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Novas observações astronômicas

reforçam teoria da relatividade


Em Londres 04/07/2018 15h48

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Divulgação

Novas observações astronômicas apresentaram provas adicionais que reforçam


uma das premissas da teoria geral da relatividade, que dita que todos os objetos em
queda livre em um campo gravitacional se aceleram de forma idêntica, segundo um
trabalho publicado nesta quarta-feira na revista Nature.

A teoria, desenvolvida por Albert Einstein em 1915, diz que a aceleração deve ser a
mesma com independência do próprio campo gravitacional dos corpos que caem,
inclusive se forem objetos tão maciços como uma estrela de nêutrons.

O princípio que Einstein usou na sua teoria já tinha sido defendido antes por
cientistas como Galileu Galilei, no século 16, e diversos experimentos o
demonstraram em vários ambientes.

Em 1971, o astronauta americano David Scott protagonizou uma das experiências


mais conhecidas, ao deixar cair sobre a superfície da lua um martelo e uma pluma,
que chegaram ao solo ao mesmo tempo.

Veja também:

Teoria de Einstein vai muito além da Via Láctea


(https://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/efe/2018/06/22/einstein-tinha-
razao-inclusive-alem-da-via-lactea.htm)

Para pôr a toda prova esse prognóstico em um ambiente mais extremo, um grupo
do Instituto Holandês de Radioastronomia (ASTRON) liderado por Anne Archibald
estudou o movimento de um sistema estelar triplo, formado por uma estrela de
nêutrons orbitada por uma anã branca, que por sua vez mantêm outra anã branca
orbitando a uma distância maior.

Os físicos analisaram como a atração da estrela mais distante afeta o sistema


binário interior, que também conta com um potente campo gravitacional.

Os autores do estudo publicado na Nature calcularam que a diferença entre as


acelerações detectadas na anã branca e a estrela de nêutrons é da ordem de
apenas 2,6 milionésimos, o que apoia o princípio de equivalência postulado pela
relatividade geral.

As observações de Archibald aprimoram as obtidas até o momento em testes


similares, que tinham chegado a uma resolução de milésimos.

"Se a estrela de nêutrons e a anã branca interna caíssem com diferentes


acelerações para a anã branca do exterior, seria perceptível uma ligeira deformação
na órbita do sistema interior", afirma o físico Clifford Will, da Universidade da
Flórida, em artigo na "Nature" que acompanha o estudo do grupo holandês.

"Archibald e seus colegas apresentam uma análise baseada em cerca de seis anos
de coleta de dados na qual não há provas dessa deformação", descreve Will.

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