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Aula 00 - Origem e evolução da vida

Biologia p/ ENEM 2017 (Com videoaulas)


Professor: Daniel dos Reis Lopes

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Biologia para o ENEM
Prof. Daniel Reis Aula 00

AULA 00: Biologia como Ciência; Método


científico; origem do Universo, da Terra e da
vida; teorias evolutivas.

SUMÁRIO PÁGINA
1. Saudação e apresentação do professor 01
2. Breve apresentação do curso 02
3. Cronograma das aulas 03
4. A Biologia como Ciência 05
5. O Método Científico 06
6. Origem da Vida 10
7. Teorias Evolutivas 17
8. Questões comentadas 32
9. Bibliografia consultada 50

1. Saudação e Apresentação do Professor

Fala rapaziada! É chegado o momento de juntos, iniciarmos o


estudo da BIOLOGIA focado no Exame Nacional do Ensino Médio
(ENEM). Amada por muitos, mas também muito odiada, a Biologia é,
sem dúvidas, uma das disciplinas mais fascinantes do ensino básico
(preciso vender meu peixe, né galera...). Se você sofreu (ou ainda sofre)
nos três anos do Ensino Médio para aprender Biologia, eu garanto que
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com este curso, você conseguirá aprender as maravilhas dessa matéria.


Por outro lado, se você já manda bem, estarei aqui pra tirar as suas
dúvidas e consolidar o conhecimento no seu cérebro! Ou seja, apesar de
cada um de vocês partir de pontos diferentes, o objetivo final será
atingido: a APROVAÇÃO na Universidade que você deseja!
Antes de prosseguirmos, vamos à minha apresentação. Meu nome é
Daniel Reis, graduado em Ciências Biológicas (Licenciatura) pela
Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Fui aprovado em 2º
lugar na Escola de Formação Complementar do Exército em 2009 na área

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de Magistério Ciências Biológicas, onde obtive a primeira colocação na


área de Magistério durante o Curso de Formação de Oficiais. Nessa escola
desenvolvi monografia sobre o Oficial de Controle Ambiental no Exército
Brasileiro, através da qual obtive o grau de Especialista em Aplicações
Complementares às Ciências Militares. Exerci a função de Oficial de Meio
Ambiente na Companhia de Engenharia de Força de Paz – Haiti, fui
professor de Biologia do Colégio Militar de Brasília e atualmente trabalho
no Colégio Militar do Rio de Janeiro.

2. Breve Apresentação do Curso

O ENEM surgiu em 1998 com o intuito de avaliar os conhecimentos


dos alunos do Ensino Médio no Brasil. Ao longo dos anos, ele começou a
ser utilizado como forma de ingresso para o Ensino Superior e hoje já
existem até universidades de outros países aproveitando suas notas para
admissão em seus cursos.
Ele apareceu com uma proposta diferente dos vestibulares normais
pois foca menos na chamada “decoreba” e mais na capacidade de
raciocínio dos alunos. Além disso, ele é visto como uma prova
transdisciplinar onde as questões abordam, muitas vezes, conteúdos de
mais de uma matéria. Isso exige uma nova abordagem nas aulas pois
não faz mais sentido ficar decorando aqueles milhões de nomes de
estruturas reprodutivas vegetais (só algumas dezenas...).
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Nesse sentido, vamos focar nosso estudo nos Objetos de


Conhecimento da Matriz de Referência que constam no Edital do exame.
Os PDFs serão recheados de imagens e gráficos pra facilitar a sua vida.
Além da teoria, teremos também questões comentadas e vídeo-aulas pra
que você possa sonhar com a Biologia (e com os meus lindos olhos
castanhos) todas as noites!
O gráfico abaixo mostra a distribuição de questões nas subáreas da
Biologia desde a criação do ENEM. Fica bem claro que a Ecologia é o tema
preferido da banca e, por isso, daremos especial atenção a esse assunto.

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Algumas outras características do curso:


- Teoria contextualizada com situações do cotidiano;
- Linguagem descontraída;
- Foco maior nos conteúdos mais cobrados;
- Alertas para possíveis pegadinhas;
- Contato constante com os alunos através da internet (email, fórum
etc).
3. Cronograma das aulas

Seguiremos a sequência que julgo ser a mais didática para o estudo


da Biologia.

AULA ÁREA CONTEÚDO DATA


Aula Origem e evolução Biologia como Ciência; 10/12/2016
00 da vida Método científico; origem
do Universo, da Terra e da
vida; teorias evolutivas.
Aula Ecologia e ciências Conceitos básicos de 24/12/2016
01 ambientais ecologia; cadeias e teias
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alimentares; ciclos
biogeoquímicos; dinâmica
de populações; relações
ecológicas; sucessão
ecológica.
Aula Ecologia e ciências Biogeografia; Biomas 07/01/2017
02 ambientais brasileiros; problemas
ambientais; medidas de
conservação; noções de
legislação ambiental.
Aula Moléculas, células A química da vida, Uma 21/01/2017
03 e tecidos visão geral da célula,
Estrutura e Fisiologia da

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Membrana Plasmática
Aula Moléculas, células Metabolismo Energético, 04/02/2017
04 e tecidos Núcleo interfásico e código
genético.
Aula Moléculas, células Ciclo celular, Divisão 18/02/2017
05 e tecidos celular, Principais tecidos
animais e vegetais,
Biotecnologia.
Aula Identidade dos Características dos seres 04/03/2017
06 Seres Vivos vivos; classificação dos
seres vivos; ciclos de vida;
análise adaptativa dos
seres vivos (anatomia e
fisiologia).
Aula Identidade dos Análise adaptativa dos 18/03/2017
07 Seres Vivos seres vivos (anatomia e
fisiologia).
Aula Identidade dos Análise adaptativa dos 01/04/2017
08 Seres Vivos seres vivos (anatomia e
fisiologia).
Aula Identidade dos Embriologia, anatomia, 15/04/2017
09 Seres Vivos fisiologia e evolução
humana.
Aula Identidade dos Embriologia, anatomia, 29/04/2017
10 Seres Vivos fisiologia e evolução
humana.
Aula Hereditariedade e Princípios básicos que 13/05/2017
11 diversidade da vida regem a transmissão de
características
hereditárias. Concepções
pré-mendelianas sobre a
hereditariedade. Aspectos
genéticos
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do
funcionamento do corpo
humano. Antígenos e
anticorpos. Grupos
sanguíneos, transplantes e
doenças auto-imunes.
Aula Hereditariedade e Neoplasias e a influência 27/05/2017
12 diversidade da vida de fatores ambientais.
Mutações gênicas e
cromossômicas.
Aconselhamento genético.
Fundamentos genéticos da
evolução. Aspectos
genéticos da formação e
manutenção da

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diversidade biológica.
Aula Qualidade de vida Aspectos sociobiológicos. 10/06/2017
13 das populações Principais doenças que
humanas afetam a população
brasileira. Drogas,
gravidez na adolescência,
obesidade, vida saudável,
sustentabilidade.

4. A Biologia como Ciência

Alô juventude pensante desse Brasil! Como diria o filósofo, vamos


começar pelo começo! Não tem como estudar Biologia sem saber do que
ela trata. Sendo assim, permitam-me fazer as devidas apresentações:

BIOLOGIA
Vida Estudo

A palavra BIOLOGIA significa ESTUDO DA VIDA e, por isso, essa


linda matéria vai tratar de tudo que envolve direta ou indiretamente os
seres vivos do nosso planeta.
A Biologia é uma disciplina muito vasta, incluindo muitas outras, como
por exemplo: Anatomia, Bioquímica,
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Botânica, Citologia, Ecologia,
Evolução, Fisiologia, Genética, Zoologia etc. Ao longo do nosso curso,
vamos passear por todas essas áreas, sempre buscando entender como
elas se relacionam para construir o conhecimento amplo da nossa matéria
de estudo.
A Biologia, por sua vez, faz parte de um conjunto ainda maior de
disciplinas às quais damos o nome de Ciências. A Ciência trata de todo o
conjunto de conhecimentos que podem ser testados através do Método
Científico. Dessa forma, a Biologia, por ser uma Ciência, também vai
utilizar o Método Científico na sua construção. É preciso lembrar que as

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Ciências estão em constante mudança à medida que novos conhecimentos


vão surgindo em decorrência da utilização do Método Científico.
Essa é a diferença básica entre Ciência e Religião. Enquanto que a
primeira dispõe de um método próprio para a produção de conhecimento,
a segunda não pode usar esse mesmo método, uma vez que seus
princípios não são passíveis de serem testados.

5. O Método Científico

O Método Científico é, portanto, o conjunto de etapas utilizadas pela


Ciência na construção de novos conhecimentos. Ele se baseia nas
observações dos fenômenos naturais e se propõe a realizar testes para
explicar esses fenômenos. No entanto, esses testes são limitados pela
tecnologia disponível para a sua realização. Um exemplo claro disso foi a
invenção do microscópio. Essa inovação tecnológica possibilitou aos
cientistas obter informações que antes eram desconhecidas e, por isso,
puderam explicar vários novos fenômenos.
Didaticamente, o Método Científico segue 06 etapas. Vamos ver quais
são elas:
1. Observações
2. Perguntas
3. Hipóteses
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4. Experimentação
5. Resultados
6. Conclusões

Tudo começa com a observação de algum fenômeno natural que


desperta o interesse de algum cientista. Essa observação leva a uma
pergunta. Para essa pergunta o cientista formula, indutivamente,
possíveis respostas. Essas possíveis respostas são chamadas de
hipóteses. Para que uma hipótese seja válida, ela precisa ser testável.

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É aí que entra a experimentação. Essa etapa vai incluir os testes


necessários para confirmar ou negar uma hipótese. Um experimento pode
ser comparativo ou controlado. O experimento comparativo vai utilizar
os dados fornecidos diretamente pela natureza. Já no experimento
controlado, o cientista cria um ambiente artificial de modo a isolar a
variável que ele quer testar, no sentido de obter resultados mais
fidedignos. Nessa situação são criados grupos controle, onde a variável
a ser testada não está presente; e grupos experimentais, sujeitos às
condições que se quer testar. (Não se preocupe pois mais à frente darei
alguns exemplos que vão facilitar a compreensão desse assunto.) Após a
experimentação o cientista obtém os resultados que nada mais são do
que dados frios que dependem da interpretação cuidadosa para que,
enfim, tenhamos nossas conclusões. É por isso que a Ciência é algo tão
incrível e que, por vezes, gera muitas polêmicas, já que mesmos
resultados podem ser interpretados de maneira diferente por diferentes
cientistas, levando a conclusões totalmente diferentes também.

Vamos a alguns exemplos:

Exemplo 01: A partir de observações, verificou-se que após a


instalação de uma fábrica próximo a um rio, houve uma diminuição na
quantidade de peixes encontrados no local.
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Seguindo as etapas do Método Científico vamos tentar chegar a


algumas conclusões. Após as observações, surge uma pergunta, que
nesse caso seria: O que está causando a diminuição na quantidade de
peixes? Para essa pergunta, podemos associar o fato da instalação de
uma fábrica no local e formular a hipótese de que há relação entre os
resíduos jogados por ela no rio e a morte dos peixes. Essa hipótese é
testável e, por isso, é válida. Vamos passar à experimentação pois
precisamos testar a nossa hipótese. Vamos fazer um experimento
comparativo, analisando amostras de água em diversos pontos do rio e
com diferentes distâncias da fábrica, e, ao mesmo tempo vamos fazer um

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estudo populacional nesses mesmos pontos para verificar a quantidade de


peixes em cada um deles. A ideia é cruzar os dados de concentração de
poluentes na água com a distância da fábrica e com a quantidade de
peixes para saber se existe alguma relação. Finalmente, após todas as
análises, nossos resultados apontam que a quantidade de peixes é
inversamente proporcional à quantidade de poluentes na água do rio e
que, quanto mais próximo da fábrica maior essa poluição. Ou seja, existe
uma clara relação entre a presença da fábrica, a quantidade de poluentes
e a diminuição dos peixes no rio. Podemos tirar como conclusão, dessa
forma, que a causa da diminuição dos peixes é a liberação de resíduos
tóxicos pela fábrica nas águas do rio.

Exemplo 02: Uma planta amazônica faz parte da farmacopeia indígena e,


segundo esse povo, possui efeitos analgésicos poderosos.
Bom, já temos nossa observação e partiremos para a pergunta:
Essa planta tem mesmo efeitos analgésicos? Uma vez que temos um bom
registro histórico do uso dessa planta em populações indígenas, vamos
assumir como nossa hipótese que a planta realmente é eficaz. No
entanto, para que ela possa ser transformada em remédio e
comercializada é necessário passar por vários testes que comprovem o
seu efeito. Normalmente os testes são realizados em cobaias não-
humanas e, posteriormente, caso tudo dê certo, passam para humanos.
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Vamos simplificar o processo e passar para a experimentação em


humanos. Nesse caso, vamos fazer um experimento controlado. Para
isso teremos dois grupos de pessoas. Um será o grupo controle e o
outro será o grupo experimental. Todas essas pessoas sofrem de dor de
cabeça crônica. O grupo experimental receberá o comprimido feito a partir
da planta a ser testada. O grupo controle receberá um comprimido de
formato idêntico ao do grupo experimental, porém feito de farinha. Um
detalhe importante é que as pessoas não saberão a qual grupo pertencem
e, por isso, não saberão se estão tomando o remédio verdadeiro ou o
comprimido de farinha. Isso é importante para se eliminar o efeito

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placebo, pois o simples fato de a pessoa acreditar que está tomando um


remédio já pode ser suficiente para que algum efeito seja percebido. A
ideia então é verificar se existe alguma diferença significativa entre
aqueles indivíduos que tomaram o remédio de verdade e aqueles que
tomaram um comprimido de farinha mesmo acreditando que poderia ser
um remédio. Após a administração dos comprimidos, cada pessoa relatou
se sentiu diminuição na dor de cabeça em uma escala de 0 a 10. Com
esses dados temos os nossos resultados que podem ser colocados em
uma tabela e analisados estatisticamente para saber se houve uma
diferença significativa entre os grupos e, consequentemente, saber a
eficiência do remédio. Descobrimos então que, em algumas situações,
aqueles indivíduos que tomaram o comprimido de farinha relataram
efeitos muito maiores do que aqueles que tomaram o comprimido feito da
planta. Os testes estatísticos apontam que não há diferenças que
comprovem a eficiência desse fármaco para a analgesia. Sendo assim,
concluímos que a comercialização desse remédio não é viável e não se
justifica.

Com esses dois exemplos, acredito que tenha ficado mais claro de
que maneira a Biologia trabalha usando o Método Científico.
É importante lembrar também que o raciocínio usado no Método
Científico pode se mostrar muito útil no nosso cotidiano, uma vez que nos
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induz a sempre questionar os fatos e não apenas aceitar aquilo que outras
pessoas nos dizem sem apresentar nenhum argumento lógico. Sendo
assim, em última análise, estudar o Método Científico vai te ajudar a
perceber quando alguém está tentando te enganar! Fica esperto,
camarada!

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6. Origem da Vida

Agora que já estudamos como a Biologia trabalha através do Método


Científico, podemos passar para uma das questões mais incríveis,
polêmicas, importantes e fantásticas de todas as Ciências: De onde
viemos? Ou seja, como a vida surgiu no nosso planeta? Para isso,
precisaremos voltar no tempo, bem antes do surgimento do primeiro ser
vivo para ter noção de como o Universo e o planeta Terra se formaram.

ORIGEM DO UNIVERSO, DO SISTEMA SOLAR E DO PLANETA TERRA


A teoria mais aceita sobre a origem do Universo nos diz que ele se
formou há cerca de 13,7 bilhões de anos com uma grande explosão
chamada Big Bang. Pouco se sabe a respeito dos momentos logo após ou
antes do Big Bang. Contudo, sabe-se que toda a matéria e a energia do
universo estavam concentradas em um pequeno ponto de densidade
infinita e que, após a explosão, o universo começou a se expandir em
todas as direções, fato que continua a ocorrer.
Há aproximadamente 4,5 bilhões de anos, o nosso Sistema Solar
começou a se formar a partir de uma nuvem de gás e poeira fina. No
centro dessa nuvem em rotação, e pela ação da gravidade, o Sol se
formou. A gravidade foi também responsável pela agregação de matéria
orbitando ao redor do Sol, o que ocasionou a formação dos planetas,
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entre eles a Terra.


No início, o nosso planeta era bem diferente do que é hoje. Era um
lugar extremamente hostil, tão quente que não havia rochas sólidas e
constantemente bombardeado por outros corpos. De fato, as condições
para o surgimento da vida ainda não estavam presentes. No entanto, o
gradativo resfriamento da superfície possibilitou a solidificação das rochas
e o aparecimento de água no estado líquido. Por volta de 4 bilhões de
anos atrás, a atmosfera terrestre era constituída principalmente por
dióxido de carbono, vapor de água, amônia, metano e óxidos de enxofre.
Definitivamente uma atmosfera malcheirosa! Mas foi nesse ambiente que
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os primeiros organismos tiveram condições de surgir e se desenvolver e é


aí que a coisa fica mais interessante para o nosso estudo.

ABIOGÊNESE X BIOGÊNESE
A origem da vida na Terra sempre foi uma questão central a ser
respondida pela humanidade. Há mais de 2000 anos, filósofos da Grécia
antiga, como Aristóteles, já procuravam explicar esse fenômeno.
Aristóteles, assim como muitos outros, defendia que os seres vivos
poderiam surgir não apenas pela reprodução, mas também a partir da
matéria inanimada. Essa teoria, conhecida como geração espontânea ou
abiogênese foi bem aceita até o século XIX e considerava que a matéria
não-viva, em determinadas condições, poderia dar origem a seres vivos.
Isso explicaria como larvas de insetos surgiam em alimentos depois de um
tempo, por exemplo. A abiogênese contava até com uma “receita” para
produzir camundongos a partir de camisas sujas e sementes de trigo. De
acordo com essa receita, se esses ingredientes fossem deixados em um
canto escuro, após 21 dias camundongos surgiriam espontaneamente a
partir deles. Hoje parece muito claro que os camundongos eram apenas
atraídos de outros lugares e não surgiam a partir da matéria inanimada.
No entanto, no século XVII, quando o Método Científico ainda não era
usado com os critérios atuais, muitos cientistas julgavam que isso
realmente fosse possível.
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Ainda no século XVII, um cientista italiano chamado Francesco


Redi, elaborou um experimento para mostrar que a abiogênese não era
uma maneira possível para o surgimento de novos seres vivos. Redi
organizou uma série de frascos de vidro e, dentro de cada um, colocou um
pedaço de carne crua. Os frascos foram então divididos em três grupos: 1
– fechados com uma tampa (Grupo experimental 1); 2 – sem tampa,
porém cobertos com gaze (Grupo experimental 2); 3 – abertos (Grupo
controle). Após algum tempo, ele percebeu que nos frascos abertos havia
larvas se alimentando da carne, bem como a presença de moscas. Nos
frascos cobertos com gaze, não havia larvas na carne, porém havia

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moscas do lado de fora (possivelmente atraídas pelo cheiro da carne). Nos


frascos fechados com tampa, não havia nem larvas nem moscas. Com
isso, Redi demonstrou que o surgimento das larvas dependia do acesso
das moscas à carne para colocar seus ovos e, sendo assim, elas não
surgiriam espontaneamente. Esse experimento fortaleceu a ideia de que
os seres vivos apenas surgem a partir da reprodução de outros seres
vivos, teoria essa chamada de biogênese. Na figura abaixo está um
esquema do experimento de Redi.

Fig. 1: Experimento de Francesco Redi.

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A história poderia estar resolvida aqui, porém, a invenção do


microscópio no fim do século XVII colocou lenha na fogueira e reacendeu
a discussão. Acontece que os cientistas começaram a enxergar
organismos desconhecidos até então por serem muito pequenos. As
bactérias, por exemplo, podiam ser observadas em praticamente qualquer
lugar. Isso levou ao pensamento de que, para seres “superiores”, como os
animais, apenas a biogênese fosse válida. Enquanto que para seres
“inferiores”, como as bactérias, a abiogênese seria válida. Na verdade,
isso gerou mais confusão do que outra coisa.

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Outros experimentos foram realizados no século XVIII, como os de


Needham (defendendo a abiogênese) e os de Spallanzani (defendendo a
biogênese). No entanto, quando as evidências apontavam para a
biogênese, os seus críticos apelavam para a existência de uma “força
vital” presente no ar, que estava sendo destruída nos experimentos e, por
isso, impedia que a geração espontânea ocorresse.
Foi então que, no século XIX, Louis Pasteur conseguiu dar fim a
essa discussão. Utilizando as ideias de Spallanzani, ele elaborou um
experimento que derrubou de vez a geração espontânea tanto para seres
microscópicos quanto para macroscópicos. Nesse experimento, Pasteur
colocou um caldo nutritivo dentro de um recipiente (assim como fizeram
Needham e Spallanzani). No entanto, o recipiente de Pasteur tinha, em
sua extremidade, um prolongamento em forma de pescoço de cisne, como
mostra a imagem abaixo. Pasteur ferveu o caldo, eliminando quaisquer
microrganismos nele presentes e, mesmo estando em contato com o ar
(repare que a extremidade do recipiente era aberta), não houve o
surgimento de novos microrganismos nesse caldo. O que acontece é que
as bactérias e outros seres presentes no ar ficavam retidos na curvatura
do pescoço de cisne e não conseguiam atingir o caldo e nem o
contaminar. Após um tempo, Pasteur quebrou o pescoço de cisne,
permitindo o acesso dos organismos presentes no ar ao caldo nutritivo e,
dentro de algum tempo, eles se reproduziram dentro do recipiente. Com
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isso, Pasteur provou, finalmente, que a geração espontânea não poderia


ocorrer, ainda que houvesse contato com o ar e com a tal “força vital”
defendida pelos cientistas que acreditavam na abiogênese.

Fig. 2: Experimento de Pasteur. (1 – fervura do caldo; 2 – ausência de microrganismos; 3 – quebra


do pescoço de cisne; 4 – aparecimento de microrganismos)

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Após esse experimento, não havia mais dúvidas a respeito do


surgimento de novos seres vivos. Ou seja, todos os organismos se
originam a partir da reprodução de outros seres vivos, conforme a teoria
da biogênese. Contudo, uma pergunta ainda restava: e os primeiros
seres vivos? Como eles surgiram? Algum outro processo deve ter ocorrido,
já que não havia seres vivos antes para se reproduzir e dar origem a
outros. Para responder essa pergunta, teremos que voltar pelo menos 3,8
bilhões de anos e considerar as características do planeta Terra naquela
época.

TEORIA DA EVOLUÇÃO QUÍMICA OU MOLECULAR


Como já vimos, há cerca de 4 bilhões de anos, as características do
planeta Terra eram totalmente diferentes das atuais. A atmosfera era
formada principalmente por dióxido de carbono, vapor de água, amônia,
metano e óxidos de enxofre, as temperaturas eram muito mais altas,
havia intensa atividade vulcânica e choques de meteoritos. No entanto, foi
nessas condições que, muito provavelmente, os primeiros seres vivos se
formaram.

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Fig. 3: Representação da Terra há 3,5 bilhões de anos. (Ilustração de Peter Sawyer, Smithsonian
Institute)

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Na década de 20 do século passado, dois cientistas (Alexander Oparin


e J.B.S. Haldane) formularam a hipótese de que, em algum momento na
história da Terra, e numa atmosfera sem gás oxigênio, os primeiros seres
vivos podem ter surgido a partir da matéria inorgânica (não viva). Essa
hipótese é conhecida como Evolução Química ou Molecular e fornece a
base para o que temos de mais aceito atualmente sobre a origem da vida
no nosso planeta. Segundo a hipótese de Oparin-Haldane, a Terra
primitiva possuía uma atmosfera quimicamente redutora e, nela,
moléculas inorgânicas expostas a várias formas de energia, reagiriam
para formar moléculas orgânicas simples que precipitariam e acumulariam
nos oceanos e demais depósitos de água na superfície. Nessa “sopa
primordial”, as moléculas orgânicas se combinariam para formar
moléculas mais complexas (polímeros) e, por fim, dar origem aos
primeiros seres vivos.
Na década de 1950, Stanley Miller e Harold Urey realizaram um
experimento em que simularam as condições da Terra primitiva propostas
por Oparin e Haldane. Em um circuito fechado, eles criaram um sistema
de aquecimento e resfriamento da água, simulando o seu ciclo entre a
atmosfera (na forma de vapor) e os oceanos. No recipiente que simulava
a atmosfera eles adicionaram os gases propostos por Oparin e Haldane.
Os raios foram reproduzidos com descargas elétricas geradas por
eletrodos.
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Fig. 4: Experimento de Miller-Urey, provando que é possível obter compostos orgânicos a partir de
compostos inorgânicos nas condições da Terra primitiva.

Depois de algum tempo, ao analisar a água depositada no sistema,


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eles verificaram a presença de moléculas orgânicas simples como


aminoácidos. Com isso, a hipótese de Oparin-Haldane sobre a origem da
vida foi fortalecida, pois ficou comprovado que nas condições da Terra
primitiva, compostos inorgânicos poderiam dar origem a compostos
orgânicos simples, um passo essencial na formação dos primeiros seres
vivos.
Oparin também propôs que aglomerados de moléculas orgânicas
formados espontaneamente na água (os coacervados) seriam o próximo
passo no surgimento da primeira célula, uma vez que constituem um
compartimento individualizado do meio externo. Esse compartimento, por
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sua vez, facilitaria as reações entre as substâncias no seu interior,


fornecendo proteção dos agentes externos e possibilitando concentrações
diferentes de moléculas entre a parte de dentro e a parte de fora do
coacervado. A partir do momento em que um coacervado incorporou
uma molécula com a capacidade de se autorreplicar (RNA ou DNA),
teríamos então a primeira célula e, consequentemente, o primeiro ser
vivo.

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Fig. 5: Provável sequência de eventos até o surgimento das primeiras células.

Existem duas hipóteses a respeito do metabolismo dos primeiros


seres vivos. A hipótese autotrófica considera que esses seres,
semelhantes a arqueobactérias, realizavam quimiossíntese extraindo
energia de compostos inorgânicos, de modo a produzir moléculas
orgânicas como a glicose. Essa hipótese baseia-se no fato de que não
haveria matéria orgânica disponível suficiente para manter ecossistemas
inteiramente formados por seres heterotróficos. Em um segundo momento

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teriam surgido os seres heterotróficos anaeróbicos (que não utilizavam


oxigênio), depois os seres fotoautotróficos e, por fim, os seres
heterotróficos aeróbicos.
Outros autores consideram que a hipótese autotrófica é que seria a
mais provável. Nela, os primeiros seres vivos seriam heterotróficos, ou
seja, precisavam extrair energia de moléculas orgânicas presentes no
ambiente. Essa hipótese trabalha com a lógica de esse tipo de
metabolismo ser mais simples do que o autotrófico. Com o tempo, a falta
do “alimento” já pronto no ambiente acabou por selecionar organismos
capazes de, a partir de outras fontes de energia (como a luz do Sol),
produzirem suas próprias moléculas orgânicas. E aí teriam os seres
quimioautotróficos e fotoautotróficos, sendo estes últimos
responsáveis pelo grande aumento nos níveis de gás oxigênio presente na
atmosfera.
Não há, contudo, um consenso na comunidade científica a respeito de
qual hipótese estaria certa. No entanto, o que é certo, é que a respiração
aeróbica só surgiu após o aparecimento da fotossíntese, uma vez que o
gás oxigênio não existia na atmosfera antes das primeiras bactérias
começarem a utilizar a energia do sol, o gás carbônico e a água para
sintetizarem moléculas orgânicas.
Falaremos melhor sobre os tipos de metabolismo energético na Aula
04.
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Na próxima parte dessa aula veremos como a ciência explica que


esses primeiros seres vivos tenham dado origem a todos os outros seres
do nosso planeta, incluindo EU e VOCÊ!

7. Teorias Evolutivas

INTRODUÇÃO
A Evolução dos seres vivos é um dos temas centrais da Biologia e
também um dos que geram mais polêmicas. Não é à toa que esse assunto
já vem sendo debatido desde a época dos filósofos gregos há mais de dois
mil anos. Nesta aula vamos fazer uma breve recapitulação sobre como as
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concepções sobre a evolução foram mudando ao longo do tempo e


conheceremos “os pais da criança”, ou seja, quem foram os grandes
cientistas que abordaram esse assunto. Além disso, vamos focar no que
temos de mais aceito hoje em dia e compreender quais mecanismos são
responsáveis pelos processos evolutivos. Por fim vamos ver algumas
questões do ENEM que trataram desse incrível tema!
Bora lá?

TEORIAS EVOLUTIVAS
Como foi citado na introdução, alguns filósofos da Grécia Antiga já se
interessavam pela origem da vida na Terra. No entanto, um deles se
destacou. Seu nome era Aristóteles (384a.C. – 322a.C) e ele considerava
que os seres vivos não sofriam modificações ao longo do tempo
(fixismo).
Outro fixista foi Lineu (1707 - 1778), que é considerado o pai da
taxonomia moderna. Mas isso é assunto para a aula de Classificação
Biológica. O que interessa pra gente agora é que Lineu, por ser fixista,
acreditava que os seres vivos não sofriam modificações ao longo do tempo
e, além disso, era também criacionista, pois acreditava que todos os
seres vivos haviam sido criados por Deus. Por não haver modificação,
também não haveria o surgimento de novas espécies, uma vez que todas
teriam surgido como fora determinado pelo seu criador.
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Entretanto, motivados pela descoberta de vários fósseis, alguns


cientistas no fim do século XVIII começaram a defender a ideia de que os
seres vivos sofrem modificações ao longo das gerações e, portanto,
evoluem.

Um dos grandes nomes dessa nova linha de pensamento foi Jean


Baptiste Lamarck (1744 – 1829). Ele acreditava que os primeiros seres
vivos surgiram através da matéria não viva (geração espontânea) e
que, ao longo de sucessivas modificações, deram origem aos seres atuais.

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O mecanismo pelo qual ele explicou essas modificações baseia-se em duas


leis:
 A lei do uso e do desuso
 A lei da transmissão de caracteres adquiridos

Pela lei do uso e do desuso, Lamarck tentava explicar, por


exemplo, por que animais que vivem em cavernas com pouca luz tendem
a ter a visão pouco desenvolvida. Segundo ele, por não haver
necessidade, os olhos desse animal teriam se atrofiado. Assim, quanto
mais usada fosse uma estrutura no corpo de um ser vivo, mais
desenvolvida ela se tornaria, e vice-versa. Essas características seriam
então passadas de geração em geração, caracterizando a lei da
transmissão de caracteres adquiridos. Mais tarde ficou provado que
nem uma lei nem outra estavam corretas, mas Lamarck contribuiu muito
para o estudo da evolução e influenciou bastante o trabalho do próximo
cientista que vamos estudar.

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Fig. 6: Representação de Lamarck com o corpo de uma girafa

Nesse momento, respira fundo e prepara que o melhor está por vir.
Falamos até agora de Aristóteles, Lineu e Lamarck. Mas “o cara” da
evolução é o próximo. Respirou? Então vai!

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Charles Darwin (1809 - 1882) revolucionou o estudo da evolução


biológica com a publicação de sua afamada obra A Origem das Espécies
de 1859. Nesse livro, Darwin introduziu o conceito de Seleção Natural ou
a sobrevivência do mais apto. Deixa eu explicar como isso funciona.

Fig. 7: Charge de crítica às ideias evolucionistas de Darwin

Imagina uma população de sapos vivendo em um local com bastante


umidade. Em um determinado momento, esse local começa a sofrer
mudanças climáticas que o levam a, gradativamente, ser mais seco.
Aqueles sapos naturalmente mais dependentes de água vão morrendo e
deixando menos descendentes. 04178253905

Por outro lado, aqueles sapos


naturalmente mais resistentes à seca vão se reproduzir mais em
comparação com os outros. Isso vai levar a uma gradativa mudança nas
características dessa população onde vão predominar, cada vez mais,
esses indivíduos resistentes à seca. É a seleção natural atuando.
Ou seja: o planeta sofre mudanças constantes e com isso os habitats
também se modificam. Logo, os seres vivos que possuam características
favoráveis às novas configurações ambientais sobreviverão e deixarão
descendentes que, por sua vez, também possuirão essas características
favoráveis. Podemos dizer então que os mais aptos foram selecionados.

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Agora presta atenção!! Repara que essas características favoráveis


não apareceram durante a vida do sapo. Elas não foram adquiridas.
Elas já estavam lá e são fruto de variações presentes dentro dos
indivíduos de uma população. Para que isso fosse válido, Darwin também
previa que essas características deveriam ser herdadas, apesar de
desconhecer esse mecanismo de herança.

Fig. 8: Em um ambiente predominantemente marrom, insetos dessa cor serão menos predados
pelas aves e, com isso, terão maior sucesso reprodutivo. Com o tempo, esses indivíduos vão
predominando nas populações.

Uma simulação da seleção natural controlada pelo ser humano é a


chamada seleção artificial e foi amplamente utilizada na domesticação
de várias espécies de animais e plantas para se atingir um objetivo
desejado. Por exemplo, os ratos de laboratório são da mesma espécie dos
ratos de esgoto, mas além de serem brancos são muito mais dóceis. O
que acontece é que as linhagens dóceis foram sendo selecionadas
artificialmente pelos pesquisadores e colocadas para cruzarem entre si,
produzindo assim cada vez mais indivíduos com essa característica. Isso
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também aconteceu com as diferentes raças de cachorros, por exemplo.


Sendo assim, fica provado que a seleção natural é um processo não só
possível como presente na história evolutiva dos seres vivos.

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Fig. 9: Muitos tipos de pombos foram produzidos por seleção


artificial.

Outra coisa importante é que as variações presentes nas populações


podem ser vantajosas ou não para os indivíduos. Em caso positivo, essa
característica se torna uma adaptação àquele ambiente naquele
momento. Quando dizemos então, por exemplo, que o urso polar está
adaptado a ambientes frios, queremos dizer que ele tem características
evolutivas que conferem a ele vantagens em ambientes frios. E por isso,
essas características foram selecionadas ao longo da evolução desse
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animal. Do mesmo modo, caso uma modificação não seja vantajosa


naquele ambiente e naquele momento, os indivíduos que a carregam
terão menos chances de sobreviver e de passar essa característica para os
seus descendentes.
ATENÇÃO! É errado dizer que um ser vivo é mais ou menos evoluído
do que o outro. Podemos dizer sim que um ser vivo é mais ou menos
adaptado a determinado tipo de ambiente de acordo com as
características que ele apresenta. Outro erro muito comum é achar que a
evolução é linear e que tem um objetivo final (onde quase sempre se
considera que a espécie perfeita é o ser humano). Essa visão está
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completamente errada! O que vai ditar o caminho evolutivo que uma


espécie vai sofrer depende das pressões seletivas originadas pelas
condições ambientais impostas num determinado momento.

Uma pausa para um momento “choque de realidade”: Jovem, por


mais que você seja uma pessoa incrível, nem você e nem a sua (nossa)
espécie são a “imagem da perfeição” ou “o objetivo da evolução”. Se você
pensa dessa forma, então não leu direitinho o que eu escrevi aí em cima,
ok? (Eu disse que esse tema era polêmico.)

É importante lembrar que a escala de tempo evolutiva é um pouco


difícil para que nós, seres humanos, a visualizemos, já que no geral nossa
expectativa de vida não chega a 100 anos. A evolução, por sua vez,
trabalha com grandezas de milhares a milhões de anos para que
modificações significativas nos seres vivos sejam percebidas. É por isso
que muitas pessoas acham que estruturas complexas como o olho
humano não podem ter sido originadas simplesmente por modificações
aleatórias nos seres vivos que foram selecionadas pelo ambiente. No
entanto, se considerarmos que os vertebrados surgiram há mais de 400
milhões de anos, qualquer estrutura, por mais complexa que ela seja,
teria tempo suficiente para se originar e ser gradativamente aperfeiçoada.

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TEORIA SINTÉTICA DA EVOLUÇÃO (NEODARWINISMO)


Agora que você já entendeu como a evolução é guiada pela seleção
natural, é preciso lembrar que Darwin não conseguiu explicar de que
forma a diversidade surge nas populações e como funcionam os princípios
da hereditariedade. É aí que aparece a teoria moderna da evolução ou
teoria sintética da evolução.
Com os avanços no estudo da Genética, principalmente a partir da
década de 1930, os mecanismos responsáveis pelo aparecimento das
modificações nos seres vivos foram então identificados. São eles:
 Mutação gênica

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 Recombinação gênica
As mutações são alterações aleatórias no código genético de um
ser vivo. Elas podem ocorrer espontaneamente ou induzidas por agentes
externos como radiações ou algumas substâncias. (Falaremos sobre elas
mais detalhadamente na aula 12.) Essas modificações no material
genético do indivíduo, caso sejam passadas para os seus descendentes,
podem representar uma vantagem adaptativa e, nesse caso, podem ser
selecionadas. Caso essa mutação não represente uma vantagem, a
tendência é que os indivíduos que a possuam deixem menos
descendentes, fazendo com que a sua incidência na população diminua.
As mutações acontecem o tempo todo no genoma de um indivíduo e, na
maioria das vezes, não se manifestam na alteração de alguma
característica. Portanto, não pense que ao sofrer uma mutação, você vai
virar um X-men e sair por aí voando ou algo do gênero. Apenas o acúmulo
de várias mutações sofrendo ação da seleção natural ao longo de muito
tempo é que podem representar alguma mudança mais significativa em
um organismo.
A recombinação gênica acontece quando há a mistura de
fragmentos de material genético entre dois indivíduos durante a
reprodução sexuada. Ela também ocorre aleatoriamente e aumenta
drasticamente a variabilidade genética nos descendentes, uma vez que
gera uma infinidade de novas combinações genéticas dentro dos
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cromossomos.
Esses dois fenômenos somam-se à seleção natural proposta por
Darwin e compõem a teoria vigente para a evolução das espécies, na qual
as variações mais vantajosas surgidas aleatoriamente através de
mutações e recombinações prevalecerão através da seleção natural.
É por isso que a diversidade biológica tem um papel fundamental no
sucesso evolutivo das espécies. Imagine, por exemplo, duas áreas de
plantio. Na primeira, as plantas se reproduzem sexuadamente, através da
polinização. Na segunda, todas as plantas são clones, reproduzidas
assexuadamente através de técnicas como a micropropagação, onde

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pequenos fragmentos de uma planta são colocados no solo gerando novos


indivíduos. Caso ocorra uma mudança ambiental, como o aparecimento de
uma praga, a primeira área terá maiores chances de resistir, uma vez que
seus indivíduos são mais diversos e, naturalmente, alguns deles
apresentarão maior resistência a essa praga. Já na segunda área, todos os
indivíduos são geneticamente iguais. Assim, ou todos são resistentes à
praga, ou nenhum é.

CONCEITO DE ESPÉCIE
Antes de aprendermos como novas espécies surgem através da
evolução, é preciso saber o que é uma espécie.
Existem vários conceitos diferentes (mais de 20) dependendo dos
critérios utilizados. O mais comum e mais cobrado nos vestibulares é o
conceito biológico de espécie. Nele, uma espécie é um conjunto de
indivíduos muito semelhantes, capazes de reproduzirem entre si
naturalmente e gerarem descendentes férteis, ou seja, que também
possam gerar descendentes. Quando digo naturalmente, quero dizer que
isso ocorre sem a interferência do ser humano, uma vez que esses seres
vivem na mesma região geográfica. Existem casos em que indivíduos de
espécies diferentes podem se reproduzir, mas seus descendentes não são
capazes de gerar outros descendentes. Um exemplo disso é o cruzamento
entre um jumento e uma égua gerando um burro (macho) ou uma mula
(fêmea). Ambos são animais estéreis e isso, segundo o conceito biológico
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de espécie, indica que jumento e égua pertencem a espécies diferentes.


Existem ainda casos em que indivíduos de espécies diferentes conseguem
se reproduzir e gerar descendentes férteis, como o cruzamento entre
tigres e leões de ambos os sexos. Porém, na natureza esses cruzamentos
não acontecem, uma vez que esses animais não compartilham os mesmos
territórios.
O conceito biológico de espécie só é válido, portanto, para aqueles
seres vivos que realizam reprodução sexuada. No caso de bactérias, por
exemplo, que realizam reprodução assexuada, não é possível aplicar

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esse conceito. Também não é possível utilizá-lo para espécies fósseis.


Apesar disso, como eu disse antes, esse é o conceito mais utilizado por
ser mais didático e de fácil compreensão.
Outros conceitos incluem o morfológico, que leva em consideração
apenas as diferenças na forma entre os indivíduos e, por isso pode
considerar organismos de reprodução sexuada ou assexuada e também
aqueles apenas presentes no registro fóssil. No entanto, a subjetividade
dos critérios considerados pode levar a divergências entre os
taxonomistas e sistematas.
Um conceito de espécie muito interessante é o filogenético, que
considera uma espécie como o menor grupo de indivíduos que partilham
um ancestral comum diferente de outro grupo. Para isso são utilizadas
características morfológicas e moleculares. No entanto, é difícil
estabelecer a quantidade de diferenças que é suficiente para definir o
limite entre uma espécie e outra.

ESPECIAÇÃO
O acúmulo das modificações selecionadas pelas condições ambientais
leva, normalmente, uma população a ser cada vez mais diferente ao longo
do tempo. Chega um momento que as diferenças acumuladas são tão
grandes que se pode considerar o surgimento de uma ou mais espécies
novas.
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Fig. 10: Processo de especiação.

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Esse processo é chamado especiação e ocorre basicamente através


de dois processos:
 Anagênese
 Cladogênese
A anagênese acontece quando as modificações acumuladas em uma
população são suficientes para que essa nova população seja considerada
de uma espécie diferente daquela que a originou, agora extinta.
Na cladogênese ocorre uma ramificação decorrente de um
isolamento entre duas partes de uma população levando, gradativamente
a diferenças suficientes para que essas partes se tornem espécies
diferentes. Essas diferenças surgem como consequência das diferentes
pressões seletivas sofridas por essas novas populações num processo
chamado de irradiação adaptativa.

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Fig. 11: Anagênese e cladogênese no processo evolutivo.

EVIDÊNCIAS DA EVOLUÇÃO
Nesse momento você pode estar pensando: “Ok, já sei um monte de
teoria e tal... Mas eu quero provas de que essa tal de evolução acontece
mesmo!” Então, meus jovens, vamos a elas!

Fósseis: São talvez a mais forte evidência do processo evolutivo. Os


restos de seres vivos preservados (ossos, dentes, pegadas, conchas, fezes
e até mesmo animais inteiros preservados no gelo) nos mostram o
registro de várias espécies já extintas e, muitas vezes, formas
intermediárias entre elas. É possível traçar claramente padrões de
modificações ao longo do tempo e relacioná-los com os dados
paleoambientais fornecidos.

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Fig. 12: Evolução da baleia a partir de um ancestral terrestre.

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Evidências morfológicas: É muito visível a semelhança entre um ser


humano e um chimpanzé e isso, obviamente, reflete a proximidade
evolutiva entre essas duas espécies. No entanto, os pés de um ser
humano são significativamente diferentes dos pés de um chimpanzé, fato
que se explica pelas pressões seletivas sofridas por esses organismos de
acordo com o ambiente onde eles vivem. Podemos dizer que houve uma
irradiação adaptativa ocasionada pelas diferentes adaptações
selecionadas nessas duas espécies. Nesse caso, temos estruturas de
mesma origem embriológica, mas com funções diferentes (O pé do
chimpanzé que o permite agarrar em galhos e o pé do ser humano
adaptado ao andar bípede). Estruturas que possuem a mesma origem
embriológica são chamadas de homólogas e possuem relevância na hora
de reconstruir as relações evolutivas entre diferentes espécies.

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Fig. 13: Membros anteriores de mamíferos – Estruturas Homólogas.

Existem, por outro lado, estruturas de função semelhante em diferentes


espécies, mas que não possuem a mesma origem embriológica. É o caso,
por exemplo, da asa de um inseto e da asa de uma ave. Apesar de ambas
servirem para fazer o animal voar, possuem diferentes origens
embriológicas e, por isso, são chamadas de estruturas análogas. As
estruturas análogas são fruto de convergências evolutivas, em que
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seres vivos pouco relacionados evolutivamente sofrem pressões seletivas


semelhantes e acabam por prevalecer com características de mesma
função. Um outro exemplo clássico disso é a forma hidrodinâmica dos
tubarões e golfinhos. Sabemos que isso é fruto da convergência evolutiva,
já que os tubarões são peixes e os golfinhos são mamíferos, cujos
ancestrais eram terrestres.

Fig. 14: Convergência evolutiva. A: golfinho, B: Ictiossauro, C: Peixe, D: Pinguim.

Biogeografia: A distribuição geográfica das espécies ao redor do planeta,


associada aos conhecimentos de deriva continental, nos permitem traçar
associações em que espécies que se separaram geograficamente há mais
tempo são menos semelhantes entre si.
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Órgãos vestigiais: São estruturas presentes em seres vivos que


possuem pouca ou nenhuma função adaptativa atualmente, mas refletem
características passadas por ancestrais. Por exemplo, os esqueletos de
algumas serpentes que possuem ossos associados à locomoção de seus
ancestrais com quatro patas. Outro caso é o apêndice cecal nos seres
humanos (aquilo que muita gente diz que só serve pra inflamar e dar
problema na sua vida). Ele é o resquício de nossos ancestrais que
possuíam uma dieta predominantemente herbívora.

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FILOGENIA
As árvores filogenéticas ou cladogramas são diagramas utilizados
para representar a história evolutiva de um grupo de organismos. Eles
podem mostrar não só que grupos estão mais relacionados
evolutivamente, como também apontar que características definem esses
grupos e fornecer noção temporal a respeito dessas modificações. Saber
analisar um cladograma é algo simples e muito útil para resolver
questões sobre evolução.

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Fig. 15: Como ler uma árvore filogenética. Nesse caso o tempo corre da esquerda para a direita.

As árvores filogenéticas são criadas buscando-se a organização das


espécies em grupos monofiléticos, ou seja, aqueles que incluem um
ancestral e todos os seus descendentes, sem exceção. A sistemática
filogenética não trabalha, por exemplo, com grupos parafiléticos, onde
nem todos os descendentes de um ancestral comum são incluídos.

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Fig. 16: Grupos monofiléticos, parafiléticos e polifiléticos.

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Fig. 17: Exemplo de árvore filogenética.

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Bem amigos, ficamos por aqui na nossa primeira aula! No


nosso próximo encontro falaremos sobre a vida no planeta Terra
de uma maneira mais ampla, estudando as relações entre os
organismos e como eles interagem com o ambiente em que vivem.
Até lá um bom estudo a todos e que Darwin esteja com vocês!

8. QUESTÕES COMENTADAS

1. (ENEM – 2015 Azul Q56) Algumas raças de cães domésticos não


conseguem copular entre si devido à grande diferença em seus tamanhos
corporais. Ainda assim, tal dificuldade reprodutiva não ocasiona a
formação de novas espécies (especiação). Essa especiação não ocorre
devido ao(à)

a) oscilação genética das raças.


b) convergência adaptativa das raças.
c) isolamento geográfico entre as raças.
d) seleção natural que ocorre entre as raças.
e) manutenção do fluxo gênico entre as raças.

2. (ENEM – 2014 Azul Q53) Embora seja um conceito fundamental


para a biologia, o termo “evolução” pode adquirir significados diferentes
no senso comum. A ideia de que a espécie humana é o ápice do processo
evolutivo é amplamente difundida, mas não é compartilhada por muitos
cientistas. Para esses cientistas, a compreensão do processo citado
baseia-se na ideia de que os seres vivos, ao longo do tempo, passam por
a) Modificação de características.
b) Incremento no tamanho corporal.
c) Complexificação de seus sistemas.
d) Melhoria de processos e estruturas.
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e) Especialização para uma determinada finalidade.

3. (ENEM – 2012 Branca Q55) Não é de hoje que o homem cria,


artificialmente, variedades de peixes por meio da hibridação. Esta é uma
técnica muito usada pelos cientistas e pelos piscicultores porque os
híbridos resultantes, em geral, apresentam maior valor comercial do que a
média de ambas as espécies parentais, além de reduzir a sobrepesca no
ambiente natural. (Terra da Gente, ano 4, n. 47, mar. 2008 adaptado)
Sem controle, esses animais podem invadir lagos e rios naturais, se
reproduzir e:
a) Originar uma nova espécie poliploide.
b) Substituir geneticamente a espécie natural.
c) Ocupar o primeiro nível trófico no habitat aquático.

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d) Impedir a interação biológica entre as espécies parentais.


e) Produzir descendentes com o código genético modificado.

4. (ENEM – 2012 Branca Q79) Em certos locais, larvas de moscas,


criadas em arroz cozido, são utilizadas como iscas para pesca. Alguns
criadores, no entanto, acreditam que essas larvas surgem
espontaneamente do arroz cozido, tal como preconizado pela teoria da
geração espontânea. Essa teoria começou a ser refutada pelos cientistas
ainda no século XVII, a partir dos estudos de Redi e Pasteur, que
mostraram experimentalmente que:
a) seres vivos podem ser criados em laboratório.
b) a vida se originou no planeta a partir de microrganismos.
c) o ser vivo é oriundo da reprodução de outro ser vivo pré-existente.
d) seres vermiformes e microrganismos são evolutivamente aparentados.
e) vermes e microrganismos são gerados pela matéria existente nos
cadáveres e nos caldos nutritivos, respectivamente.

