Você está na página 1de 17

Atos do Interventor

DECRETO Nº 08 DE 25 DE MAIO DE 2018


DISPÕE SOBRE A ESTRUTURA DO SISTEMA
DE INTELIGÊNCIA DE SEGURANÇA PÚBLICA
DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (SISPERJ),
REVOGA O DECRETO Nº 46.158/2017, E DÁ
OUTRAS PROVIDÊNCIAS.
O INTERVENTOR NA ÁREA DE SEGURANÇA PÚBLICA DO ESTADO
DO RIO DE JANEIRO, no uso de suas atribuições constitucionais
e legais, que lhe conferem o art. 34, inciso III, da Constituição da República
Federativa do Brasil, o art. 3º do Decreto Presidencial nº
9.288, de 16 de fevereiro de 2018, o art. 145 da Constituição do Estado
do Rio de Janeiro, e tendo em vista o contido no Processo nº E-
09/002/16/2018,
CONSIDERANDO:
- que a Segurança Pública é dever do Estado e direito e responsabilidade
de todos, conforme dispõem os artigos 144 da Constituição
da República e 183 da Constituição do Estado do Rio de Janeiro;
- que, cada vez mais, reconhece-se a necessidade da existência de
um sistema de Inteligência que possa, em face da dinâmica da Segurança
Pública, realizar um permanente processamento de dados, visando
à produção e difusão de dados e conhecimentos de Inteligência,
relativos à criminalidade e à violência, observando-se a Doutrina
de Inteligência de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro
(DISPERJ); e
- a efetiva necessidade de ampliar, integrar e otimizar a tramitação
dos documentos de Inteligência, pelo canal técnico, resguardando-se
o sigilo adequado de dados e conhecimentos, conforme previsto na
legislação em vigor,
DECRETA:
Art. 1º - Fica alterada, sem aumento de despesa, no âmbito da Secretaria
de Estado de Segurança do Rio de Janeiro (SESEG/RJ), a
estrutura do Sistema de Inteligência de Segurança Pública do Estado
do Rio de Janeiro (SISPERJ), criado pelo Decreto nº 31.519, de 12
de julho de 2002, como integrante do Subsistema de Inteligência de
Segurança Pública (SISP), cujo objetivo é executar a atividade de Inteligência
de Segurança Pública.
Art. 2º - O SISPERJ, sob a chefia do Secretário de Estado de Segurança
do Rio de Janeiro, será integrado por Agências de Inteligência
Efetivas, Especiais e Afins.
I - são consideradas Agências Efetivas aquelas que pertencem à estrutura
organizacional do poder executivo do estado do Rio de Janeiro
e da SESEG/RJ, que são as Agências Centrais dos seus respectivos
subsistemas e que participam diretamente na produção de conhecimentos
de interesse da Segurança Pública;
II - são consideradas Agências Especiais aquelas que pertencem à
estrutura organizacional do Poder Executivo do estado do Rio de Janeiro
e participam direta ou indiretamente na produção de conhecimentos
de interesse de Segurança Pública;
III - são consideradas Agências Afins aquelas que não pertencem à
estrutura do Poder Executivo do estado do Rio de Janeiro, mas que
participam, indiretamente, na produção de conhecimentos de interesse
da Segurança Pública. Essas Agências de Inteligência integram o SISPERJ
mediante o estabelecimento de Termos de Cooperação ou instrumentos
congêneres com a SESEG/RJ, respeitando-se as prerrogativas
constitucionais, o interesse da Segurança Pública.
Parágrafo Único - As Agências de Inteligência dos outros poderes do
Estado, do Ministério Público e das Prefeituras Municipais, e as Agências
de Inteligência de outras entidades, públicas ou privadas, que
participem direta ou indiretamente na produção de Conhecimentos de
interesse de Segurança Pública, poderão integrar o SISPERJ na forma
do estabelecido no inciso III deste artigo, como Agências Afins.
Art. 3º- São Agências de Inteligência Efetivas:
I - Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Estado de Segurança
do Rio de Janeiro (SSINTE/SESEG/RJ);
II - Coordenadoria de Inteligência da Polícia Militar do Estado do Rio
de Janeiro (CI/PMERJ);
III - Assessoria de Inteligência Policial da Polícia Civil do Estado do
Rio de Janeiro (ASSINPOL/PCERJ).
Parágrafo Único - A SSINTE/SESEG/RJ será a Agência Central do
SISPERJ.
Art. 4º - As Agências de Inteligência Especiais serão previstas em
Resolução da Secretaria de Estado de Segurança do Rio de Janeiro
(SESEG/RJ), elaborada pelo Secretário de Estado de Segurança, por
meio da SSINTE/SESEG/RJ.
Art. 5º - As Agências de Inteligência Afins integrarão o SISPERJ mediante
o estabelecimento de Termos de Cooperação ou instrumentos
congêneres com a SESEG/RJ, de acordo com o Art. 2º, inciso III,
deste Decreto, com prazo máximo de vigência de 1.825 (mil oitocentos
e vinte e cinco dias), renováveis através de Termo Aditivo.
Art. 6º - As Agências de Inteligência poderão criar seus próprios subsistemas,
de modo a estabelecer a capilaridade no fluxo da produção
de conhecimentos, sob supervisão da SSINTE/SESEG/RJ.
Art. 7º - As Agências de Inteligência, sejam as Efetivas, as Especiais
ou as Afins, ligar-se-ão à Agência Central e entre si por meio do canal
técnico, sem prejuízo do canal institucional.
Art. 8º - As Agências de Inteligência que integrarem o SISPERJ deverão
obedecer às normas da Doutrina de Inteligência de Segurança
Pública do Rio de Janeiro (DISPERJ), sob pena de exclusão do sistema.
Art. 9º - Para fins de seleção e qualificação do pessoal integrante das
Agências de Inteligência que compõem o SISPERJ, a Secretaria de
Estado de Segurança do Rio de Janeiro deverá estabelecer normas
para o seu recrutamento administrativo, observando-se o seguinte:
I - para a nomeação nos cargos de chefia das Agências Efetivas, deverá
ser observado o previsto no art. 3º do Decreto Estadual nº
25.301, de 20 de maio de 1999, ouvido o Subsecretário de Inteligência
da Secretaria de Estado de Segurança do Rio de Janeiro;
II - para a nomeação nos cargos de chefia das demais Agências -
Especiais e Afins - recomenda-se que a SSINTE/SESEG/RJ seja consultada,
por meio de documento de Inteligência próprio da atividade.
Art. 10 - O controle do pessoal integrante das Agências de Inteligência
do SISPERJ e dos respectivos subsistemas será de responsabilidade
do chefe de cada Agência Central, adequando-se às características
próprias de cada organização.
Art. 11 - O Secretário de Estado de Segurança, tendo em vista o permanente
desenvolvimento do SISPERJ, poderá firmar convênios ou
contratos com entidades especializadas, públicas ou privadas.
Art. 12 - Este Decreto entrará em vigor na data de sua publicação,
ficando revogado o Decreto nº 46.158, de 13 de novembro de 2017.
Rio de Janeiro, 25 de maio de 2018
GENERAL DE EXÉRCITO WALTER SOUZA BRAGA NETTO
Interventor Federal da Segurança Pública do
Estado do Rio de Janeiro

