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Flagrante

Conceito: ato administrativo do estado, consubstanciado em medida cautelar (efêmera) de natureza processual que dispensa ordem
escrita e é prevista expressamente na CF.

Dura 24H, depois disso, o agente pode ser liberado ou será relaxada a prisão pela autoridade judiciária ou será convertida em prisão
preventiva (medida cautelar)

Inviolabilidade de domicílio

Art. 5º, XI da CF: a casa é asilo inviolável do indivíduo ninguém nela podendo penetrar sem o consentimento do morador, salvo em
caso de flagrante delito...

Informativo 806 – STF: “Entrada forcada em domicilio sem mandado judicial somente é lícita, mesmo em período noturno, quando
amparada em fundadas razoes justificadas “a posteriori”, que indiquem que dentro da casa ocorre situação de flagrante delito, sob
pena de responsabilidade disciplinar, civil e penal do agente ou da autoridade, e de nulidade dos atos praticados”.

**casa, conceito amplo, abrange qualquer aposento de habitação coletiva desde que ocupada.

**local de trabalho, pode ser privado ou público

**caminhão não pode ser considerado extensão de sua residência, mas mero meio para se chegar a um fim laboral. (ex. arma de
fogo apreendida em boleia de caminhão)

Natureza Jurídica: modalidade de prisão que dispensa ordem judicial, sendo prevista na própria CF, tendo cabimento quando o
agente:

1) Está cometendo infração penal;


2) Acaba de cometê-la;
3) É perseguido, logo após, pela autoridade, pelo ofendido ou por qualquer pessoa em situação que faça presumir ser o autor da
infração; ou
4) É encontrado, logo após, com instrumentos, armas, objetos ou papéis que façam presumir ser ele o autor da infração (art. 302
do CPP)

Para Renato Brasileiro, citando Luiz Flávio Gomes “a prisão em flagrante é precautelar, porquanto não se dirige a garantir o resultado
final do processo, mas apenas objetiva colocar o capturado à disposição do Juiz para que adote uma verdadeira medida cautelar: a
conversão em prisão preventiva (ou temporária), ou a concessão de liberdade provisória, com ou sem fiança, cumulada ou não com
as medidas cautelares da prisão”.

Pode prisão em flagrante na Ação Penal Privada.

Pode prisão em flagrante na Ação Penal Pública: crime de grave ameaça, crime contra a dignidade sexual.

Nesses casos, a vítima deve estar presente! Senão não será possível a lavratura do auto de prisão em flagrante. Caso não possa
comparecer imediatamente à delegacia – por ter sido conduzida ao hospital (por exemplo) ou por qualquer motivo relevante, a vítima
poderá fazê-lo no prazo de entrega da nota de culpa, isto é, até 24H; caso a vítima não emita autorização, deve a autoridade policial
liberar o ofensor, sem nenhuma formalidade, documentando o ocorrido em Boletim de Ocorrência – BO, para efeitos de praxe.

Prisão em Flagrante em Contravenção Penal ou Crime de Menor Potencial Ofensivo

Ao autor de fato que, após a lavratura do termo (termo circunstanciado), for imediatamente encaminhado ao juizado ou assumiu o
compromisso de comparecer, não se imporá prisão em flagrante, nem se exigirá fiança. Em caso de violência doméstica, o juiz poderá
determinar, como medida cautelar, seu afastamento do lar, domicilio ou local de convivência com a vítima. (art. 69 da Lei 9.099/95)

**Nas infrações de menor potencial ofensivo (crimes com pena máxima de até 2 anos cumulados ou não com multa) e as
contravenções penais, ao invés da lavratura do auto de prisão em flagrante, tem-se a realização do termo circunstanciado. Desde
que o infrator seja imediatamente encaminhado aos juizados especiais criminais ou assuma o compromisso de comparecer, quando
devidamente notificado. Caso contrário, o auto será lavrado recolhendo-se o agente ao cárcere, salvo se for admitido prestar fiança.
MOMENTO

A prisão pode ser efetuada a qualquer dia e a qualquer hora, respeitando-se as restrições relativas a inviolabilidade de domicílio.

