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DOMÍNIO DA

PALAVRA:
MATEMÁTICA E A CIÊNCIA

Um livreto contendo a filosofia, como também


uma extensão sugerida dos conceitos e propósitos
de vanguarda, e um currículo consecutivo para
o ensino do domínio sobre a criação no lar cristão
e na escola de igrejas.

Paul W. Jehle
1994

The New Testament Christian School


(Escola Cristã do Novo Testamento)
1120 Long Pond Road

0
Plymouth, MA 02360
508-888-1889
DOMÍNIO DA PALAVRA:
MATEMÁTICA E CIÊNCIA

Esse esboço para o ensino do Domínio dentro de um currículo de escola cristã foi tirado do
Capítulo 44 do Livro “Go Ye Therefore on Teach All Nations” ( “Ide Portanto e Ensinai a Todas as
Nações” ). É um material com direitos autorais, e, portanto, não deve ser copiado de forma nenhuma.
Recomendamos veementemente que você obtenha todo o livro (em dois volumes) mencionado acima
da Casa Publicadora – Plymouth Rock Foundation, P.O. 577, Marlborough, NH 03455 U.S.A.
“E Deus disse: Façamos o homem à nossa imagem, segundo a nossa semelhança; e que ele tenha
domínio sobre os peixes do mar e sobre as aves do céu, sobre o gado, sobre toda a terra, e sobre
todo o réptil que se arrasta sobre a terra” (Gênesis 1:26).

“Pois Tu o fizeste um pouco inferior aos anjos e coroaste com glória e honra. Tu fizeste com que
ele tivesse domínio sobre as obras das Tuas mãos; Tu colocaste todas as coisas sob os seus pés...”
(Salmos 8:5,6).

Deus criou os céus e a terra para que eles funcionassem através de leis invisíveis. Estas leis fazem
parte do desígnio de Deus. O homem, sendo criado à imagem de Deus, é semelhante ao seu Criador,
porém ele não pode criar a partir do nada. Como uma expressão da imagem de Deus, o homem cria e
planeja as coisas, usando leis que Deus já embutiu no Universo, a fim de que ele possa glorificar o Seu
Criador e servir aos seus semelhantes.

Muito embora estas próprias leis não possam ser vistas, os efeitos delas são continuamente
observados e praticados como parte da vida de todos os indivíduos. O plano de Deus, como já vimos, é
fazer com que o homem deduza e descubra estas leis, e, aí então, que ele repovoe a terra ou a reencha,
com uma expressão criativa que aperfeiçoe o serviço e o progresso do Reino de Deus na terra.1

A palavra Domínio, usada em Gênesis 1:26 significa literalmente “esmagar com os pés”, como
uma prensa de lagar (de vinho). Ela também significa “subjugar, dominar sobre”, ou “possuir, tomar
posse de”. 2 Outras palavras do Antigo Testamento relativas a isto expandem o significado e incluem
“dar um decreto; tornar semelhante”, “jurisdição, príncipe”, “possessão, propriedade”, e “a mão do
homem ou de Deus; poder, força”.3 No Novo Testamento o seu significado envolve definições
semelhantes, tais como “trazer sob o poder de alguém, exercer senhorio, exercer influência sobre,
propriedade, força, poder, poderio...”.4 Esta palavra é usada em todas as Escrituras com relação ao
governo (ou Reino) de Deus sobre a criação e humanidade. Webster define esta palavra com o seguinte
significado:
--------------
1
Veja o Capítulo 7 do “Go Ye Therefore....” (Ide portanto...) para uma exposicão deste conceito do repovoamento
que Deus nos deu como uma expressão da nossa responsabilidade de exercermos a liberdade concedida por Deus.
2
Gesenius’ Hebrew Chaldee Lexicon The Old Testament (Léxico Hebraico-Caldeu do Antigo Testamento
de Gesenius, pág. 758
3
Idem, palavras no. 4910,4915, 4475, e 3027 na forma definida no Gesenius
4
Thayer’s Greek-English Lexicon of the New Testament (Léxico do Novo Testamento grego-inglês de Thayer),
definindo as palavras no. 2634, 2961-63, 2904.

1
Do livro:
Go Ye Therefore and Teach All Nations ( Ide Portanto e Ensinai Todas as Nações )
Domínio – “1. Autoridade soberana ou suprema; o poder de se governar ou controlar. 2. Poder
para se dirigir, controlar, usar e desfazer-se de, segundo a própria vontade; direito de posse e
uso sem ser responsável; como o domínio privativo de indivíduos. 3. Território sob um governo;
região, país; distrito governado ou dentro dos limites da autoridade de um príncipe ou estado...”

A palavra “domínio” compreende, portanto, a jurisdição e autoridade delegada do homem. O


domínio absoluto pertence somente a Deus. A humanidade desfruta de um domínio limitado ou
jurisdicional com relação aos mandamentos e as direções de Deus. É evidente que ao lermos
atenciosamente as Escrituras que o homem recebeu o domínio sobre a Criação e, num sentido
governamental limitado, o domínio sobre os outros homens. É através do pecado e do abuso que o
homem exerce um controle tirânico sobre os outros homens. No entanto, ele deve exercer o domínio
sobre a Criação.

É importante percebermos no estudo da Criação que a natureza de Deus é evidente em tudo o que
Ele fez. Há um Deus (Gênesis 1:1), e portanto um só Criador, uma só lei, um só padrão absoluto,
consistência, ordem e infinidade. Ao mesmo tempo, contudo, Deus é plural (Gênesis 1:26A), um Ser
Triuno. Portanto, há uma diversidade, variedade, tipos, e uma capacidade para o homem produzir
criativamente a partir do que Deus já produziu. Há uma perfeita harmonia entre a unidade e a
diversidade de Deus. Todas as outras religiões e filosofias forçam a realidade a uma unidade sem
nenhuma diversidade, ou forçam para o outro extremo da diversidade em que não há nada que se
conecte e se una a outras coisas – um pluralismo. Estes dois extremos acabam no mesmo local básico:
confusão. Somente na crença trinitária em Deus é que há unidade e diversidade.

O que isto tem a ver com o domínio? Tudo, pois o selo da unidade e diversidade de Deus encontra-
se em toda a parte, para ser visto em Sua Criação. Ele tem o domínio, a propriedade e a posse da Sua
Criação, e agora Ele deseja que o homem faça o mesmo – em Sua imagem.

“Pois as coisas invisíveis d’Ele, desde a Criação do mundo são claramente vistas, sendo
compreendidas pelas coisas criadas, até mesmo o Seu eterno poder e divindade; Assim sendo eles
são inescusáveis” (Romanos 1:20).

É esta postura que cada crente e estudioso precisa adquirir. São os estudantes das obras de Deus,
querendo aprender d’Ele, a fim de que possamos assumir o domínio ou o governo sobre a Criação.
Fazemos isto criativamente, não como robôs, pois também exercemos a diversidade na natureza de
Deus quando produzimos a partir do que Ele nos deu.

O que significa exercermos o domínio, especialmente sobre a Criação de Deus? Já vimos que esta
jurisdição se estende às obras da Mão de Deus na terra: os peixes, passarmos, os animais, e a própria
terra. Isto declara um tipo de relacionamento que devemos ter com o nosso meio-ambiente. Devemos
domina-lo e, contudo, ser submissos e obedientes às leis que Deus nos deu para uso apropriado e não o
abuso do meio-ambiente. Se quisermos assumir o domínio da Criação a fim de repovoarmos a terra,
primeiramente devemos descobrir as leis com as quais Deus exerce o domínio e, aí então, tornarmo-nos
co-regentes com Deus, expressando este domínio através de um domínio natural e espiritual. Considere
o seguinte diagrama com relação ao significado de Gênesis 1:28, ou o mandamento de domínio.

2
Domínio da Palavra:
Matemática e Ciência

“E Deus os abençoou, e Deus lhes disse:


Frutificai e multiplicai-vos, e repovoai a terra, e dominai-a...”

Respeito pela Vida Liberdade para se Inventar Ter posse e possuir

Observe as Use estas


leis da Criação leis em
de Deus novas áreas
(Ciências) (Matemática)

Postura do Resultado da
crente obediência

“e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves do céu, e sobre todas as


criaturas vivas que se movem sobre a terra.”

As matérias acadêmicas da matemática e da ciência são os dois lados da moeda, que capacitam o
homem a obedecer. O “mandamento de domínio” de Deus. A matemática é simplesmente a expressão
numéricas das leis físicas, e a ciência nos dá as ferramentas para investigarmos a Criação e
descobrirmos estas leis. Podemos começar com a ciência (descobrindo as leis através da observação e
da experimentação) e, aí então, expressarmos estas leis numericamente, freqüentemente com fórmulas
(uma expressão matemática de uma lei). Podemos então começar com a lei matemática, e darmos um
passo pela fé, aplicando esta mesma lei numa área diferente. A primeira é dedutiva e a segunda,
indutiva. Ambas são válidas, sob a autoridade de Deus, quando observamos a Criação como sendo o
Seu domínio. Estas duas disciplinas acadêmicas estão casadas com a mesma canga (ou jugo) numa
união prática.

A separação ou isolamento da disciplina da ciência nos anos recentes no currículo das escolas
resultou em formandos que não tem nenhuma compreensão com relação à forma pela qual as
disciplinas da matemática e da ciência devem ser usadas. Carecemos de indivíduos com incentivo para
observarem a Criação, descobrirem as suas leis, e aí então usarem estas leis para assumir o domínio das
áreas ainda não controladas em nossa mordomia da terra. Num certo sentido, a matemática é a fé das
ciências. Uma vez que uma lei é descoberta através de uma observação contínua (ciência), ela é escrita
numa fórmula matemática e, através das leis da matemática, podemos usar esta fórmula para
predizermos com certeza o que acontecerá quando esta lei é aplicada numa área que ainda não
observamos (ou vista com os nossos próprios olhos). A matemática neste sentido é a disciplina do
exercício da fé, projetando a evidência das coisas não vistas. A separação destas matérias tem
danificado a nossa fé em Deus e causado o surgimento de uma geração disposta a adaptar-se ao meio-
ambiente ao invés de conquista-lo e aumentar o nosso domínio dele.

O domínio no Antigo Testamento era muito prático, tendo a ver com a rotação das plantações e a
formação de ferramentas (o domínio da mão sobre a terra na formação de ferramentas está implícito
num dos significados literais da palavra “domínio”). O indivíduo obediente, que vê todas as coisas
como sendo criadas por Deus para um propósito, vê que o seu domínio sobre a criação física faz parte
da sua autoridade jurisdicional. Ele compreende que a disciplina de se entender as leis pelas quais Deus
3
governa a terra e o mundo animal têm o propósito de estender a sua responsabilidade moral no sentido
de aumentar a civilização de retidão de Deus como Seu Reino dentre as nações.

Vamos restaurar esta visão de domínio natural para o serviço de Deus para os nossos filhos.
Precisamos ver que os cristãos que compreendem a Palavra de Deus deveriam estar tomando a
liderança na formação de novas invenções e descobertas. Que Deus nos conceda a oportunidade de
vermos estes novos líderes surgindo nas próximas gerações! O Senhorio de Jesus será então expresso
na Sua mais alta Criação – o Homem.

A Matemática Definida

A matemática forma a obra “interna” das ciências. A sua linguagem de números nos ajuda a
estendermos as leis pelas quais Deus governa a Criação com fé, a fim de viajarmos, voarmos,
comunicarmo-nos e conduzirmos muitas outras áreas de serviços ao homem como um reflexo do nosso
amor por Deus. Devido o fato de que tanto as disciplinas da matemática como da ciência estão tão
intimamente ligadas, os seus rudimentos também estarão. Vamos começar, definindo a palavra
“matemática” e o seu vocabulário relacionado do Dicionário de Webster de 1828:

Matemática – “A ciência da quantidade; a ciência que trata da magnitude ou de número ou de


qualquer coisa que possa ser medida ou numerada. Esta ciência divide-se em pura ou
especulativa, que considera a quantidade abstratamente, sem relação à matéria; e mista que trata
da magnitude como que subsistindo em corpos materiais e, está, conseqüentemente, entrelaçadas
com considerações físicas. A excelência peculiar da matemática está no fato de que os seus
princípios são demonstráveis. A aritmética, geometria, álgebra, trigonometria, e as sessões
cônicas são ramos da matemática.”

Quantidade – “A propriedade de qualquer coisa que pode ser aumentada ou diminuída...5


...qualquer coisa que pode ser multiplicada, dividida, ou medida.”

Magnitude – “Extensão das dimensões ou partes; volume; tamanho...”

Número – “Provavelmente o sentido radical é falar, nomear, ou contar, como a nossa


palavra contar em outros dialetos, é numerar. Número 1 a designação de uma unidade com
referência a outras unidades, calcular, contar, e numerar... Contar; calcular; verificar as
unidades de qualquer soma, coleção, ou multidão.”

Medida – “1. Todas as dimensões de uma coisa, incluindo-se o comprimento, a largura, e


espessura. 2. Aquele através do qual a extensão ou dimensões são verificadas, o
comprimento, a largura, a espessura, a capacidade, ou quantidade.”

Abstrato – “1. Extrair de, ou separar... os números abstratos são números usados sem
aplicação a coisas...”

Entrelaçar – “1. Entretecer; misturar-se ou unir numa textura ou construção...”

Demonstrável – “Que pode ser demonstrado; que pode ser provado além de qualquer
dúvida ou contradição; capaz de ser demonstrado por certas evidências ou por uma
evidência que não admite nenhuma dúvida; com, os princípios da geometria...”

4
Ao ponderarmos sobre estas definições, quatro rudimentos distintos da matemática aparecem. Em
primeiro lugar, a matemática é a ciência da quantidade e trata do aumento ou diminuição. Isto é
simplesmente o rudimento da contagem e envolve as operações da adição, subtração, multiplicação, e
divisão que são basicamente o contarmos da frente e para trás. A contagem é o aspecto mais simples do
assumirmos o domínio sobre o nosso meio-ambiente.

O segundo rudimento que aparece bem facilmente é o da magnitude ou número. Envolve a


denominação de quantidades com símbolos e o que é comumente chamado de notação (símbolos
romanos e árabes) e numeração (o uso de símbolos para se representar quantidades de números e valor
de posição). O terceiro rudimento da matemática é a medição, que é a capacidade de se usar números e
operações para se determinar o tamanho ou o volume de qualquer coisa. As áreas de medição
geralmente incluem a geométrica (terra, distância), física (peso e temperatura), cronológica (tempo), e
monetária. Finalmente, o quarto rudimento envolve a demonstração, ou o uso prático da matemática.
Isto geralmente assume a forma ou habilidade de se resolver problemas de palavras e relaciona isto
com a vida cotidiana, ou um dos ramos científicos. É a plena execução de todos os rudimentos no
sentido prático com o propósito de se tomar o domínio sobre uma área da vida.

É interessante notarmos que os vários ramos da matemática anotados por Webster em sua
definição original geralmente expandem várias áreas dos rudimentos que acabamos de deduzir. Reflita
sobre as suas breves definições e rudimento que elas expandem. Mantenha em mente que cada
rudimento de uma matéria é semelhante a uma área específica de capacidade que deve ser dominada. A
razão pela qual deduzimos os rudimentos é para que possamos ensinar estas habilidades específicas, e,
aí então, a criança poderá dominar toda a disciplina de uma maneira mais compreensiva e abrangente.

Aritmética – “Ciência dos números ou a arte da computação. As várias operações da


aritmética são executadas pela adição, subtração, multiplicação, e divisão.” – Este é o ramo
mais simples da matemática e envolve a capacidade de contar, ou de se dominar as operações
rudimentares.

Álgebra – “A redução das partes a um inteiro, ou frações a números inteiros, do verbo que
significa ‘consolidar’... A ciência da quantidade em geral, ou aritmética universal. A álgebra
é um método geral de computação, no qual sinais e símbolos, que comumente são as letras do
alfabeto, são usados para se representar números e quantidades.” – (É um ramo ampliado do
rudimento da contagem, pois ela envolve a contagem de quantidades mais complexas).

Geometria – “Originalmente e apropriadamente a arte de se medir a terra, ou qualquer


distância ou dimensão sobre ela. No entanto, a geometria agora significa a ciência da
magnitude em geral, abrangendo a doutrina e as relações de qualquer coisa que seja
suscetível a um aumento e a uma diminuição como a medição de linhas, sólidos, velocidades,
pesos, com as suas várias relações.” – (Como podemos ver pela definição, o aspecto mais
simples da geometria envolve a habilidade de se medir linhas mas isto também pode ser
estendido a todas as três dimensões).

Trigonometria – “A medição de triângulos; a ciência da determinação dos lados e ângulos


de triângulos, por meio de certas partes que são dadas.” – (Esta é uma óbvia extensão de
uma aplicação mais restrita da habilidade de medição).

5
Seções Cônicas – “Uma linha curva formada pela intersecção de um cone e um plano. As
seções cônicas são a parábola, a hipérbole, e a elipse.” – (Esta extensão da medição em
campos mais restritos também originaram a disciplina do Cálculo).

A natureza da estrutura rudimentar da matemática é facilmente discernida. Se ela for ensinada


desta forma sistemática, ela também pode ser dominada mais facilmente. Colocando-se primeiramente
os alicerces rudimentares de se contar para frente e para trás, de ler e escrever números, de medir
diferentes aspectos do meio-ambiente e de se raciocinar estas capacidades com relação a problemas
cotidianos práticos, a criança pode tornar-se um sólido matemático, ao invés de um indivíduo confuso
que simplesmente “não é bom com números”. James V.Kilkenny, escrevendo no Guide to American
Christian Education in the Home and School (Guia à Educação Cristã no Lar e na Escola) de Jim Rose
faz a seguinte observação com relação à importância de ensinarmos os rudimentos da matéria da
aritmética antes de avançarmos a outros ramos mais elevados.

“Aritmética, o que é isto? Todos os alunos da escola secundária estudaram esta matéria por nove
ou dez anos, e muitos são habilidosos em suas operações. Mas será que os relacionamentos entre
as várias operações são compreendidos? A ciência ou arte da aritmética é geralmente percebida
como sendo um emaranhado infinito de fatos, e este problema pode ser corrigido, ensinando-se
aritmética com a Abordagem por Princípios, isto é, ensinando-se do todo de uma matéria para as
suas partes, definindo-se a matéria, o seu vocabulário, e os seus primeiros princípios, e
ensinando-se os alunos a raciocinarem a partir destes princípios em todas as suas tarefas.

