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PROGRAMA DE APRIMORAMENTO

PROFISSIONAL
SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE
COORDENADORIA DE RECURSOS HUMANOS
FUNDAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO
ADMINISTRATIVO - FUNDAP

LUIZ EDUARDO TASSO


PAULA GUARALDO VILLA CLÉ

ESTUDO PROSPECTIVO DE PACIENTES SUBMETIDOS A REABILITAÇÃO APÓS


REPARO DO MANGUITO ROTADOR

RIBEIRÃO PRETO
2010
2

PROGRAMA DE APRIMORAMENTO
PROFISSIONAL
SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE
COORDENADORIA DE RECURSOS HUMANOS
FUNDAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO
ADMINISTRATIVO – FUNDAP

LUIZ EDUARDO TASSO


PAULA GUARALDO VILLA CLÉ

ESTUDO PROSPECTIVO DE PACIENTES SUBMETIDOS A REABILITAÇÃO APÓS


REPARO DO MANGUITO ROTADOR

Monografia apresentada ao Programa de


Aprimoramento Profissional/CRH/SES-SP e FUNDAP,
elaborada no Hospital das Clínicas da Faculdade de
Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São
Paulo – USP/ Departamento de Biomecânica, Medicina
e Reabilitação do Aparelho Locomotor
Área: Fisioterapia em Ortopedia e Traumatologia
Orientadora: Profa. Dra. Marisa de Cássia Registro
Fonseca
Supervisor Titular: Ms. Rafael Inácio Barbosa

RIBEIRÃO PRETO
2010
3

RESUMO

TASSO, L. E.; CLÉ, P. G. V. Estudo prospectivo de pacientes submetidos à


reabilitação após reparo do manguito rotador. 2010. Monografia de conclusão do
Programa de Aprimoramento Profissional em Fisioterapia em Ortopedia e
Traumatologia – Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da
Universidade de São Paulo (HCFMRP-USP), Ribeirão Preto, 2010.

A dor no ombro aparece como a terceira queixa músculo-esquelética mais freqüente


entre pacientes que procuram por cuidados médicos, sendo que na maior parte das
vezes essa dor está relacionada a um impacto subacromial e/ou lesões dos tendões do
manguito rotador. A presença dessa lesão pode requerer um reparo cirúrgico em casos
em que o tratamento conservador falha, e mesmo após o reparo cirúrgico um programa
de reabilitação é necessário. Não existe na literatura um consenso de programa de
exercícios ideal para tratar esses indivíduos. O objetivo deste trabalho é propor um
protocolo de reabilitação de indivíduos com lesão do manguito rotador submetidos ao
reparo cirúrgico e um modelo de avaliação desses sujeitos. O protocolo proposto é
baseado nas fases de cicatrização pós operatória dos tendões do manguito rotador, e
tem a duração de 14 semanas, sendo que nas 4 primeiras semanas os exercícios são
realizados em casa, com o apoio de uma cartilha de orientações. As avaliações
propostas deverão ser realizadas no pré-operatório, na 4ª e 14ª semanas de pós-
operatório, e constarão de mensuração da força muscular e amplitude de movimento
do ombro, da dor através da escala visual analógica e aplicação dos questionários
DASH e UCLA.

Palavras-chave: Manguito rotador; fisioterapia; ombro; reabilitação.


4

ABSTRACT

TASSO, L. E.; CLÉ, P. G. V. Prospective study of patients undergoing


rehabilitation after rotator cuff repair. 2010. Monografia de conclusão do Programa
de Aprimoramento Profissional em Fisioterapia em Ortopedia e Traumatologia –
Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de
São Paulo (HCFMRP-USP), Ribeirão Preto, 2010.

