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2.

BACIA HIDROGRÁFICA

Disciplina: Gestão de Recursos Hídricos


Professor: Luiz Sergio Vanzela 2015
BACIA HIDROGRÁFICA
DIVISOR DE ÁGUAS/TALVEGUE
Gestão de Recursos Hídricos

Política
Projetos
Técnicos

Estudos Legislação Uso dos


Técnico- Ambiental Recursos
Científicos Naturais
Gestão de Recursos Hídricos

Estudos Técnico-Científicos

Projetos de Zoneamento Hidro-Agrícola-Ambiental


(bacia hidrográfica como unidade de gerenciamento)
Requisitos:
- Estudo morfométrico completo da bacia
- Monitoramento dos recursos hídricos
(disponibilidade e qualidade da água)
- Monitoramento climático
(banco de dados na bacia)
- Planos de conservação do solo e da biodiversidade
(Mapeamento do risco de erosão)
- Projetos sustentáveis de uso da água
(análise e planejamento das demandas hídricas)
- Conhecimento da legislação ambiental
3. RECURSOS HÍDRICOS NO MUNICÍPIO

3.1. Antecedentes
N

Usos da Água
# AQUICULTOR-BARRAMENTO W E
# AQUICULTOR-CAPTACAO SUPERFICIAL
# AQUICULTOR-LANCAMENTO SUPERFICIA
# AQUICULTOR-RESERVACAO ( TQ SUB-SU
INDUSTRIAL-BARRAMENTO
#
# INDUSTRIAL-CAPTACAO SUPERFICIAL
S
# INDUSTRIAL-LANCAMENTO SUPERFICIA
# INDUSTRIAL-TRAVESSIA AEREA
#
#
#
IRRIGANTE-BARRAMENTO
IRRIGANTE-CAPTACAO SUPERFICIAL
IRRIGANTE-LANCAMENTO SUPERFICIAL
FLORESTAIS
# IRRIGANTE-RESERVACAO ( TQ SUB-SUP
# MINERADOR-CAPTACAO SUPERFICIAL

PRODUÇÃO AGRÍCOLA
# PECUARISTA-BARRAMENTO

RECURSOS NATURAIS
# PECUARISTA-CAPTACAO SUPERFICIAL #
# PECUARISTA-RESERVACAO ( TQ SUB-SU
# PUBLICO-CANALIZACAO
# PUBLICO-CAPTACAO SUPERFICIAL
# PUBLICO-DESASSOREAMENTO
# PUBLICO-LANCAMENTO SUPERFICIAL
# PUBLICO-RESERVACAO ( TQ SUB-SUPER #
# PUBLICO-TRAVESSIA
# PUBLICO-TRAVESSIA AEREA
# US.RURAL-BARRAMENTO
# US.RURAL-CAPTACAO SUPERFICIAL
# US.RURAL-TRAVESSIA
Mananciais
Divisor de Águas #
Uso e Ocupação dos Solos
Areas Urbanas
Cana-de-Açúcar
Culturas Anuais
Culturas Perenes ##
#
Indústria # ##
Matas
Pastagem
Zonas Ripareas
#
# SOLOS
# # #
## #
#
# ### #
#
#
## # #
##
#
###
##

# #
#
##

#
#
#
# #

# #
#
#
# # #
# ##
#

#
#
##
#
#

#
#
#

#
#
HÍDRICOS
#
#
# #
#
## #
#

LEGISLAÇÃO
BACIA HIDROGRÁFICA
7 0 7 14 21 28 35 Kilometers AMBIENTAL
3. RECURSOS HÍDRICOS NO MUNICÍPIO

3.2. Legislação Ambiental

►Constituição Federal (Título VIII, Capítulo IV)

Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente


equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia
qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade
o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras
gerações.
.
.
.
3. RECURSOS HÍDRICOS NO MUNICÍPIO

3.2. Legislação Ambiental

►Recursos Florestais

- Reserva Legal
- Áreas de preservação permanente Lei 12.651/2012
- Supressão de vegetação nativa (código florestal)

►Recursos de Solos

- Uso do solo para fins agrícolas Lei nº 6.171/88 alterada


pela Lei n° 8.421/93

►Recursos Hídricos
Lei nº 9.034 de
- Uso de recursos hídricos, superficiais
ou subterrâneos
1994 (PERH)
1. INTRODUÇÃO

Áreas de Preservação Permanente - APP‘s

Em zonas rurais ou urbanas:

I - as faixas marginais de qualquer curso d’água natural, desde a borda da


calha do leito regular, em largura mínima de:
a) 30 (trinta) metros, para os cursos d’água de menos de 10 (dez) metros de
largura;
b) 50 (cinquenta) metros, para os cursos d’água que tenham de 10 (dez) a
50 (cinquenta) metros de largura;
c) 100 (cem) metros, para os cursos d’água que tenham de 50 (cinquenta) a
200 (duzentos) metros de largura;
d) 200 (duzentos) metros, para os cursos d’água que tenham de 200
(duzentos) a 600 (seiscentos) metros de largura;
e) 500 (quinhentos) metros, para os cursos d’água que tenham largura
superior a 600 (seiscentos) metros;
O QUE SÃO MATAS CILIARES?
SÃO JOSÉ DOS DOURADOS
TRECHO DE SÃO JOÃO DAS DUAS PONTES - SP

