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Ano 2017, Número 237 Brasília, quinta-feira, 7 de dezembro de 2017 Página 1

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Ano 2017, Número 237 Divulgação: quarta-feira, 6 de dezembro de 2017


Publicação: quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Tribunal Superior Eleitoral

Ministro Gilmar Mendes


Presidente

Ministro Luiz Fux


Vice-Presidente

Ministro Napoleão Nunes Maia Filho


Corregedor-Geral da Justiça Eleitoral

Maurício Caldas de Melo


Diretor-Geral

Secretaria Judiciária

Secretaria de Gestão da Informação

Coordenadoria de Editoração e Publicações

Fone/Fax: (61) 3030-9321


cedip@tse.jus.br

Sumário
PRESIDÊNCIA ................................................................................................................................................................................2
Atos da Presidência ...............................................................................................................................................................2
Portarias ......................................................................................................................................................................2
Assessoria de Plenário ...........................................................................................................................................................5
Ata de Julgamento .........................................................................................................................................................5
Pauta de Julgamento ....................................................................................................................................................13
SECRETARIA JUDICIÁRIA ..............................................................................................................................................................13
Coordenadoria de Registros Partidários, Autuação e Distribuição ..............................................................................................13
Despacho ...................................................................................................................................................................13
Coordenadoria de Processamento - Seção de Processamento III ...............................................................................................15
Intimação ...................................................................................................................................................................15
Coordenadoria de Acórdãos e Resoluções ..............................................................................................................................16
Acórdão .....................................................................................................................................................................16
Intimação ...................................................................................................................................................................33
Documentos Eletrônicos Publicados pelo PJE ..........................................................................................................................33
Intimação ...................................................................................................................................................................33
CORREGEDORIA ELEITORAL ..........................................................................................................................................................47
SECRETARIA DO TRIBUNAL ...........................................................................................................................................................47
Atos do Diretor-Geral ...........................................................................................................................................................47
Portaria ......................................................................................................................................................................47
SECRETARIA DE ADMINISTRAÇÃO .................................................................................................................................................47
SECRETARIA DE CONTROLE INTERNO E AUDITORIA .........................................................................................................................48
SECRETARIA DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO .............................................................................................................................48
SECRETARIA DE GESTÃO DA INFORMAÇÃO ....................................................................................................................................48
COMISSÃO PERMANENTE DE ÉTICA E SINDICÂNCIA DO TSE .............................................................................................................48

Diário da Justiça Eletrônico do Tribunal Superior Eleitoral. Documento assinado digitalmente conforme MP n. 2.200-2/2001, de 24.8.2001, que institui a Infra
estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil, podendo ser acessado no endereço eletrônico http://www.tse.jus.br
Ano 2017, Número 237 Brasília, quinta-feira, 7 de dezembro de 2017 Página 2

PRESIDÊNCIA

Atos da Presidência

Portarias

PJE. Formatos. Limites. Arquivos.

Portaria TSE nº 886, de 22 de novembro de 2017.

Institui sobre digitalização, os formatos e os limites de tamanho dos arquivos permitidos no Processo Judicial Eletrônico da
Justiça Eleitoral.

O PRESIDENTE DO TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL, no uso de suas atribuições legais e regimentais, e com base no art. 13 da
Resolução-TSE nº 23.417, de 11 de dezembro de 2014,
CONSIDERANDO que a Resolução-TSE nº 23.417, de 11 de dezembro de 2014, instituiu o Processo Judicial Eletrônico (PJe) da
Justiça Eleitoral como o sistema eletrônico de constituição e tramitação de processos judiciais e administrativos nesta Justiça
especializada e definiu os parâmetros específicos de implementação e funcionamento; e
CONSIDERANDO a necessidade de aprimoramento dos serviços prestados aos jurisdicionados pela Justiça Eleitoral;

RESOLVE:

Art. 1º Os arquivos a serem recebidos no sistema Processo Judicial Eletrônico (PJe) da Justiça Eleitoral deverão observar os
formatos e os limites de tamanho contidos no Anexo desta Portaria.
Parágrafo único. Os arquivos deverão ser digitalizados com Reconhecimento Ótico de Caracteres (OCR), de maneira a permitir a
leitura por pessoas com deficiência visual.
Art. 2º Fica revogada a Portaria-TSE nº 395, de 20 de agosto de 2015.
Art. 3º Esta portaria entra em vigor na data de sua publicação.

Ministro GILMAR MENDES

Documento assinado eletronicamente em 05/12/2017, às 17:33, conforme art. 1º, §2º, III, b, da Lei 11.419/2006.
A autenticidade do documento pode ser conferida em
https://sei.tse.jus.br/sei/controlador_externo.php?acao=documento_conferir&id_orgao_acesso_externo=0&cv=0601177&crc=
04BBEC14, informando, caso não preenchido, o código verificador 0601177 e o código CRC 04BBEC14.

2017.00.000012877-3

ANEXO

(Portaria TSE nº 886, de 22 de novembro de 2017)

Formatos e limites de arquivos permitidos

Tipo de Arquivo Formato Limite máximo

Documento pdf 10 Mb
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Imagem png 5 Mb

jpeg 5 Mb

Vídeo mpeg 10 Mb

ogg 10 Mb

mp4 30 Mb

quicktime 10 Mb

Áudio mpeg 5 Mb

ogg 5 Mb

mp4a 5 Mb

vorbis 5 Mb

mp3 5 Mb

PJe. Classes. Utilização obrigatória.

Portaria TSE nº 885, de 22 de novembro de 2017.

Dispõe sobre a utilização obrigatória do Processo Judicial Eletrônico (PJe) para a propositura e a tramitação de novas classes
processuais, a saber: Ação Penal; Apuração de Eleição; Cancelamento de Registro de Partido Político; Consulta; Correição;
Embargos à Execução; Execução Fiscal; Inquérito; Pedido de Desaforamento; Recurso Criminal; Recurso Eleitoral; Recurso
em Habeas Corpus; Recurso em Habeas Data; Recurso em Mandado de Injunção; Recurso em Mandado de Segurança; Registro
de Candidatura; Registro de Comitê Financeiro; Registro de Partido Político em Formação; Revisão Criminal; e Revisão do
Eleitorado.

O PRESIDENTE DO TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL, no uso das respectivas atribuições,


CONSIDERANDO o disposto na Resolução-TSE nº 23.417, de 11 de dezembro de 2014, a qual instituiu o Processo Judicial
Eletrônico (PJe) da Justiça Eleitoral como o sistema eletrônico de constituição e tramitação de processos judiciais e
administrativos nesta Justiça Especializada, e definiu parâmetros específicos de implementação e funcionamento;
CONSIDERANDO a necessidade de aprimoramento dos serviços prestados aos jurisdicionados pelo Tribunal Superior Eleitoral
(TSE) e a respectiva ampliação do uso do sistema PJe neste Tribunal e nos Regionais;

RESOLVE:

Art. 1º Dar continuidade à implantação do sistema PJe na Justiça Eleitoral, tornando obrigatória, 30 (trinta) dias após a
publicação desta portaria, a utilização do sistema para propositura e tramitação das seguintes classes processuais (art. 38, § 1º,
da Resolução-TSE nº 23.417/2014):
I - Ação Penal (AP);
II - Apuração de Eleição (AE);
III - Cancelamento de Registro de Partido Político (CRPP);
IV - Consulta (Cta);
V - Correição (Cor);
VI - Embargos à Execução (EE);
VII - Execução Fiscal (EF);
VIII - Inquérito (Inq);
IX - Pedido de Desaforamento (PD);

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X - Recurso Criminal (RC);


XI - Recurso Eleitoral (RE);
XII - Recurso em Habeas Corpus (RHC);
XIII - Recurso em Habeas Data (RHD);
XIV - Recurso em Mandado de Injunção (RMI);
XV - Recurso em Mandado de Segurança (RMS);
XVI - Registro de Candidatura (RCand);
XVII - Registro de Comitê Financeiro (RCF);
XVIII - Registro de Órgão de Partido Político em Formação (ROPPF);
XIX - Revisão Criminal (RvC);
XX - Revisão de Eleitorado (RvE).
§ 1º Os recursos interpostos das decisões tomadas em processos eletrônicos deverão ser obrigatoriamente eletrônicos.
§ 2º Os arquivos deverão ser digitalizados com Reconhecimento Ótico de Caracteres (OCR), de maneira a permitir a leitura por
pessoas com deficiência visual.
Art. 2º Os processos deverão ser encaminhados ao TSE, via remessa, pelo próprio PJe, se o processo tiver sido iniciado
eletronicamente.
Parágrafo único. Caso haja remanescente físico de processos relativos ao encaminhamento de Lista Trýìplice (LT); às classes
processuais CriaçaÞo de Zona Eleitoral ou Remanejamento (CZER), Processo Administrativo (PA), Consulta (Cta), Conflito de
Compete^ncia (CC), PetiçaÞo (Pet) e Recurso Contra ExpediçaÞo de Diploma (RCED); e às declinações de compete^ncia, o envio ao
TSE deverá ser feito mediante peticionamento pelos respectivos Tribunais Regionais diretamente no PJe implantado neste
Tribunal.
Art. 3º Nas hipóteses de impossibilidade de peticionamento, os Regionais deverão solicitar o auxílio do TSE no endereço
eletrônico aspje@tse.jus.br.
Art. 4º Permanecem em vigor as Portarias-TSE nºs 396/2015, 643/2016 e 1.143/2016.
Art. 5º Esta portaria entra em vigor na data de sua publicação.

Ministro GILMAR MENDES

Documento assinado eletronicamente em 05/12/2017, às 20:28, conforme art. 1º, §2º, III, b, da Lei 11.419/2006
A autenticidade do documento pode ser conferida em
https://sei.tse.jus.br/sei/controlador_externo.php?acao=documento_conferir&id_orgao_acesso_externo=0&cv=0601000&crc=
AC24B1DD, informando, caso não preenchido, o código verificador 0601000 e o código CRC AC24B1DD.
2017.00.000013547-8

Núcleo de Credenciamento de Segurança da Informação

Portaria TSE nº 884, de 22 de novembro de 2017.

Institui, no âmbito do Tribunal Superior Eleitoral, o Núcleo de Credenciamento de Segurança da Informação (NCSI).

O PRESIDENTE DO TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL, no uso de suas atribuições e considerando a Resolução-TSE nº 23.435, de 5
de fevereiro de 2015, a Resolução-TSE nº 23.501, de 19 de dezembro de 2016, e a Portaria-TSE nº 378 de 16 de maio de 2017,

RESOLVE:

Art. 1º Fica instituído, no âmbito do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Núcleo de Credenciamento de Segurança da Informação
(NCSI).

Diário da Justiça Eletrônico do Tribunal Superior Eleitoral. Documento assinado digitalmente conforme MP n. 2.200-2/2001, de 24.8.2001, que institui a Infra
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Art. 2º Compete ao NCSI:


I - definir procedimentos de credenciamento e descredenciamento de pessoas, de órgãos ou de entidades públicas ou privadas
para o acesso e tratamento de informação classificada;
II - acompanhar e orientar a atuação das unidades e dos agentes que realizem credenciamento e descredenciamento;
III - determinar procedimentos de aquisição, renovação ou perda de habilitação de entidade privada que mantenha vínculo de
qualquer natureza com o TSE para o tratamento de informação com restrição de acesso;
IV - fiscalizar o cumprimento das normas e procedimentos de credenciamento de segurança e tratamento de informação
classificada;
V - encaminhar o relatório de fiscalização ao Gabinete da Presidência;
VI - propor normas e/ou procedimentos relacionados à segurança da informação no âmbito do TSE.
Art. 3º O NCSI será integrado por representantes das seguintes unidades:
I - Gabinete da Presidência, que o coordenará;
II - Gabinete da Diretoria-Geral;
III - Secretaria de Gestão da Informação;
IV - Secretaria de Tecnologia da Informação;
V - Secretaria de Segurança e Transporte;
VI - Corregedoria-Geral da Justiça Eleitoral;
VII - Assessoria Jurídica;
VIII - Ouvidoria.
§ 1º A nomeação dos integrantes do NCSI assim como eventuais substituições, impedimentos ou desligamentos serão tratados
nos moldes da Portaria-TSE nº 662 de 23 de junho de 2016.
§ 2º O coordenador do NCSI poderá convidar para as reuniões representantes de órgãos e entidades públicas e privadas, ou
especialistas, para emitir pareceres e fornecer informações.
Art. 4º Situações específicas não constantes desta portaria também receberão tratamento conforme a Portaria-TSE nº
662/2016, ou ainda a critério do diretor-geral da Secretaria do Tribunal.
Art. 5º Esta portaria entra em vigor na data de sua publicação.

Ministro GILMAR MENDES

Documento assinado eletronicamente em 05/12/2017, às 20:28, conforme art. 1º, §2º, III, b, da Lei 11.419/2006.
A autenticidade do documento pode ser conferida
em https://sei.tse.jus.br/sei/controlador_externo.php?acao=documento_conferir&id_orgao_acesso_externo=0&cv=0600909&c
rc=3E1292D6, informando, caso não preenchido, o código verificador 0600909 e o código CRC 3E1292D6.
2015.00.000000001-6

Assessoria de Plenário

Ata de Julgamento

ATA DA 125ª SESSÃO, EM 9 DE NOVEMBRO DE 2017

SESSÃO ORDINÁRIA ADMINISTRATIVA

Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes a Senhora Ministra Rosa Weber os Senhores Ministros Napoleão Nunes Maia

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Filho, Jorge Mussi, Admar Gonzaga e Carlos Bastide Horbach. Vice-Procurador-Geral Eleitoral, o Dr. Humberto Jacques de
Medeiros. Ausências justificadas dos Senhores Ministros Gilmar Mendes (sem substituto) e Tarcisio Vieira de Carvalho Neto.
Diretor-Geral, Maurício Caldas de Melo. Às nove horas e trinta minutos foi aberta a sessão.

REGISTRO

O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (no exercício da Presidência): Senhores Ministros, ao início da sessão, eu gostaria de revelar
nossa honra de termos nesta Corte tantos alunos do curso de Direito, das seguintes instituições: Universidade de Passo Fundo
(UPF), Rio Grande do Sul; Universidade Luterana do Brasil (ULB), de Cachoeira do Sul, Rio Grande do Sul; Universidade Salgado
de Oliveira (UNIVERSO), de São Gonçalo, Rio de Janeiro; Centro Universitário UNA, de Belo Horizonte, Minas Gerais; e
Universidade Presidente Antônio Carlos (UNIPAC), de Barbacena, Minas Gerais. Esperamos que os debates travados nesta Corte
sejam de muito proveito para todos os senhores.

JULGAMENTOS

CRIAÇÃO DE ZONA ELEITORAL OU REMANEJAMENTO Nº 163-89.2016.6.26.0000


ORIGEM: ITAPURA SP (88ª ZONA ELEITORAL PEREIRA BARRETO)
RELATOR: MINISTRO LUIZ FUX
INTERESSADO: TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE SÃO PAULO
Decisão: O Tribunal, por unanimidade, homologou a decisão do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, nos termos do voto do
Relator. Votaram com o Relator a Ministra Rosa Weber e os Ministros Napoleão Nunes Maia Filho, Jorge Mussi, Admar Gonzaga
e Carlos Bastide Horbach. Ausente, ocasionalmente, o Ministro Gilmar Mendes. Composição: Ministros Luiz Fux (no exercício da
Presidência), Rosa Weber, Napoleão Nunes Maia Filho, Jorge Mussi, Admar Gonzaga e Carlos Bastide Horbach.

CRIAÇÃO DE ZONA ELEITORAL OU REMANEJAMENTO Nº 231-68.2015.6.19.0000


ORIGEM: NOVA FRIBURGO RJ
RELATOR: MINISTRO LUIZ FUX
INTERESSADO: TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DO RIO DE JANEIRO
Decisão: O Tribunal, por unanimidade, homologou a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, nos termos do
voto do Relator. Votaram com o Relator a Ministra Rosa Weber e os Ministros Napoleão Nunes Maia Filho, Jorge Mussi, Admar
Gonzaga e Carlos Bastide Horbach. Ausente, ocasionalmente, o Ministro Gilmar Mendes. Composição: Ministros Luiz Fux (no
exercício da Presidência), Rosa Weber, Napoleão Nunes Maia Filho, Jorge Mussi, Admar Gonzaga e Carlos Bastide Horbach.

LISTA TRÍPLICE Nº 0602872-37.2017.6.00.0000


ORIGEM: PALMAS TO
RELATOR: MINISTRO ADMAR GONZAGA
INTERESSADO: TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DO TOCANTINS
ADVOGADOS INDICADOS: ALESSANDRO ROGES PEREIRA, MAURÍCIO HAEFFNER E RODRIGO OTÁVIO COÊLHO SOARES
Decisão: O Tribunal, por unanimidade, determinou o encaminhamento da lista tríplice ao Poder Executivo, nos termos do voto
do Relator. Votaram com o Relator os Ministros Carlos Bastide Horbach, Rosa Weber, Napoleão Nunes Maia Filho, Jorge Mussi
e Luiz Fux (no exercício da Presidência). Ausente, ocasionalmente, o Ministro Gilmar Mendes. Composição: Ministros Luiz Fux
(no exercício da Presidência), Rosa Weber, Napoleão Nunes Maia Filho, Jorge Mussi, Admar Gonzaga e Carlos Bastide Horbach.

LISTA TRÍPLICE Nº 0604073-64.2017.6.00.0000


ORIGEM: SÃO PAULO SP
RELATOR: MINISTRO ADMAR GONZAGA
INTERESSADO: TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE SÃO PAULO
INTERESSADOS: MARCUS ELIDIUS MICHELLI DE ALMEIDA, MARCELO VIEIRA DE CAMPOS E ALBERTO ZACHARIAS TORON

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Decisão: O Tribunal, por unanimidade, determinou o encaminhamento da lista tríplice ao Poder Executivo, nos termos do voto
do Relator. Votaram com o Relator os Ministros Carlos Bastide Horbach, Rosa Weber, Napoleão Nunes Maia Filho, Jorge Mussi
e Luiz Fux (no exercício da Presidência). Ausente, ocasionalmente, o Ministro Gilmar Mendes. Composição: Ministros Luiz Fux
(no exercício da Presidência), Rosa Weber, Napoleão Nunes Maia Filho, Jorge Mussi, Admar Gonzaga e Carlos Bastide Horbach.
Nada mais havendo a tratar foi encerrada a sessão às nove horas e trinta e quatro minutos. E, para constar, eu, Maurício Caldas
de Melo, Diretor-Geral, lavrei a presente ata que vai assinada pelo Senhor Ministro Vice-Presidente, no exercício da Presidência
deste Tribunal.
Brasília, 9 de novembro de 2017.

MINISTRO LUIZ FUX


Vice-Presidente, no exercício da Presidência

ATA DA 127ª SESSÃO, EM 14 DE NOVEMBRO DE 2017

SESSÃO ORDINÁRIA ADMINISTRATIVA

Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presentes os Senhores Ministros Luiz Fux, Rosa Weber, Napoleão Nunes Maia
Filho, Jorge Mussi, Admar Gonzaga e Tarcisio Vieira de Carvalho Neto. Vice-Procurador-Geral Eleitoral, o Dr. Humberto Jacques
de Medeiros. Diretor-Geral, Maurício Caldas de Melo. Às dezenove horas e trinta minutos foi aberta a sessão.

JULGAMENTO

LISTA TRÍPLICE Nº 529-54.2016.6.00.0000


ORIGEM: SÃO LUÍS MA
RELATOR: MINISTRO JORGE MUSSI
INTERESSADO: TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DO MARANHÃO
ADVOGADO INDICADO: DANIEL DE FARIA JERÔNIMO LEITE
ADVOGADOS: WILLER TOMAZ DE SOUZA E OUTROS
ADVOGADO INDICADO: GUSTAVO ARAÚJO VILAS BOAS
ADVOGADO INDICADO: GABRIEL AHID COSTA
Decisão: O Tribunal, por unanimidade, determinou o retorno dos autos ao Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão para
substituição de Gabriel Ahid Costa, nos termos do voto do Relator. Votaram com o Relator os Ministros Admar Gonzaga,
Tarcisio Vieira de Carvalho Neto, Luiz Fux, Rosa Weber, Napoleão Nunes Maia Filho e Gilmar Mendes (Presidente). Composição:
Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Luiz Fux, Rosa Weber, Napoleão Nunes Maia Filho, Jorge Mussi, Admar Gonzaga e
Tarcisio Vieira de Carvalho Neto.

Nada mais havendo a tratar foi encerrada a sessão às dezenove horas e trinta e quatro minutos. E, para constar, eu, Maurício
Caldas de Melo, Diretor-Geral, lavrei a presente ata que vai assinada pelo Senhor Ministro Presidente deste Tribunal.

Brasília, 14 de novembro de 2017.

MINISTRO GILMAR MENDES


Presidente

ATA DA 130ª SESSÃO, EM 23 DE NOVEMBRO DE 2017

SESSÃO ORDINÁRIA JURISDICIONAL

Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presentes a Senhora Ministra Rosa Weber e os Senhores Ministros Luiz Edson
Fachin, Napoleão Nunes Maia Filho, Jorge Mussi, Tarcisio Vieira de Carvalho Neto e Sérgio Banhos. Vice-Procurador-Geral

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Eleitoral, o Dr. Humberto Jacques de Medeiros. Ausências justificadas dos Senhores Ministros Luiz Fux e Admar Gonzaga.
Secretário, Jean Carlos Silva de Assunção. Às nove horas e vinte e dois minutos foi aberta a sessão, sendo lida e aprovada a ata
da 129ª sessão.

JULGAMENTOS

AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO Nº 2-16.2015.6.26.0000


ORIGEM: JAÚ SP
RELATOR: MINISTRO NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO
AGRAVANTE: PARTIDO HUMANISTA DA SOLIDARIEDADE (PHS) ESTADUAL
ADVOGADOS: ALEXANDRE BISSOLI E OUTROS
AGRAVADO: JORGE IVAN CASSARO
ADVOGADOS: LUÍS EDUARDO DE FREITAS ARATO E OUTROS
Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Votaram com o
Relator os Ministros Jorge Mussi, Tarcisio Vieira de Carvalho Neto, Sérgio Banhos, Rosa Weber, Luiz Edson Fachin e Gilmar
Mendes (Presidente). Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Rosa Weber, Luiz Edson Fachin, Napoleão Nunes
Maia Filho, Jorge Mussi, Tarcisio Vieira de Carvalho Neto e Sérgio Banhos.

AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL ELEITORAL Nº 39-08.2016.6.08.0033


ORIGEM: BRASÍLIA DF
RELATOR: MINISTRO JORGE MUSSI
AGRAVANTE: MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL
AGRAVADO: ELIAS DAL COL
ADVOGADOS: ALTAMIRO THADEU FRONTINO SOBREIRO E OUTROS
Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Votaram com o
Relator os Ministros Tarcisio Vieira de Carvalho Neto, Sérgio Banhos, Rosa Weber, Luiz Edson Fachin, Napoleão Nunes Maia
Filho e Gilmar Mendes (Presidente). Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Rosa Weber, Luiz Edson Fachin,
Napoleão Nunes Maia Filho, Jorge Mussi, Tarcisio Vieira de Carvalho Neto e Sérgio Banhos.

AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL ELEITORAL Nº 43-46.2016.6.25.0009


ORIGEM: BRASÍLIA DF
RELATOR: MINISTRO JORGE MUSSI
AGRAVANTE: MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL
AGRAVADO: ROBERTO BISPO DE LIMA
ADVOGADOS: DANIEL HAACK RODRIGUES NASCIMENTO E OUTRO
AGRAVADO: LUCIANO BISPO DE LIMA
ADVOGADOS: DANIEL HAACK RODRIGUES NASCIMENTO E OUTROS
Decisão: Após o voto do Relator, negando provimento ao agravo regimental, e o voto do Ministro Luiz Edson Fachin, dando-lhe
provimento para dar provimento ao recurso especial eleitoral, a fim de julgar procedente o pedido formulado na
representação, pediu vista o Ministro Tarcisio Vieira de Carvalho Neto. Aguardam os Ministros Sérgio Banhos, Rosa Weber,
Napoleão Nunes Maia Filho e Gilmar Mendes (Presidente). Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Rosa Weber,
Luiz Edson Fachin, Napoleão Nunes Maia Filho, Jorge Mussi, Tarcisio Vieira de Carvalho Neto e Sérgio Banhos.

AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 51-97.2016.6.26.0040


ORIGEM: CATANDUVA SP
RELATOR: MINISTRO TARCISIO VIEIRA DE CARVALHO NETO
AGRAVANTE: GERALDO ANTÔNIO VINHOLI

Diário da Justiça Eletrônico do Tribunal Superior Eleitoral. Documento assinado digitalmente conforme MP n. 2.200-2/2001, de 24.8.2001, que institui a Infra
estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil, podendo ser acessado no endereço eletrônico http://www.tse.jus.br
Ano 2017, Número 237 Brasília, quinta-feira, 7 de dezembro de 2017 Página 9

ADVOGADOS: ISMAR MARCÍLIO DE FREITAS NETO E OUTRO


AGRAVADO: MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL
Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Votaram com o
Relator os Ministros Sérgio Banhos, Rosa Weber, Luiz Edson Fachin, Napoleão Nunes Maia Filho, Jorge Mussi e Gilmar Mendes
(Presidente). Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Rosa Weber, Luiz Edson Fachin, Napoleão Nunes Maia Filho,
Jorge Mussi, Tarcisio Vieira de Carvalho Neto e Sérgio Banhos.

AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL ELEITORAL Nº 58-17.2016.6.13.0278


ORIGEM: UBERLÂNDIA MG
RELATOR: MINISTRO JORGE MUSSI
AGRAVANTE: COLIGAÇÃO PRONTOS PARA O TRABALHO
ADVOGADOS: AMANDA MATTOS CARVALHO ALMEIDA E OUTROS
AGRAVADOS: COLIGAÇÃO PRA UBERLÂNDIA MUDAR DE VERDADE E OUTROS
ADVOGADOS: RENATA SOARES SILVA E OUTROS
Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Votaram com o
Relator os Ministros Tarcisio Vieira de Carvalho Neto, Sérgio Banhos, Rosa Weber, Luiz Edson Fachin, Napoleão Nunes Maia
Filho e Gilmar Mendes (Presidente). Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Rosa Weber, Luiz Edson Fachin,
Napoleão Nunes Maia Filho, Jorge Mussi, Tarcisio Vieira de Carvalho Neto e Sérgio Banhos.

AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL ELEITORAL Nº 142-35.2015.6.26.0005


ORIGEM: SÃO PAULO SP
RELATOR: MINISTRO NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO
AGRAVANTE: DYNAENG SERVIÇOS TÉCNICOS DE ENGENHARIA E CONSTRUÇÃO LTDA.
ADVOGADOS: PAULO HENRIQUE DOS SANTOS LUCON E OUTROS
AGRAVADO: MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL
Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Votaram com o
Relator os Ministros Jorge Mussi, Tarcisio Vieira de Carvalho Neto, Sérgio Banhos, Rosa Weber, Luiz Edson Fachin e Gilmar
Mendes (Presidente). Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Rosa Weber, Luiz Edson Fachin, Napoleão Nunes
Maia Filho, Jorge Mussi, Tarcisio Vieira de Carvalho Neto e Sérgio Banhos.

AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 204-92.2011.6.13.0000


ORIGEM: BELO HORIZONTE MG
RELATOR: MINISTRO NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO
AGRAVANTE: PARTIDO REPUBLICANO PROGRESSISTA (PRP) ESTADUAL
ADVOGADOS: ANNE FONSECA RESENDE LACERDA E OUTROS
Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Votaram com o
Relator os Ministros Jorge Mussi, Tarcisio Vieira de Carvalho Neto, Sérgio Banhos, Rosa Weber, Luiz Edson Fachin e Gilmar
Mendes (Presidente). Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Rosa Weber, Luiz Edson Fachin, Napoleão Nunes
Maia Filho, Jorge Mussi, Tarcisio Vieira de Carvalho Neto e Sérgio Banhos.

AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL ELEITORAL Nº 301-23.2016.6.17.0092


ORIGEM: BRASÍLIA DF
RELATOR: MINISTRO NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO
AGRAVANTE: MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL
AGRAVADO: GIVANILDO DA SILVA DE LIMA
ADVOGADO: TIAGO JOSÉ GONÇALVES FERREIRA
Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Votaram com o

Diário da Justiça Eletrônico do Tribunal Superior Eleitoral. Documento assinado digitalmente conforme MP n. 2.200-2/2001, de 24.8.2001, que institui a Infra
estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil, podendo ser acessado no endereço eletrônico http://www.tse.jus.br
Ano 2017, Número 237 Brasília, quinta-feira, 7 de dezembro de 2017 Página 1 0

Relator os Ministros Jorge Mussi, Tarcisio Vieira de Carvalho Neto, Sérgio Banhos, Rosa Weber, Luiz Edson Fachin e Gilmar
Mendes (Presidente). Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Rosa Weber, Luiz Edson Fachin, Napoleão Nunes
Maia Filho, Jorge Mussi, Tarcisio Vieira de Carvalho Neto e Sérgio Banhos.

AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL ELEITORAL Nº 379-50.2012.6.26.0110


ORIGEM: BRASÍLIA DF
RELATORA: MINISTRA ROSA WEBER
AGRAVANTE: MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL
AGRAVADO: PALMÍNIO ALTIMARI FILHO
ADVOGADOS: RICARDO VITA PORTO E OUTROS
AGRAVADA: OLGA LOPES SALOMÃO
ADVOGADOS: HÉLIO FREITAS DE CARVALHO DA SILVEIRA E OUTROS
Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Votaram com
a Relatora os Ministros Luiz Edson Fachin, Napoleão Nunes Maia Filho, Jorge Mussi, Tarcisio Vieira de Carvalho Neto, Sérgio
Banhos e Gilmar Mendes (Presidente). Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Rosa Weber, Luiz Edson Fachin,
Napoleão Nunes Maia Filho, Jorge Mussi, Tarcisio Vieira de Carvalho Neto e Sérgio Banhos.

EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NA PETIÇÃO Nº 574-92.2015.6.00.0000


ORIGEM: BRASÍLIA DF
RELATORA: MINISTRA ROSA WEBER
EMBARGANTE: PARTIDO REPUBLICANO PROGRESSISTA (PRP) NACIONAL
ADVOGADOS: JOELSON COSTA DIAS E OUTROS
EMBARGADO: MARCELO HENRIQUE TEIXEIRA DIAS
ADVOGADO: LUIZ EDUARDO VELOSO DE ALMEIDA
EMBARGADO: PARTIDO DA MULHER BRASILEIRA (PMB) NACIONAL
ADVOGADOS: LEANDRO MELLO FROTA E OUTROS
Decisão: O Tribunal, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto da Relatora. Votaram com a
Relatora os Ministros Luiz Edson Fachin, Napoleão Nunes Maia Filho, Jorge Mussi, Tarcisio Vieira de Carvalho Neto, Sérgio
Banhos e Gilmar Mendes (Presidente). Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Rosa Weber, Luiz Edson Fachin,
Napoleão Nunes Maia Filho, Jorge Mussi, Tarcisio Vieira de Carvalho Neto e Sérgio Banhos.

EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NA PETIÇÃO Nº 575-77.2015.6.00.0000


ORIGEM: BRASÍLIA DF
RELATORA: MINISTRA ROSA WEBER
EMBARGANTE: PARTIDO REPUBLICANO PROGRESSISTA (PRP) NACIONAL
ADVOGADOS: JOELSON COSTA DIAS E OUTROS
EMBARGADO: ALEXANDRE VALLE CARDOSO
ADVOGADO: JÚLIO CÉSAR DA SILVA
EMBARGADO: PARTIDO DA MULHER BRASILEIRA (PMB) NACIONAL
ADVOGADOS: DANIEL STOLEAR SIMÕES E OUTROS
Decisão: O Tribunal, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto da Relatora. Votaram com a
Relatora os Ministros Luiz Edson Fachin, Napoleão Nunes Maia Filho, Jorge Mussi, Tarcisio Vieira de Carvalho Neto, Sérgio
Banhos e Gilmar Mendes (Presidente). Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Rosa Weber, Luiz Edson Fachin,
Napoleão Nunes Maia Filho, Jorge Mussi, Tarcisio Vieira de Carvalho Neto e Sérgio Banhos.

AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 680-55.2016.6.19.0076


ORIGEM: CAMPOS DOS GOYTACAZES RJ

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Ano 2017, Número 237 Brasília, quinta-feira, 7 de dezembro de 2017 Página 1 1

RELATOR: MINISTRO TARCISIO VIEIRA DE CARVALHO NETO


AGRAVANTE: JORGE SANTANA DE AZEREDO
ADVOGADOS: MÁRIO ASSIS GONÇALVES FILHO E OUTROS
AGRAVADO: MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL
Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Votaram com o
Relator os Ministros Sérgio Banhos, Rosa Weber, Luiz Edson Fachin, Napoleão Nunes Maia Filho, Jorge Mussi e Gilmar Mendes
(Presidente). Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Rosa Weber, Luiz Edson Fachin, Napoleão Nunes Maia Filho,
Jorge Mussi, Tarcisio Vieira de Carvalho Neto e Sérgio Banhos.

AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL ELEITORAL Nº 1102-52.2012.6.26.0245


ORIGEM: BRASÍLIA DF
RELATOR: MINISTRO JORGE MUSSI
AGRAVANTE: MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL
AGRAVADO: DIEGO CONCEIÇÃO DOS SANTOS
ADVOGADOS: DIEGO CONCEIÇÃO DOS SANTOS E OUTRA
Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Votaram com o
Relator os Ministros Tarcisio Vieira de Carvalho Neto, Sérgio Banhos, Rosa Weber, Luiz Edson Fachin, Napoleão Nunes Maia
Filho e Gilmar Mendes (Presidente). Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Rosa Weber, Luiz Edson Fachin,
Napoleão Nunes Maia Filho, Jorge Mussi, Tarcisio Vieira de Carvalho Neto e Sérgio Banhos.

AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL ELEITORAL Nº 1477-25.2014.6.23.0000


ORIGEM: BOA VISTA RR
RELATOR: MINISTRO JORGE MUSSI
AGRAVANTE: MASAMY EDA
ADVOGADA: IANA PEREIRA DOS SANTOS
AGRAVADO: MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL
Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental de Masamy Eda, nos termos do voto do Relator.
Votaram com o Relator os Ministros Tarcisio Vieira de Carvalho Neto, Sérgio Banhos, Rosa Weber, Luiz Edson Fachin, Napoleão
Nunes Maia Filho e Gilmar Mendes (Presidente). Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Rosa Weber, Luiz Edson
Fachin, Napoleão Nunes Maia Filho, Jorge Mussi, Tarcisio Vieira de Carvalho Neto e Sérgio Banhos.

AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL ELEITORAL Nº 1477-25.2014.6.23.0000


ORIGEM: BOA VISTA RR
RELATOR: MINISTRO JORGE MUSSI
AGRAVANTE: COLIGAÇÃO AVANÇA RORAIMA
ADVOGADOS: BRUNO AYRES DE ANDRADE ROCHA E OUTRA
AGRAVANTE: COLIGAÇÃO RORAIMA UNIDA
ADVOGADA: PAULA CAMILA DE OLIVEIRA PINTO
AGRAVANTE: COLIGAÇÃO RORAIMA SEMPRE
ADVOGADA: PAULA CAMILA DE OLIVEIRA PINTO
AGRAVADO: MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL
Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental da Coligação Avança Roraima e outras, nos
termos do voto do Relator. Votaram com o Relator os Ministros Tarcisio Vieira de Carvalho Neto, Sérgio Banhos, Rosa Weber,
Luiz Edson Fachin, Napoleão Nunes Maia Filho e Gilmar Mendes (Presidente). Composição: Ministros Gilmar Mendes
(Presidente), Rosa Weber, Luiz Edson Fachin, Napoleão Nunes Maia Filho, Jorge Mussi, Tarcisio Vieira de Carvalho Neto e Sérgio
Banhos.

Diário da Justiça Eletrônico do Tribunal Superior Eleitoral. Documento assinado digitalmente conforme MP n. 2.200-2/2001, de 24.8.2001, que institui a Infra
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Ano 2017, Número 237 Brasília, quinta-feira, 7 de dezembro de 2017 Página 1 2

REGISTRO

O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (Presidente): Senhores Ministros, registro que na última segunda-feira o Tribunal
Superior Eleitoral passou a oferecer atendimento virtual aos eleitores via Twitter. Por meio de mensagens diretas (DMs), os
eleitores passaram a ter acesso a diversos serviços da Justiça Eleitoral. A partir de agora, com apenas alguns cliques, de forma
rápida, os cidadãos podem, por exemplo, verificar a situação eleitoral mais uma razão, inclusive, para dinamizarmos esse tipo
de serviço, que passa a ser feito de maneira virtual , fazer download no formato PDF ou imprimir o documento de quitação
eleitoral, consultar o local de votação e ainda tirar dúvidas. O TSE é a primeira instituição federal a lançar esse tipo de serviço
em parceria com o Twitter mais uma vez estamos na vanguarda. Com apenas quatro dias de funcionamento, os números
mostram o sucesso da iniciativa. Nossos sistemas nunca tiveram tantos acessos ao mesmo tempo. Apenas um post do Twitter
alcançou três milhões de pessoas nesse período. Para o ano de 2018 já estamos trabalhando para oferecer novos recursos no
atendimento digital para os eleitores no Twitter, oferecendo ainda mais comodidade e praticidade a todos. É a Justiça Eleitoral
fazendo sempre mais e melhor em prol da democracia brasileira. Registro, portanto, com satisfação, o trabalho da valorosa
equipe da Justiça Eleitoral.

Nada mais havendo a tratar foi encerrada a sessão às nove horas e trinta e dois minutos. E, para constar, eu, Jean Carlos Silva
de Assunção, Secretário, lavrei a presente ata que vai assinada pelo Senhor Ministro Presidente deste Tribunal.

Brasília, 23 de novembro de 2017.

MINISTRO GILMAR MENDES


Presidente

ATA DA 131ª SESSÃO, EM 23 DE NOVEMBRO DE 2017

SESSÃO ORDINÁRIA ADMINISTRATIVA

Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presentes a Senhora Ministra Rosa Weber os Senhores Ministros Luiz Edson
Fachin, Napoleão Nunes Maia Filho, Jorge Mussi, Tarcisio Vieira de Carvalho Neto e Sérgio Banhos. Vice-Procurador-Geral
Eleitoral, o Dr. Humberto Jacques de Medeiros. Ausências justificadas dos Senhores Ministros Luiz Fux e Admar Gonzaga.
Diretor-Geral, Maurício Caldas de Melo. Às nove horas e trinta e dois minutos foi aberta a sessão.

REGISTRO
O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (Presidente): Senhores Ministros, registro a presença dos alunos do curso de Direito do
Centro Universitário UNIRG, de Gurupi, Tocantins. Sejam bem-vindos e tenham todo o proveito na sessão e na visita ao Tribunal
Superior Eleitoral.

JULGAMENTO

PROCESSO ADMINISTRATIVO Nº 0604176-71.2017.6.00.0000 (PROCESSO ELETRÔNICO)


ORIGEM: BRASÍLIA DF
RELATOR: MINISTRO GILMAR MENDES
INTERESSADO: TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL
DECISÃO: O Tribunal, por unanimidade, homologou as resoluções dos tribunais regionais eleitorais, nos termos do voto do
Relator. Votaram com o Relator a Ministra Rosa Weber e os Ministros Luiz Edson Fachin, Napoleão Nunes Maia Filho, Jorge
Mussi, Tarcisio Vieira de Carvalho Neto e Sérgio Banhos. Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Rosa Weber, Luiz
Edson Fachin, Napoleão Nunes Maia Filho, Jorge Mussi, Tarcisio Vieira de Carvalho Neto e Sérgio Banhos.

Nada mais havendo a tratar foi encerrada a sessão às nove horas e quarenta e quatro minutos. E, para constar, eu, Maurício
Caldas de Melo, Diretor-Geral, lavrei a presente ata que vai assinada pelo Senhor Ministro Presidente deste Tribunal.

Diário da Justiça Eletrônico do Tribunal Superior Eleitoral. Documento assinado digitalmente conforme MP n. 2.200-2/2001, de 24.8.2001, que institui a Infra
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Ano 2017, Número 237 Brasília, quinta-feira, 7 de dezembro de 2017 Página 1 3

Brasília, 23 de novembro de 2017.

MINISTRO GILMAR MENDES


Presidente

Pauta de Julgamento

PAUTA DE JULGAMENTO Nº 155/2017

Elaborada nos termos do artigo 18 da Resolução-TSE nº 23.478/2016, para julgamento dos processos abaixo relacionados.

AGRAVO REGIMENTAL NA PRESTAÇÃO DE CONTAS Nº 271-83.2012.6.00.0000 CLASSE 25 BRASÍLIA DF

RELATOR: MINISTRO ADMAR GONZAGA


AGRAVANTE: PARTIDO DA SOCIAL DEMOCRACIA BRASILEIRA (PSDB) NACIONAL, Por seu Presidente
ADVOGADOS: AFONSO ASSIS RIBEIRO OAB: 15010/DF e Outros

AGRAVO REGIMENTAL NA PRESTAÇÃO DE CONTAS Nº 1402-93.2012.6.00.0000 CLASSE 25 BRASÍLIA DF

RELATOR: MINISTRO ADMAR GONZAGA


AGRAVANTE: MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL
AGRAVADO: PARTIDO DEMOCRÁTICO TRABALHISTA (PDT) NACIONAL
ADVOGADOS: MARA DE FÁTIMA HOFANS OAB: 68152-RJ
e Outros

Brasília, 6 de dezembro de 2017.

JEAN CARLOS SILVA DE ASSUNÇÃO


Assessor-Chefe

SECRETARIA JUDICIÁRIA

Coordenadoria de Registros Partidários, Autuação e Distribuição

Despacho

PUBLICAÇÃO DE DESPACHO Nº 427/2017 - CPADI

PRESTAÇÃO DE CONTAS Nº 189-13.2016.6.00.0000 BRASÍLIA-DF

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Ano 2017, Número 237 Brasília, quinta-feira, 7 de dezembro de 2017 Página 1 4

REQUERENTE: REDE SUSTENTABILIDADE (REDE) - NACIONAL


ADVOGADOS: CARLA DE OLIVEIRA RODRIGUES - OAB: 33657/DF E OUTROS
REQUERENTE: GABRIELA BARBOSA BATISTA, 1ª PRESIDENTE
ADVOGADOS: CARLA DE OLIVEIRA RODRIGUES - OAB: 33657/DF E OUTROS
REQUERENTE: MARA REGINA PRADO, 2ª TESOUREIRA
REQUERENTE: GISELA MARIA MOREAU, 1ª TESOUREIRA
ADVOGADOS: CARLA DE OLIVEIRA RODRIGUES - OAB: 33657/DF E OUTROS
REQUERENTE: BAZILEU ALVES MARGARIDO, 1º VICE-PRESIDENTE
REQUERENTE: PAULO EMILIO DE OLIVEIRA, 2º SECRETÁRIO-GERAL
REQUERENTE: CARLOS HENRIQUE RODRIGUES ALVES, 1º SECRETÁRIO-GERAL
RELATORA: MINISTRA ROSA WEBER
PROTOCOLO: 4.507/2016

DESPACHO
Trata-se de Prestação de Contas anual referente ao exercício financeiro de 2015 apresentada pelo Diretório Nacional do Rede
Sustentabilidade (REDE) em 02.5.2016 (fls. 02-60).
A Assessoria de Exame de Contas Eleitorais e Partidárias (Asepa) informa (Informação nº 175/2017) que os procedimentos
técnicos adotados para a análise da presente contabilidade observaram as regras previstas na Res.-TSE nº 23.432/2014 e na
jurisprudência deste Tribunal Superior, bem como sugere a notificação do Partido para regularizar a apresentação da prestação
de contas, porquanto ausentes documentos obrigatórios estabelecidos no art. 29 da Res.-TSE nº 23.464/2015.
Ante o exposto:
a) intime-se o órgão partidário para atender às diligências propostas no item 6, letras "a" a "j" do parecer da Asepa (fls. 73-4) no
prazo de 20 (vinte) dias;
b) proceda a Asepa à técnica de circularização (art. 35, § 3º, I a IV, da Res.-TSE nº 23.464/2015), mencionada no item 8 referida
informação, com o fim de possibilitar o confronto entre os valores declarados pelo REDE e os mencionados pelos doadores,
fornecedores, instituições bancárias e demais órgãos públicos.
c) retifique-se a autuação para fazer constar o nome das partes responsáveis pelo órgão partidário.
À Secretaria Judiciária para as providências cabíveis.
Brasília, 28 de novembro de 2017.

