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Práticas Recomendadas para


Instalação de Maquinário e
Projeto de Instalação

PRÁTICA API RECOMENDADA 686


PIP RElE 686
PRIMEIRA EDIÇÃO, ABRIL DE 1996

Copyright American Petroleum Institute


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ÍNDICE

Página

CAPÍTULO 1 – INTRODUÇÃO ............................................................................................... 1 - 1


CAPÍTULO 2 – APARELHAMENTO E IÇAMENTO ............................................................. 2 - 1
CAPÍTULO 3 – RECEBIMENTO E PROTEÇÃO NA ÁREA DE TRABALHO .................... 3 - 1
CAPÍTULO 4 – FUNDAÇÕES ................................................................................................. 4 - 1
CAPÍTULO 5 – CIMENTAÇÃO DA CHAPA DE MONTAGEM ........................................... 5 - 1
CAPÍTULO 6 – TUBULAÇÃO ................................................................................................. 6 - 1
CAPÍTULO 7 – ALINHAMENTO DO EIXO. .......................................................................... 7 - 1
CAPÍTULO 8 – SISTEMAS DE LUBRIFICAÇÃO.................................................................. 8 - 1
CAPÍTULO 9 – COMISSIONAMENTO................................................................................... 9 - 1

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Práticas Recomendadas para Instalação de
Maquinário e Projeto de Instalação

Capítulo 1 - Introdução

Departamento de Fabricação, Distribuição e Marketing

PRÁTICA RECOMENDADA PELA API 686


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Página
CAPÍTULO 1 - INTRODUÇÃO
1.1 Escopo..................................................................................................................................... 1-1
1.2 Instalação Alternativa ............................................................................................................. 1-1
1.3 Requisitos de Conflito............................................................................................................. 1-1
1.4 Definições ............................................................................................................................... 1-1

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Práticas Recomendadas para Instalação de Maquinário e Projeto de Instalação

CAPÍTULO 1 - INTRODUÇÃO

1.1 Escopo nas linhas centrais do eixo, desde as condições ambiente, até
as condições de operação.
1.1.1 OBJETIVO
1.4.3 desalinhamento angular: O ângulo entre a
Estas práticas recomendadas (PR) têm a finalidade linha central de dois eixos adjacentes. Normalmente, esse
de fornecer procedimentos, práticas e listas de verificação ângulo é informado em inclinação de milímetros de alteração
recomendadas para a instalação e pré-comissionamento de por decímetro de distância linear (mils por polegada) (1 mil =
maquinário novo e reutilizado para instalações de serviços 0,001 polegada).
das indústrias do petróleo, produtos químicos e gás. Em
geral, essas práticas recomendadas servem para 1.4.4 sistema de limpeza: Um sistema fechado
complementar instruções do vendedor e as instruções conectado a uma máquina usado para despressurizar e
fornecidas pelo fabricante dos equipamentos originais (OEM) descontaminar a máquina antes das atividades de
devem ser cuidadosamente seguidas com relação à instalação manutenção; também conhecido como um sistema de
e inspeção final. abandono da manutenção.
A maior parte dos tópicos dessas práticas
recomendadas são subdivididas em seções de “Projeto de 1.4.5 preso por parafuso: Quando qualquer parafuso
Instalação” e “Instalação” sendo a intenção que cada seção de sujeição não estiver livre no furo apropriado, de modo que
possa ser removida e utilizada conforme a necessidade pelo a capacidade de mover o elemento móvel de um trem de
pessoal de projeto ou instalação adequado. maquinário horizontalmente ou axialmente, seja restrita.

1.1.2 CLASSIFICAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS 1.4.6 carretel de fuga: Um pedaço de tubo curto e
flangeado imediatamente conectado aos flanges da tubulação
Estas práticas recomendadas servem para apontar do maquinário. Os pedaços variam com o tamanho do tubo,
aqueles procedimentos de instalação e montagem mas variam de 15 centímetros (6 polegadas) a 1 metro (3
relacionados com todo o maquinário. Requisitos adicionais pés). A finalidade desse carretel é facilitar a instalação do
“para fins especiais” são cobertos no final de cada seção, maquinário, permitir a modificação da tubulação para reduzir
conforme a necessidade. a tensão nos tubos, isolar o maquinário, facilitar atividades de
comissionamento como lavagem ou drenagem de linhas, e
1.2 Instalação Alternativa permitir a remoção de filtros de entrada temporários; também
conhecido como carretel de abandono.
A empreiteira de instalação ou de projeto poderá
oferecer métodos alternativos de instalação dos equipamentos 1.4.7 argamassa de cimento: Um tipo de material de
mutuamente acordados entre o usuário e o fabricante dos argamassa que é à base de cimento Portland.
equipamentos.
1.4.8 desalinhamento combinado: Quando as
linhas centrais de dois eixos adjacentes não estiverem nem
1.3 Requisitos Conflitantes paralelas nem se cruzarem. Normalmente, esse
desalinhamento é descrito em termos tanto angular, como de
Todos os conflitos entre estas práticas descentralização.
recomendadas e/ou os procedimentos recomendados dos
fabricantes devem ser encaminhados ao representante do
maquinário nomeado pelo proprietário, para resolução antes
1.4.9 serviço de condensação: Um fluxo de gás que
contém um componente em vapor que pode se condensar
de prosseguir.
para líquido durante a partida, operação ou parada de um
compressor ou soprador. Isso poderá incluir vapores puros
1.4 Definições como arrefecedores, bem como fluxos de gás hidrocarboneto.
Quando existe condensado no fluxo de gás, pode-se usar o
1.4.1 alinhamento: O processo de reduzir o termo gás úmido, o qual pode ser usado também como um
desalinhamento de dois eixos adjacentes conectados por um sinônimo de serviço de condensação.
acoplamento de modo que o centro de rotação para cada eixo
seja o mais colinear possível durante a operação normal. 1.4.10 ramificação morta: Um trecho de tubulação
sem fluxo.
Observação: A maior parte do desalinhamento é combinado.
Ele pode ser resolvido para um deslocamento paralelo em um
ponto dado, ao longo da linha central da máquina, e o 1.4.11 representante nomeado do maquinário:
desalinhamento angular nos planos, tanto horizontal, como A pessoa ou organização nomeada pelo principal proprietário
vertical. O deslocamento depende da localização ao longo da dos equipamentos para falar em nome dele, com relação às
linha central fixa da máquina onde ele for medido. decisões de instalação do maquinário, requisitos de inspeção,
Normalmente, o centro do espaçador do acoplamento. etc. Esse representante poderá ser um empregado do
proprietário, uma companhia de inspeção terceirizada, ou
uma empreiteira de engenharia delegada pelo proprietário.
1.4.2 deslocamento ambiente: A prática de
desalinhar duas linhas centrais do eixo em condições
ambiente para responder pelas alterações relativas estimadas 1.4.12 ponto de queda: Um corte vertical da tubulação
de distribuição da névoa de óleo, que geralmente é menor, em
1-1
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1-2 PRÁTICA RECOMENDADA PELA API 686 PIP RElE 686
diâmetro, ao alimentador principal de névoa de óleo. Essa uso geral, Norma API 674 bombas-pistão, Norma API 676 bombas
tubulação sai de um T no alimentador principal de névoa de giratórias de deslocamento positivo, Norma API 680 compressores a
óleo, toma o sentido horizontal e se estende para baixo, até o ar de vaivém e motores de carcaça NEMA.
maquinário que é lubrificado.
1.4.23 uso geral: Refere-se a uma aplicação que
1.4.13 acoplamento elastomérico:
Um geralmente é poupada, ou está em um serviço não-crítico.
acoplamento que obtém sua flexibilidade pela flexão de um
elemento elastomérico.
1.4.24 argamassa: Um material de epóxi ou cimento
usado para fornecer um suporte de fundação uniforme e elo
1.4.14 projetista da engenharia: A pessoa ou de transferência de carga para a instalação de maquinário
organização encarregada da responsabilidade de fornecer giratório. Normalmente, esse material é colocado entre a
desenhos de instalação e procedimentos para instalar fundação de concreto de uma peça de equipamento e sua
maquinário nas instalações de um usuário, após as máquinas chapa de apoio.
terem sido entregues. Em geral, mas nem sempre, o projetista
especifica o maquinário das instalações do usuário.
1.4.25 pino de argamassa: Um pino ou cavilha
metálica usada para fixar uma argamassa de epóxi derramada
1.4.15 argamassa de epóxi: Um tipo de material de em sua fundação de concreto, para evitar a separação em
argamassa que consiste em uma base de resina que é lâminas (ou suspensão de bordas) devido à dilatação térmica
misturada com um agente de cura (endurecedor) e entre a argamassa e o concreto.
geralmente, um enchimento agregado.
1.4.26 caixa principal: Um dispositivo usado para
1.4.16 usuário do equipamento: A pessoa ou afunilar a argamassa para dentro de um furo de enchimento
organização encarregada da operação do maquinário de argamassa da placa de assento, de modo a conseguir uma
giratório. Em geral, mas nem sempre, o usuário do altura estática para ajudar no enchimento de todas as
equipamento adquire e faz a manutenção do equipamento cavidades de placas de assento com argamassa.
giratório após a conclusão do projeto. 1.4.27 válvula de bloqueio de isolamento: Uma
válvula usada para isolar uma máquina do processo antes da
1.4.17 instalador do equipamento: A pessoa ou
manutenção. Também conhecida como uma válvula de
organização encarregada de prestar serviços e mão de obra de
bloqueio ou válvula de isolamento.
engenharia necessários para instalar maquinário em uma
unidade do usuário, após o maquinário ter sido entregue. Em 1.4.28 análise mecânica da tubulação: Uma
geral, mas nem sempre, o instalador é a empreiteira de análise da tubulação conectada a uma máquina, para
construção do projeto. determinar as tensões e flexões da tubulação, resultantes de
cargas dinâmicas como o fluxo pulsante. A determinação do
1.4.18 trem de equipamentos: Dois ou mais
tipo, local e orientação dos suportes e guias da tubulação
elementos de maquinário do equipamento giratório,
resulta dessa análise.
compostos de pelo menos um acionador e um elemento
acionado, unidos por um acoplamento. 1.4.29 by-pass de vazão mínima: (Veja linha de
reciclagem.)
1.4.19 alinhamento final: O alinhamento de dois eixos
adjacentes do maquinário, após ter sido verificado que a 1.4.30 chapa de montagem: Um dispositivo usado
medição de tensões impostas pela tubulação sobre o para fixar equipamentos a fundações de concreto; inclui tanto
maquinário está dentro das tolerâncias especificadas. chapas de base como placas de fundação.
1.4.20 acoplamento com elemento flexível: Um 1.4.31 válvula de retenção de fechamento
tipo de acoplamento do maquinário giratório que descreve
suave: Uma válvula de retenção balanceada mecânica ou
tanto os acoplamentos de disco, como de diafragma. Um
hidraulicamente, que permite o fechamento da válvula de
acoplamento com elemento flexível obtém sua flexibilidade
forma controlada. As válvulas de retenção do estilo bolacha,
pela flexão de elementos delgados de disco ou diafragma.
com disco bipartido acionado a mola e com guia central, ou
1.4.21 acoplamento com engrenagem: Um tipo as válvulas de retenção com disco de inclinação, são modelos
de acoplamento do maquinário giratório que obtém sua representantes.
flexibilidade do movimento relativo de oscilação e
1.4.32 NPS: Tamanho de tubo nominal (sigla de Nominal
deslizamento entre dentes de engrenagem perfilados e que se
pipe size).
casam.
1.4.33 acessórios de aplicação de névoa de
1.4.22 trem de equipamento para uso geral:
São os trens que têm todos os elementos de uso geral neles. óleo: Orifícios de trajeto longo que fazem da gota de óleo
Geralmente, eles são poucos, de tamanho relativamente de tamanho pequeno do alimentador (“névoa seca”) ser
pequeno (potência) ou estão em serviço não-crítico. Eles convertida em gotículas de óleo de tamanho maior (“névoa
servem para aplicações onde as condições do processo não úmida”) para lubrificar os mancais. Os acessórios de
ultrapassam uma pressão de 48 bar (700 libras por polegada aplicação da névoa de óleo são conhecidos também
quadrada) ou 205ºC (400ºF) de temperatura (excluindo como reclassificadores.
turbinas a vapor), ou ambos, e onde a velocidade não deve
exceder 5.000 revoluções por minuto (RPM). 1.4.34 bloco distribuidor da névoa de óleo: Um
pequeno bloco retangular que possui quatro ou mais furos
Observação: Os trens de equipamentos de uso geral que forem perfurados e roscados em faces opostas. Pontos de queda
padrão do fabricante ou forem cobertos por normas como as terminam nos blocos distribuidores. Um bloco distribuidor de
seguintes: ANSI/ASME B.73 bombas horizontais, Norma API 610 névoa de óleo pode ainda ser descrito como um bloco
bombas pequenas, ventiladores, Norma API 611 turbinas a vapor,
Norma API 672 compressores de ar. Norma API 677 engrenagens de
distribuidor de névoa.

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Práticas Recomendadas para Instalação de Maquinário e Projeto de Instalação, Capítulo 1 1-3

1.4.35 console da névoa de óleo: Um sistema e suas gotículas se unem fora do fluxo de ar. Todo o óleo é
composto do gerador de névoa de óleo, sistema de drenado do alojamento de mancal do maquinário e a
abastecimento de óleo, sistema de filtragem do ar, saída do lubrificação completa é realizada somente pela névoa. A
alimentador da névoa de óleo, além de controles e névoa pura pode ainda ser descrita como lubrificação de
instrumentos necessários. Ar e óleo entram no console para coletor seco.
produzir névoa de óleo.
1.4.46 névoa de limpeza: A aplicação de névoa de
1.4.36 gerador de névoa de óleo: Um dispositivo óleo ao alojamento ou reservatório de mancal do maquinário
localizado dentro do console de névoa de óleo, que combina para produzir uma leve pressão positiva. A lubrificação do
óleo com ar, para produzir a névoa. Os geradores comuns de maquinário é realizada pelo processo por anéis ou de mancal
névoa de óleo utilizam um venturi para realizar a mistura do submerso. Isso impede a contaminação que pode ser causada
óleo com o ar. pela infiltração de agentes corrosivos ou condensação da
umidade ambiente. Além disso, a névoa de limpeza pode ser
1.4.37 névoa de óleo: Uma dispersão de gotículas de descrita como lubrificação de névoa do poço úmido.
óleo de 1 a 3 mícron de tamanho no fluxo de ar.
1.4.47 linha de reciclagem: Uma linha vinda da
1.4.38 sistema de névoa de óleo: Um sistema descarga de uma bomba, soprador ou compressor, que é
projetado para produzir, transportar e fornecer névoa de óleo dirigida de volta ao sistema de sucção. Uma linha de
desde a localização central até um alojamento de mancal reciclagem inclui, geralmente, elementos de controle como a
distante. Esse sistema consiste no console de névoa de óleo, linha de sucção, ou poderá ser conectada em vasos de sucção
alimentadores da tubulação de distribuição e laterais, ou vasos de ejeção de líquidos, e pode incluir um arrefecedor.
acessórios de aplicação e tanque e bomba de suprimento de Também conhecida como linha de by-pass, by-pass de vazão
lubrificante. mínima ou linha de rechaço.

1.4.39 alimentador da névoa de óleo: Uma rede 1.4.48 trens de equipamentos de uso especial:
de tubos através da qual a névoa de óleo é transportada, desde Trens com equipamento acionado que geralmente não são
o console onde ela é feita, até o alojamento dos mancais do poucos nem têm tamanho relativamente grande (potência), ou
maquinário onde ela é usada. que está em serviço crítico. Essa categoria não é limitada
pelas condições de operação nem velocidade.
1.4.40 alinhamento da temperatura
operacional (térmico): Observação: Os trens de equipamentos para fins especiais
Um procedimento para determinar a mudança real nas serão definidos pelo usuário. Em geral, qualquer trem de
posições relativas do eixo dentro de um trem do maquinário, equipamento como uma turbina da Norma API 612,
a partir da condição ambiente (sem funcionar) e a condição compressor de pistão Norma API 618, engrenagem Norma
de temperatura normal de operação (funcionando) tirando API 613, compressor centrífugo Norma API 617 ou
medições desde a partida até a temperatura de operação equipamento com uma turbina a gás no trem, deve ser
normal enquanto a máquina (ou máquinas) estiver (em) considerado como sendo para fins especiais.
operando, ou após os eixos terem sido parados, mas as
máquinas ainda estejam perto da temperatura de operação. 1.4.49 aplicação para fins especiais: Uma
aplicação para a qual o equipamento é projetado para
1.4.41 desalinhamento com deslocamento operação ininterrupta e contínua em serviço crítico, e para a
paralelo: A distância entre duas linhas centrais adjacentes qual não exista equipamento sobressalente.
e paralelas do eixo. Esse deslocamento é normalmente
descrito em uma unidade (milímetros ou mils) no local do
1.4.50 análise estática da tubulação: Uma análise
do sistema de tubulação conectado a uma máquina para
elemento de flexão.
determinar forças e momentos nas conexões de bocais,
causados por diversas condições como o peso do tubo, cargas
1.4.42 teste da cavilha: Um teste realizado em de líquidos e dilatação ou contração térmica. Essas forças e
equipamentos de nivelamento ótico para assegurar que o
momentos são comparados a cargas toleráveis do vendedor
instrumento está corretamente ajustado e sua linha de visão
ou normas nacionais para garantir que as cargas dos bocais
está coincidente com o nível de terra normal.
atendam as orientações. Essa análise inclui especificação de
fixador de tubos, guias, suportes e às vezes, suportes de mola
1.4.43 alinhamento preliminar: O alinhamento de
e juntas de dilatação para controlar deformações. Quando
dois eixos de maquinário adjacentes antes da medição da
grandes deslocamentos verticais da tubulação ocorrerem, o
deformação da tubulação no maquinário.
maquinário poderá, às vezes, ser montado sobre chapas de
1.4.44 análise de pulsação: Uma análise do sistema apoio sobre molas, para reduzir a carga dos bocais.
de tubulação conectado a uma máquina, para determinar os
1.4.51 vaso de ejeção de sucção ou vaso de
efeitos acústicos e mecânicos do fluxo de pulsação. Para
máquinas pequenas, uma análise de pulsação poderá consistir saída de líquido: Um vaso localizado na linha de sucção
na comparação com outras instalações e/ou uso de tabelas, para um compressor ou soprador usado para separar algum
fórmulas ou gráficos do modelo do dispositivo de pulsação líquido preso do fluxo de gás. Ele pode incluir uma esteira
patenteado. Para máquinas grandes e complexas, uma análise desembaçadora e/ou separadores centrífugos para ajudar
de pulsação poderá consistir na modelagem digital ou nessa separação. Geralmente, o compressor ou soprador retira
analógica detalhada da máquina e da tubulação. A menos que sucção do topo do vaso de ejeção.
seja indicado o contrário, a Norma API 618 deve ser usada
1.4.52 fundação superior da mesa: Uma estrutura
para dar orientação para a análise de pulsação.
tridimensional elevada de concreto armado, composta de
1.4.45 névoa pura: A aplicação da névoa de óleo no grandes vigas ou uma laje espessa unindo as partes superiores
alojamento de mancal de um maquinário para lubrificar das colunas de apoio. O equipamento mecânico é apoiado
mancais anti-atrito. O óleo passa pelos elementos do mancal, pelas grandes vigas ou a laje localizada no topo da estrutura.

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1-4 PRÁTICA RECOMENDADA PELA API 686 PIP RElE 686

1.4.53 carreira limite total indicada (tir – sigla 1.4.55 linha de aquecimento: Uma tubulação usada
de total indicated runout): A carreira limite de um para drenar fluido quente ou morno através de uma máquina
diâmetro ou face determinado por medição com um indicador do processo. A intenção é aquecer ou manter a temperatura
de dial (também conhecido como leitura total do indicador). de uma máquina até um valor superior à temperatura
A leitura do indicador implica em uma condição fora de ambiente circunvizinha.
esquadria igual à leitura ou uma excentricidade igual à
metade da leitura.

1.4.54 vendedor: O órgão que fabrica, vende e presta


serviço para o equipamento.

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Capítulo 2 – Aparelhamento e Içamento

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CAPÍTULO 2 – APARELHAMENTO E IÇAMENTO Página

1.1 Escopo..............................................................................................................................2-1
1.2 Planejando o Içamento Previamente ............................................................................2-1
1.3 Suspendendo o Maquinário ...........................................................................................2-1

iii
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CAPÍTULO 2 – APARELHAMENTO E IÇAMENTO

1.1 Escopo c. Esboços de planta, mostrando a localização de montagem


dos equipamentos de içamento em relação ao ponto inicial de
1.1.1 Este capítulo fornece orientações gerais para apanha da carga, e seu ponto de instalação final. Além disso,
aparelhamento e içamento de maquinário de caminhões de o esboço deverá mostrar a proximidade de estruturas
embarque, vagões, etc., sobre a fundação ou plataforma. importantes, prateleiras de tubos e serviços elétricos
elevados. A norma OSHA 1926.550 fornece os requisitos de
Observação: Este capítulo serve para ser usado para todo vão livre para serviços elétricos.
maquinário. Até bombas pequenas podem ser danificadas por d. Tempo de montagem dos equipamentos de içamento e
içamentos inadequados. A extensão do plano de duração geral do içamento.
aparelhamento e içamento pode ser reduzida quando for
especificado pelo usuário. O plano de içamento para Observação: Coordene com o pessoal do controle de tráfego
pequenos maquinários pode vir na forma de uma reunião no da planta para ver todos os bloqueios das vias.
local de trabalho, no começo da construção, se o usuário
estiver de acordo. Entretanto, se não for indicado o contrário, e. Examine a rota a ser tomada ao trazer o maquinário até a
esta seção deve ser usada para todo o maquinário. localização final. Examine o vão livre elevado, o raio de giro,
o leito da via, etc.
1.1.2 Este capítulo deve ser usado para implementar as
regras e regulamentos que a subempreiteira deve seguir, 1.2.3 O instalador deverá checar as plantas da unidade para
como as inspeções e permissões do governo local ou ver a tubulação subterrânea, os esgotos, os cabos elétricos, ou
estadual, OSHA 1926, Subpartes H e N, e ASME/ANSI B outras utilidades na área de içamento. Coxins de armação de
30. estabilizador devem ser usados para eliminar todos os danos
nas estradas e também para reduzir a possibilidade dos
1.2 Pré-Planejando do Içamento estabilizadores penetrando em solo macio, reduzindo as
capacidades do guindaste.
1.2.1 O instalador deve ser responsável pela obtenção dos
seguintes pontos, no mínimo: Observação: Muitas operações de içamento são executadas a
partir de áreas sem pavimentação. As cargas pontudas de
a. Pesos de embarque e líquidos de cada componente pneus do guindaste e estabilizadores podem danificar as
separado do maquinário ou do pacote de maquinários. utilidades subterrâneas. Reveja o problema potencial com um
engenheiro civil, para determinar se a cobertura do solo é
b. Desenhos do fabricante, indicando a localização das adequada.
orelhas/pontos de içamento, a carga esperada em cada ponto,
e o centro de gravidade. 1.2.4 O instalador deve confirmar se as lajotas do piso sobre
o qual o guindaste poderá ser assentado, foram corretamente
Observação: Muitas vezes, as alças de suspensão são
curadas. Confirme se as fundações do maquinário foram
fornecidas em maquinários para suspender componentes
curadas e as preparações de argamassa foram concluídas.
individuais e não devem ser usadas para suspender a máquina
inteira (isto é, as alças de suspensão dos alojamentos de ar do
motor WP-II não podem ser usadas para suspender todo o 1.2.5 Se o maquinário precisar ser montado em uma
motor). estrutura parcialmente concluída, ou se os membros
estruturais precisarem ser removidos para baixar o
c. As recomendações do fabricante para o içamento, maquinário sobre a estrutura, o plano de suspensão deve ser
incluindo o uso de barras extensoras, eslingas, etc. revisto e aprovado pelo engenheiro estrutural responsável
pelo projeto da estrutura. O escoramento, reforço ou
1.2.2 O instalador deve preparar um plano de ação de suportes temporários devem ser analisados e aprovados pelo
aparelhamento e içamento que inclui o seguinte: engenheiro estrutural.
a. Um plano de aparelhamento mostrando os pontos de 1.2.6 O instalador deverá confirmar se todos os
suspensão e incluindo as capacidades de carga de barras equipamentos estão atualizados com relação a permissões e
extensoras, eslingas, cabos, correntes, ganchos, aros, etc. As inspeções. Solicite que as barras extensoras, eslingas, cabos,
capacidades de carga devem ser baseadas em um fator etc. de aparelhamento sejam inspecionadas em campo
mínimo de segurança de 1.5. Além disso, planos devem ser imediatamente antes do içamento ser iniciado. Recorra a
feitos para suspender equipamentos em encaixotados. OSHA 1926, Subpartes H e N, para requisitos de inspeção.
Observação: Quando o fator de segurança de 1.5 resultar na 1.2.7 O instalador deverá realizar uma reunião de pré-
seleção de um guindaste mais caro, talvez a seleção possa ser içamento com o usuário e o fabricante (se for necessário)
reduzida após uma análise adequada da engenharia e um para assegurar que o plano de ação é acordado e entendido.
acordo entre o instalador e o representante nomeado pelo
usuário.
1.3 Içando o Maquinário
b. Os equipamentos de içamento selecionados e a
confirmação da carga e do raio de içamento estão dentro da 1.3.1 O instalador deverá verificar se os cabos e eslingas só
capacidade e valores de alcance do fabricante dos estão se apoiando nos pontos de içamento pretendidos e não
equipamentos de içamento. estão transmitindo quaisquer cargas para a tubulação auxiliar,
os instrumentos, protetores de correntes, etc.

2-1
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2-2 PRÁTICA RECOMENDADA PELA API 686 PIP RElE 686
1.3.2 Os pontos de içamento para peças individuais de Observação: Deve-se ter cuidado ao içar equipamentos
maquinário não devem ser usados para suspender montados em deslizadores, quando parte do maquinário ou
deslizadores ou pacotes de maquinário. Isso pode se aplicar seus acessórios tiverem sido removidos para embarque,
às alças de içamento que podem ser encontradas em motores, mudando assim o centro de gravidade.
caixas de mudança, engradados, tampas de inspeção, etc. Na
dúvida, consulte o fabricante. Não use eixos dos 1.3.4 O instalador deve impedir outra subempreiteira e o
equipamentos como pontos de içamento. pessoal da planta de trabalhar sob o içamento e mantê-los
afastados a uma distância segura até o maquinário ficar
1.3.3 Para maquinário montado em chapa de apoio ou em seguro sobre sua fundação ou estrutura.
deslizador, use apenas os pontos de içamento da chapa de
apoio ou do deslizador. Não use o maquinário como ponto de 1.3.5 Para maquinário de mancal com luva sem mancais de
içamento, a menos que seja aprovado pelo fabricante. empuxo, o rotor será bloqueado para restringir o percurso
axial antes do içamento.

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Capítulo 3 – Recepção e Proteção No Local de Trabalho

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ÍNDICE
Página

CAPÍTULO 3 – RECEPÇÃO E PROTEÇÃO NO LOCAL DE TRABALHO

1.1 Escopo............................................................................................................................................ 3-1


1.2 Responsabilidade............................................................................................................................ 3-1
1.3 Planejamento Prévio....................................................................................................................... 3-1
1.4 Recepção e Inspeção no Local de Trabalho ................................................................................... 3-1
1.5 Instruções Gerais – Proteção Local de Trabalho3-2
1.6 Lubrificantes e Conservantes ......................................................................................................... 3-3
1.7 Parafusos ........................................................................................................................................ 3-4
1.8 Sobressalentes, Ferramentas Especiais e Diversos Itens Soltos ..................................................... 3-4
1.9 Tubulação Auxiliar para Equipamentos Giratórios ........................................................................ 3-4
1.10 Compressores – Aspectos Gerais ................................................................................................. 3-5
1.11 Compressores de Vaivém............................................................................................................. 3-5
1.12 Compressores Centrífugos ........................................................................................................... 3-5
1.13 Ventiladores e Sopradores............................................................................................................ 3-6
1.14 Caixas de mudança....................................................................................................................... 3-6
1.15 Bombas - Aspectos Gerais .......................................................................................................... 3-6
1.16 Bombas Centrífugas ..................................................................................................................... 3-6
1.17 Bombas Suspensas Verticalmente................................................................................................ 3-6
1.18 Bombas-Pistão.............................................................................................................................. 3-7
1.19 Turbinas a Vapor.......................................................................................................................... 3-7
1.20 Motores ........................................................................................................................................ 3-7
1.21 Instrumentação sobre Maquinário Embalado ............................................................................... 3-8
ANEXO A - CARACTERISTICAS DO ARMAZENAMENTO CONVENCIONAL
CONSERVANTES ....................................................................................................... 3-9
ANEXO B – CHECK-LIST DE RECEPÇÃO E PROTEÇÃO DO MAQUINÁRIO................. 3-11
ANEXO C – DIÁRIO DA MANUTENÇÃO DA LIMPEZA DE GÁS INERTE ....................... 3-17

iii
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CAPÍTULO 3 – RECEPÇÃO E PROTEÇÃO NO LOCAL DE TRABALHO

a. Examine visualmente os componentes quanto a danos


1.1 Escopo físicos ou contaminação, abrindo pacotes e caixotes. Os
recipientes hermeticamente vedados não devem ser abertos,
mas visualmente examinados quanto a avarias e se a vedação
1.1.1 Esta prática recomendada (W) define os requisitos
hermética está intacta.
mínimos para proteger maquinário do projeto e componentes
b. Verifique se a proteção de embarque foi utilizada e se
correspondentes contra deterioração enquanto estiverem
ainda está em vigor.
armazenados em campo, após instalação, e durante o período
c. Verifique se a inspeção de oficina foi concluída e se o
anterior ao comissionamento.
vendedor forneceu a documentação da ordem de compra e as
listas de mercadorias.
1.1.2 Em todos os casos em que os requisitos ou d. Verifique se componentes soltos e pacotes separados
recomendações do fabricante diferirem das instruções correspondem às listas de mercadorias.
fornecidas neste documento, o representante nomeado pelo e. Verifique se instruções especiais de manuseio são
usuário deverá ser consultado, para determinar qual tem fornecidas e executadas.
precedência. f. Verifique a identificação correta dos componentes.
g. Execute a inspeção visual dos componentes ou o
1.1.3 Um programa de manutenção preventiva e inspeção atendimento aos requisitos do projeto
deverá ser iniciado e mantido pelo representante nomeado h. Examine as faces de flanges de aço-carbono ou outros
pelo usuário para o equipamento armazenado e instalado, até flanges ferrosos quanto a danos e revista com conservante do
ele ser passado aos cuidados, à custódia e ao controle do tipo A, B ou D, a menos que seja proibido pela aplicação do
usuário. processo (ver observação 1). Reinstale as tampas protetoras.
Quando vedações de carro tiverem sido especificadas nas
tampas de inspeção ou flanges, examine essas vedações
1.2 Responsabilidade quanto à integridade das mesmas (ver observação 2).

A responsabilidade geral pela proteção do maquinário do Observação 1: Os tipos de conservantes são descritos no
projeto contra deterioração no campo, conforme esta prática Anexo A. A seleção final do conservante depende do tipo de
recomendada, fica com o gerente de construção e seu armazenamento (interno, ao ar livre, abrigado), condições do
representante nomeado, até o maquinário ser passado para o tempo, e potencial de corrosão atmosférica. As folhas de
usuário. informações dos equipamentos devem ser revistas para
determinar se existem requisitos específicos do conservante.
Recorra às observações do Anexo A para obter mais detalhes.
1.3 Planejamento prévio
Observação 2: Tenha cuidado com os flanges de gaxetas
1.3.1 Verifique se todos os esquemas de obtenção, listas de macias, pois elas podem absorver água e corroerem os
embarque, recomendações de armazenamento do fabricante, flanges de aço-carbono.
manuais de instalação e desenhos foram enviados para o
representante nomeado do maquinário.
i. Verifique se os bujões e tampas estão instalados, se os
dessecativos não estão saturados e se o equipamento está
1.3.2 Analise convenientemente pesos, configuração e lubrificado, conforme a necessidade. Bujões e tampas não-
método de embarque antes da chegada no local de trabalho. metálicas (como plástico) não devem ser usados.
Determine o tipo de equipamento necessário para descarregar j. Verifique se os equipamentos drenados a gás inerte ainda
o embarque, (isto é, empilhadeira de garfo, caminhão de possuem a pressão necessária aplicada. Informe falhas ao
lança, guindaste, etc.) e o esquema. fabricante e peça a ação corretiva. Esses equipamentos devem
permanecer vedados, a menos que seja instruído o contrário
Observação: Ver API RP 686/PIP RElE 686, Capítulo 2 – pelo representante nomeado do maquinário.
Aparelhamento e Içamento, para obter mais detalhes. Deve-se k. Examine as superfícies de cimentação quanto ao
tomar cuidado para assegurar que procedimentos seguros e jateamento e revestimento corretos de fábrica.
apropriados de aparelhamento sejam seguidos. l. As aberturas roscadas das caixas de preme-gaxeta e as
chapas de engaxetamento devem estar fechadas e vedadas
com tampões de tubo. O material de tamponamento deverá
1.3.3 Quando for especificado, programe o representante do
ser o mesmo ou melhor do que a metalurgia da chapa de
fabricante para inspecionar a recepção. Programe inspetores
engaxetamento da vedação. No mínimo, os tampões devem
do usuário, quando necessário, como engenheiros de
ser de aço inoxidável.
equipamentos giratórios, de instrumentos e elétricos.
m. Quando for especificado, dispositivos de medição de
impactos devem ser inspecionados para determinar se o
1.4 Recepção e Inspeção no Local de Trabalho equipamento foi exposto a quaisquer cargas de
choque excessivas. Quando for necessário, o representante
Na chegada do maquinário ou partes do mesmo no local do do fabricante deverá estar presente.
trabalho: n. Registre todas as inspeções (recorra aos Anexos B e C).
o. Informe qualquer avaria imediatamente à companhia de
embarque e ao vendedor. Certifique-se de que todos os
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formulários de reclamação exigidos pela transportadora ou Observação: Instalações de armazenamento de terceiros
vendedor estão preenchidos. podem provar ser o método mais econômico para
equipamentos que exijam condições limpas, secas e com
temperatura controlada. Em um local existente, o usuário
1.5 Instruções Gerais – Proteção na Área
poderá ter condição de fornecer algumas facilidades de
armazenamento.
1.5.1 As recomendações do fabricante ou do vendedor para
armazenamento e proteção devem ser analisadas por um 1.5.6 Coberturas protetoras temporárias devem permitir a
representante nomeado pelo usuário e deverão ser circulação de ar livre, para evitar a condensação de umidade e
estritamente seguidas quando transmitidas para o campo. Se acúmulo de água.
as recomendações do fabricante não estiverem disponíveis, as
informações incluídas nesta prática recomendada deverão ser 1.5.7 O instalador deverá tentar preservar e manter a
usadas como a orientação mínima aceitável. integridade da embalagem de entrega, sempre que possível.
Troque o material de embalagem após a inspeção. Analise a
integridade de caixas de controle e painéis com relação à
1.5.1.1 Reveja os documentos de obtenção, para determinar
proteção contra intempéries. Guarde internamente, se for
se o equipamento foi preparado para o período de
necessário.
armazenamento pré-determinado. Por exemplo, se o
equipamento foi obtido conforme o item 4.4.1 dos 1.5.8 Todo aço-carbono e aço de baixa liga deve ser
Parágrafos Padrão da API, a preparação para embarque protegido contra o contato com atmosferas corrosivas ou
deverá ser “adequada para seis meses de armazenamento ao úmidas, de modo a impedir a formação de ferrugem.
ar livre desde a ocasião do embarque, sem necessidade de
desmontagem antes da operação, exceto a inspeção de 1.5.9 As superfícies pintadas não exigirão proteção
mancais e vedações. Nesses casos, os procedimentos adicional, mas devem ser examinadas periodicamente, quanto
redundantes de preparação devem ser adiados até o período a sinais de oxidação. O retoque usando os métodos e
inicial se esgotar.” materiais recomendados pelo fabricante, deve ser realizado
dentro de um espaço de tempo prático e razoável.
Observação: Recomenda-se que quando as máquinas
precisarem ser parcial ou completamente desmontadas para 1.5.10 Todos os itens com superfícies usinadas devem ser
armazenamento, preservação ou inspeção pela empreiteira ou guardados de modo que essas superfícies possam ser
pelo usuário, o representante de serviço do vendedor esteja examinadas periodicamente (mensalmente) quanto a sinais de
no local, para garantir a exatidão do trabalho e a preservação ferrugem.
da garantia.
1.5.11 Etiquetas de papel não são permitidas. Todas as peças
1.5.1.2 Requisitos de armazenamento de proteção para e ferramentas especiais para fins de construção que
equipamentos específicos como bombas, sopradores, acompanhem os embarques do vendedor, devem ser
ventiladores, compressores e caixas de mudança, são identificados, protegidos e guardados segundo as
encontrados em seções posteriores deste procedimento. recomendações do vendedor e/ou do usuário. Todas as
etiquetas devem ser de aço inoxidável e devem ser presas
1.5.2 Registros que documentem as informações abaixo, com arame à peça ou ferramenta especial.
devem ser guardados pelo pessoal de controle do material de
campo, usando os formulários mencionados: 1.5.12 Mantenha a área de armazenamento e os
equipamentos limpos, fornecendo proteção física e cobertura,
a. Condições dos equipamentos e materiais na chegada ao quando operações de serviço como corte de concreto,
local de trabalho, antes e após descarregamento. Use a check- lixamento, pintura e aparelhamento forem executadas na área.
list (lista de verificação) do Anexo B. O aço inoxidável deve ser protegido contra respingos de água
e a poeira de esmerilhamento do aço de baixa liga.
b. Procedimentos seguidos de manutenção e armazenamento,
1.5.13 A rotação periódica dos equipamentos será discutida
e datas em que a manutenção foi realizada. Ver formulários
nas seções posteriores. De qualquer forma, determine se os
fornecidos nos Anexos B e C deste capítulo.
blocos de embarque dos componentes giratórios foram
removidos e se existe lubrificação adequada antes da rotação.
1.5.3 Todos os equipamentos e materiais devem ser
Determine se os sacos de dessecante ou plásticos protetores
guardados livres do contato direto com o solo, e distante de
estão afastados das peças móveis. Para girar o eixo, use uma
áreas sujeitas a águas empoçadas. No mínimo, as áreas de
ferramenta como uma chave de cinta que não irá estragar as
deposição devem ser revestidas com cascalho.
superfícies usinadas.
1.5.4 Para armazenamento ao ar livre, deve-se usar taboas de 1.5.14 Conservantes e/ou lubrificantes de armazenamento
corte transversal uniforme de pelo menos 10 cm x 10 cm (4 podem afetar de modo adverso a segurança e a vida de
pol. x 4 pol. nominal), assentadas de forma plana e nivelada, operação dos equipamentos, se reagirem com o fluido do
para a deposição do material. O peso dos equipamentos deve processo ou o lubrificante de operação. Exemplos específicos
ser considerado, ao selecionar o tamanho das vigas de são: (a) produtos à base de graxa ou óleo em contato com
madeira. Vigas de madeira empenadas ou postes telefônicos componentes a serem instalados em serviço com oxigênio ou
não devem ser aceitos. As vigas de madeira devem ser cloro, (b) conservantes contaminando as partes internas de
colocadas perpendiculares às estruturas de apoio principais e compressores de refrigeração a fluoro-cloro-hidrocarboneto,
devem ter a largura total do deslizador ou chapa de apoio. e (c) óleo de lavagem de hidrocarbonetos contaminando
passagens de óleo sintético.
1.5.5 O armazenamento interno deverá ser usado sempre que O instalador deverá garantir que todos os conservantes e
possível. lubrificantes de armazenamento sejam adequados para a
aplicação específica.

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Práticas Recomendadas para Instalação de Maquinário e Projeto de Instalação, Capítulo 3 3-3
1.5.15 A menos que seja especificado o contrário, Observação: Normalmente, os sistemas de névoa de óleo são
equipamentos para uso especial devem ser guardados com especificados em grandes projetos, onde mais de dez peças de
uma limpeza de nitrogênio seco de pressão positiva, 2 a 3 equipamento devem ser guardadas por mais de seis meses.
milímetros de Hg (1 a 2 polegadas W.C.), (Ver observação
1). O equipamento deverá ter um aferidor temporário para a. A névoa de óleo deve ser usada para proteger os mancais,
determinar a pressão de limpeza. Retire o manômetro seus alojamentos, as áreas de vedação e as extremidades de
temporário antes da partida. O equipamento deve ser processo dos equipamentos.
inspecionado semanalmente, para garantir que a integridade 1. Deve-se usar conexões de lubrificação com névoa de
da limpeza é mantida. Se uma pressão positiva não puder ser óleo compradas para lubrificação permanente.
mantida, faça a limpeza a uma taxa de 2-3 SLPM (4-6 2. O comprador do equipamento deverá ter indicado ao
SCFH). vendedor que a conservação por névoa de óleo será
utilizada no equipamento.
Observação 1: Reveja todas as instalações de limpeza a 3. As cavidades que normalmente não são lubrificadas
nitrogênio com o pessoal de segurança do usuário, com com névoa durante a operação permanente, precisarão
relação aos procedimentos de espaços confinados, sinais de ser equipadas com conexões de entrada e suspiro
aviso e riscos de asfixia antes de colocar a limpeza em (normalmente, NPS 1/4).
serviço. b. O sistema de névoa de óleo deve ser projetado e
dimensionado para serviço de conservação.
Observação 2: As embalagens macias externas (temporárias) l. No mínimo, o gerador de névoa deverá ser equipado
presas por faixas ajustáveis de aço inoxidável (fixadores com os seguintes instrumentos: regulador da pressão do
engrenados), podem ser colocadas de encontro ou tocando os ar, válvula de alívio da pressão, medidor de nível e
labirintos (ou vedações equivalentes) para reduzir manômetro da pressão da névoa.
consideravelmente a quantidade de limpeza a nitrogênio seco. 2. O sistema de alimentação da névoa deve ser um tubo
esquema 40 galvanizado de NPS 2 no mínimo,
1.5.16 Todas as cavidades, passagens de arrefecimento,
corretamente apoiado e inclinado.
vedações mecânicas dos equipamentos, e cavidades de
3. O fluxo da névoa para cada ponto de aplicação pode
êmbolos de bombas de deslocamento positivo, etc., devem
ser inferior àquele necessário para lubrificação durante a
ser drenadas de toda a água, para evitar danos devido à
operação normal.
temperatura de congelamento.
4. Tubo de plástico (somente uso temporário) pode ser
1.5.17 Sujeira, gelo, sal e outros corpos estranhos devem ser usado para conexão do alimentador de névoa com o
removidos o mais breve possível após a chegada no local de ponto de aplicação.
trabalho. c. O óleo usado no sistema de névoa deverá ser óleo para
turbina isento de parafina e de boa qualidade. Não se deve
1.5.18 A menos que seja indicado o contrário em seções usar um óleo sensível a temperaturas e emissor de vapor. Os
posteriores sobre o equipamento específico, as seguintes óleos de conservação dos equipamentos dever ser
instruções devem se aplicar: compatíveis com o óleo usado no sistema de névoa de óleo,
para eliminar a necessidade de desmontar e remover o óleo
a. Alojamentos de mancais lubrificados a óleo, alojamentos conservante.
de vedações, caixas de engaxetamento, equipamentos d. Todo o maquinário deve ser conectado imediatamente ao
hidráulicos e caixas de mudança, devem ser lubrificados por sistema, na chegada ao local de trabalho.
névoa e cheios aproximadamente em um quarto com um óleo e. O equipamento é mantido no pátio de estocagem girando-
aprovado pelo fabricante. Todas as aberturas devem ser se os eixos e periodicamente drenando-se o óleo condensado
fechadas e hermeticamente vedadas. do alojamento.
b. Quando for especificado pelo usuário, o estado do óleo
conservante deve ser examinado mês sim, mês não, medindo- Observação: O óleo não deve ser drenado para o chão.
se o número de ácidos totais (TAN, sigla de total acid
number) do óleo. Se o TAN for inferior a 0.2, o óleo deve ser f. Para equipamentos que serão permanentemente
trocado por outro, novo. A data da verificação e o TAN lubrificados com névoa de óleo, a movimentação dos mesmos
devem ser anotados nos registros de inspeção. Verifique com do pátio de estocagem para locais permanentes deverá ser
o fornecedor do óleo para determinar se ele precisa ser coordenada de modo que a falta máxima de névoa de
aquecido para troca. conservação seja minimizada.
c. Todas as superfícies de aço-carbono ou ferro fundido nuas,
expostas externamente, inclusive de eixos e acoplamentos 1.6 Lubrificantes e Conservantes
(exceto componentes elastoméricos) devem ser revestidas
com conservante tipo A, B ou D. Todas as superfícies 1.6.1 A tabela e as observações do Anexo A descrevem
usinadas devem também ser enroladas com tecido encerado algumas das características físicas, métodos de aplicação e
(ver observação). expectativas de vida dos conservantes tipos A, B, C e D que
são mencionados nesta prática. Os tipos de seleção final
Observação: A umidade pode ser mantida sob o tecido devem ser aprovados pelo fabricante ou Usuário do
encerado, se não for hermeticamente vedada. Inspeções equipamento.
periódicas sob o tecido podem ser garantidas.
1.6.2 Deve-se tomar cuidado para garantir a compatibilidade
d. Verifique se os mancais lubrificados com graxa foram do conservante com peças elastoméricas, vedações, gaxetas,
lubrificados pelo fabricante, com a graxa indicada. Algumas etc.
graxas não são compatíveis quando misturadas.
1.6.3 Todas as Folhas de Informação de Segurança do
1.5.19 Quando um sistema de conservação por névoa de óleo Material (MSDSs, sigla de Material Safety Data Sheets) de
for indicado pelo usuário (ver observação), ele deverá ser lubrificantes e conservantes devem ficar disponíveis, e os
como segue: riscos correspondentes devem ser analisados com todo o
pessoal que manuseia e usa esses materiais.

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3-4 PRÁTICA RECOMENDADA PELA API 686 PIP RElE 686
1.6.4 O termo dessecante deverá significar gel de sílica ou 1.9.2 FLANGES
outro material absorvente de água aprovado. Todos os
dessecantes devem ter aprovação prévia do fabricante ou do 1.9.2.1 Os flanges recebidos parafusados face a face não
representante nomeado pelo usuário. Examine o dessecante precisam ser separados para inspeção; todavia, a fenda face a
mensalmente. Trocas devem ser aprovadas pelo usuário. face deverá ser revestida com conservante tipo A, B ou D
antes do armazenamento ao ar livre.
1.6.5 Conservantes não devem ser usados em superfícies em
que a aplicação pelo processo seja proibida. 1.9.2.2 Após a inspeção de flanges soltos, as superfícies de
gaxeta de flange devem ser revestidas com conservante do
1.6.6 Nas seções posteriores, faz-se menção a remoção de tipo A, B ou D antes do armazenamento ao ar livre. Flanges
conservantes antes do maquinário ser posto em serviço. Isso é para tubulação pré-moldada e sistemas de óleo lubrificante
sempre verdadeiro para o conservante do tipo D. Todavia, devem ser equipados com gaxetas e cobertos com tampas
com a seleção correta dos tipos A, B e C, a remoção pode ser metálicas de 5 mm (3/16 pol.).
eliminada. O conservante precisa ser compatível com o fluido
Observação: Geralmente, as gaxetas temporárias podem ser
lubrificante permanente, o fluido do processo, e os materiais
feitas de material em folha para gaxetas de serviço.
de construção, isto é, elastômeros. Além disso, o conservante
deve ser inspecionado para se ter certeza de que ele não 1.9.2.3 Deve-se tomar cuidado de proteger as superfícies das
absorveu nenhuma poeira abrasiva. gaxetas de flanges soltos contra danos durante manuseio e
armazenamento.
1.7 Parafusos
1.9.2.4 Os flanges devem ser guardados ao ar livre para
1.7.1 Todos os parafusos, porcas e prendedores de períodos superiores a seis meses ou em atmosferas corrosivas
montagem soltos devem ser embalados, identificados e (atmosfera de água salgada, industrial, etc.) devem ser
guardados em uma área protegida. revestidos externamente e internamente com conservante
diluído do tipo B.
1.7.2 O conservante do tipo B ou tipo C deve ser aplicado na 1.9.2.5 Os conservantes devem ser removidos das
parte roscada de todos os chumbadores, arruelas e porcas que superfícies com um solvente adequado antes da instalação
não forem galvanizadas ou cromadas. dos componentes.
1.8 Sobressalentes, Ferramentas Especiais e 1.9.3 VÁLVULAS
Itens Soltos Diversos
1.9.3.1 Sempre que possível, as válvulas devem ser
1.8.1 Os itens comprados como sobressalentes devem ser guardadas internamente, ou sob cobertura.
identificados e entregues ao representante do maquinário
1.9.3.2 Todas as superfícies usinadas, como hastes de
nomeado pelo usuário, após o recebimento e conclusão da
válvulas (inclusive roscas), casquilhos de empanque e
inspeção de recepção no local de trabalho conforme 1.4.
parafusos de tampa devem receber uma camada pesada de
graxa adequada ou equivalente para proteção contra corrosão
1.8.2 A manutenção de armazenamento e proteção de itens
atmosférica.
soltos diversos deverá ser conforme orientação do fabricante.
1.9.3.3 As superfícies de gaxetas de válvulas devem ser
1.8.3 Os desenhos e manuais adicionais enviados com o revestidas com conservante do tipo A, B ou D antes da
equipamento devem ser guardados e entregues ao usuário. reinstalação de tampas protetoras após a inspeção interna.
Observação: A distribuição formal desses tipos de 1.9.3.4 As tampas protetoras devem ser feitas de um material
documentos deve ter ocorrido antes do embarque, segundo à prova de intempéries e construídas de forma a produzir uma
1.3.1. vedação à prova de intempéries. Tampões e tampas de
flanges de plástico não são permitidas.
1.8.4 As ferramentas especiais devem ser guardadas pelo
instalador até o trabalho ter sido concluído, e em seguida, 1.9.3.5 Todas as partes internas das válvulas de esfera
devem ser entregues ao representante do maquinário devem ser revestidas antes da reinstalação de tampas
nomeado pelo usuário. protetoras após a inspeção final.

