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Instalações elétricas

Instalações elétricas

© SENAI-SP, 2010.

Material didático organizado pelo Núcleo de Meios Educacionais da Gerência de Educação em parceria
com Escolas SENAI-SP a partir de conteúdos extraídos da Intranet para a Qualificação da Formação
Inicial e Continuada Eletricista de Manutenção, Eletricista Industrial e Eletricista Instalador.

Equipe responsável
Organização Antonio Marcos Luesch Reis
Priscila Ferri
Meios Educacionais - GED

Edson C. de Jesus
Escola SENAI “Nami Jafet”

Felipe S. M. Braga
Escola SENAI “A. Jacob Lafer”

Anderson de Moraes
Escola SENAI “Almirante Tamandaré”

Manoel F. Pansani
Escola SENAI “Hermenegildo Campos de Almeida”

Wagner Magalhães
Centro de Treinamento SENAI “Jorge Mahfuz”

Edivandro Bocardi
Escola SENAI “Antônio Ermírio de Moraes”

Clodoaldo R. Callogero
Escola SENAI “Manoel José Ferreira”

Editoração Priscila Ferri


Meios Educacionais - GED

Os elaboradores estão relacionados ao final de cada capítulo.


SENAI Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial
Departamento Regional de São Paulo
Av. Paulista, 1313 - Cerqueira César
São Paulo – SP
CEP 01311-923

Telefone (0XX11) 3146-7000


Telefax (0XX11) 3146-7230
SENAI on-line 0800-55-1000

E-mail senai@sp.senai.br
Home page http://www.sp.senai.br
Sumário

7 Introdução
9 Diagramas elétricos
9 • Diagrama funcional
10 • Diagrama multifilar
10 • Diagrama unifilar
17 Normalização
17 • O que é normalização?
18 • Normas técnicas brasileiras
19 • Normas para eletricidade / eletroeletrônica
20 • O consumidor e a norma
21 • Norma Brasileira Regulamentadora – NBR 5410:2004
23 Sistemas de aterramento
23 • Tipos de aterramento
24 • Sistemas de aterramento para redes de baixa tensão
26 • O que deve ser aterrado
27 • Eletrodo de aterramento
29 • Conexões de eletrodo
29 • Corrente de fuga
31 • Condutores de proteção
32 • Terramiter ou terrômetro
33 Dispositivos de proteção
33 • Fusíveis
34 • Disjuntores
36 • Interruptor diferencial residual (DR)
38 • Dispositivo de proteção contra surto (DPS)
40 • Relês térmicos
43 Elaboração de planta baixa elétrica residencial
44 • Iluminação
44 • Tomadas de uso geral (TUG’s)
45 • Tomadas de uso específico (TUE)
45 • Quadro de precisão de cargas
46 • Potência mínima para aparelhos eletrodomésticos

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47 • Determinação do padrão de entrada
51 • Quadros de distribuição NBR 5410/04 item 6.5.4
54 • Divisão da instalação em circuitos terminais
57 • Dimensionamento dos condutores
61 • Dimensionamento do dispositivo de proteção
62 • Dimensionamento dos eletrodutos
65 Emendar, soldar e isolar condutores
65 • Procedimentos
71 • Eletrodutos
78 • Acessórios
80 • Sistemas de fixação
81 • Caixas de derivação e de passagem
84 • Ferramentas
87 • Tarraxa para eletroduto metálico rígido
93 Instalar tomada, interruptor e lâmpada
94 • Procedimentos
97 Instalar duas lâmpadas incandescentes
98 • Procedimento
101 Instalar lâmpadas comandadas de pontos diferentes
103 Instalar lâmpadas comandadas por relê fotoelétrico e controle de
luminosidade
105 Instalar lâmpada comandada por sensor de presença
107 Montar quadro de distribuição de luz e força residencial
109 Montar circuitos elétricos simulando uma residência
111 Referências

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Introdução

Hoje em dia fala-se muito no mercado de trabalho, em atualização.

Os profissionais se esforçam por aprender mais, aprofundando os conhecimentos que


já têm na área em que atuam porque com as inovações tecnológicas, os trabalhadores
buscam um reforço de sua formação profissional para exercer melhor sua profissão.

Desse modo podem ter mais êxito em seu desempenho profissional, pois se tornam
mais preparados para as necessidades da indústria e do mercado de trabalho.

O SENAI oferece cursos de atualização com o objetivo de qualificar ainda mais o aluno
e torná-lo mais capaz para o exercício de tarefas típicas de uma ocupação.

O curso de Formação Inicial Continuada em Eletroeletrônica prossegue com o tema


Instalações elétricas - conjunto de aparelhos ou de peças que compõem um
determinado estabelecimento industrial ou residencial equipado para funcionamento.

O início apresenta o tema Diagramas elétricos – representações gráficas de conjuntos


elétricos – que são a base para comunicação entre profissionais da área. A exposição
continua com as normas para representações gráficas nos diagramas e para
montagem de instalações elétricas.

Depois de vistos todos os componentes do conjunto, serão feitas operações básicas


do trabalho em instalações elétricas.

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Adaptado pelo Comitê Técnico GED/FIC Eletroeletrônica/2010

Diagramas elétricos

Diagrama elétrico
Diagrama elétrico é a representação de uma instalação elétrica ou parte dela por meio
de símbolos gráficos, definidos nas normas NBR 5259, NBR 5280, NBR 5444, NBR
12519, NBR 12520 e NBR 12523.

Dos diagramas existentes, estudaremos neste capítulo três:


• Diagrama funcional;
• Diagrama multifilar;
• Diagrama unifilar.

Diagrama funcional

O diagrama funcional apresenta todo o sistema elétrico e permite interpretar com


rapidez e clareza o funcionamento ou a sequência funcional dos circuitos.

Esse tipo de diagrama não se preocupa com a posição física dos componentes da
instalação elétrica.

A figura a seguir mostra um exemplo de diagrama funcional de um circuito composto


por um interruptor simples, uma tomada e uma lâmpada.

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Diagrama multifilar

O diagrama multifilar é usado somente para os circuitos elementares, pois é de difícil


interpretação quando o circuito é complexo. É um diagrama que representa todo
sistema elétrico em seus detalhes e todos os condutores.
Veja na figura a seguir, um exemplo de diagrama multifilar mostrando um circuito
composto de um interruptor simples, uma tomada e uma lâmpada.

Diagrama unifilar

O diagrama unifilar apresenta as partes principais de um sistema elétrico e identifica o


número de condutores. O trajeto dos condutores é representado por um único traço.
Esse tipo de diagrama geralmente representa a posição física dos componentes da
instalação, porém não representa com clareza o funcionamento e a sequência
funcional dos circuitos. É o tipo de diagrama mais usado em instalações elétricas
prediais.

A figura a seguir apresenta um diagrama unifilar do circuito elétrico composto por um


interruptor simples, uma tomada e uma lâmpada.

-1-

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Os símbolos gráficos usados neste diagrama são definidos pela norma NBR 5444,
para serem usados em planta baixa (arquitetônica) do imóvel. Nesta planta é indicada
a localização exata dos circuitos de luz, de força, de telefone e seus respectivos
aparelhos.

Veja na tabela a seguir, a simbologia do sistema unifilar para instalações elétricas


prediais (NBR 5444).

No. Símbolo Significado Observações

Dutos e distribuição

Eletroduto embutido no teto ou


1
parede
Para todas as dimensões em
2 Eletroduto embutido no piso milímetros, indicar a seção, se esta
não for de 15mm.
3 Telefone no teto

4 Telefone no piso

Tubulação para campainha, som, Indicar na legenda o sistema


5
anunciador ou outro sistema. passante.

Condutor de fase no interior do Cada traço representa um condutor.


6
eletroduto Indicar a seção, no do circuito e a
Condutor neutro no interior do seção dos condutores, exceto se
7
eletroduto forem de 1,5mm2.

Condutor de retorno no interior do


8
eletroduto

9 Condutor terra no interior do


eletroduto

10 Condutor positivo no interior do


eletroduto

Condutor negativo no interior do


11
eletroduto

Indicar a seção utilizada; em 50,


12 Cordoalha de terra
significa 50mm2.

Leito de cabos com um circuito


2
passante composto de três fases, 25. Significa 25mm .
13 cada um por dois cabos de
2
25mm mais cabos de neutro de 10. Significa 10mm2.
2
seção 10mm .

14 Caixa de passagem no piso Dimensões em mm.

15 Caixa de passagem no teto Dimensões em mm.

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Indicar a altura e se necessário
16 Caixa de passagem na parede
fazer detalhe (dimensões em mm).

17 Eletroduto que sobe

18 Eletroduto que desce

19 Eletroduto que passa descendo

20 Eletroduto que passa subindo

No desenho aparecem quatro


sistemas que são habitualmente:
I- Luz e força;
21 Sistema de calha de piso
II- Telefone (TELEBRÁS);
III- Telefone (PABX, KS, ramais);
Especiais (COMUNICAÇÕES).
Condutor seção 1,0mm2, fase
22
para campainha.
Se for de seção maior, indicá-la.
2
23 Condutor seção 1,0mm , neutro
para campainha.
2
24 Condutor seção 1,0mm , retorno
para campainha.

Quadros de distribuição

Quadro parcial de luz e força Indicar as cargas de luz em watts e


25
aparente de força em W ou kW.

Quadro parcial de luz e força


26
embutido

Quadro geral de luz e força


27
aparente

Quadro geral de luz e força


28
embutido

29 Caixa de telefones

30 Caixa para medidor

Interruptores

A letra minúscula indica o ponto


31 Interruptor de uma seção
comandado.

As letras minúsculas indicam os


32 Interruptor de duas seções
pontos comandados.

As letras minúsculas indicam os


33 Interruptor de três seções
pontos comandados.

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A letra minúscula indica o ponto
34 Interruptor paralelo ou three-way
comandado.

Interruptor intermediário ou four- A letra minúscula indica o ponto


35
way comandado.

36 Botão de minuteria

Nota: Os símbolos de 31 a 38 são


Botão de campainha na parede
37 para plantas; os de 39 a 46 são
(ou comando à distância)
para diagramas.

Botão de campainha no piso (ou


38
comando a distância)

Indicar a tensão, correntes


39 Fusível
nominais.
Indicar a tensão, correntes
Chave seccionadora com nominais.
40
fusíveis, abertura sem carga.
Ex.: chave tripolar.
Indicar a tensão, correntes
Chave seccionadora com nominais.
41
fusíveis, abertura em carga.
Ex.: chave bipolar.
Indicar a tensão, correntes
Chave seccionadora abertura nominais.
42
sem carga
Ex.: chave monopolar.

Chave seccionadora abertura em Indicar a tensão, correntes


43
carga nominais.

Indicar a tensão, corrente, potência,


44 Disjuntor a óleo capacidade nominal de interrupção
e polaridade.

Indicar a tensão, corrente potência,


45 Disjuntor a seco capacidade nominal de interrupção
e polaridade através de traços.

46
Chave reversora

Luminárias, refletores, lâmpadas


Ponto de luz incandescente no A letra minúscula indica o ponto de
47 teto. Indicar o no de lâmpadas e a comando e o número entre dois
potência em watts. traços o circuito correspondente.

Ponto de luz incandescente na


48 Deve-se indicar a altura da arandela.
parede (arandela).

Ponto de luz incandescente no teto


49
(embutido).

Ponto de luz fluorescente no teto A letra maiúscula indica o ponto de


50 (indicar o no. de lâmpadas e na comando e o número entre dois
legenda o tipo de partida e reator). traços o circuito correspondente.

Ponto de luz fluorescente na


51 Deve-se indicar a altura da luminária.
parede.

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Ponto de luz fluorescente no teto
52
(embutido).

Ponto de luz incandescente no


53 teto em circuito vigia
(emergência).

Ponto de luz fluorescente no teto


54
em circuito vigia (emergência).

Sinalização de tráfego (rampas,


55
entradas, etc.).

56 Lâmpada de sinalização.

Indicar potência, tensão e tipo de


57 Refletor.
lâmpadas.

Poste com duas luminárias para


58 Indicar potências, tipo de lâmpadas.
iluminação externa.

59 Lâmpada obstáculo.

60 Minuteria. Diâmetro igual ao do interruptor.

Ponto de luz de emergência na


61 parede com alimentação
independente.

62 Exaustor.

Motobomba para bombeamento


63 da reserva técnica de água para
combate a incêndio.

Tomadas

Tomada de luz na parede, baixo


64
(300 mm do piso acabado).

Tomada de luz a meio a altura


65
(1.300mm do piso acabado).
A potência deverá ser indicada ao
Tomada de luz alta (2.000mm do lado em VA (exceto se for de 100
66 VA), como também o número do
piso acabado).
circuito correspondente e a altura
da tomada se forem diferente da
67 Tomada de luz no piso. normalizada; se a tomada for de
força, indicar o número de W ou
kW.
Saída para telefone externo na
68
parede (rede Telebrás).

Saída para telefone externo na


69 Especificar “h”.
parede a uma altura “h”.

Saída para telefone interno na


70
parede.

