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TRF 1ª REGIÃO

TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 1ª REGIÃO

TÉCNICO JUDICIÁRIO
ÁREA ADMIN ISTRATIVA

Língua Portuguesa
Noções de Informática
Matemática e Raciocínio Lógico-Matemático
Noções de Direito Administrativo
Noções de Direito Constitucional
Noções de Direito Processual Civil
Noções de Direito Processual Penal
Noções de Regimento Interno do TRF - 1ª Região

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04/2016 – Editora Gran Cursos
GS1: 789 86 2062 195 7

GG EDUCACIONAL LTDA
SIA TRECHO 3 LOTE 990, 3º ANDAR, EDIFÍCIO ITAÚ – BRASÍLIA-DF
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AUTORES:

Bruno Pilastre
Henrique Sodré
Roberto Vasconcelos
J.W. Granjeiro / Rodrigo Cardoso
Ivan Lucas
Deusdedy Solano

PRESIDÊNCIA: Gabriel Granjeiro


DIRETORIA EXECUTIVA: Rodrigo Teles Calado
CONSELHO EDIT ORIAL: Bruno Pilastre e João Dino
DIRETORIA COMER CIAL: Ana Camila Oliveira
SUPERV ISÃO DE PRODUÇÃO: Marilene Otaviano
DIAGRAMAÇÃO: Charles Maia, Oziel Candido da Rosa e Washington Nunes Chaves
REVISÃO: Carolina Fernandes, Emanuelle Alves Melo, Luciana Silva e Sabrina Soares
CAPA: Pedro Wgilson

TODOS OS DIREITOS RESERVADOS – De acordo com a Lei n. 9.610, de 19/02/1998, nenhuma parte
deste livro pode ser fotocopiada, gravada, reproduzida ou armazenada em um sistema de recuperação de
informações ou transmitida sob qualquer forma ou por qualquer meio eletrônico ou mecânico sem o prévio
consentimento do detentor dos direitos autorais e do editor.

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AUTORES

BRUNO PILASTRE J. W. GRANJEIRO

Mestre em Linguística pela Universidade de Brasília. Reconhecido por suas obras, cursos e palestras
Professor de Redação Discursiva e Interpretação de sobre temas relativos à Administração Pública, é professor
Textos. de Direito Administrativo e Administração Pública. Possui
Autor dos livros Guia Prático de Língua Portuguesa e experiência de mais de 26 anos de regência, sendo mais de
Guia de Redação Discursiva para Concursos pela editora 23 anos preparando candidatos para concursos públicos e
Gran Cursos. 17 de Serviço Público Federal, no qual desempenhou atri-
buições em cargos técnicos, de assessoramento e direção
DEUSDEDY SOLANO superior.
Ex-professor da ENAP, ISC/TCU, FEDF e FGV/DF.
Servidora efetiva da Polícia Civil do DF, exercendo a Autor de 21 livros, entre eles: Direito Administrativo Sim-
função de Escrivã, formada em Direito pela UNIDF (1997) e plicado, Administração Pública - Ideias para um Governo
pós graduada em Processo Penal pela Universidade Gama Empreendedor e Lei nº 8.112/1990 Comentada.
Filho. Professora em diversos cursos preparatórios para Recebeu diversos títulos, medalhas e honrarias. Des-
concursos há mais de 15 anos. Autora, pela editora Gran tacam-se os seguintes: Colar José Bonifácio de Andrada,
Cursos, do livro Direito Processual Penal – Exercícios Gaba- patriarca da Independência do Brasil (SP/2005), Professor
ritados. Nota 10 (Comunidade/2005), Comendador (ABACH/2003),
Colar Libertadores da América (ABACH/2003), Gente que
HENRIQUE SODRÉ Faz (Tribuna 2003), Prossional de Sucesso (Correio Bra-
ziliense/2003), Medalha do Mérito D. João VI (Iberg/Ibem/
Servidor efetivo do Governo do Distrito Federal desde Fenai-Fibra/Aidf/Abi-DF/2006), Cidadão Honorário de Brasí-
2005. Atualmente, é Gerente de Tecnologias de Transportes lia (Câmara Legislativa do DF/2007), Empresário do Cora-
da Secretaria de Estado de Transportes do Distrito Federal. ção 2006, 2007, 2008, 2010, 2011 e 2012, Master in Busi-
Atuou como Diretor de Tecnologia da Informação no perí- ness Leadership 2006, 2007 e 2009 conferido pela World
odo de 2012 a 2013. Graduado em Gestão da Tecnologia da Confederation of Business.
Informação e pós-graduando em Gestão Pública. Ministra
aulas de informática para concursos desde 2003. Leciona RODRIGO CARDOSO
nos principais cursos preparatórios do Distrito Federal. Autor
do livro Noções de Informática pela editora Gran Cursos. Servidor do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª
Região, o professor Rodrigo Cardoso é graduado em Direito
IVAN LUCAS pela Universidade Católica de Brasília e especialista em
Direito Administrativo e Direito Constitucional.
Pós-graduando em Direito de Estado pela Universidade Professor de Direito Administrativo, Lei 8.112/90 e
Católica de Brasília, Ivan Lucas leciona Lei 8.112/90, Direito palestrante, possui grande experiência na preparação de
Administrativo e Direito do Trabalho. Ex-servidor do Superior candidatos a concursos públicos.
Tribunal de Justiça, o professor atualmente é analista do Tri- É coautor do livro Direito Administrativo Simplicado
bunal Regional do Trabalho da 10ª Região. com o professor J. W. Granjeiro.
Possui grande experiência na preparação de candida-
tos a concursos públicos. ROBERTO VASCONCELOS
É autor, pela Editora Gran Cursos, das obras: Direito
do Trabalho para concursos – Teoria e Exercícios; Lei n. Engenheiro Civil formado pela Universidade Fede-
8.112/90 comentada – 850 exercícios com gabarito comen- ral de Goiás, pós-graduado em Matemática Financeira e
tado; Lei n. 8.666/1993 – Teoria e Exercícios com gabarito Estatística. Leciona exclusivamente para concursos há 18
comentado; Atos Administrativos – Teoria e Exercícios com anos, ministrando: Matemática, Raciocínio Lógico e Estatís-
gabarito comentado; 1.500 Exercícios de Direito Administra- tica. Autor dos livros Matemática Denitiva para Concursos
tivo; 1.000 Exercícios de Direito Constitucional; Legislação e Raciocínio Lógico Denitivo para Concursos pela editora
Administrativa Compilada, dentre outras. GranCursos.

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ÍNDICE GERAL

LÍNGUA PORTUGUESA .................................................................................................................................7

NOÇÕES DE INFORMÁTICA .........................................................................................................................89

MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO .............................................................................. 159

NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO ...................................................................................................263

NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL .................................................................................................313

NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL ...............................................................................................463

NOÇÕES DE REGIMENTO INTERNO DO TRF - 1ª REGIÃO ........................................................................493

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LÍNGUA PORTUGUESA

SUMÁRIO

ORTOGRAFIA OFICIAL .............. .............. .............. ............... .............. .............. .............. .............. ........ 8
ACENTUAÇÃO GRÁFICA ............. ............... .............. .............. .............. .............. ............... .............. ....11
FLEXÃO NOMINAL E VERBAL....................... .............. .............. ............... .............. .............. .............. ..18
CONCORDÂNC IA NOMINAL E VERBAL .............. .............. ............... .............. .............. .............. .........26
REGÊNCIA NOMINAL E VERBAL .............. .............. ............... .............. .............. .............. .............. .......28
PRONOMES: EMPREGO, COLOCAÇÃO E FORMAS DE TRATAMENTO .................................................32
EMPREGO DE TEMPOS E MODOS VERBAIS. VOZES DO VERBO. EMPREGO DO SINAL INDICATI-
VO DE CRASE .............. .............. .............. .............. ............... .............. .............. .............. .............. ..25/30
PONTUAÇÃO .............. .............. .............. .............. ............... .............. .............. .............. .............. .......37
SINTAXE DA ORAÇÃO E DO PERÍODO ...............................................................................................25
REDAÇÃO .............. .............. ............... .............. .............. .............. .............. ............... .............. ...........37
COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS .................................................................................40

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PARTE 1 GRAMÁTICA DICA PARA A PROVA!

CAPÍTULO 1 FONOLOGIA Os certames costumam avaliar esse conteúdo da se-


guinte forma:
ORTOGRAFIA OFICIAL
1. O vocábulo cujo número de letras é igual ao de fone-
B mas está em:
R
U
Iniciamos nossos trabalhos com o tema Ortograa a. casa.
N
O Ocial. Sabemos que a correção ortográca é requisito ele - b. hotel.
P
IL
mentar de qualquer texto. Muitas vezes, uma simples troca c. achar.
A
de letras pode alterar não só o sentido da palavra, mas de d. senha.
S
T
R toda uma frase. Em sede de concurso público, temos de e. grande.
E
estar atentos para evitar descuidos. Resposta: item (a).
Nesta seção, procuraremos sanar principalmente um
tipo de erro de graa: o que decorre do emprego inade-
Palavras-chave!
quado de determinada letra por desconhecimento da graa
da palavra. Fonema: unidade mínima das línguas naturais no nível fonê-
Antes, porém, vejamos a distinção entre o plano mico, com valor distintivo (distingue morfemas ou palavras com
sonoro da língua (seus sons, fonemas e sílabas) e a signicados diferentes, como f aca e vaca).
Sílaba: vogal ou grupo de fonemas que se pronunciam numa só
representação gráca (escrita/graa), a qual inclui sinais emissão de voz, e que, sós ou reunidos a outros, formam pala-
grácos diversos, como letras e diacríticos. vras. Unidade fonética fundamental, acima do som. Toda sílaba
É importante não confundir o plano sonoro da língua é constituída por uma vogal.
Escrita: representação da linguagem falada por meio de signos
com sua representação escrita. Você deve observar que grácos.
a representação gráca das palavras é realizada pelo sis- Graa: (i) representação escrita de uma palavra; escrita, trans-
tema ortográco, o qual apresenta características especí- crição; (ii) cada uma das possíveis maneiras de representar por
cas. Essas peculiaridades do sistema ortográco são res- escrito uma palavra (inclusive as consideradas incorretas); por
exemplo, Ivan e Ivã; atrás (graa correta) e atraz (graa incor-
ponsáveis por frequentes divergências entre a forma oral reta); farmácia (graa atual) e pharmacia (graa antiga); (iii)
(sonora) e a forma escrita (gráca) da língua. Vejamos três transcrição fonética da fala, por meio de um alfabeto fonético
casos importantes: ('sistema convencional').

I – Os dígrafos: são combinações de letras que repre- Letra:


ção decada
uma um dos um
língua, sinais grácos
fonema ou que
grupo de fonemas.na transcri -
representam,
sentam um só fonema. Diacrítico: sinal gráco que se acrescenta a uma letra para
II – Letras diferentes para representar o mesmo fone- conferir-lhe novo valor fonético e/ou fonológico. Na ortograa do
ma. português, são diacríticos os acentos grácos, a cedilha, o trema
e o til.
III – Mesma letra para representar fonemas distintos.
EMPREGO DAS LETRAS
Para ilustrar, selecionamos uma lista de palavras para
representar cada um dos casos. O quadro a seguir apre- EMPREGO DE VOGAIS
senta, na coluna da esquerda, a lista de palavras; na coluna
da direita, a explicação do caso. As vogais na língua portuguesa admitem certa varie-
dade de pronúncia, dependendo de sua intensidade (isto é,
Exemplos Explicaçãodocaso se são tônicas ou átonas), de sua posição na sílaba etc. Por
haver essa variação na pronúncia, nem sempre a memó-
Temos, nessa lista de palavras, exemplos de dígra- ria, baseada na oralidade, retém a forma correta da graa, a
Achar
fos. Em achar, as duas letras (ch) representam um
Quilo
único som (fricativa pós-alveolar surda). O mesmo
qual pode ser divergente do som.
Carr o Como podemos solucionar esses equívocos? Temos
vale para a palavra quilo, em que o as duas letras
Santo de decorar todas as palavras (e sua graa)? Não. A leitura e
(qu) representam o som (oclusiva velar surda).
a prática da escrita são atividades fundamentais para evitar
Ex ato
Re zar Nessa lista(x,dezpalavras,
diferentes e s ) paraencontramos
representar três letras
o mesmo erros.
Pes ar fonema (som): fricativa alveolar sonora.
Encontros consonantais
Mesma letra para representar fonemas distintos. A
Xadrez
letra x pode representar cinco sons distintos: (i) con- Por encontro consonantal consideramos o agrupa-
Fix o
soante fricativa palatal surda; (ii) grupo consonantal
Hex acanto mento de consoantes numa palavra. O encontro consonan-
[cs]; (iii) grupo consonantal [gz]; (iv) consoante frica-
Ex ame
tiva linguodental sonora [z]; e consoante fricativa
tal pode ocorrer na mesma sílaba (denominado encontro
Próx imo consonantal real) ou em sílabas diferentes (denominado
côncava dental surda.
encontro consonantal puro e simples).
Vejamos exemplos de encontros consonantais:
Há, também, letras que não representam nenhum br – braço
fonema, como nas palavras hoje, humilde, hotel. bm – submeter

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cr – escravo su-bo-cu-lar
bj – objeto su-pe-rá-ci-do
gn – digno
pt – réptil (ii) ou à estruturação morfológica da palavra:
in-fe-liz-men-te
Dígrafos
A
S
Denominamos dígrafos o grupo de duas letras usadas A separação silábica ocorre quando se tem de E
U
para representar um único fonema. No português, são dígra- fazer, em fim de linha, mediante o emprego do hífen, a G
U
T
fos: ch, lh, nh, rr , ss , sc, sç, xc; incluem-se também am, partição de uma palavra. Vejamos alguns preceitos par- R
O
an, em, en, im, in, om, on, um, un (que representam vogais ticulares em relação à separação (segundo a Base XX P
A
nasais), gu e qu antes de e e de i, e também ha, he, hi, ho, do Acordo Ortográfico de 1990): U
G

hu e,Éem palavras observar


importante estrangeiras, th, ph, entre
a distinção nn, ddencontro
, ck, oo etc.
con-
ÍN
L

sonantal e dígrafo: 1º. São indivisíveis no interior da palavra, tal como ini-
(i) o encontro consonantal equivale a dois fonemas; o cialmente, e formam, portanto, sílaba para a frente as
dígrafo equivale a um só fonema. sucessões de duas consoantes que constituem perfeitos
(ii) o encontro consonantal é formado sempre por duas grupos, ou seja, aquelas sucessões em que a primeira
consoantes; o dígrafo não precisa ser formado necessaria- consoante é uma labial, uma velar, uma dental ou uma
mente por duas consoantes. labiodental e a segunda um l ou um r : a-blução, cele-brar,
du-plicação, re-primir, a-clamar, de-creto, de-glutição, re-
-grado; a-tlético, cáte-dra, períme-tro; a-uir, a-fricano,
Palavra-chave! ne-vrose.
Com exceção apenas de vários compostos cujos prexos
Consoante: som da fala que só é pronunciável se forma sílaba terminam em b, ou d:
com vogal (tirante certas onomatopeias, à margem do sistema → ab- legação
fonológico de nossa língua: brrr!, cht!, pst! ). Esta denição fun-
→ ad- ligar
cional é válida para o português, mas não para outras línguas,
→ sub- lunar
em que há sons passíveis de pertencer à categoria das conso-
→ em vez de
antes ou à das vogais. Diz-se de ou letra que representa fonema
dessa classe. Do ponto de vista articulatório, há consoante → a-blegação
quando a corrente de ar encontra, na cavidade bucal, algum tipo → a-dligar
de empecilho, seja total (oclusão), seja parcial (estreitamento). → su-blunar

Separação silábica 2º. São divisíveis no interior da palavra as sucessões de duas


consoantes que não constituem propriamente grupos e igual-
O Acordo Ortográco da Língua Portuguesa arma que mente as sucessões de m ou n, com valor de nasalidade, e
a Separação Silábica (Base XX – Da divisão silábica) faz- uma consoante:
se, em regra, pela soletração, como nos exemplos a seguir:
→ ab-dicar → ét-nico
abade: a-ba-de → Ed-gardo → rit-mo
bruma: bru-ma → op-tar → sub-meter
cacho: ca-cho → sub-por → am-nésico
malha: ma-lha → ab-soluto → interam-nense
manha: ma-nha → ad-jetivo → bir-reme
máximo: má-xi-mo → af-ta → cor-roer
óxido: ó-xi-do → bet-samita → pror-rogar
roxo: ro-xo → íp-silon → as-segurar
tmese: tme-se → ob-viar → bis-secular
→ des-cer → sos-segar
Assim, a separação não tem de atender: → dis-ciplina → bissex-to
(i) aos elementos constitutivos dos vocábulos → ores-cer → contex-to
segundo a etimologia : → nas-cer → ex-citar
a-ba-li-e-nar → res-cisão → atroz-mente
bi-sa-vô → ac-ne → capaz-mente
de-sa-pa-re-cer → ad-mirável → infeliz-mente
di-sú-ri-co → Daf-ne → am-bição
e-xâ-ni-me → diafrag-ma → desen-ganar
hi-pe-ra-cú-sti-co → drac-ma → en-xame
i-ná-bil → man-chu → Mân-lio
o-bo-val

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3º. As sucessões de mais de duas consoantes ou de m ou 6º. Na translineação de uma palavra composta ou de uma
n, com o valor de nasalidade, e duas ou mais consoantes combinação de palavras em que há um hífen, ou mais, se
são divisíveis por um de dois meios: se nelas entra um a partição coincide com o nal de um dos elementos ou
dos grupos que são indivisíveis (de acordo com o preceito membros, deve, por clareza gráca, repetir-se o hífen no
(1º), esse grupo forma sílaba para diante, cando a con - início da linha imediata:
soante ou consoantes que o precedem ligadas à sílaba → ex- -alferes
B → serená- -los-emos ou serená-los- -emos
R anterior; se nelas não entra nenhum desses grupos, a
U
→ vice- -almirante
N
O
divisão dá-se sempre antes da última consoante. Exem-
P
IL
plos dos dois casos:
A → cam-braia Apesar de relativamente complexas, as regras enume-
S
T
R
→ ec-tlipse radas na Base XX do Novo Acordo Ortográco possuem um
E → em-blema elemento em comum, a saber:
→ ex-plicar
→ in-cluir → Toda sílaba é nucleada por uma vogal.
→ ins-crição
→ subs-crever Tradicionalmente, observamos essas regras, as quais
→ trans-gredir são simplicadas:
→ abs-tenção
→ disp-neia Regra Exemplo
→ inters-telar Não se separam os ditongos e tri- foi-ce, a-ve-ri-guou.
→ lamb-dacismo tongos.
→ sols-ticial Não se separam os dígrafos ch, lh, cha-ve, ba-ra-lho, ba-nha,
→ Terp-sícore nh, gu, qu. fre-guês, quei-xa
→ tungs-tênio Não se separam os encontros con- ps i-có-lo-go, re-fr es-co
sonantais que iniciam sílaba.
Separam-se as vogais dos hiatos. ca-a-tin-ga, fi-el, sa-ú -de
4º. As vogais consecutivas que não pertencem a ditongos Separam-se as letras dos dígra- car -r o, pas -s a-re-la, des-
decrescentes (as que pertencem a ditongos deste tipo fos rr , ss , sc, sç e xc. -cer, nas -ço, ex -ce-len-te
nunca se separam: ai-roso, cadei-ra, insti-tui, ora-ção, Separam-se os encontros con- ap -t o, bis -ne-to, con-vic-
sacris-tães, traves-sões) podem, se a primeira delas sonantais das sílabas internas, -ção, a-brir, a-pli-car
u g q
não é precedido
separar-se na escrita:
de ou , e mesmo que sejam iguais, excetuando-se aqueles em que a
segunda consoante é l ou r .

→ ala-úde PROSÓDIA (BOA PRONÚNCIA)


→ áre-as
→ ca-apeba A prosódia é a parte da gramática tradicional que se
→ co-ordenar dedica às características da emissão dos sons da fala, como
→ do-er o acento e a entonação.
→ u-idez Observe algumas orientações em relação à posição da
→ perdo-as sílaba tônica:
→ vo-os
(i) São oxítonas (última sílaba tônica):
O mesmo se aplica aos casos de contiguidade de diton- → cateter
gos, iguais ou diferentes, ou de ditongos e vogais: → faz-se mister (= necessário)
→ cai-ais → Nobel
→ cai-eis → ruim
→ ensai-os → ureter
→ u-iu
(ii) São paroxítonas (penúltima sílaba tônica):
→ âmbar
5º. Os digramas gu e qu, em que o u se não pronuncia, → caracteres
nunca se separam da vogal ou ditongo imediato (ne-gue, → recorde
ne-guei; pe-que, pe-quei), do mesmo modo que as com- → lantropo
→ gratuito (ui ditongo)
binações gu e qu em que o u se pronuncia:
→ misantropo
→ á-gua
→ ambí-guo (iii) São palavras que admitem dupla prosódia:
→ averi-gueis → acróbata ou acrobata
→ longín-quos → Oceânia ou Oceania
→ lo-quaz → ortoépia ou ortoepia
→ quais-quer → projétil ou projetil
→ réptil ou reptil

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USO DA LETRA MAIÚSCULA INICIAL → bacharel Mário Abrantes
→ o cardeal Bembo
(i) nos antropônimos, reais ou ctícios: → santa Filomena (ou Santa Filomena)
→ Pedro Marques
→ Branca de Neve (vii) nos nomes que designam domínios do saber, cursos
e disciplinas (opcionalmente, também com maiúscula):
(ii) nos topônimos, reais ou ctícios: → português (ou Português). A
S
E
→ Lisboa U
G
→ Atlântida COMO ABREVIAR U
T
R
O
(iii) nos nomes de seres antropomorzados ou mitoló- (i) Comumente, as abreviaturas são encerradas por P
gicos: consoante seguida de ponto nal: A
U
→ Adamastor → Dr. G

→ Netuno (Doutor)
→ Prof. (Professor) ÍN
L

(iv) nos nomes que designam instituições: (ii) Mas os símbolos cientícos e as medidas são abre -
→ Instituto de Pensões e Aposentadorias da Previ- viados sem ponto; no plural, não há s nal:
dência Social → m (metro ou metros)
→ h (8h = oito horas. Quando houver minutos: 8h30 min
(v) nos nomes de festas e festividades: ou 8h30)
→ Natal → P (Fósforo – símbolo químico)
→ Páscoa
→ Ramadão (iii) São mantidos os acentos grácos, quando existirem:
→ pág. (página)
(vi) nos títulos de periódicos, que retêm o itálico: → séc. (século)
→ O Estado de São Paulo
(iv) É aconselhável não abreviar nomes geográcos:
(vii) Em siglas, símbolos ou abreviaturas internacionais
→ Santa Catarina (e não S. Catarina)
ou nacionalmente reguladas com maiúsculas, iniciais ou
→ São Paulo (e não S. Paulo)
mediais ou nais ou o todo em maiúscula:
→ FAO → Porto Alegre (e não P. Alegre)
→ ONU
→ Sr. ACENTUAÇÃ O GRÁFICA
→ V. Exª.
Quatro diacríticos (sinal gráco que se acrescenta a
USO DA LETRA MINÚSCULA INICIAL uma letra para conferir-lhe novo valor fonético e/ou fono-
lógico) compõem a acentuação gráca: o acento agudo, o
(i) ordinariamente, em todos os vocábulos da língua acento grave, o acento circunexo e, acessoriamente, o til.
nos usos correntes; Vejamos, em síntese, as características de cada um.
(ii) nos nomes dos dias, meses, estações do ano: (i) o agudo (´), para marcar a tonicidade das vogais
→ segunda-feira a (paráfrase, táxi, já), i (xícara, cível, aí) e u (cúpula, júri,
→ outubro
miúdo); e a tonicidade das vogais abertas e (exército, série,
→ primavera
fé) e o (incólume, dólar, só);
(iii) nos bibliônimos (nome, título designativo ou intitula-
tivo de livro impresso ou obra que lhe seja equiparada) (após (ii) o grave (`), utilizada sobretudo para indicar a ocor-
o primeiro elemento, que é com maiúscula, os demais vocá- rência de crase, isto é, a ocorrência da preposição a com
bulos podem ser escritos com minúscula, salvo nos nomes o artigo feminino a ou os demonstrativos a, aquele(s),
próprios nele contidos, tudo em grifo): aquela(s), aquilo;
→ O senhor do Paço de Ninães ou O senhor do paço
de Ninães. (iii) o circunexo (^), para marcar a tonicidade da vogal
→ Menino de Engenho ou Menino de engenho. a nasal ou nasalada (lâmpada, câncer, espontâneo), e das
vogais fechadas e (gênero, tênue, português) e o (trôpego,
(iv) nos usos de fulano, sicrano, beltrano. bônus, robô);
(v) nos pontos cardeais (mas não nas suas abreviaturas):
(iv) e acessoriamente o til (~), para indicar a nasalidade
→ norte, sul (mas SW = sudoeste)
(e em geral a simultânea tonicidade) em a e o (cristã, cristão,
(vi) nos axiônimos (nome ou locução com que se presta pães, cãibra; corações, põe(s), põem).
reverência a determinada pessoa do discurso) e hagiônimos
(designação comum às palavras ligadas à religião) (opcio- A seguir há as principais regras apresentadas pelo
nalmente, nesse caso, também com maiúscula): Novo Acordo de 1990. É uma tabela muito importante, a qual
→ senhor doutor Joaquim da Silva deve ser estudada cuidadosamente.

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Assunto acordo
O 1990
de
Alfabeto O alfabeto é formado por vinte e seis (26) letras:
→ a, b, c, d, e, f, g, h, i, j, k, l, m, n, o, p, q, r, s, t, u, v, w, x, y, z
Sequências con- O acordo de 1990 arma que, nos países de língua portuguesa ocial, a ortograa de palavras com consoantes
sonânticas “mudas” passa a respeitar as diferentes pronúncias cultas da língua, ocasionando um aumento da quantidade de
palavras com dupla graa. Pode-se grafar:
B → fato e facto (em que há dupla graa e dupla pronúncia)
R
U → aspecto e aspeto (dupla pronúncia e dupla graa)
N
O Acentuação grá- Primeiramente, observa-se que as regras de acentuação dos monossílabos tônicos são as mesmas das oxíto-
P
IL
ca – Oxítonas nas.
A São assinaladas com acento agudo as palavras oxítonas que terminam nas vogais tônicas abertas a, e, o , e com
S
T acento circunexo as que acabam nas vogais tônicas fechadas e, o , seguidas ou não de s :
R
→ fubá
E
→ cafés
→ bobó
→ mercês
→ babalaô
As palavras oxítonas cuja vogal tônica, nas pronúncias cultas da língua, possui variantes (ê, é, ó, ô) admitem
dupla graa:
→ matinê ou matiné
→ cocô ou cocó

São assinaladas com acento gráco as formas verbais que se tornam oxítonas terminadas em a, e, o , em virtude
da conjugação com os pronomes lo(s ):
→ dá-la
→ amá-la-ás
→ sabê-lo
→ dispô-lo

É assinalado com acento agudo o e das terminações em, ens das palavras oxítonas com mais de uma sílaba
(exceto as formas da 3ª pessoa do plural do presente do indicativo dos verbos ter, vir e seus derivados, que são
marcadas com acento circunexo):
→ também
→ parabéns

→ (eles)contêm
→ (elas)vêm
Acentuação grá- São assinalados com acento agudo os ditongos tônicos éi, éu, ói, sendo os dois últimos ( éu, ói) seguidos ou não
ca – Paroxítonas de s :
→ éis
→ réus
→ heróis

Não se usa acento gráco para distinguir oxítonas homógrafas:


→ colher (verbo)
→ colher (substantivo)

A exceção é a distinção entre pôr (verbo) e por (preposição)

São assinaladas com acento gráco as paroxítonas terminadas em:


a) l, n, r , x , ps (e seus plurais, alguns dos quais passam a proparoxítonas):
→ lavável
→ plânctons
→ açúcar
→ ônix
→ bíceps

As exceções são as formas terminadas em ens (hifens e liquens), as quais não são acentuadas gracamente.
b) ã(s ), ão(s ), ei(s ), i(s ) um, uns, us:
→ órfã(s )
→ sótão(s )
→ jóquei(s )
→ fórum
→ álbum
→ vírus
→ bílis

O acento será agudo se na sílaba tônica houver as vogais abertas a, e, o , ou ainda i, u e será circunexo se houver
as vogais fechadas a, e, o .

12
,
Observa-se que as paroxítonas cuja vogal tônica, nas pronúncias cultas da língua, possui variantes ( ê, é, ô,
ó ) admitem dupla graa:
→ fêmur ou fémur
→ ônix ou ónix
→ pônei ou pónei
→ Vênus ou Vénus
A
S
Não são assinalados com acento gráco os ditongos ei e oi de palavras paroxítonas : E
U
→ estreia G
U
→ ideia T
R
→ paranoico O
P
→ jiboia
A
U
G

etc.as formas verbais creem , deem , leem , veem e seus derivados: des -
Não são assinaladas com acento gráco ÍN
creem , desdeem , releem , reveem L

Não é assinalado com acento gráco o penúltimo o do hiato oo (s ):


→ voo
→ enjoos

Não são assinaladas com acento gráco as palavras homógrafas:


→ para (verbo) para (preposição)
→ pela (s ) (substantivo) pela (verbo) pela (per + la(s))
→ pelo ( s ) (substantivo) pelo (verbo) pelo (per + lo(s))
→ polo (s) substantivo polo (por + lo(s))

A exceção é a distinção entre as formas pôde (3ª pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo) e pode
(3ª pessoa do singular do presente do indicativo).

Observação 1: assinalam-se com acento circunexo, facultativamente , as formas:


→ dêmos (1ª pessoa do plural do presente do subjuntivo)
→ demos (1ª pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo)
→ fôrma (substantivo)
→ forma (substantivo; verbo)

Observação 2: assinalam-se com acento agudo, facultativamente , as formas verbais do tipo:


→ amámos (pretérito perfeito do indicativo)
→ amamos (presente do indicativo)
→ louvámos (pretérito perfeito do indicativo)
→ louvamos (presente do indicativo)
Oxítonas e Paroxí- São assinaladas com acento agudo as vogais tônicas i e u das palavras oxítonas e paroxítonas que constituem
tonas o 2º elemento de um hiato e não são seguidas de l, m, n, nh, r , z:
→ país
→ ruins
→ saúde
→ rainha

Observações:
1) Incluem-se nessa regra as formas oxítonas dos verbos em air e uir em virtude de sua conjugação com os
pronomes lo(s ), la(s ):
→ atraí-las
→ possuí-lo-ás

2) Não são assinaladas com acento agudo as palavras oxítonas cujas vogais tônicas i e u são precedidas de
ditongo
→ baiucacrescente:
→ boiuna
→ feiura

3) São assinaladas com acento agudo as palavras oxítonas cujas vogais tônicas i e u são precedidas de ditongo
crescente:
→ Piauí
→ tuiuiús

4) Não são assinalados com acento agudo os ditongos tônicos iu, ui precedidos de vogal:
→ distraiu
→ pauis

13
,
Não se assinala com acento agudo o u tônico de formas rizotônicas de arguir e redarguir :
→ arguis
→ argui
→ redarguam

Observações:
1) Verbos como aguar , apaziguar , apropinquar , delinquir possuem dois paradigmas:
B a) com o u tônico em formas rizotônicas sem acento gráco:
R
U → averiguo
N
O → ague
P
IL
A b) com o a ou o i dos radicais tônicos acentuados gracamente:
S
T → averíguo
R
→ águe
E

2) Verbos terminados em -ingir e -inguir cujo u não é pronunciado possuem graas regulares.
→ atingir; distinguir
→ atinjo; distinguimos
Acentuação grá- Todas as palavrasproparoxítonas são acentuadas com acento gráco:
ca – Proparoxí- → rápido
tonas → cênico
→ místico
→ meândrico
→ cômodo
Trema O trema (¨) é totalmente eliminado das palavras portuguesas ou aportuguesadas:
→ delinquir
→ cinquenta
→ tranquilo
→ linguiça

O trema é usado em palavras derivadas de nomes próprios estrangeiros com trema:


→ mülleriano, de Müller
Hífen O hífen é usado em compostos, locuções e encadeamentos vocabulares.

O Acordo de 1990 observa que são escritas aglutinadamente palavras em que o falante contemporâneo perdeu a
noção de composição:
→ paraquedas
→ mandachuva

Emprega-se o hífen nos seguintes topônimos:


- iniciados por grã e grão: Grão-Pará
- iniciados por verbo: Passa-Quatro
- cujos elementos estejam ligados por artigo: Baía de todos-os-Santos

Os demais topônimos compostos são escritos separados e sem hífen: Cabo Verde. As exceções são: Guiné-
-Bissau e Timor-Leste.

Emprega-se o hífen em palavras compostas que designam espécies botânicas e zoológicas:


→ couve-or
→ bem-te-vi

Emprega-se o hífen para ligar duas ou mais palavras que ocasionalmente se combinam, formando encadeamen-
tos vocabulares:
→ ponte Rio-Niterói

Hífen – síntese das regras do uso do hífen no caso de prexos e falsos prexos
Primeiroelemento Segundoelemento
aero di ili/ilio mono psico a) iniciado por vogal igual à vogal nal do 1º elemento
agro eletro infra morfo retro b) iniciado por h
(‘terra’) entre intra multi semi
alfa extra iso nefro sobre
ante foto lacto neo supra
anti gama lipo neuro lete
arqui geo macro paleo tetra
auto giga maxi peri tri
beta hetero mega pluri ultra
bi hidro meso poli
bio hipo micro proto
contra homo mini pseudo

14
,
ab
ob
sob
sub iniciado
por b, h, r
co
(‘com’) iniciado
por h (a ABL sugere eliminar essa letra, passando-se a grafar,
assim, coerdar, coerdeiro, coipônimo etc.)
ciber iniciado por h, r
inter
super
nuper A
S
E
hiper U
ad iniciado
por d, h, r G
U
T
pan iniciado
a) por vogal R
b) iniciado por h, m, n [diante de b e p passa a pam] O
P
circum a)
iniciado
por
vogal A
U
b) iniciado por h, m, n [aceita formas aglutinadas como circu e circum] G

além sem qualquer (sempre) ÍN


L
aquém sota
ex (“cessamento ou “estado anterior”) soto
recém vice
pós sempre que conservem autonomia vocabular
pré
pró

DISTINÇÕES Ela reclama porque é carente.


[conjunção causal]
Distinção entre a, à, há e á Ela devia estar com fome, porque estava branca.
[conjunção explicativa – equivale a pois]
(I) a. A palavra a pode ser: O preso fugiu porque dopou o guarda?
(i) artigo feminino singular: [pergunta que propõe uma causa possível, limitando a
Eu comprei a roupa ontem. resposta a sim ou não]
A menina mais bonita da rua.
(II) porquê: a forma porquê é substantivo e equivale
(ii) pronome: (é sinônimo) a causa, motivo, razão. É acentuada por ser
Mara é muito próxima da família, mas não a vejo há
meses. uma palavra tônica:
Não sabemos o porquê da demissão de José.
[equivale a: Não sabemos o motivo/a causa/a razão
(iii) preposição: da demissão de José]
Andar a cavalo é sempre prazeroso.
(III) por que: a forma por que (com duas palavras) é
(II) à. A palavra à (com o acento grave) é utilizada
quando ocorre a contração da preposição a com o artigo utilizada quando:
feminino a: (i) signica pelo qual (e exões pela qual, pelas quais,
João assistiu à cena estarrecido. pelos quais). Nesse signicado, a palavra que é pronome
[assistir a (preposição) + a cena (artigo feminino)]. relativo.
Não revelou o motivo por que não compareceu à aula.
(III) há. A palavra há é uma forma do verbo haver: [Não revelou o motivo pelo qual não compareceu à
Há três meses não chove no interior do Pará. aula]
[Há = faz]
Não há mais violência no centro da cidade. (ii) equivale a por qual, por quais. Nessas formas, a
[Há = existe] forma que é pronome indenido.
Na BR040 há muitos acidentes fatais. Ela sempre quis saber por que motivo raspei o cabelo.
[Há = acontecem]
(iii) a forma por que é advérbio interrogativo. Nessa
(IV) á. A palavra á é um substantivo e designa a letra a: estrutura, é possível subentender uma das palavras motivo,
Está provado por á mais bê que o vereador estava causa, razão.
errado. Por que [motivo] faltou à aula?

Distinção entre porque, porquê, por que e por quê (iv) a forma por que faz parte de um título.
Por que o ser humano chora.
Estes são os usos das formas porque, porquê, por
que e por quê: (IV) por quê: a forma por quê (com duas palavras e
acentuada) é usada após pausa acentuada ou em nal de
(I) porque: a forma porque pode ser uma conjunção
(causal ou explicativa) ou uma pergunta que propõe uma frase.
causa possível, limitando a resposta a sim ou não: Estavam no meio daquela bagunça sem saber por quê.

15
,
Distinção entre acerca de e cerca de A torre eminente é a mais fotografada.

(I) A locução acerca de equivale a a respeito de, (ii) que se destaca por sua qualidade ou importância;
sobre. Por exemplo: excelente, superior:
Nós, linguistas, pouco conhecemos acerca da srcem O mestre eminente era seguido por todos.
da linguagem.
B
[= sobre a srcem da linguagem – a respeito da (II) O adjetivo iminente, por sua vez, tem o seguinte
R
U
srcem da linguagem] signicado:
N
O
P (II) A locução cerca de tem valor de aproximada- Iminente: o que ameaça se concretizar, que está a
IL
A mente, quase: ponto de acontecer; próximo, imediato:
S
T Cerca de duas horas depois da missa o pároco faleceu. O desabamento iminente é o que mais preocupa as
R
[= aproximadamente duas horas depois – quase autoridades.
E
duas horas depois]. O edital iminente deixa os candidatos ansiosos.
Distinção entre ao encontro de e de encontro a Distinção entre mas e mais

(I) A locução ao encontro de possui o signicado equi- Na escrita, é muito comum haver a troca da forma mas
valente às expressões em direção a, a favor de. Veja os pela forma mais. Os estudantes produzem frases como:
exemplos: O país é rico, mais a gestão pública é ineciente.
Os vândalos saíram ao encontro dos policiais, que
fechavam a avenida. Na oralidade, o fenômeno é comum em formas seme-
[= em direção a] lhantes à palavra mas:
Com a decisão da Presidente Dilma, o governo vai ao faz /fa (i)z;
encontro das reivindicações da população. paz /pa (i)z;
[= a favor de] nós/nó(i)s .

(II) A locução de encontro a é antônima à locução ao É preciso, porém, distinguir as duas formas, pois na
encontro de. De encontro a signica choque, oposição, frase O país é rico, mais a gestão pública é ineciente há
sendo equivalente à forma contra. Observe a frase a seguir: inadequação, uma vez que se deve utilizar a forma mas: O
O caminhão perdeu os freios e foi de encontro ao país é rico, mas a gestão pública é ineciente.
carro do deputado. A distinção das duas formas é a seguinte:
contra
[=
A decisão do ]governo foi de encontro aos desejos do (I) A palavra mas é conjunção que exprime principal-
Movimento Passe Livre. mente oposição, ressalva, restrição:
[= contrariou] O carro não é meu, mas de um amigo.

Distinção entre aonde e onde (II) A palavra mais é advérbio e traduz a ideia de
aumento, superioridade, intensidade:
(I) A forma aonde é a contração da preposição a com do Ele sempre pensa em ganhar mais dinheiro.
advérbio onde. Emprega-se com verbos que denotam movi- Ele queria ser mais alto que os outros.
mento e regem a preposição a (verbos ir, chegar, levar):
Aonde os manifestantes querem chegar? Distinção entre se não e senão
[verbo chegar].
Os investigadores descobriram aonde as crianças (I) A forma se não (separado) é usada quando o se
eram levadas. pode ser substituído por caso ou na hipótese de que :
[verbo levar]. Se não perdoar, não será perdoado.
[se não = caso não. É conjunção condicional]
(II) O advérbio onde é utilizado com verbos que não Se não chover, viajarei amanhã.
denotam movimento e não regem a preposição a: [se não = na hipótese de que não]
Onde mora o presidente da Colômbia?
[verbo morar] Também há o uso da forma se não como conjunção
Os investigadores descobriram onde o dinheiro era condicional,
A grandeequivalendo
maioria, seanão
quando não:
a totalidade dos acidentes de
lavado.
[verbo lavar] trabalho, ocorre com operários sem equipamentos de segu-
rança.
Distinção entre eminente e iminente [se não = quando não]
(II) A palavra senão (uma única palavra) possui as
Os adjetivos eminente e iminente são parônimos seguintes realizações:
(são quase homônimos, diferenciando-se ligeiramente na
graa e na pronúncia). (i) É conjunção e signica:
(I) O adjetivo eminente tem os seguintes signicados: (a) de outro modo; do contrário:
(i) muito acima do que o que está em volta; proemi- Coma, senão cará de castigo.
nente, alto, elevado: (b) mas, mas sim, porém:

16
,
Não obteve aplausos, senão vaias. O adiamento de três anos abre brechas para que novas
mudanças sejam propostas. Isso signica que, embora jor -
(ii) É preposição quando equivale a com exceção de, nais, livros didáticos e documentos ociais já tenham ado -
salvo, exceto: tado o novo acordo, novas alterações podem ser implemen-
Todos, senão você, gostam de bolo. tadas ou até mesmo suspensas.

(iii) É substantivo masculino e signica pequena imper- Diplomacia A


S
feição; falha, defeito, mácula: E
U
Não há qualquer senão em sua prova. A decisão é encarada como um movimento diplomático, G
U
uma vez que o governo, diz o Itamaraty, quer sincronizar as T
R
Para concluir nossos estudos sobre Fonologia, vamos mudanças com Portugal. O
P
ler uma reportagem sobre o Acordo Ortográco, a qual foi O país europeu concordou ocialmente com a reforma A
U
publicada no dia 28 de dezembro de 2012, no jornal Folha ortográca, mas ainda resiste em adotá-la. Assim como o G

de São Paulo. Brasil, Portugal raticou em 2008 o acordo, mas deniu um ÍN


L
período de transição maior.
GOVERNO ADIA PARA 2016 INÍCIO DO ACORDO ORTO Não há sanções para quem desrespeitar a regra, que é,
GRÁFICO na prática, apenas uma tentativa de uniformizar a graa no
Brasil, Portugal, nos países da África e no Timor-Leste.
O governo federal adiou para 2016 a obrigatoriedade A intenção era facilitar o intercâmbio de obras escritas no
do uso do novo acordo ortográco. A decisão foi publicada idioma entre esses oito países, além de fortalecer o peso do
nesta sexta-feira no "Diário Ocial da União". idioma em organismos internacionais.
A implantação das novas regras, adotadas pelos seto- "É muito difícil querer que o português seja língua ocial
res público e privado desde 2009, estavam previstas para o nas Nações Unidas se vão perguntar: Qual é o português que
próximo dia 1º de janeiro. vocês querem?", arma o embaixador Pedro Motta, represen -
A reforma ortográca altera a graa de cerca de 0,5% tante brasileiro na CPLP (Comunidade dos Países de Língua
das palavras em português. Até a data da obrigatoriedade, Portuguesa).
tanto a nova norma como a atual poderão ser usadas.

(Folha de São Paulo)

(Folha de São Paulo)

17
,
B
R
U
N
O
P
IL
A
S
T
R
E

(Folha de São Paulo)


CAPÍTULO 2 MORFOLOGIA Em morfologia, dois processos são importantes: a
exão e a derivação.
ESTRUTURA E FORMAÇÃO DAS PALAVRAS
Flexão: processo morfológico que consiste no emprego
Neste capítulo estudaremos, de modo esquemático, o de diferentes axos acrescentados aos radicais ou aos
assunto morfologia/morfossintaxe. É um assunto importante, temas (nominais, verbais etc.) das palavras variáveis para
o qual é recorrentemente cobrado em concursos. Observamos exprimir as categorias gramaticais (número, gênero, pessoa,
que a abordagem a seguir é predominantemente linguística. caso, tempo etc.).
Iniciamos a exposição com a noção de morfema. Nas
línguas humanas, um morfema é a menor unidade linguís- Derivação: processo pelo qual se srcinam vocábulos
tica que possui signicado, abarcando raízes e axos, formas uns de outros, mediante a inserção ou extração de axos.
livres (por exemplo: mar) e formas presas (por exemplo:
sapat-, -o-, -s) e vocábulos gramaticais (preposições, conjun- Kehdi (1993) classica os seguintes tipos de morfemas
ções). Observe que, em algumas palavras, pode-se identicar em português:
duas posições de realização dos suxos:
Classicação de caráter formal Classicação de base funcio-
Prexo (antes da raiz) Raiz Suxo (depois da raiz) (destaque para o signicante) nal (destaque para a função
in- feliz -mente dos morfemas)
infelizmente aditivo: fazer – refazer. radical
subtrativo: órfão – órfã. axos
Há técnicas para identicação da estrutura mórca das alternativo: ovo – ovos. desinências
palavras. Vejamos duas: reduplicativo: pai – papai. vogais temáticas
de posição: grande homem – vogais e consoantes de liga -
Teste de comutação: método comparativo buscando a homem grande. ção
detecção das unidades signicativas que compõem a estru - zero: casa – casas.
tura das palavras. cumulativo: amamos (-mos =
música – músicas desinência número-pessoa).
vazio: cafeZal.
amavam – amaram

Segmentação mórca: possibilidade ou não de divisão A fórmula geral da estrutura do vocábulo verbal portu-
de palavras em unidades menores signicativas. guês é a seguinte (Camara Jr., 1977):

Sol
Mar T (R + VT) + SF (SMT + SNP)
deslealdade → des- leal -dade [em que T (tema), R (radical), VT (vogal temática), SF
(suxo exional ou desinência), SMT (suxo modo-tempo -
Palavras-chave! ral), SNP (suxo número-pessoal)]

Morfema: a menor parte signicativa que compõe as palavras. A exão verbal caracteriza-se na língua portuguesa
É um signo mínimo. pelas desinências indicadoras das seguintes categorias gra-
Radical e axos: o radical é o morfema básico que constitui
maticais: (a) modo, (b) tempo – em um morfema cumulativo
uma palavra de categoria lexical (substantivo, adjetivo, verbo e
advérbio); os axos são morfemas presos anexados a um radical
–, (c) número, (d) pessoa – em um morfema cumulativo.
(prexos e suxos).

18
,
Modo: refere-se a um julgamento implícito do falante a
passo que o particípio é de aspecto concluso ou perfeito. O valor
respeito da natureza, subjetiva ou não, da comunicação que do pretérito ou de voz passiva (com verbos transitivos) que às
faz. Indicativo, subjuntivo e imperativo. vezes assume, não é mais que um subproduto do seu valor de
Tempo: refere-se ao momento da ocorrência do pro- aspecto perfeito ou concluso.
cesso, visto do momento da comunicação. Presente, preté- Entretanto, o particípio foge até certo ponto, do ponto de vista
rito (perfeito, imperfeito, mais-que-perfeito), futuro (do pre- mórco, da natureza verbal. É no fundo um adjetivo com as
marcas nominais de feminino e de número plural em /S/. Ou A
sente, do pretérito). Tempos compostos: auxiliar (ter e haver) S
E
+ particípio. em outros termos: é um nome adjetivo, que semanticamente U
expressa, em vez da qualidade de um ser , um processo que G
U
nele se passa. O estudo morfológico do sistema verbal portu- T
R
As formas nominais do verbo são: innitivo (-r), gerún- guês pode deixá-lo de lado, porque morfologicamente ele per- O
P
dio (-ndo) e particípio (-do). tence aos adjetivos, embora tenha valor verbal no âmbito semân- A
Sobre as formas nominais, Camara Jr. (1977) pronun- tico e sintático. U
G

cia-se da seguinte maneira: O gerúndio, ao contrário, é morfologicamente uma forma verbal. ÍN


L

Resta uma apreciação semântica, nas mesmas linhas, das cha- Depreensão morfológica (como identicar morfemas)
madas formas nominais, cujos nomes tradicionais são – innitivo,
gerúndio e particípio. Aqui a oposição é aspectual e não tempo- A técnica de depreensão é simples: se tivermos
ral. O innitivo é a forma mais indenida do verbo. A tal ponto, uma forma verbal a ser analisada, procedemos à comutação
que costuma ser citado como o nome do verbo, a forma que de ao mesmo tempo com o innitivo impessoal e com a primeira
maneira mais ampla e mais vaga resume a sua signicação, sem pessoa do plural do tempo em que se encontra o verbo. O
implicações das noções gramaticais de tempo, aspecto ou modo. innitivo sem o /r/ apresenta o radical e a vogal temática. A
Entre o gerúndio e o particípio há essencialmente uma oposição primeira pessoa do plural exibe a desinência [-mos] (SNP ou
de aspecto: o gerúndio é <imperfeito> (processo inconcluso), ao DNP). O que sobrar será a desinência modo-temporal.

Exercício: indique nos quadros em branco a VT, os SMT e os SNP.

Indicativo VT SMT SNP Pretérito VT SMT SNP Subjuntivo VT SMT SNP


Presente imperfeito Presente
Amo Amava Cante
Amas Amavas Cantes
Ama Amava Cante
Amamos Amávamos Cantemos
Amais Amáveis Canteis
Amam Amavam Cantem

As categorias verbais Verbos notáveis

A categoria de tempo Antes de estudar alguns verbos notáveis da língua por-


tuguesa, é importante que o estudante saiba da existência de
A categoria de tempo constitui uma relação entre dois duas características dos verbos: ser rizotônico ou arrizotônico.
momentos: momento da comunicação e momento do pro- Rizotônicos: são as estruturas verbais com a sílaba
cesso. tônica dentro do radical.
Em português: passado x presente x futuro. Arrizotônicos: são as estruturas verbais com a sílaba
tônica fora do radical.
Tempos simples:
I – Presente: simultaneidade entre momento da comu- Arrear
nicação e momento de ocorrência do processo.
II – Passado ou pretérito: anterioridade entre o mo- Verbo irregular da 1ª conjugação. Signicapôr arreio.
mento da ocorrência do processo e o momento da Como ele, conjugam-se todos os verbos terminados em-ear.
comunicação (o processo que se está enunciando Variam no radical, que recebe um i nas formas rizotônicas.
ocorreu antes do momento da fala). Presente do Indicativo: arreio, arreias, arreia, arrea-
III – Futuro: indica relação de posterioridade. O proces- mos, arreais, arreiam.
so ainda vai ocorrer, é posterior à fala. Presente do Subjuntivo: arreie, arreies, arreie, arree-
mos, arreeis, arreiem.
Tempos complexos: ocorrem quando há dois proces- Imperativo Armativo:arreia, arreie, arreemos, arreai,
sos. Além de estabelecer relação entre os dois processos e arreiem.
o momento da comunicação, deve-se estabelecer relação Imperativo Negativo:não arreies, não arreie, não arree-
entre os dois processos entre si. mos, não arreeis, não arreiem.

19
,
Pretérito Perfeito do Indicativo: arreei, arreaste, Imperativo Negativo: não anseies, não anseie, não
arreou, arreamos, arreastes, arrearam. ansiemos, não ansieis, não anseiem.
Pretérito Mais-que-perfeito do Indicativo: arreara, arre- Pretérito Perfeito do Indicativo: ansiei, ansiaste,
aras , arreara, arreáramos, arreáreis, arrearam. ansiou, ansiamos, ansiastes, ansiaram.
Futuro do Subjuntivo: arrear, arreares, arrear, arrear- Pretérito Mais-que-perfeito do Indicativo: ansiara,
mos, arreardes, arrearem. ansiaras, ansiara, ansiáramos, ansiáreis, ansiaram.
B
R
Pretérito Imperfeito do Subjuntivo: arreasse, arreas- Futuro do Subjuntivo: ansiar, ansiares, ansiar, ansiar-
U
N
ses, arreasse, arreássemos, arreásseis, arreassem. mos, ansiardes, ansiarem.
O Futuro do Presente: arrearei, arrearás, arreará, arrea- Pretérito Imperfeito do Subjuntivo: ansiasse, ansias-
P
IL remos, arreareis, arrearão. ses, ansiasse, ansiássemos, ansiásseis, ansiassem.
A
S
T
Futuro do Pretérito: arrearia, arrearias, arrearia, arre- Futuro do Presente: ansiarei, ansiarás, ansiará,
R aríamos, arrearíeis, arreariam. ansiaremos, ansiareis, ansiarão.
E
Innitivo Pessoal: arrear, arreares, arrear, arrearmos, Futuro do Pretérito: ansiaria, ansiarias, ansiaria,
arreardes, arrearem. ansiaríamos, ansiaríeis, ansiariam.
Pretérito Imperfeito do Indicativo: arreava, arreavas, Innitivo Pessoal: ansiar, ansiares, ansiar, ansiar-
arreava, arreávamos, arreáveis, arreavam. mos, ansiardes, ansiarem.
Formas Nominais: arrear, arreando, arreado. Pretérito Imperfeito do Indicativo: ansiava, ansiavas,
ansiava, ansiávamos, ansiáveis, ansiavam.
Arriar Formas Nominais: ansiar, ansiando, ansiado.

Verbo regular da 1ª conjugação. Signica fazer descer. Haver


Como ele, conjugam-se todos os verbos terminados em -iar,
menos mediar, ansiar, remediar, incendiar e odiar. Verbo irregular da 2ª conjugação. Varia no radical e nas
Presente do Indicativo: arrio, arrias, arria, arriamos, desinências.
arriais, arriam. Presente do Indicativo: hei, hás, há, havemos, haveis,
Presente do Subjuntivo: arrie, arries, arrie, arriemos, hão.
arrieis, arriem. Presente do Subjuntivo: haja, hajas, haja, hajamos,
Imperativo Armativo: arria, arrie, arriemos, arriai, hajais, hajam.
arriem. Imperativo Armativo: há, haja, hajamos, havei,
Imperativo Negativo: não arries, não arrie, não arrie- hajam.
mos,Pretérito
não arrieis, não do
Perfeito arriem .
Indicativo: arriei, arriaste, arriou, mos,Imperativo
não hajaisNegativo:
, não hajamnão. hajas, não haja, não haja-
arriamos, arriastes, arriaram. Pretérito Perfeito do Indicativo: houve, houveste,
Pretérito Mais-que-perfeito do Indicativo: arriara, arria- houve, houvemos, houvestes, houveram.
ras , arriara, arriáramos, arriáreis, arriaram. Pretérito Mais-que-perfeito do Indicativo: houvera,
Futuro do Subjuntivo: arriar, arriares, arriar, arriar- houveras, houvera, houvéramos, houvéreis, houveram.
mos, arriardes, arriarem. Futuro do Subjuntivo: houver, houveres, houver, hou-
Pretérito Imperfeito do Subjuntivo: arriasse, arriasses, vermos, houverdes, houverem.
arriasse, arriássemos, arriásseis, arriassem. Pretérito Imperfeito do Subjuntivo: houvesse, houves-
Futuro do Presente: arriarei, arriarás, arriará, arriare- ses, houvesse, houvéssemos, houvésseis, houvessem.
mos, arriareis, arriarão. Futuro do Presente: haverei, haverás, haverá, have-
Futuro do Pretérito: arriaria, arriarias, arriaria, arriarí- remos, havereis, haverão.
amos, arriaríeis, arriariam. Futuro do Pretérito: haveria, haverias, haveria, have-
Innitivo Pessoal: arriar, arriares, arriar, arriarmos, ríamos, haveríeis, haveriam.
arriardes, arriarem. Innitivo Pessoal: haver, haveres, haver, havermos,
Pretérito Imperfeito do Indicativo: arriava, arriavas, haverdes, haverem.
arriava, arriávamos, arriáveis, arriavam. Pretérito Imperfeito do Indicativo: havia, havias, havia,
Formas Nominais: arriar, arriando, arriado. havíamos, havíeis, haviam.
Formas Nominais: haver, havendo, havido.
Ansiar
Reaver
Verbo irregular da 1ª conjugação. Como ele, conjugam-
-se mediar, remediar, incendiar e odiar. Variam no radical, Verbo defectivo da 2ª conjugação. Faltam-lhe as formas
que recebe um e nas formas rizotônicas. rizotônicas e derivadas. As formas não existentes devem ser
Presente do Indicativo: anseio, anseias, anseia, substituídas pelas do verbo recuperar.
ansiamos, ansiais, anseiam. Presente do Indicativo: ///, ///, ///, reavemos, reaveis,
Presente do Subjuntivo: anseie, anseies, anseie, ///.
ansiemos, ansieis, anseiem. Presente do Subjuntivo: ///, ///, ///, ///, ///, ///.
Imperativo Armativo: anseia, anseie, ansiemos, Imperativo Armativo: ///, ///, ///, reavei vós, ///.
ansiai, anseiem. Imperativo Negativo: ///, ///, ///, ///, ///.

