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NORANDA EXPLOÍMÇ^O MINERAL LTDA Relatório Parclã!

de Pe*tpii$ú - S50J19j

M
noranda
NORANDA EXPLORAÇÃO MINERAL LTDA.
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Avenida Afonso Pena, 2770,2 andar, Beto Horizonte - MG.


Tel. (31) 3230-4400 / FAX (31) 3280-4411

RELATÓRIO PARCIAL DE PESQUISA

DNPM N° 850.129/01

Projeto SERENO
Pr o v ín c ia de Ca r a j á s
Es t a d o do Pa r á

Gl ó l o <jo Rl s po ims à v e l : HÉLIO BOTELHO D1NIZ.


CREA/MC: 26.345 O
Vis t o CREA/PA: 7.571
SETEMBRO-2001
PLANO DE PESQUISA
DM PM Ne 850.854/,S6

MAGIR MINERAÇÃO LTDA


ín d ic e

I- INTRODUÇ ÃO _________________________________________ ______________________ L

II- LOC ALIZAÇÃO E ACESSO_________________________________ ___________________ 2

III - GEOLOGIA REGIONAL_______________________________________________________ 4

IV GEOLOGIA LOCAL___________________________________________________________ 10

V- PLANO i)E FESOIUSA_______________ _____________________ ____________12

VI- ORÇAMENTO DETALHADO ________________________________________________ H

VI. I - In f r a -e s t r u t u r a 17
VI.2 - To po g r a f ia , Ca r t o c r a f ia e d e s e n h o 19
VIJ- Ma pe a me n t o Ge o l Oc ic o 20
VI.4 - TRINCHEIRAS E POÇOS 20
VI,5 - Pr o s pe c ç à o Ce o q u ímic a 22
VIj6 - Pr o s pe c ç ã o GEOFÍSICA 24
VI.7 - Fu r o s DE TRADO 25
VI Ji - So n d a g e n s 25
VI ,9 - ANÁLISES Qll MICAS 2A
Vl. 10 - An á u s e s FIs ic a s d o m in e h io 2â
Vi. 11 - e n s a io s d e Be n e f ic t a me n t o 2S
VI. 12 - La v r a Ex pe r ime n t a l 1*
VI.13- Ou t r o s 29

Vil- POTENCIAL MINERAL______________________________________________________ J0

ANEXOS:
Cronugrama de Pesquisa
Croitogruma Financeiro
Anotação de Responsabilidade Técnica (ART)
Comprovante de recolhimento de emolumentos
I- INTROPIJCÃO

O presenie relatório tem por finalidade apresentar perante o Departamento

Nacional da Produção Mineral (DNPM), o PLANO DE PESQUISA daborado pela

MAG1R MINERAÇÃO, referente a área prolocolada sob o n° 850854/86, visando obler sua

habilitação para fins de pesquisa mineral

Os trabalhos anteriores foram executados pela Mineração Urupadi LTDA.e

apresentados a este DNPM, que considerou os resultados insuficientes, o que tomou a área

disponível para solicitação do Requerimento de Pesquisa por outras empresas.


H- LOCALIZAÇÃO E ACESSO

A área em apreço encontra-se inserida no extremo sudeste da Folha Marabá {SB'


22*X-X região sudeste do Estado do Pará, compreendendo uma área de tO 000 hectares
(Figura ül>

O acesso á área pode ser feito por via rodoviária, partmdn-se de Belém, pela rodovia
PA-150 (Belém-Xinguara). ale as proximidades da área em apreço, que pode ser acessada
a partir dai, por estradas vicinais que interligam vi ias e sedes de fazendas. Existem também
diversas pistas de pouso ás proximidades da area
A cidades mais próxima é Mar a ba. que conta com vòos comerciais regulares,
precário abastecimento de agua, energia elétrica da rede de transmissão da Hidrelétrica de
Tucurm. razoável rede hoteleira, alem de serviço telefõmco e bancário (Banco do Brasil.
CEF, ÜANPARA, c bancos particulares).

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MAPA DE SITU AÇ ÃO

Local IDNftritOC Município Esudo


SERRA ÜO ma r a ba MARABÁ PARÁ
SERENO

SUBSTANCIA ÀREAi ESCALA: Data


OURO lU . ü ü u ld MAIÜ/9S

1 KeifHerejifir d-yr,

MAÜIR MJNLRAÇÀÜ LTDA O-


CLÁUDIA DE ALMEIDA
ÜL g u h o g i \ k f g iu v a i.

A arca cm esiudo cnconira-se situada dentro dos limites da Folha Marabá {SH-22-
X43), compreendendo frações de terrenos retrabalhados dos cinturões llacaiunas e
Araguaia.

Trata-se de uma região perturbada teclo nica mente, o que resultou no intenso
imbricamento dos litotipos, nas feições de geometria anostomusada. nos dobra mentos e nas
transcorréncias

Mctalogcncticamcnie a região se mostra bastante propicia, com viabilidade


econômica para exploração de ferro, ouro, cobre, manganês, niqueí, alumínio, dentre
outros

a} 1'Mrjttittrjtfift

Trabalhos de cunho regional têm sido realizados desde a década de 20, como os
trabalhos pioneiros de Oliveira (1922), Guimarães (1928), Moraes Rego (1933), entre
outros

A partir da década de 60, a região foi alvo de intensa pesquisa geológica, que
culminou com a descoberta de importantes deposito* mi neta is, e com ri buindo para a
evolução do quadro geológico da região, jumamente com os trabalho* de mapeamento
realizados na década de 70, por órgãos oficiais

No que diz respeito a estratigrafia da região, ainda existem muita* controvérsias,


principal me me devido a grande extensão da área, do* inúmeros trabalhos publicados, c pela
complexidade imposta pdo quadro geotectônico

O trabalho aqui adotado para descrever as unidades litoesiratigráficas e o


apresentado pda Í7*RM (1994), em virtude de ser a pruposla mais atual paia a região

O Arquea no, que tem como unidade gcotectõni ca maior o Cinturão de Cisalhamento
llacaiunas, que compreende a Suíte Metamórfica Bacajai, o Complexo Xingu, o Grupo Rio
Novo, o Grupo Ta pi rapé c o Grupo Paredão.
5

A Suíte Mdamórfiça Bacaiat refere-se a rochas granuJiticas, anieriormenie


englobadas no Complexo Xingu Traia-se de um conjunto de rochas de caráter acido c
básico, denominados respecí iva mente de Knderbito < a e h /eira (enderbitos. charnoquitos e
granoblastitos) e Piriçlasity Kio Preto No domínio das folhas Serra Pelada e Serra dos
Carajás são registradas ocorrências de cobre, ouro e feno associados a estes litotipos

O Complexo Xingu compreende rochas gramlóides mfracrustais representadas por

termos tonaliticos e granodioritioos Ocorrem ainda metabasitos do tipo anfiboliio,


tratando-se de rochas cm diferentes estágios deformacionais. variando de pruto a
ullramilonitos As ocorrências de cairo estão associadas as /onas de cisalhamento

O Gmp9 kio rypvo constitui uma scqiiência supracrusial de rochas mctavulco-


sedintentares, exibindo características de um segmento tipo greenstane Mi É
representado por termos maficos-uliraniaficos (basaltos, gabros. nontos e metabasaJtos) e
sedimentos químicos c elásticos (abundantes quart/itos. metaienitos, filitos. quartzo-cJorna
xistos e formações ferriferas bandadas) subordinados No âmbito das folhas Serra Pelada e
Serra dos Carajas sào registrados inúmeros garimpos de ouro relacionados a estes litotipos

O Cru po lapiraiK deito mi nação formal introduzida pela CPRM (I994J, era
anteriormente englobado no regionalizado Complexo Xingu E representado por um
conjunto de de rochas de natureza basica, com predominância de ortoanfibolitos. quan/itos
e cherts subordinados Não ha referência quanto a sua vocação mineral

O Grupo Paredão, denominação introduzida pela CPRM para descrever os


sedimentos constituintes da serra homônima, e representado por arenitos orloquartziticos, e
subordinadamente por arenitos arcoseanos e conglomcràúcos, grau vacas e conglomerados

O Cinturão Araguaia e representado pela Formação Xambioà, Formação Pequi/eiro


e a Formação Couto Magalhães

A Formação Xambioá e constituída por um conjunto de xistos paradernados com


predominante associação de quartzo-bioúta-museovtia, com granada e epidoto como
minerais adicionais São registradas ocorrências de garimpos de ametista e cristais de tocha

S50 KM *■
A Formicio Pfuutairo e constituida por um conjunto de rochas psamo-peliticas.
com dominância de quaruo-ctorita-moscovita xistos Não há registro de ocorrências
minerais associadas a estes luoúpos

A Formação Couto Magalhães c constituída de rochas mdasscd: mentares, que


compreendem fibtos, quartzo-senc ha- dorita xistos e ardósias Subo rd i nadamente ocorrem
siIêxitos e fòrmaçdcs ferrifeas bandadas São registrados ganmpos de cristais de rocha

ü Fanerozóico é marcado pelo magmahsmo básico associado ao regime tectònico


distensivo do Mesozoico, sendo reconhecido na região o l>iiliiiiio Ciiruru, que encontra-
se intrudido em várias das unidades descritas Ocorrem ainda Coberturas Latemícas do
Terciano e Coberturas Ouari emanas

b) Geologia Kstmlural

1
A região da Folha SB-22-X-D inclui quase que exclusivameme a unidade
geotectónica denominada de Cinturão de Cisa lha mento I laca eu nas, caracterizado por um

regime compressivo obliquo que sofreu reirabalhamento por sistemas transcorremos, bem
como produtos dos regimes tectônicos atuantes no PTolerozoico.
)
O Cinturão Itacaiúnas inclui unidades de infra e mesocrosia (Suite Metamorfica
Sacajai, Complexo Xingu e Granito Plaque) e supracrusiais (grupos Tapirapé, Misterioso,
üuritirama. Rio Novo. Aho Bonito, Salobo e Grão Pará) A análise geométrica-cinemática
realizada peio DNPM (IW1), permitiu caracterizar dots domimos estruturais distintos
cavalgamentos imbricados c transcoTTcncias.

O Domínio Imbricado esia relacionado a uma cinemática essencial mente


compressiva que é representada por sistemas de leques imbricados. Este domínio foi
intensamente retrabalhado pelo regime direcional resultante da superposição de eventos

tectônicos-deformacionais Neste dominio a fbliação miloniiiea é bem desenvolvida,


apresentando padrão anastomosado. que pode ser observado tamo em macro como meso e
microescala As lineaçôes são tanto do tipo mineral quanto de estiramento, sendo a primeira
quase que exclusiva dos liiotipos do grupo Tapirapé

850 85-trfíO
7

O Domínio Transcorrentc e bem desenvolvido, constituindo um conjunto de


sistemas ç /onas de cisa lha mento transcorrerdes. representadas sistemas transcorrentes
Carajás. Cinzento, Bumirama e Misteriosa
Araújo et ol.f 1 OSti) definiram o Sistema Carajás como uma estrutura em flor
positiva, de idade arqueana, a qual sofreu forte inversão estrutural, em decorrência da

atuação de sistemas compressivos de caráter obliquo e com cinemática sinistrai,


desenvolvendo uma deformação diferenciada das bordas Imais intensa) para o centro
(pouco ou nada deformadas) nas unidades envolvidas f.s tas observações, no entanto, não
slo total mente aceitas devido a insuficiência de dados alegada pior alguns autores

O Sistema Cinzento foi descrito oficiaJmente por Cosia & Siqueira (1990), que
identificaram duplex compressivos e distensivos e estruturas em rabo de cavalo neste
sistema, que segundo os mesmos autores sofreram transiensão, iranspressào e iranstensão

A foliaçio milonitica é novamente a feição estrutural predominante c melhor


desenvolvida nos litotipos Outras Feições associadas a este dom mio são as bandas de

cisalhamento, bandamento composicional, foliaçâo S/C, feições lineares, além de


dobramentos de pouca expressão
)
Ocorrem ainda desconti nu idades que datam do Protcrozòico, principal mente falhas
e fraturas airviplanares, sendo estas produto de reativações de estruturas pretéritas
(arqueanas) Da mesma maneira, as descontinmdades fanerozoicas são reativações das
desconiinuidades proterozóicas

t) Geologia Econômica

A região em apreço encontra-se inserida na Província Minera) de Carajás, sendo


notória sua potencialidade econômica, em virtude das inúmeras ocorrências minerais de
valor oeonòmico Dentre as ocorrências sc destacam os jazimentos dc ferro, manganês,
cobre, zinco, etc., além de pedra semipreciosas e pedras de revestimento

850 3>t,Xo
8

Ferro

As ocorrências de ferro foram descobertas em 1967, e estão relacionadas


estratigraficamente a Formação Carajás, do Grupo Grlo Pará. O minério é essencial mente a
hematita compactada, ocorrendo dois níveis de minério intercalados por um nível de estéril
de natureza mática

As reservas podem ser divididas de acordo com o teor do minério, em duas classes
jazidas de alto teor (>64%) e jazidas de médio teor (55% a 63,9%) As reservas geológicas
totais de ferro do Distrito Ferrifero da Serra dos Carajás é de 17.8 bilhões de toneladas, com
teor médio de 66,1% Fe (CPRM. 1994)

Manganês

Esse bem mineral foi descoberto pela CVRD em 1971 em consequência das
pesquisas complementares para o minério de ferro

A mineralização encomra-se inserida nos mi ca-xistos intercalados com quarizitos

micáceos e quanzilos bandados do Grupo Burilirama Na superfície encontra-se


ocorrências secundárias em solos lateriticos, comendo blocos maciços de manganês
(CPRM, 1994).

A reserva está estimada em 65 milhões de toneladas de minério.

Cobre

Existem dois tipos de depósitos de cobre: um do tipo Cu (Au, Ag, Mo) e outro do
tipo Cu (Zn), conhecidos respectiva mente como jazidas de Salobo e Pojuca.

As mineralizações do depósito Salobo ocorrem como minério sultétado e minério


alterado, sendo que o primeiro ocorre nas formas disseminadas, de sulfetos maciços e
preenchendo fraturas, o segundo é constituido de minerais secundários de cobre.

A mineralização Cu (Zn) do depósito Pojuca eslá inserida nas rochas bandadas


( formações Ferriferas) sob a forma de disseminação.

S50 854/Ko
As mineralizações de ambos os depósitos estão relacionadas a uma filiação
vulcanogénica, associada a zonas de cisai hamento, e hospedam-se em formações ferriferas
A génese do depósito Pojuca é sugerida como resultado de alteração hidrotermal das
vulcânicas básicas da Formação Parauapebas

As reservas calculadas para os dois depósitos são Salobo 3A - 1,13 bilhões de


toneladas de minério com teor de 0,86% Cu, com Au, Ag e Mo associados, Pojuca ■ 48
milhões de toneladas de minério com teor médio de 0,00% Cu e 8,6 milhões de toneladas
com 1 % Zn.

Ouro

Os depósitos de ouro da região de Serra Pelada tém como peculiaridade o percentual


de paládio associado, onde podem ser distinguidos très tipos mais frequentes: ouro amarelo
(I a 2% de Pd), ouro fmo (1 a 7% de Pd) e ouro Tsombriir9 a 10% de Pd), podendo
ocorrer participações maiores atingindo 25 a 50% de Pd

Os depósitos apresentam elevado grau de iniemperismo, tanto em superfície como


em subsuperficie. Ocorrem associados as zonas de falhas e cisalhamenio.

Outra reserva importante é a mina igarapé Bahia, que atualmente encontra-se em


produção na média de 4^2 ton. por ano. com uma reserva estimada em 8,4 ton. de ouro
IV-GEOLOGIA LOCAL

A região a ser pesquisada abrange a porção extremo sudoeste da folha 5B-22-X-D


(Marabá), compreendendo sequências metavulcanicassedimeniares e gnaisses de
composição tonalitíca a granodioriticaí Figura 02)

As litologias do Grupo Rio Novo são as de maior distribuição geográfica, e

compreendem uma sequência supracmstal m et avulcan o-sedimentar, exibindo


características de um seguimento tipo Greensíone Bell, e compondo uma larga variedade de
tipos geológicos. Os representantes metassedimentares são principal mente quaruitos.
metarenitos, filitos e formação ferriferas bandadas O complexo máfico-ultramáfico
acamadado é constituído principal mente por aníibolilos, metabasahos, gabros, norilos e
basaltos. São observados diversos garimpo de ouro associados a estes litotipos, bem como
associações geoquimicas de Cu-Pb-ZN-Ni-B-La e NB .

O Complexo Xingu também tem ampla distribuição na área. sendo constituído


principal mente de rochas infracrustais representadas por gnaisses dc composição tonal iti ca
a granodioritica e enclaves de metabasitos do tipo anfibolito
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Areia. irgilfts c níveis de cascalho
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} Contate Pcm Formação Couto MagalhJçA Rx mctasscdimcnlares
(filrtoi, qtzo scncita k íh o s , fililos c ardosasj
) Contato aprmtimado Ppq Formação Pequuctro Rx paamo-fKftttak. cora
dominância qtzo-nutscavita-dnrni
) Awm de cisalhiimcnli)
cz Pxb FomBÇKQ Xambicé. Xiiios pBWÉBrrvpdlQS cor
dominância de atao-biotita-rauscoviia
I incamcnlo
[3 Ppa Grupo ftircddu Arem los arenitos, arcoseanos
Eatradi pavimentada coagjomet ático

listrada sem pavimentação Ala Grupo Tapnpá Metabasilos e subordinada mente


*t«U4-*ClÍltolÍt»CO»

*o| Rio Am | Grupo Riu Nu v o SeqOêncta meta> ulçamvsedimcntar

Àcx Complexo Xingu üiunsscs dc eompoa içào grmxutòwJe


tJp« UiiialiiL* gnuiodionlos, tnclave* de an fi Mito*
/ Surte McUmírtki Haotjai Granuliios básicos
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M A P A GEOLÓGICO

Local DisCnio Município Easadu


SERRADO MARABÁ MARABÁ PARÁ
SERLNÜ

SUBSTÂNCIA ÁREA ESCALA; Data


OURO 10.000 ha 1:150.000 MAICV93

Requerente; RcAj^íifisãvd Tédn ka

MAí ilR MINERAÇÃO LTDA


CL AUDI A CFRVEIRA OE At MUDA
12

V- P LA IMO DE PESOL ISA

Os trabalhos programados para a área a ser pesquisada constarão de 5 etapas

í* 1 Etapa- Preparação de Campo, com pesquisa bibliográfica, interpretação de


sensoriamento remoto, aerogeofisica regional e planejamento dos trabalhos.

*> II Etapft* Reconhecimento Regional- com coleta de sedimento de corrente,


reconhecimento geológico e estudos experimentais de geoquimíca de solo.

*1" lll Etapa- Levantamento de Serm-detalhe. com abertura de malhas de geoquimíca


de solo, mapeamento geológico de sembdetalhe em escala de 1:10.000 a 1:5.000,
levantamentos ex perimem ais de geofisica terrestre, abertura de trincheiras e poços, foros de
irado mecânico e foros de sondagem de reconhecimento,

*5* IV Etapa- Detalhamento, com o adensamento das malhas, mapeamento geológico


)
) de detalhe cm escala de 1:5.000 a 1:1.000, geofisica terrestre de detalhe, detaJhamento de
) furos de sondagem, estudos de cálculo de reserva.
1
I ❖ V.Etapa- Estudo de viabilidade econômica, com foros de sondagem, ensaios de
) beneficiamento, análises físicas do minério e lavra experimental

♦ 1 ETAPA

Preparação de Campo:

Esta etapa constará de pesquisa bibliográfica acerca dos trabalhos realizados na


região, com o objetivo de adquirir o máximo de informações a respeito da mesma,
J
facilitando desta forma a execução dos trabalhos de campo.
>
\ Será providenciada a aquisição de imagens de satélite na escala 1:100.000, imagens
de radar na escala 1 250 000, bem como bases cartográficas que complementem os
conhecimentos acerca dos acidentes geográficos, vias de acesso, etc

Também serão executadas interpretações de levantamentos aerogeofisicos


disponíveis, procurando separar as unidades mais interessantes para prospecção de metais

S50«54'Hõ
13

♦ il ETAPA

Reconhecimento regional:

Está etapa consistirá no reconhecimento geológico regional da área e na


amostragem de sedimentos de corrente.

O mapeamento geologico seguirá a metodologia clássica , onde serão reconhecidos


os litotipos aflorantes, rd ações de com aio, medidas de atitudes das estruturas existentes,
alterações, confecção de perfis, visando sempre o entendimento do quadro geológico

A amostragem de sedimento de corrente (Anexo 111) prevista inicial mente, terá a


densidade aproximada de uma amostra por quilômetro quadrado, que serão analisadas

principal mente para Au (ppb), As, Cu, Pb, Zn e Ni Posteriormente, de posse dos
resultados, outros elementos poderão ser analisados

A amostragem consistirá na coleta de aproximadamente 500 gr de fração argilosa


em leito ativo das grotas de terceira ordem, evitando-se ao máximo a presença excessiva de
matéria orgânica

Os locais amostrados serão marcados com sigla adequada, em árvores ou


afloramentos, facilitando desta forma a execução de trabalhos fu tu ms.

Além da amostragem de sedimento de corrente serão feitas amostragens de


concentrado dc bateia, nas grotas de segunda e terceira ordem, com contagem de pinias e
posterior análise química.

Amostras de rochas frescas serão coletadas sempre que possível, para posterior
análise petrogràfica, quando julgado necessário.

Com base nos resultados obtidos na prospecção geoquimica. aliada ao mapeamento


geológico, e considerando os dados de aerogeofísica, serão selecionadas as áreas mais
favoráveis para a etapa seguinte (se mi-detalhe).

S50 854/80
u

* III ETAPA

Levantamento de Semí-detalhc

A partir dos alvos selecionados em etapa anterior será desenvolvido o trabalho de


se mi-detalhe, que constará de mapeamento geológico, abertura de malhas, trincheira e
poços, nos quais serão feitas amostragens de sedimento de corrente, bateia, solo e rocha.

Às malhas iniciais terão as transversais distanciadas em 400 melros, com


amostragem de 20 ou 40 melros. Posteriormente , de acordo com os primeiros resultados,
os halos anômalos serio adensados para 200 metros, com detalhamento até 100 metros

As amostras de solo serão coletadas de maneira tradicional, através de buracos com


cerca de 50 cm de profundidade, evitando-se a matéria orgânica Cada amostra lera o peso
aproximado de 500 gr, que após secagem e preparação das amostras, serão enviadas para
análise.

Em áreas com coberturas lateríticas também serão coletadas amostras para analises
geoquimicas, uma vez que as mineralizações de cobre, níquel e ouro estão associadas com
este tipo de alteração.

A coleta de rochas ficará a critério do geólogo responsável, procurando amostrar os


litolipos significativos, que apresentem características de mineralizações primárias.

O mapeamento geológico deverá sc restringir principal mente a área da malha,


envolvendo análise estrutural com vista a definição dos sistemas controladores das
mineralizações e a possível geometria dos corpos Os trabalhos de reconhecimento de
grotas e igarapés, além de outros acidentes geográficos serão importantes para a confecção
de mapas em escala 1 25 000 a 1 10.000, que auxiliarão nos futuros trabalhos de geofi si ca
terrestre.

Os furos de trado serão realizados de acordo com os resultados da geoqui mi ca de


solo As zonas que apresentarem anomalias serão delimitadas por furos de irado, que terão
em media uma profundidade de 10 a 15 metros, visando chegar a profundidade da
mineralização superficial A amostragem será feita de metro em metro, ou de acordo com
as iitologias

S50S54 üo
As trincheiras e poços serão abertos nas principais anomalias geoquimicas, visando
a definição de trentk ou estruturas relacionadas as mineralizações.

A escavação das trincheiras poderá ser manual ou mecanizada, de acordo com os


acessos disponíveis A largura será de 0f80 ma 1,00 m, onde a profundidade não deve
exceder a 3,00m. Deverão ser tomadas medidas básicas de segurança na execução destes
serviços.

Poderá ser efetuado um programa de sondagem para reconhecimento li to lógico


associado à mineralizações Serão furos rasos, atingindo no máximo 100 ã I50m de
profundidade, ou até atingir as zonas de mineralizações em rocha fresca.

* IV k t a f a

Levantamento de Detalhe:

Na fase de detalhamento o principal objetivo será a delimitação dos corpos


mineralizados. Para isto contará com o auxílio de métodos geofísicos (principalmente
magnetometria e IP), com o objetivo de separar faixas anômalas, para locação dos furos de
sondagem.

É importante ressaltar que a locação dos furos terá como base a integração de todos
os resultados dos trabalhos realizados anteriormente

A fase dc sondagem será dividida em duas etapas, reconhecimento c adensamento


Na etapa de reconhecimento serão executados furos para visualização das mineralizações
associadas ás thologias e principais feições estruturais, definindo o principal controle
responsável pelas mineralizações.

A fase final da sondagem culminara com o adensamento da(s) malha(s) da fase


anterior, objetivando sempre a delimitação e controle dos corpos mineralizados.

Nesta fase, devido a definição dos principais alvos a serem detalhados, serão
construídos os acampamentos de apoio e estradas de acesso

Os acampamentos terão os piso de cimentados, janelas idadas. telhas de amianto,


podendo ser de alvenaria ou de madeira, dependendo da necessidade.

♦ vETAPA

Viabilidade Econômica

As análises físicas do minério serão executadas principal mente em testemunhos de


sondagem As principais análises fi si ca s serão de densidade e mineralogia, com algumas
análises de geotecnia

Poderá ser projetado o trabalhos subterrâneos com shafts e galerias, no caso da


necessidade de grandes volumes do minério de rocha fresca, ou se justificar a lavra
subterrânea

Os ensaios de bcneficiamcnto serão testados com grande volume de minério. Serio


submetidos aos testes os minérios oxidados e sulfctados.

Com isto, as analises químicas serão feitas em grande quantidade conforme os tipos
de minério encontrados
No minério oxidado, somente após a definição dos agentes de lixiviação a serem
aplicados, se chegará ao fiuxograma final, considerando minério composto de Cu e/ou Au
e/ou Ni.

