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PESQUISA ORIGINAL

GINÁSTICA LABORAL E ERGONOMIA: ABORDAGEM


FISIOTERAPEUTICA NO AMBIENTE ADMINISTRATIVO DE UMA
EMPRESA DA CONSTRUÇÃO CIVIL

Karen Luiza Reis De Lima1 e Claudia Márcia V. T Santos2

Acadêmica das Faculdades Integradas da União Educacional do Planalto Central -


FACIPLAC,

Fisioterapeuta, mestre em gerontologia pela Universidade Católica de Brasília - UCB

Faculdades Integradas da União Educacional do Planalto Central– FACIPLAC,SIGA Área


Especial nº 02, Setor Leste. CEP 72460-000. Gama, DF, Brasil.
(E-mail: k.luizaa@hotmail.com)
RESUMO
Este artigo apresenta a pesquisa realizada em uma empresa de construção civil, do município
de Valparaíso de Goiás, cuja finalidade era constatar os benefícios atingidos com a
implantação da ginástica laboral no ambiente de trabalho, estando associada ou não à
ergonomia. O estudo da literatura demonstra que tanto a ginástica laboral quanto a ergonomia
são agentes interventores importantes para a preservação da saúde dos colaboradores de uma
empresa, independente do ramo a que pertença. E mais, destaca os benefícios auferidos com a
implantação dessas, podendo citar dentre outros: a melhora da autoestima, a diminuição dos
afastamentos do trabalho em razão de doença e uma maior interação entre colegas de trabalho.
A amostra, da pesquisa, contou com a participação de quinze colaboradores que concordaram
em assinar o TCLE, preencher o questionário e o Diagrama das regiões doloridas. A pesquisa
teve duração de dois meses, sendo os dados coletados em duas etapas: 1) antes de iniciar a
pesquisa e a 2) no término desta. Os participantes foram divididos em três grupos: G1 –
praticantes da ginástica laboral três vezes na semana; G2 – além da ginástica receberam
orientação de ergonomia e G3 –foram orientados quantos aos benefícios da ginástica laboral,
sendo-lhes facultativa a participação nas atividades físicas.Os resultados obtidos constataram
que a ginástica laboral proporciona maior bem-estar físico e mental aos colaboradores,
incentivando-os a produzir mais em suas atividades laborais, mesmo que não esteja associada
à ergonomia. Conclui-se, portanto, que a ginástica é benéfica à saúde do colaborador e da
empresa.

Palavras-chave: Tensão muscular. Exercício laboral. Qualidade de Vida.


SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO .................................................................................................... 04

2 MATERIAIS E MÉTODOS ............................................................................... 05

3 RESULTADOS E DISCURSÕES ....................................................................... 07

4 CONCLUSÃO ...................................................................................................... 18

5 ABSTRAT ............................................................................................................ 19

6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................... 20

7 APÊNDICE .......................................................................................................... 23

8 ANEXOS ............................................................................................................... 24
4

INTRODUÇÃO

A satisfação das necessidades do homem atual está intimamente ligada a um dos


maiores causadores de estresse: o trabalho. (JOSIE ARAÚJO, 2007). Tal fator é, ao mesmo
tempo, responsável pelo seu sustento e gerador de desconfortos, dores e lesões que acabam
por afastar o homem do seu meio de subsistência. Com isso, tanto empregado quanto
empregador sofrem prejuízos.
Dessa forma, para evitar que as atividades diárias do trabalho afastem o homem do
próprio trabalho, procura-se algumas alternativas, como: a Ginástica Laboral e a ergonomia.
A primeira é caracterizada pela realização de atividades e exercícios físicos, os quais são de
baixa intensidade e adaptados à realidade de cada colaborador, em breves intervalos durante o
expediente de trabalho. O objetivo é quebrar o ritmo da tarefa que o empregado desempenha
durante o dia, melhorar sua saúde e evitar lesões por esforço repetitivo (LER), os distúrbios
osteomusculares relacionados ao trabalho (DORT) e as demais doenças ocupacionais.
(NAHÁS, 2001; POLETTO, 2002; LIMA, 2004).
Salienta-se que os benefícios da ginástica laboral são inegáveis, considerando que não
é suficiente a ausência da doença, sendo indispensável que haja um equilíbrio dinâmico vital,
o qual contempla duas dimensões: a física e a psicológica. Destaca-se que na dimensão
psicológica o desempenho do trabalho é afetado pelo nível de estresse que o indivíduo esteja
absorvendo que desencadeia diversas patologias como: a depressão. Enquanto, na dimensão
física o corpo reage às manifestações psíquicas por meio da dor e de desgastes físicos, como
por exemplo: os distúrbios osteomusculares (SOUZA e JÓIA, 2010).
Os primeiros registros da prática de Ginástica Laboral são de 1925 na Polônia. Alguns
anos depois, surge na Holanda e na Rússia e no inicio da década de 60 começou a ser
praticada na Alemanha, Suécia, Bélgica e Japão; porém nos Estados Unidos a Ginástica
Laboral teve início em 1968 (SCIPICONE, 2003). No Brasil, entretanto, as primeiras
manifestações de atividades físicas entre funcionários foram registradas em 1901, mas a
Ginástica Laboral teve proposta inicial publicada somente em 1973. (SCIPICONE, 2003.)
Enquanto a segunda, a ergonomia, destina-se a uma abordagem científica dos tópicos
relacionados com o contexto moderno de trabalho, sobretudo na economia industrial;
fundamentando-se na segurança no trabalho e na prevenção dos acidentes laborais, sugerindo
a criação de locais adequados e de apoios ao trabalho, criando métodos laborais e sistemas de
5

retribuição, como valorização, de acordo com o rendimento e de estudo do trabalho