Shoulder pain appears as the third musculoskeletal complaints more frequent among
patients who needs medical care, and in most cases this pain is related to a shoulder
impingement and/or to the rotator cuff tears. The presence of this injury may require
surgical repair in cases where conservative treatment fails, even after surgical repair of a
rehabilitation program is required. There is not a consensus in the literature of optimal
exercise program to treat these individuals. The aim of this study is to propose a
protocol for rehabilitation of patients with rotator cuff tears underwent surgical repair and
a model of assessment of these subjects. The proposed protocol is based on the
phases of healing of the postoperative rotator cuff, and lasts for 14 weeks, with the first
4 weeks the exercises are performed at home with the help of a booklet of guidelines.
Evaluations shall be performed preoperatively, at the 4th and 14th weeks
postoperatively, and be included in the measurement of muscle strength and range of
motion of shoulder pain by visual analog scale and application of questionnaires DASH
and UCLA.

Keywords: Rotador cuff; physical therapy; shoulder; rehabilitation.


5

SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO 6

2. OBJETIVO 9

3. MATERIAIS E MÉTODOS 10

3.1 AMOSTRA 10

3.2 RECRUTAMENTO, COLETA, LOCAL E EQUIPE 11

3.3 PROCEDIMENTOS 12

4. ORÇAMENTO 13

5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 14

ANEXOS 17

Termo de consentimento livre-esclarecido 18

Ficha de avaliação 22

Protocolo de reabilitação 28

Cartilha de orientações 0-4 semanas 30


6

1. INTRODUÇÃO

A dor no ombro aparece como a terceira queixa músculo-esquelética mais


frequente entre pacientes que procuram por cuidados médicos (Brennan; Parent;
Cleland, 2010). Estima-se que a incidência de problemas no ombro varia entre 7 e 25
de cada 1000 visitas aos médicos em geral, e sua prevalência varia entre 6,9% e 34%
(Souza et al., 2009; Brennan; Parent; Cleland, 2010).
Diversas são as etiologias da dor no ombro, no entanto, a maior parte
destas está relacionada a um impacto subacromial e/ou lesões do manguito rotador
(Baydar et al., 2009; Brennan; Parent; Cleland, 2010). Estas lesões estão relacionadas
ao envelhecimento, tendo sua incidência aumentada com o avançar da idade (Osti et
al., 2010), mas podem aparecer na população mais jovem, estando estas ligadas a
prática de esportes e a atividades de sobrecarga de trabalho (Conti et al., 2009).
Neer (1983) descreveu o impacto subacromial como uma compressão da
bursa subacromial, dos tendões do manguito rotador e da cabeça longa do bíceps
entre a tuberosidade maior e o aspecto superior da cabeça do úmero e o arco
coracoacromial, sendo que essa compressão pode levar a uma lesão do manguito
rotador.
O manguito rotador desempenha várias funções no ombro, incluindo a
estabilização da articulação glenoumeral e a execução dos movimentos de abdução,
rotação externa e rotação interna (Escamilla et al., 2009; Klintberg et al., 2009). A
queixa principal em pacientes com esse tipo de lesão é a dor, e decorrente perda de
função, rigidez e perda de força de abdução e rotação externa (Klintberg et al., 2009;
Millar et al., 2009). Pertubações do sono e redução da qualidade de vida também são
importantes consequências da patologia (Klintberg et al., 2008).
A presença de lesão do manguito rotador não necessariamente sugere a
indicação de um procedimento cirúrgico. Na verdade há uma crescente concordância
de que a cirurgia é indicada após falha do tratamento conservador durante um período
de pelo menos 3 a 4 meses, ou nos casos em que ocorra insuficiência progressiva da
lesão do tendão (Conti et al., 2009), no entanto, essa indicação é questionável no caso
7