20
,
Pretérito Perfeito do Indicativo: reouve, reouveste, restante dos tempos, tem conjugação regular, ou seja, segue
reouve, reouvemos, reouvestes, reouveram. a conjugação de qualquer verbo regular terminado em -er,
Pretérito Mais-que-perfeito do Indicativo: reouvera, como escrever.
reouveras, reouvera, reouvéramos, reouvéreis, reouve- Presente do Indicativo: provejo , provês , provê , pro-
ram. vemos , provedes , provêem .
Futuro do Subjuntivo: reouver, reouveres, reouver, Presente do Subjuntivo: proveja , provejas , proveja ,
A
reouvermos, reouverdes, reouverem. provejamos , provejais , provejam . S
E
Pretérito Imperfeito do Subjuntivo: reouvesse, reou- Imperativo Armativo: provê , proveja , provejamos , U
G
vesses, reouvesse, reouvéssemos, reouvésseis, reou- provede , provejam . U
T
R
vessem. Imperativo Negativo: não provejas , não proveja , O
P
Futuro do Presente: reaverei, reaverás, reaverá, rea - não provejamos , não provejais , não provejam . A
veremos, reavereis, reaverão. Pretérito Perfeito do Indicativo: provi , proveste ,
U
G

Futuro do Pretérito: reaveria, reaverias, reaveria, rea- proveu , provemos , provestes , proveram . ÍN
L
veríamos, reaveríeis, reaveriam. Pretérito Mais-que-perfeito do Indicativo: provera ,
Innitivo Pessoal: reaver, reaveres, reaver, reaver- proveras , provera , provêramos , provêreis , proveram .
mos, reaverdes, reaverem.
Futuro do Subjuntivo: prover , proveres , prover ,
Pretérito Imperfeito do Indicativo: reavia, reavias,
provermos , proverdes , proverem .
reavia, reavíamos, reavíeis, reaviam.
Pretérito Imperfeito do Subjuntivo: provesse , pro-
Formas Nominais: reaver, reavendo, reavido.
vesses , provesse , provêssemos , provêsseis , proves -
Precaver sem .
Futuro do Presente: proverei , proverás , proverá ,
Verbo defectivo da 2ª conjugação, quase sempre usado proveremos , provereis , proverão .
pronominalmente (precaver-se). Faltam-lhe as formas rizo- Futuro do Pretérito: proveria , proverias , proveria ,
tônicas e derivadas. As formas não existentes devem ser proveríamos , proveríeis , proveriam .
substituídas pelas dos verbos acautelar-se, prevenir-se. Innitivo Pessoal: prover , proveres , prover , prover -
As formas existentes são conjugadas regularmente, ou seja, mos , proverdes , proverem .
seguem a conjugação de qualquer verbo regular terminado Pretérito Imperfeito do Indicativo: provia , provias ,
em -er, como escrever. provia , províamos , províeis , proviam .
Presente do Indicativo: ///, /// , /// , precavemos, preca- Formas Nominais: prover , provendo , provido .

veis,Presente
///. do Subjuntivo: ///, ///, ///, ///, ///, ///. Requerer
Imperativo Armativo: ///, ///, ///, prevavei vós, ///.
Imperativo Negativo: ///, ///, ///, ///, ///. Verbo irregular da 2ª conjugação que signica pedir ,
Pretérito Perfeito do Indicativo: precavi, precaveste, solicitar , por meio de requerimento . Varia no radical.
precaveu, precavemos, precavestes, precaveram. No presente do indicativo, no presente do subjuntivo, no
Pretérito Mais-que-perfeito do Indicativo: precavera, imperativo armativo e no imperativo negativo tem con -
precavera, precavera, precavêramos, precavêreis, pre- jugação idêntica à do verbo querer , com exceção da 1ª
caveram. pessoa do singular do presente do indicativo (eu requeiro);
Futuro do Subjuntivo: precaver, precaveres, preca- no restante dos tempos, tem conjugação regular, ou seja,
ver, precavermos, precaverdes, precaverem. segue a conjugação de qualquer verbo regular terminado
Pretérito Imperfeito do Subjuntivo: precavesse, preca- em -er , como escrever .
vesses, precavesse, precavêssemos, precavêsseis, pre- Presente do Indicativo: requeiro , requeres , requer ,
cavessem. requeremos , requereis , requerem .
Futuro do Presente: precaverei, precaverás, preca- Presente do Subjuntivo: requeira , requeiras ,
verá, precaveremos, precavereis, precaverão.
requeira , requeiramos , requeirais , requeiram .
Futuro do Pretérito: precaveria, precaverias, precave-
Imperativo Armativo: requere , requeira , requeira -
ria, precaveríamos, precaveríeis, precaveriam.
mos , requerei , requeiram .
Innitivo Pessoal: precaver, precaveres, precaver,
precavermos, precaverdes, precaverem. Imperativo Negativo: não requeiras , não requeira ,
Pretérito Imperfeito do Indicativo: precavia, precavias, não requeiramos , não requeirais , não requeiram .
precavia, precavíamos, precavíeis, precaviam. Pretérito Perfeito do Indicativo: requeri , requereste ,
Formas Nominais: precaver, precavendo, precavido. requereu , requeremos , requerestes , requereram .
Pretérito Mais-que-perfeito do Indicativo: requerera ,
Prover requereras , requerera , requerêramos , requerêreis ,
requereram .
Verbo irregular da 2ª conjugação que signica abas- Futuro do Subjuntivo: requerer , requereres , reque -
tecer. Varia nas desinências. No presente do indicativo, no rer , requerermos , requererdes , requererem .
presente do subjuntivo, no imperativo armativo e no impe -
rativo negativo tem conjugação idêntica à do verbo ver; no

21
,
Pretérito Imperfeito do Subjuntivo: requeresse , Futuro do Subjuntivo: colorir , colorires , colorir ,
requeresses , requeresse , requerêssemos , requerês - colorirmos , colorirdes , colorirem .
seis , requeressem . Pretérito Imperfeito do Subjuntivo: colorisse , colo -
Futuro do Presente: requererei , requererás , reque - risses , colorisse , coloríssemos , colorísseis , coloris -
rerá , requereremos , requerereis , requererão . sem .
Futuro do Pretérito: requereria , requererias , reque - Futuro do Presente: colorirei , colorirás , colorirá ,
B
R
U
reria , requereríamos , requereríeis , requereriam . coloriremos , colorireis , colorirão .
N
O
Innitivo Pessoal: requerer , requereres , requerer , Futuro do Pretérito: coloriria , coloririas , coloriria ,
P
IL
requerermos , requererdes , requererem . coloriríamos , coloriríeis , coloririam .
A
S
Pretérito Imperfeito do Indicativo: requeria , reque - Innitivo Pessoal: colorir , colorires , colorir , colo -
T
R rias , requeria , requeríamos , requeríeis , requeriam . rirmos , colorirdes , colorirem .
E
Formas Nominais: requerer , requerendo , reque - Pretérito Imperfeito do Indicativo: coloria , colorias ,
rido . coloria , coloríamos , coloríeis , coloriam .
Formas Nominais: colorir , colorindo , colorido .
Verbos defectivos 1
Falir
Colorir
Verbo defectivo, da 3ª conjugação. Faltam-lhe as
Verbo defectivo, da 3ª conjugação. Faltam-lhe a 1ª formas rizotônicas do Presente do Indicativo e as formas
pessoa do singular do Presente do Indicativo e as formas delas derivadas. Como ele, conjugam-se:
derivadas dela. Como ele, conjugam-se os verbos: aguerrir (tornar valoroso)
abolir adequar
aturdir (atordoar) combalir (tornar debilitado)
brandir (acenar, agitar a mão) embair (enganar)
banir empedernir (petricar , endurecer)
carpir esbaforir-se
delir (apagar) espavorir
demolir foragir-se
exaurir (esgotar, ressecar) remir (adquirir de novo , salvar , reparar , indenizar ,
explodir recuperar-se de uma falha) , renhir (disputar)
fremir (gemer) transir (trespassar , penetrar)
haurir (beber, sorver)
delinquir Falir
extorquir
puir (desgastar, polir) Presente do Indicativo: /// , /// , /// , falimos , falis , /// .
ruir Presente do Subjuntivo: /// , /// , /// , /// , /// , /// .
retorquir (replicar, contrapor) Imperativo Armativo: /// , /// , /// , fali , /// .
latir Imperativo Negativo: /// , /// , /// , /// , /// , /// .
urgir (ser urgente) Pretérito Perfeito do Indicativo: fali , faliste , faliu ,
tinir (soar) falimos , falistes , faliram .
pascer (pastar) Pretérito Mais-que-perfeito do Indicativo: falira , fali -
ras , falira , falíramos , falíreis , faliram .
Colorir Futuro do Subjuntivo: falir , falires , falir , falirmos ,
falirdes , falirem .
Presente do Indicativo: /// , colores , colore , colori - Pretérito Imperfeito do Subjuntivo: falisse , falisses ,
mos , coloris , colorem . falisse , falíssemos , falísseis , falissem .
Presente do Subjuntivo: /// , /// , /// , /// , /// , /// . Futuro do Presente: falirei , falirás , falirá , faliremos ,
Imperativo Armativo: colore , /// , /// , colori , /// . falireis , falirão .
Imperativo Negativo: /// , /// , /// , /// , /// , /// . Futuro do Pretérito: faliria , falirias , faliria , faliría -
Pretérito Perfeito do Indicativo: colori , coloriste , mos , faliríeis , faliriam .
coloriu , colorimos , coloris , coloriram . Innitivo Pessoal: falir , falires , falir , falirmos , falir -
Pretérito Mais-que-perfeito do Indicativo: colorira , des , falirem .
coloriras , colorira , coloríramos , coloríreis , coloriram . Pretérito Imperfeito do Indicativo: falia , falias , falia ,
falíamos , falíeis , faliam .
1
Diz-se do verbo que não apresenta todas as formas do paradigma a que Formas Nominais: falir , falindo , falido .
pertence.

22
,
Processo de criação de palavras (derivação) Vejamos a denição de cada uma delas:

A derivação é o processo pelo qual se srcinam v ocá- Substantivo


bulos uns de outros, mediante a inserção ou extração de Classe de palavras com que se denominam os seres,
axos. Pode ocorrer por: animados ou inanimados, concretos ou abstratos, os estados,
Processo Exemplicação as qualidades, as ações.
A
Qualquer morfema susceptível de ser antecedido por S
E
Prexação ou suxação: Infeliz (prexação: in- + feliz)
outro da classe dos determinantes, compondo com ele um U
Felizmente (suxação: feliz + G

-mente) sintagma nominal. U


T
R
O
Prexação e suxação: Infelizmente (prexação e su- P
Adjetivo
xação). A
Que serve para modicar um substantivo, acrescentando U
G

Derivação imprópria:
ção de palavras forma-
por meio da Passagem
prio para odo substantivo
comum pró-
(barnabé, uma qualidade, uma extensão ou uma quantidade àquilo que ÍN
L

mudança da categoria gra- benjamim, cristo), de substan-


ele nomeia (diz-se de palavra, locução, oração, pronome).
matical sem a modicação da tivo comum a próprio (Oliveira, Palavra que se junta ao substantivo para modicar o seu
forma. Leão), de adjetivo a substan- signicado, acrescentando-lhe noções de qualidade, natu -
tivo (barroco, tônica), de subs- reza, estado etc.
tantivo a adjetivo ou apositivo
(burro, rosa, padrão, D. João Verbo
V), de verbo a substantivo (o Classe de palavras que, do ponto de vista semântico,
fazer, o dizer). contêm as noções de ação, processo ou estado, e, do ponto
Derivação parassintética: for- aclarar < claro de vista sintático, exercem a função de núcleo do predicado
mação de palavras em que se entardecer < tarde das sentenças.
verica prexação e suxação Nas línguas exionais e aglutinantes, palavra perten -
simultaneamente.
cente a um paradigma cujas exões indicam algumas cate -
gorias, como otempo (que localiza ação, processo ou estado
Derivação regressiva: criação abalo, de abalar em relação ao momento da fala), apessoa (indica o emis-
de um substantivo pela elimi- saque, de sacar
nação de suxo da palavra
sor, o destinatário ou o ser sobre o qual se fala), onúmero
derivante, e acréscimo de uma (indica se o sujeito gramatical é singular ou plural), omodo
vogal temática. (indica a atitude do emissor quanto ao fato por ele enunciado,
Derivação própria: forma- livraria, livreiro < livro aque
vozpode serse
(indica deocerteza, dúvida, temor,
sujeito gramatical desejo,
é agente, ordemou,
paciente etc.),
ao
ção de palavras por meio da infeliz < feliz
adição de suxos derivacio - mesmo tempo, agente e paciente da ação), oaspecto (for-
nais a um radical. nece detalhes a respeito do modo de ser da ação, se é unitá-
Aglutinação: reunião em um aguardente por água + ardente ria, momentânea, prolongada, habitual etc.).
só vocábulo, com signicado pernalta por perna + alta
independente, de dois ou mais Advérbio
vocábulos distintos; ocorre Palavra invariável que funciona como um modicador
perda de fonemas e especial- de um verbo (dormir pouco), um adjetivo (muito bom), um
mente de acento de um dos outro advérbio (deveras astuciosamente), uma frase (feliz-
vocábulos aglutinados. mente ele chegou), exprimindo circunstância de tempo,
Justaposição: reunião, em laranja-pera -
modo, lugar, qualidade, causa, intensidade, oposição, arma
uma só palavra com signi- porta-malas ção, negação, dúvida, aprovação etc.
cado independente, de pala- madrepérola
vras distintas que conservam, cantochão
cada uma, sua integridade Pronome
fonética. Palavra que representa um nome, um termo usado com
a função de um nome, um adjetivo ou toda uma oração que a
As classes de palavras segue ou antecede.

Há dez classes de palavras em português: Preposição


1) Substantivo Palavra gramatical, invariável, que liga dois elementos
2) Adjetivo de uma frase, estabelecendo uma relação entre eles.
3) Verbo
4) Advérbio Artigo
5) Pronome Subcategoria de determinantes do nome. Em português,
6) Preposição é sempre anteposto ao substantivo.
7) Artigo
8) Numeral Numeral
9) Conjunção Diz-se de ou classe de palavras que indica quantidade
10) Interjeição numérica.

23
,
Conjunção
Vocábulo ou sintagma invariável, usado para ligar uma
oração subordinada à sua principal, ou para coordenar perí-
odos ou sintagmas do mesmo tipo ou função.

Interjeição
B
R
Palavra invariável ou sintagma que formam, por si sós,
U
N
frases que exprimem uma emoção, uma sensação, uma
O ordem, um apelo ou descrevem um ruído (por exemplo:
P
IL psiu!, oh!, coragem!, meu Deus! ).
A
S
T
R A seção a seguir tem por objetivo proporcionar a você,
E
estudante, uma técnica ecaz de identicação das classes A denição semântica não é sucientemente adequada
gramaticais mais importantes. para denir substantivo, adjetivo e verbo.
Identicação das classes gramaticais
Caminho teórico mais coerente: explicações de cará-
ter formal e sintático (e morfossintático).
Iniciemos pela forma como as palavras são classica -
das morfologicamente: Os critérios mórco (ou formal) e sintático para
Forma: dene-se segundo os elementos estruturais
classicação morfológica
que vierem a compor ou a decompor paradigmaticamente
as palavras. Tais ocorrências envolvem “cortes verticais” no eixo
Função: conforme a posição ocupada no eixo sintag-
paradigmático? Envolve elementos estruturais das palavras
mático. (gramemas dependentes, como desinências, axos etc.)?
Sentido: depreende-se da relação entre ambas as
coisas, associado quase sempre a fatores de ordem extra- Explicação mórca: exão e derivação.
linguística.
→ Substantivo → gato/gata
→ Adjetivo
→ moral/imoral/amoral
→ Verbo
→ Explicação sintática:
→ Advérbio → Personagem esquisita – um bonito personagem
→ Este pires – muitos pires.
Palavra-chave!
Quais palavras (independentemente de serem seres
Sintagmático: diz-se da relação entre unidades da língua que se
encontram contíguas na cadeia da fala e não podem se substituir ou não) se deixam anteceder pelos determinantes?
mutuamente, pois têm funções diferentes (por exemplo, em céu Não é função popular impedir reajustes de preço na
azul e eles chegaram, a relação entre céu e azul, e entre eles e próxima temporada.
chegaram).
Paradigmático: relativo a ou que pertence a uma série de unida- → função
des que possuem traço(s) em comum e que podem se substituir → (os) reajustes
mutuamente num determinado ponto da cadeia da fala; asso- → (o) preço
ciativo.
→ temporada

IMPORTANTE: A força substantivadora dos determinantes é tão grande


que pode transformar qualquer palavra de qualquer outra
A língua não funciona em relação a um único eixo (paradigmático
categoria em substantivos.
ou sintagmático).
Adjetivo
Fator sintático (posição horizontal) Somente as palavras que são adjetivos aceitam o
suxo –mente (srcinando, dessa forma, um advérbio).
→ homem grande/grande homem
→ funcionário novo/novo funcionário IMPORTANTE :
Todo adjetivo é palavra variável em gênero e/ou número e
Mudança no eixo paradigmático também altera a cons-
deixa-se articular (ou modicar) por outra que seja advérbio.
trução de sentido, ainda que a classicação permaneça inal- ou
terada. É adjetivo toda palavra variável em gênero e/ou número que
se deixar anteceder por “tão” (ou por qualquer intensicador
→ Este é o romance mais bonito de Jorge Amado. como bem ou muito, dependendo do contexto).
→ Este é o barco mais bonito de Jorge Amado.

24
,
Como exercício, encontre os adjetivos nestas sentenças: Oração é uma frase, ou membro de frase, que contém
um verbo (ou locução verbal2). A oração pode ser coorde-
→ Não é função _____ popular___ impedir reajustes de nada ou subordinada:
preço na _____ próxima___ temporada. O João chegou e já se sentou.
→ Ele não é _____ homem para isso. O governo armou que as políticas públicas serão mais
ecazes.
A
A resolução está organizada a seguir: S
E
O período é uma frase que contém uma ou mais ora- U
G
Não é função (tão) popular(es) impedir reajustes de ções. Inicia-se por letra maiúscula e encerra-se por ponto nal U
T
preço na (tão) próxima(s) temporada. (ou equivalente). R
O
Ele não é (tão) homem para isso. P
A
A ordem dos termos U
G

IMPORTANTE: ÍN
L
Em português, as sentenças são organizadas na ordem
Constatar a exão e a articulação com o substantivo são
(direta):
procedimentos fundamentais para distinguir o adjetivo do
advérbio. Sujeito – Verbo – Objeto (complemento) – Adjuntos

Verbo O governo investiu R$ 100 milhões em educação no ano


O verbo, na língua portuguesa, constitui a classe de passado.
maior riqueza formal e, por esse critério, torna-se facilmente
identicável. Vozes do verbo
Apenas os verbos articulam-se com os pronomes pes-
soais do caso reto (Eu, Tu, Ele/Ela, Nós, Vós, Eles/Elas). Vozes são a forma em que se apresenta o verbo
para indicar a relação que há entre ele e o seu sujeito. Em
Advérbio -
língua portuguesa, há três tipos de voz: ativa, passiva e ree
No eixo sintagmático: articula-se com verbos, adjetivos xiva. Vejamos a denição de cada uma:
e advérbios.
1. Voz ativa
→ Ela fala bem. Voz do verbo em que o sujeito pratica a ação (por exem-

→ Ela
→ Ela fala
parece extremamente
muito bem. cansada. plo, João cortou a árvore)
2. Voz passiva
IMPORTANTE:
Voz do verbo na qual o sujeito da oração recebe a inter-
pretação de paciente, em lugar da de agente da ação verbal
É advérbio toda palavra invariável em gênero e/ou número (por exemplo, Pedro foi demitido)
que se deixa anteceder por TÃO (ou por bem, ou por muito,
dependendo do contexto). 2.1. Voz passiva analítica
Voz passiva com o verbo principal na forma de particípio
e com verbo auxiliar (ser, estar, andar etc.) recebendo as
CAPÍTULO 3 SINTAXE
indicações de tempo, modo e concordância.
O sujeito equivale ao objeto direto da ativa correspon-
SINTAXE DA ORAÇÃO E DO PERÍODO dente, e o sintagma agentivo, opcional, vem precedido por
de :
O cocheiro foi mordido (pelo cavalo).
Frase, período e oração
2.2. Voz passiva sintética
Frase é a construção que encerra um sentido com-
Voz passiva com o verbo na terceira pessoa construído
pleto, podendo ser formada por uma ou mais palavras, com
com o pronome apassivador se, sem indicação do agente.
ou sem verbo, ou por uma ou mais orações; pode ser arma-
Por exemplo:
tiva, negativa, interrogativa,
Vejamos alguns exclamativa ou imperativa.
exemplos: Não se encontrou nenhum vestígio de vinho no copo.
Vendem-se livros usados.
→ Pare!
→ Fogo!
3. Voz reexiva
→ Parada de ônibus.
Voz com verbo na forma ativa tendo como complemento
→ Vendem-se casas.
-
um pronome reexivo, indicando a identidade entre quem pro
→ A Maria disse que o João voltará amanhã.
voca e quem sofre a ação verbal:
→ O governo não dará continuidade à política de sane -
amento básico.
→ Os dirigentes chegaram? 2 Conjunto de palavras que equivalem a um só vocá-
→ Isso é um absurdo! bulo, por terem signicado, conjunto próprio e função grama-
→ Adicione duas xícaras de leite. tical única. O João vai chegar cedo.

25
,
Feri-me. Este é um carro que tem muita força e que pode
Eles se prejudicaram. alcançar grande velocidade.

O sujeito Nessa última frase, coordenamos dois sintagmas adje-


Sujeito é termo da oração sobre o qual recai a predi- tivais derivados.
cação da oração e com o qual o verbo concorda. Pode ser: Por m, é também importante destacar que ambas as
B
R
formas são perfeitamente aceitáveis, pois nenhuma das
U
N I – Indeterminado: frases fere a integridade sintática do sistema linguístico. A
O
→ Pedro, disseram-me que você falou mal de mim. escolha entre ambas é uma questão estilística.
P
IL
A
→ Precisa-se de empregados (índice de indetermina-
S ção do sujeito). CONCORDÂNCIA NOMINAL E VERBAL
T
R
→ Vive-se bem aqui (índice de indeterminação do sujeito).
E
A exposição dos conteúdos a seguir (Concordân-
II – Impessoal: cia Nominal e Verbal, Regência Verbal e Nominal e Rela-
Há bons livros na livraria. Faz frio. Chove. ções de Coordenação e Subordinação entre orações e entre
termos da oração) será baseada nas orientações do Manual
III – Explicitado lexicalmente: de Redação da Presidência República. Optamos por essa
→ O sol é um astro luminoso. abordagem pelo fato de a obra de referência (Manual da
Presidência) ser objetiva, sintética e completa.
IV – Explicitado pronominalmente:
→ Eu estudo no colégio Dom Pedro II. Concordância

V – Desinencial: Concordância é o processo sintático segundo o qual


→ Brincamos todos os dias na praça. certas palavras se exionam, na sua forma, às palavras de
que dependem.
As formas pronominais retas (as quais ocupam a posi- Veremos que essa exão ocorre quanto a gênero e
ção de sujeito) são as seguintes: número (nos adjetivos – nomes ou pronomes), números e
→ 1ª pessoa (singular ou plural): eu – nós. pessoa (nos verbos). Iniciemos pela Concordância Verbal,
→ 2ª pessoa (singular ou plural): tu – vós. mais extensa.
→ 3ª pessoa (singular ou plural): ele – eles.
Concordância Verbal
Paralelismo sintático
A regra geral para a concordância é a seguinte: o verbo
Paralelismo sintático é a identidade de estrutura numa concorda com seu sujeito em pessoa e número.
sucessão de frases. Vejamos a frase a seguir: Se o sujeito for simples, isto é, se tiver apenas um
O esforço é grande e o homem é pequeno. núcleo, com ele concorda o verbo em pessoa e número.
Vejamos os exemplos:
Nessa frase, há uma simetria estrutural entre as duas → O Chefe da Seção pediu maior assiduidade.
orações. Ambas são estruturadas por um verbo de ligação e → A inação deve ser combatida por todos.
um predicativo do sujeito. → Os servidores do Ministério concordaram com a
Segundo Azeredo (2008), paralelismo sintático é a proposta.
perfeita correlação na estrutura sintática da frase. Como a
coordenação é um processo que encadeia valores sintáticos Quando o sujeito for composto, ou seja, possuir mais
idênticos, presume-se que os elementos sintáticos coorde- de um núcleo, o verbo vai para o plural e para a pessoa que
nados entre si devam apresentar, em princípio, estruturas tiver primazia, na seguinte ordem: a 1ª pessoa tem priori-
gramaticais similares. Portanto, a coordenação sintática dade sobre a 2ª e a 3ª; a 2ª sobre a 3ª; na ausência de uma
deve comportar constituintes do mesmo tipo. e outra, o verbo vai para a 3ª pessoa.
É muito importante observar que o paralelismo sintático → Eu e Maria queremos viajar em maio.
→ Eu, tu e João somos amigos.
nãoconstruir
vel se enquadra em uma
sentenças na norma
língua gramatical rígida. oÉ princí-
que não seguem possí- → O Presidente e os Ministros chegaram logo.
pio do paralelismo:
Este é um carro possante e que alcança grande velo- Em concursos públicos, há certas estruturas recorren-
cidade. temente cobradas. Vejamos, a seguir, algumas questões
que costumam suscitar dúvidas quanto à correta concordân-
Veja que nessa frase coordenamos termos de nature- cia verbal.
zas distintas: um sintagma adjetival básico ( possante) e um
sintagma adjetival derivado (que alcança grande veloci- a) Há três casos de sujeito inexistente:
dade). Respeitar-se-ia o princípio do paralelismo se a frase 1. com verbos de fenômenos meteorológicos:
tivesse a seguinte estrutura: Choveu (geou, ventou...) ontem.

26
,
2. em que o verbo haver é empregado no sentido de d) O substantivo que se segue à expressão um e
existir ou de tempo transcorrido: outro ca no singular, mas o verbo pode empregar-se no
Haverá descontentes no governo e na oposição. singular ou no plural:
Havia cinco anos não ia a Brasília. → Um e outro decreto trata da mesma questão jurí-
dica.
Para certicar-se de que esse haver é impessoal, Ou:
A
basta recorrer ao singular do indicativo: Se há ( e nunca: → Um e outro decreto tratam da mesma questão jurí- S
E
*hão) dúvidas... Há (e jamais: * Hão) descontentes... dica. U
G
U
T
R
3. em que o verbo fazer é empregado no sentido de e) As locuções um ou outro, ou nem um , nem outro, O
P
tempo transcorrido: seguidas ou não de substantivo, exigem o verbo no singu- A

Faz dez dias que não durmo. lar: U


G

Semana passada fez dois meses que iniciou a apura- ÍN


L

ção das irregularidades. → Uma ou outra opção acabará por prevalecer.


→ Nem uma, nem outra medida resolverá o pro-
blema.
IMPORTANTE :
→ Fazemcinco anos que não vou a Brasília. (Inadequado) f) No emprego da locução um dos que, admite-se
→ Faz cinco anos que não vou a Brasília. (Adequado) dupla sintaxe, verbo no singular ou verbo no plural (preva-
lece este no uso atual):
São muito frequentes os erros de pessoalização dos verbos → Um dos fatores que inuenciaram (ou inuen-
haver e fazer em locuções verbais (ou seja, quando acompanha- ciou) a decisão foi a urgência de obter resultados concre-
dos de verbo auxiliar). Nestes casos, os verbos haver e fazer tos.
transmitem sua impessoalidade ao verbo auxiliar: → A adoção da trégua de preços foi uma das medidas
→ Vão fazer cinco anos que ingressei no Serviço Público. que geraram (ou gerou ) mais impacto na opinião pública.
(Inadequado)
→ Vai fazer cinco anos que ingressei no Serviço Público.
(Adequado) g) O verbo que tiver como sujeito o pronome relativo
quem tanto pode car na terceira pessoa do singular, como
→ Depois das últimas chuvas, podem haver centenas de concordar com a pessoa gramatical do antecedente a que
desabrigados. (Inadequado) se refere o pronome:
→ Depois das últimas chuvas, pode haver centenas de desa- Fui eu quem resolveu a questão.
brigados. (Adequado) –→ou:
→ Fui eu quem resolvi a questão.
→ Devem haver soluções urgentes para estes problemas.
(Inadequado) h) Verbo apassivado pelo pronome se deve concordar
→ Deve haver soluções urgentes para estes problemas. com o sujeito que, no caso está sempre expresso e vem
(Adequado) a ser o paciente da ação ou o objeto direto na forma ativa
correspondente:
b) Concordância facultativa com sujeito mais próximo: → Vendem-se apartamentos funcionais e residências
ociais.
quando o sujeito composto gurar após o verbo, pode este
→ Para obterem-se resultados são necessários sacri-
exionar-se no plural ou concordar com o elemento mais
fícios.
próximo.
→ Venceremos eu e você.
Compare:
Ou:
apartamentos são vendidos vendem apartamentos
→ Vencerei eu e você.
resultados são obtidos obtiveram resultados
Ou, ainda:
→ Vencerá você e eu. Verbo transitivo indireto (isto é, que rege preposição)
ca na terceira pessoa do singular; o se , no caso, não é
c) Quando o sujeito composto for constituído de pala- apassivador pois verbo transitivo indireto não é apassivá-
vras sinônimas (ou quase), formando um todo indiviso, ou vel:
de elementos que simplesmente se reforçam, a concordân- → *O prédio é carecido de reformas .
cia é facultativa, ou com o elemento mais próximo ou com a → *É tratado de questões preliminares . Assim, o
ideia plural contida nos dois ou mais elementos: adequado é:
→ A sociedade, o povo une-se para construir um país → Assiste-se a mudanças radicais no País. (E não
mais justo. *Assiste m-se a...)
Ou então: → Precisa-se de homens corajosos para mudar o
→ A sociedade, o povo unem-se para construir um País. (E não *Precisa m-se de...)
país mais justo. → Trata-se de questões preliminares ao debate. (E
não *Tratam-se de...)

27
,
i) Expressões de sentido quantitativo (grande número CONCORDÂNCIA NOMINAL
de, grande quantidade de, parte de, grande parte de, a
maioria de, a maior parte de, etc.) acompanhadas de com- A regra geral de concordância nominal é a seguinte:
plemento no plural admitem concordância verbal no singular adjetivos (nomes ou pronomes), artigos e numerais con-
ou no plural. Nesta última hipótese, temos “ concordância cordam em gênero e número com os substantivos de que
ideológica”, por oposição à concordância lógica, que se faz dependem:
B
R
com o núcleo sintático do sintagma (ou locução) nominal (a → Todos os outros duzentos processos examinados...
U
N
maioria + de...): → Todas as outras duzentas causas examinadas...
O → A maioria dos condenados acabou (ou acabaram)
P
IL por confessar sua culpa. Vejamos, a seguir, alguns casos que suscitam dúvida:
A
S
T
→ Um grande número de Estados aprovaram (ou
R aprovou) a Resolução da ONU. a) anexo, incluso, leso: como adjetivos, concordam
E
→ Metade dos Deputados repudiou (ou repudiaram) com o substantivo em gênero e número:
as medidas. → Anexa à presente Exposição de Motivos, segue
minuta de Decreto.
j) Concordância do verbo ser: segue a regra geral → Vão anexos os pareceres da Consultoria Jurídica.
(concordância com o sujeito em pessoa e número), mas nos → Remeto inclusa fotocópia do Decreto.
seguintes casos é feita com o predicativo: Silenciar nesta circunstância seria crime de lesa-pátria
(ou de leso-patriotismo).
1. quando inexiste sujeito:
→ Hoje são dez de julho. b) a olhos vistos é locução com função adverbial, inva-
→ Agora são seis horas. riável, portanto:
→ Do Planalto ao Congresso são duzentos metros. → Lúcia envelhecia a olhos vistos.
→ Hoje é dia quinze. → A situação daquele setor vem melhorando a olhos
vistos.
2. quando o sujeito refere-se a coisa e está no singular
e o predicativo é substantivo no plural: c) possível: em expressões superlativas, este adjetivo
→ Minha preocupação são os despossuídos. ora aparece invariável, ora exionado (embora no portu -
→ O principal erro foram as manifestações extempo- guês, moderno se prera empregá-lo no plural):
râneas. → As características do solo são as mais variadas pos-

3. quando os demonstrativos tudo, isto, isso, aquilo →. As características do solo são as mais variadas pos-
síveis
ocupam a função de sujeito: sível.
→ Tudo são comemorações no aniversário do muni-
cípio. REGÊNCIA NOMINAL E VERBAL
→ Isto são as possibilidades concretas de solucionar
o problema. Em gramática, regência sinônimo de dependência,
→ Aquilo foram gastos inúteis. subordinação. Desse modo, a sintaxe de regência trata das
relações de dependência que as palavras mantêm na frase.
4. quando a função de sujeito é exercida por palavra ou Dizemos que um termo rege o outro que o complementa.
locução de sentido coletivo: a maioria, grande número, a Numa frase, os termos regentes ou subordinantes
maior parte, etc. (substantivos, adjetivos, verbos) regem os termos regidos
→ A maioria eram servidores de repartições extintas. ou subordinados (substantivos, adjetivos, preposições) que
→ Grande número (de candidatos) foram reprovados lhes completam o sentido.
no exame de redação.
→ A maior parte são pequenos investidores. TermosRegentes TermosRegidos
amar, amor a Deus.
5. quando um pronome pessoal desempenhar a função insistiu, insistência em falar.
de predicativo: persuadiu o Senador a que votasse.
→ Naquele ano, o assessor especial fui eu. obediente, obediência à lei.
cuidado, cuidadoso com a revisão do texto.
→ O encarregado da supervisão és tu. ouvir música
→ O autor do projeto somos nós.
Como se vê pelos exemplos acima, os termos regentes
Nos casos de frases em que são empregadas expres- podem ser substantivos e adjetivos (regência nominal) ou
sões é muito, é pouco, é mais de , é menos de o verbo ser verbos (regência verbal), e podem reger outros substanti-
ca no singular: vos e adjetivos ou preposições.
→ Três semanas é muito. Em concursos públicos, sabemos que as dúvidas mais
→ Duas horas é pouco. frequentes quanto à regência estão relacionadas à necessi-
→ Trezentos mil é mais do que eu preciso. dade de determinada palavra reger preposição, e qual deve
ser essa preposição.

28
,
Vejamos, a seguir, alguns casos de regência verbal Comparecer
que costumam criar diculdades na língua escrita – e, (Comparecer a (ou em) algum lugar ou evento):
claro, são constantemente cobradas em provas. → Compareci ao (ou no) local indicado nas instruções.
→ A maioria dos delegados compareceu à (ou na)
Regência de alguns verbos de uso frequente reunião.
A
Anuir Compartilhar S
E
U
(Concordar , condescender: transitivo indireto com a (Compartilhar alguma (ou de alguma) coisa): G
U
preposição a): → O povo brasileiro compartilha os (ou dos ) ideais T
R
→ Todos anuíram àquela proposta. de preservação ambiental do Governo. O
P
→ O Governo anuiu de boa vontade ao pedido do sin- A
U
dicato. Consistir G
ÍN
(Consistir em alguma coisa (consistir de é angli- L

Aproveitar cismo)):
(Aproveitar alguma coisa ou aproveitar-se de alguma → O plano consiste em promover uma trégua de
coisa): preços por tempo indeterminado.
→ Aproveito a oportunidad e para manifestar repúdio
ao tratamento dado a esta matéria. Custar
→ O relator aproveitou-se da oportunidadepara emitir (No sentido usual de ter valor , valer ):
sua opinião sobre o assunto. → A casa custou um milhão de cruzeiros.
(No sentido de ser difícil , este verbo se usa na 3ª
Aspirar pessoa do sing., em linguagem culta formal):
(No sentido de respirar , é transitivo direto): → Custa-me entender esse problema.
→ Aspiramos o ar puro da montanha. Aspirá-lo . (Eu) custo a entender esse problema.
(No sentido de desejar ardentemente , de pretender , [é linguagem oral, escrita informal, etc.]
é transitivo indireto, regendo a preposição a): → Custou-lhe aceitar a argumentação da oposição.
→ O projeto aspira à estabilidade econômica da [Como sinônimo de demorar , tardar – Ele custou a
sociedade. Aspira a ela. aceitar a argumentação da oposição – também é lingua-
→ Aspirar a um cargo. Aspirar a ele . gem oral, vulgar, informal.]

Assistir Declinar
(No sentido de auxiliar , ajudar , socorrer , é transitivo (Declinar de alguma coisa (no sentido de rejeitar)):
direto): → Declinou das homenagens que lhe eram devidas.
→ Procuraremos assistir os atingidos pela seca
(assisti-los ). Implicar
→ O direito que assiste ao autor de rever sua posi- (No sentido de acarretar , produzir como consequ -
ção. O direito que lhe assiste... ência , é transitivo direto):
(No sentido de estar presente , comparecer , ver é → O Convênio implica a aceitação dos novos preços
transitivo indireto, regendo a preposição a): para a mercadoria.
→ Não assisti à reunião ontem. Não assisti a ela. [O Convênio implica na aceitação... – é inovação sin-
→ Assisti a um documentário muito interessante. tática bastante frequente no Brasil. Mesmo assim, aconse-
Assisti a ele . lha se manter a sintaxe srcinária: implica isso ]
(Nesta acepção, o verbo não pode ser apassivado;
assim, em linguagem culta formal, é incorreta a frase): Incumbir
→ A reunião foi assistida por dez pessoas. (Incumbir alguém (incumbi-lo) de alguma coisa):
→ Incumbi o Secretário de providenciar a reserva
Atender das dependências.
→ O Prefeito atendeu ao pedido do vereador. (Ou incumbir a alguém (incumbir- lhe) alguma coisa):
→ O Presidente atendeu o Ministro (atendeu- o ) em → O Presidente incumbiu ao Chefe do Cerimonial
sua reivindicação. preparar a visita do dignitário estrangeiro.
Ou
→ O Presidente atendeu ao Ministro (atendeu a ele) Informar
em sua reivindicação. (Informar alguém ( informá-lo ) de alguma coisa):
→ Informo Vossa Senhoria de que as providências
Avisar solicitadas já foram adotadas.
(Avisar alguém (avisá-lo) de alguma coisa): (Informar a alguém (informar-lhe) alguma coisa):
→ O Tribunal Eleitoral avisou os eleitores da neces- → Muito agradeceria informar à autoridade interes -
sidade do recadastramento . sada o teor da nova proposta.

29
,
Obedecer Por regra, a crase somente ocorre antes de palavras
(Obedecer a alguém ou a alguma coisa (obedecer- femininas determinadas pelo artigo a(s ) e subordinadas a
-lhe)): termos que requerem a preposição a. Portanto, dois fatores
→ As reformas obedeceram à lógica do programa de são determinantes. Vejamos:
governo.
→ É necessário que as autoridades constituídas obe- (i) Deve haver um termo que requer a preposição a.
B
R
deçam aos preceitos da Constituição. → Ele assistiu à cena.
U
N
→ Todos lhe obedecem. [verbo assistir rege a preposição a (assistir a)]
O
P
→ Todos os manifestantes estão fazendo uso do direito
IL Pedir à liberdade de expressão.
A
S
T
(Pedir a alguém (pedir-lhe) alguma coisa): [o nome direito exige a preposição a]
R → Pediu ao assessor o relatório da reunião.
E
(Pedir a alguém (pedir-lhe) que faça alguma coisa): (ii) A crase ocorrerá antes de palavras femininas deter-
[“Pedir a alguém para fazer alguma coisa” é lingua- minadas. Há, aqui, duas exigências:
gem oral, vulgar, informal.] → Ele assistiu à cena.
→ Pediu aos interessados (pediu-lhes) que (e não
*para que) procurassem a repartição do Ministério da Saúde. Nessa frase, percebemos que cena é palavra feminina
(exigência (i)) e é determinada (ou seja: dentre um grande
Preferir universo de cenas, alguém assistiu a uma cena especíca,
(Preferir uma coisa (preferi-la) a outra (evite: “preferir determinada) (exigência (ii)).
uma coisa do que outra”): → Todos os manifestantes estão fazendo uso do direito
→ Prero a democracia ao totalitarismo. à liberdade de expressão.
Vale para a forma nominal preferível: Nessa frase, liberdade é palavra feminina e está
Isto é preferível àquilo (e não preferível do que...). determinada (ou seja: dentre todas as formas de liberdade,
fala-se da liberdade de expressão).
Propor-se
(Propor-se (fazer) alguma coisa ou a (fazer) alguma
RELAÇÕES DE COORDENAÇÃO E SUBORDI-
coisa):
NAÇÃO ENTRE ORAÇÕES E ENTRE TERMOS DA
→ O decreto propõe-se disciplinar (ou a disciplinar) o
ORAÇÃO
regime jurídico das importações.
Referir Tipos de Orações e Emprego de Conjunções
(No sentido de ‘relatar’ é transitivo direto):
→ Referiu as informações (referiu-as ) ao encarregado. As conjunções são palavras invariáveis que ligam ora-
ções, termos da oração ou palavras. Estabelecem relações
Visar entre orações e entre os termos sintáticos, que podem ser
(Com o sentido de ter por nalidade, a regência srci- de dois tipos:
nária é transitiva indireta, com a preposição a. Tem-se admi-
tido, contudo, seu emprego com o transitivo direto com essa a) de coordenação de ideias de mesmo nível, e de
mesma acepção): elementos de idêntica função sintática;
→ O projeto visa ao estabelecimento de uma nova ética b) de subordinação, para estabelecer hierarquia entre
social (visa a ele). Ou: visa o estabelecimento (visa- o ). as ideias, e permitir que uma oração complemente o sentido
→ As providências visavam ao interesse (ou o inte- da outra.
resse) das classes desfavorecidas.
Por esta razão, o uso apropriado das conjunções é de
EMPREGO DO SINAL INDICATIVO DE CRASE grande importância: seu emprego indevido gera imprecisão
ou combinações errôneas de ideias. Esse é o ponto mais
Crase designa, em termos de gramática normativa, a avaliado em concursos públicos, uma vez que a substitui-
contração da preposição a com o artigo a(s ), ou com os pro- ção de uma conjunção por outra pode ocasionar mudança
nomes demonstrativos a(s ), aquele(s ), aquela(s ), aquilo. de sentido e incorreções.
Observe as frases abaixo:
→ Ele foi à padaria. Períodos Coordenados e Conjunções Coordenativas
[Ele foi a (preposição) + a (artigo) padaria]
→ Ninguém chegou àquele nível de compreensão. De acordo com a tradição gramatical, as conjunções
[Ninguém chegou a (preposição) + aquele (pronome coordenativas unem elementos de mesma natureza (subs-
demonstrativo) nível (...)] tantivo + substantivo; adjetivo + adjetivo; advérbio + advér-
bio; e oração + oração). Em períodos, as orações por elas
É muito importante observar que o acento grave ( ` ) introduzidas recebem a mesma classicação. Vejamos, nos
indica o fato linguístico crase. quadros a seguir, cada uma delas:

30
,
Aditivas: relacionam pensamentos similares. São (iii) objetivas indiretas:
duas: e e nem. A primeira une duas armações; a segunda, → A liberação dos recursos depende de que o Minis-
duas negações: tro a autorize.
→ O Embaixador compareceu à reunião e manifestou o
interesse do seu governo no assunto. (iv) predicativas:
→ O Embaixador não compareceu à reunião, nem → O problema do projeto foi que ninguém previu
manifestou o interesse de seu governo no assunto. todas as suas consequências . A
S
E
U
Adversativas: relacionam pensamentos que se opõem As orações subordinadas adjetivas desempenham a G
U
ou contrastam. A conjunção adversativa por excelência é função de adjetivo, restringindo o sentido do substantivo a T
R
mas. Outras palavras também têm força adversativa na rela- que se referem, ou simplesmente lhe acrescentando outra O
P
ção entre ideias: porém, todavia, contudo, entretanto, no característica. São introduzidas pelos pronomes relativos A
U
entanto. que, o (a) qual, quem, quanto, cujo, como, onde, quando. G

→ O piloto gosta de automóveis, mas prefere deslocar- Podem ser, portanto: ÍN


L
-se em aviões.
→ O piloto gosta de automóveis; prefere, porém, des- a) restritivas:
locar-se em aviões. → Só poderão inscrever-se os candidatos que preen-
cheram todos os requisitos para o concurso.
Alternativas: relacionam pensamentos que se
excluem. As conjunções alternativas mais utilizadas são: ou, b) não restritivas (ou explicativas):
quer...quer, ora...ora, já...já. → O Presidente da República, que tem competência
→ O Presidente irá ao encontro (ou) de automóvel, ou exclusiva nessa matéria, decidiu encaminhar o projeto.
de avião.
IMPORTANTE!
Conclusivas: relacionam pensamentos tais que o
Observe que o fato de a oração adjetiva restringir, ou não, o
segundo contém a conclusão do enunciado no primeiro. substantivo (nome ou pronome) a que se refere repercute na
São: logo, pois, portanto, consequentemente, por con- pontuação. Na frases de (a), acima, a oração adjetiva especica
seguinte, etc. que não são todos os candidatos
que poderão inscrever-se, mas
→ A inação é o maior inimigo da Nação;logo, é meta somente aqueles que preencherem todos os requisitos para o
prioritária do governo eliminá-la. concurso. Como se verica pelo exemplo, as orações adjetivas
restritivas não são pontuadas com vírgula em seu início. Já
Explicativas: relacionam pensamentos em sequência
justicativa, de tal modo que a segunda oração explica a em (b), acima,
Presidente temos o aexemplo
da República, contrário:nãocomo
oração adjetiva podesó há um
especicá-
razão de ser da primeira. São: que, pois, porque, portanto. lo, mas apenas agregar alguma característica ou atributo dele.
→ Aceite os fatos, pois eles são o espelho da realidade. Este segundo tipo de oração vem, obrigatoriamente, precedido
por vírgula anteposta ao prenome relativo que a introduz.
Períodos Subordinados e Conjunções Subordinativas

As conjunções subordinativas unem duas orações As orações subordinadas adverbiais cumprem a


de natureza diversa: a que é introduzida pela conjunção função de advérbios. As conjunções que com mais frequ-
completa o sentido da oração principal ou lhe acrescenta ência conectam essas orações vêm listadas, em quadros,
uma determinação. ao lado da denominação de cada modalidade. As orações
Vejamos, a seguir, as orações subordinadas desenvol- adverbiais são classicadas de acordo com a ideia expressa
vidas (isto é, aquelas que apresentam verbo em uma das por sua função adverbial:
formas nitas, indicativo ou subjuntivo) e as conjunções
empregadas em cada modalidade de subordinação: (i) Causais: porque; como, desde que, já que, visto,
As orações subordinadas substantivas desempenham uma vez que (antepostos).
funções de substantivo, ou seja, sujeito, objeto direto, → O Coronel assumiu o comando porque o General
objeto indireto, predicativo. Podem ser introduzidas pelas havia falecido.
conjunções integrantes que, se, como; pelos pronomes → Como o General havia falecido, o Coronel assumiu
relativos, que, quem, quantos; e pelos pronomes interroga- o comando.
tivos quem, ( o ) que, quanto(a)(s), qual (is), como, onde,
quando. De acordo com a função que exercem, as orações (ii) Concessivas: embora, conquanto, ainda que,
são classicadas em: posto que, se bem que, etc.
→ O orçamento foi aprovado, embora os preços esti-
(i) subjetivas: vessem altos.
→ É surpreendente que as transformações ainda
não tenham sido assimiladas. (iii) Condicionais: se, caso, contanto que, sem que,
→ Quem não tem competência não se estabelece. uma vez que, dado que, desde que, etc.
→ O Presidente baixará uma medida provisória se
(ii) objetivas diretas: houver necessidade.
→ O Ministro anunciou que os recursos serão libe- → Informarei o Secretário sobre a evolução dos acon-
rados. tecimentos contanto que ele guarde sigilo daquilo que ouvir.

31
,
(iv) Conformativas: como, conforme, consoante, (vii) Advérbios (não seguidos de vírgula)
segundo, etc. → Aqui me sinto bem.
→ Despachei o processo conforme determinava a
praxe em vigor. (viii) Gerúndio precedido da preposição em
→ Em se tratando de política...
(v) Comparativas: que, do que (relacionados a mais,
B
R
menos, maior, menor, melhor, pior); qual (relacionado a (ix) Frases interrogativas iniciadas por um vocábulo
U
N tal); como ou quanto (relacionados a tal, tanto, tão); como interrogativo
O
se; etc. → Quem te falou isso?
P
IL
A
→ Nada é tão importante como (ou quanto) o respeito
S
T
aos direitos humanos. Mesóclise
R
E
(vi) Consecutivas: que (relacionado com tal, tão, A mesóclise é a colocação do pronome oblíquo átono
tanto, tamanho); de modo que, de maneira que; etc. entre o radical e a desinência das formas verbais do futuro
→ O descontrole monetário era tal que não restou outra do presente e do futuro do pretérito.
solução senão o congelamento. Veja, como exemplo, as duas ocorrências de mesó-
clise:
(vii) Finais: para que ou por que, a m de que, que, etc. → Amar-te-ei para sempre.
→ O pai trabalha muito para (ou a m de ) que nada → Procurar-te-ei por toda a minha vida.
falte aos lhos.
O uso da mesóclise está, também, condicionado a
(viii) Proporcionais: à medida ou proporção que, ao duas condições:
passo que, etc. (i) quando a próclise não for obrigatória (mesóclise
→ As taxas de juros aumentavam à proporção (ou proibida); e
medida) que a inação crescia. (ii) não houver sujeito expresso, anteposto ao verbo
(mesóclise facultativa).
(ix) Temporais: quando, apenas, mal, até que, assim Como exemplo:
→ Não se aplaudirão vandalismos.
que, antes ou depois que, logo que, tanto que, etc.
→ O acordo será celebrado quando alcançar-se um
[mesóclise proibida]
entendimento mínimo.
→ Apenas iniciado o mandato, o governador decretou → A corrida te animará.
Ou:
a moratória da dívida pública do Estado.
→ A corrida animar-te-á.
[mesóclise facultativa]
COLOCAÇÃO PRONOM INAL
Ênclise
Próclise
A ênclise é a colocação do pronome pessoal átono
Na próclise o pronome pessoal oblíquo átono ocorre
depois do verbo. Ocorre nos seguintes contextos:
antes do verbo. Usa-se a próclise quando há (principais
casos): (i) No imperativo armativo
→ Levanta-te agora!
(i) Palavras e sentido negativo ( jamais, não etc.)
→ Jamais te enganei. (ii) No innitivo impessoal
→ Não me esqueças. → Aguardar-te é sempre cansativo!
(ii) Pronomes indenidos (iii) No gerúndio
→ Alguém te ligou ontem. → Conhecendo-nos, desfez a cara de desgosto.

(iii) Pronomes relativos (iv) Em orações que vêm após uma vírgula
→ O guarda que me chamou atenção foi aquele. → Por ser diretor da escola, ofereceu- nos duas vagas
para nossos lhos.
(iv) Pronomes demonstrativos
→ Aquilo me incomoda. (v) Em início de frase
Mostrei-lhe todos os meus bolsos.
(v) O numeral ambos
→ Ambos o recusaram. Vejamos, por m, alguns tópicos importantes em sin-
taxe. Observamos, mais uma vez, que esses conteúdos são
(vi) Conjunções subordinativas recorrentemente solicitados em provas de concurso público.
→ Era tarde quando me avisaram.

32
,
O verbo HAVER e o verbo TER Nessa frase, os dois substantivos ( atriz e beleza )
estão relacionados pelo pronome relativo cujo . O substan-
O uso de ter em vez de haver não é condenado na lin- tivo atriz é possuidor de algo (qualidade) designado pelo
guagem popular, na comunicação informal. Assim, é comum substantivo beleza .
ouvirmos frases como: O mesmo raciocínio se aplica às frases seguintes:
→ Hoje não tem feira. → Os alimentos a cujos benefícios todos os espor- A
→ Tinha sujeira em toda parte. tistas recorrem. S
E
→ Tinha uma pedra no caminho. U
→ A terra cujas riquezas haviam extraído. G
U
T
R
Na linguagem culta formal, é preferível: O
→ Hoje não há feira.
Observe que na frase Os alimentos a cujos bene - P
A
→ Havia sujeira em toda parte. fícios todos os esportistas recorrem o pronome cujo U
G

→ Havia uma pedra no caminho. éexigir


precedido de (preposição
tal forma recorrer Apelo
). fato de o verbo recorrer
ÍN
L

Uso da conjunção CONQUANTO É importante observar que não há artigo entre o pro-
nome relativo cujo e seu consequente. Deve-se evitar,
A conjunção conquanto introduz uma oração subordi- portanto, a forma abaixo:
nada que contém a armação de um fato contrário ao da → Era uma atriz cuja a beleza todos admiravam.
armação contida na oração principal, mas que não é su -
ciente para anular este último. Equivale às formas embora, Usos da palavra QUE
se bem que, não obstante. Exemplos:
→ Não concorreu ao prêmio,conquanto pudesse fazê-lo. (i) A conjunção que: tem a função de enlaçar as ora-
→ Conquanto a bibliograa camoniana encha uma ções de um período composto:
biblioteca, pouco sabemos ao certo acerca da bibliograa → A população saiu às ruas depois que o escândalo
do imortal poeta. foi noticiado.
Apesar de não ser uma conjunção usual, essa forma é
(ii) O expletivo que: diz-se que são expletivas as pala-
muito cobrada em concursos públicos. Também vale a pena
vras ou expressões que, embora não necessárias ao sentido
utilizá-la em sua produção textual.
da frase, lhe dão realce, lhe transmitem ênfase. O que é uti-
lizado em frases como as seguintes:
Uso de PARA EU – PARA MIM → Desde muito que Rui de Nelas meditava em casar
É comum ouvirmos frases como a seguinte: a lha.
→ Meu pai comprou o a cartolina para mim fazer o → Deus que nos proteja e retempere as nossas
cartaz. forças.
→ Imprevidente que fui, isto sim.
Essa frase, porém, é considerada inadequada pela
norma culta, uma vez que a forma mim (forma oblíqua (iii) O pronome relativo que: é precedido de preposi-
tônica do pronome pessoal reto da 1ª pessoa do singular ção quando esta é exigida pelo verbo da oração iniciada por
eu) é sempre regida de preposição. esse pronome:
Desse modo, em frases como Meu pai comprou o a → Era magníca a mata a que chegamos.
cartolina para mim fazer o cartaz deve-se utilizar a forma → A criança escolheu a fruta de que mais gostava.
pronominal eu: Meu pai comprou a cartolina para eu fazer
o cartaz. Nessa frase, o pronome eu é sujeito do innitivo Usos da palavra SE
que o acompanha.
A forma mim deve ser usada como complemento: (i) O pronome apassivador se: o pronome se é usado
→ Ele entregou a bola para mim. na construção passiva formada com verbo transitivo. Nessa
construção, o verbo concorda normalmente com o sujeito.
Nessa frase, mim é complemento da preposição para
(e não é sujeito de alguma forma innitiva). Observe os exemplos:
→ Alugou- se a casa.
→ Alugaram- se as casas.
Uso do pronome relativo CUJO

O pronome relativo cujo relaciona dois substantivos, (ii) O índice de indeterminação do sujeito se: o pronome
um antecedente e outro consequente, sendo este último se pode tornar o agente da ação verbal indenido. Na cons -
possuidor de algo (qualidade, condição, sentimento, ser trução em que há o índice de indeterminação se, o verbo
etc.) designado pelo primeiro. Pode equivaler às formas de concorda obrigatoriamente na 3ª pessoa do singular. Veja
que, de quem, do/da qual, dos/das quais. Vejamos os os exemplos:
exemplos a seguir: → Trata- se de fenômenos desconhecidos
→ Era uma atriz cuja beleza admiravam. → Precisa- se de marceneiros.

33
,
CAPÍTULO 4 – SEMÂNTICA E ESTILÍSTICA É, por exemplo, um sentido gurado o de vapor ou de
vela como equivalentes de navio; mas ninguém entenderá o
DENOTAÇÃ O E CONOTAÇÃO sentido próprio de corpo gasoso numa asserção como – “o
vapor encalhou”, da mesma sorte que – “uma frota de cem
Discutiremos, agora, um aspecto relevante: a distinção velas” é logo interpretada como de cem navios de vela e não
entre denotação e conotação. cem velas literalmente ditas nos cem respectivos mastros, o
B Antes de diferenciarmos denotação e conotação, cite- que implicaria num número muito menor de embarcações.
R
U mos, com nossas próprias palavras, a denição do linguista Analogamente, um viajante pode comunicar que – “já vai
N
O F. Saussure para signo linguístico: entrar no vapor”, sem a menor possibilidade de sobressaltar
P
IL seus amigos pelo temor de vê-lo morrer sufocado.
A
S Palavra-chave!
T
R Signo linguístico é a unidade linguística constituída pela união Tipos de linguagem gurada
E
de um signicante e um signicado.
A linguagem gurada pode ser essencialmente de dois
Quando ouvimos ou lemos a palavra cachorro, reuni-
mos, em um nível mental, o signicante (imagem acústica)
tipos:
ao signicado (a noção “mamífero carnívoro da família dos
canídeos”): 1. Emprego de uma palavra para designar um conceito
com que o seu conceito próprio tem relação:
a) da parte para o todo, como cabeça em vez de rês;
/k/ /a/ /x/ /o/ /r/ /o/ (som) b) do princípio ativo para a coisa acionada, como va-
Cachorro (graa) por em vez de navio;
→ c) de continente para conteúdo, como copo para uma
determinada porção de água;
d) de símbolo para coisa simbolizada, como bandeira
indicando partido político ou a pátria;
e) de instrumento para seu agente, como pena na
↓ ↓ acepção do escritor;
SIGNIFICANTE SIGNIFICADO f) de substância para objeto fabricado, como ferro cor-
respondente a espada ou punhal;
Nessa relação entre signicante e signicado, per- g) de elemento primordial em lugar de todo um conjun-
cebemos
aos semasque a semântica
especícos da palavra
e genéricos, cachorro
isto corresponde
é, aos traços semân- to, como vela resumindo o navio de vela; etc.
ticos mais constantes e estáveis. Estamos diante da denota- A todos estes empregos dá-se o nome demetonímia.
ção:
2. Emprego de uma palavra com a signicação de outra,
Palavra-chave! sem que entre uma e outra coisa designada haja uma
Denotação é a relação signicativa objetiva entre marca, ícone, relação real, mas apenas em virtude da circunstância
sinal, símbolo etc., e o conceito que eles representam. A deno- de que o nosso espírito as associa e depreende entre
tação é o elemento estável da signicação da palavra, elemento
elas certas semelhanças.
não subjetivo e analisável fora do discurso (contexto).

Quando há semas virtuais, isto é, só atualizados em Se, ao exprimirmos nosso pensamento, tornamos explí-
determinado contexto, estamos diante da conotação. Por cita a associação, temos o que se chama uma comparação
exemplo, podemos armar que “o namorado de Fulana é em gramática. Diremos, então, que – A é como B, A parece
muito cachorro”. É claro que não caracterizaremos este B, A faz lembrar B.
homem como um “mamífero carnívoro da família dos caní- Podemos, porém, na base de uma semelhança, taci-
deos”. Na verdade, nesse contexto, em que há elementos tamente depreendida, substituir no momento da formulação
subjetivos, queremos dizer que o namorado de Fulana porta- verbal, uma palavra pela outra, e empregar B para designar
-se como um cachorro, que desconsidera os sentimentos de A. É o que se chama a metáfora.
Assim, porque assimilamos mentalmente a ação de
sua parceira
mos, (ou há
então, que dasinserções
mulheres)
de einformações
age por instinto. Percebe-
semânticas à governar à de dirigir a marcha de um navio, construímos a
palavra cachorro, a qual está situada em um contexto dis- frase metafórica – “Franklin Roosevelt foi um magníco piloto
cursivo. da nação norte-americana” – substituindo por piloto (B) uma
palavra A que realmente corresponderia às suas funções.
FIGURAS DE LINGUAGEM
Funções da linguagem
Figuras de linguagem e linguagem gurada
Função referencial (ou denotativa ou cognitiva):
Desviar uma palavra da sua signicação própria, o que Aponta para o sentido real das coisas dos seres. É
tem em gramática o nome de linguagem gurada, é um fenô- quando a intenção é dar destaque ao referente, assunto, ou
meno normal na comunicação linguística. contexto.

34
,
Função conativa (ou apelativa ou imperativa): Formas Variantes
Centra-se no sujeito receptor e é eminentemente per- Admitem mais de uma forma de graa.
suasória. É quando a intenção é dar destaque ao receptor → Catorze – quatorze
da mensagem. → Cociente – quociente

Função emotiva (ou expressiva): Hiperonímia


A
Centra-se no sujeito emissor e tenta suscitar a impres- Entre vocábulos de uma língua, relação que se esta- S
E
são de um sentimento verdadeiro ou simulado. É quando a belece com base na menor especicidade do signicado de U
G
intenção é dar destaque ao próprio emissor. um deles. U
T
R
Em suma, é qualquer palavra que transmite a ideia de O
Função fática (ou de contato): P
um todo. Ela funciona como uma matriz, á qual estão vincu- A
Visa a estabelecer, prolongar ou interromper a comuni- U
ladas as liais. G

cação e serve
intenção é dar para testaraoa canal.
destaque eciência do canal. É quando a ÍN
L

Hiponímia
Função metalinguística: Designa a palavra que indica cada parte ou cada item
Consiste numa recodicação e passa a existir quando a de um todo.
linguagem fala dela mesma. Serve para vericar se emissor
e receptor estão usando o mesmo repertório. É quando o Sinonímia
código é posto em destaque, quando a mensagem se des- É a relação que se estabelece entre duas palavras ou
tina a esclarecer ou fazer uma reexão. Portanto, quando mais que apresentam signicados iguais ou semelhantes.
um poema fala do ato de criar poemas, um lme tematiza o
próprio cinema, observa-se a função metalinguística. Antonímia
É a relação que se estabelece entre duas palavras ou
Função poética: mais que apresentam signicados diferentes, contrários.
Centra-se na mensagem, que aqui é mais m do que
meio. Opõe-se à função referencial porque nela predomi- Polissemia
nam a conotação e o subjetivismo. É quando a intenção é É a propriedade que uma mesma palavra tem de apre-
dar destaque à própria mensagem, para o modo como o sentar vários signicados. Veja os exemplos:
texto é organizado.

