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TELHADO

Entende-se como TELHADO qualquer cobertura que sirva de proteção.

Numa casa, o telhado é a cobertura que fecha, por cima, a casa, evitando a
entrada de chuva, sol e vento. Diz-se que a casa tem telhado ou que a casa está
coberta por um telhado.

Há também expressões populares do tipo "faço o que me dá na telha" que


significa, "faço aquilo que me vem na cabeça".

O telhado pode ser feito com diversos tipos de materiais. Os índios e comunidades
do interior fazem o telhado com ramos ou folhas de árvores como o sapé.

Nas casas é comum a confecção do telhado com telhas de barro apoiadas sobre
uma estrutura de madeira. Nas fábricas é comum a confecção do telhado com
telhas onduladas de fibrocimento apoiadas sobre uma estrutura metálica.

Um bom telhado deve oferecer proteção:

1 - Proteção contra as chuvas;


2 - Proteção contra os ventos;
3 - Proteção contra os raios solares;
4 - Proteção contra gatunos (ladrões);
5 - Proteção térmica (calor);
6 - Proteção acústica (barulho).
TIPOS DE ESTRUTURAS

Dependendo do que se pretende cobrir, as estruturas podem assumir formas


diferentes.

O telhado mais simples é aquele que tem apenas 1 água:

Veja um telhado de 2 águas:


O telhado pode ter muitas águas:

AS PARTES DE UM TELHADO

Cada tipo de telhado é composto por partes próprias. Assim, um telhado industrial
é composto por telhas e estrutura metálica. Esta por sua vez compõe-se de
tesoura, terças, banzos, treliças e outras peças.

No caso deste site, desenvolvemos todas as idéias em cima de um telhado


convencional de telhas cerâmicas apoiadas sobre uma estrutura de madeira, de
modo que veremos apenas os componentes deste tipo de telhado.
CAIMENTO

A função princiopal de um telhado é proteger a casa da chuva. Porisso, todo


telhado precisa ter um CAIMENTO para escoar a água da chuva.

Entende-se por Caimento a inclinação do plano da água do telhado. Quanto mais


forte for o caimento, mais inclinado será o telhado. Causa uma boa impressão
estética, mas um telhado com grande caimento consome mais telhas, mais
madeira e também dificulta a manutenção.

Nos países que tem neve, o telhado precisa ser bem inclinado para que a neve
não venha a se acumular no telhado pois o peso da neve pode afundar o telhado.

O caimento é determinado, normalmente, pelo efeito estético que se pretende dar


à casa. Pode-se também pensar em aproveitar o sótão para instalar mais um
dormitório (mansarda) e colocar no plano do telhado uma janela (trapeira) - Neste
caso o telhado deve ter um caimento acentuado para permitir que as pessoas
andem livremente pela mansarda.
Caimentos baixos utilizam menos materiais (menos telhas e menos madeiras) -
Entretanto devemos ter o cuidado de escolher um caimento mínimo para atender a
duas finalidades:

1 - Caixas d'água e outros dispositivos que vamos colocar no sótão requerem


determinados espaços. No caso da caixa d'água, além do espaço da caixa, vamos
precisar de um espaço adicional para podermos limpar a caixa pelo menos uma
vez por ano.

2 - O fabricante das telhas indica o Caimento Mínimo. Esse caimento mínimo


depende do desenho da telha e das ranhuras projetadas pelo fabricante para evitar
a penetração da água da chuva em dias de vento forte. Mesmo telhas de um
mesmo modelo podem apresentar Caimentos Mínimos diferentes dependendo do
fabricante.

Veja, por exemplo, o Caimento Mínimo recomendado por fabricantes diferentes


para a telha do tipo Francesa:

QUANTIDADE DE PESO DE
CAIMENTO
TELHAS UMA
FABRICANTE DIMENSÕES MÍNIMO
POR METRO TELHA
DO TELHADO
QUADRADO (SECA)

Fabricante 1 18 2.550 38X22 30%

Fabricante 2 16 2.700 40X24 30%

Fabricante 3 16 2.600 40X25 30%

Fabricante 4 16 2.800 38X24 45%

Fabricante 5 17 2.400 40X22 36%

Fabricante 6 17 2.500 40X22 50%

Recebemos muitas solicitações indagando o caimento mínimo para determinadas


telhas mas evitamos de responder pois esse número é próprio para cada modelo
de telha e deve ser fornecido pelo Fabricante da telha. Existem sites na INTERNET
informando esse número mas recomendamos não adotar tais números pois o risco
é muito grande de vir a ocorrer infiltrações de água da chuva em dias de vento
forte. No nosso trabalho de mais de 30 anos de vistorias já encontramos diversos
casos de infiltrações de água pelo telhado causado por caimento menor que o
mínimo requerido pelo fabricante.

Um outro motivo para escolhermos uma Caimento alto para o telhado é quando a
casa está localizada numa floresta ou próxima a árvores de grande porte. Árvores
são muito boas do ponto de vista da ecologia, entretanto costumam soltar muitas
folhas. Se o telhado tiver um caimento muito baixo, as folhas vão ficar se
acumulando no telhado e isso vai exigir que alguém suba no telhado para fazer a
limpeza. Para evitar esse trabalho, recomendamos fazer o telhado com caimento
alto e não instalar calhas nas beiradas do telhado.

O caimento é um número dado em porcentagem, exemplo 30%, e representa o


quociente entre a altura H e a largura L da Água do telhado.

Exemplo: Uma casa tem um telhado com duas águas, com altura H = 1,20m e
largura L = 3,75m. O caimento do telhado será C = 1,20/3,75 = 0,32 ou 32%.

Como calcular a altura H a partir da largura L:

Basta multiplicar a largura pelo caimento H = L X C. Vamos supor que fixamos o


caimento em C = 28% e a largura da Água seja L = 4,20. Então, a altura será H =
4,20X0,28 = 1,176m.
TELHADO ESCONSO

Telhado ESCONSO é aquele telhado cuja linha periférica é formada por uma figura
geométrica que não é um paralelogramo. Ocorre quando queremos cobrir uma
área como a abaixo:

O telhado vai ter um aspecto como o da figura seguinte, com uma ponta mais alta
que a outra:

Quanto, esta ponta é mais alta que a outra? Vemos ver como se calcula.

