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10/07/2018

MATERIAL COMPILADO
Caio Marinho
Processo Tributário
Processo administrativo tributário

PROCESSO ADMINISTRATIVO TRIBUTÁRIO

CONCEITO: é um direito subjetivo do contribuinte, assegurado pela Constituição como “acertamento


da dívida tributária”. É através dele que se procede à determinação e à exigência do crédito tributário.
É o processo que leva ao chamado “lançamento definitivo do tributo”.

REGÊNCIA: O processo administrativo é regido pelo Decreto 70.235 de 1972, observadas todas as
alterações sofridas ao longo to tempo, disciplina toda a estrutura básica do procedimento, desde os
atos processuais, os prazos, o procedimento de julgamento e de consulta fiscal, a competência entre
outras.

DIVISÃO: O procedimento é divido em duas partes: uma que fica a cargo da fiscalização, onde se
processam todos os exames e investigações fáticas, das quais pode resultar o lançamento tributário; e a
outra fase é aquela que se refere ao contraditório, expresso pela manifestação do administrado que
inconformado busca uma manifestação da Administração. [Art. 14. A impugnação da exigência
instaura a fase litigiosa do procedimento]

CONTAGEM DE PRAZOS: como no processo civil (exclui o dia do início e inclui o dia do fim).

AÇÃO FISCAL :

INÍCIO DA AÇÃO FISCAL: por meio do MPF – Mandado de Procedimento Fiscal. Este Mandado de
Procedimento Fiscal poderá destinar-se à:
a) ABERTURA DE PROCEDIMENTO DE FISCALIZAÇÃO;
b) EFETIVAÇÃO DE DILIGÊNCIAS,
c) DESTINAR-SE A PRATICA DE MEDIDAS DE URGÊNCIA, SEM OS QUAIS OS INTERESSES DA FAZENDA NACIONAL ESTARIAM
COMPROMETIDOS (MANDADO ESPECIAL),

d) PARA REALIZAÇÃO DE DILIGÊNCIAS VISANDO SUBSIDIAR O PROCEDIMENTO FISCAL DE OUTRO SUJEITO PASSIVO OU AINDA PARA
(MANDADO EXTENSIVO),
e) OU AINDA DESTINAR-SE À SUBSTITUIÇÃO DOS AUDITORES FISCAIS RESPONSÁVEIS PELO ATO OU PARA INCLUSÃO DE NOVA
MATÉRIA NA FISCALIZAÇÃO EM CURSO (MANDADO COMPLEMENTAR).

PRAZO E CONSEQÜÊNCIAS DO MPF: O prazo do MPF será de 120 DIAS nos casos dos ITENS “A” E “C”. Para os
DEMAIS CASOS, o prazo é de 60 DIAS; ESGOTADO ESTE PRAZO o MANDADO TORNA-SE NULO, sem, no entanto, anular
os atos já praticados. Caso seja necessário pode-se emitir NOVO MANDADO para que outro ente

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administrativo proceda à diligência necessária. Após a ciência ao contribuinte do MPF, não se fala mais
em denúncia espontânea.
[Art. 7º, § 1º - O início do procedimento exclui a expontaneidade do sujeito passivo...]

DETALHES DA FISCALIZAÇÃO:
Para cada imposto, contribuição, penalidade deve ser lavrada notificação própria, devendo
juntamente estar anexados os documentos que instruem o procedimento e que são indispensáveis à
comprovação do ilícito (artigo 9º).

Motivação: a NOTIFICAÇÃO DE LANÇAMENTO ou AUTO DE INFRAÇÃO DEVERÁ SER MOTIVADA, permitindo assim que o
administrado conheça as razões de tais atos e possa conseqüentemente impugná-los, posto que para
defender-se é preciso que se saiba o que lhe é imputado.