de pacientes com idade acima de 65 anos e doença degenerativa associada com pobre
qualidade de tecido tendinoso e ósseo (Boileau et al., 2005)
Existem poucos estudos sobre a eficácia do tratamento conservador no
tratamento de lesões do manguito rotador. Baydar et al. (2009) investigaram a eficácia
do tratamento conservador no tratamento de pacientes com lesão do manguito rotador
sintomáticos e obtiveram resultados satisfatórios. O tratamento inclui antiinflamatórios
não esteroidais e um programa de exercícios físicos específicos.
As técnicas cirúrgicas descritas na literatura são a cirurgia via aberta,
mini-open e a técnica artroscópica. O objetivo do reparo cirúrgico é de eliminar a dor e
melhorar a função, com aumento da força muscular e amplitude de movimento
(Ghodadra et al., 2009).
A técnica aberta foi por muito tempo considerada padrão para as lesões
de manguito rotador, porém os cirurgiões tem começado cada vez mais a utilizar as
técnicas artroscópicas pelo processo de reabilitação ser mais acelerado e a cirurgia
menos invasiva que a aberta. (Ghodadra et al., 2009). Millar et al. (2009) compararam a
cirurgia por via aberta com duas técnicas artroscópicas em indivíduos sintomáticos com
lesão do manguito rotador, e encontraram resultados semelhantes quanto a diminuição
da dor e aumenta da força muscular e função do ombro.
Neer em 1972 descreveu os cinco passos fundamentais na técnica
cirúrgica via aberta: incisão no músculo deltóide, descompressão subacromial,
desbridamento para obter deslizamento de unidade musculotendíneas, fixação do
tendão no osso e reabilitação supervisionada com movimentação passiva precoce.
O sucesso pós-operatório é dependente de vários fatores incluindo
técnica cirúrgica, tamanho da lesão, qualidade do tecido, método de fixação,
localização da lesão, tipo de lesão, mecanismo de lesão, tempo entre o aparecimento
da lesão e o reparo cirúrgico, qualidade dos tecidos adjacentes e características do
pacientes (idade, nível de atividade, estado de saúde geral) (Ghodadra et al., 2009).
Não existe um consenso sobre um programa de exercícios ideal para
tratar indivíduos com lesão no manguito rotador (Kuhn, 2009). De acordo com a
literatura os protocolos de reabilitação após cirurgias de reparo do manguito devem
basear-se no tamanho da lesão e/ou nas fases de cicatrização do tendão.
8

DeOrio e Cofield (1984) classificaram as lesões do manguito rotador com


base no tamanho da lesão: pequena (1 cm), média (1-3 cm), grande (3-5 cm) e
“massiva” (maior que 5 cm). Já o processo de cicatrização é dividido em três fases:
inflamatória, proliferativa e de maturação ou remodelamento. A fase inflamatória, que
compreende o período do 1º ao 14º dia de pós-operatório, é marcada pela presença de
células inflamatórias (leucócitos, linfócitos, etc). A proliferativa, que tem início no 2º/3º
dia de P.O. e final na 4ª semana, é caracterizada pela síntese de fibroblastos e
colágeno tipo III (imaturo). E na última fase inicia-se a substituição do colágeno tipo III
pelo tipo I e a integração do tendão no osso, entre a 3ª/4ª semana e a 12ª/16ª semana
de P.O. (Carpenter; Thomopoulus; Flanagan, 1998).
9

2. OBJETIVO

O objetivo deste trabalho é propor um modelo de avaliação e um protocolo


de reabilitação de indivíduos com lesão dos tendões do manguito rotador submetidos
ao reparo cirúrgico.
10

3. MATERIAIS E MÉTODOS

O estudo caracteriza-se como clínico, com uma proposta de avaliação e


intervenção na reabilitação pós operatória de uma série de casos de pacientes com
lesões do manguito rotador.

3.1 AMOSTRA

Cuidados éticos
Todos os voluntários que futuramente participarão do estudo deverão ser
informados sobre os procedimentos realizados durante a pesquisa e assinarão um
termo de consentimento e esclarecimento de acordo com as normas do Comitê de
Ética em pesquisa do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão
Preto da Universidade de São Paulo (HCFMRP-USP), aprovado pelo referido comitê
em 18 de agosto de 2010, de acordo com o Processo HCRP n° 8785/2010 (Anexo A).

