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PARA QUEM CURSARÁ O 7.O ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL EM 2018


Disciplina: Prova: NOTA:
Colégio
PORTUGUÊS DESAFIO

Texto para a questão 1.

ESTE É O MEU E ESTE É O


NOVO CELULAR. MANUAL DELE. ´´VOLUME
UM``

(Disponível em: <http://pdabr.com/tema-livre/tirinha-do-garfield-para-geeks-t5177.html.>


Adaptado. Acesso em: 15 out. 2017.)

QUESTÃO 1
O efeito de humor da tira deve-se principalmente
a) ao fato de Jon adquirir um celular.
b) ao tamanho do celular.
c) ao fato de o celular ter um manual.
d) ao olhar de Garfield do primeiro quadrinho.
e) ao tamanho do manual e à ironia de Garfield.

RESOLUÇÃO
O efeito de humor na tira justifica-se sobretudo no fato de o manual de instruções que
acompanha o celular ser muito grande, o que dá margem à ironia de Garfield.
Resposta E

OBJETIVO 1 PORTUGUÊS – DESAFIO – 7.o ANO


Texto para as questões de 2 a 10.

O CASO DO ESPELHO

Era um homem que não sabia quase nada. Morava longe, numa casinha de sapé esquecida
nos cafundós da mata.
Um dia, precisando ir à cidade, passou em frente a uma loja e viu um espelho pendurado
do lado de fora. O homem abriu a boca. Apertou os olhos. Depois gritou, com o espelho nas
mãos:
– Mas o que é que o retrato de meu pai está fazendo aqui?
– Isso é um espelho – explicou o dono da loja.
– Não sei se é espelho ou se não é, só sei que é o retrato do meu pai.
Os olhos do homem ficaram molhados.
– O senhor... conheceu meu pai? – perguntou ele ao comerciante.
O dono da loja sorriu. Explicou de novo. Aquilo era só um espelho comum, desses de
vidro e moldura de madeira.
– É não! – respondeu o outro. – Isso é o retrato do meu pai. É ele, sim! Olha o rosto dele.
Olha a testa. E o cabelo? E o nariz? E aquele sorriso meio sem jeito?
O homem quis saber o preço. O comerciante sacudiu os ombros e vendeu o espelho,
baratinho.
Naquele dia, o homem que não sabia quase nada entrou em casa todo contente.
Guardou, cuidadoso, o espelho embrulhado na gaveta da penteadeira.
A mulher ficou só olhando.
No outro dia, esperou o marido sair para trabalhar e correu para o quarto. Abrindo a
gaveta da penteadeira, desembrulhou o espelho, olhou e deu um passo atrás. Fez o sinal da
cruz tapando a boca com as mãos. Em seguida, guardou o espelho na gaveta e saiu chorando.
– Ah, meu Deus! – gritava ela desnorteada. – É o retrato de outra mulher! Meu marido
não gosta mais de mim! A outra é linda demais! Que olhos bonitos! Que cabeleira solta! Que
pele macia! A diaba é mil vezes mais bonita e mais moça do que eu!
Quando o homem voltou, no fim do dia, achou a casa toda desarrumada. A mulher,
chorando sentada no chão, não tinha feito nem a comida.
– Que foi isso, mulher?
– Ah, seu traidor de uma figa! Quem é aquela jararaca lá no retrato?
– Que retrato? – perguntou o marido, surpreso.
– Aquele mesmo que você escondeu na gaveta da penteadeira!
O homem não estava entendendo nada.
– Mas aquilo é o retrato do meu pai! Indignada, a mulher colocou as mãos no peito:
– Cachorro sem-vergonha, miserável! Pensa que eu não sei a diferença entre um velho
lazarento e uma jabiraca safada e horrorosa?
A discussão fervia feito água na chaleira.
– Velho lazarento coisa nenhuma! – gritou o homem, ofendido.
A mãe da moça morava perto, escutou a gritaria e veio ver o que estava acontecendo.
Encontrou a filha chorando feito criança que se perdeu e não consegue mais voltar pra casa.

