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REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E DESENVOLVIMENTO HUMANO


INSTITUTO NACIONAL DO DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO
(INDE)

Programas do
Ensino Primário
Língua Portuguesa, Língua Inglesa, Matemática, Ciências
Naturais, Ciências Sociais, Educação Musical, Educação
Visual e Ofícios, e Educação Física

3º Ciclo
(6ª e 7ª Classes)

Julho de 2015
Prefácio
Caro Professor!

É com prazer que colocamos, nas suas mãos, os Programas do 3º Ciclo do Ensino Primário, das
disciplinas de Língua Portuguesa, Língua Inglesa, Matemática, Ciências Naturais, Educação Musical,
Educação Visual e Ofícios Ciências Sociais e Educação Física.

Os presentes Programas resultam da revisão pontual do Plano Curricular e dos respectivos Programas de
Ensino Básico introduzidos em 2004 com o objectivo de melhorar a qualidade do Ensino Primário em
Moçambique, traduzida no desempenho qualitativo dos alunos na literacia, numeracia e nas habilidades
para a vida.

Esperamos que estes Programas possam auxiliá-lo na execução da sua tarefa diária de proporcionar aos
alunos o desenvolvimento de conhecimentos, habilidades e atitudes, com vista a enfrentarem, de forma
adequada, os desafios que lhes são colocados no dia-a-dia - para que se tornem cidadãos participativos,
reflexivos e autónomos - contribuindo, deste modo, para a melhoria da sua vida, da vida da sua família,
da sua comunidade e do País.

É nossa pretensão, também, que os alunos sejam educados dentro do espírito patriótico, versado pela
preservação e desenvolvimento da cultura moçambicana, pela preservação da unidade nacional, pela
cultura de paz, pelo aprofundamento da democracia e respeito pelos direitos humanos.

Importa ainda salientar que os Programas são abertos e flexíveis, podendo ser adaptados à realidade dos
alunos e da escola.

Estamos certos de que os Programas serão um instrumento de base para as discussões pedagógicas na
sua escola, planificação de aulas, reflexão sobre a prática educativa, análise do material didáctico e
elaboração de projectos educativos, contribuindo para melhorar o seu desempenho profissional – que,
afinal, é um direito seu.

O Ministro da Educação e Desenvolvimento Humano

Professor Doutor Luís Jorge Manuel António Ferrão


Ficha Técnica

Título original: Programas das Disciplinas do 3º Ciclo do Ensino Primário

Edição: INDE/Ministério da Educação e do Desenvolvimento Humano

Autor: INDE/MINED

Capa: INDE

Arranjo gráfico: INDE

Impressão:

Tiragem:

No. De Registo:
Índice

Introdução ....................................................................................................................................................... 1

Programa de Língua Portuguesa do 3º Ciclo ................................................................................................ 13

Visão Geral dos Conteúdos do 3º Ciclo da Disciplina de Língua Portuguesa .................................... 17

Porgrama de Língua Portuguesa 6ª Classe .......................................................................................... 27

Programa de Língua Portuguesa 7ª Classe ...........................................................................................39

Programa de Língua Inglesa do 3º Ciclo ...................................................................................................... 78

Programa de Língua Inglesa 6ª Classe ............................................................................................... 84

Programa de Língua Inglesa 7ª Classe .............................................................................................. 104

Programa de Matemática 3º Ciclo .............................................................................................................. 123

Visão Geral dos Conteúdos do 3º Ciclo da Disciplina de Matemática ............................................. 127

Programa de Matemática 6ª Classe ................................................................................................... 132

Programa de Matemática 7ª Classe ................................................................................................... 165

Programa de Ciências Naturais 3º Ciclo ..................................................................................................... 194

Visão Geral dos Conteúdos do 3º Ciclo da Disciplina de Ciências Naturais .................................... 197

Programa de Ciências Naturais 6ª Classe .......................................................................................... 200

Programa de Ciências Naturais 7ª Classe .......................................................................................... 213

Programa de Ciências Sociais 3º Ciclo ....................................................................................................... 227

Visão Geral dos Conteúdos do 3º Ciclo da Disciplina de Ciências Sociais ...................................... 237

Programa de Ciências Sociais 6ª Classe ............................................................................................ 241

Programa de Ciências Sociais 7ª Classe ............................................................................................ 254

Programa de Educação Musical 3º Ciclo .................................................................................................... 261

Visão Geral dos Conteúdos do 3º Ciclo da Disciplina de Educação Musical ................................... 263

Programa de Educação Musical 6ª Classe ......................................................................................... 265

Programa de Educação Musical 7ª Classe ......................................................................................... 268

Programa de Educação Visual e Ofícios 3º Ciclo ....................................................................................... 282


Visão Geral dos Conteúdos do 3º Ciclo da Disciplina de Educação Visual e Ofícios ..................... 286

Programa de Educação Visual e Ofícios 6ª Classe ............................................................................ 282

Programa de Educação Visual e Ofícios 7ª Classe ............................................................................ 296

Programa de Educação Física 2º Cíclo ....................................................................................................... 309

Visão Geral dos Conteúdos do 3º Ciclo da Disciplina de Educação Física ...................................... 311

Programa de Educação Física 6ª Classe ............................................................................................ 314

Programa de Educação Física 7ª Classe ............................................................................................ 317


Introdução

O Ensino Primário desempenha um papel importante no processo de socialização das crianças, na


aquisição de conhecimentos, habilidades e valores/atitudes fundamentais para o desenvolvimento
harmonioso da sua personalidade. Esta afirmação é também fundamentada por Seepe (1994), para
quem “as crianças de amanhã devem não só estar preparadas para se adaptarem ao mundo em
mudança, mas também devem preparar-se para criar novas mudanças em benefício da
humanidade”.

Em 2004, foi introduzido o Currículo do Ensino Básico, cujo objectivo principal era tornar o
ensino mais relevante, no sentido de responder às diferentes demandas socioculturais,
económicas e políticas, formar cidadãos capazes de contribuir para a melhoria da sua vida,
da vida da sua família, da sua comunidade e do país, dentro do espírito da preservação da
unidade nacional, manutenção da paz e estabilidade nacional, aprofundamento da
democracia e respeito pelos direitos humanos, bem como da preservação da cultura
moçambicana.

Volvidos mais de dez anos da implementação do Currículo do Ensino Básico, os resultados da


avaliação no âmbito do SACMEQ (2007) e da Avaliação da implementação dos programas do 1º
e 2º ciclos do Ensino Básico (INDE, 2010) revelam que grande parte de alunos do Ensino
Primário termina o 1º ciclo sem saber ler nem escrever. Estas constatações levaram o Ministério
da Educação e Desenvolvimento Humano, através do Instituto Nacional do Desenvolvimento da
Educação, a desencadear o processo de revisão pontual do Plano Curricular e dos Programas de
Ensino, com vista a incrementar a qualidade de ensino.

A revisão pontual do Plano Curricular do Ensino Básico incidiu, essencialmente, sobre a:

• Alteração da designação do Plano Curricular do Ensino Básico (PCEB), passando a


designar-se Plano Curricular do Ensino Primário (PCEP).
• Alteração do Plano de Estudos, que compreendeu a redução do número de disciplinas
através da integração de competências e de conteúdos:
 1º ciclo: 1ª e 2ª classes, de 6 para 3 disciplinas;
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 2º ciclo: 3ª classe, de 8 para 3 disciplinas, tomando a 3ª classe as características das
classes do 1º ciclo, sendo, por isso, uma classe de consolidação;
 4ª e 5ª classes, de 9 para 6 disciplinas;
 3º ciclo: 6ª e 7ª classes, de 11 para 9 disciplinas.

• Reorganização dos Programas das diferentes disciplinas:

 Integração de algumas disciplinas;

- No 1º ciclo, as competências das disciplinas de Educação Visual, Ofícios e


Educação Musical foram integradas nas disciplinas de Língua Portuguesa e
Matemática.
- No 2º ciclo, a 3ª classe apresenta as mesmas características das classes do 1º
ciclo, sendo a classe de consolidação das competências de leitura e escrita
iniciais e numeracia.
- Na 4ª e 5ª classes, as competências das disciplinas de Educação Visual, Ofícios
e Educação Musical foram integradas nas disciplinas de Língua Portuguesa,
Ciências Sociais, Matemática e Ciências Naturais.

 Elaboração das competências por ciclos e respectivas evidências de desempenho;

 Especificação da carga horária;

 Reorganização dos tempos lectivos, de forma a permitir que os alunos possam


adquirir, desenvolver e consolidar a literacia e a numeracia no Ensino Primário.

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Guia de Leitura
Os Programas do Ensino Primário revistos enquadram-se nos princípios básicos que nortearam a
transformação curricular do Ensino Básico, especificamente:

 A concepção da escola como agente de transformação, e não apenas como meio de


transmissão de conhecimentos;
 O reconhecimento da necessidade de formação integral da personalidade, o que leva a
que as diferentes disciplinas sejam abordadas em uma perspectiva integrada;
 Exigência de Programas flexíveis facilmente adaptáveis à realidade: características locais,
pontos de partida e ritmos de aprendizagem diversificados e;
 O predomínio dos aspectos relativos ao desenvolvimento das capacidades de análise,
síntese e ao estímulo da criatividade, da livre crítica, do sentido de responsabilidade e da
capacidade de integração em grupo.
Com estes Programas do Ensino Primário, pretende-se tornar o ensino relevante , de modo a
responder às reais necessidades do aluno e da sociedade moçambicana. Esta relevância
fundamenta-se na percepção de que a Educação é fundamental para o desenvolvimento do
capital humano e, por conseguinte, deve ter em conta a diversidade de indivíduos e de grupos
sociais, para que se torne um factor por excelência de coesão social e não de exclusão, formando
cidadãos capazes de se integrarem na vida, aplicando os conhecimentos adquiridos em benefício
próprio e da comunidade.

Neste contexto, os Programas do Ensino Primário são uma fonte de estudo e de orientação dos
professores para o desenvolvimento de um ensino de qualidade, um ensino que permite que os
alunos desenvolvam as competências determinadas nos diferentes ciclos de aprendizagem e as
utilizem para a resolução dos diferentes problemas do dia-a-dia, da sua comunidade, distrito,
província, país, bem como para responder aos desafios da globalização.

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I - Estrutura dos Programas
Os Programas de Ensino Primário apresentam:
a) A Introdução
b) O Plano Temático (com indicação da unidade temática, os objectivos específicos, os
conteúdos, as competências parciais e a carga horária)
c) As Sugestões Metodológicas
d) A Avaliação

a) Introdução
Na introdução, faz-se uma descrição dos propósitos e significado do Programa, a filosofia que
está por detrás da sua concepção e as principais alterações em relação ao Programa anterior.

b) Plano temático
Para a orientação do professor, apresentamos uma grelha que ajudará a mediar o processo de
ensino-aprendizagem. Apresentamos também orientações para a utilização do plano temático.
Eis a seguir o esquema desse plano:
Unidade Objectivos específicos Conteúdos Competências Parciais Carga
Temática O aluno deve ser capaz de: O aluno: Horária

 A primeira coluna do plano temático apresenta a unidade temática a ser abordada em cada
fase. Para abordar a unidade temática, o professor deverá fazer a leitura completa de toda a
linha, para ter uma ideia global sobre o tratamento da matéria proposta.
 Na 2ª coluna, são apresentados os objectivos especificos. O professor tomará os objectivos
específicos definidos para cada tema como metas a atingir durante e no fim do processo de
ensino-aprendizagem. Cada professor poderá desdobrar os objectivos específicos se o
processo de condução das aulas assim o exigir.
 Na 3ª coluna, são apresentados os conteúdos que indicam ao professor as matérias e noções
concretas que devem ser abordadas em cada tema. É necessário verificar, para cada tema, a
relação dos conteúdos propostos com os propostos nas outras disciplinas curriculares, para
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estabelecer a ligação conveniente.
 Na 4ª coluna, temos as competências parciais que indicam os principais estágios de
aprendizagem atingidos pelo aluno em um determinado tema. As competências parciais
referem-se a estágios de conhecimentos, habilidades, valores e atitudes atingidos pelo aluno
no processo de ensino-aprendizagem.
 A 5ª coluna apresenta a carga horária. Apesar de servir de indicativo para o professor, esta
carga horária não deverá ser tomada como tempo rígido de abordagem da unidade temática.
O professor deverá ser flexível em relação à carga horária, podendo compensar as perdas e
ganhos de tempo entre os diferentes conteúdos. Cabe ao professor fazer a planificação
analítica das aulas, com base no plano temático e no ritmo de aprendizagem da turma.
o A carga horária aqui apresentada corresponde a 80% da carga horária total, pois, os
restantes 20% estão reservados para o Currículo Local.

c) Sugestões Metodológicas
Depois do plano temático, são apresentadas as Sugestões Metodológicas que o professor
poderá usar ou adaptar em função das necessidades de aprendizagem dos alunos, de modo a
desenvolverem as competências definidas para o fim de aprendizagem de cada tema. Nas
Sugestões Metodológicas, por vezes, são apresentadas algumas estratégias de abordagem
metodológica de alguns assuntos. Essas estratégias não são “receitas” para o professor
cumprir mecanicamente; trata-se de sugestões que podem ser úteis para a sua actividade,
como facilitador do processo de ensino e aprendizagem.

d) Avaliação
Abordam-se as estratégias e procedimentos de avaliação, incluindo os critérios de
Progressão por Ciclos de Aprendizagem, tendo em conta que a avaliação faz parte do
processo de ensino-aprendizagem. É o meio que permite verificar se os resultados das
actividades desenvolvidas pelos alunos correspondem às competências preconizadas no
Programa de Ensino.

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II - Currículo Local
O que é Currículo Local?
O Currículo Local (CL), é uma componente do currículo nacional correspondente a 20% do
total do tempo previsto para a leccionação de cada Disciplina. Esta componente é constituída
por conteúdos definidos localmente como sendo relevantes, para a integração da criança na
sua comunidade.

Qual é o espaço que se considera local?


É o espaço onde se situa a escola que pode ser alargado até à Zip, distrito e mesmo província.

Quem define os conteúdos relevantes a nível local?


A definição dos conteúdos relevantes, a nível local, é feita por todos os intervenientes na
educação da criança, isto é, todos os elementos que fazem parte da comunidade onde se situa
a escola, nomeadamente:
• Professores;
• Alunos;
• Encarregados de educação;
• Líderes e autoridades locais;
• Representantes das diferentes instituições afins;
• Organizações comunitárias.

Este processo é coordenado pela Direcção da Escola e pelo Conselho de Pais a quem cabe a
planificação das actividades que culminarão com elaboração de um Programa do CL para a
escola. Estas acções incluem a realização de encontros com as comunidades para a recolha de
informação que deverá ser sistematizada pelos professores obtendo assim o conjunto de con
teúdos do CL a serem leccionados na escola.
Nesta fase cabe aos professores enquadrar os conteúdos nas diferentes classes e disciplinas
(na respectiva área temática) de forma lógica e coerente, tendo em conta o nível dos alunos.
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Como é feita a integração de conteúdos definidos localmente?
Após a elaboração do Programa do Currículo Local para a escola, segue-se a fase de
integração nos Programas de cada disciplina, que é feita de duas formas:
a) aprofundamento de conteúdos já previstos no Programa;
b) inserção de novos conteúdos de interesse local, no Programa de ensino.

Caso haja conteúdos de interesse local que o professor não domine, este, em coordenação
com a Direcção Pedagógica e do Conselho de Pais da sua escola, poderá solicitar a
colaboração de pais, encarregados de educação ou outros membros da comunidade para a sua
leccionação.

Avaliação
Sendo o CL uma componente do Currículo Nacional, a sua avaliação poderá ser feita de
forma integrada, isto é, algumas questões relativas ao CL poderão ser integradas nas
diferentes avaliações previstas.

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III - Competências do Ensino Primário e Evidências de Desempenho
A reforma do sistema educacional em Moçambique remete-nos para uma nova abordagem por
competências e evidênciasde desempenho. A competência é definida como “evidência de
conhecimentos, habilidades e atitudes na realialização de uma actividade, tarefa ou função ou a
forma de encarar com sucesso qualquer situação. A competência manifesta-se, portanto é
observável.

Evidênciasde desempenho são factos observáveis que permitem medir ou avaliar o nível de alcance
ou do desenvolvimento das competências.

1. Competências do Ensino Primário


a) Comunica claramente em Língua Portuguesa (usando frases complexas
coordenadas e subordinadas), tanto na oralidade como na escrita;
b) Comunica em Língua Inglesa, no nível elementar;
c) Comunica, através da arte, de forma criativa;
d) Demonstra o gosto pela leitura de obras diversas;
e) Resolve problemas elementares de aritmética e geometria em diferentes situações
da vida real;
f) Age, de forma crítica e autónoma, em diversas situações da vida;
g) Valoriza a sua cultura através da língua, tradições e padrões de comportamento;
h) Manifesta atitudes de amor e orgulho pela pátria moçambicana e unidade nacional;
i) Manifesta atitudes de preservação da paz;
j) Reconhece os direitos e deveres da criança;
k) Interpreta os fenómenos naturais, usando conhecimentos científicos para o bem-
estar pessoal e colectivo.

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2. Competências do 3º ciclo do Ensino Primário e respectivas Evidências de Desempenho

Tabela1: Competências e Evidências do 3º Ciclo do Ensino Primário

Competências Evidências de desempenho


Exprime-se, oralmente,  Produz mensagens orais, com sequência lógica,
adequando a língua portuguesa vocabulário variado e adequado, pronúncia correcta, em
e/ou moçambicana a diferentes diferentes contextos e situações complexas de
situações complexas de comunicação.
comunicação.  Relata, oralmente, factos ouvidos/vividos.
 Dramatiza histórias vividas, lidas, ou contadas.
Lê textos longos, de natureza  Lê textos longos (de 15 a 20 frases), com tom de voz
diversa, em letra de imprensa. audível, pronunciando correctamente as palavras e
respeitando os sinais de pontuação e acentuação.
Interpreta textos, orais e  Responde, oralmente ou por escrito a questionários de
escritos variados, de forma interpretação de pequenos textos lidos ou ouvidos.
crítica, com vocabulário que  Identifica o assunto e objectivo de um texto.
lhe é familiar.  Identifica a mancha gráfica.
 Identifica personagens de um texto ouvido ou lido.
 Identifica os elementos da narrativa (espaço, tempo, acção,
personagens, narrador, descrição).
 Classifica o narrador quanto à presença (participante e não
participante)
 Classifica as personagens principais e secundárias.
 Identifica os géneros da narrativa (contos, lendas e
fábulas).
 Reconhece os recursos da linguagem e seus sentidos
(repetição, comparação, personificação).
 Reconta, oralmente, histórias lidas ou ouvidas, tendo em
conta a sequência lógica e o conteúdo do texto original,
usando as suas próprias palavras.
 Reconhece o sentido das palavras ou expressões de acordo
com o contexto.
 Relaciona nomes com pronomes correspondentes.
Redige textos de natureza  Redige textos, (de 8 a 15 frases) em letra cursiva e
diversa, aplicando regras caligrafia legível, obedecendo uma sequência lógica,
básicas de organização e correcção ortográfica e regras de pontuação
funcionamento da língua. (ponto final, ponto de interrogação, vírgula ponto de
exclamação, dois pontos) e translineação.
 Reconhece os constituintes imediatos da frase e sua
concordância (Grupo Nominal, Grupo Verbal).
 Identifica a função sintáctica dos constituintes da frase
(sujeito, predicado e complementos circunstanciais).

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Expressa-se oralmente em  Soletra correctamente palavras;
língua inglesa, usando  Comunica-se oralmente usando vocabulário e expressões
expressões simples e lógicas e adequadas a situação.
vocabulário básico em  Pronuncia correctamente as palavras e com a devida
situações que lhe são entoação.
familiares.  Descreve oralmente, factos, objectos e situações simples;
 Reage positivamente a questões colocadas oralmente.
 Dramatiza oralmente histórias e/ou situações simples lidas
ou ouvidas.
 Reconta oralmente de forma resumida, textos simples lidos.
Expressa-se em língua inglesa,  Usa ortografia correcta das palavras.
por escrito usando expressões  Redige correctamente textos simples (mensagens, cartas,
simples e vocabulário básico composições e descrições).
em situações que lhe são
familiares.
Lê, em inglês, textos curtos e  Lê palavras, frases e textos curtos e simples usando
simples, relacionados com as pronúncia e entoação correctas.
situações do meio em que  Responde oralmente ou por escrito a perguntas de
vive. interpretação de textos curtos.
Resolve problemas em  Leitura e escrita de números naturais por classe e por ordem
diferentes situações da vida até 1000 000.
usando números até 1 000 000  Ordena números, em situações concretas e abstractas até 1
000 000.
 Efectua operações de adição, subtração, multiplicação e
divisão de números, em situações concretas da vida, até
1000 000.
 Calcula expressões numéricas, tendo em conta as regras de
prioridade das operações até 1 000 000.
 Mede comprimentos, superfícies, capacidades, volumes de
objectos reais (figuras e sólidos geométricos) até 1 000
000.
 Compara capacidade e volume de objectos (sólidos
geométricos) de uso quotidiano, através do manuseamento
de recipientes e líquidos até 1 000 000.
 Calcula áreas, unidades agrárias, massa, tempo e volumes, a
partir da medição de objectos reais (canteiros, sala de aula,
panelas, baldes, latas, tambor de 200l, quarto,…) até 1 000
000.
 Compara capacidades e volumes de objectos de uso
quotidiano, relacionados com sólidos geométricos até 1 000
000.
 Calcula fracções, percentagens e números decimais usando
objectos de quotidiano até 1000 000.
 Estabelece correspondência entre fracções, percentagens e

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números decimais até 1000 000.
 Mede ângulos de objectos de uso quotidiano até 360o.
 Recolhe, organiza dados e constrói tabelas e gráficos em
situações concretas.
Aplica técnicas de prevenção  Diferencia fenómenos dos desastres naturais
de doenças, desastres naturais  Toma medidas antes, durante e depois de um desastre
e de conservação do meio natural.
ambiente.  Previne doenças mais comuns na sua comunidade, através
da higiene individual e colectiva
Reconhece o valor nutritivo  Distingue os diferentes grupos de alimentos.
dos alimentos.  Identifica as funções dos grupos de alimentos no organismo
Descreve as diferentes fontes  Nomeia fontes de energia
de energia e sua importância  Relaciona recursos naturais e tipos de energia
para a vida.
Relaciona os aspectos físico-  Interpreta aspectos geográficos de Moçambique e do
geográficos, económicos e Continente Africano
factos históricos de  Interpreta aspectos e factos históricos de Moçambique e do
Moçambique e do Continente Continente Africano
Africano  Compara o desenvolvimento tecnológico e científico com
as actividades humanas
Respeita os direitos e cumpre  Demonstra respeito pelas leis emanadas na Constituição da
os deveres do cidadão República;
expressos na Constituição da  Reconhece os Direitos da Criança
República de Moçambique  Reconhece a importância da contribuição dos impostos para
a reconstrução nacional;
 Preserva a cultura de paz e estabilidade nacional;
 Defende o bem público e comunitário
 Conserva o bem público e comunitário
Age de forma crítica e  Manifesta atitudes de tolerância, aceitação e solidariedade
responsável em diferentes em relação:
situações da vida.  à diversidade cultural (crenças, tradições, etnias);
 ao género;
 aos mais velhos e pessoas portadoras de deficiência;
 Preserva o bem comum tangível e intangível;
 Zela pela sua saúde e da comunidade;
 Resiste às pressões do grupo no que concerne à Saúde
Sexual Reprodutiva, tabaco, álcool e outras drogas;
 Colabora na defesa e cuida do meio ambiente;
 Usa racionalmente os recursos naturais;
 Preserva a estabilidade ecológica;
Reconhece os Símbolos e os  Respeita os Símbolos (Bandeira Nacional, Emblema da
Órgãos de Soberania Nacional República de Moçambique, Hino Nacional) e os Órgãos de
soberania da República de Moçambique (Presidente da
República, Assembleia da República e Tribunais);

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Valoriza o trabalho como um  Participa nas actividades organizadas pela comunidade;
dever cívico  Valoriza o seu trabalho e dos outros;
Produz obras plásticas  Representa a figura humana respeitando as suas proporções.
decorativas e utilitárias  Veicula mensagens através do conteúdo do cartaz e banda
desenhada.
 Manuseia correctamente os instrumentos de rigor (régua,
esquadro, transferidor e compasso.
Constrói e toca instrumentos  Constrói alguns instrumentos musicais usando material
musicais tradicionais local.
 Toca instrumentos musicais tradicionais
Pratica jogos desportivos e  Realiza jogos desportivos e recreativos aplicando as regras
recreativos.  Diferencia o jogo formal do jogo reduzido
Pratica actividades  Pratica jogos e danças tradicionais
etnoculturais (jogos e danças
tradicionais).

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Programa de Língua Portuguesa

3º Ciclo

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Introdução

Em Moçambique, a adopção do Português como língua de ensino impõe que se considere a


realidade linguística nacional, onde o Português, Língua Oficial e de Ensino, coexiste com outras
línguas e não é dominado pela maioria da população.

Tomando como base a diversidade de contextos em que o sistema educacional se integra, há a


considerar três situações de aprendizagem do Português: a) em que é língua materna (L1); b) em
que é língua segunda (L2); e c) em que assume traços de uma língua estrangeira (LE).

Estudos que têm sido realizados sobre a língua de ensino, tanto por pesquisadores nacionais
como estrangeiros, e consultas feitas a diferentes actores educativos revelaram a necessidade de
uma revisão dos programas em vigor, de modo a torná-los mais relevantes para as necessidades
comunicativas dos alunos.

Neste contexto, o Plano Curricular do Ensino Básico (PCEB), introduzido em 2004, concebeu
um programa monolingue - no qual a língua de ensino é o Português - e um outro bilingue, em
que as crianças iniciam a escolarização na sua língua materna.

O presente programa destina-se ao ensino monolingue do Português, mantendo-se a perspectiva


de L2, em conformidade com o Sistema Nacional de Educação (SNE), abrindo-se a
possibilidade do uso das línguas moçambicanas como recurso, sempre que necessário,
respondendo assim, às necessidades da grande maioria das crianças moçambicanas que aprende
o Português na escola.

O êxito da implementação deste programa depende de uma preparação adequada do docente,


para o gerir, na perspectiva de ensino de Português como L2, usando metodologias apropriadas
para diferentes situações de aprendizagem. Assim, o professor poderá implementar o programa,
de modo a satisfazer as necessidades comunicativas, tanto dos alunos que têm o Português como
L2, bem como dos que o têm como L1 ou LE.

A elaboração do presente programa guia-se pelos princípios da Pedagogia Culturalmente


Sensível de Erickson (1987) e Ensino Orientado para a Comunicação Funcional, de Wilkins
(1976).

À luz destes princípios, espera-se que o ensino acomode e potencie a vivência cultural e, no caso

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específico da língua, a experiência linguística que a criança traz de casa. Deste modo, a aula de
língua deve ser um espaço em que, com o auxílio do professor, a criança adquire “ferramentas”
que lhe permitam organizar e usar a língua, de acordo com as suas necessidades comunicativas.

No presente programa, pretende-se, com as competências do Ensino Básico, clarificar e


aprofundar o âmbito da abordagem da língua, começando pela realidade mais próxima do aluno
(família, escola, comunidade e ambiente).

O programa está organizado em unidades temáticas, tais como: Família, Escola, Nós e o Meio,
Sociedade, A Terra o Mundo e o Universo, que percorrem as duas classes do 3º ciclo do Ensino
Básico (6ª e 7ª), diferindo apenas na extensão e profundidade do tratamento.

As competências parciais foram definidas em função dos novos estágios do saber, saber fazer,
saber ser e saber estar, que o aluno deve alcançar, como resultado do processo de ensino-
aprendizagem.

Deste modo, as estratégias de ensino devem basear-se numa metodologia que torne o processo
de ensino-aprendizagem agradável, divertido e útil, dando uma grande relevância à interacção
professor/aluno, aluno/aluno, aluno/comunidade. Esta forma de abordagem proporciona aos
alunos a possibilidade de ouvir, falar, ler e escrever, tendo em conta que só se aprende a ouvir,
ouvindo; a falar, falando; a ler, lendo e a escrever, escrevendo.

1. Alterações aos Programas


O programa revisto apresenta as seguintes alterações:
1. Introdução (no plano temático) de dois domínios resultantes das 4 habilidades
linguísticas: ouvir e falar; ler e escrever;
2. O plano temático sem objectivos específicos, uma vez que o ensino é baseado em
competências;
3. Apresentação do resumo das competências do ciclo. No geral, as competências foram
clarificadas e condensadas, de modo a torná-las precisas, observáveis e mensuráveis;
4. A carga horária semanal da 6ª e 7ª será de 6 aulas e anual de 228 aulas lectivos.
5. Alguma tipologia textual foi transferida para as classes subsequentes e outra será
abordada na disciplina de Ciências Sociais, como ilustra o quadro abaixo.

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Tabela2: Conteúdo da disciplina de Língua Portuguesa transferidos para outras classes ou
disciplinas

Disciplina: Língua Portuguesa


Conteúdos da 7ªclasse do programa Conteúdos transferidos para:
vigente
1 Texto de comunicação administrativa e 9ªclasse
burocrática: Exposição
2 Texto de organização de dados: Relatório 8ªclasse
3 Texto de comunicação social: Reportagem 9ªclasse
4 Texto narrativo: Novela 9ªclasse
5 Textos normativos: Constituição da Ciências Sociais
República, Legislação sobre os Órgãos do
Poder
6 Textos descritivos: Descrição de mapas, Ciências Sociais
globos…
7 Textos normativos: Carta da OUA, ONU, Ciências Sociais
Declaração dos Direitos do Homem
8 Textos normativos: Regulamento da Escola Este conteúdo já é abordado na 6ªclasse em
L.P e na disciplina de Ciências Sociais.
9 Texto de pesquisa de dados: Entrevista N.B:Tipologia textual que já foi tratada na
4ª classe L.P.
10 Textos de chamada de atenção: Aviso N.B: Este conteúdo consta do programa da
6ª classe L.P.

1.2 Carga Horária do 3º Ciclo

A carga horária para o 3º ciclo é proposta em função de escolas com 2 turnos.


De acordo com o Calendário Escolar 2014, o ano lectivo é composto por 38 semanas.
O Plano de Estudos do Ensino Primário revisto, contempla o seguinte fundo de tempo lectivo: 6
aulas semanais tanto para a 6ª classe como para a 7ª classe, isto é, 38 semanas x 6 aulas = 228
tempos lectivos.
Nota: Os 20% do tempo lectivo do Currículo Local: 228 x 20% = 45.6 tempos lectivos deverão
ser tratados de forma integrada.

16
VISÃO GERAL DOS CONTEÚDOS DO 3º CICLO
LÍNGUA PORTUGUESA

6ª e 7ª Classes
UNIDADE 6ª CLASSE 7ª CLASSE
TEMÁTICA CONTEÚDOS CH CONTEÚDOS CH
Textos de comunicação familiar ou social: 10 Textos de comunicação familiar ou social: 6
 Conversa directa à distância: telefonema aulas  Situação de comunicação para: mandar aulas
cumprimentos; explicar; fazer agir; pedir
informação; se despedir.
 Conversa directa - em presença e à distância
 Funcionamento da língua:
- Níveis de língua: corrente e familiar
- Tipos e Formas de frase  Funcionamento da Língua:
 Formas de Tratamento: de intimidade ( Tu) e
 Sinais de Pontuação
de formalidade (Você, Senhor(a))
- Regras de Ortografia
 Análise morfológica e sintáctica
1. FAMÍLIA
 Conversa directa: em presença e à distância 8
- Expressão para: concordar, discordar; acusar, aulas
defender-se; sugerir, aconselhar; elogiar,
felicitar
 Funcionamento da Língua:
- Concordância nominal e verbal:
determinante, nome, adjectivo e verbo
(sistematização).

17
Textos de comunicação familiar ou social: Postal 6  Postal 10
- Estrutura do Postal aulas - O Texto gráfico (icónico) e o Texto verbal aulas
- Distinção do postal da carta
 Situação de comunicação
informal para:
- felicitar/agradecer;
- pedir/dar informações;
- pedir/dar autorização;
- justificar
 Redacção
 Funcionamento da Língua:
- Formação de palavras: por composição, por
justaposição e por aglutinação
- Tempos e modos verbais: presente e
pretérito perfeito simples do indicativo
- Complementos circunstanciais de modo e
de companhia (sistematização)
Textos de comunicação familiar ou social: 14 Textos de comunicação familiar ou social: 6
Cartas familiares (informal) aulas Carta informal/familiar aulas
 Estrutura da carta (consolidação da matéria)
 Características da carta familiar  Estrutura:
– a mancha gráfica  local e data
– o vocativo  fórmula de saudação
– o nível de língua  texto ou corpo da carta
– a linguagem  fórmula de despedida
– a forma de despedida  Características da linguagem
 Palavras e estruturas adequadas em cartas familiares:  Níveis de língua:
– saudar/se apresentar  corrente e
– pedir/dar informações
 padrão
– expor um assunto
– se despedir
 Cópia e ditado
Funcionamento da Língua
 Diferenças entre carta e postal:
 Formas de tratamento da 2.ª/3.ª pessoas
– extensão do texto gamaticais.
– imagem  Tipos de Sujeito:
- assunto a tratar - Sujeito simples
- Sujeito composto

18
Funcionamento da Língua:
 Formas de tratamento
 Constituintes imediatos da frase: GN e GV
 Concordância verbal: pessoa e número
Textos de comunicação familiar ou social: Relato 12 16
Textos de comunicação familiar ou social: Relato
 O quê/quem? tempo aulas
 Onde? s  Relatos de acontecimentos
 Quando?
 Cópia
 Como?
 Ditado
 Redacção
 Estruturas adequadas para:
 informar
 descrever Funcionamento da Língua
 Determinantes:
Funcionamento da Língua
 artigo definido e indefinido
 numeral
 Relação de sentido entre as palavras:
 Pronomes demonstrativos variáveis e
 homonímia
invariáveis( sua relação com os advérbios de
 homofonia
lugar)
 homografia
 Pronomes possessivos
 Complementos circunstanciais de lugar, tempo e
 Verbo: pretérito perfeito, pretérito imperfeito e pretérito
causa
mais-que perfeito do indicativo
 Tempos e modos verbais: pretérito imperfeito
do indicativo
 Frase complexa: relação de coordenação:
- copulativa
- adversativa

19
 Meios de comunicação familiar ou social: 12  Meios de comunicação familiar e social: 8
 Xipala-pala, fumo e outros meios tradicionais, aulas - Telefone aulas
usados localmente: - Rádio
- Correio - Jornal
- Telefone - Televisão
- Fax - Correio electrónico (e-mail)
- Rádio - Internet
- Jornal - Fax
- Televisão
- Internet  Função dos meios de comunicação

 Funcionamento da Língua:
 Funções sintácticas dos complementos da frase
simples: complemento directo e indirecto

Textos de comunicação social: 12


Notícia Aulas
 Estrutura
 Funcionamento da Língua:
- Formas de Frase: activa e passiva
- Os complementos circunstanciais de tempo,
lugar, causa e fim (sistematização)

Textos de natureza didáctica: Instruções: Receitoas Textos de natureza didáctica: Instruções 6


da cozinha Técnicas Aulas
- Estrutura.  Instruções técnicas contidas em folhetos e/ou
 Funcionamento da língua: aparelhos;
 Modos verbais: indicativo (presente e futuro);  Funcionamento da Língua:
imperativo; conjuntivo (presente e pretérito - pronomes – interrogativos(revisão), indefinidos:
imperfeito) variáveis e invariáveis;
- Modos Verbais: indicativo, imperativo
(negativo,/afirmativo) e conjuntivo (consolidação)

20
Textos de comunicação familiar ou social: 8
Carta formal aulas
 Mancha gráfica: o cabeçalho, a fórmula inicial, o
desenvolvimento e a fórmula final

 Estrutura da carta formal


 Características da linguagem
 Níveis de língua:
 corrente
 padrão
 Vocabulário e estruturas adequadas, em cartas
formais para:
 dar a conhecer um facto ou acontecimento
 pedir autorização
 comprar ou negociar um produto
 oferecer (serviços, materiais...)

II Funcionamento da língua
ESCOLA  Formas de tratamento:
 3ª pessoa gramatical
 Tipos de sujeito:
 sujeito oculto (subentendido)
 sujeito inexistente (impessoal)
 Siglas e abreviaturas
Textos descritivos 26
aulas
 Descrição de lugares, símbolos e pessoas
Funcionamento da língua:
- Adjectivo
- Constituintes do GN: nome, determinante, pronome
- Noção de GN alargado
- Concordância nominal
- Flexão de palavras em género e número: nome,
determinante, pronome, adjectivo
- Concordância nominal

21
Textos Normativos: 6 Textos Normativos: 8
Regulamento da Esola aulas Regulamento de Avaliação aulas
 Estrutura

Funcionamento da Língua
 Classe de Palavras:
 advérbios de modo (sistematização)
 preposições (sistematização)
 Frase Complexa: relação de subordinação:
 causal
 final

Textos de chamada de Atenção: 6 Instruções Várias 6


Aviso aulas Anúncios Aulas
 Características linguísticas:
 frases curtas
 repetição de ideias
 Importância das partes do texto que são
destacadas por caracteres tipográficos maiores
ou mais grossos;
 Análise de instruções várias e anúncios nos
seguintes aspectos:
 mancha gráfica
 tipo de linguagem (verbal e não verbal)

Funcionamento da Língua
 Classe de palavras:
 Adjectivo e sua flexão em grau
(sistematização)
 O grau superlativo: absoluto e relativo: de
superioridade e inferioridade
 Modos Verbais: indicativo, imperativo e
conjuntivo (sistematização)

22
Textos de natureza didáctica ou científica: 16 Textos de natureza didáctica ou científica: 12
 Gravuras, Mapas e Esquemas aulas Manuais Escolares Aulas
 Funcionamento da língua:  Organização do texto
 Frase complexa  Funcionamento da Língua:
 Relação de coordenação e de subordinação - classe de palavras: os pronomes:
 Adjectivo: graus comparativo e superlativo demonstrativos e possessivos (revisão)
relativo - Concordância do adjectivo com o nome, em
número e género

Textos de comunicação administrativo e 10


burocrática: requerimento aulas
 Estrutura
 Frases adequadas a situações de comunicação
de âmbito administrativo para: requerer ou
argumentar
 Funcionamento da Língua
- Frase complexa: relação de subordinação:
final, causal e temporal
- concordância nominal e verbal
Textos de organização de dados: 10
Acta aulas
- Estrutura
- Tipo de lingagem
- Conteúdo: fidelidade
Texto Poético 12 Texto Poético: 14
 Mancha gráfica; tempo  A mancha gráfica: o verso, a estrofe, a rima tempo
 Estrutura: Estrofe e Verso s  O Texto Verbal: o conteúdo, a linguagem do s
 Distinção poema e prosa poema, os recursos estilísticos: comparação,
III
 Redacção metáfora, personificação (revisão), anáfora
NÓS E O  Classificação das estrofes quanto ao número de
MEIO  Funcionamento da Língua
- Sílaba tónica e átona versos: dístico/parelha; terceto e quadra

Textos de chamada de atenção:Cartaz 6


 Importância do cartaz aulas

23
 Funcionamento da Língua: 6
- Verbos transitivos, intransitivos e de aulas
significação indefinida
- Constituintes do GV
- Alargamento do GV
- Concordância verbal
Textos narrativos: Lenda e Fábula 20 Textos narrativos: 14
 Estrutura do texto narrativo aulas Contos populares Aulas
 Elementos da narrativa: narrador, personagens, - Estrutura
acção - Elementos da narrativa
 Distinção lenda-fábula - Narrador
 Função educativa da lenda e da Fábula  Funcionamento da Língua:
- Advérbio e sua flexão em grau: grau comparativo
 Funcionamento da Língua: (de superioridade, de igualdade e de inferioridade)
 Função sintáctica dos constituintes da frase: e superlativo absoluto (sintético e analítico)
sujeito, predicado, complemento directo,
complemento indirecto, nome predicativo do
sujeito;
 Classificação dos pronomes pessoais: em forma
de sujeito, complemento directo e complemento
indirecto.
Texto dramático: 16
 Jogos dramáticos aulas
 Representação teatral
- Transformação de textos narrativos em textos
dramáticos
 Funcionamento da Língua:
- Palavras derivadas por sufixação
- Discurso directo e indirecto
- Palavras homónimas e parónimas

24
Textos narrativos: 12 Textos narrativos: Lenda e Conto 14
 Banda Desenhada aulas  Elementos da narrativa (revisão) aulas
- Estrutura da Banda Desenhada  Funcionamento da Língua:.
IV - Expansão da frase com os complementos
SOCIEDADE circunstanciais de lugar, tempo, modo,
causa, fim e companhia (revisão)
- Pronomes indefinidos

 Funcionamento da Língua: 6
 Verbos: modo condicional aulas
 Discurso directo e indirecto

Textos de comunicação Administrativa e 6


Burocrática: Curriculum Vitae aulas
- Estrutura
Texto Poético: Poesia de Combate e Poesia de 14
Msaho aulas
- Versos livres e versos brancos ou soltos
- Recursos sonoros e estilísticos (revisão)
Textos Dramáticos 16
- Caracterização das personagens aulas
- Indicações cénicas

 Funcionamento da Línga:
- Orações coordenadas copulativas, adversativas e
conclusivas
- Interjeições

25
Textos Didácticos: Guias Turísticos 12
 Descrição aulas

 Funcionamento da língua:
- Nome: Graus
aumentativo e diminutivo
- Adjectivos: graus superlativo absoluto sintético e
analítico
- Advérbios: de lugar, tempo, modo, quantidade,
afirmação, negação e dúvida

Textos Narrativos 18
V  Elementos da Narrativa aulas
A TERRA O
 Cópia
MUNDO E O
 Ditado
UNIVERSO
 Funcionamento da Língua
- Flexão do adjectivo em grau: superlativo
absoluto sintético e superlativo relativo de
superioridade e inferioridade
Textos de comunicação familiar ou social: 6
 Relato de eventos desportivos Aulas
 Funcionamento da Língua
- Preposições

Total Tempos 204 222

26
Programa de Língua Portuguesa
6ª Classe

27
DISTRIBUIÇÃO DA CARGA HORÁRIA

UNIDADE TEMÁTICA SEMANAS TEMPO

I. FAMÍLIA 9 81

II. ESCOLA 8 72

III. NÓS E O MEIO 5 45

IV. SOCIEDADE 4 36

V. A TERRA O MUNDO E O UNIVERSO 3 27

REVISÃO GERAL 2 18

Sub-total 31 279

CURRÍCULO LOCAL (20%) 7 63

TOTAL 38 342

28
Plano Temático da 6ª classe

UNIDADE OBJECTIVOS ESPECIFICOS COMPETÊNCIAS PARCIAIS


CONTEÚDOS CH
TEMÁTICA O aluno deve ser capaz de: O aluno:
 Usar os níveis de língua corrente e Conversa directa à distância:
familiar em conversa directa, de acordo Telefonema
com o contexto em que a conversa se
desenrola e a relação existente entre si e o  Identifica os diferentes níveis
interlocutor; Funcionamento da língua de língua;
 Relacionar a intencionalidade da frase  Níveis de língua: corrente e  Usa diferentes níveis de língua
com os tipos e formas de frase; familiar 13
de acordo com o contexto de
 Elaborar frases e textos usando  Sinais de pontuação comunicação; tempos
adequadamente os sinais de pontuação;  Tipos e formas de frase  Elabora correctamenta frases
 Relacionar os tipos de frase com os  Regras de ortografia obedecendo sinais de
I. sinais de pontuação; pontuação.
Família  Aplica as regras de ortografia;
 Constróii, oralmente e por escrito, frases
de diferentes tipos e formas.
 Identificar o postal como meio de
comunicação familiar e social; Textos de comunicação familiar ou
 Lê correctamente e em voz
 Ler postais em voz alta e com articulação social: Postal
alta; 8
e entoação correctas;
  Interpreta mensagens simples;
 Interpretar o texto do postal; Estrutura do postal
 Identifica a estrutura de tempos
 Relacionar o texto do postal com a
mensgans de um postal;
imagem;
 Interpreta a imagens;
 Identificar a estrutura do postal;
 Redige postais.
 Redigir postais.

29
UNIDADE OBJECTIVOS ESPECIFICOS COMPETÊNCIAS PARCIAIS
CONTEÚDOS CH
TEMÁTICA O aluno deve ser capaz de: O aluno:
 Ller cartas em voz alta, com Textos de comunicação familiar ou social:
articulação e entoação correctas; Cartas familiares (informal)
 Interpretar mensagens contidas  Estrutura da carta
em cartas familiares (informais);  Características da carta familiar
– a mancha gráfica
 Identificar a estrutura da carta – o vocativo
familiar; – o nível de língua
– a linguagem  Escreve correctamente
 Escrever, com boa caligrafia, cópias – a forma de despedida frases e textos ditados;
e textos ditados, respeitando as  Palavras e estruturas adequadas em cartas  Redige cartas familiares 12
normas de acentuação e pontuação; familiares: simples com correcção,
 Redigir cartas familiares com boa – saudar/se apresentar respitando as regras de tempos
caligrafia e respeitando as regras de – pedir/dar informações comunicação escrita.
acentuação e pontuação; – expor um assunto
 Distingue o postal da carta. – se despedir
 Cópia e ditado
I.  Diferenças entre carta e postal:
Família
– extensão do texto
(cont
– imagem
– assunto a tratar
 Usar em cartas, formas de
tratamento adequadas;
 Identificar o GN e o GV
constituintes da frase;  Identifica os constituintes
 Identificar o núcleo do GN (nome Funcionamento da língua:
de uma frase;
ou pronome) e do GV (verbo);  Escreve com correcção
 Formas de tratamento 6
 Distinguir o singular e o plural de fazendo a concordância
 Constituintes imediatos da frase: GN e
nomes, pronomes e verbos; verbal; tempos
GV
 Identificar pessoa gramatical de  Identifica a estrutura das
 Concordância verbal: pessoa e número
pronomes e verbos; cartas formais;’
 Aplicar as regras de concordância  Elabora cartas formais;
entre o GN e o GV em frases e
textos.

30
COMPETÊNCIAS
UNIDADE OBJECTIVOS ESPECIFICOS
CONTEÚDOS PARCIAIS CH
TEMÁTICA O aluno deve ser capaz de:
O aluno:
 Ler relatos em voz alta, com articulação e
entoação correctas;

 Interpretar relatos vividos, ouvidos ou lidos;


 Lê corretamente e
Textos de comunicação familiar ou
 Emitir a sua opinião em relação aos assuntos social: Relato
em voz alta relatos;
tratados em relatos ouvidos ou lidos;  O quê/quem?  Interpreta relatos ;
 Onde?
 Usar palavras e estruturas adequadas para:  Quando?  Relata oralmente e
informar e descrever;  Como? por escrito
 Relatar oralmente e por escrito, eventos  Estruturas adequadas para:
experiências por si
vividas ou cintadas
importantes da família ou da comunidade (datas  informar
e forma lógica,
festivas e comemorativas), vividos ou contados,  descrever
numa ordem lógica; empregado tempos
I. verbais apropriados; 14
Funcionamento da língua
Família tempos
(cont  Produzir frases e textos, usando palavras  Relação de sentido entre as  Produz frases e
homónimas, homófonas e homógrafas palavras: textos gramaticalmente
 homonímia correctas usando verbos
 Identificar o pretérito como tempo verbal mais  homofonia no pretérito perfeito,
 homografia pretérito imperfeito e
frequente no relato de acontecimentos;
pretérito mais-que
 perfeito do indicativo;
 Distinguir formas verbais no pretérito perfeito, Verbo: pretérito perfeito,
pretérito  Identifica a relação
pretérito imperfeito e pretérito-mais-que-
imperfeito e pretérito mais-que de sentido entre as
perfeito, tendo em conta o sentido e a forma;
perfeito do indicativo palavras.
 Usar adequadamente verbos no pretérito
perfeito, pretérito imperfeito e pretérito-mais-
que-perfeito, em relatos de acontecimentos

31
COMPETÊNCIAS
UNIDADE OBJECTIVOS ESPECIFICOS
CONTEÚDOS PARCIAIS CH
TEMÁTICA O aluno deve ser capaz de:
O aluno:
 Ler textos didácticos em voz alta, com articulação Textos didácticos
e entoação correctas;  Estrutura  Identifica os textos
 Interpretar textos didácticos;  Meios de comunicação: didácticos;
 Identifica a estrutura de textos didácticos;  xipala-pala, fumo e  Lê e interpreta textos
 Descrever os meios de comunicação familiar e outros meios tradicionais didácticos;
social existentes na sua comunidade; usados localmente  Produz textos didácticos;
 Distinguir os meios de comunicação tradicionais  correio  Identifica os meios de
16
dos modernos;  telefone comunicação a nível
 Escrever, com boa caligrafia, cópias e textos  fax familiar e social em uso na tempos
ditados, respeitando as normas de acentuação e  rádio comunidade;
pontuação;  jornal  Produz correctamente o
 Redigir um texto sobre a importância dos meios de – televisão discurso escrito;
comunicação familiar e social, com boa caligrafia – internet  Escreve com correcção as
e respeitando as regras de acentuação e pontuação;  Cópia palavras didatas;
 Simular a utilização de meios de comunicação  Ditado  Copia com correcção.
I. familiares.  Redacção
Família
 Interpretar instruções contidas em receitas de
(cont
cozinha; Instruções : Receitas de cozinha  Lê e interpreta as
instruções;
 Escrever, com boa caligrafia, cópias de receitas de
cozinha, respeitando as normas de acentuação e  Estrutura  Identifica a estrutura da
pontuação;  Cópia receita;
 Escrever receitas de cozinha, incluindo as típicas  Redacção  Identifica as formas
da sua comunidade; verbais mais usadas nas
instruções;
 Identificar os modos verbais mais usados nas Funcionamento da língua: 12
instruções (indicativo, imperativo, conjuntivo);  Modos verbais:  Produz correctamente o
discurso oral e escrito tempos
 Identificar a intencionalidade subjacente nos  indicativo (presente e
usando os seguintes
modos indicativo, imperativo e conjuntivo; futuro)
modos verbais: indicativo
 Relacionar os modos verbais mais frequentes nas  imperativo
(presente e futuro)
instruções com a finalidade das mesmas;  conjuntivo (presente e imperativo; conjuntivo
 Produzir frases e textos, usando adequadamente pretérito imperfeito) (presente e pretérito
verbos nos modos indicativo (presente e futuro), imperfeito).
imperativo e conjuntivo (presente e pretérito
imperfeito).

32
COMPETÊNCIAS
UNIDADE OBJECTIVOS ESPECIFICOS
CONTEÚDOS PARCIAIS CH
TEMÁTICA O aluno deve ser capaz de:
O aluno:
 Ler textos descritivos em voz alta, com articulação e Textos descritivos  Lê textos descritivos em
entoação correctas; voz alta, com articulação
 Interpretar textos ou passagens de textos que  Descrição de lugares e e entoação correctas;
descrevem lugares e pessoas relacionadas com a símbolos  Interpreta textos escritos;
escola;  Interpreta os símbolos de
 Distinguir a caracterização física da caracterização  Caracterização física e identidade nacional: cores
psicológica; psicológica de pessoas da Bandeira, Emblema e
 Identificar lugares e pessoas através da caracterização; Hino Nacional.
20
 Descrever, oralmente e por escrito, a sua escola e os  Respeita os símbolos de
seus intervenientes; identidade nacional. tempos
 Interpretar os símbolos de identidade nacional: cores  Descrever, oralmente e
II da Bandeira, Emblema e Hino Nacional; por escrito, o seu
Escola  Descrever os símbolos de identidade nacional: ambiente escolar, bem
Bandeira e Emblema; como os intervenientes.
 Manifestar atitudes de respeito em relação aos
símbolos de identidade nacional;
 Fazer comentários sobre a participação dos
intervenientes na vida da escola e na sua conservação;
 Identificar nomes, adjectivos, verbos e expressões de Funcionamento da língua:  Identifica a função
lugar nas descrições ouvidas ou lidas;  Adjectivo sintáctica de cada
 Identificar os constituintes do GN;  Constituintes do GN: elemento constituinte de
 Identificar palavras que modificam o sentido do nome; nome, determinante, frases ouvidas ou escritas;
 Fazer o alargamento do GN; pronome  Faz a concordância
 Identificar as marcas da flexão dos constituintes do GN  Noção de GN alargado nominal ;
 14
alargados em género e número;  Concordância nominal Faz o alrgamento do
 Estabelecer concordância entre os constituintes do GN;  Flexão de palavras em Grupo Nominal; tempos
 Identificar as marcas de género e número nos género e número: nome,  Faz a flexão das palavras
constituintes do GN alargado; determinante, pronome, em género e em número,
 Aplicar as regras de flexão em género e número de adjectivo na sua proução oral e
nomes, determinantes, pronomes e adjectivos, em escrita.
frases.