ü mesmo ocorrerá para o minério sulfetado. onde somente após os estudos dos
processos hidrometaiurgicos. será elaborado o fluxograma ideai

Concomitantemente será desenvolvida a lavra experimental, que além do


planejamento da futura lavra, serão obtidos dados econômicos para o estudo de viabilidade
econômica do projeto.

Parâmetros de custo de desmonte, extração e transporte do minério serio


dimensionados nesta fase

11ma lavra dc 30% a 50% do volume planejado a ser desmontado mensal me me, será
considerado suficiente para a obtenção dos dados necessários para os estudos finais do
empreendimento ã ser desenvolvido.

850 854/Jio
17

\U ORÇAMENTO PUTA LHA PO

Os orçamentos da pesquisa programada, foram baseados em trabalho executados


pela empresa em outras áreas na Região Amazônica.

VI. 1 - Infra-estrutura

Os principais custos de Infra-estrutura, se relacionam ao apoio aos trabalhos de


campo Podemos destacar os seguintes itens'

a) Acampamentos
b) Acesso e transporte
cj Comunicação

>
a) Acampamentos

Está previsto a construção de um Acampamento Central, que ficará próximo da


estrada principal.

O acampamento central será composto de 04 acampamentos, sendo


\
* 01 Acampamento do staff, composto de 01 escritório e 03 dormitórios,
* 01 Refeitório central com cozinha para braçais,
* 01 Dormitório geral,
* 01 Ambulatòrio/almoxarifado;
* Banheiros

Terá um motor gerador central de 15 KVA, bomba d água e 03 caixas d àgua de


1 000 litros cada

Todos os acampamentos serão tciados e cobertos com telhas de amianto, e o total


construído será em tomo de 560 m2

O custo considerando o piso de cimento c as paredes de tábua, será de R$ ÍS.QO/rrP


)
Deverá ser acrescentado os custos dos móveis, fogão, freezer, motor gerador, etc.,
além dos apetrechos necessários que estão orçado em R$ 10.000,00

850 854/Xo

}
JK

Com isto. o total da montagem do acampamento central será de RS 31 280,00


Os acampamentos de campanha ou volantes, cstáo orçados cm RS 3 8QÜ.OO , que
serão utilizados nos 02 primeiros anos de pesquisa Prevê-se cerca de 06 acampamentos
deste tipo a serem utilizados durante toda a fase de pesquisa . que custarão o total de
RS 22.800,00

b) Acesso e Tnnsportr

O acesso aos alvos mais interessantes, serão através de estradas abertas por tratores
tipo D-6

Com Lodo o apoio logístico t mecânica, combustivd, etc ). o custo do trator D-6 ou
similar na Região, atinge o custo de RS 75,00/hora A mobilização e desmobilização por
temporada de trabalho está orçado em RJ 3 000,00

O total de estradas planejadas, será a partir do 2° ano. com uma media 15 km por
ano

Considerando um média de IkmAüa, teremos

273eAno = 15 km - ] 5 dias x 8 horas = 120 x RJ 75,00 - RS 9 000,00


Mobilização/desmobilização KJ 3 000.00
R$12 000.00

O cusio anual dc aberturas de estradas sera RS 12 000.00 \ 2 r RS 24 000,00

A construção de pomes de madeira, será provisóna com colocação de troncos


lavrados seguros por cabo de aço Estão previstos 05 trabalhos de 01 motossemsta em
06 braçais em regime parcial Foi orçado um total de RS 5 000.00 para a construção de
04 pontes

c) Comunicação

Todos os acampamentos de campanha ou volames terão rádios transmissores que


diariamente se comumcaráo com o acampamento central, onde o radio permanecerá ligado
o dia inteiro

850 451 Sr.


19

Para a comunicação com os escritórios de Belém ou Rio, será via fone, através de
bases de rádio telefonia em Tucumã, bastante utilizados no interior do Estado

A aquisição de 04 rádios transmissores e bale nas está avaliada em R$ 4.800,00,


com gasto mensal em radio telefonia em tomo de RS 300,00

Com isto, lemos como Orçamento de Infra-estrutura para o Projeto no período de 03


anos

Acampamento Central R$ 31 280,00


06 Acampamentos Campanha RS 22.800,00
Abertura de estradas RS 24,000,00

Construção de pontes de madeira RS 5 000,00


Aquisição de rádios transmissores RS 4 800.00
Rádio telefonia RS 10 800,00

Total RS 98680,00

VI.2 - Topografia. Cartografia e Desenho

Neste item não será incluído os trabalhos de abertura de malhas e picadas, pois,
estes custos serão destacados no item de prospecção geoquímica.

Os gastos deste topico. serão em relação aos trabalhos específicos de topografia, tais
como: determinação do norte verdadeiro, confecção de perfis para locação de furos de
sondagem, locação de furos de sondagem, etc

Os trabalhos em Cartografia, serão principal mente a determinação de pontos


importantes através de GPS (P A, afloramentos, etc.)

Os desenhos serão executados em AutoCad.com isto, estão previstos:

• Topògrafo+aparelho — 10 dias/mês RS 14 400.00/ano


• [ opografo Geodésico+aparelho — 30 dias/ano RS 7.200,00/ano
• Desenhista AutoCad+equipamentos-- (integral) RS 39 720.00/ano

Tolal R$ 6 ] ,320,00/ano

Pelo período de 03 anos. teremos: RS 61 320,00 x 3 = RS 183.960,00

850 854/8o
20

V1.3 - Mapeamento Geológico


)

) Durante a pesquisa geológica do Projeto, serio necessários 02 geólogos em regime


) integral para a execução dos mapeamentos geológicos Além disso, haverá custos de
> estudos petrográfícos e consultoria especializada.
)
) O custo mensal dos geólogos (01 Jr. e 01 Pleno), será:
)
>
Salários Rí 5,300,00
Encargos Sociais RS 3 710,00

Assistência Médiea+seguros RS 400,00


Alimentação (campo) RS 600,00
Hospedagem (viagem) Rí 400,00

Deslocamento ao campo RS 1 000,00


>
Equipamentos Técnicos RS
> 100,00
Total
) R$11 510,00
)
Custo anual: RS 11. 510,00 x 12 - R$ 138 120,00 (A)
)
> Considerando mais 02 auxiliares, teremos. RS 1.590,00 x 12 - 19.080,00 (B>
)
A consultoria e petrografia terão as despesas de RS 11 200,00 por ano (C)
)
Temos: (AMBHC) = R$ 1Ó8 400,00/ano x 3 = RS 505 200,00

Vi.4 - Trincheiras t Poços

As trincheiras e poços serão executados visando


auxiliar e complementar os
trabalhos de mapeamento geológico, principal mente para definir quadro o geológico
estrutural, uma vez que a cobertura de soio na região atinge até 4m de espessura, sendo
desta forma de grande utilidade para a definição de anomalias geoquímicas c para observar
o comportamento dos elementos qui micos em relação ao enriqueci mento supérgeno

Estão programadas aberturas de I0ÜÜ m de trincheiras e cerca de 20 poços de


pesquisa durante o penodo de dois anos, totalizando 200 m-3 e 300 mJ respectivamente

As trincheiras poderio ser abertas manual mente ou com trator retnoescavadeira. Os


custos são bastante distintos, a saber

85Ü 8Í-Í XO
21

a) Trincheiras abertas com trator retroescavadcira

A adoção de trator com retnoescavadeira é mais vantajosa pela rapidez na abertura


das trincheira, porém necessita de limpeza na parede para mapeamento, e atingem o
máximo de 2,5m de proftmdidade, além da restrição, com relação aos acessos que
necessitam de abertura de estradas.

Considerando que 70% do total das trincheiras a serem abertas, serão através de
trator, teremos:

* Custo do trator retroescavadcira, incluindo operador, auxiliar, combustível,


manutenção, deslocamento, etc., será igual a RS 35,OOdiora, com uma produção média
de 100 nrVdia, temos 1.750 mV 10 = 17,5 dias x 8 - 140 horas
I40h x RS 35,00= RS 4 900,00

* Taxa de mobilização/desmobilização = RS I 000,00

Na execução da trincheira manual, será considerada uma produção média de


2, !6mVdia por dupla (cavador e pazeiro) com uma equipe total de 08 braçais e 01
encarregado. O custo por mi, foi calculado em RS 16,81 Desta forma, considerando 250
m! de trincheiras a serem escavadas escavadas, lemos: 250 x 16,81 - RS 4.202,00 .

É importante ressaltar que o custo da abertura de poços será proporcional a


profundidade prevista, visto que os fatores tempo e dificuldade de escavação terão grande
influência no custo final.

Os cálculos baseados nesta premissa, foram estimados de acordo com a


profundidade avançada. Os preços por nrt escavado são

* 0-2,50m —--------------------- R$33,23


* 2,51- 5,Q0m ------— R$41,48
* 5,01-]0,00m ------------------- R$44,45
* Acima de 10,00m--------------R$47,85

Estão sendo considerados somente poços abertos em solo ou rocha decomposta,


caso venha ocorrer o desmonte de rocha fresca, o preço sera maior.

850 854; Ho
Easeado nos valores acima citado, teremos um poço médio de J 5m de profundidade
no valor de RS (>48,75 que multiplicado por 20 poços = RS 12.975,00.
O total previsto neste sera

* 175 m1 de trincheiras (trator) Rí 4 900,00


* Taxa mobilização/desmobilização do trator R$ t 000,00
* 50m de trincheiras (manual) RS 3 360,00
* 250 m' poços de pesquisa RS 12.975,00
Total R$ 22.897.00

VL5 - Hrospecção Ctoquimín

Os trabalhos de prospecçâo geoquimica. irão abranger principal mente 03 tipos de


amostragem: a) Sedimentos de corrente e concentrados de batéia. b) Rochas e c) Solos.
Sendo que os trabalhos poderão ser desenvolvidos simultaneamente ou separadamente
>
a) Sedimentos de corrente e concentrados de batéia

A arca será total mente coberta por amostragem de sedimento de corrente, coletadas
em drenagens de terceira e quarta ordem. Está prevista a coleta de 100 amostras, atingindo
02 a mostra s/k nr

O custo por amostra coletada, que envolve 04 equipes volantes, constituídas por 04
braçais e 01 encarregado cada. será de RS 15,30/amoslra. No caso de concentrado de baleia,
terá um acréscimo de Rí 11,60/amostra. totalizando Rí 26,90 por amostra, o que resulta em
Rí 2.690,00

Para abertura de picadas à bússola e trena, com piqueteamento de 100 em lOÜm,


que darão acesso as margens dos igarapés, será usada uma equipe composta por 05 braçais
e 01 encarregado ou técnico, e custará em tomo de RS 180,00/km

Para o cobri mento da área de interesse, que atingirá aproximadamente 50km-, será
alocado o valor de Rí 9.000.00

O custo final da prospecção geoquímica de sedimentos de corrente e concentrado de


bate ia será de Rí 11.690,00

850 854í8t>
23

b) Rochas

A geoquimica de rochas sera enfatizada durante o mapeamento geológico,


principal mente das malhas de solo

O principal custo da coleta, já está incluído no item do mapeamento geologico, e os


custos das análises sera destacado no capitulo das análises químicas

Estão previstas cerca de 02 amostras por km linear de mapeamento, atingindo o


máximo de 100 amostras

c) Solos

Os trabalhos de abertura de picadas serio executados em 02 etapas

1*7 .Abertura da linha base {LB) com levantamento plam-aiti métrico

Serio abertas perto de 50km. com teodolito, demarcação de 20 em 20m, e


amostragem de 40m, composta por 01 topógrafo e 05 braçais, terá um custo de 580,00/km,
atingindo a soma de RS 2 900.00

2o) Picadas transversais ou laierais. serão abertas com bússola c trena, em intervalos de 100
ou 200m equidistantes transversal mente à LB

O custo deste tipo de abertura, atinge RS 210,00/km

Com a previsão de abertura de 200km com 02 equipes de 05 braçais e 01


encarregado cada. teremos 200km x RJ 210,00 = RS 42 000,00

A coleta, piqueteamenio e etiquetagem das amostras, com uma equipe de 03 braçais


e 01 técnico, custará por amostra o valor de RS 4,96 Com a coleta de 3 000 amostras, o
total será de RS 14 880,00

Sendo assim, a prospçcção geoquimica de solos da principal área de interesse, será

* Abertura da LB RS 2 900,00
* Abertura de transversais RS 42 000.00
* Amostragem de solo(40m} RS 14 8 RO .00

Total RS 59.780.00

S50 *v| «o
Após os resultados da analise do sedimento de corrente, serão abertas malhas de
solo em locais dc pontos anômalos. A principio, serão malhas de 400 em 400m, com
amostragem de solo a cada 40m. que poderão ser adensadas caso apresentem valores de Cu,
Ní e Au interessantes Para isto, devido a grande extensão da arca, existe u previsão do
mínimo de 50% do que já foi aberta, para novas áreas anômalas

Valor total da prospecção gooquimica de solo: RS 59 780,00 k 2 RS 89 670,00

V),6 * Prusperçio Gfflfijáí

Os principais métodos a serem utilizados serão a magnetometria/Tadiometna e a


polari/acÂo indu/ida (IP). visto que estas duas metodologias tem se mostrado bastante
satisfatória, de acordo com a experiência da própria empresa

a) Magnomctria s Radiomcma

hstas anomalias destacam principal mente as formações ferriferas e as rochas


máficas-ultramá ficas. que são as mais importantes hospedeiras do minério de Cu, Nit e Au

O espaçamento das medições utilizadas será de 25m, abrangendo perto de lOGkm


lineares

O custo do levantamento de magnetometria e radiometria terrestre, está orçado em


RS 15.000,001 RS 150,00/km linear)

b) Polarização Induzida 11 P )

Devido a característica da mineralização da ares com sulfetos maciços (> 50% do


volume total) e disseminados, o método de IP. será dc grande valia para o auxilio na
determinação dos corpos mineralizados.

O arranjo à ser adotado será dipolo-dipolo com espaçamento entre os eletrodos de


50 em 5Üm.

ü total previsto sera de lOOkrn lineares, levantando transversais previameme


selecionadas pela geologia, gcoquimica e magnetrometria/radiometria
25

Será gasto em torno de Rí 150.000.00 para o levantamento completo da área


escolhida para este método, que cobre 100km linear a RS 1.5GÜ,Q0/km. As interpretações e
quantificações dos resultados estão induidos nos preços citados.

O levantamento completo da geofísica sera:

) * Magnetrometria/Radiometria RS 15.000.00
)
* LP. Rí 150.000,00
>

Total RS 165.000,00

VI.7 - Furos de Trado

Terão grande importância na avaliação do minério oxidado, bem como, no estudo


do enriquecimento supérgeno do minério

) Serão utilizados trados mecânicos, fabricados pela Trado S/A, de Belo Horizonte
> (MG), que possuem 0 de 2,5 polegadas.
>

) O custo por metro perfurado, incluindo mão-de-obra (04 pessoas+01 encarregado),


) combustível, manutenção, etc., foi calculado em R$ 17.58 por metro perfurado e
)
amostrado
)
A previsão de 50 furos com a média de 15m de profundidade, confere o total de RS
13.185,00.

VI.8 - Sondagens

Como já descrito no capitulo dos planos dos trabalhos de pesquisa, o trabalho de


sondagem será dividido em 02 fases /

Considerando a profundidade, média de cada furo em tomo de lOOm na primeira


etapa, com um custo médio de Rí ySy(Í0/metro perfurado, incluindo todas as despesas de
logística, manutenção, material de reposição, etc., teremos o orçamento discriminado

850 854/Hb
1* FíS( (Reconhecimento)

* Taxa de mobilizaçao/desmobilização RS 30.000,00

• 3 OOOm x R$ 95,00 = Rí 285 000,00


Total RS 315.000,00
2* Fnsf (Dftültitiinen(of

* Taxa de mobilização/desmobilização Rí 45 000,00


* 10.OOOm furos x RS 95,00 = RS 950.000,00

Tola) Rí 995 000,00

Deve ser acrescido o custo da descrição e serragem de testemunho, que envolverá


01 a 02 geólogos e 02 braçais.

Os valores calculados são:

* descrição de testemunho 1,57/metro


* serragem e amostragem - IJO/metro

Considerando cerca de 70% dos Furos serrados e amostrados temos.

9.100 mx 1,10 = RS 10.010,00

O Lola] de gastos no item sondagem será:


13.000 metros perfurados = RS l .310.000,00

Descrição K$ 20.410,00
Serragem e amost ragem RS 10.0 J 0,00

Total RS l 340 420.00

VL9 - Análises Qiiimicas

Para cálculo do orçamento das análises químicas, é importante destacar o custo do


frete das amostras, visto que os principais laboratórios se encomram distante da Região á
27

ser pesquisada Sendo assim, será considerado o vaJor do transporte aéreo até o Rio ou Belo
Horizonte, que atinge RS 2,75/amostra

A preparação das amostras, que envolve a secagem, quarteamemo e pulverização,


será executada pelo laboratório de analises, a um custo de RS 1,20.

Os métodos adotados para as análises dos elementos, serão em sua maioria, via
absorção atômica, com abertura por água régia ou ácidos. Sendo para Au, o método por
será fire-assay ”
O Au será analisado em valores de ppm para as amostras de rocha ou minério e para
sedimentos de corrente e solo os valores são em ppb

A principio as amostras serão analisadas para os elementos Au, Cu, Pb, Zn, Ni, Mo
e As. podendo eventual mente serem analisadas também para Co, Cd, Fe e Mn, para estudos
de correlação geoquimica.

O total de amostras a serem analisadas são

Geoquimica de solo 3,000


Geoquimica de rocha 100
Geoquimica de sedimento/concentrado 100
Análises de testemunho de sondagem
(70% do total perfurado) 9 500
Analises de furos e trado 750
Análises de trincheiras 1 000

Análises de poços 300


Análises de minério (benefíciamemo) 300
Total 14 650

Considerando o custo da análise química de Au + Elementos (Cu, Pb, Zn, Ni. Mo e


As) de R$ 9,00, somado ao iransporte (RS 2,75} e a preparação (RS 1,20) temos:

Rí 12,95 x 14,650- R$ 189 717,00

850 854/fta
2&

VI. 10 - Análises Fís ic a s do .Minério

Os principais estudos físicos da minério, envolverá densidade e estudos


mineralógicos.

Serão executados cerca de 50 lestes de densidade, pelo rrtéiodo de picnòmetro, e 10


estudos mineralógicos do minério, rejeito e encaixames

O custo final será:

* 50 testes de densidade = R$ 770,00


• 10 estudos mineralógicos - RS 26.400,00

Total = RS 27.170,00

VLll - F.nsaios de IJenrficiamento

Os ensaios de beneficiamento para o minério de Cu, Ni e Au, se dará em 02


estágios: minério sulfetado e minério oxidado.

Para ambos, os ensaios iniciais serão o mesmo, alterando somente no final, onde
serão executados testes de flotaçâo para o minério sulfetado, e de lixiviação para o minério
oxidado.

Os custos orçados para estes ensaios são'

* Preparação das amostras (20 amostras) RS 4400,00


* Concentração física (20 amostras) RS 14 720,00

* Percolação (lixiviaçào/minérío oxidado)(20 amostras) RS 81800,00

* hnsaios de beneficiamento final RS 122.400,00

Total R$222 320,00

VI. 12 - Lavra F* perime atai

Os custos da lavra experimental será baseado em extração por tonelagem.


O valor excede o valor total á ser calculado para a lavra final do minério, devido o
baixo volume á ser extraído.

850 SM St
29

O volume à ser Javrado sera de 30% do volume planejado mensal


O custo final está calculado em

* Extração (ton ) RS 4,95

* Transporte (lon.) RS 1,30

Total RS 6f25

Total a ser lavrado: 10.000 toa x R$ 6,25 = RS 625.000,00

Vi, 13 - Outros

Custos adicionais ou imprevistos, foram orçados em 5% do valor total.

850 854^6
VII- POTENCIAL MISERAI,

A área em questão, além de estar na vizinhança de grandes ocorrências como os


garimpos da Cutia e do Sequeiro da Formiga, e de um depósito aurífero (Serra l-estejf
possui as mesma características geológicas e litológicas destes potenciais minerais.

t notório o prosseguimento das faixas miloniticas que passam pelo Garimpo da


Cutia, para a área requerida, justificando desta forma toda possibilidade de estarmos diante
de uma área com grandes chances de descobrimento de um depósito aurífero, ou cupro-
aurífero, devido as fones anomalias de Cu, obtidas na vizinhança

Levantamentos aerogeofísicos comprovam o mesmo padrão magnético do conjunto


litoiógjco que englobam os garimpos supra citados , mostrando a continuidade destas
anomalias na referida área, atingindo seu l i m i t e a este da Faixa Araguaia
NORANDA EXPLORAÇÃO MINERAL LTV A, Relalórw Pü t c w Í de Pesquisa - S50.129/01 Pdgj 2/ 70

índice
L APRESENTAÇÃO.
I. I In t r o d u ç ã o e Obj e t iv o s ................................. .....................................
1.2 O Pe r e il e o En v o l v ime n t o d a No r a n o a e m n ív e l Mu n d ía l e l o c a l ..........
t .3 Ca r a c t e r ís t ic a d o s Pr o j e t o s d e e x pl o r a ç ã o d a No r a n d a e m Ca r a j á s

—zruu
2. LOCALIZAÇÃO. ACESSO E ASPECTOS SÓCIO-ECONÔMICOS____________
2.1 As pe c t o s Sócio - Ec o n ô mic o s e Po l It ic o s . IPÍFM __II
3. FISIOGRAFIA__________________ ™._____________ .12
—fMrn

vUMA
cÁrn

ruMMiMiimiAiauJbuiAi

Hid r o g r a f ia .. ............ hllilblbM rÍTP*M1^1I

Souo e Ve g e t a ç ã o .....
GEOLOGIA REGIONAL .13

GEOLOGIA DA AR EA DNPM HM W29/DI......... ,21


5.1 Es t r a t ig r a h a e Un id a d e s Lit o l ó g k :a s ............. ................... *____ _______________ 21
5 ;2 Ge o l o g ia Es t r u t u r a l e Co n t e x t o Ge o t e c t ô mc ori.T.l.iTii a.. .. li. ... ..li.. . J .. ... «. ». > •f c . - f c

5.2.1 Os sis lemas Hidrate rmais relacionados a mineralizações Cu-Au............. ...................... ............................26
5.2:2 Considerações sobre o ambiente tectônico.„„.........„,................. ............. .......„+*«**«................................28
5223 Contexto Geotectónico Regional e Mineralizações. .......................................................................29
5J A As s in a t u r a Ge o f Is ic a d o s De pó s it o s d e Ou r o e Co b r e ... .... ...................................................................31
53. í /ídãgrtetonselrta*.' ...............................«...... s . , , . . . . . . . i . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .51
53.2 Radiometría.. ....... ....................................... .................... —,,...................................... ........................... 32
5.4 Mo d e l o s Ge n é t ic o s pa r a Min e r a l iz a ç ã o d e Co b r e e Ou r o n a á r e a ............ ......... ......... ™...... ......... „..32
5.5 Mo d e l o Ex pl o r a t ó r io Pa r a Min e r a l iz a ç õ e s d e El e me n t o s d o Gr u po d a Pl a t in a n a Pr o v ín c ia

5.6 De pó s it o s Min e r a s Impo r t a n t e s e Re c e n t e s De s t o b e r t a s n a Pr o v ín c ia Ca r a já s _________ _______34


5.6.1 igarapé Bahia (Au) - Reservas; 81,2 toneladas de Au - Teor médio: 4:75 A...............................................34
5.6.2 Serra Pelada ou Serra Leste (Au) - Reservas; ISO toneladas de Au-(Pt-Pd) 34
5.6.3 Satobo (Cu-Au) - Reservas: U7 Bt @ 0.96% Cu e 032% Au................................................................. ........ 35
5.6.4 Alemão (Cu-Au) - Reservas: /70 Mt % 1.82% Cu e 0.8 A Au............ „„„............,...... ,...... ................. ........36
5.6.5 Cristalino (Cu-Au) ~ Reservas: -500 Mt @ 1.0% Cu e 0.6 gA An......................................................... ,,....36
5.6.6 Sossego (Cu-Au) - Reservas: ~350Mt <& 13% Cu e 03gA Au..................................... .................,.™.„..+-36
5.6.7 Águas Claras ( Cu-A u) ................ ... .................. ........... ....................... . ,. .......................................... . 37
5.6.8 Pojuca (Cu-Zn) - Reservai: 58 Mt @ 0,9% Cr e* 8.5 Mt @ /% Zn ........... .............37
5.6.9 Vermelha (Ni) - Reservas: 44 Mt ® 13% NL..................... .......................................... ....... ....... ..................37
5.6.10 Serra dos Carajás (Fe) - Reservas; 20 Bt 0P 65% Fe............. ......„..... .....................................................37
5.6,1 J Azul ( M n ) - Reservas: 65 Mt GP 35% Mn.............................................................................................. 38
5.6.12 Buntirama ( Mn ) - Reservas: 19 Mt <& +40% Mn.......... .................... ................. ....................... .—38
5.6.13 Outras Ocorrências Significativas de Cobre na Província de Carajás..................................................... 38
5.6.14 Luanga (Cr-Pt-Pd)................................... .—............................................................................................. 38
5.7 Po t e n c ia l do Dís t r rro d e c ar ai ás e Cr it é r io s d e Ex pl o r a ç ã o ■P HHM*•-*■■•#*#MÍ-fcir*■T■tfi ....38
6. METODOLOGIAS DE PROSPEÇÃO MINERAL EXECUTADA PELA NORANDA „
6.1 Gbo q u Imic a d e s e d ime n t o d e Co r r e n t e ............. .............. ......................... ................ ........ ,..... 39
6.2 Gf j o q i ?Imic a d e So l o s ..................... ...... ........... ................................ .................... ........ ™..... 39
6.2. / Preparação e Análise das Amostras de Solo..............— ............................................... ......... ....... ......... 40
6.3 LrrOGBOQUlMICA................. ............. .................. ...... .............................. ..................... ............. .40
6.3.1 Preparação e Análise das A mostras de Rocha............... ....... .................................... ...... .... ............... 40
6.4 Ge o f ís ic a Te r r e s t r e .............. ............. ............. ............. ............. ............. ............ ............. ............. ...........
6.5 So n d a g e n s Di a m a n t a d a s ................... ......... .................................*.... ...... ........ ................ ........... 41
6.5. / Preparação e Análise das Amostras de Testemunhos de Sondagem................................... ...... .........—... 41
7. TRABALHOS REALIZADOS E RESULTADOS DA PESQUISA. ,.4I
7J LANDSAT............ ............... .................... .42
NORANDA EXPLORAÇÃO MINERAI, LTPA. Relaiònc Parcial àe Pesquisa - 850,129/01 Pág, 3/ 71 1
7.2 GfcOUsiCA AÉREA.................. ........... , , , , .... ............ .
7.3 Se d ime n t o s d e c o r r e n t e ... .......................................... ...............................
7.4 Ut o c e o q u Imk :a .............. ...... ........ ................ .......... ...... ...... ......... ............ 46
7.5 Ge ü q c Imic a d e So l o s .............. ............ ............................ ......... . ..... ..... ...... .47
7.6 So n d a CiEm Ro t a t iv a Ex pl o r a t ó r ia ............................ ............................. .*50
8. JUSTIFICATIVA PARA O PROSSEGUIMENTO DA PESQUISA_________________ .59

