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PAUL EMIL VON LETTOW-VORBECK

PAUL EMIL VON LETTOW-VORBECK Paul Emil von Lettow-Vorbeck Paul Emil von Lettow-Vorbeck (20 de Março de

Paul Emil von Lettow-Vorbeck

Paul Emil von Lettow-Vorbeck (20 de Março de 1870 - 9 de Março de 1964) foi um general alemão, comandante da campanha da África Oriental Alemã na Primeira Guerra Mundial, a única campanha colonial dessa guerra onde a Alemanha não foi derrotada. Também foi o único comandante a invadir solo britânico na Primeira Guerra Mundial.

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1 - BIOGRAFIA

1.1 - PRIMEIROS ANOS

Nasceu no seio de uma família militar em Saarlouis, na Federação da Alemanha do Norte, e, destinado também a seguir a carreira militar, estudou ciências militares, preparando-se para uma carreira de oficial de artilharia.

A sua primeira missão de relevo aconteceu em 1900 quando, ainda tenente, foi

encarregue de comandar um destacamento alemão que colaborou com forças militares de outras potências europeias na contenção da Rebelião Boxer, na China.

Em 1904 partiu para o Sudoeste Africano Alemão (actual Namíbia) como ajudante-de-

campo do general Martin Chales de Beaulieu, comandante das forças enviadas para apoiar as Schutztruppe (as “tropas de protecção”) da colónia na denominada Guerra dos Hotentotes, a insurreição dos povos nama e herero que ocorreu entre 1904 e 1908

e que conduziu ao genocídio dos hereros e namas, a primeira grande catástrofe

humanitária do século XX. Nessa campanha foi ferido no olho esquerdo e forçado a

retirar-se para a África do Sul, onde convalesceu. Durante essa estadia forçada, conviveu com o general Jan Smuts, de quem se tornaria amigo para toda a vida, apesar de depois ter de o defrontar durante a Primeira Guerra Mundial.

Terminada aquela campanha, regressou à Alemanha e foi nomeado comandante do II. Seebataillon (o 2.º batalhão naval) da Kaiserliche Marine-Infantarie (fuzileiros da Marinha Imperial Alemã), cargo que exerceu de Janeiro de 1909 a Janeiro de 1913, na base naval de Wilhelmshaven.

Foi seguidamente colocado no comando da força colonial de protecção, as Schutztruppe, da colónia alemão de Kamerun, actuais Camarões, na África Ocidental.

1.2 - PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

No princípio de 1914, von Lettow-Vorbeck foi escolhido para comandante da pequena guarnição alemã de 300 soldados e doze companhias de askari que guarneciam a África Oriental Alemã, actual Tanzânia. Com o início da guerra na Europa, em Agosto daquele ano, sabendo da vantagem do poder iniciativa num contexto periférico ao palco do conflito principal, como era no caso a África Oriental, ignorou as ordens recebidas do governo de Berlim e do governador da colónia, o Dr. Heinrich Schnee, que insistiam na necessidade de manter a neutralidade da África Oriental Alemã. [1] .

Von Lettow-Vorbeck de imediato ignorou as ordens do governador, nominalmente seu superior, e preparou-se para a guerra, a qual se iniciou por um ataque anfíbio à cidade de Tanga, que teve lugar entre 2 e 5 de Novembro de 1914, repelindo os britânicos e os seus aliadas na acção que ficou conhecida pela Batalha de Tanga, uma das mais violentas de toda a campanha.

Reuniu então os escassos homens e suprimentos disponíveis e preparou-se para ganhar a iniciativa e atacar as ferrovias britânicas na África Oriental. No processo conseguiu uma segunda vitória sobre os britânicos, vencendo a Batalha de Jassin, travada a 18 de Janeiro de 1915.

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As vitórias que foi conseguindo permitiram-lhe captura armamento moderno e outros abastecimentos, urgentemente necessários dado o isolamento das forças alemães em relação à metrópole, consequência do bloqueio naval aliado ao Império Alemão.

Para além das vantagens logísiticas, as vitórias deram grande impulso à moral de seus homens, embora von Lettow-Vorbeck também nelas perdesse muitos dos seus soldados mais experientes, entre eles o "esplêndido” capitão Tom von Prince [2] , que não poderiam facilmente ser substituídos no isolamento em que se encontrava.