33
COMPETÊNCIAS
UNIDADE OBJECTIVOS ESPECIFICOS
CONTEÚDOS PARCIAIS CH
TEMÁTICA O aluno deve ser capaz de:
O aluno:
 Ler textos normativos em voz alta, com Textos Normativos: 9
articulação e entoação correctas;  Regulamento da Escola  Lê e interpreta textos
normativos; tempos
 InterpretaR textos normativos;
 Identifica textos normativos.

 Ler avisos em voz alta, com articulação e Textos de chamada de atenção:


entoação correctas; Avisos
 Lê e interpreta avisos
 Interpretar a mensagem de avisos ouvidos ou  Importância do aviso
 Explica a importância de
lidos;  Palavras e estruturas para: 10
avisos
 Distinguir os avisos dos outros textos tempos
(circular, anúncio) que circulam na escola;  dar a conhecer  Produz oralmente ou por
escrito avisos.
 Explicar a importância do aviso na escola e  advertir
na comunidade;  recordar
 Redigir avisos sobre diversos assuntos  Redacção
ligados à vida da escola e da comunidade.
II
Escola  Identificar a informação principal contida em
gravuras, mapas e esquemas; Textos orais ou escritos de natureza
 Explicar, oralmente e por escrito, conceitos didáctica:
contidos em gravuras, mapas e esquemas,  gravuras
 mapas  Interpreta oralmente e por
relacionados com a matéria em estudo nas
escrito gravuras, mapas e
diferentes disciplinas;  esquemas
esquemas;
 Descrever gravuras, mapas e esquemas,
 Constrói mapas e esquemas 19
usando estruturas linguísticas adequadas;  Estrutura linguísticas para enunciar,
relacionados com a matéria
 Construir mapas e esquemas relacionados descrever, comparar e exemplificar tempos
em estudo;
com a matéria em estudo;
 Produz frases simples e
 Distinguir frase simples da frase complexa; Funcionamento da língua:
complexas usando
 Construir frases complexas com conjunções Frase complexa:
conjunções coordenativas e
coordenativas e subordinativas;  relação de coordenação
subordinativas.
 Construir frases e textos, usando adjectivos  relação de subordinação
no grau comparativo e no grau superlativo
relativo.  Adjectivo: grau comparativo e
superlativo relativo

34
UNIDADE OBJECTIVOS ESPECIFICOS COMPETÊNCIAS PARCIAIS
CONTEÚDOS CH
TEMÁTICA O aluno deve ser capaz de: O aluno:
 Ler textos poéticos adequando a dicção, a
entoação e o ritmo ao conteúdo dos Texto Poético
mesmos;
• Interpretar poemas cuja temática seja
ambiente e actividades do Homem;  Mancha gráfica
• Opinar sobre acções positivas e negativas  Estrutura • Identifica e interpreta textos
que o Homem exerce sobre o ambiente; - estrofe poéticos; 15
• Identificar versos e estrofes; - verso • Aborda de forma crítica acções tempos
• Declamar poemas;  Distinção entre poema e que o Homem exerce sobre o
• Distinguir poemas de textos em prosa, no texto em prosa ambiente.
que se refere à mancha gráfica;  Redacção  Lê correctamente os poemas.
• Escrever versos sobre animais, plantas ou
objectos do meio em que vive.
 Distinguir sílaba tónica da sílaba átona;  Funcionamento da língua:
 Pronuncia correctamente palavras, tendo  • Sílaba tónica e átona
em conta a posição da sílaba tónica.
III.  Explicar a importância do cartaz;  Identifica e interpreta cartazes
Nós e o  Identificar, em cartazes, mensagens de Textos de chamada de atenção: com mensagens educativas (sobre
Meio 9 tempos
prevenção e consequências do consumo Cartaz a prevenção e consequências do
de tabaco, álcool e drogas; consumo de tabaco, álcool e
 Produzir cartazes diversos.  Importância do cartaz drogas, entre outos males);
 Produzir cartazes diversos.
 Distinguir verbos intransitivos, transitivos Funcionamento da língua:
e de significação indefinida entre si;
 Construir frases com verbos transitivos,  Verbos transitivos,
intransitivos e de significação indefinida; intransitivos e de significação
 Identificar os constituintes nucleares do indefinida
 Constituintes do GV  Produz oralmente e por escrito
GV com verbos transitivos, intransitivos 9 tempos
frases com verbos transitivos,
ou de significação indefinida;  Alargamento do GV
intransitivos e de significação
 Identificar palavras que modificam o  Concordância verbal
indefinida.
sentido dos constituintes nucleares do
GV;
 Fazer o alargamento do GV;
 Aplicar as regras de concordância entre os
constituintes do GV.

35
COMPETÊNCIAS
UNIDADE OBJECTIVOS ESPECIFICOS
CONTEÚDOS PARCIAIS CH
TEMÁTICA O aluno deve ser capaz de:
O aluno:
 Identificar a estrutura do texto narrativo, Texto narrativo: Lenda e Fábula
indicando os aspectos essenciais de cada
uma das partes da narrativa;  Estrutura do texto narrativo:
 introdução
 Distinguir lenda de fábula;  desenvolvimento
 Identificar, em textos narrativos,  conclusão  Identifica, lê e interpreta
personagens e recursos da linguagem;  Distinção lenda-fábula textos narrativos;
 Ler textos narrativos complementares e  Recursos da linguagem  Distingue lenda de fábula;
outros do seu interesse;  Comparação  Faz o reconto oral e
 Fazer o reconto oral e escrito de lendas e  Metáfora escrito de lendas e fábulas
III.
Nós e o
fábulas ouvidas ou lidas;  Personificação ouvidas ou lidas; 21
 Contar histórias, oralmente e por escrito,  Reconto  Conta histórias, oralmente tempos
Meio
seguindo uma ordem lógica; e por escrito, seguindo
(cont.)
Funcionamento da língua: uma ordem lógica.
 Identificar a função sintáctica dos  Função sintáctica dos constituintes da  Constrói frases,
constituintes da frase: sujeito, predicado e frase: sujeito, predicado respeitando as regras de
complementos; (complemento directo, complemento concordância entre os seus
indirecto e nome predicativo do constituintes.
 Construir frases, respeitando as regras de sujeito) e complementos
concordância entre os seus constituintes.
 Classificação dos pronomes pessoais:
em forma de sujeito, complemento
directo e complemento indirecto

36
UNIDADE OBJECTIVOS ESPECIFICOS COMPETÊNCIAS PARCIAIS
CONTEÚDOS CH
TEMÁTICA O aluno deve ser capaz de: O aluno:
 Interpretar mensagens verbais e não- Texto Narrativo: Banda
verbais em banda desenhada; Desenhada

 Identificar a estrutura da banda  Estrutura da banda desenhada:  Interpreta mensagens verbais e


desenhada e a forma como são prancha, tira, vinheta não-verbais em banda desenhada;
14
representadas a fala, o pensamento e os
sons;  Representação da fala, do  Identifica a banda desenhada; tempos
pensamento e dos sons na
 Produzir pequenas bandas desenhadas. banda desenhada: balões e  Produz pequenas bandas
onomatopeias desenhadas;

 Redacção  Constroi frases usando verbos no


 Construir frases com verbos no modo modo condicional e no discurso
condicional; Funcionamento da língua directo e indirecto.
6
 Identificar o discurso mais usado na fala  Verbos: modo condicional
IV. tempos
das personagens: discurso directo;
Sociedade  Construir frases no discurso directo e  Discurso directo e indirecto
indirecto.
Textos dramáticos
 Relacionar as características das  Lê e interpreta os textos
personagens com o papel que  Caracterização das dramáticos;
desempenham; personagens: roupas, maneira  Identifica textos dramáticos;
 Caracterizar o espaço em que a história de falar, forma de estar  Conta, oralmente e por escrito, a
ocorre, a partir das indicações cénicas; história representada no texto
 Contar, oralmente e por escrito, a história  Indicações cénicas: espaço dramático;
16
representada no texto dramático; físico, som, luz  Dramatiza cenas retratadas em
 Dramatizar cenas retratadas em textos; textos; tempos
 Produz frases, usando conjunções
 Produzir frases, usando conjunções Funcionamento da língua: coordenativas copulativas,
coordenativas copulativas, adversativas e  Orações coordenadas adversativas e conclusivas;
conclusivas; copulativas, adversativas e  Exprime, através de interjeições, o
 Exprimir, através de interjeições, o conclusivas sentimento de espanto, alívio,
sentimento de espanto, alívio, alegria,  Interjeições alegria, tristeza e dor.
tristeza e dor.

37
UNIDADE OBJECTIVOS ESPECIFICOS COMPETÊNCIAS PARCIAIS
CONTEÚDOS CH
TEMÁTICA O aluno deve ser capaz de: O aluno:
 Interpretar guias turísticos;
Textos didácticos: Guias
 Constrói frases, oralmente e turísticos
por escrito, usando  Descrição
substantivos nos graus  Identifica guias turísticos;
aumentativo e diminutivo;  Funcionamento da língua:  Lê e interpreta guias turísticos;
 Nome: graus aumentativo e  Produz frases, oralmente e por escrito, usando 17
diminutivo substantivos nos graus aumentativo e
 Elaborar, oralmente e por  Adjectivos:- grau superlativo diminutivo e adjectivos no grau superlativo tempos
escrito, frases e textos usando  absoluto sintético e absoluto sintético e analítico;
adjectivos no grau superlativo analítico
absoluto sintético e analítico;  Advérbios: de lugar, tempo,  Constrói frases usando advérbios.
V. modo, quantidade, afirmação,
A terra,  Constróuir frases usando negação e dúvida
o mundo advérbios.
e
o  Interpretar relatos de eventos
universo desportivos e culturais, Textos de comunicação familiar
 Interpreta relatos de eventos desportivos e
ocorridos a nível nacional e ou social
culturais, ocorridos a nível nacional e
Internacional;
Internacional;
 Relatar, oralmente e por  Relato de eventos
 Relata, oralmente e por escrito, eventos de
escrito, eventos de carácter desportivos: Jogos Escolares,
carácter nacional e internacional; 10
nacional e internacional; Moçambola, Bebec, CAN,
 Produzir frases usando Copa do Mundo, tempos
preposições. Campeonatos diversos
Cultura: Festival Nacional de
Cultura, Carnaval

Funcionamento da Língua  Constrói frases usando preposições.


 Preposições

Currículo nacional: 279 tempos


Currículo local:63 tempos
Total: 342 tempos

38
Programa de Língua Portuguesa

7ª Classe

39
DISTRIBUIÇÃO DA CARGA HORÁRIA
UNIDADE TEMÁTICA SEMANAS TEMPO

I. FAMÍLIA 11 66

II. ESCOLA 9 54

III. NÓS E O MEIO 7 44

IV. SOCIEDADE 6 34

V. A TERRA O MUNDO E O UNIVERSO 3 18

VI. REVISÃO GERAL 2 12

TOTAL 38 228

40
COMPETÊNCIAS
UNIDADE OBJECTIVOS ESPECIFICOS
CONTEÚDOS PARCIAIS CH
TEMÁTICA O aluno deve ser capaz de:
O aluno:
Textos de comunicação familiar ou social
 Usar frases adequadas em situações de  Situações de comunicação para:
comunicação familiar ou social  mandar cumprimentos,
 Ler textos que reproduzem conversas  explicar
directas e telefonemas;  fazer agir
 Reproduzir, por escrito, conversas ouvidas;  pedir informação e  Expressa-se
I.  Identificar, no texto escrito, as marcas de  se despedir com cortesia
Família mudança de interlocutor e entoação;  Conversa directa: em presença e à distância em situações de
Funcionamento da Língua comunicação
6
familiar e
 Formas de tratamento de
social.
 intimidade: tu
 Usar formas de tratamento adequadas para  formalidade: você, senhor(a)
se dirigir às pessoas de acordo com tipo de  Análise morfológica e sintáctica
relação existente entre si e o interlocutor,

 Analisar, morfológica e sintácticamente,


frases ou orações dadas.

41
COMPETÊNCIAS
UNIDADE OBJECTIVOS ESPECIFICOS
CONTEÚDOS PARCIAIS CH
TEMÁTICA O aluno deve ser capaz de:
O aluno:
Conversa directa: em presença e à distância
 Participar em conversas (cont.)
directas, usando expressões Expressões para:
adequadas para diferentes  Concordar/descordar:
situações de comunicação;  concordo/descordo
 (não)acho bem
 (não) deverias
 Acusar/defender-se:
 Não fizeste/agiste bem...
 Erraste...
 Não foi de propósito...
 Foi sem querer...
 Não foi por mal...  Expressa-se com
 Sugerir/aconselhar: cortesia em
I.  Devias... situações de
Família  Sou de opinião que... conversa directa. 8
(cont.)  Acho que...
 O meu conselho é...
 Aconselho-te a...
 Sugiro que...
 Elogiar/ felicitar
 Construir frases, usando as  Estás de parabéns...
regras de concordância  Fizeste bem...
nominal e verbal.  Óptimo...
 Muito bem...
 Bravo...
Funcionamento da Língua
 Concordância nominal e verbal:
determinante; nome; adjectivo e verbo
(sistematização)

42
COMPETÊNCIAS
UNIDADE OBJECTIVOS ESPECIFICOS
CONTEÚDOS PARCIAIS CH
TEMÁTICA O aluno deve ser capaz de:
O aluno:
 Ler cartas com entoação, pausa e ritmo Carta informal/familiar  Lê e escreve
adequado; (consolidação da matéria) cartas
 Interpretar conteúdos de cartas;  Estrutura: familiares, com
 Escrever cartas sobre assuntos diversos;  local e data boa caligrafia,
 fórmula de saudação ortografia
 texto ou corpo da carta correcta e
 fórmula de despedida respeitando as
 Características da linguagem regras de
acentuação e
 Níveis de língua:
pontuação;
 corrente e
 padrão
I.  Construir frases e textos, usando as
Família 6
formas de tratamento da 2ª e 3ª pessoas Funcionamento da Língua
(cont.) gramaticais;  Formas de tratamento da 2.ª/3.ª pessoas
 Construir frases e textos de comunicação gamaticais.
familiar ou social, usando sujeito simples  Tipos de Sujeito:  Expressa-se,
e composto.  Sujeito simples oralmente e por
 Sujeito composto escrito, com
correcção,
usando formas
de tratamento
da 2ª e 3ª
pessoas
gramaticais.

43
COMPETÊNCIAS
UNIDADE OBJECTIVOS ESPECIFICOS
CONTEÚDOS PARCIAIS CH
TEMÁTICA O aluno deve ser capaz de:
O aluno:
 Ler postais com entoação, pausa e ritmo Postal
adequados;  Texto gráfico (icónico)  Lê e escreve postais,
 Interpretar o texto gráfico e o texto verbal  Texto verbal com boa caligrafia,
que constituem o postal;  Distinção do postal da carta no que se sequência lógica,
 Identificar a estrutura do postal; refere: respeitando as
 Distinguir o postal da carta; – à extensão do texto normas de acentuação
– ao aspecto gráfico e pontuação;
– ao assunto abordado
 Escrever postais, em situações de  Situações de comunicação informais  Expressa-se com
comunicação informal, com boa caligrafia, para: cortesia em ambiente
sequência lógica, respeitando as normas de – felicitar/agradecer familiar;
acentuação e pontuação; – pedir/dar informações
– pedir/dar autorização
I. 
– justificar Expressa-se, oralmente
10
Família
 Usar, oralmente e por escrito, palavras  Redacção e por escrito, com
(cont.) correcção, usando
compostas por justaposição e por
aglutinação em frases e textos; Funcionamento da Língua palavras compostas,
 Formação de Palavras: tempos e modos
 Usar o presente e o pretérito perfeito  Composição por justaposição e por verbais e
complementos
simples do modo indicativo em frases e aglutinação
circunstanciais..
textos de comunicação familiar ou social;
 Tempos e Modos Verbais: presente e
 Construir frases usando complementos pretérito perfeito simples do
circunstanciais de modo e companhia. indicativo

 Os complementos circunstanciais de
modo e companhia (sistematização)

44
COMPETÊNCIAS
UNIDADE OBJECTIVOS ESPECIFICOS
CONTEÚDOS PARCIAIS CH
TEMÁTICA O aluno deve ser capaz de:
O aluno:
 Ler, com entoaçãso, pausa e ritmo Relato  Lê, com entoação,
adequado, relatos de acontecimentos vários; pausa e ritmo e
 Relatos de acontecimentos escreve relatos, com
 Interpretar relatos;
 Cópia boa caligrafia e
 Identifica o assunto principal do relato;  Ditado respeitando as regras
 Usar, oralmente e por escrito, o vocabulário  Redacção de acentuação e
adequado para relatar acontecimentos pontuação.
vividos ou imaginados; Funcionamento da Língua
 Escrever, com boa caligrafia, cópias e textos  Determinantes:  Expressa-se, oralmente
ditados, respeitando as regras de  artigo definido e indefinido e por escrito, com
acentuação e pontuação;  numeral correcção, usando
 Relata acontecimentos vários, seguindo uma  Pronomes demonstrativos determinantes,
ordem lógica; variáveis e invariáveis( sua pronomes
I.
Família relação com os advérbios de demonstrativos e
16
(cont.)  Usar, oralmente e por escrito, diferentes lugar) possessivos,
tipos de determinantes em frases e textos;  Pronomes possessivos complementos
 Complementos circunstanciais circunstanciais, tempos
de lugar, tempo e causa e modos verbais e
 Elaborar frases e textos, usando  Tempos e modos verbais: relações de
complementos circunstanciais de lugar, pretérito imperfeito do coordenação;.
tempo e causa; indicativo
 Frase complexa: relação de
 Usar, oralmente e por escrito, o pretérito  Reflecte sobre relações
coordenação:
imperfeito do indicativo em frases e textos; de coordenação em
- copulativa
 Distinguir orações coordenadas copulativas - adversativa frases complexas.
das adversativas;
 Usar, oralmente e por escrito, conjunções e
locuções coordenativas copulativas e
adversativas, em frases e textos.

45
COMPETÊNCIAS
UNIDADE OBJECTIVOS ESPECIFICOS
CONTEÚDOS PARCIAIS CH
TEMÁTICA O aluno deve ser capaz de:
O aluno:
 Ler, com entoação, pausa e ritmo Meios de Comunicação Familiar e Social
adequado faxes, jornais, veiculando  Telefone  Lê, com entoação,
matéria de natureza diversa;  Rádio pausa e ritmo textos
 Interpretar informações veiculadas nos de comunicação
 Jornal
diferentes meios de comunicação; familiar e social;
 Televisão
 Reflecte sobre a
 Correio electrónico (e-mail)
função dos meios de
 Internet
comunicação;
 Fax
 Identificar a função dos diferentes  Função dos meios de comunicação
8
meios de comunicação familiar e social;
 Expressa-se, oralmente
Funcionamento da Língua e por escrito, com
 Funções sintácticas dos complementos correcção, usando os
da frase simples: complementos directo
 Construir, oralmente e por escrito,  complemento directo, e e indirecto.
frases e textos, usando os
complementos directo e indirecto.  complemento indirecto.
I.
Família
(cont.)  Ler, de forma expressiva, notícias de Textos de Comunicação Social  Lê, de forma
carácter nacional e internacional; Notícia expressiva e escreve
 Identificar a mancha gráfica da notícia;  Estrutura: notícias, com boa
 Identificar as ideias principais de – Título, subtítulos caligrafia e respeitando
notícias lidas ou ouvidas; – parágrafo-guia/lead (quem, o quê, as regras de acentuação
 Interpretar notícias lidas ou ouvidas, de onde, quando) e pontuação.
carácter nacional e internacional; – corpo da notícia
 Escrever notícias relativas a assuntos
de natureza comunitária, regional,  Expressa-se, oralmente 12
nacional e internacional; Funcionamento da língua e por escrito, com
 Formas de frase: correcção, usando
 Construir frases na forma activa e  activa frases activas e
passiva;  passiva passivas e
 Os complementos circunstanciais de complementos
tempo, lugar, causa e fim circunstanciais.
 Usar, oralmente e por escrito,
complementos circunstanciais de (sistematização)
tempo, lugar, causa e fim, em frases.

46
COMPETÊNCIAS
UNIDADE OBJECTIVOS ESPECIFICOS
CONTEÚDOS PARCIAIS CH
TEMÁTICA O aluno deve ser capaz de:
O aluno:
 Lê e escreve cartas
 Ler, com entoação, pausa e ritmo Textos de comunicação familiar ou social: formais, com boa
adequados cartas formais; Carta formal caligrafia, ortografia
 Interpretar cartas formais;  Mancha gráfica: o cabeçalho, a fórmula correcta e respeitando as
 Distingue a carta informal da inicial, o desenvolvimento e a fórmula final regras de acentuação e
formal; pontuação;
 Estrutura da carta formal
 Características da linguagem
 Níveis de língua:
 corrente
 padrão
 Usar vocabulário e estruturas  Expressa-se, oralmente e
 Vocabulário e estruturas adequadas, em
adequadas, em diferentes cartas por escrito, com
cartas formais para: 8
II. Escola formais; correcção, usando formas
 dar a conhecer um facto ou
de tratamento da 3ª
acontecimento pessoa gramatical e os
 Escrever cartas formais;  pedir autorização sujeitos oculto e
 comprar ou negociar um produto inexistente.
 oferecer (serviços, materiais...)

Funcionamento da língua
 Formas de tratamento:
 Usar o sujeito oculto e o  3ª pessoa gramatical
inexistente em textos de  Tipos de sujeito:
comunicação familiar ou social;  sujeito oculto (subentendido)
 sujeito inexistente (impessoal)
 Siglas e abreviaturas

47
COMPETÊNCIAS
UNIDADE OBJECTIVOS ESPECIFICOS
CONTEÚDOS PARCIAIS CH
TEMÁTICA O aluno deve ser capaz de:
O aluno:
 Ler excertos sobre o regulamento Textos Normativos:  Lê textos normativos,
de avaliação, com entoação, pausa Regulamento de Avaliação com entoação, pausa e
e ritmo adequados;  Estrutura ritmo adequados;
 Interpretar excertos sobre o
regulamento da escola; Funcionamento da Língua  Expressa-se, oralmente
 Classe de Palavras: e por escrito, com
 Escrever frases e textos usando  advérbios de modo (sistematização) correcção, usando 8
advérbios de modo e preposições;  preposições (sistematização) advérbios de modo,
 Distinguir frases simples das  Frase Complexa: relação de subordinação: preposições e relações
complexas;  causal de subordinação;
 Construir frases contendo orações  final
subordinadas causais e finais.  Reflecte sobre relações
de subordinação em
frases complexas.
 Ler, de forma expressiva, Instruções Várias  Lê, de forma
instruções várias e anúncios sobre Anúncios expressiva, e escreve
a sua escola e outras instituições  Características linguísticas: instruções várias e
II. Escola públicas;  frases curtas anúncios com boa
 Interpretar instruções várias e  repetição de ideias caligrafia, ortografia
(cont.)
anúncios;  Importância das partes do texto que são correcta e respeitando
 Produzir instruções várias e destacadas por caracteres tipográficos as regras de acentuação
anúncios; maiores ou mais grossos; e pontuação;
 Análise de instruções várias e anúncios nos
seguintes aspectos:
 mancha gráfica  Expressa-se, oralmente
e por escrito, com 6
 tipo de linguagem (verbal e não verbal)
correcção, flexionando
 Usar em frases e textos adjectivos Funcionamento da Língua o adjectivo em grau e
nos graus superlativo absoluto e diferentes modos
 Classe de palavras:
relativo de superioridade e verbais.
 Adjectivo e sua flexão em grau
inferioridade; (sistematização)
 Construir frases e textos  O grau superlativo: absoluto e relativo:
empregando o presente, o de superioridade e inferioridade
imperfeito do conjuntivo e o  Modos Verbais: indicativo, imperativo e
imperativo. conjuntivo (sistematização)

48
COMPETÊNCIA
UNIDADE OBJECTIVOS ESPECIFICOS
CONTEÚDOS S PARCIAIS CH
TEMÁTICA O aluno deve ser capaz de:
O aluno:
Textos de natureza Didáctica ou  Lê textos
 Ler, com entoação, pausa e ritmo adequado, Científica: didácticos e
manuais escolares; Manuais Escolares científicos,
 Identificar a estrutura do texto didáctico  Organização dos Textos: com entoação,
(título ou títulos, apresentação do  título ou títulos pausa e ritmo
tema/problema e corpo explicativo);  apresentação do tema/problema adequados;
 Interpretar manuais escolares;  corpo explicativo
 Sistematizar informações contidas em textos  sistematização de dados
didácticos;  Características da linguagem: 6
 Identificar o tipo de vocabulário usado nos  vocabulário claro e específico  Expressa-se,
manuais escolares;  frases curtas oralmente e
por escrito,
Funcionamento da Língua com correcção,
 Construir, oralmente e por escrito, frases e  Classe de palavras: usando
textos, usando os pronomes demonstrativos  os pronomes: demonstrativos e pronomes e
e possessivos; possessivos (revisão) concordância
II. Escola  Fazer, correctamente, a concordância entre do adjectivo
 concordância do adjectivo com o nome,
(cont.) o adjectivo e o nome, em número e género. em número e género com o nome.
 Ler, com entoação, pausa e ritmo adequado, Instruções Técnicas
manuais escolares;  Instruções técnicas contidas em folhetos
 Interpretar instruções técnicas contidas em e/ou aparelhos:  Lê textos
folhetos e/ou aparelhos;  linguagem (simples ou complexa) didácticos e
 vocabulário (simples ou técnico) científicos,
 imagens com entoação,
pausa e ritmo
 abreviaturas e siglas
adequados;
 modo de usar 6
 Usar, em frases e textos, os pronomes Funcionamento da Língua
interrogativos e indefinidos, nas suas  Expressa-se,
 Pronomes:
formas variáveis e invariáveis; oralmente e
 interrogativos (revisão) por escrito,
 indefinidos: variáveis e invariáveis com
 Produzir frases, oralmente e por escrito,  Modos Verbais: indicativo, imperativo correcção;
empregando os verbos nos modos (negativo/ afirmativo) e conjuntivo
indicativo, imperativo e conjuntivo. (consolidação)

49
COMPETÊNCIAS
UNIDADE OBJECTIVOS ESPECIFICOS
CONTEÚDOS PARCIAIS CH
TEMÁTICA O aluno deve ser capaz de:
O aluno:
 Ler, com entoação, pausa e ritmo Textos de comunicação Administrativa  Lê, com entoação,
adequados, requerimentos; e Burocrática: Requerimento pausa e ritmo
 Reconhece os requerimentos pela  Estrutura: adequados, e
mancha gráfica;  vocativo: Exmo/a Senhor/a escreve
 Interpreta requerimentos variados;  identificação clara do/a requerente: requerimentos,
 Redigir requerimentos dirigidos a nome completo, estado civil, profissão, com boa caligrafia,
órgãos de gestão escolar e a naturalidade ortografia correcta
instituições públicas ou privadas.  o corpo; e respeitando as
 caracterização do assunto regras de
 formulação do pedido acentuação e
 fórmula final: Pede deferimento… pontuação;
II. Escola  data
10
(cont.)  assinatura do/a requerente
 Frases adequadas a situações de
comunicação de âmbito administrativo, para:  Expressa-se,
 requerer oralmente e por
 argumentar escrito, com
correcção, usando
Funcionamento da Língua relações de
• Construir orações subordinadas finais,  Frase Complexa: relação de subordinação:
causais e temporais; subordinação e
 final concordância
 causal nominal e verbal.
 temporal
• Elaborar frases e texto obedecendo às
regras de concordância nominal e verbal.  Concordância nominal e verbal

50
COMPETÊNCIAS
UNIDADE OBJECTIVOS ESPECIFICOS
CONTEÚDOS PARCIAIS CH
TEMÁTICA O aluno deve ser capaz de:
O aluno:
 Ler actas sobre assuntos da escola e Acta  Lê, com entoação,
da vida pública ou privada;  Estrutura: pausa e ritmo
 Distinguir acta pela sua mancha  registo inicial da data, hora, local, adequados, e escreve
gráfica e intencionalidade presidência e natureza da reunião actas, com boa
II. Escola comunicativa;  ordem de trabalhos caligrafia, ortografia
 Redigir actas sobre factos ocorridos  registo das presenças e/ou ausências correcta e respeitando
(cont.) na escola.  desenrolar da reunião: principais as regras de
intervenções e decisões acentuação e 10
 fórmula de encerramento pontuação.
 assinaturas do(a) presidente e do(a)
secretário(a)

 Tipo de linguagem
 Conteúdo: fidelidade

 Ler, de forma expressiva, contos Textos Narrativos:  Lê com expressividade


populares; Contos populares e escreve contos, com
 Caracterizar a estrutura formal do  Estrutura: boa caligrafia,
III. conto;  situação inicial ortografia correcta e
Nós e o meio  Interpretar contos populares;  peripécias e ponto culminante respeitando as regras
 Recontar, oralmente ou por escrito,  desenlace de acentuação e
histórias e factos;  Elementos da narrativa: espaço, tempo pontuação;
 Pesquisar contos sobre a sua (revisão) narrador, personagem e acção
comunidade;  Narrador:  Expressa-se, oralmente 14
 participante e e por escrito, com
correcção, usando
 não participante
adjectivos em
 Classificar os adjectivos existentes diferentes graus;
Funcionamento da Língua
nos contos em estudo;  O adjectivo e sua flexão em grau:
 Construir frases flexionando os comparativo (de superioridade, de  Reflecte sobre o
adjectivos no grau comparativo. igualdade e de inferioridade) e superlativo adjectivo e sua flexão
em grau.
absoluto (sintético e analítico)

51
COMPETÊNCIAS
UNIDADE OBJECTIVOS ESPECIFICOS
CONTEÚDOS PARCIAIS CH
TEMÁTICA O aluno deve ser capaz de:
O aluno:
Texto Dramático:  Lê, de forma
 Ler, de forma expressiva, textos Jogos dramáticos expressiva e
dramáticos; Representação teatral dramatiza textos
 Distinguir textos dramáticos dos dramáticos;
narrativos;  Transformação textos narrativos em
 Dramatizar cenas do quotidiano e textos dramáticos
textos narrativos;
16
 Construir frases usando palavras Funcionamento da Língua  Expressa-se, oralmente
derivadas por sufixação;  Palavras derivadas por sufixação e por escrito, com
 Elaborar frases e textos usando  Discurso directo e indirecto correcção, usando a
discurso directo e indirecto; derivação, discuro
 Palavras homónimas e parónimas directo e indirecto e
 Construir frases e textos, usando
homonímia e
palavras homónimas e parónimas paronímia.
III.
Nós e o Texto Poético  Lê com
Meio
 Ler, de forma expressiva, textos  A mancha gráfica: expressividade e
(cont.) poéticos;  o verso escreve poemas, com
 Interpretar textos poéticos;  a estrofe boa caligrafia,
 Identificar a mancha gráfica dos textos  a rima ortografia correcta e
poéticos;  O texto verbal: respeitando as regras
 Elaborar textos poéticos.  o conteúdo, a linguagem do poema de acentuação e
 Recursos estilísticos: pontuação;
 Reflecte sobre os
 comparação 14
recursos estilísticos
 metáfora
presentes nos poemas;
 personificação (revisão)
 Classificar versos e estrofes.  anáfora
 Classificação das estrofes quanto ao
número de versos:
 dístico/parelha
 terceto
 quadra

52
COMPETÊNCIAS
UNIDADE OBJECTIVOS ESPECIFICOS
CONTEÚDOS PARCIAIS CH
TEMÁTICA O aluno deve ser capaz de:
O aluno:
 Ler, com entoação, pausa e ritmo Textos Narrativos: Lenda e Conto  Lê com
adequados lendas e contos;  Elementos da Narrativa (revisão) expressividade e
 Interpretar lendas e contos que  Acções escreve textos
tenha ouvido ou lido;  distinção do essencial e do acessório narrativos, com boa
 Produz ir contos;  acção principal e acção ou acções caligrafia, ortografia
 Ler textos complementares e outros secundárias correcta e respeitando
do seu interesse; as regras de
acentuação e
Funcionamento da Língua pontuação.
 Alargar frases, usando os  Expansão da frase com os complementos 14
complementos circunstanciais de circunstanciais de lugar, tempo, modo,  Expressa-se,
lugar, tempo, causa, fim e causa, fim e companhia (revisão) oralmente e por
companhia;  Pronomes indefinidos escrito, com
correcção, alargando
 Identificar, nas lendas e nos contos,
frases com
pronomes indefinidos nas suas
complementos
formas variáveis e invariáveis;
circunstanciais e
 Produzir frases e textos usando
IV. pronomes indefinidos variáveis e
pronomes indefinidos.
Sociedade invariáveis.
Textos de comunicação administrativa ou  Lê e escreve
 Ler currículos; burocrática: Curriculum Vitae currículos, com boa
 Identificar a estrutura do currículo;  Estrutura: caligrafia, ortografia
 Interpretar currículos;  dados pessoais correcta e respeitando
6
 Escrever currículos para diversos  habilitações literárias e profissionais as regras de
fins.  experiência profissional acentuação e
 conhecimento de línguas pontuação.
 referências
Texto Poético:  Lê com
 Ler, de forma expressiva, poesia de Poesia de Combate expressividade poesia
combate e de msaho; Poesia de Msaho de Combate e de
 Interpretar a poesia de combate e  Versos livres e versos brancos ou Msaho;
de msaho nos seus aspectos de soltos  Reflecte sobre os 14
conteúdo;  Recursos sonoros e estilísticos recursos sonoros e
 Comparar a estrutura formal da (revisão) estilísticos presentes
poesia de combate e de msaho com nos poemas;
a dos poemas já estudados no que  Relaciona a poesia de

53
diz respeito à construção dos versos combate e de Msaho
e da rima; com figuras políticas e
 Nomeiar algumas figuras políticas, artistas que se
artistas - poetas, pintores, cineastas, destacaram na luta
etc. - que se destacaram na luta anticolonial.
anticolonial e pela libertação do seu
país e da África;
 Distinguir o verso regular do verso
livre;
 Distinguir versos rimados dos
versos brancos;
 Explorar os recursos sonoros e
estilísticos presentes nos poemas.

54
COMPETÊNCIAS
UNIDADE OBJECTIVOS ESPECIFICOS CARGA
CONTEÚDOS PARCIAIS
TEMÁTICA O aluno deve ser capaz de: HORÁRIA
O aluno:
 Ler, de forma expressiva, textos Textos Narrativos
narrativos que tratem de  Elementos da Narrativa (revisão)
exploração planetária;
 Lê com
 Interpretar textos narrativos;  Análise de textos nos seguintes expressividade e
 Escrever um texto narrativo, aspectos: escreve textos
respeitando a sua estrutura: – marcas do narrador narrativos, com boa
introdução, desenvolvimento e – distinção entre personagem individual e caligrafia, ortografia
conclusão; colectiva correcta e
– caracterização física e psicológica das respeitando as regras
 Escrever, com boa caligrafia, cópias personagens de acentuação e
V.
e textos ditados, respeitando as – identificação da acção principal e da pontuação.
A Terra, 18
regras de acentuação e pontuação; acção ou acções secundárias das
o Mundo e o
personagens
Universo
 Expressa-se,
 Cópia oralmente e por
 Usar em frases e textos adjectivos  Ditado escrito, com
flexionados em grau; correcção,
flexionando
Funcionamento da Língua adjectivos em grau.
 Flexão do adjectivo em grau:
superlativo absoluto sintético e
superlativo relativo de superioridade e
inferioridade

55
3. Sugestões Metodológicas

O 3º Ciclo do Ensino Primário é a continuidade dos anteriores ciclos de aprendizagem (1º e 2º


ciclos). Este facto pressupõe que o aluno tenha adquirido competência comunicativa e linguística
que lhe permitam enfrentar os novos desafios que o esperam neste ciclo.

O presente ciclo de aprendizagem compreende duas classes, nomeadamente, a 6ª e a 7ª e é


marcado pela introdução de três novas disciplinas: Língua Inglesa, Educação Visual e Ofícios e
Educação Musical, o que exigirá do aluno maior domínio das quatro habilidades de língua
(ouvir, falar, ler e escrever).

Tal como no 1º e 2º ciclo, o ensino do Português no 3º ciclo, deve ter em conta os três principais
cenários linguísticos prevalecentes no nosso país, nomeadamente: i) crianças que falam
Português como língua materna; ii) crianças que falam Português como língua segunda e iii)
crianças que não falam Português. Assim, os programas revistos mantêm uma metodologia
centrada na actividade do aluno em que o professor, como facilitador do processo de ensino-
aprendizagem deve valorizar a experiência/vivência do aluno, levando-o a desenvolver as quatro
habilidades de língua, a questionar a realidade e a fornecer-lhe estratégias de aprendizagem.

Os programas revistos pretendem ainda promover no professor um espírito crítico, que deverá
ser caracterizado por um questionamento permanente da sua actividade docente e consequente
procura de estratégias mais adequadas à sua realidade concreta.

Nos programas de Português para o 3º ciclo são sugeridos temas que, regra geral se mantêm ao
longo das duas classes (6ª e 7ª), variando apenas no seu grau de abordagem.

Os procedimentos metodológicos que se sugerem neste programa constituem apenas um


enquadramento e uma sistematização de experiências e práticas pedagógicas de professores que,
de modo exemplar, vêm obtendo resultados satisfatórios no ensino-aprendizagem do Português
em Moçambique. São sugeridas, igualmente, algumas estratégias e actividades pedagógicas à luz
de recentes estudos nacionais e internacionais sobre o ensino-aprendizagem de línguas.

A abordagem metodológica dos conteúdos que se propõe neste programa não perde de vista os
princípios teóricos que nortearam a sua elaboração, nomeadamente: Pedagogia Culturalmente
Sensível e Ensino Orientado para a Comunicação Funcional. Esta será, aliás, a chave para o

56
alcance da finalidade da aula de Português: desenvolver a competência linguística e
comunicativa dos alunos.

Partindo do pressuposto de que o centro de atenção do processo de ensino-aprendizagem é o


aluno, o que se espera é que o professor não continue a encará-lo como um sujeito passivo
dependente exclusivamente da sua acção, mas, antes pelo contrário, um ser activo e interactivo
que pede, pergunta, conta histórias e até reclama, exige e justifica.

É necessário, portanto, que o professor favoreça estratégias para a domínio da leitura, da escrita e
do cálculo. Mas também, que sensibilize os jovens e os incuta o espírito de harmonia entre a
escola e a comunidade. Deve ser um agente transmissor da cultura e do saber e auxiliar os alunos
a tomarem consciência da sua integração na comunidade mundial, favorecendo, por exemplo, o
desenvolvimento de aptidões criativas e do espírito crítico.

A escola deve ser um espaço de convívio, onde a aprendizagem é divertida como é lá fora.

A dificuldade reside, porém, em como fazê-lo. Neste conjunto de sugestões metodológicas,


esboçam-se alguns caminhos a serem trilhados, numa perspectiva de busca, construção de novos
conhecimentos e criação de espaços onde as crianças se capacitem a tornarem-se novos sujeitos
transformadores.

É de notar, contudo, que na gestão da actividade lectiva, em sala de aula, não há receitas para
serem rigorosamente aplicadas. Mesmo perante problemas semelhantes, não se devem usar
sempre, e necessariamente, soluções iguais. Deve-se, isso sim, escolher no momento certo as
melhores estratégias que permitam ao professor ajudar os seus alunos a encontrar, a organizar e a
utilizar adequadamente os seus conhecimentos. Assim, as aulas de Português deverão ser um
espaço onde se dá grande relevância à interacção professor/aluno, aluno/aluno, de modo a que os
alunos possam explorar a maior variedade possível das funções da linguagem, em situações reais
de comunicação.

Ao aluno deverão ser oferecidas possibilidades de ouvir, falar, ler e escrever, em situações
diversificadas que lhe sejam familiares, através de estratégias metodológicas activas e
participativas.

Actividades baseadas em tarefas a serem realizadas tanto individualmente, aos pares, em grupo,
como por toda a turma ou a partir de um aluno (ou grupo de alunos), por exemplo, podem

57
estimular e propiciar a aprendizagem, dando ao aluno oportunidades únicas para satisfazer as
suas necessidades comunicativas tanto em casa, na escola, na comunidade, como na sociedade
em geral.

Abordando-se a aula de Português em torno de um tema, propõem-se estratégias a que o


professor poderá recorrer para a organização de aulas com carácter dinâmico e integrando
matérias de diferentes áreas da vida e do conhecimento. Assim, tomando como ponto de partida
um tema particular, o estudo da comunidade onde os alunos são originários, por exemplo, o
professor pode motivar os alunos e permitir-lhes relacionar conteúdos das áreas de Comunicação
e Ciências Sociais.

o Ouvir e falar
As habilidades de Ouvir e Falar iniciadas nas classes anteriores deverão, neste ciclo, ser
orientadas para o aprofundamento da capacidade de o aluno compreender, interpretar e produzir
mensagens orais.
As habilidades de Ouvir e Falar devem, desde o início, ser desenvolvidas através duma maior
exposição à língua e à criação de situações comunicativas reais, para que os alunos aprendam a
ouvir, ouvindo e a falar, falando.
Consistindo, essencialmente, na audição, escuta e compreensão de diferentes discursos orais,
seguidas de comentários, discussão e debates, estas habilidades poderão ser desenvolvidas com
recurso a diversificados materiais que incluam, caso seja possível, em cada escola, meios audio-
visuais.

 Ouvir
No caso particular da habilidade de Ouvir, o professor poderá criar oportunidades para que os
alunos participem, por exemplo, em exercícios de compreensão oral que envolvam respostas
orais ou escritas, bem como tirar notas a partir de relatos e exposições orais. Por outro lado, os
alunos poderão, de forma sistemática e orientada, ser levados a realizar as seguintes actividades:
 Identificar o tipo de texto;
 Identificar as personagens numa história;
 Identificar os intervenientes num diálogo;
 Identificar os tipos e formas de frase;

58
 Extrair o conteúdo principal de uma conversa ou de uma história;
 Recontar oralmente uma história ouvida;
 Reconstruir um texto/história ouvido;
 Transmitir informação ouvida a alguém;
 Descobrir objectos, pessoas, profissões, a partir de uma descrição oral;
 Converter textos ouvidos em textos escritos;
 Escutar relatos, contos, poemas, notícias, etc.

 Falar
Para o desenvolvimento da habilidade de Falar, por seu turno, o professor poderá orientar e
estimular a realização sistemática de actividades a serem realizadas pelos alunos, visando o seu
incremento. Entre muitas actividades, e igualmente a título de exemplo, sugerem-se as seguintes:
 Visitas de estudo a locais de interesse público, interagindo com diversos e diferentes
interlocutores;
 Debates, na sala de aula, na escola e na comunidade sobre assuntos de interesse mútuo;
 Exposições orais sobre assuntos vários, na sala de aula e na comunidade;
 Descrição, na sala de aula, de pessoas, cenas e objectos observados;
 Conversas telefónicas simuladas;
 Representação de peças de teatro, na sala de aula, na escola e na comunidade;
 Declamar poemas;
 Fazer perguntas;
 Transmitir informações;
 Dar instruções;
 Responder a perguntas;
 Relatar factos, eventos, processos de produção de um objecto, jogos, experiências
pessoais, etc.;
 Expressar opiniões, concordar, discordar ou negar;
 Contar ou recontar histórias ou factos;
 Emitir juízos de valor;

59
 Falar de um texto lido nas horas vagas (recomendado pelo professor ou escolhido pelo
aluno);
 Expressar-se, durante a resolução de um problema, exercício, jogos ou construção de um
objecto, etc.
 Explicar o conteúdo de um cartaz ou sinal (informação, proibição ou perigo);
 Contar anedotas, adivinhas, provérbios e outras formas de expressão da tradição oral;
 Explicar o processo de resolução de um problema.

2. Ler e escrever

Relativamente às habilidades de Ler e Escrever, a sua aprendizagem deve visar a extracção do


significado, devendo-se dar, assim, oportunidades aos alunos para que contactem com diferentes
tipos de textos, tanto para a recreação, como para a busca de significado, visando transformar a
informação escrita em conhecimento.

o Ler

No caso específico da habilidade de ler, o professor deve criar condições para que, de forma
sistemática, os alunos:
 Executem leituras silenciosas;
 Leiam com clareza em voz alta;
 Localizem a informação pretendida;
 Antecipem conteúdos a partir de capas, gravuras, títulos e primeiras linhas;
 Leiam voluntária e continuamente, para recreação e obtenção de informação;
 Leiam com fluência, conservando em memória o significado do texto.
Para estimular e propiciar o acesso a materiais para a recreação e obtenção de informação, é
necessário que os alunos leiam:
 Diferentes tipos de textos: fábulas, contos, relatos, notícias, poesia; textos didácticos,
dramáticos, de chamada de atenção;
 Documentos e textos escolares de tipos variados: horários, calendários, manuais ou
livros escolares;

60
 Instruções sobre receitas médicas, receitas de cozinha, itinerários, regras de jogos;
 Informações sobre preços de géneros alimentícios, bilhetes, livros, etc.;
 Livros diversos: romances, novelas, literatura infanto-juvenil;
 Materiais de consulta das diversas áreas de conhecimento.

Deve-se proporcionar aos alunos, momentos em que possa realizar as seguintes formas de leitura
com objectivos distintos:
i) Leitura obrigatória: cujo objectivo é, no ambiente da sala de aula, ensinar a ler e a
interpretar diferentes tipos de textos propostos no Livro do aluno (histórias, cartas,
poemas, etc.);
ii) Leitura complementar que, como o termo diz, completa e consolida a leitura obrigatória;
iii) Leitura de lazer: cujo objectivo é criar o gosto pela leitura, onde os alunos são
encorajados a ler textos do seu agrado, dentro e fora da aula. Para valorizar e estimular
este tipo de leitura, o professor criará momentos em que cada aluno tenha oportunidade
de falar dos textos lidos.

 Interpretar textos

Para a interpretação de textos, propõem-se as seguintes actividades:


 Interpretar imagens e mensagens orais ou escritas;
 Responder a questionários escritos;
 Elaborar perguntas relacionadas com um texto escrito;
 Elaborar perguntas para respostas escritas;
 Recontar, oralmente e/ou por escrito, um texto lido ou ouvido;
 Caracterizar, física e psicologicamente, personagens de um texto lido;
 Identificar a moral de histórias lidas;
 Reproduzir uma mensagem escrita, através do gesto ou mímica;
 Dramatizar uma história ou outro tipo de texto lido.

As actividades de ensino da leitura e interpretação de textos poderão compreender três grandes


momentos: preparação da leitura; leitura e pós-leitura.
 Preparação da leitura

61
É o momento de preparação dos alunos para o texto que vão ler. Nesta fase, faz-se uma
contextualização do texto que poderá ser através de uma pequena conversa relacionada com o
tema do texto, um jogo ou diálogo sobre imagens.

a) Leitura
Leitura silenciosa: este é o primeiro contacto do aluno com o texto e deverá ser gradualmente
controlado em termos de tempo, de tal maneira que os que terminam a leitura, não perturbem a
concentração dos colegas. Deverá também merecer a atenção do professor a posição do aluno em
relação ao livro, a não movimentação dos lábios, nem o uso do dedo para seguir a leitura.

Após a leitura silenciosa, o professor faz perguntas de interpretação global do texto. Colocando
duas ou três perguntas globais, o professor tentará testar a apreensão do conteúdo principal do
texto. Neste estágio, o professor não se deve preocupar com algumas palavras “desconhecidas”,
salvo casos excepcionais em que o significado de uma palavra ou expressão esteja a bloquear a
compreensão do conteúdo do texto.

Em seguida, o professor faz perguntas de interpretação parcelar do texto. Este conjunto de


perguntas mais amplas pretende testar, com maior profundidade, a compreensão do conteúdo do
texto.
A interpretação parcelar integra perguntas sobre o texto na sua totalidade, descendo até ao
pormenor. Esta actividade poderá incidir sobre, parágrafos, períodos e mesmo palavras.

Após a interpretação do texto, os alunos fazem o levantamento de palavras cujo sentido é


desconhecido, sempre dentro do contexto em que aparecem. O professor deverá trazer no seu
plano uma previsão das possíveis “palavras difíceis”, que os alunos poderão identificar. Nessa
lista, também deverá estar clara a distinção entre as palavras que necessitam apenas de um
esclarecimento (indicação de um sinónimo) e aquelas que deverão ser exercitadas na aula, de
modo a passarem a ser usadas pelos alunos no seu discurso. Para este efeito, aconselham-se
exercícios e jogos de vocabulário, como por exemplo: palavras cruzadas, família de palavras,
associações de palavras, etc.

62
Sugere-se que o professor comece a preparar os seus alunos para o uso do dicionário, trazendo-o
para a aula (caso o tenha) ou transcrevendo do dicionário o significado das palavras e respectivos
sinónimos. Em seguida, os alunos são levados a seleccionar o sinónimo que melhor se adapta ao
contexto e a compilar um pequeno dicionário, nas últimas páginas do caderno, para registar
palavras novas que aprende na aula ou fora dela.

Leitura oral e expressiva: deve ser realizada quando o aluno já conhece o texto, permitindo-lhe
fazer uma leitura com entoação, pausas e ritmo adequados. Esta leitura poderá ser individual ou
dialogada.
A Leitura oral e expressiva reforça o rigor e a precisão na pronúncia dos sons correspondentes a
cada uma das letras (b, p, t, d, c, g, s, z), ditongos (ei, ou, ai), dígrafos/combinações fonéticas (lh,
ch, nh), da Língua Portuguesa;

Durante a leitura oral e expressiva dos alunos, o professor deve estar atento aos seguintes
aspectos:
 Pronúncia correcta e clara;
 Marcação correcta da sílaba tónica;
 Respiração adequada na sequência da leitura;
 Respeito pelos sinais de pontuação e acentuação.
 Não se deve pedir ao aluno que leia um texto, sem que ele primeiro o tenha
compreendido;
 O professor só deve corrigir o aluno no fim de cada período;
 O aluno deve repetir a leitura, tendo em conta as correcções feitas pelos colegas e ou
professor.
 O aluno deve percorrer o texto com os olhos, evitando o movimento da cabeça.

b) Pós-leitura

As actividades de pós-leitura complementam e consolidam todo o trabalho realizado até aqui e


inclui exercícios ligados à produção escrita, jogos, dramatizações, debates, entrevistas, canções,
desenhos, modelagem, etc.

63
c) Desenvolvimento do gosto pela leitura
Um objectivo fundamental que o professor da Língua Portuguesa deve propor-se a atingir, em
relação ao ensino-aprendizagem da leitura, é despertar nos alunos o gosto de ler. Para o efeito, é
necessário que a leitura se torne uma actividade atraente, agradável e lúdica para o aluno.

As sessões de leitura de livros complementares podem ser semanais ou quinzenais; os alunos


lêem alguns textos de diferentes autores ou obras completas. Para o segundo ciclo, são propostas
as seguintes obras de leitura obrigatória e complementar.

