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Programa da disciplina

HISTORIOGRAFIA
BRASILEIRA
FCH 161
Pós Graduação - Lato-
Sensu em História do
Brasil
Turma 2018.01
Prof. Dr. Luiz Henrique
dos Santos Blume
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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE SANTA CRUZ – UESC


Departamento de Filosofia e Ciências Humanas – DFCH
Curso de Pós-Graduação Lato-Sensu em História do Brasil

Ementa
A escrita da História; a construção do pensamento historiográfico brasileiro; a
produção historiográfica contemporânea e as novas perspectivas.

Objetivo Geral
A disciplina deve proporcionar aos estudantes uma revisão das questões rela-
tivas à historiografia brasileira e contemporânea, além de dialogar com a
produção acadêmica recente, apresentando novas perspectivas historiográficas
que possam auxiliar nas pesquisas dos estudantes.

Objetivos específicos

Possibilitar que os estudantes da pós-graduação consolidem seus projetos de


pesquisa, dialogando e inserindo-se na produção historiográfica brasileira e
contemporânea, de modo que possam avançar as perspectivas teórico-
metodológicas apresentadas nos projetos de pesquisa.
Possibilitar que os estudantes possam situar-se no debate acadêmico atual;
Compreender a disciplina Historiografia Brasileira enquanto um esforço de
produção de uma História crítica.
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Metodologia
O curso está dividido em duas partes. A primeira parte será destinada a
apresentar novas perspectivas ou revisões da historiografia brasileira. Na
segunda parte, os textos e autores servirão como suporte para o diálogo com as
pesquisas dos estudantes.
Na primeira parte, teremos seminários coletivos à base de textos, em que todos
farão a leitura, esquema de leitura e relatório da discussão dos textos. Na
segunda parte, os seminários serão organizados em grupos de temas e
problemáticas comuns, em que os textos dos seminários deverão servir como
referência para um diálogo com as pesquisas em andamento.
Os textos da primeira e segunda parte serão organizados num Memorial da
disciplina, que deverá ser apresentado em forma de texto escrito.

A disciplina será efetivada com leitura e fichamento de textos, discussão em sala


de aula, seminários à base de textos, seminários orientados em grupo,
elaboração de Memorial Descritivo (individual). A avaliação será processual e
contará com os seguintes critérios: assiduidade, participação em sala de aula,
leitura e discussão dos textos, presença nas aulas e atividades propostas,
realização das atividades da disciplina.
Orientação aos alunos: a metodologia do curso está pautada em:
Metodologia: I. Discussões em grupos pequenos. (FENELON: 1983, p. XIII-XVII)
Metodologia: I.2 Trabalho em grupos maiores. (FENELON: 1983, p. XVII)
Metodologia: II. Análise e comentário de documentos. (FENELON: 1983, p. XVIII-
XXI)
Metodologia: III. Seminários à base de textos. (FENELON: 1983, p. XXI-XXIII)
Metodologia: IV. O estudo de textos teóricos (FURLAN: 2000, p.119-128)
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AVALIAÇÕES

1) Avaliação I: seminários à base de textos, com fichamento;


Metodologia: Discussões em grupos pequenos. Leitura, fichamento (“esquema
de leitura”) individual e em dupla, e relatório da leitura e discussão.
Obs. Os comentários críticos (escritos) dos textos discutidos em sala de aula
deverão ser entregues na aula seguinte;
Metodologia: II. Análise e comentário de documentos. (FENELON: 1983, p.
XVIII-XXI)

2) Avaliação II: seminário em grupo tipo painel


Os estudantes apresentarão os textos indicados pelo professor, articulando
suas pesquisas às problemáticas e metodologias dos autores;
Metodologia: III. Seminários à base de textos. (FENELON: 1983, p. XXI-
XXIII)

3. Memorial descritivo da disciplina: síntese da participação dos estudantes


na disciplina, articulando os textos gerais da primeira parte dos seminários
e os textos da segunda parte com as pesquisas em andamento;
relatórios de participação nas atividades programadas (extra-classe);
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Conteúdo Programático

Aulas 1 a 6 - Seminários coletivos à base de textos.

