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Universidade Lúrio

Faculdade de Ciências Naturais

Licenciatura em Ciências Biológicas 3° ano

Técnicas de Gestão e Administração

PAPEL DA RESPONSABILIDADE SOCIAL DAS EMPRESAS.

Discente: Docente:

Francisca de Salma Andicene dr. Gonçalves Muchate

Pemba, Junho de 2017


Francisca de Salma Andicene

Gestão e Administração

PAPEL DA RESPONSABILIDADE SOCIAL DAS EMPRESAS

Este trabalho é de carácter avaliativo a ser


entregue na cadeira de Técnicas Gestão e
Administração, Licenciatura em Ciências
Biológicas 3° ano, orientado pelo dr.
Gonçalves Muchate.

Pemba, Junho de 2017


Índice

1. INTRODUÇÃO ................................................................................................................................ 1
1. METODOLOGIA ............................................................................................................................. 1
1.1. Pesquisa Bibliográfica................................................................................................................... 1
2. OBJECTIVOS................................................................................................................................... 2
2.1. Objectivo geral .............................................................................................................................. 2
2.2. Objectivo específico...................................................................................................................... 2
3. O PAPEL DA RESPONSABILIDADE SOCIAL DAS EMPRESAS.............................................. 3
3.1. Conceito ........................................................................................................................................ 3
4. HISTÓRICO DA RESPONSABILIDADE SOCIAL ....................................................................... 4
5. DOIS EXEMPLOS DE EMPRESAS QUE PRATICAM ACÇÕES DE ......................................... 6
5.1. Moçambique Celular (Mcel) ......................................................................................................... 6
5.1.1. Educação ................................................................................................................................... 7
5.1.2. Saúde ......................................................................................................................................... 8
5.1.3. Sociedade .................................................................................................................................. 8
5.1.4. Cultura....................................................................................................................................... 9
5.1.5. Formação Profissional............................................................................................................... 9
5.2. Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) ............................................................................... 10
5.2.1. Educação e cultura .................................................................................................................. 10
5.2.2. Saúde ....................................................................................................................................... 10
5.2.3. Desporto .................................................................................................................................. 10
5.2.4. Turismo ................................................................................................................................... 11
6. CONCLUSÃO ................................................................................................................................ 12
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .................................................................................................... 13
1. INTRODUÇÃO

O presente trabalho aborda sobre o Papel da Responsabilidade Social, tendo como foco o cenário
existente no nosso país através da análise da acção das empresas.

O crescente aumento da complexidade dos negócios, o avanço de novas tecnologias, o


incremento da produtividade levou a um aumento significativo da competitividade entre as
empresas e, desta forma, elas tendem a investir mais em processos de gestão de forma a obter
diferenciais competitivos. Ashley (2002, p.3) afirma que, por outro lado, as crescentes
disparidades e desigualdades sociais obrigam a que se repense o desenvolvimento económico-
social e ambiental. Assim, para responder a este desafio é necessário buscar novas respostas
visando um desenvolvimento económico sustentável que englobe. Os aspectos sociais,
económicos e ambientais. Para as empresas, a responsabilidade social pode ser vista como uma
estratégia a mais para manter ou aumentar sua rentabilidade e potencializar o seu
desenvolvimento. Isto é explicado ao se constatar maior conscientização do consumidor o qual
procura por produtos e práticas que gerem melhoria para o meio ambiente e a comunidade. Além
disso, o crescimento económico só será possível se estiver alicerçado em bases sólidas e,
portanto deve haver um desenvolvimento de estratégias empresariais competitivas que passem
por soluções ambientalmente sustentáveis, socialmente corretas e economicamente viáveis.
(LewIs, 2003, p.356)

1. METODOLOGIA

1.1.Pesquisa Bibliográfica

Para se obter um conhecimento amplo do assunto foi necessária a realização de pesquisas através
de bibliografias especializadas como livros, revistas técnicas, monografias, manuais e artigos.

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2. OBJECTIVOS

2.1.Objectivo geral
 Abordar sobre o Papel da Responsabilidade Social das Empresas

2.2.Objectivo específico
 Analisar o Papel da Responsabilidade Social das Empresas em várias vertentes;
 Analisar as Empresas que praticam as acções de Responsabilidade Social.