Atos do Interventor
DECRETO Nº 07 DE 24 DE MAIO 2018
APROVA O REGIMENTO INTERNO DO FUNDO
ESTADUAL DE INVESTIMENTOS E
AÇÕES DE SEGURANÇA PÚBLICA E DESENVOLVIMENTO
SOCIAL - FISED, NOS TERMOS
DO ARTIGO 11 DA LEI COMPLEMENTAR Nº
178, DE 20 DE DEZEMBRO DE 2017.
O INTERVENTOR FEDERAL DA SEGURANÇA PÚBLICA NO ESTADO
DO RIO DE JANEIRO, no uso de suas atribuições constitucionais
e legais, que lhe conferem o artigo 34, III, da Constituição da República,
o artigo 3º do Decreto Federal nº 9.288, de 16 de fevereiro
de 2018 e o artigo 145, inciso VI da Constituição do Estado do Rio
de Janeiro, tendo em vista o que costa no Processo nº E-
09/001/15/2018, e
CONSIDERANDO o disposto no artigo 11 da Lei Complementar nº
178, de 20 de dezembro de 2017,
DECRETA:
Art. 1º - Fica aprovado o Regimento Interno do Fundo Estadual de
Investimentos e Ações de Segurança Pública e Desenvolvimento Social
- FISED, nos termos do artigo 11 da Lei Complementar nº 178,
de 20 de dezembro de 2017, que integra o Anexo do presente Decreto.
Art. 2º - Este Decreto entrará em vigor na data de sua publicação,
revogadas as disposições em contrário.
Rio de Janeiro, 24 de maio de 2018
WALTER SOUZA BRAGA NETTO
Interventor
ANEXO
REGIMENTO INTERNO DO FUNDO ESTADUAL DE
INVESTIMENTO E AÇÕES DE SEGURANÇA PÚBLICA E
DESENVOLVIMENTO SOCIAL - FISED
CAPÍTULO I
CATEGORIA E FINALIDADE
Art. 1º - O Fundo Estadual de Investimento e Ações de Segurança
Pública e Desenvolvimento Social - FISED, criado pela Lei Complementar
nº 178, de 20 de dezembro de 2017, será regulado de acordo
com as normas estabelecidas no presente Regimento Interno (RI-FISED).
Art. 2º - O Conselho Diretor do Fundo Estadual de Investimento e
Ações de Segurança Pública e Desenvolvimento Social, de que trata
o art. 3º da Lei Complementar nº 178, de 20 de dezembro de 2017,
tem por finalidade gerir o Fundo Estadual de Investimento e Ações de
Segurança Pública e Desenvolvimento Social (FISED), instituído nos
termos do art. 1º da citada Lei, competindo-lhe:
I - examinar, avaliar e aprovar os projetos na área de segurança pública
e prevenção à violência a serem financiados com recursos do
FISED;
II - acompanhar a gestão econômica e financeira dos recursos e o
desempenho das ações realizadas;
III - solicitar aos órgãos executores das ações, à Secretaria-Executiva
do Conselho ou à Secretaria de Estado de Segurança esclarecimentos
sobre as contas de que participe o FISED;
IV - propor o encaminhamento de matérias aos órgãos competentes,
em especial a Consultoria Jurídica e ao Ministério Público, com vistas
a dirimir dúvidas sobre o FISED;
V - propor alterações em seu Regimento Interno;
VI - divulgar as decisões proferidas pelo Colegiado, por intermédio da
sua Secretaria Executiva;
VII - aprovar o Relatório Anual do FISED.
CAPÍTULO II
ORGANIZAÇÃO DO COLEGIADO
Seção I
Da Estrutura
Art. 3º - O Conselho Diretor constitui-se de um Plenário, cujo funcionamento
observará as normas estabelecidas neste Regimento ou em
normas complementares instituídas pelo próprio Colegiado.
§ 1º - Por decisão do Conselho, poderão ser constituídas Câmaras
Técnicas para tratar de assuntos específicos.
§ 2º - O Conselho Diretor será gerido por um presidente.
Art. 4º - Caberá ao Secretário de Estado da Casa Civil e Desenvolvimento
Econômico, sem prejuízo das demais competências que lhes
são conferidas, prover os serviços de Secretaria-Executiva do Conselho
Diretor.
Seção II
Da Composição
Art. 5º - O Conselho Diretor tem a seguinte composição:
I - o Secretário de Estado de Segurança;
II - o Secretário de Estado da Casa Civil e Desenvolvimento Econômico;
III - o Secretário de Estado de Administração Penitenciária;
IV - o Secretário de Estado de Defesa Civil;
V - o Secretário de Estado de Saúde;
VI - o Secretário de Estado de Ciência, Tecnologia, Inovação e Desenvolvimento
Social;
VII - 1 (um) representante do Tribunal de Justiça do Estado, indicado
pelo seu respectivo Presidente;
VIII - 1 (um) representante do Ministério Público do Estado, indicado
pelo seu respectivo Procurador-Geral de Justiça;
IX - 1 (um) representante da Assembleia Legislativa do Estado, indicado
pelo seu respectivo Presidente;
X - 4 (quatro) representantes da sociedade civil, sendo 2 (dois) representantes
de entidades de representação empresarial e 2 (dois) representantes
de comunidades em posição de vulnerabilidade social,
indicados pelo Governador do Estado;
XI - 1 (um) representante da Defensoria Pública do Estado, indicado
pelo seu respectivo Defensor Público Geral;
XII - 1 (um) representante da Procuradoria-Geral do Estado, indicado
pelo seu respectivo Procurador Geral do Estado;
XIII - 1 (um) representante da Secretaria Nacional de Segurança Pública
do Ministério da Justiça, indicado pelo seu respectivo Secretário
Nacional de Segurança Pública.
Parágrafo Único - Os representantes da sociedade civil, a que alude
o inciso X, terão mandato de 2 (anos), prorrogável uma única vez,
pelo mesmo período.
Seção III
Do Funcionamento Do Plenário
Art. 6º - O Presidente do Conselho deverá incluir no calendário anual,
reuniões ordinárias destinadas a acompanhar a gestão econômica e
financeira dos recursos e o desenvolvimento dos programas subsidiados
pelo FIESD.
Parágrafo Único - O Conselho Diretor reunir-se-á, extraordinariamente,
mediante solicitação do Presidente ou em decorrência de requerimento
de, no mínimo, um terço dos seus integrantes.
Art. 7º - O Conselho Diretor reunir-se-á em sessão pública, com a
presença de no mínimo cinco membros, podendo ser exigido o prévio
credenciamento dos ouvintes.
§ 1º - As reuniões do Conselho poderão tornar-se sigilosas, a critério
do Plenário ou de seu Presidente, quando a natureza do assunto assim
o exigir.
§ 2º - Quando a matéria reclame processo deliberativo do Conselho,
a sessão deverá ser realizada com a presença da maioria absoluta
dos membros.
§ 3º - Cada conselheiro titular terá direito a um voto.
§ 4º - As deliberações do conselho serão tomadas por maioria absoluta
de seus membros, podendo ser por via eletrônica, e deverão
ser publicadas no Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro em até
30 dias, na forma do seu regimento interno. Em caso de empate nas
decisões, o Presidente exercerá o direito do voto de qualidade.
§ 5º - É facultada a indicação de substituto eventual pelas autoridades
indicadas, exceto no inciso X do art. 5º.
§ 6º - O conselheiro suplente terá direito a voto na ausência do respectivo
titular e terá direito a voz, mesmo quando presente o titular.
§ 7º - O exercício do voto é privativo dos conselheiros titulares ou
suplentes, não sendo permitido seu exercício por representantes, mesmo
que qualificados.
§ 8º - A convite do Conselho, por intermédio de seu presidente, especialistas
e entidades civis ou governamentais poderão participar das
reuniões, com direito a voz e sem direito a voto.
§9º - As reuniões do Conselho poderão ser promovidas em ambiente
eletrônico.
§ 10 - No ambiente eletrônico serão lançados os votos dos Conselheiros,
consignada a ata de reunião e registrado o resultado final da
votação, quando for o caso.
§ 11 - As reuniões realizadas em ambiente eletrônico serão públicas,
permitido o acompanhamento pela rede mundial de computadores (internet),
podendo ser exigido o prévio credenciamento dos ouvintes.
Art. 8º - A convocação ordinária será feita com antecedência de, no
mínimo, cinco dias úteis e a extraordinária, dois dias úteis.
Art. 9º - A convocação das reuniões ordinárias e extraordinárias será
feita mediante expediente destinado a cada conselheiro e estabelecerá
dia, hora e local da reunião.
§ 1º Os documentos a serem submetidos à deliberação deverão ser
encaminhados aos conselheiros, obrigatoriamente, com a mesma antecedência
do expediente da convocação.
§ 2º Do expediente de convocação deverá constar:
a) pauta da reunião com indicação dos assuntos a serem objeto de
decisão;
b) ata da reunião anterior;
c) rol dos projetos aprovados na reunião anterior;
d) lista dos projetos a serem apreciados, acompanhada de parecer de
aprovação da Secretaria de Estado de Segurança em relação a cada
um deles, dispensada esta quanto se tratar de matéria relacionada ao
funcionamento do colegiado e ao seu Regimento Interno; e
e) relação de instituições eventualmente convidadas e assunto a ser
tratado.
Art. 10 - As pautas das reuniões ordinárias e extraordinárias serão
preparadas pela Secretaria-Executiva do Conselho Diretor, com auxílio
da Secretaria de Estado de Segurança, e aprovadas pelo Presidente
do Colegiado.
Art. 11 - Nas reuniões ordinárias ou extraordinárias as matérias deverão
ser conduzidas na seguinte ordem:
I - abertura de sessão, discussão e votação da ata da reunião anterior;
II - leitura do expediente, das comunicações e da Ordem do Dia;