“Este método produz alunos de aritmética que têm confiança, criatividade, e habilidade com
números. Há uma grande distinção entre aprender-se automaticamente e aprender-se pelo
raciocínio. O aluno que é ensinado a raciocinar a partir das definições dos termos, princípios, e
regras desenvolve um domínio da sua matéria e não ficará limitado a resolver somente os
problemas para os quais ele memorizou as fórmulas.” 5

É a dedução da matemática (como também da aritmética de todos os outros ramos) aos seus
rudimentos, e então o ensino destes princípios a cada aluno com o propósito de dominá-los, que é a
verdadeira aplicação do que foi chamado de “abordagem por princípios”. Em qualquer disciplina, os
rudimentos deveriam servir como uma diretriz de ênfase durante a extensão total de cada curso e às
vezes deveriam ser ensinados semanalmente com o propósito de uma revisão holística e domínio.

O Propósito Bíblico De Se Ensinar a Matemática

A matemática é a língua da lei física. Isto se aplica espiritualmente e naturalmente. Deus usa a
linguagem matemática para se descrever como Ele opera conosco espiritualmente, e também como Ele
governa a Criação. Precisamos compreender que a matemática é uma linguagem. Para alguns ela é uma
língua estrangeira, contudo, ela é uma língua! Ao discernirmos os propósitos pelos quais ensinamos
esta disciplina, uma vez mais, eles são dois: com relação a Deus e também com relação à humanidade e
para a extensão do domínio sobre a terra.

--------------
5
Kilkenny, James, Teaching Arithmethic From The Principle Approach (Ensinando-se Aritmética a Partir da Abordagem
por Princípios), pág. 231 do Guia, de Jim Rose. Recomendamos toda esta seção a todos os professores de aritmética
elementar a estudem. Ela está completa com diagramas e dicas úteis. Também, neste mesmo livro, nas páginas 427-447 o
ramo da álgebra é abordado da mesma maneira.
6
(1) O propósito espiritual da matemática é revelar a maneira de Deus de lidar com as nossas vidas.
Muitas vezes Ele usa a terminologia matemática, como foi mencionado acima, a fim de comunicar
os Seus propósitos a nós.

O primeiro propósito de qualquer matéria é a sua natureza revelatória. A matemática revela a


ordem de Deus em Suas operações conosco. A terminologia da matemática descreve a maneira pela
qual Deus tem a intenção de nos transformar e nos ajustar de acordo com a Sua imagem. Isto é
claramente revelado em toda a matemática, mas especialmente nos ramos que enfatizam um aspecto
específico do governo ou domínio de Deus.

“Ensina-nos a contar os nossos dias, para que possamos aplicar os nossos corações à sabedoria”
(Salmos 90:12).

“ ... mas os próprios cabelos de vossa cabeça estão todos contados” (Mateus 10:30).

“ ... Ele toma a medida das águas” (Jô 28:25).

“Poderás tu esquadrinhar e alcançar a Deus? A sua medida é maior do que a terra e mais larga
do que o mar” (Jó 11:7,9).

“Senhor, faz-me saber o meu fim e a medida dos meus dias, qual é, para que eu possa saber quão
frágil eu sou” (Salmos 49:3).

“ ... com a mesma medida que medirdes vos será medido também” (Mateus 7:2).

“Dizendo, certamente abençoando vos abençoarei, e multiplicando vos multiplicarei” (Hebreus


6:14).

(2) O Propósito Natural da matemática é ajudar-nos a assumirmos o domínio na criação física.

Este propósito envolve a aplicação criativa das leis físicas com “fé” para a sua confiabilidade. Isto
envolve a experimentação, o “método científico”, e, aí então a execução fiel das leis da matemática a
fim de nos ajudar a administrarmos a terra e os seus recursos para servirmos uns aos outros e para a
glória de Deus. Considere a introdução de um texto aritmético autodidata de 1802 intitulado The
Scholar’s Arithmetic (Aritmética do Estudioso). Ele aborda o propósito natural e espiritual das
disciplinas da matemática.

“Impressione profundamente a sua mente com um sentimento da importância do conhecimento


aritmético. As grandes considerações da vida não pode de forma nenhuma ser conduzidas sem
isto. Não pense, portanto, que nenhum sacrifício seja grande demais para ser concedido para um
fim tão nobre assim. Expulse para longe de você a preguiça e a ociosidade – elas são grandes
inimigos do aperfeiçoamento. Lembre-se que a juventude semelhantemente à manhã passa
rapidamente, e que as oportunidades, uma vez que sejam negligenciadas, nunca podem ser
recuperadas.

7
“Em primeiro lugar é preciso que seja implantada em sua mente um firme deleite no estudo. Faça
sua a seguinte inclinação: ‘um desejo realizado é doce à alma.’ Não tenha pressa de terminar o
seu livro rápido demais. Muita instrução pode ser dada nas seguintes palavras: Compreenda tudo
enquanto você estiver lendo. Cada regra deve ser primeiramente memorizada; depois os exemplos
nas ilustrações, e todas as observações devem ser lidas com muito cuidado. Não há sequer
nenhuma palavra inserida neste Tratado que não tenha o desígnio que não devesse ser estudado
pelo Estudioso.

“Tanto quanto possível, esforce-se para fazer tudo por si próprio. Uma só coisa descoberta pelo
seu próprio pensamento e reflexão será de mais uso real para você do que vinte coisas que foram
ditas por um instrutor. Não seja vencido por pequenas dificuldades aparentes, mas, ao invés,
esforce-se para vencer estas coisas através da paciência e da aplicação, a fim de que o seu
progresso seja fácil e que o objeto dos seus esforços sejam certos.

OS SÁBIOS HERDARÃO A GLÓRIA,


MAS A VERGONHA SERÁ A PROMOÇÃO DOS TOLOS” 6

Visão Cristã da Matemática Versus Visão Humanística da Matemática

O propósito da matemática tem sido perdido cada vez mais, à medida em que temos ficado
distraídos com as filosofias contrárias ao cristianismo. O cristianismo fundamenta a matemática e a
ciência em absolutos num Deus que guarda as leis. Quando este fundamento é destruído as ciências
tornam-se um navio sem nenhuma vela no meio de uma tempestade. Idéias pagãs preenchem o vazio
deixado por crentes ignorantes, muito semelhantemente à maneira pela qual a filosofia da evolução tem
feito na ciência. Uma vez que a matemática é a linguagem da lei física, a “matemática moderna” (a
expressão humanística de um sistema sem leis da matemática) é a língua da evolução. Observe os
comentários de Vern S. Poythress com relação aos fundamentos da matemática.

“Talvez o leitor fique surpreso que nem todos concordam que ‘2 + 2 = 4’ é verdadeiro. Mas,
pensando bem, deve ser aparente que nenhum monista radical pode permanecer satisfeito com
‘2 +2 = 4.’ se, com Parmides as pessoas acham que tudo é uma só coisa, se com o Hinduísmo
vedântico, as pessoas acham que toda a pluralidade é uma ilusão ‘2 + 2 = 4’ é uma afirmação
ilusória. No estágio final da existência 1 + 1 = 1.

“O que isto subentende? Até mesmo a mais simples das verdades aritméticas pode ser confirmada
somente com uma visão do mundo que reconheça uma última pluralidade metafísica no mundo –
quer seja uma pluralidade trinitariana, politeística, ou produzida por probabilidades. Ao mesmo
tempo, as mais simples verdades aritméticas também pressupõe uma última unidade metafísica
para o mundo – pelo menos uma unidade suficiente para se guardar a existência continuada dos
‘mesmos’. Duas maçãs permanecem maçãs enquanto eu as estou contando; o símbolo ‘2’ é o
mesmo símbolo em ocasiões diferentes, representando o mesmo número.” 7

--------------
6
Adams, Daniel, The Scholar’s Arithmetic (Aritmética do Estudioso), Adams & Wilder, Leominster,
Massachussetts, 1802, Introdução

8
7
Poythress, Vern S., Uma Visão Bíblica da Matemática, pág. 161 do Foundations of Christian Scholarship
(Fundamentos do Estudo Cristão), editado por Gary North, Ross House Book, 1979.

Uma vez que Deus seja removido até mesmo as verdades matemáticas são absolutas demais para
serem engolidas! Em 1973, Morris Kline expôs o fracasso da “matemática moderna” devido ao fato de
que tanto o conteúdo como o método eram falhos no ensino às crianças de dominarem os rudimentos
da aritmética. Muito embora algumas partes delas fossem sãs, muito semelhantemente a uma análise
rápida, no sentido de que ela usa as letras do alfabeto, no todo ela tem produzido uma geração ou duas
de analfabetos matemáticos.

“O conteúdo e o espírito do currículo da matemática moderna talvez seja adequado ao estudioso


matemático, mas o relacionamento com o mundo real tem sido ignorado. Logicamente a
matemática não é uma matéria de conhecimento isolada e auto-suficiente. Ela existe basicamente
para ajudar o homem a compreender e dominar o mundo físico e, até certo ponto, os mundos
econômico e social. A matemática serve finalidades e propósitos... 8

“Para compreendermos o motivo pelo qual o currículo da matemática moderna, ao invés de


alguma versão mais sábia foi promulgado, é necessário observarmos primeiramente os interesses
que os matemáticos modernos buscam. Não há nenhuma dúvida de que até o fim do século XIX, o
interesse principal dos grandes matemáticos era o de compreender as operações da natureza...
Contudo, a maioria dos matemáticos dos últimos cem anos se separaram da ciência. Eles não
conhecem nenhuma ciência, e, além disso, não estão mais preocupados com a utilização do
conhecimento matemático.” 9

Não somente o propósito da matemática foi perdido, mas a clara terminologia e metodologia
também foram perdidas. Não dominamos mais os rudimentos, como contar para frente e para trás, nem
dominamos as tabuadas da adição, subtração, multiplicação, divisão, notação e numeração ou várias
formas de medição. Ao invés, confundimos os alunos com uma instrução “afetiva”, adaptando-nos ao
meio ambiente ao invés de dominá-lo. Num recente artigo relatado em meados de 1991, foi revelado
que os alunos saíram-se mal no exame de matemática nacional, usando até mesmo calculadoras, porque
o conhecimento deles de aritmética computacional era muito pequeno. Durante anos tornou-se óbvio
que a substituição de termos como “emprestar” e “vai um ou dois, etc.” com “renomear” e a utilização
de termos “compensação” são coletivos e evolucionários. Jaime Adams explica isto em seu retrospecto
deste recente desastre no exame de matemática:

“Como os leitores talvez se lembrem, um dos principais arquitetos da Nova Matemática, o Dr.
Max Beberman, mostrou uma grande coragem e uma honestidade intelectual ao admitir no
princípio que o currículo da Nova Matemática ignorava princípios pedagógicos sãos e expressava
o temor de que ‘estamos em perigo de levantarmos uma geração de crianças que não conseguem
fazer uma aritmética computacional.’ Isto é exatamente o que temos.

--------
8
Kline, Morris., Why Johnny Can’t Add: The Failure of the New Math (Porque o Joãozinho Não Consegue
Somar: O Fracasso da Nova Matemática), St. Martin’s Press, 1973, página 94.
9
Idem., págins 143-144.

9
“.... em março de 1989... um documento aparentemente formidável, intitulado ‘Currículo e
Padrões de Avaliação Para a Matemática Escolar’... continha toda a agora já velha filosofia da
Nova Matemática e Metodologia com somente uma recomendação nova – o uso maciço de
calculadoras e computadores do Jardim de Infância até a 12a. série... O documento simplesmente
pulsa com as sensíveis e delicadas pseudo profundezas que caracterizam a retórica dos cursos de
instrução e que trazem as escolas de instrução o desrespeito e o escárnio de estudiosos sérios.
Nunca é pedido que os alunos dominem nem aprendam nada, mas ao invés, que ‘experimentem’ e
explorem os temas através e ‘descobertas ricas, ou criativas, ou significativas’ – ricas, criativas,
significativas, explorar, experiência, descoberta, sendo as palavras mais retrabalhadas no
vocabulário dos que falam o ‘instruciones’” 10

Ao refletirmos sobre o propósito e a metodologia da matemática, torna-se aparente que,


semelhante a todas as outras disciplinas há uma falsificação. Ainda que eles sejam anti-cristãos em sua
natureza e intenção, eles também aleijam a capacidade do aluno de cumprir o seu propósito dado por
Deus para o estudo de qualquer aspecto do conhecimento. Isto é criticamente verdade com relação à
matemática. É importante primeiramente dominarmos os rudimentos já identificados. Após colocarmos
os fundamentos dos “primeiros princípios” podemos raciocinar mais além e edificarmos sobre isto e
crescermos sobre outras áreas, matematicamente e até mesmo espiritualmente, áreas em que nunca
entramos antes. Estes propósitos precisam ser vistos praticamente no desígnio do currículo e aí então
ser refletido na vida pessoal do aluno.

10
Cristianismo Humanismo

1. Dominar o rudimento da contagem para 1. Pouca ênfase na aprendizagem dos “fatos” da


frente e para trás como a “semente” de todas as matemática e poucos exercícios de contagem
operações. para frente e para trás.

2. Dominar a leitura e a escrita dos números, 2. Aprendizagem da leitura e da escrita dos


usando sistemas de notação romanos e arábicos. números “à medida em que prosseguimos”, sem
nenhum plano específico de se dominar esta
área.

3. Utilização da capacidade de medição a fim 3. Ensino da medição prática como uma


de se funcionar praticamente. unidade dentre muitas, nenhum domínio
ensinado.

4. Ensino da capacidade da arte de se resolver 4. A resolução de problemas e palavras é um


problemas de palavras, raciocinando-se, ao jogo de adivinhação, de se aprender a localizar
invés da visão ou de palavras-chaves ou da as palavras corretas sem o raciocínio e a
adivinhação. utilização de várias avenidas legítimas.

--------------
10
Adams, J’Aime., The ‘New Math’ Rides Again (A ‘Nova Matemática’ Cavalga Novamente), citada em Human
Events (Eventos Humanos), 7 de Setembro de 1991, página 10.

5. O uso de terminologia matemática que seja 10. Aceite o óbvio e o confirme com as
clara, que descreva a língua da ciência da experiências nas operações matemáticas,
criação; como por exemplo emprestar, vai um, subentendendo que as leis de Deus estavam em
números, etc. existência antes de chegarmos aqui.

6. Matemática relacionada ao mundo físico com


relação ao seu propósito, harmonizando-se com
a ciência e o comércio.

7. Aprenda o que (fatos e regras) antes do por


que (teoria e abstrato).

8. Um conceito é edificado sobre o outro,


estabelecido em absolutos, onde o estudante
estuda o papel do Criador.

9. Ênfase da matemática e de suas vidas com


relação à Cadeira do Cristianismo, observando-
se a ligação da matemática com a ciência.
5. Uso de terminologia matemática que é 8. Conceitos auto-gerados através de problemas
coletivizada e descreve a linguagem da da matemática; portanto, o aluno “cria” as
evolução, tais como compensar, renomear, regras à medida em que ele evolui.
reagrupar, etc.
9. Ensino fragmentado o mínimo da história
6. Matemática é isolada das aplicações físicas matemática, sem nenhuma causa e efeito, e
em seu propósito; matemática pela matemática. nenhuma ligação com a razão com a
matemática.

7. Ensino do por que (teoria, padrões, 10. Prove o óbvio e duvide de tudo, a fim de
associações) antes do que (fatos). que algo seja considerado verdadeiro somente
pelo fato de que o indivíduo o experimenta.
A História de Deus da Matemática

A história da matemática é muito semelhante à história de todas as outras disciplinas que revelam
a verdade de Deus. Começando na Criação, Deus revela a Sua verdade sobre todas as coisas, e, à
medida em que o homem aprende a obedece-Lo, o progresso resulta.

Criação

No princípio Deus contou os dias individuais da Criação. Toda a Criação foi medida – tanto
espiritualmente (como sendo boa) e naturalmente (em dias de 24 horas). Aí então Ele colocou o homem
num jardim para povoar a terra, através da eventual construção de ferramentas e da resolução de
problemas práticos, deduzindo-se as leis que Ele colocou na Criação. Assim sendo, Deus originou a
contagem ou as operações, os conceitos dos números (a Sua natureza como uma Trinidade), a medição,
como também a resolução de problemas. Tudo isto foi uma parte da Criação. Jim Kilkenny recita o fato
de que a matemática não foi criada, mas é simplesmente uma parte da natureza de Deus ao afirmar:

“ ‘Deus criou os céus e a terra’ (Gênesis 1:1), mas Ele não criou os princípios da aritmética. Esta
notável observação foi feita por Darold Booton, quando ele era Professor Principal na Christian
Heritage Academy (Academia Herança Cristã) em Oklahoma City. Como ele explicou, os
princípios da aritmética não foram criados porque eles são inerentes à natureza e caráter de
Deus. Obviamente Deus não é um Ser criado. Ele sempre existiu, e antes da Criação Ele era
capaz de contar os Seus pensamentos, o tempo, as Três Pessoas da Trindade Divina, etc. Já que
Deus sempre foi capaz de contar, os princípios da aritmética sempre existiram.” 11

Na maioria das histórias da matemática, a suposição subjacente com relação ao desenvolvimento


da matemática é a teoria da evolução. Tendo como uma de suas primícias o desenvolvimento natural da
natureza a partir do simples para o complexo, o desenvolvimento correspondente do intelecto do
homem, não é surpreendente que os conceitos da matemática sejam considerados como sendo
“inventados” ou “criados” pelo homem para ajudá-lo a combater ou adaptar-se ao meio ambiente. Um
homem criado, integral e completo, teve um vocabulário já na hora da sua criação, capaz de dar nomes
e classificar a Criação, de uma maneira ordenada é um golpe chocante ao pensamento evolucionário.

Uma vez que o mundo foi criado para funcionar através de leis físicas, e o homem foi criado para
funcionar através de lei divina, a nossa perspectiva de desenvolvimento da matemática como também
de qualquer outra matéria, é que o dever do homem é sondar as leis que Deus fez, descobrí-las, e aí
então ser um mordomo responsável no sentido de usá-las para a glória de Deus e para o serviço da
humanidade. A postura do cientista, ou do matemático é resumida da seguinte maneira:

12
“As obras do Senhor são grandiosas, buscadas por todos os que tem prazer nelas”
(Salmos 111:2).