Lista das obras de leitura obrigatória para o 3º ciclo do Ensino Primário

Título da obra Autor Editora Endereço


01 Príncipe Encantado e Benjamim Pedro Texto Av. Julius Nyerere, nº 46, B.
outros Contos João Editores Cimento B. Maputo.
Moçambique
02 A Vingança dos Miguel Ouana Editora e
Bichos, imagem real impressão
Gráfica
03 Zacarias, o velho de Harith Morgadinho Texto Av. Julius Nyerere, nº 46, B.
Moçambique Farook, Editores Cimento B. Maputo.
Moçambique
04 A Pulseirinha de Oiro Manuel Ferreira Plátano Av. de Berna, nº 31, 2º esq.
Editora – 1093, Lisboa CODEX

Lista das obras de leitura complementar para o 3º ciclo do Ensino Primário

Título da obra Autor Editora Endereço


01 Compêndio Leãozinho Alcance Alcance Av. Zedequias Manganhela,
Editores Editores nº 309, 1º andar, Maputo
02 Super gramática Prática Manuela Sousa, Plural . Av. Patrice Lumumba, nº
Sara Oliveira Editores 765. Maputo - Moçambique
03 Atlas Histórico de Telésfero Plural Moçambique. Av. Patrice
Moçambique Nhampulo Editores Lumumba, 765
04 Guia da Sexualidade - Porto Editora Porto Rua da Restauração, 365
101 perguntas e Editora Porto – Portugal
respostas

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o Escrever

A escrita tem por objectivo levar os alunos a redigir textos de natureza diversa, com coerência,
boa caligrafia e respeitando as regras de pontuação e acentuação adequadas.
A actividade de escrita engloba várias fases: preparação, produção e revisão do texto. Ao longo
deste percurso, os alunos deverão ser levados a reflectir sobre o que vão escrever, a escrever
sobre um determinado tema, a exercitar modelos e a rever o texto escrito.

Com estas fases de escrita, espera-se desenvolver uma escrita orientada e outra criativa.
Enquanto na escrita orientada o aluno vai escrever textos, com base em temas dados, na escrita
criativa, pretende-se alargar o âmbito da criatividade do aluno, dando-lhe a liberdade de escolha
do tema.
À semelhança das outras habilidades, o professor deverá criar espaço para o treino da escrita,
pois só assim ela poderá ser desenvolvida. A escrita deverá ser treinada no dia-a-dia e não apenas
no momento de avaliação. O trabalho em grupo e o TPC contribuem para o desenvolvimento de
atitudes positivas em relação à escrita.
Para o desenvolvimento da habilidade de escrita, sugerem-se as seguintes actividades:
Na habilidade de escrever, o professor, numa prática que se pretende igualmente sistemática e
orientada, deve incentivar e promover actividades que propiciem a escrita de:
 Textos narrativos;
 Recados;
 Legendas de gravuras;
 Postais;
 Relatos;
 Carta formal e informal;
 Requerimentos;
 Actas;
 Currículos;
 Respostas a anúncios;
 Poemas (por exemplo, escreve textos poéticos, exaltando e cantando a beleza do meio,
sua preservação e conservação);

65
 Avisos;
 Notícias;

 Ortografia
A finalidade da aprendizagem da ortografia é a de levar a criança a escrever sem erros. Este é um
desafio a longo prazo. Todo o tempo da escola primária, não é demais para se ensinar a escrever
sem erros. São várias as crianças que são capazes de ler razoavelmente, continuando contudo, a
cometer muitos erros ortográficos. Duma maneira geral, a má leitura coincide com uma
ortografia deficiente.

O aluno precisa ter acesso a boas histórias, lendas, poesias, jornais e outros géneros, que
proporcionam formas correctas de escrita.
As técnicas mais recomendadas para o ensino e a aprendizagem da ortografia são a cópia e o
ditado. Estas técnicas são aplicadas em todos os ciclos do Ensino Básico, podendo variar no
nível de exigência, de acordo com a classe.

a)- Cópia
A cópia é uma actividade de escrita que permite aos alunos fixar as regras ortográficas e as
normas de escrita (pontuação, acentuação, uso das maiúsculas e minúsculas, translineação, etc.),
para além de desenvolver a destreza manual e a concentração necessária para a escrita.
Os textos para a cópia não devem ser longos e devem ser contextualizados em relação ao tema
abordado. O professor poderá orientar os alunos a realizar, diariamente, actividades de cópia de
parágrafos, versos, provérbios, adivinhas ou palavras. Pelo menos duas vezes por semana, o
professor pode pedir aos alunos para fazerem cópias em casa.
É importante que o professor lembre os alunos que a actividade que vão realizar exige muita
atenção, que devem escrever com letra “bem feita” e legível e procurar fazer uma cópia limpa.

A correção da cópia deve ser feita pelo professor. Entretanto, os próprios alunos, aos pares ou
em grupos, com ajuda do professor, poderão identificar e corrigir os erros da cópia.
Após a correcção, o professor deve levar os alunos a repetir a escrita das palavras que
escreveram com erros.

66
b)- Ditado
O ditado é um exercício através do qual o aluno pratica a escrita e permite ao professor verificar
se os alunos conseguem transcrever os sons para a grafia correspondente. Neste contexto, o
professor poderá orientar os alunos a realizar ditados de frases e pequenos textos ou excertos de
textos.

O ditado, como actividade de ortografia, também pode ser usado como método, como exercício e
como prova.

i)- O ditado - método/tradicional


O ditado é usado como método quando o professor pretende que os alunos adquiram a ortografia
das palavras através do ditado. Nestes casos, o ditado não é preparado, não há um estudo
ortográfico das palavras susceptíveis de erro. Os alunos são apenas confrontados com a imagem
auditiva das palavras.

ii)- O ditado-exercício
O ditado-exercício é uma perfeita correspondência entre as imagens visuais e as imagens
auditivas, considerando que esta actividade é precedida de uma cuidada preparação. Os
resultados deste tipo de ditado, em termos de aprendizagem de ortografia, medem-se pelo nível
da sua preparação: quanto melhor for preparado o ditado, melhores serão os resultados dos
alunos.

iii)- O ditado-prova
O ditado-prova é realizado, periodicamente, com o objectivo de identificar o nível de correcção
ortográfica e as dificuldades dos alunos.

iv)- Preparação do ditado


Para que se obtenha bons resultados, convém que a preparação do ditado englobe as seguintes
fases:
 Leitura e análise do texto seleccionado;

67
 Estudo ortográfico das palavras difíceis;
 Leitura cuidada das palavras escolhidas;
 Ditado do texto.

v)- Como se deve ditar um texto?


O professor deve assegurar que todos os alunos estejam atentos e devidamente preparados para o
ditado, com o caderno aberto e caneta para escrever. Deve permanecer no mesmo lugar enquanto
dita em voz alta, clara e devagar. O ditado deve ser por pequenas unidades lógicas, respeitando a
pontuação. Repete, sempre que necessário.

vi)- Correcção do ditado


A correcção do ditado deve ser feita pelo professor. Entretanto, pode ser realizada pelo próprio
aluno (auto-correcção), apoiando-se no livro, por um colega com quem troca o ditado (correcção
mútua) ou ainda por um grupo de alunos mais capazes. Na correcção, a palavra errada deve ser
assinalada e por cima, escreve-se a palavra, correctamente. Em seguida, o aluno escreve três
vezes cada uma das palavras que errou, em colunas.

c) Caligrafia
Os exercícios de caligrafia iniciam na 1ª classe, quando os alunos aprendem a escrever as
primeiras letras/palavras/frases e prolongam-se até à 7ª classe, na medida em que se destinam a
aperfeiçoar a escrita. Embora o cuidado com a caligrafia dos alunos seja preocupação constante
do professor, em todas as disciplinas, semanalmente, dentro das aulas de Português, deve haver
tempo dedicado à caligrafia.
Como desenvolver actividades de caligrafia?
Os exercícios de caligrafia são constituídos por cópias de palavras, frases ou pequenos textos,
que permitem aos alunos aprender a realizar o traço correcto das letras e a respectiva ligação
entre elas. Para o efeito, o professor poderá seguir o seguinte esquema metodológico:
 Registo no quadro das palavras, frases ou textos, em ponto grande, na letra adoptada
para a aprendizagem da leitura e da escrita;
 Leitura e interpretação com o apoio do professor;

68
 Cópia, no quadro, feita por alguns alunos, de partes indicadas pelo professor, em
linhas previamente traçadas;
 Cópia do exercício nos cadernos diários.

d)- Redacção
Os alunos devem ser habituados a produzir textos desde a 1ª classe. Compete ao professor
estimular o aluno e proporcionar ocasiões para que ele escreva.
A observação da estrutura dos textos em estudo, bem como da linguagem utilizada, é um bom
ponto de partida para a actividade final que é a produção de textos. Para o efeito, o programa
apresenta diferentes tipologias de texto.

A descrição de objectos pode ser usada, com bons resultados, como iniciação para a composição.
Como possíveis questões, no caso da descrição de uma boneca, poderiam ser:
- Quem fez ou quem comprou a boneca?
- De que é feita a boneca?
- Que roupa tem a boneca? (vestido, saia e blusa ou calças e blusa)
- De que cor é o vestido da boneca?
- A boneca é bonita?
- A Maria gosta da boneca?

Normas Orientadoras do Ensino e Aprendizagem da Redacção


- Antes de aprender a redigir, a criança deve aprender a falar;
- A criança só pode falar ou escrever sobre assuntos do seu conhecimento, pelo que a
redacção deve ser previamente preparada;
- A redacção deve ser motivada, para despertar mais interesse na criança;
- No início, a redacção deve ser objectiva, evoluindo gradualmente para assuntos
subjectivos. A imaginação e a criatividade da criança têm aqui um papel fundamental.
O caminho é, como sempre, do concreto ao abstracto;
- A redacção também deve aplicar-se, como auxiliar das outras disciplinas, em
composições, resumos, etc.

69
- Deve aproveitar-se a redacção como meio de educação moral, de aquisição de
conhecimentos, etc.
- Devem variar-se, tanto quanto possível, os temas de redacção, tendo em consideração
o seu interesse para as crianças e a sua utilidade prática.

3. Funcionamento da Língua

Na exploração do funcionamento da língua ou conhecimento explícito da língua, o que se


verifica actualmente é que “os itens gramaticais são, muitas vezes, apresentados em formas de
listas, esquemas, regras e tabelas, num formato abstracto e descontextualizado”; e as regras
gramaticais, em questão, são exemplificadas com frases de autenticidade duvidosa, pois pouco
ou nada dizem ao aluno: “isto não tem nada a ver com o que eu falo! Esta não é a minha.
O que se sugere na abordagem do funcionamento da língua é que os conteúdos gramaticais sejam
explorados de uma forma contextualizada, usando, sempre que possível, materiais linguísticos
autênticos, de acordo com a língua de todos os dias dos aprendentes. Por outras palavras, espera-
se que o professor, tendo em conta as especificidades dos textos em estudo, e as necessidades
linguístico-comunicativas dos seus alunos (que se reflectem, por exemplo, na forma como falam
e escrevem), aborde os conteúdos gramaticais, pondo-os em actividades que exijam:
 Organização do texto em partes;
 Organização do texto em períodos e parágrafos;
 Identificação de classes e subclasses de palavras;
 Reconhecimento das funções sintácticas dos constituintes das frases;
 Obediência de regras de concordância nominal, adjectival e verbal;
 Conhecimento da flexão nominal, adjectival e verbal;
 Uso de frases complexas para exprimir sequências e relações de tempo, causa, fim, etc.
Finalmente, no estudo do vocabulário, onde se procura enriquecer e alargar o conhecimento
lexical dos alunos, várias actividades poderão ser levadas a cabo, de forma individualizada ou
com promoção de espaços de interacção verbal, em que os alunos procurem encontrar o
significado das palavras e desenvolvam, assim, estratégias para a descoberta do significado de
novas palavras no contexto em que elas ocorram e a usar recursos verbais e não verbais (figuras,
diagramas, etc.) para determinar o sentido. Reconhecendo que muitos dos aprendentes de língua
segunda, que alcançam vantagens na proficiência de leitura numa língua, adquirem muito mais

70
vocabulário através da leitura extensiva do que pela instrução, o professor poderá criar
oportunidades para que os alunos tenham acesso a diferentes e variados tipos de material escrito:
livros didácticos, livros de contos, novelas, revistas desportivas, jornais, etc. Exercícios,
explorando estes materiais, poderão consistir em:
 Identificar elementos da palavra (prefixos e sufixos) e seu significado, família de
palavras;
 Descobrir explicações (entre parênteses, notas de rodapé) referentes a novas
palavras que ocorrem em textos escritos;
 Reconhecer explicações de novos vocábulos usados na oralidade;
 Descobrir processos de formação de palavras (composição, derivação, etc.);
 Exemplos que conduzam à compreensão das palavras desconhecidas;
 Substituir uma palavra desconhecida por outra, sem alterar o sentido da frase;
 Preencher lacunas no texto;
 Fazer escolha múltipla;
 Usar sinónimos, antónimos, homónimos, parónimos, etc.;
 Identificar as propriedades da polissemia;
 Reconhecer usos figurados;
 Usar dicionários e enciclopédias.

4. Avaliação na Disciplina de Língua Portuguesa no Ensino Básico


A avaliação é um instrumento através do qual se acompanha o desenvolvimento do acto
educativo, com vista a apreciar a adequação dos diversos momentos do processo de ensino-
aprendizagem. A avaliação permite:

 Verificar se o processo docente-educativo ocorre em função das competências


previstas no programa;
 Verificar até que ponto o aluno atinge os níveis estabelecidos nas competências
parciais da língua (ouvir/falar e ler/escrever), melhorando e/ou adequando as
estratégias de ensino e procurando soluções para os problemas identificados;
 Controlar o desempenho do aluno no processo de ensino-aprendizagem, a fim de se
detectar “falhas” e encontrar estratégias de recuperação, em função das competências,

71
conteúdos, estratégias, materiais de ensino e da realidade da turma;
 Autoavaliar o desempenho do professor, de forma a detectar “falhas” na mediação do
processo de ensino e encontrar novas estratégias de correcção.

A avaliação deve estar presente em todos os momentos do processo de ensino-aprendizagem, isto


é, a avaliação é uma actividade contínua, permanente e sistemática.

De uma forma geral, o processo de ensino-aprendizagem recorre a três tipos de avaliação:


Diagnóstica, Formativa e Sumativa.

Avaliação Diagnóstica: realiza-se no início do processo educativo (início do ano lectivo,


semestre, ciclo, unidade temática, etc.) e tem por objectivo, colher informação sobre o nível
inicial de aprendizagem dos alunos, como pré-requisito para o desenvolvimento de uma
determinada aptidão e capacidade.
Esta avaliação permite ao professor, por um lado, estabelecer as estratégias de ensino que
garantam que todos os alunos desenvolvam as competências previstas no programa e, por outro,
delimitar as capacidades que o aluno possui, para que possa enfrentar certo tipo de aprendizagens
(conteúdos ou temas), indicando os aspectos fulcrais em que este poderá ter maiores ou menores
resultados.
No caso do ensino do Português, podem ser enumeradas as seguintes vantagens:
 Antes do início de uma unidade ou tema, esta avaliação permite a preparação do aluno para a
nova matéria, verificando-se o que tiver sido aprendido anteriormente e a consequente
recuperação e consolidação das matérias que constituem pré-requisitos para a nova unidade
temática;

 No início de um novo ciclo ou classe, ela permite também situar os alunos em termos de
proficiência linguística, de modo a determinar aspectos que necessitam de maior
consolidação e planificar acções que visam o aproveitamento dos alunos com melhor
domínio de língua, para auxiliar aqueles que demonstram dificuldades e, por isso, requerem
uma maior atenção.

72
Este tipo de avaliação fornece também dados sobre alunos com necessidades educativas
especiais, de modo a encontrar estratégias adequadas para cada caso, contexto e/ou turma.

O resultado da avaliação diagnóstica deve ser comunicado aos alunos, individualmente, embora
não se lhes atribua uma classificação.

Avaliação Formativa: tem uma função de regulação permanente do processo de ensino-


aprendizagem. Esta tem uma função mais pedagógica, uma vez que informa o professor sobre o
nível de alcance das competências definidas no programa e incentiva o aluno a empenhar-se cada
vez mais nos estudos.
A avaliação formativa preocupa-se, igualmente, com aspectos pessoais da vida do aluno, tais
como a sua personalidade, o seu ritmo de desenvolvimento e, no caso vertente, os aspectos da
sua vida social e linguística. Este conhecimento pode permitir a compreensão dos progressos e
fracassos, bem como as presumíveis causas, de modo a desenhar as estratégias mais adequadas a
diferentes tipos de alunos.

Neste tipo de avaliação, os critérios a adoptar incluem uma auscultação e uma ligação directa
com os pais ou encarregados de educação e, no caso dos alunos com necessidades educativas
especiais, é necessário um levantamento biográfico para a identificação das possíveis causas ou
relações entre o passado do aluno e o seu desempenho na escola. Assim, o professor deve
preparar tarefas adicionais e específicas para cada caso. Neste contexto, esta avaliação não é
expressa numericamente.

73
Avaliação Sumativa: permite determinar o nível atingido por cada aluno no final de uma
unidade de ensino, ano lectivo ou curso.

Este tipo de avaliação é aplicado em diversos estágios do processo de ensino-aprendizagem da


língua e ocorre, geralmente, após actividades relacionadas com a compreensão oral e escrita, por
um lado, e expressão oral e escrita, por outro.

É de referir a existência de outras componentes a equacionar neste processo de avaliação, como


por exemplo, a participação individual, a apresentação do material, o comportamento dos
intervenientes, os elementos fornecidos pela avaliação formativa, entre outras.

Esta avaliação, que inclui provas quinzenais, mensais, trimestrais e semestrais, é feita de acordo
com um calendário escolar estabelecido no início de cada ano lectivo e é expressa
quantitativamente, numa escala de zero a vinte valores.

O Programa de Português propõe uma avaliação contínua e sistemática, tendo em vista o


desenvolvimento integrado das quatro habilidades de língua, de acordo com as exigências de
cada ciclo.

A avaliação no ensino-aprendizagem do Português deve incidir nas seguintes habilidades:


a) Ouvir
b) Falar;
c) Ler
d) Escrever

74
a) Ouvir e falar

A nível das habilidades de ouvir e falar, importa verificar se cada aluno, individualmente, é
capaz de:

 Fazer perguntas com: onde, quem, o que, quando, como;


 Formular frases curtas e simples (sujeito, predicado e complemento);
 Usar correctamente formas verbais (nos tempos presente, passado e futuro
perifrástico);
 Usar vocabulário básico;

b) Ler

Em relação à compreensão escrita e à leitura, o professor deve procurar saber se cada aluno é
capaz de:

 Ler entre dez a vinte palavras por minuto;


 Ler textos com 10 ou mais linhas;
 Compreender a informação contida em textos de natureza diversa;

c) Escrever
O professor deve procurar saber se cada aluno é capaz de:

 Copiar textos com boa caligrafia e respeitando às regras de pontuação e acentuação;


 Escrever textos ditados;
 Legendar imagens;
 Escrever textos com sequência lógica e respeitando às regras de pontuação e
acentuação;
 Produzir, por escrito, frases com estruturas linguísticas diversas;

75
A perspectiva de avaliação proposta deve permitir a transição dos alunos de um ciclo ou classe
para outro/a. Porém, a mesma pressupõe que tenham sido criadas condições de aprendizagem,
para que todos os alunos atinjam as competências parciais de um determinado ciclo, que lhes
possibilita a progressão para estágios seguintes, na perspectiva de uma progressão por ciclos de
aprendizagem.

Estas condições assentam, fundamentalmente, numa avaliação predominantemente formativa,


onde o processo de ensino-aprendizagem está centrado no aluno e permite, por um lado, que se
obtenha uma imagem, o mais fiel possível, do desempenho do aluno em termos de competências
parciais descritas nos currículos e, por outro, servir como mecanismo de retroalimentação do
processo de ensino-aprendizagem.

Assegurada a avaliação formativa, o que significa que se tenha providenciado a recuperação dos
alunos com problemas de aprendizagem, existem condições de base para os promover para os
estágios seguintes, mesmo que ainda existam algumas dificuldades de percurso.

De acordo com o espírito da progressão por ciclos de aprendizagem, só se pode verificar a


permanência de um aluno numa determinada classe e/ou ciclo, depois de o professor, em
coordenação com o Director da Escola e com os pais/encarregados de educação do educando,
provar que, de facto, o aluno não atingiu as competências mínimas exigidas.

O sucesso desta perspectiva de avaliação implica maior responsabilidade e trabalho por parte do
professor, o qual deve garantir que todos os elementos intervenientes no processo de ensino-
aprendizagem se relacionem de forma integrada.

76
Revisão Bibliográfia

Bortoni, S. (1992). Educação Bidialetal – O que é? É possível?. In Revista Internacional de


Língua Portuguesa, 7, pp. 54 – 65.

Gomes, A. et all (1991). Manual do Professor de Língua Portuguesa, Vol I, 3º Nível. Lisboa:
Fundação Calouste Gulbenkian.

Gonçalves, M.P. (2000). Introdução in Panorama do Português Oral de Maputo Vol. IV:
Vocabulário Básico do Português, Contextos e Prática Pedagógica, pp. 7 – 54, Maputo:
INDE.

INDE (1996). Síntese dos Principais Problemas e Recomendações do SNE. Não Publicado.

Muchave, A. J. (1999). Propedêutica da Leitura e da Escrita. Monografia para a Obtenção do


Grau de Bacharelato em Ciências da Educação. Maputo: Universidade Pedagógica e Escola
Superior de Setúbal.

Ministério da Educação: DNEB. (2000). Regulamento Geral das Escolas do Ensino Básico.
Maputo.

Ministério da Educação e Cultura. (1979). O Ensino da Língua Portuguesa: Avaliação.


Documento apresentado no I Seminário Nacional sobre o Ensino da Língua Portuguesa.
Maputo.

Nunan, D. (1995). Language Teaching Methodology: a textbook for teachers. New York:
Phoenix Elt.

Silva, R. M. V. (s/d). O Português São Dois: Variação, mudança, norma e a questão do ensino
do Português no Brasil. In Congresso Internacional Sobre o Português. pp 375 – 401.

77
English Language Syllabus
rd
3 Cycle

78
PRIMARY ENGLISH SYLLABUS

Overall aims
The overall aims of teaching English in Mozambique are clearly defined in the National Policy
for English Language Teaching in Mozambique as follow:
1. to develop learners basic language skills for accessing the world of science and technology.
2. to enable learners to study effectively and efficiently in further higher education.
3. to facilitate travel abroad and promote tourism in Mozambique.
4. to facilitate learner’s access to the market.
5. to enable learners to communicate with neighbouring English-speaking countries and the rest
of the world.
6. to facilitate business and commerce with neighbouring countries and the rest of the world.
7. to give learners access to the wider world of leisure, pleasure and information.

Methodology
English in upper primary will give a very high priority for oracy, which is expected to reflect in
classroom methodology and assessment.
Communicative activities
 The key aim of English language Teaching in Mozambique is to help learners to
communicate in English. Thus teachers will be encouraged to carry out classroom
activities that involve interaction (communication). In this context, the focus on
methodology will be on whole class, pair and group work activities. These approaches
have the following advantages: Whole class
 The teacher can monitor the performance of all the learners. It’s the best method for
giving explanations and instructions

Pair work
 In this activity learners are given a lot of freedom to practice the language they have been
exposed to. Pairs work very well for oral practice. The teacher can monitor and adjust
tasks according to students’ level.

79
Group Work
 The approach in this kind of activity is similar to pairs. But in addition it gives more
freedom for learners to communicate in a context similar to that of real life. The above
modes of teaching and learning are not prescriptive. Teachers should follow them as they
apply to the lesson they are going to teach.

Assessment
The philosophy for English language testing and assessment at upper primary is that:
1. The language tests should relate to language teaching and language use. Since the focus will
be oracy it’s expected that most of the assessment and testing should fall under this category.
2. Tests should be designed so as to encourage and enable learners to perform at the level they
are expected to.
3. Teachers should build considerations of fairness into the test.
4. Teachers should design useful tests, that is, tests which are reliable, authentic and have
positive impact on teaching.
Although the emphasis will be on oracy the following are guidelines for the four skills.

Test of oral interaction


In assessing the students’ production the teacher will make use of the following criteria:
1. Accuracy: In the production of the forms of the language (Individual sounds,
stress/intonation, grammatical and lexical features)
2. Appropriacy in the use of these forms to convey meaning in specific contexts
3. Range of language which the student makes use of
4. Flexibility of the student in dealing with new topics and functions
5. Size of contribution which the student makes

Test of Listening
Questions set in the test of listening will take into account the:
1. Size of text which the students can handle
2. Complexity of text which the students can handle

80
3. Range of language forms which the student can handle and comprehension skills which
he/she can use
4. Flexibility in adopting suitable listening strategies for the task set in adapting to developments
in the text
5. Repetition of the text which is required processing

Test of reading and writing


In assessing the students’ production the teacher will make use of the following criteria:
1. Accuracy in the production of the forms of the language (including handwriting, spelling,
grammatical and lexical features)
2. Appropriacy in the use of these forms to convey meaning in specific contexts
3. Range of language which the students make use of
4. Complexity of text which the students can handle

COURSE OBJECTIVES
The Upper Primary student will be exposed to language-rich environment to develop language
skills and an appreciation for the language. They will listen to a variety of literary forms,
including stories and poems. They will participate in choral speaking and recite short poems,
rhymes, songs, stories with repeated patterns and games. They will also participate in creative
dramatics. By the end of the two year course students will have acquired language skills to allow
them to communicate at a beginners level within the range of functions, vocabulary and
structures learned in the classroom.

Grade 6 Objectives
By the end of this grade the students will be able to:
• Recognize basic language patterns (e.g., forms of address, questions, case).
• Respond appropriately to simple commands in English.
• Respond to and ask simple questions with prompts.
• Imitate pronunciation, intonation and inflection including sounds unique to English.
• Recognize the written form of familiar spoken language and predict meaning of key
words in a simple story, poem or song.

81
• Infer meaning of cognates from context.
• Describe people, activities and objects from school, home and community.
• Use common forms of courtesy, greetings and leave-takings appropriate to the time of
day and relationship (adult, peer, parent).
• Recognize important people and events (e.g., special celebrations) in the history of his
school , community and country.
• Identify and use simple geography vocabulary (e.g., border, city, river, soil, equator) in
English.
• Use English vocabulary to identify simple science terms referring to weather and nature
(e.g., clouds, wind, trees, common animals).
• Use English vocabulary while participating in physical activities (e.g., games, dances).
• Use English vocabulary to identify common professions and occupations.
• Use English vocabulary to identify a variety of professions in which English may be
used.

Grade 7 Objectives
By the end of this grade the students will be able to:
• Comprehend illustrated stories.
• Follow instructions in English, given one step at a time, for a wide range of activities.
• Pose questions spontaneously in structured situations.
• Produce language using proper pronunciation, intonation and inflection.
• Comprehend written classroom directions, read simple passages, infer meaning of
cognates.
• Decode new vocabulary using contextual clues and drawing on words and phrases from
prior lessons.
• Write on familiar topics using appropriate grammar, punctuation and capitalization.
• Present a simple written or oral report on familiar topics.
• Demonstrate activities (e.g., games, songs and role playing) associated with English.
• Use maps, charts, digital images, graphs and other geographic representations to describe
and discuss Mozambique and the countries where English is spoken.

82
• Identify products that are from the countries where English is spoken and that are found
in the Mozambique economy.
• Use English to make, use and estimate measurements (e.g., time, linear, monetary).
• Use English vocabulary to identify and describe basic earth science content (e.g.,
mountain range, coast, desert) and life forms.
• Use English to participate in and/or describe games, dances and sports.
• Use English to explain and describe general career choices in which English can be used.

83
English Language Syllabus
Grade 6

Teaching hours 78
Assessment 13
Local curriculum 23
Total number of hours 114

UNITS HOURS WEEKS


1. Greetings and Review 9 3.0
2. School 11 3.5
3. The Family 9 3.0
4. The Human Body - Health and Nutrition 22 7.0
5. The Home 6 2.0
6.The Community 11 3.5
7. The Environment 9 3.0
8. Transport and Communication 12 4.0
Total number of hours and weeks 78 26

84
LEARNING
NUMBER
TOPIC OBJECTVES CONTENTS COMPETENCIES
OF
HOURS
Student will be able to: Skills: Speaking Reading and writing Students can:

 Greet each other formally  Greetings- formally and informally


and informally
Morning, afternoon, evening.
Formally
A: Good morning teacher. How are you?
 Use greetings and closures/leave-
B:-I am fine thank you, and you?
taking expressions appropriately
A: I am fine too.
to the time of day and audience. 3
Informally
A: Hi, Maria. How are you?
B: I am fine thanks, and you?
C: I am fine too.
Language focus: am/are/is/my/your
1.
 Introduce himself / herself  Introduction
Greetings and the others.
- I’m Cláudia.
and - My name is Adérito.  Introduce himself / herself and
Introductions - My name is Neuza. the other appropriately to the 3
- Her name is Luzmira. His name is Stélio. situation (formal and informal).
- My name is Daniel, Her name is Císia.
Language focus:
am/are/is/my/your/his/her/our/their

 Spell in the English  Spelling English alphabet


alphabet
How do you spell your name?  Spell names and words,
How do you spell that? correctly, in English .
3
A: What’s your name?
B: My name is Jorge..
C: How do you spell that?
Language focus: Verb “To be” am/is/are; alphabet
spelling

85
Total number of hours 9

Methodology: At this level, students are real beginners. Therefore, we suggest that in teaching the 4 skills, predominance be given to Listening and Speaking.
Teacher should provide language input for speaking and reading at a normal speed and tone. Teacher should provide language rich environment and give learners
ample opportunities to practise the new learned language through the use of songs, games, dialogues, pair-work and group-work.
Suggested activities:
 Greetings – Formally and Informally
- Work in pairs greeting each other.
- Work in group - greeting and introducing themselves and others.
- The Beatles Song Hello

 Introduction
- Work in group - greeting and introducing themselves and others.

 Spelling English alphabet


- The alphabet song and spelling the alphabet

86
LEARNING
OBJECTVES COMPETENCIES NUMBER
TOPIC CONTENTS
OF
Student will be able to: Students can: HOURS
Skills: Speaking Reading and writing

 Respond to classroom  Classroom Instructions


instructions.  Respond to instruction given
Stand up.
orally in a simple spoken
Sit down.
English.
Open your books.
Be quiet. 3
 Ask for clarification
Come to the blackboard.
I don’t understand.
Please, repeat it.
What does it mean?
Language focus: Imperatives.
o
 Talk about people at  People you find at school
2.
school.
Teacher, School Director, Deputy Director, Class
School leader, classmate, student.
- This is the class-leader;  Identify people at school by
2
- This is the school Director profession and occupation.
- Maria is a student.
- Mr. Jeremias is the Deputy Director.
- She is a teacher.
They are classmates.

 People you find at school (cont…).  Identify people at school by


 Talk about people at school A: Who is that? profession and occupation.
B: That is the class-leader. (cont.)
Language focus: personal pronouns, “who”
questions, the verb “to be”. 2

87
LEARNING COMPETENCIES
NUMBER
TOPIC OBJECTVES CONTENTS
OF
HOURS
Student will be able to: Skills: Speaking Reading and writing Students can:

 Ask and answer short  Yes/no questions.


questions.
A: Is she a student?
B: No, she isn’t.  Ask and respond to yes/no
questions using classroom
A: Is she a student? situation and subjects. 2
B: Yes, she is.
Language focus: Yes/no questions, personal
pronouns

 Name classroom objects.  Classroom objects


2. Desk, table, chair, blackboard, chalk, duster,  Describe classroom objects orally
schoolbag, book, exercise-book, pen, pencil, eraser, and in writing in very simple
School (cont.) window, door, map. language.
This is a desk. 2
That is the blackboard…
Language focus: the verb “to be”, this/that
 Count up to 20  Ask and tell the quantities up to
 Counting 20.
How many desks are there? There are 20 desks.
3
Language focus: How many, There is/are

Total number of hours 14

 Methodology: In this unit Speaking is predominant. Teachers are encouraged to present and practice the new language orally and give learner plenty of
practice through the use of games, songs, pair and group work. The use of Portuguese or mother tongue should be avoided and the use of realia should be
preferred. Games such as BINGO, Simon Says and spelling games are recommended.
Suggested activities:
 Classroom Instructions
- Game: Simon says.
 School related positions of authority
- Work in pairs writing the names and professions/occupations of people at school.

88
- Write sentences about the at school (e.g. Mr. Joel is the Head Master…).

 Yes/no questions using the classroom setting.


- Work in pairs talking about the people at he school.

 Classroom objects
- Write short sentences about the classroom objects.

 Counting
- Game - BINGO, give tasks to count things in and around the school; writing numbers.

89
LEARNING BASIC
OBJECTVES NUMBER
TOPIC CONTENTS COMPETENCIES
OF
Student will be able to: HOURS
Skills: Speaking Reading and writing Students can:

 Name family members.  Family and related vocabulary:


Mother, father, brother, sister, grandmother/father, aunt,
uncle, cousin.
 Describe his/her or 3
- This is my mother. other´s family orally
- He is my brother. and in writing in very
simple language.
A: Is she your aunt?
B: No, she isn’t. She’s my cousin.
Language focus: family vocabulary, possessive adjectives,
yes/no questions

 Revision of numbers using family members.


 Use numbers to quantify the
family members. - I have got five brothers in my family.
3. - She has got two sisters. 2
A: How many brothers have you got?  Give information
The Family B: I have got two brothers. about family
A: How many brothers and sisters have you got?
B: I have got two brothers and one sister.
A: How many brothers have you got?
B: I have not got any brother.

Language focus: Verb “to have got”; “How many”;


Review numbers.

 Clothing
 Talk about clothing and
 Describe clothing
colours. Shirt, trousers, shoes, dress, skirt, sweater, coat, hat, T-shirt,
articles and colours.
tie. 3
- These are my mother’s shoes.
- This is your coat.
 Colours

90
Black, white, red, blue, yellow, green orange.
- My brother has got a red shirt.
- What colour is your school uniform?
Language focus: personal pronouns and possessive
adjectives.

Total number of hours 8

Methodology: The development of oracy skills remains priority in this unit, therefore, active methods that maximize the opportunity for learners to practice
listening and speaking should be used. Reading for specific information should be practised and writing should be used to consolidate the language learned
language . Review numbers up to 20. Pair-work and group work can be used to draw and discuss family tree.
Suggested activities:
 Family and related vocabulary.
- Draw a family tree and present it. Write short sentences about the family.

 Revision of numbers using family members.


- Pair work - How many brothers and sisters have you got? I´ve got two brothers and one sister.
- Write short sentences about the families.

 Clothing and Colours


- Songs,
- Draw and colour clothes , describe your classmate´s clothes.
- Write short sentences saying the colours of your teacher or classmate clothes.

91
LEARNING
COMPETENCIES NUMBER
TOPIC OBJECTVES CONTENTS
OF
Students can: HOURS
Student will be able to: Skills: Speaking Reading and writing

 Parts of the body:


 Name parts of the body.
Head, neck, arms, hands, legs, foot/feet, fingers,
 Identify and name parts of the 3
nails...
body.
- This is my head.
- These are my feet.
Language focus: This/these and the verb “to be”
 Give and follow simple
instructions related to the  Simple instructions  Follow instruction given orally.
human body.
- Show me your hands. 1
4.
- Touch your foot.
- Show me your neck.
The Human
- Touch your eyes.
Body
Language focus: vocabulary of the body.
 Identify good hygiene
habits.  Basic rules of hygiene
Wash your hands, wash your face, brush your teeth,
comb your hair, take a bath...  Describe basic rules of hygiene
- When I get up, I wash my hands, face and brush orally and in writing in very simple 2
my teeth. language.

Language focus: reinforce imperatives,


expressions related to the rules of hygiene.
Everyday, always, sometimes

Total number of hours 6

Methodology: In this unit the teacher can mime, use dramatisation and TPR techniques. Teacher should provide simplified reading texts, practice writing short
guided sentences about themselves and their families’ daily routine. Draw and label a picture of the human body. Games: Simple Simon Says. Song: This is the
way… The unit provides an opportunity to explore the cross-cutting issue of personal hygiene (When I get up, I wash my hands,... face and brush my teeth).

Suggested activities:

92
 Parts of the body
- Draw and label a picture of the human body.

 Simple instructions
- Talk about parts of the human body. Game: Simon Says.

 Basic rules of hygiene


- Songs, short composition about daily routine.

93
LEARNING
OBJECTVES COMPETENCIES NUMBER
TOPIC CONTENTS
OF
Student will be able to: Students can: HOURS
Skills: Speaking Reading and writing

 Types of houses what they are made of.


 Identify common
 Describe different types of houses
different types of houses. Reed house, brick house, block of flats, apartment. orally and in writing in very
 Describe what houses are - They live in a brick house. simple language. 3
made of. - We have got a reed house.
- She lives in an apartment.

5. Language focus: The verb “to live”. Review “have


got” and personal pronouns.
The Home  Use vocabulary related to
the houses.  Vocabulary related to the division of a house
Bedroom, kitchen, living room, dining room,
bathroom, veranda.
 Identify the different parts of a 2
- This is my home. I live in a big house. house.
- My house has four divisions: bedroom, kitchen,
living room, dining room, bathroom, and veranda.
Language focus: home related vocabulary.
 Ask and answer about a
house and its divisions.  Asking and responding to questions related
division of a house
A: How many bedrooms are there in your house?
B: There are two bedrooms.
A: Is there a kitchen in your house?  Describe houses . 2
B: Yes. There is.
A: Is there a bathroom in your house?
B: No. there isn´t.
Language focus: “there is/are”, “How many?”,
yes/no questions

94
 Common household objects:
 Identify and name home Dishes, table, television, radio, chairs, mat, bed,
furniture. fridge, cooker.
  Describe common household
- In my house there are two chairs. 3
 Identify and name objects.
- We have got a washing tank outside.
household appliances
Language focus: home related vocabulary, review
“there is/are”, “have got”.

 Location of objects
- Maria´s jacket is on the mat.
 Identify the location of - Her coat is on the chair.
objects in a house. - The pot is on the stove/fire.
5.
Describe common household
objects.(cont.)
The Home  Asking and responding to questions about
(cont.) common household objects 4
A: Where are the chairs?
B: They are near the bed.

A: Where is the television?


B: It is next to the door.
Language focus:“Where” questions, prepositions of
location(under, on, near, next to)..

 Identify daily home  Daily activities at home  Describe daily activities at home.
activities. 2
- She is washing dishes.
- He is sweeping the yard.
- Her mother is cooking.
- They are playing football in the yard.
Language focus: Introduction of the present
continuous

Total number of hours 16

Methodology: Teachers should use drawings, pictures and realia to introduce and practice vocabulary related to the topic. Teacher should take care to present
different types of houses according to different realities of the country. Techniques such as miming, pair and group work are recommended. Simple reading texts
and guided writing should be given. Learners should be asked to draw a plant of a house and label it.
95
Suggested activities:

 Types of houses and housing structures in Mozambique


- Write a short composition about his/her house.

 Vocabulary related to the home


- Draw a plant of a house and label it.

 Asking and responding to questions related to the house


- Pair work/group work, identifying divisions of a house.

 Common household use


- Pair work: matching pictures to words, short composition about the objects they have at home.

 Location of objects
- Pair work/group work, use pictures to locate the objects in a house.

 Asking and responding to questions about objects of common use


- Game: Where is…? (Use the classroom to hide things); pair work.

 Daily activities in and at home


- Pictures of actions, acting-out games: What is he doing?”

96
LEARNING
COMPETENCIES NUMBER
TOPIC OBJECTVES CONTENTS
OF
Students can: HOURS
Student will be able to: Skills: Speaking Reading and writing
 Give directions to different public
 Name places in the  Places in the community places in the community (hospital,
community. health centre, clinic market,
Hospital, pharmacy, health, clinic, market, bank,
 Identify location of church, mosque, petrol station,
shop, kiosk, restaurant, church, mosque, park, petrol 3
places town hall, police station).
station, town hall, police station.
 Give simple directions
- Helena is going to school.
- Where is the Primary School?
- It is next to the church.
Language focus: prepositions of location (near, next
to, behind, in front of); the present continuous.
6.  Describe popular sports and leisure
 Talk about sports and  Sports and leisure activities activities in the
The leisure activities. commumity/country (football,
Community Soccer, basketball, swimming, fishing, singing,
basquet ball, swimming , fishing ,
dancing, listening to the radio.
dancing, singing).
- The girls are dancing and singing in the yard.
- Her brother is playing the guitar on the corner.
A: What are the boys doing?
B: They are playing soccer. 3
A: Where are they playing?
B: They are playing soccer at the football field.
Language focus: the present continuous,
“Wh” questions.

Total number of hours 6

Methodology: Speaking is the predominant skill where students are encouraged to practise and consolidate the learned language trough discussion in pair or
group on different places in their communities. Students should practice reading short texts that will serve as a model for writing short paragraphs. The unit gives
an opportunity to explore the cross-cutting issue which is the hygiene needed to keep the community clean.

Suggested activities:

97
 Places in the community
- Giving directions in pair work.
 Sports and leisure activities
- Draw pictures, acting out (miming what people are doing) group work.

98
LEARNING
COMPETENCIES NUMBER
TOPIC OBJECTVES CONTENTS
OF
Students can: HOURS
Student will be able to: Skills: Speaking Reading and writing

 Listen and understand  Weather related vocabulary


weather forecast; Rainy, sunny, cloudy, cold, hot, winter, summer,
 Read and understand wet/dry seasons.
weather forecast
- It is a sunny day. 
 Describe the daily Describe weather.
- It is a cold day.
weather
- It is a rainy day.
 Name the seasons of the
- It is a windy day. 3
year
- It is cloudy today.
 Describe the seasons of
the year. Language focus: adjectives of weather

7.
 Identify ways to protect  Giving advice based on the weather
The against weather A. It is a rainy day.  Give advice related to the
Environment conditions. weather.
B. Take an umbrella.
A. It’s hot. 2
B. Let’s go swimming!
Language focus: adjectives of weather
 Ways of preserving and protecting the
 Identify ways to protect environment  Give advivce orally and in
and preserve the writing in very simple
- Don’t cut down trees.
environment. language on how to preserve
- Plant trees.
and proect the environment in
- Don’t throw rubbish on the ground.
the community.
- Don’t pee on the street. Always use the
bathroom/latrine.
- Prevent wild fire.
3
Language focus: Do’s and Don’ts

Total number of hours 8

99
Methodology: Teacher should use illustrations, pictures, charts and miming to introduce and practice new language. Reading: graphs, tables and charts and short
texts should be used for developing reading skill. Writing: students should draw weather charts and posters and write short guided paragraphs about weather and
environment. The unit gives an opportunity to explore the cross-cutting issue which is the way of preserving and protecting the environment.
Suggested activities:
 Weather related vocabulary
- Draw weather chart and talk about it, songs,
 Giving advice based on the weather
- Write short composition about the weather.
 Ways of preserving and protecting the environment
- Make posters about the protection of the environment.

100
LEARNING
COMPETENCIES NUMBER
TOPIC OBJECTVES CONTENTS
OF
Students can: HOURS
Student will be able to: Skills: Speaking Reading and writing

 Identify means of  Common means of transport


transport.
Truck, car, bus, train, boat, bicycle, motorbike,
 Identify professions airplane, helicopter, donkey, cows, cart.
and occupations
- This is Lácias’s bicycle.  Describe common 2
related to transport
- This is Dina’s motorbike means of transport in
- The helicopter is at the airport. the community /
- The train lives in the morning everyday. country.
 Name the means of
transport. - The sailor sails a boat in the river.
- The pilot flies the plane in the sky.
 Name professions
- The lorry is on the road.
and occupations
related to transport Language focus: Transport related vocabulary.
8.
 Name places related  Common places related to means of transport
Transport to transport.
and  Review asking and Train station, petrol station, bus stop, garage, airport, harbour.  Describe places related
Communication telling directions to means of transport in 2
A: Where is the bus stop?
B: It is next to the petrol station. the community /country.

Language focus: Transport related vocabulary, review


prepositions.

 Vocabulary related to common means of transport


 Describe how people go
 Ask and say how A: How do you go to school?
B: I go to school on foot/by bus/by bicycle. to school and different
people go to 2
places
different places in - Grácio goes to Mocuba everyday. He goes by bus.
the community - Dércia goes to Chimoio every week. She goes by train.
/country. - Zaida goes to school on foot every day.
Language focus: review present tense.

101
COMPETENCIES NUMBER
TOPIC LEARNING CONTENTS
OF
OBJECTVES
Students can: HOURS
Student will be able to: Skills: Speaking Reading and writing

 Ask and answer about  Vocabulary related to professions and transport  Describe orally and in
professions related to Bus driver, truck driver, pilot, mechanic. writing professions
the means of transport. related to means of
- Aida is a pilot. She flies an airplane from Beira to Pemba. transport in the 2
- Simon is a bus driver. He drives from Maputo to Vilankulo. community /country.
Language focus: Professions related vocabulary.
8.

Transport  Ask and answer about  Vocabulary related to the means of communication
and common means of  Describe orally and in
Communication communication. Telephone, post office, letter, fax, internet, television, radio. writing the means of
(cont.)  Ask and answer about - She’s making a phone call. communication used 3
facilities related to - They are watching television. in the
means of - He’s sending a fax to Maputo. community/country.
communication - She’s sending an email to Zimbabwe.
 Identify and name .
most common ITC Language focus: revision of present continuous.
appliances used in the
community.

Total number of hours 11

Methodology: Students are expected to practise and consolidate the new learned languages through pair or group discussion and reading simplified texts on the
means of transport and communication. Students should also be given writing tasks on common means of transport and communication used in the community.
Suggested activities:
 Common means of transport
- Draw pictures of the means of transport.
 Common places related to means of transport
- Dialogues, writing activity with picture boxes.
 Vocabulary related to common means of transport
- Write short composition about how you go to school.
 Vocabulary related to professions and transport

102
- In pairs draw pictures.
 Vocabulary related to the means of communication
- In pairs, match words to the pictures. In pairs, write and exchange SMS.

103
English Language Syllabus
Grade 7
Teaching hours 78
Assessment 13
Local curriculum 23
Total number of hours 114

UNITS HOURS WEEKS


1. Greetings and Review 9 3.0
2. School 10 3.3
3. The Family 7 2.3
4. The Human Body - Health and Nutrition 18 6.0
5. The Home 6 2.0
6.The Community 8 2.7
7. The Environment 9 3.0
8. Transport and Communication 11 3.7
Total number of hours and weeks 78 26

104
LEARNING
COMPETENCIES NUMBER
TOPIC OBJECTVES CONTENTS
OF
Students canl: HOURS
Students will be able to: Skills: Speaking Reading and writing

 Greetings - formally and informally


 Greet and respond
formally and informally - Good morning/afternoon/evening.
- Hello Azevedo.
 Exchange pleasentries, make polite
- How are you? I’m fine. 2
requests and responses.
- Good-bye, good-night.
- How do you do?
- Nice to meet you.
- Please, excuse me/ pardon me/ I’m sorry, thank
you, you are welcome.
A: Hello. My name is Célia.
B; Pardon me! I did not understand.
1.
A; My name is Célia.
B: Nice to meet you Célia.
Greetings
and Review
A: Hello. My name is Eurídia.
B; I am sorry. I did not understand.
A; My name is Eurídia.
B: Nice to meet you Eurídia.
Language focus: polite requests and exchanges.

 Ask and respond to  Personal information  Identify provinces of Mozambique


personal information and state where people are from.
- My friend is from Nampula.
questions
- We are from Nampula and Ismael is from Zambeze. 2
A: Where are you from?
B: I am from Sofala.
A: Where is your friend from?
B: He is from South Africa.
Language focus: review of the verb “to be”, “wh”
questions.

 Personal information  Identify herself/himself and others.


 Ask and answer questions
about one’s age and - I am from Beira.
background. - I’m 12 years old. . 2
105
- Where are you from?
- How old are you?
A: How old are you?
N: I’m 14 years old.
Language focus: “How old are you?”, review
numbers.
1.
 Colours
Greetings  Identify nationalities in
and Review green, yellow, red, white, black, blue, pink, gray,
the SADC region.  Describe flags of SADC countries. 3
(cont.) orange, violet
 Ask and respond to
- The Mozambican flag is green, yellow, red, white
questions about
and black.
nationality.
- The South African flag is…..

 Identify and name colours -What is your nationality?
- I am Mozambican.
- My friends, Benny and Robert, are from Zimbabwe.
- They are Zimbabwean.
Language focus: review the verb “to be”, “Wh-
questions.”

Total number of hours 9

Methodology: Teachers should review greetings and introduction. Techniques such as role play, pair, and group work are recommended. Simple class survey on
personal information. ~
Suggested activities:
 Greetings - formally and informally
- In groups, students greet each other and introduce themselves and the others
 Personal information
- Class survey: ask for personal information from classmates.
- Write about you or other students.
 Colours:
- Draw flags of Mozambique and neighbouring SADC countries, and then identify colours.
- Read simplified texts.

106
LEARNING
COMPETENCIES NUMBER
TOPIC OBJECTVES CONTENTS
OF
Students can: HOURS
Students will be able to: Skills: Speaking Reading and writing

 Location of places at the school


 Locate places in and
around the school
School Head Masters’s office, Head Teacher’s office,
 Tell what people do in reception, schoolyard, canteen, library, bookshop,
those parts classroom.
 Describe the common activities
- The teacher is in the classroom. done in parts of the school.
- The boys are playing in the schoolyard. 2
- The Head Teacher is working in his office.
- You buy pencils in the canteen.
- You borrow books in the library.
- You play in the school yard.
Language focus: School related vocabulary, review
present continuous.

 Telling the time


 Ask for and tell the time.
2. A: What time is it?
B: It is 8 o’clock in the morning.
School  Convey information about time
A: What time is it? and timetables.
B: It is a quarter to 11. 3

A: What time is it?


B: It is a half past to 12.

Language focus: expressions related to the time.

 Talk about daily  Days of the week


activities.
Monday, Tuesday, Wednesday, Thursday, Friday,
Saturday, Sunday
 Describe his/her daily routine. 2
- On Monday I wake up at 5.00 a.m.
- On Tuesday, I go to school at 5.30 a.m.
- When do you go to mosque?

107
A: What time do you have lunch?
B: I have lunch at 12:30.

A: What time does your English class begin?


2. B: At 10.00 a.m.

School Language focus: “Wh-questions, auxiliary verb “do”


(cont.)
 Past events
Saw, went, played, listened, walked, did…
 Talk about past events.  Convey orally and in writing
information about past events.
Yesterday I saw a snake.
Yesterday afternoon, we played soccer. 3
Last week my father went to Beira.
Last night, my sister listened to the radio.

Language focus: introduction to Simple Past Tense.

Total number of hours 10

Methodology: Review days of the week and expressions `yesterday, today and tomorrow`´. Encourage the students to talk about what they did the previous day.
Present and drill the new verbs. Use chain drills the new verbs. Use chain drills for students to produce sentences in the past. In pairs and groups allow students
to talk about activities in the past. For consolidation students should read short texts and write short texts about their activities in the past.

Suggested activities:

 Location of places at the school


- Draw a school map and label various locations at school.

 Telling the time


- In pairs practise telling the time.

 Days of the week


- Use the school timetable or imaginary one to talk about the running activities.

 Past events
- Read simplified texts. Write sentences about past events.

108
LEARNING
COMPETENCIES NUMBER
TOPIC OBJECTVES CONTENTS
OF
Students will: HOURS
Students will be able to: Skills: Speaking Reading and writing

 Name family and related  Members of the family


vocabulary.
Husband, wife, son daughter, mother, father, grand-  Describe relationships of the family
father, grand-mother, uncle, aunt, niece, nephew, members.
grandson grand-daughter
2
That is my sister’s baby. She is my niece.
My father´s name is Carlos.
My mother´s name is Carla.

Language focus: Introduction of possessive case.

 Ask and answer about  Personal description


people’s appearances
Short, tall, thin, fat, slim, small, big, beautiful, dark.
 Describe people orally and in writing.
A: What does your father look like?
3. B: He is tall and thin.

The Family A: What does your sister look like?


B: She is short. 2

- My aunt is dark and she has got long hair and


brown eyes.
- My grandfather is tall and thin. He has got short
white hair.

Language focus: Adjectives

 Talk about past state and  Talking about past state and events
events
Saw, visited, went, was, had, listened, watched.  Describe past state and events
 Talk about occurances in the I saw my aunt last week. 3
family in the past. My mother was sick last Monday.
 I visited my grand-mother last Sunday.
My father and my brother went to the football match
on Saturday.

109
Language focus: Past tense of “to be; see; visit;
have”; review family related vocabulary.

Total number of hours 7

Methodology: In this unit speaking is the predominant skill. In pair or group, students will describe people’s physical appearance. Students should read texts for
specific information. They write short compositions about past events:

Suggested activities:

 Members of the family


- Pair-work: draw your family tree (grandfather, grandmother, father, mother, brothers and sister) and present it.