III - deliberações;
IV- outros assuntos; e
V- encerramento.
Art. 12 - As reuniões extraordinárias tratarão exclusivamente das matérias
objeto de sua convocação, não permitida qualquer deliberação
sobre assunto não constante da pauta, ressalvados os requerimentos
de urgência.
Art. 13 - A Ordem do Dia observará, sucessivamente:
I - requerimento de urgência;
II - proposta de projeto objeto de anterior pedido de vista ou de retirada
de pauta pelo proponente, com o respectivo parecer ou justificativa;
III - propostas de projetos aprovados e não publicados por decisão do
Presidente, com a respectiva emenda e justificativa, nos termos do
Parágrafo Único do art. 19;
IV - propostas que tratam do funcionamento do Conselho Diretor e do
Regimento Interno do Colegiado;
V - propostas de projetos estaduais;
VI - propostas de projetos municipais; e
VII - propostas de projetos de execução direta.
Parágrafo Único - Nas reuniões, as matérias de natureza deliberativa
terão precedência sobre as matérias de outra natureza, ressalvada
decisão do Plenário em contrário.
Art. 14 - O Conselho Diretor manifestar-se-á por meio de:
I - resolução, quando se tratar de deliberação do Colegiado sobre assunto
geral de competência do Conselho Diretor;
II - despacho, quando se tratar de deliberação específica relativa aos
projetos submetidos ao Conselho Diretor.
Art. 15 - As matérias a serem submetidas à apreciação do Conselho
Diretor deverão ser encaminhadas ao seu Presidente, que avaliará a
oportunidade e urgência de inclusão na pauta da reunião a ser realizada.
§ 1º - Antes de serem submetidas à deliberação do Conselho, as propostas
de projetos deverão ser analisadas e aprovadas pela Secretaria
de Estado de Segurança ou, se couber, pela(s) Câmara(s) Técnica(
s) instituída(s) pelo Conselho, bem como verificada a sua compatibilização
com a legislação pertinente.
§ 2º - As propostas de projetos que implicarem despesas deverão indicar
a fonte da respectiva receita.
§ 3º - A Secretaria-Executiva do Conselho Diretor deverá apresentar
ao Colegiado, diretamente ou por meio da Secretaria de Estado de
Segurança, a lista de propostas de projetos que rejeitar, indicando o
objeto, valor e as razões da não-aprovação de cada uma delas.
Art. 16 - A deliberação das matérias em Plenário deverá obedecer à
seguinte sequência:
I - o Presidente apresentará o item incluído na Ordem do Dia e dará
a palavra ao relator da matéria;
II - terminada a exposição, a matéria será colocada em discussão, podendo
qualquer conselheiro manifestar-se a respeito, escrita ou oralmente;
III - encerrada a discussão, o Plenário deliberará sobre a matéria.
Parágrafo Único - A manifestação que trata o inciso II deverá limitarse
a um máximo de cinco minutos por conselheiro, ressalvados casos
de alta relevância, a critério do Presidente.
Art. 17 - O Plenário poderá apreciar matéria não constante de pauta,
mediante justificativa e requerimento de regime de urgência.
§ 1º - O requerimento de urgência deverá ser subscrito por um mínimo
de dois conselheiros e encaminhado ao Presidente do Conselho
com no mínimo cinco dias úteis de antecedência, o qual, no prazo de
três dias úteis providenciará a distribuição aos conselheiros.
§ 2º - Excepcionalmente, o Plenário poderá dispensar o prazo estabelecido
no § 1o desde que o requerimento de urgência seja subscrito
por, no mínimo, três conselheiros.
§ 3º - O requerimento de urgência poderá ser acolhido, a critério do
Plenário, por maioria simples.
§ 4º - A matéria cujo regime de urgência não tenha sido aprovado
deverá ser incluída, obrigatoriamente, na pauta da reunião subsequente,
seja ordinária ou extraordinária, observados os prazos regimentais.
Art. 18 - É facultado a qualquer conselheiro com direito a voto requerer
vista, devidamente justificada, de matéria não julgada ou, ainda,
solicitar a retirada de pauta de matéria de sua autoria.
§ 1º - A matéria objeto de pedido de vista deverá constar da pauta da
reunião subsequente, ordinária ou extraordinária, quando deverá ser
exposto o parecer do respectivo conselheiro, entretanto será apreciada
independentemente da apresentação deste.
§ 2º - Quando mais de um conselheiro pedir vista, o prazo para apresentação
dos pareceres correrá simultaneamente.
§ 3º - É intempestivo o pedido de vista ou de retirada de pauta após
o início da votação da matéria.
§ 4º - As matérias que estiverem sendo discutidas em regime de urgência
somente poderão ser objeto de concessão de pedidos de vista
se o Plenário assim o decidir, por maioria simples.
§ 5º - A matéria somente poderá ser retirada de pauta, por pedido de
vista, uma única vez.
§ 6º - O conselheiro que requerer vista e não apresentar o respectivo
parecer no prazo estipulado receberá advertência por escrito do Presidente.
Art. 19 - As atas, deliberações e informativos do Conselho Diretor serão
disponibilizadas em página específica no portal da Casa Civil e da
Secretaria de Estado de Segurança.
Parágrafo Único - O Presidente poderá adiar, em caráter excepcional,
a publicação de qualquer matéria aprovada, desde que constatados
equívocos, infração a normas jurídicas ou impropriedade em
sua redação, devendo ser a matéria obrigatoriamente incluída na reunião
subsequente, acompanhada de proposta de emendas devidamente
justificada.
Art. 20 - O Presidente poderá decidir ad referendum do Conselho Diretor
sobre matéria previamente apreciada pela Secretaria Estadual de
Segurança, devendo a mesma ser apresentada ao Plenário na primeira
reunião subsequente do Colegiado.
Art. 21 - As atas do Conselho Diretor serão redigidas de forma a retratar
as discussões relevantes e todas as decisões tomadas em Plenário
e, depois de aprovadas pelo Colegiado, assinadas pelo presidente
e pelos conselheiros.
Art. 22 - As decisões do Conselho Diretor serão aprovadas pelo Chefe
do Poder Executivo do Estado do Rio de Janeiro.
Art. 23 - A participação dos membros no Conselho Diretor não enseja
qualquer tipo de remuneração e será considerada de relevante interesse
público.
Art. 24 - Eventuais despesas com passagens e diárias serão custeadas
pelos respectivos órgãos representados no Conselho Diretor.
Seção IV
Das Atribuições dos Membros do Colegiado
Art. 25 - Ao Presidente incumbe:
I - presidir as sessões plenárias, orientar os debates, colher os votos
e votar;
II - emitir voto de qualidade nos casos de empate;
III - convocar reuniões ordinárias e extraordinárias;
IV - requisitar, por deliberação do Conselho Diretor, à Secretaria-Executiva
do Conselho, à Secretaria de Estado de Segurança e às instituições
que executam atividades custeadas com recursos do FISED,
as informações necessárias ao acompanhamento, controle e avaliação
dos programas e atividades;
V - solicitar estudos e pareceres sobre matérias de interesse do Conselho
Diretor, bem como a constituição de comissões de assessoramento
ou grupos técnicos para tratar de assuntos específicos, quando
necessários;
VI - conceder vista de matéria constante de pauta, ouvido o Conselho
Diretor;
VII - prestar, em nome do Conselho Diretor, todas as informações relativas
à gestão do FISED;
VIII - expedir todos os atos necessários ao desempenho de suas atribuições,
especialmente no que se refere às representações ativa e
passiva do Fundo, em nome do Conselho Diretor; e
IX - cumprir e fazer cumprir este Regimento.
Art. 26 - Aos conselheiros incumbe:
I - participar das reuniões, debatendo e votando as matérias em exame;
II - aprovar as atas das reuniões;
III - solicitar informações, providências e esclarecimentos ao Presidente
ou encarregado dos serviços de apoio ao Conselho Diretor;
IV - apresentar relatórios e pareceres dentro dos prazos fixados;
V - proferir declarações de voto e mencioná-las em ata, incluindo
suas posições contrárias, caso julgue necessário;
VI - informar, justificadamente, a impossibilidade de comparecimento;
e
VII - desempenhar outras atribuições que lhes forem designadas pelo
Presidente ou por deliberação do Colegiado.
CAPÍTULO III
DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 27 - O Conselho Diretor, observada a legislação aplicável, estabelecerá
normas complementares relativas ao funcionamento e à ordem
dos trabalhos:
I - do próprio Colegiado, no que couber;
II - das Câmaras Técnicas referidas no § 1o do art. 3o; e
III - das reuniões sigilosas referidas no § 1o do art. 8o.
Art. 28 - Os casos omissos e as dúvidas surgidas na aplicação deste
Regimento Interno serão solucionados pelo Presidente, ouvido o Colegiado.
Art. 29 - Este Regimento Interno poderá ser alterado mediante proposta
da maioria simples do Conselho Diretor, que será submetida à
aprovação do Chefe do Poder Executivo do Estado do Rio de Janeiro.
Art. 30 - Este Regimento Interno entra em vigor na data de sua publicação.