Palavras homônimas e parônimas → ponto


1. Pontode parada (1):
Costuma tomar o ônibus naquele ponto.
Homônimas
São palavras que têm a mesma pronúncia e, às vezes, 2. Livro, cartão, folha, onde se registra a entrada e
a mesma graa, mas signicação diferente. Podem ser saída diária do trabalho:
homófonas heterográcas, homógrafas heterofônicas e Esqueceu-se de assinar o ponto; Bateu o ponto na hora
homógrafas homófonas (homônimas perfeitas). Veja: exata.
3. Unidade que, nas bolsas de valores, exprime a varia-
(i) Homófonas heterográcas (homo = semelhante, ção dos índices:
igual; fono = som, fonema; gráca = escrita, graa; hetero: Estes papéis subiram cinco pontos em um mês.
diferente): mesmo som (pronúncia), mas com graa dife-
rente. → Linha
→ Concerto (sessão musical) – conserto (reparo) 1. Fio de bras de linho torcidas usado para coser,
→ Cerrar (fechar) – serrar (cortar) bordar, fazer renda etc.
2. Sinal elétrico que porta as mensagens enviadas por
(ii) Homógrafas heterofônicas: mesma graa, mas meio de tal sistema de os ou cabos, ou contato ou conexão
pronúncia diferente. entre aparelhos ligados a tal sistema:
→ Colher (substantivo) – colher (verbo) A linha está ocupada; O telefone não está dando linha.
→ Começo (substantivo) – começo (verbo) 3. Serviço regular de transporte entre dois pontos; car-
reira: linha férrea;
(iii) Homógrafas homófonas: são iguais na escrita e O m da linha dos ônibus interestaduais ca próximo do
na pronúncia. centro da cidade.
→ Livre (adjetivo) – livre (verbo livrar)
4. Fut. os cinco jogadores atacantes; linha de ataque.
→ São (adjetivo) – são (verbo ser) – são (santo)
Ambiguidade
Parônimas
São as palavras parecidas na escrita e na pronúncia, Ambiguidade é a propriedade que apresentam diversas
mas com signicação diferentes. unidades linguísticas (morfemas, palavras, locuções, frases)
→ Cumprimento (saudação) – comprimento (extensão) de signicar coisas diferentes, de admitir mais de uma lei -
→ Raticar (conrmar) – reticar (corrigir) tura. A ambiguidade é um fenômeno muito frequente, mas,

35
,
na maioria dos casos, os contextos linguístico e situacio- Ambíguo:
nal indicam qual a interpretação correta. Estilisticamente, é → Depois de examinar o paciente, uma senhora
indesejável em texto cientíco ou informativo, mas é muito chamou o médico.
usado na linguagem poética e no humorismo.
A ambiguidade decorre, em geral, da diculdade de iden- Vejamos como essa frase pode se tornar clara:
ticar-se a que palavra se refere um pronome que possui mais → Depois que o médico examinou o paciente, foi cha-
B de um antecedente na terceira pessoa. Pode ocorrer com: mado por uma senhora.
R
U
N
O a) pronomes pessoais: Léxico-semântica: Neologismos, Estrangeirismos e
P
IL Ambíguo: Empréstimos
A
S → O Ministro comunicou a seu secretariado queele
T
R seria exonerado. Palavras-chave!
E
Vejamos comocomunicou
→ O Ministro essa fraseexoneração
pode se tornar
deleclara:
a seu secre- Neologismo: emprego de palavras novas, derivadas ou forma-
tariado. das de outras já existentes, na mesma língua ou não. Atribuição
de novos sentidos a palavras já existentes na língua. Unidade
Ou então, caso o entendimento seja outro: léxica criada por esses processos.
→ O Ministro comunicou a seu secretariado a exonera-
ção deste. Estrangeirismo: palavra ou expressão estrangeira us. num
texto em vernáculo, tomada como tal e não incorporada ao léxico
da língua receptora; peregrinismo, xenismo.
b) pronomes possessivos e pronomes oblíquos :
Ambíguo: Empréstimo: incorporação ao léxico de uma língua de um termo
→ O Deputado saudou o Presidente da República, em pertencente a outra língua. Dá-se por diferentes processos, tais
seu discurso, e solicitou sua intervenção noseu Estado, como a reprodução do termo sem alteração de pronúncia e/ou
mas isso não o surpreendeu. graa (know-how), ou com adaptação fonológica e ortográca
(garçom, futebol).
Observe-se a multiplicidade de ambiguidade no exemplo
acima, as quais tornam virtualmente inapreensível o sentido Neologismo
da frase.
Vejamos como essa frase pode se tornar clara: Desenvolveremos este assunto com base em Azeredo
→ Em seu discurso o Deputado saudou o Presidente da (2008). Segundo o autor, qualquer língua em uso se modi-
República. No pronunciamento, solicitou a intervenção fede-ca constantemente. Um aspecto ilustrativo dessa proprie-
ral em seu Estado, o que não surpreendeu o Presidente da dade é a criação de novas formas lexicais ou acréscimos de
República. novas acepções a formas lexicais já existentes. Ao conjunto
de processos de renovação lexical de uma língua se dá o
c) pronome relativo: nome de neologia, e às formas e acepções criadas ou absor-
Ambíguo: vidas pelo seu léxico, neologismos. O autor observa que a
→ Roubaram a mesa do gabinete em que eu costu- introdução, assimilação e circulação de neologismos estão
mava trabalhar. sujeitas a fatores históricos e socioculturais. Vejamos alguns
exemplos:
Não ca claro se o pronome relativo da segunda oração a) criações vernáculas formais (neologismos morfológi-
se refere a mesa ou a gabinete, essa ambiguidade se deve cos): bafômetro, sem-terra, sem-teto, debiloide, demonizar.
ao pronome relativoque, sem marca de gênero. A solução é
b) criações vernáculas semânticas (neologismos
recorrer às formas o qual, a qual, os quais, as quais, que
semânticos): secar (causar má sorte, azarar), torpedo (men-
marcam gênero e número.
sagem curta por meio de celular).
Vejamos como essa frase pode se tornar clara:
→ Roubaram a mesa do gabineteno qual eu costumava
trabalhar. Estrangeirismo

A neologia compreende também criações vernáculas


SeRoubaram
→ o entendimento é outro,
a mesa então:na qual eu costumava
do gabinete e empréstimos de outras línguas, os estrangeirismos. Veja-
trabalhar. mos os tipos de estrangeirismos:
a) xenismos: o estrangeirismo conserva a forma grá-
d) oração reduzida: ca de srcem, como em mouse, carpaccio, rack, drive-in,
Ambíguo: personal trainer.
Sendo indisciplinado, o Chefe admoestou o funcionário. b) adaptações: o estrangeirismo se submete à morfo-
logia do português, como em checar, randômico, banda.
Para evitar o tipo de ambiguidade do exemplo acima, c) decalques: há tradução literal do estrangeirismo,
deve-se deixar claro qual o sujeito da oração reduzida. como em alta costura (do francês haute couture), centro-
→ O Chefe admoestou o funcionário por ser este indis- avante (termo do futebol, equivalente ao termo inglês cen-
ciplinado. ter-forward).

36
,
d) siglas/acrônimos: emprego das iniciais das palavras na separação entre orações coordenadas não unidas por
constitutivas da expressão estrangeira, como em PC (per- conjunção coordenativa e para indicar suspensão maior que
sonal computer), CD (compact disc). a da vírgula no interior de uma oração.

Empréstimo (ix) Travessão (–)


Empréstimo é a incorporação ao léxico de uma língua É importante não confundir otravessão com o traço de
de um termo pertencente a outra língua. O fenômeno dá-se união ou hífen. O travessão é um sinal constituído de traço A
S
E
por diferentes processos, tais como a reprodução do termo horizontal maior que o hífen. O travessão pode substituir U
G
sem alteração de pronúncia e/ou graa, como em know- vírgulas, parênteses, colchetes e serve, entre outras coisas, U
T
-how (conhecimento de normas, métodos e procedimentos para indicar mudança de interlocutores num diálogo, separar R
O
em atividades prossionais, especialmente as que exigem título e subtítulo em uma mesma linha e assinalar expressão P
A
formação técnica ou cientíca), ou com adaptação fonoló - intercalada. U
G

gica e ortográca (garçom, futebol). (x) Parênteses ((parênteses)) ÍN


L

Os parênteses indicam um isolamento sintático e


PONTUAÇÃO
semântico mais completo dentro do enunciado.
Signicado dos principais sinais de pontuação
(xi) Colchetes ([ colchetes] )
Os colchetes são utilizados para isolar, quando neces-
(i) Ponto parágrafo (§) sário, palavras ou sequência de palavras elucidativas dentro
O ponto parágrafo indica a divisão de um texto escrito. de uma sequência de unidades entre parênteses. Também é
Essa divisão é vericada pela mudança de linha, cuja função conhecido como parênteses retos.
é mostrar que as frases aí contidas mantêm maior relação
entre si do que com o restante do texto. (xii) Asp as (“ aspas”)
É o sinal gráco, geralmente alceado (colocado no alto),
(ii) Ponto nal (.) que delimita uma citação, título etc. Também é usado para
O ponto nal é o sinal de pontuação com que se realçar certas palavras ou expressões.
encerra uma frase ou um período.
(xiii) Chave ({chave} )
(iii) Ponto de interrogação (? ) A chave é usada em obras de caráter cientíco. Indica,
O ponto de interrogação é utilizado no m da oração, usualmente, a reunião de itens relacionados entre si for-
a qual é enunciada com entonação interrogativa ou de incer-
teza. mando um grupo.
Emprego dos sinais de pontuação
(iv) Ponto de exclamação (! )
O ponto de exclamação é utilizado no m da oração A seguir, apresentamos os principais empregos dos
enunciada com entonação exclamativa. Também se usa o sinais de pontuação. Tomamos por base teórica o Manual de
ponto de exclamação depois de interjeição. Redação da Presidência da República.

(v) Reticências (...) (i) Aspas


As reticências denotam interrupção ou incompletude As aspas têm os seguintes empregos:
do pensamento ou hesitação em enunciá-lo.
a) usam-se antes e depois de uma citação textual:
(vi) Vírgula (,) → A Constituição da República Federativa do Brasil, de
A vírgula indica pausa ligeira e é usada para separar 1988, no parágrafo único de seu artigo 1° arma: Todo
“ o
poder emana do povo, que o exerce por meio de repre-
frases encadeadas entre si ou elementos dentro de uma
sentantes eleitos ou diretamente”.
frase.
b) dão destaque a nomes de publicações, obras de arte,
(vii) Dois-pontos (:) intitulativos, apelidos, etc.:
O sinal de pontuação dois-pontos correspondente,
na escrita, a uma pausa breve da linguagem oral e a uma → O no
publicado artigo sobredoo Brasil
“Jornal processo
”. de desregulamentação foi
entoação geralmente descendente. A sua função é preceder → A Secretaria da Cultura está organizando uma apre-
uma fala direta, uma citação, uma enumeração, um esclare- sentação das “Bachianas”, de Villa Lobos.
cimento ou uma síntese do que foi dito antes.
c) destacam termos estrangeiros:
(viii) Ponto e vírgula (;) → O processo da “détente” teve início com a Crise dos
O sinal de pontuação ponto e vírgula assinala pausa Mísseis em Cuba, em 1962.
mais forte que a da vírgula e menos acentuada que a do → “Mutatis mutandis”, o novo projeto é idêntico ao
ponto. Emprega-se, por exemplo, em enumerações, para anteriormente apresentado.
distinguir frases ou sintagmas de mesma função sintática, d) nas citações de textos legais, as alíneas devem
estar entre aspas:

37
,
→ O tema é tratado na alínea “ a” do artigo 146 da Os sinais de pontuação, ligados à estrutura sintá-
Constituição. tica, têm as seguintes finalidades:
a) assinalar as pausas e as inflexões da voz (a
Atualmente, no entanto, tem sido tolerado o uso de entoação) na leitura;
itálico como forma de dispensar o uso de aspas, exceto b) separar palavras, expressões e orações que,
na hipótese de citação textual. segundo o autor, devem merecer destaque;
B
R c) esclarecer o sentido da f rase, eliminando am-
U
N IMPORTANTE! biguidades.
O
P
IL
A pontuação do trecho que gura entre aspas seguirá as regras
A gramaticais correntes. Caso, por exemplo, o trecho transcrito (i) Vírgula
S
T
R
entre aspas terminar por ponto-nal, este deverá gurar antes A vírgula serve para marcar as separações breves
E do sinal de aspas que encerra a transcrição. Exemplo: de sentido entre termos vizinhos, as inversões e as
→ O art. 2º da Constituição Federal – “ São Poderes da intercalações, quer na oração, quer no período.
União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, A seguir, indicam-se alguns casos principais de
o Executivo e o Judiciário.
” – já gurava na Carta anterior. emprego da vírgula:

(ii) Parênteses a) para separar palavras ou orações paralelas jus-


Os parênteses são empregados nas orações ou tapostas, isto é, não ligadas por conjunção:
expressões intercaladas. Observe que o ponto-nal vem → Chegou a Brasília, visitou o Ministério das Rela-
antes do último parêntese quando a frase inteira se acha ções Exteriores, levou seus documentos ao Palácio do
contida entre parêntese: Buriti, voltou ao Ministério e marcou a entrevista.
→ “Quanto menos a ciência nos consola , mais → Simplicidade, clareza, objetividade, concisão
adquire condições de nos servir .” (José Guilherme Mer- são qualidades a serem observadas na redação oficial.
quior).
→ O Estado de Direito (Constituição Federal, art. 1º) b) as intercalações, por cortarem o que está sinta-
dene-se pela submissão de todas as relações ao Direito. ticamente ligado, devem ser colocadas entre vírgulas:
→ O processo, creio eu , deverá ir logo a julga-
(iii) Travessão mento.
O travessão (–) é empregado nos seguintes casos: → A democracia, embora (ou mesmo ) imperfeita ,
a) substitui parênteses, vírgulas, dois-pontos: ainda é o melhor sistema de governo.
→ O controle inacionário – meta prioritária do
c) expressões corretivas, explicativas, escusativas,
Governo – será ainda mais rigoroso.
→ As restrições ao livre mercado – especialmente tais como isto é , ou melhor , quer dizer , data venia ,
o de produtos tecnologicamente avançados – podem ser ou seja , por exemplo , etc., devem ser colocadas entre
muito prejudiciais para a sociedade. vírgulas:
→ O político, a meu ver, deve sempre usar uma lin-
b) indica a introdução de enunciados no diálogo: guagem clara, ou seja , de fácil compreensão.
→ Indagado pela comissão de inquérito sobre a pro- → As Nações Unidas decidiram intervir no conflito,
cedência de suas declarações, o funcionário respondeu: ou por outra , iniciaram as tratativas de paz.
– Nada tenho a declarar a esse respeito.
d) Conjunções coordenativas intercaladas ou
c) indica a substituição de um termo, para evitar pospostas devem ser colocadas entre vírgulas:
repetições: → Dedicava-se ao trabalho com afinco; não obti-
→ O verbo fazer (vide sintaxe do verbo –), no sentido nha, contudo , resultados.
de tempo transcorrido, é utiliz ado sempre na 3ª pessoa do → O ano foi difícil; não me queixo, porém .
singular: faz dois anos que isso aconteceu .
→ Era mister, pois , levar o projeto às últimas con-

d) dá ênfase a determinada palavra ou pensamento sequências.


que segue:
→ Não há outro meio de resolver o problema – pro- e) Vocativos , apostos , orações adjetivas não -
mova-se o funcionário. -restritivas (explicativas) devem ser separados por
→ Ele reiterou suas ideias e convicções – energica- vírgula:
mente. → Brasileiros , é chegada a hora de buscar o
Pontuação relacionada à estrutura sintática entendimento.
→ Aristóteles, o grande filósofo , foi o criador da
Esta é uma seção muito cobrada em concursos públi- Lógica.
cos. O domínio da pontuação em contexto sintático é funda- → O homem, que é um ser mortal , deve sempre
mental para a resolução de diversas questões. pensar no amanhã.

38
,
f) a vírgula também é empregada para indicar a dia 1º de janeiro de 2013: Objetividade, concisão e come-
elipse (ocultação ) de verbo ou outro termo anterior: dimento. No artigo, o autor observa que há em nossa Jus-
→ O decreto regulamenta os casos gerais; a porta- tiça excesso de argumentos desimportantes, de linguagem
ria, os particulares. redundante e com adjetivos demais e de mesuras desmedi-
[A vírgula indica a elipse do verbo regulamenta ] das. A leitura do texto se faz importante pelo fato de ressal-
→ Às vezes procura assistência; outras, toma a ini- tar a importância da linguagem em nossa sociedade.
A
ciativa. S
E
[A vírgula indica a elipse da palavra vezes] Objetividade, concisão e comedimento
U
G
U
T
R
g) nas datas, separam-se os topônimos: Não poderia ter sido mais feliz a receita para o aper- O
P
→ São Paulo, 22 de março de 1991. feiçoamento da Justiça brasileira formulada pelo ministro A
→ Brasília, 15 de agosto de 1991. Joaquim Barbosa, em seu objetivo, conciso e comedido U
G

discurso de posse na presidência do Supremo Tribunal ÍN


L
IMPORTANTE! Federal. Para o novo presidente da Corte Suprema, pre-
cisamos de uma Justiça "sem rulas, sem oreios e sem
É importante registrar que constitui inadequação usar a vírgula
rapapés".
entre termos que mantêm entre si estreita ligação sintática – por
exemplo, entre sujeito e verbo, entre verbos ou nomes e seus
Firulas são argumentos articialmente complexos,
complementos. usados como expediente diversionista, para impedir ou
→ O Presidente da República, indicou, sua posição no retardar a apreciação da essência das questões em jul-
assunto. (Inadequado) gamento (o mérito da causa). Apegos a detalhes formais
→ O Presidente da República indicou sua posição no sem importância é um exemplo de rula.
assunto. (Adequado) Floreios são exageros no uso da linguagem, oral ou
escrita. Expediente empregado em geral no disfarce da
falta de conteúdo do discurso, preenche-o de redundân-
(ii) Ponto e vírgula cias, hipérboles e adjetivações.
O ponto e vírgula, em princípio, separa estruturas E rapapés são mesuras desmedidas que mal escon-
coordenadas já portadoras de vírgulas internas. É também dem um servilismo anacrônico. Todos devemos nos tratar
usado em lugar da vírgula para dar ênfase ao que se quer com respeito e cordialidade, dentro e fora dos ambientes
dizer. Exemplo: judiciários, mas sempre com o virtuoso comedimento.
→ Sem virtude, perece a democracia; o que mantém o Firulas, oreios e rapapés são perniciosos porque
governo despótico é o medo. redundam em inevitável desperdício de tempo, energia e
→ As leis, em qualquer caso, não podem ser infringi- recursos. Combater esses vícios de linguagem, por isso,
das; mesmo em caso de dúvida, portanto, elas devem ser tem todo o sentido no contexto do aprimoramento da Jus-
respeitadas. tiça.
O oposto da rula é a objetividade; o contrário dos
(iii) Dois-pontos oreios é a concisão; a negação dos rapapés é o comedi -
Emprega-se este sinal de pontuação para introduzir mento. A salutar receita do ministro Barbosa recomenda
citações, marcar enunciados de diálogo e indicar um escla- discursos objetivos, concisos e comedidos. São discursos
recimento, um resumo ou uma consequência do que se ar- que, aliás, costumam primar pela elegância.
mou. Exemplo: É uma recomendação dirigida a todos os prossio -
→ Como armou o Marquês de Maricá em suas Máxi - nais jurídicos: magistrados, promotores e advogados.
mas: “Todos reclamam reformas, mas ninguém se quer Precisam todos escrever e falar menos, para dizerem
reformar.” mais.
Arrazoados jurídicos e decisões longas são relativa-
(iv) Ponto de interrogação mente recentes.
O ponto-de-interrogação, como se depreende de seu Nas primeiras décadas do século passado, elas
nome, é utilizado para marcar o nal de uma frase interro - ainda eram escritas à mão. Isso por si só já estabele-
gativa direta: cia um limite (por assim dizer, físico) aos arroubos. Os
→ Até quando aguardaremos uma solução para o
caso? pareceres
do Código de
CivilClóvis Beviláqua,
de 1916, tinham ocerca
autordedocinco
anteprojeto
ou seis
laudas.
(v) Ponto de exclamação Depois, veio a máquina de escrever. Embora tenha
O ponto-de-exclamação é utilizado para indicar sur- tornado a confecção de textos menos cansativa, ela
presa, espanto, admiração, súplica, etc. também impunha limites físicos à extensão. No tempo
do manuscrito e da datilograa, o tamanho do texto era
COMPREENSÃO OU INTELECÇÃO E IN
TERPRETAÇÃO DE
sempre proporcional ao tempo gasto na produção do
TEXTOS papel.
Iniciamos nossos trabalhos com o artigo de Fábio
Ulhoa Coelho, publicado no jornal Folha de São Paulo no

39
,
VIII – Se o enunciado mencionar tema ou ideia principal,
O computador rompeu decididamente este limite.
deve-se examinar com atenção a introdução e/ou a
Com o "recorta e cola" dos programas informatizados de
conclusão.
redação, produzem-se textos de extraordinárias dimen-
IX – Se o enunciado mencionar argumentação, deve
sões em alguns poucos segundos.
preocupar-se com o desenvolvimento.
Os prossionais do direito não têm conseguido resis-
X – Tomar cuidado com os vocábulos relatores (os que
B
tir à tentação de fabricar alentados escritos abusando remetem a outros vocábulos do texto: pronomes
R
U
dos recursos da informática. Clientes incautos ainda são relativos, pronomes pessoais, pronomes demons-
N
O
impressionáveis e cam orgulhosos com a robustez das trativos etc.).
P
IL
peças de seu advogado.
A Claro, há questões de grande complexidade, que Proponho, como exercício, aplicar os “Dez mandamen-
S
T
R
exigem dos prossionais do direito maiores digressões tos” à leitura do texto de Ulhoa.
E e fundamentações, gerando inevitavelmente textos mais
extensos. Tamanho exagerado nem sempre, assim, é Vejamos, agora, como Bechara dene compreensão e
interpretação de texto:
sinônimo de rula, oreio ou rapapé. Mas é um bom indi -
cativo destes vícios, porque os casos realmente difíceis COMPREENSÃO OU INTELECÇÃO DE TEXTO
correspondem à minoria e são facilmente reconhecidos
pelos prossionais da área. Não se justica grande gasto Consiste em analisar o que realmente está escrito,
de papel e tinta na signicativa maioria dos processos ou seja, coletar dados do texto. O enunciado normalmente
em curso. assim se apresenta:
Pois bem. Se a receita do ministro Barbosa melhora → As considerações do autor se voltam para...
a Justiça, então a questão passa a ser a identicação → Segundo o texto, está correta...
de medidas de incentivo ao discurso objetivo, conciso e → De acordo com o texto, está incorreta...
comedido. A renovação da linguagem jurídica necessita → Tendo em vista o texto, é incorreto...
de vigorosos estímulos. → O autor sugere ainda...
Alegar que estimular maior objetividade fere o → De acordo com o texto, é certo...
direito de acesso ao Judiciário ou à ampla defesa é rula. → O autor arma que...
Lamentar que a concisão importa perda de certo tempero
literário das peças processuais é oreio. Objurgar que o Interpretação de Texto
comedimento agride a tradição é rapapé.
Se a exortação do ministro Barbosa desencadear, Consiste em saber o que se infere (conclui) do que está
como se espera, a renovação da linguagem jurídica, a escrito. O enunciado normalmente é encontrado da seguinte
sua posse na presidência do Supremo Tribunal Federal maneira:
se tornará ainda mais histórica. → O texto possibilita o entendimento de que...
→ Com apoio no texto, infere-se que...
(Fábio Ulhoa Coelho. Objetividade, concisão e comedimento. → O texto encaminha o leitor para...
Folha de São Paulo 1º de janeiro de 2013)
→ Pretende o texto mostrar que o leitor...
Após a leitura do texto de Fábio Ulhoa Coelho, veja- → O texto possibilita deduzir-se que...
mos o que Evanildo Bechara nos diz sobre como analisar
um texto: Três erros capitais na análise de textos

Os dez mandamentos para a análise de textos: Para o gramático, há três erros capitais na análise de
textos: extrapolação, redução e contradição.
I – Ler duas vezes o texto. A primeira para tomar con-
tato com o assunto; a segunda para observar como (i) Extrapolação
o texto está articulado; desenvolvido. É o fato de se fugir do texto. Ocorre quando se interpreta
II – Observar que um parágrafo em relação ao outro o que não está escrito. Muitas vezes são fatos reais, mas
pode indicar uma continuação ou uma conclusão que não estão expressos no texto. Deve-se ater somente ao
ou, ainda, uma falsa oposição. que está relatado.
III – Sublinhar, em cada parágrafo, a ideia mais impor-
tante (tópico frasal). (ii) Redução
IV – Ler com muito cuidado os enunciados das questões É o fato de se valorizar uma parte do contexto, dei-
para entender direito a intenção do que foi pedido. xando de lado a sua totalidade. Deixa-se de considerar o
V – Sublinhar palavras como: erro, incorreto, correto texto como um todo para se ater apenas à parte dele.
etc., para não se confundir no momento de respon-
der à questão. (iii) Contradição
VI – Escrever, ao lado de cada parágrafo, ou de cada É o fato de se entender justamente o contrário do que
estrofe, a ideia mais importante contida neles. está escrito. É bom que se tome cuidado com algumas pala-
VII – Não levar em consideração o que o autor quis dizer, vras, como: “pode”; “deve”; “não”; verbo “ser” etc.
mas sim o que ele disse; escreveu. (Bechara, Evanildo. Gramática escolar da língua portuguesa.
Rio de Janeiro, 2006). (Com adaptações)

40
,
Assunto, tema, tese, título, ponto de vista, argu- Elementos da Narrativa
mentação
Os elementos que compõem a narrativa são:
Quando vamos escrever uma redação, precisamos → Foco narrativo (1º e 3º pessoa);
saber qual o assunto que desejamos abordar. Os assuntos → Personagens (protagonista, antagonista e coadju-
são praticamente inndáveis: família, sexo, amor, dinheiro, vante);
estudo, violência, guerra, desemprego, política, senado, cor- → Narrador (narrador-personagem, narrador-observa- A
S
rupção, igreja, fé, ateísmo, enm. E
dor); U
O tema e o título são, com muita frequência, empre- G

gados como sinônimos. Contudo, apesar de serem partes → Tempo (cronológico e psicológico); U
T
R
de um mesmo tipo de composição, são elementos bem dife- → Espaço. O
P
rentes. O tema é o assunto, já delimitado, a ser abordado; A
a ideia que será por você defendida e que deverá aparecer Foco Narrativo U
G

logo no primeiro parágrafo. Já o título é uma expressão, ou ÍN


L
até uma só palavra, centrada no início do trabalho; ele é uma Cada uma das histórias que lemos, ouvimos ou escre-
vaga referência ao assunto (tema). vemos é contada por um narrador.
Tese: assim como todo assunto pode ser limitado a um Nos exercícios de leitura, assim como nas experiências
tema especíco, o tema por sua vez também pode e deve de escrita, é fundamental a preocupação com o narrador.
ser restringido a uma tese ou proposição. Grosso modo, podemos distinguir três tipos de narra-
Ponto de vista: é associada à ótica. Pode ser na ótica dor, isto é, três tipos de foco narrativo:
de uma criança, de um adulto, de uma mulher; de uma → narrador-personagem;
pessoa letrada, de um explorado ou do explorador. → narrador-observador;
A argumentação é um recurso que tem como propó-
→ narrador-onisciente.
sito convencer alguém, para que esse tenha a opinião ou o
comportamento alterado.
O narrador-personagem conta na 1ª pessoa a história
TIPOLOGIA TEXTUAL da qual participa também como personagem.
Ele tem uma relação íntima com os outros elementos
Por tipologia textual (ou tipo textual) entende-se uma da narrativa. Sua maneira de contar é fortemente marcada
espécie de construção teórica denida pela natureza linguís- por características subjetivas, emocionais. Essa proximi-
tica de sua composição (ou seja, os aspectos lexicais, sintá- dade com o mundo narrado revela fatos e situações que um
ticos, tempos verbais, relações lógicas, estilo). narrador de fora não poderia conhecer. Ao mesmo tempo,
Apresento,
tipologias a título para
importantes de caracterização e distinção,
a produção textual: quatro,
narração essaimpregnada
cial, mesma proximidade
pelo pontofaz
decom
vistaque a narrativa seja par-
do narrador.
descrição, dissertação e argumentação. O narrador-observador conta a história do lado de
Para essa obra, seguirei a classicação de Othon M. fora, na 3ª pessoa, sem participar das ações. Ele conhece
Garcia, o qual distingue a dissertação da argumentação. todos os fatos e, por não participar deles, narra com certa
Para o autor, como veremos, uma e outra possuem caracte-
neutralidade, apresenta os fatos e os personagens com
rísticas próprias.
imparcialidade. Não tem conhecimento íntimo dos persona-
Narração gens nem das ações vivenciadas.
O narrador-onisciente conta a história em 3ª pessoa.
A narração é o ato de contar, relatar fatos, histórias. Ele conhece tudo sobre os personagens e sobre o enredo,
Neste ato, involuntariamente, respondemos às perguntas: o sabe o que passa no íntimo das personagens, conhece suas
quê, onde, quem, como, quando, por quê. Nas histórias, emoções e pensamentos.
há a presença de personagens que praticam e/ou sofrem
ações, ocorridas em um tempo e espaço físico. A ação é O Enredo
obrigatória. Isso signica que não existe narração sem ação. O enredo é a estrutura da narrativa, o desenrolar
O núcleo da narração é o incidente, o episódio, e o que a dis- dos acontecimentos gera um conito que por sua vez é o
tingue da descrição é a presença de personagens atuantes. responsável pela tensão da narrativa.
Veja-se o trecho abaixo, em que Sahrazad narra uma
história ao rei: Os Personagens
Os personagens são aqueles que participam da
Disse Sahrazad: conta-se, ó rei venturoso, de parecer bem orien- narrativa, podem ser reais ou imaginários, ou a personica-
tado, que certo mercador vivia em próspera condição, com abun- ção de elementos da natureza, ideias, etc.
dantes cabedais, dadivosos, proprietário de escravos e servos,
Dependendo de sua importância na trama os per-
de várias mulheres e lhos; em muitas terras ele investira,
fazendo empréstimos ou contrariando dívidas. Em dada manhã, sonagens podem ser principais ou secundários.
ele viajou para um desses países: montou um de seus animais,
no qual pendurara um alforje com bolinhos e tâmaras que lhe O Espaço
serviriam como farnel, e partiu em viagem por dias e noites, e O espaço onde transcorrem as ações, onde os
Deus já escrevera que ele chegaria bem e incólume à terra para personagens se movimentam auxilia na caracterização dos
onde rumava; [...]. personagens, pois pode interagir com eles ou por eles ser
(Livro das mil e uma noites – volume I – ramo sírio) transformado.

41
,
O Tempo Discurso indireto livre: é uma combinação dos dois
A duração das ações apresentadas numa narrativa anteriores, confundindo as intervenções do narrador com as
caracteriza o tempo (horas, dias, anos, assim como a noção dos personagens. É uma forma de narrar econômica e dinâ-
de passado, presente e futuro). mica, pois permite mostrar e contar os fatos a um só tempo.
O tempo pode ser cronológico (fatos apresentados na
ordem dos acontecimentos) ou psicológico (tempo perten- Enlameado até a cintura, Tiãozinho cresce de ódio. Se pudesse
B
R
cente ao mundo interior do personagem). matar o carreiro... Deixa eu crescer!... Deixa eu car grande!...
U Quando lidamos com o tempo psicológico, a técnica do Hei de dar conta deste danisco... Se uma cobra picasse seu
N
O ash back é bastante explorada, uma vez que a narrativa Soronho... Tem tanta cascavel nos pastos... Tanta urutu, perto
P
IL volta no tempo por meio das recordações do narrador. de casa... se uma onça comesse o carreiro, de noite... Um onção
A grande, da pintada... Que raiva!...
S
T
O narrador pode se posicionar de diferentes maneiras Mas os bois estão caminhando diferente. Começaram a prestar
R em relação ao tempo dos acontecimentos - pode narrar os atenção, escutando a conversa de boi Brilhante.
E
fatos no tempo em que eles estão acontecendo; pode narrar (Guimarães Rosa. Sagarana. Rio de Janeiro, José Olympio,
um fato perfeitamente concluído; pode entremear presente e 1976.)
passado, utilizando a técnica de ash back.
Há, também, o tempo psicológico, que reete angústias Descrição
e ansiedades de personagens e que não mantém nenhuma
relação com o tempo cronológico, cuja passagem é alheia à A descrição é o ato de enumerar, sequenciar, listar
nossa vontade. Falas como "Ah, o tempo não passa..." ou características de seres, objetos ou espaços com o objetivo
"Esse minuto não acaba!" reetem o tempo psicológico. de formar uma imagem mental no leitor/ouvinte. As carac-
terísticas podem ser físicas e/ou psicológicas (no caso de
A Gramática na Narração seres ou elementos antropomórcos).
Num texto narrativo, predominam os verbos de ação: Descrever é representar verbalmente um objeto, uma
há, em geral, um trabalho com os tempos verbais. Anal, a pessoal, um lugar, mediante a indicação de aspectos carac-
narração, ou seja, o desenrolar de um fato, de um aconteci- terísticos, de pormenores individualizantes. Requer obser-
mento, pressupõe mudanças; isso signica que se estabele- vação cuidadosa, para tornar aquilo que vai ser descrito um
cem relações anteriores, concomitantes e posteriores. modelo inconfundível. Não se trata de enumerar uma série
Ao optar por um dos tipos de discursos, organizamos o de elementos, mas de captar os traços capazes de transmitir
texto de forma diferente. Os verbos de elocução, os conecti- uma impressão autêntica. Descrever é mais que apontar, é
vos, a pontuação, a coordenação ou a subordinação passam muito mais que fotografar. É pintar, é criar. Por isso, impõe-
a ter Ao
papel relevante onadiscurso
transformar montagem do texto.
direto em indireto (ou vice- -se oVeja-se
uso de palavras especícas.
a descrição a seguir, em que Tchekhov des-
-versa), realizamos uma grande alteração na arquitetura do creve uma paisagem:
texto.
Depois das propriedades dos camponeses, começava um bar-
Discurso direto: o narrador apresenta a própria perso- ranco abrupto e escarpado, que terminava no rio; aqui e ali, no
nagem falando diretamente, permitindo ao autor mostrar o meio da argila, aoravam pedras enormes. Pelo declive, perto
que acontece em lugar de simplesmente contar. das pedras e das valas escavadas pelos ceramistas, corriam tri-
lhas sinuosas, entre verdadeiras montanhas de cacos de louça,
ora pardos, ora vermelhos, e lá embaixo se estendia um prado
Lavador de carros, Juarez de Castro, 28 anos, cou desolado, vasto, plano, verde-claro, já ceifado, onde agora vagava o reba-
apontando para os entulhos: “Alá minha frigideira, alá meu escor- nho de camponeses.
redor de arroz. Minha lata de pegar água era aquela. Ali meu (Anton Tchekhov.O assassinato e outras histórias )
outro tênis.”
(Jornal do Brasil, 29 de maio 1989). Dissertação

Discurso indireto: o narrador interfere na fala da per- A dissertação tem por objetivo principal expor ou
sonagem. Ele conta aos leitores o que a personagem disse, explanar, explicitar ou interpretar ideias, fatos, fenômenos.
mas conta em 3ª pessoa. As palavras da personagem não Na dissertação, apresentamos o que sabemos ou acredita-
são reproduzidas, mas traduzidas na linguagem do narrador.
mos saber
sição, a respeito
podemos de determinado
apresentar, assunto.(argumentar),
sem combater Nessa expo-
Dario vinha apressado, o guarda-chuva no braço esquerdo e, ideias de que discordamos ou que nos são indiferentes. Ou
assim que dobrou a esquina, diminuiu o passo até parar, encos- seja, eu posso discorrer (dissertar) sobre partidos políticos
tando-se à parede de uma casa. Foi escorregando por ela, de com absoluta isenção, apresentado os diversos partidos
costas, sentou-se na calçada, ainda úmida da chuva, e descan-
sou no chão o cachimbo.
políticos em totalidade, dando deles a ideia exata, el, sem
Dois ou três passantes rodearam-no, indagando se não estava tentar convencer o meu leitor das qualidades ou falhas de
se sentindo bem. Dario abriu a boca, moveu os lábios, mas não partido A ou B. Não procuro, nesse caso, formar a opinião
se ouviu resposta. Um senhor gordo, de branco, sugeriu que ele de meu leitor; ao contrário, deixo-o em inteira liberdade de
devia sofrer de ataque. se decidir por se liar a determinado partido.
(Dalton Trevisan. Cemitério de elefantes. Rio de Janeiro, Civili- No excerto a seguir, de Gilberto Amado, observamos
zação Brasileira, 1964) que o autor apenas mostra certas características do Brasil.

42
,
Não há, em nenhuma parte do texto, recursos argumentati- Distinção entre Prosa e Poema
vos que visam ao convencimento do leitor (característica da
argumentação). Observe: Por Prosa entende-se a expressão natural da linguagem
escrita ou falada, sem metricação intencional e não sujeita
No seu aspecto exterior, na sua constituição geográca, a ritmos regulares. No texto escrito, observamos o texto em
o Brasil é um todo único. Não o separa nenhum lago interior, Prosa quando há organização em linha corrida, ocupando
A
nenhum mar mediterrâneo. As montanhas que se erguem dentro toda a extensão da página. Há, também, organização em S
E
dele, em vez de divisão, são fatores de unidade. Os seus rios parágrafos, os quais apresentam certa unidade de sentido. U
G
prendem e aproximam as populações entre si, assim os que Esta obra é organizada, por exemplo, em prosa. U
T
correm dentro do país como os que marcam fronteiras. R
Por sua produção e por seu comércio, é o Brasil um dos
Já o poema é uma composição literária em que há carac- O
P
raros países que se bastam em si mesmos, que podem prover terísticas poéticas cuja temática é diversicada. O poema A
ao sustento e assegurar a existência de seus lhos. De norte a apresenta-se sob a forma de versos. O verso é cada uma das U
G

sul e de leste a oeste, os brasileiros falam a mesma língua quase linhas de um poema e caracteriza-se por possuir certa linha ÍN
L
sem variações dialetais. Nenhuma memória de outros idiomas melódica ou efeitos sonoros, além de apresentar unidade de
subjacentes na sua formação perturba a unidade íntima da cons- sentido. O conjunto de versos equivale a uma estrofe. Há
ciência do brasileiro na enunciação e na comunicação do seu diversas maneiras de se dispor gracamente as estrofes (e os
pensamento e do seu sentimento. versos) – e isso dependerá do período literário a que a obra
(Gilberto Amado. Três livros)
se lia e à criatividade do autor. Veja dois exemplos:
Argumentação

Na argumentação, procuramos formar a opinião do


leitor ou ouvinte, objetivando convencê-lo de que a razão (o
discernimento, o bom senso, o juízo) está conosco, de que
nós é que estamos de posse da verdade.
Caso eu seja liado a determinado partido político e
produza um texto em que objetivo demonstrar, comprovar
as vantagens, a conveniência, a coerência, a qualidade, a
verdade de meu partido (em oposição aos demais), estou
argumentando. Em suma, argumentar é convencer ou tentar
convencer mediante a apresentação de razões, em face da
evidência de provas e à luz de um raciocínio coerente e con-
sistente.
O texto a seguir, de autoria de Sérgio Buarque de
Holanda, é um exemplar de texto argumentativo. Perceba
que o autor posiciona-se em relação aos fatos e defende (Ronando Azeredo)
uma tese. O autor claramente procura convencer o leitor.
Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
O Estado não é uma ampliação do círculo familiar e, ainda Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
menos, uma integração de certos agrupamentos, de certas von- No mínimo que fazes.
tades particularistas, de que a família é o melhor exemplo. Não Assim em cada lago a lua toda
existe, entre o círculo familiar e o Estado, uma gradação, mas Brilha, porque alta vive.
antes uma descontinuidade e até uma oposição. A indistinção (Ricardo Reis)
fundamental entre as duas formas é prejuízo romântico que teve
os seus adeptos mais entusiastas durante o século décimo nono.
De acordo com esses doutrinadores, o Estado e as suas insti- Na seção seguinte apresentaremos os elementos do
tuições descenderiam em linha reta, e por simples evolução da texto argumentativo.
Família. A verdade, bem outra, é que pertencem a ordens dife-
rentes em essência. Só pela transgressão da ordem doméstica Argumentação
e familiar é que nasce o Estado e que o simples indivíduo se faz
cidadão,
ante contribuinte,
as leis da Cidade.eleitor, elegível,
Há nesse recrutável
fato um triunfo edoresponsável,
geral sobre Condições da argumentação
A argumentação deve ser construtiva, cooperativa e
o particular, do intelectual sobre o material, do abstrato sobre
útil. Deve basear-se, antes de tudo, nos princípios da lógica.
o corpóreo e não uma depuração sucessiva, uma espiritualiza-
ção de formas mais naturais e rudimentares, uma procissão das A argumentação deve lidar com ideias, princípios ou fatos.
hipóstases, para falar como na losoa alexandrina. A ordem
familiar, em sua forma pura, é abolida por uma transcendência. Consistência dos argumentos – evidências
(Sérgio Buarque de Holanda. Raízes do Brasil)
A argumentação é fundamentada em dois elementos
Para nalizar esta seção, realizo a distinção entre principais: a consistência do raciocínio e a evidência das
Prosa e Poema. provas. Tratamos, nesta seção, do segundo aspecto: a evi-
dência das provas.

43
,
Há cinco tipos mais comuns de evidência das provas: O testemunho
os fatos , os exemplos, as ilustrações, os dados estatísti-
cos e o testemunho. Vamos conhecer cada um em síntese: A evidência por testemunho é composta por uma arma-
ção fundamentada, por um depoimento, uma comprovação. É
Os fatos um fato trazido à composição por intermédio de terceiros. O
testemunho por autoridade é um recurso que possui alto valor
Os fatos constituem o elemento mais importante da argu- de prova. Se, em minha produção, defendo que o sistema de
B
R
U mentação (bem como da dissertação). transporte público no Brasil precisa de planejamento estratégico
N
É possível armar que só os fatos provam, convencem. (longo prazo), posso trazer a voz (realizações, propostas, ideias)
O
P Porém, é importante lembrar que nem todos os fatos são irrefu- de uma autoridade no assunto. No caso do tema proposto (trans-
IL
táveis. O valor de prova de certos fatos está sujeito à evolução porte público), posso citar as propostas de Jaime Lerner, arqui-
A
S
da ciência, da técnica e dos próprios conceitos utilizados. teto e urbanista brasileiro que propôs a abertura de vias exclusi-
T
R
É claro que há fatos que são evidentes ou notórios. Esses vas para os ônibus urbanos na cidade de Curitiba-PR, na década
E
são os que mais provam. Armar que no Brasil há desigualdade de 70.
social é um fato, por exemplo.
A proposição
Os exemplos
Por proposição entende-se a expressão linguística de
Os exemplos são caracterizados por revelar fatos típicos
uma operação mental (o juízo) composta de sujeito, verbo
ou representativos de determinada situação. O fato de o moto- (sempre redutível ao verbo ser) e atributo. Toda proposição
rista Fulano de Tal ter uma jornada de trabalho de 12 horas diá- é passível de ser verdadeira ou falsa. A frase a seguir é uma
rias é um exemplo típico dos sacrifícios a que estão sujeitos proposição:
esses prossionais, revelando uma das falhas do setor de trans- → O sistema educacional no Brasil é ineciente.
porte público.
Segundo os critérios de produção textual, a proposi-
As ilustrações
ção deve ser clara, denida, inconfundível quanto ao que
se arma ou nega. Outro fator indispensável é o fato de que
A ilustração ocorre quando o exemplo se alonga em nar- toda proposição tem de ser argumentável. Isso quer dizer
rativa detalhada e entremeada de descrições. Observe que a que frases como
ilustração é um recurso utilizado pela argumentação. Não deve, → Todo homem é mortal.
portanto, ser o centro da produção. Não são argumentáveis, pois essa armação é uma
Imagine um texto argumentativo que procura comprovar, verdade universal, indiscutível, incontestável.
por evidência, a falta de planejamento habitacional em algumas É indicado, também, que a proposição seja armativa
cidades serranas. Nessas cidades, há construções irregulares e sucientemente especíca para permitir uma tomada de
próximas a encostas. Essas encostas cam frágeis em épocas posição contra ou a favor. Não é possível argumentar sobre
chuvosas. É possível, assim, ilustrar essa situação com um caso generalidades como:
hipotético ou real. No caso da ilustração hipotética, é necessário → A maioridade penal
que haja verossimilhança e consistência no relato. Registro que → O SUS
o valor de prova da ilustração hipotético é muito relativo.
Um caso real, o qual pode ser citado no texto-exemplo, é Proposições vagas ou inespecícas não permitem
o da família do lavrador Francisco Edézio Lopes, de 46 anos. tomada de posição. Assim, apenas a dissertação (isto é,
Edézio e seus familiares, moradores do distrito de Jamapará, explanação ou interpretação) cabe a esses temas. Caso se
em Sapucaia, no centro sul-uminense, procuraram abrigo no queira realizar uma argumentação, faz-se necessário deli-
carro durante o temporal e acabaram arrastados pela enxurrada.
mitá-las e apresentá-las em termos de tomada de posição,
Todos morreram.
Observe, mais uma vez, que a ilustração tem a função de
como em:
ilustrar a tese e deve ser clara, objetiva, sintomática e obvia-
→ Deciências do SUS na promoção de ações de pre-
mente relacionada com a proposição. ventivas à população

Assim, a proposição acima é passível de argumen-


Os dados estatísticos
tação, pois admite divergência de opiniões (O Ministro da
Os dados estatísticos também são fatos, mas possuem
Saúde – José Padilha – terá uma opinião diferente da apre-
uma natureza mais especíca e possuem grande valor de con-
sentada por um paciente, o qual escreveu o texto com o
título “Deciências do SUS na promoção de ações de pre -
vicção,Quanto
tável. constituindo quase sempre
mais especíco prova ou
e completo for evidência incontes-
o dado, melhor. ventivas à população”).
Ademais, é importante que haja fonte, pois os dados não Observe, por m, a importância de o autor do texto
surgem naturalmente. Assim, armar que o índice de analfabe- denir, logo de início, a sua posição de maneira inequívoca
tismo por raça no Brasil é de 14% para os negros e 6,1% para (isto é, de modo que o leitor saiba exatamente o que se pre-
os brancos é diferente de armar que a Pesquisa Nacional por tende provar). No caso do título sobre o SUS, sabe-se que o
Amostra de Domicílios (Pnad), realizada pelo Instituto Brasileiro autor procurará demonstrar as deciências do SUS no que
de Geograa e Estatística (IBGE) em 2007, revela que índice de concerne à promoção de ações preventivas da população.
analfabetismo por raça no Brasil é de 14% para os negros e 6,1%
para os brancos. A segunda proposição é mais convincente, pois A conclusão
há referência explícita à fonte.
A conclusão da argumentação “surge” naturalmente das
provas apresentadas, dos argumentos utilizados. A conclusão

44
,
é caracterizada por ser um arremate (isto é, o último detalhe Carta Pessoal
para nalizar ou concluir algo) – por isso, não é uma simples
recapitulação ou mero resumo. A conclusão consiste, desse Gênero textual pelo qual nos comunicamos com
modo, em pôr em termos claros a essência da proposição e a amigos e familiares dando notícias, tratando de assuntos de
sua comprovação, realizada por meio dos argumentos. interesse comum, de forma mais longa e detalhada. Trata de
assuntos particulares e tem uma estrutura padrão que deve
GÊNEROS TEXTUAIS ser obedecida. Características: A
S
→ comunicação geralmente breve e pessoal, de E
U
A palavra gênero sempre foi bastante utilizada pela lite- assunto livre; G
U
ratura com um sentido especicamente literário, identicando → estrutura composta de local e data, vocativo, corpo e T
R
os gêneros clássicos – o lírico, o épico, o dramático – e os assinatura; às vezes, também de P.S.; O
P
gêneros modernos da literatura, como o romance, a novela, → a linguagem varia de acordo com o grau de intimi- A
U
o conto, o drama, etc. dade entre os interlocutores, podendo ser menos ou mais G

Mikhail Bakhtin, no início do século XX, se dedicou aos formal, culta ou coloquial, e, eventualmente, incluir gírias; ÍN
L
estudos da linguagem e literatura. Foi o primeiro a empregar → verbos geralmente no presente do indicativo;
a palavra gêneros com um sentido mais amplo, referindo-se → quando enviada pelo correio, a carta é acondicio-
também aos tipos textuais que empregamos nas situações nada em um envelope, preenchido adequadamente com o
cotidianas de comunicação. nome e o endereço do remetente e do destinatário.
Então, os gêneros textuais são os diferentes tipos de
texto que produzimos, orais ou escritos, que trazem um con- Receita
junto de características relativamente estáveis. Pelas carac-
terísticas, identicamos o gênero textual em seus aspectos Gênero textual que apresenta duas partes bem deni -
básicos coexistentes: o assunto, a estrutura e o estilo. das - ingredientes e modo de fazer, que podem ou não vir
A escolha do gênero não é sempre espontânea, pois indicadas por títulos. Algumas receitas apresentam outras
deve levar em conta um conjunto de parâmetros essenciais, informações, como o grau de diculdade, o tempo médio
como quem está falando, para quem se está falando, qual é de preparo, o rendimento, as calorias ou dicas para decora-
a nalidade e qual é o assunto do texto. ção. Forma ou estrutura mais ou menos padronizada, com o
Por exemplo, ao contarmos uma história, fazemos uso objetivo de melhor instruir o leitor. Características:
de um texto narrativo, para instruirmos alguém sobre como → contém título;
fazer alguma coisa (fazer um bolo, montar uma mesa, jogar → normalmente apresenta uma estrutura constituída
certo tipo de jogo) fazemos uso do texto instrucional; para de: título, ingredientes e modo de preparo ou fazer;
convencer alguém de nossas ideias, fazemos uso de textos → no modo de fazer os verbos são geralmente empre-
argumentativos; e assim por adiante.
Assim, quando falamos em gêneros textual, estaremos gados→no imperativo;
pode conter indicação de calorias por porção, rendi-
fazendo referência também à receita, à carta pessoal, ao bilhete, mento, dicas de preparo ou de como decorar e servir;
ao telegrama, ao cartão postal, ao e-mail, ao cartão postal, ao → a linguagem é direta, clara e objetiva;
cartaz, ao relatório, ao manual de instruções, à bula de medica- → emprega o padrão culto da língua.
mento, ao texto de campanha comunitária, ao convite.
Todos esses tipos de texto constituem os gêneros tex- O texto de campanha comunitária
tuais, usados para interagirmos com outras pessoas. São os
chamados gêneros do cotidiano.Eles trazem poucas varia- Tem o objetivo de informar, conscientizar e instruir a
ções, muitos se repetem no conteúdo, no tipo de linguagem população de uma comunidade sobre assuntos ou aconte-
e na estrutura, mas são de grande valor para a comunicação cimentos do momento. Visa, muitas vezes, convencê-la a
oral ou escrita. participar de algum evento ou colaborar com donativos, tra-
balho voluntário, etc. Características:
Qualidades e características dos gêneros textuais → apresenta título chamativo, comumente persuasivo;
do cotidiano → geralmente é ilustrado;
→ apresenta estrutura variável, esclarece em que con-
Cartão Postal siste a campanha, a nalidade, o que fazer para participar;
→ linguagem clara, objetiva e persuasiva, dentro do
Mais conhecido como postal, é utilizado por turistas ou padrão culto da língua;
pessoas em viagem para dar, por meio da ilustração uma → emprega as funções referencial e conativa, con-
ideia do lugar que está visitando e, ainda, enviar a parentes e
amigos uma mensagem rápida com suas impressões sobre forme→seuusaobjetivo;
verbos no imperativo.
a viagem, os passeios, novos amigos, os lugares. Caracte-
rísticas:
O Cartaz
→ mensagem rápida, geralmente sobre as impressões
de viagens;
Gênero textual normalmente composto por imagem e
→ ilustrado com imagem em um dos lados; do outro,
texto. Tem por objetivo informar e instruir o leitor sobre um
espaço para texto e endereço do destinatário;
→ texto curto, assunto livre;
assunto que diz respeito à população em geral. Texto e
→ apresenta vocativo e assinatura; imagem visam persuadir ou convencer o leitor, sensibilizá-lo
→ verbos geralmente no presente do indicativo, lingua- e conscientizá-lo do que se está divulgando. Características:
gem varia de acordo com os interlocutores, podendo estar → informa, instrui e persuade o leitorsobre algum assunto;
entre o coloquial, o casual ou o informal. → texto em linguagem verbal curto, para leitura rápida;

45
,
→ presença de título para atrair o leitor e denir o assunto Coerência e coesão textuais
do cartaz;
→ linguagem verbal clara, direta, objetiva e concisa, ade- Quando falamos em Coerência textual, devemos ter
quada aos objetivos da campanha e ao público que se destina; em mente a noção de Integração:
→ emprega, geralmente, o padrão culto formal da língua;
→ identicação simples por meio de logotipo do órgão,
Palavra-chave!
B
entidade ou empresa responsável pela mensagem veiculada.
R
U Integração: é o conjunto de procedimentos necessários à arti-
N
O
Relatório culação signicativa das unidades de informação do texto em
P
IL
função de seu signicado global.
A Gênero textual que tem por objetivo expor a investigação (Azeredo, 2008)
S
T de um fato estudado, de um acontecimento ou de uma expe-
R
riência cientíca. Características: É a partir da integração que as frases que compõem o
E
→ pode servir-se de descrições, de enumerações, de texto se distribuem e se concatenam a m de realizar uma
exposições narrativas, de relatos de fatos, de grácos, de combinação aceitável (possível, plausível) de conteúdos.
estatísticas etc.; Quando a articulação signicativa depende de algum conhe -
→ pode ou não seguir um roteiro preestabelecido;
→ apresenta, normalmente, introdução, desenvolvi-
cimento externo (por exemplo, a cultura dos interlocutores
mento e conclusão; em alguns casos, pode apresentar outras e a situação comunicativa), a integração recebe o nome de
partes, como folha de rosto, sumário, anexos; Coerência.
→ a linguagem é precisa, objetiva, de acordo com o Isso quer dizer que, em um nível intratextual (nível
padrão culto e formal da língua; admite, no entanto, a pes- interno ao texto), as partes do texto (frases, períodos, pará-
soalidade. grafos etc.) devem ser solidárias entre si (isto é, estar inte-
gradas), para assim se chegar ao signicado global do texto.
Bilhete Em um nível externo ao texto (cuja construção de sen-
tido está relacionada aos conhecimentos de mundo do pro-
Gênero textual breve, prático e objetivo que tem a função dutor e receptor do texto), a articulação signicativa depende
de transmitir informações pessoais, avisos e mensagens de da “normalidade” consensual do funcionamento das coisas
natureza simples. Características: do mundo (isto é, devem ser coerentes).
→ estrutura formal parecida com a carta: destinatário, Parece-nos claro que as noções de integração e de coe-
texto (mensagem), despedida e remetente e data; rência estão diretamente interligadas: não se atinge a coe-
→ mensagem breve e simples, tanto na forma quanto rência sem haver a integração das partes do texto.

no conteúdo;
→ a nalidade deve ser prática e objetiva, geralmente Todas as informações contidas em um texto são distri-
coisas do dia a dia; buídas e organizadas em seu interior graças ao emprego de
→ linguagem informal; certos recursos léxicos e gramaticais (conjunções, preposi-
→ usado, normalmente, entre familiares, amigos e cole- ções, pronomes, pontuação etc.). Esses recursos são utiliza-
gas. dos em benefício da expressão do sentido e de sua compre-
ensão. Vejamos um exemplo:
Tipos de Gêneros escritos e orais Contratei quatro pedreiros; eles vieram esta manhã
para orçar o serviço.
Adivinha Discurso de acusação Nessa frase, vericamos o uso da forma pronominal
Anedota ou caso Discurso de defesa eles (terceira pessoal do plural) e a exão verbal vieram. A
Artigos de opinião Editorial forma eles vieram faz referência a outro elemento, presente
Assembleia Ensaio na primeira oração (Contratei quatro pedreiros). Sabemos
Autobiograa Ensaio que a forma pronominal eles refere-se ao sintagma nominal
Biograa Fábula quatro pedreiros.
Biograa romanceada Histórico A esse processo de sequencialização que assegura (ou
Carta de Leitor Lenda torna recuperável) uma ligação linguística signicativa entre
Carta de reclamação Narrativa de aventura os elementos que ocorrem na superfície textual damos o
Carta de solicitação Narrativa de enigma Coesão textual
Conto Narrativa mítica nomeAmbos
de os processos. (coerência e coesão) são muito,
Conto de fadas Notícia mas muito importantes mesmo!
Conto maravilhoso Novela fantástica
Crônica esportiva Piada Critérios de textualização
Crônica Literária Relato de uma viagem
Crônica social Relato histórico Coesão
Curriculum vitae Reportagem
Debate regrado Resenha crítica Segundo Koch, o conceito de coesão textual diz res-
Deliberação informal Testemunho peito a todos os processos de sequencialização que assegu-
Diálogo argumentativo Textos de opinião ram (ou tornam recuperável) uma ligação linguística signi-
Diário íntimo cativa entre os elementos que ocorrem na superfície textual.

