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EM-AÇÃO: Ensino Médio em Ação Livro dos Professores

Book · January 2012

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Marcos André Vannier-Santos


Fundação Oswaldo Cruz
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Secretaria da Educação do Estado da Bahia / Instituto Anísio Teixeira - IAT

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Secretaria da Educação do Estado da Bahia / Instituto Anísio Teixeira - IAT

PROGRAMA ENSINO MÉDIO EM AÇÃO (EM-Ação)


GOVERNADOR DO ESTADO DA BAHIA
Jaques Wagner Organização Geral
Irene Maurício Cazorla
Rodrigo Camargo Aragão
SECRETÁRIO DA EDUCAÇÃO DA BAHIA
Nildon Carlos Santos Pitombo
Osvaldo Barreto Filho
Coordenação Geral
Ana Lúcia Purificação da Paixão
DIRETORA DO INSTITUTO ANISIO TEIXEIRA Coordenação Pedagógica
Irene Maurício Cazorla Dimitri Sarmento
Leonardo Dias Chaves
ASSESSORA TÉCNICA Equipe de Designer Educacional e Projeto Gráfico
Kátia Souza de Lima Ramos Adelaide Maria de Oliveira Santana
Ana Lúcia Purificação da Paixão
Gervaine de Souza Ferreira
DIRETORIA DE FORMAÇÃO E EXPERIMENTAÇÃO Kátia Souza de Lima Ramos
EDUCACIONAL - DIRFE Lourival da Silva Andrade Júnior
Jeudy Machado de Aragão
Simone de Souza Montes
Vanessa Costa Reis

Autores, titulação máxima e IES de atuação Assessoria pedagógica


Adriana Lage, História, EMITEC
Linguagens, códigos e suas tecnologias
Carlos Neves, Biologia, EMITEC
Carla Patrícia Santana, Doutora em Letras, UNEB Elidete O. da Silva Barros, Geografia, EMITEC
Gildeci de Oliveira Leite, Mestre em Letras, UNEB Lucinalva Borges, Física, EMITEC
Luciana S. de Oliveira, Mestra em Literatura e Diversidade Cultural, UFBA Mônica Moreau Lima, Biologia, EMITEC
Luciano Amaral Oliveira, Doutor em Letras e Linguística, UFBA Silvana Andrade, Matemática, EMITEC

Ciências Humanas e suas tecnologias


Revisão ortográfica e gramatical
Celbo Antônio R.F.Rosas, Doutor em Geografia, UESC
Acácia Melo Magalhães
Cristiane Batista, Mestra em História, UNEB
Oriana Araújo, Mestra em Ciências Ambientais, UEFS Consultoras
Rodrigo Freitas Lopes, Mestre em História, UNEB Liliane Queiroz Antônio
Sônia Marize R. P. Tomasoni, Mestra em Geografia, UNEB Marli Geralda Teixeira
Virginia Queiroz Barreto, Mestra em História - UNEB Renata Monteiro
Ciências da Natureza e suas tecnologias Cinthia Seibert
Carlos Alberto A. Freitas, Mestre em Educação, UESB
Web Designers
Dielson Pereira Hohenfeld, Mestre em Ensino de Ciências, IFBA
Bianca Chagas
Jancarlos Menezes Lapa, Mestre em Ensino de Ciências, IFBA
Camila Penna
Marcelo Franco, Doutor em Química, UESC
Cristiane Aragão
Marcia Rodrigues Pereira, Mestra em Química Biológica, UERJ/CPII
Marcos André Vannier dos Santos, PHD em Ciências, FIOCRUZ
Editoração eletrônica
Ricardo Santos Nascimento, Mestre em Mecatrônica, UEFS
Via Littterarum editora
Ródnei A. Souza, Mestre em Filosofia e História das Ciências, UNEB
Sandra Lúcia Pita, Especialista em Competências Educacionais, EMITEC Arte Final
Sergio Coelho de Souza, Doutor em Ecologia, UNISA Marcel Santos
Matemática e suas tecnologias Arnold Coelho
Claudinei de Camargo Sant’Ana, Doutor em Educação, UESB
Diagramação
Humberto José Bortolossi, Doutor em Matemática, UFF
Marcel Santos
Leonardo Barichello, Mestre em Matemática, PUC
Arnold Coelho
Elimarcos Santana
Álvaro Coelho.

Distribuição
SEC - Secretaria de Educação do Estado da Bahia
6ª Avenida Nº 600, Centro Administrativo da Bahia – CAB, Salvador
CEP: 41.745-000, Bahia, Brasil

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Secretaria da Educação do Estado da Bahia / Instituto Anísio Teixeira - IAT

Copyright©2012 by Instituto Anísio Teixeira

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)


(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

B151e Bahia. Secretaria da Educação. Instituto Anísio Teixeira.


EM-AÇÃO: Ensino Médio em Ação; Caderno do Professor/ Irene
Maurício Cazorla; Rodrigo Camargo Aragão; Nildon Carlos Santos
Pitombo (Organizadores). / Secretaria da Educação. Instituto Anísio
Teixeira - Salvador: SEC/IAT, 2012
1v., 166p.: il.

Projeto: EM-AÇÃO — Ensino Médio em Ação

ISBN: 978-85-60834-10-5
1. Ensino Médio 2. Educação e tecnologia I. Instituto Anísio Teixeira.
II. Cazorla, Irene Maurício. III. Aragão, Rodrigo Camargo. IV. Pitombo,
Nildon Carlos Santos. V. Título.

CDU: 37.046.14

Ficha Catalográfica: Biblioteca do Instituto Anísio Teixeira

Instituto Anísio Teixeira – IAT


Estrada das Muriçocas, s/n – Paralela
Salvador – BA
CEP – 41.250-420
www.iat.educacao.ba.gov.br

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LISTA DE ÍCONES

Conhecimento em ação
São atividades a serem realizadas pelos alunos sobre os conteúdos do
caderno.

Reflexão para ação


Traz reflexões sobre o conteúdo proposto. Ex: Vou aprender esse assunto
para quê?

De olho no ENEM
Apresenta questões do ENEM referentes ao tema proposto no caderno,
com respectivos comentários feitos pelos autores.

Curiosidade
Pequeno texto informativo que traz uma curiosidade sobre assuntos refe-
rentes ao tema.

Zoom na informação
Traz informação mais detalhada sobre a temática abordada no caderno.

Siga antenado - Música


São dicas de clipes ou letras de música para análises, reflexões,
comentários, que complementam os conteúdos ou tema dos cadernos.

Siga antenado – Link da Web


São sites de livros, artigos etc., que contemplam e enriquecem os
conteúdos abordados nos cadernos.

Siga antenado – Filme ou vídeo


São indicações de filmes ou vídeos sobre os conteúdos ou temas dos
cadernos.

Siga antenado - Livro


São indicações de livros para o aprofundamento dos conteúdos
abordados nos cadernos.

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SUMÁRIO

Apresentação................................................................................................................. 07
Introdução 08
MEIO AMBIENTE - 1º ANO............................................................................................. 11
Língua Portuguesa............................................................................................................ 13
Literatura Brasileira........................................................................................................... 16
História.............................................................................................................................. 20
Geografia.......................................................................................................................... 22
Biologia............................................................................................................................. 26
Química............................................................................................................................. 30
Física................................................................................................................................ 35
Matemática....................................................................................................................... 38
MEIO AMBIENTE - 2º ANO............................................................................................. 43
Língua Portuguesa............................................................................................................ 45
Literatura Brasileira........................................................................................................... 49
História.............................................................................................................................. 51
Geografia.......................................................................................................................... 53
Biologia............................................................................................................................. 56
Química............................................................................................................................. 61
Física................................................................................................................................ 65
Matemática....................................................................................................................... 68
MEIO AMBIENTE - 3º ANO............................................................................................. 79
Língua Portuguesa............................................................................................................ 81
Literatura Brasileira........................................................................................................... 84
História.............................................................................................................................. 86
Geografia.......................................................................................................................... 89
Biologia............................................................................................................................. 92
Química............................................................................................................................ 94
Física................................................................................................................................ 97
Matemática....................................................................................................................... 100
LEITURA E TRODUÇÃO TEXTUAL - I........................................................................... 107
Leitura e Produção textual I - 1º Ano................................................................................ 109
Leitura e Produção textual I - 2º Ano................................................................................ 113
Leitura e Produção textual I - 3º Ano................................................................................ 116

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LEITURA E TRODUÇÃO TEXTUAL - II......................................................................... 121


Leitura e Produção textual II - 1º Ano............................................................................... 123
Leitura e Produção textual II - 2º Ano............................................................................... 126
Leitura e Produção textual II - 3º Ano............................................................................... 129
ATIVIDADES INTERDISCIPLINARES............................................................................. 131
As Feiras: uma forma de materialização social do espaço............................................... 134
Medindo o índice pluviométrico........................................................................................ 140
A água na escola.............................................................................................................. 143
Criando um blog................................................................................................................ 148
PROPOSTA DE ATIVIDADE DO PROJETO AVALE - Ambiente Virtual de Apoio ao
Letramento Estatístico................................................................................................... 150
Planeta água: uma sequência para ensinar Estatística e Cidadania................................ 150
REFERÊNCIAS................................................................................................................. 166

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Apresentação

Caro (a) professor (a):

Sabemos que nossos alunos convivem num contexto de mudanças sociais e tecno-
lógicas e que os professores da rede estadual de ensino estão empenhados em oferecer
condições para que os discentes transitem com eficiência nesta sociedade.
Com os Cadernos Em Ação, pretendemos oferecer ao professor um material de
apoio, que, com propostas de atividades que primam pela contextualização e interdiscipli-
naridade, auxiliem nesse processo.
Este Caderno foi elaborado com o intuito de que possamos estabelecer um trabalho
colaborativo, contando com a participação dos professores, equipes pedagógicas e admi-
nistrativas das escolas, que, de forma mais direta e relevante, podem otimizar a mobiliza-
ção em prol da construção de novos e melhores padrões de qualidade para a educação
que os estudantes merecem.
Você, professor (a), como mediador (a) no processo de aprendizagem do aluno, é
muito importante para o sucesso dessa proposta. Contamos com sua colaboração.

Um forte abraço da equipe Em-Ação!

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Introdução

O presente Caderno foi elaborado com o objetivo de orientar os professores na


mediação das atividades propostas nos Cadernos do programa EM-Ação e na organiza-
ção de outras situações de aprendizagens referidas especificamente neste manual.
O desafio que se apresenta à educação nas escolas tem sido o de compreender as
demandas de uma sociedade em constantes transformações e comprometer-se com a
formação de cidadãos que possam participar de forma ativa, criativa e crítica da socieda-
de.
A LDB, em seu art. 35, estabelece como finalidades do Ensino Médio a construção
e a consolidação dos conhecimentos, a preparação para o trabalho e a cidadania, o
aprimoramento como ser humano e a autonomia intelectual.
Atento a essas demandas, o programa EM-Ação foi elaborado com o objetivo de
fortalecer a aprendizagem dos alunos do Ensino Médio da Rede Estadual de Ensino da
Bahia e, consequentemente, através de uma intervenção pedagógica, melhorar o índice
de desenvolvimento da Educação Básica.
Além disso, o EM-Ação visa a orientar e acompanhar os professores do Ensino
Médio na aplicação do material didático-pedagógico, a fim de que possam aplicá-lo con-
comitantemente aos conteúdos propostos na disciplina.
O material didático do EM-Ação é complementar ao livro didático, composto por
três Cadernos do Aluno, cada um referente a um ano do Ensino Médio, contendo os se-
guintes temas: Meio ambiente e Saberes e Trabalho.
Os conteúdos dos Cadernos possuem uma abordagem dos eixos cognitivos
apresentados na Matriz de Referência do ENEM 2009:
 Dominar a linguagem
 Compreender os fenômenos
 Enfrentar situações-problema
 Construir argumentação
 Elaborar propostas
O Caderno foi elaborado na perspectiva do Programa EM-Ação, definindo como
principais características a interdisciplinaridade, a transversalidade, a contextualização, a
observação sistemática e descrição dos fenômenos, a experimentação e/ou simulação, e
o uso intensivo de recursos tecnológicos.
A interdisciplinaridade é contemplada neste trabalho como abordagem teórico-me-
todológica na integração das diferentes áreas do conhecimento, articulando olhares plu-
rais no estudo da realidade.
A transdisciplinaridade é compreendida como um diálogo no sentido de associar-se
à dinâmica das multiplicidades das dimensões da realidade, apoiando-se no próprio
conhecimento disciplinar e, ao mesmo tempo, transpondo as fronteiras epistemológicas
de cada disciplina, através do enfoque às temáticas sociais.

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Nesta perspectiva, visando a um material didático atrativo e acessível ao aluno, o


Caderno possui boxes organizados, diferenciando seções que articulam os conteúdos ao
tema gerador, estruturando textos, atividades e informações adicionais. Apresenta orien-
tações para condução das atividades presentes no Caderno do Aluno, em cada discipli-
na, estabelecendo relações entre os diferentes campos do saber, com a finalidade de
enriquecer o processo de ensino-aprendizagem, articulando seus conteúdos ao livro didá-
tico e à realidade do aluno.
A proposta deste material é apresentar a você, caro (a) professor (a), o que os
autores pensaram para cada disciplina trabalhada no EM-Ação.
Ao final do Caderno do Professor, você encontrará algumas seções adicionais.
Em torno do temas “Saúde e Sociedade” e “Ciência e Tecnologia”, foram propostas ativi-
dades de Produção Textual que objetivam a ampliação dos conhecimentos linguísticos,
enciclopédicos e textuais necessários para o desenvolvimento da competência leitora e
da competência redacional dos estudantes. Para isso, as atividades propostas seguem
uma lógica interdisciplinar para aproveitar os conhecimentos que os alunos trazem das
outras disciplinas.
Juntamente com a discussão das propostas de trabalho para cada ano do Ensino
Médio, este manual dispõe também de uma seção com atividades interdisciplinares
elaboradas pela equipe de professores conteudistas. Apresenta ainda, como material
adicional para o professor, uma atividade proposta na cartilha do Projeto AVALE - Ambi-
ente Virtual de Apoio ao Letramento Estatístico, organizado pela professora Irene Maurí-
cio Cazorla.
Para efetivação e sucesso desta proposta, é muito importante que gestores, educa-
dores, monitores, articuladores regionais e de área, assim como os estudantes do Ensino
Médio, trabalhem juntos no sentido de desenvolver ações com foco no desenvolvimento
da autonomia intelectual, crítica e cidadã.

Um grande abraço e sucesso!

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Língua Portuguesa

Luciano Amaral Oliveira e Luciana Santos de Oliveira

O primeiro tema discutido no Caderno de Língua Portuguesa para a 1ª série é


“Meio ambiente”. Em torno dele, delineamos algumas atividades para a ampliação dos
conhecimentos linguísticos, enciclopédicos e textuais necessários para o desenvolvimen-
to da competência leitora e da competência redacional dos estudantes. Para isso, as ati-
vidades propostas seguem uma lógica interdisciplinar, fundamental para aproveitar, ao
máximo, os conhecimentos dos estudantes nas outras disciplinas. As atividades de leitu-
ra e de escrita são propostas sempre na forma de macrossequências didáticas, ou seja,
há toda uma preparação para que o estudante possa se engajar nas atividades de leitura
e de escrita com seus esquemas mentais ativados. A seguir, apresentamos as informa-
ções necessárias sobre as atividades.

Em Língua Portuguesa, vamos


articular Cordel e Meio Ambiente.
Essa mistura dá certo!

A primeira atividade proposta no Conhecimento em Ação foi delineada com o objeti-


vo de preparar os estudantes para ler o cordel Meio ambiente ameaçado e tem a seguin-
te característica interdisciplinar: a temática desse cordel dialoga com Química no assunto
“Água: vida do planeta”, com Geografia no assunto “Água no espaço geográfico”, e com
Literatura Brasileira no assunto “Linguagem literária”. Para sua comodidade e de seus
alunos, colocamos as palavras dessa atividade no Glossário caso eles não saibam o sig-
nificado de uma ou outra palavra. As respostas para a pergunta 2 variam.
Eis sugestões de respostas para as perguntas sobre o cordel:
1. Porque os seres humanos dependem do meio ambiente para sobreviver, mas,
mesmo assim, não o preservam.
2. Os seres humanos poluem os oceanos e as praias, derramando petróleo; poluem
o ar e os rios com resíduos das fábricas; derrubam as matas ciliares, matando os rios.
3. (as respostas dependem da realidade de cada estudante)
4. Ele recomenda que os estudantes economizem água e conservem a natureza.
A atividade que propõe uma pesquisa de poemas do escritor Patativa do Assaré
dialoga com Literatura Brasileira no sentido de articular um gênero textual tradicional com
as novas tecnologias da informação. Organize a apresentação dos poemas pesquisa-
dos. Caso a sua escola não tenha blog, incentive os alunos a compartilharem os poe-
mas de que gostaram, copiando-os ou fotocopiando-os.

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A atividade sobre a música Asa Branca e sua relação com o tema “meio ambiente”
tem a seguinte característica interdisciplinar: a música dialoga com História no assunto “A
importância da água e o povoamento” e com Literatura Brasileira no assunto “Linguagem
literária”. Eis sugestões de respostas para as perguntas:
1. A seca justifica o cenário descrito pelo eu lírico.
2. A volta da chuva, que molhará a terra do sertão, fazendo com que as plantas
cresçam viçosas.
3. (a) oiei / óio / espaiar / prantação / vortarei
3. (b) Para imitar a maneira de falar de pessoas que moram no interior do sertão e
que não são escolarizadas.
3. (c) olhei / olho / espalhar / plantação / voltarei
Na proposta de atividade que pede a utilização de um dicionário, oriente seus
alunos mostrando-lhes a organização das palavras por ordem alfabética e as informações
que são fornecidas sobre as palavras, como a respectiva categoria sintática e a pronún-
cia.
O Conhecimento em Ação, que apresenta um trecho adaptado do texto Hidrosfe-
ra, de Maria Lúcia Campos e Daniela de Abreu (2012), é uma atividade que dialoga com
Biologia no assunto “Biosfera”. Eis as respostas para o preenchimento das lacunas:
Atmosfera / Biosfera / vapor / salgada / água salobra / água doce / sais / minerais / ro-
chas.
Para resolução do exercício sobre regionalismo, eis algumas sugestões de pala-
vras que podem constar na tabela elaborada pelos alunos:

OBJETO, ANIMAL OU PLANTA REGIONALISMOS


Suco geralmente congelado e emba- GELADINHO, SACOLÉ, CHUPE-CHUPE,
lado em um saquinho plástico. CHUPA-CHUPA, GELINHO, PIQUENIQUE
Ave doméstica, maior do que uma GALINHA D’ANGOLA, COQUÉM, SAQUÉ,
galinha e menor que um peru, pinta- CAPOTE
dinha de branco e preto, que canta
“tou fraco, tou fraco”.
Conjunto de três luzes (uma verde, SINALEIRA, SINAL, SINAL LUMINOSO, SÉ-
uma amarela e uma vermelha) usado MAFORO, FAROL
para organizar o trânsito nas cidades.
Raiz branca, mas com casca mar- AIPIM, MACAXEIRA, MANDIOCA, MANDIO-
rom, que é usada para fazer bolo e CA DOCE
que também pode ser comida frita ou
cozida.

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Comente a primeira Curiosidade com seus alunos. Será uma forma de atividade
de pré-escrita, o que os ajudará a ativarem sua mente para o tema da produção textual.
Observe que essa atividade dialoga com História no assunto “Feiras livres”.
A Curiosidade sobre leitura do hidrômetro dialoga com Matemática no assunto
“Medindo e representando o consumo de água em casa e no Brasil”. Faça a leitura dessa
seção com os alunos para se certificar de que todos entenderam como se faz a leitura do
hidrômetro. Esclareça qualquer dúvida que surja.
A última Curiosidade apresentada, fala sobre a escassez de água na África e no
Brasil .
Comente essa seção com seus alunos e peça-lhes opiniões sobre o tema. Solicite
a eles que deem exemplos de desperdício de água e sugestões de como reduzir os im-
pactos negativos da seca.
O Caderno apresenta também quatro boxes “Reflexão para Ação”. Trabalhando
com o primeiro Box dessa seção, peça aos alunos para compartilharem suas reflexões
sobre as recomendações feitas pelo autor do cordel. Se eles se sentirem tímidos para
falar a respeito, tome a iniciativa e fale sobre o que você pensa sobre uma das recomen-
dações.
Na Reflexão que discute ações para salvar o Meio Ambiente, organize a formação
das equipes e oriente os alunos quanto à redação das sugestões. Se sua escola não tiver
blog, coloque as sugestões das equipes no quadro ou peça para cada uma colocar suas
sugestões em uma cartolina a ser afixada às paredes da sala de aula.
Refletindo sobre o consumo de água, o Caderno propõe uma lista de passos para
medir o consumo. Como a lista de passos a serem seguidos é razoavelmente longa, peça
aos alunos para lerem as instruções e explicarem a você se eles entenderam, de fato, o
que têm de fazer.
Isso é importante, porque apenas perguntar “Vocês entenderam?” não garante ao
professor que os alunos realmente compreenderam o que e como tem de ser entendido.
Na última atividade de produção textual, os alunos deverão elaborar um poema de
cordel. Se não houver tempo para que eles o redijam em sala, peça-lhes para fazer em
casa e levar o texto para você na aula seguinte. Leia e comente os textos dos alunos,
fazendo sugestões para melhorar o conteúdo, se necessário. Feitas as adequações nos
textos, afixe-os à parede da sala para que todos leiam os poemas e elejam o que mais
gostaram.

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Literatura Brasileira
Gildeci de Oliveira Leite e Carla Patrícia Santana

Aqui serão tiradas algumas dúvidas


que, porventura, possam surgir durante a con-
dução dos trabalhos e, também, serão propos-
tos alguns encaminhamentos .

Todas as questões propostas para o trabalho com Literatura Brasileira no 1º ano


foram contextualizadas com o tema Água. A nossa proposta não é repetir ensinamentos
do livro didático, mas ampliá-los e reforçar os conhecimento sempre na perspectiva da
relevância das águas para nossas vidas.
Em Literatura Brasileira,como principal viés teórico metodológico, optamos pela crí-
tica da cultura. Não cremos no estudo da literatura que se encerra em si mesmo. Abordar
aspectos estruturais do texto literário é importante, mas faz-se necessário um diálogo en-
tre os estudos tradicionais da literatura, importando-se apenas ou prioritariamente com o
estudo de um texto autossuficiente e a percepção de que o texto literário é também um
suporte de diversos elementos e códigos da cultura.
Dessa forma, ao invés de nos prendermos ao estudo do texto que não se revela
como detentor de outros textos, fizemos, majoritariamente, uma abordagem que busca
além do belo literário, o belo das diversas faces das culturas baianas e brasileiras.
No Texto 2 – Meus Rios, os alunos e alunas já terão a música de Hugo Luna para
trabalhar, só precisarão trocar as letras, fazer a paródia. Na impossibilidade de ter a his-
tória de algum rio ou maré próximos, voltemos à interação pelas redes sociais. Na segun-
da questão proposta com base neste texto, a alternativa correta para a questão propos-
ta é a Alternativa e
Na primeira questão referente ao texto 3- Aió Adê, alegria real sobre o território de
Aió Adê, como território não se restringe ao espaço físico ou às fronteiras físicas, este é
maior do que o Rio São Francisco, pois vai até onde o nome e fama de Aió Adê podem
chegar. Os principais veículos de expansão foram a Internet e os outros meios de comu-
nicação e a expansão deu-se através da divulgação dos nomes e dos feitos de Aió Adê.
Na segunda questão referente ao texto Aió Adê, alegria real, os comandos da ques-
tão são: a) procurar e achar as narrativas sobre crianças fantásticas; b) enumerar e listar
as características das personagens; d) discutir o teor educativo; e) comparar, estabele-
cendo semelhanças e divergências entre as narrativas. Contudo, o professor deverá diri-
gir os trabalhos de forma que os alunos percebam e discutam as características que as
personagens têm de defensores da natureza.

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O conhecimento em Ação relacionado ao texto 4 - Água tem nome é uma ativida-


de proposta para o turno oposto .
A realização dessa atividade irá gerar um pequenino dicionário toponímico relacio-
nado às águas. Os alunos deverão entender a sua importância para a memória do País.
Preferencialmente, os alunos deverão utilizar o gravador ou meios audiovisuais para as
entrevistas. Veja que somente no final do texto dizemos que há um roteiro dentro do tex-
to. Peça aos alunos que escrevam o roteiro implícito no texto.
ROTEIRO
1 - Ouça o povo mais velho do lugar;
2 - Procure explicações no dicionário comum e/ou etimológico e, se em sua escola
não tiver um dicionário etimológico, vá a uma biblioteca próxima;
3 - Caso não consiga realizar o trabalho com um rio ou praia de sua cidade, apro-
veite as redes sociais para conhecer mais sobre seu estado. Assim, poderá também, ter
notícias dos mais velhos diretamente com eles ou por outros webamigos sobre as águas
de onde eles moram;
4 - Observar que na Internet possui vários dicionários que também podem ser con-
sultados, mas, às vezes, o melhor dicionário são as pessoas mais velhas ou que ouviram
os seus causos;
5 - Depois de ter certeza dos significados e, após ter colhido os causos, você terá
material para um pequenino glossário toponímico;
6 - Certifique-se de que os informantes dos causos autorizam a divulgação dos
seus nomes, do contrário use apenas as iniciais dos informantes, acompanhadas da ida
de e sexo. Dessa forma, as gerações futuras terão acesso a essas informações.
7 - Organize os verbetes por ordem alfabética;
8 - Explique o significado de cada um deles e anexe o causo que explica o nome ou
outra referência.
No texto 6- Alumã a alternativa correta para a primeira questão é a alternativa e.
Na segunda questão proposta sobre este texto, o importante será o exercício da
alteridade positiva. Professores e alunos deverão se despir de preconceitos para realiza-
rem as coletas. Não deverá ser incentivada a comparação entre os mitos de forma a es-
tabelecer discursos sobre quem é melhor ou pior, certo ou errado. Afinal todos sabem
que não existe uma única verdade e um único caminho, pois há várias verdades e cami-
nhos na vida.
Na terceira questão sobre o texto 6 o cerne será o fato de que as chuvas podem
causar bons ou maus acontecimentos de acordo com a relação dos homens com a natu-
reza. Deve ser evidenciado que devemos ter políticas de desenvolvimento sustentável e
buscar o equilíbrio para a utilização dos recursos naturais, assim como Alumã teve que
encontrar a medida certa para a oferenda a Exu.

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Professor é muito importante que na pro-


posta de participação dos alunos nas Ofici-
nas de poema do TAL você observe as
indicações abaixo:

1) Deixe que os alunos escolham o tema para os poemas. Não será preciso ter re-
lação como o tema do Caderno;
2) É preciso perceber se há ou não há literariedade ou se apenas trata-se de um
texto denotativo;
3) É preciso evitar hostilidades, principalmente durante a etapa do trabalho. As a-
nálises deverão ser verdadeiras e imparciais;
4) Durante sua fala, o autor ou autora poderá referir-se às análises feitas.
Na primeira proposta de Reflexão para Ação, perceba o quanto será importante a
investigação por parte dos alunos. Eles poderão utilizar a Internet para descobrir localida-
des com nomes de rios. Também poderão obter, com as pessoas da comunidade onde
residem, informações sobre os rios daquele lugar. Propomos, caso seja possível, uma
interação através das redes sociais entre alunos de diferentes municípios ou bairros para
a troca das informações.
Para o texto 5 Leis 10.639/2003, 11.645/2008 e a quebra de preconceitos, será
necessário o estudo dos conceitos alteridade positiva e negativa; estereótipo; etnocentris-
mo, xenofobia e xenofilia. Esses conceitos podem ser estudados no módulo do Universi-
dade Para Todos (UPT). Para consultar o módulo, basta ir ao http://siteprouni.mec.gov.br
ou em alguma escola pública que o tenha.
No trecho sobre o TAL (Curiosidade - VOCÊ CONHECE O TAL?)
Acredite na possibilidade de encantar o aluno para participar do TAL. Promova em
sua escola a divulgação em murais.
Nas 10 DICAS PARA UM POEMA, estas não precisam ser entendidas como a úni-
ca possibilidade de construção de um poema, mas pode ajudar na concepção do que
vem a ser uma obra de arte literária e, ao mesmo tempo, aguçar o olhar crítico do estu-
dante.

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De olho no Enem

Questão 01

A alternativa C é a correta.
Sobre a alternativa A
Esta errada, pois não existe referência no texto em relação ao descobrimento da
cultura portuguesa pelo Brasil. Há uma discussão sobre o mútuo reconhecimento entre
os países de língua portuguesa nos últimos anos.
Sobre a alternativa B
Não há referência sobre a projeção de poetas brasileiros na Europa do século XX.
Fala-se em “[...] nível superficial [...] da problemática ecológica na Amazônia” entre outras
coisas, basta ler o trecho até “[...] continua todos os dias a descobrir, no bem e no mal, o
novo Brasil.”
Sobre a alternativa D
O Brasil é tratado como país polifônico.
Sobre a alternativa E
A questão do novo estilo brasileiro é discutida nas últimas três linhas.

Questão 02

A alternativa D é a correta.
Sobre a alternativa A
Não há representação positiva dos modos de opressão da sociedade, há ironias em
relação à sociedade.
Sobre a alternativa B
O mar é metáfora e metonímia do mundo, a ação predatória metaforizada no texto
é do homem com o próprio homem.
Sobre a alternativa C
Não há referência a este ou àquele continente.
Sobre a alternativa E
No texto, os mais fortes levam os mais fracos à destruição.

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História
Virgínia Queiroz Barreto; Cristiane Batista; Rodrigo Freitas Lopes

O Caderno de História do 1 º ano, procurou proporcionar uma agradável e interes-


sante leitura dentro do tema gerador, ÁGUA/MEIO AMBIENTE. Embora fazendo uma
interlocução com o currículo escolar, distancia-se de oferecer os mesmos conhecimentos
e abordagens do livro didático. Foi produzido como referencial para que o aluno comple-
mente as discussões em sala, com textos e atividades. Dessa forma, possui uma estrutu-
ra interessante e que facilita a compreensão do material.

Oriente os alunos na confecção dos materiais


solicitados e nas estratégias de socialização
dos trabalhos.

No primeiro texto, A Importância das fontes de água para a fixação dos primei-
ros grupos humanos nossos alunos irão encontrar informações sobre o desenvolvimen-
to do homem desde seu surgimento como espécie e a importância da água para a fixa-
ção desses povos e para a sua evolução cultural.
No texto 2, As trocas culturais decorrentes do comércio do Mar Mediterrâneo,
entenderemos como os povos egípcios, fenícios, gregos, romanos, mesopotâmios, he-
breus, berberes, povos antigos de três continentes fizeram contatos comerciais entre si
através das águas do Mediterrâneo.
O último texto do caderno, O mito de criação nas culturas africanas através do
arquétipo da deusa das águas, falaremos sobre a cosmovisão dos africanos e as ori-
gens da vida, sua ligação íntima com o meio ambiente em que viveram/vivem.
Os textos aqui apresentados estão inseridos no domínio NATUREZA, AMBIENTE e
CULTURA, onde propomos:
 Identificar a diversidade histórica e cultural das relações entre sociedade e natu-
reza;
 Relacionar meio ambiente às dinâmicas sociais, históricas e naturais a partir do
entendimento das relações espaço-temporais e sociais;
 Identificar formas de uso e degradação do meio ambiente ao longo do processo
histórico de formação da sociedade;

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 Avaliar as concepções de conservação e preservação ambiental.


Após o primeiro texto sugerimos no Conhecimento em Ação um contato com o pro-
fessor de Biologia. Esta dica é dada para que o aluno perceba a importância da água no
processo de evolução humana.
Discutindo a relação homem - natureza o primeiro conhecimento em Ação propõe
duas atividades: uma individual, que é uma pesquisa com pessoas mais velha sobre a
importância da água para a comunidade e uma atividade em grupo, que é a produção de
um texto informativo sobre a importância da natureza para o homem.
Após a atividade individual, os alunos deverão confeccionar murais com desenhos
e trechos das entrevistas coletadas. Para a atividade em grupo a solicitação é que estes
antes de elaborarem o texto proposto, busquem informações em jornais, revistas e na
internet sobre desastres ambientais ocorridos no seu estado.
Com base no Texto 3- O mito de criação nas culturas africanas através do arquéti-
po da deusa das águas o aluno deverá realizar uma entrevista em um espaço religioso de
expressão afro brasileira.
Para viabilizarmos uma conexão com atividades, sugerimos também “Reflexão para
ação”, sempre pensando em algo que exercite o conhecimento histórico numa perspecti-
va também interdisciplinar, onde outros saberes podem ser utilizados para pensar o que
foi proposto.
O “Glossário” diz respeito aos vocábulos e conceitos utilizados, que podem ser es-
tranhos aos alunos, mas estão devidamente esclarecidos no contexto do Caderno.
Através do “Siga antenado(a) - link da web, filmes, livros”, indicamos sugestões si-
tes, filmes e livros com linguagem adequada aos nossos alunos, como mais uma ferra-
menta para fundamentar as suas informações e curiosidades sobre os temas.