 Describing people
- Describe a classmate, match pictures to words.

 Talking about past state and events


- Write short composition about family activities in the past.

110
LEARNING
COMPETENCIES NUMBER
TOPIC OBJECTVES CONTENTS
OF
Students can: HOURS
Students will be able to: Skills: Speaking Reading and writing

 Use vocabulary related to  Food s


food.
Common foods: rice, porridge, soup, bread; meat:
beef, chicken, goat, fish, prawns
Fruit:, banana, oranges, tangerine, mangoes;
 Name foodsin the coconut, cashews, pineapple.
community.  Describe eating habits in the
Vegetables: beans, onions, tomatoes, potatoes, corn, 2
family/community.
carrots, lettuce, cabbage;
- What do you eat for breakfast?
- What have you got in your family’s garden?
- We have got corn and beans in our garden.
4.
Language focus: Food related vocabulary, Wh-
The Human questions.
Body - Health  Use vocabulary related to  .Describe drinking habits in the
and Nutrition drinks.  Drinks: community.
Water, tea, coffee, milk, juice, soft drink. 2

Language focus: drinks related vocabulary.

 Use vocabulary related to  Likes and dislikes


food and drinks.
A: What do you like eating?
 Express his/hers likes and dislikes.
B: I like beef. I don’t like chicken.
2
A: What do you like drinking?
B: I like juice. I don’t like soft drinks.
Language focus: likes and dislikes, auxiliary verb
“do”, revision of food and drink vocabulary.

111
 Talk about personal  Health
illnesses. Symptoms, treatment, care, cough, illness, headache,
stomach-ache, malaria, vomit, injury.

- I’m feeling sick.


 . State orally and in writing 3
- I’m not feeling well.
- My mother has a headache. information about health.
- Yesterday I had a stomach-ache.
- Last year my brother had malaria.
Language focus: health vocabulary, revision of the
simple past

112
LEARNING
COMPETENCIES NUMBER
TOPIC OBJECTVES CONTENTS
OF
Students can: HOURS
Students will be able to: Skills: Speaking Reading and writing

 Giving suggestions
 Talk about health.
 Give suggestions on health
- Hendrina is fat. She should do some physical
and how to keep our body
exercises.
healthy and fit.
- Yatima has got a headache. She should go to hospital.
- Malumbe is tired. He should have a rest. 2
- We should not drink alcoholic drinks.
- We shouldn’t smoke.
Language focus: should; should not ; for suggestion

 Nutrition and physical exercises to keep our


 Name heathy food and
body healthy
drinks.
Nutritive food, fruits, vegetables, rest, physical exercises
(walk, jog, swim…)  Give suggestions on healthy
4. food and how to keep our
- You should eat vegetables to keep your body healthy. body healthy.
The Human - We should eat fruits to be healthy.
Body - Health - Felicidade takes milk every week. 2
and Nutrition - Samuel eats bananas and oranges everyday.
(cont.) - You should take physical exercises to be healthy.
- Don´t take alcoholic drinks.
- Take a walk regularly to keep fit and healthy.
- Don´t go to bed very late.
Language focus: Nutrition and Health related
vocabulary.

 Discuss HIV/AIDS  Giving suggestions about HIV/AIDS prevention


symptoms.  Give suggestions on
- You should learn more about HIV/AIDS. 3
HIV/AIDS prevention.
- You should start sexual activity when adult.
- You should use different method to prevent
HIV/AIDS.
- You should go to hospital when you are sick.
Language focus: “should; should not”; ”for
suggestion”.

113
 . Discuss malaria
symptoms.  Giving suggestions about malaria
 Give suggestions on malaria
- You should learn more about malaria.
prevention.
- To prevent malaria, you should sleep under mosquito
net. 2
- You should keep your yard clean.
Language focus: modals of suggestion “should”.

Total number of hours 18

Methodology: Teacher should use realia and pictures to introduce food related language. He should also use heath posters to introduce health related language.
Students should practise and conciliate new language discussing in pars and groups. Students should read short simplified texts on health and disease prevention
and writing short compositions about the topic. The unit gives an opportunity to explore the cross-cutting issue which is the prevention of HIV/AIDS and other
diseases.

Suggested Activities:
 Foods
- Pair- work discussion on what they eat for their meals (breakfast, lunch, dinner). Short composition about food in the family.
 Drinks
- Pair- work discussion about what they drink for their meals (breakfast, lunch, dinner).
 Likes and dislikes
- Pair- works practising dialogues on food and drinks. Short composition about food and drinks.
 Health wise
- Reading about illnesses. Write short composition about health in the family.
 Giving suggestions
- Discuss Nutrition pyramid.
 Nutrition and physical exercises to keep our body healthy
- Read texts about healthy body.
 Giving suggestions about HIV/AIDS prevention
- Read texts about HIV/AIDS. Draw posters about HIV/AIDS prevention.

 Giving suggestions about malaria


- Read texts about Malaria. Draw posters about Malaria prevention.

114
LEARNING
COMPETENCIES NUMBER
TOPIC OBJECTVES CONTENTS
OF
Students can: HOURS
Students will be able to: Skills: Speaking Reading and writing

 Description of house and furniture


 Name divisions of
the house and and sofa, bed, cupboard, wardrobe, bookshelves,
furniture - I live in a small house.  Describe a house and its furniture.
- She lives in a big house.
- You live in a detached house. 3
- We live in a block of flats.
My house has six divisions: one living room, two
bedrooms, one bathroom and one kitchen. In the
living room, there are: a television, three sofas and a
radio.

5. Language focus: review of home related vocabulary.

The Home  Ask for direction  Asking and giving directions


 Give directions
 Give directions - Turn left, turn right, go straight on, go ahead,
opposite, behind, in front of, next to 3
- Where is the school?
- Go straight on. Turn left at the bank, the school is
on your right.
- We live next to the river. There are banana trees in
the yard. My friend lives in a reed house next to the
road.

Language focus: Prepositions (Turn left, turn right,


go straight on, go ahead, opposite, behind, in front
of, next to)

Total number of hours 6


Methodology: In this unit speaking should the predominant skill. Using pair or group-work, students should practise and consolidate the new language to enable
them describe their houses and ask and give directions. We also suggest Reading simplified texts for specific information, maps, and writing short compositions
about places where people live.

115
Suggested activities:

 Description of house and furniture


- Writing activity describing house and furniture and tell your partner.

 Asking and giving directions


- Pair work - Ask and give directions using maps.

116
LEARNING
NUMBER
TOPIC OBJECTVES CONTENTS COMPETENCIES
OF
HOURS
Students will be able to: Skills: Speaking Reading and writing Students can:
 Talk about common
professions and  Common professions
occupation in the
Teacher, nurse, farmer, fisherman, mechanic, truck driver,
community  Convey information about
shop-owner, shop assistant, policeman/woman, priest/ common professions in the
pastor, mayor. community/country. 2
- Trindade is a doctor.
- Maimuna is a nurse. She works in the clinic.
- Aniceto is a mechanic. He works in the local workshop.
- Dulce and Laura are shop assistants. They work in the
local shop.
Language focus: profession related vocabulary.

 Identify famous people  Famous people of Mozambique


in the community
Community Leaders, musicians, painters, football player,
6. /country.
athletes, basketball players, sculptures.
 Convey information about
The - Lurdes Mutola is a Mozambican famous athlete. famous people and places in
Community - Malangatana is a famous painter in Mozambique. the community/ country.
- Ali Fake is a famous musician. 3
- Dominguez is a famous football player.

A: Who is the famous musician in your community?


B: The famous musician in my community is Stewart.
- Who is the leader of community?
- Who is the Governor of your Province?
- Who is the President of your Country?

Language focus: review of “Wh-question (Who/where)”.

 Important dates for the community in Mozambique  Convey information about


 Name the iimportant 3
st rd th st st th important dates in the
days for the community/ 1 January, 3 February, 7 April, 1 May, 1 June, 25
community/country.
country. June, 7th September, 25th September, 4th October, 12th
October, 25th December

117
- - 31st December is the New Year Eve.
- 3rd February is the Mozambican Heroes´ Day.
- 25th June is the Independence day of Mozambique.
1- 5th October is Matola City`s day.
1- 10th November is Maputo City’ day.

- What is your Village´s day?


- What is your City´s day?
Language focus: dates

Total umber of hours 8

Methodology: Speaking is the predominant skill in this unit where students practise and consolidate the new language trough discussion in pair or group on
different issues in the community: professions, famous people, important dates and events in the community. Reading simplified texts and writing posters and
short compositions about the communities are also recommended.

Suggested activities:

 Common professions
- Match pictures to words.

 Famous people of Mozambique


- Pair work - Choose a famous person and try to guess, who he/she is: “Who are you? Are you a musician? Where are you from….”

 Important days for the community and Mozambique


- Write short composition about important days in the community or country.

118
LEARNING
NUMBER
TOPIC OBJECTVES CONTENTS COMPETENCIES
OF
HOURS
Students will be able to: Skills: Speaking Reading and writing Students can:

 Talk about the  Environment


environment in the
Land, lake, air, water, (rivers, ocean) mountains,
community.
forest, trees, domestic animals, wild animals.
- Zambeze river crosses my province.
- The local environment has mountains, forest, wild
animals.  Descibe th e environment in
3
the community.
- There are many mountains around Namaacha village.
- There are many wild animals in Gorongosa.
7. There are many domestic animals in my community:
The cows, goats, sheep, donkeys, ducks, chicken…
Environment
Speaking and Language focus: environment related vocabulary.
writing
 Ask and tell what the  Weather forecast
weather is like.
Sun, moon, clouds, stars, wind, rain, hot, cold, cool,
dry.
Sunny, cloudy, windy, rainy,  Describe the weather orally and
A. What does the weather like today? in writing. 3
B. It is rainy
.
A. What does the weather like today?
B. It is cold and windy.
Language focus: weather related vocabulary.

119
 Identify ways of
preserving the  Preserving the environment
environment
Clean up, rubbish, throw, pee.
- It is important to keep your classroom clean.  Convey information about the
- It is important to keep your school clean. environment and ways for its
- It is important to have clean rivers. preservation in the community.
- Don’t throw rubbish in the river. 3
- Don’t throw rubbish on the ground.
- Plant trees.
- Water the plants everyday.
- Keep your place clean.
Language focus: review imperatives

Total number of hours 9

Methodology: In this unit students are encouraged to discuss in pairs or groups ways to keep the school and the communities clean. Writing posters or short
compositions about how to keep the community clean and protect the environment. The unit gives an opportunity to explore the cross-cutting issue which is the
ways to keep the environment clean.
Suggested activities:
 Environment
- Describe your local environment.
- Write short composition about the environment in the community.

 Weather forecast
- Pair work – ask and tell the weather. Write short composition about the weather.

 Preserving the environment.


- Design posters related to the protection of environment.

120
LEARNING
COMPETENCIES NUMBER
TOPIC OBJECTVES CONTENTS
OF
Students can: HOURS
Students will be able to: Skills: Speaking Reading and writing

 Identify means of  Means of Transport


transport and related
Car, bus, lorry, plane, trains, ship, boat, cart,
professions.
motorbike, bicycle.
Driver, pilot, motorcyclist, sailor.
 Discribe common means of transport
- Alfredo’s father is a lorry driver. His father drives a 2
in the community.
lorry from Beira to Zimbabwe every week.
- Celeste lives in Catembe. She travels to Maputo city
by boat everyday.
- Ismael is a pilot. He flies the plane from Beira to
Nampula on Thursdays.
Language focus: transport related vocabulary.

 Talk about distance.  Distance and time taken for travelling


8. Departure, destination, ticket, timetable,
announcement, airport, harbour.
Transport - How far is Lichinga?
and - How far is Beira from Chimoio?  Convey information about
Communication - How long does it take to travel by plane from travelling in the community.
Maputo to Beira?
- How long does it take to travel by bus from Pemba
to Nampula?
3
A: How far is Marracuene?
B: It is 30 kilometres from Maputo.

A: What time is the train to Moamba?


B: It is at 5.00 p.m.

A: How long does it take to travel from home to


school?
B: It takes 30 minutes.

Language focus: “How” questions

 Ask and tell the rules  Rules for road safety 3

121
for road safety Pedestrian crossing, traffic lights, red light, , yellow
light Give advice on road safety in the
community.
- Always look before you cross the road.
- Always cross at pedestrian cross.
- Always put on the seat belt when you are in the car.
- Never play in the road. It is dangerous.

Language focus: adverbs of frequency, imperatives.


 Identify means of
communication and  Means of Communication
related profssions.
Computer, internet, telephone, cell phone,
newspaper, radio, television, fax, magazine, letter. Describe the importance of means of
- She is using the telephone. communication in the 3
- He is checking his e-mail on the computer. community/country.
- They received a fax yesterday from Niassa.
- Esmeralda listened to the radio last Saturday.
- Nyeleti and Paiva watched television last night.
Language focus: review past tense and present
Continuous.

Total number of hours 11

Methodology: Speaking is the predominant skill in this unit where students practise and consolidate the new language trough discussion in pair or group on
different issues related to
Means of Transport and Communications. Students should also be given writing tasks: short messages for SMS and short compositions on Means of Transport and
Communications: The unit gives an opportunity to explore the cross-cutting issue which is the road safety.
Suggested activities:
 Means of Transport
- Discuss the common means of transport. Write short composition about common means of transport in Mozambique.
 Distance and time taken for travelling
- Pair work – design timetable and dialogue using it.
 Rules for road safety
- Read and discuss texts on road safety. Write composition about the means of transport.
 Means of Communication
- Read and discuss texts on means of communication.
- Write composition about means of communication
.

122
Programa de Matemática

3º Ciclo

123
Introdução

A Matemática lúdica é vista como uma estratégia de ensino e de aprendizagem na qual as crianças
podem potenciar e desenvolver as suas competências matemáticas.

Uma das estratégias que demonstra algumas promessas tem sido a utilização de jogos em que os
conceitos matemáticos são apresentados numa perspectiva lúdica e de resolução de problemas. O
acto de brincar é, de facto, uma actividade indispensável para o desenvolvimento humano e o
material de trabalho necessário para desenvolver essa tarefa.

Quanto mais as crianças brincam, mais aprendem, mais exploram e descobrem, desenvolvendo uma
motivação extra para a aprendizagem, motivação essa que permanecerá para toda a vida. Um
currículo adequado às crianças deve considerar a relação entre as crianças e a Matemática que
entram no ensino com uma considerável experiência Matemática, com uma compreensão de
conceitos muito global e com algumas destrezas importantes, nomeadamente a classificação a
seriação e a contagem.

A Revisão Pontual dos Programas centrou-se, fundamentalmente, na capitalização, simplificação e


transferência de alguns conteúdos, clarificação das competências a desenvolver bem como das
ideias intuitivas das crianças e a sua linguagem. O reconhecimento do desenvolvimento cognitivo,
social e emocional das crianças deve conduzir a um tipo de experiências matemáticas significativas.
Esta noção de currículo adequado ao desenvolvimento de competências das crianças é fundamental,
de modo a que as crianças conservem o prazer e a curiosidade Matemática.

O presente programa do 3º ciclo está estruturado em catorze (14) Unidades Temáticas: 1. Números
Naturais e Operações, 2. Espaço e Forma, 3. Grandezas e Medidas, 4. Fracções, 5. Números
decimais, 6. Potenciação, 7. Percentagens, 8. Escala, 9. Tabelas e gráficos, 10. Divisibilidade, 11.
Equações, 12. Razões e proporções, 13. Proporcionalidade e 14. Estatística.

As sugestões metodológicas apresentam-se no fim de cada unidade temática. Porém, estas não
devem limitar a iniciativa do professor, servem de base para o professor recorrer na planificação e
mediação do processo de ensino-aprendizagem da Matemática, de modo a garantir o
desenvolvimento de competências dos alunos.

124
5. Competência Gerais do Ensino Básico
Na Matemática, o aluno vai desenvolver competências de contar e calcular, usando as quatro
operações básicas na resolução de problemas, por um lado, e, por outro, desenvolver as
competências de observar, identificar, agrupar, distinguir, interpretar, analisar, estimar e medir.

1.2 Competências do 3º Ciclo

No final deste ciclo o aluno:


a) Conta números até 10 000 000;

b) Lê números até 10 000 000;

c) Escreve números até 10 000 000;

d) Calcula mentalmente e por escrito operações de adição, subtracção, multiplicação e


divisão até 10 000 000;

e) Relaciona as figuras planas e sólidas geométricas com objectos da vida real;

f) Resolve diferentes problemas da vida real, que envolvem grandezas, fracções, números
decimais, percentagens e tabelas e gráficos aplicando as 4 operações básicas até 10 000
000;

g) Desenvolve o amor à pátria e conhece os símbolos nacionais.

125
Carga Horária do 3º Ciclo

A carga horária para o 3º ciclo é proposta em função de escolas com 2 turnos. De acordo com o Calendário Escolar 2014, o ano
lectivo é composto por 38 semanas. O Plano de Estudos do Ensino Primário revisto contempla o seguinte fundo de tempo lectivo: 6
tempos semanais tanto para 6ª classe como para a 7ª classe. Isto é, 38 semanas x 6 tempos = 228 tempos lectivos. Nota: Os 20% do
tempo lectivo do Currículo Local, que significa: 228 x 20% = 45,6 tempos lectivos, já estão inclusos nos 228 tempos lectivos. Assim,
o professor não pode, somente, planificar aulas sobre o currículo local. Isto é, os conteúdos do Currículo local deverão ser tratados de
forma integrada.

Limites Numéricos

Programa 1 ciclo/classe 2º ciclo/classe 3º ciclo/classe


1ª 2ª 3ª 4ª 5ª 6ª 7ª
Corrente 50 100 10 000 1 000 000 1 000 000 10 000 000 >1 000 000 000
Revisto 50 100 1 000 10 000 100 000 1 000 000 1000 000 000

Nota: Na 2ª classe, no programa vigente, as crianças efectuam operações de multiplicação e de divisão até 50.

126
Visão Geral dos Conteúdos

6ª CLASSE 7ª CLASSE
UNIDADE
CONTEÚDOS CH CONTEÚDOS CH
TEMÁTICA
 Revisão dos números naturais até 100 000
 Revisão de números naturais até 1
000 000
 Números naturais até 1 000 000
NÚMEROS - Números naturais até 1 000 000
NATURAIS E  Números ordinais até 80o;
000
OPERAÇÕES  Números romanos até cem (C);
60  Números ordinais até centésimo 35
 Adição, subtracção, multiplicação e divisão
(1000);
aulas aulas
até 1 000 000.  Números romanos até cem (M).
 Adição, subtracção, multiplicação
e divisão até 1 000 000 000.

127
6ª CLASSE 7ª CLASSE
UNIDADE
CONTEÚDOS CH CONTEÚDOS CH
TEMÁTICA
 Pontos, rectas no plano  Polígonos
 Quadriláteros 20  Triângulos
ESPAÇO E aulas  Quadriláteros 15
FORMA aulas
 Potências de base natural  Potências cuja base é uma fracção ou número
 Adição, subtracção de potências; decimal.
 Multiplicação e divisão de potências 20  Adição e subtracção de potências; 12
aulas  Multiplicação e divisão de aulas
POTENCIAÇÃO
 Fraccões  Fraccões
FRACCÕES  Adição e subtracção de fracções com o  Adição e subtracção de fracções com
mesmo denominador 20 denominadores diferentes; 20
aulas  Multiplicação e divisão de uma fracção por aulas
um número natural;
 Unidades de superfície: km2, hm2, dam2, m2,  Áreas de figuras planas

2 2 2
dm , cm e mm Rectângulo, quadrado, paralelogramo,
GRANDEZAS E  Unidades agrárias: hectare (ha), are (a) e 47 triângulo, trapézio e do círculo; 20
MEDIDAS centiare (ca); aulas aulas

128
6ª CLASSE 7ª CLASSE
UNIDADE
CONTEÚDOS CH CONTEÚDOS CH
TEMÁTICA
 Relação entre unidades agrárias e de  Volume de sólidos geométricos
superfície 1. prisma recto, cilindro de revolução,
pirâmide rectangular, cone de revolução e de
 Unidades de volume: km3, hm3, dam3, m3, esfera
GRANDEZA
dm3, cm3 e mm3
SE
 Volumes de sólidos: paralelepípedo
MEDIDAS
rectângulo e cubo.
 Unidades de capacidade
 Unidades de medidas de massa: Tonelada (t),
dacaquilograma (dakg), quilograma (kg),
hectograma (hg), decagrama (dag), grama (g),
decigrama (dg), centigrama (cg), miligrama
(mg);

129
6ª CLASSE 7ª CLASSE
UNIDADE
CONTEÚDOS CH CONTEÚDOS CH
TEMÁTICA
1. Números decimais até 3 casas decimais.  Números decimais até 5 casas decimais.
 Adição e subtracção de números 2. Adição, subtracção, multiplicação e divisão de
NÚMEROS decimais. 20 números decimais. 20
DECIMAIS aulas aulas
 Equações lineares com números naturais 15  Equações lineares com números naturais, fracções
EQUAÇÕES aulas e números decimais; 15
aulas
PERCENTAGENS  Percentagens  Percentagens
 Conceito de percentagem;  Problemas de cálculo de percentagens
 Cálculo de percentagens de quantidades 15  Representação de percentagens em gráfico circular 15
 Representação de percentagens em gráfico aulas e de barras. aulas

circular.
DIVISIBILIDADE  Divisibilidade de números naturais 20
DE NÚMEROS aulas
NATURAIS
RAZÕES E  Razões e proporções . 15
PROPORÇÕES  Escala tesmpos
PROPORCINALI  Proporcionalidade directa e inversa 20
DADE aulas
ESTATÍSTICA  Noção de estatística 12

130
aulas
REVISÃO Revisão 11 Revisão 9
aulas
Total

131
Programa de Matemática
6ª Classe

132
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS COMPETÊNCIAS
UNIDADE
CONTEÚDOS PARCIAIS CH
TEMÁTICA
O aluno deve ser capaz de: O aluno:
 Revisão dos principais conteúdos da 5ª classe até
100 000
 Leitura e escrita dos números naturais até 100
 Ler e escrever números 000;
I
naturais;  Decomposição de números naturais e sua
NÚMEROS
 Comparar e ordenar números representação na tabela de posição até 100 000;  Resolve problemas que
NATURAIS E 10
naturais;  Ordenação e comparação de números naturais até envolvem os números
OPERAÇÕES aulas
 Identificar as propriedades; 100 000; naturais até 100 000.
(1)
 Efectuar mentalmente e por  Cálculo mental e escrito de adição, subtracção
escrito adição, subtracção, multiplicação e divisão até 100 000;
multiplicação e divisão;  Propriedades: comutativa, associativa,
distributiva, elemento neutro e absorvente da
multiplicação.

133
OBJECTIVOS
COMPETÊNCIAS
UNIDADE ESPECÍFICOS
CONTEÚDOS PARCIAIS CH
TEMÁTICA
O aluno:
O aluno deve ser capaz de:
 Números naturais até 1 000 000
 Ler e escrever
 Leitura e escrita dos números naturais até 1
números naturais até
000 000;
I 1 000 000;
 Decomposição de números naturais até 1000 000
NÚMEROS  Ler números naturais  Resolve problemas que
em unidades, dezenas, centenas, milhares,
NATURAIS E por classe e por envolvem números naturais
dezenas de milhares, centenas de milhares e 20
OPERAÇÕES ordem; até 1 000 000 aulas
milhões;
(1)  Comparar e ordenar
 Leitura por classe e por ordem de números
números naturais;
naturais até 1 000 000;
 Representação de números naturais na tabela de
posição até 1 000 000;
 Ordenação de números naturais até
1 000 000;
 Comparação dos números naturais até 1 000 000,
usando os símbolos: <, > e =;
 Números ordinais até octogésimo (800);
 Números romanos até cem (C).

134
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS COMPETÊNCIAS
UNIDADE
CONTEÚDOS PARCIAIS CH
TEMÁTICA
O aluno deve ser capaz de: O aluno:
 Efectuar, mentalmente, Adição e subtracção até 1 000 000
 Estratégias de cálculo mental de adição;
I adição e subtracção;
 Procedimento escrito de adição sem transporte e  Resolve problemas que
NÚMEROS
com transporte; envolvem adição e
NATURAIS E  Efectuar adição e subtracção
10
 Estratégias de cálculo mental de subtracção; subtracção de números
OPERAÇÕES na forma horizontal e aulas
vertical;  Procedimento escrito de subtracção sem empréstimo naturais até 1000 000;
(1)
e com empréstimo

135
Sugestões Metodológicas

As primeiras semanas serão dedicadas à revisão da matéria da classe anterior.


O professor, de forma alguma, poderá abordar essas matérias como se tratasse de conteúdos
novos. É preciso que se dê tarefas aos alunos para medir as competâncias desenvolvidas na 5ª
classe. No caso de alguns alunos apresentarem dificulades, o professor deverá proporcionar
oportunidade de serem os outros alunos a explicarem as matérias, e só no último caso, é que ele
poderá intervir.
É preciso que haja diversificação na apresentação de tarefas.
Na consolidação destas matérias, o professor poderá apresentar aos alunos diferentes tipos de
actividades, por exemplo:
 Identificar determinados números apresentados.
 Escrever números por algarismos e por extenso e vice-versa;
 Relacionar números à quantidades e vice-versa;
 Decompor números em unidades, dezenas, centenas e milhares;
 Representar números dados na tabela de posição;
 Ler números representados na tabela de posição;
 Ler números por ordem e por classe;
 Ordenar números na forma crescentes e decrescentes;
 Comparar números naturais.

Leitura e escrita dos números naturais até 1 000 000


O tratamento de números naturais até 1 000 000 (leitura e escrita, decomposição, representação na
tabela de posição, ordenação e comparação, usando os sinais:>, < e =, é feito da mesma forma que
o tratamento de números até 100 000. Por isso, as actividades sugeridas para o tratamento de
números naturais até é 1000 000, são as mesmas para o abordagem de números naturais até 100
000.

Números Ordinais
O tratamento da leitura e escrita de números ordinais até 50o, deve ser antecedida pela
consolidação de números ordinais até 40o.
Os números ordinais devem ser escritos tanto por algarismo como por extenso e vice-versa.
Os números dos alunos na lista da turma podem ser traduzidos na forma ordinal. Como é óbvio,
deve -se respeitar o limite, tendo em conta que a maioria das turmas é numerosa.

136
No recreio, ou nas aulas de Educação Física podem ser desenvolvidas diversas actividades
conducentes à aprendizagem dos números ordinais propostos.
Exemplo: Os alunos fazem uma corrida e o professor classifica pela ordem de chegada: primeiro
(1º), segundo (2º), …..décimo (10º),
décimo primeiro (11º)…….vigésimo (20º), ...... vigésimo nono (29º), trigésimo (30º), trigésimo
primeiro (31º), ... , trigésimo
oitavo (38º), trigésimo nono (39º) e quadragésimo (40º), quadragésimo primeiro (41º),
quadragésimo segundo (42º),... quadragésimo
oitavo (48º), quadragésimo nono (49º), ... . Octogésimo (80o).
Na aula, os alunos poderão discutir e identificar a ordem em que cada aluno chegou à meta.

Numeração romana até cem (C)


O tratamento de números romanos até cem (C), deve ser antecedido pela consolidação de leitura e
escrita de números romanos até quarenta (XL).
Vários exercícios e problemas quotidianos deverão ser realizados pelos alunos para o
desenvolvimento de competências, tais como:
 Ler e escrever em numeração romana, horas em relógios, datas históricas e em
monumentos históricos;
 Ler e escrever em numeração romana;
 Escrever números romanos dados na ordem crescente e decrescente.
 Estabelecer correspondência entre números romanos e árabes dados.

Estratégias de cálculo mental de adição e subtracção

O objectivo final do ensino das estratégias de cálculo é desenvolver o cálculo mental. Por isso,
neste ciclo, espera-se que os alunos tenham desenvolvido esta competência, e que deixem de
manusear dedos, pauzinhos e outros objectos no cálculo.

Desta forma, a única estratégia das aprendidas nas classes anteriores que se aconselha neste ciclo
é da identificação do exercício básioco. Por exemplo, para calcular a adicção: 6 + 32 347,
procede-se da seguinte forma:

 Identifica-se o exercício básico (6 + 7) e obtém-se 13 e adiciona-se o 13 com 32 340,


obtendo-se 32353 como total ou soma de, 6 + 32 347.

137
Vejamos um exemplo de subtracção: 94 563 - 8 =?
Estratégias de cálculo mental de subtracção:
 Identifica-se o exercício básico (13 - 8) e obtém-se 5, e de seguida adiciona-se o 5 com
94 550 , obtendo-se 94 555 como diferença de 94 563 – 8.

O procedimento escrito da adição com transporte:


Como calcular 73 685 + 19547 na forma vertical?
Vejamos: Verificação dos resultados:
111 1 10 10 10 10
73685 9 3 2 3 2
+1 9 5 4 7 -19 5 4 7
93232 73 6 8 5
Os alunos devem saber que:
 na adição, a verificação do resultado é feita através da sua operação inversa, portanto, a
subtracção. Se o resultado da subtracção do total com uma das parcelas, for igual a outra
parcela, então, o resultado da adição está certo.

138
UNIDADE OBJECTIVOS ESPECÍFICOS COMPETÊNCIAS PARCIAIS CH
TEMÁTICA CONTEÚDOS O aluno:
O aluno deve ser capaz de:
 Pontos, rectas no plano
 Recta, semi-recta e segmento de recta;
 Identificar pontos, rectas  Posição relativa entre pontos e rectas;
no plano;  Posição relativa entre duas rectas:
 Construir rectas paralelas  Rectas paralelas;
e concorrentes;  Concorrentes: oblíquas e perpendiculares;
II  Identificar de quadriláteros  Construção de rectas paralelas e
ESPAÇO E perpendiculares;
 Resolve problemas que envolvem rectas 20
FORMA  Noção de mediatriz de um segmento;
e quadriláteros. aulas
 Construção de mediatriz.

 Quadriláteros

 Noção de trapézio;
 Sistematização dos quadriláteros (trapézios,
paralelogramos, rectangulos, losangos,
quadrado).

139
Sugestões Metodológicas
Exploração do espaço e forma
Desde os tempos remotos, o homem observando a natureza, notou que ela era constituída
por objectos de variadas formas e tamanhos. A curiosidade levou-o a estudar as
propriedades das formas e a “medir” os tamanhos dos objectos, desenvolvendo uma
nova ciência, denominada “Geometria= medida da terra”
Um dos objectivos principais do ensino da Geometria na escola primária é doptar os
alunos com ideias e habilidades espaciais que lhes facilitarão o dia-a-dia, ou seja, o
estudo dos conceitos relativo ao espaço e à forma deverão permitir aos alunos
entenderem o meio ambiente onde vivem e poderem orientar-se.
Os conceitos iniciais, ligados ao espaço e à forma, são fundamentais para as os alunos
perceberem várias matérias e noções matemáticas ensinadas na escola secundária, como
a “Trigonometria” que se baseia no estudo dos ângulos ou a Álgebra Linear que se
debruça sobre o segmento orientado.
O professor poderá partir de exemplos concretos para explicar as noções de: ponto, recta
e plano.
a) Um furo de agulha, uma estrela distante, um grão de areia, etc. dá-nos a ideia de
pontos;

b) Um fio esticado, um raio de luz que passa por um pequeno orifício, etc., dão-nos
a ideia de recta.

c) Uma tampa de mesa, um quadro-negro, uma parede, etc. dá-nos a ideia de plano.

O professor poderá sistematizar que:


1. Os pontos são indicados por letras maiúsculas do nosso alfabeto.

Exemplos: A (ponto A); B (ponto B) e M (ponto M).


2. As rectas são indicadas por letras minúsculas do nosso alfabeto ou pelas letras de
dois de seus pontos.

Exemplos: ____.____________.____r__ (recta r ou recta AB)

A B
3. Os planos são indicados por letras minúsculas do alfabeto grego:  (alfa),  (Beta),
 (gama) e etc.
Uma recta possui infinitos pontos. Por isso, podemos dizer que a recta é um conjunto
infinito de pontos. No desenho que representa a recta, costuma-se colocar duas pontas

140
de seta para transmitir a ideia de que a recta tem extensão infinita, isto é, não tem
começo nem fim.

4.Num plano existe pontos infinitos. Então podemos dizer que o plano também tem uma
extensão infinita, isto é, não tem começo nem fim.

5. A recta e o plano são conjuntos e o ponto é elemento desses conjuntos.

Actividades
O professor poderá orientar aos alunos para a construção de rectas perpendiculares,
paralelas, mediatriz, usando régua e compasso.

Sistematização dos quadriláteros (trapézios, paralelogramos, rectangulos, losangos,


quadrado)

Quadrilátero qualquer

Trapézio

Paralelogramo

Rectãngulo Losango

Quadrado

141
OBJECTIVOS
UNIDADE COMPETÊNCIAS PARCIAIS
ESPECÍFICOS CONTEÚDOS CH
TEMÁTICA O aluno:
O aluno deve ser capaz de:
 Multiplicação e divisão de números naturais até 1 000
 Aplicar estratégias e 000
propriedades no cálculo  Estratégias do cálculo mental de multiplicação até 1
mentalmente de 000 000;
multiplicação e divisão;  Procedimento escrito da multiplicação de números
 Efectuar multiplicação e naturais sem transporte e com transporte cujo
divisão de números multiplicador é de dois e três dígitos até 1 000 000;
III  Resolve problemas
naturais na forma  Estratégias do cálculo mental da divisão até 1 000
NÚMEROS quotidianos que
horizontal e vertical. 000; 20
NATURAIS E envolvem multiplicação e
 Procedimento escrito da divisão sem resto e com aulas
OPERAÇÕES divisão até
resto cujo divisor é de dois e três dígitos até 1 000
(2) 1 000 000.
000;
 Propriedades: comutativa, associativa, distributiva,
elemento neutro e absorvente da multiplicação;
 Propriedade distributiva da divisão em relação à
adição e subtracção;
 Expressões numéricas sem parênteses e com
parênteses envolvendo as quatro operações básicas.

142
Sugestões Metodológicas

Multiplicação e divisão de números naturais até 1 000 000 e suas propriedades


As estratégias do cálculo mental para o tratamento da multiplicação e divisão até 1 000
000, são as mesmas exemplificadas na 5ª classe.
O mais importante é o dominio da tabuada da multiplicação, assim como as suas
propriedades, pois elas servem para facilitar o cálculo, sobretudo o cálculo mental.
O procedimento escrito tanto da multiplicação como da divisão já foi demonstrado nas
classes anteriores.
Os alunos devem calcular expressões numéricas e resolver problemas aplicando as
propriedades: comutativa, associativa, distributiva, elemento neutro e absorvente da
multiplicação.

Actividades
O professor poderá selecionar problemas que envolvem doenças endêmicas que mais
afectam a comunidade, por exemplo a cólera, a malária, a tinha, a sarna e outras.
Exemplos: Numa comunidade A, 800 pessoas sofrem de cólera, na comunidade B 650
pessoas sofrem de cólera e na comunidade C, 900 pessoas sofrem de cólera.

a) Calcula, aplicando a propriedade comutativa, o total das pessoas com cólera.


800 Pessoas + 650 pessoas + 900 pessoas=
b) Calcula, aplicando a propriedade associativa, o total das pessoas com cólera.
(900 Pessoas + 800 pessoas) + 650 pessoas=
650 Pessoas + 900 pessoas + 800 pessoas=

143
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
UNIDADE COMPETÊNCIAS PARCIAIS
CONTEÚDOS CH
TEMÁTICA O aluno:
O aluno deve ser capaz de:
 Potências de base natural
 Ler e escrever potência  Definição de potência;
IV  Identificar diferentes tipos de  Leitura e escrita de potências;
 Resolve problemas de adição,
POTENCIAÇÃO potências  Adição e subtracção de potências;
subtracção, multiplicação e divisão 20
 Adicionar e subtrair potências  Multiplicação e divisão de potências aulas
que envolvem potências.
 Multiplicar e dividir potências de bases iguais e expoentes diferentes;
 Multiplicação e divisão de potências
de bases diferentes e expoentes iguais.

144
Sugestões Metodológicas
Como ponto de partida o professor pode apresentar no quadro um produto de factores iguais e
dizer aos alunos que estes produtos podem ser escritos na forma mais simplificada. Exemplo: 2 x
3
2x2 = 2 e lê-se: dois elevados a três ou dois ao cubo.
3
 Portanto: 2 é uma potência de base 2 e expoente 3. Lê-se: dois elevados a três ou dois
ao cubo.

 2 é a base, indica o factor que se repete.

 3 é o expoente, indica o número de vezes que esse factor é repetido.

Assim, os alunos, sob a orientação do professor, poderão concluir que: Potência é um produto de
factores iguais.

REGRAS OPERATÓRIAS DE POTENCIAÇÂO

Regra1:

Na adição e subtracção de potências, primeiro calcula-se o valor de cada potência e em seguida,


adiciona-se ou subtrai-se os valores obtidos conforme caso.

Regra2:
Na multiplicação de potências com a mesma base e diferentes expoentes, deve-se manter a base
e adicionar-se os expoentes.

Regra3:
Na multiplicação de potências com o mesmo expoente e diferentes bases, deve-se manter o
expoente e multiplicar as bases.

Regra4:
Na divisão de potências com a mesma base e diferentes expoentes, deve-se manter a base e
subtrair-se os expoentes.

Regra5:
Na divisão de potências com bases diferentes e mesmo expoente, deve-se dividir as bases e
manter o expoente.

145
OBJECTIVOS
UNIDADE COMPETÊNCIAS PARCIAIS
ESPECÍFICOS CONTEÚDOS CH
TEMÁTICA O aluno:
O aluno deve ser capaz de:
 Medidas de superfície
V  Unidades de superfície: km2, hm2, dam2, m2,
GRANDEZAS dm2, cm2 e mm2
E MEDIDAS  Múltiplos: km2, hm2, dam2;
 Ler e escrever as unidades  Unidade fundamental: m2;
 Resolve problemas que
de superfície e agrárias;  Submúltiplos: dm2, cm2 e mm2;
envolvem unidades de
 Efectuar conversões das  Unidades agrárias: hectare (ha), are (a) e centiare superfície e agrárias. 15
unidades de superfície e as (ca); aulas
agrárias.  Relação entre unidades agrárias e de superfície
- Hectare ( ha) hm2
- Are (a) dam2
- Centiare (ca ) m2
Conversão das unidades de superfície em
agrárias e vice-versa.

146
Sugestões Metodológicas

Unidades de superfície
Os alunos já têm conhecimento do conceito de área desde a 4ª classe, quando aprenderam a
calcular a área de um rectângulo e todas as unidades de comprimento.
Agora eles precisam de aprender as unidades de área como ilustra a tabela abaixo.

Sistematização das unidades de medida de superfície


Abreviat
ura Km2 hm2 dam2 m2 dm2 cm2 mm2
Hectó Decâme
Quilomet metro tro Decímetr
ro quadra quadrad o Centímetro Milímetro
Nome quadrado do o Metro quadrado quadrado quadrado quadrado
Múltiplos do metro Unidade Submúltiplos do metro quadrado
quadrado fundamental
das
medidas de
superfície

O professor poderá dar exercícios de conversão de unidades de área e levar os alunos a


concluírem que nas unidades de área, uma mudança da unidade maior para a menor, implica
multiplicar por 100, e da unidade menor para a maior implica dividir por 100.
Exemplo: 34 m2 = 3 400 dm2 e 34 m2 = 0, 34 dam2
Os alunos devem calcular as áreas de paralelogramo, triângulo, trapézio e do círculo e área de
figuras compostas.

147
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
UNIDADE COMPETÊNCIAS PARCIAIS
CONTEÚDOS CH
TEMÁTICA O aluno:
O aluno deve ser capaz de:
 Fraccões
 Leitura e escrita de fracções;
 Representação gráfica de fracções;
 Ler e escrever fracções;
 Tipos de fracções: própria, imprópria e
 Representar, graficamente,
aparente;
diferentes tipos de fracções; Resolve problemas que envolvem
 Representação da fracção imprópria na fracções. 20
VI  Determinar fracções
forma mista aulas
FRACÇÕES equivalentes
 Fracções equivalentes
 Adicionar e subtrair fracções,
 Simplificação e amplificação de fracções
 Classes de equivalência de fracções
 Adição e subtracção de fracções com o
mesmo denominador

148
Sugestões Metodológicas
No 2º ciclo os alunos aprenderam: a leitura e escrita de fracções; comparação de fracções com
numeradores 1 e denominadores de 1 a 10; comparação de fracções com mesmo denominador ou
mesmo numerador; adição e subtracção de fracções com o mesmo denominador.
Este ano, o professor poderá reactivar o conhecimento sobre fracções, partindo de exercícios do
tipo:
Exemplo1: Observe as figuras abaixo
1. As duas figuras abaixo têm mesmo tamanho. Observe-as e classifique a sentença em
verdadeira (V) ou falsa (F):

Fig1 Fig2

2 4
4 8

(V ) A fracção que representa a parte pintada da figura 1 é igual à fracção que representa a
parte pintada da figura 2.

O professor poderá discutir com os alunos a veracidade ou não da sentença. Depois poderá
2 4
explicar aos alunos que a fracção foi amplificada para a fracção .
4 8
Dadas as fracções:
1
Exemplo1: 2
e 24 1
2
= 24 Estas fracções representam a mesma parte do
inteiro.
Verifique que, quando duas fracções são iguais, multiplicando-se o numerador de uma pelo
1 2
denominador da outra, obtemos produtos iguais. Assim, temos: a) 2 4
e 1x4=2x2
2 4
b) 3 6
e 2x6=3x4

Em termos simples, diz-se que, quando duas fracções são iguais, os produtos das multiplicações
“em cruz” são iguais.
Propriedade fundamental
Dada uma fracção, se multiplicarmos ou dividirmos seus dois termos por um mesmo número
(diferente de zero), obtém-se uma fracção igual à fracção dada.
2
Exemplo 1: Seja dada a fracção 3

2 2x4 8
Multipliquemos seus termos por 4: 3 = 3x4 = 12

149
2 8
Note que 3 = 12 , pois 2. X 12 = 3 x 8
60
Exemplo 2: Seja dada a fracção 75

60.:3 2 0
Dividimos seus termos por 3: 75:3 = 2 5 , pois 60 x 25 =75 x 20
60
Os termos da fracção dada, 75 , poderiam ainda ser divididos por outros números, obtendo-se
fracções iguais, como mostramos a seguir:

Actividades:
Numa comunidade A havia 560 crianças. 3\4 dessas crianças consumiram a batata de polpa
alaranjada e tiveram bons níveis de vitamina A. Quantas crianças não comeram a batata de polpa
alaranjada?

150
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
UNIDADE COMPETÊNCIAS PARCIAIS
CONTEÚDOS CH
TEMÁTICA O aluno:
O aluno deve ser capaz de:
 Números decimais
VII  Fracções decimais de denominador,
NÚMEROS 100, 1000, 10 000;
DECIMAIS  Transformação de fracção decimal
em número decimal;
 Relacionar fracções decimais e
 Transformação de um número
números decimais;
decimal em fracção decimal;
 Ler e escrever números
 Leitura e escrita de um número  Resolve problemas reais que 20
decimais;
decimal; envolvem números decimais. aulas
 Decompor números decimais;
 Decomposição de números decimais;
 Adicionar e subtrair números
 Representação de números decimais
decimais
na tabela de posição;
 Comparação de números decimais;
 Adição e subtracção de números
decimais.

151
Sugestões Metodológicas
O professor poderá ensinar o conceito de fracção decimal a partir do exemplo seguinte:
Divida a figura em 10 partes e, cada parte chama-se um décimo.

Fig1

1
10
ou 0,1 número decimal
Fracção decimal Lê-se: um décimo
Fig2

4
10
ou 0,4 número decimal
Fracção decimal Lê-se: quatro décimos
Fig3

10
10
ou 1

Fracção decimal Lê-se: 10 sobre 10 ou unidade (1).

Depois poderá elaborar uma tabela que indica a parte inteira e a parte decimal.
Número decimal Parte inteira Parte decimal Leitura
0.1 0 1 Um décimo
0,4 0 4 Quatro décimos
1,3 1 3 Treze décimos

Em seguida, o professor poderá orientar aos alunos para completarem a tabela seguinte:
Número Parte inteira décimos centésimos milésimos leitura
decimal
0,765 0, 7 6 5
1, 932
2, 888
4, 907
0, 532

152
O professor poderá esclarecer aos alunos que toda a fracção cujo denominador é 10, 100,
1000,…) é chamada fracção decimal. Assim, por exemplo, são fracções decimais:
7 23 5397 208
, , ,
10 100 1000 10000 , etc. e 0,7; 0,23; 5, 397 e 0, 0208 são números decimais.

Transformação de fracção decimal em número decimal


Para transformar uma fracção decimal em número decimal, escreve-se o numerador, separando-se
seus algarismos com uma vírgula. Deixam-se à direita da vírgula tantos algarismos quantos são os
zeros do denominador.

Exemplo 1:
2379
100  23,79 Exemplo 2: 57
10  5,7

Exemplo 3: 103486
10000  10,3486

Se o algarismo dos numeradores não forem suficientes, escreve-se à esquerda deles tantos zeros
quantos forem necessários, colocando-se ainda outros zero à esquerda da vírgula.
Exemplo 1: 7
1000  0,007 Exemplo 2: 2
10  0,2

Exemplo 3: 329
10000  0,0329

Nomenclatura
É importante que o professor faça referência ao seguinte:
a) Num número decimal, os algarismos à esquerda da vírgula forma a parte inteira,
enquanto os algarismos à direita formam a parte decimal.

Assim, por exemplo, no número 25, 3057 temos: 25, 3057. As posições à direita da vírgula
costumam ser chamadas de “ casas” decimais e se denominam conforme o esquema abaixo.
1ª casa decimal 2ª casa decimal 3ª casa decimal 4ª casa decimal
casa dos
Parte casa dos casa dos casa dos
décimos
inteira , décimos centésimos milésimos
milésimos
25 3 0 5
7

Leitura de um número decimal


Um número decimal pode ser lido de duas maneiras:
a) Lê-se a parte inteira como um todo, acompanhada da palavra ”inteiros”. A seguir, na parte
decimal, lê-se cada algarismo acompanhado do nome da casa decimal que ocupa.

153
Exemplos:
1º ) 27,316_______lê-se: vinte e sete inteiros, três décimos, um centésimo e seis
milésimos ou vinte e sete inteiros e trezentos e dezasseis milésimos ou vinte e sete mil,
trezentos e dezasseis milésimos.

Outros exemplos:
1º ) 0,16______Lê-se: Dezasseis centésimos.
2º ) 5, 237______Lê-se: cinco mil, duzentos e trinta e sete milésimos.

Transformação de número decimal em fracção decimal


O professor poderá explicar que a transformação de número decimal em fracção decimal
obedece a seguinte regra prática: no numerador, escreve-se o número natural que corresponde
ao número decimal (sem a vírgula). No denominador, escreve-se o algarismo 1 acompanhado de
tantos zeros quantas forem as casas decimais.
Exemplos:
723
1º ) 7,23= 100

5192
2º ) 5, 192= 1000
681
3º ) 0,0681= 10000

154
Propriedades dos números decimais
7
1ª ) Considere a fracção 10
, multipliquemos seus termos ao mesmo tempo por 10, 100, 1 000, etc,
obtendo fracções iguais (propriedade fundamental das fracções).
Temos: a) 7
10  0,7 b) 70
100  0,70 c) 700
1000  0,700 d) 7000
10000  0,7000
Como se pode ver os números decimais obtidos também são iguais, conclui-se que: Um número
decimal não se altera quando se acrescentam ou se suprimem zeros à direita de sua parte decimal.
Observação: um número natural sempre pode ser escrito na forma decimal, colocando-se a vírgula
após o seu último algarismo da direita e acrescentando-se em seguida quantos zeros quisermos.
Exemplos:
a) 5 = 5,0 = 5,00 = 5, 000 =…..

b) 27 = 27,0 = 27, 00 = 27, 000 =……

c) 930 = 930, 0 = 930,00 = 930, 000 =…..

Comparação de números decimais


O tratamento deste conteúdo pressupõe que o professor siga os seguintes passos.
1º Partes inteiras diferentes
Exemplos:
a) 13, 7 > 12,879 b) 5, 139 < 6, 28

O professor orienta aos alunos a concluir que “o maior número é aquele que tem a maior parte
inteira.”
2º Partes inteiras iguais
Neste caso, iguala-se o número de casas decimais (acrescentando ou suprimindo zeros),
eliminam-se as vírgulas e compara-se os números naturais resultantes.
Exemplos:
1º Comparar 3, 27 com 3,4:
 Iguala-se as casas decimais: 3,27 e 3,40

 Eliminam-se as vírgulas 3,27 e 3,40

 Como 327 < 340, então: 3,27 < 3,4

2º Comparar 0,12 com 0, 013:


 120 e 13

 120 > 13, então: 0,12 >0,013

155
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS COMPETÊNCIAS
UNIDADE O aluno deve ser capaz de: CONTEÚDOS PARCIAIS CH
TEMÁTICA
O aluno:
 Medidas de volume

 Ler e escrever as unidades de  Unidades de volume: km3, hm3, dam3, m3, dm3,

volume; cm3 e mm3

 Converter as unidades de  Múltiplos: km3, hm3, dam3;

volume;  Unidade fundamental: m3;

 Calcular volume do  Submúltiplos: dm3, cm3 e mm3;

paralelepípedo rectângulo e do  Conversão das unidades de volume;


 Converte as unidades de
cubo;  Volumes de sólidos:
volume e de
- Volume do paralelepípedo rectângulo;
capacidade;
volumes - Volume do cubo.
VIII  Resolve problemas que 20
 Ler e escrever as unidades de  Medidas de capacidade
GRANDEZAS envolvem volume e aulas
capacidade;  Unidades de capacidade: Quilolitro (kl),
E MEDIDAS capacidade de
 Converter as unidades de hectolitro (hl), decalitro (dal), litro (l), decilitro
objectos.
capacidade; (dl), decilitro (dl);
 Determinar capacidade de  Múltiplos: Quilolitro (kl), hectolitro (hl), decalitro
diferentes recipientes; (dal);
 Unidade fundamental: litro (l);
 Relacionar o dm3 e o litro;  Submúltiplos; decilitro (dl), centilitro (cl), mililitro
(ml)
 Calcular o volume.  Conversão das unidades de capacidade;
Equivalência entre o dm3 e litro.

156
Sugestões Metodológicas
Unidades de volume
Nesta unidade, antes de tudo, é importante que os alunos aprendam que há dois tipos de volume:
a) Um corpo sólido, como é o caso de uma pedra ou uma batata, não tem só um certo
volume, mas possuí, também, uma forma fixa.

b) A farinha amassada, um pedaço de argila ou barro ou um copo de água têm um certo


volume, mas não, necessariamente, uma forma fixa. A farinha amassada, o barro ou a
argila, bem como a água podem tomar diferentes formas dependendo do recipiente.

Uma boa introdução desta noção consiste no recurso a dois recipientes, contendo areia (ou água,
se disponível). O professor pode procurar dos alunos qual dos recipientes contém mais areia e
como podem provar a veracidade da resposta. Há duas estratégias diferentes. A primeira é
simplesmente comparar. Na segunda pode-se questionar sobre a quantidade de areia contida em
cada recipiente. A resposta a esta segunda questão requer uma unidade de medida. Uma caixa de
fósforos ou uma garrafa de coca-cola podem ser tomadas como unidades informais. Depois da
discussão desta questão importante, é pertinente mencionar que a garrafa de coca-cola pode ser de
tamanho diferente. Explique então aos alunos o que aprenderam acerca de diferentes tipos de
padrões aceites localmente e as consequências disso. No passo seguinte, é momento oportuno para
introduzir o 1 m3.
O metro cúbico (1m3) é o volume de cubo cujas arestas têm 1m de comprimento.

Exemplo de actividades
O professor pode orientar os alunos para estabelece a relação entre a capacidade e volume dos
objectos da vida real. Por exemplo: potes e panelas de barro, latas de diferentes capacidades e
volumes.

