋅ d
Solução: A = Solução: A =
2 2
h = 8cm 6 ⋅ 5
A =
h 8 2
b = = = 4 cm 2
2 2 A = 15 cm
8⋅4
A= CIRCULO
2
2
A = 16 m Área do círculo:

TRAPÉZIO
A = π R2
Perímetro: B + b + a soma dos dois lados.
A = área do círculo
Área do trapézio: R = raio
B = base maior π = 3,14
b = base menor
h = altura Exemplo 7
O raio de uma circunferência é 3 cm. Calcular a sua
Exemplo 5: área.
Calcular a área do trapézio de base maior de 6 cm, A = π R2
base menor de 4 cm. e altura de 3 cm. 2
Solução: A = 3,14 . 3
(B + b ) ⋅ h A = 3,14 . 9
A= 2
A = 28,26 cm
2
B = 6 cm
b = 4 cm Geometria no Espaço
h = 3 cm
1. PRISMAS
A =
( 6 + 4) ⋅ 3
2 São sólidos que possuem duas faces apostas
2 paralelas e congruentes denominadas bases.
A = 15 cm

a l = arestas laterais
h = altura (distância entre as bases)

Matemática 77 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos

(diagonal)
D = a2 + b2 + c 2

2. PIRÂMIDES
São sólidos com uma base plana e um vértice fora
do plano dessa base.

Cálculos:
A b = área do polígono da base.
A l = soma das áreas laterais.

A T = A l + 2A b (área total). Para a pirâmide temos:


A b = área da base
V = Ab . h (volume) A l = álea dos triângulos faces laterais

1.1 – Cubo
(área total)
AT = Al + Ab
O cubo é um prisma onde todas as faces são
quadradas.
1 (volume)
2
AT = 6 . a (área total) V= Ab ⋅ h
3
3
V=a (volume)
2.1 - Tetraedro regular
a = aresta
É a pirâmide onde todas as faces são triângulos
equiláteros.

Para o cálculo das diagonais teremos:

(diagonal de uma face)


d=a 2 Tetraedro de aresta a :

(diagonal do cubo) a 6
D=a 3
h= ( altura )
3
1.2 - Paralelepípedo reto retângulo

AT = a2 3 (área total)

a3 2 ( volume )
V=
12

dimensões a, b, c 3. CILINDRO CIRCULAR RETO


AT = 2 ( ab + ac + bc ) (área total)
As bases são paralelas e circulares; possui uma
superfície lateral.
(volume) V = abc

Matemática 78 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos

A b = πR 2 ( área da base)
2 2 2
g =h +R
A l = πRg (área lateral)
A l = 2πR ⋅ h A b = πR 2 (área da base)
( área lateral )

AT = Al + Ab (área total)
A T = 2A b + A l ( área total )

1
v= ⋅ Ab ⋅ h (volume)
V = Ab ⋅h 3
( volume )

4.1 - Cone equilátero

3.1 - Cilindro equilátero Se o ∆ ABC for equilátero, o cone será deno-


minado equilátero.
Quando a secção meridiana do cilindro for
quadrada, este será equilátero.

Logo:

A l = 2πR ⋅ 2R = 4πR 2
A T = 2 ⋅ πR 2 + 4πR 2 = 6πR 2
h=R 3 (altura)
V = πR 2 ⋅ 2R = 2πR 3
A b = πR 2 (base)

4. CONE CIRCULAR RETO


A l = πR ⋅ 2R = 2πR 2 (área lateral)
A T = 3πR 2 (área total)
g é geratriz.
1 (volume)
∆ ABC é secção meridiana. V = πR 3 3
3

5. ESFERA

Matemática 79 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Perímetro do círculo maior: 2 π R a) bicentro
b) baricentro
Área da superfície: 4 π R
2 c) incentro
d) metacentro
e) n.d.a.
Volume:
4
πR 3 10) As medianas de um triângulo se cruzam num
3 ponto, dividindo-se em dois segmentos tais que
um deles é:
a) o triplo do outro
Área da secção meridiana: π R2. b) a metade do outro
c) um quinto do outro
2
d) os do outro
3
e) n.d.a.

11) Entre os.critérios abaixo, aquele que não garante a


congruência de triângulos é:
a) LLL b) ALA c) LAAO d) AAA
e) LAL

12) O menor valor inteiro para o terceiro lado de um


triângulo, cujos outros dois medem 6 e 9, será:
a) 4 b) 10 c) 6 d) 7 e) 1

EXERCICIOS PROPOSTOS 1 13) Num paralelogramo de perímetro 32cm e um dos


lados10cm, a medida para um dos outros lados é:
a) 6 cm b) 12 cm c) 20 cm
1) Os 3/4 do valor do suplemento de um angulo de
d) 22 cm e) 5 cm
60° são:
a) 30° b) 70º c) 60º d) 90º e) 100º
RESPOSTAS AOS EXERCICIOS PROPOSTOS
1) d 6) e 11) d
2) A medida de um ângulo igual ao dobro do seu
2) a 7) d 12) a
complemento é:
3) b 8) a 13) a
a) 60° b) 20º c) 35º d) 40º e) 50°
4) c 9) c
5) b 10) b
3) O suplemento de 36°12'28" é:
a) 140º 27’12” b) 143°47'32"
c) 143°57'42" d) 134°03'03" EXERCÍCIOS PROPOSTOS 2
e) n.d.a.

4) número de diagonais de um polígono convexo de


7 lados é:
a) 6 b) 8 c) 14 d) 11 e) 7

5) O polígono que tem o número de lados igual ao


número de diagonais é o:
a) quadrado b) pentágono
c) hexágono d) de15 lados
e) não existe 1) Na figura
AB = 4 cm BC = 6 cm MN = 8 cm
6) O número de diagonais de um polígono convexo é Então, NP vale:
o dobro do número de vértices do mesmo. Então o a) 10 cm b) 8 cm c) 1 2 cm d) 6 cm
número de lados desse polígono é: e) 9 cm
a) 2 b) 3 c) 4 d) 6 e) 7
2) Com as retas suportes dos lados (AD e BC) não
7) A soma dos ângulos internos de um pentágono é paralelos do trapézio ABCD, construímos o ∆ ABE.
igual a: Sendo AE = 12 cm; AD = 5 cm; BC = 3 cm. O valor de
a) 180° b) 90° c) 360° BE é:
d) 540° e) 720° a) 6,4cm b) 7,2 cm c) 3,8 cm d) 5,2 cm e) 8,2cm
8) Um polígono regular tem 8 lados; a medida de um 3) O lado AB de um ∆ ABC mede 16 cm. Pelo ponto D
dos seus ângulos internos é: pertencente ao lado AB, distante 5 cm de A, constrói-
a) 135° b) 45° c) 20° se paralela ao lado BC que encontra o lado AC em E
d) 90° e) 120° a 8 cm de A. A medida de AC é:
a) 15,8 cm b) 13,9 cm c) 22,6 cm
9) O encontro das bissetrizes internas de um d) 25,6 cm e) 14 cm
triângulo é o:

Matemática 80 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
4) A paralela a um dos lados de um triângulo divide os Distribuição de Freqüência: É o conjunto das freqüências
outros dois na razão 3/4. Sendo 21cm e 42 cm as relativas observadas para um dado fenômeno estudado,
medidas desses dois lados. O maior dos segmentos sendo a sua representação gráfica o Histograma (diagrama
determinado pela paralela mede: onde o eixo horizontal representa faixas de valores da variá-
a) 9cm b) 12cm c) 18 cm vel aleatória e o eixo vertical representa a freqüência relati-
d) 25 cm e) 24 cm va). Por uma conseqüência da Lei dos Grandes Números,
quanto maior o tamanho da amostra, mais a distribuição de
freqüência tende para a distribuição de probabilidade.
5) Num trapézio os lados não paralelos prolongados
determinam um triângulo de lados 24 dm e 36 dm. O
menor dos lados não paralelos do trapézio mede 10 Testes de Aderência: São procedimentos para a identificação
de uma distribuição de probabilidade a partir de um conjunto
dm. O outro lado do trapézio mede:
de freqüências usando a Lei dos Grandes Números. Essenci-
a) 6 dm b) 9 dm c) 10 dm
almente, calcula-se a chance da diferença entre uma distribu-
d) 13 dm e) 15 dm ição de freqüência observada e aquela que seria de se espe-
rar a partir de uma determinada distribuição de probabilidade
6) Num triângulo os lados medem 8 cm; 10 cm e 15 cm. (geralmente a Curva Normal). Uma distribuição de freqüência
O lado correspondente ao menor deles, num segundo pode ser tida como pertencente a um dado tipo de distribui-
triângulo semelhante ao primeiro, mede 16cm. O ção se o teste de aderência mostrar uma probabilidade de
perímetro deste último triângulo é: mais de 5% da diferença entre as duas ser devida ao acaso
a) 60 cm b) 62 cm c) 66 cm
d) 70 cm e) 80 cm Medidas da Tendência Central: São indicadores que permi-
tem que se tenha uma primeira idéia, um resumo, de como se
7) Dois triângulos semelhantes possuem os seguintes distribuem os dados de um experimento, informando o valor
perímetros: 36 cm e 108 cm. Sendo 12 cm a medida (ou faixa de valores) da variável aleatória que ocorre mais
de um dos lados do primeiro, a medida do lado tipicamente. Ao todo, são os seguintes três parâmetros:
correspondente do segundo será:
A idéia básica é a de se estabelecer uma descrição dos da-
a) 36 cm b) 48 cm c) 27 cm
dos relativos a cada uma das variáveis, dados esses levanta-
d) 11 cm e) 25 cm dos através de uma amostra.

12 Média: É a soma de todos os resultados dividida pelo número


8) A base e a altura de um retângulo estão na razão total de casos, podendo ser considerada como um resumo da
5 distribuição como um todo.
. Se a diagonal mede 26cm, a base medida será:
a) 12 cm b) 24 cm c) 16 cm Moda: É o evento ou categoria de eventos que ocorreu com
d) 8 cm e) 5 cm maior freqüência, indicando o valor ou categoria mais prová-
vel.
9) A altura relativa à hipotenusa de um triângulo mede
14,4 dm e a projeção de um dos catetos sobre a Mediana: É o valor da variável aleatória a partir do qual me-
mesma 10,8 dm. O perímetro do triângulo é: tade dos casos se encontra acima dele e metade se encontra
a) 15 dm b) 32 dm c) 60 dm abaixo
d) 72 dm e) 81 dm
Medidas de Dispersão: São medidas da variação de um con-
10) A altura relativa à hipotenusa de um triângulo junto de dados em torno da média, ou seja, da maior ou me-
retângulo de catetos 5 cm e 12 cm, mede: nor variabilidade dos resultados obtidos. Elas permitem se
a) 4,61cm b) 3,12 cm c) 8,1 cm identificar até que ponto os resultados se concentram ou não
d) 13,2 cm e) 4 cm ao redor da tendência central de um conjunto de observa-
ções. Incluem a amplitude, o desvio médio, a variância, o
11) Duas cordas se cruzam num círculo. Os segmentos desvio padrão, o erro padrão e o coeficiente de variação,
de uma delas medem 3 cm e 6 cm; um dos cada um expressando diferentes formas de se quantificar a
segmentos da outra mede 2 cm. Então o outro tendência que os resultados de um experimento aleatório tem
segmento medirá: de se concentrarem ou não em determinados valores (quanto
a) 7 cm b) 9 cm c) 10 cm maior a dispersao, menor a concentração e vice-versa).
d) 11 cm e) 5 cm
A idéia básica é a de se estabelecer uma descrição dos da-
RESPOSTAS AOS EXERCICIOS PROPOSTOS dos relativos a cada uma das variáveis, dados esses levanta-
dos através de uma amostra.
1) c 5) e 9) d
2) b 6) c 10) a Fonte: http://www.vademecum.com.br/iatros/estdiscritiva.htm
3) d 7) a 11) b
4) e 8) b DISTRIBUIÇÃO DE FREQÜÊNCIA
A primeira tarefa do estatístico é a coleta de dados. Tor-
ESTATÍSTICA na-se então necessário um pequeno planejamento, no qual
se irá decidir:

ESTATÍSTICA DESCRITIVA Quais são os dados a coletar?


Estatística Descritiva é o nome dado ao conjunto de técnicas
A coleta de dados será feita utilizando toda a população
analíticas utilizado para resumir o conjunto de todos os dados
ou recorrendo a amostragem?
coletados numa dada investigação a relativamente poucos
números e gráficos. Ela envolve basicamente:
Onde serão coletados os dados? Que tipo de fonte será
utilizada?

Matemática 81 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos

Como organizar os dados? O valor que representa um elemento qualquer de um con-


junto chama-se variável.
Vejamos como essas questões são resolvidas numa situ-
ação prática: No caso dos votos, a variável assume valores resultantes
de uma contagem de O a 50. Quando se tomam, nesse con-
Exemplo 1: Um repórter do jornal A Voz da Terra foi des- junto de valores, dois números consecutivos quaisquer, não é
tacado para acompanhar a apuração de votos da eleição da possível encontrar entre um e outro nenhum valor que a vari-
diretoria do clube da cidade, à qual concorrem os candidatos ável possa assumir. Por exemplo, entre 20 e 21 não existe
A, B, C e D. O objetivo da pesquisa é a publicação da porcen- nenhum valor possível para a variável. Estamos, portanto,
tagem de votos obtidos pelos candidatos. diante de uma variável discreta.

O repórter já tem explícitas na proposta de trabalho que Uma tabela associa a cada observação do fenômeno es-
recebeu algumas respostas para seu planejamento: tudado o número de vezes que ele ocorre. Este número cha-
ma-se freqüência.
os dados a coletar são os votos apurados;
Na tabela do exemplo dado, a freqüência de votos do
a população envolvida é o conjunto de todos os eleitores candidato A é 9, a do candidato B é 11, a do C é 14 e a do D
(não será utilizada amostragem, pois os eleitores se- é 16. Estas freqüências, representadas na segunda coluna,
rão consultados, através da votação); são as freqüências absolutas (F). Sua soma é igual a 50 que
é o número total de observações. Na coluna “% de votos”,
a coleta será direta, no local da apuração. obtida a partir do cálculo de porcentagem de votos de cada
candidato, estão representadas as freqüências relativas (Fr).
Falta resolver o último item do planejamento: como orga-
nizar os dados? 9
Candidato A = 0,18 = 18%
Os dados obtidos constituem os dados brutos. O repórter 50
poderá recorrer a uma organização numérica simples, regis-
trada através de símbolos de fácil visualização: 11
Candidato B = 0,22 = 22%
50

14
Candidato C = 0,28 = 28%
50

16
Candidato D = 0,32 = 32%
50
Agora, ele poderá fazer o rol desses dados, organizando-
os em ordem crescente (ou decrescente): A freqüência relativa (Fr) ou freqüência porcentual (F%) é
a relação entre a freqüência absoluta e o número total de
Candidatos Votos observações. Sua soma é 1 ou 100%:
D 9
B 11 0.18 + 0,22 + 0,28 + 0,32 = 1,00
A 14
C 16 18% + 22% + 28% + 32% = 100%
Exemplo 2: Dada a tabela abaixo, observe qual a variável
Deste modo, ele terá iniciado o trabalho de tabulação dos e qual a freqüência absoluta e calcule as freqüências relati-
dados. vas.

Apesar de as anotações do repórter trazerem todas as in- DISTRIBUIÇÃO DE RENDA NO BRASIL — 1971
formações sobre os cinqüenta votos, provavelmente o jornal Faixa de renda Habitações
não irá publicá-los dessa forma. Ë mais provável que seja Até 1 salário mínimo 224 740
publicada uma tabela, com o número de votos de cada can- De 1 a 3 salários mínimos 363 860
didato e a respectiva porcentagem de votos: De 4 a 8 salários mínimos 155 700
Mais de 8 salários mínimos 47 500
Candidatos Numero % de votos Total 791 800
de Votos Fonte: Brasil em dados. Apud: COUTINHO, M. 1. C. e CU-
D 9 18 NHA,
B 11 22 S. E. Iniciação à Estatística. Belo Horizonte, Lê,
A 14 28 1979, p. 40.
C 16 32
Total 50 100 Solução: A variável é a renda, em salários mínimos por
habitação. As freqüências absolutas são os dados da tabela:
Este é um exemplo de distribuição por freqüência.
em 224 740 moradias a renda é de até 1 salário mínimo;
VARIÁVEIS E FREQÜÊNCIAS em 363 860 é de 1 a 3 salários;
em 155 700 está entre 4 e 8 salários;
No caso que estamos estudando, cada voto apurado pode em 47 800 é maior que 8 salários mínimos.
ser do candidato A, do B, do C ou do D. Como são cinqüenta
os votantes, o número de votos de cada um pode assumir
valores de 1 a 50. O número de votos varia. Ë uma variável.
Matemática 82 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Para obter as freqüências relativas, devemos calcular as Li + Ls
porcentagens de cada faixa salarial, em relação ao total de Pm =
dados: 2
224740
até 1 salário mínimo = 0,28 = 28% O ponto médio da classe entre 4 e 8 salários é 6 salários
791800 mínimos.

363860 A diferença entre os limites superior e inferior chama-se


de 1 a 3 salários = 0,46 = 46% amplitude da classe:
791800
h = Ls − Li
155700
de 4 a 8 salários = 0,20 = 20%
791800 Nem sempre a amplitude é um número constante para to-
das as classes. Há casos em que a desigualdade das ampli-
47500 tudes de classe não prejudica, mas favorece a disposição do
mais de 8 salários = 0,06 = 6% quadro de freqüência. Ë o que ocorre no exemplo 2, em que
791800 os salários acima de 8 mínimos foram agrupados em uma
única classe, impedindo o aparecimento de freqüências muito
Organizando os dados numa tabela: baixas.

DISTRIBUIÇÃO DE RENDA NO BRASIL — 1971 Exemplo 3: A partir das idades dos alunos de uma escola,
Faixa de renda F Fr(F%) fazer uma distribuição por freqüência, agrupando os dados
Até 1 salário mínimo 224 740 28 em classes.
De 1 a 3 salários mínimos 363 860 46
De 4 a 8 salários mínimos 155 700 20 Idades (dados brutos):
Mais de 8 salários mínimos 47 500 6
Total 791 800 100 8 8 7 6 9 9 7 8 10 10 12 15 13 12

Observe que, nesse exemplo, a variável é uma medida: 11 11 9 7 8 6 5 10 6 9 8 6 7 11 9


quantos salários mínimos por habitação. Podemos encontrar
salários correspondentes a qualquer fração do salário míni- Organizando o rol, temos:
mo. Entre dois valores quaisquer sempre poderá existir um
outro valor da variável. Por exemplo, entre 1 e 2 salários 5 6 6 6 6 7 7 7 7 8 8 8 8 8 9 9 9
poderá existir a renda de 1 salário e meio (1,5 salário); entre
1,5 e 2 poderá existir 1,7 salário etc. Trata-se então de uma 9 9 10 10 10 11 11 11 12 12 13 15
variável contínua. Para representá-la na tabela houve neces-
sidade de organizar as faixas de renda em classes. São 29 observações. As idades variam de 5 a 15 anos;
logo, o limite inferior da primeira classe é 5 e o limite superior
Portanto, uma variável que pode teoricamente assumir da última classe é 15.
qualquer valor entre dois valores quaisquer é uma variável
contínua. Caso contrário ela é discreta, como no exemplo 1. A diferença entre o Ls da última classe o Li da primeira
Em geral, medições dão origem a variável contínua, e conta- classe chama-se amplitude total da distribuição.
gens a variável discreta.
A amplitude total é: 15 — 5 = 10
AGRUPAMENTO EM CLASSES
Organizando os dados, por freqüência, temos:
Como vimos no exemplo 2, para representar a variável Idade F
contínua “renda” foi necessário organizar os dados em clas- 5 1
ses. 6 4
7 4
O agrupamento em classes acarreta uma perda de infor- 8 5
mações, uma vez que não é possível a volta aos dados origi- 9 5
nais, a partir da tabela. Quando isso se torna necessário, 10 3
uma maneira de obter resultados aproximados é usar os 11 3
pontos médios das classes. 12 2
13 1
Ponto médio de uma classe é a diferença entre o maior e 14 -
o menor valor que a variável pode assumir nessa classe. 15 1
Esses valores chamam-se, respectivamente, limite superior e
limite inferior da classe. Total 29

No exemplo que acabamos de estudar, na classe de 4 a 8


salários temos: Estando os dados organizados nessa disposição, é fácil
agrupá-los em classes.
limite inferior: 4 salários — Li = 4
Como a amplitude total é 10 e o número de observações
limite superior: 8 salários — Ls = 8 é pequeno, nossa melhor opção é amplitude h = 2, que nos
dará cinco classes com amplitudes iguais a 2.
8+6
ponto médio: =6 h=2 Classes F
2
5 7 5
7 9 9

Matemática 83 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
9 11 8 É regra geral considerarmos amplitudes iguais para todas
11 13 5 as classes, mas há casos em que a desigualdade, em vez de
2 prejudicar, favorece a disposição dos dados no quadro.
13 15
Total 29 Quando, por exemplo, estamos estudando determinado
assunto, muitas vezes surgem dados desnecessários; pode-
mos desprezá-los ou então reduzir a tabela, agrupando-os
numa classe.
A representação 5 7 significa que 5 pertence à classe
e 7 não pertence; 7 está Incluído na classe seguinte. Exemplo 4: Levantamento, segundo faixas etárias, do
número de casamentos realizados na cidade X, durante de-
Poderíamos também pensar em dez classes com ampli- terminado ano.
tude h = 1 ou em duas classes com h = 5. Mas com li = 1 os
dados não seriam agrupados, e a tabela continuaria a mes- Classes F
ma, e com h —= 5 teríamos apenas duas classes, perdendo de 1 a 15 anos
muitas informações. (3 classes) -
15 20 15
h=5 Classes F
20 26 530
5 10 19
26 31 325
10 15 10
31 36 120
36 41 115
Total 29
41 46 13
46 51 12
Para amplitudes 3, 4, 6 ou 7 não conseguiríamos classes
com amplitudes iguais. Observemos como ficariam os qua- 51 56 6
dros: 56 61 3
61 100 16
Classes F
5 8 9
8 9 13 De 1 a 15 anos foram agrupadas três classes, e ainda as-
11 14 6 sim a freqüência é zero. De 61 a 100 anos os casamentos
1 não costumam ser freqüentes: foram agrupadas oito classes,
14 15 sendo registrada a freqüência de 16 casamentos.
Total 29
Estabelecimento do número de classes e da amplitu-
de
Com h = 3 temos quatro classes, mas a última tem ampli-
Devemos escolher o número de classes, e consequente-
tude (h = 1) diferente das demais.
mente a amplitude, de modo que. possamos verificar as ca-
racterísticas da distribuição. Ë lógico que, se temos um nú-
Classes F
mero reduzido de observações, não podemos utilizar grandes
5 9 14
amplitudes; e também que, se o número de observações é
9 13 14
muito grande, as amplitudes não devem ser pequenas.
13 15 1
Para o estabelecimento do número de classes, o matemá-
Total 29 tico Sturges desenvolveu a seguinte fórmula:
Com h = 4 ficamos com três classes, sendo a última com n = 1 + 3,3 logN
amplitude (h = 2) diferente das demais.
N é o número de observações, derivado do desenvolvi-
Classes F mento do Binômio de Newton. Waugh resumiu as indicações
5 11 22 na seguinte tabela:
11 15 7

Total 29 Número de classes a


Casos observados usar
(De acordo com a
Temos agora duas classes com amplitudes 6 e 4. regra de Sturges)
1 1
Classes F 2 2
5 12 25 3—5 3
12 15 4 6—11 4
12—22 5
Total 29 23—45 6
46—90 7
Ficamos, neste caso, com duas classes com amplitudes 7 91—181 8
e 3. 182—362 9
363—724 10
Podemos notar que, quanto maior a amplitude, menor é o 725—1448 11
número de classes. 1 449—2 896 12
2 897—5 792 13
5 793—11 585 14

Matemática 84 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
11586—23171 15
23 172—46 341 16 Classes Alturas (cm)
46 342—92 681 17 150 155 150 151 152 153 154
92 682—185 363 18 155 160 155 155 155 155 156 156 156 157 158
185 364—3 70 727 19 160 165 158
370 726—741 455 20 160 160 160 160 161 161 161 161 162
741 456—1 482 910 21 165 170 162 162
170 175 163 163 164 164
175 180 165 166 167 168 169
Nem sempre, porém, temos à mão essa tabela. Devemos, 170 170 171
então, procurar a amplitude total da distribuição. Com este 178
dividendo fixado, consideraremos como divisor um número de
classes razoável, e o quociente nos indicará qual amplitude Representando as classes por intervalos fechados à es-
escolher. querda, não teremos dúvidas quanto a seus limites inferiores
e superiores.
Exemplo 5: Suponhamos uma distribuição onde o menor Podemos agora fazer a tabulação dos dados, registrando
valor da variável é 3 e o maior é 80. Temos: na tabela as classes e seus pontos médios, e as freqüências.
Além da freqüência absoluta (F) e da relativa (Fr), pode-
Li (primeira classe) = 3 mos representar a freqüência acumulada (Fa). Acumular
Ls (última classe) = 80 freqüências, na distribuição, significa adicionar a cada fre-
qüência as que lhe são anteriores.
H (amplitude total) = 80 - 3 = 77 ALTURAS (CM) DE ESTUDANTES DA ESCOLA X

Dois números razoáveis de classes seriam 7 ou 11 (divi- Classes Pm F Fa Fr


sores de 77). 150 15 152,5 6 6 15
5
Se desejarmos 11 classes, a amplitude de cada uma será: 155 16 157,5 - 10 16 25
0
80 − 3 160 16 162,5 15 31 38
h = 77 : 11 ou h= ⇒ h=7 5
11
165 17 167,5 5 36 12
h = (Ls -Li) : n 0
170 17 172,5 3 39 8
Onde: h = amplitude de classe 5
Ls — Li = amplitude total 175 18 177,5 1 40 2
n = número de classes 0
Total 40 100
Exemplo 6: Em uma escola, tomou-se a medida da altura
de cada um de quarenta estudantes, obtendo-se os seguintes
dados (em centímetros): Observando a tabela podemos responder a questões co-
mo:
160 152 155 154 161 162 162 161 150 160
163 156 162 161 161 171 160 170 156 164 Quantos são os estudantes com estatura inferior a 160
155 151 158 166 169 170 158 160 168 164 cm?
163 167 157 152 178 165 156 155 153 155
Que porcentagem de estudantes tem estatura igual ou
Fazer a distribuição por freqüência. superior a 175 cm?
Solução: Podemos organizar o rol de medidas a partir dos
dados brutos, dispondo-os em ordem crescente (ou decres- Quantos são os estudantes com estatura maior ou igual a
cente). 160 cm e menor que 175 cm?
150 153 155 156 160 161 162 163 166 170
151 154 155 157 160 161 162 164 167 170 Qual a porcentagem de estudantes com estatura abaixo
152 155 156 158 160 161 162 164 168 171 de 170 cm?
152 155 156 158 160 161 163 165 169 178
Respostas: a)16 b)2% c)23 d)90%
A menor estatura é 150 cm e a maior 178 cm. A amplitude
total é 28 cm. Poderíamos pensar em 4 ou 7 classes. O pri- Finalizando, uma observação: o agrupamento em classes
meiro é um número pequeno para quarenta observações. muito grandes poderá levar a uma perda de pormenores;
Com 7 classes, as duas últimas teriam freqüência 1. Para podemos, então, optar pelo agrupamento em classes meno-
agrupá-las, podemos reduzir o número de classes para 6, e, res e, conseqüentemente, por um maior número delas, desde
para facilitar o cálculo, arredondar 178 cm para 180 cm. As- que isso não prejudique o estudo. Com a possibilidade do
sim, a amplitude total a considerar será: uso de computadores, esta alternativa torna-se bastante
viável.
180 — 150 = 30
PRINCIPAIS TIPOS DE GRÁFICOS :
Logo:
1. GRÁFICOS LINEARES OU DE CURVAS
h = 30 : 6 = 5 São gráficos em duas dimensões, baseados na repre-
sentação cartesiana dos pontos no plano. Servem para re-
Organizando os dados em 6 classes de amplitude 5, te- presentar séries cronológicas ou de localização (os dados
remos: são observados segundo a localidade de ocorrência), sendo

Matemática 85 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
que o tempo é colocado no eixo das abscissas (x) e os valo-
res observados no eixo das ordenadas (y). ESTADOS QUANTIDADES (t)
Vendas da Companhia Delta Santa Catarina 13.973
1971 a 1977 Minas Gerais 13.389
Rio Grande do Sul 6.892
Ano Vendas (Cr$ 1.000,00) Goiás 6.130
São Paulo 4.179
230 Fonte: IBGE
260
380
300
350 PRODUÇÃO DE ALHO - BRASIL- 1988
400
450
Fonte: Departamento de Marketing da Companhia São Paulo

Estados
Rio Grande do Sul
Vendas da Companhia Delta
Santa Catarina
500
(Cr$1.000,00)

450
400 380 400 0 5.000 10.00 15.00
350
Vendas

300 300
200 230 260 0
toneladas 0
100
0
1971 1972 1973 1974 1975 1976 1977 3. GRÁFICO EM COLUNAS OU BARRAS MÚLTIPLAS
Anos
ESTE TIPO DE GRÁFICO É GERALMENTE EMPREGA-
DO QUANDO QUEREMOS REPRESENTAR, SIMULTÂNEA
2. GRÁFICO EM COLUNAS OU BARRAS MENTE, DOIS OU MAIS FENÔMENOS ESTUDADOS COM
O PROPÓSITO DE COMPARAÇÃO.
São representados por retângulos de base comum e
altura proporcional à magnitude dos dados. Quando dispos-
tos em posição vertical, dizemos colunas; quando colocados BALANÇA COMERCIAL
na posição horizontal, são denominados barras. Embora BRASIL – 1984 - 1988
possam representar qualquer série estatística, geralmente ESPECIFI- VALOR (US$ 1.000.000)
são empregados para representar as séries específicas ( os CAÇÃO 1984 1985 1986 1987 1988
dados são agrupados segundo a modalidade de ocorrência).
27.0 25.6 26.2 22.3 33.789
05 39 24 48 14.605
A) Gráfico em Colunas
13.9 13.1 14.0 15.0
16 53 44 52
População Brasileira ( 1940 – 1970)
Fonte: Ministério das Economia
Ano População
1940 41.236.315
BALANÇA COMERCIAL
1950 51.944.398 BRASIL - 1984-88
1960 70.119.071
1970 93.139.037
Fonte: Anuário Estatístico - 1974 40.000
30.000
MILHÃO
US$

20.000
População do Brasil 10.000
0
exportação
1984
1985

100000000
1986
1987
1988

80000000
População

60000000 ANOS
40000000
20000000
4. GRÁFICO EM SETORES
0
1940 1950 1960 1970 É a representação gráfica de uma série estatística, em
um círculo, por meio de setores circulares. É emprega-
ANOS
do sempre que se pretende comparar cada valor da série
com o total.
O total é representado pelo círculo, que fica dividido em
tantos setores quantas são as partes. Para construí-lo,
B) Gráfico em Barras divide-se o círculo em setores, cujas áreas serão proporcio-
nais aos valores da série. Essa divisão poderá ser obtida por
Produção de Alho – Brasil (1988) meio de uma regra de três simples e direta.

Matemática 86 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Total ___________ 360º PRECIPITAÇÃO PLUVIOMÉTRICA
Parte___________ x º

REBANHOS BRASILEIROS MUNICÍPIO DE RECIFE – 1989


1988 ME- PRECIPITAÇÃO (mm)
ES- QUANTIDADE SES
PÉCIE (milhões de cabeças) Janeiro 174,8
BOVINOS 140 Fevereiro 36,9
Suínos 32 Março 83,9
Ovinos 20 Abril 462,7
Caprinos 11 Maio 418,1
Total 203 Junho 418,4
Fonte: IBGE Julho 538,7
Agosto 323,8
Temos: Setembro 39,7
Outubro 66,1
Para Bovinos: Novembro 83,3
203 -------------360º Dezembro 201,2
Fonte: IBGE
140 ------------- x

x = 248,2º x = 248º PRECIPITAÇÃO PLUVIOMÉTRICA


MUNICÍPIO DE RECIFE - 1989
Para Suínos:
203 ------------360º

32 ----------- y Janeiro
600
Dezembro Fevereiro
y = 56,7º y = 57º 400
Novembro Março
200
Para Ovinos:
203 -----------360º Outubro 0 Abril

20 ---------- z Setembro Maio


z = 35,4º z = 35º Agosto Junho

Para Caprinos: Julho


203 ----------360º

11 ---------- w 1. traçamos uma circunferência de raio arbitrário (em particu-


w = 19,5º w = 20º lar, damos preferência ao raio de comprimento proporcional
à média dos valores da série; neste caso,
x = 124,5);
REBANHOS BRASILEIROS - 1988 2. construímos uma semi-reta ( de preferência na horizontal)
partindo de O (pólo) e com uma escala (eixo polar);
3. dividimos a circunferência em tantos arcos quantas
5% forem as unidades temporais;
10% Bovinos 4. traçamos, a partir do centro O (pólo), semi-retas passan-
Suínos do pelos pontos de divisão;
16%
Ovinos 5. marcamos os valores correspondentes da variável, inician-
69% do pela semi-reta horizontal (eixo polar);
Caprinos
6. ligamos os pontos encontrados com segmentos de reta;
7. se pretendemos fechar a poligonal obtida, empregamos
uma linha interrompida.