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Geografia
Sônia Marise Rodrigues Pereira Tomasoni

As atividades propostas para o 1 º ano têm como objetivo estreitar o laço entre a
teoria e a prática, além de auxiliar o aluno (a) na leitura do espaço geográfico e na com-
preensão da sua realidade, assim como orientar no trabalho interdisciplinar.
O Caderno temático possui atividades direcionadas para pesquisas, interpretações,
observações in loco dentre outras, ressaltando que são instrumentos de estudo abordan-
do as principais interfaces da Geografia e, nesse sentido, essa nossa caminhada direcio-
na atividades/ações como ‘Conhecimento em ação’ e ‘Reflexão em ação’ para que o pro-
fessor desenvolva, através da sensibilização na sua práxis pedagógica, o envolvimento
do aluno com as problemáticas do seu espaço geográfico/território como também seu
pensamento crítico e o repensar de atitudes como ser responsável pelo seu município/
lugar, país, planeta...
Tais atividades já estão com orientação no Caderno do Aluno, porém há possibili-
dades de o professor ampliar e/ou criar novas atividades.
No primeiro “Siga Antenado” o aluno deverá ver no seu livro didático o assunto
clima do Brasil ou do mundo e observar onde se formam as massas de ar e a sua relação
com o tema água. (sites: www.inpe.br ou www.inmet.gov.br; Livros: Água - Origem, Uso e
Preservação - 2ª Edição - Samuel Murgel Branco, Editora Moderna ou Geografia Política
da Água - Autor: Ribeiro, Wagner Costa - Editora: Annablume; Filme: Terra: o poder do
Planeta - BBC. Disponível no youtube ou www.megadocumentarios.com.br).
O professor poderá orientar: a) Confecções de painéis e/ou cartazes mostrando os
tipos de nuvens. Para essa atividade usa-se cartolina azul e algodão. No título, devem
ser informados os tipos de nuvens, na legenda, a classificação, e um breve texto com
suas características, se causa chuva ou não. b) Cartazes com figuras de mapas, gráficos
ou fotos sobre clima, tempo, temperatura etc. de sua região. O objetivo é averiguar os
feno menos climáticos e seus aspectos, existentes em seu município, estado.
Uma outra sugestão proposta outro Box “Siga Antenado” é que Assistam aos
documentários “Ouro Azul: a guerra mundial pela água” ou “FLOW: por amor à água” . O
primeiro aborda a questão da problemática da escassez e gestão das águas e também
sobre os conflitos pela água no mundo. O segundo traz um importante retrato sobre a
situação dos recursos hídricos globais e aponta questões para a gestão consciente da
água.

Partindo dos Boxes Siga Antena-


do é possível relizar trabalhos
interessantes de pesquisa– ação
com os alunos.

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Recomenda-se, após assistirem aos documentários, dividir a sala em dois grupos


e fazer um debate enfocando e enumerando o problema da escassez da água e da seca
no Nordeste.
Para que os alunos possam saber mais sobre os comitês de bacias e suas funções
sugerimos o Siga Antenado, você deve acessar os sites da Agência Nacional de Águas
www.ana.gov.br ou Comitês de Bacias Hidrográficas: www.cbh.gov.br ou no Ministério do
Meio Ambiente: www.mma.gov.br/port/srh/sistema/comites.html, entre outros si tes.
Partindo deste Siga Antenado é possível realizar uma pesquisa e analisar critica
mente se o Comitê de Bacias Hidrográficas desenvolve alguma função na sua região e/
ou município. Essa atividade pode ser desenvolvida com outras disciplinas: Biologia,
Português...Outra proposta, de ação política, tem como objetivo levar o aluno ao exercí-
cio da cidadania e, para isso, o aluno será designado como representante da escola/
classe, a participar de algum órgão que gerencia a água como, por exemplo, comitê de
bacias, consórcio...O primeiro passo é pesquisar quais os órgãos existentes na cidade
que fazem a gestão das águas. Isso registrado, verificar a possibilidade de a ESCOLA se
fazer representar através do aluno. O segundo é sensibilizar o aluno sobre o papel da
água na vida de cada um e, a partir dai, realizar uma eleição para a escolha de um repre-
sentante da “A Água Cidadã” na turma. O aluno representante terá suplente(s) que de-
vem participar das atividades e discussões da entidade, instituição ou órgão. Levar para a
sala de aula as informações e expor suas ações para os colegas. O professor, com os
alunos representantes, deverá agendar uma visita da entidade à escola para uma mesa
redonda que deve debater sobre: objetivos, importância, dentre outras funções da entida-
de.
Sobre a Reflexão para ação - OS DEMAIS USOS DA ÁGUA: Com base no quadro
apresentado no caderno, elaborar um em que possam ser identificados: 1-Os Segmen-
tos; 2- Locais em que se usa a água e o abuso da água no seu município. Faça uma
análise comparativa entre o quadro do caderno e o produzido pelos alunos .

Veja abaixo outras atividades sugeridas para


aprofundar o tema e o trabalho interdisciplinar .

a) O Trabalho de Campo é uma prática pedagógica enriquecedora e in dispensável


ao ensino de Geografia, aos estudos geográficos. Essa atividade pode ser o carro-chefe da
escola pela sua dimensão sociopolítica, sociocultural, socioeconômica e interdisciplinar.
Deve ser organizado em três momentos distintos: i) Fase pré-campo; ii) Fase de cam-
po; iii) Fase pós-campo.
i) A fase pré-campo consta da escolha do local, conforme o conteúdo trabalhado, no
nosso caso, a água, tendo o objetivo de pesquisar a relação de comunidades, agê-
ncias/órgãos públicos, quilombolas, aldeias indígenas etc., com a água. O professor,
junta mente com outros professores e alunos, escolhe o tema gerador e o lugar onde
será realizada a atividade. Deve buscar desenvolver um trabalho interdisciplinar com

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Química, Português, Biologia...haja vista que tais atividade enriquece quanto ao en-
volvimento, atuação e participação de todos. O local escolhido será de acordo com
o que cada município/cidade/região oferece: centro de abastecimento de água, feira
local, quilombola, aldeia indígena, local de reservatório de água na cidade, nascen-
te de um rio, reserva biológica, frigorífico, área de irrigação, mananciais, mangue-
zais etc. A partir dessa definição, deve-se começar a orientação com os alunos e a
seleção de pesquisa bibliográfica sobre o local (mapas, fotos, imagens, textos...).
Este material deve ser organizado e distribuído por equipes (grupos de trabalho -
GT). Cada GT elege um subtema que pode ser: os aspectos socioambientais, so-
cioeconômicos, socioculturais do lugar visitado na área. O aluno deve registrar num
“diário de bordo” as informações assim como construir algumas perguntas para apli-
car no campo (é relevante que tenha um GT para realizar as entrevistas). Nessa
fase, deve ser preparado o roteiro com horários previstos de saída e de chegada,
agendar visitas, contatar as pessoas que darão entrevistas. Com relação à entrevis-
ta, os alunos com o professor devem previamente elaborar as perguntas e o(s) GT
designado(s) aplicá-las. Se for necessário transporte, todas as precauções devem
ser tomadas. Ou seja, o planejamento é crucial para o bom desenvolvimento da ati-
vidade. O professor deve orientar os alunos quanto: i) a vestimenta que deve usar
(ressaltar sobre sapatos das meninas e meninos); as normas de conduta (respeito
às diferenças étnicas, religiosas, culturais) e a postura quanto às relações com as
pessoas assim como ao lixo produzido; ii) ao material para usar no campo (máquina
fotográfica, filmadora, diário de bordo para as anotações, gravador para entrevista
(s), celulares que desempenham muitas funções acima, papel e lápis).

ii) A fase de campo é o acontecer geográfico. É o pesquisador com seu objeto de


estudo/ no seu campo de pesquisa; momento de ser aluno-pesquisador. A saída do
muro da escola empolga muito os alunos e, o professor, deve chamar sua atenção
quanto à postura de aluno-pesquisador e de que a atividade não é um fato
“turístico”. No campo, há de deter o olhar sobre a paisagem e fazer todas as anota-
ções no seu “diário de bordo”. É o momento de colher as informações...fazer as fo-
tos, gravar e/ou escrever as entrevistas. Registrar tudo que for pertinente ao tema
água especialmente a sua ação no território pesquisado e a relação dos agentes
sociais com a água .

iii)A fase pós-campo é a sistematização das informações e a produção do conheci-


mento. Logo após a atividade, deve ser feita a socialização e a troca das informa-
ções e do material coletado (fotografias, entrevistas, amostras, dados) e cada grupo
expor a leitura que o seu olhar vislumbrou sobre a área visitada e sua percepção. A
seguir, inicia-se a produção do conhecimento que pode ser apresentada através de
relatório, mural, jogral, teatralização, paródias, maquetes com texto, blog e/ou sites
na Internet, produção de vídeo.
É de suma importância que a série compartilhe com a escola a produção dessa
atividade e convide os colegas de todo o colégio para assistir à apresentação

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(trabalho final). Assim, o professor integra o processo ensino-aprendizagem e con-


duz ao aluno o olhar crítico e seu papel de cidadão/cidadã.

b) “Medindo o consumo de água da sua casa e/ou da sua escola” é uma ativi-
dade técnico-político e deve ser apresentada como relatório. Pode ser realizada
com a(s) disciplina(s): Matemática, Biologia, Português, História, Sociologia... O ob-
jetivo é analisar criticamente a relação do aluno no seu espaço de vivência com a
água. Para realizar essa atividade, o aluno deverá trazer a conta de água do mês
vigente e de dois meses anteriores. Uma determinada turma pode ficar com os da-
dos da escola. Em seguida, calcule a diferença da quantidade de água que foi gas-
ta nos meses analisados e registre no seu caderno. Após coletado o resultado, re-
presente através de um gráfico que poderá ser em barras (coluna), circular
(setograma ou pizza) ou linha. Identifique o mês ou meses em que o consumo foi
mais elevado. Ao concluir a realização do gráfico, faça um comentário sobre ele,
apresentando algumas propostas para a redução do consumo da água na sua resi-
dência e\ou escola. A proposta deve ser realizada em duplas com o objetivo de fa-
zer uma análise comparativa, quanto ao consumo domiciliar da água e propor medi-
das para melhorar/reduzir a quantidade de água. O resultado dos dados pode tam-
bém ser representado com um “gráfico criativo”.

 O que pode ser utilizado para a realização de um gráfico criativo:


Latas de alumínio (refrigerante, cerveja), papelão, sementes, gravetos, revis-
tas, jornais, madeira, barbante, cordão, lã, tampas de garrafa petti ou alumí-
nio e outros materiais.

 Caso não disponha da conta de água, utilize o litro para medir o consumo diá-
rio, aproximando a quantidade através de uso de balde, garrafão de água,
garrafa petti ou outro utensílio que lhe possibilite a medição.

Para sugestões, críticas, opiniões, entrem em contato: smtomasoni@hotmail.com

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Biologia
Marcia Rodrigues Pereira, Marcos André Vannier dos Santos e Sérgio Augusto Coelho Souza

O objetivo do Caderno do 1 º ano é mostrar a interdisciplinaridade que a Biologia pode


estabelecer com as outras disciplinas, visando a estimular uma exploração, com tendência
transdisciplinar, dos temas abordados, envolvendo diferentes professores (as), tais como de
Matemática, Física, Química, Filosofia, Geografia e todos os outros que desejarem participar,
no que tange ao tema tratado e suas múltiplas facetas.
Para isso, baseamo-nos no conteúdo a ser trabalhado no tema gerador adotado neste
Caderno: “Água - Meio ambiente”. Abordamos seus aspectos relativos à erosão e à poluição,
estimulando a reflexão sobre o tema no âmbito do famoso dito sobre Ecologia e meio ambi-
ente: “Pensando globalmente e agindo localmente”. Começamos pelas questões de alcance
geral e finalizamos com as atividades voltadas para o local onde cada escola está inserida.
Não há dúvida sobre a importância da água para a vida na Terra, e Biologia é, justa-
mente, o estudo da vida! Ernest Mayr (1994, p. 223) definiu, de forma abrangente, vida co-
mo algo que “precisa ser capaz de replicar-se e fazer uso de energia ou do Sol ou de certas
moléculas disponíveis, como sulfetos em fontes termais no mar profundo [...] em que consis-
tiria de bactérias ou mesmo em agregados moleculares ainda mais simples.”
Assim, visamos a associar o conhecimento adquirido na escola com as questões coti-
dianas. Nisso, a Biologia tem papel de grande importância, dada a sua visão sistêmica em
relação ao ambiente e às relações que nela se estabelecem. Focamos, então, no avanço do
conhecimento em Biologia a partir da reflexão sobre como perguntar e, através da atividade
de observar o meio ambiente e desenhar a área examinada, propor questões relativas à
mesma. Um relatório ilustrado poderá resultar dessa e das demais atividades.
Por outro lado, a água também está associada a tragédias humanas em consequência
de ocorrências naturais e mudanças ambientais desencadeadas ou não pelo ser humano.
Com isso, levamos para debate a questão das enchentes que sempre caracterizam os ve-
rões brasileiros em diversas regiões. Os noticiários dão uma grande ênfase ao assunto e,
logo, um grande público incorpora o ciclo da água ao seu conhecimento, mesmo que muitas
vezes inconscientemente.
É por isso que aqui motivamos um professor indagador e socrático, mas também ge-
rente de um processo que faz de seus estudantes seres reflexivos e indagadores, ajudando-
os a chegar às suas conclusões pessoais. Para tal, basta compartilhar as ferramentas que
os auxiliem a desenvolver seu conhecimento.

Todos podem pensar cientificamente, e


ninguém é o dono da verdade nem do saber.

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Mas, de onde vêm essas possibilidades, teorias e princípios? Muito do nosso conheci-
mento transmitido pelos livros é gerado a partir de observações e experimentos, ou seja, o
que chamamos de ciência. E convidamos você, professor (a), para fazer ciência com seus
alunos nas dependências e nos arredores da escola em que você trabalha.
Muitas vezes, concebemos a ciência como uma prática apenas para gênios e intelectu-
ais que necessitam de equipamentos caros e sofisticados. Entretanto, se observarmos de
onde e como surgiram muitas descobertas, veremos que, em muitas situações, a ciência es-
tá associada a atos muito simples.
Por isso, é importante desmitificar essa ideia do
‘cientista maluco’. E, nesse ponto, sobre o histórico e a
concepção de ciência, este Caderno, com certeza, po-
derá ser muito utilizado em parceria com seus compa-
nheiros (as) da Filosofia, História e Sociologia.
(separação silábica incorreta)

Trabalhando Juntos

Introduzimos uma alternativa de método científico que vem sendo amplamente difundi-
da em diversas escolas da América Latina: o Ciclo de Indagação. A partir dele, mostramos
que o fundamental para fazer ciência é a curiosidade. Assim, observamos mais e nos inquie-
tamos mais em querer saber sobre o mundo que nos rodeia. E, também, associamos o que
vemos nos noticiários com a nossa realidade.
Pensando nos conteúdos a serem passados, começamos com uma introdução à Biolo-
gia, (sep. sil. Incorr.) que tem a água como eixo principal. Assim, associamos as Eras Geológi-
cas e o surgimento da vida na Terra e suas associações com a água, base dos processos
químicos, físicos e biológicos.
Neste ponto, será possível introduzir e desenvolver as questões sobre os níveis de
organização biológica. Sugerimos, inclusive, uma interação com os professores de Química,
Geografia e Física, pois os conteúdos por eles trabalhados são afins aos de nossa disciplina.
A realização de experimentos, em laboratório ou não, e de expedições ao pátio da es-
cola e/ou arredores, envolvendo professores de diferentes áreas, costuma ser significativa-
mente ilustrativa e empolgante.
O texto que aborda a questão da mata ciliar poderá ser ampliado para o ambiente de
sua escola e de sua cidade, associando as características da vida com o clima e, logo, à pre-
sença ou à ausência de água. Será a vegetação importante para o ciclo da água também no
pátio da escola em que você trabalha? Para testar isso, recorremos à concepção de ciência
e apresentamos duas práticas sobre os passos iniciais para a realização do procedimento
científico, após instigação da curiosidade.
A observação e a construção da PERGUNTA são atividades que fazem referência aos
boxes “Conhecimento em Ação”, atividades 1 e 2, “Observando uma paisagem” e
“Elaborando uma pergunta científica”, visto que justamente a forma de fazer a pergunta é
que vai permitir que um conhecimento seja cientificamente testado, capacitando-nos a criti-
car a afirmativa ‘cientificamente comprovado’, tão presente em produtos anunciados em pro-
pagandas de TV.

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Durante a prática da observação, é fundamental realçar o poder de observação dos es-


tudantes e, de acordo com o tema e o tempo, deixar que expressem suas opiniões sobre os
assuntos trabalhados.
No caso da pergunta, sugerimos a incorporação dessa prática ao dia a dia das aulas,
utilizando as quatro pautas com os estudantes, sempre que possível. Saber perguntar é
realmente fundamental para a autonomia na realização de investigações por todos, seja
individualmente ou em grupo, incentivando o debate interno.
Sabendo as regras da pergunta, sugerimos uma indagação completa. Ou seja, pas-
samos uma inquietude nossa, com curiosidade nossa, sobre o quanto a água escorre em
um local com e sem vegetação. Nada impede que todos realizem uma indagação baseada
nos seus próprios padrões. A dica de ouro é seguir as quatro pautas para a pergunta e utili-
zar o bom senso.
A experimentação relativa à importância da cobertura vegetal – “Nova indagação no
pátio da escola” – é uma atividade que procura evidenciar a importância da cobertura vege-
tal presente no solo. Essa atividade admite alterações e ampliações, como a busca de ou-
tros terrenos e o uso de outros materiais para a medição do resultado, por exemplo.
Nesse sentido, devemos pensar em como medir o que estamos testando, sendo fun-
damental definir, na sua pergunta, o que se está comparando e o que se está medindo.
Para isso, é importante a ideia de pesquisar de onde veio o padrão de medidas que utiliza-
mos e até criar o nosso.
Na indagação que sugerimos, estaremos medindo o quanto a água escorre, compa-
rando uma área com vegetação e uma sem vegetação. Indicamos uma metodologia sim-
ples, com materiais facilmente encontráveis. Mas, se for necessário ou desejado, usem a
imaginação e a confiança, encontrando uma alternativa.
Por exemplo, se faltar fita métrica, nada impede que a medida seja feita pelos pés,
mãos e braços de uma pessoa. Cabe lembrar que medidas tradicionais, como cúbitos, pés
e polegadas, foram convencionadas com base nas dimensões do corpo humano. Nesse
ponto, é importante definir uma pessoa padrão, já que sabemos que as pessoas, principal-
mente adolescentes da mesma idade, variam muito de tamanho entre si. Além disso, pode-
se pensar em barbante, corda ou qualquer objeto de fácil manuseio.
Para medir o escoamento da água também pode ser usado um pedaço de papel ou
plástico, colocado na porção inferior da superfície, em contato com o solo. Assim, pode ser
detectado ou evidenciado o nível de transporte de sedimentos que a água pode realizar.
Veja quantas coisas podem ser discutidas nas reflexões sobre os resultados encontrados!
Isso é ciência, pois sempre questionamos a metodologia utilizada.

Nos livros e artigos da professora Irene M.


Carzola, tratando de Estatística e Quantificação,
temos acesso a informações que nos possibilitam
estimular a incorporação da relação existente entre
a Matemática e a Biologia em nossos estudos.

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Com a metodologia definida, já se podem obter os resultados. A elaboração da escri-


ta, de como organizar os dados no momento da coleta e, posteriormente, na apresentação,
pode ser trabalhada em conjunto com os companheiros do Português e da Matemática. E,
depois, no momento de discutir os resultados, todos os companheiros das outras discipli-
nas poderão ser envolvidos através de suas próprias atividades.
Damos alguns pontos de partida para a reflexão, todos em forma de pergunta. A ideia
é integrar os resultados obtidos em uma escala local com os âmbitos mais amplos tratados
no texto e nos noticiários. Então, propomos um grande desafio como atividade de turno
oposto, que visa ao comportamento de cidadão por parte de todos.
Estimulamos a indagação sobre o principal problema relativo à água em um local que
seja acessível. Nisso, podemos incluir a escola, o bairro ou o próprio município. Vai depen-
der daquilo que o grupo considerar o melhor no momento do estudo. Assim, incluímos pon-
tos de partida interdisciplinares dentro do conteúdo abordado por todos os professores.

Em apoio ao trabalho proposto, temos a elabo-


ração de questionamentos na base dos cursos da
Rede Nacional de Educação e Ciência: “Novos ta-
lentos da rede pública”.
Conheça essa Rede no site :
<http://www.educacaoeciencia.net.br/site_on/>

Nessas atividades, ensinamos Ciência, fazendo ciência! O resultado é, indubitavel-


mente, gratificante para professores e alunos. Certa vez, um ótimo professor de Química,
participante de um dos encontros deste trabalho, disse que agora se sentia “realmente um
professor”!!!
Boas aulas!!!

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Química
Ricardo Nascimento, Marcelo Franco e Sandra Pita

As atividades presentes no Caderno tem como tema gerador “ÁGUA”. Este


Caderno aborda os seguintes conteúdos, sugeridos para o 1º ano do ensino médio:
propriedades físicas da matéria; átomos; moléculas e estrutura atômica.
O Caderno foi elaborado a partir da experiência vivida pelos autores ao lecionar a
disciplina química no nível médio e na formação de professores no curso presencial de
Licenciatura em Química da UNEB, UESB e UEFS, porém, com um foco maior na intera-
tividade e nos recursos disponíveis na internet citados no módulo. Entretanto, ao longo do
Caderno, são apresentadas várias referências bibliográficas que são fundamentais para a
formação voltada para a cidadania.
Dentre as atividades propostas constam alguns experimentos práticos, de baixa
complexidade na elaboração e que acreditamos ser uma ferramenta motivadora e
atraente para nossos alunos. Dessa maneira esperamos estar contribuindo com o seu
trabalho em sala de aula e também contar com a sua participação para construirmos uma
eduçação de qualidade.
Outras atividades promovem a interação do aluno com o universo de informações
da internet cujo acesso pode ser diretamente realizado pelo aluno ou intermediado por
você, professor (a), de acordo com as condições de sua escola. Como exemplo, alguns
vídeos ou textos podem ser salvos em pen-drive e mostrados na tvmultimídia (ou tv-
pendrive).
Este Caderno não pretende esgotar as possibilidades de abordagem do conteúdo.
Entendemos que o limite da abordagem e sua complexidade são prerrogativas do pro-
fessor.
A seguir, disponibilizamos algumas dicas que poderão auxiliar a sua mediação no
uso do caderno.

EXPERIMENTO 01 (Estado Físico da Matéria - Ponto de Ebulição)


Resultados e Discussão:

O copo de papel não queima, pois, para tal, a temperatura deve atingir 230°C. A
água entra em ebulição a 100°C, assim, todo o calor fornecido pela chama é usado para
romper as interações das moléculas de água e fornecer energia cinética para que a água
entre em ebulição, e não para aumentar a temperatura. A temperatura fica fixa em 100°C
até que toda a água passe para o estado de vapor. Desse modo, o papel não queimará.

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EXPERIMENTO 02 (Separação de Mistura - Cromatografia)


Resultados e Discussão:

Algumas misturas são difíceis de visualizar sem o recurso de instrumentos. O aço, co-
mo o de uma colher, por exemplo, não pode ser reconhecido como mistura mesmo com o
auxílio de microscópio. Já o sangue, que é uma mistura de milhares de componentes,
pode ser reconhecido como mistura se observado ao microscópio.
Os métodos de separação consistem, geralmente, em processos físicos, porém estão
quase sempre associados a aplicações químicas. A cromatografia é um bom exemplo:
com base na diferença de solubilidade de duas ou mais substâncias, podemos efetuar
sua separação em um meio líquido (como na experiência) ou mesmo sólido. A separação
dos pigmentos da tinta de caneta só foi possível porque os pigmentos mais solúveis em
álcool "caminharam" pelo papel com a mesma velocidade do álcool, enquanto os menos
solúveis foram ficando para trás. O acompanhamento de vários processos químicos é
feito com base nessa técnica.
Este princípio, utilizado em equipamentos modernos, permite a separação de substân-
cias contidas em uma mistura com volume até milhares de vezes menores que uma gota
de água.

EXPERIMENTO 03 (Os átomos e a matéria)

Separe a turma em quatro grupos, distribua uma molécula para cada grupo e peça
para que os alunos pesquisem sobre a molécula montada e apresentem em sala de aula,
suas características conforme a Tabela 1. Na Tabela 1 do Caderno do Professor constam
algumas respostas para auxiliá-lo.
Perceba que, neste momento o aluno terá uma simples noção do desenho da molé-
cula, visto que na unidade seguinte ele deverá estudar suas as ligações químicas.

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Tabela 1 – Descrição das moléculas


Elementos quími-
Substância Características Total de átomos
cos presentes
Desenhe e informe o Comente sobre essa Informe a quantidade de Quantos átomos a molé-
nome da molécula. substância e informe as elementos químicos, o cula possui e quais são
temperaturas do ponto de nome e o símbolo. eles?
fusão e de ebulição.
H2 .... 1 elemento químico: 2 átomos de H
Gás Hidrogênio PF: -259,13ºC Hidrogênio (H)
H–H PE: -252,88ºC
H2O .... 2 elementos quími- 3 átomos: 2 de H e 1
Água PF: 0ºC cos: Hidrogênio (H) de O
O PE: 100ºC e Oxigênio (O)
/ \
H H
O2 .... 1 elemento químico: 2 átomos de O
Gás Oxigênio PF: -218,4ºC Oxigênio (O)
O–O PE: -183,0ºC
O3 .... 1 elemento químico: 3 átomos de O
Ozônio PF: −192,5 ºC Oxigênio (O)
O PE: −111,9ºC
/ \
O O

Para auxiliar o aprendizado, peça aos alunos que assistam à animação “Show Atô-
mico: a evolução dos modelos atômicos”. Depois, eles devem tentar completar a Tabela
2.

Tabela 2 – Descrição dos modelos atômicos


Modelos Atômicos
Pesquisador Características do modelo proposto
Demócrito imaginou que a matéria não poderia ser dividida infinita-
Demócrito mente, mas, partindo-a várias vezes, chegaríamos a uma partícula
muito pequena.
Dalton acreditava que a matéria seria constituída por átomos, partí-
Dalton culas maciças e indivisíveis.
Thompson propôs que o átomo fosse, portanto, divisível, em partícu-
Thompson las carregadas positiva e negativamente. O modelo atômico do
"pudim com passas".
Pelo modelo atômico de Rutherford, o átomo é constituído por um nú-
cleo central, dotado de cargas elétricas positivas (prótons) e envolvido
Rutherford por uma nuvem de cargas elétricas negativas (elétrons).

Bohr propôs o modelo em que os elétrons giram em órbita ao redor do


Bohr núcleo atômico agrupados em níveis energéticos.

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Para praticar o que já foi aprendido neste módulo sobre o átomo, propomos que
leve os alunos para o laboratório de informática e organize-os em grupos de três ou qua-
tro alunos para trabalhar com um simulador de átomo, onde o aluno poderá montar um
átomo com todos os prótons, nêutrons e elétrons

Para instalar o programa acesse o link:


(http://phet.colorado.edu/sims/build-an-atom/build-an-
atom_pt_BR.jnlp), lá será disponibilizado um arquivo
em Java, faça o download do programa e excute em
um computador que atenda aos requisitos da Tabela 3.

Tabela 3 – Requisitos para execução do programa

Requisitos do programa (software) (1.972 kB)


Windows Macintosh Linux
Windows XP/Vista/7 OS 10.5 or later ---
Sun Java 1.5.0_15 or later Sun Java 1.5.0_15 ou maior Sun Java 1.5.0_15 ou maior
Fonte: <http://phet.colorado.edu/pt_BR/>

Obs.:
O programa Monte um átomo (Build an Atom) é um trabalho desenvolvido por:
Simulações Interativas PhET
Universidade do Colorado http://phet.colorado.edu
As simulações interativas desenvolvidas por meio de Simulações Interativas PhET
podem ser livremente usadas e/ou redistribuídas por terceiros, de acordo com uma Licen-
ça Creative Commons Attribution 3.0 United States
(http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/us/deed.pt_BR)

DINÂMICA DE GRUPO
Sugerimos que sejam os alunos a se dividirem em pequenos grupos para resolver o
jogo de palavras cruzadas na Figura 5 do Caderno do aluno.
Respostas do jogo de palavras cruzadas:

Horizontal Vertical
2. [CÁTIONBIVALENTE] 1. [PLANETÁRIO]
7. [ELETROSFERA] 3. [NEUTRO]
10. [CÁTION] 4. [PUDIMDEPASSAS]
11. [PRÓTON] 5. [ÍONS]
12. [ÂNIONMONOVALENTE] 6. [ÂNION]
13. [SPDF] 7. [ELÉTRON]
14.[SALTOQUÂNTICO] 8. [ISÓTONOS]
9.[NÚCLEO]

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De olho no Enem

Questão 01 do ENEM 2010


Resposta:

Alternativa correta: C

A operação 1 consiste, conforme indicado no texto, na retirada dos materiais metáli-


cos de uma mistura empregando-se um imã, método de separação conhecido como
"separação magnética".
A operação 2 consiste na extração do caldo da cana , onde há um processo físico de
separação da fibra (bagaço), sendo feito, neste caso, por meio do processo de moagem, a
separação é feita por pressão mecânica dos rolos da moenda sobre o colchão de cana
desfibrada. Portanto, é uma extração.
A operação 3 consiste na passagem do caldo primário por filtros, método de separa-
ção conhecido como "filtração".

Questão 02 do ENEM 2009


Resposta:

Alternativa correta: D

Através da interpretação do gráfico podemos constatar que, o Antimônio (número


atômico = 50) possui 50 prótons e um número indeterminado de nêutrons. No entanto, áto-
mos isótopos de Antimônio possuem entre 12 e 24 nêutrons a mais que o número de pró-
tons.
O número de nêutrons do isótopo estável varia entre 62 a 74.

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Física
Jancarlos Menezes Lapa e Dielson Pereira Hohenfeld

Apresentamos aqui o Caderno do 1º ano, componente curricular de Física. Seu objetivo


central é servir como subsídio para uma abordagem interdisciplinar, buscando estabelecer in-
terações com outras disciplinas no intuito de fomentar um ensino de Física contextualizado e
atual.
Além das orientações de como realizar as atividades, este Caderno do Professor tam-
bém contempla sugestões de aprimoramento profissional, sem perder de vista que tais possi-
bilidades fortalecem a formação docente.
Cada Caderno foi elaborado com o intuito de que possamos estabelecer um trabalho
colaborativo, contando com a participação dos professores, equipes pedagógicas e
administrativas das escolas, que, de forma mais direta e relevante, podem otimizar a mobiliza-
ção em prol da construção de novos e melhores padrões de qualidade para a educação que
os estudantes brasileiros merecem.
Nessa perspectiva, desejamos-lhe um bom trabalho!

Por que um ensino interdisciplinar


Os desafios do mundo contemporâneo, refletidos na rápida evolução da ciência e
da tecnologia, demandam urgentes e profundas inovações tanto na forma quanto nos conteú-
dos ensinados em todos os níveis. Isso é reflexo direto de uma sociedade inserida em um am-
biente tecnológico e globalizado, o qual exige que todas as pessoas recebam formação cientí-
fica que lhes permita o discernimento dos riscos e benefícios envolvidos nas inovações tecno-
lógicas, bem como no preparo mínimo para usufruir os produtos da tecnologia.
A proposta de um ensino de Ciências capaz de superar o senso comum pedagógico, de
desenvolver um saber científico ao alcance de um público sem precedentes e de democratizar
o conhecimento científico, de tal forma que se torne uma representação social e que se consti-
tua como cultura, tem sido objeto de várias pesquisas em educação científica (ROBILOTTA,
1998; MEDEIROS & BEZERRA, 2000; DELIZOICOV, ANGOTTI e PERNAMBUCO, 2002;
MORTIMER & SCOTT, 2002; LABURÚ, ARRUDA e NARDI, 2003; BAZZO, 2010).
Olhando para a complexidade dessas questões, a Educação Científica vem
promovendo debates em torno do exercício da cidadania, remetendo-nos a uma reflexão com
referência à adoção de práticas interdisciplinares no ensino de Física como uma das
possibilidades para a sua melhoria.
Nessa perspectiva, devemos considerar três vertentes: a educação escolar para o
exercício da cidadania; a preparação de profissionais para serviços diretos na sociedade; e a
formação de cientistas capazes de contribuir para o avanço da ciência e da tecnologia. Isso
incide diretamente sobre as propostas de ensino, cujas práticas tradicionalmente estabeleci-
das e disseminadas dão sinais inequívocos de esgotamento.

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No que tange à realidade brasileira, encontramos uma educação marcada, historica-


mente, por currículos fragmentados e desarticulados em que as diversas disciplinas são es-
tudadas isoladamente. A realidade é tratada aos pedaços: pedaços de Geografia, pedaços
de Educação Física, pedaços de História, pedaços de Literatura, pedaços de Matemática,
tornando o processo educativo uma prática solitária por parte dos professores de cada disci-
plina.
Essa visão denota uma percepção equivocada da realidade, que se constrói de for-
ma interativa e se constitui um complexo de conexões entre as diversas áreas do conhe-
cimento, nas suas facetas e dimensões. É motivada por essa falta de conexão que, secu-
larmente, vem causando falhas na educação, com consequências civilizatórias graves,
pois é nesse contexto que se processa “o progresso tecnológico e industrial”, onde o ser
humano destrói o seu próprio habitat; onde se descobrem conservantes químicos que
ocasionam prejuízos para a qualidade de vida do planeta; onde se assimilam os compo-
nentes curriculares da Matemática, sem se imaginar que esses componentes têm a ver
com o esforço da civilização humana em compreender a realidade para viver melhor; on-
de se produzem duas formas de ciência: uma dita pura e outra, aplicada.
Para a superação desses problemas, a legislação vigente aponta para a ado-
ção de programas de ensino voltados à integração dos saberes, na busca de ações inter-
disciplinares, em que o conhecimento se apresente de forma entrelaçada entre suas vá-
rias nuances. Para isso, espera-se um ensino de ciência contextualizado e interdiscipli-
nar.

