Você está na página 1de 15

ALFABETIZAÇÃO EM CLASSES POPULARES: EDUCAÇÃO ESCOLAR

COMO EXERCÍCIO DE AUTORIA, SUBJETIVAÇÃO E LIBERDADE

Maria de Fátima de Lima das Chagas

2018
Não SOMOS, ESTAMOS ...!
Estamos em processo de vida e de
aprendizagem. É possível mudar o caminho,
fazer novas escolhas.

“A leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra e


a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele
[...] e este movimento do mundo à palavra e da palavra ao
mundo está sempre presente” (FREIRE, 1989, p. 13).

“A alfabetização não é um estado ao qual se chega,


mas um processo cujo início é na maioria dos casos
anterior a escola e que não termina ao finalizar a
escola primária” (Ferreiro, 1999, p. 47).
IDEIAS INICIAIS

A EXPERIÊNCIA

OS A
ESTUDANTES ESCOLA

ALFABETIZAÇÃO EM CLASSES POPULARES: EDUCAÇÃO ESCOLAR COMO EXERCÍCIO DE AUTORIA, SUBJETIVAÇÃO E LIBERDADE
Cartografando a experiência: um
caminho produzido ao caminhar
“A alfabetização não é um estado ao qual se chega,
mas um processo cujo início é na maioria dos casos
anterior a escola e que não termina ao finalizar a
escola primária” (Ferreiro, 1999, p. 47).

Saber melhor significa precisamente ir além do senso


comum a fim de começar a descobrir a razão de ser
dos fatos [...] começando de onde as pessoas estão, ir
com elas além desses níveis de conhecimento sem
transferir o conhecimento (FREIRE, 2003, p. 159).
ALFABETIZAÇÃO EM CLASSES POPULARES: EDUCAÇÃO ESCOLAR COMO EXERCÍCIO DE AUTORIA, SUBJETIVAÇÃO E LIBERDADE
“Na medida em que o homem, integrado em seu contexto,
Estamos SEMPRE em processo de vida e
reflete sobre este contexto e se compromete, constrói a si
mesmo e chega a de aprendizagem.
ser sujeito” (FREIRE 2001, p. 20).
ALFABETIZAÇÃO EM CLASSES POPULARES: EDUCAÇÃO ESCOLAR COMO EXERCÍCIO DE AUTORIA, SUBJETIVAÇÃO E LIBERDADE
Dialogicidade no ato educativo

O que éde
Prisão a Escola?
criança!

Exercícios
Vamos deplanejar
pensar, autoria,e
encontrar um jeito
subjetivação de realizar?
e liberdade
Não podemos!
Podemos Está
refazer a
tudo decidido!
escola?

“A atitude dialógica é, antes de tudo, uma atitude de amor, humildade e fé nos homens,
no seu poder de fazer e de refazer, de criar e de recriar (FREIRE, 1987, p. 81).”
ALFABETIZAÇÃO EM CLASSES POPULARES: EDUCAÇÃO ESCOLAR COMO EXERCÍCIO DE AUTORIA, SUBJETIVAÇÃO E LIBERDADE
CONSTRUINDO outras REALIDADES:
planejando as vivências de aprendizagens
O que eu gostaria que tivesse na escola?

Futebol e recreação Viagem


Filmes Uso de computador

Celular liberado Festa


Conversas Jogos e Brincadeiras

ALFABETIZAÇÃO EM CLASSES POPULARES: EDUCAÇÃO ESCOLAR COMO EXERCÍCIO DE AUTORIA, SUBJETIVAÇÃO E LIBERDADE
Acordos, decisões, realizações,
compromissos

“Uma educação
Ensinar que procura
e aprender desenvolver
são assim a tomadade
momentos de
consciência e a atitude crítica, graças à qual o homem
um processo maior, o de conhecer, que
escolhe e decide, liberta-o em lugar de submetê-lo, de
implica re-conhecer
domesticá-lo, de adaptá-lo” (FREIRE, 2003,
(FREIRE, 2001, p. 47)
p. 19).

Conscientização
Alfabetização e conscientização
ALFABETIZAÇÃO como um modo de estar no mundo, de conscientização e
autoconstituição, vinculado a vida e a cultura das pessoas.

“A leitura do mundo precede sempre a leitura da


palavra e a leitura desta implica a continuidade da
leitura daquele [...] e este movimento do mundo à
palavra e da palavra ao mundo está sempre
presente” (FREIRE, 1989, p. 13).

“a alfabetização e a conscientização são inseparáveis.


Todo aprendizado deve estar intimamente associado à
tomada de consciência de uma situação real e vivida pelo
aluno” (FREIRE, 2001, p. 59).
ALFABETIZAÇÃO EM CLASSES POPULARES: EDUCAÇÃO ESCOLAR COMO EXERCÍCIO DE AUTORIA, SUBJETIVAÇÃO E LIBERDADE
Quem sabe ler?
Para não concluir

É preciso que a educação esteja - em seu conteúdo, em seus


programas e em seus métodos - adaptada ao fim que se
persegue: permitir ao homem chegar a ser sujeito, construir-
se como pessoa, transformar o mundo, estabelecer com os
outros homens relações de reciprocidade, fazer a cultura e a
história [...] uma educação que liberte, que não adapte,
domestique ou subjugue. (FREIRE, 2006, p. 45)

ALFABETIZAÇÃO EM CLASSES POPULARES: EDUCAÇÃO ESCOLAR COMO EXERCÍCIO DE AUTORIA, SUBJETIVAÇÃO E LIBERDADE
Referências
FREIRE, Paulo. Conscientização: teoria e prática da libertação - uma introdução ao
pensamento de Paulo Freire. São Paulo: Centauro, 2001.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Esperança: Um reencontro com a pedagogia do oprimido. Rio


de Janeiro: Paz e Terra, 1992.

______. Cartas à Guiné Bissau: registros de uma experiência em processo. 5ª ed. Rio de
Janeiro: Paz e Terra, 2011.

______. Pedagogia do compromisso: América Latina e educação popular. Indaiatuba, SP:


Villa das Letras, 2008.

______. A importância do ato de ler: em três artigos que se completam. 23ª ed. São Paulo:
Cortez, 1989.

______. Pedagogia da Autonomia: Saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz
e Terra (Coleção Leitura), 1996.

ALFABETIZAÇÃO EM CLASSES POPULARES: EDUCAÇÃO ESCOLAR COMO EXERCÍCIO DE AUTORIA, SUBJETIVAÇÃO E LIBERDADE
“A alegria não chega apenas no encontro do achado,
mas faz parte do processo da busca. E ensinar e
aprender não pode dar-se fora da procura, fora da
boniteza e da alegria.” PAULO FREIRE

ALFABETIZAÇÃO EM CLASSES POPULARES: EDUCAÇÃO ESCOLAR COMO EXERCÍCIO DE AUTORIA, SUBJETIVAÇÃO E LIBERDADE