OBJETIVO 2 PORTUGUÊS – DESAFIO – 7.o ANO


– Que é isso, menina?
– Aquele cafajeste arranjou outra!
– Ela ficou maluca – berrou o homem, de cara amarrada.
– Ontem eu vi ele escondendo um pacote na gaveta lá do quarto, mãe! Hoje, depois que
ele saiu, fui ver o que era. Tá lá! É o retrato de outra mulher!
A boa senhora resolveu, ela mesma, verificar o tal retrato.
Entrando no quarto, abriu a gaveta, desembrulhou o pacote e espiou. Arregalou os olhos.
Olhou de novo. Soltou uma sonora gargalhada.
– Só se for o retrato da bisavó dele! A tal fulana é a coisa mais enrugada, feia, velha,
cacarenta, murcha, arruinada, desengonçada, capenga, careca, caduca, torta e desdentada
que eu já vi até hoje!
E completou, feliz, abraçando a filha:
– Fica tranquila. A bruaca do retrato já está com os dois pés na cova!
(Ricardo Azevedo. Revista Nova Escola. Edição Especial, ago. 2004.)

QUESTÃO 2
Examine as afirmações a seguir:

I. O homem confundiu o próprio reflexo no espelho com o retrato do seu pai.


II. O comerciante aproveitou-se da ingenuidade do homem e cobrou um preço abusivo pelo
espelho.
III. A mulher ficou brava com o marido porque realmente encontrou o retrato de outra
mulher na gaveta da penteadeira.

É correto o que se afirma em


a) I, apenas.
b) II, apenas.
c) I e II, apenas.
d) I e III, apenas.
e) II e III, apenas.

RESOLUÇÃO
Erros das afirmativas II e III:
II. De acordo com o texto, o comerciante vendeu o espelho ao homem por um preço
baixo, baratinho, e não abusivo como indica a afirmativa;
III. O que a mulher encontrou na gaveta da penteadeira era, na verdade, um espelho, e
o que ela realmente viu foi sua imagem refletida nele.
Resposta A

OBJETIVO 3 PORTUGUÊS – DESAFIO – 7.o ANO


QUESTÃO 3
Em relação à história lida, não se pode afirmar que:
a) o comerciante deu a entender, com um sorriso, que não conhecia o pai do homem que
estava em sua loja.
b) ao ver o marido guardar o espelho na gaveta, a mulher ficou desconfiada da atitude dele.
c) ao ver seu reflexo no espelho, a esposa achou que era a foto de outra mulher.
d) ao chegar em casa, o homem não entendeu por que ela estava toda desarrumada e a
comida não tinha sido feita.
e) o narrador participa da história.

RESOLUÇÃO
Todas as afirmações podem ser confirmadas pelo texto, exceto aquela representada
pela alternativa e, pois, mesmo sabendo detalhes do que aconteceu na história, o
narrador não atua nela.
Resposta E

QUESTÃO 4
No trecho “Mas o que é que o retrato do meu pai está fazendo aqui?”, o personagem revela
sentimento de
a) indignação.
b) surpresa.
c) tristeza.
d) chateação.
e) revolta profunda.

RESOLUÇÃO
No fragmento do texto reproduzido no enunciado, o personagem revela-se surpreso
com o que acreditara ter visto: um retrato do seu pai pendurado em uma loja na
cidade.
Resposta B

OBJETIVO 4 PORTUGUÊS – DESAFIO – 7.o ANO


QUESTÃO 5
Leia as frases a seguir:

I. “Aquilo era só um espelho comum, desses de vidro e moldura de madeira.”


II. “Isso é o retrato do meu pai.”

Os fragmentos retirados do texto indicam, respectivamente,


a) fato / finalidade.
b) fato / causa.
c) fato / confirmação.
d) fato / opinião.
e) causa / consequência.