5. GRÁFICO POLAR 6. CARTOGRAMA

É a representação de uma série por meio de um polígono. O cartograma é a representação sobre uma carta geo-
É o gráfico ideal para representar séries temporais cíclicas, gráfica.
isto é, séries temporais que apresentam em seu desenvolvi- Este gráfico é empregado quando o objetivo é o de figurar
mento determinada periodicidade, como, por exemplo, a os dados estatísticos diretamente relacionados com áreas
variação da precipitação pluviométrica ao longo do ano ou geográficas ou políticas.
da temperatura ao longo do dia, a arrecadação da Zona
Azul durante a semana, o consumo de energia elétrica du- Distinguimos duas aplicações:
rante o mês ou o ano, o número de passageiros de uma
linha de ônibus ao longo da semana, etc. Representar dados absolutos (população) – neste caso,
lançamos mão, em geral, dos pontos, em número
O gráfico polar faz uso do sistema de coordenadas proporcional aos dados.
polares. Representar dados relativos (densidade) – neste caso,
lançamos mão, em geral, de Hachuras.

Matemática 87 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
POPULAÇÃO PROJETADA DA GRÁFICOS ANALÍTICOS
REGIÃO SUL DO BRASIL – 1990
ES- POPULAÇÃO Á D Os gráficos analíticos são usados tipicamente na
2 representação de distribuições de freqüências simples e
TADO (hab.) REA (km ) ENSIDA-
DE acumuladas.
Paraná 9.137.700 199.324 45,8
Santa Catarina 4.461.400 95.318 46,8 1. HISTOGRAMA
Rio Grande do 9.163.200 280.674 32,6
Sul É a representação gráfica de uma distribuição de fre-
Fonte: IBGE qüências por meio de retângulos justapostos , onde no eixo
das abscissas temos os limites das classes e no eixo das
ordenadas os valores das freqüências absolutas (fi)

2. POLÍGONO DE FREQÜÊNCIAS

É um gráfico de linhas que se obtém unindo-se os pontos


médios dos patamares dos retângulos do HISTOGRAMA .

Classes PM fi fr f% fa fra f%a


30 |--- 40 35 4 0,08 8 4 0,08 8
40 |--- 50 45 6 0,12 12 10 0,20 20
50 |--- 60 55 8 0,16 16 18 0,36 36
60 |--- 70 65 13 0,26 26 31 0,62 62
70 |--- 80 75 9 0,18 18 40 0,80 80
80 |--- 90 85 6 0,12 12 46 0,92 92
90 |--- 100 95 4 0,08 8 50 1,00 100
Σ 50 1,00 10
0
7. GRÁFICOS PICTÓRICOS
SÃO GRÁFICOS ATRAVÉS DE FIGURAS QUE SIMBO-
LIZAM FATOS ESTATÍSTICOS, AO MESMO TEMPO QUE
INDICAM AS PROPORCIONALIDADES.
Por serem representados por figuras, tornam-se atraentes
e sugestivos, por isso, são largamente utilizados em publici-
dades.
Regras fundamentais para a sua construção:
Os símbolos devem explicar-se por si próprios;
As quantidades maiores são indicadas por meio de um número
de símbolos, mas não
por um símbolo maior;
Os símbolos comparam quantidades aproximadas, mas deta-
lhes minunciosos;
Os gráficos pictóricos só devem ser usados para comparações,
nunca para afirma-
ções isoladas.
PRODUÇÃO BRASILEIRA DE VEÍCULOS
1972 – 1975 (dados fictícios)

A PRODU-
NO ÇÃO
1972 9.974 OBSERVAÇÕES:
1973 19.814
1974 22.117 a) O HISTOGRAMA e o POLÍGONO DE FREQÜÊNCIAS, em
1975 24.786 termos de fi , fr e f% têm exatamente o mesmo aspecto, mu-
dando apenas a escala vertical;
ANOS
b) Observe que, como o primeiro valor da tabela é bem maior
que zero, adotamos aproxima-lo do zero através da conven-
1975 ção:

1974

30

1973 3. POLÍGONO DE FREQÜÊNCIAS ACUMULADAS OU


OGIVA DE GALTON

1972 É a representação gráfica que tem no eixo das abscissas


PRODUÇÃO os limites das classes e no eixo das ordenadas as freqüên-
= 5.000 unidades cias acumuladas (fa ou f%a )

Matemática 88 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
NOTA: Para obtermos o valor da mediana de uma série de
valores em dados agrupados usamos uma fórmula, porém, I) Cálculo da média :
através do gráfico de freqüências acumuladas (OGIVA DE
GALTON) podemos obter esse valor. x=
∑ PM . fi =
180
≅ 6,92 x = 6,92
n 26
EXEMPLO: Seja a distribuição:
Classes fi fa II) Cálculo da mediana:
02 |---- 04 3 3
04 |---- 06 5 8 a) posição da mediana : P = n/2 = 26/2
06 |---- 08 10 18
08 |---- 10 6 24 P = 13ª posição obtida na coluna fa que corresponde
10 |---- 12 2 26 à 3ª classe;

CONSTRUIR A OGIVA DE GALTON E, A PARTIR DOS


DADOS, DETERMINE O VALOR DA MEDIANA DA SÉRIE. b) Li = 6 , ‘fa = 8 ,
fi = 10 , h=8–6=2

c) Md = Li + (P - ' fa ) . h = 6 + (13 - 8) . 2 = 6 + 1
fi 10

Md = 7

III) Cálculo da moda pela fórmula de CZUBER:

Classe modal = Classe de freqüência máxima = 3ª classe


(6 |--- 8)

Li = 6 , ∆1 = 10 – 5 = 5 ,

∆2 = 10 – 6 = 4 , h=8–6=2

∆1
Mo = Li + .h =
∆1 + ∆ 2
5
6 + . 2 = 6 + 1,11... ≅ 7,11
Para obtermos a mediana, a partir da OGIVA DE GALTON, 5+4
tomamos em fa = 26 a freqüência percentual que irá corres-
ponder à 100% ou seja, f%a = 100. Mo ≅ 7,11
Como a mediana corresponde ao termo central, localizamos
o valor da fa que corresponde à 50% da f%a, que neste caso, IV) Cálculo da moda pela fórmula de PEARSON:
é fa = 13. A mediana será o valor da variável associada a
esse valor no eixo das abscissas ou seja, Md = 7 M o ≅ 3.Md – 2. x
M o = 3 . 7 – 2 . 6,92 = 21 – 13,84 = 7,16
CÁLCULO DA MODA PELA FÓRMULA DE PEARSON
Mo ≅ 7,16
M o ≅ 3 . Md – 2. x MEDIDAS DE UMA DISTRIBUIÇÃO
Segundo PEARSON, a moda é aproximadamente igual à Há certas medidas que são típicas numa distribuição: as
diferença entre o triplo da mediana e o dobro da média. Esta de tendência central (médias), as separatrizes e as de dis-
fórmula dá uma boa aproximação quando a distribuição persão.
apresenta razoável simetria em relação à média.
MÉDIAS
Exemplo: Seja a distribuição:
Consideremos, em ordem crescente, um rol de notas ob-
Classes PM fi fa PM . fi tidas por alunos de duas turmas (A e B):
02 |---- 04 3 3 3 9
04 |---- 06 5 5 8 25 Turma A: 2 3 4 4 5 6 7 7 7 7 8
06 |---- 08 7 10 18 70 Turma B: 2 3 4 4 4 5 6 7 7 8 9
08 |---- 10 9 6 24 54
10 |---- 12 11 2 26 22 Observemos para cada turma:
∑ 26 180
valor que ocupa a posição central:

Classe Modal e Classe Mediana


06 |---- 08

Determine a Moda pela fórmula de CZUBER e pela fórmula


de PEARSON.

Matemática 89 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos

A média aritmética (Ma) é a medida de tendência central


mais conhecida. Já sabemos que ela é o quociente da soma
dos valores (∑ x) pela quantidade deles (n).

Exemplo 1: Consideremos os dados abaixo:


18 17 17 16 16 15 15 15 14 14
13 13 13 13 13 12 12 12 11 11

A quantidade de dados é:

n = 20
O valor que aparece com maior freqüência:
A soma dos dados é:

∑ x = 18 + 17 + 17 + 16 + 16 + 15 + 15 + 15 + 14 +
+ 14 + 13 + 13 + 13 + 13 + 13 + 12 + 12 +12 +
+ 11 + 11 = 280
O quociente da somatória ( ∑ ) dos dados (x) pela
A média aritmética é:

quantidade de dados (n):


∑X ∑ X = 280 ⇒ Ma = 14
n Ma =
n 20
Turma A:
Exemplo 2: Consideremos os mesmos dados do exemplo
2+3+4+4+5+6+7+7+7+7+8 60 1 dispostos em uma distribuição por freqüência:
= = 5,45
11 11
Turma B: x F
2+3+4+4+4+5+6+7+7+8+9 59 18 1
= = 5,36 17 2
11 11 16 2
15 3
14 2
Colocando estes três valores lado a lado, temos: 13 5
12 3
Turma Posição Maior freqüência
central ∑X 11
Total
2
20
n
A 6 7 5,45
B 5 4 5,36
Veja que o número de observações é igual ao da soma
Observando os resultados, podemos afirmar que a turma das freqüências: n = F = 20.
A teve melhor desempenho que a turma B. Esses três valores
caracterizam as distribuições. São chamados valores típicos. ∑ x =18 + 17 + 17 + 16 + 16 + 15 + 15 + 15 +
Eles tendem a se localizar em um ponto central de um con- + 14 + 14 + 13 + 13 + 13 + 13 + 13 + 12 +
junto de dados ordenados segundo suas grandezas, o que =12 + 12 + 11 + 11
justifica a denominação medidas de tendência central ou
médias.
∑ x = 1 .18 + 2.17 + 2.16 + 3.15 + 2.14 +
+5.13 + 3.12 + 2.11
O valor que ocupa a posição central chama-se mediana
(Md):
Os fatores que multiplicam os dados são as freqüências
Para a turma A, a mediana é 6: Md = 6.
que aparecem na tabela da distribuição. Logo:
Para a turma B, a mediana é 5: Md = 5
Ma =
∑ X = ∑ Fx
O valor que aparece com maior freqüência chama-se mo-
da (Mo):
n ∑F
Para a turma A, a moda é 7: Mc = 7.
Para a turma B, a moda é 4: Mc = 4. As relações se eqüivalem:

O quociente da soma dos valores pela quantidade chama- Ma =


∑X e Ma =
∑ Fx
se média aritmética (Ma): n ∑F
Para a turma A, a média aritmética é Ma =5,45 Na prática, quando temos a distribuição por freqüência,
Para a turma B, a média aritmética é Ma =5,36. acrescentamos à tabela uma coluna com os produtos Fx de
cada valor pela sua freqüência:
Portanto, mediana, moda e média aritmética são medidas
de tendência central ou médias da distribuição. x F Fx
18 1 18
Existem outros tipos de média, como a média geométrica 17 2 34
e a harmônica, que não constarão deste capítulo por não 16 2 32
serem muito utilizadas neste nível de ensino. 15 3 45
14 2 28
Média aritmética 13 5 65

Matemática 90 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
12 3 36
11 2 22 h=5 x (cm) Pm F Pm.F
Total 20 280 150 15 152,5 6 915,0
5
155 16 157,5 9 1417,5
280 0
Ma = ⇒ Ma = 14 160 16 162,5 16 2600,0
20 5
165 17 167,5 5 837,5
Muitas vezes, são associados aos dados certos fatores de 0
ponderação (pesos), que dependem do significado ou da
170 17 172,5 3 517,5
importância que se atribui ao valor. No exemplo acima, a
5
cada dado está associada sua freqüência. Ë comum nas
175 18 177,5 1 177,5
escolas obter-se a média do aluno pela ponderação das no-
0
tas das provas.
Total ∑F=40 ∑Pm.F=6465,
Exemplo 3: Numa determinada escola, no primeiro se- 0
mestre, o prol’ ‘~sor de Matemática aplicou a seus alunos três
provas: a primeira de álgebra, a segunda de geometria e a
terceira exigindo toda a matéria. Considerou peso 2 para a
última prova e peso 1 para as duas primeiras. Ma =
∑ Pm ⋅ F
∑F
Um aluno obteve as seguintes notas:
primeira prova ____ 8,0 6465
segunda prova ____ 5,0 Ma =
terceira prova ____ 7,0 40

Qual é a média do aluno? Ma = 161,625 cm

Solução:
Este é o cálculo da média aritmética pelo chamado pro-
cesso longo.
(8,0.1) + (5,0.1) + (7,0.2) 27
média é: = = 6,75
1+ 1+ 2 4 Podemos, no entanto, calcular a Ma, sem cálculos demo-
rados, utilizando o processo breve. Para isso, devemos com-
Temos então um exemplo de média aritmética ponderada preender o conceito de desvio (d), que é a diferença entre
(Mp). cada dado e a Ma. O desvio também pode ser chamado de
afastamento.
No exemplo 2, os fatores de ponderação são as freqüên-
cias dos dados. No exemplo 3, são os pesos atribuídos às No exemplo que acabamos de ver, os dados estão agru-
provas. pados em classes; são, portanto, considerados coincidentes
com os pontos médios das classes às quais pertencem. Os
A média ponderada é usada quando já temos os dados desvios são:
dispostos em tabelas de freqüência ou quando a ponderação
dos dados já é determinada. d = α. F, onde α = Pm — Ma.

Cálculo da média aritmética para dados agrupados em Neste exemplo:


classes (α) (α.F)
152,5 — 161,625 = —9,125 —54,75
Quando, numa distribuição por freqüência, os dados estão 157,5 — 161,625 = —4,125 —37,125
agrupados cm classes, são considerados coincidentes com 162,5 — 161,625 = 0,875 14,0
os pontos médios das classes às quais pertencem. Para o 167,5 — 161,625 = 5,875 29,375
cálculo da Ma, usaremos os produtos dos pontos médios 172,5 — 161,625 = 10,875 32,625
pelas freqüências de cada classe (Pm . F). Acrescentamos, 177,5 — 161,625 = 15,875 15,875
então, à tabela dada a coluna Pm . F.
A soma algébrica dos desvios é:
Exemplo 4: Seja a tabela que nos dá a altura (x) dos es-
tudantes de uma classe de primeiro grau: ∑αF= —91,875 + 91,875=0
h=5 x (cm) Pm F Esta propriedade pode ser usada para o cálculo da Ma
150 155 152,5 6 pelo processo breve: A soma algébrica dos desvios dos valo-
155 160 157,5 9 res de uma série em relação à Ma é nula.
160 165 162,5 16
165 170 167,5 5 Podemos, então, calcular a média aritmética sem recorrer
170 175 172,5 3 a cálculos demorados. Primeiro, indicamos o ponto médio de
175 180 177,5 1 uma das classes como uma suposta média aritmética (Ms).
Total 40 Em geral, escolhemos o da classe que apresenta a maior
freqüência, para que o desvio (Ma — Ms) seja o menor pos-
Queremos, a partir da tabela, calcular a média aritmética. sível. Calculamos, a seguir, esse fator de correção (C = Ma
— Ms).
Solução: Completando a tabela, com a coluna Pm .
F. temos:

Matemática 91 A Opção Certa Para a Sua Realização


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Se C = 0 ⇒ Ma = Ms. Caso contrário, estaremos depen-
dendo de um fator de correção para mais ou para menos.

Se os intervalos de classe têm a mesma amplitude h, to-


dos os desvios Pm — Ms podem ser expressos por c .h, onde
h é a amplitude e c pode ser um número inteiro negativo (se o
Pm considerado está abaixo da Ms) ou um inteiro positivo (se
o Pm está acima da Ms).

Consideremos a tabela do exemplo 4, e calculemos a Ma


pelo processo breve. Vamos escolher o Pm da classe de
maior freqüência como a suposta média:

Ms = 162,5

Os desvios em relação à Ms são: A linha obtida equilibra o histograma, dividindo-o em duas


partes de áreas iguais.

152,5- 162,5= -10 = -2.5 = -2. h ⇒ c = -2 Todos os histogramas de distribuições normais são mais
157,5- 162,5= -5 = -1.5 = -1. h ⇒ c = -1 ou menos simétricos em relação à Ma. Os dados de maior
162,5- 162,5= 0= 0.5= 0.h⇒c=0 freqüência se aproximam da Ma.
167,5- 162,5= 5= 1.5= 1.h⇒c=1
Você deve ter notado que a média aritmética é um valor
172,5- 162,5= 10= 2.5= 2.h⇒c=2
que engloba todos os dados. Se houver dados discrepantes,
177,5- 162,5= 15= 3.5= 3.h⇒c=3 eles influirão no valor da Ma.

Exemplo 5: A média aritmética de : 2, 2, 3, 3, 3, 4, 15 é:


Os valores obtidos para c são: - 2, - 1, 0, 1, 2, 3. Esses
números seriam iguais a α se Ms fosse a média aritmética.
2 + 2 + 3 + 3 + 3 + 4 + 15 32
= = 4,57
Acrescentando à tabela os valores de c e de c . F: 7 7

x Pm F c c.F Podemos notar aqui que a discrepância entre os dados,


150 15 152,5 6 -2 -12 levou a uma media aritmética maior do que os seis primeiros
5 valores; maior, portanto, do que a maioria deles.
155 16 157,5 9 -1 -9
0 Mediana
160 16 162,5 16 0 0
5 Mediana é o valor que divide a distribuição ao meio de tal
165 17 167,5 5 1 5 modo que 50% dos dados estejam acima desse valor e os
0 outros 50% abaixo dele.
170 17 172,5 3 2 6
5 Exemplo 6: Sejam as nove observações:
175 18 177,5 1 3 3
0
Total ∑F=40 ∑cF=-7

Considerando-se os quarenta dados, o erro verificado é


—7. A soma algébrica dos desvios deveria ser nula se Ms =
−7 Mediana é o número que tem antes e depois de si a
Ma. Logo, o fator de correção é C = ou seja, C = — mesma quantidade de valores. Quando a quantidade de
40
observações é um número par, a mediana é a média aritméti-
0,175.
ca dos valores centrais.
Se: Exemplo 7: Sejam as seis observações:
10 11 15 17 18 20
Ma — Ms = 0 ⇒ Ma — 162,5 = —0,175 ou
Nesse caso, a mediana e:
Ma = 162,5 + (—0,175) ∴ Ma = 161,625

Vamos construir o histograma da distribuição e traçar uma 15 + 17


= 16 ⇒ Md = 16
perpendicular ao eixo das abscissas passando pelo ponto 2
correspondente à Ma.
Você já sabe encontrar a mediana pelo processo gráfico,
pela construção da ogiva porcentual. Agora veremos outro
modo de obtê-la. A mediana é o valor central; sua posição é
definida por:

n +1
P=
2

Matemática 92 A Opção Certa Para a Sua Realização


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Nessa expressão n é o número de observações.


25 + 1
No exemplo 6, n = 9; portanto, a posição da mediana é P Calculando a mediana, P = ⇒ P = 13, verifica-
2
9 +1 mos que ela é o 13.0 termo. Está, portanto, na terceira clas-
=
2 se.

ou P = 5: a mediana é o quinto termo. A freqüência acumulada imediatamente superior a 13 é


16, que corresponde à terceira classe, em que a freqüência é
6 +1 10. O 13.º termo está entre os 10 da terceira classe. Logo, a
No exemplo 7, n = 6 ⇒ P = = 3,5. A mediana está, mediana está entre 20 e 25. Os 10 elementos estão na ampli-
2 tude 5 (h = 25 — 20). A diferença (a) entre P e a Fa da
assim, entre o terceiro e o quarto termos. classe imediatamente anterior à terceira é
Em geral, a média aritmética de uma distribuição não co-
incide com a mediana. A mediana é um valor que não sofre
13 — 6 = 7 ⇒ a = 7.
influência dos valores extremos e a média aritmética envolve
todos os dados.
Veja o esquema:
Cálculo da mediana de uma distribuição por freqüên-
cia

Exemplo 8: Consideremos a seguinte distribuição:

Diária (Cz$) Número de operá- Fa


rios
200,00 5 5 À distância entre 20 e a mediana chamaremos x. Na dis-
250,00 8 13 tância x, temos 7 elementos. Na amplitude 5, temos 10 ele-
300,00 4 17 mentos. Podemos armar a proporção:
350,00 1 18
x 5
= ⇒ x = 3,5
7 10
Determinar a mediana dessa distribuição, em que temos
as diárias dos operários de uma fábrica.
Logo:
Solução: Procuremos a posição da mediana pela fórmula:
Md = 20 + 3,5
n +1 Md = 23,5
P=
2
Se os dados estão agrupados em classes, podemos veri-
São 18 operários: n = 5 + 8 + 4 + 1; logo: ficar a que classe pertence a mediana calculando o valor P =
n +1
. A mediana pertence à classe cuja Fa é imediatamente
18 + 1 2
P= ⇒ P = 9,5
2 superior a P.

A mediana está entre o nono e o décimo dado (operários). Se Fa = P, a mediana é o limite superior da classe com
Observemos que a Fa imediatamente superior a 9,5 é 13, e essa freqüência acumulada.
corresponde à diária de R$250,00. A mediana está entre os
oito operários que recebem essa diária. A diária mediana é: Se P ≠ Fa, calculamos d P — Fa (Fa imediatamente supe-
rior à P).
Md = R$250,00
Armamos então a proporção:
De fato, se colocássemos os operários em fila, por ordem
de diária, teríamos: x h
=
5 operários com diárias de R$200,00 d F
8, com diárias de R$250,00
F é a freqüência da classe à qual pertence a mediana;

h é a amplitude da classe;
x é o número que somado ao limite inferior da classe em
questão nos dará a mediana.

Exemplo 9: Consideremos a distribuição: d⋅h


x=
h=5 Classe F Fa F
10 15 2 2
15 20 4 6 d⋅h
Md = Li +
20 25 10 49 F
25 30 6 22
30 35 3 25
Total 25

Matemática 93 A Opção Certa Para a Sua Realização


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Essa é a fórmula usada para o cálculo da mediana de último caso, ela é chamada classe modal, e seu ponto médio
uma distribuição por freqüência com dados acumulados em é a moda bruta, que representa uma aproximação da moda.
classes.
Pode-se obter a moda de uma distribuição a partir de seu
Exemplo 10: Consideremos a tabela do exemplo 4, deste histograma.
capítulo, e calculemos a mediana.
Exemplo 14: Considerando os dados do exemplo 4, va-
n +1 41 mos encontrar a moda:
Solução: P= ⇒ P= ⇒ P = 20,5
2 2 Solução:
A mediana está entre o 20.º e o 21.º termos. A freqüência
acumulada imediatamente superior a 20,5 é a da terceira
classe. A Md é um valor entre 160 e 165 cm.

A Md está entre os 16 dados:

A Fa está entre 15 e 31: d = 20,5 — 15 ⇒ d = 5,5

A amplitude da classe é h = 5

d⋅h
Md = 160 +
F

5,5 ⋅ 5 Considera-se a abscissa do ponto de intersecção dos


Md = 160 + segmentos CA e BD.
16
Md = 160+1,71 Numa distribuição com dados agrupados, para a qual se
construiu uma curva de freqüência, a moda é o valor (ou os
Md = 161,71 cm valores) que corresponde ao ponto de ordenada máxima
(ponto mais alto da curva).
Vamos construir o histograma da distribuição, localizando
a Ma e a Md:

Exemplo 15: Seja a distribuição do exemplo 4, deste capí-


tulo, que nos dá a altura dos estudantes de uma classe de
primeiro grau. Calculamos Ma = 161,625 cm (no exemplo 4),
Md = 161,71 cm (no exemplo 10) e encontramos a Mo pelo
processo gráfico (exemplo 14). Representemos os três valo-
res no mesmo gráfico:
Moda

A moda de um conjunto de números é o valor que ocorre


com maior freqüência. A moda pode não existir, e se existir
pode não ser única.

Exemplo 11: O conjunto de números 2, 2, 5, 7, 9, 9, 9, 10,


11, 12, 18 tem moda 9.

Exemplo 12: No conjunto 3, 5, 7, 9, 10, li, todos os dados


têm a mesma freqüência. Não existe nenhum valor que apre-
sente maior freqüência do que os outros. Ë um caso em que
a moda não existe.

Exemplo 13: Seja o rol de dados: 3, 3, 4, 4, 4, 5, 6, 7, 7, 7,


8, 9. Os números 4 e 7 apresentam freqüência 3, maior que a
dos demais. Nessa distribuição há, portanto, duas modas: 4 e
7.
As medidas que acabamos de estudar (Ma, Md e Mo) têm
Uma distribuição com duas modas é denominada bimo-
a tendência de se localizar no centro da distribuição. Em
dal.
distribuições em que as curvas são simétricas, as três são
coincidentes (distribuição normal). Para curvas assimétricas,
A rigor, a moda não é uma medida empregada para um
o matemático Pearson verificou que a distância entre a Ma e
pequeno número de observações. Existem fórmulas para o
a Mo é três vezes maior que a distância entre a Ma e a Md:
cálculo da moda, mas, na prática, ela é determinada pelo
valor ou pela classe que apresenta maior freqüência. Neste

Matemática 94 A Opção Certa Para a Sua Realização


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Ma — Mo = 3 (Ma — Md) A média aritmética dos quadrados dos desvios chama-se
variância. Calculemos as variâncias das duas distribuições.
Isolando Mo:
Para os meninos:
Mo = 3 Md — 2 Ma
168100.2+ 100.3+ 8 100. 2 + 57 600.2 + 36 100
Essa é a fórmula empírica de Pearson.
= 50400
10
Exemplo 16: Na distribuição do exemplo anterior, Ma = Para as meninas:
161,625 e Md = 161,71. Calcular o valor da Mo.
22500.4 + 2500.4 + 10000 110000
Mo = 3 Md — 2 Ma = = 11000
10 10
Mo = 3.161,71 — 2.161,625 = 161,88 ⇒ Mo = 161,88
A raiz quadrada da variância é o desvio padrão.
DESVIO PADRÃO
Calculemos os desvios padrões de cada uma das distribu-
O desvio padrão é a medida mais usada na comparação ições:
de diferenças entre grupos, por ser a mais precisa. Ele de-
termina a dispersão dos valores em relação à média. para os meninos _____ s1 = 50400 = 224,5 g
Exemplo 7: Consideremos os pesos de 20 crianças re- para as meninas _____ s2 = 11000 = 104,9g
cém-nascidas, numa cidade X: 10 meninos e 10 meninas.
Comparando os dois valores, notamos que a variabilidade
Meninos Peso (g) Meninas Peso (g) no peso dos meninos é maior que no das meninas (s1 > s2).
1 3 750 1 3 000
2 3 750 2 3 300 O desvio padrão é a medida de dispersão mais utilizada
3 3 350 3 3 200 em casos de distribuições simétricas. Lembramos que, grafi-
4 3 250 4 3 250 camente, distribuições desse tipo se aproximam de uma
5 3 250 5 3 100 curva conhecida como curva nórmal ou curva de Gauss:
6 3100 6 3100
7 3 150 7 3 300 O desvio padrão tomado com os sinais - e + ( - s e +s) de-
8 3 100 8 3 000 fine em torno da média aritmética uma amplitude (2s) chama-
9 3 350 9 3 100 da zona de normalidade. Processos matemáticos indicam
10 3 350 10 3 150 que 68,26% dos casos se situam nessa amplitude.

As médias aritméticas dos pesos são: Exemplo 8: Considerando os resultados do exemplo 7 a


respeito do peso das meninas: Ma = 3 150 g e s = 104,9 g,
meninas: 3150g meninos: 3340g calcular a zona de normalidade.

Podemos observar que o peso dos meninos é em média Solução: Devemos encontrar um intervalo de amplitude
maior que o das meninas. 2s, em torno da Ma:

Calculemos os desvios e seus quadrados: Ma + s = 3 150 + 104,9 = 3254,9 g


2
Meninos Peso d d Ma - s = 3 150 - 104,9 = 3005,1 g
1 3 750 410 168 100
2 3 750 410 168 100 Serão consideradas dentro da normalidade todas as me-
3 3 350 10 100 ninas com pesos entre 3 005,1 g e 3 254,9 g.
4 3 250 —90 8 100
5 3 250 —90 8 100 Exemplo 9: Consideremos a seguinte tabela:
6 3 100 —240 57 600
7 3 150 —190 36 100 NOTAS DE MATEMÁTICA DE UMA CLASSE X
8 3 100 —240 57 600 Notas Pm F
9 3 350 10 100
10 3 350 10 100 0 2,0 1,0 3
2,0 4,0 3,0 9
2
Meninas Peso d d 4,0 6,0 5,0 16
1 3 000 —150 22 500 6,0 8,0 7,0 8
2 3 300 150 22 500 8,0 10,0 9,0 4
3 3 200 50 2 500 ∑ F = 40
4 3 250 100 10 000
5 3 100 —50 2500 Calcular:
6 3 100 —50 2 500
7 3 300 150 22 500 a média aritmética;
8 3 000 —150 22 500 o desvio padrão;
9 3 100 —50 2 500 a zona de normalidade (e representá-la em um polígono de
10 3 150 0 0 freqüência).

Solução:

Matemática 95 A Opção Certa Para a Sua Realização


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a) Para o cálculo da Ma, vamos construir uma tabela Introdução
que nos auxilie:
O raciocínio lógico é uma ferramenta indispensável para a
h = 2 Notas Pm F α α.F realização de muitas tarefas específicas em quase todas as
0 2,0 1,0 3 -2 -6 atividades humanas, pois é fundamental para a estruturação
2,0 4,0 3,0 9 -1 -9 do pensamento na resolução de problemas. Assim, é impres-
4,0 6,0 5,0 16 0 0 cindível selecionar atividades que incentivem os alunos a
6,0 8,0 7,0 8 1 8 resolver problemas, tomar decisões, perceber regularidades,
8,0 10,0 9,0 4 2 8 analisar dados, discutir e aplicar idéias.
∑F=40 ∑αF=1
Para desenvolver o raciocínio é fundamental deixar o alu-
no escolher livremente o método que vai utilizar. De nada
Ma = Pm + h.
∑α ⋅F adianta ensinar-lhes a resolver um problema, porque, se eles
∑F não pensam por si mesmos, os próximos já não saberão
fazer. O raciocínio necessário para resolvê-los precisa ser
1 exigido em situações novas e variadas, para que seja exerci-
Ma = 5,0 + 2 .
40 tado e se desenvolva.

Ma = 5,0 + 0,050 As atividades propostas devem estar sempre relacionadas


com situações que tragam desafios e levantem problemas
Ma = 5,05 que precisam ser resolvidos, ou que dêem margem à criação
e devem permitir que os alunos se sintam capazes de vencer
Para o cálculo do desvio padrão, vamos calcular os desvios as dificuldades com as quais se defrontam e de tomar a inici-
(d = Pm — Ma) e acrescentar à tabela dada as colunas ativa para resolvê-las de modo independente.
2 2
d, d , d F:
Nesse tipo de atividade, os alunos são tratados como in-
2 2
h = 2 notas Pm F d d dF Ma = divíduos capazes de construir, modificar e integrar idéias.
5,05 Para tanto, precisam ter a oportunidade de interagir com
01 2,0 1.0 3 - 16,40 49,2 outras pessoas, com objetos e situações que exijam envolvi-
2,01 4,0 3,0 9 4,05 4,20 0 mento, dispondo de tempo para pensar e refletir acerca de
4.01 6.0 5,0 16 - 0,0025 37,8 seus procedimentos. Percebendo o próprio progresso, eles
6,01 8,0 7,0 8 2,05 3,80 0 se sentem mais estimulados a participar ativamente das ativi-
8,0 9.0 4 - 15,60 0,04 dades propostas.
10,0 0,05 30,4
Objetivos
1,95 0
__Ensinar Matemática através de desafios;
3,95 62,4
__Motivar o interesse e a curiosidade;
0
2 __Ampliar o raciocínio lógico;
∑F=40 ∑d F= 179,84 __Desenvolver a criatividade;
__Melhorar a interpretação de texto;
__Propor idéias criativas;
__Observar e perceber coisas que não são percebidas
s=
∑ d2F pelos demais;
∑F __Aumentar a atenção e a concentração;
__Desenvolver antecipação e estratégia;
179,84 __Trabalhar a ansiedade;
s= __Praticar as habilidades;
40
__Melhorar o relacionamento aluno-aluno e aluno-
s = 4,50 professor;
__Estimular a discussão e o uso de estratégias matemáti-
s = 2,12 cas;
__Reduzir a descrença na autocapacidade de realização.
Cálculo da zona de normalidade: Justificativa

Ma - s = 5,05 - 2,12 ⇒ Ma - s = 2,93


O ensino de Matemática vem se tornando cada vez mais
defasado em propostas que motivem o crescimento intelectu-
Ma + s = 5,05 + 2,12 ⇒ Ma + s = 7,17 al do aluno. E cada vez mais é exigido dele que pense e
apresente soluções para os mais variados problemas do
A zona de normalidade inclui, portanto, notas de 2,93 a cotidiano.
7,17.
Em decorrência disso, faz-se necessário propor atividades
BIBLIOGRAFIA periódicas que permitam que o aluno aprenda a pensar, de-
Estatística Fácil –Editora Ática senvolvendo e ampliando, assim, a sua habilidade de raciocí-
Introdução à Estatística – Editora Saraiva nio. Michele Pereira Reis
Introdução à Estatística – Editora Ática
-o0o-
Antes de aprender sobre raciocínio lógico, vamos conferir
RACIOCÍNIO LÓGICO o significado das palavras em separado. Veja a seguir o que
é lógica.