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3. O PAPEL DA RESPONSABILIDADE SOCIAL DAS EMPRESAS

3.1.Conceito
Responsabilidade Social das Empresas (RSE) é a integração voluntária de preocupações sociais
e ambientais nas operações quotidianas das organizações e na interacção com todas as partes
interessadas. Trata-se de um modo de contribuir para a sociedade de forma positiva e de gerir os
impactos sociais e ambientais da organização como forma de assegurar e aumentar
competitividade (Livro Verde, 2001).

Quando se fala de Responsabilidade Social das Empresas refere-se, normalmente, a reciclagem


do lixo doméstico e industrial, da reciclagem de toners, plásticos e papel, mas também do
respeito pelas pessoas com quem se convive diariamente e ainda do apoio que se presta à
sociedade.

Uma organização socialmente responsável tem em consideração, nas decisões que toma, a
comunidade onde se insere e o ambiente onde opera. Há quem defenda que as organizações,
como motor de desenvolvimento económico, tecnológico e humano, só se realizam plenamente
quando consideram na sua actividade o respeito pelos direitos humanos, o investimento na
valorização pessoal, a protecção do ambiente, o combate à corrupção, o cumprimento das normas
sociais e o respeito pelos valores e princípios éticos da sociedade em que se inserem.

A Responsabilidade Social pode ser vista como o compromisso da empresa “em contribuir para o
desenvolvimento económico sustentável, trabalhando com os empregados, as suas famílias, a
comunidade local e a sociedade em geral para melhorar a sua qualidade de vida”. (Holme e
Watts, 2000).

As empresas deverão procurar entender qual os impactos sociais nas actividades que desenvolve
e se existe possibilidade de actuar de forma a minimizar os eventuais efeitos negativos por elas
criados. Podemos então afirmar que, a Responsabilidade Social se baseia, essencialmente, em
questões de natureza ética e moral.

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4. HISTÓRICO DA RESPONSABILIDADE SOCIAL

A relação entre as empresas e a sociedade baseia-se num contrato social que evolui conforme as
mudanças sociais e as consequentes expectativas da sociedade. Nesse contrato a sociedade
legítima a existência da empresa, reconhecendo suas actividades e obrigações, bem como
estabelecendo limites legais para sua actuação. A sociedade tem o direito de mudar suas
expectativas dos negócios como instrumento da própria sociedade.

Com as mudanças ocorridas no século XXI, a transformação no contrato social entre a sociedade
e os negócios fez-se necessária e as organizações passaram então a entender que era preciso
assumir responsabilidades a fim de atender às novas exigências e desta forma, começam a
questionar seu posicionamento sobre isso. As dúvidas permeiam em distinguir quais são
efectivamente as responsabilidades da empresa para com a sociedade e qual o limite da ação
empresarial sobre estas.

A teoria sobre Responsabilidade social surgiu na década de 1950 sendo um de seus precursores
Bowen (1957, p.03). O autor baseou-se na ideia de que os negócios são centros vitais de poder e
decisão e que as acções das empresas atingem a vida dos cidadãos em muitos pontos, questionou
quais as responsabilidades com a sociedade que se espera dos “homens de negócios”, e defendeu
a ideia de que as empresas devem compreender melhor seu impacto social, e que o desempenho
social e ético deve ser avaliado por meio de auditorias e devem ainda ser incorporados à gestão
de negócios.

Na década de 60 vários trabalhos de autores como Keith Davis (1967) e J. McGuire (1963), são
publicados e as discussões em torno do conceito de responsabilidade social começam a se
alastrar. Nesta fase predomina a visão de que a responsabilidade das empresas vai além da
responsabilidade de maximizar lucros e incorporam-se a esta a necessidade de uma postura
pública perante os recursos económicos e humanos da sociedade e a vontade de ver esses
recursos utilizados para fins sociais mais amplos e não simplesmente para os interesses privados
dos indivíduos. Nos anos 70, a Responsabilidade social das empresas passou a fazer parte do
debate público dos problemas sociais como a pobreza, desemprego, diversidade,
desenvolvimento, crescimento económico, distribuição de renda, poluição, entre outros. Em
consequência disso, houve nova mudança no contrato social entre os negócios e a sociedade, o

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que gerou o envolvimento das organizações com os movimentos ambientais, preocupação com a
segurança do trabalho e regulamentação governamental.

