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Entidade n.

º CCPF/ENT-AE-1319/17

Ação de formação nº 6.2- 2017/2018

II Jornadas Pedagógicas de Montemor-o-Velho: Estratégias para a Inclusão: A


Escola Onde Todos Aprendem
Registo de Acreditação: CCPFC/ACC-100806/18

Duração: 14 horas presenciais

Local de realização: Escola sede do Agrupamento de Escolas de Montemor-o-Velho

Nome do formando:

Agrupamento de Escolas/
Agrupamento de Escolas Gândara-Mar/Escola Básica e Secund
Escola não agrupada:

Entidades promotoras da formação: Centro de Formação de Associação de Escolas Beira Mar

Data de início: 2/07/2018 | Data de fim: 3/07/2018

Formadora: Elvira Santos

Data: 04/07/2018
Entidade n.º CCPF/ENT-AE-1319/17

RELATÓRIO
NÚMERO MÁXIMO DE PÁGINA: DUAS (EXCLUI-SE A PÁGINA DE ROSTO) SE DESEJAR, PODE APAGAR AS CAIXAS DE
TEXTO.

Envia até 10 de julho de 2017 às 24:00h

IDENTIFICAÇÃO: (NOME COMPLETO E ESCOLA ONDE LECIONOU EM 2017/ 2018).


Agrupamento de Escolas

INTRODUÇÃO: (BREVE EXPOSIÇÃO SOBRE OS MOTIVOS DE INTERESSE NA AÇÃO DE FORMAÇÃO).


A motivação para frequentar esta ação de formação teve por base as características
da escola e dos alunos de hoje, considerando que cada um é um ser diferente do outro, que
aprende de formas diferentes e que tem diferentes prioridades, interesses, vivências,
motivações e /ou constrangimentos. Logo, cada docente tem de conseguir ver cada aluno
como parte de um todo com múltiplas interações e ser capaz de produzir as melhores
respostas.

ANÁLISE CRÍTICA: APRECIAÇÃO CRÍTICA DAS VERTENTES TEÓRICA (PALESTRAS) E PRÁTICA (OFICINA E
VISITA DE CAMPO). DESTAQUE UMA PALESTRA E FALE DA OFICINA QUE FREQUENTOU, BEM COMO DA VISITA DE
CAMPO EM QUE PARTICIPOU. REFIRA SE ESTAS JORNADAS O AJUDARAM A QUESTIONAR A SUA PRÁTICA
PEDAGÓGICA (REFIRA DE QUE MODO).

Na dinâmica da modernidade, é fulcral uma escola menos focalizada no que o professor


ensina e mais centrada no aluno inserido num contexto social e familiar específico. Neste
sentido, a palestra “Um novo olhar na relação professor – aluno” de Ângela Coelho foi muito
relevante.
Esta palestra teve como objetivo desarrumar-nos a mente, fazer-nos questionar sobre
as nossas motivações e capacidades. A motivação, de que tanto se fala nos dias de hoje,
deve ser uma motivação intrínseca, assente em três elementos: autonomia, mestria e
sentido. São , pois, estes os pilares da nossa atuação. Além do saber fazer algo, é essencial
dar-lhe sentido. E isso consegue-se estabelecendo relação com cada um dos alunos, não
nos permitindo desistir nunca e sabendo distinguir o pensamento útil do inútil (ou pessimista),
que é prejudicial. Tendo como premissa que é essencial ter consciência de nós e dos outros,
o agente da mudança é o próprio indivíduo. Já Einstein dizia “Insanidade é continuar a fazer
sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes.” Problemas e conflitos existem e
existirão sempre na relação professor – aluno. Apesar de não os anularem, a perseverança, o
otimismo, o princípio do não julgamento, a confiança e a aceitação, levam-nos a ver as
coisas como elas são no presente e a trabalhar para a mudança a partir daí. São, portanto,
elementos facilitadores do trabalho do docente e da aprendizagem dos alunos. O vídeo
apresentado no final da palestra, sobre um menino que se depara com um enorme tronco de
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árvore no caminho, foi muito elucidativo: todos precisamos de unir forças, podemos fazer a
diferença e até vencer a indiferença e a apatia dos outros.
A oficina “O professor-ator”, de João Paulo Janicas, teve como objetivo principal
aprender a estar/aprender a ser na sala de aula.
Os professores são atores em sala de aula, pois representam para uma plateia
específica - os alunos - com um objetivo também específico - seduzi-los para que haja êxito
no processo ensino-aprendizagem. Neste caso, a sedução é construtiva, é o
estabelecimento de uma aliança. O caráter estético da representação, pensada e cuidada ,
aliada à ação pedagógica, potenciam competências diversas ( atenção, compreensão,
interpretação, por exemplo) e transformam uma aula num espaço de aprendizagem
surpreendente, inesperado e criativo. Se bem explorada pelos professores, a expressão
dramática é muito eficiente, mas há que ter em conta que o contexto, a recetividade e a
participação dos alunos são decisivas.
As analogias entre o professor e o ator são inúmeras. Ambos atuam dinamicamente
sobre o conteúdo que transmitem, dando vitalidade ou revestindo de conteúdo a expressão
dramática, seja através da leitura e/ou interpretação, ou de simples jogos e/ou dinâmicas de
grupo. A criação espontânea (ou aparentemente espontânea) de momentos ou situações de
jogo dramático, é fundamental para a promoção de melhorias relacionais e pedagógicas.
Aprendemos melhor quando nos sentimos descontraídos e cativados. Foi assim a
aprendizagem nesta oficina – descontraída, dinâmica e divertida.
Na visita de campo do grupo que integrei (grupo II) tive a possibilidade de perceber
que, em vários espaços da Universidade de Coimbra, apesar de se constituírem como
espaços de formação/ educação por excelência, ainda muito há a fazer a nível de estratégias
para a inclusão. Apesar da excelência dos profissionais que neles trabalham e que os dão a
conhecer ao(s) público(s), regista-se a existência de muitas barreiras arquitetónicas e a falta
de equipamentos (em número suficiente ) para permitir o acesso dos mesmos a indivíduos
com limitações cognitivas ou físicas. A alteração do percurso da visita é, muitas vezes, a
estratégia utilizada em situações de maior dificuldade. Lamentavelmente, este (ainda) não é
um espaço onde todos aprendem.
Nestas Jornadas senti-me desafiada a ter uma maior consciência das minhas
potencialidades, competências e áreas de melhoria, reajustando-me enquanto profissional e
integrando em mim maior disponibilidade para a adoção de novas abordagens metodológicas.