Vamos chamar de (pronuncia-se DELTA ÉLE) a diferença de largura de uma


parede a outra.
Vamos chamar de (pronuncia-se DELTA AGÁ) a diferença de altura de uma
parede a outra. Note que H é a altura do telhado no lado mais baixo e a
diferença que um dos lados tem em relação ao outro.

A fórmula que dá a diferença é a seguinte:

EXEMPLO:

Largura da casa: De um dos lados L1 = 4,65m e do outro L2 = 6,11m

Caimento do Telhado: C = 36%

Altura do telhado no lado mais baixo: H1 = 4,65X0,36 = 1,67m

Esconsidade da casa: = L2 - L1 = 1,46m


Diferença de altura do telhado: = 1,46X1,67/4,65 = 0,52

Altura do telhado no lado mais alto: H2 = H1 + = 1,67 + 0,52 = 2,19m

Resumindo, a parede dos fundos vai ter, de um lado a altura H1 = 1,67m e do


outro a altura H2 = 2,19m

AREJAMENTO DO SÓTÃO

As telhas recebem os raios do sol. Mesmo tendo um alto poder de isolamento, uma
parte do calor é transmitido pelas telhas para o ar do interior do sótão que fica em
contato com as telhas.

Quando o ar quente do sótão não tem saída, ele vai ficar preso e transmitir seu
calor para o forro ou laje de forro causando o aquecimento do quarto mesmo à
noite. Porisso é importante que haja aberturas que promovam o arejamento do
sótão.

No caso das telhas cerâmicas, em geral, não há necessidade com esta


preocupação pois os encaixes das telhas cerâmicas não vedam totalmente
deixando uma pequena fresta entre uma telha e outra. O vento pode entrar e sair
por estas frestas.

A figura N0 1, abaixo, apresenta um esquema em que o vento ao atingir o telhado


no barlavento cria uma pressão positiva que promove a entrada do ar fresco para
dentro do sótão. No outro lado do telhado, no sotavento, a inércia do vento produz
uma pressão negativa que "puxa" o vento de dentro do sótão para fora.

Esse mecanismo de entrada e saída do vento mantém fresco o ar do sótão.

Figura 1: Arejamento do sótão feito pelas frestas das telhas.


Quando o vento encontra um telhado, a superfície que faz frente para o vento
chegando chama-se BARLAVENTO e o outro lado onde o vento vai embora
chama-se SOTAVENTO.

TIPOS DE MADEIRAS

Veja os tipos de madeiras que serão empregadas no telhado:

VIGA
CAIBRO
RIPA SARRAFO BARROTE

6 X 12
5 X 6
1X5 3X5 5X9 6 X 16
5X7
6 X 19
TIPOS DE TELHAS

Quer a Condutividade Térmica das telhas mais comuns? -

São Muitos os tipos de telhas, mas os mais comuns são as seguintes:

Telha tipo francesa:

Telha Tipo Colonial:

Telha Tipo Paulista:

Telha Tipo PLAN:


Cada modelo de telha possui suas próprias exigências de sobreposição,
encaixe e fixação. Consulte o fabricante, peça catálogo da telha para o seu
fornecedor.

As exigências variam não só de modelo como de fabricante para fabricante.


Veja, por exemplo, que as características da telha do tipo francesa variam
muito:

QUANTIDADE PESO
INCLINAÇÃO
DE TELHAS DE UMA
FABRICANTE DIMENSÕES MÍNIMA
POR METRO TELHA
DO TELHADO
QUADRADO (SECA)

Fabricante 1 18 2.550 38X22 30%

Fabricante 2 16 2.700 40X24 30%

Fabricante 3 16 2.600 40X25 30%

Fabricante 4 16 2.800 38X24 45%

Fabricante 5 17 2.400 40X22 36%

Fabricante 6 17 2.500 40X22 50%

A quantidade de telhas por metro quadrado varia porque cada fabricante tem
uma fôrma própria com dimensões e sobreposições próprias. Não há padrão
para dimensões das telhas. É por isso que ao substituir uma telha quebrada a
nova não encaixa direito no lugar da velha.

O peso varia muito muito pois a espessura varia muito pois a resistência da
telha depende da qualidade da argila empregada na fabricação da telha. Argilas
de boa qualidade resultam em telhas finas e leves.

A inclinação mínima varia em função da sobreposição e da espessura da telha.


Telhas mais grossas vão exigir maiores inclinações. Não faça telhados com
pouca inclinação senão o vento contrário represa a água causando o
vazamento pela borda superior.

Lembre o projetista do telhado de não esquecer de levar em consideração o


peso da telha MOLHADA e também a ação do vento em dias de tempestade.
Os problemas com telhados em dias de chuva ocorrem porque o projetista
esqueceu desses pequenos detalhes.

TELHAS - PROPRIEDADES

Entende-se como TELHADO qualquer cobertura que sirva de proteção. Numa


casa, o telhado é a cobertura que fecha, por cima, a casa, evitando a entrada de
chuva, sol e vento. Diz-se que a casa tem telhado ou que a casa está coberta
por um telhado.

Quer a Condutividade Térmica das telhas mais comuns?

