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ESCOAMENTO SUPERFICIAL E A INFILTRAÇÃO

O escoamento superficial e a infiltração sem ocupação humana não causam


degradações significativas ou de grandes proporções.

Quando o solo está protegido pela vegetação o impacto direto das águas das
chuvas é amortecido pelas folhas das árvores, as raízes seguram um maior volume
de água no solo, e devido a grande quantidade de folhas no chão a água escorre
somente após a terra estar bastante encharcada. Desta forma as árvores servem
como um regulador de água a ser liberada pelo solo. Assim, os rios demoram um
pouco a encherem e permanecem mais tempo cheios, pois há maior poder de
retenção de água pelo solo, mantendo a terra mais tempo molhada, por isso, se
sente menos os efeitos da estiagem.

Então, podemos concluir que o escoamento e a infiltração têm os efeitos benéficos


ao homem e aos outros animais, considerando a vital importância dos recursos
hídricos a todo ser vivo, animal e vegetal, somente quando mantemos preservados
as diversas formas de vegetação. A infiltração diminui com o desmatamento.

Diminuindo a infiltração de água no solo, o regime anual dor rios sofre uma
mudança. Nos períodos de chuvas as enxurradas são maiores, enquanto que nos
períodos de estiagem as vazões se reduzem a níveis bem menores que na época
em que as florestas estavam presentes. A mudança que ocorre no ciclo hidrológico é
sem dúvida um efeito da mudança que ocorreu no ambiente.

Dentro dessa realidade, podemos concluir que a infiltração e o escoamento


interferem diretamente na quantidade e na qualidade da água.

Visando contribuir para um melhor gerenciamento dos recursos hídricos iremos focar
nosso estudo nos impactos negativos diretamente interrelacionados com a
degradação e a poluição do meio natural, visto que são numerosos os prejuízos e
as alterações provocadas nos mananciais, tendo o escoamento e a infiltração como
os condutores do processo degradante e responsáveis diretos pela contaminação
dos recursos hídricos.

Na agricultura, os pesticidas e fertilizantes são carreados para os rios, córregos e


lagoas, via escoamento superficial, após a aplicação em variados tipos de cultivo.
Nesta situação, é inevitável que por via da infiltração os aqüíferos subterrâneos
também sofram contaminação pelos agentes ativos dos inseticidas clorados que
apresentam maior persistência no solo, devido a não serem biodegradáveis.

Geralmente, levam anos para desaparecerem. Por exemplo o DDT, DIELDRIN,


LINDANO, HEPTACLORO, CLORDANA E ALDRIN.

Os fertilizantes aplicados no solo, adubos químicos para corrigirem as deficiências


de minerais - que de fato corrigem tais deficiências, mas não reconstituem a parte
física do solo que é indispensável às plantas - resulta no carreamento superficial ou
na infiltração. Estes elementos, geralmente em altas concentrações provocam todo
tipo de alterações na água.
Ainda na atividade agropecuária, na suinocultura e outras atividades
correlacionadas, desenvolvidas no meio rural, são exercidas sem os cuidados com a
disposição dos resíduos de currais e pocilgas. Os excrementos de animais podem
conter microorganismos patogênicos, que escoados ou infiltrados no solo, elevam a
demanda bioquímica de oxigênio - DBO.

Nos centros urbanos o escoamento da chuva precipitada, bem como a infiltração


desta água, são vetores que diretamente conduzem materiais responsáveis pela
contaminação dos aqüíferos subterrâneos ou mananciais superficiais, alterando-lhes
a qualidade. O esgoto doméstico na maioria das cidades brasileiras sem tratamento;
os resíduos líquidos e sólidos industriais, o primeiro sem tratamento correto, o
segundo disposto inadequadamente, são exemplos que podemos mencionar.

As águas pluviais ao escoarem pelo solo, carreiam as impurezas, e certamente


contribuirão para modificações na qualidade das águas, principalmente a elevação
da turbidez.

O lixo urbano depositado irregularmente às margens de cursos d’água, e em


algumas cidades, diretamente nos mananciais. Os aterros sanitários em sua maioria
feitos sem o acompanhamento técnico dos órgãos ambientais competentes, bem
como de outros setores envolvidos. Muitos qualificados, e de fato são verdadeiros
“lixões”, produzem o chorume. O chorume pode alcançar os aqüíferos subterrâneos,
via infiltração, e os mananciais superficiais via escoamento.

Havendo alteração da qualidade da água, sem dúvida haverá diminuição da


quantidade de água disponível, quer seja para o consumo humano ou para qualquer
outra forma de vida.

O escoamento das águas não são necessariamente os responsáveis pelas


enchentes nas bacias urbanas brasileiras, e sim, o lançamento inadequado de lixo
na bacia hidrográfica, que é carreado e entope as bocas de lobo, canais e galerias,
gerando alagamento nos arruamentos e logradouros.

A poluição resultante de processos naturais como a decomposição de vegetais e


animais mortos, a erosão das margens, em condições normais, geralmente, não
causam problemas de maior importância.

Finalizando, o escoamento e a infiltração em bacias hidrográficas naturais não


causam impactos negativos ao meio, a não ser quando o homem intensifica os
processos naturais.

A nossa conclusão é que a melhor forma de evitar que processos naturais sejam
causadores de degradação e poluição dos recursos hídricos será com o
planejamento adequado do uso e ocupação do solo, bem como um melhor
gerenciamento na gestão das O escoamento superficial e a infiltração são processos
dinâmicos da água, e também, são fenômenos físicos naturais que estão
diretamente inserido no ciclo hidrológico. Dessa forma, havendo a precipitação de
água, certamente estarão acontecendo essas ações.
Na verdade, esses dois movimentos: escoar e infiltrar são fundamentais pela
manutenção dos recursos hídricos, assim como são essenciais para a formação dos
lençóis d’água, recuperar as nascentes, manter os rios em seu volume normal. Em
condições naturais está comprovado que os processos de escoamento e infiltração
em bacias hidrográficas naturais, ou seja com baixa ou águas.