8m
Córrego Três Barras
Marinópolis - SP
1. INTRODUÇÃO

Áreas de Preservação Permanente - APP‘s

II - as áreas no entorno dos lagos e lagoas naturais, em faixa com largura


mínima de:
a) 100 (cem) metros, em zonas rurais, exceto para o corpo d’água com até
20 (vinte) hectares de superfície, cuja faixa marginal será de 50 (cinquenta)
metros;
b) 30 (trinta) metros, em zonas urbanas;

III - as áreas no entorno dos reservatórios d’água artificiais (decorrentes de


represamento ou barramento), na faixa definida na licença ambiental do
empreendimento (exceto para lagos artificiais de espelho d’água de até 20
ha, que deve ter uma faixa de 15 m);

IV - as áreas no entorno das nascentes e dos olhos d’água perenes,


qualquer que seja sua situação topográfica, no raio mínimo de 50
(cinquenta) metros;
Lagoa Feia
Rio de Janeiro
Lago artificial
Fernandópolis - SP

15 m
50 m a partir das
nascentes
1. INTRODUÇÃO

Áreas de Preservação Permanente - APP‘s


V - as encostas ou partes destas com declividade superior a 45°, equivalente
a 100% (cem por cento) na linha de maior declive;
VI - as restingas, como fixadoras de dunas ou estabilizadoras de mangues;
VII - os manguezais, em toda a sua extensão;
VIII - as bordas dos tabuleiros ou chapadas, até a linha de ruptura do relevo,
em faixa nunca inferior a 100 (cem) metros em projeções horizontais;
IX - no topo de morros, montes, montanhas e serras, com altura mínima de
100 (cem) metros e inclinação média maior que 25°, as áreas delimitadas a
partir da curva de nível correspondente a 2/3 (dois terços) da altura mínima
da elevação sempre em relação à base, sendo esta definida pelo plano
horizontal determinado por planície ou espelho d’água adjacente ou, nos
relevos ondulados, pela cota do ponto de sela mais próximo da elevação;
X - as áreas em altitude superior a 1.800 (mil e oitocentos) metros, qualquer
que seja a vegetação;
XI – em veredas, a faixa marginal, em projeção horizontal, com largura
mínima de 50 (cinquenta) metros, a partir do limite do espaço brejoso e
encharcado.
Registro - SP

Áreas com declividade


igual ou superior a
100% (rampa de 45º)
Mananciais
Bacia do Ribeirão Santa Rita Classes de Declividades
0-2%
Noroeste de São Paulo 2-5%
5-10%
10-15%
15-20%
20-50%

582.000

7.814.000
SP
320

1 USINA
OUROESTE
POPULINA
INDIAPORÃ

OUROESTE

TURMALINA

SP
463 GUARANI
D'OESTE

SP
557

DOLCINÓPOLIS

SP
543

VITÓRIA
BRASIL

2 USINA
ALCOESTE

ESTRELA
D'OESTE

FERNANDÓPOLIS
546.000

7.752.000
N

W E

10 0 10 20 Kilometers
O QUE DEVERIA OCUPAR AS ÁREAS
DE APP”S?
1. INTRODUÇÃO

Áreas de Preservação Permanente - APP‘s

Fica dispensado o estabelecimento das faixas de Área de Preservação


Permanente no entorno das acumulações naturais ou artificiais de água com
superfície inferior a 1 (um) hectare, vedada nova supressão de áreas de
vegetação nativa. (Redação dada pela Medida Provisória nº 571, de 2012).

É admitido, para a pequena propriedade ou posse rural familiar (4


módulos fiscais), de que trata o inciso V do art. 3° desta Lei, o plantio de
culturas temporárias e sazonais de vazante de ciclo curto na faixa de terra
que fica exposta no período de vazante dos rios ou lagos, desde que não
implique supressão de novas áreas de vegetação nativa, seja conservada a
qualidade da água e do solo e seja protegida a fauna silvestre.

Pequena propriedade ou posse rural familiar


I - não detenha, a qualquer título, área maior do que 4 (quatro) módulos fiscais;
II - utilize predominantemente mão-de-obra da própria família nas atividades econômicas do seu
estabelecimento ou empreendimento;
III - tenha renda familiar predominantemente originada de atividades econômicas vinculadas ao
próprio estabelecimento ou empreendimento;
III - tenha percentual mínimo da renda familiar originada de atividades econômicas do seu
estabelecimento ou empreendimento, na forma definida pelo Poder Executivo; (Redação dada
pela Lei nº 12.512, de 2011)
IV - dirija seu estabelecimento ou empreendimento com sua família.
1. INTRODUÇÃO

Áreas de Preservação Permanente - APP‘s

Na implantação de reservatório d’água artificial destinado a geração de


energia ou abastecimento público, é obrigatória a aquisição,
desapropriação ou instituição de servidão administrativa pelo empreendedor
das Áreas de Preservação Permanente criadas em seu entorno, conforme
estabelecido no licenciamento ambiental, observando-se a faixa mínima de
30 (trinta) metros e máxima de 100 (cem) metros em área rural, e a faixa
mínima de 15 (quinze) metros e máxima de 30 (trinta) metros em área
urbana. (Redação dada pela Medida Provisória nº 571, de 2012).
UHE de Três Irmãos
Noroeste de SP
1. INTRODUÇÃO