9, TRABALHOS PROPOSTOS*. 60
9.1 ET AP AI: GERAÇÃO DE ALVOS ..... ............. ....................................................
9.1.1 Abertura de Picadas e amostragem de sotas „ ............. ......... ............. ............... __ __________ ...62
9.1.2 I*e\witamentos Geofísicos Terrestres..................... .............................,.................. ........ ...„...........«...... 62
9.1.3 Abertura de Trincheiras ................................... ... *.....................62
9.L4 Sondagens Exploratórias...................................................................... .................... ...... ....................... 62
9J.5 Lcúmiwnenlo Toptfgráficos de Detalhe........... ................... ................................. ........ ................................ 63
9.2 ETAPA II - Av a l ia ç ã o d e Re s e r v a s ............... *........ ........................ ...................... ____________ «63
9.2. J Sondagens Diamantadas paro Definição de Resmas Minerais............ .......... ...........
9.2.2 A valiação. Modelagem e Estudos Estatísticos das Resenas Minerais..................
9.2.3 Ensaios Tecnológicos - Caracterização do Minério......................................... 64
9.2.4 Estudos de pré-viabilidade de aproveitamento do minério................ ........ ............. ............................... 64
9.2.5 Relatório Final de Pesquisa ........................................ ..................................... ...... . .............................. 64
93 PlANEJAMENTO E CONTROLE AMBIENTAL..™. „*„*.*.-*.**__.*____ ___ ._____ *____65
10. CRONOGRAMA« ___ 66

IL ORÇAMENTO__________________ ______ ___ ______ „__________________ *______________ ____________ 67

12. CONCLUSÕES____________________________________________________________________________ 68

13. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.......................................................... ......................................................... 69


NORANDA F.XPLORAÇÃO MINERAL LTDA. Refaií™ Parcial de ÍYn ju ís i - 850.129/01 Pdg.: 4 /71

RELATÓRIO PARCIAL DE PESQUISA

Processo ONPM n° 850.129/01

1 ■ Apr e s e n t a ç ã o

l-l In t r q d u c Aq e Qb ie t iv o s
A Noranda Exploração Mineral Ltda. (NORANDA), apresenta neste Relatório Parcial de
Pesquisa os resultados dos trabalhos efetuados até o momento na área correspondente ao
processo DNPM n1 850.129/01 r cuja autorização para pesquisar minério de cobre, numa área
de 10.000 ha, foi outorgada pelo Alvará n° 10.256, publicado no DOU de 27/11/2001.
Este relatório apresenta os resultados obtidos durante os trabalhos de pesquisa mineral
desenvolvidos no Projeto Sereno, numa área localizada nos Municípios de Curionópolis e
Eldorado dos Carajás, Estado do Pará*
Incluímos ainda as justificativas técnicas para o prosseguimento da pesquisa, juntamente
com o programa de trabalhos e o orçamento para os próximos 3 anos.
A NORANDA EXPLORAÇÃO MINERAL LTDA., é uma sociedade por cotas de
responsabilidade limitada, com atos constitutivos arquivados na junta Comercial do Estado
do Rio de Janeiro sob o nú 24.025, em 21/10/1971, transferida para Junta Comercial do
Estado de Minas Gerais através do n° 3120636558-1, por despacho em 31/10/2001, com sede
na Av. Afonso Pena n° 2770, 2rt Andar, bairro Funcionários, Belo Horizonte, Minas Gerais,
CEP: 30130-007; Telefone: (31) 3280-4400, Fax: (31) 3280-4411; inscrita no CNPJ sob o i f
34.270:603/0001-25, que tem como objetivo social a pesquisa, lavra e exploração, em seu
nome ou de terceiros, o comércio e a indústria de minérios e metais em geral, e a
participação como acionista ou cotista no capital de outras empresas.
A NORANDA possui no momento, um escritório operacional na cidade de Parauapebas,
Estado do Pará, à Rua MHH/ n°, 117, Bairro União; Telefone (91) 346-2127, Fax: (94) 346-1780.

1.2 O Pe r f il e q En v o l v im e n t o d a No r a n d a e m n Iv e l Mu n d ia l e l o c a l
A NORANDA é a subsidiária brasileira controlada majoritariamente pela NORANDA INC.,
sociedade constituída de acordo com as leis do Canadá, com sede em Cümmercc Cúurt West,
Toronto, Canadá, urna das maiores companhias do mundo do setor de mineração e metais.
A NORANDA INC., em suas operações e escritórios no mundo inteiro, emprega mais de
15,000 pessoas, e seus ativos consolidados totalizaram, no final de 2002, US$ 7.2 Bilhões, É
uma das maiores produtoras de zinco e níquel do mundo e uma expressiva produtora de
cobre, produtos primários e artefatos de alumínio, chumbo, prata, ouro, ácido sulfürico e
cobalto, É também uma das maiores empresas no setor de reciclagem de cobre, níquel e
metais preciosos secundários. Vende artigos, produtos com valor agregado durante sua
produção e produtos fabricados, a seus clientes no mundo inteiro,
Âs ações ordinárias da NORANDA ÍNC, são cotadas nas maiores bolsas de valores do
Canadá, existindo, aproximadamente 241 milhões de ações em circulação, A Broscan
Corporation, sua maior acionista, possui aproximadamente 40% das ações ordinárias da
NORANDA INC,
O seu campo de atuação é bastante abrangente, operando 15 minas, 18 usinas metalúrgicas e
11 fábricas, em 17 países. Suas atividades são administradas nos seguintes grupos: cobre e
reciclagem, zinco, alumínio, magnésio, níquel (Falconbridge), exploração e projetos de
desenvolvimento. ^
NORANDA EXPLORAÇÃO MINERAL LTDA. Relatório PenM de Pesquisa - 850*129/01 Fàg.: 5 / 70
No Chile, a NORANDA INC. está operando uma fundição de cobre, através da sua.
subsidiária (100%) Fundição Aitonorte S-A. Esta opcração de fundição encontra-se
atualmente em fase de expansão, que deverá resultar na duplicação da capacidade de
tratamento de concentrados para atingir um total de 820.000 toneladas anuais. Esta expansão
resultará na produção anual de 290,000 toneladas de cobre e 700.000 toneladas de ácido
sulíúrico. Adidonalmente, a NORANDA INC. controla 24% da Mina de Collahuasi através
da sua participação de 59,2% na Falconbridge.
No Peru, a NORANDA INC- tem uma participação de 33,75% na Mina de Antamina (Cobre-
Zinco-Prata) localizada no leste dos Andes. Com um investimento total de
aproximadamente US$ 23 bilhões, que representou o maior financiamento para atividade
mineral, concedido por bancos internacionais, já registrado na história. A operação
comercial do depósito foi iniciada no final de 2002 e a produção deverá atingir um total de
270.000 toneladas de cobre e 163,000 toneladas de zinco por ano, durante sua vida útil
estimada, no mínimo, em 20 anos,
A NORANDA INC, é uma empresa estrangeira que tem direcionado grande parte de seus
investimentos em exploração, mineração e refino de minérios para a América do SuL A
companhia tem também um histórico de investimentos no Brasil onde seu controlador
majoritário está operando há mais de um século. A Brascan do Brasil é uma subsidiária da
Brascan Corporation irar, que controla a companhia estrangeira privada, registrada no Brasil
com uni ativo avaliado em mais de US$1 bilhão no final de 1998. A Brascan Brasil tem sede
no Rio de Janeiro e possui uma carteira de investimentos diversificada, incluindo imóveis,
hotéis, atividades bancárias, serviços financeiros, agricultura, silvicultura e mineração. Esta
última através da CESBRA S.A., que atua na produção, metalurgia e química fina de
estanho. Os investimentos da NORANDA no Brasil portanto, terão a vantagem dos 100
anos de experiência das operações da Brascan.
O orçamento global do grupo NORANDA para projetos de exploração em 2004 é de
aproximadamente US$ 40 milhões. No Brasil, está previsto um orçamento de
aproximadamente USS 3,4 milhões para geração de projetos, que deverá ser ampliado à
medida que os trabalhos de pesquisa se encaminhem para as etapas de detalhe. Cabe
salientar que o objetivo da NORANDA no Brasil é encontrar e adquirir projetos de pesquisa
que resultem em empreendimentos mineiros de grande porte, sem nenhuma restrição de
capital para os trabalhos de exploração necessários,
Este é o estágio atual da empresa no Pais, que através de sua subsidiária NORANDA
EXPLORAÇÃO MINERAL LTDA., busca por oportunidades de investimentos, seja através
de associações (“joml-uentures”L aquisições de propriedades minerais ou na habilitação de
áreas de pesquisa colocadas em disponibilidade pelo Departamento Nacional da Produção
Mineral - DNPM, Estas iniciativas vêm se viabilizando graças à vontade política do governo
em promover a competitividade entre as empresas que aqui atuam e, consequentemente, o
desenvolvimento do setor mineral brasileiro.
Finalmente; é importante ressaltar que m projetos nos quais a NORANDA EXPLORAÇÃO
MINERAL LTDA* venha a participar, haverá o compromisso de serem alocados recursos
técnicos e financeiros necessários à identificação do seu potencial econômico,
A NORANDA é extrema mente comprometida com o desenvolvimento sustentável e com a
preservação do meio ambiente das áreas onde atua. Engajada em unia atividade que envolve
a exaustão de recursos naturais, esse compromisso significa preocupação imediata com os
impactos sociais e ambientais nas áreas de operação e suas vizinhanças. Consciente dos
riscos envolvidos na sua atividade, a Noranda é um dos poucos grupos de mineração a ler
uma vice-presidência executiva especifica para os assuntos de segurança e meio ambiente,
onde as diretrizes mundiais para área são estabelecidas seguindo os mais altos padrões de
qualidade e tecnologia de disponíveis.
NORANDA EXPLORAÇÃO MINERAL LTDA. Relatório Parem! de Pesquisa - 850.129/01 Pag, 6/ 7C
Desde sua constituição no Brasil a NORANDA investiu cerca de US$ 8 milhões em projetes
de pesquisa mineral e seu orçamento para o ano de 2004 é da ordem de US$ 3,4 milhõesT
Atualmente estão em curso programas de pesquisa em várias áreas na região de Carajás, As
áreas encontram em diferentes estágios de pesquisa, algumas das quais já em estágios
avançados*

1.3 Ca r a c t e r ís t ic a pq s Pr o j e t o s de Ex pl o r a ç ã o da No r a n d a em Ca r a j á s

A Noranda tem atuado por toda a região de Carajás, e vem desenvolvendo trabalhos tanto
de cunho regional como de cunho locai, na avaliação do potencial mineral das unidades
geológicas que compõe a Província Mineral de Carajás» Â área de atuação do projeto
Carajás/Noranda abrange parte da região sudeste do Estado do Pará (Figura 1). Portanto,
ressalta-se que o projeto em questão, Sereno (DNPM 850,129/01), faz parte de um extenso e
duradouro programa de exploração que inclui um conjunto de áreas e tem como objetivo a
descoberta e operação de minas de cobre, ouro, níquel e/ou elementos do grupo da platina
nesta região do país (Figura 2),
Desta forma, a Noranda tem investido na geração de dados de cunho regional que
permitam um entendimento cada vez mais detalhado do cinturão* Um exemplo é o trabalho
de foto-interpretação em escala 1:250.000 que visou a identificação de lineamentos
estruturais e elementos tectônicos regionais que eventualmente exercem controle na
formação dos depósitos de cobre-ouro (Figura 3). Presente mente encontra-se em curso um
programa de foto-interpretação de detalhe em escala 1:50.000. Este abrange nove áreas,
inclusive a área do Projeto Sereno (850,129/01). Este levantamento tem como objetivo
principal auxiliar a definição das unidades líto-estratigráficas, caracterizar os principais
elementos estruturais, reconhecer regiões favoráveis à circulação de fluidos hidrotermais e
indicar potenciais alvos de pesquisa (veja Figuras 2 e 3). Outra iniciativa foi a condução de
vários levantamentos aero-geofísícos de detalhe, com linhas espaçadas de até 200 metros,
que tiveram a função de orientar os trabalhos de prospecção, pois permitiram selecionar e
priorizar áreas (Figura 4).
O programa de exploração da Noranda em Carajás foi dividido em dois grandes blocos,
Oeste e Leste, em virtude de condicionantes locais como infra-estrutura e acesso, O Bloco
Leste é definido pelas coordenadas 535.000 mE, 690.000 mE, 9.220,000 mNe 9,400.00 mN, e
Inclui a área do Alvará n£ 10.256/01, referente ao processo DNPM 850.129/01, Ressalta-se
que o Bloco Leste foi e tem sido intensamente trabalhado pela Noranda, Como se pode
observar nas Figuras 2 e 3 este Bloco inclui áreas que foram intensamente trabalhadas
incluindo toda a variedade de investimento em exploração que vai desde levantamentos
geofísicos aéreos e terrestres, até campanhas de sondagem rotativa, como é o caso do projeto
em questão. Observe que a Noranda investiu até a presente data mais de USD 5/000.000 em
projetos de exploração somente no Bloco Carajás Leste, incluindo desde levantamentos
geofísicos aéreos e trabalhos de mapeamento, até a amostragem de sedimento de corrente,
solo e rocha, Finalmente, salienta-se que os trabalhos de exploração mineral da Noranda são
conduzidos por uma equipe especializada e particularmente treinada para atuar na região,
incluindo: 6 geólogos seniores, 2 geólogos junior, 5 técnicos de geologia, e 6 auxiliares de
campo, bem como suporte técnico especializado fornecido por terceiros que incluem
empresas de sondagem, geofísica e consultoria de qualidade internacional.
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NORANDA EXPLORAÇÃO MINERAL LTDA. Relatório Parem! de Pesquisa 850.129X11 Pàg.: 7/ 7(

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Figura 1 - Mapa de localização regional da Província Mineral de Carajás, com indicação da


área do Projeto Carajás, da Noranda,
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NORANDA EXPLORAÇÃO MINERAL LTDA. Rciniório Parem!de Pesquifa - 85Q.UWÍ

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Figura 2 - Mapa geológico do Cinturão CuproAurífero de Carajás mostrando as áreas de atuação da Noranda/Falconbridge, A província foi
dividida em dote grandes blocos regionais. Oeste e Leste, em virtude de condicionantes locais de acesso e infra-estrutura, A seta vermelha ressalta
a localização da área do Projeto Sereno - DNPM 850.129/01 A seta negra ressalta o Bloco Sereno que constitui um conjunto de áreas de interesse
da Noranda/Falconbfidge Brasil.
NOKANDd £XPLÜ/MÇi40M/NERAL LTDA. Relatório Parcial de P&quisa ■ $50,129/01 Pà$,; 9/ 70

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Figura 3 - Mapa de lineamentos e estruturas foto-interpretadas do Cinturão Cupro-Aurífero de Carajás. As estruturas de escala regional
encontram-se indicadas com traço mais intenso, enquanto os lineamentos de segunda ordem estão indicados com traço mais leve. A seta
vermelha destaca a área do Projeto Sereno - DNPM 850.129/01, enquanto a negra ressalta o Bloco Sereno que constitui um conjunto de áreas de
interesse da Noranda/Falconbridge Brasil.

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NORANDA EXPLORAÇÃO MINERAL LTDA. Relatório Parcial de Pesquisa - 850.129/01 Pdg.: 1 0 / 7 0

Figiira 4 - Novos dados aeromagné ticos (sinal analítico) do Bloco Sereno indicando a área DNPM 850.129/01, que junto com outras áreas
compõe um programa de exploração de abrangência regional. Observe a distribuição das campanhas de amostragem dc solo (linhas brancas),
rocha (triângulos negros) e sedimento de corrente (círculos amarelos). Os depósitos de Luanga e Serra Pelada foram indicados para referêncií
NORANDA EXPLORAÇÃO MINERAL LTDA Rrfatóne Parcial de Pesquto - 850.129/0

2. Lo c a l iz a c Ao , Ac e s s o e a s pe c t o s So c io e c o h ó mic o 3

A maior parte da área é formada por campos com pastagens para criação de bovinos, sendo
o restante composto por floresta nativa. Garimpes e atividades de extração manual, tradição
desta região até poucos anos atrás, pratica mente não existem mais, A mineração constitui
uma importante atividade da região com constantes descobertas minerais que movimentam
e promovem o desenvolvimento da mesma. A Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) é um
bom exemplo do importante papel das empresas de mineração no desenvolvimento desta
parte do País, promovendo investimentos consideráveis em infra-estrutura, como é o caso
da construção da ferrovia de 900 km que liga Carajás ao Porto de Ponta da Madeira, em São
Lufe do Maranhão. A cidade de Marabá é o mais importante centro comercial da região e
dista cerca de 600 km de Belém, capital do Estado do Pará, por estrada pavimentada, O
aeroporto de Marabá possui voos comerciais diários para Belém e para Brasília em aviões do
tipo Boeing 737 e Foker 100. O aeroporto de Carajás, localizado entre o Núcleo Urbano da
CVRD e a cidade de Parauapebas, possui voos comerciais para Araguaína e/ou Brasília, e
para Belém.
A área em questão está localizada na porção sudeste do estado do Pará na divisa dos
municípios de Curionópolis e Eldorado dos Carajás, situando a cerca de 80 km a sudoeste da
cidade de Marabá (Figura 5), O acesso à área é feito a partir de Marabá através da rodovia
PA-150 até a cidade de Eldorado dos Carajás, percorrendo-se cerca de 100 km. A partir desta
percorre-se 16 km na direção oeste até a entrada do acesso a Serra Pelada. Finaimente
percorre-se aproximadamente 10 km no sentido norte por estrada não pavimentada
alcançando-se a área do alvará - DNPM 850.129/01 (Figura 5).

2.1 As pe c t o s Só c io - Ec o n ó m ic o s e Fq l It ic q s
À área em questão tem tradição em atividades de mineração, o que coloca as autoridades
locais e a população geralmente informada a respeito dos trabalhos de exploração mineral na
região. Garimpos e atividades de extração manual tem sido mínimos na região atualmente,
entretanto um novo tipo de organização vem surgindo com força também na região. Trata-se
do movimento dos "Sem Terras" que ocasiomlmente provoca conflitos com proprietários de
terras e autoridades locais, problemas que vem sendo paulatinamente solucionados. As
comunidades indígenas vivem em pequeno número e em áreas isoladas, no entanto, as
reservas indígenas oficiais ocupam extensões significativas de terra, as quais apresentam
legislação específica para atividades de mineração.

Desde a década de 70 os recursos minerais de Carajás passaram a ter importância estratégica


para o Brasil, sendo alocados para a região recursos financeiros para obras gerais de infra-
estrutura. Estas obras causaram modificações profundas na região promovendo um rápido
desenvolvimento com surgimento de novas cidades que vem sendo melhoradas a cada dia
que passa. Este rápido desenvolvimento causou certo impacto dentro de algumas
comunidades, como por exemplo, na cidade de Marabá cuja população cm 1970 era de
24.000 habitantes, passou a 60.000 em 1980 e hoje já chega a quase 200,000 habitantes.
Atualmente a infra-estrutura das cidades da região é considerada boa, com facilidades para
comunicação, energia elétrica, transporte, hospedagem e redes bancárias. A cidade de
Parauapebas situada a cerca de 60 km a oeste da área do Projeto Sereno, dispõe de boa infra-
estrutura dispondo de boa rede de serviços, agências das principais redes bancárias e bons
recursos de hotelaria,
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850.129fG1

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Figvrti 5 Mapa de localização da ãrca do Projeto Sereno - DNPM ftSO. 129/01. A malha
municipal é mostrada ím diferentes cores e os acessos pavimentados em branco e vermelho.
Em preto está indicado o limite da Roresta Nacional de Carajás para rvíeréncia.

3. F i s i os n *f ia

3.1 CUMA
A área está insenda numa repilo de clima do tipo Am, segundo a classificação de Kdpen,
com características de tropical-úmido de monção com precipitação excessiva durante alguns
meses, onde a estação chuvosa situa-se entre os meses de Novembro e Abril, com
precipitação média de 25U mm, enquanto que os meses mais seciw, junho c Julho, mostram
precipitações inferiores á Wl mm que correspondem ao melhor período para execução de
trabalhos de campo, A temperatura média mínima anual fica entre de 10 a 26“^ e a média
máxima de 25 a 35“ C. O clima ê característico da região amazônica com precipitação
pluviométrica anual média de l.TUÜ mm.
3.2 Hid r o g r a f ia
O sistema hidrográfico é representado predominantemente pelas bacias dos rios
Parauapebas e 1 tacai unas. O Rio Parauapebas, tributário direito do Rio Itacaiúnas, apresenta
NQRÂNÜA EXPLORAÇÃO MINERAL LTOA. Relatório Porás! de Pesquisa 850.129/Ü1 J%j 13 / 7!
ao longo de seu curso cachoeiras e corredeiras que dificultam a sua navegação. Set
principais afluentes são os Igarapés Canastrão, Sossego e Rio Plaque, Enquanto que no Rio
Itacaiúnas, tributário da margem esquerda do Rio Tocantins, com afluentes os rios Pi um,
Catete e Tucum, e o Igarapé Piranhas, e da mesma forma que no Rio Parauapebas, a
navegação é difícil em virtude de inúmeras corredeiras.

33 So l q e Ve g e t a ç ã o
Na área da folha das Serras de Carajás o solo encontrado na região pode ser dividido em: i)
Latossoto: friáveis, porosos e permeáveis, com fertilidade baixa, ocupando a região da Serra
dos Carajás e desenvolvem-se predominantemente sobre os metabasaitos; ii) Podsolos;
ácidos, com fertilidade baixa, argilosos, desenvolvidos em terrenos sua ve mente ondulados,
sob um tipo de floresta mista de babaçu e floresta aberta, e; iii) Lrfrlfiros: ocorrem como
manchas dentro dos solos podzôlicos, com fertilidade variável, relacionando-se a relevo
montanhoso, fortemente ondulado e em áreas aplainadas,
A vegetação dominante é subdividida em três unidades ecológicas: i) Floresta Densa
Montana: caraterizadas por árvores de grande porte e copas amplas, intercaladas por
espécies mais finas; ii) Floresta Densa Submontana: é formada por árvores de médio porte,
uniforme, onde predominam guambas, e nos vales encontram-se castanheiras; iii) Floresta
Aberta, aparecem cocai e o cipoal intercalados nas depressões mais rasas com babaçuzais,
entretanto parecem bastante devastadas para a formação de pastagem; iv) Área de Mistura;
caracteriza-se por uma vegetação densa e baixa, que lembra o cerrado, e; v) Vrgcriicilo
Eselerófita: ocupa a região das formações ferríferas, tendo aspecto arbustivo esparso, com
um tapete formado por ervas tenras e cipráceas delicadas.

4. Ge o l o g ia Re g io n a l
A Província Mineral de Carajás está inserida na porção sudeste do Cráton Amazônico, norte
do Brasil, onde se destaca a grande extensão de rochas arqueanas retrabalhadas durante o
Ciclo Transamazônico (ca, 2.0-18 Ga) - Figura 6. A região, que cobre uma área de
aproximadamente 400 x 500 km, estabilizou-se tec tônica mente no final do ciclo
transamazônico (Paleoproterozõico) e tem como limite leste a faixa de dobramentos
Paraguaí-Araguaia formada durante o Ciclo Brasiliano de idade Neoproterozóica, A oeste
são observadas rochas Pre-Cambrianas da Província Tapajós e a sul e norte a província
Carajás é coberta por sedimentos Fanerozoicos. Â estrutura predominante está orientada
entre E-W e ESE-WNW marcando principalmente as deformações ocorridas durante o
Arqueano e Paleoproterozóico onde se destaca também o intenso magma tismo granítico com
vulcanismo ácido localmente associado na região de Carajás.
Á província de Carajás pode ser dividida em 2 blocos geotectônicos: a sul, corresponde aos
terrenos granito-greenstoncs do Supergrupo Andorinhas; e a norte, apresenta um
embasamento mais antigo, onde são observadas rochas dos Complexos Xingu e Pium, sobre
o qual foram depositadas sequências vulcano-sedimen tares arqueanas que hospedam
importantes depósitos de metais-base, ouro, ferro e manganês.