Ministra ROSA WEBER


Relatora

PUBLICAÇÃO DE DESPACHO Nº 428/2017 - CPADI

PRESTAÇÃO DE CONTAS Nº 229-97.2013.6.00.0000 BRASÍLIA-DF


REQUERENTE: PARTIDO DA REPÚBLICA (PR) - NACIONAL
ADVOGADA: ANA DANIELA LEITE E AGUIAR - OAB: 11653/DF
REQUERENTE: ALFREDO PEREIRA DO NASCIMENTO, PRESIDENTE
REQUERENTE: JUCIVALDO SALAZAR PEREIRA, 1º TESOUREIRO
RELATOR: MINISTRO TARCISIO VIEIRA DE CARVALHO NETO
PROTOCOLO: 9.305/2013

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estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil, podendo ser acessado no endereço eletrônico http://www.tse.jus.br
Ano 2017, Número 237 Brasília, quinta-feira, 7 de dezembro de 2017 Página 1 5

DESPACHO
Citem-se o partido e seus responsáveis, com urgência, pela via mais célere, inclusive por meio postal (sedex), para
apresentarem defesa, especificando as provas que pretendem produzir, no prazo de 15 dias, sob pena de preclusão, nos termos
do art. 38 da Res.-TSE nº 23.464/2015, devendo, ainda, na referida ocasião, serem intimados os responsáveis partidários para
regularizarem sua representação processual, com a apresentação da respectiva procuração outorgada a advogado, nos termos
do que preceitua os arts. 43 e 44 da Res.- TSE n° 23.464/2015.
Publique-se.
Brasília, 5 de dezembro de 2017.

Ministro Tarcisio Vieira de Carvalho Neto


Relator

PUBLICAÇÃO DE DESPACHO Nº 429/2017 CPADI

PROPAGANDA PARTIDÁRIA Nº 530-39.2016.6.00.0000 BRASÍLIA-DF


REQUERENTE: PARTIDO SOCIAL DEMOCRATA CRISTÃO (PSDC) - NACIONAL
MINISTRO ADMAR GONZAGA
PROTOCOLO: 13.606/2016

REFERÊNCIA: PROTOCOLO Nº 9.451/2017


INTERESSADA: RÁDIO E TELEVISÃO BANDEIRANTES S/A (BAND)
ADVOGADOS: ALEXANDRE FIDALGO OAB Nº 172.650/SP

DESPACHO
Por decisão de fls. 294-296, determinei, de forma excepcional, que a propaganda partidária em bloco do Partido Social
Democrata Cristão (PSDC), fosse transmitida em 5.12.2017.
A Rádio e Televisão Bandeirantes S/A apresentou petição às fls. 336-337, na qual afirma que o PSDC não apresentou o material
a ser veiculado na propaganda partidária, infringindo o art. 46, § 5º, da Lei 9.096/95.
Informa que liberará o espaço reservado ao partido para a programação normal de todas as TVs e rádios, consoante dispõe o
art. 7º, § 1º, da Res.-TSE 20.034.
Em face disso, intime-se o partido, para que se manifeste, por meio de seu advogado e no prazo de cinco dias, sobre o conteúdo
da petição de fls. 336-337.
Publique-se.
Brasília, 5 de dezembro de 2017.
Ministro Admar Gonzaga
Relator

Coordenadoria de Processamento - Seção de Processamento III

Intimação

PUBLICAÇÃO DE INTIMAÇÃO Nº 279/2017 - SEPROC3

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Ano 2017, Número 237 Brasília, quinta-feira, 7 de dezembro de 2017 Página 1 6

SEPROC3

RECURSO ESPECIAL ELEITORAL Nº 973-39.2012.6.26.0086 PEDERNEIRAS-SP 86ª Zona Eleitoral (PEDERNEIRAS)


RECORRENTE: IVANA MARIA BERTOLINI CAMARINHA
ADVOGADOS: ALEXANDRE BISSOLI - OAB: 298685/SP E OUTROS
RECORRENTES: JOSÉ EDUARDO CURY SALEME E OUTROS
ADVOGADOS: FRANCILIANO BACCAR - OAB: 169931/SP E OUTROS
RECORRIDOS: IVANA MARIA BERTOLINI CAMARINHA E OUTROS
ADVOGADOS: ALEXANDRE BISSOLI - OAB: 298685/SP E OUTROS
RECORRIDOS: JOSÉ EDUARDO CURY SALEME E OUTROS
ADVOGADOS: FRANCILIANO BACCAR - OAB: 169931/SP E OUTROS
Ministro Tarcisio Vieira de Carvalho Neto
Protocolo: 5.534/2016

Ficam intimadas as partes, por seus advogados, da formação de autos suplementares extraídas do RECURSO ESPECIAL
ELEITORAL Nº 973-39.2012.6.26.0086, em cumprimento ao despacho de 27.11.2017.
Daniel Vasconcelos Borges Netto
Coordenador de Processamento

Coordenadoria de Acórdãos e Resoluções

Acórdão

PUBLICAÇÃO DE DECISÕES Nº 400/2017

ACÓRDÃOS

AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL ELEITORAL Nº 19-84.2016.6.13.0192 CLASSE 32 NEPOMUCENO MINAS


GERAIS
Relator: Ministro Tarcisio Vieira de Carvalho Neto
Agravante: Ministério Público Eleitoral
Agravado: Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) Municipal
Advogados: Jessica Cristine Andrade Gomes OAB: 174178/MG e outros

Ementa:
AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO ESPECIAL. PRESTAÇÃO DE CONTAS. PARTIDO POLÍTICO. EXERCÍCIO FINANCEIRO DE 2015.
DECLARAÇÃO DE AUSÊNCIA DE MOVIMENTAÇÃO FINANCEIRA. IRREGULARIDADE. AUSÊNCIA DE ABERTURA DE CONTA
BANCÁRIA. DESAPROVAÇÃO. MATÉRIA PREQUESTIONADA. DESPROVIMENTO.
1. In casu, trata-se de prestação de contas partidárias relativas ao exercício financeiro de 2015, a qual foi apresentada em
29.4.2016 mediante declaração de ausência de movimentação de recursos, nos moldes previstos no art. 28, § 3°, da Res-TSE n°
23.464/2015. A Corte Regional julgou não prestadas as contas, por ter constatado nos autos que a agremiação recebeu o valor
de R$ 500,00 (quinhentos reais) e o repassou ao diretório estadual, sem que houvesse procedido a abertura de conta bancária
específica para transitar o referido montante.
2. Nas razões do regimental, o Parquet argumenta que não houve o prequestionamento em relação à aplicação do art. 46, III, c,

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Ano 2017, Número 237 Brasília, quinta-feira, 7 de dezembro de 2017 Página 1 7

da Res.-TSE nº 23.464/2015, ou seja, a questão fática e jurídica deveria ter sido enfrentada pelo Tribunal Regional, não podendo
esta Corte Superior conhecer de matéria não discutida na instância inferior.
3. Todavia, no caso vertente, o conteúdo da norma jurídica tida por violada foi efetivamente analisado pela instância inferior.
4. O prequestionamento não exige expressa indicação da norma afrontada pela decisão impugnada, bastando para tanto que a
matéria nela versada tenha sido efetivamente decidida.
5. Agravo regimental desprovido.

Acordam os ministros do Tribunal Superior Eleitoral, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos
do voto do relator.
Brasília, 14 de novembro de 2017.
Presidência do Ministro Luiz Fux. Presentes a Ministra Rosa Weber, os Ministros Napoleão Nunes Maia Filho, Jorge Mussi,
Admar Gonzaga e Tarcisio Vieira de Carvalho Neto, e o Vice-Procurador-Geral Eleitoral, Humberto Jacques de Medeiros.
Ausente, ocasionalmente, o Ministro Gilmar Mendes.

AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL ELEITORAL Nº 40-51.2016.6.18.0053 CLASSE 32 COCAL PIAUÍ


Relator: Ministro Tarcisio Vieira de Carvalho Neto
Agravante: Ministério Público Eleitoral
Agravado: Gilson da Rocha Fernandes e outro
Advogados: Leandro Cavalcante de Carvalho OAB: 5973/PI e outro

Ementa:
ELEIÇÕES 2016. AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO ESPECIAL. REPRESENTAÇÃO. PROPAGANDA ELEITORAL ANTECIPADA
NEGATIVA. INTERNET. NÃO CONFIGURAÇÃO. MULTA AFASTADA. DESPROVIMENTO.
1. Conforme declinado no decisum ora agravado, não há elementos descritos na moldura fática do voto condutor do acórdão
regional que possam caracterizar extrapolação do direito à liberdade de expressão e pensamento.
2. Consoante já decidiu esta Corte, "não tendo sido identificada nenhuma ofensa à honra de terceiros, falsidade, utilização de
recursos financeiros, públicos ou privados, interferência de órgãos estatais ou de pessoas jurídicas e, sobretudo, não estando
caracterizado ato ostensivo de propaganda eleitoral, a livre manifestação do pensamento não pode ser limitada" (REspe nº 29-
49/RJ, Rel. Min. Henrique Neves da Silva, DJe de 25.8.2014).
3. No conteúdo da mensagem impugnada, transcrita na íntegra no acórdão recorrido, não há ofensa propriamente dita, mas
sim críticas políticas, ainda que incisivas e desabonadoras, as quais são insuficientes para a configuração da propaganda
eleitoral antecipada negativa.
4. As críticas a adversários políticos, mesmo que veementes, fazem parte do jogo democrático, de modo que a intervenção da
Justiça Eleitoral somente deve ocorrer quando há ofensa à honra ou divulgação de fatos sabidamente inverídicos.
5. Não há no agravo regimental argumento que se sobreponha aos fundamentos lançados na decisão impugnada.
6. Agravo regimental desprovido.

Acordam os ministros do Tribunal Superior Eleitoral, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos
do voto do relator.
Brasília, 14 de novembro de 2017.
Presidência do Ministro Luiz Fux. Presentes a Ministra Rosa Weber, os Ministros Napoleão Nunes Maia Filho, Jorge Mussi,
Admar Gonzaga e Tarcisio Vieira de Carvalho Neto, e o Vice-Procurador-Geral Eleitoral, Humberto Jacques de Medeiros.
Ausente, ocasionalmente, o Ministro Gilmar Mendes.

AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL ELEITORAL Nº 63-61.2015.6.13.0282 CLASSE 32 VIÇOSA MINAS GERAIS
Relatora originária: Ministra Rosa Weber
Redator para o acórdão: Ministro Tarcisio Vieira de Carvalho Neto
Agravante: Viçosa Comunicação e Marketing Ltda. ME

Diário da Justiça Eletrônico do Tribunal Superior Eleitoral. Documento assinado digitalmente conforme MP n. 2.200-2/2001, de 24.8.2001, que institui a Infra
estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil, podendo ser acessado no endereço eletrônico http://www.tse.jus.br
Ano 2017, Número 237 Brasília, quinta-feira, 7 de dezembro de 2017 Página 1 8

Advogados: Marconi Jorge Rodrigues da Cunha OAB: 102916/MG e outros


Agravado: Ministério Público Eleitoral

Ementa:
ELEIÇÕES 2014. AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO ESPECIAL. REPRESENTAÇÃO. DOAÇÃO DE RECURSOS ACIMA DO LIMITE
LEGAL. PESSOA JURÍDICA. PROCEDÊNCIA PARCIAL NA ORIGEM. MULTA FIXADA NO MÍNIMO LEGAL. RECURSO ESPECIAL
PROVIDO PARA APLICAR, TAMBÉM, A SANÇÃO DE PROIBIÇÃO DE PARTICIPAR DE LICITAÇÕES E DE CELEBRAR CONTRATOS COM
O PODER PÚBLICO PELO PRAZO DE CINCO ANOS. PROVIMENTO DO AGRAVO REGIMENTAL PARA RESTABELECER O ACÓRDÃO
REGIONAL.
1. Na linha da jurisprudência firmada no âmbito do TSE, a violação do art. 81 da Lei nº 9.504/97 não sujeita o infrator,
cumulativamente, às penas de multa e de proibição de contratar com o Poder Público, as quais decorrem da gravidade da
infração e devem observar os princípios da proporcionalidade e da razoabilidade (Precedente: AI nº 68-15/SP, DJe de 2.8.2017).
2. In casu, o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE/MG), soberano no exame do caderno probatório, afastou a
proibição de participar de licitações e de celebrar contratos com o Poder Público pelo período de cinco anos imposta à empresa
doadora e manteve a multa fixada no mínimo legal. Com a ressalva ao valor doado, não há, no acórdão atacado, subsídios que
possam ostentar a gravidade da conduta a ponto de viabilizar a cumulação das sanções.
3. Agravo regimental provido para restabelecer o acórdão regional.

Acordam os ministros do Tribunal Superior Eleitoral, por maioria, em dar provimento ao agravo regimental para afastar a
sanção de proibição de participar de licitações públicas e de celebrar contratos com o Poder Público, pelo prazo de cinco anos,
mantida a aplicação da multa, nos termos do voto do Ministro Tarcisio Vieira de Carvalho Neto.
Brasília, 26 de outubro de 2017.
Presidência do Ministro Luiz Fux. Presentes a Ministra Rosa Weber, os Ministros Napoleão Nunes Maia Filho, Jorge Mussi,
Tarcisio Vieira de Carvalho Neto e Sérgio Banhos, e o Vice-Procurador-Geral Eleitoral, Humberto Jacques de Medeiros. Ausente,
ocasionalmente, o Ministro Gilmar Mendes. Registrada a presença da Dra. Carolina Andrade Sanchez Lobo, advogada da
agravante.

AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO NO RECURSO ESPECIAL ELEITORAL Nº 65-48.2011.6.20.0000 CLASSE


32 NATAL RIO GRANDE DO NORTE
Relator: Ministro Gilmar Mendes
Agravante: Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) Regional
Advogados: Maria Claudia Bucchianeri Pinheiro OAB: 25341/DF e outros

Ementa:
AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO EM RECURSO ESPECIAL ELEITORAL. REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE
RECURSAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. DESPROVIMENTO.
1. A análise dos pressupostos de admissibilidade de recursos internos agravo regimental possui natureza infraconstitucional,
não ensejando o cabimento de recurso extraordinário por ausência de repercussão geral da matéria. Tema 181.
2. Agravo regimental desprovido.

Acordam os ministros do Tribunal Superior Eleitoral, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos
do voto do relator.
Brasília, 14 de novembro de 2017.
Presidência do Ministro Gilmar Mendes. Presentes a Ministra Rosa Weber, os Ministros Luiz Fux, Napoleão Nunes Maia Filho,
Jorge Mussi, Admar Gonzaga e Tarcisio Vieira de Carvalho Neto, e o Vice-Procurador-Geral Eleitoral, Humberto Jacques de
Medeiros.

EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO NO RECURSO ESPECIAL ELEITORAL


Nº 350-96.2016.6.21.0110 CLASSE 32 TRAMANDAÍ RIO GRANDE DO SUL
Relator: Ministro Gilmar Mendes

Diário da Justiça Eletrônico do Tribunal Superior Eleitoral. Documento assinado digitalmente conforme MP n. 2.200-2/2001, de 24.8.2001, que institui a Infra
estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil, podendo ser acessado no endereço eletrônico http://www.tse.jus.br
Ano 2017, Número 237 Brasília, quinta-feira, 7 de dezembro de 2017 Página 1 9

Embargante: Luiz Paulo do Amaral Cardoso


Advogados: Antônio Augusto Mayer dos Santos OAB: 38343/RS e outro
Embargado: Ministério Público Eleitoral

Ementa:
ELEIÇÕES 2016. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. REGISTRO DE CANDIDATURA. CRIME CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA. AUSÊNCIA
DE OMISSÃO, CONTRADIÇÃO OU OBSCURIDADE. REJEITADOS.
1. Não há omissão, contradição ou obscuridade no acórdão embargado. Pretensão de novo julgamento da causa, o que não se
coaduna com a via dos declaratórios, nos termos do art. 275 do Código Eleitoral.
2. Na linha da jurisprudência do TSE, "a omissão apta a ser suprida pelos declaratórios é aquela advinda do próprio julgamento
e prejudicial à compreensão da causa, não aquela deduzida com o fito de provocar o rejulgamento da demanda ou modificar o
entendimento manifestado pelo julgador" (ED-AgR-AI nº 10.804/PA, rel. Min. Marcelo Ribeiro, julgados em 3.11.2010).
3. Embargos de declaração rejeitados.

Acordam os ministros do Tribunal Superior Eleitoral, por unanimidade, em rejeitar os embargos de declaração, nos termos do
voto do relator.
Brasília, 19 de outubro de 2017.
Presidência do Ministro Gilmar Mendes. Presentes a Ministra Rosa Weber, os Ministros Luiz Fux, Herman Benjamin, Napoleão
Nunes Maia Filho, Admar Gonzaga e Tarcisio Vieira de Carvalho Neto, e o Vice-Procurador-Geral Eleitoral, Humberto Jacques de
Medeiros.

EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO NO AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº


3759-15. 2014.6.13.0000 CLASSE 6 BELO HORIZONTE MINAS GERAIS
Relator: Ministro Gilmar Mendes
Embargante: Durval Ângelo Andrade
Advogados: Edilene Lôbo OAB: 74557/MG e outro
Embargado: Ministério Público Eleitoral

Ementa:
ELEIÇÕES 2014. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. PRESTAÇÃO DE CONTAS. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE. REJEIÇÃO DOS EMBARGOS.
1. Não há omissão, contradição ou obscuridade no acórdão embargado. Pretensão de novo julgamento da causa.
2. Na linha da jurisprudência do TSE, "a omissão apta a ser suprida pelos declaratórios é aquela advinda do próprio julgamento
e prejudicial à compreensão da causa, não aquela deduzida com o fito de provocar o rejulgamento da demanda ou modificar o
entendimento manifestado pelo julgador" (ED-AgR-AI nº 10.804/PA, rel. Min. Marcelo Ribeiro, julgados em 3.11.2010).
3. Embargos de declaração rejeitados.

Acordam os ministros do Tribunal Superior Eleitoral, por unanimidade, em rejeitar os embargos de declaração, nos termos do
voto do relator.
Brasília, 14 de novembro de 2017.
Presidência do Ministro Gilmar Mendes. Presentes a Ministra Rosa Weber, os Ministros Luiz Fux, Napoleão Nunes Maia Filho,
Jorge Mussi, Admar Gonzaga e Tarcisio Vieira de Carvalho Neto, e o Vice-Procurador-Geral Eleitoral, Humberto Jacques de
Medeiros.

AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO Nº 1945-92.2014.6.12.0000 CLASSE 37 CAMPO GRANDE MATO


GROSSO
DO SUL
Relator: Ministro Admar Gonzaga

Diário da Justiça Eletrônico do Tribunal Superior Eleitoral. Documento assinado digitalmente conforme MP n. 2.200-2/2001, de 24.8.2001, que institui a Infra
estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil, podendo ser acessado no endereço eletrônico http://www.tse.jus.br
Ano 2017, Número 237 Brasília, quinta-feira, 7 de dezembro de 2017 Página 2 0

Agravante: Flávio Esgaib Kayatt


Advogados: Jadson Pereira Gonçalves OAB: 11026/MS e outros
Agravada: Coligação Mato Grosso do Sul com a Força de Todos III
Advogados: Tássia Christina B. G. de Arruda OAB: 17521/MS e outros

Ementa:
AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO ORDINÁRIO. AÇÃO DE INVESTIGAÇÃO JUDICIAL ELEITORAL. CONDUTA VEDADA.
BENEFICIÁRIO. CONFIGURAÇÃO.
1. O reconhecimento da prática de conduta vedada, prevista no art. 73 da Lei. 9.504/97 também recai sobre aquele que se
beneficiou da conduta, independentemente de ser agente público. Precedente.
2. Ficou comprovada nos autos a utilização de veículo cedido à prefeitura em proveito de campanha eleitoral, razão pela qual
se evidencia a prática da conduta ilícita do art. 73, I, da Lei 9.504/97, devendo ser imposta ao réu a sanção de multa, com base
nos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade.
3. Nos termos da jurisprudência desta Corte Superior, reconhecida a prática das condutas vedadas previstas no art. 73 da Lei
9.504/97, devem ser impostas as sanções previstas em lei, independentemente da comprovação de eventual potencialidade de
influência do ato no equilíbrio da disputa eleitoral.
Agravo regimental a que se nega provimento.

Acordam os ministros do Tribunal Superior Eleitoral, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos
do voto do relator.
Brasília, 3 de outubro de 2017.
Presidência do Ministro Gilmar Mendes. Presentes a Ministra Rosa Weber, os Ministros Luiz Fux, Herman Benjamin, Napoleão
Nunes Maia Filho, Admar Gonzaga e Tarcisio Vieira de Carvalho Neto, e o Vice-Procurador-Geral Eleitoral, Humberto Jacques de
Medeiros.

RECURSO ESPECIAL ELEITORAL Nº 176-06.2016.6.05.0087 CLASSE 32 RUY BARBOSA BAHIA


Relator: Ministro Admar Gonzaga
Recorrentes: Coligação Trabalho e Transparência e outra
Advogados: Tiago Leal Ayres OAB: 22219/BA e outros
Recorrida: Coligação Unidos com o Povo II
Advogados: Carol Dratovsky Góes OAB: 45200/BA e outros

Ementa:
RECURSO ESPECIAL. REGISTRO DE CANDIDATURA. INTEMPESTIVIDADE. ALEGAÇÃO DE VÍCIO NA PUBLICAÇÃO DA SENTENÇA.
PROVIMENTO.
1. Nos termos do art. 52, § 1º, da Res.-TSE 23.455,
a decisão que apreciar o registro de candidatura será publicada em cartório, passando a correr desse momento o prazo de três
dias para a interposição de recurso para o Tribunal Regional Eleitoral.
2. A publicação da sentença em cartório, como toda intimação, deve permitir a ciência formal do referido ato processual, a
qual se efetiva pela correta identificação, no corpo do provimento jurisidicional ou do ato cartorário que o afixar em secretaria,
do nome das partes e dos procuradores.
3. No caso, da publicação da sentença em secretaria constou apenas o nome da coligação requerente do Demonstrativo de
Regularidade de Atos Partidários (DRAP), tendo sido ignoradas, por completo, as partes impugnantes do registro e os
respectivos advogados.
4. Conquanto se trate de regra alusiva à publicação em órgãos oficiais, o art. 272, § 2º, do Código de Processo Civil pode ser
tomado como parâmetro para aferir a regularidade da publicação em secretaria ou no mural do cartório.
Recurso especial provido, a fim de reformar o acórdão regional que reconheceu a intempestividade do recurso eleitoral.

Diário da Justiça Eletrônico do Tribunal Superior Eleitoral. Documento assinado digitalmente conforme MP n. 2.200-2/2001, de 24.8.2001, que institui a Infra
estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil, podendo ser acessado no endereço eletrônico http://www.tse.jus.br
Ano 2017, Número 237 Brasília, quinta-feira, 7 de dezembro de 2017 Página 2 1

Acordam os ministros do Tribunal Superior Eleitoral, por unanimidade, em dar provimento ao recurso especial a fim de
determinar o retorno dos autos ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia, nos termos do voto do relator.
Brasília, 7 de novembro de 2017.
Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Rosa Weber, Alexandre de Moraes, Napoleão Nunes Maia Filho, Jorge
Mussi, Admar Gonzaga e Carlos Bastide Horbach.Vice-Procurador-Geral Eleitoral: Humberto Jacques de Medeiros.

AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL ELEITORAL Nº 99-34.2016.6.17.0096 CLASSE 32 OROBÓ PERNAMBUCO


Relator: Ministro Admar Gonzaga
Agravante: Ministério Público Eleitoral
Agravante: Eduardo Gabriel Barbosa
Advogados: Jarbas de Andrade Borges Filho OAB: 35619/PE e outros
Agravado: Cleber José de Aguiar da Silva
Advogados: Leopoldo Wagner Andrade da Silveira OAB: 5863/PB e outros
Agravado: Severino Luiz Pereira de Abreu
Advogados: Leopoldo Wagner Andrade da Silveira OAB: 1556-A/PE e outros

Ementa:
ELEIÇÕES 2016. AGRAVO REGIMENTAL. AÇÃO DE INVESTIGAÇÃO JUDICIAL ELEITORAL. ABUSO DE PODER POLÍTICO E DE PODER
ECONÔMICO. RECURSO ESPECIAL.
1. O Tribunal de origem, soberano na análise de fatos e provas, assentou que as referências elogiosas ao gestor partiram de
populares, não se tratando de propaganda institucional. A revisão desse entendimento demandaria o reexame do contexto
fático-probatório, a teor do verbete sumular 24 do TSE.
2. Segundo constou do acórdão regional, a alegada conduta vedada decorrente da distribuição de bens em ano eleitoral teria
beneficiado apenas 27 pessoas, o que não foi considerado grave no contexto da campanha a ponto de justificar a cassação do
diploma, entendimento que se coaduna com a jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral.
3. "Nem toda conduta vedada, nem todo abuso do poder político acarretam a automática cassação de registro ou de diploma,
competindo à Justiça Eleitoral exercer um juízo de proporcionalidade entre a conduta praticada e a sanção a ser imposta"
(REspe 336-45, rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 17.4.2015).
Agravos regimentais aos quais se nega provimento.

Acordam os ministros do Tribunal Superior Eleitoral, por unanimidade, em negar provimento aos agravos regimentais, nos
termos do voto do relator.
Brasília, 7 de novembro de 2017.
Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Rosa Weber, Alexandre de Moraes, Napoleão Nunes Maia Filho, Jorge
Mussi, Admar Gonzaga e Carlos Bastide Horbach.Vice-Procurador-Geral Eleitoral: Humberto Jacques de Medeiros.

AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL ELEITORAL Nº 29-11.2016.6.14.0028 CLASSE 32 BELÉM PARÁ


Relator: Ministro Tarcisio Vieira de Carvalho Neto
Agravante: Ministério Público Eleitoral
Agravado: José Wilson Costa Araújo
Advogados: Rafael Oliveira Lima OAB: 21059/PA e outros

Ementa:
ELEIÇÕES 2016. AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO ESPECIAL. REPRESENTAÇÃO. PROPAGANDA ELEITORAL ANTECIPADA.
ADESIVOS JUSTAPOSTOS. AUSÊNCIA DE PEDIDO EXPLÍCITO DE VOTO.
ART. 36-A DA LEI Nº 9.504/97. PROPAGANDA NÃO CONFIGURADA. ARGUMENTOS INAPTOS PARA AFASTAR OS FUNDAMENTOS
DA DECISÃO AGRAVADA. DESPROVIMENTO.

Diário da Justiça Eletrônico do Tribunal Superior Eleitoral. Documento assinado digitalmente conforme MP n. 2.200-2/2001, de 24.8.2001, que institui a Infra
estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil, podendo ser acessado no endereço eletrônico http://www.tse.jus.br
Ano 2017, Número 237 Brasília, quinta-feira, 7 de dezembro de 2017 Página 2 2

1. "O reenquadramento jurídico, que não se confunde com o reexame do arcabouço fático-probatório, é possível, em sede
extraordinária, por tratar-se de quaestio iuris" (AgR-REspe nº 685-79/SP, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 25.10.2016).
2. Na espécie, o Tribunal a quo assentou que a irregularidade verificada "consiste não na mensagem veiculada no carro de som,
mas nos adesivos justapostos na parte lateral do veículo, com padrões de propaganda eleitoral (foto do pré-candidato, cargo e
cores do partido), os quais conjuntamente criam efeito visual superior àquele admitido em lei" (fl. 84).
3. Embora tenha a Corte de origem concluído, com fulcro no disposto nos arts. 36 e 38 da Lei nº 9.504/97, pela existência de
propaganda eleitoral antecipada, verifica-se, da moldura fática delineada no voto condutor do acórdão regional, a inexistência
de pedido expresso de voto nas inscrições dos adesivos examinados.
4. De acordo com a moderna interpretação jurisprudencial e doutrinária acerca do art. 36-A da Lei nº 9.504/97, a publicidade
que contenha a menção à pré-candidatura, mas sem pedido explícito de votos, ainda que realizada em adesivos justapostos,
não configura propaganda eleitoral extemporânea.
5. As razões postas no agravo regimental não afastam os fundamentos lançados na decisão agravada.
6. Agravo regimental desprovido.

Acordam os ministros do Tribunal Superior Eleitoral, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos
do voto do relator.
Brasília, 3 de outubro de 2017.
Presidência do Ministro Gilmar Mendes. Presentes a Ministra Rosa Weber, os Ministros Luiz Fux, Herman Benjamin, Napoleão
Nunes Maia Filho, Admar Gonzaga e Tarcisio de Vieira de Carvalho Neto, e o Vice-Procurador-Geral Eleitoral, Humberto Jacques
de Medeiros.

RECURSO ESPECIAL ELEITORAL Nº 550-80.2016.6.13.0125 CLASSE 32 GUAXUPÉ MINAS GERAIS


Relator: Ministro Tarcisio Vieira de Carvalho Neto
Recorrente: Ministério Público Eleitoral
Recorrida: Luzia Angelini Silva
Advogados: Luis André de Araújo Vasconcelos OAB: 118484/MG e outros

Ementa:
ELEIÇÕES 2016. RECURSO ESPECIAL. RECURSO CONTRA EXPEDIÇÃO DE DIPLOMA RCED. VEREADOR. CONDENAÇÃO.
IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. SUPOSTA INELEGIBILIDADE DA ALÍNEA DO INCISO I DO ARTIGO 1º DA LC N. 64/90.
JULGAMENTO COLEGIADO PELO TRIBUNAL DE JUSTIÇA. ACÓRDÃO CONDENATÓRIO SUSPENSO POR FORÇA DE LIMINAR. ART.
26-C DA LC N. 64/90. REVOGAÇÃO DA TUTELA, COM A NEGATIVA DE SEGUIMENTO AO RECURSO ESPECIAL PELO STJ, EM DATA
POSTERIOR À DAS ELEIÇÕES, EMBORA ANTERIOR À DA DIPLOMAÇÃO DOS ELEITOS. SÚMULA N. 47/TSE. INCIDÊNCIA. TESE
TRAZIDA EM CONTRARRAZÕES. ACÓRDÃO RECORRIDO. MANUTENÇÃO. FUNDAMENTO DIVERSO. DESPROVIMENTO.
1. O argumento da defesa, de não cabimento do RCED, dado o marco temporal final para a verificação da causa de
inelegibilidade, foi trazido em contrarrazões ao recurso especial, pelo que cognoscível.
2. In casu, a candidata eleita teve o seu diploma impugnado na via do recurso contra expedição de diploma (art. 262 do Código
Eleitoral) porque condenada por improbidade administrativa, em decisão colegiada, cujos efeitos, suspensos por força de
medida liminar deferida pelo STJ com base no art. 26-C da LC n. 64/90, foram restaurados em data posterior à do pleito,
embora anterior à da diplomação.
3. O TRE, por entender que inelegibilidade suspensa não equivale à inelegibilidade superveniente, para fins do marco temporal
previsto na parte final do Enunciado Sumular n. 47/TSE, rejeitou a preliminar de não cabimento do presente RCED. No mérito,
porém, a ele negou provimento, pois ausente um dos requisitos da inelegibilidade do art. 1º, I, l, da Lei Complementar n. 64/90,
qual seja, o do enriquecimento ilícito.
4. O acórdão recorrido não está em conformidade com o posicionamento do TSE, na linha de que, "ultrapassada a possibilidade
de arguição em sede de registro de candidatura, as inelegibilidades previstas no caput do art. 26-C da LC n. 64/90 podem ser
arguidas no Recurso Contra Expedição de Diploma (RCED), desde que a manutenção da condenação, da qual decorriam ou a
revogação de liminar apta a suspendê-las, tenha ocorrido até a data da eleição" (AgR-REspe n. 393-10/BA, Rel. Min. Luciana
Lóssio, DJe de 15.2.2016). É justamente o que preconizado no Enunciado Sumular n. 47/TSE: "a inelegibilidade superveniente
que autoriza a interposição de recurso contra expedição de diploma, fundado no art. 262 do Código Eleitoral, é aquela de índole
constitucional ou, se infraconstitucional, superveniente ao registro de candidatura, e que surge até a data do pleito".
5. Eventual revisão de enunciado sumular, ex vi do art. 927, § 4º, do CPC, deve levar em consideração os princípios da
segurança jurídica, da proteção da confiança e da isonomia, os quais, para além de recomendar não seja procedida no caso

Diário da Justiça Eletrônico do Tribunal Superior Eleitoral. Documento assinado digitalmente conforme MP n. 2.200-2/2001, de 24.8.2001, que institui a Infra
estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil, podendo ser acessado no endereço eletrônico http://www.tse.jus.br
Ano 2017, Número 237 Brasília, quinta-feira, 7 de dezembro de 2017 Página 2 3

concreto (nem para pleito já transcorrido), denotam a imperiosa necessidade de se evitar surpresa ao jurisdicionado, sobretudo
na seara eleitoral, na qual o voto depositado pelo eleitor leva sempre em consideração a situação, que se pretende a mais
estável possível, do candidato na data da eleição.
6. Conforme assentou o Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Recurso Extraordinário n. 637.485, "no âmbito eleitoral, a
segurança jurídica assume a sua face de princípio da confiança para proteger a estabilização das expectativas de todos aqueles
que de alguma forma participam dos prélios eleitorais. A importância fundamental do princípio da segurança jurídica para
regular transcurso dos processos eleitorais está plasmada no princípio da anterioridade eleitoral positivado no art. 16 da
Constituição".
7. Recurso especial ao qual se nega provimento, mantendo-se, por fundamento diverso, a conclusão da Corte Regional quanto
ao desprovimento do recurso contra expedição de diploma.

Acordam os ministros do Tribunal Superior Eleitoral, por maioria, em negar provimento ao recurso especial eleitoral, nos
termos do voto do relator.
Brasília, 17 de outubro de 2017.
Presidência do Ministro Gilmar Mendes. Presentes a Ministra Rosa Weber, os Ministros Luiz Fux, Herman Benjamin, Napoleão
Nunes Maia Filho, Tarcisio Vieira de Carvalho Neto e Sérgio Banhos, e o Vice-Procurador-Geral Eleitoral, Humberto Jacques de
Medeiros.

PUBLICAÇÃO DE DECISÕES Nº 402/2017

AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 2-68. 2017.6.00.0000 CLASSE 6 DESCALVADO SÃO PAULO
Relator: Ministro Luiz Fux
Agravante: Ministério Público Eleitoral
Agravados: Luís Antônio Panone e outro
Advogados: Andreia Ferraz Marini OAB: 258640/SP e outros

Ementa:
ELEIÇÕES 2012. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ESPECIAL COM AGRAVO. CAPTAÇÃO ILÍCITA DE SUFRÁGIO (ART. 41-A DA
LEI DAS ELEIÇÕES). TÉRMINO DO MANDATO. PERDA SUPERVENIENTE DO OBJETO. ILÍCITO ELEITORAL QUE RECLAMA A
APLICAÇÃO, CUMULATIVAMENTE, DA PENALIDADE DE MULTA E DA CASSAÇÃO DO DIPLOMA OU DO REGISTRO.
IMPOSSIBILIDADE DE RECONHECIMENTO DA INELEGIBILIDADE DO ART. 1º, I, J, DA LC Nº 64/90 EM PLEITOS FUTUROS.
APLICAÇÃO DA PENA DE CASSAÇÃO DO DIPLOMA OU DO REGISTRO COMO PRESSUPOSTO DE INCIDÊNCIA. PREJUDICIALIDADE
DO RECURSO. MANUTENÇÃO DA DECISÃO AGRAVADA POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. AGRAVO REGIMENTAL
DESPROVIDO.
1. O decurso do prazo recursal para o Parquet se inicia a partir da sua intimação pessoal, consoante o disposto no art. 18, II, h,
da Lei Complementar nº 75/93. Segundo remansosa jurisprudência, o termo inicial para contagem do tríduo legal para o MPE
refere-se à data de recebimento dos autos na sua secretaria.
2. As sanções previstas no art. 41-A da Lei n° 9.504/97, i.e., aplicação de multa e de cassação do registro ou do diploma, são
cumulativas.
3. Consectariamente, impõe-se a perda do objeto do presente recurso ante a impossibilidade de aplicação da pena de cassação
do diploma ou do registro, por força do término dos mandatos.
4. A causa restritiva do exercício do ius honorum prevista no art. 1º, I, j, da LC nº 64/90, demanda o preenchimento cumulativo
dos seguintes requisitos: (i) decisão transitada em julgado ou proferida por órgão colegiado da Justiça Eleitoral, (ii) a prática de
delitos eleitorais específicos (e.g., corrupção eleitoral, captação ilícita de sufrágio, doação, captação ou gastos ilícitos de
recursos de campanha e conduta vedada aos agentes públicos em campanhas eleitorais) e (iii) necessidade de o
pronunciamento judicial aplicar a cassação do registro ou do diploma.
5. No caso vertente, resta inviabilizada a aplicação da sanção de cassação do registro ou do diploma, circunstância que
desautoriza, quando da formalização do registro de candidatura em pleitos vindouros, a incidência da inelegibilidade da alínea j.
6. Agravo regimental desprovido.

Acordam os ministros do Tribunal Superior Eleitoral, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos
do voto do relator.
Brasília, 9 de novembro de 2017.

Diário da Justiça Eletrônico do Tribunal Superior Eleitoral. Documento assinado digitalmente conforme MP n. 2.200-2/2001, de 24.8.2001, que institui a Infra
estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil, podendo ser acessado no endereço eletrônico http://www.tse.jus.br
Ano 2017, Número 237 Brasília, quinta-feira, 7 de dezembro de 2017 Página 2 4

Presidência do Ministro Gilmar Mendes. Presentes a Ministra Rosa Weber, os Ministros Luiz Fux, Napoleão Nunes Maia Filho,
Jorge Mussi, Admar Gonzaga e Carlos Bastide Horbach, e o Vice-Procurador-Geral Eleitoral, Humberto Jacques de Medeiros.

AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL ELEITORAL Nº 46-71. 2016.6.05.0101 CLASSE 32 RIO DE CONTAS BAHIA
Relator: Ministro Luiz Fux
Agravante: Coligação Rio de Contas do Bem e da Paz
Advogados: Henrique Tanajura OAB: 27047/BA e outros
Agravado: Cristiano Cardoso de Azevedo
Advogados: Danilo Moreira Rocha OAB: 34200/BA e outros

Ementa:
ELEIÇÕES 2016. AGRAVO INTERNO. RECURSO ESPECIAL. REGISTRO DE CANDIDATURA. CARGO. PREFEITO. IMPUGNAÇÃO.
DEFERIMENTO NAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. PRELIMINAR DE INTEMPESTIVIDADE DOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS
NA INSTÂNCIA A QUO. AFASTADA. MÉRITO. DESINCOMPATIBILIZAÇÃO. ART. 1°, II, L, DA LC N° 64/90. DESNECESSIDADE.
MÉDICO. ATUAÇÃO EM MUNICÍPIO DIVERSO DAQUELE NO QUAL LANÇOU A CANDIDATURA. EXERCÍCIO DA FUNÇÃO NA
LOCALIDADE DE LOTAÇÃO. EXTRAPOLAÇÃO NÃO COMPROVADA. DECISÃO MANTIDA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
1. A desincompatibilização consiste na faculdade outorgada ao cidadão para que proceda à sua desvinculação, fática ou
jurídica, de cargo, emprego ou função, públicas ou privadas, de que seja titular, nos prazos definidos pela legislação
constitucional ou infraconstitucional, de maneira a habilitá-lo para eventual candidatura aos cargos político-eletivos.
2. A ratio essendi do instituto reside na tentativa de coibir ou, ao menos, amainar que os pretensos candidatos valham-se
da máquina administrativa em benefício próprio, circunstância que, simultaneamente, macularia os princípios fundamentais
reitores da Administração Pública, vulneraria a igualdade de chances entre os players da competição eleitoral e amesquinharia a
higidez e a lisura das eleições.
3. A exigência da desincompatibilização não sói ocorrer nas hipóteses em que o exercício, por parte do pretenso candidato, de
funções, cargos ou empregos públicos ocorre em circunscrições distintas daquela em que concorrera. Vale dizer: o afastamento
do agente público é imposto quando o exercício do ofício se verificar na mesma circunscrição onde haverá a disputa eleitoral
em que o servidor se lançará candidato. Precedentes: AgR-REspe n° 262-90/CE, Rel. Min. Napoleão Nunes Maia Filho, PSESS em
8.11.2016; REspe nº 124-18/PI, Rel. Min. Laurita Vaz, DJe de 1º.7.2013; AgR-REspe nº 67-14/CE, Rel. Min. Henrique Neves, DJe
de 9.4.2013; e AgR-REspe nº 309-75/MG, Rel. Min. Marcelo Ribeiro, PSESS em 14.10.2008).
4. In casu,
a) o TRE/BA deferiu o pedido de registro de candidatura de Cristiano Cardoso de Azevedo, por concluir que
desincompatibilização é desnecessária na espécie, visto que o médico exerce suas funções em hospital público localizado em
Município distinto daquele no qual se lançou candidato e não há comprovação nos autos da suposta atuação profissional
desbordante do âmbito do Município de Livramento de Nossa Senhora.
b) a partir da análise da moldura fática do aresto hostilizado, constata-se, ainda, a inexistência de provas incontestes de
extrapolação da atuação médica em relação à sua lotação (i.e. Hospital Municipal de Livramento de Nossa Senhora/BA), bem
como o fato de esse hospital receber recursos do Município de Rio de Contas não faz, per se, prova do exercício da função no
âmbito dessa circunscrição municipal (em que pleiteia candidatura).
c) diante desse cenário, reputa-se irretocável a conclusão da Corte Regional proferida no acórdão integrativo, porquanto
ombreada com a jurisprudência perfilhada por este Tribunal Superior.
5. Agravo interno desprovido.

Acordam os ministros do Tribunal Superior Eleitoral, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos
do voto do relator
Brasília, 12 de setembro de 2017.
Presidência do Ministro Luiz Fux. Presentes a Ministra Rosa Weber, os Ministros Napoleão Nunes Maia Filho, Jorge Mussi,
Admar Gonzaga e Tarcisio Vieira de Carvalho Neto, e o Vice-Procurador-Geral Eleitoral, Nicolao Dino. Ausente, ocasionalmente,
o Ministro Gilmar Mendes.

AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL ELEITORAL Nº 69-89. 2016.6.12.0014 CLASSE 32 CAMAPUÃ MATO
GROSSO DO SUL
Relator: Ministro Luiz Fux

Diário da Justiça Eletrônico do Tribunal Superior Eleitoral. Documento assinado digitalmente conforme MP n. 2.200-2/2001, de 24.8.2001, que institui a Infra
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Ano 2017, Número 237 Brasília, quinta-feira, 7 de dezembro de 2017 Página 2 5

Agravante: Ministério Público Eleitoral


Agravado: Juarez Pereira
Advogados: Jaquessom Marcelino de Souza OAB: 2637/MS e outro

Ementa:
ELEIÇÕES 2016. REGISTRO DE CANDIDATURA. VEREADOR. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ESPECIAL ELEITORAL.
CONDENAÇÃO POR CRIME TIPIFICADO NO ART. 34 DA LEI Nº 9.605/98 (PESCA PREDATÓRIA). INELEGIBILIDADE DO ART. 1º, I, E,
DA LC Nº 64/90 NÃO CARACTERIZADA. AUSÊNCIA DE DECISÃO COLEGIADA OU DE TRÂNSITO EM JULGADO DE SENTENÇA PENAL
CONDENATÓRIA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
1. A condenação criminal proferida por órgão colegiado ou transitada em julgado consubstancia condição fático-jurídica
necessária à configuração da inelegibilidade insculpida na alínea "e", de modo que a ausência desse requisito na hipótese sub
examine desautoriza a incidência da causa de restrição do ius honorum sobre o Agravado.
2. As hipóteses restritivas do ius honorum devem ser interpretadas de forma restrita. Portanto, é irretocável o decisum
vergastado que deferiu o registro de candidatura do Agravado em virtude da ausência de configuração da inelegibilidade
prevista no art. 1º, I, e, item 3, da LC nº 64/90.
3. In casu, a causa de inelegibilidade descrita no art. 1°, I, e, da LC n° 64/90 não restou configurada porque o Tribunal Regional
Eleitoral assentou que o agravado interpôs recurso em sentido estrito em ação penal ainda em trâmite na Justiça Comum
Estadual, o qual foi recebido pelo magistrado e encontra-se pendente de julgamento pelo Tribunal de Justiça.
4. Sendo possível a modificação da condenação, não há que se falar em decisão colegiada ou trânsito em julgado de sentença
penal condenatória apta a atrair a suspensão dos direitos políticos do candidato.
5. Agravo regimental desprovido.

Acordam os ministros do Tribunal Superior Eleitoral, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos
do voto do relator.
Brasília, 19 de setembro de 2017.
Presidência do Ministro Gilmar Mendes. Presentes a Ministra Rosa Weber, os Ministros Luiz Fux, Herman Benjamin, Napoleão
Nunes Maia Filho, Admar Gonzaga e Tarcisio Vieira de Carvalho Neto, e o Vice-Procurador-Geral Eleitoral, Humberto Jacques de
Medeiros.

AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL ELEITORAL Nº 109-74. 2016.6.26.0178 CLASSE 32 COLINA SÃO PAULO
Relatora originária: Ministra Rosa Weber
Redator para o acórdão: Ministro Gilmar Mendes
Agravante: Diab Taha
Advogados: Anderson Pomini OAB: 299786/SP e outros
Agravada: Coligação A Hora É Agora
Advogados: Cristiano Vilela de Pinho OAB: 221594/SP e outros

Ementa:
ELEIÇÕES 2016. RECURSO ESPECIAL ELEITORAL. PREFEITO E VICE-PREFEITO. INELEGIBILIDADE. ART. 1º, INCISO I, ALÍNEA g, DA
LEI COMPLEMENTAR Nº 64/1990. DESAPROVAÇÃO DE CONTAS. TRIBUNAL DE CONTAS. CONSÓRCIO INTERMUNICIPAL DE
INTEGRAÇÃO. NÃO INCIDÊNCIA DA INELEGIBILIDADE. RECURSO PROVIDO.
1. Inelegibilidade do art. 1º, inciso I, alínea g, da LC nº 64/1990. A redação antiga dessa causa de inelegibilidade não exigia o ato
doloso de improbidade administrativa, mas a jurisprudência do TSE assentava que, "para que incida a inelegibilidade da
questionada letra g, firmou-se na jurisprudência do Tribunal ser necessário que a rejeição das contas tenha por motivos vícios
insanáveis e característicos de improbidade administrativa do responsável" (REspe nº 9.791/RN, rel. Min. Sepúlveda Pertence,
julgado em 15.9.1992).
2. A nova redação da causa de inelegibilidade da alínea g, introduzida pela LC nº 135/2010, não se revela quando a conduta
configure, apenas em tese, o ato de improbidade administrativa, imperioso demonstrar que a conduta revele minimamente o
dolo, a má-fé em dilapidar a coisa pública ou a ilegalidade qualificada em descumprir as normas de gestão.
3. Contas de Consórcio Intermunicipal de Integração desaprovadas pelo Tribunal de Contas (2007). O Regional simplesmente

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Ano 2017, Número 237 Brasília, quinta-feira, 7 de dezembro de 2017 Página 2 6

presumiu que as irregularidades configuram improbidade administrativa na modalidade dolosa, pois a própria decisão do TCE,
reproduzida no acórdão, revela muito mais uma negligência do prestador de contas, ante a não apresentação da documentação
necessária, do que propriamente uma ilegalidade qualificada, a má-fé em dilapidar ou apoderar-se da coisa pública, mormente
porque o gestor recebeu apenas a sanção de multa, não há condenação em dano ao Erário e as contas do exercício seguinte
(2008) sequer foram glosadas com a sanção de multa, a reforçar a conclusão de que se trata de uma desorganização contábil.
4. O acórdão lavrado do julgamento dos embargos de declaração pelo TRE indica que não se trata de omissão no dever
constitucional de prestar contas, mas de contas julgadas irregulares, sem reconhecimento de prejuízo aos cofres públicos (dano
ao Erário), ante a "infração a norma legal ou regulamentar", nos termos do art. 33, inciso III, alínea b, da Lei Complementar
estadual nº 709/1993.
5. O pedido de arquivamento realizado pelo Ministério Público, referente às peças encaminhadas pelo Tribunal de Contas, não
é, por si só, suficiente para afastar a inelegibilidade da alínea g (RO nº 4849-75/RS, de minha relatoria). As circunstâncias
reveladas no caso concreto, somadas àquele pedido, não demonstram o necessário elemento mínimo de improbidade
administrativa na modalidade dolosa, mas simples culpa do gestor, o que afasta a incidência da referida causa de
inelegibilidade. Precedentes.
6. Recurso provido.

Acordam os ministros do Tribunal Superior Eleitoral, por maioria, em dar provimento ao agravo regimental, para prover o
recurso especial eleitoral e deferir o pedido do registro da candidatura de Diab Taha ao cargo de prefeito, nos termos do voto
do Ministro Gilmar Mendes.
Brasília, 7 de novembro de 2017.
Composição: Ministros Gilmar Mendes (Presidente), Rosa Weber, Alexandre de Moraes, Napoleão Nunes Maia Filho, Jorge
Mussi, Admar Gonzaga e Carlos Bastide Horbach, e o Vice-Procurador-Geral Eleitoral, Humberto Jacques de Medeiros.

AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 977-38. 2015.6.26.0000 CLASSE 6 SÃO PAULO SÃO PAULO
Relator: Ministro Luiz Fux
Agravante: Partido Democrático Trabalhista (PDT) Estadual
Advogados: Thiago Tommasi Marinho OAB: 272004/SP e outros

Ementa:
AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO. PRESTAÇÃO DE CONTAS DE PARTIDO POLÍTICO. EXERCÍCIO FINANCEIRO DE 2013.
AUSÊNCIA DE APRESENTAÇÃO DE DOCUMENTOS ESSENCIAIS PARA A COMPROVAÇÃO DAS RECEITAS E DESPESAS.
RECEBIMENTO DE RECURSOS DE ORIGEM NÃO IDENTIFICADA. IRREGULARIDADE NA ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL.
COMPROMETIMENTO DA TRANSPARÊNCIA E ÓBICE À FISCALIZAÇÃO POR PARTE DA JUSTIÇA ELEITORAL. IMPOSSIBILIDADE DE
REEXAME DO CONJUNTO PROBATÓRIO. DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL NÃO DEMONSTRADO. DECISÃO MANTIDA POR SEUS
PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.
1. As contas anuais dos partidos políticos cujas falhas detectadas obstaculizem o efetivo controle dos gastos pela Justiça
Eleitoral devem ser desaprovadas.
2. O Tribunal de origem, analisando o arcabouço fático-probatório, indicou as seguintes irregularidades (fls. 404-405): 'Após
regular processamento, a Secretaria de Controle Interno SCI, órgão técnico desta e. Corte, em parecer conclusivo, apontou a
existência das seguintes irregularidades, as quais não foram sanadas pelo grêmio interessado, não obstante ter sido
oportunizada ao partido sua regularização (fls. 386/387):
1. Escriturou, junto à conta 'Bloqueios Judiciais', valor diverso (R$ 156.613,39) daquele apresentado como probante para a
existência da conta em si (R$ 175.018,123), bem como, não atendeu ao Princípio Contábil da Oportunidade, visto que o registro
de provisão em virtude de provável dispêndio de recursos advindo de condenação judicial, que ensejou a escrituração da conta
'Bloqueios Judiciais' deveria ter sido efetuado em conta de Passivo. Infração ao art. 11 da Resolução TSE n.° 21.841/04;
2. Deixou de prestar adequado suporte documental ao pagamento de obrigações de exercícios anteriores a 2013 no montante
de R$ 27.204,82 4, em desacordo com o art. 20 da Resolução TSE n.° 21.841/04;
3. Não esclareceu e/ou ofertou, probantes concernentes à manutenção da conta 'sobras de campanha a repassar', no
montante de R$ 1.699,68 5, situação que configura omissão de receita decorrente de passivo fictício, sujeita a aplicação do
art.6º da Resolução TSE n.° 21.841/04, em decorrência da infração ao art. 4°, § 2° do referido normativo;
4. Não esclareceu a ausência de contabilização, em conta do passivo,- dos créditos registrados como de origem não
identificada, no valor de R$ 3.334,006. Infração ao art. 20 da Res. TSE n.° 21.841/04;
5. Deixou de apresentar contrato de locação e sublocação, ou termo de cessão do imóvel vigente durante o exercício de 2013,

Diário da Justiça Eletrônico do Tribunal Superior Eleitoral. Documento assinado digitalmente conforme MP n. 2.200-2/2001, de 24.8.2001, que institui a Infra
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Ano 2017, Número 237 Brasília, quinta-feira, 7 de dezembro de 2017 Página 2 7

bem como aditamento - ou rescisão de contrato, prejudicando assim o exame da regularidade dos gastos com locação de bens
imóveis (R$ 43.673,16), água (R$ 1.150,44), luz (R$ 3.025,49), telefone (R$ 15.794,44) e IPTU (R$ 4.183,83), perfazendo o
montante de R$ 67.827,36, em infração ao art. 20 da Resolução TSE n.° 21.841/04;
6. Não apresentou explanação satisfatória e/ou documentação comprobatória visando justificar a ausência de contabilização
de eventuais despesas com aluguel, água, luz e telefone relativas aos meses de setembro a dezembro de 2013, em desacordo
com o art. 20 da Resolução TSE n.° 21.841/04'.
No ponto, realço que, para alterar a conclusão da instância regional, a fim de entender que as referidas irregularidades não têm
o condão de macular a lisura da prestação de contas do Agravante, seria necessário proceder ao reexame da matéria fático-
probatória dos autos, providência incabível na via especial, nos termos da Súmula no 24/TSE.
3. Agravo regimental desprovido.

Acordam os ministros do Tribunal Superior Eleitoral, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos
do voto do relator.
Brasília, 28 de setembro de 2017.
Presidência do Ministro Gilmar Mendes. Presentes a Ministra Rosa Weber, os Ministros Luiz Fux, Herman Benjamin, Admar
Gonzaga e Tarcisio Vieira de Carvalho Neto, e o Vice-Procurador-Geral Eleitoral, Humberto Jacques de Medeiros. Ausente, sem
substituto, o Ministro Napoleão Nunes Maia Filho.

AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL ELEITORAL Nº 1136-16.2014.6.08.0000 CLASSE 32 VITÓRIA ESPÍRITO


SANTO
Relator: Ministro Luiz Fux
Agravante: Ministério Público Eleitoral
Agravado: Jandir Fraga
Advogado: Eduardo de Almeida Silva OAB: 3221/ES

Ementa:
ELEIÇÕES 2014. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ESPECIAL ELEITORAL. PRESTAÇÃO DE CONTAS DE CAMPANHA.
INTIMAÇÃO PARA REGULARIZAÇÃO DO INSTRUMENTO DE MANDATO NA INSTÂNCIA ORDINÁRIA. VÍCIO CORRIGIDO. ART. 33, §
4°, DA RESOLUÇÃO N° 23.406/2014. NORMA CUMPRIDA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
1. A regularização da representação processual, sob a égide do Código de Processo Civil de 1973, pode ser realizada enquanto o
feito ainda estiver tramitando nas instâncias ordinárias.
2. O art. 33, § 4°, da Resolução-TSE n° 23.406/2014 preconiza que o candidato e o profissional de contabilidade responsável
deverão assinar a prestação de contas, sendo obrigatória a constituição de advogado.
3. In casu,
a) o Tribunal de origem, ao examinar a matéria, concluiu que, não obstante a prestação de contas tenha sido apresentada pelo
próprio candidato sem capacidade postulatória, tal irregularidade é meramente formal, na medida em que, após intimação, o
candidato encartou aos autos instrumento procuratório, conferindo regularidade aos atos praticados. Vejam-se os seguintes
excertos do acórdão vergastado (fls. 68) e do aresto integrativo (fls. 103):
'Quanto à ausência de assinatura do advogado no extrato de prestação de contas, verifico que o candidato, após ser intimado,
apresentou instrumento de mandato, o que, a meu ver, comprova a representação processual objetivada pela norma. Logo, a
meu ver, referida irregularidade é incapaz de, por si só, macular as contas ou de gerar o julgamento como não prestadas'.
'No caso dos autos, o cerne da questão consiste em analisar se o acórdão foi omisso quanto à prática de atos processuais por
pessoa desprovida de capacidade postulatória, vício insanável, capaz de fulminar de nulidade o processo e que não pode ser
suprido pela posterior juntada de mandato [...] levando ao julgamento das contas como não prestadas.
Todavia, não há falar em omissão, uma vez que restou devidamente consignado que a procuração apresentada pelo candidato
foi aceita como documento hábil a comprovar sua representação processual e, por conseguinte, a regularidade dos atos
praticados, não havendo necessidade de juntada de qualquer documento adicional.
De fato, a Resolução TSE n° 23.406/2014 estabelece em seu artigo 33, § 4° que o candidato e o profissional de contabilidade
responsável deverão assinar a prestação de contas, sendo obrigatória a constituição de advogado.
Logo, a norma não impõe a assinatura do causídico, mas tão somente que haja a constituição de advogado, o que, no caso
concreto, deu-se através da procuração apresentada pelo candidato, o que, aliás está expressamente registrado no acórdão
impugnado'.

Diário da Justiça Eletrônico do Tribunal Superior Eleitoral. Documento assinado digitalmente conforme MP n. 2.200-2/2001, de 24.8.2001, que institui a Infra
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b) A partir dessas premissas fáticas, embora a postulação perante o juízo eleitoral tenha se dado,
a princípio, sem comprovação da capacidade postulatória, o candidato, quando devidamente intimado, apresentou instrumento
de mandato, atendendo ao referido pressuposto processual disciplinado no art. 13 do CPC/73, art. 1°, I, da Lei n° 8.906/94 e
art. 33, § 4°, da Res.-TSE n° 23.406/2014.
c) Daí por que a impropriedade identificada na espécie, após devidamente regularizada, não acarreta a desaprovação das
contas, nos termos do art. 30, § 2°, da Lei n° 9.504/97, tampouco justifica julgamento como contas não prestadas, máxime
porque houve o cumprimento de requisito objetivo exigido pela norma.
4. Agravo regimental desprovido.

Acordam os ministros do Tribunal Superior Eleitoral, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos
do voto do relator.
Brasília, 28 de setembro de 2017.
Presidência do Ministro Gilmar Mendes. Presentes a Ministra Rosa Weber, os Ministros Luiz Fux, Herman Benjamin, Admar
Gonzaga e Tarcisio Vieira de Carvalho Neto, e o Vice-Procurador-Geral Eleitoral, Humberto Jacques de Medeiros. Ausente, sem
substituto, o Ministro Napoleão Nunes Maia Filho.

2os EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL ELEITORAL Nº 2313-26.2010.6.27.0000


CLASSE 32 PALMAS TOCANTINS
Relator: Ministro Luiz Fux
Embargante: Comitê Financeiro Único do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) - Estadual
Advogados: Jose Eduardo Rangel de Alckmin OAB: 2977/DF e outros

Ementa:
SEGUNDOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL ELEITORAL. PRESTAÇÃO DE
CONTAS. COMITÊ FINANCEIRO. PARTIDO POLÍTICO. DESARQUIVAMENTO DA PRESTAÇÃO DE CONTAS. IMPOSSIBILIDADE.
INEXISTÊNCIA DE VÍCIOS NO ACÓRDÃO. DESPROVIMENTO.
1. Os embargos de declaração interpostos em face de Acórdão lavrado na primeira impugnação declaratória pressupõe que o
suposto vício tenha exsurgido quando da análise dos primeiros embargos.
2. Os embargos declaratórios não se prestam ao rejulgamento da matéria, pressupondo omissão, obscuridade ou contradição.
3. In casu, o que ocorre verdadeiramente é a tentativa, pela via oblíqua, de se proceder ao rejulgamento da matéria pelo
Colegiado do TSE, pretensão que não se revela cabível nos aclaratórios. O mero inconformismo da parte com o resultado do
julgamento não enseja a oposição de embargos.
4. Embargos de declaração desprovidos.

Acordam os ministros do Tribunal Superior Eleitoral, por unanimidade, em rejeitar os embargos de declaração, nos termos do
voto do relator.
Brasília, 12 de setembro de 2017.
Presidência do Ministro Luiz Fux. Presentes a Ministra Rosa Weber, os Ministros Napoleão Nunes Maia Filho, Jorge Mussi,
Admar Gonzaga e Tarcisio Vieira de Carvalho Neto, e o Vice-Procurador-Geral Eleitoral, Nicolao Dino. Ausente, ocasionalmente,
o Ministro Gilmar Mendes.

PUBLICAÇÃO DE DECISÃO Nº 401 / 2017

ACÓRDÃOS

AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL ELEITORAL Nº 165-57. 2016.6.26.0227 CLASSE 32 COTIA SÃO PAULO
Relator: Ministro Luiz Fux
Agravante: Luis Gustavo Mendes Napolitano

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Ano 2017, Número 237 Brasília, quinta-feira, 7 de dezembro de 2017 Página 2 9

Advogados: Romildo Andrade de Souza Junior OAB: 146539/SP e outros


Agravado: José de Sousa Vilarim
Advogados: Caio Camargo Scarlatti OAB: 329731/SP e outros

Ementa:
ELEIÇÕES 2016. REGISTRO DE CANDIDATURA. DEFERIMENTO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO PELO AGRAVANTE. ILEGITIMIDADE
ATIVA AD CAUSAM. SÚMULA Nº 11 DO TSE. INAPLICABILIDADE DO ART. 996 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MANUTENÇÃO
DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO HOSTILIZADA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.
1. A legitimidade recursal em impugnações de registro de candidatura não é extensível àqueles que não impugnaram o registro
de candidatura deferido, salvo o Ministério Público e nas estritas hipóteses de a quaestio versar matéria constitucional, ex vi do
Enunciado de Súmula nº 11 do TSE.
2. O art. 996 do Novo Código de Processo Civil, que versa sobre a possibilidade de interposição de recurso pela parte vencida,
pelo terceiro prejudicado e pelo Ministério Público, não se aplica aos processos de registro de candidatura, ante a disciplina
específica da temática materializada na Súmula nº 11 do TSE.
3. In casu,
a) o Agravante não impugnou o pedido de registro de candidatura de José de Sousa Vilarim;
b) a hipótese versada nos autos encerra matéria de índole infraconstitucional (i.e, quitação eleitoral e inelegibilidade descrita
no art. 1º, II, g, da Lei Complementar nº 64/90);
c) como corolário, impõe-se o reconhecimento da ilegitimidade da parte insurgente para recorrer da decisão que deferiu o
mencionado registro de candidatura.
4. Agravo Regimental desprovido.

Acordam os ministros do Tribunal Superior Eleitoral, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos
do voto do relator.
Brasília, 5 de setembro de 2017.
Presidência do Ministro Luiz Fux. Presentes a Ministra Rosa Weber, os Ministros Luiz Edson Fachin, Herman Benjamin, Napoleão
Nunes Maia Filho, Tarcisio Vieira de Carvalho Neto e Sérgio Banhos, e o Vice-Procurador-Geral Eleitoral, Nicolao Dino.

AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 176-10. 2015.6.26.0005 CLASSE 6 SÃO PAULO SÃO PAULO
Relator: Ministro Luiz Fux
Agravante: Aildo Rodrigues Ferreira
Advogados: Everson Tobaruela OAB: 80432/SP e outros
Agravado: Ministério Público Eleitoral

Ementa:
ELEIÇÕES 2014. AGRAVO REGIMENTAL. DOAÇÃO DE RECURSOS ACIMA DO LIMITE LEGAL. PESSOA FÍSICA. ART. 23, § 1º, DA LEI
Nº 9.504/97. APLICAÇÃO DA PENALIDADE DE MULTA. NATUREZA DOS SERVIÇOS PRESTADOS PELO AGRAVANTE. NECESSIDADE
DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA No 24/TSE. DESPROVIMENTO.
1. A comprovação de doação estimável em dinheiro, prevista no art. 23, § 7º, da Lei nº 9.504/97, quando ausente, submete-se
o doador aos limites previstos no § 1º do mesmo dispositivo legal, ensejando a aplicação da penalidade de multa.
2. In casu, o Tribunal de origem concluiu que "não há comprovação nos autos de que as doações empreendidas pelo
representado de fato referem-se à dita prestação de serviços advocatícios para campanhas eleitorais. Com efeito, o recorrente
não apresentou documentos hábeis a demonstrar a prestação de serviços no momento em que deveria, nos termos já expostos
alhures. Assim, em nenhum momento restou comprovada, inequivocamente, a modalidade estimável da doação" (fls. 232-233).
3. Consectariamente, modificar a conclusão exarada pela Corte Regional, a fim de acatar a alegação do Agravante no sentido
de que foram prestados serviços advocatícios, demanda necessariamente o reexame da matéria fático-probatória dos autos,
providência incabível na via especial, nos termos da Súmula no 24/TSE.
4. O recurso especial, quando fundamentado em suposta divergência jurisprudencial, não comporta conhecimento nas
hipóteses em que, a pretexto de modificação da decisão objurgada, se pretenda o revolvimento do conjunto fático-probatório
dos autos.

Diário da Justiça Eletrônico do Tribunal Superior Eleitoral. Documento assinado digitalmente conforme MP n. 2.200-2/2001, de 24.8.2001, que institui a Infra
estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil, podendo ser acessado no endereço eletrônico http://www.tse.jus.br
Ano 2017, Número 237 Brasília, quinta-feira, 7 de dezembro de 2017 Página 3 0

5. Agravo regimental desprovido.

Acordam os ministros do Tribunal Superior Eleitoral, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos
do voto do relator.
Brasília, 12 de setembro de 2017.
Presidência do Ministro Luiz Fux. Presentes a Ministra Rosa Weber, os Ministros Napoleão Nunes Maia Filho, Jorge Mussi,
Admar Gonzaga e Tarcisio Vieira de Carvalho Neto, e o Vice-Procurador-Geral Eleitoral, Nicolao Dino. Ausente, ocasionalmente,
o Ministro Gilmar Mendes.

AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 26-67. 2015.6.26.0251 CLASSE 6 SÃO PAULO SÃO PAULO
Relator: Ministro Luiz Fux
Agravante: Sergio Cury Sabagg
Advogados: André Melo Amaro OAB: 359106/SP e outros
Agravado: Ministério Público Eleitoral

Ementa:
ELEIÇÕES 2014. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL ELEITORAL. DOAÇÃO DE RECURSOS ACIMA DO
LIMITE LEGAL. PESSOA FÍSICA. RECEITA FEDERAL. INFORMAÇÕES. POSSIBILIDADE. QUEBRA DE SIGILO FISCAL. AUTORIZAÇÃO
JUDICIAL. LICITUDE DA PROVA. NÃO INCIDÊNCIA DOS PRINCÍPIOS DA PROPORCIONALIDADE E RAZOABILIDADE PARA APLICAR A
MULTA ABAIXO DO MÍNIMO LEGAL. MANUTENÇÃO DA DECISÃO AGRAVADA. DESPROVIMENTO.
1. Os postulados jusfundamentais da proporcionalidade e da razoabilidade não podem ser invocados para afastar multa abaixo
do limite mínimo definido em lei, sob pena de se vulnerar os parâmetros normativos de doações de pessoas físicas e jurídicas às
campanhas eleitorais.
2. O princípio da insignificância não encontra guarida nas representações por doação acima do limite legal, na medida em que o
ilícito se perfaz com a mera extrapolação do valor doado, nos termos do art. 23 da Lei das Eleições, sendo despiciendo aquilatar-
se o montante do excesso.
3. O Ministério Público Eleitoral pode solicitar à Receita Federal a relação de doadores que excederam o limite legal para,
posteriormente, requerer a quebra do sigilo fiscal ao juízo competente, como ocorreu no caso concreto. Na linha da
jurisprudência do TSE, "o acesso, pelo Órgão Ministerial, tão somente à relação dos doadores que excederam os limites legais,
mediante o convênio firmado pelo TSE com a Receita Federal, não consubstancia quebra ilícita de sigilo fiscal" (AgR-REspe n°
263-75/CE, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 18.8.2015).
4. In casu,
a) o Tribunal de origem, ao sopesar a questão atinente à legalidade da prova, consignou que não houve produção ilícita de
provas pelo Ministério Público Eleitoral, conforme se extrai dos seguintes trechos (fls.127-128):
'[...] importante frisar que a inviolabilidade de dados não é absoluta. Ela cede ao interesse maior do Estado, na preservação da
ordem político-social. Para tanto, firmou-se o princípio da relatividade dos dados fiscais, em razão de um interesse maior.
[...]
Conforme se depreende dos autos, a inicial foi devidamente instruída com a autorização judicial para o levantamento dos dados
fiscais do recorrente (fls. 31/32). Convém esclarecer, além disso, que não se trata de quebra total e irrestrita dos dados fiscais
do representado, mas tão somente da identificação do valor total declarado como rendimento ou faturamento para o ano-
exercício de 2013, bem como do valor total de doações realizadas às campanhas eleitorais de 2014, identificando-se o(s)
candidato(s) beneficiado(s) e o excesso correspondente.
Tem-se, assim, que apenas as informações estritamente necessárias à análise da regularidade da doação foram objeto da
providência ora questionada, preservando-se a intimidade do representado quanto aos demais registros. Desse modo, a
alegada ilicitude, pela quebra do sigilo fiscal deve ser afastada, pois foi decretada por autoridade judiciária competente, nos
termos da lei.
Como bem destacou a douta Procuradoria Regional Eleitoral, 'A quebra do sigilo fiscal dos doadores gerou grande discussão na
jurisprudência dessa Justiça Eleitoral, restando consolidado entendimento no Tribunal Superior Eleitoral segundo o qual
qualquer informação fiscal com vistas à efetiva fiscalização dos recursos financeiros utilizados durante o pleito, bem como da
doação de eventuais medidas judiciais à luz dos arts. 23 e 81 da Lei n° 9.504/97 e do art. 22 da LC 64/90, deve ser precedida de
autorização judicial'.
Assim, rejeito a matéria preliminar'.

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Ano 2017, Número 237 Brasília, quinta-feira, 7 de dezembro de 2017 Página 3 1

b) Portanto, depreende-se do acórdão exarado pela Corte a quo que o Ministério Público requereu o afastamento desse sigilo
pontual e especificamente, de maneira fundamentada, de tal sorte que não constato indícios de excesso por parte do agravado
ou do juízo competente.
5. Agravo regimental desprovido.

Acordam os ministros do Tribunal Superior Eleitoral, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos
do voto do relator.
Brasília, 10 de agosto de 2017.
Presidência do Ministro Luiz Fux. Presentes a Ministra Rosa Weber, os Ministros Napoleão Nunes Maia Filho, Admar Gonzaga e
Tarcisio Vieira de Carvalho Neto, e o Vice-Procurador-Geral Eleitoral, Nicolao Dino. Ausentes, ocasionalmente, os Ministros
Gilmar Mendes e Herman Benjamin.

AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 270-60. 2015.6.12.0000 CLASSE 6 CAMPO GRANDE MATO
GROSSO DO SUL
Relator: Ministro Luiz Fux
Agravante: Clemencio Frutoso Ribeiro
Advogados: José Valeriano de Souza Fontoura OAB: 6277/MS e outra
Agravado: Partido Progressista (PP) Estadual

Ementa:
ELEIÇÕES 2014. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PRESTAÇÃO DE CONTAS. DEFICIÊNCIA DE
FUNDAMENTAÇÃO. SÚMULA Nº 27/TSE. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE.
SÚMULA Nº 24/TSE. DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL E DISCUSSÃO SOBRE EVENTUAL NULIDADE POR AUSÊNCIA DE
ADVOGADO CONSTITUÍDO NA RENÚNCIA DO REGISTRO DE CANDIDATURA. INOVAÇÕES RECURSAIS. INADMISSIBILIDADE.
DESPROVIMENTO.
1. A tese ventilada pela vez primeira nas razões do agravo regimental configura inovação recursal, inadmitida pela
jurisprudência desta Corte. Precedentes: AgR-REspe nº 1-43/RS, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 17.8.2015; AgR-REspe nº 270-
06/TO, Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, DJe de 16.4.2015.
2. No caso sub examine, a alegação fundada em suposta divergência jurisprudencial, bem como a discussão sobre eventual
nulidade por ausência de advogado constituído na renúncia do registro de candidatura do ora Agravante, sequer foram
ventiladas quando da interposição do apelo nobre, sendo trazidas pela vez primeira nas razões deste Agravo.
3. In casu, para a modificação da conclusão do TRE/MS segundo o qual houve o registro de candidatura do Agravante,
independente de suposta falsidade, e que, por isso, é incabível a pretensão de relativização da coisa julgada material no sentido
de reconhecer a inexistência de seu requerimento de registro , seria imprescindível o reexame do arcabouço fático-probatório
carreado aos autos, providência inviável na estreita via do apelo excepcional, ex vi da Súmula nº 24/TSE.
4. A deficiência da fundamentação atrai a incidência do Enunciado nº 27 da Súmula do TSE.
5. Agravo regimental desprovido.

Acordam os ministros do Tribunal Superior Eleitoral, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos
do voto do relator.
Brasília, 12 de setembro de 2017.
Presidência do Ministro Luiz Fux. Presentes a Ministra Rosa Weber, os Ministros Napoleão Nunes Maia Filho, Jorge Mussi,
Admar Gonzaga e Tarcisio Vieira de Carvalho Neto, e o Vice-Procurador-Geral Eleitoral, Nicolao Dino. Ausente, ocasionalmente,
o Ministro Gilmar Mendes.

EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 2141-74.2010.6.13.0000


CLASSE 6 BELO HORIZONTE MINAS GERAIS
Relator: Ministro Luiz Fux
Embargante: Partido dos Trabalhadores (PT) Estadual
Advogados: Edilene Lôbo OAB: 74557/MG e outros

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Ementa:
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PRESTAÇÃO DE CONTAS DE PARTIDO
POLÍTICO. EXERCÍCIO FINANCEIRO DE 2009. DESAPROVAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE VÍCIOS NO ACÓRDÃO. DESPROVIMENTO.
1. A omissão, contradição ou obscuridade, quando inocorrentes, tornam inviável a revisão em sede de embargos, em face dos
estreitos limites do art. 275 do Código Eleitoral.
2. Os declaratórios não se prestam ao rejulgamento da matéria, de modo que o mero inconformismo da parte com o resultado
do julgamento não enseja a oposição dos embargos.
3. Não há como acolher o pedido de efeitos infringentes, porquanto estes somente poderiam ocorrer, excepcionalmente, em
decorrência de omissão ou contradição constantes do aresto embargado, o que não ocorreu na espécie vertente.
Embargos de declaração desprovidos.

Acordam os ministros do Tribunal Superior Eleitoral, por unanimidade, em rejeitar os embargos de declaração, nos termos do
voto do relator.
Brasília, 10 de agosto de 2017.
Presidência do Ministro Gilmar Mendes. Presentes a Ministra Rosa Weber, os Ministros Luiz Fux, Herman Benjamin, Napoleão
Nunes Maia Filho, Admar Gonzaga e Tarcisio Vieira de Carvalho Neto, e o Vice-Procurador-Geral Eleitoral, Nicolao Dino.

EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO ESPECIAL ELEITORAL Nº 213-21.2016.6.13.0019 CLASSE 32 AREADO MINAS


GERAIS
Relator: Ministro Luiz Fux
Embargante: Coligação Renovando a Esperança com Força e Trabalho
Advogados: Augusto Mário Menezes Paulino OAB: 83263/MG e outros
Embargado: Pedro Francisco da Silva
Advogados: Amanda Mattos Carvalho Almeida OAB: 127391/MG e outros

Ementa:
ELEIÇÕES 2016. REGISTRO DE CANDIDATURA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ALÍNEA G. INEXISTÊNCIA DE OMISSÃO OU
CONTRADIÇÃO NO ARESTO EMBARGADO. ALÍNEA L. ESCLARECIMENTOS SEM EFEITOS INFRINGENTES. EMBARGOS PROVIDOS.
1. A omissão, contradição ou obscuridade, quando não ocorrentes, tornam inviável a revisão em sede de embargos, em face
dos estreitos limites do art. 275 do Código Eleitoral.
2. Os aclaratórios não se prestam ao rejulgamento da matéria, pressupondo omissão, obscuridade ou contradição, de modo
que o mero inconformismo da parte com o resultado do julgamento não enseja sua oposição.
3. In casu, alegam-se omissão e contradição em relação aos fundamentos atinentes às alíneas g e l:
a) quanto à alínea g, não se verificam quaisquer dos vícios que habilitam a oposição dos embargos (i.e., omissão, contradição e
obscuridade);
b) quanto à alínea l, esclarece-se que:
i) o reconhecimento da causa de inelegibilidade descrita no art. 1º, I, l, da Lei Complementar nº 64/90 demanda a condenação
à suspensão dos direitos políticos, por meio de decisão transitada em julgado ou proferida por órgão colegiado, em razão de ato
doloso de improbidade administrativa que importe, cumulativamente, dano ao erário e enriquecimento ilícito (REspe n°
3672/MS, Rel. Min. Henrique Neves, PSESS em 30.11.2016; RO n° 875-13/MG, Rel. Min. Henrique Neves, DJe de 2.10.2015; e
REspe nº 278-38/CE, Rel. Min. Luciana Lóssio, DJe de 24.2.2014);
ii) a apreciação da configuração in concrecto da prática de enriquecimento ilícito pode ser realizada por esta Justiça Eleitoral a
partir do exame da fundamentação do decisum condenatório, ainda que tal reconhecimento não tenha constado
expressamente do dispositivo daquele pronunciamento judicial (REspe n° 5039/PE, Redator para acórdão Min. Tarcísio Vieira,
PSESS em 13.12.2016 e AgR-RO n° 223-44/RO, de minha relatoria, DJe de 17.12.2014); e
iii) na hipótese dos autos, não é possível extrair dos trechos transcritos no aresto regional dados hialinos de que o ato doloso
de improbidade administrativa que importou lesão ao erário tenha acarretado também o enriquecimento ilícito em proveito do
candidato ou de terceiros. A ausência de pressuposto fático indispensável para a configuração da inelegibilidade inserta no art.
1°, I, l, da LC n° 64/90 impede sua incidência sobre o ora Embargado.

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4. Embargos parcialmente providos apenas para prestar esclarecimentos quanto aos fundamentos relativos à alínea l, sem
efeitos infringentes.

Acordam os ministros do Tribunal Superior Eleitoral, por unanimidade, em acolher os embargos de declaração, sem efeitos
modificativos, para prestar esclarecimentos, nos termos do voto do relator.
Brasília, 10 de agosto de 2017.
Presidência do Ministro Gilmar Mendes. Presentes a Ministra Rosa Weber, os Ministros Luiz Fux, Herman Benjamin, Napoleão
Nunes Maia Filho, Admar Gonzaga e Tarcisio Vieira de Carvalho Neto, e o Vice-Procurador-Geral Eleitoral, Nicolao Dino.

Intimação

PUBLICAÇÃO DE INTIMAÇÃO Nº 259/2017

RECURSO EXTRAORDINÁRIO RE NO RECURSO ESPECIAL ELEITORAL Nº 233-08.2016.6.19.0225 - SEROPÉDICA - RIO DE


JANEIRO
RELATOR(A): MINISTRA ROSA WEBER
RECORRENTE(S): COLIGAÇÃO UNIDOS PELA MUDANÇA
ADVOGADOS(S): CARLOS HENRIQUE PEREIRA REGO BRINCKMANN - OAB: 102264/RJ e Outros
RECORRIDO(S): PARTIDO SOCIALISTA BRASILEIRO (PSB) - MUNICIPAL
ADVOGADO(S): CLEIDY MARY RODRIGUES NUNES - OAB: 110439/RJ
PROTOCOLO: 9.307/2017

Fica(m) intimado(s) o(s) recorrido(s), por seu(s) advogado(s) para, querendo, no prazo de 3 (três) dias, apresentar(em)
contrarrazões ao Recurso Extraordinário interposto nos autos do(a) Recurso Especial Eleitoral nº 233-08.2016.6.19.0225.

Documentos Eletrônicos Publicados pelo PJE

Intimação

Processo 0604269-34.2017.6.00.0000

index: PETIÇÃO (1338)-0604269-34.2017.6.00.0000-[Execução de Julgado]-CEARÁ-GRAA


TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL

PETIÇÃO Nº 0604269-34.2017.6.00.0000 –CLASSE 1338 –GRAÇA –CEARÁ

Relator: Ministro Gilmar Mendes


Requerente: Maria Socorro Gomes de Abreu
Advogado: Daniel Teofilo de Souza
Requerente: Coligação Unidos para o Graça Continuar Crescendo
Advogados: Daniel Teofilo de Souza

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Requerida: Patrícia Rodrigues de Brito


Advogados: José Marques Júnior e outros
Interessado: Ministério Público Eleitoral

Referência: REspe Nº 161-10.2016.6.06.0087/CE

Execução de julgado. Recurso especial eleitoral. Registro de candidatura. Vereador. 1. Os recursos eleitorais não possuem efeito
suspensivo, nos termos do art. 257 do Código Eleitoral. 2. Publicado o acórdão, sua execução será feita imediatamente, por
meio de comunicação. 3. A execução de julgado restringe-se àdeterminação do cumprimento ao TRE mediante comunicação
eletrônica, cabendo ao Regional determinar as medidas necessárias. 4. Pedido deferido.

DECISÃO

1. Trata-se de pedido de execução de julgado apresentado por Maria Socorro Gomes de Abreu e pela Coligação
Unidos para o Graça Continuar Crescendo, relativo ao acórdão do TSE lavrado no julgamento do REspe nº 161-10/CE, que deu
provimento ao agravo regimental para negar provimento ao recurso especial de Patrícia Rodrigues de Brito, mantendo o
indeferimento do seu registro de candidatura ao cargo de vereadora por Graça/CE.

Requer a imediata comunicação do aludido acórdão ao TRE/CE e à79ª Zona Eleitoral em Graça/CE, para que
proceda àexecução, com a atualização da situação do registro de candidatura da impugnada Patrícia Rodrigues de Brito, sendo
os votos obtidos por ela nas eleições de 2016 computados como nulos.

Decido.

2. Inicialmente, verifico que o acórdão a que se refere este pedido de execução foi publicado no Diário da Justiça
Eletrônico de 22.11.2017, nele havendo sido dado provimento ao agravo regimental para negar provimento ao recurso especial,
mantendo, assim, o indeferimento do registro de candidatura de Patrícia Rodrigues de Brito para o pleito de 2016.

Em regra, os recursos eleitorais não possuem efeito suspensivo, conforme o art. 257 do Código Eleitoral, razão pela
qual a decisão, após sua publicação, encontra-se apta a produzir efeitos.

Ressalto, por oportuno, a inexistência nos autos de provimento cautelar ou expressa determinação do colegiado a
obstar a eficácia do acórdão em questão.

Esclareço que a execução de julgado restringe-se àdeterminação do envio do acórdão ao TRE, mediante
comunicação eletrônica, cabendo ao Regional estabelecer as medidas necessárias ao cumprimento do que nele fixado.

3. Ante o exposto, defiro o pedido a fim de determinar a comunicação ao TRE/CE do resultado do julgamento do
acórdão lavrado no REspe nº 161-10/CE.

Publique-se.

Intime-se.

Brasília, 05 de dezembro de 2017.

Diário da Justiça Eletrônico do Tribunal Superior Eleitoral. Documento assinado digitalmente conforme MP n. 2.200-2/2001, de 24.8.2001, que institui a Infra
estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil, podendo ser acessado no endereço eletrônico http://www.tse.jus.br
Ano 2017, Número 237 Brasília, quinta-feira, 7 de dezembro de 2017 Página 3 5

Ministro GILMAR MENDES


Presidente
Processo 0600042-98.2017.6.00.0000

NNMF 22/16
TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL

PROPAGANDA PARTIDÁRIA (11536) Nº 0600042-98.2017.6.00.0000 (PJe) - BRASÍLIA - DISTRITO FEDERAL RELATOR: MINISTRO
NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO REQUERENTE: AVANTE (AVANTE) - NACIONAL ADVOGADOS: LUCAS AMARAL GONÇALVES (MG
168.301), CAMILA SOARES DE OLIVEIRA (MG 112.051), BRUNO RANGEL AVELINO DA SILVA (DF 23.067), TAYNARA TIEMI ONO
(DF 48.454)
Decisão

PROPAGANDA PARTIDÁRIA. AVANTE –NACIONAL. ANO DE 2018. ADVENTO DA LEI 13.487/17. EXTINÇÃO DA PROPAGANDA
POLÍTICA PARTIDÁRIA A PARTIR DE 1o. DE JANEIRO DE 2018. AUSÊNCIA DE RESULTADO ÚTIL PELO JULGAMENTO. PERDA DE
OBJETO. PRECEDENTE: PP 0600014-33/DF, REL. MIN. ADMAR GONZAGA, ACÓRDÃO PENDENTE DE PUBLICAÇÃO.
INDEFERIMENTO.
1. Trata-se de requerimento de autorização formulado pelo avante –NACIONAL para veicular, no 1o. semestre de 2018,
propaganda partidária no rádio e na televisão, em bloco e por meio de inserções.
2. A Secretaria Judiciária desta Corte, por intermédio da Informação 153.597, sugeriu o deferimento do pleito.
3. Em 28.9.2017, proferiu-se decisão monocrática (155.573), desta Relatoria, na qual se deferiu ao AVANTE o pedido de
veiculação, no 1o. semestre de 2018, de propaganda partidária em programa nacional e em bloco por meio de inserções
nacionais, nos termos do cronograma elaborado pela unidade técnica.
4. No entanto, a Seção de Gerenciamento de Dados Partidários (SEDAP), por meio da Informação 167.174, noticiou que, em
6.10.2017, entrou em vigor a Lei 13.487/17, a qual, nos termos de seu art. 5o., extingue a propaganda partidária no rádio e na
televisão a partir de 1o. de janeiro de 2018. No ponto, a SEDAP requereu a manifestação deste Relator acerca da matéria.
5. Por meio do Despacho 167.343, determinou-se a intimação do Partido para que se manifestasse acerca da Informação
167.174 da SEDAP, na qual se questiona sobre a execução do pedido de veiculação da propaganda partidária do AVANTE,
deferido em 28.9.2017, pendente de publicação, tendo em vista a entrada em vigor da Lei 13.487/17.
6. Em resposta, o Partido, por meio da Petição 169.494, aduz o que se segue:
Apenas os critérios de limitação ao exercício do direito (Lei 9.096/95, arts. 45 a 49) foram revogados pelo art. 5o. da Lei
13.487/17, não incidindo mais as condições ali estabelecidas para o exercício do direito previsto na Constituição. Assim, a
revogação dos arts. 45 a 49 e §único do art. 52 não pôs fim àpropaganda partidária, pois para isso, deveria ser revogado o art.
17, §3o. da CF.
7. A agremiação sustenta que o direito fundamental de antena previsto no art. 17, §3o. da CF énorma de eficácia plena.
8. O AVANTE alega, também, que a EC 97/2017 instituiu novos critérios restritivos para a realização da propaganda partidária,
no entanto, tais balizadores só serão implementados com o pleito de 2018.
9. Desse modo, segundo o Partido, éo caso de reorganização do plano de mídia para contemplar a participação igualitária de
todos os Partidos registrados no TSE na propaganda partidária do 1o. semestre de 2018.
10 . Por fim, a agremiação, não sendo acolhida sua tese, requer seja mantida a decisão anterior exarada nestes autos, a qual
deferiu o seu pleito de propaganda partidária para o 1o. semestre de 2018, haja vista o permissivo constitucional.
11. Era o que havia de relevante para relatar.
12. Cuida-se de requerimento de autorização apresentado pelo AVANTE –NACIONAL para veicular, no 1o. semestre de 2018,
propaganda partidária no rádio e na televisão, em bloco e por meio de inserções.
13. Na espécie, observa-se que, de início, em 28.9.2017, considerando-se a legislação em vigor àépoca, foi deferido o pleito, nos
termos do cronograma elaborado pela unidade técnica.
14. No entanto, consoante ressaltou a SEDAP por meio da Informação 161.174, em 6.10.2017, entrou em vigor a Lei 13.487/17,
a qual altera as Leis 9.504/97 e 9.096/95, bem como institui o Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC).
15. A Lei 13.487/17, em seu art. 5o., extingue a propaganda partidária no rádio e na televisão a partir de 1o. de janeiro de 2018,

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ao revogar os arts. 45, 46, 47, 48 e 49 e o parág. único do art. 52 da Lei dos Partidos Políticos, que, atualmente, regulamentam o
assunto.
16. A propósito, na sessão de 28.11.2017, esta Corte Superior, ao julgar a PP 0600014-33/DF, de relatoria do ilustre Ministro
ADMAR GONZAGA (acórdão pendente de publicação), com o objetivo de uniformizar o entendimento a respeito da incidência
da referida alteração legislativa a processos de propaganda partidária já apreciados, assentou que, por opção política do Poder
Legislativo, foi revogada a propaganda partidária a partir de 1o.1.2018, o que, por si só, revela a inexistência de viabilidade
prática do pleito ora em análise.
17. No particular, em tal julgado, o TSE acrescentou o seguinte:
(...) a pretensão da agremiação esbarra em óbice de ordem prática intransponível, qual seja: a partir de 1o.1.2018, não haverá
mais propaganda partidária no rádio e na televisão e as emissoras não serão compensadas por eventuais veiculações.
No mais, não se trata propriamente de aplicação retroativa, visto que a decisão proferida no ano anterior ao da veiculação,
além de atender a comandos normativos desta Corte, visa tão somente àorganização da grade de veiculação, de acordo com a
ordem de apresentação dos pedidos. Ou seja, não éa decisão em procedimento de propaganda partidária que assegura o
acesso ao rádio e àtelevisão pelos Partidos, mas, sim, a lei, lei esta que foi modificada e extinguiu a expectativa de veiculação.
Por fim, vale lembrar que o eventual deferimento do pedido em análise acarretaria indesejável quebra de isonomia entre as
agremiações partidárias cujos pedidos já foram deferidos, as quais teriam suposto direito adquirido em relação àveiculação, e
aquelas cujos pedidos ainda estejam em processamento.
18. Assim, inexistindo qualquer resultado útil a ser obtido pelo julgamento do presente feito, deve ser reconhecida a perda
superveniente do objeto ocorrida na espécie.
19. Ante o exposto, reconsidera-se a Decisão 155.573 para indeferir o pedido de veiculação da propaganda partidária do
AVANTE –NACIONAL, no rádio e na televisão, em bloco e por meio de inserções, no 1o. semestre de 2018, considerando-se a
alteração legislativa que extingue a propaganda partidária no rádio e na televisão a partir de 1o. de janeiro de 2018.
20. Publique-se. Intimações necessárias.
Brasília (DF), 5 de dezembro de 2017.

NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO


Ministro Relator
Processo 0604248-58.2017.6.00.0000

index: PETIÇÃO (1338)-0604248-58.2017.6.00.0000-[Execução de Julgado]-AMAZONAS-ITACOATIARA


TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL

PETIÇÃO Nº 0604248-58.2017.6.00.0000 –CLASSE 1338 –ITACOATIARA –AMAZONAS

Relator: Ministro Gilmar Mendes


Requerente: Paula Melo da Silva
Advogado: Cristian Mendes da Silva
Requerido: Juscelino Nogueira Benezar
Advogados: Rodrigo Silva de Lacerda e outro
Outro Interessado: Ministério Público Eleitoral

Referência: REspe Nº 67-77.2016.6.04.0003

Execução de julgado. Recurso especial eleitoral. Registro de candidatura. Vereador. 1. Os recursos eleitorais não possuem efeito
suspensivo, nos termos do art. 257 do Código Eleitoral. 2. Publicado o acórdão, sua execução será feita imediatamente, por

Diário da Justiça Eletrônico do Tribunal Superior Eleitoral. Documento assinado digitalmente conforme MP n. 2.200-2/2001, de 24.8.2001, que institui a Infra
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Ano 2017, Número 237 Brasília, quinta-feira, 7 de dezembro de 2017 Página 3 7

meio de comunicação. 3. A execução de julgado restringe-se àdeterminação do cumprimento ao TRE mediante comunicação
eletrônica, cabendo ao Regional determinar as medidas necessárias. 4. Pedido deferido.

DECISÃO

1. Trata-se de pedido de execução de julgado apresentado por Paula Melo da Silva, relativo ao acórdão do TSE
lavrado no julgamento do REspe nº 67-77/AM, que negou provimento ao agravo regimental no recurso especial de Juscelino
Nogueira Benezar, mantendo o indeferimento do seu registro de candidatura ao cargo de vereador por Itacoatiara/AM.

Requer a imediata comunicação do aludido acórdão ao TRE/AM e à3ª Zona Eleitoral em Itacoatiara/AM, para que
sejam contabilizados os votos obtidos pela requerente na eleição de 2016.

Decido.

2. Inicialmente, verifico que o acórdão a que se refere este pedido de execução foi publicado no Diário da Justiça
Eletrônico de 1o.12.2017, nele havendo sido negado provimento ao agravo regimental no recurso especial, mantendo, assim, o
indeferimento do registro de candidatura de Juscelino Nogueira Benezar para o pleito de 2016.

Em regra, os recursos eleitorais não possuem efeito suspensivo, conforme o art. 257 do Código Eleitoral, razão pela
qual a decisão, após sua publicação, encontra-se apta a produzir efeitos.

Ressalto, por oportuno, a inexistência nos autos de provimento cautelar ou expressa determinação do colegiado a
obstar a eficácia do acórdão em questão.

Esclareço que a execução de julgado restringe-se àdeterminação do envio do acórdão ao TRE, mediante
comunicação eletrônica, cabendo ao Regional estabelecer as medidas necessárias ao cumprimento do que nele fixado.

3. Ante o exposto, defiro o pedido a fim de determinar a comunicação ao TRE/AM do resultado do julgamento do
acórdão lavrado no REspe nº 67-77/AM.

Publique-se.

Intime-se.

Brasília, 05 de dezembro de 2017.

Ministro GILMAR MENDES


Presidente
Processo 0600007-41.2017.6.00.0000

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Ano 2017, Número 237 Brasília, quinta-feira, 7 de dezembro de 2017 Página 3 8

PROPAGANDA PARTIDÁRIA (11536) Nº 0600007-41.2017.6.00.0000 (PJe) - BRASÍLIA - DISTRITO FEDERAL RELATOR: MINISTRO
LUIZ FUX INTERESSADO: PARTIDO REPUBLICANO DA ORDEM SOCIAL (PROS) - NACIONAL Advogados do(a) INTERESSADO:
BRUNO AURELIO RODRIGUES DA SILVA PENA - GO33670, ALESSANDRA ABRANTES RODRIGUES - GO35250, RIVAEL ALVES
BORGES - DF32883, ALEX DUARTE SANTANA BARROS - DF31583
DECISÃO
EMENTA: PROPAGANDA PARTIDÁRIA. EXERCÍCIO 2018. LEI Nº 13.487/2017. EXTINÇÃO DA PROPAGANDA PARTIDÁRIA NO
RÁDIO E NA TELEVISÃO. PERDA SUPERVENIENTE DO OBJETO. PREJUDICIALIDADE.
O Partido Republicano da Ordem Social (PROS) requereu a concessão de horário gratuito para difusão de programa partidário
para o primeiro semestre de 2018, nos termos da Petição no 62918.
Em 21 de setembro de 2017, deferi o pedido, de acordo com as informações prestadas pela Seção de Gerenciamento de Dados
Partidários deste Tribunal Superior.
Ocorre que, em 6 de outubro de 2017, entrou em vigor a Lei nº 13.487/2017, que extinguiu a propaganda partidária gratuita
mediante transmissão por rádio e televisão, a partir de 1º de janeiro de 2018, in verbis: “art. 5º. Ficam revogados, a partir do
dia 1º de janeiro subsequente àpublicação desta Lei, os arts. 45, 46, 47, 48 e 49 e o parágrafo único do art. 52 da Lei nº 9.096,
de 19 de setembro de 1995[1]”.
Precisamente por ter sido revogada a possibilidade de propaganda partidária já para o exercício de 2018, a pretensão deduzida
nas razões desta petição encontra-se fulminada pela perda superveniente do objeto.
Ex positis, julgo prejudicado este pedido, em razão da perda superveniente de seu objeto.
Publique-se. Brasília, 23 de novembro de 2017. Ministro LUIZ FUX Relator
[1] Art. 45. A propaganda partidária gratuita, gravada ou ao vivo, efetuada mediante transmissão por rádio e televisão será
realizada entre as dezenove horas e trinta minutos e as vinte e duas horas para, com exclusividade:
[...]
Art. 46. As emissoras de rádio e de televisão ficam obrigadas a realizar, para os partidos políticos, na forma desta Lei,
transmissões gratuitas em âmbito nacional e estadual, por iniciativa e sob a responsabilidade dos respectivos órgãos de direção.
[...]
Art. 47. Para agilizar os procedimentos, condições especiais podem ser pactuadas diretamente entre as emissoras de rádio e de
televisão e os órgãos de direção do partido, obedecidos os limites estabelecidos nesta Lei, dando-se conhecimento ao Tribunal
Eleitoral da respectiva jurisdição.
Art. 48. O partido registrado no Tribunal Superior Eleitoral que não atenda ao disposto no art. 13 tem assegurada a realização
de um programa em cadeia nacional, em cada semestre, com a duração de dois minutos.
Art. 49. Os partidos com pelo menos um representante em qualquer das Casas do Congresso Nacional têm assegurados os
seguintes direitos relacionados àpropaganda partidária:
[...]
Art. 52.
Parágrafo único. As emissoras de rádio e televisão terão direito a compensação fiscal pela cedência do horário gratuito previsto
nesta Lei.

Processo 0600043-83.2017.6.00.0000

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PROPAGANDA PARTIDÁRIA (11536) Nº 0600043-83.2017.6.00.0000 (PJe) - BRASÍLIA - DISTRITO FEDERAL RELATOR: MINISTRO
LUIZ FUX INTERESSADO: PARTIDO PROGRESSISTA (PP) - NACIONAL Advogados do(a) INTERESSADO: LISE REIS BATISTA DE
ALBUQUERQUE - DF25998, HERMAN TED BARBOSA - DF10001
DECISÃO
EMENTA: PROPAGANDA PARTIDÁRIA. EXERCÍCIO 2018. LEI Nº 13.487/2017. EXTINÇÃO DA PROPAGANDA PARTIDÁRIA NO
RÁDIO E NA TELEVISÃO. PERDA SUPERVENIENTE DO OBJETO. PREJUDICIALIDADE.
O Partido Progressista (PP) requereu a concessão de horário gratuito para difusão de programa partidário para o primeiro

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semestre de 2018, nos termos da Petição no 63831.


Em 25 de setembro de 2017, deferi o pedido, de acordo com as informações prestadas pela Seção de Gerenciamento de Dados
Partidários deste Tribunal Superior.
Ocorre que, em 6 de outubro de 2017, entrou em vigor a Lei nº 13.487/2017, que extinguiu a propaganda partidária gratuita
mediante transmissão por rádio e televisão, a partir de 1º de janeiro de 2018, in verbis: “art. 5º. Ficam revogados, a partir do
dia 1º de janeiro subsequente àpublicação desta Lei, os arts. 45, 46, 47, 48 e 49 e o parágrafo único do art. 52 da Lei nº 9.096,
de 19 de setembro de 1995[1]”.
Precisamente por ter sido revogada a possibilidade de propaganda partidária já para o exercício de 2018, a pretensão deduzida
nas razões desta petição encontra-se fulminada pela perda superveniente do objeto.
Ex positis, julgo prejudicado este pedido, em razão da perda superveniente de seu objeto.
Publique-se.
Brasília, 23 de novembro de 2017. Ministro LUIZ FUX Relator
[1] Art. 45. A propaganda partidária gratuita, gravada ou ao vivo, efetuada mediante transmissão por rádio e televisão será
realizada entre as dezenove horas e trinta minutos e as vinte e duas horas para, com exclusividade:
[...]
Art. 46. As emissoras de rádio e de televisão ficam obrigadas a realizar, para os partidos políticos, na forma desta Lei,
transmissões gratuitas em âmbito nacional e estadual, por iniciativa e sob a responsabilidade dos respectivos órgãos de direção.
[...]
Art. 47. Para agilizar os procedimentos, condições especiais podem ser pactuadas diretamente entre as emissoras de rádio e de
televisão e os órgãos de direção do partido, obedecidos os limites estabelecidos nesta Lei, dando-se conhecimento ao Tribunal
Eleitoral da respectiva jurisdição.
Art. 48. O partido registrado no Tribunal Superior Eleitoral que não atenda ao disposto no art. 13 tem assegurada a realização
de um programa em cadeia nacional, em cada semestre, com a duração de dois minutos.
Art. 49. Os partidos com pelo menos um representante em qualquer das Casas do Congresso Nacional têm assegurados os
seguintes direitos relacionados àpropaganda partidária:
[...]
Art. 52.
Parágrafo único. As emissoras de rádio e televisão terão direito a compensação fiscal pela cedência do horário gratuito previsto
nesta Lei.

Processo 0600319-17.2017.6.00.0000

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PROPAGANDA PARTIDÁRIA (11536) Nº 0600319-17.2017.6.00.0000 (PJe) - BRASÍLIA - DISTRITO FEDERAL RELATOR: MINISTRO
LUIZ FUX INTERESSADO: PARTIDO COMUNISTA DO BRASIL (PC DO B) - NACIONAL Advogado do(a) INTERESSADO: PAULO
MACHADO GUIMARAES - DF05358
DECISÃO
EMENTA: PROPAGANDA PARTIDÁRIA. EXERCÍCIO 2018. LEI Nº 13.487/2017. EXTINÇÃO DA PROPAGANDA PARTIDÁRIA NO
RÁDIO E NA TELEVISÃO. PERDA SUPERVENIENTE DO OBJETO. PREJUDICIALIDADE.
O Partido Comunista do Brasil (PC do B) requereu a concessão de horário gratuito para difusão de programa partidário para o
primeiro semestre de 2018, nos termos da Petição no 67044.
Em 25 de setembro de 2017, deferi o pedido, de acordo com as informações prestadas pela Seção de Gerenciamento de Dados
Partidários deste Tribunal Superior.
Ocorre que, em 6 de outubro de 2017, entrou em vigor a Lei nº 13.487/2017, que extinguiu a propaganda partidária gratuita
mediante transmissão por rádio e televisão, a partir de 1º de janeiro de 2018, in verbis: “art. 5º. Ficam revogados, a partir do
dia 1º de janeiro subsequente àpublicação desta Lei, os arts. 45, 46, 47, 48 e 49 e o parágrafo único do art. 52 da Lei nº 9.096,
de 19 de setembro de 1995[1]”.

Diário da Justiça Eletrônico do Tribunal Superior Eleitoral. Documento assinado digitalmente conforme MP n. 2.200-2/2001, de 24.8.2001, que institui a Infra
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Ano 2017, Número 237 Brasília, quinta-feira, 7 de dezembro de 2017 Página 4 0

Precisamente por ter sido revogada a possibilidade de propaganda partidária já para o exercício de 2018, a pretensão deduzida
nas razões desta petição encontra-se fulminada pela perda superveniente do objeto.
Ex positis, julgo prejudicado este pedido, em razão da perda superveniente de seu objeto.Publique-se.
Brasília, 23 de novembro de 2017. Ministro LUIZ FUX Relator

[1] Art. 45. A propaganda partidária gratuita, gravada ou ao vivo, efetuada mediante transmissão por rádio e televisão será
realizada entre as dezenove horas e trinta minutos e as vinte e duas horas para, com exclusividade:
[...]
Art. 46. As emissoras de rádio e de televisão ficam obrigadas a realizar, para os partidos políticos, na forma desta Lei,
transmissões gratuitas em âmbito nacional e estadual, por iniciativa e sob a responsabilidade dos respectivos órgãos de direção.
[...]
Art. 47. Para agilizar os procedimentos, condições especiais podem ser pactuadas diretamente entre as emissoras de rádio e de
televisão e os órgãos de direção do partido, obedecidos os limites estabelecidos nesta Lei, dando-se conhecimento ao Tribunal
Eleitoral da respectiva jurisdição.
Art. 48. O partido registrado no Tribunal Superior Eleitoral que não atenda ao disposto no art. 13 tem assegurada a realização
de um programa em cadeia nacional, em cada semestre, com a duração de dois minutos.
Art. 49. Os partidos com pelo menos um representante em qualquer das Casas do Congresso Nacional têm assegurados os
seguintes direitos relacionados àpropaganda partidária:
[...]
Art. 52.
Parágrafo único. As emissoras de rádio e televisão terão direito a compensação fiscal pela cedência do horário gratuito previsto
nesta Lei.

Processo 0600004-86.2017.6.00.0000

index: PROPAGANDA PARTIDÁRIA (11536)-0600004-86.2017.6.00.0000-[Veiculação de Propaganda Partidária - Em Bloco,


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PROPAGANDA PARTIDÁRIA (11536) Nº 0600004-86.2017.6.00.0000 (PJe) - BRASÍLIA - DISTRITO FEDERAL RELATOR: MINISTRO
LUIZ FUX INTERESSADO: PARTIDO DA REPÚBLICA (PR) - NACIONAL Advogados do(a) INTERESSADO: ANA DANIELA LEITE E
AGUIAR - DF11653, FERNANDO DE CARVALHO E ALBUQUERQUE - DF30250
DECISÃO
EMENTA: PROPAGANDA PARTIDÁRIA. EXERCÍCIO 2018. LEI Nº 13.487/2017. EXTINÇÃO DA PROPAGANDA PARTIDÁRIA NO
RÁDIO E NA TELEVISÃO. PERDA SUPERVENIENTE DO OBJETO. PREJUDICIALIDADE.
O Partido da República (PR) requereu a concessão de horário gratuito para difusão de programa partidário para o primeiro
semestre de 2018, nos termos da Petição no 62879.
Em 20 de setembro de 2017, deferi o pedido, de acordo com as informações prestadas pela Seção de Gerenciamento de Dados
Partidários deste Tribunal Superior.
Ocorre que, em 6 de outubro de 2017, entrou em vigor a Lei nº 13.487/2017, que extinguiu a propaganda partidária gratuita
mediante transmissão por rádio e televisão, a partir de 1º de janeiro de 2018, in verbis: “art. 5º. Ficam revogados, a partir do
dia 1º de janeiro subsequente àpublicação desta Lei, os arts. 45, 46, 47, 48 e 49 e o parágrafo único do art. 52 da Lei nº 9.096,
de 19 de setembro de 1995[1]”.
Precisamente por ter sido revogada a possibilidade de propaganda partidária já para o exercício de 2018, a pretensão deduzida
nas razões desta petição encontra-se fulminada pela perda superveniente do objeto.
Ex positis, julgo prejudicado este pedido, em razão da perda superveniente de seu objeto.Publique-se.
Brasília, 23 de novembro de 2017. Ministro LUIZ FUX Relator
[1] Art. 45. A propaganda partidária gratuita, gravada ou ao vivo, efetuada mediante transmissão por rádio e televisão será
realizada entre as dezenove horas e trinta minutos e as vinte e duas horas para, com exclusividade:
[...]

Diário da Justiça Eletrônico do Tribunal Superior Eleitoral. Documento assinado digitalmente conforme MP n. 2.200-2/2001, de 24.8.2001, que institui a Infra
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Ano 2017, Número 237 Brasília, quinta-feira, 7 de dezembro de 2017 Página 4 1

Art. 46. As emissoras de rádio e de televisão ficam obrigadas a realizar, para os partidos políticos, na forma desta Lei,
transmissões gratuitas em âmbito nacional e estadual, por iniciativa e sob a responsabilidade dos respectivos órgãos de direção.
[...]
Art. 47. Para agilizar os procedimentos, condições especiais podem ser pactuadas diretamente entre as emissoras de rádio e de
televisão e os órgãos de direção do partido, obedecidos os limites estabelecidos nesta Lei, dando-se conhecimento ao Tribunal
Eleitoral da respectiva jurisdição.
Art. 48. O partido registrado no Tribunal Superior Eleitoral que não atenda ao disposto no art. 13 tem assegurada a realização
de um programa em cadeia nacional, em cada semestre, com a duração de dois minutos.
Art. 49. Os partidos com pelo menos um representante em qualquer das Casas do Congresso Nacional têm assegurados os
seguintes direitos relacionados àpropaganda partidária:
[...]
Art. 52.
Parágrafo único. As emissoras de rádio e televisão terão direito a compensação fiscal pela cedência do horário gratuito previsto
nesta Lei.

Processo 0600006-56.2017.6.00.0000

index: PROPAGANDA PARTIDÁRIA (11536)-0600006-56.2017.6.00.0000-[Veiculação de Propaganda Partidária - Em Inserções]-


DISTRITO FEDERAL-BRASÍLIA
TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL

PROPAGANDA PARTIDÁRIA (11536) Nº 0600006-56.2017.6.00.0000 (PJe) - BRASÍLIA - DISTRITO FEDERAL RELATOR: MINISTRO
LUIZ FUX INTERESSADO: PARTIDO DA SOCIAL DEMOCRACIA BRASILEIRA (PSDB) - NACIONAL Advogados do(a) INTERESSADO:
AFONSO ASSIS RIBEIRO - DF15010, GUSTAVO GUILHERME BEZERRA KANFFER - DF20839
DECISÃO
EMENTA: PROPAGANDA PARTIDÁRIA. EXERCÍCIO 2018. LEI Nº 13.487/2017. EXTINÇÃO DA PROPAGANDA PARTIDÁRIA NO
RÁDIO E NA TELEVISÃO. PERDA SUPERVENIENTE DO OBJETO. PREJUDICIALIDADE.
O Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) requereu a concessão de horário gratuito para difusão de programa partidário
para o primeiro semestre de 2018, nos termos da Petição no 62905.
Em 21 de setembro de 2017, deferi o pedido, de acordo com as informações prestadas pela Seção de Gerenciamento de Dados
Partidários deste Tribunal Superior.
Ocorre que, em 6 de outubro de 2017, entrou em vigor a Lei nº 13.487/2017, que extinguiu a propaganda partidária gratuita
mediante transmissão por rádio e televisão, a partir de 1º de janeiro de 2018, in verbis: “art. 5º. Ficam revogados, a partir do
dia 1º de janeiro subsequente àpublicação desta Lei, os arts. 45, 46, 47, 48 e 49 e o parágrafo único do art. 52 da Lei nº 9.096,
de 19 de setembro de 1995[1]”.
Precisamente por ter sido revogada a possibilidade de propaganda partidária já para o exercício de 2018, a pretensão deduzida
nas razões desta petição encontra-se fulminada pela perda superveniente do objeto.
Ex positis, julgo prejudicado este pedido, em razão da perda superveniente de seu objeto.Publique-se.
Brasília, 23 de novembro de 2017. Ministro LUIZ FUX Relator

[1] Art. 45. A propaganda partidária gratuita, gravada ou ao vivo, efetuada mediante transmissão por rádio e televisão será
realizada entre as dezenove horas e trinta minutos e as vinte e duas horas para, com exclusividade:
[...]
Art. 46. As emissoras de rádio e de televisão ficam obrigadas a realizar, para os partidos políticos, na forma desta Lei,
transmissões gratuitas em âmbito nacional e estadual, por iniciativa e sob a responsabilidade dos respectivos órgãos de direção.
[...]
Art. 47. Para agilizar os procedimentos, condições especiais podem ser pactuadas diretamente entre as emissoras de rádio e de
televisão e os órgãos de direção do partido, obedecidos os limites estabelecidos nesta Lei, dando-se conhecimento ao Tribunal
Eleitoral da respectiva jurisdição.

Diário da Justiça Eletrônico do Tribunal Superior Eleitoral. Documento assinado digitalmente conforme MP n. 2.200-2/2001, de 24.8.2001, que institui a Infra
estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil, podendo ser acessado no endereço eletrônico http://www.tse.jus.br
Ano 2017, Número 237 Brasília, quinta-feira, 7 de dezembro de 2017 Página 4 2

Art. 48. O partido registrado no Tribunal Superior Eleitoral que não atenda ao disposto no art. 13 tem assegurada a realização
de um programa em cadeia nacional, em cada semestre, com a duração de dois minutos.
Art. 49. Os partidos com pelo menos um representante em qualquer das Casas do Congresso Nacional têm assegurados os
seguintes direitos relacionados àpropaganda partidária:
[...]
Art. 52.
Parágrafo único. As emissoras de rádio e televisão terão direito a compensação fiscal pela cedência do horário gratuito previsto
nesta Lei.

