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3.

Livros Contábeis

Pergunta

3.1. As ME/EPP são obrigadas na lei a registrar seus livros no cartório e junta comercial ou não há esta
necessidade.

Resposta

Os livros obrigatórios devem ser registrados: a) na Junta Comercial, se a empresa for mercantil; e, b) no
Cartório, se for Sociedade Simples ou Entidade sem finalidade lucrativa.

Pergunta

3.2. Na vídeo-aula diz que precisamos registrar o livro de históricos. Não entendi muito bem, pois no meu
sistema cadastramos históricos com números, mas ao imprimir o livro sai a descrição que digitamos.
Devo mesmo assim registrar este livro?

Resposta

Se for adotado código de histórico padrão, o significado do código deve ser transcrito no livro diário ou
em um livro especial para esse fim. Porém, segundo seu relato, no seu sistema de escrituração é
indicado o código do histórico, mas aparece a descrição completa no livro diário. Neste caso, não há a
necessidade de registrar os códigos em livros próprios.

Pergunta

3.3. Sobre a escrituração resumida de períodos de até 30 dias, o que seria este livro auxiliar citado na
videoaula?

Resposta

Livro caixa, contas a receber, contas a pagar etc

Pergunta

3.4. Gostaria de explicação detalhada sobre a periodicidade da escrituração do livro diário, referente a
adoção da escrituração por partidas resumidas e por períodos que não excedam a um mês. Como se
dá na prática esta escrituração?

Resposta

A escrituração contábil pode ser feita em partidas mensais. Por exemplo, a empresa adota livro caixa,
onde são detalhados os valores de receitas e despesas, em ordem cronológica de dia, mês e ano.

Neste caso, a escrituração do livro diário pode ser mensal, utilizando-se partidas de 2ª e 3ª fórmula.
A saber:

Débito: CAIXA

Crédito: DIVERSAS CONTAS

Detalhar as contas de receitas e seus respectivos históricos.

x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x.x

Débito: DIVERSAS CONTAS

Crédito: CAIXA

Detalhar as contas de despesas e seus respectivos históricos.

Pergunta

3.5. Então acredito que não é vantajoso fazer escrituração resumida devido o retrabalho com os livros
auxiliares, certo?

Resposta

Correto. Não é mesmo vantajoso fazer escrituração resumida.

Pergunta

3.6. No vídeo 3, no item 4.5.1- a - onde fala se fala que a individuação deverá ser efetuada em Livros
Auxiliares. Isso quer nos dizer que não podemos mais fazer contas fechadas? Exemplo, se eu pegar
empréstimos de terceiros e fizer todos os lançamentos na mesma conta de "Empréstimos de Terceiros a
Pagar", tenho que obrigatoriamente fazer um livro auxiliar abrindo para cada empréstimo individual? Ou
ainda na conta de "Contas a Receber", se fizer lançamentos nessa conta apenas, tenho que abrir um
livro auxiliar, individualizando de quem tenho para receber? É realmente isso que entendi?

Resposta

Correto. Todas as contas de correspondentes devem ser individualizadas, quer no razão geral, quer em
livros auxiliares.

Pergunta

3.7. Citação feita pelo aluno:

“SIMPLES NACIONAL – FISCALIZAÇÃO DE OLHO NO LIVRO CAIXA!

Equipe Portal Tributário


Conforme alertado pela Secretaria da Fazenda de Goiás – Sefaz/GO, as empresas optantes
pelo Simples Nacional são obrigadas a efetuar a escrituração do Livro Caixa, conforme exige
a Resolução CGSN 94/2011.

O superintendente da Receita, Glaucus Moreira, encaminhou ofício ao respectivo Conselho Regional


de Contabilidade, ao Sindicato dos Contabilistas e ao Sindicato das Empresas de Contabilidade para
que orientem seus associados quanto à exigência. A Sefaz/GO vai programar operações junto às
empresas do Simples para verificar o cumprimento da obrigação.

Adicionalmente, alerta que a falta de escrituração do Livro Caixa causa a exclusão do Simples
Nacional no mês em que não for apresentado o documento, ficando a empresa também impedida de
fazer nova opção pelo regime diferenciado pelos três anos subsequentes.

Embora tenha sido levantada pela Sefaz/GO, essa mesma preocupação estende-se para todas as
pessoas jurídicas abrangidas pelo regime, independente do estado de sua localização.