(SANTOS 1997).
Diante desse cenário, aparece o profissional fisioterapeuta que atua nas empresas
aplicando exercícios de cinesioterapia laboral para a prevenção dos problemas de saúde para a
melhora do bem-estar do trabalhador. Este profissional atua também no âmbito da ergonomia,
organizando o posto de trabalho para um desempenho harmonioso dos diversos
departamentos de uma empresa; haja vista que existe a necessidade de manter o equilíbrio das
capacidades físicas e mentais dos indivíduos envolvidos em cada um deles. Além disso, a
organização do trabalho ataca constantemente a saúde emocional e física dos indivíduos,
desencadeando o estresse, decorrente do cotidiano do trabalhador, tornando cada vez mais
distante o objetivo de assegurar-lhe a saúde física e mental (JOSIE ARAÚJO, 2007).
De modo que cresce a preocupação das empresas com a saúde e o desempenho de seus
colaboradores. Nesse sentido, a ginástica laboral tem ganhado um espaço significativo nas
empresas, uma vez que atende suas necessidades (NAHÁS, 2001); preservando à saúde – nas
áreas fisiológicas, psicológicas, social e financeira, permitindo a identificação e a correção dos fatores
de riscos determinantes das doenças ocupacionais -, e motivando os colaboradores, os quais têm
mais disposição para executar suas funções. Logo, a empresa passa a investir mais na qualidade de
vida no trabalho, o que repercute positivamente na produção. (INQV, 2015).
Conclui-se, então, que a ginástica laboral traz benefícios ao colaborador e a empresa,
ainda que não esteja associada à ergonomia, tendo em vista que minimiza o estresse físico e
emocional do colaborador; proporciona maior interação entre colegas de trabalho; e, também,
diminui os índices de adoecimento do colaborador por LER ou DORT e consequentemente os
afastamentos por licenças médicas, (LONGEN, 2003).
Dessa forma, esta pesquisa objetivou avaliar o trabalho da ginástica laboral em
conjunto com orientações ergonômicas, em um grupo de colaboradores, do setor
administrativo, de uma empresa de construção civil, localizada no Município de Valparaíso de
Goiás (GO); tendo em vista que o desenvolvimento da atividade física e a aplicação de
técnicas ergonômicas podem evidenciar a qualidade de vida no trabalho e, ainda, às
percepções físicas e emocionais dos colaboradores associados à dor e ao estresse.

MATERIAIS E MÉTODOS

O presente estudo é do tipo analítico-comparativo, baseando-se em métodos


quantitativos que permitiram a comparação dos dados levantados referentes à ginástica laboral
6

e à ergonomia, observando os impactos produzidos por ambos na saúde dos colaboradores,


estando esses associados ou não. A pesquisa teve duração de dois meses e foi submetida ao
Conselho de Ética e Pesquisa da FACIPLAC.
Para alcançar o objetivo desta pesquisa propõe-se um estudo analítico-
comparativo que visa perceber a diferença entre a melhora da qualidade de vida e das
analgesias pelos colaboradores após intervenção. A amostra consiste de quinze colabores que
foram divididos em três grupos, cuja totalidade do grupo, mesmo por setores, exercem
funções laborativas idênticas: G1) praticantes da ginástica laboral três vezes por semana; G2)
participantes da ginástica laboral associada com a intervenção ergonômica e o G3) aqueles
que receberam somente orientação sobre a ginástica laboral e ergonomia.
A pesquisa ocorreu em uma empresa da construção civil, do Município de
Valparaíso de Goiás (GO), sendo a amostra composta de quinze colaboradores, que dentro
dos critérios de inclusão, são empregados a mais de dois anos e que não estivessem de licença
médica com CID relacionados a LER ou a DORT, os quais foram separados em grupos para
verificação dos dados e constatação da hipótese: que a ginástica laboral seria benéfica à
qualidade de vida no trabalho, esteja ela associada ou não a ergonomia.
Foram entrevistados colaboradores dos seguintes setores: Compras e licitação,
Recursos Humanos (RH) e Departamento de Finanças. Os entrevistados são compreendidos
por nove mulheres e seis homens, com idades entre 25 e 45 anos e que têm em média cinco
anos de trabalho na empresa.
A amostra definida foi de quinze colaboradores que compuseram os três grupos
para análise, os quais possuem cinco participantes cada. A composição de cada grupo está
demonstrada no quadro abaixo:

Quadro 1 – Composição dos Grupos


Número de Número de
Grupo Setor de Trabalho
Mulheres Homens
Grupo 1 (G1) -Ginástica laboral três vezes Departamento de
03 02
por semana Finanças (DF)
Grupo 2 (G2) – Ginástica laboral e Recursos Humanos
04 01
ergonomia (RH)
Grupo 3 (G3) – recebem somente orientação Compras e Licitação
02 03
sobre a ginástica laboral e ergonomia (CL)