A metodologia das aulas 1 a 6 está pautada em:


Metodologia: I. Discussões em grupos pequenos. (FENELON: 1983, p. XIII-
XVII)

A metodologia dos seminários de grupos está pautada em:


Metodologia: I.2 Trabalho em grupos maiores. (FENELON: 1983, p. XVII)
Metodologia: II. Análise e comentário de documentos. (FENELON: 1983, p.
XVIII-XXI)
Metodologia: III. Seminários à base de textos. (FENELON: 1983, p. XXI-
XXIII)

10.04. Aula 1: discussão com os estudantes sobre a proposta da pós-


graduação Lato Sensu em História do Brasil da UESC; apresentação
dos temas de pesquisa dos estudantes; discussão da ementa e da
metodologia da disciplina.
Metodologia:

17.04. Aula 2: A escrita da História.


Michel de Certeau. A operação historiográfica

24.04. Aula 3: A escrita da História. Continuação


Michel de Certeau. A operação historiográfica

15.05. Aula 4: atividade prática: leitura do texto


Historiografia: consciência crítica da produção histórica.
José Jobson de Andrade Arruda.

22.05. Aula 5: - Seminário coletivo:


Historiografia: Por uma nova síntese histórica.
José Jobson de Andrade Arruda.

05.06. Aula 6 - Seminário coletivo: História e conhecimento: uma


abordagem epistemológica.
Ciro Flamarion Cardoso
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12.06 Aula 7 - Seminário coletivo: O Império Tripolar


José Jobson de Andrade Arruda
História, memória e tempo presente
Márcia Maria Menendes Motta

19.06 Aula 8 - Seminário coletivo: História, memória e tempo


presente. Márcia Maria Menendes Motta
Seminário de grupo - Cultura, memória e identidade

26.06. AULA 09: ATIVIDADE PRÁTICA - preparação dos


seminários

03.07. AULA 10: ATIVIDADE PRÁTICA - preparação dos


seminários

10.07 Aula 11 - seminário de grupos: Gênero e Infância; História e


Religião
17.07. Aula 12 - seminário de grupo Política e região

24.07. Aula 13 - seminários de grupo: Cidade, trabalho,


patrimônio
31.07. Aula 14 - seminário de grupo História e linguagens

07.08 ENTREGA DO MEMORIAL DA DISCIPLINA

SEMINÁRIOS DE PESQUISA E DIÁLOGO COM BIBLIOGRAFIA:

Cultura, memória e identidade

Texto para seminário:


HALL, Stuart. A identidade em questão. In: A identidade cultural na
pós-modernidade. p. 7-22. Rio de Janeiro: DP&A Editora, 2000.

Adelane Macedo. As críticas de Lima Barreto à escrita da História do


Brasil na Primeira República (1897-1922).

Diego Santos Nogueira. Negritude, identidade e relações raciais na


obra dos Racionais MC’s (1992 – 2014)

JOSIELLE SANTANA DOS SANTOS. "QUANDO A GENTE TAVA NA


MODA": lazer, identidade e memória na cena Black no Sul da Bahia
(1970 – 1989)
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Maíza Ferreira. Experiências de resistência à ditadura civil-militar na


região sul da Bahia (1970-1975)

Cidade, trabalho, patrimônio


Texto para seminário:
LEPETIT, Bernard. É possível uma hermenêutica urbana? In:
SALGUEIRO, Heliana Angotti (Org.). Por uma nova História
Urbana/Bernard Lepetit. São Paulo: Edusp, 2001. Cap. 5. p. 137-153.
Tradução: Cely Arena.

ALEX SANTOS ROSA. Reorganização urbanística e social na Zona Sul


de Ilhéus pós crise cacaueira de 80; As influências (políticas, culturais,
econômicas) na formação da comunidade.