1.9.3.6 Todas as válvulas de esfera devem ser protegidas e


1.9 Tubulação Auxiliar para Equipamentos
guardadas na posição aberta.
Giratórios
1.9.3.7 As válvulas com sedes metálicas e voltas múltiplas
Os seguintes itens se aplicam à tubulação auxiliar que é devem ser guardadas na posição fechada, para minimizar o
enviada solta, para montagem em campo. comprimento da haste exposta. As válvulas de sedes macias e
voltas múltiplas devem ser guardadas uma volta a partir da
1.9.1 COMPONENTES DE TUBOS posição fechada. As válvulas devem ser guardadas com as
aberturas na horizontal, para evitar o acúmulo de água.
Componentes de tubos de aço-carbono que exigirão
armazenamento ao ar livre de longo prazo durante o período 1.9.3.8 Todas as válvulas devem ser guardadas acima do
de construção (ou de aço em uma atmosfera de água salgada) solo em uma superfície dura e bem drenada.
devem ser revestidos externamente e internamente com um
conservante diluído do tipo B ou tipo C, a menos que seja 1.9.3.9 Inspeções periódicas (pelo menos uma vez ao mês)
proibido pela aplicação do processo. devem ser realizadas para assegurar que os procedimentos
protetores sejam eficazes. Se a deterioração for observada, o

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Práticas Recomendadas para Instalação de Maquinário e Projeto de Instalação, Capítulo 3 3-5
usuário deverá ser notificado para que a medida corretiva válvulas, hastes, etc., e limpe todas as peças (inclusive o
possa ser iniciada. carter) com solvente. Monte usando livremente o conservante
recomendado pelo fabricante nas paredes dos cilindros,
1.9.3.10 Geralmente, inibidores de embalagem só são válvulas, hastes, mancais e peças de atrito e encha o carter
eficazes por seis meses. As válvulas com embalagens que não conforme a recomendação do fabricante.
sejam guardadas por períodos mais longos devem ser Não instale anéis de carbono nem engaxetamento da
inspecionadas e protegidas contra a corrosão da haste, se for haste, até o compressor passar por manutenção para operação
necessário. inicial. Encha o carter e os lubrificadores segundo a
recomendação do fabricante, com o conservante do tipo C.
1.9.3.11 Os conservantes devem ser removidos com solvente
de todas as superfícies, antes da instalação das válvulas. Observação: Quando os compressores exigirem a montagem
em campo, deve-se considerar trazer um representante da
1.9.3.12 Todos os flanges de juntas de anel devem ser
fábrica para confirmar os procedimentos de inspeção,
examinados quando recebidos e o estado dos mesmos deve conservação e de montagem.
ser registrado. Revisões parciais de corrosão devem ser feitas
mensalmente, durante o armazenamento. 1.11.5 Quando necessário, abra semanalmente o lubrificador
com alimentação por gotejamento e opere os lubrificadores
1.10 Compressores – Aspectos Gerais de alimentação forçada. Se o compressor tiver uma bomba de
óleo principal de escorva manual, opere-a por pelo menos um
1.10.1 Limpe e revista todas as superfícies de gaxetas de minuto. Gire o virabrequim em 2 ¼ de revoluções. A rotação
flanges com conservante do tipo A, B ou D. do eixo deve ser realizada com uma chave de cinta ou outro
dispositivo que não cause danos. Verifique se há pontos de
1.10.2 Instale tampas protetoras à prova de intempérie de
ferrugem. Feche os lubrificadores com alimentação por
construção tal, que produza vedação à prova de intempérie
gotejamento e complete-os conforme a necessidade. Anote a
em todas as aberturas. Tampões e tampas de flange de
atividade protetora nos registros de inspeção.
plástico não são permitidas.
Observação: Se os cilindros do compressor lubrificado forem
1.10.3 Consulte o fabricante para determinar se suportes
presos à carcaça e o pistão e hastes estiverem instalados, gire
intermediários adicionais do eixo do rotor são necessários.
apenas o virabrequim, se o diâmetro interno do cilindro e o
Providencie os suportes conforme a necessidade.
lubrificador do engaxetamento da haste do pistão puderem
1.10.4 Os elementos giratórios de reserve devem ser ser operados antes da rotação. Nos compressores não
guardados segundo as instruções específicas do fabricante. lubrificados (NL), se os cilindros do compressor estiverem
presos à carcaça e os pistões e hastes estiverem instalados,
Observação: Os elementos giratórios devem ser guardados apenas gire o virabrequim se tiver sido confirmado que todos
em um ambiente controlado, como verticalmente em uma os dessecantes foram removidos e que uma limpeza com
sala controlada, ou em recipientes limpos a nitrogênio. nitrogênio seco a pressão positiva está sendo mantida nos
cilindros.
1.10.5 Os conservantes para compressores de oxigênio e
refrigeração devem ser aprovados pelo fabricante do 1.11.6 Carcaças de compressores grandes [superiores a
equipamento. aproximadamente 4 metros (12 pés) de comprimento] que
não forem montados em deslizadores e que precisarem ser
1.11 Compressores de Vaivém guardados mais de alguns dias antes da instalação, devem ser
alinhados seguindo as recomendações do fabricante, para
Observação: Ver também 1.10, Compressores – Aspectos evitar a distorção permanente da carcaça do compressor.
Gerais.
1.12 Compressores Centrífugos
1.11.1 Cubra hastes, excêntricos, pistões e superfícies
usinadas expostas com conservante do tipo A, B ou D. Se as Observação: Ver também 1.10, Compressores – Aspectos
válvulas tiverem sido enviadas soltas, identifique-as e guarde Gerais.
conforme as recomendações do fabricante.
1.12.1 Abra o alojamento de mancais e verifique se o
1.11.2 Compressores sem lubrificação com anel de pistão vendedor aplicou revestimento protetor nas mangas de eixo e
TFE ou pistão de carbono não devem ser contaminados com disco do mancal de empuxo, e se as áreas sem contato do
óleo. Essas máquinas, se ainda não forem protegidas em alvo da sonda de vibração não são perturbadas. Se o
oficina, devem ser vedadas, ter o ar eliminado e mantidas lubrificante for pouco, recoloque lubrificante no eixo e cubra
pressurizadas com nitrogênio anídrico a 2-3 milímetros Hg o interior do alojamento com conservante aprovado pelo
(1-2 polegadas w.c.). Instale um indicador de pressão fabricante.
temporária para indicar a pressão do nitrogênio. Remova o
manômetro temporário antes do funcionamento inicial do 1.12.2 Verifique todos os pontos de enchimento de
compressor. lubrificante, as conexões do vidro de nível, e a tubulação para
vedações, para assegurar que os lubrificantes ou fluidos
1.11.3 Os cilindros e o carter devem ser inspecionados protetores não vazam de quaisquer juntas.
quando o compressor for recebido no local de trabalho, pela
retirada das tampas de inspeção. Se água ou sujeira tiver 1.12.3 Marque o eixo e gire 2 ¼ revoluções semanalmente.
entrado no equipamento pelas tampas danificadas, o Anote a atividade protetora nos registros de inspeção. A
equipamento deve ser limpo, e o tratamento preventivo contra rotação do eixo deve ser acompanhada com uma chave de
ferrugem deve ser restaurado. cinta ou outro dispositivo que não cause danos.

1.11.4 Se o compressor exigir a montagem em campo, 1.12.4 Abra e inspecione o alojamento de mancal a cada dois
remova os revestimentos protetores das paredes do cilindro, meses.

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3-6 PRÁTICA RECOMENDADA PELA API 686 PIP RElE 686
1.12.5 O conservante dos tipos A, B e D deve ser removido 1.1 5 Bombas – Aspectos Gerais
com solvente de todas as superfícies, antes da instalação final
do compressor. O procedimento abaixo deve ser usado para receber e
proteger bombas durante o período de armazenamento e
1.12.6 Todos os grandes compressores, se precisarem estar instalação no local de trabalho.
em campo por mais de 3 meses, devem ser limpos
internamente com nitrogênio. Quando não houver nitrogênio 1.1 5.1 Cubra as peças de acoplamento, exceto peças
disponível, as aberturas da caixa devem ser vedadas. Inibidor elastoméricos e discos flexíveis de aço inoxidável, com
da fase vapor e dessecante devem ser usados para proteger as conservante do tipo B, A ou D.
partes internas contra oxidação. O equipamento deve ser
identificado indicando o número e a localização de todos os 1.15.2 As tampas de embarque devem ser removidas, as
sacos de inibidor de fase de vapor e dessecante. superfícies das gaxetas dos flanges devem ser inspecionadas,
e as partes internas devem ser checadas quanto à limpeza.
Cubra as superfícies do flange com conservante do tipo A, B
1.13 Ventiladores e Sopradores ou D.

O procedimento abaixo deve ser usado para receber e 1.15.3 Identifique todos os itens embarcados soltos (como
proteger ventiladores e sopradores. acoplamentos, lubrificadores e componentes do sistema de
vedação, se estiverem soltos) com o número de identificação
1.13.1 Cubra as superfícies usinadas expostas e a extensão da bomba e guarde em uma área coberta.
do eixo com conservante do tipo A, B ou D.
1.16 Bombas Centrífugas
1.13.2 Encha o alojamento do mancal até o fundo do eixo
com o óleo recomendado pelo fabricante. 1.16.1 Instale tampas protetoras à prova de intempéries de
construção tal, que produzam uma vedação à prova de
1.13.3 Marque o eixo e gire 2 ¼ revoluções semanalmente. intempéries em todas as aberturas. Tampões e tampas de
Anote a atividade protetora nos registros de inspeção. A flange de plástico não são permitidas.
rotação do eixo deve ser acompanhada com uma chave de
cinta ou outro dispositivo que não cause danos. 1.16.2 Encha os alojamentos de mancal até o fundo do eixo
com o óleo recomendado pelo fabricante.
1.13.4 Os conservantes devem ser removidos com solvente
de todas as superfícies, antes da instalação dos ventiladores e 1.16.3 Para bombas de ferro fundido, aço-carbono e de baixa
sopradores. liga, encha a carcaça da bomba com conservante tipo C e gire
para cobrir as partes internas.
1.13.5 Instale tampas protetoras à prova de intempéries de
construção tal, que produzam uma vedação à prova de 1.16.4 Marque o eixo e gire 2 ¼ revoluções semanalmente.
intempéries em todas as aberturas. Tampões e tampas de Anote a atividade protetora nos registros de inspeção. A
flange de plástico não são permitidas. rotação do eixo deve ser acompanhada com uma chave de
cinta ou outro dispositivo que não cause danos

1.14 Caixas de mudança 1.16.5 O conservante tipo D deve ser removido com solvente
de todas as superfícies, antes da instalação da bomba.
O procedimento abaixo deve ser usado para receber e
proteger caixas de mudança no local de trabalho. 1.16.6 Encha o circuito da tubulação para o fluido de
barreira de uma bomba de vedação dupla com um fluido de
processo compatível se ele contiver quaisquer componentes
1.14.1 Determine se o nível do óleo da caixa de mudanças
de aço-carbono.
está correto. Adicione o óleo recomendado pelo fabricante, se
a caixa de mudanças contiver menos do que a quantidade
necessária. Verifique o nível do óleo do alojamento do
mancal; 1.17 Bombas Suspensas Verticalmente

1.14.2 Cubra as superfícies usinadas expostas e a extensão 1.17.1 Aplique o conservante tipo C nas mangas de eixo dos
do eixo com conservante A, B ou D. O conservante do tipo D mancais deslizantes e no disco do mancal de empuxo.
deve ser removido com solvente de todas as superfícies, antes
da instalação. 1.17.2 Encha os alojamentos de mancal até o fundo do eixo
com o óleo recomendado pelo fabricante.
1.14.3 Marque o eixo de baixa velocidade e gire 2 ¼
revoluções semanalmente. A rotação do eixo deve ser 1.17.3 Cubra o conjunto de copo com conservante tipo A, B
acompanhada com uma chave de cinta ou outro dispositivo ou D e feche ambas as extremidades.
que não cause danos.
1.17.4 Cubra o flange de tambor, os flanges do cabeçote de
1.14.4 Limpe o interior da caixa de mudança com nitrogênio, descarga, a caixa de preme-gaxeta e todas as outras
se for exigido pelas instruções do fabricante, ou se for superfícies usinadas com conservante do tipo A, B ou D.
julgado prudente pelo usuário, para as condições climáticas
na unidade de trabalho. Faça a limpeza segundo 1.5.15. 1.17.5 Instale tampas protetoras à prova de intempéries de
construção tal, que produzam uma vedação à prova de
1.14.5 Anote a atividade protetora nos registros de inspeção. intempéries em todas as aberturas. Tampões e tampas de
flange de plástico não são permitidas.

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1.17.6 O conservante tipo D deve ser removido com solvente eixo deve ser realizada com uma chave de correia ou outro
de todas as superfícies antes da instalação da bomba. dispositivo que não cause danos.

1.18 Bombas-Pistão 1.19.6.6 O conservante tipo D deve ser removido com


solvente de todas as superfícies antes da instalação da
1.18.1 Remova os pistões e hastes, se for recomendado pelo turbina.
fabricante; cubra com conservante do tipo A, B ou D;
identifique cada peça com o número do equipamento e 1.19.7 TURBINAS PARA USO ESPECIAL
guarde em uma área coberta. 1.19.7.1 Inspecione e cubra as superfícies de
1.18.2 Remova o engaxetamento da haste, se for cremalheira de válvula, came e seguidores de came
recomendado pelo vendedor, identifique e guarde em uma com conservante tipo A, B ou D.
área coberta.
1.19.7.2 Abra os alojamentos de mancal e cubra as
1.18.3 Remova as válvulas de sucção e descarga; mergulhe mangas de eixo, disco do mancal de empuxo e
no conservante tipo A, B ou D e enrole em tecido encerado; alojamento do mancal internamente com conservante
identifique e guarde em uma área coberta. tipo C.
1.18.4 Encha o carter com conservante tipo C até o nível 1.19.7.3 Cubra a extensão do eixo com conservante
recomendado. tipo A, B ou D.
1.18.5 Cubra a parede do cilindro e a parede da peça de 1.19.7.4 As carcaças/partes internas das turbinas para
afastamento com conservante tipo C. uso especial devem ser protegidas com limpeza a
nitrogênio. Limpe segundo 1.5.15. Quando isso não for
1.18.6 O conservante tipo D deve ser removido com solvente
de todas as superfícies antes da instalação da bomba.
possível e for aprovado pelo usuário, borrife as partes
internas da turbina através das aberturas com
1.19 Turbinas a Vapor conservante tipo C.
O procedimento abaixo deve ser usado para receber e 1.19.7.5 Marque o eixo e gire 2 ¼ revoluções
proteger turbinas durante o período de instalação e semanalmente. Anote a atividade protetora nos
armazenamento no local de trabalho. registros de inspeção. A rotação do eixo deve ser
realizada com uma chave de correia ou outro
1.19.1 Cubra a caixa de preme-gaxeta e o eixo na área de dispositivo que não cause danos.
engaxetamento com conservante tipo B ou C e reponha na
turbina 1.19.7.6 O conservante tipo D deve ser removido com
solvente de todas as superfícies antes da instalação da
1.19.2 Limpe e cubra todas as superfícies de gaxetas do
flange com conservante tipo A, B ou D.
turbina.
1.20 Motores
1.19.3 Instale tampas protetoras à prova de intempéries de
construção tal, que produzam uma vedação à prova de O procedimento abaixo deve ser usado para receber e
intempéries em todas as aberturas. proteger motores elétricos durante o período de instalação no
local de trabalho. Normalmente, instruções específicas de
1.19.4 As tampas de embarque devem ser removidas, as armazenamento são fornecidas para todos os fabricantes de
superfícies de gaxetas do flange inspecionadas e as partes motores. A não-observação dessas instruções poderá anular a
internas examinadas quanto à limpeza. garantia. Os procedimentos que seguem devem ser seguidos,
desde que eles não invalidem a garantia do fabricante.
1.19.5 Identifique e coloque etiqueta em todos os itens soltos
enviados e guarde em uma área coberta. 1.20.1 INSPEÇÃO DE MOTORES NA
RECEPÇÃO
1.19.6 TURBINAS PARA USO GERAL
Após o recebimento no local de trabalho, mas antes de
1.19.6.1 Se os anéis de engaxetamento de carbono do eixo qualquer motor ser guardado ou instalado, deve-se executar
não tiverem sido removidos na fábrica, remova-os e guarde- as seguintes tarefas:
os internamente. Identifique com etiqueta a turbina da qual os
anéis foram removidos. Os anéis de carbono devem ser a. Um teste de isolamento por resistência-à-terra deverá ser
reinstalados imediatamente antes da partida. A remoção e feito e registrado. Esse registro deverá mostrar as datas do
reinstalação devem ser realizadas por pessoal habilitado. teste e o valor da resistência de isolamento.
b. Os níveis de óleo devem ser inspecionados. Uma inspeção
1.19.6.2 Abra os alojamentos de mancal e cubra as mangas deverá ser feita para qualquer evidência de vazamento de
de eixo com conservante tipo C. óleo.
c. Os eixos devem ser girados e checados quando à liberdade
1.19.6.3 Encha os alojamentos de mancal até o fundo do de movimento.
eixo com óleo recomendado pelo vendedor.
1.20.2 ARMAZENAMENTO
1.19.6.4 Encha o regulador hidráulico conforme a
recomendação do fabricante. 1.20.2.1 Encha o alojamento de mancal com o óleo
recomendado, se não for lubrificado na fábrica, ou o nível
1.19.6.5 Gire o eixo 2 ¼ revoluções semanalmente. Anote a estiver baixo.
atividade protetora nos registros de inspeção. A rotação do

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3-8 PRÁTICA RECOMENDADA PELA API 686 PIP RElE 686

Observação: A retirada e armazenamento interno de


1.20.2.2 Gire o eixo manualmente, até o lubrificante ser instrumentos e painéis de controle montados previamente
uniformemente distribuído nas superfícies de desgaste. Gire 2 podem ser necessários, se esses dispositivos não puderem ser
¼ revoluções semanalmente, daí em diante. A rotação do protegidos contra chuva, umidade, temperatura ou poeira.
eixo deve ser realizada com uma chave de cinta ou outro Recintos à prova de explosões não são necessariamente à
dispositivo que não cause danos. prova de intempéries. Conexões de conduíte abertas permite a
baixa entrada de umidade. Esse assunto deve ter sido
1.20.2.3 Cubra o eixo com conservante tipo A, B ou D.
discutido durante a fase de obtenção ou inspeção na oficina,
1.20.2.4 Enrole as áreas de vedação do eixo com tecido mas às vezes, ele é negligenciado.
encerado.
1.21.4 INSTRUMENTOS ELECTRÔNICOS
1.20.2.5 Coloque conservante tipo A, B ou D na chapa de
1.21.4.1 Instrumentos eletrônicos devem ser guardados em
apoio e nos pés da carcaça do motor.
uma sala isenta de poeira, entre 8°C e 45°C (45°F e 110°F).
1.20.2.6 Guarde os motores internamente sempre que
1.21.4.2 Se a umidade for excessiva, vede e guarde os
possível. Um motor é adequado para armazenamento ao ar
instrumentos na embalagem plástica, coloque em uma caixa
livre se o tipo de caixa for TEFC, TENV ou à prova de
com dessecante fora da embalagem plástica e guarde
explosão. Motores sem aquecedores de espaço não devem ser
internamente. Tome cuidado para o dessecante não entrar em
guardados ao ar livre sem aprovação do usuário, a menos que
contato com a fiação, os terminais, ou peças eletrônicas.
providências sejam tomadas pelo instalador para fornecer
uma fonte adequada de calor para o motor para protegê-lo 1.21.4.3 As recomendações do fabricante devem ser revistas,
contra a umidade. Se não for possível guardar internamente, para determinar se instalações de armazenamento
os motores devem ser guardados em sua posição de operação climatizadas são necessárias.
em uma superfície dura bem drenada.
1.21.5 INSTRUMENTOS PNEUMÁTICOS
1.20.2.7 Quando um aquecedor de espaços for fornecido O armazenamento em uma área fechada seca, é suficiente
pelo fabricante, ele deverá ser ligado, energizado e operado para instrumentos pneumáticos.
continuamente, até o motor ficar operacional.

Observação: Sinais adequados de aviso devem ser instalados


1.21.6 CAIXAS DOS INSTRUMENTOS
para evitar ferimentos ou choque elétrico no pessoal. 1.21.6.1 Caixas de instrumentos com peças eletrônicas,
relés, etc., devem ser sempre abertas e checadas por pessoal
1.20.2.8 Os conservantes devem ser removidos de todas as
habilitado, a menos que inspeções de oficina tenham sido
superfícies com solvente, antes da instalação do motor,
feitas e documentadas.
tomando cuidado para que o solvente não toque nos
enrolamentos. 1.21.6.2 Se a caixa do instrumento estiver dentro de um
alojamento à prova de intempéries, torne a vedar e guarde o
1.20.3 TESTES instrumento em uma sala com temperatura entre 8°C e 45°C
A resistência de isolamento de todos os motores deve
(45°F e 110°F).
ser testada no recebimento, imediatamente antes da
instalação, e imediatamente antes da partida, e deve ser 1.21.6.3 Se estiver dentro de um alojamento à prova de
anotada nos registros de inspeção. Os níveis da tensão de explosão, guarde em caixas com dessecante.
teste e a resistência de isolamento devem estar de acordo com
as instruções do fabricante. Se as leituras do megômetro não 1.21.6.4 Se as tampas precisarem ser deixadas abertas e sem
atenderem os requisitos do fabricante, a secagem do vedação, coloque as caixas em um ambiente com
enrolamento pode ser necessária. Seque o estator conforme as armazenamento interno.
instruções do fabricante. Outros métodos podem ser
prejudiciais aos enrolamentos. 1.21.7 PAINÉIS DE CONTROLE LOCAIS

1.21 Instrumentação do Maquinário Embalado 1.21.7.1 Abra a embalagem o suficiente para identificar o
painel de controle, torne a vedar e coloque em uma área
1.21.1 Todos os instrumentos devem ser inspecionados pelo fechada e seca entre 8°C e 45°C (45°F e 110°F).
pessoal habilitado quanto ao atendimento das especificações
de compra, à identificação correta com etiquetas, e às avarias 1.21.7.2 Quando estiver em uma área com grande umidade,
de embarque. coloque dessecante dentro da embalagem, antes de tornar a
vedar.
1.21.2 Após a inspeção, os instrumentos devem ser repostos
em suas caixas originais de fábrica, corretamente 1.21.8 TERMÔMETROS COM INDICADOR,
identificados com etiquetas, e guardados em prateleiras em MANÔMETROS, VIDROS DE NÍVEL
uma área fechada seca.
Proteja-se contra danos físicos de atividades de construção,
1.21.3 Para instrumentos ou painéis de controle que foram ou remova, identifique com etiqueta e guarde em uma área
montados previamente no pacote do maquinário que não seca e fechada. As conexões do processo devem ser tampadas
pode ser guardado em uma área seca e fechada, o usuário e o ou obturadas com tampas/bujões de metal até os instrumentos
fabricante devem ser consultados. serem reinstalados.

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ANEXO A-CARACTERÍSTICAS DE CONSERVANTES CONVENCIONAIS DE
ARMAZENAMENTO

Tabela A-1 – Conservação do Armazenamento


Armazenamento Interno
Sob Condições Rigorosas,
ou armazenamento ao ar
livre (abrigo parcial) sob
condições moderadas, ou
armazenamento ao ar livre Armazenamento ao ar livre
Armazenamento ao ar com exposição aos com exposição aos
Estado e/ou gravidade livre, exposição geral elementos somente por Armazenamento Interno elementos sob as condições
do armazenamento aos elementos prazo curto. sob condições mais rigorosas.
moderadas
A B C D
Película asfáltica, precisa
Produto e Revestimento firme, Revestimento suave ser retirada antes da peça
características típicas resistente à corrosão (autocaldeação) Película oleosa fina ser usada.
Densidade
kg/m3 a 15,6ºC 868,5 923,7 876,9 922,5
lb/gal a 60ºF  7,25 7,71 7,32 7,70
Viscosidade
cSt a 40ºC - - 14 149
cSt a 100ºC 24,8 33,1 3,3 -
SSU a 100ºF - - 79 800
SSU a 210ºF 123 162 37,4 -
Ponto de fulgor
ºC 279 260 166 38
ºF 535 500 330 100
Ponto de fusão ou
fluidez 73 66 -4 -
ºC 164 151 +25 -
ºF
Penetração não
aproveitada 75 245 - -
A 25ºC (77ºF) 1,6 1,6 0,9 3,0
Espessura da
película, mil
Cobertura aproximada
m2/litro 26 26 44 11
pé2/gal. 1000 1000 1800 450
Não –voláteis, % 99 99 - 55
Métodos de Mergulho/ 85 pincel Mergulho/77 Cobertura com rolo, Borrifo, mergulho ou
aplicação/ chumaço/60-71 chumaço/18-27 pincel, névoa pincel/ambiente
temperatura, ºC
Tempo máximo até a
inspeção e possível
reaplicação sob
condição Estendida Estendida 6-12 meses Estendida
Branda
1-3 anos 1-3 anos 1-6 meses 1-3 anos
Moderada
6-12 meses 6-12 meses Não recomendado 6-12 meses
Severa
_____________
Observação: Extraído dos processos do Décimo Quarto Simpósio de Turbo-maquinário, Texas A&M University, Tabela 1, Página
36, “Storage Preservation of Machinery” de Heinz P. Bloch.

3-9
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Observações 5. O produto “D” é um material asfáltico redutor de solvente.


Esse produto fornece a melhor proteção para armazenamento
l. Esta tabulação representa um panorama dos fatores ao ar livre de longo prazo, mas deve ser removido antes da
interativos que permitem ao engenheiro de especificação peça ser posta em serviço.
selecionar o conservativo mais adequado para uma O método preferido de aplicação é por borrifo, embora o
determinada situação. A proteção interna e ao ar livre é mergulho e a aplicação com pincel sejam também adequados.
discutida, mas os lubrificantes ou conservantes usados para O produto “D” seca e se transforma em uma película espessa,
os sistemas de névoa de óleo não são cobertos. dura, durável e preta, mas pode ser removida com um
2. A severidade do armazenamento é uma função de fatores solvente de álcool mineral de boa qualidade.
como umidade, má circulação do ar, temperaturas que variam 6. Embora os produtos “A” até “C” não exijam remoção antes
muito, ou presença de vapores corrosivos. Se as condições da peça ser colocada em serviço, deve-se tomar cuidado para
forem moderadamente severas, o produto “C” irá fornecer que o revestimento não tenha absorvido poeira abrasiva.
uma película oleosa adequada e uma certa resistência à 7. Muitos dos atributos desejáveis dos conservantes de alta
abrasão. Ela não contém agentes deslocadores de água nem qualidade são indicados abaixo:
supressores de impressões digitais. • Secam e se transformam em uma película brandamente
3. O produto “B” tem uma consistência parecida com graxa e pegajosa que não deve coletar quantidades consideráveis de
deixa uma película espessa que irá fornecer proteção nos partículas transportadas pelo ar.
ambientes internos mais severos. Se as peças guardadas • Fornecem liberdade da oxidação em armazenamento
forem protegidas da exposição direta ao sol, chuva e neve, a interno e externo, por períodos de tempo prolongados.
proteção ao ar livre eficaz pode ser conseguida com esse • Devido à natureza polar deles, removem água dos poros
produto. A aplicação do produto “B” é de preferência feita do metal, substituindo a água pelo revestimento preventivo
por mergulho em uma temperatura de 71-77°C (160-170°F). de ferrugem.
Para peças grandes demais para mergulhar, a aplicação pode • Na forma de películas, têm características de
ser feita com pincel. Esse produto forma uma camada macia, transmissão de umidade extremamente baixas, até em
espessa e maleável na aplicação, com o revestimento da contato com a água.
superfície secando gradativamente, até formar uma película • Têm a capacidade de neutralizar ácido, produzindo um
protetora ou crosta, enquanto o material subjacente preventivo adequado contra ferrugem para atmosferas
permanece macio e plástico. Essa é uma importante acídicas e quando as impressões digitais puderem criar uma
característica pois ela permite um efeito de autocaldeação. ação corrosiva na superfície de metal.
Quando uma pequena quebra ocorrer, o material mais macio • São autocaldeáveis, se estiverem na forma de película.
irá lentamente se unir e tornar a vedar a película danificada. Se a película for acidentalmente rompida, ela deve caldear
4. O grau de proteção obtido em ambientes ao ar livre sobre a área rompida.
exposto, dependerá até certo ponto, da espessura e • Até como película, devem ser prontamente removidas
durabilidade da película de proteção fornecida pelo material com solvente, ou um produto de limpeza a emulsão de
preventivo de ferrugem. Para armazenamento de prazo solvente, quando desejado.
relativamente curto, o produto “B” dará proteção efetiva. • São de aplicação segura sobre peças elastoméricas
Para períodos mais longos, o produto “A” é recomendado. parcialmente pintadas ou convencionais.
Ele fornece um revestimento mais duro para um produto
desse tipo, e é mais resistente à ruptura da película do que o
produto “B”. Para aplicação com mergulho, o produto “A”
deve ser aquecido a 85°C (185°F).

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ANEXO B - CHECKLIST DE RECEPÇÃO E PROTEÇÃO DE MAQUINÁRIO

Projeto Nº.: Etiqueta do Equip. Nº.: Relatório Nº.:


Preparado por: Local de Armazenamento: Data:
Descrição do Equipamento:

Iniciais Data

1.4 Recepção e Inspeção na Área de Trabalho


1.4.a Inspeção visual de danos físicos ou contaminação.
Comentários (antes do descarregamento): __________________________________________________________
___________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________
Comentários (após descarregamento): ____________________________________________________
___________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________

1.4.b Proteção de embarque intacta? ________ ________


1.4.c Inspeções fora da área (oficina) foram feitas? ________ ________
1.4.d Componentes/pacotes soltos correspondem às listas de mercadorias? ________ ________
1.4.e Instruções de manuseio especiais são necessárias (e executadas)? ________ ________
1.4.f Os componentes são corretamente identificados? ________ ________
1.4.g Os componentes atendem os requisitos do projeto? ________ ________
1.4.h Faces de flanges não danificadas e corretamente revestidas? ________ ________
1.4.i Tampões/tampas instalados, dessecantes não saturados e equipamento lubrificado? ________ ________
1.4.j Para equipamento limpo com gás inerte, a pressão necessária ainda é aplicada? ________ ________
1.4.k Superfícies de argamassa estão limpas e cobertas? ________ ________
1.4.l As aberturas roscadas nas caixas de preme-gaxeta e chapas de sobreposta estão vedadas? ________ ________
1.4.m Dispositivos de medição de impactos inspecionados? ________ ________
1.4.o Relatórios de danos completos e emitidos para transportadora/vendedor? ________ ________

1.5 Instruções Gerais – Proteção na Área de Trabalho

1.5.1 As recomendações do fabricante para armazenamento e proteção estão disponíveis?


Nota: Em caso afirmativo, as recomendações do fabricante têm prioridade, mas continue
a seguir esta check-list (lista de verificação) para itens não cobertos pelo fabricante. ________ ________
1.5.3 Equipamento/material livre de contato com o solo? Área de assentamento no mínimo cascalho! ________ ________
1.5.4 Para armazenamento ao ar livre, o equipamento está em sobre estrado? ________ ________

1.5.4 As coberturas protetoras permitem a livre circulação do ar e impedem o acúmulo de água?


Nota: Se possível, reutilize a embalagem de entrega. ________ ________

3-11
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3-12 PRÁTICA RECOMENDADA PELA API 686 PIP RElE 686

EQUIPAMENTO Nº.:________

Iniciais Data
1.5.8 O aço-carbono e de baixa liga estão protegidos contra atmosferas corrosivas ou úmidas? ________ ________
1.5.11 Peças e ferramentas especiais identificadas e entregues ao Usuário? _______ _______
1.5.12 Equipamentos protegidos contra operações de construção como raspagem, lixamento,
pintura, aparelhamento, soldagem etc. ________ ________
1.5.13 Para rotação periódica do equipamento, os blocos de embarque, sacos de dessecante e
plástico protetor estão livres de peças móveis? O equipamento está corretamente lubrificado
para rotação? ________ _______
1.5.14 Conservantes adequados foram selecionados? ________ ________
1.5.15 A limpeza com nitrogênio está em vigor para equipamentos de uso especial ou onde for
especificado? Use o Anexo C para ver o diário das inspeções de limpeza interna ________ ________
1.5.16 Todas as cavidades, passagens de arrefecimento, etc., estão drenadas para evitar
congelamento? ________ ________
1.5.17 Sujeira, gelo e sal estão removidos? ________ ________
1.5.18 A menos que seja declarado diferentemente em seções posteriores sobre equipamentos
específicos, o seguinte se aplica: ________ ________
1.5.18a Alojamentos de mancal, alojamentos de vedações, caixas de preme-gaxeta, equipamentos
hidráulicos e caixas de mudança foram lubrificados com óleo foram embaçados e completados
com ¼ do óleo aprovado? ________ ________
1.5.18.b Quando especificado, meça e anote o número TAN. ________ ________
1.5.18.c Aço-carbono exposto revestido com conservante tipo A, B ou D? Superfícies usinadas
revestidas com conservante tipo A, B ou D e enroladas com tecido encerado? ________ ________
1.5.18.d Mancais lubrificados com graxa saem de fábrica lubrificados? ________ ________
1.5.19 Sistema de névoa de óleo necessário? ________ ________

1.6 Lubrificantes e Conservantes

1.6.2 Os conservantes selecionados são compatíveis com peças elastoméricas, vedações,


gaxetas, etc.? ________ ________
1.6.3 As MSDSs (Folhas de Informação de Segurança do Material) arquivadas e com riscos revistos? ________ ________

1.7 Parafusos

1.7.1 Parafusos, porcas e prendedores soltos estão identificados e guardados na área protegida? ________ ________
1.7.2 O conservante é aplicado em itens não galvanizados ou cromados? ________ ________

1.8 Peças Sobressalentes

1.8.1 As peças sobressalentes são inventariadas e enviadas ao Usuário na recepção? ________ ________

1.9 Tubulação Auxiliar para Equipamentos Giratórios

1.9.1 Componentes de tubos revestidos interna e externamente para armazenamento de


longo prazo? ________ ________
1.9.2 Flanges inspecionados e revestidos? ________ ________
1.9.3 Válvulas inspecionadas e revestidas? Válvulas de esfera na posição aberta? Válvulas
gaveta e globo na posição fechada e guardadas na horizontal? ________ ________

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EQUIPAMENTO Nº.:________

Iniciais Data
1.10 Compressores – Aspectos Gerais

1.10.2 Tampas estanques à água em todas as aberturas? ________ ________


1.10.3 Suportes do eixo de rotor intermediário são necessários?
1.10.4 O armazenamento vertical dos elementos giratórios é exigido pelo fabricante? ________ _______
1.10.5 Os conservantes e procedimentos para refrigeração, oxigênio e serviço de cloro são
aprovados pelo fabricante? ________ ________

1.11 Compressores de Vaivém


1.11.1 Hastes, excêntricos, êmbolos e superfícies usinadas estão revestidos? ________ _______
1.11.2 Compressores sem lubrificação estão limpos com nitrogênio e não contaminados com conservantes? ________ ________
1.11.3 As coberturas nas aberturas dos cilindros e carter estão sem avarias? Se estiverem
danificadas, verifique se há água ou sujeira no interior. ________ _______
1.11.4 Para compressores montados em campo, os componentes soltos foram corretamente limpos
e preservados? Os anéis de carbono e engaxetamento de hastes foram deixados de fora
imediatamente antes da operação inicial? ________ _______
1.11.5 Lubrificação através de lubrificadores de alimentação forçada ou lubrificadores de
alimentação por mergulho, e/ou através da escorva manual da bomba principal de óleo
uma vez por semana? ________ _______

1.12 Compressores Centrífugos

1.12.1 O alojamento de mancal está corretamente lubrificado e preservado? ________ _______


1.12.2 Os pontos de enchimento com lubrificante, o vidro de nível e a tubulação foram checadas
quanto a vazamentos? ________ _______
1.12.6 Uma limpeza com nitrogênio, ou inibidores de fase vapor ou dessecante foram aplicados
conforme 1.12.6? ________ _______

1.13 Ventiladores de Sopradores

1.13.1 Todas as superfícies e eixos expostos de baixa liga foram revestidos com
conservante? ________ _______
1.13.2 O nível de óleo do alojamento de mancais está correto? ________ _______
1.13.5 Tampas à prova de intempéries estão instaladas? ________ _______

1.14 Caixas de Mudança

1.14.1 A caixa de mudança está cheia com o óleo recomendado pelo fabricante? ________ _______
1.14.2 As superfícies e eixos usinados foram revestidos? ________ _______
1.14.3 Uma limpeza interna com nitrogênio foi utilizada, quando especificado? ________ _______

1.15 Bombas - Aspectos Gerais

1.15.1 As peças de acoplamento, exceto elastômeros, estão revestidas ? ________ ________


1.15.2 As superfícies de flanges foram inspecionadas e revestidas ? ________ ________
1.15.3 Os componentes soltos foram identificados com etiquetas ? ________ _______

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EQUIPAMENTO Nº.:________

Iniciais Data

1.16 Bombas Centrífugas

1.16.1 Todas as aberturas foram cobertas? ________ ________


1.16.2 Os suportes dos mancais foram cheios com óleo? ________ ________
1.16.3 As carcaças de bombas de baixa liga foram revestidas? ________ _______
1.16.4 A tubulação de barreira de fluido foi completada? ________ _______

1.17 Bombas Suspensas Verticais

1.17.1 Conservante foi aplicado às mangas de eixo no mancal da luva e disco de empuxo? ________ ________
1.17.2 Os suportes dos mancais estão completamente cheios? ________ ________
1.17.3 O conjunto de copo, flange do tambor, flanges do alimentador de descarga, caixa de preme-
gaxeta e superfícies usinadas, estão revestidos? ________ ________
1.17.5 Tampas à prova de intempéries estão instaladas em todas as aberturas? ________ ________

1.18 Bombas-Pistão

1.18.1 Quando recomendado pelo fabricante, os pistões e hastes foram removidos, revestidos,
identificados e guardados na área coberta? _______ ________
1.18.2 O engaxetamento da haste foi removido e identificado, quando necessário? _______ ________
1.18.3 As válvulas de sucção e descarga foram removidas, revestidas e identificadas? _______ ________
1.18.4 O carter foi completado com conservante? _______ ________
1.18.5 As paredes da peça de afastamento e do cilindro foram revestidas? _______ ________
1.18.6 Os eixos expostos foram revestidos? _______ ________

1.19 Turbinas a Vapor

1.19.1 A caixa de preme-gaxeta, o eixo da área de engaxetamento, e as superfícies da gaxeta de


flange foram revestidos? ________ ________
1.19.3 Há tampas à prova de intempéries em todas as aberturas? ________ ________
1.19.4 As partes internas foram inspecionadas quanto à limpeza? ________ ________
1.19.5 Os componentes embarcados soltos foram identificados com etiquetas? ________ ________
1.19.6 Turbinas de Uso Geral ________ _______
1.19.6.1 Os anéis de carbono foram removidos, identificados e guardados internamente? ________ ________
1.19.6.2 As mangas de eixo foram lubrificadas? ________ ________
1.19.6.3 Os alojamentos de mancal foram completados com óleo? ________ ________
1.19.6.4 Os eixos expostos foram revestidos? ________ ________
1.19.6.5 O controlador foi completado com fluido aprovado pelo fabricante? ________ _______
1.19.7 Turbinas de Uso Especial ________ ________
1.19.7.1 As cremalheiras de válvula, came e seguidores de came foram inspecionados e revestidos? ________ ________
1.19.7.2 Os alojamentos de mancais, mangas de eixo e discos de mancais de empuxo foram revestidos? ________ _______

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EQUIPAMENTO Nº.:________

Iniciais Data

1.19.7.3 Os eixos expostos foram revestidos? ________ ________


1.19.7.4 A limpeza interna com nitrogênio foi utilizada? ________ ________

1.20 Motores

1.20.1 Os motores foram inspecionados e identificados com etiquetas? ________ ________


1.20.1.a Um teste de isolamento foi feito e registrado? Os níveis de óleo foram checados? ________ ________
1.20.2.3 O eixo foi revestido? ________ ________
1.20.2.4 As áreas de vedação foram cobertas com tecido encerado? ________ ________
1.20.2.5 A chapa de apoio ou os pés do motor foram revestidos? ________ ________
1.20.2.6 Motores que não são à prova de intempéries foram guardados internamente? ________ ________
1.20.2.7 Os aquecedores de espaços foram ligados? Sinais de aviso foram afixados? ________ _______

1.21 Instrumentação

1.21.1 Os instrumentos atendem as especificações, e estão corretamente identificados? ________ ________


1.21.2 Os instrumentos soltos estão guardados em uma área seca e fechada, na embalagem original de fábrica? ________ ________
1.21.3 Instrumentos pré-montados podem ser guardados ao ar livre? ________ ________
1.21.4 Instrumentos eletrônicos são guardados em uma sala seca e aquecida? ________ ________
1.21.5 Instrumentos pneumáticos são guardados em uma sala seca? ________ ________
1.21.6 As caixas dos instrumentos e painéis de controle locais estão guardados em uma sala aquecida e seca? ________
1.21.8 Termômetros, manômetros e vidros de nível estão protegidos contra danos físicos? ________ ________

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ANEXO B - CHECKLIST DE RECEPÇÃO E PROTEÇÃO DE MAQUINÁRIO


EQUIPAMENTO Nº.:________

SERVIÇOS PERIÓDICOS ENTRE A HORA DA RECEPÇÃO E A PARTIDA (Ver Nota 1)


ITEM INTERVALO DATAS/INICIAIS
Inspeção visual de que as Mensalmente
coberturas e revestimentos estão
intactos
Inspeção de superfícies pintadas Mensalmente

Inspeção de superfícies usinadas Mensalmente

Inspecionar dessecante Mensalmente

Teste de resistência de Mensalmente


isolamento do motor

Inspecionar alojamento do 2 meses


mancal; trocar/completar se for
necessário
Checar TAN do óleo 2 meses
conservante, se especificado

Verificação do óleo 2 semanas

Rotação dos eixos Semanalmente


Nº. de voltas – (Ver nota 2)

Compressores – Semanalmente
lubrificação de alimentação

forçada/por mergulho

Nota 1: Para ver o diário de cobertura com nitrogênio, procurar Anexo C.


Nota 2: Número de voltas a serem completadas na partida do projeto.

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ANEXO C – REGISTRO DE MANUTENÇÃO DA LIMPEZA INTERNA COM GÁS
INERTE

Registro da Manutenção de Limpeza com Gás Inerte


Projeto Nº.: Etiqueta de Equip. Nº.:  Relatório Nº.:
Preparado por: Local: Data:
Meio de Limpeza Pressão de Limpeza Necessária: Intervaloa
Necessário:
Descrição do
Equipamento:
CONEXÕES VELOCIDADE
CHECADO
DATA OK MANÔMETRO DE INICIAL OBSERVAÇÕES
POR
SIM/NÃO ESCOAMENTOb

(a) Intervalo D=Diariamente S=Semanalmente M=Mensalmente.


(b) Registrar a velocidade de escoamento em SLPM (SCFM) quando uma limpeza de fluxo contínuo for usada, em lugar de um cobertor de pressão
constante.

3-17
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Práticas Recomendadas para Instalação de
Maquinário e Projeto de Instalação

Capítulo 4 - Fundações

Departamento de Fabricação, Distribuição e Marketing

PRÁTICA RECOMENDADA PELA API 686


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PRIMEIRA EDIÇÃO, ABRIL DE 1996

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ÍNDICE
Página

CAPÍTULO 4 - FUNDAÇÕES

SEÇÃO 1 - DEFINIÇÕES ........................................................................................................................................4-1

SEÇÃO 2 – PROJETO DE INSTALAÇÃO DA FUNDAÇÃO DO MAQUINÁRIO ..........................................4-1

2.1 Escopo ...................................................................................................................................................................4-1

2.2 Requisitos Gerais...................................................................................................................................................4-1

2.3 Geotécnica .............................................................................................................................................................4-2

2.4 Fundações de blocos retangulares..........................................................................................................................4-3

2.5 Fundações de bombas com blindagens suspensos verticalmente...........................................................................4-3

2.6 Fundações de estrutura elevada .............................................................................................................................4-4

2.7 Efeitos dos equipamentos sobre a área circunvizinha............................................................................................4-4

2.8 Concreto ................................................................................................................................................................4-4

2.9 Aço para concreto armado .....................................................................................................................................4-4

2.10 Chumbadores e Luvas .........................................................................................................................................4-4

2.11 Informações do Desenho .....................................................................................................................................4-5

SEÇÃO 3 – INSTALAÇÃO DA FUNDAÇÃO DO MAQUINÁRIO ....................................................................4-5

3.1 Escopo ...................................................................................................................................................................4-5

3.2 Requisitos Gerais...................................................................................................................................................4-5

3.3 Condições do solo..................................................................................................................................................4-6

3.4 Formas...................................................................................................................................................................4-6

3.5 Aço para concreto armado .....................................................................................................................................4-6

3.6 Chumbadores e Luvas ...........................................................................................................................................4-6

3.7 Verificação em campo antes da colocação do concreto.........................................................................................4-6

3.8 Mistura do concreto e procedimentos de colocação...............................................................................................4-6

3.9 Controle de qualidade do concreto ........................................................................................................................4-7

ANEXO A – DETALHES TÍPICOS DA FUNDAÇÃO E CHUMBADORES .....................................................4-7

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Práticas Recomendadas para Instalação de Maquinário e Projeto de Instalação

CAPÍTULO 4 - FUNDAÇÕES

Seção 1- Definições
1.1 representante nomeado do maquinário: A pessoa 205ºC (400ºF) de temperatura (excluindo turbinas a
ou organização nomeada pelo proprietário final dos vapor), ou ambos, e onde a velocidade não deve exceder
equipamentos para falar em nome do proprietário com 5.000 revoluções por minuto (RPM).
relação às decisões da instalação do maquinário, requisitos de
inspeção, etc. Esse representante pode ser um empregado do Observação: Os trens de equipamentos de uso geral que
proprietário, uma companhia de inspeção externa, ou uma forem padrão do fabricante ou forem cobertos por normas
empreiteira de engenharia, nomeada pelo proprietário. como as seguintes: ANSI/SME B.73 bombas horizontais,
Norma API 610 bombas pequenas, ventiladores, Norma API
1.2 projetista da engenharia: A pessoa ou organização 611 turbinas a vapor, Norma API 672 compressores de ar.
encarregada da responsabilidade de projeto de fornecer à Norma API 677 engrenagens de uso geral, Norma API 674
instalação desenhos e procedimentos para instalar do bombas-pistão, Norma API 676 bombas giratórias de
maquinário em uma instalação do usuário após o maquinário deslocamento positivo, Norma API 680 compressores a ar de
ter sido entregue. Em geral, mas nem sempre, o projetista da vaivém e motores de carcaça NEMA.
engenharia especifica o maquinário nas instalações do
usuário. 1.6 trens de equipamentos de uso especial: Trens
com equipamento acionado que geralmente não são poucos
1.3 usuário do equipamento: A organização encarregada nem têm tamanho relativamente grande (potência), ou que
da operação dos equipamentos giratórios. Em geral, mas nem está em serviço crítico. Essa categoria não é limitada pelas
sempre, o usuário dos equipamentos possui e faz a condições de operação nem velocidade
manutenção de um equipamento giratório após a conclusão
do projeto. Observação: Os trens de equipamentos para fins especiais
serão definidos pelo usuário. Em geral, qualquer trem de
1.4 instalador do equipamento: A pessoa ou equipamento como uma turbina da Norma API 612,
organização encarregada da prestação de serviços e mão de compressor de pistão Norma API 618, ou equipamento com
obra de engenharia necessários para instalar maquinário nas uma turbina a gás no trem, deve ser considerado como sendo
instalações de um usuário, após o maquinário ter sido para fins especiais.
entregue. Em geral, mas nem sempre, o instalador é a
empreiteira de construção do projeto. 1.7 fundação superior de mesa: Uma estrutura
tridimensional elevada de concreto armado, composta de
1.5 trens de equipamentos de uso geral: grandes vigas ou uma laje espessa unindo as partes superiores
Geralmente, são aqueles trens que têm todos os elementos de das colunas de apoio. O equipamento mecânicos é apoiado
uso geral. Normalmente, eles são poucos, e de tamanho pelas grandes vigas ou a laje localizada no topo da estrutura.
relativamente pequeno (potência), ou estão em serviço
não-crítico. Eles servem para aplicações onde as
condições do processo não ultrapassam uma pressão
de 48 bar (700 libras por polegada quadrada) ou

Seção 2 – Projeto de Instalação da Fundação do Maquinário

2.1 Escopo 2.2 Requisitos Gerais


2.2.1 Esta seção fornece orientações para o projeto de pré-
2.1.1 A menos que seja indicado o contrário, esta prática instalação de fundações de concreto armado suportadas pelo
aponta as considerações gerais do projeto de instalação das solo, para apoiarem maquinário. O projeto detalhado final da
fundações de concreto armado suportadas pelo solo, apoiando fundação deverá ser executado sob a direção de um
maquinário de uso geral e especial. engenheiro habilitado, considerando todas as possíveis
forças, limitações de flexão, respostas de vibração, condições
2.1.2 Todos os conflitos entre esta prática, os desenhos de
geotécnicas e requisitos mecânicos e ambientais.
engenharia, as especificações do fabricante do equipamento,
outras especificações mencionadas nesta prática, e os 2.2.2 A menos que seja especificado, todo maquinário,
documentos de contrato, devem ser levados à atenção do inclusive bombas verticais alinhadas, deve ser apoiado por
usuário, para resolução. uma fundação de concreto armado. O maquinário que exigir
uma instalação elevada pode ser apoiada sobre aço estrutural
2.1.3 As seguintes abreviações são usadas neste documento:
de dureza e resistência adequadas.
ACI American Concrete Institute Observação: O maquinário elevado pode ser diretamente apoiado por
ANSI American National Standards Institute aço estrutural, desde que exista dureza e resistência adequadas. A
ASCE American Society of Civil Engineers intenção do item 2.2.2 é desencorajar o uso das fundações de
ASTM American Society for Testing and Materials concreto sem aço para reforço e equipamentos suportados em
estacaria.

4-1
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4-2 PRÁTICA RECOMENDADA PELA API 686 PIP RElE 686
2.2.3 As dimensões mínimas recomendadas da fundação, os de 20 por cento no mínimo da faixa de velocidade de
tamanhos e localizações dos furos dos chumbadores, e as operação do equipamento.
forças aplicadas pelo maquinário, devem ser obtidas com o
vendedores do equipamento para ajudar no projeto da 2.2.12 As cargas do maquinário devem ser diretamente
fundação. apoiadas pela fundação, e não pelas plataformas de acesso.