IMPUGNAÇÃO ADMINISTRATIVA :

IMPUGNAÇÃO: O contribuinte no prazo de 30 DIAS, do RECEBIMENTO DO AUTO DE INFRAÇÃO, faz a


impugnação (defesa) do auto de infração e o processo com o auto de infração e a respectiva
impugnação é distribuído a uma das TURMAS DE JULGAMENTO com competência territorial atinente a sede
do sujeito passivo (mesmo o julgamento de 1ª instância é colegiado no âmbito da RFB) A Turma de
Julgamento profere um acórdão para fins de uma DECISÃO DE 1º INSTÂNCIA. Essa decisão pode EXTINGUIR
TOTALMENTE, MANTER PARTE ou a TOTALIDADE dos tributos reclamados no auto de infração.

Sendo a DECISÃO DESFAVORÁVEL AO CONTRIBUINTE, este tem 30 DIAS da ciência da decisão para recorrer à 2ª
INSTÂNCIA, no entanto caso a decisão seja DESFAVORÁVEL AO FISCO, e se tratando de VALORES RELEVANTES
(atualmente R$ 1 milhão), a própria autoridade julgadora recorre à 2º INSTÂNCIA. Observações:

A matéria que não for expressamente contestada é considerada não impugnada. (art. 17)

PROVAS: as provas documentais devem ser acostadas juntamente com a impugnação, sob pena de
preclusão; o que não ocorrerá somente se provado a impossibilidade de apresentação oportuna por
motivo de força maior ou quando a prova refira-se à fato ou direito superveniente, e ainda quando o
objetivo seja demonstrar fatos trazidos as autos posteriormente. Apesar desta regulamentação, tendo
em vista a preocupação do julgador de possibilitar a obtenção da verdade material, têm-se entendido
que é possível a apresentação de provas até mesmo em grau de recurso.

O PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL não exige ADVOGADO, podendo ser feito e assinado pelo próprio
contribuinte ou qualquer procurador seu.

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NÃO SENDO CUMPRIDA NEM IMPUGNADA A EXIGÊNCIA é declarada a REVELIA do contribuinte, permanecendo o
processo no órgão preparador, pelo prazo de 30 dias, para a cobrança amigável. (art. 21)

No caso em que a decisão de 1ª Instância for desfavorável ao contribuinte, este tem 30 dias da data de
ciência da decisão, para recorrer com petição a ser encaminhada ao Conselho de Contribuintes (1º, 2º
e 3º Conselhos, conforme competência da matéria) – desde 2009 foram extintos os Conselhos de
Contribuintes e tiveram origem as CARF – CONSELHO ADMINISTRATIVO DE RECURSOS FISCAIS.

A CARF profere a chamada DECISÃO DE 2ª INSTÂNCIA. Se a decisão for contrária ao Contribuinte,


poderá recorrer à 3ª INSTÂNCIA (CONSELHO SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS - CSRF), desde que tenha
DECISÕES CONTRÁRIAS SOBRE O MESMO ASSUNTO NA PRÓPRIA CARF OU NO CSRF ou que o CONTRIBUINTE TENHA ÊXITO NA 1ª
INSTÂNCIA E TENHA PERDIDO NA CARF.

No caso de DECISÃO UNÂNIME (todos os votos dos julgadores) da CARF CONTRA O FISCO (a favor da empresa)
não poderá o FISCO recorrer a 3ª INSTÂNCIA (sendo extinto de vez o auto de infração).

A PGFN atua perante a CARF.

OBSERVAÇÃO: A petição encaminhada a CARF poderá ser entregue na Receita Federal de domicílio da
empresa, no entanto o julgamento é realizado em Brasília-DF e as decisões devem ser acompanhadas
pelo Diário Oficial da União ou via internet, pois nesta fase o Contribuinte não recebe o comunicado da
decisão em seu endereço.

Sendo a decisão na CARF desfavorável ao contribuinte e cumpridos os requisitos já expostos, o


contribuinte terá 30 dias, contados da ciência do acórdão, para recorrer à CSRF e esta profere a
chamada DECISÃO DE 3º INSTÂNCIA . Esta é a instância final do Processo Administrativo Fiscal, sendo a
decisão definitiva, não cabendo mais recurso das partes.