Matemática 96 A Opção Certa Para a Sua Realização


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O que é a lógica? Argumento: Todo argumento é formado por premissas e
proposições. É um conjunto com uma estrutura lógica, origi-
A palavra vem do grego “logos” e significa razão, pensa- nando consequentemente uma outra proposição (conclusão).
mento. Há muitas definições para a lógica, sendo que a con- É a expressão verbal do raciocínio.
siderada mais adequada para nosso estudo é a de Irving
Copi: “A lógica é uma ciência do raciocínio”. A lógica estuda Conclusão: É a proposição final do silogismo, resultado
as formas ou estruturas necessárias para um raciocínio per- das premissas.
feito. É aplicada em diversas áreas, como matemática, filoso-
fia, informática e linguística. Silogismo: Tipo de argumento formado de três proposi-
ções: a maior, a menor e a conclusão deduzida da maior, por
O que é raciocínio lógico? intermédio da menor (silogismo regular).

Raciocínio lógico é a ligação de proposições, ou seja, é o Inferência: É o ato de extrair conclusões com base nas
processo pelo qual o pensamento de duas ou mais relações premissas que compõe o argumento.
conhecidas infere uma outra relação, decorrente lógica das
anteriores. O raciocínio lógico serve para analisar, argumen- Métodos de raciocínio lógico
tar, justificar ou provar hipóteses. É exato, baseia-se em
dados que se podem confirmar. É um tipo de pensamento Existem três métodos de raciocínio lógico através de infe-
que segue regras, divide os objetos de análise em partes e é rência:
linear para chegar à conclusão.
Dedução: A conclusão é totalmente derivada das pre-
Nosso aprendizado sobre raciocínio lógico é baseado na missas.
lógica clássica ou lógica aristotélica, a mesma usada por Exemplo: Roger é engenheiro. Todo engenheiro é bom em
filósofos e matemáticos. A metodologia adotada é adaptada cálculo. Logo, Roger é bom em cálculo.
de forma diferente para cada área de conhecimento que se
utiliza do raciocínio lógico.
Indução: A conclusão tem abrangência maior que as
premissas.
Princípios do raciocínio lógico Exemplo: Roger é engenheiro. Roger é bom em cálculo.
Logo, todo engenheiro é bom em cálculo.
Princípio da Identidade: Todo objeto é idêntico a si
mesmo. Abdução: A conclusão e a regra são usadas para de-
terminar as premissas.
Princípio da não-contradição: Uma proposição não
poderá ser ao mesmo tempo falsa e verdadeira. Exemplo: Roger é bom em cálculo. Todo engenheiro é
bom em cálculo. Logo, Roger é engenheiro.
Princípio do Terceiro excluído: Dadas duas proposi-
ções contraditórias, uma delas é verdadeira. Conectivos lógicos

Conceitos do raciocínio lógico Conectivos são palavras usadas para ligar proposições
simples, criando novas proposições. Vamos aprender três
Proposição formas pelas quais os conectivos podem ser expressos: a
forma como aparece nas proposições (ou a ideia implícita),
Proposição é o conjunto de palavras ou símbolos que re- seu nome e a forma como é simbolizado.
presentam um pensamento completo. Quando palavras,
devem ser sentenças declarativas fechadas. Não são interro- E = conjunção (^). Uma conjunção só será verdadeira se
gações, exclamações ou frases no imperativo. As proposi- todas as proposições componentes forem verdadeiras, ou
ções transmitem pensamentos que poderão ser considerados seja, se uma proposição for falsa, todas são falsas.
verdadeiros ou falsos. Das proposições com palavras, po-
dem-se extrair símbolos. OU = disjunção (v). Uma disjunção será falsa quando as
duas partes que a compõe forem falsas, nos demais casos a
As proposições podem ser simples ou compostas: disjunção é verdadeira, ou seja, basta que uma das proposi-
ções componentes seja verdadeira para que toda a proposi-
Proposição simples: menor parcela que pode ser es- ção seja verdadeira.
tudada dentro da lógica. Não tem nenhuma outra proposi-
ção como parte integrante. Geralmente é representada por OU…OU = disjunção exclusiva (v). Uma disjunção ex-
uma letra minúscula. clusiva só será verdadeira se houver a mútua exclusão das
sentenças, ou seja, só será verdadeira se uma das sentenças
Proposição composta: combinação de duas ou mais for verdadeira e outra falsa. Nos demais casos, a disjunção
proposições interligadas por meio de conectivos. exclusiva será falsa.

Regra (ou condicional): É a constante lógica que conec- SE…ENTÃO = condicional (->). Uma proposição condi-
ta duas proposições. cional somente terá valor falso se a primeira proposição for
verdadeira e a segunda for falsa. Nos outros casos, será
Valor lógico: Um dos dois possíveis juízos a ser atribuído verdadeira. Há várias formas de representação da condicio-
às proposições: ou são verdadeiras, ou são falsas. nal: Se A, B; B, se A; Quando A, B; A implica B; A é condição
suficiente para B; B é condição necessária para A; A somente
Premissa: Cada uma das duas proposições de um silo- se B; Todo A é B.
gismo. Uma proposição só é premissa quando faz parte de
um argumento.

Matemática 97 A Opção Certa Para a Sua Realização


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SE E SOMENTE SE = bicondicional (<->). A bicondicio- da premissa. Exemplo: "A grama ficou molhada todas as
nal será falsa somente quando os valores lógicos das duas vezes em que choveu. Então, se chover amanhã, a grama
proposições forem diferentes. Ou seja, só será verdadeira se ficará molhada." É comum associar os cientistas com este
o valor das duas proposições for igual (as duas verdadeiras estilo de raciocínio.
ou falsas). Se forem diferentes, a bicondicional será falsa. As
formas de representação podem ser: A se e somente se B; se Abdução significa determinar a premissa. Usa-se
A então B e se B então A; A somente se B e B somente se A; a conclusão e a regra para defender que a premissa poderia
A é condição suficiente para B e B é condição suficiente para explicar a conclusão. Exemplo: "Quando chove, a grama fica
A. Todo A é B e todo B é A. molhada. A grama está molhada, então pode ter chovido."
Associa-se este tipo de raciocínio
NEGAÇÃO = (~). Representa a negação de uma proposi- aos diagnosticistas e detetives.
ção. Se a sentença negativa já contiver a palavra “não”, então
é afirmativa.
Lógica Matemática
http://idealgratis.com/curso/introducao-raciocinio-logico/ Imagine que você foi convocado a participar de um júri em
um processo criminal e o advogado de defesa apresenta os
Conceito de raciocínio lógico seguintes argumentos:
“Se meu cliente fosse culpado, a faca estaria na gaveta.
Raciocínio Lógico Ou a faca não estava na gaveta ou José da Silva viu a faca.
Se a faca não estava lá no dia 10 de outubro, segue que José
Ao procurarmos a solução de um problema quando dis- da Silva não viu a faca. Além disso, se a faca estava lá no dia
pomos de dados como um ponto de partida e temos um obje- 10 de outubro, então a faca estava na gaveta e o martelo
tivo a estimularmos, mas não sabemos como chegar a esse estava no celeiro. Mas todos sabemos que o martelo não
objetivo temos um problema. Se soubéssemos não haveria estava no celeiro. Portanto, senhoras e senhores do júri, meu
problema. cliente é inocente.
Pergunta: O argumento do advogado esta correto? Como
É necessário, portanto, que comece por explorar as pos- você deveria votar o destino do réu?
sibilidades, por experimentar hipóteses, voltar atrás num
caminho e tentar outro. É preciso buscar idéias que se con- E mais fácil responder a essa pergunta reescrevendo o
formem à natureza do problema, rejeitar aqueles que não se argumento com a notação de lógica formal, que retira todo o
ajustam a estrutura total da questão e organizar-se. palavrório que causa confusão e permite que nos concentre-
mos na argumentação subjacente.
Mesmo assim, é impossível ter certeza de que escolheu o A lógica formal fornece as bases para o método de pensar
melhor caminho. O pensamento tende a ir e vir quando se organizado e cuidadoso que caracteriza qualquer atividade
trata de resolver problemas difíceis. racional.
"Lógica: Coerência de raciocínio, de ideias. Modo de ra-
Mas se depois de examinarmos os dados chegamos a ciocinar peculiar a alguém, ou a um grupo. Sequencia coe-
uma conclusão que aceitamos como certa concluímos que rente, regular e necessária de acontecimentos, de coisas."
estivemos raciocinando. (dicionário Aurélio), portanto podemos dizer que a Lógica e a
ciência do raciocínio.
Se a conclusão decorre dos dados, o raciocínio é dito ló- 1. PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS EM LÓGICA MATE-
gico. MÁTICA
Nova teoria científica 1.1 CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES
Partindo-se do contexto histórico, a lógica enquanto ciên-
A ciência é bàsicamente a combinação do raciocínio lógi- cia do raciocínio pode ser subdividida em duas grandes cor-
co bom com o conhecimento prático bom de fenômenos natu- rentes, quais sejam: Lógica Clássica e Lógica Formal.
rais reais. Todos os seres humanos fazem algum raciocínio Enquanto Lógica Clássica esta fundamentada em proces-
lógico e têm algum conhecimento prático de alguns fenôme- sos não matemáticos, processos não analíticos, sendo que
nos naturais reais, mas na maior parte têm que combinar suas verdades advêm de entidades filosóficas. Pode-se dizer
ciência com sobrevivência. Alguns povos puderam devotar que a Lógica Clássica tem um caráter intuitivo.
muito de seu tempo ao raciocínio e/ou a ganhar o conheci-
mento melhor da natureza e com isso nos legaram contribui- Enquanto Lógica Formal, a qual encerra dentre outras
ções pequenas ou grandes ao desenvolvimento da ciência. tendências a Lógica Matemática, esta baseada em métodos e
http://wwwracimate.blogspot.com.br/ técnicas matemáticas.
A Lógica matemática, ou a Lógica Simbólica ou Lógica
Em lógica, pode-se distinguir três tipos de raciocínio ló- Algorítmica é caracterizada pela axiomatização, pelo simbo-
gico: dedução, indução e abdução. Dada uma premissa, lismo e pelo formalismo. Tem seu desenvolvimento na ins-
uma conclusão, e uma regra segundo a qual apremis- tância dos símbolos e passam a analisar o raciocínio segun-
sa implica a conclusão, eles podem ser explicados da seguin- do operações e ralações de cálculo específico.
te forma: 1.2 CÁLCULO PROPOSICIONAL E CÁLCULO DOS
PREDICADOS:
Dedução corresponde a determinar a conclusão. Utiliza-
A Lógica Matemática é fundamentada pelo cálculo propo-
se da regra e sua premissa para chegar a uma conclusão.
sicional (ou cálculo dos enunciados, ou cálculo sentencial) e
Exemplo: "Quando chove, a grama fica molhada. Choveu
pelo cálculo dos predicados. No cálculo sentencial têm-se as
hoje. Portanto, a grama está molhada." É comum associar
entidades mínimas de análise (proposições ou enunciados)
os matemáticos com este tipo de raciocínio.
como elementos geradores. No cálculo dos predicados os
elementos de análise correspondem às chamadas funções
Indução é determinar a regra. É aprender a regra a partir proposicionais.
de diversos exemplos de como a conclusão segue

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No primeiro caso não se analisa a relação íntima entre o análise as denominadas sentenças declarativas, afirmativas,
nome e o predicado da estrutura em análise. Sendo oposto de sentido completo e não elípticas (não ambíguas).
no segundo caso. Desta forma toda sentença declarativa, afirmativa de sen-
Os símbolos têm significado e usos específicos no cálculo tido completo que expressão um determinado pensamento
proposicional. são denominado predicados ou enunciados, as quais de
1.2.1 PROPOSIÇÃO, DECLARAÇÃO acordo com o universo relacional onde se encontram é sem-
pre possível predicar-se “verdade” ou a “falsidade”.
É todo o conjunto de palavras ou símbolos que exprimem
um pensamento de sentido completo para a qual se associa São exemplos de proposições em lógica:
apenas um dos dois atributos verdadeiro ou falso. “A filosofia é a lógica dos contrários”
São exemplos de proposições: “Bananas solitárias são aves volares se e somente se, um
Quatro e maior que cinco. logaritmo vermelho é um abacate feliz”.

Ana e inteligente. “Se todo homem inteligente é uma flor, então flores racio-
nais são homens solitários”.
São Paulo e uma cidade da região sudeste.
No cálculo proposicional o que dever ser considerado é a
Existe vida humana em Marte. forma do enunciado e não o significado que esta alcança no
A lua é um satélite da Terra mundo real.
Recife é capital de Pernambuco Portanto os exemplos acima permitem afirmar que o nú-
mero de nomes e/ou predicados que constituem as senten-
ças declarativas, afirmativas de sentido completo dão origem
Exemplos de não proposições: às denominadas proposições simples ou proposições com-
Como vai você? postas.
Como isso pode acontecer! 2.3 CARACTERIZAÇÃO, DEFINIÇÃO E NOTAÇÃO DAS
PROPOSIÇÕES SIMPLES:
1.3 PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS:
Uma proposição simples ou um átomo ou ainda uma pro-
A Lógica Matemática constitui um sistema científico regido posição atômica, constituem a unidade mínima de análise do
por três leis principais, consideradas princípios fundamentais: cálculo sentencial e corresponde a uma estrutura tal em que
 Princípio da não-contradição: uma proposição não não existe nenhuma outra proposição como parte integrante
pode ser verdadeira e falsa ao mesmo tempo. de si próprio. Tais estruturas serão designadas pelas letras
latinas minúsculas tais como:
 Princípio do terceiro excluído: toda preposição ou é
verdadeira ou é falsa, isto é, verifica-se sempre um destes p, q, r, s, u, v, w, p1, p2. . . ¸pn...
casos e nunca um terceiro. As quais são denominadas letras proposicionais ou variá-
veis enunciativas. Desta forma, pra se indicar que a letra
proposicional p designa a sentença: “A Matemática é atributo
Neste sistema de raciocínio tem-se estabelecido tão so-
da lógica”, adota-se a seguinte notação:
mente dois “estados de verdade”, isto é, a “verdade” e a “não
verdade”. Portanto a Lógica Matemática é um sistema biva- p: A matemática é atributo da lógica.
lente ou dicotômico, onde os dois estados de verdade servem Observe que a estrutura: “A matemática não é atributo da
para caracterizar todas as situações possíveis sendo mutua- lógica” não corresponde a uma proposição simples, pois
mente excludentes (isto é, a ocorrência da primeira exclui a possui como parte integrante de si outra proposição.
existência da segunda).
2.4 CARACTERIZAÇÃO, DEFINIÇÃO E NOTAÇÃO DE
Portanto de uma forma geral pode-se dizer que qualquer PROPOSIÇÒES COMPOSTAS:
entidade (proposição ou enunciado) em Lógica Matemática
apresenta apenas dois “estados de verdade” ou será corres- Uma proposição composta, ou uma fórmula proposicional
pondente a “verdade” ou correspondente a “falsidade” não ou uma molécula ou ainda uma proposição molecular é uma
admitindo quaisquer outras hipóteses e nem tão pouco a sentença declarativa, afirmativa, de sentido completo consti-
ocorrência dos dois estados de verdade simultaneamente. tuída de pelo menos um nome ou pelo menos um predicado
ou ainda negativa, isto é, são todas as sentenças que possu-
2. PROPOSIÇÕES OU ENUNCIADOS - FUNDAMENTA- em como parte integrante de si própria pelo menos uma outra
ÇÃO DO CÁLCULO PROPOSICIONAL proposição.
2.1 CONSIDERAÇÕES SOBRE O SISTEMA DICOTÔ- As proposições compostas serão designadas pelas letras
MICO OU BIVALENTE: latinas maiúsculas tais como:
A Lógica Matemática constitui em termos gerais um sis- P, Q, R, S, U, V, W, P1, P2. . . Pn...
tema científico de raciocínio, que se baseia em estados biva-
lentes, ou seja, é um sistema dicotômico onde a quaisquer de Considere as proposições simples:
suas entidades pode-se predicar a “verdade” ou a “falsidade”, p: A filosofia é arte
sendo estados mutuamente excludentes. Desta forma a partir q: A dialética é ciência.
de seus axiomas fundamentais e do sistema bivalente esta-
belecido desenvolver-se-á um método analítico de raciocínio Seja, portanto, a proposição composta “A filosofia é arte
que objetiva analisar a validade do processo informal a partir embora a dialética é a ciência”.
das denominadas primeiras verdades, “primícias”. Para se indicar que a dada sentença é designada pela le-
2.2 DEFINIÇÃO E NOTAÇÃO DE PROPOSIÇÕES NO tra proposicional P, sendo constituída de p e q componentes
CÁLCULO PROPOSICIONAL: adota-se a notação P (p, q): A filosofia é arte embora a dialé-
tica é a ciência.
Na linguagem falada ou escrita quatro são os tipos fun-
damentais de sentenças; quais sejam as imperativas, as Observe que uma fórmula proposicional pode ser constitu-
exclamativas, interrogativas e as declarativas (afirmativas ou ída de outras fórmulas proposicionais. Além do mais uma
negativas); tendo em vista que em lógica matemática tem-se letra proposicional pode designar uma única proposição, quer
apenas dois estados de verdade, esta tem por objeto de seja simples ou composta, contudo uma dada proposição

Matemática 99 A Opção Certa Para a Sua Realização


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pode ser qualificada por quaisquer das letras proposicionais De forma resumida, a validade esta associada à coerên-
num dado universo. cia ou a consistência do raciocínio analítico.
Sejam as proposições: 2.6 CARACTERIZAÇÃO, DEFINIÇÃO, NOTAÇÃO DE
p: A lógica condiciona a Matemática CONECTIVOS LÓGICOS:

q: A dialética fundamenta o pensamento ambíguo. (ou conectivos proposicionais)

P (p, q): A lógica condiciona a Matemática, mas a dialéti- Vejam os exemplos:


ca fundamenta o pensamento ambíguo. “A matemática é a juventude da lógica e a lógica é a ma-
Q (p, q): A lógica condiciona a Matemática e/ou a dialéti- turidade da matemática”
ca fundamenta o pensamento ambíguo. “A matemática é a juventude da lógica ou a lógica é a ma-
Sejam ainda proposições compostas: turidade da matemática”

S (P, Q): Se a lógica condiciona a Matemática mas a dia- “A matemática é a juventude da lógica ou a lógica é a ma-
lética fundamente o pensamento ambíguo, então a Lógica turidade da matemática e não ambos”
condiciona a matemática e/ou a dialética fundamente o pen- “Se a matemática é a juventude da lógica, então a lógica
samento ambíguo. é a maturidade da matemática”.
De forma simbólica tem-se que; “A matemática é a juventude da lógica se, e somente se,
P (p, q): p mas q a lógica é a maturidade da matemática”.

Q (p, q): p e/ou q “Não é fato que a matemática é a juventude da lógica”

S (P, Q):Se p mas q, então p e/ou q Designamos as proposições simples:

Observe que: S (P, Q) é análoga a S (p, q). p: A matemática é a juventude da lógica

2.5 VERDADE E VALIDADE: q: A lógica é a maturidade da matemática

(Valor lógico ou valor verdade das proposições) Tem-se que:

Partindo-se do fato de que a lógica matemática é um sis- P (p, q): p e q.


tema científico de raciocínios, bivalentes e dicotômicos, em Q (p, q): p ou q.
que existem apenas dois “estados de verdade” capazes de R (p, q): p ou q, e não ambos.
gerar todos os resultados possíveis, a “verdade” corresponde
a afirmações do fato enquanto tal, sendo a “falsidade” a con- S (p, q): Se p, então q.
tradição ou a negação do fato enquanto tal. Assim a verdade W (p, q): p se, e somente se q.
ou a falsidade, corresponde respectivamente ao “verdadeiro”
P1 (p): não p
ou “falso”, segundo o referencial teórico que institui as deter-
minadas entidades “proposições” ou “enunciados”, de um Observe que as fórmulas proposicionais ou proposições
dado universo relacional. compostas anteriormente apresentadas foram obtidas a partir
de duas proposições simples quaisquer, unidas pelo conjunto
Em resumo, a verdade é a afirmação do fato e a falsidade
de palavras, quando utilizadas para estabelecer a conexão
é a negação do fato estabelecido.
entre duas ou mais proposições (simples ou compostas), são
denominadas conectivos lógicos ou conectivos proposicio-
Dada uma proposição simples qualquer, designar, por e- nais, os quais definem classes de fórmulas proposicionais
xemplo, pela letra proposicional p, tem-se pelos princípios específicas.
fundamentais que tal proposição será a verdade (V) ou a Prof.a Paula Francis Benevides
falsidade (F) não se admitindo outra hipótese, e, nem tão
pouco a ocorrência dos dois estados simultaneamente, por- Símbolos
tanto, para denotar tais situações, adotar-se-á a simboliza-
ção: ∼ não
V ( p ) = V (valor lógico de p é igual à verdade) ou V ( p )
=F.
∧ e
Considere uma proposição composta P, constituída das
proposições simples p, q, r,...., p1,...., pn componentes. Para
indicar o valor lógico ou valor verdadeiro desta fórmula pro- ∨ ou
posicional adotar-se-á as notações:
V [ P ( p, q, r,..., p1,..., pn)] = V ou V [ P ( p, q, r,..., p1,..., → se ... então
pn)] = F
É oportuno salientar-se que a lógica matemática não cabe
a obrigação de decidir se uma dada proposição é verdade ou
↔ se e somente se
falsidade, isto é, compete aos respectivos especialistas das
correspondentes áreas de conhecimento. Contudo a lógica | tal que
tem por obrigação estruturar métodos ou procedimentos de
decisão que permita, num tempo finito, a decisão sobre os
valores lógicos de fórmulas proposicionais constituídas de n ⇒ implica
proposições e m raciocínios (sobre o ponto de vista da anali-
ticidade de tais processos). A de se observar também, que
validade em lógica matemática corresponde, tão somente a ⇔ equivalente
avaliação de argumentos dedutivos ou de inferência de ar-
gumentos, não tendo sentido associar validade ou legitimida- ∃ existe
de a proposições ou enunciados.

Matemática 100 A Opção Certa Para a Sua Realização


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Temos aqui um argumento, cuja conclusão é: "preciso de
∃| existe um e somente um aumento da 'mesada'". E como justificas esta conclusão?
um Com a subida dos preços no bar da escola e com o facto de
lanchares no bar. Então, estas são as premissas do teu ar-
gumento, são as razões que utilizas para defender a conclu-
∀ qualquer que seja são.

Este exemplo permite-nos esclarecer outro aspecto dos


Valor lógi- argumentos, que é o seguinte: embora um argumento seja
Símbolo Expressão um conjunto de proposições, nem todos os conjuntos de
co
proposições são argumentos. Por exemplo, o seguinte con-
,¬,~ junto de proposições não é um argumento:
Negação não, é falso, não é verdade que
ou '
Eu lancho no bar da escola, mas o João não.
Conjunção e, mas , também, além disso A Joana come pipocas no cinema.
Disjunção ou O Rui foi ao museu.

Condicional se...então, implica, logo, somente se Neste caso, não temos um argumento, porque não há ne-
Bi- ...se, e somente se...; ...é condição nhuma pretensão de justificar uma proposição com base nas
condicional necessária que ... outras. Nem há nenhuma pretensão de apresentar um con-
junto de proposições com alguma relação entre si. Há apenas
uma sequência de afirmações. E um argumento é, como já
ALGUMAS NOÇÕES DE LÓGICA vimos, um conjunto de proposições em que se pretende que
uma delas seja sustentada ou justificada pelas outras — o
António Aníbal Padrão que não acontece no exemplo anterior.
Introdução
Um argumento pode ter uma ou mais premissas, mas só
Todas as disciplinas têm um objecto de estudo. O objeto
pode ter uma conclusão.
de estudo de uma disciplina é aquilo que essa disciplina es-
tuda. Então, qual é o objecto de estudo da lógica? O que é
que a lógica estuda? A lógica estuda e sistematiza a validade Exemplos de argumentos com uma só premissa:
ou invalidade da argumentação. Também se diz que estuda
inferências ou raciocínios. Podes considerar que argumentos, Exemplo 1
inferências e raciocínios são termos equivalentes.
Premissa: Todos os portugueses são europeus.
Muito bem, a lógica estuda argumentos. Mas qual é o in- Conclusão: Logo, alguns europeus são portugueses.
teresse disso para a filosofia? Bem, tenho de te lembrar que
a argumentação é o coração da filosofia. Em filosofia temos a Exemplo 2
liberdade de defender as nossas ideias, mas temos de sus-
tentar o que defendemos com bons argumentos e, é claro, Premissa: O João e o José são alunos do 11.º ano.
também temos de aceitar discutir os nossos argumentos. Conclusão: Logo, o João é aluno do 11.º ano.

Os argumentos constituem um dos três elementos cen- Exemplos de argumentos com duas premissas:
trais da filosofia. Os outros dois são os problemas e as teori-
as. Com efeito, ao longo dos séculos, os filósofos têm procu- Exemplo 1
rado resolver problemas, criando teorias que se apoiam em
argumentos.
Premissa 1: Se o João é um aluno do 11.º ano, então es-
tuda filosofia.
Estás a ver por que é que o estudo dos argumentos é im- Premissa 2: O João é um aluno do 11.º ano.
portante, isto é, por que é que a lógica é importante. É impor- Conclusão: Logo, o João estuda filosofia.
tante, porque nos ajuda a distinguir os argumentos válidos
dos inválidos, permite-nos compreender por que razão uns
Exemplo 2
são válidos e outros não e ensina-nos a argumentar correc-
tamente. E isto é fundamental para a filosofia.
Premissa 1: Se não houvesse vida para além da morte,
O que é um argumento? então a vida não faria sentido.
Premissa 2: Mas a vida faz sentido.
Um argumento é um conjunto de proposições que utiliza-
Conclusão: Logo, há vida para além da morte.
mos para justificar (provar, dar razão, suportar) algo. A pro-
posição que queremos justificar tem o nome de conclusão; as
proposições que pretendem apoiar a conclusão ou a justifi- Exemplo 3:
cam têm o nome de premissas.
Premissa 1: Todos os minhotos são portugueses.
Supõe que queres pedir aos teus pais um aumento da Premissa 2: Todos os portugueses são europeus.
"mesada". Como justificas este aumento? Recorrendo a ra- Conclusão: Todos os minhotos são europeus.
zões, não é? Dirás qualquer coisa como:
É claro que a maior parte das vezes os argumentos
Os preços no bar da escola subiram; não se apresentam nesta forma. Repara, por exemplo, no
como eu lancho no bar da escola, o lanche argumento de Kant a favor do valor objectivo da felicida-
fica me mais caro. Portanto, preciso de um de, tal como é apresentado por Aires Almeida et al.
aumento da "mesada". (2003b) no site de apoio ao manual A Arte de Pensar:

Matemática 101 A Opção Certa Para a Sua Realização


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"De um ponto de vista imparcial, cada pessoa é um fim Uma proposição é o pensamento que uma frase
em si. Mas se cada pessoa é um fim em si, a felicidade de declarativa exprime literalmente.
cada pessoa tem valor de um ponto de vista imparcial e
não apenas do ponto de vista de cada pessoa. Dado que Não deves confundir proposições com frases. Uma frase
cada pessoa é realmente um fim em si, podemos concluir é uma entidade linguística, é a unidade gramatical mínima de
que a felicidade tem valor de um ponto de vista imparcial." sentido. Por exemplo, o conjunto de palavras "Braga é uma"
não é uma frase. Mas o conjunto de palavras "Braga é uma
Neste argumento, a conclusão está claramente identifica- cidade" é uma frase, pois já se apresenta com sentido grama-
da ("podemos concluir que..."), mas nem sempre isto aconte- tical.
ce. Contudo, há certas expressões que nos ajudam a perce-
ber qual é a conclusão do argumento e quais são as premis- Há vários tipos de frases: declarativas, interrogativas, im-
sas. Repara, no argumento anterior, na expressão "dado perativas e exclamativas. Mas só as frases declarativas ex-
que". Esta expressão é um indicador de premissa: ficamos a primem proposições. Uma frase só exprime uma proposição
saber que o que se segue a esta expressão é uma premissa quando o que ela afirma tem valor de verdade.
do argumento. Também há indicadores de conclusão: dois
dos mais utilizados são "logo" e "portanto". Por exemplo, as seguintes frases não exprimem proposi-
ções, porque não têm valor de verdade, isto é, não são ver-
Um indicador é um articulador do discurso, é uma palavra dadeiras nem falsas:
ou expressão que utilizamos para introduzir uma razão (uma
premissa) ou uma conclusão. O quadro seguinte apresenta 1. Que horas são?
alguns indicadores de premissa e de conclusão: 2. Traz o livro.
3. Prometo ir contigo ao cinema.
4. Quem me dera gostar de Matemática.
Indicadores de premis- Indicadores de conclu-
sa são
Mas as frases seguintes exprimem proposições, porque
têm valor de verdade, isto é, são verdadeiras ou falsas, ainda
que, acerca de algumas, não saibamos, neste momento, se
pois por isso são verdadeiras ou falsas:
porque por conseguinte
dado que implica que 1. Braga é a capital de Portugal.
como foi dito logo 2. Braga é uma cidade minhota.
visto que portanto 3. A neve é branca.
devido a então 4. Há seres extraterrestres inteligentes.
a razão é que daí que
admitindo que segue-se que A frase 1 é falsa, a 2 e a 3 são verdadeiras. E a 4? Bem,
sabendo-se que pode-se inferir que não sabemos qual é o seu valor de verdade, não sabemos se
assumindo que consequentemente é verdadeira ou falsa, mas sabemos que tem de ser verdadei-
ra ou falsa. Por isso, também exprime uma proposição.

É claro que nem sempre as premissas e a conclusão são Uma proposição é uma entidade abstracta, é o pensa-
precedidas por indicadores. Por exemplo, no argumento: mento que uma frase declarativa exprime literalmente. Ora,
um mesmo pensamento pode ser expresso por diferentes
O Mourinho é treinador de futebol e ganha mais de 100000 frases. Por isso, a mesma proposição pode ser expressa por
euros por mês. Portanto, há treinadores de futebol que ga- diferentes frases. Por exemplo, as frases "O governo demitiu
nham mais de 100000 euros por mês. o presidente da TAP" e "O presidente da TAP foi demitido
pelo governo" exprimem a mesma proposição. As frases
A conclusão é precedida do indicador "Portanto", mas as seguintes também exprimem a mesma proposição: "A neve é
premissas não têm nenhum indicador. branca" e "Snow is white".
Ambiguidade e vagueza
Por outro lado, aqueles indicadores (palavras e expres-
sões) podem aparecer em frases sem que essas frases se- Para além de podermos ter a mesma proposição expres-
jam premissas ou conclusões de argumentos. Por exemplo, sa por diferentes frases, também pode acontecer que a
se eu disser: mesma frase exprima mais do que uma proposição. Neste
caso dizemos que a frase é ambígua. A frase "Em cada dez
Depois de se separar do dono, o cão nunca mais foi o minutos, um homem português pega numa mulher ao colo" é
mesmo. Então, um dia ele partiu e nunca mais foi visto. ambígua, porque exprime mais do que uma proposição: tanto
Admitindo que não morreu, onde estará? pode querer dizer que existe um homem português (sempre o
mesmo) que, em cada dez minutos, pega numa mulher ao
O que se segue à palavra "Então" não é conclusão de ne- colo, como pode querer dizer que, em cada dez minutos, um
nhum argumento, e o que segue a "Admitindo que" não é homem português (diferente) pega numa mulher ao colo (a
premissa, pois nem sequer tenho aqui um argumento. Por sua).
isso, embora seja útil, deves usar a informação do quadro de
indicadores de premissa e de conclusão criticamente e não Por vezes, deparamo-nos com frases que não sabemos
de forma automática. com exactidão o que significam. São as frases vagas. Uma
frase vaga é uma frase que dá origem a casos de fronteira
Proposições e frases indecidíveis. Por exemplo, "O professor de Filosofia é calvo" é
Um argumento é um conjunto de proposições. Quer as uma frase vaga, porque não sabemos a partir de quantos
premissas quer a conclusão de um argumento são proposi- cabelos é que podemos considerar que alguém é calvo. Qui-
ções. Mas o que é uma proposição? nhentos? Cem? Dez? Outro exemplo de frase vaga é o se-
guinte: "Muitos alunos tiveram negativa no teste de Filosofia".