Processo 0604070-12.2017.6.00.0000

index: PROPAGANDA PARTIDÁRIA (11536)-0604070-12.2017.6.00.0000-[Veiculação de Propaganda Partidária - Em Bloco]-


DISTRITO FEDERAL-BRASÍLIA
TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL

PROPAGANDA PARTIDÁRIA Nº 0604070-12.2017.6.00.0000 –CLASSE 11536 –BRASÍLIA –DISTRITO FEDERAL (Processo eletrônico)
Relator: Ministro Admar Gonzaga
Requerente: Partido Social Democrata Cristão (PSDC) –Nacional
Advogado: Caio Silva Martins –OAB: 109864/SP

DECISÃO

O Diretório Nacional do Partido Social Democrata Cristão (PSDC) apresentou petição (documento 160.866), na qual requer, com
fundamento no art. 5º da Res.-TSE 20.034, autorização para veiculação de propaganda partidária a ser exibida no primeiro
semestre de 2018, em bloco e em inserções.
A Seção de Gerenciamento de Dados Partidários (Sedap) apresentou informação, na qual menciona que “em 6 de outubro de
2017 entrou em vigor a Lei nº 13.487, que extingue a propaganda partidária no rádio e na televisão a partir de 1º de janeiro de
2018, nos termos de seu artigo 5º”, tendo sido revogados os arts. 45 a 49 e o parágrafo único do art. 52 da Lei 9.096/95 (p. 1 do
documento 164.117).
Diante disso, por meio de despacho (documento 164.181), facultei ao requerente que se manifestasse sobre o prosseguimento
feito.
O partido requerente manifestou o interesse pelo prosseguimento do feito (documento 169.436).
Éo relatório.

Decido.

Conforme relatado, trata-se de petição apresentada pelo Partido Social Democrata Cristão (PSDC) –Nacional (documento
160.866), na qual requer autorização para a veiculação da sua propaganda partidária no primeiro semestre de 2018, em bloco e
em inserções.
O pedido encontra-se prejudicado, tendo em vista a entrada em vigor da Lei 13.487, em 6.10.2017, que extingue a propaganda
partidária no rádio e na televisão a partir de 1º.1.2018.
Nesse sentido, ressalto que esta Corte apreciou, na sessão de 28.11.2017, a PP 0600014-33, feito relativo ao pedido de
veiculação da propaganda partidária do Partido Ecológico Nacional (PEN), assim decidindo:
PROPAGANDA PARTIDÁRIA. PEDIDO DE VEICULAÇÃO NO ANO DE 2018. SUPERVENIÊNCIA DA LEI 13.487/2017. PERDA DO
OBJETO.
A decisão em procedimento de propaganda partidária, cujo escopo éa mera organização da grade de veiculação de acordo com
a ordem de apresentação dos pedidos, não faz coisa julgada e pode ser revista quando constatados fatos supervenientes que
afetem ou impeçam a sua execução.
Com a edição da Lei 13.487/2017, foi extinta a propaganda partidária a partir de 1º.1.2018, ficando os respectivos recursos

Diário da Justiça Eletrônico do Tribunal Superior Eleitoral. Documento assinado digitalmente conforme MP n. 2.200-2/2001, de 24.8.2001, que institui a Infra
estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil, podendo ser acessado no endereço eletrônico http://www.tse.jus.br
Ano 2017, Número 237 Brasília, quinta-feira, 7 de dezembro de 2017 Página 4 3

destinados àcomposição do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC).


Além do descompasso com a lei e a inviabilidade prática do pedido do partido, a eventual veiculação de propaganda partidária
na espécie poderia ensejar indesejável quebra da isonomia entre as agremiações cujos pedidos já foram deferidos e aquelas
cujos pedidos ainda estejam em processamento.
Pedido julgado prejudicado.
Em face da perda de objeto do pedido, determino o arquivamento do presente feito.
Publique-se.
Brasília, 29 de novembro de 2017.

Ministro Admar Gonzaga


Relator

Processo 0603586-94.2017.6.00.0000

index: PROPAGANDA PARTIDÁRIA (11536)-0603586-94.2017.6.00.0000-[Veiculação de Propaganda Partidária - Em Bloco,


Veiculação de Propaganda Partidária - Em Inserções]-DISTRITO FEDERAL-BRASÍLIA
TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL

PROPAGANDA PARTIDÁRIA Nº 0603586-94.2017.6.00.0000 –CLASSE 11536 –BRASÍLIA –DISTRITO FEDERAL (Processo eletrônico)
Relator: Ministro Admar Gonzaga
Requerente: Rede Sustentabilidade (REDE) –Nacional
Advogados: Carla de Oliveira Rodrigues –OAB: 33657/DF e outro

DECISÃO

O Diretório Nacional da Rede Sustentabilidade (REDE) apresentou petição (documento 141.815), na qual requer, com
fundamento na Lei 9.096/95, autorização para veiculação de propaganda partidária a ser exibida no primeiro semestre de 2018,
em bloco e em inserções.
A Seção de Gerenciamento de Dados Partidários (Sedap) apresentou informação na qual menciona que “em 6 de outubro de
2017 entrou em vigor a Lei nº 13.487, que extingue a propaganda partidária no rádio e na televisão a partir de 1º de janeiro de
2018, nos termos de seu artigo 5º”, tendo sido revogados os arts. 45 a 49 e o parágrafo único do art. 52 da Lei 9.096/95 (p. 1 do
documento 164.096).
Diante disso, por meio de despacho (documento 164.179), facultei ao requerente que se manifestasse sobre o prosseguimento
feito.
O partido requerente manifestou o interesse pelo prosseguimento do feito (documento 168.489).
Éo relatório.
Decido.
Conforme relatado, trata-se de petição apresentada pela Rede Sustentabilidade (REDE) –Nacional (documento 141.815), na
qual requer autorização para a veiculação da sua propaganda partidária no primeiro semestre de 2018, em bloco e em
inserções.
O pedido encontra-se prejudicado, tendo em vista a entrada em vigor da Lei 13.487, em 6.10.2017, que extingue a propaganda
partidária no rádio e na televisão a partir de 1º.1.2018.
Nesse sentido, ressalto que esta Corte apreciou, na sessão de 28.11.2017, a PP 0600014-33, feito relativo ao pedido de
veiculação da propaganda partidária do Partido Ecológico Nacional (PEN), assim decidindo:
PROPAGANDA PARTIDÁRIA. PEDIDO DE VEICULAÇÃO NO ANO DE 2018. SUPERVENIÊNCIA DA LEI 13.487/2017. PERDA DO
OBJETO.
1. A decisão em procedimento de propaganda partidária, cujo escopo éa mera organização da grade de veiculação de acordo
com a ordem de apresentação dos pedidos, não faz coisa julgada e pode ser revista quando constatados fatos supervenientes

Diário da Justiça Eletrônico do Tribunal Superior Eleitoral. Documento assinado digitalmente conforme MP n. 2.200-2/2001, de 24.8.2001, que institui a Infra
estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil, podendo ser acessado no endereço eletrônico http://www.tse.jus.br
Ano 2017, Número 237 Brasília, quinta-feira, 7 de dezembro de 2017 Página 4 4

que afetem ou impeçam a sua execução.


2. Com a edição da Lei 13.487/2017, foi extinta a propaganda partidária a partir de 1º.1.2018, ficando os respectivos recursos
destinados àcomposição do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC).
3. Além do descompasso com a lei e a inviabilidade prática do pedido do partido, a eventual veiculação de propaganda
partidária na espécie poderia ensejar indesejável quebra da isonomia entre as agremiações cujos pedidos já foram deferidos e
aquelas cujos pedidos ainda estejam em processamento.
Pedido julgado prejudicado.
Em face da perda de objeto do pedido, determino o arquivamento do presente feito.
Publique-se.
Brasília, 29 de novembro de 2017.

Ministro Admar Gonzaga


Relator

Processo 0600159-89.2017.6.00.0000

index: PROPAGANDA PARTIDÁRIA (11536)-0600159-89.2017.6.00.0000-[Veiculação de Propaganda Partidária - Em Bloco,


Veiculação de Propaganda Partidária - Em Inserções]-DISTRITO FEDERAL-BRASÍLIA
TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL

PROPAGANDA PARTIDÁRIA Nº 0600159-89.2017.6.00.0000 –CLASSE 11536 –BRASÍLIA –DISTRITO FEDERAL (Processo eletrônico)
Relator: Ministro Admar Gonzaga
Requerente: Partido Republicano Progressista (PRP) –Nacional
Advogada: Fernanda Cristina Caprio –OAB: 148931/SP

DECISÃO

O Diretório Nacional do Partido Republicano Progressista (PRP) apresentou petição (documento 65.105), na qual requer, com
fundamento na Lei 9.096/95, autorização para veiculação de propaganda partidária a ser exibida no primeiro semestre de 2018,
em bloco e em inserções.
A Seção de Gerenciamento de Dados Partidários (Sedap) apresentou informação na qual menciona que “em 6 de outubro de
2017 entrou em vigor a Lei nº 13.487, que extingue a propaganda partidária no rádio e na televisão a partir de 1º de janeiro de
2018, nos termos de seu artigo 5º”, tendo sido revogados os arts. 45 a 49 e o parágrafo único do art. 52 da Lei 9.096/95 (p. 1 do
documento 164.083).
Diante disso, por meio de despacho (documento 164.177), facultei ao requerente que se manifestasse sobre o prosseguimento
feito.
Não houve manifestação do partido requerente, conforme certificado pela Secretaria Judiciária.
Éo relatório.

Decido.

Conforme relatado, trata-se de petição apresentada pelo Partido Republicano Progressista (PRP) –Nacional (documento
65.105), na qual requer autorização para a veiculação da sua propaganda partidária no primeiro semestre de 2018, em bloco e
em inserções.
O pedido encontra-se prejudicado, tendo em vista a entrada em vigor da Lei 13.487, em 6.10.2017, que extingue a propaganda
partidária no rádio e na televisão a partir de 1º.1.2018.
Nesse sentido, ressalto que esta Corte apreciou, na sessão de 28.11.2017, a PP 0600014-33, feito relativo ao pedido de
veiculação da propaganda partidária do Partido Ecológico Nacional (PEN), assim decidindo:

Diário da Justiça Eletrônico do Tribunal Superior Eleitoral. Documento assinado digitalmente conforme MP n. 2.200-2/2001, de 24.8.2001, que institui a Infra
estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil, podendo ser acessado no endereço eletrônico http://www.tse.jus.br
Ano 2017, Número 237 Brasília, quinta-feira, 7 de dezembro de 2017 Página 4 5

PROPAGANDA PARTIDÁRIA. PEDIDO DE VEICULAÇÃO NO ANO DE 2018. SUPERVENIÊNCIA DA LEI 13.487/2017. PERDA DO
OBJETO.
A decisão em procedimento de propaganda partidária, cujo escopo éa mera organização da grade de veiculação de acordo com
a ordem de apresentação dos pedidos, não faz coisa julgada e pode ser revista quando constatados fatos supervenientes que
afetem ou impeçam a sua execução.
Com a edição da Lei 13.487/2017, foi extinta a propaganda partidária a partir de 1º.1.2018, ficando os respectivos recursos
destinados àcomposição do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC).
Além do descompasso com a lei e a inviabilidade prática do pedido do partido, a eventual veiculação de propaganda partidária
na espécie poderia ensejar indesejável quebra da isonomia entre as agremiações cujos pedidos já foram deferidos e aquelas
cujos pedidos ainda estejam em processamento.
Pedido julgado prejudicado.
Ressalto que, embora devidamente intimada, não houve qualquer manifestação por parte da agremiação partidária.
Em face da perda de objeto do pedido, determino o arquivamento do presente feito.
Publique-se.
Brasília, 29 de novembro de 2017.

Ministro Admar Gonzaga


Relator

Processo 0600044-68.2017.6.00.0000

index: PROPAGANDA PARTIDÁRIA (11536)-0600044-68.2017.6.00.0000-[Veiculação de Propaganda Partidária - Em Bloco,


Veiculação de Propaganda Partidária - Em Inserções]-DISTRITO FEDERAL-BRASÍLIA
TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL

PROPAGANDA PARTIDÁRIA (11536) Nº 0600044-68.2017.6.00.0000 (PJe) - BRASÍLIA - DISTRITO FEDERAL RELATOR: MINISTRO
LUIZ FUX INTERESSADO: PARTIDO TRABALHISTA BRASILEIRO (PTB) - NACIONAL Advogado do(a) INTERESSADO: LUIZ GUSTAVO
PEREIRA DA CUNHA - RJ137677
DECISÃO
EMENTA: PROPAGANDA PARTIDÁRIA. EXERCÍCIO 2018. LEI Nº 13.487/2017. EXTINÇÃO DA PROPAGANDA PARTIDÁRIA NO
RÁDIO E NA TELEVISÃO. PERDA SUPERVENIENTE DO OBJETO. PREJUDICIALIDADE.
O Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) requereu a concessão de horário gratuito para difusão de programa partidário para o
primeiro semestre de 2018, nos termos da Petição no 63998.
Em 22 de setembro de 2017, deferi o pedido, de acordo com as informações prestadas pela Seção de Gerenciamento de Dados
Partidários deste Tribunal Superior.
Ocorre que, em 6 de outubro de 2017, entrou em vigor a Lei nº 13.487/2017, que extinguiu a propaganda partidária gratuita
mediante transmissão por rádio e televisão, a partir de 1º de janeiro de 2018, in verbis: “art. 5º. Ficam revogados, a partir do
dia 1º de janeiro subsequente àpublicação desta Lei, os arts. 45, 46, 47, 48 e 49 e o parágrafo único do art. 52 da Lei nº 9.096,
de 19 de setembro de 1995[1]”.
Precisamente por ter sido revogada a possibilidade de propaganda partidária já para o exercício de 2018, a pretensão deduzida
nas razões desta petição encontra-se fulminada pela perda superveniente do objeto.
Ex positis, julgo prejudicado este pedido, em razão da perda superveniente de seu objeto.
Publique-se.
Brasília, 4 de dezembro de 2017. Ministro LUIZ FUX Relator

[1] Art. 45. A propaganda partidária gratuita, gravada ou ao vivo, efetuada mediante transmissão por rádio e televisão será
realizada entre as dezenove horas e trinta minutos e as vinte e duas horas para, com exclusividade:
[...]
Art. 46. As emissoras de rádio e de televisão ficam obrigadas a realizar, para os partidos políticos, na forma desta Lei,

Diário da Justiça Eletrônico do Tribunal Superior Eleitoral. Documento assinado digitalmente conforme MP n. 2.200-2/2001, de 24.8.2001, que institui a Infra
estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil, podendo ser acessado no endereço eletrônico http://www.tse.jus.br
Ano 2017, Número 237 Brasília, quinta-feira, 7 de dezembro de 2017 Página 4 6

transmissões gratuitas em âmbito nacional e estadual, por iniciativa e sob a responsabilidade dos respectivos órgãos de direção.
[...]
Art. 47. Para agilizar os procedimentos, condições especiais podem ser pactuadas diretamente entre as emissoras de rádio e de
televisão e os órgãos de direção do partido, obedecidos os limites estabelecidos nesta Lei, dando-se conhecimento ao Tribunal
Eleitoral da respectiva jurisdição.
Art. 48. O partido registrado no Tribunal Superior Eleitoral que não atenda ao disposto no art. 13 tem assegurada a realização
de um programa em cadeia nacional, em cada semestre, com a duração de dois minutos.
Art. 49. Os partidos com pelo menos um representante em qualquer das Casas do Congresso Nacional têm assegurados os
seguintes direitos relacionados àpropaganda partidária:
[...]
Art. 52.
Parágrafo único. As emissoras de rádio e televisão terão direito a compensação fiscal pela cedência do horário gratuito previsto
nesta Lei.

Processo 0603755-81.2017.6.00.0000

index: PROPAGANDA PARTIDÁRIA (11536)-0603755-81.2017.6.00.0000-[Veiculação de Propaganda Partidária - Em Bloco,


Veiculação de Propaganda Partidária - Em Inserções]-DISTRITO FEDERAL-BRASÍLIA
TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL

PROPAGANDA PARTIDÁRIA (11536) Nº 0603755-81.2017.6.00.0000 (PJe) - BRASÍLIA - DISTRITO FEDERAL RELATOR: MINISTRO
LUIZ FUX REQUERENTE: PARTIDO VERDE (PV) - NACIONAL Advogado do(a) REQUERENTE: VERA LUCIA DA MOTTA - SP59837
DECISÃO
EMENTA: PROPAGANDA PARTIDÁRIA. EXERCÍCIO 2018. LEI Nº 13.487/2017. EXTINÇÃO DA PROPAGANDA PARTIDÁRIA NO
RÁDIO E NA TELEVISÃO. PERDA SUPERVENIENTE DO OBJETO. PREJUDICIALIDADE.
O Partido Verde (PV) requereu a concessão de horário gratuito para difusão de programa partidário para o primeiro semestre
de 2018, nos termos da Petição no 145707.
Em 28 de setembro de 2017, deferi o pedido, de acordo com as informações prestadas pela Seção de Gerenciamento de Dados
Partidários deste Tribunal Superior.
Ocorre que, em 6 de outubro de 2017, entrou em vigor a Lei nº 13.487/2017, que extinguiu a propaganda partidária gratuita
mediante transmissão por rádio e televisão, a partir de 1º de janeiro de 2018, in verbis: “art. 5º. Ficam revogados, a partir do
dia 1º de janeiro subsequente àpublicação desta Lei, os arts. 45, 46, 47, 48 e 49 e o parágrafo único do art. 52 da Lei nº 9.096,
de 19 de setembro de 1995[1]”.
Precisamente por ter sido revogada a possibilidade de propaganda partidária já para o exercício de 2018, a pretensão deduzida
nas razões desta petição encontra-se fulminada pela perda superveniente do objeto.
Ex positis, julgo prejudicado este pedido, em razão da perda superveniente de seu objeto.
Publique-se.
Brasília, 23 de novembro de 2017. Ministro LUIZ FUX Relator
[1] Art. 45. A propaganda partidária gratuita, gravada ou ao vivo, efetuada mediante transmissão por rádio e televisão será
realizada entre as dezenove horas e trinta minutos e as vinte e duas horas para, com exclusividade:
[...]
Art. 46. As emissoras de rádio e de televisão ficam obrigadas a realizar, para os partidos políticos, na forma desta Lei,
transmissões gratuitas em âmbito nacional e estadual, por iniciativa e sob a responsabilidade dos respectivos órgãos de direção.
[...]
Art. 47. Para agilizar os procedimentos, condições especiais podem ser pactuadas diretamente entre as emissoras de rádio e de
televisão e os órgãos de direção do partido, obedecidos os limites estabelecidos nesta Lei, dando-se conhecimento ao Tribunal
Eleitoral da respectiva jurisdição.
Art. 48. O partido registrado no Tribunal Superior Eleitoral que não atenda ao disposto no art. 13 tem assegurada a realização
de um programa em cadeia nacional, em cada semestre, com a duração de dois minutos.
Art. 49. Os partidos com pelo menos um representante em qualquer das Casas do Congresso Nacional têm assegurados os

Diário da Justiça Eletrônico do Tribunal Superior Eleitoral. Documento assinado digitalmente conforme MP n. 2.200-2/2001, de 24.8.2001, que institui a Infra
estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil, podendo ser acessado no endereço eletrônico http://www.tse.jus.br
Ano 2017, Número 237 Brasília, quinta-feira, 7 de dezembro de 2017 Página 4 7

seguintes direitos relacionados àpropaganda partidária:


[...]
Art. 52.
Parágrafo único. As emissoras de rádio e televisão terão direito a compensação fiscal pela cedência do horário gratuito previsto
nesta Lei.

CORREGEDORIA ELEITORAL

(NÃO HÁ PUBLICAÇÕES NESTA DATA)

SECRETARIA DO TRIBUNAL

Atos do Diretor-Geral

Portaria

comissão de Inventário. TSE

Portaria TSE nº 944, de 05 de dezembro de 2017.


Comissão de Inventário do Tribunal Superior Eleitoral.
O DIRETOR-GERAL DA SECRETARIA DO TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL, no uso das atribuições que lhe são conferidas pelo
inciso VIII do art. 116 do Regulamento Interno e considerando o que consta no Procedimento Administrativo-SEI nº
2017.00.000014185-0,
R E S O L V E:
Art. 1º Fica instituída a Comissão de Inventário, composta pelos servidores Astrogildo de Oliveira Sena, matrícula nº 30900061,
Bruno Mourão Almeida, matrícula nº 30901308, Marco Aureliano dos Santos, matrícula nº 30900908, e Paschoal Rosseti Neto,
matrícula nº 30900636, para, sob a coordenação do primeiro, procederem à realização de inventário de todos os materiais de
consumo estocados no almoxarifado deste Tribunal e, por amostragem, levantarem o acervo de materiais permanentes.
Art. 2º Revoga-se a Portaria TSE nº 1188, de 1º de dezembro de 2016.
Art. 3º Esta portaria entra em vigor na data da publicação.
MAURICIO CALDAS DE MELO
DIRETOR-GERAL
Documento assinado eletronicamente em 05/12/2017, às 20:50, conforme art. 1º, §2º, III, b, da Lei 11.419/2006.
A autenticidade do documento pode ser conferida em
https://sei.tse.jus.br/sei/controlador_externo.php?acao=documento_conferir&id_orgao_acesso_externo=0&cv=0613231&crc=
A23C1642, informando, caso não preenchido, o código verificador 0613231 e o código CRC A23C1642.
2017.00.000014185-0

SECRETARIA DE ADMINISTRAÇÃO

(NÃO HÁ PUBLICAÇÕES NESTA DATA)

Diário da Justiça Eletrônico do Tribunal Superior Eleitoral. Documento assinado digitalmente conforme MP n. 2.200-2/2001, de 24.8.2001, que institui a Infra
estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil, podendo ser acessado no endereço eletrônico http://www.tse.jus.br
Ano 2017, Número 237 Brasília, quinta-feira, 7 de dezembro de 2017 Página 4 8

SECRETARIA DE CONTROLE INTERNO E AUDITORIA

(NÃO HÁ PUBLICAÇÕES NESTA DATA)

SECRETARIA DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

(NÃO HÁ PUBLICAÇÕES NESTA DATA)

SECRETARIA DE GESTÃO DA INFORMAÇÃO

(NÃO HÁ PUBLICAÇÕES NESTA DATA)

COMISSÃO PERMANENTE DE ÉTICA E SINDICÂNCIA DO TSE

(NÃO HÁ PUBLICAÇÕES NESTA DATA)

Diário da Justiça Eletrônico do Tribunal Superior Eleitoral. Documento assinado digitalmente conforme MP n. 2.200-2/2001, de 24.8.2001, que institui a Infra
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