Atos do Interventor
DECRETO Nº 05 DE 17 DE MAIO DE 2018
REGULAMENTA A CONFECÇÃO E ACAUTELAMENTO
DO DISTINTIVO PARA USO EXCLUSIVO
E PRIVATIVO DOS INSPETORES DE
SEGURANÇA E ADMINISTRAÇÃO PENITENCIÁRIA
DA SECRETARIA DE ESTADO DE ADMINISTRAÇÃO
PENITENCIÁRIADO ESTADO
DO RIO DE JANEIRO, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.
O INTERVENTOR NA ÁREA DE SEGURANÇA PÚBLICA DO ESTADO
DO RIO DE JANEIRO, no uso de suas atribuições constitucionais
e legais, que lhe conferem o art. 34, inciso III, da Constituição da República
Federativa do Brasil, o art. 3º do Decreto Presidencial nº
9.288, de 16 de fevereiro de 2018, e o art. 145 da Constituição do
Estado do Rio de Janeiro, tendo em vista o que consta no Processo
Administrativo nº E-21/096/15/2018,
CONSIDERANDO:
- a competência privativa do Interventor, enquanto perdurar a intervenção
federal no Estado do Rio de Janeiro, na área de segurança pública,
para o exercício de todas as atribuições elencadas no art. 145,
IV da Constituição do Estado do Rio de Janeiro, e
- que a padronização do distintivo colabora com a identificação do
Servidor Público no âmbito do interno Secretaria ou em locais externos,
quando em serviço ou na necessidade de identificação, em que
não se apresente uniformizado.
DECRETA:
Art. 1º - Fica instituído o Distintivo Funcional da Secretaria de Estado
de Administração Penitenciária para uso exclusivo e privativo dos Inspetores
de Segurança e Administração Penitenciária do Estado do Rio
de Janeiro, com as características constantes do Anexo I.
Art. 2º - O Distintivo será considerado símbolo oficial da Secretaria de
Estado de Administração Penitenciária, capaz de identificar ostensivamente
seu portador.
Parágrafo Único - O Distintivo Funcional tem as especificações técnicas
constantes do Anexo II.
Art. 3º - O distintivo funcional da Secretaria de Estado de Administração
Penitenciária será usado oficialmente no âmbito penitenciário
ou no meio externo, quando necessária identificação funcional dos
Inspetores de Segurança e Administração Penitenciária do Estado do
Rio de Janeiro.
Art. 4º - O distintivo funcional dos Inspetores de Segurança e Administração
Penitenciária é de uso pessoal e intransferível.
Art. 5º - A despesa para atender o disposto neste Decreto ocorrerá à
conta de dotação orçamentária própria da Secretaria de Estado de
Administração Penitenciária.
Art. 6º - A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária regulamentará
o uso e a confecção do objeto do presente Decreto por
meio de Resolução.
Art. 7º - Este Decreto entrará em vigor na data de sua publicação,
revogadas as disposições em contrário.
Rio de Janeiro, 17 de maio de 2018
GENERAL DE EXÉRCITO WALTER SOUZA BRAGA NETTO
Interventor Federal da Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro
ANEXO I