Sujeitos
A amostra será constituída por sujeitos com lesão do manguito rotador
submetidos ao reparo cirúrgico, e que se enquadrem nos critérios de inclusão deste
estudo. Os sujeitos serão subdivididos nos seguintes grupos:
• Grupo 1: Pacientes submetidos ao protocolo de reabilitação proposto neste
estudo;
• Grupo 2: Pacientes submetidos a tratamento em outros serviços de
fisioterapia.
Os pacientes serão divididos entre os grupos de acordo com sua
procedência. Sujeitos procedentes de Ribeirão Preto ou de cidades próximas que
puderem vir ao Instituto de Reabilitação Lucy Montoro serão incluídos no grupo 1;
pacientes de outras cidades serão encaminhados ao serviço de fisioterapia das cidades
procedentes e serão incluídos no grupo 2.
11

Critérios de inclusão
Serão selecionados os pacientes acima de 18 anos, de ambos os sexos com
diagnóstico clínico e ultrassonografia compatível com lesão dos tendões do manguito
rotador que tiverem a indicação cirúrgica de reparo tendíneo.

Critérios de exclusão
Serão excluídos de participar do estudo os pacientes que não se
enquadrarem nos critérios de inclusão, assim como, pacientes com doença reumática
inflamatória, radiculopatia cervical, fraturas e/ou cirurgias prévias em ombro, tendinite
calcificante, capsulite adesiva, histórico de reparo de manguito prévio ou outras
patologias que interfiram no tratamento.

3.2 RECRUTAMENTO, COLETA, LOCAL E EQUIPE

Todos os pacientes serão encaminhados de rotina pelo Ambulatório de


Ortopedia do Hospital das Clínicas da FMRP-USP e Hospital Estadual de Ribeirão
Preto com diagnóstico compatível de lesão do manguito rotador e com indicação
cirúrgica do reparo.
O paciente será encaminhado ao Instituto de Reabilitação Lucy Montoro do
HCFMRP onde serão explicados os motivos da avaliação e a proposta de intervenção
e também será apresentado o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, que
deverá ser assinado após leitura e decisão voluntária favorável a participação no
estudo. Na situação de negativa, os pacientes serão inseridos no serviço para
atendimento de rotina onde é realizada a reabilitação ou encaminhados a cidade de
procedência.
Após leitura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e decisão
voluntária favorável a participação no estudo, será realizada a avaliação físico-
funcional. As avaliações serão feitas no Instituto de Reabilitação Lucy Montoro do
Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto – USP, antes da cirurgia, na 4ª e na 14ª
semana de pós-operatório.
12

A avaliação (Anexo B) será realizada por um avaliador cego, sendo que a


intervenção fisioterapêutica será conduzida por 02 fisioterapeutas Aprimorandos do
Programa de Aprimoramento Profissional em Fisioterapia em Ortopedia e
Traumatologia do HCFMRP-USP.
A consultoria estatística será realizada pelo CEMEQ (Centro de Métodos
Quantitativos do HCFMRP).

3.3 PROCEDIMENTOS

Os pacientes que receberem indicação cirúrgica após a confirmação do


diagnóstico de lesão do manguito rotador serão encaminhados para avaliação pré-
operatória. Na avaliação serão colhidos itens como Amplitude de Movimento (ADM)
ativa e passiva, Força Muscular (FM), mensuração da dor com a Escala Visual
Analógica, e aplicados os questionários DASH e UCLA (ficha de avaliação Anexo B).
No dia da avaliação inicial os pacientes também serão informados sobre o
protocolo de reabilitação proposto e explicado que durante as quatro primeiras
semanas de pós-operatório os exercícios serão feitos em casa pelo próprio paciente.
Será entregue uma cartilha com a descrição dos exercícios (Anexo D) e realizado o
treinamento destes. Esta primeira etapa será igual para os pacientes de ambos os
grupos.
Após quatro semanas de pós-operatório os pacientes retornarão ao Instituto
de Reabilitação Lucy Montoro para reavaliação. Nesta ocasião os pacientes do grupo 1
serão inseridos para tratamento conforme o protocolo proposto (Anexo C), e os
pacientes do grupo 2 serão encaminhados ao serviço de fisioterapia de sua cidade de
procedência com orientações sobre a realização dos exercícios.
Na décima quarta semana de pós-operatório será realizada a última
avaliação para os pacientes de ambos os grupos e verificado a necessidade de
continuidade da reabilitação.
13

4. ORÇAMENTO

Todos os equipamentos permanentes para a execução deste projeto estão


disponíveis no Instituto de Reabilitação Lucy Montoro do Hospital das Clínicas de
Ribeirão Preto – USP com autorização da diretoria deste para utilização.
14

5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. Baydar M, Akalin E, El O, Gulbahar S, Bircan C, Akgul O, Manisali M, Orhan BT,


Kizil R. The efficacy of conservative treatment in patients with full-thickness
rotator cuff tears. Rheumatol Int, 2009; 29: 623-628.