46
,
Formas de coesão referencial pronominal: → conclusão: logo, assim, portanto
Endófora (correferência resolvida no plano textual) > → adição: e, bem como, também
pode ser > anáfora (retrospectiva) ou catáfora (prospectiva). → disjunção: ou
Exófora (referência a um elemento contextual, externo → exclusão: nem
ao texto). → comparação: mais do que; menos do que

Operadores Organizacionais: A
Capítulo LXXI S
I – de espaço e tempo textual: E
O Senão do Livro U

Começo a arrepender-me deste livro. Não que ele


→ em primeiro lugar G
U
me canse; eu não tenho que fazer; e, realmente, expedir alguns → como veremos T
R
magros capítulos para esse mundo sempre é tarefa que distrai → como vimos O
P
um pouco da eternidade. Mas o livro é enfadonho, cheira a sepul- → neste ponto A
U
cro, traz certa contracção cadavérica; vício grave, e aliás, ínmo, → aqui na 1ª parte G

porque o maior defeito deste livro és tu, leitor. Tu tens pressa de → no próximo capítulo ÍN
L
envelhecer, e o livro anda devagar; tu amas a narração directa e II – metalinguísticos:
nutrida, o estilo regular e uente, e este livro e o meu estilo são → por exemplo
como os ébrios, guinam à direita e à esquerda, andam e param, → isto é
resmungam, urram, gargalham, ameaçam o céu, escorregam e → ou seja
caem. → quer dizer
(ASSIS, Machado de. Memórias Póstumas de Brás Cubas) → por outro lado
→ repetindo
Catáfora e Anáfora → em outras palavras
→ com base nisso
As palavras catáfora e anáfora referem-se a dois recur-
sos coesivos que têm por função conectar os elementos pre- :O
Textos exemplicadores de coesão e coerência
sentes em uma frase. Show (1) e (2)
Na catáfora, faz-se uso de um termo ou locução ao nal
de uma frase para especicar o sentido de outro termo ou
locução anteriormente expresso. Por exemplo, veja a frase O Show (1)
a seguir: O cartaz
A viagem resumiu-senisto: comer, beber e caminhar. O desejo
O pai
O dinheiro
No exemplo acima, a formanisto antecipa as informa-
ções especicadas após os dois-pontos; e, consequente - O ingresso
O dia
mente, as informações após os dois-pontos especicam o A preparação
sentido do termo anteriormente expresso (nesse caso,nisto). A ida
Já a anáfora é o processo pelo qual um termo gramati- O estádio
cal (principalmente pronomes) retoma a referência a um sin- A multidão
tagma anteriormente usado na mesma frase. A expectativa
→ Comeram, beberam, caminharam e a viagem cou A música
nisso. A vibração
[nisso = comer, beber e caminhar] A participação
→ Fui à Avenida Paulista no dia do protesto.Lá, fui alve- O m
jado nas costas. A volta
[lá = Avenida Paulista] O vazio

Formas de coesão sequencial O Show (2)


Sequenciação parafrástica Sexta-feira Raul viu um cartaz anunciando um show de
Antonio Candido avaliou a obra de Machado de Assis. Milton Nascimento para a próxima terça-feira, dia 04.04.1989,
Por ter sido (a obra) avaliada (por ele, Antonio Candido), a às 21h, no ginásio do Uberlândia Tênis Clube na Getúlio Vargas.
obra foi amplamente difundida e estudada. Por ser fã do cantor, cou com muita vontade de assistir à apre-
sentação. Chegando a casa, falou com seu pai para comprar o
Equivalência ingresso. Na terça-feira, dia do show, Raul preparou-se, esco-
Antônio Candido avaliou a obra de Machado de Assis. lhendo uma roupa com que casse mais à vontade durante o
A obra de Machado de Assis foi avaliada por Antônio evento. Foi para o UTC com um grupo de amigos. Lá havia uma
Candido. multidão em grande expectativa aguardando o início do espetá-
culo, que começou com meia hora de atraso. Mas valeu a pena:
Processos de coesão conectiva a música era da melhor qualidade, fazendo todos vibrarem e par-
Operadores Argumentativos: ticiparem do show. Após o nal, Raul voltou para casa com um
→ oposição: mas, porém, contudo vazio no peito pela ausência de todo aquele som, de toda aquela
→ causa: porque, pois, já que alegria contagiante.
→ m: para, com o propósito de
→ condição: se, a menos que, desde que

47
,
Coerência Podemos armar que hoje há um consenso quanto ao
fato de se admitir que todos os textos comungam (dialogam)
A coerência é, sobretudo, uma relação de sentido que se com outros textos; quer dizer, não existem textos que não
manifesta entre os enunciados, em geral de maneira global e mantenham algum aspecto intertextual, pois nenhum texto
não localizada. Observe a distinção entre coesão e coerência: se acha isolado.
coesão é caracterizada pela continuidade baseada na Quando produzimos um texto, sempre fazemos refe-
B forma; rência a alguma outra forma de texto (um discurso, um docu-
R
U
N
coerência é caracterizada pela continuidade baseada no mentário, uma reportagem, uma obra literária, uma notícia
O sentido. etc.). Em nossa produção ocorre, portanto, a relação de um
P
IL texto com outros textos previamente existentes, isto é, efeti-
A
S Textos vamente produzidos.
T
R Vejamos, em síntese, dois tipos de Intertextualidade
E
Incoerência aparente (Koch, 1991):
Subi a porta e fechei a escada intertextualidade explícita: como no caso de citações,
Tirei minhas orações e recitei meus sapatos. discursos diretos, referências documentadas com a fonte,
Desliguei a cama e deitei-me na luz resumos, resenhas. Esse tipo de intertextualidade é utili-
Tudo porque zado em textos acadêmicos e não ocorre com frequência em
Ela me deu um beijo de boa noite...
textos dissertativos/argumentativos (em sede de concurso
público);
Incoerência narrativa
intertextualidade com textos próprios, alheios ou
Exemplo 1.
genéricos: alguém pode muito bem situar-se numa relação
Havia um menino muito magro que vendia amendoins numa consigo mesmo e aludir a seus textos, bem como citar textos
esquina de uma das avenidas de São Paulo. Ele era tão fraqui- sem autoria especíca, como os provérbios.
nho, que mal podia carregar a cesta em que estavam os pacoti-
nhos de amendoim. Um dia, na esquina em que cava, um moto- O parágrafo
rista, que vinha em alta velocidade, perdeu a direção. O carro
capotou e cou de rodas para o ar. O menino não pensou duas Nesta seção, apresentaremos o parágrafo, o qual será
vezes. Correu para o carro e tirou de lá o motorista, que era um tratado como uma unidade básica de composição. Isso sig-
homem corpulento. Carregou-o até a cal çada, parou um carro e nica que podemos estruturar e analisar o texto a partir da
levou o homem para o hospital. Assim, salvou-lhe a vida. medida do parágrafo.
Exemplo 2.
Conceito de parágrafo
Lá dentro havia uma fumaça formada pela maconha e essa
fumaça não deixava que nós víssemos qualquer pessoa, pois Segundo Othon M. Garcia, em sua obra Comunicação
ela era muito intensa. em Prosa Moderna, o parágrafo é uma unidade de compo-
Meu colega foi à cozinha me deixando sozinho, quei encostado sição constituída por um ou mais de um período, em que se
na parede da sala e quei observando as pessoas que lá esta- desenvolve determinada ideia central, nuclear, à qual se
vam. Na festa havia pessoas de todos os tipos: ruivas, brancas, agregam outras, denominadas secundárias, as quais são
pretas, amarelas, altas, baixas etc. intimamente relacionadas pelo sentido e logicamente decor-
rentes delas. Vejamos essa lição em uma ilustração:
Incoerência argumentativa

Se o texto parte da premissa de que todos são iguais


perante a lei, cai na incoerência se defender posteriormente
o privilégio de algumas categorias prossionais não estarem
obrigadas a pagar imposto de renda.
O argumentador pode até defender essas regalias, as não
pode partir da premissa de que todos são iguais perante a lei.

Incoerência descritiva

Vida no Polo Norte: palmeiras, camelos, cactos, estradas


poeirentas e muito calor.

Intertextualidade O parágrafo como unidade de composição


Segundo o Dicionário de análise do discurso, Intertex- Esse conceito de parágrafo aplica-se a um texto padrão,
tualidade é uma propriedade constitutiva de qualquer textoe o
regular. Pode haver, a depender do gênero textual, da natu-
conjunto das relações explícitas ou implícitas que um texto ou
reza da produção e sua complexidade, diferentes formas de
um grupo de textos determinado mantém com outros textos.
organização do parágrafo.

48
,
Estrutura do parágrafo
Forma de produzir o Exemplo
tópico frasal
O parágrafo é materialmente indicado na página pelo
pequeno afastamento da margem esquerda da folha. Essa Declaração inicial: o autor O Estado não é uma ampliação
distinção gráca do parágrafo é signicativa, pois facilita ao arma ou nega alguma do círculo familiar e, ainda menos,
coisa logo de início. Em uma integração de certos agrupa-
escritor a tarefa de isolar e depois ajustar convenientemente
seguida (no desenvolvi- mentos, de certas vontades par- A
as ideias principais de sua composição, permitindo ao leitor mento), apresenta argu- ticularistas, de que a família é o S
E
acompanhar-lhes o desenvolvimento nos seus diferentes mentos para fundamentar a melhor exemplo. U
G
estágios. asserção. U
T
R
Uma dúvida que surge quando estudamos a composi- O
Denição: é método pre- Estilo é a expressão literária de P
ção do parágrafo é a sua extensão. Se a produção textual
ferentemente didático e faz ideias ou sentimentos. A
trata de um assunto cuja complexidade exige que o desen- uso da linguagem denota-
U
G

volvimento de determinada ideia central seja desdobrado tiva. ÍN


L
em mais de um parágrafo, isso é justicado. Do mesmo
modo, essa mesma ideia central (de grande complexidade) Divisão: também é pro- O silogismo divide-se em silo-
cesso didático. Apresenta gismo simples e silogismo com-
pode ser desenvolvida em um único parágrafo, o qual terá
o tópico frasal sob a forma posto.
uma extensão maior em relação à composição com pará- de divisão ou discriminação
grafos desdobrados (divididos). Percebemos, então, que a das ideias a serem desen-
extensão do parágrafo dependerá da natureza de sua ideia volvidas.
central (se complexa ou simples) e do tratamento do escritor
em relação à sua divisão. Em sua redação discursiva, recomendo o uso da decla-
ração inicial, a qual deve ser desenvolvida, preferencial-
O tópico frasal mente, em voz ativa, na ordem direta, na modalidade ar-
mativa e em períodos curtos.
Vejamos, agora, o que caracteriza o tópico frasal e
como o domínio de sua estrutura facilita a análise do pará- Formas de desenvolvimento do parágrafo
grafo – e, consequentemente, do texto.
O parágrafo organiza-se em introdução, desenvolvi- No desenvolvimento do parágrafo explanamos a ideia
mento e conclusão: principal, apresentada no tópico frasal. Devemos funda-
mentar de maneira clara e convincente as ideias que defen-
→ a introdução
dois períodos é composta,
curtos iniciais. na períodos,
Nesses maioria dos
hácasos, por
a expres- demos ou expomos. Apresentamos, a seguir, seis formas
de desenvolver o parágrafo. É bom que você, estudante,
são, de maneira sumária e sucinta, da ideia núcleo – é o conheça cada uma, pois isso proporcionará mais autonomia
que chamamos de tópico frasal. Na obra Raízes do Brasil, em sua leitura.
Sérgio Buarque de Holanda nos apresenta o seguinte tópico
frasal:
Forma de desenvolver o Características
parágrafo
O Estado não é uma ampliação do círculo familiar e, ainda
menos, uma integração de certos agrupamentos, de certas von- Enumeração ou descri- Ocorre quando há a especica-
ção de detalhes ção da ideia-núcleo por meio da
tades particularistas, de que a família é o melhor exemplo.
apresentação de pormenores,
detalhes.
Nele, observamos a declaração sobre o que (não) Confronto O confronto é caracterizado
caracteriza o Estado. Ao enunciar logo de saída a ideia- quando há o contraste (baseado
-núcleo, o autor garante, por meio do tópico frasal explícito, nas dessemelhanças) e o paralelo
a objetividade, a coerência e a unidade do parágrafo, de - (baseado nas semelhanças).
nindo-lhe o propósito e evitando digressões impertinentes; Há, ainda, a antítese (oposição
de ideias isoladas) e a analo-
→ no desenvolvimento há a explanação mesma da gia (semelhança entre ideias ou
ideia-núcleo. Não se pode omitir, no desenvolvimento, algo cosias, procurando explicar o
que foi apresentado no tópico frasal. Também é pertinente desconhecido
estranho pelo conhecido, o
pelo familiar).
não desenvolver novas ideias (secundárias) sem haver cor- Analogia e comparação A analogia caracteriza-se por
relação direta com a ideia-núcleo; ser uma semelhança parcial que
sugere uma semelhança oculta,
→ a conclusão, dentro do parágrafo, é mais rara, prin- mais completa.
cipalmente nos parágrafos mais curtos e naqueles em que a Na comparação, as semelhanças
ideia central não apresenta maior complexidade. são reais, sensíveis.
Citação de exemplos Pode ser didática, em que a cita-
Após apresentar a estrutura básica do parágrafo, veja- ção de exemplos assume uma
mos esquematicamente as diferentes maneiras de se produ- forma de comprovação ou eluci-
dação.
zir o tópico frasal:

49
,
Causação e motivação Pode-se apresentar sob a forma (iv) Adição, continuação: Além das locuções adverbiais
de razões e consequências ou além disso, (a)demais, indicadas na coluna à esquerda,
causa e efeito. outrossim, ainda mais, também as conjunções aditivas,
Denição É um método preferentemente ainda por cima, por outro como o nome indica, “ligam,
didático e faz uso da linguagem lado, também – e as conjun- ajuntando”.
denotativa. A denição é feita ções aditivas (e, nem, não
de acordo com o tópico frasal, só... mas também etc.)
B
R
U
havendo a natural ampliação que (v) Dúvida: O leitor ao chegar até aqui – se
N é típica do desenvolvimento. talvez, provavelmente, pos- é que chegou – talvez já tenha
O
P
sivelmente, quiçá, quem adquirido uma ideia da relevân-
IL
A Coesão entre as ideias doparágrafo e entre parágrafos sabe? é provável, não é cia das partículas de transição.
S
T
certo, se é que;
R (vi) Certeza, ênfase: Certamente, o autor destas
E
Precisamos, agora, juntar as peças, ou seja, reunir os
períodos dentro do parágrafo (intraparagrafal) e os pará- de certo, por certo, certa-
mente, indubitavelmente,
linhas cona demais na paciên-
cia do leitor ou duvida demais do
grafos dentro do texto (interparagrafal). Para interligá-las, inquestionavelmente, sem seu senso crítico.
faz-se uso das partículas de transição e palavras de referên- dúvida, inegavelmente, com
cia. Adotaremos o quadro proposto por Othon M. Garcia, em toda a certeza;
sua obra Comunicação em Prosa Moderna. (vii) Ilustração, esclareci- Essas partículas, ditas “explica-
mento: tivas”, vêm sempre entre vírgu-
Itens de transição e pala- Exemplo por exemplo, isto é, quer las, ou entre uma vírgula e dois-
vras de referência dizer, em outras palavras, -pontos.
(i) Prioridade, relevância: Em primeiro lugar, é preciso ou por outra, a saber;
em primeiro lugar, antes de deixar bem claro que esta série (viii) Propósito, intenção,
mais nada, primeiramente, de exemplos não é completa, nalidade:
acima de tudo, precipua- principalmente no que diz res- com o m de, a m de, com
mente, mormente, princi- peito às locuções adverbiais. o propósito de, proposital-
palmente, primordialmente, mente, de propósito, inten-
sobretudo; cionalmente – e as conjun-
(ii) Tempo (frequência, Finalmente, é preciso acrescen- ções nais;
duração, ordem, suces- tar que alguns desses exemplos (ix) Resumo, recapitula- Em suma, leitor: as partículas de
são, anterioridade, poste- se revelam por vezes um pouco ção, conclusão: transição são indispensáveis à
rioridade, simultaneidade, ingênuos. A princípio, nossa em suma, em síntese, coerência entre as ideias e, por-
eventualidade): intenção era omiti-los para não em conclusão,
resumo, portanto;enm, em tanto, à unidade do texto.
então, enm, logo, logo alongar este tópico: mas, por
depois, imediatamente, m, nos convencemos de que as (x) Causa e consequência:
logo após, a princípio, ilustrações são frequentemente daí, por consequência, por
pouco antes, pouco depois, mais úteis do que as regrinhas. conseguinte, como resul-
anteriormente, posterior- tado, por isso, por causa
mente, em seguida, anal, de, em virtude de, assim, de
por m, nalmente, agora, fato, com efeito – e as con-
atualmente, hoje, frequen- junções causais, conclusi-
temente, constantemente, vas e explicativas;
às vezes, eventualmente, (xi) Contraste, oposição,
por vezes, ocasionalmente, restrição, ressalva:
sempre, raramente, não pelo contrário, em contraste
raro, ao mesmo tempo, com, salvo, exceto, menos
simultaneamente, nesse – e as conjunções adversa-
ínterim, nesse meio tempo, tivas e concessivas;
enquanto isso – e as con- (xii) Referência em geral: Este caso exige ainda esclareci-
junções temporais; os pronomes demonstrati- mentos. Com referência a tempo
vos “este” (o pais próximo), passado (ano, mês, dia, hora)
(iii) Semelhança, compara- No exemplo anterior (valor ana- “aquele” (o mais distante), não se deve empregar este, mas
ção, conformidade: fórico), o pronome demonstra- “esse” (posição intermedi- “esse” ou “aquele”. “Este ano
igualmente, da mesma tivo “desses” serve igualmente ária; o que está perto da choveu muito. Dizem os jornais
forma, assim também, do como partícula de transição: pessoa com quem se fala); que as tempestades e inunda-
mesmo modo, similarmente, é uma palavra de referência à os pronomes pessoais; ções foram muito violentas em
semelhantemente, analo- ideia anteriormente expressa. repetições da mesma pala- certas regiões do Brasil.” (A tran-
gamente, por analogia, de Da mesma forma, a repetição vra, de um sinônimo, perí- sição neste último exemplo se faz
maneira idêntica, de con- de “exemplos” ajuda a interli- frase ou variante sua; os pelo emprego de sinônimos ou
formidade com, de acordo gar os dois trechos. Também o pronomes adjetivos último, equivalentes de palavras ante-
com, segundo, conforme, adjetivo “anterior” funciona como penúltimo, antepenúltimo, riormente expressas (choveu):
sob o mesmo ponto de vista palavra de referência. “Também” anterior, posterior; os nume- tempestades e inundações.)
– e as conjunções compara- expressa aqui semelhança. No rais ordinais (primeiro,
tivas; exemplo seguinte (valor catafó- segundo etc.).
rico), indica adição.

50
,
Tipos de frases Organização tópica

A denominação elegância nos dá a ideia de bom gosto, Veremos, nesta seção, as formas de se organizar o
garbo. A frase bem construída pode passar essa impressão. tópico discursivo.
Mas a sua construção deve ter estilo, algo que individualiza No texto escrito, é necessário um processo enuncia-
a obra criada. Nas palavras de Othon M. Garcia, estilo é a tivo mais calculado, na base de suposições sociocognitivas
A
forma pessoal de expressão em que os elementos afetivos e planejamento de maior alcance. Assim, deve haver uma S
E
manipulam e catalisam os elementos lógicos presentes em distribuição calculada (planejada) da informação na frase. U
G
toda atividade do espírito, nesse caso a escritura de frases. Vejamos, então, quais são os componentes informacionais U
T
R
Na importante obra Comunicação em prosa moderna, da frase: O
P
o autor supracitado enumera algumas estruturas frasais que, A
se bem utilizadas, podem ser apresentadas com garbo, ele- → tema: traz a informação sobre a qual é falado, ou U
G

gância. seja, a informação dada; ÍN


L
As principais modalidades estilísticas frasais são as → rema: traz o que se diz sobre o tema, conhecida
seguintes: como informação nova.

a) Frase de arrastão: sequência cronológica de O tema (também chamado tópico ou dado) traz a
coordenações, arrastando a ideia, pormenorizando o pensa- informação dada ou relativamente conhecida e o rema traz a
mento. São muito utilizadas na linguagem infantil e empre- informação relativamente nova ou desconhecida, tendo em
gadas por autores contemporâneos para denunciar uma vista o caráter informacional do uxo comunicativo.
humanidade que perdeu a capacidade de hierarquizar ideias, Apresentaremos, nas subseções seguintes (de 2.6.1.
imitando o homem medieval, que tinha diculdades em cons - a 2.6.5.), cinco estruturas básicas de progressão (ou seja,
truir períodos subordinados. Leia-se o exemplo: a relação entre o tema e o rema na construção textual
→ O julgamento iniciou e juiz deu a palavra ao advo - mediante o uxo da informação). O domínio desses esque -
gado e este apresentou sua tese com entusiasmo, mas os mas (estruturas) por parte do escritor é fundamental para a
jurados não aceitaram a legítima defesa e condenaram o réu. articulação ecaz das ideias no texto.
Por m, lembramos que não há predomínio absoluto de
b) Frase de ladainha: é a variante da frase de arrastão, uma forma de progressão (sequenciação) em um texto. No
sendo construída com excesso de polissíndeto da conjun- geral, as formas de progressão aparecem misturadas com o
ção e, sem, no entanto, dar à frase tom retórico de gradação predomínio (não absoluto) de uma dessas formas.
(crescente ou decrescente). Em Organização
assunto síntese, devemos ter, em
tópica mente progridem
os textos que, em relação ao
em suas
c) Frase entre cortada: também chamada de frase subunidades de maneira ordenada e não caótica.
esportiva, é muito curta. Em excesso, esta construção usada
como recurso estilístico literário para apontar a incapacidade Progressão linear simples
de o homem pensar, torna-se estilo picadinho, impróprio ao
discurso jurídico. Vejamos:
→ O réu entrou na sala. Estava abatido. Sentou-se.
Colocando as mãos na cabeça. Ela estava abaixada. Ele
parecia desanimado. Ele previa o resultado adverso. Ele
esperava a condenação.

d) Frase fragmentária: variante da frase entrecortada,


apresentava rupturas na construção frásica, com incomple-
tude sintática.
Exemplo de Progressão linear simples:
→ Condenado o réu, será encaminhado a presídio de
A fonologia estuda os fonemas de uma língua. Os fonemas
segurança máxima. são as unidades componenciais mínimas de qualquer sistema
linguístico. Todo sistema linguístico tem pelo menos entre vinte e
e) Frase labiríntica: é o excesso de subordinações,
dividindo-se a frase em ideias secundárias que, por sua vez. sessenta sons. Estes sons...
Também se partem, afastando-se da ideia nuclear. Vejamos: Progressão com um tema contínuo
→ O Direito é a aplicação da lei que é imperativa, não
convidando seus subordinados a obedecer a ela, por exigir
seu acatamento, sendo a norma jurídica à vontade do orde-
namento jurídico.

f) Frase caótica: também apelidada de uxo do cons-


ciente, da linha psicanalítica. É a estrutura frásica desorga-
nizada, sem logicidade semântico-sintática, bastante empre-
gada na literatura contemporânea.

51
,
Exemplo de Progressão com um tema contínuo: Resumo de textos
Os seres vivos habitam a Terra há milhares de anos. Seres
vivos ainda não foram encontrados em outros planetas. Eles são Segundo a NBR 6028:2003, resumo é uma “apresenta-
uma forma superior de seres na natureza, mas estão ameaçados ção concisa dos pontos relevantes de um documento”. Uma
de desaparecer com o aumento da poluição humana. apresentação sucinta, compacta, dos pontos mais importan-
tes de um texto.
B
Progressão com tema derivado (temas que são deri- ou
R
U vados por hipertema) Resumo é uma apresentação sintética e seletiva das
N
O ideias de um texto, ressaltando a progressão e a articulação
P
IL delas. Nele devem aparecer as ideias principais do autor
A
S do texto.
T
R O resumo abrevia o tempo dos pesquisadores; difunde
E
informações de talcompleto.
consulta do texto modo que pode inuenciar e estimular a
Formalmente, o redator do resumo deve atentar para
alguns procedimentos:
→ ser redigido em linguagem objetiva;
→ evitar a repetição de frases inteiras do srcinal;
Exemplo de Progressão com tema derivado : → respeitar a ordem em que as ideias ou fatos são
Os animais dividem-se em várias classes. Os animais ver- apresentados;
tebrados são em geral os maiores fora d’água. Os animais mari-
nhos são os maiores de todos. Já os insetos são os menores
animais que a natureza tem. Finalmente, o resumo:
→ não deve apresentar juízo de valorativo ou crítico
Progressão com um rema dividido (desenvolvimento (que pertence a outro tipo de texto, a resenha);
com um duplo tema ou múltiplo) → deve ser compreensível por si mesmo, isto é, dis-
pensar a consulta ao srcinal.

Como resumir:
→ Leitura completa do texto;
→ Análise do texto, sublinhando as partes mais impor-
tantes;
→ Elaborar um esquema das ideias principais do texto;
→ Produzir texto com suas próprias palavras. Não
copiar.

Exemplo:
Exemplo de Progressão com um rema dividido: Informação central x Detalhes referentes a ela.
O corpo humano divide-se em cabeça, tronco e membros.
A cabeça é uma parte muito especial por abrigar o cérebro. O
tronco abriga a maioria dos órgãos vitais. Os membros servem Como ocorre todos os anos, os amigos de Maria, funcionária de
para nosso contato com as coisas e manipulação direta dos obje- uma importante rma, zeram, na sala do gerente de vendas,
tos à nossa volta. uma grande festa durante a tarde de ontem, em comemoração
a seu aniversário.
Progressão com salto temático
Eliminar, quando não for uma informação fundamental:
→ Características de Maria;
→ Referência de lugar;
→ Referência de tempo;
→ Causa do fato;
→ Frequência.

Resultado:
→ Os amigos de Maria zeram uma grande festa para
ela.
Exemplo de Progressão com salto temático :
A polícia militar nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo Resumo de ideias
foram mostradas em sua verdadeira face nos últimos dias de
junho deste ano. Nesta época, viu-se algo profundamente depri- Ideia central → Encontra-se na Introdução.
mente. Conta-se que há muitos anos atrás, quando ainda havia Argumentos (somente os mais importantes, principais).
escravidão, qualquer coisa que desagradasse ao senhor era tra- → Em cada parágrafo deve haver um argumento. Você
tada com violência e espancamento. deverá encontrá-lo.
→ Eliminar ideias secundárias e exemplicações.

52
,
Assim, o resumo é uma condensação el das ideias Paráfrases e suas modalidades
ou dos fatos contidos no texto. Resumir um texto signica
reduzi-lo ao seu esqueleto essencial sem perder de vista Em linguística, a paráfrase é uma maneira diferente de
três elementos: dizer algo que foi dito; é uma frase sinônima de outra. Qu
ando
→ Cada uma das partes essenciais do texto; parafraseamos, reescrevemos reservando as ideias srcinais.
→ A progressão em que elas se sucedem; A paráfrase pode ser feita por:
→ A correlação que o texto estabelece entre cada uma A
S
E
dessas partes. a) Substituição lexical (relações de sinonímia): U
G
→ Embora dissesse a verdade, ninguém acreditou em U
T
Variação linguística: sistema, norma e uso seu discurso. R
O
→ Conquanto dissesse a verdade, ninguém acreditou P
(Baseado na obra de CAMACHO, R. A variação lin- em seu discurso.
A
U
guística. In: Subsídios à proposta curricular de língua Portu- G

guesa para o ensino fundamental e médio. São Paulo, 1988. b) Inversão dos termos da oração ou das orações do
ÍN
L
(Com adaptações)) período:
→ Grande parte de nossas vidas transcorre em salas
A variação de uma língua é a forma pela qual ela difere
de aula.
de outras formas da linguagem sistemática e coerente-
mente. Uma nação apresenta diversos traços de identica- → Em salas de aula, grande parte de nossas vidas trans-
ção, e um deles é a língua. Esta pode variar de acordo com corre.
alguns fatores, tais como o tempo, o espaço, o nível cultural → Irei ao México quando me formar.
e a situação em que um indivíduo se manifesta verbalmente. → Quando me formar, irei ao México.

Conceito c) Transposição da voz ativa para a voz passiva e vice-


-versa:
Variedade é um conceito maior do que estilo de prosa → Walter Sousa elogiou a obra de Machado de Assis.
ou estilo de linguagem. Alguns escritores de sociolinguística → A obra de Machado de Assis foi elogiada por Walter
usam o termo leto, aparentemente um processo de criação Sousa.
de palavras para termos especícos, são exemplos dessas
variações: d) Transposição do discurso direto para o discurso indi-
→ Dialetos (variação diatópica), isto é, variações fala- reto e vice-versa:
das por comunidades geogracamente denidas. → O aluno disse:
→ Idioma é um termo intermediário na distinção dialeto- - Estou com dúvida, professor.
linguagem e é usado para se referir ao sistema comunicativo → O aluno disse ao professor que estava com dúvida.
estudado (que poderia ser chamado tanto de um dialeto ou
uma linguagem) quando sua condição em relação a esta dis- e) Substituição da oração adverbial, substantiva ou adje-
tinção é irrelevante (sendo, portanto, um sinônimo para lin- tiva pelas classes gramaticais correspondentes ou vice-versa:
guagem num sentido mais geral). → A moça escorregouporque ventava. (oração adver-
→ Socioletos, isto é, variações faladas por comu- bial causal)
nidades socialmente denidas. → A moça escorregou por causa do vento. (locução
→ Linguagem Padrão ou norma padrão, padronizada adverbial causal)
em função da comunicação pública e da edu cação. → Desejo que vocêsilencie. (oração substantiva)
→ Idioletos, isto é, uma variação particular a certa → Desejo o seusilêncio. (substantivo)
pessoa. → Ela é uma pessoaque tem convicções. (oração adje-
→ Registros (ou diátipos), isto é, o vocabulário espe- tiva)
cializado e/ou a gramática de certas atividades ou prossões. → Ela é uma pessoaconvicta. (adjetivo)
→ Etnoletos, para um grupo étnico.
d) Substituição de orações desenvolvidas por reduzidas
Variações como dialetos, idioletos e socioletos podem
e vice-versa:
ser distinguidas não apenas por seu vocabulário, mas
→ É importante que o trabalho seja prosseguido.
também por diferenças na gramática, na fonologia e na ver-
sicação. Por exemplo, o sotaque de palavras tonais nas lín- (oração
→ Édesenvolvida) . (oração reduzida)
importanteprosseguir o trabalho
guas escandinavas tem forma diferente em muitos dialetos.
Outro exemplo é como palavras estrangeiras em diferentes
socioletos variam em seu grau de adaptação à fonologia Perífrases e construções perifrásticas (Circunlóquio)
básica da linguagem.
Certos registros prossionais, como o chamado legalês, A perífrase é denida como umafrase ou recurso verbal
mostram uma variação na gramática da linguagem padrão. que exprime aquilo que poderia ser expresso por menor
Por exemplo, jornalistas ou advogados ingleses frequente- número de palavras; circunlóquio. Temos, por exemplo, as
mente usam modos gramaticais, como o modo subjuntivo, seguintes expressões para ilustrar o que é uma perífrase.
que não são mais usados com frequência por outros falan- → “A última or de Lácio” – Língua Portuguesa.
tes. Muitos registros são simplesmente um conjunto espe- → “O país do Futebol” – Brasil.
cializado de termos. → “A dama do teatro brasileiro” – Fernanda Montenegro.

53
,
→ “Bruxo do Cosme Velho” – Machado de Assis. reete uma visão de mundo determinada, necessariamente,
vinculada à do(s) seu(s) autor(es) e às sociedade em que
A análise do discurso vive(m).
Texto, por sua vez, é o produto da atividade discur-
Análise do discurso – ou análise de discurso – é uma siva, o objeto empírico de análise do discurso; é a constru-
prática e um campo da linguística e da comunicação espe- ção sobre a qual se debruça o analista para buscar, em sua
B
R
cializado em analisar construções ideológicas presentes em superfície, as marcas que guiam a investigação cientíca. É
U
N
um texto. É muito utilizada, por exemplo, para analisar textos necessário salientar, porém, que o objeto da análise do dis-
O da mídia e as ideologias que os engendram. A análise do curso é o discurso.
P
IL discurso é proposta a partir da losoa materialista, que põe (CHARAUDEAU, P; MAINGUENEAU, D.
A Dicionário de Análise do Discurso. São Paulo: Contexto, 2004.)
S
T
em questão a prática das ciências humanas e a divisão do
R trabalho intelectual, de forma reexiva.
E
De acordo uma das leituras possíveis, discurso é a prá- Vícios de linguagem
tica social de produção de textos. Isto signica que todo dis -
curso é uma construção social, não individual, e que só pode Por Vícios de linguagem entende-se: os desvios
cometidos pelos usuários da língua, às vezes por desconhe-
ser analisado considerando seu contexto histórico-social,
cimento das normas ou por descuido. Entre os vícios de lin-
suas condições de produção; signica, ainda, que o discurso
guagem, cabe menção aos seguintes (cf. Bechara, 2009):

N om e Conceituação Exemplo
O solecismo é um erro de sintaxe. Abrange diversos Eu lhe abracei (por o ).
domínios: a concordância, a regência, a colocação e
Solecismo a má estruturação dos termos da oração. Esse erro, A gente vamos (por vai).
comumente, torna a sintaxe incompreensível ou impre-
cisa. Tu fostes (por foste).
Em oposição ao solecismo (que diz respeito à constru- gratuíto por gratuito
ção ou combinação da palavra), o barbarismo é o erro
no emprego de uma palavra. Inclui erro de: pronúncia rúbrica por rubrica
Barbarismo (ortoepia), de prosódia, de ortograa, de exões, de sig-
nicado, de palavras inexistentes na língua, de forma- cidadões por cidadãos
ção irregular de palavras.
areonáutica por aeronáutica
Caracteriza-se pelo emprego de palavras, expressões doméstico (voo) por nacional
e construções alheias ao idioma que a ele chegam por
empréstimos tomados de outra língua. Para nós, brasi- marketing
Estrangeirismo leiros, os estrangeirismos de maior frequência são os
francesismos ou galicismos, anglicismos, espanho- entretenimento
lismos e italianismos.
adágio

aquarela
Ambiguidade é a propriedade que apresentam diversas O homem bateu na velha com a bengala.
unidades linguísticas (morfemas, palavras, locuções,
frases) de signicar coisas diferentes, de admitir mais O guarda conduziu a idosa parasua residência.
de uma leitura. A ambiguidade é um fenômeno muito
frequente, mas, na maioria dos casos, os contextos lin- O cadáver foi encontrado perto do banco.
Ambiguidade ou anbologia guístico e situacional indicam qual a interpretação cor-
reta.
Estilisticamente, é indesejável em texto cientíco ou
informativo, mas é muito usado na linguagem poética
e no humorismo.
Eco É a sucessão de palavras que rimam entre si. N ão dão explicação para a demissão do João.

A estilística Assim como é variável na abrangência do conceito de


estilo, variável há de ser a própria concepção de Estilística.
Para compreender bem a estilística, recorreremos à mais Há, de fato, uma estilística em sentido amplo e uma estilística
recente obra de José Carlos de Azeredo, Gramática Houaiss em sentido restrito. Em sua acepção ampla, entende-se por
da Língua Portuguesa(PubliFolha, 2008). Estilística o estudo dos diferentes usos – isto é, estilos – da
Segundo o autor, a estilística pode ser considerada uma língua segundo a situação e a nalidade do ato comunicativo;
teoria da construção do sentido, na medida em que se baseia Assim entendida, trata-se de uma disciplina que consiste em
na premissa de que o que um texto signica é modelado pelas
um método de análise de textos e pode ser considerada uma
escolhas linguísticas – de ordem léxica, gramática, fonética,
gráca e rítmica – feitas por seu enunciador. variedade de Análise do Discurso.

54
,
Recursos estilísticos Figuras de sintaxe

Todo texto deve apresentar a forma que convém às O desvio estilístico nas guras de sintaxe ocorre na
intenções de quem o enuncia. Segundo este postulado, a lin- organização sintática da frase.
guagem de um texto não é uma mera roupagem de um con-
teúdo, mas a única possibilidade de que esse conteúdo ‘se Figuras de pensamento
apresente’ ao leitor. E para tanto contribuem todos os dados A
S
do evento sociocomunicativo: quem enuncia, a quem o enun- O desvio se dá no sentido geral da frase, no entendi- E
U
ciado interessa, o que é relevante dizer, que efeitos de sen- mento total da mensagem. Essas guras manifestam seu G
U
tido são pretendidos, que estratégias discursivas e textuais rendimento no desacordo da relação de verdade entre o T
R
podem conduzir a esses efeitos. Isso provoca uma variação que se diz literalmente e a realidade da qual se fala. Assim, O
P
da modalidade da linguagem, em consonância com as fun- é fundamental o conhecimento do referente, para a perfeita A
U
ções que a ela atribuímos no processo de comunicação. apreensão do sentido que se pretende atribuir ao enun- G

É necessário compreender que os valores afetivos e ciado. ÍN


L
estéticos da linguagem são realçados em função de certos
procedimentos de organização da matéria verbal que a Figuras fônicas
caracterizam. Esses procedimentos – denominados recur-
sos (ou traços) estilísticos - se observam em todos os O desvio ocorre na organização da camada sonora da
planos e níveis da arquitetura da língua. São recursos fôni- linguagem, explorando o potencial expressivo dos fonemas.
cos, arranjos sintáticos, modulações rítmicas, criações mór- Os sons da linguagem, assim como outros sons,
cas, combinações insólitas, paralelismos, notações grá - podem provocar sensações agradáveis ou desagradáveis.
cas etc. Todos esses, além de outros, recursos de estilo Não é por outra razão que Charles Bally arma a existência
amplicam o sentido da frase, fazem o ‘modo de dizer’ a de “uma correspondência entre os sentimentos e os efeitos
pedra de toque de todo o processo de interpretação e com- sensoriais produzidos pela linguagem”.
preensão de um texto.
Referências
Figuras de linguagem
Bibliograa
Podemos denir guras de linguagem como formas ANDRADE, M. & MEDEIROS, J. Comunicação em língua portuguesa.
simbólicas ou elaboradas de exprimir ideias, signicados, 2009.
pensamentos etc., de maneira a conferir-lhes maior expres- AZEREDO, J. Escrevendo pela nova ortograa: como usar as regras
sividade, emoção, simbolismo etc., no âmbito da afetividade do novo acordo ortográco da língua portuguesa. 2008.

ou da
em estética
mente que da
as linguagem. Portanto, énão
guras de linguagem interessante
valem porter
si BECHARA, E. Estudo da
BRASIL. Presidência da língua portuguesa:
República. Manualtextos de apoio
de redação da. Presidên-
2010.
mesmas, como elementos autônomos sem qualquer rela- cia da República. Brasília: Imprensa Nacional, 1991.
ção com a semântica do texto. [...] Como as palavras, as CARVALHO, J. Teoria da Linguagem. 1983.
guras de linguagem não signicam isoladas, independen - CEGALLA, D. Dicionário de diculdades da língua portuguesa. 2007.
tes; sua signicação emana das combinações de que elas DUARTE & LIMA. Classes e Categorias em Português. 2000.
participam nos contextos situacional e linguístico de sua ECO, U. A arte perdidada caligraa. Artigo doNew York Times. Revista
ocorrência. Como elas estão inseridas na macrossemântica da Cultura, nº 28.
do texto, sua capacidade de expressar uma signicação FERREIRA, A. Novo dicionário Aurélio da línguaportuguesa. 2009.
não depende só delas, o que torna inócuo o seu inventá- FIORIN, J. As astúcias da enunciação: as categorias de pessoa,
rio, o seu mero reconhecimento sem que se tenha a devida espaço e tempo. 1996.
competência linguística para perceber a sua funcionalidade GARCIA, O. Comunicação em prosa moderna. 2007.
no amplo complexo da textualidade. Desse modo, é preciso HOUAISS, A. Dicionário Houaiss: sinônimos e antônimos. 2008.
ver a terminologia que as identica – e que a muitas pes - KOCH, I. A coesão textual. 1993.
soas causa justicado desconforto, quando não perplexi- KOCH, I. A inter-ação pela linguagem. 1992.
dade ou rejeição – um instrumental para o reconhecimento KOCH, I. A coerência textual. 1990.
técnico do fato estilístico, e não o objetivo da análise. KOCH, I. & TRAVAGLIA, L. A coerência textual. 2009.
As guras de linguagem podem atuar a área da KOCH, I. & TRAVAGLIA, L. Texto e coerência. 1989.
semântica lexical, da construção gramatical, da associação KOCH, I. Argumentação e linguagem. 1984.
cognitiva do pensamento ou da camada fônica da lingua- KOCH, I. O texto e a construção dos sentidos. 2008.
gem. Assim, temos o que tradicionalmente se denomina de
guras de palavras, guras de construção (ou de sintaxe),
LUFT, C. Dicionário prático deregência nominal. 2010.
LUFT, C. Dicionário prático deregência verbal. 2008.
guras de pensamento e guras fônicas. Dicionários de arte MARCUSCHI, L. Produção textual, análise de gêneros e compreen-
poética e manuais de retórica dão conta da grande varie- são. 2008.
dade dessas guras, às vezes apartadas por diferenças MARTINS, D. & ZILBERKNOP, L. Português Instrumental. 2009.
sutis. MEDEIROS, J. Redação cientíca. 2009.
SAVIOLI, F. & FIORIN, J. Manual do candidato: português.Fund. Ale-
Figuras de palavras xandre de Gusmão. 2001.
SAVIOLI, F. & FIORIN, J. Para entender o texto: leitura e redação.
As guras de palavras (ou tropos) referem-se à signi- 2009.
cação das palavras, desviando-se da signicação que o Sítios
consenso identica como normal. BBC Brasil: http://www.bbc.co.uk/portuguese/

55
,
Caros Amigos:http://carosamigos.terra.com.br/ 3. Mantêm-se a correção gramatical e o sentido srcinal
Carta Capital:http://www.cartacapital.com.br/ do texto ao se substituir “há” (l.19) por existe.
Folha de São Paulo:http://www.folha.uol.com.br/
Le Monde Diplomatique Brasil:http://www.diplomatique.org.br/ 4. Seria mantida a correção gramatical do período caso
Observatório da Imprensa:http://www.observatoriodaimprensa.com.br/ o fragmento “Estação do ano mais aguardada pelos
PCI Concursos – Provas:http://www.pciconcursos.com.br/provas/
brasileiros” (l.1) fosse deslocado e inserido, entre vír-
Rádio CBN: http://cbn.globoradio.globo.com/home/HOME.htm
B
Revista Piauí: http://revistapiaui.estadao.com.br/
gulas, após “verão” (l.2) feitos os devidos ajustes de
R
U
VOLP: http://www.academia.org.br/abl/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=23 maiúsculas e minúsculas.
N
O
P
IL Sítios das bancas examinadoras adotadas nesta obra 5. Infere-se do texto que ainda falta a contribuição de
A
S CESPE: http://www.cespe.unb.br/ muitos países para as pesquisas que associem altas
T
R CONSULPLAN:http://www.consulplan.net/portal/consulplan.php temperaturas a internações por enfermidades relacio-
E
ESAF: http://www.esaf.fazenda.gov.br/
FCC: http://www.concursosfcc.com.br/ nadas aos efeitos do calor.
CESGRANRIO:http://www.cesgranrio.org.br/inicial.aspx 6. Os acentos grácos das palavras “bioestatística” e “es-
FUNRIO: http://www.funrio.org.br/ pecícos” têm a mesma justicativa gramatical.

QUESTÕES COMENTADAS DE GRAMÁTICA 7. O termo "aí" (l.20) tem como referente “Brasil” (l.19).

CESPE/ FUB/ NÍVEL INTERMEDIÁRIO (CARGO 12) 8. O emprego da vírgula após “momento” (l.10) explica-se
por isolar o adjunto adverbial, que está anteposto ao
1 Estação do ano mais aguardada pelos brasileiros, verbo, ou seja, deslocado de sua posição padrão.
o verão não é sinônimo apenas de praia, corpos à
mostra e pele bronzeada. O calor extremo provocado 1 “O preconceito linguístico é um equívoco, e tão
por massas de ar quente ― fenômeno comum nessa nocivo quanto os outros. Segundo Marcos Bagno,
5 época do ano, mas acentuado na última década pelas especialista no assunto, dizer que o brasileiro não sabe
mudanças climáticas ― traz desconfortos e riscos à português é um dos mitos que compõem o preconceito
saúde. Não se trata somente de desidratação e inso- 5 mais presente na cultura brasileira: o linguístico”.
lação. Um estudo da Faculdade de Saúde Pública de A redação acima poderia ter sido extraída do edi-
Harvard (EUA), o maior a respeito do tema feito até o torial de uma revista, mas é parte do texto “O oxente e o
10 momento, mostrou que as temperaturas altas aumen- ok”, primeiro lugar na categoria opinião da 4ª Olimpíada
tam hospitalizações por falência renal, infecções do trato 10 de Língua
pelo Portuguesa
Ministério Escrevendo
da Educação o Futuro,
em parceria realizada
com a Fun-
urinário e até mesmo sepse, entre outras enfermidades.
“Embora tenhamos feito o estudo apenas nos EUA, as dação Itaú Social e o Centro de Estudos e Pesquisas
ondas de calor são um fenômeno mundial. Portanto, em Educação, Cultura e Ação Comunitária (CENPEC).
A autora do artigo é estudante do 2º ano do ensino
15 os resultados podem ser considerados universais”, diz
médio em uma escola estadual do Ceará, e foi premiada
Francesca Domininci, professora de bioestatística da
15 ao lado de outros dezenove alunos de escolas públi-
faculdade e principal autora do estudo, publicado no cas brasileiras, durante um evento em Brasília, no
jornal Jama, da Associação Médica dos Estados Unidos. último mês de dezembro. Como nos três anos ante-
No Brasil, não há estudos especícos que associem as riores, vinte alunos foram vencedores ― cinco em
20 ondas de calor a tipos de internações. “Não é só aí. No cada gênero trabalhado pelo projeto. Além de opinião
mundo todo, há pouquíssimas investigações a respeito 20 (2º e 3º anos do ensino médio), a olimpíada destacou
dessa relação”, arma Domininci. “Precisamos que produções em crônica (9º ano do ensino fundamental),
os colegas de outras partes do planeta façam pesqui- poema (5º e 6º anos) e memória (7º e 8º anos). Tudo
sas semelhantes para compreendermos melhor essa regido por um só tema: “O lugar em que vivo”.
25 importante questão para a saúde pública”, observa.
, 1/2015. Internet: <www.revistalin-
Língua Portuguesa
Internet: <www.correioweb.com.br>(com adaptações) gua.uol.com.br>(com adaptações)

Com relação às ideias e às estruturas do texto acima, No que segramaticais


aspectos refere aos sentidos,
do texto, àjulgue
estrutura textual
os itens e aos
a seguir.
julgue os itens que se seguem.

1. Os elementos presentes no texto permitem classicá- 9. A inserção de vírgula antes do “que” (l.4) provocaria
-lo como narrativo. alteração de sentido no texto.

10. De acordo com as informações constantes do texto


2. Depreende-se das informações do texto que o calor
acima, a 4ª Olimpíada de Língua Portuguesa “Escre-
causado por massas de ar quente e intensicado por
vendo o Futuro” contou com a participação de alunos
mudanças climáticas transformou o verão em uma es- da rede pública que trabalharam com cinco gêneros
tação prejudicial à saúde das pessoas, pelo aumento textuais, tendo cado em primeiro lugar na categoria
de hospitalizações por doenças como falência renal. opinião o texto O oxente e o ok.

56
,
11. Os trechos "especialista no assunto" (l. 3), "o linguís- De acordo com o texto acima, julgue os seguintes
tico" (l.5) e “primeiro lugar na categoria opinião da 4ª itens.
Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futu-
ro” (l. 8 a 9) exercem a mesma função sintática, a de 16. De acordo com o contexto, estaria também correto o
aposto. emprego do sinal indicativo de crase em “quanto a”
(l.35).
12. O elemento coesivo “mas” (l.7) inicia uma oração co- A
S
ordenada que exprime a ideia de concessão em uma 17. O vocábulo “indumentárias” (l.23) está empregado em
E
U
sequência de fatos. sentido gurado.
G
U
T
R
13. Na linha 18, caso o travessão fosse substituído por O

dois-pontos, não haveria prejuízo para a correção gra- 18. Mantêm-se a correção gramatical e as informações P
A
matical do texto. srcinais do texto ao se substituir “Trata-se de” (l.23) U
G

por Situações como essas se tratam de. ÍN


L
14. De acordo com o primeiro parágrafo do texto, para o
especialista Marcos Bagno, o preconceito linguístico 19. Conforme o texto, a escola deve ensinar aos alunos
nasce da ideia de que existe uma única língua portu- a norma-padrão da língua portuguesa, mas é preciso,
guesa correta. também, reetir se seria adequado corrigir outras pes-
soas, como, por exemplo, um porteiro que diz
O elevador
15. O termo “o brasileiro” (l.3) exerce a função de sujeito tá cum pobrema.
da oração em que se insere.
20. Depreende-se do texto que a língua falada não é uma,
1 A língua que falamos, seja qual for (português, mas são várias porque, a depender da situação, o fa-
inglês...), não é uma, são várias. Tanto que um dos mais lante pode se expressar com maior ou menor formali-
eminentes gramáticos brasileiros, Evanildo Bechara, dade.
disse a respeito: “Todos temos de ser poliglotas
5 em nossa própria língua”. Qualquer um sabe que não
21. Segundo o texto, "temos de ser poliglotas em nossa
se deve falar em uma reunião de trabalho como se
falaria em uma mesa de bar. A língua varia com, no própria língua" (l. 4 e 5) signica que a língua assume
mínimo, quatro parâmetros básicos: no tempo (daí variantes adequadas aos contextos em que são pro-
o português medieval, renascentista, do século XIX, duzidas.
10 dos anos 1940, de hoje em dia); no espaço (português
22. O pronome “outra” (l.27) está empregado em referên-
lusitano,
lista, brasileiro
sulista, e mais: segundo
nordestino); um português carioca, pau-
a escolaridade do cia ao termo “A língua” (l.26).
falante (que resulta em duas variedades de língua: a
escolarizada e a não escolarizada) e nalmente varia
15 segundo a situação de comunicação, isto é, o local GABARITO
em que estamos, a pessoa com quem falamos e o
motivo da nossa comunicação ― e, nesse caso, há,
pelo menos, duas variedades de fala: formal e informal. 1. E. Trata-se, na verdade, de um texto expositivo.
A língua é como a roupa que vestimos: há um traje
20 para cada ocasião. Há situações em que se deve usar traje 2. C
social, outras em que o mais adequado é o casual, sem
falar nas situações em que se usa maiô ou mesmo nada, 3. E. O verbo “há” (l. 19) deve ser substituído pela forma
quando se tomabanho. Trata-se de normas indumentárias
que pressupõem um us o “normal”. Não é proibido ir à praia “existem”, a qual passa a concordar com “estudos
25 de terno, mas não é normal, pois causa estranheza. especícos” (l. 19).
A língua funciona do mesmo modo: há uma norma
para entrevistas de emprego, audiências judiciais; e outra 4. C. A expressão nominal em questão é um aposto, o
para a comunicação em compras no supermercado. qual pode, sim, ser deslocado para a posição poste-
A norma culta é o padrão de linguagem que se deve rior ao nome a que faz referência (verão).
30 usar em situações formais.
A questão é a seguinte: devemos usar a norma culta 5. C
em todas as situações? Evidentemente que não, sob
pena de parecermos pedantes. Dizer “nós fôramos” em 6. C. Ambas são proparoxítonas.
vez de “a gente tinha ido” em uma conversa de botequim
35 é como ir de terno à praia. E quanto a corrigir quem fala 7. C. De fato, o referente locativo da forma “aí” é Brasil.
errado? É claro que os pais devem ensinar seus lhos
a se expressar corretamente, e o professor deve cor-
8. E. O termo em destaque faz referência ao nome
rigir o aluno, mas será que temos o direito de advertir
o balconista que nos cobra “dois real” pelo cafezinho? “estudo” (l. 8). Não se trata, então, de adjunto adver-
bial.
. Internet:
Língua Portuguesa <www.revistalingua.uol.
com.br>(com adaptações). 9. X

57
,
10. E 20 o Ministério Público adquiriu novas funções, com desta-
que para a sua atuação na tutela dos interesses difusos
11. C. De fato, os trechos destacados são é expres- e coletivos. Isso deu evidência à instituição, tornando-a
sões de natureza substantiva que se referem a outra uma espécie de ouvidoria da sociedade brasileira.
expressão de natureza substantiva ou pronominal.
Internet: <www.mpu.mp.br> (com adaptações).
B 12. E. O elemento coesivo “mas” inicia, no texto citado,
R
U uma oração coordenada que exprime ideia adversa- Com relação às ideias e às estruturas linguísticas do
N
O tiva. texto I, julgue os itens que se seguem.
P
IL
A
S 13. C. O travessão pode ser substituído por dois-pontos 1. A palavra “cível” recebe acento gráco em decorrência
T
R e por vírgula, inexistindo prejuízo para a correção da mesma regra que determina o emprego de acento
E
gramatical. em amável e útil.
14. E 2. Caso se substituísse “iniciou-se” (ℓ.14) por foi iniciada,
a correção gramatical do período seria prejudicada.
15. C. A oração em questão é “o brasileiro não sabe por-
tuguês”, cujo sujeito é “o brasileiro”. O predicado é 3. A correção gramatical do texto seria mantida caso a
“não sabe português”. expressão “sobre a” (ℓ. 17) fosse substituída por acer-
ca da.
16. E. A forma verbal “corrigir” é refratária à presença
de artigo. Assim, impossibilita-se o emprego do sinal TÉCNICO JUDICIÁRIO ADMINISTRAT IVA TRE GO 2015
indicativo de crase (pois não há fusão de dois aa).
TEXTO II
17. C
18. E 1 A votação paralela é um mecanismo adotado pela
19. C justiça eleitoral para conrmar a credibilidade do sis-
20. C tema de voto eletrônico. Na véspera da eleição, em
21. C cada um dos vinte e sete tribunais regionais eleitorais
5 (TREs), são sorteadas uma seção da capital e de duas
22. E. Não há referência anafórica à expressão “A língua”. a quatro seções do interior em cada estado e no Distrito
No trecho em questão, a reconstrução da ideia é a Federal (DF) para a cessão de urnas a serem testadas.
seguinte: “A língua funciona do mesmo modo: há Logo a seguir, os equipamentos são retirados dos seus
uma norma para entrevistas de emprego, audiências locais de srcem e levados, ainda no sábado, para as
judiciais; e outra (NORMA) para a comunicação em 10 sedes dos TREs, onde permanecem sob vigilância. Na
compras no supermercado.” semana que antecede o dia da votação, representantes
de partidos políticos são convocados pelos TREs para
TÉCNICO DO MPU SEGURANÇA INSTITUCIONAL E TRANS
preencherem certa quantidade de cédulas de votação.
PORTE MPU 2015
Esses votos em cédulas são depositados em urnas de
15 lona lacradas. Na votação paralela, o conteúdo das cédu-
TEXTO I
las é digitado nas urnas eletrônicas sorteadas. Ao nal,
confrontam-se os resultados do boletim das urnas ele-
1 O Ministério Público é fruto do desenvolvimento do
trônicas com aqueles obtidos no computador. Os juízes
Estado brasileiro e da democracia. A sua história é mar-
eleitorais, após serem informados pelos magistrados
cada por processos que culminaram consolidando-o
como instituição e ampliando sua área de atuação. No 20 dos TREs de que urnas de sua seção foram sortea-
5 período colonial, o Brasil foi orientado pelo direito lusi- das, providenciam a substituição dos equipamentos por
tano. Não havia o Ministério Público como instituição. outros do estoque de reserva. Em cada estado e no DF, há
Mas as Ordenações Manuelinas de 1521 e as Ordena- uma comissão de votação paralela para cuidar da orga-
nização e condução dos trabalhos, composta por um juiz
ções Filipinas
tores deatribuindo-lhes
de justiça, 1603 já faziamo menção
papel deaos promo-a
scalizar 25 de direito e quatro servidores da justiça eleitoral.
10 lei e de promover a acusação criminal. Existiam ainda
Por dentro da urna. Brasília: Tribunal Superior Eleito-
o cargo de procurador dos feitos da Coroa (defensor ral, 2010, 2ed., rev. e atual., p. 15-16. Internet: <www.
da Coroa) e o de procurador da Fazenda (defensor do tse.jus.br> (com adaptações).
sco). Só no Império, em 1832, com o Código de Pro-
cesso Penal do Império, iniciou-se a sistematização Os itens a seguir apresenta uma proposta de reescrita
15 das ações do Ministério Público. Na República, o de trecho do texto II — indicado entre aspas —, que
Decreto n. 848/1890, ao criar e regulamentar a justiça deve ser julgada certa se estiver gramaticalmente cor-
federal, dispôs, em um capítulo, sobre a estrutura e as reta e mantiver o sentido do texto, ou errada, em caso
atribuições do Ministério Público no âmbito federal. Foi contrário.
na área cível, com a Constituição Federal de 1988, que

58
,
4. “Em cada estado (...) da justiça eleitoral” (l. de 22 a 25): Julgue os itens subsequentes, relativo às estruturas
Para cuidar da organização e condução dos trabalhos linguísticas e às ideias do texto.
de cada estado há uma comissão de votação paralela,
as quais são compostas por um juiz de direito e quatro 11. As expressões “eixo norteador” (l.1) e “fazer frente”
servidores da justiça eleitoral (l.6) demonstram que o texto se afasta do nível de for-
malidade da linguagem, aproximando-se do registro
5. “são sorteadas (...) e no Distrito Federal (DF)” (l. de 5 coloquial ou oral. A
S
E
a 7): é sorteada uma seção da capital e entre duas e U
12. Na linha 4, a forma verbal “impõe” exige dois comple- G
quatro seções do interior em cada estado e no Distrito U
mentos: um, introduzido pela preposição “a” – por isso, T
Federal (DF) o acento indicativo de crase em “à organização” –; e
R
O
P
outro, sem preposição – de que decorre o não uso da A
6. “Na semana (...) cédulas de votação” (l. de 10 a 13): Na crase em “a necessidade”. U
G

semana precedente ao dia do sufrágio, os TREs con- ÍN


L
vocam representantes de partidos políticos para pre- 1 Neste ano, em especial, alguns cargos que tradi-
encher determinada quantidade de cédulas de votação cionalmente já são valorizados devem car ainda mais
requisitados. São promissores cargos ligados à ciência
7. “A votação paralela (...) de voto eletrônico” (l. de 1 a 3): de dados, em especial ao big data e aos dispositivos
O mecanismo adotado pela justiça eleitoral para con- 5 móveis, como celulares e tablets. Os novos prossionais
rmar a credibilidade do sistema de voto eletrônico é da área de tecnologia ganham relevância pela capaci-
chamado de votação paralela dade de aprofundar a análise de informações e pela
criação de estratégias dentro de empresas. A tendên-
8. “Os juízes eleitorais (...) estoque de reserva” (l. de 18 cia é que, à medida que esse mercado se desenvolva
a 22): Os juízes eleitorais, após serem informados pe- 10 no Brasil, aumentem as oportunidades nos próximos
los magistrados dos TREs de que urnas de sua seção anos. Em momentos de incerteza econômica, buscar
soluções para aumentar a produtividade é uma escolha
foram sorteadas, procedem à substituição dos equipa-
certeira para sobreviver e prosperar: nesse sentido, as
mentos por outros do estoque de reserva empresas brasileiras estão fazendo o dever de casa.
9. “Logo a seguir, (...) sob vigilância” (l. de 8 a 10): Em Veja, 07/01/2015, p. 55 (com adaptações).
seguida, retiram-se os equipamentos dos seus locais
de srcem e levam-se, ainda no sábado, para as sedes Com referência aos sentidos e às estruturas do texto
dos TREs, onde as quais permanecem sob vigilância
acima, julgue os itens a seguir.
10. “Na votação paralela, (...) nas urnas eletrônicas sorte- 13. Depreende-se do texto que o Brasil vive um momen-
adas” (l. 15 e 16): Na votação paralela, o conteúdo das to de grande incerteza econômica, principalmente por
cédulas são digitados nas urnas eletrônicas sorteadas não haver avançado o suciente no campo da tecno -
logia.
VÁRIOS CARGOS FUB 2015
14. No texto, o uso das formas verbais no modo subjunti-
1 O eixo norteador da gestão estratégica de recur- vo em “desenvolva” e “aumentem”, nas linhas 9 e 10,
reforça a ideia de hipótese conferida ao substantivo
sos humanos é a ênfase nas pessoas como variável
“tendência” (l.8).
determinante do sucesso organizacional, visto que
a busca pela competitividade impõe à organização a 15. Preservam-se as relações sintáticas e a correção gra-
5 necessidade de contar com prossionais altamente matical entre as orações ao substituir o sinal de dois-
qualicados, aptos a fazer frente às ameaças e opor - -pontos (l.13) por ponto e vírgula ou vírgula.
tunidades do mercado. Essa construção competitiva
sugere que a gestão estratégica de recursos humanos 16. Na linha 12, para a construção de sentidos do texto, a
contribui para gerar vantagem competitiva sustentável forma verbal “é” está exionada no singular para con -
10 por promover o desenvolvimento de competências e cordar com o núcleo do sujeito, “produtividade”.
habilidades, produz e difunde conhecimento, desen-
volve as relações sociais na organização. A gestão TÉCNICO DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO FUB 2015
deve ter como objetivo maior a melhoria das performan-
ces prossional e organizacional, principalmente por 1 “O preconceito linguístico é um equívoco, e tão
15 meio do desenvolvimento das pessoas em um sentido nocivo quanto os outros. Segundo Marcos Bagno,
mais amplo. Dessa forma, o conhecimento e o desem- especialista no assunto, dizer que o brasileiro não sabe
penho representam, ao mesmo tempo, um valor eco- português é um dos mitos que compõem o preconceito
nômico à organização e um valor social ao indivíduo. 5 mais presente na cultura brasileira: o linguístico”.
A redação acima poderia ter sido extraída do edito-
Valdec Romero. Aprendizagem organizacional, gestão rial de uma revista, mas é parte do texto O oxente e
do conhecimento e universidade corporativa: instrumen-
tos de um mesmo construto. Internet: <www.administra-
o ok, primeiro lugar na categoria opinião da 4ª Olim-
dores.com.br> (com adaptações). píada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro,

59
,
10 realizada pelo Ministério da Educação em parceria mente quando nos debruçamos sobre o cenário político
com a Fundação Itaú Social e o Centro de Estudos e dos anos anteriores à eleição dos membros que com-
Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária poriam a Assembleia Constituinte que resultou na Carta
(CENPEC). A autora do artigo é estudante do 2º ano do 10 de 1988. Em expedita sinopse, é possível perceber
ensino médio em uma escola estadual do Ceará, e foi que, após longo período de repressão à manifestação
15 premiada ao lado de outros dezenove alunos de esco- do pensamento, o povo brasileiro ansiava por exercer
B
las públicas brasileiras, durante um evento em Brasí- o direito de eleger os seus representantes com o obje-
R
U
lia, no último mês de dezembro. Como nos três anos tivo de participar direta ou indiretamente da formação
N
O
anteriores, vinte alunos foram vencedores – cinco em 15 da vontade política da nação. Dentro desse contexto,
P cada gênero trabalhado pelo projeto. Além de opinião impende destacar que os movimentos populares que
IL
A 20 (2º e 3º anos do ensino médio), a olimpíada destacou ocorreram a partir do ano de 1984, que deram margem
S
T produções em crônica (9º ano do ensino fundamental), ao início do processo de elaboração da nova Carta,
R
poema (5º e 6º anos) e memória (7º e 8º anos). Tudo deixaram transparecer de maneira cristalina aos então
E
regido por um só tema: “O lugar em que vivo”. 20 governantes que o coração da nação brasileira estava
Língua Portuguesa, 01/2015. Internet: <www.revistalin- palpitante, quase que exageradamente acelerado,
gua.uol.com.br> (com adaptações). tendo em vista a possibilidade de se recuperar o exercí-
cio do poder, cujo titular, por longo lapso, deixou de ser
No que se refere aos sentidos, à estrutura textual e aos escolhido pelo povo brasileiro. Em meio a esse cenário,
aspectos gramaticais do texto, julgue os itens a seguir. 25 foi elaborado o texto constitucional, que, desde então,
recebeu a denominação de Constituição Cidadã. O art.
17. De acordo com o primeiro parágrafo do texto, para o 14 desse texto confere ênfase à titularidade do poder
especialista Marcos Bagno, o preconceito linguístico para ressaltar que “A soberania popular é exercida pelo
nasce da ideia de que existe uma única língua portu- sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor
guesa correta. 30 igual a todos”, deixando transparecer que a intenção da
Lei Maior é fazer que o povo exerça efetivamente o seu
18. De acordo com as informações constantes do texto direito de participar da formação da vontade política.
acima, a 4ª Olimpíada de Língua Portuguesa Escre-
vendo o Futuro contou com a participação de alunos Fernando Marques Sá. Desaprovação das contas de
campanha do candidato – avanço da legislação para
da rede pública que trabalharam com cinco gêneros
as eleições de 2014. In: Estudos Eleitorais. Brasília:
textuais, tendo cado em primeiro lugar na categoria Tribunal Superior Eleitoral. Vol. 9, n. 2, 2014, p. 52-3.
opinião o texto O oxente e o ok . Internet: <www.tse.jus.br> (com adaptações).

