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UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA

CENTRO DE TECNOLOGIA
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL
CONCRETO ARMADO I

MEMORIAL DESCRITIVO – PROJETO DE CONCRETO


1ª ETAPA

Larissa Roberto Franco de Almeida – 11423753


Matheus Montenegro de Lacerda – 11410364
Priscylla Bezerra Camelo – 11221293
Silvânio da Silva Sousa Segundo – 11405217

Professor: Enildo Thales

João Pessoa
Maio de 2018
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ___________________________________________________3
2 LOCAÇÃO DOS ELEMENTOS ESTRUTURAIS _______________________3
3 PILARES _________________________________________________________3
4 PAVIMENTOS ____________________________________________________4
4.1 Térreo ________________________________________________________4
4.1.1 Vigas baldrames ____________________________________________4
4.1.1.1 Pré-dimensionamento __________________________________ 4
4.1.1.2 Cargas atuantes ________________________________________ 5
4.2 Pav. Tipo ______________________________________________________6
4.2.1 Lajes ______________________________________________________6
4.2.1.1 Pré-dimensionamento __________________________________ 6
4.2.1.2 Cargas atuantes ________________________________________ 8
4.2.2 Vigas_____________________________________________________11
4.2.2.1 Pré-dimensionamento _________________________________ 11
4.3 Coberta ______________________________________________________12
4.3.1 Lajes _____________________________________________________12
4.3.1.1 Pré-dimensionamento _________________________________ 12
4.3.1.2 Cargas atuantes _______________________________________ 12
4.3.2 Reservatório ______________________________________________14
5 ESCADA ________________________________________________________15
6 MARQUISE _____________________________________________________17
7 MAPA DE CARGAS ______________________________________________18
8 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ________________________________19
9 ANEXOS ________________________________________________________20

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1. INTRODUÇÃO
Este trabalho tem como objetivo o pré-dimensionamento dos elementos
estruturais de um edifício residencial com dois pavimentos tipos e pilotis, com base na
norma da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) NBR 6118-2014. Foi
pedido que escolhesse um projeto arquitetônico de uma edificação residencial para que
fosse feita a locação de vigas, pilares e lajes, bem como seus respectivos pré-
dimensionamentos. Neste memorial descritivo encontram-se as etapas necessárias para
este pré-dimensionamento, como: análise das cargas das lajes que chegam as vigas,
análise das cargas que chegam em cada viga e das cargas que chegam nos pilares.
De acordo com o que foi ministrado em sala de aula, este trabalho visa uma
solução segura e economicamente viável, por isso foi seguido um modelo aconselhado
pelo professor, que primeiro consiste na locação dos elementos estruturais, e depois na
descrição, pré-dimensionamento, cálculo das cargas atuantes em cada tipo de estrutura e
identificação de como elas se distribuem.

2. LOCAÇÃO DOS ELEMENTOS ESTRUTURAIS


A primeira etapa do projeto foi feita em sala de aula, e dar-se-á pela observação
do projeto arquitetônico e seus respectivos cômodos, paredes, áreas totais, a fim de se
posicionar pilares e vigas de forma racional para melhor distribuição dos esforços.
Foi necessário modificar o projeto arquitetônico, adicionando-se um pavimento e
um degrau na escada para se obter um espaço de 60cm entre o teto de um apartamento e
o piso de outro. Os apartamentos são praticamente iguais em tamanho e layout, e as vagas
de garagem estavam bem distribuídas, o que não tornou necessária o reagrupamento das
mesmas a fim de posicionar melhor os pilares.

3. PILARES
A locação dos pilares foi decidida em grupo na sala de aula, seguindo as
orientações do professor, e o seu pré-dimensionamento foi feito de acordo com o gráfico
de Yopanan. Sabendo que o prédio tem 4 andares, sendo 2 pavimentos tipos, um térreo e
uma coberta, encontrando-se que a área que deveria ser ocupada pelo pilar seria igual a
0.13m2, escolhendo-se assim as dimensões dos pilares de 20x65cm.