5. (ENEM – 2010 2ª Aplicação Azul Q68) Experimentos realizados no


século XX demonstraram que hormônios femininos e mediadores químicos
atuam no comportamento materno de determinados animais, como
cachorros, gatos e ratos, reduzindo o medo e a ansiedade, o que
proporciona maior habilidade de orientação espacial. Por essa razão, as
fêmeas desses animais abandonam a prole momentaneamente, a fim de
encontrar alimentos, o que ocorre com facilidade e rapidez. Ainda, são
capazes de encontrar rapidamente o caminho de volta para proteger os
filhotes.
VARELLA, D. Borboletas da alma: escritos sobre ciência e saúde. Companhia das Letras, 2006
(adaptado).
Considerando a situação descrita sob o ponto de vista da hereditariedade
e da evolução biológica, o comportamento materno decorrente da ação
das substâncias citadas é 04178253905

(A) transmitido de geração a geração, sendo que indivíduos portadores


dessas características terão mais chance de sobreviver e deixar
descendentes com as mesmas características.
(B) transmitido em intervalos de gerações, alternando descendentes
machos e fêmeas, ou seja, em uma geração recebem a característica
apenas os machos e, na outra geração, apenas as fêmeas.
(C) determinado pela ação direta do ambiente sobre a fêmea quando ela
está no período gestacional, portanto todos os descendentes receberão as
características.
(D) determinado pelas fêmeas, na medida em que elas transmitem o
material genético necessário à produção de hormônios e dos mediadores
químicos para sua prole de fêmeas, durante o período gestacional.

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(E) determinado após a fecundação, pois os espermatozoides dos machos


transmitem as características para a prole e, ao nascerem, os indivíduos
são selecionados pela ação do ambiente.

6. (ENEM – 2010 Azul Q64) Alguns anfíbios e repteis são adaptados à


vida subterrânea. Nessa situação, apresentam algumas características
corporais como, por exemplo, ausência de patas, corpo anelado que
facilita o deslocamento no subsolo e, em alguns casos, ausência de olhos.
Suponha que um biólogo tentasse explicar a origem das adaptações
mencionadas no texto utilizando conceitos da teoria evolutiva de Lamarck.
Ao adotar esse ponto de vista, ele diria que
a) as características citadas no texto foram originadas pela seleção
natural.
b) a ausência de olhos teria sido causada pela falta de uso dos mesmos,
segundo a lei do uso e desuso.
c) o corpo anelado é uma característica fortemente adaptativa, mas seria
transmitida apenas à primeira geração de descendentes.
d) as patas teriam sido perdidas pela falta de uso e, em seguida, essa
característica foi incorporada ao patrimônio genético e então transmitidas
aos descendentes.
e) as características citadas no texto foram adquiridas por meio de
mutações e depois, ao longo do tempo, foram selecionadas por serem
mais adaptadas ao ambiente em que os organismos se encontram.

7. (ENEM – 2009 Azul Q33) Os ratos Peromyscus polionotus


encontram-se distribuídos em ampla região da América do Norte. A
pelagem de ratos dessa espécie varia do marrom claro até o escuro,
sendo que os ratos de uma mesma população têm coloração muito
semelhante. Em geral, a coloração da pelagem também é muito parecida
à cor do solo da região em que se encontram, que também apresenta a
mesma variação de cor, distribuída ao longo de um gradiente Sul-Norte.
Na figura, encontram-se representadas sete diferentes populações de P.
polionotus. Cada população é representada pela pelagem do rato, por uma
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amostra de solo e por sua posição geográfica no mapa.

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MULLEN, L. M.; HOEKSTRA, H. E. Natural selection along na environmental 37radiente: a classic


cline in mouse pigmentation. Evolution, 2008.

O mecanismo evolutivo envolvido na associação entre cores de pelagem e


de substrato é:
a) a alimentação, pois pigmentos de terra são absorvidos e alteram a cor
da pelagem dos roedores.
b) o fluxo gênico entre as diferentes populações, que mantém constante a
grande diversidade interpopulacional.
c) a seleção natural, que, nesse caso, poderia ser entendida como a
sobrevivência diferenciada de indivíduos com características distintas.
d) a mutação genética, que, em certos ambientes, como os de solo mais
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escuro, têm maior ocorrência e capacidade de alterar significativamente a


cor da pelagem dos animais.
e) a herança de caracteres adquiridos, capacidade de organismos se
adaptarem a diferentes ambientes e transmitirem suas características
genéticas aos descendentes.

8. (ENEM – 2007 Amarela Q55) As mudanças evolutivas dos


organismos resultam de alguns processos comuns à maioria dos seres
vivos. É um processo evolutivo comum a plantas e animais vertebrados:
a) movimento de indivíduos ou de material genético entre populações, o
que reduz a diversidade de genes e cromossomos.
b) sobrevivência de indivíduos portadores de determinadas características
genéticas em ambientes específicos.

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c) aparecimento, por geração espontânea, de novos indivíduos adaptados


ao ambiente.
d) aquisição de características genéticas transmitidas aos descendentes
em resposta a mudanças ambientais.
e) recombinação de genes presentes em cromossomos do mesmo tipo
durante a fase da esporulação.

Para responder às questões 8 e 9, analise o quadro a seguir, que


esquematiza a história da Terra.

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9. (ENEM – 2006 Amarela Q09) Considerando o esquema acima,


assinale a opção correta.
a) Quando os primeiros hominídeos apareceram na Terra, os répteis já
existiam há mais de 500 milhões de anos.
b) Quando a espécie Homo sapiens surgiu no planeta, América do Sul e
África estavam fisicamente unidas.

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c) No Pré-Cambriano, surgiram, em meio líquido, os primeiros vestígios de


vida no planeta.
d) A fragmentação da Pangéia ocasionou o desaparecimento dos
dinossauros.
e) A Era Mesozóica durou menos que a Cenozóica.

10. (ENEM – 2006 Amarela Q10) Entre as opções a seguir, assinale a


que melhor representa a história da Terra em uma escala de 0 a 100, com
comprimentos iguais para intervalos de tempo de mesma duração.

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11. (ENEM – 2005 Amarela Q27) As cobras estão entre os animais


peçonhentos que mais causam acidentes no Brasil, principalmente na área
rural. As cascavéis (Crotalus), apesar de extremamente venenosas, são
cobras que, em relação a outras espécies, causam poucos acidentes a

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humanos. Isso se deve ao ruído de seu “chocalho”, que faz com que suas
vítimas percebam sua presença e as evitem. Esses animais só atacam os
seres humanos para sua defesa e se alimentam de pequenos roedores e
aves. Apesar disso, elas têm sido caçadas continuamente, por serem
facilmente detectadas. Ultimamente os cientistas observaram que essas
cobras têm ficado mais silenciosas, o que passa a ser um problema, pois,
se as pessoas não as percebem, aumentam os riscos de acidentes. A
explicação darwinista para o fato de a cascavel estar ficando mais
silenciosa é que
a) a necessidade de não ser descoberta e morta mudou seu
comportamento.
b) as alterações no seu código genético surgiram para aperfeiçoá-la.
c) as mutações sucessivas foram acontecendo para que ela pudesse
adaptar-se.
d) as variedades mais silenciosas foram selecionadas positivamente.
e) as variedades sofreram mutações para se adaptarem à presença de
seres humanos.

12. (ENEM – 2005 Amarela Q50) Foi proposto um novo modelo de


evolução dos primatas elaborado por matemáticos e biólogos. Nesse
modelo o grupo de primatas pode ter tido origem quando os dinossauros
ainda habitavam a Terra, e não há 65 milhões de anos, como é
comumente aceito. Examinando esta árvore evolutiva podemos dizer que
a divergência entre os macacos do Velho Mundo e o grupo dos grandes
macacos e de humanos ocorreu há aproximadamente

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a) 10 milhões de anos.
b) 40 milhões de anos.

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c) 55 milhões de anos.
d) 65 milhões de anos.
e) 85 milhões de anos.

13. (ENEM – 2005 Amarela Q54) Pesquisas recentes estimam o


seguinte perfil da concentração de oxigênio (O2) atmosférico ao longo da
história evolutiva da Terra: No período Carbonífero entre
aproximadamente 350 e 300 milhões de anos, houve uma ampla
ocorrência de animais gigantes, como por exemplo insetos voadores de 45
centímetros e anfíbios de até 2 metros de comprimento. No entanto,
grande parte da vida na Terra foi extinta há cerca de 250 milhões de
anos, durante o período Permiano. Sabendo-se que o O2 é um gás
extremamente importante para os processos de obtenção de energia em
sistemas biológicos, conclui-se que

a) a concentração de nitrogênio atmosférico se manteve constante nos


últimos 400 milhões de anos, possibilitando o surgimento de animais
gigantes.
b) a produção de energia dos organismos fotossintéticos causou a
extinção em massa no período Permiano por aumentar a concentração de
oxigênio atmosférico.
c) o surgimento de animais gigantes pode ser explicado pelo aumento de
concentração de oxigênio atmosférico, o que possibilitou uma maior
absorção de oxigênio por esses animais.
d) o aumento da concentração de gás carbônico (CO2) atmosférico no
período Carbonífero causou mutações que permitiram o aparecimento de
animais gigantes.
e) a redução da concentração de oxigênio atmosférico no período
Permiano permitiu um aumento da
biodiversidade terrestre por meio da
indução de processos de obtenção de
energia.
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14. (ENEM – 2004 Amarela Q31) O que


têm em comum Noel Rosa, Castro Alves,
Franz Kafka, Álvares de Azevedo, José de
Alencar e Frédéric Chopin? Todos eles
morreram de tuberculose, doença que ao
longo dos séculos fez mais de 100 milhões de vítimas. Aparentemente
controlada durante algumas décadas, a tuberculose voltou a matar. O
principal obstáculo para seu controle é o aumento do número de linhagens
de bactérias resistentes aos antibióticos usados para combatê-la. Esse
aumento do número de linhagens resistentes se deve a

a) modificações no metabolismo das bactérias, para neutralizar o efeito


dos antibióticos e incorporá-los à sua nutrição.

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b) mutações selecionadas pelos antibióticos, que eliminam as bactérias


sensíveis a eles, mas permitem que as resistentes se multipliquem.
c) mutações causadas pelos antibióticos, para que as bactérias se
adaptem e transmitam essa adaptação a seus descendentes.
d) modificações fisiológicas nas bactérias, para torná-las cada vez mais
fortes e mais agressivas no desenvolvimento da doença.
e) modificações na sensibilidade das bactérias, ocorridas depois de
passarem um longo tempo sem contato com antibióticos.

15. (ENEM – 2004 Amarela Q58) Nas recentes expedições espaciais


que chegaram ao solo de Marte, e através dos sinais fornecidos por
diferentes sondas e formas de análise, vem sendo investigada a
possibilidade da existência de água naquele planeta. A motivação principal
dessas investigações, que ocupam freqüentemente o noticiário sobre
Marte, deve-se ao fato de que a presença de água indicaria, naquele
planeta,

a) a existência de um solo rico em nutrientes e com potencial para a


agricultura.
b) a existência de ventos, com possibilidade de erosão e formação de
canais.
c) a possibilidade de existir ou ter existido alguma forma de vida
semelhante à da Terra.
d) a possibilidade de extração de água visando ao seu aproveitamento
futuro na Terra.
e) a viabilidade, em futuro próximo, do estabelecimento de colônias
humanas em Marte.

16. (ENEM – 2002 Amarela Q52) Na solução aquosa das substâncias


orgânicas prebióticas (antes da vida), a catálise produziu a síntese de
moléculas complexas de toda classe, inclusive proteínas e ácidos
nucleicos. A natureza dos catalisadores primitivos que agiam antes não é
conhecida. É quase certo que as argilas desempenharam papel
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importante: cadeias de aminoácidos podem ser produzidas no tubo de


ensaio mediante a presença de certos tipos de argila. (...) Mas o avanço
verdadeiramente criativo que pode, na realidade, ter ocorrido apenas uma
vez ocorreu quando uma molécula de ácido nucleico aprendeu a orientar a
reunião de uma proteína, que, por sua vez, ajudou a copiar o próprio
ácido nucleico. Em outros termos, um ácido nucleico serviu como modelo
para a reunião de uma enzima que poderia então auxiliar na produção de
mais ácido nucleico. Com este desenvolvimento apareceu o primeiro
mecanismo potente de realização. A vida tinha começado. (Adaptado de:
LURIA, S.E. Vida: experiência inacabada. Belo Horizonte: Editora Itatiaia;
São Paulo: EDUSP, 1979.)

Considere o esquema abaixo:

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O avanço verdadeiramente criativo citado no texto deve ter ocorrido no


período (em bilhões de anos) compreendido aproximadamente entre
a) 5,0 e 4,5.
b) 4,5 e 3,5.
c) 3,5 e 2,0.
d) 2,0 e 1,5.
e) 1,0 e 0,5.

17. (ENEM – 2002 Amarela Q60) As áreas numeradas no gráfico


mostram a composição em volume, aproximada, dos gases na atmosfera
terrestre, desde a sua formação até os dias atuais. (Use o gráfico para as
questões 16 e 17)

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Considerando apenas a composição atmosférica, isolando outros fatores,


pode-se afirmar que:
I. não podem ser detectados fósseis de seres aeróbicos anteriores a 2,9
bilhões de anos.
II. as grandes florestas poderiam ter existido há aproximadamente 3,5
bilhões de anos.
III. o ser humano poderia existir há aproximadamente 2,5 bilhões de
anos.

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É correto o que se afirma em


a) I, apenas.
b) II, apenas.
c) I e II, apenas.
d) II e III, apenas.
e) I, II e III.

18. (ENEM – 2002 Amarela Q61) No que se refere à composição em


volume da atmosfera terrestre há 2,5 bilhões de anos, pode-se afirmar
que o volume de oxigênio, em valores percentuais, era de,
aproximadamente,
a) 95%.
b) 77%.
c) 45%.
d) 21%.
e) 5%.

19. (ENEM – 2001 Amarela Q19) “Os progressos da medicina


condicionaram a sobrevivência de número cada vez maior de indivíduos
com constituições genéticas que só permitem o bem-estar quando seus
efeitos são devidamente controlados através de drogas ou procedimentos
terapêuticos. São exemplos os diabéticos e os hemofílicos, que só
sobrevivem e levam vida relativamente normal ao receberem
suplementação de insulina ou do fator VIII da coagulação sanguínea”.
(SALZANO, M. Francisco. Ciência Hoje: SBPC: 21(125), 1996.)
Essas afirmações apontam para aspectos importantes que podem ser
relacionados à evolução humana. Pode-se afirmar que, nos termos do
texto,
a) os avanços da medicina minimizam os efeitos da seleção natural sobre
as populações.
b) os usos da insulina e do fator VIII da coagulação sanguínea funcionam
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como agentes modificadores do genoma humano.


c) as drogas medicamentosas impedem a transferência do material
genético defeituoso ao longo das gerações.
d) os procedimentos terapêuticos normalizam o genótipo dos hemofílicos e
diabéticos.
e) as intervenções realizadas pela medicina interrompem a evolução
biológica do ser humano.

20. (ENEM – 2000 Amarela Q27) O gráfico abaixo representa a


evolução da quantidade de oxigênio na atmosfera no curso dos tempos
geológicos. O número 100 sugere a quantidade atual de oxigênio na
atmosfera, e os demais valores indicam diferentes porcentagens dessa
quantidade.

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De acordo com o gráfico é correto afirmar que:


a) as primeiras formas de vida surgiram na ausência de O2.
b) a atmosfera primitiva apresentava 1% de teor de oxigênio.
c) após o início da fotossíntese, o teor de oxigênio na atmosfera mantém-
se estável.
d) desde o Pré-cambriano, a atmosfera mantém os mesmos níveis de teor
de oxigênio.
e) na escala evolutiva da vida, quando surgiram os anfíbios, o teor de
oxigênio atmosférico já se havia estabilizado.

21. (ENEM – 1999 Amarela Q31) (...) Depois de longas investigações,


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convenci-me por fim de que o Sol é uma estrela fixa rodeada de plantas
que giram em volta dela e de que ela é o centro e a chama. Que, além
dos planetas principais, há outros de segunda ordem que circulam
primeiro como satélites em redor dos planetas principais e com estes em
redor do Sol. (...) Não duvido de que os matemáticos sejam da minha
opinião, se quiserem dar-se ao trabalho de tomar conhecimento, não
superficialmente mas duma maneira aprofundada, das demonstrações que
darei nesta obra. Se alguns homens ligeiros e ignorantes quiserem
cometer contra mim o abuso de invocar alguns passos da Escritura
(sagrada), a que torçam o sentido, desprezarei os seus ataques: as
verdades matemáticas não devem ser julgadas senão por matemáticos.
(COPÉRNICO, N. De Revolutionibus orbium caelestium.)

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Aqueles que se entregam à prática sem ciência são como o navegador que
embarca em um navio sem leme nem bussola. Sempre a prática deve
fundamentar-se em boa teoria. Antes de fazer de um caso uma regra
geral, experimente-o duas ou três vezes e verifique se as experiências
produzem os mesmos efeitos. Nenhuma investigação humana pode se
considerar verdadeira ciência se não passa por demonstrações
matemáticas.
(VINCI, Leonardo da. Carnets)

O aspecto a ser ressaltado em ambos os textos para exemplificar o


racionalismo moderno é
a) A fé como guia das descobertas
b) O senso crítico para se chegar a Deus
c) A limitação da ciência pelos princípios bíblicos
d) A importância da experiência e da observação
e) O princípio da autoridade e da tradição

O assunto na aula de Biologia era a evolução do Homem. Foi apresentada


aos alunos uma árvore filogenética, igual à mostrada na ilustração, que
relacionava primatas atuais e seus ancestrais. (Use-a para responder as
questões 21, 22 e 23)

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22. (ENEM – 1998 Amarela Q25) Após observar o material fornecido


pelo professor, os alunos emitiram várias opiniões, a saber:

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I. os macacos antropóides (orangotango, gorila e chimpanzé e gibão)


surgiram na Terra mais ou menos contemporaneamente ao Homem.
II. alguns homens primitivos, hoje extintos, descendem dos macacos
antropóides.
III. na história evolutiva, os homens e os macacos antropóides tiveram
um ancestral comum.
IV. não existe relação de parentesco genético entre macacos antropóides
e homens.
Analisando a árvore filogenética, você pode concluir que:
a) todas as afirmativas estão corretas.
b) apenas as afirmativas I e III estão corretas.
c) apenas as afirmativas II e IV estão corretas.
d) apenas a afirmativa II está correta.
e) apenas a afirmativa IV está correta.

23. (ENEM – 1998 Amarela Q26) Foram feitas comparações entre DNA
e proteínas da espécie humana com DNA e proteínas de diversos
primatas. Observando a árvore filogenética, você espera que os dados
bioquímicos tenham apontado, entre os primatas atuais, como nosso
parente mais próximo o:
a) Australopithecus.
b) Chimpanzé.
c) Ramapithecus.
d) Gorila.
e) Orangotango.

24. (ENEM – 1998 Amarela Q27) Se fosse possível a uma máquina do


tempo percorrer a evolução dos primatas em sentido contrário,
aproximadamente quantos milhões de anos precisaríamos retroceder, de
acordo com a árvore filogenética apresentada, para encontrar o ancestral
comum do homem e dos macacos antropóides (gibão, orangotango, gorila
e chimpanzé)? 04178253905

a) 5
b) 10
c) 15
d) 30
e) 60

25. (ENEM – 2016 2ª Aplicação Branca Q54) Em um hospital,


acidentalmente, uma funcionária ficou exposta a alta quantidade de
radiação liberada por um aparelho de raios X em funcionamento.
Posteriormente, ela engravidou e seu filho nasceu com grave anemia. Foi
verificado que a criança apresentava a doença devido à exposição anterior
da mãe à radiação.
O que justifica, nesse caso, o aparecimento da anemia na criança?
a) A célula-ovo sofreu uma alteração genética.
b) As células somáticas da mãe sofreram uma mutação.
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c) A célula gamética materna que foi fecundada sofreu uma mutação.


d) As hemácias da mãe que foram transmitidas à criança não eram
normais.
e) As células hematopoiéticas sofreram alteração do número de
cromossomos.

26. (ENEM – 2016 2ª Aplicação Branca Q63) Darwin, em viagem às


ilhas Galápagos, observou que os tentilhões apresentavam bico com
formatos diferentes em cada ilha, de acordo com o tipo de alimentação
disponível. Lamarck, ao explicar que o pescoço da girafa teria esticado
para colher folhas e frutos no alto das árvores, elaborou ideias
importantes sobre a evolução dos seres vivos.
O texto aponta que uma ideia comum às teorias da evolução, propostas
por Darwin e Lamarck, refere-se à interação entre os organismos e seus
ambientes, que é denominada de
a) mutação.
b) adaptação.
c) seleção natural.
d) recombinação gênica.
e) variabilidade genética.

COMENTÁRIOS DAS QUESTÕES

1. O fluxo gênico é mantido pela reprodução entre raças de características


intermediárias. Isso impede o isolamento reprodutivo e uma consequente
especiação. Alternativa E.

2. É preciso ter sempre em mente que a evolução não tem uma direção
pré-definida como o incremento no tamanho corporal (alternativa B), ou a
complexificação dos sistemas dos seres vivos (alternativa C), ou ainda a
melhoria de processos e estruturas (alternativa D). A evolução também
não tem um objetivo pré-determinado como a especialização para uma
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determinada finalidade (alternativa E). Ela trabalha simplesmente através


da modificação de características dos seres vivos ao longo do tempo.
Alternativa correta é a letra A.

3. Através da seleção artificial, o ser humano seleciona os indivíduos com


as características que ele julga mais vantajosas, por exemplo maior
resistência a alguma praga ou maior capacidade reprodutiva. Dessa
forma, esses indivíduos, quando introduzidos numa população natural,
podem, através da seleção natural, prevalecer sobre os demais, levando à
sua diminuição e consequente substituição. Alternativa B.

4. Redi e Pasteur foram cientistas cujos experimentos apontavam a


biogênese como a teoria correta para a origem dos seres vivos. Segundo

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ela, todo ser vivo é oriundo da reprodução de outro ser vivo pré-existente.
Alternativa C.

5. Sabemos que, pela seleção natural, características vantajosas tendem


a permanecer nas populações pois seus portadores apresentam maiores
chances de reprodução e sobrevivência. Assim, o comportamento citado
no texto, por ser extremamente vantajoso, tende a ser positivamente
selecionado e os seus portadores deixam mais descendentes. Alternativa
A.

6. Sabemos que uma das leis que Lamarck propôs era a do uso e do
desuso e que só duas alternativas a mencionam (B e D). No entanto, a
letra D fala sobre incorporação de características ao patrimônio genético,
mas Lamarck desconhecia os princípios genéticos da hereditariedade.
Sendo assim, a única opção válida é a letra B.

7. A seleção natural selecionou, ao longo das gerações, indivíduos com a


pelagem mais parecida com a cor do solo onde a sua população vive. Isso
confere uma vantagem adaptativa, uma vez que ter a mesma cor do solo
facilita a camuflagem e a defesa contra predadores. Alternativa C.

8. Essa questão tem algumas informações para confundir o candidato.


Então vamos analisar uma a uma.
Alternativa A: Na verdade, a diversidade de genes aumenta com o
movimento de indivíduos ou de material genético entre populações porque
aumentam as possibilidades de cruzamentos.
Alternativa C: A geração espontânea, que não é um fenômeno válido
para originar novos seres vivos.
Alternativa D: As características genéticas que são transmitidas aos
descendentes não são determinadas pelas mudanças ambientais. Na
verdade, os indivíduos com as melhores características genéticas terão
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mais sucesso para se reproduzir (e assim passar essas características),


dependendo das pressões seletivas sofridas.
Alternativa E: Animais vertebrados não realizam esporulação.
Assim, a única alternativa válida é a B, que trata justamente de
sobrevivência do mais apto através da seleção natural.

9. Essa é uma questão que não exige conhecimento prévio do candidato.


Basta saber analisar os dados do quadro. Mesmo assim vamos analisar
cada alternativa. Conforme o quadro, percebemos que os répteis surgiram
por volta de 330 milhões de anos antes dos primeiros hominídeos, o que
invalida a alternativa A. A América do Sul e a África se separaram com a
abertura do Atlântico Sul, que aconteceu há mais de 65 milhões de anos,

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muito antes do surgimento da espécie Homo sapiens, o que invalida a


alternativa B. A fragmentação da Pangeia não tem ligação nenhuma com o
desaparecimento dos dinossauros, que foi causado, principalmente, pela
queda de um asteroide, o que invalida a alternativa D. A era Mesozoica
durou aproximadamente 180 milhões de anos, enquanto a Cenozoica tem
65 milhões de anos, o que invalida a alternativa E. No Pré-Cambriano
surgiram os primeiros vestígios de vida no planeta estimados em mais de
3,5 bilhões de anos. A alternativa correta é a C.

10. Essa é uma questão que exige um raciocínio matemático para fazer a
equivalência do período de 4,6 bilhões de anos em uma escala de 0 a 100.
É como transformar os anos em porcentagem. Sendo assim, percebemos
que o surgimento dos eucariontes está um pouco depois da metade desse
período e, por isso, tem que estar acima do 50. Os primeiros vestígios de
vida surgiram aproximadamente ao fim do primeiro quarto da história da
Terra e por isso, aparecem a meio caminho entre o 0 e o 50. Já o
surgimento dos peixes ocorreu há cerca de 420 milhões de anos, o que
representa apenas cerca de 10% do tempo total do planeta Terra e, por
isso, está bem próximo do 100. Assim, a alternativa correta é a B.

11. Como ser silenciosa constitui uma vantagem adaptativa às cobras,


através do processo de seleção natural, aqueles indivíduos mais
silenciosos estão sendo selecionados e, assim, deixam mais descendentes,
fazendo com que essa característica seja cada vez mais presente na
população. Alternativa D.

12. Essa é uma questão bem simples de análise de árvore filogenética.


Basta identificar o ponto onde ocorre a separação entre o grupo dos
Macacos do Velho Mundo e o grupo dos Grandes macacos e Humanos, ver
na escala de tempo que valor corresponde e marcar a opção correta.
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Alternativa B.

13. A alternativa A fala sobre nitrogênio e pode ser excluída logo de cara.
A alternativa B estabelece uma relação entre oxigênio atmosférico e
extinção em massa que não tem a menor lógica. A alternativa D diz que o
gás carbônico causou mutações, fato que também está completamente
errado. A alternativa E estabelece uma relação inversa quando diz que a
redução de oxigênio atmosférico induziu os processos de obtenção de
energia, quando, na verdade, o seu aumento é que induziria esses
processos. Logo, a única relação correta é a da alternativa C, pois
realmente a maior concentração de gás oxigênio atmosférico possibilitou
maiores taxas metabólicas, devido à sua maior absorção pelos animais,
favorecendo o aumento no seu tamanho.

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14. O mecanismo explicado pela teoria sintética da evolução é o adequado


para resolver essa questão, uma vez que as mutações que conferem
maior resistência a antibióticos serão selecionadas dentro das populações
de bactérias fazendo com que seus portadores sobrevivam mais e se
reproduzam mais do que os não portadores. Alternativa B.

15. Sabemos que uma condição fundamental para a vida como nós a
conhecemos é a presença de água no estado líquido. Além disso foi na
água que os primeiros seres vivos surgiram no nosso planeta. Sendo
assim, a presença de água em Marte indicaria a possibilidade de existir ou
ter existido alguma forma de vida semelhante à da Terra. Alternativa C.

16. Segundo o texto, o avanço verdadeiramente criativo foi a capacidade


de um ácido nucleico coordenar a síntese proteica e também a sua própria
replicação. Isso só pode ter surgido após a formação dos primeiros ácidos
nucleicos (4,5 bilhões de anos) e antes das primeiras células (3,5 bilhões
de anos), uma vez que qualquer célula já tem essa característica citada
como avanço. Assim a alternativa correta é a B.

17. Vamos analisar as afirmações. Seres aeróbicos (que respiram


oxigênio) não poderiam existir antes de 2,9 bilhões de anos, pois,
segundo o gráfico, não havia gás oxigênio na atmosfera antes disso.
Assim a afirmação I está correta. As grandes florestas liberam muito gás
oxigênio na atmosfera através da fotossíntese e, por isso, não poderiam
existir há 3,5 bilhões de anos, já que o gráfico nos mostra que não havia
gás oxigênio na atmosfera nesse período. Isso invalida a afirmação II. O
ser humano está adaptado a uma atmosfera de aproximadamente 21% de
gás oxigênio. Há 2,5 bilhões de anos, esse gás correspondia a apenas 5%
da atmosfera, o que invalida a afirmativa III. Assim a alternativa
correta é a A, pois apenas a afirmação I é válida.

18. Bastaria cruzar no gráfico o ponto da curva VI que representa o gás


oxigênio na altura de 2,5 bilhões de anos com o dado correspondente no
eixo vertical que, no caso, é de 5%. Alternativa E.
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19. Através do uso da tecnologia, os seres humanos conseguem burlar


parte da seleção natural. Isso se mostra de grande maneira no
desenvolvimento de remédios e tratamentos médicos. Alternativa A.

20. Mais uma questão de análise de gráfico. Vamos às alternativas. Na


atmosfera primitiva não havia oxigênio, nem mesmo 1%, o que invalida a
alternativa B. Com o início da fotossíntese o teor de oxigênio na atmosfera
aumentou exponencialmente, o que invalida a alternativa C. Durante o
pré-cambriano e também depois dele o teor de oxigênio atmosférico
aumentou, o que invalida a alternativa D. Com os anfíbios veio a
conquista da terra pelos animais e, mesmo depois disso, o teor de
oxigênio atmosférico ainda subiu mais, o que invalida a alternativa E. O

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aparecimento da vida aconteceu na ausência de oxigênio atmosférico.


Sendo assim, a alternativa correta é a A.

21. As três primeiras alternativas falam sobre religião, que é algo que a
ciência não se propõe a estudar. Já a alternativa E fala sobre autoridade e
tradição, que são valores contrários ao que se espera da ciência, que deve
sempre estar suscetível a mudanças. Essas mudanças acontecem devido
às experiências e observações constantes no Método Científico.
Alternativa D.

22. Pela interpretação dessa árvore filogenética é fácil descobrir que


alternativas são verdadeiras ou não. Veja que os macacos antropoides e o
ser humano estão mais ou menos na mesma linha horizontal, que
representa o tempo (afirmativa I correta). Não é possível afirmar que uma
espécie extinta descenda de uma espécie atual (afirmativa II errada). Se
continuarmos os ramos dos macacos antropoides e do homem, voltando
no tempo, encontraremos um ponto de encontro recente que corresponde
ao ancestral comum deles (afirmativa III certa) e isso, além de
representar uma relação de parentesco entre esses grupos, representa
também a proximidade entre eles (afirmativa IV errada). Alternativa B.

23. Um detalhe importante no enunciado é “primatas atuais”. Logo, ao


analisarmos a árvore filogenética, o grupo atual que tem o ancestral
comum mais recente compartilhado com os seres humanos é o dos
chimpanzés. É só continuar a linha do Homem e ver qual é o primeiro
encontro com outro ramo. Alternativa B.

24. Mais uma vez, é só continuar a linha correspondente ao ramo do


Homem até encontrar o primeiro nó que engloba todos os macacos
antropoides. Esse encontro ocorre há aproximadamente 15 milhões de
anos. Alternativa C.

25. A única forma pela qual a mãe poderia passar uma característica
genética (adquirida) para seu filho, é que essa característica estivesse
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presente no gameta que foi fecundado. Ainda que as células somáticas


sofressem uma mutação, isso não seria passado para o filho. Já a célula-
ovo apenas surge quando ocorre a fecundação, o que ocorreu após a
exposição da mãe aos raios X. Alternativa C.

26. Quando dizemos que um ser vivo possui as características adequadas


para determinado ambiente, dizemos que ele está adaptado àquele
ambiente. Isso é fruto do surgimento de variações em seu material
genético (seja por mutações ou por recombinação gênica), que, pelo
fenômeno da seleção natural (que ocorre de acordo com as condições
ambientais) são perpetuadas nas populações. Alternativa B.

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9. Bibliografia consultada

 AMABIS & MARTHO. Biologia das Populações, Editora Moderna,


1995.

 BRIGGS, D.E.G.; CROWTHER, P.R. Palaeobiology - A Synthesis,


Blackwell Science, 1990.

 CAMPBELL, NEIL. Biologia, Porto Alegre: Artmed Editora, 2010.

 PURVES, W. K.; SADAVA, D.; ORIANS, G. H. HELLER, H.C. Vida - A


ciência da biologia. Porto Alegre: Artmed Editora, 2002, Vol. 2.

 STARR, C.; EVERS, C.; STARR, L. Biology: Concepts and


Applications Without Physiology, Ninth Edition. Cengage
Learning, 2013.

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Aula 01 - Ecologia e ciências ambientais

Biologia p/ ENEM 2017 (Com videoaulas)


Professor: Daniel dos Reis Lopes

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AULA 01: Conceitos básicos de ecologia; cadeias


e teias alimentares; pirâmides ecológicas; ciclos
biogeoquímicos; dinâmica de populações;
relações ecológicas; sucessão ecológica.

SUMÁRIO PÁGINA
1. Conceitos básicos de ecologia 01
2. Cadeias e teias alimentares 04
3. Pirâmides ecológicas 10
4. Ciclos biogeoquímicos 12
5. Dinâmica de populações 17
6. Relações ecológicas 21
7. Sucessão ecológica 35
8. Questões comentadas 36
9. Bibliografia consultada 64

1. Conceitos básicos de ecologia

Muito bem jovens. Vamos começar a estudar o assunto que é, de longe,


o mais cobrado no ENEM: Ecologia. De fato, esse tema apareceu em mais
de 30% das questões de Biologia de todos os exames. Abaixo apresento
um gráfico com as subáreas da Ecologia cobradas nas questões do ENEM.

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Fig. 01: Quantidade de questões distribuídas nas subáreas da Ecologia.

Trabalharemos todos esses assuntos nessa e na próxima aula.

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A palavra Ecologia deriva do grego e é a junção de “oikos”, que significa


casa com “logos”, que significa estudo.

ECOLOGIA
Casa Estudo

Assim, podemos dizer que Ecologia é o estudo da casa, ou seja, o


estudo do ambiente e da maneira que os seres vivos interagem nele e
com ele.
Para entender melhor essas relações entre os seres vivos e o meio
ambiente, precisamos conhecer os níveis de organização da vida. Dá
uma olhada nessa “escadinha” que resume esses níveis:

Biosfera
Bioma
Ecossistema
Comunidade Objeto de Estudo da
Ecologia
População
Organismo
Sistema
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Órgão
Tecido
Célula
Os níveis que a Ecologia estuda vão de Organismo até Biosfera e são
esses que vamos ver mais detalhadamente a seguir. É importante lembrar
também que, para seres unicelulares, ou seja, aqueles que possuem apenas
uma célula (bactérias por exemplo), a própria célula equivale ao nível de
organismo. Vamos a algumas definições então.
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 ORGANISMO
Corresponde a um indivíduo de uma determinada espécie. Existem
vários conceitos de espécie, mas o mais utilizado é o conjunto de seres
muito semelhantes capazes de reproduzirem entre si e gerarem
descendentes férteis. O local onde um organismo vive é chamado de
habitat. O modo de vida de um organismo, a função que ele desempenha
em um ecossistema, incluindo seu habitat e todas as características que
envolvem as relações entre ele, os outros organismos e o ambiente é
chamado de nicho ecológico.

 POPULAÇÃO
É o conjunto de indivíduos da mesma espécie que habitam um
determinado local. Podemos dizer, por exemplo, que as bactérias da mesma
espécie que vivem dentro do seu intestino formam uma população. O
conjunto de tamanduás-bandeira que vivem no Jardim Botânico de Brasília
também forma uma população.

 COMUNIDADE
É o conjunto de populações que interagem entre si e que habitam um
determinado local. Se considerarmos todos os seres vivos que habitam um
lago, por exemplo, interagindo entre si, seja competindo por recursos ou
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servindo de alimento para o outro, teremos um exemplo de comunidade


biológica.

 ECOSSISTEMA
É o conjunto dos componentes bióticos do ambiente (comunidades)
mais os componentes abióticos. O conjunto de comunidades também é
chamado de biocenose. Os componentes abióticos são a parte não viva de
um ecossistema, porém representam as condições para a vida. São eles:
temperatura, umidade, salinidade, pH, luminosidade, rochas e solo. Assim,
podemos considerar um lago como um ecossistema, com todos os seus

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organismos interagindo entre si e também com os fatores abióticos. Por


outro lado, uma gota de água também pode ser considerada um
ecossistema, com todos os seus organismos microscópicos e suas
respectivas interações. (Isso é tão bonito que chega a ser poético, não é?)

 BIOMA
É o conjunto de ecossistemas com características em comum como a
fitofisionomia (o aspecto da vegetação), o macroclima, o solo, a altitude e,
por vezes, a existência ou não de fogo natural. O cerrado, por exemplo, é
um bioma, com toda a sua variedade de ecossistemas que refletem várias
características em comum. Falaremos do cerrado e dos demais biomas
brasileiros na aula 02.

 BIOSFERA
Significa esfera de vida e corresponde ao conjunto de todos os biomas
(contendo seus ecossistemas) do nosso planeta.

Com esses conceitos em mente, vai ficar mais fácil para que você
entenda o que vem a seguir. Bora lá?

2. Cadeias e teias alimentares


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“Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. ”

Essa célebre frase do químico francês Antoine Lavoisier, que resume o


princípio de conservação da energia tem tudo a ver com o que vamos
estudar agora. Afinal, quando falamos de relações tróficas (trófico =
alimentar) entre os seres vivos, estamos considerando o fluxo de energia
e matéria através dos ecossistemas. E, nesse caso, falaremos
inevitavelmente sobre formas de obtenção de energia pelos seres vivos, ou
seja, sobre alimentação, em um sentido mais restrito.

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Na natureza existem dois tipos básicos de seres vivos, em relação ao


seu tipo de obtenção de energia:
- Autotróficos: aqueles seres vivos que conseguem produzir seu
próprio “alimento” através de algum processo bioquímico, como a
fotossíntese e a quimiossíntese. Exemplo: plantas
- Heterotróficos: aqueles seres vivos que, por não conseguirem
produzir seu próprio alimento, devem recorrer às moléculas orgânicas
disponíveis no ambiente na forma de outros seres vivos. Exemplo: animais

Dessa forma, os heterotróficos dependem dos autotróficos, uma


vez que são esses últimos que iniciam o fluxo de matéria e energia nas
comunidades biológicas. Dá uma olhada no esquema abaixo.

Produtores Consumidores
SOL (Heterotróficos)
(Autotróficos)

Fig. 02: Fluxo de energia nos ecossistemas. As setas azuis representam a direção desse fluxo.

Se considerarmos que a grande maioria dos seres autotróficos realizam


a fotossíntese e, por isso, dependem da energia que vem do Sol, podemos
dizer então que a vida na Terra depende diretamente do Sol.
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Pelo fato de que os seres autotróficos produzem o seu próprio alimento,


eles são classificados como produtores dentro dos níveis tróficos. Já os
seres heterotróficos consomem a matéria orgânica já produzida
anteriormente e, por isso, ocupam os níveis tróficos de consumidores.
Nesse momento, faça uma pausa e pense no que você ingeriu no seu
último almoço. Eu também vou pensar aqui.

Pronto! Vamos lá. Eu comi uma salada com alface e tomate; um bife
bovino; arroz, feijão e batata frita para acompanhar. Vamos colocar isso
numa tabela.

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Alimento Tipo de nutrição Nível trófico


Alface Autotrófica Produtor
Tomate Autotrófica Produtor
Arroz Autotrófica Produtor
Feijão Autotrófica Produtor
Batata Autotrófica Produtor
Bife Heterotrófica Consumidor

Se você fizer uma tabela semelhante, vai ver como a nossa


alimentação depende dos seres produtores, pois mesmo o boi que você
come, é alimentado à base de vegetais e todos esses vegetais dependem
do Sol para realizar a fotossíntese.

Existe um outro nível trófico que engloba os seres responsáveis pela


reciclagem da matéria orgânica no planeta. Esse nível é o dos
decompositores (fungos e bactérias) e eles são importantíssimos para que
o ciclo da matéria seja reiniciado nos ecossistemas. Imagine se, ao morrer,
os seres vivos não fossem decompostos. Haveria um acúmulo de matéria
orgânica aprisionada nesses corpos que não poderia ser disponibilizado para
outros seres vivos utilizarem.

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CADEIAS E TEIAS ALIMENTARES


Cadeias alimentares são uma forma de representar as relações tróficas
entre os seres vivos. Sempre são iniciadas com um organismo produtor e
suas setas indicam a direção do fluxo de matéria e energia entre os seres
vivos. Os consumidores que se alimentam dos produtores são chamados de
consumidores primários. Aqueles que se alimentam deles são chamados
de consumidores secundários e assim sucessivamente. Observe as duas
cadeias alimentares representadas na figura abaixo.

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Fig. 03: Exemplos de cadeias alimentares.


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Podemos extrair algumas informações sobre essas cadeias


alimentares, como por exemplo: a) a planta e o fitoplâncton estão na base
das suas respectivas cadeias (lembre-se que os produtores sempre ocupam
a base). b) o gavião e a orca estão no topo das suas respectivas cadeias,
uma vez que não possuem predadores naturais nesses exemplos.
Obs: Em cadeias alimentares onde há níveis acima de consumidores
quaternários, passamos a usar consumidor de quinta ordem, sexta ordem
e assim sucessivamente.

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Normalmente, os seres decompositores não são representados nas


cadeias ou teias alimentares porque eles deveriam estar ligados a todos os
seres vivos presentes, já que em algum dia todos eles morrerão e serão
decompostos. Isso prejudica a visualização das relações entre os seres
vivos e acaba sendo pouco didático, mas lembre-se que eles estão sempre
presentes nos ecossistemas.

Mas é claro que na natureza as relações tróficas não são tão lineares
como uma cadeia alimentar. Na verdade, os seres vivos se relacionam de
maneira muito mais complexa, pois cada um deles pode servir de alimento
para mais de uma espécie e também se alimentar de mais de uma espécie,
podendo por isso ocupar inclusive mais de um nível trófico. Uma tentativa
de representação dessas relações mais correta é a teia alimentar. Veja a
figura abaixo.

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Fig. 04: Exemplo de teia alimentar.

Repare que na teia alimentar da figura 04 existem vários animais


ocupando mais de um nível trófico. É o caso do krill, por exemplo que, ao
se alimentar de fitoplâncton é consumidor primário e, ao se alimentar de
copépodes é consumidor secundário. Uma ótima sugestão de exercício é
identificar os possíveis níveis tróficos de cada organismo presente nessa
teia alimentar. Faça isso e envie as dúvidas pra mim no nosso fórum, ok?

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PRODUTIVIDADE PRIMÁRIA
Vimos que os seres produtores são capazes de obter suas moléculas
orgânicas a partir de algum processo bioquímico como por exemplo a
fotossíntese. Ao analisarmos um ecossistema, podemos quantificar essa
matéria orgânica produzida pelos produtores através da chamada
produtividade primária.
A produtividade primária bruta (PPB) é a quantidade de matéria
orgânica produzida pelos produtores de um ecossistema em certo intervalo
de tempo e por determinada área ou volume. Não podemos esquecer,
porém, que parte dessa matéria orgânica produzida vai ser utilizada pelos
produtores no processo de respiração celular. Assim, a produtividade
primária líquida (PPL) é obtida pela subtração da matéria orgânica gasta
na respiração (R) da PPB: PPB – R = PPL.

3. Pirâmides ecológicas

Pirâmides ecológicas são formas de se representar as cadeias


alimentares. Cada degrau de uma pirâmide equivale a um nível trófico de
uma cadeia alimentar. Como os decompositores não estão “acima” ou
“abaixo” dos demais níveis, eles não são representados.
A base de uma pirâmide ecológica sempre vai ser o nível trófico dos
produtores, e os degraus seguintes seguem a ordem dos demais níveis da
cadeia alimentar representada.
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PIRÂMIDES DE NÚMERO
Representam os números de indivíduos presentes em cada nível
trófico. Dependendo da cadeia alimentar representada, pode ser uma
pirâmide normal, com a base mais larga do que o topo, ou uma pirâmide
invertida. Pirâmides invertidas ocorrem, normalmente, quando incluímos
parasitas em uma cadeia alimentar, uma vez que, em muitos casos, eles
são mais numerosos do que seus hospedeiros. Em algumas situações,
podemos ter uma pirâmide começando invertida e depois adotando o
padrão normal, como a representada na figura 05.

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Fig. 05: Exemplo de pirâmide de números em que 2 árvores servem de alimento para mil insetos e
esses, por sua vez, servem de alimento para 10 pássaros.

PIRÂMIDES DE ENERGIA
Essas pirâmides representam a quantidade de matéria orgânica
presente no corpo dos seres vivos de determinado nível trófico, em
determinado momento (biomassa). Consequentemente, elas expressam
também a quantidade de energia química potencial disponível para o nível
trófico seguinte.
Como existem perdas de matéria e energia entre os níveis tróficos, as
pirâmides de energia apresentam a base mais larga e o topo mais estreito.

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Fig. 06: Representação da biomassa e da energia de três níveis tróficos em três ambientes
diferentes.

4. Ciclos biogeoquímicos

Podemos considerar que a Terra é um sistema fechado em termos de


matéria, uma vez que a quantidade de elementos recebidos através de
meteoritos não chega a ser significativa nos dias de hoje. Sendo assim, os
elementos químicos que compõem os seres vivos e também a matéria não-
viva precisam ser reciclados de alguma maneira para que possam ser
reaproveitados. Falamos então dos ciclos biogeoquímicos, que nos mostram
de que forma esses elementos circulam entre os seres vivos e os
reservatórios de matéria inorgânica.
Daremos mais ênfase aos três ciclos biogeoquímicos mais cobrados que
são o ciclo da água, o do carbono e o do nitrogênio.

CICLO DA ÁGUA

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Fig. 07: Ciclo da água

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A água é a molécula inorgânica mais importante e mais abundante dos


seres vivos. Além disso, contribui para o transporte de outras substâncias
importantes dentro dos ecossistemas. O seu estado físico em que
normalmente é utilizada pelos seres vivos é o líquido, mas algumas plantas
também a podem absorver no estado de vapor. O maior reservatório de
água líquida no planeta está nos oceanos (97%). Os outros 3%
correspondem à água no estado sólido das geleiras (2%) e 1% nos rios,
lagos e leitos subterrâneos. A água no estado líquido sofre evaporação e
passa para a atmosfera no estado gasoso. A água liberada na respiração e
na transpiração dos seres vivos também se junta a esse vapor na
atmosfera. O vapor então se condensa e precipita na forma de chuva sobre
a superfície do planeta podendo se infiltrar no solo e/ou reintegrar os
reservatórios na natureza. Além disso, os seres vivos a absorvem e a
utilizam nos seus mais variados processos metabólicos. Com isso o ciclo se
mantém.
Didaticamente falamos em dois tipos de ciclo da água: o ciclo curto e
o ciclo longo. No curto não consideramos a passagem da água através dos
seres vivos. Ou seja, ela está apenas transitando entre a atmosfera no
estado gasoso e entre os reservatórios de água líquida. Já no ciclo longo,
consideramos a passagem da água através dos processos metabólicos dos
seres vivos e a sua liberação através da respiração, transpiração, restos da
alimentação e produtos de excreção.
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É importante lembrar que, em vários processos, o ser humano torna a


água imprópria para consumo e isso afeta diretamente a manutenção do
ciclo da água e a disponibilidade desse recurso para os seres vivos.

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CICLO DO CARBONO

Fig. 08: Ciclo do Carbono

O carbono é o elemento químico fundamental na formação das


moléculas orgânicas e, por isso, de suma importância para os seres vivos.
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Ele é incorporado às cadeias alimentares através da fotossíntese, que utiliza


o carbono disponível no gás carbônico atmosférico (CO2) para formar (de
maneira geral) a glicose (C6H12O6). A partir daí o carbono é passado através
dos níveis tróficos pela alimentação e é devolvido à atmosfera pela
respiração. Os restos de alimentação, como as fezes, devolvem o carbono
para o solo, assim como a decomposição dos seres vivos.
O maior reservatório de carbono, no entanto, está nas rochas
sedimentares formadas há milhões de anos. As reservas de petróleo e gás
natural possuem grande quantidade de carbono aprisionado que o ser

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humano vem utilizando como combustível, fato que libera muito gás
carbônico na atmosfera, que acaba não sendo absorvido pelo ciclo. Grande
parte desse carbono acaba dissolvida nos oceanos. O CO2 que permanece
na atmosfera acaba contribuindo para o aumento do efeito estufa e isso
tem como consequência o aumento da temperatura média do nosso
planeta. O chamado aquecimento global pode ter consequências
desastrosas para o equilíbrio nos ecossistemas da Terra. Falaremos mais
sobre isso na próxima aula.

