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DISPOSIÇÕES FINAIS DO CPC

- Ao entrar em vigor este Código, suas disposições se aplicarão desde logo aos processos
pendentes, ficando revogado o CPC/73.

 As disposições do CPC/73, relativas ao procedimento sumário e aos procedimentos


especiais que forem revogadas aplicar-se-ão às ações propostas e não sentenciadas até
o início da vigência deste Código.
 Permanecem em vigor as disposições especiais dos procedimentos regulados em outras
leis, aos quais se aplicará supletivamente este Código.
 As remissões a disposições do Código de Processo Civil revogado, existentes em outras
leis, passam a referir-se às que lhes são correspondentes neste Código.
 A primeira lista de processos para julgamento em ordem cronológica observará a
antiguidade da DISTRIBUIÇÃO entre os já conclusos na data da entrada em vigor deste
Código.

- As disposições de direito probatório adotadas neste Código aplicam-se apenas às provas


REQUERIDAS ou DETERMINADAS DE OFÍCIO a partir da data de início de sua vigência.

- Terão prioridade de tramitação, em qualquer juízo ou tribunal, os procedimentos judiciais:

I - em que figure como parte ou interessado pessoa com idade igual ou superior a 60
anos ou portadora de doença grave, assim compreendida qualquer das enumeradas no
art. 6º, inciso XIV, da Lei no 7.713, de 22 de dezembro de 1988 (Lei do Imposto de
Renda);

II - regulados pela Lei no 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do


Adolescente).

 A pessoa interessada na obtenção do benefício, juntando prova de sua condição, deverá


requerê-lo à autoridade judiciária competente para decidir o feito, que determinará ao
cartório do juízo as providências a serem cumpridas.
 Deferida a prioridade, os autos receberão identificação própria que evidencie o regime
de tramitação prioritária.
 Concedida a prioridade, essa NÃO CESSARÁ com a morte do beneficiado, estendendo-
se em favor do cônjuge supérstite ou do companheiro em união estável.
 A tramitação prioritária independe de deferimento pelo órgão jurisdicional e deverá ser
imediatamente concedida diante da prova da condição de beneficiário.

- Sempre que a lei remeter a procedimento previsto na lei processual sem especificá-lo, será
observado o procedimento comum previsto neste Código.

 Na hipótese de a lei remeter ao procedimento sumário, será observado o procedimento


comum previsto neste Código, com as modificações previstas na própria lei especial, se
houver.

- Até a edição de lei específica, as execuções contra devedor insolvente, em curso ou que
venham a ser propostas, permanecem reguladas pelo Livro II, Título IV, da Lei no 5.869, de 11
de janeiro de 1973.

 A INSOLVÊNCIA CIVIL AINDA É REGULADA PELO CPC/73.


- Os atos processuais praticados por meio eletrônico até a transição definitiva para certificação
digital ficam convalidados, AINDA QUE não tenham observado os requisitos mínimos
estabelecidos por este Código, DESDE QUE tenham atingido sua finalidade e não tenha havido
prejuízo à defesa de qualquer das partes.

- O disposto no art. 503, § 1º, somente se aplica aos processos iniciados após a vigência deste
Código, aplicando-se aos anteriores o disposto nos arts. 5º, 325 e 470 da Lei no 5.869, de 11 de
janeiro de 1973.

 O art. 503, § 1º, do CPC trata da coisa julgada relativa à questão prejudicial.
 O disposto no caput ("a decisão que julgar total ou parcialmente o mérito tem força de
lei nos limites da questão principal expressamente decidida") aplica-se à resolução de
questão prejudicial, decidida expressa e incidentemente no processo, se:

I - dessa resolução depender o julgamento do mérito;

II - a seu respeito tiver havido contraditório prévio e efetivo, não se aplicando no caso
de revelia;

III - o juízo tiver competência em razão da MATÉRIA e da PESSOA para resolvê-la como
questão principal.

- Considerar-se-á como termo inicial do prazo da prescrição prevista no art. 924, inciso V
(PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE), inclusive para as execuções em curso, a data de vigência deste
Código.

- O disposto no art. 525, §§ 14 e 15, e no art. 535, §§ 7o e 8o, aplica-se às decisões transitadas
em julgado após a entrada em vigor deste Código, e, às decisões transitadas em julgado
anteriormente, aplica-se o disposto no art. 475-L, § 1º, e no art. 741, parágrafo único, da Lei no
5.869, de 11 de janeiro de 1973.