De acordo com Carrol (1999, p.282), essa alteração no contrato estava presente no relatório
Social Responsabilities of Business Corporation Report, formulado pelo Comitee for Economic
Development, entidade formada pelos administradores de empresas e educadores, como segue:

“Os negócios estão sendo chamados para assumir responsabilidades amplas para a
sociedade como nunca antes e para servir a ampla variação de valores humanos
(qualidade de vida além de quantidade de produtos e serviços). Os negócios existem para
servir a sociedade; seu futuro dependerá da qualidade da gestão em responder as
mudanças de expectativas do público”

Um significado mais amplo da responsabilidade social surgiu em 1979 quando o mesmo autor
Carrol (1999, p.282), propõe um modelo conceitual onde inclui uma variedade de
responsabilidades das empresas junto à sociedade, e esclarece os componentes de
responsabilidade social empresarial que estão além de gerar lucros e obedecer à lei. O modelo
engloba quatro tipos básicos de expectativas que reflectem a visão de responsabilidade social:
económica, legal, ética e discricionária conforme mostra a Figura 1:

Na figura 1, o autor sugere que o tamanho dos espaços reservados a cada tipo de
responsabilidade representa a sua importância na organização e esclarece o significado de cada
item:

 Responsabilidade económica: as empresas têm uma responsabilidade de natureza


económica, onde produz bens e serviços que a sociedade deseja e os vende para obter
lucro sendo isto a base do funcionamento do sistema capitalista. Nesse âmbito da
responsabilidade económica o que a sociedade espera é que os negócios realizem lucros.

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 Responsabilidade Legal: a sociedade espera que as empresas realizem sua missão
económica dentro dos requisitos estabelecidos pelo sistema legal. Obedecer à lei é uma
das condições para a existência dos negócios. Espera-se que os negócios ofereçam
produtos que tenham padrões de segurança e obedeçam às regulamentações ambientais
estabelecidas pelo governo.
 Responsabilidade Ética: a sociedade espera que as empresas tenham um comportamento
ético em relação aos negócios e espera que as empresas atuem além dos requerimentos
legais.
 Responsabilidades discricionárias: são as acções tomadas pelas organizações e
representam os papéis voluntários que as empresas assumem onde a sociedade não provê
uma expectativa clara e precisa como nos outros componentes. Essas expectativas são
dirigidas pelas normas sociais e ficam por conta do julgamento individual dos gestores e
da corporação. São guiadas pelo desejo das corporações em se engajar em papéis sociais
não legalmente obrigatórios e que não são expectativas no senso ético, mas estão se
tornando cada vez mais estratégicas.

5. DOIS EXEMPLOS DE EMPRESAS QUE PRATICAM ACÇÕES DE


RESPONSABILIDADE SOCIAL

5.1.Moçambique Celular (Mcel)

A mcel – Moçambique Celular é a primeira operadora de telefonia móvel em Moçambique.


Fundada em Novembro de 1997, a mcel tem sido responsável pelo crescimento do serviço de
telefonia móvel celular no nosso País.

Nos últimos anos, a mcel tem vindo a destacar-se nas suas ofertas comerciais, continuando a
liderar na inovação de Produtos e Serviços e reforçando a sua força de vendas através de uma
equipa bem treinada de Gestores Corporativos, que estão prontamente disponíveis para ajudá-lo.

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Por outro lado, o seu posicionamento no mercado Moçambicano tem sido reforçado por três
pilares que sustentam a sua estratégia de marca – a Moçambicanidade, a Felicidade e a
Conectividade, estão presentes de uma forma consistente e inovadora em toda a sua
comunicação.

A mcel foi também a primeira operadora do País a disponibilizar acesso a tecnologias de ponta
como são os casos do 3G e Blackberry, mostrando assim o seu compromisso de continuar a ser a
operadora com os melhores serviços e ofertas aos seus clientes.

A mcel, desenvolveu no ano de 2014, um programa de responsabilidade social corporativa que


reforça o posicionamento da sua marca na sociedade, focando as suas acções nas áreas da
Educação, Saúde, Desporto, Cultura e Meio Ambiente, fazendo destas acç es uma aposta na
melhoria da qualidade de vida das pessoas e na consolidação das suas práticas socialmente
responsáveis.