Matemática 102 A Opção Certa Para a Sua Realização


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Muitos, mas quantos? Dez? Vinte? Em filosofia devemos do valor de verdade das proposições que constituem o argu-
evitar as frases vagas, pois, se não comunicarmos com exac- mento. Como vês, a validade é uma propriedade diferente da
tidão o nosso pensamento, como é que podemos esperar que verdade. A verdade é uma propriedade das proposições que
os outros nos compreendam? constituem os argumentos (mas não dos argumentos) e a
validade é uma propriedade dos argumentos (mas não das
Validade e verdade
proposições).
A verdade é uma propriedade das proposições. A valida-
de é uma propriedade dos argumentos. É incorrecto falar em Então, repara que podemos ter:
proposições válidas. As proposições não são válidas nem
inválidas. As proposições só podem ser verdadeiras ou fal- Argumentos válidos, com premissas verdadeiras e conclu-
sas. Também é incorrecto dizer que os argumentos são ver- são verdadeira;
dadeiros ou que são falsos. Os argumentos não são verda-
deiros nem falsos. Os argumentos dizem-se válidos ou inváli- Argumentos válidos, com premissas falsas e conclusão fal-
dos. sa;

Quando é que um argumento é válido? Por agora, referirei Argumentos válidos, com premissas falsas e conclusão
apenas a validade dedutiva. Diz-se que um argumento dedu- verdadeira;
tivo é válido quando é impossível que as suas premissas
sejam verdadeiras e a conclusão falsa. Repara que, para um
Argumentos inválidos, com premissas verdadeiras e con-
argumento ser válido, não basta que as premissas e a con-
clusão verdadeira;
clusão sejam verdadeiras. É preciso que seja impossível que
sendo as premissas verdadeiras, a conclusão seja falsa.
Argumentos inválidos, com premissas verdadeiras e con-
clusão falsa;
Considera o seguinte argumento:
Argumentos inválidos, com premissas falsas e conclusão
Premissa 1: Alguns treinadores de futebol ganham mais
falsa; e
de 100000 euros por mês.
Premissa 2: O Mourinho é um treinador de futebol.
Conclusão: Logo, o Mourinho ganha mais de 100000 Argumentos inválidos, com premissas falsas e conclusão
euros por mês. verdadeira.

Neste momento (Julho de 2004), em que o Mourinho é Mas não podemos ter:
treinador do Chelsea e os jornais nos informam que ganha
muito acima de 100000 euros por mês, este argumento tem Argumentos válidos, com premissas verdadeiras e conclu-
premissas verdadeiras e conclusão verdadeira e, contudo, são falsa.
não é válido. Não é válido, porque não é impossível que as
premissas sejam verdadeiras e a conclusão falsa. Podemos Como podes determinar se um argumento dedutivo é vá-
perfeitamente imaginar uma circunstância em que o Mourinho lido? Podes seguir esta regra:
ganhasse menos de 100000 euros por mês (por exemplo, o
Mourinho como treinador de um clube do campeonato regio- Mesmo que as premissas do argumento não sejam verda-
nal de futebol, a ganhar 1000 euros por mês), e, neste caso, deiras, imagina que são verdadeiras. Consegues imaginar
a conclusão já seria falsa, apesar de as premissas serem alguma circunstância em que, considerando as premissas
verdadeiras. Portanto, o argumento é inválido. verdadeiras, a conclusão é falsa? Se sim, então o argumento
não é válido. Se não, então o argumento é válido.
Considera, agora, o seguinte argumento, anteriormente
apresentado: Lembra-te: num argumento válido, se as premissas forem
verdadeiras, a conclusão não pode ser falsa.
Premissa: O João e o José são alunos do 11.º ano.
Argumentos sólidos e argumentos bons
Conclusão: Logo, o João é aluno do 11.º ano.
Em filosofia não é suficiente termos argumentos válidos,
Este argumento é válido, pois é impossível que a pre- pois, como viste, podemos ter argumentos válidos com con-
missa seja verdadeira e a conclusão falsa. Ao contrário do clusão falsa (se pelo menos uma das premissas for falsa).
argumento que envolve o Mourinho, neste não podemos Em filosofia pretendemos chegar a conclusões verdadeiras.
imaginar nenhuma circunstância em que a premissa seja Por isso, precisamos de argumentos sólidos.
verdadeira e a conclusão falsa. Podes imaginar o caso em
que o João não é aluno do 11.º ano. Bem, isto significa Um argumento sólido é um argumento válido
que a conclusão é falsa, mas a premissa também é falsa. com premissas verdadeiras.

Repara, agora, no seguinte argumento: Um argumento sólido não pode ter conclusão falsa, pois,
por definição, é válido e tem premissas verdadeiras; ora, a
Premissa 1: Todos os números primos são pares. validade exclui a possibilidade de se ter premissas verdadei-
Premissa 2: Nove é um número primo. ras e conclusão falsa.
Conclusão: Logo, nove é um número par.
O seguinte argumento é válido, mas não é sólido:
Este argumento é válido, apesar de quer as premissas
quer a conclusão serem falsas. Continua a aplicar-se a noção Todos os minhotos são alentejanos.
de validade dedutiva anteriormente apresentada: é impossí- Todos os bracarenses são minhotos.
vel que as premissas sejam verdadeiras e a conclusão falsa. Logo, todos os bracarenses são alenteja-
A validade de um argumento dedutivo depende da conexão nos.
lógica entre as premissas e a conclusão do argumento e não

Matemática 103 A Opção Certa Para a Sua Realização


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Este argumento não é sólido, porque a primeira premissa Este argumento é válido, mas não é um bom argumento,
é falsa (os minhotos não são alentejanos). E é porque tem porque as premissas não são menos discutíveis do que a
uma premissa falsa que a conclusão é falsa, apesar de o conclusão.
argumento ser válido.
Para que um argumento seja bom (ou forte), as premissas
O seguinte argumento é sólido (é válido e tem premissas têm de ser mais plausíveis do que a conclusão, como acon-
verdadeiras): tece no seguinte exemplo:

Todos os minhotos são portugueses. Se não se aumentarem os níveis de exigência de estudo e de


Todos os bracarenses são minhotos. trabalho dos alunos no ensino básico, então os alunos conti-
Logo, todos os bracarenses são portugue- nuarão a enfrentar dificuldades quando chegarem ao ensino
ses. secundário.

Também podemos ter argumentos sólidos deste tipo: Ora, não se aumentaram os níveis de exigência de estudo e
de trabalho dos alunos no ensino básico.
Sócrates era grego.
Logo, Sócrates era grego. Logo, os alunos continuarão a enfrentar dificuldades quando
chegarem ao ensino secundário.
(É claro que me estou a referir ao Sócrates, filósofo grego
e mestre de Platão, e não ao Sócrates, candidato a secretário Este argumento pode ser considerado bom (ou forte),
geral do Partido Socialista. Por isso, a premissa e a conclu- porque, além de ser válido, tem premissas menos discutíveis
são são verdadeiras.) do que a conclusão.

Este argumento é sólido, porque tem premissa verdadeira As noções de lógica que acabei de apresentar são ele-
e é impossível que, sendo a premissa verdadeira, a conclu- mentares, é certo, mas, se as dominares, ajudar-te-ão a fazer
são seja falsa. É sólido, mas não é um bom argumento, por- um melhor trabalho na disciplina de Filosofia e, porventura,
que a conclusão se limita a repetir a premissa. noutras.

Um argumento bom (ou forte) é um argumento válido per- Proposições simples e compostas
suasivo (persuasivo, do ponto de vista racional).
As proposições simples ou atômicas são assim caracteri-
Fica agora claro por que é que o argumento "Sócrates era zadas por apresentarem apenas uma idéia. São indicadas
grego; logo, Sócrates era grego", apesar de sólido, não é um pelas letras minúsculas: p, q, r, s, t...
bom argumento: a razão que apresentamos a favor da con-
clusão não é mais plausível do que a conclusão e, por isso, o As proposições compostas ou moleculares são assim ca-
argumento não é persuasivo. racterizadas por apresentarem mais de uma proposição co-
nectadas pelos conectivos lógicos. São indicadas pelas letras
Talvez recorras a argumentos deste tipo, isto é, argumen- maiúsculas: P, Q, R, S, T...
tos que não são bons (apesar de sólidos), mais vezes do que
imaginas. Com certeza, já viveste situações semelhantes a Obs: A notação Q(r, s, t), por exemplo, está indicando que
esta: a proposição composta Q é formada pelas proposições sim-
ples r, s e t.
— Pai, preciso de um aumento da "mesa-
da". Exemplo:
— Porquê? Proposições simples:
— Porque sim. p: O número 24 é múltiplo de 3.
q: Brasília é a capital do Brasil.
r: 8 + 1 = 3 . 3
O que temos aqui? O seguinte argumento:
s: O número 7 é ímpar
t: O número 17 é primo
Preciso de um aumento da "mesada". Proposições compostas
Logo, preciso de um aumento da "mesada". P: O número 24 é divisível por 3 e 12 é o dobro de 24.
Q: A raiz quadrada de 16 é 4 e 24 é múltiplo de 3.
Afinal, querias justificar o aumento da "mesada" (conclu- R(s, t): O número 7 é ímpar e o número 17 é primo.
são) e não conseguiste dar nenhuma razão plausível para
esse aumento. Limitaste-te a dizer "Porque sim", ou seja, Noções de Lógica
"Preciso de um aumento da 'mesada', porque preciso de um Sérgio Biagi Gregório
aumento da 'mesada'". Como vês, trata-se de um argumento
muito mau, pois com um argumento deste tipo não conse- 1. CONCEITO DE LÓGICA
gues persuadir ninguém.
Lógica é a ciência das leis ideais do pensamento e a arte
Mas não penses que só os argumentos em que a conclu- de aplicá-los à pesquisa e à demonstração da verdade.
são repete a premissa é que são maus. Um argumento é mau
(ou fraco) se as premissas não forem mais plausíveis do que Diz-se que a lógica é uma ciência porque constitui um
a conclusão. É o que acontece com o seguinte argumento: sistema de conhecimentos certos, baseados em princípios
universais. Formulando as leis ideais do bem pensar, a lógica
Se a vida não faz sentido, então Deus não se apresenta como ciência normativa, uma vez que seu obje-
existe. to não é definir o que é, mas o que deve ser, isto é,
Mas Deus existe. as normas do pensamento correto.
Logo, a vida faz sentido.

Matemática 104 A Opção Certa Para a Sua Realização


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A lógica é também uma arte porque, ao mesmo tempo Exemplo de sofisma intelectual: tomar por essencial o
que define os princípios universais do pensamento, estabele- que é apenas acidental; tomar por causa um simples ante-
ce as regras práticas para o conhecimento da verdade (1). cedente ou mera circunstância acidental (3).

2. EXTENSÃO E COMPREENSÃO DOS CONCEITOS


LÓGICA
Ao examinarmos um conceito, em termos lógicos, deve-
mos considerar a sua extensão e a sua compreensão. Lógica - do grego logos significa “palavra”, “expressão”,
“pensamento”, “conceito”, “discurso”, “razão”. Para Aristóte-
Vejamos, por exemplo, o conceito homem. les, a lógica é a “ciência da demonstração”; Maritain a define
como a “arte que nos faz proceder, com ordem, facilmente e
A extensão desse conceito refere-se a todo o conjunto de sem erro, no ato próprio da razão”; para Liard é “a ciência das
indivíduos aos quais se possa aplicar a designação homem. formas do pensamento”. Poderíamos ainda acrescentar: “É a
ciência das leis do pensamento e a arte de aplicá-las corre-
A compreensão do conceito homem refere-se ao conjun- tamente na procura e demonstração da verdade.
to de qualidades que um indivíduo deve possuir para ser
designado pelo termo homem: animal, vertebrado, mamífero, A filosofia, no correr dos séculos, sempre se preocupou
bípede, racional. com o conhecimento, formulando a esse respeito várias
questões: Qual a origem do conhecimento? Qual a sua es-
Esta última qualidade é aquela que efetivamente distingue sência? Quais os tipos de conhecimentos? Qual o critério da
o homem dentre os demais seres vivos (2). verdade? É possível o conhecimento? À lógica não interessa
nenhuma dessas perguntas, mas apenas dar as regrasdo
3. JUÍZO E O RACIOCÍNIO pensamento correto. A lógica é, portanto, uma disciplina
propedêutica.
Entende-se por juízo qualquer tipo de afirmação ou nega-
ção entre duas idéias ou dois conceitos. Ao afirmarmos, por Aristóteles é considerado, com razão, o fundador da lógi-
exemplo, que “este livro é de filosofia”, acabamos de for- ca. Foi ele, realmente, o primeiro a investigar, cientificamente,
mular um juízo. as leis do pensamento. Suas pesquisas lógicas foram reuni-
das, sob o nome de Organon, por Diógenes Laércio. As leis
O enunciado verbal de um juízo é denomina- do pensamento formuladas por Aristóteles se caracterizam
do proposição ou premissa. pelo rigor e pela exatidão. Por isso, foram adotadas pelos
pensadores antigos e medievais e, ainda hoje, são admitidas
Raciocínio - é o processo mental que consiste em coor- por muitos filósofos.
denar dois ou mais juízos antecedentes, em busca de um
juízo novo, denominado conclusão ou inferência. O objetivo primacial da lógica é, portanto, o estudo da in-
teligência sob o ponto de vista de seu uso no conhecimento.
Vejamos um exemplo típico de raciocínio: É ela que fornece ao filósofo o instrumento e a técnica ne-
1ª) premissa - o ser humano é racional; cessária para a investigação segura da verdade. Mas, para
2ª) premissa - você é um ser humano; atingir a verdade, precisamos partir de dados exatos e racio-
conclusão - logo, você é racional. cinar corretamente, a fim de que o espírito não caia em con-
tradição consigo mesmo ou com os objetos, afirmando-os
O enunciado de um raciocínio através da linguagem fala- diferentes do que, na realidade, são. Daí as várias divisões
da ou escrita é chamado de argumento. Argumentar signifi- da lógica.
ca, portanto, expressar verbalmente um raciocínio (2).
Assim sendo, a extensão e compreensão do conceito, o
4. SILOGISMO juízo e o raciocínio, o argumento, o silogismo e o sofisma são
estudados dentro do tema lógica. O silogismo, que é um
Silogismo é o raciocínio composto de três proposições, raciocínio composto de três proposições, dispostos de tal
dispostas de tal maneira que a terceira, chamada conclusão, maneira que a terceira, chamada conclusão, deriva logica-
deriva logicamente das duas primeiras, chamadas premissas. mente das duas primeiras chamadas premissas, tem lugar de
destaque. É que todos os argumentos começam com uma
Todo silogismo regular contém, portanto, três proposi- afirmação caminhando depois por etapas até chegar à con-
ções nas quais três termos são comparados, dois a dois. clusão. Sérgio Biagi Gregório
Exemplo: toda a virtude é louvável; ora, a caridade é uma
virtude; logo, a caridade é louvável (1). PROPOSIÇÃO

5. SOFISMA Denomina-se proposição a toda frase declarativa, expressa


em palavras ou símbolos, que exprima um juízo ao qual se
Sofisma é um raciocínio falso que se apresenta com apa- possa atribuir, dentro de certo contexto, somente um de dois
rência de verdadeiro. Todo erro provém de um raciocínio valores lógicos possíveis: verdadeiro ou falso.
ilegítimo, portanto, de um sofisma. São exemplos de proposições as seguintes sentenças
declarativas:
O erro pode derivar de duas espécies de causas: A capital do Brasil é Brasília.
das palavras que o exprimem ou das idéias que o constitu- 23 > 10
em. No primeiro, os sofismas de palavras ou verbais; no Existe um número ímpar menor que dois.
segundo, os sofismas de idéias ou intelectuais. João foi ao cinema ou ao teatro.

Exemplo de sofisma verbal: usar mesma palavra com Não são proposições:
duplo sentido; tomar a figura pela realidade. 1) frases interrogativas: “Qual é o seu nome?”
2) frases exclamativas: “Que linda é essa mulher!”
3) frases imperativas: “Estude mais.”
4) frases optativas: “Deus te acompanhe.”

Matemática 105 A Opção Certa Para a Sua Realização


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5) frases sem verbo: “O caderno de Maria.”
6) sentenças abertas (o valor lógico da sentença depende do
valor (do nome) atribuído a variável): ARGUMENTO
“x é maior que 2”; “x+y = 10”; “Z é a capital do Chile”. Um argumento pode ser definido como uma afirmação
acompanhada de justificativa (argumento retórico) ou como
PROPOSIÇÃO CATEGÓRICA uma justaposição de duas afirmações opostas, argumento e
contra-argumento (argumento dialógico)1 .
Proposição categórica faz uma afirmação da qual não fi-
caremos com duvidas. Na lógica, um argumento é um conjunto de uma ou mais
sentenças declarativas, também conhecidas como
Por exemplo: “O produto será entregue hoje”. Temos proposições, ou ainda, premissas, acompanhadas de uma
certeza de que o produto será entregue hoje. outra frase declarativa conhecida comoconclusão.
Mas, se a frase fosse: “Talvez o produto seja entregue
hoje” ou “O produto poderá ser entregue hoje”, toda a
certeza se esvai. Um argumento dedutivo afirma que a verdade de uma
conclusão é uma consequência lógica daspremissas que a
Essas não são proposições categóricas, e somos deixa- antecedem.
dos na dúvida sobre quando o produto realmente será entre-
gue. Um argumento indutivo afirma que a verdade da
Um argumento categórico (formado por proposições cate- conclusão é apenas apoiada pelas premissas.
góricas) é, então, o mais efetivo dos argumentos porque nos
fornece certo conhecimento. Toda premissa, assim como toda conclusão, pode ser
apenas verdadeira ou falsa; nunca pode ser ambígua.
- PROPOSIÇÃO HIPOTÉTICA.
A Hipótese (do gr. Hypóthesis) é uma proposição que se Em funçao disso, as frases que apresentam um
admite de modo provisório como verdadeira e como ponto de argumento são referidas como sendo verdadeiras ou falsas, e
partida a partir do qual se pode deduzir, pelas regras da lógi- em consequência, são válidas ou são inválidas.
ca, um conjunto secundário de proposições, que têm por
objetivo elucidar o mecanismo associado às evidências e Alguns autores referem-se à conclusão das premissas
dados experimentais a se explicar. usando os termos declaração, frase, afirmação ou
proposição.
Literalmente pode ser compreendida como uma suposi-
ção ou proposição na forma de pergunta, uma conjetura que A razão para a preocupação com a verdade
orienta uma investigação por antecipar características prová- é ontológica quanto ao significado dos termos (proposições)
veis do objeto investigado e que vale quer pela concordância em particular. Seja qual termo for utilizado, toda premissa,
com os fatos conhecidos quer pela confirmação através de bem como a conclusão, deve ser capaz de ser apenas
deduções lógicas dessas características, quer pelo confronto verdadeira ou falsa e nada mais: elas devem
com os resultados obtidos via novos caminhos de investiga- ser truthbearers ("portadores de verdade", em português).
ção (novas hipóteses e novos experimentos).
Não é possível provar ou refutar uma hipótese, mas confir-
Argumentos formais e argumentos informais
má-la ou invalidá-la: provar e confirmar são coisas diferentes
embora divisadas por uma linha tênue. Entretanto, para as
questões mais complexas, lembre-se, podem existir muitas Argumentos informais são estudados na lógica informal.
explicações possíveis, uma ou duas experiências talvez não São apresentados em linguagem comum e se destinam a ser
provem ou refutar uma hipótese. o nosso discurso diário. Argumentos Formais são estudados
na lógica formal (historicamente chamada lógica simbólica,
- TAUTOLOGIA mais comumente referida como lógica matemática) e são
expressos em uma linguagem formal. Lógica informal pode
A origem do termo vem de do grego tautó, que significa "o chamar a atenção para o estudo da argumentação, que
mesmo", mais logos, que significa "assunto".Portanto, tauto- enfatiza implicação, lógica formal e de inferência.
logia é dizer sempre a mesma coisa em termos diferentes.
Argumentos dedutivos
Em filosofia diz-se que um argumento é tautológico quan-
do se explica por ele próprio, às vezes redundante O argumento dedutivo é uma forma de raciocínio que
ou falaciosamente. geralmente parte de uma verdade universal e chega a uma
verdade menos universal ou singular. Esta forma de
Por exemplo, dizer que "o mar é azul porque reflete a raciocínio é válida quando suas premissas, sendo
cor do céu e o céu é azul por causa do mar" é uma afirma- verdadeiras, fornecem provas evidentes para sua conclusão.
tiva tautológica. Sua característica principal é a necessidade, uma vez que
Um exemplo de dito popular tautológico é "tudo o que é nós admitimos como verdadeira as premissas teremos que
demais sobra". admitir a conclusão como verdadeira, pois a conclusão
decorre necessariamente das premissas. Dessa forma, o
Ela é uma palavra usada na terminologia própria da Lógica e argumento deve ser considerado válido. “Um raciocínio
da Retórica. dedutivo é válido quando suas premissas, se verdadeiras,
Tautologia é uma proposição dada como explicação ou fornecem provas convincentes para sua conclusão, isto é,
como prova, mas que, na realidade, apenas repete o que foi quando as premissas e a conclusão estão de tal modo
dito. relacionados que é absolutamente impossível as premissas
serem verdadeiras se a conclusão tampouco for verdadeira”
Exemplo clássico é o famoso 'subir para cima' ou (COPI, 1978, p.35). Geralmente os argumentos dedutivos são
o 'descer para baixo' (dizem que devemos evitar uso das estéreis, uma vez que eles não apresentam nenhum
repetições desnecessárias). conhecimento novo. Como dissemos, a conclusão já está

Matemática 106 A Opção Certa Para a Sua Realização


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contida nas premissas. A conclusão nunca vai além das de saber se suas premissas são verdadeiras.Tal conclusão
premissas. Mesmo que a ciência não faça tanto uso da não precisa ser uma verdade: se fosse assim, seria
dedução em suas descobertas, exceto a matemática, ela independente das premissas. Exemplo: Todos os gregos são
continua sendo o modelo de rigor dentro da lógica. Note que humanos e todos os seres humanos são mortais, portanto,
em todos os argumentos dedutivos a conclusão já está todos os gregos são mortais. Argumento válido, pois se as
contida nas premissas. premissas são verdadeiras a conclusão deve ser verdadeira.

Exemplos
1) Só há movimento no carro se houver combustível.
O carro está em movimento.
Alguns gregos são lógicos e alguns lógicos são chatos,
Logo, há combustível no carro.
por isso, alguns gregos são chatos. Este argumento é
inválido porque todos os chatos lógicos poderiam ser
2) Tudo que respira é um ser vivo.
romanos!
A planta respira.
Logo, a planta é um ser vivo.
Ou estamos todos condenados ou todos nós somos
3) O som não se propaga no vácuo. salvos, não somos todos salvos por isso estamos todos
Na lua tem vácuo. condenados. Argumento válido,pois as premissas implicam a
Logo, não há som na lua. conclusão. (Lembre-se que não significa que a conclusão tem
de ser verdadeira, apenas se as premissas são verdadeiras
4) Só há fogo se houver oxigênio e, talvez, eles não são, talvez algumas pessoas são salvas e
Na lua não há oxigênio. algumas pessoas são condenadas, e talvez alguns nem
Logo, na lua não pode haver fogo. salvos nem condenados!)

5) P=Q Argumentos podem ser invalidados por uma variedade de


Q=R razões. Existem padrões bem estabelecidos de raciocínio que
Logo, P=R tornam argumentos que os seguem inválidos; esses padrões
são conhecidos como falácias lógicas.

Validade Solidez de um argumento

Argumentos tanto podem ser válidos ou inválidos. Se um Um argumento sólido é um argumento válido com as
argumento é válido, e a sua premissa é verdadeira, a premissas verdadeiras. Um argumento sólido pode ser válido
conclusão deve ser verdadeira: um argumento válido não e, tendo ambas as premissas verdadeiras, deve seguir uma
pode ter premissa verdadeira e uma conclusão falsa. conclusão verdadeira.

A validade de um argumento depende, porém, da real Argumentos indutivos


veracidade ou falsidade das suas premissas e e de sua
conclusões. No entanto, apenas o argumento possui uma Lógica indutiva é o processo de raciocínio em que as
forma lógica. A validade de um argumento não é uma premissas de um argumento se baseiam na conclusão, mas
garantia da verdade da sua conclusão. Um argumento válido não implicam nela. Indução é uma forma de raciocínio que
pode ter premissas falsas e uma conclusão falsa. faz generalizações baseadas em casos individuais.

A Lógica visa descobrir as formas válidas, ou seja, as Indução matemática não deve ser incorretamente
formas que fazer argumentos válidos. Uma Forma de interpretada como uma forma de raciocínio indutivo, que é
Argumento é válida se e somente se todos os seus considerado não-rigoroso em matemática. Apesar do nome, a
argumentos são válidos. Uma vez que a validade de um indução matemática é uma forma de raciocínio dedutivo e é
argumento depende da sua forma, um argumento pode ser totalmente rigorosa.
demonstrado como inválido, mostrando que a sua forma é
inválida, e isso pode ser feito, dando um outro argumento da
Nos argumentos indutivos as premissas dão alguma
mesma forma que tenha premissas verdadeiras mas uma
evidência para a conclusão. Um bom argumento indutivo terá
falsa conclusão. Na lógica informal este argumento é
uma conclusão altamente provável. Neste caso, é bem
chamado de contador.
provável que a conclusão realizar-se-á ou será válida. Diz-se
então que as premissas poderão ser falsas ou verdadeiras e
A forma de argumento pode ser demonstrada através da as conclusões poderão ser válidas ou não válidas. Segundo
utilização de símbolos. Para cada forma de argumento, existe John Stuart Mill, existem algumas regras que se aplicam aos
um forma de declaração correspondente, chamado argumentos indutivos, que são: O método da concordância, o
de Correspondente Condicional. Uma forma de argumento é método da diferença, e o método das variações
válida Se e somente se o seu correspondente condicional é concomitantes.
uma verdade lógica. A declaração é uma forma lógica de
verdade, se é verdade sob todas as interpretações. Uma Argumentação convincente
forma de declaração pode ser mostrada como sendo uma
lógica de verdade por um ou outro argumento, que mostra se
tratar de uma tautologia por meio de uma prova. Um argumento é convincente se e somente se a
veracidade das premissas tornar verdade a provável
conclusão (isto é, o argumento é forte), e as premissas do
O correspondente condicional de um argumento válido é
argumento são, de fato, verdadeiras. Exemplo:
necessariamente uma verdade (verdadeiro em todos os
mundos possíveis) e, por isso, se poderia dizer que a
conclusão decorre necessariamente das premissas, ou
resulta de uma necessidade lógica. A conclusão de um Nada Saberei se nada tentar.
argumento válido não precisa ser verdadeira, pois depende

Matemática 107 A Opção Certa Para a Sua Realização


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Falácias e não argumentos Argumentos matemáticos

Uma falácia é um argumento inválido que parece válido, A base de verdade matemática tem sido objeto de um
ou um argumento válido com premissas "disfarçadas". Em longo debate. Frege procurou demonstrar, em particular, que
primeiro Lugar, as conclusões devem ser declarações, as verdades aritméticas podem ser obtidas a partir de lógicas
capazes de serem verdadeiras ou falsas. Em segundo lugar puramente axiomáticas e, por conseguinte, são, no final,
não é necessário afirmar que a conclusão resulta das lógicas de verdades. Se um argumento pode ser expresso
premissas. As palavras, “por isso”, “porque”, “normalmente” e sob a forma de frases em Lógica Simbólica, então ele pode
“consequentemente” separam as premissas a partir da ser testado através da aplicação de provas. Este tem sido
conclusão de um argumento, mas isto não é realizado usando Axioma de Peano. Seja como for, um
necessariamente assim. Exemplo: “Sócrates é um homem e argumento em Matemática, como em qualquer outra
todos os homens são mortais, logo, Sócrates é mortal”. Isso é disciplina, pode ser considerado válido apenas no caso de
claramente um argumento, já que é evidente que a afirmação poder ser demonstrado que é de uma forma tal que não
de que Sócrates é mortal decorre das declarações anteriores. possa ter verdadeiras premissas e uma falsa conclusão.
No entanto: “eu estava com sede e, por isso, eu bebi” não é
um argumento, apesar de sua aparência. Ele não está Argumentos políticos
reivindicando que eu bebi por causa da sede, eu poderia ter
bebido por algum outro motivo. Um argumento político é um exemplo de uma
argumentação lógica aplicada a política. Argumentos
Argumentos elípticos Políticos são utilizados por acadêmicos, meios de
comunicação social, candidatos a cargos políticos e
Muitas vezes um argumento não é válido, porque existe funcionários públicos. Argumentos políticos também são
uma premissa que necessita de algo mais para torná-lo utilizados por cidadãos comuns em interações de comentar e
válido. Alguns escritores, muitas vezes, deixam de fora uma compreender sobre os acontecimentos políticos.
premissa estritamente necessária no seu conjunto de
premissas se ela é amplamente aceita e o escritor não FORMA DE UM ARGUMENTO
pretende indicar o óbvio. Exemplo: Ferro é um metal, por
isso, ele irá expandir quando aquecido. (premissa Os argumentos lógicos, em geral, possuem uma
descartada: todos os metais se expandem quando certa forma (estrutura). Uma estrutura pode ser criada a
aquecidos). Por outro lado, um argumento aparentemente partir da substituição de palavras diferentes ou sentenças,
válido pode ser encontrado pela falta de uma premissa - um que geram uma substituição de letras (variáveis lógicas) ao
"pressuposto oculto" - o que se descartou pode mostrar uma logo das linhas da álgebra.
falha no raciocínio. Exemplo: Uma testemunha fundamentada
diz “Ninguém saiu pela porta da frente, exceto o pastor, por
Um exemplo de um argumento:
isso, o assassino deve ter saído pela porta dos fundos”.
(hipótese que o pastor não era o assassino).
(1) Todos os humanos são mentirosos. João é humano.
Logo, João é mentiroso.
Retórica, dialética e diálogos argumentativos
Podemos reescrever o argumento separando cada
Considerando que os argumentos são formais (como se
sentença em sua determinada linha:
encontram em um livro ou em um artigo de investigação), os
diálogos argumentativos são dinâmicos. Servem como um
registro publicado de justificação para uma afirmação. (2) Todo humano é mentiroso.
Argumentos podem também ser interativos tendo como
interlocutor a relação simétrica. As premissas são discutidas, (3) João é humano.
bem como a validade das inferências intermediárias.
(4) Logo, João é mentiroso.
A retórica é a técnica de convencer o interlocutor através
da oratória, ou outros meios de comunicação. Classicamente, Substituimos os termos similares de (2-4) por letras, para
o discurso no qual se aplica a retórica é verbal, mas há mostrar a importância da noção de forma de argumento a
também — e com muita relevância — o discurso escrito e o seguir:
discurso visual.
(5) Todo H é M.
Dialética significa controvérsia, ou seja, a troca de
argumentos e contra-argumentos defendendo proposições. O (6) J é H.
resultado do exercício poderá não ser pura e simplesmente
a refutação de um dos tópicos relevantes do ponto de vista, (7) Logo, J é M.
mas uma síntese ou combinação das afirmações opostas ou,
pelo menos, uma transformação qualitativa na direção do O que fizemos em C foi substituir "humano" por "H",
diálogo.
"João" por "J" e "mentiroso" por "M", como resultado dessas
alterações temos que (5-7) é uma forma do argumento
Argumentos em várias disciplinas original (1), ou seja (5-7) é a forma de argumento de (1).
Além disso, cada sentença individual de (5-7) é a forma de
As declarações são apresentadas como argumentos em sentença de uma respectiva sentença em (1).
todas as disciplinas e em todas as esferas da vida. A Lógica
está preocupada com o que consititui um argumento e quais Vale enfatizar que quando dois ou mais argumentos têm a
são as formas de argumentos válidos em todas as mesma forma, se um deles é válido, todos os outros também
interpretações e, portanto, em todas as disciplinas. Não são, e se um deles é inválido, todos os outros também são.
existem diferentes formas válidas de argumento, em
disciplinas diferentes.