Usando o material

As abordagens aqui feitas foram construídas a partir de uma temática em co-


mum a todas as disciplinas. No caso do Caderno 1, o tema escolhido foi “Água – Meio
Ambiente” . Vejamos algumas orientações que consideramos importantes na mediação
das atividades.

a) Os textos foram escolhidos de modo que seus conteúdos e informações privi-


legiassem a interdisciplinaridade e a contextualização. O primeiro trata de um
trecho da música “Riacho do Navio”, de Luiz Gonzaga. Nesse caso, por
exemplo, para além do estudo da Física, poderá ser feita, junto aos professo-
res da área de códigos e linguagens, uma análise literária e textual dos ele-
mentos que compõem os versos da música. Já no segundo texto, há muitas
informações que poderão ser usadas nas aulas de Geografia, desde quando
sejam pertinentes ao programa estabelecido pelo professor.

b) Embora reconheçamos a dificuldade e o esforço ao acesso das Tecnologias


da Informação e Comunicação (TIC) nas escolas, não podemos deixar de ela-
borar atividades contempladas pelo uso dessas ferramentas, pois entende-
mos que tais recursos trazem contribuições importantes ao ensino e aprendi-
zagem em Física. Neste Caderno, sugerimos pesquisa na Internet através da
seção SIGA ANTENADO, onde o estudante terá acesso a informações sobre
unidades de medida. Em outra atividade com as TIC, é proposta uma simula-
ção da travessia de um rio, disponível gratuitamente na rede, onde são traba-

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lhados conhecimentos de vetores à luz de uma situação do cotidiano dos atletas


que praticam natação. Sempre que possível, o professor deverá usar exemplos
de travessias locais de provas de natação.

c) Entre as atividades experimentais convencionais, discute-se o conceito de índice


pluviométrico através de uma atividade puramente empírica. Na parte onde se mo-
lha o metro quadrado representado no chão, é importante tomar cuidado para que
toda a superfície fique completamente coberta, sem que a água saia do perímetro
proposto. Nesse caso, lembre aos estudantes para colocarem o líquido aos pou-
cos.

d) Para as outras atividades experimentais propostas no Box CONHECIMENTO EM


AÇÃO, procuramos elaborar um roteiro simples e de fácil entendimento. Para isso,
colocamos algumas ilustrações para facilitar sua montagem.

Sugestões de aprimoramento profissional

Longe de ser uma “receita de bolo” esse material jamais encerrará a gama de
possibilidades para o ensino da Física de maneira interdisciplinar e contextualizada. Co-
mo em qualquer campo profissional, é fundamental que o docente busque pela sua atua-
lização zelando pelo seu aprimoramento profissional. Isso reflete diretamente na melhoria
da qualidade das aulas de Física.

Revista Brasileira do Ensino de Física


www.sbfisica.org.br/rbef/

Caderno Brasileiro de Ensino de Física


www.periodicos.ufsc.br/index.php/fisica

Revista Física na Escola


www.sbfisica.org.br/fne/

Investigações em Ensino de Ciências


www.if.ufrgs.br/ienci/

Enseñanza de las Ciências


www.ensciencias.uab.es/

Ciência & Educação


www2.fc.unesp.br/cienciaeeducacao/

Além dessas publicações, é importante ter acesso aos anais de encontros nacio-
nais dentro da área de ensino de Ciências. Segue os nomes de alguns dos principais en-
contros realizados em território nacional:

a) Encontro de Físicos do Norte e Nordeste (EFNNE)


b) Simpósio Nacional de Ensino de Física (SNEF)
c) Encontro Nacional de Pesquisa em Educação em Ciências (ENPEC)
d) Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC)

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Matemática
Leonardo Barichello

Este Caderno busca relacionar o tema Meio Ambiente, mais especificamente o


subtema Água, com parte dos conteúdos previstos para o 1° bimestre do 1° ano do Ensi-
no Médio. Tradicionalmente, os conteúdos ensinados nesse período são: conjuntos, con-
juntos numéricos, relações, funções, representação gráfica de uma função e, eventual-
mente, entramos nos tipos específicos de função, começando pela função afim. Além dis-
so, é comum aproveitar esse primeiro semestre para uma retomada de conteúdos bási-
cos, como operações, equações básicas, proporcionalidade etc.
As atividades propostas no Caderno do Aluno buscam explorar, com maior ênfa-
se, o conceito de função e a representação gráfica em um plano cartesiano, deixando
diversas aberturas para a introdução das funções lineares e afins. A ordem em que as
atividades são apresentadas no Caderno segue a ordem usual dos conteúdos abordados.
Seguindo a proposta deste material, trazemos três atividades: uma para ser reali-
zada em sala de aula, outra para ser resolvida em casa, pelo aluno, e a terceira para utili-
zação no turno oposto. No caso deste Caderno, são as atividades 3, 1 e 2, respectiva-
mente.
Cada uma delas será discutida separadamente nas seções a seguir.

ATIVIDADE 1: O CONSUMO DE ÁGUA NA SUA CASA

A primeira atividade foi concebida para ser usada como dever de casa. Pelo seu
conteúdo, sugerimos que seja utilizada logo após a introdução do conceito de função,
quando os alunos forem apresentados à representação gráfica.
Para realizá-la, eles deverão registrar, por 14 dias, o valor indicado no hidrômetro
de suas casas, sempre em um mesmo horário.

Atenção:
Por causa do intervalo de 14 dias, solicitado
na atividade,o professor deve se planejar
para que a tarefa seja concluída no momento
certo em termos do andamento do conteúdo
em sala de aula.

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Isso feito, os alunos deverão calcular qual foi a diferença entre a leitura de um dia e
a do dia anterior, a fim de obter o consumo naquele período de 24 horas.
Com esses dados (leitura do hidrômetro e consumo), eles deverão construir dois
gráficos, um para cada um dos conjuntos de dados, em função do tempo.
Para fins de discussão, sugerimos os dois gráficos a seguir:

Fonte : Arquivo do autor

Fonte : Arquivo do autor

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Visualmente, notamos que os dois gráficos são claramente diferentes, porém, como
foram gerados com base no mesmo conjunto de dados, é de se esperar que estejam rela-
cionados. Mais do que a simples coleta e plotagem dos pontos, o objetivo desta atividade é
introduzir e discutir alguns conceitos sobre função e representação gráfica a partir desses
dois gráficos e das suas semelhanças e diferenças.
A primeira tarefa dos alunos, nesta atividade, é definir a origem e a escala dos siste-
mas cartesianos que vão utilizar para construir esses dois gráficos.
Note que, no primeiro, a origem está no ponto com coordenada X igual à data do iní-
cio da coleta e com coordenada Y igual a 0, pois o consumo chega perto desse valor no dia
(14/01/2012). Como os dados variam de 25 até 330 e o eixo dado possuía 10 divisões, foi
definido que elas variam de 40 em 40 litros.
Já no segundo gráfico, a origem não tem coordenada Y igual a 0, pois o valor marca-
do no primeiro dia de coleta, pelo hidrômetro, era muito alto em relação à variação da fun-
ção. Por causa disso, definiu-se a origem em um ponto com coordenada Y igual a 35000
litros.
Essas escolhas podem variar bastante de acordo com os dados de cada aluno e a
discussão de alguns casos é uma boa oportunidade para aprofundar o domínio deles sobre
a construção de gráficos de funções ou de dados estatísticos.
Discutida a construção dos gráficos, o Caderno do Aluno traz questões sobre interva-
los crescentes, decrescentes, contínuos, domínio, imagem etc. Sugerimos ao professor
aproveitar a oportunidade para elaborar questões semelhantes sobre os gráficos obtidos
por alguns alunos, discutindo o significado de cada um desses casos.
Também é possível discutir o conceito de inclinação e coeficiente angular de uma
reta (ou segmento de reta). O ponto de partida para isso pode ser a percepção de que as
datas com valores pequenos, no primeiro gráfico, correspondem a segmentos mais hori-
zontais no segundo gráfico.
A qualidade da discussão em torno desta atividade depende, fundamentalmente, da
condução do professor, aproveitando os gráficos trazidos pelos alunos para conectá-los a
conceitos que eles estão prestes a estudar formalmente.
ATIVIDADE 2: O CONSUMO DE ÁGUA NA SUA CASA
A segunda atividade deste Caderno é sugerida para realização no turno oposto. Nela,
são abordados conceitos básicos que antecedem o Ensino Médio, como regra de três, uni-
dades de medida, conversão de unidades e média. Além disso, a atividade exige uso de
planilhas eletrônicas, que constituem um tipo de documento digital bastante acessível, mui-
to usado em diversos contextos.
Sugerimos que seja utilizado o software LibreOffice Calc, que pode ser baixado gra-
tuitamente em <http://pt-br.libreoffice.org/>. Caso haja dificuldades no uso desse software,
há manuais e tutoriais disponíveis em <http://pt-br.libreoffice.org/suporte/documentacao/>.
Esta atividade também pode ser feita em grupo e o acompanhamento e incentivo do
responsável pelo turno oposto podem enriquecer bastante o trabalho dos alunos. Ao final, é
possível estendê-la, discutindo quais medidas podem ser adotadas por cada estudante vi-
sando a reduzir o consumo de água no seu dia a dia. O impacto dessas medidas pode ser
mensurado imediatamente com a ajuda da planilha eletrônica, o que pode tornar tal ativida-
de bastante dinâmica.

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ATIVIDADE 3: QUAL É O PREÇO DA ÁGUA ?

Esta atividade é sugerida para uso em sala de aula. Sua proposta se baseia na ma-
neira como é calculada a conta de água em uma cidade fictícia, chamada Torneirópolis. A
intenção inicial era utilizar dados reais, contudo, eles dificultam a visualização de gráficos
feitos à mão pelos estudantes. Por conta disso, decidiu-se adotar valores fictícios que se-
guem o mesmo modelo aplicado na maioria das cidades do Brasil para cobrança pelo con-
sumo de água, inclusive na Bahia.
Em um primeiro momento, a atividade introduz a estrutura tarifária em questão. Nes-
se ponto, o termo “função” sequer é mencionado e o aluno deve, apenas, realizar cálculos
simples e ser capaz de interpretar e compreender o que lhe é explicado.
O primeiro conjunto de perguntas serve justamente para fixar o conteúdo desse mo-
mento inicial. Esses cálculos podem, inclusive, servir para retomar e fixar algumas práticas
que já deveriam ser dominadas pelos estudantes durante o Ensino Fundamental, mas que,
por motivos diversos, podem estar aquém do necessário.
Em seguida, são propostas questões que começam a tocar no tópico “função” atra-
vés de sua representação gráfica em um eixo cartesiano.

Ilustração 1: Gráfico da função que relaciona o consumo com o valor da conta de água
Fonte: própria

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Caso os alunos apresentem dificuldades em obter o gráfico, pode ser interessante


pedir aos grupos que calculem mais alguns pontos, socializando seus resultados com a
sala toda. Assim, rapidamente, todos terão mais pontos disponíveis no eixo cartesiano
para facilitar a visualização do gráfico.
Nas questões, esperamos que os alunos percebam que a função obtida é compos-
ta por vários segmentos de reta que se conectam, justamente, nos valores em que ocorre
a troca de uma faixa de consumo para a outra, como mostrado na figura anterior.

Ilustração 2: Expressão algébrica da função que descreve o siste-


ma tarifário discutido na atividade
Fonte: própria

Sugerimos ao professor que, nesse momento, ainda não se preocupe com a repre-
sentação algébrica da função, que pode ser retomada nos bimestres seguintes assim que
as funções definidas por partes sejam introduzidas.
A questão 6 toca, explicitamente, no conceito de função e configura o momento
mais teórico de todo o Caderno. Pode ser uma boa oportunidade para introduzir concei-
tos como domínio, contradomínio, imagem, sobrejeção, injeção, bijeção e até mesmo fun-
ção inversa.
Por fim, o material traz algumas sugestões adicionais. Primeiro, uma sugestão de
leitura do material educativo da EMBASA, que permite a realização de uma atividade se-
melhante à efetuada, mas com os valores aplicados, de fato, na Bahia. Depois, um vídeo
(“A parte do leão”- Disponível em: <http:// www.m3.mat.br>. ), que explica como funciona
o sistema de tarifação progressiva utilizada no cálculo do Imposto de Renda e, por fim,
duas questões do ENEM. O nosso objetivo com elas é que o aluno perceba a diferença
entre a tarifação proporcional (conta de luz) e a tarifação progressiva (conta de água ) .

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Língua Portuguesa
Luciana Santos de Oliveira e Luciano Amaral Oliveira

O Caderno de Língua Portuguesa para o 2º ano do Ensino Médio, cujo tema é meio
ambiente, traz atividades que foram delineadas para a ampliação dos conhecimentos
linguísticos, enciclopédicos e textuais necessários para o desenvolvimento da competência
leitora e da competência redacional dos estudantes. Para isso, as atividades propostas se-
guem uma lógica interdisciplinar, fundamental para aproveitar, ao máximo, os conhecimen-
tos dos estudantes nas outras disciplinas. As atividades de leitura e de escrita são propos-
tas sempre na forma de macrossequências didáticas, ou seja, há toda uma preparação pa-
ra que o estudante possa se engajar nas atividades de leitura e de escrita com seus esque-
mas mentais ativados. A seguir, apresentamos as informações necessárias sobre as ativi-
dades.
O Caderno do Aluno apresenta 3 Boxes denominados como “Reflexão para Ação”;
a primeira atividade foi delineada para ajudar os estudantes a se conscientizarem da im-
portância de prestarem atenção aos títulos dos textos que leem. Ela serve também para
prepará-los para a leitura do poema “Uma história de pescador”, título que nos remete a
histórias exageradas e mentiras que pescadores costumam contar.
Para a segunda atividade de “Reflexão para Ação”, oriente os alunos e peça-lhes pa-
ra dar exemplos de ações que contribuem para poluir as águas e sugestões para que tais
ações não ocorram mais. Na última atividade de “Reflexão para Ação”, peça aos alunos
para compartilharem suas sugestões de ações. Anote-as no quadro e conduza uma discus-
são para que eles decidam que ações são, provavelmente, as mais eficazes.
O “Conhecimento em Ação”, apresentado após o texto 1 – “Uma História de Pesca-
dor” – tem como característica interdisciplinar o diálogo com Literatura Brasileira no assun-
to “Além do cuidado com a água, é preciso também cuidar dos animais”. Eis sugestões de
respostas às perguntas sobre o poema:
1. Não, pois a expectativa que o título causa é a de que o poema é sobre uma histó-
ria exagerada, uma mentira divertida contada por um pescador. Contudo, o poema trata de
algo sério: o estado de espírito do pescador diante das dificuldades que enfrenta por causa
da degradação ambiental.
2. Os dois versos fazem uma comparação entre a escassez de peixe no rio, causada
pela degradação ambiental, e seu estado interior, triste e sem perspectivas para o futuro.
3. A ideia transmitida pela palavra calma contradiz a ideia referida pela expressão
fortes tempestades .
4. (c).
Para ampliar a compreensão do tema discutido no texto 2, que é um trecho do artigo

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Em “Transposições de bacias hidrográficas colocam em risco o mais vital recurso da


natureza: a água”, propomos como “Conhecimento em Ação” uma atividade com
característica interdisciplinar: dialoga com Geografia na temática “Transposição das águas
do Rio São Francisco”, com Física na temática “Água na Região Nordeste: desperdício e
escassez”, com História no assunto “Os sertões brasileiros conquistados através do Rio
São Francisco” e com Matemática no assunto “Transporte de água em uma canalização”.
Eis sugestões de respostas para a primeira tarefa sobre as desvantagens das
transposições de bacias hidrográficas:

(a) São obras caras.


(b) Trazem impactos negativos ao meio ambiente.
(c) Comprometem o fluxo natural dos rios.
(d) Comprometem a capacidade dos cursos d’água de promover os usos múltiplos
dos recursos hídricos nas bacias doadoras de água.
(e) Exigem a construção de sistemas de canais, dutos e dragas de longo alcance.

Oriente seus alunos


para a realização das outras
tarefas propostas sobre o
texto.

A atividade de “Conhecimento em Ação” referente ao texto 3 – “Outra história de


pescador” – objetiva levar os estudantes a refletirem um pouco sobre narração e descrição.
A resposta para a pergunta sobre a diferença entre o relato e o poema quanto ao que o
título anuncia e o que o texto traz é esta: a expressão “história de pescador” anuncia uma
estória exagerada, com mentiras até, que é o que o relato apresenta, diferentemente do
poema, que apresenta uma reflexão séria, de maneira lírica. Eis sugestões de respostas às
outras perguntas da atividade:
2.
(a) O apelido Velho Chico é dado ao Rio São Francisco.
(b) “que pesava mais de 77 kg”, “troncuda”, “feroz”, “ameaçadora”
(c) adjetivos / orações adjetivas

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3. pretérito perfeito do indicativo e pretérito imperfeito do indicativo


Ainda trabalhando com o texto “Outra história de pescador”, como atividade de
“Conhecimento em Ação”, foi delineada uma tabela sobre pronomes e seus referentes,
para ajudar os estudantes a desenvolverem sua conscientização sobre esse importan-
te elemento de textualidade. Eis os referentes dos pronomes :

PRONOME LINHA REFERENTE


o 4 anzol
ele 4 o peixe
lo 7 o peixe
ela 10 a traíra
ela 11 a traíra
a 11 a câmera
a 12 a câmera
ela 13 a traíra
la 14 a traíra
seu 14 a traíra

As respostas da atividade para a prática da estratégia de leitura “adivinhação con-


textual” proposta são as seguintes:
O ar seco e a quentura de mais um dia de sol a pino em Afogados da Ingazeira, ao
norte do sertão pernambucano, não se aperreiam com a noite que se aproxima. É época
de seca no Semiárido e a esperada brisa noturna demora a bater por aqueles cantos. No
Cine São José, inaugurado em 1943, a ventilação minguada não impede que a sala se
apinhe de gente. O único filme em cartaz, adivinhe, é “Tropa de Elite”. Às 18 horas, 304
cadeiras dispostas, 44 delas de plástico, improvisadas, já têm donos. Mas não é para ver
o capitão Nascimento que o público presente, afogadenses e moradores da região, che-
ga com duas horas de antecedência ao único espaço cultural da cidade de 35 mil habi-
tantes. Na última quinta-feira de novembro, o cinema virou teatro e recebeu uma trupe de
músicos, cantores e dançarinos, com trajes mamulengos e sons armoriais. No palco, à
direita, um ilustre professor, compadecido dos brasileiros, dá início a uma aula-
espetáculo, já assistida por cerca de 13 mil pessoas, e que a cada noite finca a pedra
fundamental de um reino ameaçado, a cultura popular.
A última atividade de “Conhecimento em Ação” propõe a elaboração pelo aluno do
relato de uma história inusitada que este já ouviu de alguém ou que ele (a) mesmo(a) tes-
temunhou;
Oriente seus alunos sobre como redigir o relato e esclareça as dúvidas que surgi-
rem. Recolha os relatos, comente-os e peça-lhes para fazer uma nova versão, que será
postada no blog da escola ou afixada à parede da sala para que os colegas possam ler
os trabalhos uns dos outros.

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O Caderno apresenta três Boxes “Curiosidade”. A primeira serve como ativadora de


conhecimentos enciclopédicos para a leitura do texto 2 e para a realização da atividade
“Conhecimento em Ação” referente a este texto. Sua característica interdisciplinar é o
diálogo com Geografia na temática “Transposição das águas do Rio São Francisco” e
com História no assunto “Os sertões brasileiros conquistados através do Rio São Fran-
cisco”.
Na segunda “Curiosidade”, verifique se seus alunos entenderam a diferença entre
mentira e ironia e peça exemplos de cada uma.
A última atividade de “Curiosidade” tem o objetivo de preparar o aluno para a leitura
do texto com lacunas que vêm a seguir. Comente a importância de eles desenvolverem
essa estratégia de leitura lendo os textos do ENEM que apresentarem palavras que eles
não conhecem.
Na proposta de “Zoom na Informação”, peça aos seus alunos para olharem no ma-
pa e dizerem quais são os Estados banhados pelo Rio São Francisco. São eles: Bahia,
Minas Gerais, Sergipe, Alagoas e Pernambuco.
O “Zoom na Informação”, referente ao texto “Outra história de pescador”, serve co-
mo preparação para a atividade “Conhecimento em Ação”, que vem logo a seguir,
sobre pronomes. Esclareça possíveis dúvidas dos alunos sobre o assunto.
Para o “Siga Antenado” proposto no Caderno, fale com seus alunos sobre a obra
“O auto da compadecida” e os incentive a lê-la e/ou a assisti-la. Pergunte se alguém já
assistiu ao filme e peça a quem responder afirmativamente para comentar sobre ele.

Não esqueça de discutir com sua turma as


questões do ENEM apresentadas no Caderno

do Aluno .

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Literatura Brasileira
Carla Patrícia Santana e Gildeci de O. Leite

O volume 1 do Caderno EM-Ação de Literatura para o 2 º ano, procurou dialogar


com o tema da água, ou, em sentido mais amplo, da natureza, por isso, o seu título é “A
Exaltação da Natureza na Poesia Romântica Brasileira”. Este material é um suplemento
ao livro didático, portanto, não pretende repetir informações que já constam nele. Sempre
que necessário, estimularemos os/as estudantes a retomarem o livro.
Logo, é preciso agora explicar sobre um dos procedimentos adotados com relação,
estreitamente, à concepção deste Caderno. Algumas propostas de atividades não serão
socializadas de imediato; solicita-se ao aluno que escreva as respostas formuladas para
serem aplicadas em atividades que serão desenvolvidas posteriormente. É uma maneira
de evidenciar para o aluno a necessidade de construir uma bagagem de conhecimentos,
informações e reflexões a serem aplicadas nos seus trabalhos. Com esse objetivo, foram
formulados os primeiros boxes “Reflexão em Ação” e “Conhecimento em Ação”. Assim,
pretendemos ressaltar que o conhecimento é construído gradualmente e nos acompa-
nhará por toda a vida.
Após a apresentação do Caderno, em que há uma espécie de “lembrete” do assun-
to da unidade e que pode funcionar como uma revisão, iniciamos a chamada de consci-
ência sobre a poluição das águas a partir do contexto histórico-social do período literário
estudado na unida- de. Essa é a nossa escolha para iniciar o trabalho. Assim, logo de
início, há um texto que remete à utilização do mar como depositário das imundícies da
cidade, consequência do processo de urbanização do País, isso já no início do século
XIX. Os alunos são convocados a uma reflexão sobre a situação nos dias atuais. A su-
gestão é problematizar o tema em sala de aula.
A reflexão para ação a seguir provoca os alunos a pensarem no seu comportamen-
to do dia a dia; o exemplo é a postura quando vai a lugares específicos de lazer (em um
dia de domingo na praia, no parque, no rio), mas se sugere que a discussão seja amplia-
da para se pensar em práticas diárias: na rua, na escola, em casa, entre outros.
A seguir, são retomados poemas que representaram a ave-símbolo do País – o sa-
biá. Inúmeros poetas retomaram a “Canção do exílio” e podem ser conhecidos em pes-
quisas sugeridas aos discentes, na Internet. O sabiá aparece ainda hoje em outros con-
textos, também em letras de música (uma delas foi reproduzida no Caderno, com autori-
zação do compositor). Os nossos jovens alunos também podem criar a sua canção, o seu
poema que aborde o tema da natureza evocando elementos antes trabalhados pelos po-
etas românticos. Essa é a sugestão de atividade, seguida de uma possibilidade de pes-
quisa específica sobre a ave eleita como representação do País (aqui cabe uma interface
com Biologia, como sugerido na atividade pro- posta). Veja que o tema do nacionalismo,
recorrente no período literário estudado na unidade, foi citado logo na apresentação do
Caderno.

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Mais uma vez, há uma provocação que busca


uma atualização do tema. Todos são convidados
a pensarem sobre a importância da natureza no
nosso cotidiano.

Como atividade mais ampla, que pode ser visibilizada pelas demais séries, indica-
mos a produção de um folheto sobre a água, acompanhado de desenhos, charges produ-
zidas pelos/as alunos/as (como exemplos, podem ser observadas as figuras que apare-
cem no Caderno). Esta é uma das habilidades que pode ser estimulada neste momento.
Para ajudar, os alunos podem buscar a Declaração Universal dos Direitos da Água para
leitura prévia. O passo a passo para o desenvolvimento da atividade é uma sugestão, a
dinâmica da turma pode levar a outro tipo de organização. Só você sabe decidir o que
cabe para a sua turma.
Ao longo do Caderno, pretende-se levar o aluno a uma reflexão sobre as conse-
quências da falta de cuidado com o meio ambiente no passado e na atualidade, fazendo-
o perceber que o problema do saneamento, por exemplo, vem de longa data. A proposta
de inserir no folheto depoimentos de moradores do bairro de residência do aluno sobre a
importância da água tem o objetivo de direcionar o seu olhar para os problemas do seu
local de moradia. Alunos de diferentes locais poderão confrontar as situações relatadas e
apontar suas semelhanças e diferenças e, em seguida, levantar hipóteses para ambas as
possibilidades.
Outra observação neste momento é sobre o texto memorialístico intitulado A Água,
de Rubem Alves, transcrito no Caderno. Deste texto pode-se pensar em mais de uma
atividade. Você pode propor aos alunos a produção de um texto autobiográfico, construí-
do a partir da lembrança de um episódio relacionado com a água. Ou, caso não tenham
uma história sua para contar, podem criar uma narrativa ficcional que envolva o tema.
Essa produção pode ser iniciada em equipe: o grupo criar os elementos básicos para u-
ma história (personagens, situação inicial/conflito, ambiente) e cada um, individualmente,
no segundo momento, inventar um final. Podem concluir o texto em casa e, no encontro
seguinte, socializar no grupo, que poderá eleger os dois finais mais coerentes e apresen-
tá-los para toda a classe.
Ao final do Caderno há o tópico “De olho no Enem”, com duas questões. A primeira
foi extraída do Caderno de exemplos de questões para ENEM/ 2009, publicado pelo I-
NEP/MEC, seguido do gabarito. A segunda foi elaborada com o objetivo de aproximar o
tema da unidade com as reflexões provocadas ao longo do Caderno. Há, após os gabari-
tos, um comentário geral envolvendo as duas questões. Esses comentários devem ser
lidos e debatidos em sala de aula. Isso fará com que os alunos discutam sobre as ques-
tões apresentadas.

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História
Cristiane Batista, Rodrigo F. Lopes, Virgínia Q. Barreto

Esperamos que os assuntos discu-


tidos neste Caderno sejam uma
nova fonte de leituras e pesquisas
para vocês e para nossos alunos.

No Caderno de História 2º ano, nossa equipe procurou, dentro do tema gerador,


“Água – Meio Ambiente”, proporcionar uma agradável e interessante leitura. Dessa for-
ma, pensamos numa estrutura que facilita a compreensão do material. Iniciaremos com
um texto fluido e uma linguagem acessível ao aluno, onde há informações extraídas de
diferentes fontes: imagens, músicas, poemas, relatos etc. Em seguida, a proposta é con-
textualizar o conteúdo com a realidade do aluno e, para tal, o texto apresenta o Box
“Reflexão para Ação” com o intuito de que o aluno se reconheça nessa discussão, con-
textualizando-a à sua realidade.
Para viabilizarmos uma conexão com atividades, sugerimos também
“Conhecimento em Ação”, sempre pensando em algo que exercite o conhecimento histó-
rico numa perspectiva também interdisciplinar, onde outros saberes possam ser utilizados
para refletir sobre o proposto.
O Glossário diz respeito aos vocábulos e conceitos utilizados, que podem ser estra-
nhos aos alunos, mas encontram-se devidamente esclarecidos no contexto do módulo.
No Box “Siga Antenado”, os alunos encontrarão filmes e livros com linguagem que
lhes é adequada, como mais uma ferramenta para fundamentar as informações e suas
curiosidades sobre os temas.
Em seguida, os alunos terão contato com algumas questões do ENEM, ou de cons-
trução pedagógica equivalente, para que possam também exercitar a sua leitura e análi-
se dos temas históricos, direcionadas ao modelo de múltipla escolha adotado nos exa-
mes e concursos vestibulares. As questões estão acompanhadas dos respectivos gaba-
ritos comentados, um suporte para que os professores possam dirimir quaisquer dúvidas
que porventura surjam durante a execução/correção das questões.

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Por fim, indicamos uma bibliografia mais voltada para você, colega professor (a),
para que possa também mergulhar no universo dos contextos históricos que são palco
dos temas propostos.
No texto 1, “O mar abre as portas para o novo mundo e para a África”, nossos alu-
nos irão encontrar informações a respeito de como as Grandes Navegações e o domínio
sobre as águas e mares provocaram mudanças históricas, a partir do século XV, e como
ocorreu o encontro entre os europeus e os povos do chamado Novo Mundo e do conti-
nente africano. Convidamos nossos alunos a mergulharem na História da África, chaman-
do a atenção para os comportamentos europeus em face das diferenças culturais entre
eles e os povos alcançados nos dois continentes.
O texto 1 encontra-se inserido no domínio NATUREZA, AMBIENTE E CULTURA,
organizado da seguinte forma:
COMPETÊNCIA:
Identificar a diversidade histórica e cultural das relações entre sociedade e nature-
za.
DESCRITOR:
Identificar as relações entre sociedade e natureza, de acordo com a organização
econômica das sociedades americanas, europeias, africanas e asiáticas, na modernida-
de.
Com o texto 2, “A ocupação territorial americana através dos cursos dos rios” , o
aluno é convidado a entender as múltiplas teorias de ocupação e sobrevivência de povos
diferentes na América, tendo como fio condutor da narrativa a importância do curso dos
rios e águas nesse processo de ocupação.
O texto 2 está ligado ao domínio NATUREZA AMBIENTE E CULTURA, organizado
da seguinte forma:
COMPETÊNCIA:
Identificar a diversidade histórica e cultural das relações entre sociedade e nature-
za.
DESCRITOR:
Relacionar as mudanças ambientais às dinâmicas naturais e sociais.
No texto 3, “Os sertões brasileiros conquistados pelas vias do São Francisco”, o
aluno é convidado a reconhecer a importância que é dada à relação entre o domínio dos
rios e as formas de poder que foram possibilitadas pela expansão territorial brasileira.
Este texto insere-se no domínio RELAÇÕES E FORMAS DE PODER, organizado da se-
guinte forma:
COMPETÊNCIA:
Reconhecer as diversas manifestações político-sociais do poder no espaço geográ-
fico.
DESCRITOR:
Identificar relações entre guerras e conflitos sociais e as disputas políticas pelo con-
trole de populações e território, no mundo moderno.

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Geografia
Oriana Araujo, Celbo Antonio Ramos Fonseca Rosas.

O Caderno sobre Geografia, “Água – Meio Ambiente” para o 2 º ano, foi escrito com o
objetivo de discutir a questão, articulada aos conteúdos estudados no Ensino Médio. Por es-
sa razão, os assuntos abordam questões relacionadas à água no Brasil, no espaço urbano e
no rural. Além disso, complementa a discussão realizada no Caderno do 1º ano, cujo foco
maior foi a Bahia, e subsidia as discussões futuras realizadas no Caderno do 3º ano, que
tratará da Bahia, do Brasil e do mundo.
A sequência com que tratamos os assuntos foi escolhida pensando em atrair o
aluno-leitor. Sabemos que, embora a Bahia possua a maior população rural do Brasil, há ain-
da uma concentração nas cidades e, de modo geral, a maior parte das escolas de Ensino
Médio situa-se em sedes urbanas. Nesse sentido, na tentativa de tornar a abordagem mais
próxima do aluno, começamos discutindo a questão da água nas cidades; na sequência, dis-
cute-se a questão no campo e depois no Brasil, com foco em questões atuais.
A Geografia que você encontra no Caderno é comprometida com as necessárias
mudanças da nossa sociedade, calcada na concepção de que o espaço geográfico é produto
da ação de diversos agentes sociais, permeadas por questões políticas; disso resulta a
configuração espacial, com seu sistema de objetos fixos e fluxos, como nos diz Milton San-
tos (1996).
Os exemplos utilizados são, em sua maioria, da Bahia, para que o nosso aluno perce-
ba que a “realidade” discutida lhe é próxima. Contudo, não é possível em poucas páginas
dar exemplos que ilustrem a questão em todo o Estado. Por essa razão, a atuação do pro-
fessor é fundamental. Articular as questões abordadas no Caderno do Aluno ao cotidiano
dos lugares em que vivem é algo que apenas você, caro (a) colega pode fazer.
Além disso, deve-se fazer a discussão também em escala global, visto que o local e o
global articulam-se de diferentes formas. Afinal, neste Caderno, há um encadeamento lógico
na abordagem dos assuntos para que não se sobreponham, mas complementem as discus-
sões realizadas nos Cadernos do 1º e 3º anos. Entretanto, em sala de aula, há a possibilida-
de de múltiplas discussões e relações escalares. Conforme nos propõe Rafael Straforinni
(2004), é necessário perseguirmos o desafio de realizar um ensino de Geografia para o pre-
sente, atual, sempre em busca de melhorias para o futuro, a partir da perspectiva da totalida-
de-mundo.
No Caderno, aparece o Box “Conhecimento em Ação” para estimular as atividades de
pesquisa que os assuntos discutidos suscitam. Outras possibilidades devem ser criadas por
você, observando a realidade de cada escola e de cada lugar. Quanto ao Box “Reflexão para
Ação”, busca-se demonstrar para o aluno que ele é parte da produção do espaço geográfico
e suas ações individuais e coletivas fazem a diferença que constam no texto (há muitos alu-
nos que, por não terem esse hábito, acabam não sabendo localizar sequer os países cen-
trais do capitalismo no mapa).
Ao discutir “Águas urbanas e questões socioambientais”, sugerimos que os alunos
investiguem a rede hídrica e sua influência na organização do espaço urbano e rural, com o
uso do Google Earth. Trata-se de um aplicativo com interface muito dinâmica para o ensino
da Geografia e a representação espacial.