TELHAS DE BARRO:

peso cobertura peso


caimento peso
SEQ TELHA unitário (peças seco
mínimo molhado
(kgf) por metro (kgf/m2)
quadrado)

1 Francesa 45 2,8 16 45 54

2 Colonial 35 2,5 24 60 72

3 Paulista 35 2,5 26 60 72

TELHAS DE CONCRETO:

cobertura
peso peso
caimento (peças peso
SEQ TELHA unitário seco
mínimo por metro molhado
(kgf) (kgf/m2)
quadrado)

1 Padrão 30 4,7 18 49 49

TELHAS DE FIBROCIMENTO:

peso seco
SEQ TELHA caimento mínimo peso molhado
(kg/m2)

1 Ondulada 6 mm 9 18 19

2 Ondulada 8 mm 9 24 25

3 Canalete 45 5 24 25

4 Canalete 90 9 24 25
TELHAS DE AÇO:

LARGURA COMPRIMENTO peso seco


SEQ TELHA
(cm) (metros) (kg/m2)

1 Ondulada 110 1 A 12 4,4

2 Trapezoidal 110 1 A 12 13,8

TELHAS DE ALUMÍNIO:

peso seco
SEQ TELHA
(kg/m2)

1 Ondulada 0,4 mm 1,33

2 Ondulada 0,7 mm 2,33

3 Ondulada 1,0 mm 3,33

4 Trapezoidal 0,4 mm 1,36

5 Trapezoidal 0,7 mm 2,39

6 Trapezoidal 1,0 mm 3,41


CONSTRUÇÃO DO APOIO

Quando terminar de levantar as paredes, faça um bom arremate.

Verificar se o Pé Direito tem pelo


menos 2,70 metros. Teto muito
baixo torna os ambientes escuros
e mal ventilados. Com o tempo
fica um cheiro de bolor.

Quando a cota da parede chegar


em 2,60 m preparar uma viga de
amarração:

Assentar tijolos em espelho nos


dois lados da parede formando
uma canaleta entre eles.

Colocar 4 ferros longitudinais de


3/8" (10 mm).

No local onde vai ser colocada a


tesoura, colocar 2 ferros verticais
de 1/4" (6,3 mm). Estes ferros
servirão para ancorar a tesoura na
alvenaria.

Concretar com concreto 1:3:4.

Espere secar.
Coloque a Viga de Apoio. Deve ficar bem
no meio da parede.

A Viga de Apoio serve para distribuir a


carga da Tesoura e pode ser feita de
uma viga 6X12 com 40 centímetros de
comprimento.

A distância do meio da parede até o


meio da parede do outro lado será o Vão
da Tesoura.

Cuidado! a linha de centro da Empena, a linha de cento da Linha e a linha de


centro da viga de apoio devem cruzar num único ponto.

Quando isso não é obedecido, haverá concentração de esforços fora do ponto de


apoio e pode acontecer coisas como a da foto seguinte:
CONSTRUÇÃO DA LINHA

A linha é confeccionada com uma viga 6X12 e deve ter um comprimento maior
que o Vão.

Recebe 2 entalhes, um em cada lado, onde vão ser encaixadas as Empenas.


COMO FAZER?

O segredo da estabilidade da tesoura está no encaixe perfeito entre a Empena e


a Linha. Se esse encaixe for mal realizado, o telhado ficará torto. Isso significa
uma telhado feio e também um telhado que poderá permitir a infiltração da água
nos dias de chuva forte. Por isso deve-se dar uma atenção especial nesse
encaixe.

Veja a seguir, etapa por etapa, como proceder para que o entalhe na Linha seja
bem feito.

Etapa 1: Marcar o vão.

Etapa 2: Marcar a inclinação da Empena com o auxílio de um Barbante:


Etapa 3: Marcar a linha de Corte do Apoio

etapa 4: Marcar a linha de Corte do Alinhamento


Etapa 5: Cortar a Empena e marcar as linhas de Corte na Linha

Etapa 6: Cortar o Entalhe da Linha


Etapa 7: Conferir se a Empena se encaixa perfeitamente na Linha:

Cuidado! a linha de centro da Empena, a linha de cento da Linha e a linha de


centro da viga de apoio devem cruzar num único ponto.

EMENDA DA LINHA: Caso seja necessário fazer uma emenda em uma Linha,
faça conforme o desenho a seguir:
CONSTRUÇÃO DO PENDURAL

O Pendural é peça estratégica da tesoura e serve para segurar a linha para que
ela não fique abaulada. Cuidado! algumas pessoas pensam que o Pendural
serve para apoiar as Empenas mas é justamente o contrário: O Pendural é que
se apoia nas Empenas, isto é, o Pendural é que fica pendurado nas Empenas,
enquanto que a Linha fica pendurada no Pendural.

COMO FAZER?

Estude bem o desenho a seguir:


Na montagem do pendural, tomar os seguintes cuidados:

CONSTRUÇÃO DA EMPENA

A Empena é também uma peça estratégica da tesoura, serve para segurar as


terças e deve ficar bem encaixada entre o Pendural e a Linha.

COMO FAZER?

Etapa 1: Coloque a Linha e o Pendural sobre a Empena e marque as linhas de


corte:

Etapa 2: Confira se o corte foi bem feito para um encaixe perfeito, tanto no lado
da Linha como no lado do Pendural:
CUIDADOS NA MONTAGEM DA EMPENA: Os ventos podem axercer uma
pressão negativa e tentar levantar o telhado. Então a Empena deve ser presa à
Linha por meio de Grampos com parafusos.

Prender bem a Linha com o Ferro que foi chumbado na Viga de Amarração.
Fazer um pequeno entalhe na Empena e na Linha para o Grampo não
escorregar.
O Grampo pode ser adquirido em Lojas de materiais para construções. Existem
diversas medidas (largura e comprimento).

Construção da Diagonal

A Diagonal é também uma peça estratégica da tesoura, serve para segurar as


terças e deve ficar bem encaixada entre o Pendural e a Empena.

COMO FAZER?

Oriente-se pelo desenho:


CONSTRUÇÃO DO CHAFUZ

O Chafuz é a peça que apoia a terça.

COMO FAZER?

Pegue um pedaço de viga e corte conforme o desenho a seguir. O comprimento


deve ser pelo menos o dobro da altura:

CONSTRUÇÃO DAS TERÇAS

As Terças são peças que servem para apoiar os caibros. Sem as terças, os
caibros ficariam muito abaulados.