19. Os trechos ‘especialista no assunto’ (ℓ. 3), ‘o linguístico’ 24. No trecho “Em meio a esse cenário” (ℓ.24), a inserção
(ℓ.5 e 6) e “primeiro lugar na categoria opiniãoda 4ª Olim- de sinal indicativo de crase no “a” acarretaria prejuízo
píada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro” (ℓ. 8 à correção gramatical do texto.
e 9) exercem a mesma função sintática, a de aposto.
25. O trecho “a possibilidade de se recuperar” (ℓ.22) equi -
20. Na linha 18, caso o travessão fosse substituído por vale, em sentido, ao trecho seguinte: a possibilidade
dois-pontos, não haveria prejuízo para a correção gra- de que se recuperasse.
matical do texto.
26. A substituição da expressão “mormente” (ℓ.6 e 7) por
21. O elemento coesivo “mas” (ℓ.7) inicia uma oração co - sobretudo manteria a correção e o sentido do texto.
ordenada que exprime a ideia de concessão em uma
27. A forma verbal “deixando transparecer” (ℓ.30) retoma o
sequência de fatos.
sujeito “O art. 14 desse texto” (ℓ.26 e 27).
22. O termo “o brasileiro” (ℓ.3) exerce a função de sujeito 28. O termo “cenário” (ℓ.24) alude ao “longo período de re -
da oração em que se insere. pressão à manifestação do pensamento” (ℓ.11 e 12).
23. A inserção de vírgula antes do “que” (ℓ.3) provocaria 29. As formas verbais “ocorreram” (ℓ.17), “deram” (ℓ.17) e
alteração de sentido no texto. “deixaram transparecer” (ℓ.19) estão ligadas ao mesmo

ANALISTA JUDICIÁRIO TRE GO 2015 termo, que,


pronome nos“os
“que”: doismovimentos
primeiros casos, é retomado
populares” (ℓ. 16). pelo

Com referência às estruturas linguísticas do texto II, Conforme as ideias do texto II,
julgue os próximos itens.
30. a Constituição Federal de 1988 é denominada de
1 Segundo a Constituição Federal, todo poder Constituição Cidadã por conferir ênfase à titularidade
emana do povo e por ele será exercido, quer de do exercício do poder pelo povo, como se pode obser-
maneira direta, quer por intermédio de representan- var no texto do artigo 14 da Carta Magna.
tes eleitos. Essa armação, dentro do espírito do texto
31. foi necessária a promulgação da Carta Magna de 1988
5 constitucional, deve ser interpretada como verdadeiro
para que o exercício do poder pelo povo virasse rea-
dogma estabelecido pelo constituinte srcinário, mor- lidade.

60
,
VÁRIOS CARGOS FUB 2015 Com base no Manual de Redação da Presidência da
República, julgue os itens seguintes, relativos à cor-
1 Se observarmos as nações desenvolvidas, veri- respondência ocial hipotética apresentada.
caremos que elas se destacam em termos de pro -
dutividade total dos fatores, ou seja, são países que 36. A substituição do fecho “Atenciosamente” por Res-
tornaram as economias mais ecientes e produtivas peitosamente, apesar de denotar impessoalidade,
A
5 e contam não só com a ecácia das máquinas e dos característica dos textos ociais, seria inadequada no S
E
equipamentos de seu parque industrial, mas também expediente ocial em questão. U
G
com o acesso a insumos mais sosticados e adequa- U
T
dos, com mão de obra bem educada e formada, infra- 37. Na situação considerada, quando for enviado, o e-mail R
O
P
estrutura adequada e custos justos de transação. com a frequência dos estagiários terá seu valor docu- A
Cledorvino Belini. O Brasil depois das eleições. In: Cor- mental garantido por duas razões: por envolver dois U
G

reio Braziliense, 02/01/2015 (com adaptações). setores de um mesmo órgão público e por conter infor- ÍN
L
mações de caráter meramente administrativo.
Julgue os próximos itens, relacionados às ideias e às
estruturas linguísticas do texto acima. 38. No tipo de texto ocial ilustrado, a assinatura e a in -
32. Depreende-se das ideias do texto que, para uma na- dicação do cargo da autoridade que o expede cons-
ção ser considerada desenvolvida, sua economia deve tituem informações obrigatórias para a identicação
basear-se na otimização de seu parque industrial, mão do signatário, ao passo que o nome dessa autoridade
de obra gentil e bem formada, infraestrutura apropria- constitui informação opcional.
da e justiça do mercado.
33. No desenvolvimento textual, subentende-se que a for- 39. As regras da norma padrão do português seriam res-
ma verbal “são” (l.3) remete a “elas” (l.2), ou seja, “as peitadas se, no parágrafo 4 do texto, a expressão
nações desenvolvidas” (l.1). “para evitar” fosse substituída por para que se evite.

34. Mantêm-se a coesão textual e a correção gramatical caso 40. A situação comunicativa mediada pelo texto em ques-
se substitua o trecho “contam (...) acesso” (l. 5 a 7) por: tão envolve três interlocutores: o chefe do SePes (co-
contam com a ecácia das máquinas e dos equipamen - municador), o chefe do SEst (destinatário direto) e os
tos de seu parque industrial, bem como como acesso. estagiários
35. Para a retomada de ideias na organização das ora- 41. A nalidade comunicativa do expediente em apreço é
ções do texto, admite-se, após “fatores” (l.3), a substi- anunciar novas diretrizes a serem seguidas pelo SEst na
tuição da vírgula por ponto e vírgula. comunicação da frequência dos estagiários ao SePes.
TÉCNICO JUDICIÁRIO ADMINISTRA TIVA TRE GO 2015
42. Se, na situação em apreço, o SePes não tivesse deter-
minado o e-mail como via para a remessa da planilha
de frequência de estagiários pelo SEst, este poderia
fazer uso do memorando.

VÁRIOS CARGOS FUB 2015

1 O fator mais importante para prever a perfor-


mance de um grupo é a igualdade da participação na
conversa. Grupos em que poucas pessoas dominam
o diálogo têm desempenho pior do que aqueles em
5 que há mais troca. O segundo fator mais importante
é a inteligência social dos seus membros, medida
pela capacidade que eles têm de ler os sinais emiti-
dos pelos outros membros do grupo. As mulheres têm
mais inteligência social que os homens, por isso grupos
10 mais diversicados têm desempenho melhor.

Gustavo Ioschpe. Veja, 31/12/2014, p. 33


(com adaptações).

Julgue os itens seguintes, referentes às ideias e às es-


truturas linguísticas do texto acima.

43. Preservam-se o sentido e a correção gramatical do


texto ao acrescentar de ideias após “troca” (l.5) e do
que grupos mais homogêneos após “melhor” (l.10).

61
,
44. Em todas as ocorrências de “têm” no texto (l. 4, 7, 8 e 47. “O voto não é, (...) é o cidadão” (ℓ. de 16 a 19): O voto
10) é exigido o uso do acento circunexo para marcar não é um direito político, como pretendem muitos, o
o plural. voto é mais do que isso, é uma fração da soberania
nacional, o voto é o cidadão.
45. Com o uso do pronome masculino “eles” (l.7), excluem-
-se da argumentação as mulheres, razão pela qual são 48. “Empregando, pois, (...) a face coletiva” (ℓ. de 35 a 38):
B
citadas no período nal do texto. Pois, empregando o termo jurídico em sua primitiva
R
U acepção, o voto exprime a pessoa política, como ou-
N
O
46. Na linha 3, a supressão do termo “em” manteria a cor- trora a propriedade foi a pessoa civil, — isto é, uma
P reção gramatical e o sentido srcinal do período. face da individualidade, a face coletiva.
IL
A
S ANALISTA JUDICIÁRIO TRE GO 2015
T
R
49. “Essa constatação (...) densidade das ofensas” (ℓ. 4 a
E
6): Essa constatação acarreta na pluralidade dos bens
TEXTO III jurídicos afetados e na densidade das ofensas.
1 Muitos ilícitos penais praticados no universo do 50. “Quando a liberdade (...) diversa da primitiva” (ℓ. de 21
sistema eleitoral revelam gravidade ofensiva muito a 24): Quando a liberdade civil despontou surgiu para
maior do que a grande maioria dos crimes previstos no a criatura racional, sob a tirania primitiva, uma nova
Código Penal e em leis especiais. Essa constatação existência, muito diversa da primitiva.
5 resulta da pluralidade dos bens jurídicos afetados e da
densidade das ofensas. A coação para a obtenção do 51. “O voto (...) a mesma função” (ℓ. 27 a 29): Atualmen -
voto, a falsicação de documento de interesse eleitoral, te, o voto desempenha a mesma função em relação à
a ofensa à honra durante a campanha e outras modalida- vida política.
des típicas dos crimes submetidos à jurisdição eleitoral
10 (próprios ou impróprios) revelam consequências dano- 52. “A coação (...) repercussão social” (ℓ. de 6 a 11): A co-
sas de maior repercussão social mesmo quando, previs- ação para a obtenção do voto e para a falsicação de
tas somente no Código Penal e em leis especiais, aten- documento de interesse eleitoral, a ofensa à honra du-
tem contra bens e interesses coletivos (incolumidade,
rante a campanha e outras modalidades típicas dos
administração pública etc.). Vejamos, no parágrafo
crimes submetidos à jurisdição eleitoral (próprias ou
15 a seguir, o que nos diz José de Alencar em texto
impróprias) revelam consequências danosas de maior
memorável a respeito do sufrágio: O voto não é, como
pretendem muitos, um direito político; é mais do que repercussão social.

isso, Na
dão. é uma fração
infância da soberania
da sociedade, nacional;
a vida políticaéabsorvia
o cida- TÉCNICO DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO FUB 2015
20 o homem de modo que ele gurava exclusivamente
como membro da associação. Quando a liberdade civil 1 Estação do ano mais aguardada pelos brasilei-
despontou, sob a tirania primitiva, surgiu para a criatura ros, o verão não é sinônimo apenas de praia, corpos à
racional uma nova existência, muito diversa da primi- mostra e pele bronzeada. O calor extremo provocado por
tiva; tão diversa que o cidadão livre se tornava, como massas de ar quente – fenômeno comum nessa época
25 indivíduo, propriedade de outrem. Para designar essa 5 do ano, mas acentuado na última década pelas mudan-
fase nova da vida, inteiramente distinta do cidadão, ças climáticas ― traz desconfortos e riscos à saúde.
usaram da palavra, pessoa – persona. O voto desem-
penha atualmente em relação à vida política a mesma Não se trata somente de desidratação e insolação. Um
função. A sociedade moderna, ao contrário da antiga, estudo da Faculdade de Saúde Pública de Harvard
30 dedica-se especialmente à liberdade civil; nações onde (EUA), o maior a respeito do tema feito até o momento,
não penetrou ainda a democracia já gozam da inviolabi- 10 mostrou que as temperaturas altas aumentam hospita-
lidade dos direitos privados. Absorvido pela existência lizações por falência renal, infecções do trato urinário e
doméstica, e pelo interesse individual, o homem não até mesmo sepse, entre outras enfermidades. “Embora
se pode entregar à vida pública senão periodicamente tenhamos feito o estudo apenas nos EUA, as ondas de
35 e por breve espaço. Empregando, pois, o termo jurí- calor são um fenômeno mundial. Portanto, os resultados
dico em sua primitiva acepção, o voto exprime a pessoa 15 podem ser considerados universais”, diz Francesca
política, como outrora a propriedade foi a pessoa civil,
Domininci, professora de bioestatística da faculdade e
isto é, uma face da individualidade, a face coletiva. principal autora do estudo, publicado no jornal Jama,
Reforma eleitoral: delitos eleitorais, prestação de contas da Associação Médica dos Estados Unidos. No Brasil,
(partidos e candidatos), propostas do TSE. — Brasília: não há estudos especícos que associem as ondas de
SDI, 2005, p. 34-5. Internet: <www.tse.jus.br> (com 20 calor a tipos de internações. “Não é só aí. No mundo
adaptações). todo, há pouquíssimas investigações a respeito dessa
relação”, arma Domininci. “Precisamos que os cole-
Os itens a seguir apresentam uma proposta de rees- gas de outras partes do planeta façam pesquisas
crita de trecho do texto III — indicado entre aspas —, semelhantes para compreendermos melhor essa
que deve ser julgada certa se estiver gramaticalmente 25 importante questão para a saúde pública”, observa.
correta e mantiver o sentido do texto, ou errada, em
caso contrário. Internet: <www.correioweb.com.br> (com adaptações).

62
,
Com relação às ideias e às estruturas do texto acima, 61. No que diz respeito à estrutura do ato administrativo,
julgue os itens que se seguem. é correto armar que, no caso do texto apresentado,
não há ementa.
53. Os acentos grácos das palavras “bioestatística” e “es -
pecícos” têm a mesma justicativa gramatical. 62. O trecho JS/mg/ UnB Doc 0023/2011 identica, res-
54. Infere-se do texto que ainda falta a contribuição de pectivamente, as iniciais do nome da pessoa que ela- A

muitos países para as pesquisas que associem altas borou o documento e as de quem o digitou, além do S
E
U
temperaturas a internações por enfermidades relacio- número do UnBDoc. G
U
nadas aos efeitos do calor. T
R
63. Se o referido ato fosse constituído de apenas um pará- O
P
55. Elementos presentes no texto permitem classicá-lo grafo, este deveria ser denominado “parágrafo único”. A
U
como narrativo. G

64. Todos os documentos ociais da Universidade de Bra - ÍN


L
56. O emprego da vírgula após “momento” (l.9) explica-se sília (UnB) devem ser publicados no link Transparência
por isolar o adjunto adverbial, que está anteposto ao
verbo, ou seja, deslocado de sua posição padrão. UnB, no portal da instituição.

57. Mantêm-se a correção gramatical e o sentido srcinal 65. Os documentos ato e ofício compartilham da mesma
do texto ao se substituir “há” (l.19) por existe. estrutura textual, apesar de serem usados para dife-
rentes nalidades.
58. Depreende-se das informações do texto que o calor
causado por massas de ar quente e intensicado por 1 Um estudo da Universidade da Califórnia, em
mudanças climáticas transformou o verão em uma es- Davis – EUA, mostra que a curiosidade é importante
tação prejudicial à saúde das pessoas, pelo aumento no aprendizado. Imagens dos cérebros de universitá-
de hospitalizações por doenças como falência renal.
rios revelaram que ela estimula a atividade cerebral
59. O termo ‘aí’ (l.20) tem como referente “Brasil” (l.18). 5 do hormônio dopamina, que parece fortalecer a
memória das pessoas. A dopamina está ligada à
60. Seria mantida a correção gramatical do período caso sensação de recompensa, o que sugere que a curio-
o fragmento “Estação do ano mais aguardada pelos sidade estimula os mesmos circuitos neurais ativa-
brasileiros” (l.1) fosse deslocado e inserido, entre vír- dos por uma guloseima ou uma droga. Na média, os
gulas, após e“verão” (l.2) feitos os devidos ajustes de 10 alunos testados
maiúsculas minúsculas. perguntas acercaderam 35 respostas
de temas corretas curio-
que os deixavam a 50
sos e 27 de 50 questões sobre assuntos que não os
VÁRIOS CARGOS FUB 2015
atraíam. Estimular a curiosidade ajuda a aprender.

Planeta, dez/2014, p. 14 (com adaptações).

A respeito das ideias e das estruturas linguísticas do


texto acima, julgue os itens subsecutivos.

66. Em um uso mais formal da língua, as regras de co-


locação pronominal do padrão culto permitem que o
pronome átono em “que não os atraíam” (l. 12 e 13)
seja também utilizado depois do verbo, sob a forma de
nos, ligada ao verbo por um hífen.

67. A retirada do termo “o” em “o que sugere” (l.7) preserva


a relação entre as ideias, bem como a correção grama-
tical do texto, com a vantagem de ressaltar o paralelis-
mo com o período sintático anterior.

68. No desenvolvimento argumentativo do texto, admite-


-se a substituição de “no aprendizado” (l. 3) por para
o aprendizado.

69. Os dados apresentados acerca das respostas dos


Tendo como referência a comunicação hipotética aci-
ma, julgue os itens a seguir, à luz das Normas para “alunos testados” (l.10) constituem argumentos a favor
Padronização de Documentos da Universidade de da tese do texto, expressa por “a curiosidade é impor-
Brasília. tante no aprendizado” (l. 2 e 3).

63
,
TÉCNICO DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO FUB 2015 73. Conforme o texto, a escola deve ensinar aos alunos
a norma-padrão da língua portuguesa, mas é preciso,
1 A língua que falamos, seja qual for (português, também, reetir se seria adequado corrigir outras pes -
inglês...), não é uma, são várias. Tanto que um dos mais soas, como, por exemplo, um porteiro que diz O eleva-
eminentes gramáticos brasileiros, Evanildo Bechara, dor tá cum pobrema.
disse a respeito: “Todos temos de ser poliglotas
B
74. Mantêm-se a correção gramatical e as informações
R 5 em nossa própria língua”. Qualquer um sabe que não srcinais do texto ao se substituir “Trata-se de” (ℓ.23)
U
N se deve falar em uma reunião de trabalho como se por Situações como essas se tratam de.
O
P falaria em uma mesa de bar. A língua varia com, no
IL
A mínimo, quatro parâmetros básicos: no tempo (daí o 75. O pronome “outra” (ℓ.28) está empregado em referên -
S
T português medieval, renascentista, do século XIX, dos cia ao termo “A língua” (ℓ.26).
R
E
10 anos 1940, de hoje em dia); no espaço (português lusi-
tano, brasileiro e mais: um português carioca, paulista, 76. Depreende-se do texto que a língua falada não é uma,
sulista, nordestino); segundo a escolaridade do falante mas são várias porque, a depender da situação, o falan-
(que resulta em duas variedades de língua: a escolari- te pode se expressar com maior ou menor formalidade.
zada e a não escolarizada) e nalmente varia segundo
ANALISTA JUDICIÁRIO TRE GO 2015
15 a situação de comunicação, isto é, o local em que esta-
mos, a pessoa com quem falamos e o motivo da nossa Xxx. 1032/SeTec
comunicação ― e, nesse caso, há, pelo menos, duas Goiânia, 15 de janeiro de 2015.
variedades de fala: formal e informal. A língua é como Ao Senhor Chefe do Setor de Documentação
a roupa que vestimos: há um traje para cada ocasião. Assunto: Ocinas de apresentação do novo sistema
20 Há situações em que se deve usar traje social, outras operacional
em que o mais adequado é o casual, sem falar nas situ- 1. Como é sabido, recentemente adquirimos um novo
ações em que se usa maiô ou mesmo nada, quando sistema operacional. Como se trata de um sistema muito
se toma banho. Trata-se de normas indumentárias diferente do anterior, informo a Vossa Senhoria que o Setor
que pressupõem um uso “normal”. Não é proibido ir de Tecnologia (SeTec) oferecerá, entre os dias 26 e 30 de
25 à praia de terno, mas não é normal, pois causa estra- janeiro deste ano, uma série de ocinas práticas para apre-
nheza. A língua funciona do mesmo modo: há uma sentação desse novo sistema aos funcionários.
2. Por essa razão, solicito que, no período acima indi-
norma para entrevistas de emprego, audiências judi-
cado, Vossa Senhoria libere todos os funcionários do seu
ciais; e outra para
supermercado. a comunicação
A norma emdecompras
culta é o padrão no
linguagem setor duas horas antes do m do expediente para que eles
possam frequentar as ocinas.
30 que se deve usar em situações formais. A questão 3. Devo mencionar, por m, que a participação dos fun-
é a seguinte: devemos usar a norma culta em todas cionários nas ocinas é obrigatória, pois o novo sistema já
as situações? Evidentemente que não, sob pena de entrará em funcionamento no dia 20 de julho do corrente
parecermos pedantes. Dizer “nós fôramos” em vez de ano. Nessa data, todos já deverão conhecê-lo e saber como
“a gente tinha ido” em uma conversa de botequim é operá-lo.
35 como ir de terno à praia. E quanto a corrigir quem fala
errado? É claro que os pais devem ensinar seus lhos Atenciosamente,
a se expressar corretamente, e o professor deve cor-
(espaço para assinatura)
rigir o aluno, mas será que temos o direito de advertir
o balconista que nos cobra “dois real” pelo cafezinho? (nome do signatário)
Língua Portuguesa. Internet: <www.revistalingua.uol. Chefe do Setor de Tecnologia
com.br> (com adaptações)
Com base no disposto no Manual de Redação da Pre-
De acordo com o texto acima, julgue os seguintes itens. sidência da República, julgue os itens que se seguem,
a respeito da correspondência ocial hipotética Xxx.
70. De acordo com o contexto, estaria também correto o 1032/SeTec,
emprego do sinal indicativo de crase em “quanto a” remetente e oanteriormente apresentada,
destinatário são funcionáriosnadequal
igualo
(ℓ.35). nível hierárquico de um mesmo órgão da administra-
ção pública.
71. O vocábulo “indumentárias” (ℓ.23) está empregado em 77. O segundo período do primeiro parágrafo do texto po-
sentido gurado. deria ser corretamente reescrito da seguinte forma:
Como esse sistema difere muito do anterior, informo
72. Segundo o texto, ‘temos de ser poliglotas em nossa Vossa Senhoria de que o Setor de Tecnologia (SeTec)
própria língua’ (ℓ. 4 e 5) signica que a língua assume oferecerá, entre os dias 26 e 30 de janeiro deste ano,
variantes adequadas aos contextos em que são pro- uma série de ocinas práticas para apresentação des -
duzidas. se novo sistema aos funcionários.

64
,
78. Dada a presença, no texto, do pronome de tratamento 30 anos, a percepção de renda anual de um milhão e
“Vossa Senhoria”, estaria adequada a substituição, no seiscentos mil réis. Uma modicação digna de nota é
segundo parágrafo da correspondência em apreço, da que, a partir daquela década, os trabalhos eleitorais
forma verbal “libere” por libereis e do trecho “todos os não seriam mais precedidos de cerimônias religiosas,
funcionários do seu setor” por todos os funcionários como era habitual antes da edição da Lei Saraiva.
do vosso setor. 35 Reetindo a relação entre o Estado e a Igreja, já havia
A
ocorrido que algumas eleições fossem realizadas em S
E
79. A numeração dos três parágrafos que compõem o tex- templos religiosos; a partir da lei, apenas na falta de U
G
to é opcional. outros edifícios os pleitos poderiam ser realizados em U
T
R
igrejas, muito embora fosse possível axar nelas – O
80. De acordo com as informações apresentadas, é cor- 40 como locais públicos que eram – editais informando P
A
reto armar que essa comunicação é um memorando. eliminações, inclusões e alterações nos alistamentos. U
G

Por esse
diente, motivo,constar
deveria em lugar de “Xxx.”, no
a abreviação Meminício
. do expe- Títulos eleitorais: 1881-2008. Brasília: Tribunal
ÍN
L

Superior Eleitoral, Secretaria de Gestão da Informa-


81. Sem prejuízo da correção gramatical e do sentido ori- ção, 2009, p. 11-2. Internet: <www.tse.jus.br> (com
ginal do texto, o primeiro período do terceiro parágrafo adaptações).
poderia ser reescrito da seguinte forma: Finalmente,
consigno que é obrigatório que haja participação nas Julgue os itens que se seguem com base nas ideias
ocinas de todos os funcionários, uma vez que o já do texto I.
novo sistema começará a funcionar no dia 20 de julho
deste ano. 83. Na época a que o texto se refere, todo candidato a
cargo público deveria comprovar o atendimento a re-
82. São propósitos comunicativos do texto ocial em quisitos de idade e rendimento anual.
questão informar sobre as ocinas de apresentação
do novo sistema operacional e solicitar a liberação dos Com relação às estruturas linguísticas do texto I, jul-
funcionários do setor de documentação para sua parti- gue os itens seguintes.
cipação nessas ocinas.
84. Caso a vírgula que sucede o vocábulo “eleitoral” (l.12)
TÉCNICO JUDICIÁRIO ADMINISTRA TIVA TRE GO 2015
fosse suprimida, o sentido do texto seria preservado,
mas não a sua correção gramatical.
TEXTO I
Em 1880, o deputado Rui Barbosa, da Bahia, redi-
85. As eleições diretas no Brasil tiveram início em 1880.
1
giu, a pedido do presidente do Conselho de Ministros,
José Antônio Saraiva, o projeto de lei de reforma elei- 86. A partir da entrada em vigor da Lei Saraiva, a Igreja
toral. Em abril de 1880, o Ministério do Império enviaria deixou de interferir nas questões de Estado.
5 o documento à Câmara dos Deputados. Aprovado pos-
teriormente pelo Senado, em janeiro do ano seguinte 87. A possibilidade de eleição direta para o cargo de re-
seria transformado no Decreto n. 3.029 e caria popu - gente não foi considerada pela Lei Saraiva.
larmente conhecido como Lei Saraiva. Por intermédio
dela, seriam instituídas eleições diretas no país para 88. Na linha 27, as vírgulas empregadas após os vocá-
10 todos os cargos, à exceção do de regente, amparado bulos “provincial” e “geral” evitam a repetição da ex-
pelo Ato Adicional. Naquela época, o voto não era univer- pressão “tinham apenas de comprovar”, já expressa
sal: para participar do processo eleitoral, requeriam-se na linha 24.
200 mil réis de renda líquida anual comprovada. Havia,
no entanto, a previsão de dispensa de comprovação 89. O tempo empregado nas formas verbais “enviaria”
15 de rendimentos, que se aplicava a inúmeras autori- (l.4), “seria transformado” (l.7), “caria” (l.7) e “seriam
dades, como, entre outros, ministros, conselheiros instituídas” (l.8) dá a entender que as ações corres-
de estado, bispos, presidentes de província, deputa- pondentes a essas formas verbais não se concretiza-
dos, promotores
não podiam públicos.
alistar-se. ParaPraças militares oe cidadão,
candidatar-se, policiais ram, de fato, no ano de 1880.
20 além de não ter sido pronunciado em processo crimi- Com referência às estruturas linguísticas do texto III,
nal, deveria auferir renda proporcional à importância do julgue os itens a seguir.
cargo pretendido. Deveria, ainda, solicitar por escrito
o seu alistamento na paróquia em que fosse domici- TEXTO III
liado. Candidatos a vereador e a juiz de paz tinham
25 apenas de comprovar residência no município e no 1 O Decreto n. 21.076, de 24 de fevereiro de 1932,
distrito por mais de dois anos; candidatos a deputado primeiro Código Eleitoral pátrio, instituiu a justiça elei-
provincial, dois anos na província; candidatos a depu- toral no Brasil, com funções contenciosas e adminis-
tado geral, renda anual de 800 mil réis; e candidatos a
trativas. Eram seus órgãos: um Tribunal Superior (de
senador deviam comprovar, além da idade de quarenta

65
,
5 justiça eleitoral — o decreto não menciona justiça elei- TÉCNICO DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO FUB 2015
toral), na capital da República; um tribunal regional, na
capital de cada estado, no DF e na sede do governo do Tendo como referência as Normas para padronização
território do Acre, além de juízes eleitorais nas comarcas de documentos da Universidade de Brasília, julgue os
e nos distritos. O Tribunal Superior – de justiça eleitoral itens que se seguem.
10 – com jurisdição em todo o território nacional, compu-
nha-se de oito membros efetivos e oito substitutos, e 98. A forma padrão de endereçamento para correspon-
B
R era presidido pelo vice-presidente do Supremo Tribunal dências dirigidas a advogados e médicos é a seguinte:
U
N Federal (STF). A ele se somavam dois membros efeti- A Sua Excelência o Doutor.
O
P vos e dois substitutos, sorteados dentre os ministros do
IL
15 STF, além de dois efetivos e dois substitutos, sorteados 99. A linguagem adotada na comunicação hipotética a se-
A
S
dentre os desembargadores da Corte de Apelação do guir está adequada para compor um ofício:
T
R
DF. Por m, integravam a Corte três membros efetivos
E
e quatro substitutos, escolhidos pelo chefe do governo Assunto: resposta ao convite.
provisório dentre quinze cidadãos, indicados pelo STF,
20 desde que atendessem aos requisitos de notável saber Senhor Secretário-Executivo,
jurídico e idoneidade moral. Dentre seus membros, Agradecendo muitíssimo o convite para a cerimônia de
elegia o Tribunal Superior, em escrutínio secreto, por posse do novo Ministro, que se realizará no dia 12 de janeiro
meio de cédulas com o nome do juiz e a designação do de 2015, no Auditório da FUNARTE, comunico sinceramente
cargo, um vice-presidente e um procurador para exercer que, lamentavelmente, em virtude de compromissos ante-
25 as funções do Ministério Público, tendo este último a riormente agendados para esta data, não será possível que
denominação de procurador-geral da justiça eleitoral. eu consiga mesmo ir a esse importantíssimo evento. Farei
Em relação a esse cargo, nota-se uma peculiaridade, de tudo. Na oportunidade, agradeço a atenção ao tempo em
à época da criação do Tribunal Superior: o procurador- que desejo sucesso na realização da festança.
-geral da justiça eleitoral não era o procurador-geral da
República, mas sim um membro do próprio tribunal. Respeitosamente,
(Signatário)
As formas de composição do TSE: de 1932 aos dias
atuais. Brasília: Tribunal Superior Eleitoral, Secretaria Reitor
de Gestão da Informação, 2008, p. 11. Internet: <www.
tse.jus.br> (com adaptações). 100. Ao nal de um ofício emitido pela reitoria, abaixo da
assinatura do reitor, o cargo deve constar como Mag-
De acordo com as informações apresentadas no texto III, níco Reitor.
90. Na linha 22, o sujeito da forma verbal “elegia” é o termo 101. A estrutura adotada no documento a seguir está ade-
“o Tribunal Superior”. quada para compor uma ata:
91. O emprego de acento indicativo de crase na expressão ATA DA QUADRICENTÉSIMA NONAGÉSIMA QUINTA
“A ele” (l.13) — À ele — prejudicaria a correção grama- (495.a) REUNIÃO ORDINÁRIA DO CONSELHO DIRETOR
tical do texto. DA FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA, realizada
aos trinta dias do mês de novembro do ano de dois mil e qua-
92. Na linha 25, a expressão “este último” remete ao último torze, às quatorze horas e vinte e cinco minutos, no Salão
órgão mencionado no período: o “Ministério Público”. de Reuniões da Reitoria, com a presença dos Conselheiros:
(nome do Presidente ou do dirigente da reunião, seguido dos
93. Se a preposição a presente na contração “aos” (l.20) nomes dos demais Conselheiros presentes, em ordem alfa-
fosse suprimida, a função sintática da expressão “re- bética, separados por vírgula; indica-se a condição dos mem-
quisitos de notável saber jurídico e idoneidade moral” bros, se titular ou suplente). Foi justicada a ausência dos
(l.21) seria alterada, mas a correção gramatical do tex- Conselheiros (nomes, separados por vírgula; indica-se a con-
to seria mantida. dição de cada um — se titular ou suplente). Também estiveram
presentes os convidados (nome e respectivos cargos). Aberta
94. A correção gramatical do texto seria preservada caso a sessão, o Presidente procedeu aos seguintes informes:
se pospusesse, na linha 13, o pronome “se” à forma
verbal “somavam”, da seguinte forma: somavam-se. 102. Em carta remetida pelo reitor da universidade, está
correto o seguinte endereçamento colocado abaixo do
95. Caso a vírgula que sucede o nome “cidadãos” (l.19) número e da data do documento:
fosse suprimida, a correção gramatical do texto seria
mantida. A Sua Excelência o Senhor
(nome)
96. Antes de 1932, as funções da justiça eleitoral no Brasil
não eram contenciosas nem administrativas. Secretário-Executivo
Ministério da Cultura
97. Diferentemente dos anos que se seguiram, em 1932 o
procurador-geral da justiça eleitoral era um membro do Esplanada dos Ministérios, bloco (nome), sala (número)
próprio Tribunal Superior — de justiça eleitoral. (CEP) Brasília, DF

66
,
ANALISTA JUDICIÁRIO TRE GO 2015 106. Caso as vírgulas que isolam o trecho “representados
(...) do Sul —” (ℓ. de 6 a 9) fossem suprimidas, a corre-
Julgue os itens que se seguem, acerca das estruturas ção gramatical do texto seria mantida, mas o seu sen-
linguísticas do texto I. tido srcinal seria alterado.

TEXTO I De acordo com as ideias veiculadas no texto I,


A
S
1 Os primeiros anos que se seguiram à Proclama- 107. a instabilidade observada nos anos que se seguiram E
U
ção da República foram de grandes incertezas quanto à Proclamação da República deveu-se ao súbito ga- G
U
aos trilhos que a nova forma de governo deveria seguir. nho de poder dos civis, o que, de acordo com o texto, T
R

Em uma rápida olhada, identicam-se dois grupos que gerou acirradas disputas com os militares, tradicionais O
P

5 defendiam diferentes formas de se exercer o poder detentores do poder. A


U
G

da República:
sentados pelasos civisdas
elites e os militares.
principais Os civis,—repre-
províncias São 108. o m do voto censitário e a manutenção do voto direto ÍN
L
foram importantes porque denotaram a preocupação
Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do do governo com o povo e constituíram o início do pro-
Sul —, queriam uma república federativa que desse cesso democrático no Brasil.
10 muita autonomia às unidades regionais. Os militares,
por outro lado, defendiam um Poder Executivo forte 109. os instrumentos legais acerca da legislação eleitoral
e se opunham à autonomia buscada pelos civis. Isso que surgiram logo após a promulgação da Constitui-
sem mencionar as acirradas disputas internas de cada ção de 1891 tinham os objetivos de ampliar a parcela
grupo. Esse era um quadro que demonstrava a grande votante da população e diminuir as fraudes ocorridas
15 instabilidade sentida pelos cidadãos que viveram durante o processo eleitoral, mas fracassaram nesses
naqueles anos. Mas havia cidadãos? Formalmente, a aspectos.
Constituição de 1891 denia como cidadãos os bra-
sileiros natos e, em regra, os naturalizados. Podiam 110. nos primeiros anos após a Proclamação da República,
votar os cidadãos com mais de vinte e um anos de os civis e os militares discordavam quanto à autono-
20 idade que tivessem se alistado conforme determina- mia que deveria ser dada pelo governo às unidades
ção legal. Mas o que, exatamente, signicava isso? regionais.
Em 1894, na primeira eleição para presidente da Repú-
blica, votaram 2,2% da população. Tudo indica que, GABARITO
apesar de a República ter abolido o critério censitário
25 e adotado
nuou sendoo voto
muitodireto,
baixa aem
participação popular conti-
virtude, principalmente, 1. C 30. C 59. C 88. C
da proibição do voto dos analfabetos e das mulheres. 2. E 31. E 60. C 89. E
No que se refere à legislação eleitoral, alguns 3. E 32. E 61. C 90. C
instrumentos legais vieram a público, mas nenhum 4. E 33. C 62. C 91. C
30 deles alterou profundamente o processo eleitoral 5. C 34. C 63. C 92. E
da época. As principais alterações promovidas na 6. C 35. C 64. E 93. C
legislação contemplaram o m do voto censitário e 7. E 36. C 65. E 94. C
a manutenção do voto direto. Essas modicações, 8. C 37. E 66. E 95. C
embora importantes, tiveram pouca repercussão
9. E 38. E 67. E 96. E
35 prática, já que o voto ainda era restrito — analfabe-
10. E 39. E 68. C 97. E
tos e mulheres não votavam — e o processo eleito-
11. E 40. E 69. C 98. E
ral continuava permeado por toda sorte de fraudes.
12. C 41. C 70. E 99. E
Ane Ferrari Ramos Cajado, Thiago Dornelles e Amanda 13. E 42. C 71. C 100. E
Camylla Pereira. Eleições no Brasil: uma história de 14. C 43. C 72. C 101. C
500 anos. Brasília: Tribunal Superior Eleitoral, 2014, p. 15. C 44. C 73. C 102. C
27-8. Internet: <www.tse.jus.br> (com adaptações). 16. E 45. E 74. E 103. C
17. E 46. E 75. E 104. C
103. O trecho “que se seguiram à Proclamação” (ℓ.1) pode- 18. 47. 76. 105.
ria ser reescrito, sem alteração da ideia srcinal nem 19. E
C 48. E 77. C 106. E
C
prejuízo gramatical, da seguinte forma: que seguiram 20. C 49. E 78. E 107. E
a Proclamação. 21. E 50. E 79. E 108. E
22. C 51. C 80. C 109. E
104. O trecho “votaram 2,2% da população” (ℓ. 23) poderia, 23. C 52. E 81. E 110. C
sem prejuízo gramatical ou de sentido para o texto, ser 24. C 53. C 82. C
reescrito da seguinte forma: 2,2% da população votou. 25. C 54. C 83. E
26. C 55. E 84. C
105. A inserção de vírgula logo após “Mas” (ℓ.16) não pre- 27. C 56. E 85. E
judicaria a correção gramatical do texto, pois, nesse 28. E 57. E 86. E
caso, a utilização da vírgula é de caráter facultativo. 29. E 58. C 87. C

67
,
REDAÇÃO OFICIAL quialmente e pejorativamente se chama burocratês. Este é
antes uma distorção do que deve ser a redação ocial, e se
O QUE É REDAÇÃO OFICIAL? caracteriza pelo abuso de expressões e clichês do jargão
burocrático e de formas arcaicas de construção de frases.
Em uma frase, pode-se dizer que redação ocial é a A redação ocial não é, portanto, necessariamente
maneira pela qual o Poder Público redige atos normativos e árida e infensa à evolução da língua. É que sua nalidade
B comunicações . Interessa-nos tratá-la do ponto de vista do básica – comunicar com impessoalidade e máxima clareza
V
R
IU
V
N
Poder Executivo. – impõe certos parâmetros ao uso que se faz da língua, de
IA
O
N
A redação ocial deve caracterizar-se pela impessoali- maneira diversa daquele da literatura, do texto jornalístico,
P
E
IL
F
dade, uso do padrão culto de linguagem, clareza, concisão, da correspondência particular, etc.
A
S formalidade e uniformidade. Fundamentalmente esses atri-
R
IT Apresentadas essas características fundamentais da
A
R butos decorrem da Constituição, que dispõe, no artigo 37:
E
redação ocial, passemos à análise pormenorizada de cada
“qualquer
A administração públicadadireta,
dos Poderes União,indireta ou fundacional,
dos Estados, de
do Distrito uma delas.
Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de lega-
lidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eciên- CARACTERÍSTICAS FUNDAMENTAIS
cia [...]”. Sendo a publicidade e a impessoalidade princípios
fundamentais de toda administração pública, claro está que Impessoalidade
devem igualmente nortear a elaboração dos atos e comuni-
cações ociais. A nalidade da língua é comunicar, quer pela fala, quer
Não se concebe que um ato normativo de qualquer pela escrita. Para que haja comunicação, são necessários:
natureza seja redigido de forma obscura, que diculte ou a) alguém que comunique, b) algo a ser comunicado, e c)
impossibilite sua compreensão. A transparência do sentido alguém que receba essa comunicação. No caso da redação
dos atos normativos, bem como sua inteligibilidade, são ocial, quem comunica é sempre o Serviço Público (este ou
requisitos do próprio Estado de Direito: é inaceitável que um aquele Ministério, Secretaria, Departamento, Divisão, Serviço,
texto legal não seja entendido pelos cidadãos. A publicidade Seção); o que se comunica é sempre algum assunto rela-
implica, pois, necessariamente, clareza e concisão. tivo às atribuições do órgão que comunica; o destinatário
Além de atender à disposição constitucional, a forma dessa comunicação ou é o público, o conjunto dos cida-
dos atos normativos obedece a certa tradição. Há normas dãos, ou outro órgão público, do Executivo ou dos outros
para sua elaboração que remontam ao período de nossa Poderes da União.
história imperial, como, por exemplo, a obrigatoriedade –
estabelecida por Decreto Imperial de 10 de dezembro de devePercebe-se,
ser dado aos assim, que que
assuntos o tratamento impessoal
constam das que
comunica-
1822 – de que se ponha, ao nal desses atos, o número de
ções ociais decorre:
anos transcorridos desde a Independência. Essa prática foi
mantida no período republicano. a) da ausência de impressões individuais de quem
Esses mesmos princípios (impessoalidade, clareza, comunica: embora se trate, por exemplo, de um expediente
uniformidade, concisão e uso de linguagem formal) apli- assinado por Chefe de determinada Seção, é sempre em
cam-se às comunicações ociais: elas devem sempre per- nome do Serviço Público que é feita a comunicação. Obtém-
mitir uma única interpretação e ser estritamente impessoais -se, assim, uma desejável padronização, que permite que
e uniformes, o que exige o uso de certo nível de linguagem. comunicações elaboradas em diferentes setores da Admi-
Nesse quadro, ca claro também que as comunicações nistração guardem entre si certa uniformidade;
ociais são necessariamente uniformes, pois há sempre um b) da impessoalidade de quem recebe a comunica-
único comunicador (o Serviço Público) e o receptor dessas ção, com duas possibilidades: ela pode ser dirigida a um
comunicações ou é o próprio Serviço Público (no caso de cidadão, sempre concebido como público, ou a outro órgão
expedientes dirigidos por um órgão a outro), ou o conjunto público. Nos dois casos, temos um destinatário concebido
dos cidadãos ou instituições tratados de forma homogênea de forma homogênea e impessoal;
(o público). c) do caráter impessoal do próprio assunto tratado: se
Outros procedimentos rotineiros na redação de comu- o universo temático das comunicações ociais se restringe
nicações ociais foram incorporados ao longo do tempo, a questões que dizem respeito ao interesse público, é natu-
como
de as formas
redação, de tratamento
a estrutura e de cortesia,etc.
dos expedientes, certos clichês
Mencione- ral que não cabe qualquer tom particular ou pessoal.
Desta forma, não há lugar na redação ocial para
-se, por exemplo, a xação dos fechos para comunicações impressões pessoais, como as que, por exemplo, cons-
ociais, regulados pela Portaria n. 1 do Ministro de Estado
tam de uma carta a um amigo, ou de um artigo assinado
da Justiça, de 8 de julho de 1937, que, após mais de meio
de jornal, ou mesmo de um texto literário. A redação ocial
século de vigência, foi revogado pelo decreto que aprovou
a primeira edição do Manual. deve ser isenta da interferência da individualidade que a
Acrescente-se, por m, que a identicação que se elabora.
buscou fazer das características especícas da forma o- A concisão, a clareza, a objetividade e a formalidade
cial de redigir não deve ensejar o entendimento de que se de que nos valemos para elaborar os expedientes ociais
proponha a criação – ou se aceite a existência – de uma contribuem, ainda, para que seja alcançada a necessária
forma especíca de linguagem administrativa, o que colo - impessoalidade.

68
,
A Linguagem dos Atos e Comunicações Ociais mas isso não implica, necessariamente, que se consagre a
utilização de uma forma de linguagem burocrática. O jargão
A necessidade de empregar determinado nível de lin- burocrático, como todo jargão, deve ser evitado, pois terá
guagem nos atos e expedientes ociais decorre, de um lado, sempre sua compreensão limitada.
do próprio caráter público desses atos e comunicações; de A linguagem técnica deve ser empregada apenas em
outro, de sua nalidade. Os atos ociais, aqui entendidos situações que a exijam, sendo de evitar o seu uso indiscrimi-
A
como atos de caráter normativo, ou estabelecem regras nado. Certos rebuscamentos acadêmicos, e mesmo o voca- S
E
para a conduta dos cidadãos, ou regulam o funcionamento bulário próprio a determinada área, são de difícil entendi- U
G
dos órgãos públicos, o que só é alcançado se, em sua ela- mento por quem não esteja com eles familiarizado. Deve-se U
T
boração, for empregada a linguagem adequada. O mesmo ter o cuidado, portanto, de explicitá-los em comunicações R
O
se dá com os expedientes ociais, cuja nalidade precípua é encaminhadas a outros órgãos da administração e em expe- P
A
a de informar com clareza e objetividade. dientes dirigidos aos cidadãos. U
G

As devem
federais comunicações que partem
ser compreendidas pordos
todoórgãos públicos
e qualquer cida- Formalidade e Padronização
ÍN
L

dão brasileiro. Para atingir esse objetivo, há que evitar o uso


de uma linguagem restrita a determinados grupos. Não há As comunicações ociais devem ser sempre formais,
dúvida de que um texto marcado por expressões de circula- isto é, obedecem a certas regras de forma: além das já men-
ção restrita, como a gíria, os regionalismos vocabulares ou o cionadas exigências de impessoalidade e uso do padrão
jargão técnico, tem sua compreensão dicultada. culto de linguagem, é imperativo, ainda, certa formalidade
Ressalte-se que há necessariamente uma distância de tratamento. Não se trata somente da eterna dúvida
entre a língua falada e a escrita. Aquela é extremamente quanto ao correto emprego deste ou daquele pronome de
dinâmica, reete de forma imediata qualquer alteração de tratamento para uma autoridade de certo nível; mais do que
costumes, e pode eventualmente contar com outros ele- isso, a formalidade diz respeito à polidez, à civilidade no pró-
mentos que auxiliem a sua compreensão, como os gestos, prio enfoque dado ao assunto do qual cuida a comunicação.
a entoação, etc., para mencionar apenas alguns dos fatores A formalidade de tratamento vincula-se, também, à
responsáveis por essa distância. Já a língua escrita incor- necessária uniformidade das comunicações. Ora, se a admi-
pora mais lentamente as transformações, tem maior voca- nistração federal é una, é natural que as comunicações que
ção para a permanência, e vale-se apenas de si mesma expede sigam um mesmo padrão. O estabelecimento desse
para comunicar. padrão, uma das metas deste Manual, exige que se atente
A língua escrita, como a falada, compreende diferentes para todas as características da redação ocial e que se
níveis, de acordo com o uso que dela se faça. Por exemplo, cuide, ainda, da apresentação dos textos.
em uma carta a um amigo, podemos nos valer de determi- A clareza, o uso de papéis uniformes para o texto de-
nado padrão de linguagem que incorpore expressões extre- nitivo e a correta diagramação do texto são indispensáveis
mamente pessoais ou coloquiais; em um parecer jurídico, para a padronização.
não se há de estranhar a presença do vocabulário técnico
correspondente. Nos dois casos, há um padrão de lingua- Concisão e Clareza
gem que atende ao uso que se faz da língua, a nalidade
com que a empregamos. A concisão é antes uma qualidade do que uma caracte-
O mesmo ocorre com os textos ociais: por seu cará - rística do texto ocial. Conciso é o texto que consegue trans-
ter impessoal, por sua nalidade de informar com o máximo mitir um máximo de informações com um mínimo de pala-
de clareza e concisão, eles requerem o uso do padrão culto vras. Para que se redija com essa qualidade, é fundamental
da língua. Há consenso de que o padrão culto é aquele em que se tenha, além de conhecimento do assunto sobre o
que: a) se observam as regras da gramática formal; e b) se qual se escreve, o necessário tempo para revisar o texto
emprega um vocabulário comum ao conjunto dos usuários depois de pronto. É nessa releitura que muitas vezes se per-
do idioma. É importante ressaltar que a obrigatoriedade do cebem eventuais redundâncias ou repetições desnecessá-
uso do padrão culto na redação ocial decorre do fato de rias de ideias.
que ele está acima das diferenças lexicais, morfológicas ou O esforço de sermos concisos atende, basicamente,
sintáticas regionais, dos modismos vocabulares, das idios- ao princípio de economia linguística, à mencionada fórmula
sincrasias linguísticas, permitindo, por essa razão, que se de empregar o mínimo de palavras para informar o máximo.
atinja a pretendida compreensão por todos os cidadãos.
Lembre-se que o padrão culto nada tem contra a sim- Nãopensamento
de se deve de, forma
isto é, alguma
não se entendê-la comopassagens
devem eliminar economia
plicidade de expressão, desde que não seja confundida com substanciais do texto no afã de reduzi-lo em tamanho. Trata-
pobreza de expressão. De nenhuma forma o uso do padrão -se exclusivamente de cortar palavras inúteis, redundâncias,
culto implica emprego de linguagem rebuscada, nem dos passagens que nada acrescentem ao que já foi dito.
contorcionismos sintáticos e guras de linguagem próprios Procure perceber certa hierarquia de ideias que existe
da língua literária. em todo texto de alguma complexidade: ideias fundamen-
Pode-se concluir, então, que não existe propriamente tais e ideias secundárias. Estas últimas podem esclare-
um “padrão ocial de linguagem”; o que há é o uso do padrão cer o sentido daquelas, detalhá-las, exemplicá-las; mas
culto nos atos e comunicações ociais. É claro que haverá existem também ideias secundárias que não acrescentam
preferência pelo uso de determinadas expressões, ou será informação alguma ao texto, nem têm maior relação com
obedecida certa tradição no emprego das formas sintáticas, as fundamentais, podendo, por isso, ser dispensadas.

69
,
Clareza e Determinação das Normas só palavra, então devem ser escritos por extenso: quinze,
trezentos, mil, etc. Quando, porém, for constituído de mais
O princípio da segurança jurídica, elemento funda- de uma palavra, deve ser grafados em algarismos 25, e não
mental do Estado de Direito, exige que as normas sejam vinte e cinco; 141 e não cento e quarenta e cinco. Aplica-
pautadas pela precisão e clareza, permitindo que o desti- -se a mesma regra para numerais que indiquem porcenta-
natário das disposições possa identicar a nova situação
jurídica e as consequências que dela decorrem. Devem gem. A diferença é que, sendo por extenso, a expressão "por
B
V
R ser evitadas, assim, as formulações obscuras, imprecisas, cento" será grafada por extenso: quinze por cento, cem por
IU
V
N confusas ou contraditórias. cento. Se, porém, a escrita do número for com algarismo,
IA
O
N A clareza deve ser a qualidade básica de todo texto deve então vir com o símbolo "%": 142%, 57%. O Manual
P
E
IL
F
ocial, conforme já sublinhado na introdução deste capí - de Redação da Presidência da República ainda dispensa a
A
S
R
tulo. Pode-se denir como claro aquele texto que possibilita graa por extenso após a indicação em algarismos: 25% e
IT
A
R imediata compreensão pelo leitor. No entanto a clareza não não 25% (vinte e cinco por cento) .
E é algo que se atinja por si só: ela depende estritamente das
demais características da redação ocial. Para ela concor - Os valores monetários devem ser expressos em alga-
rem: rismos, seguidos da indicação, por extenso, entre parênte-
a) a impessoalidade , que evita a duplicidade de inter- ses: R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais).
pretações que poderia decorrer de um tratamento persona-
lista dado ao texto; SIGLAS, ACRÔNIMOS E ABREVIATURAS: DEFINIÇÃO E USO
b) o uso do padrão culto de linguagem , em princípio,
de entendimento geral e por denição avesso a vocábulos No nosso dia a dia, percebemos o uso de palavras na
de circulação restrita, como a gíria e o jargão;
c) a formalidade e a padronização , que possibilitam a forma reduzida em textos, placas, documentos ociais etc.
imprescindível uniformidade dos textos; Esse fenômeno é um recurso percebido nas diversas lín-
d) a concisão , que faz desaparecer do texto os exces- guas existentes como uma forma de economia linguística,
sos linguísticos que nada lhe acrescentam. que visa a facilitar a memorização de conceitos com nomes
É pela correta observação dessas características que normalmente longos e cujo uso demasiado nos textos torna-
se redige com clareza. Contribuirá, ainda, a indispensável -se cansativo, entre outros motivos. Vejam alguns exemplos:
releitura de todo texto redigido. A o corrência, em textos o - IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacio-
ciais, de trechos obscuros e de erros gramaticais provém
principalmente da falta da releitura que torna possível sua nal), UNESCO (United Nations Educational, Scientic and
correção. Cultural Organization), FARC (Fuerzas Armadas Revolucio-
Na revisão de um expediente, deve-se avaliar, ainda, narias de Colombia), Sr. (Senhor), Radar (Radio Detecting
se ele será de fácil compreensão por seu destinatário. O and Ranging).

que O
ros. nosdomínio
pareceque
óbvio pode sersobre
adquirimos desconhecido por tercei-
certos assuntos em Como
redução de vemos,
palavras.existe mais(2006,
Cardero de ump.1)mecanismo para
registra que, com a
decorrência de nossa experiência prossional muitas vezes o avanço dos meios eletrônicos de comunicação, as formas
faz com que os tomemos como de conhecimento geral, o
que nem sempre é verdade. Explicite, desenvolva, escla- reduzidas são utilizadas em larga escala. Araújo e Gomez
reça, precise os termos técnicos, o signicado das siglas (2007, p.3) assinalam a existência de formas reduzidas com
e abreviações e os conceitos especícos que não possam frequência em vários artigosna área de cardiologia, como AVE
ser dispensados. (Acidente Vascular Encefálico), HÁ (Hipertensão Arterial).
A revisão atenta exige, necessariamente, tempo. A O processo de formação de termos por meio de redução
pressa com que são elaboradas certas comunicações de algumas das suas partes é denominado redução. Nesse
quase sempre compromete sua clareza. Não se deve pro- processo, há a construção de abreviações, abreviaturas,
ceder à redação de um texto que não seja seguida por sua
revisão. acrônimos e siglas.
“Não há assuntos urgentes, há assuntos atrasados”, Segundo Antônio Houaiss (1967, p.122), abreviações
diz a máxima. Evite-se, pois, o atraso, com sua indesejável são reduções braquigrácas, de valor circunstancial, variável
repercussão no redigir. de obra para obra, de autor para autor, em função da frequ-
ência de certos vocábulos empregado, reduzidos por econo-
NÚMEROS mia. A abreviação é o processo pelo qual a forma de uma
palavra se reduz, tornando-se uma unidade mais facilmente
As datas precisam ser escritas por extenso, da seguinte memorizável e utilizável. Por exemplo: otorrino por otorrinola-
forma: 2 de maio de 1991. Como se vê, o dia deve vir escrito ringologista, ou adj. por adjetivo.
em algarismo arábico, sem ser precedido por zero: 2 e não As abreviaturas seguem os mesmo princípios que as
02. Quando se tratar de primeiro dia do mês, deve-se uti- abreviações com a diferença de serem formas fossilizadas,
lizar o algarismo 1 seguido do símbolo de número ordinal, com base em Houaiss (1967, p.152). Elas podem estar repre-
por exemplo, 1º de junho de 1991. A indicação do ano, ao sentadas por letras maiúsculas e minúsculas. Por exemplo:
contrário do número das leis, não deve conter ponto entre Sr . para senhor.
a casa do milhar e da centena: 1991 e não 1.991; Contra- Os acrônimos são palavras formadas pela combinação
riamente, ao designar o número do texto legal (leis, decre- de segmentos de palavras que compõem um nome ou título.
tos, portarias, etc.) deve haver separação por ponto: Lei n. Alguns estudiosos de língua armam que é uma unidade for-
4.860, de 26 de novembro de 1965 . mada de letras ou grupos de letras, que se pronunciam como
Os numerais devem ser escritos observando-se estes uma palavra, isto é, tem estrutura silábica própria da língua
dois casos: se o número a ser escrito é composto por uma na qual se forma. Sendo assim, acrônimos não somente as

70
,
estruturas formadas por segmentos, mas também as estru- O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o
turas formadas pelas letras iniciais dos termos compostos, Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei
desde que sejam pronunciadas com um padrão silábico da Complementar:
língua. Por exemplo: Bradesco para Banco Brasileiro de
Descontos S.A.. CAPÍTULO I
As siglas são unidades formadas pela combinação das DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
A
letras iniciais de várias palavras que constituem uma expres- S
E
são, conforme Cabré (1993), quer dizer, as siglas caracte- Art. 1º A elaboração, a redação, a alteração e a con- U
G
rizam-se pelo fato de serem unidades construídas a partir solidação das leis obedecerão ao disposto nesta Lei Com- U
T
R
da junção das iniciais de palavras que, por si, constitui uma plementar. O
P
denominação. Parágrafo único. As disposições desta Lei Complemen- A
Em geral, as siglas correspondem aos nomes intitu- tar aplicam-se, ainda, às medidas provisórias e demais atos U
G

lativos, ociais, nacionais ou internacionais, normalmente normativos referidos no art. 59 da Constituição Federal, bem ÍN
L
longos, cujo uso repetitivo em textos e nos discursos torna- como, no que couber, aos decretos e aos demais atos de
-se enfadonho, cansativo e pouco econômico, com base em regulamentação expedidos por órgãos do Poder Executivo.
Houaiss (1967, p.168), fato bastante frequente no mundo Art. 2º (Vetado)
moderno, pode funcionar como “palavra”, independente- § 1º (Vetado)
mente do idioma. § 2º Na numeração das leis serão observados, ainda,
Ao analisar siglas e acrônimos, segundo o que foi os seguintes critérios:
exposto, vericamos traços muito similares, mas não equi- I – as emendas à Constituição Federal terão sua nume-
valentes, entre esse tipo de unidade. Como traço distin- ração iniciada a partir da promulgação da Constituição;
tivo, podemos destacar o aspecto fonológico, pois o fato II – as leis complementares, as leis ordinárias e as leis
de algumas siglas possuírem padrão silábico da língua em delegadas terão numeração sequencial em continuidade às
que são usadas, classicam-nas também como acrônimos. séries iniciadas em 1946.
Por exemplo: ONU (Organização das Nações Unidas), SIG
(Setor de Indústrias Grácas) são considerados acrônimos CAPÍTULO II
quanto ao aspecto fonológico, por se adequarem ao padrão DAS TÉCNICAS DE ELABORAÇÃO, REDAÇÃO E ALTERAÇÃO
silábico do português, mas, se classicados considerando o DAS LEIS
aspecto gráco, serão siglas por terem a formação composta
pelas letras iniciais de cada elemento do termo composto. Seção I

Agora quee você


ACRÔNIMOS sabe a diferenças
ABREVIATURAS, entre SIGLAS,
nós indicamos como Da Estruturação das Leis
estas devem ser registradas em documentos ociais: Art. 3º A lei será estruturada em três partes básicas:
• em geral, não se coloca ponto nas siglas e acrônimos; I – parte preliminar, compreendendo a epígrafe, a
• grafam-se em caixa alta as siglas: FGTS (Fundo de ementa, o preâmbulo, o enunciado do objeto e a indicação
Garantia por Tempo de Serviço),DOU (Diário Ocial do âmbito de aplicação das disposições normativas;
da União); II – parte normativa, compreendendo o texto das
• grafam-se em caixa alta e em caixa baixa os acrô- normas de conteúdo substantivo relacionadas com a maté-
nimos: Cohab (Companhia de Habitação Popular), ria regulada;
Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos III – parte nal, compreendendo as disposições per -
Recursos Naturais Renováveis, Embrapa (Empresa tinentes às medidas necessárias à implementação das
Brasileira de Pesquisa Agropecuária); normas de conteúdo substantivo, às disposições transitó-
• siglas e acrônimos devem vir precedidos de respec- rias, se for o caso, a cláusula de vigência e a cláusula de
tivo signicado e de travessão em sua primeira ocor- revogação, quando couber.
rência no texto (ex.: Diário Ocial do Estado – DOE). Art. 4º A epígrafe, grafada em caracteres maiúscu-
Fazemos a ressalva de que embora haja a distinção los, propiciará identicação numérica singular à lei e será
entre estas formas de redução, muitas vezes, o uso se impõe formada pelo título designativo da espécie normativa, pelo
à regra, desse modo é aconselhado que o servidor faça uma número respectivo e pelo ano de promulgação.
pesquisa e verique como os nomes reduzidos, sejam siglas, Art. 5º A ementa será grafada por meio de caracteres
sejam acrônimos ou abreviaturas estão registrados na termi- que a realcem e explicitará, de modo conciso e sob a forma
nologia ocial. de título, o objeto da lei.
Art. 6º O preâmbulo indicará o órgão ou instituição
LEI COMPLEMENTAR N. 95, DE 26 DE FEVEREIRO DE 1998 competente para a prática do ato e sua base legal.
Art. 7º O primeiro artigo do texto indicará o objeto da lei
Dispõe sobre a elaboração, a reda- e o respectivo âmbito de aplicação, observados os seguintes
ção, a alteração e a consolida-
princípios:
ção das leis, conforme determina
o parágrafo único do art. 59 da I – excetuadas as codicações, cada lei tratará de um
Constituição Federal, e estabelece único objeto;
normas para a consolidação dos II – a lei não conterá matéria estranha a seu objeto ou
atos normativos que menciona. a este não vinculada por anidade, pertinência ou conexão;

71
,
III – o âmbito de aplicação da lei será estabelecido de d) buscar a uniformidade do tempo verbal em todo o
forma tão especíca quanto o possibilite o conhecimento texto das normas legais, dando preferência ao tempo pre-
técnico ou cientíco da área respectiva; sente ou ao futuro simples do presente;
IV – o mesmo assunto não poderá ser disciplinado por e) usar os recursos de pontuação de forma judiciosa,
mais de uma lei, exceto quando a subsequente se destine a evitando os abusos de caráter estilístico;
complementar lei considerada básica, vinculando-se a esta II – para a obtenção de precisão:
B
V
R
por remissão expressa. a) articular a linguagem, técnica ou comum, de modo a
IU
V
N
IA
Art. 8º A vigência da lei será indicada de forma expressa ensejar perfeita compreensão do objetivo da lei e a permitir
O
N
P
e de modo a contemplar prazo razoável para que dela se que seu texto evidencie com clareza o conteúdo e o alcance
E
IL
F tenha amplo conhecimento, reservada a cláusula "entra em que o legislador pretende dar à norma;
A
S
R
IT
vigor na data de sua publicação" para as leis de pequena b) expressar a ideia, quando repetida no texto, por meio
A
R
repercussão. das mesmas palavras, evitando o emprego de sinonímia
E
Art. 9º Quando necessária a cláusula de revogação, com propósito meramente estilístico;
esta deverá indicar expressamente as leis ou disposições c) evitar o emprego de expressão ou palavra que con-
legais revogadas. ra duplo sentido ao texto;
d) escolher termos que tenham o mesmo sentido e sig-
Seção II nicado na maior parte do território nacional, evitando o uso
Da Articulação e da Redação das Leis de expressões locais ou regionais;
e) usar apenas siglas consagradas pelo uso, observado
Art. 10. Os textos legais serão articulados com obser- o princípio de que a primeira referência no texto seja acom-
vância dos seguintes princípios: panhada de explicitação de seu signicado;
I – a unidade básica de articulação será o artigo, indi- f) grafar por extenso quaisquer referências feitas, no
cado pela abreviatura "Art.", seguida de numeração ordinal texto, a números e percentuais;
até o nono e cardinal a partir deste; III – para a obtenção de ordem lógica:
II – os artigos desdobrar-se-ão em parágrafos ou em a) reunir sob as categorias de agregação – subseção,
incisos; os parágrafos em incisos, os incisos em alíneas e seção, capítulo, título e livro – apenas as disposições rela-
as alíneas em itens; cionadas com o objeto da lei;
III – os parágrafos serão representados pelo sinal grá- b) restringir o conteúdo de cada artigo da lei a um único
co "§", seguido de numeração ordinal até o nono e cardinal assunto ou princípio;
a partir deste, utilizando-se, quando existente apenas um, a c) expressar por meio dos parágrafos os aspectos com-
expressão "parágrafo único" por extenso; plementares à norma enunciada no caput do artigo e as
IV – os incisos serão representados por algarismos exceções à regra por este estabelecida;
romanos, as alíneas por letras minúsculas e os itens por d) promover as discriminações e enumerações por
algarismos arábicos; meio dos incisos, alíneas e itens.
V – o agrupamento de artigos poderá constituir Subse-
ções; o de Subseções, a Seção; o deSeções, o Capítulo; o de Seção III
Capítulos, o Título; o de Títulos, o Livro e o de Livros, a Parte; Da Alteração das Leis
VI – os Capítulos, Títulos, Livros e Partes serão gra-
fados em letras maiúsculas e identicados por algarismos Art. 12. A alteração da lei será feita:
romanos, podendo estas últimas desdobrar-se em Parte I – mediante reprodução integral em novo texto, quando
Geral e Parte Especial ou ser subdivididas em partes expres- se tratar de alteração considerável;
sas em numeral ordinal, por extenso; II – na hipótese de revogação;
VII – as Subseções e Seções serão identicadas em III – nos demais casos, por meio de substituição, no
algarismos romanos, grafadas em letras minúsculas e postas próprio texto, do dispositivo alterado, ou acréscimo de dis-
em negrito ou caracteres que as coloquem em realce; positivo novo, observadas as seguintes regras:
VIII – a composição prevista no inciso V poderá também a) não poderá ser modicada a numeração dos dispo -
compreender agrupamentos em Disposições Preliminares, sitivos alterados;
Gerais, Finais ou Transitórias, conforme necessário. b) no acréscimo de dispositivos novos entre precei-
Art. 11. As disposições normativas serão redigidas com tos legais em vigor, é vedada, mesmo quando recomendá-
clareza, precisão e ordem lógica, observadas, para esse vel, qualquer renumeração, devendo ser utilizado o mesmo
propósito, as seguintes normas: número do dispositivo imediatamente anterior, seguido de
I – para a obtenção de clareza: letras maiúsculas, em ordem alfabética, tantas quantas
a) usar as palavras e as expressões em seu sentido forem sucientes para identicar os acréscimos;
comum, salvo quando a norma versar sobre assunto téc- c) é vedado o aproveitamento do número de disposi-
nico, hipótese em que se empregará a nomenclatura própria tivo revogado, devendo a lei alterada manter essa indicação,
da área em que se esteja legislando; seguida da expressão "revogado";
b) usar frases curtas e concisas; d) o dispositivo que sofrer modicação de redação
c) construir as orações na ordem direta, evitando pre- deverá ser identicado, ao seu nal, com as letras NR mai -
ciosismo, neologismo e adjetivações dispensáveis; úsculas, entre parênteses.