2.2.4 O desenvolvimento das dimensões da fundação devem Observação: O maquinário montado no topo das colunas e/ou
considerar o layout do equipamento, o arranjo da tubulação, a principais vigas transversais de uma fundação com estrutura
cobertura de concreto necessária para os chumbadores, e as elevada corretamente projetada, é considerado como estando
dimensões mínimas de contorno recomendadas pelo de acordo com esta disposição.
vendedor do equipamento.
2.2.13 O maquinário acionado e o acionador devem ser
2.2.5 A cota do topo da fundação deverá ser definida para apoiados por uma fundação comum.
permitir uma espessura mínima de argamassa de 25
milímetros (1 polegada). Observação: A fundação comum é para reduzir a
possibilidade de recalque diferencial entre os dois
Observação: O fabricante de argamassa deve ser consultado
componentes.
para determinar a espessura máxima e mínima de argamassa
para uma instalação particular. Fatores como fluidez e 2.2.14 Fundações para compressores alternativos com mais
geração de calor devem ser levados em conta quando a de 150 quilowatts (potência ao freio 200) e todos os
espessura da argamassa for determinada. equipamentos de uso especial de superfície de trabalho
2.2.6 O fundo da fundação deve ser colocado em uma devem ser dinamicamente analisados. Se a análise prever
profundidade suficiente abaixo do solo, para evitar danos ao uma ressonância, então a massa da fundação deve ser
maquinário ou tubulação, pelos efeitos da penetração de aumentada (se possível) para fazer o tombamento da mesma.
congelamento.
2.2.15 Trens de compressores que estão nas proximidades
2.2.7 O engenheiro de projeto deve também considerar a devem ser arrumados com os virabrequins paralelos entre si e
inclusão de fundações individuais de diversas máquinas nas não alinhados.
mesmas proximidades em uma esteira de fundação comum.
2.2.16 Os suportes para as peças de afastamento do carter,
Observação: Deve-se considerar a inclusão de fundações com cilindro e amortecedores de pulsação, devem fazer parte
diversas máquinas individuais na mesma proximidade de uma integral da fundação em blocos (apoiado por uma fundação
fundação. Uma grande fundação com esteiras combinadas comum).
poderá produzir uma fundação mais econômica do que
diversas fundações separadas com pouco espaçamento entre 2.3 Geotécnica
si. Quando diversas máquinas forem colocadas em uma
2.3.1 As fundações do maquinário devem ser proporcionais
fundação de esteira única, o projetista deve considerar todos
para todas as condições de carga, com relação às condições
os possíveis arranjos e combinações das máquinas, para
do solo. A fundação deve ser projetada para suportar a carga
produzir os efeitos mais favoráveis na fundação de suporte,
de serviço aplicada sem ultrapassar a capacidade tolerável do
inclusive cargas parciais sobre a fundação, devido à remoção
solo (recorra a 2.3.3) ou os limites toleráveis de recalque,
de unidades individuais para manutenção.
para evitar danos às conexões do sistema de tubulação,
2.2.8 O projeto estrutural de todo concreto armado deverá alinhamento do maquinário interno, ou outros equipamentos
estar de acordo com ACI 318, Requisitos de Código de auxiliares de conexão.
Construção para Concreto Armado.
2.3.2 Na ausência de parâmetros conhecidos do solo, um
2.2.9 O projeto da fundação deve ser capaz de resistir a todas consultor geotécnico habilitado (especialista em solos) deve
as cargas dinâmicas e estáticas aplicadas, especificadas pelo estabelecer as propriedades do solo necessárias para o projeto
fabricante do maquinário, cargas de movimento térmico, da fundação.
cargas mortas e vivas conforme aplicáveis ou conforme
especificadas nos códigos de construção locais, forças eólicas Observação: Na ausência de valores conhecidos do projeto do
ou sísmicas, e todas as cargas que puderem estar relacionadas solo, um engenheiro geotécnico pode ser utilizado para
com a instalação ou manutenção dos equipamentos. fornecer a exploração de campo e os testes de laboratório
necessários para avaliar as propriedades do solo que suporta a
2.2.10 Para projeto, as cargas indicadas em 2.2.9 devem ser fundação. O engenheiro estrutural deve exercer um bom
combinadas para produzirem o efeito mais favorável possível julgamento quanto a quando um engenheiro geotécnico é
sobre a fundação de apoio, mas os efeitos de atividades necessário. Geralmente, um engenheiro geotécnico deve ser
eólicas e sísmicas não precisam ser considerados como sempre utilizado para projetar fundação em solo para
agindo simultaneamente. fundações de máquinas com mais de 150 quilowatts (200
Observação: A norma ASCE 7, Cargas Mínimas Projetadas cavalos-vapor).
para Prédios e Outras Estruturas, pode ser usada como guia
para determinar cargas projetadas, a menos que seja 2.3.3 A pressão máxima do solo devido a combinações de
especificado o contrário por um código de construção local cargas estáticas e dinâmicas não deve ultrapassar 75 por
aplicável, critérios de projeto do usuário ou as especificações cento da capacidade de tolerância do solo. Quando cargas de
do fabricante. As combinações de carga do projeto podem ser ventos ou de terremotos forem incluídas nas condições de
como é especificado em ACI 138. carga, a capacidade tolerável pode ser aumentada em um
terço. O levantamento da fundação deve ser evitado.
2.2.11 A fundação deve ter a resistência e rigidez adequadas
par atender as limitações de flexão especificadas pelo 2.3.4 A fundação deve ser de tamanho adequado para
fabricante do maquinário, quando sujeita a todas as produzir pressão uniforme de sustentação e recalque
combinações de carga do projeto especificadas em 2.2.10. A diferencial mínimo.
fundação deverá ser isenta de freqüências ressonantes dentro

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Práticas Recomendadas para Instalação de Maquinário e Projeto de Instalação, Capítulo 4 4-3
Observação: Para reduzir o recalque estático potencial ou blocos para uso geral deve ser superior àquele exigido pela
diferencial, o centro da massa da fundação de máquinas deve norma ACI 318 para resistir a todas as forças ou para
coincidir com o centro da fundação no solo ou resistência das contração e temperatura. O reforço deve ser contínuo de face
estacas. A excentricidade horizontal deve ser limitada a 5 por a face com juntas de rebordo corretas.
cento da dimensão correspondente da fundação.
Observação: O aço de reforço necessário para resistir às
2.4 Fundações em Blocos Retangulares forças e momentos internos é relativamente pequeno, na
maioria das fundações em blocos, devido ao tamanho maciço
2.4.1 Esta seção fornece orientações para projeto de
das mesmas. Portanto, a quantidade mínima de aço será
fundação de maquinário em blocos. As dimensões detalhadas
provavelmente controlada pela quantidade de aço necessária
finais e os requisitos do aço para reforço dependem de uma
para atingir os requisitos de temperatura e contração. Embora
análise estrutural (estática e/ou dinâmica) ou outro meio de
a ACI 318 não aponte especificamente o aço necessário para
julgar se a fundação terá um bom desempenho.
uma fundação em blocos, o requisito de 0,18 por cento da
Observação: Além de uma análise estrutural estática, um área de corte transversal do concreto pode ser usado como
projeto completo de fundação em blocos pode exigir uma orientação para a quantidade de aço de reforço de
análise estrutural dinâmica, incluindo a consideração da temperatura em uma fundação, usando reforço grau 60. No
interação do solo, forças dinâmicas desequilibradas, caso de uma fundação com tamanho superior a 1,20 metros
deslocamentos limitadores, e todos os possíveis modos de (48 polegadas) de espessura ser necessário para rigidez,
vibração. estabilidade ou amortecimento, o aço para reforço mínimo
pode ser aquele sugerido em ACI 207.2R, Efeito de
2.4.2 Uma fundação em blocos para maquinário, apoiada no Restrição, Mudança de Volume e Reforço sobre o
solo, deve ter uma razão mínima de massa de três vezes a Trincamento de Concreto Maciço com um reforço mínimo
massa do maquinário, ou máquinas centrífugas, e cinco vezes sugerido de 22,2 milímetros (#7) bars a 30 cm (12 polegadas)
a massa para máquinas de vaivém, a menos que a análise no centro.
demonstre que um valor inferior terá um desempenho
adequado. Uma fundação em blocos sujeita a vibrações pode 2.4.8 O espaçamento máximo de barras de reforço para
exigir uma análise dinâmica, para assegurar que as reforço perimetral não deve ultrapassar 300 milímetros (12
disposições de 2.2.11 sejam atendidas. polegadas) no centro, e o tamanho mínimo das barras não
deve ser inferior a 12,7 milímetros (#4).
Observação: As razões mínimas de massa 3:1 e 5:1 são
valores empíricos tradicionais para massa de fundação para 2.4.9 As fundações em bloco para máquinas alternativas
massa de equipamentos que devem ser usados, a menos que (compressores, etc.) devem ter no mínimo 50 por centro da
se possa demonstrar que um valor inferior tem um bom espessura dos blocos embutida no solo, a menos que seja
desempenho. Embora a razão de massa de 3 para 5 tenha sido especificado o contrário pelo usuário do equipamento.
uma boa regra geral, em certas instalações uma análise Observação: É aconselhável ter pelo menos 50 por cento da
dinâmica da fundação retangular de concreto pode ser profundidade total da fundação embutida no solo, para
necessária para prever corretamente seu comportamento. aumentar a restrição lateral e as razões de amortecimento
2.4.3 A fundação deve ser de largura suficiente para evitar para todos os modos de vibração.
oscilação e de profundidade adequada para permitir Observação: O detalhe de uma fundação típica em blocos
chumbadores corretamente introduzidos. retangulares é mostrado no Anexo A.
Observação: A largura das fundação deve ser de pelo menos 2.5 Fundações com Bomba de Blindagem
1,5 vezes a distancia vertical da base até a linha central da Suspenso Verticalmente
máquina, a menos que a análise demonstrar que um valor
inferior terá um desempenho adequado. 2.5.1 A fundação deve ser projetada de modo que o
blindagem da bomba possa ser diretamente preso a uma
2.4.4 A fundação deve ter largura suficiente para acomodar a chapa de apoio e seja removível sem danificar a argamassa.
argamassa entre a borda da chapa de apoio e a borda da
fundação. Observação: Isso requer que a bomba seja equipada com uma
chapa de apoio usinada, que é cimentada à fundação.
2.4.5 A fundação deve produzir um fator mínimo de
segurança de 1,5 contra tombamento e deslizamento, devido 2.5.2 A fundação deve ser projetada com forros internos,
a todas as forças e binários de forças aplicados. para impedir que a água entre em contato com o blindagem
da bomba. A fundação deve ser estanque à água. Furos ou
Observação: Um fator de segurança maior pode ser aberturas de drenagem não são aceitáveis na fundação.
necessário, dependendo do tipo de solo. O uso de resistência
de solo passiva em torno do perímetro da fundação para 2.5.3 Uma folga radial mínima de 50 milímetros (2
ajudar a conseguir estabilidade, pode ser usado com cautela. polegadas) entre o exterior do blindagem da bomba e a
O projetista pode decidir negligenciar a contribuição da superfície do forro interno da cavidade da fundação deve ser
resistência passiva para a estabilidade, se existir a mantida.
possibilidade de perda do solo, devido à escavação ou erosão
Observação: Bombas em serviço de baixa temperatura que
em torno da fundação, após ela ser construída. A remoção de
exigem isolamento precisarão de uma folga maior, para
solo em torno da fundação resultará em perda do componente
acomodar as dimensões de isolamento e tubulação que
de pressão passiva do solo.
podem ser externos ao blindagem da bomba.
2.4.6 O topo da fundação acabada deve ser elevada no
2.5.4 A fundação deve ser projetada de modo a permitir uma
mínimo em 100 milímetros (4 polegadas) acima da cota
folga axial suficiente para o blindagem da bomba, para evitar
acabada da laje do piso ou grade, para evitar danos ao
a distorção devido ao crescimento térmico. A superfície
maquinário pela água escorrida de lavagem.
inferior da cavidade deve ser de pelo menos 300 milímetros
2.4.7 A menos que seja permitido pelo usuário do (1 pé) sob o fundo do blindagem da bomba. (Recorra ao
equipamento, o aço de reforço mínimo de uma fundação em detalhe típico da bomba de blindagem suspenso no Anexo B).

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4-4 PRÁTICA RECOMENDADA PELA API 686 PIP RElE 686

2.6 Fundações para Carcaças Elevadas


2.8.2 Todo concreto deve ter uma resistência mínima à
2.6.1 Uma análise dinâmica de uma fundação com armação compressão de 28 Newton por milímetro quadrado (4000
elevada (fundação tampo de mesa) deve ser necessária para libras por polegada quadrada) em 28 dias, a menos que seja
demonstrar que as freqüências naturais da fundação não especificado o contrário pelo usuário.
coincidam com e sejam separadas da faixa de velocidade
operacional do equipamento em pelo menos 20 por cento. O 2.8.3 O concreto de alta resistência prematura só deve ser
projeto da fundação para equipamento de velocidade variável usado com a aprovação do usuário do equipamento.
exigirá que a fundação seja examinada por freqüências
ressonantes por todas as faixas da velocidade de operação. 2.8.4 Quando a espessura da fundação for superior a 120
Observação: Uma fundação “tampo de mesa” é uma estrutura centímetros (48 polegadas), o engenheiro deve consultar a
de concreto armado tridimensional que consiste em vigas norma ACI 207.2R e outros requisitos de concreto de massa
grandes ou uma laje espessa, conectando os topos das colunas ACI para misturas e instalação de concreto.
de suporte. O equipamento mecânico é apoiado pelas grandes
vigas ou pela laje localizada no topo da estrutura.
2.6.2 Condensadores e turbinas devem ser apoiados sobre 2.9 Aço para Reforço de Concreto
uma fundação comum. A menos que seja especificado o contrário pelo
usuário do equipamento, todo aço para reforço de concreto
2.6.3 A altura de uma fundação com armação elevada deve deve atender os requisitos da norma ASTM A615,
ser mantida no mínimo. A altura deve ser determinada pelo Especificação Padrão para Barras-Tarugos de Aço
número mínimo de trechos retos de tubulação do processo, a Deformados e Lisos para Reforço de Concreto, grau 60 com
inclinação necessária da tubulação de drenagem do óleo limite mínimo de elasticidade de 414 Newton por milímetro
lubrificante, ou outros requisitos mecânicos e de manutenção. quadrado (60 kips por polegada quadrada).

2.7 Efeitos de Equipamentos sobre a Área


Circunvizinha
2.10 Chumbadores e Luvas
2.7.1 Os efeitos de equipamentos vibratórios sobre a área
circunvizinha devem ser investigados. Considere a 2.10.1 A menos que seja especificado o contrário pelo
localização e o grau de isolamento necessário para a usuário do equipamento, este último deve ser instalado sobre
fundação, com relação a equipamentos sensíveis adjacentes, chapa(s) de apoio, e a anexação direta dos pés dos
perturbação de pessoas, e os efeitos de estruturas de suporte equipamentos à fundação, usando os chumbadores não será
e/ou adjacentes. permitida. As chapas de apoio devem ser de resistência e
rigidez suficiente para transferir as forças aplicadas à
Observação: Os efeitos da vibração gerada pelo equipamento fundação.
sobre a operação de equipamentos ou pessoas adjacentes,
devem ser decompostos em fatores na localização do 2.10.2 Chapas de apoio devem ser presas à fundação com
equipamento. Além de tomar medidas para isolar a fundação chumbadores.
de uma laje ou estrutura adjacente nas fases iniciais do
projeto, pode ser possível localizar o equipamento para 2.10.3 Chumbadores sozinhos ou combinados com
reduzir a transmissão de vibrações para os arredores. O acessórios de corte na chapa de apoio do equipamento, deve
método real de isolar a fundação da estrutura adjacente é ser capazes de transmitir a carga aplicada pelo maquinário e
deixado para o projetista. A intenção desta provisão é chamar as cargas de projeto especificadas em 2.2.9 combinadas, para
a atenção para a necessidade de isolamento da fundação produzir os efeitos mais desfavoráveis. A transferência de
devido à vibração gerada pelo maquinário. forças por meio da adesão química com argamassa da chapa
de apoio com a fundação, não deve ser considerada no
2.7.2 Os efeitos que a construção da fundação podem ter projeto.
sobre equipamentos adjacentes, pessoas, requisitos de saída,
fundações existentes que suportam estruturas adjacentes, e
produção de fabricação, devem ser considerados nas fases de Observação: A intenção de 2.10.2 e 2.10.3 é negligenciar a
projeto. Todas as precauções necessárias devem ser tomadas contribuição da resistência de aglutinação da argamassa para
no projeto, para proteger a segurança do pessoal diretamente transferir forças da chapa de apoio para a fundação. Embora
exposto à construção ou trabalho nas proximidades da essa adesão possa existir, um meio positivo de fixação por
construção. chumbadores e/ou chaves de corte é recomendado.

Observação: Uma das melhores ocasiões para apontar os 2.10.4 O encaixe necessário dos chumbadores na fundação
efeitos que a construção pode ter sobre as instalações deve ser determinado por práticas aceitas de engenharia para
existentes e o pessoal da área, é durante as fases iniciais do chumbadores fundidos no local ou informações do vendedor
projeto. A localização correta da fundação pode reduzir as certificado para prendedores do tipo mecânicos ou adesivos.
dificuldades de construção relativas à proteção do pessoal e a O encaixe do chumbador deve ser adequado para resistir aos
manutenção da produção existente. valores de torque especificados na seção de cimentação desta
2.8 Concreto prática ou as forças aplicadas pelo equipamento ou exigido
pelos códigos aplicáveis.
2.8.1 Os materiais da fundação devem ser selecionados para
evitar a deterioração prematura, devido ao ataque químico ou
exposição a óleo. Em um ambiente agressivo, considere o uso
de revestimentos protetores, concreto de polímero ou tampa
de concreto adicional para proteger o aço de reforço.

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Práticas Recomendadas para Instalação de Maquinário e Projeto de Instalação Capítulo 4 4-5
Observação: O projeto de encaixe dos chumbadores pode ser 2.10.7 Os chumbadores para maquinário devem ser pinos
aquele sugerido na norma ACI 349, Requisitos de Código roscados fundidos no local ou adesivos com porca(s) e
para Segurança Nuclear Relativo a Estruturas de Concreto – arruela, a menos que seja especificado o contrário pelo
Encaixes de Aço, Anexo B. usuário do equipamento. A arruela deve atender a norma
ANSI B18.22.1 e a(s) porca(s) devem ser sextavadas pesadas
2.10.5 A menos que seja especificado o contrário pelo de tamanho cheio, conforme a norma ANSI B18.2.2.
usuário do equipamento, o material dos chumbadores devem
ser ASTMA36 ou ASTM A575- M1020. Em áreas expostas a 2.10.8 Os chumbadores devem se projetar no mínimo 2
vapores químicos ou líquidos corrosivos, o chumbador deve roscas acima da(s) porca(s) totalmente inserida(s).
ser construído de um material resistente ao ataque químico ou
providos de um revestimento resistente a produtos químicos 2.1 1 Informações do Desenho
como a galvanização.
2.11.1 Além das informações estruturais necessárias para
Observação: O material do chumbador selecionado para uso, construir a fundação, os desenhos devem indicar claramente a
quer seja o material especificado em 2.10.5 ou outro material, cota do topo da fundação acabada (derramada) no fundo da
deve ser claramente identificado nos desenhos estruturais. placa de fundação, as localizações dos chumbadores e luvas,
Essa informação não só é necessária para a construção, como o diâmetro do chumbador, a profundidade de encaixe na
também pode ser útil em futuras modificações da fundação. fundação dos chumbadores, o comprimento das roscas dos
Pode ser necessário construir os chumbadores de um material chumbadores e o comprimento das projeções dos
que será capaz de resistir ao ataque de um ambiente chumbadores.
agressivo. Não só isso é necessário para evitar a redução da
seção sobre chumbadores, como também facilitará a futura Observação: As informações acima devem ser claramente
remoção dos equipamentos para manutenção. identificadas no desenho, a fim de serem facilmente
identificadas durante as inspeções finais antes da colocação
2.10.6 Os chumbadores devem ser instalados usando-se do concreto. Recorra ao detalhe típico da fundação no Anexo
luvas, a menos que seja especificado o contrário pelo usuário A para esclarecer a localização do nível da fundação acabada.
do equipamento. O diâmetro interno da luva deve ser pelo
menos o dobro do diâmetro dos chumbadores. O tamanho da 2.11.2 A resistência necessária à compressão de 28 dias no
luva deve ser o maior de 150 milímetros (6 polegadas) ou mínimo da fundação de concreto, e o limite de elasticidade do
tamanho suficiente para permitir o alongamento adequado do aço para reforço devem ser claramente especificado nos
chumbador durante o aperto. A distancia mínima da borda da desenhos estruturais.
luva do chumbador para a borda da fundação deve ser
superior a 150 milímetros (6 polegadas), quatro diâmetros do Observação: Não só essas informações são necessárias para a
chumbador, a distancia de borda necessária para transmitir as construção da fundação, como também elas podem ser
forças do chumbador para a fundação de concreto. necessárias no futuro, para identificar as propriedades dos
materiais para possíveis modificações ou investigações da
Observação: As luvas dos chumbadores são necessários para fundação. A colocação dessas informações nos desenhos
permitir que uma seção do parafuso seja protegida contra a permitirá a retenção permanente das mesmas com os detalhes
aderência do concreto ou da argamassa. Essa seção do estruturais da fundação.
parafuso é mantida livre do concreto e argamassa, para
permitir o alongamento adequado do chumbador durante o 2.11.3 O material do chumbador deve ser especificado no
procedimento de aperto. O uso de luvas de chumbadores não desenho estrutural.
é basicamente projetado para permitir o empeno fácil do
parafuso para ajudar no alinhamento do equipamento, mas 2.11.4 A capacidade necessária de apoio deve ser
para permitir que o alongamento ocorra. (Recorra aos especificada nos desenhos estruturais.
detalhes do parafuso nos Anexos C e D).

Seção 3 –Instalação da Fundação do Maquinário

3.1 Escopo OSHA Occupational Safety and Health Administration


PIP Process Industry Practices
3.1.1 A menos que seja indicado o contrário, esta prática 3.2 Requisitos Gerais
aponta as considerações gerais para a instalação de fundações
de concreto armado apoiadas no solo, apoiando maquinário 3.2.1 Esta seção fornece orientações para a construção de
de uso geral e especial. fundações de concreto armado. Procedimentos adequados
para reposição e colocação de concreto são essenciais para a
3.1.2 Todos os conflitos entre esta prática, os desenhos de instalação bem sucedida de fundações de maquinário.
engenharia, as especificações do fabricante do equipamento, 3.2.2 A construção da fundação deve ser executada de forma
outras especificações mencionadas nesta prática, e os segura, e deve estar sujeita aos requisitos de segurança
documentos de contrato, devem ser levados à atenção do OSHA.
usuário, para resolução.
3.2.3 As escavações para a fundação devem ser feitas de
3.1.3 As seguintes abreviações são usadas nesta seção: forma segura, para evitar qualquer perigo para o pessoal ou
para as estruturas existentes.
ACI American Concrete Institute
ASTM American Society for Testing and Materials

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4-6 PRÁTICA RECOMENDADA PELA API 686 PIP RElE 686
3.2.4 O proprietário deve ser informado se a construção da Concreto, grau 60, com limite mínimo de elasticidade de 414
fundação vier a bloquear um meio existente de saída de Newton por milímetro quadrado (60 kips por polegada
emergência para o pessoal e ou equipamento de segurança. quadrada).

3.3 Condições do Solo 3.6 Chumbadores e Luvas


Os chumbadores e luvas devem ser localizados para
3.3.1 As fundações projetadas para serem diretamente as tolerâncias especificadas em todos os três planos e
apoiadas no solo devem ser construídas em solo não firmemente apoiados para evitar desalinhamento durante a
perturbado ou material de aterro corretamente compactado de operação da colocação de concreto. Os chumbadores não
acordo com sólidas práticas de engenharia e as especificações devem ter diâmetros reduzidos nem devem ser desviados para
do projeto. facilitar o alinhamento com a chapa de apoio. A modificação
da chapa de apoio para facilitar o alinhamento não é
Observação: A afirmativa “práticas sólidas de engenharia” permitido, a menos que seja autorizado pelo representante
exige que o aterro seja construído de material adequado, que nomeado do maquinário.
tenha sido corretamente instalado e compactado sob a
orientação de um engenheiro de solos habilitado. Observação: O uso de um gabarito para ajudar na colocação
de chumbadores é recomendado. O gabarito irá ajudar na
3.3.2 A menos que seja especificado o contrário, a colocação precisa dos chumbadores.
empreiteira deverá exigir que um especialista de solos
habilitado inspecione o solo que apóia a fundação e
determine sua adequação para produzir a capacidade de apoio 3.7 Verificação em Campo, Antes da
necessária. A empreiteira deve dar ao usuário do Colocação do Concreto
equipamento a documentação redigida pelo especialista em
solos certificando que o solo de apoio da fundação tem a 3.7.1 Imediatamente antes da colocação do concreto, as
capacidade mínima de apoio especificada. localizações, projeções e diâmetros dos chumbadores devem
ser verificados em campo para corresponder à localização dos
Observação: Isso exigirá que o solo abaixo da fundação seja furos dos chumbadores na chapa de apoio. No caso da placa
examinado por um especialista em solos habilitado, ou de apoio não estar na área de trabalho, a localização dos
engenheiro geotécnico adequado para o usuário do chumbadores será checada contra os desenhos estruturais da
equipamento, antes de prosseguir com a construção das fundação e os desenhos do fabricante. Os chumbadores
formas ou a colocação do concreto. Pode ser necessário ainda devem ainda ser examinados para verificar se eles foram
exigir que um teste seja executado para verificar a capacidade instalados a prumo, se têm o comprimento e projeção
de apoio segura do solo. corretos, estão convenientemente presos para evitar
deslocamento durante a colocação de concreto, e as roscas
3.3.3 A menos que seja especificado o contrário, antes do não estão estropiadas ou danificadas. Todos os
início da construção, a empreiteira deverá apresentar as procedimentos necessários devem ser executados para
qualificações da pessoa responsável pela execução da corrigir quaisquer discrepâncias ou deficiências antes das
inspeção do solo indicada em 3.3.2, ao usuário do operações de concreto poderem começar.
equipamento.
3.7.2 Todas as luvas dos chumbadores devem ser cobertas
3.4 Formas de concreto ou cheias com um material moldável não aglutinante, para
evitar a entrada de concreto.
3.4.1 Todas as formas de concreto e acessórios devem estar
de acordo com ACI 301 e PIP STS03001. 3.7.3 Antes da colocação do concreto, a cota proposta do
tipo do concreto da fundação deve ser verificada com a cota
Observação: ACI, Especificações para Concreto Estrutural especificada no desenho da fundação, e os procedimentos
para Construções, e PIP ST03001, Concreto Simples e necessários devem ser executados para corrigir quaisquer
Reforçado. discrepâncias.

3.4.2 A menos que seja especificado o contrário nos 3.8 Procedimentos de Mistura e Colocação do
desenhos do contrato, providencie chanfros de 19 milímetros Concreto
(3/4 polegada) em todos os cantos das superfícies
permanentemente expostas ou nas bordas de juntas formadas. 3.8.1 Os materiais, as formas, o manuseio, a mistura e a
colocação do concreto devem atender as normas ACI 301 e
3.4.3 A menos que seja especificado o contrário pelo PIP STS03001.
usuário do equipamento, a remoção das formas de concreto
deve ser feita de acordo com ACI 301 3.8.2 Os materiais, a mistura, o manuseio e a colocação da
e PIP STS03001. massa de concreto deve estar de acordo com as normas ACI
301 e PIP STS03001. O controle adequado da temperatura do
3.5 Aço de Reforço de Concreto concreto deve ser mantido no ponto de derramamento.
3.8.3 A menos que seja especificado o contrário nos
3.5.1 Os materiais, a construção e a colocação de aço para desenhos, no ponto de entrega, o concreto deve ter um
reforço, devem estar de acordo com ACI 301 e PIP assentamento máximo de 100 milímetros (4 polegadas)
STS03001. quando realizado somente por água. Se um assentamento
superior a 100 milímetros (4 polegadas) for necessário para a
3.5.2 A menos que seja observado o contrário no desenho colocação correta do concreto, ele pode ser aumentado para
estrutural, todo o aço para reforço deve ficar de acordo com a 200 milímetros (8 polegadas) usando-se um agente redutor de
norma ASTM A615, Especificação Padrão para Barras- água de alto alcance.
Tarugos de Aço Deformados e Lisos para Reforço de

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Práticas Recomendadas para Instalação de Maquinário e Projeto de Instalação Capítulo 4 4-7
3.8.4 A adição de água em campo para aumentar o 28 dias após a colocação. O concreto será presumido como
assentamento não será permitido sem aprovação do usuário tendo atingido a resistência projetada especificada de
do equipamento. compressão quando os requisitos de ACI 301 para retirada
das formas tiverem sido atendidos. Se for aprovado pelo
3.8.5 As fundações serão feitas em um derramamento usuário do equipamento, o uso de concreto de alta resistência
contínuo, a menos que seja aprovado o contrário pelo usuário prematura pode ser usado para reduzir a duração do tempo
do equipamento ou como é mostrado nos desenhos. necessário para atingir a resistência desejada em situações
nas quais o tempo de cura esteja no caminho crítico. Recorra
3.8.6 Imediatamente após a colocação, o concreto deve ser a ACI 301 e ACI 308 para obter mais informações sobre
protegido de extremos de clima frio ou quente, ferimento como curar concreto.
mecânico, e secagem prematura, e deve ser curado como
especificado em ACI 301 e PIP STS03001 3.8.8 Todo concreto terá uma resistência mínima à
compressão de 28 Newton por milímetro quadrado (4000
Observação: ACI 301, Especificações para Concreto libras por polegada quadrada) em 28 dias, a menos que seja
Estrutural para Construções, requer que o concreto normal especificado o contrário nos desenhos.
seja curado (conservação da umidade) por 7 dias após a
colocação. 3.8.9 O concreto de alta resistência prematura só deve ser
usado com a aprovação do usuário do equipamento.
3.8.7 A menos que seja aprovado o contrário pelo usuário do
equipamento, os procedimentos de preparação da fundação
para cimentação, especificados na seção de cimentação desta 3.9 Controle de Qualidade do Concreto
especificação, ou a instalação de qualquer equipamento na
fundação, não devem ser deixado começar antes da cura do O usuário do equipamento ou o representante nomeado do
concreto de ter sido concluída, de acordo com ACI 301 e PIP maquinário se reserva o direito de sujeitar a construção da
STS03001, e o concreto ter atingido a resistência projetada à fundação de concreto à inspeção por um inspetor autorizado
compressão de 28 dias especificada, como é definido em ACI pelo ACI ou qualquer órgão de teste nomeado pelo
301. proprietário. Os testes de resistência do concreto à
compressão, teor de ar, e assentamento do concreto devem
Observação: A capacidade do concreto atingir a resistência ser aqueles designados pelo usuário do equipamento,
especificada é uma função da retenção de temperatura e representante nomeado do maquinário ou de acordo com PIP
umidade. Quando corretamente curado, o concreto normal STS03001 e ACI 301.
atingirá a resistência projetada especificada aproximadamente

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ANEXO A – DETALHES TÍPICOS DA FUNDAÇÃO E DOS CHUMBADORES

4-9
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4-10 PRÁTICA RECOMENDADA PELA API 686 PIP RElE 686

Ver detalhe de chumbador para borda da


argamassa (Opção #1 ou Opção #2)

Chave de corte pode ser necessária para


resistir às forças horizontais
Chapa de apoio

Chumbador Preparar a superfície conforme a


seção de cimentação
Argamassa de epóxi
AS (tirante mínimo #4)

Luva de chumbador

Solo bem compactado

Seção através da Fundação

W Largura Recorra à seção de projeto da fundação da especificação

EB Encaixe do Chumbador Deve ser conforme a necessidade para resistir a forças do chumbador

D Profundidade Abaixo do Nível Deve ser adequado para evitar cota por congelamento

H Profundidade Acima do Nível Deve ser adequado para evitar danos aos equipamentos pela água, devido a
escoamento
(100 mm (4”) mínimo)

AS Área de Reforço Recorra à área mínima dos requisitos do aço da seção de reforço do projeto da
fundação

ED Distância da borda da luva Deve ser adequada para desenvolver a força necessária no chumbador, no
mínimo de
do chumbador 150 mm (6”) ou (4) diâmetros do chumbador (o que for maior), ou conforme a
recomendação do fabricante do chumbador.

Figura A-1 – Detalhe Característico da Fundação em Bloco Retangular

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Práticas Recomendadas para Instalação de Maquinário e Projeto de Instalação Capítulo 4 4-11

Cabeça da bomba

Flange de sucção Flange de descarga

Válvula de suspiro
Parafusos de sujeição (Típico)

Chumbador (Típico)

Argamassa de
Chapa de
epóxi
apoio

Solo

Vasos

Blindagem

Forro externo

FUNDAÇÃO DE CONCRETO

Observação: Blindagem = Carcaça Retentora de

Figura A-2 - Fundação Típica de Bomba com Blindagem Suspenso Verticalmente

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4-12 PRÁTICA RECOMENDADA PELA API 686 PIP RElE 686

Projeções e roscas devem acomodar no mínimo 2


roscas mais porca totalmente enroscada.

Superior a 150 mm

Ou parafuso de diametro (4) Chumbador (comprimento de encaixe e diâmetro


conforme a necessidade para resistir às forças aplicadas.

Elev./Topo da
fundação acabada
Chapa de apoio

Chanfro de
75 mm
Argamassa de epóxi

Raspar, corroer e limpar a área da


fundação que fará contato com a
argamassa (raspar no mínimo 25
mm (1”))

Enrolar chumbador conforme a


seção de cimentação

Encher a luva com material moldável macio


conforme a seção de cimentação

Luva do chumbador

Aço de reforço de concreto

Cabeça do chumbador (instalação


típica mostrada – outros modelos
podem ser aceitáveis)*

Porca totalmente enroscada

Observação: ACI 349 pode ser uma possível referência de desenho da cabeça do chumbador.

Figura A-3 – Detalhe do Chumbador Típico -


Opção 1, Argamassa Não Derramada na Borda da Fundação

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Práticas Recomendadas para Instalação de Maquinário e Projeto de Instalação Capítulo 4 4-13

Projeções e roscas devem acomodar no


mínimo 2 roscas mais porca(s) totalmente
enroscada(s).
Superior a 150 mm
Chumbador (comprimento de encaixe e
Ou parafuso de diametro (4) diâmetro conforme a necessidade para
Elev./Topo da
resistir às forças aplicadas).
fundação acabada

Chapa de apoio

Chanfro de
75 mm

Argamassa de
epóxi

Raspar, corroer e limpar a área


da fundação que fará contato
com a argamassa (raspar no
mínimo 25 mm (1”))

Chanfrar a Enrolar chumbador conforme a seção de cimentação


borda da
fundação
conforme a
Encher a luva conforme a seção de cimentação
seção de
cimentação
Luva do chumbador

Aço de reforço de concreto

Cabeça do chumbador (instalação


típica mostrada – outros modelos
podem ser aceitáveis)*

Porca totalmente enroscada

Observação: ACI 349 pode ser uma possível referência de desenho da cabeça do chumbador.

Figura A-4 – Detalhe do Chumbador Típico -


Opção 2, Argamassa Derramada na Borda da Fundação

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Práticas Recomendadas para Instalação de
Maquinário e Projeto de Instalação

Capítulo 5 – Cimentação da Chapa de Apoio

Departamento de Fabricação, Distribuição e Marketing

PRÁTICA RECOMENDADA PELA API 686


PIP RElE 686
PRIMEIRA EDIÇÃO, ABRIL DE 1996

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ÍNDICE
Página

CAPÍTULO 5 - CIMENTAÇÃO DA CHAPA DE APOIO

SEÇÃO 1 - DEFINIÇÕES........................................................................................................................ 5-1

SEÇÃO 2 – PROJETO DE INSTALAÇÃO DA CIMENTAÇÃO DO MAQUINÁRIO......................... 5-1

2.1 Escopo ................................................................................................................................................ 5-2


2.2 Equipamentos para Uso Geral/Especial.............................................................................................. 5-2
2.3 Requisitos de Desenho e Dados.......................................................................................................... 5-2
2.4 Seleção da Argamassa ........................................................................................................................ 5-2
2.5 Juntas de Dilatação ............................................................................................................................. 5-2
2.6 Projeto da Chapa de Apoio ................................................................................................................. 5-2
2.7 Projeto de Argamassa para Equipamentos Auxiliares ........................................................................ 5-3

SEÇÃO 3 – INSTALAÇÃO DA CIMENTAÇÃO DO MAQUINÁRIO................................................. 5-3


3.1 Escopo ................................................................................................................................................ 5-3
3.2 Equipamentos para Uso Geral/Especial.............................................................................................. 5-3
3.3 Precauções de Cimentação.................................................................................................................. 5-3
3.4 Cura da Fundação ............................................................................................................................... 5-3
3.5 Preparação dos Chumbadores............................................................................................................. 5-4
3.6 Preparação da Fundação ..................................................................................................................... 5-4
3.7 Formas de Cimentação ....................................................................................................................... 5-4
3.8 Verificação do Projeto da Chapa de Apoio......................................................................................... 5-4
3.9 Preparação das Chapas de Apoio........................................................................................................ 5-5
3.10 Compressores de Vaivém ................................................................................................................. 5-6
3.11 Reunião de Pré-Cimentação.............................................................................................................. 5-6
3.12 Configuração de Pré-Cimentação ..................................................................................................... 5-7
3.13 Mistura da Argamassa ...................................................................................................................... 5-7
3.14 Cimentação da Chapa de Apoio........................................................................................................ 5-7
3.15 Instruções de Pós-Cimentação .......................................................................................................... 5-8
3.16 Enchendo Vazios de Argamassa....................................................................................................... 5-8

SEÇÃO 4 – CHEKC-LISTS DE CIMENTAÇÃO ................................................................................... 5-9

4.1 Check-list de Configuração de Pré-cimentação da Instalação do Maquinário ................................... 5-9


4.2 Check-list de Colocação de Argamassa da Instalação do Maquinário ............................................. 5-12
4.3 Check-list de Pós-Cimentação da Instalação do Maquinário ........................................................... 5-13

ANEXO A – TABELA DE TORQUE DO CHUMBADOR.................................................................. 5-15


ANEXO B – FOLHA DE INFORMAÇÕES E DESENHOS DE NIVELAMENTO ............................ 5-19
ANEXO C – ARRANJO TÍPICO DE CHAPA DE APOIO PARA EQUIPAMENTO DE
USO ESPECIAL MONTADO NA CHAPA DE APOIO ................................................. 5-25
ANEXO D – NIVELAMENTO DA CHAPA DE APOIO PARA BOMBAS
CENTRÍFUGAS HORIZONTAIS.................................................................................... 5-29
ANEXO E – INSTALAÇÃO TÍPICA DE CIMENTAÇÃO DAS PLACAS DE FUNDAÇÃO ........... 5-35
ANEXO F - INSTALAÇÃO TÍPICA DE CIMENTAÇÃO DAS CHAPAS DE APOIO
PARA BOMBAS E EQUIPAMENTOS DE USO GERAL.............................................. 5-39
ANEXO G – COXINS DE NIVELAMENTO TÍPICO DA CHAPA DE APOIO ................................. 5-43

iii
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Práticas Recomendadas para Instalação de Maquinário e Projeto de Instalação

CAPÍTULO 5 – CIMENTAÇÃO DA CHAPA DE APOIO

Seção 1- Definições
1.1 De cimento: Um tipo de material de argamassa que é à geral, Norma API 674 bombas-pistão, Norma API 676
base de cimento Portland. bombas giratórias de deslocamento positivo, Norma API 680
compressores de ar alternativos, e motores de carcaça
1.2 representante nomeado do maquinário: A pessoa NEMA.
ou organização nomeada pelo proprietário final dos
equipamentos para falar em nome dele com relação às 1.8 argamassa: Um material de epóxi ou cimento, usado
decisões de instalação do maquinário, requisitos de inspeção, para produzir um suporte uniforme da fundação, e elo de
etc. Esse representante poderá ser um empregado do transferência de cargas para a instalação de maquinário
proprietário, uma companhia de inspeção terceirizada, ou giratório. Esse material é normalmente colocado entre a
uma empreiteira de engenharia delegada pelo proprietário. fundação de concreto de uma peça de equipamento e sua
1.3 projetista da engenharia: A pessoa ou organização chapa de apoio.
encarregada da responsabilidade de fornecer desenhos de
instalação e procedimentos para instalar maquinário nas 1.9 pino da argamassa: Um pino ou tarugo metálico
instalações de um usuário, após as máquinas terem sido usado para unir uma pasta de argamassa de epóxi à sua
entregues. Em geral, mas nem sempre, o projetista especifica fundação de concreto, para evitar a separação em lâminas (ou
o maquinário das instalações do usuário. levantamento das bordas) devido à dilatação térmica
diferencial entre a argamassa e o concreto.
1.4 epóxi: Um tipo de material de cimentação que consiste
em uma base de resina que é misturada com um agente de 1.10 caixa de alimentação: Um dispositivo usado para
cura (endurecedor) e geralmente, um enchimento agregado. canalizar a argamassa para dentro de um orifício de
enchimento da argamassa da chapa de apoio, de modo a
1.5 instalador do equipamento: A pessoa ou produzir uma altura estática para ajudar no enchimento de
organização encarregada de prestar serviços e mão de obra de todas as cavidades da chapa de apoio com argamassa.
engenharia necessários para instalar maquinário em uma
unidade do usuário, após o maquinário ter sido entregue. Em 1.11 chapa de apoio: Um dispositivo usado para prender
geral, mas nem sempre, o instalador é a empreiteira de o equipamento a fundações de concreto; inclui chapas de
construção do projeto. apoio e chapas de fundação.
1.6 usuário do equipamento: A organização encarregada
da operação do maquinário giratório. Em geral, mas nem 1.12 teste do tarugo: Um teste realizado em um
sempre, o usuário do equipamento adquire e faz a instrumento ótico de nivelamento para assegurar que ele está
manutenção do equipamento giratório após a conclusão do corretamente ajustado e sua linha de visão coincide com o
projeto. nível de terra real.

1.7 trem de equipamentos para uso geral: Aqueles 1.13 trem de equipamentos para uso especial: Trens
trens que possuem elementos de uso geral. Em geral, eles são com equipamentos acionados que geralmente não são poucos,
poucos, de tamanho relativamente pequeno (potência) ou são de tamanho relativamente grande (potência) ou estão em
estão em serviço não-crítico. Eles são projetados para serviço crítico. Essa categoria não está limitada pelas
aplicações onde as condições do processo não excederão 48 condições ou velocidade de operação.
bar (700 libras por polegada quadrada) de pressão ou 205°C
(400°F) de temperatura (excluindo turbinas a vapor), ou Observação: Os trens de equipamentos para uso especial
ambos, e onde a velocidade não exceda 5000 revoluções por serão definidos pelo usuário. Em geral, qualquer trem de
minuto (RPM). equipamento como uma turbina Norma API 612, compressor
alternativo Norma API 618, engrenagem Norma API 613,
Observação: Os trens de equipamento para uso geral possuem compressor alternativo Norma API 617, ou equipamento com
todos os elementos que são padrão do fabricante ou são uma turbina a gás no trem, deve ser considerados como sendo
cobertos por normas como as seguintes: ANSI/ASME B.73 de uso especial.
bombas horizontais, pequenas Norma API 610 bombas,
ventiladores, Norma API 611 turbinas a vapor, Norma API
672 compressores de ar, Norma API 677 engrenagens de uso

Seção 2 – Projeto da Instalação da Cimentação do Maquinário

2.1 Escopo Sistema é a palavra-chave. Uma fundação ou chapa


de apoio mal projetada, ou técnicas incorretas de instalação,
Argamassa é um material usado para encher o vazio podem resultar em problemas crônicos dos equipamentos
entre a chapa de apoio ou chapa de fundação de uma peça de giratórios. Esses problemas incluem alta vibração, “atritos”
equipamento e a fundação correspondente. Esse material de do conjunto giratório, vida curta da vedação, e falhas
enchimento produz suporte uniforme e um elo de mecânicas. Portanto, deve-se pensar em uma instalação de
transferência de carga entre o equipamento e sua fundação. maquinário como um sistema, e não como um conglomerado
Assim, o equipamento, a fundação, e eventualmente, a terra, de peças projetadas independentemente dentro de suas
se tornam um só sistema. próprias orientações.

5-1
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5-2 PRÁTICA RECOMENDADA PELA API 686 PIP RElE 686
redução da quantidade de agregado nas misturas de
Esta seção define os procedimentos mínimos argamassa para melhorar as propriedades de escoamento não
recomendados, práticas e requisitos de projeto das chapas de é permitida. As argamassas de epóxi de escoamento rápida
apoio (chapas de fundação e chapas de base) de não devem ser usadas, a menos que seja especificamente
equipamentos cimentados. Em geral, as instruções fornecidas aprovado pelo usuário.
pelo fabricante da argamassa devem ser cuidadosamente
seguidas. Quaisquer perguntas relativas ao projeto da Observação: Normalmente, as argamassas de escoamento
cimentação da chapa de montagem devem ser encaminhadas rápido só são usadas para derramamentos inferiores a 40
ao representante nomeado do proprietário, antes de milímetros (1 ½ polegadas).
prosseguir. 2.4.2 Uma combinação em camadas de cimento anticontrátil
e argamassa de epóxi pode ser usada para maquinário com
2.2 Equipamentos de Uso Geral / Especial
placas de base grandes que possuem almas estruturas mais
profundas do que 9 polegadas, como segue:
Esta seção serve para apontar os requisitos de projeto da
cimentação relacionados com todo o maquinário. Requisitos a. A primeira camada para esse tipo de instalação deve ser
adicionais do maquinário para uso especial são cobertos nos argamassa de epóxi para uso geral, derramada até um nível
anexos, no fim deste capítulo. que fique 25 milímetros (1 polegada) acima do fundo dos
reforços internos da placa de base.
2.3 Requisitos de Desenho e Dados b. A segunda camada deverá ser uma argamassa de cimento
O projetista deverá produzir desenhos detalhados anticontrátil derramada até um nível que esteja a
do projeto da camada de argamassa para maquinários de uso aproximadamente 50 milímetros (2 polegadas) do topo da
especial. Os desenhos de assentamento da argamassa devem plataforma da placa de base.
ser concluídos durante o projeto da engenharia e devem ser c. A camada superior deverá ser uma argamassa de epóxi de
apresentados ao comprador para análise. Esses desenhos uso geral, e deve ser derramada até o topo da placa de base.
serão incluídos no pacote do projeto da fundação do Observe que a camada seguinte para esse tipo de instalação
maquinário. não deve ser derramada até que a camada anterior esteja
Os desenhos de projeto da cimentação (ou folhas de curada.
instruções típicas) devem fornecer todas as informações
necessárias para a instalação dos equipamentos nas chapas de 2.5 Juntas de Dilatação
suporte. Essas informações devem incluir, mas não estão
limitadas, ao seguinte: 2.5.1 As juntas de dilatação devem ser incluídas em grandes
derramamentos de argamassa de epóxi, para reduzir a
a. Localização da junta de dilatação. possibilidade de trincamento, especialmente quando
b. Cota até o topo da chama de apoio. diferenciais de temperatura da máquina para a argamassa de
c. Cota até o topo da argamassa. 30°C (50°F) forem encontrados. As juntas de dilatação
d. Materiais de cimentação e quantidades estimadas. devem ser colocadas a intervalos de aproximadamente 1,4 a
e. Localização da bolsa de argamassa (se houver). 2,8 metros (4 a 6 pés) na fundação de argamassa.
f. Detalhes de formação da argamassa (que divergem do
Anexo F) e cota da caixa de alimentação. 2.5.2 As juntas de dilatação devem ser feitas de borracha de
g. Cimentação da placa de base e furos de suspiro. espuma de neoprene com células fechadas, e com 12 a 25
h. Localização e projeção do chumbador. milímetros (1/2 a 1 polegada). O poliestireno pode ser usado
i. Localizações e quantidade de pinos de argamassa (se também. Certifique-se de que o material da junta de dilatação
usados). é compatível com a argamassa.
j. Requisitos de parafuso de calçamento e nivelamento.
2.5.3 As juntas de dilatação requerem vedação após a
argamassa ter curado, com vedante emenda elástica de epóxi
2.4 Seleção da Argamassa
(borracha líquida) ou borracha de silicone (vulcanizável à
temperatura ambiente).
A menos que seja especificado o contrário, todo maquinário
deverá ser cimentado usando-se argamassas de epóxi.
2.6 Projeto da Chapa de Apoio
Observação 1: Normalmente, o epóxi tem mais de três vezes Observação: A finalidade desta seção é fornecer ao projetista
a resistência à compressão de argamassas de cimento, e tende da fundação os critérios do projeto da chapa de apoio
a ter uma vida de serviço mais longa. As argamassas de epóxi necessários para a instalação correta.
resistentes ao ataque químico estão também disponíveis.
Observação 2: As argamassas de cimento são adequadas 2.6.1 A menos que seja especificado o contrário, todos os
como materiais de enchimento em aplicações menos equipamentos devem ser instalados em chapas de apoio.
exigentes onde a vibração, o carregamento dinâmico, e os
extremos de temperatura, não preocupam. Esse tipo de 2.6.2 Todas as placas de fundação for a dos cantos devem ter
argamassa geralmente é usado como enchimento no interior um raio mínimo de 50 milímetros (2 polegadas) (na visão do
das placas de base de aço estrutural para aumentar o plano) para evitar o trincamento da argamassa da fundação,
amortecimento e reduzir a transmissão de vibrações, ou para devido à concentração de tensões nos cantos. Todas as placas
uso em equipamentos estáticos, onde a vibração não é uma de base devem ter cantos com raios adequados ao modelo das
preocupação. Além disso, as argamassas de cimento mesmas.
geralmente não são resistentes ao ataque de ácidos e produtos
químicos. 2.6.3 Todos os furos dos chumbadores das chapas de apoio
devem ter uma folga anular mínima de 3 milímetros (1/8
2.4.1 O uso de argamassas de escoamento rápido deve ser polegada) com o chumbador para permitir o alinhamento em
limitado a aplicações onde a profundidade de derramamento campo das chapas de apoio.
da argamassa for inferior a 19 milímetros (3/4 polegada). A

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Práticas Recomendadas para Instalação de Maquinário e Projeto de Instalação Capítulo 5 5-3

2.6.4 As chapas de apoio devem se estender pelo menos 25 em cada seção de anteparo. Esses furos devem ficar
milímetros (1 polegada) além dos três lados externos dos pés localizados para permitir a cimentação sob todos os membros
do equipamento. estruturais portadores de cargas. Quando for possível, os
furos devem ser accessíveis para cimentação com os
2.6.5 As chapas de apoio devem ser equipadas com equipamentos instalados e devem ter bordas de abas
parafusos niveladores verticais, em oposição a calços ou levantadas de 12 milímetros (1/2 polegada). Furos de suspiro
cunhas. Calços e cunhas não devem ser usados. de pelo menos 12 milímetros (1/2 polegada) de tamanho
devem ser fornecidos no ponto mais alto de, e em cada seção
Observação: Calços e cunhas, se forem deixados no lugar de anteparo da placa de base. Essas medidas permitem a
após a cimentação, podem causar pontos “duros” que colocação controlada da argamassa e a verificação que cada
interferem com a capacidade da argamassa de fornecer seção é cheia com argamassa.
suporte uniforme da base. Além disso, eles podem permitir a
penetração da umidade e a resultante corrosão e quebra da Observação: Em geral, furos de suspiro de aproximadamente
argamassa em pedaços. 12 milímetros (1/2 polegada) de diâmetro em centros de 46
centímetros (18 polegadas0 devem ser fornecidos.
2.6.6 Porcas de ajuste da cota não são permitidas sob a chapa
de apoio que será cimentada e se tornará uma parte 2.6.10 Quando especificado, pinos de cimentação de
permanente da fundação. Isso permite que a chapa de apoio vergalhões de cimento armado #6 devem ser providenciados
seja sustentada pela argamassa, e não pelos dispositivos de em torno do perímetro da chapa de apoio em centros de 3
nivelamento. centímetros (6 polegadas) para evitar a separação em lâminas
entre a fundação de concreto e a argamassa de epóxi. Os
2.6.7 Macacos de rosca de nivelamento da chapa de apoio pinos de cimentação devem ser presos com epóxi com uma
deve ser provida de coxins de nivelamento, como mostra o profundidade de encaixe mínima de 10 centímetros (4
Anexo G. polegadas) antes da instalação da argamassa na fundação.