CICLO DO NITROGÊNIO

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Fig. 09: Ciclo do Nitrogênio

Sabemos que o gás nitrogênio (N2) é o gás mais abundante da nossa


atmosfera, representando cerca de 78% do ar circulante, e que o elemento
químico nitrogênio está presente em diversas moléculas importantes dos
seres vivos, como as proteínas, os ácidos nucleicos (DNA e RNA) e o ATP.
No entanto, os seres vivos não conseguem absorver esse nitrogênio através

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da respiração. Esse gás entra e sai na mesma quantidade dos nossos


pulmões. Dessa forma, existe um outro processo para que esse nitrogênio
seja disponibilizado para os seres vivos na natureza. Isso é o que define o
Ciclo do Nitrogênio.
Existem bactérias fixadoras de nitrogênio que podem estar livres
no solo ou associadas em raízes de leguminosas. Essas bactérias
conseguem utilizar o N2 atmosférico para produzir amônia (NH3). Outras
bactérias chamadas nitrificantes, transformam essa amônia em íons
nitrito (NO2-) e em íons nitrato (NO3-). Esses últimos podem ser facilmente
assimilados pelas plantas para a produção de suas moléculas orgânicas
nitrogenadas.
Existem ainda outras bactérias chamadas desnitrificantes que fazem
o processo inverso e devolvem o nitrogênio para a atmosfera fechando o
ciclo.

OUTROS CICLOS BIOGEOQUÍMICOS


Outros ciclos biogeoquímicos de menor expressão incluem o Ciclo do
Enxofre, o Ciclo do Fósforo e os de elementos presentes em pequenas
quantidades nos seres vivos, como o ferro, o iodo, o cobalto e o selênio.
O enxofre é liberado na atmosfera na forma de dióxido de enxofre e
gás sulfídrico por fumarolas e vulcões. Algumas algas o liberam na forma
de dimetil sulfeto. Nos seres vivos ele é importante componente das
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proteínas. As ações do ser humano podem aumentar a liberação de enxofre


na atmosfera através da queima de combustíveis fósseis gerando ácido
sulfúrico. Esse ácido, juntamente com o ácido nítrico, é um dos causadores
da chuva ácida, fenômeno que comentaremos na próxima aula.
O fósforo é componente dos ácidos nucleicos (DNA e RNA) e do ATP.
Por isso, é de vital importância para todos os seres vivos do planeta. A
maior parte do seu ciclo acontece entre os seres vivos, já que os processos
que envolvem a formação de rochas sedimentares que atuam como seu
reservatório demoram milhões de anos para se completarem. Devido à essa
relativa dificuldade na sua reciclagem na natureza, ele é considerado um

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nutriente limitante nos ecossistemas e é, frequentemente usado como


adubo em plantações. No entanto, o seu excesso pode levar à eutrofização
dos ambientes, processo que também vamos explorar na próxima aula.

5. Dinâmica de populações

Como já vimos, uma população biológica é um conjunto de indivíduos


de uma mesma espécie em um determinado local. As populações, como era
de se esperar, não se mantêm estáticas ao longo do tempo. Na verdade, há
todo um dinamismo que pode ser configurado em situações de equilíbrio,
crescimento ou diminuição no número de indivíduos que fazem parte delas.
Essas situações são refletidas nas medidas de densidade populacional,
que é definida como o número de indivíduos por unidade de área (para
espécies terrestres) ou por unidade de volume (para espécies aquáticas).

D = N/S ou D = N/V

(D: Densidade, N: número de indivíduos, S: área, V: volume)

Existem quatro fatores que influenciam na densidade de uma


população, como mostra a figura abaixo.

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Fig. 10: Fatores que influenciam a densidade populacional.

Dessa forma, quando nascimentos e imigrações superam mortes e


emigrações, a população cresce. Quando ocorre o contrário, a população
diminui.
Teoricamente, qualquer população em condições ambientais ideais,
tem o potencial de aumentar indefinidamente. Por exemplo, se
considerarmos que todos os descendentes de uma única bactéria fossem
capazes de crescer e reproduzir em um ambiente com recursos ilimitados,
em um mês essa colônia pesaria mais do que todo o universo visível! Isso
é o que chamamos de crescimento exponencial e ele representa a
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capacidade de uma população crescer em condições ideais, ou seja, o seu


potencial biótico (ou reprodutivo). Veja abaixo um gráfico que representa
o crescimento exponencial de uma população de elefantes marinhos.

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Fig. 11: Crescimento exponencial em uma população de elefantes marinhos com recursos
ambientais ilimitados.

No exemplo do gráfico acima, essa população estava em uma situação


ideal, com recursos ilimitados. No entanto, essas situações não duram
muito tempo devido à resistência ambiental. A resistência ambiental é a
diferença entre o máximo que uma população pode crescer (potencial
biótico) e o crescimento real da população.
É normal, portanto, que uma população cresça exponencialmente num
primeiro momento e, a partir de certo ponto, diminua sua velocidade de
crescimento até atingir uma situação em que seu número de indivíduos
permaneça constante. Essa diminuição na velocidade de crescimento ocorre
devido à resistência ambiental, seja ela pela limitação de alimentos ou
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espaço ou ainda pela ação de predadores, parasitas e competidores. O


gráfico que representa esse tipo de crescimento é uma curva em S ou curva
logística.

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Fig. 12: Crescimento populacional logístico.

Quando uma população, em crescimento logístico, atinge o equilíbrio e


seu número de indivíduos torna-se constante, dizemos que ela atingiu a
capacidade de suporte do ambiente, que nada mais é do que a
densidade populacional máxima permitida pela resistência ambiental.
Existe uma relação de controle mútuo muito forte entre populações de
predadores e de presas. Observe o gráfico abaixo que mostra as oscilações
de uma população de lebres (presa) e linces (predadores). É visível que as
variações de uma população acompanham as da outra. O que acontece é
que em momentos de escassez de alimentos para as lebres devido a
condições ambientais que diminuem a quantidade das plantas que elas
comem, muitos desses indivíduos acabam morrendo, o que diminui também
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a disponibilidade de alimentos para os linces (que comem as lebres). Com


a diminuição no número de predadores e com a recuperação das populações
de plantas, o número de lebres volta a aumentar, possibilitando também o
aumento no número de linces e reiniciando o ciclo.

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Fig. 13: Flutuação do número de linces e lebres ao longo do tempo.

É por isso que uma das estratégias para reduzir o número de indivíduos
de alguma população (pragas, por exemplo), envolve a introdução de um
predador para essa espécie. Esse controle biológico, contudo, deve ser
feito de maneira muito cuidadosa para que o predador introduzido não
cause desequilíbrio em outras espécies também e o “tiro saia pela culatra”,
fazendo com que essa espécie se torne também uma praga.

6. Relações Ecológicas

Muito bem, queridos alunos e alunas. Vimos no capítulo anterior de


que maneira as populações biológicas sofrem variações no seu número de
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indivíduos. No entanto, não podemos esquecer que essas populações estão


em constante interação com aquelas de outras espécies. Ou seja, numa
comunidade biológica vamos encontrar diversas relações ecológicas, que
podem ocorrer entre indivíduos de espécies diferentes (relações
interespecíficas) ou entre indivíduos da mesma espécie (relações
intraespecíficas).
É muito comum também dividirmos as relações ecológicas de acordo
com os efeitos nos seres envolvidos. Assim, se pelo menos um deles estiver
sendo prejudicado, diz-se que a relação é desarmônica. Já se nenhum dos

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envolvidos sofrer algum malefício, diz-se que a relação é harmônica. No


entanto, essa é uma definição um pouco polêmica, uma vez que mesmo as
relações desarmônicas têm um papel importante sobre as populações dos
seres prejudicados, uma vez que podem eliminar indivíduos doentes ou
idosos, efetuando um controle vantajoso sobre esses grupos, por exemplo.
De qualquer maneira, usaremos os sinais +, - e 0 para representar
benefício, malefício e neutralidade, respectivamente, para os seres
envolvidos nas relações ecológicas a ser estudadas. Vamos a elas então!

COLÔNIA (+/+)
A colônia é uma relação harmônica intraespecífica em que todos os
indivíduos se beneficiam. Nessa relação, os participantes estão todos
fisicamente unidos. Pode haver maior ou menor divisão de trabalho
entre os seus membros, assim como variações nas formas desses
indivíduos, de acordo com a sua função dentro da colônia. Por exemplo,
existem colônias de bactérias em que os indivíduos são muito semelhantes
e não há divisão aparente de trabalho. Por outro lado, existem colônias de
cianobactérias com três tipos diferentes de células, como a da figura abaixo.

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Fig. 14: Anabaena sp. Colônia de cianobactérias com divisão de trabalho entre seus integrantes.
Repare que cada célula corresponde a um indivíduo, mas todas estão fisicamente unidas.

Uma caravela portuguesa (um cnidário), também apresenta grande


diferença entre os seus integrantes e grande especialização na divisão de
funções por parte dos mesmos. Isso também acontece com os corais em

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que indivíduos com funções específicas unem-se para produzir as estruturas


calcárias características dessas colônias.

Fig. 15: Coral cérebro – um cnidário colonial.

As colônias podem, portanto, ser divididas em 2 tipos:


 Isomórficas: indivíduos não apresentam diferenças morfológicas nem
divisão de trabalho.
 Heteromórficas: os indivíduos diferem entre si de acordo com suas
funções na colônia.

SOCIEDADE (+/+)
A sociedade é outra relação intraespecífica em que todos os envolvidos
se beneficiam. A sociedade também apresenta divisão de trabalho entre
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seus participantes e é comum a confusão entre ela e a colônia, mas existe


uma diferença marcante entre as duas. Na sociedade, os indivíduos são
fisicamente independentes, o que não acontece numa colônia.
Essa relação pode ocorrer de forma temporária, quando indivíduos se
reúnem em um local para reproduzir, por exemplo; ou de forma
permanente, como o que acontece com várias espécies de insetos, incluindo
formigas, cupins, abelhas e vespas. Seja temporariamente ou
permanentemente, esses agrupamentos conferem proteção aos seus
integrantes e vantagens na hora de se alimentar, bem como facilitam sua

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reprodução. Nos chamados insetos sociais, além de grande divisão de


trabalho entre os indivíduos, há também diferenças morfológicas entre eles,
refletindo o grau de complexidade dessas relações.

Fig. 16: As abelhas são insetos sociais com diferenças morfológicas entre seus integrantes.

Os seres humanos também vivem em sociedade e desfrutam de todos


os benefícios que essa relação pode oferecer.

COMPETIÇÃO (-/-)
A competição é uma relação desarmônica onde todos os envolvidos
são prejudicados, uma vez que consome tempo e energia dos mesmos, que
poderiam ter sido usados na sua sobrevivência e reprodução. Ela pode
ocorrer entre indivíduos da mesma espécie (competição intraespecífica) ou
entre indivíduos de espécies diferentes (competição interespecífica).

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Fig. 17: Competição por territórios ou fêmeas em machos de antílopes e raposas.

Os recursos pelos quais as espécies competem são muito variados e


vão desde o acesso à luz do sol, água e nutrientes do solo até a ocupação
de territórios e o consumo de presas. A competição intraespecífica inclui
também a luta por parceiros reprodutivos. Além disso, ela ajuda a controlar
as densidades populacionais, como vimos anteriormente nessa aula.
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A competição interespecífica acontece quando há sobreposição dos


nichos ecológicos das espécies envolvidas. (Se não lembra o que é nicho,
volta lá na página 03) Essa sobreposição implica na diminuição dos habitats
que cada espécie ocuparia caso não houvesse a competição. Esse é outro
motivo pelo qual essa é uma relação -/-. Veja o exemplo abaixo.

Fig. 18: Distribuição de duas espécies de cracas na região entremarés. Se não houvesse competição
entre elas, suas áreas de ocupação seriam potencialmente maiores, como indicam as barras
coloridas.

MUTUALISMO (+/+)
Essa relação é vantajosa para ambas as espécies envolvidas, ou seja,
fica todo mundo feliz! É, portanto, uma relação harmônica interespecífica.
O mutualismo é uma relação obrigatória para pelo menos um dos seres que
a realizam, pois se estiverem separados, não conseguem sobreviver. Nele,
há uma troca de benefícios entre as duas espécies. Vamos ver alguns
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exemplos clássicos dessa relação.

 Líquen: esse é, provavelmente, o exemplo mais famoso de


mutualismo. Consiste na associação de uma alga (ou cianobactéria)
com um fungo. A alga, por realizar fotossíntese, fornece ao fungo a
matéria orgânica produzida por ela. Já o fungo oferece em troca
proteção, umidade e sais minerais. A separação das duas espécies
leva à morte de ambos o que caracteriza a obrigatoriedade da relação.
Essa relação é tão bem-sucedida que os líquens são capazes de

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colonizar uma variedade incrível de ambientes, sendo considerados


inclusive organismos pioneiros durante uma sucessão ecológica
(falaremos disso mais à frente).

Fig. 19: Líquen. Mutualismo entre uma alga e um fungo.

 Bacteriorriza: Lembra lá do ciclo do nitrogênio, onde bactérias


presentes nas raízes de leguminosas têm a capacidade de fixar o
nitrogênio do ar? Pois então, essas bactérias fornecem nitrogênio para
as plantas, em troca de nutrientes e de substâncias essenciais para o
processo de fixação do nitrogênio.
 Micorriza: Certos fungos também podem estar associados a raízes de
algumas plantas. Nesse caso o vegetal oferece ao fungo moléculas
orgânicas provenientes da fotossíntese e o fungo auxilia na absorção
de sais minerais do solo. 04178253905

 Cupins e protozoários: Os cupins, apesar de alimentarem-se de


madeira e papel, não são capazes de digerir a celulose encontrada
nesses materiais. Para isso dependem de protozoários que vivem em
seu intestino e possuem a enzima adequada para quebrar a celulose
liberando glicose, que é usada pelos próprios protozoários para
obtenção de energia. Como subproduto desse processo, os
protozoários liberam ácido acético que é, enfim, usado pelos cupins
para obter energia. Algo semelhante também acontece entre

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ruminantes e bactérias que fazem a digestão da celulose para os


animais.

PROTOCOOPERAÇÃO (+/+)
A diferença entre a protocooperação e o mutualismo é que nela não há
obrigatoriedade para a sobrevivência dos seres envolvidos. Ou seja, é uma
relação facultativa e, caso ocorra, será benéfica para ambas as espécies. É,
portanto, harmônica e interespecífica. Vejamos alguns exemplos.
 Formigas e acácias: Algumas acácias sul-americanas abrigam
formigas que se alimentam de seu néctar. Em troca as formigas
defendem as árvores de herbívoros, fungos, e destroem vegetais
competidores ao seu redor.
 Peixe-palhaço e anêmona: Ambas espécies fornecem proteção à outra
contra predadores. Além disso, a anêmona se alimenta de restos
deixados pelo peixe.

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Fig. 20: Peixe-palhaço e anêmona: O exemplo mais famoso de protocooperação, eternizado nas
telas do cinema.

 Paguro e anêmona: O paguro ou caranguejo ermitão vive dentro de


conchas abandonadas de moluscos. É comum, no entanto, que ele
coloque algumas anêmonas sobre essa concha, o que lhe confere
proteção contra predadores devido aos tentáculos urticantes das
mesmas. As anêmonas, por sua vez, se beneficiam pois ganham
mobilidade e aumentam sua área de alimentação.
 Anu-preto e capivara: É comum ver algumas aves vivendo sobre o
corpo de grandes mamíferos como bois e rinocerontes e até sobre

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répteis como os jacarés e crocodilos. Nesses casos, os benefícios são


semelhantes aos que ocorrem entre o anu-preto e a capivara. O anu
se alimenta de carrapatos que atacam o mamífero, assim como o
pássaro palito retira parasitas da boca de crocodilos.

COMENSALISMO (+/0)
Nessa relação harmônica e interespecífica, uma espécie é beneficiada
com os restos da alimentação de outra sem prejudicá-la ou beneficiá-la.
Podemos citar como exemplos a rêmora que se prende ao tubarão e
aproveita os restos deixados por ele, e o urubu que se beneficia dos restos
de alimentos deixados pelo ser humano.

INQUILINISMO (+/0)
O inquilinismo é uma relação que envolve o abrigo de uma espécie
dentro de outra sem que o hospedeiro seja beneficiado ou prejudicado. Um
exemplo é o peixe agulha que, quando em perigo, se refugia no interior do
pepino do mar.

EPIFITISMO (+/0) e EPIZOISMO (+/0)


Nessas duas relações, uma espécie vive sobre a outra sem causar
prejuízo à mesma. Quando se tratam de vegetais, chamamos a planta que
se instala sobre outra de epífita. Ex: bromélias, samambaias e orquídeas.
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A epífita se beneficia por ter maior acesso à luz do sol do que se estivesse
no nível do solo.
Como exemplo de espécies epizoicas temos as cracas, crustáceos que
podem viver sobre o corpo de baleias ou conchas de ostras.

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Fig. 21: Bromélias sobre árvores da Mata Atlântica. Exemplo de epifitismo.

FORÉSIA (+/0)
Na forésia, um ser “pega carona” no corpo de outro. Quando um
carrapicho fica preso nos pelos de um mamífero e é transportado por ele,
temos um exemplo dessa relação. Podemos considerar também que a
relação entre o mosquito Aedes aegypti e o vírus da dengue é uma forésia,
já que há benefício para o vírus e não há nem benefício e nem malefício
para o mosquito.

PARASITISMO (+/-)
Nessa relação desarmônica interespecífica, a espécie parasita se
alimenta às custas do seu hospedeiro e, para isso, pode se instalar externa
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ou internamente no corpo dele. Caso o parasita seja externo ao corpo do


hospedeiro, ele é chamado ectoparasita. É o caso dos piolhos e carrapatos.
Caso o parasita viva dentro do corpo do hospedeiro, ele é chamado de
endoparasita, como por exemplo os vírus, a lombriga, o esquistossomo, a
solitária e algumas bactérias.
Existem ainda parasitas do Reino Vegetal, como o cipó-chumbo, que
através de suas raízes sugadoras chamadas haustórios, extrai a seiva
elaborada das plantas hospedeiras.
É importante lembrar que o objetivo do parasita não é matar o
hospedeiro, já que, caso isso aconteça, ele também morrerá ou será
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obrigado a procurar outro. Dessa forma, o que se observa é que há um


histórico de coevolução entre os participantes dessa relação no sentido de
que adaptações de ambos os lados surjam para que os prejuízos causados
ao hospedeiro não sejam muito grandes e ainda assim o parasita se
beneficie.

Fig. 22: Nematódeo (endoparasita) em intestino de porco.

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Fig. 23: Carrapatos (ectoparasitas) alimentando-se do sangue de um pássaro.

PREDAÇÃO (+/-)
Na predação há uma espécie predadora que mata e se alimenta de
outra espécie chamada de presa. Essa relação é, obviamente, prejudicial
para o indivíduo predado. No entanto, como vimos no capítulo sobre
Dinâmica de Populações, a predação é fundamental para controlar a
densidade populacional das presas e, consequentemente, dos predadores.
Além disso, os indivíduos mais sujeitos à predação são aqueles que já estão

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idosos ou doentes e, sob esse aspecto, sua remoção da população impede


que os mesmos transmitam doenças aos indivíduos saudáveis.
A relação predador-presa é responsável pelo surgimento de diversas
adaptações de ambas as partes para melhorar suas estratégias de ataque
ou defesa, respectivamente. Predadores normalmente apresentam sentidos
aguçados como visão, olfato e audição para melhor localizar as presas.
Podem apresentar ainda dentes e garras afiados, venenos e ferrões. Contra
isso, as presas podem apresentar um conjunto incrível de armas de defesa.
Vamos ver algumas delas.
 Camuflagem ou coloração críptica: o portador torna-se difícil de
localizar devido à sua aparência que simula o ambiente ao seu redor.
Um exemplo muito simples disso é que a maioria das espécies que
vivem no Ártico apresentam coloração branca, que favorece a sua
camuflagem na neve.

Fig. 24: Sapo camuflado no ambiente

 Coloração aposemática: É uma coloração de advertência que algumas


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espécies portadoras de toxinas apresentam. Isso sinaliza aos


predadores que é perigoso comer aquele indivíduo. Muitos sapos
apresentam esse tipo de coloração.

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Fig. 25: Sapo-flecha aposemático.

 Mimetismo Batesiano: Ocorre quando uma espécie não-tóxica simula


a aparência de uma outra espécie que porta uma toxina nociva ao
predador. Assim ela é menos predada porque é associada com a
espécie nociva.

Fig. 26: A cobra coral falsa (à esquerda), mimetiza a coral verdadeira (à direita).

 Mimetismo Mulleriano: Duas espécies não-palatáveis para o predador


podem convergir evolutivamente para desenvolver aparências
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semelhantes. Isso aumenta o número de indivíduos com aquela


característica e faz com que os predadores “aprendam” mais
rapidamente que aquela aparência está associada à falta de
palatabilidade.

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Fig. 27: Tanto a abelha (à esquerda) quanto a vespa (à direita) são espécies nocivas que
convergiram para uma aparência semelhante.

HERBIVORIA (+/-)
A herbivoria ocorre quando um vegetal serve de alimento para outro
ser vivo. Nesse caso, a planta não necessariamente morrerá, pois nem
todas as partes dela serão consumidas. Essa relação é de grande
importância para as cadeias alimentares, uma vez que é a partir dela que a
matéria e a energia passam dos produtores para os consumidores.
As plantas também podem apresentar defesas contra os herbívoros
como espinhos, substâncias não-palatáveis ou tóxicas e ainda estratégias
para rápida recuperação após a herbivoria.

CANIBALISMO (+/-)
Espécies canibais matam e se alimentam de indivíduos da mesma
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espécie. Essa relação é prejudicial para o indivíduo que está servindo de


alimento, mas também pode representar uma vantagem reprodutiva para
ele. Por exemplo, após a cópula, algumas fêmeas de artrópodes como o
louva-a-deus podem matar o macho e alimentar-se dele. Essa atitude
canibal pode representar uma carga energética fundamental para o
desenvolvimento dos ovos e, consequentemente, aumentar o sucesso
reprodutivo de ambos.

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Para terminar esse assunto, vamos analisar um gráfico que mostra o


conjunto de relações ecológicas presentes em uma comunidade biológica.

Fig. 28: Exemplo de como uma pequena comunidade biológica pode apresentar várias relações
ecológicas.

Na figura acima temos os rinocerontes e insetos envolvidos numa


relação de amensalismo (0/-) pois os mamíferos, ao pisotear a vegetação
desalojam os insetos nela presentes, deixando-os expostos à predação por
parte das garças. Assim, os
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rinocerontes beneficiam as garças
indiretamente numa relação de comensalismo (+/0). Os carrapatos
parasitam (+/-) os rinocerontes e são predados (+/-) pelas búfagas (aves)
que, por isso, realizam protocooperação (+/+) com os rinocerontes ao
remover os carrapatos do corpo desse mamífero.

É nesses momentos, meus amigos, que eu me emociono com a beleza


da natureza e fico feliz por poder passar esses conhecimentos a vocês!

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7. Sucessão Ecológica

Imagine agora uma situação em que, após uma erupção vulcânica


submarina, uma ilha se forme no meio do mar. Essa ilha recém-formada
não possui seres vivos, mas é bem provável que, em alguns anos, já exista
uma comunidade biológica bem estabelecida nela. Esse estabelecimento de
comunidades e a substituição das mesmas por outras de maior
complexidade é o que chamamos de sucessão ecológica.
Em um ambiente completamente desabitado, as condições abióticas
impedem que muitas espécies se estabeleçam e é nesse contexto que
aparecem as chamadas espécies pioneiras. Os líquens são organismos
com grande potencial para colonizar novos ambientes e dar início a
sucessões ecológicas. Eles conseguem se estabelecer nas rochas nuas e,
através da liberação do ácido liquênico, ajudam a criar fendas nessas
rochas, onde há acúmulo de matéria orgânica e água. Com o tempo,
começa a se formar um solo que propicia o desenvolvimento de plantas
como as briófitas, que por sua vez atraem animais e assim vai havendo
uma substituição dos seres que compõem essa comunidade.
A sucessão vai gerar comunidades que dependem das condições
climáticas locais. Por exemplo, em regiões de clima úmido e quente, é
provável que uma floresta se forme. Quando uma comunidade atinge o
auge de seu desenvolvimento, dizemos que ela é uma comunidade
clímax. Numa comunidade clímax é normal que a relação entre
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produtividade e respiração seja menor do que em uma comunidade jovem.


Quando uma comunidade surge num local totalmente desabitado,
dizemos que se trata de uma sucessão primária. É o caso da ilha vulcânica
recém-formada. Se uma comunidade sofre algum tipo de perturbação,
como uma queimada, um desmatamento (natural ou provocado pelo ser
humano), uma inundação ou qualquer outro processo que altere
significativamente sua composição, isso desencadeia uma sucessão
secundária. Esse tipo de sucessão será, normalmente, mais rápido do que
a sucessão primária, já que o ambiente já oferece algumas condições para
o estabelecimento dos organismos formadores da comunidade.
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Terminamos assim mais uma aula! É bastante conteúdo então


leiam com calma e não deixem de resolver as questões propostas.
Até a próxima e bom estudo!

8. QUESTÕES COMENTADAS

1. (ENEM – 2002 Amarela Q14)

Na charge, a arrogância do gato com relação ao comportamento alimentar


da minhoca, do ponto de vista biológico,
a) não se justifica, porque ambos, como consumidores, devem cavar
diariamente o seu próprio alimento.
b) é justificável, visto que o felino possui função superior à da minhoca
numa teia alimentar.
c) não se justifica, porque ambos são consumidores primários em uma teia
alimentar.
d) é justificável, porque as minhocas, por se alimentarem de detritos, não
participam das cadeias alimentares.
e) é justificável, porque os vertebrados ocupam o topo das teias
alimentares.
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2. (ENEM – 2011 Azul Q47) Os personagens da figura estão


representando uma situação hipotética de cadeia alimentar.

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Suponha que, em cena anterior à apresentada, o homem tenha se


alimentado de frutas e grãos que conseguiu coletar. Na hipótese de, nas
próximas cenas, o tigre ser bem-sucedido e, posteriormente, servir de
alimento aos abutres, tigres e abutres ocuparão, respectivamente, os
níveis tróficos de
a) Produtor e consumidor primário.
b) Consumidor primário e consumidor secundário.
c) Consumidor secundário e consumidor terciário.
d) Consumidor terciário e produtor.
e) Consumidor secundário e consumidor primário.

3. (ENEM – 2013 Branca Q86) Estudos de fluxo de energia em


ecossistemas demonstram que a alta produtividade nos manguezais está
diretamente relacionada às taxas de produção primária líquida e à rápida
reciclagem dos nutrientes. Como exemplo de seres vivos encontrados nesse
ambiente, temos: aves, caranguejos, insetos, peixes e algas. Dos grupos
de seres vivos citados, os que contribuem diretamente para a manutenção
dessa produtividade no referido ecossistema são
a) aves.
b) algas.
c) peixes.
d) insetos.
e) caranguejos.

4. (ENEM – 2014 Azul Q81) Os parasitoides (misto de parasitas e


predadores) são insetos diminutos que têm hábitos muito peculiares: suas
larvas podem se desenvolver dentro do corpo de outros organismos, como
mostra a figura. A forma adulta se alimenta de pólen e açúcares. Em geral,
cada parasitoide ataca hospedeiros de determinada espécie e, por isso,
esses organismos vêm sendo amplamente usados para o controle biológico
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de pragas agrícolas.

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A forma larval do parasitoide assume qual papel nessa cadeia


alimentar?
a) Consumidor primário, pois ataca diretamente uma espécie herbívora.
b) Consumidor secundário, pois se alimenta diretamente dos tecidos da
lagarta.
c) Organismo heterótrofo de primeira ordem, pois se alimenta de pólen na
fase adulta.
d) Organismo heterótrofo de segunda ordem, pois apresenta o maior nível
energético na cadeia.
e) Decompositor, pois se alimenta de tecidos do interior do corpo da lagarta
e a leva à morte.

5. (ENEM – 2015 Azul Q61) O nitrogênio é essencial para a vida e o maior


reservatório global desse elemento, na forma de N2, é a atmosfera. Os
principais responsáveis por sua incorporação na matéria orgânica são
microrganismos fixadores de N2, que ocorrem de forma livre ou simbiontes
com plantas.
ADUAN, R. E. et al. Os grandes ciclos biogeoquímicos do planeta. Planaltina: Embrapa, 2004
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(adaptado).

Animais garantem suas necessidades metabólicas desse elemento pela


a) absorção do gás nitrogênio pela respiração.
b) ingestão de moléculas de carboidratos vegetais.
c) incorporação de nitritos dissolvidos na água consumida.
d) transferência da matéria orgânica pelas cadeias tróficas
e) protocooperação com microrganismos fixadores de nitrogênio.

6. (ENEM – 2012 Branco Q87) Paleontólogos estudam fósseis e


esqueletos de dinossauros para tentar explicar o desaparecimento desses
animais. Esses estudos permitem afirmar que esses animais foram extintos
há cerca de 65 milhões de anos. Uma teoria aceita atualmente é a de que

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um asteroide colidiu com a Terra, formando uma densa nuvem de poeira


na atmosfera.
De acordo com essa teoria, a extinção ocorreu em função de modificações
no planeta que
a) desestabilizaram o relógio biológico dos animais, causando alterações no
código genético.
b) reduziram a penetração da luz solar até a superfície da Terra, interferindo
no fluxo energético das teias tróficas.
c) causaram uma série de intoxicações nos animais, provocando a
bioacumulação de partículas de poeira nos organismos.
d) resultaram na sedimentação das partículas de poeira levantada com o
impacto do meteoro, provocando o desaparecimento de rios e lagos.
e) evitaram a precipitação de água até a superfície da Terra, causando uma
grande seca que impediu a retroalimentação do ciclo hidrológico.

7. (ENEM – 1998 Amarela Q06) O sol participa do ciclo da água, pois


além de aquecer a superfície da Terra dando origem aos ventos, provoca a
evaporação da água dos rios, lagos e mares. O vapor da água, ao se resfriar,
condensa em minúsculas gotinhas, que se agrupam formando as nuvens,
neblinas ou névoas úmidas. As nuvens podem ser levadas pelos ventos de
uma região para outra. Com a condensação e, em seguida, a chuva, a água
volta à superfície da Terra, caindo sobre o solo, rios, lagos e mares. Parte
dessa água evapora retornando à atmosfera, outra parte escoa
superficialmente ou infiltra-se no solo, indo alimentar rios e lagos. Esse
processo é chamado de ciclo da água.
Considere, então, as seguintes afirmativas:
I. a evaporação é maior nos continentes, uma vez que o aquecimento ali é
maior do que nos oceanos.
II. a vegetação participa do ciclo hidrológico por meio da transpiração.
III. o ciclo hidrológico condiciona processos que ocorrem na litosfera, na
atmosfera e na biosfera.
IV. a energia gravitacional movimenta a água dentro do seu ciclo.
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V. o ciclo hidrológico é passível de sofrer interferência humana, podendo


apresentar desequilíbrios.

a) somente a afirmativa III está correta.


b) somente as afirmativas III e IV estão corretas
c) somente as afirmativas I, II e V estão corretas.
d) somente as afirmativas II, III, IV e V estão corretas.
e) todas as afirmativas estão corretas.

8. (ENEM – 2003 Amarela Q29) A falta de água doce no Planeta será,


possivelmente, um dos mais graves problemas deste século. Prevê-se que,
nos próximos vinte anos, a quantidade de água doce disponível para cada

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habitante será drasticamente reduzida. Por meio de seus diferentes usos e


consumos, as atividades humanas interferem no ciclo da água, alterando
a) a quantidade total, mas não a qualidade da água disponível no Planeta.
b) a qualidade da água e sua quantidade disponível para o consumo das
populações.
c) a qualidade da água disponível, apenas no sub-solo terrestre.
d) apenas a disponibilidade de água superficial existente nos rios e lagos.
e) o regime de chuvas, mas não a quantidade de água disponível no Planeta.

9. (ENEM – 2003 Amarela Q32) Considerando os custos e a importância


da preservação dos recursos hídricos, uma indústria decidiu purificar parte
da água que consome para reutilizá-la no processo industrial. De uma
perspectiva econômica e ambiental, a iniciativa é importante porque esse
processo
a) permite que toda água seja devolvida limpa aos mananciais.
b) diminui a quantidade de água adquirida e comprometida pelo uso
industrial.
c) reduz o prejuízo ambiental, aumentando o consumo de água.
d) torna menor a evaporação da água e mantém o ciclo hidrológico
inalterado.
e) recupera o rio onde são lançadas as águas utilizadas.

10. (ENEM – 2004 Amarela Q36) Por que o nível dos mares não sobe,
mesmo recebendo continuamente as águas dos rios? Essa questão já foi
formulada por sábios da Grécia antiga. Hoje responderíamos que
a) a evaporação da água dos oceanos e o deslocamento do vapor e das
nuvens compensam as águas dos rios que deságuam no mar.
b) a formação de geleiras com água dos oceanos, nos polos, contrabalança
as águas dos rios que deságuam no mar.
c) as águas dos rios provocam as marés, que as transferem para outras
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regiões mais rasas, durante a vazante.


d) o volume de água dos rios é insignificante para os oceanos e a água doce
diminui de volume ao receber sal marinho.
e) as águas dos rios afundam no mar devido a sua maior densidade, onde
são comprimidas pela enorme pressão resultante da coluna de água.

11. (ENEM – 2008 Amarela Q06) Os ingredientes que compõem uma


gotícula de nuvem são o vapor de água e um núcleo de condensação de
nuvens (NCN). Em torno desse núcleo, que consiste em uma minúscula
partícula em suspensão no ar, o vapor de água se condensa, formando uma
gotícula microscópica, que, devido a uma série de processos físicos, cresce
até precipitar-se como chuva. Na floresta Amazônica, a principal fonte
natural de NCN é a própria vegetação. As chuvas de nuvens baixas, na
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estação chuvosa, devolvem os NCNs, aerossóis, à superfície, praticamente


no mesmo lugar em que foram gerados pela floresta. As nuvens altas são
carregadas por ventos mais intensos, de altitude, e viajam centenas de
quilômetros de seu local de origem, exportando as partículas contidas no
interior das gotas de chuva. Na Amazônia, cuja taxa de precipitação é uma
das mais altas do mundo, o ciclo de evaporação e precipitação natural é
altamente eficiente. Com a chegada, em larga escala, dos seres humanos
à Amazônia, ao longo dos últimos 30 anos, parte dos ciclos naturais está
sendo alterada. As emissões de poluentes atmosféricos pelas queimadas,
na época da seca, modificam as características físicas e químicas da
atmosfera amazônica, provocando o seu aquecimento, com modificação do
perfil natural da variação da temperatura com a altura, o que torna mais
difícil a formação de nuvens.
Paulo Artaxo et al. O mecanismo da floresta para fazer chover. In: Scientific American Brasil, ano
1, n.º 11, abr./2003, p. 38-45 (com adaptações).

Na Amazônia, o ciclo hidrológico depende fundamentalmente


a) da produção de CO2 oriundo da respiração das árvores.
b) da evaporação, da transpiração e da liberação de aerossóis que atuam
como NCNs.
c) das queimadas, que produzem gotículas microscópicas de água, as quais
crescem até se precipitarem como chuva.
d) das nuvens de maior altitude, que trazem para a floresta NCNs
produzidos a centenas de quilômetros de seu local de origem.
e) da intervenção humana, mediante ações que modificam as
características físicas e químicas da atmosfera da região.

12. (ENEM – 2008 Amarela Q23) O diagrama abaixo representa, de


forma esquemática e simplificada, a distribuição da energia proveniente do
Sol sobre a atmosfera e a superfície terrestre. Na área delimitada pela linha
tracejada, são destacados alguns processos envolvidos no fluxo de energia
na atmosfera.
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A chuva é o fenômeno natural responsável pela manutenção dos níveis


adequados de água dos reservatórios das usinas hidrelétricas. Esse
fenômeno, assim como todo o ciclo hidrológico, depende muito da energia
solar. Dos processos numerados no diagrama, aquele que se relaciona mais
diretamente com o nível dos reservatórios de usinas hidrelétricas é o de
número
a) I.
b) II.
c) III.
d) IV.
e) V.

13. (ENEM – 2009 Azul Q06) O ciclo biogeoquímico do carbono


compreende diversos compartimentos, entre os quais a Terra, a atmosfera
e os oceanos, e diversos processos que permitem a transferência de
compostos entre esses reservatórios. Os estoques de carbono armazenados
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na forma de recursos não renováveis, por exemplo, o petróleo, são


limitados, sendo de grande relevância que se perceba a importância da
substituição de combustíveis fósseis por combustíveis de fontes renováveis.
A utilização de combustíveis fósseis interfere no ciclo do carbono, pois
provoca
a) aumento da porcentagem de carbono contido na Terra.
b) redução na taxa de fotossíntese dos vegetais superiores.
c) aumento da produção de carboidratos de origem vegetal.
d) aumento na quantidade de carbono presente na atmosfera.
e) redução da quantidade global de carbono armazenado nos oceanos.

14. (ENEM – 2010 Azul Q51) O texto “O voo das Folhas” traz uma visão
dos índios Ticunas para um fenômeno usualmente observado na natureza:
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O voo das Folhas


Com o vento
as folhas se movimentam.
E quando caem no chão
ficam paradas em silêncio.
Assim se forma o ngaura. O ngaura cobre o chão da floresta, enriquece a
terra e alimenta as árvores.]
As folhas velhas morrem para ajudar o crescimento das folhas novas.]
Dentro do ngaura vivem aranhas, formigas, escorpiões, centopeias,
minhocas, cogumelos e vários tipos de outros seres muito pequenos.]
As folhas também caem nos lagos, nos igarapés e igapós.
A natureza segundo os Ticunas/Livro das Árvores
Organização geral dos Professores Bilíngues Ticunas, 2000.

Na visão dos índios Ticunas, a descrição sobre o ngaura permite classifica-


lo como um produto diretamente relacionado ao ciclo
a) da água.
b) do oxigênio.
c) do fósforo.
d) do carbono.
e) do nitrogênio.

15. (ENEM – 2010 Azul Q53) O fósforo, geralmente representado pelo


íon de fosfato (PO4-3), é um ingrediente insubstituível da vida, já que é parte
constituinte das membranas celulares e das moléculas do DNA e do
trifosfato de adenosina (ATP), principal forma de armazenamento de
energia das células. O fósforo utilizado nos fertilizantes agrícolas é extraído
de minas, cujas reservas estão cada vez mais escassas. Certas práticas
agrícolas aceleram a erosão do solo, provocando o transporte de fósforo
para sistemas aquáticos, que fica imobilizado nas rochas. Ainda, a colheita
das lavouras e o transporte dos restos alimentares para os lixões diminuem
a disponibilidade dos íons no solo. Tais fatores têm ameaçado a
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sustentabilidade desse íon.


Uma medida que amenizaria esse problema seria:
a) Incentivar a reciclagem de resíduos biológicos, utilizando dejetos animais
e restos de culturas para produção de adubo.
b) Repor o estoque retirado das minas com um íon sintético de fósforo para
garantir o abastecimento da indústria de fertilizantes.
c) Aumentar a importação de íons fosfato dos países ricos para suprir as
exigências das indústrias nacionais de fertilizantes.
d) Substituir o fósforo dos fertilizantes por outro elemento com a mesma
função para suprir as necessidades do uso de seus íons.
e) Proibir, por meio de lei federal, o uso de fertilizantes com fósforo pelos
agricultores, para diminuir sua extração das reservas naturais.

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16. (ENEM – 2010 Azul Q87) De 15% a 20% da área de um canavial


precisa ser renovada anualmente. Entre o período de corte e o de plantação
de novas canas, os produtores estão optando por plantar leguminosas, pois
elas fixam nitrogênio no solo, um adubo natural para a cana. Essa opção de
rotação é agronomicamente favorável, de forma que municípios canavieiros
são hoje grandes produtores de soja, amendoim e feijão.
As encruzilhadas da fome. Planeta. São Paulo, ano 36, nº. 430, jul. 2008 (adaptado).

A rotação de culturas citada no texto pode beneficiar economicamente os


produtores de cana porque
a) a decomposição da cobertura morta dessas culturas resulta em economia
na aquisição de adubos industrializados.
b) o plantio de cana-de-açúcar propicia um solo mais adequado para o
cultivo posterior da soja, do amendoim e do feijão.
c) as leguminosas absorvem do solo elementos químicos diferentes dos
absorvidos pela cana, restabelecendo o equilíbrio do solo.
d) a queima dos restos vegetais do cultivo da cana-de-açúcar transforma-
se em cinzas, sendo reincorporadas ao solo, o que gera economia na
aquisição de adubo.
e) a soja, o amendoim e o feijão, além de possibilitarem a incorporação ao
solo de determinadas moléculas disponíveis na atmosfera, são grãos
comercializados no mercado produtivo.

17. (ENEM – 2014 Azul Q63) A aplicação excessiva de fertilizantes


nitrogenados na agricultura pode acarretar alterações no solo e na água
pelo acúmulo de compostos nitrogenados, principalmente a forma mais
oxidada, favorecendo a proliferação de algas e plantas aquáticas e alterando
o ciclo do nitrogênio, representado no esquema. A espécie nitrogenada mais
oxidada tem sua quantidade controlada por ação de microrganismos que
promovem a reação de redução dessa espécie, no processo denominado
desnitrificação.
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O processo citado está representado na etapa:


a) I
b) II
c) III
d) IV
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e) V

18. (ENEM – 2011 Azul Q88) Certas espécies de algas são capazes de
absorver rapidamente compostos inorgânicos presentes na água,
acumulando-os durante seu crescimento. Essa capacidade fez com que se
pensasse em usá-las como biofiltros para a limpeza de ambiente aquáticos
contaminados, removendo, por exemplo, nitrogênio e fósforo de resíduos
orgânicos e metais pesados provenientes de rejeitos industriais lançados
nas águas. Na técnica do cultivo integrado, animais e algas crescem de
forma associada, promovendo um maior equilíbrio ecológico.
SORIANO, E. M. Filtros vivos para limpar a água. Revista Ciência Hoje. V. 37, n° 219, 2005
(adaptado).

A utilização da técnica do cultivo integrado de animais e algas representa


uma proposta favorável a um ecossistema mais equilibrado porque
a) os animais eliminam metais pesados, que são usados pelas algas para a
síntese de biomassa.
b) os animais fornecem excretas orgânicos nitrogenados, que são
transformados em gás carbônico pelas algas.
c) as algas usam os resíduos nitrogenados liberados pelos animais e
eliminam gás carbônico na fotossíntese, usado na respiração aeróbica.
d) as algas usam os resíduos nitrogenados provenientes do metabolismo
dos animais e, durante a síntese de compostos orgânicos, liberam oxigênio
para o ambiente.
e) as algas aproveitam os resíduos do metabolismo dos animais e, durante
a quimiossíntese de compostos orgânicos, liberam oxigênio para o
ambiente.

19. (ENEM – 2001 Amarela Q22) O esquema representa o ciclo do


enxofre na natureza, sem considerar a intervenção humana.

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O ciclo representado mostra que a atmosfera, a litosfera, a hidrosfera e a


biosfera, naturalmente,
I. são poluídas por compostos de enxofre.
II. são destinos de compostos de enxofre.
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III. transportam compostos de enxofre.


IV. são fontes de compostos de enxofre.

Dessas afirmações, estão corretas, apenas,


a) I e II.
b) I e III.
c) II e IV.
d) I, II e III.
e) II, III e IV.

20. (ENEM – 2003 Amarela Q43) Os gases liberados pelo esterco e por
alimentos em decomposição podem conter sulfeto de hidrogênio (H2S), gás
com cheiro de ovo podre, que é tóxico para muitos seres vivos. Com base
em tal fato, foram feitas as seguintes afirmações:
I. Gases tóxicos podem ser produzidos em processos naturais;
II. Deve-se evitar o uso de esterco como adubo porque polui o ar das zonas
rurais;
III. Esterco e alimentos em decomposição podem fazer parte no ciclo
natural do enxofre (S).
Está correto, apenas, o que se afirma em
a) I
b) II
c) III
d) I e III
e) II e III

21. (ENEM – 1999 Amarela Q56) O crescimento da população de uma


praga agrícola está representado em função do tempo, no gráfico ao lado,
onde a densidade populacional superior a P causa prejuízo à lavoura. No
momento apontado pela seta 1, um agricultor introduziu uma espécie de
inseto que é inimigo natural da praga, na tentativa de controlá-la
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biologicamente. No momento indicado pela seta 2, o agricultor aplicou


grande quantidade de inseticida, na tentativa de eliminar totalmente a
praga. A análise do gráfico permite concluir que

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a) se o inseticida tivesse sido usado no momento marcado pela seta 1, a


praga teria sido controlada definitivamente, sem necessidade de um
tratamento posterior.
b) se não tivesse sido usado o inseticida no momento marcado pela seta 2,
a população de praga continuaria aumentando rapidamente e causaria
grandes danos à lavoura.
c) o uso do inseticida tornou-se necessário, uma vez que o controle
biológico aplicado no momento 1 não resultou na diminuição da densidade
da população da praga.
d) o inseticida atacou tanto as pragas quanto os seus predadores;
entretanto, a população de pragas recuperou-se mais rápido voltando a
causar dano à lavoura.
e) o controle de pragas por meio do uso de inseticidas é muito mais eficaz
que o controle biológico, pois os seus efeitos são muito mais rápidos e têm
maior durabilidade.

22. (ENEM – 2010 Azul Q76) Investigadores das Universidades de Oxford


e da Califórnia desenvolveram uma variedade de Aedes aegypti
geneticamente modificada que é candidata para uso na busca de redução
na transmissão do vírus da dengue. Nessa nova variedade de mosquito, as
fêmeas não conseguem voar devido à interrupção do desenvolvimento do
músculo das asas. A modificação genética introduzida é um gene dominante
condicional, isso é, o gene tem expressão dominante (basta apenas uma
cópia do alelo) e este só atua nas fêmeas.
FU, G. et al. Female-specific flightless phenotype for mosquito control. PNAS 107 (10): 4550-4554,
2010.
Prevê-se, porém, que a utilização dessa variedade de Aedes aegypti demore
ainda anos para ser implementada, pois há demanda de muitos estudos
com relação ao impacto ambiental. A liberação de machos de Aedes aegypti
dessa variedade geneticamente modificada reduziria o número de casos de
dengue em uma determinada região porque
a) diminuiria o sucesso reprodutivo desses machos transgênicos.
b) restringiria a área geográfica de voo dessa espécie de mosquito.
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c) dificultaria a contaminação e reprodução do vetor natural da doença.


d) tornaria o mosquito menos resistente ao agente etiológico da doença.
e) dificultaria a obtenção de alimentos pelos machos geneticamente
modificados.

23. (ENEM – 2011 Azul Q57) O controle biológico, técnica empregada no


combate a espécies que causam danos e prejuízos aos seres humanos, é
utilizado no combate à lagarta que se alimenta de folhas de algodoeiro.
Algumas espécies de borboleta depositam seus ovos nessa cultura. A
microvespa Trichogramma sp. introduz seus ovos nos ovos de outros
insetos, incluindo os das borboletas em questão. Os embriões da vespa se
alimentam do conteúdo desses ovos e impedem que as larvas de borboleta

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se desenvolvam. Assim, é possível reduzir a densidade populacional das


borboletas até níveis que não prejudiquem a cultura.
A técnica de controle biológico realizado pela microvespa Trichogramma sp.
consiste na
a) introdução de um parasita no ambiente da espécie que se deseja
combater.
b) introdução de um gene letal nas borboletas, a fim de diminuir o número
de indivíduos.
c) competição entre a borboleta e a microvespa para a obtenção de
recursos.
d) modificação do ambiente para selecionar indivíduos melhor adaptados.
e) aplicação de inseticidas a fim de diminuir o número de indivíduos que se
deseja combater.

24. (ENEM – 2009 Azul Q34) O lixo orgânico de casa – constituído de


restos de verduras, frutas, legumes, cascas de ovo, aparas de grama, entre
outros –, se for depositado nos lixões, pode contribuir para o aparecimento
de animais e de odores indesejáveis. Entretanto, sua reciclagem gera um
excelente adubo orgânico, que pode ser usado no cultivo de hortaliças,
frutíferas e plantas ornamentais. A produção do adubo ou composto
orgânico se dá por meio da compostagem, um processo simples que requer
alguns cuidados especiais. O material que é acumulado diariamente em
recipientes próprios deve ser revirado com auxílio de ferramentas
adequadas, semanalmente, de forma a homogeneizá-lo. É preciso também
umedecê-lo periodicamente. O material de restos de capina pode ser
intercalado entre uma camada e outra de lixo da cozinha. Por meio desse
método, o adubo orgânico estará pronto em aproximadamente dois a três
meses.
Como usar o lixo orgânico em casa? Ciência Hoje, v. 42, jun. 2008 (adaptado).