2. Boileau P, Brassart N, Watkinson DJ, Carles M, Hatzidakis AM,Krishnan SG.


Arthroscopic repair of full-thickness tears of the supraspinatus : does the
tendon really heal?, 2005; J Bone Jt Surg Am 87:1229–1240.

3. Brennan GP, Parent EC, Cleland JA. Description of clinical outcomes and
postoperative utilization of physical therapy services within 4 categories of
shoulder surgery. Journal of Orthopedic & Sports Physical Therapy, 2010; 40
(1): 20-29.

4. Carpenter JE, Thomopoulus S, Flanagan CL. Rotator cuff defect healing: a


biomechanical and histologic analysis in an anima model. J shoulder Elbow
Surg, 1998; 7: 599-605.

5. Conti M, Garofalo R, Rose GD, Massazza G, Vinci E, Randelli M, Castagna A.


Post-operative rehabilitation after surgical repair of the rotator cuff.
Musculoskelet Surg, 2009; 55-63.

6. DeOrio JK, Cofield RH, Results of a second attempt at surgical repair of a


failed initial rotator cuff repair. J Bone Joint Surg Am,1984; 66(4): 563-567.

7. Escamilla RF, Yamashiro K, Paulos L, Andrews J. Shoulder Muscle Activity


and Functionin Common Shoulder Rehabilitation Exercises. Sports Med
2009; 39 (8): 663-685.
15

8. Ghodadra NS, Provencher MT, Verma NN, Wilk KE, Romeo AA. Open, Mini-
open, and All-Arthroscopic Rotator Cuff Repair Surgery: Indications and
Implications for Rehabilitation. Journal of Orthopaedic & Sports Physical
Therapy, 2009; 39 (2): 81-89.

9. Klintberg IH, Gunnarsson AC, Styf J, Karlsson J. Early activation or a more


protective regime after arthroscopic subacromial decompression – a
description of clinical changes with two different physiotherapy treatment
protocols – a prospective, randomized pilot study with a two-year follow-
up. Clinical Rehabilitation, 2008; 22: 951-965.

10. Klintberg IH, Gunnarsson AC, Svantesson U, Styf J, Karlsson J. Early loading in
physiotherapy treatment after full-thickness rotator cuff repair: a
prospective randomized pilot-study with a two-year follow-up. Clinical
Rehabilitation 2009; 23: 622–638.

11. Kuhn JE. Exercise in the treatment of rotator cuff impingement: A


systematic review and a synthesized evidence-based rehabilitation
protocol. Journal of Shoulder and Elbow Surgery, 2009; 18, 138-160.

12. Millar NL, Wu X, Tantau R, Silverstone E, Murrel GAC. Open versus two forms
os arthroscopic rotator cuff repair. Clin Orthop Relat Res, 2009; 467:966–978.

13. Neer CS. Impingement lesions. Clin Orthop Relat Res.,1983; 70-77.

14. Osti L, Papalia R, Del Buono A, Denaro V, Maffulli N. Comparison of


arthroscopic rotator cuff repair in healthy patients over and under 65 years
of age. Knee Surg Sports Traumatol Arthrosc, 2010.DOI 10.1007/s00167-010-
1081-9.
16

15. Souza MC, Jorge RT, Jones A, Lombardi Júnior I, Natour J. Progressive
resistance training in patients with shoulder impingement syndrome:
literature review. Reumatismo, 2009; 61 (2): 84-89.
17

ANEXOS
18

Anexo A: Termo de consentimento livre e esclarecido

Termo de Consentimento Livre e Esclarecido

Consentimento formal de participação no estudo intitulado: “ESTUDO


PROSPECTIVO DE PACIENTES SUBMETIDOS A REABILITAÇÃO APÓS REPARO
DO MANGUITO ROTADOR”.