Convém destacar que, de acordo com a Resolução CGSN 94/2011, a apresentação da escrituração
contábil, em especial do Livro Diário e do Livro Razão, dispensa a apresentação do Livro Caixa.”

Diante do exposto, pergunto: o livro caixa é obrigatório? Para as empresas optantes do simples
nacional?

Resposta

Vamos separar as duas abordagens envolvidas no contexto que você coloca: aspectos societário e
fiscal.

Do ponto de vista societário, cuja exigência se origina no Código Civil, na legislação societária e nas
Normas Brasileiras de Contabilidade, as empresas são obrigadas à escrituração dos livros “diário” e
“razão”, conforme comentários no livro texto.

Do ponto de vista fiscal, a Lei Complementar 123/06, regulamentada pela Resolução CGSN nº 94/11,
exige a escrituração do livro caixa, mas ressalva que a escrituração dos livros diário e razão dispensa a
exigência do livro caixa.

Ora, estando as empresas obrigadas pela legislação societária à escrituração dos livros diário e razão,
não há porque cobrar uma obrigação menor tendo em vista a obrigação maior.

O Comitê Gestor do Simples Nacional editou a Resolução CGSN nº 10/07 e fez a exigência do livro
caixa. Posteriormente, editou a Resolução CGSN nº 28/08 que acrescentou a ressalva decorrente da
escrituração dos livros diário e razão e incumbiu ao Conselho Federal de Contabilidade a
responsabilidade pela definição de Contabilidade Simplificada. Este, por sua vez, editou a NBC T 19.13,
posteriormente revogada e substituída pela ITG 1000, que traz o modelo de contabilidade aplicada às
microempresas e empresas de pequeno porte, optantes ou não pelo Simples Nacional.

Portanto, a Sefaz/GO poderá exigir a escrituração dos livros diário e razão. Se exigir apenas o livro caixa
estará em desacordo com a Resolução CGSN nº 94/11, art. 61, § 3º.
Pergunta

3.8. Na vídeo-aula 3 foi exposta uma explicação sobre o Livro Caixa. Nela o professor menciona que o
Livro Caixa mencionado pelo CGSN deve ser utilizado para registrar a movimentação financeira e
bancária da entidade. E que é diferente do Livro Caixa conhecido e utilizado como Livro Auxiliar pela
Contabilidade. Poderia me detalhar essa diferença?

Resposta

A expressão “movimentação financeira e bancária” está contido na regra fiscal. Na literatura, sabe-se
que o livro caixa é utilizado para registrar a movimentação financeira de dinheiro em espécie. Inserir a
movimentação bancária no livro caixa é, tecnicamente, inconcebível. A movimentação bancária
deve ser feita no livro razão. Talvez, por isso, a ITG 2000 exige a escrituração dos livros diário e razão, sem
qualquer referência ao livro caixa.

Pergunta

3.9. Também sempre tive esse entendimento. Movimentação bancária realmente não é concebível
tecnicamente numa movimentação do livro caixa. Então podemos considerar uma inconsistência na
legislação? Como posso considerar isso?

Resposta

É uma inconsistência, sim.

Mas, convém sempre lembrar que todas as empresas são obrigadas a manter sistema regular de
contabilidade, facultada às empresas optantes pelo simples nacional a escrituração contábil
simplificada.

Logo, as empresas devem possuir livro diário e razão, restando ao livro caixa a função de livro auxiliar,
portanto, fora do alcance da obrigação acessória prevista na Lei Geral.

Pergunta

3.10. Foi falado que o livro caixa é auxiliar do diário, mas se faço a opção pelo simples regime de caixa
ele é obrigatório não?

Resposta

O livro “caixa” sempre foi “livro auxiliar”. Porém, a Lei Complementar 123/06, regulamentada pela
Resolução CGSN nº 94/11, o relacionou como sendo obrigatório, mas ressalvou que poderia ser
substituído pelos livros “diário” e “razão”. A mesma Lei Geral permitiu a realização de Contabilidade
Simplificada, em substituição ao sistema completo de contabilidade, nos termos de sua
regulamentação pelo Comitê Gestor, que delegou a incumbência ao CFC. O CFC expediu a ITG 1000
que, conjuntamente com a ITG 2000, obrigam a escrituração dos dois livros – diário e razão. Portanto, o
livro caixa pode ser escriturado, mas apenas com a função de livro auxiliar.
Pergunta

3.11. Conforme ITG 2000 (R1) os livros Obrigatórios (Dirário/Razão) em forma digital, quando exigível por
legislação específica, devem ser autenticados no registro público ou entidade competente. Diante do
exposto, minha dúvida é a seguinte: Enviando o Sped Contábil (ECD), será obrigatório a Autenticação
do Livro Diário/Razão?