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Saída para telefone externo no
71
piso.

Saída para telefone interno no


72
piso.

73 Tomada para rádio e televisão.

74 Relógio elétrico no teto.

75 Relógio elétrico na parede.

76 Saída de som, no teto.

77 Saída de som, na parede. Indicar a altura “h”.

78 Cigarra.

79 Campainha.

Dentro do círculo, indicar o número


80 Quadro anunciador. de chamadas em algarismos
romanos.
Motores e Transformadores

81 Gerador. Indicar as características nominais

82 Motor. Indicar as características nominais

Indicar a relação de tensões e


83 Transformador de potência.
valores nominais

Transformador de corrente (um


84
núcleo).
Indicar a relação de espiras, classe
de exatidão e nível de isolamento.
85 Transformador de potencial. A barra de primário deve ter um
traço mais grosso.
Transformador de corrente (dois
86
núcleos).

87 Retificador.

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Acumuladores
a) O traço longo representa o pólo
positivo e o traço curto, o pólo
negativo.

Acumulador ou elementos de b) Este símbolo poderá ser usado


88 para representar uma bateria se
pilha.
não houver risco de dúvida.
º
Neste caso, a tensão ou o n e o
tipo dos elementos devem(m)
ser indicado(s).
Bateria de acumuladores ou Sem indicação do número de
89
pilhas. Forma 1. elementos.

Bateria de acumuladores ou Sem indicação do número de


90
pilhas. Forma 2. elementos.

Como exemplo, é apresentado a seguir um esquema da instalação elétrica de uma


residência, na planta baixa.

Créditos Comitê Técnico GED/FIC Eletroeletrônica/2010


SENAI-SP Anderson de Moraes
Clodoaldo Roberto Callogero
Edivandro Bocardi
Edson Camargo de Jesus
Felipe Siqueira Martins Braga
Manoel Francisco Pansani
Wagner Magalhães
Referência
SENAI.SP. Eletricidade geral – Prática. São Paulo, 2003. 272 p.

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Adaptado pelo Comitê Técnico GED/FIC Eletroeletrônica/2010

Normalização

O que é normalização?

A padronização foi o primeiro passo para a normalização. Esta nada mais é do que um
conjunto de critérios estabelecidos entre as partes interessadas, ou seja, técnicos,
engenheiros, fabricantes, consumidores e instituições, para padronizar produtos,
simplificar processos produtivos e garantir um produto confiável que atenda às
necessidades de seu usuário.

Do processo de normalização surgem as normas que são documentos que contêm


informações técnicas para uso de fabricantes e consumidores. Elas são elaboradas a
partir da experiência acumulada na indústria e no uso, e a partir dos avanços
tecnológicos que vão sendo incorporados à criação e fabricação de novos produtos.

O processo de normalização que se iniciou por volta de 1900 e se estendeu até os


anos 80, concentrou seus esforços na criação de normas que visavam à especificação
e à definição de produtos industriais, agrícolas e outros. Nesse período, a maior
atenção da normalização esteve voltada para a padronização de peças usadas na
construção de máquinas e de equipamentos.

Atualmente as normas englobam questões relativas a terminologias, glossários de


termos técnicos, símbolos e regulamentos de segurança entre outros. Por causa disso,
os objetivos atuais da normalização referem-se à:
• Simplificação, ou seja, à limitação e redução da fabricação de variedades
desnecessárias de um produto;
• Comunicação, ou seja, ao estabelecimento de linguagens comuns que facilitem o
processo de comunicação entre fabricantes, fornecedores e consumidores;
• Economia global, isto é, à criação de normas técnicas internacionais que permitam
o comércio de produtos entre países;
• Segurança, quer dizer, à proteção da saúde e da vida humanas;
• Proteção dos direitos do consumidor, isto é, à garantia da qualidade do produto.

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Normas técnicas brasileiras

O atual modelo brasileiro de normalização foi implantado a partir de 1992 e tem o


objetivo de descentralizar e agilizar a elaboração de normas técnicas. Para isso, foram
criados o Comitê Nacional de Normalização (CNN) e o Organismo de Normalização
Setorial (ONS).

O CNN tem a função de estruturar todo o sistema de normalização, enquanto que cada
ONS tem como objetivo agilizar a produção de normas específicas de seus setores.
Para que os ONS passem a elaborar normas de âmbito nacional, eles devem se
credenciar e ser supervisionados pela Associação Brasileira de Normas Técnicas
(ABNT).

A ABNT é uma entidade privada, sem fins lucrativos e a ela compete coordenar,
orientar e supervisionar o processo de elaboração de normas brasileiras, bem como
elaborar, editar e registrar as referidas normas (NBR).

Para que os produtos brasileiros sejam aceitos nos mercados internacionais, as


normas da ABNT devem ser elaboradas, de preferência, seguindo diretrizes e
instruções de associações internacionais de normalização como a ISO (International
Standard Organization, com sede em Genebra, na Suíça, e que significa Organização
Internacional de Normas) e a IEC (International Eletrotechnical Commission, que quer
dizer, Comissão Internacional de Eletrotécnica) utilizando a forma e o conteúdo das
normas internacionais, acrescentando-lhes, quando necessário, as particularidades do
mercado nacional.

A ABNT é responsável pela elaboração dos seguintes tipos de normas:


• Normas de procedimento que fornecem orientações sobre a maneira correta de
empregar materiais e produtos; executar cálculos e projetos; instalar máquinas e
equipamentos; realizar controle de produtos;
• Normas de especificação que fixam padrões mínimos de qualidade para os
produtos;
• Normas de padronização que fixam formas, dimensões e tipos de produtos usados
na construção de máquinas, equipamentos e dispositivos mecânicos;
• Normas de terminologia que definem, com precisão, os termos técnicos aplicados a
materiais, máquinas, peças e outros artigos;
• Normas de classificação que ordenam, distribuem ou subdividem conceitos ou
objetos, bem como estabelecem critérios de classificação a serem adotados;

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• Normas de métodos de ensaio que determinam a maneira de se verificar a
qualidade das matérias-primas e dos produtos manufaturados;
• Normas de simbologia que estabelecem convenções gráficas para conceitos,
grandezas, sistemas ou partes de sistemas, com a finalidade de representar
esquemas de montagem, circuitos, componentes de circuitos, fluxogramas etc.

Observação
A simbologia facilita a comunicação entre fabricantes e consumidores. Sem códigos
normalizados, cada fabricante teria que escrever extensos manuais para informar as
características dos equipamentos, projetos, desenhos, diagramas, circuitos, esquemas
de seus produtos.

Normas para eletricidade/eletrônica

Para existir, uma norma percorre um longo caminho. No caso de eletricidade, ela é
discutida inicialmente no COBEI - Comitê Brasileiro de Eletricidade.

O COBEI tem diversas comissões de estudos formadas por técnicos que se dedicam a
cada um dos assuntos específicos, que fazem parte de uma norma. Estes
profissionais, muitas vezes partem de um documento básico sobre o tema a ser
normalizado, produzido pelo IEC. Como este documento é feito por uma comissão
internacional, ele precisa, como já foi dito, ser adaptado para ser aplicado no Brasil.

Feitos os estudos, tem-se um projeto de norma que recebe um número da ABNT, é


votado por seus sócios e retorna à comissão técnica que pode aceitar ou não as
alterações propostas na votação. Se aprovado, transforma-se em norma ABNT que,
em seguida é encaminhada ao INMETRO - Instituto Nacional de Metrologia,
Normalização e Qualidade Industrial (órgão federal ligado ao Ministério da Justiça),
onde receberá uma classificação e será registrada.

Esta norma poderá ser uma NBR1, o que a torna obrigatória; uma NBR2, obrigatória
para órgãos públicos, e chamada de referendada; ou uma NBR3, chamada de
registrada e que pode ou não ser seguida.

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O organograma simplificado da ABNT, mostrado a seguir, representa o trajeto seguido
por uma norma até que ela seja aprovada.

Periodicamente, as normas devem ser revistas. Em geral, esse exame deve ocorrer
em intervalos de cinco anos. Todavia, o avanço tecnológico pode determinar que
algumas normas sejam revistas em intervalos menores de tempo.

O consumidor e a norma

No relacionamento fabricante-consumidor, o consumidor é a parte que mais se


beneficia com produtos fabricados segundo normas oficiais, pois quanto maior o
número de normas implantadas para se fabricar um produto qualquer, maior a
qualidade do produto e, portanto, maior é a confiança do consumidor.
Além disso, fabricar produtos segundo normas aceitas internacionalmente é um fator
muito importante para a colocação desses produtos no mercado externo.

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20
Se as normas já eram importantes, com o código de defesa do consumidor as normas
técnicas da ABNT estão assumindo um papel ainda mais importante, já que se
tornaram verdadeiras referências sobre qualidade e produto.

A ABNT é aberta à população e é possível associar-se a ela e receber normas


atualizadas. Mesmo não sendo sócio, qualquer cidadão pode fazer consultas ou
adquirir normas no seguinte endereço eletrônico: http://www.abnt.org.br.

Norma Brasileira Regulamentadora – NBR 5410:2004

A Norma ABNT NBR 5410:2004, que estabelece as condições as quais devem


satisfazer as instalações elétricas de baixa tensão com a finalidade de garantir a
segurança de pessoas e animais, o seu adequado funcionamento e a preservação dos
bens, provê os procedimentos necessários para o dimensionamento adequado das
instalações elétricas, priorizando a segurança e a proteção, de modo a evitar
sobrecargas, curtos-circuitos, choques elétricos.

A Norma ABNT NBR 5410:2004 deve ser rigorosamente seguida por projetistas e
instaladores, pois, conforme o Código de Defesa do Consumidor, são legalmente
responsáveis por acidentes que eventualmente possam acontecer, por falhas de
projeto ou de execução.

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Créditos Comitê Técnico GED/FIC Eletroeletrônica/2010
Elaboradores: Airton Almeida de Moraes Anderson de Moraes
Regina Célia Roland Novaes Clodoaldo Roberto Callogero
Conteudistas: Airton Almeida de Moraes Edivandro Bocardi
Júlio César Caetano Edson Camargo de Jesus
Ilustradores: José Joaquim Pecegueiro Felipe Siqueira Martins Braga
José Luciano de Souza Filho Manoel Francisco Pansani
Wagner Magalhães
Referência
SENAI.SP. Eletricidade básica – Prática. São Paulo, 1998. 222 p.

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Adaptado pelo Comitê Técnico GED/FIC Eletroeletrônica/2010

Sistemas de aterramento

Aterramento é a ligação intencional com a terra, isto é, com o solo, que pode ser
considerado como o condutor através do qual a corrente elétrica pode fluir, difundindo-
se. Então, ao afirmarmos que algo está “aterrado”, estamos dizendo que pelo menos
um de seus elementos está ligado a terra.

Tem como funções:


a. Proteger as pessoas e animais contra contatos indiretos, caso ocorra uma falha na
isolação dos equipamentos, permitindo que a corrente de falta passe pelo condutor
de aterramento;
b. Proteger o usuário do equipamento de descargas atmosféricas, através da
viabilização de um caminho alternativo para a terra;
c. “Descarregar” cargas estáticas acumuladas nas carcaças das máquinas ou
equipamentos para a terra;
d. Facilitar o funcionamento dos dispositivos de proteção (fusíveis, disjuntores, DR’s
etc.), através da corrente desviada para a terra.

Tipos de aterramento

Aterramento funcional
O aterramento funcional consiste na ligação à terra de um dos condutores do
sistema, geralmente o neutro e está relacionado com o funcionamento correto, seguro
e confiável da instalação.

Aterramento de proteção
O aterramento de proteção consiste na ligação à terra das massas e dos elementos
condutores elétricos por contato indireto.

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Aterramento temporário
Como o próprio nome já diz, é o aterramento temporário do circuito para proteger o
trabalhador envolvido no trabalho, ou seja, é uma ligação elétrica efetiva, confiável e
adequada à terra, destinada a garantir a equipotencialidade a qual deve ser mantida
continuamente durante a intervenção na instalação elétrica.

Sistemas de aterramento para redes de baixa tensão

Do ponto de vista do aterramento, os sistemas de distribuição de energia em baixa


tensão são denominados conforme determina a NBR-5410, ou seja: sistema TT;
sistema TN-S; sistema TN-C; sistema IT.

O sistema TT é o sistema pelo qual o condutor de proteção serve exclusivamente para


aterramento. As massas são ligadas ao cabo que está ligado à terra por um ou vários
eletrodos de aterramento.

massa

O sistema TN-S é um sistema com condutor neutro e condutor de proteção distintos.

L1
L2
L3
N
PE

massas

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No sistema TN-C, o N e o PE formam o condutor PEN com a função de neutro (N) e
proteção (PE).

massas

Observação
Existem restrições quanto ao uso desse sistema, porque oferece riscos. Em caso de
rompimento do condutor PEN, a massa do equipamento fica ligada ao potencial da
linha como mostra a ilustração a seguir.