A Queda e o Dilúvio

Uma vez que Deus colocou a Sua própria imagem na Criação que é a obra de Suas mãos, qualquer
um pode sondar estas leis e tirar proveito delas. Certamente Noé teve que utilizar estas leis físicas na
construção da Arca, e muitas antigas civilizações subseqüentes à época do Dilúvio Universal e da Torre
de Babel utilizaram esta “graça” dada a todos os homens como um resultado do que Deus concedeu
para o benefício do Seu povo. É importante notarmos que a matemática desenvolveu-se como uma
disciplina que ajudaria o homem a tomar o domínio do meio-ambiente. Ela não era uma disciplina para
si própria. As observações da ciência foram traduzidas para a linguagem matemática como uma forma
de se utilizar ou aproveitar as leis que Deus colocou no Universo.

Morris Kline faz o comentário sobre a história da matemática durante este período de tempo e
como o seu processo de desenvolvimento foi um companheiro da ciência, e um companheiro bem
prático. A maneira pela qual a disciplina foi descoberta poderia ser, como sugere ele, uma das melhores
maneiras de ensiná-la também, ao invés de se utilizar uma abordagem abstrata “lógica” como o
currículo “novo ou moderno” da matemática tem adotado.

“A matemática, de uma forma significativa, começa com as contribuições dos egípcios e


babilônios durante o período aproximado entre 3000 a 300 a.C. Estes dois povos criaram os
rudimentos da aritmética, álgebra e geometria. Da aritmética eles trabalhavam com os números
inteiros positivos e frações. Os números negativos eram desconhecidos a eles e até mesmo o zero
não foi introduzido apesar do fato que os babilônios usavam anotação posicional na base 60 para
escreverem números grandes...

--------------
11
Kilkenny, James V., Biblical Source and Origin of Arithmetic (Fonte Origem Bíblica da Aritmética), citado do
Guia à Educação Cristã Americana no Lar e na Escola, página 234.

“Na geometria tudo o que os egípcios e babilônios conseguiam dar conta eram fórmulas para o
perímetro, área, e volume de figuras geométricas simples. Para qualquer figura que apresentava
dificuldades, como por exemplo o perímetro e área de um círculo, as fórmulas eram corretas
aproximadamente. Assim sendo, por quase 3000 anos, duas civilizações um tanto quanto
altamente desenvolvidas em campos como a arte, religião, comércio, astronomia, e arquitetura
não se desenvolveram mais na matemática do que os rudimentos. Além disso eles aceitavam todos
os seus resultados numa base puramente empírica.” 12

Por que estas civilizações aparentemente avançada não se desenvolveram mais do que os
rudimentos da aritmética? É porque estes grandes impérios rejeitaram o Deus das Escrituras, e, como
resultado o conhecimento deles também foi rejeitado.

A Lei de Deus

A Lei de Deus é o padrão para todas as áreas da vida. Quando ela foi dada através da mão de
Moisés, ela se tornou uma luz de farol para todas as outras nações também. Muito embora ela não tenha

12
sido dada no contexto técnico ou “acadêmico”, ela estabeleceu o padrão moral e ético para maneira
pela qual o homem vivia com relação a outros homens. Isto teria um enorme efeito na matemática.
Semelhantemente a uma língua, os conceitos matemáticos nos ajudam a mantermos a equidade e a
justiça entre outros homens. Desde as leis econômicas até as leis que envolviam pesos e medidas justos,
a Lei de Deus dirigiu as vidas dos homens que deveriam ser um testemunho a outras nações sobre o
que significava viver sob o reino do Deus Soberano.

As culturas que aceitam um Deus Soberano absoluto não têm nenhum problema em aceitar o fato
que há leis absolutas que governam o Universo. Podemos confiar e depender destas leis. Não vemos
dentre os israelitas muita matemática especulativa ou teórica, porque eles somente usaram esta
disciplina para tomarem domínio do meio-ambiente para a glória de Deus. Contudo, a cultura grega
que veio após eles, aceitando muitos “deuses” e “mitos” lidaram de fato com uma matemática mais
teórica. O que eles encontraram? “Leis” absolutas e dignas de confiança na natureza. Muito embora
eles tenham talvez adorado a natureza, ao invés do Deus que a criou eles viram que ela era ordenada.
Como Kline observa:

“A primeira civilização em que podemos dizer que a matemática frutificou foi a dos gregos
clássicos. Esta civilização alcançou o seu apogeu entre 600 a 300 a.C. Não há nenhuma dúvida de
que os gregos eram de um incomum, ou até mesmo surpreendente, tipo de mente. Os pensadores
gregos clássicos eram indiferentes às necessidades do comércio, navegação, e assuntos práticos
geralmente, mas estavam intensamente preocupados com a compreensão das operações da
natureza. Por este propósito eles descobriram que a geometria era muito adequada e é nesta área
que eles fizeram a sua suprema contribuição.

--------------
12
Kline, Morris., Why Johnny Can’t Add: The Failure of the New Math (Porque o Joãozinho Não Consegue Somar:
O Fracasso da Nova Matemática), página 41.

“Os gregos também são também o povo que primeiramente concebeu a matemática dedutiva. A
meta era obter-se verdades sobre a natureza e o plano deles era começar com alguma verdade
com algumas verdades auto- evidentes, como por exemplo a de que dois pontos determinam uma
linha e de que todos os ângulos retos são iguais. Com estas verdades auto-evidentes, ou axiomas,
eles planejaram estabelecer conclusões ou teoremas dedutivamente. Os teoremas, então, também
seriam verdades.” 13

Kline prossegue observando que até mesmo o Elementos de Euclides é a conclusão de muita
observação prática da ciência e não origem dela.14 A abordagem dedutiva do método matemático grego
é válida, mas é somente a metade da verdade, pois o raciocínio indutivo é também igualmente válido.
Por que a matemática foi somente dedutiva? Por que os gregos não conceberam a infinidade ou outros
conceitos mais avançados? Como James Nickel observa:

“O tempo da matemática grega, muito embora ele pareça externamente forte, é edificado sobre
um alicerce arenoso. Muito embora os desenvolvimentos geométricos deles fossem profundos, eles
deixaram de incorporar conceitos principais como infinidade, a teoria da perspectiva, e a

13
capacidade de se generalizar... Por que perto da época do nascimento de Cristo a matemática e a
ciência grega estavam morrendo e deteriorando-se? De acordo com Pierre Duhem (1861-1916),
historiador de ciência francês, o fracasso da ciência grega foi devido à influência de doutrinas
teológicas, como por exemplo a divindade dos céus e a visão cíclica do tempo.” 15

É importante notarmos que quando consideramos a natureza como sendo divina, como os gregos o
faziam, a abordagem dedutiva é tudo o que podemos ver. Uma vez que a natureza é divina, precisamos
deduzir com este fato leis que sejam ordenadas e absolutas. O raciocínio indutivo significaria que há
leis que são absolutas independentemente da natureza, e, assim sendo, um Criador seria introduzido
como também a Criação. O mundo matemático estava em trevas quando a plenitude do tempo chegou
para que Cristo fosse revelado.

Jesus Cristo e o Evangelho

Muito embora Jesus Cristo não tenha falado sobre aritmética ou álgebra na Bíblia, Ele certamente
estava acostumado ao uso prático da matemática como carpinteiro. Ele também usou muitas ilustrações
de números num sentido mais espiritual, ilustrando como Deus trabalha conosco (Veja Mateus 6:27;
10:30; 18:12 como exemplos). No entanto a vinda de Jesus Cristo afetou o desenvolvimento e a
disciplina da matemática historicamente, assim como Ele afetou a disciplina de todas as matérias.
Considere o fato de que não havia nenhum símbolo para o zero, e também nenhum conceito de
números irracionais. Também não havia nenhuma aceitação da infinidade, como já observamos.

--------------

13
Idem., página 42
14
Idem., páginas 42,43.

15
Nickel, James., Mathematics: Is God Silent? (Matemática: Será que Deus Está em Silêncio?) Ross House Books,
1990, página 14.

Que importância tem isto? Quando consideramos a Mão providencial de Deus no


desenvolvimento de qualquer disciplina, os propósitos do Senhor também podem ser detectados. Foi
necessária a vinda de Jesus para se ajudar as pessoas conceberem a idéia do “nada” e do “invisível”, ou
do irracional que transcende a capacidade de raciocínio do homem. Deus é Soberano, e a imagem de
Deus é vista em Seu Filho. Somente o cristão pode começar a ver a causa e o efeito do motivo pelo
qual Deus permitiu que uma disciplina se desenvolvesse na ordem e profundidade com que Ele o fez..
Muito embora os crentes do primeiro século tivessem pouco tempo para o desenvolvimento
matemático devido às perseguições, a vinda de Jesus plantou as sementes para o desenvolvimento
posterior de conceitos mais difíceis.

A Expansão do Evangelho Em Direção ao Ocidente

O Evangelho, ao expandir-se ao ocidente, colocou um alicerce para o tremendo progresso das artes
e ciências na Europa. Esta “sementeira” produziria frutos muitos anos mais tarde, depois da reforma.

14
James Nickel relata o conflito que surgiu entre o pensamento cristão e o pensamento grego que mais
tarde afetaria o desenvolvimento da matemática:

“O debate básico entre as estruturas do pensamento grego e do pensamento cristão centralizava-


se no correto fornecedor da verdade. Para os gregos a autonomia da mente humana, na forma de
um raciocínio dedutivo, fornecia os meios. Para os cristãos, a autonomia de Deus, da maneira
revelada pela fé, na revelação bíblica mostrava o caminho. Nos primeiros dias do cristianismo,
este conflito foi um debate tão grande que muitas obras gregas foram queimadas.” 16

O cristianismo funcionou como fermento dentro do pensamento grego. Quando os crentes


tentavam misturar os dois havia resultados devastadores. O lento progresso do cristianismo, no entanto,
quebrou a escravidão do pensamento grego e pagão, de maneira que o desenvolvimento do
conhecimento continuou. Os monastérios que abrigavam o clérigo tornaram-se a sementeira para o
avanço das ciências, uma vez que eles tinham acesso a manuscritos gregos. Quando os muçulmanos
tomaram o Egito, eles incorporaram o aprendizado grego e emprestaram conceitos dos hindus também.
Muito embora eles não reconhecessem diretamente a Deus, eles estavam utilizando uma posição
filosófica que era semelhante ao pensamento cristão para se promover a matemática, sem dar o crédito
ao Criador. Devemos a noção desenvolvida dos irracionais e radicais aos hindus, e os símbolos que
usamos hoje na base dez aos árabes. 17 James Kilkenny observou que a história providencial da
matemática tem a sua “origem” na Ásia, o “desenvolvimento” na Europa, e a “liberdade” nos Estados
Unidos. 18

--------------
16
Ídem, página 22.

17
Kline, Why Johnny Can’t Add (Porque o Joãozinho Não Consegue Fazer Somas)

18
Kilkenny, James., Arithmetic And History Of Liberty (Aritmética e a História da Liberdade), contido no Guia da
Educação Cristã Americana no Lar e na Escola, de Jim Rose, páginas 246, 247

A Bíbia Em Inglês e a Reforma

Quando a Bíblia é colocada nas mãos de indivíduos, uma explosão de progresso social e civilizado
resulta. As culturas que recebem as Palavras de Deus progridem, ao passo que outras culturas, que a
rejeitam, se limitam intelectualmente. Muito embora Morris Kline não observe diretamente a causa, a
sua especulação com relação ao motivo pelo qual uma repentina explosão de desenvolvimento
matemático ocorre após a tradução da Bíblia de Wycliffe e do progresso da Reforma na Europa é
facilmente discernido pelo cristão que observa a Mão Providencial de Deus.

“Tendo o surgimento de uma classe de artesãos livres, e um conseqüente interesse nos materiais,
habilidades, e tecnologia geraram problemas científicos. Explorações geográficas, motivadas pela
busca de matérias primas e ouro, introduziram o conhecimento de estranhas terras e costumes
que desafiaram a cultura européia medieval. A revolução protestante rejeitou algumas doutrinas
católicas, e, com isto, fomentando a controvérsia e até mesmo o ceticismo a ambas as religiões. A
ênfase puritana no trabalho e na utilidade do conhecimento à humanidade, a introdução da

15
pólvora, e a navegação em milhares de quilômetros de oceanos, longe da vista de todas as terras,
tudo isto motivou o estudo da natureza. A invenção da imprensa permitiu a expansão do
conhecimento que a Igreja havia conseguido controlar.” 19

A questão, no entanto, é o que motivou a invenção da imprensa? Por que repentinamente os


homens tiveram sede do conhecimento? Por que agora aparentemente, eles “confiavam” nas leis da
natureza, quando, durante séculos antes disto, eles tinham medo que os “deuses” mudassem qualquer
consistência ou “lei” de acordo com os seus caprichos? A resposta é dada pelo refletido comentário de
Verna Hall:

“Quase que imediatamente após a tradução de Wycliffe de toda a Bíblia, Deus começou a chamar
homens para desenvolverem os muitos campos científicos e econômicos que seriam necessários
para capacitar o homem a velejar os mares, explorar, e finalmente colonizar as terras do outro
lado do vasto Oceano Atlântico. Com a correlação tão clara e facilmente documentada entre a
Bíblia tornando-se disponível ao indivíduo na Inglaterra e o quase repentino desenvolvimento das
invenções básicas necessárias para o velejamento dos mares e a colonização dos Estados Unidos,
é estranho que isto não seja mais conhecido pelos cristãos americanos que se beneficiaram
dramaticamente com isto. 20

Os “gigantes” do pensamento matemático e científico, Kepler e Newton – ambos reconheceram a


inspiração do Criador para as suas obras. Newton comentou:

“Este lindíssimo sistema de sol, planetas, e cometas somente poderia proceder do conselho e
domínio de um Ser inteligente e poderoso... Este Ser governa todas as coisas, não como o Sol do
mundo, mas como o Senhor sobre tudo... O Supremo Deus é um Ser eterno, infinito,
absolutamente perfeito... e pelo Seu verdadeiro domínio, segue-se que o verdadeiro Deus é um Ser
vivo, inteligente, e poderoso...” 21
-----------------
19
Kline, Morris., Mathematics, The Lost Of Centainty (Matemática, A Perda da Certeza), Oxford University Press,
1980, página 34
20
Hall, Verna., A História Cristã da Revolução Americana: Considere e Reflita, página 25.
21
Matemática: Será que Deus Está Em Silêncio? Citando a Newton da sua obra Os Princípios Matemáticos da
Filosofia Natural, 1803, página 310,311, etc.

Os Peregrinos, Patriotas, e Pioneiros dos Estados Unidos

Após o desenvolvimento das habilidades matemática na Europa, a liberdade que veio com as
sementes dos peregrinos e que produziram frutos com as leis que protegiam os direitos básicos dados
por Deus nos Estados Unidos proporcionaram a atmosfera necessária para uso adicional da matemática
em muitas outras áreas. A liberdade gera a invenção, o risco, e a criatividade.

Durante esta época, os matemáticos e cientistas da Europa aproveitaram a liberdade da Reforma.


Copérnico, Galileu, Napier, Kepler, e Descartes desenvolveram uma compreensão da revolução
planetária, do telescópio, dos logaritmos, e da geometria analítica. A teoria dos números, números
negativos, probabilidades, gravitação, e o cálculo também foram desenvolvidos.

16
Homens como Benjamin Franklin utilizaram a liberdade dos Estados Unidos para tornarem-se
inventores importantes. Nataniel Bowditch foi provavelmente o matemático com capacidades mais
amplas que revisou e corrigiu os erros nas cartas ou mapas de navegação, publicando o seu Navegador,
Prático, Americano em 1802, que ainda está em uso hoje. Não há nenhuma dúvida de que os frutos da
liberdade, os quais originaram-se no Evangelho e na sua expansão aos Estados Unidos foram a razão
principal para que homens como estes pudessem passar este tempo “assumindo domínio” do meio
ambiente para o serviço dos homens e da glória de Deus.

As Sementes do Humanismo e as Necessidades da Restauração

O Século XIX continua a transbordar com invenções e desenvolvimentos matemáticos, tendo


muito a ver com a nossa revolução industrial de prosperidade. Da “teoria da relatividade”, à mecânica
quântica e ao computador, temos visto surpreendentes porções de conhecimento contribuindo à rápida
sociedade tecnológica em que nos encontramos hoje. É importante notarmos que as máquinas, como os
computadores, meramente estendem o domínio do homem das habilidades computacionais. É a base
ideológica com relação ao motivo pelo qual desenvolvemos a tecnologia que é o nosso perigo. A tirania
usa quaisquer ferramentas que estejam à sua disposição, incluindo-se os computadores. Mas a mesma
tecnologia pode ser uma extensão da liberdade também. O aumento das comunicações e das pesquisas,
como também a economia de muito tempo que qualquer indivíduo conhece hoje é o benefício real da
tecnologia de computadores. O uso destas habilidades da matemática e as suas ferramentas dependem
da nossa visão do mundo.

É por isto que sobre as bases do pensamento humanístico é importante notarmos que as instruções
e o currículo da “matemática moderna” e a matéria e a disciplina da matemática como um todo tem se
degenerado tão extraordinariamente. Os comentários de Morris Kline nos ajudarão a vermos as
conseqüências da remoção da fonte da liberdade e da segurança, e, ao invés, a aceitarmos a idolatria do
homem e das areias instáveis do humanismo.

