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REGIMENTO INTERNO DO SENADO

Suplência nas Comissões


Produção: Equipe Pedagógica Gran Cursos Online

SUPLÊNCIA NAS COMISSÕES

Suplência, vagas e substituições (Artigos 83 a 87)

Suplentes nas comissões sãs os senadores titulares que, em determinada


comissão, serão suplentes. No início da legislatura, os líderes dos partidos/
blocos parlamentares se reúnem para fixar as vagas de cada partido em cada
Comissão Permanente, enviam essa fixação à Mesa e então ao Presidente do
Senado, que designará os membros de cada comissão. Além dos membros, o
Presidente designa também os suplentes.

Cada senador poderá integrar até três Comissões Permanentes como titular
e três como suplente.

a. Comissões Permanentes: o número de titulares é igual ao de suplentes (art. 83).


Cada Comissão Permanente terá o mesmo número de titulares e suplen-
tes, salvo a Comissão Diretora, que terá somente quatro suplentes – os quatro
suplentes de secretário.

b. O presidente da comissão convoca suplente na ordem numérica e do


mesmo partido/bloco parlamentar (art. 84, § 1º).
Quando um dos titulares tiver um impedimento temporário, como prevê o
Regimento Interno, será convocado o primeiro suplente da comissão.

 Obs.: As duas grandes funções das Comissões Permanentes do Senado são


a emissão de pareceres sobre proposições e a aprovação ou rejeição de
projetos de lei – tramitação terminativa.

c. Os suplentes podem ser convocados para fins de quorum, na ordem numé-


rica de seu partido/bloco parlamentar.
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Há, ainda, outras situações para a substituição: por missão política ou cul-
tural, licença, representação ou assunção de cargo da Constituição (artigos 84,
caput; 39, 40 e 43).

d. Suplente somente relata quando substitui (salvo por impedimento even-


tual), por regime de urgência ou por volume que justifique (art. 84, § 2º).

Para que as comissões emitam seus pareceres ou votem os projetos de


lei, um dos senadores titulares é escolhido pelo presidente da comissão para
ser relator.

Observe a seguinte situação hipotética: um projeto de lei planeja aumentar o


tempo de férias dos trabalhadores. A matéria, nesse caso, seria analisada pela
Comissão de Assuntos Sociais, que lida com matérias trabalhistas, passando
também pela Comissão de Constituição e Justiça e pela Comissão de Assuntos
Econômicos. A CCJ e a CAE dariam pareceres pela admissibilidade ou não do
projeto, e a CAS daria parecer por sua aprovação ou rejeição.

Analisando esse projeto hipotético, para a CCJ, por exemplo, emitir pare-
cer pela sua admissibilidade constitucional e jurídica, um dos senadores titu-
lares dessa comissão seria indicado para ser relator. O relator escolhido daria
sua opinião que, se aprovada pelo restante da comissão, vira o parecer da
própria comissão.

Em regra, suplente não relata, ficando a relatoria a cargo dos senadores titu-
lares ou mesmo do presidente da comissão. Mas poderá relatar em situações de
substituição que não se tratar de impedimento eventual do senador titular, quando
se trata de matéria tramitando em regime de urgência ou quando o volume de
trabalho da comissão estiver elevado.
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 Obs.: Quando o presidente da comissão estiver apresentando suas proposições


para ser relator, ele não poderá, ao mesmo tempo, presidir. Em regra, seu
substituto legal será o vice-presidente da comissão, ou, em sua ausência,
o mais idoso dos membros titulares ali presentes.

e. Quando a representação do partido/bloco parlamentar estiver completa, o


voto do suplente relator prevalecerá (art. 84, § 3º)

Observe a seguinte situação: a CCJ conta com 27 membros titulares; por-


tanto, em regra, somente esses 27 senadores serão relatores. Se, no entanto, o
volume de trabalhos da comissão estiver elevado, o presidente poderá permitir
que os suplentes relatem.

Entretanto, no dia da reunião da comissão, comparecem todos os 27 mem-


bros titulares, além dos suplentes que receberam matéria para relatar. Cabe
ressaltar que, em nenhuma hipótese, poderá haver mais de 27 votos em uma
análise da CCJ. Nesse caso, somente os titulares votarão as matérias por
eles relatadas.

Contudo, quando a comissão for deliberar matéria relatada por suplente, que
é o primeiro a votar, prevalecerá nesse momento o seu voto. Havendo outros
suplentes convocados, aquele que foi convocado por último não votará a maté-
ria. Não havendo outros suplentes além do suplente relator, por outro lado, ficará
sem votar o último senador titular.

Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com
a aula preparada e ministrada pelo professor Emerson Douglas.
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