O plano de von Lettow-Vorbeck para era simples: sabendo que no contexto da a

Guerra a África Oriental não passaria de um palco periférico, decidiu capturar o máximo de tropas britânicas possível e manter o máximo de pressão sobre as forças

remanescentes pois as removeria da Frente Ocidental, contribuindo dessa forma para

a vitória alemã na Europa.

Von Lettow-Vorbeck sabia que podia contar com os seus oficiais, altamente motivados

e competentes (sua taxa de vítimas era certamente prova disso) [3] . Como

consequência das perdas custosas de pessoal, ele passou a evitar confrontos directos com soldados britânicos, em vez disso levou seus homens a engajar invasões de guerrilha nas províncias britânicas do Quénia e da Rodésia, atacando os fortes britânicos, ferrovias e comunicações - tudo com o objectivo de forçar a Entente a desviar o efectivo do teatro de guerra na Europa. Ele convocou 12,000 soldados, a maioria deles askari, mas todos bem treinados e bem disciplinados. Os askari ganharam uma especial reputação pela sua capacidade de luta e lealdade. Von Lettow-Vorbeck também servia como comandante-modelo, ganhando pelo exemplo o respeito e lealdade dos seus homens. Percebeu as necessidades críticas da guerra de guerrilha em que ele usou tudo o que lhe era disponível se tratando de suprimento, ele usou o grupo e artilharia do cruzador alemão SMS Königsberg (afundado no delta do Rio Rufiji em 1915) que possuía uma tropa capacitada sob o comando de Max Looff, bem como suas numerosas armas, que foram convertidas em peças de artilharia para a luta em terra, que seria o mais alto padrão de peças de artilharia de terra usadas na guerra da Africa.

Em Março de 1916, os britânicos sob o comando do seu amigo general Jan Smuts lançaram uma formidável ofensiva, com 45,000 homens. Von Lettow-Vorbeck, pacientemente, usou o clima e o terreno como seus aliados enquanto suas tropas lutavam contra os britânicos em suas condições para sua vantagem. Os britânicos, entretanto, continuaram enviando mais tropas forçando von Lettow-Vorbeck a ceder território. Não obstante, ele conseguiu impor por diversas vezes pesadas derrotas aos britânicos, incluindo uma em Mahiwa em Outubro de 1917 onde perdeu 100 homens enquanto os britânicos perderam 1,600 homens.

Apesar dos seus esforços, os britânicos mantinham uma decisiva vantagem em efectivo, e não tinha ilusões de que qualquer território que ele capturasse poderia ser guarnecido por muito tempo. Decidiu então fazer uma incursão para sul, penetrando

na

ao

atacar guarnições portuguesas. Reentrou no território da África Oriental Alemã em

então colónia portuguesa de Moçambique, onde ganhou homens e abastecimentos

Agosto de 1918, apenas para rumar para oeste e atacar a Rodésia do Norte, evitando

a armadilha que os britânicos lhe haviam preparado na África Oriental Alemã.

A 13 de Novembro de 1918, dois dias após a assinatura do Armistício de Compiègne, tomou a cidade de Kasama, que os britânicos haviam evacuado, [4] , naquela que foi a última vitória alemã no conflito. Daí continuou rumando para sudoeste, internando-se

no coração de África em direcção ao Katanga. Quando alcançou o rio Chambeshi, na

manhã de 14 de Novembro, o magistrado britânico Hector Croad apareceu sob uma bandeira branca e entregou uma mensagem do tenente-general Sir Jacob van Deventer informando-o do armistício [5] . Von Lettow-Vorbeck imediatamente concordou com um cessar-fogo. O local onde o encontro ocorreu, hoje território da Zâmbia, está assinalado pelo Memorial von Lettow-Vorbeck.

Aceitou então as instruções dos britânicos para se dirigir com as suas forças para norte, até Abercorn (actual Mbala) para aí formalmente render o seu exército invicto, o que ocorreu a 23 de Novembro. [5] As suas forças consistiam então de 30 oficiais alemães, 125 sargentos e outros postos alistados e 1,168 askaris [6] .

1.3 - LEGADO E CARREIRA PÓS-GUERRA

askari s [ 6 ] . 1.3 - LEGADO E CARREIRA PÓS-GUERRA Paul Emil von Lettow-Vorbeck

Paul Emil von Lettow-Vorbeck (à direita) com Günther von Kluge.