“ ... a maioria dos matemáticos dos últimos cem anos se desligaram da ciência. Eles não
conhecem nenhuma ciência, e o que é mais, não estão mais preocupados com a utilização do
conhecimento matemático... A matemática agora está voltada para dentro; ela se alimenta em si
mesma, e é extremamente improvável que possamos julgar pelo que aconteceu no passado, que a
maior parte das pesquisas matemáticas modernas jamais contribuirão para o avanço da
ciência.” 22

O divórcio da matemática da ciência é de fato um sinal crítico da nossa perda do nosso propósito
para a invenção e a criatividade. As tristes estatísticas das nossas “mentes” matemáticas e científicas da
geração atual com relação ao mundo falam por si próprias. Contudo, a causa precisa ser compreendida.
Em uma de suas mais extraordinárias passagens, Morris Kline atinge a raiz do nosso problema hoje:

“Os matemáticos haviam desistido de Deus, e, portanto, foi-lhes necessário aceitar o homem. E
foi isto que eles fizeram. Eles continuaram a desenvolver a matemática e a buscar as leis da
natureza, sabendo que o que eles produziram não eram o desígnio de Deus mas a obra do
homem... A percepção de que até mesmo a matemática extrai os seus princípios da experiência e
que eles não poderiam mais firmar as suas verdades fez com que os cientistas reconhecessem que
proporcionalmente ao uso de axiomas e teoremas da matemática, suas teorias são ainda mais

17
vulneráveis. As leis da natureza são a criação do homem. Nós, e não Deus, somos legisladores do
Universo. Uma lei da natureza é a descrição do homem, e não a prescrição de Deus.” 23

É surpreendente como estas palavras são tão claras e como elas nos apresentam um desafio tão
grande assim. Precisamos levantar uma geração de indivíduos que conheçam o seu Deus e, por causa
disto, possam fazer prodígios. Estes prodígios envolverão a restauração do domínio apropriado sobre o
meio ambiente, não para o abuso ou razões egoísticas, mas para a glória de Deus e para o serviço do
nosso semelhante.

Princípios Bíblicos Identificados na Matemática

Caráter Cristão

- O trabalho exigido para se ter o domínio da contagem para frente e para trás, como também dos
“fatos sobre os números” identificam a necessidade de um bom caráter a fim de sermos bons
matemáticos.

- A diligência, a indústria, a iniciativa, a paciência, o asseio, a precisão, e a confiabilidade são


somente alguns dos traços ou características exigidos no matemático. É interessante notarmos que a
palavra matemática deriva-se de uma palavra grega que significa “estudioso”.

- Um estudo de qualquer um dos indivíduos que forjaram áreas significativas do pensamento


matemático revela as qualidades de caráter mencionados acima e mais.

- A identificação de algumas das qualidades de caráter e do trabalho que o indivíduo precisa


pessoalmente é uma boa maneira de se avaliar como esta disciplina pode ser usada por Deus para
ajudar em nossa formação do caráter cristão.

--------------
22
Kline, Morris., Porque o Joãozinho Não Consegue Somar: Fracasso da Nova Matemática, página 119,120.
23
Kline, em Matemática: A Perda da Certeza, página 97,98.
Mordomia Cristã

- O estudante da matemática precisa manter uma boa mordomia sobre todos os seus rudimentos, como
por exemplo a contagem, a notação, a medição, e a resolução de problemas.

- Uma prioridade colocada sobre concentração é crítico na disciplina do pensamento lógico, exigida
do matemático.

- A categorização da propriedade interna e externa, e como a matemática nos ajuda na ordenação e


manutenção é uma maneira de identificarmos este princípio.

- A mordomia do tempo e do talento que era evidente nos que forjaram esta matéria é um estudo que
nos inspira a inventarmos e a sermos criativos.

18
Governo Cristão

- A liberdade da independência de calculadoras, da contagem nos dedos, e de outras muletas é


evidente a qualquer pessoa que domine a arte da contagem e das habilidades computacionais.

- A restrição da nossa impaciência e desejo de respostas rápidas sem o raciocínio é uma parte
fundamental do governo próprio exigido a fim de avançarmos nos estudos matemáticos.

- A contagem é o governo interno de toda a disciplina da matemática. Sem ela, não podemos dominar
a disciplina, mas, com ela, podemos governar e controlar os seus detalhes.

- Como resultado da liberdade, a matéria da matemática desenvolveu-se. A matemática também


ajudou a desenvolver a liberdade através do exercício da fé nas leis de Deus na natureza.

Crescimento Cristão

- As sementes da aritmética também se encontram na contagem, pois elas “crescem” e desenvolvem-se


às operações mais difíceis incluindo-se os radicais e potências.

- A identificação das nossas fraquezas em qualquer matéria nos ajuda a identificarmos as sementes
necessárias de ser implantadas a fim de que um maior sucesso seja alcançado. Isto também se aplica
para a matemática.

- A matemática e as suas sementes ajudam a unir a ciência com esta disciplina. Quando percebemos
que a matemática é a linguagem da lei física e da ciência, passa a existir então um relacionamento
natural.

- A obediência ao mandamento dado por Deus de assumirmos o domínio sobre a terra tem estado no
coração do avanço do pensamento matemático.

Soberania Cristã

- A metodologia de resolução de problemas da matemática envolve o planejamento de todas as


maneiras concebíveis para se encontrar a resposta, a verificação (julgamento) de cada resposta com
operação oposta, e a execução do trabalho com precisão.

- O aspecto e o conceito da representação é também evidente na matemática, onde os símbolos


representam valores e números em várias formulas que expressam leis físicas na Criação de Deus.

- A cooperação entre a ciência e a matemática tem melhorado grandemente o desenvolvimento desta


disciplina.

- Planejando-se cuidadosamente todas as maneiras pelas quais podemos resolver um problema, um


maior domínio da soberania acontece, e um “ensaio” matemático é escrito.

19
- A soberania de Deus tem sido vista por toda a história no desenvolvimento das ciências,
especialmente à medida em que os indivíduos tem cuidadosamente planejado, julgado, e executado
com relação às leis de Deus.

Individualidade Cristã

- A matemática tem uma linguagem singular, toda sua. Ela é singular de todas as outras matérias com
relação a isto. Cada número tem o seu próprio lugar na linha de números, e nenhum par de números
compartilham do mesmo lugar, não importando quantas vezes o espaço entre eles seja dividido. Assim
sendo, a infinidade e a individualidade dos números são evidentes.

- Todos os indivíduos que estudam a disciplina da matemática são responsabilizados pela precisão. O
uso da matemática nas áreas práticas da vida requer responsabilidade.

- Os dons singulares de cada estudante são claramente vistos através da disciplina de uma matéria
como esta. A falta de paciência, como também a preguiça são facilmente expostas.

- O papel singular da matemática como sendo a linguagem da lei física exercitada na fé é singular.

Aliança Cristã

- Além da sua harmonia com a ciência, a matemática compartilha de uma afinidade com todas as
linguagens e gramáticas em particular, uma vez que ambas são expressões lógicas do pensamento.

- A matéria da matemática expõe facilmente e com precisão quando devemos unir e separar. Os
conceitos da adição de frações com denominadores comuns, frases de álgebra com potências e bases
comuns, como também a conversão de unidades de medida – tudo isto ilustra o fato de que não
podemos unir nada, quando estas coisas não tem a mesma base. A unidade interna precede a união
externa.

- Quando esta disciplina foi naturalmente unida com a ciência, os homens e as invenções desenvolvem-
se significativamente. A separação e o isolamento com relação a isto nos aleijou no século passado.
- Quando as invenções matemáticas são utilizadas como um sub-produto e um catalizador para a
liberdade, uma grande unidade pode resultar entre culturas um tanto quanto adversas. A economia e o
comércio, como também a exploração do espaço são dois exemplos.

Ciência Definida

Como temos observado em todo este capítulo, a ciência é a expressão externa das leis físicas da
Criação de Deus. Estas “leis” não podem ser vistas, mas são observadas prontamente no que vemos ao
nosso redor. O físico é temporal, mas o Deus invisível, que dirige todas as coisas é eterno. Veja ( 2
Coríntios 4:18). Reflita sobre as definições referentes a esta área ampla que chamamos de “ciência”.

20
Ciência – “No sentido geral, conhecimento ou certo conhecimento; a compreensão ou
entendimento da verdade ou fatos pela mente. A ciência de Deus precisa ser perfeita.

Conhecimento – “Uma clara e certa percepção do que existe, ou da verdade e fato;


percepção da conexão e acordo, ou desacordo e repugnância das nossas idéias.”

Compreensão – “Capacidade da mente de entender; poder da compreensão de receber e


conter idéias; capacidade de saber.”

Entendimento – “A faculdade da mente humana através da qual ela apreende o estado real
das coisas que lhe são apresentadas, ou através da qual ela recebe ou compreende as idéias
que outros expressam e pretendem comunicar.”

Verdade – “Confiar, fé, fidelidade... 1. Conformidade a um fato ou realidade; conformidade


exata com o que é, ou tem sido ou será... 11. A verdade de Deus, é a sua veracidade e a sua
fidelidade. 12. Jesus Cristo é chamado de verdade. João 14.”

Fato – “Fazer... 1. Qualquer coisa feita, ou que acontece; um ato; uma ação; um efeito
produzido ou alcançado; um evento... 2. Realidade; verdade; como de fato.”

Percepção – “1. O ato de se perceber ou de se receber impressões através dos sentidos; o ato
ou processo da mente que torna conhecido um objeto externo.”

Os rudimentos da ciência são amplos, pois o que chamamos de “ciência” é o estudo de tudo o que
Deus fez. A Bíblia chama a isto de “obra de Deus” no sentido da Sua Criação. Isto engloba todo o
meio-ambiente. Webster distingue a palavra “ciência” e “arte”, comentando sob a quinta definição da
palavra ciência a seguinte observação:

“Nota – Os autores nem sempre tem sido cuidadosos no uso dos termos arte e ciência com uma
devida discriminação e precisão. A música é uma arte como também uma ciência. Em geral uma
arte é o que depende da prática ou execução, e a ciência é o que depende de princípios abstratos
ou especulativos. A teoria da música é uma ciência: a prática dela é uma arte.”

Geralmente não usamos este termo em seu sentido mais amplo, que é a compreensão de como
qualquer coisa funciona. Em nosso enfoque aqui é a ciência da Criação de Deus que estamos
estudando. Assim sendo, queremos compreender a maneira pela qual Ele uniu estas coisas e o tipo de
leis que as mantém em funcionamento tão consistentemente. Como poderíamos esperar, os seus
rudimentos seguem num paralelo perfeito ao da matemática que descreve em forma numérica a Criação
de Deus.

O primeiro rudimento envolve o conhecimento da Criação de Deus. Isto é uma clara e certa
percepção do que Deus criou. Biblicamente, isto envolveria uma compreensão das várias espécies que
Deus criou ao nosso redor. Estas “espécies” não envolvem simplesmente os animais, pássaros, e peixes,
mas também as plantas e os elementos. Estas categorias ou espécies correspondem também ao
rudimento dos “números” na matemática. É este ato de dar nome ou “contar”, tão intimamente ligado à
palavra usada na numeração que Adão fez no Jardim para distinguir as várias espécies ao seu redor.
Tentar compreendermos a Criação de Deus independentemente das várias fronteiras e “espécies” que
Deus estabeleceu é uma confusão.

21
O segundo rudimento da ciência envolve a compreensão ou o conhecimento da verdade da Criação
de Deus. Estas são as várias leis através das quais Ele governa todas as coisas. Esta é a “perfeição”
falada por Webster. Este rudimento corresponde às “operações” na matemática de números que
aumentam ou diminuem. É a estrutura ou governo da Criação expressando a própria natureza do nosso
Deus. Em terceiro lugar, os fatos da ciência servem como a identificação das invenções ou tecnologia
produzida em harmonia com as leis de Deus. Isto corresponde às medições da matemática, através da
qual utilizamos e assumimos o domínio do nosso meio-ambiente para a glória de Deus e para o serviço
do nosso semelhante.

Finalmente, o quarto rudimento evidente na ciência é o processo pelo qual percebemos o que Deus
fez com os nossos sentidos. Compreendemos a ciência, observando primeiramente, e é a isto que
chamamos rudimento do método científico, e isto corresponde à resolução de problemas da matemática.
Estes quatro rudimentos da Criação de Deus serve para nos ajudar a dominarmos tudo o que Deus nos
deu, salientando-se a postura do cientista crente:

“No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com Deus, e a Palavra era Deus. O mesmo
estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por Ele, e sem Ele nada do que foi
feito se fez.” (João 1:1-3).

“Pois por Ele todas as coisas foram criadas, que estão no Céuse que estão na terra, visíveis e
invisíveis, quer sejam tronos, ou domínios, ou principados, ou potestades, todas as coisas foram
criadas por Ele, e para Ele. E Ele é antes de todas as coisas, e através d’Ele todas as coisas
consistem.” (Colossenses 1:16,17)

“Através da fé compreendemos que os mundos foram feitos pela Palavra de Deus, de modo que as
coisas que são vistas não foram feitas de coisas que são aparentes.” (Hebreus 11:3)

“O Qual, sendo resplendor da Sua glória e a imagem expressa da Sua Pessoa, e sustentando
todas as coisas pela Palavra do Seu poder...” (Hebreus 1:3)

“E Deus viu que tudo o que Ele havia feito, e eis que era muito bom.” (Gênesis 1:31)

O Propósito Bíblico De Se Ensinar a Ciência

O propósito espiritual e natural para o ensino e aprendizado da ciência é bem óbvio e segue bem
de perto o da matemática.

(1) O propósito espiritual de se ensinar a ciência é o de vermos a Deus como Criador e planejador
de todo o nosso meio-ambiente. A Sua natureza e poder são evidentes em tudo o que Ele fez, e o
Deus invisível torna-Se visível através da Sua Criação, a fim de que os homens sejam inescusáveis
(Veja Romanos 1:19,20).

“A Ti, ó Deus, damos graças, a Ti damos graças; pois o Teu Nome está perto, as Tuas obras
maravilhosas declaram” (Salmos 75:1).

22
Virtualmente todos os aspectos da Criação falam conosco diretamente sobre o amor e o cuidado
de Deus, como também do processo através do qual Ele busca ter comunhão conosco e redimir-nos
pela Sua graça. A Mão estendida de Deus é demonstrada para nós e vividamente descrita através dos
pássaros, animais, peixes e a própria terra. Ela também é demonstrada nas estrelas, constelações, sol, e
lua. Ouça a Palavra de Deus declarando isto a nós.

“Mas pergunta agora aos animais, e eles to declararão; e às aves dos céus, e elas te dirão; ou
fala à terra, e ela te ensinará; e os peixes do mar te declararão. Quem não sabe dentre todos estes
que a Mão do Senhor fez isto? Em cuja mão encontra-se a alma de todo o ser vivo, e a respiração
de toda a humanidade.” (Jó 12:7-10)

“Os céus declaram a glória de Deus, e o firmamento mostra a Sua obra. Dia após dia ouvem-se
as suas vozes, e noite após noite é demonstrado o conhecimento. Não há nenhuma linguagem em
que suas vozes não são ouvidas. As suas vinhas saíram através de toda terra e as suas palavras
aos confins do mundo. Neles Ele colocou um tabernáculo para o sol, que é como um noivo saindo
do seu tálamo, e se regozija como um homem forte para correr uma corrida.” (Salmo 19:1-5).

O versículo acima de Salmos foi citado pelo Apóstolo Paulo em Romanos 10:18 para se verificar o
fato de que todos tenham ouvido o Evangelho através da Criação de Deus. As constelações, como
também o sol marchando através do céu todos os dias testificam do Filho de Deus como o Noivo
correndo a corrida diante de nós. O único sol durante o dia, e as muitas estrelas de noite. Primeiramente
o Senhor da glória, e aí então os Seus santos! Que testemunho da Mão de Deus! Que propósito
tremendo para o estudo da Criação de um Deus Todo-Poderoso, com uma Mão amorosa estendida!

Ao comentar sobre a natureza espiritual da ciência e especificamente da anatomia humana, Philip


Yancey afirma o seguinte:

“Um grande artista talvez use uma variedade de meios de comunicação para a expressão, mas os
temas comuns do estilo, conteúdo, e abordagem permanecem em todas as obras. Não deveria nos
surpreender, portanto, o fato de que o Supremo Artista deixasse a Sua assinatura em muitas
formas diferentes. Se focalizarmos um telescópio nas galáxias e estrelas de planetas do Universo,
e aí então observarmos através de um poderoso microscópio as pequeninas moléculas de átomos e
elétrons, perceberemos uma semelhança inequívoca na estrutura e no padrão. O mesmo Criador
planejou ambos os níveis de realidade. Assim também, o mesmo Criador planejou o corpo
humano, e, aí então, inspirou os autores do Novo Testamento a procurarem lá por um modelo de
verdade espiritual.” 24

(2) O propósito natural para o estudo da ciência, semelhantemente à matemática é o de


assumirmos o domínio do meio-ambiente e da terra para a glória de Deus.

É como se nos tornássemos co-governadores com Deus, mordomos sobre a Sua terra, assumindo o
domínio de Suas leis naturais, e, assim sendo, servindo a Deus e ao homem. Isto envolve a pesquisa das
obras de Deus e, aí então, a utilização disto para honra e a glória do Rei de reis. Observamos
anteriormente como isto cumpre o “mandamento de domínio” de Gênesis 1:26-28 e povoa a terra e a
subjuga para a glória de Deus. Foi este propósito natural que causou o aumento da tecnologia e da
civilização, ajudando-nos a administrarmos o meio-ambiente e o nosso tempo a fim de que o Reino de
Deus possa progredir na terra.

23
Charles Wolfe toca num ponto interessante com relação ao propósito natural dos recursos de Deus
na Criação. O homem é distinto dos animais de muitas maneiras, mas uma das suas características mais
notadamente diferentes envolve as suas mãos. Ele é capaz de segurar e usar ferramentas como ninguém
mais. Ele também tem a engenhosidade de criar estas ferramentas dos recursos naturais a fim de
administrar a terra de uma maneira mais eficiente. Observe a maneira prática pela qual assumimos o
domínio dos nossos recursos através do uso de ferramentas.

“A fim de tomar os recursos naturais que Deus criou, e transformá-los nos alimentos, vestuários,
e abrigo que o homem precisa ter para sobreviver, o homem precisa ter ferramentas para arar o
solo, derrubar árvores, e derrubar madeira, para fazer a mineração e refinar os minerais, e para
apascentar as ovelhas e tecer a lã. Assim sendo, Deus deu ao homem as idéias para inventar e
fazer ferramentas – ferramentas para escavar, cortar, tecer, martelar, e carregar.