SAMIR SANTANA DE OLIVEIRA . Tocando a barca do mutualismo. A


Filarmônica Euterpe Itabunense no Estado Novo (1937-1945)

RODRIGO DE OLIVEIRA LELIS. Ocupar a cidade: a construção do


território de moradia na periferia urbana de Itabuna – BA (1980-2000)

LAÍS DA SILVA MARTINS. O patrimônio cultural na região cacaueira

Política e região

Texto para seminário:


MAHONY, Mary Ann. Um passado para justificar o presente: memória
coletiva, representação histórica e dominação política na região
cacaueira da Bahia. Cadernos de Ciências Humanas: Especiaria,
Ilhéus, v. 10, n. 18, p.737-793, jul./dez. 2007. Semestral. Disponível em:
<http://periodicos.uesc.br/index.php/especiaria/article/view/783/752>.
Acesso em: 16 maio 2018.

ANDRÉ FONTES DANTAS. Comissão Executiva do Plano da Lavoura


Cacaueira – CEPLAC: Fundação, economia cacaueira e construção
regional (1950 – 1957)

JAMILLY BISPO LAUREANO. A DINÂMICA SOCIAL OITOCENTISTA NO


EXTREMO SUL BAIANO: ESCRAVIZADOS (AS) DE DESCENDÊNCIA
AFRICANA NA VILA DE BELMONTE (1867- 1888)

LUCAS NEVES GARCIA LEDO. Memórias atômicas: As areias monazíticas de


Cumuruxatiba e a presença da Comissão Nacional de Energia Nuclear (1962-
1972).

SÁVIO LEAL OLIVEIRA. Processos emancipacionistas dos municípios no


sul da Bahia 1940 a 1990
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Gênero, Infância
Textos para seminário:

Francislan Monteiro dos Santos. A condição social da mulher brasileira


na primeira década da República Velha
SOIHET, Rachel; PEDRO, Joana Maria. A emergência da pesquisa da
história das mulheres e das relações de gênero. Rev. Bras.
Hist., São Paulo , v. 27, n. 54, p. 281-300, Dec. 2007 . Available
from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-
01882007000200015&lng=en&nrm=iso>. access
on 19 May 2018. http://dx.doi.org/10.1590/S0102-
0188200700020001

LÍVIA ALBUQUERQUE DE MORAIS. Políticas de contracepção e


natalidade na ditadura civil militar
PEDRO, Joana Maria. A experiência com contraceptivos no Brasil:
uma questão de geração. Rev. Bras. Hist., São Paulo , v. 23, n.
45, p. 239-260, July 2003 . Available from <http://www.scielo.br/sci-
elo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-
01882003000100010&lng=en&nrm=iso>. access
on 19 May 2018. http://dx.doi.org/10.1590/S0102-
01882003000100010.

TIAGO CASAES SANTOS “INTERCÂMBIO INDESEJÁVEL”: a infância


abandonada e deportada no Sul da Bahia (1930-1950)
FRAGA, Walter. Meninos vadios, moleques e peraltas. In: Mendigos,
moleques e vadios na Bahia do século XIX. p.111-134. Salvador:
EDUFBA, 1996.

História e linguagens
Texto para seminário:
ANDRADE DUTRA, Roger. Da historicidade da imagem à
historicidade do cinema. Projeto História : Revista do Programa de
Estudos Pós-Graduados de História, São Paulo, v. 21, ago. 2012.
ISSN 2176-2767. Disponível em: <https://revistas.pucsp.br/in-
dex.php/revph/article/view/10765/7997>. Acesso em: 20 maio 2018.

MICHAEL SILVA ROSENO. Cinema e História: As relações entre


Memória e a Escrita da História no filme Narradores de Javé (2003).

Thyalla Sena Solon. Mídia e memória: a representação social da


identidade negra na teledramaturgia brasileira.

DELLIANA RICELLI RIBEIRO DA SILVA. Quem são essas mulheres?


Quais os seus lamentos? O cinema como porta-voz dos horrores da
Ditadura Militar no Brasil.
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História e religião:

JOSÉ ROBERTO ARAUJO DOS SANTOS. O bispo casado de Ilhéus:


celibato católico e seus desafios.
Texto para seminário:
BEOZZO, José Oscar. O Vaticano II e as transformações culturais.
Ciberteologia: Revista de Teologia & Cultura, São Paulo, v. 1, n. 2, p.1-63,
out. 2005. Periodicidade Trimestral. Disponível em: <http://ciberteologia.pau-
linas.org.br/ciberteologia/wp-content/uploads/2009/05/ciber02_vaticano.pdf>.
Acesso em: 20 maio 2018.