Os participantes da pesquisa assinaram o Termo de Esclarecimento Livre e


Esclarecido (TCLE) e foram submetidos a avaliações, via questionário de qualidade de vida
7

no trabalho e o Diagrama das regiões doloridas, a fim de mensurar os dados, analisá-los e


compará-los; demonstrando os resultados obtidos graficamente. Os questionários foram
aplicados em duas etapas: 1) antes da implantação da ginástica laboral e 2) depois de
decorridos dois meses da prática da ginástica laboral e ergonomia.
O questionário continha dez perguntadas fechadas, em que o entrevistado respondeu
sim ou não as abordagens feitas sobre a sua condição física e mental para execução de
atividades laborais no decorrer do dia; tendo por objetivo colher as informações pertinentes à
dor e ao desconforto para o trabalho. Já o Diagrama das regiões doloridas possibilitou ao
entrevistado a identificação do local da dor ou do desconforto e de sua intensidade, a qual foi
mensurada pela escala numérica de 0 a 7. Neste caso, quanto maior o número escolhido,
maior será a dor ou desconforto.
Ademais, a ginástica laboral foi realizada respeitando os intervalos de trabalho e
formulada para atender as necessidades dos colaboradores, do setor administrativo, sendo
desenvolvida uma série de exercícios de alongamento dos membros inferiores e superiores.

RESULTADOS E DISCUSSÕES

No que tange aos resultados, em primeiro lugar, observou-se que os colaboradores, do


setor administrativo, apresentavam várias queixas de dores musculares e desconforto durante
a jornada de trabalho, inclusive elas (as dores) se intensificam quando ficava mais perto do
fim do expediente, como representado no gráfico 1. Este gráfico esclarece que em todos os
grupos (G1, G2 e G3) há casos de adoecimento pelo trabalho, sendo mais presentes nos
setores que exigem mais atenção e dedicação ao trabalho; gerados pelos níveis de estresse,
tensão e pressão insuportáveis em suas atividades laborais.

10
8
6 G3
4 G2
2 G1
0
SIM NÃO SIM NÃO
Pré Pós

Gráfico 1 – Sente dor em alguma parte do corpo


8

As regiões doloridas estão representadas no gráfico 2, abaixo, baseado no Diagrama


das regiões doloridas. Esse gráfico traduz o alto nível de estresse a que são submetidos os
colaboradores diariamente em suas rotinas de trabalho e que por sua vez se manifestam no
corpo humano pela dor e (ou) pelo desconforto muscular; o que dificulta a produção com bons
resultados, pois o colaborador não consegue manter a concentração necessária para realizar
sua tarefa, precisando ausentar-se algumas vezes para tratar de sua saúde. O gráfico 2, ainda,
informa que houve mudança no quadro de dor e desconforto após a realização de exercícios
voltados para o trabalho.

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10
8 G3
6
G2
4
2 G1
0
SIM NÃO SIM NÃO
Pré Pós

Gráfico 2 - Sente dor ou desconforto durante o trabalho para executar as tarefas

É notório que a influência do bem-estar físico e mental é primordial para o


desempenho satisfatório do trabalho atribuído ao colaborador. A mudança no comportamento
dos colaboradores é detectada com a alteração: no seu humor; no seu relacionamento com os
colegas de trabalho, no seu desempenho das atividades laborais, e na sua auto-estima e
imagem, entre outros aspectos relacionados ao trabalho físico e intelectual.
A pesquisa revela que quando o colaborador encontra-se insatisfeito com o trabalho ou
as péssimas condições para realizá-lo, esse não encontra disposição para fazê-lo. O gráfico 03
representa a mudança sentida pelos colaboradores para execução de suas atividades laborais
após a ginástica laboral, destacando uma melhora considerável com relação à disposição para
o trabalho.
9

12
10
8 G3
6
G2
4
2 G1
0
SIM NÃO SIM NÃO
Pré Pós

Gráfico 3 – Disposição para o trabalho

A pesquisa chama à atenção, ainda, para o fato do colaborador já está acostumado com
os altos níveis de tensão e pressão em seu trabalho, dificultando sua percepção em relação à
dor e às tensões provenientes de sua ocupação e responsabilidade, como se observa no gráfico
4, não distinguindo entre estar tenso ou relaxado. Fator primordial para manter uma boa saúde
no trabalho, pois a tensão indica que alguma coisa pausou dos limites e que é hora de uma
pausa para relaxar.