RESOLUÇÃO
De acordo com o contexto, estabelece-se entre os trechos indicados a relação de fato
(informação confirmada) e opinião (o que o homem acreditara ser a imagem que vira
no espelho).
Resposta D

QUESTÃO 6
Em “Quando o homem voltou, no fim do dia, achou a casa toda desarrumada”, o termo em
destaque pode ser substituído, sem que ocorra alteração de sentido, por:
a) Desde que.
b) Embora.
c) Mesmo que.
d) Uma vez que.
e) No momento em que.

RESOLUÇÃO
No período apresentado, a conjunção “quando” exprime ideia de tempo; o mesmo
ocorre com “no momento em que”. Em a (“Desde que”), temos a ideia de condição;
em b e c (“Embora” e “Mesmo que”), de concessão; e em d (“Uma vez que”), de causa.
Resposta E

OBJETIVO 5 PORTUGUÊS – DESAFIO – 7.o ANO


QUESTÃO 7
Em “A discussão fervia feito água na chaleira”, os termos destacados estabelecem com os
termos não destacados relação de
a) comparação.
b) causa.
c) consequência.
d) finalidade.
e) tempo.

RESOLUÇÃO
No contexto indicado, “feito” funciona como conjunção comparativa, significando
“como”, “tal qual”. Assim, o trecho expressa a ideia de que a discussão era tão
acalorada como uma água fervendo na chaleira, estabelecendo, portanto, relação de
comparação.
Resposta A

QUESTÃO 8
Considere o trecho “Ela ficou maluca – berrou o homem, de cara amarrada”.
Se tivéssemos mais de uma mulher e mais de um homem realizando as ações indicadas
neste período, ele poderia ser reescrito corretamente, mantendo-se o mesmo tempo verbal,
da seguinte maneira:
a) “Elas ficou malucas – berrou os homens, de cara amarradas”.
b) “Ela ficarão malucas – berrarão os homens, de caras amarrada”.
c) “Elas ficaram malucas – berraram os homens, de caras amarradas”.
d) “Ela ficaram malucas – berram o homem, de cara amarrada”.
e) “Elas ficaram maluca – berraram os homem, de caras amarrada”.

RESOLUÇÃO
Caso tivéssemos mais de uma mulher realizando a primeira ação e mais de um homem
realizando a segunda, o período em questão poderia ser reescrito, respeitando-se a
norma culta, da seguinte maneira: “Elas ficaram malucas – berraram os homens, de
caras amarradas”.
Resposta C

OBJETIVO 6 PORTUGUÊS – DESAFIO – 7.o ANO


QUESTÃO 9
No trecho “A tal fulana é a coisa mais enrugada, feia, velha, cacarenta, murcha, arruinada,
desengonçada, capenga, careca, caduca, torta e desdentada que eu já vi até hoje!”, o
emprego das vírgulas tem por objetivo
a) iniciar a fala de um personagem.
b) finalizar a fala de um personagem.
c) ressaltar uma informação importante.
d) indicar a atitude da personagem.
e) separar elementos de uma enumeração.

RESOLUÇÃO
As vírgulas, no fragmento do enunciado, foram usadas para separar elementos de uma
enumeração, os quais representam características físicas atribuídas pela mãe da moça
à imagem que viu no espelho.
Resposta E

QUESTÃO 10
Em “A bruaca do retrato já está com os dois pés na cova!”, a palavra em destaque, na
verdade, refere-se
a) à mulher do homem que não sabia quase nada.
b) à mãe da moça.
c) a uma linda mulher que o homem conheceu na cidade.
d) à bisavó do homem que não sabia quase nada.
e) a uma fulana qualquer.

RESOLUÇÃO
A palavra em destaque refere-se à mãe da moça: quando ela foi verificar o objeto da
discórdia entre a filha e o marido, sua imagem refletida no espelho lhe causou a
impressão de estar vendo uma bruaca, mulher feia e enrugada.
Resposta B

OBJETIVO 7 PORTUGUÊS – DESAFIO – 7.o ANO


Texto para as questões 11 e 12.

BELÉM DO PARÁ

Bembelelém
Viva Belém!

Belém do Pará porto moderno integrado na equatorial


Beleza eterna da paisagem

Bembelelém
Viva Belém!

