Você está na página 1de 1

Baraque e o resto dos israelitas, espantados com a multidão dos

inimigos, intentaram retirar-se e afastar-se quanto possível. Mas Débora


os deteve e ordenou-lhes que combatessem naquele mesmo dia sem
temer aquele grande exército, porque a vitória dependia de Deus, e
deviam confiar no Seu auxílio. Travou-se o combate. Nesse momento,
viu-se cair uma forte chuva com granizo. O vento impelia-a com tanta
violência contra o rosto dos cananeus que os arqueiros e não se podiam
servir nem dos arcos nem das fundas, e os que estavam armados mais
pesadamente tampouco podiam usar as suas espadas, tão congelados
estavam pelo frio da chuva de granizo. Os israelitas, ao contrário, tendo
a tempestade pelas costas, não eram incomodados por ela e ainda
sentiam redobrada a coragem, vendo nela um sinal visível do auxílio
divino.

Assim, eles venceram e mataram um grande número de inimigos,


restando apenas um pequeno número, que pereceu sob as patas dos
cavalos e as rodas dos carros de seu próprio exército, o qual fugia em
desordem. Sísera, vendo tudo perdido, desceu do carro e entrou na casa
de uma mulher chamada Jael, Sisera rogando-lhe que o escondesse e
pedindo-lhe de beber. Ela deu-lhe leite azedo, de que ele bebeu bastante,
porque sentia muita sede. Ele adormeceu, e a mulher, vendo-o em tal
estado, fincou-lhe com um martelo um grande prego na fronte. Os
soldados de Baraque chegaram, e ela apontou-lhes o morto. Assim,
segundo a predição de Débora, a honra dessa grande vitória coube a uma
mulher. Baraque marchou em seguida para a cidade de Hazor e derrotou
e matou o rei Jabim, que vinha com um exército ao seu encontro. Ele
arrasou a cidade e governou o povo de Deus durante quarenta anos.