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Roda da Vida: Finanças

Postado em 8 de janeiro de 2018 por Carla RodriguesLeave a Comment on Roda da Vida:


Finanças

Esse é um tópico que podemos falar por uma semana inteira e não se esgota… Mas vamos aos
principais pontos para cuidar do seu dinheiro:

Não deixe que a crise vire o bicho papão que te paralisa. Lembre-se do princípio da PNL, “Tudo
que você foca, aumenta!” Então se começo a só pensar no quanto está difícil arrumar
emprego, ter uma boa qualidade de vida por causa da crise, a mente fica tão impregnada pelo
problema, que não consigo usar a parte criativa para achar a saída, a solução;

A maioria da vezes, não é o quanto se ganha, mas o como e no que se gasta. Quando fazemos
uma análise no mapa de receitas e gastos de uma pessoa, mesmo que seja uma pessoa que
saiba gerenciar bem suas finanças, sempre podemos ver um ralinho aberto, escoando recursos
preciosos. Assim, é fácil imaginar o que acontece na vida financeira daqueles que estão
apertados ou endividados cronicamente… E é justamente aí que as caras dos clientes se
tornam petrificadas! Eles acham que, ou o Coach não foi capaz de entender o quanto ele já
está tirando leite de pedra ou ele começa a pensar que o Coach vai mandá-lo cortar as coisas
importantes da sua vida (leia-se: nunca mais vou terei lazer ou comprarei uma roupa nova, por
exemplo). E o engraçado é que, os profissionais de coach não querem acabar com nenhum
setor da vida do cliente, até porque já vimos a importância de manter o lazer, a saúde, etc.
Num ciclo de Coaching Financeiro percebemos onde há energia escoando do sistema. Se a
questão é só economizar mais, basta fechar os ralos. Caso existam dívidas a serem quitadas, aí
temos que perceber qual setor está fora da faixa orçamentária, que responde a um percentual
do salário, e é o cliente quem decide o que pode ficar um tempo sem consumir em cada setor
que esteja fora da faixa, além de “fechar os ralos”.

Se o que se ganha não está suficiente para nossos objetivos (um curso, um local melhor de
moradia, um pé de meia) o ideal é criar uma meta de melhoria de renda, o que pode passar
por utilizar mais nossos dons e conhecimentos, bem como verificar como fortalecer o nossos
pontos fracos ou deficitários. E, seja para incrementar nosso currículo ou para fazer um
dinheiro a mais para sair do sufoco, uma fonte de renda extra pode ser a saída de mestre. E
pra isso é interessante perceber de quais fatores o mercado, a sociedade local está carente e,
dentro dessa lista, qual item você se encaixa melhor.

Muita gente peca e não sai da situação do problema porque gasta muito tempo pensando em
algo que traga a maior quantia de dinheiro possível por vez… Essa parte das pessoas com
problemas financeiros esquece-se do ditado que “de grão em grão a galinha enche o papo”,

por vezes é mais fácil uma entrada menor e mais constante do que uma boa grana que entra
agora e depois não sabemos quando voltará a entrar. Muitos profissionais bons ficam em
condições financeiras adversas por colocarem seus preços lá no topo, achando que assim
estão se valorizando… Não digo para colocar abaixo do preço de marcado, e sim, que em
épocas de crise, fazer algo mais acessível ao bolso da maioria, pode ser a diferença entre fazer
ou não dinheiro.

Outro ponto fundamental e que muitos não se dão conta, é que nem sempre se eu compro o
mais barato estou economizando (e isso vale de roupa a material de limpeza). O mais
importante é o custo X benefício. Certa vez, uma pessoa comprou três blusas pois o preço
estava muito em conta, o valor gasto possibilitaria ter comprado uma blusa boa (mas na
cabeça dela, estava lucrando, pois em vez de uma, saíra com três…). Mas a qualidade delas era
tão ruim, que ao lavar ficaram deformadas, alargaram tanto que passaram a vestir uma pessoa
com dois números acima do dela.

Se o dinheiro não está sobrando, vale mais apostar em peças clássicas e de bom tecido, porque
sobrevivem aos modismos e às lavagens!!! Isso também serve para acessórios.

Outro ponto a considerar – cuidado com as promoções, nem todas valem a pena. E, mesmo
que o preço esteja muito favorável, não é vantagem fazer grandes estoques, porque o dinheiro
fica ali empatado, o que pode comprometer o fluxo de caixa.