O empilhamento estratigráfico esquemático e a distribuição das unidades geológicas estão


indicados na Figura 6. As principais unidades presentes na Província Carajás sâo descritas a

O Complexo Xingu, de idade Arqueana, representa o embasamento da Província Mineral de


Carajás. A denominação desse complexo ficou dê uso consagrado após utilização desta
denominação nos trabalhos do Projeto Radam, CPRM, Sudam e Idesp. É entendido como
-VMVÍlfíC

FLS.; 2à-
NORANDA EXPLORAÇÃO MINERAL LTDA Relatório Portal de Ptúfuta 650 12ffll Pàg : 14/ 7)
constituído por u it u i associação áci d a-má fica. típica de terrenos Arque anos e resultante
inteiao refrabalhamenlo ou remobíJização crustal de rochas pretéritas durante a evolução do
Cinturão Cisalhamento Maçai unas, tendo ainda rejuvenescimento térmico,, sendo o Ciclo
TrsnsainazAnico responsável pelo surgimento de lineamentos regionais VVNW, Ê constituído
por rochas mesomisteis de composição granodiorítka e tonalítica/ trondhjemitica (Silva ei
dL 1974} formados há, 2.859±2Ma (Machado et alv 1988) e com retrabaihamento em 195ÜMa
(Tassinari & Uasei, 1980), Os principais termos lí to lógicos são; gnaísses, grau uli tos,
anfibolitos e rochas catadãsticas. Exibem uma associação mineral formada por plagioclásto,
quartzo, mkrodina* biotita e secundariamente homblenda, moscovita, epidoto, opacos,
Htanifa, apatita e zircâo. O metamorfismo atingiu a fácies anfibolíto estando associado aos
estágios de deformação milonitka. São rochas com anlsotropi a estrutural marcante. Também
é caracterizado pelo fraco sinal magnético, que por vezes é mascarado pelas fortes anomalias
das formações ferríferas e das unidades máfico-ul trama ficas adjacentes.
O Completo Pium compreende urna sequência de rochas granulíticas de alto grau que
afloram a nordeste da Serra do Carajás e da Serra do Sereno. Ê formado por rochas má fico-
ultramá ficas estratificadas, de fácies granulí ticos, representadas principal mente por
piroclasitos, charmxkitos, kinzigitos e enderbitos. Os granulitos máftcos são melanocráticos
e porfiróides, com textura granobUstica, sendo compostos por hipersténio. labradoríta,
homblenda e apatita, enquanto que os granulitos ácidos são amsotrõpicos, e apresentam
textura granoIcpidobUstica e protorniJonitização superposta, sendo constituídos por
quartzo, cordierita, biotita, clorita, opacos e zireão. As unidades formam uma sequência
himodal, onde as unidades apresentam afinidades cálcio-alcalina e toleítica,
respectiva mente. Datações Ar/ Ar mostram idades superiores a 2*7ÜQMa para o evento
metamórfico, tendo ainda um episódio termal registrado em 1 *900Ma (Rertne et ilv 1988, in
Araújo e Maia, 1991),
O Complexo Grattito-Ctwissko Estrela é formado por um conjunto de rochas com
variações morfológicas, composic ionais, metamórficas, deformacionais e geofísicas
marcantes. As variações litológkas apresentam composição essencial mente granítica com
tipos tonaliticos, granodiríticos e graníticos, além de lotai mente ocorrer migmahtos. O
metamorfismo situa-se no limite entre o médio e o alto grau, Há variações nos padrões de
deformação, havendo desde termos fortemente foliados até os isòtropos. Em termos
li toquí micos, a suite apresenta características toleítícas com enriqueci mento em ferro. Os
dados aerogeofísicos magnéticos mostram valores modera d os a altos, e radiométrkos em
tomo de 2000-4000 cp». Os granitos SaBobo e Itacoiúnas são comia tos ao Complexo Estrela.
NOIWWrM EXPf.OR,40toMíNÊR>U LTDA. Relatório Pardal de Pesquisa - 85Q.Í29/ÜI

JMM r*ÉM _45ÓÔM mt_ ^OOOOO mE_ .550000 mE. ,000000 mE_ J50000 mt.

Sereno
DNPM
850.129/01

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L^m
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c-

Fíjwrü 6 - Mapa geológico regional do Cinturão Cupro-Aurífero de Carajás situando a área DNPM 850.129/01 em relação as principais unidades
estratigráficas. Veja legenda na próxima página.

DDUlSfiálMtt
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NORANDA EXPLORAÇÃO MINERAL LTDA. Relatório Parcial de Pesquisa - 850.129/01 Pdg.; 16/ 70

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Figura 6 (Continuação) - Coluna e.stratigráfica simp li ficada e legenda do mapa geoldgico regional do Cinturão Cupro- Aurífero de Carajás,
NORANDA EXPLORAÇÃO MINERAL LTDÁ. Rjtíulórk) Pnrçsul de Pesquisa * S5Q+Í2B/Q1 f
A Seqilência Metavuícano-sedimentar Indiferenciada engloba os grupos Tucumi ,
Sapucaia, A quiri, São Félix e São Sebastião,
O Grupo Tucumã é formado por uma sequência metavulcano-sedimentar a qual é
subdividida em três sub-unidades; 0 metamàficas com intercalações metassedimentares e
meta vulcânicas ácidas subordinadas, metamorfisadas em condições de fácies Xisto Verde,
deformados sob condições de regime dúctil, tendo foliação de cisalhamento, textura
granonematoblástica, e texturas reliquiares blastofíticas, São compostos por actinolita-
tremolita e plagioclásio, epidoto, clorita, seriei ta, quartzo, opacos, apatita e titanita.
Associados ocorrem xistos básicos# serpentinitos, mctaperidotitos, talco xistos, biotita xistos,
clorita xistos e metagrauvacas; ti) metassedimentos com subordinadas intercalações de
rochas metabásicas, metamorfisados em condições de fácies Xisto Verde. Sâo compostos por
filitos, clorita (biotita) xistos, metarenitos líticos, metarcóseos e formações ferríferas
bandadas, e subordinada mente anfibolitos, actinolita xistos, tremo li ta xistos e vulcânicas
félsicas, com foliação milonítica marcante, e; Ui) meta vulcânicas ácidas, metarenitos e
metarcóseos e conglomerados de matriz sítico-ferrugínosa. O Grupo Tucumã apresenta
vocação metalogenética para Au, sulfetos maciços, e ferro.
O Grupo Sapucaia é constituído essencialmente por; i) metassedimentos; quartzitos,
localmente formações ferríferas bandadas, xistos, tendo textura lepidoblásHcas, xistosidade
marcante c metamorfismo em fácies Xisto Verde; ff) metafeteitos; compostos por quartzo,
plagioclásio, biotita, ortoclásio, epidoto e opacos; iií7 metamafitos; actinolita xistos, compostos
por actinolita-tremolita, plagioclásio, quartzo, clorita, epidoto, titanita, apatita e opacos,
tendo ainda textura blastofítica relíquia r localmente preservada, e; iv) meta ui tratnafitos;
xistos, produtos de intenso processo deformacional, compostos por actinolita-tremolita,
antigo ri ta, crisotila, antofilita, talco, clorita e opacos, metamorfisadas em condições de fácies
Xisto Verde. O Grupo apresenta potencial para ferro, ouro, amianto e metais base (sulfetos).
O Grupo Âquiri é composto por quatro conjuntos litolõgicos (Oliveira cf ai, 1994); í)
Metamdcãnicas Ácidas, que ocorrem como intercalações em meio as metamá ficas e
metassedimentos, apresentando foliação milonítica marcante. Compõe-se de quartzo,
feldspato potássioo, plagioclásio, biotita, muscovita, actinolita, cloríta, apatita, opacos e
zireão; ii) Metamàficas, com subordinadas intercalações de metassedimentos (quartzitos
micáceos), sendo formados por metabasitos finos, xistos actinolí ticos, com textura
granonematoblástica a blastofítica, com mineralogia a base de actinolita, tremolita,
plagioclásio, quartzo, epidoto, opacos, titanita, apatita, biotita e clorita; Ui) Metassedimentos,
dominados por quartzitos micáceos, filitos ferruginosos e formações ferríferas bandadas, e;
iv) RochasSed intenta res  muimetamarftsadas, representadas por arenitos arcoseanos, porém de
pequena expressão. O metamorfismo do grupo varia do anquimetamorfismo à fácies Xisto-
Verde. As unidades estão imbricadas, sendo a deformação mais forte nos contatos entre as
unidades e no plano da estrutura. Ocorrem anomalias geoquímicas do tipo Cu-Fb-Co,
Anomalias magnéticas se destacam nas rochas mãficas e formações ferríferas, enquanto que
a radioatividade destaca-se nas meta vulcânicas ácidas. Os recursos minerais limitam-se a
formações ferríferas e alguns garimpos de ouro.
O Grupa São ScbastMo foi descrito originalmcnte como pertencente ao Grupo Grão Pará
(Silva et ah, 1974, e Schobbenhaus et al, 1981). É formado rochas metassedimentares e
metamàficas, dominadas por metarcóseos, metarenitos e quartzitos micáceos, metabasitos
(ortoderivados, compostos por piroxênio, anfíbólio e plagioclásio, e secundariamente,
cloriUi, epidoto, quartzo, titanita, apatita e opacos, e em geral com textura subofífica), com
formações bandadas, metamorfisados em fácies Xisto Verde. Anomalias geoquímicas
mostram a associação Cu-Fb-Co. Os valores magnéticos situam-se entre SQO-lÜOOfft, e os
radiométricos entre 875-lOGGcps. Apresenta alguns garimpos de ouro.
O Grupo Sã o félix é constituído por metassedimentos, metamàficas e sobordinadas
formações ferríferas, meta vulcânicas ácidas e metaultramãficas. O contato entre as unidades
se faz através de zonas de risalhamento dúctil Os metassedimentos compreendem
jrtrm':

NORÂNDA f Xf tO MÇA O MINL7 ÍA L LÍD A Réatóriú Fantal de flsfHiüi ■ ÉSO.Í29A)I Pdg.: 18/ 7é f
metaienitos, metarcóscoii. metagrau vacas, filitos, xistos, quarízitos, e formações femíerJa Sm a
bandadas, com foliação milonitíca. As metamkânkas ácidas possuem toas cinza-esverdeados
e variados padrões de xistosidade As meUmáficas t melmHmmáfiats englobam m
aníibolitos/clorita xistos, metabasaltiWmetagabnis e serpentinitos. Mostram assinatura
geoqutmica multielementar (Cu-As, Cu-Zn-Ni, CoCr-Sc, Sc, V). A assinatura magnética
varia de forte (metamáficas e formações ferriferas) a fraca (sedimentos não fem*ginc*k)s),
enquanto que a radiometna é baixa em toda a unidade, variando de 875 a lOOOcps. O maior
potencial mineral são as formações ferriferas, e secundariamente o ouro.
O Grtíjfilí/icinto Rio Maria limita-se a leste e a oeste (através de zona de cLsalhamento
dúctil} com o Complexo Xingu, Grupo São Félíx e o Granito Plaqué, sendo localmente
recoberto pelas vulcânicas da Formação Sobreiro. Ê formado por granito ides leucocrá ticos a
mesocráticos, equigranulares a porfiriticos, composta por pLagíoclásio, microdina, quartzo,
biotita, homb lenda, epidoto, clorita, titanita, seriei ta, opacos, alanita, apatita e ztreão. As
rochas foram afetadas por processos de tectónica frágil, gerando cataclasitos. Trata-se de um
granito distensivo, an tenor a implantação do Cinturão de Cisalhamenío I taca tunas
Mineralizações de Cu, associado a feldspato, clorita e micas, em fraturas foram encontradas
a norte de Òurilãndia. Oliveira d at (1994) apresentou idades de 2.600-271X) Ma.
O Super^rupo Itacaiúiuis, de idade Arqueam recobre diseordantemente as rochas do
embasamento (gnaisses e granulitos). Apresenta-se dividido em:
Os Grupos Salobo e Pojuca, segundo DOCEGEO (1988), apresenta direções N7DW,
mergulhi>s sub verticais, e contém depósitos e ocorrências de Cu (Au, Mo, Ag), além da mina
de ferro Carajás. As rochas do Grupa Salobo são exala ti vas e estão fortemente afetadas por
deformações polifásicas mostrando grau metamõrfico de médio a alto, sendo dividido em
três formações: i) Formação Gaaissc Casuata, representa a base do Grupo Salobo, sendo
constituída por gnaisses compostos por plagíoclasio, quartzo, clorita, feldspato potássico,
turmalina, aIlanita, apatita, z.ircão, rutilo, sLllimanita e cordieríta. Além de gnaisses, ocorrem
aniibolitos e metapelitos; ff) ForrofoiP Trh Alfa, contém as mineralizações de Cu (Au-Mo* Ag)
da área Salobo. È constituída principalmente por metassedímentos, além de vulcânicas
básicas-intermediárias. Compõe-se de xistos com variadas proporções de quartzo, biotita,
almandina, fayalita, magnetita e Fe-anfibõ)io, a depender do componente sendo classificados
de 1 a 5. Os do tipo 1 e 3 hospedam a mineralização com teores de Cu entre 0,5% a superiores
a 1,5% (xistos ã magnetita), tendo ainda a presença de meta-igneas básicas-intermediárias e
lentes de formações ferriferas; rii) Formacão_Ctttzcnto; situa-se no topo do Grupo Salobo, e é
composta predominantemente por quartzitos.
A mineralização da Jazida de Cu-Au Salobo é essencialmente sulfetada e constituída por
bomita e cakocita, com quantidades variadas de calcopirita, com proporções menores de
molibdenita, cobaltita, ouro e prata. Nesta mesma sequência foi descoberto o depósito
Alemão, cujo corpo mineralizado apresenta orientação N45Er mergulho sub vertical, situado
na interface do domínio metassedimentar e metavulcãnico, cujas rochas mineralizadas são
brechas hidmtennais e bidrotermalitos ricos em magnetita, calcopirita, ouro, com
molibdênio, urânio e ETR.
O Grupo Pojuca é composto por vulcânicas básicas e intermediárias, com sedimentos
elásticos e químicos intercalados e graus metamòrficos variando de fácies Xisto Verde a
Anfibolito, hospedando depósitos de Cu e Cu-(Zn), com Au e Mo. A partir de anomalias
geoquímicas foram individualizados ainda quatro corpos O Grupo ainda possui
meta vulcânicas básicas-intermediárias hidrotermalisadas, anfibolitos, met assedímen tos
políticos e formações ferriferas bandadas, com intercalações de paragnaisses, ortoanfibolitos
e homblenditos.
O Depósito Pojuca consiste de uma espessa pilha de orto-anfibolitns intercalados com
formações ferriferas bandadas, sendo cobertos por arenitos e siltitos metamorfisados. Esta
sequência é cortada por diques e silk de metagabro e metadiabásiix e pelo granito
anorogénico Pojuca. Identificam-se os seguintes tipos de mineralização: f) associado aos
mfmm

NORANDA EXPLORAÇÃO MINERAL LÍDA Mtfàno Arraf de Pequim 850.mm 19/ 7C FLS2L.

formações féntfem, e íl) associado a veios hidn>termais, Feições de cisalhamento dúcfi


rúptil WNW com variações NE-SW e movimentação obliqua são bastante expressivos na
área.
O Grupo ImufeBlMt apresenta-se restrito à área da mina de ouro de mesmo nome,
encaixados por mchas da Formação Águas Claras e que, através de uma pequena janela
erosiva, deixam aflorar o Grupo Igarapé Bahia. É constituído por rochas meta vulcânicas
básicas, metapiroclásticas, além de formações ferriíeras, cortadas por vários diques de
composição básica. O metamorfismo foi dc baixo grau. Idade de Z577±72Ma (Ferreira Filho,
198?) foi determinada nos diques foãsict*s, sendo admitida como bem próxima ã formação
deste grupo. Nas brechas, as quais contém fragmentos de formação ferrífera, púmice, chert e
rochas básicas, a mineralização é mais enriquecida em Cu e Au do que nas encaixantes.
O Grupo Grão-Pará foi interpretado como sobreposta ao anterior (Dotegeo, 1988) sendo
composto por duas unidades (Oliveira et n!.t 1994): i) Fontiaçdo Pamitíipehas, a qual é
constituída por metavulcãnicas máficas (me taba sal tos), meta v u Icânicas félskas
(meta rioli tos/meta riodaciíos) em menor presença, metamorfisados em condições de fácies
Xisto Verde baixo a alto, Nos metabasaltos a textura reliquiar está bem preservada, sendo
constituído por ptagioclásío-actmolita, diopsidio (relíquiar), quartzo subordinadamente,
titanita e opac<w. Os mctarriolitos, me I a ri od ac i tos apresentam textura b lasl nptirfi ri tica o
assembléia mineral formada por quartzo, plagioclâsio* feldspato potássico, e minerais ferro-
magnesianos, e; ti> Formação Qirajds. sendo composta por formações ferrí feras bandadas, que
constituem os corpos de minério da jazida de ferro da CVRD. Os jaspilitos apresentam
baiidas ricas em hematita / mugnetita e bandas de j as per, com várias estruturas sedimentares
do tipo cuf-únd-fm, esferulitos, brechas intrafolíabi, sluntfi*. nódulos e veios. Idades U-Pb
indicam valores de 2.759±2Ma (Oliveira et ai 1994).
O Grupo Rio NovoIRio í resero é composto por metssedí mentos que constituem a Serra
do Sereno (Formação Serra Pelada), As rochas são quartzitos, metarenitos, filitos
ferruginosos, manganês iteros e grafitosos, talco xistos, anfibolitos, mvtabasaltos, gabn>sr
muitos e basaltos. Também ocorre um conjunto de lentes basicas-ultra básicas. Os processos
deformacionais foram heterogéneos, gerando diferentes graus de anisotropia nas rochas. As
características das litologias sugerem que a sequência faça parte de um grecnstone bett,
submetido a deformação heterogênea e poHfãsica, e metamnrftsada em condições de baixo
grau. Neste grupo está insendo o Complexo Máfico-Ultramáfico Luanga. Alguns autores
separam o Grupo Rio Fresco por descreverem o mesmo como discordantemente às rochas do
Supergmpo 1 tacaiúnas, caracterizando-o como produto de uma sedimentação transgressiva
com sedimentos elásticos grosseiros na base.
O Grupo Buritiramu é formada por rochas que fazem parte de uma sequência
supracrustal metassedimentar elástica composta por quartzitos micáceos, mica-xistos,
quartzitos bandados e xistos variados, além de uma seqüência química como os depósitos de
manganês (Buritirama) e camadas de mármore cákio-siücático. Possui idade Arqueana a
Paleoproterozóíca, kxralizandívse cerca de 30 km a nordeste de Salobo e 50 km a norte do
depósito de ferro de Carajás.
A Formação Água Clam$f de idade Arqueana, foi retirada do Grupo Rio Fresco após
estudos realizados durante a descoberta do depósito de Cu-Àu de Águas Claras.
Compreende arenitos e subordmadamcnte pelitos metamorfisados, em geral com aspecto
maciço. Os depósitos de Águas Claras, o qual está associado com shear zorra e falhas
normais de direção N20-40W/70NW, que cortam os síJhtos, arenitite», sr/is e diques de
diahasio sendo a mineralização de origem hidrotenmal (veios de quartzo com cassiterita e
wolframita, com silitificaçào, turma linizaçào, clorvtização, brechamento hidráulico,
acompanhados de calcopirila, pirita e arsenopiriia, subordinadamente pirrotita, esfalerita,
estanita, cobaltita, bismutinita. galena e magnetita). Nesta sequência também ocorre o
depósito Azul, de Mn, associado aos membros inferiores, intercalados nas sequências
metapeliticas na forma de duas unidades manganesíferas consistindo de rodocrosita.
NORANDA EXPLORAÇÃO MINERAI. LTDA. RHatórto P&raat rft* Rc&futut - 850 129/01 Ptigj 20 / íí"
quartzo, íílossilicatos, feldspato e matéria orgânica. O minério, de origem laterít ca.
desenvo!veu-se a partir de alteração e enriquecimento supergènkci. Ainda nesta sequênnaf
ocorre o depósito de Au de Serra Pelada/Serra Ix-ste o qual mostra uma geometria de um
sinelinal, cujo desenvolvimento está assodado com um sistema t rans tencionai dextra I de
direção ENE-WNW (dilatiaml envinmmetü), tendo o ouro depositado em brechas tectônicas
ricas em carbonatos e manganês. A sequência de sedimentos elásticos (arenitos) marinhos
rasos ã fluviais (Araújo éc Maia, 1991) foram intrudidos pelo corpo granítico Carajás,
formando o depósito de Cu-Au de origem hidrotermal de Águas Claras,
A Suite Intmsiva Plaqué* é formada por granitos estratóides, orientados segundo E-W e
algumas vezes N-5, na forma de segmentos lenticubrizados gerados, evoluídos e colocados,
em íntima associação com o desenvolvimento do Cinturão de Cisa lha mento I tacai unas. Sào
rochas graníticas (monzograní ticas), leucocráticas, com textura granolepidnhlástica a
porfimclÃ-stíca, compostos por rrucnxlina, albrta -olígodásio, quartzo, e secundariamente
biotita. muscovita, , epidoto, clorita, apatita, títanita, opacos, alam ta e zireão. Os aspectos
textura is mostram que oe granitos sào corpos sin-cmematicos a ta rd i-cinemá ticos, alojados
em regime de cisaihamento dúctil A assinatura geoquímica define uma as&xúição Cu-Pb.
Em termos geofísicos, são fracamente magnéticas com valores radii «métricos de contagem
total entre l ,000 a 1.SOÜcps,
Os Complexos Máfico-Uliramdficos Intrusivos, de possível idade
Àrqueana/Proterozóico Inferior, são observados principalmente na porção sul da província
Carajás, entretanto havendo alguns (como o Complexo Luanga) na região norte. A Suite
Intmsiva Cateter na qual se incluem cm corpos Onça, Punmr Jacaré e Jacarezinko (Oliveira
d ai., 1994), sào constituídos por rochas niáficas e ultramá ficas , serpentinizadas (d uni tos
serpentinizados, pe rido ti tos, piroxerutos, gabn*s e noritos)r não deformados pelo evento de
formação do Cinturão de Cisa lha mento Itacaiúnas. São melanocrãtícas a ultramelanocráticas
típicas de Intrusões bandadas, O corpo de Vermelho, constituído por serpentímtos,
peridotitos, d uni tos e piroxenitos, apresenta-se metamorfisado em fácies Xisto Verde baixo,
tendo ainda processos deformacionais superpostos, sendo que através de enriquecimento
supergõuico ocorre um aumento de teores de Ni e Mg, As ultramá ficas tipo S finfa Iwrs são
compostas por gabrus, metamorfisados em fácies Xisto Verde, com incipiente anfeofropi*
estrutural, tendo textura nematoblãstica a blastofítica, produtos de deformação progressiva.
O Complexo Luanga de caráter intrusivo, deformado por processos predominantemente
rúpteis, possui fraturas pelas quais percolaram soluções hidrotermais, É composto por
cromititos maciços e disseminados associadas a ortopiroxenitos, má ficas e ultramá ficas
bandadas e complexos diferenciados (dunitos e peridotitos na base, gradando a
ortopiroxenitos com zonas de cromititos, e passando a noritos e leuconoritos na parte
superior). Apresenta idade U/Fb de 2.763±6Ma.
Os Grjifrrfõá A norogênicos correspondem a a leal i feldspato-granitos e granitos pórfiros do
tipo A, mtracontinentais, de idade proterozóica, Compõe-se de corpos de dimensões
variáveis, como os granitos Velho Guilherme, Antônio Vicente, Mocambo, Serra Queimada,
Benedita, Bom Jardim, Cigano, Carajás e Seringa. Processos de albitização e associações
geoquímkas indka-se favoráveis para Sn, F, Mo, Cu, (Fb-Y), O granito Velho Guilherme,
fortemente diferenciado, com álcali-feldspato granitos e subordinados tipos evoluídos a
greisens, com característica* subvukânieas, de tendência alas kit ica, apresenta-se
mineralizado a cas&iterita e topázio. O Granito Cigano apresenta composição
monzog ranitica, com granodioritos, sienogranitos, aplitos e pegmatitos subordinamente O
Granito S^rra dos Carajás é predominan temente alas kí tico e biotitico, com
granodioríticos, apresentando uma correlação não somente com os granitos semelhantes (já
citados) mas também com a fase final plutõnica do magmatísmo Uatumã (Santos, 1984, íw
Schobbenhaus et ait I9&4),
Q Grvpo Uatumã íBacia Médio Xingu) é formado por um conjunto de rochas vulcânicas,
com subordinadas e raras intercalações de tufos e rtKhas sedimentares, agrupadas em: iJ
NORÁNDA EXPLORAÇÃO MINERAL LTVA RebstÓrb Paraé dt fraguM $50. í 29JÜ1 Pá&: 21 / V á f l
Formação Sdreirú composta andesitos, traquifos e tiw]ukiKÍoit06, de ambiente continente!
distensivo, isótropos, mostrando fraca alteração hidrotermaL sendo composto por augitar
homblenda basáltica e plagioclásto, tendo ainda çlorita, calcita, epidotü e quartzo como
fases secundárias. Ainda ocorrem das tola vas e propiliton (geralmente com pirita), Foram
encontradas ocorrências de sulfetos, principal mente galena (em bolsôes em veios de
quartzo) com a calcopirita, pirita e blenda, e; ii) Formação Irin. composta por riolitos, dacítos
e piroclásticas, sobrepostos aos andcsitos da Formação Sobreiro. São rochas de ambiente
distensivo do Proterozóico Médio, com características de ambiente continental subaéreo,
fussural c anorogênico, São compostas por quartzo, feldspato potáseico e plagioclásio, e
secundariamente seriei ta, c tonta, epidoto, e acessórios opacos, a palita e zircâo,
O Grupo Tocantins, localizado a leste da província de Carajás, margeando o Cráton
Amazônico, é constituído por füitus. com níveis de quartzjtos, comumente com jaspilitos e
itabirítos, e lentes de calcário. A sequência superior 6 formada por xistos {com clorita, talco e
actmolita}, serpentiniíos e metabasitos, enquanto que na porção superior ocorrem rochas
vukano-sedimentares. As rochas foram metamorf isadas em condições de fácies Xisto Verde,
tendo idade isocrõnica de 350Ma.
Os Granitos Brasilianos, como o Granito São Vicente, são súvtectõnicos, sendo
parcialmente encobertos pela Formação Fumas. Possuem granulação grossa, isótropos,
apresentando ainda diques aplítícos. Umpráfirm, pegmatíbcoe até jfrâmff. Idades Rb/Sr
m<*straram valores de 4H3±8Ma.
O Duilnism Cuntnt é representado por diques de diabámo quilométricos orientador
segundo NW-SE e NE-SW, sendo intrusivo o contato com as encaixantes, sendo de idade
Mesozoica. São constituídos essencialmente por augita-labradorita, configurando uma
textura ofítica a sub-ofítka. Também ocorre homblenda uraliti zada passando para biotita,
opacos com textura esquelética (magnetita) e cristais de apatita. Em termos geoquímicos, há
uma associação Ctt-Co nestas titologias Também apresentam altos valores magnéticos, em
contraste com os baixos radioméírricos, Não existem valores radiométricos realizados neste
trabalho, porém através de dados anteriores, acredita-se que tenham idade Mesozóica.
As Crosfus Lateríticas são caracterizadas por rochas sedimentares, em geral com aspecto
de blocos arredondados, com coloração amarelo ocre, marrom amarelado a marrom
avermelhado e marrom escuro, coesas a inconsolidadas, constituídas predominantemente
de oxi-hidróxídõ de ferro e alumínio, a rgilo-minerais e resista tos, originados de rochas pré-
existentes.
O Qudttemério Colúvio-mlmriottar são depósitos de sedimentos inconsolidados, de
natureza arono-argilosa. Á possibilidades metalogenéticas estão diretamente relacionada a
área fonte, e em especial ao ouro e estanho, além de columbita-tantalita e wolframita.