Suponha que uma pessoa, desejosa de fazer seu próprio adubo orgânico,
tenha seguido o procedimento descrito no texto, exceto no que se refere ao
umedecimento periódico do composto. Nessa situação,
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a) o processo de compostagem iria produzir intenso mau cheiro.


b) o adubo formado seria pobre em matéria orgânica que não foi
transformada em composto.
c) a falta de água no composto vai impedir que microrganismos
decomponham a matéria orgânica.
d) a falta de água no composto iria elevar a temperatura da mistura, o que
resultaria na perda de nutrientes essenciais.
e) apenas microrganismos que independem de oxigênio poderiam agir
sobre a matéria orgânica e transformá-la em adubo.

25. (ENEM – 1998 Amarela Q57) No início deste século, com a finalidade
de possibilitar o crescimento da população de veados no planalto de Kaibab,
no Arizona (EUA), moveu-se uma caçada impiedosa aos seus predadores –
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pumas, coiotes e lobos. No gráfico abaixo, a linha cheia indica o crescimento


real da população de veados, no período de 1905 a 1940; a linha pontilhada
indica a expectativa quanto ao crescimento da população de veados, nesse
mesmo período, caso o homem não tivesse interferido em Kaibab.

Para explicar o fenômeno que ocorreu com a população de veados após a


interferência do homem, o mesmo estudante elaborou as seguintes
hipóteses e/ou conclusões:
I. lobos, pumas e coiotes não eram, certamente, os únicos e mais vorazes
predadores dos veados; quando estes predadores, até então
desapercebidos, foram favorecidos pela eliminação de seus competidores,
aumentaram numericamente e quase dizimaram a população de veados.
II. a falta de alimentos representou para os veados um mal menor que a
predação.
III. ainda que a atuação dos predadores pudesse representar a morte para
muitos veados, a predação demonstrou-se um fator positivo para o
equilíbrio dinâmico e sobrevivência da população como um todo.
IV. a morte dos predadores acabou por permitir um crescimento exagerado
da população de veados, isto levou à degradação excessiva das pastagens,
tanto pelo consumo excessivo como pelo seu pisoteamento.
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O estudante, desta vez, acertou se indicou as alternativas:


a) I, II, III e IV.
b) I, II e III, apenas.
c) I, II e IV, apenas.
d) II e III, apenas.
e) III e IV, apenas.

26. (ENEM – 2001 Amarela Q28) Um produtor de larvas aquáticas para


alimentação de peixes ornamentais usou veneno para combater parasitas,
mas suspendeu o uso do produto quando os custos se revelaram
antieconômicos. O gráfico registra a evolução das populações de larvas e
parasitas.

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O aspecto biológico, ressaltado a partir da leitura do gráfico, que pode ser


considerado o melhor argumento para que o produtor não retome o uso do
veneno é:
a) A densidade populacional das larvas e dos parasitas não é afetada pelo
uso do veneno.
b) A população de larvas não consegue se estabilizar durante o uso do
veneno.
c) As populações mudam o tipo de interação estabelecida ao longo do
tempo.
d) As populações associadas mantêm um comportamento estável durante
todo o período.
e) Os efeitos das interações negativas diminuem ao longo do tempo,
estabilizando as populações.

27. (ENEM – 1999 Amarela Q54) Apesar da riqueza das florestas


tropicais, elas estão geralmente baseadas em solos inférteis e improdutivos.
Grande parte dos nutrientes é armazenada nas folhas que caem sobre o
solo, não no solo propriamente dito. Quando esse ambiente é intensamente
modificado pelo ser humano, a vegetação desaparece, o ciclo dos nutrientes
é alterado e a terra se torna rapidamente infértil.
(CORSON, Walter H. Manual Global de Ecologia,1993)
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No texto acima, pode parecer uma contradição a existência de florestas


tropicais exuberantes sobre solos pobres. No entanto, este fato é explicado
pela
a) profundidade do solo, pois, embora pobre, sua espessura garante a
disponibilidade de nutrientes para a sustentação dos vegetais da região.
b) boa iluminação das regiões tropicais, uma vez que a duração regular do
dia e da noite garante os ciclos dos nutrientes nas folhas dos vegetais da
região.
c) existência de grande diversidade animal, com número expressivo de
populações que, com seus dejetos, fertilizam o solo.
d) capacidade de produção abundante de oxigênio pelas plantas das
florestas tropicais, consideradas os “pulmões” do mundo.
e) rápida reciclagem dos nutrientes, potencializada pelo calor e umidade
das florestas tropicais, o que favorece a vida dos decompositores.

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28. (ENEM – 2008 Amarela Q10) Um estudo recente feito no Pantanal


dá uma boa idéia de como o equilíbrio entre as espécies, na natureza, é um
verdadeiro quebra-cabeça. As peças do quebra-cabeça são o tucano-toco,
a arara-azul e o manduvi. O tucano-toco é o único pássaro que consegue
abrir o fruto e engolir a semente do manduvi, sendo, assim, o principal
dispersor de suas sementes. O manduvi, por sua vez, é uma das poucas
árvores onde as araras-azuis fazem seus ninhos.
Até aqui, tudo parece bem encaixado, mas... é justamente o tucano-toco o
maior predador de ovos de arara-azul — mais da metade dos ovos das
araras são predados pelos tucanos. Então, ficamos na seguinte
encruzilhada: se não há tucanos-toco, os manduvis se extinguem, pois não
há dispersão de suas sementes e não surgem novos manduvinhos, e isso
afeta as araras-azuis, que não têm onde fazer seus ninhos. Se, por outro
lado, há muitos tucanos-toco, eles dispersam as sementes dos manduvis, e
as araras-azuis têm muito lugar para fazer seus ninhos, mas seus ovos são
muito predados.
Internet: <http://oglobo.globo.com> (com adaptações).

De acordo com a situação descrita,


a) o manduvi depende diretamente tanto do tucano-toco como da arara-
azul para sua sobrevivência.
b) o tucano-toco, depois de engolir sementes de manduvi, digere-as e
torna-as inviáveis.
c) a conservação da arara-azul exige a redução da população de manduvis
e o aumento da população de tucanos-toco.
d) a conservação das araras-azuis depende também da conservação dos
tucanos-toco, apesar de estes serem predadores daquelas.
e) a derrubada de manduvis em decorrência do desmatamento diminui a
disponibilidade de locais para os tucanos fazerem seus ninhos.

29. (ENEM – 2008 Amarela Q57) Um grupo de ecólogos esperava


encontrar aumento de tamanho das acácias, árvores preferidas de grandes
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mamíferos herbívoros africanos, como girafas e elefantes, já que a área


estudada era cercada para evitar a entrada desses herbívoros. Para espanto
dos cientistas, as acácias pareciam menos viçosas, o que os levou a
compará-las com outras de duas áreas de savana: uma área na qual os
herbívoros circulam livremente e fazem podas regulares nas acácias, e
outra de onde eles foram retirados há 15 anos. O esquema a seguir mostra
os resultados observados nessas duas áreas.

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De acordo com as informações acima,


a) a presença de populações de grandes mamíferos herbívoros provoca o
declínio das acácias.
b) os hábitos de alimentação constituem um padrão de comportamento que
os herbívoros aprendem pelo uso, mas que esquecem pelo desuso.
c) as formigas da espécie 1 e as acácias mantêm uma relação benéfica para
ambas.
d) os besouros e as formigas da espécie 2 contribuem para a sobrevivência
das acácias.
e) a relação entre os animais herbívoros, as formigas e as acácias é a
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mesma que ocorre entre qualquer predador e sua presa.

30. (ENEM – 2012 Branca Q63) O menor tamanduá do mundo é solitário


e tem hábitos noturnos, passa o dia repousando, geralmente em um
emaranhado de cipós, com o corpo curvado de tal maneira que forma uma
bola. Quando em atividade, se locomove vagarosamente e emite som
semelhante a um assobio. A cada gestação, gera um único filhote. A cria é
deixada em uma árvore à noite e é amamentada pela mãe até que tenha
idade para procurar alimento. As fêmeas adultas têm territórios grandes e
o território de um macho inclui o de várias fêmeas, o que significa que ele
tem sempre diversas pretendentes à disposição para namorar!
Ciência Hoje das Crianças, ano 19, n. 174, nov. 2006 (adaptado).

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Essa descrição sobre o tamanduá diz respeito ao seu


a) hábitat.
b) biótopo.
c) nível trófico.
d) nicho ecológico.
e) potencial biótico.

31. (ENEM – 2013 Branca Q51) As fêmeas de algumas espécies de


aranhas, escorpiões e de outros invertebrados predam os machos após a
cópula e inseminação. Como exemplo, fêmeas canibais do inseto conhecido
como louva-a-deus, Tenodera aridofolia, possuem até 63% da sua dieta
composta por machos parceiros. Para as fêmeas, o canibalismo sexual pode
assegurar a obtenção de nutrientes importantes na reprodução. Com esse
incremento na dieta, elas geralmente produzem maior quantidade de ovos.
BORGES, J. C. Jogo mortal. Disponível em: http://cienciahoje.uol.com.br. Acesso em: 1 mar. 2012
(adaptado).
Apesar de ser um comportamento aparentemente desvantajoso para os
machos, o canibalismo sexual evoluiu nesses táxons animais porque
a) promove a maior ocupação de diferentes nichos ecológicos pela espécie.
b) favorece o sucesso reprodutivo individual de ambos os parentais.
c) impossibilita a transmissão de genes do macho para a prole.
d) impede a sobrevivência e reprodução futura do macho.
e) reduz a variabilidade genética da população.

32. (ENEM – 2000 Amarela Q36) O esquema abaixo representa os


diversos meios em que se alimentam aves, de diferentes espécies, que
fazem ninho na mesma região.

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Com base no esquema, uma classe de alunos procurou identificar a possível


existência de competição alimentar entre essas aves e concluiu que:
a) não há competição entre os quatro tipos de aves porque nem todas elas
se alimentam nos mesmos locais.
b) não há competição apenas entre as aves dos tipos 1, 2 e 4 porque retiram
alimentos de locais exclusivos.
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c) há competição porque a ave do tipo 3 se alimenta em todos os lugares


e, portanto, compete com todas as demais.
d) há competição apenas entre as aves 2 e 4 porque retiram grande
quantidade de alimentos de um mesmo local.
e) não se pode afirmar se há competição entre as aves que se alimentam
em uma mesma região sem conhecer os tipos de alimento que consomem.

33. (ENEM – 2005 Amarela Q43) A atividade pesqueira é antes de tudo


extrativista, o que causa impactos ambientais. Muitas espécies já
apresentam sério comprometimento em seus estoques e, para diminuir
esse impacto, várias espécies vêm sendo cultivadas. No Brasil, o cultivo de
algas, mexilhões, ostras, peixes e camarões, vem sendo realizado há alguns
anos, com grande sucesso, graças ao estudo minucioso da biologia dessas
espécies. Os crustáceos decápodes, por exemplo, apresentam durante seu
desenvolvimento larvário, várias etapas com mudança radical de sua forma.

Algumas das fases larvárias de crustáceos

Não só a sua forma muda, mas também a sua alimentação e habitat. Isso
faz com que os criadores estejam atentos a essas mudanças, porque a
alimentação ministrada tem de mudar a cada fase. Se para o criador, essas
mudanças são um problema para a espécie em questão, essa metamorfose
apresenta uma vantagem importante para sua sobrevivência, pois
a) aumenta a predação entre os indivíduos.
b) aumenta o ritmo de crescimento.
c) diminui a competição entre os indivíduos da mesma espécie.
d) diminui a quantidade de nichos ecológicos ocupados pela espécie.
e) mantém a uniformidade da espécie. 04178253905

34. (ENEM – 2013 Branca Q70) No Brasil, cerca de 80% da energia


elétrica advém de hidrelétricas, cuja construção implica o represamento de
rios. A formação de um reservatório para esse fim, por sua vez, pode
modificar a ictiofauna local. Um exemplo é o represamento do Rio Paraná,
onde se observou o desaparecimento de peixes cascudos quase que
simultaneamente ao aumento do número de peixes de espécies exóticas
introduzidas, como o mapará e a corvina, as três espécies com nichos
ecológicos semelhantes.
PETESSE, M. L.; PETRERE JR., M. Ciência Hoje, São Paulo, n. 293, v. 49, jun. 2012 (adaptado).

Nessa modificação da ictiofauna, o desaparecimento de cascudos é


explicado pelo

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a) A redução do fluxo gênico da espécie nativa.


b) diminuição da competição intraespecífica.
c) aumento da competição interespecífica.
d) isolamento geográfico dos peixes.
e) extinção de nichos ecológicos.

35. (ENEM – 2014 Branca Q60) Existem bactérias que inibem o


crescimento de um fungo causador de doenças no tomateiro, por
consumirem o ferro disponível no meio. As bactérias também fazem fixação
do nitrogênio, disponibilizam cálcio e produzem auxinas, substâncias que
estimulam diretamente o crescimento do tomateiro.
PELZER, G. Q. et al. Mecanismos de controle da murcha-de-esclerócio e promoção de crescimento
em tomateiro mediados por rizobactérias. Tropical Plant Pathology, v. 36, n. 2, mar.-abr. 2011
(adaptado).

Qual dos processos biológicos mencionados indica uma relação ecológica de


competição?
a) Fixação de nitrogênio para o tomateiro.
b) Disponibilização de cálcio para o tomateiro.
c) Diminuição da quantidade de ferro disponível para o fungo.
d) Liberação de substâncias que inibem o crescimento do fungo.
e) Liberação de auxinas que estimulam o crescimento do tomateiro.

36. (ENEM – 2011 Azul Q82) Os vaga-lumes machos e fêmeas emitem


sinais luminosos para se atraírem para o acasalamento. O macho reconhece
a fêmea de sua espécie e, atraído por ela, vai ao seu encontro. Porém,
existe um tipo de vaga-lume, o Photuris, cuja fêmea engana e atrai os
machos de outro tipo, o Photinus, fingindo ser desse gênero. Quando o
macho Photinus se aproxima da fêmea Photuris, muito maior que ele, é
atacado e devorado por ela.
BERTOLDI, O. G.; VASCONCELLOS, J. R. Ciência & sociedade: a aventura da vida, a aventura da
tecnologia. São Paulo: Scipione, 2000 (adaptado).
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A relação descrita no texto, entre a fêmea do gênero Photuris e o macho do


gênero Photinus, é um exemplo de
a) comensalismo.
b) inquilinismo.
c) cooperação.
d) predatismo.
e) mutualismo.

37. (ENEM – 1999 Azul Q50) Um agricultor, que possui uma plantação
de milho e uma criação de galinhas, passou a ter sérios problemas com os
cachorros-do-mato que atacavam sua criação. O agricultor, ajudado pelos
vizinhos, exterminou os cachorros-do-mato da região. Passado pouco
tempo, houve um grande aumento no número de pássaros e roedores que
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passaram a atacar as lavouras. Nova campanha de extermínio e, logo


depois da destruição dos pássaros e roedores, uma grande praga de
gafanhotos, destruiu totalmente a plantação de milho e as galinhas ficaram
sem alimento.
Analisando o caso acima, podemos perceber que houve desequilíbrio na teia
alimentar representada por:

38. (ENEM – 2015 – 2ª Aplicação - Azul Q79) O caramujo gigante


africano, Achatina fulica, é uma espécie exótica que tem despertado o
interesse das autoridades brasileiras, uma vez que tem causado danos
ambientais e prejuízos econômicos à agricultura. A introdução da espécie
no Brasil ocorreu clandestinamente, com o objetivo de ser utilizada na
alimentação humana. Porém, o molusco teve pouca aceitação no comércio
de alimentos, o que resultou em abandono e liberação intencional das
criações por vários produtores. Por ser uma espécie herbívora generalista
(alimenta-se de mais de 500 espécies diferentes de vegetais), com grande
capacidade reprodutiva, tornou-se uma praga agrícola de difícil erradicação.
Associada a isto, a ausência de predadores naturais fez com que ocorresse
um crescimento descontrolado da população. O desequilíbrio da cadeia
alimentar observado foi causado pelo aumento da densidade populacional
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de
a) consumidores terciários, em função da elevada disponibilidade de
consumidores secundários.
b) consumidores primários, em função da ausência de consumidores
secundários.
c) consumidores secundários, em função da ausência de consumidores
primários.
d) consumidores terciários, em função da elevada disponibilidade de
produtores.
e) consumidores primários, em função do aumento de produtores.

39. (ENEM – 2015 – 2ª Aplicação - Azul Q87) Na natureza a matéria é


constantemente transformada por meio dos ciclos biogeoquímicos. Além do
ciclo da água, existem os ciclos do carbono, do enxofre, do fósforo, do

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nitrogênio e do oxigênio. O elemento que está presente em todos os ciclos


nomeados é o
a) fósforo.
b) enxofre.
c) carbono.
d) oxigênio.
e) nitrogênio.

40. (ENEM – 2015 – 2ª Aplicação - Azul Q88) Bioindicador ou indicador


biológico é uma espécie ou grupo de espécies que reflete o estado biótico
ou abiótico de um meio ambiente, o impacto produzido sobre um hábitat,
comunidade ou ecossistema, entre outras funções. A posição trófica do
organismo bioindicador é uma das características mais relevantes quanto
ao seu grau de importância para essa função: quanto mais baixo o nível
trófico do organismo, maior é a sua utilidade, pois pressupõe-se que toda
a cadeia trófica é contaminada a partir dele.
ANDRÉA, M. M. Bioindicadores ecotoxicológicos de agrotóxicos. Disponível em:
www.biologico.sp.gov.br. Acesso em: 11 mar. 2013 (adaptado).
O grupo de organismos mais adequado para essa condição, do ponto de
vista da sua posição na cadeia trófica, é constituído por
a) algas.
b) peixes.
c) baleias.
d) camarões.
e) anêmonas.

41. (ENEM – 2016 Azul Q61) Um pesquisador investigou o papel da


predação por peixes na densidade e tamanho das presas, como possível
controle de populações de espécies exóticas em costões rochosos. No
experimento colocou uma tela sobre uma área da comunidade, impedindo
o acesso dos peixes ao alimento, e comparou o resultado com uma área
adjacente na qual os peixes tinham acesso livre. O quadro apresenta os
resultados encontrados após 15 dias de experimento.
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O pesquisador concluiu corretamente que os peixes controlam a densidade


dos(as)
a) Algas, estimulando seu crescimento.
b) Cracas, predando especialmente animais pequenos.
c) Mexilhões, predando especialmente animais pequenos.
d) Quatro espécies testadas, predando indivíduos pequenos.
e) Ascídias, apesar de não representarem os menores organismos.

42. (ENEM – 2016 Azul Q69) Recentemente um estudo feito em campos


de trigo mostrou que níveis elevados de dióxido de carbono na atmosfera
prejudicam a absorção de nitrato pelas plantas. Consequentemente, a
qualidade nutricional desses alimentos pode diminuir à medida que os níveis
de dióxido de carbono na atmosfera atingirem as estimativas para as
próximas décadas.
BLOOM, A.J. et al. Nitrate assimilation is inhibited by elevated CO2 in field-grown wheat.
Nature Climate Change, n. 4, abr. 2014 (adaptado).

Nesse contexto, a qualidade nutricional do grão de trigo será modificada


primariamente pela redução de
a) Amido.
b) Frutose.
c) Lipídeos.
d) Celulose.
e) Proteínas.

43. (ENEM – 2016 2ª Aplicação Branca Q47) Os seres vivos mantêm


constantes trocas de matéria com o ambiente mediante processos
conhecidos como ciclos biogeoquímicos. O esquema representa um dos
ciclos que ocorrem nos ecossistemas.

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O esquema apresentado corresponde ao ciclo biogeoquímico do(a)


a) água.
b) fósforo.
c) enxofre.
d) carbono.
e) nitrogênio.

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44. (ENEM – 2016 2ª Aplicação Branca Q71) A modernização da


agricultura, também conhecida como Revolução Verde, ficou marcada pela
expansão da agricultura nacional. No entanto, trouxe consequências como
o empobrecimento do solo, o aumento da erosão e dos custos de produção,
entre outras. Atualmente, a preocupação com a agricultura sustentável tem
suscitado práticas como a adubação verde, que consiste na incorporação ao
solo de fitomassa de espécies vegetais distintas, sendo as mais difundidas
as leguminosas.
ANUNCIAÇÃO, G. C. F. Disponível em: www.muz.ifsuldeminas.edu.br
Acesso em: 20 dez. 2012 (adaptado)
A utilização de leguminosas nessa prática de cultivo visa reduzir a
a) utilização de agrotóxicos.
b) atividade biológica do solo.
c) necessidade do uso de fertilizantes.
d) decomposição da matéria orgânica.
e) capacidade de armazenamento de água no solo.

COMENTÁRIOS DAS QUESTÕES

1. Vamos analisar cada alternativa nessa questão sobre cadeias e teias


alimentares. Na alternativa b), afirma-se que o felino tem função superior
do que a minhoca numa teia alimentar. Vimos, no entanto, que todos os
seres possuem igual importância dentro das comunidades biológicas. Na
alternativa c), afirma-se que gatos e minhocas são consumidores primários.
No entanto, os gatos são carnívoros, assim como todos os felinos e, por
isso, não podem ser consumidores primários, já que estes são seres
herbívoros. Na alternativa d) as minhocas são excluídas das cadeias
alimentares por se alimentarem de detritos, o que não faz sentido, já que
os detritos são provenientes de atividade biológica, seja vegetal ou animal,
e isso coloca as minhocas em níveis tróficos variados. Na alternativa e),
afirma-se que os vertebrados ocupam o topo das teias alimentares, mas
isso não é uma obrigatoriedade, afinal existem diversos vertebrados que
são consumidores primários. Resta então a alternativa a) que é verdadeira,
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pois ao afirmar que o gato e a minhoca devem “cavar” o seu alimento


diariamente, ela faz uma alusão à busca deles por alimento, caracterizada
por serem heterotróficos. Alternativa A.

2. Para responder essa questão, bastaria que o aluno esquematizasse a


cadeia alimentar citada. Vamos ver como ela ficaria:

Frutas e
 homem  tigre  abutres
grãos

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CONSUMIDOR CONSUMIDOR CONSUMIDOR


PRODUTOR
PRIMÁRIO SECUNDÁRIO TERCIÁRIO

Assim, tigres seriam consumidores secundários e os abutres seriam


consumidores terciários. Alternativa C.

3. Dentre os seres vivos citados no enunciado, somente as algas são


autotróficas e, por isso, ocupam o nível trófico de produtores. Mesmo que
o aluno não soubesse que as algas são autotróficas, ele poderia, por
eliminação, verificar que nem aves, nem caranguejos, nem insetos e nem
peixes poderiam ser produtores. Alternativa B.

4. A larva do parasitoide se alimenta da lagarta, que é herbívora e por isso,


consumidora primária. Sendo assim, a larva só pode ser consumidora
secundária. Alternativa B.

5. Como vimos no ciclo do nitrogênio, a fixação desse elemento através das


bactérias fixadoras e a nitrificação realizada pelas bactérias nitrificantes,
disponibilizam o nitrogênio para ser assimilado pelas plantas. Elas utilizarão
os íons nitrato para formar suas moléculas orgânicas nitrogenadas, como
proteínas. Essas proteínas passarão pelas cadeias tróficas para os animais.
É preciso lembrar que carboidratos não possuem nitrogênio, o que elimina
a alternativa B. A alternativa correta é a letra D.

6. Com a formação de uma densa nuvem de poeira na atmosfera, a luz do


sol passou a ter mais dificuldade para atingir a superfície. Sabemos que a
luz é fundamental para a realização da fotossíntese. Processo esse que é
responsável pela produtividade dos ecossistemas. Sem fotossíntese, os
vegetais morrem e, consequentemente, todos os seres da cadeia trófica
também morrerão por não ter o que comer. Sendo assim, fica interrompido
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o fluxo energético das teias tróficas. Alternativa B.

7. Afirmativa I – incorreta. Nos oceanos, a evaporação é maior do que nos


continentes
Afirmativa II – correta. Parte da água utilizada pelos vegetais, é liberada de
volta à atmosfera através da transpiração desses seres vivos.
Afirmativa III – correta. A água circula pelo solo (litosfera), pela atmosfera,
com o vapor formando nuvens e posteriormente precipitando na forma de
chuva, e na biosfera pois passa pelos organismos, uma vez que é
fundamental para a manutenção dos seres vivos.
Afirmativa IV – correta. A gravidade faz com que a chuva e a neve
precipitem sobre a superfície do planeta e também contribui para a
infiltração da água no solo.
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Afirmativa V – correta. O ser humano pode afetar a qualidade da água


disponível no planeta, diminuindo a quantidade de água potável disponível
para os seres vivos.
Alternativa D.

8. A quantidade total de água no nosso planeta não pode ser afetada pela
ação do ser humano. No entanto, ao poluir parte da água disponível, é
possível afetar a qualidade da mesma, tornando-a imprópria para consumo,
diminuindo portanto a quantidade de água potável. Alternativa B.

9. Se uma indústria consome uma quantidade x de água e passa a purificar


parte dessa água consumida para reutilizá-la, há uma diminuição no
consumo total dela. Sendo assim, a indústria diminui a quantidade de água
adquirida e comprometida pelo uso industrial. Alternativa B.

10. No ciclo da água, essa substância está o tempo inteiro transitando entre
seus reservatórios: superfície do planeta, atmosfera e seres vivos. Assim,
a água que abastece os mares, é compensada pela água perdida na
evaporação, fazendo com que os mares não sofram aumento no seu nível.
Alternativa A.

11. O enunciado da questão já dá a dica para a alternativa correta. Ele diz


que a nuvem precisa de vapor de água e de um NCN. A seguir, afirma que
a principal fonte natura de NCN é a vegetação. Além disso, sabemos que a
vegetação libera vapor de água na sua transpiração e que, além disso, a
evaporação da água na superfície também tem papel importante no ciclo
da água. Assim, a única alternativa que aborda esses aspectos é a letra B.

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12. Apesar dessa questão ser de 2008, o assunto está muito em voga por
conta da crise hídrica vivida no nosso país pela falta de chuvas
principalmente na região Sudeste, que levou os reservatórios a operarem
no volume morto, fato que encareceu também a produção de energia
elétrica nas usinas hidrelétricas. Ao analisarmos o gráfico, o mais natural é
que procuremos uma seta pra baixo carregando água na forma de chuva.
No entanto, esse gráfico representa o fluxo de energia, e a única seta para
baixo corresponde à radiação solar incidente no planeta. Sabemos, por
outro lado, que a chuva depende da formação de nuvens, que, por sua vez,
depende da evaporação da água superficial. Assim, temos a seta de número
V carregando energia para cima na formação de vapor de água, que vai
contribuir para a formação das nuvens e sua posterior precipitação na forma
de chuva. Alternativa E.

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13. A queima de combustíveis fósseis como o petróleo libera grande


quantidade de gás carbônico na atmosfera, fazendo com que a quantidade
de carbono aumente significativamente nesse reservatório. Não haveria
redução na taxa de fotossíntese de vegetais, uma vez que o aumento de
gás carbônico aumentaria a disponibilidade desse gás. No entanto, também
não haveria um aumento da fotossíntese e consequente produção de
carboidratos de origem vegetal, uma vez que a quantidade de gás carbônico
na atmosfera não é um fator limitante para a taxa de fotossíntese.
Alternativa D.

14. O ngaura citado no texto nada mais é do que a cobertura de folhas que
reveste a superfície de uma floresta. Essas folhas, ao serem decompostas,
liberam suas moléculas orgânicas ricas em carbono, que serão utilizadas
por outros seres vivos em sua constituição. Assim, o ciclo envolvido é o do
carbono. Alternativa D.

15. Nessa questão, o aluno precisa pensar de forma sustentável. Temos um


problema que é a exploração do fósforo e a sua baixa reposição depois de
utilizado. Criar um íon sintético não é uma alternativa viável
tecnologicamente; importar íons fosfato de países ricos seria uma
alternativa cara e não contribuiria no sentido da reciclagem do nutriente,
causando mais acúmulo do mesmo em locais onde ele não poderia ser
reutilizado. Não há como substituir o fósforo por outro elemento já que ele
é constituinte fundamental do DNA e do ATP. A proibição do uso de
fertilizantes com fósforo prejudicaria muito a produção agrícola, não sendo
também uma alternativa sustentável. Sento assim, o ideal seria incentivar
a reciclagem de resíduos biológicos, contribuindo para a manutenção do
ciclo do fósforo e diminuindo, assim, a necessidade de extrair mais esse
elemento de suas reservas. Alternativa A.

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16. A questão busca a alternativa que apresente maior retorno econômico


para os produtores de cana. Assim, sabemos que as leguminosas, em
associação com bactérias fixadoras de nitrogênio, conseguem retirar esse
elemento da atmosfera e incorporá-lo ao solo na forma de íons nitrato.
Esses íons ficam disponíveis para outros vegetais que forem plantados após
a colheita das leguminosas. Além disso, soja, amendoim e feijão, podem
ser comercializados fazendo com que o produtor também tenha lucro em
cima deles. Assim, a alternância do plantio de cana com o plantio de
leguminosas, aumenta a produtividade da área, uma vez que as
leguminosas ajudam a manter o nível de compostos nitrogenados no solo.
Alternativa E.

17. I – fixação do nitrogênio; II – amonificação; III e IV – nitrificação; V –


desnitrificação. Alternativa E.
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18. Todas as alternativas dessa questão possuem erros conceituais, menos


1. A letra A diz que vegetais usam metais pesados para síntese de
biomassa, o que não ocorre, pois metais pesados como chumbo e mercúrio
não entram nesse processo. A letra B diz que as algas usam excretas
nitrogenados para produzir gás carbônico, sendo que esse gás é produzido
na respiração celular que não tem relação com excretas nitrogenados. A
letra C diz que as algas liberam gás carbônico na fotossíntese, quando na
verdade elas absorvem esse gás nesse processo. A letra E diz que as algas
realizam quimiossíntese, quando na verdade elas fazem fotossíntese. A
letra D é a única correta, pois as algas utilizam os resíduos nitrogenados
dos animais para produzir suas moléculas nitrogenadas e, durante a
fotossíntese, produzem compostos orgânicos liberando oxigênio no
ambiente. Alternativa D.

19. Afirmativa I – seria verdadeira, caso os vulcões sejam considerados


uma forma de poluição. No entanto, a questão aparentemente só considera
a poluição causada por humanos. ERRADA
Afirmativa II – Os quatro reservatórios (atmosfera, litosfera, hidrosfera e
biosfera) recebem setas com compostos de enxofre. CORRETA
Afirmativa III - Os quatro reservatórios (atmosfera, litosfera, hidrosfera e
biosfera) transportam compostos de enxofre. CORRETA
Afirmativa IV - Dos quatro reservatórios (atmosfera, litosfera, hidrosfera e
biosfera) saem setas com compostos de enxofre. CORRETA
Alternativa E.

20. I - A decomposição é um processo natural que ocorre


independentemente da ação do ser humano. CORRETA
II – Mesmo liberando substâncias tóxicas, o esterco é o adubo menos
poluente que se pode usar, pois reaproveita os nutrientes que já estavam
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disponíveis naquela comunidade biológica. ERRADA


III – Já que o enxofre circula através do esterco, pela ação de
decompositores, é claro que esse processo faz parte do ciclo desse
elemento. CORRETA
Alternativa D.

21. A introdução de uma espécie para controlar a população de pragas, foi


eficiente pois a manteve abaixo da densidade P. No entanto, ao aplicar um
inseticida, a praga voltou a se reproduzir com grande velocidade,
ultrapassando facilmente a densidade P. Isso ocorreu porque a espécie
introduzida também foi afetada pelo inseticida, mas a praga se recuperou
mais rapidamente, ficando novamente sem predadores no ambiente e
voltando a causar dano à lavoura. Melhor seria se o agricultor não tivesse
aplicado o inseticida. Alternativa D.
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22. Esse assunto também está muito popular devido à recente epidemia de
zika no país que, além da dengue e da chikungunya, também é transmitida
pelo mosquito Aedes aegypti. Assim, vamos analisar cada alternativa.
Alternativa A – como exposto no enunciado, a modificação genética só afeta
fêmeas e, portanto, não poderia diminuir o sucesso reprodutivo dos machos
(ERRADA). Alternativa B – a liberação de machos geneticamente
modificados não restringiria a área do mosquito, uma vez que só as fêmeas
são afetadas e isso só aconteceria depois que os machos se reproduzissem
(ERRADA). Alternativa D – a alteração genética atua no desenvolvimento
dos músculos das asas dos mosquitos, não tendo relação com a sua
resistência ao causador da doença (ERRADA). Alternativa E – Mais uma vez
os machos não são afetados pela alteração genética (ERRADA). Alternativa
C – Com a reprodução dos machos geneticamente modificados e o
nascimento de fêmeas incapazes de voar, os mosquitos, que são o vetor da
doença, teriam dificuldade para se reproduzir (sua cópula acontece durante
o voo) e dificuldade para se contaminar e contaminar as pessoas, uma vez
que para isso a fêmea precisaria voar. (CORRETA) Alternativa C.

23. Os embriões da vespa, ao se desenvolverem no interior dos ovos das


borboletas, se alimentam às custas daqueles ovos, o que caracteriza uma
relação de parasitismo em que a vespa é a parasita e os ovos das borboletas
são os hospedeiros. Alternativa A.

24. Se não houver umidade adequada no composto, os microrganismos


responsáveis pela decomposição da matéria orgânica não conseguirão
realizar esse processo. Alternativa C.

25. Com a eliminação dos predadores dos veados, seu número aumentou
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muito rapidamente, ultrapassando a capacidade de suporte do meio. Com


isso, o consumo de pastagens pelos veados passou a ser maior do que a
capacidade de reposição desses vegetais no ambiente. Isso levou à
escassez de alimentos para os indivíduos e a sua consequente diminuição
populacional. Isso foi tão drástico que provocou uma queda maior do que
se os predadores tivessem sido mantidos no ambiente. Afinal, a relação
presa-predador tem papel importante na manutenção do equilíbrio nas
comunidades biológicas. Sendo assim, apenas as afirmativas III e IV estão
corretas. Alternativa E.

26. Analisando o gráfico, é possível tirar algumas conclusões. 1 – após o


aparecimento do parasita, há um período em que o número de larvas torna-
se menor do que o número de parasitas. 2 – com a introdução do veneno,
o número de parasitas cai drasticamente quase chegando a zero e as larvas
não são afetadas. 3 – ao retirar o veneno, o parasita recupera-se
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rapidamente, causando uma forte diminuição no número de larvas. 4 – após


algum tempo, a relação se equilibra e o número de larvas e parasitas
permanece constante. Essa última conclusão é a que mais justifica a
interrupção do uso do veneno e a alternativa que relaciona esse fato é a
letra E.

27. Em florestas tropicais, a temperatura e a umidade favorecem a ação de


organismos decompositores no solo. Assim, a matéria orgânica presente
em organismos que morreram é rapidamente disponibilizada para a
utilização por outros organismos. Dessa forma, a reciclagem dos nutrientes
é rápida, o que favorece o crescimento vegetal. Quando o ser humano
destrói a floresta, interfere nesse ciclo pois reduz a disponibilidade de
matéria orgânica no solo, fazendo com que ocorra a desertificação desses
ambientes. Alternativa E.

28. O que vemos aqui é um exemplo de comunidade biológica em equilíbrio


com a interdependência das espécies, mesmo que uma seja predada pela
outra. O manduvi depende do tucano-toco para a dispersão de suas
sementes. O tucano depende do manduvi e da arara para sua alimentação.
A arara depende do manduvi para colocar seus ninhos. Assim, para
conservar qualquer uma dessas espécies, é necessário conservar também
as outras duas. Alternativa D.

29. Com a ação dos herbívoros podando as acácias, essas árvores são
estimuladas a produzir mais néctar, que favorece o domínio de formigas da
espécie 1. Estas formigas, por sua vez, apresentam uma relação de
protocooperação com as acácias, pois afastam outros insetos que
prejudicam os vegetais. Assim, as árvores se mantêm e os herbívoros
continuam tendo alimento. Ou seja, a ausência de herbivoria favorece o
ataque de besouros, causando o declínio das acácias. Alternativa C.
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30. Essa descrição do tamanduá fala sobre o seu modo de vida, a maneira
como ele se locomove, se comunica, se reproduz, se alimenta e como ocupa
seu território. Essas características compõem o nicho ecológico de um ser
vivo. Alternativa D.

31. O maior objetivo na reprodução dos seres vivos é fazer passar os seus
genes para os seus descendentes. Isso representa o sucesso reprodutivo.
Assim, os nutrientes obtidos pela fêmea ao canibalizar o macho, são
fundamentais para o desenvolvimento dos ovos de ambos e seu
consequente sucesso reprodutivo. Alternativa B.

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32. Essa questão tenta induzir o aluno ao erro, pois pode levar à confusão
entre habitat e nicho ecológico. O que o gráfico mostra é apenas a
sobreposição de habitats, mas em nenhum momento é falado qual o tipo
de alimento que cada espécie consome. Dessa forma, não podemos dizer
que há sobreposição de nichos e, por isso, não podemos dizer que há
competição entre as espécies. Alternativa E.

33. O enunciado informa que para diferentes formas de larvas de um


mesmo crustáceo, há mudanças na sua alimentação e habitat. Ou seja, há
mudanças nos nichos ecológicos que cada fase ocupa e, por isso, há
diminuição da competição intraespecífica. Alternativa C.

34. Com a introdução de espécies exóticas de nichos ecológicos


semelhantes à espécie nativa, há o aumento da competição interespecífica.
Alternativa C.

35. a), b) e e) Mutualismo bactérias x tomateiro; c) Competição


bactérias x fungo; d) Amensalismo bactérias x fungo.

36. A relação em que um indivíduo de uma espécie mata e se alimenta de


outro indivíduo de outra espécie é a predação ou predatismo. Alternativa
D.

37. Logo de cara, o aluno poderia eliminar as alternativas C, D e E por não


terem o milho posicionado na base das teias alimentares, restando apenas
as alternativas A e B. Dentre as duas, fica bem nítido que a alternativa B é
a correta, uma vez que na alternativa A, as galinhas aparecem se
alimentando dos pássaros e os roedores aparecem se alimentando das
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galinhas. Alternativa B.

38. Conforme informado no enunciado da questão, os caramujos são


herbívoros, logo, são consumidores primários. Com isso, só nos restam as
alternativas B e E. O enunciado fala também da falta de predadores naturais
desse caramujo, que ocupariam o nível trófico de consumidores
secundários. Logo, a única alternativa correta é a letra B.

39. O oxigênio pode aparecer ligado a todos os outros elementos e


participando assim, dos seus ciclos. Liga-se ao fósforo formando fosfatos
que são componentes dos ácidos nucleicos, por exemplo; ligam-se ao
enxofre formando o dióxido de enxofre, um gás poluente; ligam-se ao
carbono formando o gás carbônico; e ligam-se ao nitrogênio formando por
exemplo os nitratos, absorvidos pelas plantas para que elas possam
sintetizar seus aminoácidos. Alternativa D.
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40. Dentre as alternativas temos algas (produtores) e todos os outros


(consumidores). Se os melhores bioindicadores são aqueles de nível trófico
mais baixo, então só podemos optar pelas algas. Alternativa A.

41. Ao analisar o quadro fornecido na questão, percebemos que duas


espécies tiveram sua densidade populacional reduzida: craca e mexilhão.
Além disso, percebemos também que ocorre uma redução do tamanho
médio das cracas na área sem tela (pois os peixes se alimentam dos
indivíduos maiores); e um aumento do tamanho médio dos mexilhões, pois
os peixes se alimentam dos indivíduos menores. Alternativa C.

42. Os nitratos são peça importante do ciclo do nitrogênio, pois são


absorvidos pelas plantas e usados por elas na síntese de seus aminoácidos
e, consequentemente, de suas proteínas. Alternativa E.

43. Podemos ver, no esquema, o trajeto do carbono pelas cadeias


alimentares, integrando as moléculas orgânicas dos seres vivos, sendo
liberado pela decomposição desses organismos, e ainda sendo liberado na
atmosfera na forma de gás carbônico pelas reações de combustão de
compostos orgânicos. Alternativa D.

44. Muitas leguminosas apresentam nódulos em suas raízes onde bactérias


fazem a fixação de nitrogênio. Esse elemento é normalmente utilizado em
fertilizantes para suprir a sua falta no solo. Alternativa C.

9. Bibliografia consultada

 AMABIS, J.M & MARTHO, G.R. Biologia. São Paulo: Editora Moderna,
2010, Vol.3. 04178253905

 CAMPBELL, NEIL. Biologia, Porto Alegre: Artmed Editora, 2010.

 LINHARES, S. & GEWANDSZNAJDER, F. Biologia Hoje. São Paulo:


Editora Ática, 2014, Vol. 3.

 PURVES, W. K.; SADAVA, D.; ORIANS, G. H. HELLER, H.C. Vida - A


ciência da biologia. Porto Alegre: Artmed Editora, 2002, Vol. 2.

 STARR, C.; EVERS, C.; STARR, L. Biology: Concepts and


Applications Without Physiology, Ninth Edition. Cengage
Learning, 2013.

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Aula 02 - Ecologia e ciências ambientais

Biologia p/ ENEM 2017 (Com videoaulas)


Professor: Daniel dos Reis Lopes

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AULA 02: Biogeografia; Biomas brasileiros;


problemas ambientais; medidas de conservação;
noções de legislação ambiental.

SUMÁRIO PÁGINA
1. Biogeografia 01
2. Biomas brasileiros 03
3. Problemas ambientais e medidas de conservação 11
4. Poluição 18
5. Noções de legislação ambiental 29
6. Questões comentadas 32
7. Bibliografia consultada 81

1. Biogeografia

A biogeografia é o estudo das distribuições geográficas dos


organismos, tanto no passado quanto no presente. Ela procura explicar
como as espécies e táxons superiores são distribuídos e porque a
composição taxonômica da biota varia de uma região para outra.
Ela se relaciona tanto com a Ecologia, como com a Geologia.
 Biogeografia Histórica: observa as distribuições geográficas dos seres
vivos como consequência de acontecimentos passados, como a deriva
continental. Depende inteiramente de uma filogenia correta. Ou seja,
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só há sentido em explicar a distribuição de um grupo taxonômico se este


for monofilético (caso você não lembre o que é um grupo monofilético,
dê um pulo lá na nossa aula 00). Um grupo de seres vivos deve sua
presença na área atual a uma dispersão a partir da região na qual a
linhagem evoluiu originalmente. Um bom exemplo disso é a atual
distribuição das aves ratitas (avestruz, ema, emu, entre outros). Todas
são espécies muito próximas evolutivamente e, hoje, apresentam
distribuições geográficas bem separadas umas das outras. A ema vive
na América do Sul, o avestruz na África e o Emu na Oceania. No entanto,
o ancestral das três viveu em um período geológico em que os três
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continentes estavam unidos, antes da fragmentação do supercontinente


Pangeia. Os fósseis também podem nos ajudar a entender essas
relações e os padrões de dispersão. Alterações climáticas ao longo da
história geológica da Terra provocaram diversas mudanças nos padrões
de distribuição das espécies.

Fig. 01: A ocorrência de fósseis da mesma espécie em diferentes áreas do planeta nos ajudam
a traçar a configuração dos paleocontinentes.
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 Biogeografia Ecológica: tende a invocar fatores contemporâneos, como


as interações interespecíficas, a distribuição dos hábitats ou as
características climáticas atuais. Sabemos que a distribuição atual dos
organismos no planeta é fruto dos padrões de dispersão no passado e
também dos fatores abióticos vigentes. Além disso, algumas formas de
vegetação parecem ter um papel retroalimentador nas condições
climáticas como as florestas tropicais. Grande parte da umidade que
precipita em forma de chuva sobre essas áreas, é resultado da
transpiração das folhas das árvores. Assim, a vegetação acaba também

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sendo responsável pela manutenção do regime climático da região. A


isso associam-se os padrões de distribuição da fauna, de acordo com
suas adaptações aos respectivos ambientes. Quanto mais específica em
termos de exigências ambientais for uma espécie, menor será sua
distribuição geográfica. Por outro lado, espécies mais generalistas
podem ocupar áreas com características ambientais mais diversas. A
ocorrência e extensão dos diversos biomas terrestres está intimamente
ligada às condições climáticas determinadas principalmente pelas
latitudes de cada área.

2. Biomas Brasileiros

Biomas são conjuntos de ecossistemas que partilham características


semelhantes relacionadas ao tipo predominante de vegetação presente e
ao clima da região. Dessa forma, há uma grande influência da latitude e da
altitude onde esses ecossistemas se encontram. Observe a figura abaixo:

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Fig. 02: Distribuição dos principais biomas terrestres do planeta Terra.

Analisando os padrões de cores, fica bem claro que há uma


equivalência latitudinal entre os biomas. Veja como, por exemplo, nas
latitudes de 30° Norte e Sul existem desertos (cor rosa claro). Isso tem
relação direta com a circulação de massas de ar no planeta carregando
mais ou menos umidade.

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Os biomas brasileiros, apesar de apresentarem equivalência com os


biomas globais, têm denominações específicas. Veja abaixo uma figura com
a distribuição desses biomas no nosso país.

Fig. 03: Distribuição dos biomas terrestres brasileiros.

O Brasil possui seis biomas distintos: Amazônia, Cerrado, Mata


Atlântica, Caatinga, Pampa e Pantanal. A imagem acima mostra a
distribuição original desses biomas no território brasileiro. Hoje,
infelizmente, existem várias áreas onde não se encontram mais
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remanescentes desses tipos de vegetação. É importante lembrar que


existem áreas de transição entre os diferentes biomas e seus respectivos
ecossistemas com características intermediárias. Essas áreas de transição
são chamadas de ecótonos. Vamos ver as principais características de cada
um dos biomas brasileiros na ordem de extensão.

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AMAZÔNIA

Fig. 04: Visão geral da Floresta Amazônica

A Floresta Amazônica corresponde a cerca de 50% do território


brasileiro, sendo, portanto, o nosso maior bioma. Cobre totalmente cinco
Estados (Acre, Amapá, Amazonas, Pará e Roraima), quase totalmente
Rondônia (98,8%) e parcialmente Mato Grosso (54%), Maranhão (34%) e
Tocantins (9%). Está situada inteiramente na região tropical, em latitudes
muito baixas e tem como principais características alta pluviosidade e altas
temperaturas ao longo do ano (com média de 25°C). Há, portanto, pouco
efeito da sazonalidade sobre esse bioma. Sua vegetação é exuberante, com
árvores de grande porte e cerca de 30 mil espécies de plantas. Toda essa
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vegetação também tem papel importante na manutenção do clima da


região, pois a água liberada na sua respiração e na sua transpiração tem
efeito direto no ciclo de chuvas. Basta observar como sempre existem
nuvens sobre a floresta.
Existem três tipos básicos de fisionomias florestais na Amazônia: a) as
florestas densas, em terra firme e nunca inundadas; b) as florestas de
várzea, periodicamente alagadas; e c) as florestas de igapó,
permanentemente alagadas.

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A maior reserva de biodiversidade e de madeira tropical do mundo


também representa um grande potencial em riquezas naturais, como
plantas medicinais ou com emprego industrial.
O solo da Amazônia é pobre em nutrientes e, por isso, não é bom para
a agricultura. No entanto, a floresta se mantém porque a decomposição
nesse ambiente é muito alta, contribuindo para a constante reciclagem dos
nutrientes no solo.
Apesar do desmatamento sofrido ao longo dos anos de exploração da
madeira e para a agricultura e pecuária, a Amazônia ainda conserva cerca
de 80% de sua vegetação nativa.

CERRADO

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Fig. 05: Visão geral do Cerrado

Representando quase um quarto da extensão do território brasileiro, o


Cerrado é o nosso equivalente ao bioma de savana tropical. Ocupa todo o
Distrito Federal e parte da Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato
Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Piauí, Rondônia, São Paulo e
Tocantins.

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Seu clima é caracterizado por 2 estações bem definidas, a chuvosa que


vai de outubro a abril e a seca que vai de maio a setembro. Sua
temperatura média anual vai de 21,3 a 27,2°C. Durante a estação seca
ocorrem muitas queimadas, sejam elas naturais ou provocadas pelo ser
humano. Assim, a vegetação do cerrado apresenta adaptações para resistir
ao fogo, como sementes e cascas mais resistentes.
É considerado um hotspot de biodiversidade, por ter elevado número
de espécies endêmicas e por ter grande parte de sua cobertura vegetal
original removida, perdendo apenas para a Mata Atlântica nesse quesito.
Essa degradação acontece principalmente visando a pecuária e a
agricultura.
Suas fitofisionomias vão desde campos limpos até um aspecto de
floresta chamado cerradão, passando pela forma intermediária que é o
cerrado propriamente dito.

MATA ATLÂNTICA

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Fig. 06: Visão geral da Mata Atlântica

Composta por diversas formações florestais e ecossistemas associados


como as restingas, manguezais e campos de altitude, a Mata Atlântica é o
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bioma mais degradados entre todos os biomas brasileiros, sendo também


considerado um hotspot de biodiversidade. Originalmente representando
cerca de 13% do território brasileiro e ocupando as faixas litorâneas do
nosso país, a Mata Atlântica tem hoje apenas cerca de 22% de sua área
remanescente. Isso se deve principalmente ao crescimento das cidades
feito historicamente nas regiões próximas ao litoral. É só pensar que as três
maiores cidades brasileiras estão na área desse bioma (São Paulo, Rio de
Janeiro e Salvador).
Apresenta alta pluviosidade, mas com características sazonais. O clima
varia também de acordo com a região do país. Além disso, em áreas de
altitude e, principalmente, no estado do Paraná, ocorre a chamada Mata de
Araucárias, onde predominam na vegetação árvores dessa espécie de
pinheiros. Possui alta biodiversidade tanto vegetal quanto animal com
várias espécies endêmicas e outras tantas ameaçadas de extinção como o
mico-leão-dourado. É, por isso, um bioma de elevado interesse ecológico.