Se dividirmos cada aresta em partes iguais e unirmos os pontos de divisão por segmentos, vamos
obter 1 000 (10 x 10 x 10) cubos de aresta 1 dm e, consequentemente, volume de 1 dm3. Logo, 1
m3= 1 000 dm3
O “espaço” ocupado por um sólido (objecto qualquer) se exprime por uma grandeza
denominado volume do sólido. A unidade fundamental de volume é o metro cúbico.

157
Abreviatura km3 hm3 dm3 m3 dm3 cm3 mm3
Decí Milím
Decâm metro Centím etro
Quilómetr Hectómetr etro cúbic etro cúbic
Nome o cúbico o cúbico cúbico Metro cúbico o cúbico o
Unidade
fundament
al Submúltiplos do metro
Múltiplos do metro cúbico
das cúbico
medidas de
volume

Transformação de unidades
Como neste caso, para passar de uma unidade para outra imediatamente próxima, multiplicamos
ou dividimos por 1 000, cada espaço corresponde a três casas de decimais.
Logo, a quantidade de casas decimais que devemos contar ao deslocar a vírgula, é sempre o triplo
dos espaços entre as unidades.
Os alunos devem calcular os volumes de paralelepípedo rectângulo e volume do cubo.

Capacidade:
Quando estamos interessados em saber a quantidade de líquido que cabe num recipiente, quer
dizer que estamos interessados em saber a sua capacidade. O volume interno de um recipiente é
chamado de capacidade. A unidade de medida utilizada na medição de capacidades é o litro.

Se estivéssemos interessados em saber o volume do recipiente em si, a unidade de medida


utilizada nesta medição seria o metro cúbico.

158
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS COMPETÊNCIAS
UNIDADE
O aluno deve ser capaz de: CONTEÚDOS PARCIAIS CH
TEMÁTICA
O aluno:
 Equações lineares
- Proposições verdadeiras e falsas  Resolve problemasque
- Noção de igualdade envolvem equações
IX - Noção de equação lineares 15
EQUAÇOES  Resolver equações lineares. - Equações do tipo: aulas
x+a=b; x-a=b; a-x=b; ax=b e
a : x= b e x : a = b

159
Sugestões Metodológicas

No tratamento da equação à medida que os alunos estudam as operações vai introduzindo os


operadores primeiros, do tipo aditivo e subtractivo após a adição e a subtracção e mais tarde, do
tipo multiplicativo e inverso após a multiplicação e a divisão. Será uma introdução aos jogos de
pensar em números e também ao estudo de equação.
Para o caso da adição e da subtracção, é dado um conjunto A de números e pede-se para os alunos
determinarem o conjunto B que se obtém adicionando ou subtraindo a cada elemento de A um
determinado número. As actividades efectuadas deverão conter os operadores do tipo aditivo e do
tipo subtractivo e conduzir os alunos à observação dos operadores inversos. É importante que os
alunos saibam aplicar os conceitos.
por exemplo:
a) Complete os quadros, aplicando os operadores indicados

+3

5 X
12 X
25 X
42 X
84 X

A B

Depois do aluno se familiarizar com a resolução das equações segue-se a resolução de


problemas que evidenciam a aplicação das equações.
Exemplos
1. Pensei num número e adicionei-lhe 7, obtive 35. Em que número pensei?

2. Pensei num número e subtrai-lhe 20, obtive 54. Em que número pensei?

160
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
UNIDADE COMPETÊNCIAS PARCIAIS
CONTEÚDOS CH
TEMÁTICA O aluno:
O aluno deve ser capaz de:
 Medidas de massa
 Unidades de medidas de massa:
X Tonelada (t), decaquilograma(dakg),
GRANDEZAS quilograma (kg), hectograma (hg),
E MEDIDAS decagrama (dag), grama (g), decigrama
 Ler e escrever as unidades de  Resolve problemas que
(dg), centigrama (cg), miligrama (mg); 12
massa; envolvem unidades de
 Unidade fundamental: o quilograma aulas
 Converter as unidades de massa. massa.
 Submúltiplos do quilograma:
hectograma (hg), decagrama (dag), grama
(g), decigrama (dg), centigrama (cg),
miligrama (mg);
 Conversão das unidades de massa.

161
Sugestões Metodológicas
Unidades de massa
Se você for fazer uma saborosa torta de chocolate, precisará comprar cacau e o mesmo será
pesado para medirmos a massa desejada.
A grandeza que exprime a quantidade de matéria de um corpo denomina-se massa do corpo. A
unidade fundamental de medidas de massa é o quilograma.
Embora a unidade fundamental seja o quilograma, devido ao uso prático adopta-se como unidade
principal o grama. Um grama (1g) é um milésimo do quilograma.
O professor poderá citar a diferença entre massa e peso. Ao segurar um copo, sentimos seu peso
(força de atracção) e não sua massa. A massa é invariável, e o peso vária com o lugar.

Actividades
O professor pode seleccionar problemas que permitam aos alunos terem uma alimentação
equilibrada, exemplo:
Problema: A dona Ângela foi ao mercado e comprou 10 kg de farinha de milho, 2 kg de
mandioca, 5 kg de tomate e 3 kg de feijão. Ao todo, quantos gramas comprou a dona Ângela?

Conversão das unidades


Na conversão de uma unidade para outra imediatamente inferior desloca,se a vírgula uma casa
decimal para a direita.
Na conversão de uma unidade para outra imediatamente superior desloca,se a vírgula uma casa
decimal para a esquerda.

162
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
UNIDADE COMPETÊNCIAS PARCIAIS
CONTEÚDOS CH
TEMÁTICA O aluno:
O aluno deve ser capaz de:

 Relacionar percentagens com  Percentagens


fracções e números decimais;
 Conceito de percentagem;
XI
 Determinar percentagens de  Relação entre percentagens, fracções e
PERCENTAGENS quantidades;
números decimais;
Resolve problemas que envolvem 15
 Representar percentagens em  Cálculo de percentagens de percentagem aulas
gráficos circulares.
quantidades
 Representação de percentagem em
gráfico circular.

 Resolve problemas da vida


 Revisão geral 11
que envolvem conteúdos da
aulas
6ª classe

163
Sugestões Metodológicas
Actualmente, as percentagens são aplicadas em muitas situações da vida quotidiana tais como:
 Num jornal, onde se pode ler que 17% da população y é desempregada;

 Numa publicidade de vendas, anunciando que, aos sábados, o preço está reduzido em
10%.

 Num livro de Geografia, em que se afirma que 30% da terra é coberta por florestas;

Ensino de percentagens
O ensino de percentagens deve acontecer depois do ensino de fracções e dos números decimais.
Com efeito, o trabalho com as percentagens pode basear-se nos conhecimentos já adquiridos
sobre as fracções.
Os alunos deverão saber que:
Uma percentagem pode ser representada por uma fracção de denominador 100.
A percentagem significa uma parte de 100.
O símbolo usado para representar percentagem é: %.

O professor deverá mostrar as relações entre a percentagem, fracção decimal e número decimal.
Exemplos:
25
 25% = = 0,25
100

50
 50% = = 0, 50
100

75
 = 75% = = 0,75
100

Cálculo de percentagens de quantidades

Exemplo: A turma A da 6ª classe tem 50 alunos. Sabendo que 10% dos alunos desta turma
reprovaram, quantos alunos reprovaram?

Cálculo de 10% de 50 alunos:


10 500
10% de 50, é o mesmo que: 10% x 50 = x 50 = = 5.
100 100
Isto significa que, 5 alunos da turma A da 6ª classe reprovaram.

164
Programa de Matemática

7ª Classe

165
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
UNIDADE COMPETÊNCIAS PARCIAIS
CONTEÚDOS CH
TEMÁTICA O aluno
O aluno deve ser capaz de:
 Revisão de números naturais até 1
000 000
 Leitura e escrita de números naturais até
1 000 000;
 Ler e escrever números  Decomposição de números naturais e sua
naturais; representação na tabela de posição até 1000
I  Comparar e ordenar 000;  Resolve problemas de
NÚMEROS números naturais;  Ordenação e comparação de números números naturais aplicando
15
NATURAIS E  Efectuar mentalmente e naturais até 1000 000; as quatro operações básicas
aulas
OPERAÇÕES por escrito adição,  Cálculo mental e escrito de adição, até 1000 000
(1) subtracção, multiplicação e subtracção multiplicação e divisão até 1000
divisão; 000;
 Propriedades comutativa, associativa,
distributiva, elemento neutro e absorvente da
multiplicação;
 Propriedade distributiva da divisão em
relação à adição e à subtracção.

166
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
UNIDADE COMPETÊNCIAS PARCIAIS
CONTEÚDOS CH
TEMÁTICA O aluno
O aluno deve ser capaz de:
 Números naturais até 1000 000 000
 Leitura e escrita de números naturais até
 Ler e escrever números 1000 000 000;
naturais até 1000 000 000;  Decomposição de números naturais até 1000
 Decompor de números 000 000 em unidades, dezenas, centenas,
naturais até 1000 000 000 milhares, dezenas de milhares, centenas de
I milhares, milhões e dezenas de milhões;
Ordenar e comparar
NÚMEROS  Leitura por classe e por ordem de números  Resolve problemas que
números naturais até 1000
naturais até 1000 000 000;
NATURAIS E envolvem números naturais
000 000  Representação de números naturais na tabela
OPERAÇÕES até 1000 000 000.
 Ler e escrever números de posição até 1000 000 000;
(1)
naturais ordinais até  Ordenação de números naturais até
1000 000 000;
centésimo (1000);
 Comparação dos números naturais até
 Ler e escrever números 1000 000 000, usando os símbolos: <, > e =;
romanos até cem (C).  Números ordinais até centésimo (1000);
 Números romanos até cem (C).

Sugestões Metodológicas
Nesta unidade temática, primeiro, o professor poderá propor tarefas em que os alunos possam consolidar a representação de números na tabela de
posição, a decomposição de números naturais e a resolução de diversos problemas que envolvem as quatro operações até 1000.000 e depois fazer
o tratamento de números naturais até 10 000.000 através de resolução de problemas concretos.

167
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
UNIDADE
CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS CH
TEMÁTICA
O aluno deve ser capaz de:

 Identificar linhas abertas e fechadas  POLÍGONOS


em polígonos;  Linhas poligonais abertas e
 Classificar polígonos regulares e fechadas;
irregulares;  Noção de polígono;
 Classificação de polígonos quanto
 Determinar perímetro de polígonos;
aos lados (regulares e irregulares);
 Construir altura, mediana e  Resolve problemas da vida
 Perímetro de polígonos com
II bissectriz num triângulo isósceles; real que envolvem o cálculo
três, quatro, cinco, seis lados. 15
ESPAÇO E  Determinar ângulos internos e de perímetro.
Triângulos aulas
FORMA externos num triângulo;
 Construção de altura, da mediana e
de bissectriz num triângulo
isósceles;
 Teorema sobre a soma das
medidas dos ângulos internos de
um triângulo;
 Ângulo externo num triângulo.

168
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS COMPETÊNCIAS PARCIAIS
UNIDADE
CONTEÚDOS CH
TEMÁTICA
O aluno deve ser capaz de: A aluno
 Determinar a soma de ângulos  Quadriláteros
internos de quadriláteros; Soma dos ângulos internos de um quadrado,
 Identificar o centro, o raio, o rectângulo, losango, paralelogramo e trapézio.
II diâmetro, a corda e o arco
 Resolve problemas da vida real
ESPAÇO E numa circunferência;  Circunferência e círculo 15
que envolvem figuras planas.
FORMA  Construir circunferência;  Conceito de circunferência e círculo; aulas
 O centro, o raio, o diâmetro, a corda e o
 Determinar o perímetro do
arco;
círculo.  Construção da circunferência;
 Semi-circunferência e semi-círculo;
 Perímetro do círculo.

169
Sugestões Metodológicas
Um dos objectivos centrais do ensino da Geometria na escola primária é munir os alunos com
ideias e habilidades espaciais que lhes facilitarão gerir o quotidiano. Isto significa que os
conceitos referentes ao espaço e forma poderão permitir aos alunos entenderem o meio ambiente
onde vivem e descobrirem o caminho onde se movimentar nesse meio . Além disso, os alunos
deverão desenhar e construir uma variedade de objectos reais.
A partir de sólidos geométricos construídos pelos alunos com ajuda do professor, eles devem
distinguir os sólidos regulares dos irregulares. O professor deverá interagir com os alunos de
modo a relacionar os objectos reais da vida com os sólidos geométricos. Nesta perspectiva, deverá
trabalhar com os alunos de modo a decompor e compor sólidos geométricos e com eles classificar
as figuras que se formam através da decomposição dos sólidos.
É nesta unidade que os alunos desenvolvem as habilidades de pintura, colagem e modelagem dos
sólidos geométricos e agrupá-los de acordo com a sua forma. Além disso, eles podem resolver
problemas relacionados com os ângulos internos dos quadriláteros.
O professor poderá considerar objectos que contêm uma circunferência; exemplo; uma moeda que
é um círculo com o seu contorno que se chama circunferência. Mas também para consolidar esta
noção o professor pode recorrer ao anel, pulseira e outros objectos com a mesma forma para os
alunos os visualizarem e manuseia-los.

170
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS COMPETÊNCIAS
UNIDADE
CONTEÚDOS PARCIAIS CH
TEMÁTICA
O aluno deve ser capaz de: O aluno
 Áreas de figuras planas
 Rectângulo, quadrado,
paralelogramo, triângulo, trapézio
e do círculo;
 Área de figuras compostas.
 Volume de sólidos geométricos
III  Determinar áreas de figuras planas;  Resolve problemas da 15
 Revisão de unidades de volume e
GRANDEZAS E  Determinar volume de sólidos vida real que envolvem aulas
de capacidade;
MEDIDAS geométricos. áreas e volumes.
 Correspondência entre as unidades
de volume e de capacidade;
 Volume de prisma recto, cilindro
de revolução, pirâmide
rectangular, cone de revolução e
de esfera.

171
Sugestões Metodológicas
No tratamento desta unidade temática, começa-se por consolidar o cálculo de área através de
resolução de problemas concretos sobre quadriláteros e do círculo estudados na classe anterior.
Para este efeito, o professor poderá sugerir aos alunos actividades de cálculo de áreas que
envolvem figuras composta.
Exemplo: Uma figura cujo tecto é um triângulo e a base é um rectângulo.
Poderá também propor exercícios em que os alunos fazem a conversão de unidades de medida,
com base na formulação de um problema concreto.
É importante recordar que a medição de volumes está acompanhada de construções de cubinhos
em que, para além de saber medir volumes, exige-se também a habilidade de visualizar o espaço,
isto é, os alunos devem imaginar a quantidade de cubinhos usados na construição de cada figura,
tendo em conta que nem todos os cubinhos são visíveis.
Os alunos poderão resolver problemas de volume de prisma recto, cilindro de revolução, pirâmide
rectangular, cone de revolução e de esfera.

172
OBJECTIVOS
COMPETÊNCIAS
UNIDADE ESPECÍFICOS
CONTEÚDOS PARCIAIS CH
TEMÁTICA O aluno deve ser capaz
O aluno
de:
 Adição e subtracção até
1000 000 000
 Estratégias de cálculo mental de adição;
IV  Adicionar e subtrair  Procedimento escrito de adição sem e com transporte;
NÚMEROS números naturais até  Estratégias de cálculo mental de subtracção;
NATURAIS E 1000 000 000;  Procedimento de subtracção sem e com empréstimo.
OPERAÇÕES  Multiplicar e dividir  Multiplicação e divisão de números naturais até 1000 000 000
(1)  Resolve problemas
números naturais até  Estratégias do cálculo mental de multiplicação até 1000 000 000;
com números naturais 20
1000 000 000  Procedimento escrito da multiplicação de números naturais sem e
até aulas
 Aplicar com transporte cujo multiplicador é de dois e três dígitos até 1000
1000 000 000.
propriedades das 000 000;
operações;  Estratégias do cálculo mental da divisão até 1000 000 000;
 Efectuar expressões  Procedimento escrito da divisão sem e com resto até 1000 000
numéricas. 000;
 Propriedades: comutativa, associativa, distributiva, elemento
neutro e absorvente da multiplicação;
 Expressões numéricas.

Sugestões metodológicas
As estratégias do cálculo mental de adição e subtracção, são descritas na unidade III desta classe, enquanto que as da multiplicação e divisão,
assim como, as do procedimento escrito nas 4 operações são as aprendidas desde o 2º ciclo.

173
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS COMPETÊNCIAS PARCIAIS
UNIDADE
CONTEÚDOS CH
TEMÁTICA
O aluno deve ser capaz de: O aluno
 Divisibilidade de numeros naturais
 Identificar números
primos;  Noção do número primo;
V  Determinar Mínimo  Critérios da divisibilidade por 2, 3, 5
DIVISIBILIDADE múltiplo comum (m.m.c); e 10;  Resolve problemas que
20
DE NÚMEROS  Determinar Máximo  Mínimo múltiplo comum (m.m.c) envolvem a divisibilidade
aulas
NATURAIS divisor comum (m.d.c) pelo processo de decomposição em de números naturais.
factores primos;
 Máximo divisor comum (m.d.c) pelo
processo de decomposição em
factores primos.

174
Sugestões Metodológicas
Na unidade temática sobre a Divisibilidade, o professor poderá começar com exercícios que
levarão os alunos a construir conhecimento sobre o número primo é aquele que é divisível pela
unidade e por si próprio.

Exemplos:
a) 2 é dvisível por 1 e por 2.

b) 3 é dvisível por 1 e por 3.

c) 11 é dvisível por 1 e por 11.

Decomposição em factores primos


Exemplo: decomponha o número 360 em factores primos.
Terminado o processo, o número dado pode ser escrito como expressão na qual são apresentados
todos os factores primos que estão à direita do traço vertical. Exemplo: 360 = 2 x 2 x 2 x 3 x 3 x
5. O que significa que 360 = 23 . 32.5
Daqui poderá considerar outros exercícios para a consolidação da matéria.
A partir daqui, o professor poderá propor que os alunos calculem o m.d.c e m.m.c de qualquer
número natural.

175
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
UNIDADE COMPETÊNCIAS PARCIAIS
CONTEÚDOS CH
TEMÁTICA O aluno
O aluno deve ser capaz de:
 Adicionar e subtrair  Fraccões
fracções com denominadores  Adição e subtracção de fracções com
diferentes; denominadores diferentes;
 Multiplicar e dividir  Propriedade comutativa, associativa da
fracções; adição e distributiva de multiplicação em
 Aplicar propriedades nas relação a adição e subtracção;  Resolve problemas que
operacoes;  Expressões numéricas com e sem envolvem fracções, aplicando
VI 20
 Efectuar expressões parênteses; as quatro operações
FRACÇÕES aulas
numéricas com e sem  Multiplicação de uma fracção por um elementares
parênteses. número natural;
 Multiplicação de duas fracções;
 Noção do número inverso;
 Divisão de duas fracções;
 Divisão de uma fracção por um número
natural.

176
Sugestões Metodológicas
Na aprendizagem das fracções, o professor poderá propor que os alunos apresentem vários tipos
de fracções recorrendo a representação gráfica para que eles possam ter uma ideia mais clara
sobre este conteúdo, usando exemplos concretos do dia-a-dia. O professor deve ajudar o aluno a
concluir que:
a) todo o número natural pode ser representado sob a forma de fracção. Ex: 3= 3/1; 8=8/1;
12= 12/1; e outros;

b) não existem fracções com denominadores zero porque, a divisão por zero não é possível;

c) se o numerador de uma fracção for zero e o denominador diferente de zero, então o valor
de fracção é sempre zero.

Na equivalência de fracções, é importante que o aluno saiba que se pode construir uma classe de
fracções com o mesmo valor; e esta classe chama-se classe de equivalência cujo conjunto é
unitário, na medida em que os seus elementos tem o mesmo valor.

Na adição e subtracção de fracções o professor deve sugerir aos alunos exercícios com o mesmo
denominador. Depois de consolidadas as tarefas anteriores, pode propor outro tipo de actividades
sobre fracções com denominadores diferentes. Para este caso, o aluno deve realizar tarefas de
redução de fracções ao mesmo e do círculo poderão ser obtidas através de multiplicação ou
divisão.

Na multiplicação de fracções, o professor deve orientar os alunos para uma visualização gráfica
de fracções propostas a partir de problemas. O resultado da multiplicação deve estar na forma
irredutível através da simplificação caso for necessário.

Agora como calcular 1/3 +2/6 =? Adicionar ou subtrair fracções com denominadores diferentes é
difícil do que, quando têm o mesmo denominador. Para tal, temos que criar uma figura que mostre
ao mesmo tempo, três partes e seis partes. A figura deve estar dividida em seis rectângulos iguais,
dois rectângulos corresponderão a dois sextos. A mesma figura está organizada em três grupos
iguais. Um grupo corresponde a um terço. Em um terço existem dois rectângulos. Observando
para a figura, um terço mais dois sextos são quatro sextos.

1/3 mais 2/6 são 4/6, pela figura.

Ex 2: ½ + 1/5 =?. Neste caso, dividimos uma figura de dez objectos em cinco grupos iguais e cada
grupo é um quinto da figura. Um meio de toda a figura contém 5 objectos. Por isso, um meio mais
um quinto é sete décimos da figura. ½ mais 1/5 são 7/10, pela figura.

177
Em geral, para adicionar fracções com denominadores diferentes, reduzimos a um mesmo
denominador por meio de fracções equivalentes.

½ + 1/5 = 1x5/2x5 + 1x2/5x2 = 5/10 + 2/10 = 7/10

Na multiplicação de duas fracções o professor deverá recorrer as ilustrações.

Exemplo: como multiplicar ½ x 1/3?

Deve–se recorrer a linguagem de metade. Pode explicar aos alunos que ½ x 1/3 significa, metade
de um terço numa figura e corte pela metade esse um terço e compare a parte que corresponde a
metade de um terço, com toda a figura.

A metade de um terço cabe 6 vezes na unidade, portanto, ½ de um 1/3 é 1/6. De igual modo, a
terça parte de uma metade cabe 6 vezes na unidade, portanto, também 1/3 de ½ é igual a 1/6.

Assim, para multiplicar duas fracções, multiplica-se os numeradores entre si e os denominadores


entre si.

Antes de tratar da divisão de fracções é necessário lembrar o significado da divisão de números


naturais. Por exemplo 12: 3 = 4, porque 4x3=12. As crianças podem ainda pensar em quantas
vezes o 3 cabe em 12. A resposta é, 3 cabe 4 vezes em 12 porque 4x3 =12. A divisão relaciona-se
com a multiplicação desta forma desde a 2ª classe.

O que significa 5: 1/3 ? a resposta, significa procurar o número de terças partes que possam ser
cortadas cinco barras de sabão.

Ao todo, são 15 pedaços de sabão, ou seja, 5 : 1/3 =15

Intuitivamente, as crianças começarão a perceber que devem multiplicar o dividendo pelo inverso
do divisor.

Logo 5 :1/3 = 5 x 3/1 =15.

Exemplo 2: 6/9 : 1/3 = 6x3/9x1 =18/9= 2

Segue a resolução de exercícios variados para a consolidação.

178
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
UNIDADE COMPETÊNCIAS PARCIAIS
CONTEÚDOS CH
TEMÁTICA O aluno
O aluno deve ser capaz de:
 Operações com números decimais
até 5 casas decimais.
 Adição e subtracção de números
Multiplicação de um número
decimal por um número natural;
 Adicionar e subtrair números
VII  Multiplicação de dois números  Resolve problemas que envolvem
decimais; 15
NÚMEROS decimais; números decimais aplicando as quatro
 Multiplicar e dividir números aulas
DECIMAIS operações
decimais.  Divisão de um número decimal
por um número natural;

 Divisão de dois números


decimais.

179
Sugestões Metodológicas
É fácil fazer cálculos ou justificar as regras de números decimais por meio de fracções, mas
sempre voltamos a traduzir as respostas em números decimais. pois é difícil operar com números
decimais, mas é mais fácil com o tamanho de número decimal do que de uma fracção. Essa
facilidade, deve-se ao facto de que os números decimais têm parte inteira que se equipara aos
números naturais e assim é fácil imaginá-los numa recta.
O professor deve começar por explicar por que razão 1/10 é escrita como 0,1
Use uma figura para se apoiar na explicação:

1/10
Escreve-se 0 porque 1/10 é menor que uma unidade, isto é , quantidade não inteira.
Escreve-se 0, porque a vírgula serve para separar a parte inteira da parte faccionária (não inteira)
Escreve-se 0,1 porque é “ a décima parte”.
Orienta os alunos a ilustrar, na figura, o significado de 1,3. Em seguida, na escrita 1,3 significa
que temos 1 unidade e 3 décimas. Igualmente orienta os alunos para ilustrar o número 2, 36 numa
figura. Seguido da escrita 2,36 significa que temos 2 unidades e 36 centésimas. Ao mesmo tempo
significa que 2,36 significa que temos 2 unidades, 3 décimos e 6 centésimos. O professor deverá
explicar com profundidade, por exemplo, escrevendo números tais como 8702,362 as crianças
devem notar a simetria nos valores posicionais na parte inteira e decimal.
Exemplos, deve indicar que tem 8 milhares, 7 centenas, 0 dezenas, 2 unidades, 3 décimas, 6
centésimas e 2 milésimas.
Poderá propor aos alunos vários exercícios de consolidação. Depois seguira actividades de
conversão de fracções em números decimais e números decimais em fracções.
Consolidada a conversão em termos de representação, segue-se operações através de resolução de
problemas, que envolvem as quatro operações.
Os alunos poderão comparar os números decimais.
Exemplo, na operação de números decimais, parte de formulação de um problema, por exemplo, o
João comprou uma corda de 18 metros para cercar um quintal. Depois verificou que a corda não
chegava e foi comprar mais 7,5 metros. Quantos metros de corda compraram ao todo? De igual
modo deverá se usar o mesmo procedimento usado na adição.

180
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
UNIDADE COMPETÊNCIAS PARCIAIS
CONTEÚDOS CH
TEMÁTICA O aluno:
O aluno deve ser capaz de:
 Potências cuja base é uma
fracção ou número decimal.
 Adição e subtracção de
 Identificar potências cuja base é
potências;  Resolve problemas que
uma fracção ou número decimal;
 Multiplicação e divisão de envolvem potências aplicando 12
VIII
potências de bases iguais e as quatro operações aulas
POTENCIAÇÃO  Adicionar e subtrair potências;
expoentes diferentes; elementares
 Multiplicar e dividir potências
 Multiplicação e divisão de
potências de bases diferentes e
expoentes iguais.

181
Sugestões Metodológicas

O aluno, a partir de um exemplo, ele observa a regularidade das expressões que vão aparecendo
de modo a concluir com revisão o conceito de uma potência.

Exemplo: dar uma tarefa em que o aluno representa o número 16 em multiplicação de factores
iguais. Assim, 16=2x2x2x2. O mesmo exercício poderá ser feito para representar o resultado na
forma de potência. Logo 2x2x2x2= 24. Em seguida o professor poderá propor mais exercícios de
género de modo a consolidar o conhecimento do aluno sobre potências.

Ainda na construção do conhecimento sobre potências, poderá recorrer ao cálculo da área de um


quadrado ou volume de um cubo. Propõe–se também exercícios variados de escrita, leitura,
transformação de potência em multiplicação de factores iguais e vice-versa e exercícios de cálculo
do valor de potência . o professor deve chamar atenção aos alunos o cuidado que deve ter em
evitar a multiplicação da base com o expoente. Exemplo: 62 = 12 em vez de 62 = 36.

Deve se propor potências com expoente naturais. Os alunos só poderão calcular a soma ou
subtracção de potências depois destes terem consolidado os exercícios referentes a transformação
de potências. Ao calcular a adição e subtracção de potências, o aluno deve reter que primeiro deve
calcular o valor de cada potência e seguido de cálculo da adição ou subtracção solicitada.

182
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
UNIDADE COMPETÊNCIAS PARCIAIS
CONTEÚDOS CH
TEMÁTICA O aluno
O aluno deve ser capaz de:
 Resolver equações lineares  Equações lineares
com números naturais,  Equações do tipo a + x = b; x – a =
fracções e números decimais; b,
IX a– x = b com números naturais, fracções  Resolve problemas
15
EQUAÇÕES e números decimais; conducentes a equações
aulas
- Equações do tipo ax = b; a : x = b e x lineares.
: a = b, com números naturais, fracções
e números decimais.

Sugestões Metodológicas
O tratamento de equações nesta classe é semelhante ao apresentado na 6ª classe em relação a este conteúdo.

183
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
UNIDADE COMPETÊNCIAS PARCIAIS
CONTEÚDOS CH
TEMÁTICA O aluno
O aluno deve ser capaz de:
 Percentagens
 Transformação de
percentagens em fracções e
números decimais e vice-
versa;
 Cálculo de percentagens de
 Determinar percentagens de quantidades;
X  Resolve problemas da vida real que 15
quantidades;  Resolução de problemas
PERCENTAGENS envolvem percentagens. aulas
 Construir gráficos circulares e de ligados a aumento,
barras. diminuição, saldos, lucros,
prejuízos, juros e Iva;
 Construção de gráficos
circulares e de barras.

184
Sugestões Metodológicas
Uma percentagem é uma fracção de denominador 100. As percentagens são muito frequentes na
escola e mesmo fora da escola, porque facilitam comparar quantidades tal como as razões e
porções.

Exemplo: suponha que A Adriana ganhou 40 pontos num concurso que valia 60 pontos e o Mário
ganhou 50 pontos num concurso que valia 80 pontos. Quem ganhou mais, Adriana ou o Mário.

Então: Adriana: 40/60 (40 pontos de 60 disponíveis) e Mário: 50/80 (50 pontos de 80
disponíveis).

Analisando estas duas fracções (razões) é difícil saber quem obteve a melhor percentagem. Para
facilitar a comparação reduzimos as duas fracções a um mesmo denominador que se chama
percentagem usamos o denominador 100.
Assim 40/60 = x/100, ou seja x= 40x100/60 =66,6. Portanto, 40/60 = 66 x 6/100 = 66,6%

De igual modo 50/80 = x/100. Ou seja 50 x100/80 =62,5. Portanto, 50/80 = 62 x 5/100= 62,5%
Ambas as fracções, agora reduzidas ao denominador 100, permitem comparar as porções. A
Adriana ganhou mais que o Mário.
Para ilustrar percentagens, por exemplo 72%, usamos um rectângulo com 100 quadradinhos, 72
foram pintados e 28 não foram pintados. A percentagem do quadradinho que está pintado é de
72% e a não pintada é de 28%.

As crianças devem descobrir que uma unidade corresponde a 100% e que a metade de uma
unidade corresponde a 50% usando figuras divididas em 100 partes e figuras não divididas em
partes.
Em seguida o professor poderá orientar actividades em que os alunos calculam percentagens a
partir de transformação de um número decimal e ou de fracções e vice-versa. Poderá também
calcular a percentagem de uma quantidade ou mesmo de números de alunos com notas positivas
ou negativas de uma determinada classe ou turma.
Exemplo; numa turma de 7ª classe tem 45 alunos. Sabe-se que 20% são raparigas. Quantos
rapazes e quantas raparigas estudam na turma.
Para resolver um problema deste tipo é importante desenhar um diagrama onde se representam as
percentagens.

 20% de 45 = 20/100 x 45 = 0.2 x 45 = 9 raparigas

 9 + x = 45, logo x = 40 rapazes


Em seguida os professores poderão dar mais actividades de cálculo de percentagens.

185
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
UNIDADE COMPETÊNCIAS PARCIAIS
CONTEÚDOS CH
TEMÁTICA O aluno
O aluno deve ser capaz de:
 Razões e proporções  Resolve problemas que
 Noção de razão; envolvem proporções;
 Proporções;
 Equações do tipo proporção;
 Identificar razões e proporções;
X  Regra de três simples.
 Determinar razões e proporções;
RAZÕES E
 Ler mapas e desenhos; 13
PROPORÇÕES  Escala
 Determinar escala de ampliação e  Resolve problemas aulas
 Noção de escala;
redução de objecto. relacionados com a escala.
 Leitura de mapas e desenhos.
 Tipos de escala (numérica e
gráfica)
 Escala de ampliação e redução de
objectos.

186
Sugestões Metodológicas
O professor, deverá partir de fracção para introduzir o conceito de razão, visto que, trata-se de um
quociente entre dois números. Assim, o professor deverá orientar vários exercícios em que os
alunos possam representar diferentes tipos de fracções, depois, ajudar os alunos a concluir o
conceito da razão. Mas também poderá admitir hipótese de alguns alunos darem o significado de
razão num contexto social.
Seguirá o tratamento de proporções através de fracções equivalentes, visto que, proporção é uma
igualdade entre duas razões. Poderá também propor aos alunos exercícios para formarem
proporções. Poderá considerar actividades do tipo: 7/x =3/5 onde o aluno vai determinar o valor
de x aplicando a lei fundamental de proporções. Este tipo de actividades deverá ser dado através
de problematização no contexto do dia-a-dia do aluno.
Exemplo: numa turma de 7ª classe da sua escola a razão do número de raparigas para o número de
rapazes é de 5 para 6. Sabendo que a turma tem 12 rapazes, quantas raparigas têm a turma?
Para resolver este problema é preciso:
a) Escrever a equação que corresponde o problema:

b) Resolver a equação obtida na a):

c) Dar a resposta de acordo com o resultado da b)

Daqui, o professor poderá dar muitos exercícios variados de modo a permitir que os alunos
tenham uma consolidação sólida dos conteúdos em aprendizagem.

Escala
O professor para ensinar a matéria sobre escala poderá pedir aos alunos para trazerem à aula,
fotografias (imagens de pessoas, de carros, de casas, mapas; etc.
Em seguida, o professor poderá formar grupos de alunos e dar-lhes as seguintes actividades:
1. Medir comprimentos de diferentes objectos, em desenhos e na realidade..
2. Comparar as medidas reais e as encontradas nos desenhos. Logo, conclui-se que as
medidas no desenho não são iguais as reais, portanto, no desenho poderá ter-se aplicado a
escala de redução ou de ampliação.

187
OBJECTIVOS
ESPECÍFICOS COMPETÊNCIAS PARCIAIS
UNIDADE TEMÁTICA CONTEÚDOS CH
O aluno
A crianca deve ser capaz de:
 Proporcionalidade directa e
inversa
 Identificar correspondências  Correspondências biunívocas
biunívocas e unívocas; e unívocas;
 Equações do tipo y=kx ou
 Identificar proporcionalidade y=x/k;
XI directa e inversa em tabelas  Sistemas de coordenadas; Resolve problemas que envolvem 20
PROPORCIONALIDADE e graficos;  Proporcionalidade directa; proporcionalidade directa e inversa. aulas
 Gráfico de proporcionalidade
 Construir gráficos de directa;
proporcionalidade directa e  Proporcionalidade inversa;
inversa  Gráfico de proporcionalidade
inversa.

188
Sugestões Metodológicas

Nesta unidade temática começa - se com o estudo da proporcionalidade direita. Duas grandezas
são proporcionais, se ao duplicar uma grandeza, a outra também duplica; quando uma triplica, a
outra também triplica, quando uma decresce para a metade a outra também decresce para a
metade, e assim sucessivamente.

Exemplo: um machimbombo interprovincial que parte da Beira para Maputo percorre 180 km em
duas horas. Quantos quilómetros percorre em 4 horas, 6 horas, 10 horas, 30 minutos?

Para facilitar a resolução os dados devem ser organizados numa tabela e posterior representação
por meio de um gráfico.

Tabela
Tempo em horas (t) 0,5 1 2 4 6 10
Distância em km (d) 45 90 180 360 540 900
Constante (k) = d/t 90 90 90 90 90 90

Em seguida deve-se trabalhar com os alunos de modo a interpretar os dados da tabela, isto é,
duplicarmos o tempo de 2 horas para 4 horas. A distância duplica de 180 km para 2 x 180 km =
360 km. Triplicamos o tempo de 2 horas para 6 horas. A distância triplica de 180 km para 3 x 180
km =540. Diminuímos o tempo de 2 horas para a metade, isto é, 1 h. a distância diminuirá o
tempo para a metade, isto é 90 km. Em seguida o professor orienta os alunos para construir o
gráfico num sistema cartesiano ortogonal para permitir com que eles observem que é uma recta
que parte da origem.

Para a proporcionalidade inversa, o procedimento é o mesmo de partir de um problema concreto,


por exemplo: vinte meninos gastaram 4 horas a limpar o pátio da escola. Quanto tempo gastariam
10 meninos, 5 meninos, 2 meninos, 1 menino, 40 meninos se estes mantivessem o mesmo ritmo
de trabalho? E quantos meninos seriam necessários para limpar o pátio em 5 horas?

189
Tabela
Número de meninos (m) 1 2 5 10 20 40 16
Tempo gasto em horas (t) 80 40 16 8 4 2 5
Constante (k) = m x t 80 80 80 80 80 80 80

O problema acima é uma proporcionalidade inversa porque, quanto mais meninos estiverem a
limpar o quintal, menos tempo gastam e isso ocorre de forma regrada. Este é um dos critérios para
distinguir grandezas inversamente proporcionais das grandezas directamente proporcionais.

Vejamos, se m for o número de meninos e t o tempo que eles gastam a limpar o pátio, então, o
produto m xt é uma constante, e uma expressão matemática do problema é m x t = 80, o que
conduz a:

m = 80/t.

190
OBJECTIVOS
UNIDADE ESPECÍFICOS COMPETÊNCIAS PARCIAIS
CONTEÚDOS CH
TEMÁTICA O aluno
O aluno deve ser capaz de:
 Recolher, organizar e  Noção de estatística
registar dados em  Recolha, organização e registo de dados  Resolve problemas da vida
tabelas; em tabelas; real que envolvem a estatística
XII  Interpretar tabelas e  Interpretação de tabelas e gráficos; básica. 12
ESTATÍSTICA gráficos de barras;  Representação de dados em gráfico de aulas
 Determinar média barras;
aritmética e moda.  Cálculo da média aritmética e da moda.

REVISAO 6
TOTAL 228

191
Sugestões metodológicas
A primeira actividade que se sugere, é da leitura e interpretação de tabelas e gráficos. Para tal, o
professor deve apresentar tabelas e gráficos e levar os alunos a interpretá-los.
Depois, pode-se ensinar a recolha e a organização de dados. Aconselha-se que se use os dados dos
próprios alunos. Por exemplo, seu aproveitamento, idade, alturas, modalidades de preferências,
número de irmãos, etc.

Depois de organizarem os dados na tabela, o professor poderá mostrar aos alunos como se
constrói gráficos de barras, para depois eles exercitarem com outros dados.

Avaliação de Competências do 3º Ciclo

A avaliação no ensino básico é uma questão complexa, em permanente discussão e geradora de


muitas tensões.

A avaliação é um elemento integrante e regulador das práticas pedagógicas, mas assume também
uma função de certificação das aprendizagens realizadas e das competências desenvolvidas.

Avaliação é a recolha sistemática de informação sobre a qual se possa formular um juízo de


valor que facilite a tomada de decisões .

Ao avaliar seus alunos, os professores estão avaliando a si mesmos, embora a maioria não tenha
consciência disto ou admita isto.

O melhor indicador da realização de umas actividades de ensino é o nível em que nela, pela acção
docente, se promove o crescimento geral dos alunos: cognitivo, afectivo, motor, atitudinal,
comunicacional, valorativo, etc

192
Bibliografia

BARBOSA, J. L. M. Geometria Euclidiana Plana. Coleção do Professor de Matemática.

Sociedade Brasileira de Matemática, 2004.

BIGODE, A. J. L. Matemática Hoje é Feita Assim. FTD, 2002.

DANTE, R.L. Tudo é Matemática. Ed. Ática, 2004.

DANTAS, S. C.; SANTOS, F.V.; RIBEIRO, J. S.; PESSÔA, K.A; FAVALLI, L. D. Matemática
4ª série (Coleção A escola é nossa). Scipione, 2003.

FONSECA, M.C.F.R. Letramento no Brasil- Habilidades Matemáticas.Editora Global, 2004.

GIOVANNI, J. R., CASTRUCCI, B. & GIOVANNI JR, J.R. A Conquista da Matemática. FTD,

1996.

IMENES, JAKUBO, LELLIS. Coleção: Para que serve Matemática? Semelhança. Atual, 1992.

LIMA, E.L. Áreas e Volumes. SBM, 1985.

LINDQUIST, M. M. & SHULTE, A. P. Aprendendo e Ensinando a Geometria. Atual, 1998.

RAMOS, L.F. Coleção: A Descoberta da Matemática. Ática, 1999.

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO - São Paulo. Experiências Matemáticas – 6a, 7ª


e 8ª Série.

193
Programa de Ciências Naturais

3º Ciclo

194
Introdução

A Educação tem um papel fundamental na preparação do Homem para o desempenho efectivo


das suas funções, assegurando assim o desenvolvimento sócio-económico de um país..

O Sistema de Educação deve, portanto, responder às necessidades individuais e da sociedade.

O ensino de Ciências Naturais tem como objectivo fundamental desenvolver a percepção


científica do mundo natural. A percepção do mundo natural ajuda o Homem a envolver-se em
actividades com vista à satisfação das suas necessidades.

O ensino de Ciências Naturais está desenhado de forma a que os alunos apliquem os


conhecimentos, as experiências da sua vida diária, de modo a prepararem-se para a vida em um
mundo em constantes mudanças.

O presente programa de Ciências Naturais inclui temas diversos da 1ª à 7ª classe. Estes foram
seleccionados tendo em conta a sua relevância para o contexto nacional, outros sistemas de
educação a nível internacional com incidência para os Países da SADC e os objectivos de
âmbito, económico, social, intelectual e pessoal, definidos no Plano Curricular do Ensino Básico
(PCEB).

Alterações aos programas

O programa revisto apresenta as seguintes alterações:

As Ciêncas Naturais como disciplina são introduzidas a partir da 4ª classe e incluem conteúdos
de 4 grandes áreas temáticas (Universo, Seres vivos, Saúde, População e ambiente). Os
conteúdos desta disciplina para a 1ª, 2ª e 3ªclasses estão transversalmente integrados nas
disciplinas de Língua Portuguesa, Matemática e Educação Física.

Os conteúdos referentes aos sistemas: digestivo, respiratório e outros que constituem o


organismo, outrora abordavam-se no 2º ciclo, foram transferidos para o 3º ciclo e são tratados
como aparelhos do corpo Humano. Nos aparelhos destaca-se a nomeação dos órgãos, a higiene e
a relação deste com a função vital específica. Esta alteração deveu-se ao grau de complexidade e

195
do nível de conhecimentos de outras disciplinas para explicar os sistemas vitais do organismo
Humano.

A consideração destes factores ditou o aparecimento de algumas diferenças do presente


programa em relação ao anterior. Houve a inclusão, nas sugestões metodológicas, dos conteúdos
dos temas transversais, o gosto pelo belo, a moçambicanidade e outros valores que se exigem ao
aluno na escola e na comunidade.

Relativamente às sugestões metodológicas, propõe-se que todo o processo de ensino e


aprendizagem seja centrado no aluno, garantindo, deste modo, uma gestão mais participativa do
aluno na aula.

Este programa tenta conjugar os objectivos dos diferentes âmbitos (económico, social,
intelectual e pessoal). Assim, realça as habilidades práticas que poderão permitir a integração
plena da criança na sua comunidade, visto o ensino primário ser um nível inicial para algumas
crianças, e terminal para outras.

Carga Horária do 3º Ciclo

A carga horária para o 3º ciclo é proposta em função de escolas com 2 turnos.

De acordo com o Calendário Escolar 2014, o ano lectivo é composto por 38 semanas.

O Plano de Estudos do Ensino Primário revisto, contempla o seguinte fundo de tempo lectivo: 3
aulas semanais tanto para a 6ª classe como para a 7ª classe, isto é, 38 semanas x 3 aulas = 114
tempos lectivos.

Nota: Os 20% do tempo lectivo do Currículo Local: 114 x 20% = 22.2tempos lectivos deverão
ser tratados de forma integrada.

196
VISÃO GERAL DOS CONTEÚDOS DA DISCIPLINA DE CIÊNCIAS NATURAIS DO CICLO

6ª CLASSE 7ª CLASSE
CH CH
UNIDADE UNIDADE
CONTEÚDO CONTEÚDO
TEMÁTICA TEMÁTICA
Causas da poluição da água I- POLUIÇÃO Agentes poluentes do solo, da água e do ar
Tipos de poluição (doméstica, agró-pecuária e DO AMBIENTE Efeitos da poluição no ambiente (destruição da
POLUIÇÃO DA industrial) 10 vegetação, e mortalidade dos seres vivos) 10
ÁGUA Doenças provocadas por poluição da àgua aulas aulas
(cólera, diarreias, malária, bilharziose)
Formas de prevenção da poluíção da água
Acção do homem sobre o solo e suas II- SAÚDE Cuidados a ter com a nossa saúde:
consequências: Qualidade dos alimentos
SOLO Queimadas descontroladas Produtos nocivos à saúde
6 10
aulas Consequências do consumo do tabaco, álcool e drogas aulas
Agricultura (monocultura)
Desflorestamento
Técnicas de protecção do solo
III- PLANTAS Plantas mais comuns na comunidade
DA
Importância de produção de plantas na
COMUNIDADE
comunidade
7
aulas
III- CICLO DE Cadeia e teia alimentar
NUTRIENTES Fertilização (rotação das culturas, adubação 6
orgânica e inorgânica) aulas

Alimentos comuns na comunidade


IV-
ALIMENTAÇÃ Importância da alimentação equilibrada
12
O E Tipos de nutrientes (proteínas, carbohidratos,
aulas
NUTRIÇÃO minerais e sais minerais, vitaminas)
Importância da nutrição

197
Nutrição do bebé
Importância do leite materno
Cuidados a ter com o leite artificial
Problemas de má nutrição (diabetes, obesidade,
anemia e cegueira)
IV- Risco em caso de relâmpago
RELÂMPAGO Pára-raios
E TROVOADA 6
aulas

V- Principais vacinas (sarampo, pólio, tétano,


VACINAÇÃO varicela e meningite) 8
Importância da vacinação aulas

V- CAÇA Papel das comunidades na gestão dos recursos


faunísticos;
6
Instrumentos de caça
aulas
Caça autorizada e sua importância e
Caça furtiva e suas consequências
VI- PESCA Papel das comunidades na gestão dos recursos
pesqueiros;
Instrumentos de pesca
Pesca autorizada ( média e de grande escala) e sua
6
importância
aulas
Pesca artesenal e sua importância na comunidade
Pesca furtiva e suas consequências

VI- APARELHO Orgãos do Aparelho Digestivo (boca, esófago,


DIGESTIVO DO estômago, intestino delgado, intestino grosso e
HOMEM 8
ânus)
aulas
Higiene do Aparelho Digestivo
Importância do Aparelho Digestivo

198
VII- Órgãos do Aparelho Respiratório (nariz,
APARELHO faringe, laringe, traqueia, brônquios e pulmões) 8
RESPIRATÓRI
Higiene do Aparelho Respiratório aulas
O DO HOMEM
Importância do Aparelho Respiratório
VII- Órgãos do Aparelho Circulatório (coração, veias,
APARELHO artérias e capilares)
CIRCULATÓRI Importância do aprelho circulatório 8
O DO HOMEM aulas
Higiene do Aparelho Circulatório

VIII- AUTO- VIII- Órgãos do aparelho urinário (rins, ureteres, bexiga,


DESCOBRIME Adolescência ( características físicas) APARELHO uretra e orfício urinário)
NTO Higiene corporal 12 URINÁRIO DO 6
aulas Importância do aparelho urinário aulas
Ciclo menstrual HOMEM
Higiene do aparelho urinário

IX- Acção da temperatura sobre os corpos


TEMPERATUR O termómetro 6
A aulas

Paternidade e maternidade responsável X-APARELHO Aparelho reprodutor : Masculino


IX- SAÚDE REPRODUTOR
- Métodos de prevenção de gravidez Importância do aparelho reprodutor masculino
REPRODUTIV MASCULINO
A - Consequências de gravidez na 10 Higiene do aparelho reprodutor masculino 8
adolescência aulas aulas
Prevenção das DTS/ HIV/SIDA / HPV (vírus
causador do cancro do colo do útero)
XI - Aparelho reprodutor: feminino Importância do
X- ENERGIA Fontes de energia (sol, água, vento, lenha, APARELHO
4 aparelho reprodutor feminino 8
carvão mineral e vegetal) REPRODUTOR
aulas Higiene do aparelho reprodutor feminino aulas
Tipos de energia (eléctrica, calorífica, eólica) FEMININO

XI- SOM Fontes sonoras (batuque, rádio, celular, voz, XII- AUTO- Sexo e sexualidade
4 DESCOBRIME Assédio sexual 8
buzina, entre outras ) NTO
aulas Auto exame dos seios e dos testículos aulas
Poluição sonora
TOTAL 89 TOTAL 88

199
Programa de Ciências Naturais

6ª Classe

200
Distribuição da Carga Horária

UNIDADE TEMÁTICA TEMPO

I POLUIÇÃO DA ÁGUA 10

II SOLO 6

III PLANTAS 7

IV ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO 12

V VACINAÇÃO 8

VI APARELHO DIGESTIVO DO HOMEM 8

VII APARELHO RESPIRATÓRIO DO HOMEM 8

VIII AUTO-DESCOBRIMENTO 12

IX SAÚDE REPRODUTIVA 10

X ENERGIA 4

XI SOM 4

201
UNIDADE OBJECTIVO ESPECÍFICO COMPETÊNCIAS PARCIAIS
CONTEÚDOS CH
TEMÁTICA O aluno deve ser capaz de: O aluno:
 Identificar os agentes poluentes  Tipos de poluição da água ( doméstica,  Explica as formas de
da água; agró-pecuária e industrial) prevenção de poluíção da
 Explicar as consequências da  Causas da poluição da água água;
POLUIÇÃO poluição da água  Formas de prevenção da poluição da água  Relaciona água poluída 10
DA ÁGUA  Dar exemplos de doenças  Doenças provocadas pela poluição da com as doenças por ela
provocadas pela poluição da àgua: cólera, diarreias, malária, bilharziose causadas.
água

Sugestões Metodológicas
Os alunos em casa podem produzir cartazes, cartões ou quadros murais com imagens de agentes poluentes e contaminantes. Os
materiais didácticos podem servir de modelo para debates sobre a acção do homem no seu dia-a-dia nas cidades e no campo. A escola
pode organizar uma excursão para visitar zonas poluídas/contaminadas pela acção do Homem. Os alunos em grupos poderão
produzir cartazes que mostram as formas de prevenção de doenças provocadas pelo consumo de água poluída/contaminada. A
turma pode criar um jornal de turma / escola para promover atitudes e valores sobre forma de estar, ser na comunidade escolar. A
escola pode organizar actividades de limpeza nos rios, lagos ou mares (praias), colocar colectores do lixo para papel, plástico e
garrafas. No município ou na comunidade, os alunos podem organizar palestras sobre as consequências do uso de águas
contaminadas/poluídas para a saúde.

202
UNIDADE OBJECTIVO ESPECÍFICO COMPETÊNCIAS PARCIAIS
CONTEÚDOS CH
TEMÁTICA O aluno deve ser capaz de: O aluno:
 Descrever a acção do homem  Acção do homem sobre o solo e suas  Explica as consequências da
sobre o solo; consequências: acção do homem sobre o
 Descrever as formas de protecção  Queimadas descontroladas solo.
do solo e;  Agricultura (monocultura) 6
SOLO
 Desflorestamento aulas

 Técnicas de protecção do solo

Sugestões Metodológicas

Para a concretização desta aula, aconselha-se a organizar os alunos em grupos e indicar o trabalho a ser apresentado como sendo
maquetes, desenhos ilustrando um solo com erosão/ queimado com poucas árvores e agricultura em monocultura ou em
consociaçao. Os representantes de cada grupo, em plenária, apresentam o trabalho para debate e posterior harmonização das
diferentes ideias. Os alunos, na companhia de um adulto, podem organizar uma visita a locais onde sofreram mais a acção negativa
da presença do Homem. Esta actividade deve ser apresentada na forma escrita, texto, com imagens que ilustram a acção nefasta do
Homem sobre o solo. Um técnico da agricultura pode ser convidado para interagir com os alunos a respeito das consequências do
uso indevido do solo e as técnicas de prevenção de queimadas ( pelos caçadores de ratazanas, fumadores destraídos e uso como
técnica de preparação da terra para agricultura ), erosão( pela água da chuva, vento, condução de motos de lazer nas dunas) e
desflorestamento (lenha, carvão e madereiros). A escola pode organizar actividades de debate e divulgação das consequências e
técnicas de proteção do solo na comunidade.

