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Seminário – Metodologia II Maio de 2018

Professor: Leandro Gregório


Alunos: Raquel Barbosa, Rogério Gomes, Rosileide Alves, Paulo Henrique Rodrigues e Ubiratan Victor de Oliveira.
Livro: Ensinando Musica Musicalmente
Autor: Keith Swanwick

O livro informa sobre a prática da educação musical de forma abrangente, não somente para contribuir com o
ensino formal como escolas regulares, mas também somar em campos que atuam outros profissionais como cinema,
rádio, compositores etc., mostrando a natureza da experiência musical e por meio dela, como ocorre à educação
musical.

Capítulo 1 – O Valor da Música

“Todos nós temos bens a negociar com os outros e somos parte de um sistema de mercado, somos parte da vida”.
(SWANWICK)

A questão então é: a música persiste em várias culturas, acentuando o perfil de uma escola ou organização,
engrandecendo eventos, mas a mesma teria outro valor que embasasse sua empregabilidade em um sistema
educacional?
A música segundo o autor é uma forma de discurso, onde as ideias se propagam através de formas sonoras.
Discurso é apresentado com o significado de argumento, troca de ideias, expressão de pensamento.
O discurso musical pode conter inserções sociais e culturais, não somente como uma simples forma de trazer
prazer sensorial, mas como uma forma de conversação, promovendo e enriquecendo a compreensão sobre as relações
do individuo e o mundo. Dessas relações dia após dia, a música então apresenta experiências, frequentemente
chamadas de “estéticas”. E como seriam essas experiências?

 O Estético e o Artístico

O autor busca discutir o significado da música, diferenciando inicialmente o estético e o artístico, trazendo para a
discussão alguns teóricos da estética. Swanwick mostra como se desenvolveu o conceito de música e sua relação com a
estética, buscando mostrar as peculiaridades do discurso musical (incluindo o estético, artístico e afetivo). Ela pode ser
definida de varias maneiras.
Bennet Reimer – vê o estético como permutável (baseado numa troca)
Peter Abbs – tem a visão estética meramente de forma afetiva - vê como comunidade genérica das artes.
A comunidade estética tem três características:
1-Todas as artes criam formas expressivas de vida – Essa e aplicada a todas as formas de discurso, a menos
que um significado muito restrito seja estabelecido para expressão de vida. Exemplo ciência e filosofia – criam
significados expressivos ou formas comunicativas.
2-Todos os seus significados dependem sobre tudo de suas construções formais e não podem ser extraídos e
traduzidos sem uma perda significativa. Parecem mais distintas, mas e muito verdadeiras para relações
interpessoais, sexualidade e humor, de fato para todos os modos holísticos e intuitivos de ver o mundo.
3-Requerem não uma resposta critica, mas sim uma resposta estética, por meio de sentimentos, sentidos e
imaginação. Essa com um contexto mais de uma resposta estética, parecem ser mais justificáveis mesmo assim
e difícil imaginar uma participação artística deixando isolado o ensino das artes.

 Peter Abbs vê esse uso estético como discurso simbólico.


 Existe a dificuldade de entender a experiência como apreciação fenômenos não artísticos.
 Uma experiência de uma educação estética saudável aumenta a força da vida; Ross defende uma estética para
todos.
 Seria um estimulo essa adoção da experiência estética.
 Bennet desenvolveu a educação estética na América do Norte -1990 (deficiência filosófica). Bennet tinha uma
visão diferente de Ross e outros.
 Elliot - música é uma coleção de objetos e obras- as obras existem para ser ouvidas com apenas uma forma de
escuta - o valor das obras e interno - com as peças alcançamos a experiência estética.
 Peter Abbs as artes são formas simbólicas compartilha sistema de significados que chamo de discursos, música
- elementos cognitivos - facilidades nas normais musicais.

 O Processo de Metáfora

O processo de metáfora no campo musical está ligado às diversas formas simbólicas que a música pode
proporcionar. Neste processo significa que podemos comparar as imagens, as interpretações em sentidos diferentes
numa obra musical por exemplo. A metáfora ou o seu processo está presente na ação criativa, na capacidade de novos
olhares, possibilitando a reconstrução de ideias ou coisas de formas diferentes.
Ao apreciar uma música e seu sentido, damos a possibilidades de criar novos pensamentos improváveis ate
então; o que permite despertar a sensibilidade, e, a experiência de ter contato com tensões dos significados dissonantes
de uma obra musical. A convenção comum não nos permite o contato com esse olhar amplo das mudanças de sentidos
ou lugares, dos símbolos e de novas relações gráficas. Esses processos não se limitam só na música mais sim, na
poesia, no humor e nas artes em gerais.

 Música como Metáfora

O entrosamento musical e o processo metafórico funcionam em três níveis cumulativos. São eles:
"Notas”, "melodias", que soam como formas expressivas; quando escutamos essas formas expressivas assumirem
novas relações, como se tivessem "vida própria". Quando essas novas formas parecem fundir-se com novas
experiências prévias, ou para usar a frase de Susanne Langer, quando a música em forma de sentimento. Vamos ver o
que acontece se ouvirmos uma determinada posição como se ela fosse metáfora
"Notas" são ouvidas como "melodias"
Por ser uma música familiar aos pianistas ocidentais, nem sempre reparamos que desde o início tendemos a
escuta-la como música, em vez de uma coleção de sonhos isolados. As notas tornam-se melodias por meio de um
processo psicológico pelo qual tendemos agrupar sonhos isolados em linhas e frases.
Mesmo uma simples nota pode ser ouvida como uma frase, como a nota "lá" do trompete no começo da
abertura Rienzi, de Wagner que é percebido de forma muito diferente do "lá" usado para afinação da orquestra.
Escutar sons como música exige que desistamos de prestar atenção nos sons isolados e que experimentemos
em vez disso uma ilusão de movimento no sentido de peso, espaço, tempo e fluência. Podemos, naturalmente, escolher
não escutar "melodias" e, em vez disso, nomear notas separadamente, acordes ou intervalos, quando, por exemplo,
escrevemos um ditado numa sessão de treinamento auditivo convencional. Entretanto, não podemos transpor esse tipo
de análise técnica para qualquer sentido para qualquer sentido de linha ou movimento. Mesmo quando uma visão ampla
de discriminação auditiva é tomada em vez de altura e material rítmico, nenhuma habilidade analítica relacionada
intervalos, durações e timbres nos leva a vivenciar formas completas. De fato, isso pode nos impedir de ouvir sons como
se eles fossem linhas e movimentos.
A transformação de notas em melodias vai depender de graus de decisões de performance, envolvendo
escolha de velocidade, peso sonoro, acentuação, equilíbrio entre os vários componentes e outros elementos de
articulação. Também envolve uma postura interpretativa especial por parte do ouvinte. A metáfora música consiste numa
“transferência de padrões de comportamentos de notas para padrões de comportamento do corpo humano”.

 O Significado da Música

A música em um dos seus significados esta inter-relacionada com a vida do sentimento, isso, quando os três
níveis metafóricos estão entrosados. A música dentre varias artes, é a mais abstrata, o teatro é mais representacional.
Porém a música equivale alguns eventos da vida, tendo ela o poder de sugerir peso, espaço, tempo e fluências virtuais.
Podemos tomar como exemplo quando dizemos que estamos [pesados como chumbo] ou que alguém esta [sufocado de
cuidados] denotando uma linguagem metafórica.
A música está sempre em movimento, assim como, nossos pensamentos que mudam constantemente. Esses
fenômenos sem apontar uma situação específica, nos leva erroneamente a entender que a expressão musical é um tanto
vaga e sem conteúdo.