CAATINGA

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Fig. 07: Visão geral da Caatinga

A Caatinga corresponde a cerca de 10% do território brasileiro e sua


quase totalidade está situada no sertão nordestino. Apresenta clima

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semiárido, com baixa pluviosidade e duas estações de seca por ano, uma
de longo período de estiagem, seguida de chuvas intermitentes e uma de
seca curta seguida de chuvas torrenciais (que podem faltar durante anos).
Nas regiões mais próximas ao litoral recebe o nome de Agreste e as secas
são de menor intensidade. Sua vegetação é de pequeno porte, com árvores
de troncos retorcidos, cascas grossas e espinhos, refletindo adaptações a
ambientes secos. As cactáceas são comuns, como por exemplo o
mandacaru e a coroa de frade.
Segundo dados do Ministério do Meio Ambiente, o desmatamento
desse bioma chega a 46% de sua área e se deve principalmente à
exploração da madeira como lenha e à conversão para pastagens e
agricultura.

PAMPA

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Fig. 08: Visão geral dos Pampas

O Pampa é o equivalente brasileiro das pradarias. Presente apenas no


Rio Grande do Sul, corresponde à maior parte do território desse estado. É
marcado por clima chuvoso, sem período seco regular, com verões quentes
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e com frentes polares e temperaturas negativas no inverno. Tem, portanto,


grande influência da sazonalidade e grande variação de temperaturas
durante o ano. Também chamado de Campos Sulinos, o Pampa apresenta
vegetação rasteira, com muitas gramíneas e alguns arbustos.
Devido à essa vegetação naturalmente propensa à pecuária, é grande
a exploração desse bioma para criação de gado. Além disso, muito do seu
território também vem sendo degradado no intuito de criar áreas de plantio.

PANTANAL

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Fig. 09: Visão aérea do Pantanal.

O último bioma que vamos estudar é o menor em extensão, mas isso


não quer dizer que ele seja menos importante do que os outros. Na verdade,
estamos falando simplesmente da maior planície inundável do mundo. Sua
parte brasileira está em apenas dois estados: Mato Grosso e Mato Grosso
do Sul, mas o Pantanal se estende por outros países sul-americanos como
o Paraguai e a Bolívia onde recebe o nome de Chaco.

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Possui duas estações bem definidas, uma chuvosa e outra seca.


Durante a estação seca, algumas áreas antes inundadas possibilitam o
crescimento e a reprodução de várias espécies de animais. Sua alta
biodiversidade é resultado da confluência entre a Amazônia e o Cerrado.

3. Problemas ambientais e medidas de conservação

Quando falamos em conservação da natureza, sempre temos a


impressão de que isso se refere a algo muito distante, quase como se fosse
um mundo à parte. No imaginário popular, a “natureza” é uma floresta
longe da cidade, ou as baleias nadando nos oceanos. Se você pensa assim
também, meu amigo, sinto dizer que está tudo errado. A tal “natureza” é
onde todos nós vivemos e somos parte. Por isso, nesta aula vamos falar
dos males que fazemos à nossa “casa” (eco = casa; logia = estudo) e
também aos nossos “vizinhos”. Vamos entender como isso afeta
diretamente nossa saúde e nossa economia. Nesse planeta, somos apenas
mais alguns marinheiros remando contra a maré da extinção no grande
oceano da vida!
Antes de mais nada, precisamos entender que o planeta é dinâmico e
que ao longo dos seus mais de 4 bilhões de anos de existência muitas
mudanças ocorreram. Houve grandes alterações no que diz respeito à
temperatura média do planeta, nível dos oceanos, composição da atmosfera
e a vida passou por vários momentos críticos como as grandes extinções.
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No entanto, com o desenvolvimento da sociedade humana e todos os


avanços tecnológicos que isso rendeu, passamos a modificar o planeta de
maneira não sustentável. Ou seja, mudanças que podem causar impactos
a longo prazo ou até mesmo irrecuperáveis. Diminuímos, assim, o potencial
de uso dos recursos naturais para as nossas próximas gerações.
A Biologia da Conservação atua em duas linhas de ação:
 Entender os efeitos da atividade humana nas espécies,
comunidades e ecossistemas,

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 Desenvolver abordagens práticas para prevenir a extinção de


espécies e, se possível, reintegrar as espécies ameaçadas ao seu
ecossistema funcional.
Nesse primeiro capítulo da aula vamos ver as principais ameaças à
biodiversidade e algumas possíveis soluções para esses problemas.

3.1 DESTRUIÇÃO DE HABITATS


Uma das principais causas de extinção de espécies provocada pela ação
antrópica, ou seja, do ser humano, é a destruição de habitats. Como vimos
na aula 00, grande parte da vegetação original do território brasileiro foi
destruída ou modificada. O bioma da Mata Atlântica é o mais castigado
devido à sua localização litorânea, local onde a maior parte das grandes
cidades brasileiras se localiza. O Cerrado, segundo bioma mais devastado
do Brasil, tem apenas cerca de metade da sua área original remanescente.
De maneira geral, as principais causas do desmatamento são:
 Expansão urbana
 Criação de áreas de pastagem
 Criação de áreas de plantio para agricultura
 Exploração da madeira
De acordo com o artigo 50-A da Lei 9.605 (Lei de Crimes Ambientais),
é crime desmatar, explorar economicamente ou degradar floresta, plantada
ou nativa, em terras de domínio público ou devolutas, sem autorização do
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órgão competente, a não ser quando necessária à subsistência imediata


pessoal do agente ou de sua família. Do mesmo modo, segundo o artigo 41
da mesma lei, também é crime provocar incêndio em mata ou floresta.

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Fig. 10: Madeira ilegal apreendida no Estado de Mato Grosso em 2013.

De acordo com dados divulgados no ano de 2015 pelos Ministérios da


Ciência e Tecnologia e do Meio Ambiente, o desmatamento na Amazônia
Legal caiu 82% entre 2004 e 2014. Contudo, somente entre agosto de 2013
e julho de 2014, houve uma perda de 3.036 km2, o que equivale a duas
vezes a área da cidade de São Paulo.
São muitos os danos decorrentes da destruição de habitats. Com a
destruição de matas e florestas nativas, perde-se em biodiversidade vegetal
e também das demais espécies que vivem nesses ambientes. Além disso, a
vegetação tem grande importância no clima, pois atua diretamente no ciclo
da água e, pelo fato das árvores serem grandes reservatórios de carbono,
também atuam no ciclo desse elemento. A queima da madeira, portanto,
libera grandes quantidades de CO2 na atmosfera, que contribui para o
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aumento do efeito estufa. A floresta abriga espécies de potencial medicinal


que podem acabar nunca sendo descobertas devido à sua extinção
prematura em decorrência do desmatamento.
Outro problema que envolve a destruição de habitats é a fragmentação
das áreas dos ecossistemas. Quanto menor for um fragmento, maiores
serão os impactos sofridos pelas comunidades biológicas. Dá uma olhada
na figura abaixo.

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Fig. 11: Efeito de borda em áreas fragmentadas.

O efeito de borda ocorre porque nas áreas limites dos fragmentos, as


condições abióticas são diferentes. A incidência solar é maior, a
temperatura é maior, a umidade é menor e os ventos são mais fortes. Além
disso, essas áreas podem ser ocupadas ou visitadas por espécies de outros
ecossistemas que podem competir ou predar as espécies do fragmento.
Espécies que precisam de uma área grande podem não conseguir
sobreviver dependendo do tamanho do fragmento e, caso saiam dessa área,
podem acabar se expondo em áreas urbanizadas ou em estradas. Áreas
fragmentadas implicam também na redução dos tamanhos das populações
e a consequente diminuição na variabilidade genética das mesmas, uma
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vez que terão um número menor de parceiros disponíveis para a


reprodução. Espécies com pequena área de distribuição, populações
reduzidas e alta especificidade de nichos tornam-se mais sensíveis a
mudanças no ambiente e mais vulneráveis ao processo de extinção.
Uma solução para esse problema é a criação de corredores
ecológicos para interligar os fragmentos através da criação de unidades
de conservação e também pela recuperação de áreas degradadas. Como
exemplo disso temos o Projeto Corredores Ecológicos desenvolvido pelo
Ministério do Meio Ambiente e atuando no Corredor Central da Amazônia e
no Corredor Central da Mata Atlântica.

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Podemos considerar que as queimadas e o desmatamento constituem


tipos de poluição do solo. Além disso, outro problema causado pela remoção
da cobertura vegetal de uma área é a erosão acelerada do solo. Sem as
raízes das plantas, ele perde sustentação e é mais facilmente transportado
pela ação da água de rios e das chuvas. Com isso, o solo fica também pobre
em nutrientes que são carregados junto com as enxurradas, fica mais
exposto ao sol e ao vento, o que leva à sua desertificação e o impossibilita
para a agricultura.
As matas ciliares, que ficam às margens dos rios, quando removidas,
promovem o aumento na erosão desses locais, com mais sedimentos indo
parar no leito dos rios, o que pode levar ao seu assoreamento.

3.2 SOBRE-EXPLORAÇÃO
A caça excessiva e o extrativismo descontrolado também são
responsáveis por grande parte das extinções causadas pelo ser humano. A
sobre-exploração é caracterizada pela retirada do ambiente de número de
indivíduos de uma espécie em taxas maiores do que aquelas que suas
populações conseguem repor. De acordo com a Lei de Crimes Ambientais,
é proibido matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna
silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença
ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida.
Entre os motivos para a caça de animais selvagens, além do uso como
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alimento, podemos citar o comércio de peles, ovos e penas, uso de partes


de animais nas medicinas tradicionais e rituais religiosos, enfeites e ainda
como animais de estimação. Nesse contexto, entra também a biopirataria,
que consiste na apropriação indevida de recursos biológicos por agentes
internacionais para uso comercial.

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Fig. 12: Apreensão de 38 curiós transportados ilegalmente em Alto Garças – MT.

É sempre importante lembrar que o equilíbrio de um ecossistema


depende da dinâmica de suas populações que, ao serem perturbadas,
podem desencadear um efeito cascata, prejudicando toda a cadeia
alimentar.
Assim, existem normas para a exploração sustentável dos recursos
naturais que levam em conta a capacidade de recuperação das populações
no estabelecimento de uma quantidade máxima de indivíduos que podem
ser explorados por ano. Além disso, há restrições com relação a épocas de
reprodução.

3.3 INTRODUÇÃO DE ESPÉCIES EXÓTICAS


Você sabia que nem o café, nem a mangueira, nem a jaca e muito
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menos o mosquito da dengue são espécies nativas do Brasil? Pois é! Todas


elas são espécies exóticas.
Espécie exótica é aquela que se encontra fora de sua área de
distribuição natural. O ser humano, intencionalmente ou não, é responsável
pela introdução de um grande número de espécies exóticas nos mais
diversos ambientes. Isso se deve a três principais fatores:
 Colonização europeia
 Agricultura e plantas ornamentais
 Transporte acidental

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Na época das grandes navegações, era comum que marinheiros


deixassem porcos e cabras em ilhas no seu caminho para que quando lá
voltassem encontrassem alimento. Além disso, os porões dos navios
sempre foram um ótimo refúgio para roedores e insetos. Ainda hoje, a água
de lastro dos navios (usada para manter a sua estabilidade e trocada em
cada porto de parada), é responsável pelo trânsito de organismos entre
diversas regiões do planeta.
A maior parte das espécies exóticas não consegue se estabelecer em
ambientes diferentes dos seus. Contudo, algumas delas conseguem
encontrar as condições necessárias para a sua reprodução e é aí que se
tornam espécies invasoras. O grande problema das espécies invasoras é
que, pelo fato de não possuírem nem predadores nem parasitas naturais no
local invadido, elas acabam tendo o potencial de reduzir as populações
locais seja por competição seja por predação, tornando-se pragas.
Como exemplo temos o coral-sol (Tubastraea spp.), natural do sudeste
asiático e introduzido na Baía de Ilha Grande, litoral sudeste brasileiro,
aderido a plataformas de petróleo. Esse coral tornou-se uma praga pois
reproduz-se mais rapidamente do que os outros corais com os quais
compete por recursos, fazendo com que suas populações sejam reduzidas.

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Fig. 13: Coral-sol, espécie invasora do litoral brasileiro.

3.4 ESPÉCIES AMEAÇADAS NO BRASIL


A União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos
Naturais (IUCN) atua sob a égide da UNESCO e tem como objetivo
incentivar a conservação da natureza e as práticas econômicas

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sustentáveis. Concentrando informações de diversos órgãos de pesquisa,


ela elabora as chamadas Listas Vermelhas das espécies ameaçadas de
extinção no planeta. Além disso, ela define os critérios para a elaboração
dessas listas e para a inclusão nas categorias de conservação das espécies.
Essas categorias são:
 Pouco preocupante (LC)
 Quase ameaçada (NT)
 Vulnerável (VU)
 Em perigo (EN) Ameaçadas
 Criticamente em perigo (CR)
 Extinto na natureza (EW)
 Extinto (EX)
No Brasil, o Ministério do Meio Ambiente divulgou, em 2014, as listas
mais recentes contendo as espécies da flora e da fauna ameaçadas. Das
41.000 espécies vegetais catalogadas, 4.617 estão ameaçadas de extinção,
incluindo o mogno (VU), o palmito-juçara (VU), o pau-brasil (EN), a
araucária (EN) e o jequitibá (EN). Já dos 12.256 animais catalogados, 1.173
estão nas categorias de ameaça, incluindo a onça-pintada (VU), a
tartaruga-de-couro (CR), o cervo-do-pantanal (VU), o mico-leão-dourado
(EN), o lobo-guará (VU), a arara-azul (EN), o tamanduá-bandeira (VU) e o
tatu-bola (EN).

4. Poluição 04178253905

As atividades antrópicas podem gerar vários tipos de poluentes que


vão afetar o ar atmosférico, a água e os solos, causando prejuízos
econômicos, desequilíbrios ecológicos, alterações climáticas e problemas de
saúde aos seres humanos. Vamos dar uma olhada nos principais tipos de
poluição.

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4.1 POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA


Como podemos ver no gráfico abaixo, a atmosfera terrestre é
composta, em sua maior parte, por gás nitrogênio (78%); seguido pelo gás
oxigênio (21%). Depois vem o argônio e outros gases com menos de 1%
da composição atmosférica. Só que o perigo mora justamente nesses
“outros gases”. Neles incluímos o famoso gás carbônico (CO2), o monóxido
de carbono (CO), o metano (CH4), o dióxido de nitrogênio (N2O), o dióxido
de enxofre (SO2), o ozônio (O3) e, é claro, o vapor de água, entre outros.
Quando o ser humano, através de suas atividades, altera de alguma
maneira a composição atmosférica, temos poluição.

Composição Atmosférica (%)


0,934 0,036

20,946

78,084

Gás Nitrogênio Gás Oxigênio Argônio Outros


Fig. 14: Gráfico mostrando a composição da atmosfera terrestre.
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 EFEITO ESTUFA
Ao contrário do que muitos pensam, o efeito estufa é um processo
natural e necessário para a vida no nosso planeta, pois mantém uma
temperatura média compatível com a existência dos seres vivos. Observe o
gráfico abaixo que resume o processo.

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Fig. 15: O efeito estufa aprisiona parte da energia solar refletida pela superfície, dentro da
atmosfera.

O que acontece é que parte da energia solar que chega à Terra é


absorvida pela superfície e pelas nuvens (seta amarela). A outra parte é
refletida e pode ser irradiada para fora da atmosfera (seta laranja) ou ficar
aprisionada pela ação dos gases de efeito estufa (seta vermelha).
Entre os principais gases que desempenham esse papel podemos citar
o gás carbônico, o vapor de água, o metano e o dióxido de nitrogênio. O
grande problema é que as atividades antrópicas, principalmente a partir da
Revolução Industrial, passaram a liberar uma quantidade muito grande de
gases de efeito estufa na atmosfera, provocando um gradativo aumento na
temperatura global. Esse fenômeno, chamado de aquecimento global,
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pode representar sérias mudanças climáticas, com a previsão da subida de


2°C na temperatura média do planeta até 2100. Isso significa que áreas
tropicais ficarão mais sujeitas a tempestades e que parte do gelo das
regiões polares pode derreter, ocasionando a subida do nível dos oceanos,
com a mudança nas correntes marítimas e inundação de cidades costeiras.

 CHUVA ÁCIDA
O dióxido de enxofre e o dióxido de nitrogênio, ambos liberados pela
atividade industrial, podem provocar diversas doenças do trato respiratório,
como asma, bronquite e até enfisema pulmonar. Além disso, quando

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liberados na atmosfera, reagem com o vapor de água formando ácido


sulfúrico (H2SO4) e ácido nítrico (HNO3), respectivamente. Esses ácidos, ao
precipitarem junto com a água, formam a chuva ácida, que pode danificar
lavouras, florestas e também construções.

 INVERSÃO TÉRMICA
Em condições normais, as camadas da atmosfera mais próximas da
superfície são mais quentes e vão ficando mais frias à medida que a altitude
aumenta. Com isso, forma-se uma corrente de convecção que faz com que
o ar quente esteja sempre sendo substituído pelo ar frio, mais denso, que
desce. Isso promove a dissipação dos poluentes na atmosfera. Contudo,
durante o inverno, é comum que o ar próximo à superfície fique mais frio,
porque o solo está mais frio. Nesse caso, as correntes de convecção não
funcionam e ocorre uma inversão nas temperaturas esperadas para as
camadas da atmosfera. Esse fenômeno é chamado de inversão térmica e
está representado no gráfico abaixo.

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Fig. 16: À esquerda, a situação normal de correntes de convecção. À direita, a inversão térmica.

Com a inversão térmica, o ar junto à superfície, carregado de


poluentes, fica retido e contribui para a irritação da mucosa respiratória e
para o aparecimento de doenças desse sistema.

 MONÓXIDO DE CARBONO

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O monóxido de carbono (CO) é produzido na combustão incompleta de


moléculas orgânicas. Liberado em grandes quantidades em incêndios,
também é muito encontrado nos gases de escapamento de automóveis e
motocicletas. Por ser incolor e inodoro, é um inimigo discreto e muito
perigoso para os seres humanos. O CO, quando inalado, liga-se de maneira
irreversível à hemoglobina, que é a molécula presente nos glóbulos
vermelhos do sangue e responsável pelo transporte dos gases oxigênio e
dióxido de carbono. Assim, a inalação de CO pode levar à insuficiência
respiratória e à morte, caso a pessoa não perceba os sintomas a tempo.
Esse é o perigo de permanecer com o carro ligado dentro de uma
garagem fechada e é por isso também que os túneis possuem ventiladores
no seu teto.

 CFC´S E A CAMADA DE OZÔNIO


Na estratosfera, uma das camadas da atmosfera, ocorre a formação
de gás ozônio (O3) pela conversão de O2 sob ação da radiação ultravioleta
do sol. Essa camada funciona como um grande filtro solar do planeta,
impedindo que a maior parte dessa radiação altamente nociva aos seres
vivos chegue à superfície. A radiação ultravioleta provoca danos às
moléculas de DNA podendo levar a vários tipos de câncer.
Existem, no entanto, gases capazes de atacar essa camada de ozônio.
São os clorofluorcarbonetos (CFC´s). Ao entrar em contato com o O3, o CFC
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reage com ele gerando O2. Os CFC´s foram muito utilizados em aparelhos
de ar condicionado e em aerossóis, mas hoje já estão proibidos em muitos
países. Olhe a embalagem do seu desodorante spray e veja se ele tem o
símbolo que indica que o produto é livre de CFC´s. Mesmo com essa
proibição e se toda a liberação de CFC fosse interrompida no planeta,
estima-se que os átomos de cloro já presentes na estratosfera ainda teriam
influência na depleção da camada de ozônio por mais 50 anos.

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Fig. 17: Reação em cadeia entre os átomos de Cloro dos CFC´s e o O3.

4.2 POLUIÇÃO DA ÁGUA


A água é a molécula mais abundante dos seres vivos e, por isso, é
condição fundamental para a vida. A poluição da água, portanto, interfere
no ciclo hidrológico, alterando a sua qualidade e diminuindo a quantidade
de água potável no planeta.
Um dos grandes vilões nos ecossistemas aquáticos é o petróleo e seus
derivados. Seu acúmulo na superfície da água prejudica a passagem da luz
e afeta os processos de respiração e fotossíntese. Quando aderido às penas
e pelos de aves e mamíferos, reduz sua capacidade de regulação térmica,
levando-os à morte por hipotermia.
Segundo o Instituto Trata Brasil, menos da metade da população
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brasileira tem acesso à coleta de esgoto e menos de 40% dos esgotos do


país são tratados. Essa situação é muito mais crítica nas regiões Norte e
Nordeste onde apenas 14,7% e 28,8% dos esgotos são tratados,
respectivamente.
Aí surge a pergunta: pra onde vai todo esse esgoto não tratado? Para
os rios e para o Oceano Atlântico, meus amigos!

 EUTROFIZAÇÃO - O processo de eutrofização ocorre devido à


liberação de muita matéria orgânica na água, proveniente de esgotos não
tratados. As fezes e a urina são ricas em nitratos e fosfatos, nutrientes que

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levam à multiplicação de bactérias aeróbias na água. Essas bactérias


rapidamente esgotam o gás oxigênio do meio, levando à morte os outros
seres presentes no ambiente aquático. A falta de O2 no ambiente leva à
proliferação de bactérias anaeróbicas que, por sua vez, liberam substâncias
tóxicas no meio. A eutrofização de ambientes marinhos pode levar ao
fenômeno chamado maré vermelha que ocorre com a proliferação intensa
de algas unicelulares que tornam a água avermelhada. Além de competirem
pelo gás oxigênio disponível, liberam toxinas no ambiente que provocam a
morte de peixes e outros organismos.

 MAGNIFICAÇÃO TRÓFICA - Diversas substâncias liberadas pelo ser


humano no ambiente não podem ser decompostas por bactérias e fungos.
Nesse caso, falamos de substâncias não biodegradáveis. Esses poluentes
podem acumular-se nos tecidos dos organismos que os absorvem,
passando pelos níveis tróficos através da alimentação e ficando cada vez
mais concentrados organismos. Essa magnificação trófica acontece
porque a biomassa em qualquer nível trófico é produzida a partir de uma
biomassa muito maior ingerida do nível abaixo. Ou seja, os seres que
ocupam níveis tróficos mais altos terão uma concentração muito maior
desses poluentes do que aqueles que ocupam os níveis mais baixos. Esse
acúmulo de substâncias tóxicas pode causar danos aos seres humanos,
como é o caso do mercúrio que afeta o sistema nervoso, o fígado e os rins,
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podendo levar à morte. Outro exemplo é o DDT, um inseticida muito usado


em lavouras no pós-guerra, que se acumula nas cadeias alimentares e
enfraquece os ovos de aves alimentadas por peixes contaminados.

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Fig. 18: Exemplo de magnificação trófica. A concentração de poluentes cresce à medida que
atingimos níveis mais altos das teias alimentares.

4.3 RESÍDUOS SÓLIDOS


O Brasil produz, diariamente, 240 mil toneladas de lixo, o que equivale
a pouco mais de 1kg de resíduos por habitante. Grande parte desse lixo não
recebe destinação adequada e vai parar em terrenos baldios, rios, ou em
lixões. Você sabe onde vai parar o seu lixo?
A Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei n° 12.305/10)
estabelece que todos lixões do país devem ser fechados e substituídos por
alternativas ambientalmente adequadas, como os aterros sanitários.
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Existem muitas diferenças entre um lixão e um aterro sanitário. Na


verdade, um lixão é apenas um terreno onde o lixo é despejado livremente.
Os produtos de sua decomposição, como o chorume, infiltram no solo e
podem atingir lençóis freáticos, contaminando-os. A proliferação de
bactérias e outros organismos patogênicos representa riscos à saúde das
pessoas que se aventuram em busca de algum material que lhe renda
algum dinheiro. Os gases liberados pela matéria orgânica são tóxicos e
podem contribuir para a ocorrência de chuva ácida.

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Fig. 19: Lixão da Estrutural – Distrito Federal.

Por outro lado, os aterros sanitários são locais onde o lixo é depositado
de maneira controlada. O acesso é restrito a pessoas autorizadas. Os locais
de despejo são forrados com mantas impermeáveis que impedem a
infiltração do chorume no solo. A colocação dos dejetos acontece em
camadas alternadas com camadas de terra. Existem tubos para a saída de
gases, que podem ser usados para a geração de energia, como o metano.
Assim, o aterro sanitário é uma solução adequada para o destino dos
resíduos sólidos por agredir muito menos o ambiente do que o lixão.
Contudo, ele exige uma área maior e, obviamente, gastos muito maiores
para a sua construção e manutenção.

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Fig. 20: Aterro sanitário em Maceió – AL. (Foto: Jonathan Lins/G1)

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No Distrito Federal, o início das atividades de um aterro sanitário entre


Samambaia e Ceilândia está previsto para 2016, e ele passará a receber os
resíduos comuns que são despejados no lixão da Estrutural, que seguirá
recebendo apenas resíduos de construção.
Outra alternativa para o lixo produzido é a incineração. Nesse caso,
ocorre a queima dos resíduos, o que diminui bastante o seu volume e
elimina organismos patogênicos. Contudo, é necessário cuidado com os
gases liberados nesse processo, que devem ser filtrados para que não
poluam a atmosfera.
Tudo isso que falamos até agora diz respeito à destinação do lixo. No
entanto, o Art. 9o da Política Nacional de Resíduos Sólidos estabelece a
seguinte ordem de prioridade: não geração, redução, reutilização,
reciclagem, tratamento dos resíduos sólidos e disposição final
ambientalmente adequada dos rejeitos. Isso está plenamente alinhado com
a chamada política dos 5 R´s:
 Reduzir
 Repensar
 Reaproveitar
 Reciclar
 Recusar consumir produtos que gerem impactos socioambientais
significativos.
Conforme campanha do Ministério do Meio Ambiente, os cinco R's
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fazem parte de um processo educativo que tem por objetivo uma mudança
de hábitos no cotidiano dos cidadãos. A questão-chave é levar o cidadão a
repensar seus valores e práticas, reduzindo o consumo exagerado e o
desperdício.
A reciclagem diferencia-se do reaproveitamento porque é um
processo onde o material volta ao estado bruto para servir novamente como
matéria prima para a produção de outros bens. É o caso do alumínio, por
exemplo, que é fundido, virando alumínio líquido, que pode ser usado para
fazer novos objetos como as latas de bebidas. Para que a reciclagem
aconteça, é preciso que cada um faça a sua parte separando os recicláveis

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(papel, alumínio, vidro, plástico). Já o reaproveitamento consiste em utilizar


um produto que seria descartado, para outro fim que não aquele
originalmente designado a ele.
Uma maneira de reciclar os resíduos orgânicos é através do processo
de compostagem. Existem usinas que fazem a triagem e separação do lixo
orgânico e, por meio da compostagem, aceleram o processo de
decomposição desses dejetos, que podem, posteriormente, ser utilizados
como adubo. Qualquer pessoa pode também fazer esse processo na sua
casa, seguindo instruções simples e reduzindo drasticamente a quantidade
de lixo produzido.

4.4 BIOCIDAS
Os biocidas, também chamados de pesticidas ou agrotóxicos, são
substâncias usadas como defensivos agrícolas para eliminar parasitas e
aumentar a produtividade das lavouras. Devido à baixa variabilidade
genética entre os indivíduos de uma plantação, eles se tornam
particularmente vulneráveis a vários tipos de pragas como insetos, fungos,
bactérias e também outras plantas.
O problema é que, de maneira geral, os biocidas atacam não só as
espécies parasitas, mas também aquelas que têm papel importante naquele
ambiente, inclusive como polinizadores, ou até como predadores das
pragas. Além disso, caso o agricultor não utilize proteção adequada, os
biocidas podem causar danos à sua saúde.04178253905

Vimos também que muitas substâncias acumulam-se nas cadeias


alimentares através do fenômeno da magnificação trófica, afetando
espécies aquáticas e também terrestres.
Uma alternativa para o uso de biocidas é o controle biológico, onde
predadores naturais das pragas são introduzidos no ambiente com o
objetivo de controlar suas populações sem causar muitos impactos ao
ecossistema.

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4.5 OUTROS TIPOS DE POLUIÇÃO


O ser humano pode, ainda, gerar outros tipos de poluição como a
poluição térmica, quando por exemplo a água utilizada para resfriar os
reatores de usinas nucleares é despejada de volta no mar com temperatura
mais elevada. Isso pode afetar o crescimento de microrganismos no local,
alterando o equilíbrio dos ecossistemas.
A poluição sonora pode também perturbar o equilíbrio de algumas
espécies animais, sensíveis a determinadas frequências e intensidades de
som, mas seu principal efeito é sobre a qualidade da saúde do ser humano,
bem como a poluição visual, que pode ter influência nas condições de
humor e controle de stress dos indivíduos.

5. Noções de Legislação Ambiental

A legislação ambiental brasileira é uma das mais completas e rigorosas


do mundo. Contudo, devido à falta de recursos destinados aos órgãos
fiscalizatórios, nem sempre é possível aplicar corretamente as leis. O IBAMA
(Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis)
é o órgão federal responsável pelo licenciamento e pela fiscalização de
projetos de infraestrutura que envolvam impactos em mais de um estado e
nas atividades do setor de petróleo e gás da plataforma continental.
Projetos de menor porte ficam sob responsabilidade dos estados da
federação. Outro fator que dificulta a fiscalização das atividades ambientais
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é a grande extensão do território brasileiro e os locais de difícil acesso, como


por exemplo, locais isolados da floresta amazônica.
A Constituição Federal de 1988, em seu artigo 225 considera o meio
ambiente como um bem de uso comum do povo, ao qual todos têm direito
e responsabiliza tanto o poder público quanto a coletividade de atuar para
defende-lo e mantê-lo em condições adequadas para as gerações atuais e
futuras.
“Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente
equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia
qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à

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coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as


presentes e futuras gerações. ”

Já a Lei de Crimes Ambientais (Lei Nº 9605 de 13 de fevereiro de 1998)


trata das infrações ao meio ambiente e às suas respectivas punições. De
acordo com ela, os crimes ambientais são classificados em 6 tipos:
 Crimes contra a fauna: agressões cometidas contra animais
silvestres, nativos ou em rota migratória.
 Crimes contra a flora: destruir ou danificar floresta de
preservação permanente mesmo que em formação, ou utilizá-la
em desacordo com as normas de proteção.
 Poluição e outros crimes ambientais: a poluição que provoque ou
possa provocar danos a saúde humana, mortandade de animais
e destruição significativa da flora.
 Crimes contra o ordenamento urbano e o patrimônio cultural:
construção em áreas de preservação ou no seu entorno, sem
autorização ou em desacordo com a autorização concedida.
 Crimes contra a administração ambiental: afirmação falsa ou
enganosa, sonegação ou omissão de informações e dados
técnico-científicos em processos de licenciamento ou autorização
ambiental.
 Infrações administrativas: ações ou omissão que viole regras
jurídicas de uso, gozo, promoção, proteção e recuperação do
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meio ambiente.

Você pode encontrar o texto integral da Lei de Crimes Ambientais aqui:


http://www.planalto.gov.br/CCIVIL_03/leis/L9605.htm

Em 2012, após longos 12 anos de tramitação, o Novo Código Florestal


(Lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012) foi aprovado. Ele trata da proteção
da vegetação nativa brasileira, substituiu o Código Florestal de 1965 e gerou
polêmicas e atritos entre os ambientalistas e os ruralistas, que defendem,

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entre outras coisas, a redução das faixas mínimas de preservação previstas


pelas Áreas de Preservação Permanente.
Outra lei ambiental importante é a Lei de Recursos Hídricos (Nº 9.433
de 08 de janeiro de 1997). Ela institui a Política Nacional de Recursos
Hídricos e cria o Sistema Nacional de Recursos Hídricos. Define a água como
recurso natural limitado, dotado de valor econômico, que pode ter usos
múltiplos – consumo humano, produção de energia, transporte, lançamento
de esgotos. A lei prevê também a criação do Sistema Nacional de
Informação sobre Recursos Hídricos para a coleta, tratamento,
armazenamento e recuperação de informações sobre recursos hídricos e
fatores intervenientes em sua gestão.
Já a Lei 9.985 de 18 de julho de 2000, estabelece o Sistema Nacional
de Unidades de Conservação (SNUC), com os objetivos de:
 contribuir para a manutenção da diversidade biológica
 proteger áreas ameaçadas
 contribuir para a preservação e restauração da diversidade de
ecossistemas naturais
 auxiliar no desenvolvimento sustentável com a utilização dos
recursos naturais de forma correta, auxiliando nas práticas de
conservação da natureza no processo de desenvolvimento
 proteger e recuperar ecossistemas degradados, recursos hídricos
e características relevantes dos ecossistemas (como geologia,
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arqueologia, características culturais...)


 proporcionar meios para atividades de pesquisa cientifica e
monitoramento ambiental
 promover educação e interpretação ambiental.
Essa lei prevê também o estabelecimento das Unidades de
Conservação divididas em Unidades de Proteção Integral (preservam a
natureza sendo admitido apenas uso indireto dos recursos naturais) e em
Unidades de Uso Sustentável (permitem o uso sustentável de parcela de
seus recursos naturais).
Unidades de Proteção Integral:

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1. Estação Ecológica
2. Reserva Biológica
3. Parque Nacional
4. Monumento Natural
5. Refúgio da Vida Silvestre

Unidades de Uso Sustentável:


1. Área de Proteção Ambiental
2. Área de Relevante Interesse Ecológico
3. Floresta Nacional
4. Reserva Extrativista
5. Reserva de Fauna
6. Reserva de Desenvolvimento Sustentável
7. Reserva Particular do Patrimônio Natural

Terminamos assim mais uma aula e com ela o conteúdo


referente à Ecologia, ou seja, o mais cobrado do ENEM. Por isso
temos uma quantidade considerável de questões para você treinar
seus conhecimentos. Não esqueça de mandar as dúvidas pra mim
pelo fórum. Até a próxima e bom estudo!

6. QUESTÕES COMENTADAS
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1. (ENEM – 1998 Amarela Q35)

Um dos índices de qualidade do ar diz respeito à concentração de monóxido


de carbono (CO), pois esse gás pode causar vários danos à saúde. A tabela
abaixo mostra a relação entre a qualidade do ar e a concentração de CO.
Qualidade do ar Concentração de CO – ppm* (média de 8h)
Inadequada 15 a 30
Péssima 30 a 40
Crítica Acima de 40

* ppm (parte por milhão) = 1 micrograma de CO por grama de ar 10–6 g

Para analisar os efeitos do CO sobre os seres humanos, dispõe-se dos


seguintes dados:
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Concentração de CO (ppm) Sintomas em seres humanos


10 Nenhum
15 Diminuição da capacidade visual
60 Dores de cabeça
100 Tonturas, fraqueza muscular
270 Inconsciência
800 Morte

Suponha que você tenha lido em um jornal que na cidade de São Paulo foi
atingido um péssimo nível de qualidade do ar. Uma pessoa que estivesse
nessa área poderia:
a) não apresentar nenhum sintoma.
b) ter sua capacidade visual alterada.
c) apresentar fraqueza muscular e tontura.
d) ficar inconsciente.
e) morre

2. (ENEM – 1998 Branca Q53) Um dos problemas ambientais


decorrentes da industrialização é a poluição atmosférica. Chaminés altas
lançam ao ar, entre outros materiais, o dióxido de enxofre (SO2) que pode
ser transportado por muitos quilômetros em poucos dias. Dessa forma,
podem ocorrer precipitações ácidas em regiões distantes, causando vários
danos ao meio ambiente (chuva ácida).
Com relação aos efeitos sobre o ecossistema, pode-se afirmar que:
I. as chuvas ácidas poderiam causar a diminuição do pH da água de um
lago, o que acarretaria a morte de algumas espécies, rompendo a cadeia
alimentar.
II. as chuvas ácidas poderiam provocar acidificação do solo, o que
prejudicaria o crescimento de certos vegetais.
III. as chuvas ácidas causam danos se apresentarem valor de pH maior que
o da água destilada.
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Dessas afirmativas está(ão) correta(s):


a) I, apenas.
b) III, apenas.
c) I e II, apenas.
d) II e III, apenas.
e) I e III, apenas.

3. (ENEM – 1999 Amarela Q55) Com o uso intensivo do computador


como ferramenta de escritório, previu-se o declínio acentuado do uso de
papel para escrita. No entanto, essa previsão não se confirmou, e o
consumo de papel ainda é muito grande. O papel é produzido a partir de
material vegetal e, por conta disso, enormes extensões de florestas já

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foram extintas, uma parte sendo substituída por reflorestamentos


homogêneos de uma só espécie (no Brasil, principalmente eucalipto).
Para evitar que novas áreas de florestas nativas, principalmente as
tropicais, sejam destruídas para suprir a produção crescente de papel,
foram propostas as seguintes ações:
I. Aumentar a reciclagem de papel, através da coleta seletiva e
processamento em usinas.
II. Reduzir as tarifas de importação de papel.
III. Diminuir os impostos para produtos que usem papel reciclado.

Para um meio ambiente global mais saudável, apenas


a) a proposta I é adequada.
b) a proposta II é adequada.
c) a proposta III é adequada.
d) as propostas I e II são adequadas.
e) as propostas I e III são adequadas.

4. (ENEM – 2000 Amarela Q11) Com relação ao impacto ambiental


causado pela poluição térmica no processo de refrigeração da usina nuclear,
são feitas as seguintes afirmações:
I o aumento na temperatura reduz, na água do rio, a quantidade de
oxigênio nela dissolvido, que é essencial para a vida aquática e para a
decomposição da matéria orgânica.
II o aumento da temperatura da água modifica o metabolismo dos peixes.
III o aumento na temperatura da água diminui o crescimento de bactérias
e de algas, favorecendo o desenvolvimento da vegetação.

Das afirmativas acima, somente está(ão) correta(s):


a) I.
b) II.
c) III. 04178253905

d) I e II.
e) II e III.

5. (ENEM – 2000 Amarela Q16) No mapa, é apresentada a distribuição


geográfica de aves de grande porte e que não voam.

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Há evidências mostrando que essas aves, que podem ser originárias de um


mesmo ancestral, sejam, portanto, parentes. Considerando que, de fato,
tal parentesco ocorra, uma explicação possível para a separação geográfica
dessas aves, como mostrada no mapa, poderia ser:
a) a grande atividade vulcânica, ocorrida há milhões de anos, eliminou
essas aves do Hemisfério Norte.
b) na origem da vida, essas aves eram capazes de voar, o que permitiu que
atravessassem as águas oceânicas, ocupando vários continentes.
c) o ser humano, em seus deslocamentos, transportou essas aves, assim
que elas surgiram na Terra, distribuindo-as pelos diferentes continentes.
d) o afastamento das massas continentais, formadas pela ruptura de um
continente único, dispersou essas aves que habitavam ambientes
adjacentes.
e) a existência de períodos glaciais muito rigorosos, no Hemisfério Norte,
provocou um gradativo deslocamento dessas aves para o Sul, mais quente.

6. (ENEM – 2000 Amarela Q22) O gráfico abaixo representa o fluxo


(quantidade de água em movimento) de um rio, em três regiões distintas,
após certo tempo de chuva.

Comparando-se, nas três regiões, a interceptação da água da chuva pela


cobertura vegetal, é correto afirmar que tal interceptação:
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a) é maior no ambiente natural preservado.


b) independe da densidade e do tipo de vegetação.
c) é menor nas regiões de florestas.
d) aumenta quando aumenta o grau de intervenção humana.
e) diminui à medida que aumenta a densidade da vegetação.

7. (ENEM – 2000 Amarela Q23) No ciclo da água, usado para produzir


eletricidade, a água de lagos e oceanos, irradiada pelo Sol, evapora-se
dando origem a nuvens e se precipita como chuva. É então represada, corre
de alto a baixo e move turbinas de uma usina, acionando geradores. A
eletricidade produzida é transmitida através de cabos e fios e é utilizada em
motores e outros aparelhos elétricos. Assim, para que o ciclo seja
aproveitado na geração de energia elétrica, constrói-se uma barragem para
represar a água.

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Entre os possíveis impactos ambientais causados por essa construção,


devem ser destacados:
a) aumento do nível dos oceanos e chuva ácida.
b) chuva ácida e efeito estufa.
c) alagamentos e intensificação do efeito estufa.
d) alagamentos e desequilíbrio da fauna e da flora.
e) alteração do curso natural dos rios e poluição atmosférica.

8. (ENEM – 2000 Amarela Q47) Um dos grandes problemas das regiões


urbanas é o acúmulo de lixo sólido e sua disposição. Há vários processos
para a disposição do lixo, dentre eles o aterro sanitário, o depósito a céu
aberto e a incineração. Cada um deles apresenta vantagens e
desvantagens. Considere as seguintes vantagens de métodos de disposição
do lixo:
I diminuição do contato humano direto com o lixo;
II produção de adubo para agricultura;
III baixo custo operacional do processo;
IV redução do volume de lixo.
A relação correta entre cada um dos processos para a disposição do lixo e
as vantagens apontadas é:

Aterro sanitário Depósito a céu Incineração


aberto
a) I II I
b) I III IV
c) II IV I
d) II I IV
e) III II I

9. (ENEM – 2000 Amarela Q63) Os esgotos domésticos constituem


grande ameaça aos ecossistemas de lagos ou represas, pois deles decorrem
graves desequilíbrios ambientais. Considere o gráfico abaixo, no qual no
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intervalo de tempo entre t1 e t3, observou-se a estabilidade em


ecossistema de lago, modificado a partir de t3 pelo maior despejo de
esgoto.

Assinale a interpretação que está de acordo com o gráfico.


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a) Entre t3 e t6, a competição pelo oxigênio leva à multiplicação de peixes,


bactérias e outros produtores.
b) A partir de t3, a decomposição do esgoto é impossibilitada pela
diminuição do oxigênio disponível.
c) A partir de t6, a mortandade de peixes decorre da diminuição da
população de produtores.
d) A mortandade de peixes, a partir de t6, é devida à insuficiência de
oxigênio na água.
e) A partir de t3, a produção primária aumenta devido à diminuição dos
consumidores.

10. (ENEM – 2001 Amarela Q10) A ação humana tem provocado


algumas alterações quantitativas e qualitativas da água:
I. Contaminação de lençóis freáticos.
II. Diminuição da umidade do solo.
III. Enchentes e inundações.
Pode-se afirmar que as principais ações humanas associadas às alterações
I, II e III são, respectivamente,
a) uso de fertilizantes e aterros sanitários / lançamento de gases poluentes
/ canalização de córregos e rios.
b) lançamento de gases poluentes / lançamento de lixo nas ruas /
construção de aterros sanitários.
c) uso de fertilizantes e aterros sanitários / desmatamento /
impermeabilização do solo urbano.
d) lançamento de lixo nas ruas / uso de fertilizantes / construção de aterros
sanitários.
e) construção de barragens / uso de fertilizantes / construção de aterros
sanitários.

11. (ENEM – 2001 Amarela Q11) Algumas medidas podem ser propostas
com relação aos problemas da água:
I. Represamento de rios e córregos próximo às cidades de maior porte.
II. Controle da ocupação urbana, especialmente em torno dos mananciais.
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III. Proibição do despejo de esgoto industrial e doméstico sem tratamento


nos rios e represas.
IV. Transferência de volume de água entre bacias hidrográficas para
atender as cidades que já apresentam alto grau de poluição em seus
mananciais.
As duas ações que devem ser tratadas como prioridades para a preservação
da qualidade dos recursos hídricos são
a) I e II.
b) I e IV.
c) II e III.
d) II e IV.
e) III e IV.

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12. (ENEM – 2001 Amarela Q25) Uma região industrial lança ao ar gases
como o dióxido de enxofre e óxidos de nitrogênio, causadores da chuva
ácida. A figura mostra a dispersão desses gases poluentes.

Considerando o ciclo da água e a dispersão dos gases, analise as seguintes


possibilidades:
I. As águas de escoamento superficial e de precipitação que atingem o
manancial poderiam causar aumento de acidez da água do manancial e
provocar a morte de peixes.
II. A precipitação na região rural poderia causar aumento de acidez do solo
e exigir procedimentos corretivos, como a calagem.
III. A precipitação na região rural, embora ácida, não afetaria o
ecossistema, pois a transpiração dos vegetais neutralizaria o excesso de
ácido.

Dessas possibilidades,
a) pode ocorrer apenas a I.
b) pode ocorrer apenas a II.
c) podem ocorrer tanto a I quanto a II.
d) podem ocorrer tanto a I quanto a III.
e) podem ocorrer tanto a II quanto a III.

13. (ENEM – 2001 Amarela Q26) Várias estratégias estão sendo


consideradas para a recuperação da diversidade biológica de um ambiente
degradado, dentre elas, a criação de vertebrados em cativeiro. Com esse
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objetivo, a iniciativa mais adequada, dentre as alternativas abaixo, seria


criar
a) machos de umas espécies e fêmeas de outras, para possibilitar o
acasalamento entre elas e o surgimento de novas espécies.
b) muitos indivíduos da espécie mais representativa, de forma a manter a
identidade e a diversidade do ecossistema.
c) muitos indivíduos de uma única espécie, para garantir uma população
geneticamente heterogênea e mais resistente.
d) um número suficiente de indivíduos, do maior número de espécies, que
garanta a diversidade genética de cada uma delas.
e) vários indivíduos de poucas espécies, de modo a garantir, para cada
espécie, uma população geneticamente homogênea.

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14. (ENEM – 2001 Amarela Q33) Numa região, originalmente ocupada


por Mata Atlântica, havia, no passado, cinco espécies de pássaros de um
mesmo gênero. Nos dias atuais, essa região se reduz a uma reserva de
floresta primária, onde ainda ocorrem as cinco espécies, e a fragmentos de
floresta degradada, onde só se encontram duas das cinco espécies. O
desaparecimento das três espécies nas regiões degradadas pode ser
explicado pelo fato de que, nessas regiões, ocorreu
a) aumento do volume e da frequência das chuvas.
b) diminuição do número e da diversidade de hábitats.
c) diminuição da temperatura média anual.
d) aumento dos níveis de gás carbônico e de oxigênio na atmosfera.
e) aumento do grau de isolamento reprodutivo interespecífico.

15. (ENEM – 2002 Amarela Q05) O Protocolo de Kyoto é uma convenção


das Nações Unidas que é marco sobre mudanças climáticas,- estabelece
que os países mais industrializados devem reduzir até 2012 a emissão dos
gases causadores do efeito estufa em pelo menos 5% em relação aos níveis
de 1990. Essa meta estabelece valores superiores ao exigido para países
em desenvolvimento. Até 2001, mais de 120 países, incluindo nações
industrializadas da Europa e da Ásia, já haviam ratificado o protocolo. No
entanto, nos EUA, o presidente George W. Bush anunciou que o país não
ratificaria Kyoto, com os argumentos de que os custos prejudicariam a
economia americana e que o acordo era pouco rigoroso com os países em
desenvolvimento.
Adaptado do Jornal do Brasil, 11/04/2001

Na tabela encontram-se dados sobre a emissão de CO2

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Considerando os dados da tabela, assinale a alternativa que representa um


argumento que se contrapõe à justificativa dos EUA de que o acordo de
Kyoto foi pouco rigoroso com países em desenvolvimento.
a) A emissão acumulada da União Europeia está próxima à dos EUA.
b) Nos países em desenvolvimento as emissões são equivalentes às dos
EUA.
c) A emissão per capita da Rússia assemelha-se à da União Europeia.

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d) As emissões de CO2 nos países em desenvolvimento citados são muito


baixas.
e) A África do Sul apresenta uma emissão anual per capita relativamente
alta.

16. (ENEM – 2002 Amarela Q08) Artemia é um camarão primitivo que


vive em águas salgadas, sendo considerado um fóssil vivo.
Surpreendentemente, possui uma propriedade semelhante à dos vegetais
que é a diapausa, isto é, a capacidade de manter ovos dormentes (embriões
latentes) por muito tempo. Fatores climáticos ou alterações ambientais
podem subitamente ativar a eclosão dos ovos, assim como, nos vegetais,
tais alterações induzem a germinação de sementes. Vários estudos têm sido
realizados com artemias, pois estes animais apresentam características que
sugerem um potencial biológico: possuem alto teor de proteína e são
capazes de se alimentar de partículas orgânicas e inorgânicas em
suspensão. Tais características podem servir de parâmetro para uma
avaliação do potencial econômico e ecológico da artemia. Em um estudo
foram consideradas as seguintes possibilidades:
I. A variação da população de artemia pode ser usada como um indicador
de poluição aquática.
II. A artemia pode ser utilizada como um agente de descontaminação
ambiental, particularmente em ambientes aquáticos.
III. A eclosão dos ovos é um indicador de poluição química.
IV. Os camarões podem ser utilizados como fonte alternativa de alimentos
de alto teor nutritivo.
É correto apenas o que se afirma em
a) I e II.
b) II e III.
c) I, II e IV.
d) II, III e IV.
e) I, II, III e IV.