Além disso, se o sistema de distribuição empregado não é conhecido, o neutro nunca


deve ser usado como terra.

No sistema IT somente a massa é aterrada, não havendo nenhum ponto de


alimentação diretamente aterrado.

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25
O que deve ser aterrado

Em princípio, todo equipamento deve ser aterrado, inclusive as tomadas para


máquinas portáteis. Veja figura a seguir.

Edson C. de Jesus. SENAI-SP.

Outros equipamentos que devem ser aterrados são:


• Máquinas fixas;
• Computadores e outros equipamentos eletrônicos;
• Grades metálicas de proteção de equipamentos de alta tensão;
• Estruturas que sustentam ou servem de base para equipamentos elétricos e
eletrodutos rígidos ou flexíveis.

Observações
1. Em equipamentos eletrônicos e impressoras gráficas, o aterramento elimina os
efeitos da eletricidade estática.
2. O aterramento para computadores deve ser exclusivo para esse tipo de
equipamento.

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26
Na prática, é comum adotar-se o conceito de massa com referência ao material
condutor onde está contido o elemento eletrizado e que está em contato com a terra.

Assim, as bobinas de um motor, por exemplo, são os elementos eletrizados. A carcaça,


(base de ferro do motor) e a estrutura de ferro que fazem parte do conjunto constituem
a massa, formada de material condutor.

Eletrodo de aterramento

O eletrodo de aterramento tem a função de propiciar bom contato elétrico entre a terra
e o equipamento a ser aterrado. Ele é constituído por hastes de cobre ou tubos
galvanizados fincados no solo. Deve ter, no mínimo, 1,50m de comprimento.

As hastes de aterramento têm por função injetar a corrente no solo para dispersá-la,
perturbando o menos possível a superfície. O comprimento de cada haste influencia
positivamente a eficácia do aterramento, no sentido que a resistência é tanto menor,
quanto mais longa é a mesma.

Podem ser encontradas em vários tamanhos ou diâmetros, com comprimentos que


normalmente variam de 1,50m até 4m, sendo a de 2,40m a mais utilizada.

Haste de aterramento

SENAI-SP – INTRANET – AA328-10

27
Quando mais de uma haste se faz necessária para nos aproximarmos do valor ideal de
aterramento (abaixo de 10Ω), podem ser agrupadas várias unidades, devendo ser
usada para tanto, a formação de polígonos e mantida a distância do comprimento da
haste entre as mesmas, conforme a figura abaixo:

Observação
O ponto de conexão do condutor de proteção com o eletrodo de aterramento deverá
ser acessível à inspeção e protegido mecanicamente.

No circuito a seguir, vê-se um transformador cujo primário e secundário estão


aterrados de modo a atender aos requisitos de funcionamento e segurança.

Se, por acidente, o secundário entrar em contato direto com o primário, haverá um
curto-circuito através dos eletrodos de aterramento. Esse curto-circuito fará com que a
tensão caia praticamente a zero. Por outro lado, a corrente de curto-circuito provocará
a interrupção do circuito através dos fusíveis.

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Conexões de eletrodos

Conectores parafusados prendem normalmente os condutores às hastes de


aterramento. Um ponto importante na execução de um bom aterramento são as
conexões que devem ser executadas para que sua resistência seja a menor possível
e, depois de prontas, devem permitir a medição da resistência de aterramento.
O local dessa conexão deverá ser acessível à inspeção e protegido mecanicamente.
Para isso são utilizadas caixas de inspeção de fibrocimento ou PVC.

Edson C. de Jesus. SENAI-SP.

Conectores tipo “U” e cabo haste

Corrente de fuga

Corrente de fuga (ou de falta) é a corrente que flui de um condutor para outro e/ou
para a terra quando um condutor energizado encosta acidentalmente na carcaça do
equipamento ou em outro condutor sem isolação.

Em quase todos os circuitos, por mais bem dimensionados que sejam, há sempre uma
corrente de fuga natural para a terra. Essa corrente é da ordem de 5 a 10mA e não
causa prejuízos à instalação.

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A corrente de fuga (ou de falta) é ilustrada no diagrama a seguir no qual a carcaça de
uma máquina aterrada no ponto 1 teve um contato acidental com um resistor.

eletrodo 3
eletrodo 2

fuga (ou falta)


eletrodo 1 (contato do resistor com a massa)

Como se pode ver, a corrente passa para a massa e retorna à fonte pela terra, partindo
do eletrodo 1 para o eletrodo 2.

Se no sistema o neutro é aterrado, a corrente de fuga (falta) retornará por ele como
mostra o diagrama a seguir.

Qualquer fuga de corrente, seja por meio de isolamento defeituoso ou através do corpo
de pessoas ou animais, pode causar incêndios ou acidentes, muitas vezes fatais.

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30
Condutores de proteção

O aterramento de um circuito ou equipamento pode ser feito de várias formas, e para


cada sistema é utilizada uma terminologia para o condutor de proteção:
• Condutor PE;
• Condutor N;
• Condutor PEN.

O condutor PE (Protection Earth) é aquele que liga a um terminal de aterramento


principal as massas e os elementos condutores estranhos à instalação. Em alguns
casos esse condutor é chamado de terra de proteção, terra de carcaça ou
simplesmente condutor de proteção. A Norma ABNT NBR 5410:2004 prescreve que
este condutor tenha cor verde com espiras amarelas ou, seja simplesmente, verde.

O condutor N é aquele que tem a função de neutro no sistema elétrico e tem por
finalidade garantir o correto funcionamento dos equipamentos. Esse condutor é
também denominado condutor terra funcional.
O condutor PEN tem as funções de terra de proteção e neutro simultaneamente.

A seção dos condutores para ligação à terra é determinada pela Norma ABNT NBR
5410:2004, que é apresentada a seguir.

Seção os condutores fase Seção mínima o condutor e proteção


da instalação (mm²) correspondente (mm²)
S≤16 S
16< S≤35 16
S>35 S/2

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Terramiter ou terrômetro

O instrumento usado para medir a resistência de terra é chamado de terramiter ou


terrômetro.

O eletrodo de aterramento deverá apresentar a menor resistência de contato possível,


não devendo ultrapassar 25Ω, sendo que a Norma ABNT NBR 5410:2004 recomenda
que o valor máximo de resistência que um aterramento deve apresentar é de 10 Ω.

Créditos Comitê Técnico GED/FIC Eletroeletrônica/2010


Elaboradores: Airton Almeida de Moraes Anderson de Moraes
Regina Célia Roland Novaes Clodoaldo Roberto Callogero
Conteudistas: Airton Almeida de Moraes Edivandro Bocardi
Júlio César Caetano Edson Camargo de Jesus
Ilustradores: José Joaquim Pecegueiro Felipe Siqueira Martins Braga
José Luciano de Souza Filho Manoel Francisco Pansani
Wagner Magalhães
Referência
SENAI.SP. Eletricidade básica – Prática. São Paulo, 1998. 222 p.

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Adaptado pelo Comitê Técnico GED/FIC Eletroeletrônica/2010

Dispositivos de proteção

Os dispositivos de proteção dos circuitos elétricos podem ser divididos, basicamente,


em:
• Fusíveis;
• Disjuntores;
• Interruptor diferencial residual (DR);
• Dispositivo de proteção contra surto (DPS);
• Relés térmicos.

Fusíveis

Os fusíveis são dispositivos de proteção destinados a interromper circuitos pelos quais


esteja circulando uma corrente de curto-circuito ou sobrecarga de longa duração.

Há vários modelos de fusíveis, de diversos fabricantes. Alguns tipos encontrados no


mercado são: cartucho, faca, diazed e NH.

Os fusíveis são formados por um corpo de material isolante, normalmente fibra


prensada ou porcelana no qual está inserido um fio fusível de cobre ou prata, que uma
vez fundido por sobrecarga ou curto-circuito, interrompe a corrente do circuito.

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33
O corpo de material isolante serve de proteção contra acidentes pessoais (choques).
Os fusíveis são construídos para várias intensidades de correntes e tensão máxima de
serviço até 600V.

Disjuntores

Disjuntores são dispositivos de manobra e proteção com capacidade de ligação e


interrupção de corrente quando surgem no circuito condições anormais de trabalho
como curto-circuito ou sobrecarga.

Edson C. de Jesus. SENAI-SP.

O disjuntor é composto das seguintes partes:


• Caixa moldada feita de material isolante na qual são montados os componentes;
• Alavanca liga-desliga por meio da qual se liga ou desliga manualmente o disjuntor;
• Extintor de arco ou câmara de extinção, que secciona e extingue o arco que se
forma entre os contatos quando acontece sobrecarga ou curto-circuito;
• Mecanismo de disparo que desliga automaticamente o disjuntor em caso de
sobrecarga;
• Relé bimetálico que aciona o mecanismo de disparo quando há sobrecarga de
longa duração;
• Relé eletromagnético que aciona o mecanismo de disparo quando há um curto-
circuito.

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O disjuntor inserido no circuito funciona como um interruptor. Como o relé bimetálico e
o relé eletromagnético são ligados em série dentro do disjuntor, ao ser acionada a
alavanca liga-desliga, fecha-se o circuito que é travado pelo mecanismo de disparo e a
corrente circula pelos dois relés.

Havendo uma sobrecarga de longa duração no circuito, o relé bimetálico atua sobre o
mecanismo de disparo abrindo o circuito. Da mesma forma, se houver um curto-
circuito, o relé eletromagnético é que atua sobre o mecanismo de disparo abrindo o
circuito instantaneamente.

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Quando ocorrer o desligamento do disjuntor, basta acionar a alavanca de acionamento
para que o dispositivo volte a operar, não sendo necessária sua substituição como
ocorre com os fusíveis.

Quanto às características elétricas, os disjuntores podem ser unipolar, bipolar e tripolar,


sendo que as correntes nominais variam de acordo com a necessidade da instalação.
Veja figura a seguir.

Edson C. de Jesus. SENAI-SP.

Eles possuem disparo livre, ou seja, se a alavanca for acionada para a posição ligada e
houver um curto-circuito ou uma sobrecarga, o disjuntor desarma.

Observação
O disjuntor deve ser colocado em série com o circuito que irá proteger.

Interruptor diferencial residual (DR)

O interruptor diferencial residual é um dispositivo que faz o desligamento de qualquer


circuito que apresente uma corrente de fuga entre 15 e 30mA. Apesar de se ter a
sensação de choque em caso de contato da fase com o corpo humano, não há risco
de vida, caso o circuito seja protegido por esse dispositivo.

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Desde dezembro de 1997, é obrigatório no Brasil, em todas as instalações elétricas de
baixa tensão, o uso dos chamados dispositivos DR nos circuitos elétricos que atendam
a locais onde exista a possibilidade de uma corrente residual circular pela instalação.

Edson C. de Jesus. SENAI-SP.


Interruptor Diferencial Residual de 2 e 4 polos

O interruptor diferencial residual possui um transformador de corrente, um disparador e


um mecanismo liga-desliga. Ele funciona comparando uma corrente de entrada com
uma corrente de saída. Se esta diferença estiver entre 15 e 30mA, em 30ms o
disparador opera.

Este dispositivo deve ser ligado de modo que todos os condutores do circuito, inclusive
o neutro, passem pelo interruptor, permitindo a comparação entre as correntes de
entrada e de saída e o desligamento da alimentação do circuito em caso de fuga de
corrente.

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Abaixo temos um dos esquemas de ligação do interruptor diferencial residual:

Dispositivo de proteção contra surtos (DPS)

O dispositivo de proteção contra surtos (DPS) é um dispositivo de proteção para


instalações elétricas e aparelhos eletroeletrônicos contra sobretensões transitórias
(surtos de tensão) decorrente de descargas atmosféricas (raios), ou contra surtos
causados por um súbito aumento da tensão na rede de alimentação.

Os surtos de tensão devido a descargas atmosféricas podem ter causas diversas e


serem divididos em:
• Surtos induzidos ou indiretos – ocorrem quando as descargas atmosféricas
atingem as linhas de transmissão e distribuição de energia ou caem diretamente
em árvores, estruturas ou no solo. Nesse momento as ondas eletromagnéticas
originárias pela descarga atmosférica se propagam induzindo corrente elétrica nos
condutores metálicos que estiverem em seu raio de alcance.
• Surtos conduzidos ou diretos - ocorrem quando uma descarga atmosférica cai
diretamente sobre a instalação, a estrutura ou em um ponto muito próximo e todos
os elementos metálicos no local (inclusive o aterramento), ficam por pouco tempo
com potenciais diferentes. Essas diferenças de potencial geram correntes de surto
que circularão por diversos pontos da estrutura, pela a instalação elétrica e pelos
equipamentos por ela servidos.
• Os surtos de manobra, causados pelo súbito aumento da tensão na rede de
alimentação, normalmente originam-se na própria rede com o acionamento e
desligamento de máquinas, como por exemplo, uma máquina de solda.

Na ocorrência dessas situações, o DPS é acionado, limitando as sobretensões ao


descarregar parte dos surtos de corrente para a terra e deixando passar somente a
parcela suportável pela instalação.