5.1.1. Educação

o que di respeito sua intervenção na rea da educação a mcel ofereceu uma sala de
informática completa ao Ministério da i ncia e ecnologia no mbito de um memorando de
entendimento assinado entre as duas instituiç es visando o apetrechamento das salas de
inform tica dos entros de Transferência ecnológica das ilas do il nio como forma de
transmitir conhecimentos em tecnologia para os residentes da vila na scola ecund ria de
hibuto na prov ncia de a a.

esta rea participou igualmente na onfer ncia que teve como objectivo a
assinatura de um Memorando de Entendimento entre a e a mcel ao abrigo do qual a
empresa disponibili ou um cr dito no código para facilitar a comunicação dos
estudantes membros da organi ação. articipou tamb m na final do concurso do rojecto er
Compreender, que contou com o apoio da empresa como parceira do programa para premiação
dos alunos vencedores e professores com telemóveis pacotes iniciais e um kit (camisete chap u
e bebedor).

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5.1.2. Saúde

o que concerne aúde a mcel a eo inist rio da aúde renovaram o emorando


de ntendimento sobre o projecto denominado – erviço xpedido de esultados cujo
objecto cinge-se no envio de resultados laboratoriais de H em todo pa s ao abrigo do
qual a mcel disponibili a a sua plataforma de sms para envio de mensagens. empresa
participou tamb m sob mais um projecto com o lema “ nvista no futuro ença a al ria”
comemorado ao ia undial de uta ontra a al ria o qual fe a oferta de redes mosquiteiras.

rosseguindo na rea da aúde a mcel participou pela quarta ve consecutiva na ampanha


acional de aúde Oral nas scolas projecto desenvolvido em parceria com o inist rio da
aúde e ducação que visa cultivar nas crianças em idade pr -escolar os bons h bitos e cuidados
com a saúde oral como forma de as prevenir das doenças orais. este projecto a mcel como
principal parceiro disponibili a todo material adequado para a campanha abrangendo todas as
escolas prim rias do pa s e para este ano foi a scola rim ria ompleta de nhamissa na
rov ncia de a a unic pio de ai-Xai.

5.1.3. Sociedade

or ocasião da passagem do ia internacional da riança assinalado no dia de unho a


empresa disponibili ou v rios apoios como forma de contribuir para que este dia fosse alegre e
cheio de sorrisos para as crianças. entre as v rias instituiç es que celebraram o dia e foram
contempladas na oferta do nosso apoio a empresa ofereceu ao entro nfantil aunde e a scola
rim ria ompleta de eacane uma visita no dia de unho s instalaç es sede em aputo e
ampula respectivamente onde as crianças tiveram a oportunidade de conhecer algumas
actividades desenvolvidas pela empresa.

o abrigo de melhorar o serviço de atendimento do novo centro de atendimento da mulher e


criança a empresa procedeu a oferta de uma linha verde ( omunidade anto g dio -
que destina-se a chamadas de vo e visa permitir o acesso f cil e c lere por parte dos
pacientes e público no geral dos serviços de saúde pública.

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eve lugar nas idades de ampula emba e lha de oçambique a a orrida olid ria
Internacional organi ada pela Helpo corrida foi a favor da rradicação da obre a que contou
com o apoio da nossa empresa

5.1.4. Cultura

om base no compromisso de promover o desenvolvimento sócio-cultural do a s em a


empresa abraçou importantes projectos litera rios, tais como, Da UDENAMO a FRELIMO de
Lopes Tembe Ndelana, Perto do Fragmento, a Totalidade e A Escrita Infinita de Francisco Noa,
Um Olhar param as anelas da sperança de u s e erilo. poiou igualmente a comemoração
dos anos da obra ós at mos o ão inhoso de uis ernardo Honwana. odas estas obras
foram apoiadas com o intu to de elevar a identidade e cultura moçambicana e por isso a empresa
não deixou para tr s a eira do ivro que tem feito anualmente para beneficiar aos seus
colaboradores o conhecimento da cultura.

5.1.5. Formação Profissional

o mbito do projecto de ormação e romoção de uto- mprego concebido pelo abinete da


sposa do residente da epública aria da u uebu a em ao abrigo do qual a mcel
financia a aquisição de kits profissionali antes para apoio na formação de t cnicos profissionais
nas reas de carpintarira constução civil canali ação serralharia e pedreiro beneficiaram-se
destes kits em os t cnicos da rov ncia de ete numa cerimónia pública que contou com a
participação da sposa do residente da epública.