“O mais importante é que Deus deu ao homem tanto a inteligência como a força física – a energia
mental e muscular que ele precisaria para criar e usar ferramentas, para transformar os recursos
naturais de Deus em bens que suprissem as necessidades do homem. Uma vez que Adão eo seu
primeiro filho, Caim, eram fazendeiros, não há dúvida nenhuma que eles criaram e usaram estas
ferramentas, como por exemplo um pau para se cavar, ou um arado simples, para se abrir a terra,
plantar as sementes que Deus havia criado, e algum tipo de foice ou instrumento de corte para se
colher os grãos depois que eles crescessem.” 25

A Visão Cristã da Ciência Versus a Visão Humanística da Ciência

“Ó Timóteo, guarda o que foi entregue aos teus cuidados, evitando rumores profanos e vãos, e
oposições da ciência, assim falsamente chamada.” (1 Timóteo 6:20)

--------------
24
Brand, Dr. Paul, e Yancey, Philip., em Sua Imagem, Zondervan Publishing House, 1984, página 10

25
Wolfe, Charles., Os Rudimentos da Economia de Deus, citado do Guia à Educação Cristã Americana no Lar e na
Escola, de Jim Rose, página 402.

As “oposições” da ciência sempre foram uma ameaça à fé do crente. Geralmente isto é assim
porque as teorias dos cientistas são afirmadas com tanta validade que o indivíduo comum fica chocado.
Contudo, podemos ter a certeza, como as Escrituras declaram que as oposições da nossa fé e a validade
da Palavra são ciências “falsas” e não verdadeiras. A mais óbvia teoria de vida e ciência que tem se
oposto à fé cristã e ao fato da Criação é a evolução.

Tem havido muitos que têm tentado harmonizar a teoria da evolução com Gênesis através de tipos
espirituais ou simplesmente através de uma fraca exegese das Escrituras. Contudo, o Livro do Gênesis
é o fundamento de toda a Bíblia, e rejeitar a sua autenticidade da maneira como foi escrito significa
solapar toda a fé do cristianismo. O excelente comentário de Henry Morris sobre Gênesis, The Gênesis
Record (O Registro do Gênesis) deveria ser consultado por qualquer estudante sério das Escrituras ao
olhar para a ciência com o ponto de vista bíblico.26

24
Em todas as quatro áreas dos rudimentos das ciências, um joio tem sido semeado e tem naufragado
a fé de muitos crentes individuais. O processo evolucionário de seleção natural da forma mais simples
de vida a formas mais complexas tem atacado os limites distintos das espécies dentro da Criação de
Deus. A suposição de que o homem faz parte da natureza, e que ele não é distinto dela, nem está acima
dela, o tornou um “criador” de leis, ao invés de alguém que se assenta aos pés do seu Senhor,
procurando pela verdade de Deus para utilizá-la.

A tecnologia e as invenções científicas, através dos frutos da liberdade baseados sobre Cristo e o
cristianismo são utilizados como instrumentos de tirania e tecnocracia, através do qual as pessoas
adoram aos pés da ciência, ao invés de utilizá-la para promover a liberdade e servir a humanidade. O
processo através do qual determinamos a evidência científica, o método científico, é agora o método
através do qual provamos tudo, baseados nas areias inconstantes da ética situacional e do relativismo
humanístico. Medite nas afirmações de Henry Morris com relação a isto:

“Há uma tendência agora de se interpretar todas as leis e fatos científicos em termos de
probabilidade e relatividade. Dizem que nada pode ser completamente compreendido ou avaliado
por causa da impossibilidade de se obter um ponto de referência cuja posição tanto no espaço
como no tempo seja absolutamente fixo e conhecido. Conseqüentemente, todas as coisas precisam
ser vistas com relação a outras coisas, as quais elas próprias não são completamente
compreendidas, e é impossível a compreensão de toda a verdade sobre qualquer coisa.” 27

--------------
26
Morris, Henry., O Registro do Gênesis, Baker Book House, 1976. Veja as páginas 46 a 57 especificamente para
uma discussão sobre as várias opiniões e tentativas de se harmonizar a teoria evolucionária com criacionismo bíblico.

27
Morris, Henry., That You May Believe (Para Que Possais Crer), 1978, página 14.

3. As leis da ciência representam os absolutos


Cristianismo de Deus e podemos confiar nelas, e elas
refletem a Sua natureza.
1. Deus criou tudo o que vemos em seis dias de
vinte e quatro horas. 4. Todas as coisas foram criadas por desígnio e
com o propósito de o homem assumir o
2. As “espécies” da Criação foram feitas domínio sobre o seu meio-ambiente para a
distintas, e não podem ser cruzadas em certos glória de Deus como um bom mordomo.
pontos, muito embora elas tenham o selo do
Criador.
5. O método científico é conduzido num
universo definido como um “sistema aberto”,

25
com Deus e o homem separados dele e livres
para transformá-lo. Humanismo

6. A terra hoje tem a evidência da Criação de 1. Tudo o que vemos evoluiu naturalmente
Deus e de uma intervenção milagrosa na durante milhões de anos.
bênção e maldição.
2. Todo o meio-ambiente está relacionado, e
7. As invenções e a produtividade na utilização pode ser experimentado horizontalmente de
dos recursos naturais funcionam melhor numa uma maneira ilimitada, estando geneticamente
atmosfera de liberdade, em que todos podem relacionado.
exercer direitos e responsabilidades dados por
Deus. 3. Nenhuma lei é absoluta, mas relativa, com
relação ao que sabemos, e, portanto, não
podemos depender destas leis.

4. Todas as coisas têm evoluído aleatoriamente,


sem nenhum propósito específico para o
homem, a não ser o de adaptar-se para a
sobrevivência e viver em harmonia com o
meio-ambiente.

5. O método científico é conduzido num


universo considerado “fechado”, com o homem
sendo uma parte dele e incapaz de transformá-
lo.

6. A terra hoje tem evoluído, sem nenhum


evento catastrófico ou de intervenção externo
ao sistema.

7. A utilização de recursos naturais ocorre de


forma melhor num sistema de centralização
controlado pelo estado, a fim de que a
igualdade possa acontecer e a cobiça do homem
possa ser controlada.

A História de Deus da Ciência Criacionista

A ciência criacionista vê tudo o que Deus criou à luz das Escrituras, mas também procura a
evidência e a confirmação destas verdades. A Bíblia afirma algumas tremendas verdades científicas
muito antes que fossem descobertas pelos cientistas. Os homens que redigiram as verdades das
Escrituras escreveram verdades científicas muito tempo antes de suas épocas e provavelmente muitos
não compreendiam o que estava escrevendo num ponto de vista científico. Muito embora a Bíblia não
seja escrita como um livro de ciências, ela é cientificamente precisa. Como o Dr. Gean Sloat Morton
afirma:

12
“A Bíblia não é basicamente um livro de ciências; é um livro de salvação, mas onde quer que a
ciência seja mencionada, ela é precisa. Muitos fatos científicos, que provam a infalibilidade das
Escrituras, estavam escondidos em suas páginas. Estas provas são dadas numa linguagem não-
científica. Contudo, elas substanciam as alegações da autenticidade das Sagradas Escrituras. As
correntes marítimas, as profundidades dos oceanos e a esfericidade da terra são fenômenos
científicos registrados nas Escrituras muito tempo antes que o homem os descobrissem.” 28

Criação

A narrativa dos seis dias da Criação é uma das mais fascinantes histórias da Bíblia. Possivelmente
registrada pelo Próprio Deus e mais tarde compilada por Moisés29, ela é uma notável e concisa história
da ciência. É vital que tenhamos um ponto de vista criacionista se quisermos ser verdadeiros à Palavra
de Deus e vermos a ciência em sua luz apropriada. Assim sendo, enquanto salientarmos os vários
versículos de Gênesis 1 estaremos concisamente relatando a origem e a natureza dos vários ramos
científicos e os seus propósitos em potencial.

Primeiro Dia

“No princípio Deus criou os céus e a terra” (Gênesis 1:1).

Cada palavra é significativa aqui para a identificação dos fundamentos de toda a matéria da
ciência. Deus criou tudo a partir do nada (Veja Hebreus 11:3). Os três ingredientes mais básicos
necessários para qualquer área de ciência são o tempo (princípio), o espaço, incluindo-se as trevas e a
luz (céu), e a matéria (terra). Henry Morris comenta:

“O primeiro versículo da Bíblia não somente fala da criação, do espaço, e da matéria, mas ele
também menciona o início do tempo. O Universo é na verdade uma massa contínua de espaço,
matéria, e tempo, sem nenhum dos quais podendo ter uma existência significativa sem os outros
dois. O termo “matéria” é compreendido no sentido de incluir energia e precisa funcionar tanto
no espaço como no tempo. O “espaço” é mensurável e acessível a uma observação pelos sentidos
somente em termos das entidades que existem e dos eventos que acontecem no espaço, e eles
requerem tanto a matéria como o tempo. O conceito “tempo” semelhantemente é significativo
somente em termos das entidades e eventos existentes e que acontecem durante o tempo, os quais
semelhantemente requerem o espaço e a matéria.” 30

Aqui, na parte inicial do primeiro dia, a matéria é criada, incluindo-se a energia. Esta é claramente
a identificação do ramo da física. A física é a ciência da matéria e do movimento.

--------------
28
Morton, Dr. Gean Sloat., A Ciência na Bíblia, Moody Press, 1978, página 10.
29
Veja o argumento de Henry Morris com relação à explicação de como Moisés recebeu a revelação da Criação em
seu comentário intitulado O Registro de Gênesis, Baker Book House, 1976, páginas 25,26,39.
30
Ídem, página 41.

27
“A terra era sem forma e vazia, e as trevas estavam sobre a face do abismo. E o Espírito de Deus
movia-Se sobre a face das águas.” (Gênesis 1:2).

Muito embora a matéria já tivesse sido criada, ela estava sem forma e vazia. Muito embora ela
ainda não tivesse sido colocada em nenhuma forma, todos os elementos já estavam presentes numa
substância suspensa, de tipo aquoso. Na verdade esta é a identificação da química, pois a química é a
ciência dos elementos. Ao comentar sobre este fundamento da física e da química, juntamente com a
operação e o movimento do Espírito Santo, Henry Morris declara o seguinte:

“Na terminologia científica moderna, a melhor tradução seria provavelmente ‘vibrava’. Se o


Universo deve ser energizado, é preciso que haja um Energizador. Se ele deve ser colocado em
movimento, é preciso que haja um Movimentador Principal... É significativo o fato de que a
transmissão de energia nas operações dos cosmos encontra-se na forma de ondas – ondas de luz,
ondas de calor, ondas de som, e assim por diante. Na verdade (exceto para as forças nucleares
que estão envolvidas na estrutura da própria matéria), há somente dois tipos fundamentais de
forças que operam na matéria – as forças gravitacionais e as forças do espectro eletro-magnético.
Todas elas estão associadas com ‘campos’ de atividade e com a transmissão por movimentos de
ondas.”

“As ondas são tipicamente rápidos movimentos para a frente e para trás, e são normalmente
produzidos pelo movimento vibratório de um gerador de ondas de algum tipo. A energia não pode
criar a si mesmo. É muito apropriado o fato de que a primeira comunicação de energia ao
Universo é descrita como sendo o movimento “vibratório” do Próprio Espírito de Deus.” 31

Que testemunho ao fato de que o fundamento de toda matéria e dos elementos é literalmente
sustentado e “mantido” junto pela obra energizadora do Espírito Santo. Ele iniciou os primeiros
movimentos, incluindo-se a aparente rotação do globo no final do primeiro dia (Gênesis 1:3-5) como
também a existência da luz antes de uma “fonte” física para esta luz (uma vez que o sol não foi criado
até o quarto dia).

Segundo Dia

“E Deus disse: Que haja um firmamento no meio das águas, e que ele divida as águas das
águas.” (Gênesis 1:6).

A Criação do “firmamento” que é a atmosfera, no meio de um toldo de água acima das águas
debaixo identifica mais dois ramos específicos das ciências. Em primeiro lugar, a ciência da atmosfera
pode ser chamada de meteorologia, e ciência dos oceanos pode ser chamada de oceanografia. É o ar e
as suas várias temperaturas que causam o vento e as variedades de clima sobre o globo. As correntes e
os mares são de interesse especial na oceanografia. A existência de um toldo de água antes do Dilúvio
produzia condições singulares, possivelmente semelhantes ao seguinte:

--------------
31
Ídem, página 52.

28
1. Uma estufa global com temperaturas uniformes;
2. Pouco movimento de ventos;
3. Nenhuma chuva da maneira como a conhecemos hoje;
4. O toldo de água também não se precipitava;
5. Um orvalho, uma cerração, ou uma neblina sobre o chão todos os dias causava uma umidade
confortável.
6. Vegetação rica, nenhum deserto, ou calota polar.
7. Ultrasom das radiações ultra violetas, etc. deixando o meio-ambiente que era propício à saúde e
à longevidade.
8. A pressão atmosférica combatia as enfermidades... 32

Terceiro Dia

“E disse Deus: Que as águas sobre os céus se unam num só lugar, e que apareça a terra seca, e
assim foi.” (Gênesis 1:9)

A formação da terra seca distintamente dos “mares” ou oceanos constituiu o ramo científico da
geologia. Esta ciência da superfície da terra lida com a composição do seu solo, dos terrenos, e da
textura.

“Produza a terra erva verde, erva que dê semente, árvore frutífera que dê fruto segundo a sua
espécie, cuja semente esteja nela sobre a terra. E assim foi.” (Gênesis 1:11)

A partir da terra Deus formou todo tipo de vida vegetal. Esta é a ciência da botânica. Morris
comenta o seguinte:

“Três ordens principais de ‘vida’ vegetal são mencionadas: relvas, ervas, e árvores. O fato de
esta classificação corresponder à nomenclatura taxonômica moderna ou não é irrelevante. Este
último é feito pelo homem e é inteiramente arbitrário, ao passo que estas divisões bíblicas são
óbvias e naturais. A intenção destes três itens é cobrir todos os tipos de plantas, e estas são as
categorias abrangentes mais óbvias. O termo ‘relva’ tem a intenção de incluir todas as vegetações
que se espalham e encobrem o chão; ‘ervas’ inclui todas as moitas e arbustos; ‘árvores’ inclui
todas as grandes plantas e madeiras, incluindo-se até mesmo as árvores frutíferas.” 33

Quarto Dia

“Que haja luzeiros no firmamento dos céus para dividirem o dia da noite, que eles sejam para
sinais, e para estações, e para dias e anos...” (Gênesis 1:14)

--------------
32
Ídem, página 60.

33
Ídem, página 62,63.

29
A natureza, localização e rotação dos corpos celestiais é muito obviamente a ciência da
astronomia. Esta ciência dos céus deveria ajudar o homem em todas as formas de manutenção de
registros cronológicos (dias, meses, estações, anos) como também para um “sinal”. Joseph Seiss, ao
comentar sobre o fato de que os corpos celestiais eram de fato para um “sinal” e também uma
mensagem da “glória de Deus” como Salmos 19:1 faz a seguinte declaração:

“Assim como é certo que Deus quis e ordenou um uso dos corpos celestiais em que eles deveriam
ser ‘ser para sinais’, e assim como estamos aqui assegurados de que o significado do arranjo
deles é ‘a glória de Deus’, haveria aparentemente uma ampla garantia bíblica para crermos que
através de uma ordem e desígnio divino especial, a ilustração do governo moral de Deus,
especificamente da forma adotada na história do pecado, e da redenção por Jesus Cristo deve
encontrar-se nas estrelas, de acordo com algum sistema de astronomia primordial e sagrado.” 34

Quinto Dia

“E disse Deus: Produzam as águas répteis de alma vivente; e voem as aves sobre a face da
expansão dos céus.” (Gênesis 1:20).

Estas duas categorias indicam o estudo da zoologia. As distintas categorias de peixes e aves
indicam uma distinção mais clara com relação a habitação de cada família ou “espécie”. É interessante
notarmos que os dinossauros foram provavelmente criados no quinto dia.

“Os primeiros animais especificamente mencionados como sendo produto deste ato de criação
foram as ‘grandes baleias’, ou ‘grandes monstros marinhos’, como a maioria das traduções
traduzem a palavra hebraica tannin. É significativo, no entanto, no fato de que esta mesma
palavra é muito freqüentemente traduzida por ‘dragão’. Evidentemente este termo inclui todas as
grandes criaturas marinhas, até mesmo os monstros do passado que agora estão extintos. As
freqüentes referências a dragões na Bíblia como também os primeiros registros e tradições na
maioria das nações da antiguidade, certamente não podem ser descartados como meros contos de
fadas. Muito provavelmente elas representam memórias de dinossauros que foram passadas por
ancestrais tribais que os encontraram antes que fossem extintos.” 35

--------------
34
Seiss, Joseph., O Evangelho nas Estrelas, Craigel Publications, 1972, página 13. Esta obra, juntamente com
outras sugere que os significados originais dos nomes das estrelas ilustra a história da redenção e isto era compreendido
antes do completamento das Escrituras. Não há nenhuma sugestão aqui de que os nomes das estrelas ou constelações
indiquem um destino futuro pessoal (astrologia), o que eles devem ser confiados e “lidos” em nosso tempo como qualquer
autoridade final sobre revelação divina, uma vez que sabemos que as Escrituras são a única regra infalível. Contudo, a
verdade aqui compreendida simplesmente confirma a majestade do nosso Deus que opera maravilhas!

35
Morris, Henry., O Registro do Gênesis, página 69.

30
Sexto Dia

“Disse Deus: Produza a terra alma vivente conforme a sua espécie; gado e répteis, e bestas feras
da terra conforme a sua espécie. E assim foi.” (Gênesis 1:24)

A terceira categoria principal da zoologia está descrita aqui, a categoria dos animais, de acordo
com a sua habitação da terra. Para culminar, temos a criação do homem (Gênesis 1:26; 2:7), a qual
podemos descrever como a ciência da anatomia humana e fisiologia.

Assim sendo, temos uma descrição da Criação de Deus, juntamente com dez ramos de
conhecimento científico principais. Observe tudo o que Deus fez, há o padrão conhecido do número 3,
o selo da Trindade, repetidas vezes. A classificação tripla foi feita de uma maneira bem prática da
forma como ela se relacionava com o domínio e a responsabilidade do homem. Em suma:

Três ingredientes principais: tempo, espaço, e matéria.


Três constituintes principais do globo: ar, água, e terra.
Três tipos de vida vegetal: relvas, ervas, e árvores frutíferas.
Três categorias principais de corpos celestiais: sol, lua, e estrelas.
Três esferas habitacionais principais: pássaros (ar), peixes (água), e bestas ou feras (terra)
Três categorias principais de animais: gado, bestas, e répteis.
Três partes da humanidade: espírito, alma, e corpo.