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Quanto à questão das águas no espaço rural, sugerimos que sejam feitas entrevis-
tas com moradores desse espaço a respeito de sua relação com a água; embora essa
atividade não esteja indicada no Caderno do Aluno, pode ser realizada a partir da sua
indicação, colega. Caso a escola disponha do material, pode-se fazer um pequeno vídeo
com os depoimentos, para serem discutidos na escola. Se isso não for possível, pode-se
aplicar um questionário aos colegas da própria escola que vivem no campo.
A abordagem da água no Brasil busca não se sobrepor à discussão que geralmente
é realizada nos livros didáticos, visando estimular a consulta a esse recurso didático. A
perspectiva é de uma formação crítico-cidadã, de modo que os alunos possam posicionar
-se a respeito das questões polêmicas, calcados em princípios de equidade social. Procu-
ramos estimular as produções escritas, que podem ser realizadas em pequenos grupos,
expostas em cartazes e lidas na sala, para que se tenha um retorno sobre o que pensam
os nossos alunos.
Indicamos um vídeo de divulgação da ELETROBRÁS, sobre hidrelétricas, disponí-
vel em: <http://www.eletrobras.com/elb/data/documents/storedDocuments/%7BBD900887
-232D-421D-8909-60D9874341EC%7D/%7B5337D94D -169B-4930-AB84-
69F94220258E%7D/O%20Brasil%20e%20suas%20usinas%20hidrel%E9tricas.wmv>.
Faça uma leitura crítica do processo: há uma série de consequências socioespaci-
ais e ambientais provocadas pela construção de hidrelétricas: construção de um lago arti-
ficial; captação das águas, geralmente por grandes irrigantes; aumento intenso da urbani-
zação de cidades circunvizinhas; submersão de moradias, vilas ou cidades inteiras; perda
de biodiversidade. Por outro lado, faça os alunos refletirem: se eles fossem o presidente,
o ministro das minas e energia, que atitude deveria ser tomada quanto à geração de
energia elétrica no Brasil?
A pesquisa sugerida com o Atlas Brasil, associando as informações sobre a dispo-
nibilidade de água ao território de identidade, ajuda a aproximar a discussão do espaço
vivido, de modo que o estudante veja significado no que está estudando.
O polêmico projeto no São Francisco pode ser avaliado a partir de seus impactos
negativos e positivos. A sugestão para a elaboração de um júri simulado pode envolver
bastante os alunos. Indique a pesquisa nos sites oficiais e no novo Código Ambiental bra-
sileiro. Os alunos podem ser divididos em diferentes grupos para o júri: ribeirinhos, em-
preiteiros, agricultores que serão relocados, irrigantes, gestores públicos, ONGs em defe-
sa dos animais atingidos por barragens, dentre outros. Os alunos que não tiverem papéis
diretos no júri podem fazer a ‘cobertura’ jornalística do julgamento, produzindo notícias a
serem publicadas.

No Caderno, há diversos ‘Boxes’ que objetivam


deixar nossos alunos bem informados!

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No Box “Zoom na Informação”, se faz uma ampliação da discussão realizada. Já o


Box “Curiosidade” apresenta elementos instigantes sobre o assunto. O Glossário traz a
explicitação de alguns conceitos fundamentais à compreensão dos textos.
O Box “De olho no ENEM” objetiva estimular o aluno para a submissão a exames
de acesso à universidade. É sempre bom reforçar a importância do Ensino Superior
para a formação profissional e humana. Converse com seus alunos!
Outras sugestões:
Se você está em Salvador ou tem interesse em discutir a questão da água nessa
cidade, não deixe de ler “O Caminho das Águas em Salvador: Bacias Hidrográficas, Bair-
ros e Fontes” disponível em:
<http://www.ondazul.org.br/downloads/arquivos/47.pdf>, pois possui excelente qua-
lidade técnica e didática.
Além das referências indicadas no Caderno do Aluno, sugerimos também a consul-
ta aos seguintes sites:
<http://www.meioambiente.pro.br/agua/guia/aguasubterranea.htm> - Material sobre
água subterrânea, disponibilizado por Eurico Zimbres, Professor da Faculdade de Geolo-
gia-UERJ.
<http://www.uniagua.org.br>: Site “Universidade da água”, com sede na cidade de
São Paulo, é uma organização não governamental (ONG).
Por fim, desejamos que o material que produzimos auxilie suas aulas e contamos
com a sua colaboração no uso do mesmo.

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Biologia
Marcos André Vannier Santos, Sérgio Augusto C. Souza e Marcia R. Pereira

O atual Caderno objetiva oferecer ferramentas para a abordagem das classificações


biológicas, tema muito importante na nossa área, mas que, muitas vezes, sofre dificuldade
de aceitação por parte dos alunos do Ensino Médio.
Para tal, usamos como eixo transversal o tema gerador “Água – Meio Ambiente”, te-
ma também utilizado nas outras disciplinas e nas demais séries do Ensino Médio. Assim,
estimulamos a interação com os colegas de outras séries e disciplinas. No caso específico
das Ciências Biológicas, tentamos aplicar conceitos complementares entre as séries e dis-
ciplinas sendo, por isso, interessante que todos possam ter acesso aos Cadernos dos anos
anteriores.
Nesse ponto, também estimulamos o contato e a interdisciplinaridade com os profis-
sionais da área de História e Filosofia, já que eles abordarão temas relacionados ao Re-
nascimento e a Aristóteles, respectivamente.
Ressaltando a importância da água para a manutenção da biodiversidade, nós
iniciamos o Caderno estimulando o debate sobre a distribuição de espécies em função da
limitação da água, onde a conceitualização de Biogeografia é recomendada. Nesse ponto,
saímos do contexto global para a visão local e regional de biodiversidade e abundância de
água.

Assim, uma interação poderá ser desenvolvida com


seu colega da Geografia, também abordando a água como
um recurso que pode determinar a geopolítica e a econo-
mia do mundo contemporâneo. Além do mais, a Biogeo-
grafia da Bahia poderá ser trabalhada em função dos dife-
rentes climas encontrados no Estado.

Outra situação que pode ser estudada em conjunto é a da irmandade com o conti-
nente africano e, também, no que tange à evolução das espécies e sua distribuição, hoje
considerando o fato de que Brasil e África já estiveram unidos, há milhões de anos, antes
da separação das placas tectônicas onde cada um se encontra.
Conforme ressaltamos, as áreas do globo e a sua discussão biogeográfica natural-
mente levarão ao Estado da Bahia. Dessa forma, a importância da termometria e o com-
portamento da água em relação à dilatação poderão ser desenvolvidos em parceria com o
grupo da Física.

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Posteriormente, entramos nas dificuldades das classificações biológicas. Inclusive,


o (a) professor (a) de Português poderá ser consultado (a), já que trabalhará na classifi-
cação das figuras de linguagem e nos tópicos de coesão/coerência na produção de um
texto. A partir dessa histórica dificuldade em classificar os seres vivos, entramos na im-
portância de Lineu e Darwin para a Biologia moderna.

O Box “Zoom na Informação” faz uma ampliação da discussão


realizada. Já o Box “Curiosidade” apresenta elementos instigantes
sobre o assunto. O glossário traz a explicitação de alguns conceitos
fundamentais à compreensão dos textos.
O Box “De olho no ENEM” objetiva estimular o aluno para a
submissão a exames de acesso à universidade. É sempre bom refor-
çar a importância do Ensino Superior para a formação profissional e
humana. Converse com seus alunos!

Outras sugestões:

Se você está em Salvador ou tem interesse em discutir a questão da água nessa


cidade, não deixe de ler “O Caminho das Águas em Salvador: Bacias Hidrográficas, Bair-
ros e Fontes” disponível em:
<http://www.ondazul.org.br/downloads/arquivos/47.pdf>, pois possui excelente qua-
lidade técnica e didática.
Além das referências indicadas no Caderno do Aluno, sugerimos também a consul-
ta aos seguintes sites:
<http://www.meioambiente.pro.br/agua/guia/aguasubterranea.htm> - Material sobre
água subterrânea, disponibilizado por Eurico Zimbres, Professor da Faculdade de Geolo-
gia-UERJ.
<http://www.uniagua.org.br>: Site “Universidade da água”, com sede na cidade de
São Paulo, é uma organização não governamental (ONG).
Por fim, desejamos que o material que produzimos auxilie suas aulas e contamos
com a sua colaboração no uso do mesmo.
No Box “Zoom na Informação”, que se aprofunda na importância da classificação e
de sua existência nas populações humanas, destaca-se o papel do idoso e a existência
de instintos na espécie humana. Nesse ponto, recomendamos a leitura do livro “Instinto
Humano”, de Robert Winston. Estimulamos um debate na turma sobre as dificuldades da
classificação biológica e seus desafios ainda contemporâneos. Além disso, através das
ferramentas fornecidas no Caderno do Aluno, você poderá instigar a curiosidade dos es-
tudantes para pesquisar a diversidade biológica em distintos ambientes e discutir diferen-
tes pontos de vista na classificação desses seres. Isso evidenciará o caráter antropocên-
trico em qualquer classificação já elaborada.

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No exercício de construção de um cladograma, sugerido a partir do estudo do Rei-


no Fungi, temos um olhar um pouco mais detalhado para as estruturas reprodutivas dos
fungos, critério que norteia sua classificação. Como adendo, para elucidar melhor os as-
pectos desse importante grupo da natureza, temos o seguinte texto no box “Curiosidade”:

Texto.
Mais sobre os fungos

Os líquens são consórcios simbióticos mutualísticos que recebem denominação


taxonômica como qualquer espécie (i.e. gênero e espécie, e.g. Usnea barbata),
mas são, na verdade, duas espécies. Essa associação surgiu do parasitismo de
algas fotossintetizantes exercido por fungos parasitas.
Essa simbiose nem sempre é tão harmoniosa como mencionado em alguns livros-
texto e seu descobridor, o botânico suíço Simon Schwendener, no século XIX, até
comparou o fungo com uma “teia de aranha”, na qual a alga é a presa e, eventual-
mente, morta pelo fungo.
Esse parasitismo “deu certo” e foi mantido no processo evolutivo, porque, além de
trocar carboidratos dos seres autotróficos, as algas, por substâncias nitrogenadas
dos seres heterotróficos, os fungos, estes últimos conseguem manter em seu micé-
lio (corpo chamado de talo composto por hifas, que são sequências de células) u-
ma quantidade de água suficiente para manter o metabolismo das algas.
Essa associação assemelha-se a um “aquário-prisão”, no qual a alga (fotobionte ou
ficobionte), cerceada, precisa “alimentar” o aquário, o parceiro heterotrófico ou
“micobionte” (sendo parasitada via hifas sugadoras, os “haustórios”) para seguir
vivendo.
Assim, os liquens podem sobreviver no topo de rochedos sob o sol e até em deser-
tos! Nesse sentido, vale lembrar que o maná do deserto, mencionado na Bíblia, é o
líquen lecanora sculenta, apreciado no Oriente Médio e consumido com mel. Nesse
ponto, os colegas professores (as) de História e Geografia podem contribuir para a
discussão, acrescentando informações sobre como a alimentação de um povo, as-
pecto cultural, é historicamente influenciada pelo ambiente natural em que ele vive.
Um tema de debate transdisciplinar seria: qual o papel dos seres vivos nos hábitos
de uma civilização?

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O Caderno do Aluno também apre-


senta sempre uma informação inte-
ressante no Box “Curiosidade”.

A questão microscópica é importante para visualizarmos a importância da água pa-


ra as células de todos os seres e, nesse ponto, pode-se interagir com os colegas de Quí-
mica, que irão trabalhar os conceitos de solubilidade e diluição neste bimestre.
Após algumas demonstrações de usos de chave dicotômica, esta poderá ser incor-
porada ao dia a dia dos alunos favorecendo as reflexões derivadas de uma prática no
pátio da escola, envolvendo água e diversidade animal, provavelmente de invertebrados,
tema a ser trabalhado no segundo bimestre.
Sua correlação com as classificações em Domínios ou Reinos pode ser reforçada
com a seguinte tarefa:
Atividade para casa
Refletindo:
a) Como você organizaria os Reinos, vistos anteriormente, nos diferentes Domí-
nios?
b) Monte uma chave dicotômica para a classificação dos seres vivos em Domínios.
Fizemos algumas sugestões relativas ao experimento da serrapilheira, em que a
metodologia poderá ser mudada em função da realidade de sua escola. Por exemplo, os
dias de molhar a serrapilheira poderão mudar de acordo com o dia de suas aulas, mas o
importante é que haja categorias de quantidade de água distintas.
Também pode-se alterar a categoria da comparação e, ao invés de se comparar
distintas quantidades de água, é possível comparar águas de qualidade diferentes. O as-
pecto da qualidade da água dá continuidade ao Caderno, estimulando o debate sobre
essa qualidade, a biodiversidade e a saúde dos seres vivos.
Esses aspectos podem ser aprofundados com a aplicação das seguintes ativida-
des:
 Atividade para casa
Atividade 1: Ampliando a discussão:

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a) Se mudar a proporção de água, o que vocês sugerem que pode acontecer?


b) Vocês indicariam algum experimento para comprovar sua sugestão?
c) Se você mudar a qualidade da água, isso mudará a quantidade e tipos de bichos
medidos?
d) Como você poderia elaborar uma indagação, como a utilizada no início do
experimento, para esse questionamento?
Atividade 2: Refletindo sobre o ambiente que nos cerca.
Vejam que entramos no eixo qualidade de água, biodiversidade e funcionamento de
ecossistemas. O que vocês acham? Vejam também os enfoques presentes no Caderno do
primeiro ano!
Dessa forma, podemos refletir sobre as questões relativas à água, como sua
disponibilidade e qualidade no ambiente que nos cerca, e como isso influencia a biodiversi-
dade e as condições de sobrevivência de todos.
Refletindo:
a) Qual o principal problema da sua cidade em relação à água?
b) A água da chuva é adequada para ser bebida?
c) E a água da sua torneira?
d) O que determina a qualidade da água?
e) Como a água para consumo é tratada na sua cidade?
f) Para onde vai a água dos esgotos?
Um ponto importante nessa prática é estimular o uso da escala logarítmica, já que
esse assunto é muito importante para a Biologia e será abordado pelo (a) professor (a) de
Matemática. Essa prática também está intimamente relacionada aos tópicos envolvidos nos
Cadernos do primeiro e terceiro anos.
Assim, fazemos a ligação entre nossas práticas e a nossa responsabilidade no uso
sustentável da água no ambiente em que vivemos. Esse é um tema bastante atual e muitas
entidades, instituições, governos e até mesmo celebridades, estão defendendo o uso sus-
tentável. Nesse ponto, o conteúdo da disciplina de Língua Inglesa abordará músicos fa-
mosos e, certamente, algum defenderá a causa ambiental. O que é um bom motivo para se
buscar a interdisciplinaridade, que tal?
Fechamos o Caderno com quatro questões do ENEM para ressaltar a importância
do tema proposto e sua conexão com os conteúdos a serem apresentados aos alunos nes-
te bimestre.
Esperamos que esse material seja útil para o sucesso no processo de
ensino-aprendizagem que tanto almejamos na nossa carreira profissional. Dessa forma,
agradecemos a sua boa vontade, disposição e participação nesta proposta complementar
às tarefas propostas.

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Química
Ródnei A. Souza, Carlos Alberto A. Freitas

Prezado(a) professor(a), este material foi elaborado para auxiliá-lo(a) na resolução


e na discussão das atividades propostas no Caderno do Aluno do segundo ano.
As atividades que constam nos Cadernos seguem o conteúdo curricular do
Programa Ensino Médio com Intermediação Tecnológica (EMITEC), referente,
respectivamente, à unidade e ao ano de aplicação de cada um. Assim, tendo como tema
gerador “Água – Meio Ambiente”, este Caderno aborda o conteúdo “Soluções”, do 2º ano
do Ensino Médio.
O Caderno foi elaborado a partir da experiência vivida pelos autores ao lecionar a
disciplina Química no nível médio e na Formação de Professores no curso presencial de
Licenciatura em Química da UNEB, UESB e UEFS, porém, com um foco maior na
interatividade e nos recursos disponíveis na Internet já citados. Entretanto, o Caderno
apresenta várias referências que são fundamentais para contribuir na formação que
possibilite o exercício pleno da cidadania.
Dentre as atividades propostas, constam alguns experimentos de fácil execução, os
quais acreditamos serem uma ferramenta motivadora e atraente para nossos alunos.
Dessa maneira, esperamos contribuir para o seu trabalho em sala de aula e também
contar com a sua participação para construirmos uma eduçação de qualidade.
Outras atividades possibilitam a interação do aluno com o universo de informações
proporcionado pela Internet, cujo acesso pode ser relizado diretamente por ele, ou
intermediado por você, professor (a), de acordo com as condições de sua escola. Como
exemplo, alguns vídeos ou textos podem ser baixados, salvos no pen-drive e veiculados
na tvmultimídia (ou tv-pendrive).
O Caderno não pretende esgotar as possibilidades de abordagem do conteúdo. O
limite da abordagem e sua complexidade são prerrogativas de cada professor. Constitu-
em-se apenas um referencial para subsidiar a sua prática docente.
A seguir, disponibilizamos algumas dicas que poderão auxiliar a sua mediação no
uso deste Caderno.

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O box “Conhecimento em ação” apresenta uma atividade de experimento para o


aluno.

EXPERIMENTO 01

O primeiro experimento foi dividido em duas etapas. Em ambas, é importante você


destacar a necessidade de os alunos observarem os aspectos macroscópicos (cor, estado
físico, volume, presença de gás, sólido etc.) apresentados no estado inicial. Posteriormen-
te, estimular os estudantes a compararem com os aspectos do estado final. Solicite-lhes o
registro das observações no Caderno.
A primeira etapa apresenta um sólido branco (sal de cozinha) e um líquido incolor
(água). Após a adição do sal na água e posterior agitação, o estado final apresenta-se co-
mo um líquido incolor. A diferença entre os aspectos dos estados iniciais e finais do experi-
mento é ponto-chave da discussão, podendo facilitar a assimilação do conteúdo.
Após a abordagem dos vários conteúdos e as discussões relacionadas a esta primei-
ra etapa, você deverá prosseguir com a segunda etapa, que consiste na adição de sal de
cozinha à água gaseificada. As mesmas recomendações da primeira etapa se aplicam na
segunda. Em ambas, promova apresentação e discussão das observações e conclusões
feitas pelos alunos para os fenômenos observados.
Note que a sequência descrita coloca o fenômeno diante dos alunos. A seguir, se de-
senvolve a abordagem do conteúdo proposto para a unidade de ensino-aprendizagem. A
maneira como foi sugerida visa a propiciar a contextualização e o diagnóstico do conheci-
mento prévio existente na estrutura cognitiva dos alunos.
Os materiais escolhidos, assim como os fenômenos, são comuns ao cotidiano dos
discentes, portanto, são potencialmente significativos e possibilitam a abordagem interdisci-
plinar na medida em que a observação de tais fenômenos não é restrita a uma disciplina
nas situações diárias. A associação com outros fenômenos, como a diminuição da solubili-
dade do gás oxigênio em rios e lagos, também possibilita a abordagem interdisciplinar,
principalmente, pelos aspectos geográficos, econômicos, sociológicos e ecológicos.
Os Boxes “Siga antenado”, “Zoom na Informação”, “Curiosidade” e “Conhecimento
em Ação” são propostas de atividades que podem ser executadas pelos alunos em sala ou
em atividades complementares extraclasses. A estrutura do Caderno visa a estimular o
interesse do aluno pelo conteúdo, articulando com diversas mídias e tecnologias. Promova
debates e/ou meios de divulgação dos resultados e conclusões dos alunos.

O nosso convite é para que você, professor (a),


se aproprie dos recursos e aproveite suas poten-
cialidades!

62
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De olho no Enem

Questão 1 (ENEM – 2010)

Todos os organismos necessitam de água e grande parte deles vive em rios, lagos e
oceanos. Os processos biológicos, como respiração e fotossíntese, exercem profunda influên-
cia na química das águas naturais em todo o planeta. O oxigênio é ator dominante na química
e na bioquímica da eletrosfera. Devido a sua baixa solubilidade em água (9,0 mg/l a 20ºC), a
disponibilidade de oxigênio nos ecossistemas aquáticos estabelece o limite entre a vida aeró-
bica e a anaeróbica. Nesse contexto, um parâmetro chamado “Demanda Bioquímica de Oxi-
gênio” (DBO) foi definido para medir a quantidade de matéria orgânica presente em um siste-
ma hídrico.
A DBO corresponde à massa de O2 em miligramas necessárias para realizar a oxidação
total do carbono orgânico em um litro de água.
Dados: massas molares em g/mol: C = 12; H = 1; O = 16
Suponha que 10 mg de açúcar (fórmula mínima CH 2O e massa molar igual a 30 g/mol)
são dissolvidos em um litro de água; em quanto a DBO será aumentada?
a) 0,4 mg de O2/litro
b) 1,7 mg de O2/ litro
c) 2,7 mg de O2/ litro
d) 9,4 mg de O2/ litro
e) 10,7 mg de O2/ litro

Resposta: letra e.

Discussão: a oxidação total do açúcar pode ser representada pela equação:


CH2O + O2  CO2 + H2O,

Como a equação já está balanceada, podemos afirmar que:

1 mol CH2O de reage com 1 mol de O2.


Assim, relacionamos a massa molar dos reagentes:
30 g/mol de CH2O ------ 32 g/mol de O2.
10 mg ------- x (mg de O2)
logo, x = 10,7 mg de O2/l

Questão 2 (ENEM – 2010)

Ao colocar um pouco de açúcar na água e mexer até a obtenção de uma só fase, prepa-
ra-se uma solução. O mesmo acontece ao se adicionar um pouquinho de sal à água e mistu-
rar bem. Uma substância capaz de dissolver o soluto é denominada solvente; por exemplo, a
água é um solvente para o açúcar, para o sal e para várias outras substâncias.

63
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Suponha que uma pessoa, para adoçar seu cafezinho, tenha utilizado 3,42 g de sacaro-
se (massa molar igual a 342 g/mol) para uma xícara de 50 ml do líquido. Qual a concentração
final, em mol/l, de sacarose nesse cafezinho?

a) 0,02
b) 0,2
c) 2
d) 200
e) 2000
Resposta: letra b.

Discussão:
A concentração em mol/l ou Molaridade é calculada dividindo-se o número de mols
do soluto (sacarose) pelo volume em litros da solução. Para encontrar o número de mols,
divide-se a massa em gramas pela massa molar.
Assim: Molaridade = 3,42 g / (342 g/mol x 0,05L) = 0,2 molar

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Física
Jancarlos Menezes Lapa e Dielson Pereira Hohenfeld

Por que um ensino interdisciplinar

A proposta de um ensino de Ciências capaz de superar o senso comum peda-


gógico, de desenvolver um saber científico ao alcance de um público sem precedentes e
de democratizar o conhecimento científico, de tal forma que se torne uma representação
social e que se constitua como cultura, tem sido objeto de várias pesquisas em educação
científica (ROBILOTTA, 1998; MEDEIROS & BEZERRA, 2000; DELIZOICOV, ANGOTTI e
PERNAMBUCO, 2002; MORTIMER & SCOTT, 2002; LABURÚ, ARRUDA e NARDI, 2003;
BAZZO, 2010).
Olhando para a complexidade dessas questões, a Educação Científica vem
promovendo debates em torno do exercício da cidadania, remetendo-nos a uma reflexão
com referência à adoção de práticas interdisciplinares no Ensino de Física como uma das
possibilidades para a sua melhoria.
Nessa perspectiva, devemos considerar três vertentes: a educação escolar pa-
ra o exercício da cidadania; a preparação de profissionais para serviços diretos na socieda-
de; e a formação de cientistas capazes de contribuir para o avanço da ciência e da tecno-
logia. Isso incide diretamente sobre as propostas de ensino, cujas práticas tradicionalmen-
te estabelecidas e disseminadas dão sinais inequívocos de esgotamento.
Para a superação de equívocos como a fragmentação e desarticulação dos cur-
rículos escolares, a legislação vigente aponta para a adoção de programas de ensino volta-
dos à integração dos saberes, na busca de ações interdisciplinares, onde o conhecimento
se apresente de forma entrelaçada entre suas várias nuances. Para isso, espera-se um
ensino de ciência contextualizado e interdisciplinar.

Usando o material
As abordagens aqui feitas foram construídas a partir de uma temática em co-
mum a todas as disciplinas. Neste Caderno, o tema escolhido foi “Água – Meio Ambiente”.

Vejamos algumas orientações importantes


na mediação das atividades para o 2 º ano

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- Os textos foram escolhidos de modo que seus conteúdos e informações privilegi-


assem a interdisciplinaridade e a contextualização. Tanto o primeiro como o segundo tex-
to ressaltam a importância da água na manutenção da vida. Do ponto de vista físico-
químico, há uma interação direta sobre esse tema nas disciplinas de Física e Química,
principalmente no que diz respeito às propriedades térmicas da água. No segundo texto,
é feita uma discussão sobre a importância da água no que se refere aos aspectos biológi-
cos. Isso dá espaço a uma aproximação com a disciplina de Biologia. No texto sobre mo-
tores à combustão, ainda é possível discutir sobre a eficiência energética das máquinas
térmicas tomando por base a questão da sustentabilidade, sem perder de vista a busca
de fontes alternativas de energia, desde quando sejam pertinentes ao programa estabele-
cido pelo professor.

- Embora reconheçamos a dificuldade e o esforço ao acesso das Tecnologias da


Informação e Comunicação (TIC) nas escolas, não podemos deixar de elaborar ativida-
des contempladas pelo uso dessas ferramentas, pois entendemos que tais recursos tra-
zem contribuições importantes ao ensino e aprendizagem em Física. O Box “ Siga Ante-
nado” ( a) sugere, além de sites interessantes, algumas opções de leitura, de filme, como
o intitulado “Uma Verdade de Inconveniente”, produzido pelo ex-vice-presidente dos Esta-
dos Unidos, Al Gore, onde ele analisa a questão do aquecimento global, mostrando os
mitos e equívocos existentes em torno do tema. O filme abre espaço para articulação de
um trabalho entre as disciplinas de Física, Química, Biologia e Geografia. Pode ser feito
um seminário sobre o tema tomando o filme como objeto problematizador.

- Entre as atividades experimentais convencionais, no Box “ Conhecimento em


Ação”, discutem-se as propriedades térmicas da água. Vale ressaltar o cuidado com a
segurança quanto ao aquecimento da água. No experimento com a bexiga d’água, é im-
portante tomar cuidado com seu possível estouro diante de um tempo grande de exposi-
ção à chama da vela. Na maioria das propostas, as figuras são autoexplicativas.

- Finalmente, é importante lembrar sobre o uso de um termômetro no experimento


do calorímetro. Embora tivéssemos o cuidado de escolher materiais de fácil obtenção,
sabemos da dificuldade de algumas escolas quanto aos materiais de laboratório, e, nesse
caso, é possível que esse instrumento não seja encontrado facilmente. Sugerimos que o
experimento seja feito pelo professor de maneira demonstrativa.

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Sugestões de aprimoramento profissional

a) Revista Brasileira do Ensino de Física


<http://www.sbfisica.org.br/rbef/>

b ) Caderno Brasileiro de Ensino de Física


<http://www.periodicos.ufsc.br/index.php/fisica>
Seguem algumas fontes
de leitura dentro da área. de
Ciências, com destaque para o c) Revista Física na Escola
ensino de Física. <http://www.sbfisica.org.br/fne/>

d) Investigações em Ensino de Ciências


<http://www.if.ufrgs.br/ienci/>

e) Enseñanza de las Ciências


<http://www.ensciencias.uab.es/>

f) Revista Brasileira de Pesquisa em Educação


em Ciências
<http://www.f ae.uf mg.br/abrapec/revista/
index.html>

g) Ciência & Educação


<http://www2.fc.unesp.br/cienciaeeducacao/>

Além dessas publicações, é importante ter acesso aos anais de encontros nacio-
nais dentro da área de ensino de Ciências. Seguem os nomes de alguns dos principais
encontros realizados em território nacional:

a) Encontro de Físicos do Norte e Nordeste (EFNNE)

b) Simpósio Nacional de Ensino de Física (SNEF)

c) Encontro Nacional de Pesquisa em Educação em Ciências (ENPEC)

d) Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC)

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Matemática
Claudinei de Camargo

No texto, abordamos a utilização dos Sistemas Lineares e Matrizes em questões


relacionadas com alguns aspectos da distribuição de água. No seu desenvolvimento,
apresentamos atividades, em diferentes níveis de exigência, que se valem dos conheci-
mentos matemáticos mencionados para o equacionamento e resolução de problemas. É
realizada breve apresentação de fatores referentes à configuração de redes de distribui-
ção.
Posteriormente, iniciamos o estudo de modelos de redes, avaliando as vazões nos
sistemas tomados como exemplos. São realizados os cálculos das vazões circulantes na
rede, que seguem o princípio de que a vazão que entra em um nó é igual à vazão que sai
do mesmo.
Faremos, a seguir, comentários sobre cada um dos tópicos apresentados no Ca-
derno do Aluno.

Ao longo do Caderno, apresentamos peque-


nos textos com informações importantes sobre
distribuição e redes e disponibilizamos também
exemplos de vazões que servem como modelos
para resolução dos problemas propostos nas
atividades.

O texto “Transporte de água” faz uma rápida apresentação da evolução do trans-


porte de água.
No texto “Vazão”, são apresentadas as possibilidades de abastecimento das socie-
dades urbanas, procedimentos de captação e distribuição.
No texto “Redes”, apresentamos os tipos de malhas de distribuição, segundo a
classificação da engenharia.
No texto “Os sistemas de abastecimento”, são discutidas as mudanças que os sis-
temas de abastecimentos podem sofrer ao logo do tempo, devido a diversas necessida-
des, tais como expansão do sistema, manutenção etc.
Nos três textos denominados “Rede 1”, “Rede 2” e “Rede 3”, apresentamos ques-
tões referentes a problemas reais; tais problemas são modelados utilizando a ideia apre-
sentada na “Reflexão para Ação – matrizes e sistemas lineares”.
O primeiro exemplo do texto “Rede 1” apresenta a resolução e chega à seguinte
conclusão:

 x1  x4  30

 x2  x4  40
 x3  x4  10

68
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Neste caso, temos um Sistema Possível Indeterminado, que possui o número de


variáveis maior que o número de equações, portanto, uma das variáveis não depende do
valor das outras, ou seja, é uma variável livre, neste caso x4 :
x1 = 30 - x4

x2 = 40 + x4

x3 = 10 - x4

x4 = variável livre

O texto “Rede 2” apresenta exemplo de um Sistema Linear Determinado. A solu-


ção do sistema é única:

 x1 0 0  20

 0 x2 0  10
 0 0 x  30
 3

Então, a solução do sistema será x1=20; x2 = 10, x3 =30.


No último exemplo, “Texto 3”, também apresentamos um Sistema Linear Determi-
nado, e a solução é:

 x1  20
 x2  50


 x3  30
 x4  50

O Caderno apresenta duas sugestões de vídeos nos Boxes “Siga Antenado”.


Com o vídeo apresentado no primeiro “Siga Antenado”, é possível articular um tra-
balho com a componente curricular de Língua Portuguesa: “O Guardador de Água” narra
a história de um jovem que, preocupado com o impacto ambiental que a poluição pode
causar à sua represa, procura a ajuda de um gestor ambiental, o qual sugere o uso do
conceito de matrizes para determinar se o impacto ambiental é sustentável. Após assisti-
rem ao vídeo, pode-se solicitar aos alunos, individualmente e/ou em grupos, que façam
uma redação para ser utilizada em debate realizado na sala ou entre as possíveis salas.
A segunda sugestão é um vídeo que modela um problema de poluição de um rio,
utilizando o conceito de matrizes. Neste ponto, pode-se articular a discussão com os
professores de Química e Biologia, discutindo sobre a questão da poluição de rios e
mananciais.