*- GeoLOÇiA DA ÁREA DNPM BSÜ^29f_01

5,1 Es t r a t íg r a ma E UNIDADES Ut o l ô c ic a s

A área do Alvará n° 10*256/01 - DNPM 850.129/01 - situa-se na terminação leste da Falha


Transcorrem te Cinzen to, uma estrutura regional que se estende por mais de 170 km ao longo
do Cinturão de Carajás. O potencial econômico da área é dado pela proximidade dos
depósitos de Au-(Pt-Pd) de Seira Pelada e Pt-Pd-(Cr) de Luanga {veja Figura 7). Em
particular, a área foi interpretada como possível prolongamen to leste do complexo má fico-
ultramáfico Luanga que contém mineralização de elementos do grupo da platina (veja
Figura 8).
NO/WNDã EXPLOiMC^O MINERAL LTDA . Relatório Pardal de Pesquisa - 850.129/01

Figura 7 - Modelo digital de elevação do bloco Sereno salientando a situação da área do alvará referente ao DNPM 850.129/01 (em vermelho)
relativamente ao Complexo máfico-ultramáfico Luanga que hospeda mineralização de Pt-Pd-(Cr), ao depósito de Au-(Pt-Pd) de Serra Pelada e ao
garimpo de ouro Cutia. Observe estruturação regional definida pelo alinhamento das serras, marcando a trama tectônica dúctil-rúptii de orientação
EW (linhas negras tracejadas), que é sobreposta por estruturas rúpteis mais jovens de orientação predominantemente NNW (linhas negras sólidas

OiOKWK
P/0MAMDA EXPLORAÇÃO MINERAL LTÜA Rciat&np Pantal de ftvfuw - £50.129/01 FLS
WflUUU mt j C70000 mE. kT

ÉAÜOÜÜ mh

Sereno 850.129/01
Figura H - Mapa geológico esquemático (A), e de sinal analítico (B) do bloco Sereno. Note que as
rochas má ficas-ul trama ficas mapeadas na área do alvará - DNPM 85U.129/01 parecem
representar o prolongamento leste das rochas do Complexo Luanga.

Boa parte da área do Alvará n° 10.256/01 - DNPM 850,129/01 é dominada por rochas
gnáissicas, local mente associadas a anfibolitos, que compõe a assembléia de embasamento e
foram coletivamente relacionadas ao Complexo Xingu (veja Figura 9 e Prancha 1). Este
conjunto de rochas se caracteriza por conspícua trama fectôcika, evidenciada por uma
foliaç&o diktihrúptil de atitude que varia de EME a aproximadamente EW e mergulho de
alto ângulo.

As rochas do embasamento foram intrudidas por rochas máficas e ultramáficas da Suíte


Cafcete, assumidas como cronocoirelatas ao Complexo I.uanga de ca. 2,75 Ga. PòraupN.

7P
NORASDA EXPtXJRAÇÃO MINFRAL LTDA. RcitaiVv. ftarrmi A* Pesqu,* B50 }29A)I Pég. 24 / 7 f15
mapeadii.s rochas gabróitas, que va ri*3m desde leucogabn» a termos mais metanocráticos,
que ocasionalmente contém ocasionalmente disseminações de pirita de granulação mui O
fina. As rochas ultra má ficas indenti ficadas incluem principal mente serpentinitos ricos em
magnetita c subordinadameritc pirüxenitü feldspático e talco xisto, Estas rochas
invariavelmente encontram-se metamorfisadas sendo comum a presença de paragêneses
hidratadas portadoras de talco após ortopiroxenio e/ou serpentina apus olivina. A
distribuição da deformação é bastante heterogénea havendo desde termos francamente
tectonízados até termos relativa mente preservados onde se reconhecem texturas e estruturas
primárias. É importante ressaltar que foi descoberto na porção noroeste da área um nível de
cromita hospedado em talco xisto, Esta evidência aliada ao quadro geológico geral, permite
sup^r que as rochas má ficas-ultra má ficas mapeadas na área do alvará objeto do presente
Relatório Parcial - DNPM 850,129/01 * têm potencial para hospedar mineralização de
elementos do grupo da platina e/ou de cromita.

Ocorre na porção sul da área uma unidade de formação ferrífera bandada associada a
rochas meta-vulcânicas Esta unidade foi tentativa mente associada ao Grupo Grão Pará.

De ocorrência mais restritar foram mapeados diques de riolito e de diabásio. O primeiro


ocorre na p>rçào sudoeste da área, aflorando na forma de blocos e local mente contendo
cristais de granulação fina de pirita. Os diques de diabásio são caracteristicamente
enriquecidos em magnetita e estão alojados ao longo de falhas e fraturas de orientação geral
NNW,

Alterações de natureza hídrotermal foram reconhecidas em campi, e incluem


principal mente venulaçòes de quartzo, às quais se associam traços de sulfeto e
ocasional mente hemafita. Importante, estas alterações são estrutural mente controladas por
estruturas dúctil-rüpteis transcorrentes de orientação dominantemente EW. Esta evidência é
significativa, pois tais estruturas podem hospedar depósitos de cobre e/ou ouro em sítios de
dilatação. Note que tais estruturas hospedam alguns pequenos garimpes de ouro na região a
exemplo do Garimpo Cutia situado a cerca de 3 km a oeste da área (Figura 7).

A evolução estrutural que inclui duas fases de deformação distintas, que foram
designadas de F1 e F2 (Figura 7)* Estas apresentam características e estilos distintos,
conforme se segue;

Fase 1 - A principal estrutura relacionada a esta faae é uma feliação cuja direção principal é
EWf sendo caracterizada pia forte imbricação tectônica dos minerais metamórficos, Á esta
fase associam-se estruturas dúcteis transcorientes com mergulhos sub-verticais.

Fase 2 - A este estágio da evolução deformacional associa-se uma série de falhas de natureza
rúptil com orientação geral NNW que localmente condiciona o posicionamento de diques de
diabásio magnético.
mmm

NORANDA EXPLORAÇÃO MINERAL LTDA. Relatório Pnn-ml ác Pesquisa ÊSÚ.mjOI

Prancha t - Fotografias de campo - Projeto Sereno - DNPM 850J29/01.

(A) Afloramento de gnaisse mostrando forte trama (D) Blocos de serpentinito mostrando concentrações de
tectônica. magneiita.

(C) Afloramento de gabro com textura glomeroporfirita (D) Afloramento de piroxeníto fcldspático mostrando
definida por cristais de plagioclásio. pronunciada textura cumutus.

(E) Afloramento de talco xisto contendo concentrações de (F) Detalhes dique de diabásio magnético com típica
cromifa com até -1 g/t de Ft+Pd em amostra de rocha. textura ofítica.
Figwü 9 - Mapa geológico do Profrto Sereno (DNPM 850.129/01), iodando ú distribuição das pnnopais
unidade* biológicas; embdsarnento gftãis&ico (fundo branco), rochas intmsivas gabrióicas e ullramáficas.
formação ferrífcra bandada e diques NNW de diabãsio Em tracejado estão representada* estrutura*
transcorreu te dúctíFrtipti! de orícntaçto gera! EW. Fraturas e falhas de gravidade mais Jovens sáo
indicada* por linhas sólidas de cor negra.

5.2 Ge o l o g i a Es t r u t u r a l l Co n t e x t o Ge o t e c t õ n i c o

5JJ Os sistemas Hidrotermais relacionados a mineralizações Cu-Au.

Os sistemas de Cu-Au, relacionados a processos hidrotermais podem ser divididos em


três grandes sistemas: (i) cobre pórfiro; (ii) alta suJfetaç&o e (iii) baixa sulfetação. Apesar de
serem sistemas com características diferentes, os processos genéticos mostram um inter-
relacionamento entre os três tipos (Figura 10),
jwfasmi

NOtANDA EXtHjORAÇÁO M I N i RAI WÜA. lUIrtóno ftir,«/ út Ptxpúe ■ 8SÜ J 29A)Í


FLS._Í^_
Pág. 2 7 / 7 )
O

Figura 10 - Relações entrv os principais sistemas hidrotermais cobre pórfiro, alta e baixa
sulfetaçáo (Cobertt & Leaeh, 1998).

Os depósitos cobre pórfiro localizam-se em meio oy nas proximidades de zonas apicais


de intrusão granítica, que é a fonte de fluidos (exsol vidos a partir do magma) que poderão se
constituir num depósito mineral Ot* sistemas de alta e de baixa sulfetaçáo diferem-se não
somente pelo conteúdo de sulfetos (enxofre), mas também por uma série de padrões e
zoneamentos das alheações hidrotermais, Os depósito* de alta sidfetação também são
conhecidos como mesotermaís, ou seja, depósitos formados em altas temperaturas (>3O0°C).
Já os depósitos de biví.v<i sulfetaçáo se caracterizam por se formarem em níveis crusta is mais
rasos e em temperaturas inferiores a 300°C.
Os controles estruturais correspondem a condutos pelos quais os fluidos mineralizados
atravessam. Pí>dem ser variáveis conforme a geometria do sistema de falhas (norma/-/tiu/ís,
rcoerse-faults, strike-oblique sltp-faults), com características de zonas de abertura. Ambientes
favoráveis a estas mineralizações são os extensionais e os transtensionais, confinadas a
dtiúhona! zones (diktiomí fauli jog$f relmsing bcml em stríke-slip fault).
Sistemas hidrotermais depositados em sistemas estruturais {feeder faults) comumente
apresentam geometria de veios, e com a evolução dos processos hidrotermais ocorre formação
de vários veios e de espessuras métricas indo desde veios maciços, enxame de veios, veios
com starihpprfe e veios de baixo ângulo.
Os controles hidrotermaLs de muitas das mineralizações relacionadas a sistemas
t^stru tu ra is/falhas-lineamentos podem também ser provocados por sistemas hidrotermaLs
(sistemas ativos) como consequência do aumento de pressão dos fluidos.
As geometrias dos sistemas hidrotermais variam pnncipalmente em função dos
processos de deformação, regimes tectônicos. competência e permeabilidade das rochas
hospedeiras, pelas quais os fluidos atravessam, Nos locais onde há permeabilidade gerada
tanto por fatores litolõgicos, estrutural-tectônicos e/ou hidrotermais, correspondem a
posições favoráveis para a deposição de minério.
wtrwm

NORANDA EXPLORAÇÃO MÍNEMAL LTDA ASÚ Í29M Pág 28/


fUhtíôno Panml de
S2J Considerações sobre o ambiente tectõnico. fíílik

Os fluidas exsolvidas a partir de intrusões misturam-se com águas contidas no solo e


depositam minerais na periferia destas massas ígneas, preenchendo fraturas na forma de
veios ou aberturas em brechas. Os movimentos que controlam os sistemas de falhas maiores
ntss quais os sistemas hidrotermais estão associados, e comumente criam zonas de aberturas
(dilational zoem), as quais se localizam principalmente em estruturas secundárias de alto
ângulo em geral particularmente em ambientes onde o sistema tectõnico tenha fido
características de convergência oblíqua.
Os processos tectònicos podem ser divididos em dois grandes sistemas, são eles:
Os processos de tectõnico ortogonal referem-se a placas tectnnicas que se colidem num
ãiigulo de ~90°, onde os veios e padrões de fraturamentos se formam durante períodos
extensioiuiifl, possivelmente relacionados a estagnas de relaxamento, ou estruturas não
planares e de alto ângulo. Os padrões de fraturas formados neste tipo de ambientes incluem;
arco-normal ou temim fracture, arc paraüel ou compressioml fractures, e conjuga te fraetures
(Figura 11). Neste ambiente, os pórfiros em arcos ortogonais mostram sistemas mais restritos
as periferias da intrusão, portanto de menor expressão Fraturas conjugadas que st'
desenvolvem durante os períodos de compressão, podem ser reativadas durante estágios de
inversão, hospedando mineralizações em veios durante a extensão. Este movimento pode
cnar veios espessos sigmoidais em dtlattonal zones* O depósito de Cu-Au de Graaèerjj é
interpretado como sendo uma zona de interseção de estruturas do tipo arc-parallel com
direções SE-ESE e NE-ENE, e;
Em ambientes de convergência obliqua as placas "escorregam" entre si. Grandes sistemas
transcorrentes (sfrito-sfip) acomodam o deslocamento durante o processo de indentação
tectónica, gerando um sistema de tectónica de escape.
Ambientes deste tipo caracterizam-se por zonas de expansão associadas a sistemas strike
stip. Estas dilational zurres não só facilitam a entrada de massas graníticas como também são
importantes sistemas canalizadores de fluidos mineralizados, onde o minério deposite-se em
ambientes frios. Este tipo de ambiente é extrema mente importante não só para os sistemas
tipo Porphyry Cu-Au mas como também para os sistemas de alta e baixa sulfetação (que se
formam fora, em muitos casos distante da fonte termal). As fraturas subsidiárias ligadas aos
sistemas, fraturas en echelon (steps) ou bends, funcionam como zonas de escape ou
readaptação. Em ambientes extensionais fraturas formam dí/jjfidruif /ojfs ou puU-apart hdsins,
que htíspedam uma grande variedade de sistemas mineralizados. de grande expressão
podem ser formados em deslocamentos de pequena magnitude da falhas e podem atuar
como locais de rupturas e terminações de sistemas strike-slip (Figura 12),Os fluidos migram
rapidamente de regimes de alta pressão para os de baixa, viajando em fraturas verticais em
profundidade, ou sendo sugados pelas rochas encaixantes. A rápida despressurização dos
fluidos promove uma separação de fases (toi/ing) e deposição mineral com brechamento
associado* ^Repetitivas ativações do ambiente aberto (dilatioml wne\ promovem o aumento
do teor e quantidade de minério*,
imfvsm
NORANDÂ EXPLORAÇÃO MINERAL LTDA. Reiatóna Partutl d* FeajuLta - S50.129/01 Prfy. 29/

&g£
C0MPHES540N

Fi^íiríi lí * Sistemas de fraturas abertas em ambientes de corivergênoa ortogonal.

i c*H¥ gwod«l

Figura 12 - Formação e evolução de fraturas abertas em convergência obliqua utilizando u


modelo Riedel.

Sã3 Contexto Geotectõnico Regional e Mmeralizaçôr$,


 região da Serra dos Carajás apresenta elemento© estruturais e tectônkos que remontam
uma possível história evolutiva envolvendo múltiplas fases de formação e deformação. De
um modo geral podem ser reconstituídas três principais fases (Figura 13);
1) Primeira Fases, compressão NNW-SSE, no Arqueano/Paleoproterozóico, com formação
de "düational jogs" ao longo de transcorrêncías (lateral direita) como a falha Carajás, tendo
m?vm
NORANDA EXPLORAÇÃO MÍ N LR Aí L TOA Relatório Parcial dr Paquina #50.12ft0J Pd$.: 30 / 70 f^L
sido preservadas as unidade vykano-sedimentares nestes jogs Apresenta ainda atividadJ^
vulcânica Adicional e algumas intrusões de granitóides (porções remobilizadas do
embasamento - Complexo Estrela);
2) Segunda Fase: transpresA) ME-SW, lateral esquerda, no Pálcoproterazóko, com inversão
das "diktional zunes M com trend NW, produto da reativação ao longo de deslocamentos
principais WNW (lateral esquerdo). Qffsets sinistrais nos setores W e E (Falha Cateté)
possivelmente sejam resultado do movimento NNE no bloco do embasamento idêntico, e;
3) Terceira fase; extensão NE-SW durante o Faleoproterozóico (ou mais jovem), o qual
promoveu o alojamento de diques e granitos (Cigano e Carajás, ± 1880Ma), A orientação
NW-SE é interpretada como um alinhamento através do qual se desenvolveram zonas de
escape de fluidos, se constituindo em direções extensionais no cinturão.
As principais feições associadas a mineralização na área, apresentam-se relacionadas a
processos hidrotemiais. Estruturas regionais, de segunda urdem, relacionadas a fase de
inversão tectõmca, associada a relaxamento dos campos de tensões, promoveram a formação
de espaços abertos.
Os corpos apresentam geometria típica de tenswn gash vems, sendo sigmoidais, sendo
diretamente relacionados á própria geometria dos falha mentos.
Em termos regionais o cinturão apresenta feições importantes para o alojamento de
mineralizações do tipo Fe-óxido Cu-Au, tais como:
- Processo de rifteamento infraplaca, com vukanismo bi modal associado;
- Brechas rnuJHfásteas em diatremas ou estruturalmente controladas;
- Mineralizações semelhantes às do tipo Olympic Dam e Emest Henry, genericamente
designadas de lOCG (Iron Oxide - Copper- Gold);
- Presença de múltiplos eventos magmáticos, e;
- Furte controle estrutural de mineralizações, identificados nos depósitos da região.

Os grandes depósitos de Cu-Au da região de Carajás mostram uma forte associação espadai
com estruturas regionais de grande porte. Os processos tectõmcos parecem ter tido um papel
importante na formação de importantes depósitos e desta forma a conhecimento destes
processos devem ser cuidadosa mente estudados e compnvn didosP pois podem representar o
mais importante guia de prospecçãô mineral na região de Carajás. Os estudos efetuados nas
áreas em questão direcionam as prioridades numa combinação entre estruturas suv
vokanossedlmentares de idade Àrqueana (2.75 Ga) com estruturas de idade paleo a meso-
Proterozóica (1.9 Ga).
O Páleoprotefozóíca ó considerado por muitos autores como sendo a mais favorável para
formação de grandes depósitos de Cu-Au com base em dados comparativa de
enquadramento estrutural similares e bem documentados no Escudo da Guiana. Dois tipos
de estrutura principais vêm sendo identificados por nossa equipe na região de Carajás, A
primeira apresenta-se bastante consistente com orientações transamazônkas observadas na
região a norte, na Guiana; e a segunda, possivelmente representa um arcabouço de uma
estrutura do tipo "rift* de idade Àrqueana. Estas estruturas margeiam os depósitos de cobre
que vem sendo pesquisado* e desenvolvidos em Carajás, tais como: Sossego, Cristalino e
Salobo, e são chamadas em alguns trabalhos como "Corredor Estrutural de Carajás*1.
Representam zonas de falhas transferentes com prováveis estruturas ortogonais de extensão
formadas nas direções NW e WNW,
Os processos orogcnéticos de compressão de idade transa mazõmca final mente tiveram um
importante papel na reativação destas falhas transferentes invertendo o movimento de
empurrão tomando um dm principais eventos durante a formação dos depósitos de Cu-Au,
:v if m

NORANDA EXPLORAÇÃO MINERAI LTDA RfhiOrin Pnriia! jíi' Paufiiimt • W50 129AH Pá}f. 31 / 7ü

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<ZZ>Q
Figura 13 Esq uetna evolutivo para a região de Carajís

53 A As s in a t u r a Ge p f is k a nos Dl p ò s it q s de Ql k p t Çt >Fmt

Informações referentes aos trabalhos de geofísica aérea cobnndo a província de Carajás estão
disponíveis em órgãos competentes do governo. Compreendem levantamentos aéreos N-S
com espaçamento médjo de vflo entre 1,5 a 2,5 km. Todas as informações regionais foram re-
interpretadas com o intuito de verificar a resposta de estruturas menores utilizando
melhores nivelamentos com a finalidade de reduzir as variações entre as linhas. Os dados
magnéticos foram reprocessados para calcular as derivativas horizontais e verticais do
campo magnético total e o sinal analítico. Os dados radiomét ricos foram simplesmente
nivelados e reprocessados Com produção final de mapas ternários para bandas de K, LI e Th.
A interpretação destes dados regionais por si só, ainda que refinados, nào puderam
individualizar nenhum dns depósitos de cobre conhecidos na região.

5-3.1 Ktagnftmtictriit
A região de Carajás pode ser dividida em 3 domfnios magnéticos. O primeiro domínio,
ocupando a maior parte da área tem geralmente valores magnéticos altos e uniformes,
correspondendo ao embasamento gnáissico (Complexo Xingu). O segundo domínio é
identificado por possuir diversos áreas com altos magnética c anomalias estendendo-se por
dexenas de quilómetros, refletindo a presença de grandes e extensas unidades de formações
ferriferas. As anomalias que expressam as formações terríferas são observadas em dois
ambientes geológicos distintos relacionados a seguir: I) zona de contato entre o Complexo
Xingu e a porção basal da sequência vukano-sedimentar Arqueana do Grupo Grào-Pará; 2>
DM79S1EQ,

l s SL
NORANDA EXPl.tJMÇAO M1HKUAI LTDA. ft*ütór*> Pan*t <U Po*»*» -tSü.129/01 %: 32 / J f

Unidade Intermediária do Grupe.) Grão-Pará, onde tio observados os principais depósitos < e
ferro da região, O terceiro domínio é marcado por baixos valores magnéticos uniformes nas
porções intermediaria e superior do Grupo Gr&oPará em contraposição aos grandes
depósitos de ferro que ocorrem na unidade intermediária marcando muito bem a zona
anômala em ferro.
As ocorrências de depósitos de cobre-ouro associados a óxidos de ferro parecem estar
intimamente ligadas às anomalias magnéticas da base da sequência de rochas vulcano-
sedimentares do Grupo Grão-Pará próximos do contato com gnaisses do Complexo Xingu.
Estas anomalias se estendem num "Irenâ" aproximadamente VVNW em direção às áreas
referentes a este plano de pesquisa elevando o potencial das mesmas para investigação de
possíveis depósitos econômicos de cobre ao longo destas estruturas. Corpos máficos e
ultra má ficos intrusívos aproximadamente orientados E-W também foram reconhecidos nas
áreas em questão através destes levantamentos magnetométricos.

53.2 Radiomcl riu

As feições mais características obtidas a partir do levantamento radiométrico na província de


Carajás são anomalias circulares e ovaladas obtidas em contagem total que correspondem
aos corpos graníticos pmtemzóicos. Outras anomalias marcadas pelo levantamento
radiométrico são observada» na parte norte da província onde afloram gnaLsses do
embasamento Xingu. Esta anomalia é localizada nas imediações da área de Salobo e estende-
se por cerca de 200 km, Â fonte desta anomalia não é conhecida mas pode estar associada a
processos metaosomáticos causando o enriquecimento em U, Th e K+ Na porção sul da
província, especificamente na região de Sosscgo e Cristalino, as rochas também mostram
elevados níveis de U# Yh e K sugerindo uma correlação de anomalias radio métricas. em
bandas específicas, com este tipo de mineralização. Algumas destas feições são observadas
nas áreas referentes a este plano de pesquisa e merecem ser investigadas em maior detalhe.

5.4 Mo d e l o s Ge n é t ic o s pa r a Min e r a u z a c Ao pe Co b r e e Ou r o n a Ár e a
Os depósitos de cobre-ouro da Província Carajás são muito similares a outros depósitos
mundiais conhecidos de cobre-ouro associados com óxidos de ferro, Com relação ao estilo de
mineralização, alguns parâmetros importantes devem ser levados em consideração, tais
como, rocha enoaixante, idade do depósito, controle estrutural, metamorfismo e assinatura
geofísica. Algumas possíveis interpretações são apresentadas na figura abaixo extraída de
trabalhos executados na região conforme indicado:

Figura 14 - Estilos de mineralização de Cu-Au observados na região de Carajás (após


Davidson & Large - 1994, in Huhn, e Nascimento -1997).

a>
NP1795IPQ

)iCM
FLS-Ü
NORÀNDÀ EXPLORAÇÃO MINERAL LTDA ftetefôrio Panmi dr Pesquisa - #50. 129/01 Prig.: 33 /

O* modelos acima sugerem que estes depósitos sio formada» primeiramente por
hkLrotennais em níveis rrushiis mais rasos. As intrusões ígneas sàu necessários no
fornecimento de calor e parte dos fluidos para os sistemas míneraJizantes, Desta forma,
acredita-se que o critério de campo mais importante na identificação destes depósitos é o
reconhecimento de zonas de alteração hidrotermais, O entendimento das estruturas
regionais e a relação com estas zonas de alteração são também muito importantes na
identificação destes depósitos.
A província de Carajás deverá transformar-se num dos mais importantes distritos de cobre
do mundo, com expectativas de desenvolvimento e exploração de depósitos de classe
mundial (com recursos superiores a 10 milhões de toneladas de metal contido). Algum
depósitos jã foram descobertos e estão em fase de desenvolvimento, como os exemplos
citados a seguir: Alemão (CVRD), Salobo (CVRD), Cristalino (CVRD) e Sossego (CVRD). O
Diagrama apresentado abaixo, publicado por (Singer, 1993) mostra uma série de depósitos
de cobre descobertos no mundo que são colocados na relação teor (%) versus volume (Mt)
mostrando também se são econômicos ou não. Os depósitos conhecidos até o momento na
Província Carajás foram relacionados neste diagrama e se concentraram na porção superior
direita do gráfico, mostrando claramente que fazem parte dos grandes depósitos mundiais
de cobre.