Após a guerra, von Lettow-Vorbeck organizou esforços diversos para repatriar os soldados alemães que ficaram em África e os prisioneiros que estavam sob controlo dos diversos beligerantes. Também tentou garantir que os soldados e demais colaboradores africanos receberiam tratamento adequado. Conheceu então Sir Richard Meinertzhagen, o oficial dos Serviços Secretos Britânicos com quem travara uma luta pessoal durante o conflito.

Von Lettow-Vorbeck retornou à Alemanha em Janeiro de 1919, recebendo uma recepção de herói e a promoção a major-general, a última ordem de serviço do

Imperador antes de ser deposto. A Schutztruppe de von Lettow-Vorbeck foi o único exército alemão que foi autorizada a realizar uma parada de vitória através das Portas de Brandeburg, em Berlim após a Primeira Guerra Mundial, pois não só nunca se rendera, mas frequentemente venceu contra adversários bem mais poderosos. Von Lettow-Vorbeck foi também o único comandante alemão que conseguira invadir território britânico no decurso da Primeira Guerra Mundial.

Numa manifestação do espírito cavalheiresco que então existia, após a guerra, tornou- se amigo íntimo de diversos oficiais britânicos que contra ele lutaram durante a guerra, muitos dos quais posteriormente o ajudariam quando em consequência da Segunda Guerra Mundial atravessou um período de grandes privações.

Participou da política caótica da República de Weimar e, de Maio de 1929 a Julho de 1930, foi deputado no Reichstag. Nesse período tentou sem sucesso estabelecer uma coligação de oposição a Adolf Hitler e ao Partido Nazi. Apesar da sua oposição ao nazismo, estes tentaram usar a sua história para fins de propaganda, escondendo a sua relação de respeito para com os askari. Em 1938, aos 68 anos de idade, foi nomeado general para propósitos especiais do Terceiro Reich, mas não foi convocado para o serviço activo.

No final da Segunda Guerra Mundial foi destituído, deixando de receber a sua pensão. Os seus dois filhos, Rüdiger e Arnd, foram mortos em acção ao serviço do Exército Alemão, a sua terra natal, parte das Zonas ocupadas pelos Aliados na Alemanha, tornou-se o Protectorado de Sarre, a sua casa em Bremen foi destruída pelos bombardeamentos dos Aliados: para sobreviver dependeu por algum tempo de pacotes de comida que os seus antigos adversários na África Oriental, o coronel Richard Meinertzhagen e o general Jan Smuts, lhe enviavam. Com o estabelecimento da República Federal da Alemanha (a Alemanha Ocidental) e a recuperação económica, recuperou financeiramente, recebendo uma pensão governamental pelos serviços militares e parlamentares que prestara.

Em 1953 visitou sua outra pátria, a África Oriental, onde foi efusivamente saudado pelos askaris sobreviventes e recebido com cortesia e honras militares pelos oficiais coloniais britânicos [7] .

Paul von Lettow-Vorbeck foi considerado um comandante audaz, embora prudente, que mostrou habilidade incomum na condução de uma guerra de guerrilha em terreno desconhecido. Com poucos homens e virtualmente sem abastecimentos, reteve forças britânicas dez a doze vezes maiores. Conseguiu, contra todas as expectativas, permanecer invicto, tendo desviado forças britânicas de outros campos de batalha, sendo surpreendido pelo fiim da guerra quando marchava para atacar a ferrovia e as minas Aliadas em Katanga. Soube ganhar o respeito dos seus askari e dos oficiais europeus, amigos e inimigos.

A campanha da África Oriental foi ganha contra o "modestamente imenso exército Aliado" que se defrontou com "uma força alemã liderada por um obscuro oficial prussiano que poderia ter conduzido cursos de pós-graduados em tácticas regulares de guerra para Che Guevara, general Vo Nguyen Giap e outros mais célebres, porém menos habilidosos, guerrilheiros" [8] . Os feitos de von Lettow-Vorbeck em terras da África foram "a maior operação isolada de guerrilha da História, e a mais bem sucedida." [9] .

Um de seus jovens oficiais, Theodor von Hippel, usaria depois a sua experiência sob o comando de von Lettow-Vorbeck para ser formar os Brandenburgers, a unidade de

comandos da agência de informações alemã Abwehr durante a Segunda Guerra

Mundial [10] .