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Como “Reflexão para Ação”, apresentamos um procedimento para modelar o pro-


blema de dimensionamento da vazão de redes de distribuição de água. Nesta modela-
gem matemática, utilizamos o conceito de matrizes e sistemas lineares.
Trazendo algumas informações complementares, os Boxes “Zoom na Informação”
apresentam as diversas classificações dos sistemas lineares; comentário sobre o método
Gauss-Jordan, que é o método de resolução que utilizamos na maioria dos exemplos;
comentários sobre o método Cramer para resolução de sistemas lineares, que consiste
em resolver sistemas utilizando-se os determinantes. O professor pode resolver alguns
sistemas valendo-se desse procedimento; uma possibilidade de aplicação das matrizes, o
texto comenta sobre a matriz de Leontief.
Como curiosidade, o Caderno apresenta alguns produtos que podem ser transpor-
tados via dutos, além da água. Solicita a identificação de exemplos de transportes por
dutos em sites disponibilizados na Internet.
O Caderno do 2º ano apresenta após cada texto alguns questionamentos para o
aluno. Na proposta de “Conhecimento em Ação” apresentada após o texto sobre vazão,
aborda-se a possibilidade de trabalho interdisciplinar, principalmente com os componen-
tes curriculares de História e Geografia, uma vez que eles abrangem a proposta de pes-
quisa para identificar a evolução do sistema de distribuição de água na cidade. Questio-
na-se, também, a possibilidade de representação da rede de distribuição de água da ci-
dade e, depois, a construção de um modelo matemático que simbolize a circulação de
água próxima à escola.
Os três textos que apresentam problemas de vazão em rede – “Rede 1”, “Rede 2”
e “Rede 3” – apresentam questões relacionadas aos sistemas exemplificados :

A questão 1 está relacionada ao sistema apresentado na “Rede 1”, então:

a) Os valores das vazões x1=5; x2 = 3, x3 =5 e x4 =5 são solução do sistema? Por


quê?
Não, pois os valores não satisfazem ao sistema.
b) Os valores das vazões x1=25; x2 = 45, x3 =5 e x4 =5 são solução do sistema? Por
quê?
Sim, pois os valores satisfazem ao sistema.
c) Os valores das vazões x1=30; x2 = 40, x3 =10 e x4 = 0 representam solução do
sistema? Por quê?
Sim, pois os valores satisfazem ao sistema.
d) O que aconteceria na rede da figura 5 se o valor de x4= 10?
Não teríamos vazão entre os nós CD, pois x3 =0.
e) Quantas soluções existem para o sistema? Justifique sua resposta!
Existem infinitas soluções, pois o sistema é possível e indeterminado.
f) Existe uma solução se a capacidade máxima de C para B for 40 ?

70
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g) Se o duto entre AD quebrar, existe uma solução que levaria água a todos os nós
mantendo-se os fluxos de entrada e saída?
Se AD quebrar, teremos que x4 =0, então: x1=30; x2 = 40, x3 =10.

Na questão 2, baseada na rede de distribuição representada na figura 9,


a) os valores das vazões do sistema quando x4 = 0; x4 = 10 e x4 =40.
Para x4 = 0, teremos x3 = 0; x2 = 10 e x1 = 50.
Para x4 = 10, teremos x3 = 10; x2 = 10 e x1 = 40.
Para x4 = 50, teremos x3 = 50; x2 = 10 e x1 = 0.
b) quais os valores máximo e mínimo para x4?
Máximo de x4 = 50, mínimo de x4 = 0.
10
30
20 x4
A

B
x2
x1
x3

30 C

20

Figura 9 - Vazão em rede


Fonte: Arquivo pessoal do autor

Levando-se em consideração as vazões, podemos escrever

Nó A: 20 + 30 = x1 + x4 Nó A: x1 + x4 =50
Nó B: x3 + x2 = x4 + 10 Nó B: x2 + x3 - x4 = 10
Nó C: x1 + x3 = 30 + 20 Nó C: x1 + x3 = 50

as equações referentes aos pontos A, B C como:

 x1 0 0  x4  50 1 0 0 1 50
 0 1 1 1 10 
0 x2  x3  x4  10  
x 
1 0 1 0 50
 1 0  x3 0  50

Então, o sistema é representado pelas equações :

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Podemos representar o sistema com uma matriz, iniciando a resolução, vamos mul-
tiplicar a linha 3 por -1 e somar com a linha 1:
1 0 0 1 50 0 0  1 1 0 
0 1 1  1 10  0 1 1  1 10 
  
1 0 1 0 50 1 0 1 0 50

Vamos somar a linha 1 com a linha 2:

0 0  1 1 0  0 0  1 1 0 
0 1 1  1 10  0 1 0 0 10 
   
1 0 1 0 50 1 0 1 0 50

Então, temos a solução do sistema:

 0 0  x3  x4  0

 0 x2 0 0  10
x 0  x 0  50
1 3

Apresentamos também, como “Conhecimento em Ação”, uma investigação sobre


a aplicação da Lei de Kirchhoff, que está intimamente ligada a problemas da física, quí-
mica e controle de tráfego. Neste ponto, o (a) colega professor(a) pode fazer a interlocu-
ção com essas disciplinas e, por exemplo, investigar na Internet exemplos de aplicação
no controle de trânsito e em circuitos elétricos.
Na questão 3, com base na distribuição apresentada na Figura 10, o aluno deverá
encontrar os valores das vazões x1, x2 e x3.

40 A 30 C x2

x1

x3

B
10

Figura 10 – Rede de distribuição


Fonte: Arquivo do autor

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A resolução para esta questão é a seguinte:

Levando-se em consideração as vazões, podemos escrever as equações referentes aos


pontos A, B e C como:

Nó A: 40 = x1 + 30
Nó B: x1 + 10 = x3
Nó C: x3 + 30 = x2

Então, o sistema é representado pelas equações equivalentes à matriz:

 x1 0 0  10  1 0 0 10 
  1 0  1 10 
 x1 0  x3  10  
 0 x  x  30  0 1  1 30
 2 3

Iniciando a resolução, podemos somar a linha 1 com a linha 2:

 1 0 0 10  1 0 0 10 
 1 0 1 10  0 0 1 20
   
 0 1  1 30 0 1  1 30

Agora, somando a linha 3 com a linha 2, teremos:

1 0 0 10  1 0 0 10 
0 0 1 20 0 0 1 20
   
0 1  1 30 0 1 0 50

Na forma escalonada, teremos:

1 0 0  10  1 0 0  10   x1 0 0  10
0 0 1  20 0 1 0  50 
     0 x2 0  50
0 1 0  50 0 0 1  20  0 0 x  20
 3

Então, a solução do sistema será x1=10; x2 = 50, x3 =20.

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O “Conhecimento em ação”, referente à questão 4, expõe:


Considerando uma rede com as características apresentadas pela Figura 12, responda:
a) o que acontece com a rede se tivermos x4 = 70? Teremos x3 = 40; x2 =50; x1 =0; não
existirá vazão no trecho entre B e A.
b) o que acontece com a rede se AD for interrompido? Teremos x3 = 0, ocasionando uma
inversão de fluxo em AB e as vazões ficariam: x1 = -40, x2 = 90, x4 = 30.
d) é possível alimentar todos os nós se o trecho CD quebrar? Neste caso, teremos x4 = 0,
x3 = -30; x2 =120; x1 =- 70; ou seja, teremos inversão de fluxo em AD e AB.

40

A
30

x3
x1
D

x4

C B

50
x2
120

Figura 12 - Vazão em rede


Fonte: Arquivo do Autor

Levando-se em consideração as vazões, as equações referentes aos pontos A, B, C, e D


ficam:

Nó A: x1 +40 = x3 Nó A: -x1 + x3 = 40
Nó B: x1 + x2 = 50 Nó B: x1 + x2 = 50
Nó C: x2 + x4 = 120 Nó C: x2 + x4 = 120
Nó D: x3 +30 = x4 Nó D: -x3+ x4 = 30

Então, o nosso sistema é representado pelas equações:

  x1  x3  40
x  x2  50
 1

  x2  x4  120
  x3  x4  30

Podemos representar o sistema com uma matriz:

 1 0 1 0 40 
1 1 0 0 50 

0 1 0 1 120
 
0 0 1 1 30 

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Utilizando o método de escalonamento e somando a linha 1 com a linha 2:

 1 0 1 0 40   0 1 1 0 90 
1 L1 + L2
 1 0 0 50   1 1 0 0 50 

0 1 0 1 120  0 1 0 1 120
   
0 0 1 1 30   0 0 1 1 30 

Multiplicando a linha 3 por -1 e somando com a linha 2:

 0 1 1 0 90 
  0 1 1 0 90 
50  L2 – L3   1  70
 1 1 0 0
 1 0 0
 0 1 0 1 120
   0 1 0 1 120 
 0 0 1 1 30   
 0 0 1 1 30 

Multiplicando a linha 1 por -1 e somando com a linha 3:

 0 1 1 0 90   0 0 1  1  30
 1 0 0  1  70 L3 - L1  1 0 0  1  70
 
 0 1 0 1 120   0 1 0 1 120 
   
 0 0 1 1 30   0 0 1 1 30 

Como temos a linha 1 equivalente à linha 4, podemos excluir uma delas:

 0 0 1  1  30
 1 0 0  1  70 1 0 0  1  70
 0 1 0 1 120 
 0 1 0 1 120  L1 = L4
 
  0 0  1 1 30 
 0 0 1 1 30 

Assim, teremos:

 x1  x4  70

 x2  x4  120
  x3  x4  30

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A questão 5 pontua :
Dado o sistema a seguir, construa uma rede que o represente e determine as vazões:

 x1  x2  40
  x2  x3  20


  x3  x4  10
 x1  x4  10

A vazão solicitada é assim representada:

10
20
x2
20 10
A B

x1 x3

10 10
D C

x4

Figura - Vazão em rede

Levando-se em consideração as vazões, as equações referentes aos pontos A, B, C, e D


ficam:

Ponto A: x1 + x2 = 40 Ponto A: x1 + x2 = 40
Ponto B: x2 = 20 + x3 Ponto B: x2 + x3 = 20
Ponto C: x3 = 10 + x4 Ponto C: x3- x4= 10
Ponto D: x1 + x4 = 10 Ponto D: x1 + x4 = 10

Então, o nosso sistema é representado pelas equações, equivalentes à matriz:

1 1 0 40 
0  x1  x2  40
0 1  1 0 20  
   x2  x3  20
0 0 1 1 10  
  x3  x4  10
 
1 0 0  1 10   x1  x4  10

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1 1 0 40 
0
0 1  1 0 20  1 0 1 20
0
 L1 – L2 0
0 0 1 1 10   1  1 0 20
  0 0 1 1 10 
0 1 0 1 30 
 
0 1 0 1 30 

Multiplicando linha 2 por -1 e somando com a linha 4:

1 0 1 0 20  1 0 1 0 20 
0 1 1 0 20  0 1 1 0 20 
 L4 - L2 
0 0 1 1 10  0 0 1 1 10 
   
0 1 0 1 30  0 0 1 1 10 

Como as linhas 3 e 4 são equivalentes, temos:

1 0 1 0 20
0 1  1 0 20
 
0 0 1 1 10 

Assim, teremos:

 x1  x3  20

 x2  x3  20
 x3  x4  10

Uma solução do sistema é x1=10; x2 = 30, x3 = 10, x4 = 0.

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Língua Portuguesa
Luciana Santos de Oliveira e Luciano Amaral Oliveira

O Caderno de Língua Portuguesa para a 3ª série do Ensino Médio, cujo tema é


“Meio Ambiente”, traz atividades que foram delineadas, não apenas com vistas ao ENEM,
mas também para a ampliação dos conhecimentos linguísticos, enciclopédicos e textuais
necessários para o desenvolvimento da competência leitora e da competência redacional
dos estudantes. Para isso, as atividades propostas seguem uma lógica interdisciplinar,
fundamental para aproveitar, ao máximo, os conhecimentos dos estudantes nas outras
disciplinas. As atividades de leitura e de escrita são propostas sempre na forma de ma-
crossequências didáticas, ou seja, há toda uma preparação para que o estudante possa
se engajar nas atividades de leitura e de escrita com seus esquemas mentais ativados. A
seguir, apresentamos as informações necessárias sobre as atividades.
A primeira atividade, apresentada no Box “Conhecimento em Ação”, dialoga, de for-
ma genérica, com Biologia, e tem o objetivo de servir como uma pré-leitura para a crônica
“Sobre a preservação da natureza”. Eis as características dos seres humanos: são mor-
tais; são racionais. E eis as características dos outros animais: são mortais; não destroem
o seu habitat; só matam para sobreviver.
Eis sugestões de respostas para as questões relacionadas ao texto 1: “Sobre a
preservação da natureza”:
1. B – E – F – G – H – I
2. A autora usa a palavra besta com o objetivo de brincar com os possíveis signifi-
cados que podem surgir no contexto. Nesse caso, a palavra tanto se refere a um animal
como ao comportamento humano. A autora faz uma comparação que visa a inferiorizar o
homem perante os bichos.
3. Porque a Filosofia procura organizar as questões através de perguntas. O texto
deixa as perguntas sem uma resposta direta, levando o argumento para outra afirmação:
que o homem possui um lado irracional. Sugerimos que você abra uma discussão com
seus alunos a esse respeito.
4. “Não moveria uma só pata” – o uso corrente diz “Não moveria um só dedo”. / “O
bicho pegaria para o nosso lado” – no uso corrente, a palavra bicho é usada em gírias.
5. Resposta correta é a letra D.

Atenção:
Conhecimento em Ação: o Texto de opinião
possui uma característica interdisciplinar, que é o
diálogo que estabelece com Química no assunto
“Petróleo”. Oriente seus alunos na produção do
texto.

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A atividade sobre coordenação e subordinação é voltada para ajudar os estudantes


a desenvolverem sua conscientização acerca da organização de ideias. Ela dialoga com
História no assunto “Revolução Industrial e impactos socioambientais”. Eis sugestões de
respostas às questões:
1. O período possui três orações: duas orações assindéticas, já que são coordena-
das sem conjunções, e uma sindética, coordenada pela conjunção e.
2. (a) Por isso, essa conjunção é classificada como conjunção coordenativa aditiva.
3. (a) Embora (ou Apesar de) / (b) Portanto (ou Por isso ou Consequentemente) /
(c) Consequentemente (ou Portanto ou Por isso)
Após o texto 3, “Leitura de texto não verbais”, apresentamos uma atividade cuja
característica interdisciplinar é o diálogo com Geografia no assunto “Disponibilidade hídri-
ca no mundo, no Brasil e na Bahia”. Eis as respostas às perguntas sobre a Tabela 1:
1. Nos oceanos.
2. Nos lagos de água doce, nos rios.
3. Não. Com base no fato de que existem 126,2 trilhões de litros de água disponí-
veis para o uso humano.
Sobre a atividade que propõe a comparação do miniconto “Anedota da água” com o
“Zoom na Informação” sobre o fim da água no planeta, pode-se chegar à seguinte conclu-
são: A ironia da mãe do menino no miniconto demonstra que ela não acredita que a água
do mundo está perto do fim. Tal descrença é sustentada pela conclusão de Jacobi apre-
sentada na seção “Zoom na Informação”
Uma outra atividade, proposta com base no miniconto de Mayrant Gallo e na
tabela extraída do artigo de Pedro Jacobi, apresenta questionamentos sobre funções da
linguagem nos referidos textos. Eis as respostas para as perguntas desta seção:
1. A função referencial. Porque o autor fornece informações sobre um fato geográfi-
co.
2. A função emotiva. Porque a personagem expressa, por meio da ironia, sua opini-
ão acerca da ideia de que a água do planeta está perto do fim.
Propomos no primeiro Box “Reflexão para Ação” um trabalho com imagens. Orien-
te seus alunos quanto à realização desta atividade, que serve como atividade de pré-
escrita para o exercício de produção do texto de opinião.
Organize a formação das equipes para a realização desta atividade.
O segundo Box “Reflexão para Ação” discorre sobre o uso de conjunções adver-
sativas que expressam preconceitos nas falas da pessoas.
Conduza essa reflexão com os alunos, solicitando-lhes que forneçam exemplos
desse tipo de uso da adversativa. Comente com seus alunos o caso da música “Ele é
corno, mas é meu amigo”, do cantor Tiririca.
O Box “Zoom na Informação”, sobre o efeito estufa, assim como os Boxes
“Reflexão para Ação” e “Curiosidade” , que os seguem, devem ser abordados antes da
atividade que propõe a produção de um texto de opinião.
O último Box “Zoom na Informação” traz um fechamento sobre os fatos acerca da
quantidade de água no mundo e serve de preparação para a atividade da seção
“Conhecimento em Ação”. Discuta a conclusão de Jacobi com os alunos.

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O Caderno do Aluno apresenta dois Boxes “Curiosidade”. A primeira atividade ser-


ve para ativar os conhecimentos enciclopédicos dos alunos para produção do texto de
opinião. Comente com eles que os Estados Unidos se recusam a assinar o Protocolo de
Kyoto para não ter de reduzir a produção industrial e, assim, deixar de ganhar muito di-
nheiro. A segunda, possui uma característica interdisciplinar, que é o diálogo com Física,
no assunto “Trabalhando com o texto ‘Barragem do Sobradinho’”. Verifique se os alunos
entenderam o que é eclusa, solicitando-lhes que expliquem o que é com suas próprias
palavras. Converse com eles sobre os impactos negativos e positivos de uma barragem
(impactos negativos: inundação de florestas, o que faz com que animais e árvores mor-
ram; inundação de cidades que, literalmente, deixam de existir; impactos positivos: gera-
ção de empregos; geração de energia elétrica para várias cidades).
Discuta com seus alunos as questões do ENEM e nossos comentários sobre elas.

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Literatura Brasileira
Carla Patrícia Santana e Gildeci de Oliveira Leite

No Caderno de Literatura Brasileira do 3º ano, intitulado “O pré-modernismo e te-


máticas da natureza”, foram propostas algumas atividades a serem desenvolvidas. Bus-
cando garantir uma articulação com as demais séries, o que facilitará a promoção de tra-
balhos que possam ser postos em diálogo, tudo que ali consta foi pensado a partir da arti-
culação com a temática o “Meio Ambiente”, com ênfase na água.
O destaque está na obra “Os sertões”, de Euclides da Cunha. A primeira atividade
baseia-se nos textos apresentados e pretende provocar uma reflexão, a partir dos exem-
plos fornecidos, sobre o respeito às diferentes práticas culturais que buscam provocar
chuvas. Sugeriu-se também uma pesquisa sobre “Os profetas da chuva”, tema de peças
teatrais, entre outras manifestações artísticas. Há um livro interessante sobre o assunto,
“Ceará e o profeta da chuva”, de Abelardo F. Montenegro (lançado em 2008, pela Editora
da Universidade Federal do Ceará), que você poderá consultá-lo. Propusemos a pesqui-
sa na Internet e a produção de um cartaz explicativo com o resultado. Mas você ainda
poderá ampliar, caso considere adequado: pode-se preparar uma encenação de teatro e/
ou dança, entre outras.
Logo depois do texto “Costumes avoengos”, com respectivo glossário, há uma pre-
ce para pedir chuva. Pretendemos estimular os alunos a buscarem informações com os
parentes mais velhos. Assim, nesses tempos de tantas manifestações de desrespeito e
violência contra os idosos, seguimos o caminho de promover a sua valorização; o próprio
significado de “avoengo” ganha importância: costumes antigos, herdados dos antepassa-
dos.
Chamamos a atenção para o fato de a Biologia, a Física e a Química desenvolve-
rem estudos sobre a produção de chuva artificial. Você poderá dialogar com os professo-
res dessas disciplinas para saber como estão abordando o assunto e a possibilidade de
promoverem um diálogo entre os conteúdos e atividades.

O Caderno está acompanhado de charges produzi-


das especialmente para dialogar com os assuntos trata-
dos. Mas também podem servir de incentivo para que
os (as) alunos (as) possam também exercitar sua criati-
vidade e as produzirem para seus trabalhos, desenvol-
vendo, assim, outra habilidade.

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O Caderno está acompanhado de charges produzidas especialmente para dialogar


com os assuntos tratados. Mas também podem servir de incentivo para que os/as alunos/
as possam também exercitar sua criatividade e produzirem as charges para seus trabalhos,
desenvolvendo assim outra habilidade.
O tema da seca e da guerra de Canudos tem sido abordado também na música por
muitos compositores. Demos apenas um exemplo, “Salve Canudos”, do baiano Fábio Paes
e Pe. Enoque Oliveira. Outras poderão ser lidas e ouvidas a partir de pesquisa na Internet
(devido à impossibilidade de obter da autorização de direitos autorais para a reprodução de
demais composições, apenas indicamos a possibilidade de mais pesquisas). Sugerimos
que sejam desenvolvidas atividades de produção desse tipo de texto também.
Outra sugestão surge da informação de que há uma árvore-símbolo do Brasil – o Pau
-Brasil – também conhecida como a árvore da música. Propusemos uma pesquisa sobre o
assunto, indicando que há, inclusive, uma letra de música na qual ela aparece como título.
Assim, estreitamos o conteúdo do 2º ano, que irá pesquisar a ave-símbolo do País, o sabi-
á, com o do 3º, que pesquisará a árvore-símbolo. Para fazer referência ao assunto da uni-
dade, citamos Oswald de Andrade, com sua poesia “Pau-Brasil”. Dando continuidade a es-
se procedimento, sugerimos a composição de uma letra na qual os elementos da natureza,
com destaque para aqueles já apresentados, incluindo a água, sejam recorrentes.
Tudo isso poderá ser visualizado pela comunidade da escola e convidados na expo-
sição proposta para finalização da unidade – um dia de mobilização artística, semelhante
ao que foi a Semana de Arte Moderna de 1922. Ressaltamos que o citado evento contou
com a apresentação de conferências, leitura de poemas, dança, pintura e música. Orienta-
mos a releitura do livro didático para aprofundamento do assunto. Este material é um su-
plemento ao livro didático, portanto, não pretende repetir informações que já constam nele.
Sempre que necessário, estimularemos os (as) estudantes a retomarem o livro.
Propusemos um roteiro, passo a passo, para o desenvolvimento da atividade. Você
analisará a necessidade de inclusão ou exclusão de algum item. Lembramos ainda que
essa atividade será uma forma de sistematização do conteúdo da unidade. Nesse sentido,
não significará apenas mais um trabalho; os alunos deverão retomar trabalhos já apresen-
tados na turma para uma reapresentação. Nesse momento, poderão corrigir os eventuais
problemas que tenham sido observados.
Ao final do Caderno, há duas questões do ENEM/ 2009, publicadas pelo INEP/MEC,
seguidas do gabarito e de comentários. Estes deverão ser debatidos em sala de aula, e
outras reflexões deverão ser estimuladas.

Bom trabalho!

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História
Rodrigo Lopes; Cristiane Batista e Virgínia Queiroz

Estamos apresentando o Caderno de História do 3º ano. Nossa equipe procurou,


dentro do tema gerador “Água – Meio Ambiente” proporcionar uma agradável e interes-
sante leitura. Ativemo-nos ao currículo, mas nos distanciamos de oferecer os mesmos
conhecimentos e abordagens do livro didático. Ao contrário, o produzimos como referen-
cial para que o aluno complemente as discussões em sala de aula.
Dessa forma, pensamos numa estrutura que facilita a compreensão do material.
Iniciaremos com um texto fluido e uma linguagem acessível ao aluno, onde há informa-
ções extraídas de diferentes fontes: imagens, músicas, poemas, relatos etc. Em seguida,
a proposta é contextualizar o conteúdo com a realidade do aluno e, para tal, o texto apre-
senta o Box “Reflexão para Ação”, no qual nosso intuito é que o aluno se reconheça nes-
sa discussão.
Para viabilizarmos uma conexão com atividades, sugerimos também
“Conhecimento em Ação”, sempre pensando em algo que exercite o conhecimento histó-
rico numa perspectiva também interdisciplinar, em que outros saberes possam ser utiliza-
dos para refletir sobre o proposto.
O Glossário diz respeito aos vocábulos e conceitos utilizados que podem ser estra-
nhos aos alunos, mas encontram-se devidamente esclarecidos no contexto do Caderno.
Através do Box “Siga Antenado”, sugerimos material da web (disponíveis em sites e
blogs), filmes e livros com linguagem adequada aos nossos alunos, como mais uma fer-
ramenta para fundamentar as informações e suas curiosidades sobre os temas.
Em seguida, os estudantes terão contato com algumas questões do ENEM, ou de
construção pedagógica equivalente, para que possam também exercitar sua leitura e a-
nálise dos temas históricos, direcionadas ao modelo de múltipla escolha adotado nos e-
xames e concursos vestibulares. As questões estão acompanhadas dos respectivos ga-
baritos comentados, um suporte para que os professores possam dirimir quaisquer dúvi-
das que porventura surjam durante a execução/correção das questões.

Indicamos uma bibliografia mais voltada para


você, colega professor (a), a fim de que possa
também mergulhar no universo dos contextos
históricos que são palco dos temas propostos.

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No texto 1, “A sociedade industrial e os impactos ambientais nos séculos XIX e XX”,


nossos alunos irão encontrar informações a respeito de como o desenvolvimento da soci-
edade industrial na Inglaterra provocou mudanças no meio social e ambiental, traçando
paralelos com permanências dessas situações nos dias atuais, através da poluição das
águas dos rios.
O texto 1 encontra-se inserido no domínio NATUREZA, AMBIENTE E CULTURA,
organizado da seguinte forma:
COMPETÊNCIA:
Relacionar meio ambiente às dinâmicas sociais, históricas e naturais a partir do en-
tendimento das relações espaço-temporais e sociais.
DESCRITORES:
Relacionar as mudanças ambientais às dinâmicas naturais e sociais;
Identificar formas de uso e degradação do meio ambiente ao longo do processo his-
tórico de formação da sociedade.
No texto 2, “Água e trabalho no período monárquico e nos pós-abolição”, convida-
mos nossos alunos a mergulharem na História do Brasil no período anterior e posterior à
abolição da escravatura, através das mulheres aguadeiras e de outras atividades econô-
micas ligadas ao uso da água na sociedade da época. O cotidiano também pode ser a-
preendido nos textos e nas canções, que nos mostram os costumes ligados àqueles su-
jeitos históricos.
Esse texto insere-se no domínio TRABALHO, ECONOMIA E SOCIEDADE, organi-
zado da seguinte forma:
COMPETÊNCIAS:
Identificar as formas de organização do trabalho, de acordo com as dinâmicas his-
tóricas e culturais das sociedades humanas;
Reconhecer papéis de grupos e indivíduos, suas identidades coletivas e movimen-
tos sociais, de acordo com as práticas e valores relativos à divisão do trabalho.
DESCRITORES:
Caracterizar formas de organização do trabalho ao longo do processo histórico de
constituição da sociedade brasileira;
Identificar conflitos políticos e sociais derivados das relações de exploração do tra-
balho nas sociedades americanas, africanas, europeias e asiáticas, na modernidade.
Com o texto 3, “Questões de saúde pública e higiene urbana no Brasil durante a
República velha”, percorreremos as práticas de saúde e higiene públicas nos espaços
urbanos, as políticas públicas de higienização e a importância das fontes de água para a
preservação da saúde.
O texto 3 está ligado ao domínio INSTITUIÇÕES E ORDEM SOCIAL, organizado
da seguinte forma:

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DESCRITORES:
Caracterizar os processos históricos de constituição dos espaços públicos na con-
temporaneidade;
Caracterizar conflitos políticos derivados das estratégias de conservação de ordens
sociais na modernidade;
Identificar as pressões niveladoras da vida coletiva que regulam e sancionam com-
portamentos sociais.
No texto 4, “Anos de guerra na Europa: a contaminação das águas e o crescimento
das epidemias”, falaremos sobre o contexto de epidemias provocadas pela sujeira e
poluição das fontes de água na Europa no período da Primeira Guerra Mundial, contex-
tualizando a relação da água com as práticas de higiene e a diminuição das epidemias.
O texto 4 insere-se no domínio FORMAS DE CONHECER E SUAS APROPRIA-
ÇÕES, organizado da seguinte forma:
COMPETÊNCIAS:
Caracterizar as relações entre ciência e desenvolvimento tecnológico;
Refletir sobre os conceitos de natureza.
DESCRITORES:
Identificar as transformações na relação homem/natureza em função do uso e difu-
são da ciência.
Avaliar as concepções de conservação e preservação ambiental.

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Geografia
Celbo Antonio R F Rosas

A participação do professor no processo de ensino-aprendizagem é da maior impor-


tância, pois ele é o agente mediador de tal processo. Ele incentiva e busca criar reflexões
acerca das propostas de trabalho junto aos alunos, fazendo com que estes não estudem
apenas para os vestibulares ou para o ENEM, mas considerando-os como membros de
uma sociedade hierarquizada, demonstrando que os recursos naturais são bens de ex-
tremo valor para esta sociedade e que o papel do Estado e de grandes empresas é de
fundamental importância para a modificação de suas expectativas de melhorias.
Neste Caderno do Aluno do 3º Ano, há orientação aos alunos para que realizem
pesquisas, debates ou argumentações sobre as temáticas. Sugerimos ao professor algu-
mas observações para a condução das atividades propostas.
O Caderno versa sobre a disponibilidade hídrica e os principais problemas socio-
ambientais urbanos relacionados à água no Brasil e no mundo. É interessante que vo-
cê dialogue com o professor de História sobre a importância da água para civilizações
antigas, uma vez que ela não ocorre apenas na atualidade, mas possui papel fundamen-
tal nas ocupações e organizações de antigos povos.
Discuta com seus alunos, através das
pesquisas propostas, a questão da falta de
água mundial e os principais responsáveis
por tal fato.

A proposta do primeiro “Conhecimento em Ação” é que os alunos façam uma análi-


se comparativa do mapa entre os anos de 1995 e 2025, identificando as principais cau-
sas das mudanças apresentadas, destacando a região do Mercosul. Após a análise, eles
devem relacionar com o mapa dos conflitos pelo uso da água, comparando as regiões,
suas causas e efeitos, verificando também a importância do Aquífero Guarani para o Mer-
cosul.
Espera-se que o aluno:
a) realize uma comparação entre a disponibilidade de água em 1995 e 2025 no
planeta, estabelecendo relação com o mapa Planeta Seco, enfatizando o Mercosul, uma
vez que no subsolo dessa área, se encontra o Aquífero Guarani.
b) realize um mapeamento das regiões hidroconflitivas do planeta no presente com
prognóstico para o futuro, de acordo com o mapa de conflitos pela água. Criação de
legenda.
No segundo “Conhecimento em Ação”, propomos uma redação verificando o anta-
gonismo da relação entre aumento do nível dos oceanos e das secas continentais, de-
monstrando como e onde o homem interage nessas circunstâncias; procure relacionar o
conteúdo com o professor de Redação para estabelecer a proposta concreta de redação
sobre o tema. Questione em sala: Como existe tanta água se não podemos usá-la? Afi-
nal, é mais caro remediar ou prevenir?
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Para a realização do terceiro “Conhecimento em Ação”, verifique, através de traba-


lhos junto aos alunos, se na sua cidade ou região há presença de esgoto a céu aberto, e a
consequência para a saúde humana, através de fotos, nomes dos rios ou córregos, onde
estão as áreas de contaminação e os responsáveis por ela, e como o Poder Público pode
interferir neste processo. Oriente a atividade, considerando as etapas detalhadas no Cader-
no do Aluno.
No quarto “Conhecimento em Ação”, organize os alunos a socializarem em sala o re-
sultado da análise sobre o aproveitamento de água nos rios africanos e a importância dos
rios para as localidades africanas. Compare com rios brasileiros que tenham também impor-
tância regional para as sociedades locais.
No quinto “Conhecimento em Ação”, verifique com o (a) professor (a) de História os
principais planos do Governo Federal para ocupar a Região Oeste do Brasil, e em que mo-
mento isso ocorreu, e os principais motivos. Como exemplo, os Planos de Integração Nacio-
nal (PIN). Relacionar com a ocupação do espaço e a construção de novas áreas urbanas,
criadas no avanço da fronteira agrícola, como o objetivo de criar novas áreas de exploração
rural.
No sexto “Conhecimento em Ação”, realizar uma pesquisa sobre os pontos positivos e
negativos da questão da privatização da água no Brasil, destacando as regiões que poderi-
am ser mais afetadas com ela. Diante disso, enfatize com os alunos a ideia de relacionar a
questão da privatização com a política neoliberal, mostrando a “tendência” indicativa dessa
política no País. Explicar o que é neoliberalismo e relacionar outras privatizações à questão
da água, como a de empresas mineradoras, de bancos e de rodovias.
No sétimo “Conhecimento em Ação”, discuta com seus alunos a importância geopolíti-
ca do Aquífero Guarani, relacionando a disponibilidade hídrica dos países do Mercosul, reali-
zado anteriormente, com a possível utilização da água e os interesses e conflitos geopolíti-
cos.
Para o oitavo “Conhecimento em Ação”, realize um debate/mesa-redonda com a apre-
sentação de um grupo que defenda os pontos positivos da transposição, e outro que defenda
os pontos negativos, de acordo com as perspectivas sociais, econômicas e ambientais dos
locais, considerando sua abrangência, importância, investimento e retorno. Você pode ser o
intermediador do debate e fazer com que a plenária participe do debate, questionando os
conteúdos das apresentações dos colegas.
No “Siga Antenado” sobre a construção dos canais artificiais, verificar com a Matemáti-
ca a relação de ângulos e com a trigonometria.
Outra dica é que você verifique com o professor de Biologia o que é algaroba, onde é
encontrada e sua importância.
Na proposta do nono “Conhecimento em Ação”, referente a uma pesquisa das leis am-
bientais sobre a largura da mata ciliar de rios, lagos e morros, como sugestão, seguem os
sites: <http://www.arvoresbrasil.com.br/?pg=reflorestamento_mata_ciliar>
<http://www.licenciamentoambiental.eng.br/a-importancia-da-mata-ciliar/>
<http://www.codigoflorestal.com/>

Oriente o aluno a ter uma


postura investigativa e crítica dian-
te do conhecimento.