17. (ENEM – 2002 Amarela Q10) Nativas do Brasil, as várias espécies


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das plantas conhecidas como fava-d’anta têm lugar garantido no mercado


mundial de produtos cosméticos e farmacêuticos. Elas praticamente não
têm concorrentes, pois apenas uma outra planta chinesa produz os
elementos cobiçados pela indústria mundial. As plantas acham-se dispersas
no cerrado e a sua exploração é feita pela coleta manual das favas ou,
ainda, com instrumentos rústicos (garfos e forquilhas) que retiram os frutos
das pontas dos galhos. Alguns catadores quebram galhos ou arbustos para
facilitar a coleta. Depois da coleta, as vagens são vendidas aos atacadistas
locais que as revendem a atacadistas regionais, estes sim, os revendedores
de fava para as indústrias. Depois de processados, os produtos são
exportados. Embora os moradores da região tenham um vasto
conhecimento sobre hábitos e usos da fauna e flora locais, pouco ou nada
sabem sobre a produção de mudas de espécies nativas e, ainda, sobre o
destino e o aproveitamento da matéria-prima extraída da fava-d’anta.
Adaptado de: Extrativismo e biodiversidade: o caso da fava-danta. Ciência Hoje, junho, 2000.

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Ainda que a extração das vagens não seja prejudicial às árvores, a


estratégia usada na sua coleta, aliada à eventual pressão de mercado, são
fatores que podem prejudicar a renovação natural da fava-d’anta. Uma
proposta viável para que estas plantas nativas não corram nenhum risco de
extinção é
a) introduzir a coleta mecanizada das favas, reduzindo tanto as perdas
durante a coleta quanto os eventuais danos às plantas.
b) conservar o solo e aumentar a produtividade dessas plantas por meio de
irrigação e reposição de sais minerais.
c) domesticar a espécie, introduzindo viveiros que possam abastecer a
região de novas mudas, caso isto se torne necessário.
d) proibir a coleta das favas, aplicando pesadas multas aos infratores.
e) diversificar as atividades econômicas na região do cerrado para aumentar
as fontes de renda dos trabalhadores.

18. (ENEM – 2002 Amarela Q16) Segundo uma organização mundial de


estudos ambientais, em 2025, duas de cada três pessoas viverão situações
de carência de água, caso não haja mudanças no padrão atual de consumo
do produto. Uma alternativa adequada e viável para prevenir a escassez,
considerando-se a disponibilidade global, seria
a) desenvolver processos de reutilização da água.
b) explorar leitos de água subterrânea.
c) ampliar a oferta de água, captando-a em outros rios.
d) captar águas pluviais.
e) importar água doce de outros estados.

19. (ENEM – 2002 Amarela Q31) A corvina é um peixe carnívoro que se


alimenta de crustáceos, moluscos e pequenos peixes que vivem no fundo
do mar. É bastante utilizada na alimentação humana, sendo encontrada em
toda a costa brasileira, embora seja mais abundante no sul do País. A tabela
registra a concentração média anual de mercúrio no tecido muscular de
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corvinas capturadas em quatro áreas.

Comparando as características das quatro áreas de coleta às respectivas


concentrações médias anuais de mercúrio nas corvinas capturadas, pode-
se considerar que, à primeira vista, os resultados

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a) correspondem ao esperado, uma vez que o nível de contaminação é


proporcional ao aumento da atividade industrial e do volume de esgotos
domésticos.
b) não correspondem ao esperado, especialmente no caso da Lagoa da
Conceição, que não apresenta contaminação industrial por mercúrio.
c) não correspondem ao esperado no caso da Baía da Ilha Grande e da
Lagoa da Conceição, áreas nas quais não há fontes industriais de
contaminação por mercúrio.
d) correspondem ao esperado, ou seja, corvinas de regiões menos poluídas
apresentam as maiores concentrações de mercúrio.
e) correspondem ao esperado, exceção aos resultados da Baía de Sepetiba,
o que exige novas investigações sobre o papel das marés no transporte de
mercúrio.

20. (ENEM – 2002 Amarela Q32) Segundo a legislação brasileira, o limite


máximo permitido para as concentrações de mercúrio total é de 500
nanogramas por grama de peso úmido. Ainda levando em conta os dados
da tabela e o tipo de circulação do mercúrio ao longo da cadeia alimentar,
pode-se considerar que a ingestão, pelo ser humano, de corvinas
capturadas nessas regiões,
a) não compromete a sua saúde, uma vez que a concentração de mercúrio
é sempre menor que o limite máximo permitido pela legislação brasileira.
b) não compromete a sua saúde, uma vez que a concentração de poluentes
diminui a cada novo consumidor que se acrescenta à cadeia alimentar.
c) não compromete a sua saúde, pois a concentração de poluentes aumenta
a cada novo consumidor que se acrescenta à cadeia alimentar.
d) deve ser evitada, apenas quando entre as corvinas e eles se interponham
outros consumidores, como, por exemplo, peixes de maior porte.
e) deve ser evitada sempre, pois a concentração de mercúrio das corvinas
ingeridas se soma à já armazenada no organismo humano.

21. (ENEM – 2002 Azul Q49) Nos peixamentos - designação dada à


introdução de peixes em sistemas aquáticos, nos quais a qualidade da água
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reduziu as populações nativas de peixes - podem ser utilizados peixes


importados de outros países, peixes produzidos em unidades de piscicultura
ou, como é o caso da grande maioria dos peixamentos no Brasil, de peixes
capturados em algum ambiente natural e liberados em outro.
Recentemente começaram a ser utilizados peixes híbridos, como os
“paquis”, obtidos por cruzamentos entre pacu e tambaqui; também é
híbrida a espécie conhecida como surubim ou pintado, piscívoro de grande
porte. Em alguns julgamentos de crimes ambientais, as sentenças, de
modo geral, condenam empresas culpadas pela redução da qualidade de
cursos d’água a realizarem peixamentos. Em geral, os peixamentos tendem
a ser repetidos muitas vezes numa mesma área. A respeito da realização
de peixamentos pelas empresas infratoras, pode-se considerar que essa
penalidade
a) não leva mais em conta os efeitos da poluição industrial, mas sim as suas
causas.
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b) faz a devida diferenciação entre quantidade de peixes e qualidade


ambiental.
c) é indutora de ação que reverte uma das causas básicas da poluição.
d) confunde quantidade de peixes com boa qualidade ambiental dos cursos
d’água.
e) obriga o poluidor a pagar pelos prejuízos ambientais que causa e a deixar
de poluir.

22. (ENEM – 2002 Amarela Q57) O Puma concolor (suçuarana, puma,


leão da montanha) é o maior felino das Américas, com uma distribuição
biogeográfica que se estende da Patagônia ao Canadá. O padrão de
distribuição mostrado na figura está associado a possíveis características
desse felino:

I. muito resistente a doenças.


II. facilmente domesticável e criado em cativeiro.
III. tolerante a condições climáticas diversas.
IV. Ocupa diversos tipos de formações vegetais.

Características desse felino compatíveis com sua distribuição biogeográfica


estão evidenciadas apenas em
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a) I e II.
b) I e IV.
c) III e IV.
d) I, II e IV.
e) II, III e IV.

23. (ENEM – 2003 Amarela Q27) A biodiversidade diz respeito tanto a


genes, espécies, ecossistemas, como a funções, e coloca problemas de
gestão muito diferenciados. É carregada de normas de valor. Proteger a
biodiversidade pode significar: – a eliminação da ação humana, como é a
proposta da ecologia radical; – a proteção das populações cujos sistemas
de produção e cultura repousam num dado ecossistema; – a defesa dos
interesses comerciais de firmas que utilizam a biodiversidade como
matéria-prima, para produzir mercadorias.
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(Adaptado de GARAY, I. & DIAS, B. Conservação da biodiversidade em ecossistemas tropicais)

De acordo com o texto, no tratamento da questão da biodiversidade no


Planeta,
a) o principal desafio é conhecer todos problemas dos ecossistemas, para
conseguir protegê-los da ação humana.
b) os direitos e os interesses comerciais dos produtores devem ser
defendidos, independentemente do equilíbrio ecológico.
c) deve-se valorizar o equilíbrio do meio ambiente, ignorando-se os conflitos
gerados pelo uso da terra e seus recursos.
d) o enfoque ecológico é mais importante do que o social, pois as
necessidades das populações não devem constituir preocupação para
ninguém.
e) há diferentes visões em jogo, tanto as que só consideram aspectos
ecológicos, quanto as que levam em conta aspectos sociais e econômicos.

24. (ENEM – 2003 Amarela Q28) Sabe-se que uma área de quatro
hectares de floresta, na região tropical, pode conter cerca de 375 espécies
de plantas enquanto uma área florestal do mesmo tamanho, em região
temperada, pode apresentar entre 10 e 15 espécies. O notável padrão de
diversidade das florestas tropicais se deve a vários fatores, entre os quais
é possível citar
a) altitudes elevadas e solos profundos.
b) a ainda pequena intervenção do ser humano.
c) sua transformação em áreas de preservação.
d) maior insolação e umidade e menor variação climática.
e) alternância de períodos de chuvas com secas prolongadas.

25. (ENEM – 2003 Amarela Q34) Na música "Bye, bye, Brasil", de Chico
Buarque de Holanda e Roberto Menescal, os versos "puseram uma usina
no mar talvez fique ruim pra pescar" poderiam estar se referindo à usina
nuclear de Angra dos Reis, no litoral do Estado do Rio de Janeiro. No caso
de tratar-se dessa usina, em funcionamento normal, dificuldades para a
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pesca nas proximidades poderiam ser causadas


a) pelo aquecimento das águas, utilizadas para refrigeração da usina, que
alteraria a fauna marinha.
b) pela oxidação de equipamentos pesados e por detonações que
espantariam os peixes.
c) pelos rejeitos radioativos lançados continuamente no mar, que
provocariam a morte dos peixes.
d) pela contaminação por metais pesados dos processos de enriquecimento
do urânio.
e) pelo vazamento de lixo atômico colocado em tonéis e lançado ao mar
nas vizinhanças da usina.

26. (ENEM – 2003 Amarela Q38) A caixinha utilizada em embalagens


como as de leite “longa vida” é chamada de “tetra brick”, por ser composta
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de quatro camadas de diferentes materiais, incluindo alumínio e plástico, e


ter a forma de um tijolo (brick, em inglês). Esse material, quando
descartado, pode levar até cem anos para se decompor.
Considerando os impactos ambientais, seria mais adequado
a) utilizar soda cáustica para amolecer as embalagens e só então descartá-
las.
b) promover a coleta seletiva, de modo a reaproveitar as embalagens para
outros fins.
c) aumentar a capacidade de cada embalagem, ampliando a superfície de
contato com o ar para sua decomposição.
d) constituir um aterro específico de embalagens “tetra brick”,
acondicionadas de forma a reduzir seu volume.
e) proibir a fabricação de leite “longa vida”, considerando que esse tipo de
embalagem não é adequado para conservar o produto.

27. (ENEM – 2003 Amarela Q44) Em um debate sobre o futuro do setor


de transporte de uma grande cidade brasileira com trânsito intenso, foi
apresentado um conjunto de propostas. Entre as propostas reproduzidas
abaixo, aquela que atende, ao mesmo tempo, a implicações sociais e
ambientais presentes nesse setor é
a) proibir o uso de combustíveis produzidos a partir de recursos naturais.
b) promover a substituição de veículos a diesel por veículos a gasolina.
c) incentivar a substituição do transporte individual por transportes
coletivos.
d) aumentar a importação de diesel para substituir os veículos a álcool.
e) diminuir o uso de combustíveis voláteis devido ao perigo que
representam.

28. (ENEM – 2004 Amarela Q34) A necessidade de água tem tornado


cada vez mais importante a reutilização planejada desse recurso.
Entretanto, os processos de tratamento de águas para seu
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reaproveitamento nem sempre as tornam potáveis, o que leva a restrições


em sua utilização. Assim, dentre os possíveis empregos para a denominada
“água de reuso”, recomenda-se
a) o uso doméstico, para preparo de alimentos.
b) o uso em laboratórios, para a produção de fármacos.
c) o abastecimento de reservatórios e mananciais.
d) o uso individual, para banho e higiene pessoal.
e) o uso urbano, para lavagem de ruas e áreas públicas.

29. (ENEM – 2004 Amarela Q35) O Aquífero Guarani se estende por 1,2
milhão de km2 e é um dos maiores reservatórios de águas subterrâneas do
mundo. O aquífero é como uma “esponja gigante” de arenito, uma rocha
porosa e absorvente, quase totalmente confinada sob centenas de metros
de rochas impermeáveis. Ele é recarregado nas áreas em que o arenito
aflora à superfície, absorvendo água da chuva. Uma pesquisa realizada em
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2002 pela Embrapa apontou cinco pontos de contaminação do aquífero por


agrotóxico, conforme a figura:

Considerando as consequências socioambientais e respeitando as


necessidades econômicas, pode-se afirmar que, diante do problema
apresentado, políticas públicas adequadas deveriam
a) proibir o uso das águas do aquífero para irrigação.
b) impedir a atividade agrícola em toda a região do aquífero.
c) impermeabilizar as áreas onde o arenito aflora.
d) construir novos reservatórios para a captação da água na região.
e) controlar a atividade agrícola e agroindustrial nas áreas de recarga.

30. (ENEM – 2004 Amarela Q46) Programas de reintrodução de animais


consistem em soltar indivíduos, criados em cativeiro, em ambientes onde
sua espécie se encontra ameaçada ou extinta. O mico-leão-dourado da
Mata Atlântica faz parte de um desses programas. Como faltam aos micos
criados em cativeiro habilidades para sobreviver em seu habitat, são
formados grupos sociais desses micos com outros capturados na natureza,
antes de soltá-los coletivamente. O gráfico mostra o número total de
animais, em uma certa região, a cada ano, ao longo de um programa de
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reintrodução desse tipo.

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A análise do gráfico permite concluir que o sucesso do programa deveu-se


a) à adaptação dos animais nascidos em cativeiro ao ambiente natural,
mostrada pelo aumento do número de nascidos na natureza.
b) ao aumento da população total, resultante da reintrodução de um
número cada vez maior de animais.
c) à eliminação dos animais nascidos em cativeiro pelos nascidos na
natureza, que são mais fortes e selvagens.
d) ao pequeno número de animais reintroduzidos, que se mantiveram
isolados da população de nascidos na natureza.
e) à grande sobrevivência dos animais reintroduzidos, que compensou a
mortalidade dos nascidos na natureza.

31. (ENEM – 2004 Amarela Q47) O bicho-furão-dos-citros causa


prejuízos anuais de US$ 50 milhões à citricultura brasileira, mas pode ser
combatido eficazmente se um certo agrotóxico for aplicado à plantação no
momento adequado. É possível determinar esse momento utilizando-se
uma armadilha constituída de uma caixinha de papelão, contendo uma
pastilha com o feromônio da fêmea e um adesivo para prender o macho.
Verificando periodicamente a armadilha, percebe-se a época da chegada do
inseto. Uma vantagem do uso dessas armadilhas, tanto do ponto de vista
ambiental como econômico, seria
a) otimizar o uso de produtos agrotóxicos.
b) diminuir a população de predadores do bicho-furão.
c) capturar todos os machos do bicho-furão.
d) reduzir a área destinada à plantação de laranjas.
e) espantar o bicho-furão das proximidades do pomar.

32. (ENEM – 2004 Amarela Q48) No verão de 2000 foram realizadas,


para análise, duas coletas do lixo deixado pelos frequentadores em uma
praia no litoral brasileiro. O lixo foi pesado, separado e classificado. Os
resultados das coletas feitas estão na tabela a seguir.

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Embora fosse grande a venda de bebidas em latas nessa praia, não se


encontrou a quantidade esperada dessas embalagens no lixo coletado, o
que foi atribuído à existência de um bom mercado para a reciclagem de
alumínio. Considerada essa hipótese, para reduzir o lixo nessa praia, a
iniciativa que mais diretamente atende à variedade de interesses
envolvidos, respeitando a preservação ambiental, seria
a) proibir o consumo de bebidas e de outros alimentos nas praias.
b) realizar a coleta de lixo somente no período noturno.
c) proibir a comercialização apenas de produtos com embalagem.
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d) substituir embalagens plásticas por embalagens de vidro.


e) incentivar a reciclagem de plásticos, estimulando seu recolhimento.

33. (ENEM – 2004 Amarela Q49) Um rio que é localmente degradado


por dejetos orgânicos nele lançados pode passar por um processo de
autodepuração. No entanto, a recuperação depende, entre outros fatores,
da carga de dejetos recebida, da extensão e do volume do rio. Nesse
processo, a distribuição das populações de organismos consumidores e
decompositores varia, conforme mostra o esquema:

Com base nas informações fornecidas pelo esquema, são feitas as seguintes
considerações sobre o processo de depuração do rio:
I. a vida aquática superior pode voltar a existir a partir de uma certa
distância do ponto de lançamento dos dejetos;
II. os organismos decompositores são os que sobrevivem onde a oferta de
oxigênio é baixa ou inexistente e a matéria orgânica é abundante;
III. as comunidades biológicas, apesar da poluição, não se alteram ao longo
do processo de recuperação.
Está correto o que se afirma em 04178253905

a) I, apenas.
b) II, apenas.
c) III, apenas.
d) I e II, apenas.
e) I, II e III.

34. (ENEM – 2005 Amarela Q28) Há quatro séculos alguns animais


domésticos foram introduzidos na Ilha da Trindade como "reserva de
alimento". Porcos e cabras soltos davam boa carne aos navegantes de
passagem, cansados de tanto peixe no cardápio. Entretanto, as cabras
consumiram toda a vegetação rasteira e ainda comeram a casca dos
arbustos sobreviventes. Os porcos revolveram raízes e a terra na busca de
semente. Depois de consumir todo o verde, de volta ao estado selvagem,
os porcos passaram a devorar qualquer coisa: ovos de tartarugas, de aves

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marinhas, caranguejos e até cabritos pequenos. Com base nos fatos acima,
pode-se afirmar que
a) a introdução desses animais domésticos, trouxe, com o passar dos anos,
o equilíbrio ecológico.
b) o ecossistema da Ilha da Trindade foi alterado, pois não houve uma
interação equilibrada entre os seres vivos.
c) a principal alteração do ecossistema foi a presença dos homens, pois
animais nunca geram desequilíbrios no ecossistema.
d) o desequilíbrio só apareceu quando os porcos começaram a comer os
cabritos pequenos.
e) o aumento da biodiversidade, a longo prazo, foi favorecido pela
introdução de mais dois tipos de animais na ilha.

35. (ENEM – 2005 Amarela Q31) Os plásticos, por sua versatilidade e


menor custo relativo, têm seu uso cada vez mais crescente. Da produção
anual brasileira de cerca de 2,5 milhões de toneladas, 40% destinam-se à
indústria de embalagens. Entretanto, este crescente aumento de produção
e consumo resulta em lixo que só se reintegra ao ciclo natural ao longo de
décadas ou mesmo de séculos. Para minimizar esse problema uma ação
possível e adequada é
a) proibir a produção de plásticos e substituí-los por materiais renováveis
como os metais.
b) incinerar o lixo de modo que o gás carbônico e outros produtos
resultantes da combustão voltem aos ciclos naturais.
c) queimar o lixo para que os aditivos contidos na composição dos plásticos,
tóxicos e não degradáveis sejam diluídos no ar.
d) estimular a produção de plásticos recicláveis para reduzir a demanda de
matéria prima não renovável e o acúmulo de lixo.
e) reciclar o material para aumentar a qualidade do produto e facilitar a sua
comercialização em larga escala

36. (ENEM – 2005 Amarela Q36) Quando um reservatório de água é


agredido ambientalmente por poluição de origem doméstica ou industrial,
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uma rápida providência é fundamental para diminuir os danos ecológicos.


Como o monitoramento constante dessas águas demanda aparelhos caros
e testes demorados, cientistas têm se utilizado de biodetectores, como
peixes que são colocados em gaiolas dentro da água, podendo ser
observados periodicamente. Para testar a resistência de três espécies de
peixes, cientistas separaram dois grupos de cada espécie, cada um com
cem peixes, totalizando seis grupos. Foi, então, adicionada a mesma
quantidade de poluentes de origem doméstica e industrial, em separado.
Durante o período de 24 horas, o número de indivíduos passou a ser
contado de hora em hora. Os resultados são apresentados abaixo.

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Pelos resultados obtidos, a espécie de peixe mais indicada para ser utilizada
como detectora de poluição, a fim de que sejam tomadas providências
imediatas, seria
a) a espécie I, pois sendo menos resistente à poluição, morreria mais
rapidamente após a contaminação.
b) a espécie II, pois sendo a mais resistente, haveria mais tempo para
testes.
c) a espécie III, pois como apresenta resistência diferente à poluição
doméstica e industrial, propicia estudos posteriores.
d) as espécies I e III juntas, pois tendo resistência semelhante em relação
à poluição permitem comparar resultados.
e) as espécies II e III juntas, pois como são pouco tolerantes à poluição,
propiciam um rápido alerta.

37. (ENEM – 2005 Amarela Q40) Nos últimos meses o preço do petróleo
tem alcançado recordes históricos. Por isso a procura de fontes energéticas
alternativas se faz necessária. Para os especialistas, uma das mais
interessantes é o gás natural, pois ele apresentaria uma série de vantagens
em relação a outras opções energéticas. A tabela compara a distribuição
das reservas de petróleo e de gás natural no mundo, e a figura, a emissão
de dióxido de carbono entre vários tipos de fontes energéticas.
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A partir da análise da tabela e da figura, são feitas as seguintes afirmativas:


I – Enquanto as reservas mundiais de petróleo estão concentradas
geograficamente, as reservas mundiais de gás natural são mais distribuídas
ao redor do mundo garantindo um mercado competitivo, menos dependente
de crises internacionais e políticas.

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II – A emissão de dióxido de carbono (CO2) para o gás natural é a mais


baixa entre os diversos combustíveis analisados, o que é importante, uma
vez que esse gás é um dos principais responsáveis pelo agravamento do
efeito estufa.
Com relação a essas afirmativas pode-se dizer que
a) a primeira está incorreta, pois novas reservas de petróleo serão
descobertas futuramente.
b) a segunda está incorreta, pois o dióxido de carbono (CO 2) apresenta
pouca importância no agravamento do efeito estufa.
c) ambas são análises corretas, mostrando que o gás natural é uma
importante alternativa energética.
d) ambas não procedem para o Brasil, que já é praticamente auto-suficiente
em petróleo e não contribui para o agravamento do efeito estufa.
e) nenhuma delas mostra vantagem do uso de gás natural sobre o petróleo.

38. (ENEM – 2005 Amarela Q48) Moradores de três cidades, aqui


chamadas de X, Y e Z, foram indagados quanto aos tipos de poluição que
mais afligiam as suas áreas urbanas. Nos gráficos abaixo estão
representadas as porcentagens de reclamações sobre cada tipo de poluição
ambiental.

Considerando a queixa principal dos cidadãos de cada cidade, a primeira


medida de combate à poluição em cada uma delas seria, respectivamente:
X Y Z
a) Manejamento de lixo Esgotamento sanitário Controle emissão de
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gases
b) Controle de despejo Manejamento de lixo Controle emissão de
industrial gases
c) Manejamento de lixo Esgotamento sanitário Controle de despejo
industrial
d) Controle emissão de Controle de despejo Esgotamento
gases industrial sanitário
e) Controle de despejo Manejamento de lixo Esgotamento
industrial sanitário

39. (ENEM – 2006 Amarela Q12) Entre 8 mil e 3 mil anos atrás, ocorreu
o desaparecimento de grandes mamíferos que viviam na América do Sul.
Os mapas a seguir apresentam a vegetação dessa região antes e depois de

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uma grande mudança climática que tornou essa região mais quente e mais
úmida.

Revista Pesquisa Fapesp, n.º 98, 2004.

As hipóteses a seguir foram levantadas para explicar o desaparecimento


dos grandes mamíferos na América do Sul.
I Os seres humanos, que só puderam ocupar a América do Sul depois que
o clima se tornou mais úmido, mataram os grandes animais.
II Os maiores mamíferos atuais precisam de vastas áreas abertas para
manterem o seu modo de vida, áreas essas que desapareceram da América
do Sul com a mudança climática, o que pode ter provocado a extinção dos
grandes mamíferos sul-americanos.
III A mudança climática foi desencadeada pela queda de um grande
asteróide, a qual causou o desaparecimento dos grandes mamíferos e das
aves.

É cientificamente aceitável o que se afirma


a) apenas em I.
b) apenas em II.
c) apenas em III.
d) apenas em I e III.
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e) em I, II e III.

40. (ENEM – 2006 Amarela Q30) Com base em projeções realizadas por
especialistas, prevê-se, para o fim do século XXI, aumento de temperatura
média, no planeta, entre 1,4ºC e 5,8ºC. Como consequência desse
aquecimento, possivelmente o clima será mais quente e mais úmido bem
como ocorrerão mais enchentes em algumas áreas e secas crônicas em
outras. O aquecimento também provocará o desaparecimento de algumas
geleiras, o que acarretará o aumento do nível dos oceanos e a inundação
de certas áreas litorâneas.
As mudanças climáticas previstas para o fim do século XXI
a) provocarão a redução das taxas de evaporação e de condensação do ciclo
da água.

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b) poderão interferir nos processos do ciclo da água que envolvem


mudanças de estado físico.
c) promoverão o aumento da disponibilidade de alimento das espécies
marinhas.
d) induzirão o aumento dos mananciais, o que solucionará os problemas de
falta de água no planeta.
e) causarão o aumento do volume de todos os cursos de água, o que
minimizará os efeitos da poluição aquática.

41. (ENEM – 2006 Amarela Q32) Chuva ácida é o termo utilizado para
designar precipitações com valores de pH inferiores a 5,6. As principais
substâncias que contribuem para esse processo são os óxidos de nitrogênio
e de enxofre provenientes da queima de combustíveis fósseis e, também,
de fontes naturais. Os problemas causados pela chuva ácida ultrapassam
fronteiras políticas regionais e nacionais. A amplitude geográfica dos efeitos
da chuva ácida está relacionada principalmente com
a) a circulação atmosférica e a quantidade de fontes emissoras de óxidos
de nitrogênio e de enxofre.
b) a quantidade de fontes emissoras de óxidos de nitrogênio e de enxofre
e a rede hidrográfica.
c) a topografia do local das fontes emissoras de óxidos de nitrogênio e de
enxofre e o nível dos lençóis freáticos.
d) a quantidade de fontes emissoras de óxidos de nitrogênio e de enxofre
e o nível dos lençóis freáticos.
e) a rede hidrográfica e a circulação atmosférica.

42. (ENEM – 2006 Amarela Q33) As florestas tropicais úmidas


contribuem muito para a manutenção da vida no planeta, por meio do
chamado sequestro de carbono atmosférico. Resultados de observações
sucessivas, nas últimas décadas, indicam que a floresta amazônica é capaz
de absorver até 300 milhões de toneladas de carbono por ano. Conclui-se,
portanto, que as florestas exercem importante papel no controle
a) das chuvas ácidas, que decorrem da liberação, na atmosfera, do dióxido
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de carbono resultante dos desmatamentos por queimadas.


b) das inversões térmicas, causadas pelo acúmulo de dióxido de carbono
resultante da não-dispersão dos poluentes para as regiões mais altas da
atmosfera.
c) da destruição da camada de ozônio, causada pela liberação, na
atmosfera, do dióxido de carbono contido nos gases do grupo dos
clorofluorcarbonos.
d) do efeito estufa provocado pelo acúmulo de carbono na atmosfera,
resultante da queima de combustíveis fósseis, como carvão mineral e
petróleo.
e) da eutrofização das águas, decorrente da dissolução, nos rios, do excesso
de dióxido de carbono presente na atmosfera.

43. (ENEM – 2006 Amarela Q37) A ocupação predatória associada à


expansão da fronteira agropecuária e acelerada pelo plantio da soja tem
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deflagrado, com a perda da cobertura vegetal, a diminuição da


biodiversidade, a erosão do solo, a escassez e a contaminação dos recursos
hídricos no bioma cerrado. Segundo ambientalistas, o cerrado brasileiro
corre o risco de se transformar em um deserto.
A respeito desse assunto, analise as afirmações abaixo.
I Considerando-se que, em 2006, restem apenas 25% da cobertura vegetal
original do cerrado e que, desse percentual, 3% sejam derrubados a cada
ano, estima-se que, em 2030, o cerrado brasileiro se transformará em
deserto.
II Sabe-se que a eventual extinção do bioma cerrado, dada a pobreza que
o caracteriza, não causará impacto sistêmico no conjunto dos biomas
brasileiros.
III A substituição de agrotóxicos por bioinseticidas reduz a contaminação
dos recursos hídricos no bioma cerrado.
É correto o que se afirma
a) apenas em I.
b) apenas em III.
c) apenas em I e II.
d) apenas em II e III.
e) em I, II e III.

44. (ENEM – 2006 Amarela Q38) À produção industrial de celulose e de


papel estão associados alguns problemas ambientais. Um exemplo são os
odores característicos dos compostos voláteis de enxofre (mercaptanas)
que se formam durante a remoção da lignina da principal matéria-prima
para a obtenção industrial das fibras celulósicas que formam o papel: a
madeira. É nos estágios de branqueamento que se encontra um dos
principais problemas ambientais causados pelas indústrias de celulose.
Reagentes como cloro e hipoclorito de sódio reagem com a lignina residual,
levando à formação de compostos organoclorados. Esses compostos,
presentes na água industrial, despejada em grande quantidade nos rios
pelas indústrias de papel, não são biodegradáveis e acumulam-se nos
tecidos vegetais e animais, podendo levar a alterações genéticas.
Celênia P. Santos et al. Papel: como se fabrica? In: Química nova na escola, n.° 14, nov./2001, p.
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3-7 (com adaptações).

Para se diminuírem os problemas ambientais decorrentes da fabricação do


papel, é recomendável
a) a criação de legislação mais branda, a fim de favorecer a fabricação de
papel biodegradável.
b) a diminuição das áreas de reflorestamento, com o intuito de reduzir o
volume de madeira utilizado na obtenção de fibras celulósicas.
c) a distribuição de equipamentos de desodorização à população que vive
nas adjacências de indústrias de produção de papel.
d) o tratamento da água industrial, antes de retorná-la aos cursos d’água,
com o objetivo de promover a degradação dos compostos orgânicos
solúveis.

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e) o recolhimento, por parte das famílias que habitam as regiões


circunvizinhas, dos resíduos sólidos gerados pela indústria de papel, em um
processo de coleta seletiva de lixo.

45. (ENEM – 2006 Amarela Q41) A situação atual das bacias


hidrográficas de São Paulo tem sido alvo de preocupações ambientais: a
demanda hídrica é maior que a oferta de água e ocorre excesso de poluição
industrial e residencial. Um dos casos mais graves de poluição da água é o
da bacia do alto Tietê, onde se localiza a região metropolitana de São Paulo.
Os rios Tietê e Pinheiros estão muito poluídos, o que compromete o uso da
água pela população.
Avalie se as ações apresentadas abaixo são adequadas para se reduzir a
poluição desses rios.
I Investir em mecanismos de reciclagem da água utilizada nos processos
industriais.
II Investir em obras que viabilizem a transposição de águas de mananciais
adjacentes para os rios poluídos.
III Implementar obras de saneamento básico e construir estações de
tratamento de esgotos.
É adequado o que se propõe
a) apenas em I.
b) apenas em II.
c) apenas em I e III.
d) apenas em II e III.
e) em I, II e III.

46. (ENEM – 2006 Amarela Q43) Na região sul da Bahia, o cacau tem
sido cultivado por meio de diferentes sistemas. Em um deles, o
convencional, a primeira etapa de preparação do solo corresponde à
retirada da mata e à queimada dos tocos e das raízes. Em seguida, para o
plantio da quantidade máxima de cacau na área, os pés de cacau são
plantados próximos uns dos outros. No cultivo pelo sistema chamado
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cabruca, os pés de cacau são abrigados entre as plantas de maior porte,


em espaço aberto criado pela derrubada apenas das plantas de pequeno
porte. Os cacaueiros dessa região têm sido atacados e devastados pelo
fungo chamado vassoura-de-bruxa, que se reproduz em ambiente quente
e úmido por meio de esporos que se espalham no meio aéreo.
As condições ambientais em que os pés de cacau são plantados e as
condições de vida do fungo vassoura-de-bruxa, mencionadas acima,
permitem supor-se que sejam mais intensamente atacados por esse fungo
os cacaueiros plantados por meio do sistema
a) convencional, pois os pés de cacau ficam mais expostos ao sol, o que
facilita a reprodução do parasita.
b) convencional, pois a proximidade entre os pés de cacau facilita a
disseminação da doença.
c) convencional, pois o calor das queimadas cria as condições ideais de
reprodução do fungo.
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d) cabruca, pois os cacaueiros não suportam a sombra e, portanto, terão


seu crescimento prejudicado e adoecerão.
e) cabruca, pois, na competição com outras espécies, os cacaueiros ficam
enfraquecidos e adoecem mais facilmente.

47. (ENEM – 2006 Amarela Q44) Quando um macho do besouro-da-cana


localiza uma plantação de cana-de-açúcar, ele libera uma substância para
que outros besouros também localizem essa plantação, o que causa sérios
prejuízos ao agricultor. A substância liberada pelo besouro foi sintetizada
em laboratório por um químico brasileiro. Com essa substância sintética, o
agricultor pode fazer o feitiço virar contra o feiticeiro: usar a substância
como isca e atrair os besouros para longe das plantações de cana.
Folha Ciência. In: Folha de S. Paulo, 25/5/2004 (com adaptações).
Assinale a opção que apresenta corretamente tanto a finalidade quanto a
vantagem ambiental da utilização da substância sintética mencionada.

finalidade vantagem ambiental


a) eliminar os besouros reduzir as espécies que se
alimentam da cana-de-açúcar

b) afastar os predadores da reduzir a necessidade de uso de


plantação agrotóxicos
c) exterminar os besouros eliminar o uso de agrotóxicos
d) dispersar os besouros evitar a incidência de novas pragas
e) afastar os predadores da aumentar a resistência dos
plantação canaviais

48. (ENEM – 2007 Amarela Q06) A figura abaixo é parte de uma


campanha publicitária.

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Essa campanha publicitária relaciona-se diretamente com a seguinte


afirmativa:
a) O comércio ilícito da fauna silvestre, atividade de grande impacto, é uma
ameaça para a biodiversidade nacional.

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b) A manutenção do mico-leão-dourado em jaula é a medida que garante a


preservação dessa espécie animal.
c) O Brasil, primeiro país a eliminar o tráfico do mico-leão-dourado, garantiu
a preservação dessa espécie.
d) O aumento da biodiversidade em outros países depende do comércio
ilegal da fauna silvestre brasileira.
e) O tráfico de animais silvestres é benéfico para a preservação das
espécies, pois garante-lhes a sobrevivência.

49. (ENEM – 2007 Amarela Q09) Se a exploração descontrolada e


predatória verificada atualmente continuar por mais alguns anos, pode-se
antecipar a extinção do mogno. Essa madeira já desapareceu de extensas
áreas do Pará, de Mato Grosso, de Rondônia, e há indícios de que a
diversidade e o número de indivíduos existentes podem não ser suficientes
para garantir a sobrevivência da espécie a longo prazo. A diversidade é um
elemento fundamental na sobrevivência de qualquer ser vivo. Sem ela,
perde-se a capacidade de adaptação ao ambiente, que muda tanto por
interferência humana como por causas naturais.
Internet: <www.greenpeace.org.br> (com adaptações).

Com relação ao problema descrito no texto, é correto afirmar que


a) a baixa adaptação do mogno ao ambiente amazônico é causa da extinção
dessa madeira.
b) a extração predatória do mogno pode reduzir o número de indivíduos
dessa espécie e prejudicar sua diversidade genética.
c) as causas naturais decorrentes das mudanças climáticas globais
contribuem mais para a extinção do mogno que a interferência humana.
d) a redução do número de árvores de mogno ocorre na mesma medida em
que aumenta a diversidade biológica dessa madeira na região amazônica.
e) o desinteresse do mercado madeireiro internacional pelo mogno
contribuiu para a redução da exploração predatória dessa espécie.

50. (ENEM – 2007 Amarela Q40) Nos últimos 50 anos, as temperaturas


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de inverno na península antártica subiram quase 6°C. Ao contrário do


esperado, o aquecimento tem aumentado a precipitação de neve. Isso
ocorre porque o gelo marinho, que forma um manto impermeável sobre o
oceano, está derretendo devido à elevação de temperatura, o que permite
que mais umidade escape para a atmosfera. Essa umidade cai na forma de
neve. Logo depois de chegar a essa região, certa espécie de pingüins
precisa de solos nus para construir seus ninhos de pedregulhos. Se a neve
não derrete a tempo, eles põem seus ovos sobre ela. Quando a neve
finalmente derrete, os ovos se encharcam de água e goram.
Scientific American Brasil, ano 2, n.º 21, 2004, p.80 (com adaptações).
A partir do texto acima, analise as seguintes afirmativas.
I O aumento da temperatura global interfere no ciclo da água na península
antártica.

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II O aquecimento global pode interferir no ciclo de vida de espécies típicas


de região de clima polar.
III A existência de água em estado sólido constitui fator crucial para a
manutenção da vida em alguns biomas.
É correto o que se afirma
a) apenas em I.
b) apenas em II.
c) apenas em I e II.
d) apenas em II e III.
e) em I, II e III.

51. (ENEM – 2007 Amarela Q41) Devido ao aquecimento global e à


consequente diminuição da cobertura de gelo no Ártico, aumenta a distância
que os ursos polares precisam nadar para encontrar alimentos. Apesar de
exímios nadadores, eles acabam morrendo afogados devido ao cansaço. A
situação descrita acima
a) enfoca o problema da interrupção da cadeia alimentar, o qual decorre
das variações climáticas.
b) alerta para prejuízos que o aquecimento global pode acarretar à
biodiversidade no Ártico.
c) ressalta que o aumento da temperatura decorrente de mudanças
climáticas permite o surgimento de novas espécies.
d) mostra a importância das características das zonas frias para a
manutenção de outros biomas na Terra.
e) evidencia a autonomia dos seres vivos em relação ao habitat, visto que
eles se adaptam rapidamente às mudanças nas condições climáticas.

52. (ENEM – 2007 Amarela Q42) O gráfico abaixo ilustra o resultado de


um estudo sobre o aquecimento global. A curva mais escura e contínua
representa o resultado de um cálculo em que se considerou a soma de cinco
fatores que influenciaram a temperatura média global de 1900 a 1990,
conforme mostrado na legenda do gráfico. A contribuição efetiva de cada
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um desses cinco fatores isoladamente é mostrada na parte inferior do


gráfico.

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Os dados apresentados revelam que, de 1960 a 1990, contribuíram de


forma efetiva e positiva para aumentar a temperatura atmosférica:
a) aerossóis, atividade solar e atividade vulcânica.
b) atividade vulcânica, ozônio e gases estufa.
c) aerossóis, atividade solar e gases estufa.
d) aerossóis, atividade vulcânica e ozônio.
e) atividade solar, gases estufa e ozônio.

53. (ENEM – 2007 Amarela Q47) Quanto mais desenvolvida é uma


nação, mais lixo cada um de seus habitantes produz. Além de o progresso
elevar o volume de lixo, ele também modifica a qualidade do material
despejado. Quando a sociedade progride, ela troca a televisão, o
computador, compra mais brinquedos e aparelhos eletrônicos. Calcula-se
que 700 milhões de aparelhos celulares já foram jogados fora em todo o
mundo. O novo lixo contém mais mercúrio, chumbo, alumínio e bário.
Abandonado nos lixões, esse material se deteriora e vaza. As substâncias
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liberadas infiltram-se no solo e podem chegar aos lençóis freáticos ou a rios


próximos, espalhando-se pela água.
Anuário Gestão Ambiental 2007, p. 47-8 (com adaptações).

A respeito da produção de lixo e de sua relação com o ambiente, é correto


afirmar que
a) as substâncias químicas encontradas no lixo levam, frequentemente, ao
aumento da diversidade de espécies e, portanto, ao aumento da
produtividade agrícola do solo.
b) o tipo e a quantidade de lixo produzido pela sociedade independem de
políticas de educação que proponham mudanças no padrão de consumo.
c) a produção de lixo é inversamente proporcional ao nível de
desenvolvimento econômico das sociedades.

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d) o desenvolvimento sustentável requer controle e monitoramento dos


efeitos do lixo sobre espécies existentes em cursos d’água, solo e
vegetação.
e) o desenvolvimento tecnológico tem elevado a criação de produtos
descartáveis, o que evita a geração de lixo e resíduos químicos.

54. (ENEM – 2007 Amarela Q63) O artigo 1.º da Lei Federal n.º
9.433/1997 (Lei das Águas) estabelece, entre outros, os seguintes
fundamentos: I a água é um bem de domínio público; II a água é um
recurso natural limitado, dotado de valor econômico; III em situações de
escassez, os usos prioritários dos recursos hídricos são o consumo humano
e a dessedentação de animais; IV a gestão dos recursos hídricos deve
sempre proporcionar o uso múltiplo das águas. Considere que um rio nasça
em uma fazenda cuja única atividade produtiva seja a lavoura irrigada de
milho e que a companhia de águas do município em que se encontra a
fazenda colete água desse rio para abastecer a cidade. Considere, ainda,
que, durante uma estiagem, o volume de água do rio tenha chegado ao
nível crítico, tornando-se insuficiente para garantir o consumo humano e a
atividade agrícola mencionada. Nessa situação, qual das medidas abaixo
estaria de acordo com o artigo 1.º da Lei das Águas?
a) Manter a irrigação da lavoura, pois a água do rio pertence ao dono da
fazenda.
b) Interromper a irrigação da lavoura, para se garantir o abastecimento de
água para consumo humano.
c) Manter o fornecimento de água apenas para aqueles que pagam mais, já
que a água é bem dotado de valor econômico.
d) Manter o fornecimento de água tanto para a lavoura quanto para o
consumo humano, até o esgotamento do rio.
e) Interromper o fornecimento de água para a lavoura e para o consumo
humano, a fim de que a água seja transferida para outros rios.

55. (ENEM – 2008 Amarela Q07) A Lei Federal n.º 9.985/2000, que
instituiu o sistema nacional de unidades de conservação, define dois tipos
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de áreas protegidas. O primeiro, as unidades de proteção integral, tem por


objetivo preservar a natureza, admitindo-se apenas o uso indireto dos seus
recursos naturais, isto é, aquele que não envolve consumo, coleta, dano ou
destruição dos recursos naturais. O segundo, as unidades de uso
sustentável, tem por função compatibilizar a conservação da natureza com
o uso sustentável de parcela dos recursos naturais. Nesse caso, permite-se
a exploração do ambiente de maneira a garantir a perenidade dos recursos
ambientais renováveis e dos processos ecológicos, mantendo-se a
biodiversidade e os demais atributos ecológicos, de forma socialmente justa
e economicamente viável.

Considerando essas informações, analise a seguinte situação hipotética.

Ao discutir a aplicação de recursos disponíveis para o desenvolvimento de


determinada região, organizações civis, universidade e governo resolveram
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investir na utilização de uma unidade de proteção integral, o Parque


Nacional do Morro do Pindaré, e de uma unidade de uso sustentável, a
Floresta Nacional do Sabiá. Depois das discussões, a equipe resolveu levar
adiante três projetos:
 o projeto I consiste de pesquisas científicas embasadas
exclusivamente na observação de animais;
 o projeto II inclui a construção de uma escola e de um centro de
vivência;
 o projeto III promove a organização de uma comunidade extrativista
que poderá coletar e explorar comercialmente frutas e sementes
nativas.

Nessa situação hipotética, atendendo-se à lei mencionada acima, é possível


desenvolver tanto na unidade de proteção integral quanto na de uso
sustentável
a) apenas o projeto I.
b) apenas o projeto III.
c) apenas os projetos I e II.
d) apenas os projetos II e III.
e) todos os três projetos.

56. (ENEM – 2008 Amarela Q08)

Analisando-se os dados do gráfico acima, que remetem a critérios e


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objetivos no estabelecimento de unidades de conservação no Brasil,


constata-se que

a) o equilíbrio entre unidades de conservação de proteção integral e de uso


sustentável já atingido garante a preservação presente e futura da
Amazônia.
b) as condições de aridez e a pequena diversidade biológica observadas na
Caatinga explicam por que a área destinada à proteção integral desse bioma
é menor que a dos demais biomas brasileiros.
c) o Cerrado, a Mata Atlântica e o Pampa, biomas mais intensamente
modificados pela ação humana, apresentam proporção maior de unidades
de proteção integral que de unidades de uso sustentável.
d) o estabelecimento de unidades de conservação deve ser incentivado para
a preservação dos recursos hídricos e a manutenção da biodiversidade.
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e) a sustentabilidade do Pantanal é inatingível, razão pela qual não foram


criadas unidades de uso sustentável nesse bioma.

57. (ENEM – 2008 Amarela Q09) As florestas tropicais estão entre os


maiores, mais diversos e complexos biomas do planeta. Novos estudos
sugerem que elas sejam potentes reguladores do clima, ao provocarem um
fluxo de umidade para o interior dos continentes, fazendo com que essas
áreas de floresta não sofram variações extremas de temperatura e tenham
umidade suficiente para promover a vida. Um fluxo puramente físico de
umidade do oceano para o continente, em locais onde não há florestas,
alcança poucas centenas de quilômetros. Verifica-se, porém, que as chuvas
sobre florestas nativas não dependem da proximidade do oceano. Esta
evidência aponta para a existência de uma poderosa “bomba biótica de
umidade” em lugares como, por exemplo, a bacia amazônica. Devido à
grande e densa área de folhas, as quais são evaporadores otimizados, essa
“bomba” consegue devolver rapidamente a água para o ar, mantendo ciclos
de evaporação e condensação que fazem a umidade chegar a milhares de
quilômetros no interior do continente.
A. D. Nobre. Almanaque Brasil Socioambiental.
Instituto Socioambiental, 2008, p. 368-9 (com adaptações).
As florestas crescem onde chove, ou chove onde crescem as florestas? De
acordo com o texto,

a) onde chove, há floresta.


b) onde a floresta cresce, chove.
c) onde há oceano, há floresta.
d) apesar da chuva, a floresta cresce.
e) no interior do continente, só chove onde há floresta.

58. (ENEM – 2008 Amarela Q20) Usada para dar estabilidade aos navios,
a água de lastro acarreta grave problema ambiental: ela introduz
indevidamente, no país, espécies indesejáveis do ponto de vista ecológico
e sanitário, a exemplo do mexilhão dourado, molusco originário da China.
Trazido para o Brasil pelos navios mercantes, o mexilhão dourado foi
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encontrado na bacia Paraná-Paraguai em 1991. A disseminação desse


molusco e a ausência de predadores para conter o crescimento da
população de moluscos causaram vários problemas, como o que ocorreu na
hidrelétrica de Itaipu, onde o mexilhão alterou a rotina de manutenção das
turbinas, acarretando prejuízo de US$ 1 milhão por dia, devido à paralisação
do sistema. Uma das estratégias utilizadas para diminuir o problema é
acrescentar gás cloro à água, o que reduz em cerca de 50% a taxa de
reprodução da espécie.
GTÁGUAS, MPF, 4.ª CCR, ano 1, n.º 2, maio/2007 (com adaptações).

De acordo com as informações acima, o despejo da água de lastro


a) é ambientalmente benéfico por contribuir para a seleção natural das
espécies e, consequentemente, para a evolução delas.

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b) trouxe da China um molusco, que passou a compor a flora aquática


nativa do lago da hidrelétrica de Itaipu.
c) causou, na usina de Itaipu, por meio do microrganismo invasor, uma
redução do suprimento de água para as turbinas.
d) introduziu uma espécie exógena na bacia Paraná-Paraguai, que se
disseminou até ser controlada por seus predadores naturais.
e) motivou a utilização de um agente químico na água como uma das
estratégias para diminuir a reprodução do mexilhão dourado.

59. (ENEM – 2009 Azul Q01) A atmosfera terrestre é composta pelos


gases nitrogênio (N2) e oxigênio (O2), que somam cerca de 99%, e por
gases traços, entre eles o gás carbônico (CO2), vapor de água (H2O),
metano (CH4), ozônio (O3) e o óxido nitroso (N2O), que compõem o restante
1% do ar que respiramos. Os gases traços, por serem constituídos por pelo
menos três átomos, conseguem absorver o calor irradiado pela Terra,
aquecendo o planeta. Esse fenômeno, que acontece há bilhões de anos, é
chamado de efeito estufa. A partir da Revolução Industrial (século XIX), a
concentração de gases traços na atmosfera, em particular o CO 2, tem
aumentado significativamente, o que resultou no aumento da temperatura
em escala global. Mais recentemente, outro fator tornou-se diretamente
envolvido no aumento da concentração de CO2 na atmosfera: o
desmatamento.
BROWN, I. F.; ALECHANDRE, A. S. Conceitos básicos sobre clima,
carbono, florestas e comunidades. A.G. Moreira & S.
Schwartzman. As mudanças climáticas globais e os
ecossistemas brasileiros. Brasília: Instituto de Pesquisa
Ambiental da Amazônia, 2000 (adaptado).