Áreas de Preservação Permanente - APP‘s

Consideram-se, ainda, de preservação permanente, quando declaradas de


interesse social por ato do Chefe do Poder Executivo, as áreas cobertas
com florestas ou outras formas de vegetação destinadas a uma ou mais das
seguintes finalidades:
I - conter a erosão do solo e mitigar riscos de enchentes e deslizamentos de
terra e de rocha;
II - proteger as restingas ou veredas;
III - proteger várzeas;
IV - abrigar exemplares da fauna ou da flora ameaçados de extinção;
V - proteger sítios de excepcional beleza ou de valor científico, cultural ou
histórico;
VI - formar faixas de proteção ao longo de rodovias e ferrovias;
VII - assegurar condições de bem-estar público;
VIII - auxiliar a defesa do território nacional, a critério das autoridades
militares.
IX – proteger áreas úmidas, especialmente as de importância internacional.
(Incluído pela Medida Provisória nº 571, de 2012).
1 ha/100m

1 ha/330m
1. INTRODUÇÃO

Reserva Legal

Área localizada no interior de uma propriedade ou posse rural, com a função


de assegurar o uso econômico de modo sustentável dos recursos naturais
do imóvel rural, auxiliar a conservação e a reabilitação dos processos
ecológicos e promover a conservação da biodiversidade, bem como o abrigo
e a proteção de fauna silvestre e da flora nativa (LEI Nº 12.651, DE 25 DE
MAIO DE 2012).

1. Delimitação da Reserva Legal


2. Localização
3. Regime de Proteção da Reserva Legal
4. Prazos
1. INTRODUÇÃO

1. Delimitação da Reserva Legal

I - localizado na Amazônia Legal:

a) 80% (oitenta por cento), no imóvel situado em área de florestas;


b) 35% (trinta e cinco por cento), no imóvel situado em área de cerrado;
c) 20% (vinte por cento), no imóvel situado em área de campos gerais;

II - localizado nas demais regiões do País: 20% (vinte por cento).

Amazônia Legal

Acre, Pará, Amazonas, Roraima, Rondônia, Amapá e Mato Grosso e


as regiões situadas ao norte do paralelo 13° S, dos Estados de
Tocantins e Goiás, e ao oeste do meridiano de 44° W, do Estado do
Maranhão;
0'0"W
4°0'0"W
66°0'0"W
78°0'0"W
Amazônia Legal 84°0'0"W
60°0'0"W
72°0'0"W 78°0'0"W
54°0'0"W
66°0'0"W 72°0'0"W
48°0'0"W
60°0'0"W 66°0'0"W
42°0'0"W
54°0'0"W 60°0'0"W
36°0'0"W
48°0'0"W 54°0'0"W
30°0'0"W
42°0'0"W 48°0'0"W
24°0'0"W
36°0'0"W 42°0'0"W
30°0'0"W 36°0'0
24°0'0"W
6°0'0"N 6°0'0"N

44°W
RR
AP

2°0'0"S 2°0'0"S

AM PA
MA
TO
10°0'0"S GO 10°0'0"S
RO
13°S
MT

18°0'0"S 18°0'0"S

26°0'0"S 26°0'0"S

34°0'0"S 34°0'0"S

0'0"W
4°0'0"W
66°0'0"W
78°0'0"W 84°0'0"W
60°0'0"W
72°0'0"W 78°0'0"W
54°0'0"W
66°0'0"W 72°0'0"W
48°0'0"W
60°0'0"W 66°0'0"W
42°0'0"W
54°0'0"W 60°0'0"W
36°0'0"W
48°0'0"W 54°0'0"W
30°0'0"W
42°0'0"W 48°0'0"W
24°0'0"W
36°0'0"W 42°0'0"W
30°0'0"W 36°0'0
24°0'0"W
1. INTRODUÇÃO

1. Delimitação da Reserva Legal

Será admitido o cômputo das Áreas de


Preservação Permanente no cálculo do
percentual da Reserva Legal do imóvel, desde
que :

I - o benefício previsto neste artigo não


implique a conversão de novas áreas para o
uso alternativo do solo;
II - a área a ser computada esteja conservada
ou em processo de recuperação, conforme
comprovação do proprietário
III - o proprietário ou possuidor tenha
requerido inclusão do imóvel no Cadastro
Ambiental Rural - CAR
1. INTRODUÇÃO

2. Localização da Reserva Legal

A localização da área de Reserva Legal no


imóvel rural deverá levar em consideração os
seguintes estudos e critérios:

I - o plano de bacia hidrográfica;


II - o Zoneamento Ecológico-Econômico
III - a formação de corredores ecológicos com
outra Reserva Legal, com Área de
Preservação Permanente, com Unidade de
Conservação ou com outra área legalmente
protegida;
IV - as áreas de maior importância para a
conservação da biodiversidade; e
V - as áreas de maior fragilidade ambiental.
1. INTRODUÇÃO