Pesquisador Responsável: Ft. Luiz Eduardo Tasso


Ft. Paula Guaraldo Villa Clé
Ft. Ms. Rafael Inácio Barbosa
Profa. Dra. Marisa de C. R. Fonseca

Eu,___________________________________________ portador do RG no
_______________, residente à____________________________________________,
nº ________, bairro__________________, declaro que tenho _____ anos de idade e
que concordo em participar, voluntariamente, da pesquisa conduzida pelo
pesquisadores responsáveis.

Justificativa do Estudo:
A lesão do manguito rotador é a causa mais comum de dor no ombro, e
muitas vezes não pode ser resolvido somente com tratamento conservador (fisioterapia
e medicamentos). O reparo cirúrgico é indicado quando não há resolução do problema.
Não existe no meio científico um protocolo estabelecido para reabilitação do ombro
após a cirurgia.
Objetivo do Estudo:
O objetivo deste estudo é propor um protocolo de reabilitação de indivíduos
com lesão do manguito rotador submetidos ao reparo cirúrgico e avaliar os sujeitos
tratados com este protocolo.
19

Explicação do Procedimento:
Estou ciente de que a reabilitação e as avaliações serão realizadas no
Instituto de Reabilitação Lucy Montoro do Hospital das Clínicas. As avaliações
ocorrerão antes da cirurgia, 4 e 14 semanas após. O tempo de tratamento é
inicialmente de 14 semanas, mas pacientes que necessitem de mais tempo de
reabilitação continuarão em tratamento.
Possíveis Benefícios:
Estou ciente de que não existirão benefícios diretos para a minha pessoa
quanto à participação nesta pesquisa. Os dados obtidos pelos responsáveis por este
estudo auxiliarão no maior conhecimento a respeito da reabilitação da lesão do
manguito rotador, podendo contribuir para a alteração dos protocolos de reabilitação.
Desconforto e Risco:
Fui informado que este experimento não trará nenhum tipo de desconforto
ou risco a minha saúde e que minha identidade será mantida em sigilo absoluto.
Seguro de Saúde ou de Vida:
Eu entendo que não existe nenhum tipo de seguro de saúde ou de vida que
possa vir a me beneficiar em função de minha participação neste estudo.
Liberdade de Participação:
A minha participação neste estudo é voluntária. É meu direito interromper
minha participação a qualquer momento sem que isso incorra em qualquer penalidade
ou prejuízo à minha pessoa. Também entendo que o pesquisador tem o direito de
excluir meus dados deste estudo no caso de coleta incompleta, ou não adequação dos
dados ao objetivo desse trabalho.
Sigilo de Identidade:
As informações obtidas nesta pesquisa não serão de maneira alguma
associadas a minha identidade e não poderão ser consultadas por pessoas leigas sem
minha autorização oficial. Estas informações poderão ser utilizadas para fins
estatísticos ou científicos, desde que fiquem resguardados a minha total privacidade e
meu anonimato. Autorizo que sejam retiradas fotos durante a avaliação na fisioterapia
para fins de documentação.
20

Para questões relacionadas a este estudo contate:


Ft. Luiz Eduardo Tasso – e-mail: luiztasso@yahoo.com.br (0XX16) 3963-1324
Ft. Paula Guaraldo Villa Clé – e-mail: paulacle@gmail.com (0XX16) 9179-3680
Ft. Ms. Rafael Inácio Barbosa - e-mail: ribarbosa@hcrp.usp.br
Instituto de Reabilitação Lucy Montoro HCFMRP-USP - Fone: (0XX16) 3602-2354

Caso deseje saber mais sobre este estudo entre em contato com os seus
idealizadores. Sua participação deve ser livre e espontânea. É seu direito manter uma
cópia deste consentimento de participação.

Ribeirão Preto, ______de ______________________de 20____.