DECRETO Nº 06 DE 17 DE MAIO DE 2018


O INTERVENTOR FEDERAL NA ÁREA DE SEGURANÇA PÚBLICA DO
ESTADO DO RIO DE JANEIRO, no uso de suas atribuições constitucionais e
legais, que lhe conferem o art. 34, III, da Constitui- ção da República, o art. 3º
do Decreto Presidencial nº 9.288, de 16 de fevereiro de 2018, e o art. 145, VI,
da Constituição do Estado do Rio de Janeiro, tendo em vista o que consta do
Processo nº E21/001.57/2018,

CONSIDERANDO:

- determinação governamental expressa nos §§ 1º e 2º do art. 1º do Decreto nº


46.237, de 07 de fevereiro de 2018; e
- a necessidade de adequar a estrutura da SEAP às conquistas sociais visando
à solução de conflitos individuais, coletivos e difusos de ordem social ou
cultural,

DECRETA:
Art. 1º - Fica alterada, sem aumento de despesas, a estrutura básica
organizacional da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária - SEAP,
que passa a vigorar de acordo com o Anexo I deste Decreto.

Art. 2º - Ficam instituídos, sem aumento de despesas, para atender as


necessidades básicas da SEAP, os órgãos abaixo relacionados:
I - no Gabinete do Secretário
a) 3ª Comissão Permanente de Inquérito Administrativo
b) Coordenadoria Setorial de Auditoria
b.1) Divisão de Análise e Avaliação
b.2) Divisão de Acompanhamento
b.3) Divisão de Tomada de Contas
II - na Superintendência Geral de Administração e Finanças
a) Assessoria de Contabilidade
a.1) Divisão de Análise Contábil
a.2) Divisão de Análise de Despesas
III - na Comissão Permanente de Licitação
a) Comissão de Pregão Eletrônico
b) Comissão de Pregão Presencial
IV - na Subsecretaria Adjunta de Gestão Operacional
a) Coordenação de Unidades Prisionais do Norte e Noroeste
a.1) Serviço de Administração
b) Coordenação de Unidades Prisionais Femininas e Cidadania LGBT
b.1) Serviço de Administração
b.2) Divisão de Apoio à Saúde e Cidadania LGBT

Art. 3º - A estrutura básica de cada uma das 03 (três) Comissões Permanentes


de Inquérito Administrativo passa a ser composta por: 01 (um) Presidente, 01
(um) Assessor Revisor, 01 (um) Assessor, 02 (dois) Vogais e 01 (um)
Secretário de Comissão, nesta ordem.

Art. 4º - Ficam extintos, no âmbito desta SEAP, o Núcleo de Gericinó e a


Divisão de Inteligência, ambos da estrutura básica da Corregedoria.

Art. 5º - Fica transferido, no âmbito desta SEAP, o Serviço de Monitoração


Eletrônica, da Superintendência Geral de Inteligência do Sistema Penitenciário
para a estrutura básica do Patronato Magarinos Torres, da Subsecretaria
Adjunta de Tratamento Penitenciário.

Art. 6º - Ficam transferidas, no âmbito desta SEAP, a Divisão de Patrimônio, da


Coordenação de Material e Patrimônio, da Superintendência Geral de
Suprimentos, e a Divisão de Liquidação, da Superintendência Geral de
Administração e Finanças para a estrutura básica da Assessoria de
Contabilidade, da Superintendência Geral de Administração e Finanças.

