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Universidade Católica do Salvador

Data: 10/04/2013
Curso: História – Licenciatura Turno: Noturno
Disciplina: História Antiga
Docente: Alessandra
Discente: Paulo Conceição Almeida

O ESCRAVO

Resumo do Texto de Antonio Loprieno

Antes de tudo gostaria de propor nesse trabalho a reflexão dos termos escravo
e escravizado.

No III Simpósio Nacional Discurso, Identidade e Sociedade (III SIDIS) -


DILEMAS E DESAFIOS NA CONTEMPORANEIDADE, Elizabeth Harkot-de-
La-Taille - Professora da área de Estudos Linguísticos e Literários em Inglês do
Departamento de Letras Modernas da Faculdade de Filosofia, Letras e
Ciências Humanas da Universidade de São Paulo - e Adriano Rodrigues dos
Santos - Mestrando pelo Programa de Pós-Graduação em Estudos Linguísticos
e Literários em Inglês do Departamento de Letras Modernas da Faculdade de
Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo –
escreveram o artigo SOBRE ESCRAVOS E ESCRAVIZADOS: PERCURSOS
DISCURSIVOS DA CONQUISTA DA LIBERDADE, que propõe essa reflexão
mais aprofundada e nos trás informações relevantes sobre termos e
expressões e seus significados abusivos utilizados ao logo da história:

Em inglês, a expressão idiomática “That’s just semantics!”


("Isso é apenas semântica!") traduz uma acusação de abuso
das palavras, de seu emprego como truque, a fim de distorcer
a realidade. Expressões de tal tipo testemunham uma crença
na objetividade da realidade e na possibilidade de sua tradução
transparente por meio da linguagem, pressupostos
fundamentais de teorias de linguagem que a postulam como
código ou etiquetagem do mundo. Segundo esse conjunto de
teorias, fatos, acontecimentos, emoções ou decisões seriam
passíveis de descrição sem a intermediação de lentes
ideológicas, como se o modo de dizer não entrasse na
constituição do dito nem na construção de seus possíveis
efeitos de sentido. (TAILLE, Elizabeth; DOS SANTOS. p. 01).

Escravo: Conduz ao efeito de sentido de naturalização e de acomodação


psicológica e social à situação, além de evocar uma condição de cativo [...]. O
campo semântico* (significativo*) de escravo aproxima a pessoa cativa de um
ente que seria escravo, no lugar de permitir entrever** (perceber**) que ele
estaria nessa condição. Escravizado: É denominado como aquele que sofreu
escravização. Diferentemente do “escravo”, privado de liberdade, em estado de
servidão, o “escravizado” entra em cena como quem “sofreu a escravização” e,
portanto, foi forçado a essa situação. (TAILLE, Elizabeth; DOS SANTOS,
Adriano).

A partir dessa proposta, adotada por mim, nesse trabalho é que substitui o
termo escravo pelo o qual jugo mais cabível e coloquial: escravizado.

A grande maioria da população egípcia era composta de camponeses,


seguidos pelos diversos tipos de artesãos. Segundo alguns historiadores, havia
também um grupo relativamente pequeno de escravizados; (COTRIM,
Gilberto).
Segundo Loprieno, no interior de todos os grupos profissionais existentes no
Egito, há um amplo leque de diversos níveis de sujeição aos trabalhos forçados
e/ou condições de servidão. Mas não podemos dizer que esses outros
“profissionais” ou figuras podem ser considerados “escravizados”.

O escravizado na literatura

Sua existência é mencionada em textos literários antigos. Segundo o livro


nesses mesmos textos literários não nos aparece em narrativas nada sobre a
condição humana dessa figura escravizada.
O autor trás uma reflexão ou busca inicial, nas literaturas egípcias, sobre a
condição humana da figura do escravizado. Assim cita obras que fala desse
ser, como por exemplo: “a sátira dos ofícios”, e diz que (na sua opinião), a obra
não menciona essa condição humana devido ao fato da escravatura não ter
sido considerada na cultura egípcia como uma condição humana bem definida.

O Loprieno faz uma viagem nessas obras literárias egípcias e nos mostra, em
trechos, a presença (mencionada) do escravizado (outrora abordada por ele
como “escravo” traduzido do termo egípcio: hm).