SUJEITO ATIVO

Qualquer do povo PODE e as autoridade DEVEM prender quem se encontra em flagrante delito.

“A prisão em flagrante é compulsória ou facultativa. A compulsória decorre da obrigação do agente policial de fazê-la
(seja policial civil, federal ou policial militar). Pouco importa que o policial esteja fora de seu horário de serviço
ou em férias, a obrigação subsiste. O policial que se omite pode ser considerado partícipe do delito praticado (artigo
13 do CP – O resultado, de que depende a existência do crime, somente é imputável a quem lhe deu causa. Considera-
se causa a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido (…) § 2º – A omissão é penalmente relevante
quando o omitente devia e podia agir para evitar o resultado. O dever de agir incumbe a quem:

a) tenha por lei obrigação de cuidado, proteção ou vigilância). É facultativa quando levada a efeito por qualquer
cidadão. Quando realizada por policial, trata-se de estrito cumprimento de dever legal. Por qualquer cidadão constitui
exercício legal de um direito (artigo 23, inciso III, do CP).” Fonte: MEDEIROS, Flávio Meirelles. CPP – Código de
Processo Penal Comentado. Disponível em <http://www.flaviomeirellesmedeiros.com.br/principal.htm#flagr>

SUJEITO PASSIVO

Qualquer pessoa, em regra, pode ser presa em flagrante delito.

Exceções:

 menor de 18 anos; NÃO É PRESO, MAS SIM APREENDIDO.

 doente mental. PODE SER PRESO EM FLAGRANTE. No fim do processo é absolvido por sentença absolutória
imprópria – medida de segurança.

AGENTE DIPLOMÁTICO

Há exclusão de jurisdição. Conforme exceções da intraterritorialidade, a imunidade diplomática é causa de exclusão da


jurisdição brasileira, em razão de o agente diplomático – até o 3º secretário – seus familiares, empregados contratados no
estrangeiro e familiares deles, possuírem benefício dessa imunidade, pela qual somente respondem pelos crimes cometidos
no Brasil perante a legislação penal do país acreditante (do diplomata). A aplicação da lei penal brasileira é afastada pela
Convenção de Viena de 18.04.1961 que regulou as relações diplomáticas ente os países.

FUNCIONÁRIOS CONSULARES

Não tem benefício podendo figurar no polo passivo de prisão em flagrante!

PRESIDENTE DA REPÚBLICA

Enquanto não sobrevier sentença penal condenatória não pode, nas infrações penais comuns, sofrer prisão em flagrante,
nem preventiva e nem temporária. Somente podendo ser responsabilizado, salvo se tratar de crimes funcionais, após o
mandato.

**esta prerrogativa não se estende aos demais chefes do poder executivo, pois prerrogativa é atribuída em razão da condição
de chefe de estado.
MEMBROS DO CONGRESSO NACIONAL

Desde a expedição do diploma, os membros do Congresso Nacional não poderão ser presos, salvo em flagrante de crime
inafiançável. Neste caso, os autos serão remetidos dentro de 24 horas a Casa respectiva, para que, pelo voto da maioria de
seus membros, resolva sobre a prisão.

Não tem prisão preventiva! Muitas vezes o sujeito perde, antes, o mandato e depois sofre a prisão!

**estende-se aos Deputados Estaduais e Distritais, mas não aos vereadores!

MAGISTRADOS E MEMBROS DO MINISTÉRIO PÚBLICO E ADVOGADOS

Somente podem ser presos em flagrante caso o crime seja inafiançável. Além disso, a prisão de um magistrado ou de um
membro do MP deve ser comunicada imediatamente ao presidente do Tribunal ou ao Procurador-Geral de Justiça. Também
a eventual prisão em flagrante de um Defensor Público deve ser comunicada de imediato ao Defensor Público-Geral.