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Figura 01: Gráfico para o cálculo de pilares metálicos

4. PAVIMENTOS
4.1. Térreo
4.1.1. Vigas baldrames
4.1.1.1. Pré-dimensionamento
Viga baldrame é uma fundação rasa de apoio. Ela é feita de concreto armado e
tem formato retangular. A viga baldrame fica localiza abaixo do nível do solo e percorre
todo o comprimento das paredes da construção.
O pré-dimensionamento das vigas baldrames utilizando o método do livro
“Concreto Armado” de Roberto Carvalho e Jasson Rodrigues, utilizado em sala pelo
professor. Nele, decidiu-se manter apenas como indicação, a recomendação da ABNT
NBR 6118:1980, item 4.2.1.C, de que a altura útil d (distância do centro de gravidade da
armadura tracionada à borda do concreto comprimido), a ser utilizada para evitar a
verificação de deformação excessiva, pode ser determinada por:

𝑙
𝑑≥
Ψ2 ∗ ψ3

Sendo “l” o vão da nervura e os valores de Ψ2 e ψ3 estão nas respectivas tabelas:

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Figura 02: Tabelas para coeficientes

É importante salientar que o valor da altura da viga obtido pelo procedimento


da ABNT NBR 6118:1980 serve apenas de pré-dimensionamento para avaliar o peso
próprio inicial da viga.
Ao analisar os comprimentos “l” de todos os vãos livres, utilizamos o maior vão
livre de 6,03, e com ele achamos o valor “d” de 0,53 que foi utilizado na dimensão de
todas as vigas baldrames.

4.1.1.2. Cargas atuantes


As cargas atuantes na viga são: peso próprio da viga, peso da alvenaria, e
peso próprio da escada.
A tabela abaixo detalha as cargas distribuídas atuantes em cada vão:
TABELA 01: Vigas baldrames – Pav. Térreo
Vigas (Baldrame)
Nº Dimensão (m) Maior vão livre Vão efetivo Cargas Peso da parede
V1 6,00 5,79 4,88 13,52 50,59
V2 6,00 5,79 4,88 13,52 50,59
V3 2,30 2,38 2,38 6,63 20,40
V4 9,80 5,19 4,93 23,59 81,60
V5 1,80 1,83 1,82 5,30 16,32
V6 6,00 1,59 5,55 12,19 50,59
V7 9,80 5,83 5,55 21,33 81,60
V8 9,80 5,43 5,43 26,50 81,60
V9 2,40 2,43 2,43 6,89 21,22
V10 9,80 5,05 5,00 20,01 81,60
V11 6,00 6,03 6,03 16,43 50,59

5
V12 2,40 2,38 1,90 6,89 21,22
V13 2,70 2,73 2,73 7,69 23,66
V14 3,20 3,28 3,28 10,47 27,74
V15 2,70 2,73 2,73 7,69 23,66
V16 6,00 6,02 5,97 15,77 50,59
V17 6,00 6,00 5,50 15,11 50,59
V18 2,50 2,03 2,53 7,29 22,03
V19 5,20 5,23 2,53 7,16 44,06
V20 4,00 3,78 2,35 9,81 34,27
V21 3,70 3,77 3,77 9,81 31,82
V22 1,30 1,38 1,37 3,98 12,24
V23 5,60 5,68 5,63 15,37 47,33
V24 3,20 3,28 3,27 9,01 27,74
V25 2,70 2,73 2,73 7,69 23,66
V26 14,30 5,55 5,95 32,86 118,32

4.2. Pav. Tipo


4.2.1. Vigas baldrames
4.2.1.1. Pré-dimensionamento
Após a alocação das vigas e pilares, considerando que uma região contida em
quatro vigas consiste de uma laje, verificou-se a existência de 10 delas do tipo laje maciça
e uma marquise.
a) Discretização das lajes
Na discretização das lajes foi verificado o comportamento de cada uma quanto ao
engaste de acordo com as lajes vizinhas. A borda de determinada laje será considerada
engastada quando a borda adjacente da laje vizinha tiver rigidez suficiente para impedir
a rotação nessa borda comum, quando isso não acontece, diz-se que a borda está com
rotação livre. Com base nisso, classificou-se as vigas em 9 casos:

Figura 03: Casos da discretização

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Com bases nessas informações, fez-se a tabela para o presente projeto arquitetônico:

TABELA 02: Lajes - Pav. Tipo

LAJES DO PAV TIPO TIPO DE VÍNCULO


1 Engastada na laje L6
2 Engastada em L7 e L1
3 Engastada na laje L2, L4 e Escada
4 Engastada na laje L5 e L9
5 Engastada na laje L10 e L4
6 Engastada na laje L1 e L7
7 Engastada na laje L6, L2 e L8
8 Engastada na laje L7 e L9
9 Engastada na laje L4, L8 e L10
10 Engastada na laje L9 e L5

b) Pré-dimensionamento da altura
Utilizou-se as lajes maciças retangulares, cujas alturas finais são função da
deformação limite ou do momento limite último. Tais condições limites são atendidas
quando a altura útil (d) segue a seguinte relação:

𝑙
𝑑≥
Ψ2 ∗ ψ3

ᴪ2 – é um coeficiente que depende das condições de vinculação da laje e do valor de


λ (ly/lx), sendo ly a maior dimensão da superfície da laje e lx a menor
ᴪ3 – coeficiente em função do tipo de aço. No caso do projeto em questão, o aço
utilizado foi o CA-50 e o valor desse coeficiente, que é tabelado para lajes maciças, é de
25.
l – é o menor dos dois vãos da laje
Utilizou-se da altura de todas as lajes, e precisou-se dimensionar uma por uma, pois
encontrou-se 8 casos diferentes. O Ψ2 foi calculado para cada caso, pois teremos
coeficientes diferentes, que dependerão do Ψ3 e de cada caso.
O valor final da altura (H) foi 10cm.

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A tabela a seguir mostra os cálculos de acordo com os dados:

TABELA 03: Armação das lajes


Lajes
Dimensão Dimensão
Nº do menor do maior Área (m²) Armação Caso λ Ψ2 D
vão (m) vão (m)
Uma
M 0,72 2,9 2,0735 direção 3 4,0559 -
Duas
L1 3,68 4,53 16,6704 direções 2 1,2310 1,5614 0,0943
Duas
L2 2,83 4,53 12,8199 direções 4 1,6007 1,5600 0,0726
Duas
L3 1,43 2,38 3,4034 direções 8 1,6643 1,53428 0,0373
Duas
L4 2,73 5,43 14,8239 direções 4 1,9890 1,4044 0,0778
Duas
L5 3,23 5,43 17,5389 direções 4 1,6811 1,52756 0,0846
Duas
L6 3,13 5,28 16,5264 direções 4 1,6869 1,5252 0,0821
Duas
L7 2,83 5,28 14,9424 direções 8 1,8657 1,7437 0,0649
Duas
L8 2,43 3,78 9,1854 direções 6 1,5556 1,7888 0,0543
Duas
L9 2,73 4,43 12,0939 direções 8 1,6227 1,81546 0,0602
Duas
L10 3,73 4,43 16,5239 direções 4 1,1877 1,7249 0,0865

4.2.1.2 Cargas atuantes


As cargas atuantes da laje maciça foram calculadas de maneira usual, somando-se
os variados tipos de cargas distribuídas nas lajes.
Foi-se calculado 3 tipos de cargas distribuídas na laje:
 Peso próprio: O peso próprio da laje é o peso do concreto armado que forma
a laje maciça. Ele é calculado utilizando a altura da laje e multiplicando-se pelo
peso próprio, que dará o peso próprio da laje distribuído na área da mesma.
 Peso do revestimento: Para a argamassa de revestimento pode-se considerar o
peso específico 17 kn/M², e é multiplicado por sua espessura que é 0,06m.
 Carga acidental: A ação variável nas lajes é tratada pela NBR 6120 (item 2.2)
como “carga acidental”. Na prática costumam chamar também de “sobrecarga”.
A carga acidental é definida pela NBR 6120 como “toda aquela que pode atuar

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sobre a estrutura de edificações em função do seu uso (pessoas, móveis, materiais
diversos, veículos, etc.). As cargas verticais que se consideram atuando
nos pisos de edificações, além das que se aplicam em caráter especial, referem-se
a carregamentos devidos a pessoas, móveis, utensílios materiais diversos e
veículos, e são supostas uniformemente distribuídas. A tabela a seguir foi usada
como referência para os cálculos:

Figura 04: Cargas acidentais

TABELA 04: Contribuição das cargas acidentais

Contribuição da carga acidental


Lajes Carga acidental (kN/m2) ψ2 Valor a ser considerado (kN/m2)
L1 2,5 0,3 0,75
L2 2 0,3 0,6
L3 3,5 0,3 1,05
L4 2,5 0,3 0,75
L5 2,5 0,3 0,75
L6 2 0,3 0,6
L7 2 0,3 0,6
L8 2 0,3 0,6
L9 2 0,3 0,6
L10 2 0,3 0,6
M1 2 0,3 0,6

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As tabelas a seguir mostram os cálculos para as lajes do pavimento tipo:

TABELA 05: Cargas distribuídas nas lajes

Carga distribuída nas lajes


Peso próprio / Ações Peso total Área
Revestimento Pparede/m2 P
Área acidentais parede (m²)
L1 2,5 1,02 0,75 39,168 16,6704 2,3496 6,6196
L2 2,5 1,02 0,6 21,5424 12,8199 1,6804 5,8004
L3 2,5 1,02 1,05 0 3,4034 0,0000 4,57
L4 2,5 1,02 0,75 5,2224 14,8239 0,3523 4,6223
L5 2,5 1,02 0,75 34,5984 17,5389 1,9727 6,2427
L6 2,5 1,02 0,6 19,584 16,5264 1,1850 5,305
L7 2,5 1,02 0,6 49,9392 14,9424 3,3421 7,4621
L8 2,5 1,02 0,6 0 9,1854 0,0000 4,12
L9 2,5 1,02 0,6 16,9728 12,0939 1,4034 5,5234
L10 2,5 1,02 0,6 27,744 16,5239 1,6790 5,799
M1 2,5 1,02 0,6 24,1536 2,0735 11,6487 15,7687

c) Reação das lajes nas vigas

A ação das cargas nas vigas possui intensidade variável ao longo do seu
comprimento, entretanto simplificou-se de acordo com a ABNT 6118:2004, onde a
reação é dada pelo caso geral:
q = k xl x p

Onde “q” é a carga final que irá influenciar na viga, o “l” é a largura do lado da laje
que descarrega na viga, o “p” é a carga atuante por m2 dada pelo item (c) acima e o “k” é
um fator de carga tabelado de acordo com os casos definidos no item (a) e o λ.
→ Reações nas direções x e y nas vigas em bordas simplesmente apoiadas:
𝑙𝑥 𝑙𝑥
𝑞𝑥 = 𝑘𝑥. 𝑝. 𝑞𝑦 = 𝑘𝑦. 𝑝.
10 10

→ Reações nas direções x e y nas vigas em bordas engastadas:


𝑙𝑥 𝑙𝑥
𝑞𝑥′ = 𝑘𝑥′. 𝑝. 10 𝑞𝑦′ = 𝑘𝑦′. 𝑝. 10

Sendo kx e ky coeficientes para bordas simplesmente apoiadas e kx’ e ky’


coeficientes para as bordas engastadas.
As tabelas com os coeficientes foram consultadas no Quadro 7.8 do livro Cálculo e
Detalhamento de Estruturas Usais de Concreto Armado (Carvalho, 2014).

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Seguindo a teoria descrita acima, foi feita a tabela com os cálculos para achar o
peso distribuído em cada laje:

TABELA 06: Peso distribuído por lajes


Laje armada em duas direções

Altura da p (carga distribuída


Classificação λ Caso laje (m) Kx Ky K'x K'y na laje)
A
laje 1 está armada em duas direções 1,23 2 0,1 2,29 2,48 - 4,3 6,62
A
laje 2 está armada em duas direções 1,6 4 0,1 2,52 1,83 4,36 3,17 5,8
A
laje 3 está armada em duas direções 1,66 7 0,1 2,3 - 3,98 3,17 4,57
A
laje 4 está armada em duas direções 2 4 0,1 2,75 1,83 4,75 3,17 4,62
A
laje 5 está armada em duas direções 1,68 4 0,1 2,58 1,83 4,48 3,17 6,24
A
laje 6 está armada em duas direções 1,69 4 0,1 2,58 1,83 4,48 3,17 5,3
A
laje 7 está armada em duas direções 1,87 8 0,1 - 1,44 3,93 2,5 7,46
A
laje 8 está armada em duas direções 1,56 6 0,1 - 1,44 4,1 - 7,46
A
laje 9 está armada em duas direções 1,62 8 0,1 - 1,44 3,81 2,5 5,52
A
laje 10 está armada em duas direções 1,19 4 0,1 3,14 1,83 3,7 3,17 5,8

