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São julgados em Recurso Ordinário

Art. 1027

STF: MS, HD, MI, decididos em única instância pelos tribunais superiores quando
denegatória a decisão.

STJ:

1- MS decidido em única instância pelos tribunais regionais federais ou pelos


tribunais de justiça dos Estados e do DF ou pelos TJ dos Estados e do DF e
Territórios, quando denegatória a decisão.

Esse recurso previsto deve ser interposto perante o tribunal de origem, cabendo
ao seu presidente ou vice-presidente determinar a intimação do recorrido para,
em 15 (quinze) dias, apresentar as contrarrazões. Findo o prazo os autos serão
remetidos ao respectivo tribunal superior, independentemente de juízo de
admissibilidade.

2- Os processos em que forem partes, de um lado, Estado estrangeiro ou organismo


internacional e, de outro, Município ou pessoa residente ou domiciliada no País.

Contra as decisões interlocutórias caberá agravo de instrumento dirigido ao STJ nas


hipóteses do art. 1015(agravo de instrumento).

Aplicam-se, quanto aos requisitos de admissibilidade e ao procedimento, as


disposições relativas à apelação e o Regimento Interno do STJ.

Aplicam-se as disposições relativas ao agravo de instrumento e o Regimento Interno


do STJ.

3- Aplica-se ao recurso ordinário o disposto nos arts. 1.013, § 3o (causa madura o


tribunal decido logo o mérito) e 1.029, § 5o.(a quem se dirige o pedido de efeito
suspensivo).
Recurso Extraordinário e Recurso Especial

Art. 1.029.

O recurso extraordinário e o recurso especial, nos casos previstos na Constituição


Federal, serão interpostos perante o presidente ou o vice-presidente do tribunal
recorrido, em petições distintas que conterão:

1- exposição do fato e do direito;


2- a demonstração do cabimento do recurso interposto;
3- as razões do pedido de reforma ou de invalidação da decisão recorrida.

Quando o recurso fundar-se em dissídio jurisprudencial, o recorrente fará a prova da


divergência com a certidão, cópia ou citação do repositório de jurisprudência, oficial ou
credenciado, inclusive em mídia eletrônica, em que houver sido publicado o acórdão
divergente, ou ainda com a reprodução de julgado disponível na rede mundial de
computadores, com indicação da respectiva fonte, devendo-se, em qualquer caso,
mencionar as circunstâncias que identifiquem ou assemelhem os casos confrontados.

O STF ou o STJ poderá desconsiderar vício formal de recurso tempestivo ou determinar


sua correção, desde que não o repute grave

Quando, por ocasião do processamento do incidente de resolução de demandas


repetitivas, o presidente do STF ou do STJ receber requerimento de suspensão de
processos em que se discuta questão federal constitucional ou infraconstitucional,
poderá, considerando razões de segurança jurídica ou de excepcional interesse social,
estender a suspensão a todo o território nacional, até ulterior decisão do recurso
extraordinário ou do recurso especial a ser interposto.

Pedido de concessão de efeito suspensivo:

Recurso Extraordinário ou a Recurso Especial poderá ser formulado por requerimento


dirigido:

I – ao tribunal superior respectivo, no período compreendido entre a publicação


da decisão de admissão do recurso e sua distribuição, ficando o relator designado para
seu exame prevento para julgá-lo;

II - ao relator, se já distribuído o recurso;

III – ao presidente ou ao vice-presidente do tribunal recorrido, no período


compreendido entre a interposição do recurso e a publicação da decisão de admissão do
recurso, assim como no caso de o recurso ter sido sobrestado, nos termos do art. 1.037.

Recebida a petição do recurso pela secretaria do tribunal,

Intima o recorrido para apresentar contrarrazões no prazo de 15 (quinze) dias, findo o


qual os autos serão conclusos ao presidente ou ao vice-presidente do tribunal
recorrido, que deverá:
I – negar seguimento

a) a recurso extraordinário:

- que discuta questão constitucional à qual o STF não tenha reconhecido a


existência de repercussão geral

- a recurso extraordinário interposto contra acórdão que esteja em conformidade


com entendimento do STF exarado no regime de repercussão geral;

b) a recurso extraordinário ou a recurso especial interposto contra acórdão que


esteja em conformidade com entendimento do STF ou do STJ, respectivamente, exarado
no regime de julgamento de recursos repetitivos;

II – encaminhar o processo ao órgão julgador para realização do juízo de


retratação, se o acórdão recorrido divergir do entendimento do STF ou do STJ exarado,
conforme o caso, nos regimes de repercussão geral ou de recursos repetitivos;

III – sobrestar o recurso que versar sobre controvérsia de caráter repetitivo


ainda não decidida pelo STF ou pelo STJ conforme se trate de matéria constitucional
ou infraconstitucional;

Da decisão proferida com fundamento nos incisos I e III caberá agravo interno, nos
termos do art. 1.021.

IV – selecionar o recurso como representativo de controvérsia constitucional ou


infraconstitucional, nos termos do § 6º do art. 1.036;

V – realizar o juízo de admissibilidade e, se positivo, remeter o feito ao STF ou


STJ, desde que:

a) o recurso ainda não tenha sido submetido ao regime de repercussão geral ou de


julgamento de recursos repetitivos;

b) o recurso tenha sido selecionado como representativo da controvérsia;

c) o tribunal recorrido tenha refutado o juízo de retratação.

Da decisão de inadmissibilidade proferida com fundamento no inciso V caberá


agravo ao tribunal superior, nos termos do art. 1.042.