Já os Advogados somente podem ser presos em flagrante por motivo de exercício da profissão (FUNCIONAL) caso o
crime seja inafiançável.

APRESENTAÇÃO ESPONTÂNEA

Pressupõe que não há prisão em flagrante, por não ser (compatível) situação flagrancial. Isso só impede o flagrante, mas
não obsta a prisão preventiva e nem a temporária. Assim, presente os requisitos legais (art. 312 do CPP) poderá a
autoridade policial representar ao judiciário pela declaração de prisão preventiva.

ESPÉCIES DE FLAGRANTE

Previstas em Lei (art. 302, I e II do CPP)

 Flagrante Próprio/Real/Propriamento Dito/Verdadeiro: (PRINCIPAL)


 considera-se em flagrante delito quem está cometendo ou acaba de cometer.

 relação de imediatidade entre o delito e a prisão

 Flagrante Impróprio/Irreal/Quase Flagrante


 considera-se em flagrante delito quem é perseguido, logo após (tempo necessário após a comunicação
até a polícia chegar no local), pela autoridade, pelo ofendido ou por qualquer pessoa em situação que
faça presumir ser o autor da infração.

 atenção: iniciada a perseguição, não há prazo para seu término não precisa nem ter contato visual,
desde que ininterrupta. Ou seja, encerrada a perseguição por diligências concretas morre o flagrante.

 veja que a perseguição deve ser lógica e coordenada até a prisão do agente. Logo, se a prisão ocorrer
por mera causalidade (deveria ser casualidade), em local diverso da pratica do crime e seus responsáveis
ignoravam que o detido era criminoso, não há que se falar em situação de flagrância.

 Flagrante Presumido/Ficto/Assinalado
 considera-se em flagrante delito quem é encontrado (casualidade), logo depois (não pode-se falar logo
após), com instrumentos, armas, objetos ou papéis que façam presumir a autoria dos fatos (infração).

MODALIDADES ESPECIAIS DE FLAGRANTE


 Flagrante Preparado/Provocado/Putativo por obra do agente provocador/De Ensaio/De Experiência
 ocorre quando uma pessoa, policial ou qualquer do povo induz o agente a praticar um ato criminoso, mas
concomitantemente toma cautelas que tornam impossível a consumação da infração penal.

 é uma forma irregular de prisão e não tem valor como peça coercitiva de liberdade SV STF nº 45.

 Flagrante Forjado/Maquinado/Fabricado
 é aquele armado, ou seja, realizado para incriminar pessoa inocente.

 modalidade ilícita de flagrante onde o infrator é o agente que forja o delito.

 Flagrante Esperado
 É aquele em que a policial toma conhecimento prévio e aguarda a ocorrência do delito no local de sua
consumação para realizar o flagrante.

 Flagrante Prorrogado/Retardado
 aguarda-se o melhor momento para a interdição policial (voz de prisão em flagrante) para identificar o
maior numero de integrantes de operações ilícitas.

 ação controlada: consiste em retardar a intervenção policial ou administrativa relativa a ação


praticada por organização criminosa, desde que mantida sob observação e acompanhamento para que a
medida legal se concretize no momento mais eficaz à formação de provas e obtenção de informações.

 o retardamento da intervenção policial será previamente comunicado ao juiz competente que,


se for o caso, estabelecerá os limites e comunicará o MP.

 essa comunicação será sigilosamente distribuída de forma a não conter informações que
possam indicar a operação a ser efetuada.

 até o encerramento das diligencias, o acesso aos autos será restrito ao juiz, ao MP e ao
delegado de policia para garantir o êxito das investigações, elaborando-se auto circunstanciado
de ação controlada.

 Se houver transposição de fronteiras, o retardamento somente poderá ocorrer com a


cooperação das autoridades dos países que figurem como provável itinerário ou destino
investigado, de modo a reduzir os riscos de fuga e extravio do produto, objeto, instrumento ou
proveito do crime.