Considerando o texto, uma alternativa viável para combater o efeito estufa


é
a) reduzir o calor irradiado pela Terra mediante a substituição da produção
primária pela industrialização refrigerada.
b) promover a queima da biomassa vegetal, responsável pelo aumento do
efeito estufa devido à produção de CH4.
c) reduzir o desmatamento, mantendo-se, assim, o potencial da vegetação
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em absorver o CO2 da atmosfera.


d) aumentar a concentração atmosférica de H2O, molécula capaz de
absorver grande quantidade de calor.
e) remover moléculas orgânicas polares da atmosfera, diminuindo a
capacidade delas de reter calor.

60. (ENEM – 2009 Azul Q08) A economia moderna depende da


disponibilidade de muita energia em diferentes formas, para funcionar e
crescer. No Brasil, o consumo total de energia pelas indústrias cresceu mais
de quatro vezes no período entre 1970 e 2005. Enquanto os investimentos
em energias limpas e renováveis, como solar e eólica, ainda são incipientes,
ao se avaliar a possibilidade de instalação de usinas geradoras de energia
elétrica, diversos fatores devem ser levados em consideração, tais como os
impactos causados ao ambiente e às populações locais.
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RICARDO, B.; CAMPANILI, M. Almanaque Brasil Socioambiental. São Paulo: Instituto


Socioambiental, 2007 (adaptado).
Em uma situação hipotética, optou-se por construir uma usina hidrelétrica
em região que abrange diversas quedas d’água em rios cercados por mata,
alegando-se que causaria impacto ambiental muito menor que uma usina
termelétrica. Entre os possíveis impactos da instalação de uma usina
hidrelétrica nessa região, inclui-se
a) a poluição da água por metais da usina.
b) a destruição do habitat de animais terrestres.
c) o aumento expressivo na liberação de CO2 para a atmosfera.
d) o consumo não renovável de toda água que passa pelas turbinas.
e) o aprofundamento no leito do rio, com a menor deposição de resíduos
no trecho de rio anterior à represa.

61. (ENEM – 2009 Azul Q09) As mudanças climáticas e da vegetação


ocorridas nos trópicos da América do Sul têm sido bem documentadas por
diversos autores, existindo um grande acúmulo de evidências geológicas ou
paleoclimatológicas que evidenciam essas mudanças ocorridas durante o
Quaternário nessa região. Essas mudanças resultaram em restrição da
distribuição das florestas pluviais, com expansões concomitantes de
habitats não-florestais durante períodos áridos (glaciais), seguido da
expansão das florestas pluviais e restrição das áreas não-florestais durante
períodos úmidos (interglaciais).
Disponível em: http://zoo.bio.ufpr.br. Acesso em: 1 maio 2009.

Durante os períodos glaciais,


a) as áreas não-florestais ficam restritas a refúgios ecológicos devido à
baixa adaptabilidade de espécies não-florestais a ambientes áridos.
b) grande parte da diversidade de espécies vegetais é reduzida, uma vez
que necessitam de condições semelhantes a dos períodos interglaciais.
c) a vegetação comum ao cerrado deve ter se limitado a uma pequena
região do centro do Brasil, da qual se expandiu até atingir a atual
distribuição.
d) plantas com adaptações ao clima árido, como o desenvolvimento de
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estruturas que reduzem a perda de água, devem apresentar maior área de


distribuição.
e) florestas tropicais como a amazônica apresentam distribuição geográfica
mais ampla, uma vez que são densas e diminuem a ação da radiação solar
sobre o solo e reduzem os efeitos da aridez.

62. (ENEM – 2009 Azul Q13) A abertura e a pavimentação de rodovias


em zonas rurais e regiões afastadas dos centros urbanos, por um lado,
possibilita melhor acesso e maior integração entre as comunidades,
contribuindo com o desenvolvimento social e urbano de populações
isoladas. Por outro lado, a construção de rodovias pode trazer impactos
indesejáveis ao meio ambiente, visto que a abertura de estradas pode
resultar na fragmentação de habitats, comprometendo o fluxo gênico e as

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interações entre espécies silvestres, além de prejudicar o fluxo natural de


rios e riachos, possibilitar o ingresso de espécies exóticas em ambientes
naturais e aumentar a pressão antrópica sobre os ecossistemas nativos.
BARBOSA, N. P. U.; FERNANDES, G. W. A destruição do jardim. Scientific American Brasil. Ano 7,
número 80, dez. 2008 (adaptado).

Nesse contexto, para conciliar os interesses aparentemente contraditórios


entre o progresso social e urbano e a conservação do meio ambiente, seria
razoável
a) impedir a abertura e a pavimentação de rodovias em áreas rurais e em
regiões preservadas, pois a qualidade de vida e as tecnologias encontradas
nos centros urbanos são prescindíveis às populações rurais.
b) impedir a abertura e a pavimentação de rodovias em áreas rurais e em
regiões preservadas, promovendo a migração das populações rurais para
os centros urbanos, onde a qualidade de vida é melhor.
c) permitir a abertura e a pavimentação de rodovias apenas em áreas rurais
produtivas, haja vista que nas demais áreas o retorno financeiro necessário
para produzir uma melhoria na qualidade de vida da região não é garantido.
d) permitir a abertura e a pavimentação de rodovias, desde que
comprovada a sua real necessidade e após a realização de estudos que
demonstrem ser possível contornar ou compensar seus impactos
ambientais.
e) permitir a abertura e a pavimentação de rodovias, haja vista que os
impactos ao meio ambiente são temporários e podem ser facilmente
revertidos com as tecnologias existentes para recuperação de áreas
degradadas.

63. (ENEM – 2009 Azul Q28) Uma pesquisadora deseja reflorestar uma
área de mata ciliar quase que totalmente desmatada. Essa formação
vegetal é um tipo de floresta muito comum nas margens de rios dos
cerrados no Brasil central e, em seu clímax, possui vegetação arbórea
perene e apresenta dossel fechado, com pouca incidência luminosa no solo
e nas plântulas. Sabe-se que a incidência de luz, a disponibilidade de
nutrientes e a umidade do solo são os principais fatores do meio ambiente
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físico que influenciam no desenvolvimento da planta. Para testar


unicamente os efeitos da variação de luz, a pesquisadora analisou, em casas
de vegetação com condições controladas, o desenvolvimento de plantas de
10 espécies nativas da região desmatada sob quatro condições de
luminosidade: uma sob sol pleno e as demais em diferentes níveis de
sombreamento. Para cada tratamento experimental, a pesquisadora relatou
se o desenvolvimento da planta foi bom, razoável ou ruim, de acordo com
critérios específicos. Os resultados obtidos foram os seguintes:

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Para o reflorestamento da região desmatada,


a) a espécie 8 é mais indicada que a 1, uma vez que aquela possui melhor
adaptação a regiões com maior incidência de luz.
b) recomenda-se a utilização de espécies pioneiras, isto é, aquelas que
suportam alta incidência de luz, como as espécies 2, 3 e 5.
c) sugere-se o uso de espécies exóticas, pois somente essas podem
suportar a alta incidência luminosa característica de regiões desmatadas.
d) espécies de comunidade clímax, como as 4 e 7, são as mais indicadas,
uma vez que possuem boa capacidade de aclimatação a diferentes
ambientes.
e) é recomendado o uso de espécies com melhor desenvolvimento à
sombra, como as plantas das espécies 4, 6, 7, 9 e 10, pois essa floresta,
mesmo no estágio de degradação referido, possui dossel fechado, o que
impede a entrada de luz.

64. (ENEM – 2009 Azul Q42) O cultivo de camarões de água salgada vem
se desenvolvendo muito nos últimos anos na região Nordeste do Brasil e,
em algumas localidades, passou a ser a principal atividade econômica. Uma
das grandes preocupações dos impactos negativos dessa atividade está
relacionada à descarga, sem nenhum tipo de tratamento, dos efluentes dos
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viveiros diretamente no ambiente marinho, em estuários ou em


manguezais. Esses efluentes possuem matéria orgânica particulada e
dissolvida, amônia, nitrito, nitrato, fosfatos, partículas de sólidos em
suspensão e outras substâncias que podem ser consideradas contaminantes
potenciais.
CASTRO, C. B.; ARAGÃO, J. S.; COSTA-LOTUFO, L. V. Monitoramento da toxicidade de efluentes de
uma fazenda de cultivo de camarão marinho. Anais do IX Congresso Brasileiro de Ecotoxicologia,
2006 (adaptado).

Suponha que tenha sido construída uma fazenda de carcinicultura próximo


a um manguezal. Entre as perturbações ambientais causadas pela fazenda,
espera-se que
a) a atividade microbiana se torne responsável pela reciclagem do fósforo
orgânico excedente no ambiente marinho.

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b) a relativa instabilidade das condições marinhas torne as alterações de


fatores físico-químicos pouco críticas à vida no mar.
c) a amônia excedente seja convertida em nitrito, por meio do processo de
nitrificação, e em nitrato, formado como produto intermediário desse
processo.
d) os efluentes promovam o crescimento excessivo de plantas aquáticas
devido à alta diversidade de espécies vegetais permanentes no manguezal.
e) o impedimento da penetração da luz pelas partículas em suspensão
venha a comprometer a produtividade primária do ambiente marinho, que
resulta da atividade metabólica do fitoplâncton.

65. (ENEM – 2010 Azul Q57) O despejo de dejetos de esgotos domésticos


e industriais vem causando sérios problemas aos rios brasileiros. Esses
poluentes são ricos em substâncias que contribuem para a eutrofização de
ecossistemas, que é um enriquecimento da água por nutrientes, o que
provoca um grande crescimento bacteriano e, por fim, pode promover
escassez de oxigênio.
Uma maneira de evitar a diminuição da concentração de oxigênio no
ambiente é:
a) Aquecer as águas dos rios para aumentar a velocidade de decomposição
dos dejetos.
b) Retirar do esgoto os materiais ricos em nutrientes para diminuir a sua
concentração nos rios.
c) Adicionar bactérias anaeróbicas às águas dos rios para que elas
sobrevivam mesmo sem o oxigênio.
d) Substituir produtos não degradáveis por biodegradáveis para que as
bactérias possam utilizar os nutrientes.
e) Aumentar a solubilidade dos dejetos no esgoto para que os nutrientes
fiquem mais acessíveis às bactérias.

66. (ENEM – 2010 Azul Q61) No ano de 2000, um vazamento em dutos


de óleo na baía de Guanabara (RJ) causou um dos maiores acidentes
ambientais do Brasil. Além de afetar a fauna e a flora, o acidente abalou o
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equilíbrio da cadeia alimentar de toda a baía. O petróleo forma uma película


na superfície da água, o que prejudica as trocas gasosas da atmosfera com
a água e desfavorece a realização de fotossíntese pelas algas, que estão na
base da cadeia alimentar hídrica. Além disso, o derramamento de óleo
contribuiu para o envenenamento das árvores e, consequentemente, para
a intoxicação da fauna e flora aquáticas, bem como conduziu à morte
diversas espécies de animais, entre outras formas de vida, afetando
também a atividade pesqueira.
LAUBIER, L. Diversidade da Maré Negra. In: Scientífic American Brasil. 4(39), ago. 2005
(adaptado).

A situação exposta no texto e suas implicações


a) indicam a independência da espécie humana com relação ao ambiente
marinho.

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b) alertam para a necessidade do controle da poluição ambiental para


redução do efeito estufa.
c) ilustram a interdependência das diversas formas de vida (animal, vegetal
e outras) e o seu habitat.
d) indicam a alta resistência do meio ambiente à ação do homem, além de
evidenciar a sua sustentabilidade mesmo em condições extremas de
poluição.
e) evidenciam a grande capacidade animal de se adaptar às mudanças
ambientais, em contraste com a baixa capacidade das espécies vegetais,
que estão na base da cadeia alimentar hídrica.

67. (ENEM – 2010, Azul, Q75) Dois pesquisadores percorreram os


trajetos marcados no mapa. A tarefa deles foi analisar os ecossistemas e,
encontrando problemas, relatar e propor medidas de recuperação. A seguir,
são reproduzidos trechos aleatórios extraídos dos relatórios desses dois
pesquisadores.

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Ecossistemas brasileiros: mapa da distribuição dos ecossistemas. Disponível em:


http://educacao.uol.com.br/ciencias/ult1686u52.jhtm.Acesso em: 20 abr. 2010 (adaptado).

Trechos aleatórios extraídos do relatório do pesquisador P1:


I. “Por causa da diminuição drástica das espécies vegetais deste
ecossistema, como os pinheiros, a gralha azul também está em processo
de extinção”.
II. “As árvores de troncos tortuosos e cascas grossas que predominam
nesse ecossistema estão sendo utilizadas em carvoarias”.

Trechos aleatórios extraídos do relatório do pesquisador P2:


III. “Das palmeiras que predominam nesta região podem ser extraídas
substâncias importantes para a economia regional”.
IV. “Apesar da aridez desta região, em que encontramos muitas plantas
espinhosas, não se pode desprezar a sua biodiversidade.”
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Os trechos I, II, III e IV referem-se, pela ordem, aos seguintes


ecossistemas:
a) Caatinga, Cerrado, Zona dos cocais e Floresta Amazônica.
b) Mata de Araucárias, Cerrado, Zona dos cocais e Caatinga.
c) Manguezais, Zona dos cocais, Cerrado e Mata Atlântica.
d) Floresta Amazônica, Cerrado, Mata Atlântica e Pampas.
e) Mata Atlântica, Cerrado, Zona dos cocais e Pantanal.

68. (ENEM – 2010 Azul Q90) O lixão que recebia 130 toneladas de lixo e
contaminava a região com o seu chorume (líquido derivado da
decomposição de compostos orgânicos) foi recuperado, transformando-se
em um aterro sanitário controlado, mudando a qualidade de vida e a
paisagem e proporcionando condições dignas de trabalho para os que dele
subsistiam.
Revista Promoção da Saúde da Secretaria de Políticas de Saúde. Ano 1 ,n °4 , dez. 2000 (adaptado).

Quais procedimentos técnicos tornam o aterro sanitário mais vantajoso que


o lixão, em relação às problemáticas abordadas no texto?
a) O lixo é recolhido e incinerado pela combustão a altas temperaturas.
b) O lixo hospitalar é separado para ser enterrado e sobre ele, colocada cal
virgem.
c) O lixo orgânico e inorgânico é encoberto, e o chorume canalizado para
ser tratado e neutralizado.
d) O lixo orgânico é completamente separado do lixo inorgânico, evitando
a formação de chorume.
e) O lixo industrial é separado e acondicionado de forma adequada,
formando uma bolsa de resíduos.

69. (ENEM – 2010 2ª Aplicação Azul Q46) A interferência do homem no


meio ambiente tem feito com que espécies de seres vivos desapareçam
muito mais rapidamente do que em épocas anteriores. Vários mecanismos
de proteção ao planeta têm sido discutidos por cientistas, organizações e
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governantes. Entre esses mecanismos, destaca-se o acordado na


Convenção sobre a Diversidade Biológica durante a Rio 92, que afirma que
a nação tem direito sobre a variedade de vida contida em seu território e o
dever de conservá-la utilizando-se dela de forma sustentável.

A dificuldade encontrada pelo Brasil em seguir o acordo da Convenção sobre


a Diversidade Biológica decorre, entre outros fatores, do fato de a
a) extinção de várias espécies ter ocorrido em larga escala.
b) alta biodiversidade no país impedir a sua conservação.
c) utilização de espécies nativas de forma sustentável ser utópica.
d) grande extensão de nosso território dificultar a sua fiscalização.
e) classificação taxonômica de novas espécies ocorrer de forma lenta.

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70. (ENEM – 2010 2ª Aplicação Azul Q55) Um agricultor, buscando o


aumento da produtividade de sua lavoura, utilizou o adubo NPK (nitrogênio,
fósforo e potássio) com alto teor de sais minerais. A irrigação dessa lavoura
é feita por canais que são desviados de um rio próximo dela. Após algum
tempo, notou-se uma grande mortandade de peixes no rio que abastece os
canais, devido à contaminação das águas pelo excesso de adubo usado pelo
agricultor.
Que processo biológico pode ter sido provocado na água do rio pelo uso do
adubo NPK?
a) Lixiviação, processo em que ocorre a lavagem do solo, que acaba
disponibilizando os nutrientes para a água do rio.
b) Acidificação, processo em que os sais, ao se dissolverem na água do rio,
formam ácidos.
c) Eutrofização, ocasionada pelo aumento de fósforo e nitrogênio
dissolvidos na água, que resulta na proliferação do fitoplâncton.
d) Aquecimento, decorrente do aumento de sais dissolvidos na água do rio,
que eleva sua temperatura.
e) Denitrificação, processo em que o excesso de nitrogênio que chega ao
rio é disponibilizado para a atmosfera, prejudicando o desenvolvimento dos
peixes.

71. (ENEM – 2010 2ª Aplicação Azul Q63) A figura representa uma


cadeia alimentar em uma lagoa. As setas indicam o sentido do fluxo de
energia entre os componentes dos níveis tróficos.

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Sabendo-se que o mercúrio se acumula nos tecidos vivos, que componente


dessa cadeia alimentar apresentará maior teor de mercúrio no organismo
se nessa lagoa ocorrer um derramamento desse metal?
a) As aves, pois são os predadores do topo dessa cadeia e acumulam
mercúrio incorporado pelos componentes dos demais elos.
b) Os caramujos, pois se alimentam das raízes das plantas, que acumulam
maior quantidade de metal.
c) Os grandes peixes, pois acumulam o mercúrio presente nas plantas e nos
peixes pequenos.
d) Os pequenos peixes, pois acumulam maior quantidade de mercúrio, já
que se alimentam das plantas contaminadas.

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e) As plantas aquáticas, pois absorvem grande quantidade de mercúrio da


água através de suas raízes e folhas.

72. (ENEM – 2011 Azul Q51) Para evitar o desmatamento da Mata


Atlântica nos arredores da cidade de Amargosa, no Recôncavo da Bahia, O
Ibama tem atuado no sentido de fiscalizar, entre outras, as pequenas
propriedades rurais que dependem da lenha proveniente das matas para a
produção da farinha de mandioca, produto típico da região. Com isso,
pequenos produtores procuram alternativas como o gás de cozinha, o que
encarece a farinha.
Uma alternativa viável, em curto prazo, para os produtores de farinha em
Amargosa, que não cause danos à Mata Atlântica nem encareça o produto
éa
a) construção, nas pequenas propriedades, de grandes fornos elétricos para
torrar a mandioca.
b) plantação, em suas propriedades, de árvores para serem utilizadas na
produção de lenha.
c) permissão, por parte do Ibama, da exploração da Mata Atlântica apenas
pelos pequenos produtores.
d) construção de biodigestores, para a produção de gás combustível a partir
de resíduos orgânicos da região.
e) coleta de carvão de regiões mais distantes, onde existe menor
intensidade de fiscalização do Ibama.

73. (ENEM – 2011 Azul Q76) Diferente do que o senso comum acredita,
as lagartas de borboletas não possuem voracidade generalizada. Um estudo
mostrou que as borboletas de asas transparentes da família Ithomiinae,
comuns na Floresta Amazônica e na Mata Atlântica, consomem, sobretudo,
plantas da família Solanaceae, a mesma do tomate. Contudo, os ancestrais
dessas borboletas consumiam espécies vegetais da família Apocinaceae,
mas a quantidade dessas plantas parece não ter sido suficiente para
garantir o suprimento alimentar dessas borboletas. Dessa forma, as
solanáceas tornaram-se uma opção de alimento, pois são abundantes na
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Mata Atlântica e na Floresta Amazônica.


Cores ao vento. Genes e fósseis revelam origem e diversidade de borboletas sul-americanas.
Revista Pesquisa FAPESP. N° 170, 2010 (adaptado).
Nesse texto, a ideia do senso comum é confrontada com os conhecimentos
científicos, ao se entender que as larvas das borboletas Ithomiinae
encontradas atualmente na Mata Atlântica e na Floresta Amazônica,
apresentam
a) facilidade em digerir todas as plantas desses locais.
b) interação com as plantas hospedeiras da família Apocinaceae.
c) adaptação para se alimentar de todas as plantas desses locais.
d) voracidade indiscriminada por todas as plantas existentes nesses locais.
e) especificidade pelas plantas da família Solanaceae existentes nesses
locais.

74. (ENEM – 2011 Azul Q90)

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De acordo com o relatório “A grande sombra da pecuária” (Livestock’s Long


Shadow), feito pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a
Alimentação, o gado é responsável por cerca de 18% do aquecimento
global, uma contribuição maior que a do setor de transportes.
Disponível em: www.conpet.gov.br. Acesso em: 22 jun. 2010.

A criação de gado em larga escala contribui para o aquecimento global por


meio da emissão de
a) metano durante o processo de digestão.
b) óxido nitroso durante o processo de ruminação.
c) clorofluorcarbono durante o transporte de carne.
d) óxido nitroso durante o processo respiratório.
e) dióxido de enxofre durante o consumo de pastagens.

75. (ENEM – 2012 Branca Q47) Pesticidas são contaminantes ambientais


altamente tóxicos aos seres vivos e, geralmente, com grande persistência
ambiental. A busca por novas formas de eliminação dos pesticidas tem
aumentado nos últimos anos, uma vez que as técnicas atuais são
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economicamente dispendiosas e paliativas. A biorremediação de pesticidas


utilizando microrganismos tem se mostrado uma técnica muito promissora
para essa finalidade, por apresentar vantagens econômicas e ambientais.
Para ser utilizado nesta técnica promissora, um microrganismo deve ser
capaz de
a) transferir o contaminante do solo para a água.
b) absorver o contaminante sem alterá-lo quimicamente.
c) apresentar alta taxa de mutação ao longo das gerações.
d) estimular o sistema imunológico do homem contra o contaminante.
e) metabolizar o contaminante, liberando subprodutos menos tóxicos ou
atóxicos.

76. (ENEM – 2012 Branca Q50) Para diminuir o acúmulo de lixo e o


desperdício de materiais de valor econômico e, assim, reduzir a exploração

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de recursos naturais, adotou-se, em escala internacional, a política dos três


erres: Redução, Reutilização e Reciclagem. Um exemplo de reciclagem é a
utilização de
a) garrafas de vidro retornáveis para cerveja ou refrigerante.
b) latas de alumínio como material para fabricação de lingotes.
c) sacos plásticos de supermercado como acondicionantes de lixo caseiro.
d) embalagens plásticas vazias e limpas para acondicionar outros alimentos.
e) garrafas PET recortadas em tiras para fabricação de cerdas de vassouras.

77. (ENEM – 2013 Branca Q90) Apesar de belos e impressionantes,


corais exóticos encontrados na Ilha Grande podem ser uma ameaça ao
equilíbrio dos ecossistemas do litoral do Rio de Janeiro. Originários do
Oceano Pacífico, esses organismos foram trazidos por plataformas de
petróleo e outras embarcações, provavelmente na década de 1980, e
disputam com as espécies nativas elementos primordiais para a
sobrevivência, como espaço e alimento. Organismos invasores são a
segunda maior causa de perda de biodiversidade, superados somente pela
destruição direta de hábitats pela ação do homem. As populações de
espécies invasoras crescem indefinidamente e ocupam o espaço de
organismos nativos.
LEVY, I. Disponível em: http://cienciahoje.uol.com.br. Acesso em: 5 dez. 2011 (adaptado).

As populações de espécies invasoras crescem bastante por terem a


vantagem de
a) não apresentarem genes deletérios no seu pool gênico.
b) não possuírem parasitas e predadores naturais presentes no ambiente
exótico.
c) apresentarem características genéticas para se adaptarem a qualquer
clima ou condição ambiental.
d) apresentarem capacidade de consumir toda a variedade de alimentos
disponibilizados no ambiente exótico.
e) apresentarem características fisiológicas que lhes conferem maior
tamanho corporal que o das espécies nativas.
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78. (ENEM – 2015 2ª Aplicação Azul Q75) Os parasitoides são insetos


diminutos, que têm hábitos bastante peculiares: suas larvas se
desenvolvem dentro do corpo de outros animais. Em geral, cada parasitoide
ataca hospedeiros de determinada espécie e, por isso, esses organismos
vêm sendo amplamente usados para o controle biológico de pragas
agrícolas.
Santos, M. M. E. et al. Parasitoides: insetos benéficos e cruéis. Ciência Hoje, n. 291, abr. 2012
(adaptado).
O uso desses insetos na agricultura traz benefícios ambientais, pois diminui
o(a)
a) tempo de produção agrícola.
b) diversidade de insetos-praga.
c) aplicação de inseticidas tóxicos.
d) emprego de fertilizantes agrícolas.

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e) necessidade de combate a ervas daninhas.

79. (ENEM – 2016 Azul Q48) A coleta das fezes dos animais domésticos
em sacolas plásticas e o seu descarte em lixeiras convencionais podem criar
condições de degradação que geram produtos prejudiciais ao meio
ambiente. (Figura 1).

A figura 2 ilustra o Projeto Park Spark, desenvolvido em Cambridge, MA


(EUA), em que as fezes dos animais domésticos são recolhidas em sacolas
biodegradáveis e jogadas em um biodigestor instalado em parques
públicos; e os produtos são utilizados em equipamentos no próprio parque.

Uma inovação desse projeto é possibilitar o(a)


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a) Queima de gás metano.


b) Armazenamento de gás carbônico.
c) Decomposição aeróbica das fezes.
d) Uso mais eficiente de combustíveis fosseis.
e) Fixação de carbono em moléculas orgânicas.

80. (ENEM – 2016 Azul Q71) A vegetação apresenta adaptações ao


ambiente, como plantas arbóreas e arbustivas com raízes que se expandem
horizontalmente, permitindo forte ancoragem no substrato lamacento;
raízes que se expandem verticalmente, por causa da baixa oxigenação do
substrato; folhas que têm glândulas para eliminar o excesso de sais; folhas
que podem apresentar cutícula espessa para reduzir a perda de agua por
evaporação.
As características descritas referem-se a plantas adaptadas ao bioma:

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a) Cerrado.
b) Pampas.
c) Pantanal.
d) Manguezal.
e) Mata de Cocais.

81. (ENEM – 2016 Azul Q73) Os ecossistemas degradados por intensa


atividade agrícola apresentam, geralmente, diminuição de sua diversidade
e perda de sua estabilidade. Nesse contexto, o uso integrado de árvores
aos sistemas agrícolas (sistemas agroflorestais) pode cumprir um papel
inovador ao buscar a aceleração do processo sucessional e, ao mesmo
tempo, uma produção escalonada e diversificada.
Disponível em: saf.cnpgc.embrapa.br. Acesso em: 21 jan. 2012 (adaptado).
Essa é uma estratégia de conciliação entre recuperação ambiental e
produção agrícola, pois
a) Substitui gradativamente as espécies cultiváveis por espécies arbóreas.
b) Intensifica a fertilização do solo com o uso de técnicas apropriadas e
biocidas.
c) Promove maior diversidade de vida no solo com o aumento da matéria
orgânica.
d) Favorece a dispersão das sementes cultivadas pela fauna residente nas
áreas florestais.
e) Cria condições para o estabelecimento de espécies pioneiras com a
diminuição da insolação sobre o solo.

82. (ENEM – 2016 Azul Q80) O Painel Intergovernamental de Mudanças


Climáticas (na sigla em inglês, IPCC) prevê que nas próximas décadas o
planeta passará por mudanças climáticas e propõe estratégias de mitigação
e adaptação a elas. As estratégias de mitigação são direcionadas à causa
dessas mudanças, procurando reduzir a concentração de gases de efeito
estufa na atmosfera. As estratégias de adaptação, por sua vez, são
direcionadas aos efeitos dessas mudanças, procurando preparar os
sistemas humanos às mudanças climáticas já em andamento, de modo a
reduzir seus efeitos negativos.
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IPCC, 2014. Climate Change 2014: synthesis report. Disponível em: http://ar5-syr.ipcc.ch. Acesso em: 22 out. 2015
(adaptado)

Considerando as informações do texto, qual ação representa uma estratégia


de adaptação?
a) Construção de usinas eólicas.
b) Tratamento de resíduos sólidos.
c) Aumento da eficiência dos veículos.
d) Adoção de agricultura sustentável de baixo carbono.
e) Criação de diques de contenção em regiões costeiras.

83. (ENEM – 2016 2ª Aplicação Branca Q55) Chamamos de lixo a


grande diversidade de resíduos sólidos de diferentes procedências, como os
gerados em residências. O aumento na produção de resíduos sólidos leva à
necessidade de se pensar em maneiras adequadas de tratamento. No Brasil,
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76% do lixo é disposto em lixões e somente 24% tem como destino um


tratamento adequado, considerando os aterros sanitários, as usinas de
compostagem ou a incineração.
FADINI, P. S.; FADINI, A. A. A. Lixo: desafios e compromissos.
Química Nova na Escola, maio 2001 (adaptado).
Comparando os tratamentos descritos, as usinas de compostagem
apresentam como vantagem serem o destino
a) que gera um produto passível de utilização na agricultura.
b) onde ocorre a eliminação da matéria orgânica presente no lixo.
c) mais barato, pois não implica custos de tratamento nem controle.
d) que possibilita o acesso de catadores, pela disposição do lixo a céu
aberto.
e) em que se podem utilizar áreas contaminadas com resíduos de atividades
de mineração.

84. (ENEM – 2016 2ª Aplicação Branca Q74) Em uma aula de biologia


sobre formação vegetal brasileira, a professora destacou que, em uma
região, a flora convive com condições ambientais curiosas. As
características dessas plantas não estão relacionadas com a falta de água,
mas com as condições do solo, que é pobre em sais minerais, ácido e rico
em alumínio. Além disso, essas plantas possuem adaptações ao fogo.
As características adaptativas das plantas que correspondem à região
destacada pela professora são:
a) Raízes escoras e respiratórias.
b) Raízes tabulares e folhas largas.
c) Casca grossa e galhos retorcidos.
d) Raízes aéreas e perpendiculares ao solo.
e) Folhas reduzidas ou modificadas em espinhos.

85. (ENEM – 2016 2ª Aplicação Branca Q83) Suponha que um pesticida


lipossolúvel que se acumula no organismo após ser ingerido tenha sido
utilizado durante anos na região do Pantanal, ambiente que tem uma de
suas cadeias alimentares representadas no esquema:
PLÂNCTON  PULGA-D’ÁGUA  LAMBARI  PIRANHA  TUIUIÚ
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Um pesquisador avaliou a concentração do pesticida nos tecidos de lambaris


da região e obteve um resultado de 6,1 partes por milhão (ppm).
Qual será o resultado compatível com a concentração do pesticida (em ppm)
nos tecidos dos outros componentes da cadeia alimentar?

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COMENTÁRIOS DAS QUESTÕES

1. Essa questão exige apenas que o candidato interprete os dados


fornecidos nas tabelas e os cruze. Ela informa que a qualidade do ar era
“péssima”. Isso equivale, segundo a primeira tabela, a níveis de CO de 30
a 40 ppm. De acordo com a segunda tabela, esses níveis seriam suficientes
para causar diminuição da capacidade visual em seres humanos, mas não
seriam suficientes para causar outros sintomas. Alternativa B.

2. A chuva ácida pode ser formada pela reação entre o SO2 e a água
presente na atmosfera, gerando ácido sulfúrico. Esse ácido, pode provocar
a diminuição do pH de lagos, causando a morte de algumas espécies e
também do solo, prejudicando o crescimento de certos vegetais. No
entanto, como o pH da água destilada é 7, um pH maior do que esse
caracteriza meio básico e não ácido. Logo, a afirmativa III está incorreta.
Alternativa C. 04178253905

3. De acordo com a política dos 5 R´s, as afirmativas I e III estão de acordo


com o incentivo à reciclagem. Já a afirmativa II incentiva o aumento do
consumo, por reduzir as tarifas de importação, indo contra o princípio de
“reduzir”. Assim, isso não constitui uma proposta que esteja de acordo com
um meio ambiente global mais saudável, pois transfere os estragos
relativos ao desmatamento para outros países. Alternativa E.

4. A solubilidade do gás oxigênio na água, é inversamente proporcional à


sua temperatura, fazendo com que água mais quente tenha menos oxigênio
dissolvido. Além disso, variações de temperatura sempre causam alterações
metabólicas nos seres vivos, principalmente se eles não estiverem
adaptados a essas situações. De maneira geral, o aumento na temperatura
causa o aumento na atividade metabólica, fazendo com que bactérias e

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algas tenham maior crescimento. Assim, as afirmativas I e II estão corretas.


Alternativa D.

5. A ema, o avestruz e o emu são aves ratitas, incapazes de voar. Possuem


um ancestral comum bem próximo, e isso é constatado, por exemplo, pela
sua morfologia muito parecida. Sua distribuição geográfica atual, espalhada
pelo globo terrestre, é explicada através da deriva continental. Seus
ancestrais tinham livre circulação entre América do Sul, África e Austrália
porque essas regiões eram ligadas num grande continente chamado
Pangeia. Alternativa D.

6. Analisando o gráfico, percebemos que quando menos alterado for o


ambiente, maior é a sua capacidade de retenção de água da chuva e,
consequentemente, menor será a quantidade de água chegando aos rios.
Alternativa A.

7. Os grandes problemas da instalação de uma barragem para a construção


de uma usina hidrelétrica, são os alagamentos em decorrência do
represamento da água e, por consequência, as alterações nos ecossistemas
devido a essa interferência em um dos seus fatores abióticos mais
importantes: a água. Essa atividade não contribui para a liberação de gases
poluentes na atmosfera. Alternativa D.

8. O aterro sanitário diminui o contato humano direto com o lixo, enquanto


o depósito a céu aberto tem a vantagem de envolver menores custos de
implantação e funcionamento. Já a grande vantagem da incineração é
diminuir o volume dos resíduos. Alternativa B.

9. Com o maior despejo de esgoto em t3, ocorre maior disponibilidade de


nutrientes no ambiente, que fica eutrofizado. Com isso, há rápida
proliferação de algas e bactérias, aumentando a produtividade primária do
ambiente. No entanto, isso leva ao aumento no consumo de gás oxigênio,
por parte da grande quantidade de organismos, fato que leva os peixes à
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sua diminuição em t6. Alternativa D.

10. A contaminação de lençóis freáticos pode ocorrer com o uso de


fertilizantes e com falhas na construção de aterros sanitários, permitindo a
infiltração do chorume no solo. A diminuição da umidade do solo está
associada ao desmatamento, pois as plantas têm a capacidade de reter a
água pela ação das raízes. As enchentes e inundações são decorrentes da
impermeabilização do solo urbano com cimento e outros materiais,
impedindo a correta infiltração da água. Alternativa C.

11. O represamento de rios e córregos próximo às cidades de maior porte


não afetaria a qualidade da água; o controle da quantidade de pessoas
vivendo em áreas sensíveis como mananciais, é fundamental para garantir
que os rios não sejam poluídos em suas nascentes; é importante não só
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proibir como fiscalizar o despejo de esgoto não tratado em rios e represas;


transferir água entre bacias hidrográficas significa transferir o problema de
local e continuar poluindo quantidades cada vez maiores de água.
Alternativa C.

12. A chuva ácida pode levar à diminuição do pH de lagos e rios,


ocasionando a morte de peixes; a chuva ácida aumenta também a acidez
do solo que pode ser tratada com cal; para que a transpiração dos vegetais
neutralizasse o excesso de ácido, seria necessário que ela tivesse natureza
química básica, o que não ocorre. Alternativa C.

13. A qualidade de uma população biológica depende de um número


mínimo de indivíduos capazes de representar a diversidade genética da
espécie. Além disso, ao recuperar a diversidade biológica de um
ecossistema, não basta reintroduzir uma única espécie, pois a comunidade
depende das interações entre os diferentes seres vivos. Alternativa D.

14. As alterações sofridas em áreas ecologicamente degradadas levam à


modificação e diminuição nos hábitats disponíveis. Isso afeta diretamente
a diversidade de espécies que podem habitar esses locais. Alternativa B.

15. Segundo o argumento dos EUA, o acordo era pouco rigoroso com os
países em desenvolvimento. No entanto, segundo a tabela, esses países
não apresentam emissões de gás carbônico muito elevadas. Alternativa
D.

16. I – Como as artemias se alimentam de partículas orgânicas e


inorgânicas em suspensão, quanto maior a quantidade dessas partículas,
liberadas em dejetos de esgoto, maior será o crescimento desses animais,
servindo como indicadores de poluição ambiental. Correta
II - As artemias podem ser usadas como agentes de descontaminação
ambiental, pois se alimentam de partículas orgânicas e inorgânicas em
suspensão. Correta
III – A poluição química não tem influência na eclosão de ovos de artemia.
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Errada
IV – Como são ricos em proteína, esses camarões podem ser utilizados
como fonte de alimentos. Correta
Alternativa C.

17. A coleta mecanizada aumenta as perdas e os danos causados às


plantas. O aumento da produtividade pela irrigação e reposição de sais
minerais pode não ser suficiente para suprir a demanda de mercado. A
proibição da coleta não constitui alternativa economicamente sustentável.
A diversificação das atividades não atenderia à eventual pressão de
mercado pela fava-d´anta. Assim, a proposta viável seria domesticar a
espécie, introduzindo viveiros para abastecer a região de novas mudas.
Alternativa C.

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18. A única alternativa que não implica em aumentar o consumo de água é


a letra A, pois sugere a reutilização desse recurso. Alternativa A.

19. Os resultados apresentados nas Baías de Guanabara e Ilha Grande,


assim como na Lagoa da Conceição, estão de acordo com o esperado para
as suas características ambientais. Contudo, na Baía de Sepetiba, que não
recebe rejeitos industriais contaminados por mercúrio, o esperado era que
a concentração desse metal fosse menor. Alternativa E.

20. Poluentes não-biodegradáveis como o mercúrio acumulam-se nos


tecidos dos seres que os ingerem a aumentam suas concentrações ao longo
das cadeias alimentares num fenômeno conhecido como magnificação
trófica. Assim, deve-se evitar o consumo de corvinas contaminadas, pois a
concentração de mercúrio nelas se soma à já presente dos seres humanos.
Alternativa E.

21. A qualidade ambiental de uma área não depende apenas da quantidade


de seres vivos presentes. Em casos de poluição de rios, é importante que,
além de realizar os peixamentos, as empresas infratoras garantam a
remoção dos poluentes e a interrupção da liberação desses materiais.
Alternativa D.

22. Animais com ampla distribuição biogeográfica não podem ser muito
específicos com relação às condições ambientais onde eles ocorrem. Assim,
toleram bem diversas condições climáticas e diferentes tipos de vegetação.
Alternativa C.

23. Quando trabalhamos com ecologia e biodiversidade é sempre


importante que o enfoque seja holístico, ou seja, devemos enxergar o todo,
e para isso é preciso conhecer todos os problemas dos ecossistemas, bem
como levar em conta as implicações sociais e econômicas que medidas de
preservação da biodiversidade possam representar. Alternativa E.
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24. As características climáticas de uma região afetam diretamente a biota


que pode se instalar nesse local. Em áreas tropicais, a maior insolação,
umidade e menor variação climática são responsáveis por uma maior
biodiversidade do que regiões de clima temperado. Alternância de períodos
de chuvas com períodos de seca, altitudes elevadas e solos profundos não
são característicos de florestas tropicais. A intervenção humana e a criação
de áreas de preservação não são considerados causas naturais para a
biodiversidade desses ambientes. Alternativa D.

25. As usinas nucleares normalmente são instaladas perto do mar para que
possam utilizar a água na refrigeração do reator atômico. Esse processo
aquece a água que é relançada no mar, fato que pode provocar alterações
nos ecossistemas e a diminuição da biodiversidade nos locais mais próximos
à usina. Alternativa A.

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26. De acordo com a política dos 5 R´s, a alternativa correta seria a


reutilização das embalagens para outros fins, através da coleta seletiva.
Alternativa B.

27. Devemos procurar uma alternativa que seja sustentável e que não
represente um impacto econômico forte, o que ocorreria com a proibição
do uso de combustíveis produzidos a partir de recursos naturais. Além
disso, substituir diesel por gasolina não teria nenhum efeito positivo no
meio ambiente já que a gasolina também deriva de combustíveis fósseis.
Aumentar a importação de diesel para substituir os veículos a álcool não
resolveria o problema do trânsito intenso. Na verdade, é necessário grande
investimento na área de transporte público, diminuindo a quantidade de
carros na rua, melhorando o trânsito e reduzindo as emissões de gases
poluentes. Alternativa C.

28. A questão fala em reutilização de água não potável. Assim já


descartamos o uso para preparo de alimentos, o uso em laboratórios, o uso
para banho e higiene pessoal e o abastecimento de reservatórios e
mananciais, já que essa última atividade não representa reutilização da
água. Assim o único emprego seria para lavar ruas e áreas públicas.
Alternativa E.

29. O problema todo está na falta de controle no uso de substâncias tóxicas


capazes de contaminar os lençóis freáticos, como os agrotóxicos. Esse
controle deve ser realizado, especialmente em áreas onde o arenito aflora
à superfície e recarrega o aquífero com as águas da chuva. A
impermeabilização das áreas de afloramento do arenito impediria que a
água contaminada infiltrasse no solo mas também impediria a recarga do
aquífero. Alternativa E.

30. O gráfico mostra que o número de animais reintroduzidos, ou seja,


aqueles que nasceram em cativeiro, cresceu nos primeiros 5 anos mas
depois estabilizou, fato que inviabiliza a alternativa B. Do mesmo modo,
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não houve eliminação dos animais nascidos em cativeiro. Esses animais


reintroduzidos não ficaram isolados da população de nascidos na natureza.
Muito pelo contrário, a ideia era estimular a convivência entre esses grupos
e inclusive a reprodução entre eles. O gráfico mostra que o número de
nascidos na natureza aumentou significativamente, devido à boa adaptação
dos reintroduzidos que se reproduziram no ambiente natural. Alternativa
A.

31. Sabendo exatamente quando o inseto chega à plantação, evita-se o


desperdício de agrotóxicos (vantagem econômica) e também evita-se a
poluição desnecessária do solo com esses produtos (vantagem ambiental).
Alternativa A.

32. Proibições de consumo e de comercialização sempre são opções


polêmicas e economicamente prejudiciais. Trocar embalagens de plástico
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por vidro, só aumentaria a quantidade de vidro na praia. O ideal seria


incentivar a reciclagem de plástico, que é o material mais abundante no lixo
da praia. Alternativa E

33. I - Conforme o esquema demonstra, após certa distância da descarga


de dejetos, a vida aquática superior pode voltar a existir. Correta
II - Além disso, os decompositores anaeróbicos vão ocupar os locais onde
a eutrofização do ambiente leva à redução da quantidade de gás oxigênio
na água. Correta
III - Com isso, fica claro que as comunidades biológicas se alteram bastante
em decorrência dessa poluição. Errada
Alternativa D

34. Esse é um exemplo claro de quando a introdução de espécies feita de


forma desordenada pode gerar desequilíbrio ambiental, causando
alterações no ecossistema da Ilha. Alternativa B.

35. A incineração e a queima de plásticos liberam na atmosfera gases


tóxicos, não sendo essas alternativas viáveis. Os metais não são materiais
renováveis e, por isso, não são adequados para a substituição dos plásticos.
A reciclagem não aumenta a qualidade do produto. Assim, a solução
possível e adequada é estimular a produção de plásticos recicláveis para
reduzir a demanda de matéria prima não renovável e o acúmulo de lixo.
Alternativa D.
36. Analisando os três gráficos, percebemos que a espécie mais sensível
aos poluentes é a I e, por isso, é a mais indicada como detectora de
poluição, fornecendo resultados bem rápidos. Alternativa A

37. I – Está correta pois enquanto as reservas de petróleo estão


concentradas no Oriente Médio, as reservas de gás natural estão mais
distribuídas ao redor do mundo.
II – Está correta também já que o gráfico mostra o gás natural como
responsável pelas menores emissões de dióxido de carbono entre os
combustíveis analisados.
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Alternativa C.

38. Cidade X: A poluição mais citada foi a de dejetos tóxicos que,


normalmente, são provenientes de despejo industrial. Logo, o seu controle
é prioritário nessa cidade.
Cidade Y: O lixo foi a forma de poluição mais citada e, por isso, a prioridade
é o seu manejamento correto.
Cidade Z: O esgoto aberto foi a forma de poluição mais citada e, por isso,
a prioridade é o correto esgotamento sanitário.
Alternativa E.

39. Os grandes mamíferos são, na sua maioria, animais que dependem de


vegetação rasteira ou arbustiva. Para o crescimento desse tipo de
vegetação é necessário que o clima não favoreça o desenvolvimento de

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florestas, pois o sombreamento do solo diminui a produtividade desses


vegetais rasteiros e prejudica a alimentação dos grandes mamíferos.
Alternativa B.

40. Com o aumento da temperatura média do planeta, também poderá


ocorrer o aumento na temperatura da água, levando à maior evaporação
da água no estado líquido e derretimento da água no estado sólido,
interferindo nos processos do ciclo da água. Alternativa B.

41. A distribuição de nuvens e a queda de chuvas ácidas depende da


circulação atmosférica e não a ver com lençóis freáticos ou rede
hidrográfica. Além disso, quanto maior a quantidade de fontes emissoras
de gases que causam a chuva ácida, maior será a amplitude desse
fenômeno. Alternativa A.

42. O carbono retirado da atmosfera e aprisionado na biomassa da floresta


amazônica deixa de estar na forma de dióxido de carbono na atmosfera,
que é um gás causador do efeito estufa e liberado na queima de
combustíveis fósseis. Alternativa D.

43. Entre 2006 e 2030 são 24 anos. Numa taxa de 3% ao ano de


desmatamento, isso significa 72% de desmatamento, sobrando ainda 28%
dos 25% remanescentes em 2006. O cerrado é um bioma de extrema
relevância ecológica que, caso seja extinto causará grande impacto
sistêmico junto aos demais biomas brasileiros. Os bioinseticidas têm a
vantagem de, por serem organismos vivos, configuram menor risco de
contaminação dos recursos hídricos do cerrado. Alternativa B.

44. É importante que qualquer atividade industrial, não só a que envolve a


produção de papel, se comprometa em tratar seus resíduos antes de
retornar a água utilizada aos mananciais. Alternativa D.

45. A única afirmativa que não está de acordo com os princípios de


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sustentabilidade é a II, pois a transposição de água de outros mananciais


apenas causaria maior poluição da água sem que houvesse a sua
recuperação. Alternativa C.

46. No sistema de plantação convencional, os cacaueiros ficam muito


próximos uns dos outros, o que facilita a disseminação do fungo entre eles.
Alternativa B.

47. Com essa técnica alternativa, o agricultor consegue afastar os


predadores da plantação. Repare que a finalidade não é matar os besouros.
Por outro lado, isso diminui a utilização de agrotóxicos para eliminar os
insetos, o que é ecologicamente vantajoso. Alternativa B.

48. A frase constante na campanha quer passar a mensagem de que o


comércio ilegal da fauna silvestre pode acabar impune e que os animais
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estarão atrás das grades no lugar dos criminosos. Essa atividade, por sua
vez, representa grande prejuízo para a biodiversidade nacional e deve ser
combatida a todo custo. Alternativa A.

49. Apesar dos fatores climáticos naturais poderem ter influência sobre a
diminuição de alguma espécie, o próprio texto já afirma que o grande
problema do mogno é a extração predatória, que reduz o número de
indivíduos e, com populações cada vez menor, essa espécie perde
diversidade genética. Alternativa B.

50. I – Com a alteração nas quantidades de água nos seus diferentes


estados físicos, podemos concluir que há interferência do aquecimento
global no ciclo da água. Correta
II – Essa interferência pode, por exemplo, prejudicar a reprodução dos
pinguins que necessitam de espaço na rocha nua para depositarem seus
ovos. Com a mudança no ciclo da água, nem sempre os pinguins
encontrarão esses espaços livres de neve. Correta
III – A água em estado sólido na superfície marinha regula a precipitação
em forma de neve e isso constitui fator crucial para a manutenção da vida
em alguns biomas. Correta
Alternativa E.

51. Com a situação descrita no enunciado, fica claro que as alterações


climáticas podem interferir diretamente na biodiversidade de vários
ambientes, inclusive no Ártico. Alternativa B.

52. Através da simples análise do gráfico, podemos constatar que os fatores


que contribuíram para o aumento da temperatura média global são (I)
gases estufa, (II) atividade solar e (III) ozônio. Alternativa E.

53. As substâncias químicas encontradas no lixo são, normalmente,


tóxicas, e podem reduzir a biodiversidade e a produtividade agrícola do solo.
Por isso é importante que existam programas de educação ambiental para
orientar as populações humanas sobre o correto descarte de materiais
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perigosos. Isso se faz mais urgente em países economicamente mais


desenvolvidos, onde o poder de consumo é maior e, consequentemente a
quantidade de lixo produzido também é. Assim, é necessário que o despejo
de lixo seja monitorado para que não ocorram efeitos prejudiciais sobre a
biodiversidade e a qualidade ambiental. Alternativa D.