4.2.2. Vigas
4.2.2.1. Pré-dimensionamento
O pré-dimensionamento das vigas do pavimento tipo foram dimensionadas a partir
do mesmo procedimento teórico das vigas baldrames. A distância do maior vão foi 6,03
e sendo as vigas simplesmente apoiadas, e o Ψ2 = 1, pois todas as vigas são
simplesmente apoiadas. O Ψ3 = 17, pois a armadura utilizada foi ca = 50 . Logo, a
altura da viga vai ser:

𝑙
𝑑≥
Ψ2 ∗ ψ3

Assim, d = 0,53m.

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4.3. Coberta
4.3.1. Lajes
4.3.1.1. Pré-dimensionamento
Na coberta, foram utilizadas lajes treliçadas a pedido do professor. Para isso,
usamos nos catálogos da Gerdau a estrutura que suportasse as cargas estimadas que elas
receberão.

Figura 05: Tabela Gerdau – Cargas acidentais

Usamos a altura de 0,12cm, e a dimensão do maior vão x as cargas acidentais, que


foram consultadas na tabela da Gerdau. O nosso maior vão livre foi 6,02m e nossa carga
acidental 500 kgf. Assim, como a laje treliçada de 12cm atende a essa situação, pode-se
utilizar nesse pavimento.

4.3.1.2. Cargas atuantes


Seguindo-se o mesmo procedimento utilizado nas cargas atuantes dos pavimentos
anteriores, sabendo-se que as lajes são apenas apoiadas, ou seja, todos pertencentes ao
caso 01 da figura 05. Foram encontradas as cargas atuantes descritas com base nas tabelas
a seguir:

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TABELA 07: Características das vigas
Vigas

Nº Dimensão (m) Maior vão livre Peso próprio

V1 6,48 5,79 2,65


V2 5,98 5,79 2,65
V3 2,37 2,38 2,65
V4 4,54 4,03 2,65
V5 9,83 5,33 2,65
V6 9,83 4,18 2,65
V7 9,83 3,68 2,65
V8 9,83 5,43 2,65
V9 9,83 5,05 2,65
V10 2,37 2,38 2,65
V11 6,48 6,02 2,65
V12 2,37 2,18 2,65
V13 5,98 6,02 2,65
V14 5,29 5,39 2,65
V15 14,33 6,00 2,65

TABELA 08: Características das lajes

Lajes
Dimensão do Dimensão do
Nº Área (m²) Armação Caso λ Ψ2 D
menor vão (m) maior vão (m)
M 0,72 2,9 2,0735 Uma direção 3 4,0559 -
L1 3,68 4,53 16,6704 Duas direções 2 1,2310 1,5614 0,0943
L2 2,83 4,53 12,8199 Duas direções 4 1,6007 1,5600 0,0726
L3 1,43 2,38 3,4034 Duas direções 8 1,6643 1,5343 0,0373
L4 2,73 5,43 14,8239 Duas direções 4 1,9890 1,4044 0,0778
L5 3,23 5,43 17,5389 Duas direções 4 1,6811 1,5276 0,0846
L6 3,13 5,28 16,5264 Duas direções 4 1,6869 1,5252 0,0821
L7 2,83 5,28 14,9424 Duas direções 8 1,8657 1,7437 0,0649
L8 2,43 3,78 9,1854 Duas direções 8 1,5556 1,8378 0,0529
L9 2,73 4,43 12,0939 Duas direções 8 1,6227 1,8155 0,0602
L10 3,73 4,43 16,5239 Duas direções 4 1,1877 1,7249 0,0865
L11 2,4 3,3 7,92 Duas direções 4 1,3750 1,65 0,0582

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A tabela abaixo é a representação das cargas acidentais. O total das cargas estão
no anexo do ftool, no final deste relatório.