3. Regime de Exploração da Reserva Legal

A Reserva Legal deve ser conservada com cobertura de vegetação


nativa pelo proprietário do imóvel rural, possuidor ou ocupante a
qualquer título, pessoa física ou jurídica, de direito público ou privado.
- Admite-se a exploração econômica da Reserva Legal mediante manejo
sustentável, previamente aprovado pelo órgão competente, de acordo
com as modalidades previstas no art. 20.
- Para fins de manejo de Reserva Legal na pequena propriedade ou posse
rural familiar, os órgãos integrantes do Sisnama deverão estabelecer
procedimentos simplificados de elaboração, análise e aprovação de tais
planos de manejo.
No manejo sustentável da vegetação florestal da Reserva Legal, serão
adotadas práticas de exploração seletiva nas modalidades de manejo
sustentável sem propósito comercial para consumo na propriedade e
manejo sustentável para exploração florestal com propósito comercial.
O proprietário ou possuidor de imóvel com Reserva Legal conservada e
inscrita no Cadastro Ambiental Rural - CAR, cuja área ultrapasse o mínimo
exigido por esta Lei, poderá utilizar a área excedente para fins de
constituição de servidão ambiental, Cota de Reserva Ambiental e outros
instrumentos congêneres previstos nesta Lei.
1. INTRODUÇÃO

3. Regime de Exploração da Reserva Legal

Art. 21. É livre a coleta de produtos florestais não madeireiros, tais como
frutos, cipós, folhas e sementes, devendo-se observar:
I - os períodos de coleta e volumes fixados em regulamentos específicos,
quando houver;
II - a época de maturação dos frutos e sementes;
III - técnicas que não coloquem em risco a sobrevivência de indivíduos e da
espécie coletada no caso de coleta de flores, folhas, cascas, óleos, resinas,
cipós, bulbos, bambus e raízes.
O manejo florestal sustentável da vegetação da Reserva Legal com
propósito comercial depende de autorização do órgão competente e deverá
atender as seguintes diretrizes e orientações:
I - não descaracterizar a cobertura vegetal e não prejudicar a conservação
da vegetação nativa da área;
II - assegurar a manutenção da diversidade das espécies;
III - conduzir o manejo de espécies exóticas com a adoção de medidas que
favoreçam a regeneração de espécies nativas.
O manejo sustentável para exploração florestal eventual sem propósito comercial, para
consumo no próprio imóvel, independe de autorização dos órgãos competentes, devendo
apenas ser declarados previamente ao órgão ambiental a motivação da exploração e o
volume explorado, limitada a exploração anual a 20 (vinte) metros cúbicos.
1. INTRODUÇÃO

4. Prazos para a Implantação da Reserva Legal

Sem prejuízo das sanções administrativas, cíveis e penais cabíveis, deverá


ser iniciado o processo de recomposição da Reserva Legal em até dois
anos contados a partir da data da publicação desta Lei, devendo tal
processo ser concluído nos prazos estabelecidos pelo Programa de
Regularização Ambiental - PRA,

5. Quando é exigida a averbação da Reserva Legal?

Em todas as solicitações e regularizações em área rural, como por exemplo:


● Autorização para intervenção em área de preservação permanente;
● Autorização para supressão de vegetação nativa;
● Autorização para corte de árvores nativas isoladas;
● Solicitação de Licenças Ambientais (Prévia ou Operação; Prévia e de
Instalação concomitantes);
● Renovação de Licença de Operação;
A área da Reserva Legal deverá ser averbada na matrícula do imóvel no
Cartório de Registro de Imóveis, mediante apresentação do Termo de
Responsabilidade de Preservação de Reserva Legal emitido pela
CETESB ou CBRN
AVERBAÇÃO

DOCUMENTAÇÃO EXIGIDA

Em todas as solicitações e regularizações em área rural, como por exemplo:

• Preenchimento da "Solictação de"


• Matrícula do imóvel (ou Escritura de Posse Registrada em Cartório de
Títulos e Documentos, ou Certidão de Usucapião ou decisão de usucapião
transitada em julgado) atualizada em o máximo em até 180 dias;
• 3 vias do Memorial descritivo do perímetro da Reserva Legal;
• 3 vias de Planta planialtimétrica georeferenciada contendo a
demarcação da propriedade e do perímetro da Reserva Legal;
• Laudo da caracterização da vegetação da reserva da legal com a
identificação do estágio de desenvolvimento da vegetação nativa que
recobre essa área, conforme Resoluções CONAMA 10/93, 01/94 07/96 e
SMA 64/09;
• ART do responsável técnico pela planta, memorial e laudo da
caracterização da vegetação da Reserva Legal.
Mananciais
Uso e Ocupação dos Solos
Areas Urbanas Culturas Zonas Matas Industria
Cana-de-Açúcar Ripárias 2.24% 0.10%
Anuais
Culturas Anuais 10.65% Área Urbana
Culturas Perenes
1.05%
1.86%
Indústria
Matas Culturas
Pastagem Perenes
Zonas Ripareas 5.43%

Cana-de-
Açúcar Pastagem
18.19% 60.49%

W E

10 0 10 20 Kilometers
3. RECURSOS HÍDRICOS NO MUNICÍPIO

2.2. Legislação Ambiental

Lei nº 6.171/88 alterada Conservação do solo??


pela Lei n° 8.421/93
Artigo 4º - Todo aquele que explorar o solo agrícola fica obrigado a:
I - zelar pelo aproveitamento adequado e pela conservação das águas em todas as
suas formas;
II - controlar a erosão do solo, em todas as suas formas;
III - evitar processos de desertificação;
IV - evitar assoreamento de cursos d’água e bacias de acumulação;
V - zelar pelas dunas, taludes e escarpas naturais ou artificiais;
VI - evitar a prática de queimadas, tolerando-as, somente, quando amparadas por
norma regulamentar;
VII - evitar o desmatamento das áreas impróprias para exploração agro-silvo-pastoril e
promover a possível vegetação permanente nessas áreas, quando desmatadas:
VIII - recuperar, manter e melhorar as características físicas, químicas e biológicas do
solo agrícola;
IX - adequar a locação, construção e manutenção de barragens, estradas, carreadores,
caminhos, canais de irrigação e prados escoadouros aos princípios conservacionistas.
O QUE É CONSERVAR O SOLO?
O QUE É CONSERVAR O SOLO?
3. RECURSOS HÍDRICOS NO MUNICÍPIO