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Na última atividade proposta, peça ao aluno para investigar a história da cidade ou


povoado reunindo fotografias antigas e novas, relatos de moradores antigos, recortes de
jornal e vários materiais que ajudem a contar as mudanças que foram impostas à paisa-
gem original da área em que hoje está a cidade. Lance alguns questionamentos para os
alunos, na elaboração da atividade, fazendo uma análise crítica do processo de evolução
urbana: a qualidade ambiental na cidade é boa? Como os mananciais hídricos foram tra-
tados pelos governantes e pela sociedade? Há necessidade de mudanças? Se você fos-
se um geógrafo especialista em planejamento urbano, que sugestões daria para tornar a
sua cidade um espaço com melhor qualidade de vida? Ao final, peça aos alunos que
socializem os resultados e sugira, se possível, a publicação em jornais locais.

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Biologia

Sérgio Augusto C. de Souza, Marcos André Vannier dos Santos e Marcia R. Pereira

No Caderno do 3º Ano de Biologia, a Ecologia é tratada pelo viés de seus ciclos de


materiais e do seu fluxo de energia, através das cadeias alimentares, com percalços co-
mo a magnificação trófica, estreitamente relacionada à poluição. A partir desse ponto,
abordamos a questão dos recursos renováveis e não renováveis, tendo por fio condutor o
tema “Água – Meio Ambiente”.
A Ecologia, ciência recente, ganhou grande parte de seu arcabouço conceitual no
século XX. Conceitos como os relativos aos ciclos biogeoquímicos são fruto de trabalho
da década de 1930. Já os relativos ao fluxo de energia têm seu ápice em trabalhos publi-
cados na década de 1940.
Ciência sistêmica, a Ecologia demanda o amadurecimento de conceitos em várias
áreas da Biologia e em campos afins, como a Geografia, a Física, a Matemática, a Quími-
ca, a História e ainda a Sociologia e a Filosofia. Isso porque tem implicações na política,
na economia, na condição social e educacional e na ética.
Começamos o Caderno do Aluno pelo estudo do ciclo da água e estendemos a
reflexão para o ciclo do carbono (na primeira atividade do “Conhecimento em Ação”). Ao
longo dessa parte, há um importante enfoque nas possibilidades de captação e de reuso
da água, com coletores de chuva, cisternas e estratégias utilizadas inclusive em grandes
desertos do mundo.

Por outro lado, não adianta nos preocupar-


mos com a busca de fontes alternativas de água
se não cuidarmos desse nosso importante recur-
so. Por isso, convidamos você e seus estudantes
a fazerem uma auditoria sobre o consumo de
água na sua casa, o que também poderá ser apli-
cado na sua escola. Assim, sugerimos a atividade
extra a seguir.

Atividade: Fazendo uma auditoria!

Desperdício de água

Uma vez por semana, faça uma leitura do medidor de água da sua casa.
Construa uma tabela e verifique como varia o consumo de água na sua casa sema-
nalmente, durante um mês.
Em qual a semana houve maior consumo de água? Você sugere algum motivo para
isso?
E qual foi a semana com menor consumo?

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A partir dessas observações e constatações, verifique se o motivo que você atribuiu


ao maior consumo de água faz sentido.
Pense numa forma de implementar a sua sugestão de diminuição do consumo de
água. Faça medidas semanais por um mês e compare com o consumo do mês anterior.
Diminuiu o consumo? Por que você acha que isso ocorreu? Você sugere alguma
nova iniciativa? Para onde vai a água consumida na sua casa? Qual a qualidade dessa
água? Como podemos conservar a água na casa? Existe alguma forma de se reaprovei-
tar a água na sua casa?
Além desse importante aspecto sobre o consumo, há a relevância de se observar
as relações tróficas e sua associação com o ciclo da água. Na atividade “Interações Eco-
lógicas e Água”, incentivamos a reflexão para o aspecto da poluição e de como pode afe-
tar diretamente o ciclo ou a cadeia alimentar. Além dessa atividade, sugerimos o debate
em sala de aula a partir de notícias de jornal que envolvem a contaminação ambiental e o
fluxo do contaminante na cadeia trófica, como, por exemplo, em pescados consumidos
por comunidades do Estado da Bahia.
Nesse momento, entram em discussão o fluxo de energia nas cadeias tróficas e os
possíveis efeitos da poluição a elas incorporados. O ciclo do carbono entra em destaque
devido às implicações da exploração de reservas de combustíveis fósseis, como o petró-
leo: uma reserva soterrada de carbono que, ao ser beneficiada e queimada, devolve à
atmosfera atual o carbono aprisionado nos seres vivos do passado geológico. Esse as-
sunto traz inúmeros desdobramentos, não só para a Biologia, mas também para as Ciên-
cias Humanas, já que tange às questões ambientais, especialmente relacionadas ao
grande número de aspectos sociopolíticos e econômicos da atualidade.
O Caderno encerra-se com uma reflexão sobre as condições das espécies endêmi-
cas, sua importância e papel ecológico nos locais específicos onde ocorrem, no caso,
com um enfoque especial para o Estado da Bahia. O que queremos ressaltar com essa
atividade é a pro-blemática da extinção de espécies que estamos vivenciando e qual o
seu papel para o funcionamento de um ecossistema. E, afinal, qual a importância do en-
demismo?
Assim, além do debate referente ao texto, visitas guiadas a áreas de conservação
são incentivadas. Escolha uma reserva próxima à escola e proponha aos alunos que in-
vestiguem se há a presença de espécies endêmicas. A partir do constatado, insira conte-
údos relativos à biogeografia, importância da água e os riscos associados à extinção de
espécies na região em que você mora.
Com isso, esperamos ter efetivamente colaborado para a construção de um pano-
rama enriquecido como apoio para as suas aulas.

Boas aulas!!!

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Química
Marcelo Franco; Ricardo Nascimento e Sandra Pita

O Caderno foi elaborado a partir da experiência vivida pelos autores ao lecionar a


disciplina Química no nível médio e na Formação de Professores no curso presencial de
Licenciatura em Química da UNEB, UESB e UEFS, porém, com um foco maior na
interatividade e nos recursos disponíveis na Internet já citados. Entretanto, o Caderno
apresenta várias referências que são fundamentais para contribuir na formação que pos-
sibilite o exercício pleno da cidadania.
Dentre as atividades propostas, constam alguns experimentos de fácil execução, os
quais acreditamos serem uma ferramenta motivadora e atraente para nossos alunos.
Dessa maneira, esperamos contribuir para o seu trabalho em sala de aula e também
contar com a sua participação para construirmos uma eduçação de qualidade.
Outras atividades promovem a interação do aluno com o universo de informações
da Internet, cujo acesso pode ser diretamente relizado por ele ou intermediado por você,
professor (a), de acordo com as condições de sua escola.
A seguir, disponibilizamos algumas dicas que poderão auxiliar a sua mediação no
uso do Caderno.
No “Conhecimento em ação”, intitulado “Experimento 01” ( teor de álcool na gaso-
lina), a gasolina é uma mistura de hidrocarbonetos obtida a partir da destilação de petró-
leo, não sendo, portanto, uma substância pura. No Brasil, antes da comercialização, adi-
ciona-se álcool anidro à gasolina. A mistura resultante é homogênea (monofásica).
A mistura água-álcool também é um sistema homogêneo (monofásico), com propri-
edades diferentes daquelas das substâncias que a compõem (densidade, ponto de fusão,
ponto de ebulição, etc.). Já a mistura água-gasolina é um sistema heterogêneo, bifásico.
Quando a gasolina (que contém álcool) é misturada à água, o álcool é extraído pela água
e o sistema resultante continua sendo bifásico: gasolina-água/álcool.
O álcool contido na gasolina dissolve-se na água, porque suas moléculas são pola-
res, como as da água. Isto é, aqui se aplica o dito “semelhante dissolve semelhante”:
substâncias polares dissolvem-se melhor em solventes polares e substâncias apolares
dissolvem-se melhor em solventes apolares.
O teor percentual (volume a volume) de álcool na gasolina, T%, pode ser calculado
utilizando-se a seguinte expressão:

T% = (V álcool / V inicial gasolina) * 100%


onde:
V álcool = V inicial gasolina - V final gasolina

A charge sobre gasolina adulterada faz entender que a gasolina foi adulterada com
água. No entanto, a água não foi utilizada na adulteração, pois ela, ao contrário do álcool,
não é miscível na gasolina. Na adulteração, utilizam-se, geralmente, solventes orgânicos
solúveis, como etanol (álcool), que já é adicionado, querosene e outros.

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Caro (a) professor (a), sugira aos alunos se reunirem em grupos para visitar um
posto de combustível e solicitar que o funcionário do posto realize o teste de determina-
ção do álcool na gasolina, filmando todas as etapas para apresentar posteriormente em
sala de aula.
É obrigação do posto revendedor realizar análises dos produtos em comercialização
sempre que solicitadas pelo consumidor, conforme Resolução ANP nº 9, de 07/-
03/2007, artigo 8º.

No experimento “Acetona dissolvendo o Isopor”, a acetona, substância de fórmula


C3H6O, não derrete o isopor, dissolve-o. O isopor, material à base de poliestireno, é solú-
vel em muitos solventes apolares e também em acetona. Nessa reação, os polímeros
que compõem o isopor são transformados em monômeros pela ação da acetona.
O jogo “Funções Orgânicas e Nomenclaturas”, disponível no link: <http://
www.pucrs.br/quimica/professores/arigony/super_jogo3.html>, deve ser aplicado após
desenvolver o assunto “Funções Orgânicas”. Lembre-se de correlacionar o nome da es-
trutura que aparece na grade de pontuação com a estrutura orgânica que deverá apare-
cer ao lado do produto na prateleira.

Neste momento, trabalhe também noções de


hibridização dos átomos de carbono e cadeias
carbônicas.

Resposta do jogo “Palavras Cruzadas”:

Horizontal
2. [ÁCIDOACÉTICO]
7. [METANOL]
8. [PETRÓLEO]
9. [ACETONA]
11. [META]
12. [RESSONÂNCIA]
13. [TOLUENO]
14. [NORMAL]
15.[DESTILAÇÃOFRACIONADA]

Vertical
1. [FORMOL]
3. [CRAQUEAMENTO]
4. [CARBONILA]
5. [SECUNDÁRIO]
6. [GLP]
10. [COMBUSTÃO]

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De olho no Enem

Questão 01 (ENEM 2010)

Resposta:

O pesticida organofosforado Tipo B é representado, em sua fórmula estrutural, na


alternativa de letra E, cujo enxofre faz uma dupla ligação com o fósforo (Tipo B) e apresen-
ta o grupo etoxi ligado ao átomo central do fósforo.

Enxofre faz uma dupla liga-


ção com o fósforo

Grupo etoxi

Questão 02 (ENEM 2009)

Resposta:

Das moléculas apresentadas, a alternativa de letra E demonstra ser a mais adequa-


da para funcionar como molécula ativa de protetores solares, que pode ser identificada pe-
la baixa solubilidade do composto em água, garantida pela extremidade apolar à direita da
molécula (composta por hidrocarbonetos H-C). Além disso, a estrutura possui um anel
aromático conjugado com o grupo carbonila (C=O) em ocorrência de ligações simples e
duplas (conforme o enunciado).

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Física
Jancarlos Menezes Lapa e Dielson Pereira Hohenfeld

Apresentamos aqui o Caderno do 3º ano do componente curricular de Física. Seu objeti-


vo central é servir como subsídio para uma abordagem interdisciplinar, buscando estabelecer
interações com outras disciplinas no intuito de fomentar um ensino de Física contextualizado e
atual.
Além das orientações de como realizar as atividades, este Caderno do Professor tam-
bém contempla sugestões de aprimoramento profissional, sem perder de vista que tais possi-
bilidades fortalecem a formação docente.
Cada Caderno foi elaborado com o intuito de que possamos estabelecer um trabalho
colaborativo, contando com a participação dos professores, equipes pedagógicas e administra-
tivas das escolas, que, de forma mais direta e relevante, podem otimizar a mobilização em prol
da construção de novos e melhores padrões de qualidade para a educação que os estudantes
brasileiros merecem.
Nessa perspectiva, desejamos-lhe um bom trabalho!

Por que um ensino interdisciplinar


Os desafios do mundo contemporâneo, refletidos na rápida evolução da ciência e
da tecnologia, demandam urgentes e profundas inovações tanto na forma, quanto nos conteú-
dos ensinados em todos os níveis. Isso é reflexo direto de uma sociedade inserida em um am-
biente tecnológico e globalizado, o qual exige que todas as pessoas recebam formação cientí-
fica que lhes permita o discernimento dos riscos e benefícios envolvidos nas inovações tecno-
lógicas, bem como no preparo mínimo para usufruir os produtos da tecnologia.
A proposta de um ensino de Ciências capaz de superar o senso comum pedagógico, de
desenvolver um saber científico ao alcance de um público sem precedentes e de democratizar
o conhecimento científico, de tal forma que se torne uma representação social e que se consti-
tua como cultura, tem sido objeto de várias pesquisas em educação científica (ROBILOTTA,
1998; MEDEIROS & BEZERRA, 2000; DELIZOICOV, ANGOTTI e PERNAMBUCO, 2002;
MORTIMER & SCOTT, 2002; LABURÚ, ARRUDA e NARDI, 2003; BAZZO, 2010).
Olhando para a complexidade dessas questões, a Educação Científica vem pro-
movendo debates em torno do exercício da cidadania, remetendo-nos a uma reflexão com re-
ferência à adoção de práticas interdisciplinares no ensino de Física como uma das possibilida-
des para a sua melhoria.
Nessa perspectiva, devemos considerar três vertentes: a educação escolar para o exer-
cício da cidadania; a preparação de profissionais para serviços diretos na sociedade; e a for-
mação de cientistas capazes de contribuir para o avanço da ciência e da tecnologia. Isso inci-
de diretamente sobre as propostas de ensino, cujas práticas tradicionalmente estabelecidas e
disseminadas dão sinais inequívocos de esgotamento.
No que tange à realidade brasileira, encontramos uma educação marcada, historicamen-
te, por currículos fragmentados e desarticulados, em que as diversas disciplinas são estuda-
das isoladamente. A realidade é tratada aos pedaços: pedaços de Geografia, pedaços de Edu-
cação Física, pedaços de História, pedaços de Literatura, pedaços de Matemática, tornando o
processo educativo uma prática solitária por parte dos professores de cada disciplina.

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Essa visão denota uma percepção equivocada da realidade, que se constrói de for-
ma interativa e se constitui um complexo de conexões entre as diversas áreas do conhe-
cimento, nas suas facetas e dimensões. É motivada por essa falta de conexão que, secu-
larmente, vem causando falhas na educação, com consequências civilizatórias graves,
pois é nesse contexto que se processa “o progresso tecnológico e industrial”, onde o ser
humano destrói o seu próprio habitat; onde se descobrem conservantes químicos que
ocasionam prejuízos para a qualidade de vida do planeta; onde se assimilam os compo-
nentes curriculares da Matemática, sem se imaginar que esses componentes têm a ver
com o esforço da civilização humana em compreender a realidade para viver melhor; on-
de se produzem duas formas de ciência: uma dita pura e outra, aplicada.
Para a superação desses problemas, a legislação vigente aponta para a ado-
ção de programas de ensino voltados à integração dos saberes, na busca de ações inter-
disciplinares, em que o conhecimento se apresente de forma entrelaçada entre suas vá-
rias nuances. Para isso, espera-se um ensino de ciência contextualizado e interdiscipli-
nar.

Usando o material

As abordagens aqui feitas foram construídas a partir de uma temática em co-


mum a todas as disciplinas. No caso do Caderno, o tema escolhido foi “Água – Meio Am-
biente”. Vejamos algumas orientações que consideramos importantes na mediação das
atividades.
a) Os textos foram escolhidos de modo que seus conteúdos e informações privile-
giassem a interdisciplinaridade e a contextualização. Os dois primeiros textos contêm da-
dos e informações que podem ser explorados tanto pelo professor de Física como pelo
de Geografia, desde quando sejam pertinentes ao programa estabelecido pelo professor.
É possível, por exemplo, convidar um funcionário da Coelba para discussão do forneci-
mento de energia elétrica no município. O debate pode ser feito em formato de palestra
aberta, seguida de perguntas elaboradas pelos estudantes.
b) No Box “Siga Antenado” é sugerido o filme “Energia Pura” (“Powder”) que trata
do relato de um homem detentor de dons particulares, entre eles, poderes elétricos, além
de ter o intelecto mais elevado que qualquer ser humano jamais teve, passando a alterar
a vida de todos que estão ao seu redor.

Discuta junto aos alunos e com o pro-


fessor de Biologia quais as limitações e a
validade da proposta do filme, no que diz
respeito aos aspectos da eletricidade no
corpo humano.

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c) Entre as atividades experimentais da seção “Conhecimento em Ação”, discute-


se a polaridade da molécula de água. Experimentos com a tensão superficial da água são
boas pontes de interação com Química. Vale ressaltar o cuidado com a segurança quan-
to ao aquecimento da eletrólise da água, já que o gás produzido é o hidrogênio, o qual é
inflamável. Na maioria das propostas, as figuras são autoexplicativas.

Sugestões de aprimoramento profissional

Como em qualquer campo profissional, é fundamental que o docente busque sua


atualização, zelando pelo seu aprimoramento profissional. Isso reflete diretamente na me-
lhoria da qualidade das aulas de Física. Seguem algumas fontes de leitura dentro da área
de Ciências, com destaque para o ensino de Física.
a) Revista Brasileira do Ensino de Física
<http://www.sbfisica.org.br/rbef/>

b) Caderno Brasileiro de Ensino de Física


<http://www.periodicos.ufsc.br/index.php/fisica>

c) Revista Física na Escola


<http://www.sbfisica.org.br/fne/>

d) Investigações em Ensino de Ciências


<http://www.if.ufrgs.br/ienci/>

e) Enseñanza de las Ciências


<http://www.ensciencias.uab.es/>

f) Revista Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências


<http://www.fae.ufmg.br/abrapec/revista/index.html>

g) Ciência & Educação


<http://www2.fc.unesp.br/cienciaeeducacao/>

Além dessas publicações, é importante ter acesso aos anais de encontros nacio-
nais dentro da área de ensino de Ciências. Seguem os nomes de alguns dos principais
encontros realizados em território nacional:

a) Encontro de Físicos do Norte e Nordeste (EFNNE)

b) Simpósio Nacional de Ensino de Física (SNEF)

c) Encontro Nacional de Pesquisa em Educação em Ciências (ENPEC)

d) Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC)

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Matemática
Humberto José Bortolossi

Este trabalho busca, entre outros objetivos, evidenciar e explorar as conexões entre
“Trigonometria” (tema abordado no terceiro ano do Ensino Médio no Estado da Bahia) e
“Água” (tema gerador deste Caderno). Para isso, desenvolvemos, no material do Cader-
no do Aluno, os aspectos mais básicos que compõem um tópico importante de Engenha-
ria Hidráulica: canais. Através desse assunto, além de trigonometria, o aluno também terá
a oportunidade de estudar, de forma contextualizada, o uso de geometria (ângulos, perí-
metros, áreas, seções transversais e longitudinais), de funções reais (aproximações de
funções, funções definidas por partes) e de soluções de equações, tudo em um problema
prático e de importância tecnológica. Uma ideia matemática importante (tanto do ponto de
vista teórico, como do ponto de vista computacional), que também é explorada no materi-
al apresentado, mas que, em geral, não é abordada no Ensino Médio, é a ideia de aproxi-
mação: aproximações de funções e soluções aproximadas de equações.
O material do Caderno do Aluno é um ponto de partida: uma determinada seção
pode ser mais ou menos explorada, dependendo da disponibilidade de tempo e de seu
planejamento escolar. Várias sugestões de exercícios encontram-se no “Formulário de
Acompanhamento do Aluno”, um arquivo DOC disponível no endereço <http://www.uff.br/
cdme/iat/cda/>. A escolha do formato DOC é proposital, pois ele permitirá que você, pro-
fessor, possa fazer modificações que julgue necessárias, de acordo com as característi-
cas particulares de sua turma (afinal, dependendo dos pré-requisitos, um exercício ade-
quado para uma turma pode ser inadequado para outra). Dada a sua importância, o único
exercício que está indicado, explicitamente, no material do Caderno do Aluno é aquele
que pede as fórmulas para os vários elementos geométricos e hidráulicos dos canais re-
tangulares, trapezoidais, triangulares e circulares. Dito de outra maneira, é importante
conseguir desenvolver, pelo menos, as cinco primeiras seções com seus alunos: a seção
do Texto 6 é opcional e pode ser trabalhada de acordo com o tempo e o interesse.
No endereço <http://www.uff.br/cdme/iat/cda/>, encontram-se também atividades
eletrônicas interativas, através das quais o aluno poderá interagir com modelos tridimen-
sionais dos canais e fazer experiências numéricas. Essas atividades podem ser baixadas
para uso off-line, isto é, para uso sem a necessidade de uma conexão com a Internet.
A proposta apresentada não pretende substituir o livro didático. De fato, o uso des-
se material pressupõe que o aluno já tenha estudado os pré-requisitos matemáticos: tri-
gonometria no triângulo retângulo, áreas e perímetros. O enfoque é, portanto, no empre-
go desses elementos matemáticos em um problema prático contextualizado.
O Box “Conhecimento em Ação: canais pelo mundo” é muito importante para apro-
ximar o aluno do tema e evidenciar sua relevância. As fotos do final da seção do texto 3
(Zoom na Informação) também merecem destaque: elas indicam que a teoria estudada
no material é realmente usada na prática (isto é, que canais nos formatos retangulares,
triangulares, trapezoidais, circulares e parabólicos realmente existem).

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Por fim, professor (a), colocamo-nos à sua disposi-


ção: caso tenha algum questionamento de qualquer
natureza, críticas ou sugestões, por favor, não hesite
em fazer contato com o autor pelo e-mail conteudosdi-
gitais@im.uff.br.

O pequeno parágrafo introdutório apresentado na seção do texto 1 pode servir co-


mo ponto de partida para um trabalho interdisciplinar mais profundo, usando a “História
da Água” como tema gerador. Nesse sentido, recomendamos os livros indicados a seguir.
O primeiro livro está disponível gratuitamente na página web da Agência Nacional de Á-
guas.
AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS. A História do Uso da Água no Brasil. Do Desco-
brimento ao Século XX. Brasília: Gráfica e Editora Athalaia, 2007.
MAYS, Larry W. (Editor) Ancient Water Technologies. New York: Springer, 2010.
ORTLOFF, Charles R. Water Engineering in the Ancient World. New York: Oxford
University Press, 2009.
A lista de canais indicados para análise é apenas uma sugestão inicial. Você pode
incluir outros canais ou ainda solicitar que o aluno inclua em seu trabalho canais mais
próximos de onde ele reside (de sua cidade ou de seu Estado). Fornecemos, na Tabela
1, as coordenadas geográficas dos canais indicados no Caderno do Aluno, caso seus
alunos tenham alguma dificuldade em encontrá-los no Google Earth ou no Google Pano-
ramio. Essas coordenadas podem ser copiadas diretamente no mecanismo de busca do
Google Earth.
Tabela 1 — Coordenadas geográficas dos canais indicados no Caderno do Aluno

Canal Coordenadas Geográficas


Canal do Panamá 8° 59' 40.62" N 79° 35' 23.47" W
Canal de Suez 31° 15' 15.52" N 32° 18' 32.03" E
Grande Canal da China 33° 57' 3.00" N 118° 18' 21.81" E
Canal Reno-Meno-Danúbio 49° 10' 17.98" N 11° 19' 54.16" E
Canal de Corinto 37° 55' 36.72" N 22° 59' 39.79" E
Canal do Meio Dia 43° 15' 58.37" N 2° 54' 14.44" E
Canal de Genil-Cabra 37° 22' 2.56" N 4° 44' 32.58" W
Canal Campos-Macaé 22° 6' 18.59" S 41° 28' 25.44" W
Canal Pereira Barreto 20° 36' 51.66" S 51° 4' 32.95" W
Canal da Piracema 25° 26' 4.26" S 54° 34' 25.42" W
Canal do Trabalhador 4° 27' 22.96" S 38° 9' 36.86" W

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O Box “Por que classificar as coisas é tão importante?” pode servir como ponto de
partida para uma reflexão mais profunda sobre o uso da classificação nas diversas disci-
plinas: classificação dos seres vivos, em Biologia (uma excelente discussão sobre isso
pode ser encontrada na página web <http://www.simbiotica.org/classificacao.htm>; a ta-
bela periódica, em Química; os tipos de orações, em Português; a classificação de mine-
rais, em Geografia etc. Mais ainda: como trabalho de pesquisa, os alunos podem também
tentar identificar o uso da classificação nos materiais dos demais cadernos didáticos que
compõem este livro .
O Box “Modelos: simplificando a realidade para poder entendê-la” pode servir como
ponto de partida para uma reflexão sobre a evolução de modelos em outras disciplinas:
mecânica clássica e mecânica relativística em Física, os vários modelos para o átomo em
Química etc. Sugerimos fortemente que, em um trabalho conjunto com o professor de
Geografia, a evolução dos modelos para o formato da Terra seja discutida: o formato
esférico, o formato elipsoide de revolução, o geoide. Como preparação para a seção do
Texto 3 , pode-se , então, aproveitar a oportunidade para discutir também como definir a
altura de um ponto com relação à superfície da Terra, dependendo do modelo adotado
para o seu formato (datum altimétrico).
Para o texto 3, sugerimos que você dê destaque às fotos do final desta seção, pois
elas fortalecem a conexão entre a teoria que será estudada na seção seguinte, no Cader-
no do Aluno, e a prática. Se o tempo permitir, recomendamos que você exiba mais fotos
de canais artificiais para seus alunos. A página web do engenheiro Adrian Laycock reúne
uma excelente coleção de fotos desse tipo: <http://www.adrianlaycock.com/pictures/>.

Indicamos as respostas do exercício principal


proposto após o texto 3 na Tabela 2 a seguir:

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Tabela 2 — Cálculos dos elementos geométricos e hidráulicos dos canais retangulares,


trapezoidais, triangulares e circulares

Largura Área Perímetro Profundida- Raio


Superfici- Molha- Molhado de Hidráuli- Hidráulico
al da (P) ca (Rh=A/P)
Tipo do Canal (B) (A) (yh=A/B)

By
B By B  2y y
B2 y

canal retangular

( b  y cotg( )) y ( b  y cotg( )) y
b  2 y cotg( ) (b  y cotg( )) y b  2 y cossec( )
b  2 y cotg( ) b  2 y cossec( )

canal trapezoidal

2 y y cos( )
2 y cotg( ) y cotg( ) 2 y cossec( )
2 2

canal triangular

2 y ( D y )

(  sen( )) D
ou (  sen( )) D2 D (  sen( )) D
 
8 2 8 sen   4
2
 
D sen  
2
canal circular

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Quando aplicamos esse exercício em sala de aula, detectamos um erro frequente:


os alunos, ao tentarem deduzir a fórmula para a área molhada do canal circular, ao invés
de considerarem a área da região azul indicada na Figura 1 à esquerda, calcularam a á-
rea da região azul indicada na Figura 1 à direita (note que um triângulo foi removido).

Figura 1. Cálculo da área molhada de canais circulares

Outro ponto importante: em geral, os alunos deduzem a fórmula para a área molha-
da do canal circular para um desenho onde y < D/2, mas esquecem de verificar a valida-
de da fórmula quando y ≥ D/2. Notamos também que, em geral, os alunos não percebem,
de imediato, que as fórmulas para o canal triangular podem ser obtidas a partir das fór-
mulas para o canal trapezoidal, tomando-se b = 0.
Os alunos podem usar as atividades eletrônicas interativas disponíveis na página
web <http://www.uff.br/cdme/iat/cda/> para testar suas respostas. Por exemplo, eles po-
dem modificar o formato do canal circular, usar os valores dos parâmetros D,  e y forne-
cidos pelo software em suas fórmulas e, com uma calculadora, verificar se as respostas
obtidas coincidem com os valores de B, A, P, yh e Rh calculados pelo software: se elas
não coincidirem, é porque existe algum erro na fórmula deduzida pelo aluno
(evidentemente, o fato de as respostas coincidirem não garante que a fórmula esteja cor-
reta).
Dependendo do tempo disponível, outros formatos de canais podem ser estudados.
Os canais, cujas seções transversais são justaposições de figuras planas, oferecem uma
situação onde funções definidas por partes aparecem naturalmente. A Figura 2, por e-
xemplo, ilustra a seção transversal de um canal formado pela justaposição de um trapé-
zio com um semicírculo.

Figura 2. Canal formado pela justaposição de um trapézio com um semicírculo

OBSERVAÇÕES PARA A SEÇÃO DO TEXTO 5

Sobre a atividade proposta no texto “Canais parabólicos: um prelúdio ao cálculo


diferencial e integral”, seu aluno pode reclamar (com razão!) que, mesmo com uma cal-
culadora, fazer os cálculos das aproximações para a área molhada e o perímetro molha-
do de um canal parabólico pode ser tedioso. A ideia aqui é que esses cálculos não sejam
feitos à mão com uma calculadora, mas, sim, usando um método mais automático, como
uma planilha de cálculo ou uma linguagem de programação de computadores.

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Se o tempo permitir, sugerimos que você desenvolva com seus alunos a demons-
tração dada por Arquimedes, usando o método da exaustão para a quadratura da pará-
bola, isto é, para o cálculo (exato) das áreas de regiões limitadas pela justaposição de um
arco de parábola e um segmento de reta, ou seja, justamente o cálculo das áreas molha-
das de um canal parabólico (Figura 3).

Figura 3. A quadratura da parábola por Arquimedes

Essa demonstração é acessível a um aluno


do Ensino Médio. Além de ter a oportunidade
de ver a ideia de aproximação novamente em
ação, ele poderá exercitar o uso integrado de
geometria, funções quadráticas e progressões
geométricas na dedução da fórmula para a
quadratura da parábola.

Como referência, indicamos o trabalho de conclusão de curso “O Método de Exaus-


tão e Sua Contribuição para O Desenvolvimento do Conhecimento Matemático”, de Mauro
Lopes Alvarenga, publicado em 2007 pela Universidade Católica de Brasília.
Importante: o uso da letra y como variável independente pode causar um desconfor-
to inicial nos alunos, pois a tradição, no Ensino Médio, é usar a letra y para variáveis de-
pendentes (e a letra x para variáveis independentes). Por outro lado, a tradição nos textos
de Engenharia Hidráulica é representar a profundidade do canal (a variável independente
do modelo) pela letra y. Uma vez que um dos objetivos deste trabalho é apresentar a Mate-
mática de forma contextualizada, optamos por seguir a tradição da Engenharia Hidráulica.
Com isso, mostramos também para o aluno que não existe regra fixa para a escolha dos
nomes das variáveis e que é necessário se habituar a essas escolhas não tradicionais.

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No exemplo de uso da fórmula de Manning, apresentado no texto 6, consideramos


o problema de determinar o valor da profundidade y que induz uma vazão Q = 100 m3/s
no canal trapezoidal do exemplo em questão. Estimamos o valor de y resolvendo a equa-
ção.

  8  2, 38 y  y 
2/3

0,98  8  2,38 y  y    Q  100


 4  3,11 y 

Por um método de aproximações sucessivas, obtendo como resposta y = 2,98....


Existe outra maneira, também não automática, mas acessível ao aluno, para determinar
esse valor. Se um software de construção de gráficos está disponível (como o software
gratuito GeoGebra: <http://www.uff.br/geogebra/>), basta desenhar o gráfico da função.

  8  2,38 y  y 
2/3

f ( y )  0,98  8  2,38 y  y   ,
 4  3,11 y 

Desenhar a reta Q = 100 e, então, determinar a abscissa do ponto de interseção


dessa reta com o gráfico de f (Figura 4).

Figura 4. Resolvendo uma equação geometricamente

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Leitura e Produção Textual - I 1º ANO


Luciana Santos de Oliveira e Luciano Amaral Oliveira

As atividades de leitura e de escrita são propostas sempre na forma de macrosse-


quências didáticas, ou seja, há toda uma preparação para que o estudante possa se enga-
jar nas atividades de leitura e de escrita com seus esquemas mentais ativados. A seguir,
apresentamos as informações necessárias sobre essas atividades
O primeiro “Conhecimento em Ação” prepara o aluno para a leitura do texto
“Entrevista Adib Jatene” . As siglas apresentadas nesta atividade representam o seguinte:
MEC – Ministério da Educação
IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
FMI – Fundo Monetário Internacional
OMS – Organização Mundial de Saúde
CPMF – Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira
SUS – Sistema Único de Saúde
As siglas relacionadas com a saúde são OMS, CPMF e SUS. Provavelmente, a sigla
CPMF cause algum estranhamento aos alunos. Por isso, explique-lhes que a CPMF é um
tipo de imposto sobre todas as movimentações financeiras, como, por exemplo, o saque de
dinheiro da conta-corrente. Ele foi criado para arrecadar fundos para serem investidos na
saúde pública no Brasil e vigorou de 1997 a 2007. Constantemente, políticos, empresários
e banqueiros discutem a possibilidade de a CPMF voltar a ser cobrada.
O texto inicial do Caderno do aluno apresenta uma entrevista.
Explique aos alunos que eles lerão uma entrevista com Adib Jatene. Pergunte-lhes
se já ouviram falar nele. Se algum aluno disser que já ouviu, peça-lhe para falar a respeito.
Em seguida, diga-lhes para ler as informações que antecedem o texto para confirmar o que
o aluno disse. Se ninguém tiver ouvido falar nele, solicite-lhes que leiam essas informa-
ções, usando-as para responder à sua pergunta. Após isso, peça que leiam o texto e res-
pondam às perguntas sobre ele.
Com base na leitura da entrevista, o Caderno apresenta um segundo
“Conhecimento em ação”.
Eis sugestões de respostas às perguntas sobre a entrevista:
1. A tecnologia ajudou a medicina a criar vacinas e técnicas menos invasivas de exa-
me.
2. A tecnologia facilitou o diagnóstico a distância, fazendo com que a conversa entre
o médico e o paciente ficasse mais curta, menos próxima.
3. Não. De acordo com Jatene, o SUS precisa do dobro de recursos que possui atu-
almente.
4. Segundo Jatene, é necessário haver mais gestores e mais recursos para melhorar
o sistema público de saúde no Brasil.