Então, colocamos uma Terça para evitar que os Caibros fiquem abaulados:
Pode ser que seja necessário mais que uma Terça:

COMO FAZER?

Determine a quantidade de Terças seguindo os valores apresentados na tabela


seguinte

VÃO MÁXIMO DAS TERÇAS [Lt]

Grupo de Madeira conforme seu


VÃO DOS tipo
CAIBROS [Lc]
A B C A B C

1,00 a 1,20 2,70 2,85 3,10 3,30 3,50 3,85

1,21 a 1,40 2,55 2,70 2,95 3,15 3,30 3,60


1,41 a 1,60 2,40 2,60 2,80 3,00 3,15 3,45

1,61 a 1,80 2,30 2,45 2,70 2,85 3,05 3,30

1,81 a 2,00 2,25 2,40 2,60 2,75 2,90 3,20

2,01 a 2,20 2,30 2,50 2,80 3,10

2,21 a 2,40 2,45 3,00

2,41 a 2,60 2,35 2,90

Terça de 6 X 12 Terça de 6 X 16

Fonte: IPT = Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo


Tabela válida para telhados com telhas de cerâmica tipo Francesa. Para outros tipos de telhas
os valores são outros.
Lr = Vão da Ripa = 50 centímetros.

GRUPOS DE MADEIRAS

Grupo A Grupo B Grupo C

amendoin cabriúva parda anjico preto


canafístula cabriúva guarantã
guarucaia vermelha taiuva
jequitibá branco caovi
laranjeira coração de
peroba rosa negro
cupiuba
faveiro
garapa
guapeva
louro pardo
mandigau
pau cepilho
pau marfim
pau pereira
sucupira
amarela

As madeiras do Grupo C são as mais duras. Tão duras que se você tentar enfiar
um prego ela vai rachar. Então recomenda-se que o prego seja pregado fazendo,
antes, um furo com a furadeira. Além de serem duras para se enfiar o prego, elas
são duras também para serrar. Então é melhor escolher uma madeira mais mole -
você vai acabar utilizando mais madeira mas o serviço anda muito mais depressa.
Na escolha da madeira devemos levar em consideração o custo de transporte da
mesma. Não adianta encontrar madeira boa porém em local distante pois iremos
gastar muito dinheiro para transportar essas madeiras até o local da obra.

NO COMÉRCIO VOCÊ NÃO ENCONTROU TERÇA NO COMPRIMENTO


NECESSÁRIO PARA O TELHADO? POSSO EMENDAR A TERÇA?

As terças são peças que funcionam à flexão de modo que não podem ser
emendadas em qualquer posição. Se você olhar para um diagrama de momentos
fletores, verá que na borda onde ela está simplesmente apoiada, o momento fletor
é ZERO enquanto que nos apoios intermediários, o momento fletor é alto.

Começando com o valor ZERO, o momento fletor vai aumentando, sempre


tracionando a parte de baixo da terça. Mais ou menos no meio do vão o momento
fletor atinge o valor máximo e daí começa a diminuir até chegar a ZERO, antes do
apoio. A partir desse ponto, o momento fletor começa a aumentar só que desta vez
começa a tracionar a parte de cima da terça até chegar ao apoio onde o valor do
momento fletor é máximo. O valro nesse ponto é mais ou menos o dobro do valor
no meio do vão.

A emenda da terça deve ser feita nesse ponto onde o momento fletor é ZERO.
Você tem duas alternativas para fazer essa emenda. Veja abaixo:
CONSTRUÇÃO DOS CAIBROS

Os caibros são as peças que apoiam as Ripas. Deve-se tomar o cuidado de não
deixar vãos muito grandes, pois o caibro não vai aguentar o peso das telhas e vai
envergar.

Então, colocamos uma Terça para evitar que os Caibros fiquem abaulados:
COMO FAZER?

Determine a quantidade de Terças conforme o tipo de madeira e dimensões do


Caibro.

VÃO MÁXIMO DOS CAIBROS [Lc]

Grupo de Madeira conforme seu tipo


TIPO DO
CAIBRO
A B C

Caibro de 5
1,40 1,60 1,90
X6

Caibro de 5
1,90 2,20 2,50
X7

Fonte: IPT = Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo


Tabela válida para telhados com telhas de cerâmica tipo Francesa. Para outros tipos de telhas
os valores são outros.
Lr = Vão da Ripa = 50 centímetros.

GRUPOS DE MADEIRAS

Grupo A Grupo B Grupo C

amendoin cabriúva parda anjico preto


canafístula cabriúva guarantã
guarucaia vermelha taiuva
jequitibá branco caovi
laranjeira coração de
peroba rosa negro
cupiuba
faveiro
garapa
guapeva
louro pardo
mandigau
pau cepilho
pau marfim
pau pereira
sucupira
amarela

EMENDA DE CAIBROS: Caso seja necessário emendar os caibros, não faça a


emenda em qualquer lugar. Produre fazer a emenda bem em cima de uma Terça.

CONSTRUÇÃO DAS RIPAS

As Ripas são as peças que apoiam as Telhas.

Figura 1: Confecção do Gabarito da Ripa.


A distância entre uma Ripa e outra vai depender do fabricante da Telha.
infelizmente os fabricantes não seguem um padrão único de tamanho de Telha. Já
encontrei diferenças significativas entre lotes diferentes de um mesmo modelo de
telha. Explicando melhor: haviamos comprado um lote grande telhas de
determinado fabricante. Durante a construção efetuamos algumas mudanças no
projeto e algumas áreas foram aumentadas. Então tivemos que comprar mais
2.000 telhas. Para não ter problemas com a cor ou com o encaixe tomamos o
cuidado de comprar do mesmo fabricante e do mesmo modelo de telha. Entretanto
as novas telhas não encaixavam no madeiramento já feito pois eram ligeiramente
maiores que as telhas anteriores. O fabricante explicou que eles tem duas olarias
em cidades diferentes e que há diferenças nos produtos.

