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O PESQUISADOR DAS MEMÓRIAS: AS RELAÇÕES ENRE HISTÓRIA E

MEMÓRIA NA PESQUISA HISTÓRICA.

Propositores: Carolina Abreu e Karoline Queiroz

Ao escolher estudar as relações que podem ser estabelecidas entre História e Memória,
o historiador deve estar atento as alegrias e percalços que o uso das fontes orais poderá
provocar durante sua trajetória de pesquisa. Afinal, como nos previne Pierre Nora, a
Memória não é sinônimo de História, esta última ao se tratar de uma “reconstrução
incompleta do passado” não pode ser confundida com as memórias dos sujeitos, que
passam por vários procedimentos de elaboração e reelaboração por estarem “[...] em
permanente evolução, aberta a dialética da lembrança e do esquecimento, inconsciente
de suas deformações sucessivas, vulnerável a todos os usos e manipulações”. (NORA,
1993, p. 09) Além do mais, o pesquisador deve estar ciente das implicações teóricas,
metodológicas e morais que orbitam o seu ofício, pois no final das contas, o historiador
tem que alinhar sua investigação aos princípios da crítica e ética profissional. Pois,
muitas vezes, estamos tratando com sujeitos que estão vivos, com memórias
traumáticas, com feridas e dores que ainda não cicatrizaram. Dessa forma, faz-se
necessária e urgente reflexões acerca dos trabalhos empreendidos pela Memória, essa
relação entre o ato de lembrar e esquecer e, principalmente, como nós historiadores
lidamos com os diferentes obstáculos de se trabalhar com a Memória dos sujeitos.
Sendo assim, este Simpósio Temático tem como objetivo fomentar o diálogo acerca do
trato com as fontes orais e dos usos que as Memórias proporcionam ao pesquisador,
sabendo que o silêncio e o esquecimento nos falam tanto quanto os relatos em si.