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Julho/2018

SUMÁRIO

1. Qual o papel da área de compras?

2. Sugestões de modificações

3. Uma visão da inovação para todas as áreas do ERJ


QUAL O PAPEL DA ÁREA DE COMPRAS?
SUGESTÕES DE MODIFICAÇÕES

Artigo 2º, III, do PL:

Art. 2º Para os efeitos desta Lei, considera-se:


III – Instituição Científica e Tecnológica no Estado do Rio de Janeiro – ICT:
órgão ou entidade da administração pública direta ou indireta, instituição
privada, com ou sem fins lucrativos legalmente constituída sob as leis
brasileiras, com sede e foro no Estado do Rio de Janeiro, e outros entes
públicos estaduais que tenham por missão institucional, objetivo social ou
estatutário, entre outros, formar recursos humanos e executar atividades
ligadas à pesquisa e desenvolvimento científico e tecnológico, à inovação
tecnológica e à extensão tecnológica em ambiente produtivo, ou
desenvolvimento de novos produtos, serviços ou processos;
SUGESTÕES DE MODIFICAÇÕES

Artigo 2º, VI, do PL:

Art. 2º Para os efeitos desta Lei, considera-se:


VI – parques tecnológicos: complexos organizacionais de caráter científico e
tecnológico, estruturados de forma planejada, concentrada, cooperativa ou
em um mesmo arranjo produtivo, promotor da cultura de inovação, da
competitividade industrial, da capacitação empresarial e da promoção de
sinergias em atividades de pesquisa científica, de desenvolvimento
tecnológico e de inovação entre empresas e uma ou mais ICTs, com ou sem
vínculo entre si;
SUGESTÕES DE MODIFICAÇÕES
Artigo 3º-A, I, do PL:
Art. 3º A: O Estado e as respectivas agências de fomento e as ICTs poderão
apoiar a criação, a implantação e a consolidação de ambientes promotores da
inovação, incluídos parques e polos tecnológicos e incubadoras de empresas,
como forma de incentivar o desenvolvimento tecnológico, o aumento da
competitividade e a interação entre as empresas e as ICTs.
§2º Para os fins previstos no caput, o Estado, as respectivas agências de
fomento e as ICTs
públicas poderão:
I – ceder o uso de imóveis para a instalação e consolidação de ambientes
promotores da inovação, diretamente às empresas e às ICTs interessadas ou
por meio de entidade com ou sem fins lucrativos que tenha por missão
institucional a gestão de parques e polos tecnológicos e de incubadoras de
empresas, mediante contrapartida obrigatória financeira ou não financeira, e
na forma de regulamento em acordo com a legislação estadual vigente
sobre uso e cessão de imóveis;
SUGESTÕES DE MODIFICAÇÕES
Artigo 4º, II, do PL:

“Art. 4º: As ICTs públicas poderão, mediante contrapartida financeira ou não


e por prazo determinado, nos termos de contrato ou convênio:
II – permitir a utilização de seus laboratórios, equipamentos, instrumentos,
materiais e demais instalações existentes em suas próprias dependências por
ICTs, empresas nacionais e organizações de direito privado sem fins lucrativos
ou pessoas físicas voltadas para atividades de pesquisa, desenvolvimento e
inovação, ou ainda permitir associação com parque tecnológico, desde que
tal permissão não interfira diretamente na sua atividade finalística, nem com
ela conflite.
SUGESTÕES DE MODIFICAÇÕES
Artigo 5º, caput e §6º, do PL:

““Art. 5º Fica a Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do


Estado do Rio de Janeiro FAPERJ, nos termos do regulamento, autorizada a
participar minoritariamente do capital social de empresas, com o propósito
de desenvolver produtos ou processos inovadores que estejam de acordo
com as diretrizes e prioridades definidas nas políticas de ciência, tecnologia e
inovação e de desenvolvimento industrial do estado.
§6º Nas empresas a que se refere o caput, o estatuto ou contrato social
poderá conferir às ações ou quotas detidas pelo estado detidas pela União
ou por suas entidades poderes especiais, inclusive de veto às deliberações
dos demais sócios nas matérias que especificar.
SUGESTÕES DE MODIFICAÇÕES
Artigo 20, §1º, do PL:

Art. 20. O Estado, as ICTs e as agências de fomento promoverão e


incentivarão o desenvolvimento de produtos e processos inovadores em
empresas nacionais e nas entidades nacionais de direito privado sem fins
lucrativos voltadas para atividades de pesquisa e desenvolvimento, mediante
a concessão de recursos financeiros, humanos, materiais ou de
infraestrutura, a serem ajustados em convênios ou contratos específicos,
destinados a apoiar atividades de pesquisa e de desenvolvimento, para
atender prioritariamente à política industrial e tecnológica estadual.
§ 1º: As prioridades da política industrial e tecnológica estadual de que trata
o caput deste artigo serão estabelecidas em diretrizes do Conselho Estadual
de Ciência e Tecnologia, considerando as de âmbito nacional diretrizes do
governo estadual, inclusive aquelas estabelecidas por outras entidades
estaduais, como a Agência Estadual de Fomento (AgeRio).
SUGESTÕES DE MODIFICAÇÕES
Artigo 20, §2º-A, do PL:

Art. 20. O Estado, as ICTs e as agências de fomento promoverão e


incentivarão o desenvolvimento de produtos e processos inovadores em
empresas nacionais e nas entidades nacionais de direito privado sem fins
lucrativos voltadas para atividades de pesquisa e desenvolvimento, mediante
a concessão de recursos financeiros, humanos, materiais ou de
infraestrutura, a serem ajustados em convênios ou contratos específicos,
destinados a apoiar atividades de pesquisa e de desenvolvimento, para
atender prioritariamente à política industrial e tecnológica estadual.
§ 2º-A: São instrumentos de estímulo à inovação nas empresas, quando
aplicáveis e sujeitos aos regramentos estaduais específicos entre outros:
(sobre os incentivos fiscais que constam no inciso VI, lembrar que o decreto
estadual 45.976/2017 instituiu o Sistema de Governança dos Incentivos
Fiscais e Transparência, com regras específicas para concessão de incentivos
fiscais)
SUGESTÕES DE MODIFICAÇÕES
Artigo 20, §3º, do PL:

Art. 20. O Estado, as ICTs e as agências de fomento promoverão e


incentivarão o desenvolvimento de produtos e processos inovadores em
empresas nacionais e nas entidades nacionais de direito privado sem fins
lucrativos voltadas para atividades de pesquisa e desenvolvimento, mediante
a concessão de recursos financeiros, humanos, materiais ou de
infraestrutura, a serem ajustados em convênios ou contratos específicos,
destinados a apoiar atividades de pesquisa e de desenvolvimento, para
atender prioritariamente à política industrial e tecnológica estadual.
§ 3º: A FAPERJ selecionará os projetos de pesquisa ou inovação tecnológica
fomentados, a serem executados por pessoas naturais ou jurídicas, por meio
de Edital Público.
(Uma reflexão: apenas a FAPERJ poderá selecionar os projetos de inovação
tecnológica que serão fomentados? Não seria interessante ampliar para
outros atores estaduais decidirem também, como a AgeRIo?)
SUGESTÕES DE MODIFICAÇÕES
Artigo 20, §5º, do PL:

Art. 20. O Estado, as ICTs e as agências de fomento promoverão e


incentivarão o desenvolvimento de produtos e processos inovadores em
empresas nacionais e nas entidades nacionais de direito privado sem fins
lucrativos voltadas para atividades de pesquisa e desenvolvimento, mediante
a concessão de recursos financeiros, humanos, materiais ou de
infraestrutura, a serem ajustados em convênios ou contratos específicos,
destinados a apoiar atividades de pesquisa e de desenvolvimento, para
atender prioritariamente à política industrial e tecnológica estadual.
§ 5º: O bem de capital patrimoniável adquirido pela empresa privada de fins
lucrativos, em razão de convênios ou contratos específicos firmados, de que
trata o caput deste artigo, deverá integrar o patrimônio da FAPERJ e poderá
ser doado, às empresas nacionais e entidades nacionais de direito privado
que sejam partícipes no projeto fomentado de atividades de pesquisa e de
desenvolvimento de produtos e processos inovadores, respeitados aos
regramentos estaduais específicos.
SUGESTÕES DE MODIFICAÇÕES

Artigo 21, do PL:

Art. 21. Os órgãos e entidades da administração pública, em matéria de


interesse público poderão contratar diretamente ICT, entidades de direito
privado sem fins lucrativos, empresa isoladamente ou em consórcio voltadas
para atividades de pesquisa e inovação de reconhecida capacitação
tecnológica no setor, visando à realização de atividades de pesquisa, de
desenvolvimento e inovação que envolva risco tecnológico, para a solução de
problema técnico específico ou obtenção de produto, serviço ou processo
inovador, nos termos do art. 20 da Lei nº 10.973, de 2004, e do inciso XXXI
do art. 24 da Lei nº 8.666, de 1993.
(redação do art. 27 do decreto federal 9283/2018)
SUGESTÕES DE MODIFICAÇÕES

Artigo 21, §1º do PL:

Art. 21. Os órgãos e entidades da administração pública, em matéria de


interesse público poderão contratar diretamente ICT, entidades de direito
privado sem fins lucrativos, empresa isoladamente ou em consórcio voltadas
para atividades de pesquisa e inovação de reconhecida capacitação
tecnológica no setor, visando à realização de atividades de pesquisa, de
desenvolvimento e inovação que envolva risco tecnológico, para a solução de
problema técnico específico ou obtenção de produto, serviço ou processo
inovador, nos termos do art. 20 da Lei nº 10.973, de 2004, e do inciso XXXI
do art. 24 da Lei nº 8.666, de 1993.
§1º: Considerar-se-á desenvolvida na vigência do contrato a que se refere o
caput deste artigo a criação intelectual pertinente ao seu objeto cuja
proteção seja requerida pela empresa contratada até 01 (um) ano após o
seu término de acordo com os prazos e procedimentos a serem
disciplinados por regulamento específico.
SUGESTÕES DE MODIFICAÇÕES

Artigo 21, §2º do PL:

Art. 21. Os órgãos e entidades da administração pública, em matéria de


interesse público poderão contratar diretamente ICT, entidades de direito
privado sem fins lucrativos, empresa isoladamente ou em consórcio voltadas
para atividades de pesquisa e inovação de reconhecida capacitação
tecnológica no setor, visando à realização de atividades de pesquisa, de
desenvolvimento e inovação que envolva risco tecnológico, para a solução de
problema técnico específico ou obtenção de produto, serviço ou processo
inovador, nos termos do art. 20 da Lei nº 10.973, de 2004, e do inciso XXXI
do art. 24 da Lei nº 8.666, de 1993.
§2º: Findo o contrato sem alcance integral ou com alcance parcial do
resultado almejado, o órgão ou entidade contratante, a seu exclusivo
critério, poderá, mediante auditoria técnica e financeira, prorrogar o seu
prazo de duração ou elaborar relatório final, dando-o por encerrado.
*Conflito com a lei federal 8.666/93.
SUGESTÕES DE MODIFICAÇÕES

Artigo 21-A do PL:

Art. 21-A. Aplica-se ao procedimento de contratação as regras próprias do


ente ou entidade da administração pública contratante.
Parágrafo único: Outras hipóteses de contratação de prestação de serviços ou
fornecimento de bens elaborados com a aplicação sistemática de
conhecimentos científicos e tecnológicos poderão ser previstas em
regulamento.
* Um alerta: é muito importante que o Órgão Central de Compras participe
da elaboração deste regulamento!
SUGESTÕES DE MODIFICAÇÕES

Artigo 29-A do PL:

“Art. 29-A. Na aplicação do disposto nesta Lei, serão observadas as seguintes


diretrizes:
II - assegurar tratamento diferenciado, favorecido e simplificado às
microempresas e as empresas de pequeno porte; e
III - dar tratamento preferencial, diferenciado e favorecido, na aquisição de
bens e serviços pelo poder público e pelas fundações de apoio para a
execução de projetos de desenvolvimento institucional da instituição
apoiada, nos termos da Lei 8.958, de 20 de dezembro de 1994, às empresas
que invistam em pesquisa e no desenvolvimento de tecnologia no País. e às
microempresas e empresas de pequeno porte de base tecnológica, criadas
no ambiente das atividades de pesquisa das ICTs.(Redação dada pela Lei nº
12.349, de 2010)
* Já existe tratamento diferenciado para as microempresas e empresas de
pequeno porte conferido pela lei complementar 123/06, não é necessária
mais uma instância de tratamento diferenciado.
SUGESTÕES DE MODIFICAÇÕES

Artigo 29-A do PL:

“Art. 29-A. Na aplicação do disposto nesta Lei, serão observadas as seguintes


diretrizes:
II – garantir a transparência a publicidade dos projetos subsidiados, de seus
produtos, de seus resultados, de suas prestações de contas e de suas
avaliações, sem prejuízo dos direitos de propriedade intelectual.
• Substituir o inciso II original por esta redação, inspirada no art. 48, IV,
“b” do decreto federal 9283/2018, que assim dispõe:
Art. 48. O monitoramento, a avaliação e a prestação de contas serão
disciplinados pelas instituições concedentes, observados os seguintes
parâmetros:
IV - as instituições concedentes deverão providenciar:
b) a publicidade dos projetos subsidiados, de seus produtos, de seus
resultados, de suas prestações de contas e de suas avaliações, sem
prejuízo dos direitos de propriedade intelectual.
UMA VISÃO DA INOVAÇÃO PARA TODAS AS ÁREAS
DO ESTADO

“Muitas inovações surgem como consequência de exigências expressas pelo


Estado sobre produção e aquisição de novas tecnologias e produtos que estão
sendo desenvolvidos pelo mercado, incorporando valores e princípios, tais
como a sustentabilidade”. (Pedro Cavalcante, Marizaura Camões, Bruno
Cunha e Willber Severo (org.). Inovação no Setor Público: teoria, tendências e
casos no Brasil. Brasília: 2017, p. 17). Disponível em:
http://www.ipea.gov.br/portal/index.php?option=com_content&view=article
&id=31178&Itemid=424 . Acesso em 02/07/2018.
UMA VISÃO DA INOVAÇÃO PARA TODAS AS ÁREAS
DO ESTADO

“O importante para o governo não é fazer as coisas que os indivíduos já estão


fazendo e fazê-las um pouco melhor ou um pouco pior; mas fazer aquelas
coisas que no momento não estão sendo feitas de forma alguma. Essa tarefa
requer a visão e o desejo de fazer as coisas acontecerem em espaços
específicos – exigindo não apenas habilidades burocráticas, mas também
conhecimento específico da tecnologia e do setor econômico. Somente
através de uma visão entusiástica do papel do Estado é que este tipo de
conhecimento pode ser recrutado, para então conseguir definir o panorama
no cenário relevante”. (Mazzucato, Mariana. O Estado Empreendedor. São
Paulo: 2014, p. 27)
UMA VISÃO DA INOVAÇÃO PARA TODAS AS ÁREAS
DO ESTADO
OBRIGADA!

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