Matemática 108 A Opção Certa Para a Sua Realização


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A CONTRARIO verdade da conclusão segue da verdade das premissas? A
validade de uma inferência depende da forma da inferência.
A contrario (ou a contrario sensu1 ) é uma locução Isto é, a palavra "válido" não se refere à verdade das
latina que qualifica um processo de argumentação em que a premissas ou a conclusão, mas sim a forma da inferência.
forma é idêntica a outro processo de argumentação, mas em Uma inferência pode ser válida, mesmo se as partes são
que a hipótese e, por consequência, a conclusão são as falsos, e pode ser nulo, mesmo se as peças são verdadeiras.
inversas deste último.2 Tal como na locução "a pari", usava- Mas uma forma válida e com premissas verdadeiras sempre
se originalmente, em linguagem jurídica, para se referir a um terá uma conclusão verdadeira.
argumento que, usado a respeito de uma dada espécie, considere o seguinte exemplo:
poderia ser aplicado a outra espécie do mesmo género.
Tornou-se posteriormente um tipo de raciocínio aplicável a Todos os frutos são doces.
outros campos do conhecimento em que a oposição existente A banana é uma fruta.
numa hipótese se reencontra também como oposição nas Portanto, a banana é doce.
consequências dessa hipótese.3
Para a conclusão ser necessariamente verdadeira, as
Muito utilizado em Direito, o argumento "a contrario" tem premissas precisam ser verdadeiras.
de ser fundamentado nas leis lógicas de oposição por
contrários, para que não se caia num Agora nos voltamos para um forma inválida.
argumentofalacioso.4 Assim, se duas proposições contrárias
não podem ser simultaneamente verdadeiras, podem ser Todo A é B.
simultaneamente falsas, já que podem admitir a particular C é um B.
intermédia. Por exemplo, à proposição verdadeira "todos os Portanto, C é um A.
portugueses têm direito à segurança social" opõe-se a Para mostrar que esta forma é inválida, buscamos
proposição falsa "nenhum português tem direito à segurança demonstrar como ela pode levar a partir de premissas
social"; contudo, o contrário da proposição falsa "todos os verdadeiras para uma conclusão falsa.
portugueses têm direito de voto" continua a ser falsa a
proposição "nenhum português tem direito de voto", já que Todas as maçãs são frutas. (Correto)
existe um meio termo verdadeiro: "alguns portugueses têm Bananas são frutas. (Correto)
direito de voto". Da mesma forma, ao estar consignado na Portanto, as bananas são maçãs. (Errado)
Constituição Portuguesa que "a lei estabelecerá garantias Um argumento válido com premissas falsas podem levar
efectivas contra a obtenção e utilização abusivas, ou a uma falsa conclusão:
contrárias à dignidade humana, de informações relativas às
pessoas e famílias", pode-se inferir que "A lei poderá não Todas as pessoas gordas são gregas.
estabelecerá garantias efectivas contra a obtenção e John Lennon era gordo.
utilização abusivas, ou contrárias à dignidade humana, de Portanto, John Lennon era grego.
informações relativas às pessoas e famílias".
Quando um argumento válido é usado para derivar uma
Inferência conclusão falsa de premissas falsas, a inferência é válida,
pois segue a forma de uma inferência correta. Um argumento
Inferência, em Lógica, é o ato ou processo de derivar válido pode também ser usado para derivar uma conclusão
conclusões lógicas de premissas conhecida ou verdadeira a partir de premissas falsas:
decididamente verdadeiras. A conclusão também é chamada
de idiomática. Todas as pessoas gordas são músicos
John Lennon era gordo
Portanto, John Lennon era um músico
Definição
Neste caso, temos duas falsas premissas que implicam
O processo pelo qual uma conclusão é inferida a partir de uma conclusão verdadeira.
múltiplas observações é chamado processo dedutivo ou
indutivo, dependendo do contexto. A conclusão pode ser Inferência incorreta
correta , incorreta, correta dentro de um certo grau de
precisão, ou correta em certas situações. Conclusões Uma inferência incorreta é conhecida como uma falácia.
inferidas a partir de observações múltiplas podem ser Os filósofos que estudam lógica informal compilaram grandes
testadas por observações adicionais. listas deles, e os psicólogos cognitivos têm documentado
muitas vieses de raciocínio humano que favorecem o
Exemplos de Inferência raciocínio incorreto.

Filósofos gregos definiram uma série de silogismos, Inferência logica automática


corrigir três inferências de peças, que podem ser usados
como blocos de construção para o raciocínio mais complexo. Os sistemas de IA primeiro providenciaram "inferência
Começamos com o mais famoso de todos eles: logica automática". Uma vez que estes já foram temas de
investigação extremamente popular, levaram a aplicações
Todos os homens são mortais industriais sob a forma de sistemas especialistas e depois
"business rule engines".
Sócrates é um homem
O trabalho de um sistema de inferência é a de estender
Portanto, Sócrates é mortal. uma base de conhecimento automaticamente. A base de
conhecimento (KB) é um conjunto de proposições que
Processo acima é chamado de dedutivo. representam o que o sistema sabe sobre o mundo. Várias
técnicas podem ser utilizadas pelo sistema para estender KB
O leitor pode verificar que as premissas e a conclusão são por meio de inferências válidas.
verdadeiras, mas a lógica segue junto com inferência: a

Matemática 109 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
RACIOCÍNIO Frege adiciona à lógica sentencial:
o vocabulário de quantificadores (o A de ponta-
O Raciocínio (ou raciocinar) é uma cabeça, e o E invertido) e variáveis;
operação lógica discursiva e mental. Neste, o intelecto e uma semântica que explica que as variáveis
humano utiliza uma ou mais proposições, para concluir, denotam objetos individuais e que os
através de mecanismos de comparações e abstrações, quais quantificadores têm algo como a força de "todos"
são os dados que levam às respostas verdadeiras, falsas ou ou "alguns" em relação a esse objetos;
prováveis. Das premissas chegamos a conclusões. métodos para usá-los numa linguagem.

Foi pelo processo do raciocínio que ocorreu o Para introduzir um quantificador "todos", você assume
desenvolvimento do método matemático, este considerado uma variável arbitrária, prova algo que deva ser verdadeira, e
instrumento puramente teórico e dedutivo, que prescinde de então prova que não importa que variável você escolha, que
dados empíricos. aquilo deve ser sempre verdade. Um quantificador "todos"
pode ser removido aplicando-se a sentença para um objeto
em particular. Um quantificador "algum" (existe) pode ser
Através da aplicação do raciocínio, as ciências como um
adicionado a uma sentença verdadeira de qualquer objeto;
todo evoluíram para uma crescente capacidade do intelecto
pode ser removida em favor de um temo sobre o qual você
em alavancar o conhecimento. Este é utilizado para isolar
ainda não esteja pressupondo qualquer informação.
questões e desenvolver métodos e resoluções nas mais
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
diversas questões relacionadas à existência e sobrevivência
humana.
Lógica De Primeira Ordem
O raciocínio, um mecanismo da inteligência, gerou a
A linguagem da lógica proposicional não é adequada para
convicção nos humanos de que a razão unida
representar relações entre objetos. Por exemplo, se fôsse-
à imaginação constituem os instrumentos fundamentais para
mos usar uma linguagem proposicional para representar
a compreensão do universo, cuja ordem interna, aliás, tem
"João é pai de Maria e José é pai de João" usaríamos duas
um caráter racional, portanto, segundo alguns, este processo
letras sentenciais diferentes para expressar idéias semelhan-
é a base do racionalismo.
tes (por exemplo, P para simbolizar "João é pai de Maria "e Q
Logo, resumidamente, o raciocínio pode ser considerado para simbolizar "José é pai de João" ) e não estaríamos cap-
também um dos integrantes dos mecanismos dos tando com esta representação o fato de que as duas frases
processos cognitivos superiores da formação de conceitos e falam sobre a mesma relação de parentesco entre João e
da solução de problemas, sendo parte do pensamento. Maria e entre José e João. Outro exemplo do limite do poder
de expressão da linguagem proposicional, é sua incapacida-
Lógica De Predicados de de representar instâncias de um propriedade geral. Por
exemplo, se quiséssemos representar em linguagem proposi-
Gottlob Frege, em sua Conceitografia (Begriffsschrift), cional "Qualquer objeto é igual a si mesmo " e "3 é igual a 3",
descobriu uma maneira de reordenar várias sentenças para usaríamos letras sentenciais distintas para representar cada
tornar sua forma lógica clara, com a intenção de mostrar uma das frases, sem captar que a segunda frase é uma ins-
como as sentenças se relacionam em certos aspectos. Antes tância particular da primeira. Da mesma forma, se por algum
de Frege, a lógica formal não obteve sucesso além do nível processo de dedução chegássemos à conclusão que um
da lógica de sentenças: ela podia representar a estrutura de indivíduo arbitrário de um universo tem uma certa proprieda-
sentenças compostas de outras sentenças, usando palavras de, seria razoável querermos concluir que esta propriedade
como "e", "ou" e "não", mas não podia quebrar sentenças em vale para qualquer indivíduo do universo. Porém, usando
partes menores. Não era possível mostrar como "Vacas são uma linguagem proposicional para expressar "um indivíduo
animais" leva a concluir que "Partes de vacas são partes de arbitrário de um universo tem uma certa propriedade " e "esta
animais". propriedade vale para qualquer indivíduo do universo" usarí-
amos dois símbolos proposicionais distintos e não teríamos
A lógica sentencial explica como funcionam palavras como concluir o segundo do primeiro.
como "e", "mas", "ou", "não", "se-então", "se e somente se", e
"nem-ou". Frege expandiu a lógica para incluir palavras como A linguagem de primeira ordem vai captar relações entre
"todos", "alguns", e "nenhum". Ele mostrou como podemos indivíduos de um mesmo universo de discurso e a lógica de
introduzir variáveis e quantificadores para reorganizar primeira ordem vai permitir concluir particularizações de uma
sentenças. propriedade geral dos indivíduos de um universo de discurso,
"Todos os humanos são mortais" se torna "Para todo assim como derivar generalizações a partir de fatos que va-
x, se x é humano, então x é mortal.". lem para um indivíduo arbitrário do universo de discurso.
Para ter tal poder de expressão, a linguagem de primeira
ordem vai usar um arsenal de símbolos mais sofisticado do
que o da linguagem proposicional.
"Alguns humanos são vegetarianos" se torna "Existe
algum (ao menos um) x tal que x é humano e x é Considere a sentença "Todo objeto é igual a si mesmo".
vegetariano".
Esta sentença fala de uma propriedade (a de ser igual a si
mesmo) que vale para todos os indivíduos de um universo de
discurso, sem identificar os objetos deste universo.
Frege trata sentenças simples sem substantivos como
predicados e aplica a eles to "dummy objects" (x). A estrutura Considere agora a sentença "Existem números naturais
lógica na discussão sobre objetos pode ser operada de que são pares".
acordo com as regras da lógica sentencial, com alguns
detalhes adicionais para adicionar e remover quantificadores. Esta sentença fala de um propriedade (a de ser par) que
O trabalho de Frege foi um dos que deu início à lógica formal vale para alguns (pelo menos um dos) indivíduos do universo
contemporânea. dos números naturais, sem, no entanto, falar no número" 0"
ou "2" ou "4",etc em particular.

Matemática 110 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos

Para expressar propriedades gerais (que valem para to- Lógicas como a lógica difusa foram então desenvolvidas
dos os indivíduos) ou existenciais (que valem para alguns com um número infinito de "graus de verdade",
indivíduos) de um universo são utilizados os quantificadores representados, por exemplo, por um número real entre 0 e 1.
∀ (universal) e ∃ (existencial), respectivamente. Estes quanti- Probabilidade bayesiana pode ser interpretada como um
ficadores virão sempre seguidos de um símbolo de variável, sistema de lógica onde probabilidade é o valor verdade
captando, desta forma, a idéia de estarem simbolizando as subjetivo.
palavras "para qualquer" e "para algum".
O principal objetivo será a investigação da validade de
Considere as sentenças: ARGUMENTOS: conjunto de enunciados dos quais um é a
"Sócrates é homem" CONCLUSÃO e os demais PREMISSAS. Os argumentos
"Todo aluno do departamento de Ciência da Computação estão tradicionalmente divididos em DEDUTIVOS e INDUTI-
estuda lógica" VOS.

A primeira frase fala de uma propriedade (ser homem) de ARGUMENTO DEDUTIVO: é válido quando suas premis-
um indivíduo distinguido ("Sócrates") de um domínio de dis- sas, se verdadeiras, a conclusão é também verdadeira.
curso. A segunda frase fala sobre objetos distiguidos "depar- Premissa : "Todo homem é mortal."
tamento de Ciência da Computação" e "lógica". Tais objetos Premissa : "João é homem."
poderão ser representados usando os símbolos , soc para Conclusão : "João é mortal."
"Sócrates", cc para "departamento de Ciência da Computa-
ção", lg para "lógica".Tais símbolos são chamados de símbo- ARGUMENTO INDUTIVO: a verdade das premissas não
los de constantes. basta para assegurar a verdade da conclusão.
Premissa : "É comum após a chuva ficar nublado."
As propriedades "ser aluno de ", "estuda" relacionam ob- Premissa : "Está chovendo."
jetos do universo de discurso considerado, isto é, "ser aluno Conclusão: "Ficará nublado."
de " relaciona os indivíduos de uma universidade com os
seus departamentos, "estuda" relaciona os indivíduos de As premissas e a conclusão de um argumento, formula-
uma universidade com as matérias. Para representar tais das em uma linguagem estruturada, permitem que o argu-
relações serão usados símbolos de predicados (ou relações). mento possa ter uma análise lógica apropriada para a verifi-
Nos exemplos citados podemos usar Estuda e Aluno que cação de sua validade. Tais técnicas de análise serão trata-
são símbolos de relação binária. As relações unárias expres- das no decorrer deste roteiro.
sam propriedades dos indivíduos do universo (por exemplo
"ser par","ser homem"). A relação "ser igual a" é tratata de OS SÍMBOLOS DA LINGUAGEM DO CÁLCULO PRO-
forma especial, sendo representada pelo símbolo de igualda- POSICIONAL
de ≈. • VARIÁVEIS PROPOSICIONAIS: letras latinas minús-
culas p,q,r,s,.... para indicar as proposições (fórmulas
Desta forma podemos simbolizar as sentenças considera- atômicas) .
das nos exemplos da seguinte forma:
- "Todo mundo é igual a si mesmo " por ∀x x≈x; Exemplos: A lua é quadrada: p
- "Existem números naturais que são pares" por A neve é branca : q
∃xPar(x);
- "Sócrates é homem" por Homem(soc); • CONECTIVOS LÓGICOS: As fórmulas atômicas po-
- "Todo aluno do departamento de Ciência da Computa- dem ser combinadas entre si e, para representar tais
ção estuda lógica" por∀x(Aluno(x,cc) →Estuda (x,lg)). combinações usaremos os conectivos lógicos:
∧: e , ∨: ou , → : se...então , ↔ : se e somente se , ∼: não
Já vimos como representar objetos do domínio através de
constantes.Uma outra maneira de representá-los é atravez do Exemplos:
uso de símbolos de função. • A lua é quadrada e a neve é branca. : p ∧ q (p e q são cha-
mados conjuntos)
Por exemplo podemos representar os números naturais • A lua é quadrada ou a neve é branca. : p ∨ q ( p e q são
"1", "2", "3", etc através do uso de símbolo de função, diga- chamados disjuntos)
mos, suc, que vai gerar nomes para os números naturais "1", • Se a lua é quadrada então a neve é branca. : p → q (p é o
"2", "3", etc. a partir da constante 0, e. g., "1" vai ser denotado antecedente e q o conseqüente)
por suc(0), "3" vai ser denotado por suc(suc(suc(0))), etc. • A lua é quadrada se e somente se a neve é branca. : p ↔ q
Seqüências de símbolos tais como suc(0) e suc(suc(suc(0))) • A lua não é quadrada. : ∼p
são chamadas termos.
• SÍMBOLOS AUXILIARES: ( ), parênteses que servem
Assim, a frase "Todo número natural diferente de zero é para denotar o "alcance" dos conectivos;
sucessor de um número natural" pode ser simbolizada por
∀x(¬x≈0 →∃ysuc(y)≈x). Fonte: UFRJ Exemplos:
• Se a lua é quadrada e a neve é branca então a lua
Lógica De Vários Valores não é quadrada.: ((p ∧ q) → ∼ p)
• A lua não é quadrada se e somente se a neve é
Sistemas que vão além dessas duas distinções branca.: ((∼
∼ p) ↔q))
(verdadeiro e falso) são conhecidos como lógicas não-
aristotélicas, ou lógica de vários valores (ou então lógicas • DEFINIÇÃO DE FÓRMULA :
polivaluadas, ou ainda polivalentes). 1. Toda fórmula atômica é uma fórmula.
2. Se A e B são fórmulas então (A ∨ B), (A ∧ B), (A → B),
No início do século 20, Jan Łukasiewicz investigou a (A ↔ B) e (∼
∼ A) também são fórmulas.
extensão dos tradicionais valores verdadeiro/falso para incluir 3. São fórmulas apenas as obtidas por 1. e 2. .
um terceiro valor, "possível".

Matemática 111 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Com o mesmo conectivo adotaremos a convenção pela estabelece o fato surpreendente de que uma pessoa
direita. pode ter mais do que N anos em seu N-ésimo
aniversário. Da mesma forma, o teorema da
Exemplo: a fórmula p ∨ q ∧ ∼ r → p → ∼ q deve ser entendida impossibilidade de Arrow envolve o comportamento de
como (((p ∨ q) ∧ (∼
∼ r)) → ( p → (∼
∼ q))) sistemas de votação que é surpreendente mas, ainda
assim, verdadeiro.
Paradoxo Os paradoxos falsídicos estabelecem um resultado que
O frasco com auto-fluxo de Robert Boyle preenche a si não somente parece falso como também o é
próprio neste diagrama, mas máquinas de moto contínuo não demonstravelmente – há uma falácia da demonstração
existem. pretendida. As várias provas inválidas (e.g., que 1 = 2)
são exemplos clássicos, geralmente dependendo de
Um paradoxo é uma declaração aparentemente uma divisão por zero despercebida. Outro exemplo é o
verdadeira que leva a uma contradição lógica, ou a uma paradoxo do cavalo.
situação que contradiz a intuição comum. Em termos simples, Um paradoxo que não pertence a nenhuma das classes
um paradoxo é "o oposto do que alguém pensa ser a acima pode ser uma antinomia, uma declaração que
verdade". A identificação de um paradoxo baseado em chega a um resultado auto-contraditório aplicando
conceitos aparentemente simples e racionais tem, por vezes, apropriadamente meios aceitáveis de raciocínio. Por
auxiliado significativamente o progresso da ciência, filosofia e exemplo, o paradoxo de Grelling-Nelson aponta
matemática. problemas genuínos na nossa compreensão das
idéias de verdade e descrição.
A etimologia da palavra paradoxo pode ser traçada a
textos que remontam à aurora da Renascença, um período Proposição
de acelerado pensamento científico na Europa e Ásia que
começou por volta do ano de 1500. As primeiras formas da Segundo Quine, toda proposição é uma frase mas nem
palavra tiveram por base a palavra latina paradoxum, mas toda frase é uma proposição; uma frase é uma proposição
também são encontradas em textos em grego como apenas quando admite um dos dois valores lógicos: Falso
paradoxon (entretanto, o Latim é fortemente derivado do (F)ou Verdadeiro (V). Exemplos:
alfabeto grego e, além do mais, o Português é também Frases que não são proposições
derivado do Latim romano, com a adição das letras "J" e "U"). Pare!
A palavra é composta do prefixo para-, que quer dizer Quer uma xícara de café?
"contrário a", "alterado" ou "oposto de", conjungada com o Eu não estou bem certo se esta cor me agrada
sufixo nominal doxa, que quer dizer "opinião". Compare com Frases que são proposições
ortodoxia e heterodoxo. A lua é o único satélite do planeta terra (V)
A cidade de Salvador é a capital do estado do Amazonas
Na filosofia moral, o paradoxo tem um papel central nos (F)
debates sobre ética. Por exemplo, a admoestação ética para O numero 712 é ímpar (F)
"amar o seu próximo" não apenas contrasta, mas está em Raiz quadrada de dois é um número irracional (V)
contradição com um "próximo" armado tentando ativamente
matar você: se ele é bem sucedido, você não será capaz de Composição de Proposições
amá-lo. Mas atacá-lo preemptivamente ou restringi-lo não é É possível construir proposições a partir de proposições já
usualmente entendido como algo amoroso. Isso pode ser existentes. Este processo é conhecido por Composição de
considerado um dilema ético. Outro exemplo é o conflito entre Proposições. Suponha que tenhamos duas proposições,
a injunção contra roubar e o cuidado para com a família que A = "Maria tem 23 anos"
depende do roubo para sobreviver. B = "Maria é menor"

Deve ser notado que muitos paradoxos dependem de Pela legislação corrente de um país fictício, uma pessoa é
uma suposição essencial: que a linguagem (falada, visual ou considerada de menor idade caso tenha menos que 18 anos,
matemática) modela de forma acurada a realidade que o que faz com que a proposição B seja F, na interpretação da
descreve. Em física quântica, muitos comportamentos proposição A ser V. Vamos a alguns exemplos:
paradoxais podem ser observados (o princípio da incerteza "Maria não tem 23 anos" (nãoA)
de Heisenberg, por exemplo) e alguns já foram atribuídos "Maria não é menor"(não(B))
ocasionalmente às limitações inerentes da linguagem e dos "Maria tem 23 anos" e "Maria é menor" (A e B)
modelos científicos. Alfred Korzybski, que fundou o estudo da "Maria tem 23 anos" ou "Maria é menor" (A ou B)
Semântica Geral, resume o conceito simplesmente "Maria não tem 23 anos" e "Maria é menor" (não(A) e B)
declarando que, "O mapa não é o território". Um exemplo "Maria não tem 23 anos" ou "Maria é menor" (não(A) ou
comum das limitações da linguagem são algumas formas do B)
verbo "ser". "Ser" não é definido claramente (a área de "Maria tem 23 anos" ou "Maria não é menor" (A ou
estudos filosóficos chamada ontologia ainda não produziu um não(B))
significado concreto) e assim se uma declaração incluir "ser" "Maria tem 23 anos" e "Maria não é menor" (A e não(B))
com um elemento essencial, ela pode estar sujeita a Se "Maria tem 23 anos" então "Maria é menor" (A => B)
paradoxos. Se "Maria não tem 23 anos" então "Maria é menor"
(não(A) => B)
Tipos de paradoxos "Maria não tem 23 anos" e "Maria é menor" (não(A) e B)
Temas comuns em paradoxos incluem auto-referências "Maria tem 18 anos" é equivalente a "Maria não é menor"
diretas e indiretas, infinitudes, definições circulares e (C <=> não(B))
confusão nos níveis de raciocínio.
Note que, para compor proposições usou-se os símbolos
W. V. Quine (1962) distingüe três classes de paradoxos: não (negação), e (conjunção), ou (disjunção), => (implica-
Os paradoxos verídicos produzem um resultado que ção) e, finalmente, <=> (equivalência). São os chamados
parece absurdo embora seja demonstravelmente conectivos lógicos. Note, também, que usou-se um símbolo
verdadeiro. Assim, o paradoxo do aniversário de para representar uma proposição: C representa a proposição
Frederic na opereta The Pirates of Penzance Maria tem 18 anos. Assim, não(B) representa Maria não é

Matemática 112 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
menor, uma vez que B representa Maria é menor. Exemplo:
p : Walter é engenheiro E Pedro é estudante;
Algumas Leis Fundamentais q : Mauro é dedicado OU Pedro é trabalhador;
r : SE Flávio é estudioso ENTÃO será aprovado.
Um proposição é falsa (F) ou
Lei do Meio Excluido Observação: As proposições compostas são também
verdadeira (V): não há meio
termo. denominadas fórmulas proposicionais ou apenas fórmulas.
Quando interessa destacar que uma proposição composta P
Uma proposição não pode ser, é formada pela combinação de proposições simples, escreve-
Lei da Contradição
simultaneamente, V e F. se: P ( p, q, r ...);
O valor lógico (V ou F) de uma Conectivos - são palavras que se usam para formar no-
proposição composta é unica- vas proposições a partir de outras.
Lei da Funcionalidade mente determinada pelos valo-
res lógicos de suas proposições Exemplo:
constituintes. P: 6 é par E 8 é cubo perfeito;
Q: NÃO vai chover;
PROPOSIÇÕES E CONECTIVOS R: SE Mauro é médico, ENTÃO sabe biologia;
Proposição - é todo o conjunto de palavras ou símbolos S: o triângulo ABC é isósceles OU equilátero;
que exprimem um pensamento de sentido completo, isto é, T: o triângulo ABC é equilátero SE E SOMENTE SE é e-
afirmam fatos ou exprimem juízos que formamos a respeito quilátero.
de determinados entes.
São conectivos usuais em lógica Matemática as palavras
Exemplo: que estão grifadas, isto é "e", "ou", "não", "se ... então", "... se
a) a lua é um satélite da Terra; e somente se ..."
b) O sol é amarelo;
c) Brasília é a capital do Brasil. VERDADES E MENTIRAS
Este item trata de questões em que algumas personagens
Princípios Adotados como Regras Fundamentais do mentem e outras falam a verdade. Trata-se de descobrir qual
Pensamento, na Lógica Matemática é o fato correto a partir das afirmações que forem feitas por
• Princípio da não contradição - uma proposição não eles, evidentemente, sem conhecer quem fala verdade ou
pode ser verdadeira e falsa ao mesmo tempo. quem fala mentira.
• Princípio do terceiro excluído - toda proposição ou é Também não há uma teoria a respeito. A aprendizagem das
verdadeira ou é falsa, isto é, verifica-se sempre um soluções de questões desse tipo depende apenas de treina-
destes casos e nunca um terceiro. mento.
Um dos métodos para resolver questões desse tipo consiste
Valores Lógicos das Proposições em considerar uma das afirmações verdadeira e, em segui-
Chama-se valor lógico de uma proposição a verdade se a da, verificar se as demais são ou não consistentes com ela.
proposição é verdadeira e a falsidade se a proposição é falsa. Isto significa verificar se há ou não contradição nas demais
Valor Lógico Símbolo de Designação afirmações.
Verdade V
Exemplo 1 - (Fiscal Trabalho 98 ESAF) - Um crime foi
Falsidade F cometido por uma e apenas uma pessoa de um grupo de
cinco suspeitos: Armando, Celso, Edu, Juarez e Tarso. Per-
Toda proposição tem um e um só dos valores V, F (de guntados
acordo os dois princípios supracitados). sobre quem era o culpado, cada um deles respondeu:
Armando: "Sou inocente"
Exemplo: Celso: "Edu é o culpado"
a) o mercúrio é mais pesado que a água; valor lógico da Edu: "Tarso é o culpado"
proposição: verdade (V) Juarez: "Armando disse a verdade"
b) o sol gira em torno da Terra; valor lógico da proposi- Tarso: "Celso mentiu"
ção: falsidade (F) Sabendo-se que apenas um dos suspeitos mentiu e que
todos os outros disseram a verdade, pode-se concluir que o
TIPOS DE PROPOSIÇÃO culpado é:
Simples ou Atômicas - é a proposição que não contém a) Armando b) Celso c) Edu d) Juarez e)
nenhuma outra proposição como parte integrante de si mes- Tarso
ma. As proposições simples são geralmente designadas por
letras minúsculas p, q, r, s ..., chamadas letras proposicio- Vamos considerar que Armando foi quem mentiu.
nais. Neste caso ele é o culpado. Isto contradiz às palavras de
Celso, pois se Armando mente, Celso teria dito uma verdade.
Observação: Pode ser usada qualquer letra do alfabeto Teríamos então dois culpados: Armando e Tarso. Portanto,
minúsculo para representar uma proposição simples. Armando não mente.
Passemos agora a considerar Celso o mentiroso.
Exemplo: Isto é consistente. Pois, como já foi dito, Armando diz a ver-
p: Oscar é prudente; dade . Edu é inocente (Celso mente). Edu diz a verdade.
q: Mário é engenheiro; Juarez também disse uma verdade. Tarso também foi verda-
r: Maria é morena. deiro. Portanto, o culpado é Tarso. Resposta: letra (e)

Composta ou Molecular - é a proposição formada pela Exemplo 2 - (CVM 2000 ESAF) - Cinco colegas foram a um
combinação de duas ou mais proposições. São habitualmen- parque de diversões e um deles entrou sem pagar. Apanha-
te designadas por letras maiúsculas P, Q, R, S ..., também dos por um funcionário do parque, que queria saber qual
denominadas letras proposicionais. deles entrou sem pagar, ao serem interpelados:

Matemática 113 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
– “Não fui eu, nem o Manuel”, disse Marcos. 2 – O marido de Sandra mentiu.
– “Foi o Manuel ou a Maria”, disse Mário.
– “Foi a Mara”, disse Manuel. Todos os três fazem afirmações sobre a esposa de Marcos.
– “O Mário está mentindo”, disse Mara. Ora, somente um estará dizendo a verdade.
– “Foi a Mara ou o Marcos”, disse Maria. Temos então:
Sabendo-se que um e somente um dos cinco colegas mentiu,
conclui-se logicamente que quem entrou sem pagar foi: 1ª hipótese: Nestor fala a verdade. A esposa de Marcos é
a) Mário b) Marcos c) Mara d) Manuel e) Maria Teresa. Mas como o único a falar a verdade é Nestor, sua
esposa deveria ser Tereza.
Façamos como no item anterior. Portanto, Nestor não fala a verdade.
Hipótese 1: Marcos é o mentiroso. Se Marcos é o mentiro-
2ª hipótese: Luís fala a verdade. A esposa dele seria a
so, então um dos dois entrou sem pagar. Mas como Manuel
Teresa, pois o marido de Teresa fala a verdade. Marcos es-
deve dizer a verdade (só um mente), Mara entrou sem pagar.
tando mentindo, a esposa de Marcos, não é Sandra e nem
Assim, seriam dois a entrar sem pagar Mara e Marcos ou
Teresa. É Regina. O que confirma a veracidade da afirmação
Mara e Manuel. Conclusão Marcos fala a verdade.
de Luís. A esposa de Nestor será então Sandra. A esposa de
Hipótese 2: Mário é o mentiroso. Nesse caso, nem Maria e
Luís é Teresa. A esposa de Marcos é Regina. A esposa de
nem Manuel teria entrado sem pagar. Pois quando se usa o
Nestor é Sandra.
ou, será verdade desde que um deles seja verdadeiro. Estão
Isto permite afirmar que a opção (d) está correta.
eliminados Marcos, Manuel e Maria, de acordo com a verda-
de de Marcos. Seria então Mara pois Manuel não seria menti- Mas, vejamos se existe outra possibilidade, tentando a tercei-
roso. Mara teria dito a verdade pois, de acordo com a hipóte- ra hipótese.
se somente Mário é o mentiroso. Como Maria também não 3ª hipótese: Marcos fala a verdade. Isto é impossível, pois,
seria a mentirosa, nem Mara nem Marcos teria entrado sem se ele estivesse falando a verdade, sua esposa seria Teresa
pagar. e não Sandra.
Portanto: Marcos, Manuel, Mario e Maria são os que pagaram A única hipótese possível é a segunda. O que confirma a
a entrada e Mara a que não pagou. resposta. Letra (d).
Mas e se houver outra possibilidade? Devemos então tentar
outras hipóteses. Exemplo 4 - (MPU 2004/ESAF) Uma empresa produz an-
Hipótese 3: Manuel é o mentiroso. Como Marcos fala a dróides de dois tipos: os de tipo V, que sempre dizem a ver-
verdade, não foi ele (Marcos) e nem o Manuel. Como Mário dade, e os de tipo M, que sempre mentem. Dr. Turing, um
também fala a verdade, um dos dois Manuel ou Maria entrou especialista em Inteligência Artificial, está examinando um
sem pagar. Mas Marcos pagou. Então Maria entrou sem grupo de cinco andróides – rotulados de Alfa, Beta, Gama,
pagar. Maria também diz a verdade, Não teria pago a entra- Delta e Épsilon –, fabricados por essa empresa, para deter-
da, Marcos ou Mara. Mas, outra vez, Marcos pagou. Então minar quantos entre os cinco são do tipo V.
Mara não pagou a entrada. Ele pergunta a Alfa: “Você é do tipo M?” Alfa responde, mas
Temos duas pessoas que entraram sem pagar: Maria e Mara. Dr. Turing, distraído, não ouve a resposta.
Isto é falso, pois somente uma pessoa não pagou a entrada. Os andróides restantes fazem, então, as seguintes declara-
Hipótese 4: Mara é a mentirosa. Não foi Marcos e nem ções:
Manuel, segundo a afirmação de Marcos que é verdadeiro. Beta: “Alfa respondeu que sim”.
Como não pode ter sido o Manuel, pela fala de Mário, teria Gama: “Beta está mentindo”.
sido Maria. Mas segundo Manuel, teria sido Mara. Novamen- Delta: “Gama está mentindo”.
te dois mentirosos. Hipótese que não pode ser aceita pois Épsilon: “Alfa é do tipo M”.
teriam duas pessoas entrado sem pagar. Mesmo sem ter prestado atenção à resposta de Alfa, Dr.
Hipótese 5: Maria é a mentirosa. Se Maria é mentirosa, Turing pôde, então, concluir corretamente que o número de
Mário não poderia estar mentido. Então Mara estaria falando andróides do tipo V, naquele grupo, era igual a
mentira. Seriam então, pelo menos, duas mentirosas. Maria e a) 1. b) 2. c) 3. d) 4.
Mara. e) 5.
A única hipótese que satisfaz as condições do problema é a
de número dois, da qual se conclui que Mara é a pessoa que Solução:
não pagou a entrada. Assim, a resposta é: letra (c). Vejamos as informações:
(1) Os andróides do tipo M sempre mentem.
Exemplo 3 - (Fiscal Trabalho 98) Três amigos – Luís, Mar- (2) Os andróides do tipo V sempre falam a verdade.
cos e Nestor – são casados com Teresa, Regina e Sandra Sendo feita a pergunta, “você mente”, a resposta só poderia
(não necessariamente nesta ordem). Perguntados sobre os ser uma: NÃO. Pois, o mentiroso iria negar dizendo NÃO e o
nomes das respectivas esposas, os três fizeram as seguintes verdadeiro também iria negar dizendo NÃO.
declarações: Como a resposta tinha que ser NÃO e Beta disse que alfa
Nestor: "Marcos é casado com Teresa" respondeu SIM, Beta está mentindo.
Luís: "Nestor está mentindo, pois a esposa de Marcos é Como Gama disse Beta está mentindo, então Gama disse a
Regina" verdade.
Marcos: "Nestor e Luís mentiram, pois a minha esposa é Como Delta disse que Gama está mentindo, Delta é um
Sandra" mentiroso.
Sabendo-se que o marido de Sandra mentiu e que o marido Restam agora Alfa e Épsilon.
de Teresa disse a verdade, segue-se que as esposas de Épsilon disse que Alfa é do tipo M. Isto é Alfa é mentiroso.
Luís, Marcos e Nestor são, respectivamente: Das duas uma: (1) se Épsilon fala a verdade, ele é do tipo V e
a) Sandra, Teresa, Regina. Alfa é do tipo M; (2) se Épsilon é do tipo M ele mente. Então
b) Sandra, Regina, Teresa. Alfa é do tipo V. Assim, um dos dois é do tipo V.
c) Regina, Sandra, Teresa. Portanto, além do andróide Gama tem mais um andróide do
d) Teresa, Regina, Sandra. tipo V. São então, dois andróides do tipo V. Resposta: letra
e) Teresa, Sandra, Regina. (b) Aula 8 - internet
Solução:
Temos dois fatos a considerar:
1 – O marido de Teresa disse a verdade.