Figura 15 - Gráfico teor (%Cu) x tonelagem (milhões de toneladas) mostrando o


enquadramento dos depósitos de Cara|ãs.

5.5 Mq [>íl Lo Ex f i o k a t ò k i u Fx k a M i n f .r a l .<z ACòts m fcu m e n t o s r>o Gr u po ma Fl m i n a n a


rBOViNCtA CARAIÁS
Ocorre na Província Mineral de Carajás um conjunto de intrusões máficas-ullramáticas
acamadadas de idade Neoarqu varia (ca. 2.7b Ga) que sáo colvtivamentc reunidas na Suíte
Catete. Entre os complexos acamada dos da região mervcem destaque o Complexo Luunga
que contém níveis de cromitito e de sulfeto mineraUzados a platina c paládio; e os
Complext» Onça-Puma e Vermelho que hospedam importantes recursos de níquel
hterfbco. Estes corpos consistem dos equivalentes plutônicos do vulcanLsmo hasáltico
toleítico da sequência Gráo Pará (ca. 2.75 Ga). As contrapartes plutõnicas das sucessões
vulcânicas cristalizam-se em profundidade dando origem a corpos máficos-ultramáficos
ac ama d.idos. Os complexos máficos-ultramáficos de Carajás desenvolveram-se em ambiente
de Tifi rontiíiniifll, o que os toma atrativos do ponto de vista econômico. Neste ambiente
jÃflttflfr-

NORANDA r.XFlOltAÇÃO MINERAI í.ít).i RrtóõriíP Partia/ ./<■ Pmqimo ■ S5Ü.I29A11 Pag.: .H / 7( FLS

ocorre progressiva extensão que permite injeção recorrente de magmj parental


conseqííente mistura de magmas, além de intensa contaminação erustaf. fetos elementos sãò
Gí â
indispensáveis à precipitação do elementos do grupo da platiiia. motivo pelo qual todos os
depdsikw econômicos de ckwnlofi do grupo da platina do mundo ocorrerem em ambiente
continental.
À assinatura geofísica esperada para complexos ígneos desta natureza inclui a
combinação de baixos radio mó tricôs associados à alta atividade magnética dada em geral
por corpos de serpentinito* Os atributos geológicos desejáveis incluem a cídicidade de
unidades ígneas, que atesta injeção recorrente e mistura de magmas, além de feições de
turbulência como pothotes. Estes processos [untamente com a incorporação de enxofre e sílica,
durante a ascensão e posicionamento do magma, condicionam a precipitação dos elementos
do grupo da platina.
Pelo exposto fica evidente que Carajás representa um ambiente bastante favorável à
ocorrfrncta de depósitos de platina e paládio uma vez que inclui uma série de complexos
máfícixi-ultramá fícos acama dados de ambiente continental

5.6 De pó s it o s Min e r a is Im po r t a n t e s e Re c e n t e s De s c o b e r t a s n a Pr o v ín c ia Ca k a ià s

Á província de Carajás compreende um dos mais extraordinários distritos minerais do


mundo onde já foram, e ainda estão sendo, descobertos importantes depósitos de feiro, ouro,
manganês, cobre e níquel. Importantes ocorrências de chumbo, zinco e cromo e estanho
também merecem destaque na região, Com relação ao ouro, mais de 100 garimpos já foram
registrados na região, tendo o de Serra Pelada se notabilizado mundialmente.
A Tabela I traz um sumário das mais importantes ocorrências e depósitos de cobre
conhecidos na região. Outras ocorrências minerais sá o também listadas na com a finalidade
de destacar o potencial econômico da província.
A seguir apresenta-se uma breve descrição dos depósitos mais importantes da Provinda
Mineral de Carajás

5.6,1 Igarapé Bahia (Aul - Reserrat: 81,2 toneladas de Au - Teor médio: 4,75 ft
A mina de Igarapé Bahia é localizada cerca de 20 km a sul de Salobo. A mineralização de
ouro ocorre na zona de intemperismo de uma seqüência de rochas me ta vulcânicas e
metasedimontares com baixo grau de metamorfismo  porção mais rica em ouro está
associada à zona oxidada (zona de laterizaçào) que apresenta em média 35 metros de
profundidade.
A sequência vulcano-scdimentar foi intrudida por granitos deformados de idade Arquearia
(13 Ga), como também por granitos «norogficikos que datam de aproximadamente t.8 Ga. Â
mineralização primária de Igarapé Bahia está associada a uma unidade de rochas brechadas
contendo sulfeto e magnefrita e também foi avaliada pela CVRD dando origem ao importante
depósito de cobre-ouro de Alemão.

5.6J Serra Pelada ou Serra Leste (Am) - Reservas: 150 tonel adas de Atê-(l*t-Pd)
O garimpo de Serra Pelada é um dos mais espetaculares já registrados e teve grande
repercussão internacional no início da década de 80. O garimpo foi descoberto em 1981) e no
ano de 1983 já estavam na área cerca de 80.000 garimpeiros trabalhando a céu aberto sem a
utilização de nenhum equipamento ou máquinas apropriadas para o empreendimento.
Formavam um grande grupo de pessoas na incansável busca de ouro, numa atividade que,
na época, foi apelidada de "formigueiro humano". À estimativa é de que cerca de 30
toneladas de ouro foram produzidas no garimpo de Seira Pelada.
NORANDA EXPLORAÇÃO MINERAL LTDA. Rdatôrio Pardal áe Pmptim - 850.12$m Pág.: 35 / ?(
O depósito a céu aberto está no momento inativo e a CVRD, detentora dos direitos minerai i,
investiga o potencial da área para mineralizações primárias. O projeto de Serra Leste,
anunciado pela CVRD como uma grande descoberta de cerca de 150 toneladas de ouro, está
em fase de pesquisa* Serra Leste está inserida em metasedímentos do Grupo Rio Fresco e a
mineralização está possivelmente associada a uma sequência de brechas sedimentares^
si I tifos e calei-siltitos metamc > ríisados -

tabela I - Exemplos de depósitos de Fe-óxido Cu-Au de Carajás.


Minério Notnr St j tu a I Si tu açlul Idade Provável
Cu ALVO ! 16 Depósito em A va! iaçâo Árqueano
Cu IGARAPÉ SALOBO - CARAJÁS DepcVsito Económico A rq uva no
Cu SKRRA DOELDORAI*) Ocorrência Mineral Arquea no
Cu PA *275 ANWDÀ FAZENDA Ocorrência Mineral Árqueano
MARAVILHA
Cu SERRA PIUM Ckoirêooa Mi neral Árqueano
Cu-Au SOSSEGO DepMto rtn AvdJió^d Árqueano
Cu* Au CRJSTAÜNO Depóoito em A va liarão Árqueano
Cu- Au ALEMAO Depósito cm Avaliação Árqueano
Cu-Âu AGUAS CLARAS Depósito cm Avaliação Árqueano
Cu-Zn POfUCA Depósito em Avaliação Árqueano
Manganês SERRA AZUL - CARAJÁS AZUL Mina Árqueano /Paleoproteru/
Miriénode Ferro SERRA NORTE - CARAJÁS Mina Árqueano
CKifO IGARAPÉ BAHIA Mina Cmoióifo
Manganês SERRA (X> BURITI RAM A Drpósik» Efonômwo Árqueano
Minério d? Ferro SERRA LESTE -CARAJÁS Depósito Económico Árqueano
Minério de Ferro SERRA SUL-CARAJÁS Depósito Económico Árqueano
Ouro GARIMPO DE SERRA Pí 1 ADA Depósito Económico Árqueano
Níquel IGARAPÉ VERMELHO CARAJÁS Depósito Árqueano
Manganês SERRA DO SERENO CARAJAS Depósito Árqueano
Pt Pd LUANGA Depósito Árqueano
Níquel SERRA DO JACARÉ [AC AREZLNTHO Depósito Cenozótco
Níquel SERRA DA ONCA MLTTUQUINHA Depósito Ccnazééco
Níquel SERRA DO PUMA /SKIPE Depósito Cenozâko
Ouro IGARAPÉ SERENOSETOR SE DA Depósito Cenozóico
Minério de Ferro SERRA DE SAO FELJX DO XINGU Depósito Árqueano
Níquel SERRA DO PUMA Depósito Ceno/õico

5.6-3 Salobo (Çu-Au) - Resrrvas: 1,17 Bf # 0,96% Cu r 0,52% Au


O depósito de Salobo ocorre numa sequência de rochas fortemente deformadas,
apresentando grau de metamorfismo alto a moderado, geralmente associado a xistos
magnéticos (formações ferríferas) e cochas vulcânicas intermediárias a básicas, A deformação
intensa e os processos de a Iteração hidrotermal dificultam a interpretação e o
reconhecimento de feições do tipo deformacional e metassomáticas associadas a estas rochas
hospedeiras* Uma das alterações hídrotermais mae> comum observadas é a aEbitizaçâo que
normalmente está registrada em gnaisses compostos por até SO^c* de aibitã, clorita e quartzo,
O gnaisse basal da área de Salobo contém mineralização de cobre bastante significativa, onde
calcopirita é observada em veios e fraturas sugerindo que a mineralização foi possivelmente
tardia.
O depósito de Salobo apresenta várias características comuns aos depósitos tipo Fe-óxido Cu-
Au de Carajás, sáo elas
i) Associação, em geral da mineralização de cobre com óxidos de ferro.
NCNMNIW EXTUXAÇÁO MINERAL LWA f&etòrw Ptnml 4< PrvfuiM H5U J29tH P<£36/71
ii) Ritonhtícimento de parahidrotemuit contendo albita, anfibdlio (grunerita)
magnetite.
íií) Forte controle estrutural da mineralização segundo falhas transcorrentes.
iv) t>resença de ín tmsòes graníticas pó$-tectõnicos.
v) Diagnóstico enriquecimento em Ag, Mo. Co, FP U e FTR (Elementos Terras Raras).

5.6.4 Aietnãü (Cu-Au) - Reservas: 170 Mt © IfH2% Cu r 0,8 ít Au

O depósito de Alemão foi descoberto através de vários testes em anomalias obtidas a partir
de levantamentos aéreos de magnetemetria de alta resolução nas imediações de Igarapé
Bahia. O depósito de Alemão representa provavelmente a porção hipogénica a qual se
associa o depósito supergênico de ouro de Igarapé Bahia.
O minério é recoberto por uma seqüéncia horizontal de cerca de 250 metros, de sedimentos
definindo uma discordância angular uma vez que o minério está vertical izado. As rochas
encaixantes incluem meta-basaltos, meta-andes ifosr rochas ácidas piroclásticas, formação
femfera bandada, chert e meta-ritmitos. O minério hipogén&co está associado a uma zona de
alteração contendo quartzo, clorita, actnolita, magnetita e estilpnamclano, Minerais de cobre
observados são principalrnente cakopirita e bomita associados com magnetita e si de ri ta As
coberturas laterfticas reportadas nas imediações do depósito de Alemão são ricas em
magnetita, ouro e subordinado molibdénio, urânio e FTR. No depósito de Alemão foram
reportados níveis de sulfeto maciço com até 40 metros de espessura.

5&S Cristalino (Cu-Au) - Reservas: -500 Mt © 1,0% Cu e 0,6 g/t Air


O depósito de Cristalino está localizado na porção central de uma estrutura conhecida como
Serra do Rabo, cujo "trend" NNW apresenta uma direção um pouco diferente dos demais
depósitos de cobre descobertos até o momento na Província de Carajás. As principais
unidades observadas são rochas vulcânicas e sedimentares metamorfisadas em fácies xisto
verde a anfibolito, As rochas encaixantes são geral mente brechadas tendo experimentado
intensa alteração hidrotermal ao longo de uma faixa que se estende por mais de 3
quilômetros. As principais assembléias hidrotermais observadas no depósito são: potâssica,
alhitica, clorítica e carbonática, as quais se associam elevadas concentrações de apatita e
magnetita. Os minerais de minério observados incluem: caIcopirita, pirita, bra volta, cobaltita,
mag.neti ta e milerita. As principais caiacterMcas deste depósito são:
í) Magnetita como fase mineral dominante na para génese de alteração,
ii) Diagnóstico enriquecimento em ETR, D, Th e F,
iü) Associação de evidentes anomalias magnética e radiométrica, mesmo em
levantamentos aéreos muito espaçados,
tv) Proximidade com intrusões graníticas anorogenéticas.
v) Mineralização estruturalmente controlada por falhas de empurrão de expressão
regional.

5.6.6 Sossego (Cu-An) - Rrsmws:-JSOMt @ ÍJ% Cu e QJgft Au


Muito pouco tem sido publicado sobre o depósito de cobre-ouro de Sossego por se tratar de
uma descoberta recente. As informações apresentadas a seguir foram obtidas a partir de
discussões informais e interpretação da geologia e das estruturas regionais.
O depósito de Sossegei é localizado dentro dc uma estrutura circular na porção sul da Serra
dos Carajás, A mineralização está localizada na zona de contato entre granitos e rochas
NORANDA EXPLORAÇÃO MINERAL LTDÂ. Réatám <k Ptsquim 8S0129JÜ1 37/7)
vulcânicos máftcas completamente hidrotermaíizadas. Estas rochas são enriquecidas e
ETR Cu e magnetita.

5.6.7 áçíms Ciaras ÍC*í-Ají)


Este depósito é hospedado por arenitos e siltitos da Formação Águas Claras, e situa-se na
margem oeste do Granito Central de Carajás. As zonas mineralizadas são marcadas pela
presença de brechas tec tônicas contendo quartzo, turmalina, ca kopin la, pirita,, arsenopirita, c
menor quantidade de pirrotita, cobaltíta e bismurinila Magnetita é também observada neste
depósito e às vezes pixle alcançar proporções significativas em brechas mine rali za das. É
provável que a origem deste depósito está associada com atividade hidrotermaí durante
deformação e císalhamento.

5.6A Pojuca (Cu-Zn) - Reservas: 58 Mt ft 0,9% Cu e 8S Mt # I %Zm


O depósito de Pojuca está localizado na porção norte da Serra de Carajás, na zona de encosta
da serra, cerca de 20 km SE de Salcibo. Compreende uma sequência de formação ferrífens
bandada, fácies sílica to, com cerca de 100 a 200 m de espessura que se intercala a rochas
vulcânicas má ficas, A sequência química foi dividida em unidade bandada infenor composta
por bandas de chert, magnetita e anfíbolito; e unidade superior composta por rochas
fragmentadas (brechadas). A mineralização de Cu-Zn está localizada em um pacote de
sedimentos químicos cisalhados na porção superior da unidade bandada. A mineralização
ocorre de forma disseminada a semi-maciça contendo pirrotila, calcopirita e esf alenta e
menores quantidades de ouro, prata e molibdénkv
A unidade superior ó composta por clastos de chert e quartzo sufe-arrvdondado a
arredondado soldados por matriz cloritizada e loca Imente granatífera. Lateral mente, esta
unidade grada para cordierí ta-antofilita xistos contendo relidos de textura porfiroblástica
grosseira
Os dados geoqufmkos e mineralógicos de Pojuca sugerem que a mineralização se relacione a
sistemas vulcanogenicos (tipo VMS), tendo sido posteriomnente metamorfisada.

5 J&3 Vermelha (Ni> - Reservas: 44 Mt # IJS% ML


Vermelho compreende um depósito de níquel latertftico formado em um corpo ultramáfico
pardalmente diferenciado de mesmo nome, localizado entre o depósito de Sossego e a vila
de Canaá dos Carajás. Inclui essencialmente dunitos e peridotitos serpentinizados e
piroxenitos formando parte do flanco oeste da Serra do Rabo. Mineralização está localizada
nas unidades duníticas e peridotíticas onde o mine no oxidado p*ie ser do tipo gamierítico
(teores médios de 13% Ni) e limonftko (teores médios de 1,21% Ni).

5.6.10 Semi das Carajás (Fe) - Reservas: 20 Bt 0 65% Fe


Compreende o maior depósito de ferro conhecido no mundo e ocorre sob a forma de várias
camadas jenticulares de formação fefrtfera bandada (pspilitos hematiticos, itabiritos, outros).
As formações ferrííeras de Carajás estão estratigmficamente localizadas na unidade
intermediária do Grupo Grio-Pará*
NORANDÂ EXPLORAÇÃO MINERAL LTDA Rthtònv PmMàr fcsçuisi - 850129AU Pd#.: 35/ 7(
5,6.11 A:iif tfttej - Krsmws: 65 Mi 0 JS% Mm
O depósito de Azul compreende um corpo alongado encaixado cm rochas pelíticas
metamorfisadas do Grupo Rio Fresco, A zona de minério apresenta cerca de IS metros de
espessura com teores de manganês superiores a 43%. O minério de manganês é qualificado
por apresentar baixos teores de ferro e fósforo e teores médios de alumínio assegurando-lhe
excelentes características metalúrgicas.

5,6.12 Buriti rama (Mn) - Resrmis: 19 Mt # +40% Mn

O depósito de Buritirama é localizado cerca de 50 km a norte da mina de ferro N-4 de


Carajás. A mineralização em Byritirama, a exemplo de Azul, é lentknitar, entretanto
encaixado em uma sequência de metasedirnentm elásticos e químicos. Os teores de
manganês deste depósito variam de 40,6% a 543%.

5.6 J 3 Outras Ocorrências Significativa* de Cobre mi Província de Cara f às


* Uberdade; com reservas estimadas em 150 Mt @ 0,5% Cu
* Cameleira; com cerca de 300 Mt © 0,7% Cu
* Alvo MH: interseções com furos de sondagem de 160 metros e teores de 23% Cu

5Á14 Latangã (Cr-Pi-Pd}


O Complexo Luanga consiste de uma intrusão máíka-ultramáfica diferenciada c
estrati forme de aproximadamente 6 km de extensão. À base é composta por uma unidade
ultra má fica que contém serpentinito, piroxenito e d um to, enquanto o topo consiste de uma
unidade máfica dominada por gabros. A mineralização de platina e paládio está associada á
piroxenitos com sulfeto e a níveis de cromitito. Foram estimados recursos da ordem de 60 Mt
de minério @ -2 g/t platina + paládio.

5.7 Po t e noa l do Dis t r it o dl Ca k a íAs t Cr it é r io s pi Ex pl o k a c à q

As recentes descobertas de depósitos econômicos de Cu-Au em Carajás revelam o excelente


potencial do distrito para o desenvolvimento de novos trabalhos de exploração mineral As
perspectivas sio grandes,, mesmo porque estes depósitos apresentam assinaturas
magnetométricas e radiométncas bem características que podem ser reconhecidas em
levantamentos aéreos. Além disso, a maioria dos depósito de Cu-Au conhecidos ocorrem ao
longo, ou nas proximidades, de estruturas regionais.
Existem ainda muitas controvérsias a respeito da idade da mineralização, se contemporânea
á idade das rochas encaixantes (geralmente 2,75 Ga,), sendo assim de possível origem
exalativa, ou se formada durante processos regionais de melamorfismo e deformação de
idade Proterozóica (geralmente 1,9 Ga). No modelo de exploração para estas áreas em
disponibilidade estarão sendo usados critérios que abrangem os 2 modelos genéticos citada,
constituindo-se num trabalho sistemático e não tendencioso. Alguns dos pontos principais
que serão checados na seleção de alvos são abaixo colocados:
t) O Cinturão de Carajás é estruturalmente mais complexo que as regiões circundantes
e mostra uma forte estrutura anastomosada variando de WNW para EW com
in terseções de estruturas NE,
ii) O distrito e as áreas em questão mostram expressivas ocorrências de Cu-Au e
garimpos de ouro que ainda não tiveram o seu potencial para cobre mvestigad
MMN).

NORANDA EXPLORAÇÃO MINERAL LTDA Rttetârio Parcml de Pesquisa - S50 I2WW /% 39 /


iii) A região contém espessas sequências vutamo-aedimentares Arquearias, gieenst
belts que merecem grande destaque nos modelos descritos acima,
ív) Foram mapeadas várias intrusões dê granitos anorogenétícos, vários dos quais
anômalos em U e Th* A grande maioria das descobertas de cobre associa-se a
estruturas transcorrentes, que favorecem a ascensão e posicionamento destes
magmas.
v) Zonas com coincidência de estruturas, tais como: ínlernçAev de falhas v intrusões
Proterozóícas, particularmente cm zonas de teta dê intrusão,
vi) O cinturão de Carajás apresenta alta amplitude magnética, gerando várias anomalias,
muitas das quais associadas a sequências vukanossedimentares ou ainda rochas ricos
em magnetita, que representa excelentes prospeetos.

6> We t o po l o g ia s pe Pr o s pe ç ã o Min e r a l e x e c u t a d a pe l a No r a n pa

Os trabalhos de prospeção mineral para avaliação de possíveis depósitos nas áreas de


pesquisa estão programados em progressivo detalhamento como se segue: interpretação
estrutural dê imagens landsat 1:250.000; levantamento aero-pofirico utilizando métodos
magnéticos e radiométricos; mapeamento geológico em diversas escalas; abertura de malhas
de geoqutmica de solo e rocha, geofísica terrestre utilizando métodos eletromagnéticos,
abertura ê amostragem de trincheiras, sondagens diamantadas exploratórias; adensamento
de sondagens e avaliação de reservas. A seguir são descritas as metodologias dos trabalhos
sistemáticos de prospecção geoquímicã, que sào refinados e adequados às condições locais
através estudos orientativos iniciais.

6.1 GEOpUlMICA DE St PIMbNTQ PB COKKfíNTfc


As amostras de sedimento de corrente são coletadas em "armadilhas” (sítios favoráveis a
concentração de minerais pesados) ao longo das drenagens principais ou em tributários
próximas de confluências, utilizando em geral um espaçamento de 2 km, com o objetivo de
cobrir o máximo da área em pesquisa.
Um volume de 1 a 2 litros de material peneirado abaixo de 2 mm foi coletado e enviado "iri
na tufa" para os laboratórios. As amostras são em seguidas submetidas a processos de
preparação e análises muito similares aos empregados nas amostras de solo (veja item 6*2).

6.2 Ge o q u Imic a d e So l o s
As amostras de solo são coletadas com auxílio de cavadeira (“boca de lobo"). Sào retiradas a
uma profundidade média de 30 cm, no horizonte "ET, formando um buraco com diâmetro
aproximado de 20 cm. O material é retirado com a própria cavadeira e colocado numa bacia
plástica onde é feito um peneiramento manual (2 mm - lOmesh) retirandosc os fragmentos
maiores. É coletado aproximadamente l litro, sendo armazenado em sacos plásticos,
contendo número da amostra em etiquetas de identificação.
O local de amostragem é recoberto após a amostragem com material não utilizado, São
colocados piquetes a cada 100 mr que contém o número da amostra de solo em uma de suas
facesr e as coordenadas de malha na outra face. Réplicas são geradas rotineiramente nas
proximidades do ponto original de a metragem (a aproximadamente 20 cm).
Padrões são inseridos nos lotes de amostragem, com uma freqüéneia de um a cada 50
amostras de solo coktadas. Um saco plástico vazio contendo o número da amostra padrão é
preparado no campo durante a amostragem. No escritório, envelopes de amostra padrão são
escolhidos aleatoriamente e colocados nestes sacos plásticos vazios com etiquetas As
NORAMDA EXPLORAÇÃO MINERAI l.TDA. Rrkatôrm Pateta!PesquiMi - 850,129JM Pág.: 40/
amostras de solo e de duplicatas são enviadas para preparação excluindo-se os pad
coletados, Wo momento em que as polpas sào recebidas, os padrões são inseridos,

to.2.1 Preparação e Análise das Amostras dc Solo


A preparação atual das amostras de solo que vem sendo feita no laboratório da ÀLS Chemex
em Parauapebas e segue a rotina abaixo descrita:
* Secagem de toda a amostra {1 litro) a 120° C
* Desagregação da amostra em pilões de madeira
» Peneiramento de toda a amostra a <80 mesh
• Descarte da fração grosseira (>80 mesh)
• Pulverização da fração fina (<80 mesh) a 150 mesh - 90%
* l lomogeneização
• Quarteamento de uma alíquota de cerca de 50 a 70 g em envelope dc papel com o
número da amostra.
As amí^tras de solo vêm sendo analisadas em Vancouver, pela ALS Chemex. Ás polpas são
enviadas, via aérea, de Parauapebas para Brasília, que são em seguida, recolhidas pela ALS
Chemex dc Luziãnia-GO c enviadas ao Canadá. Os resultados sào enviados via e-mail e **s
originaLs, via correio, para o escritório de Belo Horizonte. Estas amostras vêm sendo
analisadas pelo método 1CF, 34 elementos, sendo Au pelo método fire 98Smfr com digestão
feita por água-régia,
63 Lit o g e q q u ím ic a
As amostras são normalmente coletadas de locais aleatórios, a depender do ambiente
geológico favorável para mineralizações. Em geral são do tipo "chip $ampterr onde coleta-se
amostra representativa do afloramento como um todo, com vários fragmentos de rocha
quebrados. Amostras do tipo "grab" foram coletadas com o intuito de se analisar feições
particulares, como a presença de sulfetos, alteração, texturas e estruturas, ou seja, feições
particulares. Em geral os fragmentos de rocha são colocados em sacos plásticos contendo o
número da amostra e o código escrito na tarja branca e uma etiqueta interna de identificação
com o mesmo número. Em geral são coletados 2 kg de material.
Da mama forma que as amostras de solo e sedimento de corrente, as fichas de amostragem
são também usadas individualmente para as amostras de rocha. Na fichas de rocha,
entretanto, é solicitada uma descrição mais detalhada do afloramento, classificação, textura,
mineralização, alteração e estruturas observadas no afloramento.

b«l. 1 Preparação e Análise das Amostras dc Rocha

A preparação das amostras de rocha foi feita pela ALS Chemex em Parauapebas, de acordo
com o seguinte procedimento:
* Secagem da amostra, quando necessária (2 kg)
* Britagem total da amostra a <10 mesh
* Homogeneização e quarteamento de alíquota de -25Üg
* Pulverização a <150 mesh
» Homogeneização
* Quarteamento de uma alíquota de cerca de 50 a 70g em envelope de papel com o
número completo da amostra.
As amostras de rocha, trincheira e testemunhos de sondagem são analisadas em Vancouver
pela ALS Chemex, a exemplo das amostras de solo. Entretanto a dia gestão destas amostras é
feita de forma diferente, utilizando uma mistura de multi-Acidos,
mtmk

f l s .JLAíL
n*. 41/71
M
A/ÍMHNP/l MINERAL LTDA. RslnMnn fim-ai/ ilf Pís íj iíiiw - <(50. i2$/ül
6.4 Ge q f Is u 'a TF-RRtsrm.

