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mostras culturais ou afins!

BNCC – leitura e escrita


07/02/2018
Passou da hora de termos mudanças na área de educação e a
nova BNCC ( Base Nacional Comum Curricular ) traz algumas
alterações bem benéficas – embora, pessoalmente, ainda ache
que haja algumas lacunas… – para dar um norte maior à
educação do país.
Quando falamos de leitura e escrita, falamos também de uma
porção de habilidades de competências. Como estamos no
FEVEREIRO LARANJA, mês da LEITURA e ESCRITA no
CALENDÁRIO JANAINA SPOLIDORIO de EDUCAÇÃO, decidi para a
postagem de hoje falar tanto da nova BASE quanto do tema do
mês. É a união do útil ao agradável…rsrsrs…
Achei que o estímulo à leitura e escrita ficou um pouco… vago…
digamos assim, na Base, no que diz respeito à Educação Infantil.
Na verdade, essa etapa, em minha opinião, sempre é
subestimada nesse tipo de documentação. Depois, os resultados
dos conteúdos não tão diretos e totalmente amplos deixados
nessa fase são muitas vezes catastróficos para o professor do
primeiro ano. Muitos acabam interpretando mal, exatamente
porque os documentos de Educação Infantil deixam muitas
pontas soltas no que diz respeito ao estímulo real das
habilidades que os alunos precisarão nas séries seguintes e com
essa Base, infelizmente, não foi diferente.
A relação mais direta que encontrei no documento, em relação à
leitura e escrita na fase do Infantil, foi no campo de experiência
de “Escuta, fala, pensamento e imaginação”, quando vemos o
objetivo de conhecer diversos gêneros e portadores textuais e
reconhecer a função social da escrita. Temos, portanto, que
tomar cuidado, pois é um objetivo amplo e pode trazer
interpretações distintas. Sempre digo que devemos estimular ao
máximo a criança e nunca limitá-la!
Já quando o assunto é o Ensino Fundamental, primeira fase, tudo
se modifica e temos, na nova Base Curricular, uma explosão de
objetivos bem definidos, inclusive já a diferenciação, no primeiro
ano, de letras em formato imprensa e cursiva, maiúsculas e
minúsculas, trazendo à tona tudo o que há muito não se
trabalhava em várias escolas. Na minha opinião, certíssimo! Não
é porque algo é trabalhoso, que não devemos ensinar. Devemos
sim dar ao aluno a oportunidade de conhecer o máximo que
puder. Além do mais, a aprendizagem de letra cursiva tem um
efeito neurológico muito mais poderoso do que qualquer
atividade que trabalhe com interpretação. Cientificamente
testado e comprovado. O conhecer, diferenciar e relacionar
letras em imprensa e cursiva está na habilidade EF01LP11 da
Base. E a importância da letra cursiva, bem explicada, sem
poréns e contudos, você encontra nessa apresentação abaixo,
que fiz especialmente sobre o assunto.
Os objetivos das habilidades, na nova Base, estão separados por
ano/ série, sendo que gostaria de lembrar que, não é porque um
objetivo não se encontra em uma série, que não é necessário
revisá-lo. Se trabalhamos somente o que está indicado naquele
ano, deixamos a aprendizagem fragmentada e nosso objetivo é
UMA EDUCAÇÃO MELHOR!
Para os anos iniciais, o aluno deve ser estimulado, tanto em
Leitura quanto em Escrita, tanto no que diz respeito ao
compartilhado quanto ao autônomo. A intenção é formar um
leitor real, capaz de futuramente ser bom em interpretação e
produção de textos.
Outro ponto presente e importantíssimo é a CONSCIÊNCIA
FONOLÓGICA. Ela não aparece “escancarada” na Base, mas está
presente e perceptível para quem tem conhecimentos sobre o
assunto. A habilidade EF01LP09 é prova disso, quando menciona
o “comparar palavras, identificando semelhanças e diferenças
entre sons de sílabas iniciais, mediais e finais”. Essa habilidade
tem forte influência da CONSCIÊNCIA FONOLÓGICA, uma vez
que o objetivo principal dessa ferramenta é manipulação de
sons. Embora seja trabalhado oralmente, em sua base, se
internaliza no aluno e ele a utiliza no campo escrito, por
exemplo.
Os gêneros textuais estão bem identificados também, e um
ponto positivo são os gêneros digitais. Já no segundo ano se
sugere termos como e-mail, formatação, diagramação, que são
linguagens muito do meio digital. Nas séries seguintes, mais
menções de gêneros digitais, como produção de áudio e vídeo,
por exemplo, inclusive em formato vlog.
Como você pode perceber, a leitura e escrita está com objetivos
extremamente amplos e, claro, nem 10 postagens seriam
suficientes para falar totalmente do assunto, só de leitura e
escrita do documento da nova Base.
Escolhi alguns pontos que achei diferenciados para esta
postagem, cuja intenção era falar um pouco do que irá mudar e
que teremos que nos adaptar e também estimular positividade
nessa mudança.
Sempre que temos novos documentos, especialmente vindos de
esfera federal, somos um pouco resistentes, mas acredite: é
preciso avançar na educação. Mesmo que discorde de alguns
itens da Base, como vai ocorrer em muitos lugares, deixe a
resistência de lado, arregace as mangas e faça o melhor que
puder, levando a Base para seu lado e não se curvando a ela.
Não é porque temos uma base que ela é fechada, restrita,
limitada. A Base é um documento escrito e como todo
documento, dá a oportunidade de diversas interpretações. Em
lugar de resistir e dar aula de “cara fechada” porque não
concorda com determinado item, tente ser aberto e abrace o
item da forma que achar mais fácil para você. Garanto que será
muito mais gratificante para você e para os alunos.
Já passei por muuuitas mudanças na educação e todas as vezes
eram discussões e discussões em reuniões de professor
( famosos HTPC ) sobre o que fazer e o que não fazer, sobre
como tal coisa era absurda e tal. Imagine se, em lugar de todas
as intermináveis horas de discussão, sobre algo que já estava
pronto e acabado e no fim teríamos mesmo que “abraçar” em
nossas vidas, tivéssemos nos dedicado à leitura e possíveis
modos de aplicação das novas determinações… muito mais
prático, objetivo, funcional e POSITIVO do que reclamar e ser
contra.
Particularmente sou contra tudo o que ATRASA coisas que
precisam ser feitas. Se precisar ser feito, por pior que seja,
sempre tem o lado POSITIVO. Sempre tem uma SOLUÇÃO. É com
alegria e positividade que devemos encarar tudo, então,
arregace as mangas comigo e vamos nos dedicar a deixar a
educação ainda melhor, com o que nos é fornecido, dando nossa
interpretação, afinal de contas, somos professores. Educar é um
ato político, como já dizia Paulo Freire, e com razão, pois somos
nós, professores, que devemos ter determinada voz na
educação e usar nossa influência para poder trazer ao país o
que ele necessita rumo a uma MELHOR EDUCAÇÃO.