12
10
8 G3
6
G2
4
2 G1
0
SIM NÃO SIM NÃO
Pré Pós

Gráfico 4 – Sabe a diferença entre estar tenso ou relaxado

Além disso, os resultados obtidos pela pesquisa evidenciam que os participantes


apresentavam altos índices de dor e desconforto; contudo, não tinham consciência que o
processo de adoecimento estava relacionado às tensões vivenciadas durante a jornada de
trabalho. Doenças essas relacionados às limitações impostas pela ocupação laboral ao
colaborador; o qual passa a maior parte do dia sentado, executando atividades repetitivas e
sobre altos níveis de tensão.
10

Os gráficos 5 e 6 mostram que nos dois meses que participaram da ginástica laboral,
os colaboradores se ausentaram em número de vezes menor para visitar um médico e que
houve um pequeno decréscimo nos afastamentos por motivo de saúde, G1 e G2,
respectivamente, significando um resultado favorável para os interessados (colaborador e
empresa); tendo em vista que os benefícios da ginástica laboral começaram a produzir efeitos
positivos. Benefícios que estão relacionados à promoção, ao combate e à prevenção: das
doenças laborais, do sedentarismo, do estresse, da depressão, da ansiedade, das tensões
emocionais, etc.. Aspectos que favorecem a empresa com menos gastos com contratação de
pessoal e reduz o pagamento de benefícios previdenciários aos colaboradores afastados.

12
10
8 G3
6
G2
4
2 G1
0
SIM NÃO SIM NÃO
Pré Pós

Gráfico 5 – Menor frequência em consultas médicas

10
8
6 G3
4 G2
2 G1
0
SIM NÃO SIM NÃO
Pré Pós

Gráfico 6 – Afastamentos médicos por motivo de saúde

Outro aspecto interessante é que antes desta pesquisa, os colaboradores da empresa


não tinham conhecimento dos benefícios proporcionados pela ginástica laboral e nem de
como ela deveria ser realizada. Ou seja, qual sua duração, o local mais indicado para atividade
física e quem deve aplicá-la.
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Assim, com o desenvolvimento da ginástica laboral, os colaboradores adquiriram mais


consciência de suas necessidades físicas e mentais; uma vez que a qualidade de vida no
trabalho mudou. Fato que os levou a buscar melhorias no seu estado físico e mental
continuamente. Pode-se notar que no gráfico 7 houve uma sutil alteração na visão do
colaborador quanto à necessidade de aprimorar sua condição física e mental. Enquanto no
gráfico 8 é mudança é muito expressiva, devido ao número de adesões feitas espontaneamente
à prática da ginástica laboral. Neste caso, os colaboradores sentem mais motivados em
participar da atividade.

10
8
6 G3
4 G2
2 G1
0
SIM NÃO SIM NÃO
Pré Pós

Gráfico 7 – Necessidade de melhorar o bem-estar físico e mental

12
10
8 G3
6
G2
4
2 G1
0
SIM NÃO SIM NÃO
Pré Pós

Gráfico 8 – Motivação para realizar a ginástica laboral

Além dos mais, a ginástica laboral colaborou na interação entre setores diferenciados,
quando os reuniu no mesmo horário e local para realização do exercício físico; o qual
contribuiu para o relaxamento da mente e do corpo, permitindo-lhe se desligarem de suas
responsabilidades com o trabalho e, dessa forma, poderem conhecer um ao outro. Nesse
sentido, o gráfico 9, expressa uma transformação real nos relacionamentos de trabalho após a
inserção na ginástica laboral. No início da pesquisa havia basicamente um equilíbrio entre as
12

posições (sim e não). Entretanto, quando do término houve uma alteração considerável de
posicionamento, prevalecendo superior as assertivas positivas.

12
10
8 G3
6
G2
4
2 G1
0
SIM NÃO SIM NÃO
Pré Pós

Gráfico 9 – Melhorou o relacionamento entre colegas após a intervenção

Com relação à postura corporal, observou-se que nas duas etapas da pesquisa, a
maioria dos participantes afirmou ter boa postura, como se verifica no gráfico 10. Entretanto,
percebe-se, ainda, que decorridos os dois meses, houve um aumento no nível de consciência
corporal, sendo esta refletida no dia a dia de trabalho.