Os trabalhos de geoffaka terrestre são realizados ao longo das malhas de pesquisa com
leituras a cada 25 metros, Os métodos principais são o eletromagnético (EM), magnético e
polarização induzida (IP), Estes trabalhos são executados por equipes de até 4 pessoas
produzindo cerca de 1 a 2 km por dia. Todos os dados são interpretados com auxílio de
softwares específicos para geofísica corno, por exemplo, o Geosofl.
6,5 So n d a g e n s Dja ma n t a d a s
Os furos de sondagem são executados por empresas especializadas contratas para o serviço.
Em geral são preparados acessos para praças de sondagem de cerca de 50 m2 onde as sondas
são posicionadas. Os furos são inteiramente testemunhados em diâmetro HQ na seção
intemperizada (primeiros 30-50 metros) e em diâmetro NQ no restante da seção com rocha
fresca.
Os testemunhos de sondagens são restituídos, com marcação de metragem e em seguida são
feitas descrições geológicas e geotécnicm caracterizando os tipos lit o lógicos, minera lizaçâo,
orientação de foliação, fraturas, quebras, etc. Os testemunhos são serrados ao meio, sendo
metade do testemunho destinado para análises químicas. As amostras em geral variam de
50em a I50cm de comprimento e são preparadas de forma análoga às amostras
convencionais de rocha.

6.5,1 Pwtpomção e Anãtisf dü$ Amostras de Testemunhos de Sondagem


A preparação destas amostras é similar às empregadas para rocha e trincheira:
• Secagem da amostra, quando necessária.
• Brita gem total da amostra a 10 mesh (95%)
• Homogeneização e quarteamento de alíquota de aprox. 250g
• Pulverização a 150 mesh - 90*%
• Homogeneização
• Quarteamento de uma alíquota de cerca de 50 a 70g em envelope de papel com o
número da amostra. Devolução de Polpas e Refeitos das frações britadas.
As análises são efetuadas por ICP (27 elementos) c Au, por fire as%jy-3üg no laboratório da
AL5 Chemex em Vancouver no Canadá e, a exemplo das amostras de rocha e canais, são
submetitas a digestões multi-ácido.
A verificação da qualidade da britâgem das amostras, a inserção de padrões, brancos e
duplicatas; e a realização de "check assays" em outros laboratórios para 5% do total dc
polpas; entre outros, são efetuados rotineiramente em amostras de testemunho de
sondagem.
7 Tr a b a l h o s Re a l iz a d o s e Re s u l t a d o s da Pe s o u is a

Foram realizados na área do Projeto Sereno (DNPM 850.129/01), seguintes trabalhos


sistemáticos de prospecçào mineral: (1) mapeamento geológico de detalhe da área, conforme
descrito no tópico anterior; (2) int€'rpretação estrutural a partir de imagens Landsat; (3)
amostragem de rocha; (4) amostragem de sedimento de corrente; (5) amostragem de solos;
(6) levantamento aero-geoifsico de toda a área do alvará, com linhas de vôo a cada 150
metros, incluindo magnetornetria e gama espectrometria; e (7) uma campanha de sondagem
rotativa exploratória. A Tabela 2 abaixo traz um resumo dos trabalhos realizados na área.
BRANDA r.Xt'n>RAÇÁO Al INI R.AL LTDA Rd&t&rw Pbmnl éf Ptsqutsir Ê50,12901 Pàg. 42/

Tabela 2 - Resumo dos Trabalhos Realizados no Projeto Sereno - DNPM 050.129/01.

TRABALHOS QUANTITATIVO AMOSTRAS OBSERVAÇÕES

Landsat (Interpretação) 2 dias -

Mapeamento Geológico 40 dias

Geofísica Aôr&a - Magneiometrta 737 km * Linhas de vóocom


e Radometrta (100% da área) ISO metros de espaçamento
Amostragem de Sedimento de Corrente 43 -

Amostras de Rocha - 37

Amostragem de Solos - 4.796 Unhas NS

pondagem Rotativa 1.694 m 1.010 Oito Furos exploratórios

7.1 LANPSAT
Com ba?üj neste estudo foram evidenciadas duas direções principais de lineamentos na área,
uma com orientação geral HW e outra menos pronunciada que oscila de MNW até N5. Estas
duas direções definem o padrão de drenagem na área (Figura Ift), Os trabalhos de campo
mostraram que os lineamentos HW refletem zonas de falha transcorrente sendo definidas
nas imagens por alinhamentos topográficos. Os alinhamentos NNW e NS são mais discretos
e estão relacionados tantn a baixos quanto a alto topográficos. Estes, como verificado em
campo, refletem falhas e fraturas desenvolvidas em condições nipteis.

Figura 16 ■ Imagem Landsat, composição RGB 543, da área do DNFM 850.124/01 ilustrando
as feições estruturais interpretadas (vermelho}, Observe que existem dois conjuntos de
lineamentos’ os de tendência gera] EW, que refletem falhas transcomentes dúctil-ruptÜ, e os
de orientação NNW que indicam falhas e fraturas nipteis. Hm azul, a rede drenagem
encontra-se indicada para referência.
NORANDÂ EXPLORAÇÃO MINERAL LTDA Relatório Pmdtl ée Pesquisa - $501294)1

72 Ge o f ís ic a ã êk ea

A totalidade da área DNPM 850,129/01 foi objeto de um levantamento aero-geoffsieo, com


linhas de vôo com ISO metros de espaçamento, Foram coletados dados de magnetometnaP
incluindo os produtos campo total sinal analítico e primeira derivada vertical (Figura 17).
Coletaram-se também dados radiométricos nos canais do urânio, potássio, tório e contagens
total (Figura 18). Note que os diferentes produtos da magnetomet na sao eficientes
ferramentas ao mapeamento tanto de Utologias quanto de estruturas, A unidade de formaçáo
femfera bandada é perfeitamente indicada pelas imagens de campo total e sinal analítico. As
rochas ultra n ui ficas da Suite Gateté tem também uma assinatura bastante nítida tanto no sinal
analítico quanto no campo total. A primeira derivada vertical dos dados magnéticos é
pa rtie ularme n te útil no mapeamento de estruturas, evidenciando tanto estruturas
iranscorrentes WWW quanto estruturas mais jovem de caráter rüptil MNE. As últimas
condicionam o alojamento de diques de diabásio magnético, que sào prontamente
identificados em todos os produtos da magnetometna.

Figura 17 - Dados aero-magnéticos recentes da área do Projeto Sereno (DNPM 850429/01).


Onde: (Â) campo total, (B) sinal analitko, (Ç) primeira derivada vertical, e (D) geologia para
referência.

V
NOKANDÂ EXPLORAÇÃO MINERAI LTDA Rriatorw Pare tal de Pesquisa - RS0.129/01 ftfc 44*

Oi dados de radiometria indicam que as rochas ultramáficas da porção centro-oeste da


área associam-se a zonas de baixa contagem radio má trica total- À unidade de BIF tambám
está associada a baixa atividade radipgénica, sendo particularmente ressaltada no canal do
potássio, No restante da área do alvará - DNPM 850.129/01 * prevalece a alta atividade
ràdiogênica decorrente da predominância de rochas gnâissicas do Complexo Xingu.

Figura 18 - Dados radiométríens recentes da área do Projeto Sereno (DNPM 850,129/01).


Onde: (A) contagem total, (B) canal do urânio, (C) canal do tório, e (D) canal do potássio.

73 SEDIMENTOS DE CORRENTE
Foi realizada uma campanha de amostragem de sedimentos de corrente que produziu um
total de 43 amostras, cobrindo os principais sistemas de drenagem da área do DNPM
850.129/01 (Figura 19). De forma geral os resultados sào bastante modestos, conforme se
verifica na Tabela 3, provavelmente cm virtude do avançado estágio de alteração meteórica e
a plaina mento da área. Salientam-se a ocorrência de uma amostra com teor bastante elevado
dc Au (2.418 ppb), provavelmente associado a zonas de alteração hidrotermal
estrut uralmente controladas por falhas EW. Note que esta amostra <x:orrc a leste de um
pequeno garimpa de ouro abandonado, ambos aparentemente relacionados à mesma falha
NORANDA EXPLORAÇÃO MINERAL LTDA. Rsletóm Pvnwl Hr Pr»,u m ■ 850 UM) I P*g- 45 /
transcorrenfc? de orientação gt?raj EW, Os valores dc oiementos do grupo da platina sâo tod
abaixo do limite de detecção*

Tabela 3 - Resumo dos resultados de sedimento de corrente na área do DNPM


850.129/01 - Projeto Sereno.
Au Ni Cr Co Pt Pd Cu
(ppb) íppm) {ppm) (ppm) (ppb) (PPb) (ppm)
Minvno <5 0 0 <1 0

Máximo 2*418 39 351 19 - m


14
TotaJ de amostras 43 43 43 43 43 43 43

2.418 ppb Au
líMtftomí,
(jíUOmiril

Figu ra 19 - Imagem Landsat, compisiçào RGB 543, da área do DNPM 850,129/01 ilustrando a
distribuição dm amostras de sedimento de corrente, À rede de drenagem encontra-se
indicada para referência.
SUPEC^

FLS iLLi
NCMtANDA t X PLOMÇA O MINE RAL L J D AíOlííííírití Parctal àt Prsiju t/a ■» 850 129£)l Pág. 46/
7.4 LtTOCEt QUÍMICA
Durante os trabalhos de campo foram coletadas 87 amostras de rocha para análise
geoquimka,. Foram dosados Au, Pt e Pd, utilizando abertura por^rr assai/ (3Ügj, e outros 27
elemento» (incluindo Cu, II), Zn. Ag, Ni, Co, As e Mo) empregando abertura multi-ácido e
leitura por ICP. Na Figura 18 está representada a distribuição geral das amostras na área
(veja também a Tabela 4).
Os resultados sáo de forma geral modestos havendo, no entanto, um conjunto de amostras
que atestam o potencial económico da área. Destaca-se uma amostra de talco xisto contendo
nível de cromita, contendo J.Ofrí ppb de Pt+Fd, que em conjunto com dados de solo,
motivou a condução de uma campanha de sondagem exploratória, conforme será exposto
nos tópicos seguintes. Ressalta-se ainda um conjunto de amostras contendo elevada
concentração de cobre, até 1.724 ppm, e uma amostra contendo 1.795 ppb Au, que estão
associada* a zonas de alteração hidmtermai tipo IOCG.

666000
■9344000mNi
93420oomNi
.9340000mN
■9338000mNi
O
O

Figuro. 18 - Mapa geológico da área do alvará - DISIPM 8^0.129/01 - mostrando a


distribuição das amostras de rocha (estrelas amarelas). Os melhores resultados de Au (ppb)
são indicados em vermelho, Cobre (ppm) em verde, e Elemento» do Grupo da Platina Pt+Pd
(ppb) em branco.
JBMíaSlíqi.

f l s íbh
N< >RAHDA EXPlOM^MOMÍJVrKA/ t TDA,
(DU
Rti.Uctr* Ptmal df P™pi*w &5Ú l7sm 4 7 / 71

^
Tabela 4 - Resumo dos resultados de geoquimica de rocha na área do DNPM
850.129/01 - Projeto Sereno.

Is
U
Au Cr Co Pt Pd Cu
(ppb) <ppm) (ppm) (PPb) (PPb) (ppm)

Mínimo <1 a 0 0 <1 *1 1

Máximo 1795 6 540 10.000 948 819 243 1.724

Total de amostras 87 87 87 87 87 87 87

7.5 Giío q u ímic a pe So l o s


Em virtude dos resultados de sedimento de corrente e de rocha, bem como dos dados
geofísicos e de mapeamento, optou-se por desenhar um programa de geoquimica de solo
que focalizasse a prospecçào de elementos do grupo da platina. Assimr inicialmente foram
amostradas 8 linhas NS de rveonheeimen to, com extensão variando de 7 a 8 km e com
estações a cada 50 metros Estas serviram para definir as zonas de maior interesse, onde
posteriormente foram abertas 30 Linhas NS de detalhe, com amostragem a cada 25 metros.
As oito Linhas originais de reconhecimento posteriofmente foram também amostradas com
espaçamento de 25 metros, A malha final, representada na Figura 19, tem espaçamento de
até 100 metros entre linhas adjacentes e inclui 4.798 amostras. Foram dosados Au, Re Pd
com abertura por jmassmf (30g), e outros 27 elementos (incluindo Cu, Pb, Zn, Ag, Ni, Co, As
e Mo) por meio de digestão por água régia e leitura por 1CP.

Os dados revelaram um conjunto de amostras anômalas em cromo e níquel, que justa mente
refletem as litologias ultramáficas encontradas na área (Figura 20 e Tabela 5). Porém,
associam-se a estas alguns valores elevados de elementos do grupo da platina, em particular
na porção central e norte da área onde valores de até 4.110 ppb de Pt+Fd foram registrados
em solo. Estes resultados motivaram a definição de dois alvos de prospecçào de elementos
do grupo da platina que foram denominados de Alvo Norte e Central que serio descritos em
detalhe no próxima tópico.

Ressalta-se também um conjunto de amostras com elevados teores de ouro, que incluí
resultados de até 908 ppb Au em solo. Estas amostras estão aparentemente relacionadas a
zonas de transcorrência onde é comum a circulação de fluidos hidrotermais. Entretanto,
estes resultados anômalos de ouro não foram ainda investigados em detalhe e serão objeto
de pesquisa na próxima etapa de trabalho.

Tabela 5 - Resumo dos resultados de geoquimica de solos na área do DNPM


850.129/01 - Projeto Sereno.
Au NI Cr Co Pt Pd Cu
(PPb) (ppm) (ppm) (ppm) (ppm) (ppm) (ppm)
Mínimo <1 <1 <1 <i <1 <1 3

Máximo 908 8.229 7,300 762 2,69 1,42 1,080

Total de amostras 4,798 4.790 4.798 4.798 4 798 4 798 4.796


IW13 LfciU
v

NQRANDA EXPLORAÇÃO MINERAL LTDA Reiatúno Parem! de ffafuáN* ■ *50.129J01 % 45/ 70

Figura 19 - Mapa geológico da área do alvará - DNPM 850,129/01 * mostrando a distribuição


das linhas de amostragem de solo (pontos negros). Os melhores resultados de Au (ppb) são
indicados em vermelho, cobre (ppm) em verde, e elementos do grupo da platina (Pt+Pd ppb) em
branco.
M f Wm

NORANDA EXPLORAÇÁO MÍNEML LTDA. Rthíónv Petrcml Js Pttqwxi - gS0.l29jfíl Pfig.: 49/ 71
iWCl
(M*

Sereno .129 01

Figura 20 - Mapas geoquímitos da área do alvará * DNPM 850,129/1)1, onde ocorre uma
coincidência de valores relativamcntc elevados de níquel, cromo, platina e paládio nas regiões do
Alvo Central e Alvo Norte. Observe coincidência de valores elevados de cobre; paládio e platina
com zonas de ocorrência de dique de gabro magnético (indicado em linhas sólidas verde escuro).
Os oito fures da campanha de sondagem exploratória estão indicados em amarelo para referência.

si<l ■
onnoRi

NORAN&A EXPLORAÇÃO MINERAI. I TOA* Relatório Parcial de Ptstfmsa - 85Ú129ÃJÍ Afej 50/

7.6 So m>a <;e m Ro t a t iv a Ex pl o r a t ó r ia


Conforme exposto no tópico anterior, a campanha de geoquímica de solos de finto os Alvos
Norte e Centrai cujos potenciais para hospedar mineralização de elementos do grupo da platina
foram investigados. Para tal foi conduzida uma campanha de sondagem rotativa exploratória
que incluiu oito furos, totalizando L694 metros de testemunhos de onde foram geradas LO 10
amostras (Tabela 6). Estas foram analisadas para Aup Pt e Pd com abertura por /ire assay (30g)# e
outros 27 elementos (incluindo Cu, Pb, Zn, Ag, Ni, Co, As e Mo) por meio de digestão por água
régia e leitura por ICP.

Tatoeta 6 - Rwumo dos dados de sondagam rotativa do Projeto Sereno ■ QNPM B50 129. Qi

Furo Leste (m) Norte(m) inclinação Azjmyte ProlundKSada (m)

FLAf-íKJ-01 646250 9,226,100 -45 360 160.00

FLAF43-02 644250 9.Z2B.300 -45 360 159,00

645250 9226,075 -45^ 360 216J0


ToUl 526,40

O Alvo Sereno Norte, conforme exposto, inclui uma unidade de talco xisto intercalada a rochas
gabróícas e mais localmente piroxenitos feldspáticos (Figura 21). Esta unidade de talco xisto,
interpretada como o equivalente metamorfisado e deformado de um ortopimxeníto, contém em
sua porção norte um nível mapeável de cromita, ao qual se associam elevados valores de
elementos do grupe» da platina tanto em solo (até 4,11 g/t Pt+Pd) quanto em rocha (até 1,06 g/t
Pt+Pd). Este horizonte da palet vest ra tigrafia ígnea foi o principal alvo da campanha de
sondagem exploratória,

A seguir é apresentada uma síntese dos resultados geológicos e geoquimicos obtidos nos cinco
furos de sondagem realizados no Alvo Norte.

FLSN-03-01: Este furo foi concluído na profundidade de 21435 metros (Figura 22). Este
interceptou 53 metros de talccHdonta) xisto, intensamente foliado, e contendo disseminações de
pÜTOtiia e calcopiiíta de granulação muito fina, além de espmélios (magnehta-cnmiita). Os
melhores resultados incluem 425 metros & 037 g/t Pt+Pd (de 96,75 a 101,00 m), incluindo 035
metros @ 038 g/t Pt+Pd com uma razão Pt/Pd de aproximadamente 3,4. Os melhores valores
de cromo, cobre e níquel foram de 5.990 ppm, 8.640 ppm e L195 ppm respectivamente.

FLSN-03-02: O furo foi conduzido até a profundidade de 141,75 metros (Figura 23). Este
interceptou rochas deformadas e alteradas hidro teima Imente, e também uma rocha gabro*
diontica local mente foliada e alterada contendo disseminações de cakopirita. Os melhores
resultados sào 0,45 metros @ 0,12 g/t Pt+Pd.

FLSN*0303: O furo foi encerrado a profundidade de 173,15 metros tendo amostrado rochas
bastante deformadas e alteradas hidrotermalmenie (Figura 24). A principal aasodaçfto
hidrotermal encontrada foi quartzivhemahta^lortta. Este furo atravessou b metros com
NORÁNDA EXPLORAÇÃO MINERAL LTDA, Rriaiúnu Purntil dt Paqntãa - 850.229Alt Pdg- 51 / 70
múltiplos níveis de espinélio (cmmita-magnetita), dos quais m espessura aparente máxima foi de
15 cm. associado a 1-2% de sulfetos disseminados, que náo retomaram resultados expressivo* de
platina e paládio. Uma unidade de takoclonta-antofiJita xisto contendo -1% de sulfetos finos c
disseminados inclui o melhor resultado do furo: 0,72 metros © 03 g/t Pt «-Pd*

FLSN-03-Q7: O furo atingiu a profundidade de 201,65 metros (Figura 25). O furo amostrou rocha
gahróica loca Imente foliada e alterada hidrotermaimenle até a profundidade de 73,00 metros, e a
partir daí até 101,00 metros interceptou uma unidade de talco-(clorita) xisto de fina granulação e
bastante foliado. Esta unidade contém concentrações de esplnálios (magnetita-cramita) entre
99 J0 m e 101,00 m, que retomaram resultados muito baixos de platina e paládio. Finalmente
interceptou uma unidade de diabásio magnético quando foi finalizado.

FLSN-03-08: O furo, desenhado para testar valores anômalos de cobre em solo, foi completado a
profundidade de 201,50 metros (Figura 24). Este interceptou uma variedade de rochas dioriticos
mostrando intensidade variada de deformação e alteração hidrofermal sobreposta. Ocorrem
algumas intercalações de rochas gnáissicas do embasamento. Não foram registrados valores
significativos de quaisquer metais nestas rochas.

O Alvo Sereno Central consiste de uma anomalia de platina e paládio, revelada por amostras de
solo. Esta se associa a uma espessa unidade de rochas ultramá ficas, composta majoritariameote
por serpentmitos com intercalações de piroxenitos. Os melhor» resultados incluem até 736 ppb
Pt+Pd, além de 1.725 ppm Cr, 575 ppm Ni e 239 ppm Cu em diferentes amostras de solo (Figura
26). O objetivo da sondagem rotativa exploratória neste alvo foi o de testar resultados anômalos
de platina e paládio e também conhecer a estratigrafia ígnea do complexo. Uma síntese dos
resultados obtidos nesta campanha é apresentada a seguir:

FLSN-03-O4: O furo foi concluído na profundidade de 25230 metros, tendo interceptado uma
unidade de serpentinito de grã grossa exibindo característica textura rumulus (Figura 27). Foram
amtestradas também rochas gabrôicas portadoras de paragénese hidrotermal sobreposta, que
incluí feldspato potássico, albita, quartzo, calcí ta e local mente epídoto e biotíta. As amostras de
testemunho de sondagem não retomaram resultados importantes de quaisquer metais.

FLSN-03435: O furo foi completado a profundidade de 258,55 metros, tendo amostrado gabro-
no rito localmente portando homblenda além de camadas de serpentinito com textura ctunulus
conspícua (Figura 27). Em menor abundância, pifem frequente, intercalam-se níveis de
piroxeníto sugerindo processos cíclicos de diferenciação magmatka. Não foram registrados
resultados geoquimícos significativos.

FLSN 433-06; Furo encerrado a profundidade de 250,65 metros, tendo atravessado uma sequência
altemanie de camadas ígneas, cujas espessuras e composições são variadas (Figura 27).
Inicialmente foram amostradas rochas rícas em talco, provavelmente derivadas de protôlitos
riem em ortopíroxénio. Ocorrem cíclicas intercalaçòs de níveis enriquecida em magnetita que
sugerem presença pretérita de camadas portadoras de olivina na sequência. Segue-se uma
sucessão de serpentinito com intercalações cíclicas c subordinadas de rocha gabróica.
Nova mente registra-se notável textura cúmuJus nas unidades de serpentinito, Com frequência
ocorre a sobreposição de alteração hidrotermal, evidenciada príncipaimente pia dpritização e
finos veios de feldspato potãssico. Como nos demais furos desta seção, não foram encontrados
valores importantes de metais.
n ü jw n ím £XPí,o k a ç A:i mj n e ml l t d a Reíaíôrio Pàrrtai dt Pm/uisa 850.129^)1

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Solo: Cr ppm
Figura 21 - Mapa geológico do Alvo Norte, da área do alvará - DNPM 850.129/01, mostrando a posição dos furos de sondagem rotativa e suas respectivas
projeções horizontais (traço amarelo). Veja a distribuição dos elemento* do grupo da platina çm amostra» de solo (Pt+Pd ppb em azul) e rocha (Pt+Pd ppb em
amarelo). Na parle inferior veja distribuição de cromo e níquel em amostras de solo e o mapa de sinal analítico para toda a área do alvará.

di?UMdW
NORANDA EXPLORAÇÃO MINERAL LTDA. Relatório Parcial de Pesquisa - 850.129/01 Pdg ; 53 / 70

Figura 22 - Seção geológica vertical 665.900 mN, do Alvo Sereno Norte - DNPM 850.129/01. O furo de sondagem rotativa FLSN-03-01 foi programado para testar
valores anómalos de platina e paládio em solo que se encontram representados na porção superior da figura.
NOMNDA EXPLORAÇÃO MINERAL LTDA. Relatório Pardal de Pesquisa - 830.129AH Pdg.: 54/ 70

Figura 23 - Seção geológica vertical 666.700 mN, do Alvo Sereno Norte - DNPM 850.129/01.0 furo de sondagem rotativa FLSN-03-02 foi programado para testar
valores anômalos de platina c paládio em solo que se encontram representados na porção superior da figura.
NORANDA EXPLORAÇÃO MINERAL LTV A Relatório Pardal de Pesquisa 850. J29/01 Prtg 55 / 70

Figura 24 - Seção geológica vertical 666.300 mN, do Alvo Sereno Norte - DNPM 850.129/01. O furo de sondagem rotativa FLSN-03-03 e FL5N-03-08 foram
programados para testar valores anômalos de platina e paládio em solo que se encontram representados na porção superior da figura.
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NORANDA EXPLORAÇÃO MINERAL LTDA Relatório Parcial âe Pesquisa - 850.129/01

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Figura 25 - Seção geológica vertical 666,100 mN, do Alvo Sereno Norte * DNPM 850,129/01. O furo de sondagem rotativa FLSN-Q3-07 foi programado para testar
valores anômalos de platina e paládio em solo que se encontram representados na porção superior da figura.