3.2. Legislação Ambiental


Lei nº 9.034 de Uso dos recursos
1994 (PERH) hídricos??
Art. 14 - Quando a soma das vazões captadas em uma determinada bacia hidrográfica,
ou em parte desta, superar 50% (cinqüenta por cento) da respectiva vazão de
referência, a mesma será considerada crítica e haverá gerenciamento especial que
levará em conta:

I - o monitoramento da quantidade e da qualidade dos recursos hídricos, de forma a


permitir previsões que orientem o racionamento ou medidas especiais de controle de
derivações de águas e de lançamento de efluentes;

II - a constituição de comissões de usuários, supervisionadas pelas entidades estaduais


de gestão dos recursos hídricos, para o estabelecimento, em comum acordo, de regras
de operação das captações e lançamentos;

III - a obrigatoriedade de implantação, pelos usuários, de programas de racionalização


do uso de recursos hídricos, com metas estabelecidas pelos atos de outorga.
Ponto 2
NECESSIDADE ESTIMADA DE ÁGUA
X
DISPONIBILIDADE HÍDRICA
QTC -Vazão total consumida
Q7,10 - vazão mínima de 7 dias consecutivos
50%Q7,10 - vazão de referência
45.0

40.0

35.0

30.0
Q (m3.h-1)

25.0

20.0

15.0

10.0

5.0

0.0

QTC Q7,10 50%Q7,10


QUALIDADE DA IRRIGAÇÃO
X
DISPONIBILIDADE HÍDRICA
Ponto 2

54,7% de microaspersão
45,3% de aspersão sub-copa
3. RECURSOS HÍDRICOS NO MUNICÍPIO

3.2. Legislação Ambiental

Qualidade da Água

Obstrução física
(NAKAYAMA & BUCKS, 1986)
Excesso de sais
Contaminação de (AYERS e WESTCOT, 1994)
alimentos
(CONAMA 357/2005)
3. RECURSOS HÍDRICOS NO MUNICÍPIO
3.2. Legislação Ambiental
Dano a Sistemas de Bombeamento
3. RECURSOS HÍDRICOS NO MUNICÍPIO

3.2. Legislação Ambiental

CLASSIFICAÇÃO DA QUALIDADE DA ÁGUA


Potencial de Dano
Parâmetro Unidade
Baixo Médio Alto
Físico
Sólidos Suspensos mg/l < 50 50 – 100 > 100
Químico
pH < 7,0 7,0 – 8,0 > 8,0
Sólidos Dissolvidos mg/l < 500 500 – 2.000 > 2.000
Manganês mg/l < 0,1 0,1 – 1,5 > 1,5
Ferro Total mg/l < 0,1 0,1 – 1,5 > 1,5
Sulfito de Hidrogênio mg/l < 0,5 0,5 – 2,0 > 2,0
Biológico
População de Bactérias cln/ml <10.000 10.000 – 50.000 >50.000

Fonte: Nakayama e Bucks (1986).


3. RECURSOS HÍDRICOS NO MUNICÍPIO

3.2. Legislação Ambiental

Ferro total
3. RECURSOS HÍDRICOS NO MUNICÍPIO

3.2. Legislação Ambiental


RESOLUÇÃO No 357, DE 17 DE MARÇO DE 2005
ÁGUAS DOCÊS
►Águas com salinidade igual ou inferior a 0,5%
I - classe especial: águas destinadas:
a) ao abastecimento para consumo humano, com desinfecção;
b) à preservação do equilíbrio natural das comunidades aquáticas; e,
c) à preservação dos ambientes aquáticos em unidades de conservação de
proteção integral.
►Águas com salinidade igual ou inferior a 0,5%
II - classe 1: águas que podem ser destinadas:
a) ao abastecimento para consumo humano, após tratamento simplificado;
b) à proteção das comunidades aquáticas;
c) à recreação de contato primário, tais como natação, esqui aquático e
mergulho, conforme Resolução CONAMA no 274, de 2000;
d) à irrigação de hortaliças que são consumidas cruas e de frutas que se
desenvolvam rentes ao solo e que sejam ingeridas cruas sem remoção de
película; e
e) à proteção das comunidades aquáticas em Terras Indígenas.
3. RECURSOS HÍDRICOS NO MUNICÍPIO

3.2. Legislação Ambiental


RESOLUÇÃO No 357, DE 17 DE MARÇO DE 2005

ÁGUAS DOCÊS
►Águas com salinidade igual ou inferior a 0,5%
III - classe 2: águas que podem ser destinadas:
a) ao abastecimento para consumo humano, após tratamento convencional;
b) à proteção das comunidades aquáticas;
c) à recreação de contato primário, tais como natação, esqui aquático e
mergulho, conforme Resolução CONAMA no 274, de 2000;
d) à irrigação de hortaliças, plantas frutíferas e de parques, jardins, campos de
esporte e lazer, com os quais o público possa vir a ter contato direto; e
e) à aqüicultura e à atividade de pesca.
3. RECURSOS HÍDRICOS NO MUNICÍPIO

3.2. Legislação Ambiental


RESOLUÇÃO No 357, DE 17 DE MARÇO DE 2005

ÁGUAS DOCÊS
►Águas com salinidade igual ou inferior a 0,5%
IV - classe 3: águas que podem ser destinadas:
a) ao abastecimento para consumo humano, após tratamento convencional ou
avançado;
b) à irrigação de culturas arbóreas, cerealíferas e forrageiras;
c) à pesca amadora;
d) à recreação de contato secundário; e
e) à dessedentação de animais.