 Os artigos mencionados do NCPC referem-se à possibilidade de alegar INEXIGIBILIDADE


da "obrigação reconhecida em título executivo judicial fundado em lei ou ato normativo
considerado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal, ou fundado em aplicação
ou interpretação da lei ou do ato normativo tido pelo Supremo Tribunal Federal como
incompatível com a Constituição Federal, em controle de constitucionalidade
concentrado ou difuso".
 Isso significa dizer que só se pode alegar inexigibilidade por decisão do STF em
impugnação ao cumprimento de sentença se a decisão transitou em julgado após a
vigência do NCPC.

- À tutela provisória requerida contra a Fazenda Pública aplica-se o disposto nos arts. 1o a 4o da
Lei no 8.437, de 30 de junho de 1992, e no art. 7o, § 2o, da Lei no 12.016, de 7 de agosto de
2009.

 Lei 8.437/92, arts. 1º a 4º:

- Não será cabível medida liminar contra atos do Poder Público, no procedimento
cautelar ou em quaisquer outras ações de natureza cautelar ou preventiva, toda vez que
providência semelhante não puder ser concedida em ações de mandado de segurança,
em virtude de vedação legal.
 Não será cabível, no juízo de primeiro grau, medida cautelar inominada
ou a sua liminar, quando impugnado ato de autoridade sujeita, na via
de mandado de segurança, à competência originária de tribunal.
 O disposto no parágrafo anterior não se aplica aos processos de ação
popular e de ação civil pública.
 Não será cabível medida liminar que esgote, no todo ou em qualquer
parte, o objeto da ação.
 Nos casos em que cabível medida liminar, sem prejuízo da comunicação
ao dirigente do órgão ou entidade, o respectivo representante judicial
dela será imediatamente intimado.
 Não será cabível medida liminar que defira compensação de créditos
tributários ou previdenciários.

- No mandado de segurança coletivo e na ação civil pública, a liminar será concedida,


quando cabível, após a audiência do representante judicial da pessoa jurídica de direito
público, que deverá se pronunciar no prazo de 72 horas.

- O recurso voluntário ou ex officio, interposto contra sentença em processo cautelar,


proferida contra pessoa jurídica de direito público ou seus agentes, que importe em
outorga ou adição de vencimentos ou de reclassificação funcional, terá efeito
suspensivo.

- SUSPENSÃO DA SEGURANÇA: Compete ao presidente do tribunal, ao qual couber o


conhecimento do respectivo recurso, suspender, em despacho fundamentado, a
execução da liminar nas ações movidas contra o Poder Público ou seus agentes, a
requerimento do Ministério Público ou da pessoa jurídica de direito público interessada,
em caso de manifesto interesse público ou de flagrante ilegitimidade, e para evitar grave
lesão à ordem, à saúde, à segurança e à economia públicas.

 Aplica-se o disposto neste artigo à sentença proferida em processo de


ação cautelar inominada, no processo de ação popular e na ação civil
pública, enquanto não transitada em julgado.
 O Presidente do Tribunal poderá ouvir o autor e o Ministério Público,
em 72 horas.
 Do despacho que conceder ou negar a suspensão, caberá agravo
[interno], no prazo de cinco dias, que será levado a julgamento na
sessão seguinte a sua interposição.
 Se do julgamento do agravo de que trata o § 3o resultar a manutenção
ou o restabelecimento da decisão que se pretende suspender, CABERÁ
NOVO PEDIDO de suspensão ao Presidente do Tribunal competente
para conhecer de eventual recurso especial ou extraordinário.
 A interposição do agravo de instrumento contra liminar concedida nas
ações movidas contra o Poder Público e seus agentes não prejudica nem
condiciona o julgamento do pedido de suspensão a que se refere este
artigo.
 NÃO HÁ PRAZO PARA REQUERER A SUSPENSÃO DA SEGURANÇA.
 Lei 12.016/09, art. 7º, § 2º: Não será concedida medida liminar que tenha por objeto a
compensação de créditos tributários, a entrega de mercadorias e bens provenientes do
exterior, a reclassificação ou equiparação de servidores públicos e a concessão de
aumento ou a extensão de vantagens ou pagamento de qualquer natureza.
- O incidente de desconsideração da personalidade jurídica aplica-se ao processo de
competência dos juizados especiais.
- ALTERAÇÕES QUE O NCPC PROMOVEU NO CC:

 “Art. 274. O julgamento contrário a um dos credores solidários não atinge os demais,
mas o julgamento favorável aproveita-lhes, sem prejuízo de exceção pessoal que o
devedor tenha direito de invocar em relação a qualquer deles.”
 “Art. 2.027. A partilha é anulável pelos vícios e defeitos que invalidam, em geral, os
negócios jurídicos.

- É de 15 (quinze) dias o prazo para a interposição de qualquer agravo, previsto em lei ou em


regimento interno de tribunal, contra decisão de relator ou outra decisão unipessoal proferida
em tribunal.