Art. 7º - Ficam transferidas, no âmbito desta SEAP, a Unidade Materno Infantil,


da Coordenação de Gestão em Saúde Penitenciária, da Subsecretaria Adjunta
de Tratamento Penitenciário, a Penitenciária Talavera Bruce, o Presídio Nelson
Hungria e a Cadeia Pública Joaquim Ferreira de Souza, da Coordenação das
Unidades Prisionais de Gericinó, o Instituto Penal Oscar Stevenson, da
Coordenação de Unidades Prisionais do Grande Rio, e o Presídio Nilza da
Silva Santos, da Coordenação de Unidades Prisionais de Niterói e
Norte/Noroeste, para a estrutura básica da Coordenação de Unidades
Prisionais Femininas e Cidadania LGBT, da Subsecretaria Adjunta de Gestão
Operacional.

Art. 8º - Ficam transferidos, no âmbito desta SEAP, o Presídio Carlos Tinoco da


Fonseca, o Presídio Diomedes Vinhosa Muniz, a Presídio Dalton Crespo de
Castro e a Cadeia Pública de Carmo, todas da Coordenação de Unidades
Prisionais de Niterói e Norte/Noroeste, para a Coordenação de Unidades
Prisionais do Norte e Noroeste, da Subsecretaria Adjunta de Gestão
Operacional.

Art. 9º - Os Órgãos da estrutura básica organizacional da SEAP relacionados


no Anexo I a este Decreto passam a ter as novas denominações como ali
mencionadas.

Art. 10 - Ficam transformados, na estrutura básica da SEAP, os cargos em


comissão relacionados no Anexo II a este Decreto, com as correspondentes
alterações de simbologia.

Art. 11- Ficam exonerados, com validade a contar desta data, os servidores
relacionados no Anexo III como atuais ocupantes dos cargos em comissão
objeto da transformação constante no Anexo II a esta Decreto.

Art. 12 - Os Órgãos de Planejamento e Coordenação e os Órgãos de Execução


Finalística como ali destacados passarão a ter a denominação conforme o
Anexo IV do presente Decreto.

Art. 13 - O Secretário de Estado de Administração Penitenciária, no prazo de


60 (sessenta) dias, adotará as medidas necessárias para a atualização do
Regimento Interno, nos termos do art. 11 do Decreto nº 37.266, de 31 de
março de 2005, de forma a adequá-lo ao presente Decreto.

Art. 14 - O Anexo I do Decreto nº 45.345, de 18 de agosto de 2015, bem como


as disposições constantes no art. 14 do Decreto nº 04, de 27 de abril de 2018,
passarão a vigorar com as alterações constantes do Anexo I do presente
Decreto.

Art. 15 - Este Decreto entrará em vigor na data de sua publicação.

Rio de Janeiro, 17 de maio de 2018

GENERAL DE EXÉRCITO WALTER SOUZA BRAGA NETTO


Interventor Federal da Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro
ANEXO I
A QUE SE REFERE O DECRETO Nº 06/2018

I - ORGÃOS DE ASSISTÊNCIA DIRETA E IMEDIATA AO SECRETÁRIO DE


ESTADO

1 - Gabinete do Secretário (...)


1.7 - Assessoria de Inquérito Administrativo
1.7.1 - 1ª Comissão Permanente de Inquérito Administrativo
1.7.2 - 2ª Comissão Permanente de Inquérito Administrativo
1.7.3 - 3ª Comissão Permanente de Inquérito Administrativo
1.8 - Coordenadoria Setorial de Auditoria - COSEA
1.8.1 - Divisão de Análise e Avaliação
1.8.2 - Divisão de Acompanhamento
1.8.3 - Divisão de Tomada de Contas

II - ÓRGÃO DE CORREIÇÃO

1 - Corregedoria Geral
1.1 - Centro de Controle e Monitoramento
1.2 - Serviço de Protocolo
1.3 - Serviço de Arquivo
1.4 - Seção de Cartório

III - ÓRGÃO COLEGIADO

1 - Conselho Penitenciário do Estado do Rio de Janeiro - CPERJ (...)

IV - ÓRGÃO DE INTELIGÊNCIA

1 - Superintendência de Inteligência do Sistema Penitenciário


1.1 - Divisão de Apoio Administrativo
1.2 - Divisão de Inteligência
1.3 - Divisão de Ações Especializadas
1.4 - Divisão de Busca Eletrônica
1.5 - Divisão de Contrainteligência
1.6 - Divisão de Informática
1.7 - Serviço de Qualidade de Ensino
1.8 - Núcleo de Coleta e Análise de Dados de Gericinó
1.9 - Núcleo de Coleta e Análise de Dados das Unidades Prisionais Isoladas
1.10 - Núcleo de Coletas e Análise de Dados de Niterói
1.11 - Núcleo de Coleta e Análise de Dados de Japeri
1.12 - Núcleo de Coleta e Análise de Dados de Campos dos Goytacazes

V - ADMINISTRAÇÃO DE FUNDOS

1 - Fundo Especial Penitenciário – FUESP


VI - ENTE VINCULADO

1 - Fundação Santa Cabrini - FSC (...)

VII - ÓRGÃOS DE PLANEJAMENTO E COORDENAÇÃO

1 - Subsecretaria Adjunta de Gestão Estratégica (...)


2 - Subsecretaria Adjunta de Infraestrutura (...)
2.4 - Superintendência Geral de Administração e Finanças
2.4.1 - Coordenação de Contratos e Convênios
2.4.2 - Divisão de Administração Financeira
2.4.3 - Divisão de Cronológicos
2.4.4 - Divisão de Apoio Financeiro
2.4.5 - Assessoria de Contabilidade - ASSCON
2.4.5.1 - Divisão de Análise Contábil
2.4.5.2 - Divisão de Análise de Despesas
2.4.5.3 - Divisão de Patrimônio
2.4.5.4 - Divisão de Liquidação
2.4.6 - Comissão Permanente de Licitação
2.4.6.1 - Comissão de Pregão Eletrônico
2.4.6.2 - Comissão de Pregão Presencial
2.4.7 - Protocolo Geral
3 - Subsecretaria Adjunta de Tratamento Penitenciário (...)
3.5 - Patronato Magarinos Torres
3.5.1 - Serviço de Portaria e Inspeção
3.5.1.1 - Seção I de Turma de Inspeção
3.5.1.2 - Seção II de Turma de Inspeção
3.5.1.3 - Seção III de Turma de Inspeção
3.5.1.4 - Seção IV de Turma de Inspeção
3.5.2 - Serviço de Classificação e de Tratamento ao Egresso
3.5.3 - Serviço de Cadastro
3.5.4 - Serviço de Administração
3.5.4.1 - Seção de Manutenção
3.5.5 - Serviço de Monitoração Eletrônica (...)