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Classes dos DPS
Pela Norma ABNT NBR IEC 61643-1, os tipos de DPS são classificados, de acordo
com sua capacidade de suportar sobretensões em:

• Classe I - Protetores com capacidade de desviar para a terra descargas diretas;

Edson C. de Jesus. SENAI-SP.

• Classe II - Protetores com capacidade de desviar para a terra descargas elevadas;

Edson C. de Jesus. SENAI-SP.

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• Classe III - Protetores com capacidade de desviar para a terra descargas médias;

Edson C. de Jesus. SENAI-SP.


• Classe I e II – Protetores com as classes I e II no mesmo dispositivo.

De forma geral, uma residência utiliza DPS classes II ou III e edificações maiores
(prédios) e locais sujeitos a descargas diretas utilizam DPS classes I ou I/II.

Os DPS classe II são instalados no interior do quadro de distribuição de uma


residência. Já os DPS classe III são ligados exclusivamente juntos aos equipamentos
eletroeletrônicos e eletrodomésticos, sendo seu uso opcional.
Conforme a Norma ABNT NBR 5410:2004, a instalação deve ser provida de proteção
contra sobretensões transitórias, com o uso de DPS ou por outros meios equivalentes
ao mesmo, nos seguintes casos:
• Quando a instalação for alimentada por rede de aérea, ou a própria instalação
incluir rede aérea e se situar em região sujeita a incidência de surtos induzidos ou
indiretos;
• Quando a instalação se situar em região sujeita a incidência de surtos conduzidos
ou diretos.

Relés térmicos

Esse componente é também denominado de relé bimetálico. Sua função básica é


proteger motores ou outros equipamentos contra aquecimento demasiado produzido
por sobrecarga. Protege também os motores trifásicos em caso de funcionamento
bifásico, ou seja, se faltar uma fase por um motivo qualquer, o motor continuará
funcionando, mas ocorrerá uma elevação da corrente das outras duas fases. Essa
elevação da corrente provocará um aquecimento do relé, interrompendo o circuito.

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40
O relé térmico é constituído basicamente de um bimetal, contato fixo, contato móvel e
elemento de arraste conforme ilustração a seguir.

Princípio de funcionamento do relé bimetálico

O bimetal é formado pela união de dois metais com coeficientes de dilatação


diferentes. Quando esse bimetal é aquecido, pela elevação da corrente, curva-se
acionando o contato fechado, abrindo-o.

Os dispositivos de proteção são representados pelos símbolos gráficos apresentados


na tabela a seguir conforme determina a norma NBR 12523.

NBR 12523/92
Fusível Disjuntor Relé térmico
(item 3.21.1) (item 3.13.5) (item 3.15.21)

Observação
Antes de substituir ou rearmar qualquer dispositivo de proteção, deve-se sanar as
causas que provocaram a interrupção do funcionamento do circuito elétrico.

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Créditos Comitê Técnico GED/FIC Eletroeletrônica/2010
SENAI-SP Anderson de Moraes
Clodoaldo Roberto Callogero
Edivandro Bocardi
Edson Camargo de Jesus
Felipe Siqueira Martins Braga
Manoel Francisco Pansani
Wagner Magalhães
Referência
SENAI.SP. Eletricidade geral – Prática. São Paulo, 2003. 272 p.

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42
Adaptado pelo Comitê Técnico GED/FIC Eletroeletrônica/2010

Elaboração de planta baixa elétrica residencial

Para compreendermos corretamente como realizar uma instalação elétrica, devemos


ter conhecimento de planta baixa e escala:

1º. O aluno deverá desenhar uma planta em escala, preferencialmente em papel A3.
Aqui, vamos iniciar nosso planejamento a partir da planta baixa que segue:

A partir desta planta baixa já podemos fazer a previsão de cargas, de acordo com a
NBR 5410/04.

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Iluminação

Em cada cômodo ou dependência de unidades residenciais e nas acomodações de


hotéis, motéis e similares deve ser previsto pelo menos um ponto de luz fixo no teto,
com potência mínima de 100VA, comandada por interruptor de parede:
• Em cômodos ou dependências com área igual ou inferior a 6m2 deve ser prevista
uma carga mínima de 100VA.
• Em cômodos ou dependências com área superior a 6m2 deve ser prevista uma
carga mínima de 100VA para os primeiros 6m2, acrescida de 60VA para cada
aumento de 4m2 inteiros.

Tomadas de uso geral (TUG’s)

Nas unidades residenciais e nas acomodações de hotéis, motéis e similares, o número


de tomadas e similares, o número de tomadas de uso geral deve ser fixado de acordo
com o seguinte:
• Em banheiros pelo menos uma tomada junto ao lavatório, desde que observadas
as restrições do item 9.1 da NBR 5410/04. Para facilitar nosso trabalho vamos
adotar no mínimo 0,6m de distância do chuveiro. (Potência de 600VA);
• Em cozinhas, copas, copas cozinhas, áreas de serviço, lavanderias e locais
análogos, no mínimo uma tomada para cada 3,5m, ou fração de perímetro, sendo
que acima de cada bancada com largura igual ou superior 0,3m, deve ser previsto
pelo menos uma tomada;
• Em halls, corredores, subsolos, garagens, sótãos e varandas, pelo menos uma
tomada;

Observação
Quando não for possível instalar uma tomada na varanda, instalar em um local
próximo.

• Nos demais cômodos ou dependências, se a área for igual ou inferior a 6m2, pelo
menos uma tomada. Se a área for superior a 6m2, pelo menos uma tomada para
cada 5m, ou fração de perímetro, espaçadas tão uniformemente quanto possível.

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44
• Nas unidades residenciais e nas acomodações de hotéis motéis e similares, devem
ser atribuídas às tomadas de uso geral às seguintes potências:
- Em banheiros, cozinhas, copas, cozinhas copas, área de serviço, lavanderias e
locais análogos, no mínimo 600VA por tomada, até três tomadas, e 100VA, por
tomada, para as excedentes, considerando cada um desses ambientes
separadamente;
- Nos demais cômodos ou dependências, no mínimo 100VA por tomada.

Tomadas de uso específico (TUE)

Deve ser atribuída à tomada de uso específico uma potência igual à potência nominal
do equipamento a ser alimentado.

Quadro de previsão de cargas

O quadro de previsão de cargas deverá ser preenchido tomando-se como base os


itens citados anteriormente na norma.

Tomando como exemplo de preenchimento a sala temos:

Sala - Potência do ponto de iluminação:


Comprimento = 40m
Largura = 3,5m
Área = 14m2
Perímetro = 15m

Temos: 6m2 100VA


4m2 +60VA
2
4m 60VA
14m2 220VA

Observação
220VA é o valor mínimo de potência, ficando a critério de o projetista estabelecer
valores maiores, por exemplo, 300VA, 400VA, etc. No entanto a título de cálculo vamos
adotar os valores mínimos.

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Sala - Tomada de Uso Geral
Temos 1 tomada de 100VA para cada 5m de perímetro, portanto 3 tomadas de 100VA,
que deverão ser distribuídas o mais homogeneamente possível. Portanto teremos três
tomadas.

Tomada de Uso Específico


Não incluímos no nosso planejamento nenhuma tomada de uso específico na sala. Os
outros ambientes deverão obedecer à mesma forma de preenchimento indicado na
tabela.

Potência mínima para aparelhos eletrodomésticos

Quadro: Potências utilizadas em T.U.E.


Finalidade Potências W
Torneira Elétrica 3.000
Chuveiro Elétrico 4.000
Máquina de Lavar Louça 2.000
Máquina de Secar Roupa 2.500
Forno de Microondas 1.500
Forno Elétrico 1.500
Ferro Elétrico 1.000

Tabela: Previsto de cargas


Dependência Dimensões Iluminação T.U.G T.U.E.

Área Perímetro Qtde. Pot. Pot. Qtde. Pot. Unit Pot. Aparelho Potência
2
(m ) (m) Unit Tot. (VA) Tot. (W)
Sala 14 15 1 220 220 3 100 300 *** ***
Suíte 13,3 14,6 1 160 160 3 100 300 *** ***
Quarto 13,3 14,6 1 160 160 3 100 300 *** ***
Banheiro Soc. 4,2 8,6 1 100 100 1 600 600 Chuveiro 4.000

Banheiro 3,9 8,2 1 100 100 1 600 600 Chuveiro 4.000

Cozinha 13,3 14,6 1 160 160 3\2 600-100 2.000 Torneira 3.000
Área de 8 12 1 100 100 3\1 600-100 1.900 *** ***
Hall Social 3,3 7,4 1 100 100 1 100 100 *** ***
Totais 1.100 6.100 11.000

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Determinação do padrão de entrada

Para determinarmos o padrão de entrada devemos considerar a demanda, nos


circuitos de iluminação, T.U.G’s e T.U.E’s.

Observação
Demanda é a potência elétrica realmente absorvida em um determinado instante por
um aparelho.

Fator de demanda
É a razão entre a demanda máxima e a potência instalada.

Tabela: Fatores de Demanda para Aparelhos


Chuveiro, Torneira Máquina de Lavar
Fogão Elétrico,
Números de Elétrica, Louça, Aquecedor
Forno Hidromassagem
Aparelhos Aquecedor Central de
Microondas
Individual e de Passagem
01 1,00 1,00 1,00 1,00

02 0,68 0,72 0,60 0,56

03 0,56 0,62 0,48 0,47

04 0,48 0,57 0,40 0,39

Tabela: Fatores de Demanda para Iluminação e T.U.G’s.


Potência Instalada de Fator de Demanda
Iluminação e T.U.G (kW)

Até 1 0,86

Acima de 1 a 2 0,75

Acima de 2 a 3 0,66
Acima de 3 a 4 0,59
Acima de 4 a 5 0,52

Acima de 5 a 6 0,45
Acima de 6 a 7 0,40
Acima de 7 a 8 0,35
Acima de 8 a 9 0,31

Acima de 9 a 10 0,27
Acima de 10 0,24

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47
Aplicando os fatores de demanda temos:
• Cálculo das Potências Iluminação + T.U.G

Potência Iluminação = 1.100VA e Potência T.U.G = 6.100 VA

Encontramos na tabela um fator de Demanda de 0,35.


1.100 + 6.100 = 7.200 x 0,35 = 2.520W

• Cálculo da potência de T.U.E.

Para dois chuveiros o fator de Demanda é 0,68.


8.000W
2 chuveiros = x 0,68
5.440W

1 torneira = 3.000W
2 chuveiros + 1 torneira = 8.440W

A Potência total da residência será de 8.440 + 2.520 = 10.960W. Podemos adotar o


padrão de entrada de até 12kW.

Observação
O padrão de entrada que adotamos é um exemplo, pois ele depende da região, de
acordo com a concessionária de energia elétrica. Portanto, antes de se fazer o padrão
de entrada a concessionária de cada região deve ser sempre consultada.

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48
Modalidade de fornecimento
Há três modalidades de fornecimento, conforme o número de fases ou fios:
• Modalidade ”A” - uma fase e neutro: 2 fios;
• Modalidade ”B” - duas fases e neutro (quando existir): 2 ou 3 fios;
• Modalidade ”C” - três fases e neutro (quando existir): 3 ou 4 fios.

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49
Nas três modalidades, a palavra “neutro” deve ser entendida como designando o
condutor de mesmo potencial que a terra.

Limites de fornecimento para cada unidade consumidora


As unidades consumidoras individuais residenciais, comerciais, industriais com carga
instalada igual ou inferior a 75kW, serão ligadas nas redes aéreas no sistema radial em
tensão secundária de distribuição, obedecidas as normas da ABNT e as legislações
vigentes aplicáveis. Para unidades de consumo com cargas instaladas superiores a
este valor poderão ser atendidas com cargas instaladas superiores a este valor e em
tensão primária de distribuição, o que não é objeto desta Norma.

Tabela: Limites de fornecimento para unidades consumidoras


Modalidade “A” Modalidade “B” Modalidade “C”
Potência total instalada: Potência total instalada: Potência total instalada:

- até 5kW no sistema delta; até 20kW no sistema estrela; acima de 20kW no sistema
- até 12kW no sistema estrela. - acima de 5kW no sistema delta. estrela aéreo ou subterrâneo;

Potência máxima individual para


motores: no sistema delta, somente
Potência máxima individual para
- 1cv (entre fase e neutro); quando houver equipamento
motores: 1cv.
- 3cv (entre fase e fase). trifásico, motores ou aparelhos.

Potência máxima individual para


Potência máxima individual para
equipamentos: 5kW (entre fase
equipamento: 1.500W.
e neutro).
Potência total para motores: 15cv.