Cidade pomar
(Obrigou a polícia a classificar um tipo novo de delinquente:
O apedrejador de mangueiras)

Bembelelém
Viva Belém!

Belém do Pará onde as avenidas se chamam Estradas:


Estrada de São Jerônimo
Estrada de Nazaré [...]

(Manuel Bandeira. Os melhores poemas de Manuel Bandeira. São Paulo: Global, 1984.)

QUESTÃO 11
O texto é um poema e está organizado em
a) parágrafos e versos.
b) orações e parágrafos.
c) períodos e frases.
d) versos e estrofes.
e) frases e estrofes.

RESOLUÇÃO
O texto é um poema, e uma das características desse gênero textual é sua organização
por meio de versos e estrofes.
Resposta D

OBJETIVO 8 PORTUGUÊS – DESAFIO – 7.o ANO


QUESTÃO 12
A repetição de sons que se percebe entre as palavras “Bembelelém”e “Belém”sugere
a) evocação do repicar dos sinos.
b) homenagem à cidade de Belém do Pará.
c) crítica às rimas idênticas.
d) leveza da estrutura do poema.
e) brincadeira com as palavras.

RESOLUÇÃO
A repetição de sons entre as duas palavras as torna semelhantes, sugerindo uma quase
duplicação sonora que irá remeter ao som resultante do repicar de sinos.
Resposta A

Nas questões de 13 a 15, assinale a alternativa que completa corretamente os espaços em


branco.

QUESTÃO 13

I. Fizemos uma viagem bastante ______________________ com a turma da sala.


II. O _____________________ que sempre nos atende não trabalhou hoje.
III. Muitos ficaram ____________________ no parque.

a) prazeirosa – cabeleileiro – enxarcados.


b) prazeiroza – cabeleileiro – encharcados.
c) prazerosa – cabeleileiro – encharcados.
d) prazerosa – cabeleireiro – encharcados.
e) prazerosa – cabeleireiro – enxarcados.

RESOLUÇÃO
De acordo com as formas de registro que prescrevem os manuais do ensino de
gramática e redação, as palavras que preenchem as lacunas são escritas da seguinte
forma: “prazerosa”, “cabeleireiro” e “encharcados”.
Resposta D

OBJETIVO 9 PORTUGUÊS – DESAFIO – 7.o ANO


QUESTÃO 14

I. Esta tarefa é difícil para __________.


II. Há muitas coisas entre eles e ________?
III. Este sapato é bom para ____________.

a) eu – eu – mim.
b) eu – mim – eu.
c) mim – mim – mim.
d) mim – mim – eu.
e) mim – eu – mim.

RESOLUÇÃO
Em I e III, o pronome oblíquo tônico mim funciona como complemento dos adjetivos
“difícil” e “bom”. E II, mim é regido por “entre”, que, como toda preposição, requer a
forma oblíqua tônica do pronome.
Resposta C

QUESTÃO 15

A __________________ não tinha ________________ da ______________ ao rei.

a) nobreza – conciência – regeição.


b) nobreza – consciência – rejeição.
c) nobresa – consciência – rejeição.
d) nobresa – conssiência – regeição.
e) nobressa – conciência – regeição.

RESOLUÇÃO:
O sufixo –eza, formador de substantivos abstratos derivados de adjetivos (caso de
“nobreza”, substantivo abstrato derivado do adjetivo “nobre”), não deve ser
confundido com –esa, sufixo que forma adjetivos gentílicos femininos, isto é, que
indicam procedência (como “francesa”, “portuguesa”), e femininos de substantivos
(como “baronesa”).
A grafia de “consciência” preserva o s que a palavra “ciência” apresenta em latim
(scientia).
“Rejeição” se forma a partir da associação entre o verbo “rejeitar” e o sufixo –ção,
formador de substantivos femininos abstratos de origem verbal.
Resposta B

OBJETIVO 10 PORTUGUÊS – DESAFIO – 7.o ANO


OBJETIVO 11 PORTUGUÊS – DESAFIO – 7.o ANO
OBJETIVO 12 PORTUGUÊS – DESAFIO – 7.o ANO