Nome do Voluntário:_____________________________________________
Assinatura do Voluntário:_________________________________________

_____________________________________________________________
Pesquisador Responsável: Ft. Luiz Eduardo Tasso / Ft. Paula Guaraldo Villa Clé
21
22

Anexo B: Ficha de avaliação


1. DADOS DE IDENTIFICAÇÃO
Nome Registro Idade Sexo

Profissão Estado funcional Telefone Estado civil Data avaliação

Diagnóstico Lado dominante


D E
2. ANAMNESE
Mecanismo de lesão Data da lesão Início dos sintomas Fisioterapia prévia? Quanto tempo?
(traumática) (não traumática)

Traumático Não Traumático Sim Não

HISTÓRIA DA MOLÉSTIA ATUAL

QUEIXA PRINCIPAL

COMORBIDADES

MEDICAMENTOS

3. ESCALA ANALÓGICA VISUAL DE DOR (EVA)

SEM DOR PIOR DOR POSSÍVEL

0 10

4. EXAMES COMPLEMENTARES

5. CIRURGIA D.C. : / /
23

6. INSPEÇÃO E PALPAÇÃO
RITMO ESCÁPULO-UMERAL:

Equimose ~ edema x hipertemia


Hiperemia cicatriz # doloroso
Sensível O deiscência ...

7. AMPLITUDE DE MOVIMENTO
ATIVA PASSIVA ATIVA PASSIVA
D E D E D E D E
Flexão Rotação externa

Extensão Rotação interna

Abdução Adução

8. FORÇA MUSCULAR
D E D E

Flexão Rotação externa

Extensão Rotação interna

Abdução Adução

9. TESTES ESPECIAIS
Teste de Neer ( )D ( )E
Teste de Hawkins-Kennedy ( )D ( )E
10. QUESTIONÁRIOS

DASH: UCLA:

OBSERVAÇÕES
24
25
26

Questionário UCLA (Universidade da Califórnia – Los Angeles)

Dor
1) Presente todo o tempo e insuportável; faz uso de medicação 1
regularmente
2) Presente todo o tempo, mas suportável; faz uso de medicação de 2
vez em quando
3) Nenhuma ou pouca dor quando o braço está parado; ocorre 4
durante trabalhos leves; faz uso de medicação regularmente
4) Ocorre apenas durante trabalhos pesado ou durante trabalhos 6
específicos; faz uso de medicação de vez em quando
5) Dor leve e ocorre de vez em quando 8
6) Nenhuma 10

Função
1) Incapaz de usar o braço 1
2) Capaz apenas de realizar atividades leves 2
3) Capaz de realizar trabalhos domésticos leves ou a maioria dos 4
trabalhos do dia-a-dia
4) Capaz de realizar a maioria dos trabalhos domésticos, inclusive 6
fazer compras, dirigir, pentear-se, vestir-se, despir-se e fechar o sutiã
5) Apresenta pouca dificuldade, capaz de realizar movimentos acima 8
da altura do ombro
6) Atividades normais 10

Instruções para a goniometria


O paciente deve se posicionar sentado com o membro ao lado do corpo e
posição neutra. O examinador deve instruí-lo a elevar o braço o máximo possível sem
compensações.
O goniômetro será posicionado com braço proximal na linha média axilar do
tórax e braço distal na linha médio lateral do úmero, sendo o eixo colocado próximo ao
acrômio.

Flexão anterior ativa


1) 150 graus ou mais 5
2) 120 a 150 graus 4
3) 90 a 120 graus 3
4) 45 a 90 2
5)30 a 45 graus 1
6) Menos que 30 graus 0
27

Instruções para o teste de força manual


O paciente deve se posicionar sentado com o membro ao lado do corpo e
antebraço pronado, a seguir deve elevar o membro a 90 graus. O examinador deverá
instruí-lo a manter esta posição contra resistência que será aplicada na porção distal do
úmero (acima do cotovelo).