 Ação controlada no crime de tráfico de drogas: Em qualquer fase da persecução criminal relativa
aos crimes previstos nesta Lei (11.343/06), são permitidos, além dos previstos em lei, mediante
autorização judicial e ouvido o Ministério Público, os seguintes procedimentos investigatórios:

1. a não-atuação policial sobre os portadores de drogas, seus precursores químicos ou


outros produtos utilizados em sua produção, que se encontrem no território brasileiro,
com a finalidade de identificar e responsabilizar maior número de integrantes
de operações de tráfico e distribuição, sem prejuízo da ação penal cabível.

2. exige-se autorização judicial, que só será concedida caso sejam conhecidos o


itinerário provável e a identificação dos agentes do delito ou de colaboradores (art. 53,
II, Lei n. 11.343/2006).

 “A investigação policial que tem como única finalidade obter informações mais concretas
acerca de conduta e de paradeiro de determinado traficante, sem pretensão de identificar
outros suspeitos, não configura a ação controlada do art. 53, II, da Lei 11.343/2006, sendo
dispensável a autorização judicial para a sua realização.” STJ. Informativo n. 570. RHC 60.251-
SC, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, julgado em 17/9/2015
PRISAO EM FLAGRANTE E CRIMES PERMANENTES

Nas infrações permanentes, entende-se o agente em flagrante delito enquanto não cessar a permanência.

**há possibilidade de prisão em flagrante mesmo que já haja a instauração de IP – crime permanente.

**apreensão de moeda falsa/droga/arma etc. na residência do agente e simultânea prisão em local diverso caracteriza o
flagrante delito – crime permanente.

**o crime pelo qual o paciente é acusado de tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins permite a dilatação temporal do
estado de flagrância, na medida em que que possuem natureza de delitos permanentes, razão pela qual a prisão em local
diverso daquele em que foi encontrada a droga não desnatura o estado de flagrância.

“1. O paciente foi acusado da prática de delitos de natureza permanente, quais sejam, tráfico de entorpecentes e receptação
na modalidade “ocultar”.

2. É dispensável o mandado de busca e apreensão quando se trata deflagrante de crime permanente, podendo-se realizar a
apreensão sem que se fale em ilicitude das provas obtidas.”

STJ – HC: 188195 DF 2010/0193763-8, Relator: Ministro JORGE MUSSI, Data de Julgamento: 27/09/2011

PRISAO EM FLAGRANTE E CRIMES CONTINUADOS

“No caso dos delitos denominados ‘continuados’, cada um dos delitos poderá ser objeto de prisão em flagrante”.

PRISAO EM FLAGRANTE E CRIMES HABITUAIS

“O crime habitual é aquele que materializa o modo de vida do infrator, exigindo, para a consumação, a reiteração de
condutas, que por sua repetição, caracterizam a ocorrência da infração.”

Ex: 1) Casa de prostituição (art. 229 do CP); 2) Rufianismo (art. 230 do CP); 3) Exercício ilegal da medicina, arte dentária ou
farmacêutica (art. 282 do CP); 4) Charlatanismo (art. 283 do CP); 5) Curandeirismo (art. 284 do CP).

PRISAO EM PERSEGUIÇÃO

Se o réu, sendo perseguido, passar ao território de outro município ou comarca, o executor poderá efetuar-lhe a prisão no
lugar onde o alcançar, apresentando-o imediatamente à autoridade local, que, depois de lavrado, se for o caso, o auto de
flagrante, providenciará para a remoção do preso (Art. 290, CPP)

Transcrevendo o texto da lei:

Se tem uma perseguição, seja de flagrante delito ou de ordem de prisão, e passar a outra circunscrição poderá ser
realizada a prisão se flagrante, o executor apresenta o preso a autoridade local, se houver, e faz o APF ali mesmo,
voltando com o preso para sua circunscrição. Se for ordem judicial, executa a prisão e apresenta para autoridade
local, voltando para a circunscrição em cumprimento ao mandato judicial.