12
10
8 G3
6
G2
4
2 G1
0
SIM NÃO SIM NÃO
Pré Pós

Gráfico 10 – Consciência corporal

Ademais, a pesquisa demonstra, também, que os benefícios alcançados com a


ginástica laboral, independem do auxílio da ergonomia, considerando que trazem bem-estar
físico, emocional e psicológico para o colaborador; pois permite o relaxamento do corpo,
promove a interação entre os colegas de trabalho de setores diversos, estimula a prática de
atividades físicas – em alguns casos, a atividade física extrapola o ambiente de trabalho e
passa a fazer parte da vida cotidiana do colaborador.
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Esses fatos podem ser constatados facilmente ao se comparar os resultados obtidos nos
três grupos participantes da pesquisa (G1, G2 e G3) que foram separados, didaticamente, para
análise e comprovação ou refutação da hipótese. Logo, em G1 os participantes estavam
determinados a realizar a ginástica três vezes ao dia; no G2 a ginástica laboral seria associada
à ergonomia; e no G3 receberiam orientações quanto à ginástica laboral e seus benefícios,
sendo-lhes facultada a participação na atividade física.
Todavia, em todos os grupos houve manifestação de interesse e disposição da maioria
dos participantes para praticar a ginástica laboral, mesmo havendo poder de decisão em
participar ou não, os integrantes do G3 assumiram o compromisso e constaram os benefícios
da ginástica laboral, para a mente e o corpo, conquistados num curto intervalo de tempo.
Ter boa saúde é fundamental para o exercício de atividade laborativa. Afinal, quando
estão em perfeitas condições físicas e mentais os colaboradores de uma empresa desenvolvem
suas tarefas com maior eficácia, apresentando resultados positivos e maior lucratividade.
Todavia, o contrário também é verdadeiro; tendo em vista o adoecimento gera gastos para
empresa (pagamento de benefícios previdência e contratação e treinamento de novos
colaboradores), pois o colaborador muitas vezes é obrigado a afastar-se do trabalho (SOUZA
& JÓIA, 2012).
Por essa razão, as empresas atuais têm buscado soluções alternativas para o
enfrentamento das doenças ocupais como a LER e a DORT, as quais podem desencadear
distúrbios físicos e mentais que comprometer a qualidade do trabalho e dos serviços
prestados. Soluções que contribuam para mudanças de hábitos e elevem a qualidade de vida
no ambiente de trabalho (FERREIRA & OLIVEIRA, 2013).
Ressalta-se que essas doenças são produto de um ambiente de trabalho doente. Afinal,
as relações interpessoais e de trabalho (produção) estão intimamente associadas a um clima
hostil e de tensões intensas para se alcançar resultados. Enfim, nega-se o lado humano,
exigindo-se do colaborador o máximo de dedicação para se atingir as metas estabelecidas pela
empresa, despreocupando-se com o bem-estar físico e mental dos colaboradores (FERREIRA
& OLIVEIRA, 2013).
É nesse cenário, portanto, que a ginástica laboral emerge como um agente interventor,
o qual identifica as dificuldades sentidas pelos colaboradores e traça uma estratégia de ação
para combatê-las, preveni-las e se possível eliminá-las do ambiente de trabalho. Ação que
contribuí para preservação da saúde do colaborador no ambiente de trabalho e para o sucesso
da empresa.
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A discussão sobre a adequação do ambiente de trabalho às necessidades dos


colaboradores é enfatizada pela incidência constante de reclamações acerca de suas condições
desfavoráveis na execução de suas tarefas. Isso reflete negativa e diretamente na sua saúde
daqueles que se encontram insatisfeitos; na relação familiar; e, ainda, sobre a qualidade dos
serviços prestados seja a empresa ou a terceiros (REVISTA VIVA, 2013).
Dentre as situações que promovem o adoecimento pela ausência de uma adaptação do
trabalho às características de cada pessoa, cita-se: “dor nas costas e nas articulações, tensão
nos ombros, pescoços e músculos, excesso de barulho, cansaço e falta de disposição” que
interferem no exercício de suas atividades laborais (REVISTA VIVA, 2013).
Tais situações podem ser um indicativo da necessidade de adaptações ergonômicas no
ambiente de trabalho, visando “melhorar significativamente à eficiência, produtividade,
segurança e saúde” dos colaboradores, com vistas a minimizar os impactos nocivos à
qualidade de vida no trabalho que influenciam no desempenho profissional, os quais podem
estar relacionados à má postura, aos distúrbios físicos e mentais, bem como as interferências
do meio ambiente - audição, visão e conforto – interno ou externo, (REVISTA VIVA, 2013).
Então, com o fim de minimizar os danos à saúde dos colaboradores e da empresa
surgem estudos que retratam as dificuldades sentidas pelos colaboradores durante a jornada de
trabalho, buscando identificar suas causas e propor soluções viáveis de serem implantadas
dentro do ambiente de trabalho. Tudo isso para garantir a lucratividade empresarial e
demonstrar interesse pela saúde dos colaboradores, propiciando um marketing social, interno
e externo, favorável a empresa.
Para Longen (2003) a ergonomia possui considerável relevância na solução dos
desgastes físicos e mentais vivenciados pelo colaborador no ambiente de trabalho e se
manifestam como doenças ocupacionais (LER/DORT), sendo indispensável, portanto, um
estudo que identifique tais danos e que vislumbrem alternativas de enfrentamento. Todavia, a
ergonomia não é uma resposta definitiva para o fim do adoecimento no trabalho; mas, uma
das estratégias de ação para o combate as causas das doenças ocupacionais.
Longen (2003) enfatiza que a prevenção é o caminho para a redução dos índices de
doenças ocupacionais (LER/DORT) que têm afastado os colaboradores do trabalho.
Entretanto, é necessário que todos os interessados (colaboradores e empregadores) participem
do processo, “no sentido de estabelecer critérios uniformes de ação em todos os aspectos
relacionados ao surgimento da doença nas empresas, como a organização, o conteúdo e o
posto de trabalho (...)”; em que haverá a construção de um projeto ergonômico participativo.
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Dentro dessa perspectiva, algumas empresas incorporam a acepção de ergonomia, a