203
UNIDADE OBJECTIVO ESPECÍFICO COMPETÊNCIAS PARCIAIS
CONTEÚDOS CH
TEMÁTICA O aluno deve ser capaz de: O aluno:
 Identificar as principais plantas  Plantas mais comuns na comunidade  Identifica as plantas mais
existentes na sua comunidade;  Classificacao de plantas (erva, arbusto e comuns da sua comunidade e
 Reconhecer a importância da árvores) sua importância.
reprodução sexuada da assexuada  Reprodução das plantas (sexuada e  Aplica a reprodução sexuada 7
PLANTAS aulas
nas plantas; assexuada) e assexuada no seu cotidiano
 Mencionar a importância das  Importância das plantas na comunidade para aumentar a produção de
principais plantas da comunidade; (medicinal, económica e cultural) alimentos e o povoamento
das espécies

Sugestões Metodológicas

Visitar o recinto da escola, floresta nativa ou comunitária, canteiro da escola/ou uma machamba para a identificação e classificação
das plantas (erva, arbusto, árvores de grande/pequeno porte) da sua comunidade. Depois de identificar, classificar e dar nomes far-se-
á referência à importância de cada planta na comunidade (económica, medicinal e cultural). Em colaboração com os extensionistas e
os agricultores, os alunos podem aprender as técnicas de produção de plantas. A escola pode organizar com a comunidade jornadas
de reflorestamento.

204
OBJECTIVO ESPECÍFICO COMPETÊNCIAS
UNIDADE
O aluno deve ser capaz de: CONTEÚDOS PARCIAIS CH
TEMÁTICA
O aluno:
 Listar os diferentes tipos de  Importância da alimentação
nutrientes equilibrada (revisão)  Identifica os alimentos que
 Identificar os alimentos  Tipos de nutrientes ( proteinas, fazem parte da alimentação
que produzem uma dieta carbohidratos, minerais e sais equilibrada, na comunidade
equilibrada. minerais, vitaminas)
ALIMENTAÇÃO  Explicar a importância do  Importância da nutrição
E 12
leite materno para o  Nutrição do bebé
NUTRIÇÃO aulas
desenvolvimento do bebé;  Importância do leite materno
 Explicar os ciudados com o  Cuidados a ter com o leite
alimento do bebé. artificial
 Problemas de má nutrição
(diabetes, obesidade, anemia e
cegueira)

Sugestões Metodológicas

Os alunos organizados em grupos, podem levar para à aula cartazes e panfletos que ilustram tipos de alimentos e a relação destes
com a alimentação, nutrição e saúde da comunidade. A turma, sob direcção do professor ou de um técnico de saúde da comunidade,
pode criar um ambiente de debate sobre a alimentação equilibrada incluindo nutrição do bebé, tendo como destaque a importância do
aleitamento materno, da vacinação na infância, na adolescência e na fase adulta. Na escola e na comunidade pode-se fazer um
levantamento da prática corrente na alimentação dos bebés na comunidade (aleitamento materno / artificial) e interpretar os gráficos
de cartões de peso das crianças. Para terminar deve-se estimular a prática, estilos de vida saudável (higiene individual e colectiva,
prática de actividade física, prevenção do consumo de tabaco, álcool e drogas).

205
OBJECTIVO ESPECÍFICO COMPETÊNCIAS
UNIDADE
O aluno deve ser capaz de: CONTEÚDOS PARCIAIS CH
TEMÁTICA
O aluno:
 Explicar a importância da vacinação;  Vacina:  Relaciona a vacinação
 Reconhecer a importância do - Conceito com a saúde.
calendário de vacinação - Principais vacinas (sarampo, pólio, 8
VACINAÇÃO
tétano, varicela e meningite) aulas
- Importância da vacinação

Sugestões Metodológicas

Os alunos organizados em grupos, podem levar para à aula cartazes e panfletos que ilustram campanhas de vacinação. A turma sob
direcção do professor, técnico de saúde da comunidade pode criar um ambiente de debate para falar da vacinação e sua importância
para a saúde nas diferentes faixas etárias (infância, adolescência e fase adulta). Na escola e na comunidade poder-se-á fazer um
levantamento das doenças mais comuns e as suas causas.

206
UNIDADE OBJECTIVO ESPECÍFICO COMPETÊNCIAS PARCIAIS
CONTEÚDOS CH
TEMÁTICA O aluno deve ser capaz de: O aluno:
 Mencionar os principais órgãos  Aparelho Digestivo do Homem:  Identifica e nomeia os órgãos
do Aparelho Digestivo;  Órgãos do Aparelho Digestivo (boca, do Aparelho Digestivo em
 Descrever as principais esófago, estômago, intestino delgado, figuras, imagens e no corpo
funções dos órgãos do intestino grosso e ânus) e orgão anexos humano;
Aparelho Digestivo; (fígado e pancreas)
APARELHO  Descrever, de forma simples, o  Funções dos órgãos do Aparelho 8
DIGESTIVO  Relaciona o processo da
processo de digestão; Digestivo aulas
DO HOMEM
 Mencionar a importância do  Processo de digestão digestão com os orgãos do
Aparelho Digestivo do  Higiene do Aparelho Digestivo Aparelho Digestivo
Homem;  Importância do Aparelho Digestivo
 Mencionar alguns cuidados a
ter com o Aparelho Digestivo

Sugestões Metodológicas
Na aula o professor descreve, de forma simples, o processo da digestão no Homem e sua importância. Deve referir que o fígado e o
pâncreas são os órgãos anexos, do Aparelho Digestivo, que ajudam no processo de digestão dos alimentos. Em casa ou na escola os
alunos podem produzir maquetes, modelos, desenhos que mostram os órgãos do aparelho em estudo. A interpretação dos cartazes
deve conduzir os alunos a relacionarem os órgãos do Aparelho Digestivo com o processo de ingerir, triturar e absorver os alimentos
no organismo.
A digestão deve ser explicada como um processo de transformação dos alimentos, nas diferentes partes do Aparelho Digestivo, desde
a sua introdução à boca até a sua absorção pelo organismo.
Os alunos devem ter noções da acção dos dentes, da língua, da saliva, do estômago e do intestino delgado na trituração dos alimentos
no tubo digestivo. Os alimentos devem ser bem mastigados antes de engolidos para o sucesso da digestão e boa nutrição. Apela-se ao
professor para desencorajar o consumo de alimentos muito quentes ou muito frios.

207
UNIDADE OBJECTIVO ESPECÍFICO COMPETÊNCIAS PARCIAIS
CONTEÚDOS CH
TEMÁTICA O aluno deve ser capaz de: O aluno:
 Mencionar os principais órgãos  Aparelho Respiratório do
do Aparelho Respiratório; Homem  Identifica e nomeia os órgãos
 Descrever as principais funções o Órgãos do Aparelho do Aparelho Respiratório em
dos órgãos do Aparelho Respiratório (nariz, figuras, imagens e no corpo
Respiratório; faringe, laringe, traqueia, humano;
APARELHO  Descrever, de forma simples, o brônquios e pulmões)
8
RESPIRATÓRIO processo de respiração; o Funções dos órgãos do
 Relaciona o processo da aulas
DO HOMEM  Mencionar a importância do Aparelho Digestivo
Aparelho Respiratório do o Processo de respiração respiração com os orgãos do
Homem. o Higiene do Aparelho Aparelho Respiratório
 Mencionar alguns cuidados a ter Respiratório
com o Aparelho Respiratório o Importância do Aparelho
Respiratório

Sugestões Metodológicas

Os alunos, em grupos ou individualmente, podem realizar várias actividades como recorte e colagem de ilustrações/ imagens
desenhadas em cartolinas que mostram os órgãos do aparelho em estudo. A interpretação dos cartazes deve conduzir os alunos a
relacionarem os órgãos do Aparelho Respiratório como o processo de troca de gases, oxigénio e dióxido de carbono, no organismo.
Deve-se chamar a atenção especial para a entrada do ar pelas narinas e não pela boca na respiração porque pode ser prejudicial à
saúde. Os ambientes de ar não poluído contribuem para o bem-estar dos habitantes da comunidade.

208
UNIDADE OBJECTIVO ESPECÍFICO COMPETÊNCIAS PARCIAIS
CONTEÚDOS CH
TEMÁTICA O aluno deve ser capaz de: O aluno:
 Mencionar as caraterísticas  Adolescência ( características  Identifica mudanças que
físicas que ocorrem na físicas) ocorrem na adolescência
AUTO- adolescencia;  Higiene corporal (revisão)  Descreve o ciclo menstrual 12
DESCOBRIMENTO E
 Descrever o ciclo menstrual;  Ciclo menstrual aulas
SEXUALIDADE
 Determinar o período fértil;
 Discutir os direitos sexuais.

Sugestões Metodológicas

Os alunos em grupos heterogéneos devem debater sobre as diferênças e semelhanças (rapaz e rapariga) na adolescência. Os
resultados serão apresentados em plenária (características na fase de desenvolvimento – mudanças físicas e psicológicas). Um técnico
de saúde ou um adulto pode interagir com os alunos com vista a discutirem sobre os direitos e deveres dos adolescentes tendo em
conta o adiamento da prática da actividade sexual e a abstinência. Na aula pode usar-se um calendário para a contagem do ciclo
menstrual. Os alunos devem elaborar um quadro do ciclo menstrual com legenda a ser apresentada na turma.

209
UNIDADE OBJECTIVO ESPECÍFICO COMPETÊNCIAS PARCIAIS
CONTEÚDOS CH
TEMÁTICA O aluno deve ser capaz de: O aluno:
 Indicar os métodos de prevenção  Paternidade e maternidade  Compreende que a
 Mencionar as consequências da responsável: prevenção das DTS/
gravidez na adolescência  Métodos de prevenção de HIV/SIDA e gravidez é da
 Reconhecer a importância do gravidez responsabilidade tanto do
planeamento familiar na proteção  Consequências de gravidez na homem como da mulher
da saúde da mulher; adolescência  Relaciona o uso do
 Discutir as consequência da  Prevenção das DTS/ HIV/SIDA preservativo com o controle
SAÚDE de doenças sexualmente 10
gravidez na adolescência; / HPV (vírus causador do
REPRODUTIVA aulas
 Reconhecer a importância do cancro do colo do útero) transmissíveis
aconselhamento antes de iniciar a
vida sexual;
 Reconhecer que a
responsabilidade na prevenção das
DTS/ HIV/SIDA é do homem e da
mulher.

Sugestões Metodológicas
Os alunos sob orientação do professor podem elaborar um pequeno questionário para entrevistar algumas pessoas sobre os motivos
para adiar o início da vida sexual em adolescentes e jovens. A turma dividida em grupos pode fazer o levamento sobre a
responsabilidade, na prevenção da gravidez e das DTS/HIV/ SIDA / HPV entre um homem e uma mulher. Os alunos podem, na
escola ou no Centro de Saúde, interagir com um técnico do SMI (Serviço Materno Infantil) para orientar uma palestra sobre as
consequências da gravidez na adolescência. Os adolescentes e jovens devem, sempre que necessário, usar (SAAJ) os Serviços Amigo
de Adolescentes e Jovens.

210
UNIDADE OBJECTIVO ESPECÍFICO COMPETÊNCIAS PARCIAIS
CONTEÚDOS CH
TEMÁTICA O aluno deve ser capaz de: O aluno:
 Indentificar as principais fontes  Fontes de energia (sol, água, vento,
de energia lenha, carvão mineral e vegeta)  Relaciona o tipo de energia
4
ENERGIA  Mencionar as formas de  Tipos de energia (eléctrica, calorífica, com a sua utilidade e
aulas
racionalizar o consumo da eólica) sustentabilidade
energia

Sugestões Metodológicas

Os alunos na aula podem mencionar os tipos de energia mais usada na sua comunidade. Para a concretização devem produzir
materiais visuais para ilustrar as fontes de energia (sol, água, vento, carvão mineral e vegetal) predominantes na sua comunidade. A
turma deve relacionar o uso de energia em geral com o desenvolvimento das comunidades. O uso não racional de qualquer tipo de
energia não renovável ( lenha, carvão ) pode trazer consequências desastrosas para as futuras gerações.

211
UNIDADE OBJECTIVO ESPECÍFICO COMPETÊNCIAS PARCIAIS
CONTEÚDOS CH
TEMÁTICA O aluno deve ser capaz de: O aluno:
 Identificar elementos que  Fontes sonoras (batuque,  Reconhece as consequências
produzem o som; rádio, celular, voz, buzina, causadas pela poluição
 Mencionar as consequências entre outras ) sonora. 4
SOM
causadas pela poluição sonora  Poluição sonora aulas
 Discutir formas de evitar
excesso de som.

Sugestões Metodológicas
A turma pode organizar um debate sobre a convivência em ambientes ruidosos e as consequências que podem ser causadas aos
utentes destes locais. Os alunos devem ter cuidado com a poluição sonora. Na comunidade devem desenvolver atitudes e valores
para chamar a atenção à poluição sonora nas vias públicas perto das residências e dos estabelecimentos de ensino e nos transportes
colectivos de passageiros. Sons muito altos podem provocar surdez e hipertensão. Aconselha-se a usar aparelhos sonoros de forma
moderada.

212
Programa de Ciências Naturais

7ª Classe

213
Distribuição da Carga Horária

UNIDADE TEMÁTICA TEMPO

I POLUIÇÃO DO AMBIENTE 10

II SAÚDE 10

III CICLO DE NUTRIENTES 6

IV RELÂMPANGO E TROVOADA 6

V CAÇA 6

VI PESCA 6

VII APAREHLO CIRCULATÓRIO DO HOMEM 8

VIII APARELHO URINÁRIO 8

IX TEMPERATURA 6

X APARELHO REPRODUTOR MASCULINO 8

XI APARELHO REPRODUTOR FEMININO 8

XII AUTO-DESCOBRIMENTO 8

214
UNIDADE OBJECTIVO ESPECÍFICO COMPETÊNCIAS PARCIAIS
CONTEÚDOS CH
TEMÁTICA O aluno deve ser capaz de: O aluno:
 Identificar os Agentes poluentes  Agentes poluentes do solo, da
do solo, da água e do ar água e do ar  Deposita o lixo em locais
POLUIÇÃO  Reconhecer os efeitos da apropriados (lugar para papel,
10
DO poluição no ambiente  Efeitos da poluição no ambiente plástico, vidros e outros
aulas
AMBIENTE  Descrever as formas de reduzir (destruição da vegetação, e resíduos) e;
os efeitos da poluição na mortalidade dos seres vivos)  Elabora cartaz sobre os efeitos da
comunidade poluição do ambiente.

Sugestões Metodológicas

Os alunos podem trazer figuras, recortes de jornais ou desenhar um ambiente poluído. A seguir a turma pode realizar actividades de
observação dos agentes poluentes existentes no ambiente (nas praias, nos rios, nas indústrias ou no campo).
Na aula, pode desenvolver-se um debate sobre agentes poluentes do solo, água e ar. Na comunidade, os alunos participam nas
campanhas de divulgação dos efeitos de poluição do ambiente.

215
UNIDADE OBJECTIVO ESPECÍFICO COMPETÊNCIAS PARCIAIS
CONTEÚDOS CH
TEMÁTICA O aluno deve ser capaz de: O aluno:
 Mencionar as consequências do  Cuidados a ter com a nossa saúde:
consumo do tabaco, álcool e  Consequências do consumo do  Reconhece os efeitos
droga; tabaco, álcool e drogas nefastos do consumo de
 Verificar a qualidade e validade  Qualidade dos alimentos drogas tabaco e álcool no
dos produtos e ;  Produtos nocivos à saúde organismo humano
10
SAÚDE  Reconhecer os perigos do
aulas
consumo de tabacos e bebidas  Verifica a validade e a
alcoólicas; conservação dos produtos
 Verificar a qualidade e validade de consumo.
dos produtos

Sugestões Metodológicas

O tema Cuidados a ter com a nossa saúde é muito vasto e envolve muitos conteúdos como a produção ou captura, conservação e
confecção dos alimentos. Os alunos podem visitar uma unidade de produção de alimentos de origem animal ou vegetal para
interagirem com os especialistas a respeito do seu trabalho. Os especialistas devem passar aos interessados os cuidados a ter com os
alimentos e as consequências que podem resultar do consumo de alimentos nocivos ou mal confeccionados. Alerta-se para a
observação da qualidade e validade de produtos de consumo fresco, enlatados e bebidas.
O consumo do tabaco, álcool e drogas altera o estado psico, fisíco e motor do organismo. Os alunos, em grupos, podem fazer o
levantamento das consequências do consumo de estupefacientes nos jovens e na população em geral. A turma pode organizar-se em
grupos e dramatizar ou produzir textos em que um elemento da família consome droga e ou álcool.

216
UNIDADE OBJECTIVO ESPECÍFICO COMPETÊNCIAS PARCIAIS
CONTEÚDOS CH
TEMÁTICA O aluno deve ser capaz de: O aluno:
 Classificar os membros de uma  Relaciona a produção
cadeia alimentar( produtores ,  Cadeia e teia alimentar agrícola com a presença de
consumidores e decompositores);  Fertilização do solo (rotação das nutrientes no solo.
 Representar um teia alimentar culturas, adubação orgânica e 6
SOLO  Indicar os tipos de fertilização inorgânica) aulas
dos solos
 Vantagens e desvantagens da
 Explicar as vantagens e
desvantagens da aplicação de aplicação de adubos artificiais.
adubos artificiais.

Sugestões Metodológicas

Os alunos acompanhados pelo professor podem desenhar uma teia alimentar em cartolina, partindo da observação directa dos
produtores, consumidores e decompositores existentes no recinto escolar. A escola pode organizar uma excursão para a observação
directa da fertilização do solo nas machambas circunvizinhas. Um técnico agrário pode explicar a importância da rotação da matéria
orgânica no ambiente, para a produção de alimentos. " Na natureza nada se cria, nada se perde tudo se transforma.

217
UNIDADE OBJECTIVO ESPECÍFICO COMPETÊNCIAS PARCIAIS
CONTEÚDOS CH
TEMÁTICA O aluno deve ser capaz de: O aluno:
 Diferenciar trovoada do  Relâmpago como forma de  Evita os perigos causados pelo
relâmpago electricidade natural. relâmpago
TROVOADA E  Identificar os principais  Risco em caso de relâmpago 6
RELÂMPAGO métodos de protecção contra  Pára-raios aulas
os raios (descargas electricas)
 Produzir um Pára-raio

Sugestões Metodológicas

Os alunos devem ilustrar ou trazer figuras de trovoada e relâmpago para diferenciar os dois fenómenos naturais. A turma sob
orientação do professor ou de um técnico de electricidade pode montar um pára-raios simples na escola. Na aula deve-se fazer
referência às formas de protecção contra os perigos causados por relâmpago (descarga eléctrica) em períodos chuvosos, por exemplo,
evitar refugiar-se nas árvores, nos postes de iluminação, nos rios e perto de objectos pontiagudos.

218
UNIDADE OBJECTIVO ESPECÍFICO COMPETÊNCIAS PARCIAIS
CONTEÚDOS CH
TEMÁTICA O aluno deve ser capaz de: O aluno:
 Mencionar o papel da  Papel das comunidades na gestão dos  Relaciona a caça com o
comunidade na gestão dos recursos faunísticos desenvolvimento da
recursos faunísticos  Intrumentos de caça (revisão) comunidade.
CAÇA  Diferenciar caça autorizada da  Caça autorizada e sua importância 6
caça furtiva  Caça furtiva e suas consequências
 Descrever a importância da caça

Sugestões Metodológicas

A turma poderá ser dividida em três grupos de actividades (i) enumerar o papel das comunidades na gestão dos recursos faunísticos
(abate, cumprimento do período de defeso e valor económico) e os nomes dos instrumentos de caça, (ii) o que é caça autorizada e a
sua importância na comunidade e alistar os nomes dos instrumentos de caça e (iii) o que é a caça furtiva, suas consequências na
comunidade (abate, cumprimento do período de defeso e valor económico) e alistar os nomes dos instrumentos de caça. Os trabalhos
por escrito serão apresentados em plenária para discussão e obtenção de consenso. Os alunos devem desenvolver atitudes e valores
para protecção de recursos faunísticos na comunidade através de debates na aula e palestras nas comunidades. Para a concretização, os
alunos, podem desenhar ou produzir cartazes que ilustram a actividade de caça na comunidade.

219
OBJECTIVO ESPECÍFICO COMPETÊNCIAS
UNIDADE
O aluno deve ser capaz de: CONTEÚDOS PARCIAIS CH
TEMÁTICA
O aluno:
 Mencionar o papel da  Papel das comunidades na gestão  Relaciona a pesca com o
comunidade na gestão dos dos recursos pesqueiros desenvolvimento da
recursos pesqueiros  Instrumentos de pesca (revisão) comunidade.
 Diferenciar pesca autorizada  Pesca autorizada (média e de grande
6
PESCA da pesca furtiva escala) e sua importância
aulas
 Descrever a importância da  Pesca artesenal e sua importância na
pesca comunidade
 Pesca furtiva e suas consequências

Sugestões Metodológicas

A turma pode ser dividida em três grupos de actividades (i) enumerar o papel das comunidades na gestão dos recursos pesqueiros
(captura, cumprimento do período de defeso e valor económico) e os nomes dos instrumentos de pesca, (ii) o que é pesca autorizada
(de média e de grande escala), sua importância na comunidade e alistar os nomes dos instrumentos de pesca e (iii) o que é pesca furtiva,
suas consequências na comunidade (abate, cumprimento do período de defeso e valor económico) e alistar os nomes dos instrumentos
de pesca e (iv) o que é pesca artesenal e sua importância na comunidade. Os trabalhos por escrito serão apresentados em plenária para
discussão e obtenção de consenso. Os alunos devem desenvolver atitudes e valores para protecção de recursos pesqueiros na
comunidade, através de debates na aula e palestras nas comunidades. Para a concretização, os alunos, podem desenhar ou produzir
cartazes que ilustram a actividade de pesca na comunidade.

220
UNIDADE OBJECTIVO ESPECÍFICO COMPETÊNCIAS PARCIAIS
CONTEÚDOS CH
TEMÁTICA O aluno deve ser capaz de: O aluno:
 Mencionar os principais  Aparelho Circulatório: 
órgãos do Aparelho  Órgãos do Aparelho Circulatório  Identifica e nomeia os
Circulatório ; (coração, veias, artérias e capilares) órgãos do Aparelho
 Descrever as principais  Funções dos órgãos do Aparelho Circulatório em figuras,
funções dos órgãos do Circulatório do Homem imagens e no corpo
Aparelho Circulatório;  Higiene do Aparelho Circulatório humano;
APARELHO
CIRCULATÓRIO  Descrever, de forma simples,  Importância do Aparelho 8
o processo de circulação; Circulatório aulas
DO HOMEM
 Mencionar a importância do  Relaciona o processo da
Aparelho Circulatório do circulação com os orgãos
Homem; do Aparelho Circulatório.
 Mencionar alguns cuidados a
ter com o Aparelho
Circulatório.

Sugestões Metodológicas

Os alunos, em grupos ou individualmente, podem realizar várias actividades como recorte e colagem de ilustrações/ imagens
desenhadas em cartolinas que mostram os órgãos do aparelho em estudo. A interpretação dos cartazes deve conduzir os alunos a
relacionarem os órgãos do Aparelho Circulatório que desempenham o papel de transporte ou de circulação de substâncias (nutritivas e
nocivas) e gases (oxigénio e dióxido de carbono) no organismo. Os alunos podem organizar bedates e palestras para a divulgação dos
cuidados a ter com o Aparelho Circulatório no Homem (atitudes e valores).

221
UNIDADE OBJECTIVO ESPECÍFICO COMPETÊNCIAS PARCIAIS
CONTEÚDOS CH
TEMÁTICA O aluno deve ser capaz de: O aluno:
 Mencionar os principais órgãos  Aparelho Urinário:  Identifica e nomeia os órgãos
do Aparelho Urinário ;  Órgãos do Aparelho Urinário do Aparelho Urinário em
 Descrever as principais funções (rins, ureteres, bexiga, uretra e figuras, imagens e no corpo
dos órgãos do Aparelho Urinário; orifício urinário) humano;
APARELHO
URINÁRIO  Importância do Aparelho 8
aulas
DO HOMEM  Mencionar a importância do Urinário
Aparelho Urinário;  Higiene do Aparelho Urinário  Relaciona o processo da
excreção com os orgãos do
 Mencionar alguns cuidados a ter Aparelho Urinário
com o Aparelho Urinário.

Sugestões Metodológicas

Os alunos, em grupos ou individualmente, podem realizar várias actividades como recorte e colagem de ilustrações/ imagens
desenhadas em cartolinas que mostram os órgãos do aparelho em estudo. O professor pode usar maquetes e modelos do aparelho
urinário. A interpretação dos cartazes deve conduzir os alunos a relacionarem os órgãos do aparelho urinário que desempenham o
papel de transporte com os de eliminação de substâncias nocivas no organismo (função vital). Os alunos podem organizar bedates e
palestras para a divulgação dos cuidados a ter com o aparelho urinário no Homem ( atitudes e valores).

222
UNIDADE OBJECTIVO ESPECÍFICO COMPETÊNCIAS PARCIAIS
CONTEÚDOS CH
TEMÁTICA O aluno deve ser capaz de: O aluno:
 Descrever a acção da  Temperatura: 
temperatura sobre os corpos  Acção da temperatura sobre os  Realiza experiências sobre a
 Realizar experiências sobre a corpos variação da temperatura;
variação da temperatura  O termómetro  Relaciona a mudança do
(dilatação e contracção). tamanho de alguns corpos 6
TEMPERATURA
com a variação da aulas
 Medir a temperatura dos temperatura
corpos com ajuda de um
termómetro

Sugestões Metodológicas

Na aula, os alunos sob orientação do professor podem fazer experiências de demonstração através de dilatação e contracção dos
corpos por acção da temperatura. O professor deve explicar o funcionamento do termómetro como aparelho que mede o estado de
aquecimento dos corpos, temperatura. Os alunos podem usar o termómetro clínico para medir a temperatura do seu corpo.

223
UNIDADE OBJECTIVO ESPECÍFICO COMPETÊNCIAS PARCIAIS
CONTEÚDOS CH
TEMÁTICA O aluno deve ser capaz de: O aluno:
 Mencionar os principais órgãos do Aparelho reprodutor:  Identifica e nomeia os
Aparelho Reprodutor Masculino; – masculino (pénis, testículos, órgãos do Aparelho
 Descrever as principais funções dos canais deferentes, epidídimo, Reprodutor Masculino em
órgãos do Aparelho Reprodutor uretra, próstata, vesículas seminais) figuras, imagens e no corpo
APARELHO Masculino; Importancia do Aparelho humano;
8
REPRODUTOR Reprodutor masculino
aulas
MASCULINO  Mencionar a importância do Higiene do Aparelho Reprodutor
Aparelho Reprodutor Masculino; Masculino

 Mencionar alguns cuidados a ter com
o Aparelho Reprodutor Masculino.

Sugestões Metodológicas

Os alunos, em grupos ou individualmente, podem realizar várias actividades como recorte e colagem de ilustrações/ imagens
desenhadas em cartolinas que mostram os órgãos do aparelho em estudo. A interpretação dos cartazes deve conduzir os alunos a
relacionarem os órgãos do aparelho reprodutor masculino com o papel que desempenham na reprodução que é dar origem a novos
seres Humanos (função vital). Os alunos podem organizar debates e palestras para a divulgação dos cuidados a ter com o aparelho
reprodutor masculino.
Os alunos, sob orientação do professor, desenham em cartolina ou papel A4 o aparelho reprodutor masculino indicando as partes que o
constituem. O professor devia incentivar os alunos a cultivar atitudes, convicções próprias na higiene do aparelho reprodutor
masculino.

224
UNIDADE OBJECTIVO ESPECÍFICO COMPETÊNCIAS PARCIAIS
CONTEÚDOS CH
TEMÁTICA O aluno deve ser capaz de: O aluno:
 Mencionar os principais órgãos Aparelho reprodutor:  Identifica e nomeia os
do Aparelho Reprodutor – feminino (vagina, útero, trompas órgãos do Aparelho
Feminino; e ovários) Reprodutor Feminino em
 Descrever as principais funções Importância do Aparelho Reprodutor figuras, imagens e no corpo
dos órgãos do Aparelho Feminino humano;
APARELHO Reprodutor Feminino; Higiene do Aparelho Reprodutor
Feminino 8
REPRODUTO
aulas
R FEMININO  Mencionar a importância do
Aparelho Reprodutor Masculino;

 Mencionar alguns cuidados a ter
com o Aparelho Reprodutor
Feminino.

Sugestões Metodológicas

Os alunos, em grupos ou individualmente, podem realizar várias actividades como recorte e colagem de ilustrações/ imagens
desenhadas em cartolinas que mostram os órgãos do aparelho em estudo. A interpretação dos cartazes deve conduzir os alunos a
relacionarem os órgãos do aparelho reprodutor feminino com o papel que desempenham na reprodução que é dar origem a novos
seres Humanos (função vital). Os alunos podem organizar debates e palestras para a divulgação dos cuidados a ter com o Aparelho
Reprodutor Feminino.
Os alunos sob orientação do professor desenham em cartolina ou papel A4 o Aparelho Reprodutor Feminino, indicando as partes que
o constituem. O professor deve incentivar as alunas a cultivar atitudes e convicções próprias na higiene do Aparelho Reprodutor
Feminino.

225
UNIDADE OBJECTIVO ESPECÍFICO COMPETÊNCIAS PARCIAIS
CONTEÚDOS CH
TEMÁTICA O aluno deve ser capaz de: O aluno:
 Diferenciar sexo da sexualidade;  Diferencia sexo de
 Reconhecer situações de violência ,  Sexo e sexualidade sexualidade;
assedio sexual e abuso sexual  Assédio sexual  Faz o auto exame.
AUTO-  Reconhecer os lugares de dinuncia para  Auto exame dos seios e dos
DESCOBERTA a situação de violência , assedio e abuso 8
testículos, na prevenção de
DA sexual aulas
doenças cancerígenas .
SEXUALIDADE  Valorizar o papel dos pais como
conselheiros e amigos;
 Valorizar a necessidade de realizar auto
exame dos seios e dos testículos

Sugestões Metodológicas

Na presente unidade temática deve-se previlegiar os debates em grupos e apresentação dos trabalhos à plenária para discussão e
obtenção de consenso sobre a matéria em estudo. O professor deve fornecer informações claras e precisas dos locais de denúncia de
situações de assédio sexual/violação ou abuso sexual. Os alunos, sob orientação do professor, podem visitar SAAJ para o
esclarecimento de possíveis dúvidas individuais ligadas ao auto-exame dos seios, testículos e outros.

226
Programa de Ciências Sociais

3º Ciclo

227
Disciplina de Ciências Sociais no Ensino Básico

Introdução

A área de Ciências Sociais deverá possibilitar a compreensão da vida do Homem no seu meio, as
suas relações com o seu passado, com base na recolha, interpretação, análise e sistematização de
informação diversificada.

No contexto do Ensino Primário, o papel das Ciências Sociais é iniciar o aluno na compreensão
dos relacionamentos interpessoal e grupal, quer ao nível social, cívico, político e económico;
permitir o seu envolvimento na protecção e conservação do meio ambiente; formar um cidadão
responsável pela sua conduta pessoal e pelo apoio ao desenvolvimento da comunidade, país,
continente e do mundo; desenvolver, através de uma abordagem sistemática, atitudes/valores,
comportamentos, capacidades, habilidades e conhecimentos que permitirão ao aluno valorizar as
relações humanas, observar, interpretar, analisar, sintetizar e avaliar os fenómenos naturais,
económicos, políticos, sócio-culturais e cívicos do país, em particular, e do mundo, em geral;
permitir que o aluno adquira conhecimentos sobre formas de representação dos objectos (planta,
maquete, caixa de areia, mapa, etc.); desenvolver a capacidade de utilizar conceitos adequados
ao contexto; aplicar métodos de estudo participativos que facilitam a comunicação e a interacção
dentro e fora da sala de aula.

Assim, as Ciências Sociais contribuem para a formação patriótica e cívica do cidadão, dando-lhe
uma melhor inserção no meio em que vive e permitindo-lhe uma participação activa no
desenvolvimento social e económico do País.

As Ciências Sociais, no Ensino Primário, integram fundamentalmente as disciplinas de História,


Geografia, educação patriótica e Educação Moral e Cívica. A Educação Moral e Cívica e
patriótica, embora apareça mais intrinsecamente ligada às Ciências Sociais, não é exclusiva a
esta área, devendo ser abordada transversalmente em outras áreas disciplinares, na perspectiva de
levar o aluno a desenvolver o saber, o saber fazer, o saber estar e o saber ser.

Esta integração concorre para a formação integral do aluno, conjugando o conhecimento do meio
físico e social. Assim, as Ciências Sociais contribuirão para que o aluno reconheça as
transformações económicas, sociais e políticas da sua sociedade e facultarão os conhecimentos

228
para a formação do cidadão, como entidade singular e a sua relação com os outros, na construção
da democracia e no respeito pela tolerância mútua.

Uma vez que o Ensino Primário está dividido em três Ciclos, importa referir que no Ensino
Primário, embora os conteúdos de Ciências Sociais não apareçam no plano de estudo como
disciplina no 1º ciclo, os seus conteúdos servem de suporte às disciplinas de Línguas e de
Educação Física. Neste nível, são introduzidos conceitos básicos para a iniciação da disciplina de
Ciências Sociais, como a família, a casa, a escola e a comunidade, meio ambiente, bem como
noções elementares de tempo e espaço.

No 2º ciclo, com a introdução da disciplina de Ciências Naturais, na 4º classe, o tratamento de


alguns temas de Ciências Sociais - particularmente os de Geografia - são abordados na disciplina
de Ciências Naturais, enquanto os outros são distribuídos pelas restantes disciplinas.

Os temas iniciados no I Ciclo têm a sua continuidade neste nível, com um grau de exigência cada
vez maior. A partir da 4ªclasse, as Ciências Sociais são tratadas como uma disciplina; contudo,
mantém-se a transversalidade como princípio básico destas ciências. As noções de tempo e
espaço vão-se alargando, começando com o tempo e o espaço próximo do aluno, para o mais
distante. Neste contexto, a aprendizagem parte da província, alargando-se para o estudo do País,
na quinta classe.

 Objectivos da disciplina de Ciências Sociaids


A disciplina de Ciências Sociais visa:
 Fornecer às crianças os primeiros elementos para a compreensão do Mundo e da
sociedade no meio onde vivem e permitir-lhes que se situem no tempo e no espaço,
graças à aquisição de um reduzido número de conhecimentos claros e precisos, sobre
a História e a Geografia do País.
 Desenvolver nas crianças habilidades que lhes permitam observar as realidades que
lhes rodeiam, progredindo gradualmente às realidades longínquas no tempo e no
espaço. Na base da análise de documentos simples, pretende-se igualmente tornar a
criança apta a organizar os seus conhecimentos e a estabelecer comparações,
garantindo um certo número de conhecimentos, como a cronologia, a interpretação e a
produção de novos saberes.

229
 Levar os alunos a compreender progressivamente que eles serão chamados a assumir
responsabilidades numa sociedade democrática, onde eles deverão:
- Respeitar as diferenças legítimas;
- Trabalhar para garantir a participação de cada um na vida nacional;
- Preparar-se para a defesa dos valores democráticos.

Com efeito, o conhecimento da herança histórica, do património político e cultural, e das


riquezas nacionais, é indispensável na formação de um cidadão com uma consciência nacional e
que tenha referências de outras culturas. Quer dizer, as Ciências Sociais participam na formação
humana, social e cívica do indivíduo.

O estudo da história pessoal, da família e das raízes históricas da localidade e da província, pode
aclarar as modalidades de formação da unidade nacional, o conhecimento e a identidade cultural
local, vida quotidiana, línguas e dialectos, artes, crenças, mitos e comportamentos, que
introduzem a identidade cultural nacional. A História local serve de ilustração para a História
Nacional, devendo os alunos encontrar nela as bases locais de feitos nacionais tratados e
discutidos na aula.

No plano pedagógico, a História local, mais próxima da criança, reconstruída por meio de
vestígios concretos, permite observar o meio e construir o quadro temporal, de modo a aceder à
cronologia geral da nação.

A História local pode, igualmente, dar à criança a oportunidade de descobrir - a partir de traços
concretos - iniciar-se no trabalho histórico, desenvolvendo deste modo as capacidades de
observação, de análise, de criatividade e de síntese. Pode, enfim, permitir a introdução da
História Nacional ou da História regional.

Os grandes períodos da História de Moçambique são priorizados, porque contribuem para a


aprendizagem colectiva e para a necessidade de viver em conjunto e, sobretudo, porque ela é
portadora de grandes valores democráticos.

Todavia, é preciso lançar um olhar cruzado sobre a História Nacional e a regional, de maneira a
compreender a sua complexidade, em todo o seu relevo.

230
o Estratégias de Ensino-Aprendizagem

O mundo actual é caracterizado por mudanças sócio-económicas e políticas, que requerem um


acompanhamento pedagógico que assegure conhecimentos adequados e suficientes para
promover a formação de competências parciais, valorizando-se os conteúdos como saberes
culturais básicos e instrumentais, para a inserção activa e criativa na sociedade.

É fundamental que o aluno possa gradativamente ler e compreender a sua realidade, posicionar-
se, fazer escolhas e agir criteriosamente; possa desenvolver estudos que focalizem perguntas
básicas, cujas respostas devem ser baseadas em experiências directas e actividades práticas,
como por exemplo, o quê?, onde?, como?, porquê?

O tratamento dos conteúdos deve basear-se numa metodologia de integração. Assim, o professor,
ao abordar os conteúdos, deve privilegiar a leitura da paisagem, ou seja, a observação, a
descrição, a explicação, a interacção, a analogia e a representação.

O trabalho de observação da paisagem deve iniciar pelas características que tocam cada aluno.
Essa leitura pode ocorrer de forma directa mediante a observação da paisagem, ou de forma
indirecta, por meio de fotografias, de literaturas, vídeos, relatos, etc. Assim, o professor poderá,
sempre que for possível, organizar excursões ou levar para a sala de aulas imagens aéreas,
fotografias comuns, mapas, etc.

Do ponto de vista geográfico, a busca de explicação das diferentes paisagens como resultado de
combinações próprias que marcam as suas singularidades é fundamental, porque permite a
obtenção de soluções para os diferentes problemas que possam existir em cada um deles.

É necessário representar o espaço, pois ele é, simultaneamente, noção e categoria. Sem dúvida,
trata-se de dois aspectos de uma mesma questão, cada um guardando as suas especificidades,
mas, ao mesmo tempo, com as suas contribuições para que os alunos aumentem os seus
conhecimentos a respeito do espaço como noção e do espaço, como categoria. O professor deve
também considerar as ideias que os alunos têm sobre a representação do espaço, ou seja, em
todas as aulas deve privilegiar-se a comparticipação.

Os conteúdos sobre a História da localidade evidenciam, preferencialmente, diferentes Histórias


pertencentes ao local em que o aluno vive, dimensionadas em diferentes tempos. Por isso, os

231
alunos devem ser orientados a valorizar o ensino ligado à vida quotidiana, (trabalho e
entretenimento, cultura e património público).

O estudo das Ciências Sociais deve favorecer o desenvolvimento de capacidades de


diferenciação e de identificação, de comparar e distinguir semelhanças, diferenças, continuidades
e transformações de costumes, modalidades de trabalho, divisão de tarefas e organização do
grupo familiar e formas de relacionamento com a natureza.

A preocupação com o estudo da História local é a de que os alunos ampliem a capacidade de


observar o que está à sua volta, para a compreensão de relações existentes no seu próprio tempo
e reconheçam a presença de outros tempos, no seu dia-a-dia. O estudo da História local conduz
ao estudo dos diferentes modos de viver no presente e em outros tempos, no mesmo espaço.

Na recolha de informações, que propiciam pesquisas com documentos, depoimentos e relatos de


pessoas, da escola, da família e de outros grupos sociais, deve dar-se preferência às fontes orais e
iconográficas (fontes gravadas em placas) e a partir delas desenvolverem-se trabalhos escritos.

O trabalho do professor consistirá em iniciar o aluno na leitura das diversas fontes de


informação, para que adquira, pouco a pouco, a autonomia intelectual. O aluno deve ser capaz de
identificar as especificidades das linguagens dos documentos: textos escritos, desenhos, filmes,
das suas simbologias e das formas de construção dessas mensagens.

Os alunos serão orientados para o estudo de importantes episódios e desenvolvimentos do


passado de Moçambique, a partir de acontecimentos locais, desde os tempos antigos até à sua
ocupação efectiva por Portugal. Eles devem ser capazes de desenvolver uma visão cronológica,
ligando e cruzando as diferentes unidades de estudo. É necessário que tenham a oportunidade de
investigar a História local e de aprender acerca do passado, a partir de uma série de fontes de
informação.

A competência cultural que os alunos possuem é importante para responder às questões, pois as
causas do sucesso escolar estão também no processo de socialização.

O uso de testemunhas não docentes é uma forma de obter informação viva que aproxima a
aprendizagem ao contexto.

As Ciências Sociais contribuem de forma substancial na formação patriótica, moral e cívica do


indivíduo. Pretende-se que se construa de forma colectiva “uma maneira de estar no mundo”, que

232
permita ao indivíduo reconhecer-se e reconhecer o seu mundo, reconciliar-se com ele e sentir a
necessidade de conviver com os outros.

1.2 A abordagem transversal da educação moral e cívica


Apesar de se apresentar neste programa a proposta de tratamento de conteúdos de formação
cívica e patriótica, é de realçar que estes não devem ser limitados à área de Ciências Sociais.
Estes pressupostos deverão guiar a abordagem transversal em outras áreas.
O tratamento dos valores e princípios mencionados a seguir deve ter em conta os âmbitos Eu/
Tu, Família, Bairro/ Aldeia/Localidade, Distrito, País/ Mundo e os diferentes valores.
Constituem objectivos fundamentais do nosso País: construir uma sociedade livre, justa e
solidária e garantir o desenvolvimento nacional; lutar contra a pobreza e a marginalização, e
reduzir as desigualdades sociais e regionais; promover o bem de todos, sem preconceito de
origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. Neste contexto, a
família, a escola e a comunidade devem ser envolvidas na construção de uma convivência
harmoniosa, com base nos seguintes valores:
 Vida Sã (saúde/higiene, desenvolvimento físico e intelectual, auto-conhecimento
e auto-estima);
 Solidariedade (apoio material emocional, partilha, confiança, respeito mútuo,

responsabilidade);
 Cooperacção/ Co-responsabilidade (colaboração, responsabilidade,

compromisso);
 Tolerância/ respeito (conhecimento dos outros, conhecimento das normas,

respeito, reconhecimento e tolerância pela diversidade, resolução não violenta


de conflitos).
Estes valores assentam sobre os seguintes princípios fundamentais a desenvolver:
 Dignidade da pessoa humana - implica o respeito pelos direitos humanos, repúdio à
discriminação de qualquer tipo, acesso às condições de vida digna, respeito mútuo nas
relações interpessoais, públicas e privadas.

233
 Igualdade de direitos - refere-se à necessidade de garantir a todos a mesma dignidade e
possibilidade de exercício de cidadania. Há que considerar o princípio de equidade, isto é,
que existem diferenças (étnicas, culturais, regionais, de género, etárias, religiosas, etc.) e
desigualdades (socio-económicas) que necessitam de ser levadas em conta, para que a
igualdade seja efectivamente alcançada.

 Participação - como princípio democrático, traz a noção de cidadania activa, isto é, de


complementaridade entre a representação política tradicional e a participação popular no
espaço público, compreendendo que não se trata de uma sociedade homogénea, mas sim
marcada por diferenças de classes, etnias, religiões, etc.

 Co-responsabilidade pela vida social - implica partilhar com os poderes públicos e


diferentes grupos sociais, organizados ou não, a responsabilidade pelos destinos da vida
colectiva. Pretende-se que se trate de uma discussão virada para o sentido ético da
convivência humana, suas relações com várias dimensões da vida social, tais como o
ambiente, a cultura, a sexualidade e a saúde; por isso, recomenda-se a selecção de temas a
abordar segundo os critérios a seguir indicados.

 Urgência social, atendendo que existem questões graves que se apresentam como
obstáculos para a concretização da plenitude da cidadania, afrontando a dignidade das
pessoas e deteriorando a sua qualidade de vida, como por exemplo as inundações.

 Abrangência espacial - os temas devem ser de alcance da comunidade, dando ao aluno a


possibilidade de aproveitar as experiências já desenvolvidas, no que se refere à educação
moral e cívica, patriótica, o que favorece a participação social, permitindo ao aluno
posicionar-se diante das questões que interferem na vida colectiva, superar a indiferença
e intervir de forma responsável.

1.3 Processo de Avaliação


A avaliação tem por função, por um lado, permitir que se obtenha uma imagem tanto quanto
fiável do desempenho do aluno em termos das competências parciais1 descritas nos currícula e,
por outro, servir como mecanismo de retroalimentação no processo de ensino-aprendizagem.

1
- Referem-se aos conhecimentos básicos, à compreensão, às habilidades, às atitudes e aos conceitos que os alunos devem alcançar em relação a
um determinado objectivo de aprendizagem. Eles são a base para verificar se os alunos estão a aprender. No entanto, isto não implica que não

234
Pretende-se que a avaliação cumpra os seguintes objectivos:
a) Relativamente ao aluno
 Consciencializá-lo sobre os pontos fortes e fracos do seu desempenho e as
respectivas razões;

 Estimular o gosto e o interesse pelo estudo, de modo a superar as dificuldades


encontradas no processo de ensino-aprendizagem;

 Desenvolver nos alunos uma atitude crítica e participativa, em relação ao processo


de ensino-aprendizagem, tendo em vista o desenvolvimento das próprias
potencialidades.

b) Relativamente ao professor
 Identificar o nível de desempenho dos alunos, os principais problemas e os
factores associados;
 Identificar as áreas de fácil ou de difícil compreensão, por parte dos alunos;
 Identificar a validade dos métodos, meios e materiais didácticos utilizados e
adequá-los, utilizando a informação recolhida sobre o desempenho dos alunos;
 Verificar se os alunos relacionam o trabalho prático com a teoria que aprendem;
 Verificar o estágio de desenvolvimento da aprendizagem de determinados
conceitos e conteúdos;
 Informar, regularmente, os pais sobre o progresso (quantitativo e qualitativo) dos
seus educandos.

c) Relativamente aos pais


 Acompanhar a evolução do seu educando;
 Identificar as áreas de aprendizagem em que o seu educando revela maiores
dificuldades, de modo a ajudá-lo a superá-las;
 Sugerir, em conjunto com o professor e o director da escola, formas e actividades
apropriadas para a melhoria do desempenho do seu educando e da escola, em
geral.

possam ser desenvolvidas outras; até se incentiva o professor a desenvolver outras competências, de acordo com as características dos alunos,da
zona e dos meios disponíveis (MBEC, 995:8).

235
d) Relativamente à escola
 Controlar os conhecimentos e competências adquiridas pelos alunos;

 Situar os resultados dos alunos, em um dado momento, em relação aos:


o Da sua classe ou grupo de trabalho;
o Das classes paralelas de uma mesma escola e das outras escolas, zonas,
regiões, país, de grupos sociais diferentes (zonas rurais, urbanas, categorias
sociais).

1.3.1 Classificação do Rendimento Escolar


As classificações obtidas pelos alunos, através das avaliações contínuas, devem ser
sistematicamente analisadas ao longo do ano e usadas para informar aos pais e alunos sobre o
progresso destes e, caso necessário, optar-se por aulas de remediação ou recuperação.

O programa revisto
O programa revisto apresenta as seguintes alterações:
 Visão geral das unidades temáticas;
 Plano temático sem objectivos;

 Abordagem de conteúdos sobre Moçambique, na 6ª e na 7ª classes;

 A primeira unidade no programa da 6ª classe passa a designar-se “Coordenadas


Geográficas”;

 O conteúdo “O Povo de Moçambique Há Muito, Muito Tempo” foi retirado da 5ª classe e


inserido na 6ª classe;

 Na 7ª classe passam a abordar-se os continentes de forma genérica e inseriu-se a unidade


temática “Moçambique Independente”;

 As sugestões metodológicas encontram-se fora do plano temático e continuam por


unidade temática.

236
VISÃO GERAL DOS CONTEÚDOS DA DISCIPLINA DE CIÊNCIAS SOCIAIS DO 3º CICLO
6ª CLASSE 7ª CLASSE

UNIDADES CONTEÚDOS CH UNIDADES CONTEÚDOS CH


TEMÁTICAS TEMÁTICAS
I- COORDENADAS  Globo terrestre 14 I- OS 17
GEOGRÁFICAS  Leitura de mapas Aulas CONTINENTES  Localização geográfica dos aulas
◦ Localização de objectos continentes (Europa, América,
geográficos no mapa Ásia e Austrália)
◦ Tipo de mapas e seus  Aspectos físico-geográficos
conteúdos gerais dos continentes
 Escala de mapas, plantas e de
diversas representações
 A Legenda do mapa
II- EXPANSÃO E  Enumera os avanços 19
PENETRAÇÃO tecnológicos e científicos aulas
MERCANTIL alcançados pela Europa, a partir
EUROPEIA EM do século XV;
ÁFRICA  Menciona as causas da
penetração mercantil europeia no
continente africano;
 Explica as causas do tráfico de
escravos;
 Descreve o comércio triangular;
 Explica as consequências do
tráfico de escravos para a África
Ocidental e Oriental.
III- A OCUPAÇÃO  Relaciona o desenvolvimento do 14
EUROPEIA E O Capitalismo na Europa com a aulas
SISTEMA ocupação e colonização do
COLONIAL EM continente africano;
ÁFRICA  Explica as causas e
consequências da Conferência de
Berlim;

237
 Explica as formas de actuação do
colonialismo em África;
 Descreve as consequências da
colonização europeia em África.
II- O POVO DE  Formas de vida do povo de 14 V- MOÇAMBIQUE  Data da independência (revisão) 17
MOÇAMBIQUE Moçambique há muito, muito aulas INDEPENDENTE  Constituição da República:
HÁ MUITO, tempo:Política, Económica e Princípios, Direitos e Deveres
MUITO TEMPO aspectos Sociais dos cidadãos
SÉC.XIII – XV  Formação dos reinos e impérios  Símbolos Nacionais (Bandeira
antigos: Manyikeni, Nacional, Emblema da
Mwenemutapa, Maravi República de Moçambique, Hino
 Localização dos reinos e Nacional)
impérios antigos  Órgãos de soberania (Presidente
 Representação gráfica do da República, Assembleia da
período, correspondente a cada República, Tribunais)
um dos reinos e impérios  População (absoluta, relativa,
antigos estrutura, movimentos)
 Actividades económicas de Actividades económicas
cada um dos reinos e impérios (agricultura, pecuária, comércio,
antigos indústria, serviços)
 Causas do declínio dos reinos e  Impacto das actividades da
impérios de Manyikeni, população sobre o ambiente
Mwenemutapa e Maravi (queimadas, erosão,
desflorestamento)
 Manifestações culturais locais
 Organizações continentais e
mundiais (PALOPs, CPLP,
ONU/UA)
III-O  Localização geográfica 16 IV- INDEPENDÊN  Surgimento dos movimentos de 25
CONTINENTE  Litoral e o seu traçado aulas CIAS DOS PAÍSES libertação de África aulas
AFRICANO  Características físico- AFRICANOS (Moçambique, Tanzânia,
geográficas gerais: (relevo, Zâmbia, Congo, Argélia)
clima, fauna, flora, principais  Organizações africanas de que
rios e lagos) Moçambique faz parte
 As principais regiões do (OUA/UA, Linha da Frente,
SADC)

238
Continente Africano  Papel da SADC na luta pela paz
 População desenvolvimento económico
 África, o berço da humanidade
 O Egipto Antigo
 O Vale do Rio Nilo
 A religião
IV-ÁFRICA 13
AUSTRAL  Localização da África Austral. aulas
 Características físico-
geográficas gerais, (relevo,
clima, fauna, flora, principais
rios e lagos)

 Povoamento: primeiros
habitantes e a chegada dos
Bantu

 Reinos: Zimbabwe e Império


de Mutapa

 População
- Actividades e seu impacto no
ambiente

 Organização política e
administrativa
 A religião e sua importância
V-ÁFRICA  Localização geográfica 11
ORIENTAL  Características físico- aulas
geográficas gerais: (relevo,
clima, fauna, flora, rios e
lagos)
 A população
 Surgimento das Cidades-estad
 Noção de Cidade-estado
 Organização política e

239
administrativa
 religião na África Oriental
 Causas da decadência das
Cidades-estado
VI-ÁFRICA  Localização geográfica 11
CENTRAL  Características físico- aulas
geográficas gerais. (clima,
relevo fauna, flora, rios, lagos)
 População
 Reino do Congo
 Localização da África 13
VII-ÁFRICA Ocidental e do Norte aulas
OCIDENTAL E DO  Características físico-
NORTE geográficas gerais (relevo,
clima, fauna, flora, principais
rios e lagos)
 População
 Reinos: Ghana, Mali e
Songhai.
 As cidades e as actividades
económica

240
Programa de Ciências Sociais

6ª Classe

241
UNIDADE OBJECTIVO ESPECÍFICO COMPETÊNCIAS PARCIAIS
CONTEÚDOS CH
TEMÁTICA O aluno deve ser capaz de: O aluno:
 Localizar objectos  Globo terrestre  Usa as coordenadas
14
geográficos no globo Localização de objectos geográficos geográficas para localizar aulas
terrestre e mapas no globo terrestre objectos geográficos, no
 Leitura de mapas globo e mapas;
◦ Localização de objectos
geográficos no mapa
 Identificar mapas de acordo  Distingue os tipos de
◦ Tipo de mapas e seus conteúdos:
com o seu conteúdo mapas, de acordo com o
- Político (rota de escravatura,
COORDENADAS seu conteúdo;
reinos e impérios antigos)
GEOGRÁFICAS  Calcular distancia entre dois
- Administrativo (Limites dos
pontos ou objectos  Interpreta os mapas
Continentes e países)
utilizando a escala através da legenda,
- Físico (relevo, clima, vegetação
maquetes e outros .
e hidrografia)
 Ler mapas através das - Económico (população,
legendas agricultura, pesca, indústria e
comércio)
 Escala de mapas, plantas e de
diversas representações
 A Legenda do mapa

242
Sugestões Metodológicas

Ao iniciar a abordagem dos conteúdos desta unidade, o professor explica que o globo é um
dos meios de representação da terra. Este meio tem vantagem de reproduzir, sem
deformações apreciáveis, as formas dos continentes e dos oceanos.
As coordenadas geográficas poderão ser abordadas, como trabalho prático, a partir da
localização de objectos simples no sistema Cartesiano, isto é: Meridiano Principal e círculos
menores, que representam a realidade da Superfície Terrestre, representada pelo
planisfério e globo terrestre.
Exemplo

Figura 1: sistema cartesiano

Figura 2: Planisfério

243
Os alunos devem realizar trabalhos práticos como TPC, sobre coordenadas geográficas de
localização de pontos (cidades).
Em simultâneo, com a ajuda do professor, o aluno deve desenhar a sua sala de aula e a sua
casa, em diversos tamanhos, para facilitar a compreensão de escala. Em seguida, o aluno
deve enumerar e pintar os vários compartimentos, com diferentes cores, para entender
que está a colocar a legenda.
O cálculo de distâncias, em simultâneo com as noções relevantes de escala de mapa, plantas
e legendas, deve ser sempre um trabalho prático.