Em 1964, ano em que von Lettow-Vorbeck faleceu e meio século após sua chegada a Dar es Salaam, o Bundestag da Alemanha Ocidental votou uma dotação destinada a financiar o pagamento dos salários devidos aos askari ainda vivos. Foi instalada uma pagadoria temporária em Mwanza, nas margens do Lago Vitória, à qual os interessados se deveriam dirigir. Contudo, dos cerca de 350 sobreviventes, apenas um grupo limitado dispunha dos certificados que von Lettow-Vorbeck lhes havia entregue em 1918. Outros apresentaram como prova pedaços de seus velhos uniformes, mas muitos não dispunham de qualquer meio de prova da sua condição de veterano. O funcionário alemão encarregue do pagamento teve então a seguinte ideia: a cada requerente que se apresentasse sem documentos seria dado uma vassoura e ordenado, em alemão, que simulasse um manejo de arma. Nenhum dos homens que se apresentaram falhou no teste.

Quatro quartéis do Exército Alemão (Bundeswehr), localizados em Leer, Hamburg- Jenfeld, Bremen e Bad Segeberg, foram nomeados em sua honra. Contudo, com as reduções de pessoal e encerramento de 178 instalações militares que ocorreu após a unificação alemã, o último dos quartéis denominados em honra de von Lettow-Vorbeck (em Bad Segeberg) fechou no ano de 2004.

2 - OBRAS PUBLICADAS

von Lettow-Vorbeck: Heia Safari! Deutschlands Kampf in Ostafrika Leipzig, 1920.Bad Segeberg) fechou no ano de 2004. 2 - OBRAS PUBLICADAS von Lettow-Vorbeck: Mein Leben Verlaggesellschaft,

Heia Safari! Deutschlands Kampf in Ostafrika Leipzig, 1920. von Lettow-Vorbeck: Mein Leben Verlaggesellschaft, Biberach

von Lettow-Vorbeck: MeinHeia Safari! Deutschlands Kampf in Ostafrika Leipzig, 1920. Leben Verlaggesellschaft, Biberach an der Riss, 1957.

Leben

Verlaggesellschaft, Biberach an der Riss, 1957.

Koehlers

Verlaggesellschaft, Biberach an der Riss, 1957. Koehlers von Lettow-Vorbeck: My Reminiscences of East Africa (tradu

von Lettow-Vorbeck: My Reminiscences of East Africa (traduç ão em in g lês do citado acima) ISBN 0-89839-154-7 ção em inglês do citado acima) ISBN 0-89839-154-7

ç ão em in g lês do citado acima) ISBN 0-89839-154-7 von Lettow-Vorbeck: East African Campaigns

von Lettow-Vorbeck: East African Campaigns (Meine Erinnerungen aus Ostafrika, inglês). Prefácio por John Gunther. New York: Speller,Lettow-Vorbeck: My Reminiscences of East Africa (tradu ç ão em in g lês do citado acima)

1957.

East African Campaigns (Meine Erinnerungen aus Ostafrika, inglês). Prefácio por John Gunther. New York: Speller, 1957.

3 - FOTOS

3 - FOTOS General von Lettow-Vorbeck e o governador colonial Heinrich Schnee. Paul Emil von Lettow-Vorbeck

General von Lettow-Vorbeck e o governador colonial Heinrich Schnee.

von Lettow-Vorbeck e o governador colonial Heinrich Schnee. Paul Emil von Lettow-Vorbeck (20 de Março de

Paul Emil von Lettow-Vorbeck (20 de Março de 1870 - 9 de Março de 1964) foi o comandante alemão da campanha da África Oriental Alemã na Primeira Guerra Mundial, a única campanha colonial dessa guerra onde a Alemanha não foi derrotada.Também foi o único comandante a invadir solo britânico na Primeira Guerra Mundial.

Askari do Schutztruppe com a bandeira de Guerra do Império Alemão, África Oriental Alemã, 1906. Schutztruppe (literalmente "força de proteção") era o nome oficial das tropas coloniais nos territórios africanos do império colonial alemão desde o final do século XIX até 1918. Semelhante a outros exércitos coloniais, o Schutztruppe consistia de voluntários europeus comissionados e não comissionados (oficiais), oficiais médicos e veterinários. A maioria das fileiras alistadas eram geralmente recrutadas localmente.