Como observamos se A DECISÃO FOR DESFAVORÁVEL AO FISCO NA 3ª INSTÂNCIA ou por VOTAÇÃO UNÂNIME DOS
JULGADORES CONTRA O FISCO NA CARF (2ª INSTÂNCIA), o AUTO DE INFRAÇÃO deverá ser EXTINTO, inexistindo qualquer
EXIGÊNCIA FISCAL, nem mesmo JUDICIALMENTE o fisco poderá recorrer e EXIGIR OS TRIBUTOS constantes no AUTO DE
INFRAÇÃO (alguns entendem aplicável nesse ponto a VENIRE CONTRA FACTUM PROPRIUM – TEORIA DOS ATOS
PRÓPRIOS ). [questão da prova subjetiva – TRF2]

Já o CONTRIBUINTE, se PERDER O PROCESSO NA ESFERA ADMINISTRATIVA, poderá recorrer ao PODER JUDICIÁRIO na


tentativa de anular a exigência fiscal.

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Obs.: se o contribuinte apresentar AÇÃO JUDICIAL contra o DÉBITO JÁ DISCUTIDO EM SEDE ADMINISTRATIVA, não é
possível a CONCOMITÂNCIA e o PROCESSO ADMINISTRATIVO é extinto, conforme Lei 6.830/80, declarada nesse
ponto constitucional pelo STF.
[Art. 62. A propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade processual, antes
ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, importa renúncia
às instâncias administrativas]

** RESUMO DA ORGANIZAÇÃO DO CONTENCIOSO ADMINISTRATIVO TRIBUTÁRIO:


1ª INSTÂNCIA  DELEGACIAS DA RECEITA FEDERAL DE JULGAMENTO
2ª INSTÂNCIA  CONSELHOS ADMINISTRATIVOS DE RECURSOS FISCAIS
3º INSTÂNCIA  CONSELHO SUPERIOR DE RECURSOS FISCAIS

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PROCESSO ADMINISTRATIVO TRIBUTÁRIO DE CONSULTA

http://161.148.231.100/GuiaContribuinte/ConsLegisTrib/ConsLegisTribLeia.htm

A CONSULTA, formulada POR ESCRITO é o INSTRUMENTO que o contribuinte possui para DIRIMIR DÚVIDAS quanto a
DETERMINADO DISPOSITIVO DA LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA relacionado com sua atividade. A consulta deve
circunscrever-se a FATO DETERMINADO, descrevendo suficientemente o seu OBJETO e indicando as
INFORMAÇÕES NECESSÁRIAS À ELUCIDAÇÃO DA MATÉRIA.

Na PETIÇÃO devem ser indicados os DISPOSITIVOS DA LEGISLAÇÃO QUE ENSEJARAM A APRESENTAÇÃO DA CONSULTA e
CUJA INTERPRETAÇÃO SE REQUER, bem como, a DESCRIÇÃO MINUCIOSA e PRECISA DOS FATOS.

Para efetivar consulta sobre SITUAÇÃO DETERMINADA AINDA NÃO OCORRIDA, o consulente deverá demonstrar
VINCULAÇÃO COM O FATO, bem como a EFETIVA POSSIBILIDADE DE OCORRÊNCIA DO FATO GERADOR RELATIVO à tributos e
contribuições administrados pela Receita Federal do Brasil. A consulta deverá versar sobre APENAS UM
TRIBUTO OU CONTRIBUIÇÃO, exceto nos CASOS DE MATÉRIAS CONEXAS.

QUEM PODE FORMULAR

1. O SUJEITO PASSIVO DE OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA PRINCIPAL OU ACESSÓRIA;


2. O ÓRGÃO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA;
3. A ENTIDADE REPRESENTATIVA de categoria ECONÔMICA ou PROFISSIONAL.

