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Desenvolvimento Mediúnico

Modulo 07 Aulas 26.

As sete linhas de Umbanda.

Em cada Trono Divino há uma Divindade assentada que na Umbanda nomeamos de Orixás
Regentes.

As Sete Linhas de Umbanda são as irradiações planetárias dos Sagrados Orixás Regentes, que
são essências indiferenciadas, pois não possuem denominação. Cada uma dessas essências
atua num padrão vibratório que estimula e dá sustentação aos seres que vivem em todas as
dimensões do planeta.

A Umbanda tem nas Sete Linhas seus fundamentos:


A Linha Cristalina estimula a Fé (Religiosidade)
A Linha Mineral estimula o Amor/Concepção (Sexualidade)
A Linha Vegetal estimula o Raciocínio (Conhecimento)
A Linha Ígnea estimula a Razão (Juízo)
A Linha Eólica estimula a Ordem (Equilíbrio)
A Linha Telúrica estimula o Saber (Evolução)
A Linha Aquática estimula a Maternidade (Geração)
São sete irradiações, sete padrões vibratórios, sete sentidos da vida e sete sentimentos.

As sete irradiações dão origem a sete essências, que dão origem a sete elementos, que dão
origem a sete tipos de matérias ou energias.

São Irradiações Divinas e cada uma flui num padrão próprio que influencia quem é alcançado por
ela, alterando nossos sentimentos mais íntimos e o nosso padrão vibratório, estimulando
sentimentos mais nobres e virtuosos.

Assentados nessas linhas estão os Divinos Orixás que, por sua própria natureza, são
polarizadores e irradiam essas vibrações de forma passiva ou ativa.

Enquanto no nível da essência, elas são imperceptíveis, pois nos chegam direto de Deus. Mas
quando as recebemos dos Orixás, elas são elementais e já foram bipolarizadas. Logo, as Sete
Linhas assumem esta bipolarização, surgindo automaticamente dois polos em cada uma delas.

Polos ativos e Polos passivos.

A Linha da Fé:
OXALÁ é cristalino, rege a fé e flui passivamente, não forçando ninguém a vivenciar a fé, pois, só
havendo a aceitação do fiel, sua fé será uma firmeza a toda prova.
Já OIÁ, seu polo oposto, pune todos quantos se afastarem da fé. Por isso, ela é a mais temida
senhora dos "eguns", ou espíritos caídos no sentido da fé.

A Linha do Amor:

OXUM é mineral e rege a concepção. É ativa e energiza os seres estimulando-os a se unirem,


pois, só assim, as concepções acontecem. A energia mineral pura é estimuladora do magnetismo
que torna o macho e a fêmea atraentes um para o outro.

Já OXUMARÉ é visto como o "arco-íris", pois, ele apassiva as energias de OXUM e as conduz
para o alto (cabeça) mentalizando todo o potencial conceptivo e transformando a natureza íntima
do ser, que se torna um protetor da concepção, ou seja, ele é o equilibrador das energias sexuais
descontroladas.

A Linha do Conhecimento:

OXOSSI é vegetal e rege o conhecimento. É ativo e estimula os seres a buscá-lo (caçador) onde
for possível encontrá-lo.

Já OBÁ é passiva e pólo atrativo, pois, fixa ou paralisa os seres num determinado ponto, quando
já absorveram muitos conhecimentos necessários para que se esclareça a "fome" exata a
capacidade de cada ser.

A Linha da Razão:

XANGÔ é ígneo e rege a Justiça. É passivo, pois, a justiça tem que ser perene e imutável nos
seus julgamentos. Ela não pode ter dois pesos ou duas medidas.

Já IANSÃ é ativa e atua no sentido de estimular os seres a se movimentarem noutra direção, se a


justiça os paralisou quando estavam se conduzindo de forma errada.

A Linha da Ordem:

OGUM é aéreo, rege a Lei e é passivo. A Lei não puni ninguém, apenas paralisa quem estiver
agindo de forma contrária aos seus princípios: equilíbrio e harmonia em todos os sentidos.

Já EGUNITÁ, seu pólo oposto dentro do Ritual de UMBANDA SAGRADA, é ativa, pois,
movimenta o fogo que purifica os sentidos destrói os acúmulos energéticos negativos que estão
estimulando um ser a agir "fora da Lei".

A Linha da Evolução:

OBALUAYÊ é telúrico e rege a evolução. É ativo, pois, estimula os seres a evoluir, a superar seus
estágios e níveis concienciais , buscando no saber os meios necessários para que isso se faça.
Já NANÃ é feminina e passiva, pois, simbolizada pelo "lago", decanta os seres que estão
sobrecarregados de "negativismos". As águas dos rios revoltas por natureza, tem que
desembocar num lago ou mangue onde, aquietando-se momentaneamente, se decantam de
todas as impurezas incorporadas no seu fluir contínuo, deixando que em seu fundo, venham a se
depositar.

Só assim decantadas, as águas serão palatáveis. Mas, numa outra interpretação, encontramos
NANÃ como um mistério Divino, que atua nos espíritos que serão conduzidos ao reencarne, mas,
que ainda se encontram muito "negativos".

Ela é o mistério NANÃ, paralisa momentaneamente esses negativismos para que o reencarne
seja possível.

Aqui um parênteses: OXUM estimula a concepção, NANÃ decanta os espíritos que serão
concebidos, e YEMANJÁ sustenta a maternidade ou geração da vida.

Elas, as Yabás, são mistérios em si mesmas e as encontramos, cada uma delas, na linha das
águas (GERAÇÃO), cuidando de uma etapa do processo reencarnatório.

A Linha da Geração:

YEMANJÁ, aquática por natureza, rege a geração, e sustenta todas as manifestações de VIDA
em todos os níveis.

Já seu pólo oposto, que é seu par energo-magnético, é simbolizado pela "MORTE", pois OMULÚ
atua justamente nos "momentos" do ser em que se encontra paralisado na "VIDA", ou "MORTO"
em vida.

Assim, temos Sete Linhas, mas catorze Orixás, pois uns ocupam os polos ativos e outros, os
polos passivos.

É nesta bipolarização que os arquétipos dos Orixás vão se formando; aí eles vão se
individualizando e assumindo atribuições específicas, mesmo atuando sob uma mesma
irradiação. As linhas são afins com os orixás e estes com os sentidos e os sentimentos.

As 7 Linhas da Umbanda Sagrada e suas Relações


: O Código de Umbanda – Rubens Saraceni