VIII - ÓRGÃOS DE EXECUÇÃO FINALÍSTICA

1 - Subsecretaria Adjunta de Gestão Operacional (...)


1.4 - Coordenação das Unidades Prisionais de Gericinó
1.4.1 - Serviço de Administração
1.4.2 - Grupamento de Portaria Unificada
1.4.3 - Instituto Penal Plácido Sá Carvalho
1.4.4 - Presídio Alfredo Tranjan
1.4.5 - Penitenciária Industrial Esmeraldino Bandeira
1.4.6 - Penitenciária Laércio da Costa Pelegrino
1.4.7 - Penitenciária Moniz Sodré
1.4.8 - Instituto Penal Vicente Piragibe
1.4.9 - Penitenciária Dr. Serrano Neves
1.4.10 - Presídio Jonas Lopes de Carvalho
1.4.11 - Cadeia Pública Jorge Santana
1.4.12 - Cadeia Pública Pedro Melo da Silva
1.4.13 - Presídio Elizabeth Sá Rego
1.4.14 - Cadeia Pública Paulo Roberto Rocha
1.4.15 - Presídio Gabriel Ferreira Castilho
1.4.16 - Instituto Penal Benjamin de Moraes Filho
1.4.17 - Presídio Lemos Brito
1.4.18 - Presídio Pedrolino Werling de Oliveira
1.4.19 - Penitenciária Bandeira Stampa
1.4.20 - Cadeia Pública Inspetor José Antonio da Costa Barros
1.5 - Coordenação de Unidades Prisionais do Grande Rio
1.5.1 - Serviço de Administração
1.5.2 - Presídio Milton Dias Moreira
1.5.3 - Presídio Evaristo de Moraes
1.5.4 - Presídio Ary Franco
1.5.5 - Cadeia Pública Cotrin Neto
1.5.6 - Cadeia Pública Franz de Castro Holzwarth
1.5.7 - Casa do Albergado Crispim Ventino
1.5.8 - Instituto Penal Cândido Mendes
1.5.9 - Presídio João Carlos da Silva
1.5.10 - Cadeia Pública Inspetor Luis Cesar Fernandes Bandeira Duarte
1.5.11 - Cadeia Pública de Rio Claro
1.5.12 - Presídio José Frederico Marques
1.6 - Coordenação de Unidades Prisionais da Grande Niterói
1.6.1 - Serviço de Administração
1.6.2 - Colônia Agrícola Marco Aurélio Vergas Tavares de Mattos
1.6.3 - Instituto Penal Edgard Costa
1.6.4 - Unidade Prisional da Polícia Militar
1.6.5 - Presídio Romeiro Neto 1.6.6 - Instituto Penal Ismael Pereira Sirieiro
1.6.7 - Instituto Penal Coronel PM Francisco Spargoli Rocha
1.6.8 - Presídio Hélio Gomes 1.6.9 - Cadeia Pública de Magé
1.6.10 - Cadeia Pública Juíza de Direito Patrícia Acioli
1.6.11 - Presídio ISAP Tiago Teles de Castro Domingues
1.6.12 - Cadeia Pública Constantino Cokotós
1.7 - Coordenação de Unidades Prisionais do Norte e Noroeste
1.7.1 - Serviço de Administração
1.7.2 - Presídio Carlos Tinoco da Fonseca
1.7.3 - Presídio Diomedes Vinhosa Muniz
1.7.4 - Presídio Dalton Crespo de Castro
1.7.5 - Cadeia Pública de Carmo
1.8 - Coordenação de Unidades Prisionais Femininas e Cidadania LGBT
1.8.1 - Serviço de Administração
1.8.2 - Divisão de Apoio à Saúde e Cidadania LGBT
1.8.3 - Penitenciária Talavera Bruce
1.8.4 - Presídio Nelson Hungria
1.8.5 - Cadeia Pública Joaquim Ferreira de Souza
1.8.6 - Instituto Penal Oscar Stevenson
1.8.7 - Presídio Nilza da Silva Santos
1.8.8 - Unidade Materno Infantil