2.6.8 Arranjos típicos de macacos de rosca em chapa de 2.7 Projeto de Argamassa para Equipamentos
apoio para nivelamento, são mostrados nos Anexos E e F. Auxiliares
2.6.9 O fundo das placas de base entre os membros Quando especificado, consoles e outros deslizadores de
estruturais deve ser aberto. Quando a placa de base precisar equipamentos auxiliares devem ser instalados com
ser cimentada, ela deve ser equipada com pelo menos um derramamentos de argamassa composta como especifica o
furo de cimentação tendo uma área desimpedida de pelo item 2.4.2.
menos 0,01 metros quadrados (20 polegadas quadradas) e
nenhuma dimensão inferior a 10 centímetros (4 polegadas)

Seção 3 –Instalação da Cimentação do Maquinário

3.1 Escopo 3.3 Precauções da Cimentação

Derramar argamassa de epóxi ou cimento sob o Durante a mistura, manuseio e instalação dos materiais de
maquinário é apenas uma pequena parte de um serviço de cimentação, as seguintes práticas mínimas devem ser
cimentação. Muita preparação é necessária antes da empregadas:
argamassa ser realmente derramada. Essas preparações pré-
argamassa podem fazer a diferença entre um serviço de a. Todas as Folhas de Instruções de Segurança do Material
cimentação que dura a vida útil do maquinário, ou apenas (MSDSs) devem estar disponíveis e os riscos correspondentes
alguns meses ou anos. devem ser analisados com todo o pessoal da cimentação.
Esta seção define os procedimentos, práticas e b. Óculos de segurança ou protetores de rosto e aventais
inspeções mínimos recomendados para a instalação de chapas devem ser usados por todo o pessoal que mistura e derrama a
de apoio dos equipamentos cimentados (placas de fundação e argamassa.
placas de base). A finalidade destas instruções é fornecer c. Luvas de proteção devem ser usadas por todo o pessoal
orientações para a instalação de chapas de apoio cimentadas. envolvido com a operação de cimentação.
Em geral, as instruções fornecidas pelo fabricante de d. Máscaras contra poeira ou respiradores (segundo os
argamassa deverão ser cuidadosamente seguidas. Todas as requisitos da MSDS) devem ser usados pelo pessoal exposto
perguntas relativas à instalação da chapa de apoio e ao agregado antes da mistura.
cimentação devem ser encaminhas ao representante nomeado e. Água e sabão devem estar disponíveis para limpeza manual
pelo proprietário, antes de prosseguir. periódica, caso a necessidade surja.
f. Algumas argamassas de epóxi apresentam uma reação
3.2 Equipamentos de Uso Geral / Especial exotérmica muito forte e a possibilidade de queimas térmicas
existem. Deve-se tomar cuidado com relação a isso.
Esta seção visa apontar os procedimentos de construção com
cimentação relacionados com todo o maquinário. Requisitos 3.4 Cura da Fundação
adicionais de maquinário para uso especial são cobertos nos
anexos, no final deste capitulo. Examine o tempo de cura da fundação antes de
prosseguir com o preparo para cimentação. A fundação
deverá ser curada por sete dias no mínimo, conforme ACI

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5-4 PRÁTICA RECOMENDADA PELA API 686 PIP RElE 686

301 antes da preparação da argamassa. A argamassa de epóxi


nunca deve ser derramada em concreto “verde” ou não- 3.6.3 Quando for possível, a espessura vertical da argamassa
curado. O concreto deve também ser exposto a um período de de epóxi na borda da fundação deve ser igual a ou maior do
secagem para assegurar que os capilares estão livres que a distância entre a borda da fundação e a periferia da
de umidade e irão fornecer a ligação adequada da placa de base. Para fundações de maquinário onde a
argamassa. argamassa se estende para a borda do concreto, os cantos do
concreto devem ser escavados para formar um chanfro de 45
graus e 50 milímetros (2 polegadas) no mínimo. As formas de
3.5 Preparação dos Chumbadores argamassa devem ser colocadas de modo a permitir o
enchimento correto da área do chanfro.
3.5.1 Certifique-se que os gabaritos, se forem comprados,
devem ter sido usados para localização dos chumbadores. Observação: A finalidade do chanfro da fundação de concreto
é fornecer um plano de corte na interface de argamassa com
3.5.2 Verifique se as luvas dos chumbadores estão limpas e concreto, para evitar a separação em lâminas.
secas, e se foram cheias com um material moldável não
aglutinante. Esse material irá evitar o acúmulo de água nas 3.6.4 A fundação deve ser mantida livre de contaminação
luvas dos chumbadores e é suficientemente maleável para por óleo, sujeira, água, etc., após ela ter sido preparada para
permitir pequenos movimentos dos chumbadores, se for cimentação. Lâminas protetoras (como lâminas de polietileno
necessário. limpo) devem ser usadas para cobrir as superfícies preparadas
quando o trabalho não estiver em andamento.
Observação: As luvas de chumbadores não servem para
fornecer movimento suficiente para permitir o 3.6.5 Quando a escavação da superfície estiver concluída, a
desalinhamento aproximado de chumbadores com seus furos fundação deverá ser inteiramente varrida e soprada com ar,
das chapas de apoio. O movimento lateral para fins de para eliminar toda a poeira com ar limpo, seco e isento de
alinhamento não deve exceder 6,5 milímetros (1/4 polegada). óleo.
3.5.3 As roscas dos chumbadores devem ser cobertas com
3.7 Formas de Argamassa
fita para tubos ou outro meio adequado para mantê-las limpas
e evitar que qualquer dano ocorra durante a operação de
raspagem e cimentação. 3.7.1 Todas as formas de argamassa devem ser construídas
de materiais de resistência adequada e firmemente presas e
vedadas para suportar a pressão do líquido e as forças
3.5.4 Todos os locais de chumbadores, projeções e diâmetros
desenvolvidas pela argamassa durante a colocação.
devem ser verificados em campo para corresponder ao padrão
do furo dos chumbadores antes da cimentação.
3.7.2 As formas de argamassa devem ser presas à fundação
ou ao pavimento com chumbadores. A colocação de pregos
3.6 Preparação da Fundação por meios mecânicos não é permitida.
3.6.1 Uma cobertura protetora contra intempéries pode ser 3.7.3 As superfícies internas de todas as formas de
necessária durante condições inclementes do tempo. Vento, argamassa devem ter três camadas de cera de cola aplicadas
sol, chuva e temperaturas ambiente têm efeitos definidos para impedir a aderência da argamassa. A cera líquida ou em
sobre a qualidade de uma instalação de cimentação. Durante óleo não é permitida.
o tempo quente, a fundação e os equipamentos devem ser
cobertos com um abrigo, para impedir que a argamassa não
3.7.4 As formas de argamassa devem ser corretamente
curada seja exposta à luz solar direta, bem como ao orvalho,
vedadas para impedir o vazamento da argamassa. Os
neblina ou chuva. Em tempo frio, uma cobertura adequada
vazamentos de argamassa não vedam sozinhos. A borracha
para permitir que a fundação fique completamente encerrada
de silicone vulcanizável à temperatura ambiente (RTV) ou
deverá ser construída. Uma fonte de aquecimento por
betuminosa pode ser usada para este fim.
convecção deve ser providenciada de modo a elevar a
temperatura de toda a fundação e dos equipamentos acima de
18°C (65°F) por 48 horas no mínimo, antes e após a 3.7.5 As formas de argamassa devem ter tiras chanfradas de
cimentação. 45 graus com 25 milímetros (1 polegada) em todos os cantos
e na superfície horizontal da argamassa.
3.6.2 Nas áreas que serão cobertas com argamassa, a
fundação deve ser preparada por raspagem de toda a matéria Observação: Todas as bordas chanfradas necessárias na
leitosa (concreto de má qualidade) e concreto danificado ou argamassa devem ser incorporadas nas formas, pois a
encharcado com óleo até o agregado aproximado fraturado argamassa de epóxi não pode ser facilmente cortado nem
exposto. Um mínimo de 25 milímetros (1 polegada) de aparado depois que endurece.
concreto deve ser removido nesse processo de raspagem até
uma profundidade que permita um vão livre de 25 a 50 3.8 Verificação do Projeto da Chapa de Apoio
milímetros (1 a 2 polegadas) (mínimo) entre o concreto e o
fundo da placa da fundação. A escarificação da superfície 3.8.1 A menos que a cimentação direta tenha sido
com uma pistola de agulha ou ferramenta de escovamento ou especificada, verifique se todos os equipamentos devem ser
jateamento com areia para remover a matéria leitosa da instalados nas chapas de apoio e se nenhuma parte do
fundação, é inaceitável. A raspagem e remoção do concreto equipamento deve ser diretamente cimentada.
não deve ser realizada com ferramentas pesadas, como
britadeiras, pois elas podem danificar a integridade estrutural 3.8.2 Verifique se todos os cantos externos da chapa de
da fundação. Um martelo de raspagem com uma broca de apoio possuem um raio mínimo de 50 milímetros (2
formão é a ferramenta preferida para este fim. polegadas) com evitar o trincamento da argamassa da

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Práticas Recomendadas para Instalação de Maquinário e Projeto de Instalação Capítulo 5 5-5

fundação, devido à concentração de esforço nos cantos. final deve ser feita com um solvente aprovado pelo
Todas as arestas afiadas devem ser quebradas. proprietário. Álcoois minerais não podem ser usados para
este fim devido ao resíduo oleoso. Todas as faces de
3.8.3 Verifique se todos os furos de chumbadores da chapa cimentação da “chapa de apoio” devem então ser
de apoio têm uma folga anular mínima de 3 milímetros (1/2 imediatamente cobertas com revestimento “compatível com
polegada) para permitir o alinhamento em campo das chapas argamassa” na preparação para colocação da argamassa.
de apoio.
Observação 1: Escorvadores de epóxi têm uma vida limitada
após a aplicação. O fabricante da argamassa deve ser
3.8.4 Verifique se todas as bombas e todas as outras placas consultado para garantir a preparação em campo correta das
de base pequenas foram equipadas com parafusos niveladores chapas de apoio para ligação satisfatória da argamassa.
verticais, em oposição a cunhas ou calços, os quais não
devem ser usados. Observação 2: Para chapas de base com membros estruturais
que se entrelaçam, o jateamento com areia do fundo da base
Observação: Calços e cunhas, se forem deixados no lugar normalmente não é necessário. Essas chapas de base
após a cimentação, podem causar pontos “duros” que dependem do entrelaçamento dos perfis estruturais dentro da
interferem com a capacidade da argamassa de fornecer argamassa, ao contrário da ligação entre a argamassa e o
suporte uniforme da base. Além disso, eles podem permitir a revestimento.
penetração da umidade e a resultante corrosão e quebra da 3.9.1.2 Os macacos de rosca da chapa de apoio devem ser
argamassa em pedaços. generosamente cobertos com cera ou graxa, para evitar a
aderência da argamassa. Ceras líquidas ou a óleo não são
3.8.5 Verifique se as placas de base foram equipadas com permitidas. Deve-se tomar cuidado para evitar que a cera
um furo de enchimento de argamassa de 10 centímetros (4 entre em contato com a argamassa.
polegadas) (mínimo) no centro de cada seção de anteparo
3.9.1.3 Todos os furos diversos das chapas de apoio (como
com um furo de suspiro de 12 milímetros (1/2 polegada)
os furos protetores de acoplamento) devem ser tamponados,
perto de cada canto da seção. Isso permite a colocação
para evitar a entrada de argamassa. Todos os tampões devem
controlada da argamassa e a verificação se cada seção fica
ser cobertos com cera para evitar a aderência da argamassa.
cheia de argamassa.

3.9.1.4 Certifique-se que todo o equipamento está isolado e


3.8.6 Verifique se as chapas de apoio possuem furos de
em condição livre de tensões, com todas as tubulações,
argamassa e suspiros suficientes em cada compartimento,
conduítes, etc. desconectados.
para permitir a cimentação adequada.

Observação: Em geral, furos de suspiro de aproximadamente 3.9.2 JUNTAS DE DILATAÇÃO


12 milímetros (1/2 polegada) de diâmetro em centros de 45
centímetros (18 polegadas) devem ser providenciados. 3.9.2.1 As juntas de dilatação devem ser feitas de borracha
de espuma de neoprene com células fechadas (poliestireno
3.8.7 Verifique se porcas de ajuste da cota sob a placa de também pode ser usado) e 25 milímetros (1 polegada) de
base que serão cimentadas e se tornarão parte permanente da espessura e devem ser colocadas a intervalos de 1,4 a 2,8
fundação, não foram fornecidas. Isso permite que a placa de metros (4 a 6 pés) alinhados com os chumbadores e
base seja apoiada pela argamassa e não pelos dispositivos de perpendiculares à linha central da placa de base.
nivelamento. 3.9.2.2 As juntas de dilatação devem ser “coladas” na
posição, antes do derramamento de argamassa com borracha
3.8.8 Verifique se macacos de rosca de nivelamento da placa de silicone (RTV) ou vedante de emenda de epóxi (borracha
de base forem equipados com coxins de nivelamento de aço líquida).
inoxidável.
3.9.3 INSTALAÇÃO E NIVELAMENTO DA
3.8.9 Verifique se todas as soldas das placas de base são
PLACA DA FUNDAÇÃO
contínuas e isentas de trincas. 3.9.3.1 Todas as cotas da placa da fundação devem ser
ajustadas de acordo com os desenhos da construção. Em
3.8.10 Verifique se todos os furos de derramamento de instalações de placas de fundação múltiplas, uma das placas é
argamassa e de suspiro estão accessíveis. escolhida como de “referência” com relação á cota. Essa
placa de “referência” geralmente é aquela que fica sob o
equipamento, exigindo conexões de “processo”.
3.9 Preparação das Placas de Apoio
3.9.3.2 No mínimo, a placa da fundação deve ser ajustada
3.9.1 PREPARAÇÃO DA CHAPA DE APOIO com um nível mestre ou um nível de precisão de bancada. Os
níveis devem ser sempre checados antes do começo do
3.9.1.1 Óleo, graxa e sujeira devem ser eliminados de todas processo de nivelamento da placa, verificando-se a
as superfícies de cimentação das chapas de apoio. Esses repetibilidade durante a inversão em 180 graus.
materiais podem ser removidos com uma limpeza com
solvente. As superfícies de cimentação da chapa de apoio
3.9.3.3 Todas as outras placas da fundação são então
devem ter sido preparadas e estar prontas para instalação pelo
instaladas e niveladas com relação á placa de referência. As
fabricante do maquinário; caso contrário, elas devem ser
cotas individuais da placa da fundação devem ser ajustadas
preparadas como segue: As chapas de apoio devem ser
para uma tolerância de 20,06 milímetros (20,0025 polegadas)
jateadas até “quase metal branco” para remover todo
com relação à placa de referência.
ferrugem ou carepa. Deve-se ter o cuidado de evitar danos às
superfícies superiores usinadas da chapa de apoio. A limpeza

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3.9.3.4 O nível da placa da fundação deve ser ajustado 3.9.4.4 As faces de apoio da placa de base do equipamento
longitudinalmente e transversalmente até e inclusive 40 devem ser niveladas longitudinalmente e transversalmente até
micrometros por metro (0,0005 polegadas por pé) com até 13 e inclusive 200 micrometros por metro (0,002 polegadas por
micrometros no máximo (0,005 polegadas) de diferença de pé) para bombas API 610 e até inclusive 400 micrometros
cota entre dois pontos quaisquer tomados sobre uma placa por metro (0,005 polegadas por pé) para equipamentos de uso
individual da fundação. Além disso, cada par de placas da geral e bombas ASME.
fundação (quando mais de uma placa for usada sob uma peça
de equipamento individual) deve ter a mesma cota até e 3.9.4.5 O nivelamento da placa de base é conseguido
inclusive 13 micrometros (0,005 polegadas). ajustando-se os macacos de parafuso e depois acomodando o
chumbador para prender a placa da fundação no lugar.
3.9.3.5 O nível da placa da fundação pode ser conseguido
ajustando-se os macacos de parafuso, calçando-se em baixo 3.9.4.6 Todas as indicações de nível devem ser medidas e
das placas da fundação, ou cunhas duplas com parafusos de registradas nas folhas de informações. Folhas de informações
ajuste e depois acomodando o chumbador para prender a típicas para este fim são mostradas no Anexo B no final desta
placa da fundação no lugar. Porcas de ajuste da cota não são seção.
permitidas sob a placa de base que serão cimentadas e se
tornarão parte permanente da fundação. Isso permite que a
placa de base seja apoiada pela argamassa, e não pelos
dispositivos niveladores. 3.10 Compressores Alternativos

3.9.3.6 A cota final e o nível de todas as placas de fundação 3.10.1 Para compressores alternativos cimentados
devem ser ajustados com um nível de inclinação de precisão, diretamente e para aquelas instalações onde a placa da
e uma escala de precisão. Para balancear o comprimento da fundação é parafusada ao fundo do carter antes da
distância de visão, o nível inclinado deve ser ajustado perto cimentação, o alinhamento deve ser verificado e registrado
da fundação, até um raio de 6 metros (20 pés) de todas as antes do derramamento da argamassa. São de particular
placas da fundação. Um teste de tarugo do instrumento antes importância as seguintes indicações de alinhamento:
do começo do nivelamento, é essencial.
a. Nível da carcaça.
3.9.3.7 Todos os calços usados nas subplacas da fundação b. Desvio da alma do virabrequim (o ideal é que seja zero).
devem ser de aço inoxidável tipo 300s Norma AISI. Como regra geral, o desvio da alma não deve exceder 100
micrometros por metro ( 0,0001 polegadas por polegada) de
percurso do pistão.
3.9.3.8 Para instalações de equipamentos onde estes são
c. Folga lateral de virabrequim com mancal (isso fornece uma
parafusados nas placas da fundação antes da cimentação, uma
indicação do alinhamento do virabrequim com mancal no
verificação inicial do alinhamento, de acordo com a seção de
plano horizontal).
alinhamento deste documento, deverá ser executada para
d. Folga do vão - livre de rotor com estator, em motores de
checar se o espaçamento do acoplamento e o alinhamento
um só mancal (isso deve ser igual em todo o motor).
final podem ser conseguidos sem modificar os parafusos de
e. Alinhamento do acoplamento em motores de dois mancais.
sujeição ou os pés da máquina.

3.10.2 Os parafusos de sujeição da carcaça do compressor


3.9.3.9 Todas as indicações de nível devem ser medidas e
devem ser acomodados (sem aperto total) para prender a
registradas nas folhas de informações. Folhas de informações
carcaça na posição durante a cimentação.
típicas para este fim são mostradas nos Anexos B-1 até B-3.

3.10.3 Após a carcaça ter sido nivelada e alinhada, ela deve


3.9.4 INSTALAÇÃO E NIVELAMENTO DA ser deixada assentar por 24 horas, antes de começar a
PLACA DE BASE (BOMBAS API 610 E ASME, cimentação. As indicações de nível e alinhamento da carcaça
E EQUIPAMENTOS PARA USO GERAL) devem ser checadas novamente antes da cimentação.

3.9.4.1 Todas as cotas da placa de base devem ser ajustadas


segundo os desenhos da construção.
3.11 Reunião de Pré-Cimentação
3.9.4.2 Antes da cimentação, uma verificação inicial do
3.11.1 Uma reunião de pré-cimentação deve ser realizada
alinhamento de acordo com a seção de alinhamento deste
pelo menos um dia antes do derramamento de argamassa,
documento, deverá ser executada para checar se o
para entender e concordar com os procedimentos, para
espaçamento do acoplamento e o alinhamento final podem
assegurar que todos os materiais necessários estão à mão, e
ser conseguidos sem modificar os parafusos de sujeição ou os
para esclarecer responsabilidades de cimentação. As partes
pés da máquina.
presentes a essa reunião devem incluir, no mínimo, o
representante técnico do fabricante da argamassa, o
3.9.4.3 No mínimo, o nível da placa de base deve ser representante nomeado do maquinário, o supervisor
ajustado com um nível mestre ou um nível de precisão de encarregado da atividade de cimentação, os supervisores
bancada. Os níveis devem ser sempre checados antes do encarregados de apoiar as atividades de cimentação (como
começo do processo de nivelamento da placa, verificando-se andaimes e operários), o coordenador dos materiais de
a repetibilidade durante a inversão em 180 graus. Todas as cimentação, e um representante de segurança da área.
medições do nível da placa de base devem ser feitas sobre as
superfícies de montagem dos equipamentos.

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Observação: Normalmente, essa reunião é feita para fornecer acesso adequado para as aberturas de furos de
equipamentos de uso especial ou antes do derramamento da cimentação da placa de base.
argamassa em fundações para um grupo de equipamentos
semelhantes. 3.12.7 Torne a checar a cota e o nível de todas as placas de
apoio, imediatamente antes da cimentação.
3.11.2 Durante a reunião de pré-cimentação, planos de
contingência devem ser desenvolvidos, tais como de que 3.12.8 Certifique-se que o material de cimentação está em
forma o serviço será realizado (ou adiado) no caso de clima recipientes limpos, secos e fechados, e foi guardado a uma
rigoroso. temperatura de aproximadamente 21ºC (75ºF) por 48 horas
antes da cimentação.
3.11.3 Durante a reunião, deve ficar claro que uma vez
começado o derramamento da argamassa, ela deve continuar 3.12.9 Certifique-se que todas as faces da fundação e de
sem interrupção até a conclusão. metal estão dentro da faixa de temperatura de 18-32°C (65-
3.11.4 Um representante do fabricante de argamassa é 90ºF).
recomendado se o pessoal da instalação não estiver
3.12.10 Certifique-se que uma quantidade suficiente de
familiarizado com os materiais da cimentação, as formas, a
materiais de cimentação estejam à mão no local de trabalho
instalação, etc., ou se um trem de equipamentos para uso
para completar o serviço (15-25 por cento a mais).
especial estiver sendo instalado.
3.12.11 Certifique-se que ferramentas limpas, equipamentos
3.12 Preparação antes da Cimentação de mistura e estão à mão no local de trabalho.
3.12.1 Remova todo o acúmulo de poeira e sujeira da
superfície preparada para cimentação, com ar limpo, seco e 3.12.12 Certifique-se que as Folhas de Informação de
isento de óleo. Segurança do Material e os requisitos de proteção do pessoal
foram revistas com todo o pessoal da cimentação.
3.12.2 Verifique se as placas de apoio estão firmemente
instaladas e se as porcas dos chumbadores estão apertadas, 3.13 Mistura da Argamassa
antes da aplicação de argamassa, para assegurar que elas não
sairão da posição. 3.13.1 Unidades parciais de epóxi, resinas, endurecedor ou
agregado não devem ser usadas.
3.12.3 Antes da colocação da argamassa, a área entre o topo
das luvas de chumbadores e o fundo das chapas de apoio 3.13.2 A resina e o endurecedor devem ser misturados a 200-
deve ser cheia com um material moldável macio (como 260 rpm conforme o tempo especificado pelo fabricante da
espuma para isolamento de tubos) para excluir a argamassa, argamassa, antes de introduzir o agregado. Não deve haver ar
como é mostrado nos Anexos E e F. Isso é para garantir que preso na mistura de resina/endurecedor.
as luvas dos chumbadores não se enchem de argamassa e que
os chumbadores têm liberdade de movimento (para correção 3.13.3 Sacos cheios de agregado devem ser lentamente
de pequenos alinhamentos e estiramento do parafuso) dentro adicionados ao líquido misturado de resina/endurecedor e
dos limites de suas luvas. As roscas dos chumbadores devem suficientemente misturados até umedecer completamente o
poder ser protegidas com fita de tubos, ou outro meio agregado.
adequado.
3.13.4 A argamassa deve ser misturada em um misturador
3.12.4 Verifique a cota da forma de argamassa, para portátil em baixa velocidade (15 – 20 rpm) (não use betoneira
certificar-se que a superfície superior da argamassa de concreto). Para pequenas colocações, a argamassa pode
corresponderá à cota mostrada nos desenhos de construção. ser misturada em um carrinho de mão limpo com uma
Normalmente, a cota até o topo da argamassa se estende a enxada.
meia espessura da placa da fundação.
3.12.5 A menos que seja especificado o contrário, nas placas
3.14 Cimentação da Placa de Apoio
de base de bombas, a bomba e o motor devem ser retirados da
3.14.1 Cimente as placas de apoio segundo as instruções do
base, a fim de dar acesso aos furos de argamassa e facilitar o
fabricante de argamassa.
nivelamento.
Observação: As vantagens de remover bomba e motor são as 3.14.2 Para aplicar a argamassa, comece em uma
seguintes: extremidade das formas e encha completamente a cavidade,
- As chapas de base são facilmente niveladas, usando os enquanto avança na direção da outra extremidade. Isso irá
coxins de suporte usinados para checar o nivelamento, sem evitar a retenção de ar. Não vibre a argamassa como forma de
distorção das placas de base. ajudá-la a fluir, pois isso tende a separar o agregado do
- O acesso aos furos de argamassa para cimentação é aglutinante da resina. O uso limitado de ferramentas de
melhorado. empurrar pode ser realizado para ajudar a distribuir a
- Com placas de base inclinadas, o vazamento do furo de argamassa, usando golpes longos em vez de curtos. Não é
suspiro mais baixo é controlado mais facilmente. permitido bater a argamassa violentamente.
- A retirada de argamassa da bomba e do motor não é
necessário. 3.14.3 O volume usado de argamassa deve ser verificado
- A limpeza das chapas de base é mais fácil. contra o volume estimado da cavidade. Esta é uma boa forma
de verificar se há bolsas de ar e enchimento insuficiente.
3.12.6 A menos que seja especificado o contrário pelo
usuário, nos equipamentos de uso geral, o maquinário e seu 3.14.4 Examine frequentemente se há vazamentos de
motor devem ser removidos da placa de base antes da argamassa. Os vazamentos não se vedam sozinhos, e se não
cimentação quando o aceso da superfície de nível não forem interrompidos, causarão vazios.
permitir a medição do nível e/ou quando for necessário

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3.14.5 Para equipamentos de uso especial, uma amostra da 3.15.5 Após a cura da argamassa, as juntas de dilatação
argamassa deve ser obtida para cada mistura de lote (um copo devem ser vedadas com vedante de emenda elástica de epóxi
cheio de poliestireno) para teste de resistência à compressão. ou borracha de silicone (RTV).
Todas as amostras devem ser rotuladas e seus locais de
colocação anotados. 3.15.6 Todo o topo da fundação do maquinário deve então
ser pintado com uma camada protetora não deslizante
3.14.6 Uma checagem final da cota e do nível da placa da compatível com a argamassa, para proteger a tampa da
fundação deve ser feita antes da pega da argamassa. fundação contra óleo e os elementos. Esse revestimento
deverá se estender a partir to topo da fundação pelo menos 45
3.14.7 Bolhas de ar que sobem até a superfície da argamassa centímetros (18 polegadas).
de epóxi podem ser removidas, borrifando-se levemente a
superfície com solvente de limpeza do fabricante da 3.15.7 Lubrifique todas as roscas dos chumbadores de forma
argamassa. generosa e aperte estes últimos segundo as recomendações do
fabricante. A Tabela A-1 do Anexo A pode ser usada como
3.14.8 Se necessário, pode-se passar colher de pedreiro ou uma guia se as informações do fabricante não estiverem
vassoura na face exposta da argamassa quando ela estiver em disponíveis.
um estado pegajoso, para produzir uma superfície não-
deslizante. O uso de colher de pedreiro e vassoura deve ser 3.15.8 Todas os chumbadores devem ter penetração total da
realizado de uma maneira que evite a mistura excessiva do porca e 2 ½ roscas sobressaindo acima da porca do
solvente para dentro da superfície da argamassa. chumbador.

3.14.9 Remova todas as caixas de alimentação de argamassa 3.16 Enchimento de Vazios de Argamassa
após a pega da mesma ter sido suficiente. Não tampe nenhum
furo de enchimento ou de suspiro da placa de base até que a 3.16.1 Após a cura da argamassa, verifique se há vazios
argamassa tenha secado (isso pode causar a distorção da base, batendo de leve na plataforma superior da chapa de apoio.
devido à dilatação da argamassa). Marque as áreas com vazios para permitir a identificação
correta durante o enchimento. Um ruído sólido indica uma
3.15 Instruções para Após a Cimentação boa área de argamassa, enquanto um ruído oco, semelhante
ao de um tambor, indica um vazio que requer enchimento.
3.15.1 Normalmente, três dias após a argamassa ter sido
colocada, ela deve ter dureza suficiente para remover os 3.16.2 As áreas vazias devem ser cheias abrindo-se furos
macacos de parafuso e as formas. Isso irá garantir que a NPT nos cantos opostos de cada área vazia. Um furo deve ser
argamassa tenha obtido a maior parte de sua resistência e aberto em cada vazio para instalação de um graxeiro de 1/8
dureza. NPT; os outros furos servem de suspiros. A argamassa é
então bombeada para dentro de cada vazio, com uma pistola
Observação: A argamassa é de dureza suficiente se um prego apropriada, até a argamassa emergir pelos furos de suspiro.
barato de acabamento não puder ser introduzido na superfície
da mesma. 3.1 6.3 Deve-se tomar cuidado ao encher vazios, pois as
altas pressões criadas pela pistola de argamassa pode levantar
3.15.2 Placas de apoio que assentam de modo desigual e/ou ou deformar a placa de base. Portanto, é extremamente
além da tolerância de nível especifica, devem ser corrigidas. importante que a argamassa e os furos de suspiro tenham
A correção do nível poderá incluir a remoção e a nova comunicação entre si. Uma garrafa de apertar cheia de ar
cimentação ou usinagem em campo das superfícies de apoio pode ser usada para testar a comunicação soprando-se ar
dos equipamentos. dentro do furo para argamassa e observando a saída do ar
pelo furo de suspiro (não use ar sob alta pressão). O indicador
3.15.3 Os furos dos macacos de parafuso da placa de apoio de mostrador deve ser usado também para monitorar o
devem ser cheios com um material vedante flexível (não é movimento da placa de base durante o enchimento de vazios.
argamassa) como borracha de silicone vulcanizável em Retire todos os graxeiros ao terminar.
temperatura ambiente (RTV) ou com parafusos prisioneiros
curtos que não sobressaem abaixo dos furos roscados da 3.16.4 Limpe a argamassa derramada com o solvente
placa de apoio. aprovado pelo fabricante.

3.15.4 Verifique a suavidade da argamassa. Isso pode ser 3.16.5 Após a cura da argamassa do vazio, torne a verificar a
feito colocando-se um indicador de mostrador magnético placa de base, para ter certeza de que todos os vazios estão
sobre a placa da fundação (relativo à fundação de concreto) e cheios de argamassa. Se ainda existirem áreas vazias repita o
checando-se qualquer movimento, como quando cada procedimento de perfuração e bombeamento conforme a
chumbador é folgado e reapertado. O movimento da placa da necessidade.
fundação não deve ultrapassar 20 micrometros (0.001
polegada).

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Seção 4 – Check-lists de Cimentação

4.1 Check-list de configuração de pré-


cimentação da Instalação do Maquinário
INICIAIS/DATA Preparo do Chumbador
___ ___ 3.5.2 As luvas dos chumbadores INICIAIS/DATA Formas de Argamassa
estão limpas e secas e 3.7.1 As formas de argamassa são
cheias com um material ___ ___
de resistência adequada para
moldável não aglutinante. suportar o material.
___ ___ 3.5.2 Os chumbadores não estão 3.7.3 As faces internas da
inclinados nem atarraxados ___ ___
argamassa têm três camadas
e são perpendiculares com de cera aplicadas.
relação ao fundo da placa de 3.7.4 As formas de argamassa
base/placa de fundação. ___ ___
foram vedadas com a
___ ___ 3.5.3 As roscas dos chumbadores fundação, para evitar
da fundação não estão vazamentos.
avariadas. 3.7.5 As formas de argamassa
3.5.3 As roscas dos chumbadores ___ ___
___ ___ possuem tiras chanfradas em
da fundação foram 45 graus de 25 milímetros (1
enroladas com fita para polegada) em todos os cantos
tubos para proteção. verticais e na face horizontal
___ ___ 3.5.4 Todos os locais de da argamassa.
chumbadores e projeções
foram verificados. Verificação do Projeto da Placa de
Apoio
Preparação da Fundação 3.8.2 A placa de base/placa da
___ ___
fundação tem cantos com raios
___ ___ 3.6.1 Uma cobertura adequada de de 50 milímetros (2 polegadas0
proteção contra intempéries no mínimo.
foi construída sobre as áreas ___ ___ 3.8.3 Os chumbadores têm folga
a serem cimentadas. anular de 3 milímetros (1/8
___ ___ 3.6.2 A fundação de concreto é polegada) nos furos da placa
tornada áspera e todo o de base e da placa da fundação.
material leitoso é removido, ___ ___ 3.8.4 Todas as placas de base de
para uma boa liga da bombas e outras placas
argamassa. pequenas foram equipadas com
3.6.2 A espessura mínima da parafusos niveladores verticais.
___ ___ 3.8.5 As placas de base foram
argamassa sob qualquer ___ ___
equipadas com um furo de 10
parte da placa de base/placa
centímetros (4 polegadas) no
da fundação deve ser de 25 mínimo para enchimento de
a 50 milímetros (1-2 argamassa no centro de cada
polegadas. seção de anteparo e um furo de
___ ___ 3.6.2 A fundação está livre de suspiro de 12 milímetros (1/2
trincas estruturais. polegadas).
___ ___ 3.8.6 As placas de base possuem
___ ___ 3.6.3 Todas as formas de furos suficientes de suspiro e
argamassa foram equipadas para argamassa em cada
com tiras chanfradas de 25 compartimento para permitir a
milímetros (1 polegada) 45 cimentação correta.
graus nos cantos verticais e ___ ___ 3.8.7 Porcas de ajuste da cota não
bordas horizontais. devem ser permanentemente
3.6.4 As áreas de colocação de cimentadas.
___ ___ 3.8.8 Os macacos de parafuso de
concreto devem estar ___ ___
limpas e isentas de óleo, nivelamento da placa de base
poeira e umidade. foram providos de coxins de
nivelamento de aço inoxidável.

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NICIAIS/DATA Preparação da Placa de Apoio INICIAIS/DATA Instalação e Nivelamento da


Placa da Fundação
___ ___ 3.8.9
As soldas das placas de base
são contínuas e livres de
___ ___ 3.9.3.9 Todas as superfícies da placa
fissuras.
de base ou placa da
___ ___ 3.8.10 Todos os pontos de
fundação estão niveladas
colocação de argamassa e
segundo a especificação e
orifícios de ventilação estão
Folhas de Informações
acessíveis.
assinadas para registro do
Preparação da Placa Base
nível foram preenchidas.
___ ___ 3.9.1.1 A placa de base/da fundação
foi jateada e todas as faces
de cimentação foram
preparadas de acordo com as Instalação e Nivelamento da Placa de
recomendações do Apoio para Bombas ASME e API 610 e
fabricante. Equipamento de Uso Geral
___ ___ 3.9.1.2 Três camadas de cera foram
aplicadas em todas as ___ ___ 3.9.4.1 Todas as cotas da placa de
superfícies onde a ligação da base ajustadas segundo os
argamassa não é desejada. desenhos da construção.
Essas superfícies incluem
macacos de parafuso, formas ___ ___ 3.9.4.2 Um alinhamento preliminar
de argamassa e parafusos do equipamento foi feita.
protetores de acoplamentos. ___ ___ 1.9.4.5 Todas as superfícies da placa
de base estão niveladas
3.9.1.3 Todos os furos das placas de segundo a especificação, e
___ ___ as Folhas de Informações
apoio diversas estão
tampados, para evitar a assinadas para registro do
entrada de argamassa. nível foram preenchidas.
___ ___ 3.9.1.4 O equipamento a ser
cimentado está isolado e em
um estado livre de tensões Preparação da Pré-cimentação
com toda tubulação,
conduítes, etc., ___ ___ 3.12.1 Todas as superfícies em
desconectados. contato com a argamassa
estão limpas, secas e isentas
Juntas de Expansão de óleo.

___ ___ 3.9.2.1 Juntas de dilatação ___ ___ 3.12.2 As porcas dos chumbadores
colocadas a intervalos de 1,4 foram acomodadas na
a 2.8 metros (4 a 6 pés); posição para evitar flutuação
___ ___ 3.9.2.2 Juntas de dilatação da placa de base/placa da
instaladas de modo que elas fundação.
não se movimentarão ___ ___ 3.12.3 As luvas dos chumbadores
quando a argamassa for foram cheias com um
colocada. material moldável macio.
___ ___ 3.12.4 A argamassa da cota
Instalação e Nivelamento da Placa da concorda com os desenhos da
Fundação construção.
___ ___ 3.9.3.1 A cota até o topo da placa de ___ ___ 3.12.8 O material de cimentação
base do equipamento ou está em recipientes limpos,
placa da fundação secos e fechados, e foi
mencionada no benchmark guardado a uma temperatura
civil está de acordo com o de aproximadamente 21ºC
desenho da cimentação da (75ºF) por 48 horas antes da
construção. cimentação.
___ ___ 3.9.3.7 Todos os calços usados nas
subplacas de fundação são
de aço inoxidável do tipo
300 Norma AISI.

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INICIAIS/DATA Preparação da Pré-cimentação


(continuação)

___ ___ 3.12.9 Todas as superfícies da


fundação e de metal estão
dentro da faixa de
temperatura de 18-32ºC
(65-90ºF).

___ ___ 3.12.10 Quantidade suficiente de


materiais de cimentação
estão à mão na área de
trabalho, para completar a
tarefa (15-25 por cento a
mais).

___ ___ 3.12.11 Ferramentas limpas,


equipamento de mistura e
suprimentos de segurança
estão disponíveis no local
de trabalho.

___ ___ 3.12.12 As Folhas de Informações


de Segurança dos Materiais
e os requisitos de proteção
do pessoal foram revistos
com todo o pessoal da
cimentação.

NÚMERO DE IDENTIFICAÇÃO DO EQUIPAMENTO ________________________________________

INSPETOR DE CIMENTAÇÃO_______________________________________DATA _______________

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4.2 Check-list de Colocação da INICIAIS/DATA Cimentação da Placa de Apoio


Argamassa da Instalação do Maquinário
___ ___ A argamassa é colocada
INICIAIS/DATA dentro de sua vida útil de
recipiente.
Hora do começo da
___ ___ Temperatura ambiente no começo da colocação:
colocação da argamassa ______ ºC
(ºF). ____________
Hora do fim da colocação:
_________________
___ ___ A reunião de pré-cimentação foi 3.14.2 Nenhum vibrador é usado
concluída e todo o pessoal entende o ___ ___
para facilitar a colocação da
plano de cimentação e as argamassa.
responsabilidades de cada um.
___ ___ 3.14.2 A velocidade de colocação da
Mistura da Argamassa argamassa é lenta o bastante
para permitir que o ar escape.
___ ___ 3.13.2 Resina e endurecedor são
misturados a 200-250 rpm ___ ___ 3.14.3 O volume utilizado de
durante o tempo argamassa está de acordo
especificado e nenhum ar com o volume estimado da
preso é indicado. cavidade.

___ ___ 3.13.3 Sacos cheios de agregado ___ ___ 3.14.4 Não são observados
são lentamente adicionados vazamentos de argamassa.
ao líquido misturado de
resina/endurecedor e ___ ___ 3.14.5 Para equipamentos de uso
mesclados até umedecer especial, uma amostra da
completamente o agregado. argamassa é obtida para cada
mistura de lote (copo de
___ ___ 3.13.3 Unidades parciais de epóxi,
poliestireno cheio) para o
resinas, endurecedor ou
teste de resistência à
agregado não são usadas. compressão. Todas as
___ ___ 3.13.4 Argamassa misturada em amostras devem ser rotuladas
um misturador portátil de e seus locais de colocação no
velocidade baixa (15-20 lote devem ser anotados.
rpm) (ou em um carro de
mão para pequenas 3.14.7 Todas as bolhas de ar da
___ ___
colocações). superfície da argamassa
foram removidas.

___ ___ 3.14.9 Os furos para argamassa e de


suspiro estão cheios de
argamassa.

___ ___ A temperatura ambiente no


final da colocação da
argamassa ______ºC (ºF).

NÚMERO DE IDENTIFICAÇÃO DO EQUIPAMENTO ________________________________________

INSPETOR DE CIMENTAÇÃO________________________________DATA ______________________

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4.3 Check-list de Pós-Cimentação da INICIAIS/DATA Enchendo Vazios com


Instalação do Maquinário Argamassa

INICIAIS/DATA Instruções de Pós-Cimentação ___ ___ 3.16.1 Placa de base “sondada”


quanto a vazios e todos os
___ ___ 3.15.1 A argamassa é de dureza vazios reparados. Indicar o
suficiente para remover as número de vazios
formas. encontrados, o tamanho e a
___ ___ 3.15.1 As formas de argamassa localização deles:______
continuaram no lugar após a
cimentação por 48-36 horas. ___ ___ 3.16.2 As áreas vazias têm furos de
___ ___ 3.15.3 Os furos do macaco de 1/8 NPT instalados em cantos
parafuso da placa de apoio opostos dos vazios com
estão cheios de um material graxeiros instalados em um
flexível como borracha de dos furos.
silicone RTV.
___ ___ 3.15.4 A argamassa é checada ___ ___ 3.16.3 Furos de suspiro e de
quanto à “maciez” com um enchimento dos vazios com
indicador de mostrador. A argamassa se “comunicam”.
placa de base/de fundação é
checada quanto ao pé ___ ___ 3.16.3 Indicador de mostrador é
desnivelado em cada local de usado na placa de apoio para
chumbador com um indicador monitorar o movimento da
de mostrador magnético à mesma durante o enchimento
medida que os chumbadores do vazio com argamassa.
são apertados. O movimento
da base não deve exceder ___ ___ 3.16.4 Toda a argamassa derramada
0,02 milímetros (0,001 é removida com o solvente
polegada). aprovado pelo fabricante.
___ ___ 3.15.5 Juntas de dilatação vedadas
com vedante de emenda ___ ___ 3.16.5 Torne a checar a placa de
elástica de epóxi. base, para certificar-se que
___ ___ 3.15.6 Topo da fundação do todos os vazios estão cheios
maquinário pintado com uma com argamassa.
tinta protetora não deslizante,
compatível com a argamassa.
___ ___ 3.15.7 Lubrifique todas as roscas de
chumbadores generosamente
e aperte os chumbadores
segundo as recomendações do
fabricante.
Tamanho do
chumbador:______________________
Especificação do
torque:__________________________
Torque
instalado:________________________
___ ___ 3.15.8 Certifique-se que todos os
chumbadores têm penetração
total da porca e um mínimo
de 2 ½ roscas sobressaem
acima da porca do chumbador

NÚMERO DE IDENTIFICAÇÃO DO EQUIPAMENTO ________________________________________


INSPETOR DE CIMENTAÇÃO_____________________________________DATA _________________

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ANEXO A – TABELAS DE TORQUE DOS CHUMBADORES

5-15
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Tabela A-1 Tensão interna dos chumbadores 30.000 PSI

Diâmetro nominal Número de Roscas Torque (pé-libras) Compressão (libras)


do chumbador (polegadas) (por polegada)

Nota 1: Todos os valores de torque são baseados em chumbadores com roscas bem lubrificadas com óleo.
Nota 2: Em todos os casos, o alongamento do chumbador irá indicar a carga no mesmo.

Tabela A-2 Tensão interna dos chumbadores 2110 kg/cm2

Diâmetro nominal Torque Compressão


do chumbador (mm) (newton - metros) (quilogramas)

Nota 1: Todos os valores de torque são baseados em chumbadores com roscas bem lubrificadas com óleo.
Nota 2: Em todos os casos, o alongamento do chumbador irá indicar a carga no mesmo.

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ANEXO B – FOLHA DE INSTRUÇÕES E DESENHOS DE NIVELAMENTO

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LINHA CENTRAL

ORIENTAÇÃO

Figura B-1- Layout Característico de Placa de Apoio para


Medição de Cota e Nível

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ORIENTAÇÃO

Figura B-2- Layout Característico de Placa da Fundação para


Medição de Cota e Nível

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Folha de Informações Típica do Nível da Placa de Apoio


(Folha 1 de 1)

Cota especificada no Desenho Civil ____________________________________________


Cota da Placa da Fundação no Local “A” ____________________________________________

Nº. de Referência do Desenho Civil ____________________________________________

Localização Cota referente ao Local “A” Comentários

B ________________________________

C ________________________________

D ________________________________

E ________________________________

F ________________________________

G ________________________________

H ________________________________

I ________________________________

J ________________________________

K ________________________________

L ________________________________

M ________________________________

N ________________________________

CHECADO POR______________________________EMPREITEIRA DATA_______________________

APROVADOPOR________________________________(USUÁRIO) DATA_______________________

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ANEXO C – ARRANJO TÍPICO DE PLACA DE APOIO
PARA EQUIPAMENTO DE USO ESPECIAL MONTADO EM PLACA DE BASE

5-25
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Placas de apoio para equipamento e motor com


superfícies superiores usinadas

PLACA DE BASE EM AÇO

Coxins correspondentes da placa de Cavidade de


encosto soldados ao fundo ao deslizador argamassa
Placas de fundação pré-cimentadas à fundação de de aço estrutural com superfície inferior
concreto, antes da chegada do deslizador usinada plana
(tamanho nominal 12”x 12” x 12” de espessura)

Furo do chumbador

Furo roscado do parafuso nivelador

VISTA DO PLANO DA
PLACA DE ENCOSTO
(Típica)

Figura C-1- Arranjo Típico de Placa de Apoio


para Equipamento de Uso Especial Montado em Placa de Base

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ANEXDO D – NIVELAMENTO DA PLACA DE BASE PARA BOMBAS CENTRÍFUGAS
HORIZONTAIS (PARA USO QUANDO UMA BOMBA E/OU O MOTOR DA MESMA NÃO
FOREM REMOVIDOS DA PLACA DE BASE PARA CIMENTAÇÃO)

NIVELAMENTO DA PLACA DE BASE

Procedimento
1. Determine o lado alto da placa de base. Em seguida, inicie o nivelamento através de coxins no lado alto,
ajustando os parafusos de nivelamento adjacentes ao coxim que você estiver nivelando. Por exemplo, ao
nivelar os coxins A e B do motor na direção transversal, nivele nos pontos de fixação 1 e 2 (ver Figura D-1)
com o nível posicionado como mostra a Figura D-3. Continue nivelando até a placa de base ficar nivelada no
sentido transversal nos lugares ilustrados nas Figuras D-2 e D-3, coxins A e B devem ficar nivelados através
dos centros e através das extremidades, particularmente aquelas mais próximas à bomba.
Observação: Só use coxins de base para determinar o nivelamento. Nunca use bicos nem trilhos da placa de
base.

2. Nivele ambos os lados da placa de base no sentido longitudinal, ajustando os parafusos niveladores adjacentes
ao coxim que você estiver nivelando. Por exemplo, ao nivelar o coxim A, nivele nos pontos de fixação 1, 3 e
5, Figura D-1, com o nível posicionado como mostra a Figura D-4. Continue nivelando até ambos os lados da
chapa de base (isto é, coxins A, B e cada lado da bomba) ficarem nivelados no sentido longitudinal nos
lugares ilustrados por D-4 e D-5.

3. Aperte os chumbadores da fundação e os parafusos de sujeição dos pés da bomba. À medida que você aperta
os parafusos, posicione o nível como é mostrado nas quatro figuras de nivelamento e verifique o nivelamento
em ambas as direções, transversal e longitudinal. Se o aperto dos parafusos alterar o nivelamento, ajuste o
parafuso nivelador até a placa de base ficar nivelada em ambas as direções no local onde o nivelamento foi
alterado. Aperte novamente os parafusos e verifique o nivelamento em ambas as direções. Continue esse
procedimento até todos os parafusos nas direções transversal e longitudinal estarem apertados.

Figuras D-1 a D-5: Bomba Suspensa de Estágio Único


Figuras D-6 a D-10: Bomba de Estágio Simples ou Múltiplo entre Mancais

5-29
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5-30 PRÁTICA RECOMENDADA PELA API 686 PIP RElE 686

Coxim B

2 (escondidos, típicos)

Coxim A

Observação: Os pontos 2, 4 e 6 estão diretamente transversais aos Pontos 1, 3 e 5, respectivamente.

Figura D-1 - Vista de Topo da Placa de Base


Bocal de descarga
Parafuso de sujeição
do pé da bomba

Borda do pedestal

Figura D-2 – Nivelando a Extremidade da


Bomba Transversalmente

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Práticas Recomendadas para Instalação de Maquinário e Projeto de Instalação Capítulo 5 5-31

Coxim B

Coxim A

Figura D-3 – Nivelando o Lado do Motor Transversalmente

Coxim B

Coxim A

Figura D-4 – Nivelando o Lado do Motor Longitudinalmente

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5-32 PRÁTICA RECOMENDADA PELA API 686 PIP RElE 686

Borda do pedestal

Bocal de descarga

Figura D-5 – Nivelando o Lado da Bomba Longitudinalmente

Figura D-6 – Vista de Topo da Placa de Base (Típica)

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Nível da bancada

Figura D-7 – Nivelando o Lado da Bomba Transversalmente

Nível da bancada

Aresta reta

Figura D-8 – Nivelando o Lado do Motor Transversalmente (Típico)

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5-34 PRÁTICA RECOMENDADA PELA API 686 PIP RElE 686

Aresta reta
Nível da bancada

Figura D-9 – Nivelando o Lado do Motor Longitudinalmente (Típico)

Nível da bancada

Figura D-10 – Nivelando o Lado da Bomba Longitudinalmente

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ANEXO E – INSTALAÇÃO TÍPICA DE CIMENTAÇÃO DE PLACAS DA FUNDAÇÃO

5-35
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Práticas Recomendadas para Instalação de Maquinário e Projeto de Instalação Capítulo 5 5-37

Chumbador
Macaco de rosca

Placa da fundação

FUNDAÇÃO
DE

Coxim de nivelamento do macaco Cavidade de


de rosca (argamassa sob o coxim argamassa
de nivelamento é opcional)

Luva do chumbador (cheia com


material moldável macio)
Engaxetamento

Figura E-1 – Instalação Típica da Cimentação das Placas de Fundação

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ANEXO F - INSTALAÇÃO TÍPICA DE CIMENTAÇÃO DE
PLACAS DE BASE PARA BOMBAS E EQUIPAMENTOS
DE USO GERAL

5-39
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Práticas Recomendadas para Instalação de Maquinário e Projeto de Instalação Capítulo 5 5-41

Chumbador

Enrole as roscas
com fita adesiva

Placa de Base
7,5 a 15 cm
Macaco de
rosca

Furo de suspiro
Orifício para nivelador
argamassa Furo de Formas de madeira
suspiro para argamassa
revestidas com cera

Isolamento tubular de
poliuretano de alta
densidade e células fechadas Chanfro de
¾” na
argamassa

Chanfro de 5
a 7,5 cm (2” a
3” ) na
fundação de
concreto

Espuma de uretano
ou RTV

Luva do
chumbador

Profundidade mínima abaixo do fundo


da luva conforme a necessidade para
projetos de fundação

Figura F-1 - Instalação Típica da Cimentação de Placas de Base para


Bombas e Equipamentos de Uso Geral

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ANEXO G – COXINS DE NIVELAMENTO TÍPICOS DA PLACA DE APOIO

5-43
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Práticas Recomendadas para Instalação de Maquinário e Projeto de Instalação Capítulo 5 5-45

Ponto de perfuração ¾”

Observações:
1. Materiais – Aço-carbono
2. Limpeza - Isento de sujeira, ferrugem, carepa e lixo

Figura G-1 – Coxins de Nivelamento Típicos de Placa de Apoio

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ÍNDICE
Página

CAPÍTULO 6 - TUBULAÇÃO

SEÇÃO 1 - DEFINIÇÕES ................................................................................................................ 6-1

SEÇÃO 2 – PROJETO DE INSTALAÇÃO DA CIMENTAÇÃO DO MAQUINÁRIO ................. 6-1

2.1 Escopo ......................................................................................................................................... 6-2


2.2 Acessibilidade para Operação e Manutenção .............................................................................. 6-2
2.3 Requisitos de Isolamento............................................................................................................. 6-3
2.4 Suportes da Tubulação................................................................................................................. 6-3
2.5 Provisão para Soldas em Campo ................................................................................................. 6-3
2.6 Conexões de Pressão e Poços Térmicos ...................................................................................... 6-3
2.7 Dimensionamento do Tubo e Válvula de Admissão.................................................................... 6-4
2.8 Filtros de Entrada ........................................................................................................................ 6-4
2.9 Tubulação de Saída do Maquinário ............................................................................................. 6-4
2.10 Suspiros e Drenos ...................................................................................................................... 6-4
2.11 Linhas de Aquecimento ............................................................................................................. 6-5
2.12 Alívio da Pressão do Maquinário de Deslocamento Positivo .................................................... 6-5
2.13 Sistemas de Tubulação em Serviço de Pulsação........................................................................ 6-5
2.14 Tubulações Auxiliares Diversas ................................................................................................ 6-6
2.15 Provisões de Comissionamento ................................................................................................. 6-6
2.16 Sistemas de Névoa de Óleo ....................................................................................................... 6-6

SEÇÃO 3 – PROJETO DE INSTALAÇÃO DE TUBULAÇÃO ESPECÍFICO


PARA MAQUINÁRIO ................................................................................................ 6-8

3.1 Bombas ........................................................................................................................................ 6-8


3.2 Compressores e Sopradores......................................................................................................... 6-9
3.3 Turbinas a Vapor ....................................................................................................................... 6-11

SEÇÃO 4 – INSTALAÇÃO DE TUBULAÇÃO PARA MAQUINÁRIO ..................................... 6-12

4.1 Requisitos Gerais....................................................................................................................... 6-12


4.2 Instalação de Acessórios em Campo ......................................................................................... 6-12
4.3 Restrições de Teste Hidrostático ............................................................................................... 6-13
4.4 Correntes Elétricas Parasitas...................................................................................................... 6-13
4.5 Verificação do Projeto ............................................................................................................... 6-13
4.6 Requisitos de Alinhamento da Tubulação ................................................................................. 6-13
4.7 Alinhamento da Tubulação........................................................................................................ 6-14
4.8 Medição da Deformação do Tubo ............................................................................................. 6-15
4.9 Suspensor de Mola e Verificação da Função de Suporte da Mola............................................. 6-15
4.10 Instalação da Tubulação de Névoa de Óleo............................................................................. 6-15
4.11 Requisitos Diversos ................................................................................................................. 6-16

ANEXO A – CHECK-LIST DE INSTALAÇÃO DA TUBULAÇÃO DO MAQUINÁRIO.......... 6-17


ANEXO B – DIAGRAMAS DA TUBULAÇÃO DE INSTALAÇÃO DO MAQUINÁRIO......... 6-21
ANEXO C – TUBULAÇÃO DE VAPOR PARA TURBINAS...................................................... 6-25

iii
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Práticas Recomendadas para Instalação de
Maquinário e Projeto de Instalação

Capítulo 6 – Tubulação

Departamento de Fabricação, Distribuição e Marketing

PRÁTICA RECOMENDADA PELA API 686


PIP RElE 686
PRIMEIRA EDIÇÃO, ABRIL DE 1996

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Práticas Recomendadas para Instalação de Maquinário e Projeto de Instalação
CAPÍTULO 6 – TUBULAÇÃO
Seção 1- Definições
1.1 sistema de purgação: Um sistema fechado, 1.10 alinhamento final: O alinhamento de dois eixos
conectado a uma máquina usada para despressurizar e adjacentes do maquinário, após ter sido verificado que a
descontaminar a máquina antes das atividades de medição de tensões impostas pela tubulação sobre o
manutenção; também conhecido como sistema de saída da maquinário está dentro das tolerâncias especificadas.
manutenção.
1.11 trens de equipamento para uso geral: São os
1.2 carretel de fuga: Um pedaço de tubo curto e flangeado trens que têm todos os elementos de uso geral neles.
imediatamente conectado aos flanges da tubulação do Geralmente, eles são poucos, de tamanho relativamente
maquinário. Os comprimentos podem variar com o tamanho pequeno (potência) ou estão em serviço não-crítico. Eles
do tubo, mas variam de 15 centímetros (6 polegadas0 a 1 servem para aplicações onde as condições do processo não
metro (3 pés). A finalidade desse carretel é facilitar a ultrapassam uma pressão de 48 bar (700 libras por polegada
instalação do maquinário, permitir a modificação da quadrada) ou 205ºC (400ºF) de temperatura (excluindo
tubulação para reduzir a deformação dos tubos, isolar o turbinas a vapor), ou ambos, e onde a velocidade não deve
maquinário, facilitar atividades de comissionamento como exceder 5.000 revoluções por minuto (RPM).
lavagem ou sopro das linhas, e permitir a retirada dos filtros
Observação: Os trens de equipamentos de uso geral que
de entrada temporários; é conhecido também como um
forem padrão do fabricante ou forem cobertos por normas
carretel de saída.
como as seguintes: ANSI/SME B.73 bombas horizontais,
1.3 serviço de condensação: Um fluxo de gás que Norma API 610 bombas pequenas, ventiladores, Norma API
contém um componente de vapor que pode condensar para 611 turbinas a vapor, Norma API 672 compressores de ar.
líquido durante a partida, operação ou parada de um Norma API 677 engrenagens de uso geral, Norma API 674
compressor ou soprador. Isso poderá incluir vapores puros bombas-pistão, Norma API 676 bombas giratórias de
como arrefecedores, bem como fluxos de gás de deslocamento positivo, Norma API 680 compressores a ar de
hidrocarboneto. Quando o condensado está presente no fluxo vaivém e motores de carcaça NEMA.
de gás, o termo gás úmido pode ser usado; gás úmido pode
1.12 válvula de bloqueio de isolamento: Uma válvula
ser usado também como sinônimo para serviço de
usada para isolar uma máquina do processo antes da
condensação.
manutenção. Também conhecida como uma válvula de
1.4 ramificação morta: Um trecho da tubulação sem bloqueio ou válvula de isolamento.
fluxo.
1.13 análise mecânica da tubulação: Uma análise da
1.5 representante nomeado do maquinário: A pessoa tubulação conectada a uma máquina, para determinar as
ou organização nomeada pelo principal proprietário dos tensões e flexões da tubulação, resultantes de cargas
equipamentos para falar em nome dele, com relação às dinâmicas como o fluxo pulsante. A determinação do tipo,
decisões de instalação do maquinário, requisitos de inspeção, local e orientação dos suportes e guias da tubulação resulta
etc. Esse representante poderá ser um empregado do dessa análise.
proprietário, uma companhia de inspeção terceirizada, ou
uma empreiteira de engenharia delegada pelo proprietário. 1.14 by-pass de vazão mínima: Veja linha de
reciclagem.
1.6 ponto de queda: Um corte vertical da tubulação de
distribuição da névoa de óleo, que geralmente é menor, em 1.15 válvula de retenção de fechamento suave: Uma
diâmetro, ao alimentador principal de névoa de óleo. Essa válvula de retenção balanceada mecânica ou hidraulicamente,
tubulação sai de um Tê no alimentador principal de névoa de que permite o fechamento da válvula de forma controlada. As
óleo, toma o sentido horizontal e se estende para baixo, até o válvulas de retenção do estilo bolacha, com disco bipartido
maquinário que é lubrificado. acionado a mola e com guia central, ou as válvulas de
retenção com disco de inclinação, são modelos
1.7 projetista da engenharia: A pessoa ou organização representantes.
encarregada da responsabilidade de fornecer desenhos de
instalação e procedimentos para instalar maquinário nas 1.16 NPS: Tamanho de tubo nominal.
instalações de um usuário, após as máquinas terem sido 1.17 névoa de óleo: Uma dispersão de gotículas de óleo
entregues. Em geral, mas nem sempre, o projetista especifica de 1 a 3 mícron de tamanho no fluxo de ar.
o maquinário das instalações do usuário.
1.1 8 sistema de névoa de óleo: Um sistema projetado
1.8 instalador do equipamento: A pessoa ou para produzir, transportar e fornecer névoa de óleo desde a
organização encarregada de prestar serviços e mão de obra de localização central até um alojamento de mancal distante.
engenharia necessários para instalar maquinário em uma Esse sistema consiste no console de névoa de óleo,
unidade do usuário, após o maquinário ter sido entregue. Em alimentadores da tubulação de distribuição e laterais,
geral, mas nem sempre, o instalador é a empreiteira de acessórios de aplicação e tanque e bomba de suprimento de
construção do projeto. lubrificante.
1.9 usuário do equipamento: A organização encarregada 1.19 console da névoa de óleo: Um sistema composto
da operação do maquinário giratório. Em geral, mas nem do gerador de névoa de óleo, sistema de abastecimento de
sempre, o usuário do equipamento adquire e faz a óleo, sistema de filtragem do ar, saída do alimentador da
manutenção do equipamento giratório após a conclusão do névoa de óleo, além de controles e instrumentos necessários.
projeto. Ar e óleo entram no console para produzir névoa de óleo.