Exemplos de actividades
- Calcula a distância entre dois pontos do mapa, usando a escala;
- Desenha a planta da sua casa, sala de aula, ou escola.

244
UNIDADE OBJECTIVO ESPECÍFICO COMPETÊNCIAS PARCIAIS
CONTEÚDOS CH
TEMÁTICA O aluno deve ser capaz de: O aluno:
 Caracterizar as formas de vida do  Formas de vida do povo de  Explica as formas de vida da
povo de Moçambique Moçambique há muito, muito população há muito, muito 14
tempo: tempo; aulas
 Explicar a formação e o declínio  Política
de cada um dos reinos antigos  Económica
 Social
 Localizar no mapa, as regiões
 Nomeia as causas do declínio
correspondentes a cada um dos
reinos e impérios antigos  Formação dos reinos e de cada um dos reinos e
impérios antigos: Manyikeni, impérios antigos;
Mwenemutapa, Maravi
 Elaborar gráficos de tempo
O POVO DE correspondentes a cada um dos
MOÇAMBIQUE impérios antigos 
 Localização dos reinos e Localiza, no mapa, as regiões
HÁ MUITO, impérios antigos correspondentes a cada um
MUITO TEMPO  Descrever as principais actividades dos reinos e impérios
SÉC.XIII - XV económicas nos reinos e impérios  Representação gráfica do antigos;
antigos período, correspondente a cada
um dos reinos e impérios
 Explicar as causas do declínio dos antigos
reinos e impérios antigos
 Actividades económicas de  Identifica as actividades
cada um dos reinos e impérios económicas de cada um dos
antigos reinos e impérios antigos;

 Causas do declínio dos reinos e


impérios de Manyikeni,
Mwenemutapa e Maravi

245
Sugestões Metodológicas

A escola poderá agendar visitas de estudo a zonas antigas das cidades, amuralhados,
edifícios públicos e resistências antigas, obras de arte em praças públicas e locais que
assinalam a ocupação e exploração colonial que constituem património do Estado, que
devem ser preservados e conservados.

O aluno, com a ajuda do professor, recorre às bibliotecas da escola, da cidade, ou da localidade.


Poderá consultar fontes orais sobre as principais actividades económicas do povo de
Moçambique, há muito, muito tempo.

Em relação aos reinos e impérios antigos, com a orientação do professor, os alunos poderão
localizar, no mapa de história, as regiões correspondentes a cada um dos reinos e impérios.

Com base em exemplos mencionados na aula sobre a matéria, os alunos, individualmente ou em


grupos, recolhem, classificam e descrevem objectos, instrumentos, textos, fotografias, desenhos e
mapas correspondentes ao período em estudo.

A escola poderá convidar um antigo combatente da Luta de Libertação Nacional, para


testemunhar episódios da luta.

Com a ajuda dos pais ou encarregados de educação, o aluno poderá elaborar uma redacção com o
tema “A vida da população há muito, muito tempo”, estabelecendo uma comparação com o
tempo Pós-Independência e identificando as principais mudanças.

O professor orienta a elaboração de um gráfico de tempo sobre os reinos e Impérios antigos.

246
UNIDADE OBJECTIVO ESPECÍFICO COMPETÊNCIAS PARCIAIS
CONTEÚDOS CH
TEMÁTICA O aluno deve ser capaz de: O aluno:
 Localização geográfica  Localiza o continente
 Litoral e o seu traçado africano no mapa- mundi; 16
 Localizar o Continente  Características físico- aulas
africano no Mapa-mundi geográficas gerais: (relevo,  Identifica as principais
clima, fauna, flora, principais características físico-
rios e lagos) geográficas do continente
 Caracterizar as primeiras africano;
comunidades que  As principais regiões do
povoaram África Continente Africano:
-África Austral
- África Oriental
-África Central  Identifica as principais
 Distinguir as principais - África Ocidental e do Norte regiões do Continente
características da história Africano;
O CONTINENTE do Egipto  População
AFRICANO - Primeiras comunidades e
sua evolução (teoria
evolucionista sobre a origem
do Homem)

 África, o berço da  Caracteriza as primeiras


humanidade comunidades que
habitaram a África;
 O Egipto Antigo
 Diferencia as regiões do
 O Vale do Rio Nilo Egipto;
- Características geográficas
- Povoamento;  Explica a contribuição do
- Surgimento do Egipto Antigo; Egipto Antigo na história
- Actividades económicas. do mundo.
 A religião

247
Sugestões Metodológicas

O Continente Africano deve ser dado com certo pormenor e em simultâneo, abordando-se a
sua história, de acordo com os conteúdos propostos.
É sempre necessário relacionar as condições naturais da região com a fixação da população
e o surgimento de grandes centros comerciais.
Ao abordar a história do Egipto, deve elaborar-se o gráfico do tempo de cada um dos
períodos da história deste país.
É fundamental realçar-se a contribuição técnica e científica do Egipto Antigo que ainda hoje
é útil.

248
UNIDADE OBJECTIVO ESPECÍFICO COMPETÊNCIAS PARCIAIS
CONTEÚDOS CH
TEMÁTICA O aluno deve ser capaz de: O aluno:

 Localizar Africa Austral  Localização da África Austral.  Localiza a África Austral no


 Características físico-geográficas mapa;
gerais, (relevo, clima, fauna, flora,
 Descrever as características
principais rios e lagos)  Caracteriza os aspectos 13
gerais da Africa Austral
físico-geográficos da África aulas
 Povoamento: primeiros habitantes Austral;
 Nomear os primeiros e a chegada dos Bantu
habitantes da Africa  Descreve as características
Austral  Reinos: Zimbabwe e Império de dos primeiros habitantes da
Mutapa África Austral;
ÁFRICA  Explicar as inovações
 População  Relaciona o impacto socio-
AUSTRAL trazidas pelos Bantu - Actividades e seu impacto no económico e as inovações
ambiente tecnológicas trazidas pelos
 Distinguir as principais Bantu;
características dos reinos  Organização política e
do Zimbabwe e de Mutapa administrativa  Compara a história dos
reinos antigos da África
 A religião e sua importância Austral;

 Explica as principais
actividades da população e
seu impacto no ambiente.

249
Sugestões Metodológicas

O professor deve explicar que o continente africano, de acordo com a diversidade das suas
condições físico-geográficas, é subdividido em regiões.

Para além da descrição geográfica, deverão identificar-se os primeiros habitantes da região


da África Austral e avaliar o impacto da chegada dos Bantu.

Deve abordar-se, de forma geral, a história dos reinos propostos que se desenvolveram na
região, localizando-os no mapa e elaborando os respectivos gráficos de tempo.

É importante fazer alusão às línguas, profissões, religiões, hábitos e costumes da


comunidade onde a escola está inserida.

De acordo com as relações que se estabelecem no decurso das actividades económicas, na


organização política e administrativa e no campo religioso, o professor cria um exercício
que leve os alunos a debaterem sobre o respeito mútuo, embora existam diferenças entre
os membros da sociedade.

250
UNIDADE OBJECTIVO ESPECÍFICO COMPETÊNCIAS PARCIAIS
CONTEÚDOS CH
TEMÁTICA O aluno deve ser capaz de: O aluno:
 Localizar no mapa  Localização geográfica  Localiza, no mapa, a África
África Oriental Oriental;
 Características físico-  Explica os aspectos físico-
geográficas gerais: (relevo, geográficos da África Oriental;
 Descrever as principais
clima, fauna, flora, rios e  Explica as actividades da
características Físico- lagos) população e seu impacto no
ÁFRICA geográficas da região ambiente;
ORIENTAL  A população  Enumera os factores do
 Relacionar a população - Actividades e seu impacto surgimento das Cidades-estado,
no ambiente na África Oriental; 11
com suas principais
aulas
actividades  Descreve as formas de
 Surgimento das Cidades- organização política e
estado administrativa das Cidades -
 Identificar os factores do - Noção de Cidade-estado estado;
surgimento das cidades-  Organização política e  Identifica a influência político-
estado na África administrativa ideológica da religião
Oriental dominante;
 A religião na África Oriental  Explica as razões da decadência
 Descrever o das Cidades-estado.
desenvolvimento e as  Causas da decadência das
causas da sua Cidades-estado
decadência

Sugestões Metodológicas
O estudo da África Oriental deve ser acompanhado pelo estudo da respectiva história, destacando sempre alguns estados ou
reinos.
Para o caso da África Oriental, o destaque deve ser dado às Cidades-estado, que surgiram ao longo da costa e o seu papel no
comércio internacional.
O professor deverá explicar a noção de Cidade-estado.
A religião deve ser referida, tendo em conta a sua relação com o poder político e ideológico das Cidades-estado.

251
OBJECTIVO ESPECÍFICO COMPETÊNCIAS
UNIDADE
O aluno deve ser capaz de: CONTEÚDOS PARCIAIS CH
TEMÁTICA
O aluno:
 Localizar geograficamente  Localização geográfica  Localiza, no mapa, a
África Central região da África 11
 Características físico-geográficas Central; Aulas
 Descrever principais gerais. (clima, relevo fauna, flora,
características Físico- rios, lagos)  Caracteriza os aspectos
geográficas físico-geográficos da
 População: África Central;
 Relacionar a população com as  Actividades económicas e seu
suas actividades económicas impacto no ambiente  Explica as actividades
ÁFRICA
da população e seu
CENTRAL
 Identificar as principais  Reino do Congo impacto ambiental;
características do Reino do  Surgimento e localização
Congo e os factores da sua  Organização política e  Caracteriza o Reino do
decadência administrativa Congo;
 Actividades económicas
 Causas da decadência  Explica as causas da
decadência do Reino de
Congo.

Sugestões Metodológicas

Ao abordar os conteúdos desta Unidade Temática, o professor deverá conduzir o aluno a analisar os factos, estabelecendo uma relação
entre os aspectos físico-geográficos.
O Reino do Congo deve ser dado como exemplo dos reinos e estados antigos que se desenvolveram no continente africano, antes da
chegada dos europeus.
O professor poderá discutir com os alunos e depois sistematizar a acção dos europeus na destruição dos reinos africanos
antigos.

252
OBJECTIVO ESPECÍFICO COMPETÊNCIAS
UNIDADE
O aluno deve ser capaz de: CONTEÚDOS PARCIAIS CH
TEMÁTICA
O aluno:

 Localizar no mapa África  Localização da África Ocidental e  Localiza no mapa a


Ocidental e do Norte do Norte região da África
Ocidental e do Norte;
 Descrever as principais  Características físico-geográficas
características físico- gerais (relevo, clima, fauna, flora,  Caracteriza os
geográficas da região principais rios e lagos) principais aspectos
físico-geográficos da
ÁFRICA  Relacionar a população e as  População África Central;
OCIDENTAL suas actividades Actividades e seu impacto
E DO NORTE no ambiente  Caracteriza a 13
 Identificar as principais  Reinos: Ghana, Mali e Songhai. população e as
características da história dos principais actividades aulas
reinos de Ghana, Mali e  As cidades e as actividades económicas;
Songhay económicas
 Compara os principais
aspectos da história
dos Reinos de Ghana,
Mali e Songhai.

Sugestões Metodológicas

Os alunos, sob orientação do professor, devem localizar e delimitar a região da África Ocidental e do Norte, recorrendo ao mapa da
África.
O aluno poderá desenhar no seu caderno o mapa de África, com ajuda a de um escantilhão e pintar com diferentes cores as regiões que
constituem a África Ocidental e do Norte.
Com a ajuda do professor, os alunos devem caracterizar a população, suas principais actividades e os reinos que se desenvolveram na
região, seguindo a proposta dos conteúdos.

253
Programa de Ciências Sociais

7ª Classe

254
UNIDADE OBJECTIVO ESPECÍFICO COMPETÊNCIAS PARCIAIS
CONTEÚDOS CH
TEMÁTICA O aluno deve ser capaz de: O aluno:
 Localizar no mapa- mundi  Localização geográfica dos  Localiza os diferentes
continentes ( Africa, Europa, continentes (Europa, América, continentes no mapa-
America, Asia, Australia) Ásia e Austrália) 17
mundi;
aulas
OS  Descrever as principais  Aspectos físico-geográficos  Explica os aspectos físico-
CONTINENTES caracteristicas fisico-
(ÁFRICA, gerais dos continentes: geográficos dos continentes.
geográficas - Clima (tipos de clima);
EUROPA,
AMÉRICA, ASIA, - Relevo (forma predominante);
- Hidrografia (regime dos rios);
AUSTRÁLIA)
- Flora (vegetação
predominante);
- Fauna (animais predominantes).

Sugestões Metodológicas

Sugere-se que o professor, apoiando-se no mapa-mundi leve os seus alunos a localizarem cada um dos continentes, indicando os seus
limites e oceanos que banham cada continente.
Ao abordar cada continente, o professor deve levar o aluno a relacionar os aspectos fisico-geográficos, tais como: clima e relevo;
relevo e hidrografia; flora e fauna e clima e hidrografia.
Durante a abordagem desta unidade temática é importante estabelecer uma relação entre os aspectos fisico-geográficos de África e
dos outros continentes.

255
UNIDADE OBJECTIVO ESPECÍFICO COMPETÊNCIAS PARCIAIS
CONTEÚDOS CH
TEMÁTICA O aluno deve ser capaz de: O aluno:
 Relacionar os avanços  Causas da expansão e penetração  Enumera os avanços
científicos da Europa mercantil europeia tecnológicos e científicos
com a expansão alcançados pela Europa, a
marítima em África  Avanços científicos e tecnológicos da partir do século XV;
Europa, a partir do século XV
 Explicar as principais  Menciona as causas da
causas da penetração  Papel de Portugal na expansão europeia penetração mercantil
EXPANSÃO E mercantil europeia no europeia no continente
PENETRAÇÃO  continente africano;  Consequências da expansão e penetração africano; 19
MERCANTIL mercantil europeia aulas
EUROPEIA  Explicar o papel de  Explica as causas do tráfico
EM ÁFRICA Portugal na expansão  Tráfico de escravos na África Ocidental e de escravos;
Oriental
 Relacionar o tráfico de  Descreve o comércio
escravos e o comércio  O comércio triangular triangular;
triangular
 As consequências de tráfico de escravos  Explica as consequências do
tráfico de escravos para a
África Ocidental e Oriental.

Sugestões Metodológicas
Sugere-se que o professor oriente os alunos a explicarem as causas da expansão e penetração Europeia.
Pretende-se que o aluno entenda a importância desses avanços na aventura dos descobrimentos marítimos para a Índia.
O aluno, sob orientação do professor, deverá explicar os objectivos da procura dos caminhos marítimos para a Índia e o papel
específico de Portugal na expansão.
Sugere-se que o professor leve os alunos a descreverem o comércio de escravos e suas consequências para a África, América e
Europa.
O professor deve levar o aluno a compreender que, em defesa dos Direitos Humanos, a escravatura foi oficialmente abolida
em 1836.
256
UNIDADE OBJECTIVO ESPECÍFICO COMPETÊNCIAS PARCIAIS
CONTEÚDOS CH
TEMÁTICA O aluno deve ser capaz de: O aluno:
 Identificar as principais  Causas da ocupação colonial em  Relaciona o
causas da ocupação e África desenvolvimento do
A OCUPAÇÃO colonização de África Capitalismo na Europa com
EUROPEIA E  A Conferência de Berlim (1884/85) a ocupação e colonização do
O  Explicar as formas de continente africano;
SISTEMA resistência da população à  A resistência africana à ocupação
COLONIAL ocupacão colonial colonial:  Explica as causas e 14
EM ÁFRICA. - O exemplo da África Austral consequências da aulas
(Moçambique) Conferência de Berlim;
 Nomeiar as principais
figuras de resistência em  Características do colonialismo em  Explica as formas de
África actuação do colonialismo
África
em África;
 Descrever as principais
 As consequências da colonização
carcterísticas da
europeia em África  Descreve as consequências
colonização em África
da colonização europeia em
África.

Sugestões Metodológicas

A unidade temática “A Ocupação Europeia e o Sistema Colonial em África” é de capital importância, no que tange ao conhecimento
histórico de Moçambique e África. Assim, para facilitar a assimilação dos conteúdos, aconselha-se o professor a orientar um
debate, relacionando o desenvolvimento do capitalismo na Europa com a ocupação colonial.
Tendo em conta que a abordagem sobre colonização iniciou na 5ª classe, o professor poderá orientar os alunos para
elaborarem, em casa, uma composição sobre o tema.
Sugere-se que o professor conduza os alunos a concluírem que os africanos resistiram à ocupação e colonização estrangeira.
É fundamental orientar os alunos para mencionarem as causas da derrota da resistência africana e as consequências da
colonização.

257
UNIDADE OBJECTIVO ESPECÍFICO COMPETÊNCIAS PARCIAIS
CONTEÚDOS CH
TEMÁTICA O aluno deve ser capaz de: O aluno:

 Identificar os factores que


contribuiram para a consolidação do  Surgimento dos movimentos de  Identifica alguns
nacionalismo africano libertação de África (Moçambique, Movimentos nacionalistas
INDEPENDÊN- Tanzânia, Zâmbia, Congo, opostos ao sistema colonial
CIAS DOS  Mencionar as principais forças do Argélia) em África; 17
PAÍSES nacionalismo africano aulas
AFRICANOS  Fundação da OUA a 25 de Maio  Explica o papel da
 Identificar as organizações africanas de 1963, actualmente União OUA/UA na luta pelas
de que Moçambique faz parte Africana (UA) independências dos países
africanos;
 Descrever o papel das Organizações  Papel da OUA/UA
na luta pela paz e pelo  Explica o papel da SADC
Desenvolvimento económico.  Organizações africanas de que no desenvolvimento dos
Moçambique faz parte (OUA/UA, países da África Austral;
Linha da Frente, SADC)

 Papel da SADC na luta pela


paz desenvolvimento económico

Sugestões Metodológicas

Ao abordar esta unidade temática, deverá particularizar-se o papel progressista assumido por Moçambique independente,
que contribuiu para a libertação do Zimbabwe, o fim do apartheid na África do Sul e a independência da Namíbia.
O professor organiza um debate, para permitir que os alunos falem sobre a importância da solidariedade dos países africanos,
na solução dos problemas de cada País; por exemplo, os esforços colectivos dos países membros da SADC na luta pela paz,
democracia, desenvolvimento económico e social dos seus povos.

258
UNIDADE OBJECTIVO ESPECÍFICO COMPETÊNCIAS PARCIAIS
CONTEÚDOS CH
TEMÁTICA O aluno deve ser capaz de: O aluno:
 Explicar o significado da
 Data da independência (revisão)
independência nacional  Respeita os símbolos Nacionais
 Constituição da República: e os Órgãos de Soberania;
 Conhecer a Constituição da Princípios, Direitos e Deveres
República, dos cidadãos  Identifica os direitos e deveres
dos cidadãos; 25
 Símbolos Nacionais (Bandeira aulas
 Reconhecer deveres e direitos Nacional, Emblema da
 Explica as formas de vida dos
do Homem na sociedade República de Moçambique,
moçambicanos;
Hino Nacional)
 Explicar a função dos órgãos
 Órgãos de soberania (Presidente  Nomeia as organizações
de soberania
da República, Assembleia da africanas e internacionais de que
 Conhecer o significado dos
símbolos nacionais República, Tribunais) Moçambique faz parte.
MOÇAMBIQUE  População (absoluta, relativa,
INDEPENDENTE  Relacionar a população e as estrutura, movimentos)
suas principais actividades
Actividades económicas
 Reconhecer o papel das (agricultura, pecuária, comércio,
minfestações culturais em indústria, serviços)
Mocambique
 Impacto das actividades da
população sobre o ambiente
 Reconhecer o papel das
(queimadas, erosão,
organizaçoes: PALOP,
desflorestamento)
CPLP, ONU/UA
 Manifestações culturais locais
 Organizações continentais e
mundiais (PALOPs, CPLP,
ONU/UA)

259
Sugestões metodológicas
No que diz respeito à população e suas actividades, sugere-se que o professor leve os alunos a
compreenderem que, apesar da diferença de sexos, no que diz respeito às capacidades, tanto o
homem como a mulher desempenham um papel importante para o desenvolvimento económico das
comunidades e do país.
O professor orienta os alunos, através do TPC, a prepararem viveiros de plantas de sombra e de
fruta, para o plantio no recinto escolar, ou nas comunidades onde os alunos residem.
O professor poderá orientar os alunos para a recolha de contos, provérbios, canções e receitas de
pratos típicos para a preparação dos alimentos na comunidade onde residem, para a partilha na sala
de aula.
Nas vésperas de uma data festiva, aconselha-se o professor a orientar os alunos, para ensaiarem
algumas danças e jogos tradicionais praticados na comunidade onde a escola está inserida.
Os direitos e deveres dos cidadãos estão consagrados na Constituição da República. Assim, o
professor deverá orientar os alunos para a leitura e debate em torno dos artigos 35, 36, 37, 38, 40,
45, 46 e 47. Também é espaço oportuno, para o professor organizar a dramatização de cada uma
das situações vividas pela comunidade, que estejam em torno de um dos artigos da Constituição da
República.

260
Programa de Educação Musical

3º Ciclo

261
Introdução
O Currículo do Ensino Básico, introduzido em 2004, contempla no seu Plano de Estudos a
disciplina de Educação Musical, como uma das inovações do Ensino Primário em Moçambique,
visto esta disciplina contribuir decisivamente para o desenvolvimento da comunicação, da
recreação, da sensibilidade, do gosto pelas artes e da psicomotricidade, factores essenciais para o
desenvolvimento harmonioso da personalidade e da melhoria do rendimento escolar. A disciplina
de Educação Musical também contribui para a preservação do património cultural, fortalecimento
do patriotismo e da unidade nacional.

Volvidos 10 anos da implementação dos programas de Educação Musical, constatou-se que os


conteúdos eram complexos para o nível de escolaridade.

Esta constatação, exigiu uma reflexão em torno dos programas do ensino desta disciplina que
culminou com a restruturação. Assim, a abordagem de Educação Musical passa a ser feita de forma
integrada nas diferentes disciplinas do 1º e 2º ciclos e como disciplina no 3º ciclo do Ensino
Primário.

Nestes programas, privilegiam-se, como competências a desenvolver, a iniciação e grafia musical,


o repertório de canções, jogos e exercícios de expressão, incidindo sobre o desenvolvimento
rítmico, a expressão livre de emoções e a linguagem dos sons (executar os sons, reconhecê-los,
localizá-los no espaço) o timbre, a altura (som grave, agudo e médio), a intensidade (sons fortes e
fracos), o andamento (rápido, normal e lento), os instrumentos musicais, a banda rítmica, a
linguagem do corpo, as rodas e danças e os exercícios de ginástica com música e as actividades
criativas.

Para orientar o trabalho dos professores, estabelece-se igualmente um guião com as matérias (vista
geral dos conteudos) organizadas por classe no ciclo, Plano Temático, Sugestões Metodológicas,
Meios Didácticos, Avaliação, Glossário de termos usados em música e Bibliografia consultada.

262
VISÃO GERAL DE CONTEÚDOS DA DISCIPLINA DE EDUCAÇÃO MUSICAL

UNIDADES 6ª CLASSE 7ª CLASSE


TEMÁTICAS CONTEÚDOS CH CONTEÚDOS CH
EDUCAÇÃO  Jogos rítmicos populares  Compasso composto 6/8;
RÍTMICA  Movimento corporal  Ritmo da palavra;
 Construção de instrumentos de percussão  Improvisação rítmica;
 Ritmos binário e ternário  Construção de instrumentos musicais;
 Pulsação  Elementos de expressão;
 Andamentos (lento e rápido)  Danças moçambicanas;
 Leitura do ritmo (usando tracinhos  Solfejo rítmico.
curtos e longos)
 Representação gráfica do ritmo (usando 19 19
tracinhos curtos e longos) aulas Aulas
 Figuras de valor rítmico e suas pausas
(semibreve, mínima, semínima e
colcheia)
 Compassos simples (binário, ternário e
quaternário)
 Representação gráfica do ritmo usando
figuras de valor rítmico
 Solfejo rítmico nos compassos simples
(binário, ternário e quaternário)
EDUCAÇÃO  Timbres naturais (estalos, palmas,  Escalas maiores e menores (até 1 acidente);
AUDITIVA batimento de pés, assobio, batimento de  Escala pentatónica;
ferro, vidro, madeira e outros)  Intervalos maiores e menores;
 Propriedades do som (Duração,  Acordes maiores e menores (até 1 acidente);
Intensidade, Altura e Timbre)  Noção de tonalidade;
 Representação gráfica do movimento 19  Solfejo melódico. 19
sonoro aulas Aulas
 Escalas diatónicas (Dó Maior e Lá
Menor) e seus graus
 Noção de intervalo
 Noção de acorde
 Solfejo melódico
EDUCAÇÃO  Exercícios de técnica vocal (respiração, 16  Exercícios de técnica vocal (respiração, 16

263
VOCAL E dicção, emissão e articulação) Aulas dicção, emissão e articulação); Aulas
CANTO  Canções moçambicanas (a solo e em  Canções Moçambicanas;
grupo)  Canções do Mundo;
 Audição de cancões selecionadas  Audição de música seleccionada.
NOTAÇÃO  Pauta ou pentagrama  Pentagrama e linhas suplementares;
MUSICAL  Clave de Sol  Clave de Sol e de Fá;
 Notas musicais (Do,Re,Mi,Fa,Sol,La e  Escrita e leitura de notas na pauta;
Si)  Figuras de valor rítmico (Semibreve, Mínima,
 Sinal de repetição (dois pontos) Semínima, Colcheia e semicolcheia);
 Compassos simples (binário, ternário e  Pausas;
quaternário) 22  Sinais de repetição; 22
 Forma binária AB Aulas  Compassos simples e compostos; Aulas
 Escala diatónica e seus graus  Acidentes musicais (sustenido, bemol e
 Noção de intervalo bequadro);
 Noção de acorde  Tonalidades até 1 acidente (Dó-lá; Sol-mi e
 Notação musical Tonic Sol-Fá Fá-ré);
 Forma binária AB e ternária ABA;
 Sistema de Notação Tonic Sol-Fá.
Total: 76 Total: 76
aulas aulas

264
Programa de Educação Musical

6ª Classe

265
UNIDADE OBJECTIVO ESPECÍFICO COMPETÊNCIAS PARCIAIS
CONTEÚDOS CH
TEMÁTICA O aluno deve ser capaz de: O aluno:
EDUCAÇÃO  Praticar exercícios e jogos  Jogos rítmicos populares  Pratica movimento corporal (dança),
RÍTMICA rítmicos populares da sua exercícios e jogos rítmicos populares
comunidade; da sua comunidade;
 Praticar movimento corporal  Movimento corporal
(dança);
 Construir instrumentos  Construção de instrumentos de  Constrói e toca instrumentos
tradicionais de percussão; percussão; tradicionais de percussão; 19 Aulas
 Tocar instrumentos tradicionais de
percussão;  Ritmos binário e ternário  Lê e escreve trechos rítmicos usando
 Realizar exercícios rítmicos em  Pulsação tracinhos curtos e longos;
andamentos lentos e rápidos;  Andamentos (lento e rápido)
 Leitura do ritmo (usando  Lê e escreve trechos rítmicos em
 Ler trechos rítmicos usando tracinhos curtos e longos) compassos simples usando figuras de
tracinhos curtos e longos  Representação gráfica do ritmo valor rítmico e suas pausas
(usando tracinhos curtos e
 Ler trechos rítmicos em longos)
compassos simples usando figuras  Figuras de valor rítmico e suas  Solfeja exercícios rítmico em
de valor rítmico; pausas (semibreve, mínima, andamentos rápido e lento nos
semínima e colcheia) compassos simples (binário, ternário
 Escrever trechos rítmicos usando  Compassos simples (binário, e quaternário)
tracinhos curtos. ternário e quaternário)
 Representação gráfica do ritmo
 Escrever trechos rítmicos em usando figuras de valor rítmico
compassos simples usando figuras  Solfejo rítmico nos compassos
de valor rítmico e suas pausas; simples (binário, ternário e
quaternário)
EDUCAÇÃO  Identificar diferentes sons da  Timbres naturais (estalos,
AUDITIVA natureza; palmas, batimento de pés,  Distingue os sons da natureza e
 Identificar a Duração, Altura, assobio, batimento de ferro, suas propriedades (Altura, Duração,
Intensidade e Timbre dos vidro, madeira e outros) Intensidade e Timbre;
sons;  Propriedades do som (Duração,
Intensidade, Altura e Timbre)  Representação graficamente do
 Entoar escalas diatónicas (Dó  Representação gráfica do movimento sonoro;
Maior e Lá Menor) e seus movimento sonoro; 19 Aulas
graus, intervalos e acordes;  Escalas diatónicas (Dó Maior e  Entoa escalas diatónicas (Dó
Lá Menor) e seus graus Maior e Lá Menor) e seus graus,
 Noção de intervalo intervalos e acordes;

266
 Ler trechos melódicos usando  Noção de acorde
figuras de valor rítmico e suas  Solfejo melódico  Lê trechos melódicos usando
pausas. figuras de valor rítmico e suas
pausas.
EDUCAÇÃO  Praticar exercícios de técnica  Exercícios de técnica vocal 16 Aulas
VOCAL E vocal (respiração, dicção, emissão e  Interpreta (canta) canções em grupo
CANTO  Interpretar canções articulação) e a solo obedecendo as regras e
moçambicanas e de outros  Canções moçambicanas (a solo normas do canto.
países e em grupo)
 Audição de cancões
selecionadas
NOTAÇÃO  Desenhar a pauta, claves,  Pauta ou pentagrama  Lê trechos rítmicos e melódicos no
MUSICAL notas musicais e compassos  Clave de Sol Sistema de Notação Musical Padrão;
simples;  Notas musicais (Do, Ré, Mi,
Fá, Sol, La e Si);  Escreve trechos rítmicos e
 Sinal de repetição (dois melódicos no Sistema de Notação
pontos) Musical Padrão
 Forma binária AB 22 Aulas
 Identificar os compassos
simples binário, ternário e  Compassos simples (binário,  Desenha escala diatónica e seus
quaternário ternário e quaternário) graus;
 Identificar a escala diatónica  Escala diatónica e seus graus  Classifica intervalos segundo o
maior; número de graus;
 Identificar os intervalos e  Constrói acorde (maiores ou
acordes (maiores e menores)  Noção de intervalo menores) de três sons;
 Noção de acorde  Lê trechos rítmicos e melódicos no
Sistema de Notação Musical Tonic
 Escrever música usando os Sol-Fá.
sinais da notação musical  Escreve trechos rítmicos e
Tonic Sol-Fá  Notação Musical Tonic Sol-Fá melódicos no Sistema de Notação
Musical Tonic Sol-Fá.
Total 76
aulas

Total de aulas para o Currículo local: 15 aulas

267
Programa de Educação Musical

7ª Classe

268
UNIDADE OBJECTIVO ESPECÍFICO COMPETÊNCIAS PARCIAIS
CONTEÚDOS CH
TEMÁTICA O aluno deve ser capaz de: O aluno:
EDUCAÇÃO  Identificar o compasso composto  Compasso composto 6/8  Improvisa ritmos em compasso
RÍTMICA (6/8) composto (6/8)
 Realizar a improvisação rítmica  Improvisação rítmica
 Identificar a acentuação rítmica
da acentuação silábica em  Ritmo da palavra  Realiza a acentuação rítmica musical 19 Aulas
trechos musicais; e a acentuação silábica em canções;
 Construir instrumentos musicais;
 Ler trechos rítmicos em  Construção de instrumentos
compassos composto usando musicais  Constrói e toca instrumentos
figuras de valor rítmico. musicais;

 Interpretar (executar) danças  Interpreta trechos rítmicos em


moçambicanas da sua  Solfejo rítmico compasso composto usando figuras
comunidade; de valor rítmico.
 Danças moçambicanas
 Interpreta (executa) danças
moçambicanas da sua comunidade;
EDUCAÇÃO  Entoar escalas diatónicas  Escalas maiores e menores até  Entoa escalas diatónicas maiores e
AUDITIVA maiores e menores até 1 1 acidente. menores até 1 acidente e
acidente.  Escala pentatónica pentatónica; 19 Aulas
 Entoar a escala pentatónica;  Intervalos maiores e menores
 Interpretar trechos musicais em  Acordes maiores e menores
diferentes tonalidades. (até 1 acidente)  Interpreta canções e trechos musicais
 Noção de tonalidade; em diferentes tonalidades.
 Solfejo melódico.
 Solfeja trechos melódicos
EDUCAÇÃO  Praticar o canto colectivo e  Exercícios de técnica vocal
VOCAL E individual; (respiração, dicção, emissão e  Interpreta canções em diferentes
CANTO  Identificar sinais de intensidade e articulação) estilos e géneros musicais 16 Aulas
de andamento;  Elementos de expressão respeitando os sinais de intensidade
 Canções Moçambicanas e de andamento de forma colectiva e
 Identificar diferentes géneros e  Canções do Mundo individual;
estilos musicais.  Audição de música
seleccionada
NOTAÇÃO  Identificar sinais da grafia  Pentagrama e linhas  Escreve trechos rítmicos e melódicos
MUSICAL musical: pentagrama, claves de suplementares usando símbolos e sinais da notação
Sol e de Fá, figuras de valor  Clave de Sol e de Fá padrão
rítmico, pausas, compassos e  Escrita e leitura de notas na

269
sinais de repetição pauta
 Figuras de valor rítmico
 Distinguir o composto dos (Semibreve, Mínima,
compassos simples); Semínima, Colcheia e 22 Aulas
semicolcheia)  Lê trechos rítmicos e melódicos
 Pausas usando símbolos e sinais da notação
 Sinais de repetição musical padrão;
 Compassos simples e
 Identificar as formas musicais compostos
binária e ternária  Acidentes musicais (sustenido,
bemol e bequadro)
 Tonalidades até 1 acidente (Dó-  Distingue forma binaria AB da
lá; Sol-mi e Fá-ré) ternária ABA;
 Ler canções ou trechos musicais
no sistema de Notação Musical  Forma binária AB e ternária  Lê canções e trechos musicais no
Padrão e de Tonic Sol-Fá; ABA sistema de Notação Musical Padrão
 Escrever canções e trechos e de Tonic Sol-Fá;
musicais no sistema de Notação
Musical Padrão e de Tonic Sol-  Sistema de Notação Musical  Escreve canções e trechos musicais
Fá. Tonic Sol-Fá no sistema de Notação Musical
Padrão e de Tonic Sol-Fá.
Total 76
aulas

Total de aulas para o currículo local: 15 aulas

270
Sugestões Metodológicas do 3º Ciclo

Sugestões Metodológicas para a 6ª e 7ª Classes

As sugestões metodológicas aqui apresentadas referem as unidades temáticas da 6ª e 7ª classes.

Educação Rítmica

A educação rítmica vai proporcionar uma ocasião impar ao professor para introduzir jogos e
danças populares tradicionais das comunidades onde a escola está inserida como mbalele-
mbalele ou katambalele.

Assim, deverá orientar os seus alunos para exercícios rítmicos começando dos fáceis para os
mais complexos, usando instrumentos de percussão, jogos da comunidade nos compassos
binário, ternário e quaternário simples.

Neste nível, o professor deverá privilegiar o apuramento rítmico dos seus alunos através dos
exercícios referidos anteriormente. O professor deve orientar os seus alunos para exercícios
rítmicos mais complexos, usando instrumentos de percussão, jogos e danças populares da sua
comunidade nos compassos binário, ternário e quaternário simples, privilegia o apuramento
rítmico dos seus alunos, tomando como base a improvisação ritmica. No conteúdo referente a
representação gráfica do ritmo, o professor deve recordar aos seus alunos que existe diferentes
maneiras de escrever o ritmo podendo ser através de tracinhos curtos e longo ou usando as
figuras de valor de duração rítmica como semibreve, mínima, semínima, colcheia e outras.
Assim, ao ensinar a escrever o ritmo usando tracinhos é importante que o professor respeite a
proporcionalidade binária dos mesmos, isto é, um tracinho de duas pulsações deve ser igual a
soma de dois tracinhos de uma pulsação.

O professor deve motivar os alunos para a prática de exercícios rítmicos em grupo e


individualmente. Utilização da voz e dos instrumentos, envolvendo todos os conceitos
aprendidos. Antes de qualquer execução ritmica, os alunos devem realizar improvisação ritmica,
usando diversos compassos simples e compostos. Na pronunciação de vocábulos ou frases, os
alunos devem obedecerem as acentuações ritmica e silabica, isto é os acentos tonicos (silábicos)
das palavras, devem coincidirem com as acentuações rítmicas. O professor deverá, ainda,
aproveitar ao máximo possível a interdisciplinaridade para vivenciar conteúdos partilhados com

271
outras disciplinas como educação física, ofícios, ciências sociais, ciências naturais e língua
portuguesa. Por exemplo, com a disciplina da língua portuguesa devera procurar expressões de
difícil pronúncia para realizar os jogos de linguagem para além de capitalizar os conhecimentos
dos alunos no que toca a divisão e acentuação silábica para a aprendizagem do ritmo da palavra,
portanto, capitalizar a coordenação entre o acento silábico da palavra com a acentuação musical
da mesma.

O professor deve motivar as crianças para a percepção dos diversos ritmos, para
desenvolverem a capacidade física bem como a saúde e a qualidade de vida. Deste modo,
deverá propiciar aos alunos a descoberta do seu próprio corpo e de suas possibilidades de
movimento possibilitando o desenvolvimento da criatividade para descoberta do estilo pessoal.

Ao ensinar qualquer jogo, o professor pode dispor a turma em pequenos grupos de 2, 3 ou mais
elementos, conforme a exigência do jogo rítmico, devendo depois escolher uma ou duas
crianças para exemplificar todo ritmo. Em seguida deverá pedir a todos os grupos formados
para repetirem o jogo.

Na construção e execução de instrumentos de percussão, o professor deverá utilizar os materiais


locais começando por explorar devidamente os conhecimentos que os alunos trazem consigo.
Deverá recorrer aos membros da comunidade para construir e ensinar a tocar os instrumentos
musicais tradicionais locais.

Educação Auditiva

É nesta unidade temática que o aluno educa a sua sensibilidade auditiva de modo a saber
distinguir com clareza os diferentes sons da natureza. Deste modo o professor promove a escuta
e incentiva a audição musical activa, recorrendo as canções, instrumentos musicais da
comunidade, explorando as diferentes fontes sonoras, como por exemplo sons de animais e de
objectos imitando os para distinguir as propriedades dos sons da natureza. O professor leva os
alunos a emitir, distinguir, comparar os sons e construir os gráficos da organização dos sons
(sons baixos e altos). O professor deve despertar os alunos para o mundo sonoro em que vivem,
motivando-lhes vivências de carácter explorativo e actividades criadoras através de diversos
jogos.

272
A exploração da voz e do corpo como instrumento de percussão deve ser o ponto de partida e o
aspecto fundamental para o desenvolvimento da expressão musical da criança.

Os timbres corporais mais agradáveis são o bater das palmas, os estalos (cliques) com os dedos,
com a língua, o bater nas pernas com as mãos, o bater com os pés no chão e o assobio.

O professor deve fazer as crianças reproduzirem com a voz e com os timbres corporais, sons
curtos e longos, fortes e fracos, altos e baixos, diferentes vozes de animais e outros ruídos e sons
musicais.

Deve realizar jogos de entoação vocal, jogando com nomes dos próprios alunos, vocábulos,
palavras, etc. Também pode sugerir que entoem canções conhecidas,que versem sobre por
exemplo o ambiente(uso sustentavel dos recursos naturais, como a agua) sobre a saude
reproduttiva (HIV e SIDA, Higiene individual e colectiva), dos com fonemas, com a boca
fechada, etc.

Propriedades do som (duração, intensidade e altura)

Usando as vozes dos animais, sons de máquinas e meios de transporte, o professor pode levar os
seus alunos a vivenciar, diferenciar e distinguir sons curtos e longos, fortes e fracos, agudos
(altos) e graves (baixos). Para além das propostas anteriores, o professor pode também usar sons
de objectos e instrumentos musicais.

Para desenvolver a lateralidade nos alunos, o professor pode emitir sons à sua direita, à sua
esquerda, em cima, em baixo, à frente e atrás, devendo saberem situá-los.

O professor deve promover a audição e escuta musical activa; a exploração das propriedades do
som e dos elementos da música, visando a formação do ouvido com base em exemplos práticos.

É nesta unidade temática que o professor leva os seus alunos a entoarem escalas diatónicas e seus
graus (Dó Maior e Lá Menor) e pentatonica, através de pequenos exercícios melódicos escritos
no quadro. Na entoação das escalas, intervalos e acordes, o professor deve ser o primeiro a
entoar e os alunos a imitá-lo. Deve escrever as notas da escala no quadro, os intervalos e os
acordes usando figuras de valor rítmico.

273
No estudo de trechos musicais de tonalidades até um acidente ((Dó-lá; Sol-mi e Fá-ré) em suas
relativas menores, os alunos antes de tudo, devem ter o dominio neccessário da entoação e
escrita da escala diatonica de Dó maior e sua relativa (La menor). Para tal deve-se usar trechos
simples e curtos e de fácil execução usando figuras de valor ritmico, tais como semibreve,
minima e seminimas, só depois poderá se fazer a transposição para o estudo das outras
tonalidades com um acidente.

Educação Vocal e Canto

Na educação vocal e canto, o professor deve promover o canto colectivo e individual nos seus
alunos, observando as regras elementares da técnica vocal como a colocação da voz, respiração,
pronuncia, dicção e articulação das palavras durante o canto.

Cantar é uma das actividades que os alunos executam com muito gosto, por isso, o professor
deverá promover e estimular a criação de pequenos grupos de canto onde os alunos extravasam a
sua alegria através do canto organizado e metódico. Nesta esteira, paulatinamente deverá
introduzir a leitura e interpretação de canções na notação musical padrão e na Notação Tonic
Sol-Fá. Também é importante que exponha os seus alunos a audição de música variada para
permitir o desenvolvimento do ouvido musical apurado.

No ensino de cancões, o professor deverá lembrar-se que a escolha de cancões exige uma análise
cuidadosa que tome em conta a idade e o interesse dos seus alunos. Por exemplo, importa
lembrar que as crianças com idades entre os oito e os doze anos, têm vozes com uma tessitura
que varia entre Si e Mi. Assim, no treinamento das vozes deverá exercitar inicialmente as notas
médias da voz, as notas fáceis e cómodas, aquelas que a criança possuem e emitem naturalmente.

Antes de qualquer execução do canto, os alunos devem ser levados a praticar os exercicios de
técnica vocal, tais como respiração, dicção, emissão e articulaçao de palavras de modo a
melhorarem as suas vozes.

Naa escuta ou audiçao da música seleccionada, os alunos devem ser levados a distinguir os
generos ou estilos musicais,os diferentes instrumentos de que a música é composta, compassos
etc.

274
Durante o canto o professor deverá chamar a atenção dos alunos para não cantarem com a voz na
garganta mas com vogais abertas e sempre com um sorriso. Achamos ser de capital importância
lembrar ao professor que numa canção à várias vozes é preciso trabalhar colectivamente as vozes
antes de distribuí-las pelos naipes (soprano e contralto).

O professor deve motivar os alunos a cultivar o gosto pela música como factor de
desenvolvimento individual e de integração social. Deve promover o canto colectivo e individual
dos alunos, observando as regras elementares da técnica vocal. Estimular a criação de pequenos
grupos de canto e introduzir a leitura de canções a Notação Musical Padrão e na Notação Tonic
Sol-Fá.

Exemplo de como ensinar uma canção

 Apresentação da canção (por partes ou estrofes e começando pelo coro).


 Exploração rítmica e melódica da canção, ou seja, usar a sua capacidade rítmica
distribuindo linhas rítmicas por diferentes alunos ou grupos.
 Execução da canção em partes.
 Execução global da canção.

As canções deverão ser de carácter educativo, que versem sobre a conservação do meio por
exemplo, não fazer queimadas descontroladas, abate indiscriminado de árvores; sobre saúde:
limpeza da escola, da comunidade. Estas devem ser acompanhadas por instrumentos musicais ou
percussão corporal, executando movimentos de dança.

Notação Musical

É nesta unidade temática onde os alunos aprendem as regras da grafia musical. É aqui aonde
devem desenvolver as habilidades da escrita e leitura musicais no sistema de Notação Padrão e
de Tonic Sol-Fá. Usando exemplos escritos no quadro, o professor deve mostrar claramente
todos os momentos da escrita das claves, figuras de valor rítmicos, pauta musical e observar
como os alunos desenham nos seus cadernos.

275
Os alunos deverão desenvolver competências de escrita de forma a facilitar a leitura e entoação
das notas e figuras de valor ritmico, devem desenhar a pauta musical ou pentagrama, colocando
correctamente a clave as notas nas linhas e espaços da pauta. Durante a aprendizagem da escrita
musical, o professor deverá prestar muita atenção na maneira como os alunos desenham as notas
de forma a corrigir todos os erros para além de prevenir os desvios de escrita que possam ocorrer
no futuro. O professor aprofunda o estudo da escala diatónica natural. Na leitura de trechos
ritmicos e melódicos no sistema de notação musical padrão, para além dos alunos usarem todos
os simbolos musicais adequadamente, devem praticar a execucão ritmica e melódica em
compasssos simples. Os alunos devem usar trechos ritmicos e melódicos usando figuras de valor
ritmico de facil execução tais como semibreve, minima e seminima;

O professor deve introduzir os elementos da grafia musical, sempre acompanhados de exercícios


práticos.Os alunos devem consolidarem a representação gráfica do movimento sonoro e todos os
simbolos da grafia musical ja aprendidos tais acidentes fixos e ocorrentes, notas musicais, pauta,
clave de sol. O professor deve levar seus alunos a distinguir as formas musicais (AB, ABA),
escrever pequenos trechos ritmicos e melódicos nas tonalidades até 1 acidente, (Dó-Lá, Sol-mi,
Fá- ré); compassos 2/4,3/4, 4/ 4, 6/8.

MEIOS DIDÁCTICOS

Os meios didácticos para a 6ª e 7ª classes são:

 Manual do professor;
 Sala de Educação Musical com quadro apropriado (o ideal);
 Instrumentos de percussão e melódicos;
 Cadernos pautados para a música (o ideal);

AVALIAÇÃO

A função de avaliar, segundo Ribeiro (1990, p. 337), corresponde a uma análise cuidada das
aprendizagens conseguidas face às aprendizagens planeadas, o que se vai traduzir numa
descrição que informa professores e alunos sobre os objectivos atingidos e aqueles que
levantaram dificuldades”.

276
Na disciplina de Educação Musical, com a avaliação, pretende-se aferir o grau da assimilação
dos conteúdos abordados e fomentar no aluno a capacidade crítica e valorativa sobre o
desenvolvimento das competências requeridas durante o processo de aprendizagem. Assim,
teremos a avaliação formativa durante o dia-a-dia do processo de ensino e aprendizagem e a
sumativa para medir as aprendizagens no final de um período lectivo.

No final de cada avaliação, os professores e seus alunos estarão capacitados para observar os
sucessos e insucessos das aprendizagens e realizar as devidas correcções, em resultado da
retroalimentação recebida.

As principais formas de avaliação consistirão em exercícios práticos (orais, auditivos e


instrumentais incluindo sua construção); exercícios escritos de valoração qualitativa e
quantitativa.

GLOSSÁRIO

Acentuação. Ênfase dada à nota, acorde ou frase musical.

Acidente. Sinal gráfico que indica uma subida ou descida de altura do som da nota afectada. Os
acidentes mais comuns são sustenido, bemol, e bequadro.

Acidente fixo. Quando indicado no começo da pauta junto da clave.

Acidente ocorrente. Quando aparece incidentalmente ao longo do trecho musical.

Acorde. Combinação simultânea de 3 ou mais sons.

Cânone. Forma mais rigorosa de imitação que consiste na repetição de uma melodia mesmo
antes de ela acabar.

Canto a solo. Canto ou improvisação vocal individual.

Clave. Símbolo que se coloca no princípio da pauta para indicar a posição exacta de cada nota.

Compasso. Divisão do tempo em partes iguais. O compasso é indicado no começo de cada peça,
por um quebrado- que indica não só o compasso, mas também a espécie de figuras de que se
compõe. Assim 2/4, 3/4 etc. (leia-se 2 por 4, 3 por 4): o numerador indica quantas figuras entram
no compasso e o denominador a espécie de figuras.

277
Composição. Peça de música considerada como resultado de um acto criativo individual e
deliberado. O termo não se aplica a uma melodia popular, que pode ter adquirido a sua forma
actual através de tradição oral e de adaptações não eruditas, e a uma peça musical que não seja
totalmente original.

Contratempo. Entrada sobre um tempo fraco no compasso. Ver síncopa.

Dinâmica. Graduação de volume na música.

Entoação. Acto de cantar ou tocar afinado.

Escala. Processo gradual de notas ascendentes ou descendentes obedecendo um certo sistema.