Resposta

Os livros - diário e razão – constam da ECD. Sobre o assunto, observe as normas expedidas pelo DREI e
pelo órgão de registro empresarial do seu Estado, em relação ao envio e autenticação da ECD.

Pergunta

3.12. Qual o procedimento para registro do Balanço Patrimonial e se uma empresa que está obrigada
ao SPED pode, mesmo assim, realizar o registro do BP impresso.

Resposta

O Balanço Patrimonial integra o livro “diário”, portando não precisa ser registrado a parte. O registro em
separado pode ser feito, mas não desobriga a sua inclusão no livro “diário”. Os livros contábeis podem
ser registrados nos órgãos de registro empresarial, mesmo que a contabilidade seja enviada pelo SPED.

Pergunta

3.13. Pela leitura de seu livro Manual de Contabilidade para Pequenas Empresas, verificamos que no
livro caixa, seguindo a orientação da Legislação Tributária, como mencionado em sua resposta ao
questionamento em epigrafe, diz que deve ser escriturada a movimentação financeira e bancária da
empresa, até mesmo porque "caixa" e "bancos" são classificadas como "disponibilidades", não entendo
como sendo inconcebível inserir a movimentação bancária, pois a empresa pode realizar pagamentos
com cheques, fazer saques para ter dinheiro mínimo em caixa, assim como pode dar saídas de dinheiro
do caixa realizando depósito no banco.

Resposta

Todos os exemplos citados são transações de caixa e devem ser escriturados nesse livro. A questão
posta é fazer simultaneamente a escrituração financeira e bancária. Por exemplo: o depósito bancário
deve ser escriturado apenas como saída de caixa. Se fizer a movimentação bancaria simultaneamente,
deveria haver também uma entrada. Neste caso, como ficaria o saldo de caixa, se a entrada foi no
banco? No razão, são 2 contas, ambas do subgrupo “disponibilidades”, mas contas distintas e devem
ter movimentações distintas e saldos distintos.

Pergunta

3.14. Na impressão do livro diário ele deve conter: os lançamentos contábeis, Plano de contas,
Balancete, DRE, DFC, DRA, DMPL, Notas Explicativas - está sendo empresa NBC TG 1000?
Resposta

O livro “diário” deve conter: termos de abertura e encerramento, lançamentos contábeis, DRE, balanço
patrimonial e plano de contas. O balancete final analítico é recomendável.

Pergunta

3.15. Entendi que o livro diário é obrigatório para todas as empresas independentemente do porte ou
forma de tributação, certo?

Resposta

Certo.

Pergunta

3.16. O livro razão também é obrigatório para todas as empresas independentemente do porte ou
forma de tributação?

Resposta

Certo.

Pergunta

3.17. Os livros auxiliares da escrituração resumida devem ter as mesmas características do livro diário
normal?

Resposta

Sim.

Pergunta

3.18. Os livros auxiliares também devem ter as características abaixo? a) data b) número de
identificação do lançamento em ordem sequencial c) conta devedora d) conta credora e) histórico f)
valor.

Resposta

Sim, exceto o nº de identificação.

Pergunta

3.19. Qualquer empresa pode adotar a escrituração resumida?


Resposta

Somente as microempresas e empresas de pequeno porte que atenderem às condições exigidas na ITG
1000.

Pergunta

3.20. Os livros, diário e razão, de empresas optantes pelo simples nacional obrigatoriamente deverão ser
gerados pelo sped?

Resposta

Não. As empresas optantes pelo Simples Nacional, em geral, não estão obrigadas ao envio da ECD.

Pergunta

3.21. No caso de escrituração resumida eu não posso usar o livro fiscal de saída como livro auxiliar?

Resposta

Não. O livro fiscal de saída não possui elementos essenciais da partida contábil, para apurar o saldo
individual dos clientes.