qual segundo Cirne et al.(2014) constitui-se em um conjunto de leis que regem o trabalho,
sendo considerada uma ciência interdisciplinar que incorpora três áreas de conhecimento
(fisiologia, anatomia e psicologia do trabalho) para adequação dos postos de trabalho às
necessidades e restrições dos colaboradores, evitando-se, assim, acidentes de trabalho.
Os autores como Cirne (2014), ainda que as modificações realizadas no ambiente de
trabalho promovem benefícios ao colaborador, tais como: “aumento do bem estar e da
produtividade, redução da fadiga e do estresse, regulação do sono, a projeção de ambientes
confortáveis, saudáveis, e eficientes, propiciando a satisfação e segurança do trabalhador”,
(CIRNE et al., 2014).
Basicamente a Ergonomia leva em conta uma dupla percepção - o da saúde humana e
o da força econômica (PIZO e MENEGON, 2010). Para o estudo da Ergonomia é importante
conhecermos características: do homem (aspectos físicos, fisiológicos, psicológicos, sociais,
assim como idade, sexo, treinamento e motivação); da máquina (equipamentos, ferramentas,
mobiliários e instalações); do ambiente físico do trabalhador (temperatura, ruídos, vibrações,
luz, cores, gases, etc.), além de consequências do trabalhado, entre outros (VASCONCELOS,
2009).
De acordo com Slack,Chambers e Johnston, 2002 “a Ergonomia ocupa-se
primariamente dos aspectos fisiológicos do projeto de trabalho, isto é, com o corpo humano e
como ele ajusta-se ao ambiente”. No Brasil o Ministério do trabalho e Previdência Social
através da Portaria n°3.751 de 23 de novembro de 1990 regulamentou a ergonomia pela
norma Regulamentadora 17(NR17-anexo 8.1, p.92)
Segundo Oliveira (2010), a NR 17 teve andamento devido aos protestos sindicais para
que as LER/DORT fossem reconhecidas como doenças procedentes das conseqüências desses
trabalhos enfrentados por funcionários de várias categorias, entre eles digitadores e bancários.
O esgotamento do trabalhador em atividades ininterruptas, repetitivas, monótonas e em
muitos casos pesadas, insalubres, segundo Cañete (1996), representa alto custo para as
empresas e ônus ainda mais numerosos de mutilados e incapacitados para o trabalho
produtivo e em muitos casos para a vida.
Couto (1991) acredita que a prevenção pode ser feita através de uma organização do
trabalho que preveja pausa de recuperação e rodízio nas funções, diminuindo-se a carga de
movimentos realizados. Por tanto fica provado que e eficaz a associação da ergonomia com a
ginástica laboral.
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Outro ponto ressaltado por Cirne et al.(2014) refere-se aos acidentes de trabalho, os
quais são comuns e ocasionando perdas monetárias vultosas para o Estado e para a empresa
devido à falta: de investimentos em equipamentos de segurança, de informação sobre os
danos à saúde decorrentes da insalubridade, do péssimo estado de conservação do mobiliário
e do acondicionamento dos materiais de trabalho que podem trazer riscos à saúde.
Por outro lado, os riscos à saúde do colaborador podem ser reduzidos com a
identificação das causas do desconforto, das lesões e do estresse presentes no ambiente de
trabalho pelos próprios colaboradores; as quais serão levadas ao conhecimento dos dirigentes
para adoção das medidas preventivas. Estas são simples de serem implantadas, mas requerem
um comprometimento do colaborador.
De acordo com a Revista Viva (2013) as adaptações do ambiente de trabalho podem
ser realizadas com a compra de alguns produtos como: apoio para o antebraço, pés e teclados,
suporte para monitor e texto, cadeiras e tapetes ergonômicos, entre outros; ou, ainda, o
colaborador pode realizar pequenos ajustes nas mesas (de acordo com sua altura) por meio de
calços; da organização da mesa deixando um espaço para o uso do mouse e do teclado,
evitando a guarda de documentos e de objetos de uso contínuo próximos ao chão;
promovendo intervalos a cada hora de trabalho para relaxar e caminhar; etc.. Essas medidas
podem prevenir as doenças ocupacionais e garantir a produção eficiente na empresa.
Por outro lado, assim como a ergonomia, a ginástica laboral surge da preocupação de
preservar a saúde do colaborador no ambiente de trabalho, permitindo-lhes a execução de
atividades com eficácia e segurança, e diminuindo os afastamentos por motivo de doenças;
além de reunir esforços para implementar um novo estilo de vida no trabalho, mais
descontraído e humanizado (FERREIRA & OLIVEIRA, 2013).
De acordo com a ALONGAR (2015), a ginástica laboral tem por finalidade preservar
a saúde dos colaboradores por meio de atividade física, desenvolvida por um profissional
habilitado (educador físico, terapeuta ou fisioterapeuta), no local de trabalho. A atividade
física realizada é baseada no tipo de trabalho executado pelo colaborador; a qual auxiliará a
diminuição do estresse, da LER/DORT e do sedentarismo.
A ALONGAR (2015) ensina, ainda, que os exercícios físicos desenvolvidos na
ginástica laboral são compostos de: alongamento, relaxamento muscular e flexibilidade das
articulações. Esses exercícios promovem maior interação entre os colegas de trabalho - pois
são realizados em grupo-, aumentam a concentração do colaborador e elevam sua autoestima.
Além do mais, a ginástica laboral apresenta um histórico bem sucedido nas empresas
que adotaram a prática em suas dependências. Os ganhos foram contabilizados tanto para a
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empresa como para os colaboradores que fazem parte dos quadros de funcionários dessas
empresas. A implantação da ginástica laboral é oriunda da necessidade de mudanças nos
setores produtivos, tendo em vista o baixo rendimento dos colaboradores devido ao
adoecimento desses no trabalho (SOUZA & JÓIA, 2012).
Essa compreensão da importância da ginástica laboral nas empresas tem estimulado
cada vez mais seu desenvolvimento junto aos colaboradores que se beneficiam dos resultados
alcançados dentro e fora do local de trabalho. Segundo Ferreira (2013) a ginástica laboral é
realizada no período de trabalho, com três pausas regulares que acontecem antes, durante e
após o expediente, com a finalidade de modificar a saúde do colaborador, pondo fim ao
sedentarismo, elevando a autoestima e estimulando a produtividade diária sem dores e tensões
musculares.
Ferreira (2013) enfatiza que a ginástica laboral tem papel fundamental na prevenção
das doenças ocupacionais (LER e DORT) que são decorrentes do estresse, da fadiga, das
tensões e pressões constantes na linha de produção; além de contribuir para maior interação
entre colegas de trabalho e para a prática de uma atividade física pensada e planejada, visando
atender as necessidades psicológicas, físicas e emocionais dos colaboradores, sendo
necessário cuidado com a escolha da atividade a ser exercida para que seja compatível com a
atividade laboral do colaborador.
Nesse sentido, visa-se à preservação da saúde do colaborador; podendo dividi-la em:
a) preparatória a qual auxilia nas atividades em que há necessidade de força e resistência e
deve acontecer antes do início do expediente; b) compensatória que serve para corrigir a
postura corporal e aliviar a tensão nos membros sobrecarregados; c) corretiva, visando manter
o equilíbrio articular e muscular durante a jornada de trabalho; e d) conservação que é
realizada após o expediente, buscando o equilíbrio morfológico e baseando-se na prática de
exercícios aeróbicos, os quais previnem as doenças ocupacionais. (FERREIRA, 2013)
O ser humano passa a maior parte de seu tempo no trabalho. Portanto, sua maior
necessidade é equilibrar sua rotina de trabalho para que esta não desencadeie distúrbios físicos
e mentais, típicos das doenças ocupacionais (como LER/ DORT, depressão, etc.), afastando-
os definitiva ou temporariamente do trabalho; e extrapole o ambiente de trabalho, atingindo
sua vida pessoal nas áreas familiar e social (FERREIRA & OLIVEIRA, 2013).
Tais fatos justificam esta pesquisa, cuja proposta é uma mudança de hábitos no
ambiente de trabalho que proporcione bem-estar físico e mental aos colaboradores e aumente
a produtiva da empresa. De modo que a pesquisa é pautada em dados objetivos que possam
18