V - classe 4: águas que podem ser destinadas:


a) à navegação; e
b) à harmonia paisagística.
UNIDADES DE CONSERVAÇÃO ESTADUAIS SOB GESTÃO DA FUNDAÇÃO FLORESTAL
MICROORGANISMOS PATOGÊNICOS
Classificação das Coliformes Coliformes
Águas Totais 2 Fecais 2
Classe 1 Ausente Ausente
Classe 2 5.000/100 ml 1.000/100 ml
2Parase tornar inapta, os limites devem ser excedidos em
80% ou mais de pelo menos 5 amostras mensais, colhidas
em qualquer mês.
3. RECURSOS HÍDRICOS NO MUNICÍPIO
3.2. Legislação Ambiental
Excesso de sais na água e toxidez em plantas

Luz

Salinização do solo
Taxa de infiltração
Toxidez em plantas

Na Mg 
N K Ca S
3. RECURSOS HÍDRICOS NO MUNICÍPIO

3.2. Legislação Ambiental


EXCESSO DE SAIS NA ÁGUA

Classificação
Problemas Unidade
Baixo Moderado Alto
Salinidade
Condutividade Elétrica (CE) dS/m < 0,7 0,7 – 3,0 > 3,0
Sólidos Dissolvidos mg/l < 450 450 – 2.000 > 2.000
Infiltração
RAS 0–3 CE dS/m > 0,7 0,7 – 0,2 < 0,2
3–6 > 1,2 1,2 – 0,3 < 0,3
6 – 12 > 1,9 1,9 – 0,5 < 0,5
12 – 20 > 2,9 2,9 – 1,3 < 1,3
20 – 40 > 5,0 5,0 – 2,9 < 2,9
TOXICIDEZ EM PLANTAS
Classificação
Problemas Unidade
Baixo Moderado Alto
Toxidez Iônica Específica
Sodio (Na) SAR
Irrigação por superfície meq/l <3 3–9 >9
Irrigação por aspersão meq/l <3 >3
Cloro (Cl)
Irrigação por superfície meq/l <4 4 – 10 > 10
Irrigação por aspersão meq/l <3 >3 -
Boron (B) mg/l < 0.7 0.7 – 3.0 > 3.0
Afeta a Susceptibilidade da Cultura
Nitrogênio (NO3 - N) mg/l <5 5 – 30 > 30
Elementos Traços
Parâmetro Limite Máximo Parâmetro Limite Máximo
Al (Alumínio) 5,00 mg/l Mn (Manganês) 0,20 mg/l
As (Arsênio) 0,10 mg/l Mo (Molibdênio) 0,01 mg/l
Be (Berílio) 0,10 mg/l Ni (Níquel) 0,20 mg/l
Cd (Cadmio) 0,01 mg/l Pd (Chumbo) 5,00 mg/l
Co (Cobalto) 0,10 mg/l Se (Selênio) -
Cr (Cromo) 0,10 mg/l Sn (Estanho) -
Cu (Cobre) 0,20 mg/l Ti (Titânio) -
F (Flúor) 1,00 mg/l W (Tungstênio) -
Fe (Ferro) 5,00 mg/l V (Vanádio) 0,10 mg/l
Li (Lítio) 2,50 mg/l Zn (Zinco) 2,00 mg/l
PROJETOS TÉCNICOS

Primeira etapa: Levantamento Ambiental


►Para a implantação de um Projeto de Gestão dos
Recursos Hídricos é necessário as informações básicas:
- Uso e ocupação atual da área total e das áreas de
preservação permanente;
- Tipos de solo (pedologia);
- Topografia do terreno;
- Usos dos atuais dos recursos hídricos (outorgados e
irregulares);
- Disponibilidade e qualidade dos recursos hídricos.
MD FRP MR ER EP EA
Cusos d'Água Cusos d'Água
Divisor de ÁguasDivisor de Águas
1.37% 1.05% 1.04% 0.82% 0.56% 0.19%
Ocupação do Solo
Uso e Ocupação do Solo
Acostamento
em APP
Área Urbana VV CA
Moradias Rurais
P
CPI-Videiras 0.16%
Culturas Anuais
Reservatórios MR 1.56%
Estação Agroclimática - UNESP
MD
Rodovias
Estradas Rurais M
AU
ETE
FRP 2.36%
aixa Lateral de Rodovias
Matas ER
EP
Matas em Est. Inicial M
Videiras Irrigadas
Pastagem EA 3.04%
CPI
Pastagem em Várzeas
Culturas Perenes
CP VV
CA 7.13%
AU
P
53.90%

CP
26.81%

Siglas

VV - vegetação de várzeas
P - pastagens
MR - moradias rurais
MD - matas degradadas
M - matas
N
FRP - faixa de estradas pavimentadas
ER - estradas rurais
E EP - estradas pavimentadas
EA - espelhos d’água
S N CPI - culturas perenes irrigadas (videiras)
CP - culturas perenes
W E CA - culturas anuais