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Após leitura e atividades sobre a entrevista com o ex- ministro Adib Jatene, o terceiro
“Conhecimento em Ação” propõe uma atividade prática de realização de uma entrevista
pelos alunos.
Leia, com eles, as informações e instruções contidas no Box “Conhecimento em A-
ção”. Esclareça qualquer dúvida que surja. Após eles realizarem a entrevista, organize a
socialização. das informações coletadas.
O quarto Box “Conhecimento em ação” parte de trechos com informações relacionadas
a conhecimentos gerais. Esta atividade objetiva levar os estudantes a se conscientizarem de
que os conhecimentos gerais são essenciais para a leitura e para a produção de textos. Eis
sugestões de respostas:
Trecho 1:
(a) As Torres Gêmeas eram os dois prédios localizados em Nova Iorque e destruídos no
ataque de 11 de setembro.
(b) A expressão “11 de Setembro” se refere ao ataque terrorista sofrido pelos Estados
Unidos no dia 11 de setembro de 2001.
(c) (As respostas variam neste item. Incentive os alunos a compartilharem suas respos-
tas com a turma).
Trecho 2:
(a) A expressão “folia momesca” se refere ao Carnaval.
(b) Dodô e Osmar foram os inventores do trio elétrico, símbolo do carnaval baiano.
(c) Circuito Osmar é o nome dado ao trecho do Campo Grande à Praça Castro Alves, no
qual desfilam trios elétricos independentes, blocos afros e blocos de trio durante o Carnaval
em Salvador. Já o trecho que vai da Barra a Ondina se chama Circuito Dodô.
Trecho 3:
(a) Essa sentença está relacionada ao futebol.
(b) (As respostas variam neste item. Incentive os alunos a compartilharem suas respos-
tas com a turma. Quem está acostumado a acompanhar o noticiário sobre futebol, reconhece-
rá a sigla CBF).
O “Conhecimento em ação” que propõe a leitura e interpretação de imagens é uma
atividade que serve para conscientizar os alunos acerca do fato de que imagens são textos.
Isso é importante, porque muitos pensam que os textos são só verbais e, por isso, costumam
ignorar as imagens que aparecem no texto, dando atenção apenas à linguagem verbal. Eis
sugestões de respostas para as perguntas:
Imagem 1:
(a) É de uma caixa de Aspirina. O nome está em grego, o que pode ajudar os alunos a
descobrirem os conhecimentos deles sobre a Aspirina. Se eles já observaram o rótulo desse
medicamento, poderão reconhecer o formato das letras, as cores da embalagem e o formato e
a cor das pílulas.
(b) (As respostas variam neste item. Incentive os alunos a compartilharem suas respos-
tas com a turma).

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Imagem 2:
(a) O ataque de 11 de setembro.
(b) (As respostas variam neste item. Incentive os alunos a compartilharem suas respos-
tas com a turma. Talvez eles reconheçam a imagem da Estátua da Liberdade, que fica bem
em frente ao local onde se situavam as Torres Gêmeas, de onde sai a fumaça que se vê na
foto).
Imagem 3:
(a) (As respostas variam neste item. Incentive os alunos a compartilharem suas res-
postas com a turma. Vale lembrar que a bandeira na imagem é a dos Estados Uni-
dos e que o ato de atear fogo a uma bandeira nacional é um ato de protesto contra
a nação representada pela bandeira).
Outra atividade interessante é a proposta de trabalhar com a leitura dos primeiros
períodos dos parágrafos como estratégias para compreensão de textos. Para esta ativi-
dade, explique aos alunos que eles devem associar cada período ao seu respectivo pará-
grafo e que os três parágrafos estão na sequência adequada. O período C é do primeiro
parágrafo; o período A, do segundo parágrafo; o período B, do terceiro parágrafo.
- Eis sugestões de respostas para o “Conhecimento em Ação” sobre conectivo:
1. Embora
2. Apesar de
3. Contudo (Entretanto / Todavia)
4. Como
5. porque
6. Após
7. Antes de
A última atividade proposta tem o objetivo de conscientizar os alunos acerca da ma-
neira como as palavras se organizam semanticamente, ou seja, como elas podem formar
conjuntos em torno da proximidade dos seus significados. Eis as respostas:

Campo lexical 1:
flor / orquídea / rosa / girassol / tulipa / sempre-viva/ lótus / margarida (hiperônimo:
flor)

Campo lexical 2:
embarcação / lancha / navio / ferry-boat / caravela / cargueiro / canoa (hiperônimo:
embarcação)

Campo lexical 3:
político / deputado federal / governador / prefeito / vereador / senador / deputado fe-
deral (hiperônimo: político)

Campo lexical 4:
felino / pantera / leão / puma / guepardo / tigre / leopardo (hiperônimo: felino)

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Através do Box “Reflexão para ação”, o Caderno do Aluno propõe uma discussão
sobre o sistema de saúde pública. Oriente os alunos quanto a essa atividade e peça-lhes
para dar exemplos de como se pode melhorar o sistema público de saúde.

- Visando a ampliar os conhecimentos do aluno, atente para as informações contidas


no Box “Zoom na informação”, no Caderno do Aluno .
Reforce a importância de os estudantes lerem jornais e revistas semanais, e de as-
sistirem a filmes, telejornais e documentários para que possam estar sempre ampliando
seus conhecimentos enciclopédicos. Diga-lhes que os conhecimentos gerais são importan-
tes para a redação e para as questões de português do ENEM.

- No segundo “Zoom na informação”, chame a atenção dos alunos para a importân-


cia de conhecerem os mecanismos de coesão textual. Esse assunto já foi tratado em ou-
tros cadernos, mas é importante reciclá-lo.

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Leitura e Produção Textual - I 2º ANO


Luciana Santos de Oliveira e Luciano Amaral Oliveira

A primeira atividade do Box “Conhecimento em ação” foi delineada para preparar os


estudantes para a leitura do artigo de opinião sobre o Estatuto do Idoso. O Estatuto do Ido-
so precisa resolver um problema importante: definir o conceito de idoso. Isso é necessário,
porque a palavra idoso é vaga. Afinal, com que idade uma pessoa é idosa? Essa é uma
decisão arbitrária e precisa ser tomada para que a lei seja escrita. Assim, essa atividade
ajuda os alunos a tomarem consciência do que é vaguidade.
As sentenças em que há vaguidade e as respectivas palavras que devem ser subli-
nhadas são as seguintes:
(X) A Prefeitura de Entre Rios vai construir um hospital grande.
(X) Muitos brasileiros precisam perder peso.
(X) Você precisa se alimentar bem.
(X) O que você vai fazer quando for uma pessoa idosa?
Após leitura do texto “(In)definição de idoso”, foram propostas algumas questões
para seu entendimento. Eis sugestões de respostas às perguntas sobre o artigo de opini-
ão:
1. O prefixo “in” entre parênteses revela que a palavra não está totalmente definida
nem totalmente indefinida. Isso se reflete no fato de a definição de idoso mudar no caso da
gratuidade nos meios de transporte público.
2. O problema é que o Estatuto do Idoso considera idosa uma pessoa com 60 anos
ou mais e muda essa definição no caso da gratuidade nos meios de transporte público,
pois aí a pessoa idosa passa a ser aquela com 65 anos ou mais.
3. A função do Estatuto é regular e garantir direitos sociais das pessoas idosas.
4. A questão da perda de lucros que as pessoas idosas provocariam para as empre-
sas de transporte público.
O terceiro “Conhecimento em ação” apresentado objetiva oportunizar aos alunos a
prática de leitura de anúncios publicitários, comuns não apenas na vida diária, mas tam-
bém no exame do ENEM. Eis sugestões de respostas:
1.OBJETIVO: Convencer o leitor a participar do encontro de executivos.
ARGUMENTO: O palestrante ganhou o prêmio Nobel de economia, o que evidencia
a sua qualidade profissional e seus conhecimentos.
2.OBJETIVO: Atrair as pessoas para o carnaval de Pernambuco.
ARGUMENTO: O carnaval de Pernambuco é o melhor do Brasil.
3.OBJETIVO: Convencer os consumidores a comprarem pneus da marca anunciada.
ARGUMENTO: A garantia de que o consumidor irá ganhar uma cafeteira.
4.OBJETIVO: Convencer os consumidores a comprarem o desodorante da marca
anunciada.

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5. ARGUMENTO: A marca anunciada protege mais que as outras.


Na quarta atividade, que propõe a escrita de uma carta, pergunte aos alunos se
eles já receberam ou escreveram uma carta pessoal e inicie uma discussão a respeito. Se
julgar necessário, mostre um modelo de carta pessoal a eles.
- No Box “Curiosidade” do caderno do aluno, é apresentada uma curiosidade sobre
a Quiropraxia. Diga aos alunos para olharem a imagem a fim de que eles entendam que a
quiropraxia é uma terapia de manipulação das vértebras, cujo objetivo é tratar e prevenir
problemas de saúde relacionados às dores provocadas por pressões sobre nervos e mús-
culos.
- Aproveite a curiosidade sobre textos imagéticos e chame a atenção dos seus alu-
nos para o fato de as imagens serem sempre exploradas no exame do ENEM.

No primeiro “Siga Antenado”, incentive os alunos a acessarem o vídeo disponível no


link. Aproveite a oportunidade para reforçar a importância da leitura de imagens na nossa
sociedade.
Para o segundo “Siga Antenado”, incentive os estudantes a acessarem o site do Mi-
nistério da Saúde e a se familiarizarem com os textos disponíveis ali.

Discuta com seus alunos as questões do


ENEM e os comentários sobre elas.

Trabalhando com orações ambíguas, observe as interpretações possíveis para cada


oração:
1.
(a) Maria encontrou o menino no quarto dela.
(b) Maria encontrou o menino no quarto dele.

2.
(a) Ontem, Joana não foi apenas ao cinema.
(b) Ontem, Joana não foi sozinha ao cinema.

3.
(a) A ONU está na Bahia investigando esquadrões da morte.
(b) A ONU está investigando esquadrões da morte que se encontram na Bahia.

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4.
(a) Uma pessoa cujo apelido é Ronaldinho está numa instituição bancária.
(b) Um jogador de futebol cujo apelido é Ronaldinho está no banco de reservas.
5.
(a) Crianças que praticam esportes são quase sempre mais sadias.
(b) Crianças que, com frequência, praticam esportes são mais sadias.

Para a última atividade, eis as palavras que preenchem as lacunas:


flor / planta / alta / pétalas / pólen / atrair

- Para o “Siga Antenado” que traz a indicação do Estatuto do Idoso, caso seus alu-
nos e/ou a escola não tenham acesso à Internet, você pode levar para a sala de aula o Es-
tatuto do Idoso em seu formato impresso. Escolha alguns parágrafos e discuta-os com a
turma.
- No segundo “Siga Antenado”, incentive os alunos a assistirem ao filme “Muito além
do jardim”. É a história de um jardineiro que passou sua vida inteira dentro dos limites da
casa do seu patrão e só sai dela, aos cinquenta e poucos anos de idade, quando o patrão
morre. É uma comédia inteligente e sutil baseada em diálogos ambíguos.

Leia o Box “Zoom na Informação” com seus alunos e peça-lhes exemplos de situa-
ções em que é necessário tentar convencer alguém de alguma coisa e exemplos de argu-
mentos nessas situações.
Leia este Box com seus alunos e esclareça quaisquer dúvidas que possam aparecer.

- Nos dois Box “Curiosidade” apresentados : Comente com seus alunos a respeito
de Romeu e Julieta. Se você nunca leu essa obra de Shakespeare, vale a pena lê-la antes
ou assistir a uma versão cinematográfica dela.
- No Box “Curiosidade” sobre o lótus azul: é uma flor rara. A imagem deste Box é u-
ma fotografia feita no jardim do Museu Egípcio, no Cairo.

- O Box “reflexão para Ação” , promove uma discussão sobre as mensagens das em-
balagens de cigarro, esclareça quaisquer dúvidas que possam surgir acerca desta ativida-
de e organize a composição dos grupos.

Não esqueça de discutir com seus


alunos as questões do ENEM e os co-
mentários sobre elas.

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Leitura e Produção Textual - I 3º ANO


Luciana Santos de Oliveira e Luciano Amaral Oliveira

O material Leitura e Produção textual I, referente ao terceiro ano do Ensino Médio,


prioriza o trabalho com textos informativos, dando ênfase à maneira como a saúde é vista e
praticada na atualidade, e às novas perspectivas que surgem e integram as questões da
medicina a outras ciências. O tema é introduzido a partir de um relato que um médico fez
para registrar importante mudança em sua rotina profissional. Também apresenta textos
informativos sobre regência verbal, orações relativas cortadoras.

A seguir, apresentamos as informações


necessárias sobre essas atividades.

O Caderno do Aluno tem início com a reflexão sobre o provérbio latino “Mente sã
em corpo são”. Discuta esse provérbio com seus alunos. Peça-lhes para responder às
perguntas no Box “Reflexão para Ação”.
Sobre o primeiro “Texto” apresentado no Caderno do Aluno, informe à turma que um
relato é um texto narrativo-descritivo em que se descreve algo que aconteceu. Peça-lhes
para ler esse relato.
O segundo “Texto” do Caderno é sobre funções e regras para utilização de prono-
mes pessoais. Antes de ler e explicar a função dos pronomes como complementos verbais,
certifique-se de que a turma sabe o que são complementos verbais. De acordo com a
necessidade, introduza ou revise o assunto.

Fique de olho nas questões do ENEM. Discuta


com seus alunos as questões e os comentários
sobre elas.

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No Box “Conhecimento em ação”- Após o primeiro texto, que é o relato de um médi-


co, o Caderno apresenta um questionário. Seguem sugestões de respostas para a ques-
tão. No entanto, lembramos que é importante ouvir e discutir as respostas dos alunos.
1. O que motivou o relato do médico foi a mudança de atitude que ele resolveu adotar
perante uma antiga paciente e o resultado positivo dessa atitude.
2. Geralmente não, pois, infelizmente, os grandes hospitais públicos e postos de saú-
de têm uma demanda muito grande de pacientes para atender e, às vezes, funcionam com
um número reduzido de médicos, fatos que ajudam a tornar as consultas rápidas e superfi-
ciais.
3. D. Violeta mudou ao notar que a atitude do médico também havia mudado. Ele
passou a conduzir a consulta de maneira diferente, prestando atenção ao que a paciente
tinha para contar.
4. Ao afirmar que ele e a paciente é que eram a novidade naquele lugar, o médico
sinaliza para a importância de tratar cada paciente como um indivíduo, que possui uma his-
tória e uma vida particular. Quando o médico fez isso, tanto ele como D. Violeta se revela-
ram pessoas diferentes apesar de já terem se encontrado outras vezes.
5. Sim. Pesquisas já apontam que o stress é visto como o mal do século XXI. A ten-
são constante provocada pelo ritmo de vida acelerado pode se refletir fisicamente, por e-
xemplo, em forma de dores de cabeça permanentes, enfartos e outros problemas cardía-
cos. (Professor(a), aproveite para discutir com seus alunos as mudanças e suas causas no
ritmo da vida contemporânea).
6. “Humanizar a medicina” aponta para a relevância de se incluírem, nos tratamentos
e diagnósticos tradicionais, os sentimentos e o estado emocional de cada paciente. Afinal,
é a história que possuímos que nos torna pessoas diferentes. Além do mais, os sentimen-
tos são uma importante característica do ser humano. Estar atento à individualidade de ca-
da paciente, portanto, humaniza tanto o médico quanto o doente.
- Partindo de um “Zoom na Informação” sobre inferências, o Caderno apresenta um
exercício de análise de frases . As respostas sugeridas são:

(a) Geralmente, os consumidores não são cautelosos.


(b) A professora de matemática havia passado um trabalho ou outros trabalhos ante-
riores.
(c) A referida apresentação foi tão importante ou interessante que até a diretora, que
geralmente não vai às apresentações, compareceu.
(d) O acesso à educação está mais fácil.

- O terceiro “Conhecimento em ação” propõe a elaboração de um texto dissertativo.


A partir das instruções sugeridas na questão, revise com os alunos outros pontos importan-
tes para escrever a redação e esclareça as dúvidas que surgirem.

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Após leitura do texto sobre a utilização de pro-


nomes pessoais, segue-se uma atividade de fixação.
De acordo com a regra gramatical, as respostas são:
1.
(a) Os dois pronomes oblíquos que aparecem
(lhe) exercem a função de objeto indireto, pois a
regra diz que esse pronome não pode exercer a
função de objeto direto nem de sujeito.
(b) O pronome o exerce a função de objeto dire-
to, pois a regra diz que “Os pronomes o, a, os e as
sempre exercem a função de objeto direto”.

2. Nesse caso, o pronome me exerce a função


de objeto direto já que o verbo esbarrar, que ele
complementa, não exige preposição para completar
seu sentido em uma oração.

A quinta atividade de “Conhecimento em ação” refere-se ao uso de preposições.


Nesta atividade, é importante que os alunos compreendam que o uso incorreto da
preposição na regência verbal interfere no sentido do verbo. A seguir, as respostas das
questões.

1. de
2. com
3. em
4. para
5. com / com
6. a
7. a
8. a

O último “Conhecimento em Ação” versa sobre orações relativas. Seguem as suges-


tões de respostas para as questões .

1. O picolé de que eu mais gosto é capelinha.


2. A vendedora com quem Zé conversou ontem está aqui.
3. O escritório em que Maria trabalha é muito luxuoso.
4. O lugar para o qual eu enviei a encomenda é muito longe daqui.
5. A ideia com a qual eu concordo é a de Maria.
6. A situação a qual Zé não conseguiu se adaptar foi a mudança de diretoria.
7. A situação a que a empresa chegou provocou sua falência.
8. As pessoas a quem os soldados devem obedecer são os oficiais.

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O Caderno apresenta dois Boxes “Curiosidade”.


Na primeira curiosidade, chame a atenção dos seus alunos para o fato de que o cor-
po físico pode adoecer por causa de problemas emocionais. É a isso que se chama psicos-
somatização.
Partindo da segunda curiosidade, debata com os alunos a questão do preconceito
regional e discuta o que ajuda a reforçar e a combater tal postura.
No primeiro Box “Siga Antenado”, encontram-se links para sites que trazem dicas e
informações sobre o ENEM.
Professor (a), se os alunos não tiverem acesso à Internet, você pode pesquisar e
levar para a sala de aula as dicas que estão nos sites sugeridos.
Sobre o último “Siga Antenado”, enfatize para seus alunos a importância de eles
assistirem a telejornais e de lerem jornais e revistas para que se mantenham bem informa-
dos. Isso ajuda muito na hora de fazer o exame do ENEM.
O primeiro Box “Zoom na Informação” refere-se à inferenciação durante a leitura de
informações. Professor (a), se julgar necessário, leve mais exemplos de textos ou títulos de
textos em que seja possível fazer inferenciação. Afinal, aprender a ler o não dito é aprender
a ler criticamente.
O “Zoom na Informação” sobre regência verbal: explique aos alunos que saber
escrever com a regência verbal adequada é muito importante na hora de redigir a redação
e outros textos formais e que sempre conta pontos a favor do estudante. Por isso, revise e
pratique com eles a regência verbal de alguns verbos.
No último “Zoom na Informação”, aproveite esta questão para ratificar a ideia de que
a língua falada é diferente da língua escrita e de que não há um modo certo e outro errado
de usar a língua, mas, sim, modos diferentes de usá-la. Por isso é que precisamos conhe-
cê-los para usá-los adequadamente.

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Leitura e Produção Textual - II 1º ANO


Luciana Santos de Oliveira e Luciano Amaral Oliveira

As atividades de Leitura e Produção Textual, parte II, para a 1ª série, foram delinea-
das em torno do tema “Ciência e Tecnologia”, e são direcionadas para a ampliação dos
conhecimentos linguísticos, enciclopédicos e textuais, necessários para o desenvolvimento
da competência leitora e da competência redacional dos estudantes. Para isso, elas se-
guem uma lógica interdisciplinar no intuito de aproveitar os conhecimentos que os alunos
trazem das outras disciplinas. As propostas de leitura e de escrita estão organizadas na
forma de macrossequências didáticas, ou seja, há toda uma preparação para que o estu-
dante possa se engajar na realização das mesmas, com seus esquemas mentais ativados.
A seguir, apresentamos as informações necessárias para a operacionalização dessas ativi-
dades.
A primeira atividade do Box “Conhecimento em ação”, propõe fazer relação entre pa-
lavras ou expressões e seus respectivos conceitos. Eis as respostas:
( 4 ) inclusão digital ( 8 ) site ou sítio ( 5 ) bens culturais
( 9 ) direitos autorais ( 6 ) cibermúsica ( 3 ) Pontos de Cultura
( 7 ) MinC ( 1 ) blog
( 2 ) sampler (10 ) cultura digital

A segunda proposta deve ser respondida com base no texto “Ministério da Cultura retira
licença Creative Commons de seu site”. Antes da leitura do texto, informe aos alunos sobre
o que significa direito autoral. Assim, eles compreenderão melhor a proposta do mesmo.
Fale um pouco também sobre o gênero textual “notícia”, evidenciando suas características
e objetivos.
Sugerem-se as respostas a seguir. No entanto, é importante ouvir e discutir as res-
postas dos alunos.

1. Para legitimar as atividades que hoje são consideradas ilegais pela lei de direitos
autorais e para dar acesso a bens culturais.
2. Deixou de usar a licença Creative Commons e passou a permitir o uso do conteú-
do de seu site desde que a fonte seja citada.
3. Juridicamente, essa mudança cria muita insegurança para quem usar o conteúdo
do site do MinC, pois não especifica para que usos seu conteúdo pode ser apropriado. Poli-
ticamente, a mudança representa um retrocesso no processo de democratização da cultura
digital.
4. A licença Creative Commons amplia o acesso aos bens culturais disponíveis na
Internet facilitando, assim, a inclusão digital.

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Na terceira atividade, os alunos deverão pontuar sentenças. Seguem as sugestões


para a correção:

1. A tecnologia tem aspectos positivos e negativos.


2. Daqui a algumas décadas, os robôs estarão presentes em nossas casas.
3. A Lua, que é o satélite natural da Terra, será visitada por astronautas brasileiros.
4. Em anos recentes, avanços na genética, no imageamento do cérebro e na neurociência
básica vêm acenando com mudanças no diagnóstico de transtornos cerebrais.
5. A revolução em nossa capacidade de identificar e manipular genes suscitou todos os
tipos de debates éticos.
6. Confinados nas profundezas da floresta, 41 grupos indígenas resistem ao contato com a
sociedade exterior.
7. Duas invenções transformaram definitivamente a comunicação humana: o computador e
o telefone celular.
8. A Internet facilita a vida das pessoas, possibilitando a transmissão instantânea de docu-
mentos.
9. Quando cheguei à empresa para a entrevista, a diretora dos Recursos Humanos, a pes-
soa que iria me entrevistar, já havia saído.
10. Entregar os documentos à empresa foi, sem dúvida, um grande erro.
Na atividade em seguida, propõe-se a realização de uma pesquisa sobre a realidade
tecnológica da escola e a elaboração de um relatório. Para tanto, informe aos seus alunos
sobre o relatório como gênero textual e, se possível, leve para aula modelos simples desse
gênero. Peça-lhes para fazerem uma primeira versão, que você deve corrigir e devolver
para que façam uma versão final. Depois, discuta e decida com eles sobre a quantidade e
qualidade dos recursos tecnológicos existentes na escola (se existirem tais recursos). Em
caso de consenso negativo, ajude os alunos a entregarem os relatórios à direção da escola
ou à Secretaria de Educação.
Para a quinta proposta da seção “Conhecimento em ação”, sugerem-se as seguintes
respostas:

1. 3.
TIPO DE REFERÊNCIA: catáfora TIPO DE REFERÊNCIA: anáfora
REFERENTE: “estude para não ficar em REFERENTE: “Dois homens”
recuperação”
2. 4.
TIPO DE REFERÊNCIA: anáfora TIPO DE REFERÊNCIA: catáfora / catá-
REFERENTE: “As chuvas alagaram a ci- fora
dade”. REFERENTE: Maria Betânia

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Finalmente, na sexta atividade, é proposta uma correlação entre títulos e suas res-
pectivas linha de apoio. A sequência correta é:

1 (g) 2 (f) 3 (e) 4 (d) 5 (b) 6 (c) 7 (a)

Ao direcionar esta seção “Reflexão para Ação”, reforce a importância do hábito de ler
títulos e subtítulos para a compreensão dos textos. Se possível, mostre textos em que o
título ajuda o leitor a ter uma boa ideia do assunto neles tratado.
Para explorar o conteúdo do primeiro Box “Zoom na Informação”, caso julgue neces-
sário, demonstre aos estudantes como fazer a pontuação correta para acessar sites.
No segundo Box, reforce a importância dos pronomes pessoais e demonstrativos pa-
ra a coesão textual. Sugerimos que trabalhe esse tópico analisando com os alunos como
os pronomes estão funcionando em textos informativos, por exemplo.

Seria interessante você acessar os sites sugeridos no


“Siga Antenado”, juntamente com os alunos, para que eles pos-
sam visualizar a logomarca que libera o acesso aos seus conteú-
dos.
Por fim, não esqueça de discutir as questões do ENEM
com seus alunos.
Bom trabalho!

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Leitura e Produção Textual - II 2º ANO


Luciana Santos de Oliveira e Luciano Amaral Oliveira

Em torno do tema “Ciência e Tecnologia”, este material apresenta algumas atividades


para que você possa auxiliar o aluno no preparo para o ENEM. Para o 2º ano, o gênero
textual trabalhado será a Carta aberta. O Caderno discute um assunto importante para a
produção textual: o paralelismo, tanto o semântico quanto o sintático. Apresenta ainda um
exercício sobre a organização de parágrafos e comenta três questões do ENEM.
A seguir, apresentamos as informações necessárias sobre as atividades.

O Caderno tem início com um “Zoom na Informação” sobre liberdade de expressão.


Uma maneira de introduzir o assunto – liberdade de expressão – é levar para a sala de au-
la o trecho da Constituição que fala sobre o direito que todos têm de se expressar livremen-
te (é o Parágrafo IV do Artigo 5º, no qual se lê: “é livre a manifestação do pensamento,
sendo vedado o anonimato”). Depois, discuta com os alunos se esse direito é respeitado.

Trabalhando com “Zoom na Informação” sobre paralelismo, reforce a importância do


paralelismo semântico e do paralelismo sintático, pois são importantes elementos de coe-
são textual. Textos modificados para apresentarem quebra de paralelismo (tanto semântico
quanto sintático) podem ajudar os alunos a visualizarem melhor esses mecanismos coesi-
vos.

O primeiro texto do Caderno é denominado “Carta Aberta à Secretaria de Saúde do


Estado da Bahia”.
Antes da leitura do texto, informe aos alunos sobre a carta aberta como gênero textu-
al. Se julgar necessário, leve outros modelos de carta aberta tratando de diferentes assun-
tos, procurando evidenciar suas características e objetivos.

O material traz três propostas na seção “Conhecimento em ação”.


Para a primeira atividade, algumas sugestões de respostas são elencadas a seguir.
No entanto, lembramos que é importante ouvir e discutir as respostas dos alunos.

1. Solicitar ao secretário de saúde do Estado da Bahia a recolocação das antenas em


uma área mais afastada das casas dos moradores de Três Lagoas.

2. Geralmente, a carta aberta possui um título em negrito, centralizado, iniciado pelas


palavras Carta aberta, seguidas do local e da data. Abaixo, alinhado à esquerda, deve vir
um vocativo dirigido ao (à) destinatário (a). A linguagem é formal, de acordo com a norma
culta. Usa-se uma expressão de encerramento, como, por exemplo, “Atenciosamente”, an-
tes da assinatura.

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3. (As respostas variam neste item. Incentive os alunos a compartilharem suas res-
postas com a turma.)
4. Não. O progresso e a tecnologia trouxeram também o aumento da poluição, a per-
da da privacidade (comente sobre aspectos positivos e negativos das redes sociais, por
exemplo), o encarecimento de certos produtos por causa da alta tecnologia usada em na
fabricação etc.
5. (As respostas variam neste item. Incentive os alunos a compartilharem suas res-
postas com a turma.)

O segundo “Conhecimento em Ação” solicita que o aluno organize os parágrafos


de um texto informativo.
A ordem da numeração dos parágrafos é a seguinte: 5; 2; 1; 4; 3.
O último “Conhecimento em Ação” trabalha com a questão do paralelismo nas ora-
ções. Sugerimos as seguintes respostas:
1. (a) Há quebra de paralelismo semântico, pois as palavras cobra e rato não perten-
cem ao campo lexical inseto.
(b) Há quebra de paralelismo semântico, pois a palavra montanha-russa não faz par-
te do campo lexical animal.
(c) Há quebra de paralelismo sintático, pois o verbo ler difere da categoria gramatical
à qual pertencem as outras palavras, que, no caso, são substantivos.
(d) Há quebra de paralelismo sintático, pois entre os primeiros parênteses encontram-
se adjetivos e, entre os segundos parênteses, encontram-se adjetivos. Na verdade, as pa-
lavras entre os segundos parênteses deveriam ser adjetivos também, ou seja, gramatical e
semântica.
(e) Conjunções que são usadas em pares, como não apenas/mas também, tanto/
quanto e nem/nem, por exemplo, devem ter complementos da mesma natureza sintática.
No caso da ora- ção dessa atividade, o complemento de não apenas é “estão contratando
novas vendedoras” e o complemento de mas também é “gerentes”. Ou seja, o complemen-
to de um elemento do par é uma oração, enquanto que o complemento do outro elemento
do par é um substantivo. Por isso, há uma quebra de paralelismo sintático. Há duas possi-
bilidades de corrigir essa quebra: “As lojas estão contratando não apenas novas vendedo-
ras, mas também gerentes.” / As lojas não apenas estão contratando novas vendedoras,
mas também estão contratando gerentes”. A primeira opção é mais interessante por ser
mais concisa.
2. O panfleto anuncia serviços especializados. Contudo, florais de Bach, produtos
naturais e produtos para alérgicos não fazem parte do campo lexical serviço, mas, sim, do
campo lexical produto. O mesmo ocorre com farmacêutico, que pertence ao campo lexical
profissão. Outro ponto a comentar é a expressão delivery gratuito, que não é um serviço
especializado. Há, claramente, uma quebra de paralelismo semântico no panfleto.

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A proposta de “Reflexão para Ação” é uma carta aberta dirigida ao prefeito sobre
problemas enfrentados na comunidade.
Antes de pedir que os alunos escrevam suas cartas, sugerimos que você proponha
que cada um fale sobre o problema de que vai tratar. Afinal, a maior variedade de temas
deixa o trabalho mais interessante e a discussão também. Depois da correção e de pronta
a versão final das cartas abertas, tente entregá-las junto com os alunos ao prefeito ou à
prefeita da cidade, e peça que ele ou ela redija uma resposta aos alunos, se possível, no
formato de carta aberta.
No “Siga Antenado” proposto, visando à interdisciplinaridade e à ampliação dos co-
nhecimentos gerais dos estudantes, comente as formas de energia descobertas por cientis-
tas e reforce a importância do tema e dos sites sugeridos.

Comente com seus alunos sobre as


informações do Box “Curiosidade” e as
questões do ENEM .

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Leitura e Produção Textual - II 3º ANO


Luciana Santos de Oliveira e Luciano Amaral Oliveira

As atividades de Leitura e Produção Textual, parte II, para a 3ª série, foram delinea-
das em torno do tema “Ciência e Tecnologia”, e são direcionadas à ampliação dos conheci-
mentos linguísticos, enciclopédicos e textuais, necessários para o desenvolvimento da
competência leitora e redacional dos estudantes. Para isso, elas seguem uma lógica inter-
disciplinar no intuito de aproveitar os conhecimentos que os alunos trazem das outras disci-
plinas. As propostas de leitura e de escrita estão organizadas na forma de macrossequên-
cias didáticas, ou seja, há toda uma preparação para que o estudante possa se engajar na
realização das mesmas, com seus esquemas mentais ativados. A seguir, apresentamos as
informações necessárias para a operacionalização dessas atividades.

O material traz três propostas de atividades na seção “Conhecimento em ação”. Na


primeira, sugerimos que introduza o assunto falando a respeito do vocabulário específico
de cada área. Um vocabulário técnico bastante comentado é o da área jurídica, também
conhecido como juridiquês. Seguem respostas para a questão:
INFORMÁTICA: back-cup; download; deletar; mouse; hacker; facebook; e-mail; site.
GASTRONOMIA: flambar; grelhar; sanduíche; hambúrguer; chop suey; efó; munguzá; lasa-
nha; acarajé.

Antes da leitura do texto “Globalização, Tecnologias e


Língua Portuguesa”, na segunda proposta do
“Conhecimento em Ação” , converse com os alunos sobre
alguns aspectos da globalização, dando ênfase à lingua-
gem. Para iniciar a conversa, você pode utilizar o conteú-
do do Box “Zoom na Informação”.