Aliás, é por causa disso que devemos guardar algumas telhas no sótão pois
quando alguma telha quebrar, dificilmente encontraremos telhas exatamente do
mesmo tamanho.

COMO FAZER?

Meça a distância necessária montando um trecho de telhado.


Confeccione um Gabarito com a distância determinada.
Pregue as Ripas usando o Gabarito.
Inicie pregando as ripas pela primeira fiada de cima, junto à cumeeira. Procure
fazer com que a última fiada de cima acabe com telhas "inteiras". Oriente-se pelo
desenho seguinte:

Figura 2: Posição das ripas junto à cumeeira.

CUIDADOS: Na montagem das telhas, tomar o cuidado para que cada telha fique
bem incaixada nas demais. Não deixar muito apertado.
Veja na foto abaixo um erro muito comum:

Figura 3: Telhas mal encaixadas.


As telhas estão mal encaixadas. Então, a água da chuva vai cair bem no meio do
vão entre uma telha e outra.

CONSTRUÇÃO DAS FERRAGENS

Algumas peças precisam de Ferragens para complementar a rigidez do conjunto.

COMO FAZER?
CÁLCULO DAS CALHAS

Ler a norma brasileira NBR-10.844 - Instalações Prediais de Águas Pluviais

Para o cálculo das Calhas devemos calcular, antes, a quantidade de chuva que vai
cair no telhado.

A quantidade de água que uma chuva joga sobre um telhado varia em função de
diversos fatores como o clima (tropical, equatorial, etc.), a estação do ano
(primavera, verão, etc.) e a localização geográfica (norte, nordeste, sul, etc.). As
Cartas Pluviométricas indicam a quantidade de água que cai e que é indicada em
"milímetros". São geralmente a quantidade total de água que cai durante o ano.
Dizem 80 milímetros por ano, por exemplo.

Para o cálculo da quantidade de água, não se leva em consideração tais fatores


mas apenas a maior intensidade da chuva. Mesmo em regiões de poucas chuvas
como no nordeste brasileiro, quando chove a chuva pode ter uma intensiade
pluviométrica tão grande como uma chuva em São Paulo. Não é a quantidade total
de água que cai mas sim a quantidade em um determinado tempo. Por isso, você
deve ter muito cuidado ao consultar as Cartas Pluviométricas. O que importa
para dimensionamento das calhas e condutores é a intensidade pluviométrica, isto
é, os litros por segundo.

Um bom número para quantidade de chuva é o seguinte:

0,067 litros por segundo por metro quadrado

Este número corresponde a uma chuva com período de recorrência de 100 anos e
com intensidade pluviométrica de 240 milímetros por hora aplicável na maior parte
do território brasileiro. Entretanto deve-se tomar o cuidado em determinadas
regiões que podem apresentar valores bem acima. Veja na norma NBR-10.844
uma tabela com as intensidades pluviométricas em diversas regiões do Brasil.
Para um valor mais preciso consulte o serviço de meteorologia mais próximo e
procure ter um mãos pelo menos 50 anos de medição.

EXEMPLO PRÁTICO:

Vejamos como calcular a quantidade de água nas calhas de um exemplo como o


da figura abaixo.
Essa casa tem apenas uma água (para facilitar a compreensão). O telhado mede 8
X 11,70 metros.

Primeiro você deve determinar os pontos de descida de água. Os pontos de


descida devem ser livres de interferências como janelas, portas, antenas, etc.
Vamos colocar 3 condutores de descida nas posições indicadas na figura acima.
Observe que o telhado ficou dividido em 2 áreas. A Área 1 de 7,20 X 8,00 e a Área
2 de 4,50 X 8,00 m.

A água da chuva que cair na Área 1 será recolhida pela Calha 1. A Calha 1 tem
duas caídas, metade da água corre para o Condutor 1 e a outra metade para o
Condutor 2. Vamos chamar de V1 a vazão que corre para cada lado na Calha 1.
Lembre-se que o ponto que divide a Calha 1 não precisa, necessariamente, estar
no meio da calha, podendo estar mais próximo do Condutor 2 para que se tenha
menos água correndo para o Condutor 2. Observe que o Condutor 2 vai desaguar
bem perto da porta da Cozinha.

DETERMINAÇÃO DAS CALHAS:

V1 = 0,067 X 8,00 X 7,20/2 = 1,93 litros por segundo

Com o mesmo raciocínio, temos a vazão V2 que corre para cada lado da Calha 2.

V2 = 0,067 X 8,00 X 4,50/2 = 1,21 litros por segundo

TABELA DE CALHAS

Capacidade de condução de calhas tipo meia cana com declividade de 2% [litros


por segundo]

DIÂMETRO POLEGADAS 4 6 8 10 12
MILÍMETROS 100 150 200 250 300

Chapa Galvanizada: 7,1 22,8 50,2 90,8 154,3

PVC: 12,7 38,7 81,6 146,8 239,1

Consultando a tabela acima, vemos que a Calha 1 pode ter o diâmetro de 100 mm
podendo conduzir até 7,1 litros por segundo. Da mesma forma, vemos que a Calha
2 pode ter tembém um diâmetro de 100 mm. Estamos com bastante folga e
podemos até pensar em algum obstáculo para o escoamento dentro da calha. Por
exemplo, caso haja um entupimento dos condutores 1 e 3, toda a água deverá ser
conduzida pelo condutor 2. Neste caso, a vazão total será de 2(1,93+1,21) = 6,28
litros por segundo, ainda dentro da capacidade da calha.

DETERMINAÇÃO DOS CONDUTORES VERTICAIS:

Pela figura, observa-se que o condutor mais solicitado é o Condutor 2 pois deve
conduzir a vazão V1 e também a vazão V2.

VC2 = V1 + V2 = 1,93 + 1,21 = 3,14 litros por segundo.

TABELA DE CONDUTORES VERTICAIS

Capacidade de condução de condutores verticais PVC ou Chapa Galvanizada

DIÂMETRO
VAZÃO [litros por segundo]
POLEGADAS MILÍMETROS

2 50 0,57
3 75 1,76

4 100 3,83

6 150 11,43

Para atender à vazão de 3,14 litros por segundo, teremos que instalar um tubo de
100 mm com capacidade de 3,83 litros por segundo.