A SOLUÇÃO DA CONSULTA ( EFICAZ OU INEFICAZ )

A solução da Consulta eficaz ou ineficaz será efetuada em INSTÂNCIA ÚNICA, não cabendo RECURSO nem
PEDIDO DE RECONSIDERAÇÃO da SOLUÇÃO DE CONSULTA ou do DESPACHO DECISÓRIO QUE DECLARAR SUA INEFICÁCIA.

EFEITOS DA CONSULTA

a) CONSULTA FORMULADA POR MATRIZ – estende-se aos demais estabelecimentos.


b) CONSULTA FORMULADA POR ENTIDADE REPRESENTATIVA DE CATEGORIA ECONÔMICA OU PROFISSIONAL – alcança seus
associados ou filiados depois de cientificado o consulente da decisão.

CONSULTA E O PRAZO DE CUMPRIMENTO DA OBRIGAÇÃO -A CONSULTA não suspende O PRAZO: DE

RECOLHIMENTO DE TRIBUTO, RETIDO NA FONTE ou AUTOLANÇADO antes ou depois de sua apresentação; de ENTREGA
DA DECLARAÇÃO DE RENDIMENTOS; DE CUMPRIMENTO DE OUTRAS OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS.

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CONSULTA EFICAZ

IMPEDE a APLICAÇÃO DE PENALIDADE relativamente à MATÉRIA CONSULTADA, A PARTIR DA DATA DE SUA


PROTOCOLIZAÇÃO ATÉ O 30º DIA SEGUINTE AO DA CIÊNCIA, pelo consulente, da DECISÃO que a soluciona, desde
que o PAGAMENTO OCORRA NESTE PRAZO, quando for o caso.

IMPEDE a INSTAURAÇÃO DE PROCEDIMENTO FISCAL contra o SUJEITO PASSIVO, relativamente à MATÉRIA


CONSULTADA, a PARTIR DA APRESENTAÇÃO DA CONSULTA ATÉ O TRIGÉSIMO DIA SUBSEQÜENTE À DATA DE CIÊNCIA.

SITUAÇÃO NÃO OCORRIDA - produz efeito somente se o fato concretizado for aquele sobre o qual

versou a consulta previamente formulada.

ALTERAÇÃO DE ENTENDIMENTO EXPRESSO - a NOVA ORIENTAÇÃO atingirá apenas os FATOS GERADORES que

ocorrerem APÓS A SUA PUBLICAÇÃO NA IMPRESSA OFICIAL ou após a CIÊNCIA DO CONSULENTE, exceto se a NOVA
ORIENTAÇÃO lhe for MAIS FAVORÁVEL, caso em que esta atingirá, também, o PERÍODO ABRANGIDO PELA SOLUÇÃO
ANTERIORMENTE DADA.

ALTERAÇÃO/REFORMA DE DECISÃO PROFERIDA EM CONSULTA SOBRE CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS

- Alteração ou reforma, de ofício, de decisão proferida em processo de consulta sobre classificação de


mercadorias - aplicam-se as CONCLUSÕES DA DECISÃO ALTERADA OU REFORMADA em relação aos ATOS PRATICADOS
ATÉ A DATA EM QUE FOR DADA CIÊNCIA ao consulente da nova orientação.

CONSULTA INEFICAZ - NÃO PRODUZ EFEITOS a consulta formulada:

i)PESSOA NÃO COMPETENTE PARA FORMULAR CONSULTA,


ii)SOBRE TRIBUTOS NÃO ADMINISTRADOS PELA RFB ( por ex.: ISS );
iii)POR ESTABELECIMENTO FILIAL;
iv)REFERÊNCIA A FATO GENÉRICO;
v)NÃO IDENTIFICAÇÃO DO DISPOSITIVO DA TRIBUTÁRIA SOBRE CUJA APLICAÇÃO HAJA DÚVIDA;
vi)POR QUEM ESTIVER INTIMADO A CUMPRIR OBRIGAÇÃO RELATIVA AO FATO OBJETO DA CONSULTA;
vii) SOBRE FATO OBJETO DE LITÍGIO, DE QUE O CONSULENTE FAÇA PARTE, PENDENTE DE DECISÃO DEFINITIVA NAS ESFERAS
ADMINISTRATIVA OU JUDICIAL;

viii)POR QUEM ESTIVER SOB PROCEDIMENTO FISCAL, INICIADO ANTES DE SUA APRESENTAÇÃO, PARA APURAR OS FATOS QUE
SE RELACIONEM COM A MATÉRIA CONSULTADA;