A maioria das fileiras alistadas eram geralmente recrutadas localmente. Ostafrika -África Oriental Alemã. 10
A maioria das fileiras alistadas eram geralmente recrutadas localmente. Ostafrika -África Oriental Alemã. 10
Companhia de Askari do Schutztruppe, 1914. Schutztruppen, contingente voluntário colonial, África Oriental Alemã, 1914.

Companhia de Askari do Schutztruppe, 1914.

Companhia de Askari do Schutztruppe, 1914. Schutztruppen, contingente voluntário colonial, África Oriental Alemã, 1914.

Schutztruppen, contingente voluntário colonial, África Oriental Alemã, 1914.

Askari Schutztruppe 12

Askari Schutztruppe

Askari Schutztruppe 12
Askari Schutztruppe 12
Schutztruppe 13
Schutztruppe 13

Schutztruppe

Schutztruppe 13
O SMS Königsberg foi lançado ao mar no começo de 1905, sendo completado em 1906.

O SMS Königsberg foi lançado ao mar no começo de 1905, sendo completado em 1906. Foi comissionado no ano seguinte. Era armado com canhões de 10,5 cm e chegava a velocidades de mais de 44 km/h. Tinha uma tripulação de 320 homens. Em abril de 1914, o navio foi enviado para a África Oriental, período que coincidiu com a eclosão da Primeira Guerra Mundial. O SMS Königsberg inicialmente tentou atacar linhas comerciais francesas e inglesas no seu caminho, mas durante sua carreira afundou apenas um navio inimigo (em 20 de setembro de 2014 na batalha de Zanzibar). O Königsberg fugiu então para as margens do rio Rufiji, perto da Tanzânia, para reparar os danos que recebeu em Zanzibar. No meio dos reparos, um navio britânico o localizou. O Königsberg fugiu rio a dentro mas teve sua rota de fuga bloqueada. Várias tentativas foram feitas pelos ingleses a fim de afunda-lo mas não foram bem sucedidas. Contudo, em 11 de julho de 1915, o SMS Königsberg foi seriamente danificado. A tripulação abandonou a embarcação e pôs o navio parcialmente a pique. Os sobreviventes se juntaram então ao coronel Paul von Lettow-Vorbeck e lutaram com ele durante a Campanha da África Oriental.

e lutaram com ele durante a Campanha da África Oriental. O casco maltratado do SMS Königsberg.

O casco maltratado do SMS Königsberg. Note a remoção de suas armas.

com ele durante a Campanha da África Oriental. O casco maltratado do SMS Königsberg. Note a
Uma imagem invocadora do SMS Konigsberg, no delta do Rufiji. 15

Uma imagem invocadora do SMS Konigsberg, no delta do Rufiji.

Canhão de 10,5cm do SMS Königsberg,1916. Canhão de 10,5cm do SMS Königsberg,1916. Canhão de 10,5cm

Canhão de 10,5cm do SMS Königsberg,1916.

Canhão de 10,5cm do SMS Königsberg,1916. Canhão de 10,5cm do SMS Königsberg,1916. Canhão de 10,5cm do

Canhão de 10,5cm do SMS Königsberg,1916.

Königsberg,1916. Canhão de 10,5cm do SMS Königsberg,1916. Canhão de 10,5cm do SMS Königsberg,1915-16. Esta

Canhão de 10,5cm do SMS Königsberg,1915-16. Esta fotografia mostra uma das armas de Königsberg em uma posição fixa em Nyamyami, sul de Tanga. Observe que é camuflado por uma cabana de vegetação, construída sobre sua posição. Esta plataforma de arma estava montada sobre trilhos para que pudesse entrar e sair da cabana para se esconder. Esta arma foi mais tarde destruída e abandonada perto de Masasi, em outubro de 1917, sendo a última das dez armas de Konigsberg a ser posta fora de ação.

Um posto de observação alemão da artilharia, parte das defesas de terra em torno de

Um posto de observação alemão da artilharia, parte das defesas de terra em torno de Königsberg no delta do Rufiji.

defesas de terra em torno de Königsberg no delta do Rufiji. Canhões do Königsberg sendo movidos

Canhões do Königsberg sendo movidos através da África Oriental.

do Königsberg sendo movidos através da África Oriental. As rodas dos canhões vieram de tratores a

As rodas dos canhões vieram de tratores a vapor com o da foto ao lado.