Notas:
1. No sistema estrela, quando a potência total instalada for inferior a 20kW, e existir
equipamento trifásico, motores ou aparelhos, o fornecimento será efetuado na
modalidade ”C”.
2. Nas edificações com finalidades residenciais e/ou comerciais com mais de uma
unidade consumidora, o fornecimento será efetuado em baixa tensão, salvo nas
condições previstas na nota 5.
3. Em zona de distribuição subterrânea reticulada e de futura distribuição subterrânea
reticulada não há limite para fornecimento na modalidade ”C”.
4. Para a partida de motor trifásico de capacidade superior a 5cv, deve ser usado
dispositivo que limite a corrente de partida a 225% de seu valor nominal de plena
carga.
5. Para as unidades de consumo de edificação o de uso coletivo, cuja carga instalada
for superior a 75kW, o fornecimento poderá ser feito em tensão primária de

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50
distribuição, desde que não haja interligação elétrica entre as unidades, e que haja
para toda a edificação, apenas dois pontos de entrega, um de tensão primária e
outro de tensão secundária de fornecimento, instalados no mesmo logradouro e de
forma contígua.
6. Acima de 2.000kVA de demanda a tensão de fornecimento será sempre em
220/380V.

Padrão de entrada: Sistemas de distribuição; Modalidades de fornecimento e


Esquemas de Padrões de entrada: material fornecido pela Eletropaulo através do seu
site na internet.

Lista de material - Material distribuído nas agências da Eletropaulo.

Quadros de distribuição NBR 5410 / 04 item 6.5.4

Os quadros de distribuição devem ser instalados em local de fácil acesso, com grau de
proteção à classificação das influências externas, possuir identificação (nomenclatura)
do lado externo e identificação dos componentes.

Deverá ser previsto em cada quadro de distribuição capacidade de reserva (espaço),


que permita ampliações futuras, compatíveis com a quantidade de circuitos
efetivamente previstos inicialmente:
• Quadros com até 6 circuitos, prever espaço reserva para no mínimo 2 circuitos.
• Quadros de 7 a 12 circuitos, prever espaço reserva para no mínimo 3 circuitos.
• Quadros de 13 a 30 circuitos, prever espaço reserva para no mínimo 4 circuitos.
• Quadros com mais de 30 circuitos, prever espaço reserva para no mínimo 15% dos
circuitos.

O quadro de distribuição
O quadro de distribuição tem a finalidade de distribuir os circuitos. Ele recebe os fios e
os cabos que vêm do medidor. Também nele se encontram os dispositivos de
proteção.

O dispositivo de proteção mais utilizado é o disjuntor termomagnético. Os disjuntores


termomagnéticos do tipo NEMA que ainda estão em uso nos quadros tipo “espinha de
peixe“, não devem mais ser utilizados nas novas construções. O disjuntor que é
indicado pela norma vigente é do tipo DIN.

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51
Nota
Devem ser providos de proteção diferencial - residual <= 30mA (DR):
• Circuitos que sirvam a pontos situados que contenham banheira ou chuveiro.
• Os circuitos que alimentam tomadas de corrente situadas em áreas externas à
edificação.
• Circuitos situados em áreas internas que possam vir a alimentar equipamentos no
exterior.
• Circuitos de tomadas de cozinhas, copas-cozinha, lavanderias, garagens, áreas de
serviço, etc. Em geral todo local interno molhado em uso normal ou sujeito a
lavagens.

Exemplo de circuito de distribuição monofásico protegido por


disjuntor termomagnético

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52
Exemplo de circuito de distribuição bifásico ou trifásico
protegido por disjuntor termomagnético

Exemplo de circuito de distribuição trifásico protegido por


disjuntor termomagnético

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53
Divisão da instalação em circuitos terminais

Qualquer instalação deve ser dividida em circuitos, devem ser previstos circuitos
independentes para cada equipamento em corrente nominal superior a 10 A (TUE).
Os pontos de tomada de cozinhas, copas, copas-cozinhas, áreas de serviço,
lavanderias devem ser atendidos por circuitos exclusivamente destinados à
alimentação de tomadas desses locais .

Iluminação - 127V - (F + N)

QG TUG - 127V - (F + N + T)

TUE - 220V - (2F + T)

Observação
Existem situações onde as tomadas de uso específico podem ser 127 V.

Para finalizar vamos limitar a potência máxima para TUG 127 V em 1200 VA e TUG

220V em 2.200VA. Sendo assim temos: CIRCUITO 1 - Iluminação (Geral)


CIRCUITO 2 - TUG sala - quarto - suíte - hall

CIRCUITO 3 - Banheiros (TUG) CIRCUITO 4 - Cozinha (TUG) CIRCUITO 5 -


Cozinha (TUG) CIRCUITO 6 - Área de serviço (TUG) CIRCUITO 7 - Área de serviço
(TUG) CIRCUITO 8 - Cozinha (TUE torneira) CIRCUITO 9 - Banheiro (TUE chuveiro)
CIRCUITO 10 - Chuveiro Social (TUE chuveiro)

Conhecendo os nossos circuitos terminais já podemos, retomar a planta baixa e


desenhar os símbolos específicos para iluminação, TUG, TUE.

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54
Devemos para isso utilizar gabaritos específicos com simbologia elétrica.

O próximo passo é traçar os eletrodutos. Estes devem sempre partir do quadro de


distribuição, lembrando sempre que se for possível devemos encurtar o caminho ao
passar de um cômodo para o outro utilizando os pontos de luz.

Os pontos de interruptores e tomadas, devem ser ligados no ponto-de-luz do seu


respectivo cômodo.

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55
Devemos agora fazer a distribuição dos circuitos através dos eletrodutos. Não
devemos permitir que um número grande de circuitos passem por um mesmo
eletroduto, mas se isso ocorrer devemos buscar alternativas redesenhando os
eletrodutos.

Para desenharmos os fios vamos recordar a simbologia correspondente:

Podemos desenhar os fios diretamente sobre os eletrodutos, porém, para que o


desenho fique mais limpo utilizaremos uma linha auxiliar para isto.

Vejamos como ficará então a distribuição dos circuitos na planta baixa:

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56
Dimensionamento dos condutores

Para facilitar o dimensionamento devemos fazer uma tabela com os circuitos terminais
por nós estabelecidos.

Circuito Potência Corrente Seção de Proteção


Tensão Corrente
Local Qtd.x Pot. Total f corrigida condutores corrente
nº Tipo V (A) 2
Tipo nº polos
(VA) (VA) (A) mm nominal
sala
220
quarto
160
suíte
160
cozinha
Iluminação 160
1 127 ar. serv. 1.100 8,66
Geral 100
banheiro
100
banh.
100
soc.
100
hall

sala 300
quarto 300
2 TUG 127 1.000 7,87
suíte 300
hall 100

banheiro 600
3 TUG 127 banh.soc 1.200 9,44
600

4 TUG 127 cozinha 2x600 1.200 9,44

5 TUG 127 cozinha 600\2x100 800 6,29

6 TUG 127 ar. serv. 600\100 700 5,51

7 TUG 127 ar. serv. 2x600 1.200 9,44

8 Torneira 220 cozinha 3.000 3.000 13,63

9 Chuveiro 220 banheiro 4.000 4.000 18,18

10 Chuveiro 220 banh. 4.000 4.000 18,18

Para evitarmos aquecimentos excessivos devemos aplicar o fator de agrupamento


para condutores.

Devemos procurar na planta o maior número de circuitos agrupados para cada um dos
circuitos projetados, e verificar na tabela abaixo qual será o fator para corrigir a
corrente do circuito.

Fatores de agrupamento
Nº. de circuitos agrupados
1 2 3 4 5 6 7

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57
Circuito Fator de agrupamento
1 0,65
2 0,65
3 0,7
4 0,65
5 0,65
6 0,65
7 0,65
8 0,65
9 0,7
10 0,7

Já podemos determinar cada fator de agrupamento e calcular a corrente corrigida.

Circuito Potência Corrente Seção de Proteção


Tensão Corrente
Local Qtd.x Pot. Total f corrigida condutores nº corrente
nº tipo V (A) 2
Tipo
(VA) (VA) (A) mm polos nominal
sala 220
quarto 160
suíte 160
Iluminação cozinha 160
1 127 1.100 8,66 0,65
Geral ar. serv. 100
banheiro 100
banh. soc. 100
hall 100

sala 300
quarto 300
2 TUG 127 1.000 7,87 0,65
suíte 300
hall 100

banheiro 600
3 TUG 127 1.200 9,44 0,70
banh.soc. 600

4 TUG 127 cozinha 2x600 1.200 9,44 0,65

5 TUG 127 cozinha 600\2x100 800 6,29 0,65

6 TUG 127 ar. serv. 600\100 700 5,51 0,65

7 TUG 127 ar. serv. 2x600 1.200 9,44 0,65

8 Torneira 220 cozinha 3.000 3.000 13,63 0,65

9 Chuveiro 220 banheiro 4.000 4.000 18,18 0,70

10 Chuveiro 220 banh. soc. 4.000 4.000 18,18 0,70

A corrente corrigida é obtida dividindo-se o valor obtido na coluna da corrente pelo


valor de cada fator do agrupamento correspondente.

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Exemplo
Para o circuito 1 temos:
• Corrente calculada = 8.66 A
• Fator de agrupamento = 0.65

Portanto a corrente corrigida será igual a 8.66A dividido por 0.65, que resulta num valor
de 13.32A.

Sendo assim, a tabela ficará com os seguintes valores de corrente corrigida.

Circuito Potência Corrente Seção de Proteção


Tensão Corrente
Local Qtd.xPot. Total f corrigida condutores nº corrente
nº tipo V (A) 2
Tipo
(VA) (VA) (A) mm polos nominal

sala 220
quarto 160
suíte 160
Iluminação cozinha 160
1 127 1.100 8,66 0,65 13,32
Geral ar. serv. 100
banheiro 100
banh. soc. 100
hall 100

sala 300
quarto 300
2 TUG 127 1.000 7,87 0,65 12,10
suíte 300
hall 100

banheiro 600
3 TUG 127 1.200 9,44 0,70 13,48
banh.soc. 600

4 TUG 127 cozinha 2x600 1.200 9,44 0,65 14,52

5 TUG 127 cozinha 600\2x100 800 6,29 0,65 9,.67

6 TUG 127 ar. serv. 600\100 700 5,51 0,65 7,84

7 TUG 127 ar. serv. 2x600 1.200 9,44 0,65 14,52

8 Torneira 220 cozinha 3.000 3.000 13,63 0,65 20,96

9 Chuveiro 220 banheiro 4.000 4.000 18,18 0,70 25,97

10 Chuveiro 220 banh. soc. 4.000 4.000 18,18 0,70 25,97

A seção do condutor é dada pela tabela abaixo (método de instalação B1 – 3


condutores carregados) e considerando a seção mínima de condutores (6.2.6.1)

Circuitos de Iluminação ≥ 1,5mm2


Circuitos de Força ≥ 2,5mm2
Circuitos de sinalização e Controle ≥ 0,5mm2

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Observação
Esta tabela é um exemplo da tabela de um fabricante. Para consultar a tabela completa
recorrer aos fabricantes de condutores elétricos.

Seções nominais mm2 Corrente do condutor

1,5 15,5
2,5 21,0
4,0 28
6,0 36
10,0 50
16,0 68
25,0 89
35,0 110
50,0 134
70,0 171

Preenchendo a tabela com os valores dos condutores temos:

Circuito Potência Corrente Seção de Proteção


Tensão Corrente
Local Qtd.x Pot. Total f corrigida condutores nº corrente
nº tipo V (A) 2
Tipo
(VA) (VA) (A) mm polos nominal

sala 220
quarto 160
suíte 160
Iluminação cozinha 160
1 127 1.100 8,66 0,65 13,32 1,5
Geral ar. serv. 100
banheiro 100
banh. soc. 100
hall 100

sala 300
quarto 300
2 TUG 127 1.000 7,87 0,65 12,10 2,5
suíte 300
hall 100

banheiro 600
3 TUG 127 1.200 9,44 0,70 13,48 2,5
banh.soc. 600

4 TUG 127 cozinha 2x600 1.200 9,44 0,65 14,52 2,5

5 TUG 127 cozinha 600\2x100 800 6,29 0,65 9,67 2,5

6 TUG 127 ar. serv. 600\100 700 5,51 0,65 7,84 2,5

7 TUG 127 ar. serv. 2x600 1.200 9,44 0,65 14,52 2,5

8 Torneira 220 cozinha 3.000 3.000 13,63 0,65 20,96 2,5

9 Chuveiro 220 banheiro 4.000 4.000 18,18 0,70 25,97 4,0

10 Chuveiro 220 banh. soc. 4.000 4.000 18,18 0,70 25,97 4,0

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60
Dimensionamento do dispositivo de proteção

Vamos adotar disjuntores tipo eletromagnéticos (DTM).

Existem diferentes categorias para disjuntores BT(baixa tensão). Como por exemplo os
mini-disjuntores para montagem em trilho (padrão DIN).
A característica de funcionamento de dispositivo protegendo um circuito contra
sobrecargas deve satisfazer as duas seguintes condições (NBR 5410).
a. IB≤ In ≤ I Z
b. I2 ≤ 1,45 IZ

Onde:
• IB é a corrente de projeto de circuito (utilizar a corrente corrigida);
• IZ é a capacidade de condução de corrente dos condutores , nas condições
previstas para sua instalação, (influências externas).(ver tabela de fabricante);
• In é a corrente nominal do dispositivo de proteção;
• I2 é a corrente convencional de fusão para fusíveis.