Algumas peças precisam de Ferragens para complementar a rigidez do conjunto.

A montagem das calhas começa pela peça chamada bocal de descida que deve
ser firmemente fixada:

Depois que terminar a fixação de todos os bocais de saída, começa a instalar as


calhas.
Tomar sempre o cuidado de deixar um caimento de pelo menos 2% para garantir
que a poeira, terra e areia que forem depositadas serão lavadas na primeira chuva.

DETERMINAÇÃO DOS CONDUTORES HORIZONTAIS:

Chamamos de horizontais mas na verdade precisam ter um certa declividade. Com


um caimento de apenas 1% já se consegue um bom escoamento de água.
Entretanto, devemos sempre considerar que havrá partículas sólidas como terra e
areia na água da chuva. Então o mínimo necessário será de 2%. Com esse
caimento, consegue-se uma boa velocidade da água e essa velocidade é
suficiente para carregar a areia junto.

TABELA DE CONDUTORES HORIZONTAIS

Capacidade de condução de condutores verticais PVC ou Chapa Galvanizada

DIÂMETRO
VAZÃO [litros por segundo]
POLEGADAS MILÍMETROS

4 100 6,75

5 125 12,25

6 150 19,85

8 200 42,84

10 250 77,67

12 300 126,50

A tabela acima leva em consideração a declividade mínima de 2%, tubo de PVC


(rugosidade = Lisa). Para outros tipos de materiais não vale. Para tubo de
cerâmica, barro, ferro fundido e canaletas feitas com concreto, consultar outras
tabelas.
Caimento de 2% significa que em um trecho de 1 metro ou 100 centímetros, o
desnível deverá ser de 2 centímetros.

As calhas de PVC possuem um encaixe tipo macho/fêmea com anel de borracha


que garante a estanqueidade.

As calhas de chapa de ferro galvanizados deverão ser rebitadas para garantia da


resistência mecânica e estanhadas para garantir a estanqueidade.

NOTA: As tabelas de calhas e condutores acima já levam em consideração o


envelhecimento das peças.

Calha tipo Moldura

A Calha tipo Moldura é aquela que tem um perfil parecido com o desenho seguinte:

Sua instalação se faz com o auxílio de Suportes de Ferro conforme o desenho


seguinte:
Deve-se tomar o cuidado da telha não invadir muito a seção da calha. É
necessário fazer a manutenção periódica, removendo folhas e galhos de árvores.
O caimento da calha deve ser de pelo menos 2%. Com um caimento menor que
isso, começa a acumular terra e areia.

Calha tipo Meia Cana

A Calha tipo Moldura é aquela que tem um perfil parecido com o desenho seguinte:

Sua instalação se faz apoiando as abas sofre sarrafos conforme o desenho


seguinte:
Deve-se tomar o cuidado da telha não invadir muito a seção da calha. É
necessário fazer a manutenção periódica, removendo folhas e galhos de árvores.
O caimento da calha deve ser de pelo menos 2%. Com um caimento menor que
isso, começa a acumular terra e areia.
Não esquecer de proteger a entrada do bocal de descida com uma grelha tipo
sapo que oferece maior dificuldade de entupimento. Esse detalhe é importante
principalmente quando condutor de descida é do tipo embutido. Em prédios altos,
caso folhas e galhos sejam carregados para dentro do condutor de descida a
tarefe de desentupimento é muito trabalhosa e pode até requerer a quebra de
paredes.

Calha tipo Água Furtada

A Calha tipo Moldura é aquela que tem um perfil parecido com o desenho seguinte:

Sua instalação se faz apoiando-a sobre as ripas que se encontram na água furtada
conforme o desenho seguinte:
Rufo tipo Interno

O Rufo tipo Moldura é aquele que tem um perfil parecido com o desenho seguinte:

Sua instalação se faz com o auxílio de pregos que o prendem na parede lateral
conforme o desenho em perspectiva seguinte:
Veja um corte esquemático:

Rufo tipo Pingadeira

O Rufo tipo Pingadeira é aquele que tem um perfil parecido com o desenho
seguinte:
Sua instalação se faz mediante o emprego de pressão, ficando "encaixado" na
parte de cima da parede ou mureta.

Não é recomendável o emprego de pregos ou parafusos para a fixação do rufo


pingadeira, mesmo porque o furo será um ponto fraco, com tendência a enferrujar
com mais facilidade. Além disso, ao furar, a chapa vai ficar levemente encurvada
para baixo, favorecendo o empoçamento de água da chuva.

Deixar um caimento de pelo menos 2% para um dos lados para evitar o acúmulo
de poeira.
Custo do Telhado - PROJETO

A primeira coisa que precisamos ter em mãos é o projeto completo. Pode ser o
Projeto Arquitetônico, mas o ideal é ter em mãos o Projeto Estrutural pois
precisamos saber onde poderemos apoiar as tesouras.

PROJETO: Não tendo o Projeto Estrutural nem o Projeto Arquitetônico, serve a


PLANTA BAIXA:

Telhado de 4 águas para edificação residencial com 90 metros quadrados.

Devemos evitar de colocar a tesoura sobre vão de portas e de janelas.

Custo do Telhado - QUANTIDADE DE TESOURAS

A quantidade de Tesouras é determinada pelo tipo de madeira que será


empregada nas terças. Se a terça for de madeira resistente, teremos poucas
tesouras no telhado.
Madeira a ser empregada nas Terças será a Viga 6X12.
Então teremos 7 Tesouras no telhado, espaçadas a cada 3 metros.
As tesouras estão indicadas por um traço verde no desenho.

A segunda Tesoura ficará apoiada sobre o vão da porta da Sala, então,


o vão da porta será reforçada com uma Viga de Verga.

Custo do Telhado - UMA TESOURA

Vamos ver a quantidade de madeira para uma Tesoura.

