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Tráfico Negreiro – 1502-1866

Mapa Expandido

Texto

Movimentos e conflitos sociais


Revolta da Chibata

Logo após assumir a presidência da República, o marechal Hermes da Fonseca enfrentou, entre 22 e 27 de novembro de 1910, uma sublevação de marinheiros de várias embarcações
ancoradas na baía de Guanabara, as mais poderosas unidades da esquadra brasileira. Sob a liderança do marinheiro João Cândido Felisberto, a Revolta da Chibata, como ficou conhecida,
visava conseguir o fim dos castigos físicos na Marinha, que, embora abolidos legalmente nos primeiros dias da República, continuavam em vigor. Os revoltosos ameaçavam bombardear a
cidade. No dia 26, o governo anunciou aceitar suas exigências e decretou a extinção dos castigos físicos e a concessão de anistia aos que se entregassem.

Guerra do Contestado

A Guerra do Contestado eclodiu no sul do Brasil em 1912, e estava relacionada aos limites territoriais entre Paraná e Santa Catarina. O conflito surgiu da reunião de fiéis em torno da
figura carismática de José Maria, curandeiro e rezador a quem a população do planalto catarinense denominava monge. O superintendente do município de Curitibanos, temendo que o
monge lhe fizesse oposição política, denunciou ao presidente do estado Vidal Ramos a aglomeração de pessoas em torno do pregador, apontando-as como fanáticos que pretendiam
proclamar a monarquia no Brasil.

Em consequência, o presidente do estado organizou uma diligência policial. Antes da chegada da força, o monge se deslocou para Irani, pequena localidade pertencente a Palmas e objeto
de litígio entre Paraná e Santa Catarina. A chegada do monge a Irani despertou o receio de que ele e seus seguidores pretendessem tomar posse de um território contestado judicialmente. O
presidente do Paraná enviou um destacamento de segurança para expulsá-los. No confronto morreram soldados, seguidores do monge e o próprio José Maria. Formou-se então um
movimento com programa e características messiânicas, que passou a agregar opositores dos coronéis locais, desempregados da ferrovia, fazendeiros interessados na questão dos limites
territoriais e aventureiros.

A partir de 1913 o governo catarinense montou expedições militares para liquidar com o movimento na localidade de Taquaruçu. O massacre fortaleceu o movimento. Em 1916, uma
incursão militar com sete mil homens derrotou definitivamente os adeptos da Santa Religião. Assim chegou ao fim o conflito no sul do Brasil e foi assinado o tratado de limites territoriais
entre Paraná e Santa Catarina.

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Os choques que ocorreram em 1913-1914 entre o governo federal e as oligarquias cearenses deram origem à chamada Sedição de Juazeiro, que envolveu o padre Cícero Romão Batista e
teve início logo após a chegada de Venceslau Brás (1914-1918) à presidência da República.

Por iniciativa de padre Cícero Romão Batista, que no fim do século XIX se instalou em Juazeiro, no município do Crato, situado no vale do Cariri, no Ceará, a região conheceu grande
desenvolvimento econômico, com a produção de algodão e de maniçoba destinada ao mercado internacional. Para lá se dirigiram milhares de fiéis em busca de melhores condições de vida
e do conselho do padre Cícero, tido como milagreiro. Eram pessoas das mais diversas classes e com interesses diferenciados: comerciantes, bandidos, desabrigados e miseráveis
provenientes de diversos estados, em sua maioria do Nordeste.

O crescimento populacional e comercial de Juazeiro fez com que a cidade reivindicasse sua autonomia política do município do Crato. As negociações para uma separação pacífica não

A eleição de Franco Rabelo para presidente do Ceará deu início à perseguição aos seguidores do padre Cícero, sob a acusação de que ele abrigava bandidos em Juazeiro. Tropas estaduais
tentaram invadir Juazeiro, mas a resistência dos fiéis, que cavaram uma trincheira de 9 km em torno da cidade, aliada ao ataque dos cangaceiros, conseguiu vencer as forças oficiais. Em
seguida os revoltosos formaram uma coluna de cinco mil homens que avançou até as portas de Fortaleza. Na capital cearense, as tropas do Exército e da Marinha assistiram impassíveis à
derrota de Franco Rabelo. O governo federal decretou estado de sítio e interveio no estado, nomeando como interventor o general Fernando Setembrino de Carvalho. Após o fim da
revolta, Juazeiro foi elevado à categoria de cidade.

Fontes:

Verbetes Revolta da Chibata, Guerra do Contestado, Sedição de Juazeiro. Alzira Alves de Abreu (coord.). Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro da Primeira República (1889-1930).

Todos
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Áudios

"Família de um chefe camacã se prepara para uma festa". Os índios foram os primeiros escravos no Brasil. [Fonte: Jean-Baptiste Debret - Domínio Público, Wikicommons].

Recibo de compra e venda de escravos. Rio de Janeiro, 1851. [Fonte: Arquivo Nacional - Domínio Público, Wikicommons].

Gravura de um mercado de escravos, séc XVIII. [Fonte: Kupferstich Kabinett, Dresden]

Planta de um navio negreiro, 1823. [Fonte: Instituto de Estudos Brasileiros, Universidade de São Paulo]

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Francisco Félix de Souza (1754-1849), o mais famoso traficante de escravos brasileiro. [Fonte: Pintura em óleo fotografada pelo Centro de Estudo Africanos e publicada por Alberto

A Igreja católica e as Missões


A união ibérica e as invasões
Bandeiras e expansão territorial
Caminhos do gado
O ouro das minas
Conflitos coloniais
Cultura e línguas
Crise do sistema colonial

Capítulos Seguintes

Transição para a independência (1808-1822)


I Reinado e Regência (1822-1840)
II Reinado (1840-1889)
Primeira República (1889-1930)
Período Vargas (1930-1945)
Governos Democráticos (1945-1964)
Ditadura Militar (1964-1985)
Nova República (1985-2009)

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