Matemática 114 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
CONTINGÊNCIA a) x + 3 = 10
b) x > 5
Em filosofia e lógica, contingência é o status de c) (x+1)2 – 5 = x2
proposições que não são necessariamente verdadeiras nem d) x – y = 20
necessariamente falsas. Há quatro classes de proposições, e) Em 2004 foram registradas 800+z acidentes de
algumas das quais se sobrepõem: trânsito em São Paulo.
f) Ele é o juiz do TRT da 5ª Região.
proposições necessariamente Tais sentenças não são consideradas proposições porque
verdadeiras ou Tautologias, que devem ser verdadeiras, não seu valor lógico (V ou F) depende do valor atribuído à variá-
importa quais são ou poderiam ser as circunstâncias vel (x, y, z,...). O pronome ele que aparece na última senten-
(exemplos: 2 + 2 = 4; Nenhum solteiro é casado).Geralmente ça acima, funciona como uma variável, a qual se pode atribuir
o que se entende por "proposição necessária" é a proposição nomes de pessoas.
necessariamente verdadeira.
Há, entretanto, duas maneiras de transformar sentenças
proposições necessariamente falsas ou Contradições, abertas em proposições:
que devem ser falsas, não importa quais são ou poderiam ser
as circunstâncias (exemplos: 2 + 2 = 5; Ana é mais alta e é 1ª) atribuir valor às variáveis;
mais baixa que Beto).
2ª) utilizar quantificadores.
proposições contingentes, que não são necessariamente
verdadeiras nem necessariamente falsas (exemplos: Há
apenas três planetas; Há mais que três planetas). A primeira maneira foi mostrada no capítulo um, mas ve-
jamos outros exemplos:
proposições possíveis, que são verdadeiras ou poderiam
Ao atribuir a x o valor 5 na sentença aberta x + 3 = 10, es-
ter sido verdadeiras sob certas circunstâncias (exemplos: 2 +
ta transforma-se na proposição 5 + 3 = 10, cujo valor lógico é
2 = 4; Há apenas três planetas; Há mais que três planetas).
F.
Todas as proposições necessariamente verdadeiras e
Ao atribuir a x o valor 2 na sentença aberta (x+1)2 – 5 =
todas as proposições contingentes também são proposições
x2, esta transforma-se na proposição (2+1)2 – 5 = 22, que
possíveis.
resulta em 4 = 4, tendo, portanto, valor lógico V.
LÓGICA MODAL
A seguir, veremos a transformação de uma sentença a-
berta numa proposição por meio de quantificadores.
Lógica modal se refere a qualquer sistema
de lógica formal que procure lidar com modalidades (tratar de
modos quanto a tempo, possibilidade, probabilidade, etc.). Quantificadores
Tradicionalmente, as modalidades mais comuns
são possibilidade e necessidade. Lógicas para lidar com Consideremos as afirmações:
outros termos relacionados, a) Todo sangue é vermelho.
como probabilidade,eventualidade, padronização, poder, pod
b) Cada um dos alunos participará da excursão.
eria, deve, são por extensão também chamadas de lógicas
c) Algum animal é selvagem.
modais, já que elas podem ser tratadas de maneira similar. d) Pelo menos um professor não é rico.
e) Existe uma pessoa que é poliglota.
Uma lógica modal formal representa modalidades f) Nenhum crime é perfeito.
usando operadores modais. Por exemplo, "Era possível o
assassinato de Arnaldo" e "Arnaldo foi possivelmente Expressões como “todo”, “cada um”, "algum", "pelo menos
assassinado" são exemplos que contêm a noção de um", “existe”, “nenhum” são quantificadores.
possibilidade. Formalmente, essa noção é tratada como o
operador modal Possível, aplicado à sentença "Arnaldo foi Há fundamentalmente dois tipos de quantificadores: Uni-
assassinado". versal e Existencial.

Normalmente os operadores modais básicos unários são São quantificadores:


escritos como (ou L) para Necessário e (ou M) outro(s)
para Possível. Nas lógicas modais clássicas, cada um pode pouco(s)
ser expresso em função do outro e da negação: quantos
tanto(s)
qualquer / quaisquer
certo(s)
todo(s)
ambos
algum / alguns
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. vário(s) / vária(s)
Na lógica de predicados, a quantificação universal é
SENTENÇAS ABERTAS uma formalização da noção de que algumas coisas são ver-
dadeiras para todas as coisas, ou para todas as coisas rele-
Sentenças Abertas vantes. O resultado é uma afirmação universalmente quantifi-
cada. Em símbolos lógicos, o quantificador universal (usual-
No capítulo um, comentamos sobre as sentenças aber- mente ∀ ) é o símbolo usado para denotar o universo de
tas, que são sentenças do tipo:
quantificação, informalmente lido como "para todo".

Matemática 115 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Na lógica de predicados, um quantificador existencial é - O grampeador está entre o tinteiro e o relógio.
a predicação de uma propriedade ou relação para, pelo me- - O violino não é o primeiro objeto e o relógio não é o último.
nos, umel emento do domínio. - O vaso está separado do relógio por dois outros objetos.
Qual é a posição do violino?
QUESTÕES RACIOCÍNIO LÓGICO a) Segunda posição.
b) Terceira posição.
1) (QUESTÕES DE RACIOCÍNIO LÓGICO) De seu salário de c) Quarta posição.
R$ 408,00 você gastou 2/6 com alimentação, 1/6 com a far- d) Quinta posição.
mácia e 1/6 com material escolar dos filhos. Nesse mês so-
braram __________ para as demais despesas. 6) Dizer que não é verdade que Pedro é pobre e Alberto é
a) R$ 166,00 alto, é logicamente equivalente a dizer que é verdade que:
b) R$ 146,00 a) Pedro não é pobre ou Alberto não é alto.
c) R$ 156,00 b) Pedro não é pobre e Alberto não é alto.
d) R$ 136,00 c) Pedro é pobre ou Alberto não é alto.
d) se Pedro não é pobre, então Alberto é alto.
2) Há três suspeitos de um crime: o cozinheiro, a governanta
e o mordomo. Sabe-se que o crime foi efetivamente cometido 7) (QUESTÕES DE RACIOCÍNIO LÓGICO) Considere ver-
por um ou por mais de um deles, já que podem ter agido dadeira a declaração: “Se x é par, então y é ímpar”. Com
individualmente ou não. Sabe-se, ainda, que: base na declaração, é correto concluir que, se:
A) se o cozinheiro é inocente, então a governanta é culpada; a) x é ímpar, então y é par.
B) ou o mordomo é culpado ou a governanta é culpada, mas b) x é ímpar, então y é ímpar.
não os dois; c) y é ímpar, então x é par.
C) o mordomo não é inocente. d) y é par, então x é ímpar.
Logo:
a) o cozinheiro e o mordomo são os culpados 8) Se de um ponto P qualquer forem traçados dois segmen-
b) somente o cozinheiro é inocente tos tangentes a uma circunferência, então as medidas dos
c) somente a governanta é culpada segmentos determinados pelo ponto P e os respectivos pon-
d) somente o mordomo é culpado tos de tangência serão iguais. Sabe-se que o raio de um
círculo inscrito em um triângulo retângulo mede 1 cm. Se a
3) (QUESTÕES DE RACIOCÍNIO LÓGICO) Um professor de hipotenusa desse triângulo for igual a 20 cm, então seu perí-
lógica encontra-se em viajem em um país distante, habitado metro será igual a:
pelos verdamanos e pelos mentimanos. O que os distingue é a) 40 cm
que os verdamanos sempre dizem a verdade, enquanto os b) 35 cm
mentimanos sempre mentem. Certo dia, o professor depara- c) 23 cm
se com um grupo de cinco habitantes locais. Chamemo-los d) 42 cm
de Alfa, Beta, Gama, Delta e Épsilon. O professor sabe que
um e apenas um no grupo é verdamano, mas não sabe qual 9) (QUESTÕES DE RACIOCÍNIO LÓGICO) Para cada pes-
deles o é. Pergunta, então, a cada um do grupo quem entre soa x, sejam f(x) o pai de x e g(x) a mãe de x. A esse respei-
eles é verdamano e obtém as seguintes respostas: to, assinale a afirmativa FALSA.
Alfa: "Beta é mentimano" a) f[f(x)] = avô paterno de x
Beta: "Gama é mentimano" b) g[g(x)] = avó materna de x
Gama: "Delta é verdamano" c) f[g(x)] = avô materno de x
Delta: "Épsilon é verdamano" d) f[g(x)] = g[f(x)]
Épsilon, afônico, fala tão baixo que o professor não consegue
ouvir sua resposta. Mesmo assim, o professor de lógica con- 10) Numa avenida reta há cinco pontos comerciais, todos do
clui corretamente que o verdamano é: mesmo lado da rua. A farmácia fica entre a padaria e o res-
a) Delta taurante, a padaria fica entre o supermercado e a lotérica e o
b) Alfa supermercado fica entre o restaurante e a farmácia. Nessas
c) Gama condições, qual das proposições abaixo é verdadeira?
d) Beta a) O supermercado fica entre a padaria e a lotérica.
b) A lotérica fica entre a padaria e o supermercado.
4) Três amigos têm o hábito de almoçar em um certo restau- c) Para ir do supermercado à lotérica, passa-se em frente ao
rante no período de segunda à sexta-feira e, em cada um restaurante.
destes dias, pelo menos um deles almoça nesse local. Con- d) A farmácia fica entre o supermercado e a padaria.
sultados sobre tal hábito, eles fizeram as seguintes afirma-
ções: 11) André é inocente ou Beto é inocente. Se Beto é inocente,
- Antônio: "Não é verdade que vou às terças, quartas ou então Caio é culpado. Caio é inocente se e somente se Dênis
quintas-feiras." é culpado. Ora, Dênis é culpado. Logo:
- Bento: "Não é verdade que vou às quartas ou sextas-feiras." a) Caio e Beto são inocentes
- Carlos: "Não é verdade que vou às segundas ou terças- b) André e Caio são inocentes
feiras." c) André e Beto são inocentes
Se somente um deles está mentindo, então o dia da semana d) Caio e Dênis são culpados
em que os três costumam almoçar nesse restaurante é:
a) sexta-feira. 12) Qual das alternativas a seguir melhor representa a afir-
b) quinta-feira. mação: “Para todo fato é necessário um ato gerador”?
c) quarta-feira. a) É possível que algum fato não tenha ato gerador.
d) terça-feira. b) Não é possível que algum fato não tenha ato gerador.
c) É necessário que algum fato não tenha ato gerador.
5) (QUESTÕES DE RACIOCÍNIO LÓGICO) Há cinco objetos d) Não é necessário que todo fato tenha um ato gerador.
alinhados numa estante: um violino, um grampeador, um
vaso, um relógio e um tinteiro. Conhecemos as seguintes 13) (QUESTÕES DE RACIOCÍNIO LÓGICO) Marcos que
informações quanto à ordem dos objetos: pesar três maçãs numa balança de dois pratos, mas ele dis-

Matemática 116 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
pões apenas de um bloco de 200 gramas. Observando o c) Se A + B é par, então A é ímpar ou B é par.
equilíbrio na balança, ele percebe que a maçã maior tem o d) A é par, B é ímpar e A + B é par.
mesmo peso que as outras duas maçãs; o bloco e a maçã
menor pesam tanto quanto as outras duas maçãs; a maçã 19) Hoje, a diferença entre as idades de Roberto Carlos e
maior junto com a menor pesam tanto quanto o bloco. Qual é Carlos Roberto é de 15 anos. Qual será a diferença entre as
o peso total das três maçãs? idades quando Roberto Carlos tiver o dobro da idade de Car-
a) 300 gramas. los Roberto?
b) 150 gramas. a) 15 anos;
c) 100 gramas. b) 30 anos;
d) 50 gramas. c) 45 anos;
d) 20 anos;
14) Se João toca piano, então Lucas acorda cedo e Cristina
não consegue estudar. Mas Cristina consegue estudar. Se- 20) (QUESTÕES DE RACIOCÍNIO LÓGICO) Cinco moças,
gue-se logicamente que: Ana, Beatriz, Carolina, Denise e Eduarda, estão vestindo
a) Lucas acorda cedo. blusas vermelhas ou amarelas. Sabe-se que as moças que
b) Lucas não acorda cedo. vestem blusas vermelhas sempre contam a verdade e as que
c) João toca piano. vestem blusas amarelas sempre mentem. Ana diz que Beatriz
d) João não toca piano. veste blusa vermelha. Beatriz diz que Carolina veste blusa
amarela. Carolina, por sua vez, diz que Denise veste blusa
15) Alice entra em uma sala onde há apenas duas saídas, amarela. Por fim, Denise diz que Beatriz e Eduarda vestem
uma que fica a Leste e outra a Oeste. Uma das saídas leva blusas de cores diferentes. Por fim, Eduarda diz que Ana
ao Paraíso, a outra ao Inferno. Na sala, também há dois ho- veste blusa vermelha. Desse modo, as cores das blusas de
mens, um alto e outro baixo. Um dos homens apenas fala a Ana, Beatriz, Carolina, Denise e Eduarda são, respectiva-
verdade, o outro apenas diz o falso. Então, Alice mantém o mente:
seguinte diálogo com um deles:
- O homem baixo diria que é a saída do Leste que leva ao a) amarela, amarela, vermelha, vermelha e amarela.
Paraíso? - questiona Alice. b) vermelha, vermelha, vermelha, amarela e amarela.
- Sim, o homem baixo diria que é a saída do Leste que levaria c) vermelha, amarela, amarela, amarela e amarela.
ao Paraíso - diz o homem alto. d) amarela, amarela, vermelha, amarela e amarela.
Considerando essa situação, pode-se afirmar que:
a) o homem alto necessariamente disse algo falso, mas a 21) Dizer que "Pedro não é pedreiro ou Paulo é paulista" é,
porta Leste leva ao Paraíso. do ponto de vista lógico, o mesmo que dizer que:
b) o homem alto necessariamente disse a verdade e a porta a) se Pedro é pedreiro, então Paulo é paulista
Leste leva ao Inferno. b) se Paulo é paulista, então Pedro é pedreiro
c) a porta Leste necessariamente leva ao Paraíso, mas não c) se Pedro não é pedreiro, então Paulo é paulista
se pode dizer se o homem alto disse a verdade ou não. d) se Pedro é pedreiro, então Paulo não é paulista
d) a porta Leste necessariamente leva ao Inferno, mas não se
pode dizer se o homem alto disse a verdade ou não. 22) A negação lógica da proposição "O pai de Marcos é per-
nambucano, e a mãe de Marcos é gaúcha" é:
16) (QUESTÕES DE RACIOCÍNIO LÓGICO) As irmãs Ilda, a) "O pai de Marcos não é pernambucano, e a mãe de Mar-
Ilma, Isabela e Isadora iriam ser fotografadas juntas por Flá- cos não é gaúcha".
vio. O fotógrafo pediu para que elas se posicionassem lado a b) "O pai de Marcos não é pernambucano, ou a mãe de Mar-
lado da seguinte maneira: cos não é gaúcha".
- do ponto de vista do fotógrafo, Ilda deveria estar mais à c) "O pai de Marcos não é pernambucano, ou a mãe de Mar-
direita do que Isabela; cos é gaúcha".
- Isadora não deveria ficar entre duas irmãs; d) "O pai de Marcos é pernambucano, e a mãe de Marcos
- Ilda não deveria ficar imediatamente ao lado de Isabela, isto não é gaúcha".
é, pelo menos uma irmã deveria estar entre Ilda e Isabela;
- Isabela não deveria ficar imediatamente ao lado de Isadora, 23) Em um orçamento foram acrescidos juros no valor de R$
isto é, pelo menos uma irmã deveria estar entre Isabela e 73,80 a fim de que o mesmo pudesse ser financiado em 5
Isadora. prestações de R$ 278,50. O valor real (inicial) do serviço é
As irmãs se posicionaram conforme as orientações de Flávio, de:
a fotografia foi batida e revelada com sucesso. Assim, na a) R$ 1.318,70
foto, é possível ver que: b) R$ 1.329,70
a) Isabela está entre duas irmãs. c) R$ 976,70
b) Ilda não está entre duas irmãs. d) R$ 1.087,70
c) Ilma não está entre duas irmãs.
d) Ilma está imediatamente ao lado de Ilda. 24) (QUESTÕES DE RACIOCÍNIO LÓGICO) De uma chapa
que mede 2 m por 1,5 m o serralheiro separou 2/6 dela para
17) Se 0,036³ , 0 m de óleo tem a massa de 28,8 Kg, pode- cortar quadrados que medem 0,25 m de lado. Com esse
mos concluir que 1 litro desse mesmo óleo tem a massa no pedaço de chapa ele cortou exatamente:
valor de: a) 12 quadrados
a) 4,0 Kg b) 10 quadrados
b) 9,0 Kg c) 20 quadrados
c) 8,0 Kg d) 16 quadrados
d) 1,1 Kg
25) (QUESTÕES DE RACIOCÍNIO LÓGICO) Esta sequência
18) A negação de "Se A é par e B é ímpar, então A + B é de palavras segue uma lógica:
ímpar" é: - Pá
a) Se A é ímpar e B é par, então A + B é par. - Xale
b) Se A é par e B é ímpar, então A + B é par. - Japeri
Uma quarta palavra que daria continuidade lógica à sequên-

Matemática 117 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
cia poderia ser: interna das sentenças. A forma lógica de (1) deixa isso claro:
a) Casa. (1a)
b) Anseio. Se A, então B.
c) Urubu. A.
d) Café. Logo, B.

26) A negação da sentença “Todas as mulheres são elegan- Diferentemente, a lógica de predicados estuda argumen-
tes” está na alternativa: tos cuja validade depende da estrutura interna das senten-
a) Nenhuma mulher é elegante. ças. Por exemplo:
b) Todas as mulheres são deselegantes. (2)
c) Algumas mulheres são deselegantes. Todos os cariocas são brasileiros.
d) Nenhuma mulher é deselegante. Alguns cariocas são flamenguistas.
Logo, alguns brasileiros são flamenguistas.
27) (QUESTÕES DE RACIOCÍNIO LÓGICO) Pedro e Paulo A forma lógica de (2) é a seguinte:
estão em uma sala que possui 10 cadeiras dispostas em uma (2a)
fila. O número de diferentes formas pelas quais Pedro e Pau- Todo A é B.
lo podem escolher seus lugares para sentar, de modo que Algum A é C.
fique ao menos uma cadeira vazia entre eles, é igual a: Logo, algum B é A.
a) 80
b) 72 A primeira premissa do argumento (2) diz que o conjunto
c) 90 dos indivíduos que são cariocas está contido no conjunto dos
d) 18 brasileiros. A segunda, diz que ‘dentro’ do conjunto dos cario-
cas, há alguns indivíduos que são flamenguistas. É fácil con-
28) MMMNVVNM está para 936 assim como MMNNVMNV cluir então que existem alguns brasileiros que são flamen-
está para: guistas, pois esses flamenguistas que são cariocas serão
a) 369 também brasileiros. Essa conclusão se segue das premissas.
b) 693
c) 963 Note, entretanto, que as sentenças ‘todos os cariocas são
d) 639 brasileiros’ e ‘alguns cariocas são flamenguistas’ têm uma
estrutura diferente da sentença ‘se Deus existe, a felicidade
29) (QUESTÕES DE RACIOCÍNIO LÓGICO) Uma colher de eterna é possível’. Esta última é formada a partir de duas
sopa corresponde a três colheres de chá. Uma pessoa que outras sentenças ‘Deus existe’ e ‘a felicidade eterna é possí-
está doente tem que tomar três colheres de sopa de um re- vel’, conectadas pelo operador lógico se...então. Já para
médio por dia. No final de uma semana, a quantidade de analisar o argumento (2) precisamos analisar a estrutura
colheres de chá desse remédio que ela terá tomado é de: interna das sentenças, e não apenas o modo pelo qual sen-
a) 63; tenças são conectadas umas às outras. O que caracteriza a
b) 56; lógica de predicados é o uso dos quantificadores todo, algum
c) 28; e nenhum. É por esse motivo que a validade de um argumen-
d) 21; to como o (2) depende da estrutura interna das sentenças. A
diferença entre a lógica sentencial e a lógica de predicados
30) (QUESTÕES DE RACIOCÍNIO LÓGICO) Para cada pes- ficará mais clara no decorrer desta e da próxima unidade.
soa x, sejam f(x) o pai de x e g(x) a mãe de x. A esse respei-
to, assinale a afirmativa FALSA. Usualmente o estudo da lógica começa pela lógica sen-
a) f[f(x)] = avô paterno de x tencial, e seguiremos esse caminho aqui. Nesta unidade
b) g[g(x)] = avó materna de x vamos estudar alguns elementos da lógica sentencial. Na
c) f[g(x)] = avô materno de x próxima unidade, estudaremos elementos da lógica de predi-
d) f[g(x)] = g[f(x)] cados.

Gabarito 2. Sentenças atômicas e moleculares


1.D 2.A 3.D 4.B 5.B 6.A 7.D 8.D 9.D 10.D 11.B 12.B 13.A Considere-se a sentença
14.D 15.D 16.D 17.C 18.B 19.D 20.D 21.A 22.B 23.A 24.D (1) Lula é brasileiro.
25.B 26.C 27.B 28.D 29.A 30.D
Postado por cleiton silva A sentença (1) é composta por um nome próprio, ‘Lula’, e
um predicado, ‘... é brasileiro’. Em lógica, para evitar o uso de
LÓGICA SENTENCIAL E DE PRIMEIRA ORDEM ‘...’, usamos uma variável para marcar o(s) lugar(es) em que
podemos completar um predicado. Aqui, expressões do tipo x
é brasileiro designam predicados. Considere agora a senten-
Elementos de Lógica sentencial
ça (2) Xuxa é mãe de Sasha.
1. A diferença entre a lógica sentencial e a lógica de pre-
dicados
A sentença (2) pode ser analisada de três maneiras dife-
rentes, que correspondem a três predicados diferentes que
A lógica divide-se em lógica sentencial e lógica de predi-
podem ser formados a partir de (2):
cados. A lógica sentencial estuda argumentos que não de-
(2a) x é mãe de Sasha;
pendem da estrutura interna das sentenças. Por exemplo:
(2b) Xuxa é mãe de x;
(2c) x é mãe de y.
(1)
Se Deus existe, então a felicidade eterna é possível.
Do ponto de vista lógico, em (2c) temos o que é chamado
Deus existe.
de um predicado binário, isto é, um predicado que, diferente-
Logo, a felicidade eterna é possível.
mente de x é brasileiro, deve completado por dois nomes
próprios para formar uma sentença.
A validade do argumento (1) depende do modo pelo qual
as sentenças são conectadas, mas não depende da estrutura
As sentenças (1) e (2) acima são denominadas sentenças

Matemática 118 A Opção Certa Para a Sua Realização


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atômicas. Uma sentença atômica é uma sentença formada são diferentes maneiras de negar (5). Como (5) é uma
por um predicado com um ou mais espaços vazios, sendo sentença atômica, podemos também negar (5) por meio da
todos os espaços vazios completados por nomes próprios. sentença
Sentenças atômicas não contêm nenhum dos operadores (9) Lula não é brasileiro.
lógicos e, ou, se...então etc., nem os quantificadores todo,
nenhum, algum etc. A negação em (9) é denominada negação predicativa,
pois nega o predicado, ao passo que em (6) há uma negação
Sentenças moleculares são sentenças formadas com o sentencial porque toda a sentença é negada. No caso de
auxílio dos operadores sentenciais. Exemplos de sentenças sentenças atômicas, a negação predicativa é equivalente à
moleculares são negação sentencial, mas veremos que isso não ocorre com
(3) Lula é brasileiro e Zidane é francês, sentenças moleculares e sentenças com quantificadores.
(4) Se você beber, não dirija, Note que negar duas vezes uma sentença equivale a a-
(5) João vai à praia ou vai ao clube. firmar a própria sentença. A negação de
(5) Lula é brasileiro
3. A interpretação vero-funcional dos operadores senten- é
ciais (9) Lula não é brasileiro,
Os operadores sentenciais que estudaremos aqui são as e a negação de (9),
partículas do português não, ou, e, se...então, se, e somente (10) Não é o caso que Lula não é brasileiro, é a negação
se. A lógica sentencial interpreta esses operadores como da negação de (5), que é equivalente à própria sentença (5).
funções de verdade ou vero-funcionalmente. Isso significa
que eles operam apenas com os valores de verdade dos 5. A conjunção
seus operandos, ou em outras palavras, o valor de verdade Uma sentença do tipo A e B é denominada uma conjun-
de uma sentença formada com um dos operadores é deter- ção. Considere-se a sentença
minado somente pelos valores de verdade das sentenças que (11) João foi à praia e Pedro foi ao futebol.
a constituem. A sentença (1) é composta por duas sentenças,
(12) João foi à praia
Os operadores sentenciais se comportam de uma manei- e
ra análoga às funções matemáticas. Estas recebem números (13) Pedro foi ao futebol
como argumentos e produzem números como valores. Os conectadas pelo operador lógico e. Na interpretação vero-
operadores sentenciais são funções porque recebem valores funcional do operador e, o valor de verdade de (11) depende
de verdade como argumentos e produzem valores de verda- apenas dos valores de verdade das sentenças (12) e (13). É
de. Considere-se a seguinte função matemática: fácil perceber que (11) é verdadeira somente em uma situa-
(4) y =x + 1. ção: quando (12) e (13) são ambas verdadeiras. A tabela de
verdade de uma conjunção A e B é a seguinte:
Dizemos que y =f(x), isto é, ‘y é função de x’, o que sig- ABAeB
nifica que o valor de y depende do valor atribuído a x. VVV
Quando x =1, y =2; VFF
x =2, y =3; FVF
x = 3, y =4, FFF
e assim por diante. Analogamente a uma função matemá-
tica, uma função de verdade recebe valores de verdade como Note que, na interpretação vero-funcional da conjunção, A
argumentos e produz valores de verdade como valores. e B é equivalente a B e A. Não faz diferença alguma afirmar-
mos (11) ou (14) Pedro foi ao futebol e João foi à praia.
As chamadas tabelas de verdade mostram como os ope-
radores da lógica sentencial funcionam. É importante observar que a interpretação vero-funcional
da conjunção não expressa todos os usos da partícula e em
No lado esquerdo da tabela de verdade temos as senten- português. A sentença
ças a partir das quais a sentença composta foi formada – no (15) Maria e Pedro tiveram um filho e casaram não é e-
caso da negação, uma única sentença. O valor produzido quivalente a
pela função de verdade está na coluna da direita. As letras V (16) Maria e Pedro casaram e tiveram um filho.
e F representam os valores de verdade verdadeiro e falso.
Em outras palavras, o e que ocorre em (15) e (16) não é
4. A negação uma função de verdade.
Comecemos pelo operador sentencial mais simples, a ne-
gação. A tabela de verdade da negação de uma sentença A é 6. A disjunção
A não A Uma sentença do tipo A ou B é denominada uma disjun-
VF ção. Há dois tipos de disjunção, a inclusiva e a exclusiva.
FV Ambas tomam dois valores de verdade como argumentos e
produzem um valor de verdade como resultado. Começarei
A negação simplesmente troca o valor de verdade da sen- pela disjunção inclusiva. Considere-se a sentença
tença. Uma sentença verdadeira, quando negada, produz (17) Ou João vai à praia ou João vai ao clube, que é for-
uma sentença falsa, e vice-versa. mada pela sentenças
(18) João vai à praia
Há diferentes maneiras de negar uma sentença atômica e
em português. Considere a sentença verdadeira (19) João vai ao clube combinadas pelo operador ou. A
(5) Lula é brasileiro. sentença (17) é verdadeira em três situações:
(i) João vai à praia e também vai ao clube;
As sentenças (ii) João vai à praia mas não vai ao clube e
(6) Não é o caso que Lula é brasileiro, (iii) João não vai à praia mas vai ao clube.
(7) Não é verdade que Lula é brasileiro
e A tabela de verdade da disjunção inclusiva é a seguinte:
(8) É falso que Lula é brasileiro A B A ou B

Matemática 119 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
VVV dicional material.
VFV
FVV Quando analisamos a conjunção, vimos que a interpreta-
FFF ção vero-funcional do operador sentencial e não corresponde
exatamente ao uso que dela fazemos na linguagem natural.
No sentido inclusivo do ou, uma sentença A ou B é verda- Isso ocorre de modo até mais acentuado com o operador
deira quando uma das sentenças A e B é verdadeira ou se...então. Na linguagem natural, geralmente usamos
quando são ambas verdadeiras, isto é, a disjunção inclusiva se...então para expressar uma relação entre os conteúdos de
admite a possibilidade de A e B serem simultaneamente A e B, isto é, queremos dizer que A é uma causa ou uma
verdadeiras. explicação de B. Isso não ocorre na interpretação do
se...então como uma função de verdade. A tabela de verdade
No sentido exclusivo do ou, uma sentença A ou B é ver- da condicional material é a seguinte:
dadeira apenas em duas situações: A B se A, então B
(i) A é verdadeira e B é falsa; VVV
(ii) B é verdadeira e A e falsa. VFF
FVV
Não há, na disjunção exclusiva, a possibilidade de serem FFV
ambas as sentenças verdadeiras. A tabela de verdade da
disjunção exclusiva é Uma condicional material é falsa apenas em um caso:
A B A ou B quando o antecedente é verdadeiro e o conseqüente falso.
VVF
VFV A terceira e a quarta linhas da tabela de verdade da con-
FVV dicional material costumam causar problemas para estudan-
FFF tes iniciantes de lógica. Parece estranho que uma condicional
seja verdadeira sempre que o antecedente é falso, mas ve-
Um exemplo de disjunção exnclusiva é remos que isso é menos estranho do que parece.
(20) Ou o PMDB ou o PP receberá o ministério da saúde,
que é formada a partir das sentenças: Suponha que você não conhece Victor, mas sabe que
(21) o PMDB receberá o ministério da saúde; Victor é um parente do seu vizinho que acabou de chegar da
(22) o PP receberá o ministério da saúde. França. Você não sabe mais nada sobre Victor. Agora consi-
dere a sentença:
Quando se diz que um determinado partido receberá um (25) Se Victor é carioca, então Victor é brasileiro.
ministério, isso significa que um membro de tal partido será
nomeado ministro. Posto que há somente um ministro da O antecedente de (25) é (26) Victor é carioca e o conse-
saúde, não é possível que (21) e (22) sejam simultaneamente qüente é (27) Victor é brasileiro.
verdadeiras. O ou da sentença (20), portanto, é exclusivo.
A sentença (25) é verdadeira, pois sabemos que todo ca-
Na lógica simbólica, são usados símbolos diferentes para rioca é brasileiro. Em outras palavras, é impossível que al-
designar o ou inclusivo e o exclusivo. No latim, há duas pala- guém simultaneamente seja carioca e não seja brasileiro. Por
vras diferentes, vel para a disjunção inclusiva e aut para a esse motivo, a terceira linha da tabela de verdade, que torna-
exclusiva. No português isso não ocorre. Na maioria das ria a condicional falsa, nunca ocorre.
vezes é apenas o contexto que deixa claro se se trata de uma
disjunção inclusiva ou exclusiva. Descartada a terceira linha, ainda há três possibilidades,
que correspondem às seguintes situações:
Assim como ocorre com a conjunção, sentenças A ou B e (a) Victor é carioca.
B ou A são equivalentes. Isso vale tanto para o ou inclusivo (b) Victor é paulista.
quanto para o exclusivo. (c) Victor é francês.