Em suma, o selo do Todo-Poderoso está sobre tudo o que Ele fez! Precisamos começar o nosso
estudo e domínio da ciência, compreendendo a maneira pela qual Deus criou e classificou tudo o que
Ele fez.

A Queda e o Dilúvio

Como já mencionamos no passado, a introdução do pecado, da deterioração e da morte teve um


enorme efeito sobre cada ramo da ciência. Com o pecado no coração do homem, e a terra amaldiçoada,
foi introduzido um aumento na entropia (desordem), intitulada a “segunda lei da termodinâmica”. Isto
simplesmente significa que tudo por si próprio, está se deteriorando. É somente através da injeção de
vida de Deus ou do homem que a ordem pode surgir da desordem. Isto apresenta um problema para o
evolucionista e para o que é normalmente aceito hoje como sendo a pressuposição da ciência. David
Skjaerlund explica isto da seguinte maneira:

“A evolução é uma progressão de vida de formas de vidas simples para mais complexas. A
evolução representa a criação de novas informações, o desenvolvimento de uma complexidade
maior. Nunca no processo da evolução as pessoas crêem que a vida de fato regrediria a um
estado inferior de evolução. A vida sempre progride para cima. Esta noção de uma progressão
natural para cima e de uma complexidade cada vez maior, a idéia de que o homem é mais
complexo e representa maiores informações que a ameba, encontra-se numa violação direta com
o que observamos. A única direção que é observada é a direção para níveis inferiores de

31
complexidade. Nunca na natureza observamos processos que geram complexidade ou
informações. Somente o evolucionista imagina que isto tem ocorrido e que ainda está ocorrendo.”
36

O Dilúvio Universal que produziu tal julgamento sobre esta pecaminosa direção de decomposição,
tanto fisicamente como moralmente, também afetou grandemente o nosso mundo, e todos os ramos
científicos. Henry Morris e John Whitcomb explicam isto da seguinte maneira, enquanto descreviam a
enorme importância de levarmos a sério a narrativa bíblica sobre o Dilúvio com um ponto de vista
científico.

“A questão da historicidade e do caráter do Dilúvio do Gênesis não é uma mera questão


acadêmica de interesse a um pequeno grupo de cientistas e teólogos. Se um dilúvio mundial
realmente destruiu toda população humana anti-diluviana, como também todos animais terrestres,
exceto os que foram preservados numa Arca especial construída por Noé (como uma simples
leitura do registro bíblico nos levaria a crermos), então as suas implicações históricas e
científicas são tremendas. O grande Dilúvio e os eventos associados a ele tornam-se
necessariamente profundamente importantes à compreensão apropriada da antropologia, da
geologia, e todas as outras ciências que lidam com os eventos e fenêmenos históricos e pré-
históricos.” 37

Um dos mais óbvios resultados do Dilúvio Universal é a camada geológica e o registro dos fósseis.
Já observamos previamente a diferença no clima e na geografia como resultado do Dilúvio.38 Se a
evolução fosse verdadeira, esperaríamos ver muitas formas transicionais de vida, intermediárias de
diferentes formas e espécies, e que nenhuma destas espécies apareceriam de repente e distintamente. O
que o registro de fósseis revela? Duane Gish oferece esta conclusão

“Parece claro, portanto, que depois de 150 anos de uma intensa pesquisa, um grande número de
formas transicionais óbvias tivessem sido descobertas se as predições da teoria da evolução fossem
válidas... Em suma, pode ser dito que o registro de fósseis revela uma aparição explosiva de formas de
vida altamente complexas sem a evidência de ancestrais evolucionários... Além disso, o registro de
fósseis deixa de produzir formas transicionais entre os principais tipos de invertebrados, entre
invertebrados e vertebrados, e entre as principais classes de peixes. As rochas clamam ‘Criação!’ 39

A Lei

A Lei não somente forneceu um padrão para a moralidade, mas também para a medicina moderna,
a nutrição, o saneamento, a desinfecção, e as leis genéticas. Ela também proporcionou uma grande
sabedoria científica, muito tempo antes da sua época para a agricultura na rotação das culturas. Quase
todas as categorias de ciências mencionadas acima são abordadas de uma forma ou de outra pela Lei de
Deus.
--------------
36
Skjaerlund, David M., Criação-Evolução; Compreendendo as Questões à Mão, Sociedade para a Ciência
Criacionista, 1987, Seção 6, página 6.
37
Morris, Henry., e Whitcomb, John., O Dilúvio do Gênesis, publicado por Whitcomb/Morris, 1968, página 19.
38
Veja o Capítulo 43, no esboço histórico da matéria da Geografia.
39
Gish, Duane T., Evolução: Os Fósseis Dizem Não! Creation-Life Publishers, 1972, páginas 33,51.

32
O Evangelho e a sua Marcha ao Ocidente

A vinda de Jesus Cristo, onde o Deus invisível tornou-Se carne e habitou entre nós também afetou
a ciência. Os que queriam ser internamente inspirados pelo Evangelho tornaram-se os cientistas com
mais discernimento por causa de sua postura com relação ao Deus Todo-Poderoso. A confiança
aumentou, especialmente nas leis que governavam o Universo, devido à fé em Deus que fazia parte de
suas vidas.

A Bíblia em Inglês; a Reforma

Quando a Bíblia foi colocada nas mãos do indivíduo, uma explosão de invenções científicas
aconteceu, como já notamos anteriormente. A maior parte do que chamamos de “ciência moderna”
surgiu da Reforma e do seu reavivamento da fé bíblica. Francis Schaeffer explico isto da seguinte
maneira:

“De fato, a maioria dos que fundaram a ciência moderna, de Copérnico a Maxwell (1831-1879),
estavam funcionando numa base cristã. Muitos deles eram cristãos pessoalmente, mas até mesmo
os que não eram cristãos estavam vivendo de acordo com as formas de pensamento produzidas
pelo cristianismo, especialmente a crença de que Deus como Criador e Legislador implantou leis
na Sua Criação que o homem pode descobrir... Qual era a visão destes cientistas modernos numa
base cristã? Eles adotavam o conceito da uniformidade de causas naturais num sistema aberto,
ou, como também pode ser expresso, a uniformidade de causas naturais num período de tempo
limitado. Deus fez um universo de causas e efeitos. Portanto, podemos descobrir algumas coisas
com relação as causas a partir dos efeitos. Mas (e este ‘mas’ é muito importante) isto é um
universo aberto porque Deus e o homem estão fora da máquina uniforme-cósmica que inclui todas
as coisas... As coisas continuam acontecendo numa seqüência de causa e efeito, mas num ponto
do tempo a direção pode ser mudada por Deus ou pelas pessoas. Conseqüentemente, há um lugar
para Deus, mas há também um lugar adequado para o homem.” 40

Os Peregrinos e Patriotas

A semente desta república foi plantada em Plymouth. A liberdade que resultou nos cidadãos desta
nação produziu grandes realizações e uma produtividade na área da tecnologia científica. O “homem
livre e independente” foi capaz de criar, descobrir, e inventar avenidas para expressar as leis de Deus e
para colher os benefícios de suas invenções. A tecnologia científica dos peregrinos em seu Moinho de
Cereais, como também dos puritanos e de suas Fundições demonstraram o que a liberdade pode fazer
para a invenção científica. Regida pela Constituição, a proteção das leis de direitos autorais produziu
uma explosão de tecnologia que nos introduziu na revolução industrial.

O Nosso Desafio Hoje de Restauração

À medida em que as sementes do humanismo começaram a sufocar os frutos de uma visão


mundial estabelecida, com Cristo no centro as invenções científicas começaram a fracassar com isto.
Semelhante à matemática, em que eles desistiram de Deus e aceitaram o homem, cientificamente eles
deixaram Deus de fora totalmente. Francis Schaeffer comenta o seguinte:

33
“Os primeiros cientistas modernos acreditavam no conceito da uniformidade de causas naturais
num sistema aberto. Deus e o homem estavam fora da máquina de causa e efeito do cosmos, e,
portanto, ambos poderiam influenciar a máquina... A mudança da ciência moderna ao que eu
chamo de ciência moderna moderna foi uma mudança do conceito da uniformidade de causas
naturais num sistema aberto ao conceito da uniformidade de causas naturais num sistema
fechado... Isto surgiu não por aquilo que poderia ser demonstrado pela ciência, mas porque os
cientistas que assumiram esta nova visão haviam aceitado uma base filosófica diferente. As
descobertas da ciência como tal, não os levou a aceitarem esta visão; ao invés, a visão do mundo
deles os levou a esse lugar.” 41

Precisamos de uma nova geração de cientistas que possuam uma visão do mundo bíblica e que
também tenham a liberdade para exercerem a inventividade e a produtividade. Este é o desafio que está
diante de nós!

Princípios Bíblicos Identificados Na Ciência

Caráter Cristão

- O trabalho exigido para se fazer experimento após experimento, observação após observação,
às vezes milhares, a fim de se deduzir as leis da Criação é uma evidência do caráter que a
ciência exige;
- A diligência e a indagação, como também a paciência são algumas das qualidades do caráter
exigidas para se dominar a ciência;
- Os cientistas do passado evidenciaram qualidades do caráter de todos os tipos a fim de
forjarem para o futuro novas idéias que se deparavam com contínuas perseguições;
- Todos os ramos dos esforços científicos que focalizam uma parte da Criação de Deus exigem
qualidades de caráter singulares na vida do indivíduo.

Mordomina Cristã

- Uma compreensão das categorias da Criação de Deus, tanto biblicamente como


historicamente através da estrutura de taxonomia, nos capacita a administrarmos toda a
matéria de uma maneira muito mais eficiente;
- A cuidadosa manutenção de registros de todas as observações e experimentos nos ajuda a
tomarmos o domínio sobre esta matéria;
- O tipo de mordomia exigida a fim de forjarmos uma área de domínio, em última análise para
o serviço de outros, é evidente na história dos cientistas que forjaram estas idéias.

--------------
40
Schaeffer, Francis., Como Deveríamos Viver Então? Fleming H. Revell, 1976, páginas 138,142,143.

41
Ídem, páginas 146,147.

34
Governo Cristão

- A liberdade de se compreender as leis ou as forças controladoras de uma área da Criação de


Deus torna-se evidente à medida em que podemos aprender a economizarmos o tempo, a
tornarmo-nos mais produtivos, e a servirmos os outros para a glória de Deus;
- A compreensão da lei que instintivamente controla um aspecto da Criação, de dentro para
fora, é crítica a fim de governarmos esta área;
- Muito embora o avanço científico geralmente se deparasse com resistências, a nova
tecnologia deu ao mundo uma bênção, como também um desafio. Por um lado a vida era um
pouco mais produtiva, com os homens não gastando tanto tempo na sobrevivência, e, por
outro lado, a tecnologia mais avançada requer um caráter maior a fim de se manter a
liberdade.

Crescimento Cristão

- As sementes da matéria da ciência são os seus rudimentos – os tipos, leis, tecnologia e método
científico. Ao dominarmos estas áreas, podemos nos tornar cientistas que respeitam a Criação
de Deus.
- Cada indivíduo verá onde se encontram as suas fraquezas com relação às sementes da
disciplina, e poderá ter como meta um trabalho específico a fim de avançar no estudo de um
ramo científico específico.
- À medida em que os indivíduos tem descoberto as leis da natureza e obedecido estas leis
trabalhando com Deus como o Criador, o verdadeiro serviço a outros tem sido o resultado.

Soberania Cristã

- O ramo legislativo da ciência são as suas espécies. O executivo são as “leis” que precisam ser
deduzidas. O ramo judicial é o método científico que precisa ser usado a fim de deduzirmos
apropriadamente as leis da Criação.
- As ciências têm aumentado o padrão de vida em todas nações onde a civilização e o progresso
têm ocorrido como resultado de uma verdadeira liberdade;
- À medida em que qualquer indivíduo aprende a exercer um controle de governo sob um ramo
da ciência, ele de fato se torna um co-governador com Deus e com os Seus propósitos;
- As ciências tem ilustrado a capacidade do homem de governar a terra quando ele trabalha
com Deus como Seu Soberano.

Individualidade Cristã

- A ciência é tão ampla, e, contudo, ela lida com o menor e mais distinto aspecto da Criação de
Deus, e, neste sentido, ela é singular;
- Qualquer indivíduo pode ficar envolvido numa pequena área ou ramo da ciência sem ter
nenhum temor de monopolizá-la pois ela reflete a infinita sabedoria de um Deus Todo-
Poderoso; Assim sendo, a produtividade de cada indivíduo ajuda, corrige, e revisa a
produtividade dos outros;
- Os dons singulares e o amor natural do indivíduo com relação à Criação de Deus podem ser
liberados através da inquirição científica em vários ramos;
- A ciência tem tido o papel singular historicamente de refletir a fé da humanidade nas leis que
Deus colocou na Criação.

35
Aliança Cristã

- A ciência está em harmonia com todas as outras matérias, uma vez que a maioria delas tocam
de alguma maneira na Criação de Deus;
- As leis da ciência, especialmente o ramo como por exemplo a química nos ajuda na
determinação e no discernimento da unidade interna e quando separarmos e unirmos;
- A simbiose, ou a capacidade e harmonia de certos aspectos da Criação, de funcionarem
conjuntamente, é um reflexo da unidade apropriada e imprópria;
- Capacidade de se inventar e produzir, como por exemplo, um avião, um automóvel, um
computador, tem produzido uma grande unidade entre outros campos e ajudado o homem a
servir os outros.

Nos diagramas de currículo que se seguem, damos idéias de vanguarda com relação à maneira pela
qual um currículo de matemática e ciência poderia ser montado. Ficamos agradecidos ao Sr. Michael
Savino por sua ajuda no desenvolvimento da nossa extensão e gráficos seqüenciais de matemática e
ciência. Alguns destes gráficos estão intimamente ligados a textos fundamentais que achávamos que
esboçavam adequadamente as informações. Neste caso, deixamos a critério do professor se ele incluirá
os princípios bíblicos de contextos históricos que são necessários. A seção de James Kilkenny do Guia
foi especialmente útil no desenvolvimento do currículo aritmético elementar.

36
ARITMÉTICA / MATEMÁTICA
SUGESTÃO DE CURRÍCULO COM IDÉIAS DE VANGUARDA
Da Pré-Escola ao Jardim da Infância – 3 a 5 Anos de Idade

JARDIM DA EXPRESSÕES
3 ANOS 4 ANOS INFÂNCIA PRÓPRIAS

(1) Contagem (1) Contagem (1) Contagem (1) Contar para frente e
- contar até 10 objetos, - contar até 20 para - Definir a aritmética para trás ao se colocar e
brinquedos ou outros itens frente e para trás, com como uma contagem tirar a mesa
objetos, brinquedos, ou - contar para a frente e - Compartilhando em
outros iten para trás na linha de programas e tempos
- contar de 50 para números com a família
frente - contagem oral de um
em um, de cinco em
cinco, e de dez em dez
- adição e subtração de
todos os 100 fatos

(2) Anotação (2) Anotação (2) Leitura de capítulos


(2) Anotação
- reconhecer números - Algarismos romanos e lugares em livros
- reconhecer números de 1 a
de 1 a 20 numa página de I a X antigos em que o
10 - escrever números de 1 a
escrita - Algarismos árabes de numeral romano
10
- ler estes números 1 a 100 simples é mostrado
- escrever números de 1 - Escrever algarismos - Compartilhamento de
a 30, para frente e para de um a mil números ao mostrá-los
trás para crianças menores

(3) Medição (3) Medição (3) Medição (3) Compartilhamento


- reconhecer os termos - contar unidades de - Geométrica – pés e sobre as quatro
grande, pequeno, alto, baixo pés, libras, dias, e polegadas maneiras de
dólares como uma -Física – libras assumirmos o domínio
ilustração dos diferentes - Cronológica – uma do meio-ambiente para
tipos de medição hora e meia, dias, a distância, peso,
semanas, meses tempo, e dinheiro
- Monetária - dólares - Manutenção de um
registro do dinheiro
guardado e gasto num
gráfico simples

(4) Demonstração (4) Demonstração (4) Demonstração (4) Relatar a mais


- Combinar números com - Aprender como - Adição e subtração simples definição de
blocos, objetos ou outras reconhecer os números simples categorias científicas
ilustrações físicas através de objetos problemas resolvidos de para se contar de uma
físicos agrupados como duas maneiras – forma ou de outra, a fim
lápis, blocos, ou outros contando-se, e através de que o
ítens de fatos aritméticos relacionamento com a
Criação de Deus seja
estabelecida ou
compartilhada.