0 0 1000
USO E OCUPAÇÃO
0 1000 2000 Meters
1000 2000 Meters
AU - área urbana
Cusos d'Água FRP MR ER AU EP
Divisor de Águas 0.58% 0.51% 0.50% 0.49% 0.44%
Uso e Ocupação do Solo em APP
VV CPI - Videiras
EA
P
1.01% 0.33%
MR
MD CA
M MD
0.05%
FRP 3.15%
ER
EP M
EA 4.38%
CPI
CP
CA
CP
AU 8.31% P
44.01%

VV
36.24%

VV - vegetação de várzeas
P - pastagens
MR - moradias rurais
MD - matas degradadas
M - matas
FRP - faixa de rodovias pavimentadas
ER - estradas rurais
EP - estradas pavimentadas
EA - espelhos d’água
N
CPI - culturas perenes irrigadas (videiras)
CP - culturas perenes
W E
USO E OCUPAÇÃO CA - culturas anuais
1000 0 1000 2000 Meters
S AU - área urbana
MAPA PEDOLÓGICO
Latossolos Latossolos
Vermelhos Vermelhos
+ +
Latossolos Nitossolos
Vermelhos- Vermelhos
Amarelos 3.96%
11.40%

Argissolos
Vermelhos
+
Latossolos
Argissolos Vermelhos
Vermelhos- 50.03%
Amarelos
34.61%

W E

10 0 10 20 Kilometers
Mananciais
Classes de Declividades MAPA DE DECLIVIDADES
0-2%
2-5%
5-10% 15-20 20-50
10-15% 10-15 0.10% 0.03%
15-20% 1.60% 0-2
20-50% 15.16%
5-10
34.54%

2-5
48.58%

W E

10 0 10 20 Kilometers
PROJETOS TÉCNICOS

Adequação Ambiental com a Legislação (Recursos


Florestais):

►Áreas de preservação permanente:

- Verificar a possibilidade de regeneração natural


- No caso de plantio, selecionar as áreas mais
susceptíveis a erosão e seguir a proporção de espécies
de acordo com a Resolução SMA - 8, de 31-1-2008
- Isolamento com cercas (pastagens)
PROJETOS TÉCNICOS

Adequação Ambiental com a Legislação (Recursos


Florestais):

►Reserva Legal:

- Verificar a possibilidade de regeneração natural


- Preferencialmente ás margens das APP’s e áreas mais
susceptíveis a erosão
- Isolamento com cercas (pastagens)
M-01

M-37
M-02

RL-58 Quadro das Reservas Legais


RL-57

M-36

RL-56
RL-59 Descrição Área (ha)
M-35 Reservas Legais Preservadas (Glebas A e B) 7,5218
RL-55

M-34
RL-53

RL-52 RL-51
RL-54
Reserva Legal a ser Reflorestada (Gleba C) 22,0044
RL-50

M-33
Total 29,5262
M-32 RL-49

RL-48

RL-47

RL-46
M-31

RL-45
RL-44

M-30 RL-43 Quadro de Uso e Ocupação


M-03

RL-42
M-29 M-04
M-05
RL-41

RL-40 Descrição Área (ha)


M-28

RL-39
Matas 7,73
RL-38
RL-37

M-27
RL-36

RL-35
Matas em APP 1,94
RL-34

M-26

RL-31
RL-29
RL-33
RL-32

RL-30
Reserva legal Pastagens 41,73

existente
RL-28

Pastagens em APP 7,69


M-25 RL-27
RL-26
M-24

RL-10
RL-12
RL-11

Eucalipto
RL-25

M-23
RL-09

RL-08
RL-13
RL-14 0,68
RL-07
M-22
RL-06
RL-05
Várzeas 4,74
M-21
RL-04 RL-03
M-20

M-19
RL-02
RL-01
M-06
Áreas Contruídas 10,85

M-07
Horta 0,53
RL-19
RL-18
RL-20
RL-21

RL-17 RL-22
M-08 Culturas Anuais 63,47
RL-16

RL-23 Área experimental 5,08


Reserva legal a RL-15
RL-24
Pomar experimental 1,40
M-18

ser implantada M-17

Pavimentos 1,54
M-16

M-15 Espelhos d'água 0,15


M-09

M-14
M-10

M-11 Total 147,54


M-12
M-13
Perda de Solo
ton/ha/ano
0 - 10
:
10 - 15
15 - 50
50 - 120
120 - 200
> 200
0 1,000 2,000 4,000 6,000 8,000
Meters
PROJETOS TÉCNICOS

Adequação Ambiental com a Legislação (Planos de Uso


e Conservação do Solo)

►Conservação do solo:

- Realizar o dimensionamento e implantação do


terraceamento (nas áreas que ainda não tem)
- Implementar manejos conservacionistas do solos (se
for o caso)  correções químicas e físicas e adoção de
sistemas de movimentação mínima do solo
- Manutenção de cobertura vegetada nas entre linhas de
plantio para culturas perenes
Divisor de Águas
Cusos d'Água
Espaçamento Vertical entre Terraços ( m)
0,00-0,50
PLANOS DE 0,50-1,00
1,50-2,00
2,50-3,00
CONSERVAÇÃO 3,50-4,00
4,50-5,00
DO SOLO Áreas isentas