General Jan Christiaan Smuts (Malmesbury, 24 de Maio de 1870 Irene, 11 de Setembro

de 1950) foi um proeminente

estadista e soldado da África

do Sul. Foi primeiro-ministro

da África do Sul de 1919 a 1924

e de 1939 a 1948. Na

campanha contra a insurreição dos povos nama e herero Lettow-Vorbeck foi ferido no olho esquerdo e forçado a retirar-se para a África do Sul, onde convalesceu. Durante essa estadia forçada, conviveu

com o general Jan Smuts, de quem se tornaria amigo para toda a vida, apesar de depois

ter de o defrontar durante a

Primeira Guerra Mundial.

depois ter de o defrontar durante a Primeira Guerra Mundial. General Jan Christiaan Smuts, na África
depois ter de o defrontar durante a Primeira Guerra Mundial. General Jan Christiaan Smuts, na África

General Jan Christiaan Smuts, na África Oriental, observando movimentação

dos alemães nas ferrovias britânicas.

A Batalha de Tanga, às vezes também conhecida como a Batalha das Abelhas, foi o

A Batalha de Tanga, às vezes também conhecida como a Batalha das Abelhas,

foi o ataque mal sucedido dos britânicos da Força Expedicionária Indiana sob o

comando do Major-General AE Aitken para capturar a África Oriental Alemã em concerto com a invasão Força "C" perto das encostas do Monte Kilimanjaro. Foi

o primeiro grande evento da guerra na África Oriental e viu os britânicos

derrotados por uma força significativamente menor de Askaris alemães e voluntários coloniais sob o comando do tenente-coronel Paul von Lettow- Vorbeck. Essa vitória mostrou a grande capacidade de von Lettow como comandante militar, pois suas tropas eram superadas em uma margem de 8-1 e mesmo assim ele encontrou as condições favoráveis de atacar o inimigo, e sua ousadia foi recompensada com uma merecida vitória que lhe permitiu conquistar uma grande quantidade de armas e munições abandonadas pelos soldados britânicos na sua fuga precipitada para os navios.

As baixas indianas em Tanga foram pesadas, cerca de 2.000 mortos. Aqui cadáveres de soldados do 13º Rajputs.

navios. As baixas indianas em Tanga foram pesadas, cerca de 2.000 mortos. Aqui cadáveres de soldados
Na Batalha de Yasini, que ocorreu em 18 de janeiro de 1915, von Lettow derrotou

Na Batalha de Yasini, que ocorreu em 18 de janeiro de 1915, von Lettow derrotou mais uma vez os britânicos, mas essa batalha custou muito caro para o comandante alemão, pois ele perdeu 27 oficiais e sargentos alemães, incluindo o capitão Tom von Prince, seu substituto e confidente. Esses homens eram experientes e insubstituíveis, porque era impossível chegar reforços vindos da Alemanha, por causa do domínio marítimo britânico. Apesar destas perdas dolorosas, von Lettow felicitou os capitães britânicos Hanson e Turner, responsáveis pela defesa de Yasini e os liberou sob a promessa de que eles não voltariam a lutar com ele novamente.

de que eles não voltariam a lutar com ele novamente. Yasini foi defendida por uma guarnição

Yasini foi defendida por uma guarnição de quatro companhias de tropas indianas, comandadas pelo coronel Raghbir Singh. O coronel Raghbir Singh foi morto durante a batalha.

Tom von Prince (9 de Janeiro de 1866 a 19 de Janeiro de 1915) tinha

Tom von Prince (9 de Janeiro de 1866 a 19 de Janeiro de 1915) tinha pai Inglês e mãe alemã e fora camarada de curso de von Lettow-Vorbeck quando frequentaram a Escola Militar de Kassel. Aproximadamente em 1900, von Prince deixou a Schutztruppe e administração colonial para se estabelecer como um proprietário de terras na África Oriental. Junto com sua esposa Magdalene, ele fundou uma plantação perto Sakkarani nas Montanhas Usambara. Com a eclosão da Primeira Guerra Mundial von Prince voltou à ativa como capitão e comandou comando a 13.ª Companhia de Campo, dos askaris, e as 7.ª e 8.ª Schützenkompagnies (destacamentos de franco-atiradores; sendo a 8.ª um destacamento montado). Os feitos de von Prince granjearam-lhe junto dos askari que com ele serviam a alcunha de bwana Sakarani (“o senhor selvagem”). Ele morreu na Batalha de Yasini. Seu funeral ocorreu juntamente com doze outros oficiais alemães em Tanga.