AUTO DE PRISAO EM FLAGRANTE

Apresentado o preso à autoridade competente ouvirá esta o condutor e colherá desde logo sua assinatura, entregando a este
cópia do termo e recibo de entrega do preso. Em seguida procederá a oitiva das testemunhas que o acompanharem e ao
interrogatório do acusado sobre a imputação que lhe é feita, colhendo a cada oitiva suas respectivas assinaturas, lavrando a
autoridade ao final do auto. (art. 304 do CPP).

1) Homologar o flagrante (Pois o delegado pode entender não ser um flagrante – art. 302)
2) Providenciar Escrivão (Pode ser designado escrivão ad-hoc.)
3) Comunicar imediatamente a prisão (para a família ou pessoa por ele indicada, juiz - CF, MP - CPP)
4) Proceder à oitiva com a colheita desde de logo das assinaturas:
a. Condutor
Incomunicáveis b. Testemunhas (se houver e na quantidade que o delegado julgar pertinente: testemunhas do fato, ou de
apresentação se não houver)
c. Vítima (sempre que possível)

5) Interrogatório do Suspeito/Flagranteado
a. direito ao silêncio
b. assistência de advogado
c. cabe entrevista prévia mas não a interferência no interrogatório
d. pode ser gravado mas não de forma sub-reptícia

6) Assinaturas (cada assina e já vai embora)


a. quando o flagranteado não quiser ou não puder assinar o APF será assinado por duas testemunhas
instrumentais que tenham ouvido a sua leitura na presença deste. Se a testemunha não souber assinar
ou não puder fazê-lo pedirá a alguém que faça por ela.

b. se for a Vítima que não puder assinar o APF será assinado por 1 testemunha instrumental.

7) Indiciamento
a. Boletim de Vida Pregressa
i. Perguntas:
1. local de nascimento
2. se o flagranteado sabe ler
3. etc

8) Nota de culpa (NC)


a. em até 24H da prisão será entregue ao preso
i. motiva da prisão
ii. responsável pela prisão
iii. o nome das testemunhas
b. mediante recibo
c. assinada pelo juiz
d. errônea capitulação dos fatos NÂO anula (essa tipificação não vincula o juiz e o MP)
i. STJ: os acusados se defendem dos fatos e não da capitulação

9) Recolhimento à prisão/liberação mediante fiança


a. resultando das respostas fundada suspeita contra o conduzido a autoridade mandará recolhê-lo à prisão
i. exceto no caso de se livrar solto (pena até 3 meses ou não tivesse pena) ou de prestar fiança
b. prossegue nos atos do processo se for competente
i. se não, encaminha os autos a autoridade competente

10) Comunicação com cópia do APF (até 24H) ao juiz, MP, defensor/advogado do acusado (a demora a autoridade
judiciaria e nem mesmo a ausência, por si só não acarreta o relaxamento/a nulidade da prisão)
a. atenção a existência de filhos, com ou sem deficiência, nome e contato de eventual responsabilidade pelo
cuidado dos filhos, indicado pelo preso (Inovação do CPP 2016)

**a prisão ilegal será imediatamente relaxada pela autoridade judiciária.

**STJ: a ausência de advogado por ocasião da lavratura do APF não nulifica o ato.

**gravação clandestina de conversa informal dos policiais com o flagranteado de forma sub-reptícia será ilícita.
STJ ”Os defeitos porventura existentes no APF não têm o condão de, por si só, contaminarem o processo e ensejarem a
soltura do réu, ainda mais se os autos demonstrarem ter havido o recebimento da denúncia e o motivado indeferimento do
pedido de relaxamento da custodia cautelar.”

Na falta ou impedimento do escrivão qualquer pessoa designada pelo autoridade lavrará o auto depois de prestado o
compromisso legal. AD-HOC