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O anexo “A” da NBR-7190 apresenta as regras gerais de elaboração de desenhos de
estruturas de madeira, baseado nas recomendações da NBR-10067/1995 (Princípios gerais de
representação em desenho técnico).
Também são apresentadas certas recomendações, de caráter pessoal, que visam o
enriquecimento dos desenhos, no sentido de sua melhor compreensão.
Sem dúvida, o detalhamento de estruturas de madeira no Brasil, não atingiu o mesmo
grau de desenvolvimento alcançado pelas outras duas especialidades de estruturas, a saber,
metálicas e de concreto, por conta do reduzido número de especialistas em projeto de
estruturas de madeira. É muito conhecido o fato de que a maior parte das estruturas de
madeira no Brasil, de pequeno e médio porte, são executados sem projeto estrutural.

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Os desenhos que compõem um projeto de estruturas de madeira, previst os na NBR-
7190, são classificados em :

7.2.1) desenhos de conjunto :


São desenhos que representam o arranjo geral da estrutura, por meio de plantas,
elevações, seções e cortes. A escala escolhida, dentro dos padrões da NBR-10067, deve ser
proporcional ao tamanho da obra, de tal forma que se possam identificar adequadamente cada
uma das partes.
Para obras correntes, recomendam-se as escalas 1:50 nas plantas, 1:25 nas elevações
e cortes, assim como 1:10 nas seções. Há que se desenvolver, em cada projetista, a
sensibilidade de trocar tais indicações, que são de caráter genérico, por outras escalas que
sejam mais adequadas aos projetos específicos.

7.2.2) desenhos de detalhe :

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Estas referências constituem-se basicamente no texto da NBR-7190.
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São desenhos que representam as minúcias do projeto, referentes á execução e arranjo
de componentes, e que não puderam ser devidamente mostrados nos desenhos de conjunto.
Uma escala adequada a tais minúcias é 1:10.

7.2.3) desenhos de montagem :


Também denominados diagramas de montagem, são desenhos que indicam as
operações seqüenciais de construção da estrutura. Algumas vezes, o projetista julga que o
arranjo estrutural é tão claro, que não ficam dúvidas quanto à tal seqüência de operações, mas
na prática, constatam-se erros devidos à falta de tal detalhamento.
Uma escala adequada a tais diagramas é 1:100.

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As linhas a serem utilizadas nos desenhos são diferenciadas pela espessura e forma.

7.3.1) espessuras das linhas :


a- traço grosso : pena 0,5 mm :
b- traço médio : pena 0,3 mm :
c- traço fino : pena 0,1 mm :

7.3.2) forma das linhas :


a- linha cheia :
b- linha tracejada :
c- linha traço-ponto :
d- linha traço-dois-pontos :
e- linha à mão livre :

7.3.3) aplicações :
a- contorno de superfícies cortadas : linha cheia grossa :
b- arestas visíveis, setas, números de cotas, designações
e observações : linha cheia média :
c- linhas de cota e de chamada, linhas de referência,
hachuras : linha cheia fina :
d- arestas invisíveis : linha tracejada média :
e- linhas de centro, eixos : linha traço-ponto fina :
f- linhas de separações e limites de vistas e seções inter-
rompidas : linha à mão livre média :
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7.4.1) símbolos para peças de madeira :


Os símbolos para as peças de madeira devem ser definidos para representarem as
peças em elevação, em planta, em seções e cortes :
ELEVAÇÕES : SEÇÕES :

LATERAL FRONTAL LATERAL FRONTAL

Figura 62 – Símbolos para peças de madeira

Observação : O símbolo ( ) recomendado pela NBR-7190, para indicar a direção das


fibras da madeira, na maior parte das aplicações, é desnecessário. As próprias dimensões das
peças apontam para que a maior delas corresponde à direção paralela às fibras.

Figura 63 – Direção das fibras em uma peça de madeira

Somente quando uma peça tem dimensões muito reduzidas, e elas próprias não
conseguem definir, é necessário apontar a direção de suas fibras, para orientar o corte da
mesma.

Figura 64 – Indicação da direção das fibras em uma peça específica

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Estas referências constituem-se basicamente no texto da NBR-7190.
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7.4.2) símbolos para ligações entre peças de madeira :

PARA PREGOS :

ELEVAÇÃO : SEÇÃO : EM PLANTA :

Figura 65 – Representação de ligações com pregos

PARA PARAFUSOS :

ELEVAÇÃO : SEÇÃO : EM PLANTA :

Figura 66 – Representação de ligações com parafusos

Observações :
a- As indicações quantitativas devem ser feitas uma única vez. Quando feitas em
elevação, por exemplo, não devem ser repetidas em planta ou seção.
b- Para maior clareza, estes símbolos devem ser feitos nos desenhos em detalhe.

7.4.3) símbolos gráficos complementares :


São os seguintes os símbolos previstos no ANEXO A da NBR-7190 :
C20, C40, C60 : classes de resistência da madeira.
Con : conífera
Dic : dicotiledônea
P : peça
Pg : prego
PfP : parafuso passante
PfPr : parafuso prisioneiro
PfT : parafuso Tirefond
PfS : parafuso de rosca soberba
Cav : cavilha
Tr : tarugo
CF : chapa fina
CG : chapa grossa
CPr : chapa prego
E : especificação
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A : anel comum (liso)
AB : anel dentado
M : rosca métrica
LA : lado anterior
LP : lado posterior
Cv : contraventamento
CvV : contraventamento vertical
CvH : contraventamento horizontal
@ : corda

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A seguir, apresenta-se um exemplo de detalhamento de uma estrutura de cobertura em
madeira, com um desenho de conjunto, correspondendo à planta geral, que dá uma idéia do
arranjo estrutural principal.
Não se apresentou neste caso um desenho de montagem, dada a simplicidade do
arranjo estrutural, em que as tesouras principais servem de apoio para as demais peças
complementares.
A terceira série de desenhos mostram os detalhes, correspondentes às ligações entre as
peças de madeira.
As especificações de materiais, procedimentos, cuidados especiais, e outras
informações relevantes constam as observações do projeto.

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Figura 67 – Exemplo de desenho de projeto estrutural

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