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5.2.Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM)

A Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) é uma empresa pública que gere os
sistemas ferroviários e portuários moçambicanos. O sistema ferroviário foi desenvolvido para
servir seis portos, Maputo, Beira, Nacala, Xai-Xai, Inhambane e Quelimane, encontrando-se
ainda activo em relação aos três primeiros, que ligam a países vizinhos.

A empresa realiza investimentos em vários programas sociais, tais como: Educação, cultura,
saúde, Desporto e Turismo.

5.2.1. Educação e cultura

No que tange à área da rede escolar e o desenvolvimento da educação e cultura, o CFM tem
participado na reabilitação e/ou construção de escolas, apoio às Feiras de Educação, atribuição
de Bolsas de Estudos, Edição de Livros e Discos, Festivais de música, entre outros apoios.

5.2.2. Saúde

Ciente dos elevados custos dos equipamentos e meios auxiliares de diagnóstico, a empresa tem
vindo a apoiar a aquisição destes, bem como de outros consumíveis hospitalares para as diversas
unidades públicas. Promove, igualmente a realização regular de feiras de saúde para os
trabalhadores, seus dependentes e a população residente nas áreas em que essas feiras se
realizam. O objectivo destas feiras é consciencializar os participantes sobre os cuidados de
saúde, promover campanhas de sensibilização e prevenção de doenças e testagens voluntárias.

5.2.3. Desporto

Para além do apoio directo que garante a sustentabilidade dos Clubes Ferroviários nas regiões
Norte, Centro e Sul do País, o CFM mantém um acordo de patrocínio à Liga Moçambicana de
Futebol, através do Fundo de Promoção do Desporto para a realização do Campeonato Nacional

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de Futebol MOÇAMBOLA, e tem apoiado as selecções nacionais em diversas modalidades
desportivas com vista a garantir a sua participação em competições internacionais, para além de
prestar apoio ao desporto recreativo como seja “ iga O etical” que envolve empresas
públicas.

5.2.4. Turismo

O CFM tem vindo a apoiar o fomento do turismo nacional, desenvolvimento e expansão da rede
nacional de televisão pública no país, a provisão de águas e energia eléctrica para as populações
que vivem em redor de algumas estações ferroviárias bem como, a reposição de estradas e pontes
destruídas pelas calamidades que, como se sabe, são de natureza cíclica no país, sem pôr de lado
o apoio as populações afectadas.

Com relação ao objectivo geral desta pesquisa, observou-se que entre as duas instituições
financeiras, existem interesses semelhantes no que se refere aos investimentos em acções sociais.
Através das informações obtidas de cada empresa, pode-se observar que a tendência das
organizações financeiras é cada vez mais desenvolver projectos sociais e ambientais.

As empresas investem socialmente de forma planejada nos projectos sociais, ambientais e


culturais, buscando combater os problemas sociais da comunidade na qual está inserida, com
vários projectos e acções tendo como forma de divulgação o balanço social, que demonstra a
transparência das actividades que são desenvolvidas pela organização.

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6. CONCLUSÃO

Tendo em vista o objectivo deste trabalho de identificar as acções de Responsabilidade Social de


duas empresas e a sua importância diante do cenário actual, foi possível perceber nos relatórios
sociais e na apresentação do sítio virtual de cada empresa que é notório afirmar que são empresas
conceituadas e que possuem uma grande actuação na comunidade em que está inserida.

Através da pesquisa realizada, é possível perceber que a Responsabilidade Social está cada vez
mais presente nas empresas e, além de ser cada vez mais notada e exigida com mais rigor pela
sociedade.

Eduardo Giannetti (2005:277), a responsabilidade social empresarial é fundamental para a


sociedade, responsabilidade esta que deve ser focada nos reais princípios e valores, não analisada
e exercida com finalidade de promoção social ou estratégia de negócio, mas sim, respeitando sua
essência inicial.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Fernandes, M. N. A. (2010), A Responsabilidade Social das Empresas – A dimensão interna:


uma ferramenta para a criação de Valor, Dissertação de Mestrado, Instituto Politécnico de
Lisboa, Lisboa.

Aguiar, S. (2006, 1° semestre). Responsabilidade social empresarial na prática: o papel da


comunicação organizacional, Novos Olhares.

Bertoncello, T & Chang, J. (2007). A importância da Responsabilidade Social Corporativa como


factor de diferenciação. FACOM (n° 17).

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