Madeira de uma Tesoura:


PEÇA MADEIRA COMPRIMENTO QUANTIDADE TOTAL (m)

LINHA VIGA 6x12 4,50 1 4,50

PENDURAL VIGA 6x12 1,57 1 1,57

EMPENA VIGA 6x12 2,74 2 4,74

DIAGONAL CAIBRO 5x6 1,40 2 2,80

RESUMO POR TESOURA:

MADEIRA TOTAL (m)

VIGA 6x12 10,81

CAIBRO 5x6 2,80

Custo do Telhado - TODAS AS TESOURAS

Além das Tesouras, precisamos considerar 4 vigas que irão formar os 4 cantos do
telhado, chamados de Divisor de Água.

Divisor de Água: 4
PEÇA MADEIRA COMPRIMENTO QUANTIDADE TOTAL (m)

DIVISOR DE ÁGUA VIGA 6x12 3,86 4 15,44

VIGA 6x12 10,81 7 75,67

CAIBRO 5X6 2,80 7 19,60

RESUMO DAS TESOURAS, INCLUINDO OS DIVISORES DE ÁGUA:

MADEIRA TOTAL (m)

VIGA 6x12 91,11

CAIBRO 5x6 19,60

Custo do Telhado - TERÇAS

Vamos precisar de 3 tipos de Terças, uma de finalização que vai no topo, no cume
do telhado, uma intermediária para que os caibros não fiquem abaulados e uma
terça na parte de baixo do telhado.
PEÇA MADEIRA COMPRIMENTO QUANTIDADE TOTAL (m)

TERÇA 1 VIGA 6x12 18,00 1 18,00

TERÇA 2 VIGA 6x12 20,00 2 45,00

TERÇA 3 VIGA 6x12 22,00 2 53,00

RESUMO DAS TERÇAS:

MADEIRA TOTAL (m)

VIGA 6x12

Custo do Telhado - QUANTIDADE DE CAIBROS

A quantidade de caibros vai depender do espaço que vamos deixar entre um


caibro e outro. Esse espaço vai depender do tipo de ripa que vamos empregar.
Ripa resistente permite deixar um vão de ripa bem grande, por exemplo 70
centímetros e economizando a quantidade total de caibros. No caso consideramos
um espaçamento entre caibros de 50 centímetros.

Beiral de 50 centímetros de um dos lados e sem beiral no outro lado.


COMPRI- QUANTI- TOTAL
PEÇA MADEIRA
MENTO DADE (m)

LADO COM BEIRAL CAIBRO 5X6 3,67 45 165,15

LADO SEM BEIRAL CAIBRO 5X6 3,17 45 142,65

RESUMO DOS CAIBROS:

MADEIRA TOTAL (m)

CAIBRO 5X6 307,80

Custo do Telhado - QUANTIDADE DE RIPAS

A quantidade de Ripas é determinada pelo espaçamento das Telhas. Ver a


especificação e recomendações do fabricante. As telhas não podem ficar muito
juntas pois precisam de um espaço para a sua dilatação. Lembre-se que a telha
tem dois tipos de dilatação. Uma que é térmica devido à variação da temperatura e
a outra que é devido à variação de umidade. Uma telha molhada é maior que uma
telha seca.
COMPRI- QUANTI-
PEÇA MADEIRA TOTAL (m)
MENTO DADE

RIPAS RIPA 2,5X5 23,00 12 276,00

RESUMO DAS RIPAS:

MADEIRA TOTAL (m)

RIPA 2,5X5 276,00

Custo do Telhado - QUANTIDADE DE TELHAS

A quantidade de Telhas vai depender da inclinação do telhado. Telhado mais


íngreme vai precisar de mais telhas para uma área de cobertura. A inclinação
mínima é dada pelo Fabricante. Para cada metro em plano inclinado a quantidade
necessária é fornecida pelo fabricante.

TELHA: Tipo FRANCESA nas dimensões de 390X240 mm, pesando 2,6 kgf por
peça.
INCLINAÇÃO DO TELHADO: 5% CINCO POR CENTO.

CONSUMO DE TELHAS POR METRO QUADRADO: 16 peças.

PEÇA TIPO POR METRO QUADRADO ÁREA TOTAL (peças)

TELHA FRANCESA 16 23,00 X 4,50 1.656

RESUMO DOS CAIBROS:

TELHA TOTAL (peças) QUBRA (5%) TOTAL A COMPRAR(peças)

RIPA 2,5X5 1.656 82 1.738

Custo do Telhado - MÃO DE OBRA

A produtividade da Mão de Obra varia muito de lugar para lugar do Brasil. Em


alguns lugares como no Rio Grande do Sul ainda é hábito dormir após o almoço.
Isso eles chamam de sesta. Na hora do almoço e um tempo depois tudo fecha e
tem gente dormindo até na calçada.

Para fazer o telhado vamos presicar do TELHADISTA que é um profissional


formado em curso de Telhadista. O SENAI tem um bom Curso de Telhadista. O
outro profissional é o Ajudante. Este não tem curso e é formado na prática sob
instruções do Telhadista.

PRODUTIVIDADE
PROFISSIONAL ÁREA TOTAL
(horas por metro
quadrado) (horas)

TELHADISTA 1,2 23,00 X 4,50 124,2

AJUDANTE 1,2 23,00 X 4,50 124.2

RESUMO DA MÃO DE OBRA:

TELHA TOTAL (horas)

TELHADISTA 124,2

AJUDANTE 124,2

Custo do Telhado - RESUMO FINAL

Não estão computados na lista abaixo as ferragens e os pregos.