Divisor de Águas
Cusos d'Água
Espaçamento Vertical entre Terraços ( m)
0,00-0,50
0,50-1,00
1,50-2,00
2,50-3,00
3,50-4,00
4,50-5,00
Áreas isentas
N

W E

S
1000 0 1000 2000 Meters
PROJETOS TÉCNICOS

Adequação Ambiental com a Legislação

►Uso dos recursos hídricos:

- Determinar a criticidade atual da bacia hidrográfica e


de suas sub-bacias (identificar bacias onde a demanda
é superior a vazão de referência);
- Se a bacia estiver crítica, adequar a disponibilidade
com a demanda (construção de reservatórios);
- Na implantação de novas áreas, selecionar as áreas
com demanda ainda normal ou construir reservatórios.
Distribuição das áreas
irrigadas
1

3
% Q7,10 (% Total da Microbacia)

Área (% do Total da Microbacia)

100.0%
4
74.1%

5
37.0%
100.0%
25.9% 74.06%
38.7%
3.7% 26.2%
4.0%
SB 1 SB 2 SB 3 SB 4 SB 5
Distribuição das áreas
irrigadas
1

3
Área irrigada (% do Total da Bacia)
Sistemas de Irrigação (% do Total da Bacia)
VNEC (% do Total da Bacia)
100.0% 100.0%
4
81.9%
72.9%
100.0% 100.0%
5 71.1%
60.5%

86.0% 100.0% 100.0%


76.9%
0.0%

SB 1 SB 2 SB 3 SB 4 SB 5
Ponto 1
Área Urbana

Ponto 2

Ponto 3

Ponto 4

Ponto 5
VOLUME NECESSÁRIO DE RESERVAÇÃO
DE ÁGUA POR SUB-BACIA
60000 120.0%
V (m3)

V (% do Total da Microbacia)
Volume (m3)
100.0%
50000 Volume (%) 100.0%
88.4%
40000 80.0%
63.1%
30000 54.8% 60.0%

20000 40.0%

10000 20.0%
0.0%
0 0.0%
SB 1 SB 2 SB 3 SB 4 SB 5
Criticidade Superficial

Normal
Preocupante
Crítica

Pontos de captação
superficial

BACIAS CRÍTICAS
(PLANEJAMENTO
PRIORITÁRIO)
PERÍODO CHUVOSO QUALIDADE DA ÁGUA

AUMENTA A CONCENTRAÇÃO Precipitação


DOS SÓLIDOS EM SUSPENSÃO E
DIMINUI A DOS DISSOLVIDOS
PELO AUMENTO DA Área Urbana
Ponto 1
INTENSIDADE DAS CHUVAS
Ponto 2

Ponto 3

Ponto 4

Ponto 5

AUMENTA A CONCENTRAÇÃO
DOS SÓLIDOS DISSOLVIDOS E
DIMINUI A DOS EM
Sólidos na água SUSPENSÃO COM A REDUÇÃO
DO ESCOAMENTO
SUPERFICIAL PERÍODO SECO
Área Urbana
SÓLIDOS TOTAIS Ponto 1

Ponto 2

Ponto 3

Ponto 4

Ponto 5

Contribuição pontual

Sólidos dissolvidos observadas nas sub-


bacias, distribuídas entre os períodos seco
e chuvoso.
SÓLIDOS TOTAIS
Cusos d'Água
0.500
0.407** Divisor de Águas
0.377** Uso e Ocupação do Solo
0.400
0.325** VV
MD FRP MR ER EP EA P
0.300
1.37% 1.05% 1.04% 0.82% 0.56% 0.19% 0.232* 0.238** MR
0.190* MD
0.200
Coeficiente de Correlação

CA M
CPI-Videiras 0.16% FRP
0.100
1.56% ER
CPI
AU
0.000 CP
2.36% P CP VV M AU CPI MD FRP MR CA CA
-0.100 AU
M
3.04%
-0.200
VV
-0.300
7.13%
-0.317** -0.324** -0.304**
-0.400 P
53.90%
-0.500 -0.457**
-0.600 ST
CP
26.81%
Correlação

+ - Alta + - Moderada + - Baixa Nula


N
Siglas
W E
VV - vegetação de várzeas 1000 0 1000 2000 Mete
S
P - pastagens
MR - moradias rurais
MD - matas degradadas
M - matas
FRP - faixa de estradas pavimentadas
Análise de correlação dos sólidos totais
ER - estradas rurais com o uso e ocupação do solo da
EP - estradas pavimentadas
EA - espelhos d’água microbacia.
CPI - culturas perenes irrigadas (videiras)
CP - culturas perenes
CA - culturas anuais
AU - área urbana
7745300 m

SÓLIDOS TOTAIS

622600 m
Ponto 1

624750 m
Área Urbana Ponto 2

7742900 m

Figura 9. Concentração média de sólidos totais (ST) nos períodos seco


e chuvoso (a) e nas bacias 1 e 2 (b).
3. RECURSOS HÍDRICOS NO MUNICÍPIO

3.5. Considerações Finais

►Para a Gestão dos Recursos Hídricos no Município


deve-se considerar:
- Bacia hidrográfica como unidade de gerenciamento;
- Uso sustentável dos recursos naturais (florestas, solos
e água);
- Se orientar na legislação ambiental para o
desenvolvimento sustentável (social, econômico e
ambiental).