37
ARITMÉTICA: Da Primeira à Terceira Série – De 6 a 8 Anos de Idade
EXPRESSÕES
PRIMEIRA SÉRIE SEGUNDA SÉRIE TERCEIRA SÉRIE PRÓPRIAS
(1) Contagem (1) Contagem (1) Contagem (1) Compartilhar em
- rever a definição de aritmética - expandida definição da - definição, incluindo-se a programas
como contagem aritmética para se incluir linha de versículos - Alunos ajudando
- contar para frente e para trás os rudimentos da cadeia bíblicos e números com a crianças menores a
na linha de números de 1 em 1 e do cristianismo contagem contarem para frente e
de 5 em 5 - contar para frente e para - contar para frente e para para trás na linha de
- contagem oral de 1 em 1, de 2 trás na linha de números trás na linha de números números e oralmente
em 2, de 5 em 5 e de 10 em 10 de 1 em 1, de 5 em 5 de 1 em 1, 2 em 2, 3 em 3,
- fatos da adição e da subtração - contagem oral de 1 em 1, 4 em 4, 5 em 5
com vai 1,2, etc. e empresta 1,2, 2 em 2, 5 em 5, de 10 em - contagem oral de 1 em 1,
etc. 10 2 em 2, 3 em 3, 4 em 4, 5
- fatos de adição e em 5, 10 em 10 até 100
subtração com vai 1,2, etc. - adicionar e subtrair até
e empresta 1,2, etc 999 milhões
- multiplicação e divisão
com 2 lugares
- adicionar e subtrair
frações

(2) Anotação (2) Anotação (2) Anotação (2) Compartilhar o cenário


- Algarismos romanos de I a - Algarismos romanos de I - Romano I até C histórico e o contexto dos
XII a XXIX - Algarismo Árabe de 1 algarismos romanos e
- Algarismos árabes de 1 a 100 - Algarismos árabes de 1 a até 999.000.000 árabes
- Escrever algarismos de um a 999.000 - Escrever de um até - compartilhar a escrita de
mil - Escrever algarismos de novecentos e noventa e algarismos para alunos
um a novecentos e noventa nove milhões mais novos
e nove mil

(3) Medição (3) Medição (3) Demonstrar projetos


- Geométrica – linha e - História e propósito da práticos de se trabalhar
área (um dígito) Métrica e unidades com a medição para ajuda
(3) Medição - Física – libras e onças métricas internacionais no ministério de algum
- Geométrica – polegadas, pés e - Cronológica – relógio - Geométrica – linhas, tipo para missões ou
jardas (em minuto), calendário áreas e volumes outros projetos
- Física – libras e onças (adicionar décadas e - Física – peso, massa e - trabalhar com dinheiro
- Cronológica – hora, de cinco séculos) temperatura com relação aos
em cinco minutos, dias, - Monetária – idem ao da - Cronológica – relógio, ministérios da igreja e
semanas, meses e anos primeira série calendário missões
- Monetária – dólares, moedas Conversão de unidades - Monetário – trabalhar
de vinte e cinco centavos, dez numa escala simples com dinheiro americano
centavos, cinco centavos e um
centavo

(4) Demonstração (4) Demonstração (4) Aprender a


(4) Demonstração - simples problemas com - resolver problemas com compartilhar com a classe
- problemas simples de adição e as quatro operações todas as quatro operações e outras classes sobre o
subtração em duas maneiras – resolvidas de três em pelo menos três passo relacionamento natural
contando-se e fatos maneiras; contando-se e - problemas de palavras entre os rudimentos
- resolução de problemas duas operações. relacionados à geologia e à aritméticos e os ramos
relacionados a simples - problemas relacionados à botânica científicos desde os dias
rudimentos de física e química meteorologia e à - introduzir simples da Criação
oceanografia rudimentos aritméticos
destas ciências

38
ARITMÉTICA: Da Quarta à Sexta Série: De 9 a 11 Anos de Idade
-
EXPRESSÕES
QUARTA SÉRIE QUINTA SÉRIE SEXTA SÉRIE PRÓPRIAS
(1) Contagem (1) Contagem (1) Contagem (1) Compartilhar o que foi
- Origem bíblica e propósito - Origem bíblica e propósito - Origem bíblica e propósito aprendido com outras
da aritmética da aritmética revisada com da aritmética revisada com crianças e classes do
- rever a definição da definição definição primário
aritmética - Exercitar a contagem oral - Exercitar a contagem oral - Compartilhar programas
- Contar para frente e para e escrita para frente e para e escrita para frente e para - Projetos que exijam a
trás na linha de números de trás sem a linha de números trás sem a linha de números computação e que servem
1 em 1, 2 em 2, 3 em 3, 4 - todas as quatro operações - todas as quatro operações como um ministério a
em 4, 5 em 5 dominadas com números dominadas com números outros
- contagem oral de 1 em 1 inteiros, decimais, e frações inteiros, decimais, e frações
até 12 em 12, até 100 - Introduzir a percentagem,
- adição e subtração até 999 juros, razão, proporção,
decilhões e uso de divisores decomposição em fatores
e multiplicadores com - Elevação a potências,
quatro lugares extração de raízes
- quatro operações com
frações

(2) Anotação (2) Anotação (2) Anotação (2) Compartilhar com


- Anotação Romana - Rever a anotação romana - Rever a anotação romana outros alunos e classes
de I a MMM - Rever a anotação árabe - Rever a anotação árabe, e - Compartilhar da história
- Anotação árabe - Rever a anotação de especificamente a sua dos rudimentos da
de 1 a 999 decilhões escrita história em épocas mais aritmética de culturas
- escrever algarismos de 1 - Introduzir antigos sistemas modernas antigas e modernas da
até novecentos e noventa e de escrita de números como - Utilizar a história e o uso maneira como isto se
nove decilhões o egípcio e o babilônio dos computadores relaciona ao cristianismo

(3) Medição (3) Medição (3) Medição (3) Compartilhar sobre o


- uso dos sistemas métricos - Rever sistema métrico e - Rever os sistemas sistema bíblico da maneira
inglês, como também a inglês, como também as métricos inglês e bíblico como ele dá evidência da
conversão entre os dois conversões com conversão maravilha da Criação de
- unidades de medida - Introduzir o sistema - Medição com superfícies e Deus na humanidade
geométrica, física, bíblico de medição sólidos - Projetos que exijam
cronológica, e monetária - Introdução de dinheiro - Continuar o trabalho com diagramas e gráficos de
utilizadas estrangeiro (Francês) com o dinheiro estrangeiro e uma análise de dados
- introdução de dinheiro dinheiro americano. americano (espanhol e aritméticos, como por
estrangeiro (espanhol) com francês) exemplo finanças e
americano orçamentos

(4) Demonstração (4) Demonstração (4) Demonstração (4) Compartilhar sobre o


- Resolução de problemas - Resolver problemas com - Resolução de problemas relacionamentos entre a
com palavras pelo menos de palavras que requerem pelo com palavras com três aritmética e a ciência com
três maneiras menos três maneiras de se maneiras de se computar outras classes e no
- Problemas especiais com a computar - Problemas especiais ministério evangelístico
Astronomia - Problemas especiais com o derivados da zoologia de
estudo das zoologia – animais e anatomia de seres
peixes e aves, como humanos e outras áreas
também de outras áreas

39
MATEMÁTICA: Da Sétima à Nona Série: De 12 a 14 Anos de Idade
EXPRESSÕES
SÉTIMA SÉRIE OITAVA SÉRIE NONA SÉRIE PRÓPRIAS

MATEMÁTICA I MATEMÁTICA II ÁLGEBRA I


(1) A natureza dos números
(1) Contagem (1) Contagem (1) Contagem apresenta um formato ideal
- Origem bíblica, propósito e - Rudimentos de matemática - Origem e propósito bíblico e para se compartilhar a natureza
definição da matemática e cristão Vs. humanísticos histórico da disciplina de de Deus com outros
aritmética - Avanço histórico da álgebra juntamente com sua - As operações e as suas várias
- Rudimentos históricos da matemática desde os peregrinos clara definição leis da maneira vista através da
matemática enfatizados da até os dias atuais como uma - A natureza dos números: disciplina da álgebra também
Criação aos Peregrinos expressão de liberdade inteiro, integrais, reais, delineiam a maneira pela qual
- Revisão da Contagem para - Revisão de contagem para racionais, irracionais, primos, Deus opera conosco e isto
frente e para trás frente e para trás valor absoluto novamente se torna uma
- As quatro operações revisadas - Revisão das quatro operações - A natureza da contagem da plataforma para que Deus fale
com números inteiros, com números inteiros, maneira como ela se relaciona com o indivíduo como também
decimais, frações, e decimais, frações, e com a álgebra: radicais e o indivíduo compartilhando
porcentagens porcentagens exponenciação com outros
- Proporção e razão - Revisão de proporção, razão, - Ordem de operações
- Fatores, elevação à potências fatores, elevação a potências e Operações algébricas:
e raízes de números raiz de números fechamento, comutativa,
- Introdução às leis de álgebra associativa, distributiva,
com números e operações de identidade, opostos, zero e
fórmulas transformação

(2) Anotação (2) Anotação (2) Anotação (2) O princípio de


- Revisão de algarismos - Revisão de algarismos - Princípio de substituição e representação é um conceito
romanos, algarismos árabes romanos, algarismos árabes representação governamental que é ilustrado
- Revisão da escrita e leitura de - Revisão da escrita e leitura de - variáveis, fórmulas, e bem vividamente através da
algarismos algarismos resolução de equações como álgebra
uma forma de se escrever - Pensar matematicamente
números ajuda o aluno a ser capaz de
compartilhar os rudimentos de
representação
governamentalmente

(3) Medição (3) Medição (3) Medição (3) A geometria é um aspecto


- Revisão dos sistemas inglês, e - Revisão dos sistemas inglês, - Unidades geométricas: a linha da natureza de Deus em três
bíblico métrico e bíblico- de números, medição liinear, dimensões que é uma chave
- As quatro operações com - Unidades geométricas: área e representação de equações para se compartilhar a verdade
medidas compostas volume com linhas, ângulos, geométricas lineares, planas, e de um Deus Soberano e Triúno
- Unidades geométricas: círculos, triângulos, cubos, sólidas, conversões,
longitude, latitude, mapas, pirâmides, cilindros, prismas, comprimento, área, volume,
perímetro, área, volume, cones razão
ângulos, triângulos, círculos - Unidades físicas: rudimentos - Unidades físicas: massa, peso
- Unidades físicas: temperatura, - Unidades cronológicas: rever - Unidades cronológicas:
elétrica, gás rudimentos e básicos tempo, fórmulas de razão
- Unidades cronológicas: fusos - Unidades monetárias: rever - Unidades monetárias: revisão
horários da terra rudimentos e básicos
- Unidades monetárias:
orçamentos simples, gráficos,
contabilidade, talões de
cheques

(4) Demonstração (4) Demonstração (4) Demonstração (4) O relacionamento entre


- Projeto 1 – Gráficos de - Projeto – Mecânico Desenho - Vários aspectos físicos da álgebra e a ciência física é uma
Análise de orçamento e Arquitetura Criação de Deus serão usados chave para se estabelecer um
econômico da igreja com - uso de transferidor, como contexto dos quais as contexto histórico e bíblico
diagrama estatístico compasso, equipamento e equações, fórmulas, e dentro do qual devemos
- Projeto 2 – Dirigindo um desenho de artes mecânicas problemas algébricos são assumir o domínio de aspectos
negócio: os alunos simulam a - desenhos de planos de avaliados da vida, começando com áreas
direção de um negócio com pavimentos com uso de de vocações práticas
talão de cheques, orçamento computadores como também
feitos manualmente

40
MATEMÁTICA: Da Décima à Décima Segunda Série: De 15 à 17 Anos de Idade
DÉCIMA PRIMEIRA DÉCIMA SEGUNDA EXPRESSÕES
DÉCIMA SÉRIE SÉRIE SÉRIE PRÓPRIAS
ÁLGEBRA II GEOMETRIA / PRÉ-CÁLCULO ou
TRIGONOMETRIA MATEMÁTICA COMERCIAL

PRÉ-CÁLCULO
(1) Contagem (1) Contagem (1) A origem e o propósito
(1) Contagem
- Origem e propósito bíblico e - Origem e propósito bíblico e bíblico e histórico da
- Revisão da origem e propósito
histórico da geometria e histórico do cálculo definidos e matemática mais elevada é uma
bíblico e histórico da álgebra
trigonometria definidos e estudados excelente ferramenta para se
- Revisão da natureza dos
estudados - Natureza dos números expressar o “mandamento de
números: inteiros, integrais,
- Rever a natureza dos números relacionada ao cálculo, como domínio” ao se escrever e falar,
reais, racionais, irracionais,
previamente estudados por exemplo a derivada e a e também para se descrever a
primos, valor absoluto
juntamente com números integral natureza de Deus e os Seus
- Revisão de radicais e
complexos, razão - Estudo de infinidade e da atributos
exponenciação
- radicais e expoentes Soberania de Deus/Trindade
- Revisão da ordem das
operações - Operações geométricas e
trigonométricas: funções, (2) Anotação
- Operações algébricas:
fatores, logaritmos, - Leitura e escrita de números
radicais, polinômios, anotação
determinantes relacionados ao cálculo
científica, fatores, substituição,
eliminação, racionalização,
(3) Medição
funções, variações
- Unidades geométricas:
espacial, vãos, pressão, e área
sob uma curva
- Unidades físicas: massa, peso

(2) Anotação (4) Demonstração (2) O compartilhamento do


(2) Anotação
- princípio de simetria e - Cálculo introduzido no desígnio de Deus do Universo,
- rever o princípio de
representação contexto da engenharia em contraposição à evolução e
representação
- variáveis, fórmulas, e - fórmulas, u, dois, e três ao caos é uma excelente
resolução de equações como aspectos dimensionais de se maneira de se expressar a
escrever os números e MATEMÁTICA COMERCIAL ordem de Deus
uma forma de se escrever
representar as formas (1) Contagem
números
- Raízes bíblicas e históricas da
matemática comercial
(3) Medição - Revisão da natureza dos (3) Os vários aspectos da
(3) Medição
- Unidades geométricas: linhas, números contagem prática das diferentes
- Unidades geométricas:
ângulos, círculos, vetores, - As quatro operações formas de medição podem ser
equações lineares/oblíquas,
coordenadas, sistemas lineares revisadas: proporção, razão, utilizados no compartilhamento
linhas paralelas, área, volume,
e não lineares, funções fatores, elevação a potências, e com alunos mais jovens, como
ângulos, transversais, parábola,
trigonométricas, radianos, extração de raízes dos números também para se completar
quadrantes
- Unidades físicas: rever lócus, parábolas, hipérbole, projetos práticos para lares,
elipse, matrizes, quadrado, (2) Anotação igrejas, e instituições civis.
- Unidades cronológica:
retângulo, triângulos, - Leitura e escrita de números
distância, fórmulas de razão
paralelogramos, trapezóides, na forma de orçamentos e
- Unidades monetárias: rever
cordas, tangentes, linhas contabilidade
concorrentes
- Unidades físicas: rever (3) Medição
- Unidades monetárias: rever Cronológica: empréstimos,
juros, investimentos
(4) Demonstração Monetária: dízimos, casa, (4) A demonstração da
(4) Demonstração
- Vários aspectos físicos da comida, vestuário, impostos, autilidade e das aplicações
- Vários aspectos químicos da
Criação de Deus, especialmente viagens práticas da matemática mais
Criação de Deus serão usados
como contexto dentro dos quais a oceanografia e a astronomia elevada nos vários ramos
como contexto para a derivação (4) Demonstração científicos inspiram muitos a
as equações, fórmulas e
da geometria e trigonometria e - Todo curso colocado no inventarem e a assumirem o
problemas algébricos são
as suas funções práticas contexto de um domínio
avaliados e resolvidos
aplicadas empreendimento e a direção de
apropriadamente
- um negócio local, de
propriedade privada, numa
vocação específica

41
CIÊNCIA
UMA SUGESTÃO DE CURRÍCULO DE CONCEITOS E VANGUARDA
Da Pré-Escola ao Jardim da Infância: De 3 a 5 Anos de Idade
JARDIM DA EXPRESSÕES
3 ANOS 4 ANOS INFÂNCIA PRÓPRIAS

(1) Leis (1) Leis (1) Leis (1) As criancinhas podem


- Ordem regular - Governo próprio da ordem - Ensinar uma ou duas leis compartilhar as leis que
estabelecida para chochilos, e da rotina estabelecido a científicas simples para aprenderem sobre motivo
para se dormir, para se fim de que a criança possa cada ramo da ciência pelos quais certos aspectos
alimentar governar-se nestas áreas relacionada com os dias da da Criação de Deus sempre
- Estas coisas são ensinadas Criação funcionam da mesma
como expressão da criação maneira
ordenada de Deus

(2) Espécies (2) Espécies (2) Espécies (2) A categorização


- Aprendendo a categorizar - Continue categorizando os - Ensinar a definição constante de fotos e
os brinquedos a fim de que aspectos da Criação de simples e os rudimentos de ilustrações de vários livros
cada item tenha um lugar e Deus cada ramo da ciência ajuda a criança a aprender
possa se asseadamente - Comece categorizando - Primeiro Dia - classificar toda a Criação
armazenado dia, noite, animais, Física (movimentos) através dos dias específicos
- Identificar as espécies pássaros, peixes, plantas, Química (mistura) - O compartilhamento disto
básicas, como por exemplo, árvores, terra (solo), ar - Segundo Dia - com crianças mais novas,
os animais, pássaros, (clima), água, sol, lua, Meteorologia (clima) ou em programas especiais
peixes, plantas, árvores, estrelas, e seres humanos Oceanografia (ondas) é uma maneira excelente de
terra, ar, água, seres pelos dias da Criação - Terceiro Dia - se apreciar o maravilhoso
humanos Geologia (solo) mundo de Deus
Botânica (relvas, ervas,
árvores frutíferas)
- Quarto Dia -
Astronomia (sol, lua e
(3) Tecnologia (3) Tecnologia estrelas) (3) Aprender a compartilhar
- As tarefas e os serviços de - Ler biografias de grandes - Quinto Dia - e a apreciar os efeitos do
casa podem ser ensinados inventores para se ajudar Zoologia – peixes e estudo dos ramos da ciência
como uma expressão de se com a criatividade e se pássaros é uma alegria
utilizar criativamente os cumprir responsabilidades - Sexto Dia -
talentos e capacidades como uma expressão da Zoologia – animais
dados por Deus através da utilização de produções Anatomia humana e
ciência científicas fisiologia

(3) Tecnologia
(4) Método Científico (4) Métodos Científicos - Identificação de um (4) Uma criança pode
- As crianças podem ser - Observação e inquirição, aspecto produtivo principal aprender os rudimentos
conduzidas a uma análise guiadas pelos pais, da vida para o ramo básicos da observação e da
apropriada de qualquer ensinando a criança o análise cuidadosa para
coisa que funcione, e o método para a avaliação compartilhar com outros
tempo deverá ser dirigido científica e produtividade (4) Método Científico
nestas áreas para se - Observação de cada
desmontar e montar as espécie através de fatos e
coisas novamente ilustrações para se ver as
diferenças e as semelhanças

42
CIÊNCIA: Da Primeira à Terceira Série – De 6 a 8 Anos de Idade
EXPRESSÕES
PRIMEIRA SÉRIE SEGUNDA SÉRIE TERCEIRA SÉRIE PRÓPRIAS

(1) Leis (1) Leis (1) Leis (1) Ensinar as leis dos
- Compreendendo-se de três - Compreender de quatro a - Compreender de cinco a diferentes ramos aos pais, a
a cinco leis dos ramos da seis leis dos ramos da sete leis do ramo da outros alunos e ministério
Física (matéria e meteorologia (tempo) e da geologia (solo) e da evangelístico
movimento) e da Química oceanografia (oceanos) botânica (plantas)
(elementos)

