Você está na página 1de 4

Apêndice A.16 – Perda de carga nas tubulações de NH3.

Do mesmo modo que para as perdas de carga para o CO 2, tomaram-se os


comprimentos de trechos de tubulação da planta baixa elaborada no Software AutoCAD,
considerando que 1 m de tubulação representava 1000 unidades de medida no Software. Na
Tabela D são apresentados os comprimentos de tubulação (L) para cada trecho.

Tabela D – Valores de comprimento das tubulações de NH3.


Corrente Comprimento, L (m)
KR1 8,54
KT1 9,84
KR2 0,45
KT2 4,77
KJ1 5,90
KJ2 1,52
KJ3 0,50
KJ4 0,30

Na sequência, recorreu-se às tabelas de amônia saturada e superaquecida, presentes no


Anexo XS, para obter a densidade e viscosidade em cada corrente. Na Tabela K também estão
especificadas as condições de temperatura e pressão em cada trecho.

Tabela K – Densidade e Viscosidade da amônia em função da Temperatura e Pressão.


Temperatura Densidade, ρ
Corrente Pressão (bar) Viscosidade, µ
(°C) (kg/m3)
KR1 -33 1 25,90∗10−6 682,78
KT1 -33 1 25,90∗10
−6
682,78
KR2 -33 1 8,16∗10−6 0,916
KT2 -33 1 8,16∗10
−6
0,916
KJ1 -33 1 8,16∗10−6 0,916
KJ2 96,25 1,5 10,09∗10
−6
1,061
KJ3 -25,22 1,5 855,89∗10−6 672,92
KJ4 -33 1 258,98∗10
−6
682,78

Para obtenção das vazões volumétricas (Q), retomaram-se os valores de vazão mássica
de amônia ( mNH ¿3
apresentados na seção 4.2 (Balanço Material) e as massas específicas (
ρ ) da Tabela K, segundo a Equação X:
mNH ∗1
Q= 3

ρ
As vazões volumétricas (Q) estão apresentadas na Tabela A.
Tabela A – Vazões mássicas e volumétricas.

Vazão Mássica, Vazão Volumétrica,


Corrente mNH (kg/h) Q
3
(m3/s)
KR1 1450 0,0005
KT1 1450 0,0005
KR2 1450 0,4397
KT2 1450 0,4397
KJ1 2900 0,8793
KJ2 2900 0,7594
KJ3 2900 0,0012
KJ4 2900 0,0012

Segundo Macintyre (20XX), a velocidade recomendada para escoamento deste


refrigerante em tubulações varia de 15 a 30 m/s. Portanto, foram definidas as velocidades
recomendadas de 15 e 25 m/s para o escoamento da amônia líquida e gasosa, respectivamente.
De posse das velocidades recomendadas (v), determinaram-se as áreas (A) e, a seguir,
os diâmetros da tubulação (d), conforme as Equações:
Q=v∗A
2
π∗d
A=
4

Os diâmetros calculados para cada trecho do sistema estão compilados na Tabela F.


Em seguida, consultou-se à Tabela XK, que se encontra no Anexo KK, onde são
apresentados os diâmetros de tubulações de aço inoxidável normalizados de acordo com a
Norma ANSI B.36.19. Assim, selecionaram-se os diâmetros comerciais (diâmetros
normalizados) mais próximos aos diâmetros calculados, considerando a espessura da parede
da tubulação 40S.
Estes diâmetros comerciais, bem como as velocidades recalculadas a partir destes,
estão expostos na Tabela F a seguir:

Tabela F – Diâmetros das tubulações do sistema de refrigeração.


Velocidade Diâmetro Diâmetro Diâmetro Velocidade
Corrente Recomendad Calculado Comercial Comercial Recalculada
a (m/s) (mm) (pol) (mm) (m/s)
KR1 15 7,07 ¼ 9,20 8,87
KT1 15 7,07 ¼ 9,20 8,87
KR2 25 149,65 ¾ 209,00 12,81
KT2 25 149,65 ¾ 209,00 12,81
KJ1 25 211,62 1 266,00 15,82
KJ2 25 196,66 1 266,00 13,66
KJ3 15 10,08 1/8 12,50 9,75
KJ4 15 10,08 1/8 12,50 9,61

A seguir, calculou-se o número de Reynolds para o fluxo de amônia em cada corrente,


segundo a Equação J. Os valores do número de Reynolds são apresentados na Tabela G, e, por
serem todos superiores a 2000, constata-se que o fluxo é turbulento em todas as tubulações de
amônia do processo.
Para o cálculo de perda de pressão, são necessários os valores de rugosidade da
tubulação (f) e fator de atrito (Ɛ), conforme apresentados na Tabela G. A rugosidade para
tubulações de aço inoxidável foi obtida da tabela XW presente no Anexo KW. Os fatores de
atrito resultam da equação dada por Haaland (Equação K).

Tabela N – Dados para cálculo de perda de carga.

Rugosidade Fator de
Corrente Reynolds Escoamento
(Ɛ) atrito (f)
KR1 215239 Turbulento 2 x 10
−6
0.01682
KT1 215239 Turbulento 2 x 10
−6
0.01682
KR2 300663 Turbulento 2 x 10−6 0.01441
KT2 300663 Turbulento 2 x 10−6 0.01441
KJ1 472471 Turbulento 2 x 10
−6
0.01327
KJ2 382035 Turbulento 2 x 10−6 0.01378
KJ3 95868 Turbulento 2 x 10
−6
0.01868
KJ4 316832 Turbulento 2 x 10−6 0.01563

Por fim, utilizou-se a Equação M para obtenção da queda de pressão ( ∆ Pt ), em


Pascal, nas tubulações de amônia. Também, é possível expressar as perdas devido ao
movimento turbulento do fluido em termos de comprimento equivalente de tubulação (L eq),
em metros.
Na Tabela B estão compilados os valores de perda de carga, em Pascal e Bar, e as
perdas em termos de comprimento equivalente.

Tabela B – Perdas devido ao atrito.


Queda de pressão Queda de Pressão Comprimento
Corrente
(Pa) (bar) Equivalente (m)
KT1 419969 4,1997 62,70
KR1 483899 4,8490 72,24
KT2 2,32 2,32E-05 0,26
KR2 24,75 0,00024 2,75
KJ1 33,77 0,00338 3,75
KJ2 7,79 7.79E-05 0,75
KJ3 23931 0,23931 3,62
KJ4 11843 0,11843 1,76

Você também pode gostar