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NORANDA EXPLORAÇÃO MINERAL LTDA Rdatdrfo Pmlití de Pesquim - 8SO.n9/0t

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Figura 26 - Mapa geológico do Alvo Central da área do alvará - DNPM 850.129/01, mostrando a posição dos trés furos de sondagem rotativa e suas
respectivas projeções horizontais (traço amarelo). Veja a distribuição dos elementos do grupo da platina em amostras de solo (Ft+Pd > 30 ppb — círculos
azuis) e rocha (Pt+Pd > 6 ppb -* estrelas imifeiâl). Na parte inferior veja a distribuição de cromo e níquel em amostras de solo e o mapa de sinal analítico
ra Ioda a área do alvará.
NORANDA EXPLORAÇÃO MINERAL LTDA Relatório Ptrcèâl de Pttquisfi - 850.129/01 PdS.: 58/ 70

llgura 27 - Seção geológica vertical 667,000 mN, do Alvo Sereno Central - DNFM 850,129/01. Os furos de sondagem rotativa FlSN-03-04, FLSN-03-05 e
FLSN-03-06 foram programados para testar valores anômalos de platina e paládio em solo que se encontram representados na porçfto superior da figura
>. ,

NOMNIM EXPLOJMÇ/ÍO MÍNfJUl LTlM RH<iU*k Parcel àé Pesais* &5012WI ]

8. Jy_3TLF_IÇATlVA PAftA O PROSSEGUIMENTO DA PESQUISA

Os trabalhos de exploração na area do Alvará nü UX256/0L aferente ao DNPM 85(1129/01,


anelaram a presença de rochas máficas-ultramáficas da Suíte Catete, que incluem um
conjunto de gabros, piroxenitOs feldspátíci>s e talco xisto exibindo variada deformação e
metamorfismo sobrepisítis, Tais rochas poluem alto potencial para hospedar
mineralizações de elementos do grupo da platina,, conforme atestam os resultados
geoquimicos obtidos até o momento, eg., 1062 ppb Pt 4Pd em rocha, e 4.110 ppb Pt +Pd em
solo. Este potencial foi testado, porém não esgotado, através da supracitada campanha de
sondagem. Logo, são ainda necessários trabalhos adicionais, principalmente de sondagem,
para melhor avaliar o potencial destes e de novos alvos que eventualmente venham a ser

O potencial econômico desta área nâo se limita aos elementos do grupo da platina.
Conforme exposto anteriormente, e ilustrado na Figura 28 abaixo, ocorre na área do alvará
(DNPM 850:129/01} significativ a concentração de amostras anómalas em ouro e cobre. Estas
se agrupam na porção noroeste e também sul da área, destacando-se os seguintes valores.
1.795 ppb Au em rocha, 908 ppb Au em solo, 2,418 ppb Au em sedimento de corrente, além
de 1.724 ppm Cu em rocha e L432 ppm Cu em solo. Estas amostras situam-se em regiões
estruturalmente controladas onde há evidencias de alteração hidrotennal, incluindo as
associações anfibóliomagnetita a sul e hematita-quartzo a norte. Este estes atributos
geológicos concordam com aqueles de outros depósitos de cobre e ouro de Carajás, como
por exemplo, Salobo, Igarapé tkihia e Sossego. Soma-se a este cenário a ocorrência de
gdrimpos de ouro, como o Garimpo Cutia indicado na Figura 7, que se localizam segundo m
mesmas estruturas onde ocorrem as amostras anómalas do Projeto Sereno.

Note que estes resultados são extremamente relevantes e ainda não foram detalhados.
Portanto é vital que se leste na próxima etapa de trabalho a possibilidade destes sistemas
hidmtermais conterem mineralização econômica de cobre e ouro.

Enfahza-se que o Alvará objeto deste Relatório Parcial - DNPM 850.129/01 - faz parte de um
projeto mais amplo, denominado Bloco Sereno, que inclui outras duas áreas de grande
interesse para a Noranda, são das: DNPM 850.050/01 - alvará de titularidade da Noranda e,
DNPM 850.790/86 - área em disponibilidade para a qual a Noranda se habilitou. Conforme
citado, tal bloco foi objeto de um levantamento aero-geofísico de detalhe, que totalizou certa
de li$ 250.000. Índui-se ainda neste projeto um programa, presentemente em progresso, de
foto-interpretação de detalhe que irá cobrir todas as áreas do Bloco Sereno c subsidiará a
identificação de sítios estruturais e/ou HtoCógkos favoráveis a deposição de metais.

Em vista do exposto, a Noranda Exploração Mineral Lida. considera que a área em quentão
ainda não foi suficiente mente avaliada, merecendo investimento adicional em prospecçáo.
Assim sendo, solicitamos a este Departamento a prorrogação por mais 3 anos do Alvará de
Pesquisa n° 10,256/01, referente ao Processo DNPM 850.129/01, para que sejam executados
trabalhos adicionais de avaliação e detalhamento das ocorrências o anomalias de elementos
do grupo da platina, e também cobre e ouro, identificadas na primeira fase de trabalho.

/v~p
mtmm

NORANDA EXPLORAÇÃO MINERAL LTDA. Retaíàrío Parcial de Pesquisa - 850.129/01 Pag.: 60/ 7< f l s m
► 74*00 m£- rs
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abandonado a 1 l-ro a oeste
ao longo lia mesma tiutura

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IITCYnT
Centro I

Figura 28 - Mapa aero-magnético (sinal analítico) da área do Projeto Sereno - DNPM


850.129/01 - salientando o potencial econômico da área. Observe na porção sul da área
agrupamento de valores anômalos de ouro em solo. Na porção noroeste ocorre concentração
de valores anômalos de ouro e cobre em amostras de solo, rocha e sedimento de corrente.
Estrela verde —* Cu (ppm) em rocha; círculo vermelho —> Au (ppb) em solo; círculo amarelo
—*■ Au (ppb) em sedimento de corrente. Em branco encontram-se dispostos valores anômalos
de paládio e platina em solo e rocha*

9. Tr a ba l ho s Pr o po st o s
Os trabalhos propostos a seguir visam dar continuidade às investigações na área do Projeto
Sereno, para o qual está sendo requerida a prorrogação do alvará de autorização de pesquisa
correspondente ao DNPM 850.129/01.
O planejamento aqui apresentado é dirigido principal mente à pesquisa de cobre e ouro e
também dos elementos do grupo da platina, porém a metodologia a ser empregada permitirá
a identificação de outros bens minerais porventura existentes. Neste caso, os procedimentos
deverão ser revistos e adaptados com a conseqüente comunicação ao DNPM,
A execução do programa ficará sob a responsabilidade direta da equipe básica colocada no
quadro abaixo, que se encarregará da execução dos trabalhos técnicos e administrativos do
projeto.
NORANDA EXPLORAÇÃO MINERAL LTDA Retaiôrfo Paraaí dt Pfíqutsa ti$1kl29/Dl PQgj 61 /

Equipe básica para execução do Projeto


Item Cjfgo/Fu^ào Quantidade
i Geólogo Chefe Projeto 01
2 Geólogo Sênior 01/02'-*
3 Geólogo Junior 02 / 04'*'
4 Técnico de Exploração Sénior 02/03í-'
5 Técnico de Exploração 02 / 04'*'
ê Topógrafo 01
7 Desenhista 01
9 Técnico em Meio Ambiente 01
9 Auxiliar Administrativo 01
10 Auxiliar de Amostragem oa/oft'1'
11 Assistente de Campo 20/ 31n
TOTAIS 3 5 / 5 5T>
total (35), refera-se a Etapa lr de complementado dos trabalhos de
0

1
1

amostragem geoquíinica de solo, geofísica terrestre e eventual mente sondafçem


exploratória; e o scpundo total (SS1'1) reíere-se a Etapa [[ incluindo a sondagem de
avaliação.

Além do corpo técnico acima deverão ser contratados serviços técnicos de terceiros e
consultores, para execução de sondagens rotativa, levantamentos geofísicos terrestres (IP
e/ou TEM), estudos petrugráficos, entre outros serviços que venham a se tomarem
necessários no decorrer do projeto.

A Etapa 1 corresponde ao detalhamento das regiões anômalas identificadas na etapa anterior


de trabalho, entre elas destacam-se: (i) a porção noroeste da área onde há um sintomático
agrupamento de valores anômalos de ouro e cobre em solo, rocha e sedimentos de corrente;
e (ti) a porção sul da área onde ocorre há concentração de valorei anômalos de ouro em solo.
Esta etapa incluirá levantamentos de geofísica terrestres na região anômala para cobre-oun>
e empregara as técnicas de magnetometria, IP/resisti vid ade e TEM. Nos corpos máfico-
ultramáficos serão realizados trabalhos complementares de amostragem de solo e rocha. Em
seguida será realizada uma campanha de sondagem rotativa exploratória em ambos os
alvos.

A Etapa 11 é destinada a avaliação de reservas de minério que porventura venham a ser


definida na Etapa L Nesta etapa é necessária a realização de um adensamento dos furos de
sondagem visando obter mais informações e melhor confiabilidade dos dados para
estabelecimento das reservas. Amostras de grande volume (furos em maior diâmetro)
deverão ser coletadas e destmadas aos ensaios tecnológicos visando equacionar o
aproveitamento do minério
Propõe-se, desta forma, um projeto de grande envergadura, porém, ao mesmo tempo
simples e objetivo, capaz de gerar informações confiáveis sobra os possíveis depósitos
minerais, A programação será desenvolvida pelo corpo técnico da Noranda, titular do
alvará, com eficiente apoio logístico e operacional de uma equipe experiente na condução de
projetos semelhantes nas mais diversas regiões do pais e do mundo.
d «f k t o t

NORANDA EXPLOHAÇAi > MINERAL LTDA. jMim ftifrutl d* Ptupm* SSOMBÍOÍ P*s 62 / J íLS l /ZÍ
CX levantamentos ewcutados n.i primeira faso do Projeto, arrnia discutidos, atestam a M
capacitação íócnic.i e operacional da Noranda, permitindo antever grande desenvoltvim [xtra-
continuidade da pesquisa nesta área. Reitera-se que a conduçáo dos trabalhos será
acompanhada de permanente reavaliação, com nvMes criticas do acervo de dadtw em
evolução, de modo a adequar os serviços, em qualidade e quantidade, aos parâmetros
estabelecidos pelos resultados parciais obtidos.
Apresenta-se a seguir a programação de pesquisa proposta para a área, com demonstração
da adequação técnica de cada atividade e detalhada descrição dos custos e prazos.

9.1 ETAPA M; GERAi a o Dl: a l v o s

9.1.1 AbertuTti de Pktuim e amostragem de solos


A amostragem complementar de solo nas porções noroeste e sul da área para detalhar
anomalias de cobre e ouro definidas na etapa anterior. Será adotado um intervalo regular de
amostragem de 50 m ao longo de linhas N-S com extensões variando de I a 3 km, O
espaçamento entre linhas adjacentes será de 200 a 100 metros totalizando aproximadamente
25 km. Está prevista a coleta de cerca de 900 amostras de solo, que deverão ser preparadas e
analisadas nos laboratórios AIS Chemex no Brasil e Canadá, respectiva mente.

9,12 leiíimtamentos Geofísicos Terrestres


Nas zonas anômalas para ouro e cobre serão executados levantamentos geofísicos terrestres
que incluirão métodos magnéticos, eletromagnéticos (TEM) e polarização induzida (IP),
visando à identificação de corpos de sulfetos em profundidade e orientar o programa de
sondagem rotativa.

Será conduzido um levantamento de magnetometm terrestre ao longo de 75 km de linhas


com espaçamento de 200 m entre linhas adjacentes. Está previsto também o levantamento de
15 km de linhas de IP. Será adotado o método dipolo-dipolo com arranjo de KXJrn e
espaçamento de 200 a 400 metros entre linhas. Finaimente, será conduzido um levantamento
de 45 Toops" com IEM móvel em arranjo de 100 x lOOm.

9.1J Aberi u ra de Trincheiras


Com a finalidade de investigar as possíveis anomalias geoquímicas e/ou geofísicas obtidas,
entender a estroturaçáo das rochas afloranles e programar os furos de sondagem rotativa,
serão alocados recursos para a abertura de 4 trincheiras com largura de 0„8üm,
profundidade de 13 a 2m, e comprimento de até 200 m, totalizando aproximadamente SOOm
lineares escavados e gerando cerca de 200 amostras de canais (cerca de 12 a 15 kg) a serem
coletadas.

9.1.4 Sondugrifs Exploratórias

As informações obtidas no mapeamento geológico e nos levantamentos geoquímicos e


geofísicos fornecerão os elementos necessários à locação de furos exploratórios na área do
alvará do DNPM 850.129/01. Serto alocados recursos suficientes para a realização de furos
exploratórios, poderão totalizar 5.000 metros. Estes dados serão completamente aproveitados
NORANDA EXPLORAÇÃO MINERAL LTDA Réatério Parcial tíe Pesque 850.129AI1 Pdg,: 63 /
no faturo, caso os resultados justifiquem o prosseguimento dos trabalhos paro a Etapa U
adensamento da malha de sondagem.
Espera-se que sejam geradas cerca de 3,000 amostras de testemunho de sondagem que
deverão ser analisadas pelo método de ICP para 27 elementos, incluindo os metais base, e
ouro via JTireassay-30g'\

9.1S Lerantamrnto Topográficos lír Dr talhe


A área em apreço «será objeto de levantamento aerofotogramétoico destinado a prover bases
cartográficas precisas e atualizadas, necessárias aos trabalhos de detalhamento sucessivos,
considerando obviamente, o sucesso desta etapa e passagem para uma nova etapa com
avaliação e cubagem de reservas. A cobertura produzirá fotografias aéreas convencionais
pancmmáticas do conjunto de áreas, na escala 1 ; SjOOO.
Sua restituição controlada permitirá a elaboração de plantas diversas com cartas plani-
altimét ricas em escala 1:1.000, com curvas de nível espaçadas em 2 m, para futura
quantificação de reservas.

92 ETAPA II - AVALIAR AODE RESERVAS


Compreende a etapa destinada à avaliação da quantidade e qualidade do minério, que
porventura venha a ser bloqueado na área.

92.1 Sondagens Diamanhuias para Definição de Keserrws Minerais


Serão utilizados meamos padrões de sondagem rotativa a exemplo do programa exploratório
da Etapa I, Constitui-se de furos inclinados com profundidades de até 500 m com deflexões
na região do minério de até 200 m de extensão. Para se avaliar uma camada de minério com
125 m de espessura, 2 km de extensão e 300 m de profundidade na direção do mergulho
(wdowndipw) estima-se no mínimo 20 seções com 2 furos de sondagem inclinados e 2
deflexões totalizando cerca de 30.000 m testemunhos em diâmetro HQ em rocha
intemperízada, NQ em rocha fresca e BQ para as deflexões.
A previsão é de sejam coletadas 17.000 amostras. Às analises serão efetuadas a exemplo da
fase de sondagem exploratório, devendo ser realizados várias análises de checagem em
laboratórios do Brasil, USA e Canadá.

9.2.2 AoaiiáÊçâa, Modelagem e Estudos Estatísticos das Reservas Minerais,


Q conhecimento de um depósito mineral e a consequente quantificação de suas reservas
demanda aproximações sucessivas, à medida que se desenvolve a pesquisa e novos dados
são gerados.
Nas sondagens exploratórias pretende-se delinear o corpo ou corpos de minério,
antecipando-se informações sobre a magnitude de teores no trecho inspecionado. Já os
trabalhos sistemáticos de avaliação, também com sondagem rotativa, buscam o
conhecimento deta lhado das variações de teores no domínio mineralizado.
A metodologia adotada para estimar as eventuais reservas evoluirá à medida que novos
dados forem incorporados ao acervo disponível. Esee trabalho contará com os recursos
sofhoares específicos c atualizados.
NOKANDA EXPLORAÇÃO MINERAL LIDA. Relatório Pardal <k Ptsqum - 85Q.12WI Pég: 64/: 0
923 Ensaios Tcenalógkm - Caracterização tio Minério
 quantificação de reservas será complementado com execução dc fura de sondagem de
grande diâmetro, intercalados na malha normal de sondagens, ou ainda abertura de frentes
de escavações visando a geração de amostras volumosas para a caracterização do minério e
ensaios de beneficianunto.
Prevê-se a realização de furos com profundidade em tomo de 250 m, capazes de assegurar o
grau de conhecimento necessário para equacionar o aproveitamento do eventual depósito
mineral. Deles resultarão 5 ou mais amostras de minério dependendo do número de
horizontes identificados na cubagem gerando amostras de cerca de 5 toneladas,
representativas do depósito. As informações obtidas serão cruciais para a avaliação das
características tecnológicas do minério, e permitirão ainda uma aproximação mais realista
dos custos da eventual lavra e be nr fiei a mento.

92A Estudos de pnf-vmbitidade de aproveitamento do minério


De posse de todas as informações referentes à geologia e a jazida, pesquisas geológicas e
tecnológicas, mercado e capacidade de produção, parâmetros de processo c metalúrgico-
extrativos, será elaborado um estudo de pa^viabilidade do minério, a ser submetido ao
DNPM no Relatório Final de Pesquisa,
Um dos primeiros aspectos a considerar será a opção entre o aproveitamento isolado do
eventual minério alí bloqueado, ou sua possível integração a um empreendimento de maior
porte, vislumbrando o conjunto de áreas de interesse da NORAMDA no Distrito de Carajás
À escala de produção do empreendimento poderá ser definida a partir de modelas, como a
fórmula de Taylor, por exemplo, que considera os diversos fatores envolvidos: tecnológicos,
econômicos, mercadológicos, etc, A partir daí estimam-se os investimentos necessários em
infra-estrutura, desenvolvimento da jazida e preparação para lavra, equipamentos de
desmonte, transporte e respectivos custos operacionais.
Os resultados da caracterização e ensaios de beneficiamento do minério permitirão definir o
fluxograma básico de processo e seu rendimento teórico, para cálculo dos investimentos na
usina, custos do tratamento, expectativa de produção e receita.
Definidos esses parâmetros, efetua-se a análise econômica do empreendi mento delineado no
anteprojeto, com base no fluxo de caixa previsto e em sua sensibilidade, considerado as
possíveis variações de investimento, custos operacionais, expectativa de receitas, etc,
Como dito, a NORANDA possui reconhecida tradição em conduzir a bom termo minerações
diversificadas de grande porte e elevado grau de complexidade, o que a capacita plenamente
para o equadonamento téoúcwconflmko e ambiental do aproveitamento das reservas que
se espera bloquear na área em questão.

9-23 Relatório f inal de Pesquisa


Os resultados da pesquisa serão apresentados em um Relatório Final de Pesquisa, elaborado
nos melhores padrões de conteúdo e forma, a ser apreciado pelo DNPM com vistas â
oficialização das reservas consignadas. O relato dos trabalhos realizados, a discussão dos
resultados obtidos e a pré-viabilidade de aproveitamento do minério serão consolidados em
um amplo documento técnico.
«PWIBTHFD

NORANDA £ XPtX^RAÇAO MINERAL L TDA. Rfkitôrw FatCMtl ét Priqwsm - S5Q. 12301 fl*- 65 f 7
93 P l a m i a mü n t o e Co n t r o l e Am b i e n t a l
O artigo 2. da Resolução CGNAMA 001/86 de 23 de janeiro de 1983, estabelece que "toda e
um
qualquer atividade produtiva potfflcmlmenhr poliiidora dependerá, para sua implantação, da
elaboração dt um Estudo de Impactos Ambientais (ElAI e respectivo Relatório de Impactos m Meio
Ambiente (RIMA)** a serem submetidos ã aprovação do órgão ambiental competente. Nessa
condição se enquadra a atividade de mineração.
Ciente da sua responsabilidade em relação à questão ambiental, a Nortmdã desenvolve em
seus projetos mais avançados um programa regular de levantamento de dados,
simultaneamente ao planejamento e controle ambiental das atividades de exploração
mineral. O programa, que se pretende estender ã área em licitação, objetiva realizar
levantamentos de dados ambientais básicos e minimizar as perturbações decorrentes da
campanha exploratória, dentro dos princípios do desenvolvimento sustentável e em
harmonia com os demais usos de outros recursos naturais, inserindo esta preocupflçiõ desde
o início do projeto. O registro de dados básicos, bem como o levantamento de fontes de
referência destes, é uma atividade que pode ser feita pa rale lamente aos trabalhos de
pesquisa, utilizando-se das mesmas técnicas e da mesma equipe atuante no campo.
Neste contexto estão inclusos os levantamentos de dados a respeito do clima e condições
meteorológicas (temperatura, pluvíometria, insolação, umidade do ar), dos recursos hídricos
(confecção de mapas de d renagem, medidas de vazão dos cursos d'água, nível freático,
qualidade de águas superficiais ç subterrâneas), descrição da geologia e dos recursos minerais,
análise e caracterização dos solos, levantamentos de trabalhos, teses e mapeamentos da fauna e
flora, de interesse científico ou econômico, com descrição da nomenclatura local.
Também faz parte do elenco de registros preliminares o levantamento de estudos, teses e
projetos sobre a dinâmica populacional, da renda, da economia, do uso do solo e dos
recursos naturais, disponibilidade de energia, transporte, comunicação, saúde e educação na
área e região, locação em mapa de unidades de conservação ou de uso restrito, levantamento
de organizações ambientalista*, públicas ou privadas, e acompanhamento de açòes
ambientais desenvolvidas por outras entidades atuantes na região, incluindo Plano
Diretores.
NÚJUMM HXPtOÍMÇ^OMÍWt íML LTDA RflatÚTK* Panrtaldt PfSjifiw 850.1&/01

10. Cr o mo c u m*

Os trabalhos de pesquisa estão sendo programados para OS txds anos de prorrogação da autorização de pesquisa, tira requeridos,
estão apresentados a seguir na forma simplificada em trimestres consecutivos:

1° ANO 2° ANO > ANO


e &
T ra b j 1 hos Pr ogra ma d os l tri 2* tri 3Ptri 4* tri 1° th 2* tri 3* tri 4° tri l*tri 2 tri >'tri 4" tri
1. Amostragem ddkioful de tolo e rocha X X
4 Mapeamento Üeológko de detalhe X X X X X
5. Geofiiica TmftlTf (magnetomrtna, IP, TEM) X X X X
b* Trincheira» X X
7, Sondagem Exploratórias X X X
S. Levantamento Topográfico X X X
9. Adensamento de Sondagens X X X X X
10, E&lfcnurçAo de Reservas X X X
11, Frtuii» Tecnológicos x
11 Pr*-Viabilidade
r X
X X
13. Fitwi dí Pm^u ís j X
NORANDA EXFLORAÇAO MINERAI LTVA

11, Or ç a m e n t o

Tr a ba l hos Pk c x ; r a ma d o s Cu s t o (US$)
Prospecção Geoq u ímíca t Mapeamento Geológico
Engloba o custo total para abertura de 25 km de picadas, 25,000,00
coleta de 500 amostras de solo, rocha, interpretação dos
resultados, mapeamento geológico, incluindo salários e j
benefícios.
Geofísica Terrestre
Serviços contratada incluindo levantamentos de 75 km de 75.000,00
magnetometriã, 15 km de IP/ resistividade, 45 loófts TEM e
interpretação dos resultados.
Trincheiras
Abertura, amostragem ê mapeamento. 10.000,00
E studos c Controles AmbíenLais
Incluindo ás diversas fases dc estudos. 80.000,00
Levam ta ni e ntos Ttipográfkos
Indupjn os levAntamentos detalhados e do maior precisão. 100.000,00
Sondagens
Exploratórias (5.000 m) e de Avaliação (30.000 m) 1.500.000,00
Análises Químicas
Referente á dosagem e análise de cerca de 20.000 amestras 300.000,00
l.studos PpIt o Ió r íc o s /Consultoria Sistema Hidrolerrnais 10.000,00
Referentes ó anAlis* de 100 amostras
Testes MetaltürEÍcos 100,000,00
Estudos de Pré-Viabihdade 100.000,00
Relatório FinaE de Pesquisa 50.000,00
Despesas Lesais
Indenizações a superficiãrios, taxas de manutenção e outras 50.000,00
DNPM
Despesas Operacionais
Despesas com administração, manutenção, alojamentos, 500.000,00
comunicações, viagens, etc.
Investimentos
Aquisição de veículos, equipamentos gerais, outros bem. 100.000,00

TOTAL 5.008.000,00
Va loMnt* I comüpond enl* j Rí 1 5,024.000,00 (CJmbiai US$1,00 -KS 3,001
mfmíi
NORANDA £ XPLORAÇ'AO MINERAL LTDA Relatório Parcial de PestjHi&i ■ USD-129A)i Pffr.: 68/ ? fl s.
12. Co nc l usõ es

Considerando a qualificaçao dn NORANDA e a grande experiência do grupo dc empresás-


associadas em todas os áreas da atividade mineral em nível mundial;
• Considerando a disposição e disponibilidade dc recursos financeiros para investimentos do
porte e risco envolvidos na pesquisa mineral;
• Considerando a qualificação profissional do seu corpo técnico;
• Considerando os estudtis e investimentos já realiz-ados pela NORANDA no programa
regional do Distrito de Carajás, Bloco Sereno, onde já foram investidos recursos superiores a
U$ 1.000.000;
* Considerando a ocorrência de duas /onas anômalas cm cobre e ouro estruturaImcntc
controladas, de aproximada mente 2 km de extensão cada, que ocorrem nas porções noroeste
e sul do alvará corrcspmdcnte ao DNPM 850.129/01 (Projeto Sereno);
* Considerando a ocorrência dc corpos máfko-ultramáfícos mineralizados a platina e paládio,
cujo potencial econômico ainda não foi completamente verificado; e
* Considerando o grau dc conhecimento da região, a NORANDA se julga plenamente
qualificada e preparada para dar prosseguimento a pesquisa, solicitando junto a este
Departamento a pnrrmgjção. por mais 5 anos, do alvará cm referência, objeto deste relatório.

Belo Horizonte, 21 dc setembro dc 20tM.

BOTELHO DIN1Z
Geólogo
CREA/MG: 26.345/D
Visto CREA/PA: 7.571
NORANDA EXPLORAÇÃO MINERAI LTDA. Rektârb Parcíãl de Pequim ■ A50J2MH Pttg. 69/

13. RErwfcMçiAy agygggáBSM


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