Observação
A condição b é aplicável quando for possível manter a temperatura limite de
sobrecarga conforme influencias externas, nas seguintes condições:
• 100 horas durante doze meses consecutivos ou;
• 500 horas durante sua vida útil; quando não for possível substituir b por I2 ≤ IZ.
Para facilitar nosso trabalho vamos aplicar uma tabela simplificada.

Seção dos Corrente nominal do disjuntor A


condutores 1 circuito por 2 ou mais circuitos
mm2 eletroduto agrupados
1,5 16 10
2,5 20 16
4,0 25 20
6,0 32 25
10,0 50 40
16,0 63 50
25,0 80 80
35,0 100 80
50,0 125 100

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61
Podemos agora preencher na nossa tabela o valor correspondente da proteção para
cada circuito.

Circuito Potência Corrente Seção de Proteção


Tensão Corrente
Local Qtd.x Pot. Total f corrigida condutores nº corrente
nº tipo V (A) 2
Tipo
(VA) (VA) (A) mm polos nominal

sala 220
quarto 160
suíte 160
Iluminação
1 127 cozinha 160 1.100 8,66 0,65 13,32 1,5 DTM 1 10
Geral
ar. serv. 100
banheiro 100
banh. soc. 100

sala 300
quarto 300
2 TUG 127 1.000 7,87 0,65 12,10 2,5 DTM 1 16
suíte 300
hall 100

banheiro 600
3 TUG 127 1.200 9,44 0,70 13,48 2,5 DTM 1 16
banh.soc. 600

4 TUG 127 cozinha 2x600 1.200 9,44 0,65 14,52 2,5 DTM 1 16

5 TUG 127 cozinha 600\2x100 800 6,29 0,65 9,67 2,5 DTM 1 16

6 TUG 127 ar. serv. 600\100 700 5,51 0,65 7,84 2,5 DTM 1 16

7 TUG 127 ar. serv. 2x600 1.200 9,44 0,65 14,52 2,5 DTM 1 16

8 Torneira 220 cozinha 3.000 3.000 13,63 0,65 20,96 2,5 DTM 2 16

9 Chuveiro 220 banheiro 4.000 4.000 18,18 0.70 25,97 4.0 DTM 2 20

10 Chuveiro 220 banh. soc. 4.000 4.000 18,18 0.70 25,97 4.0 DTM 2 20

Dimensionamento dos eletrodutos

Para dimensionamento dos eletrodutos, deve-se utilizar uma taxa de ocupação de


quarenta por cento.

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62
Para facilitar, utiliza-se uma tabela, que a partir do número de condutores e a seção do
maior condutor de cada trecho, encontra-se o tamanho nominal do eletroduto.

Seção número de condutores no eletroduto


nominal 2 3 4 5 6 7 8 9 10
mm2 Tamanho nominal do eletroduto mm
1.5 16 16 16 16 16 16 20 20 20
2.5 16 16 16 20 20 20 20 25 25
4 16 16 20 20 20 25 25 25 25
6 16 20 20 25 25 25 25 32 32
10 20 20 25 25 32 32 32 40 40
16 20 25 25 32 32 40 40 40 40
25 25 32 32 40 40 40 50 50 50
35 25 32 40 40 50 50 50 50 60
50 32 40 40 50 50 60 60 60 75
70 40 40 50 60 60 60 75 75 75
95 40 50 60 60 75 75 85 85 85
120 50 50 60 75 75 75 85 85 xxx
150 50 60 75 75 85 85 xxx xxx xxx
185 50 75 75 85 85 xxx xxx xxx xxx
240 60 75 85 xxx xxx xxx xxx xxx xxx

Para finalizar o planejamento basta elaborar uma lista contendo o material necessário
para a instalação.

A quantidade de condutores e eletrodutos é obtida multiplicando-se a medida de cada


trecho. Deve-se utilizar a planta baixa em escala.

Exemplo de lista

Quantidade unidade descrição


10 pç interruptor simples 1 Tecla 10 A 250V
100 m Cabo Flexível PVC 750V Vermelho 1,5mm2
50 m eletroduto flexível corrugado ¾” (conduíte)
30 pç Tomada padrão ABNT 10A – 250V

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63
Créditos Comitê Técnico GED/FIC Eletroeletrônica/2010
SENAI-SP Anderson de Moraes
Clodoaldo Roberto Callogero
Edivandro Bocardi
Edson Camargo de Jesus
Felipe Siqueira Martins Braga
Manoel Francisco Pansani
Wagner Magalhães
Referência
SENAI.SP. Instalações elétricas – Prática. São Paulo, 2003. 67 p.

SENAI-SP – INTRANET – AA328-10

64
Atualizado pelo Comitê Técnico GED/FIC Eletroeletrônica/2012

Emendar, soldar e isolar condutores

Nesta atividade você vai executar várias emendas, de acordo com as informações
tecnológicas já estudadas, de modo que apresentem boa resistência mecânica, bom
contato elétrico e boa isolação.

Procedimentos

Emenda de condutores fios rígidos


1. Execute a emenda do tipo prolongamento. Utilize fio de cobre 2,5 mm2 com
isolação de PVC.

prolongamento

2. Para executar a emenda, desencape os condutores a serem unidos com o auxílio


de um alicate decapador.

Observação
O condutor deve ser desencapado numa extensão de aproximadamente 50 vezes seu
diâmetro.

50 D

SENAI-SP – INTRANET – AA328-10

65
3. Cruze os fios sem isolação enrolando as primeiras espiras com os dedos.

Edson C. de Jesus. SENAI-SP


4. Continue o enrolamento das espiras com o auxílio de um alicate.

5. Dê o aperto final usando dois alicates.

6. Utilizando ferro de soldar e o metal de adição, solde todas as emendas de forma


que o metal fundido preencha todos os espaços entre as espiras.

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66
7. Isole a emenda com, no mínimo, duas camadas de fita isolante sem cortá-la,
procurando deixá-la bem esticada e com a mesma espessura do isolamento do
condutor.

8. Execute a emenda do tipo rabo de rato. Utilize fio de cobre de 2,5 mm2 e isolação
de PVC.

9. Deixe as pontas dos condutores com comprimentos iguais e desencape-os como


foi feito no passo 2, em seguida segure-os com o alicate, conforme figura abaixo.

10. Inicie a emenda torcendo os condutores com os dedos.

SENAI-SP – INTRANET – AA328-10

67
11. Dê o aperto final com o auxílio do alicate.

12. Dobre a emenda ao meio para fazer o travamento.

13. Isole a emenda como indicado no passo 7.


14. Execute a emenda do tipo derivação. Utilize fio de cobre de 2,5 mm2 com isolação
de PVC.

15. Para executar a emenda, desencape o condutor a ser derivado em um


comprimento aproximado de 50 vezes seu diâmetro. Use um alicate decapador.
16. Desencape a região do condutor principal na qual se efetuará a emenda em um
comprimento aproximado de 10 vezes seu diâmetro.

SENAI-SP – INTRANET – AA328-10

68
17. Cruze o condutor em um ângulo de 90º em relação ao condutor principal,
segurando-os com o alicate universal.

18. Com os dedos, enrole o condutor derivado sobre o principal. Mantenha as espiras
uma ao lado da outra. Faça, no mínimo, seis espiras.

19. Dê o aperto final e faça o arremate com o auxílio de dois alicates universais.

20. Solde a emenda como foi feito no passo 6.


21. Isole a emenda como foi feito no passo 7.

SENAI-SP – INTRANET – AA328-10

69
Emenda de condutores cabos flexíveis
1. Execute a emenda do tipo prolongamento. Utilize cabo de cobre 2,5 mm2 com
isolação de PVC e cabo flexível 2,5 mm².

2. Para executar a emenda, desencape os condutores a serem unidos com o auxílio


de um alicate decapador, nas medidas apresentadas abaixo.

3. Cruze os cabos sem isolação na medida apresentada abaixo.

4. Enrole as espiras com os dedos, conforme a figura.

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70
Eletrodutos

Eletrodutos são tubos de metal ou plástico, rígidos ou flexíveis, utilizados com a


finalidade de proteger os condutores contra umidade, ácidos ou choques mecânicos.
Podem ser classificados em:
• Eletroduto rígido de aço-carbono;
• Eletroduto rígido de PVC;
• Eletroduto metálico flexível;
• Eletroduto de PVC flexível.

Eletrodutos rígidos de aço


Os eletrodutos rígidos de aço são tubos de aço com ou sem costura longitudinal
(solda), com diâmetros e espessuras de paredes diferenciados, e com acabamento de
superfície externo e/ou interno, que pode ser brunido, decapado, fosfatizado,
galvanizado, pintado, polido, revestido ou trefilado. São usados normalmente em
instalações expostas.

Comercialmente são adquiridos em barras de 3 metros, cujas extremidades são


roscadas e providas de uma luva.

3m

SENAI-SP – INTRANET – AA328-10

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Os eletrodutos rígidos de aço são especificados de acordo com as Normas ABNT
NBR’s 5597, 5598, 5624 e 13057. Apresentam variação de diâmetro e espessura de
parede conforme a tabela a seguir.

Diâmetro Designação Espessura de parede (mm )


nominal da rosca NBR NBR NBR NBR
(mm) (polegada) 5597 5598 5624 13057
10 3/8 2,00 2,00 1,50 1,50
15 1/2 2,25 2,25 1,50 1,50
20 3/4 2,25 2,25 1,50 1,50
25 1 2,65 2,65 1,50 1,50
32 1 1/4 3,00 3,00 2,00 2,00
40 1 1/2 3,00 3,00 2,25 2,25
50 2 3,35 3,35 2,25 2,25
65 2 1/2 3,75 3,75 2,65 2,65
80 3 3,75 3,75 2,65 2,65
90 3 1/2 4,25 4,25 2,65 2,65
100 4 4,25 4,25 2,65 2,65
125 5 5,00 5,00 - -
150 6 5,30 5,30 - -

As diferenças entre as normas citadas estão no acabamento, no tipo de rosca (BSP ou


NPT) e na presença ou ausência de costura no eletroduto.

Observações
• A designação do diâmetro do eletroduto deve ser feita pelo diâmetro nominal e não
pela designação da rosca;
• No comércio, são encontrados eletrodutos de má qualidade que não atendem às
normas. Os comerciantes chamam esses materiais de eletrodutos leves, médios ou
pesados. Esses materiais e essas denominações não devem ser utilizados.

Os eletrodutos metálicos não devem ser utilizados em ambientes corrosivos ou com


excessiva umidade. Além disso, eles devem ser curvados a frio, pois o calor destrói
sua proteção de esmalte, o que causará a posterior oxidação do eletroduto.

Dobramento de eletrodutos
Em alguns casos, é necessário dobrar eletrodutos de aço. Isso é feito para adaptá-los
ao traçado de uma instalação, quando se deseja que uma rede de eletrodutos
transponha um obstáculo, acompanhe uma superfície com uma eventual curvatura ou
mesmo por falta de uma curva pré-fabricada.

SENAI-SP – INTRANET – AA328-10

72
Para dobrar o eletroduto, é necessário que antes se prepare um gabarito de arame de
acordo com as curvas a serem feitas.

As partes que serão curvadas devem ser marcadas no eletroduto conforme a figura a
seguir.

a a
1 marcação 2

SENAI-SP – INTRANET – AA328-10

73
Para executar o dobramento, apoia-se o eletroduto no chão. O dobra-tubos é então
seguro com as mãos, e o operador prende o eletroduto com os pés. O cabo do dobra-
tubos é puxado aos poucos e o eletroduto é dobrado conforme a inclinação da curva
desejada.

Durante essa operação, não se pode esquecer de comparar o eletroduto com o


gabarito preparado anteriormente.

Para executar essa operação, pode-se usar, também, o tripé do tipo dobra-tubos.
Com esse equipamento, porém, o tripé fica fixo e é o eletroduto que é movimentado.

Eletrodutos de PVC
Estes eletrodutos são fabricados com derivados de petróleo, sendo isolantes elétricos,
não sofrem corrosão nem são atacados por ácidos. São divididos em dois tipos:
• Eletrodutos rígidos;
• Eletrodutos flexíveis.

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Os eletrodutos e suas conexões são especificados pela Norma ABNT NBR 15465, e
devem ser fabricados nas cores apresentadas na tabela a seguir.

Classe de resistência Eletrodutos flexíveis


Eletrodutos flexíveis
Eletrodutos rígidos
mecânica corrugados planos
Amarelo ou preto com
Leve --- Amarelo faixas coextruturadas
amarelas
Ocre/laranja ou preto
com faixas
Médio --- Ocre/laranja
coextruturadas
Ocre/laranja
Preto ou preto com
Pesado Preto Preto faixas coextruturadas
azuis
NOTA: Os eletrodutos aparentes devem ser na cor cinza, e podem ser utilizados embutidos.