Max Looff (2 Maio de 1874 a 20 de Setembro de 1954) era um oficial

Max Looff (2 Maio de 1874 a 20 de Setembro de 1954) era um oficial da Marinha Imperial alemã , que alcançou o posto de vice-almirante e mais tarde escritor militar. Looff comandou o SMS Königsberg.

Biplano Farman F 40, dos três aparelhos da força expedicionária a Moçambique. A principal função

Biplano Farman F 40, dos três aparelhos da força expedicionária a Moçambique. A principal função destes biplanos foi o reconhecimento da frente de combate.

destes biplanos foi o reconhecimento da frente de combate. Soldados portugueses combatem os alemães em Rovuma,

Soldados portugueses combatem os alemães em Rovuma, Moçambique, 1917.

combatem os alemães em Rovuma, Moçambique, 1917. Trincheira portuguesa na posição de Namoto, um dos flancos

Trincheira portuguesa na posição de Namoto, um dos flancos de Rovuna.

Askaris alemães em marcha. Askaris comandados por Paul von Lettow-Vorbeck vestidos com uniformes do inimigo

Askaris alemães em marcha.

Askaris alemães em marcha. Askaris comandados por Paul von Lettow-Vorbeck vestidos com uniformes do inimigo modificados.

Askaris comandados por Paul von Lettow-Vorbeck vestidos com uniformes do inimigo modificados.

Askaris comandados por Paul von Lettow-Vorbeck vestidos com uniformes do inimigo modificados. Askaris comandados por

Askaris comandados por Paul von Lettow-Vorbeck vestidos com uniformes do inimigo modificados.

vestidos com uniformes do inimigo modificados. Askaris comandados por Paul von Lettow-Vorbeck em descanso.

Askaris comandados por Paul von Lettow-Vorbeck em descanso.

Soldado alemão montado em um pônei camuflado de zebra. África Oriental Alemã, 1915. 26

Soldado alemão montado em um pônei camuflado de zebra. África Oriental Alemã, 1915.

General Paul von Lettow-Vorbeck marchou de Chambezi para render-se em Abercorn em 25 de novembro

General Paul von Lettow-Vorbeck marchou de Chambezi para render-se em Abercorn em 25 de novembro de 1918.

para render-se em Abercorn em 25 de novembro de 1918. Askaris comandados por Paul von Lettow-Vorbeck

Askaris comandados por Paul von Lettow-Vorbeck rendernse junto com seu comandante.

Da esquerda para a direita: oficial inglês, Paul Emil von Lettow-Vorbeck, Major Georg Kraut. Lettow-Vorbeck

Da esquerda para a direita: oficial inglês, Paul Emil von Lettow-Vorbeck, Major Georg Kraut.

inglês, Paul Emil von Lettow-Vorbeck, Major Georg Kraut. Lettow-Vorbeck volta como herói de uma pátria derrotada.

Lettow-Vorbeck volta como herói de uma pátria derrotada. Berlim, Março de

1919.

Recepção para o General Paul von Lettow-Vorbeck, comandante das forças da África Oriental Alemã de

Recepção para o General Paul von Lettow-Vorbeck, comandante das forças da África Oriental Alemã de 1914 a 1918. Lettow-Vorbeck a cavalo na Pariser Platz em Berlim, cercado por soldados e uma multidão de pessoas.

em Berlim, cercado por soldados e uma multidão de pessoas. Paul von Lettow-Vorbeck nunca comandou mais

Paul von Lettow-Vorbeck nunca comandou mais de 14 mil homens. Mas, em quatro anos, fez derrotou mais de 300 mil soldados e 130 generais, infligindo mais de 60 mil baixas e obrigando o Império Britânico a gastar mais de 15 milhões de dólares, a preços atuais. Nunca foi vencido. O respeito que ganhou dos adversários foi tanto que o seu maior oponente e amigo, o general Smuts, fez questão de garantir que os alemães recebessem sempre o seu correio da Europa, enquanto os combatia.