Escala diatónica. Procedimento de tons e meios-tons por graus conjuntos.

Escala Pentatónica. Escala de cinco notas muito frequente na música tradicional de muitas
culturas. Pode ser facilmente reproduzida, tocando as cinco notas pretas do teclado do piano,
começando em fá#.

Frase musical. Cada uma das secções em que se divide naturalmente uma obra musical à
semelhança do que se passa na expressão literária.

Grau. Classificação de uma nota em relação à sua posição na escala.

Graus conjuntos. São os graus contíguos ou que se seguem. Ex.: Dó-ré; ré-mi; mi-sol; sol-lá.

Harmonia. Combinação simultânea de sons.

Improvisação. Criação ou execução musical de acordo com a inspiração do momento.

Intervalo. Distância, ou seja, diferença de altura entre duas notas.

Ligadura. Sinal gráfico curvilíneo que indica que um grupo de notas deve ser executado de um
só fôlego, ou seja, determina que um grupo de notas por ele abrangido seja tocado ou cantado
sem interrupção de som entre elas. Emprega-se também para obter a soma de dois valores iguais.

Melodia. Sucessão de notas variáveis em altura, que exprimem a ideia musical.

Modo. Maneira de ordenar as notas de uma escala maior ou menor.

Notação musical. Sistema convencional de escrita fonética ou gráfica da música.

278
Notação Tonic Sol-Fá. Sistema de notação musical que consiste em transpor para qualquer
tonalidade os 7 monossílabos da escala natural.

Assim as notas pronunciam-se Dó, Ré, Mí, Fá, Sol, Lá. Ti.

Pausa. Silêncio musical.

Pauta. O mesmo que pentagrama.

Pentagrama. Conjunto de 5 linhas paralelas e 4 espaços onde se escrevem as notas musicais.

Polirritmia. Ocorrência simultânea e sistemática de diversos ritmos.

Quadratura. Princípio que estabelece a simetria da frase musical pela divisão desta em partes
iguais.

Ritmo. Distribuição das notas no tempo e sua acentuação.

Sinal de repetição. Sinal gráfico que indica a necessidade de repetir um determinado trecho ou
frase musical.

Síncopa. Processo utilizado pelos compositores para variar a colocação das acentuações rítmicas,
bem como para evitar um efeito de excessiva regularidade rítmica. Esta última é conseguida,
acentuando um tempo fraco em vez de um tempo forte.

Solfejo. Termo utilizado para a leitura musical geralmente à primeira vista, usando os sinais das
notas.

Timbre. Cor do som; aquilo que distingue entre si a sonoridade dos vários instrumentos ou
vozes.

Tonalidade. Observância de uma única escala tónica como base de uma composição.

279
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281
Programa Educação Visual e Ofícios

3º Ciclo

282
Introdução

O ensino da disciplina de Educação Visual e Ofícios é importante pela necessidade natural


que a criança tem de se comunicar através da Imagem, explorando nos diversos meios de
expressão gráfica, procurando aprofundar as suas ideias, partindo de temas ou problemas
de seu interesse para assim desenvolver as capacidades cognitivas no aprender fazendo.

É de grande importância os conhecimentos adquiridos pela experiência, assim diz


Rousseau: "a criança aprende mais numa hora do trabalho manual do que num dia de
ensino verbal.”

A linguagem plástica da criança revela a sua expressão afectiva. Assim, como na


comunicação verbal, a comunicação através da imagem acompanha um processo mental
que percorre todas as etapas do desenvolvimento da criança. Por isso, é importante que o
professor respeite o que é natural nela, algumas vezes apenas como um observador
passivo .

Um dos primeiros desenhos solicitados deve ser a representação da Família, que servirá de
Avaliação Diagnóstica, o que permitirá ao professor um melhor relacionamento com o
aluno.

Um objectivo primordial da disciplina de Educação Visual e Ofícios, é dar a conhecer


materiais tão distintos como o barro, o papel, o lápis, a tinta, o téxtil, a madeira e o metal,
cabendo, contudo, a cada professor adaptá-lo à realidade da escola e do meio sócio-cultural
envolvente. Assim sendo, o professor deverá aprofundar e ampliar aquelas unidades
temáticas para as quais tem mais meios, e abreviar aquelas que, por dificuldades várias, se
tornam mais difíceis de desenvolver.

Só com uma exploração integrada e pluridisciplinar das matérias ensinadas na escola, é


possível levar a bom termo o processo de ensino-aprendizagem. É, por isso, fundamental
que se planifiquem no calendário escolar, as acções concretas a realizar, com um destaque
especial para a ligação entre a comunidade escolar e o meio físico, social e cultural que a
rodeia.

283
Assim, o presente programa apresenta directrizes e sugestões suficientes para o professor
se orientar e estar apto a motivar, encorajar e a fazer executar experiências plásticas
capazes de melhorar e orientar a sensibilidade estética e a vida afectiva dos alunos.

Conhecer, experimentar, descobrir, criar e trabalhar com diferentes materiais e técnicas,


são, finalmente, os objectivos gerais desta disciplina, que deverá ter como finalidade última,
a melhoria da qualidade de vida de cada um de nós e da sociedade em geral.

O programa apresenta, em sequência, a seguinte estrutura: introdução, avaliação, mapa


temático e sugestões metodológicas. Estamos conscientes que a nossa função não é a de
formar artistas. Formamos o aluno, visando futuros adultos com personalidade, todos com
equilíbrio mental e sensibilidade estética.

Avaliação

Avaliar é observar, analisar e formar uma opinião sobre o valor de um trabalho. É entender
a linguagem gráfica infantil apenas como comunicação e até utilizá-la nos aspectos da
terapia através da arte.

Para avaliar um trabalho na disciplina de Educação Visual e Ofícios, o professor deve


necessariamente conhecer as etapas do desenvolvimento gráfico infantil, para que possa
intervir sem quebrar o seu progresso.

A avaliação dos resultados obtidos no processo de ensino/aprendizagem da disciplina de


Educação Visual e Ofícios deverá realizar-se segundo os parâmetros que, seguidamente, se
apresentam:

 Criatividade;

 Domínio das técnica;

 Utilização variada dos materiais;

 Organização mental e do espaço;

 Valores e atitude.

284
As técnicas utilizadas no desenvolvimento das unidades temáticas, deverão ser avaliadas
em dois parâmetros: por um lado, registar o grau de domínio técnico e de materiais que o
aluno adquiriu; por outro lado avaliar se ele aplica criativamente e expressivamente essa
mesma técnica na resolução dos problemas inerentes ao trabalho.

O conhecimento teórico em forma de respostas verbais (orais e escritas) não deve


ultrapassar os 30% da cotação total da prova e, os restantes 70% constituirão o trabalho
prático.

Finalmente, os valores e atitudes, devem medir-se pelo grau de autonomia individual


adquirida, pela organização posta no trabalho, pelo cuidado com a higiene e segurança no
trabalho, pela contribuição dada a trabalhos em grupo, e pela sua capacidade de
intervenção na melhoria de condições de vida no seu meio envolvente.

Uma criança, antes de adquirir conceitos e abstracção, forma percepções daquilo que vê e
sente, através da percepção e da sensação. Por isso, é importante sublinhar que, estando os
alunos no 3º ciclo, na faixa etária dos 12 aos 15 anos, que é um período das operações
formais, a avaliação deve ser multiforme e quantitativa. Os alunos devem fazer a
autoavaliação do resultado dos seus trabalhos, muito embora não atribuam notas
escolares. O professor da disciplina é o elemento chave para valorizar e classificar os
trabalhos dos alunos. Para certos trabalhos outros professores podem analisar, valorizar e
classificar, juntamente com o professor da disciplina, os trabalhos dos alunos.

285
VISÃO GERAL DOS CONTEÚDOS DA DISCIPLINA DE EDUCAÇÃO VISUAL E OFICIOS DO 3º CICLO

UNIDADE 5ª CLASSE 6ª CLASSE


TEMÁTICA CONTEÚDOS DA 6ª CLASSE CH CONTEÚDOS CH
 Desenho livre  Desenho livre
 Desenho de observação  Desenho de observação
 Desenho com tema dado  Desenho com tema dado
DESENHO  Ilustrações 10  Ilustrações 10
PINTURA  Circulo cromatico aulas  Circulo cromatico aulas
 Técnicas de pintura  Técnicas de pintura
 Painéis colectivos  Painéis colectivos
 Postais  Postais
IMPRESSÃO  Técnicas de Impressão e estampagem  Técnicas de Impressão e estampagem
ESTAMPAGEM  Técnicas de:  Técnicas de:
RECORTE  Recorte 8  Recorte 8
COLAGEM  Picotagem aulas  Picotagem aulas
PICOTAGEM  Colagem  Colagem
COLAGEM  Dobragem  Dobragem
 Origem e propriedade de materiais modeláveis  Instrumentos usados na modelagem e
 Instrumentos usados na modelagem e moldagem:
moldagem  Construcao de teques e moldes;
 Técnicas de Modelagem  Técnicas de Modelagem
MODELAGEM E  Reprodução em série (moldagem) 6  Técnicas de Moldagem 6
MOLDAGEM  Técnicas de queima tradicional aulas  Reprodução em Série (moldagem) aulas
 Técnicas de transformação de papel  Técnicas de queima tradicional
 Técnica de decoração e acabamento  Técnicas de transformação de papel
 Maquetes  Técnica de decoração e acabamento
 Maquetes

286
 Formato de papel: A5, A4 e A3
 Graduações do lápis: H1, HB e B1.  Ângulos: adição, subtracção, divisão e
 Rectas paralelas e perpendiculares multiplicação
 Divisão do segmento de recta em partes pares ou  Concordâncias
impares  Polígonos inscritos em circunferência
 Ângulos: - Pentágono e heptágono
 medição de ângulos  Planificação de sólidos geométricos
DESENHO  transporte de âgulos 8 8
- Cubo, paralelepípedo, cone e cilindro
GEOMÉTRICO  adição e subtracção de ângulos aulas aulas
 Composições
 Polígonos: triângulo, quadrado, hexágono e  Maquetes
octógono
 Relação entre as formas geométricas e sua
aplicação na vida prática
 Concordâncias
 Decoração e acabamento
 Tipos de materiais: papel, tecido, fibras  Produção de teares: cartão e quadro
naturais e artificiais  Tipos de materiais têxteis: papel, tecido,
 Tipos de teares fibras naturais e artificiais
 Técnicas de transformação de materiais têxteis 6 6
TÊXTEIS  Técnicas de transformação de materiais
aulas aulas
 Remendos (patchwork) têxteis
 Pontos de costura  Remendos (patchwork)
 Pontos de costura
 Tipos de cartaz:  Tipos de cartaz:
CARTAZ E  Elementos do Cartaz:  Elementos do Cartaz: 10
BANDA  Postais, logotipos e convites
DESENHADA
 Postais, logotipos e convites aulas
 Elementos da Banda Desenhada  Elementos da Banda Desenhada
 Técnicas de transformação de metais e  Técnicas de transformação de metais e
4 4
CONSTRUÇÕES madeira madeira
aulas aulas
 Recuperação de objectos de madeira  Recuperação de objectos de madeira
 Recolha de receitas  Recolha de receitas
8
CULINÁRIA  Utensílios para medição de ingredientes 8  Utensílios para medição de ingredientes aulas
 Confecção de alimentos  Confecção de alimentos
60 60
Total
aulas aulas

287
Programa de Educação Visual e Ofícios

6ª Classe

288
UNIDADE OBJECTIVO ESPECÍFICO COMPETÊNCIAS PARCIAIS
CONTEÚDOS CH
TEMÁTICA O aluno deve ser capaz de: O aluno:
 Usar a imagem para  Desenho livre
comunicar;
 Registar o que ve;  Desenho de observação sobre os
 Ilustrar conteudos de temas:
outras areas - natureza
disciplinares; - recinto escolar
 Fazer postais sobre datas
Usa a imagem para
comemorativas e festivas;  Desenho com tema dado:
comunicar atraves de
 Aplicar as tecnicas de - Direitos da criança
desenhos livres, à vista e
pintura; - HIV e SIDA
ilustracao de temas das
 Fazer o circulo cromatico; - Direitos humanos
diferentes áreas
DESENHO  Fazer paineis colectivos. - Prevenção contra minas 12
disciplinares;
PINTURA - Outros temas aulas

 Postais
 Ilustrações

 Círculo cromático

 Técnicas de pintura: lápis de cor,


lápis de cera, guaches, aguarelas,
tintas artesanais, etc.

 Painéis colectivos

289
UNIDADE OBJECTIVO ESPECÍFICO COMPETÊNCIAS PARCIAIS
CONTEÚDOS CH
TEMÁTICA O aluno deve ser capaz de: O aluno:
 Utilizar as diferentes  Técnicas de Impressão e
técnicas de impressão; estampagem: Carimbo,
 Decalcar elementos naturais impressão com dedos,
e artificiais; impressão com vegetais
 Recortar, picotar, dobrar e trabalhados, impressão digital,
colar, varios materiais monotipias
naturais e artificiais,
 Agrupar diferentes  Técnicas de: Faz composições colando diferentes
IMPRESSÃO
elementos para criar - Recorte materiais e utilizando as técnicas de
ESTAMPAGEM
composições; - Picotagem impressão e estampagem;
RECORTE
PICOTAGEM  Usar materiais de - Colagem 10 aulas
desperdicio. - Dobragem:
DOBRAGEM
o Copos
COLAGEM
o Barcos
o Chapéus
o Aves
o Aviões
o Vira-Ventos
o Papagaios de papel,
etc.

290
UNIDADE OBJECTIVO ESPECÍFICO COMPETÊNCIAS PARCIAIS
CONTEÚDOS CH
TEMÁTICA O aluno deve ser capaz de: O aluno:
 Conhecer a origem e  Origem e propriedade de materiais
propriedade dos materiais modeláveis: (barro, gesso,
modeláveis; plasticina, pasta de papel, massas
 Distinguir os processos de doces/salgadas...)
modelagem e moldagem  Instrumentos usados na
artesanal do industrial; modelagem e moldagem:
 Utilizar as técnicas de queima - teques de madeira e metal
tradicional; (modelagem)
 Executar Técnica de - moldes (moldagem)
decoração e acabamento;  Técnicas de Modelagem:
 Fazer maquetes usando 2 bola, rolo, placa e roda de oleiro
elementos  Técnicas de Moldagem:  Faz peças utilitárias,
modelados/moldados e - simples decorativas e maquetes
MODELAGEM E 8
outros, sobre o meio que o - completa usando elementos
MOLDAGEM aulas
rodeia;  Reprodução em série (moldagem) modelados/moldados e
 Técnicas de queima tradicional outros.

 Técnicas de transformação de papel


(pasta de papel: máscara, fantoches,
globo terrestre, colares, etc.)
 Técnica de decoração e acabamento:
- Polimento
- Incisões e gravações
- Incrustações
- Coloração

Maquetes

291
UNIDADE OBJECTIVO ESPECÍFICO COMPETÊNCIAS PARCIAIS
CONTEÚDOS CH
TEMÁTICA O aluno deve ser capaz de: O aluno:
 as formas com objectos da natureza
 Distinguir os diferentes formatos  Formato de papel: A5, A4 e A3
de papel;  Graduações do lápis
 Fazer operações de ângulos;  Rectas:
- paralelas
 Fazer concordâncias; - perpendiculares
 Desenhar polígonos inscritos em
circunferencia;  Divisão do segmento de recta: em
partes pares ou impares através do
 Relacionar as formas geométricas método das perpendiculares e do
e sua aplicação na vida prática; método geral
 Fazer o tratamento da  Ângulos:
 Faz composiçoes geométricas
DESENHO composição utilizando várias - medição de ângulos 10
utilizando as construções
GEOMÉTRICO texturas e cores; - transporte de âgulos aulas
aprendidas.
- adição e subtracção de ângulos

 Polígonos: triângulo, quadrado,


hexágono e octógono
 Relação entre as formas geométricas
e sua aplicação na vida prática
 Concordâncias:
- arcos com arcos(espiral)
- arcos com rectas

 Decoração e acabamento

292
UNIDADE OBJECTIVO ESPECÍFICO COMPETÊNCIAS PARCIAIS
CONTEÚDOS CH
TEMÁTICA O aluno deve ser capaz de: O aluno:
 Tipos de materiais: papel,
 Conhecer os diferentes tipos de tecido, fibras naturais e
materiais têxteis; artificiais
 Conhecer os diferentes tipos de
teares;  Tipos de teares:
 Produzir teares em cartão; - alto-liço
 Executar pontos de costura; - baixo- liço
- de quadro
- mecânico industrial, etc.

 Técnicas de transformação de
 Faz trabalhos de tecelagem e
materiais têxteis 6
TÊXTEIS remendos (patchwork), com
aulas
funções utilitárias ou decorativas.
 Remendos (patchwork)

 Pontos de costura:
- ponto de alinhavo
- ponto de remate
- ponto de máquina
- baínhas
- colocação de botões e
elástico

293
UNIDADE OBJECTIVO ESPECÍFICO COMPETÊNCIAS PARCIAIS
CONTEÚDOS CH
TEMÁTICA O aluno deve ser capaz de: O aluno:
 Distingue os diferentes tipos de  Tipos de cartaz
cartaz; - político
 Conhecer os elementos do cartaz e - cultural
da banda desenhada; - social
 - comercial
 Elaborar cartazes e banda
desenhada que abordem temas de  Elementos do Cartaz
outras areas disciplinares; - imagem
 Relacionar o cartaz com outras - texto/letras
formas de comunicacao visual. - cor
- forma/tamanho  Produz cartazes e banda desenhada
CARTAZ E sobre diversos temas.
12
BANDA Postais, logotipos e convites
aulas
DESENHADA
 Elementos da Banda
Desenhada
- prancha
- tira
- vinheta
- legenda
- cartucho
- balões
- apêndice
- onomatopeias

294
COMPETÊNCIAS
UNIDADE OBJECTIVO ESPECÍFICO
CONTEÚDOS PARCIAIS CH
TEMÁTICA O aluno deve ser capaz de:
O aluno:
 Técnicas de transformação de
 Conhecer as técnicas de metais e madeira
transformação de metais e
 Constrói objectos lúdicos e
madeira;  Recuperação de objectos de
utilitários com desperdícios 4
CONSTRUÇÕES  Recuperar objectos de madeira (lixar, encerar e aplainar)
de metais e madeira; aulas
madeira;

 Interpretar as instruções das  Recolha de receitas


 Participa na confeccao de
receitas;  Utensílios para medição de
pratos da sua dieta
 Medir produtos; ingredientes: balança, copo 10
CULINÁRIA alimentar e das receitas
 Participa na confeccao de graduado e outros
recolhidas.
aulas
pratos da sua dieta alimentar.  Confecção de alimentos

Total de aulas para o currículo local: 15 aulas

295
Programa de Educação Visual e Ofícios

7ª Classe

296
UNIDADE OBJECTIVO ESPECÍFICO COMPETÊNCIAS PARCIAIS
CONTEÚDOS CH
TEMÁTICA O aluno deve ser capaz de: O aluno:
 Usar a imagem para  Desenho livre
comunicar;  Desenho de observação sobre os
 Registar o que ve; temas:
 Ilustrar conteudos de outras - natureza
areas disciplinares; - recinto escolar
 Fazer postais sobre datas
comemorativas e festivas;  Desenho com tema dado:
 Aplicar as tecnicas de - Direitos da criança Usa a imagem para comunicar
pintura; - HIV e SIDA atraves de desenhos livres, à
DESENHO  Fazer o circulo cromatico; - Direitos humanos vista e ilustracao de temas das 12
PINTURA  Fazer paineis colectivos, - Prevenção contra minas diferentes áreas disciplinares; aulas
- Outros temas
 Postais
 Ilustrações
 Círculo cromático
 Técnicas de pintura: lápis de cor,
lápis de cera, guaches, aguarelas,
tintas artesanais, etc.
 Painéis colectivos

297
UNIDADE OBJECTIVO ESPECÍFICO COMPETÊNCIAS PARCIAIS
CONTEÚDOS CH
TEMÁTICA O aluno deve ser capaz de: O aluno:
 Utilizar as diferentes técnicas de  Técnicas de Impressão e
impressão; estampagem: Carimbo, impressão
 Decalcar elementos naturais e com dedos, impressão com vegetais
artificiais; trabalhados, impressão digital,
 Fazer xilogravuras; monotipias
 Recortar, picotar, dobrar e colar,  Xilogravuras
IMPRESSÃO varios materiais naturais e  Técnicas de:  . Faz composições colando
ESTAMPAGEM artificiais, - recorte
diferentes materiais e
RECORTE  Agrupar diferentes elementos para - picotagem
utilizando as técnicas de
criar composições; - colagem 10 aulas
PICOTAGEM impressão e estampagem;
DOBRAGEM  Usar materiais de desperdicio; - Dobragem:
COLAGEM o Copos
o Barcos
o Chapéus
o Aves
o Aviões
o Vira-Ventos
o Papagaios de papel, etc.

298
UNIDADE OBJECTIVO ESPECÍFICO COMPETÊNCIAS PARCIAIS
CONTEÚDOS CH
TEMÁTICA O aluno deve ser capaz de: O aluno:

 Construir teques e moldes;  Instrumentos usados na


 Usa as técnicas de modelagem modelagem e moldagem:
da bola, rolo, placa e roda de - teques de madeira e metal
oleiro; (modelagem)
 Faz moldagens com os moldes - moldes (moldagem)
criados e outros;  Construcao de teques e moldes;
 Utiliza a pasta de papel na  Técnicas de Modelagem:
construcao de objectos ludicos - bola, rolo, placa e roda de oleiro
e decorativos;
 Utiliza as tecnicas de decoracao  Técnicas de Moldagem:
e acabamento das pecas. - simples
- completa
 Faz peças utilitárias, decorativas
MODELAGEM 8
 Reprodução em Série (moldagem) e maquetes usando elementos
E MOLDAGEM aulas
 Técnicas de queima tradicional modelados/moldados e outros.

 Técnicas de transformação de papel


(pasta de papel: máscara,
fantoches, globo terrestre, colares,
etc.)

 Técnica de decoração e
acabamento:
- polimento
- incisões e gravações
- incrustações
- coloração
 Maquetes

299
UNIDADE OBJECTIVO ESPECÍFICO COMPETÊNCIAS PARCIAIS
CONTEÚDOS CH
TEMÁTICA O aluno deve ser capaz de: O aluno:
 Faz operacoes de angulos:
adição, subtracção, divisão e  Ângulos: adição, subtracção,
multiplicação; divisão e multiplicação
 Concordâncias de arcos  Concordâncias
(espiral) e arcos com rectas; - De arcos (espiral)
 Desenhar polígonos inscritos - De arcos com rectas
em circunferencia;
 Polígonos inscritos em
 Planifica sólidos geométricos,
circunferência Faz maquetes e composiçoes
DESENHO cubo, paralelepípedo, cone e 10
o Pentágono e heptágono geométricas utilizando as
GEOMÉTRICO cilindro; aulas
 Planificação de sólidos construções aprendidas.
 Faz maquetes com os solidos geométricos
planificados; - Cubo, paralelepípedo,
cone e cilindro
 Fazer o tratamento da
 Composições
composição utilizando várias
texturas e cores;  Maquetes

300
UNIDADE OBJECTIVO ESPECÍFICO COMPETÊNCIAS PARCIAIS
CONTEÚDOS CH
TEMÁTICA O aluno deve ser capaz de: O aluno:

 Produzir teares em cartão e de  Produção de teares: cartão e


quadro; quadro
 Executar tapetes e quadros em  Tipos de materiais têxteis:
tecelagem com diferentes papel, tecido, fibras naturais e
materiais têxteis; artificiais
 Executar pontos de costura;  Técnicas de transformação de
 Confeccionar pecas de vestuario materiais têxteis
para criancas.  Remendos (patchwork)

 Pontos de costura: Faz trabalhos de tecelagem e


- ponto de alinhavo 6
TÊXTEIS remendos (patchwork), com
- ponto de remate aulas
funções utilitárias ou decorativas.
- ponto de máquina
- baínhas
- Colocação de botões e
elástico
- Confecção de vestuário:
para crianças (saias e
calções com elástico na
cintura, blusas e vestidos
inteiros)

301
UNIDADE OBJECTIVO ESPECÍFICO COMPETÊNCIAS PARCIAIS
CONTEÚDOS CH
TEMÁTICA O aluno deve ser capaz de: O aluno:
 Distinguir os diferentes tipos de  Tipos de cartaz:
cartaz; - político
 Conhecer os elementos do cartaz - cultural
e da banda desenhada; - social
- comercial
 Elaborar cartazes e banda
desenhada que abordem temas de  Elementos do Cartaz:
outras areas disciplinares; - imagem
 Relacionar o cartaz com outras - texto/letras
formas de comunicacao visual. - cor
- forma/tamanho
Produz cartazes e banda
CARTAZ E desenhada sobre diversos temas.
 Postais, logotipos e convites 12
BANDA
aulas
DESENHADA
 Elementos da Banda
Desenhada:
- prancha
- tira
- vinheta
- legenda
- cartucho
- balões
- apêndice
- onomatopeias
- (revisão)
- Cartazes

302
UNIDADE OBJECTIVO ESPECÍFICO COMPETÊNCIAS PARCIAIS
CONTEÚDOS CH
TEMÁTICA O aluno deve ser capaz de: O aluno:
 Conhecer as técnicas de  Técnicas de transformação de
transformação de metais e metais e madeira:
madeira; - Processos de fundição
 Constrói objectos lúdicos e
 Recuperar objectos de madeira. - Repuxagem
utilitários com desperdícios de 4
CONSTRUÇÕES
metais e madeira; aulas
 Recuperação de objectos de
madeira (lixar, encerar e
aplainar)

 Interpretar as instruções das  Recolha de receitas


receitas;  Utensílios para medição de
 Confecciona pratos da sua dieta
 Medir produtos; ingredientes: balança e copo 10
CULINÁRIA alimentar e das receitas
 Participa na confeccao de graduado e outros
recolhidas.
aulas
pratos da sua dieta alimentar e  Confecção de alimentos
das receitas recolhidas.

Total de aulas para o currículo local: 15 aulas

303
Sugestões Metodológicas
Um bom professor é na realidade aquele que sabe preencher o papel de catalisador, de
confidente, e que sabe ajudar os seus alunos a vencer os obstáculos e a conservar o
entusiasmo da iniciativa. Portanto, não é necessário ser artista especializado para orientar as
actividades plásticas das crianças.

Os conteúdos propostos na disciplina de Educação Visual e Ofícios devem ser tratados, como
um todo. O resultado de um trabalho pode conjugar vários conhecimentos
(interdisciplinaridade), habilidades, exploração de várias técnicas, meios e materiais. O 3º
ciclo caracteriza-se por uma etapa em que o aluno aperfeiçoou as habilidades e consolidou os
conhecimentos adquiridos nas classes anteriores e, no final, deve notar-se que este atingiu a
destreza manual e motricidade fina desejáveis nesta etapa. Lembremos que, neste ciclo, deve
apresentar-se os trabalhos em tamanho natural não em miniatura como era frequente nas
primeiras classes.

A base de trabalho mais adequada ao processo de ensino e aprendizagem, deve apoiar-se


numa prospecção do meio, com unidades de trabalho centradas em assuntos e problemas do
quotidiano escolar e da comunidade envolvente.

Depois de definida a situação-problema, desenvolver-se-ão um conjunto de actividades


conducentes à sua resolução. Uma boa investigação é imprescindível na procura de soluções
alternativas para a execução de um projecto. O mesmo problema pode ser tratado de diversos
modos por vários grupos ou turmas do mesmo professor. Esta prática conduz a uma visão
mais profunda da situação e uma solução mais rica para o problema.

É de todo conveniente que, no fim de cada trabalho, se avaliem colectivamente os trabalhos,


procurando saber-se em que medida estas cumprem as expectativas e quais as dificuldades
sentidas no percurso do processo de trabalho. Os resultados deverão ser avaliados
criticamente pela turma, por forma a saber-se em que medida se atingiram as competências
propostas. O professor é o elemento chave para classificar o trabalho dos seus alunos mas,
para certos casos, os outros professores podem analisar, valorizar e classificar, juntamente
com os alunos os seus trabalhos.

Ao iniciar um trabalho, há que pesquisar, recolher dados e informações. Para o conseguir


pode usar-se várias estratégias, por exemplo, visitas de estudo, se queremos fazer peças em
barro podemos começar por visitar um oleiro.

304
Outra estratégica possível é convidar um artífice ou especialista, para ir à classe fazer ou falar
fazer sobre a sua arte. Nesta fase, os alunos podem fazer entrevistas – na interacção com a
língua portuguesa – fazer registos gráficos, tirar fotografias, fazer gravações. Todas estas
estratégicas são possíveis.

A organização do espaço de trabalho é muito importante na aula de Educação Visual e


Ofícios. Para se realizar uma boa aula, não é imprescindível que haja sala, mesas ou cadeiras.
Num espaço informal ao ar livre, debaixo de uma arvore, num pátio, também se pode
realizar uma aula exemplar.

Admitimos não ser fácil nem sempre possível, proporcionar à criança o uso da cor, mas
acredita-se que, se os alunos não trabalharem com as cores, diminui ou impede mesmo o
encontro convicto e total com aquilo que se procura concretizar.

Lembramos que as cores recortadas de revistas, tintas artesanais feitas a base de pigmentos
naturais, por exemplo, podem ser um meio de trabalho gratuito e de fácil acesso.

A realização de exposições dos trabalhos dos alunos na sala de aula ou mesmo envolvendo a
escola, nas datas comemorativas ou festivas é um momento importante para a criança porque
ela se sente encorajada a progredir vendo o seu esforço compensado.

Apelamos, para que sejam cumpridas as regras de higiene e segurança no trabalho. As


ferramentas utilizadas no desenvolvimento das técnicas necessitam de ser manejadas com
destreza e cuidado para se evitar acidentes.

Desenho-Pintura

A fonte de inspiração dos desenhos e pinturas deve estar no próprio mundo das crianças,
naquilo que lhes causa alegria, gosto, ou as faz sonhar saudavelmente. Pode ser motivação:
uma história, a lembrança de uma ocorrência, o aspecto de um trabalho ou de um lugar, a
representação de uma coisa desejada e, naturalmente, os assuntos de várias matérias
estudadas na escola.

Os desenhos que se propõe em desenho de observação, refere-se a registos da natureza com


folhas, frutos, hortas, montanhas e a registos de jardins ou parte deles, sala de aulas, cantina
escolar, etc. Deve tomar-se a devida atenção para aproveitar esta unidade na abordagem de
temas transversais como: direitos humanos, direitos da criança, HIV E SIDA, prevenção

305
contra minas, prevenção contra doenças, etc…, bem como a elaboração de postais nas datas
comemorativas e festivas.

Os painéis colectivos são um momento desafiador para o aluno na medida que este compete
com os outros no seu saber e habilidades.

Neste género de trabalho em grupos desenvolve-se a competência de viver juntos e com os


outros, sabendo ouvir e respeitar a opinião dos restantes componentes.

Impressão, Estampagem, Recorte, Picotagem, Dobragem e Colagem

Aos carimbos propostos no programa podem juntar-se os carimbos de sabão e de rolha


ou de outros materiais que o aluno pode descobrir como alternativos a estes. Nas
composições pode usar-se materiais como: tecido, papel, elementos naturais, artificiais,
de desperdício e outros. As dobragens podem ser de barcos, chapéus, aves, aviões, vira-
ventos, papagaios e outros que os alunos podem conhecer e para isso basta que o
professor solicite aos alunos e vai surpreender-se com dobragens que os alunos
aprendem em casa e podem ensinar aos colegas (princípio do construtivismo).

Modelagem/Moldagem

Para além dos materiais para modelar e moldar, apresentados no programa, pode-se
explorar outros que sejam prioritários na região, assegurando assim a abordagem do
Currículo Local. O importante é desenvolver as técnicas que concorram para atingir as
competências propostas. Os moldes que o aluno irá construir são simples, aproveitando
sempre os materiais de desperdício sintéticos, madeira ou metal. Na construção de
peças decorativas pode juntar-se as esculturas e objectos de adorno. A cozedura
artesanal das peças modeladas e moldadas, constitui um processo simples e pode
realizar-se nas escolas do meio urbano ou rural. Propõe-se que se construa os teques
com desperdíos de madeira ou metal, ferramentas simples que o aluno pode fazer. No
acabamento das peças pode utilizar-se elementos naturais, como: pedrinhas, sementes
pedaços de vidro colorido e uma infinidade de materiais que o aluno irá descobrir. As
maquetes podem realizar-se individualmente ou em grupos de alunos. A construção de
fornos com material local presta-se, não apenas às escolas rurais, mas também às
urbanas. A utilização de fornos eléctricos poderá ser uma das alternativas para as
escolas que possuam mais meios.

306
Desenho Geométrico

Os alunos costumam ter a tendência de se servirem dos instrumentos de desenho geométrico


para “melhorar “ um desenho expressivo. Esta prática deve ser corrigida, fazendo-os
compreender a diferença entre as duas maneiras de representar: a expressiva livre e o desenho
técnico rigoroso.

Uma composição caracteriza-se pela correcta, equilibrada e harmoniosa distribuição dos seus
elementos em relação à área de trabalho (suporte onde se vai desenvolver a composição).
Conjugar as construções geométricas de tal forma que confira à composição um aspecto
estético e belo, é o objectivo principal deste exercício.

Nesta fase, o aluno terá a possiblidade de manusear os diversos materiais e meios


geométricos conferindo-lhe maior destreza manual e motricidade fina.

Têxteis

Podem existir outros materiais têxteis que não foram enumerados, mas que poderão ser
priorizados no trabalho. Aos pontos de tafetá e macramé, também poderão ser acrescentados
outros que se identifiquem com a região onde a escola está inserida. Existe uma infinidade de
fibras que se pode usar, passando por papel, tecido, etc, com especial enfoque para as fibras
sintéticas de desperdício. Sugere-se que se confeccione vestuário para bonecas, na 6ª classe e
para a 7ª classe peças simples de vestuário, em tamanho natural e vestuário para o grupo
teatral da escola, por exemplo.

Moçambique é rico em fibras naturais, sendo a tecelagem uma das formas mais comuns de
Arte, por isso deve explorar-se as técnicas predominantes na região.

Cartaz e Banda Desenhada

O aluno, nesta unidade, irá criar diferentes tipos de cartazes. Os temas destes, podem
ser levantados na turma, numa chuva de ideias, para permitir que, numa turma, se
possa ter exemplos de vários tipos. Aconselha-se que se utilize as diferentes técnicas de
expressão gráfica- desenho, pintura, colagem, impressão, etc-. Esta unidade é um espaço
ideal para que se desenvolvam temas transversais de outras áreas curriculares com
especial atenção para os conteúdos de Educação Moral e Cívica, por exemplo, como
forma de se divulgar o Regulamento da escola. Outro aspecto muito importante a que se
presta esta unidade é, sem dúvidas, a elaboração de cartazes que chamem atenção aos
assuntos da comunidade, por exemplo, temas relativos à educação ambiental no que

307
concerne à prevenção. Este será um momento de interacção entre a escola e a
comunidade que se deve preservar e valorizar.

Construções

Esta unidade caracteriza-se pelo aproveitamento e reciclagem de materiais de


desperdício, isto é, materiais gratuítos e de fácil acesso com o fim de criar objectos
lúdicos e utilitários que poderão ser comercializados a favor da escola. A fundição de
chumbo e alumínio, bem como as repuxagens, são actividades muito desenvolvidas no
meio rural, não significando nenhum custo adicional na aquisição dos materiais.

Culinária

Com o avanço tecnológico, a pesquisa de receitas pode incluir livros, mas também internet.
Na confecção de pratos deve priorizar-se os da sua região com sabores típicos e da dieta
alimentar do aluno, devendo valorizar-se a colaboração com a comunidade como forma de se
obter resultados satisfatórios. Os instrumentos para medir devem alargar-se àqueles que são
vulgarmente usados no mercado informal, como por exemplo, copos, latas, pratos e outros.
Aconselha-se que se criem, na medida do possível, feiras gastronómicas ou concursos de
culinária, nos dias comemorativos ou festivos.

308
Programa de Educação Física

3º Ciclo

309
Introdução
A Educação Física é um processo que visa integrar influências culturais e naturais, utilizando
actividades físicas, objectivar a aprendizagem e desenvolver hábitos motores. Visa também
promover a educação efectiva para a saúde e reconhecer as práticas corporais ao
desenvolvimento de valores, para a conquista de um estilo de vida activo.

Neste sentido, é de extrema importância que o professor tome em consideração os


conhecimentos teóricos relacionados com a saúde e higiene do meio, o corpo humano, as
formas de postura corporal nas suas aulas, por forma a incrementar uma maior prática de
actividade física.

Na aula de Educação fFsica, deve-se integrar outras áreas de currículo, permitindo que acções
interdisciplinares favoreçam o processo de educação em busca de todos os seus benefícios nos
domínios cognitivo, afectivo e psicomotor.

Já no terceiro ciclo, os conteúdos de educação física são constituidos pelos jogos desportivos,
mas os mesmos são tratados de forma inicial, sendo no ensino secundário onde se irá ensinar
com maior detalhe as suas particularidades. Os elementos técnicos dos desportos de uma
forma geral devem estar associados ao jogo no seu tratamento.

310
VISÃO GERAL DOS CONTEÚDOS DA DISCIPLINA DE EDUCAÇÃO FÍSICA DO 3º CICLO

6ª CLASSE 7ª CLASSE
Unidade Unidade
CONTEÚDOS CH Conteúdos CH
Temática Temática
8  Exercícios de organização e 8
aulas
 Exercícios de organização e controle aulas
controlo  Conversões
EXERCÍCIOS
 Exercícios de formaturas básicas,  Alinhamentos
DE
GINÁSTICA DE conversões, transformações e  Deslocamentos
ORGANIZAÇÃ
BASE giros  Mudanças de formatura (fileira,
OE
 Exercícios com materiais coluna, bloco, xadrez)
CONTROLO
(bastões, argolas, cintas)  Formação de figuras
 Exercícios locomotores e de
aplicação
15  Corrida de velocidade com 15
 Corrida de velocidade com a aulas partida baixa a uma distância aulas
partida baixa de 80m;
 corridas de 60m com partida baixa  Exercícios de aplicação da técnica
 Corrida contínua durante 12 de corridas de velocidade;
minutos, percorrendo um  Corrida contínua até 15 minutos,
ATLETISMO itenerário ATLETISMO aumentando
 Corridas de estafetas  Corridas de estafetas;
 Transmissão do testemunho a  Transmissão do testemunho por
andar e em corrida lenta baixo na zona transmissão
 Salto em comprimento  Salto em comprimento na técnica
 Salto em altura (estilo tesoura) engrupada
 Arremesso de bola  Exercícios de diferentes fases do

311
salto em comprimento
 Salto em altura, estilo, tesoura.
 Exercícios de diferentes fases do
salto em altura
 Arremessos de bola
 Exercícios de diferentes fases do
arremesso de bola
9  Exercícios de dible aos pares 9
 Passes de ombro e picado aulas  Passes de ombro e remates a aulas
 Batimentos da bola (drible) balisa
ANDEBOL  Remates com apoio ANDEBOL  Jogos reduzidos
 Regras básicas  Jogo formal
 Jogos reduzidos (ataque e defesa)
 Jogo formal (ataque e defesa)
DANÇA E Danças e jogos tradicionais 8 DANÇA E 8
JOGOS aulas JOGOS Dança e jogos tradicionais aulas
TRADICIONAIS TRADICIONAIS
9
 Lançamentos livres aulas  Passe de peito e picado
 Passes de peito e picado  Drible
 Batimentos (drible)da bola
 Lançamentos livres e na passad
 Jogo formal (ataque e defesa) 9
BASQUETEBOL  Regras dos dois passos, drible,
BASQUETEBOL aulas
faltas de contacto, reposição da
bola
 Terreno do jogo
 Jogo formal (defesa e ataque)
9 9
 Passes e recepção da bola aulas  Passes e recepção da bola aulas
 Condução da bola com a parte  Condução da bola com a parte
FUTEBOL
FUTEBOL interna e externa do pé
interna e externa do pé
 Lançamentos laterais
 Lançamentos laterais
 Remates para baliza

312
 Jogos reduzidos e formais (defesa  Pontapé do canto e livre directo e
e ataque) indirecto
 Remate à baliza de diferentes
posições
 Jogos reduzidos e formais
 Regras do jogo
 Exercícios de defesa e ataque
9 9
 Toque de bola Aulas  Toque de bola por cima aulas
 exercícios de passes e recepção da  Passes e recepção da bola
bola, remates para o campo
 Remates por cima da rede
contrario
 Serviço por baixo  Serviço por baixo e de ténis
VOLEIBOL  Manchete VOLEIBOL  Jogos reduzidos e formais
 Jogos reduzidos e formais  Recepção da manchete
 Regras do jogo
5
Rolamento à frente engrupado  Rolamento à frente partindo de tempo
(posição de cócoras) diferentes posições iniciais e
ROLAMENTO
GINÁSTICA 5 terminando em diferentes
A
DESPORTIVA aulas
FRENTE posições
 Exercícios de rolamentos à frente
consecutivos
 Exercícios de pino de braços; 1
 Pino de braços com ajuda; tempo
Combinação de pino de braços e
rolamento à frente.
Total de Total de
aulas: 58 aulas: 59

313
Programa de Educação Física

6ª Classe

314
UNIDADE OBJECTIVO ESPECÍFICO CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS PARCIAIS CH
TEMÁTICA O aluno deve ser capaz de: O aluno:
 Formar fileiras, colunas, circulos  Exercícios de organização e controlo;  Orienta-se no espaço 8
GINÁSTICA DE e xadrez e conversões;  Exercícios de formaturas básicas, individualmente e em grupos aulas
BASE  Realizar exercícios de conversões, transformações e giros  Responde às vozes de comando
desenvolvimento físico geral  Exercícios locomotores e de aplicação.
 Ter noções básicas das  Corrida de velocidade com a partida  Executa a corrida com partida 15
modalidades do atletismo; baixa; baixa respondendo às vozes de aulas
 Realizar as fases das corridas de  Corridas de 60m com partida baixa; comando
velocidade;  Corrida contínua durante 12 minutos,  Corre 60 m saindo em partida
 Realizar as fases das corridas de percorrendo um itenerário; baixa no tempo estabelecido pelo
ATLETISMO estafetas;  Corridas de estafetas; professor
 Realizar as fases dos  Transmissão do testemunho a andar e em  Realiza a corrida de resistência
lançamentos; corrida lenta;  Realiza corridas estafetas
 Realizar as fases dos saltos  Salto em comprimento;  Executa o salto em comprimento
 Salto em altura (estilo tesoura); e em altura
 Arremesso de bola.  Executa o arremesso de bola
 Realizar o deslocamento com a  Passes de ombro e picado;  Identifica as marcações do campo 9
bola (drible)  Batimentos da bola (drible); do jogo; aulas
 Realizar os passes de ombro e  Remates com apoio;  Realiza os diferentes passes de
ANDEBOL
picado  Regras básicas; andebol
 Jogar o andebol  Jogos reduzidos (ataque e defesa);  Joga o andebol respeitando as
 Jogo formal (ataque e defesa). regras do jogo
 Realizar o deslocamento com a  Lançamentos livres;  Identifica as marcações do 9
bola (drible)  Passes de peito e picado; campo do jogo aulas
 Realizar os passes de peito e  Batimentos (drible)da bola;  Realiza os deslocamentos com a
BASQUETEBOL  Jogo formal (ataque e defesa). bola, os passes em basquetebol
picado
 Joga o basquetebol respeitando as
 Jogar o basquetebol regras do jogo
 Efectuar o deslocamento com a  Passes e recepção da bola;  Identifica as marcações do 9
bola;  Condução da bola com a parte interna e campo do jogo aulas
 Efectuar os passes aplicados no externa do pé;  Joga o futebol respeitando as
futebol  Lançamentos laterais; regras do jogo
FUTEBOL
 Jogar o futebol  Remates para baliza;
 Jogos reduzidos e formais (defesa e
ataque).

315
UNIDADE OBJECTIVO ESPECÍFICO COMPETÊNCIAS PARCIAIS
CONTEÚDOS CH
TEMÁTICA O aluno deve ser capaz de: O aluno:
 Realizar exercícios de passes e  Toque de bola;  Identifica as marcações do campo 9
recepção em voleibol;  exercícios de passes e recepção da do jogo aulas
 Efectuar a manchete ; bola, remates para o campo  Coloca a bola na zona adversária
 Jogar o voleibol contrario;  Joga o voleibol respeitando as regras
VOLEIBOL  Serviço por baixo; do jogo
 Manchete;
 Jogos reduzidos e formais.

Realizar danças e jogos Danças e jogos tradicionais  Orienta algumas danças e jogos 8
DANÇA E JOGOS
tradicionais da região tradicionais de forma aulas
EDUCATIVOS
independente
ROLAMENTOS À Efectuar o rolamento à frente Rolamento à frente engrupado  Executa o rolamento à frente 5
FRENTE desde a posição de cócoras (posição de cócoras). aulas

316
Programa de Educação Física

7ª Classe

317
UNIDADE OBJECTIVO ESPECÍFICO COMPETÊNCIAS PARCIAIS
CONTEÚDOS CH
TEMÁTICA O aluno deve ser capaz de: O aluno:
 Efectua r as formaturas  Exercícios de organização e controlo; 8
básicas, conversões,  Conversões; Orienta-se no espaço, aulas
EXERCÍCIOS
alinhamentos e  Alinhamentos; individualmente e em grupos
DE
deslocamentos;  Deslocamentos;
ORGANIZAÇÃO
 Realizar as mudanças de  Mudanças de formatura (fileira, coluna, bloco,
E CONTROLO
formatura e, xadrez);
 Formar figuras.  Formação de figuras.
 Realizar as fases das  Corrida de velocidade com partida baixa a uma 15
corridas de velocidade; distância de 80m;  Executa a corrida de aulas
 Realizar as fases das  Exercícios de aplicação da técnica de corridas de velocidade
corridas de estafetas; velocidade;  Realiza a corrida de
 Realizar as fases dos  Corrida contínua até 15 minutos, aumentando; desistência
lançamentos;  Corridas de estafetas;  Realiza as corridas de
 Realizar as fases dos saltos  Transmissão do testemunho por baixo na zona estafetas
ATLETISMO  Realizar competições das transmissão  Executa o salto em
diferentes modalidades do  Salto em comprimento na técnica engrupada comprimento
atletismo  Exercícios de diferentes fases do salto em  Executa o salto em altura
comprimento  Executa o arremesso de bola
 Salto em altura, estilo, tesoura.
 Exercícios de diferentes fases do salto em altura
 Arremessos de bola;
 Exercícios de diferentes fases do arremesso de bola
 Organizar danças  Pratica os jogos e danças 8
DANÇA E tradicionais na escola; Dança e jogos tradicionais tradicionais aulas
JOGOS  Efectuar jogos tradicionais.  Organiza algumas danças e
TRADICIONAIS jogos tradicionais de forma
independente
 Realizar o remate com  Passe de ombro e picado;  Identifica as marcações do 9
apoio;  Drible; campo do jogo e seus aulas
 Realizar drible de  Remates com apoio; adversários
progressão com a bola;  Regra dos três passos,  Concretiza os passes e
 Efectuar os lançamentos  Lançamentos laterais e de canto; remates
ANDEBOL
laterais  Jogo formal;  Joga o andebol respeitando as
 Jogar o andebol.  Exercícios de defesa e ataque. regras do jogo

318
UNIDADE OBJECTIVO ESPECÍFICO COMPETÊNCIAS PARCIAIS
CONTEÚDOS CH
TEMÁTICA O aluno deve ser capaz de: O aluno:
 Efectuar os passes usados em  Passe de peito e picado;  Concretiza os passes e 9
basquetebol;  Drible; lançamento aulas
 Jogar o basquetebol  Lançamentos livres e na passada;  Joga o basquetebol
BASQUETEBOL  Realizar os lançamentos à  Regras dos dois passos, drible, faltas de
tabela. contacto, reposição da bola;
 Terreno do jogo;
 Jogo formal (defesa e ataque).
 Efectuar os passes e recepção  Passes e recepção da bola;  Concretiza os passes e 9
no jogo de futebol;  Condução da bola com a parte interna e remates aulas
 Conduzir a bola; externa do pé;  Joga o futebol respeitando as
 Jogar o futebol  Lançamentos laterais; regras do jogo
 Pontapé do canto e livre directo e
FUTEBOL
indirecto;
 Remate à baliza de diferentes posições;
 Jogos reduzidos e formais;
 Regras do jogo.
 Exercícios de defesa e ataque.
 Efectuar passes  Toque de bola por cima;  Concretiza os passes e remates 9
consecutivos e recepção em  Passes e recepção da bola;  Joga o voleibol respeitando as aulas
voleibol;  Remates por cima da rede regras do jogo
VOLEIBOL  Realizar remates em  Serviço por baixo e de ténis;
voleibol;  Jogos reduzidos e formais;
 Jogar o voleibol.  Recepção da manchete;
 Regras do jogo.
 Realizar rolamento a frente  Rolamento à frente partindo de  Executa o rolamento a frente 3
com diferentes posições diferentes posições iniciais e  Executa uma sequência de tempo
iniciais; terminando em diferentes posições rolamentos a frente
 Exercícios de rolamentos à frente
GINÁSICA
consecutivos
DESPORTIVA
Efectuar o apoio invertido  Exercícios de pino de braços; 2
com ajuda de um  Pino de braços com ajuda; Executa o pino de braços tempo
companheiro  Combinação de pino de braços e com a ajuda
rolamento à frente.

319
Sugestões metodológicas

Os aspectos relativos a ginástica de base, tem que se ter em conta que os mesmos vem
sendo tratados desde a primeira classe, pelo que o que se exige é consolidação de todas
as formas organizativas, formaturas e conversões dadas no ensino primário. Para tal, as
actividades desta unidade temática podem ser tratadas em forma de jogos, desenho de
figuras, letras e diferentes composições coreográficas para maior destresa e interesse da
aula.

As danças e jogos tradicionais também são tratados desde a primeira classe, pelo que a
exigência deve ser maior para este ciclo, não havendo grandes diferenças entre as duas
classes. De alguma forma os alunos são exigidos a organizar danças e jogos que
conhecem e aplicar na aula, com as devidas variantes caso hajam.

Os jogos desportivos de uma forma geral aparecem por primeira vez de forma geral
neste ciclo, o professor deve prestar maior atenção ao ensino dos mesmos dado a que
nas classes posteriores a exigência será maior. Deve se partir de elementos essenciais
para o ensino de qualquer jogo, como são a posição básica, os passes e recepção,
remates nos desportos colectivos e as fazes das diferentes corridas, saltos e lançamentos
para o atletismo.
As corridas devem ser breves, e sempre que possível intercalados com algumas
actividades de jogos diversos para se evitar a monotonia.
A ginástica desportiva está na fase de iniciação, não havendo muita exigência para o
ensino primário. Pode se auxiliar no conhecimento que alguns alunos tem na execução d

Para o professor, a planificação assume um papel importante, porque lhe permite


antever as aulas e adequá-las às condições reais do grupo e da escola.

O professor actua como exemplo em todos os aspectos.

O professor nunca deve utilizar o exercício físico como punição ou castigo aos alunos
durante a aula ou fora dela.

A execução dos exercícios só devem começar quando todos os alunos o tiverem


entendido.

320
O material improvisado (bola de trapo, paus para bastões, vasilhames e outros) é
recomendado como trabalho para casa e, mas depois de usado na escola, deve ser
conservado para futuras ocasiões.

O rigor no cumprimento de tempo deve ser em função do nível de habilidade dos


alunos.

No capítulo dos jogos tradicionais e danças deve-se ter em consideração que em cada
região existem aspectos que são de importância vital para a própria comunidade, pelo
que o tratamento destes conteúdos deve permitir que os alunos possam aprender jogos e
danças que são do seu conhecimento.

As aulas devem sempre ter as 3 partes:

- parte inicial: organização da turma, comunicação dos objectivos e aquecimento,

- parte principal: resolução de problemas do ensino e aprendizagem e

- parte final: resumo/retorno a calma/análise da aula.

O professor deve motivar as crianças portadoras de deficiências a praticar actividades


físicas e desportivas que o seu estado lhes permite.

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