Atos do Interventor
*DECRETO Nº 04 DE 27 DE ABRIL DE 2018
ALTERA A ESTRUTURA ORGANIZACIONAL
DA SECRETARIA DE ESTADO DE ADMINISTRAÇÃO
PENITENCIÁRIA- SEAP, E DÁ OUTRAS
PROVIDÊNCIAS.
O INTERVENTOR FEDERAL DA SEGURANÇA PÚBLICA NO ESTADO
DO RIO DE JANEIRO, no uso de suas atribuições constitucionais
e legais, que lhe conferem o artigo 34, inciso III, da Constituição da
República c/c o artigo 145, VI, da Constituição do Estado do Rio de
Janeiro e o disposto no Decreto Presidencial nº 9.288, de 16 de fevereiro
de 2018, e tendo em vista o que consta do Processo nº E-
21/001/68/2018,
CONSIDERANDO:
- a necessidade de flexibilizar o fluxo entre presos das Unidades Prisionais
desta SEAP, principalmente prestigiando os critérios de segurança
e o da diminuição das que se encontram superlotadas; e
- que para a operacionalização do fluxo mencionado faz-se necessário
alterar o perfil de determinadas Unidades Prisionais, de forma a alojar
os presos convenientemente;
DECRETA:
Art. 1º - Fica alterada a estrutura básica da Secretaria de Estado de
Administração Penitenciária - SEAP, sem aumento de despesa, que
passa a vigorar de acordo com os termos deste Decreto.
Art. 2º - A Penitenciária Pedrolino Werling de Oliveira, instalada no
imóvel situado na Estrada General Emilio Maurell Filho, s/nº, Bairro
Gericinó, passará a ser classificada como Presídio e passará a absorver
os presos condenados do sexo masculino que tenham sido
condenados pela Justiça Federal e os diplomados em nível superior,
sendo o regime fechado.
Art. 3º - A Cadeia Pública José Frederico Marques, instalada no imóvel
situado na Rua Célio Nascimento, s/nº, passará a ser classificada
como Presídio e passará a absorver os presos condenados do sexo
masculino, que tenham sido processados pela Justiça Estadual, sendo
o regime fechado.
Art. 4º - O Presídio Nelson Hungria, instalado no imóvel situado na
Estrada General Emilio Maurell Filho, s/nº, Bairo Gericinó, continuará
a ser classificada como Presídio e passará a absorver as presas provisórias,
sem regime, as presas diplomadas em curso de nível superior
e as presas condenadas do sexo feminino, que tenham sido processadas
pela Justiça Federal ou Estadual, sendo o regime fechado,
atentando-se para o previsto no artigo 84 da Lei nº 7.210/1984 (Lei
de Execução Penal).
Art. 5º - A Penitenciária Gabriel Ferreira Castilho, instalada no imóvel
situado na Estrada General Emilio Maurell Filho, s/nº, Bairro Gericinó
e passará a ser classificada como Presídio e passará a absorver os
presos provisórios sem regime e os condenados do sexo masculino
que tenham sido processados pelas Justiças Estadual e Federal ,
sendo o regime fechado, atentando-se para o previsto no artigo 84 da
Lei nº 7.210/1984 (Lei de Execução Penal).
Art. 6º - A Penitenciária Alfredo Tranjan, instalada no imóvel situado
na Estrada General Emilio Maurell Filho, s/nº, Bairro Gericinó e passará
a ser classificada como Presídio e passará a absorver os presos
provisórios sem regime e os condenados do sexo masculino que tenham
sido processados pelas Justiças Estadual e Federal , sendo o
regime fechado, atentando-se para o previsto no artigo 84 da Lei nº
7.210/1984 (Lei de Execução Penal).
Art. 7º - A Penitenciária Lemos Brito, instalada no imóvel situado na
Estrada General Emilio Maurell Filho, s/nº, Bairro Gericinó e passará a
ser classificada como Presídio e passará a absorver os presos provisórios
sem regime e os condenados do sexo masculino que tenham
sido processados pelas Justiças Estadual e Federal, sendo o regime
fechado, atentando-se para o previsto no artigo 84 da Lei nº
7.210/1984 (Lei de Execução Penal).
Art. 8º - A Penitenciária Milton Dias Moreira, instalada no imóvel situado
na Rua Florença, s/nº, Jardim Belo Horizonte, Eng. Pedreira,
Japeri e passará a ser classificada como Presídio e passará a absorver
os presos provisórios sem regime e os condenados do sexo
masculino que tenham sido processados pelas Justiças Estadual e
Federal , sendo o regime fechado, atentando-se para o previsto no
artigo 84 da Lei nº 7.210/1984 (Lei de Execução Penal).
Art. 9º - A Penitenciária Romeiro Neto, instalada no imóvel situado na
Estrada Rio Bonito, s/nº, Bairro Saco, Município de Magé passará a
ser classificada como Presídio e passará a absorver os presos provisórios
sem regime e os condenados do sexo masculino que tenham
sido processados pelas Justiças Estadual e Federal , sendo o regime
fechado, atentando-se para o previsto no artigo 84 da Lei nº
7.210/1984 (Lei de Execução Penal).
Art. 10 - A Cadeia Pública Hélio Gomes instalada no imóvel situado
na Estrada Rio Bonito, s/nº, Bairro Saco, Município de Magé, passará
a ser classificada como Presídio e passará a absorver os presos provisórios
sem regime e os condenados do sexo masculino que tenham
sido processados pelas Justiças Estadual e Federal, sendo o regime
fechado, atentando-se para o previsto no artigo 84 da Lei nº
7.210/1984 (Lei de Execução Penal).
Art. 11 - A Penitenciária Jonas Lopes de Carvalho, instalada no imóvel
situado na Estrada General Emilio Maurell Filho, s/nº, Bairro Gericinó
passará a ser classificada como Presídio e passará a absorver
os presos provisórios sem regime e os condenados do sexo masculino
que tenham sido processados pelas Justiças Estadual e Federal ,
sendo o regime fechado, atentando-se para o previsto no artigo 84 da
Lei nº 7.210/1984 (Lei de Execução Penal).
Art. 12 - A Cadeia Pública Tiago Teles de Castro Domingues, instalada
no imóvel situado na Rua Olegário Nascimento, s/nº, Bairro Guaxindiba,
Município de São Gonçalo passará a ser classificada como
Presídio e passará a absorver os presos provisórios sem regime e os
condenados do sexo masculino que tenham sido processados pelas
Justiças Estadual e Federal, sendo o regime fechado, atentando-se
para o previsto no artigo 84 da Lei nº 7.210/1984 (Lei de Execução
Penal).
Art. 13 - A Cadeia Pública Dalton Crespo de Castro, instalada no
imóvel situado na Estrada de Santa Rosa, s/nº, Bairro Codin, no Município
de Campos dos Goytacazes passará a ser classificada como
Presídio e passará a absorver os presos provisórios sem regime e os
condenados do sexo masculino que tenham sido processados pelas
Justiças Estadual e Federal, sendo o regime fechado, atentando-se
para o previsto no artigo 84 da Lei nº 7.210/1984 (Lei de Execução
Penal).
Art. 14 - Em razão das alterações constantes deste Decreto, o Anexo
I do Decreto nº 45.345, de 18 de agosto de 2015, e suas modificações,
passa a vigorar com a seguinte redação:
“I - ÓRGÃOS DE ASSISTÊNCIA DIRETA E IMEDIATA AO
SECRETÁRIO DE ESTADO.
VIII - ÓRGÃOS DE EXECUÇÃO FINALÍSTICA
1 Subsecretaria Adjunta de Gestão Operacional
......................................................................................................
1.4 - Coordenação das Unidades Prisionais de Gericinó
1.4.2 - Presídio Alfredo Trajan
1.4.9 - Presídio Jonas Lopes de Carvalho
1.4.13 - Presídio Nelson Hungria
1.4.15 - Presídio Gabriel Ferreira Castilho
1.4.17- Presídio Lemos de Brito
1.4.18- Presídio Pedrolino Werling de Oliveira
1.4.20 - Presídio José Frederico Marques
......................................................................................................
1.5.1 - Presídio Milton Dias Moreira
......................................................................................................
1.6.5 - Presídio Romeiro Neto
1.6.8 - Presídio Dalton Crespo de Castro
1.6.11 - Presídio Hélio Gomes
1.6.14- Presídio Tiago Teles de Castro Domingues”
Art. 15 - O Secretário de Estado de Administração Penitenciária fará
as alterações necessários no Regimento Interno do Órgão, nos termos
do art. 11 do Decreto nº 37.266, de 31 de março de 2005, de forma a
adequá-lo ao presente Decreto.
Art. 16 - Este Decreto entrará em vigor na data de sua publicação.
Rio de Janeiro, 27 de abril de 2018
GENERAL DE EXÉRCITO WALTER SOUZA BRAGA NETTO
*Republicado por ter saído com incorreções no. D.O. de 03/05/2018.