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6-2 RÁTICA RECOMENDADA PELA API 686 PIP RElE 686

1.20 gerador de névoa de óleo: Um dispositivo lubrificação completa é realizada somente pela névoa. A
localizado dentro do console de névoa de óleo, que combina névoa pura pode ainda ser descrita como lubrificação de
óleo com ar, para produzir a névoa. Os geradores comuns de coletor seco.
névoa de óleo utilizam um venturi para realizar a mistura do
óleo com o ar. 1.28 linha de reciclagem: Uma linha vinda da descarga
de uma bomba, soprador ou compressor, que é dirigida de
1.21 alimentador da névoa de óleo: Uma rede de tubos volta ao sistema de sucção.
através da qual a névoa de óleo é transportada, desde o Uma linha de reciclagem inclui, geralmente, elementos de
console onde ela é feita, até o alojamento dos mancais do controle como a linha de sucção, ou poderá ser conectada em
maquinário onde ela é usada. vasos de sucção ou vasos de ejeção de líquidos, e pode incluir
um arrefecedor. Também conhecida como linha de by-pass,
1.22 bloco distribuidor da névoa de óleo: Um by-pass de vazão mínima ou linha de rechaço.
pequeno bloco retangular que possui quatro ou mais furos
perfurados e roscados em faces opostas. Pontos de queda 1.29 trens de equipamentos de uso especial: Trens
terminam nos blocos distribuidores. Um bloco distribuidor de com equipamento acionado que geralmente não são poucos
névoa de óleo pode ainda ser descrito como um bloco nem têm tamanho relativamente grande (potência), ou que
distribuidor de névoa. está em serviço crítico. Essa categoria não é limitada pelas
condições de operação nem velocidade.
1.23 acessórios de aplicação de névoa de óleo:
Orifícios de trajeto longo que fazem da gota de óleo de Observação: Os trens de equipamentos para fins especiais
tamanho pequeno do alimentador (“névoa seca”) ser serão definidos pelo usuário. Em geral, qualquer trem de
convertida em gotículas de óleo de tamanho maior (“névoa equipamento como uma turbina da Norma API 612,
úmida”) para lubrificar os mancais. Os acessórios de compressor de pistão Norma API 618, ou equipamento com
aplicação da névoa de óleo são conhecidos também como uma turbina a gás no trem, deve ser considerado como sendo
reclassificadores. para fins especiais.

1.24 alinhamento preliminar: O alinhamento de dois 1.30 análise estática da tubulação: Uma análise do
eixos de maquinário adjacentes antes da medição da sistema de tubulação conectado a uma máquina para
deformação da tubulação no maquinário. determinar forças e momentos nas conexões de bocais,
causados por diversas condições como o peso do tubo, cargas
1.25 análise de pulsação: Uma análise do sistema de de líquidos e dilatação ou contração térmica. Essas forças e
tubulação conectado a uma máquina, para determinar os momentos são comparados a cargas toleráveis do vendedor
efeitos acústicos e mecânicos do fluxo de pulsação. Para ou normas nacionais para garantir que as cargas dos bocais
máquinas pequenas, uma análise de pulsação poderá consistir atendem as orientações. Essa análise inclui especificação de
na comparação com outras instalações e/ou uso de tabelas, fixador de tubos, guias, suportes e às vezes, suportes de mola
fórmulas ou gráficos do modelo do dispositivo de pulsação e juntas de dilatação para controlar deformações. Quando
patenteado. Para máquinas grandes e complexas, uma análise grandes deslocamentos verticais da tubulação ocorrerem, o
de pulsação poderá consistir na modelagem digital ou maquinário poderá, às vezes, ser montado sobre chapas de
analógica detalhada da máquina e da tubulação. A menos que apoio sobre molas, para reduzir a carga dos bocais.
seja indicado o contrário, a Norma API 618 deve ser usada
para dar orientação para a análise de pulsação. 1.31 vaso de ejeção de sucção ou vaso de saída de
líquido: Um vaso localizado na linha de sucção para um
1.26 névoa de limpeza: A aplicação de névoa de óleo ao compressor ou soprador usado para separar algum líquido
alojamento ou reservatório de mancal do maquinário, para preso do fluxo de gás. Ele pode incluir uma esteira
produzir uma leve pressão positiva. A lubrificação do desembaçadora e/ou separadores centrífugos para ajudar
maquinário é realizada pelo processo por anéis ou de mancal nessa separação. Geralmente, o compressor ou soprador retira
submerso. Isso impede a contaminação que pode ser causada sucção do topo do vaso de ejeção.
pela infiltração de agentes corrosivos ou condensação da
umidade ambiente. Além disso, a névoa de limpeza pode ser 1.32 linha de aquecimento: Uma tubulação usada para
descrita como lubrificação de névoa do poço úmido. drenar fluido quente ou morno através de uma máquina do
processo. A intenção é aquecer ou manter a temperatura de
1.27 névoa pura: A aplicação da névoa de óleo no uma máquina até um valor superior à temperatura ambiente
alojamento de mancal de um maquinário para lubrificar circunvizinha.
mancais anti-atrito. O óleo passa pelos elementos do mancal,
e suas gotículas se unem fora do fluxo de ar. Todo o óleo é
drenado do alojamento de mancal do maquinário e a

Seção 1- Projeto de Instalação da Tubulação do Maquinário


2.1 Escopo materiais, bem como os requisitos de construção e teste da
tubulação.
2.1.1 Esta prática recomendada (PR) serve para fornecer
orientações para o projeto de instalação e pré-instalação de 2.1.2 Esta prática recomendada abrange maquinário giratório
tubulações que são ligadas ao maquinário em instalações de e de vaivém para manuseio de fluidos e inclui bombas,
processamento de petróleo ou de produtos químicos. compressores, sopradores e turbinas em configurações
Especificações de tubulação especificada pelo usuário dos horizontais e verticais.
equipamentos devem ser utilizadas para determinar os

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Práticas Recomendadas para Instalação de Maquinário e Projeto de Instalação Capítulo 6 6-3

2.1.3 É sabido que forças e momentos impostos ao 2.3 Requisitos de isolamento


maquinário pela tubulação são únicos para cada instalação.
Toda tubulação diretamente ligada ao maquinário, excluindo As válvulas de bloqueio do isolamento são
óleo lubrificante e lavagem de vedações, deve ser revista por necessárias na tubulação de processo de entrada e saída, de e
um analista habilitado em tensões da tubulação, para para todo o maquinário. Todo filtro temporário ou
determinar se uma análise estática da tubulação é necessária permanente deve ficar localizado entre a válvula de bloqueio
para assegurar que as cargas dos bocais estão dentro dos de isolamento de entrada e a conexão de entrada do
padrões definidos pelo usuário do equipamento. O projetista maquinário.
da tubulação deverá usar um julgamento consistente em
conjunto com os padrões definidos pelo usuário do Observação: O isolamento usando duas válvulas de bloqueio
equipamento, para projetar um sistema de tubulação que fechadas e uma válvula de suspiro aberta para a atmosfera,
minimize as cargas impostas sobre o maquinário. localizada entre as válvulas de bloqueio, é conhecido como
arranjo “bloqueio duplo e sangria”. Esta é uma alternativa
Observação: Para a maioria do maquinário, as cargas aceitável aos anteparos para isolamento do maquinário, desde
máximas toleráveis dos bocais (forças e momentos) são que o fluido do processo não seja tóxico, corrosivo ou
estabelecidas pelo fabricante do maquinário. Geralmente, o inflamável. Quando for especificado pelo representante
usuário do equipamento adota essas cargas dos bocais como o nomeado do maquinário, a remoção de um carretel de fuga e
padrão definido por ele. Com base na experiência e a instalação de um flange de anteparo é aceitável também.
preferência do usuário do equipamento, cargas dos bocais
mais ou menos restritivas do que aquelas do fabricante do 2.4 Suportes da Tubulação
maquinário podem ser especificadas como a base para o
projeto da tubulação.
A tubulação de e para o maquinário deve ser adequadamente
suportada e controlada para atender os requisitos do projeto.
2.2 Acessibilidade para Operação e A tubulação de entrada e saída do maquinário deve ser
Manutenção apoiada o mais próximo possível da máquina. Isso elimina a
maior parte da carga estática e permite a identificação dos
2.2.1 A menos que seja especificado o contrário, a tubulação problemas de ajuste da tubulação durante a instalação, e a
e conduítes de processo e auxiliares devem ser direcionadas retirada mais fácil do maquinário para manutenção. Apenas
para permitir o aceso ao maquinário para operação, inspeção aqueles suportes especificados como resultado da análise da
e manutenção. tubulação devem ser fornecidos. Os requisitos de projeto da
tubulação devem incluir cargas toleráveis nos flanges,
2.2.2 Todo equipamento auxiliar, tubulação, conduíte, dilatação térmica, pulsações, etc. Esses requisitos podem ser
instrumentos, arrefecedores, pots de vedação, etc., que definidos pelo fabricante do maquinário, pelas normas da
estejam instalados separados da máquina e do acionador, não indústria ou pelo usuário do equipamento.
devem interferir com a retirada da máquina ou do acionador
nem com o acesso ao maquinário para operação e
manutenção normais. Recorra à Figura B-1.
2.5 Previsão para Soldas em Campo

2.2.3 A menos que seja especificado o contrário, a tubulação A menos que seja especificado o contrário pelo
de suporte auxiliar, conduítes, instrumentação, etc., devem representante nomeado do maquinário, o projetista da
ser projetados para uma única área de queda no maquinário tubulação deverá incluir a previsão para uma solda final da
instalado na placa de base. tubulação em campo, perto da máquina, para permitir a
instalação da tubulação segundo os requisitos de ajuste do
Observação: A intenção de uma área de queda única é evitar flange. Toda tubulação NPS 10 ou maior ou maior deve
desordem em torno na placa de base. Isso maximiza a incluir uma solda final em campo perto da máquina.
acessibilidade para operação e manutenção e minimiza a
quantidade de tubulação e conduíte que precisa ser retirada Observação: O tamanho e a configuração da tubulação
para manutenção do maquinário. geralmente determinam se uma solda final em campo é
necessária ou não. Para tubulação inferior a NPS 10, pode ser
2.2.4 A menos que seja especificado o contrário pelo possível construir a tubulação na oficina e não executar uma
representante nomeado do maquinário, válvulas de bloqueio solda final em campo, desde que os requisitos de ajuste do
de isolamento de entrada e saída e postos de anteparo em flange da tubulação com o maquinário sejam atendidos.
torno do maquinário devem ficar acessíveis pela grade perto
deste último. 2.6 Conexões de Pressão e Poços Térmicos

2.2.5 Conexões de ramificação (inclusive suspiros, drenos, e 2.6.1 A menos que seja especificado o contrário, as conexões
válvulas de injeção de pressão, alívio e de segurança) em de pressão completas com válvulas de isolamento devem ser
espaços confinados, como sob plataformas de maquinário, providenciadas na tubulação de entrada e saída de e para todo
devem ser evitadas. o maquinário. Conexões de pressão adicionais não devem ser
feitas para a carcaça do maquinário. A conexão de pressão de
2.2.6 A localização das conexões de ramificação deve ser entrada deve ficar localizada entre qualquer filtro de partida
escolhida de modo que elas não fiquem sujeitas a danos permanente ou temporário e o flange da tubulação de entrada
durante a manutenção, ou em conseqüência do pessoal pisar do maquinário. Recorra à Figura B-3.
ou escalar a conexão.

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2.6.2 Quando os poços térmicos de medição da temperatura


forem necessário, eles devem ficar localizados na tubulação 2.8.2.2 Os modelos de filtros temporários aceitáveis
do processo e não na carcaça da máquina. Esses poços incluem: modelo cônico, cônico truncado e tipo T ou
térmicos devem ficar localizados o mais próximo possível semelhante. A ponta do filtro cônico deve ficar virada para a
das entradas ou saídas da máquina. montante da tubulação. As telas dos filtros do tipo T deve
apontar para a vazão. O material da tela ou do filtro deve ser
2.7 Dimensionamento dos Tubos e Válvulas de aço inoxidável ou conforme a especificação do projetista da
Entrada tubulação.

A tubulação e as válvulas de entrada devem ter, no mínimo, o Observação: Os filtros cônicos podem ser instalados com a
mesmo tamanho que o bocal de entrada do maquinário. ponta orientada para a jusante, quando for explicitamente
Tubulação e válvulas de entrada maiores do que o bocal de especificado pelo usuário do equipamento.
entrada do maquinário são aceitáveis.
2.8.2.3 O projetista da tubulação ou o fornecedor da tela ou
Observação: Deve-se tomar cuidado na redução para o filtro de sucção deve determinar a pressão diferencial
tamanho correto pois isso pode ser feito diferentemente para tolerável máxima para o dispositivo. Essas informações
bombas e para compressores. devem ser fornecidas ao representante nomeado do
maquinário para uso durante comissionamento e partida do
2.8 Filtros de Entrada maquinário.

2.8.1 FILTROS PERMANENTES Observação: O modelo da tela ou filtro de entrada deve ser
avaliado para verificar se a tela não cairá sob qualquer
2.8.1.1 Quando for especificado, filtros permanentes devem pressão diferencial esperada durante comissionamento ou
ser instalados a montante do maquinário que manuseia operação do maquinário, se a tela ou filtro se tornar
fluidos que provavelmente contêm corpos estranhos como completamente obstruído.
areia, carepa e detritos, a menos que o maquinário seja
explicitamente projetado para manusear esse material. 2.9 Tubulação de Saída do Maquinário
Observação: O modelo do filtro de entrada deve ser avaliado, 2.9.1 Uma válvula de retenção deve ser instalada na linha de
para verificar se a tela do mesmo não cairá sob quaisquer descarga de todas as bombas, compressores ou sopradores,
pressões diferenciais esperadas durante o comissionamento quer sejam centrífugos ou giratórios, a menos que não haja
ou operação do maquinário se a tela do filtro ficar possibilidade de uma inversão da vazão ou surto de pressão
completamente obstruída. (como uma pancada de água) sob quaisquer condições. A
válvula de retenção deve ficar localizada entre o flange de
2.8.1.2 Quando grandes acúmulos de corpos estranhos forem descarga da máquina e a válvula de bloqueio de descarga.
esperados, um filtro duplo ou dois filtros simples em paralelo
são necessários, se a máquina não estiver de reserva. Se a Observação: Geralmente, as válvulas de retenção de descarga
máquina estiver de reserva, deve ser providenciado um filtro não fornecem uma vedação estanque então não se pode
simples em cada máquina. confiar nelas para produzir proteção de pressão do
maquinário.
2.8.1.3 A indicação da pressão diferencial deve ser prevista
através do filtro ou dos filtros. 2.9.2 A tubulação de descarga e as válvulas de bloqueio de
isolamento devem ter o mesmo tamanho ou serem maiores do
2.8.1.4 A capacidade de escape para os filtros deve ser que o bocal de saída do maquinário. Válvulas de retenção de
prevista. descarga maiores do que o bocal de descarga do maquinário
são aceitáveis, desde que os requisitos mínimos de velocidade
2.8.1.5 Os filtros permanentes não devem ficar localizados da válvula de retenção sejam atendidos. Válvulas de retenção
mais próximos do que cinco diâmetros de tubos para o bocal de descarga menores do que o bocal de descarga do
de entrada do maquinário. maquinário podem ser usadas, desde que a queda de pressão
seja avaliada.
2.8.2 FILTROS TEMPORÁRIOS
2.9.3 Válvulas de retenção instaladas na tubulação vertical
2.8.2.1 Para maquinário que não seja equipado com uma tela
que exijam previsão de drenagem de líquido preso acima da
de entrada ou filtros permanentes, uma tela ou filtro de
válvula de retenção, devem ser equipadas com um desvio
partida temporário removível deve ser providenciado. Essa
NPS ¾ ou maior em torno dela. Esse desvio deve se preso ao
tela ou filtro temporário deve ser claramente identificado por
corpo da válvula de retenção e deve incluir uma válvula de
uma alça estendida ou outro dispositivo. Essa alça deve
bloqueio manual. Como alternativa, uma conexão de
sobressair além dos materiais de isolamento. A área aberta da drenagem maior de NPS ¾ com válvula de bloqueio deve ser
tela ou do filtro deve ter no mínimo 150 por cento da área
instalada acima da válvula de retenção.
aberta da tubulação. O tamanho típico dos furos do filtro é 6
milímetros (1/4 polegada). Todavia, pode haver aplicações 2.10 Suspiros e Drenos
onde uma tela mais grosseira ou mais fina seja necessária.
Quando a tela de malha fina for necessária, ela deverá ficar 2.10.1 Para trechos de tubulação de NPS ¾ ou maior, todas
no lado a montante do filtro. Essas aplicações devem ser as conexões de suspiro e drenagem devem ter NPS ¾ ou
identificadas pelo projetista da tubulação. mais. Para trecho de tubulação menor do que NPS 3/4 , a
Observação: Telas ou filtros temporários destinam-se apenas à conexão de suspiro ou dreno não deve ser menor do que o
proteção do maquinário durante comissionamento, partida e um trecho de tubo.
breve período depois disso, se for necessário. Deve-se notar que esse Observação: Esse requisito para suspiros de drenos de NPS ¾ tem a
tipo de tela ou filtro pode afetar de forma adversa o desempenho do intenção de produzir resistência e rigidez suficientes para evitar
maquinário, em conseqüência de sua resistência à vazão e causando danos devidos a cargas aplicadas externamente.
distúrbios do fluxo.

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2.10.2 Os suspiros e drenos da tubulação devem ficar desvio fica em torno da válvula de retenção de descarga. A
localizados em carretéis de fuga na tubulação de entrada e segunda linha desvia a válvula de retenção e é conectada ao
saída da máquina. Essas conexões não devem ser colocadas dreno da carcaça do maquinário.
em seções angulares de redutores. As válvulas de drenagem
da carcaça do maquinário devem ficar localizadas em um Observação: Certo maquinário pode exigir uma válvula globo
local conveniente e não sob a carcaça da máquina. ou de orifício em cada linha de aquecimento, para reduzir a
pressão e controlar o escoamento. Deve-se tomar cuidado
Observação: Em maquinário montado em placa de base, os para assegurar que a rotação prejudicial da máquina não
drenos da carcaça devem ser direcionados para a borda da ocorra. Ver Figura B-3.
placa. Para maquinário instalado em placa da fundação, os
drenos da carcaça podem ser canalizados para a grade. 2.11.3 As linhas de aquecimento devem ter o calor rastreado
Válvulas devem ser instaladas em cada dreno antes de e isolado, se o produto vier a se solidificar em temperaturas
qualquer distribuição ou tubulação distante do equipamento. ambientes esperadas. As linhas de aquecimento devem ser
As válvulas de drenagem devem ser instaladas o mais isoladas para proteger o pessoal contra queimaduras, se forem
próximo possível do maquinário. situadas onde o pessoal normalmente tem acesso para
2.10.3 As linhas de drenagem do maquinário devem ser NPS operação ou manutenção do maquinário.
¾ ou maior.
2.11.4 As linhas de aquecimento devem ser avaliadas quanto
2.10.4 As linhas de suspiro e drenagem devem ser à flexibilidade adequada pelo projetista da tubulação, devido
convenientemente dispostas, isoladas e providas de válvulas à possibilidade de dilatação diferencial entre a linha de
para evitar fluxo de vazamento entre as máquinas ou entre descarga do maquinário e a linha de aquecimento.
partes separadas do mesmo trem de maquinário.
2.12 Alívio da Pressão do Maquinário de
2.10.5 Para maquinário montado em tampo de mesa, as Deslocamento Positivo
válvulas de drenagem devem ficar localizadas abaixo da
plataforma, o mais próximo possível da máquina. Essas 2.12.1 O maquinário de deslocamento positive deverá ser
válvulas de drenagem devem ser acessíveis a partir da equipado com um dispositivo de alívio da pressão. Esse
plataforma por extensões de cabos de válvula ou a partir da dispositivo deve ficar localizado entre a conexão de descarga
grade, por válvulas operadas a corrente. do maquinário e a primeira válvula de bloqueio de
isolamento, ou anteparo.
Observação 1: As válvulas de drenagem ficam localizadas abaixo da
plataforma para evitar riscos de tropeço ao pessoal da operação.
Localizar o dreno perto da carcaça da máquina minimiza uma 2.12.2 A tubulação de descarga do dispositivo de alívio de
ramificação morta, a qual pode coletar líquidos indesejáveis que pressão deve ser direcionado para um sistema projetado para
podem congelar ou causar corrosão. tal.
Observação 2: As válvulas NPS 1 ½ e menores não devem ser
equipadas com operadores de corrente. Observação: Sistemas projetados típicos incluem uma boca
acampanada, saída ou purgação de manutenção, oxidante
2.10.6 Todas as válvulas permanentes de suspiro e dreno não térmico, a atmosfera, lavador, vala de processo, poço, tanque
conectadas a um sistema fechado devem ser flangeadas ou de estocagem, vaso de sucção ou outro sistema de processo,
devem ter roscas de tubo fêmeas. Essas válvulas devem ser ou a linha de sucção da máquina.
cobertas com um flange cego ou devem ser tamponadas com
um tampão de tubo maciço. O tampão do flange ou tubo 2.12.3 A tubulação de descarga do dispositivo de alívio de
deverá ser de material que tenha as mesmas propriedades pressão direcionada de volta à linha de sucção do maquinário
metalúrgicas e físicas que a tubulação correspondente. Se for deverá entrar no sistema entre o anteparo de isolamento de
aprovado pelo representante nomeado do maquinário, sucção, válvula de bloqueio, filtro permanente e a conexão de
materiais alternativos para o tampão do flange ou tubo podem sucção da máquina.
ser usados.
Observação: Referenciar requisitos adicionais de
2.11 Linhas de Aquecimento compressores de vaivém (ver Seção 3.2.5).
O maquinário que manuseia materiais quentes a 2.13 Sistemas de Tubulação em Serviço de
mais de 150ºC (300°F) ou materiais com alto ponto de Pulsação
fluidez devem ser providos de linhas de aquecimento, para
obter e manter a temperatura do maquinário. As linhas de 2.13.1 Uma análise de pulsação e análise mecânica da
aquecimento devem ser providas de flanges suficientes para tubulação deverão ser realizadas nos sistemas de tubulação,
permitir que o carretel da tubulação entre a máquina e a para maquinário alternativo ou sujeito a fluxo de pulsação.
válvula de retenção de saída seja removido e/ou alinhado Essas análises devem ser usadas para desenvolver sistemas de
separadamente da linha de aquecimento. tubulação que minimizem pulsações de pressão e vibração da
tubulação. As análises mecânica e de pulsação da tubulação
Observação: Os flanges da linha de aquecimento permitem a devem ser realizadas em conjunto com uma análise estática
retirada de tubulações pequenas antes do aparelhamento dos da tubulação. Todos os requisitos adicionais da tubulação e
carretéis da tubulação da máquina. Isso impede danos restrições identificadas como necessárias pela análise
acidentais à tubulação pequena durante o aparelhamento. mecânica da tubulação, devem ser checados novamente com
2.11.1 Uma linha de desvio com fluxo inverso NPS 1 ou a análise estática da tubulação.
maior deve ser instalada em torno da válvula de retenção de Observação 1: A natureza das análises irá variar com o tamanho,
descarga. complexidade e configuração do sistema. Para sistemas pequenos e
simples, as analises podem ser omitidas ou podem ser realizadas por
2.11.2 Para todas as máquinas de sucção dupla e de estágios métodos manuais. Sistemas grandes ou complexos podem exigir um
múltiplos, pelo menos duas linhas de desvio com fluxo estudo digital ou analógico.
inverso NPS 1 ou maior devem ser previstas. Uma linha de

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Observação 2: Alguns equipamentos giratórios como sopradores do


tipo lóbulo geram pulsações que devem ser revistas e uma 2.14.2 A tubulação da água de arrefecimento deve ser feita
compensação da pulsação realizada. de aço inoxidável com espessura mínima de parede de 1
milímetro (0,035 polegada). O tamanho mínimo aceitável do
2.13.2 Amortecedores de pulsação, acumuladores, garrafas diâmetro da tubulação é 12 milímetros (0,5 polegada).
de volume, orifícios e sistemas de tubulação acusticamente Tubulação de cobre não é aceitável.
fora de sintonia devem ser previstos para reduzir os níveis de
pulsação segundo a análise correspondente. 2.14.3 Quando medições do desempenho termodinâmico
locais precisarem ser feitas em uma máquina, deve-se
2.13.3 Registros de pressão com válvulas de isolamento fornecer conexões suficientes de pressão, temperatura, vazão
devem ser instalados para permitir a medição de pulsações e amostragem.
nas conexões de sucção e descarga da máquina, bem como
Observação: O tipo, a localização, a precisão e a redundância
outros locais especificados pelo representante nomeado do
do instrumento pode ter impacto significativo sobre a
maquinário.
capacidade de se obter dados com precisão suficiente para
2.13.4 Com base nos dados obtidos pelas análises de determinar o desempenho em campo. Para dados específicos
pulsação e mecânicas da tubulação, o direcionamento da sobre conexões de pressão, temperatura, vazão e amostragem
tubulação, os suportes, restrições e fixadores devem ser recorra ao Performance Test Code (PTC).
espaçados para evitar extensões ressonantes e para restringir 2.14.4 A cota do reservatório (pot) de vedação acima da
as forças dinâmicas geradas. linha central do eixo, bem como a distância real da tubulação
do reservatório (pot) à vedação deve estar de acordo com as
2.13.5 Nenhuma conexão de ramificação deverá ser recomendações do fabricante da vedação mecânica ou do
instalada sem uma necessidade justificável. A quantidade de fabricante da máquina.
conexões de ramificação deve ser mantida em um mínimo
absoluto. 2.14.5 As conexões dos instrumentos devem ser dispostas
para permitir a drenagem livre de líquidos condensados.
2.13.6 Conexões de ramificação (como suspiros, drenos,
Observação: As válvulas de drenagem devem ser evitadas,
conexões de manômetros, etc.) devem ficar localizadas em
pois as linhas de impulso podem não ser drenadas de forma
pontos onde a linha estiver presa).
regular.
2.13.7 As conexões de ramificação devem ser instaladas o 2.15 Disposições de Comissionamento
mais distante possível da fonte de vibração.
2.15.1 Quando a tubulação precisar ser limpa ou purgada a
2.13.8 A tubulação deve ser direcionada o mais próximo vapor durante o comissionamento, os limites de temperatura e
possível da grade ou da fundação de concreto pesado. os efeitos térmicos devem ser incluídos no projeto.
Fixadores e restrições rígidas devem ser usadas de forma
2.15.2 Quando a tubulação e vasos precisarem ser
eficaz para prender corretamente a tubulação.
quimicamente limpos durante o comissionamento,
2.13.9 As linhas de processo devem ser limitadas pelo uso disposições para facilitar essa limpeza deve estar incluída no
somente desses fixadores de tubos, restrições e deslizadores projeto da tubulação.
de atrito determinados como necessários pelas análises da 2.15.3 A tubulação de entrada de vapor para o maquinário
tubulação. deve ser projetada de tal forma, que o sopro de vapor seja
possível para cada ramificação e para cada uso final sem
2.13.10 Os prendedores de tubos devem ser fixados às desmontagem importante nem acesso difícil. Todas as saídas
pilastras de concreto ou aço estrutural. As pilastras e aço de sopro de vapor, suportes, drenos de condensado, pontos de
estrutural devem ser projetados para produzir a rigidez lateral amostragem, desvios, etc., devem ser incluídos na tubulação
necessárias para restringir as forças dinâmicas. pelo projetista.
2.13.11 O aço de reforço para pilastras deve ser 2.15.4 O projeto de tubulação dos sistemas de gás devem
corretamente desenvolvido na esteira de suporte ou fundação. incluir disposições para drenagem e secagem do sistema de
Todos os suportes da tubulação devem ser adicionados após a tubulação após a conclusão dos testes hidrostáticos.
instalação inicial serão revisados por uma análise mecânica
da tubulação. Os suportes exigidos pelas análises da Observação: Suportes temporários podem ser necessários durante o
tubulação adicionados após a instalação inicial, devem ser teste hidrostático para evitar a fadiga excessiva da tubulação ou
bocais do maquinário que permanecem conectados.
presos à esteira. Parafusos de extensão e outras conexões
mecânicas não são satisfatórios para serviço de pulsação, e 2.16 Sistemas de Névoa de Óleo
não devem ser usados.
2.16.1 Os alimentadores principais e secundários da névoa
2.13.12 As conexões de ramificação devem ser mantidas as de óleo não devem conter válvulas.
mais curtas possíveis para minimizar o braço do momento de
Observação: As válvulas introduzem interrupções
vibração. Quando massas grandes como válvulas de alívio ou
desnecessárias do fluxo que podem fazer o óleo se aglutinar a
segurança não puderem ser evitadas, elas devem ser
partir da névoa quando elas forem fechadas acidentalmente.
reforçadas.
2.16.2 Uniões de tubulação devem ser usadas no console de
2.14 Tubulações Auxiliares Diversas névoa de óleo, entre o console e o alimentador principal de
névoa de óleo.
2.14.1 A tubulação da água de arrefecimento deve ser feita
Observação: As uniões permitem o desligamento do alimentador de
de tubos de aço Programa 80 NPS 1 no mínimo. A tubulação
névoa para limpeza e comissionamento, bem como a troca do
da água de arrefecimento não deverá ser menor do que a console.
maior conexão com a camisa de água ou trocador de calor.

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Práticas Recomendadas para Instalação de Maquinário e Projeto de Instalação Capítulo 6 6-7

2.16.3 A menos que seja especificado o contrário, os 2.16.12 A tubulação lateral do ponto de queda da névoa de
alimentadores principal e secundário de névoa de óleo, e a óleo deverá ser NPS 3/4.
tubulação lateral e vertical do ponto de queda devem ser de
aço galvanizado parafusado. A tubulação usada no sistema de 2.16.13 A tubulação lateral do ponto de queda da névoa de
névoa de óleo deve ser de aço inoxidável. óleo deverá sair verticalmente do topo do alimentador
principal através de um tê parafusado.
2.16.4 Os alimentadores principal e secundário de névoa de
óleo devem ser continuamente inclinados de volta para o 2.16.14 A tubulação lateral do ponto de queda da névoa de
console da névoa de óleo. Somente quando obstruções óleo deverá se inclinar continuamente para o alimentador
impedirem a inclinação contínua de volta para o console, é principal ou secundário. Quando obstruções impedirem a
que os alimentadores principal e secundário de névoa de óleo inclinação contínua de volta para o alimentador, a tubulação
não devem inclinados para o console da névoa de óleo, e sim lateral do ponto de queda da névoa de óleo deverá se inclinar
para um sistema projetado pelo usuário do equipamento. continuamente até o ponto de queda.

Observação: À medida que o óleo é transportado, parte da 2.16.15 A menos que seja especificado o contrário pelo
névoa se aglutina e se acumula como óleo na tubulação. Com representante nomeado do maquinário, a tubulação lateral do
a tubulação da névoa de óleo inclinada de volta para o ponto de queda da névoa de óleo deverá ser inclinado no
console da névoa de óleo, o óleo líquido acumulado na mínimo 1 centímetro pro 5 metros (1 polegada por 40 pés).
tubulação é drenado de volta para o reservatório do gerador Uma inclinação maior é aceitável.
de névoa de óleo. O uso do óleo é muito menor, pois apenas a 2.16.16 A tubulação vertical do ponto de queda da névoa de
névoa que alcança o maquinário é consumido. O óleo líquido óleo deverá terminar, e blocos de distribuição devem ficar
pode se acumular em um tubo e bloquear o fluxo da névoa se localizados 1 metro (3 pés) acima do maquinário a ser
o tubo não estiver corretamente inclinado. lubrificado.
2.16.5 A menos que seja especificado o contrário pelo 2.16.17 A tubulação do ponto de queda da névoa de óleo
representante nomeado do maquinário, os alimentadores deverá ficar situada de tal modo, que o acesso para operação
principal e secundário da névoa de óleo devem ser inclinados e manutenção do maquinário não seja obstruído. A
no mínimo 2 centímetros por 5 metros (1 polegada por 20 desmontagem da tubulação do ponto de queda da névoa de
pés). Uma inclinação maior é aceitável. óleo ou do bloco de distribuição para remover o maquinário
2.16.6 Os alimentadores principal e secundário de névoa de para manutenção, não é aceitável.
óleo devem ser apoiados no topo de vigas horizontais ou 2.16.18 Os trechos horizontais da tubulação lateral do ponto
prateleiras de tubos com ângulo estrutural. Quando for de queda da névoa de óleo não devem ultrapassar 10 metros
aprovado pelo representante nomeado do maquinário, os (30 pés).
alimentadores principal e secundário de névoa de óleo podem
ficar suspensos abaixo das vigas ou prateleiras de tubos. 2.16.19 Válvulas de bloqueio não devem ser instaladas na
tubulação do ponto de queda da névoa de óleo.
2.16.7 O arqueamento dos tubos dos alimentadores principal
e secundário de névoa de óleo não deve exceder um terço do 2.16.20 Os blocos de distribuição do ponto de queda da
diâmetro interno do tubo. Envergaduras não suportadas dos névoa de óleo devem incluir um vidro de nível.
alimentadores principal e secundário de névoa de óleo não
devem ser superiores à distância entre vigas adjacentes. Observação: Normalmente, o vidro de nível é um dispositivo
pequeno e moldado de plástico transparente ou vidro
2.16.8 Reforços horizontais não devem ser usado para apoiar instalado no fundo do bloco de distribuição, para fornecer
os alimentadores principal e secundário de névoa de óleo uma indicação do nível de óleo condensado no ponto de
queda. Modelos alternativos são aceitáveis.
2.16.9 Os alimentadores principais de névoa de óleo devem
ser direcionados o mais perto possível do exterior da 2.16.21 Os blocos de distribuição do ponto de queda da
prateleira de tubos e de uma forma tal, que deixe espaço para névoa de óleo devem ser equipados com uma válvula para
futuras adições de tubulação de processo na prateleira. permitir a drenagem do óleo. As válvulas de drenagem dos
blocos de distribuição devem ser de ação de pressão, torneira
2.16.10 Os alimentadores secundários de névoa de óleo de purga ou outro tipo que não possa ser aberto quando
devem ser conectados ao topo do alimentador principal com sujeito a vibração.
tês parafusados.
2.16.22 Acessórios de aplicação de névoa de óleo
2.16.11 A tubulação dos alimentadores principal e (reclassificadores) devem ser instalados no bloco de
secundário de névoa de óleo devem ser NPSD 2 ou maior. distribuição. Quando for especificado pelo representante
Observação: Geralmente, NPS 2 é adequado para a maioria nomeado do maquinário, os acessórios de aplicação de névoa
das instalações. Um tamanho de tubo maior pode ser de óleo (reclassificadores) podem ser instalados no
necessário em sistemas de névoa de óleo que atendem um alojamento de mancais do maquinário.
grande número de pontos de lubrificação. O tamanho do 2.16.23 As linhas de alimentação de névoa de óleo do bloco
alimentador deverá ser grande o suficiente para limitar a de distribuição para o alojamento de mancais do maquinário
velocidade da névoa de óleo a um máximo de 7 metros por devem ser tubulações de aço inoxidável com diâmetro de 6
segundo (22 pés por segundo) na capacidade máxima do milímetros (1/4 polegada) ou mais.
gerador de névoa de óleo. Não se estimula o uso dos
alimentadores principal e secundários de névoa de óleo 2.16.24 As linhas de alimentação de névoa de óleo devem se
menores do que NPS 2 devido à necessidade de se fornecer inclinar continuamente para baixo até o alojamento de
suportes adicionais da tubulação, para evitar o arqueamento mancais do maquinário. Curvas ou voltas em ângulo reto
maior resultante do tubo de tamanho menor e a maior devem ser minimizadas.
vulnerabilidade à avaria mecânica.

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6-8 PRÁTICA RECOMENDADA PELA API 686 PIP RElE 686

Seção 3 - Projeto de Instalação da Tubulação Específica do Maquinário


3.1 Bombas drenagem não devem ser colocadas no canto do redutor. As
seções do redutor devem incluir a previsão para drenagem.
3.1.1 REQUISITOS GERAIS
3.1.2.5 O redutor deve ser excêntrico para tubulação elevada
3.1.1.1 A tubulação auxiliar para bombas como líquido de em uma bomba de sucção superior.
sobreposta de engaxetamento, líquido de lavagem, água de
arrefecimento, vapor de resfriamento brusco, etc., deve ser 3.1.2.6 A linha de sucção da bomba deverá ter um trecho
equipada com válvulas de bloqueio de isolamento localizadas reto (geralmente, cinco diâmetros do tubo) entre o flange de
na bomba. sucção e o primeiro joelho, tê, válvula, redutor, filtro
permanente ou outra obstrução suficiente para assegurar
3.1.1.2 Válvulas de retenção de fechamento suave devem ser fluxo estável e uniforme no bocal de sucção da bomba.
usadas nas linhas de descarga de bombas centrífugas de
grandes sistemas. As válvulas de retenção de fechamento Observação: Um trecho reto de tubulação com comprimento de cinco
diâmetros de tubo, baseado no tamanho do bocal de sucção da
suave incluem válvulas de retenção de disco bipartido,
bomba, geralmente é suficiente para garantir fluxo uniforme e estável
acionadas a mola, guiadas centralmente e de estilo bolacha, no bocal de sucção da bomba. Em algumas situações, o tipo e a
ou válvulas de retenção com disco de inclinação. orientação das válvulas e joelhos da linha de sucção da bomba
podem afetar a distribuição do fluxo para o propulsor, e exigir um
Observação: Normalmente, sistemas grandes são usados para
tamanho de trecho de tubulação reta mais longo. Alinhadores de
transferir água ou outros fluidos em grandes volumes e/ou longas
fluxo também podem ser utilizados para reduzir o comprimento do
distâncias. As válvulas de retenção de fechamento suave devem ser
trecho reto da tubulação.
consideradas para bombas com mais de 185 quilowatts (250 cavalos-
vapor) de potência nominal ou tubulação NPS 12 ou maior. 3.1.2.7 O ultimo joelho de tubo na linha de sucção para uma
3.1.1.3 As bombas que não tiverem escape automático e que bomba deverá ter um raio longo.
manuseiam fluidos voláteis na pressão de vapor do fluido ou 3.1.2.8 As linhas de sucção da bomba devem ser
perto dela, devem ter um suspiro de volta para a fonte ou direcionadas para evitar alterações na temperatura do fluido
outro sistema adequado. A tubulação de escape não deve ser bombeado. As linhas que contêm fluidos frios de pressão
de menos de NPS 3/4. elevada de vapor não devem ser direcionadas perto de linhas
ou equipamentos quentes, pois o calor das linhas quentes
3.1.2 TUBULAÇÃO DE SUCÇÃO DA BOMBA
pode vaporizar o fluido frio.
3.1.2.1 A tubulação de sucção da bomba deve ser disposta de
3.1.2.9 Para bombas que recebem sucção de torres ou
tal forma, que o fluxo seja o mais suave e uniforme possível,
colunas de vácuo, uma linha de equalização da bomba
no bocal de sucção da bomba. Para conseguir isso, o uso de
retornando para o espaço de vapor na torre ou coluna, deve
tês, cruzetas, válvulas, válvulas de orifício reduzido, filtros,
ser instalada para fazer o escapamento da bomba na partida.
conexões de ramificação de tamanho quase operação, e
cotovelos de raio curto devem ser evitados perto do bocal de 3.1.3 DESVIO MÍNIMO DE VAZÃO DA BOMBA
sucção.
3.1.3.1 Quando a prática operacional ou processo não puder
3.1.2.2 A Altura de Sucção Positiva Líquida Disponível assegurar que a velocidade de escoamento da bomba será
(NPSHA, sigla de Net Positive Suction Head Available) parra igual à velocidade de escoamento contínuo mínimo ou acima
a configuração da tubulação de sucção deve ser checada e dela, um desvio mínimo de vazão deverá ser providenciado.
comparada com a Altura de Sucção Positiva Líquida A vazão mínima contínua deve ser um valor medido
Necessária (NPSHR, ou Net Positive Suction Head Required) fornecido pelo fabricante da bomba, e não uma aproximação.
para todas as bombas. Para bombas centrífugas, a NPSHA
será maior do que a NPSHR de acordo com PIP REEPOO1, Observação: A vazão mínima da bomba é baseado em
Projeto de Aplicações de Bomba Centrífuga. Para bombas considerações de estabilidade hidráulica e elevação térmica.
diferentes das bombas centrífugas, a NPSHA deve ser maior A prática normal é usar o mais alto desses valores para
do que a NPSHR, segundo a norma API 674, Bombas-Pistão estabelecer a vazão mínima da bomba.
de Deslocamento Positivo, Norma API 675, Bombas de
Deslocamento Positivo – Volume Controlado, ou Norma API 3.1.3.2 A linha de desvio do fluxo mínimo deve ser
676, Bombas de Deslocamento Positivo – Giratórias, direcionada a partir da descarga da bomba para o vaso,
conforme a necessidade. tanque ou poço de sucção. Uma análise deverá ser feita que
considere as propriedades termodinâmicas do líquido, a
3.1.2.3 A tubulação de sucção deve ser projetada sem pontos quantidade de líquido a ser recirculada, e o tamanho do vaso,
elevados para coletar vapores. Se o fluido bombeado estiver tanque ou poço de sucção, bem como a recirculação interna
perto de sua temperatura de vaporização, a linha de sucção da bomba. Quando for indicado por essa análise, um
deve ser inclinada no mínimo 10 milímetros por metro (1/8 arrefecedor deverá ser instalado na linha de desvio. O
polegada por pé) na direção da bomba em todos os pontos, representante nomeado do maquinário deverá concordar com
para impedir o acúmulo de bolhas. a localização de entrada do retorno da linha de by-pass de
fluxo mínimo.
Observação: A direção da inclinação da tubulação da linha de sucção
deve ser aquela especificada pelo representante nomeado do Observação 1: Com arrefecimento adequado, pode-se ainda
maquinário. considerar o direcionamento da linha de desvio da descarga para a
linha de sucção. Essa linha de desvio do fluxo mínimo deve ser unida
3.1.2.4 Os redutores usados nas linhas de sucção horizontais à linha de sucção da bomba o mais longe possível do bocal de sucção
devem ser excêntricas e devem ser instaladas para evitar o da bomba, mas a pelo menos cinco diâmetros de tubo a montante
acúmulo de vapores na linha de sucção. O lado plano do desse bocal. Muitas vezes, o controle do desvio é usado em bombas
redutor de excêntrico deverá ficar em cima. As conexões de específicas de alta velocidade, como bombas de fluxo axial, pois o
requisito de potencia diminui com o aumento da vazão.

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Práticas Recomendadas para Instalação de Maquinário e Projeto de Instalação Capítulo 6 6-9

Observação 2: A entrada da linha de desvio para a linha de sucção da 3.2 Compressores e Sopradores
bomba deve ser projetada para minimizar a turbulência de vazão de
modo a evitar a criação de uma queda de pressão que pode resultar 3.2.1 REQUISITOS GERAIS
em dificuldades NPSH.
3.2.1.1 A tubulação de processo auxiliar conectada a
Observação 3: As bombas devem ter um sistema de alarme de baixa
compressores e sopradores deve incluir válvulas de bloqueio
vazão ou de desvio, para alertar o operador se as bombas puderem ser
operadas periodicamente contra um controle de descarga fechado, de isolamento e anteparos de isolamento. Essa tubulação
durante operação e/ou partida normal. auxiliar inclui a conexão com sistemas de boca acampanada,
distribuições de dreno do vaso de sucção, etc.
3.1.3.3 O controle da vazão através da linha de recirculação
pode ser feito por meio de uma instrumentação aceitável, Observação: Essas válvulas e anteparos podem ser omitidos
incluindo um orifício de restrição ou um elemento sensor de para compressores e sopradores em serviço com ar, se a
vazão com uma válvula de controle anexa, uma válvula de omissão não comprometer a operação ou segurança.
recirculação automática independente, ou uma combinação
3.2.1.2 Quando uma operação de teste de pré-
de um elemento sensor de vazão, válvula solenóide e orifício
comissionamento for especificada pelo usuário do
de restrição.
equipamento, o projetista da tubulação deverá incluir
3.1.4 BOMBAS VERTICAIS previsões para abrir orifícios de limpeza ou passagens no
vaso e tubulação de sucção e exaustão através da tubulação
3.1.4.1 A tubulação de sucção e descarga para bombas com restrição temporária.
verticais em linha, deve ter suportes ajustáveis. Esses
suportes devem ficar localizados a 1 metro (3 pés) dos Observação: Uma operação de teste de pré-comissionamento
flanges de sucção e descarga da bomba. Os suportes consiste na operação de uma máquina com ar, antes da
ajustáveis devem ter um meio de travar suas posições, para produção do gás de processo como nitrogênio,
impedir mudanças devido à vibração ou ajuste acidental hidrocarboneto, etc., durante a fase de comissionamento do
indesejado. maquinário. Essa operação de teste é realizada com flanges
abertos e/ou válvulas removidas, de modo que a máquina não
3.1.4.2 As bombas verticais devem ser canalizadas para acumule pressão nem gere temperatura e possa aspirar e
drenar qualquer fluido que se acumule na estrutura de suporte expirar livremente para a atmosfera.
do acionador. Essa linha de drenagem deverá ser de NPS 1 ou
maior, com uma extremidade aberta visível. 3.2.2 TUBULAÇÃO DE SUCÇÃO

3.1.4.3 As bombas verticais devem incluir previsão para o 3.2.2.1 A tubulação de entrada para compressores e
escapamento de gases da placa da sobreposta de sopradores não deve conter seções onde possa haver acúmulo
engaxetamento da vedação. As conexões de suspiro devem de líquido durante operação, partida e/ou parada normal.
ser ligadas a um sistema específico ou para a tubulação de Quando essas seções forem inevitáveis, deve-se providenciar
sucção ou descarga da bomba, em uma cota mais alta do que instalações de dreno adequadas.
a placa da sobreposta de engaxetamento da vedação.
3.2.2.2 Quando redutores horizontais forem instalados na
Observação: Como a vedação fica localizada no ponto mais alto de tubulação de entrada para compressores e sopradores, eles
uma bomba vertical, o escapamento de ar ou vapor preso garante que devem ser excêntricos, com o lado plano no fundo do tubo,
a câmara de vedação da bomba fique cheia de líquido antes da para evitar o acúmulo de líquidos.
partida da mesma. Sistemas normalmente projetados incluem uma
boca acampanada, saída ou purgação de manutenção, oxidante 3.2.2.3 A tubulação de sucção para compressores em serviço
térmico, a atmosfera, lavador ou outros sistemas do processo. de condensação, deve ser projetada para eliminação
automática do condensado dos pontos baixos nos sistemas da
3.1.5 BOMBAS COM MOTOR BLINDADO tubulação do compressor, quando a máquina for desligada.
3.1.5.1 Todos os serviços onde o produto bombeado contém 3.2.2.4 Os vasos de sucção para compressores que
substância particulada devem ter uma injeção de lavagem, manuseiam um gás úmido que pode se condensar durante
como a descrita na Norma API 610, Bombas Centrífugas paradas, devem ficar localizados o mais próximo possível do
para Serviço de Refinaria em Geral, planta 32, ou Norma compressor. O layout da tubulação de sucção não deve conter
API 682, Sistemas de Vedação de Eixo para Bombas seções onde o líquido parado possa se acumular e deverá se
Giratórias e Centrífugas, planta S 32. inclinar na direção do vaso de sucção. Drenos adequados na
tubulação devem ser providenciados para eliminar quaisquer
3.1.5.2 A área diretamente atrás do lado do motor da bomba
líquidos parados. As linhas de sucção para os compressores
com motor blindado deve estar desimpedida de qualquer
de gás úmido devem ser rastreadas e isoladas.
obstrução por uma distancia igual ao comprimento da bomba.
Isso é necessário para permitir a desmontagem da bomba no 3.2.2.5 Os vasos ejetores da sucção devem ter coxins
campo. desembaçadores e separadores internos (se forem
necessários) que ajudam a eliminar líquidos.
3.1.5.3 Se a bomba tiver uma lavagem auxiliar, a tubulação
de lavagem deverá ser disposta de forma que nenhum dos
Observação: Os vasos ejetores de sucção têm a finalidade de
componentes fique localizado na área diretamente atrás da
separar líquidos presos do fluxo de gás. Os vasos ejetores de
bomba, exceto pela seção final da tubulação de conexão.
sucção devem ser independentes de quaisquer dispositivos de
3.1.5.4 Deve haver um carretel de fuga na linha de sucção, supressão de pulsação que possam também ser instalados. Os
entre o filtro de sucção e o flange de sucção da bomba que drenos dos vasos de sucção devem ser grandes o bastante
tenha pelo menos 30 centímetros (12 polegadas) de para permitir a remoção de todos os detritos esperados
comprimento. Isso permite acesso ao propulsor para realizar durante a operação normal.
uma verificação da rotação do motor.

