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Para ilustrar a matéria Cordel da Chapéu, o artista Carlinhos Müller

criou uma nova técnica: pegou um fotolito (uma folha grossa e preta
parecida com um raio-x) e começou a talhar o material. Assim, o que
antes estava escuro começou a ganhar formas. Ele, então, escaneou a
folha, que acabou virando um arquivo digital. Mas isso é só uma
curiosidade para você entender um pouco do nosso trabalho. Que,
aliás, é muito legal!

A ideia, desde o começo, era fazer algo que se aproximasse do que


costumamos ver nos cordéis. E a partir dos anos 1950, a xilogravura é a
técnica mais comum dos livretos. Ah, a “xilo” é um tipo de gravura feita
na madeira. Você esculpe um desenho e depois carimba o papel. A
parte em alto relevo vem com a tinta. E a parte afundada (que é a do
desenho) aparece em branco. Isso é que dá forma ao trabalho.

Como a arte não tem limites, convidamos a artista plástica e educadora


Fernanda Simionato para ensinar aqui uma técnica incrível e muito
simples de fazer. É a gravura alternativa, um jeito que “imita” a
xilogravura, mas na verdade é uma impressão feita com isopor.
Você vai precisar de:
– Guache de várias cores
– Folhas brancas e coloridas
– Pincéis
– Um rolinho de espuma
– Tesoura
– Bandejinhas de isopor (daquelas de frios)
– Palito de churrasco ou lápis

Agora veja, passo a passo, como é fácil e divertido!

Passo 1: Tire as bordas da bandejinha. Depois, desenhe o que quiser


com um palito de churrasco ou um lápis. Você não precisa marcar os
traços com cor (aí na foto a cor preta aparece apenas para sinalizar os
traços para você, aqui nas instruções). O que você precisa fazer é
afundar bem o palito, ou o lápis) para fixar o desenho no isopor.
Passo 2: Com a ajuda do rolinho de espuma, espalhe o guache por toda
a bandeja.

Passo 3: Depois de ter preenchido a bandeja inteirinha, pegue uma


folha e a pressione, com as mãos, sobre a parte pintada. Devagar, puxe
a folha e veja como a impressão sai perfeita, como se fosse mesmo uma
xilo.
Passo 4: Se quiser inventar ainda mais, corte as bordas em triângulos e,
com o pincel, pinte cada parte de uma cor.

Passo 5: Faça o mesmo processo de puxar o papel devagar e veja que


figura diferente você criou!
Passo 6: Também dá para pintar tudo de uma cor só e imprimir em um
papel colorido! Crie, invente, faça o que quiser e encha sua casa de
cores! Para secar bem, você pode espalhar pela mesa ou, quem sabe,
pendurar no varal como se fosse uma exposição de xilo. Divirta-se!
E para conhecer mais sobre o trabalho da Fernanda, clique aqui. E
também fique de olho na programação de cursos do Instituto Tomie
Ohtake, onde ela ensina vários jeitos de fazer arte.