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Treze estados reduzem preço

de referência para ICMS do


diesel
Governo paulista foi o que promoveu o maior corte até agora, de R$
0,374 por litro

29.jun.2018 às 13h38

Nicola Pamplona

RIO DE JANEIRO Treze governos estaduais reduzirão o preço de referência para a


cobrança de ICMS (https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2018/06/estados-negociam-um-icms-nacional-para-
combustiveis.shtml) sobre o diesel (https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2018/06/ministerio-da-justica-

questiona-distribuidoras-por-repasse-de-descontos-ao-diesel.shtml) a partir do próximo domingo (1).

Com isso, somam 17 os estados que aderiram ao esforço do governo federal


para reduzir o preço do diesel.

A redução do preço de referência é considerada fundamental pelo mercado


para que o desconto nas bombas chegue aos R$ 0,46 por litro prometidos
pelo presidente Michel Temer aos caminhoneiros.

O ICMS é cobrado sobre um valor conhecido como PMPF (preço médio


ponderado final), que é definido a cada 15 dias pelos estados. Sobre esse
valor, incide uma alíquota que varia entre 12% e 25%, dependendo do
estado.

Os novos valores foram publicados no Diário Oficial de quinta (27), com


retificação nesta sexta (28) e vigoram entre 1º e 15 de julho.
O PMPF será reduzido no Acre, Amazonas, Distrito Federal, Goiás, Mato
Grosso do Sul, Paraíba, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Roraima, Rio
Grande do Sul, Sergipe e Tocantins.

Em nove deles, é a segunda redução: Amazonas, Espírito Santos, Paraíba,


Paraná, Roraima, São Paulo e Tocantins já haviam cortado os preços de
referência em quinzenas anteriores.

O governo paulista foi o que promoveu o maior corte até agora (R$ 0,374
por litro), seguido por Mato Grosso do Sul (R$ 0,3574) e Paraíba (R$
0,2018). No Rio Grande do Sul, a queda foi de apenas R$ 0,0111 por litro.

Embora tenham reduzido o PMPF na última semana, Acre e Rio de Janeiro


ainda têm valores superiores aos vigentes antes da greve dos
caminhoneiros, já que promoveram altas nas semanas anteriores.

O Rio, porém, reduziu alíquota do ICMS sobre o diesel de 18% para 12%.

Os estados negociam com o setor de combustíveis mudança no modelo de


cobrança do ICMS para uma alíquota única nacional em reais por litro -
defendida também pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e
Biocombustíveis).

O debate ganhou força após decisão do STF (Supremo Tribunal Federal)


que permitiu o ressarcimento de valores pagos a mais no modelo atual, no
qual o tributo é recolhido nas refinarias com base nos preços de referência.

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