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3.2.2.6 O projeto de dutos de entrada, vedações não- flange cego ou passagem deverá ser fornecida no lado mais
metálicas e juntas de dilatação, filtros e silenciadores dos baixo do tê, para dar acesso para inspecionar fisicamente e
dutos de entrada deve ser tal, que nenhuma parte dos dutos, remover detritos dessa linha. Filtros de sucção não são
vedações ou juntas possa ser atraída para dentro da máquina, necessários.
no caso de falha do material.
Observação: Como os tês podem, às vezes, causarem
3.2.2.7 A linha de sucção para cada seção de compressor ou distúrbios de vazão, um joelho removível pode ser usado se
soprador deve ser equipada com um filtro permanente ou for aprovado pelo representante nomeado do maquinário.
temporário.
3.2.2.11 Quando for especificado pelo usuário do
Observação 1: O tamanho de tela usada no filtro deve ser equipamento, as linhas de sucção de compressor e soprador
avaliado para cada instalação de compressor. Normalmente, maiores do que NPS 30 devem ser providas de um flange
compressores não-lubrificados exigem telas de malha mais cego em tê adicional ou passagem no trecho horizontal de
fina do que os compressores lubrificados. A construção típica tubo, perto do vaso a montante. Esse será convenientemente
do filtro consiste em uma chapa perfurada com furos de orientado para acesso a partir de uma plataforma ou escada
aproximadamente 6 milímetros (1/4 de polegada) de adjacente, etc. A intenção é permitir 100% de inspeção da
diâmetro. Se uma tela de malha mais fina for usada, ela é tubulação de sucção do compressor ou soprador, do vaso de
normalmente presa à chapa perfurada do filtro, usando esta sucção para o flange de entrada do compressor ou soprador.
última como suporte. A tela de malha mais fina deve ser
Observação: Às vezes, é vantajoso limpar detritos de tubos de
instalada no lado a montante do filtro. Outros modelos de tela
NPS 30 ou maiores, entrando-se no tubo, e varrendo-o
podem ser aceitos se forem aprovados pelo representante
manualmente ou usando um aspirador de pó. Isso pode ser
nomeado do maquinário.
mais econômico do que telas grandes para capturar detritos.
Observação 2: O modelo da tela do filtro de sucção deve ser Cuidado: A entrada no tubo é considerada como trabalho em
avaliada para verificar se o filtro/tela não irá cair sob um espaço confinado.
quaisquer pressões diferenciais esperadas durante
comissionamento ou operação do compressor, se a tela do 3.2.3 LINHAS DE RECICLAGEM
filtro ficar totalmente obstruída. 3.2.3.1 O direcionamento das linhas de reciclagem do
3.2.2.8 Para linhas de sucção de compressor ou soprador de compressor devem ser projetadas para impedir o acúmulo de
NPS 20 ou menos, um carretel de fuga flangeado com um líquido nos pontos baixos da tubulação.
filtro temporário em linha, deve ficar localizado na linha 3.2.3.2 As linhas de reciclagem do compressor devem
horizontal, o mais próximo possível de qualquer trecho reentrar no fluxo do processo no topo da tubulação, a
vertical que entra na máquina. A remoção e limpeza do montante do vaso de sucção.
carretel do filtro devem ser considerados na colocação do
carretel. Suportes de tubulação são necessários em cada lado Observação 1: A linha de reciclagem deve ser conectada o
da peça do carretel. Se a tubulação for apoiada por suspensor mais longe possível da sucção do compressor. O
de mola ou suporte de mola, um dispositivo de travamento arrefecimento para as linhas de reciclagem pode ser
deve ser permanentemente anexado à mola para travar a necessário.
mesma quando o suspensor ou suporte de tubos for removido. Observação 2: A possível vibração induzida pela vazão deve
As conexões de pressão devem ser previstas tanto no lado a ser considerada durante o projeto. Um bocal projetado no
montante, como a jusante da tela ou do filtro. vaso de sucção deve ser considerado como uma alternativa
Observação: Como alternativa, considere a instalação de um aceitável.
filtro tipo T para minimizar os esforços de limpeza durante o 3.2.3.3 Para sistemas que manuseiam gases ou vapores
comissionamento e a partida. corrosivos e erosivos, a localização da ligação da linha de
3.2.2.9 Quando for especificado pelo usuário do reciclagem com a linha do processo, deve ser revista por um
equipamento, as linhas de sucção de compressor e soprador engenheiro de corrosão/materiais ou metalúrgico para
superiores a NPS 20 mas inferiores a NPS 30 devem ter uma solucionar problemas de corrosão potenciais.
tela ou filtro permanente instalado no trecho horizontal de 3.2.3.4 As válvulas anti-surto e válvulas de retenção de
tubo a jusante da válvula de bloqueio de entrada, e o mais descarga devem ficar localizadas o mais próximo possível do
próximo possível de qualquer trecho vertical que vai para a compressor. A linha de descarga deve ser projetada de tal
entrada da máquina. Registros de pressão devem ser forma, que o volume de gás na linha entre o flange do
providenciados nos lados a montante e a jusante da tela ou compressor e a válvula anti-surto e a válvula de retenção de
filtro. A tela ou filtro deve ser capaz de suportar carga descarga não exceda o limite de projeto do fabricante do
instantânea assumindo 100% de bloqueio dos furos e pressão compressor.
máxima de sucção. A linha de sucção deverá ter furos de
limpeza flangeados a montante e a jusante da tela ou filtro. 3.2.4 COMPRESSORES E SOPRADORES
Os furos de limpeza devem ter a metade do tamanho da linha CENTRÍFUGOS E GIRATÓRIOS
de sucção, até o máximo de NPS 10. 3.2.4.1 Um trecho reto de tubulação com comprimento
Observação: O requisito para um filtro permanente em tubos mínimo especificado pelo fabricante do compressor ou
grandes, serve para facilitar a eliminação de detritos. Ele soprador, deve ser instalado entre o bocal de entrada da
serve também para evitar problemas potenciais com as forças máquina e o primeiro joelho ou tê. Se o comprimento desse
necessárias para restringir uma tela temporária obstruída. trecho reto não for especificado pelo fabricante da máquina,
um trecho reto de pelo menos cinco diâmetros do tubo deve
3.2.2.10 Para linhas de sucção de compressor ou soprador ser providenciado. O comprimento mínimo deve ser
montado em tampo de mesa “com NPS 30 ou maior, calculado usando-se o diâmetro do bocal de entrada do
“conectadas em baixo”, a transição da linha de sucção de compressor ou soprador.
horizontal para vertical deverá ser feita usando-se um tê com
um (trecho) de eixo longo orientado verticalmente. Um

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Práticas Recomendadas para Instalação de Maquinário e Projeto de Instalação Capítulo 6 6-11

3.2.4.2 Uma válvula de retenção de fechamento suave 3.2.5.5 Um dispositivo ou dispositivos de alívio de pressão
(amortecida) deve ser instalada no trecho do tubo de descarga deve(m) ser instalado(s) para cada cilindro ou estágio de um
que sai de todos os compressores ou sopradores. cilindro alternativo. Esses dispositivos de alívio podem ficar
localizados na tubulação de descarga ou nos vasos de ejeção
3.2.4.3 A linha de descarga para compressores e sopradores de líquido. Os dispositivos de alívio devem ficar localizados
deve ser projetada de tal forma, que o volume de gás na linha entre o cilindro compressor e quaisquer anteparos
entre o flange de descarga e a válvula anti-surto e a válvula permanentes ou válvulas de bloqueio.
de retenção de descarga não exceda o limite projetado do
fabricante do compressor ou soprador. Observação: Os dispositivos de alívio de pressão devem ser
dimensionados e classificados para evitar excederem a menor
Observação: Esse requisito se refere à resposta transitória do das classificações de pressão da tubulação, classificações de
sistema de controle do compressor e afeta a estabilidade deste pressão do cilindro ou cargas da haste. Embora a carga da
último. haste seja um fator a ser considerado no dimensionamento e
classificação da proteção de alívio da pressão de descarga do
3.2.4.4 Um batente mecânico deverá ser instalado nas compressor alternativo, a instalação da proteção de alívio da
válvulas borboleta de controle quando utilizadas em pressão de descarga não assegura, por si só, que os requisitos
compressores ou sopradores centrífugos com acionadores de
de carga da haste não serão excedidos. A carga da haste é
velocidade constante. Esse batente mecânico deve ser uma função da pressão diferencial através de um cilindro,
ajustado para permitir vazão mínima através da máquina,
bem como a inércia. Pressões de sucção inferiores a, ou
segundo a recomendação do fabricante desta última. superiores à faixa de operação indicada pelo fabricante do
Observação: Um controle de vazão pode ser fornecido por compressor pode resultar em cargas inaceitáveis da haste,
acionamentos de velocidade variável e/ou válvulas de apesar da proteção de alívio da descarga.
controle de entrada ou palhetas de guia. Para acionadores
3.2.5.6 A tubulação do dispositivo de alívio de pressão deve
com motor de velocidade constante, o estrangulamento da
ser direcionada para um sistema específico.
válvula de entrada produz carga reduzida para partida.
Observação: Sistemas projetados específicos incluem uma
3.2.4.5 A configuração da tubulação de sucção para
boca acampanada, a saída ou purgação de manutenção,
compressores ou sopradores centrífugos de vazão dupla deve
oxidante térmico, a atmosfera, lavador ou outros sistemas do
ser geometricamente simétrica.
processo.
3.2.5 COMPRESSORES ALTERNATIVOS
3.2.5.7 A tubulação deve atender os critérios de projeto
3.2.5.1 Para compressores que manuseiam gases que se especificados pela análise de pulsação, análise mecânica da
condensam, a tubulação de sucção vinda do vaso de ejeção de tubulação e análise estática da tubulação.
líquido deve ser direcionada de forma elevada para o vaso
amortecedor de pulsação de sucção do compressor. Para 3.2.5.8 Os drenos de peças de afastamento de compressores,
gases que não se condensam, a tubulação pode ser suspiros de engaxetamento, vazamentos de descarregadores e
direcionada para a grade antes de passar para o vaso suspiros de peças de afastamento devem ser direcionados
amortecedor de pulsação de sucção do compressor. segundo a norma API 618 ou conforme for especificado pelo
representante nomeado do maquinário. As linhas de
3.2.5.2 A menos que seja especificado o contrário, as linhas drenagem devem ser direcionadas de modo a não obstruírem
de descarga do compressor alternativo não devem ter nenhuma tampa ou abertura de acesso. A tubulação de
válvulas de retenção. Todavia, se o compressor for equipado processo e suspiro não deve ser direcionada sobre o carter do
com uma linha de reciclagem, uma válvula de retenção deve compressor. A área acima do carter do compressor deve ser
ser instalada e localizada a jusante dessa linha. O projetista da mantida isenta de toda tubulação.
tubulação deve verificar se a válvula de retenção é adequada
para serviço prolongado em vazão de pulsação. 3.2.5.9 Os drenos do vaso de pulsação do compressor devem
ser canalizados para uma só linha de drenagem. Válvulas de
Observação: Geralmente, as válvulas de retenção oscilantes bloqueio primárias da linha de drenagem devem ser
convencionais não são adequados para o uso em vazões de instaladas na distribuição. Quando houver uma plataforma, o
pulsação pois reversões freqüentes de vazão resultam em distribuidor deve ficar localizado na grade perto da borda da
falha prematura da válvula. plataforma.
3.2.5.3 As linhas de suspiro vindas de engaxetamento de
3.2.5.10 Quando a tubulação do compressor precisar ser
pressão do compressor alternativo em serviço de condensação
limpa quimicamente, ela deve ser projetada para facilitar essa
devem ser direcionadas para um vaso de drenagem, para
limpeza sem remoção dispendiosa da tubulação.
remover líquidos antes deles serem direcionados para o
sistema de descarte de vapor. As linhas de suspiro e
drenagem devem ser direcionadas de modo a não obstruir 3.3 Turbinas a Vapor
nenhuma tampa ou abertura de acesso.
3.3.1 A tubulação de entrada para turbinas a vapor não deve
3.2.5.4 Para compressores alternativos que manuseiam conter seções onde possa haver acúmulo de líquido durante
materiais que se condensam, a tubulação de sucção do vaso operação, partida e/ou parada normal. Quando essas seções
de sucção para o compressor deverá ser rastreada e isolada forem inevitáveis, deve-se providenciar instalações
para evitar a condensação de líquido na tubulação. Os vasos adequadas de drenagem. Ver Figura B-2.
de pulsação de sucção do compressor devem também ter o
3.3.2 Os redutores instalados na tubulação de entrada para as
calor rastreado e isolado. Os vasos e a tubulação cobertos por
turbinas a vapor devem ser excêntricos com o lado plano no
isolamento devem ser corretamente protegidos contra
fundo, para evitar o acúmulo de líquidos.
corrosão.

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3.3.3 As linhas de vazamento da preme-gaxeta da turbina a 3.3.5 Os arranjos para tubulação de vapor para a turbina
vapor devem ser direcionadas para os alimentadores, o mais devem incluir previsão para a reorientação temporária das
próximo possível da turbina. A linha de transferência deve linhas de entrada de vapor para o “sopro” de pré-
ser pelo menos um tamanho de tubo maior do que a conexão comissionamento da linha. Os arranjos de tubulação devem
fornecida na turbina. incluir ainda previsão para a instalação de alvos, se estes
precisarem ser utilizados no “sopro” de pré-comissionamento
3.3.4 Um by-pass NPS 1 ou maior em torno da válvula de da linha.
bloqueio de entrada deve ser instalado para permitir o
controle durante aquecimento, amaciamento do anel de 3.3.6 Ver Anexo C – Tubulação de Vapor para Turbinas,
carbono e testes de desengate limitador de velocidade. para obter informações adicionais sobre projeto da tubulação
da turbina a vapor.

Seção 4 - Instalação da Tubulação do Maquinário

4.1 Requisitos Gerais 4.1.7 Todos os conservantes sólidos como sacos de


dessecante devem ser removidos do maquinário antes da
4.1.1 A tubulação não deve ser conectada ao maquinário até conexão da tubulação.
a cimentação, alinhamento preliminar do eixo do maquinário,
e a soldagem final em campo terem sido concluídos. 4.1.8 Fita para tubos e plástico não devem ser usados para
4.1.2 Tubulação sem apoio não deve ser instalada no cobrir as extremidades dos flanges de tubos, pois eles tendem
maquinário. Suspensores de tubos e suportes devem ser a se soltarem e ficarem presos dentro da máquina.
instalados como é especificado no projeto, para minimizar as
Observação: Uma tampa de metal sólido com gaxeta de
tensões aplicadas ao tubo no maquinário.
borracha para cobrir as aberturas de flange durante a
4.1.3 O layout e a instalação de tubulação e conduíte em instalação é preferida. Essas tampas de metal devem
campo devem ser conjuntamente coordenados para fornecer permanecer no lugar até a tubulação ser conectada ao
acessibilidade da operação e manutenção. maquinário.
Observação: A intenção é que os operários da tubulação e dos 4.1.9 Trapos e toalhas não devem ser usados para serem
equipamentos elétricos/de instrumentação trabalhem juntos enfiados dentro das extremidades abertas de tubos ou flanges.
no direcionamento em campo da tubulação e conduíte. O
objetivo é a instalação de um maquinário onde a tubulação e 4.2 Instalação de Acessórios em Campo
o conduíte não obstruam o acesso do bloco para operação e
manutenção. 4.2.1 Equipamentos auxiliares, tubulações, conduítes,
instrumentos, arrefecedores, reservatórios (pots) de vedação,
4.1.4 As conexões de energia elétrica e instrumentação para consoles, etc., instalados em campo devem ser montados
o maquinário devem ser feitas com conduítes de separadamente da máquina e acionador. Esses itens não
comprimento e flexibilidade suficientes para não interferir devem interferir com a retirada da máquina ou acionador,
com o alinhamento do maquinário. nem com o acesso à maquina, para operação e manutenção
normal. Recorra à Figura B-1.
Observação: Como a tubulação, o conduíte para motores ou
instrumentos podem impor tensões sobre o maquinário. 4.2.2 Tubulação, conduíte, instrumentação, etc., de suporte
Como outros conduítes flexíveis ou rígidos podem ser auxiliar devem ser localizados para uma única área de queda
usados, a intenção é minimizar a tensão imposta pelo na placa de base ou placa de fundação do maquinário. É
conduíte sobre o maquinário. Se o conduíte rígido for usado, inaceitável ter tubulação, conduíte ou outros sistemas de
pode ser necessário medir as tensões impostas pelo conduíte suporte instalados em diversos locais na base, dificultando a
sobre o maquinário de uma forma similar àquela realizada manutenção e a operação.
para tubulação.
4.2.3 Aberturas para conexões de ramificação de NPS 1 ou
4.1.5 A tubulação de sucção e descarga para bombas menos, devem ser feitas perfurando-se o tubo. O corte com
verticais em linha deve ter suportes ajustáveis. Esses suportes maçarico de qualquer abertura inferior a NPS 1 de diâmetro
ficam situados a 1 metro (3 pés) dos flanges de sucção e não é aceitável.
descarga da bomba. Com suportes de tubos ajustados e toda a
tubulação composta, a bomba deverá ficar em contato direto 4.2.4 Compostos de junta de tubos compatíveis com o
com a placa de apoio da fundação. Os suportes reguláveis processo, aprovados pelo representante nomeado do
devem ter um meio de travar suas posições para impedir maquinário, devem ser usados para todas as conexões
mudanças devido à vibração ou ajuste acidental não roscadas. Vedante de tubo em fita PTFE e/ou lubrificantes
garantido. antigripante não devem ser usados para compor conexões
roscadas em processo com óleo lubrificante, fluido de
4.1.6 Deve-se ter muito cuidado o tempo todo para assegurar vedação, gás de compensação, ou conexões de utilidades com
que passagens de fluido do maquinário estejam livres de qualquer máquina.
sujeira, corpos estranhos, e outros poluentes. A importância
da limpeza não pode ser enfatizada exageradamente. Observação: Lubrificantes antigripantes não são compostos
Anteparos temporários devem ser instalados nos flanges do de juntas de tubos aceitáveis.
maquinário, para impedir que sujeira e detritos entrem no
maquinário durante a instalação. Todas as aberturas roscadas 4.2.5 O uso de conexões de encaixe e de tubo roscado deve
devem ser tamponadas com tampão de tubo roscado para ser minimizado.
evitar contaminação. Tampões de plástico não são aceitáveis
e não devem ser usados.

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Práticas Recomendadas para Instalação de Maquinário e Projeto de Instalação Capítulo 6 6-13

4.2.6 Para garantir o engreno correto da rosca, todas as Observação: A gaxeta de composição é usada para isolar
conexões roscadas devem ter 2 a 5 roscas de tubo expostas eletricamente e proteger o maquinário contra correntes
após a elaboração da junta. elétricas parasitas.
4.2.7 O diâmetro e direcionamento em campo do tubo ou 4.4.4 As indicações de densidade do fluxo magnético do
tubulação para e dos reservatórios (pots) de vedação, devem maquinário devem ser medidas e registradas antes e após a
ser aprovados pelo representante nomeado do maquinário. soldagem. Se o magnetismo residual for superior a 1
millitesla (10 Gauss), será necessário fazer a
4.3 Restrições do Teste Hidrostático desmagnetização.
4.3.1 O teste hidrostático da tubulação não deve ser realizado Observação: A intenção é impedir possíveis danos aos
através de qualquer tipo de máquina, inclusive bombas mancais do maquinário, devido ao magnetismo residual
verticais e horizontais, turbinas a vapor, sopradores ou causado por correntes elétricas parasitas.
compressores. Anteparos separados do teste hidrostático
devem ser instalados ou a entrada e saída dos carretéis de 4.5 Verificação do Projeto
tubulação devem ser removidos para isolar o maquinário
Antes da checagem do alinhamento final da tubulação o
durante o teste hidrostático.
sistema de tubulação do maquinário deve estar complete,
4.3.2 O layout do teste hidrostático da tubulação em torno do como é indicado em 4.5.1 – 4.5.7:
tambor vertical ou de bombas blindadas deve ser projetado
4.5.1 O teste hidrostático e a secagem do sistema deve ser
para impedir a entrada de água no tambor ou blindagem da
terminado e todos os anteparos do teste hidrostático
bomba.
removidos.
4.3.3 O teste hidrostático da tubulação deve ser realizado
Observação 1: Anteparos de teste devem ser removidos e as soldas
após o alinhamento preliminar da mesma e da instalação do principais de campo devem ser concluídas antes das verificações do
maquinário. O instalador dos equipamentos deve tomar alinhamento da tubulação serem feitas, pois os anteparos do teste
cuidado para evitar a drenagem dos líquidos do teste hidrostático e as soldas de campo podem resultar em mudanças no
hidrostático para dentro do maquinário. alinhamento de tubulação com maquinário.
Observação: O teste hidrostático pode ser necessário se as Observação 2: Sempre que possível, as soldas de campo necessárias
soldas da tubulação forem feitas para conseguir o para alinhamento da tubulação devem ficar situadas entre a válvula
alinhamento da tubulação. Todavia, anteparos do teste de bloqueio de isolamento e os bocais do maquinário, para permitir o
hidrostático e soldas em campo podem resultar em alterações teste hidrostático de carretéis curtos.
no alinhamento de tubulação para maquinário. A intenção é
4.5.2 Todos os suportes permanentes (fixos, deslizantes,
que a tubulação seja basicamente alinhada ao maquinário, as
suportes de mola e suspensores) devem ser instalados e
principais modificações sejam realizadas na tubulação, e o
ajustados.
teste hidrostático seja concluído antes das verificações finais
do alinhamento da tubulação serem feitas com os anteparos 4.5.3 Todos os suportes e suspensores temporários devem ser
do teste hidrostático removidos. removidos.
4.4 Correntes Elétricas Parasitas 4.5.4 Todos os componentes da tubulação do sistema e
maquinário devem estar na mesma temperatura ambiente,
As correntes parasitas provenientes de soldagem ou alívio de dentro de uma faixa de 10°C (18ºF) antes do início das
tensões de aquecimento elétrico podem causar danos a verificações finais do alinhamento da tubulação.
vedações, mancais e outros componentes do maquinário.
Além disso, as correntes elétricas parasitas podem depois 4.5.5 O inspetor de projeto da engenharia da tubulação deve
gerar correntes prejudiciais. Os seguintes requisitos em 4.4.1- checar se a tubulação de entrada e saída da máquina está
4.4.4 devem ser atendidos para todas as soldas em campo em corretamente construída de acordo com o projeto da
torno do maquinário: tubulação. Essa inspeção deve incluir a verificação do
material e tamanho da gaxeta, o material, tamanho e
4.4.1 Os cabos de terra da soldagem devem ser presos comprimento dos parafusos, pinos e porcas de flange.
adjacentes ao local onde a solda estiver sendo feita. Os
grampos de soldagem devem ser presos no tubo próximo à 4.5.6 Antes de prosseguir com as verificações do
solda e a máquina de soldar deve estar corretamente aterrada. alinhamento da tubulação, o inspetor de projeto da
Grampos de mandíbula do tipo mola não devem ser usados. engenharia da tubulação deve verificar se os suspensores de
mola e os suportes de mola estão instalados com os batentes
Observação: Um fio terra duplo, localizado em cada lado da do suspensor de mola na posição, de modo que as molas
solda até uma distancia de no mínimo 30 centímetros (12 fiquem travadas na posição de carga fria. Além disso, esse
polegadas) é recomendado. inspetor deve verificar se não há lacunas visíveis entre a
4.4.2 Os fios terra não devem ser presos a nenhuma parte do tubulação e os suportes fixos da tubulação.
maquinário, sistemas auxiliares, ou suportes por nenhum 4.5.7 A máquina deve ser inspecionada para verificar se ela
motivo. ainda é removível. Isso significa que existem conexões
4.4.3 Caso seja necessário prender a tubulação ao flangeadas e roscadas suficientes para remover
maquinário com a finalidade de soldar em campo ou aliviar a completamente o maquinário da placa de apoio para
tensão elétrica de campo da deformação do tubo, o manutenção, sem ter que cortar ou soldar o tubo ou a
maquinário deve ser isolado do flange de tubo usando uma tubulação.
gaxeta de composição de circulo completo, de 3 milímetros
4.6 Requisitos de Alinhamento da Tubulação
(1/8 polegada) de espessura. Parafusos ou pinos isolados
devem então ser instalados. Uma verificação de continuidade 4.6.1 Os flanges da tubulação de conexão não devem ser
deve então ser realizada, para comprovar o isolamento puxados para dentro da posição.
elétrico da máquina pela tubulação.

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Observação: Se os critérios seguintes forem atendidos, Observação 1: Os métodos para conseguir o alinhamento da
normalmente existe pouca dificuldade em atender os tubulação incluem o calçamento de suportes, o ajuste dos tensores
requisitos de flexão do eixo. dos tirantes do suspensor de mola, o reaperto de flanges, a instalação
de espaçadores dos suportes do tubo, o aquecimento seletivo de uma
4.6.2 Os furos dos parafusos do flange do tubo devem ser extremidade do tubo, o aquecimento de anéis, corte e re-soldagem,
alinhados com os furos de parafusos do bocal do maquinário, ou a reconstrução completa da tubulação. O método ou métodos
até 1,5 milímetros (1/16 polegada) no máximo de desvio do selecionados são determinados pela configuração e materiais da
centro do furo do parafuso, para permitir a introdução de tubulação, e serão diferentes para cada instalação.
parafusos sem aplicar nenhuma força externa na tubulação. Observação 2: Os batentes de suspensor e suporte de mola devem ser
Observação: A intenção desse requisito é assegurar que os instalados para garantir que o sistema de tubulação está firme durante
parafusos de flange possam ser facilmente instalados sem a a checagem de alinhamento. Isso garante que os movimentos das
aplicação de força externa. molas não mascarem os esforços do tubo. Entretanto, o instalador dos
equipamentos deve tomar cuidado para que o suspensor ou suporte
4.6.3 As faces do flange da máquina e da tubulação devem de mola não seja usado como macaco nem guincho de corrente, para
ficar paralelas no mínimo 10 micrometros por centímetro forçar a tubulação a entrar na posição. Com os batentes de mola
(0,001 polegada por polegada) do diâmetro externo do flange instalados e a chapa de carga empurrada de encontro ao batente do
do tubo, até no máximo 750 micrometros (0,030 polegada). lado da bobina, pode ser difícil saber a magnitude da carga aplicada.
Para diâmetros externos de flange de tubulação inferiores a 4.7.3 O ajuste da tensão da mola dos suspensores ou suportes
25 centímetros (10 polegadas), os flanges devem ficar como método de realizar alinhamento da tubulação, não é
paralelos até 250 micrometros (0,010 polegada) ou menos. aceitável.
Para maquinário de uso especial ou quando for especificado,
as medições do espaçamento do flange de tubo para Observação: Suspensores e suportes de mola são
maquinário devem ser registradas na Folha de Informações selecionados pelo projetista da tubulação para compensar
de Alinhamento da Tubulação mostrada na Figura B-4 do movimentos nesta última causados por alterações da pressão,
Anexo B. Para flanges de faces levantadas, as indicações do térmicas e dinâmicas. O ajuste da tensão da mola resulta em
calibre apalpador devem ser tiradas na face levantada. alterações na força exercida pelo suspensor ou suporte de
mola, os quais não podem mais funcionar como foram
4.6.4 A separação da face do flange deverá estar dentro do projetados originalmente.
espaçamento da gaxeta mais ou menos 1,5 milímetros (1/16
polegada). Somente uma gaxeta por conexão flangeada deve 4.7.4 O movimento da tubulação deve ser observado quando
ser usada. os batentes de suspensor e suporte de mola forem removidos
de volta ao primeiro ponto de fixação. Caso algum suspensor
4.7 Alinhamento da Tubulação ou suporte de mola esteja “exigido ao máximo” ou “exigido
O objetivo dos requisitos abaixo é verificar se as tensões ao mínimo”, o projeto da tubulação e a seleção do suspensor
impostas pela tubulação sobre o maquinário são minimizadas. ou suporte de mola devem ser verificados pelo projetista da
Menos esforço imposto à carcaça da máquina resulta em tubulação. Verificações adicionais do esforço dos tubos
menos distorção das folgas de operação e melhor devem ser feitas, até as correções serem feitas no sistema de
desempenho e confiabilidade da máquina. tubulação. Batentes pré-ajustados devem então ser
reinstalados nos suspensores e suportes de mola, para travá-
Observação: O método básico para verificar a tensão do tubo los na posição fria.
consiste em parafusar a tubulação aos flanges da máquina
enquanto se mede a flexão do eixo da máquina com Observação: Em geral, deve haver pouco movimento da
indicadores de mostrador. Isso é feito com os batentes do tubulação quando os batentes do suspensor ou suporte de
suspensor de mola e suporte de mola instalados, de modo que mola forem removidos. A posição dos suportes do suspensor
as molas fiquem travadas na posição fria, par evitar a função e suporte de mola deve continuar no seu valor frio. Um certo
da mola de mascarar o movimento do eixo causado pelos movimento ascendente pode ser esperado nas linhas para
esforços impostos pela tubulação. A movimentação excessiva líquidos. As linhas maiores para líquidos em geral se
do eixo da máquina à medida que a tubulação é parafusada, deslocarão mais do que as linhas menores.
indica que o tubo está impondo esforço excessivo sobre a 4.7.5 Se o alinhamento do flange precisar ser acompanhado
máquina. Os batentes do suspensor de mola e suporte de mola por aquecimento ou soldagem da tubulação, o procedimento
são então removidos como um meio de indicar qualquer deve ser aprovado para cada tipo de material de tubo com
descompasso grosseiro entre a tubulação e os suportes. antecedência, por um engenheiro de soldagem ou especialista
Devido ao peso do líquido, deve-se tomar cuidado quando os em materiais.
batentes do suspensor de mola e do suporte de mola forem 4.7.6 A tubulação deve ser desconectada do maquinário
removidos, e a tubulação estiver cheia de líquido. O antes do aquecimento seletivo de um lado do tubo, como
instalador do equipamento deve estar ciente da base do método de realizar o alinhamento da mesma.
projeto (vazio ou cheio de líquido) antes de remover esses
batentes. Observação: Quando o aquecimento em losango
(aquecimento seletivo de um lado do tubo em um padrão de
4.7.1 Os sistemas de tubulação de entrada e saída do losango) é usado, a tubulação deve estar livre da máquina
maquinário devem ser colocados separadamente na posição para permitir que ela se movimente. Se a tubulação estiver
para colocar os flanges da tubulação em alinhamento presa à máquina, e o aquecimento em losango for usado, a
satisfatório com os flanges correspondentes do maquinário. tubulação pode impor esforços excessivos sobre a máquina,
Deslocar o maquinário para conseguir o alinhamento da resultando na distorção da mesma ou em quebra do flange.
tubulação não é aceitável e não deve ser permitido. Quando o aquecimento circular (aquecer o tubo em uma faixa
4.7.2 Colocar os flanges do tubo em alinhamento pode ser circular perto do maquinário) for usado, a tubulação deve ser
feito por diversos meios; todavia, todos os suportes presa ao maquinário com uma gaxeta isolante. A intenção
temporários para alinhamento da tubulação (como quedas de com o aquecimento circular é forçar o flange da tubulação a
correntes e cunhas) devem ser removidos durante as leituras se conformar ao flange da máquina.
do alinhamento final e parafusamento da tubulação. A 4.7.7 A deformação do tubo deve ser medida enquanto todas
tubulação deve ser apoiada pelos suportes e suspensores de as conexões da tubulação forem feitas para a máquina. Isso
mola fixos permanentes. A tubulação não deve ser depender inclui tubulação de óleo lubrificante, de água de
de guias ou restrições de tubos. Se os batentes do suspensor arrefecimento, tubulação auxiliar como a de vapor, ar e meio
ou suporte de mola não estiverem instalados, os suspensores de lavagem, bem como a tubulação de processo e conduítes
ou suportes de mola devem ser ajustados para os valores de elétricos.
carga fria e os batentes instalados antes de prosseguir com as
verificações de alinhamento da tubulação.

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4.7.8 Para peças de maquinário com tubulação comum, fabricante do compressor ou Norma API 618, conforme a
como os pares de bombas, os alinhamentos de ambos os eixos necessidade. As fugas da haste do pistão que excedem as
devem ser monitorados durante as operações iniciais. Além fugas toleráveis não são aceitáveis, e a tubulação de gás do
disso, todo o maquinário deve ser parafusado ao mesmo processo deve ser modificada para reduzir as fugas da haste
tempo com leituras do indicador feitas em cada eixo do pistão.
simultaneamente.
4.9 Checagem da Função de Suporte do
Suspensor de Mola e do Suporte de Mola
4.8 Medição da Solicitação dos Tubos
4.9.1 Após o alinhamento satisfatório da tubulação ter sido
4.8.1 Um suporte de alinhamento deve ser instalado no cubo obtido, a função do suspensor de mola e suporte de mola
de acoplamento ou eixo da máquina checada quanto a deve ser verificada.
solicitação dos tubos.
4.9.2 O aperto de todas as contraporcas do tensor do
4.8.2 Indicadores devem ser instalados no cubo de suspensor de mola deve ser verificado.
acoplamento, para medir o movimento vertical e horizontal
na máquina oposta, quando os parafusos do flange do tubo 4.9.3 Com indicadores de mostrador no acoplamento, o
estiverem sendo apertados usando-se uma chave inglesa. deslocamento do eixo do maquinário deve ser observado à
medida que os batentes pré-ajustados forem removidos para
4.8.3. O parafusamento dos flanges de tubos nos flanges do ativar os suspensores e suportes de molas.
maquinário deverá prosseguir com os flanges maiores
primeiro. O parafusamento deve ser concluído em um esforço 4.9.4 Todos os indicadores de carga do suspensor de mola e
contínuo, sem perturbar a localização dos indicadores de suporte de mola devem ser inspecionados, para verificar se as
mostrador. molas permaneceram em seus lugares de carga em frio. Se os
suspensores ou suportes de molas não estiverem nos valores
4.8.4 O aperto inicial dos parafusos de flange devem ser de carga em frio, eles devem ser ajustados para esses valores.
considerável (10 por cento do torque total). Os parafusos do
flange devem então ser apertados até 100 por cento do torque 4.9.5 Se houver deslocamento no acoplamento do
final total. Os valores de aperto dos parafusos da tubulação maquinário, então o alinhamento do mesmo deve ser
devem ser especificados pelo projetista da tubulação, ou pelo verificado como estando dentro das tolerâncias especificadas.
fabricante do maquinário levando-se em conta se as roscas Essas tolerâncias devem ser especificadas pelo representante
dos parafusos são lubrificadas ou não. nomeado do maquinário e podem ser diferentes para
diferentes tipos de maquinário.
4.8.5 O deslocamento máximo do eixo nas direções vertical
ou horizontal após o flange ser apertado, deverá ser de 50 4.9.6 Caso algum dos suportes ou suspensores de molas seja
micrometros (0,002 polegada) ou menos. Se o deslocamento exigido ao máximo ou ao mínimo, ou se o alinhamento do
do eixo for mais de 50 micrometros (0,002 polegada), o maquinário não estiver mais dentro das tolerâncias
flange da tubulação deve ser folgado do maquinário e especificadas, o projeto da tubulação e a seleção do suspensor
correções devem ser feitas na tubulação ou nos suportes. A e suporte de mola devem ser verificados pelo projetista da
gaxeta do flange deve então ser substituída e o procedimento tubulação.
repetido. Para maquinário de uso especial ou quando for
especificado, o deslocamento do eixo da máquina durante o 4.10 Instalação da Tubulação de Névoa de
parafusamento da tubulação deve ser registrado na Folha de Óleo
Informações do Alinhamento da Tubulação, mostrada na
Figura B-4.
4.10.1 Toda a tubulação de névoa de óleo deve ser
direcionada e suportada no campo com todas as juntas
Observação: Um deslocamento superior a 50 micrometros
expostas. Nenhuma tubulação subterrânea será aceita.
(0,002 polegada) é tolerado durante o procedimento de
aperto.
4.10.2 A tubulação da névoa de óleo deve ser construída
para minimizar o uso de conexões para tubos. Niples de
4.8.6 Para bombas com motor blindado parafusadas a uma
redução e acoplamentos redutores devem ser usados no lugar
placa de apoio, a solicitação do tubo deve ser checada pelo
de buchas de redução.
monitoramento da flexão da carcaça. Indicadores devem ser
montados para medir o deslocamento horizontal e vertical da
4.10.3 Juntas soldadas no sistema de tubulação da névoa de
tampa extrema traseira e a carcaça da bomba, com relação à
óleo não são permitidas.
placa de apoio, à medida que a tubulação é parafusada. A
flexão máxima tolerável é 125 micrometros (0,005 polegada).
4.10.4 Tubos ou tubulações cortados devem ser rebarbados
ou escareados, do modo que não exista redução do diâmetro
Observação: Quando as bombas com motor blindado não
interno ou de rebarbas no corte do tubo.
estiverem parafusadas à placa de apoio, é aceitável prender
um suporte de indicador em um flange da tubulação e medir a
4.10.5 Todas as juntas de tubulação devem ser roscadas. As
flexão do outro flange, quando os parafusos dele forem
conexões roscadas só devem ser feitas com um óleo
apertados.
lubrificante leve. A fita de Teflon PTFE não deve ser usada
para fazer uma conexão roscada no sistema de névoa de óleo.
4.8.7 As fugas da haste do pistão do compressor alternativo
A menos que seja explicitamente aprovado o contrário pelo
devem ser medidas antes e após a conexão da tubulação de
representante nomeado do maquinário , vedantes alternativos
gás do processo com os cilindros do compressor e/ou vasos
de roscas de tubos não devem ser usados.
de pulsação e comparadas com as fugas toleráveis do

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Observação: Conexões de aplicação de névoa de óleo ser modificado de modo que um nível de óleo ascendente
(reclassificadores) contêm orifícios de diâmetro pequeno. possa transbordar do lubrificador.
Vedantes típicos de roscas de tubos endurecem em serviço,
formando partículas, as quais migram através do sistema de Observação: Em instalações de névoa de purgação, os
névoa de óleo e podem entupir as conexões de aplicação de lubrificadores de nível constante fornecem a lubrificação
óleo (reclassificadores). A vazão de névoa de óleo para os primária dos mancais. A névoa de óleo que se aglutina dentro
mancais do maquinário é então bloqueada e uma eventual do mancal pode elevar o nível do óleo no alojamento do
falha do mancal pode ocorrer. mancal. Se for permitido que o nível de óleo do alojamento
do mancal suba muito, os elementos do mancal podem se
4.10.6 Cada pedaço de tubo e todas as conexões devem ser sobreaquecer devido à agitação do óleo. Modificações
esfregados com um pano limpo, não utilizado e sem fiapos, constantes típicas no lubrificador de nível consistem em abrir
antes de unir e rosquear conexões. O instalador do um pequeno furo na lateral do copo do lubrificador,
equipamento deve tomar cuidado em manter o interior de localizado um pouco acima do nível normal do óleo.
toda tubulação, tubo e maquinário limpo.
4.10.13 Para maquinário lubrificador usando-se névoa pura,
4.10.7 O alimentador da ramificação de névoa de óleo para um vidro de nível do óleo deve ser instalado na conexão de
as conexões do alimentador principal, bem como as conexões drenagem do alojamento do mancal.
laterais do ponto de queda para o alimentador, devem ser Observação 1: Normalmente, o vidro de nível é um pequeno
feitas no topo do tubo alimentador. dispositivo moldado de plástico transparente ou vidro
instalado no fundo do bloco de distribuição, para fornecer
4.10.8 As conexões de aplicação da névoa de óleo uma indicação do nível e o estado do óleo aglutinado.
(reclassificadores) devem ser ligadas aos alojamentos de
mancal do maquinário, com a tubulação arranjada para Observação 2: Se for usado um sistema de retorno do óleo
permitir o acesso em operação e manutenção normais sem aglutinado, configurações alternativas de drenagem podem
deslocar o acessório de aplicação (reclassificadores) ou a ser necessárias.
tubulação.
4.10.14 As conexões da névoa de óleo do alojamento de
4.10.9 A tubulação de névoa de óleo deve ser instalada de mancal do maquinário devem permanecer tamponadas até
modo que o óleo não fique preso. Dobradores de tubos devem que todo o comissionamento do sistema de névoa de óleo
ser usados para dobrar os tubos, para que eles não contenham esteja concluído e o console de névoa de óleo seja colocado
voltas, rugas ou pontos achatados. em operação.

4.10.10 O maquinário que tiver sido anteriormente 4.11 Requisitos Diretos


lubrificador com graxa deve ter seu graxeiro e passagens de
suspiro limpas antes da conexão com o sistema de névoa de 4.11.1 Após o parafusamento final da tubulação, o
óleo. alinhamento final do eixo deve ser checado e todo o
maquinário deve ser girado à mão, para ter certeza de que não
4.10.11 A menos que seja especificado pelo fabricante do ocorreu sujeição nem deformação da carcaça durante a
maquinário original, alojamentos de mancais de maquinário instalação da tubulação. Os batentes do suporte de molas e
lubrificados usando-se névoa de purgação devem ter uma suspensor de molas da tubulação devem ser instalados
conexão de suspiro permanente, a qual deverá consistir em durante as checagens do alinhamento final do eixo.
uma tubulação de aço inoxidável de 10 centímetros (4
polegadas) de comprimento presa diretamente para baixo, 4.11.2 O aperto de todas as contraporcas do tensor do
para atuar como um suspiro. Arranjos alternativos de suspiro suspensor de mola deve ser verificado.
podem ser aceitáveis quando aprovado pelo representante
nomeado do maquinário. 4.11.3 A check-list de instalação da tubulação (Anexo A)
deve ser concluída pelo instalador do equipamento e enviado
4.10.12 Para maquinário lubrificador usando-se névoa de aos usuários especificados do equipamento.
purgação e lubrificador de nível constante, este último deve

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ANEXO A – CHECK-LIST DE INSTALAÇÃO DA TUBULAÇÃO DO MAQUINÁRIO

Iniciais Data
4.1 Requisitos Gerais

4.1.1 Cimentação, alinhamento preliminar do eixo, e soldagem em campo concluídos? ____ ____
4.1.2 Suspensores e suportes de tubos instalados conforme o projeto, para evitar aplicar solicitação no ____ ____
maquinário?
4.1.3 Layout e instalação da tubulação e conduíte coordenados conjuntamente? ____ ____
4.1.4 Conexões de energia elétrica e de instrumentação para o maquinário feitas com conduíte
suficientemente flexível? ____ ____
4.1.5 Tubulação de sucção e descarga para bombas verticais em linha possuem suportes reguláveis situados a
até 1 metro (3 pés) dos flanges de sucção e descarga da bomba? ____ ____
Bomba em contato direto com a placa de montagem da fundação? ____ ____
Suportes reguláveis travados na posição? ____ ____
4.1.6 Anteparos temporários instalados nos flanges do maquinário para impedir a entrada de sujeira e
detritos no maquinário? ____ ____
Todas as aberturas roscadas tamponadas com um tampão roscado de tubo para evitar contaminação? ____ ____
Nenhum tampão de tubo plástico é usado para tamponar aberturas? ____ ____
4.1.7 Todos os conservantes sólidos como sacos de dessecantes foram removidos antes da conexão da
tubulação? ____ ____

4.2 Instalação de Acessórios em Campo

4.2.1 Todos os equipamentos auxiliares, tubulação, conduíte, instrumentos, arrefecedores, reservatório


(pot)s de vedação, consoles, etc., montados separadamente da máquina e acionador? ____ ____
Esses itens não interferem com a remoção da máquina ou acionador nem com o acesso ao maquinário,
para operação e manutenção normal? ____ ____
4.2.2 Tubulação de suporte auxiliar, conduíte, instrumentação, etc., localizados para uma única área de
queda na placa de base ou placa de fundação do maquinário? ____ ____
4.2.3 Aberturas para conexões de ramificação de NPS 1 ou menos feitas por perfuração do tubo? ____ ____
4.2.6 Todas as conexões roscadas possuem de 2 1 5 roscas de tubos expostas após a composição da junta? ____ ____

4.3 Restrições do Teste Hidrostático

4.3.1 Maquinário isolado para teste hidrostático da tubulação? ____ ____


4.3.3 Alinhamento preliminar e instalação da tubulação concluídos? ____ ____

4.4 Correntes Elétricas Parasitas

4.4.1 Um fio terra duplo, localizado em cada lado da solda até uma distancia de no mínimo 30 centímetros
(12 polegadas) está instalado? ____ ____
Os grampos de soldagem estão presos no tubo e a máquina de soldagem está aterrada? ____ ____
4.4.2 Os fios terra não estão presos em nenhuma parte do maquinário, sistemas auxiliares ou suportes? ____ ____

6-17
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6-18 PRÁTICA RECOMENDADA PELA API 686 PIP RElE 686

Iniciais Data

4.4.3 O maquinário está isolado do flange de tubo usando uma gaxeta de circulo total de 3 milímetros (1/8
polegada) de composição espessa com parafusos ou pinos isolados? ____ ____
A verificação de continuidade é realizada para comprovar o isolamento elétrico da máquina da
tubulação? ____ ____
4.4.4 A densidade de fluxo magnético é medida e registrada antes e após a soldagem? ____ ____

4.5 Verificação do Projeto

4.5.1 Teste hidrostático do tubo e secagem do sistema terminados e todos os anteparos do teste hidrostático
removidos? ____ ____
4.5.2 Todos os suportes e suspensores permanentes instalados e ajustados? ____ ____
4.5.3 Todos os suportes e suspensores temporários removidos? ____ ____
4.5.4 Todos os componentes da tubulação do sistema e maquinário na mesma temperatura ambiente dentro
de uma faixa de 10º C (18ºF) antes do início das verificações do alinhamento final da tubulação? ____ ____
4.5.5 O inspetor de projeto da engenharia da tubulação verifica se a tubulação de entrada e saída da máquina
estão corretamente construídas, segundo os desenhos de tubulação e instrumentação? ____ ____
4.5.6 O inspetor de projeto da engenharia da tubulação verifica se a os suspensores de mola estão instalados
com os batentes correspondentes pré-ajustados na posição, de modo que as molas fiquem travadas na
posição de carga em frio, antes de prosseguir com as verificações de alinhamento da tubulação? ____ ____
O inspetor de projeto da engenharia da tubulação verifica se não há lacunas visíveis entre a tubulação
e os suportes fixos da mesma? ____ ____
4.5.7 A máquina é inspecionada para verificar se ela ainda é removível? ____ ____

4.6 Requisitos de Alinhamento da Tubulação

4.6.1 Flanges da tubulação de conexão não estão puxados para a posição? ____ ____
4.6.2 Furos de parafusos do flange de tubo alinhado com os furos dos parafusos do bocal do maquinário até
1,5 milímetros (1/16 polegada) de desvio máximo do centro do furo de parafuso? ____ ____
4.6.3 As faces do flange da tubulação e da máquina estão paralelas no mínimo 10 micrometros por
centímetro (0,001 polegada por polegada) do diâmetro externo do flange do tubo, até no máximo 750
micrometros (0,030 polegada)? ____ ____
Se os diâmetros externos do flange da tubulação forem inferiores a 25 centímetros (10 polegadas), os
flanges estão paralelos até 250 micrometros (0,010 polegada) ou menos? ____ ____
A Folha de Informações de Alinhamento da Tubulação (ver Figura B-4) está preenchida? ____ ____
4.6.4 A separação da face do flange dentro do espaçamento da gaxeta é mais ou menos 1,5 milímetros (1/16
polegada)? ____ ____

4.7 Alinhamento da Tubulação

4.7.2 Todos os suportes temporários para alinhamento da tubulação (como quedas de correntes e cunhas) ____ ____
são removidos durante as leituras de alinhamento final e parafusamento da tubulação?
A tubulação é apoiada por suportes e suspensores de mola fixos permanentes? ____ ____
A tubulação não é empenada nos guias de tubos ou restrições? ____ ____
4.7.4 Nenhum suporte ou suspensor de mola sai por cima ou por baixo, quando os batentes são removidos? ____ ____
Batentes reinstalados como preparação para a verificação final da solicitação do tubo? ____ ____

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Práticas Recomendadas para Instalação de Maquinário e Projeto de Instalação Capítulo 6 6-19

Iniciais Data

4.7.5 Procedimento de aquecimento é aprovado com antecedência por engenheiro de soldagem ou


especialista em materiais? _____ _____
4.7.6 A tubulação é desconectada do maquinário antes do aquecimento, como método de corrigir a
solicitação do tubo? ____ ____

4.8 Medição de Solicitação dos Tubos

4.8.2 Os indicadores estão montados no cubo de acoplamento para medir o deslocamento


vertical e horizontal na máquina oposta, à medida que os parafusos de flange de tubo
estão sendo apertados usando-se uma chave inglesa? ____ ____
4.8.4 O aperto inicial dos parafusos do flange é justo (10 por centro do torque total)? ____ ____
Os parafusos de flange são então apertados até 30 por cento do torque total? ____ ____
Os parafusos de flange são então apertados até 100 por cento do torque final total? ____ ____
Torque Total:____________ ____ ____
Roscas Lubrificadas: ____ Roscas Sem Lubrificação:_____ ____ ____
4.8.5 O deslocamento máximo do eixo é nas direções vertical ou horizontal, após o flange
ser apertado 50 micrometros (0,002 polegada) ou menos? ____ ____
Deslocamento vertical total do eixo da máquina:________
Deslocamento vertical total do eixo da máquina:________
As medições do alinhamento da tubulação são registradas na Folha de Informações
do Alinhamento da Tubulação, Figura B-4? ____ ____

4.9 Checagem da Função do Suspensor de Mola e Suporte de Mola

4.9.1 A função do suspensor de mola e do suporte de mola é confirmada como aceitável?


(Não há suspensores de mola nem suportes de mola saindo por cima nem por baixo e
o alinhamento do eixo do maquinário está dentro das tolerâncias especificadas). ____ ____
4.9.2 O aperto de todas as contraporcas do tensor do suspensor de mola foi confirmado? ____ ____
4.9.4 Todos os indicadores de carga do suspensor de mola e do suporte de mola estão nas posições de
carga a frio? ____ ____

4.10 Instalação da Tubulação de Névoa de Óleo

4.10.1 Todas as juntas da tubulação de névoa de óleo estão expostas? ____ ____
4.10.2 Niples redutores e acoplamentos redutores são usados no lugar de buchas redutoras? ____ ____
4.10.3 Não há juntas soldadas no sistema de tubulação de névoa de óleo? ____ ____
4.10.4 Tubo ou tubulação cortada foi rebarbada ou escareada, de modo que haja uma redução do diâmetro
interno ou quaisquer rebarbas no corte do tubo? ____ ____
4.10.5 Todas as juntas da tubulação são roscadas? ____ ____
As conexões roscadas só são feitas com um óleo lubrificante leve? ____ ____
A fita de Teflon (PTFE) não é usada? ____ ____
4.10.6 Cada pedaço de tubo e todas as conexões são esfregados com um pano limpo, não utilizado e sem
fiapos, antes de unir e rosquear conexões? ____ ____
4.10.7 As conexões entre o coletor de derivação de névoa de óleo e o coletor principal bem como as
conexões entre a lateral de ponto de queda e o coletor foram feitas no topo do tubo do coletor?
____ ____
4.10.8 As conexões de aplicação de névoa de óleo (reclassificadores) estão conectadas aos alojamentos de
mancal do maquinário com a tubulação arranjada para permitir acesso à operação e manutenção
normal sem mover a conexão de aplicação (reclassificador) nem a tubulação? ____ ____

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Iniciais Data

4.10.9 Tubulação de névoa de óleo está instalada de modo que o óleo não ficará preso? ____ ____
Dobradores de tubos são usados para dobra, de modo que a tubulação não contenha voltas, rugas,
nem pontos achatados? ____ ____
4.10.10 O maquinário que foi lubrificado com graxa anteriormente tem o graxeiro e as passagens de suspiro
limpas antes da conexão com o sistema de névoa de óleo ser feita? ____ ____
4.10.11 Os alojamentos de mancal do maquinário lubrificados usando névoa de purgação têm conexão de
suspiro permanente? ____ ____
4.10.12 O lubrificador de nível constante é modificado, de modo que uma elevação do nível do óleo possa
transbordar do mesmo, para maquinário lubrificado usando névoa de purgação e um lubrificador de
nível constante? ____ ____
4.10.13 O vidro de nível está instalado na conexão de drenagem do alojamento de mancal para maquinário
lubrificado usando névoa pura? ____ ____

4.11 Requisitos Diversos

4.11.1 O alinhamento final do eixo foi verificado após o parafusamento final da tubulação?
____ ____
O maquinário foi girado à mão, para assegurar que nem empeno nem distorção da carcaça ocorreu?
____ ____
4.11.2 As porcas do tensor do suspensor de mola estão apertadas? ____ ____
4.11.3 Esta lista de verificação da instalação da tubulação foi enviada conforme a especificação? ____ ____

PIPING INSPECTOR DATA

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ANEXO B – DIAGRAMAS DA TUBULAÇÃO DE INSTALAÇÃO DO
MAQUINÁRIO

Placa de montagem

Drenagem (nota 1)
Máquina acionada
Acionador

Pot de Pot de
vedação vedação

(Nota 2)
Lado B
Lado A

(Notas 2, 3) Drenagem (nota 1)

Entre mancais Pot de Pot de


vedação vedação

(Nota 4)

Placa de montagem

Máquina acionada Drenagem (nota 1)


Acionador

Pot de
vedação
(Nota 2)
Lado B

Lado A

(Notas 2, 3) Drenagem (nota 1)

Saliente Pot de
vedação

(Nota 4)

Figura B-1 – Localização Típica do Pot de Vedação

Notas
1 . Drenagem localizada no Lado A ou Lado B.
2. Toda tubulação e tubos auxiliares direcionados para Lado A ou Lado B.
3. Conexões elétricas feitas no Lado A.
4. Quando for especificado, as localizações de reservatório (pot)s de vedação ao longo da chapa de montagem são aceitáveis.