ser quantificados para ilustrar claramente a necessidade de cuidar da saúde do colaborador,


propiciando-lhes qualidade de vida no trabalho.

CONCLUSÃO

Esta pesquisa buscou comprovar os benefícios da ginástica laboral por meio de


observações sistematizadas (questionários), em que os colaboradores apontaram os desgastes
físicos (dor ou desconforto corporal durante a jornada de trabalho) e mentais (cansaço,
estresse, etc.) que estavam inviabilizando a produção efetiva e comprometiam à saúde do
colaborador.
Procurou-se demonstrar por meio dos resultados que os benefícios da ginástica laboral
foram constatados em todos os grupos (G1, G2 e G3), independentemente de estar associada
ou não a ergonomia. Observou-se que os grupos G1 e G3, que não tiveram nenhuma
influência da ergonomia durante a pesquisa, mostraram mudanças importantes no
comportamento dos colaboradores, nos níveis de dor e desconforto, no número de
afastamentos para consultas médicas para consultas ou tratamento, bem como no
relacionamento entre colegas de trabalho; o que também aconteceu no G2.
A ginástica laboral se mostra como uma alternativa barata e eficaz para as empresas
que têm interesse em melhorar a qualidade de vida dentro do ambiente de trabalho, tendo em
vista que o colaborador passa a maior parte do seu tempo no ambiente de trabalho.
19

LABOR GYMNASTICS AND ERGONOMICS: APPROACH ON


ADMINISTRATIVE ENVIRONMENT IN A COMPANY OF
CONSTRUCTION

ABSTRACT

This article presents a survey of a construction company, the Valparaíso de Goiás, whose
purpose was to realize the benefits achieved with the implementation of gymnastics in the
workplace, being associated or not to ergonomics. The study of the literature shows that both
gymnastics as ergonomics are important stakeholders agents for the preservation of the health
of employees of a company, regardless of the branch to which he belongs. What's more,
highlights the benefits earned from the implementation of these and can quote among others:
improved self-esteem, reduction of sick leave for health reason and greater interaction
between co-workers. The sample of the survey, with the participation of fifteen employees
who agreed to sign the informed consent form, complete the questionnaire and the diagram of
the painful areas. The survey lasted two months, and the data collected in two steps: 1) before
starting the research and 2) at the end of this. Participants were divided into three groups: G1 -
practitioners of gymnastics three times a week; G2 - plus gym received guidance ergonomics
and G3 - were told how the benefits of gymnastics, with them voluntary participation in
physical activities. The results found that the labor gymnastics provides greater physical and
mental well-being of employees, encouraging them to produce more in their work activities,
even if it is not associated with ergonomics. It follows, therefore, that the exercise is
beneficial to the health of employees and the company.