Cartão de crédito pode ser uma benção ou uma maldição, dependendo de como se use. O
cartão é bom quando me permite aproveitar uma boa promoção, uma oportunidade única de
adquirir um bem durável e necessário, desde que entre na minha programação orçamentária,
sem causar um desarranjo na contabilidade final; também é bom quando o orçamento está
planilhado e sob controle e, ao pagar as contas no cartão, recebo milhas, bônus ou afins, que
trazem benefícios extras. Caso contrário, é só mais um modo do dinheiro sair sem que eu
perceba e contabilize, e nesse caso, quando me dou conta, o saldo já está no vermelho e o mês
ainda está longe de acabar.

Geralmente, ao final do primeiro mês de autoanálise orçamentária, o cliente leva um susto em


como o dinheiro sai nas pequenas coisas, que por serem tão baratinhas, não damos atenção.
Uma vez, uma cliente ficou estupefata em como gastava dinheiro com cafezinhos e chicletes…
Ou seja, se gastasse só com um cafezinho na rua e cortasse os chicletes, já conseguiria uma
boa economia, sem nenhum corte nas diversões ou coisas que realmente fariam falta para ela.
Dica, tenha um caderninho de bolso sempre contigo e qualquer gasto que faça, anote lá. No
final do mês é possível perceber onde o dinheiro está indo em coisas bobas, gastos de impulso
e que nem ao menos são com coisas importantes ou que gerem um prazer real. Além disso,
com esse caderninho é possível perceber qual percentual do salário está indo com moradia,
educação, lazer, vestuário, passagem ou carro, etc. O que estiver fora do percentual
“saudável” ficará visível e é possível criar uma estratégia de mudança de escolhas e atitudes
nesse setor. Ou ficará patente a necessidade de conseguir uma outra fonte de renda.

Olhe a sua vida e suas finanças com mente aberta e as boas mudanças saltarão bem na sua
frente. Exemplo – aqui no Rio, há um dia de cinema mais barato durante a semana, quem pode
aproveitar, é a maneira de manter a diversão, só alterando o dia. No fim de semana, pode-se
optar por programas gratuitos. Não houve nenhum corte, só mudança na agenda.
Assim como no caso da alimentação, a REEDUCAÇÃO FINANCEIRA não dura uma estação ou
uma crise, mas a vida toda e evita futuras montanhas russas no seu tão suado dinheirinho.

Caso necessite de uma ajudinha a mais, disponibilizo dois questionários, basta tocar na palavra
em azul.

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Roda da Vida Financeira

O que é
Ferramenta de Coach para entender melhor como está a sua
relação com
o dinheiro e assim desenvolver suas habilidades em busca da
liberdade
financeira.
Como completar
1. Imprima a Roda da Vida Financeira
2. Se pergunte como você se sente em relação aos assuntos de
cada
quadrante (abaixo explico o que cada um significa).
3. Faça um ponto no meio de cada quadrante de acordo com o seu
grau
de satisfação: de 0 a 10.
4. Colora os quadrantes e veja como sua roda ficou.
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Os 8 quadrantes
Renda principal: sua receita familiar. O ideal é que ela cubra suas
despesas
mensais e ainda sobre 10% para fazer investimentos. Qual seu grau de
satisfação com
esse assunto?
Renda extra: aquela renda que você tem fora do trabalho. Dar aulas,
vender
biscoitos e bombons, Marketing Multinivel, organizar festas, entre
outros.. Está
satisfeito(a) ?
Renda passiva: recebimento de aluguel, aposentadoria, previdência
privada,
anúncios na internet, franquias gerenciadas. É o dinheiro que “pinga”
todos os meses.
Fluxo de caixa: é o balanço das suas contas, ou seja, a soma das receitas
menos a
soma das despesas. Elas estão fechando? Qual o grau de satisfação desse
item?
Despesa familiar: é a soma de todos os gastos familiares. Qual seu grau
de
satisfação?
Dívida passiva: Tudo que você tem q pagar por mês decorrente de
compras no
passado. Prestação de carro, da casa, parcelamento do cartão,
empréstimo de banco. Está
tudo sob controle?
Investimentos: O que você faz com o dinheiro que sobra? Está
satisfeito(a) com os
investimentos que está fazendo?
Previdência privada: como está a sua previdência? Você tem uma
previdência
privada? Sabe a quantia que precisa para aposentar? Sabe as taxas de
carregamento e
administração e se tem boa rentabilidade?
Fonte: Livro Coaching Financeiro a Arte de Enriquecer, Roberto Navarro.