72
,
CAPÍTULO III normativos inferiores em vigor, vinculados às respectivas
DA CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS E OUTROS ATOS NORMATIVOS áreas de competência, remetendo os textos consolidados à
Presidência da República, que os examinará e reunirá em
Seção I coletâneas, para posterior publicação.
Da Consolidação das Leis Art. 17. O Poder Executivo, até cento e oitenta dias do
início do primeiro ano do mandato presidencial, promoverá a
A
Art. 13. As leis federais serão reunidas em codicações atualização das coletâneas a que se refere o artigo anterior, S
E
e em coletâneas integradas por volumes contendo matérias incorporando aos textos que as integram os decretos e atos U
G
conexas ou ans, constituindo em seu todo, juntamente com
de conteúdo normativo e geral editados no último quadriê- U
T
nio. R
a Constituição Federal, a Consolidação das Leis Federais O
P
Brasileiras. A
CAPÍTULO IV U
Art. 14. Ressalvada a legislação codicada e já con - G

solidada, todas as leis e decretos-leis de conteúdo norma- DISPOSIÇÕES FINAIS ÍN


L

tivo e de alcance geral em vigor serão reunidos em coletâ- Art. 18. Eventual inexatidão formal de norma elaborada
neas organizadas na forma do artigo anterior, observados os mediante processo legislativo regular não constitui escusa
prazos e procedimentos a seguir: válida para o seu descumprimento.
I – os órgãos diretamente subordinadas à Presidência Art. 19. Esta Lei Complementar entra em vigor no prazo
da República e os Ministérios, no prazo de cento e oitenta de noventa dias, a partir da data de sua publicação.
dias, contado da vigência desta Lei Complementar, proce-
derão ao exame, triagem e seleção das leis complementa- Brasília, 26 de fevereiro de 1998; 177º da Independên-
res, delegadas, ordinárias e decretos-leis relacionados com cia e 110º da República.
as respectivas áreas de competência, agrupando e consoli-
dando os textos que tratem da mesma matéria ou de assun- FERNANDO HENRIQUE CARDOSO
tos vinculados por anidade, pertinência ou conexão, com Iris Rezende
indicação precisa dos diplomas legais ou preceitos expressa
ou implicitamente revogados; PRONOMES DE TRATAMENTO
II – no prazo de noventa dias, contado da vigência
desta Lei Complementar, as entidades da administração Vejamos outros aspectos comuns a quase todas as
modalidades de comunicação ocial: o emprego dos prono-
indireta adotarão, quanto aos diplomas legais relacionados
mes de tratamento, a forma dos fechos e a identicação do
com a no
nadas suainciso
competência, as mesmas
anterior, remetendo osprovidências determi-
respectivos textos ao signatário.
Ministério a que estão vinculadas, que os revisará e reme- Breve História dos P ronomes de Tratamento
terá, juntamente com os seus, à Presidência da República,
para encaminhamento ao Congresso Nacional nos sessenta O uso de pronomes e locuções pronominais de trata-
dias subsequentes ao encerramento do prazo estabelecido mento tem larga tradição na língua portuguesa. Após serem
no inciso I; incorporados ao português os pronomes latinos tu e vos,
III – a Mesa do Congresso Nacional adotará todas “como tratamento direto da pessoa ou pessoas a quem se
as medidas necessárias para, no prazo máximo de cento dirigia a palavra”, passou-se a empregar, como expediente
e oitenta dias a contar do recebimento dos textos de que linguístico de distinção e de respeito, a segunda pessoa do
tratam os incisos I e II, ser efetuada a primeira publicação da plural no tratamento de pessoas de hierarquia superior.
Consolidação das Leis Federais Brasileiras. Outro modo de tratamento indireto consistiu em n -
Art. 15. Na primeira sessão legislativa de cada legis- gir que se dirigia a palavra a um atributo ou qualida-
latura, a Mesa do Congresso Nacional promoverá a atua- de eminente da pessoa de categoria superior, e não
lização da Consolidação das Leis Federais Brasileiras, a ela própria. Assim aproximavam-se os vassalos
de seu rei com o tratamento de vossa mercê, vossa
incorporando às coletâneas que a integram as emendas
senhoria (...); assim usou-se o tratamento ducal de
constitucionais, leis, decretos legislativos e resoluções pro- vossa excelência e adotaram-se na hierarquia ecle-
mulgadas durante a legislatura imediatamente anterior, siástica vossa reverência, vossa paternidade, vos-
ordenados e indexados sistematicamente. sa eminência
Gramática , vossa santidade.
secundária (SAID
histórica da ALI,
língua Manoel.-
portugue
Seção II sa . 3.ed. Brasília: Ed. Universidade de Brasília,
Da Consolidação de Outros Atos Normativos 1964. p. 93-94.)

Art. 16. Os órgãos diretamente subordinados à Presi- A partir do nal do século XVI, esse modo de tratamento
dência da República e os Ministérios, assim como as enti- indireto já estava em voga também para os ocupantes de
dades da administração indireta, adotarão, em prazo esta- certos cargos públicos. Vossa mercê evoluiu para vosmecê,
belecido em decreto, as providências necessárias para, e depois para o coloquial você. E o pronome vós, com o
observado, no que couber, o procedimento a que se refere tempo, caiu em desuso. É dessa tradição que provém o atual
o art. 14, ser efetuada a triagem, o exame e a consolidação emprego de pronomes de tratamento indireto como forma de
dos decretos de conteúdo normativo e geral e demais atos dirigirmo-nos às autoridades civis, militares e eclesiásticas.

73
,
Concordância com os Pronomes de Tratamento • Excelentíssimo Senhor Presidente do Supremo Tri-
bunal Federal.
Os pronomes de tratamento (ou de segunda pessoa
indireta) apresentam certas peculiaridades quanto à concor- As demais autoridades serão tratadas com o vocativo
dância verbal, nominal e pronominal. Embora se reram à Senhor, seguido do cargo respectivo:
segunda pessoa gramatical (à pessoa com quem se fala, ou • Senhor Senador,
B a quem se dirige a comunicação), levam a concordância para • Senhor Juiz,
V
R
IU a terceira pessoa. É que o verbo concorda com o substan-
V
N • Senhor Ministro,
IA
O tivo que integra a locução como seu núcleo sintático: “Vossa
N
P
E Senhoria nomeará o substituto”; “VossaExcelência conhece • Senhor Governador,
IL
F
A
S
o assunto”.
R
IT
A Da mesma forma, os pronomes possessivos referidos a No envelope, o endereçamento das comunicações diri-
R
E
gidas às autoridades tratadas por Vossa Excelência, terá a
pronomes de tratamento
“Vossa Senhoria nomearásão
seusempre os da(eterceira
substituto” pessoa:
não “Vossa [...] seguinte forma:
vosso [...]”).
Já quanto aos adjetivos referidos a esses pronomes, o A Sua Excelência o Senhor
gênero gramatical deve coincidir com o sexo da pessoa a Fulano de Tal
que se refere, e não com o substantivo que compõe a locu- Ministro de Estado da Justiça
ção. Assim, se nosso interlocutor for homem, o correto é 70.064-900 – Brasília/DF
“Vossa Excelência está atarefado”, “Vossa Senhoria deve
estar satisfeito”; se for mulher, “Vossa Excelência está atare- A Sua Excelência o Senhor
fada”, “Vossa Senhoria deve estar satisfeita”. Senador Fulano de Tal
Senado Federal
Emprego dos Pronomes de Tratamento
70.165-900 – Brasília. DF
Como visto, o emprego dos pronomes de tratamento
obedece à secular tradição. São de uso consagrado: A Sua Excelência o Senhor
Fulano de Tal
Vossa Excelência, para as seguintes autoridades: Juiz de Direito da 10a Vara Cível
Rua ABC, n. 123
a) do Poder Executivo; 01.010-000 – São Paulo. SP

•• Presidente da República;
Vice-Presidente da República; Em comunicações ociais, está abolido o uso do tra -
• Ministros de Estado; tamento digníssimo (DD), às autoridades arroladas na lista
• Governadores e Vice-Governadores de Estado e do anterior. A dignidade é pressuposto para que se ocupe qual-
Distrito Federal; quer cargo público, sendo desnecessária sua repetida evo-
• Ociais-Generais das Forças Armadas; cação.
• Embaixadores; Vossa Senhoria é empregado para as demais autori-
• Secretários-Executivos de Ministérios e demais ocu-
dades e para particulares. O vocativo adequado é: “Senhor
pantes de cargos de natureza especial;
Fulano de Tal,”.
• Secretários de Estado dos Governos Estaduais;
• Prefeitos Municipais. No envelope, deve constar do endereçamento:
b) do Poder Legislativo:
• Deputados Federais e Senadores; Ao Senhor
• Ministro do Tribunal de Contas da União; Fulano de Tal
• Deputados Estaduais e Distritais; Rua ABC, n. 123
• Conselheiros dos Tribunais de Contas Estaduais; 70.123-000 – Curitiba/PR
• Presidentes das Câmaras Legislativas Municipais.
Como se depreende do exemplo anterior, ca dispen-
c) do Poder Judiciário: sado o emprego do superlativo Ilustríssimo para as autori-
• Ministros dos Tribunais Superiores; dades que recebem o tratamento de Vossa Senhoria e para
• Membros de Tribunais; particulares. É suciente o uso do pronome de tratamento
• Juízes; Senhor.
• Auditores da Justiça Militar. Acrescente-se que doutor não é forma de tratamento,
e sim título acadêmico. Evite usá-lo indiscriminadamente.
O vocativo a ser empregado em comunicações dirigi- Como regra geral, empregue-o apenas em comunicações
das aos Chefes de Poder é Excelentíssimo Senhor, seguido dirigidas a pessoas que tenham tal grau por terem concluído
do cargo respectivo: curso universitário de doutorado. É costume designar por
• Excelentíssimo Senhor Presidente da República, doutor os bacharéis, especialmente os bacharéis em Direito
• Excelentíssimo Senhor Presidente do Congresso e em Medicina. Nos demais casos, o tratamento Senhor
Nacional, confere a desejada formalidade às comunicações.

74
,
Mencionemos, ainda, a forma Vossa Magnicência, Aviso e ofício são modalidades de comunicação o -
empregada por força da tradição, em comunicações dirigi- cial praticamente idênticas. A única diferença entre eles é
das a reitores de universidade. Corresponde-lhe o vocativo: que o aviso é expedido exclusivamente por Ministros de
Magníco Reitor, Estado, para autoridades de mesma hierarquia, ao passo
Os pronomes de tratamento para religiosos, de acordo que o ofício é expedido para e pelas demais autoridades.
com a hierarquia eclesiástica, são: Vossa Santidade, em Ambos têm como nalidade o tratamento de assuntos o-
A
comunicações dirigidas ao Papa. O vocativo correspondente ciais pelos órgãos da Administração Pública entre si e, no S
E
é: Santíssimo Padre, Vossa Eminência ou Vossa Eminência caso do ofício, também com particulares. U
G
Reverendíssima, em comunicações aos Cardeais. Corres- O memorando é a modalidade de comunicação entre U
T
ponde-lhe o vocativo: Eminentíssimo Senhor Cardeal, ou unidades administrativ as de um mesmo órgão, que podem R
O
Eminentíssimo e Reverendíssimo Senhor Cardeal, Vossa estar hierarquicamente em mesmo nível ou em nível dife- P
A
Excelência Reverendíssima é usado em comunicações rente. Trata-se, portanto, de uma forma de comunicação U
G

dirigidas a Arcebispos e Bispos; Vossa Reverendíssima ou eminentemente interna. ÍN


L
Vossa Senhoria Reverendíssima para Monsenhores, Cône-
gos e superiores religiosos. Vossa Reverência é empregado Ofício
para sacerdotes, clérigos e demais religiosos.
[Ministério]
FECHOS PARA COMUNICAÇÕES [Secretaria/Departamento/Setor/Entidade]
[Endereço para correspondência]
O fecho das comunicações ociais possui, além da [Endereço – continuação]
nalidade óbvia de arrematar o texto, a de saudar o desti - [Telefone e Endereço de Correio eletrônico]
natário. Os modelos para fecho que vinham sendo utiliza-
dos foram regulados pela Portaria n. 1 do Ministério da Jus- Ofício n. 524/1991/SG
tiça, de 1937, que estabelecia quinze padrões. Com o to Brasília, 27 de maio de 1991.
de simplicá-los e uniformizá-los, este Manual estabelece o A Sua Excelência o Senhor
emprego de somente dois fechos diferentes para todas as Deputado [Nome]
modalidades de comunicação ocial: Câmara dos Deputados
a) para autoridades superiores, inclusive o Presidente 70.160-900 – Brasília/DF
da República: Respeitosamente, Assunto: Demarcação de terras indígenas
b) para autoridades de mesma hierarquia ou de hierar-
quia inferior: Atenciosamente, Senhor Deputado,
Ficam excluídas dessa fórmula as comunicações diri-
gidas a autoridades estrangeiras, que atendem a rito e tra- 1. Em complemento às observações transmiti-
dição próprios, devidamente disciplinados no Manual de das pelo telegrama n. 154, de 24 de abril último, informo
Redação do Ministério das Relações Exteriores. Vossa Excelência de que as medidas mencionadas em
sua carta n. 6708, dirigida ao Senh or Presidente da Repú-
IDENTIFICAÇÃO DO SIGNATÁRIO blica, estão amparadas pelo procedimento administrativo
de demarcação de terras indígenas instituído pelo Decreto
Excluídas as comunicações assinadas pelo Presidente n. 22, de 4 de fevereiro de 1991 (cópia anexa).
da República, todas as demais comunicações ociais devem 2. Em sua comunicação, Vossa Excelência ressalva
trazer o nome e o cargo da autoridade que as expede, abaixo
a necessidade de que – na denição e demarcação das
do local de sua assinatura. A forma da identicação deve ser
a seguinte: terras indígenas – fossem levadas em consideração as
características socioeconômicas regionais.
(espaço para assinatura) 3. Nos termos do Decreto n. 22, a demarcação de
NOME terras indígenas deverá ser precedida de estudos e levan-
Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República tamentos técnicos que atendam ao disposto no art. 231, §
1º, da Constituição Federal. Os estudos deverão incluir
(espaço para assinatura) os aspectos etno-históricos, sociológicos, cartográcos e
fundiários. O exame deste último aspecto deverá ser feito
Ministro de NOME
Estado da Justiça conjuntamente com o órgão federal ou estadual compe-
tente.
Para evitar equívocos, recomenda-se não deixar a assi- 4. Os órgãos públicos federais, estaduais e munici-
natura em página isolada do expediente. Transra para essa pais deverão encaminhar as informações que julgarem per-
página ao menos a última frase anterior ao fecho. tinentes sobre a área em estudo. É igualmente assegurada
a manifestação de entidades representativas da sociedade
TEXTOS OFICIAIS civil.
5. Os estudos técnicos elaborados pelo órgão fede-
Há três tipos de expedientes que se diferenciam antes ral de proteção ao índio serão publicados juntamente com
pela nalidade do que pela forma: o ofício, o aviso e o memo- as informações recebidas dos órgãos públicos e das enti-
rando. Com o to de uniformizá-los, pode-se adotar uma dia -
dades civis acima mencionadas.
gramação única, que siga o que chamamos de padrão ofício.

75
,
6. Como Vossa Excelência pode vericar, o procedi- a programas, haveria necessidade de dois tipos: um pro-
mento estabelecido assegura que a decisão a ser baixada cessador de textos, e outro gerenciador de banco de
pelo Ministro de Estado da Justiça sobre os limites e a dados.
demarcação de terras indígenas seja informada de todos os 3. O treinamento de pessoal para operação dos
elementos necessários, inclusive daqueles assinalados em micros poderia car a cargo da Seção de Treinamento do
sua carta, com a necessária transparência e agilidade. Departamento de Modernização, cuja chea já manifestou
B
V
R Atenciosamente, seu acordo a respeito.
IU
V
N
IA
4. Devo mencionar, por m, que a informatização
O
N
P [ASSINATURA] dos trabalhos deste Departamento ensejará racional dis-
E
IL
F [NOME] tribuição de tarefas entre os servidores e, sobretudo, uma
A
S
R
IT
[CARGO] melhoria na qualidade dos serviços prestados.
A
R
E
Atenciosamente,
Aviso
[ASSINATURA]
Aviso n. 123/MME [NOME]
Brasília, 17 de novembro de 2002. [CARGO]

A Sua Excelência o Senhor


Ministro [Nome] Exposição de motivos

Assunto: Seminário Exposição de motivos é o expediente dirigido ao Pre-


sidente da República ou ao Vice-Presidente para: informá-
Senhor Ministro, -lo de determinado assunto; propor alguma medida; ou
submeter a sua consideração projeto de ato normativo.
1. Convido Vossa Excelência a participar da sessão Em regra, a exposição de motivos é diri gida ao Presi-
de abertura do “Primeiro Encontro Regional sobre o Uso E- dente da República por um Ministro de Estado.
ciente de Energia no Setor Público”, a ser realizado em 5 de
março próximo, às 9h, no auditório da ENAP (Escola Nacio-
nal de Administração Pública), localizado no Setor de Áreas EM n. 198/MRE
Isoladas, nesta Capital. Brasília, 24 de maio de 1991.
2. O Seminário mencionado inclui-se na atividade do
conhecido “Programa Nacional das Comissões Internas de Excelentíssimo Senhor Presidente da República,
Conservação de Energia em Órgãos Públicos”, instituído
pelo Decreto n. 99.656, de 26 de outubro de 2001. O Presidente George W. Bush anunciou, no último
dia 13, signicativa mudança da posição norte-americana
Atenciosamente,
nas negociações que se realizam – na Conferência do
[ASSINATURA] Desarmamento, em Genebra – de uma convenção multi-
[NOME] lateral de proscrição total das armas químicas. Ao renun-
[CARGO] ciar à manutenção de cerca de dois por cen to de seu arse-
nal químico até a adesão à convenção de todos os países
em condições de produzir armas químicas, os Estados
Memorando Unidos reaproximaram sua postura da maioria dos qua-
renta países participantes do processo negociador, inclu-
sive o Brasil, abrindo possibilidades concretas de que o
Mem. n. 118/DJ
tratado venha a ser concluído e assinado em prazo de
Em 12 de abril de 1991.
cerca de um ano.
Ao Sr. Chefe do Departamento de Administração
Respeitosamente,
Assunto: Administração. Instalação de microcompu-
[ASSINATURA]
tadores
[NOME]
1. Nos termos do Plano Geral de informatização, [CARGO]
solicito a Vossa Senhoria vericar a possibilidade de que
sejam instalados três microcomputadores neste Departa- Mensagem
mento.
2. Sem descer a maiores detalhes técnicos, acres- É o instrumento de comunicação ocial entre os Chefes
cento, apenas, que o ideal seria que o equipamento fosse dos Poderes Públicos, notadamente as mensagens envia-
dotado de disco rígido e de monitor padrão EGA. Quanto das pelo Chefe do Poder Executivo ao Poder Legislativo

76
,
para informar sobre fato da Administração Pública; expor Fax
o plano de governo por ocasião da abertura de sessão
legislativa; submeter ao Congresso Nacional matérias que O fax é uma forma de comunicação que está sendo
dependem de deliberação de suas Casas; apresentar veto; menos usada devido ao desenvolvimento da Internet. É uti-
enm, fazer e agradecer comunicações de tudo quanto lizado para a transmissão de mensagens urgentes e para
seja de interesse dos poderes públicos e da Nação. o envio antecipado de documentos, de cujo conhecimento
A
há premência, quando não há condições de envio do docu- S
E
U
mento por meio eletrônico. Quando necessário o srcinal, G
Mensagem n. 118 ele segue posteriormente pela via e na forma de praxe. U
T
R
Se necessário o arquivamento, deve-se fazê-lo com O
P
Excelentíssimo Senhor Presidente do Senado Federal, cópia xerox do fax e não com o próprio fax, cujo papel, em A
U
certos modelos, se deteriora rapidamente. G

Comunico a Vossa Excelência o recebimento das Os documentos enviados por fax mantêm a forma e a ÍN
L
Mensagens n. 106 a 110, de 1991, nas quais informo a pro- estrutura que lhes são inerentes.
mulgação dos Decretos Legislativos n. 93 a n. 97, de 2013,
relativos à exploração de serviços de radiodifusão.
[ÓRGÃO EXPEDIDOR]
Brasília, 28 de março de 1991. [SETOR DO ÓRGÃO EXPEDIDOR]
[ENDEREÇO DO ÓRGÃO EXPEDIDOR]
[ASSINATURA]
Destinatário : ________________________________
Nº do fax de destino: ___________________________
Telegrama Remetente: _________________________________
Telefone para contato: ________
Com o to de uniformizar a terminologia e simplicar Fax/Correio eletrônico:________________
os procedimentos burocráticos, passa a receber o título de Nº de páginas: esta + ______
telegrama toda comunicação ocial expedida por meio de Nº do documento: ______________________
telegraa, telex, etc.
O telegrama é empregado para mensagens urgentes. Observações:________________________________
Por isso mesmo, seu texto limita-se ao estritamente neces- _______________________________________________
sário à perfeita compreensão do assunto, omitindo-se todas _______________________________________________
as expressões, palavras e partículas desnecessárias.
Segundo dispõe o art. 222 do Código Civil 2002, “O
Correio Eletrônico
telegrama, quando lhe for contestada a autenticidade, faz
prova mediante a conferência com o srcinal assinado”.
O correio eletrônico ( e-mail ), por seu baixo custo e
Por tratar-se de forma de comunicação dispendiosa
celeridade, transformou-se na principal forma de comuni-
aos cofres públicos e tecnologicamente superada, deve
cação para transmissão de documentos.
restringir-se o uso do telegrama apenas àquelas situações Um dos atrativos de comunicação por correio eletrô-
que não seja possível o uso de correio eletrônico ou fax nico é sua exibilidade. Assim, não interessa denir forma
e que a urgência justique sua utilização e, também em rígida para sua estrutura. Entretanto, deve-se evitar o uso
razão de seu custo elevado, esta forma de comunicação de linguagem incompatível com uma comunicação ocial.
deve pautar-se pela concisão . O campo assunto do formulário de correio eletrônico
mensagem deve ser preenchido de modo a facilitar a orga-
nização documental tanto do destinatário quanto do reme-
tente.

OUTROS TEXTOS OFICIAIS

Requerimento

A palavra requerimento deriva-se do verbo requerer ,


que, de acordo com seu sentido denotativo, signica soli-
citar , pedir , estar em busca de algo . E, principalmente, que
o pedido seja deferido, ou seja, aprovado.
Podemos fazer um requerimento a um órgão público,
a uma empresa privada e mais a uma innidade de outros
destinatários.

77
,
Senhor Prefeito de Jandaia, Certidão

Deolindo Brunassi, brasileiro, casado, residente na Certidão é o documento revestido de formalidades


Rua Altino José Lopes, 1541, portador de CI n. 247.550-8 legais adequadas, fornecido por autoridade competente, a
e CPF n. 338.400.529, funcionário público municipal PO-2, requerimento do interessado, solicitado ou requisitado por
requer, na forma da Lei Municipal 123, de 1996, adicional autoridade administrativa ou judicial e destinado a fazer
de dez por cento em seus vencimentos por ter completado
B certa a existência de registro em livro, processo ou docu-
V
R
IU cinco anos de serviço.
V
N
IA
mento qualquer em poder do expedidor, referente a deter-
O
N
P Nesses termos, minado ato ou fato, ou dar por certa a inexistência de tal
E
IL
F
A Pede deferimento. registro.
S
R
IT
A
R
E
Jandaia, 3 de fevereiro de 2003.
CERTIDÃO DE HABILITAÇÃO DE CASAMENTO
[ASSINATURA]
__________, Ocial do Registro do Distrito de
__________ da Comarca, Município de __________ Estado
Atestado/Declaração de __________.
Certico que, decorrido o prazo legal para os procla-
Atestado ou Declaração é o documento mediante o mas de casamento de __________, natural de __________,
qual a autoridade comprova um fato ou situação de que nascido em __________ prossão __________, estado
tenha conhecimento em razão do cargo que ocupa ou da civil __________, residente em __________, lho de
função que exerce. __________, com __________, natural de __________,
nascida em __________, prossão __________, estado
civil __________, residente em __________, lha de
PROSPEC-SOLO FUNDAÇÕES S/A
Av. Brasil, 453 – Campinas/SP – Tel.: 32414390 __________, nenhum impedimento seguiu.
Estão, pois, habilitados para casar-se dentro do prazo
ATESTADO de três meses, a contar da presente data, tendo sido apre-
sentados os documentos de acordo com o artigo 180, núme-
ATESTAMOS que Maria Padilha estagiou no Depto. de ros __________ do Código Civil Brasileiro.
Sondagens e Fundações desta empresa de engenharia no
período com
funções de 03/03/2001 a 06/11/2002,
seriedade, competência desenvolvendo suas
e prossionalismo. Brasília, 7 de novembro de 2001.
[ASSINATURA DE QUEM LAVROU]
Campinas, 20 de junho de 2004. [NOME]
[CARGO]
[ASSINATURA]
José M. D. Fontanelle [VISTO DA AUTORIDADE RESPONSÁVEL]
Eng. Supervisor de Sondagens [NOME]
[CARGO]
[ASSINATURA]
CREA – 5.459/SP
Wilson Castilho Penha Ata
Chefe do Depto. Pessoal
Ata é o documento em que se registram, de forma
exata e metódica, as ocorrências, resoluções e decisões
SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
QUARTEL GENERAL DO IV COMANDO AÉREO REGIONAL das assembleias, reuniões ou sessões realizadas por comis-
sões, conselhos, congregações, corporações ou outras enti-
DECLARAÇÃO dades semelhantes.

DECLARO, para os devidos ns, que Irineu Lima ATA N. 58/2004


Smith, RG n. 3.649.943 (SSP/SP), esteve presente no Ser-
viço Regional de Recrutamento e Mobilização deste Quartel
General, no período das 10h às 12h, para tratar de assunto Assembleia Geral Extraordinária
do Serviço Militar.
Aos dezesseis dias do mês de fevereiro de dois mil e
São Paulo, 26 de junho de 2004. quatro, às nove horas, na sede social, na Avenida Comen-
dador Flávio Evaristo Ribeiro, 326, 6º andar, nesta cidade,
[ASSINATURA] reuniram-se em Assembleia Geral Extraordinária os acio-
[NOME] nistas da Empresa Transportadora Fast-Carga S/A, devida-
[CARGO] mente convocados por editais publicados no Diário Ocial do
Estado, edições de 6, 7 e 8 de fevereiro de 2004, e no jornal O

78
,
Estado de S. Paulo, edições das mesmas datas. Vericando Pensei bastante sobre a proposta de emprego que
o Livro de Presenças, o diretor, Sr. Carlos Baldera, consta- me foi feita por sua instituição de ensino, levando em conta
tou a presença de número suciente de acionistas, conforme todas as vantagens e desvantagens que o cargo proposto
os Estatutos da Empresa, razão pela qual, havendo número poderia me proporcionar. Sendo assim, escrevo-lhe para
legal declarou instalada a Assembleia e em condições de informar que não aceitarei a proposta e permanecerei no
deliberar sobre o objeto da convocação. Em seguida o Sr. local onde ora trabalho, já que o salário está condizente com
A
Carlos Baldera convidou os presentes a indicarem a mesa as exigências que me são feitas no cargo que ocupo. S
E
U
que deveria dirigir a assembleia, recaindo a indicação, por G
aclamação, no próprio Sr. Carlos para presidente e em mim, Atenciosamente, U
T
R
Celina Valigni, para secretária. Composta a mesa, declarou O
P
o senhor presidente que, como era do conhecimento geral, [ASSINATURA] A
os assuntos que deveriam ser debatidos na presente assem- [NOME] U
G

bleia versavam sobre a seguinte ordem do dia: a) leitura e ÍN


L
aprovação da ata da reunião anterior; b) constituição e elei- Parecer
ção do novo Conselho de Administração. Feita a leitura da
ata da reunião anterior e integralmente aprovada sem res- Pareceres administrativos são manifestações de órgãos
salvas, iniciaram-se as discussões sobre qual seria a estru- técnicos sobre assuntos submetidos à sua consideração.
tura ideal e as funções do novo Conselho de Administração. Na Administração Pública, o parecer, geralmente, é
Por se tratar de um órgão ainda inexistente na empresa, o parte integrante de um processo, para o qual aponta solução
senhor presidente solicitou a opinião dos Srs. Dr. Cláudio favorável ou desfavorável, precedida da necessária justica -
Feitosa e Aquiles Araújo Neto, aos quais, na reunião ante- ção, com base em dispositivos legais, em jurisprudência e
rior, havia sido solicitado que se inteirassem como funciona em informações.
o referido Conselho em outras empresas do mesmo porte Os pareceres, quando não aprovados por ato subse-
que a Fast-Carga. Após os relatos dos referidos senhores e cutivo de autoridade competente, têm caráter meramente
discussão das ideias por eles apresentadas, foram acresci- opinativo, sem vincular a Administração ou terceiros à sua
das as sugestões dos Srs. Natanael Oliveira, Carlos Urtega conclusão ou motivação.
e Anamaria Lorenzo. Após uma longa e proveitosa discus-
são, o senhor presidente propôs que, em função da impor-
tância da decisão a ser tomada, seria conveniente que se PROCESSO N. _____ – [SIGLA DO ÓRGÃO QUE
marcasse uma nova assembleia, em que seriam apresen- SOLICITOU O PARECER]
tados alguns esboços de constituição do referido conselho PARECER N. _____ – [REFERÊNCIA AO ÓRGÃO]
para apreciação dos acionistas e também seriam escolhidos
os futuros componentes desse conselho. Por aclamação Lei n. 4.769-65. Interpretação. Os
unânime, a proposta foi aceita. Nada havendo mais a tratar, conselhos Federal e Regionais
foram encerrados os trabalhos e eu, secretário, lavrei a pre- dos Técnicos de Administração
sente ata que, lida e aprovada por todos, vai ser assinada constituem uma única autarquia. O
acervo decorrente da atuação da
pela mesa diretora e pelos acionistas que comparecem.
Junta Executiva e suas represen-
tantes administrativas se transfere
ao Conselho Federal.
Em tempo: onde se lê O Estado de S. Paulo , leia-se A
Folha de S. Paulo.
A Lei n. 4.769, de 9 de setembro de 1965, dispondo
[ASSINATURA DO PRESIDENTE] sobre o exercício da prossão de Técnico de Administra -
[ASSINATURA DO SECRETÁRIO] ção, criou os Conselhos Regionais e o Federal, sob a forma
[DEMAIS ASSINATURAS] autárquica. Ademais, até que eles se formassem, deter-
minou fosse constituída uma Junta Executiva, mediante
implantação do sistema. Essa Junta extinguir-se-ia com a
Carta Comercial formação do Conselho Federal, que lhe absorveria o acervo.

A carta comercial, também chamada de correspondên- 2. Com


de 1966, efeito,
criou-se pelo Decreto
a citada n. 58.670, de
Junta Executiva, 20por
que, de junho
meio
cia técnica, é um documento com objetivo de se fazer uma da Resolução n. 4, se permitiu designar Juntas Administrati-
comunicação comercial, empresarial. vas para a organização dos Conselhos Regionais e, até que
Muito importante que haja correção, pois um possível esses se formassem, representá-la no encaminhamento das
equívoco pode gerar desentendimento entre as partes e medidas necessárias à scalização do exercício da pros -
possíveis prejuízos de ordem nanceira. são e ao registro dos Técnicos de Administração, na área de
sua jurisdição.
3. Criados os Conselhos, suscitaram-se dúvidas
Brasília, 19 de agosto de 2010. sobre se cada um de per si constitui um ente autárquico, ou
se a autarquia, no caso, compreende o Conselho Federal e
Senhor Beltrano de Tal, os Regionais. Ainda sobre se os recursos antes arrecada-

79
,
dos pelas Juntas Administrativas devam integrar o acervo 5. Como continuasse a provocar-nos, bem como
da Junta Executiva a ser absorvido pelo Conselho Federal, a todos os demais funcionários, resolvemos dar-lhe as
ou se constituem em recursos dos Conselhos Regionais res- costas, voltando à nossa mesa de trabalho.
pectivos. 6. Ainda ouvimos quando o referido cidadão dizia
4. A clareza do texto legal não permite discussão. Os que iria comunicar o fato às autoridades em Porto Alegre.
Conselhos foram criados – como diz o art. 6º da citada Lei 7. Procuramos, durante os acontecimentos, manter
B
V
R
n. 4.769 – “constituindo em seu conjunto uma autarquia”. a atitude compatível com o nosso cargo e nos abstivemos
IU
V
N
Vale dizer, na espécie, a autarquia é um todo integrado pelos de qualquer resposta menos honrosa ao agressor verbal, o
IA
O
N Conselhos Regionais e Federal. que, aliás, foi seguido pelos demais funcionários da repar-
P
E
IL
F 5. Por igual, para promover os atos preparatórios à
A tição.
S
R implantação do sistema, a lei determinou se constituísse
IT
A
R 8. Presenciaram a deprimente cena os Srs. Antônio
uma Junta Executiva. Até a Criação dos Conselhos, portanto,
E
o que existia era essa Junta. As Juntas Administrativas eram Ferreira Viana,tratando
encontravam José Alfeu e Carlos Serres
de assuntos Oliveira,
relacionados comqueesta
se
meras representantes, instrumentos de que se valia a Junta
Executiva para tomar as medidas regionais necessárias ao repartição.
el cumprimento de suas tarefas. O acervo decorrente da 9. Sendo o que nos competia informar, enm, e
atuação da Executiva, nela compreendida, evidentemente, assim atendendo à determinação da Direção-Geral,
a de suas representantes administrativas, constitui todo ele aguardamos com conança o julgamento imparcial dos
o acervo de que trata o art. 19, da Lei n. 4.769, tantas vezes fatos pela administração.
citadas, ou seja, o que deve ser absorvido pelo Conselho
Federal. Respeitosamente,
6. Assim sendo, não há como pretender-se possa a
arrecadação das Juntas Administrativas em referência trans- Novo Hamburgo, 28 de agosto de 2000.
ferir-se aos Conselhos Regionais. A tanto, não permite a lei.
Sob censura [ASSINATURA]
Carlos Castro Barbosa
Brasília, 16 de junho de 1970. Chefe do Serviço de _____
[ASSINATURA]
[NOME] Apostila elaborada tendo por referência:
[Consultor-Geral da República]
• Manual de Redação da Presidência da República,
Relatório 2002.
• KASPARY, J. Adalberto. Redação Ocial,
Relatório é uma descrição de fatos passados, analisa- Normas e Modelos . 17ª ed. Porto Alegre: Edita,
dos com o objetivo de orientar o serviço interessado ou o 2004.
superior imediato, para determinada ação. • MARTINS, Dileta Silveira & ZILBERKNOP, Lúbia
Scliar. Português Instrumental. 28ª ed. São Paulo:
Editora Atlas, 2009.
RELATÓRIO
• NETO, Seram da Silva. Introdução ao estudo
da língua portuguesa no Brasil . 5ª ed. Rio de
Senhor Diretor-Geral,
Janeiro: Presença/INL, 1986.
Conforme sua determinação, encaminhada a esta • Apostila Redação Ocial e Correspondências
repartição em despacho fonográco de 5 de junho do cor - Administrativas no Serviço Público (Cened –
rente ano, passamos a relatar-lhe os acontecimentos ocorri- Unidade de Aperfeiçoamento e Qualicação)
dos no dia 1º de junho último, nesta repartição. • Apostila Curso de Redação Ocial Básica .
2. Encontrávamo-nos cumprindo nossas atribuições Elaboração: Janaína de Aquino Ferraz, Orme-
funcionais, quando entrou na repartição o cidadão Antô- zinda M. Ribeiro Aya, Elda A. Oliveira Ivo, Paula
nio Borges Ferreira, residente nesta cidade, o qual apenas Cobucci e Flávia M. Pires.
conhecíamos de vista e que a nós se dirigiu solicitando infor- • Exercícios criados pela Professora Mestra Viviane
mações sobre recolhimento de tributos devidos ao Estado. Faria
3. Não estando esta repartição em condições de • Sites:
atende à consulta formulada, comunicamos ao referido – www.brasilescola.com/redacao
senhor que deveria fazê-la à Exatoria Estadual desta cidade. – www.mundovestibular.com.br
4. Com isso não se conformou o referido cidadão, – www.wikipedia.org
dizendo que nossa repartição nunca estivera tão mal aten- • Provas de concursos públicos (com as devidas refe-
dida e que era um absurdo que não lhe pudéssemos prestar rências)
a informação de que necessitava.

80
,
c. Esclarecemos ainda que, com o Sistema de Paga-
EXERCÍCIOS
mentos Brasileiro (SPB), operado pelo Banco Cen-
tral segundo padrões internacionais, ingressamos
CESPE/UNB no grupo de países em que transferências de fun-
dos interbancárias podem ser liquidadas em tempo
1. (CESPE) Assinale a opção em que o fragmento de ofí- real, em caráter irrevogável e incondicional.
A
cio apresenta inadequações quanto ao padrão exigido d. Vimos informar que a Rede do Sistema Financeiro S
E
em correspondência ocial. Nacional é uma estrutura de base de dados, im- U
G
a. Vimos informar que o Ministério da Agricultura e plementada por meio de tecnologia de rede, que U
T
do Abastecimento publicou portaria, assinada em foi criada com a nalidade de suportar o tráfeco R
O
28/12/1999, declarando como zona livre de febre de mensagens entre as instituições nanceiras, as P
A
aftosa parte do Circuito Pecuário Centro-Oeste, câmaras e os prestadores de serviços de compen- U
G

formado pelo Distrito Federal e regiões do Mato sação e de liquidação, a Secretaria do Tesouro Na- ÍN
L
Grosso, Minas Gerais, São Paulo, Goiás e Paraná. cional e o Banco Central.
b. Esclarecemos, na oportunidade, que as regras
estabelecidas para erradicar a aftosa no Centro- 3. (CESPE) Cada um dos itens abaixo apresenta trechos
-Oeste foram aprovadas pelos governos estadu- de texto que devem ser julgados quanto a sua ade-
ais da região, pelo governo federal e pela cadeia quação a correspondências ociais.
produtiva. Tais regras estão em conformidade com 1) Vimos informar que as inscrições para o Concur-
aquelas determinadas pelo Escritório Internacional so Público de Provas e Títulos para o Cargo de
de Epizootia. Analista de Sistemas começam dia 15 de abril de
c. Como é do conhecimento de Vossa Excelência, o 2008, das oito da manhã às 6 horas da tarde, no
Ministério da Agricultura e do Abastecimento enca- subsolo do edifício-sede desta companhia. Esta-
minhou relatório ao Escritório internacional de Epi- mos querendo pontualidade na entrega dos docu-
zootia, pedindo o reconhecimento do Circuito Pe- mentos.
cuário do Centro-Oeste como zona livre de aftosa. 2) A seleção para o cargo de que trata este edital
d. Lembramos que, em 1992, técnicos do Ministério compreenderá o exame de habilidades e conheci-
da Agricultura e das secretarias estaduais de agri- mentos, mediante a aplicação de provas objetivas
cultura modicaram as estratégias de combate à e de prova discursiva, todas de caráter eliminatório
febre aftosa, visando à erradicação dessa doença. e classicatório.
As ações foram regionalizadas, tendo por base os
Circuitos Pecuários, e foi incorporada, como ele- 4. (CESPE) A xação dos fechos para comunicações o-
mento principal, a participação da comunidade in- ciais foi regulada pela Portaria n. 1 do Ministério da
teressada em todas as fases do programa. justiça, em 1937 e, após mais de meio século de vi-
e. É importante esclarecer vocês que as ações de gência, foi regulada pelo Decreto n. 100.000, de 11 de
campo daquele Programa Nacional de Erradicação janeiro de 1991, que aprovou o Manual de Redação
de Febre Aftosa, que eu já falei, são executadas da Presidência da República. A respeito das normas
diretamente pelas secretarias estaduais de agricul- de redação ocial xadas por esse manual, julgue os
tura ou órgãos a elas vinculado. São 2.332 escritó- itens subsequentes.
rios locais distribuídos em todo país para as ações 1) Fere o princípio da impessoalidade o seguinte
de vigilância epidemiológica. trecho de um memorando: Esclareço, ainda, em
especial aos que atuam no Departamento de Pes-
2. (CESPE) Julgue se os itens subsequentes estão gra- soal, que não concebo que um ato normativo de
maticalmente corretos e adequados para a correspon- qualquer natureza seja redigido de forma obscura,
dência ocial. que diculte ou impossibilite sua compreensão.
a. Se a integração de sistemas, possibilitada pela tec- Frise-se que co deveras irritado quando um do -
nologia da informação, propiciou a realização da cumento ocial não pode ser entendido por todos
várias transações à distância, ela ainda não inte- os cidadãos.
grou o sistema bancário às aplicações de comércio 2) O principal objetivo da edição do Manual de Reda-
eletrônico e muito menos à outras transações no ção da Presidência da República foi sistematizar
âmbito do governo, como a gente gostaria de ver. as características da forma ocial de redigir visan -
b. O emprêgo de uma rede de comunicação segu- do-se à criação de uma forma especíca de lin-
ra e com processos padronizados de liquidação, guagem burocrática que consagrasse expressões
que venha a ser utilizada em prol dos clientes dos e clichês do jargão burocrático.
bancos, poderá ser o grande salto a ser dado em 3) Mantido o nível de formalidade adequado às co-
termos de serviços no Brasil. Para o lojista, a van- municações ociais, deve-se, na introdução de
tagem seria o uso de um conector único, ou de um um ofício, preferir a forma Comunico a Vossa Se-
reduzido número de conectores para realizar as nhoria à forma Tenho a honra de informar a Vossa
transações. Senhoria.

81
,
5. (CESPE) Considerando que os trechos a seguir cons- 6. (CESPE) Julgue se os trechos nos itens subsequentes
tituam segmentos, não necessariamente sequenciais, apresentam linguagem gramaticalmente correta e ade-
de um ofício, julgue-os quanto à correção gramatical, quada à redação de correspondências, expedientes e
condição essencial aos documentos da comunicação documentos ociais.
ocial. 1) Não se pode falarem em justiça social sem que to-
1) Conforme é do conhecimento de V. Sa, a primei- dos os brasileiros tenham acesso pleno a leitura
B
V
R ra scalização avaliou o serviço de atendimento e aos livros que permitem o desenvolvimento in-
IU
V
N
IA ao usuário de três órgãos públicos e resultou em telectual.
O
N
P
E acórdão proferido pelo TCU. A segunda scaliza - 2) A leitura é um instrumento para uma nova vida,
IL
F
A ção, julgada por outro acórdão, vericou a atuação pois ela permite e intensica o desenvolvimento
S
R
IT
A
R desses mesmos órgãos no acompanhamento da das habilidades essenciais ao pleno exercício da
E
qualidade dos serviços prestados. 3) cidadania.
Educação é fator decisivo pra redução das desi-
2) O TCU identicou que aspectos fundamentais re -
lativos a qualidade da prestação de serviços para gualdades sociais. O analfabetismo perpetua a
os usuários não são devidamente tratados por três miséria e cria um ciclo vicioso que atravanca o de-
órgãos públicos. Constatou-se também lacunas senvolvimento de todo o país.
na regulamentação, fragilidades nos processos 4) O esforço pela erradicação do analfabetismo deve
de scalização desenvolvidos pelos órgãos e falta ser visto como uma questão nacional.
de efetividade das sanções impostas às empresas 5) Para enfrentar o desao educacional é necessário
prestadoras de serviços. Segundo a auditoria, tam- ampliar o investimento em programas de formação
bém não há priorização de políticas efetivas para e de valorização de professores, melhorar o ma-
educação do usuário. terial didático, informatizar escolas e garantir que
3) Esclarecemos, ainda, que o relatório aprovado pelo toda criança tenha acesso a um ensino público de
Acórdão n. 1.021/2012, no último dia 18, informam alta qualidade.
que determinados órgãos não concretizaram a
maior parte do próprio plano de ações elaborado 7. (CESPE) Ao escrever um texto, determinado prossio-
para cumprir as deliberações do Tribunal. Quase nal produziu a frase: “A inação é a maior inimiga da
sete anos após a primeira decisão, apenas 47% Nação. É meta prioritária do governo eliminá-la”.
das recomendações do TCU foram implementa- Insatisfeito, ele a reescreveu da seguinte maneira: “A
das. Do acórdão posterior, somente 15% das re - inação é a maior inimiga da Nação; logo, é meta prio-
comendações foram implementadas e 27% das ritária do governo eliminá-la”.
determinações efetivamente cumpridas.
Acerca dessa situação, julgue os próximos itens.
4) O TCU xou prazo para que um novo plano de tra -
balho para implementação das determinações seja 1) Ao reescrever a frase, o referido prossional preo-
elaborado e recomenda aos órgãos que aprimorem cupou-se com a coesão textual.
a coordenação entre as suas diversas áreas e con- 2) O prossional poderia substituir “eliminá-la” por eli-
siderem a possibilidade de sancionar com maior minar-lhe e, dessa forma, a frase estaria mais bem
rigor as empresas prestadoras de serviços que não formulada e de acordo com a escrita padrão.
tratarem adequadamente as reclamações encami-
nhadas à própria ouvidoria. No que concerne às qualidades essenciais do texto,
julgue os itens seguintes.
5) A presidência e o conselho diretor de cada órgão
em apreço estão sendo alertados de que as deter- 3) Se, em um texto de redação ocial, aquele que o
minações e recomendações ainda não cumpridas escreve ou revisa decidir usar o trecho “Durante o
ou implementadas dependem fundamentalmente ano de 2008”, em vez de “Neste ano”, estará tor-
de suas atuações, sendo, portanto, de responsabi- nando o texto menos conciso.
lidade direta do respectivo corpo dirigente. O TCU 4) A substituição da expressão “o mesmo” por “o tex-
continuará a acompanhar as medidas adotadas por to”, em “A secretária redigiu um memorando. Espe-
esses órgãos para melhoria da prestação dos ser- ro que o mesmo agrade aos interessados”, tornaria
viços públicos. Nova scalização deverá ser con- esse trecho mais claro e preciso.
cluída no prazo de um ano. 5) A frase “O jornal deu a notícia em primeira mão”
6) Vimos informar que o Tribunal de Contas da União caria mais precisa se a forma verbal “deu” fosse
(TCU), em sua missão de avaliar o desempenho de substituída por publicou, que é mais especíca
vários órgãos públicos, constatou que alguns deles para o contexto.
não estão cumprindo totalmente determinações e 6) No trecho “Era um excelente médico. Todos os
recomendações expedidas em duas scalizações seus pacientes o adoravam”, o uso do termo clien-
referentes à qualidade dos serviços públicos por tes no lugar de “pacientes” seria mais adequado,
eles prestados. pois imprimiria mais precisão à frase.

82
,
8. (CESPE) Considerando os princípios de redação de 11. (CESPE) A respeito da redação de atos normativos, jul-
expedientes, julgue os itens a seguir. gue os itens a seguir.
1) O tratamento que deve ser dado aos assuntos que 1) Um texto normativo deve dirigir-se sempre a pesso-
constam das comunicações ociais deve ser im- as de nível intelectual alto e homogêneo; portanto,
pessoal: todavia, são estimuladas as impressões para compreender o vocabulário utilizado, muitas
vezes, o cidadão comum tem de recorrer à consulta
individuais de quem comunica. a dicionário. A
S
E
2) Com a nalidade de padronização, à redação de 2) Um documento a um departamento deve ser um tex- U
G
comunicações ociais foram incorporados proce- to impecável. No entanto, quem escreve um simples U
T
dimentos rotineiros ao longo do tempo, como as recado a um interlocutor com pouca escolaridade não R
O
formas de tratamento e de cortesia e a estrutura precisa estar atento a certos aspectos linguísticos, P
A
dos expedientes. como, por exemplo, a correção gramatical. U
G

3) Os expedientes ociais cuja nalidade precípua é 3) O emissor de uma mensagem, ao incorrer em ina- ÍN
L
informar com clareza e objetividade, empregando dequação vocabular ou rebuscamento, poderá não
a linguagem adequada, têm caráter normativo, es- produzir o efeito pretendido no receptor, que, por não
tabelecem regras para a conduta dos cidadãos ou entender o teor da mensagem, cará obrigado a no -
regulam o funcionamento dos órgãos públicos. vos contatos, a novas consultas.
4) A concisão, sinônimo de prolixidade, é uma quali- 4) Quem escreve deve evitar a tautologia, que consiste
dade de qualquer texto técnico e uma característica na repetição de palavras com o mesmo sentido.
de texto ocial, que exige do redator essencialmen- 5) Em resposta a uma consulta, oredator deve preocu-
te conhecimento do assunto sobre que escreve, par-se em responder apenas àquilo que lhe foi per-
uma vez que raramente há tempo disponível para guntado, sem considerar outras possíveis dúvidas do
revisar o texto. consulente.
5) O domínio da redação de expedientes ociais é 6) Na resposta a uma consulta, os aspectos positivos
aperfeiçoado em decorrência da experiência pro- de uma situação devem ser apresentados antes dos
ssional; muitas vezes a prática constante faz que negativos.
o assunto se torne de conhecimento generalizado.
12. (CESPE) Sobre a redação de textos ociais, julgue os
9. (CESPE) Julgue os itens que se seguem, referentes próximos itens.
aos níveis da comunicação. 1) As comunicações ociais devem ser padronizadas
1) A comunicação acima/ascendente é entendida e, para isso, o uso do padrão ocial de linguagem é
como aquela que se direciona aos superiores hie- imprescindível.
rárquicos e aos prossionais de outra instituição. 2) A redação ocial, ou seja, a maneira pela qual o Po-
2) Textos direcionados aos prossionais que traba - der Público redige os atos normativos e comunica-
lham sob a gerência/chea de quem escreve carac - ções, caracteriza-se pela linguagem formal e pelapa-
terizam-se como textos de nível de comunicação dronização e uniformidade dosdocumentos emitidos.
denominado abaixo/descendente. 3) A redação ocial, maneira como atos e comunicações
3) O prossional, em um texto dirigido a seus superio- são elaborados pelo poder público, deve orientar-se
res, ao se referir a ações que ele próprio executa, por princípios dispostos naConstituição Federal, tais
deve utilizar qualquer uma das formas verbais a se- como impessoalidade epublicidade.
guir: solicita, propõe, informa, decide, autoriza. 4) Comunicações ociais, utilizadas para a comunica -
4) Por questão de polidez, quando se dirige a seus su- ção entre órgãos do serviço público ou entre órgãos
bordinados, o prossional deve evitar, em seu texto, do serviço público e o público em geral, podem ser
o emprego de palavras como proíbe e adverte. emitidas tanto pela administração pública quanto pe-
los cidadãos.
10. (CESPE) Com base nas orientações do Manual de
Redação da Presidência da República, julgue os itens 13. (CESPE) Em relação às exigências da redação de cor-
subsequentes. respondências ociais, julgue os itens que se seguem.

1) O seguinte trecho introdutório de comunicação o- O trecho


1) por a seguir está adequado e correto para com-
um memorando:
cial atende ao objetivo de mero encaminhamento
Nos termos do “Programa de modernização e informati-
de documento e ao requisito de uso do padrão culto
zação da Agência Nacional de Saúde Suplementar”, solicito a
da linguagem:
Vossa Senhoria a instalação de dois novos computadores no
Encaminho, em anexo, para exame e pronunciamento,
setor de protocolo para atender à demanda e melhorar a quali-
cópia do projeto de modernização de técnicas agrícolas no
dade dos serviços prestados ao público.
estado do Espírito Santo.
2) O trecho a seguir está adequado e correto para com-
2) O emprego de vocabulário técnico de conhecimen-
por um ofício:
to especíco dos prossionais do serviço público fa - Viemos informar que vamos estar enviando oportuna-
cilita a elaboração dos textos ociais e, consequen- mente os relatórios solicitados viaemail, com todas as infor-
temente, o seu entendimento pelo público geral. mações referentes ao desenvolvimento das auditorias citadas.

