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Medidas indiretas e propagação de erros

Rafael Francisco Pinto Barreto

Novembro de 2015
1-Objetivo
Aprender a analisar e compreender os conceitos relacionados as incerteza em medidas
indiretas.

2-Introdução
A resistência elétrica mede a propriedade dos materiais de oferecer resistência a
passagem de corrente elétrica. Neste processo a energia elétrica é dissipada,
geralmente, na forma de calor. Assim um resistor corresponde a qualquer dispositivo
que dissipe energia elétrica. Resistores em que a diferença de potencial (ddp) aplicado,
é proporcional a corrente elétrica (I) são chamados resistores ôhmicos, para eles a
relação entre ddp e corrente é constante e chamada de resistência elétrica (R), embora
nem todos os resistores se comportem desta maneira. OS resistores são tabelados,
com todos os elementos necessários.

Figura 1: Código de cores para resistores

2.1-Lei de Ohm
No começo do século XIX, Georg Simon Ohm (1787-1854) mostrou experimentalmente
que a corrente elétrica, em um condutor, é diretamente proporcional à diferença de
potencial V aplicada. Esta constante de proporcionalidade é a resistência R do
material. Então de acordo com os experimentos de Ohm, temos que;

U=Ri (1)
A qual é conhecida como "Lei de Ohm". Muitos físicos diriam que esta não é uma lei,
mas uma definição de resistência elétrica. Se nós queremos chamá-la de Lei de Ohm,
deveríamos então demonstrar que a corrente através de um condutor metálico é
proporcional à voltagem aplicada, i  V. Isto é, R é uma constante, independente da
ddp V em metais condutores. Mas em geral esta relação não se aplica, como por
exemplo, aos diodos e transistores. Dessa forma a lei de Ohm não é uma lei
fundamental, mas sim uma forma de classificar certos materiais. Os materiais que não
obedecem à lei de Ohm são ditos ser não ôhmicos. Existem três maneiras de ordenar
as resistências, sendo elas, em paralelo, em serie ou com as duas maneiras, sendo
conhecida como montagem mista.

2.2-Resistência em Paralelo
O termo “em paralelo” significa que as resistências são ligadas ente si de um lado e de
outro, e uma diferença de potencial V é aplicada a estas ligações. Assim, a mesma
diferença de potencial é aplicada a todas as resistências.

Figura 2: três resistências ligadas em paralelo

Usualmente as ligações em paralelo são representadas por:

Figura 3: ligações em paralelo

Como mostra a figura, a intensidade total de corrente do circuito é igual à soma das
intensidades medidas sobre cada resistor, ou seja:

(2)

Pela 1ª lei de Ohm:


(3)

E por esta expressão, já que a intensidade da corrente e a tensão são mantidas,


podemos concluir que a resistência total em um circuito em paralelo é dada por:

(4)

2.3-Resistência em série
A expressão “em serie” significa apenas que as resistências são ligadas um após a outra
e que uma diferença de potencial v é aplicada ás extremidades da ligação. Quando
uma diferença de potencial V é aplicada a resistências ligadas em serie, a corrente i é a
mesma em todas as resistências e a soma das diferenças de potencial das resistências
é igual à diferença de potencial de aplicada V.

Figura 4: Resistências em serie

Associar resistores em série significa ligá-los em um único trajeto, ou seja:

Figura 5:resistores ligados em série

Como existe apenas um caminho para a passagem da corrente elétrica esta é mantida
por toda a extensão do circuito. Já a diferença de potencial entre cada resistor irá
variar conforme a resistência deste, para que seja obedecida a 1ª Lei de Ohm, assim:

(5)

Esta relação também pode ser obtida pela análise do circuito:


Figura 6: ddp

Sendo assim a diferença de potencial entre os pontos inicial e final do circuito é igual à:

(6)

Analisando esta expressão, já que a tensão total e a intensidade da corrente são


mantidas, é possível concluir que a resistência total é:

(7)

2.4-Erro Associado ao Sistema em Paralelo e Série


2.4.1-Série
No caso do sistema em série, basta à soma dos erros.

√𝜎12 + 𝜎22
(8)

2.4.2-Paralelo

Já neste caso usa-se a formula:

𝑅12 .𝜎22 +𝑅22 .𝜎12


√(𝑅1+𝑅2).(𝑅1+𝑅2) (9)

2.4.3-compatiblidade

Na física usa-se o seguinte padrão.

|𝑥̅ − 𝑥𝑟𝑒𝑓| <2𝜎𝑥 compativel

|𝑥̅ − 𝑥𝑟𝑒𝑓| > 3𝜎𝑥 Incompatível


3-Procedimento experimental
3.1-Equipamento utilizado
Multímetros digitais; fios para conexão; dois resistores ôhmicos; protoboard.

3.2-Processo experimental
Vou descrever os processos em uma ordem numérica

Primeiro eu medi a resistência isoladamente, para poder comparar com o cogido de


cores.

Segundo eu coloco eles no protoboard de forma que o circuito fique em série e meço
sua resistência.

Terceiro eu os posiciono no protoboard de maneira que fiquem em paralelo, meço sua


resistência.

4-Calculos de compatibilidade
Dados Medido C. Cores Conclusão
R1 (4,6 ± 0,8%) 20kΩ (46𝑥102 ± 5%)Ω Compatível

R2 (97,6 ± 0,8%)200kΩ (10𝑥104 ± 5%)Ω Compatível

Rs (102,2 ± 0,8%)200kΩ (104𝑥103 ± 5,5%)Ω Compatível

Rp (4,40 ± 0,8)20𝑘Ω (4,3 ± 1,48𝑘)Ω Compatível

5-conclusões