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6-22 PRÁTICA RECOMENDADA PELA API 686 PIP RElE 686

LEGENDA
Coletor 1) Válvulas de bloqueio de isolamento necessárias (2.3).
de vapor Acessível pela grade (2.2.4).
2) Anteparos ou “bloqueio-e-drenagem dupla” sugerido (2.3).
3) Redutor excêntrico nivelado no fundo (3.3.2).
4) Instalações adequadas de drenagem para condensado
(3.3.10).
5) Válvula de by-pass de aquecimento (3.3.4).
6) Previsão para purgação de pré-comissionamento da linha
de vapor (3.3.5).

Turbina
a vapor

Coletor
de vapor

Figura B - Típica de Entrada de Turbina a Vapor

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Práticas Recomendadas para Instalação de Maquinário e Projeto de Instalação Capítulo 6 6-23

SUCÇÃO
SUPERIOR DESCARGA
SUCÇÃO
HORIZONTAL

Suspiro

DRENO

Suporte de Tubo
Típico (se for
necessário)

Figura B-3 – Esquema da Tubulação Típica do Maquinário

LEGENDA

1) Válvulas de bloqueio de isolamento necessárias (2.3) Acessível pela grade (2.2.4).


2) Conexões de medição da pressão necessárias com as válvulas de isolamento (2.6.1).
3) Tubulação e válvulas de sucção e descarga têm o mesmo tamanho ou são maiores do que o bocal da
máquina (2.7) e (2.9.2)..
4) Filtro de entrada necessário (2.8).
5) Válvula de retenção de descarga necessária (2.9).
6) Tubulação de suspiro e dreno NPS ¾ ou maior (2.10.1).
7) Drenos direcionados para a borda da placa de base (2.10.2).
8) Linhas de aquecimento para fluidos quentes (2.11).
9) Requisito de trecho reto de linha de sucção (3.1.2.6).
10) Último joelho do tubo deve ser de raio longo (3.1.2.7).
11) Válvula de drenagem acima da válvula de retenção vertical (2.9.3).
12) Previsão para solda em campo (2.3).

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6-24 PRÁTICA RECOMENDADA PELA API 686 PIP RElE 686

Instalador do Maquinário:___________________ Identificação do Maquinário:___________________

Leituras do Calibre Apalpador Entre as Faces da Gaxeta

Tamanho do Flange:_________________________ Tamanho do Flange:_______________________________

Topo Topo
ou ou
Norte Norte

ENTRADA SAIDA

Tolerâncias Máximas Toleráveis: (diferença entre indicações altas e baixas)


• 10 micrometros/ centímetro (0,001 polegadas / polegada) de diâmetro externo do flange, não deve exceder 750 micrometros
(0,030 polegadas)
• Tubulação inferior a NPS 10: 250 micrometros (0,010 polegadas) ou menos.
• Somente 4 indicações do calibre apalpador, igualmente espaçadas, necessárias nos flanges com 15 centímetros (6 polegadas) de
diâmetro externo e menor.

Indicações da Solicitação do Tubo

Nota: • Para maquinário horizontal - leituras do indicador de mostrador no flange do cubo do acoplamento.
• Para maquinário vertical - leituras do indicador de mostrador no flange montado no acionador.

Leituras limpas do indicador Parafusamento do flange de Parafusamento do flange de


saída entrada

Orientação Horizontal (1) + ou -____________ μm. ou pol. + ou -____________ μm. ou pol.


Orientação Vertical (2) + ou -____________ μm. ou pol. + ou -____________ μm. ou pol.

(1) Para maquinário vertical, a orientação horizontal é perpendicular à linha central do tubo, quando visto de cima.
(2) Para maquinário vertical, a orientação vertical é paralela à linha central do tubo, quando visto de cima.
(3) O deslocamento máximo do eixo em ambas as direções é 50 micrometros (0,002 polegadas).

Observações:_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________

Inspetor da Tubulação: _____________________________________________________ Data:___________________

Figura B-4 - Folha de Informações do Alinhamento da Tubulação

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ANEXO C – TUBULAÇÃO DE VAPOR PARA TURBINAS
A tubulação de entrada e exaustão (incluindo as incorretamente, ela pode causar uma reação do tubo maior do
conexões de aquecimento da água de alimentação) para uma que a que ela deveria eliminar. Uma junta de dilatação irá
turbina a vapor pode ter um efeito marcante sobre a operação causar um empuxo axial igual à área de maior corrugação
satisfatória da turbina e máquina acionada. Devido à folga vezes a pressão interna. A força necessária para comprimir ou
interna pequena, não é aconselhável ter forças excessivas que alongar uma junta de dilatação pode ser bastante grande, e
podem causar deformação da carcaça e suportes da turbina e qualquer uma dessas forças pode ser maior do que os limites
reduzir as folgas internas abaixo de um limite seguro ou para o flange de exaustão. Para se ter a menor reação, é
resultar em desalinhamento excessivo do acoplamento; o melhor evitar a dilatação da linha do tubo de absorção por
alinhamento do acoplamento deve ser mantido dentro de compressão ou alongamento axial. Se as juntas de dilatação
limites estreitos para operação satisfatória. As turbinas vierem a ser necessárias, é essencial que elas sejam
pequenas e leves de alta velocidade são especialmente corretamente localizadas e suas funções determinadas.
suscetíveis a deformação da carcaça. Por esse motivo, a A Figura C-1 mostra uma junta de dilatação em
tubulação de vapor deverá ser analisada e corretamente uma linha de pressão. O empuxo axial da junta de dilatação
planejada, para evitar que forças excessivas sejam tende a separar a turbina e o joelho. Para evitar isso, o joelho
transmitidas para os flanges da turbina. deve ter um chumbador para evitar que ele se desloque. A
A tubulação pode exercer forças a partir de três turbina deve também absorver esse empuxo e ao fazer isso, se
causas básicas: o peso morto, a dilatação térmica e o empuxo torna um chumbador. Essa força sobre a carcaça da turbina
devido às juntas de dilatação. Como a dilatação térmica pode ser maior do que é permitido. Em geral, esse método
também causa o deslocamento dos flanges da turbina, isso deve ser desencorajado.
deve ser considerado como uma causa de reação do tubo. A Figura C-2 mostra os mesmos arranjos de
Devido aos muitos locais de flanges de entrada e exaustão, e tubulação que a Figura C-1, exceto pela adição de tirantes na
aos prováveis arranjos de tubulação, não é possível apresentar junta de dilatação. Os tirantes limitam o alongamento da
um arranjo de tubulação que abranja todos os casos. A junta e toma o empuxo axial criado pela pressão interna de
finalidade desse anexo é cobrir parte dos princípios básicos modo que ele não seja transmitido para o flange da turbina.
da tubulação, particularmente no que se refere a turbinas. O Os tirantes eliminam qualquer flexibilidade axial, mas a junta
projeto da tubulação é coberto de forma bem abrangente por ainda é flexível em corte, isto é, os flanges podem se deslocar
manuais emitidos pelos principais fabricantes de tubulações e em planos paralelos. A localização desse tipo de junta na
empreiteiras, e não é intenção deste anexo duplicar o que tubulação deve ser tal, que o deslocamento do tubo coloca a
pode ser encontrado nesses manuais. junta de dilatação em corte, em vez de tração ou compressão.
A tubulação para os flanges de turbinas chegam sob A Figura C-3 é um arranjo frequentemente usado,
a jurisdição do ASME Boiler and Pressure Vessel Code, o tendo tirantes como é indicado. Esse arranjo irá impedir que
Código ASA para Tubulação de Pressão, ou o American qualquer empuxo devido à pressão interna seja transmitido ao
Bureau of Shipping. O código aplicável irá determinar o flange de exaustão, e retém a flexibilidade da junta. Ele pode
tamanho e o tipo de tubo usado e não será discutido neste ser usado para serviço em vácuo ou em pressão.
anexo. A Figura C-4 mostra um arranjo sugerido para uma
turbina de condensação com uma exaustão ascendente. Esse
TUBULAÇÃO DE EXAUSTÃO arranjo é recomendado e frequentemente usado. Devido ao
tamanho de tubo de exaustão grande normalmente encontrado
Geralmente, as linhas de baixa pressão e vácuo são em turbinas de condensação, a tubulação de exaustão será
grandes e relativamente rígidas. É uma prática comum usar relativamente rígida, e uma junta de dilatação deve ser usada
uma junta de dilatação nessas linhas, para produzir no mesmo ponto para cuidar da dilatação térmica.
flexibilidade. Se uma junta de dilatação for usada

TURBINA CHUMBADOR TURBINA

Figura C-1 Figura C-2

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6-26 PRÁTICA RECOMENDADA PELA API 686 PIP RElE 686

TURBINA

LEGENDA: Figura C-3

Uma junta de dilatação irrestrita colocada no flange de análise da tubulação mostra a necessidade de uma junta de
exaustão da turbina irá exercer uma força ascendente ou de dilatação, caso elas sejam usadas.
levantamento sobre o flange da turbina, a qual, em muitos Para ter flexibilidade na tubulação, trechos diretos
casos, é excessiva. A Figura C-4 fornece a flexibilidade curtos devem ser evitados. Fazendo-se o arranjo da tubulação
necessária para cuidar a dilatação térmica sem impor uma em mais de um plano, a flexibilidade de tração pode ser
força de levantamento sobre a turbina. A junta de dilatação efetivamente usada para diminuir as forças.
fica no modo corte, que é o uso preferido. A dilatação vertical A Figura C-5 mostra um trecho direto curto para
relativamente pequena irá comprimir uma junta e alongar a um alimentador de exaustão. Se o alimentador estiver livre
outra, o que causa apenas uma pequena reação e estará bem para flutuar em um plano horizontal, a dilatação térmica da
dentro dos limites do flange da turbina. linha de exaustão irá colocar muito pouco empuxo direto
Em linhas de exaustão menores e de alta pressão, é sobre o flange de exaustão. Se o alimentador for fixo, a
muitas vezes melhor confiar na flexibilidade da tubulação do dilatação térmica tenderá a fazer a turbina ou alimentador se
que na junta de dilatação. Somente após uma cuidadosa deslocar e isso pode causar danos.

CONDENSADOR

TURBINA

Figura C-4

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Práticas Recomendadas para Instalação de Maquinário e Projeto de Instalação Capítulo 6 6-27

Figura C-5 Figura C-6

Se a dilatação térmica fizer o alimentador se deslocar em um algumas das forças causadas pela dilatação térmica. Se “A”
sentido axial, ele irá transmitir uma força e momento para o for livre e a dilatação térmica do alimentador fizer o mesmo
flange de exaustão. A Figura C-5 não é recomendada, pois é se mover, isso pode fazer forças adicionais serem
difícil evitar que forças excessivas sejam transmitidas para o transmitidas para a turbina. Com instalações de tubulação
flange de exaustão. A Figura C-6 é uma variação da Figura existentes ou novos sistemas de tubulação, é necessário
C-5 e os mesmos comentários se aplicam. examinar o sistema inteiro e localizar os pontos fixos a partir
As Figuras C-7, C-8 e C-9 mostram arranjos de dos quais a flexão e os movimentos podem ser medidos.
tubulação em 1, 2 e 3 planos onde longos trechos de tubos Guias, tirantes e batentes devem ser usados para limitar os
são usados para obter flexibilidade. O comprimento dos movimentos quando for necessário, para impedir o
trechos necessário para flexibilidade depende do tamanho e movimento excessivo da tubulação de criar forças e
relação do tubo. Nesses casos supõe-se que a turbina seja um momentos que excedam os limites do flange da turbina.
ponto fixo e que o ponto de conexão com o alimentador “A”
seja fixo. Se “A” for livre para se mover, ele pode aliviar

Figura C-7 Figura C-8

Figura C-9

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6-28 PRÁTICA RECOMENDADA PELA API 686 PIP RElE 686

Para a turbina

Para a turbina

Coletor
Alimentador Alimentador

Figura C-10 Figura C-11

TUBULAÇÃO DE ENTRADA DO VAPOR mais próximo possível da caldeira de modo que uma alta
velocidade do vapor seja atingida na tubulação. O sopro e
As forças que atuam no flange de entrada de vapor arrefecimento alternativos tenderão a folgar carepa, pontos de
são normalmente devidas à dilatação térmica. As juntas de solda e detritos, e assim ela será descarregada.
dilatação são raramente usadas devido às altas pressões
encontradas; portanto, utilizar a flexibilidade do tubo é o SUPORTES DE TUBULAÇÃO
único meio de manter as forças abaixo dos limites
especificados. As Figuras C -7, C-8 e C-9 se aplicam à Na discussão anterior o peso da tubulação não foi
tubulação de entrada e às linhas de exaustão, exceto que a considerado. O peso morto da tubulação poderia ser
derivação de um alimentador de vapor deveria estar no topo. inteiramente apoiado por suspensores ou suportes de tubos.
A Figura C-10 mostra o método recomendado de Existem basicamente dois tipos de suportes: rígidos e de
tirar uma linha de vapor de um alimentador. Como qualquer mola. Os suportes rígidos são necessários quando uma junta
linha de vapor, até com vapor superaquecido, pode ter de dilatação irrestrita for usada. Eles podem ser usados para
umidade ou condensação presa correndo ao longo do fundo limitar o deslocamento de uma linha, para evitar flexão
do tubo devido a perdas por irradiação, escorva da caldeira ou excessiva em qualquer ponto. Um suporte rígido não é
coleta ineficaz, a derivação de vapor do topo do alimentador satisfatório quando a dilatação térmica puder fazer o tubo se
garante vapor seco em condições normais. afastar do suporte.
Se uma linha de entrada de vapor estiver no final de Nos dois tipos de suportes rígidos mostrados na
um alimentador de vapor, ela deve ser tirada como mostra a Figura C-12, a elevação da carcaça da turbina devido à
Figura C-11. Como qualquer acúmulo de condensado no temperatura levantaria o joelho da base do suporte, de modo
alimentador será arrastado até ser coletado ou atingir o final que a turbina teria de suportar o peso do tubo. A dilatação do
do alimentador, a turbina que fica no fim do alimentador trecho vertical de tubo aliviaria o suspensor de tubos de sua
pode receber muita água. O alimentador deve continuar após carga, de modo que a turbina teria novamente de suportar o
a última tomada de vapor com uma ramificação de queda peso do tubo.
vertical, para acumular o condensado a ser coletado. O uso de Se um junta de dilatação com tirantes limitadores
uma ramificação de queda grande e bem coletada se torna em for usada, um suspensor rígido de tubos ou um joelho de base
um separador muito eficaz, que irá ajudar a proteger a turbina com uma superfície de contato deslizante ou rolante pode ser
contra grandes volumes de água como aqueles causados pela usado como é mostrado na Figura C-13.
escorva de uma caldeira. Quando o empuxo devido à junta de dilatação for
Evite pontos baixos ou bolsas na tubulação de inferior aos limites do flange de exaustão e tirantes de
entrada que possam acumular água. Um tubo parcialmente limitação não forem usados, o tubo deve ter um chumbador,
cheio de água pode continuar a passar a quantidade de vapor como mostra a Figura C-14. Como essa condição raramente
exigida por uma turbina, até a passagem de vapor se tornar existe, é melhor usar um dos melhores arranjos como o que é
limitada demais pela água. Nesse ponto, o vapor começará a visto na Figura C-13, e eliminar o máximo possível de reação
mover a água, a qual se acumula como uma onda e é do tubo, em vez de apenas ficar dentro dos limites.
carregada como um projétil de água que pode causar graves Suspensores ou suportes de mola são mais bem
danos à tubulação e à turbina. Isso é mais predominante em adequados para carregar o peso morto quando houver
linhas de vapor grandes demais, onde a velocidade do vapor é dilatação térmica a ser considerada. O deslocamento do tubo
baixa demais para transportar toda a umidade presa junto com irá mudar um pouco e a tração ou compressão da mola e o
ela. carregamento do suspensor em uma pequena quantidade, mas
Um novo sistema de tubulação deve ser purgado não irá remover a carga do suspensor.
desconectando-se a linha de vapor na turbina e lançando-a na
atmosfera. Purgue a linha abrindo uma válvula de corte o

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Figura C-12 Figura C-13

Os manuais publicados sobre projeto de tubos fornecem Um suporte de mola não deve ser usado para opor o empuxo
informações sobre espaçamento de suspensores para dar de uma junta de dilatação, pois quando a pressão for
suporte adequado. Além disso, pode ser necessário adicionar removida da linha, o suporte de mola irá exercer uma força
suportes adicionais ou deslocar suportes existentes se a igual à da junta de dilatação, só que na direção oposta.
vibração ressonante aparecer na tubulação.

Figura C-14

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Capítulo 7 – Alinhamento do Eixo

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ÍNDICE
Página

CAPÍTULO 7 - ALINHAMENTO DO EIXO

SEÇÃO 1 - DEFINIÇÕES .....................................................................................................................7-1

SEÇÃO 2 – INTRODUÇÃO E REQUISITOS CONFLITANTES........................................................7-2


2.1 Escopo ..............................................................................................................................................7-2
2.2 Requisitos Conflitantes.....................................................................................................................6-2

SEÇÃO 3 – REQUISITOS GERAIS .....................................................................................................7-2


3.1 Dados da Instalação..........................................................................................................................7-2
3.2 Formato ............................................................................................................................................7-3
3.3 Desvio Ambiente ..............................................................................................................................7-3
3.4 Alinhamento da Temperatura de Operação ......................................................................................7-3
3.5 Acessórios e Ferramentas de Alinhamento.......................................................................................7-3
3.6 Pontos de Espera do Representante do Serviço ................................................................................7-3

SEÇÃO 4 – TIPOS DE ALINHAMENTO ............................................................................................7-3


4.1 Aspectos Gerais................................................................................................................................7-3
4.2 Alinhamento Baseado no Indicador de Mostrador............................................................................7-3
4.3 Alinhamento Baseado no Indicador sem Mostrador.........................................................................7-4
4.4 Alinhamento da Temperatura de Operação (Térmico) .....................................................................7-4

SEÇÃO 5 – REQUISITOS DE ALINHAMENTO EM CAMPO ..........................................................7-5


5.1 Pré-alinhamento................................................................................................................................7-5
5.2 Qualificações ....................................................................................................................................7-5
5.3 Documentação e Testemunho de Alinhamento ................................................................................7-6
5.4 Tolerâncias de Alinhamento .............................................................................................................7-6
5.5 Arqueamento ....................................................................................................................................7-8
5.6 Procedimentos de Engrenagens ........................................................................................................7-8
5.7 Tipo de Mancal.................................................................................................................................7-8
5.8 Componente Fixo .............................................................................................................................7-8
5.9 Cavilhas............................................................................................................................................7-8

ANEXO A – CHECK-LIST DE ALINHAMENTO...........................................................................7-9


ANEXO B – FOLHA DE INFORMAÇÕES DE ARO REVERSO (MOSTRADOR) ..................7-11
ANEXO C - FOLHA DE INFORMAÇÕES DE ARO E FACE .....................................................7-13
ANEXO D – TIPOS DE ALINHAMENTO......................................................................................7-15
ANEXO E – TABELAS DE TORQUE DO PARAFUSO DE SUJEIÇÃO ....................................7-19
ANEXO F – MOVIMENTO DO EIXO DA CAIXA DE MUDANÇAS.........................................7-21

iii
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CAPÍTULO 7 – ALINHAMENTO DO EIXO
Seção 1- Definições
1.1 alinhamento: O processo de reduzir o desalinhamento de 1.9 instalador do equipamento: A pessoa ou organização
dois eixos adjacentes conectados por um acoplamento, de encarregada de prestar serviços e mão de obra de engenharia
modo que o centro de rotação para cada eixo seja o mais necessários para instalar maquinário em uma unidade do
colinear possível durante a operação normal. usuário, após o maquinário ter sido entregue. Em geral, mas
nem sempre, o instalador é a empreiteira de construção do
1.2 desvio ambiente: A prática de desalinhar duas linhas projeto.
centrais de eixos em condições ambiente para responder pelas
alterações relativas estimadas nas linhas centrais dos mesmos 1.10 usuário do equipamento: A pessoa ou organização
desde as condições ambiente até as condições de operação. encarregada da operação do maquinário giratório. Em geral,
mas nem sempre, o usuário do equipamento adquire e faz a
1.3 desalinhamento angular: O ângulo entre a linha central manutenção do equipamento giratório após a conclusão do
de dois eixos adjacentes. Normalmente, esse ângulo é projeto.
informado em inclinação de milímetros de mudança por
decímetro de distância linear (mils por polegada) (1 mil = 1.11 trem de equipamento: Dois ou mais elementos
0,001 polegada) (ver Figura 1). giratórios de maquinário de equipamento compostos de pelo
menos um acionador e um elemento acionado unidos por um
Nota: A maior parte do desalinhamento é combinado. Ele acoplamento.
pode ser resolvido com uma descentralização paralela em
um ponto dado, ao longo da linha central fixa da máquina 1.12 acoplamento de elemento flexível: Um tipo de
e um desalinhamento angular nos planos horizontal e acoplamento de maquinário giratório que descreve
vertical. A descentralização depende do local ao longo da acoplamentos tanto de disco como de diafragma. Um
linha central fixa da máquina onde ela é medida, acoplamento de elemento flexível obtém sua flexibilidade da
normalmente o centro do espaçador do acoplamento. flexão de elementos delgados de disco ou diafragma.

1.4 preso por parafuso: Quando qualquer parafuso de 1.13 acoplamento de engrenagens: Um tipo de acoplamento
sujeição não estiver livre nos furos correspondentes, de modo de máquina giratória que obtém sua flexibilidade pelo
que a capacidade de se deslocar o elemento móvel em um movimento oscilatório e deslizante relativo entre dentes de
trem de maquinário horizontal ou axialmente fica limitada. engrenagem perfilados que se casam.

1.5 desalinhamento combinado: Quando as linhas centrais 1.14 uso geral: Se refere a uma aplicação que geralmente
de dois eixos adjacentes não estiverem nem paralelas nem se fica de reserva ou em serviço não crítico.
cruzarem (recorra à Figura 2). Normalmente, esse
desalinhamento é descrito em termos tanto angular, como de 1.15 alinhamento da temperatura de operação (térmico):
descentralização. Um procedimento para determinar a mudança real nas
posições relativas do eixo dentro de um trem de maquinário a
1.6 representante nomeado do maquinário: A pessoa ou partir da condição ambiente (sem funcionamento) e a
organização nomeada pelo principal proprietário dos condição de temperatura de operação normal (funcionando)
equipamentos para falar em nome dele, com relação às tirando medições da temperatura normal de operação de
decisões de instalação do maquinário, requisitos de inspeção, partida, enquanto a(s) máquina(s) está (estão) operando, ou
etc. Esse representante poderá ser um empregado do após os eixos terem sido parados, mas as máquinas ainda
proprietário, uma companhia de inspeção terceirizada, ou estejam perto da temperatura de operação.
uma empreiteira de engenharia delegada pelo proprietário.
1.16 desalinhamento de descentralização paralela: A
1.7 distância entre extremidades do eixo (DBSE): A distância entre duas linhas centrais de eixos paralelos e
dimensão axial entre duas extremidades adjacentes de eixo de adjacentes (ver Figura 3). Normalmente, essa
maquinário. descentralização é informada em uma unidade (milímetros ou
mils) na localização do elemento flexível.
1.8 acoplamento elastomérico: Um acoplamento que obtém
sua flexibilidade pela flexão de um elemento elastomérico. 1.17 uso especial: Uma aplicação para a qual o equipamento
é projetado para operação contínua e ininterrupta em serviço
crítico e para o qual não existe geralmente equipamento
sobressalente.

Figura 1 - Desalinhamento Angular Figura 2 – Desalinhamento Combinado

7-1
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1.18 fuga indicada total (tir): A fuga de um diâmetro ou 1.19 vendedor: A O órgão que fabrica, vende e presta
face determinada pela medição com um indicador de suporte de serviço para o equipamento.
mostrador (também conhecido como leitura de indicador
total). A leitura do indicador implica em um valor fora de
esquadria igual à leitura ou uma excentricidade igual á
metade da leitura.

Seção 2 – lntrodução e Requisitos Conflitantes

2.1 Introdução Qualquer trem de equipamento da instalação de um usuário,


onde um ou mais dos elementos do trem são cobertos por
O bom alinhamento de eixo com eixo do normas API para equipamentos giratórios e/ou normas
maquinário giratório é essencial para a operação de longo ASME para bombas horizontais, pode ser cobertos por essa
prazo. O histórico da operação pelos usuários tem indicado prática. Equipamentos instalados verticalmente e outros
que é uma prática boa e barata limitar o desalinhamento ‘conjuntos’ de equipamentos que são alinhados por meio de
operacional em valores baixos. O bom alinhamento do eixo encaixe ou ajuste usinado não são cobertos por reste capítulo.
reduz as forças que atuam sobre eixos giratórios, mancais e É responsabilidade do fornecedor e comprador providenciar o
outros componentes de desgaste. Isso leva, essencialmente, à alinhamento aceitável antes desse tipo de maquinário ser
operação mais confiável e mais longa dos trens de instalado em campo. O usuário poderá considerar verificar o
maquinário. A principal consideração é reduzir, o máximo alinhamento desse tipo de equipamento quando ele for
possível, o desalinhamento operacional de dois elementos de instalado no campo. Os procedimentos podem ser
eixos giratórios conectados por um elemento de acoplamento. desenvolvidos conjuntamente entre usuário, instalador do
Para o objetivo desse capítulo, um trem de equipamento e fornecedor do equipamento. Está excluído
maquinário consiste em dois eixos giratórios conectados por também o alinhamento de equipamento interno de eixos
um acoplamento. Trens com mais de um acoplamento são giratórios para elementos fixos ou alinhamento interno de
divididos em dois ou mais trens de acoplamento individuais e equipamentos pelo ajuste de posições de suporte (por
tratados em seqüência. exemplo, alinhamento de compressores alternativos por
Um dos fatores mais importantes para assegurar desvio da alma).
que o alinhamento do maquinário seja bom na conclusão da
instalação é o envolvimento prematuro do representante
nomeado do maquinário durante a construção. 2.3 Requisitos Conflitantes
2.2 Escopo Quaisquer conflitos entre esta prática recomendada e/ou os
Essa prática recomendada é limitada a elementos de procedimentos ou tolerâncias do vendedor do equipamento
maquinário instalados horizontalmente onde pelo menos um devem ser encaminhadas ao usuário ou ao representante
elemento é livre para se deslocar nas direções horizontal, nomeado do maquinário. Em geral, o que for mais restritivo
vertical e axial. se aplicará.

Seção 3 - Requisitos Gerais

3.1 Dados de Instalação alinhamento. Além disso, o representante nomeado do


maquinário é responsável por fornecer as informações do
Antes do alinhamento, o representante nomeado do alinhamento ao instalador do equipamento, no formato
maquinário deve fornecer folhas de informações e desenhos especificado.
de arranjos de equipamentos com, no mínimo, as
informações exigidas entre 3.1.1 e 3.15 completas para cada 3.1.1 Defina as máquinas móveis e fixas de um trem.
trem de equipamento. O escopo do representante nomeado do
maquinário deverá ser obter as informações necessárias 3.1.2 Consiga desenhos descritivos do equipamento com a
relativas ao alinhamento de todos os vendedores, sem distância entre extremidades dos eixos (DBSE) e/ou tamanho
importar como o trem de equipamento foi comprado ou do vão do espaçador do acoplamento.
embalado, e coordenar todas as informações necessárias para
3.1.3 Quando for necessário, as leituras ideais da meta do
alinhamento de desvio ambiente devem ser fornecidas.

Nota 1: O espaçador do acoplamento ou distância entre as


leituras das extremidades do eixo (OBSE) e as leituras do desvio
ambiente devem estar nas condições de operação. Todos os
fatores que podem ter influência sobre a posição relativa do
centros de rotação do equipamento ou posição axial do eixo,
Figura 3 – Desalinhamento de Desvio Paralelo devem ser considerados. Isso inclui, mas sem se limitar a, fatores
como carga, temperatura ambiente, pressão do processo e
temperatura do processo.

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Nota 2: Em geral, para trens de equipamentos de uso especial, o de vibração relativos ao alinhamento. Ele pode ser necessário
vendedor do equipamento irá fornecer as mudanças esperadas do também em trens de equipamentos (protótipos de trens de
crescimento térmico e o desvio ambiente. equipamentos) onde o vendedor tenha dados insuficientes
3.1.4 Forneça as localizações de cavilhas, chaves para prever o crescimento do equipamento com precisão.
centralizadoras, rasgos de chaveta, buchas e outros itens
semelhantes, quando eles fizerem parte do equipamento ou 3.5 Acessórios e Ferramentas de Alinhamento
forem exigidos pelo usuário.
3.5.1 O instalador do equipamento deve providenciar
3.1.5 O tipo de método de alinhamento a ser usado. acessórios (suportes) de alinhamento para o tipo de
alinhamento especificado pelo usuário ou representante
3.2 Formato nomeado pelo usuário. Para trens de equipamentos de uso
3.2.1 O usuário pode especificar a check-list e as folhas de geral, os suportes de alinhamento podem ser incluídos pelo
informações de alinhamento por esta prática. Como instalador de equipamentos ou pode ser um tipo
alternativa, o usuário ou representante nomeado do comercialmente disponível especificado pelo usuário. A
maquinário pode fornecer check-lists de instalação e modelos menos que seja especificado o contrário, para equipamentos
de folhas de informações para a documentação do de uso especial, os acessórios de alinhamento devem ser
alinhamento do equipamento em campo. feitos para cada trem de equipamento de uso especial. O
projeto do acessório deve ser combinado em conjunto pelo
3.2.2 As folhas de informações para trens compostos de mais instalador do equipamento e o usuário, ou o representante
de dois eixos que devem ser alinhados, devem ser nomeado pelo usuário.
combinadas conjuntamente entre o instalador e o usuário do
equipamento. 3.5.2 O instalador do equipamento deve fornecer as
ferramentas especiais e computadores e/ou calculadores
Nota: O formato padrão da folha de informação pode ser necessários para o tipo de alinhamento especificado.
usado se uma folha de informações for feita para cada
acoplamento e os dois elementos do maquinário conectados 3.5.3 A menos que seja especificamente excluído no acordo
pelo acoplamento. entre o usuário e o instalador do equipamento, todas as
ferramentas especiais, acessórios de alinhamento e suportes
3.3 Desvio Ambiente de alinhamento devem ser identificados com etiquetas com o
3.3.1 As leituras do alinhamento com desvio ambiente item do trem de equipamentos (identificação) e entregue ao
devem ser fornecidas pelo representante nomeado do usuário no final do projeto.
maquinário do usuário, ou trens de equipamentos para uso
geral com caixas de mudança. 3.5.4 Quando o instalador do equipamento for obrigado pelo
usuário a realizar o alinhamento da temperatura de operação
3.3.2 As leituras de alinhamento com desvio ambiente para que exija ferramentas especiais, o instalador deverá ser
trens de equipamento de uso especial devem ser incluídas nas responsável pelo fornecimento dessas ferramentas, a menos
folhas de informações pelo representante nomeado do que isso seja especificamente excluído do escopo de
maquinário. suprimento do instalador. O instalador do equipamento
deverá identificar de forma permanente e entregar ao usuário
Nota: Para equipamentos de uso especial, o vendedor com
os acessórios e guias de alinhamento da temperatura na
responsabilidade geral pela unidade, normalmente fornecerá
conclusão do projeto.
os valores de crescimento térmico e desvio ambiente para o
trem. O representante nomeado do maquinário é encarregado 3.5.5 O uso de acessórios de alinhamento magnético
de assegurar que essas informações sejam incluídas nas (suportes) não é permitido.
folhas de informações.
3.4 Alinhamento da Temperatura de Operação 3.6 Pontos de Espera do Representante de
Serviço
O usuário irá identificar que trens de equipamentos devem ter
a temperatura de operação alinhada pelo instalador do O usuário ou representante nomeado do maquinário em
equipamento. conjunto com o instalador do equipamento, devem identificar
conjuntamente no plano de construção do projeto qualquer
Nota: O alinhamento da temperatura de operação pode ser ponto de “espera” de testemunho de alinhamento do
necessária quando o trem de equipamentos operar acima de representante de serviço do vendedor de equipamentos, para
50°C (300ºF). O alinhamento da temperatura de operação manter a garantia destes últimos.
pode ser exigido em trens de equipamentos onde o usuário ou
o vendedor do equipamento tenha experimentado problemas

Seção 4 – Tipos de Alinhamento


4.1 Aspectos Gerais 4.2.1.1 Os requisitos gerais para o método do indicador de
borda reversa (mostrador) são indicados nos itens 4.2.1.2 até
O usuário ou representante nomeado do maquinário e o 4.2.1.7.
instalador do equipamento devem concordar mutuamente
com o tipo adequado de alinhamento a ser usado para trens de 4.2.1.2 O alinhamento de mostrador reverso (borda) deve ser
equipamentos giratórios. realizado durante o giro de ambos os eixos ao mesmo tempo
no sentido de rotação.
4.2 Alinhamento Baseado em Indicador de
Nota: É aceitável, mas geralmente é menos eficaz fazer o
Mostrador alinhamento reverso de mostrador (borda) instalando-se um suporte
4.2.1 A menos que seja especificado o contrário, o instalador apenas em um eixo de cada vez desde que ambos os eixos sejam
do equipamento deve usar o método de indicador de borda deslocados ao mesmo tempo.
reversa (mostrador) para alinhar trens de equipamentos.

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7-4 PRÁTICA RECOMENDADA PELA API 686 PIP RElE 686
4.2.1.3 O equipamento deve ser girado à mão sempre que Existem diversos sistemas disponíveis comercialmente, cada um com
possível. Quando isso não for possível, uma chave de cinta diferentes opções para configuração do alinhamento e montagem do
deve ser utilizada. Chaves de tubos ou outros dispositivos transdutor.
rotativos que possam marcar o eixo ou acoplamento, não são 4.3.1.1 Os requisitos gerais para alinhamento a laser são
permitidos mesmo que o eixo ou acoplamento sejam indicados nos itens 4.3.1.2 até 4.3.1.9.
protegidos durante a rotação.
Nota: A data de calibragem para o aparelho de alinhamento a laser
4.2.1.4 Os suportes de alinhamento não devem ser usados deve ser sempre checada antes de seu uso. Em regra geral, as
para girar o equipamento. A única exceção é para os suportes ferramentas de alinhamento a laser devem ter sua calibragem checada
a cada seis meses.
de alinhamento que tiverem sido especificamente projetados
para girar equipamentos sem interrupção dos indicadores. 4.3.1.2 A interpretação dos dados deve ser feita por um
computador de alinhamento, fornecido com o sistema de
4.2.1.5 As leituras devem estar a incrementos de 90 graus nos alinhamento a laser e configurado para as dimensões e desvio
planos horizontal e vertical. ambiente do trem de equipamentos.
4.2.1.6 O instalador deve usar um nível ou outro meio 4.3.1.3 O equipamento de alinhamento a laser deve ser
positivo de localizar os planos vertical e horizontal. instalado por um espaço de tempo suficiente para que a
temperatura dos suportes se iguale com os arredores.
4.2.1.7 Para indicações a serem consideradas válidas, as
indicações e zero devem se repetir dentro de 0,032 4.3.1.4 Ambos os eixos devem ser girados ao mesmo tempo
milímetros (1 mil). A soma algébrica das indicações no sentido da rotação. O equipamento deve ser girado à mão,
horizontais deve ser igual à soma algébrica das indicações sempre que possível. Quando isso não for possível, uma
verticais dentro de 0,05 milímetros (2 mils). chave de cinta deve ser utilizada.

4.2.2 Quando for especificado, o alinhamento de borda e face 4.3.1.5 Chaves de tubos ou outros dispositivos rotativos que
pode ser usado. possam marcar o eixo ou acoplamento, não são permitidos
mesmo que o eixo ou acoplamento sejam protegidos durante
Nota: O alinhamento de borda e face é recomendado quando a rotação
o diâmetro do cubo do acoplamento ou do flange extremo do
4.3.1.6 Os acessórios de alinhamento não devem ser usados
eixo for superior ao espaçamento entre os indicadores, ou um
para girar o equipamento
dos elementos do trem não puderem ser girados.
4.3.1.7 O local onde as leituras forem feitas deve ser medido
4.2.2.1 Os requisitos gerais para o método do indicador de com um nível ou outro dispositivo para localizar
borda e face são indicados nos itens 4.2.2.2 até 4.2.2.6. positivamente os pontos de leitura no plano horizontal e
vertical.
4.2.2.2 Ambos os eixos devem ser girados juntos, a menos
que não seja possível girar um dos eixos do elemento de 4.3.1.8 O equipamento de alinhamento a laser deve ser
maquinário durante o processo de alinhamento. operado por pessoal treinado em seu uso.

4.2.2.3 Os equipamentos devem ser girados à mão sempre 4.3.1.9 O instalador do equipamento deve atender todos os
que possível. Quando isso não for possível, uma chave de requisitos de segurança e controle para equipamentos
cinta deve ser utilizada. Chaves de tubos, chaves de corrente acionados eletricamente.
ou outro dispositivo qualquer de rotação que possam marcar
4.4 Alinhamento da Temperatura de Operação
o eixo ou acoplamento, não são permitidos mesmo que o eixo
seja protegido durante a rotação.
(térmico)
4.4.1 Existem diversos sistemas reconhecidos para
4.2.2.4 Os suportes de alinhamento não devem ser usados determinar a mudança no alinhamento entre as condições
para girar equipamentos. A única exceção é para suportes de ambiente e condições operacionais. O representante nomeado
alinhamento que foram especificamente projetados para girar do maquinário e o instalador de equipamentos deverá
eixos de equipamentos sem interromper os indicadores. concordar sobre que alinhamento da temperatura dos trens de
equipamentos serão usados e o sistema reconhecido a ser
4.2.2.5 As leituras de borda devem ser feitas com um
usado. Diversos dos métodos atualmente reconhecidos para
indicador de mostrador. Quando as leituras de borda forem
alinhamento da temperatura de operação são descritos no
feitas para um eixo ou cubo fixo, o instalador do equipamento
Anexo D, parágrafo D.4.
deve confirmar que a superfície usinada da máquina
estacionária é concêntrica à linha central da rotação. Nota: Os métodos que envolvem o desligamento do equipamento e a
tentativa de obter leituras do alinhamento enquanto a máquina esfria,
4.2.2.6 As leituras de face devem ser feitas com um indicador normalmente são inaceitavelmente imprecisos. Em alguns casos,
de mostrador, sempre que possível. Quando não houver quando as máquinas puderem ser checadas por aquecimento até as
espaço suficiente ou um dos eixos não puder ser girado, deve- condições de operação enquanto o equipamento for desligado, pode
se usar medições de micrometro com uma precisão de até ser aceitável fazer o alinhamento da condição de operação. Um
exemplo disso, seria monitorar as leituras do alinhamento à medida
0,01 milímetro (0,5 mil).
que uma bomba é pré-aquecida até a temperatura de operação,
fazendo o refluxo através da bomba.
4.3 Alinhamento Baseado em Indicador sem
Mostrador 4.4.2 Quando o alinhamento da temperatura de operação for
necessário, as verificações do alinhamento devem ser feitas
4.3.1 O alinhamento a laser deve ser usado quando for com o equipamento em operação. O procedimento e as
especificado pelo usuário ou representante nomeado do tolerâncias para o alinhamento da temperatura de operação
maquinário. devem ser mutuamente acordados pelo representante
nomeado do maquinário e o instalador do equipamento.
Nota: O alinhamento a laser é aquele feito por um raio laser onde o
laser é montado sobre um eixo, e um receptor ou refletor é montado
no outro. O desvio do raio é medido à medida que o eixo é girado.

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Práticas Recomendadas para Instalação de Maquinário e Projeto de Instalação Capítulo 7 7-5

Nota: Se um trem de equipamentos apresentar sintomas temperatura operacional que indique mudanças na posição
relativos a desalinhamento durante a partida inicial da planta relativa do eixo do equipamento, desde as condições
ou teste no local, verifique primeiro se as condições de ambiente, até as condições de operação.
operação estão alinhadas com as condições previstas. Outras
causas potenciais, como solicitação do tubo, devem ser 4.4.3 O instalador do equipamento pode ser dirigido, durante
investigadas também. Veja a seção de tubulação desta prática o teste ou partida, para ajustar o desvio ambiente de um trem
recomendada, para requisitos e checagens da solicitação do de equipamentos provido de um sistema de alinhamento de
tubo. Se um trem de equipamentos continuar a apresentar temperatura operacional. Os dados do desvio ambiente em
sintomas de desalinhamento, o usuário ou o representante frio devem ser fornecidos pelo representante nomeado do
nomeado do maquinário pode coordenar com o instalador do maquinário.
equipamento, para encaixar um sistema de alinhamento de

Seção 5 – Requisitos para Alinhamento em Campo

5.1 Pré-alinhamento mostrador precisar ser feito, a medição do arqueamento para


o acessório a ser usado deve ser concluída e registrada.
Antes do alinhamento do trem de equipamentos, as atividades
de pré-alinhamento descritas entre 5.1.1 e 5.1.1.3 devem ser 5.1.8 Os requisitos de torque para os parafusos de sujeição
concluídas pelo instalador do equipamento. dos pés do equipamento são estabelecidos segundo a
especificação do vendedor ou os requisitos do usuário. Se não
5.1.1 Uma reunião de pré-alinhamento deve ser realizada houver um valor disponível do vendedor do equipamento,
entre o representante nomeado do maquinário e o pessoal do então pode-se usar o Anexo E.
instalador responsável pelas atividades de alinhamento do
maquinário. 5.1.9 O instalador do equipamento deve confirmar se há
equipamentos de suspensão, macacos adequados ou macacos
5.1.2 A fundação deve estar curada e a placa de apoio de parafuso necessários à mão, para suspender os
instalada e nivelada, segundo os procedimentos descritos em equipamentos móveis suficientemente para instalar calços. Se
outras seções. não houver macacos de parafuso, o instalador do
5.1.3 O equipamento deve ser instalado na placa ou placas de equipamento deve providenciar um meio adequado de
apoio, com o componente que é projetado fixo, centralizado deslocar horizontalmente e axialmente e restringir o
nos parafusos de sujeição. maquinário com precisão até 0,02 milímetro (1 mil).

5.1.4 Antes das atividades de alinhamento começarem, os 5.1.10 O instalador do equipamento deve confirmar se os
cubos de acoplamento devem ser instalados segundo o parafusos de sujeição do equipamento e todas as arruelas
desenho e instruções do arranjo dos equipamentos. As especiais fornecidas estão à mão. Parafusos de sujeição
leituras de fuga do cubo de acoplamento devem ser feitas na rebaixados não são aceitos.
borda ou superfícies usinadas do cubo do acoplamento, 5.1.11 Antes do alinhamento ser iniciado, o equipamento
perpendiculares à linha central de rotação. As leituras podem deve ser desconectado da tubulação e do conduíte, o máximo
ser feitas também na face das superfícies usinadas do cubo de possível. Toda a tubulação do processo (incluindo tubulação
acoplamento desde que seja possível, a partir do centro de de vapor de acionamento e exaustão de turbinas) deve ser
rotação do eixo. desconectada.
Os cubos de acoplamento instalados devem ter fuga do
indicador total (TIR, ou total indicator run-out) de 0,05 5.1.12 Exceto em casos especiais acordados pelo usuário,
milímetros (2 mils) ou menos, ou os requisitos do vendedor ambos os equipamentos móveis e fixos devem ficar livres
do equipamento, o que for mais restritivo. Essa limitação se para girar.
aplica tanto à borda como à face do acoplamento.
5.1.12.1 As bombas com vedações mecânicas devem ter as
Nota 1: Frequentemente, os requisitos de fuga do cubo de lingüetas de travamento da vedação desengatadas, antes de
acoplamento dos equipamentos para uso especial são mais girar o equipamento para obter indicações do alinhamento.
restritivos.
5.1.12.2 Todo engaxetamento ou material de bloqueio que
Nota 2: Equipamentos de uso geral, com acoplamentos do interfira com a rotação do eixo, deve ser removido.
tipo elastomérico, onde não há superfícies usinadas no cubo
5.1.12.3 Providencie lubrificação para os mancais durante a
do acoplamento, podem ser isentados.
rotação.
5.1.5 Antes da cimentação, um alinhamento preliminar do
5.1.13 Os desenhos descritivos dos equipamentos e as
eixo deve ser feito. A tolerância do alinhamento final não
instruções do vendedor devem estar disponíveis para
precisa ser atingida, mas o instalador do equipamento deve
consulta. As folhas de informações com as leituras finais
confirmar que as tolerâncias axial, horizontal e vertical
desejadas devem ser fornecidas para o tipo de alinhamento
necessárias podem ser atingidas durante o alinhamento final,
especificado.
sem fazer modificações no maquinário nem nos parafusos de
sujeição. O representante nomeado do maquinário deve 5.2 Qualificações
aprovar o alinhamento preliminar do maquinário antes da
cimentação. 5.2.1 O instalador do equipamento para um projeto deve
demonstrar a competência de seu pessoal de alinhamento
5.1.6 A cimentação da placa de montagem do maquinário para executar o alinhamento de trens de equipamentos de uso
deve ser concluída, curada e aprovada. geral para satisfazer o representante nomeado do maquinário.
Não é responsabilidade do usuário treinar o pessoal do
5.1.7 Ferramentas e acessórios de alinhamento adequados
instalador do equipamento nos métodos analíticos e gráficos
devem estar à mão. Se o alinhamento de indicador com
de alinhamento.

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7-6 PRÁTICA RECOMENDADA PELA API 686 PIP RElE 686

Nota: A capacidade do pessoal mecânico do instalador do 5.4.1.2.3 O alinhamento axial deverá ser feito após o centro
equipamento (mecânicos de manutenção) realizarem magnético do motor ser marcado durante o amaciamento de
alinhamento segundo os requisitos de equipamentos de uso fábrica em campo. O eixo do motor deve ficar localizado no
geral, é um fator significativo na redução do tempo e no centro magnético.
melhoramento da eficácia de um projeto.
5.4.1.2.4 O tamanho do vão livre do espaçador para turbinas
5.2.2 O instalador do equipamento deve obter a ajuda de uma a vapor e equipamentos do processo com mancais de empuxo
pessoa (ou pessoas) qualificadas e experientes para ajudar ao hidrodinâmicos deve ser ajustado com o eixo encostado no
seu pessoal mecânico do (mecânicos de manutenção) com o mancal de empuxo ativo.
alinhamento de trens de equipamentos para uso especial. O
representante nomeado do maquinário deve ser consultado e 5.4.1.3 A tolerância axial para DBSE ou comprimento do vão
concordar com a seleção da(s) pessoa(s) habilitadas, a qual do espaçador dos trens de equipamento com acoplamentos de
pode ser um especialista em equipamentos giratórios do engrenagem ou elastoméricos, deve ser ajustada segundo a
usuário, representante qualificado de serviço do vendedor de necessidade do vendedor do acoplamento ou do maquinário.
equipamentos, especialista de alinhamento do maquinário do O DBSE ou comprimento do vão do espaçador mostrado no
instalador, ou um especialista em alinhamento de maquinário desenho do arranjo do equipamento ou nos desenhos do
de terceiros. O representante nomeado do maquinário deve vendedor do acoplamento, deve ser mantido dentro de ± 0,75
testemunhar e aceitar o alinhamento final com e sem tubos milímetros (± 30 mils) a menos que uma tolerância menor
conectados, ou outros pontos críticos quaisquer definidos seja especificada.
pelo usuário.
5.4.2 REQUISITOS DE CALÇOS
5.3 Documentação e Testemunho do
Alinhamento 5.4.2.1 A quantidade máxima permitida de calços sob o pé de
suporte de qualquer equipamento, é cinco.
5.3.1 É responsabilidade do instalador do equipamento
registrar e manter todos os registros do alinhamento e folhas 5.4.2.2 A máquina móvel deve ter no mínimo, 3 milímetros
de informações no formato especificado pelo usuário. Na (0,125 polegada) de calço de aço inoxidável da série 300 sob
conclusão do projeto, o instalador do equipamento deve cada pé de suporte. A altura máxima da pilha de calços não
fornecer as cópias originais dos registros de alinhamento deve exceder 12 milímetros (0,5 polegada). Apenas um calço
junto com os outros registros do equipamento giratório do de 3 milímetros (0,125 polegada) ou mais espesso por pé de
projeto ao usuário. suporte é permitido. O uso de pacotes de calços mais
espessos, calços laminados, calços de latão, calços de
5.3.2 O instalador do equipamento deve dar aviso ao
alumínio e calços mais finos que 0,05 milímetro (2 mils) não
representante nomeado do maquinário dos pontos de
é permitido. Calços esmerilhados devem ter um acabamento
testemunho (espera). O período de notificação deve ser
superficial de 64 Ra ou melhor. Os calços devem ser
acordado entre o instalador do equipamento e o representante
absolutamente acabados até 0,1 milímetro por decímetro (1
nomeado do maquinário. Como orientação, a notificação
mil/polegada) de comprimento.
deve ser de 24 horas para representantes locais (residentes).
Não é aceitável cortar calços de material laminado. Calços
Um aviso de cinco dias úteis pode ser necessário quando o
cortados previamente de uma fonte comercial aceitável para o
representante não for local ou quando o ponto de “espera” do
usuário são necessários. Como alternativa, os calços podem
testemunho do representante do serviço do vendedor for
ser fornecidos pelo vendedor do equipamento ou cortados a
necessário.
pedidos e esmerilhados de chapas.