(2) Espécies (2) Espécies (2) Espécies (2) A habilidade de se


Ênfase em: Ênfases em: Ênfases em: categorizar é a semente para
- Física - - Meteorologia - - Geologia - a invenção e a criatividade
natureza da matéria, natureza da atmosfera estrutura da terra, (crosta e nas ciências. Isto pode ser
natureza do movimento, (vento e oxigênio), calor fósseis), compartilhado como
máquina simples, energia (raios solares e a fonte de natureza da terra, também demonstrado de
- Química - energia) (rochas e minerais) muitas maneiras de classe a
relacionamentos mútuos e humidade (ciclos de chuva, erosão e mudanças classe, através da arte, e de
como as coisas funcionam evaporação) (forças sobre a terra) outras maneiras
juntamente na Criação, - Oceanografia - - Botânica -
análise e síntese, separação estrutura do fundo do classificação (plantas,
e união das substâncias oceano (profundidades de folhas, vegetais, arbustos)
- Revisão breve de regiões) água salgada arranjos no globo (regiões e
definições para a (salgada e doce) espécies)
metereologia, oceanografia, correntes (regiões e propriedades e funções
geologia, botânica, espécies) (plantas usadas para curas,
astronomia, zoologia, e ondas e marés, (suas alimentação, jardinagens)
anatomia e fisiologia causas) - Breve revisão de
- Breve revisão de definições simples para
definições simples para a física, química,
física, química, geologia, meteorologia, oceanografia,
botânica, astronomia, astronomia, zoologia,
zoologia, anatomia e anatomia e fisiologia
fisiologia

3) Tecnologia (3) Tecnologia (3) Tecnologia (3) Relacionar as coisas que


- Identificar as coisas - Identificar coisas usadas - Identificar coisas usadas usamos e damos por certo e
usadas todos os dias que da meteorologia e da da geologia e botânica que não damos valor hoje
utilizam a química e a física oceanografia em dia com relação a suas
raízes nos vários ramos

(4) Método Científico (4) Método Científico (4) Método Científico (4) Relacionar a leitura,
- Ensinar a observação, a - Ensinar a observação, - Ensinar observação, escrita, aritmética, etc. com
inquisição, e os passos para análise, síntese, e análise, síntese e a inquisição e a pesquisa
se analisar as leis da habilidades e inquisição habilidades de inquisição científica
Criação básica em todo o ano. básica em todo ano nestas
áreas

43
CIÊNCIA: Da Quarta à Sexta Série: De 9 à 11 Anos de Idade
EXPRESSÕES
QUARTA SÉRIE QUINTA SÉRIE SEXTA SÉRIE PRÓPRIAS

(1) Leis (1) Leis (1) Leis (1) O compartilhamento de


- Compreendendo-se de oito - Compreendendo-se dez - Compreendendo-se dez como os sete princípios,
a dez leis que governam o leis que governam a leis que governam a especialmente o governo
ramo científico da zoologia – peixes e pássaros zoologia - animais próprio pode ser visto no
astronomia - aprendendo-se a raciocinar - Aprendendo-se a governo destas áreas da
- Aprendendo-se a a partir destas leis de raciocinar a partir destas ciência
raciocinar a partir destas instinto em pássaros/peixes leis de instinto nos animais
leis

(2) Espécies (2) Espécies (2) Espécies (2) A categorização do


Ênfases em: Ênfase em: Ênfase em: desígnio de Deus em cada
- Astronomia – - Zoologia - Peixes - Zoologia - Animais ramo da ciência pode ser
classificação dos corpos classificação de mamíferos, classificação de mamíferos, usada como um excelente
celestes (sol e sistema solar, espécies raras arranjo répteis arranjo (nos compartilhamento do
estrela e história da (peixes de água doce e de continentes e aqui no Cabo desígnio e propósito de
aterrisagem nela, estrelas e água salgada, distribuição Cód) Deus
o significado das do oceano e espécies do história e uso (animais de
constelações) distância Cabo Cód estudadas) carga, hábitos dos insetos,
(anos luz, medindo-se as história e uso (história da animais para alimentação e
distâncias no espaço) pesca, como pescar, valor vestuário) símbolos de
revolução (revoluções nutricional dos peixes para caráter (e sacrifício)
planetárias, eclipses, se comer, hábitos - Anatomia Humana e
elipses, estações do ano, instintivos) Fisiologia – distinção do
dias e anos) - Zoologia - Pássaros homem e dos animais
- Breves definições e como classificação de pássaros (criado de forma singular,
a astronomia se relaciona arranjo (continentes, domínio, domestica os
com os seguintes ramos: localizações de acordo com animais)
física, química, as estações do ano, Cabo natureza do corpo (terreno,
meteorologia, oceanografia, Cód) saúde e exercita equilíbrio)
geologia, botânica, história e uso (caça de sistemas do corpo (vários
zoologia, anatomia, e pássaros, observação, sistemas e o projeto de
fisiologia espécies para se comer, Deus)
hábitos instintivos) - Breves definições de:
- Breves definições de: física, química,
física, química, meteorologia, oceanografia,
meteorologia, oceanografia, geologia, botância
geologia botânica, zoologia,
anatomia e fisiologia

(3) Tecnologia (3) Tecnologia (3) Tecnologia (3) Identificação e


- Relacionando-se a - Relacionando-ze a - Relacionando-se à observação de certas
astronomia com muitas dos zoologia com a nossa zoologia e anatomia à atual vocações que utilizam a
nossos avanços tecnologia tecnologia pesquisa e a tecnologia de
tecnológicos nas campos científicos
comunicações, etc.

(4) Método Científico (4) Método Científico (4) Método Científico (4) Invenção e criatividade
- Aprendendo-se a utilizar o - Aprendendo-se a utilizar o - Aprendendo-se a utilizar a no âmbito da ciência
método científico com método científico para a pesquisa e inquisição
relação à astronomia zoologia de peixes e
pássaros

44
CIÊNCIA: Da Sétima à Nona Série: De 12 à 14 Anos de Idade
EXPRESSÕES
SÉTIMA SÉRIE OITAVA SÉRIE NONA SÉRIE PRÓPRIAS

CIÊNCIA FÍSICA CIÊNCIA DA VIDA FÍSICA (1)-(2) As leis e espécies dos


(1)-(2) Leis e Espécies (1)-(2) Leis e Espécies (1)-(2) Leis e Espécies ramos científicos podem ser
Criação vs. Evolução em Criação vs. Evolução em Um estudo das leis que compartilhadas com outros
cada uma destas categorias: cada uma destas categorias: governam o estudo de: para a edificação do caráter e
- Física – o estudo das leis - Botânica: um estudo das leis - Mecânica – movimento, a operação de Deus no
que governam a matéria, o que governam os musgos, vetores, grandezas escalares, desígnio do Universo.
movimento, as ondas, o som, plantas vasculares, plano, dinâmica, movimento - Experiências práticas, como
a luz, a cor, o magnetismo, a samambaias, gimnospermas, circular, leis de Newton, também uma inquisição
eletricidade plantas que florescem, folhas, trabalho, energia, momento podem ser feitas para se
- Química – um estudo das caules, raízes, fisiologia, e - Energia Térmica – matéria, inspirar os alunos mais jovens
leis que governam os átomos, reprodução das plantas, temperatura, expansão, calor, e os mestres para feiras ou
os elementos, as moléculas, florestas leis, termodinâmicas exibições de ciências
as reações químicas, a - Zoologia – um estudo das -Eletricidade e Magnetismo
química orgânica, e a leis que governam os mecânica dos fluídos, cargas
bioquímica invertebrados (esponjas, elétricas, campos elétricos,
- Meteorologia – estudo das celenterados, hidras, vermes, eletrodinâmica, magnetismo,
leis que governam a moluscos, equinodermos), eletromagnetismo, eletrônica
atmosfera e suas camadas, artrópodes (crustáceos, - Ótica – luz, reflexão,
insolação, massas de ar, aranhas, insetos), vertebrados refração, ótica de ondas,
tempo, e tempestades (peixes, anfíbios, répteis, propriedades da luz
- Oceanografia – um estudo pássaros, mamíferos) - Outros tópicos –
das leis que governam os - Anatomia Humana e relatividade, física quântica,
mares, as correntes, o fundo Fisiologia – um estudo das física nuclear
do mar, as linhas litorâneas, e leis que governam a química
as tempestades do corpo humano,
- Geologia – um estudo das metabolismo, sistemas do
leis que governam o registro corpo, e os efeitos do tabaco,
fóssil, a estrutura da terra, a álcool, drogas
erosão, os terremotos e - Ecologia – um estudo das
vulcanos, as rochas e leis que governam o meio-
minerais ambiente, sua mordomia,
- Astronomia – o estudo das ecosistema, biosfera, e o
leis que governam o sol, a domínio bíblico vs. o meio-
lua, o sistema solar, as ambientalismo
estrelas, as constelações, as
galáxias, as estações do ano e
o tempo

(3) Tecnologia (3) Tecnologia (3) Tecnologia (3) Clube de rádio-amador, e


- Eletrônica, computadores, - Campos de esforços - Campos de esforços outros aspectos da utilização
cirurgia médica, navegação, vocacionais que utilizam a vocacionais que utilizam a da física e de seus rudimentos
aviação, predição de pesquisa e o desenvolvimento pesquisa e o desenvolvimento são uma excelente maneira de
terremotos, vôos espaciais da botânica e da zoologia são da física, como por exemplo se aplicar esta ciência
analisados, como por motores, eletrônica,
exemplo a medicina, saúde computadores, rádio,
natural, a nutrição, e a televisão, satélite
agricultura
(4) O relacionamento do
(4) Método Científico (4) Método Científico (4) Método Científico método científico com o
- Contexto histórico dos - como o método é usado para - observação, hipóteses, métodos de pesquisa em
indivíduos que têm a inquisição e observação na teoria, a lei da maneira vista análise ajuda a inspirar os
desenvolvido estes campos a botânica e na zoologia e os no estudo e na pesquisa da outros
fim de que inspiração possa desafios da pesquisa do física
ser dada para invenções tecido fetal, clonagem, etc.

45
CIÊNCIA: Da Décima à Décima Segunda Série: De 15 à 17 Anos de Idade
DÉCIMA PRIMEIRA DÉCIMA SEGUNDA EXPRESSÕES
DÉCIMA SÉRIE SÉRIE SÉRIE PRÓPRIAS
QUÍMICA OCEANOGRAFIA / ANATOMIA HUMANA E (1)-(2) A aplicação da
(1)-(2) Leis e Espécies ASTRONOMIA FISIOLOGIA química, oceanografia,
Origem e propósito bíblico e (1)-(2) Leis e Espécies (1)-(2) Leis e Espécies astronomia, e anatomia
histórico da química, criação Origem e propósito bíblico Origem bíblica do espírito, humana num formato de
vs. evolução na química e histórico da oceanografia alma, e corpo do homem e compartilhamento com
- Matéria, energia e
e astronomia; criação vs. motivo pelo qual ele é a alunos mais jovens e no
termodinâmica
evolução em ambas as áreas maior de toda a criação de ministério a outros a partir
- Matemática e química
- Matéria heterogênea e Deus de uma perspectiva cristã é
homogênea na química - Oceanografia - necessária para se ajudar a
(porque toda a disciplina é Os oceanos e bacias - Estrutura da célula formar convicções
uma ilustração por princípio Água do mar
de aliança de Deus), Correntes - Um estudo profundo de
elementos, átomos, partículas Ondas e Marés todos os sistemas biológicos
subatômicas Regiões oceânicas e humanos com uma
- Elementos e compostos litorâneas dos Estados ilustração do seu
- Reações e equações Unidos, mordomia significado espiritual como
químicas apropriada destas regiões, e também de suas funções
- Gases e pressão, ênfase especial no Cód e a naturais
- Energia, calor, entaupia sua linha litorânea - Sistema Integumentário
- Luz e estrutura eletrônica, Estudo de um barco a vela e - Sistema Esquelético
modelos como velejar – projeto de - Sistema Muscular
- A tabela periódica dos velejamento - Sistema Respiratório
elementos, elétrons
- Sistema Digestivo
- Ligação de moléculas
- Astronomia - - Sistema Circulatório
- Compostos não-metálicos,
semi metais Estudo do Mazzoroth ou - Sistema Linfático
- Soluções ecolóides constelações, os seus - Sistema Excretório
- Cinética química, equilíbrio significados tanto - Sistema Nervoso
- Ácidos, bases, sais, soluções espiritualmente como - Sistema Endócrino
de equilíbrio iônico naturalmente - Sistema Reprodutivo
- Oxidação - redução Ferramentas do astrônomo
reações, eletroquímica O sistema solar
- Química nuclear Estrelas e Galáxias
- Química orgânica Evidências de uma terra
jovem através da
astronomia

(3) Tecnologia (3) Tecnologia (3) Tecnologia (3) Uma abordagem bíblica
Uma análise dos campos Estudo dos vários campos e Um estudo dos vários campos à medicina e às questões do
que utilizam a pesquisa carreiras na oceanografia e da medicina e de outras áreas cuidado com a saúde são de
química, como por exemplo astronomia relacionadas com o estudo co grande importância
engenheiros químicos, corpo humano pessoalmente e
técnicos de laboratório, - Um estudo do aborto, corporativamente – estas
nutricionistas, químicos eutanásia, homossexualismo, coisas podem ser
forenses (assuntos legais) namoro vs. corte, vícios, e compartilhadas através de
outros temas relacionados
projetos e discussões
com o uso de nossos corpos

(4) Método Científico (4) Método Científico (4) Método Científico (4) Os padrões de pesquisa
Utilização deste método no O uso de estudos de campo Laboratórios feitos com e análise serão vistos como
estudo, pesquisa, inquisição no local no Cabo Code e ao fotos, ilustrações e expressões próprias através
e experimentação da ciência redor dele e com institutos e demonstrações detalhadas de um estudo independente
da química projetos oceanográficos com o corpo físico e seus nas várias áreas
locais usos
Estudos de laboratório do céu
com uso de telescópio

46
Recursos Para o Ensino da Matemática e da Ciência

Observação: As seguintes fontes foram aprovadas como sendo úteis aos nossos professores. Contudo,
muito freqüentemente, os livros não são usados no nível da série em que a casa publicadora os colocou,
especialmente na ciência. Citaremos algumas das séries de matemática que têm nos ajudado a darmos
problemas, e às séries de ciência que têm nos ajudado a expandirmos e delinearmos as obras de diferentes
ramos à medida em que os ensinamos a partir dos dias da Criação.

Fontes Gerais de Matemática

Guide to American Christian Education for the Home and School


(Guia para a Educação Cristã Americana para o Lar e a Escola),
de James Rose, Instituto de História Americana
Os recursos chaves envolve a filosofia aritmética como também
um currículo sugerido para a álgebra.
Teaching Arithmetic from the Principle Approach
(Ensinando-se a Aritmética Pela Abordagem de Princípios)
Christian Heritage Press (Imprensa de Herança Cristã)
Este é um currículo elementar (séries K-6), completo com
pacotes e recursos para professores e recursos para alunos
Ray’s Arithmetic, Mott Media
Esta reimpressão dos textos de 1880 para a aritmética oferece grandes
revelações de como os conceitos eram ensinados e é um excelente
suplemento para a pesquisa dos professores
A Beka Book Mathematics Series, A Beka Book Publishing
Os livros de Aritmética, Séries 1-6, e Matemática Básica I e II
(séries 7 e 8) oferecem um ótimo recurso para problemas e
explicações com uma perspectiva tradicional
Saxon Mathematics Series, Saxon Publishers, Inc.
Estes textos oferecem uma repetição incremental (ou repetição) de
conceitos chaves desde a escola elementar até o ginásio. São bons textos
para problemas mas precisamos fornecer a filosofia como também o
apoio histórico e científico
Mathematics: Is God Silent?
(Matemática: Será que Deus Está Em Silêncio?), de James Nickel
Ross House Books – Uma excelente e breve fonte simples para uma
visão cristã da história com relação à matemática. Ela ajuda o professor
a trazer o contexto histórico ao ensino.
Há também outras fontes sugeridas neste livro.
Mathematics and the Physical World
(A Matemática e o Mundo Físico), de Morris Kline
Thomas Crowell Company – Um excelente livro que trata com a matemática
do ginásio e o seu relacionamento com a ciência. É uma ótima fonte para o
ensino de conceitos chaves a partir de um contexto científico.

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Fontes Gerais de Ciência

Guide to American Christian Education in the Home and School


(Guia à Educação Cristã Americana no Lar e na Escola),
de James Rose, American Christian History Institute
Uma filosofia prática do ensino da ciência natural, anatomia,
e fisiologia é dada juntamente com visões panorâmicas do curso.
A Science Curriculum Guide for Homeschooling Families
(Uma Guia de Currículo de Ciências Para Famílias Que Ensinam Em Casa),
de Daniel e Susan Eby – Um excelente guia, que utiliza os dias da
Criação como contexto para o ensino, e que dá ao mesmo tempo fontes
de livros textos e capítulos para a expansão dos conceitos.
God’s World Science Series,
(Série de Ciências do Mundo de Deus), A Beka Book Publishing
Textos elementares para as séries 1-6 podem ser utilizados para conceitos
chaves que correspondem aos dias da Criação. Não ensinamos os livros
em seus níveis de séries sugeridos, mas utilizamos as fontes à medida em
que ensinamos uma ênfase a partir da Criação.
Ciência, A Beka Book Publishing
Textos para séries 7-8, como também para química.
Estes textos são escritos num nível elevado e podem ser ajustados pelo
professor para qualquer nível de série desejado.
Physics, Biology, Bob Jones University Press
Textos para series 9-12 – o texto de física em particular dá curtas
biografias das pessoas que progrediram na disciplina da física e é muito
útil com relação a isto.
Science in the Bible,
(A Ciência na Bíblia), de Jean Sloat Morton
Moddy Press – Um recurso para se pesquisar o que a Bíblia tem a
dizer sobre cada ramo da ciência. Excelente para professores
elementares utilizarem.
The Christian History of Science
(A História Cristã da Ciência), de Walter Dimmick
Dimmick Research Labs (Laboratórios de Pesquisa Dimmick) – Uma fonte
profunda para a compreensão do desígnio divino das ciências do ginásio.
The Gênesis Record,
(O Registro do Gênesis), de Henry Morris
Baker Book House – Um dos recursos mais inestimáveis para a compreensão
dos dias da Criação cientificamente.

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