Referências Bibliográficas
ARRUDA, José Jobson de Andrade. Historiografia: teoria e
prática. São Paulo: Alameda Casa Editorial, 2014.
BEOZZO, José Oscar. O Vaticano II e as transformações culturais.
Ciberteologia: Revista de Teologia & Cultura, São Paulo, v. 1, n.
2, p.1-63, out. 2005. Periodicidade Trimestral. Disponível em:
<http://ciberteologia.paulinas.org.br/ciberteologia/wp-con-
tent/uploads/2009/05/ciber02_vaticano.pdf>. Acesso em: 20 maio
2018.
CERTEAU, Michel de. A operação historiográfica. In:__ A escrita
da História. pp.65-122. 1.a ed. br. Rio de Janeiro: Livraria Forense-
Universitária, 1982.
CARDOSO, Ciro Flamarion. História e conhecimento: uma
abordagem epistemológica. In: CARDOSO, C.F.; VAINFAS, R.
Novos Domínios da História. p.1-19. 5.a tiragem. Rio de Janeiro:
Campus; Elsevier, 2012.
DUTRA, Roger Andrade. Da historicidade da imagem à
historicidade do cinema. Projeto História : Revista do Programa
de Estudos Pós-Graduados de História, São Paulo, v. 21, ago.
2012. ISSN 2176-2767. Disponível em: <https://revis-
tas.pucsp.br/index.php/revph/article/view/10765/7997>. Acesso
em: 20 maio 2018.
FENELON, Déa R. 50 textos de História do Brasil. 4.a reimpressão.
São Paulo: Ed. Brasiliense, 1983. p. I-XXIII. (Coleção Textos)
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FRAGA, Walter. Meninos vadios, moleques e peraltas. In:


Mendigos, moleques e vadios na Bahia do século XIX. p.111-
134. Salvador: EDUFBA, 1996.
HALL, Stuart. A identidade em questão. In: A identidade cultural
na pós-modernidade. p. 7-22. Rio de Janeiro: DP&A Editora,
2000.
LEPETIT, Bernard. É possível uma hermenêutica urbana? In:
SALGUEIRO, Heliana Angotti (Org.). Por uma nova História
Urbana/Bernard Lepetit. São Paulo: Edusp, 2001. Cap. 5. p. 137-
153. Tradução: Cely Arena.
MAHONY, Mary Ann. Um passado para justificar o presente:
memória coletiva, representação histórica e dominação política na
região cacaueira da Bahia. Cadernos de Ciências Humanas: Es-
peciaria, Ilhéus, v. 10, n. 18, p.737-793, jul./dez. 2007. Semestral.
Disponível em: <http://periodicos.uesc.br/index.php/especiaria/ar-
ticle/view/783/752>. Acesso em: 16 maio 2018.

MOTTA, Márcia Maria Menendes. História, memória e tempo


presente. In: CARDOSO, C.F.; VAINFAS, R. Novos Domínios da
História. p.21-36. 5.a tiragem. Rio de Janeiro: Campus; Elsevier,
2012.
PEDRO, Joana Maria. A experiência com contraceptivos no Brasil:
uma questão de geração. Rev. Bras. Hist., São Paulo , v. 23, n.
45, p. 239-260, July 2003 . Available from <http://www.sci-
elo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-
01882003000100010&lng=en&nrm=iso>. access
on 19 May 2018. http://dx.doi.org/10.1590/S0102-
01882003000100010.
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Etiquetas dos textos:


Aula 2 [17.04] O estudo de textos teóricos, esquema de leitura, resumo,
resenha.

Aula 3 [24.04] texto:


Aula 4 [08.05] texto: U
aula 5 [22.05] texto: A
Aula 6 [29.05] texto: A
Aula 7 [05.06] texto: A
Aula 8 [12.06] texto: A
Aula 9 [19.06] texto: A
Aula 10 [26.06] texto: A
Aula 11 [03.07] texto: A
Aula 12 [10.07] texto: A
Aula 13 [17.07] texto: A
Aula 14 [24.07] texto: A
Aula 15 [31.07] texto: A