83
,
14. (CESPE) Com base no Manual de Redação da Presi- 3) O trecho a seguir estaria correto e adequado para
dência da República, julgue os itens seguintes, refe- constituir parte de um memorando:
rentes à adequação da linguagem, formato e caracte- Segue cópia do Relatório Resumido da Execução
rísticas da correspondência ocial. Orçamentária do município XYZ referente ao se -
gundo bimestre do exercício corrente.
1) Formalidade de tratamento, clareza datilográca,
correta diagramação do texto e utilização de papéis 17. (CESPE) À luz das orientações constantes no Manual
B
V
R de mesma espécie são necessárias para a unifor-
IU
V
de Redação da Presidência da República , julgue os
N
IA midade das comunicações ociais.
O
N
itens a seguir.
P
E 2) Na redação ocial, a impessoalidade refere-se ao
IL
F 1) A obrigatoriedade do uso do padrão culto da língua
A emprego adequado de estruturas formais, como a
S
R e o requisito de impessoalidade são incompatíveis
IT
A
R utilização de pronomes de tratamento para deter-
com o emprego da linguagem técnica nas comuni-
E
minada autoridade,
foque dado à polidez
ao assunto que se epretende
à civilidade no en-
comunicar. cações ociais.
2) Admite-se o registro de impressões pessoais na
3) Nas comunicações ociais, o agente comunicador
redação ocial, desde que o assunto seja de in-
é o serviço público, e o assunto relaciona-se às
teresse público e expresso em linguagem formal.
atribuições do órgão ou da entidade que comunica,
devendo a correspondência ocial estar isenta de
18. (CESPE) A democracia já não se reduz a uma espe-
impressões individuais do remetente do documen-
rança, não é mais uma questão, não é apenas um
to, para a manutenção de certa uniformidade entre
direito, não é somente o apanágio de uma cidade
os documentos emanados de diferentes setores da
ilustrada como Atenas, ou de um grande povo como
administração.
o romano: é mais, é tudo nas sociedades modernas.
De mera previsão, converteu-se em fato; de opi-
15. (CESPE) Com base no Manual de Redação da Presi-
nião controversa, transformou-se em realidade viva;
dência da República, julgue os itens seguintes.
deixou de ser puro direito para ser direito e força;
1) Não é permitido, na redação de documento ocial, o passou de simples fenômeno local a lei universal e
uso de linguagens escritas típicas de redes sociais onipotente.
na internet, haja vista que são variedades de uso Enquanto alguns discutem ainda se ela deve ser, já
restrito a determinados grupos e círculos sociais. ela é. Como o crescer silencioso, mas incessante,
2) No que se refere ao emprego de consoantes, o refe- do uxo do oceano, sobe e espraia-se calada, mas
rido manual apresenta o termo “extensão” como ato continuamente. Cada onda que se aproxima, e recua
ou efeito de “estender”, apesar da diferença de graa. depois, estende os limites do poderoso elemento. Os
3) O domínio do padrão culto da língua é fator su - espíritos que não veem muito deixam-se dormir, en-
ciente para garantir a concisão no texto redigido tretanto, recostados indolentemente à margem que
– qualidade inerente aos documentos ociais –, as águas não tardarão em invadir, porque a enchente
evitando-se, desse modo, a necessidade de revi- cresce linha a linha sem que a percebam, e, como
são textual. a onda retrocede sempre, parece-lhes que, retroce-
dendo, perdeu todo o terreno vencido. Embora algu-
16. (CESPE) Julgue os itens a seguir com base nas pres- ma onda mais impetuosa, como que os advertindo,
crições do Manual de Redação da Presidência da Re- jogue de longe sobre eles a espuma. Riem dela, por-
pública para a elaboração de correspondências ociais. que a veem retrair-se logo após; persuadidos de que
1) O trecho a seguir estaria gramaticalmente correto e têm subjugado o oceano quando mandam pelos seus
adequado para constituir parte de um ofício: Tenho serviçais antepor-lhe a cautela de algum quebra-mar
a maior honra de encaminharmos ao TCE/RO, por que dure pela vida de uma ou duas gerações. Cui-
meio desta mensagem, os demonstrativos geren- dam ter desse modo segurado a sua casa e o futuro
ciais da aplicação mensal e acumulada das recei- dos lhos. Mas o frágil anteparo, minado pela ação
imperceptível das águas, esboroa-se um bom dia, ma-
tas resultantes
titucionais de impostos
em ações e transferências
e serviços cons-
públicos de saúde logrando-lhes os cálculos, quando não mais que isso.
referente ao mês de maio do exercício corrente. A aristocracia teve a sua época e passou. A realeza
teve a sua, e extinguiu-se também. Chegou a vez da
2) O trecho a seguir apresenta-se gramaticalmen-
democracia, e esta permanecerá para sempre. Por
te correto e adequado para constituir parte de
quê? Porque a aristocracia era a sujeição de todos
um ofício: Vimos informar que já expirou o prazo
a poucos, era o privilégio, a hereditariedade, que,
para publicação do Relatório de Gestão Fiscal do
na propriedade individual, é legítima, por ser conse-
primeiro quadrimestre do exercício corrente, para
quência do trabalho, mas que, em política, é absur-
municípios com mais de 50.000 habitantes. As ad-
da, porque exclui do governo a vontade dos gover-
ministrações municipais têm dez dias para justicar
nados e submete o merecimento à incapacidade. A
o atraso na publicação.
realeza também era o privilégio, ainda mais restrito,

84
,
mais concentrado, personicado em um indivíduo, 22. (CESPE) Julgue os itens que se seguem, relativos a
circunscrito a uma família. A democracia, essa é a aspectos gerais da redação ocial.
negação das castas, das exclusões arbitrárias, e a 1) Os termos técnicos, as siglas, as abreviações e os
consagração do direito: por isso, não morre. conceitos especícos empregados em correspon -
Rui Barbosa. Obras completas de Rui Barbosa . Vol. I (1865-1871), tomo dências ociais prescindem de explicação.
I, p. 19-20. Internet: <www.casaruibarbosa.gov.br> (com adaptações).
2) As comunicações ociais podem ser remetidas em A
S
E
nome do serviço público ou da pessoa que ocupa U
Julgue o item, relativo às ideias e a aspectos linguísti- G
cos do texto anterior. determinado cargo dentro do serviço público. U
T
R
1) A linguagem empregada no texto é adequada à 23. (CESPE) O
P
correspondência ocial, com exceção da utilizada A
MINISTÉRIO DA INTEGRAÇÃO NACIONAL U
no segundo parágrafo, em que predomina a cono- G

tação. CONSELHO ADMINISTRATIVO DE DESENVOLVI MENTO ÍN


L
DE REGIÃO
19. (CESPE) Com base nas regras de redação de corres- INTEGRADA DO DISTRITO FEDERAL E ENTORNO COARIDE
pondências ociais, julgue o item que se segue.
CAPÍTULO
1) A linguagem desse tipo de texto deve ser formal,
impessoal, clara e concisa, características decor-
rentes da submissão dos documentos ociais aos ATRIBUIÇÕES
princípios da administração pública.
Art. 1º O Conselho Administrativo da Região Inte-
2) Em texto normativo, os artigos são a unidade bá-
sica para apresentação, divisão ou agrupamentos grada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno
de assuntos; os parágrafos são disposições secun- (COARIDE), órgão colegiado do Ministério da Integração
dárias de um capítulo, as quais explicam ou mo- Nacional, nos termos da Lei Complementar n. 94, de 19 de
dicam a disposição principal, expressa no caput. fevereiro de 1988, e do Decreto n. 2.710, de 4 de agosto
de 1998, alterado pelo Decreto n. 3.445, de 4 de maio de
20. (CESPE) Julgue os itens a seguir à luz do Manual de 2000, tem por nalidade:
Redação da Presidência da República.
1) O trecho a seguir estaria correto e adequado para I – coordenar as ações dos entes federados que
compor um ofício: compõem a RIDE, visando ao desenvolvimento
Viemos esclarecer que os estudos realizados compro- das regiões que a integram e à redução de suas
vam que o perl do sistema produtivo nacional suge - desigualdades regionais;
rem que os traçados mais urgentes para as ferrovias II – aprovar e supervisionar planos, programas e pro-
são aqueles que passam por polos de produção no in- jetos para o desenvolvimento integrado da RIDE;
terior do país e seguem para os principais portos. (...)
2) Expediente que contenha a seguinte resposta: “Em VI – coordenar a execução de programas e projetos
atenção ao Memo n. 03/11, a data é 10/02/2011”, de interesse da RIDE;
em vez de “Em atenção ao Memo n. 03/11, que VII – aprovar o seu regimento interno.
trata das férias de servidores desta Coordenadoria,
informo que elas se iniciaram no dia 10/02/2011”,
está desrespeitando as normas referentes à conci- Considerando que o trecho do documento acima é
são, um dos requisitos básicos da redação ocial. exemplo de redação ocial de expedientes administrativos,
julgue os itens a seguir.
21. (CESPE) Em relação às correspondências ociais, jul - 1) É obrigatório o emprego das letras iniciais maiús-
gue os seguintes itens. culas em “Lei Complementar n. 94” e em “Decreto
1) A redação ocial caracteriza-se por uma linguagem n. 2.710” porque se trata de lei e decreto especi-
contrária à evolução da língua, uma vez que sua cados por número e data.
nalidade é comunicar com impessoalidade e má-
xima clareza. 2) O respeito às regras da norma de padrão culto
mostra que o sujeito de “tem”, na última linha do
2) As comunicações ociais devem nortear-se pela
Art. 1º, só pode ser “O Conselho Administrativo da
uniformidade, pois há sempre um único comunica-
Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito
dor: o serviço público.
Federal e Entorno”, que tem por sigla COARIDE.
3) Os princípios da publicidade e da impessoalidade,
que regem toda a administração pública, devem 3) O emprego de letras minúsculas iniciando cada
nortear a elaboração das comunicações ociais. inciso deve-se ao uso de dois-pontos no nal do
4) Na elaboração das comunicações ociais, deve-se
parágrafo que inicia o capítulo.
empregar, sempre, o padrão culto da linguagem, 4) A pontuação em VII indica que se trata do último
admitindo-se o emprego dos jargões técnicos, mas inciso do art. 1º.
não de regionalismos e gírias.

85
,
24. (CESPE) No que se refere ao formato e à linguagem 3) Embora os níveis gráco e lexical estejam corretos,
das correspondências ociais, julgue os próximos o texto desrespeita as regras do padrão culto da lin-
itens, com base no Manual de Redação da Presidên- guagem no nível sintático.
cia da República. 4) O texto não obedece às características de formali-
1) Emprega-se o pronome de tratamento Ilustríssimo dade e de impessoalidade que devem nortear toda
em documentos encaminhados a particulares e a correspondência ocial para que esta adquira uni -
B
V autoridades que recebam o tratamento de Vossa formidade.
R
IU
V
N
IA
Senhoria. 5) As formas de tratamento empregadas no texto reve-
O
N
2) No envelope de endereçamento de correspondên-
lam um caráter de respeitosa formalidade e estão de
P
E
IL acordo com as recomendações para textos ociais.
F
A cia ocial dirigida ao governador de estado, devem
S
R
IT
A
R
constar, além da expressão “A Sua Excelência o 27. (CESPE) Com base nas orientações do Manual de
E
Senhor”, o nome do destinatário e o seu endereço
completo, que pode ser substituído pelo CEP. Redação da Presidência da República, julgue os itens
subsequentes.
1) No seguinte trecho de ofício encaminhado a depu-
25. (CESPE) Com relação a elementos estruturais de ex-
tado federal, o emprego do pronome de tratamento
pedientes e textos normativos ociais, julgue os itens está adequado à autoridade a que se destina a co-
subsequentes. municação, e a redação, de acordo com o padrão
1) O pronome de tratamento Vossa Excelência é culto da língua:
empregado, no Poder Judiciário, para ministro de Em sua comunicação, Vossa Excelência ressalta
tribunal superior, membros do júri em tribunais po- a necessidade de que sejam levadas em conside-
pulares, auditores e juízes. ração, na aprovação do projeto, as características
2) A forma Digníssimo (DD) foi abolida no tratamento sociais e econômicas da região.
às autoridades, porque dignidade é pressuposto 2) No seguinte trecho de documento dirigido a ministro
para que se ocupe qualquer cargo público, sendo de Estado, está correto o emprego do pronome de
desnecessária sua repetida evocação em expe- tratamento.
dientes ociais. Encaminho a Sua Excelência esta carta aberta
em cumprimento do estabelecido no Decreto n.
3) Entre as autoridades tratadas por Vossa Excelên- 3.088/1999, que instituiu o regime de metas para
cia, estão o presidente da República, os ministros a inação no Brasil. Como é do conhecimento de
de Estado e os juízes. Sua Excelência, o parágrafo único do artigo 4º do
referido decreto reza que, em caso de descum-
26. (CESPE) A subchea de assuntos jurídicos desse mi - primento da meta de inação estabelecida pelo
nistério submeteu ao magníco procurador-geral da Conselho Monetário Nacional [...].
república, Dr. Aristóteles Sócrates Platão, consulta so-
bre sua opinião pessoal a respeito de matéria contro- 28. (CESPE) Julgue os itens que se seguem, referentes à
versa que versa sobre os limites entre os direitos dos correspondência ocial.
cidadões e a esfera do poder público, no sentido de 1) Estão corretos os vocativos “Excelentíssimo Senhor
tornar clara, explícita e incontroversa a questão levan- Presidente da República”, “Excelentíssimo Senhor
tada pela prestigiosa comissão que investiga o recebi- Presidente do Supremo Tribunal Federal” e “Senhor
mento de um excelente automóvel zero quilômetro da Senador”.
marca Mercedez Benz pelo senhor chefe dos serviços 2) No endereçamento de comunicação dirigida a au-
gerais do nosso ministério para que seje investigado a toridades tratadas por Vossa Excelência, como é o
fundo se o episódio pode ser considerado inação do caso dos senadores, deve constar o seguinte:
código de ética recentemente promulgado pelo poder
executivo. Ao Digníssimo Senhor Senador
De acordo com o Manual de Redação da Presidência da Fulano de Tal
República, a redação ocial deve caracterizar-se por impes - Senado Federal
soalidade, uso de padrão culto da linguagem, clareza, conci-

são,eformalidade
ção do fragmentoe uniformidade.
de texto ocialEm face julgue
acima, dessa os
caracteriza-
itens que 3) No caso de o destinatário de expediente ocial ser
uma alta autoridade do Poder Executivo, Legislativo
se seguem. ou Judiciário, o remetente, quando a ele se dirigir,
1) Exceto pelo emprego de períodos sintáticos longos, deve empregar o pronome de tratamento Vossa Ex-
o fragmento respeita as normas de concisão e obje- celência.
tividade recomendadas peloManual de Redação da
Presidência da República. 29. (CESPE) Em relação às exigências da redação de cor-
respondências ociais, julgue os itens que se seguem.
2) No fragmento, para que a característica de clareza
seja observada, deve não apenas ser reformulado o 1) A forma de tratamento Magníco destina-se a au-
nível sintático como também deve haver mais preci- toridades do Poder Legislativo, principalmente ao
são na organização das ideias. presidente da Câmara dos Deputados e ao do Se-
nado Federal.

86
,
2) Os ministros de Estado recebem o tratamento de
Vossa Excelência, e o vocativo empregado em co-
municações a eles dirigidas deve ser Excelentíssi-
mo Senhor Ministro.
3) Em documentos destinados ao presidente do Su-
premo Tribunal Federal, o emprego do vocativo
A
Excelentíssimo Senhor, seguido do cargo, atende S
E
a regra de formalidade nas comunicações ociais. U
G
U
T
R
30. (CESPE) No que se refere a aspectos gerais das cor- O
P
respondências ociais, julgue os itens que se seguem A
de acordo com o Manual de Redação da Presidência U
G

da República (MRPR). ÍN
L
1) Em uma correspondência encaminhada ao ministro
dos Transportes, o destinatário deve ser chamado
pelo vocativo “Senhor Ministro” e, no envelope de
endereçamento, deve ser referido pela forma de
tratamento “A Sua Excelência o Senhor”.
2) Nas comunicações ociais dirigidas a ministros de
tribunais superiores, deve-se empregar o vocativo
Senhor Ministro.
3) Em comunicações ociais dirigidas a ministros de
tribunais superiores, deve-se empregar o pronome
de tratamento Vossa Excelência.

GABARITO

1. e
2. E, E, E, E
3. E, C
4. C, E, C
5. C, E, E, C, C, C
6. E, C, E, C, C
7. C, E, C, C, C, E
8. E, C, C, E, E
9. C, C, E, E
10. C, E
11. E, E, C, C, E, C
12. E, C, C, E
13. C, E
14. C, E, C
15. C, C, E
16. E, C, C
17. E, E
18. E
19. C, E
20. E, E
21. E, C, C, E
22. E, E
23. C, C, C, C
24. E, E
25. E, C, C
26. E, C, E, C, E
27. C, E
28. C, E, C
29. E, E, C
30. C, C, C

87
,
,
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

SUMÁRIO

SISTEMA OPERACIONAL WINDOWS 7.........................................................................................................95


MICROSOFT OFFICE: WORD 2013, EXCEL 2013, POWER POINT 2013 E MICROSOFT OUTLOOK
2013 ...................................................................................................
....................................................
126/136/148
CONCEITOS E TECNOLOGIAS RELACIONADOS À INTERNET E A CORREIO ELETRÔNICO ......................122
INTERNET EXPLORER 8 ...............................................................................................................................112
CONCEITOS BÁSICOS DE SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO........................................................................ 90

,
SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO falhas na segurança da informação. Quando um usu-
ário leigo clica um link de e-mail, por exemplo, pode
PRINCÍPIOS DA SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO estar trazendo diversos malwares para o sistema de
informação.
A segurança da informação visa minimizar os riscos de • Malwares: são programas maliciosos. Veremos, com
uso indevido, vazamentos, paralisações, fraudes ou qualquer detalhes, diversos malwares que podem prejudicar os
outra ameaça que possa prejudicar a conabilidade dos siste - sistemas.
mas de informação de um indivíduo ou organização. Há quatro • Fraudes/Golpes:são técnicas que utilizam da inge-
princípios básicos da segurança da informação: nuidade, da falta de preparo ou do emocional para
• Disponibilidade: é a garantia de que uma informa- obter dados condenciais. Veremos, com detalhes,
ção estará sempre disponível quando acessada. Por alguns exemplos.
exemplo, ao se acessar um site, as informações deve- • Ataques: são técnicas que visam interferir de forma
rão aparecer. Caso as informações não apareçam,
pode-se armar que a disponibilidade foi afetada. direta
com ono funcionamento
intuito, dos de
por exemplo, sistemas
deixar de
forainformação
do ar um
• Integridade:é a garantia de que a informação não foi sistema.
alterada durante o trajeto de envio e recebimento.
• Condencialidade:é a garantia de que a informação Malwares
não será lida por pessoa não autorizada. Garante, por
exemplo, que um e-mail só será lido por pessoa auto- Os principais malwares serão descritos a seguir. Convém
rizada. citar que parte das denições dos diversos malwares a seguir
• Autenticidade: é a garantia da identidade de uma foram tirados da Cartilha de Segurança para Internet, desen-
pessoa (física ou jurídica). Ou seja, de que é realmente volvida pelo CERT.br, mantido pelo NIC.br, com inteiro teor em
a pessoa que escreveu ou enviou a informação. http://cartilha.cert.br/. Esta Cartilha de Segurança para Internet
Principais Ameaças já foi utilizada por diversas bancas como CESPE, FUNIVERSA,
entre outras, inclusive sendo citada em algumas provas.
É necessário conhecer as principais ameaças e técnicas • Vírus: programa ou parte de um programa de compu-
de ataque que podem comprometer a segurança da informação tador, normalmente malicioso, que se propaga infec-
H para aplicar as medidas de seguranças adequadas para prote- tando, isto é, inserindo cópias de si mesmo e se tor-
E
N ção dos sistemas de informação.
R nando parte de outros programas e arquivos de um
IQ Entre as principais ameaças estão:
computador. O vírus depende da execução do pro-
U • Ameaças ambientais: inundações, tempestades,
E grama ou arquivo hospedeiro para que possa se tornar
S incêndios, falhas elétricas etc.
O
D
R • Defeitos de Hardware:como as ameaças ambientais, • ativo
Worm: e dar continuidade
programa ao se
capaz de processo de automatica-
propagar infecção.
É não há como prever uma falha no hardware. Portanto,
uma técnica que pode ser utilizada para minimizar as mente através de redes, enviando cópias de si mesmo
consequências de uma falha no hardware ou de ame- de computador para computador. Diferente do vírus, o
aças ambientais é o backup. O backup permite realizar worm não embute cópias de si mesmo em outros pro-
uma cópia de segurança dos arquivos para uma pos- gramas ou arquivos e não necessita ser explicitamente
sível recuperação. executado para se propagar. Sua propagação se dá
• Hackers: são pessoas com alto conhecimento em através da exploração de vulnerabilidades existentes
informática. O principal objetivo de um hacker seria ou falhas na conguração de softwares instalados em
o de invadir um sistema de informação por vaidade, computadores.
competição ou desao, por exemplo. • Trojan: programa normalmente recebidocomo um
• Crackers: são “hackers do mal”. São pessoas com “presente” (por exemplo, cartão virtual, álbum de fotos,
alto conhecimento de informática que causam danos protetor de tela, jogo etc.), que, além de executar
ao sistema de informação como deixar uma página funções para as quais foi aparentemente projetado,
fora do ar, quebrar sistemas de defesa, crackear pro- também executa outras funções normalmente malicio-
gramas (quebrar sistemas de proteção de softwares sas e sem o conhecimento do usuário.
comerciais) etc. • Keylogger: programa capaz de capturar e armaze-
• Programas desatualizados: podem apresentar nar as teclas digitadas pelo usuário no teclado de um
brechas de segurança que podem ser utilizados por computador. Normalmente, a ativação do keylogger é

• hackers
Spam: sãoou mensagens
crackers. de correio eletrônico indeseja- condicionada
exemplo, apósa uma ação prévia
o acesso do usuário,
a um site como,ele-
de comércio por
das que, em geral, apresentam propagandas ao usuá- trônico ou Internet Banking, para a captura de senhas
rio. Para minimizar a quantidade de spams recebidos, bancárias ou números de cartões de crédito.
alguns clientes de e-mail e webmails implementam • Screenlogger:forma avançada de keylogger,capaz de
serviço de ltro de spam. armazenar a posição do cursor e a tela apresentada
• Usuários descontentes/leigos:funcionários des- no monitor, nos momentos em que o mouse é clicado,
contentes de uma empresa podem, intencionalmente, ou armazenar a região que circunda a posição onde o
levar a falhas na segurança da informação. Eles mouse é clicado.
podem abrir brechas para facilitar uma possível inva- • Spyware: termo utilizado parase referir a uma grande
são ao sistema. Usuários leigos, por falta de conheci- categoria de software que tem o objetivo de monito-
mento técnico, podem, não intencionalmente, levar a rar atividades de um sistema e enviar as informações

90
,
coletadas para terceiros. Podem ser utilizados de ociais o suciente para convencer muitas pessoas
forma legítima, mas, na maioria das vezes, são utiliza- de sua legitimidade. Acreditando que esses e-mails
dos de forma dissimulada, não autorizada e maliciosa. são legítimos, pessoas desavisadas com frequência
• Adware: do Inglês Advertising Software. Software respondem às solicitações de número do cartão de
especicamente projetado para apresentar propagan - crédito, senha, informações de conta ou outras infor-
das. Constitui uma forma de retorno nanceiro para mações pessoais. Para fazer com que esses e-mails
aqueles que desenvolvem software livre ou prestam pareçam ainda mais reais, os criadores de scam
serviços gratuitos. Pode ser considerado um tipo de podem colocar um link em um e-mail falso que parece
spyware, caso monitore os hábitos do usuário, por levar ao site legítimo, mas na verdade leva o usuário
exemplo, durante a navegação na Internet para dire- ao site de scam ou mesmo a uma janela igualzinha ao
cionar as propagandas que serão apresentadas. site ocial. Uma vez entrando em um desses sites, o
• Backdoor:programaque permite a um invasor retornar usuário poderá, inadvertidamente, inserir informações
a um computador comprometido. Normalmente este pessoais, que serão transmitidas diretamente ao cria-
programa é colocado de forma a não ser notado. dor do site. Ele poderá usar esses dados para comprar
• Exploits: programa malicioso projetado para explo- bens, candidatar-se a um novo cartão de crédito ou
rar uma vulnerabilidade existente em um software de roubar a identidade do usuário.
computador. • Pharming:é uma técnica de envenenamento do DNS.
• Sniers: utilizado para capturar e armazenar dados Neste ataque um servidor de nomes (servidor DNS)
trafegando em uma rede de computadores. Pode ser é comprometido, de tal forma que as requisições de
usado por um invasor para capturar informações sensí- acesso a um site feitas pelos usuários deste servidor
veis (como senhas de usuários), em casos onde este- sejam redirecionadas a outro endereço, sob controle
jam sendo utilizadas conexões inseguras, ou seja, sem dos atacantes. Na internet, o servidor DNS é um com-
criptograa. Deixa a placa de rede em modo promís - putador dotado de um software que traduz os nomes
cuo. dos sites (domínios), da linguagem humana para
• Port Scanners: programa utilizado para efetuar var- números (chamados de endereços IP), de forma que
reduras em redes de computadores, com o intuito de possam ser interpretados pelas outras máquinas da
identicar quais computadores estão ativos e quais rede. O ataque de pharming feito em um servidor DNS A
C
serviços estão sendo disponibilizados por eles. Ampla- pode afetar milhões de usuários, sendo um ataque I
T
mente utilizado por atacantes para identicar poten - indireto. Porém, existe a possibilidade desse ataque Á
M
ciais alvos, pois permite associar possíveis vulnerabi- afetar diretamente o usuário alterando um arquivo cha- R
O
lidades aos serviços habilitados em um computador. mado de hosts. Este arquivo está presente na maio- F
IN
• Bot: programa que, além de incluir funcionalidadesde ria das versões Windows e é utilizado para associar E

worms, sendo capaz de se propagar automaticamente uma lista de IP’s com uma lista de URL’s. Por exemplo, D
S
E
através da exploração de vulnerabilidades existentes um usuário poderia associar um endereço IP qualquer Õ
ou falhas na conguração de softwares instalados em para a URL www.xxxx.com.br Ç
O
um computador, dispõe de mecanismos de comuni- • Engenharia Social: método de ataque onde uma N

cação com o invasor, permitindo que o programa seja pessoa faz uso da persuasão, muitas vezes abusando
controlado remotamente. O invasor, ao se comunicar da ingenuidade ou conança do usuário, para obter
com o bot, pode orientá-lo a desferir ataques contra informações que podem ser utilizadas para ter acesso
outros computadores, furtar dados, enviar spam etc. não autorizado a computadores ou informações.
• Rootkit: conjunto de programas que tem como nali -
dade esconder e assegurar a presença de um inva- Ataques Contra Sistemas de Informação
sor em um computador comprometido. É importante
ressaltar que o nome rootkit não indica que as ferra- • Ataque DoS Denial
( of Service): atividade maliciosa
mentas que o compõem são usadas para obter acesso onde o atacante utiliza um computador para tirar de
privilegiado (root ou Administrator) em um computador, operação um serviço ou computador conectado à
mas sim para manter o acesso privilegiado em um Internet.
computador previamente comprometido. • Ataque DDoS Distributed
( DoS ): ataque de negação
de serviço distribuído, ou seja, um conjunto de compu-
Fraudes e Golpes na Internet tadores é utilizado para tirar de operação um ou mais
serviços ou computadores conectados à Internet.
• Phishing: é um tipoEm
dados de usuários. deumfraude projetada
phishing scam, para roubar
uma pessoa • Buer Overow
em transmitir
Sobrecarga de Buerconsiste
em( um buer de tamanho): xo, dados
mal-intencionada tenta obter informações como núme- maiores que o seu tamanho. É um ataque DOS.
ros de cartões de crédito, senhas, dados de contas ou • Ping da Morte Ping
( of Death): é um ataque Buer
outras informações pessoais convencendo o usuário Overow. Consiste no uso do comando ping para o
a fornecê-las sob pretextos enganosos. Esquemas de envio de pacotes de tamanho inválidos para servido-
phishing normalmente surgem por meio de e-mails ou res, levando-os ao travamento ou ao impedimento de
janelas pop-up. Exemplicando, um usuário mal-inten- trabalho. O comando ping é um comando do DOS
cionado envia milhões de e-mails falsos que parecem (não confundir DOS com DoS) que pode ser utilizado
vir de sites populares ou de sites nos quais o usuário para vericar se há conexão entre dois computadores.
cona, como seu banco ou empresa de cartão de -cré Ao digitar, por exemplo, ping 00.
2 152.161.132, paco-
dito. Esses e-mails, e os sites a que remetem, parecem tes serão disparados contra o endereço digitado. Com

91
,
isso, é possível saber se há resposta do computador normalmente a Internet. Ou seja, em vez de se utili-
200.152.161.132 entre outras informações. Quando o zar links dedicados ou redes de pacotes
para conectar
tamanho dos pacotes é superior ao tamanho de buer redes remotas, utiliza-se a infraestrutura da Internet.
suportado pelo computador de destino, ocorre uma Conexões com a Internet podem ter um custo mais
sobrecarga de Buer. Atualmente, os sistemas já são baixo que links dedicados, principalmente quando as
capazes de evitar este tipo de ataque. distâncias são grandes. Por isso, as empresas cada
• SYN Flooding: é um ataque DoS. Consiste no envio vez mais estão utilizando a infraestrutura da Internet
de vários pacotes SYN (sincronia) seguidamente para para conectar a rede privada. A utilização da Internet
o servidor, que responderá com pacotes SYN-ACK como infraestrutura de conexão entre hosts da rede
(conrmação de sincronia). O primeiro deveria respon- privada é uma ótima solução em termos de custos,
der com pacotes de ACK (conrmação de conexão), mas não em termos de privacidade, pois a Internet é
mas isso não ocorrerá. Se todas as conexões disponí- uma rede pública, na qual os dados em trânsito podem
veis forem utilizadas dessa maneira, clientes legítimos ser lidos por qualquer equipamento. Então como resol-
não poderão ser atendidos. ver a questão da segurança e a condencialidade das
• Spoong: consiste em esconder o endereço real informações da empresa? Utilizando-se criptograa
do atacante por meio da alteração no cabeçalho do para a segurança de dados. Utilizando criptograa na
pacote IP (IP Spoong) ou no cabeçalho do pacote comunicação entre hosts da rede privada de forma
MAC (MAC Spoong). Utilizado em conjunto com que, se os dados forem capturados durante a trans-
outros ataques como o ataque Smurf. missão, não possam ser decifrados. Os túneis virtu-
• Ataque Smurf: é um ataque DOS. Consiste no envio ais habilitam o tráfego de dados criptografados pela
de vários pacotes a um endereço de broadcast qual- Internet e esses dispositivos são capazes de entender
quer, mas, antes, altera-se o endereço de srcem do os dados criptografados formando uma rede virtual
pacote para o endereço IP do computador que se segura sobre a rede Internet. Os dispositivos respon-
deseja atacar. Com isso, todos os computadores, que sáveis pelo gerenciamento da VPN devem ser capa-
receberam os pacotes que foram enviados pelo ata- zes de garantir a condencialidade, a integridade e a
cante, responderão ao endereço IP do computador autenticidade dos dados.
que se deseja atacar que cará sobrecarregado. • IDS: programa, ou um conjunto de programas, cuja
função é detectar atividades maliciosas ou anômalas.
H
E Agentes da Segurança Quando um IDS detecta alguma atividade com carac-
N
R terística de invasão, este avisa ao administrador da
IQ
U
• Antivírus:os programas antivírus vericam a existência rede uma possível tentativa de ataque ao sistema.
E de vírus, vermes e cavalos de Troia em e-mails ou arqui- • Bastion Host:é um computador que serve de porta de
S
O
D
R vos doseja
Troia computador.
localizado,Caso um vírus,antivírus
o programa verme ou cavalo de
o coloca entrada.
todos É comparável
devem passar porà entrada de um
esse ponto edifício
tanto paraonde
sair
É
quarentena ou o exclui inteiramente, antes que ele dani- quanto para entrar. Como é o ponto mais exposto da
que o computador e os arquivos. O antivírus deve estar rede deve ser o mais forte trazendo, por exemplo, um
sempre atualizado para que seja possível a detecção rewall (ou vários de vários tipos), antivírus, IDS etc.
de novos vírus, worms e trojans. Os principais antivírus • DMZ: alguns rewalls oferecem a opção de criar uma
são: Mcafee, Norton, AVG, AVAST, Kapersky. zona onde a vigilância é mais fraca, a DMZ. A esta
• Antispam:ferramenta que permite ltrar certos e-mails zona é adicionada uma faixa de endereços IP ou uma
com características de spam. faixa de endereços MAC que estão sendo utilizados
• Firewall: conectar-se à Internet sem um rewall é por servidores SMTP, servidores Web, por exemplo. A
como deixar a sua casa sem um muro de proteção DMZ é uma zona intermediária entre a rede externa
contra invasores. O rewall auxilia na proteção da (em geral, a Internet) e a rede privada (a rede que não
máquina contra ataques à segurança. Existem ata- terá acesso provenientes de usuários externos). Ou
ques mais graves que podem tentar excluir informa- seja, para separar os computadores que terão acesso
ções do seu computador, travá-lo ou até mesmo furtar de usuários externos dos computadores que não terão
informações pessoais como senhas ou números de acesso de usuários externos pode ser utilizado a DMZ.
cartão de crédito. Felizmente, o usuário pode reduzir Lembrando que a vigilância será maior na parte onde
os riscos de invasão com o uso de um rewall. Um não se deseja que usuários tenham acesso.
rewall examina as informações que chegam da Inter - • Honeypot: seu único propósito é a de se passar por
net e que são enviadas a ela. Ele identica e ignora um equipamento legítimo e é congurado para intera -
informações provenientes de um local perigoso ou que gir
dascom um hacker
técnicas em epotencial.
utilizadas do ataque Assim,
em siospodem
detalhes
ser
pareçam suspeitas. Se o usuário congurar o rewall
corretamente, os hackers em busca de computadores capturados e estudados.
vulneráveis terão mais diculdades ou não consegui - • Backup: o backup permite realizar uma cópi a de segu-
rão invadir a máquina. rança dos arquivos para uma possível recuperação. A
• Criptograa: é utilizada no processo de assinatura criptograa será estudada, em detalhes, em um tópico
digital ou criptograa. A assinatura digital visa garantir próximo.
a autenticidade, a integridade e o não repúdio e a crip-
tograa visa garantir a condencialidade. A criptograa CRIPTOGRAFIA
será estudada, em detalhes, em um tópico próximo.
• VPN: ou Rede Privada Virtual, é uma rede privada A criptograa é um conjunto de métodos e técnicas des-
construída sobre a infraestrutura de uma rede pública, tinadas a proteger o conteúdo de uma informação. Um texto

92
,
claro é transformado por uma sequência de operações (algo- mento srcinal, obtendo um resultado, aqui chamado resumo
1.
-
ritmo) em um texto cifrado. O parâmetro que dene as condi Em seguida, a assinatura é decifrada utilizando-se a chave
ções da transformação é chamado de chave. pública do emissor, obtendo-se assim o resumo. Compara-se
o resumo (obtido na primeira etapa) com o resumo1 (obtido na
terceira etapa). Caso os dois resumos sejam iguais, é possí-
vel concluir que o documento está íntegro e que o documento
foi realmente enviado pelo emissor porque a chave pública do
receptor conseguiu decifrá-lo.

CERTIFICADO DIGITAL

É um documento eletrônico emitido por uma Autoridade


Certicadora (AC) que é concedido a uma pessoa física ou-jurí
Existem dois tipos de criptograa: simétrica e assimétrica. dica. Uma utilização do certicado digital é envolver um terceiro
Ambas garantem a condencialidade dos dados. de conança que garante que a assinatura digital seja real -
mente de um usuário, ou seja, a Autoridade Certicadora -fun
Criptograa Simétrica ciona como se fosse uma espécie de cartório virtual em que
é cadastrada uma assinatura digital a partir da vericação de
A criptograa simétrica é baseada em algoritmos que documentos do usuário.
dependem de uma mesma chave, denominada chave secreta, O certicado digital deve conter, entre outras, as seguintes
que é usada tanto no processo de cifrar quanto no de decifrar informações: versão, número de série, o período de validade,
o texto. Para que usuários não autorizados não tenham acesso emissor, usuário, chave pública do usuário, assinatura digital do
às informações é necessário restringir o conhecimento da chave emissor.
somente para o emissor e o receptor.
BACKUP
Criptograa Assimétrica
O Backup permite realizar cópia de dados por motivo de
A
A criptograa assimétrica é mais segura do que a crip- segurança. Em caso de problemas, os dados que passaram C
I
T
tograa simétrica, pois, baseia-se em algoritmos que utilizam pelo procedimento de backup podem ser restaurados. Á
duas chaves diferentes, mas que são relacionados matemati- Os arquivos possuem um atributo que indica se o arquivo M
R
camente através de um algoritmo, de forma que o texto cifrado precisa passar ou não pelo processo de backup. Esse atributo O
F
pela chave1 do par somente poderá ser decifrado pela chave 2 é chamado de Arquivo e pode ser visualizado ao se clicar com IN
E

edoprivada.
mesmo Para
par. Essas
enviarchaves são chamadas de chave pública Propriedades.
o botão direito Quando
do mouseo sobre o arquivo e selecionar a opção
atributo está marcado, signica que D
S
uma mensagem utilizando criptograa E
assimétrica, um usuário deve utilizar a chave pública do desti- o arquivo precisa passar pelo processo de backup. Porém, Õ
Ç
natário. A chave é chamada de pública porque esta chave pode quando o atributo está desmarcado, signica que o arquivo não O
N
ser do conhecimento de qualquer usuário, pois ela é utilizada precisa passar pelo processo de backup.
para cifrar a mensagem. Para receber uma mensagem, o des-
tinatário deve utilizar a chave particular. A chave é chamada de Tipos de Backups
particular porque é de conhecimento apenas do destinatário e é
utilizada para decifrar a mensagem. A segurança da comunica- • Backup Normal:copia todos os arquivos selecionados
ção depende da garantia de segredo da chave privada, que só e os marca como arquivos que passaram por backup,
deve ser de conhecimento do seu titular. ou seja, o atributo de arquivo é desmarcado. Com
backups normais, só se precisa da cópia mais recente
ASSINATURA DIGITAL do arquivo de backup para restaurar todos os arquivos.
• Backup Diferencial:copia arquivos que estão com o
A assinatura digital visa atender os requisitos de integri- atributo de arquivo marcado, mas não marca os arqui-
dade e autenticidade. Ao contrário da criptograa assimétrica, vos como arquivos que passaram por backup, ou seja,
a assinatura digital utiliza uma chave particular para o envio e o atributo de arquivo não é desmarcado. Para uma
uma chave pública para o rec ebimento. Aprimeira etapa do pro- combinação de backups normal e diferencial, a res-
cesso de geração de um documento assinado digitalmente é tauração de arquivos e pastas exigirá o último backup
aplicar uma função de resumohash ( ) ao documento eletrônico, normal e o último backup diferencial.
obtendo-se uma sequência de tamanho xo, única para cada • Backup Incremental:
atributo marcado copia
e, após os arquivos
o backup que têmdes-
ser realizado, o
documento, chamada demessage digest(resumo da mensa-
gem). Não é possível recuperar o documento srcinal a partir marca os atributos de todos eles. Ou seja, marca como
do resumo da mensagem, portanto a função hash é unidirecio- arquivos que passaram por backup. Para uma combi-
nal. Na segunda etapa do processo, esse resumo será então nação de backups normal e incremental, a restauração
cifrado com a chave privada do emissor do documento, gerando de arquivos e pastas exigirá o último backup normal e
um arquivo eletrônico que representará a assinatura digital do todos os backups incrementais realizados.
emissor. Na terceira etapa, a assinatura gerada será anexada • Backup de Cópia:copia todos os arquivos seleciona-
ao documento eletrônico srcinal, compondo a mensagem ou dos independente se o atributo de arquivo está ou não
arquivo, que será transmitido ao receptor. Na quarta etapa do marcado. O Backup de Cópia é idêntico ao Backup
processo, o receptor recebe a mensagem, ou seja, o documento Normal, mas não desmarca o atributo após o backup
srcinal mais a assinatura. Aplica a função de
hash, ao docu- ter sido realizado. Pode ser utilizado quando se deseja

93
,
realizar um backup de arquivos entre os backups tre as características de um certicado digital inclui-se a
normal e incremental, pois não afeta essas outras ope- existência de um emissor, do prazo de validade e de uma
rações de backup. assinatura digital.
• Backup Diário:copia todos os arquivos selecionados
que foram alterados no dia de execução do backup 10. (CESPE/ SEGRH-ES/ Básico para todos os cargos) O
diário. Os arquivos não são marcados como arquivos uso do protocolo https assegura que as informações tra-
que passaram por backup (o atributo de arquivo não fegadas utilizem certicados digitais.
é desmarcado). São copiados somente, dentre os
arquivos selecionados, os arquivos modicados no 11. (CESPE/ TJ-ES/ Básico Nível Médio) Condencialidade,
dia corrente. disponibilidade e integridade da informação, que são con-
ceitos importantes de segurança da informação em am-
EXERCÍCIOS biente digital, devem estar presentes na gestão e no uso
de sistemas de informação, em benefício dos cidadãos e
1. (CESPE/ SES-ES/ Especialista em Gestão) O certicado dos fornecedores de soluções.
digital é uma das tecnologias que permite identicar se
um sítio de informações é reconhecido pelos registrado- 12. (CESPE/ TJ-ES/ Básico Nível Superior) Tecnologias
res de domínio da Internet, se seu endereço é válido e como a biometria por meio do reconhecimento de digitais
se é garantida a segurança dos usuários que baixarem de dedos das mãos ou o reconhecimento da íris ocular
arquivos gerados por certicados autoassinados. são exemplos de aplicações que permitem exclusivamen-
te garantir a integridade de informações.
2. (CESPE/ SES-ES/ Comum para Nível Superior) Uma das
formas de se aplicar o conceito de disponibilidade da in- 13. (CESPE/ TJ-ES/ Básico Nível Superior) O conceito de
formação é por meio da realização de cópias de seguran- condencialidade refere-se a disponibilizar informações
ça, que contribuem para a restauração dos dados ao seu em ambientes digitais apenas a pessoas para as quais
ponto srcinal (de quando foi feita a cópia), o que reduz as elas foram destinadas, garantindo-se, assim, o sigilo da
chances de perda de informação em situações de panes, comunicação ou a exclusividade de sua divulgação ape-
roubos, queda de energia, entre outras. nas aos usuários autorizados.
H
E 3. -
(CESPE/ ABIN/ Ocial Técnico de Inteligência) A utiliza 14. (CESPE/ TRE-BA/ Básico Nível Superior) Condencia -
N
R ção dos padrões de correio eletrônico implica a geração lidade, disponibilidade e integridade da informação são
IQ
U automática, pelo IMAP (Internet message access proto- princípios básicos que orientam a denição de políticas de
E
S col), de uma assinatura digital, que pode ser vericada uso dos ambientes computacionais. Esses princípios são
O
D
R pelo destinatário. aplicados
pois exclusivamente
não podem às tecnologias
ser seguidos de informação,
por seres humanos.
É
4. -
(CESPE/ ABIN/ Ocial Técnico de Inteligência) A mensa
gem criptografada com a chave pública do destinatário 15. (CESPE/ PC-PB/ Motorista Policial) A segurança da infor-
garante que somente quem gerou a informação criptogra- mação não está restrita somente a sistemas computacio-
fada e o destinatário sejam capazes de abri-la. nais, dados eletrônicos ou sistemas de armazenamento.

5. (CESPE/ MPS/ Básico Nível Superior) Em um criptossis- 16. (CESPE/ PC-PB/ Motorista Policial) As características
tema, utilizam-se as chaves públicas e privadas do recep- básicas de um sistema de segurança da informação são
tor e, na assinatura digital, as chaves públicas e privadas condencialidade, integridade e disponibilidade.
do emissor.
6. (CESPE/ MPU/ Técnico de Apoio) De acordo com o prin- 17. (CESPE/ TRE-ES/ Básico Nível Médio) A criação de
cípio da disponibilidade, a informação só pode estar dis- backups no mesmo disco em que estão localizados os
ponível para os usuários aos quais ela é destinada, ou arquivos srcinais pode representar risco relacionado à
seja, não pode haver acesso ou alteração dos dados por segurança da informação.
parte de outros usuários que não sejam os destinatários
da informação. 18. (CESPE/ TRE-ES/ Básico Nível Superior) A assinatu-
ra digital é realizada por meio de um conjunto de dados
7. (CESPE/ MPU/ Técnico de Apoio) É recomendável que, criptografados, associados a um documento do qual são
entre as medidas de segurança propostas para gerenciar função. Esse mecanismo garante a integridade, a auten-
um ambiente automatizado, seja incluída a instalação, em ticidade e a condencialidade do documento associado.
rede, de ameaças que possam servir de armadilhas para
-
usuários mal-intencionados, como criptograa, algorit 19. (CESPE/ TRE-MT/ Analista Judiciário) A segurança das
mos, assinatura digital e antivírus. informações que transitam pela Internet é de total respon-
sabilidade do administrador de rede.
8. (CESPE/ PC-ES/ Delegado de Polícia) A condencialida-
de, um dos princípios básicos da segurança da informa- 20. (CESPE/ TRE-MT/ Analista Judiciário) Recursos e insta-
ção em ambiente eletrônico, está relacionada à necessi- lações de processamento de informações críticas ou sen-
dade de não alteração do conteúdo de uma mensagem síveis do negócio devem ser mantidas em áreas seguras,
ou arquivo; o qual deve ser garantido por meio de uma protegidas por um perímetro de segurança denido, com
política de cópia de segurança e redundância de dados. barreiras de segurança apropriadas e controle de acesso.
9. (CESPE/ SEGRH-ES/ Básico para todos os cargos) En- 21. (CESPE/ TRE-MT/ Técnico Judiciário) Segurança da in-

94
,
formação é um conceito utilizado em TI, visto que todas 13. C 22. E
as tecnologias empregadas tanto nas redes de computa- 14. E 23. E
dores quanto nas máquinas pessoais possuem seguran- 15. C 24. C
ça contra hackers, crackers e vírus. 16. C 25. C
17. C 26. E
22. (CESPE/ MMA/ Agente Administrativo) A responsabilida- 18. E 27. C
de pela segurança de um ambiente eletrônico é dos usu- 19. E 28. C
ários. Para impedir a invasão das máquinas por vírus e 20. C 29. E
demais ameaças à segurança, basta que os usuários não 21. E
divulguem as suas senhas para terceiros. 30. C
WINDOWS 7
23. (CESPE/ SEAD-PB/ Técnico em Defesa Agropecuária)
-
Criptograa é uma das técnicas utilizadas para o reconhe PRINCIPAIS INOVAÇÕES
cimento de manuscritos.
• Snap: é uma nova maneira de redimensionar jane-
24. (CESPE/ SEAD-PB/ Técnico em Defesa Agropecuária) las abertas, simplesmente arrastando-as para as
Autenticação é o processo de identicar um usuário para bordas da tela. Dependendo do local para onde
o servidor de diretório. você arrastar uma janela você poderá colocá-la na
tela inteira ou exibi-la lado a lado com outra janela.
25. (CESPE/ SEPLAG-DF/ Assistente de Educação) A re-
alização de cópias de segurança (backup) e armaze-
namento de arquivos em mídias e locais diferentes são
procedimentos que contribuem para a disponibilidade da
informação no ambiente computacional.
26. (CESPE/ SEPLAG-DF/ Assistente de Educação) O con-
trole de acesso físico é uma das formas de se evitar que
usuários tenham acesso aos discos, pastas e arquivos de A
uma máquina conectada em rede, por meio de acesso C
I
T
remoto não autorizado, realizado a partir de outra rede de Á
M
computador. R
O
F
27. (CESPE/ SEPLAG-DF/ Assistente de Educ
ação) A cripto- IN
E

graaeles
que é um processo
quem de segurança
inacessíveis, de possível
sendo dados que faz como
acessar D
S
E
conteúdo apenas a partir de uma chave de criptograa Õ
Ç
equivalente. O
N

28. (CESPE/ TCE-RN/ Assessor Técnico de Controle e Admi-


nistração) Chave criptográca é um termo que se refere a
um parâmetro (ou conjunto de parâmetros) variável do al-
-
goritmo criptográco que interfere diretamente no proces
so criptográco. Para cada chave distinta (valor de chave),
o algoritmo gera um criptograma diferente para uma mes-
ma mensagem, que só poderá ser decifrado pelo usuário
que conheça o valor em uso. Dessa forma, a segurança
lógica é garantida, mesmo que o processo criptográco se
torne público, desde que a chave seja mantida secreta.
29. (CESPE/ AGU/ Administrador) Um arquivo criptografado
ca protegido contra contaminação por vírus.
30. (CESPE/ CAIXA/ Técnico Bancário) O ITI (Instituto Nacio-
nal de Tecnologia da Informação) é também conhecida
como Autoridade Certicadora Raiz Brasileira.

GABARITO

1. E 7. E
2. C 8. E
3. E 9. C
4. E 10. C
5. C 11. C
6. E 12. E

95
,
• Aero Peek: permite que você enxergue através de Ao se clicar com o botão direito do mouse sobre o
outras janelas abertas no Windows 7. Para visuali- ícone do Windows Media Player, aparece uma lista
zar o desktop deixando todas as janelas transpa- com as músicas que você escuta mais.
rentes, basta apontar o ponteiro do mouse para a
borda direita da barra de tarefas e perceba que as
janelas abertas carão transparentes:

Para visualizar uma janela deixando todas as janelas


transparentes, basta apontar o ponteiro do mouse para o
ícone da janela na barra de tarefas.
H
E
N
R
IQ
U
E
S
O
D
R
É

Caso o usuário clique no botão Mostrar a Área de Tra-


balho, as janelas serão minimizadas. Caso o usuário clique
novamente o botão, as janelas serão mostradas novamente.
• Aero Shake: ao pressionar e manter pressionado o
botão esquerdo do mouse sobre a barra de títulos
e chacoalhar o mouse para direita e para esquerda
rapidamente, todas as janelas serão minimizadas
exceto a janela na qual a ação foi feita.
• Lista de atalhos: a lista de atalhos aparece ao se Clicar com o botão direito do mouse em um ícone de
clicar com botão direito do mouse sobre um ícone programa permite xar ou desaxar um programa na barra
na barra de tarefas. A lista de atalhos depende de tarefas e permite fechar o programa. Fixar o programa
totalmente do programa. Ao se clicar com o botão permite manter o ícone do programa na barra de tarefas
direito do mouse sobre o ícone do Word, aparecem sempre disponível.
os documentos recentes. Ao se clicar com o botão • Windows Live Essentials: é um software gratuito
direito do mouse sobre o ícone do Internet Explorer, que pode ser baixado da Internet permitindo ampliar
aparece a lista de sites visitados com frequência. os recursos do Windows 7. O download gratuito

96
,
inclui: Messenger, Galeria de Fotos, Mail, Writer, • Central de Ações: o Central de Ações centraliza
Movie Maker, Proteção para a Família, Toolbar. O as mensagens dos principais recursos de manu-
Messenger permite realizar uma conversa instan- tenção e segurança do Windows, incluindo o Win-
tânea com amigos e familiares. A Galeria de Fotos dows Defender e Controle de Conta de Usuário. Se
permite encontrar e compartilhar fotos. O Mail per- o Windows precisar emitir um aviso, aparecerá um
mite gerenciar várias contas de e-mail. O Writer per- ícone na barra de tarefas. Ao clicar o ícone, você
mite gerenciar um blog, criando posts e adicionando verá alertas e correções sugeridas para problemas.
fotos e vídeos. O Movie Maker permite transformar Você poderá ajustar quais mensagens serão mos-
fotos e vídeos em lmes. O Proteção para a Famí - tradas no Painel de Controle.
lia permite gerenciar atividades online para a segu-
rança das crianças. O Toolbar permite fazer buscas
na web utilizando o Bing.
• Nova Barra de Tarefas do Windows: é o mesmo
local para alternar entre janelas. Mas a barra de
tarefas ganhou novas funcionalidades. Por exem-
plo, é possível xar programas na barra de tarefas,
reordenar os ícones clicando e arrastando, visuali-
zar uma miniatura dos programas e arquivos aber-
tos. Apontando para o ícone de um programa na
barra de tarefas é possível visualizar a miniatura da
janela e também fechar a janela. O Windows Vista
somente permitia visualizar a miniatura, mas não
permitia fechar a janela.

A
C
I
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M
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S
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Õ
Ç
O
N

• Gadgets: o Windows 7 não tem o recurso de Barra


Lateral (Sidebar) do Windows Vista. Mas os Gad-
gets (tradução: bugigangas) foram mantidos. O usu-
ário poderá exibi-los na área de trabalho. Para adi- • Modo Windows XP: o modo Windows XP permite
cionar, o usuário poderá clicar com o botão direito executar programas antigos do Windows XP na
do mouse sobre a área de trabalho e selecionar a área de trabalho do Windows 7. O modo Windows
opção Gadgets. XP é um download separado e funciona apenas no
Windows 7 Professional, Ultimate e Enterprise. O
modo Windows XP também exige software de virtu-
alização como o Microsoft Virtual PC, que também
está disponível gratuitamente para download. A
intenção é impedir que programas corporativos anti-
gos se tornem obsoletos, ou seja, possam ser exe-
cutados no Windows 7.
• Streaming de mídia remoto: com dois computa-
dores com Windows 7 e conectados à Internet, a
ferramenta permite que você possa acessar a sua
biblioteca do Windows Media Player remotamente.
Essa ferramenta só está disponível nas versões
Home Premium, Professional, Ultimate e Enterprise
do Windows 7.

97
,
• Controle dos Pais: você pode usar os Controles de Tarefas, o Windows Flip, o Windows Flip 3D e a
dos Pais para denir limites para a quantidade de Barra Lateral. O Windows Aero foi aprimorado do
horas que seus lhos podem usar o computador, Windows Vista para o Windows 7.
os tipos de jogos que podem jogar e os programas • Windows Flip: é a evolução da alternância de
que podem executar. Com os Controles dos Pais janelas realizada pelas teclas ALT+TAB. O Win-
no Windows Media Center, também é possível blo- dows Flip exibe uma miniatura das janelas abertas
quear o acesso a lmes e programas de TV censu - ao invés de ícones genéricos, facilitando as iden-
ráveis. ticações rápidas das janelas.

• Windows Flip 3D: é outra maneira de se encon-


trar uma janela. Ao se utilizar as teclas WINKEY
+ TAB, o Windows Flip 3D exibe o conteúdo das
janelas de forma empilhada e tridimensional.

• Lista de Saltos: a Lista de Saltos aparece no menu


Iniciar e na barra de tarefas. As Listas de Saltos
H
E são listas de itens recentes, como arquivos, pastas
N
R ou sites, organizados pelo programa que você usa
IQ
U
para abri-los. Além de poder abrir os itens recen-
E
S
tes usando uma Lista de Saltos, você pode também
O
D
R xar itens favoritos em uma Lista de Saltos.
É

• Pesquisa Indexada (Windows Search): o Win-


dows gera um arquivo de índice com as informa-
ções catalogadas dos arquivos que estão nas
pastas cuja indexação é realizada. Para escolher
quais pastas são indexadas, o usuário poderá
acessar a opção Opções de Indexação do Painel
de Controle. O índice armazena informações
sobre arquivos, incluindo o nome do arquivo,
data de modicação e propriedades como autor,
marcas e classicação. Ou seja, a pesquisa é feita
no índice e não nos arquivos e é esse índice que
permite obter o resultado de uma pesquisa em
apenas alguns segundos. O Windows Search foi
Ferramentas que vieram do windows vista
aprimorado do Windows Vista para o Windows 7.
• Windows Aero: é a interface de usuário para a • Windows Defender: o Windows 7 possui anti-
visualização das janelas. O recurso possui uma -spyware nativo. Com o Windows Defender o usu-
aparência de vidro transparente com animações ário poderá vericar a existência desse tipo de
sutis de janelas e novas cores de janelas. Recur- código malicioso. O Windows Defender foi aprimo-
sos do Windows Aero: Miniatura ao Vivo na Barra rado do Windows Vista para o Windows 7.

98
,
• Windows ReadyBoost: o Windows ReadyBoost
foi projetado para ajuda quando a memória do PC
for insuciente. Pouca memória RAM pode tornar
o computador lento porque, com pouco memó-
ria RAM, o Windows utiliza a memória virtual. A
memória virtual é criada a partir do disco rígido.
Como o disco rígido é uma memória lenta, ao utili-
zar a memória virtual o computador cará lento. O
ideal é ter bastante memória RAM. O ReadyBoost
permite utilizar uma memória ash (como um pen
drive, por exemplo) como alternativa para a pouca

quantidade de memória RAM.


• Notas Autoadesivas: permite criar notas na área
de trabalhar para lembrar de algo que deve ser feito.

A
C
I
T
Á
M
R
O
F
IN
E
D
S
E
Õ
• Atualização do Windows Anytime: caso Ç
O
o usuário queira atualizar o Windows 7 para uma N
versão com mais recursos, ele poderá comprar um
disco de atualização ou usar o Windows Anytime
para adquirir a atualização online. O usuário poderá,
em menos de 10 minutos, fazer a atualização online
• BitLocker: permite proteger os dados contra perda, do Windows 7 Home Premium para o Ultimate, por
roubo ou hackers. O BitLocker foi aprimorado no exemplo, mantendo os programas instalados, arqui-
Windows 7 e está disponível na versão Ultimate. vos e congurações.
O BitLocker criptografa toda a unidade na qual o
Windows e seus dados estão armazenados. Uma DESKTOP
inovação é o BitLocker To Go que permite criptogra-
far todo o conteúdo de um dispositivo de armaze- É a tela inicial do Windows. Na conguração padrão do
namento portátil como unidades ash USB e discos Windows 7, o Desktop aparece conforme a gura abaixo. O
rígidos externos. O BitLocker foi aprimorado do Desktop também é chamado de Área de Trabalho.
Windows Vista para o Windows 7.
• Índice de Experiência do Windows:o Índice de
Experiência do Windows mede a capacidade de con-
guração de hardware e software do computador e
expressa essa medida como um número denomi-
nado pontuação básica. Uma pontuação básica mais
alta signica geralmente que o computador terá um
desempenho melhor e mais rápido do que um com-
putador com uma pontuação básica mais baixa ao
executar tarefas mais avançadas e intensivas em
recursos.
• Ferramenta de captura: permite capturar uma
parte da tela para salvar ou compartilhar a imagem.

99
,
LIXEIRA
• Conectar a um projetor: permite conectar o
computador a um projetor pelo cabo de vídeo.
A lixeira é utilizada para armazenar temporariamente os
arquivos excluídos. Só irão para a lixeira arquivos que estão
em um disco local. O tamanho padrão da lixeira é de 10% do • Conexão de Área de Trabalho Remota: per-
tamanho de cada unidade. mite ao usuário conectar-se à área de trabalho de
um outro computador e executar aplicativos como
se o usuário estivesse diante do mesmo.
Lixeira Vazia Lixeira Cheia
• Executar: abre a janela Executar permitindo
MENU INICIAR abrir um programa, um arquivo, uma pasta ou um
site.

• Ferramenta de Captura: permite capturar uma


parte da tela para salvar ou compartilhar a imagem.

• Gravador de Som: permite gravar um som no


computador.

• Notas Autoadesivas:permite criar notas na área


de trabalhar para lembrar de uma algo que deve ser
feito.