Recepção para o General Paul von Lettow-Vorbeck, comandante das forças da África Oriental Alemã de

Recepção para o General Paul von Lettow-Vorbeck, comandante das forças da África Oriental Alemã de 1914 a 1918. Lettow-Vorbeck, a cavalo, esta com a sua Pour Le Merite, a Blue Max.

forças da África Oriental Alemã de 1914 a 1918. Lettow-Vorbeck, a cavalo, esta com a sua
O casal Paul e Martha von Lettow-Vorbeck 31

O casal Paul e Martha von Lettow-Vorbeck

Um pai carinhoso. Lettow- Vorbeck com seu filho mais novo Arnd na casa de Bremen,

Um pai carinhoso. Lettow- Vorbeck com seu filho mais

novo Arnd na casa de Bremen,

1933.

com seu filho mais novo Arnd na casa de Bremen, 1933. O General fala em 1938

O General fala em 1938 na mudança de nome da escola de gramática Kaiser- Friedrich-Strasse em Lettow-Vorbeck-Schule.

Paul von Lettow-Vorbeck como deputado do povo alemão, Berlim, 1930. 33

Paul von Lettow-Vorbeck como deputado do povo alemão, Berlim, 1930.

Da esquerda para a direita: Marechal de Campo Albert Kesselring, General von Lettow-Vorbeck e Paul

Da esquerda para a direita: Marechal de Campo Albert Kesselring, General von Lettow-Vorbeck e Paul Lucie Rommel, a viúva de Erwin Rommel, durante a noite de camaradagem Afrika Korps em Dusseldorf em 29/09/1956.

de Erwin Rommel, durante a noite de camaradagem Afrika Korps em Dusseldorf em 29/09/1956. Lettow-Vorbeck e

Lettow-Vorbeck e Smuts.

4- NOTAS DE RODAPÉ

1. O governador baseava a sua posição na letra do Tratado de Berlim, o Kongoakte de 1885, pelo qual as potências coloniais europeias prometiam mutuamente manter as suas possessões ultramarinas neutras em caso de guerra no território europeu

2. Tom von Prince tinha pai Inglês e mãe alemã e fora camarada de curso de von Lettow-Vorbeck quando frequentaram a Escola Militar de Kassel. Tom von Prince estava na reserva e visitava a África Oriental Alemã quando rebentou a guerra, sendo de imediato convocado para o serviço activo como Hauptmann (capitão). Assumiu então o comando da 13.ª Companhia de Campo, dos askaris, e das 7.ª e 8.ª Schützenkompagnies (destacamentos de franco- atiradores; sendo a 8.ª um destacamento montado), unidades compostas principalmente por filhos de colonos alemães. Os feitos de Prince granjearam- lhe junto dos askari que com ele serviam a alcunha de bwana Sakarani (“o senhor selvagem”).

3. Hoyt, Guerilla, p. 28

4. "The Evacuation of Kasama in 1918". The Northern Rhodesia Journal. IV (5) (1961). Páginas 440-442.

5. Gore-Browne, Sir Stewart (1954). "The Chambeshi Memorial". The Northern Rhodesia Journal, 2 (5) pp 81-84 (1954).

6. Haupt, Deutschlands Schutzgebiete in Übersee 1884-1918, p. 154

7. A viagem foi financiada pela revista alemã Stern.

8. Miller, Battle for the Bundu, p. ix

9. Hoyt, p. 229

10. LeFevre, Brandenburg Division, pp. 17-29.

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Paul Emil von Lettow-Vorbeck, apelidado afectuosamente de Leão da África (em alemão Löwe von Afrika), foi general comandante das forças alemãs na campanha da África Oriental Alemã . Durante quatro anos, com uma força que nunca excedeu cerca de 14.000 (3.000 alemães e 11.000 africanos), ele lutou contra uma força muito maior de 300.000 soldados britânicos, belgas e portugueses. Invicto no campo, Lettow-Vorbeck foi o único comandante alemão a invadir com sucesso o solo imperial britânico durante a Primeira Guerra Mundial. Suas façanhas na campanha foram descritas por Edwin Palmer Hoyt "como a maior operação de guerrilha na história, e uma das mais bem sucedidas."

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