7. A condicional Suponha que Victor é carioca. Nesse caso, o antecedente


Uma condicional é uma sentença da forma se A, então B. e o conseqüente da condicional são verdadeiros.
A é denominado o antecedente e B o conseqüente da condi-
cional. Temos a primeira linha da tabela de verdade. Até aqui
não há problema algum.
Em primeiro lugar, é importante deixar clara a diferença
entre um argumento (23) A, logo B e uma condicional (24) se Suponha agora que Victor é paulista. Nesse caso, o ante-
A, então B. cedente da condicional (26) Victor é carioca é falso, mas o
conseqüente (27) Victor é brasileiro é verdadeiro.
Em (23) a verdade tanto de A quanto de B é afirmada. No-
te que o que vem depois do ‘logo’ é afirmado como verdadei- Temos nesse caso a terceira linha da tabela de verdade
ro e é a conclusão do argumento. Já em (24), nada se diz da condicional. Note que a condicional (25) continua sendo
acerca da verdade de A, nem de B. (24) diz apenas que se A verdadeira mesmo que Victor seja paulista, isto é, quando o
é verdadeira, B também será verdadeira. Note que apesar de antecedente é falso.
uma condicional e um argumento serem coisas diferentes
usamos uma terminologia similar para falar de ambos. Em Por fim, suponha que Victor é francês. Nesse caso, tanto
(23) dizemos que A é o antecedente do argumento, e B é o (26) Victor é carioca quanto (27) Victor é brasileiro são falsas.
conseqüente do argumento. Em (24), dizemos que A é o Temos aqui a quarta linha da tabela de verdade da condicio-
antecedente da condicional, e B é o conseqüente da condi- nal material. Mas, ainda assim, a sentença (25) é verdadeira.
cional.
Vejamos outro exemplo. Considere a condicional
Da mesma forma que analisamos o e e o ou como fun- (28) Se Pedro não jogar na loteria, não ganhará o prêmio.
ções de verdade, faremos o mesmo com a condicional. Anali-
sada vero-funcionalmente, a condicional é denominada con- Essa é uma condicional verdadeira. Por quê? Porque é

Matemática 120 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
impossível (em uma situação normal) o antecedente ser ver- Enquanto a sentença (35) é verdadeira, é evidente que
dadeiro e o conseqüente falso. Isto é, não é possível Pedro (36) pode ser falsa, pois João pode perfeitamente ser brasilei-
não jogar e ganhar na loteria. Fica como exercício para o ro sem ser carioca.
leitor a construção da tabela de verdade de (28).
Uma condicional se A, então B e sua contrapositiva se
Não é difícil perceber, em casos como (25) e (28) acima, não B, então não A são equivalentes. Isso pode ser constata-
por que uma condicional é verdadeira quando o antecedente do pela construção da tabela de verdade, que fica como um
é falso. O problema é que, sendo a condicional material uma exercício para o leitor. Mas note que a contrapositiva de (35),
função de verdade, coisas como (29) se 2 + 2 = 5, então a (37) Se João não é brasileiro, não é carioca, é verdadeira nas
Lua é de queijo são verdadeiras. Sem dúvida, esse é um mesmas circunstâncias em que (35) é verdadeira. A diferença
resultado contra-intuitivo. Note que toda condicional material entre (35) e (37) é que (35) enfatiza que ser carioca é condi-
com antecedente falso será verdadeira. Mas no uso corrente ção suficiente para ser brasileiro, enquanto (37) enfatiza que
da linguagem normalmente não formulamos condicionais com ser brasileiro é condição necessária para ser carioca. Isso
o antecedente falso. ficará mais claro na seção sobre condições necessárias e
suficientes.
Mas cabe perguntar: se a condicional material de fato não
expressa todos os usos do se...então em português e, além 9. Negações
disso, produz resultados contra-intuitivos como a sentença Agora nós vamos aprender a negar sentenças construí-
(29), por que ela é útil para o estudo de argumentos construí- das com os operadores sentenciais.
dos com a linguagem natural? A resposta é muito simples. O
caso em que a condicional material é falsa, a segunda linha Negar uma sentença é o mesmo afirmar que a sentença é
da tabela de verdade, corresponde exatamente ao caso em falsa. Por esse motivo, para negar uma sentença construída
que, no uso corrente da linguagem, uma sentença se A, en- com os operadores sentenciais e, ou e se...então, basta afir-
tão B é falsa. Considere-se a sentença (30) Se Lula conse- mar a(s) linha(s) da tabela de verdade em que a sentença é
guir o apoio do PMDB, então fará um bom governo. falsa.

Em (30), o ponto é que Lula fará um bom governo porque 9a. Negação da disjunção
tem o apoio do PMDB. Há um suposto nexo explicativo e Comecemos pelos caso mais simples, a disjunção (inclu-
causal entre o antecedente e o conseqüente. Suponha, entre- siva). Como vimos, uma disjunção A ou B é falsa no caso em
tanto, que Lula obtém o apoio do PMDB durante todo o seu que tanto A quanto B são falsas. Logo, para negar uma dis-
mandato, mas ainda assim faz um mau governo. Nesse caso, junção, nós precisamos dizer que A é falsa e também que B é
em que o antecedente é verdadeiro e o conseqüente falso, falsa, isto é, não A e não B. Fica como exercício para o leitor
(30) é falsa. a construção das tabelas de verdade de A ou B e não A e
não B para constatar que são idênticas.
Abaixo, você encontra diferentes maneiras de expressar, (1) João comprou um carro ou uma moto.
na linguagem natural, uma condicional se A, então B, todas
equivalentes. A negação de (1) é:
Se A, B (2) João não comprou um carro e não comprou uma moto,
B, se A ou
Caso A, B (3) João nem comprou um carro, nem comprou uma moto.
B, caso A
Na linguagem natural, freqüentemente formulamos a ne-
As expressões abaixo também são equivalentes a se A, gação de uma disjunção com a expressão nem...nem. Nem
então B: A, nem B significa o mesmo que não A e não B.
A, somente se B (4) O PMDB receberá o ministério da saúde ou o PP re-
Somente se B, A ceberá o ministério da cultura.
A é condição suficiente para B A negação de (4) é:
B é condição necessária para A,mas elas serão vistas (5) Nem o PMDB receberá o ministério da saúde, nem o
com mais atenção na seção sobre condições necessárias e PP receberá o ministério da cultura.
suficientes.
Exercício: complete a coluna da direita da tabela abaixo
8. Variantes da condicional material com a negação das sentenças do lado esquerdo.
Partindo de uma condicional DISJUNÇÃO NEGAÇÃO
(31) Se A, então B A ou B não A e não B
podemos construir sua conversa, A ou não B
(32) Se B, então A não A ou B
sua inversa não A ou não B
(33) Se não A, então não B e sua contrapositiva (34) Se
não B, então não A. 9b. Negação da conjunção
Por um raciocínio análogo ao utilizado na negação da dis-
Há dois pontos importantes sobre as sentenças acima junção, para negar uma conjunção precisamos afirmar os
que precisam ser observados. Vimos que A e B e B e A, casos em que a conjunção é falsa. Esses casos são a se-
assim como A ou B e B ou A são equivalentes. Entretanto, se gunda, a terceira e a quarta linhas da tabela de verdade. Isto
A, então B e se B então A NÃO SÃO EQUIVALENTES!!! é, A e B é falsa quando:
(i) A é falsa,
Isso pode ser constatado facilmente pela construção das (ii) B é falsa ou
respectivas tabelas de verdade, que fica como exercício para (iii) A e B são ambas falsas.
o leitor. Mas pode ser também intuitivamente percebido. Con-
sidere as sentenças: (35) Se João é carioca, João é brasileiro É fácil perceber que basta uma das sentenças ligadas pe-
e lo e ser falsa para a conjunção ser falsa. A negação de A e B,
(36) Se João é brasileiro, João é carioca. portanto, é não A ou não B. Fica como exercício para o leitor
a construção das tabelas de verdade de A e B e não A ou

Matemática 121 A Opção Certa Para a Sua Realização


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não B para constatar que são idênticas. e) o gato chia e o rato mia.

Exemplos de negações de conjunções: 09. Duas grandezas A e B são tais que "se A = 2 então B =
(6) O PMDB receberá o ministério da saúde e o ministério 5". Pode-se concluir que:
da cultura. a) se A 2 antão B 5
A negação de (6) é b) se A = 5 então B = 2
(6a) Ou PMDB não receberá o ministério da saúde, ou c) se B 5 então A 2
não receberá o ministério da cultura. d) se A = 2 então B = 2
(7) Beba e dirija. e) se A = 5 então B 2
A negação de (7) é
(7a) não beba ou não dirija. 10. (VUNESP) Um jantar reúne 13 pessoas de uma mesma
família. Das afirmações a seguir, referentes às pessoas reu-
Fonte: http://abilioazambuja.sites.uol.com.br/1d.pdf
nidas, a única necessariamente verdadeira é:
QUESTÕES I a) pelo menos uma delas tem altura superior a 1,90m;
01. Sendo p a proposição Paulo é paulista e q a proposição b) pelo menos duas delas são do sexo feminino;
Ronaldo é carioca, traduzir para a linguagem corrente as c) pelo menos duas delas fazem aniversário no mesmo mês;
seguintes proposições: d) pelo menos uma delas nasceu num dia par;
a) ~q e) pelo menos uma delas nasceu em janeiro ou fevereiro.
b) p ^ q
c) p v q Resolução:
d) p " q
e) p " (~q) 01. a) Paulo não é paulista.
b) Paulo é paulista e Ronaldo é carioca.
02. Sendo p a proposição Roberto fala inglês e q a proposi- c) Paulo é paulista ou Ronaldo é carioca.
ção Ricardo fala italiano traduzir para a linguagem simbólica d) Se Paulo é paulista então Ronaldo é carioca.
as seguintes proposições: e) Se Paulo é paulista então Ronaldo não é carioca.
a) Roberto fala inglês e Ricardo fala italiano. 02. a) p ^ q
b) Ou Roberto não fala inglês ou Ricardo fala italiano. b) (~p) v p
c) Se Ricardo fala italiano então Roberto fala inglês.
c) q " p
d) Roberto não fala inglês e Ricardo não fala italiano.
d) (~p) ^ (~q)
03. (UFB) Se p é uma proposição verdadeira, então: 03. B 04. C 05. A 06. C
a) p ^ q é verdadeira, qualquer que seja q;
b) p v q é verdadeira, qualquer que seja q; 07. C 08. C 09. C 10. C
c) p ^ q é verdadeira só se q for falsa; http://www.coladaweb.com/matematica/logica
d) p =>q é falsa, qualquer que seja q
e) n.d.a. JULGUE SE É PROPOSIÇÃO E JUSTIFIQUE:
1. Paulo é alto.
04. (MACK) Duas grandezas x e y são tais que "se x = 3 2. Ele foi o melhor jogador da copa.
então y = 7". Pode-se concluir que: 3. x > y
a) se x 3 antão y 7 4. Rossana é mais velha que Marcela?
b) se y = 7 então x = 3 5. Mário é pintor
c) se y 7 então x 3 6. x + 2 = 5
d) se x = 5 então y = 5 7. 3 + 4 = 9
e) se x = 7 então y = 3 8. É um péssimo livro de geografia
9. Se x é um número primo então x é um número real
05. (ABC) Assinale a proposição composta logicamente ver- 10. x é um número primo.
dadeira:
a) (2 = 3) => (2 . 3 = 5) GABARITO
b) (2 = 2) => (2 . 3 = 5) 1.proposição
c) (2 = 3) e (2 . 3 = 5) 2. vaga ou sentença aberta
d) (2 = 3) ou (2 . 3 = 5) 3.sentença aberta
e) (2 = 3) e (~ ( 2= 2)) 4. interrogativa
06. (UGF) A negação de x > -2 é: 5. proposição
a) x > 2 6. sentença aberta
b) x #-2 7. proposição
c) x < -2 8. proposição
d) x < 2 9. proposição ( variável não livre )
e) x #2 10. sentença aberta ou imperativa

07. (ABC) A negação de todos os gatos são pardos é: TESTES


a) nenhum gato é pardo; 1. Julgue se a afirmação a seguir é CERTA ou
b) existe gato pardo; ERRADA.
c) existe gato não pardo; Há duas proposições no seguinte conjunto de
d) existe um e um só gato pardo; sentenças:
e) nenhum gato não é pardo. I – O BB foi criado em 1980.
II – Faça seu trabalho corretamente.
08. (ABC) Se A negação de o gato mia e o rato chia é: III – Manuela tem mais de 40 anos de idade.
a) o gato não mia e o rato não chia;
b) o gato mia ou o rato chia; 2. Julgue com CERTO ou ERRADO:
c) o gato não mia ou o rato não chia; Na lista de frases apresentadas a seguir, há
d) o gato e o rato não chiam nem miam; exatamente três proposições.
Matemática 122 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
“a frase dentro destas aspas é uma mentira” A base das estruturas lógicas é saber o que é verdade
A expressão x + y é positiva ou mentira (verdadeiro/falso).
O valor de + 3 = 7
Pelé marcou dez gols para a seleção brasileira. Os resultados das proposições SEMPRE tem que dar
O que é isto? verdadeiro.

3. Agente Fiscal de Rendas – Nível I / SP 2006 Há alguns princípios básicos:


– FCC
Considere as seguintes frases:
Contradição: Nenhuma proposição pode ser verdadeira e
I – Ele foi o melhor jogador do mundo em 2005.
falsa ao mesmo tempo.
II – (x + y) / 5 é um número inteiro
III – João da Silva foi o Secretário da Fazenda do
Estado de São Paulo em 2000. Terceiro Excluído: Dadas duas proposições lógicas con-
É verdade que APENAS traditórias somente uma delas é verdadeira. Uma proposição
a) I e II são sentenças abertas ou é verdadeira ou é falsa, não há um terceiro valor lógico
b) I e III são sentenças abertas (“mais ou menos”, meio verdade ou meio mentira).
c) II e III são sentenças abertas
d) I é uma sentença aberta Ex. Estudar é fácil. (o contrário seria: “Estudar é difícil”.
e) II é uma sentença aberta Não existe meio termo, ou estudar é fácil ou estudar é difícil).

4. Das cinco frases abaixo, quatro delas têm Para facilitar a resolução das questões de lógica usam-se
uma mesma característica lógica em comum, os Conectivos Lógicos, que são símbolos que comprovam a
enquanto uma delas não tem essa veracidade das informações e unem as proposições uma a
característica. outra ou as transformam numa terceira proposição.
I – Que belo dia!
Veja abaixo:
II – Um excelente livro de raciocínio lógico.
(~) “não”: negação
III – O jogo terminou empatado?
(Λ) “e”: conjunção
IV – Existe vida em outros planetas do universo.
(V) “ou”: disjunção
V – Escreva uma poesia.
(→) “se...então”: condicional
A frase que não possui essa característica
(↔) “se e somente se”: bicondicional
comum é a
Agora, vejamos na prática como funcionam estes conecti-
a) I
vos:
b) II
Temos as seguintes proposições:
c) III
O Pão é barato. O Queijo não é bom.
d) IV
A letra P, representa a primeira proposição e a letra Q, a
e) V
segunda. Assim, temos:
P: O Pão é barato.
5. CESPE (Adaptado) – JULGUE COM CERTO
Q: O Queijo não é bom.
OU ERRADO:
NEGAÇÃO (símbolo ~):
Das cinco (5) afirmações abaixo, três delas
são proposições. Quando usamos a negação de uma proposição inverte-
I – Mariana mora em Piúma. mos a afirmação que está sendo dada. Veja os exemplos:
II – Em Vila Velha, visite o Convento da Penha.
III – A expressão algébrica x + y é positiva. Ex1. : ~P (não P): O Pão não é barato. (É a negação lógi-
IV – Se Joana é economista, então ela não ca de P)
entende de políticas públicas.
V – A SEGER oferece 220 vagas em concurso ~Q (não Q): O Queijo é bom. (É a negação lógica de Q)
público.

GABARITO Se uma proposição é verdadeira, quando usamos a nega-


1. certa ção vira falsa.
2. errada
3.A Se uma proposição é falsa, quando usamos a negação vi-
4.D ra verdadeira.
5. certa
Regrinha para o conectivo de negação (~):
ESTRUTURAS LÓGICAS

As questões de Raciocínio Lógico sempre vão ser com- P ~P


postas por proposições que provam, dão suporte, dão razão V F
a algo, ou seja, são afirmações que expressam um pensa-
mento de sentindo completo. Essas proposições podem ter F V
um sentindo positivo ou negativo.
CONJUNÇÃO (símbolo Λ):
Exemplo 1: João anda de bicicleta.
Este conectivo é utilizado para unir duas proposições for-
mando uma terceira. O resultado dessa união somente será
Exemplo 2: Maria não gosta de banana.
verdadeiro se as duas proposições (P e Q) forem verdadei-
ras, ou seja, sendo pelo menos uma falsa, o resultado será
Tanto o exemplo 1 quanto o 2 caracterizam uma afirma- FALSO.
ção/proposição.

Matemática 123 A Opção Certa Para a Sua Realização


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Ex.2: P Λ Q. (O Pão é barato e o Queijo não é bom.) Λ = F V F
“e”
F F V
Regrinha para o conectivo de conjunção (Λ):
Fonte: http://www.concursospublicosonline.com/
P Q P ΛQ
V V V
TABELA VERDADE
V F F
F V F Tabela-verdade, tabela de verdade ou tabela veritativa
é um tipo de tabela matemática usada em Lógica para
F F F
determinar se uma fórmula é válida ou se um sequente é
DISJUNÇÃO (símbolo V): correto.

As tabelas-verdade derivam do trabalho de Gottlob Frege,


Este conectivo também serve para unir duas proposições.
Charles Peirce e outros da década de 1880, e tomaram a
O resultado será verdadeiro se pelo menos uma das proposi-
forma atual em 1922 através dos trabalhos de Emil Post e
ções for verdadeira.
Ludwig Wittgenstein. A publicação do Tractatus Logico-
Philosophicus, de Wittgenstein, utilizava as mesmas para
Ex3.: P V Q. (Ou o Pão é barato ou o Queijo não é bom.) classificar funções veritativas em uma série. A vasta
V = “ou” influência de seu trabalho levou, então, à difusão do uso de
tabelas-verdade.
Regrinha para o conectivo de disjunção (V):
Como construir uma Tabela Verdade
P Q PVQ
Uma tabela de verdade consiste em:
V V V
V F V 1º) Uma linha em que estão contidos todas as
subfórmulas de uma fórmula. Por exemplo, a fórmula
F V V ¬((A∧ B)→C) tem o seguinte conjuntos de subfórmulas:
F F F
{ ¬((A∋B)→C) , (A∧ B)→C , A∧ B , A , B , C}

2º) l linhas em que estão todos possíveis valores que os


CONDICIONAL (símbolo →) termos podem receber e os valores cujas as fórmulas
moleculares tem dados os valores destes termos.
Este conectivo dá a ideia de condição para que a outra
proposição exista. “P” será condição suficiente para “Q” e “Q” O número destas linhas é l = nt , sendo n o número de
é condição necessária para “P”. valores que o sistema permite (sempre 2 no caso do Cálculo
Proposicional Clássico) e t o número de termos que a fórmula
Ex4.: P → Q. (Se o Pão é barato então o Queijo não é contém. Assim, se uma fórmula contém 2 termos, o número
bom.) → = “se...então” de linhas que expressam a permutações entre estes será 4:
um caso de ambos termos serem verdadeiros (V V), dois
Regrinha para o conectivo condicional (→): casos de apenas um dos termos ser verdadeiro (V F , F V) e
um caso no qual ambos termos são falsos (F F). Se a fórmula
P Q P→Q contiver 3 termos, o número de linhas que expressam a
permutações entre estes será 8: um caso de todos termos
V V V
serem verdadeiros (V V V), três casos de apenas dois termos
V F F serem verdadeiros (V V F , V F V , F V V), três casos de
F V V apenas um dos termos ser verdadeiro (V F F , F V F , F F V)
e um caso no qual todos termos são falsos (F F F).
F F V
Tabelas das Principais Operações do Cálculo
Proposicional Dei
Negação
BICONDICIONAL (símbolo ↔)

A ~A
O resultado dessas proposições será verdadeiro se e so-
mente se as duas forem iguais (as duas verdadeiras ou as
V F
duas falsas). “P” será condição suficiente e necessária para
“Q” F V

Ex5.: P ↔ Q. (O Pão é barato se e somente se o Queijo A negação da proposição "A" é a proposição "~A", de
não é bom.) ↔ = “se e somente se” maneira que se "A" é verdade então "~A" é falsa, e vice-
versa.
Regrinha para o conectivo bicondicional (↔):
Conjunção (E)
P Q P↔Q
V V V A conjunção é verdadeira se e somente se os operandos
são verdadeiros
V F F

Matemática 124 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
A B A^B Como usar tabelas para verificar a validade de
argumentos
V V V
V F F Verifique se a conclusão nunca é falsa quando
as premissas são verdadeiros. Em caso positivo, o
F V F argumento é válido. Em caso negativo, é inválido.
F F F
Alguns argumentos válidos
Disjunção (OU)
Modus ponens
A disjunção é falsa se, e somente se ambos os operandos
forem falsos

A B A→B
A B AvB V V V
V V V V F F
V F V F V V
F V V F F V
F F F
Modus tollens
Condicional (Se... Então) [Implicação]

A conjunção é falsa se, e somente se, o primeiro


operando é verdadeiro e o segundo operando é falso A B ¬A ¬B A→B
V V F F V
A B A→B
V F F V F
V V V
F V V F V
V F F
F F V V V
F V V
F F V

Bicondicional (Se e somente se) [Equivalência] Silogismo Hipotético

A conjunção é verdadeira se, e somente se, ambos


operandos forem falsos ou ambos verdadeiros

A B A↔B A B C A→B B→C A→C


V V V V V V V V V
V F F V V F V F F
F V F V F V F V V
F F V V F F F V F
F V V V V V
DISJUNÇÃO EXCLUSIVA (OU... OU XOR)
F V F V F V
F F V V V V
A conjunção é verdadeira se, e somente se, apenas um
dos operandos for verdadeiro F F F V V V

A B A((B Algumas falácias


V V F
Afirmação do conseqüente
V F V
F V V Se A, então B. (A→B)
F F F
B.
Adaga de Quine (NOR)
Logo, A.
A conjunção é verdadeira se e somente se os operandos
são falsos A B A→B
V V V
A B A((B A↓B
V F F
V V V F
F V V
V F V F
F F V
F V V F
F F F V

Comutação dos Condicionais

Matemática 125 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
A implica B. (A→B) dos campos mais férteis do pensamento humano, particular-
mente da filosofia. Em sua longa história e nas múltiplas
Logo, B implica A. (B→A) modalidades em que se desenvolveu, sempre foi bem claro
seu objetivo: fornecer subsídios para a produção de um bom
A B A→B B→A raciocínio.
V V V V
Por raciocínio, entende-se tanto uma atividade mental
V F F V
quanto o produto dessa atividade. Esse, por sua vez, pode
F V V F ser analisado sob muitos ângulos: o psicólogo poderá estudar
F F V V o papel das emoções sobre um determinado raciocínio; o
sociólogo considerará as influências do meio; o criminólogo
Fonte: Wikipédia
levará em conta as circunstâncias que o favoreceram na
prática de um ato criminoso etc. Apesar de todas estas pos-
DIAGRAMAS LÓGICOS sibilidades, o raciocínio é estudado de modo muito especial
no âmbito da lógica. Para ela, pouco importam os contextos
História psicológico, econômico, político, religioso, ideológico, jurídico
ou de qualquer outra esfera que constituam o “ambiente do
Para entender os diagramas lógicos vamos dar uma rápi- raciocínio”.
da passada em sua origem.
O suíço Leonhard Euler (1707 – 1783) por volta de 1770, Ao lógico, não interessa se o raciocínio teve esta ou aque-
ao escrever cartas a uma princesa da Alemanha, usou os la motivação, se respeita ou não a moral social, se teve influ-
diagramas ao explicar o significado das quatro proposições ências das emoções ou não, se está de acordo com uma
categóricas: doutrina religiosa ou não, se foi produzido por uma pessoa
Todo A é B. embriagada ou sóbria. Ele considera a sua forma. Ao consi-
Algum A é B. derar a forma, ele investiga a coerência do raciocínio, as
Nenhum A é B. relações entre as premissas e a conclusão, em suma, sua
Algum A não é B. obediência a algumas regras apropriadas ao modo como foi
formulado etc.
Mais de 100 anos depois de Euler, o logicista inglês John
Venn (1834 – 1923) aperfeiçoou o emprego dos diagramas,
utilizando sempre círculos. Desta forma, hoje conhecemos Apenas a título de ilustração, seguem-se algumas defini-
como diagramas de Euler/Venn. ções e outras referências à lógica:

Tipos “A arte que dirige o próprio ato da razão, ou seja, nos


permite chegar com ordem, facilmente e sem erro, ao próprio
Existem três possíveis tipos de relacionamento entre dois ato da razão – o raciocínio” (Jacques Maritain).
diferentes conjuntos:
“A lógica é o estudo dos métodos e princípios usados pa-
Indica que um con- ra distinguir o raciocínio correto do incorreto” (Irving Copi).
junto está ompleta-
mente contido no “A lógica investiga o pensamento não como ele é, mas
outro, mas o inverso como deve ser” (Edmundo D. Nascimento).
não é verdadeiro.
“A princípio, a lógica não tem compromissos. No entanto,
sua história demonstra o poder que a mesma possui quando
bem dominada e dirigida a um propósito determinado, como o
fizeram os sofistas, a escolástica, o pensamento científico
Indica que os dois
ocidental e, mais recentemente, a informática” (Bastos; Kel-
conjuntos tem alguns
ler).
elementos em co-
mum, mas não todos.
1.1. Lógica formal e Lógica material

Desde Aristóteles, seu primeiro grande organizador, os


Indica que não exis- estudos da lógica orientaram-se em duas direções principais:
tem elementos co- a da lógica formal, também chamada de “lógica menor” e a
muns entre os con- da lógica material, também conhecida como “lógica maior”.
juntos.
A lógica formal preocupa-se com a correção formal do
pensamento. Para esse campo de estudos da lógica, o con-
teúdo ou a matéria do raciocínio tem uma importância relati-
OBS: CONSIDERE QUE O TAMANHO DOS CÍRCULOS va. A preocupação sempre será com a sua forma. A forma é
NÃO INDICA O TAMANHO RELATIVO DOS CONJUNTOS. respeitada quando se preenchem as exigências de coerência
interna, mesmo que as conclusões possam ser absurdas do
LÓGICA DE ARGUMENTAÇÃO: ANALOGIAS, ponto de vista material (conteúdo). Nem sempre um raciocí-
nio formalmente correto corresponde àquilo que chamamos
INFERÊNCIAS, DEDUÇÕES E CONCLUSÕES. de realidade dos fatos. No entanto, o erro não está no seu
aspecto formal e, sim, na sua matéria. Por exemplo, partindo
1. Introdução das premissas que
(1) todos os brasileiros são europeus
Desde suas origens na Grécia Antiga, especialmente de e que
Aristóteles (384-322 a.C.) em diante, a lógica tornou-se um (2) Pedro é brasileiro,

Matemática 126 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
formalmente, chegar-se-á à conclusão lógica que Quando os raciocínios são organizados com técnica e ar-
(3) Pedro é europeu. te e expostos de forma tal a convencer a platéia, o leitor ou
qualquer interlocutor tem-se a argumentação. Assim, a ativi-
Materialmente, este é um raciocínio falso porque a expe- dade argumentativa envolve o interesse da persuasão. Ar-
riência nos diz que a premissa é falsa. gumentar é o núcleo principal da retórica, considerada a arte
de convencer mediante o discurso.
No entanto, formalmente, é um raciocínio válido, porque a
conclusão é adequada às premissas. É nesse sentido que se Partindo do pressuposto de que as pessoas pensam aqui-
costuma dizer que o computador é falho, já que, na maioria lo que querem, de acordo com as circunstâncias da vida e as
dos casos, processa formalmente informações nele previa- decisões pessoais (subjetividade), um argumento conseguirá
mente inseridas, mas não tem a capacidade de verificar o atingir mais facilmente a meta da persuasão caso as idéias
valor empírico de tais informações. propostas se assentem em boas razões, capazes de mexer
com as convicções daquele a quem se tenta convencer. Mui-
Já, a lógica material preocupa-se com a aplicação das tas vezes, julga-se que estão sendo usadas como bom argu-
operações do pensamento à realidade, de acordo com a mento opiniões que, na verdade, não passam de preconcei-
natureza ou matéria do objeto em questão. Nesse caso, inte- tos pessoais, de modismos, de egoísmo ou de outras formas
ressa que o raciocínio não só seja formalmente correto, mas de desconhecimento. Mesmo assim, a habilidade no argu-
que também respeite a matéria, ou seja, que o seu conteúdo mentar, associada à desatenção ou à ignorância de quem
corresponda à natureza do objeto a que se refere. Neste ouve, acaba, muitas vezes, por lograr a persuasão.
caso, trata-se da correspondência entre pensamento e reali-
dade. Pode-se, então, falar de dois tipos de argumentação: boa
ou má, consistente/sólida ou inconsistente/frágil, lógica ou
Assim sendo, do ponto de vista lógico, costuma-se falar ilógica, coerente ou incoerente, válida ou não-válida, fraca ou
de dois tipos de verdade: a verdade formal e a verdade mate- forte etc.
rial. A verdade formal diz respeito, somente e tão-somente, à
forma do discurso; já a verdade material tem a ver com a De qualquer modo, argumentar não implica, necessaria-
forma do discurso e as suas relações com a matéria ou o mente, manter-se num plano distante da existência humana,
conteúdo do próprio discurso. Se houver coerência, no pri- desprezando sentimentos e motivações pessoais. Pode-se
meiro caso, e coerência e correspondência, no segundo, tem- argumentar bem sem, necessariamente, descartar as emo-
se a verdade. ções, como no caso de convencer o aluno a se esforçar nos
estudos diante da perspectiva de férias mais tranqüilas. En-
Em seu conjunto, a lógica investiga as regras adequadas fim, argumentar corretamente (sem armar ciladas para o
à produção de um raciocínio válido, por meio do qual visa-se interlocutor) é apresentar boas razões para o debate, susten-
à consecução da verdade, seja ela formal ou material. Rela- tar adequadamente um diálogo, promovendo a dinamização
cionando a lógica com a prática, pode-se dizer que é impor- do pensamento. Tudo isso pressupõe um clima democrático.
tante que se obtenha não somente uma verdade formal, mas,
também, uma verdade que corresponda à experiência. Que 1.3. Inferência Lógica
seja, portanto, materialmente válida. A conexão entre os
princípios formais da lógica e o conteúdo de seus raciocínios
pode ser denominada de “lógica informal”. Trata-se de uma Cabe à lógica a tarefa de indicar os caminhos para um ra-
lógica aplicada ao plano existencial, à vida quotidiana. ciocínio válido, visando à verdade.