TABELA 09: Contribuição das cargas acidentais

Contribuição da carga acidental


Lajes Carga acidental (kN/m2) ψ2 Valor a ser considerado (kN/m2)
L1 0,5 0,3 0,15
L2 0,5 0,3 0,15
L3 0,5 0,3 0,15
L4 0,5 0,3 0,15
L5 0,5 0,3 VB
L6 0,5 0,3 0,15
L7 0,5 0,3 0,15
L8 0,5 0,3 0,15
L9 0,5 0,3 0,15
L10 0,5 0,3 0,15
L11 0,5 0,3 0,15
M1 0,5 0,3 0,15

4.3.2. Reservatório
Para o cálculo do reservatório, foi utilizado o método prático ensinado em sala de
aula, onde supõe-se que o peso transmitido para os pilares, quando estes são locados de
forma simétrica, sendo o peso específico da água igual à largura x comprimento x altura
x gravidade, temos:

𝑝𝑒𝑠𝑜 𝑒𝑠𝑝𝑒𝑐í𝑓𝑖𝑐𝑜 𝑑𝑎 á𝑔𝑢𝑎 𝑥 2 2 𝑥 10,727


= = 5,36𝐾𝑁/𝑚
𝑄𝑢𝑎𝑛𝑡𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑑𝑒 𝑝𝑖𝑙𝑎𝑟𝑒𝑠 4

Figura 06: Caixa d’água e suas dimensões

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5. ESCADA
Para fazer o calcular a carga da escada na viga, utilizamos os procedimentos detalhados
na apostila “Concreto Armado: Escadas”, sendo eles semelhantes aos adotados para o cálculo
das cargas atuantes nas vigas (descritos acima).
𝑒
Primeiramente, considera-se 𝐻𝑚 = ℎ1 + ;
2
O 𝐻𝑚 será o peso próprio utilizado para os cálculos do peso da escada.

Figura 07: Representações de Hm, h1 e “e”

Com base na apostila, os cálculos e fórmulas utilizadas foram essas abaixo:

Figura 08: Fórmulas para cálculo do Hm

O cosseno foi encontrado somando-se todos os patamares dos degraus e dividindo


pela altura da diagonal da escada (hipotenusa).
O peso próprio é calculado com a espessura média Hm, e com o peso específico
do concreto igual a 25 kN/m3. Se a laje for de espessura constante e o enchimento dos
degraus for de alvenaria, o peso próprio será calculado somando-se o peso da laje,

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calculado em função da espessura h1, ao peso do enchimento, calculado em função da
espessura média e/2.
Para o cálculo das reações da escada nas vigas de apoio, utilizou-se um método
de cálculo das reações para as lajes armadas em uma direção, onde separa-se faixas de
1m e considera-se cada uma como vigas isoladas, e calcula-se as reações, que serão as
influências da escada na viga.

Figura 10: Escada e suas dimensões

Figura 11: Exemplo de cálculo para um vão da escada

E assim se fez com todos os vãos.

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6. MARQUISE
A marquise foi dimensionada de forma semelhante a escada, com vãos de 1m e a
reação de cada um são as influências da escada nas lajes, pois ela é uma laje armada em
apenas uma direção.

Figura 12: Marquise

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7. MAPA DE CARGAS

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8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAIS TÉCNICAS – ABNT. NBR


6118-2014 - Projeto de estruturas de concreto: Procedimento. Rio de Janeiro,
2014, 238 p.
 TRELIÇA GERDAU. Disponível em:
<https://www.gerdau.com/br/pt/produtos/trelica-gerdau#ad-iarregaomage-0>.
Acesso em 21 de out. 2017.
 UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO ESCOLA DE ENGENHARIA DE SÃO
CARLOS Departamento de Engenharia de Estruturas CONCRETO ARMADO:
ESCADAS. José Luiz Pinheiro Melges. Disponível em:
http://www.set.eesc.usp.br/mdidatico/concreto/Textos/19%20Escadas.pd
 CONCEPÇÃO ESTRUTURAL DOS EDIFICIOS. Disponível em:
<http://www.lem.ep.usp.br/pef2303/pef2303_concepcag@o%20t.pdf>.

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9. ANEXOS

- Vigas: Térreo

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- Vigas: Pav. Tipo

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- Vigas: Coberta

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