Keywords: Muscle tension. Labor exercise.Qualityoflife.


20

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Produção em uma Empresa do Ramo de Bebidas,2009.
23

1. APÊNDICE

6.1 Apêndice 1 - Termo de Esclarecimento Livre e Esclarecido (TCLE)

O (a) Senhor (a) está sendo convidado (a) a participar do projeto: GINÁSTICA
LABORAL E ERGONOMIA: ABORDAGEM FISIOTERAPEUTICA NO AMBIENTE
ADMINISTRATIVO DE UMA EMPRESA DA CONSTRUÇÃO CIVIL, sob
responsabilidade da pesquisadora CLÁUDIA MÁRCIA VENTURA TEIXEIRA SANTOS e
da aluna KAREN LUIZA REIS DE LIMA
O objetivo desta pesquisa é avaliar o trabalho da ginástica laboral em conjunto com
orientações ergonômicas, em um grupo de colaboradores de uma empresa de construção civil
O (a) senhor (a) receberá todos os esclarecimentos necessários antes e no decorrer da
pesquisa e lhe asseguramos que seu nome não aparecerá sendo mantido o mais rigoroso sigilo
através da omissão total de quaisquer informações que permitam identificá-lo (a) junto à
empresa. O (a) Senhor (a) poderá se recusar a responder qualquer pergunta que lhe trouxer
constrangimento ou se negar a realizar qualquer exercício, podendo desistir de participar da
pesquisa em qualquer momento sem nenhum prejuízo para o (a) senhor (a).
A sua participação será da seguinte forma: o (a) senhor (a) será convidado a responder
dois questionários sobre sua situação atual em relação aos fatores de qualidade de vida,
estresse e dor musculoesquelética durante o trabalho, realizará 3 vezes por semana em seu
local de trabalho uma série de exercícios ajustados para a sua situação laborativa e ao final de
2 meses de intervenção o senhor responderá os mesmos questionários novamente.
Os resultados da pesquisa serão divulgados na Instituição FACIPLAC podendo ser
publicados posteriormente. Os dados e materiais utilizados na pesquisa ficarão sobre a guarda
do pesquisador.
Este projeto possui os seguintes benefícios redução da sensação de fadiga, promove à
disposição, a integração entre os funcionários, sobre tudo combate e previne doenças como
LER e DORTs.
Se o (a) Senhor (a) tiver qualquer dúvida em relação à pesquisa, por favor, telefone
para a Prof.ª Cláudia Márcia V. T. Santos nas Faculdades Integradas da União Educacional do
Planalto Central (FACIPLAC), telefone (61) 3035-3040 em horário comercial.
Este projeto foi Aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Faciplac, As dúvidas
com relação à assinatura do TCLE ou os direitos do sujeito da pesquisa podem ser obtidos
também pelo telefone: (61) 3035-3925.
Este documento foi elaborado em duas vias, uma ficará com o pesquisador
responsável e a outra com o voluntário da pesquisa.

______________________________________________
Nome / assinatura

____________________________________________
Nome e assinatura

Brasília, ___ de __________de _________.


24

2. ANEXOS

7.1 Anexo 1 - Questionário de Qualidade de Vida


QUESTIONÁRIO QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO

NOME:- -----------------------------------------------------------------------------------------------
LOCAL DE TRABALHO:- --------------------------------------------SETOR:- ---------------------------------
ANO DE ADMISSÃO----------/-------/--------

Estão relacionadas abaixo questões que irão auxiliar na avaliação de resultados da Ginástica Laboral. É
importante que você responda as questões, para que possamos medir o nível de beneficio que esta atividade
pode trazer a cada um de nós, assim como identificarmos as melhorias que e fizerem necessárias.
Por favor, marque com um X a resposta que retrate a sua realidade atual.
1) Considero minha postura boa? --------SIM -----------NÃO
2) Sinto-me sempre disposto para iniciar minha jornada de trabalho? ------SIM --------NÃO
3) Identifico a diferença entre estar muscularmente tenso ou relaxado?-----SIM ---------NÃO
4) Sinto dificuldade (desconforto e dor) em executar tarefas extra jornada de trabalho?
-------SIM ______NÃO.
5) O grau de preocupação com meu bem estar, com meu condicionamento físico, assim como meu
lazer aumentaram? -------------SIM ________NÃO
6) O relacionamento com os meus colegas de trabalho melhorou após a implantação da ginástica
Laboral? -----------SIM ________NÃO
7) Tenho ido ao medico com menos freqüência? ________SIM ________NÃO
8) Tenho tido afastamentos médicos por motivos de saúde? ________SIM_______NÃO
9) Sinto-me motivado (a) para os exercícios da Ginástica Laboral? _____SIM______NÃO
10) Sinto algum tipo de dor em alguma parte do meu corpo? ______SIM_______NÃO
Em caso de afirmativo, fale o local da dor:___________________________________

Fonte: POLITO e BERGAMASCHI (2002)


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7.2Anexo 2 – Diagrama de regiões doloridas

Fonte: CORLETT e MANENICA, apud IIDA (2005)