Os eletrodutos e suas conexões devem atender também à classificação apresentada


na tabela a seguir.

Classificação quanto à Classificação quanto a


Aplicação
resistência mecânica propagação de chama
Tipo A: embutido em laje ou
Médio Propagante de chama
enterrado na área externa da
Pesado Não propagante de chama
edificação
Leve
Tipo B: embutido em alvenaria Médio Não propagante de chama
Pesado
Tipo C: aparente Pesado Não propagante de chama

Os eletrodutos são encontrados nos seguintes diâmetros externos:


• Eletroduto rígido: 20; 25; 32; 40; 50; 60; 75; 85 e 110 milímetros;
• Eletroduto flexível: 16; 20; 25; 32 e 40 milímetros.

Eletrodutos rigidos de PVC


Os eletrodutos rígidos de PVC são normalmente utilizados em instalações embutidas,
ou instalações externas em ambientes úmidos. Porém, não devem ser utilizados em
ambientes onde a temperatura seja superior a 50º C.

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Para utilização em desvios da instalação, são fabricadas curvas de 90º.

Em alguns casos é necessário curvar o eletroduto em ângulos, para adaptá-lo ao


traçado da instalação.

Da mesma forma como com os eletrodutos de aço, em alguns casos, quando se


empregam os eletrodutos rígidos de PVC, é necessário curvá-los em ângulos, para
adaptá-los ao traçado da instalação. Para isso, é necessário ter uma fonte de calor e
uma mola de aço com diâmetro compatível com a medida do diâmetro interno do
eletroduto.

Para curvar o eletroduto de PVC, primeiro deve-se marcar a zona a ser curvada com
dois traços. Depois disso, seleciona-se a mola correspondente ao eletroduto,
introduzindo-a de maneira que coincida com a zona a ser curvada.

16 D faça topo
zona a curvar
D

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A zona a ser curvada, deve ser aquecida, girando-se e deslocando-se o eletroduto em
um e outro sentido, sobre uma fonte de calor suave, para que o plástico amoleça. A
fonte de calor pode ser um fogareiro elétrico, um soprador térmico, ou mesmo uma
chama.

fonte de calor

Quando se percebe que o material está cedendo, começa-se a curvá-lo lentamente.


Deve-se evitar queimar ou amolecer em demasia o plástico.

Continuar dobrando o eletroduto até obter a forma desejada, controlando com o


gabarito correspondente, ou sobrepondo-o ao traçado. Quando o eletroduto estiver de
acordo com o gabarito, a área curvada deve ser imediatamente resfriada com um pano
umedecido ou submergindo-a em um recipiente com água fria.

Eletrodutos de PVC flexível


Existem eletrodutos flexíveis de material plástico, utilizados somente em instalações
embutidas. São especificados pela Norma ABNT NBR 15465

No comércio, os eletrodutos flexíveis de PVC são adquiridos em rolos de 50 ou 100


metros.

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Eletroduto metálico flexível
Este eletroduto é formado por uma cinta de aço galvanizada, enrolada em espirais
meio sobrepostas e encaixadas de tal forma que o conjunto proporcione boa
resistência mecânica e grande flexibilidade. Esse produto também é fabricado com um
revestimento de plástico a fim de proporcionar maior resistência e durabilidade.

São utilizados em instalações aparentes de máquinas e motores elétricos.

Este eletroduto é comercializado em rolos de 100 metros, que contêm a indicação do


diâmetro externo.

Acessórios

Acessórios são materiais que complementam as instalações de rede de eletrodutos.


Eles são de diversos tipos, a fim de se adaptarem a cada necessidade. Os acessórios
mais utilizados são:
• Buchas;
• Arruelas;
• Conectores.

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Buchas e arruelas
As conexões de tubos roscados às caixas de passagem são feitas por meio de buchas
e arruelas, que são indispensáveis para a proteção da isolação dos condutores. Elas
são fabricadas em alumínio, latão ou plástico.

Conectores
São acessórios que conectam um eletroduto a uma caixa ou condulete. Eles podem
ser fixados sem a necessidade de roscar a extremidade do eletroduto. São fabricados
em alumínio fundido, e fixados nas caixas com uma bucha.

Para fixá-los, introduz-se o tubo no conector, prendendo-o com um parafuso fixador, ou


com um sistema de braçadeira.

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Estes conectores são utilizados também para a fixação de eletrodutos metálicos
flexíveis.

Sistemas de fixação

Para a fixação dos eletrodutos em instalações aparentes são utilizadas braçadeiras


apropriadas para cada ocasião, e que são encontradas em catálogos de fabricantes.

A seguir apresentamos alguns modelos de braçadeiras disponibilizadas


comercialmente.
Edson C. de Jesus. SENAI-SP.

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Caixas de derivação e de passagem

As caixas de derivação e de passagem são de extrema importância na execução de


instalações elétricas, e de acordo com sua finalidade podem ser aplicadas para:
• Facilitar a passagem dos condutores em grandes distâncias;
• Pontos de luz no teto ou em paredes;
• Colocação de tomadas, interruptores, pontos de telefone em paredes, ponto de
antena de TV, ponto de rede de computadores, entre outras aplicações;
• Pontos de emenda e derivação de condutores;
• Ponto de entrada e saída de condutores.

As caixas de derivação ou de passagem podem ser, conforme sua forma de


instalação, aparentes, de sobrepor (condulete) e de embutir.

Condulete
O condulete é uma peça empregada em rede exposta de eletrodutos. Ele é usado
como caixa de passagem, de ligações e ainda para evitar curvas nos eletrodutos.

Ele é formado pelas seguintes partes:


1. Corpo de liga de alumínio fundido de alta resistência mecânica;
2. Tampa estampada de alumínio;
3. Parafusos de fixação da tampa;
4. Entradas roscadas ou de encaixe com parafuso de fixação;
6. Encosto arredondado para proteção do isolamento dos fios;
7. Junta de borracha;
8. Identificação da bitola, estampada no corpo.

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Os conduletes podem ser encontrados nos tipos simples, duplos, triplos e quádruplos.
Todos eles possuem tampas intercambiáveis que permitem inúmeras combinações de
tomadas, interruptores, botões de comandos e lâmpadas-piloto encontrados nos
catálogos do fabricante. Esses acessórios são apresentados conforme as figuras
abaixo.

simples duplo triplo quádruplo

Quanto à entrada, os conduletes são denominados de: C, T, LB, LR, LL, TB, e E, e
atendem em sua forma construtiva às necessidades de diversas instalações. Veja
exemplos a seguir.

Para especificar corretamente esse acessório, é importante consultar catálogos de


fabricantes.

Observação
As letras que definem o tipo do condulete provêm do inglês. Assim, temos:
• E de end, que quer dizer fim;
• C de continuation, que significa continuação;
• B de back, que significa parte de trás;
• L de left, que quer dizer esquerdo;
• R de right, que significa direito.

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Caixas de embutir
Fabricadas em PVC ou em aço, possuem local próprio para a fixação dos mais
diversos componentes que nela podem ser instalados (tomadas, interruptores,
luminárias, lustres, tampas, entre outros).

Edson C. de Jesus. SENAI-SP.


Caixas de embutir

Caixas de passagem de embutir

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Essas caixas de embutir são colocadas em espaços feitos nas paredes, encaixadas
nos eletrodutos e presas com buchas e arruelas. Na sua instalação deve ser previsto
uma sobra para que a argamassa do reboco fique rente à face externa da caixa.

Edson C. de Jesus. SENAI-SP.

Outro tipo de caixa de embutir são as de teto, as quais são instaladas junto às lajotas
da laje, antes do enchimento da mesma.
Edson C. de Jesus. SENAI-SP.

Ferramentas

Dentre as ferramentas que o eletricista pode usar em seu trabalho diário, podem ser
citadas a serra manual para cortar eletrodutos metálicos e as tarraxas para abrir roscas
nesses mesmos eletrodutos.

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Serra manual
A serra manual é uma ferramenta composta de um arco de aço e uma lâmina de aço
ou carbono dentada e temperada. Ela é usada para cortar ou abrir fendas nos
materiais.

A lâmina da serra, que pode ser alternada ou ondulada e possui um lado dentado com
trava, permitindo a execução de um corte com largura maior que a espessura da
lâmina.

Trava alternada

No comércio são encontradas lâminas de serra com comprimentos de 8, 10 e 12


polegadas e 14, 18, 24 e 32 dentes por polegada.

Os dentes das lâminas de serra não têm sempre o mesmo tamanho. Esse tamanho
depende do passo, ou seja, do número de dentes, contidos em determinada distância
(2,54 cm ou 1”).

Peças finas, tais como chapas e tubos, devem ser serradas com serra de dentes finos,
ou seja, aquelas que têm maior quantidade de dentes por polegada. Por outro lado,
material muito macio ou blocos inteiriços podem ser serrados com serras de dentes
relativamente mais grossos, isto é, aquelas que têm menor quantidade de dentes por
polegada. Veja tabela a seguir.

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Tamanho dos dentes Passo da lâmina Tipo de material Ilustração

Tubos, eletrodutos e
Dentes finos 32 dentes por polegada
chapas finas

Perfis de aço em T, L,
24 dentes por polegada
U, latão e cobre

Dentes grossos 18 dentes por polegada Aços resistentes

Material macio e
14 dentes por polegada
grandes superfícies

Utilização da serra manual


Para utilizar a serra manual, primeiramente seleciona-se a lâmina de acordo com o
material a ser serrado. Na montagem da lâmina no arco, deve-se observar o sentido
dos dentes que devem obedecer o avanço do corte.

Ao serrar, o ritmo de corte deve ser mantido em aproximadamente sessenta golpes por
minuto. A serra deve ser usada em todo o seu comprimento. Ao se aproximar do
término do corte, deve-se diminuir a velocidade e a pressão sobre a serra para evitar
acidentes.

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Inicialmente, a lâmina de serra deve ser guiada com o dedo polegar, a fim de que seja
mantida ligeiramente inclinada para frente.

Tarraxa para eletroduto metálico rígido

A tarraxa para tubos é uma ferramenta destinada a fazer roscas nos eletrodutos
metálicos e plásticos.

É fabricada basicamente em dois tipos:


1. Tarraxa universal.
2. Tarraxa simples de cossinete ajustável.

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Basicamente as tarraxas compõe-se das seguintes peças mostradas na ilustração a
seguir.

A tarraxa universal é assim chamada em virtude de permitir, com apenas dois jogos de
cossinetes, fazer roscas em qualquer tubo, cujo diâmetro esteja compreendido entre
1/2” e 2”.

Em virtude do sistema mecânico dessas tarraxas, é necessário que cada cossinete


tenha o seu lugar próprio, não sendo possível trocá-lo de posição. Para isso, eles são
numerados, bem como seus alojamentos no corpo da tarraxa.

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Toda a vez que houver necessidade de montar cossinetes em tarraxa universal, deve-
se verificar se o número gravado no cossinete corresponde ao gravado no corpo da
tarraxa, ao lado do alojamento de cada cossinete.

Com exceção da tarraxa universal, todos os outros tipos de tarraxa utilizam um jogo de
cossinetes para cada diâmetro de eletroduto a ser roscado.

Utilização da tarraxa
Para a utilização desta tarraxa, deve-se escolher a guia de acordo com o diâmetro do
eletroduto, prendendo-a firmemente com o parafuso de fixação.

guia

O par de cossinetes deve ser montado com a parte escareada para dentro, e os
parafusos devem ser ligeiramente apertados.

ref. diâmetro ref. par

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As marcas contidas nos cossinetes e na tarraxa são referências para dar simetria à
abertura.

Os cossinetes devem ser fixados de forma que o eletroduto fique preso na altura da
metade dos filetes da rosca de corte.

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Ao se fazer a rosca, deve-se manter um movimento de vaivém, avançando 1/2 volta e
retornando 1/4 de volta. Então, os cossinetes são novamente apertados dando um
novo passo.

Esse procedimento deve ser repetido até que o comprimento necessário de rosca seja
atingido.

Tarraxa para eletroduto de plástico rígido


A montagem desta tarraxa é bem mais simples, pois o guia e o cossinete são
encaixados e fixados com parafusos.

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A tarraxa é movimentada no sentido horário. Esse movimento força a ferramenta para
dentro do tubo para formar os sulcos iniciais.

A cada meia volta de avanço no sentido horário, deve-se voltar duas vezes no sentido
anti-horário.

Créditos Comitê Técnico GED/FIC Eletroeletrônica/2012


SENAI-SP Alexandre Rodrigues Matias Rigoni
Anderson de Moraes
Clodoaldo Roberto Callogero
Edivandro Bocardi
Edson Camargo de Jesus
Felipe Siqueira Martins Braga
Manoel Francisco Pansani
Wagner Magalhães
Referência
SENAI.SP. Instalações elétricas - Prática. São Paulo, 2003. 67 p.