MATERIAIS:

MATERIAL TIPO QUANTIDADE

TELHA FRANCESA 1.738 PEÇAS

VIGA DE PEROBA 6X12 208 metros

CAIBRO DE PEROBA 5X6 328 metros


RIPA DE PEROGA 2,5X5 276 metros

MÃO DE OBRA:

PROFISSIONAL TOTAL (horas)

TELHADISTA 124,2

AJUDANTE 124.2

ENSAIO DE PERMEABILIDADE

O ensaio de permeabilidade é realizado de acordo com a norma brasileira NBR-


4948 Telha Cerâmica - Verificação da Impermeabilidade - Método de Ensaio.

Figura 1: Dispositivo para ensaio de


Permeabilidade conforme NBR-8948.
PROCEDIMENTO:

1 - Montar um dispositivo como o da figura acima.

2 - Trata-se de um tubo de Diâmetro Interno de 35 milímetros capaz de conter uma


coluna de 250 milímetros de água.

3 - Localizar o tubo aproximadamente na região centra da telha

4 - Fixar e vedar a parte inferior para não vazar água.

5 - Colocar 250 milímetros de água dentro do tubo.

6 - Anotar a temperatura ambiente e umidade ambiente.

7 - Aguardar 24 horas.

8 - Examinar a face inferior da telha.

ENSAIO DE PERMEABILIDADE SEGUNDO NBR-8948


DATA: HORA INICIO: TEMPERATURA: UMIDADE:

RESULTADO

NÃO SIM

Não apareceu mancha de


umidade

Apareceu mancha de
umidade

Houve formação de gotas


mas não chegou a gotejar

Ororreu gotejamento

HORA
DATA: TEMPERATURA: UMIDADE:
TÉRMINO:

LABORATORISTA: ASSINATURA:
ENSAIO DE ABSORÇÃO DE ÁGUA

O ensaio de aborção de água é realizado de acordo com a norma brasileira NBR-


4947 Telha Cerâmica - Determinação da massa e da absorção de água - Método
de Ensaio.

Figura 1: Corpo de Prova = Uma


telha..

PROCEDIMENTO:

1 - Secar em estufa a 105 0C até massa constante.

Figura 2: Secagem em Estufa.


2 - Pesar e anotar a Massa Seca.

Figura 3: Determinação da Massa


Seca.

3 - Imergir em água fervente por 2 horas.

Figura 4: Imergir em água fervente.


4 - Esfriar até a temperatura ambiente.

5 - Retirar da água e passar um pano úmido.

6 - Pesar e anotar a Massa Saturada.

Figura 5: Determinação da Massa


Saturada..

7 - Calcular o teor de Absorção de Água AA, com a fórmula:


O calor em excesso afeta o desempenho das pessos, causa
inquietação, perda de concentração ...

A umidade em excesso causa desconforto, sonolência, aumento de suor,


falta de ar ...

O vento em excesso afeta o metabolismo das pessoas, aumenta


a impaciência, a ansiedade ...

Ruído em excesso causa inquietação, perda do


sossego, da concentração ...

Essas e outras perturbações que ocorrem, muitas vezes, sem que você perceba,
causa aquilo que a ciência chama de ESTRESSE e depois de um certo tempo
provocam, nas pessoas, traumas e doenças de difícil cura.

Consertar as conseqüências danosas no nosso organismo é muito difícil, complicado


e caro. Implica na necessidade de terapias, tratamentos, frustrações e muitas vezes
o resultado não é 100%, pois muitas lesões são irreversíveis.

O melhor mesmo é prevenir. Eliminar as causas para que o corpo humano não fique
exposto ao problema. É cortar o mal pela raiz.

Mas, como podemos descobrir se o nosso ambiente é saudável? Como podemos


descobrir se a insolação, a ventilação e aumidade estão dentro dos limites toleráveis
pelo nosso corpo e por isso não chega a afetar o metabolismo do nosso orgnismo?

Por que as diretrizes internacionalmente adotadas nos países de primerio mundo


não podem ser aplicadas no Brasil? O que significa Morar em um País Tropical?

A questão é tecnicamento complexa e necessitaria da análise feita por um


especialista. Mesmo sendo complicado, é possível se ter uma idéia dos conceitos
básicos sobre o assunto.

você mesmo poderá fazer a experiência


do Cartão Furado:

Nessa experiência você vai descobrir que a fumaça não passa no buraco. Dois
fenômenos contruibuem para que isso aconteça.

Um dos fenômenos é conhecido, na


aerodinâmica, como efeito de borda.

As bordas e cantos vivos produzem uma


resistência à passagem de ar. Essa
resistência é chamada de singularidade.

O outro fenômeno é a pequena diferença


entre as pressões P1 e P2 que não
conseguem superar a singularidade.

A fumaça, então, acha mais fácil dar a volta no cartão do que passar pelo buraco.

No projeto das edificações nem sempre esse fenômeno é respeitado. Veja alguns
casos típicos onde o ar quente não tem por onde fugir e fica preso dentro do
recinto.

Nas cozinhas é comum


encontrarmos a verga das portas e
janelas longe do teto e o exaustor
também. Como resultado, o ar
viciado não tem por onde sair.

Nos auditórios e igrejas a verga (parte


superior) das janelas estão muito
longe do teto. O ar viciado não tem
por onde sair e fica acumulado junto
ao teto. É um ar sujo, cheio de gás
carbônico, cheiro e calor das
pessoas.
Para resolver o desconforto causado pelo calor, instalam-se ventiladores no teto.

É a pior das soluções. Além de não resolver o problema da eliminação do ar


viciado, joga na cabeça das pessoas o ar viciado cheio de gás carbônico. Provoca
sonolência nas pessoas e muitos dormem durante a palestra.

BIBLIOGRAFIA:
http://www.ebanataw.com.br/roberto/index.php
WATANABE, Roberto Massaru:

Formado em Engenharia Civil pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, turma de
1972, e teve a rara oportunidade de participar do projeto das grandes obras da Engenharia
Nacional como a Rodovia dos Imigrantes, Metropolitano de São Paulo, Anel Rodoviário de São
Paulo (hoje denominado Rodo-anel), Sistema Cantareira de Abastecimento de Água, Emissário
Submarino de Santos e as Hidrelétricas de Jupiá, Ilha Solteira, Água Vermelha, Itaipú e Tucuruí.

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