1.2. Raciocínio e Argumentação Contudo, só faz sentido falar de verdade ou falsidade


quando entram em jogo asserções nas quais se declara algo,
emitindo-se um juízo de realidade. Existem, então, dois tipos
Três são as principais operações do intelecto humano: a de frases: as assertivas e as não assertivas, que também
simples apreensão, os juízos e o raciocínio. podem ser chamadas de proposições ou juízos.
A simples apreensão consiste na captação direta (atra- Nas frases assertivas afirma-se algo, como nos exemplos:
vés dos sentidos, da intuição racional, da imaginação etc) de “a raiz quadrada de 9 é 3” ou “o sol brilha à noite”. Já, nas
uma realidade sobre a qual forma-se uma idéia ou conceito frases não assertivas, não entram em jogo o falso e o verda-
(p. ex., de um objeto material, ideal, sobrenatural etc) que, deiro, e, por isso, elas não têm “valor de verdade”. É o caso
por sua vez, recebe uma denominação (as palavras ou ter- das interrogações ou das frases que expressam estados
mos, p. ex.: “mesa”, “três” e “arcanjo”). emocionais difusos, valores vivenciados subjetivamente ou
ordens. A frase “toque a bola”, por exemplo, não é falsa nem
O juízo é ato pelo qual os conceitos ou idéias são ligadas verdadeira, por não se tratar de uma asserção (juízo).
ou separadas dando origem à emissão de um “julgamento”
(falso ou verdadeiro) sobre a realidade, mediante proposições As frases declaratórias ou assertivas podem ser combina-
orais ou escritas. Por exemplo: “Há três arcanjos sobre a das de modo a levarem a conclusões conseqüentes, constitu-
mesa da sala” indo raciocínios válidos. Veja-se o exemplo:
O raciocínio, por fim, consiste no “arranjo” intelectual dos
(1) Não há crime sem uma lei que o defina;
juízos ou proposições, ordenando adequadamente os conte-
údos da consciência. No raciocínio, parte-se de premissas
para se chegar a conclusões que devem ser adequadas. (2) não há uma lei que defina matar ET’s como crime;
Procedendo dessa forma, adquirem-se conhecimentos novos
e defende-se ou aprofunda-se o que já se conhece. Para (3) logo, não é crime matar ET’s.
tanto, a cada passo, é preciso preencher os requisitos da
coerência e do rigor. Por exemplo: “Se os três arcanjos estão Ao serem ligadas estas assertivas, na mente do interlocu-
sobre a mesa da sala, não estão sobre a mesa da varanda” tor, vão sendo criadas as condições lógicas adequadas à
conclusão do raciocínio. Esse processo, que muitas vezes
permite que a conclusão seja antecipada sem que ainda

Matemática 127 A Opção Certa Para a Sua Realização


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sejam emitidas todas as proposições do raciocínio, chamase A lógica clássica e a lógica matemática aceitam os três
inferência. O ponto de partida de um raciocínio (as premis- princípios como suas pedras angulares, no entanto, mais
sas) deve levar a conclusões óbvias. recentemente, Lukasiewicz e outros pensadores desenvolve-
ram sistemas lógicos sem o princípio do terceiro excluído,
1.4. Termo e Conceito admitindo valor lógico não somente ao falso e ao verdadeiro,
como também ao indeterminado.
Para que a validade de um raciocínio seja preservada, é
fundamental que se respeite uma exigência básica: as pala- 2. Argumentação e Tipos de Raciocínio
vras empregadas na sua construção não podem sofrer modi-
ficações de significado. Observe-se o exemplo: Conforme vimos, a argumentação é o modo como é ex-
posto um raciocínio, na tentativa de convencer alguém de
Os jaguares são quadrúpedes;
alguma coisa. Quem argumenta, por sua vez, pode fazer uso
Meu carro é um Jaguar de diversos tipos de raciocínio. Às vezes, são empregados
logo, meu carro é um quadrúpede. raciocínios aceitáveis do ponto de vista lógico, já, em outras
O termo “jaguar” sofreu uma alteração de significado ao ocasiões, pode-se apelar para raciocínios fracos ou inválidos
longo do raciocínio, por isso, não tem validade. sob o mesmo ponto de vista. É bastante comum que raciocí-
nios desse tipo sejam usados para convencer e logrem o
Quando pensamos e comunicamos os nossos pensamen- efeito desejado, explorando a incapacidade momentânea ou
tos aos outros, empregamos palavras tais como “animal”, persistente de quem está sendo persuadido de avaliar o valor
“lei”, “mulher rica”, “crime”, “cadeira”, “furto” etc. Do ponto de lógico do raciocínio empregado na argumentação.
vista da lógica, tais palavras são classificadas como termos,
que são palavras acompanhadas de conceitos. Assim sendo, Um bom raciocínio, capaz de resistir a críticas, precisa ser
o termo é o signo lingüístico, falado ou escrito, referido a um dotado de duas características fundamentais: ter premissas
conceito, que é o ato mental correspondente ao signo. aceitáveis e ser desenvolvido conforme as normas apropria-
das.
Desse modo, quando se emprega, por exemplo, o termo
“mulher rica”, tende-se a pensar no conjunto das mulheres às Dos raciocínios mais empregados na argumentação, me-
quais se aplica esse conceito, procurando apreender uma recem ser citados a analogia, a indução e a dedução. Dos
nota característica comum a todos os elementos do conjunto, três, o primeiro é o menos preciso, ainda que um meio bas-
de acordo com a ‘intencionalidade’ presente no ato mental. tante poderoso de convencimento, sendo bastante usado
Como resultado, a expressão “mulher rica” pode ser tratada pela filosofia, pelo senso comum e, particularmente, nos
como dois termos: pode ser uma pessoa do sexo feminino discursos jurídico e religioso; o segundo é amplamente em-
cujos bens materiais ou financeiros estão acima da média ou pregado pela ciência e, também, pelo senso comum e, por
aquela cuja trajetóriaexistencial destaca-se pela bondade, fim, a dedução é tida por alguns como o único raciocínio
virtude, afetividade e equilíbrio. autenticamente lógico, por isso, o verdadeiro objeto da lógica
formal.
Para que não se obstrua a coerência do raciocínio, é pre-
ciso que fique bem claro, em função do contexto ou de uma A maior ou menor valorização de um ou de outro tipo de
manifestação de quem emite o juízo, o significado dos termos raciocínio dependerá do objeto a que se aplica, do modo
empregados no discurso. como é desenvolvido ou, ainda, da perspectiva adotada na
abordagem da natureza e do alcance do conhecimento.
1.5. Princípios lógicos
Às vezes, um determinado tipo de raciocínio não é ade-
Existem alguns princípios tidos como conditio sine qua quadamente empregado. Vejam-se os seguintes exemplos: o
non para que a coerência do raciocínio, em absoluto, possa médico alemão Ludwig Büchner (1824-1899) apresentou
ocorrer. Podem ser entendidos como princípios que se refe- como argumento contra a existência da alma o fato de esta
rem tanto à realidade das coisas (plano ontológico), quanto nunca ter sido encontrada nas diversas dissecações do corpo
ao pensamento (plano lógico), ou seja, se as coisas em geral humano; o astronauta russo Gagarin (1934-1968) afirmou
devem respeitar tais princípios, assim também o pensamento que Deus não existe pois “esteve lá em cima” e não o encon-
deve respeitá-los. São eles: trou. Nesses exemplos fica bem claro que o raciocínio induti-
vo, baseado na observação empírica, não é o mais adequado
para os objetos em questão, já que a alma e Deus são de
a) Princípio da identidade, pelo qual se delimita a reali-
ordem metafísica, não física.
dade de um ser. Trata-se de conceituar logicamente qual é a
identidade de algo a que se está fazendo referência. Uma vez
conceituada uma certa coisa, seu conceito deve manter-se ao 2.1. Raciocínio analógico
longo do raciocínio. Por exemplo, se estou falando de um
homem chamado Pedro, não posso estar me referindo a Se raciocinar é passar do desconhecido ao conhecido, é
Antônio. partir do que se sabe em direção àquilo que não se sabe, a
analogia (aná = segundo, de acordo + lógon = razão) é um
b) Princípio da não-contradição. Se algo é aquilo que é, dos caminhos mais comuns para que isso aconteça. No ra-
não pode ser outra coisa, sob o mesmo aspecto e ao mesmo ciocínio analógico, compara-se uma situação já conhecida
tempo. Por exemplo, se o brasileiro João está doente agora, com uma situação desconhecida ou parcialmente conhecida,
não está são, ainda que, daqui a pouco possa vir a curar-se, aplicando a elas as informações previamente obtidas quando
embora, enquanto João, ele seja brasileiro, doente ou são; da vivência direta ou indireta da situação-referência.

c) Princípio da exclusão do terceiro termo. Entre o fal- Normalmente, aquilo que é familiar é usado como ponto
so e o verdadeiro não há meio termo, ou é falso ou é verda- de apoio na formação do conhecimento, por isso, a analogia
deiro. Ou está chovendo ou não está, não é possível um é um dos meios mais comuns de inferência. Se, por um lado,
terceiro termo: está meio chovendo ou coisa parecida. é fonte de conhecimentos do dia-a-dia, por outro, também
tem servido de inspiração para muitos gênios das ciências e
das artes, como nos casos de Arquimedes na banheira (lei do
Matemática 128 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
empuxo), de Galileu na catedral de Pisa (lei do pêndulo) ou Analogia fraca - Os operários suíços que recebem o sa-
de Newton sob a macieira (lei da gravitação universal). No lário mínimo vivem bem; a maioria dos operários brasileiros,
entanto, também é uma forma de raciocínio em que se come- tal como os operários suíços, também recebe um salário
tem muitos erros. Tal acontece porque é difícil estabelecer- mínimo; logo, a maioria dos operários brasileiros também vive
lhe regras rígidas. A distância entre a genialidade e a falha bem, como os suíços.
grosseira é muito pequena. No caso dos raciocínios analógi-
cos, não se trata propriamente de considerá-los válidos ou Pode-se notar que, no caso da analogia, não basta consi-
não-válidos, mas de verificar se são fracos ou fortes. Segun- derar a forma de raciocínio, é muito importante que se avalie
do Copi, deles somente se exige “que tenham alguma proba- o seu conteúdo. Por isso, esse tipo de raciocínio não é admi-
bilidade” (Introdução à lógica, p. 314). tido pela lógica formal. Se as premissas forem verdadeiras, a
conclusão não o será necessariamente, mas possivelmente,
A força de uma analogia depende, basicamente, de três isto caso cumpram-se as exigências acima.
aspectos:
a) os elementos comparados devem ser verdadeiros e Tal ocorre porque, apesar de existir uma estrutura geral
importantes; do raciocínio analógico, não existem regras claras e precisas
b) o número de elementos semelhantes entre uma situa- que, uma vez observadas, levariam a uma conclusão neces-
ção e outra deve ser significativo; sariamente válida.
c) não devem existir divergências marcantes na compara-
ção. O esquema básico do raciocínio analógico é:

No raciocínio analógico, comparam-se duas situações, A é N, L, Y, X;


casos, objetos etc. semelhantes e tiram-se as conclusões B, tal como A, é N, L, Y, X;
adequadas. Na ilustração, tal como a carroça, o carro a motor A é, também, Z
é um meio de transporte que necessita de um condutor. Este, logo, B, tal como A, é também Z.
tanto num caso quanto no outro, precisa ser dotado de bom Se, do ponto de vista da lógica formal, o raciocínio analó-
senso e de boa técnica para desempenhar adequadamente gico é precário, ele é muito importante na formulação de
seu papel. hipóteses científicas e de teses jurídicas ou filosóficas. Con-
tudo, as hipóteses científicas oriundas de um raciocínio ana-
Aplicação das regras acima a exemplos: lógico necessitam de uma avaliação posterior, mediante pro-
cedimentos indutivos ou dedutivos.
a) Os elementos comparados devem ser verdadeiros e re-
levantes, não imaginários ou insignificantes.tc Observe-se o seguinte exemplo: John Holland, físico e
professor de ciência da computação da Universidade de
"a) Os elementos comparados devem ser verdadeiros e Michigan, lançou a hipótese (1995) de se verificar, no campo
relevantes, não imaginários ou insignificantes." da computação, uma situação semelhante à que ocorre no da
genética. Assim como na natureza espécies diferentes po-
Analogia forte - Ana Maria sempre teve bom gosto ao dem ser cruzadas para obter o chamado melhoramento gené-
comprar suas roupas, logo, terá bom gosto ao comprar as tico - um indivíduo mais adaptado ao ambiente -, na informá-
roupas de sua filha. tica, também o cruzamento de programas pode contribuir
para montar um programa mais adequado para resolver um
Analogia fraca - João usa terno, sapato de cromo e per- determinado problema. “Se quisermos obter uma rosa mais
fume francês e é um bom advogado; bonita e perfumada, teremos que cruzar duas espécies: uma
com forte perfume e outra que seja bela” diz Holland. “Para
resolver um problema, fazemos o mesmo. Pegamos um pro-
Antônio usa terno, sapato de cromo e perfume francês;
grama que dê conta de uma parte do problema e cruzamos
logo, deve ser um bom advogado.
com outro programa que solucione outra parte. Entre as vá-
rias soluções possíveis, selecionam-se aquelas que parecem
b) O número de aspectos semelhantes entre uma situa- mais adequadas. Esse processo se repete por várias gera-
ção e outra deve ser significativo.tc "b) O número de aspectos ções - sempre selecionando o melhor programa - até obter o
semelhantes entre uma situação e outra deve ser significati- descendente que mais se adapta à questão. É, portanto,
vo." semelhante ao processo de seleção natural, em que só so-
brevivem os mais aptos”. (Entrevista ao JB, 19/10/95, 1º cad.,
Analogia forte - A Terra é um planeta com atmosfera, p. 12).
com clima ameno e tem água; em Marte, tal como na Terra,
houve atmosfera, clima ameno e água; na Terra existe vida, Nesse exemplo, fica bem clara a necessidade da averi-
logo, tal como na Terra, em Marte deve ter havido algum tipo guação indutiva das conclusões extraídas desse tipo de ra-
de vida. ciocínio para, só depois, serem confirmadas ou não.

Analogia fraca - T. Edison dormia entre 3 e 4 horas por 2.2. Raciocínio Indutivo - do particular ao geral
noite e foi um gênio inventor; eu dormirei durante 3 1/2 horas
por noite e, por isso, também serei um gênio inventor.
Ainda que alguns autores considerem a analogia como
uma variação do raciocínio indutivo, esse último tem uma
c) Não devem existir divergências marcantes na compa- base mais ampla de sustentação. A indução consiste em
ração.tc "c) Não devem existir divergências marcantes na partir de uma série de casos particulares e chegar a uma
comparação.." conclusão de cunho geral. Nele, está pressuposta a possibili-
dade da coleta de dados ou da observação de muitos fatos e,
Analogia forte - A pescaria em rios não é proveitosa por na maioria dos casos, também da verificação experimental.
ocasião de tormentas e tempestades; a pescaria marinha não Como dificilmente são investigados todos os casos possíveis,
está tendo sucesso porque troveja muito. acaba-se aplicando o princípio das probabilidades.

Matemática 129 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Assim sendo, as verdades do raciocínio indutivo depen- ciências para tirar as suas conclusões. Há dois procedimen-
dem das probabilidades sugeridas pelo número de casos tos principais de desenvolvimento e aplicação desse tipo de
observados e pelas evidências fornecidas por estes. A enu- raciocínio: o da indução por enumeração incompleta suficien-
meração de casos deve ser realizada com rigor e a conexão te e o da indução por enumeração completa.
entre estes deve ser feita com critérios rigorosos para que
sejam indicadores da validade das generalizações contidas a. Indução por enumeração incompleta suficiente
nas conclusões.
O esquema principal do raciocínio indutivo é o seguinte: Nesse procedimento, os elementos enumerados são tidos
B é A e é X; como suficientes para serem tiradas determinadas conclu-
C é A e também é X; sões. É o caso do exemplo das cobras, no qual, apesar de
D é A e também é X; não poderem ser conferidos todos os elementos (cobras) em
E é A e também é X; particular, os que foram enumerados são representativos do
logo, todos os A são X todo e suficientes para a generalização (“todas as cobras...”)
No raciocínio indutivo, da observação de muitos casos
particulares, chega-se a uma conclusão de cunho geral. b. Indução por enumeração completa
Aplicando o modelo:
A jararaca é uma cobra e não voa; Costuma-se também classificar como indutivo o raciocínio
A caninana é uma cobra e também não voa; baseado na enumeração completa.
A urutu é uma cobra e também não voa;
A cascavel é uma cobra e também não voa; Ainda que alguns a classifiquem como tautologia, ela o-
logo, as cobras não voam. corre quando:
Contudo,
b.a. todos os casos são verificados e contabilizados;
Ao sair de casa, João viu um gato preto e, logo a seguir,
caiu e quebrou o braço. Maria viu o mesmo gato e, alguns b.b. todas as partes de um conjunto são enumeradas.
minutos depois, foi assaltada. Antonio também viu o mesmo
gato e, ao sair do estacionamento, bateu com o carro. Logo, Exemplos correspondentes às duas formas de indução
ver um gato preto traz azar. por enumeração completa:

Os exemplos acima sugerem, sob o ponto de vista do va- b.a. todas as ocorrências de dengue foram investigadas e
lor lógico, dois tipos de indução: a indução fraca e a indução em cada uma delas foi constatada uma característica própria
forte. É forte quando não há boas probabilidades de que um desse estado de morbidez: fortes dores de cabeça; obteve-
caso particular discorde da generalização obtida das premis- se, por conseguinte, a conclusão segura de que a dor de
sas: a conclusão “nenhuma cobra voa” tem grande probalida- cabeça é um dos sintomas da dengue.
de de ser válida. Já, no caso do “gato preto”, não parece
haver sustentabilidade da conclusão, por se tratar de mera b.b. contam-se ou conferem-se todos as peças do jogo de
coincidência, tratando-se de uma indução fraca. Além disso, xadrez: ao final da contagem, constata-se que são 32 peças.
há casos em que uma simples análise das premissas é sufi-
ciente para detectar a sua fraqueza. Nesses raciocínios, tem-se uma conclusão segura, po-
dendo-se classificá-los como formas de indução forte, mesmo
Vejam-se os exemplos das conclusões que pretendem ser que se revelem pouco criativos em termos de pesquisa cientí-
aplicadas ao comportamento da totalidade dos membros de fica.
um grupo ou de uma classe tendo como modelo o comporta-
mento de alguns de seus componentes: O raciocínio indutivo nem sempre aparece estruturado
1. Adriana é mulher e dirige mal; nos moldes acima citados. Às vezes, percebe-se o seu uso
Ana Maria é mulher e dirige mal; pela maneira como o conteúdo (a matéria) fica exposta ou
Mônica é mulher e dirige mal; ordenada. Observem-se os exemplos:
Carla é mulher e dirige mal;
logo, todas as mulheres dirigem mal. - Não parece haver grandes esperanças em se erradicar a
2. Antônio Carlos é político e é corrupto; corrupção do cenário político brasileiro.
Fernando é político e é corrupto;
Paulo é político e é corrupto; Depois da série de protestos realizados pela população,
Estevão é político e é corrupto; depois das provas apresentadas nas CPI’s, depois do vexa-
logo, todos os políticos são corruptos. me sofrido por alguns políticos denunciados pela imprensa,
depois do escárnio popular em festividades como o carnaval
A avaliação da suficiência ou não dos elementos não é ta- e depois de tanta insistência de muitos sobre necessidade de
refa simples, havendo muitos exemplos na história do conhe- moralizar o nosso país, a corrupção parece recrudescer,
cimento indicadores dos riscos das conclusões por indução. apresenta novos tentáculos, se disfarça de modos sempre
Basta que um caso contrarie os exemplos até então colhidos novos, encontrando-se maneiras inusitadas de ludibriar a
para que caia por terra uma “verdade” por ela sustentada. Um nação.
exemplo famoso é o da cor dos cisnes. Antes da descoberta
da Austrália, onde foram encontrados cisnes pretos, acredita-
va-se que todos os cisnes fossem brancos porque todos os - Sentia-me totalmente tranqüilo quanto ao meu amigo,
até então observados eram brancos. Ao ser visto o primeiro pois, até então, os seus atos sempre foram pautados pelo
cisne preto, uma certeza de séculos caiu por terra. respeito às leis e à dignidade de seus pares. Assim, enquanto
alguns insinuavam a sua culpa, eu continuava seguro de sua
inocência.
2.2.1. Procedimentos indutivos
Tanto no primeiro quanto no segundo exemplos está sen-
Apesar das muitas críticas de que é passível o raciocínio
do empregando o método indutivo porque o argumento prin-
indutivo, este é um dos recursos mais empregados pelas

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cipal está sustentado pela observação de muitos casos ou No raciocínio dedutivo, de uma premissa de cunho geral
fatos particulares que, por sua vez, fundamentam a conclu- podem-se tirar conclusões de cunho particular.
são. No primeiro caso, a constatação de que diversas tentati-
vas de erradicar a corrupção mostraram-se infrutíferas con- Aristóteles refere-se à dedução como “a inferência na
duzem à conclusão da impossibilidade de sua superação, qual, colocadas certas coisas, outra diferente se lhe segue
necessariamente, somente pelo fato de terem sido postas”.
enquanto que, no segundo exemplo, da observação do com-
portamento do amigo infere-se sua inocência. Uma vez posto que todos os homens são mamíferos e que
Pedro é homem, há de se inferir, necessariamente, que Pe-
dro é um mamífero. De certo modo, a conclusão já está pre-
Analogia, indução e probabilidade
sente nas premissas, basta observar algumas regras e inferir
a conclusão.
Nos raciocínios analógico e indutivo, apesar de boas
chances do contrário, há sempre a possibilidade do erro. Isso 2.3.1. Construção do Silogismo
ocorre porque se está lidando com probabilidades e estas
não são sinônimas de certezas.
A estrutura básica do silogismo (sýn/com + lógos/razão)
consiste na determinação de uma premissa maior (ponto de
Há três tipos principais de probabilidades: a matemática, a partida), de uma premissa menor (termo médio) e de uma
moral e a natural. conclusão, inferida a partir da premissa menor. Em outras
palavras, o silogismo sai de uma premissa maior, progride
a) A probabilidade matemática é aquela na qual, partin- através da premissa menor e infere, necessariamente, uma
do-se dos casos numerados, é possível calcular, sob forma conclusão adequada.
de fração, a possibilidade de algo ocorrer – na fração, o de-
nominador representa os casos possíveis e o numerador o Eis um exemplo de silogismo:
número de casos favoráveis. Por exemplo, no caso de um
sorteio usando uma moeda, a probabilidade de dar cara é de
50% e a de dar coroa também é de 50%. Todos os atos que ferem a lei são puníveis Premissa Mai-
or A concussão é um ato que fere a lei Premissa Menor
b) A probabilidade moral é a relativa a fatos humanos
Logo, a concussão é punível Conclusão
destituídos de caráter matemático. É o caso da possibilidade
de um comportamento criminoso ou virtuoso, de uma reação
alegre ou triste etc. O silogismo estrutura-se por premissas. No âmbito da ló-
gica, as premissas são chamadas de proposições que, por
Exemplos: considerando seu comportamento pregresso, é sua vez, são a expressão oral ou gráfica de frases assertivas
ou juízos. O termo é uma palavra ou um conjunto de palavras
provável que Pedro não tenha cometido o crime, contudo...
Conhecendo-se a meiguice de Maria, é provável que ela o que exprime um conceito. Os termos de um silogismo são
receba bem, mas... necessariamente três: maior, médio e menor. O termo maior
é aquele cuja extensão é maior (normalmente, é o predicado
da conclusão); o termo médio é o que serve de intermediário
c) A probabilidade natural é a relativa a fenômenos na-
ou de conexão entre os outros dois termos (não figura na
turais dos quais nem todas as possibilidades são conhecidas. conclusão) e o termo menor é o de menor extensão (normal-
A previsão meteorológica é um exemplo particular de probali- mente, é o sujeito da conclusão). No exemplo acima, punível
dade natural. A teoria do caos assenta-se na tese da imprevi- é o termo maior, ato que fere a lei é o termo médio e concus-
sibilidade relativa e da descrição apenas parcial de alguns são é o menor.
eventos naturais.
2.3.1.1. As Regras do Silogismo
Por lidarem com probabilidades, a indução e a analogia
são passíveis de conclusões inexatas.
Oito são as regras que fazem do silogismo um raciocínio
perfeitamente lógico. As quatro primeiras dizem respeito às
Assim sendo, deve-se ter um relativo cuidado com as su- relações entre os termos e as demais dizem respeito às rela-
as conclusões. Elas expressam muito bem a necessidade ções entre as premissas. São elas:
humana de explicar e prever os acontecimentos e as coisas,
contudo, também revelam as limitações humanas no que diz
2.3.1.1.1. Regras dos Termos
respeito à construção do conhecimento.
1) Qualquer silogismo possui somente três termos: maior,
2.3. Raciocínio dedutivo - do geral ao particular médio e menor.
Exemplo de formulação correta:
O raciocínio dedutivo, conforme a convicção de muitos es- Termo Maior: Todos os gatos são mamíferos.
tudiosos da lógica, é aquele no qual são superadas as defici- Termo Médio: Mimi é um gato.
ências da analogia e da indução. Termo Menor: Mimi é um mamífero.
Exemplo de formulação incorreta:
No raciocínio dedutivo, inversamente ao indutivo, parte-se Termo Maior: Toda gata(1) é quadrúpede.
do geral e vai-se ao particular. As inferências ocorrem a partir Termo Médio: Maria é uma gata(2).
do progressivo avanço de uma premissa de cunho geral, para Termo Menor: Maria é quadrúpede.
se chegar a uma conclusão tão ou menos ampla que a pre- O termo “gata” tem dois significados, portanto, há quatro
missa. O silogismo é o melhor exemplo desse tipo de raciocí- termos ao invés de três.
nio:
2) Os termos da conclusão nunca podem ser mais exten-
Premissa maior: Todos os homens são mamíferos. uni- sos que os termos das premissas.
versal Exemplo de formulação correta:
Premissa menor: Pedro é homem. Termo Maior: Todas as onças são ferozes.
Conclusão: Logo, Pedro é mamífero. Particular Termo Médio: Nikita é uma onça.
Termo Menor: Nikita é feroz.

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Exemplo de formulação incorreta: Muitas das ciências para as quais Aristóteles contribuiu
Termo Maior: Antônio e José são poetas. foram disciplinas que ele próprio fundou. Afirma-o explicita-
Termo Médio: Antônio e José são surfistas. mente em apenas um caso: o da lógica. No fim de uma das
Termo Menor: Todos os surfistas são poetas. suas obras de lógica, escreveu:
“Antonio e José” é um termo menos extenso que “todos
os surfistas”. No caso da retórica existiam muito es-
critos antigos para nos apoiarmos, mas no
3) O predicado do termo médio não pode entrar na con- caso da lógica nada tínhamos absoluta-
clusão. mente a referir até termos passado muito
Exemplo de formulação correta: tempo em laboriosa investigação.
Termo Maior: Todos os homens podem infringir a lei.
Termo Médio: Pedro é homem. As principais investigações lógicas de Aristóteles incidiam
Termo Menor: Pedro pode infringir a lei. sobre as relações entre as frases que fazem afirmações.
Exemplo de formulação incorreta: Quais delas são consistentes ou inconsistentes com as ou-
Termo Maior: Todos os homens podem infringir a lei. tras? Quando temos uma ou mais afirmações verdadeiras,
Termo Médio: Pedro é homem. que outras verdades podemos inferir delas unicamente por
Termo Menor: Pedro ou é homem (?) ou pode infringir a meio do raciocínio? Estas questões são respondidas na sua
lei. obra Analíticos Posteriores.
A ocorrência do termo médio “homem” na conclusão é i-
noportuna.
Ao contrário de Platão, Aristóteles não toma como ele-
4) O termo médio deve ser tomado ao menos uma vez em
mentos básicos da estrutura lógica as frases simples com-
sua extensão universal.
postas por substantivo e verbo, como "Teeteto está sentado".
Exemplo de formulação correta:
Está muito mais interessado em classificar frases que come-
Termo Maior: Todos os homens são dotados de habilida-
çam por "todos", "nenhum" e "alguns", e em avaliar as infe-
des.
rências entre elas. Consideremos as duas inferências seguin-
Termo Médio: Pedro é homem.
tes:
Termo Menor: Pedro é dotado de habilidades.
Exemplo de formulação incorreta:
Termo Maior: Alguns homens são sábios. 1) Todos os gregos são europeus.
Termo Médio: Ora os ignorantes são homens Alguns gregos são do sexo masculino.
Termo Menor: Logo, os ignorantes são sábios Logo, alguns europeus são do sexo masculino.
O predicado “homens” do termo médio não é universal,
mas particular. 2) Todas as vacas são mamíferos.
Alguns mamíferos são quadrúpedes.
2.3.1.1.2. Regras das Premissas Logo, todas as vacas são quadrúpedes.
5) De duas premissas negativas, nada se conclui.
Exemplo de formulação incorreta: As duas inferências têm muitas coisas em comum. São
Premissa Maior: Nenhum gato é mamífero ambas inferências que retiram uma conclusão a partir de
Premissa Menor: Lulu não é um gato. duas premissas. Em cada inferência há uma palavra-chave
Conclusão: (?). que surge no sujeito gramatical da conclusão e numa das
6) De duas premissas afirmativas, não se tira uma conclu- premissas, e uma outra palavra-chave que surge no predica-
são negativa. do gramatical da conclusão e na outra premissa. Aristóteles
Exemplo de formulação incorreta: dedicou muita atenção às inferências que apresentam esta
Premissa Maior: Todos os bens morais devem ser dese- característica, hoje chamadas "silogismos", a partir da palavra
jados. grega que ele usou para as designar. Ao ramo da lógica que
Premissa Menor: Ajudar ao próximo é um bem moral. estuda a validade de inferências deste tipo, iniciado por Aris-
Conclusão: Ajudar ao próximo não (?) deve ser desejado. tóteles, chamamos "silogística".
7) A conclusão segue sempre a premissa mais fraca. A
premissa mais fraca é sempre a de caráter negativo. Uma inferência válida é uma inferência que nunca conduz
Exemplo de formulação incorreta: de premissas verdadeiras a uma conclusão falsa. Das duas
Premissa Maior: As aves são animais que voam. inferências apresentadas acima, a primeira é válida, e a se-
Premissa Menor: Alguns animais não são aves. gunda inválida. É verdade que, em ambos os casos, tanto as
Conclusão: Alguns animais não voam. premissas como a conclusão são verdadeiras. Não podemos
Exemplo de formulação incorreta: rejeitar a segunda inferência com base na falsidade das fra-
Premissa Maior: As aves são animais que voam. ses que a constituem. Mas podemos rejeitá-la com base no
Premissa Menor: Alguns animais não são aves. "portanto": a conclusão pode ser verdadeira, mas não se
Conclusão: Alguns animais voam. segue das premissas.
8) De duas premissas particulares nada se conclui.
Exemplo de formulação incorreta: Podemos esclarecer melhor este assunto se conceber-
Premissa Maior: Mimi é um gato. mos uma inferência paralela que, partindo de premissas ver-
Premissa Menor: Um gato foi covarde. dadeiras, conduza a uma conclusão falsa. Por exemplo:
Conclusão: (?)
Fonte: estudaki.files.wordpress.com/2009/03/logica-
3)Todas as baleias são mamíferos.
argumentacao.pdf
Alguns mamíferos são animais terrestres.
Logo, todas as baleias são animais terrestres.
A FUNDAÇÃO DA LÓGICA
Esta inferência tem a mesma forma que a inferência 2),
Anthony Kenny como poderemos verificar se mostrarmos a sua estrutura por
meio de letras esquemáticas:
Universidade de Oxford

Matemática 132 A Opção Certa Para a Sua Realização


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4) Todo o A é B. das "axiomas". Embora o próprio Euclides tivesse nascido
Algum B é C. numa altura tardia da vida de Aristóteles, este método axio-
Logo, todo o A é C. mático era já familiar aos geómetras, e Aristóteles pensava
que podia ser amplamente aplicado. A lógica forneceria as
Uma vez que a inferência 3) conduz a uma falsa conclu- regras para a derivação de teoremas a partir de axiomas, e
são a partir de premissas verdadeiras, podemos ver que a cada ciência teria o seu próprio conjunto especial de axio-
forma do argumento 4) não é de confiança. Daí a não valida- mas. As ciências poderiam ser ordenadas hierarquicamente,
de da inferência 2), não obstante a sua conclusão ser de com as ciências inferiores tratando como axiomas proposi-
facto verdadeira. ções que poderiam ser teoremas de uma ciência superior.

A lógica não teria conseguido avançar além dos seus pri- Se tomarmos o termo "ciência" numa acepção ampla, a-
meiros passos sem as letras esquemáticas, e a sua utilização firma Aristóteles, é possível distinguir três tipos de ciências:
é hoje entendida como um dado adquirido; mas foi Aristóteles as produtivas, as práticas e as teóricas. As ciências produti-
quem primeiro começou a utilizá-las, e a sua invenção foi tão vas incluem a engenharia e a arquitectura, e disciplinas como
importante para a lógica quanto a invenção da álgebra para a a retórica e a dramaturgia, cujos produtos são menos concre-
matemática. tos. As ciências práticas são aquelas que guiam os compor-
tamentos, destacando-se entre elas a política e a ética. As
Uma forma de definir a lógica é dizer que é uma disciplina ciências teóricas são aquelas que não possuem um objectivo
que distingue entre as boas e as más inferências. Aristóteles produtivo nem prático, mas que procuram a verdade pela
estuda todas as formas possíveis de inferência silogística e verdade.
estabelece um conjunto de princípios que permitem distinguir
os bons silogismos dos maus. Começa por classificar indivi- Por sua vez, a ciência teórica é tripartida. Aristóteles no-
dualmente as frases ou proposições das premissas. Aquelas meia as suas três divisões: "física, matemática, teologia"; mas
que começam pela palavra "todos" são proposições univer- nesta classificação só a matemática é aquilo que parece ser.
sais; aquelas que começam com "alguns" são proposições O termo "física" designa a filosofia natural ou o estudo da
particulares. Aquelas que contêm a palavra "não" são propo- natureza (physis); inclui, além das disciplinas que hoje inte-
sições negativas; as outras são afirmativas. Aristóteles ser- graríamos no campo da física, a química, a biologia e a psico-
viu-se então destas classificações para estabelecer regras logia humana e animal. A "teologia" é, para Aristóteles, o
para avaliar as inferências. Por exemplo, para que um silo- estudo de entidades superiores e acima do ser humano, ou
gismo seja válido é necessário que pelo menos uma premis- seja, os céus estrelados, bem como todas as divindades que
sa seja afirmativa e que pelo menos uma seja universal; se poderão habitá-los. Aristóteles não se refere à "metafísica";
ambas as premissas forem negativas, a conclusão tem de ser de facto, a palavra significa apenas "depois da física" e foi
negativa. Na sua totalidade, as regras de Aristóteles bastam utilizada para referenciar as obras de Aristóteles catalogadas
para validar os silogismos válidos e para eliminar os inváli- a seguir à sua Física. Mas muito daquilo que Aristóteles es-
dos. São suficientes, por exemplo, para que aceitemos a creveu seria hoje naturalmente descrito como "metafísica"; e
inferência 1) e rejeitemos a inferência 2). ele tinha de facto a sua própria designação para essa disci-
plina, como veremos mais à frente. Anthony Kenny
Aristóteles pensava que a sua silogística era suficiente
para lidar com todas as inferências válidas possíveis. Estava ARGUMENTOS DEDUTIVOS E INDUTIVOS
enganado. De facto, o sistema, ainda que completo em si
mesmo, corres