Na segunda proposta, há um texto cujas lacunas devem ser preenchidas com as pa-
lavras listadas e, em seguida, o aluno deverá responder a algumas questões. A ordem de
palavras que completam as lacunas é:
Geógrafo; roda; massa; industrial; época; efeitos; linguagem; estrangeirismo; desa-
parecimento; idioma; estressar.
Sugerimos as respostas a seguir para as demais questões:
1 - Palavras, expressões ou construções sintáticas que são tomadas de empréstimo de
uma língua estrangeira.

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2 - A razão é o fato de os estrangeirismos estarem sendo submetidos às regras do portu-


guês. Elas são alteradas, não o português.
3 - Resposta pessoal.
A terceira atividade traz a proposta de redação do ENEM de 2011, na íntegra, acom-
panhada por algumas dicas para sua escrita.
Ao direcionar a primeira proposta de “Reflexão para Ação”, é importante evidenciar a
importância de os alunos estarem bem informados para ter o que dizer na redação. Com
este intuito, você poderá levar algumas matérias jornalísticas atuais para as aulas, cujos
temas tenham aparecido nos últimos exames do ENEM e vestibulares.
Na segunda proposta, sugerimos que oriente os alunos quanto aos elementos que
compõem a autoavaliação. Esclareça qualquer dúvida que surja. Peça-lhes para fazerem a
redação, se autoavaliarem e fazerem uma segunda versão da redação com base na autoa-
valiação feita. Recolha essa segunda versão, comente-a e solicite aos alunos para elabora-
rem uma última versão com base nos seus comentários. Recolha essa última versão e faça
os comentários finais.
No Box “Siga Antenado” - Se os alunos não tiverem acesso à Internet, você pode
consultar os sites sugeridos e compartilhar na sala de aula as dicas apresentadas por eles
sobre redação.

Fique de olho nas questões do ENEM. Pro-


mova uma discussão sobre elas a partir dos
comentários disponibilizados.

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Introdução

Sob o tema “Saúde e Sociedade”, delineamos algumas atividades para a ampliação


dos conhecimentos linguísticos, enciclopédicos e textuais necessários para o desenvolvi-
mento da competência leitora e da competência redacional dos estudantes. Para isso, as
atividades propostas seguem uma lógica interdisciplinar para aproveitar os conhecimentos
que os alunos trazem das outras disciplinas. As atividades de leitura e de escrita são pro-
postas sempre na forma de macrossequências didáticas, ou seja, há toda uma preparação
para que o estudante possa se engajar nas atividades de leitura e de escrita com seus es-
quemas mentais ativados. A seguir, apresentamos as informações necessárias sobre es-
sas atividades.

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As Feiras: uma forma de materialização social


do espaço

Descrição:
Em uma proposta interdisciplinar de Geografia, Português e Matemática, essa ativi-
dade objetiva levar os estudantes a conhecerem melhor uma das maneiras pelas quais a
sociedade ocupa o espaço: as feiras livres. Para isso, eles realizarão entrevistas com fei-
rantes e consumidores e, a partir de um estudo dos dados levantados, confeccionarão
um mapa geográfico com o propósito de evidenciar as ocupações e os deslocamentos
envolvidos nessa atividade humana.

Material necessário:
- Cópias dos questionários;
 Mapa da cidade e das regiões vizinhas (o professor de Geografia pode dar
indicações de como obter ou esboçar tal mapa).

Etapa 1 (preparação com os alunos)


(1) Contextualização da atividade: realize uma conversa informal com seus alunos
sobre o tema “As feiras livres: uma forma de materialização social do espaço”, com o ob-
jetivo de motivá-los para o desenvolvimento da atividade. Como ponto de partida, sugeri-
mos questões como: Você conhece uma feira de sua cidade? Você sabe de onde vêm os
produtos comercializados? Você sabe onde moram os feirantes? Você sabe de que loca-
lidades vêm os consumidores da feira?
(2) Para melhor conhecer a ocupação geográfica relacionada às feiras livres, infor-
me aos seus alunos que eles irão coletar e analisar dados obtidos a partir de entrevistas
com feirantes e consumidores de uma feira livre.
(3) Apresente aos seus alunos os dois questionários (o do feirante e o do consumi-
dor) que serão usados na entrevista. Modelos de questionários estão disponíveis nos A-
pêndices 1 e 2 no final deste documento. (Caso deseje ler um pouco sobre o gênero oral
"entrevista", veja o Apêndice 3)
(4) Apresente um protocolo para a realização da entrevista: ao abordar um feirante
ou um consumidor, o aluno deve: pedir licença; estar uniformizado e se apresentar
(indicando seu nome e o nome da escola); informar o propósito da entrevista; perguntar
se a pessoa aceita e pode conceder a entrevista naquele momento. Caso o feirante ou o
consumidor aceite: informar sobre os preceitos éticos que garantem os direitos da pessoa
entrevistada e, então, realizar a entrevista. No final (mesmo que a pessoa não aceite dar
a entrevista), agradecer.
(5) Divida os alunos em duas equipes: uma que realizará as entrevistas com os fei-
rantes e a outra com os consumidores. Sugerimos que 60% da turma fiquem encarrega-
dos da entrevista com os feirantes e 40% da turma fiquem encarregados da entrevista
com os consumidores. A equipe que entrevistará feirantes pode ser ainda dividida em
subequipes de acordo com os produtos comercializados: hortaliças, frutas, verduras, ovos

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carnes, cereais, ervas, especiarias, roupas, calçados, bolsas, utensílios para cozinha,
móveis, animais, ferragens, miudezas, rádios, artigos eletrônicos e importados etc.
A equipe que entrevistará consumidores também pode ser subdivida em subequi-
pes, de acordo com os pontos estratégicos da feira. Recomendamos que a definição das
subequipes seja feita de tal modo que um aluno nunca trabalhe sozinho.
(6) Informe aos seus alunos como o trabalho desenvolvido será avaliado.
(7) Combine então com seus alunos data e horário para a realização da entrevista.
Recomendamos que, no dia da entrevista, todos os alunos se reúnam na escola em um
horário pré-determinado e, então, sob a supervisão de dois ou mais professores, sigam
juntos para o local da feira.
(8) Distribua uma cópia do pedido de autorização dos pais dos alunos para a reali-
zação da atividade, uma vez que estes terão que sair da escola para realizá-la. Peça pa-
ra que seus alunos tragam a autorização assinada na próxima aula. Um modelo desse
pedido de autorização pode ser obtido junto à direção de sua escola.

Etapa 2 (realização das entrevistas)


Ao chegar ao local da feira, com todos os alunos reunidos, combine um intervalo de
tempo máximo para a realização das entrevistas. Combine também um ponto de encon-
tro onde todos deverão retornar ao término desse prazo. Libere então as subequipes que
realizarão as entrevistas. Durante esse período, circule pela feira e acompanhe o trabalho
de seus alunos. Um pouco antes do término do prazo estabelecido para a entrevista, re-
torne para o ponto de encontro. Certifique-se que todos os alunos estão presentes antes
de voltar para a escola.

Etapa 3 (processamentos dos dados, elaboração de infográficos, análise final)


A partir dos dados obtidos nas entrevistas, os alunos deverão elaborar os seguintes
produtos:
(1) Um mapa temático com a distribuição dos bairros de residência dos feirantes
usando o sistema de círculos proporcionais e suas variações.
(2) Um mapa temático com a distribuição dos bairros de residência dos consumi-
dores usando o sistema de círculos proporcionais e suas variações.
(3) Um mapa temático com indicações da origem dos produtos comercializados na
feira.
(4) Um gráfico de colunas (ou um gráfico de setores) para representar a distribui-
ção sobre a produção própria ou não dos produtos comercializados pelos feirantes
(variável qualitativa).
(5) Um gráfico de colunas (ou um gráfico de setores) para representar a distribui-
ção de como o lixo é descartado pelos feirantes (variável qualitativa).
(6) Um gráfico de colunas (ou um gráfico de setores) para representar a distribui-
ção da opinião dos consumidores com relação à organização da feira (variável qualitati-
va).
(7) Um gráfico de colunas (ou um gráfico de setores) para representar a distribui-
ção dos produtos que são comprados preferencialmente na feira.

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(8) Um infográfico descrevendo o uso dá água pelos feirantes.


(9) Um gráfico de colunas (ou um gráfico de setores) para representar a opinião dos
consumidores com relação à limpeza da feira.

Observações:

 Com relação à construção de mapas temáticos e à representação de dados


quantitativos usando círculos proporcionais, sugerimos como referência o livro
“Cartografia Temática: Caderno de Mapas” de Marcello Martinelli, publicado pela Editora
da Universidade de São Paulo em 2003.
 Caso sua escola tenha laboratório de computadores e acesso à Internet, a confec-
ção do mapa pode ser feita com ferramentas computacionais, como o Google Maps ou o
Google Earth. Outra opção é usar o software gratuito Philcarto, especializado em mapas
temáticos. Instruções em Português de como obtê-lo podem ser encontradas no seguinte
endereço: <http://philcarto.free.fr/OmarBarros.pdf>.
 Instruções de como construir (à mão) gráficos de colunas e de setores podem ser
encontradas no seguinte endereço (clique nos dois últimos links no final da página):
<http://www.uff.br/cdme/distfreq/distfreq-html/dfreqquali.html>.
Os infográficos produzidos podem ser usados para: (1) identificar regiões de produ-
ção (hortigranjeira, de frutas, de carnes etc.); (2) identificar a dinâmica dos deslocamen-
tos de feirantes e de consumidores que atendem à feira; (3) identificar os produtos que
mais atraem os consumidores; (4) identificar aspectos da cadeia produtiva (se os feiran-
tes são produtores ou apenas distribuidores); (5) identificar como o lixo é descartado pe-
los feirantes; (6) identificar como os consumidores avaliam a ocupação do espaço da fei-
ra (de forma organizada ou não). A partir dessas análises, os alunos podem compor um
relatório que pode ser divulgado na biblioteca ou em um blog da escola.

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APÊNDICE 1
EXEMPLO DE QUESTIONÁRIO PARA O FEIRANTE

ALUNO(S) RESPONSÁVEL(IS):_____________________________________________
_______________________________________________________________________

(1) Onde você reside?

Bairro:
Cidade: Estado:

(2) De onde vêm os produtos que você vende?

Produto:
Bairro:
Cidade: Estado:
Produção própria:  Sim  Não

Produto:
Bairro:
Cidade:
Produção própria:  Sim  Não

Produto:
Bairro:
Cidade:
Produção própria:  Sim  Não

(3) Onde você coloca o lixo ao encerrar suas atividades na feira?

(4) Você usa água na feira? Em caso afirmativo: (a) Para quê? (b) De onde você obtém
essa água?

137
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APÊNDICE 2
EXEMPLO DE QUESTIONÁRIO PARA O CONSUMIDOR

ALUNO(S) RESPONSÁVEL(IS): _____________________________________________


_______________________________________________________________________

(1) Onde você reside?

Bairro:
Cidade:
Estado:

(2) Existe algum produto que você prefere comprar na feira ao invés de outros locais?
Quais? Por quê?

(3) Qual é a sua opinião sobre a limpeza da feira?


 Péssima  Regular  Ruim  Boa  Excelente

(1) Onde você reside?

Bairro:
Cidade:
Estado:

(2) Existe algum produto que você prefere comprar na feira ao invés de outros locais?
Quais? Por quê?

(3) Qual é a sua opinião sobre a limpeza da feira?


 Péssima  Regular  Ruim  Boa  Excelente

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APÊNDICE 3

INFORMAÇÕES SOBRE O GÊNERO ORAL “ENTREVISTA”

Uma entrevista sempre tem um objetivo bem claro, vinculado a um determinado


tema. É importante lembrar ao estudante um ponto importante sobre a relação entre en-
trevistador e entrevistado: no caso das pesquisas, é o entrevistador, e não o entrevistado,
quem tem interesse na entrevista. Por isso, alerte os estudantes para sempre serem ob-
jetivos no momento de conduzirem uma entrevista, fazendo perguntas claras e em pe-
queno número, pois isso toma muito o tempo do entrevistado, que pode, inclusive, res-
ponder qualquer coisa para se livrar logo da entrevista. Além disso, os estudantes preci-
sam se atentar para a linguagem que vão usar com o entrevistado a fim de adequá-la à
pessoa e à situação.
Há três tipos básicos de entrevistas quanto à sua estruturação. O primeiro tipo é a
entrevista não estruturada. Nela, o entrevistador não prepara perguntas previamente. Ele
apenas leva para a entrevista uma lista de tópicos sobre os quais pretende conversar
com o entrevistado. O segundo tipo é a entrevista semiestruturada, na qual o entrevista-
dor prepara algumas perguntas, que ele pode ou não perguntar ao entrevistado, e leva
uma lista de tópicos sobre os quais pretende conversar com o entrevistado. O terceiro
tipo é a entrevista estruturada, que é a que nos interessa aqui. Para realizar uma entre-
vista estruturada, o estudante deve preparar as perguntas com antecedência e fazê-las a
todos os entrevistados.
Os estudantes precisam ser cuidadosos para não elaborarem perguntas que possu-
am linguagem vaga, perguntas com duplicidade e perguntas que podem induzir o entre-
vistado a uma resposta. Por exemplo, “Você tem muito tempo livre?” e “Você estuda em
uma escola de grande porte?” são perguntas que possuem vaguidade na linguagem, pro-
vocada pelo quantificador muito e pelo adjetivo grande. Afinal, o que é uma escola de
grande porte e quanto tempo livre é muito? Já a pergunta “Você está satisfeito com o ser-
viço dos bombeiros e dos policiais da sua cidade?” possui duplicidade. Ela deveria ser
dividida em duas: “Você está satisfeito com o serviço dos bombeiros da sua cidade?” e
“Você está satisfeito com o serviço dos policiais da sua cidade?”. E eis dois exemplos de
perguntas que podem induzir o entrevistado a uma resposta: “Matar seu semelhante é
pecado. Você é a favor ou contra a pena de morte?” e “Você concorda que a pesca seja
proibida no verão?”

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Medindo o índice pluviométrico

Como medir o índice pluviométrico

Frequentemente, ouvimos nos noticiários sobre previsão do tempo a quantidade de


chuvas esperadas para uma determinada região, através de uma medida chamada índice
pluviométrico. Mas, afinal, o que é índice pluviométrico?
O índice pluviométrico é uma medida do volume de precipitação atmosférica. Ele
pode ser medido em períodos longos, como meses ou anos, ou períodos curtos, como
horas, minutos ou segundos. O padrão usado para medir o índice pluviométrico é o milí-
metro por metro quadrado, ou seja, a altura da chuva acumulada que cai medida em milí-
metros, em uma área de um metro quadrado.

1. Desenhe no chão um quadrado com um metro de lado. Se preferir, você pode


utilizar uma fita adesiva.

2. Com a ajuda de um copo descartável, vá molhando aos pouco a superfície do


quadrado até fazê-lo por completo. Conte quantos copos d’água você utilizou.

3. Estime a quantidade de água utilizada através da medida contida no fundo do


copo.
4. O ideal para essa atividade é a utilização de um recipiente graduado, para facili-
tar a tarefa.

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5. Indique quantos litros de água utilizou.


6. Tire uma média dos resultados encontrados por você e seus colegas.
7. Compare esse valor com o volume de chuva coletado em uma garrafa PET cor-
tada ao meio, durante uma chuva forte ou durante certo período (defina o período com a
turma. Pode ser dia, semana ou mês). Lembre-se que você deve dividir o volume coleta-
do pela área de seção transversal da garrafa.
8. Coloque seus dados em forma de tabela e / ou gráficos no blog da turma e discu-
ta com seus colegas (é mais prático que esta primeira atividade seja em grupo, e cada
equipe poste a sua tabela no blog da turma).

Questões de Investigação:

Agora que você já conhece o padrão utilizado para medir o índice pluviométri-
co, pesquise esse índice na sua região:

a) Procure no serviço meteorológico a precipitação normal de chuva indicada para


o período em sua região e compare com a medida encontrada por você no experimento.
Existe diferença entre essas medidas?
Justifique.
b) Se você mora no interior, compare esse índice pluviométrico com o de uma cida-
de do litoral ou próxima de rio.
c) Se você mora no litoral ou próximo de um rio, compare esse índice com o de u-
ma cidade de regiões mais secas do Brasil.
d) Relacione o índice pluviométrico com o clima de cada região. O resultado do ín-
dice medido por você está de acordo com o clima da sua região?
e) Como podemos estimar a margem de erro experimental na medida do índice plu-
viométrico?
f) De acordo com o índice pluviométrico da sua região, qual o tipo de agricultura
mais indicado?

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Caso não seja possível elaborar uma planta baixa em escala, pode ser proposta
aos alunos a elaboração de um croqui, ou seja, um mapa simplificado e com menos pre-
cisão, apenas para fins de representação dos locais de interesse para as atividades se-
guintes.
Não devem ser esquecidos os elementos essenciais de todo o mapa, mesmo numa
escala grande (maior detalhamento), como a planta baixa: título e identificação do fenô-
meno espacializado; legenda; escala (que pode ser numérica ou gráfica - a gráfica é mais
didática e recomendada nesse caso); indicação do Norte no canto superior esquerdo;
Todos os dados coletados devem ser espacializados na planta, com legenda ade-
quada. Ao final das atividades, a planta pode ser exposta e discutida com a comunidade
escolar, para que todos conheçam o resultado da pesquisa realizada. Inclusive, caso a
escola disponha de um blog, pode ser interessante divulgar nele.

O consumo da água na sua escola

No Brasil, a tarifação pelo consumo de água ainda é bastante baixa quando compa-
rada com a tarifação por outros serviços básicos, como energia elétrica. Esse fato gera,
em muitas pessoas, a sensação de que não é necessário racionar o consumo deste bem.
De fato, o Brasil se encontra em uma posição privilegiada quando comparada a de outros
países no que diz respeito à disponibilidade de água para consumo.
Contudo, o quadro mundial e as previsões atuais nos alertam sobre a necessidade
de utilizar esse bem da melhor maneira possível.
Nesta parte da atividade, sugerimos um levantamento sobre o consumo de água da
escola.
O que pretendemos, porém, não é saber qual é o montante consumido, pois para
isso bastaria checar o valor indicado na conta de água, mas sim tentar identificar e regis-
trar as ações realizadas no ambiente escolar que consomem água, algo similar a uma
auditoria do consumo de água.

A atividade

Inicialmente, sugerimos a organização dos alunos em grupos de trabalho que fica-


rão responsáveis por levantar o consumo de água de certos grupos de ações. Por exem-
plo, podemos dividir o levantamento em: banheiro, limpeza, merenda e cozinha, consumo
direto e outros.

142
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A água na escola

A proposta desta atividade é analisar diversos aspectos referentes à água dentro


do ambiente escolar. O fio condutor da atividade será uma planta baixa da escola elabo-
rada pelos alunos. Com ela em mãos, os alunos analisarão: o consumo da água, as pos-
sibilidades de reuso, potenciais locais para captação de água da chuva e pontos suscetí-
veis à erosão.
Com isso, os alunos poderão, em torno do tema “Água” e a partir da planta baixa,
estudar e conectar conteúdos de Matemática, Geografia, Química e Biologia.

A planta baixa

A planta baixa é a representação bidimensional do espaço, em escala reduzida e


apropriada. O professor pode definir com os alunos qual relação entre o real e sua repre-
sentação será feita (uma sugestão é que 1 m no terreno seja representado por 1 cm no
papel – escala 1:100).
Ao longo da atividade, o professor de Matemática pode aproveitar a elaboração da
planta baixa para discutir conteúdos de escala e formas geométricas, e o professor de
Geografia pode discutir a importância da cartografia e da espacialização como instrumen-
to de análise do espaço geográfico.

A atividade

Para servir de fio condutor das atividades seguintes, sugerimos que os alunos cri-
em uma representação espacial do ambiente escolar: a planta baixa (caso a escola dis-
ponha da planta, o professor pode utilizá-la para comparar com a planta produzida pelos
alunos). Isso pode ser feito com auxílio de papel milimetrado ou com ajuda de algum soft-
ware específico (como o Floorplanner, disponível em <http://br.floorplanner.com/
demo#assets>). Também será necessária a coleta de medidas e informações que des-
crevam o espaço escolar (distâncias, comprimentos, ângulos, formas etc).

143
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Cada grupo deverá procurar as pessoas que estejam diretamente ligadas a cada
uma dessas ações.
Tomemos como exemplo o grupo que ficará responsável pelo levantamento do con-
sumo de água com limpeza. A abordagem inicial pode ser através de perguntas, como:
Quantas vezes por mês cada parte da escola é limpa? Qual quantidade de água consu-
mida por limpeza você estima? Depois, em um segundo momento, sugerimos que os alu-
nos partam para um levantamento através da coleta direta de dados. Por exemplo, eles
podem acompanhar o trabalho de uma das pessoas responsáveis pela limpeza em um
dia (ou período). Assim, poderão saber quantas e quais partes da escola foram limpas
naquele dia, qual foi o consumo aproximado de água durante a limpeza etc.
No caso do grupo responsável por medir o consumo nos banheiros, primeiramente,
eles podem pedir estimativas sobre a frequência de uso dos banheiros aos funcionários
que acompanham os alunos ao longo do dia e, depois, podem registrar o número de pes-
soas que os utilizam nos intervalos e ao longo de um determinado período de tempo du-
rante as aulas e, com isso, estimar o consumo mensal.
O confronto dessas duas informações deve gerar dados mais compatíveis com a
realidade: caso estejam muito discrepantes, o grupo deve discutir quais os possíveis mo-
tivos que geraram essa diferença e como podem ser resolvidos e, caso estejam coeren-
tes, podem considerá-los como dados consolidados.
Claramente, os levantamentos diretos possuem limitações devido à disponibilidade
de horários dos estudantes, possibilidade de acompanhamento de determinados profis-
sionais da escola etc. Contudo, lembramos que o levantamento do consumo em um perí-
odo de tempo específico, mesmo que tenha duração relativamente curta com referência
ao mês (que seria nossa unidade de tempo básica), pode ser extrapolado com alguns
cálculos (afinal, é razoável considerar que o consumo mensal seja proporcional ao consu-
mo em períodos menores), contanto que os períodos escolhidos sejam representativos,
ou seja, não adianta nada medir o consumo de água no banheiro da escola durante a
madrugada, mas pode ser suficiente medir durante um intervalo de 20 minutos.
Por fim, sugerimos que todo levantamento seja registrado em planilhas eletrônicas
seguindo uma estrutura semelhante ao que foi proposto no volume 1 do Caderno do Alu-
no do 1° ano do Ensino Médio, ou seja, indicando em colunas separadas o consumo por
evento, o número de eventos e o consumo mensal referente àquele evento. Com isso,
uma vez que os dados estejam consolidados, os alunos podem estudar alternativas que
resultem na economia de água e analisar o seu impacto fazendo alterações simples nas
planilhas eletrônicas.

144
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Espera-se que, ao final dessa atividade, os estudantes cheguem a um valor próxi-


mo ao consumo de água indicado na conta de água da escola. Porém, é natural esperar
que haja diferença entre esses valores, uma vez que o levantamento feito pelos estudan-
tes baseia-se em estimativas.

O reuso da água

Tratamento de água é um conjunto de procedimentos físicos e químicos aplicados


na água visando a obter condições adequadas para o consumo (água potável). Além de
eliminar diversos tipos de contaminação, o processo de tratamento de água pode evitar a
transmissão de doenças.
Numa estação de tratamento de água, o processo ocorre em etapas: coagulação,
floculação, decantação, filtração, desinfecção, correção de pH.
O reuso da água depende das características da água pós-consumo (efluente) e
das características da água necessária para cada uso.

A atividade

O objetivo dessa parte da atividade é levantar os pontos em que são produzidos


efluentes e como estes poderiam ser tratados para fins de reuso no próprio ambiente es-
colar. Assim, sugerimos as seguintes etapas:

1ª Etapa: Levantamento das características da água para reuso - para a reutiliza-


ção da água na escola, a primeira etapa consiste no levantamento dos pontos onde é
possível coletar água (efluentes) para reuso e suas características físicas, químicas e bio-
lógicas. Os pontos podem ser representados na planta baixa da escola e as informações
referentes a cada um deles podem ser dispostas em uma tabela como a que segue.

Ponto Localização Origem da Sistema de Aparência Risco de contami-


água coletagem nação biológica
(efluente)

1 Sistema de Chuvas Inexistente / Límpida Desenvolvimento de


calhas da necessita limo / reprodução de
escola manutenção / micro-organismos e
adequação insetos (mosquitos)/
ao projeto fezes de aves e pe-
quenos animais

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Após esse levantamento, pode-se associar cada tipo de efluente a uma ou mais
etapas de tratamento de água para definir o seu reuso. Por exemplo, efluentes provenien-
tes das chuvas (águas pluviais) podem passar por um processo de decantação e filtração
simples e ser utilizados em irrigações da horta e/ou jardim da escola, descarga de vasos
sanitários e lavagem das dependências da escola.

2ª Etapa: Tratamento e destinação da água - uma segunda tabela pode ser feita
sintetizando a associação do tipo do efluente com o tratamento e o reuso:
Ponto Tratamento Reuso
Decantação Filtra- Remoção Desin- Outros
ção de odor fecção
1 sim sim Irrigações da
horta e/ou jar-
dim da escola,
descarga de
vasos sanitá-
rios,
lavagem das
dependências
da escola

Uma sugestão para conhecimento das etapas de tratamento de água é a visitação à


Unidade de Tratamento de Água (UTA) ou Unidade de Tratamento Esgotos (UTE) da sua
região. Também é possível usar o simulador existente no link:
<http://www.addp.pt/topas/intro.htm>.
Ainda, é possível problematizar a partir do vídeo do Projeto Condigital MEC - MCT;
Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro - PUC Rio, disponível no link: <http://
objetoseducacionais2.mec.gov.br/handle/mec/18477>.
Após essas etapas, sugerimos a elaboração de um projeto objetivando a construção
de equipamentos para realização das etapas de tratamento da água, usando materiais
simples e consultando a empresa responsável pela UTA/UTE sobre detalhes técnicos
que podem orientar esse projeto.

Água e erosão

A água é um componente fundamental da natureza, tanto para os seres vivos, como


para os seres não vivos. Em permanente ciclo, passando do estado líquido para o estado
de vapor – ao evaporar de reservatórios naturais, como rios e mares, ou artificiais, como
represas – esse vapor de água se acumula na atmosfera, condensando, dando origem a
gotículas. Estas gotículas formam as nuvens que, quando acumulam grande quantidade
de água, acabam por se precipitar na forma de chuva.
Ao cair sobre as superfícies, a água desagrega e dissolve substâncias lá presentes.
Como no ditado “água mole em pedra dura tanto bate até que fura”, quando a água cai
repetidas vezes ao longo de muitos anos sobre uma superfície na forma de chuva, ondas
do mar, pingos de uma cachoeira ou a ida e vinda da água nas margens de um rio, temos

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um trabalho contínuo e silencioso de formação de “pedacinhos”, ou simplesmente do


transporte desses pequenos pedaços, chamados de sedimentos. O transporte desses
sedimentos é a erosão causada pela água.
O CO2, produzido pelos seres vivos, ao entrar em solução na água dá origem ao
chamado ácido carbônico (não considerado uma espécie química per se). Apesar de ins-
tável, esse ácido ajuda a dissolver rochas e até a formar aquelas pontas que partem do
teto de cavernas ou se acumulam em seu chão, os espeleotemas, como estalactites e
estalagmites. Esse processo é promovido, ainda, por ácidos orgânicos, como os ácidos
húmicos (com grupamentos fenólicos e carboxílicos), derivados da degradação de maté-
ria orgânica. Esse assunto pode ser discutido em profundidade com o (a)s professores
(as) de Química.
Em enchentes, devido às mudanças na bacia de inundação, os rios recebem mais
água do que o espaço de escoamento que eles teriam normalmente, ocorrendo assim o
transbordamento. Tais mudanças nas bacias hidrográficas estão associadas à sua fre-
quente ocupação devido ao avanço da população, em geral, de forma desordenada. Es-
sa ocupação está usualmente associada ao desmatamento que reduz a mata ciliar, e isto
ajuda a assorear o leito do rio, reduzindo sua profundidade, aumentando assim a devas-
tação além das margens. Essa água em excesso pode arrastar quase tudo o que está em
seu caminho.

A atividade

A partir dessas informações, convide os alunos a observar o ambiente escolar e


procurar caminhos marcados pela passagem das águas.
É possível realizar um experimento bastante simples: com um regador, molhe conti-
nuamente sempre um mesmo ponto do terreno e observe o que ocorre após alguns dias.
Experimente fazer isso em um solo exposto e em outra área com cobertura vegetal (pode
ser do gramado da escola ou da praça mais próxima). É possível perceber diferenças en-
tre as dinâmicas de absorção ou escoamento da água?
Identifique, na planta baixa da escola, os pontos onde já ocorre erosão e outros
com potencial de ocorrência desse fenômeno. Isso feito, a representação gráfica pode
ajudar na elaboração e proposta de ações para reduzir a erosão em tais pontos.

Finalização

Como produto final da atividade, sugerimos a exposição da planta baixa (ou croqui)
da escola com a indicação dos pontos e informações levantados ao longo do trabalho.
Essa representação pode trazer informações muito importantes para ações que digam
respeito ao uso de água no ambiente escolar e para conscientização de professores, fun-
cionários e estudantes.
O blog da escola, caso ela disponha de um, pode ser usado não apenas para divul-
gar o resultado final, como também para viabilizar a troca de comentários em torno dele,
levantando sugestões e ideias que possam ser incorporados pelos membros do grupo
responsável.

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Criando um blog

Esta atividade tem como principal objetivo utilizar as novas tecnologias de comuni-
cação e informação na construção de conhecimentos interdisciplinares na escola, através
da interação dos alunos e professores com a escola, com a sociedade em que vivem e
com o mundo. As experiências envolvidas na atividade sugerida ajudam a aumentar a
competência comunicativa do estudante, além de promover o aprendizado do trabalho
em grupo e a convivência com variadas opiniões e visões de mundo.
Pensando em facilitar a execução do trabalho, elencamos algumas informações a
respeito do que seja um blog e estruturamos alguns procedimentos que podem ser feitos
para a implantação da atividade.

PARTE I – O que é um blog?

Blog é um espaço virtual, geralmente criado por uma pessoa ou um grupo de pes-
soas para comunicar ideias e opiniões, informar e debater sobre acontecimentos, e entre-
ter os visitantes, já que permite, em sua estrutura, a utilização de recursos audiovisuais
como vídeos, imagens e músicas, além de comportar qualquer gênero textual.
O material que é inserido no espaço do blog é chamado de postagem. As posta-
gens são atualizadas com dia e hora de sua inserção, fazendo com que o visitante saiba
quando o material que está lendo, vendo ou ouvindo foi postado. As postagens mais anti-
gas ficam arquivadas, podendo ser vistas quando forem buscadas. O conteúdo do blog
pode ser lido e comentado por qualquer pessoa que o visite.

PARTE II – Criando um blog com a turma

De início, é interessante fazer um levantamento do conhecimento prévio que os es-


tudantes têm a respeito do que seja um blog. Caso alguns deles não saibam do que se
trata, explique a eles.
 Defina os grupos de trabalho para criar um único blog para a turma. Determine
um administrador do blog e organize como serão o acesso, as postagens e a constru-
ção. É importante sinalizar que o blog tem um mediador, cuja responsabilidade é moni-
torar as postagens, intervir nas discussões, dialogar com os leitores e selecioná-los, es-
colher o que deve ser postado. Esta função é primordial para a boa execução da ativida-
de, pois, do contrário, poderá ser desviada a proposta de compartilhamento de ideias so-
bre o tema discutido ou outros relacionados.

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 Mostre aos alunos alguns modelos e exemplos de blogs, evidenciando as inten-


ções e os objetivos de cada um deles. Para isso, você pode apresentar o conteúdo atra-
vés do Power Point (ou outro programa similar) ou no pen-drive.
 Apresente endereços eletrônicos com sugestões de tutoriais sobre como fazer
um blog.
 Peça à turma para pensar em um nome para o blog e no domínio gratuito em que
ele vai ser inscrito (para isso, peça a ajuda do monitor de informática).
Marque uma aula no laboratório de informática e nela apresente aos grupos as prin-
cipais ferramentas para a operação de um blog. Aproveite também para pensar com a
turma no desenho, ou seja, na configuração ou no layout que desejam.

Depois de estruturar o blog, é hora de escolher o tema ou os temas que devem ser
debatidos e os materiais que serão postados. É importante que todo material passe pela
revisão dos professores envolvidos. Sugerimos que a primeira postagem seja a entrevista
feita com feirantes na atividade “A ocupação do espaço pelo homem: as feiras livres”, que
mostra aspectos da feira local, como ela alterou o espaço que ocupa, as mudanças atra-
vés do tempo, sua importância para a cidade e como é a relação da cidade com a feira.
Não esqueça que os estudantes podem postar fotos e expressar seus pontos de vistas e
opiniões sobre o tema em discussão.
Oriente os alunos a atualizarem o blog com atividades de outras disciplinas e a-
contecimentos da comunidade.
Embora o ambiente virtual seja um espaço de liberdade de expressão e dinamiza-
ção das informações, ainda assim é preciso elaborá-lo com responsabilidade, a fim de
não cometer exageros que atinjam as pessoas pela sua condição política, social, racial,
sexual, religiosa, de gênero etc.

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Proposta de Atividade de AVALE - Ambiente Virtual


de Apoio ao Letramento Estatístico.

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Impressão e acabamento

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CEP: 40.352.000—Tels.: (71) 3116-2837 / 2838 / 2820
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