RECURSO ESPECIAL

O mero inconformismo da parte com determinada decisão não é suficiente para


interpor Recurso Especial, mas sim, a uma questão política que vise a discussão sobre
uma questão federal controvertida.
De acordo com o art. 105, III da CR/88, o recurso especial somente será cabível
quando o acórdão recorrido:

- contrariar tratado ou lei federal, ou negar-lhes vigência;

- julgar válido ato de governo local contestado em face de lei federal;

- der a lei federal interpretação divergente da que lhe haja atribuído outro tribunal.

Art. 105 - Compete ao Superior Tribunal de Justiça:


III - julgar, em recurso especial, as causas decididas, em única ou última instância,
pelos Tribunais Regionais Federais ou pelos tribunais dos Estados, do Distrito
Federal e Territórios, quando a decisão recorrida:
a) contrariar tratado ou lei federal, ou negar-lhes vigência;
b) julgar válido ato de governo local contestado em face de lei federal;
c) der a lei federal interpretação divergente da que lhe haja atribuído outro tribunal.

O Resp, diferentemente do Rext, só é cabível contra acórdão dos tribunais. Não se


admite sua interposição contra decisão de primeira instância, ainda que seja proferido
em causas de alçada (em única instância).

Além disso, convém destacar que não cabe Resp contra decisão das turmas recursais,
ou seja, órgãos de segundo grau dos juizados especiais, nos termos da súmula 203 do
STJ:

STJ - SÚMULA Nº 203 - Não cabe recurso especial contra decisão proferida, nos
limites de sua competência, por órgão de segundo grau dos Juizados Especiais.

O referido recurso somente será cabível quando tiverem se esgotado os recursos


ordinários previstos na legislação processual vigente.

Para interpor um Recurso especial a parte deve, anteriormente, prequestionar a


matéria, ou seja, há necessidade de ter havido um debate anterior sobre a as alegações
do recurso.

RECURSO EXTRAORDINÁRIO

O Recurso Extraordinário é cabível nas hipóteses do art. 102, III, a, b, c e da CF/88:


Art. 102 - Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda
da Constituição, cabendo-lhe:
III - julgar, mediante recurso extraordinário, as causas decididas em única ou última
instância, quando a decisão recorrida:
a) contrariar dispositivo desta Constituição;
b) declarar a inconstitucionalidade de tratado ou lei federal;
c) julgar válida lei ou ato de governo local contestado em face desta Constituição.
d) julgar válida lei local contestada em face de lei federal.

A partir da EC nº 45/2004, outro requisito para a interposição de recurso


extraordinário é a demonstração pela parte de repercussão geral das questões
constitucionais discutidas no caso, nos termos do art. 102, § 3º da CF/88:
Art. 102 (...)
§ 3º - No recurso extraordinário o recorrente deverá demonstrar a repercussão geral
das questões constitucionais discutidas no caso, nos termos da lei, a fim de que o
Tribunal examine a admissão do recurso, somente podendo recusá-lo pela
manifestação de dois terços de seus membros.

Nos termos do art. 1029 do NCPC de 2015, nos casos previstos na Constituição
Federal (arts. 102, III e 105, III), poderão ser interpostos conjuntamente RESP e
REXT, perante o presidente ou o vice-presidente do tribunal recorrido, quando
detectada lesão à matéria constitucional e à legislação federal (o correlato no CPC de
1973 é o art. 541, não sofrendo grandes alterações neste particular):

Art. 1.029. O recurso extraordinário e o recurso especial, nos casos previstos


na Constituição Federal, serão interpostos perante o presidente ou o vice-presidente
do tribunal recorrido, em petições distintas que conterão:
I - a exposição do fato e do direito;
II - a demonstração do cabimento do recurso interposto;
III - as razões do pedido de reforma ou de invalidação da decisão recorrida.

Vale destacar que a interposição conjunta de RESP e REXT não fere os princípios da
unirrecorribilidade e nem da singularidade, já que cada um destes tem fundamentos e
objetos distintos. Além disso, possuem competência distinta, e consequentemente,
diferentes tribunais para julgamento.

Podemos falar que se tratam de recursos de espécies distintas; e o que veda o princípio
da unirrecorribilidade é a interposição de dois recursos de mesma espécie contra o
mesmo ato decisório.

O recurso pode se fundar em dissídio jurisprudencial, que é o conflito de


entendimento para a mesma questão de direito por tribunais distintos.
Em se tratando de controvérsias sobre lei federal cabe ao STJ fazer a homogeneização
dos entendimentos, firmando em posicionamentos, muitas vezes, já debatidos no
próprio STJ.
Direito Constitucional: artigos 1º a 5º e artigo 144, da Constituição Federal; artigo 140, da
Constituição do Estado de São Paulo; 2.2 –

Direitos Humanos: noção, significado, finalidades, história; os Direitos Humanos Fundamentais


na Constituição Federal; Declaração Universal dos Direitos Humanos. 2.3 –

Direito Administrativo: Lei Complementar n.º 207, de 5 de janeiro de 1979; Lei n.º 10.261, de
28 de outubro de 1968; 2.4 –

Direito Penal e Direito Processual Penal: crime e contravenção; crime doloso e crime culposo;
crime consumado e crime tentado; excludentes de ilicitude; artigos 312 a 359 do Código Penal;
Polícia Judiciária, persecução penal; inquérito policial; prova – objeto e meios de prova; prisão
– conceito, espécies; Lei n.º 12.830, de 20 de junho de 2013.

Assim, o recurso fundado no dissídio deverá o recorrente fazer prova da divergência


pelas formas mencionadas na legislação (certidão, cópia ou citação do repositório de
jurisprudência, oficial ou credenciado, inclusive em mídia eletrônica, em que houver
sido publicado o acórdão divergente, ou ainda com a reprodução de julgado disponível
na rede mundial de computadores, com indicação da respectiva fonte).

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