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Avaliado pelo Comitê Técnico de Eletricidade/2008

Instalar tomada, interruptor e lâmpada

Neste ensaio, você vai realizar algumas atividades relacionadas a instalações elétricas.
Nele, você vai interpretar diagramas e montar uma instalação elétrica com uma tomada
e uma lâmpada incandescente comandada por interruptor simples em rede de
eletrodutos.

Equipamento
• Multímetro digital;
• Cinto porta-ferramenta.

Ferramentas
• Metro;
• Canivete;
• Guia de náilon;
• Alicate de bico;
• Alicate de corte;
• Alicate universal;
• Chave de fenda 1/8” x 4”;
• Chave de fenda 3/16” x 4”.

Material necessário
Faça a lista de materiais necessários a partir dos passos da descrição do
procedimento deste ensaio. Consulte catálogos técnicos de fita isolante, condutores
elétricos, lâmpadas incandescentes, interruptores simples, porta-lâmpadas e as
normas NBR 5112, 5444, 5471, 6148, 12520 e 12523.

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Procedimentos

1. Faça um diagrama multifilar correspondente ao circuito mostrado a seguir.

2. Meça o percurso da fiação. Se isso não for possível, por impossibilidade de


localização do percurso da tubulação, use o guia de náilon para obter essa medida.

Observação
Ao cortar os fios, não se esqueças de deixar sobras.

3. Corte os fios desse percurso, amarre-os no olhal da guia de náilon e isole a


amarração.

4. Introduza o guia/fiação no eletroduto. Se necessário, passe vaselina ou talco


industrial na introdução da fiação.

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5. Faça as emendas e instale os componentes.

6. Energize o circuito e teste-o.

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Créditos Comitê Técnico de Eletricidade/2008
Elaboradores: Airton Almeida de Moraes André Gustavo Sacardo
Regina Cália Roland Novaes Augusto Lins de Albuquerque Neto
Conteudistas: Airton Almeida de Moraes Cláudio Correia
Júlio César Caetano Douglas Airoldi
Ilustradores: José Joaquim Pecegueiro Edvaldo Freire Cabral
José Luciano de Souza Filho Roberto Sanches Casado
Ronaldo Gomes Figueira
Sergio Machado Bello
Referência
SENAI.SP. Eletricidade básica – Prática. São Paulo, 1998. 222 p.
SENAI-SP – INTRANET – AA328-10

96
Avaliado pelo Comitê Técnico de Eletricidade/2008

Instalar duas lâmpadas incandescentes

Neste ensaio, você vai praticar leitura e interpretação de diagramas elétricos. Vai
também montar uma instalação elétrica com duas lâmpadas incandescentes
comandadas por interruptores simples em rede de eletrodutos.

Equipamentos e ferramentas
• Multímetro digital;
• Cinto porta ferramentas;
• Metro;
• Canivete;
• Guia de náilon;
• Alicate de bico;
• Alicate de corte;
• Alicate universal;
• Chave de fenda 1/8” x 4”;
• Chave de fenda 3/16” x 4”.

Material necessário
Faça a lista de materiais a partir dos passos da descrição do Procedimento deste
ensaio. Consulte catálogos técnicos de fita isolante, condutores elétricos, lâmpadas
incandescentes, interruptores de duas seções, porta-lâmpadas e as normas
NBR IEC 60238, 5444, 5471, NM 247-3, 12520 e 12523.

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Procedimento

1. Faça um diagrama unifilar correspondente ao circuito a seguir.

2. Meça o percurso da fiação e corte os fios com comprimento correto, não se


esqueça de deixar sobras.
3. Amarre os condutores no olhal da guia de náilon e isole a amarração.

4. Introduza o guia/fiação no eletroduto. Se necessário passe vaselina ou talco


industrial na introdução da fiação.

SENAI-SP – INTRANET – AA328-10

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5. Faça as emendas e instale os componentes.

6. Energize o circuito e teste-o.

SENAI-SP – INTRANET – AA328-10

99
Créditos Comitê Técnico de Eletricidade/2008
SENAI-SP André Gustavo Sacardo
Augusto Lins de Albuquerque Neto
Cláudio Correia
Douglas Airoldi
Edvaldo Freire Cabral
Roberto Sanches Casado
Ronaldo Gomes Figueira
Sergio Machado Bello
Referência
SENAI.SP. Eletricidade geral – Prática. São Paulo, 2003. 272 p.

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100
Avaliado pelo Comitê Técnico GED/FIC Eletroeletrônica/2010

Instalar lâmpadas comandadas de pontos


diferentes

a. Desenhe o diagrama funcional da tarefa, para dois interruptores.

b. Desenhe a planta baixa da tarefa.


c. Liste o material e as ferramentas necessárias para a execução da tarefa.

Materiais Ferramentas
_______________________________ _______________________________
_______________________________ _______________________________
_______________________________ _______________________________
_______________________________ _______________________________
_______________________________ _______________________________
_______________________________ _______________________________
_______________________________ _______________________________
_______________________________ _______________________________
_______________________________ _______________________________
_______________________________ _______________________________
_______________________________ _______________________________
_______________________________ _______________________________
_______________________________ _______________________________
_______________________________ _______________________________

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d. Descreva a sequência operacional a ser utilizada.
e. Execute a tarefa.
f. Repita os itens a, b, c, d, e e utilizando três interruptores.
g. Faça um diagrama explicando o funcionamento do interruptor intermediário.

Créditos Comitê Técnico GED/FIC Eletroeletrônica/2010


SENAI-SP Anderson de Moraes
Clodoaldo Roberto Callogero
Edivandro Bocardi
Edson Camargo de Jesus
Felipe Siqueira Martins Braga
Manoel Francisco Pansani
Wagner Magalhães
Referência
SENAI.SP. Instalações elétricas – Prática. São Paulo, 2003. 67 p.

SENAI-SP – INTRANET – AA328-10

102
Avaliado pelo Comitê Técnico GED/FIC Eletroeletrônica/2010

Instalar lâmpadas comandadas por relé


fotoelétrico e controle de luminosidade

a. Desenhe o diagrama funcional da tarefa (peça ao docente o diagrama


funcional do relé).

b. Desenhe a planta baixa da tarefa.


c. Liste o material e as ferramentas necessárias para a execução da tarefa.

Materiais Ferramentas
______________________________ ______________________________
______________________________ ______________________________
______________________________ ______________________________
______________________________ ______________________________
______________________________ ______________________________
______________________________ ______________________________
______________________________ ______________________________
______________________________ ______________________________
______________________________ ______________________________
______________________________ ______________________________
______________________________ ______________________________

d. Descreva a sequência operacional a ser utilizada.


e. Execute a tarefa.

SENAI-SP – INTRANET – AA328-10

103
f. O que acontecerá se colocarmos o relé fotoelétrico próximo a lâmpada? Faça no
circuito.
g. Repita os itens a, b, c, d, e e utilizando o controle de luminosidade.
h. Faça um diagrama que permita optar por acionamento automático ou manual de
uma lâmpada incandescente. Utilize um interruptor simples e um paralelo e o relé
fotoelétrico. E execute na prática.
i. Cite três aplicações para o relé fotoelétrico.
1. ______________________________________________________
2. ______________________________________________________
3. ______________________________________________________

Pesquisa:
a. Porque as lâmpadas vapor de mercúrio utilizam o reator?

b. Qual a principal vantagem das lâmpadas a vapor?

Créditos Comitê Técnico GED/FIC Eletroeletrônica/2010


SENAI-SP Anderson de Moraes
Clodoaldo Roberto Callogero
Edivandro Bocardi
Edson Camargo de Jesus
Felipe Siqueira Martins Braga
Manoel Francisco Pansani
Wagner Magalhães
Referência
SENAI.SP. Instalações elétricas – Prática. São Paulo, 2003. 67 p.

SENAI-SP – INTRANET – AA328-10

104
Avaliado pelo Comitê Técnico GED/FIC Eletroeletrônica/2010

Instalar lâmpada comandada por sensor de


presença

a. Desenhe o diagrama funcional da tarefa (peça ao docente o diagrama


funcional do sensor).

b. Desenhe a planta baixa da tarefa.


c. Liste o material e as ferramentas necessárias para a execução da tarefa.

Materiais Ferramentas
______________________________ ______________________________
______________________________ ______________________________
______________________________ ______________________________
______________________________ ______________________________
______________________________ ______________________________
______________________________ ______________________________
______________________________ ______________________________
______________________________ ______________________________
______________________________ ______________________________
______________________________ ______________________________
______________________________ ______________________________

d. Descreva a sequência operacional a ser utilizada.


e. Execute a tarefa.

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105
f. Faça um diagrama que permita optar por acionamento automático ou manual de
uma lâmpada incandescente. Utilize um interruptor simples e um paralelo e o
sensor de presença. E execute na prática.
g. Cite duas aplicações para o sensor de presença.
1. ______________________________________________________
2. ______________________________________________________

Créditos Comitê Técnico GED/FIC Eletroeletrônica/2010


SENAI-SP Anderson de Moraes
Clodoaldo Roberto Callogero
Edivandro Bocardi
Edson Camargo de Jesus
Felipe Siqueira Martins Braga
Manoel Francisco Pansani
Wagner Magalhães
Referência
SENAI.SP. Instalações elétricas – Prática. São Paulo, 2003. 67 p.

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106
Avaliado pelo Comitê Técnico GED/FIC Eletroeletrônica/2010

Montar quadro de distribuição de luz e força


residencial

a. Dimensione um QGFL para um circuito de iluminação, com duas TUGs e uma 2


TUEs.
O quadro deverá conter também dois disjuntores gerais.
b. Dimensionar as TUGs de acordo com a norma;
c. As TUEs deverão ser dimensionadas de acordo com a tabela abaixo;
d. Circuito de iluminação deverá ser dimensionado de acordo com a norma.

Aparelhos Potência 127V 220V

Cabo
Disj. Disj. Cabo mm²
mm²
Chuveiro 4.300W 40A 6,0 25A 4,0
Chuveiro 7.500W - - 40A 6,0
Torneira 4.400W 40A 6,0 25A 4,0
Ar-Condicionado 14.000BTU 25A 2,5 16A 2,5
Geladeira 150W 10A 2,5 6A 2,5
Lava-Louças 3.400W 30A 4,0 20A 2,5
Lava-Roupas 1.200W 16A 2,5 10A 2,5
Seca-roupa 4.000W 40A 6,0 25A 2,5
Microondas 1.600W 16A 2,5 10A 2,5
Microcomputador 145W 6A 2,5 4A 2,5

e. Faça o desenho mecânico do quadro de distribuição:


f. Faça o funcional do quadro de distribuição.
g. Faça a planta baixa utilizando duas bancadas para montar o quadro de distribuição.
h. Faça a lista do material que será utilizado.
i. Execute a montagem do quadro na bancada.
j. De acordo com a norma, qual a seção do condutor neutro?
k. Quais as funções dos dispositivos magnéticos e térmicos dos disjuntores?
l. Pesquise: O que são disjuntores b e c, respectivamente?

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Créditos Comitê Técnico GED/FIC Eletroeletrônica/2010
SENAI-SP Anderson de Moraes
Clodoaldo Roberto Callogero
Edivandro Bocardi
Edson Camargo de Jesus
Felipe Siqueira Martins Braga
Manoel Francisco Pansani
Wagner Magalhães
Referência
SENAI.SP. Instalações elétricas – Prática. São Paulo, 2003. 67 p.

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Avaliado pelo Comitê Técnico GED/FIC Eletroeletrônica/2010

Montar circuitos elétricos simulando uma


residência

a. Considere quatro bancadas como quatro cômodos, a casa deverá conter: sala,
quarto, cozinha e banheiro. Todos os ambientes, exceto o banheiro, serão de 3m x
3m. O banheiro deverá ser de 1,8m x 3m, conforme exemplo:

b. Faça o quadro de previsão de cargas.


c. Faça a tabela para os circuitos terminais. Para um circuito de TUGs, um chuveiro,
uma torneira elétrica e um circuito de iluminação.
d. Faça o diagrama multifilar do QGLF.
e. Faça a lista de material.

Exemplo

Quat. Unidade Discriminação Código


2
100 m Cabo 2,5mm xxxxxxxxx
25 Unid. Interruptor simples xxxxxxxxx

f. Faça a planta baixa da tarefa.


g. Execute.

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Créditos Comitê Técnico GED/FIC Eletroeletrônica/2010
SENAI-SP Anderson de Moraes
Clodoaldo Roberto Callogero
Edivandro Bocardi
Edson Camargo de Jesus
Felipe Siqueira Martins Braga
Manoel Francisco Pansani
Wagner Magalhães
Referência
SENAI.SP. Instalações elétricas – Prática. São Paulo, 2003. 67 p.

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Referências

SENAI.SP. Eletricidade geral – Prática. São Paulo, 2003. 272 p.

SENAI.SP. Eletricidade básica – Prática. São Paulo, 1998. 222 p.

SENAI.SP. Instalações elétricas – Prática. São Paulo, 2003. 67 p.

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SENAI-SP – INTRANET – AA328-10

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