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ix) QUANDO O FATO HOUVER SIDO OBJETO DE SOLUÇÃO ANTERIOR PROFERIDA EM CONSULTA OU LITÍGIO EM QUE TENHA
SIDO PARTE O CONSULENTE, E CUJO ENTENDIMENTO POR PARTE DA ADMINISTRAÇÃO NÃO TENHA SIDO ALTERADO POR ATO

SUPERVENIENTE;

x)QUANDO O FATO ESTIVER DISCIPLINADO EM ATO NORMATIVO, PUBLICADO NA IMPRENSA OFICIAL ANTES DE SUA
APRESENTAÇÃO;

xi)QUANDO VERSAR SOBRE CONSTITUCIONALIDADE OU LEGALIDADE DA LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA;


xii)QUANDO O FATO ESTIVER DEFINIDO OU DECLARADO EM DISPOSIÇÃO LITERAL DE LEI;
xiii)QUANDO O FATO ESTIVER DEFINIDO COMO CRIME OU CONTRAVENÇÃO PENAL;
xiv) QUANDO NÃO DESCREVER, COMPLETA E EXATAMENTE, A HIPÓTESE A QUE SE REFERIR, OU NÃO CONTIVER OS
ELEMENTOS NECESSÁRIOS À SUA SOLUÇÃO, SALVO SE A INEXATIDÃO OU OMISSÃO FOR ESCUSÁVEL, A CRITÉRIO DA AUTORIDADE

JULGADORA;

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ARROLAMENTO ADMINISTRATIVO TRIBUTÁRIO

Consiste em mais um instrumento com vistas a garantir o RECEBIMENTO DOS CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS. Verdadeiro
desmembramento da MEDIDA CAUTELAR FISCAL na ESFERA ADMINISTRATIVA, esse INSTRUMENTO visa estabelecer um
controle da EVOLUÇÃO PATRIMONIAL DOS CONTRIBUINTES, cujo débito para com o fisco SUPERE A 30% DESSE
PATRIMÔNIO e que consolidado alcance um MÍNIMO DE R$ 500 MIL.

Sem adquirir o caráter de CONSTRIÇÃO EFETIVA dos BENS e DIREITOS sob os quais venha a recair, o ARROLAMENTO
ADMINISTRATIVO determina que se PROCEDA À COMUNICAÇÃO de qualquer TRANSFERÊNCIA, ONERAÇÃO e ALIENAÇÃO
ao ÓRGÃO DA RECEITA DA JURISDIÇÃO DO CONTRIBUINTE.

Em termos práticos, esse controle das ALTERAÇÕES PATRIMONIAIS permitirá a INSTRUÇÃO de eventual MEDIDA
CAUTELAR FISCAL dando eficácia a esse instrumento.

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OUTROS PROCESSOS ADMINISTRATIVOS TRIBUTÁRIOS

REPETIÇÃO DO INDÉBITO : efetuado o pagamento indevido de um tributo, pode o contribuinte requerer


à autoridade administrativo competente a restituição da exação (coisa raríssima de ocorrer)

PARCELAMENTO DE DÉBITOS FISCAIS : processo muitas vezes colocado à disposição do contribuinte com

o fito de estimular o adimplemento da obrigação tributária.

PROCESSO DE RECONHECIMENTO DE DIREITOS : destina-se à formalização de isenções e imunidades que

estejam a depender de manifestação da autoridade da Administração Tributária.