5.4 Tolerâncias de Alinhamento Nota: A prática de cortar calços de estoques laminados à mão
no campo, muitas vezes leva a bordas enroladas e onduladas
5.4.1 TOLERÂNCIA DO ESPAÇAMENTO AXIAL e não é considerado uma boa prática para a instalação do
equipamento.
5.4.1.1 Para acoplamentos com elementos flexíveis, o
tamanho do vão livre do espaçador do acoplamento ou 5.4.2.3 O empilhamento de calços sob o ponto de apoio do
distância entre a extremidade do eixo (DBSE) deve ser equipamento usado para alinhamento deve ser medido. A
ajustado conforme indicado na folha de informações do espessura total da pilha de calços deve ser anotada na folha
pacote de construção ou desenho de arranjo geral, ± 0,25 de informações do alinhamento. A medição deve ser
milímetros (± 10 mils) a menos que uma tolerância menor registrada para o 0,02 milímetro (1 mil) mais próximo. Para
seja indicada pelo vendedor. calços relativamente grandes, a medição deve estar em dois
ou mais locais para confirmar o requisito de planura.
5.4.1.2 Para acoplamentos com espaçador, o comprimento
livre do espaçador deve ser medido e utilizado durante a Nota: Calços grandes são ≥ a 150 milímetros (6 polegadas)
configuração do tamanho do vão livre. de comprimento ou têm uma área ≥ 150 centímetros
quadrados (25 polegadas quadradas).
5.4.1.2.1 Quando estiver disponível, o crescimento térmico
esperado do eixo deve ser incluído no cálculo do tamanho do 5.4.2.4 Todos os calços devem ser totalmente de suporte. Isso
vão do espaçador para equipamentos de uso geral. inclui calços comerciais cortados previamente usados sob os
pés de equipamentos de uso geral e motores de carcaça
5.4.1.2.2 Para equipamentos de uso especial, o movimento NEMA. Os calços para equipamentos de uso especial devem
relativo esperado dos eixos deve ser contabilizado no ajuste ser fornecidos pelo vendedor do equipamento. Se um calço
do tamanho do vão livre do espaçador. precisar ser feito no local de trabalho, ele deve ter o padrão
do calço do vendedor do equipamento ou do pé de suporte.

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Práticas Recomendadas para Instalação de Maquinário e Projeto de Instalação Capítulo 7 7-7

5.4.2.5 Os calços de alinhamento usados na linha central ou Nota: Muitas vezes, os trens de equipamentos possuem pés
perto dos equipamentos suportados pela linha central não de sujeição que não são acessíveis com um indicador de
devem se sobressair dos coxins de suporte usinados. mostrador e ainda têm espaço para usar uma chave de boca
em um parafuso de sujeição. O representante nomeado do
5.4.3 PARAFUSOS E FOLGA DO PARAFUSO maquinário pode permitir que verificações do pé desnivelado
sejam feitas, checando o deslocamento da extremidade do
5.4.3.1 O rebaixamento de parafusos de sujeição para eixo na direção vertical e horizontal.
alinhamento não é permitido.
5.4.4.3 Após as verificações de pé desnivelado serem feitas, o
5.4.3.2 As arruelas de pressão não são permitidas nos instalador deve confirmar que os parafusos de sujeição nos
parafusos de sujeição do maquinário. pés deslizantes do equipamento estão apertados segundo as
instruções do vendedor.
5.4.3.3 Se arruelas especiais não forem fornecidas pelo
vendedor do equipamento ou estoque de arruelas padrão 5.4.5 As leituras de alinhamento devem ser registradas antes
quando os parafusos de sujeição forem apertados até o valor e depois da conexão da tubulação e conduíte. Ver Capítulo 6,
necessário, a empreiteira de instalação deverá fornecer Tubulação, parágrafo 5.8.5, para tolerância. Além disso, o
arruelas grossas esmerilhadas nos parafusos de sujeição. Na alinhamento tanto antes como depois da tubulação ser
ausência de arruelas adequadas pelo vendedor do conectada deverá estar dentro dos critérios de aceitação do
equipamento, o instalador deverá obter arruelas que não se alinhamento.
deformem permanentemente. O usuário poderá fornecer o
tamanho (espessura, diâmetro externo e diâmetro interno) e 5.4.6 O instalador deverá alinhar todos os trens do
os requisitos de material para as arruelas. maquinário para a tolerância dada em 5.4.6.1 ou 5.4.6.2, a
menos que a tolerância do vendedor seja mais restritiva. As
Nota: Devido à folga necessária para os parafusos de tolerâncias de alinhamento vêm após fatores como desvio
sujeição, as arruelas de espessura padrão são muitas vezes térmico e arqueamento de suporte de alinhamento serem
insuficientes para distribuir a força de retenção do parafuso contabilizados.
ao pé do equipamento sem deformação excessiva ou
escoamento da arruela. 5.4.6.1 Quando se usa métodos de indicador de borda reversa
(mostrador) ou equipamento de alinhamento a laser que
5.4.3.4 Os parafusos de sujeição não devem ser limitados
resolva o alinhamento em leituras equivalentes da borda
pelo parafuso. A menos que seja especificado o contrário
reversa, a falta de tolerância máxima é 0,5 milímetros por
pelo usuário, após o alinhamento final, o furo do parafuso de
metro (0,5 mils por polegada) em ambos os locais do
sujeição deve ser razoavelmente centralizado com base no
indicador.
exame visual.
5.4.3.5 A empreiteira de instalação do equipamento deve Nota: O desalinhamento real é TIW2 dividido pela distância
anotar os seguintes dados nas folhas de informações para entre os indicadores.
equipamentos de uso especial: (a) o tamanho do parafuso de
sujeição, (b) confirmação que a folga mínima é aceitável, e 5.4.6.2 Quando se usa alinhamento de borda e face ou
(c) o torque para apertar o parafuso. As Tabelas E-1 e E-2 do computadores de alinhamento que resolvem o alinhamento
Anexo E devem ser usadas como valor de torque a menos que em uma angularidade, a tolerância do alinhamento é 0,03
seja especificado o contrário pelo usuário ou vendedor do graus. Esse ângulo deve ser determinado em cada cubo ou
equipamento. acoplamentos espaçadores. Ao usar os métodos de
alinhamento de borda e face para alinhar trens de maquinário
Nota: Alguns tipos de equipamentos possuem parafusos de com acoplamentos elastoméricos ou máquinas de
sujeição que não devem ser apertados totalmente e são acoplamento estreito, a angularidade não deve ser maior do
ajustados para permitir a dilatação térmica. O manual de que 0,03 graus e o desvio no centro do acoplamento não deve
instalação do vendedor deve ser consultado para determinar exceder 0,02 milímetro (1 mil0.
se existem pés móveis sob qualquer parafuso de sujeição e
apertar convenientemente. 5.4.7 Durante verificações do alinhamento e solicitação dos
tubos, o pé de suporte de apoio do mancal das bombas
5.4.4 PÉ DESNIVELADO suspensas de estágio único deve ser folgado. Para aceitação
5.4.4.1 A verificação do pé desnivelado deve ser feita com a final, o suporte de apoio do mancal deve ser calçado e
tubulação desconectada do corpo do equipamento. Uma apertado. A quantidade máxima de deslocamento no
verificação do pé desnivelado deve ser feita durante o acoplamento durante o processo de aperto, deve ser 0,05
alinhamento final em cada pé do equipamento. O milímetros (2 mils).
deslocamento permitido máximo é 0,05 milímetro (2 mils)
em cada pé. 5.4.8 Após a conclusão do alinhamento e instalação da
tubulação, todo os equipamentos devem ser girados à mão ou
5.4.4.2 Todos os parafusos de sujeição devem ser apertados chave de cinta, para assegurar que a deformação prejudicial
primeiro. Se puder, use o torque especificado pelo vendedor da carcaça não tenha ocorrido.
do equipamento no suporte dos parafusos de sujeição. Se não
5.4.9 O alinhamento final não deve ser feito, até que a
houver requisitos de torque especificados pelo vendedor,
tubulação do processo tenha passado pelo teste hidrostático.
então use a Tabela E-1 e E-2 no Anexo E. A medição deve
Se a tubulação não for perturbada após o alinhamento final
ser feita à medida que o parafuso é folgado. O parafuso de
ter sido aceito pelo usuário, o alinhamento do trem deve ser
sujeição deve ser apertado antes de passar para o pé seguinte.
checado novamente e aprovado pelo usuário. Se o
A menos que seja aprovado pelo usuário, as verificações de
deslocamento do equipamento não foi monitorado durante as
pé desnivelado devem ser feitas em cada um dos
mudanças da tubulação, a verificação inteira do alinhamento
equipamentos e não no acoplamento.
deve ser refeita, começando com a tubulação desconectada e
os flanges separados.

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5.5 Arqueamento instalação inicial pode reduzir consideravelmente a vida da


engrenagem.
5.5.1 O arqueamento máximo tolerável para sistema de
suportes/acessórios do indicador de mostrador usado para 5.7 Tipo de Mancal
alinhamento, é ≤ 0,8 milímetros por metro (≤ 0,8 mils por O desvio ambiente deve responder pelos tipos de
polegada) de extensão. mancal de carcaça especial quando a linha central da posição
de funcionamento pode desviar consideravelmente da posição
5.5.2 O arqueamento deve ser medido pela empreiteira da de repouso.
instalação. Cada combinação de indicador de mostrador e
acessório a ser usada durante o alinhamento de um Nota: O tipo de mancal pode mudar consideravelmente após
determinado equipamento, deve ter o arqueamento medido a posição de funcionamento contra a posição de repouso da
antes do alinhamento do equipamento. linha central do eixo. Um exemplo disso é um mancal de
coxim de inclinação de 4 coxins com carga entre os coxins.
5.6 Procedimentos de Engrenagens
5.8 Componente Fixo
5.6.1 O vendedor da engrenagem deverá fornecer a mudança
relativa entre a linha central “em descanso” e a linha central Orientações gerais para determinação de elementos fixos e
de operação das engrenagens. Se não for dada pelo vendedor móveis em um trem, são descritas de 5.8.1 a 5.8.3.
da engrenagem, as Figuras F-1 e F-2 do Anexo F podem ser
usadas para localizar a posição carregada de funcionamento 5.8.1 Trens com uma engrenagem devem ter a mesma como
da engrenagem e pinhão, com relação à folga do mancal. O um elemento fixo.
deslocamento mecânico deve ser adicionado ao crescimento
térmico durante a determinação do desvio ambiente. 5.8.2 Para trens sem engrenagem, o equipamento com um
bocal de processo mais rígido deve ser considerado como o
Nota: toda vez que um trem com uma engrenagem com elemento fixo.
mancal hidrodinâmico é alinhado, o levantamento do eixo
devido às forças de reação da engrenagem devem ser 5.8.3 Para trens com um motor, este deverá ser o elemento
contabilizadas bem como o crescimento térmico. O móvel.
levantamento do eixo da engrenagem e/ou pinhão em carga
dentro das folgas do mancal pode ser superior à tolerância do 5.9 Tarugos
alinhamento do equipamento.
5.9.1 Tarugos cônicos com extremidades externas roscadas
5.6.2 Para engrenagens helicoidais duplas, o espaçamento devem ser usados para equipamentos de sujeição com
axial entre a extremidade do eixo da engrenagem e cavilhas.
equipamento adjacente deve ser determinado após o eixo de
engrenagem (baixa velocidade) for ajustado no centro do 5.9.2 Com exceção das caixas de mudanças (ver 5.9.4), os
flutuador do mancal de empuxo. O pinhão é centralizado pés do equipamento para trens de uso geral não devem ser
axialmente. presos com tarugos, a menos que seja especificado pelo
usuário.
5.6.3 A caixa de mudanças deve ser considerada como sendo
o elemento fixo. Antes do alinhamento do equipamento 5.9.3 O equipamento deve ser preso com tarugos pelo
acoplado à engrenagem, verificações do pé desnivelado da instalador segundo as instruções do representante nomeado
engrenagem e o padrão de contato dos dentes e da área do maquinário. Os tarugos devem ser instalados após o
devem ser feitas e aprovadas pelo usuário. O calçamento de alinhamento final. Quando o alinhamento da temperatura de
engrenagens para corrigir o padrão de contato não é operação precisar ser feito pelo instalador do equipamento, os
permitido, a menos que seja aprovado pelo usuário e o tarugos devem ser instalados após o alinhamento final.
vendedor da engrenagem. Se um calço tiver que ser usado
para ajustar a altura da caixa de mudanças, ele deve ser um 5.9.4 As engrenagens devem ser presas com cavilhas após o
calço (espaçador) retificado, sob a área inteira de suporte da alinhamento. A menos que seja especificado o contrário pelo
engrenagem. O padrão de contato dos dentes da engrenagem, usuário ou vendedor da engrenagem, uma engrenagem deve
a área de contato e o pé desnivelado devem ser aprovados ser presa com tarugos o mais perto possível da linha central
pelo representante nomeado do maquinário após o calço do pinhão. Os tarugos devem ser instalados após o
(espaçador) ser instalado. alinhamento com a tubulação conectada, mas antes do trem
de equipamento ser operado.
Nota: Normalmente, o calçamento de uma caixa de mudanças
para corrigir o padrão de contato das engrenagens é 5.9.5 O crescimento térmico na direção horizontal e vertical,
indicativo de um erro de fabricação na caixa de mudanças ou deve ser incluído no alinhamento calculado para trens de
uma base de suporte fraca/não nivelada da mesma. O padrão engrenagens. Esse desvio térmico deve ser calculado pela
e a área de contato dos dentes da engrenagem são muito posição do tarugo na direção horizontal, e da posição de
importantes para a vida útil de uma engrenagem, e deve estar suporte na direção vertical. Para alinhamento inicial, uma
dentro das orientações do vendedor da engrenagem. As temperatura média de 66ºC (150°F) pode ser usada para
tolerâncias de fabricação são muito estreitas, e a deformação calcular o desvio ambiente se não houver informação
relativamente pequena da caixa de mudanças durante a disponível do vendedor do equipamento.

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ANEXO A – CHECK-LIST DE ALINHAMENTO
Iniciais Data
5.1 Pré-alinhamento

5.1.1 Reunião de pré-alinhamento realizada. ____ ____


5.1.2 Fundação curada e placa de apoio instalada. ____ ____
5.1.3 Equipamento instalado e máquina fixa centralizada nos furos. ____ ____
5.1.4 As leituras de borda e face de fuga dos cubos de acoplamento são ≤ 0,05 milímetro (≤ 0,002
polegadas) ou o requisito do fabricante, o que for menor. ____ ____
5.1.5 Alinhamento inicial feito e aprovado pelo representante do usuário. ____ ____
5.1.6 Argamassa instalada. ____ ____
5.1.7 Acessórios e ferramentas à mão. ____ ____
5.1.8 Requisitos de torque para os parafusos de sujeição___________. ____ ____
5.1.9 Equipamento disponível para suspender a máquina móvel e deslocá-la nas direções horizontal e
axial. ____ ____
5.1.10 As arruelas são espessas o bastante nos parafusos de sujeição, e se não forem, obtenha arruelas
suficientemente espessas. ____ ____
5.1.11 Toda a tubulação é desconectada. ____ ____
5.1.12 Os eixos da máquina fixa e móvel são livres para girar. ____ ____
5.1.12.1 Dispositivos de travamento da vedação da bomba estão desengatados. ____ ____
5.1.12.2 Material de vedação ou bloqueio removido. ____ ____
5.1.12.3 Lubrificação fornecida para mancais. ____ ____
5.1.13 Desenhos e folhas de informações disponíveis. ____ ____

Alinhamento Final
5.4 Tolerâncias de Alinhamento

5.1.11 Toda a tubulação está desconectada. ____ ____


5.1.12 Os eixos da máquina fixa e móvel são livres para girar. ____ ____
5.4.1 Rotores de máquinas móveis e fixas DBSE ou tamanho do vão do espaçador do acoplamento =
_______ quando ajustadas para a posição de funcionamento. ____ ____
5.4.1.2 Comprimento livre do espaçador do acoplamento = ________. ____ ____
5.4.1 DBSE ou comprimento do vão do espaçador do acoplamento corrigido para crescimento térmico
necessário =_______ e está dentro de ± 0,25 milímetros (± 0,010 polegadas) do DBSE necessário
ou comprimento livre real do espaçador do acoplamento para acoplamentos flexíveis. Para
acoplamentos elastoméricos e de engrenagens o requisito é ± 0,75 milímetros (± 0,030 polegadas).
____ ____
5.4.2.1 Máximo de cinco calços sob qualquer suporte. ____ ____
5.4.2.2 Calços de aço inoxidável série 300 ou material melhor, não laminado e plano até 1/100. Pelo
menos 3 milímetros (0,125 polegada) mas não mais do que 12 milímetros (0,5 polegada) sob o pé
da máquina móvel. Não mais de um calço ≥ 3 milímetros (≥ 0,125 polegada) de espessura sob
qualquer pé. ____ ____

7-9
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ANEXO A – CHECK-LIST DE ALINHAMENTO (CONTINUAÇÃO)


Iniciais Data

5.4.2.4 Os calços têm apoio total. ____ ____


5.4.3.1 Os parafusos não são rebaixados. ____ ____
5.4.3.3 As arruelas não são arruelas de pressão e não cedem quando os parafusos de sujeição são apertados.
____ ____
5.4.3.4 Os parafusos de sujeição não são delimitados e são razoavelmente centrados nos furos
correspondentes. ____ ____
5.4.4.2 Os parafusos de sujeição são apertados segundo as instruções do fabricante ou do usuário. ____ ____
5.4.4 O pé desnivelado não é mais do que 0,05 milímetros (0,002 polegadas). ____ ____
5.5.1.1 O arqueamento do acessório de alinhamento = ______ e ≤ 0,8 milímetros por metro (≤ 0,8 mils por
polegada). ____ ____
5.4.5 O alinhamento dentro da tolerância (1.4.6) antes dos tubos e conduítes serem presos. ____ ____
5.4.5 Verificações da deformação do tubo são feitas segundo o procedimento no Capítulo 6 – Tubulação;
Seção 4 Parágrafo 1.8.1 através de 1.8.5. ____ ____
5.4.5 Alinhamento dentro da tolerância (1.4.6) após os tubos e conduítes serem presos. ____ ____

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ANEXO B – FOLHA DE INFORMAÇÕES DE BORDA REVERSA (MOSTRADOR)

Número do Projeto__________

Planta:_________________________________ Unidade: ___________________________________

Móvel: Item: ___________________________ Fabricante: _________________________________


Tipo: ___________________________ Nº. de série:_________________________________

Fixo: Item: ___________________________ Fabricante: _________________________________


Tipo: ___________________________ Nº. de série:_________________________________

ALINHAMENTO DE DESVIO EM FRIO

MÁQUINA MÓVEL

MÁQUINA FIXA

MÁQUINA FIXA MÁQUINA MÓVEL

PREPARADO POR_____________________________________________ DATA ____________________

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ANEXO B – FOLHA DE INFORMAÇÕES DE BORDA REVERSA (MOSTRADOR)


(CONTINUAÇÃO)

Número do Projeto__________

Móvel: Item: ___________________________


Tipo: ___________________________
Fixo: Item: ___________________________
Tipo: ___________________________

ALINHAMENTO SEM TUBULAÇÃO INSTALADA


ARQUEAMENTO DO INDICADOR_________________

MÁQUINA FIXA

MÁQUINA MÓVEL

ALINHAMENTO SEM TUBULAÇÃO INSTALADA


ARQUEAMENTO DO INDICADOR______________

MÁQUINA FIXA

MÁQUINA MÓVEL

Tabulação dos Calços

Mancal Interno Esquerdo Fixo_______________ Mancal Interno Esquerdo Móvel_______________

Mancal Interno Direito Fixo__________________ Mancal Interno Direito Móvel__________________

Mancal Externo Esquerdo Fixo_______________ Mancal Externo Esquerdo Móvel_______________

Mancal Externo Direito Fixo__________________ Mancal Externo Direito Móvel_________________

Observação: Todos os calços são registrados olhando-se para a máquina fixa, da máquina móvel.

TESTEMUNHADO POR_______________________________________DATA_____________________________

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ANEXO C – FOLHA DE INFORMAÇÕES DE BORDA E FACE
Número do Projeto__________

Planta:_________________________________ Unidade: ___________________________________


Móvel: Item: ___________________________ Fabricante: _________________________________
Tipo: ___________________________ Nº. de série:_________________________________
Fixo: Item: ___________________________ Fabricante: _________________________________
Tipo: ___________________________ Nº. de série:_________________________________

Arqueamento da barra indicadora:_______________ Número da barra indicadora:_______________

LEITURAS DA BORDA
Definir leituras adequadas da face antes de fazer leituras da borda

MÁQUINA MÓVEL MÁQUINA FIXA

Diâmetro varrido x _________


D = Distância axial entre os cubos do eixo x _________

LEITURAS DO INDICADOR: As leituras do indicador “Esquerda” e “Direita” são determinadas olhando-se pela traseira
da máquina móvel na direção da máquina fixa.

TEÓRICO REAL (TUBO REMOVIDO) REAL (TUBO INSTALADO)


--------------------- ------------------------------------ ---------------------------------------
e Tolerância Corrigido para Flutuação Axial Corrigido para Flutuação Axial

Topo Topo Topo

Direita Direita Direita


Esquerda Esquerda Esquerda

Fundo Fundo Fundo


+

PREPARADO POR_____________________________________________ DATA ____________________

7-13
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ANEXO C – FOLHA DE INFORMAÇÕES DE BORDA E FACE (CONT.)

Número do Projeto__________

Móvel: Item: ___________________________


Tipo: ___________________________
Fixo: Item: ___________________________
Tipo: ___________________________

Arqueamento da barra indicadora:_______________ Número da barra indicadora:_______________

LEITURAS DA FACE

MÁQUINA MÓVEL MÁQUINA FIXA

LEITURAS DO INDICADOR: As leituras do indicador “Esquerda” e “Direita” são determinadas olhando-se pela
traseira da máquina móvel na direção da máquina fixa.

Topo Topo Topo

Direita Direita Direita


Esquerda Esquerda Esquerda

Fundo Fundo Fundo

Tabulação dos Calços

Mancal Interno Esquerdo Fixo_______________ Mancal Interno Esquerdo Móvel_______________

Mancal Interno Direito Fixo_________________ Mancal Interno Direito Móvel__________________

Mancal Externo Esquerdo Fixo______________ Mancal Externo Esquerdo Móvel_______________

Mancal Externo Direito Fixo_________________ Mancal Externo Direito Móvel_________________

Observação: Todos os calços são registrados olhando-se para a máquina fixa, da máquina móvel.

TESTEMUNHADO POR_______________________________________DATA_________________________

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ANEXO D – TIPOS DE ALINHAMENTO
D.1 Alinhamento de Borda Reversa 6. Ele se presta a métodos gráficos e calculados de correção
(Mostrador) do alinhamento.
7. Existem diversos kits de adaptador de eixo do indicador de
D.1.1 Alinhamento de borda reversa (mostrador) é o mostrador reverso para uso geral comercialmente disponíveis.
processo de determinar o desalinhamento de dois elementos Geralmente, esses kits disponíveis comercialmente são
de maquinário giratório adjacentes por leituras do indicador projetados para arqueamento mínimo.
com mostrador radial feitas na borda do cubo de acoplamento
ou eixos das duas máquinas, enquanto eles são girados ao D.1.2.2 Desvantagens
mesmo tempo (ver Figura D-1). O aspecto principal é que os l. Ambas as máquinas devem ser ligadas para serem
indicadores de mostrador são girados em torno do centro de alinhadas, a menos que suportes especiais sejam feitos. As
rotação do eixo do maquinário. O processo normalmente é leituras repetíveis precisas são difíceis de obter.
realizado enquanto ambos os eixos são girados juntos e 2. O arqueamento do indicador deve ser medido e incluído
fazendo-se a leituras o mais próximo possível dos planos nos cálculos.
vertical e horizontal. 3. Para serem feitos corretamente, os suportes devem ser
D.1.2 VANTAGENS E DESVANTAGENS feitos para se adequarem corretamente ao trem do maquinário
e ainda oscilar os eixos juntos 360 graus sem interferência.
D.1.2.1 Vantagens 4. A compra de suportes com indicador de mostrador reverso
comerciais ou fabricados pode ser dispendiosa.
l. A maior parte do pessoal da manutenção conhece muito
5. Ele não é tão preciso para equipamentos onde o diâmetro
bem esse método de alinhamento.
do acoplamento for maior do que o comprimento do DBSE.
2. Estendendo um acoplamento de espaçador, as medições do
6. Qualquer não-conformidade da superfície do cubo nas
desalinhamento angular são mais sensíveis. Uma extensão de
superfícies mecanicamente indicadas deve ser compensada
400 milímetros (16 polegadas) fornece leituras de
para quando apenas um eixo for girado de uma vez.
desalinhamento angular quatro vezes mais sensíveis que as
leituras de face de um cubo típico com 100 milímetros (4 D.2 Sistema de Alinhamento de Borda e Face
polegadas) de diâmetro. A maioria dos acoplamentos de
novos equipamentos de instalações petroquímicas possuem D.2.1 Alinhamento de Borda e Face é o processo de
espaçadores muito mais compridos do que o diâmetro do determinar desalinhamento entre dois eixos adjacentes
cubo. medindo-se as diferenças na distancia entre a extremidade do
3. A necessidade de remover o espaçador do acoplamento é eixo ou faces de acoplamento (leituras da face) e a diferença
eliminada com o projeto adequado dos suportes de no centro de rotação com leituras radiais do indicador de
alinhamento. Isso reduz o desgaste do acoplamento. mostrador (leituras de borda). O desalinhamento angular é
4. Quando ambos os eixos forem girados juntos, os erros de determinado pelas leituras de face, e o desalinhamento
fuga do cubo do acoplamento são eliminados. É possível paralelo no mostrador é determinado pelas leituras do
ainda, com cuidado, alcançar precisão igual com os eixos indicador de mostrador na direção radial na borda ou
desacoplados. Para novas instalações, recomenda-se que o acoplamento do eixo. A distância relativa da face é
espaçador do acoplamento seja deixado de fora para reduzir o determinada em dois pontos na direção vertical e dois pontos
desgaste nos acoplamentos e parafusos. Nos locais de na direção horizontal. Isso pode ser feito por micrômetro ou
construção, é provável que o espaçador do acoplamento ou indicador de mostrador. Leituras da borda (duas no plano
prendedores estarão perdidos ou danificados se o horizontal e duas no plano vertical) são feitas com um
acoplamento for desmontado e for removido posteriormente. indicador de mostrador montado em um suporte preso a um
O acionador do trem de equipamento será positivamente eixo. Quando possível, ambos os eixos são girados juntos.
impedido de uma energização acidental antes do espaçador Três leituras de borda e face do mostrador, como mostra a
do acoplamento ser instalado. Figura D-2, devem ser usadas sempre que possível.
5. Os erros de flutuação axial são eliminados pela eliminação
das leituras da face.

FIXO MÓVEL

Figura D-1 – Alinhamento de BORDA Reverso (Mostrador)

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7-16 PRÁTICA RECOMENDADA PELA API 686 PIP RElE 686

D.2.2 VANTAGENS E DE SVANTAGENS a mudança do alinhamento do acoplamento de operação em


frio para em quente.
D.2.2.1 Vantagens
D.3 Sistemas de Alinhamento a Laser
l. É mais preciso do que o mostrador reverso duplo quando o
trem de maquinário estiver quase acoplado e a extensão do D.3.1 Alinhamento a laser é o processo de determinar o
indicador de mostrador for inferior ao diâmetro do cubo de desalinhamento por um raio laser, onde o laser é montado em
acoplamento. um ou ambos os eixos e um receptor ou refletor é montado no
2. As leituras de face dão a angularidade e as leituras da outro. Ambos os eixos são girados ao mesmo tempo. O
borda dão o desvio no indicador de mostrador. Isso é intuitivo desvio no raio laser é medido à medida que o eixo é girado. A
para a maioria dos mecânicos e mais fácil de entender do que interpretação dos dados é feita pela configuração de um
o alinhamento com mostrador reverso (borda0. computador de alinhamento fornecido com o sistema de
3. As leituras de borda e face do indicador de mostrador só alinhamento a laser.
precisam que um eixo seja girado. Isso só deve ser feito
quando necessário, pois os erros dimensionais em cubos ou D.3.2 VANTAGENS E DESVANTAGENS
extremidades de eixos causarão um erro nas leituras.
4. Qualquer não conformidade nas superfícies D.3.2.1 Vantagens
mecanicamente indicadas deve ser compensada durante a
rotação de apenas um eixo de cada vez. l. Os cálculos são diretamente lançados no computador de
alinhamento pelo instrumento, eliminando erros do operador.
D.2.2.2 Desvantagens 2. A precisão potencial dos instrumentos a laser é melhor do
que os indicadores de mostrador.
1. A menos que o método de face e borda de três mostradores 3. Os movimentos necessários e o desalinhamento real no
seja usado para subtrair a folga final do eixo, é provável que plano ou ângulo horizontal e vertical são lidos diretamente.
ele forneça leituras de face errôneas quando o eixo for girado. 4. Não há flexão nas leituras. Muito bom para alinhamentos
2. As leituras de borda devem ser corrigidas para DBSE longos.
arqueamento. 5. Suportes universais são fornecidos para o instrumento, os
3. Para maquinário com acoplamentos de espaçador, as quais permitem a configuração na maioria das máquinas, sem
leituras de face não têm uma resolução tão boa quanto as construções especiais.
leituras do mostrador reverso. A maioria das especificações 6. Existe um período de treinamento relativamente curto para
de equipamentos exige espaçadores de acoplamento de 5 novos mecânicos de manutenção se tornarem competentes em
polegadas ou mais para facilitar a manutenção e para reduzir alinhamento de maquinário.

Legenda: FIXO – MÓVEL

⎛X+Y⎞
DESLOCAMENTO DA FACE = X - ⎜ ⎟
⎝ 2 ⎠

Figura D-2 - Alinhamento de Borda e Face de Três Mostradores

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Práticas Recomendadas para Instalação de Maquinário e Projeto de Instalação Capítulo 7 7-17

7. Normalmente, o equipamento de alinhamento a laser consiste em fazer o refluxo do fluido quente através de uma
produz um impresso do alinhamento para fins de registro. bomba, enquanto ela não está em serviço. A mudança no
Isso elimina erros de tradução e fornece consistência de um alinhamento é monitorada desde a condição ambiente até a
mecânico de manutenção para outro. condição quente. Geralmente esse método não é tão preciso
como outros, onde os equipamentos ficam em operação
D.3.2.2 Desvantagens (como informam os itens de D.4.2.2 até D.4.2.5) mas muitas
vezes é suficiente para muitas bombas de uso geral.
1. O custo inicial é relativamente alto e os mecânicos de
manutenção precisam ser treinados para usarem o D.4.2.2 As bancadas de indicador de alinhamento são
instaladas com um arrefecedor de temperatura constante
equipamento de alinhamento a laser.
passando através delas. As leituras são feitas com indicadores
2. O mecânico de manutenção não tem a percepção real do
de mostrador ou sondas de proximidade, em superfícies
processo de alinhamento real pois os cálculos do indicador
usinadas presas aos suportes do mancal. A mudança no vão
com mostrador ou gráficos são eliminados. Recomendamos
livre dos indicadores de mostrador ou da sonda de
que o alinhamento a laser só seja feito por pessoas que
proximidade é medida à medida que o trem de maquinário é
conhecem bem o alinhamento com indicador de mostrador.
operado em condições normais. Essas medições são usadas
3. O mecânico de manutenção deve estar certo de que o
para verificar leituras de desvio ambiente.
instrumento é adequado para a classificação de área ou obter
uma permissão de segurança.
4. A vibração do maquinário pode fazer o instrumento parar D.4.2.3 Medições exatas são feitas entre benchmarks fixos
localizados nos suportes de apoio do trem de maquinário e a
de funcionar.
5. Ambos os eixos devem ser girados ou gabaritos especiais fundação, quando o equipamento não está funcionando. Em
seguida, o equipamento é ligado e funciona em condições
fornecidos para alinhar o equipamento quando o eixo não
puder ser girado. operacionais, e as medições são repetidas. A mudança
relativa nas medições é relacionada de volta com as leituras
de alinhamento da condição ambiente.
D.4 Alinhamento da Temperatura Operacional
D.4.2.4 O alinhamento ótico da temperatura operacional é
D.4.1 Alinhamento da temperatura operacional é o processo semelhante à medição física de benchmarks, exceto que
de determinar a mudança relativa no alinhamento desde as leituras óticas de precisão são feitas de benchmarks quando a
condições ambiente até as condições de operação máquina está em condições ambiente e após ela ser posta em
serviço.
D.4.2 SISTEMAS DE ALINHAMENTO DA
TEMPERATURA OPERACIONAL D.4.2.5 Suportes de curvatura baixa com quatro sondas de
proximidade são presas no interior da tampa do acoplamento
Os sistemas geralmente reconhecidos para o alinhamento a para o alojamento do mancal. A mudança relativa é relatada
quente de trens de equipamentos giratórios são descritos em diretamente de volta para as leituras iniciais da sonda e as
D.4.2.1 a D.4.2.5. leituras do indicador de mostrador reverso são feitas quando
o trem de maquinário estava nas condições ambiente.
D.4.2.1 Um tipo frequentemente usado de alinhamento de
temperatura operacional para bombas de serviço em quente

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ANEXO E – TABELAS DE TORQUE DO PARAFUSO DE SUJEIÇÃO

Tabela E-1 - 2.110 quilogramas por centímetro quadrado


de tensão interna do parafuso

Diâmetro Nominal do Torque (Newton - Compressão


Parafuso (mm) metros) (kilogramas)

Notas:
1. Todos os valores de torque são baseados em parafusos com roscas bem lubrificadas com óleo.
2. Em todos os casos, o alongamento do parafuso indicará a carga no mesmo.

Tabela E-2 - 40.000 libras por polegada quadrada


de tensão interna do parafuso

Diâmetro Nominal
do Parafuso Número de roscas Torque (pé- Compressão
(polegadas) (por polegada) libras) (libras)

Notas:
1. Todos os valores de torque são baseados em parafusos com roscas bem lubrificadas com óleo.
2. Em todos os casos, o alongamento do parafuso indicará a carga no mesmo.

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ANEXO F – DESLOCAMENTO DO EIXO DA CAIXA DE MUDANÇA

Pinhão Engrenagem Pinhão Engrenagem

Figura C-1 – Acionamento por Pinhão (Acionado de Engrenagem)

Pinhão Engrenagem Pinhão Engrenagem

Figura C-2 – Acionado por Pinhão (Acionamento de Engrenagem)

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Capítulo 8 – Sistemas de Lubrificação

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PRÁTICA RECOMENDADA PELA API 686


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PRIMEIRA EDIÇÃO, ABRIL DE 1996

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ÍNDICE
Página

CAPÍTULO 8 - SISTEMAS DE LUBRIFICAÇÃO

SEÇÃO 1 - DEFINIÇÕES...........................................................................................................................8-1

SEÇÃO 2 – PROJETO DE INSTALAÇÃO DO SISTEMA DE LUBRIFICAÇÃO...................................8-1


2.1 Escopo ...................................................................................................................................................8-1
2.2 Requisitos do Projeto de Instalação .......................................................................................................8-2

SEÇÃO 3 – INSTALAÇÃO DO SISTEMA DE LUBRIFICAÇÃO...........................................................8-2


3.1 Recebimento e Proteção.........................................................................................................................8-2
3.2 Sistemas Temporários de Névoa de Óleo ..............................................................................................8-2
3.3 Limpeza .................................................................................................................................................8-3
3.4 Limpeza Mecânica de Tubos .................................................................................................................8-3
3.5 Limpeza Química de Sistemas de Tubulação de Aço-Carbono .............................................................8-3
3.6 Lavagens de Sistemas de Óleo...............................................................................................................8-4
3.7 Montagem Final.....................................................................................................................................8-5
3.8 Checagens de pré-operação para o Sistema de Óleo ..............................................................................8-5

ANEXO A – CHECK-LIST DO PROJETO DE INSTALAÇÃO DOS SISTEMAS DE


ÓLEO LUBRIFICANTE.............................................................................................................................8-7
ANEXO B – CHECK-LIST DA INSTALAÇÃO DOS SISTEMAS DE ÓLEO LUBRIFICANTE ...........8-9

iii
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CAPÍTULO 8 – SISTEMAS DE LUBRIFICAÇÃO

Seção 1- Definições

1.1 representante nomeado do maquinário: A pessoa ou 1.8 acessórios de aplicação de névoa de óleo: Orifícios de
organização nomeada pelo principal proprietário dos trajeto longo que fazem da gota de óleo de tamanho pequeno
equipamentos para falar em nome dele, com relação às do alimentador (“névoa seca”) ser convertida em gotículas de
decisões de instalação do maquinário, requisitos de inspeção, óleo de tamanho maior (“névoa úmida”) para lubrificar os
etc. Esse representante poderá ser um empregado do mancais. Os acessórios de aplicação da névoa de óleo são
proprietário, uma companhia de inspeção terceirizada, ou conhecidos também como reclassificadores.
uma empreiteira de engenharia delegada pelo proprietário.
1.9 bloco distribuidor da névoa de óleo: Um pequeno bloco
1.2 projetista da engenharia: A pessoa ou organização retangular que possui quatro ou mais furos perfurados e
encarregada da responsabilidade de fornecer desenhos de roscados em faces opostas. Pontos de queda terminam nos
instalação e procedimentos para instalar maquinário nas blocos distribuidores. Um bloco distribuidor de névoa de óleo
instalações de um usuário, após as máquinas terem sido pode ainda ser descrito como um bloco distribuidor de névoa.
entregues. Em geral, mas nem sempre, o projetista especifica
o maquinário das instalações do usuário. 1.10 névoa de óleo: Uma dispersão de gotículas de óleo de 1
a 3 mícron de tamanho no fluxo de ar.
1.3 usuário do equipamento: A organização encarregada da
operação do maquinário giratório. Em geral, mas nem 1.11 sistema de névoa de óleo: Um sistema projetado para
sempre, o usuário do equipamento adquire e faz a produzir, transportar e fornecer névoa de óleo desde a
manutenção do equipamento giratório após a conclusão do localização central até um alojamento de mancal distante.
projeto. Esse sistema consiste no console de névoa de óleo,
alimentadores da tubulação de distribuição e laterais,
1.4 instalador do equipamento: A pessoa ou organização acessórios de aplicação e tanque e bomba de suprimento de
encarregada de prestar serviços e mão de obra de engenharia lubrificante.
necessários para instalar maquinário em uma unidade do
usuário, após o maquinário ter sido entregue. Em geral, mas 1.12 névoa pura: A aplicação da névoa de óleo no
nem sempre, o instalador é a empreiteira de construção do alojamento de mancal de um maquinário para lubrificar
projeto. mancais anti-atrito. O óleo passa pelos elementos do mancal,
e suas gotículas se unem fora do fluxo de ar. Todo o óleo é
1.5 trem de equipamentos: Dois ou mais elementos de drenado do alojamento de mancal do maquinário e a
maquinário do equipamento giratório, compostos de pelo lubrificação completa é realizada somente pela névoa. A
menos um acionador e um elemento acionado, unidos por um névoa pura pode ainda ser descrita como lubrificação de
acoplamento. coletor seco.

1.6 alimentador da névoa de óleo: Uma rede de tubos 1.13 névoa de purgação: A aplicação da névoa de óleo no
através da qual a névoa de óleo é transportada, desde o alojamento de mancais ou reservatório de um maquinário
console onde ela é feita, até o alojamento dos mancais do para produzir a pressão mais leve possível. A lubrificação da
maquinário onde ela é usada. máquina é produzida por um sistema de mancal submerso ou
circular normal. Isso impede a contaminação que poderia ser
1.7 console da névoa de óleo: Um sistema composto do causada por infiltração de agentes corrosivos ou condensação
gerador de névoa de óleo, sistema de abastecimento de óleo, da umidade ambiente. A névoa de purgação pode ser descrita
sistema de filtragem do ar, saída do alimentador da névoa de ainda como lubrificação por névoa de poço úmido.
óleo, além de controles e instrumentos necessários. Ar e óleo
entram no console para produzir névoa de óleo.

Seção 2 – Projeto da Instalação do Sistema de Lubrificação

2.1 Scope 2.1.3 Os equipamentos que necessitam de lubrificação


incluem (no mínimo) dispositivos como bombas centrífugas
2.1.1 Este capítulo da Prática Recomendada 686 estabelece de deslocamento positivo verticais e horizontais,
os requisitos mínimos para o projeto, preservação, instalação compressores centrífugos e de deslocamento positivo,
e limpeza de maquinário novo ou recuperado, que produza ou sopradores, ventiladores, agitadores, caixas de mudança
necessite de lubrificação para o processo ou fins de utilidade. horizontais e verticais, turbinas a vapor e de combustão
interna, dilatadores, motores elétricos, geradores elétricos e
2.1.2 Os equipamentos que fornecem lubrificação incluem pacotes como de refrigeração, pacotes de ar para
dispositivos como sistemas de óleo lubrificante e de vedação, instrumentos da planta e máquinas de extrusão.
sistemas centrais de ar/óleo e pacotes de lubrificação com
névoa de óleo. 2.1.4 Este capítulo da Prática Recomendada 686 não é uma
especificação de projeto; todavia, os critérios de projeto que
realçam e/ou facilitam a preservação, limpeza, inspeção,
montagem e partida dos sistemas de lubrificação e detalhes

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como cavidades de mancais, alojamentos de mancais e 2.2.5 O sistema de tubulação deve ser provido de suspiros de
sistemas completos de óleo lubrificante e de vedação estão ponto alto.
incluídos.
2.2.6 Aberturas roscadas (como em bombas pequenas) pode
2.1.5 Este capítulo da Prática Recomendada 686 não inclui ser tampadas com um tampão de tubo roscado; as outras
critérios para equipamentos lubrificados como bombas de devem ser providas de válvulas de bloqueio e conexão de
motores blindados, equipamentos lubrificados a graxa ou flange com flanges cegos.
lubrificação de cilindros como para compressores
alternativos. 2.2.7 Um diagrama específico de lavagem do óleo
lubrificante deve ser fornecido, que indique claramente
2.2 Requisitos de Projeto da Instalação desvios temporários, telas, etc., necessários para lavagem do
óleo lubrificante. Um diagrama assinalado de processo e
2.2.1 O projeto deve fornecer fácil acesso para encher e instrumentação será suficiente para esse fim.
drenar conexões e fornecer fácil acesso para operação e
manutenção. 2.2.8 Especificações de limpeza de componentes e sistema,
inclusive o diagrama de lavagem, devem ser aprovadas pelo
2.2.2 O projeto deve prever drenos que drenem os usuário.
componentes e sistemas da forma mais completa possível,
sem haver a necessidade de lavar o restante. 2.2.9 Os sistemas de equipamento e óleo devem ser enviados
limpos, minimizando a necessidade de limpeza e lavagem no
2.2.3 O projeto deve prever suspiros e drenos de tamanho campo. O fabricante deve demonstrar que as passagens de
adequado e localizados corretamente, para garantir a óleo e componentes contendo óleo estão livres de sujeira e
eliminação completa de qualquer material usado durante detritos, antes do embarque.
limpeza e decapagem química.
2.2.10 Nas situações em que a névoa de óleo for usada para
2.2.4 O projeto deve prever passagens e conexões de proteger equipamentos durante armazenamento ou quando o
enchimento e drenagem que sejam suficientes em tamanho e equipamento estiver inativo, os procedimentos e sistemas de
orientadas de tal forma que a manutenção possa ser realizada névoa de óleo devem ser acordados entre o fabricante e o
sem derramamento e não precise de equipamentos especiais. usuário.

Seção 3 – Instalação do Sistema de Lubrificação

3.1 Recebimento e Proteção 3.2 Sistemas Temporários de Névoa de Óleo

3.1.1 No caso do sistema ou equipamento de lubrificação 3.2.1 Quando mais de 10 peças de equipamentos precisarem
não vier a operar dentro de 6 meses, um programa de ser armazenadas por um período superior a 6 meses a partir
preservação de longo prazo deverá ser acordado entre o da ocasião do embarque, uma proteção com névoa de óleo
vendedor e o usuário do equipamento. O programa deve deve ser considerada.
indicar claramente as responsabilidades das partes
individuais. 3.2.2 A névoa de óleo deve ser usada para proteger ao
mancais, seus alojamentos, áreas de vedação e extremidades
3.1.2 Um procedimento de inspeção deve ser estabelecido de processo do equipamento.
indicando intervalos e atividades especiais a serem
executadas, como condição, inspeção, preservação do 3.2.3 Para equipamentos providos de conexões de
equipamento e rotação do eixo, enquanto o equipamento lubrificação permanente com névoa, essas conexões devem
estiver inativo. (Recorra à seção sobre Recebimento e ser usadas em conjunto com o sistema temporário de névoa
Proteção no Local de Trabalho, capítulo 3, desta prática de óleo.
recomendada).
3.2.4 As cavidades dos equipamentos que não são
3.1.3 As instruções do fabricante/vendedor devem ser lubrificadas normalmente durante a operação, precisam ser
seguidas, a menos que seja especificado o contrário. Essas adaptadas com conexões de suprimento e suspiro, geralmente
instruções devem ser acordadas entre o usuário e o vendedor NPS 114.
do equipamento.
3.2.5 O sistema de névoa de óleo deve ser projetado e
3.1.4 O equipamento deve ser protegido contra danos dimensionado para serviço de conservação. O fluxo de névoa
mecânicos e corrosão interna e externa, o tempo todo. para cada ponto de aplicação pode ser inferior do que o
necessário para lubrificação durante operação normal.
3.1.5 Quando for especificado, um sistema de conservação
temporário com névoa de óleo deve ser fornecido segundo o 3.2.6 O gerador de névoa deve ser equipado com
item 3.2 abaixo. instrumentos como: um regulador de pressão do ar, válvula
de alívio da pressão, aferidor de nível e manômetro de névoa,
no mínimo.

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Práticas Recomendadas para Instalação de Maquinário e Projeto de Instalação, Capítulo 8 8-3
3.2.7 O alimentador de névoa deverá ser tubo 40 galvanizado de interligação limpa previamente seja mantida limpa durante
NPS2 apoiado e inclinado pelo menos 5 milímetros por metro sua instalação.
(0,06 polegadas por pé).
3.3.3 Restrições de vazão como orifícios e sondas devem ser
3.2.8 Uma tubulação de plástico poderá ser usada para removidas para se obter velocidades ótimas durante a limpeza
conectar o alimentador de névoa com o ponto de aplicação. e os procedimentos posteriores de lavagem. Todos os
equipamentos removidos devem ser identificados e
inventariados para reinstalação posterior em seus locais
3.2.9 O equipamento deve ser conectado ao sistema 24 horas
adequados.
após a chegada no armazenamento ou local de construção da
planta, para ser protegido contra corrosão interna e externa,
conforme a prescrição e acordado pelo vendedor e usuário do 3.4 Limpeza Mecânica dos Tubos
equipamento.
3.4.1 Todos os corpos estranhos soltos, como carepa, areia,
3.2.10 A compatibilidade de conservantes e vedantes com partículas de respingo de solda e aparas de corte devem ser
fluxos do processo e materiais componentes do maquinário removidos do interior dos conjuntos e reservatórios da
deve ser avaliada pelo representante nomeado do maquinário tubulação, alojamentos de filtros, etc.
do usuário. Deve-se tomar cuidado em evitar contaminação
de óleo sintético e passagens de óleo com óleo de lavagem de Observação: A martelagem com martelo que não cause
hidrocarbonetos. danos, no lado externo da tubulação, irá ajudar a soltar
respingos de solda, carepa sujeira e ferrugem.
3.2.11 O óleo usado no sistema de névoa deve ser de boa
qualidade, para turbinas e sem parafina. Um óleo emissor de 3.4.2 Sempre que accessível, o interior da tubulação deve ser
vapor e sensível a temperaturas não deve ser usado. limpa com escova de arame.

3.2.12 O equipamento sob conservação deve ser mantido 3.4.3 Os tubos devem ser limpos com jato de vapor ou ar
girando-se os eixos e drenando-se periodicamente o óleo seco e limpo, após a martelagem e limpeza com escova de
condensado das cavidades. arame. Quando a lavagem com água sob alta pressão ou
vapor for realizada, o jateamento posterior com ar seco e
3.2.13 Em nenhuma circunstância, uma máquina deve ser limpo ou nitrogênio, é necessária.
girada sem a aprovação específica do representante do
fabricante e/ou do representante nomeado do maquinário do 3.4.4 Nas tubulações em que a limpeza satisfatória por meio
usuário. mecânicos apenas estiver em dúvida, a limpeza química
adiciona ou métodos de jateamento com água devem ser
3.2.14 O óleo drenado deve ser descartado conforme os considerados.
procedimentos de proteção ambiental estabelecidos pelo
usuário. 3.5 Limpeza Química de Sistemas de
Tubulação de Aço-Carbono
3.2.15 A interrupção da conservação com névoa de óleo,
como durante o transporte do equipamento do 3.5.1 A limpeza química só se aplica a tubos de aço-carbono.
armazenamento para o local de construção, deve ser Os tubos de aço inoxidável podem ser danificados por
minimizada. soluções de decapagem, e portanto, só devem ser limpos com
solventes ou vapor.
3.2.16 A conservação com névoa de óleo deve ser
imediatamente restabelecida quando o equipamento for Observação: A limpeza química ou decapagem pode ser mais
colocado sobre sua fundação. bem realizada por companhias de serviço especializadas na
limpeza de tubulações novas e antigas. Normalmente, as
3.3 Limpeza empreiteiras de construção não são equipadas para executar
essa tarefa.
Não se pode enfatizar exageradamente que a limpeza do
sistema de óleo lubrificante é crucial para a segurança 3.5.2 Materiais de lavagem contendo hidrocarbonetos
operacional dos equipamentos do processo, e do sistema de clorados como 1,l,l-tricloretano devem ser usados com
suprimento de óleo lubrificante. Além disso, a limpeza do cuidado em sistemas de tubulação de aço inoxidável, pois
sistema já montado e em operação é uma tarefa muito isso pode resultar em trincamento por corrosão sob tensão do
demorada. cloro.

3.3.1 O instalador e o usuário do equipamento devem 3.5.3 Etiquetas de aviso devem ser instaladas nos
determinar e concordar sobre os locais onde os desvios componentes como bombas de óleo, e válvulas de controle,
temporários, telas, etc., devem ficar localizados. A menos que os quais ficam isolados da tubulação durante a limpeza
seja especificamente aprovado pelo representante nomeado química.
do maquinário do usuário, nenhuma circulação de material
deverá ocorrer através dos mancais, enquanto a área do 3.5.4 Quando a limpeza química ou decapagem for
mancal e o sistema não estiverem comprovadamente limpos necessária, o seguinte procedimento típico pode ser usado:
por meio do teste de limpeza descrito abaixo.
a. Para seguir o progresso da limpeza, cupons metálicos
3.3.2 Toda a tubulação de interligação deve ser inteiramente “sujos” representativos devem ser instalados em diversos
limpa antes dela ser instalada, com jatos de grandes locais estratégicos. A presença dos cupons deve ser
quantidades de vapor, ar ou nitrogênio através da tubulação, claramente identificada no lado externo do sistema de
ou lavando esta última com um solvente aprovado pelo tubulação para remoção posterior, após o procedimento de
usuário. Deve-se ter o cuidado de assegurar que a tubulação limpeza estar completo.

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8-4 PRÁTICA RECOMENDADA PELA API 686 PIP RElE 686
b. Uma solução de solução cáustica 2% (em água) deve ser Nota 2: Aquecimento e arrefecimento podem ser obtidos pela
circulada a 80-90°C (175-195°F) para remover películas circulação alternada de água quente (não vapor) e água fria
protetoras de óleo e do tipo graxa que possam estar dentro do através do(s) arrefecedor(es). A dilatação e a contração
equipamento. ajudarão a soltar todos os resíduos que houver no tubo. A
c. Cerca de 3 horas de circulação são necessárias para tubulação deve ser batida com um martelo que não cause
remover as películas de conservação adequadamente. As danos em todas os flanges e soldas, para ajudar a soltar todos
velocidades suficientes de lavagem devem ser criadas para