Você está na página 1de 1

Professor X

Para melhor compreensão desse exposto aqui, estudar o texto de Martins (2018) à partir da página 68, todo o capítulo 4, que
trata da “A Racionalidade Científica em Thomas Kuhn”.

Fala que Kuhn faz um desserviço a obra a Fleck. Pois Fleck, ao que entendi, de fato tenta promover um discurso
externalista no que tange a ciência (ou produção científica, ao que compreendi).
Para o professor, Kuhn não explica exaustivamente, por exemplo, ... a máquina à vapor (fator externo) para a sua
produção científica: promoção da existência, tornar real e possível a existência de tal máquina. Externo à ciência nesse sentido,
senão, refere-se própria à razão (motivo social e histórico) de sua produção: fator externo.
X propõe um melhor caminho, no sentido de explicar mais e de apontar para uma metafísica operacional. Ou seja, uma
metafísica internalista, pressuposta dentro do discurso dessa comunidade científica, não como a razão primeira, mas inferior,
secundária em direção a uma causalidade formal eficiente, ainda que provadas matematicamente, ou seja, a equação de modo
puramente formal (num primeiro momento) funcionando, porém, à espera de uma aplicação ou operacionalização, logo, em
algum momento prevista e previsto o fim da possiblidade de uma metafísica externalista no sentido de algo fora e transcendente
ao real ou para além do real.

EXTERNALISMO (NÃO PREVISTO) INTERNALISTO (PREVISTO)

COMUNIDADE
- causalidade formal CIENTÍFICA
(Aristotélica). - Metafísica
operacional
(eficiente).

METAFÍSICA CIÊNCIA
CIÊNCIA

METAFÍSICA

Ao que eu entendi, ambas caminham para uma racionalidade discursiva. Parece-me que, em sentido internalista, uma
racionalidade do tipo discursiva não calcada intrinsicamente e absolutamente presa a uma metafísica de causalidade formal;
quanto à externalista, dependente de fatores sociais, questões externas (talvez de ordem e do âmbito cultural), que, contudo,
fortemente presa uma metafísica de causalidade formal, cria-se o paradigma de uma racionalidade discursiva e que afeta, diga-se
de passagem, o mundo.
Em defesa de uma operacionalidade metafísica, o professor X afirma que ainda que o objetivo formal não tenha uma
concretude, ou seja, que a princípio se trata de puro cálculo, tenderá em algum momento ou será uma causalidade eficiente
(operacional: uma causalidade mecanicamente explicável do ponto de vista prático).
O professor com base em leituras de autores específicos (não lembro para citar aqui no momento), que defendem que
nem tudo que é matemática é metafísico. Kepler ou Copérnico, ainda que se fundamentassem numa matemática platônica, com
Galileu temos um ajustamento dessas metafísicas para uma de ordem operacional, assim justificado e interpretado pelo professor
X.
Segundo o professor X “Ptolomeu fez o modelo geocêntrico matemático (lá com resquícios em platão). [...] Copérnico
aproveitou os dados de Ptolomeu e fez uma embate entre as tabelas de “y” fulano. [...] tudo feito em termos de teoria (pura, sem
operacionalidade ou causalidade mecânica). [...] Copérnico buscava numa crença neoplatônica, que o sol era um Astro Rei. [...]
Nesse sentido, no próprio Copérnico, isso é muito mais externalista (uma teoria de ordem social, cultural (crença)), mas foi um
tentativa de Copérnico matematizar algo que não tinha materialidade, ou, ao menos, instrumentos mais precisos de observação
(para operacionalizar a crença, para sair da ordem de uma causalidade formal para uma operacional (ou eficiente)). [...] só à partir
de Galileu temos causalidade eficiente, ele tinha agora a luneta.”

...

- Só à partir do século XVII temos o início da metamatização da física. Podemos falar de uma física Moderna do século
XVII e ainda de outra física Moderna do século XIX e XX.
- a metafísica é uma ciência, está fora da ciência ou está dentro da ciência?