H • Painel de Entrada de Expressões Matemáti-


E
N
R
cas: permite criar expressões Matemáticas.
IQ
U
E
S • Paint: cria ou edita imagens.
O
D
R
É
• Ponto de Partida: permite conhecer os recur-
1. Exibe os programas mais utilizados na conta de usu- sos do Windows 7 e utilizá-los.
ário ativa. Por padrão, aparecem 10 programas na
lista, mas essa quantidade pode ser alterada para
um número de 0 a 30. Nos programas que aparece • Prompt de Comando: dá acesso ao ambiente
uma seta para a direita como no exemplo a seguir de comando do Windows.
, a seta indica itens recentes
a serem exibidos. A lista pode ser alterada para um • Transferência de Arquivo Bluetooth: permite
número de 0 a 60. transferir arquivos entre dispositivos ou computado-
2. Exibe uma lista com os programas instalados no com- res via Bluetooth.
putador.

2.1. Acessórios • Windows Explorer: gerenciador para arquivos


e pastas.
• Bloco de Notas: cria e edita textos usando for-
matação de textos básica. • Windows Mobility Center: permite gerenciar
congurações de PC móvel como brilho do vídeo,
• Calculadora: permite utilizar uma calculadora volume e opções de energia.
simples ou cientíca.
• Wordpad: permite criar ou editar documentos.
• Central de Sincronização: sincroniza infor-
mações entre o computador e outros computadores 2.1.1. Acessibilidade
dispositivos e pastas da rede.
• Central de Facilidade de Acesso: ajusta a
• Conectar a um Projetor de Rede: exibe a conguração do computador conforme necessida-
área de trabalho em um projetor de rede. des visuais, auditivas e motoras do usuário.

100
,
• Lupa: amplia o texto selecionado e outros itens • Relatório da Transferência Fácil do Win-
na tela para facilitar sua exibição. dows: exibe um relatório das transferências reali-
zadas.
• Narrator: lê em voz alta texto, caixas de diá-
logo, menus e botões presentes na tela. • Restauração do Sistema: permite restaurar o
sistema a partir de um ponto de restauração criado.
• Reconhecimento de Fala do Windows: per-
mite usar a voz para controlar o computador. O • Transferência Fácil do Windows:o usuário
usuário poderá dizer comandos aos quais o compu- pode utilizar a Transferência Fácil do Windows para
tador responderá e poderá ditar palavras para pro- transferir arquivos e congurações de um computa-
dor executando o Microsoft Windows XP, Vista ou
gramas editores de texto como o Wordpad. 7 para outro computador executando o Windows 7.
• Teclado Virtual: exibe um teclado que pode
2.1.3. Tablet PC
ser controlado com o mouse ou outro dispositivo de
entrada de dados que utilize botão.
• Diário do Windows:permite criar anotações com
2.1.2. Ferramentas do Sistema a própria letra manuscrita. É possível deixar as anota-
ções à caneta ou converter as anotações em texto digi-
tado.
• Agendador de Tarefas:permite agendar tare-
fas do computador para que sejam executadas auto-
maticamente. • Painel de Entrada do Tablet PC: permite inse-
rir textos escrevendo à mão ou usando o teclado
virtual em vez do teclado padrão.
A
• Computador: exibe a janela Computador no C
I
Windows Explorer. T
• Personalizar Reconhecimento de manus- Á
M
crito: permite fornecer exemplos escritos para aper- R
O
F
• Desfragmentador de disco:desfragmenta o feiçoar o reconhecimento de textos manuscritos.
IN
-
volume, tornando o computador mais rápido e e E

ciente. 2.2. Manutenção: D


S
E
Õ
Ç
O
• Editor de Caracteres Particulares: permite • Ajuda e Suporte: abre um local central com N

modicar como um caractere é exibido na tela. tópicos da ‘Ajuda’, tutoriais, soluções de problemas
e outros serviços de suporte.

• Informações do Sistema: exibe informações • Assistência Remota do Windows: permite


detalhadas do computador. conectar a um computador remoto para receber ou
oferecer assistência remota.
• Internet Explorer: executa o navegador sem
complementos. Se o usuário suspeita de que os • Backup e Restauração:permite realizar uma
complementos do navegador estão afetando o com- cópia de segurança e, caso necessário, restaurar os
putador, convém desabilitar todos os complementos arquivos.
para vericar se isso resolve o problema.
• Criar um Disco de Reparação do Sistema:
• Limpeza de Disco: permite ao usuário remover permite criar um disco para ser utilizado para aces-
os arquivos desnecessários existentes no disco.
sar as opções de recuperação do sistema.
• Mapa de Caracteres: seleciona caracteres 3. Windows Search: permite que o usuário procure
especiais e os copia para o documento. um arquivo, e-mail, site favorito, histórico ou pro-
grama obtendo o resultado no próprio Menu Iniciar.

• Monitor de Recursos: permite monitorar o uso 4. Um clique simples na gura permite acessar a
e o desempenho do CPU, Disco, Rede e Memória. janela Contas de Usuário.

5. São pastas utilizadas para gerenciar conteúdos do


• Painel de Controle: acessa o Painel de Con-
próprio usuário como documentos, imagens e músi-
trole.
cas.

101
,
6. Jogos: permite acessar os jogos disponibilizados
no Windows 7.
• Programas: permite
7. Computador: fornece acesso e informações sobre acessar os seguintes itens: Programas e Recur-
unidades de disco, câmeras, scanners e outros sos, Programas Padrão e Gadgets da Área de Tra-
itens de hardware conectados ao computador. balho.

8. Painel de controle: exibe o painel de controle, que


pode ser visualizado no modo de exibição clássico
(visualização semelhante a versões anteriores do
Windows) ou no modo de exibição por categoria, • Contas de
que é o modo de visualização padrão do Windows 7. Usuário e Segurança Familiar: permite acessar
os seguintes itens: Contas de Usuário, Controle
Modo de exibição por categoria (Página Inicial do dos Pais, Windows CardSpace e Gerenciador de
Painel de Controle) Credenciais.

• Aparência
e Personalização: permite acessar os seguin-
tes itens: Personalização, Vídeo, Gadgets da Área
de Trabalho, Barra de Tarefas e Menu Iniciar, Cen-
tral de Facilidade de Acesso, Opções de Pasta e
Fontes.

H
E
N
R
• Reló-
IQ
gio, Idioma e Região: permite acessar os seguin-
U
E tes itens: Data e hora e Região e Idioma.
S
O
D
R
É

• Facili-
dade de Acesso: permite acessar os seguintes
itens: Central de Facilidade de Acesso e Reconhe-
cimento de Fala.
• Sistema e
Segurança: permite acessar os seguintes itens: Modo de exibição clássico
Central de Ações, Firewall do Windows, Sistema,
Windows Update, Opções de Energia, Backup e
Restauração, Criptograa de Unidade de Disco
BitLocker e Ferramentas Administrativas

• Rede e
Internet: permite acessar os seguintes itens:

Central dee Opções


Doméstico Rede eda Compartilhamento,
Internet. Grupo

• Hardware e
Sons: permite acessar os seguintes itens: Dis-
positivos e Impressoras, Reprodução Automática,
Som, Opções de Energia, Vídeo e Windows Mobi-
lity Center.

102
,
• Backup e Restauração: realiza uma cópia • Criptograa de Unidade de Disco BitLo-
de segurança para o caso de perda acidental e cker: permite proteger os dados contra perda,
exibe o status do último backup. roubo ou hackers. O BitLocker foi aprimorado no
Windows 7 e está disponível na versão Ultimate.
O BitLocker criptografa toda a unidade na qual o
• Barra de tarefas e menu Iniciar: personaliza Windows e seus dados estão armazenados. Uma
o menu ‘Iniciar’ e a barra de Ferramentas, como os inovação é o BitLocker To Go que permite criptogra-
tipos de itens a serem exibidos e a maneira como far todo o conteúdo de um dispositivo de armaze-
devem ser mostrados. Também pode ser acessada namento portátil como unidades ash USB e discos
em propriedades da Barra de Tarefas. rígidos externos.

• Data e Hora: congura a data, hora e o fuso


• Central de Ações: permite ajustar quais
horário para o computador.
mensagens serão mostradas. O Central de Ações
centraliza as mensagens dos principais recursos de
manutenção e segurança do Windows, incluindo o
Windows Defender e Controle de Conta de Usuário. • Dispositivos e Impressoras: mostra
Se o Windows precisar emitir um aviso, aparecerá impressoras instaladas e ajuda a instalar novas
um ícone na barra de tarefas. impressoras e congurá-las. Permite denir uma
impressora como padrão.

• Central de Facilidade de Acesso: ajusta a


conguração do computador conforme necessida- • Ferramentas Administrativas: dá acesso
des visuais, auditivas e motoras do usuário. às seguintes ferramentas como: desempe- A
C
I
nho, diretiva de segurança local, fontes de dados T
Á
(ODBC), gerenciamento do computador, serviços e M
R
• Central de Rede e Compartilhamento: per- visualizar eventos. O
F
IN
mite vericar o status da rede e congurá-la e denir E

as preferências para compartilhamento de arquivos • Firewall do Windows: o Firewall ajuda a


D
S
E
e impressoras. Õ
proteger o computador do usuário contra hackers e Ç
O
programas mal-intencionados. N

• Central de Sincronização: sincroniza infor-


mações entre o computador e outros computadores • Fontes: adiciona, altera e gerencia fontes no
dispositivos e pastas da rede. computador.

• Conexões de RemoteApp e Área de Tra- • Gadgets da Área de Trabalho: exibe as


balho: permite realizar e gerenciar conexões a um Gadgets da Área de Trabalho instaladas no compu-
computador remoto. tador. Permite obter mais Gadgets online.

• Contas de Usuário: cria ou altera contas


• Gerenciador de Credenciais: permite arma-
de usuários como nome, senha e privilégios. Pode
zenar credenciais, como nome de usuário e senhas,
remover contas também.
em cofres para facilitar o logon em computadores
ou sites.
• Controle dos Pais: permite congurar o
Controle dos Pais. Você pode usar os Controles
dos Pais para denir limites para a quantidade de
• Gerenciador de Dispositivos: exibe os har-
horas que seus lhos podem usar o computador,
dwares instalados no computador permitindo atua-
os tipos de jogos que podem jogar e os programas lizar os drivers.
que podem executar. Com os Controles dos Pais
no Windows Media Center, também é possível blo-
quear o acesso a lmes e programas de TV censu - • Gerenciamento de Cores: congura o
ráveis. gerenciamento de cores para vídeos, scanners e
impressoras.

103
,
• Grupo Doméstico: permite exibir congu- • Personalização: permite aplicar um tema,
rações do Grupo Doméstico, escolher opções de denir conguração de proteção de tela, plano de
compartilhamento e exibir ou alterar a senha. fundo, aparência das janelas, sons e ponteiro do
mouse.

• Ícones da Área de Noticação: permite


• Ponto de Partida: permite conhecer os
selecionar os ícones e mensagens que aparecem
recursos do Windows 7 e utilizá-los.
na Área de Noticação.

• Programas
programas e Recursos: remove ou altera
do computador.
• Informações e Ferramentas de Desempe-
nho: exibe informações sobre desempenho e velo-
cidade do computador. Permite obter o Índice de
Experiência do Windows. O Índice de Experiência • Programas Padrão: permite denir quais
do Windows mede a capacidade de conguração programas que o Windows deverá usar para ativi-
de hardware e software do computador e expressa dades como navegação na Web, edição de fotos,
essa medida como um número denominado pontu- envio de e-mail e reprodução de músicas.
ação básica. Uma pontuação básica mais alta signi-
ca geralmente que o computador terá um desem -
penho melhor e mais rápido do que um computador • Reconhecimento de Fala: permite usar a voz
com uma pontuação básica mais baixa ao executar para controlar o computador. O usuário poderá dizer
tarefas mais avançadas e intensivas em recursos. comandos aos quais o computador responderá e
poderá ditar palavras para programas editores de
H texto como o Wordpad.
E
N
R
IQ • Mouse: personaliza as congurações do
U mouse, como as congurações do botão (canhoto
E • Recuperação: permite restaurar o sistema
S ou destro), a velocidade de clique duplo, os pon-
O
D
R teiros do mouse e a velocidade de movimentação. sem afetarcriado
tauração os arquivos a partir de
anteriormente ou um ponto de
reinstalar res-
o Win-
É
dows (requer o disco de instalação do Windows).

• Opções da Internet: dene as congura-


ções de conexão e exibição da Internet. Possibilita • Região e Idioma: permite congurar a exibi-
a conguração da página inicial do navegador, ter ção de idiomas, números, datas e horas.
acesso aos cookies, congurar cor, fonte, idiomas,
acessibilidade e estabelecer padrão de segurança
e privacidade. • Reprodução Automática: congura a repro-
dução automática de imagens, sons e vídeos e ins-
talação de software a partir de CDs e DVDs inseri-
dos, por exemplo.
• Opções de Energia: dene congurações de
economia de energia para o computador permitindo
conservar energia ou maximizar desempenho.
• Sensor de Localização e Outros Senso-
res: permite denir as congurações dos sensores.
Os sensores podem detectar informações sobre o
• Opções
o Windows de Indexação:
indexa alteraa apesquisa.
os arquivos para forma como
Por local atual do
habilitado, computador.
todos Depois
os programas que um sensor
e usuários poderãofor
padrão, os arquivos mais comuns do computador utilizar as informações produzidas pelos sensores.
são indexados como, por exemplo, os arquivos da
pasta do usuário. Por meio desse índice, o Windows
é capaz de fazer uma busca muito mais rápida. • Sistema: permite a visualização de caracte-
rísticas do computador como o modelo de proces-
sador, quantidade de memória RAM e versão do
Windows. Permite alterar o nome do computador e
• Opções de Pasta: personaliza a exibição de seu domínio e acessar o Gerenciador de Disposi-
arquivos e pastas e opções de pesquisa. tivos.

104
,
• Solução de Problemas: permite identicar 12. Desligar: fecha os programas e
e corrigir problemas comuns do computador. desliga o computador.

13. : exibe as seguintes opções: Trocar Usuário,


• Som: congura o esquema de som para o
Fazer Logo, Bloquear, Reiniciar, Suspender e
computador ou dene as congurações para os
Hibernar. Trocar Usuário permite a outro usuário
autofalantes e dispositivos de gravação.
fazer logon enquanto programas e arquivos da
conta ativa permanecem abertos. Fazer logo –
• Teclado: personaliza as congurações do fecha os programas e termina a sessão do Windows.
teclado, como o intervalo e a taxa de repetição e a Bloquear – bloqueia o computador para que exija a
taxa de ca
que ele intermitência do tela).
piscando na cursor (a velocidade com senha de usuário para acesso. Reiniciar – fecha
os programas e reinicia o Windows. Suspender
– mantém a sessão na memória e coloca o compu-
tador em estado de baixo consumo de energia.
• Telefone e Modem: congura as regras de Hibernar – salva o estado da área de trabalho atual
discagem do telefone e as congurações do modem. no disco rígido para que o usuário possa retornar ao
trabalho e desligar o computador.

WINDOWS EXPLORER
• Vídeo: permite alterar as congurações de
vídeo e facilitar a leitura dos itens na tela alterando,
por exemplo, cor, resolução, brilho, entre outros itens.

A
• Windows CardSpace: permite criar e catalogar C
I
T
cartões de visita. O Cartão de Informações é um Á
M
conjunto de dados pessoais que podem ser envia- R
O
dos para um site ou um serviço online. Depois que F
IN
um site identicar o cartão, o usuário poderá solici- E

tar serviços especícos, fazer compras ou acessar D


S
E
as informações que ele contém. Õ
Ç
O
N

• Windows Defender: permite vericar a exis-


tência de software mal-intencionado como spywa-
res no computador.
BOTÕES DO WINDOWS EXPLORER
• Windows Mobility Center: permite gerenciar
congurações de PC móvel como brilho do vídeo, 1. Voltar: retorna para uma pasta anteriormente visi-
volume e opções de energia. tada.

• Windows Update: congura atualizações de 2. Avançar: avança para uma pasta anteriormente
software e driver. visitada. Só ca ativa quando o botão Voltar é utilizado.
9. Dispositivos e Impressoras: mostra impressoras

instaladas e ajuda
congurá-las. a instalar
Permite novas
denir uma impressoras
impressora comoe 3. bida. Atualizar: atualiza a pasta que está sendo exi-
padrão.
4. Pesquisar: permite realizar uma pesquisa na pasta
10. Programas Padrão: permite denir quais
que está sendo exibida.
programas que o Windows deverá usar para ativi-
dades como navegação na Web, edição de fotos,
envio de e-mail e reprodução de músicas. 5. Organizar: apresenta as seguintes
opções: Recortar, Copiar, Colar, Desfazer, Refazer,
11. Ajuda e suporte: abre um local central com tópicos Selecionar Tudo, Layout, Opções de pasta e pesquisa,
da ‘Ajuda’, tutoriais, soluções de problemas e outros Excluir, Renomear, Remover Propriedades, Proprieda-
serviços de suporte. des e Fechar.

105
,
6. Incluir na biblioteca: permite 14. Imprimir: aparece ao selecionar um arquivo.
incluir a pasta que está sendo visualizada em Docu- Imprime o arquivo na impressora padrão.
mentos, Imagens, Músicas ou Vídeos. Permite criar
uma nova biblioteca. 15. Visualizar: aparece ao selecionar
uma imagem. Permite visualizar a imagem utilizando
o visualizador de fotos do Windows. A seta para baixo
7. Compartilhar com: permite no lado esquerdo do botão permite escolher outro pro-
compartilhar a pasta que está sendo visualizada com grama para abrir a imagem.
ninguém, com um grupo ou uma pessoa especíca na
rede.
16. Apresentação de Slides:
8. Gravar: grava os arquivos e pastas seleciona- aparece
modelo de quando
imagens.a pasta
Exibe está personalizada
as imagens como
selecionadas
das em um CD, por exemplo. ou todas as imagens da pasta como uma apresentação
de slides em tela inteira.
9. Nova pasta: permite criar uma nova
pasta. 17. Reproduzir: aparece ao selecionar
um som. Permite executar o som utilizando o programa
padrão, o Windows Media Player. A seta para baixo no
10. Modos de exibição:o botão permite alter- lado esquerdo do botão permite escolher outro pro-
grama para abrir o arquivo.
nar entre os modos de exibição. A seta ao lado do
botão permite escolher um modo de exibição.
18. Reproduzir todas: aparece quando
H a pasta está personalizada como modelo de músicas.
E
N Executa os sons selecionados ou todos os sons da
R
IQ pasta utilizando ao Windows Media Player.
U
E
S
O
D
R 19. Propriedades do sistema: aparece
É quando, na janela Computador, uma unidade é sele-
cionada como o C:, por exemplo. Exibe a janela
Propriedades da unidade.

20. Propriedades do Sistema:


aparece na janela Computador. Permite a visualização
de características do computador como o modelo de
processador, quantidade de memória RAM e versão do
Windows. Permite alterar o nome do computador e seu
domínio e acessar o Gerenciador de Dispositivos.

21. Desinstalar ou
alterar um programa: aparece na janela Computador.
Remove ou altera programas do computador.
11. Painel de Visualização: permite exibir ou ocultar
o Painel de Visualização.
22. Mapear unidade de rede:
aparece na janela Computador ou ao visualizar uma
12. Abrir: aparece ao selecionar uma pasta. pasta que está em outro computador. Permite criar uma
Permite abrir a pasta. unidade de rede na janela Computador para acessar
uma pasta que foi compartilhada e que está em outro
computador.
13. Abrir: aparece ao selecionar um arquivo.
Permite abrir o arquivo utilizando o programa padrão 23. Abrir Painel de Controle:
para o arquivo. A seta para baixo no lado esquerdo do aparece na janela Computador. Abre o Painel de Con-
botão permite escolher outro programa para abrir o trole.
arquivo.

106
,
24. Reprodução Automática: Pressioneessatecla Paraisso
Aparece ao se selecionar um CD, DVD ou disco remo-
vível. Abre a janela Reprodução Automática.
Ctrl+V (ou Shift+Insert) Colar o item selecionado.
25. Ejetar: aparece ao se selecionar um CD, DVD
ou disco removível. Auxilia o procedimento de remoção Ctrl+Z Desfazerumaação.
de um CD, DVD ou disco removível.

Ctrl+Y Refazer uma ação.


26. Gravar em disco: aparece ao se
selecionar um CD ou DVD gravável. Permite gravar os Excluir o item selecionado e
arquivos selecionados em um disco gravável. Delete (ou Ctrl+D)
movê-lo para a Lixeira.

Excluir o item selecionado sem


27. Central de Shift+Delete
movê-lo para a Lixeira primeiro.
Redes e Compartilhamento: aparece na janela Rede
ou ao visualizar uma pasta que está em outro compu-
tador. Permite vericar o status da rede e congurá-la e F2 Renomearoitemselecionado.
denir as preferências para compartilhamento de arqui -
vos e impressoras. Selecionar todos os itens de um
Ctrl+A
documento ou janela.

28. Adicionar uma impres-


Procurar um arquivo ou uma
sora: aparece na janela Rede ou ao visualizar uma F3
pasta.
impressora que está instalada em outro computador. A
Permite instalar uma impressora. C
I
T
Exibir as propriedades do item Á
Alt+Enter M
selecionado. R
O
29. Adicionar um dis- F
positivo sem o: aparece na janela Rede. Permite IN
Fechar o item ativo ou sair do E

adicionar um dispositivo sem o como uma impressora, Alt+F4 programa ativo. D


S
um palmtop ou um celular. E
Õ
Ç
O
Abrir o menu de atalho para a N
Alt+Barra de Espaços
janela ativa.
30. Esvaziar Lixeira: aparece na janela
Lixeira. Permite esvaziar a Lixeira.
Alt+Tab Alternarentreitensabertos.

31. Restaurar todos os itens: Ctrl+Esc AbriromenuIniciar.


aparece na janela Lixeira. Permite restaurar todos os
itens que se encontram na lixeira.
F5 (ouCtrl+R) Atualizara janelaativa.

32. Restaurar este item: aparece na Backspace Abrirumapastaumnívelacima.


janela Lixeira. Permite restaurar o item selecionado que
se encontra na lixeira.
Windows tecla do logotipo Abrir ou fechar o menu Iniciar.
PRINCIPAIS TECLAS DE ATALHO DO WINDOWS 7
Tecla do logotipo do Windows
Exibir a área de trabalho.
+D
Pressioneessatecla Paraisso

Tecla do logotipo do Windows


F1 Mostrar
Ajuda.
a Minimizar todas as janelas.
+M

Ctrl+C (ou Ctrl+Insert) Copiar o item selecionado.


Tecla do logotipo do Windows Restaurar janelas minimizadas
+SHIFT+M na área de trabalho.
Ctrl+X Recortaroitemselecionado.

107
,
TECLAS DE ATALHO DO WINDOWS EXPLORER
Pressioneessatecla Paraisso

Pressioneessatecla Paraisso
Tecla do logotipo do Windows
Abrir computador. Ctrl+N Abrirumanovajanela.
+E
Ctrl+W Fecharajanelaatual.

Tecla do logotipo do Windows Procurar um arquivo ou uma Ctrl+Shift+N Criarumanovapasta.


+F pasta.
End Exibiraparteinferiordajanela
ativa.

Ctrl + tecla do logotipo do Procurar


você estivercomputadores
em uma rede). (se Home Exibirapartesuperiordajanela
Windows + F ativa.

F11 Maximizarouminimizarajanela
Tecla do logotipo do Windows Bloquear o computador ou ativa.
+L alternar usuários.
Ctrl+Ponto(.) Girar uma imagem no sentido
horário.
Tecla do logotipo do Windows Abrir a caixa de diálogo Ctrl+Vírgula (,) Girar uma imagem no sentido
+R Executar. anti-horário.

Num Lock+Asterisco (*) no Exibir todas as subpastas da


Tecla do logotipo do Windows Percorrer os programas na teclado numérico pasta selecionada.
barra de tarefas usando o Aero
+Tab Flip 3-D. Num Lock+Sinal de Adição (+) Exibir o conteúdo da pasta sele-
H
E no teclado numérico cionada.
N
R
IQ
Tecla do logotipo do Windows Num Lock+Sinal de Subtração Recolher a pasta selecionada.
U
E Visualizar a área de trabalho. (-) no teclado numérico
S +Barra de Espaços
O
D
R
Seta para a Esquerda Recolher a se leção at ual (s e
É estiver expandida) ou selecio-
Tecla do logotipo do Windows nar a pasta pai.
Maximizar a janela.
+ Seta para Cima
Alt+Enter AbriracaixadediálogoProprie-
dades para o item selecionado
Tecla do logotipo do Windows Maximizar a janela à esquerda
Alt+P Exibiropaineldevizualização.
+ Seta para a Esquerda da tela.
Alt+Seta para a Esquerda Exibir a pasta anterior.

Tecla do logotipo do Windows Maximizar a janela à direita da Backspace Exibirapastaanterior.


+ Seta para a Direita tela.
Seta para a Direita Exibir a seleção atual (se estiver
recolhida) ou selecionar a pri-
meira subpasta.
Tecla do logotipo do Windows
Minimizar a janela.
+ Seta para Baixo Alt+Seta para a Direita Exibir a próxima pasta.

Alt+Seta para Cima Exibir a pasta pai.

Tecla do logotipo do Windows menos


Minimizar todas as janelas,
a ativa. Ctrl+Shift+E Exibir todas as pastas acima da
+ Home pasta selecionada.

Ctrl+Roda de rolagem do mouse Alterar o tamanho e a aparência


Tecla do logotipo do Windows Ampliar a janela verticalmente dos ícones de arquivo e pasta.
+ Shift + Seta para Cima na tela.
Alt+D Selecionar a barra de endere-
ços.
Tecla do logotipo do Windows
Percorrer gadgets. Ctrl+E Selecionaracaixadepesquisa.
+G
Ctrl+F Selecionaracaixadepesquisa.

108
,
Starter Home Premium Professional Ultimate
Comunicação
Suporte a Bluetooth
Ingressar em um grupo doméstico
Internet Explorer 8

Exibir Redes Disponíveis


Conexão Fácil do Windows
Criar um grupo doméstico
Suporte a sensores de localização e outros sensores
Suporte a ingresso em domínios
Entretenimento
DirectX 11
Gadgets
Explorador de Jogos
Reproduzir em
Windows Media Player 12
A
Criar e executar DVDs C
I
T
Jogos multijogador Á
M
R
Streaming de Mídia Remoto O
F
Windows Media Center IN
E
Desempenho D
S
Central de Ações E
Õ
Ç
Aperfeiçoamentos de áudio e vídeo O
N
Gerenciamento de energia
ReadyBoost
Reparo de Inicialização
Restauração do Sistema
Transferência Fácil do Windows
Índice de Experiência do Windows
Windows Solução de Problemas
Windows Update
Windows Anytime Upgrade
Suporte para 64 bits
Produtividade
Acessibilidade

Calculadora
Device Stage
Introdução
Listas de Atalhos
Bibliotecas
Paint
Snap
Fax e Scanner do Windows
Windows Pesquise

109
,
Starter Home Premium Professional Ultimate
Barra de Tarefas do Windows
WordPad
XPS
Aero
Suporte a vários monitores
Peek
Shake
Ferramenta de Captura
Notas Autoadesivas
Suporte a Tablet PC
Diário do Windows
Windows Mobility Center**
Windows Touch
Impressão com Reconhecimento de Local
Conexão de Área de Trabalho Remota
H Modo Windows XP
E
N
R Pacotes de idiomas
IQ
U Segurança
E
S Backup e Restauração
O
D
R
Gerenciador de Credenciais
É
Controles dos Pais
Controle de Conta de Usuário
Windows Defender
Firewall do Windows
Backup e Restauração Avançados (Backup de Rede e Dire-
tiva de Grupo)
BitLocker
Para Prossionais de TI
Controles de Diretivas de Grupo
Encrypting File System
Pastas Oine
AppLocker
BranchCache
Inicialização Direta do VHD

DirectAccess
Escopos de pesquisa nas empresas
Aperfeiçoamentos do Virtual Desktop Infrastructure (VDI)***

** O Windows Mobility Center aparece apenas em notebooks pequenos.


*** O Windows 7 Ultimate não é licenciados para situações de VDI, mas esses recursos podem ser usados para criar uma
experiência de área de trabalho melhor quando se conectando a um computador com o Windows 7 Ultimate.

110
,
WINDOWS XP WINDOWS VISTA WINDOWS (7 =aperfeiçoado) Recurso
Barra de Tarefas do Windows

Windows Live Essentials

Internet Explorer 8
Windows Search
Listas de Atalhos
Exibir Redes Disponíveis
Aero Peek
Grupo Doméstico
Grupo Doméstico
Device Stage
Bibliotecas do Windows
Área de trabalho
Ingresso no Domínio
A
Suporte para 64 bits C
I
T
Modo Windows XP Á
M
R
Windows Defender O
F
BitLocker IN
E
Controles dos Pais D
S
E
Aperfeiçoamentos do desempenho Õ
Ç
Gerenciamento de energia O
N
Windows Media Center
Windows Live Movie Maker
Reproduzir em
Streaming de Mídia Remoto
DirectX 11
Windows Touch

4. (CESPE/ DETRAN-ES/ Assistente Técnico de Trânsito)


EXERCÍCIOS O Aero Shake é um recurso da área de trabalho que
permite minimizar todas as janelas abertas, de forma
1. (CESPE/ DETRAN-ES/ Técnico Superior) As bibliote- relativamente rápida, exceto a janela ativa, na qual se
cas, no Windows 7, gerenciam arquivos, mas não os deseja trabalhar. Para isso, é suciente clicar duas ve -
armazenam, embora tenham a capacidade de monitorar zes o canto superior esquerdo dessa janela.
as pastas que contêm os itens, permitindo que os arqui-
vos sejam acessados e organizados de várias maneiras. 5. (CESPE/ DETRAN-ES/ Assistente Técnico de Trân-
sito) No Windows 7, é possível usar criptograa para
2. (CESPE/ DETRAN-ES/ Técnico Superior) O Windows proteger todos os arquivos que estejam armazenados
7 permite a gravação de CD e DVD no formato siste- na unidade em que o Windows esteja instalado. Nesse
ma de arquivos dinâmico ou no formato mastered, mas
caso, os arquivos que forem adicionados a essa unida-
não está habilitado para gravação de DVD-Vídeo.
de serão automaticamente criptografados.
3. (CESPE/ DETRAN-ES/ Assistente Técnico de Trânsito)
Ao se desligar o computador clicando o botão Iniciar e, 6. (CESPE/ PC-ES/ Escrivão de Polícia) Para organizar os
em seguida, Desligar, todos os programas serão fecha- arquivos e pastas de um computador, o Windows 7 tam-
dos. Nesse caso, os arquivos de trabalho eventualmente bém usa bibliotecas que podem reunir itens do próprio
abertos e modicados serão automaticamente salvos. computador ou de um disco rígido de outra máquina.

111
,
7. (CESPE/ CORREIOS/ Nível Superior) No sistema ope- car nesse botão, as janelas abertas serão minimi-
racional Windows 7, o aplicativo Transferência Fácil do zadas. Se clicar novamente, as janelas voltarão a
Windows permite que sejam copiados arquivos e con- sua posição inicial.
gurações de um computador para outro.
Está correto o que consta APENAS em
8. (CESPE/ CORREIOS/ Nível Superior) A ferramenta a. II, III e IV.
Lupa, no Windows 7, permite aumentar temporaria- b. I, II e III.
mente uma parte da tela visualizada. c. I e II.
d. II e III.
9. (FUNIVERSA/ MINISTÉRIO DO TURISMO/ Agente e. I e III.
Administrativo) O Windows 7 permite minimizar, com
um único comando, todas as janelas abertas, com ex-
ceção da janela ativa, ou seja, aquela na qual se está GABARITO
trabalhando no momento. Para executar essa ação,
é suciente realizar o seguinte procedimento: manter
pressionada a tecla 1. C 5. C 9. a
2. E 6. C 10. b
a. e, na sequência, pressionar a tecla HOME.
3. E 7. C 11. a
b. ALT e, na sequência, pressionar a tecla INS. 4. E 8. C
c. e, na sequência, pressionar a tecla END. INTERNET EXPLORER 8.0
d. ATL e, na sequência, pressionar a tecla TAB.
e. CTRL e, na sequência, pressionar a tecla INS.

10. (FUNIVERSA/ EMBRATUR/ Administrador) Com base


na gura a seguir, pertencente ao Painel de Controle
H
E
do Windows 7, assinale a alternativa que indica a cate-
N
R
goria adequada para ajustar a resolução da tela.
IQ
U
E
S
O
D
R
É

MENU ARQUIVO
a. “Relógio, Idioma e Região”
b. “Aparência” 1. Nova Guia: abre uma nova guia na janela atual do
c. “Programas” Internet Explorer.
d. “Facilidade de Acesso” 2. Duplicar Guia: abre uma nova guia na janela atual
e. “Rede e Internet” do Internet Explorer com a mesma página que estiver
sendo visualizada.
11. (FCC/ SEFAZ-SP/ Técnico da Fazenda)Considere as se-
3. Nova Janela: abre uma nova janela do Internet Explorer.
Windows 7:
guintes armações sobre a barra de tarefas do
4. Nova Sessão: abre uma nova janela do Internet Explo-

I – Posso movê-la para qualquer uma das extremida- rer que nãoUma
existentes. compartilha credenciais
outra sessão permitecom
queasemjanelas
duas
des da tela e também posicioná-la no meio, dividin-
do a área de trabalho em duas partes. janelas diferentes um usuário consiga estar logado ao
II – Posso mudar a ordem dos ícones dos programas mesmo tempo em duas contas dee-mail de um mesmo
que estão minimizados, apenas clicando e arras- servidor de e-mail, por exemplo.
tando-os para a posição desejada. 5. Abrir: abre arquivos ou pastas por meio de um ende-
III – Posso adicionar a barra de ferramentas “Endereço” reço URL.
e navegar na Internet a partir da barra de tarefa. 6. Editar: envia o conteúdo da página atual ao editor
IV – Em algumas edições do Windows 7, se eu apontar padrão de html.
o mouse para o botão “Mostrar área de trabalho”, 7. Salvar: utilizado para salvar uma página. Caso seja
as janelas abertas carão transparentes. Se eu cli- uma nova página, esta opção abre a janela SALVAR

112
,
COMO, porém, caso seja uma página já existente, será 10. Estilo: permite escolher um estilo para a página que
salvo com o mesmo nome, tipo e local, ou seja, ocor- está sendo visualizada. Um estilo é código que a
rerá apenas uma atualização da mesma. página da Web usa para denir sua aparência e for -
8. Salvar como: utilizado para salvar umapágina podendo matação. Os estilos podem denir atributos da página
escolher nome, local e tipo para omesmo. da Web como fontes, colunas, títulos, por exemplo. Os
9. Fechar Guia: fecha a guia atual. estilos podem oferecer alternativas desenvolvidas para
10. Congurar página: utilizado para congurar opções melhorar a acessibilidade da página, por exemplo.
como margens, tamanho do papel, orientação do papel 11. Navegação por Cursor: permite ativar ou desativar
(retrato ou paisagem), srcem do papel elayout. a navegação por cursor. Em vez de usar um mouse
11. Imprimir: permite escolher a impressora que será uti- para selecionar texto e mover-se pela página da Web,
lizada para a impressão, além de poder congurá-la, o usuário poderá usar as teclas de navegação como
permite escolher um conjunto denido de páginas para
a impressão, imprimir um texto selecionado (na opção Home, End epor
Navegação ascursor,
teclas de seta. Ao
o cursor iráativar o recurso
aparecer de
na página
Seleção), denir a quantidade de cópias domesmo docu- que está sendo visualizada.
mento que serão impressas, entre outrasopções.
12. Código Fonte: exibe o código fonte da página em
12. Visualizar impressão:permite visualizar como a página
uma janela. Por padrão a janela é a do bloco de notas.
será impressa.
13. Relatório de Segurança: mostra o relatório de segu-
13. Enviar: permite enviar a página em anexo a ume-mail,
rança do site. Permite vericar a identicação do site
enviar o link como conteúdo dee-mail ou criar um atalho
para a página na área de trabalho. e visualizar o certicado.
14. Importar e exportar:permite importar ou exportar conte- 14. Endereço de Site Internacional: exibe informações
údo como uma lista de favoritos, cookies ou feeds entre o sobre o endereço de site internacional (nome de
Internet Explorer e outro aplicativo. domínio) deste site.
15. Propriedades: exibe uma janela com dados referentes 15. Política de Privacidade de Página da Web: mostra
à página atual como protocolo utilizado, tipo, conexão, as políticas de privacidade do site.
A
endereço URL, tamanho, criado em emodicado em. 16. Tela inteira: exibe a página em tela cheia, ocultando C
I
T
16. Trabalhar o-line:desconecta o Internet Explorer da algumas barras de ferramentas. Para voltar ao normal, Á
M
internet ou permite que ele trabalhe mesmo com o com- basta teclar F 11. R
O
putador desconectado. F
IN
17. Fechar: encerra o Internet Explorer. MENU FAVORITOS E
D
S
E
MENU EDITAR 1. Adicionar a favoritos: adiciona a página desejada à Õ
Ç
pasta favoritos. O
N
1. Recortar: retira o conteúdo selecionado e o envia para 2. Adicionar à Barra de Favoritos: permite adicionar a
a Área de Transferência. página que está sendo visualizada à Barra de Favo-
2. Copiar: copia o conteúdo selecionado na Área de ritos.
Transferência. 3. Adicionar Guias Atuais a Favoritos: adiciona as
3. Colar: cola o que estiver na Área de Transferência para guias abertas na janela ao favoritos.
o local onde o cursor estiver. 4. Organizar favoritos: é a personalização da pasta
4. Selecionar tudo (CTRL+A): seleciona todo o conte- favoritos. Nele o usuário poderá criar/excluir pastas,
údo existente na página atual. mover ou excluir sites.
5. Localizar (CTRL+F): localiza uma palavra (ou um texto)
na página que está sendo visualizada. MENU FERRAMENTAS

MENU EXIBIR
1. Excluir Histórico de Navegação: limpa informa-
ções armazenadas no navegador como Arquivos de
1. Barra de ferramentas: exibe ou oculta barra de menus.
Internet Temporários, Cookies, Histórico, Dados de
2. Guias Rápidas: exibe uma miniatura de todas as guias
abertas na janela. 2. formulário
Navegação e Senhas.
InPrivate: permite navegar sem deixar
3. Barras do Explorer: exibe ou oculta as barras pesqui-
sar, favoritos, histórico e feeds, por exemplo. vestígios no Internet Explorer. Navegando InPrivate,
4. Ir para: exibe as opções Voltar, Avançar, Página Inicial. o Internet Explorer armazenará cookies e arquivos de
5. Parar: interrompe o download da página atual. Internet temporários, normalmente. Porém, no nal da
6. Atualizar: realiza o download da página atual. sessão da Navegação InPrivate, essas informações
7. Zoom: permite aumentar ou diminuir o nível de zoom. serão descartadas. Isso ajuda a impedir que pessoas
8. Tamanho do Texto: aumenta/diminui o tamanho dos que utilizam o computador possam visualizar quais sites
caracteres de texto da página atual. você visitou e o que você procurou na web.
9. Codicação: congura o código de idioma utilizado 3. Diagnosticar Problemas de Conexão: diagnostica
pelo Internet Explorer. problemas de conexão da rede e da Internet.

113
,
4. Reabrir Última Sessão de Navegação: quando uma MENU AJUDA
janela do Internet Explorer é fechada, o IE mantém
o controle das páginas da Web que estavam abertas 1. Ajuda do Internet Explorer: abre os tópicos do menu
no momento que a janela é fechada. Ao abrir uma ajuda.
nova sessão de navegação, o usuário poderá rea- 2. O que há de novo no Internet Explorer 8: permite
brir as páginas da Web que estavam abertas durante conhecer quais são os novos recursos do Internet
a sessão de navegação anterior por meio da opção Explorer 8.
“Reabrir Última Sessão de Navegação”. 3. Suporte on-line: exibe um suporte disponibilizado na
5. Filtragem InPrivate: ajuda a evitar que provedores Internet para os usuários.
de conteúdo de sites coletem informações sobre os 4. Sobre o Internet Explorer: exibe a versão do nave-
sites que o usuário visita. A Filtragem InPrivate ana- gador.

lisa o conteúdo
detectar das páginas
que o mesmo da Web
conteúdo estávisitadas e, se
sendo usado BOTÕES DO IE 8.0
por vários sites, a Filtragem oferecerá a opção de
permitir ou bloquear o conteúdo.
6. Congurações da Filtragem InPrivate: permite 1. Voltar: acessa a página anteriormente visitada.
escolher que conteúdo bloquear ou permitir utilizando
a Filtragem InPrivate. 2. Avançar: ao utilizar a opção Voltar, o botão Avan-
7. Bloqueador de Pop-ups: permite ativar, desativar ou çar ca ativo, permitindo ao usuário visitar a página que
congurar o bloqueador de pop-ups. estava sendo visualizada antes do botão Voltar ser cli-
8. Filtro do SmartScreen: o ltro de phishing do IE7 cado.
foi substituído pelo Filtro do SmartScreen no IE 8. O
Filtro do SmartScreen ajuda a proteger o computador 3. Relatório de Segurança: mostra o relatório de
contra sites fraudulentos e de phishing, bem como segurança do site. Permite vericar a identicação do
de sites que distribuem softwares mal-intencionados site e visualizar o certicado.
H
E (malwares). 4. (Modo de Exibição de Compatibilidade): permite
N
R 9. Gerenciar complementos:permite desativar, ativar ou ativar o Modo de Exibição de Compatibilidade. Sites da
IQ
atualizar complementos. Complementos são programas Web desenvolvidos para versões anteriores do Internet
U
E
que ampliam os recursos do navegador da Web. Alguns Explorer podem não ser exibidoscorretamente no IE8. O
S
O
D
R complementos podem interferir no funcionamento do Modo de Exibição
aparência de Compatibilidade
da página permite
no IE8. Se o Internet melhorar
Explorer per-a
É navegador. A desativação de um complemento pode
impedir que algumas páginas da Web funcionem. ceber que uma página da Web não é compatível, o botão
10. Modo de Exibição de Compatibilidade: sites da aparecerá na barra de endereços.
Web desenvolvidos para versões anteriores do Inter- 5. Ir: acessa a página que está aparecendo na barra
net Explorer podem não ser exibidos corretamente no de endereços.
IE 8. O Modo de Exibição de Compatibilidade permite
melhorar a aparência da página no IE 8. Se o Inter- 6. Parar: interrompe o download da página atual.
net Explorer perceber que uma página da Web não
é compatível, o botão aparecerá na barra de 7. Atualizar: inicia o processo de download da
endereços. página atual.
11. Congurações do Modo de Exibição de Compati - 8. Pesquisar: exibe o resultado da pesquisa de
bilidade: permite adicionar ou remover sites a serem um assunto, utilizando o Bing como provedor padrão
exibidos no Modo de Exibição de Compatibilidade. de busca. A seta para baixo à direita do botão Pesqui-
12. Assinar este Feed: permite inscrever-se no Feed. sar permite escolher em qual provedor de pesquisa a
13. Descoberta de Feed: exibe web feeds descobertos busca deverá ser feita, localizar uma palavra na página
nesta página da Web. que está sendo visualizada, localizar mais provedores
14. Windows Update: abre a página dos Windows de pesquisa e alterar o provedor padrão de pesquisa.
Update para atualizar o Windows ou programas auxi- 9. Favoritos: exibe a lista de Favoritos, Feeds e o
liares. Histórico.
15. Ferramentas para Desenvolvedores: as Ferra-
mentas para Desenvolvedores do Internet Explorer 10. Adicionar à barra de Favoritos: : permite adi-
ajudam a pesquisar e resolver problemas que envol- cionar a página que está sendo visualizada à Barra de
vem HTML, folhas de estilos em cascata (CSS) e Favoritos.
JavaScript.
16. Opções da Internet: permite que o usuário altere as 11. Guias Rápidas: exibe uma miniatura de todas
congurações de página inicial, excluir cookies, cores, as guias abertas na janela. A seta para baixo à direita
fontes, idiomas, acessibilidade, segurança, privaci- do botão Guias Rápidas exibe uma lista dos sites que
estão sendo visualizados nas guias.
dade, conexões, por exemplo.

114
,
de Navegação, Bloqueador de Pop-ups, Gerenciar
Complementos, Trabalhar Oine, Modo de Exibição de
Compatibilidade, Congurações do Modo de Exibição
de Compatibilidade, Tela Inteira, Barra de Ferramentas,
Barras do Explorer, Ferramentas para Desenvolvedo-
res, Sites Sugeridos e Opções da Internet.

21. Ajuda: exibe as opções Ajuda do Internet Explo-


rer, O que há de Novo no Internet Explorer 8, Suporte
Online, Sobre o Internet Explorer.
22. Filtragem InPrivate: permite Bloquear

automaticamente, Escolher que conteúdo bloquear,


Desativar e Congurar.
12. Nova Guia: abre uma nova guia na janela que 23. Zoom: permite alterar o nível de zoom entre
está sendo utilizada. 100%, 125% e 150%. A seta para baixo à direita do
botão Zoom permite aplicar zoom personalizado.
13. Página inicial: exibe a página inicial denida em
Opções da Internet. A seta para baixo à direita do botão ACELERADORES
Página Inicial permite exibir a lista de Home Page e
adicionar ou remover uma página à lista. O usuário poderá usar Aceleradores a partir de um texto
14. Exibir feeds nesta página: exibe o conteúdo dos selecionado em uma página da Web para executar tarefas
feeds da página que estiver sendo visualizada. Na visu- como abrir um endereço físico em um site de mapeamento
alização do conteúdo dos feeds, é possível a inscrição da Web ou para procurar a denição de uma palavra no dicio -
no Feed. nário. Ao selecionar um texto em uma página da Web, apare-
A
cerá o botão . O botão permite utilizar os Acelerado- C
I
15. Adicionar Web Slices: quando um Web Slice T
res, Localizar mais Aceleradores ou Gerenciar Aceleradores. Á
estiver disponível em uma página da Web, aparecerá M
Exemplos de Aceleradores podem ser encontrados no link R
O
o botão do Web Slice na barra de Comandos. O http://www.ieaddons.com/br/accelerators. Existem Acelera- F
botão Web Slice também irá aparecer na página da IN
dores para mapas, dicionários, nanças, busca, rede social E

Web, próximo ao conteúdo que está disponível quando entre outros. D


S
se apontar para esse conteúdo com o mouse. Um Web E
Õ
Slice é uma porção especíca de uma página da Web Ç
OPÇÕES DA INTERNET O
que você pode assinar. Em outras palavras, Web Slices N

são espécies de “feeds turbinados”. Geral


16. Ler E-mail: abre o cliente de email padrão para
visualização de emails.

17. Imprimir: imprime a página atual na impressora


padrão. A seta para baixo à direita do botão Imprimir
exibe as opções Imprimir, Visualizar Impressão e Con-
gurar Página.
18. Página: exibe as opções Nova janela, Recor-
tar, Copiar, Colar, Blogar com o Windows Live,E-mail
com o Windows Live, Todos os Aceleradores, Salvar
como, Enviar Página por Email, Enviar Link por Email,
Editar, Modo de Exibição de Compatibilidade, Congu -
rações
Tamanhodo da
Modo de Exibição
fonte, de Compatibilidade,
Estilo, Codicação, NavegaçãoZoom,
por
Cursor, Propriedades e Exibir Código-Fonte.
19. Segurança: exibe as opções Excluir
Histórico de Navegação, Navegação InPrivate, Política
de Privacidade da Página da Web, Filtragem InPrivate,
Congurações da Filtragem InPrivate, Relatório de
Segurança, Endereço de Site Internacional, Filtro do
SmartScreen, Windows Update.
20. Ferramentas: exibe as opções Diag-
nosticar Problemas de Conexão, Reabrir Última Sessão

115
,
Segurança Conteúdo

H
E
N
R
IQ
U
E
S
O
Conexões
D
R Privacidade
É

116
,
Programas
EXERCÍCIOS

1. (CESPE/ TRE-ES/ Básico Nível Superior) A gura aci-


ma mostra uma janela do Internet Explorer 8, que está
sendo executado em um computador com sistema
operacional Windows XP. Com relação a essa gura,
ao Internet Explorer e à página da Web que está sendo
A
visualizada, julgue os próximos três itens. C
I
T
Á
1) Ao se clicar o botão , será exibida a página que M
R
havia sido exibida imediatamente antes da página O
F
que está exibida na gura. IN
Avançadas E
2) Ao se clicar o botão , que aparece imediata- D
S
E
mente à direita do botão , a janela do Internet Õ
Ç
Explorer será fechada. O
N
3) Caso, no campo para pesquisa (área onde se en-
contra a marca do cursor), sejam inseridos os ca-
racteres “Carlos Gomes”, com as aspas incluídas
na busca, o Google iniciará uma procura por todas
as páginas que contenham ou apenas a palavra
Carlos, ou apenas a palavra Gomes ou as duas,
não necessariamente na ordem apresentada. Por
outro lado, se as aspas forem retiradas dos caracte-
res, a busca será feita pela expressão exata — Car-
los Gomes —, ou seja, apenas as páginas onde a
palavra Gomes apareça logo após a palavra Carlos.

117
,
2. (CESPE/ CORREIOS/ Operador de Triagem e Trans- pressionar e manter pressionada a tecla ALT e, na
bordo) Considerando que a gura acima ilustre uma sequência, pressionar a tecla ENTER, serão exi-
janela do Internet Explorer 8 (IE8) durante uma sessão bidos, em nova guia, os resultados da pesquisa
de uso em um computador com sistema operacional realizada em todos os sítios da Web em que essa
Windows XP e que tenha sido realizada uma solici- palavra foi encontrada.
tação de conexão a uma página web cujo conteúdo
3) Ao se clicar o botão , será apresentada
ainda não tenha sido carregado na área de páginas do
a opção Adicionar a Favoritos... Esta, por sua vez,
IE8, julgue os próximos cinco itens.
ao ser clicada, permite adicionar o endereço www.
1) O uso do botão , na barra de ferramentas do mpu.gov.br na lista de favoritos.
IE8, permite interromper o processo de carrega- 4) A mensagem de alerta exibida na gura, introdu-
mento da referida página. zida pelo símbolo , refere-se ao complemento
2) O uso do botão , na barra de ferramentas do MSXML 0 e solicita permissão do usuário para
IE8, permite ativar o modo de operação do IE8 de- que esse5.complemento seja instalado no compu-
nominado banda larga, que acelera o processo de tador. Existem, no entanto, complementos que
carregamento da referida página. podem ser instalados sem o conhecimento do
usuário, quando, por exemplo, for parte de outro
3) Por meio do menu Ferramentas, é possível ativar o
programa instalado anteriormente.
bloqueador de pop-ups do IE8, o que impede que a
referida página, ao ser completamente carregada, 5) Antes de permitir a execução do complemento
infecte o computador com vírus e outros aplicativos MSXML 5.0, recomenda-se que o usuário clique
maliciosos. a opção e, em seguida, clique Ativar
Filtragem InPrivate para executar o antivírus do
4) Por meio do conjunto de botões , na barra de IE 8.0.
ferramentas do IE8, é possível ajustar o tamanho
da fonte que será utilizada no conteúdo da referida
página, quando ela for apresentada na área de pá-
H
E
ginas do IE8, após o término do seu carregamento.
N
R 5) As informações contidas na janela do IE8 são su-
IQ
U
cientes para se concluir corretamente que a página
E
S
que está sendo carregada é a página inicial do IE8.
O
D
R
É

4. (CESPE/ AGU/ Administrador) Em relação aos modos


de utilização de tecnologias, ferramentas, aplicativos
e procedimentos associados à Internet, julgue os três
itens a seguir, a partir da gura acima, que mostra
uma página acessada utilizando-se o Internet Explo-
rer 8 (IE8).
3. (CESPE/ MPU/ Analista Administrativo) A gura acima 1) Com a ativação da opção Navegação InPrivate

mostra
com uma janela
o Windows XPdoe IE 8.0 aberta
conectado em um computador
à Internet. Com base no menu , informações da sessão
de navegação, tais como cookies, arquivos de
nessa gura, julgue os cinco itens que se seguem, Internet temporários e histórico, são excluídas
acerca da utilização de tecnologias, ferramentas, apli- quando o IE é fechado.
cativos e procedimentos associados à Internet.
1) Ao se clicar a opção e, em seguida, a 2) O símbolo apresentado na página ilustra-
opção Zoom, serão exibidas opções que permitem da na figura indica erro na navegação decorre n-
ampliar ou reduzir a exibição da página da Web te de a página ter sido criada para navegação
mostrada na gura. em sistema Linux e estar sendo acessada em
2) Ao se digitar uma palavra na caixa de pesquisa computador cujo sistema operacional é o Win-
dows.
e, em seguida,

118
,
3) Utilizando-se o campo Expressão de busca exi- 6. (CESPE/ DPU/ Agente Administrativo) Considerando a
bido nessa página, é possível localizar, no sítio gura acima, que ilustra uma página eletrônica, julgue
da Advocacia-Geral da União (AGU) ou em ou- os cinco itens a seguir com relação ao uso do Internet
tros sítios da Internet, informações que conte- Explorer (IE) da Microsoft.
nham a expressão digitada nesse campo. 1) Após se digitar o endereço de uma página a ser
acessada, o botão permite conferir se esse
endereço está ou não correto.
2) A partir do menu do IE, é possível visua-
lizar qualquer página que esteja arquivada no sítio
que se está acessando no momento, e não apenas
a página inicial (homepage).
3) Para se acessar determinado sítio, é necessário
inserir seu endereço na barra de endereços, ou
então, utilizando-se de um mecanismo de busca
(conforme o da gura mostrada), buscar um local
por palavra-chave ou então por um nome especí -
co do sítio desejado ou de seu conteúdo.
4) A gura acima apresenta a página principal do sítio
Google, que pode ser utilizado para pesquisas na In-
ternet, caso o computador esteja conectado, ou per-
mite a busca de informações localmente, se o com-
5. (CESPE/ ANEEL/ Técnico Administrativo) Conside-
putador do usuário não estiver conectado à rede.
rando a gura acima, que mostra uma tela do Internet
Explorer 8.0, os conceitos básicos e os modos de uti- 5) O botão disponibiliza funcionalida-
lização de tecnologias, ferramentas, aplicativos e pro- des que permitem visualizar uma lista de páginas A
C
I
cedimentos associados à Internet e intranet, julgue os mais acessadas pelo IE na Internet. T
Á
cinco itens a seguir. 6) (CESPE/ EMBASA/ Analista de Saneamento) No M
R
navegador Internet Explorer 8, ao se clicar o botão O
1) Ao se clicar a opção , será acionado F
IN
um sistema de segurança que garante a prote- , é iniciada a abertura do programa, congu- E

ção contra vírus e trojans. rado como padrão, para leitura e envio de mensa- D
S
E
2) Ao clicar a opção , o usuário tem gens de correio eletrônico. Õ
Ç
O
acesso a uma ferramenta de busca que permite N
localizar, por exemplo, imagens relacionadas à 7. (CESPE/ CORREIOS/ Atendente Comercial) Um arqui-
palavra ANEEL. vo de nome Relatório Periódico.pdf será enviado ane-
xado a uma mensagem de correio eletrônico, utilizando-
3) Ao se clicar a ferramenta , será feita a des- -se recursos de webmail, por meio do Internet Explorer
conexão da Internet. 8 (IE8). A janela do IE8 a ser utilizada nessa operação
4) Para se enviar a página apresentada por e- está sendo executada em um computador cujo sistema
-mail , é suficiente clicar a ferramenta , digitar operacional é o Windows Vista. Essa janela, ilustrada
o e-mail do destinatário e cl icar a opção Enviar. a seguir, foi capturada quando o ponteiro do mouse
se encontrava sobre a guia , correspondente
5) Ao se clicar a ferramenta , as páginas da ao acesso a página do sítio www.correios.com.br, que
ANEEL e do Google serão exibidas em miniatura. também está ocorrendo na sessão de uso do IE8.

119
,
As informações do texto e da janela do IE8 são su- A gura acima ilustra uma janela que pode ser corre-
cientes para se concluir corretamente que tamente acessada por meio de opção disponibilizada
a. a referida mensagem de correio eletrônico será pelo IE8 no menu
enviada para mais de um destinatário. a. Editar.
b. os referidos recursos de webmail estão sendo b. Exibir.
acessados por meio de uma conexão denomina- c. Favoritos.
da segura. d. Ferramentas.
c. o arquivo que será enviado tem tamanho superior e. Arquivo.
a 4 megabytes.
d. o sítio www.correios.com.br é a página inicial do 11. (CESPE/ CORREIOS/ Atendente Comercial)
IE8, instalado no computador.
e. o sítio que disponibiliza os referidos recursos de
webmail está congurado como favorito do IE8,
instalado no computador.

8. (CESPE/ CORREIOS/ Atendente Comercial) Caso se


deseje visualizar, no corpo de páginas do IE8, a página
web correspondente ao endereço www.correios.com.
br, deve-se clicar
a. a guia .
b. o botão .
c. o campo do botão .
d. o botão .
e. o botão .

H 9. (CESPE/ CORREIOS/ Atendente Comercial) Caso se


E
N deseje, na sessão de uso do IE8 descrita no texto, dar
R
IQ início a uma navegação InPrivate, buscando evitar,
U
E dessa forma, deixar vestígios nos arquivos de arma-
S
O
zenamento do IE8 acerca de informações referentes a
D
R sítios visitados, é correto o uso da opção Navegação
É
InPrivate, que pode ser selecionada a partir do menu
a. Favoritos.
b. Ferramentas.
c. Arquivo.
d. Editar.
e. xibir. A gura acima apresenta a janela Opções da Internet,
em execução em um computador com o sistema ope-
10. (CESPE/ CORREIOS/ Atendente Comercial) racional Windows. Essa janela pode ser acessada a
partir do navegador
a. Safari.
b. Internet Explorer.
c. Opera.
d. Mozila Firefox.
e. Google Chrome.

12. (CESPE/ CORREIOS/ Carteiro) O modo protegido do


Internet Explorer permite
a. o gerenciamento do histórico de navegação na In-
ternet.
b. a proteção do computador de sítios que contenham
programas mal-intencionados.
c. a pesquisa de sítios por meio da barra de ferra-
mentas.
d. a organização de arquivos temporários.
e. o gerenciamento dos sítios favoritos da Internet.

13. (FUNIVERSA/ MINISTÉRIO DO TURISMO/ Adminis-


trador) O Internet Explorer 8 possui um recurso cha-

120
,
mado modo de exibição de compatibilidade, que possi- 16. (FCC/ NOSSA CAIXA/ Advogado) O ltro SmartS-
bilita que sites criados para navegadores mais antigos creen é um recurso disponível no Internet Explorer 8
possam ser visualizados corretamente. Esse recurso para prevenir softwares mal-intencionad os e malwa-
pode ser ativado com o uso da barra de ferramentas res. Pode ser acessado no menu Segurança, no
desse navegador, clicando-se no botão canto direito superior do navegador, ou na barra de
a. . menus, em
a. Exibir.
b. . b. Editar.
c. . c. Favoritos.
d. . d. Arquivo.
e. Ferramentas.
e. .

17. (FCC/ TRE-AP/ Analista Judiciário) No Internet


14. (FUNIVERSA/ MINISTÉRIO DO TURISMO/ Agente Explorer 8 o internauta pode navegar por:
Administrativo) O Internet Explorer 8 (IE) introduziu a. guias, janelas, guias duplicadas e sessões.
novos recursos relacionados à segurança. Um deles b. janelas, guias e guias duplicadas, somente.
diz respeito ao conceito de navegação InPrivate. Na c. janelas e sessões, somente.
gura a seguir, é ilustrada a barra de endereços do IE
d. janelas e janelas duplicadas, somente.
com essa opção habilitada.
e. guias, guias duplicadas e sessões, somente.

18. (FCC/ TRE-AC/ Técnico Judiciário) Caso algum site


não esteja preparado para o Internet Explorer 8, usar
no menu Ferramentas o item
a. Diagnosticar Problemas de Conexão.
Com relação a esse recurso, é correto armar que a b. Modo de Exibição de Compatibilidade.