Força de flexão anterior ativa (teste de força manual)


1) Grau 5 (normal) 5
2) Grau 4 (boa) 4
3) Grau 3 (regular) 3
4) Grau 2 (fraco) 2
5) Grau 1 (contração muscular) 1
6) Grau 0 (ausência de contração) 0

Satisfação do paciente
1) Satisfeito e melhor 5
2) Insatisfeito e pior 0

Escore: _______ (soma de todos os valores)

( ) 34-35 pontos: excelente


( ) 28-33 pontos: bom
( ) 21-27 pontos: razoável
( ) 0-20 pontos: ruim
28

Anexo C: Protocolo de reabilitação

Protocolo de Reabilitação PO de Manguito Rotador

0-4 semanas
• Tipóia (30° abdução e 0° de rotação externa)
• Exercícios ativos de cotovelo (assistidos no caso de acometimento da
cabeça longa do bíceps), punho e dedos
• Auto-mobilização passiva do ombro com a tipóia
 Flexão, abdução, Rotação externa (se não houver sutura do
subscapular).
 Sempre realizar os exercícios orientados no limite da dor
• Exercícios pendulares (flexão de tronco a 30°) sem aduzir o ombro
• Exercícios ativos de elevação e depressão do ombro e adução de
escápulas (articulação escapulo-torácica)
• Crioterapia
OBS.: A movimentação ativa da articulação gleno-umeral deve ser evitada.

4-8 semanas
• Retirada da tipóia
• Exercícios ativo-assitidos de ombro (polias e bastão)
 Abdução, flexão, elevação no plano da escápula, rotação externa e
rotação interna.
• Treino do ritmo escapulo-umeral
• Decoaptação gleno-umeral
• Mobilização de cápsula articular
• Alongamento para ganho de ADM
• Propriocepção em cadeia cinética fechada (CCF)
OBS.: Paciente liberado para utilizar o braço para AVDs

8-10 semanas
• Manter exercícios para ganho de ADM
• Manter exercícios de propriocepção em CCF
• Exercícios ativos livres
• Exercícios isométricos (músculos do manguito rotador)
• Exercícios resistidos de bíceps
• Cicloergômetro
29

10-14 semanas
• ADM ativa completa
• Exercícios resistidos (músculos do manguito rotador e estabilizadores da
escápula)
• Propriocepção em cadeia cinética aberta (CCA)
OBS.: Alta para pacientes não atletas, e volta às atividades laborais.

14-18 semanas
• Evoluir treino sensório-motor
• Intensificar exercícios resistidos
• Exercícios pliométricos
• Treino específico do esporte
OBS.: Retorno as atividades esportivas
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Anexo D: Cartilha de orientação

Cartilha de Orientações
Instruções

Esta é a cartilha de orientações para as quatro primeiras semanas de pós-


operatório, período em que os exercícios para a reabilitação do ombro serão feitos em
casa.
Todos os exercícios devem ser realizados duas vezes ao dia.
É importante lembrar que durante este período uma tipóia deve ser utilizada,
mantendo o braço levemente aberto. Ela serve para evitar o estiramento do tendão que
foi reparado na cirurgia.
Os exercícios aqui descritos não incluem a movimentação ativa do ombro, ou
seja, aquela que é realizada sem auxílio. Estes movimentos devem ser evitados nessa
fase.
Todos os exercícios devem ser realizados respeitando a dor.
Em caso de dor no ombro, recomendamos o uso de gelo no local. A maneira
mais indicada é colocar pedras de gelo moídas em um saco plástico e colocar
diretamente sobre o local de dor. Não é necessário o uso de toalha entre o saco
plástico e a pele. O tempo de aplicação é de 15 a 20 minutos.

Exercícios
• Movimentação de cotovelo, punho e dedos – 20 repetições cada
articulação
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• Auto-mobilização passiva do ombro com a tipóia


 Flexão, abdução, Rotação externa – 10 vezes cada movimento

• Exercícios pendulares (flexão de tronco a 30°) – G irar 10 vezes para fora


e 10 vezes para dentro

• Exercícios ativos de elevação e depressão do ombro e adução de


escápulas (articulação escapulo-torácica) – 20 vezes cada movimento