54. Segundo a Lei das Águas, a prioridade do uso dos recursos hídricos é,
antes de mais nada, para o consumo humano. Logo, deve-se interromper a
irrigação da lavoura para se garantir o abastecimento de água para a
população humana. Alternativa B.

55. Apenas o projeto I, já que a construção de uma escola e o fluxo de


pessoas em decorrência dessa atividade não são compatíveis com uma

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unidade de proteção integra, assim como uma comunidade extrativista


nessa área. Alternativa A.

56. A quantidade de unidades de conservação na Amazônia não são


garantia da sua futura preservação. A Caatinga tem sua maior parte das
unidades de conservação do tipo de uso sustentável pois a população local
é muito dependente dos recursos naturais desse bioma. Mata Atlântica e
Pampa possuem maior quantidade de unidades de conservação de uso
sustentável do que de uso integral. Na verdade, o grande objetivo das
unidades de conservação é a preservação dos recursos hídricos e a
manutenção da biodiversidade. Alternativa D.

57. De acordo com o texto, o papel das árvores na evaporação e na


manutenção do ciclo da água é fundamental para a incidência de chuvas
em uma área. Logo, onde a floresta cresce, chove. Alternativa B.

58. O grande problema da água de lastro é a introdução de espécies


exóticas que, por não possuírem predadores naturais nos locais onde são
introduzidas, têm o potencial de tornarem-se pragas. É o caso do mexilhão
dourado que começou inclusive a causar prejuízos por danificar as turbinas
da usina de Itaipu. Como solução foi utilizado um agente químico para
reduzir a quantidade desse molusco. Alternativa E.

59. Como o texto já informa, o desmatamento também é um fator


importante no agravamento do efeito estufa, uma vez que diminui o
potencial de absorção de dióxido de carbono por parte das árvores. Assim,
a redução do desmatamento é uma alternativa viável para combater o efeito
estufa. Alternativa C.

60. As usinas hidrelétricas envolvem a construção de barragens que


acabam por inundar grandes áreas de vegetação. Com isso, vários animais
terrestres são deslocados ou morrem por perda de habitat. Alternativa B.
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61. Nos períodos glaciais, maiores áreas apresentam condições de clima


árido. Isso favorece uma maior ocupação de plantas com adaptações a esse
tipo de clima. Esse fato não necessariamente provocará a diminuição na
diversidade de espécies vegetais. Alternativa D.

62. Qualquer atividade antrópica que envolva modificação no ambiente


deve ser previamente avaliada no sentido de quantificar os seus benefícios
econômicos e o seu grau de perturbação ambiental para que se verifique se
os danos aos ecossistemas poderão ser mitigados ou compensados. Essa é
a ideia de exploração consciente e sustentável do meio ambiente.
Alternativa D.

63. Em áreas desmatadas, a incidência de luz é maior. Assim, as plantas


que melhor se adequam ao reflorestamento dessas áreas são aquelas que

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suportam melhor essas condições ambientais, como a 2, 3, 4 e a 5.


Alternativa B.

64. O excesso de matéria orgânica proveniente da carcinicultura vai


ocasionar a eutrofização do manguezal, obstruindo a passagem de luz
através da água e prejudicando a atividade fotossintetizante das algas. Isso
favorece o crescimento de microrganismos anaeróbicos, devido ao
esgotamento de gás oxigênio por conta da diminuição da sua liberação pelas
algas. Alternativa E.

65. Para evitar a eutrofização e a consequente diminuição da concentração


de oxigênio no ambiente, é necessário que o esgoto seja devidamente
tratado para que os nutrientes em excesso não atinjam os ecossistemas.
Alternativa B.

66. Com a diminuição nas taxas de fotossíntese e, por consequência, da


produtividade do ambiente, toda a cadeia alimentar será afetada, o que
evidencia o grau de interdependência entre as diversas formas de vida.
Alternativa C.

67. Os pinheiros são característicos da Mata de Araucárias. Árvores de


tronco tortuoso e casca grossa podem aparecer no Cerrado e na Caatinga,
mas olhando a trajetória do pesquisador que passou pela Mata de
Araucárias, só pode ser o Cerrado. As palmeiras de importância regional
referem-se à Mata de Cocais e a região árida de plantas espinhosas só pode
ser a Caatinga. Alternativa B.

68. No aterro, ao contrário do lixão, os resíduos são cobertos e há uma rede


de captação para o chorume. Isso diminui os danos causados ao meio
ambiente, reduz o mal cheiro e a propagação de doenças. Alternativa C.

69. O Brasil é um país de dimensões continentais e, por isso, exige grandes


investimentos em pessoal e em tecnologias para conservar a biodiversidade
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presente em seu território. Infelizmente, os recursos públicos destinados a


este fim não são suficientes e, com isso, a fiscalização é, muitas vezes
ineficiente. Alternativa D.

70. O excesso de adubo formado por nitrogênio, fósforo e potássio, ao ser


levado para o rio, aumentou a disponibilidade desses nutrientes na água,
levando à eutrofização do ambiente e possibilitando a proliferação
exagerada do plâncton na superfície, diminuindo a penetração da luz solar
e afetando a produção de oxigênio através da fotossíntese. Com isso, os
peixes, sem uma quantidade adequada de oxigênio dissolvido na água para
sua respiração, acabaram por morrer. Alternativa C.

71. Devido ao processo de magnificação trófica, o mercúrio será encontrado


em maior quantidade no nível trófico mais alto da cadeia alimentar que,
nesse caso, é ocupado pelas aves. Alternativa A.
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72. Em curto prazo, não podemos considerar a plantação de árvores para


a produção de lenha. Dentre as outras alternativas, a única que não
causaria danos à Mata Atlântica e nem encareceria demais o produto é a
construção de biodigestores. Alternativa D.

73. Conforme o texto da questão aponta, as borboletas citadas não


possuem voracidade generalizada, ou seja, não se alimentam de todas as
plantas presentes no local. Isso elimina as alternativas A, C e D. A
alternativa B fala de plantas hospedeiras, numa alusão a uma relação de
parasitismo ou similar, o que também não é o caso. Resta assim a
alternativa E, que diz justamente que as borboletas possuem especificidade
por se alimentarem das plantas da família Solanaceae. Vale citar também
que existem 2 erros no enunciado dessa questão. O primeiro é que
Ithomiinae não corresponde a uma família taxonômica e sim a uma
subfamília. O sufixo -inae é indicativo dessa categoria enquanto que o sufixo
-idae corresponde a família. Além disso, a grafia de Ithomiinae,
Apocinaceae e Solanaceae, na prova original está em itálico. Sabemos, no
entanto, que isso só é utilizado para gêneros e espécies. Alternativa E.

74. Metano, em decorrência da atividade anaeróbica de microrganismos no


trato digestivo do gado. Alternativa A.

75. A ideia da biorremediação é utilizar um microrganismo capaz de


metabolizar as substâncias tóxicas presentes no ambiente, liberando
substâncias menos tóxicas ou atóxicas. Alternativa E.

76. A Política dos 3 R´s e a mais recente Política dos 5 R´s são formas de
incentivar as pessoas a terem atitudes mais sustentáveis. A reciclagem, um
dos R´s, envolve a transformação de um objeto em matéria prima para a
produção de outros. Por exemplo: o uso de latas de alumínio para a
fabricação de lingotes. Alternativa B.
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77. O grande problema das espécies invasoras é que elas não possuem
predadores nem parasitas naturais no ambiente onde elas são exóticas.
Com isso, elas apresentam grande potencial para se tornarem pragas, pois
competirão ferozmente por recursos naturais com as espécies nativas.
Alternativa B.

78. A grande vantagem desses parasitoides no controle biológico é a


substituição dos inseticidas tóxicos. Enquanto os parasitoides são
específicos contra a espécie de praga que se quer eliminar, os inseticidas
podem matar outras espécies benéficas para o equilíbrio do ecossistema.
Alternativa C.

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79. A decomposição anaeróbica que ocorre no biodigestor produz gás


metano que, ao ser queimado, pode gerar energia para diversos fins no
parque. Alternativa A.

80. As folhas com glândulas para eliminar o excesso de sais nos fornecem
a dica de que o referido bioma não possui água doce. Somando-se isso ao
substrato lamacento e as raízes verticais (pneumatóforos), fica claro tratar-
se de uma área de manguezal. Alternativa D.

81. A presença de árvores em um sistema agrícola possibilita que outros


organismos habitem esses locais, aumentando os níveis de interação
ecológica e a complexidade e estabilidade do ecossistema local.
Alternativa C.

82. Todas as alternativas, com exceção da E, apresentam medidas


mitigadoras direcionadas às causas das mudanças ambientais, como a
redução da emissão de gases do efeito estufa. A criação de diques visa
preparar os sistemas humanos às mudanças já em andamento.
Alternativa E.

83. A compostagem utiliza a decomposição da matéria orgânica presente


nos resíduos animais e vegetais. Isso gera o chamado composto, que pode
ser utilizado na adubação de áreas de plantio, devido à sua riqueza em
nutrientes importantes para as plantas. Alternativa A.

84. Primeiramente, é necessário identificar o bioma a que se refere o


enunciado. A grande dica para isso é a menção ao fogo, que é um elemento
recorrente no cerrado. Além disso, também são características desse bioma
o solo ácido e rico em alumínio. Agora precisamos analisar as alternativas
para identificar que adaptações vegetais estão presentes nas plantas de
cerrado: Raízes escoras e respiratórias são encontradas em manguezais,
assim como as raízes aéreas. Raízes tabulares e folhas largas são
características de árvores de floresta tropical. Folhas reduzidas ou
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modificadas em espinhos são encontradas principalmente em plantas da


Caatinga. Já a casca grossa é uma proteção contra o fogo e o caule retorcido
ocorre em decorrência das constantes queimadas que destroem gemas
laterais, fazendo com que os galhos estejam sempre crescendo em
diferentes direções. Alternativa C.

85. Como o pesticida se acumula no organismo, podemos esperar que


ocorra uma magnificação trófica do mesmo, ou seja, que nos níveis tróficos
mais altos encontremos uma maior concentração desse composto. Sabendo
que o lambari está situado entre a pulga d´água e a piranha na cadeia
alimentar local, vamos esperar que a concentração de pesticida seja menor
no plâncton e na pulga d´água e maior na piranha e no tuiuiú, nessa ordem.
Alternativa C.

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6. Bibliografia consultada

 AMABIS, J.M & MARTHO, G.R. Biologia. São Paulo: Editora Moderna,
2010, Vol.3.

 CAMPBELL, NEIL. Biologia, Porto Alegre: Artmed Editora, 2010.

 LINHARES, S. & GEWANDSZNAJDER, F. Biologia Hoje. São Paulo:


Editora Ática, 2014, Vol. 3.

 PURVES, W. K.; SADAVA, D.; ORIANS, G. H. HELLER, H.C. Vida - A


ciência da biologia. Porto Alegre: Artmed Editora, 2002, Vol. 2.

 Lei de Crimes Ambientais.


http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9605.htm

 Política Nacional de Resíduos Sólidos.


http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-
2010/2010/lei/l12305.htm

 A Política dos 5 R´s.


http://www.mma.gov.br/comunicacao/item/9410

 Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção.


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http://www.icmbio.gov.br/portal/images/stories/biodiversidade/faun
a-brasileira/avaliacao-do-
risco/PORTARIA_N%C2%BA_444_DE_17_DE_DEZEMBRO_DE_2014.
pdf

 Lista Nacional Oficial de Espécies da Flora Ameaçadas de Extinção.


http://cncflora.jbrj.gov.br/portal/static/pdf/portaria_mma_443_201
4.pdf

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 Projeto Corredores Ecológicos. http://www.mma.gov.br/areas-


protegidas/programas-e-projetos/projeto-corredores-ecologicos

 Projeto Coral-Sol. http://www.brbio.org.br/nossos-projetos/projeto-


coral-sol/

 Instituto Trata Brasil. http://www.tratabrasil.org.br/saneamento-no-


brasil

 Aterro Sanitário Oeste – DF.


http://www.jornaldebrasilia.com.br/noticias/politica-e-
poder/663023/obras-do-aterro-sanitario-estao-em-ritmo-lento/

 Aterro Sanitário de Maceió – AL.


http://g1.globo.com/al/alagoas/noticia/2014/08/aterro-sanitario-de-
maceio-funciona-ha-4-anos-mas-ainda-e-mal-utilizado.html

 http://g1.globo.com/mato-grosso/noticia/2016/02/motorista-e-
preso-com-38-passaros-em-porta-malas-de-carro-em-mt.html

 http://g1.globo.com/natureza/noticia/2014/11/desmatamento-da-
amazonia-legal-cai-18-em-um-ano-segundo-governo.html

 http://g1.globo.com/natureza/noticia/2015/08/desmatamento-na-
amazonia-legal-cai-82-em-10-anos-diz-governo.html
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Aula 03 - Moléculas, células e tecidos

Biologia p/ ENEM 2017 (Com videoaulas)


Professor: Daniel dos Reis Lopes

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AULA 03: Aspectos bioquímicos das estruturas


celulares. Origem e evolução das células.
Estrutura e fisiologia celular: membrana,
citoplasma. Aspectos gerais do metabolismo
celular.

SUMÁRIO PÁGINA
1. Aspectos bioquímicos das estruturas celulares 01
2. Origem e evolução das células. 24
3. Estrutura e fisiologia celular: membrana 30
4. Estrutura e fisiologia celular: citoplasma 39
5. Aspectos gerais do metabolismo celular 46
6. Questões comentadas 50
7. Bibliografia consultada 63

1. Aspectos bioquímicos das estruturas celulares

E aí, jovens alunos do Estratégia ENEM! Estamos de volta com mais


uma aula e agora mudaremos de área de estudo dentro da Biologia. Vamos
falar de Moléculas, Células e Tecidos. Para isso, vamos precisar passear
um pouco pela química orgânica para ver quais são os blocos que constroem
os organismos do nosso planeta. Acompanha comigo!
Uma das características fundamentais dos seres vivos é possuir
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constituição química diferente da matéria não-viva. Essa diferença é


garantida pela capacidade da célula de manter o meio intracelular diferente
do meio extracelular. Isso vai se refletir nos tipos e nas quantidades de
substâncias que compõem os organismos.
Existem alguns elementos químicos que são particularmente mais
abundantes nos seres vivos: C (Carbono), H (Hidrogênio), O (Oxigênio), N
(Nitrogênio), P (Fósforo) e S (Enxofre). Suas iniciais formam uma
palavrinha que é utilizada para memorizá-los: “CHONPS”. Esses elementos

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se combinam para formar os mais diversos compostos, sendo que os


principais grupos de substâncias são:
 Substâncias inorgânicas
a) Água
b) Sais minerais
 Substâncias orgânicas
a) Carboidratos
b) Lipídeos
c) Proteínas
d) Ácidos nucleicos
e) Vitaminas

Veremos, a seguir, cada um desses componentes.

1.1 SUBSTÂNCIAS INORGÂNICAS

Água
Como vimos na aula 01, a água tem papel importante nos ecossistemas
através do seu ciclo que atua não só nos processos bioquímicos, mas
também tem um fator preponderante nas características climáticas do
planeta, além de corresponder a 75% da superfície terrestre.
No que diz respeito aos seres vivos, a água é a molécula mais
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abundante presente nos organismos. Alguns podem ter mais de 90% de


sua estrutura corporal composta por água. Ela representa entre 70 e 95%
da composição das células e possui algumas características que fazem dela
tão especial.
Sua molécula, formada por 2 átomos de hidrogênio e 1 átomo de
oxigênio (H2O), apresenta polaridade, já que sua configuração espacial
dispõe os átomos de hidrogênio formando um polo de carga elétrica parcial
positiva e o átomo de oxigênio formando outro polo de carga elétrica parcial
negativa. Assim, as moléculas de água atraem-se umas às outras através
de ligações chamadas pontes de hidrogênio que ocorrem entre os átomos
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de hidrogênio e os átomos de oxigênio de moléculas vizinhas, já que as


cargas elétricas opostas se atraem.

Fig. 01: Configuração espacial da molécula da água e suas interações com outras moléculas
iguais.

Essas pontes (ou ligações) de hidrogênio são responsáveis pela


chamada coesão que nada mais é do que a força de atração entre as
moléculas da água. Essa força é responsável pela chamada tensão
superficial da água, que permite, por exemplo, que alguns insetos
repousem ou se movam sobre sua superfície sem que se molhem. A tensão
superficial também permite a formação de gotas de água. Além disso, existe
também a atração entre as moléculas da água e as do local onde ela está
contida, como um recipiente de vidro ou os vasos condutores de seiva dos
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vegetais. Essa força se chama adesão.

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Fig. 02: Artrópode se movendo sobre a superfície da água graças à tensão superficial. Repare como
as patas deformam a água superficialmente, mas não rompem a película formada.

A ação conjunta entre a coesão e a adesão possibilitam o fenômeno


da capilaridade, quando a água consegue subir em vasos muito finos
(capilares), contra a ação da gravidade. Um exemplo disso acontece no
transporte de água dentro dos vasos condutores das plantas. Quanto mais
fino for o vaso onde está a água, mais moléculas estarão aderidas às suas
paredes, fazendo com que ela suba maiores distâncias.

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Fig. 03: Experiência mostrando como a espessura de um tubo influencia na capilaridade.

A água também tem um papel importante na moderação da


temperatura dos seres vivos. Devido ao seu alto calor específico, ela precisa
ganhar muita energia para se aquecer e também perder muita energia para
se resfriar. Assim, pelo fato dela ser uma molécula muito abundante nos
seres vivos, isso faz com que não ocorram variações muito bruscas nas
temperaturas corporais, o que seria fatal para os organismos. Se o nosso

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corpo tivesse grande quantidade de metais, por exemplo, com baixo calor
específico, aqueceríamos rapidamente quando expostos ao sol. Além disso,
em mamíferos, a água tem outro papel na regulação da temperatura
corporal, pois é eliminada na forma de suor, fazendo com que o organismo
libere grande quantidade de energia térmica e se resfrie, para manter-se
dentro dos níveis aceitáveis de temperatura.
Normalmente, quanto menor for a temperatura de uma substância,
mais próximas ficam suas moléculas e sua densidade aumenta. É isso que
faz com que o ar frio desça (mais denso) e o ar quente suba (menos denso).
Seguindo essa lógica, como é possível então que o gelo flutue na água
líquida? Bom, o que acontece é que durante o seu resfriamento, a água vai
ficando mais densa até chegar a cerca de 4°C. A partir daí, suas moléculas
começam a se arranjar em uma configuração cristalina que faz com que sua
densidade diminua e ela então muda de estado físico e vira gelo. Isso faz
com que um lago congele de cima para baixo, afinal o gelo por ser menos
denso, se concentra na superfície. Essa camada de gelo acaba atuando
como um isolante térmico e possibilita que a água que está abaixo dele
continue abrigando os organismos que ali vivem. Está aí mais uma
característica da água super favorável à vida!
Por fim, a água tem a capacidade de atuar como solvente de uma
grande quantidade de substâncias. É, por isso, chamada de solvente
universal. Um solvente tem a capacidade de dissolver um soluto,
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formando uma solução. Calma que eu explico: quando você coloca sal na
água e mistura, em algum tempo você para de enxergar o sal. Isso acontece
porque ele foi dissolvido pela água formando uma solução em que a água é
o solvente e o sal é o soluto. Isso é de extrema importância para o
transporte de substâncias nas células e nos organismos como um todo. O
sangue, por exemplo, transporta várias substâncias dissolvidas como o gás
carbônico e a glicose. Falaremos mais sobre solubilidade quando
estudarmos a estrutura da membrana plasmática.

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Fig. 04: Esquema mostrando como a água dissolve o sal de cozinha.

Sabemos que a vida na Terra surgiu na água e é por isso que a


presença dessa substância em outros planetas é sempre vista como uma
condição fundamental para que existam formas de vida por lá também.

Sais Minerais
Os sais minerais podem aparecer dissolvidos como íons formando
soluções aquosas, combinados com moléculas orgânicas ou ainda na forma
de cristais como é o caso do carbonato de cálcio presente nos ossos. Veja
no quadro abaixo alguns desses sais e suas funções nos seres vivos.
ELEMENTOS FUNÇÕES FONTES
Componente de ossos e dentes,
Cálcio Verduras e leite
atua na contração muscular
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Importante no equilíbrio hídrico


Cloro Sal de cozinha
das células
Fígado, gema de ovo,
Ferro Componente da hemoglobina
feijão
Componente do DNA e do ATP.
Fósforo Também presente nos ossos e Leite e carnes
dentes.
Importante no equilíbrio hídrico
Leite, cereais,
Potássio das células em ação conjunta
verduras
com o sódio

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Papel importante nos impulsos


Sódio nervosos e no equilíbrio hídrico Sal de cozinha
celular

Outros elementos químicos também são encontrados em sais minerais


nos organismos, como o magnésio, iodo, flúor, manganês e cobre, porém
em menores quantidades do que os expostos no quadro acima.

1.2 SUBSTÂNCIAS ORGÂNICAS

Os compostos químicos formados principalmente por átomos de


carbono, são historicamente chamados de compostos orgânicos. Eles
também apresentam grandes quantidades de átomos de hidrogênio e são
notadamente encontrados como componentes dos seres vivos. O carbono,
por ser um elemento tetravalente, ou seja, ser capaz de realizar quatro
ligações simples com outros átomos diferentes, é extremamente versátil no
que diz respeito à formação de diferentes compostos. As moléculas
orgânicas podem ser simples e pequenas como o metano (CH4) ou grandes
e complexas como proteínas com milhares de átomos em sua composição.
As principais moléculas orgânicas presentes nos seres vivos incluem os
carboidratos, os lipídeos, as proteínas, os ácidos nucleicos e as vitaminas.
Deixaremos os ácidos nucleicos para a próxima aula quando estudarmos o
núcleo celular e o código genético.
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Carboidratos
Os carboidratos, glicídios ou açúcares são biomoléculas cuja
principal função nos seres vivos é a de servir como fonte de energia para
os processos metabólicos. Alguns podem também ter função estrutural,
como por exemplo na formação da parede celular vegetal.

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Fig. 05: Alimentos ricos em carboidratos.

Os alimentos de origem vegetal, como frutas, pães, massas e grãos,


são as principais fontes de carboidratos para nossa alimentação. Esses
alimentos são rapidamente digeridos e seus açúcares são disponibilizados
para o fornecimento de energia às células. É por isso que antes de
atividades físicas recomenda-se fazer refeições com base nesses tipos de
alimentos.
Existe uma grande variedade de carboidratos, indo desde pequenas
moléculas com poucas dezenas de átomos até grandes cadeias de polímeros
com estruturas químicas diversas. De acordo com o tamanho, eles podem
ser classificados em:
 Monossacarídeos: Açúcares simples que não são quebrados na
digestão. 04178253905

 Dissacarídeos: Formados pela união de dois monossacarídeos.


 Oligossacarídeos: Formados por 3 a 20 monossacarídeos ligados.
 Polissacarídeos: Grandes polímeros formados por centenas a
milhares de monossacarídeos.

Os monossacarídeos possuem como fórmula geral Cn(H2O)n, onde


“n” pode ser substituído por valores de 3 a 7. Essa fórmula mantém a
proporção na quantidade de átomos de carbono, hidrogênio e oxigênio fixa

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em 1:2:1. De acordo com o número de carbonos, podemos classificar os


monossacarídeos dessa forma:
- 3 carbonos: triose  C3(H2O)3  C3H6O3
- 4 carbonos: tetrose  C4(H2O)4  C4H8O4
- 5 carbonos: pentose  C5(H2O)5  C5H10O5
- 6 carbonos: hexose  C6(H2O)6  C6H12O6
- 7 carbonos: heptose  C7(H2O)7  C7H14O7
Como exemplos de pentoses temos a ribose e a desoxirribose,
ambas componentes dos ácidos nucleicos. Entre as hexoses podemos citar
a glicose, a frutose e a galactose, de função energética.
A união de dois monossacarídeos forma os dissacarídeos, como é o
caso da sacarose (açúcar comum) formada pela união de uma glicose e
uma frutose, e também a lactose (açúcar do leite) formada pela união de
uma glicose e uma galactose.

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Fig. 06: O leite é rico em lactose, um dissacarídeo formado pela união entre uma glicose e uma
galactose. Já o açúcar comum, chamado sacarose, é formado pela ligação de uma glicose com uma
frutose.

Os polissacarídeos são macromoléculas formadas por longas cadeias


de monossacarídeos. Possuem importante função como reservas de energia
e também nas estruturas dos organismos. Vamos ver os 4 principais
polissacarídeos presentes nos seres vivos: amido, glicogênio, celulose e
quitina.

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AMIDO
As moléculas de amido formam grandes cadeias ramificadas formadas
por unidades de glicose ligadas umas às outras covalentemente. O amido é
a principal reserva de energia dos vegetais e algas e a base da alimentação
humana. Alimentos como batata, arroz, pães e massas são ricos nesse
glicídio. Apresentam-se na forma de grãos no interior das células vegetais
e são visíveis em imagens de microscopia óptica como a da figura 07.

Fig. 07: Grãos de amido (mais escuros) em células vegetais.

GLICOGÊNIO
Também é um polímero formado por unidades de glicose. No entanto,
sua estrutura macromolecular é muito mais ramificada do que a do amido,
devido a diferenças na forma como as glicoses se ligam umas às outras.
Sua função é de reserva energética em animais e fica armazenado
principalmente no fígado e nos músculos onde pode ser rapidamente
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quebrado para liberar glicose necessária para obtenção de energia. Assim,


o glicogênio tem papel importante na manutenção dos níveis de glicose no
sangue e o fígado atua nesse controle, convertendo a glicose em glicogênio
ou fazendo o contrário, dependendo da sua concentração circulante.
Contudo, ele só representa pequena parte da reserva energética animal, já
que a maior parte dela é armazenada na forma de lipídeos.

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Fig. 08: Em rosa, depósitos de glicogênio no fígado humano.

CELULOSE
A celulose é o composto orgânico mais abundante da Terra, pois está
presente na parede celular das células vegetais. Tem, portanto, função
estrutural. Para formar a celulose, as moléculas de glicose se organizam
linearmente, o que dá origem às chamadas fibras vegetais. Essa
organização linear dificulta a ação de enzimas e confere à celulose boa
resistência. Os seres humanos não são capazes de digerir a celulose dos
alimentos. É por isso que recomenda-se comer alimentos ricos em fibras
para manter o correto funcionamento do intestino, já que essas moléculas
aumentam e umedecem o bolo fecal. Animais com a dieta baseada em
gramíneas, como as vacas, também não são capazes de digerir a celulose
sozinhos. No entanto, possuem protozoários e bactérias mutualistas em seu
sistema digestório que realizam esse processo liberando glicose. Isso ocorre
também com os cupins que se alimentam de madeira.
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Fig. 09: Fibras de celulose na parede celular vegetal.

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QUITINA
A quitina é o único dos 4 polissacarídeos aqui citados que não é
formada por cadeias de glicose. Na verdade, suas unidades são
monossacarídeos nitrogenados derivados da glicosamina. A quitina é o
principal componente do exoesqueleto de artrópodes e também aparece na
parede celular dos fungos.

Fig. 10: Exemplos de artrópodes apresentando suas carapaças formadas principalmente por
quitina.

Lipídeos
Os lipídeos, que incluem óleos e gorduras, são moléculas insolúveis em
água com importante função de reserva energética em animais. Por isso,
suas fontes alimentares apresentam-se principalmente em alimentos de
origem animal, apesar de também seres encontrados em alguns frutos e
sementes como o abacate, o amendoim e as nozes.
As reservas de gordura em animais, além de reserva energética,
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também apresentam outras funções como: isolamento térmico e


proteção contra choques mecânicos. Além disso, os lipídeos são
componentes fundamentais das membranas plasmáticas de todas as
células e também formam alguns hormônios e vitaminas. São
classificados em glicerídeos, fosfolipídeos, esteroides e ceras.

GLICERÍDEOS
São os óleos e as gorduras e atuam como reservas de energia,
principalmente em animais. Os óleos são glicerídeos líquidos em
temperatura ambiente (20°C) e as gorduras são sólidas à mesma
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temperatura. São formados por um álcool chamado glicerol, ligado a ácidos


graxos, que podem formar longas cadeias carbônicas responsáveis pelo
caráter apolar, ou seja, hidrofóbico dessas moléculas.

Fig. 11: Representação gráfica de um triglicerídeo. Em cinza o glicerol e em laranja os três ácidos
graxos.

As cadeias carbônicas dos ácidos graxos é que definem o grau de


fluidez de um glicerídeo. Se as ligações entre os seus carbonos forem todas
simples, dizemos que ele é de cadeia saturada, que toma configuração
espacial linear e contribui para o empacotamento das moléculas. Cadeias
de ácidos graxos com ligações duplas entre seus carbonos são chamadas
de insaturadas e isso ocasiona dobras nessas moléculas diminuindo o seu
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grau de empacotamento. Os glicerídeos de origem animal normalmente


apresentam mais ácidos graxos de cadeia saturada, o que faz com que
sejam sólidos à temperatura ambiente (gorduras), como por exemplo a
manteiga. Já os glicerídeos de origem vegetal apresentam mais ácidos
graxos de cadeia insaturada, o que faz com que sejam líquidos à
temperatura ambiente (óleos), como por exemplo o azeite de oliva.

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Fig. 12: A manteiga é formada por glicerídeos de cadeia saturada.

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Fig. 13: O azeite possui ácidos graxos de cadeia insaturada em sua composição.

Existe um motivo para as reservas de energia animais serem


principalmente lipídicas enquanto que as vegetais são principalmente
formadas por amido. O que acontece é que a gordura consegue armazenar
mais do que o dobro de energia por unidade de volume do que os
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carboidratos. Assim, para organismos que se locomovem ativamente, a


gordura mostra-se mais vantajosa em termos de relação volume/energia
fornecida do que os carboidratos. Resumindo, se fôssemos carregar a
mesma quantidade de energia armazenada em carboidratos, teríamos que
ter mais do que o dobro de volume em reservas energéticas.

FOSFOLIPÍDEOS
Os fosfolipídeos assemelham-se aos triglicerídeos, mas no lugar de um
dos ácidos graxos há um composto contendo fosfato. Esse fosfato apresenta
carga elétrica negativa, ou seja, é polar. Por outro lado, os 2 ácidos graxos
são apolares. Isso fornece uma característica muito importante aos
fosfolipídeos pois eles apresentam uma “cabeça” polar e duas “caudas”
apolares. As “cabeças” são hidrofílicas, ou seja, atraem moléculas de água.
As caudas, por sua vez, são hidrofóbicas e repelem moléculas de água.
Devido a essa natureza em que uma parte da molécula é polar e outra
apolar, os fosfolipídeos são chamados de moléculas anfipáticas ou
anfifílicas. Quando colocados na água, eles assumem uma configuração
de bicamada onde as regiões polares estão em contato com a água e as
regiões apolares não.

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Fig. 14: Estrutura química de um fosfolipídeo e a maneira como eles se arranjam em meio aquoso.

Essa propriedade estrutural dos fosfolipídeos é de grande importância


para a estrutura e a fisiologia da membrana plasmática, da qual eles são os
principais componentes. Falaremos sobre a membrana mais à frente nessa
aula.

ESTEROIDES
Muitas pessoas, ao ouvir falar de esteroides, lembram logo de
anabolizantes, que são produtos utilizados com o objetivo de ganhar massa
muscular. Realmente os anabolizantes esteroides são produzidos a partir
de hormônios sexuais sintéticos. Isso ocorre justamente porque esse
grupo de lipídeos é utilizado na produção de hormônios como a
testosterona. Além disso, o colesterol é um esteroide. Apesar de sua má
fama, ele é importante componente da membrana plasmática animal e,
além de ser usado na síntese dos hormônios sexuais, também forma os
sais biliares, que auxiliam na digestão dos lipídeos e participa na
composição da vitamina D, através de um de seus derivados. Falaremos
mais sobre o colesterol e os problemas associados ao seu consumo
excessivo quando estudarmos o sistema circulatório humano.

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Fig. 15: Exemplos de esteroides.

CERAS
As ceras são moléculas altamente hidrofóbicas devido à sua natureza
apolar. São formadas por um ácido graxo de longa cadeia saturada ligado
a um álcool também de longa cadeia saturada. De aparência brilhosa, têm
função impermeabilizante em organismos como plantas e cobrem as penas
de aves aquáticas para evitar que elas se molhem. O brilho do cabelo
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humano também é resultado da cera produzida em células do couro


cabeludo. Os favos que as abelhas produzem nas colmeias também são
produzidos a partir das ceras.

Proteínas
As proteínas constituem o principal componente estrutural dos seres
vivos. Por isso é que elas somente serão utilizadas como fonte de energia
após o esgotamento de todas as outras reservas, como o glicogênio e os
lipídeos, no caso dos animais. Além da função estrutural, muitas proteínas

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possuem função enzimática, hormonal e ainda como moléculas de defesa


no sistema imunológico de animais chamadas anticorpos.
São formadas por unidades básicas chamadas aminoácidos, que na
natureza ocorrem em 20 tipos. Os aminoácidos possuem, em sua
composição química, um carbono central chamado carbono (alfa) ligado
a um grupo amino (-NH2), a um grupo carboxila (-COOH), a um átomo de
hidrogênio (H) e a um radical variável R.

Fig. 16: Estrutura de um aminoácido.

Os vinte tipos de aminoácidos, portanto, só diferem entre si pelo radical


que pode, por exemplo, ser um simples átomo de hidrogênio, como no
aminoácido glicina. Os outros 19 aminoácidos são: arginina, histidina, lisina,
ácido aspártico, ácido glutâmico, serina, treonina, asparagina, glutamina,
tirosina, cisteína, prolina, alanina, isoleucina, leucina, metionina,
fenilalanina, triptofano e valina.
As plantas são capazes de produzir todos os aminoácidos que
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necessitam utilizando os nitratos fornecidos pelas bactérias nitrificantes que


atuam no ciclo do nitrogênio, como vimos na aula 01. Já os animais,
conseguem sintetizar apenas alguns tipos de aminoácidos, sendo que os
demais precisam ser obtidos através da alimentação. Os aminoácidos que
o ser humano não consegue sintetizar sozinho são chamados essenciais e
os outros são chamados naturais.

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LIGAÇÃO PEPTÍDICA
Os peptídeos são formados pelas ligações entre os aminoácidos. Dois
aminoácidos ligados formam um dipeptídeo, três formam um tripeptídeo,
muitos formam um polipeptídeo. As proteínas são formadas por longas
cadeias polipeptídicas. A ligação que ocorre entre os aminoácidos é sempre
entre a carboxila de um e o grupo amino do vizinho. Nessa reação
ocorre a liberação de uma molécula de água.

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Fig. 17: Ligação peptídica. A repetição dessa reação liga muitos aminoácidos em um polipeptídeo.
(Obs: Os aminoácidos da imagem estão na forma ionizada)

ESTRUTURA DAS PROTEÍNAS


Estrutura primária: Corresponde à sequência de aminoácidos. Os tipos
de aminoácidos e a sua ordem é que vão determinar as diferenças entre as
proteínas. Além disso, a estrutura primária influencia diretamente na forma
da proteína e, consequentemente, na sua função.

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Estrutura secundária: A espiralização ou o pregueamento das cadeias


polipeptídicas dão origem à estrutura secundária das proteínas. Na
espiralização a cadeia forma uma estrutura que parece um fio de telefone.
Essas interações dependem da formação de pontes de hidrogênio entre
diferentes partes das moléculas de proteína.

Estrutura terciária: É determinada pelas dobras e pela curvatura que a


estrutura secundária sofre. Isso gera uma estrutura tridimensional que é
específica para cada proteína e determina a sua função.

Estrutura quaternária: Existem proteínas que apresentam não só uma


cadeia polipeptídica, mas duas ou mais, formando subunidades. Cada
subunidade tem sua própria estrutura terciária. Como exemplo disso temos
a hemoglobina que é formada por 4 subunidades e a insulina que é formada
por 2 subunidades.

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Fig. 18: Níveis de estruturação das proteínas.

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DESNATURAÇÃO DAS PROTEÍNAS


Existem situações em que as proteínas podem ter sua estrutura
terciária alterada, modificando sua forma e, por consequência, sua função.
Quando isso acontece, dizemos que elas foram desnaturadas. A
desnaturação de uma proteína pode acontecer por alguns fatores como:
 Aumento da temperatura
 Alterações no pH
 Substâncias capazes de alterar a polaridade do meio

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Na maioria das vezes, a desnaturação é um processo irreversível, como


quando fritamos um ovo e, por isso, a albumina (proteína presente na clara
do ovo) é desnaturada pela ação da temperatura. Pelo mesmo raciocínio,
doenças que provoquem febres muito altas podem ser fatais, pois podem
provocar a desnaturação de proteínas presentes no organismo.
Em alguns casos, no entanto, uma proteína desnaturada pode sofrer a
renaturação e recuperar suas propriedades. Isso acontece, normalmente,
quando a desnaturação foi causada por alguma outra substância que é
então retirada do meio e possibilita que a proteína retorne à sua forma
original.

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Fig. 19: Esquema mostrando a desnaturação e a renaturação de uma proteína.

Vitaminas
Vitaminas são substâncias que controlam várias atividades das células
e funções do corpo. São necessárias em pequenas quantidades e podem
ser obtidas através de uma alimentação equilibrada e diversificada. Atuam
em conjunto com as enzimas e pequena parte delas é eliminada pela urina
ou destruída pelas células. Quando uma pessoa não ingere quantidades
adequadas desses nutrientes, ele desenvolve as avitaminoses.

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De acordo com suas características químicas, existem dois grupos de


vitaminas: as lipossolúveis, que dissolvem-se bem em lipídeos e, por isso,
serão encontradas em alimentos que possuem esse tipo de compostos; e
as hidrossolúveis, que se dissolvem na água. Abaixo segue um quadro
com as vitaminas, suas funções e as principais fontes na alimentação.

Natureza
Vitamina Função Fontes
Química
Manteiga, leite,
Atua sobre a pele, a retina dos gema de ovo,
olhos e as mucosas; aumenta a fígado, espinafre,
A
resistência aos agentes chicória, tomate,
infecciosos. mamão, batata,
cará, abóbora.
Fixa o cálcio e o fósforo em
Óleo de fígado de
dentes e ossos e é muito
peixes, leite,
D importante para crianças,
manteiga, gema de
Lipossolúveis gestantes e mães que
ovo.
amamentam.
Germe de trigo,
Antioxidante; favorece o
nozes, carnes,
E metabolismo muscular e auxilia a
amendoim, óleo,
fertilidade.
gema de ovo.
Essencial para que o organismo
produza protombrina, uma Fígado, verduras,
K
substância indispensável para a ovo.
coagulação do sangue.
Auxilia no metabolismo dos
Carne de porco,
carboidratos; favorece a absorção
B1 ou cereais integrais,
de oxigênio pelo cérebro;
tiamina nozes, lentilha,
equilibra o sistema nervoso e
soja, gema de ovo
assegura o crescimento normal
Fígado, rim, lêvedo
B2 ou Conserva os tecidos,
de cerveja,
riboflavina principalmente os do globo ocular
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espinafre, berinjela
Carnes de boi e de
B6 ou Permite a assimilação das porco, fígado,
piridoxina proteínas e das gorduras cereais integrais,
batata, banana
Hidrossolúveis Colabora na formação dos Fígado e rim de boi,
B12 ou
glóbulos vermelhos e na síntese ostra, ovo, peixe,
cobalamina
do ácido nucléico aveia
Limão, laranja,
Conserva os vasos sangüíneos e
abacaxi, mamão,
os tecidos; ajuda na absorção do
C ou ácido goiaba, caju, alface,
ferro; aumenta a resistência a
ascórbico agrião, tomate,
infecções; favorece a cicatrização
cenoura, pimentão,
e o crescimento normal dos ossos
nabo, espinafre
Fígado e rim de boi,
H ou Funciona no metabolismo das gema de ovo,
biotina proteínas e dos carboidratos batata, banana,
amendoim

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Carnes, fígado,
leguminosas,
Atua na formação dos glóbulos
Ácido fólico vegetais de folhas
vermelhos
escuras, banana,
melão
B3, PP ou
Lêvedo, fígado, rim,
niacina Possibilita o metabolismo das
coração, ovo,
(ácido gorduras e carboidratos
cereais integrais
nicotínico)
Fígado, rim, carnes,
B5 ou Ácido gema de ovo,
Auxilia o metabolismo em geral
pantotênico brócolis, trigo
integral, batata
Carnes, fígado,
Ácido
Estimula o crescimento dos leguminosas,
paramino-
cabelos vegetais de folhas
benzóico
escuras
B7 ou Gema de ovo, soja,
Auxilia no crescimento
Colina miolo, fígado, rim
Existe em todas as
Inositol Age no metabolismo do colesterol células animais e
vegetais

2. Origem e Evolução das Células

Como vimos na aula 00, os primeiros seres vivos surgiram há mais de


3 bilhões de anos, quando as condições primitivas do planeta permitiram
que a matéria inorgânica se organizasse de forma cada vez mais complexa
para dar origem às primeiras células. Os coacervados, que seriam um passo
anterior ao surgimento da célula, já possuíam uma característica
determinante para qualquer ser vivo: a individualização do meio interno em
relação ao meio externo. Com a incorporação de uma molécula capaz de
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realizar cópias de si mesma e a partir de processos metabólicos simples


capazes de disponibilizar energia para essa replicação, foi possível que as
primeiras células surgissem nos oceanos primitivos.
Assim, as primeiras células eram muito simples, contendo material
genético muito provavelmente feito de RNA e sem organelas
membranosas. Eram organismos procariontes e heterotróficos, pois as
vias metabólicas para os processos de fotossíntese ou quimiossíntese são
muito complexas para terem se originado primeiro. Dessa forma,
alimentavam-se da matéria orgânica disponível na água e também de
outras células. Não realizavam respiração aeróbica, pois praticamente não
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havia gás oxigênio disponível na atmosfera. A glicólise, processo de quebra


da glicose, com liberação de energia, deve ter sido por muito tempo a
principal forma de metabolismo energético.
Com o aumento no tamanho das células, é possível que algumas delas
tenham desenvolvido dobras em suas membranas plasmáticas,
possibilitando o aumento da superfície de contato com o meio externo e
facilitando as trocas de substâncias e reações metabólicas. Essas dobras ou
invaginações provavelmente deram origem ao sistema de
endomembranas característico das células eucarióticas.

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Fig. 20: Surgimento da célula eucariótica a partir de um ancestral procarionte.

A escassez de matéria orgânica disponível devido à reprodução


crescente dos organismos fez com que células capazes de produzir suas
próprias moléculas orgânicas fossem selecionadas, surgindo assim os
primeiros organismos autotróficos. Bactérias fotossintetizantes passaram
a liberar grandes quantidades de gás oxigênio na atmosfera. Isso

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possibilitou o surgimento da respiração aeróbica, muito mais eficiente na


produção de energia para as células do que processos que não usam gás
oxigênio como a fermentação. Por outro lado, isso também provocou a
morte de grande quantidade de células intolerantes ao gás oxigênio.
Em algum momento, bactérias capazes de realizar respiração aeróbica
foram fagocitadas por células eucariotas primitivas, mas não foram
digeridas. Passaram, no entanto, a viver em simbiose dentro das células
que as fagocitaram. Essas bactérias aeróbicas deram origem então às
mitocôndrias das células eucarióticas, organelas responsáveis pela
respiração celular. Algumas dessas células sofreram ainda outro evento de
endossimbiose ao incorporarem uma bactéria capaz de realizar
fotossíntese que passou também a viver no seu interior.

Fig. 21: Sequência de eventos que levaram à origem das principais linhagens de seres vivos atuais.
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O esquema acima é um resumo dos acontecimentos que levaram à


diversificação dos grandes grupos de seres vivos atuais:
1. Primeiras protocélulas se formam nos oceanos.
2. O ancestral procarionte unicelular de todos os seres atuais surge.
3. Separação entre Bacteria e Archaea.
4. O domínio Eukarya se separa de Archaea.
5. Bactérias aeróbicas entram em células eucarióticas primitivas e dão
origem às mitocôndrias.

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6. Bactérias fotossintetizantes entram em células eucarióticas primitivas


e dão origem aos cloroplastos.
7. A multicelularidade surgiu independentemente em diferentes
linhagens eucarióticas.

UMA VISÃO GERAL DAS CÉLULAS ATUAIS


A célula é considerada a unidade morfofisiológica dos seres vivos e está
presente em todos os organismos (com exceção dos vírus, caso sejam
considerados seres vivos).
Os seres vivos apresentam dois tipos básicos de células: a
procariótica ou (procariota) e a eucariótica ou (eucariota). Os
organismos procariontes são unicelulares (com apenas uma célula),
representados pelas bactérias e árqueas. Já os eucariontes podem ser
unicelulares ou pluricelulares (com mais de uma célula) e incluem os
protoctistas, os fungos, as plantas e os animais.
Estudaremos, em aulas futuras, as características de cada grupo de
organismos citados. Pra já, vamos ver as diferenças entre as células
procarióticas e as eucarióticas.

Material Organelas
Carioteca Citoesqueleto
genético membranosas

Disperso no
Procariontes Ausente Ausentes Ausente
citoplasma
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Armazenado
Eucariontes Presente Presentes Presente
no núcleo

Todas as células possuem membrana plasmática e citoplasma.


Todas as células possuem, eu seu citoplasma, organelas chamadas
ribossomos, que são responsáveis pela síntese de proteínas. Apenas as
células eucarióticas possuem núcleo delimitado por sua membrana
chamada carioteca.

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Fig. 22: Uma visão geral da célula procariótica.

As células eucarióticas são, didaticamente, divididas em 2 tipos: as


células animais e as células vegetais. Elas compartilham a maior parte de
suas estruturas e organelas mas possuem algumas que são exclusivas de
cada tipo celular. Somente a célula animal possui centríolos e lisossomos,
e somente a célula vegetal possui parede celular, vacúolo e
cloroplastos, tendo estes últimos sido obtidos através do segundo
processo endossimbiótico citado anteriormente nesta aula.
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Fig. 23: Célula eucariota animal.

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Fig. 24: Célula eucariota vegetal.

Estudaremos, a seguir, cada estrutura e organela presentes nas


imagens de maneira mais detalhada.
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3. Estrutura e Fisiologia Celular: Membrana Plasmática

A membrana plasmática está presente em todas as células de todos os


organismos do nosso planeta. Podemos dizer que ela possui três funções
muito importantes:
 Delimitar o conteúdo citoplasmático
 Regular o fluxo de entrada e saída de substâncias na célula
 Reconhecer e identificar outras células e substâncias
Essa estrutura permite, portanto, que o meio intracelular seja
individualizado do meio extracelular. Essa é uma condição fundamental
para o funcionamento de um organismo, pois possibilita que as células
apresentem composição química diferenciada da matéria não-viva e fornece
o meio necessário para que as reações metabólicas ocorram.

A COMPOSIÇÃO DA MEMBRANA PLASMÁTICA


A composição da membrana plasmática é, em sua maioria, formada
por fosfolipídeos, que se organizam em uma bicamada. Lembre-se que os
fosfolipídeos possuem natureza anfipática e, por isso, suas regiões
hidrofílicas ficam voltadas tanto para fora quanto para o interior da célula,
onde há água. Já suas caudas hidrofóbicas arranjam-se voltadas umas para
as outras.

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Fig. 25: Arranjo dos fosfolipídeos na membrana plasmática.

Intercaladas entre os fosfolipídeos aparecem proteínas, que podem


ser integrais, caso atravessem a membrana de lado a lado, ou
periféricas, que ocorrem ligadas a uma das extremidades das proteínas
periféricas. Essas proteínas são capazes de se movimentar entre os
fosfolipídeos como se formassem um mosaico de moléculas em um fluido.
Por isso, esse modelo proposto para a membrana plasmática é chamado de
Mosaico-Fluido. As proteínas de membrana podem desempenhar
diferentes funções como:

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Atuam no transporte de algumas substâncias, formando canais;


 Atuam como enzimas catalisando reações químicas;
 Realizam a ancoragem de fibras do citoesqueleto;
 Em conjunto com glicídios, fazem o reconhecimento de
substâncias e outras células.
As células animais possuem, na face externa de suas membranas
plasmáticas, glicídios aderidos aos fosfolipídeos (menor quantidade) e às
proteínas (maior quantidade), formando as glicoproteínas. O conjunto
dessas moléculas é chamado glicocálix e atua no reconhecimento entre as
células. Células cancerosas, por exemplo, podem apresentar danos no

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glicocálix impedindo que elas reconheçam outras células, o que faz com que
elas se reproduzam indefinidamente, formando os tumores.
A fluidez da membrana plasmática depende do grau de saturação das
caudas apolares dos fosfolipídeos. Quanto mais saturadas elas forem, mais
compacta será a membrana e, consequentemente, menos fluida também.
No caso das células animais, moléculas de colesterol também são capazes
de aumentar a fluidez das membranas.

Fig. 26: Modelo do mosaico-fluido evidenciando a composição química da membrana plasmática.

O TRANSPORTE ATRAVÉS DA MEMBRANA PLASMÁTICA


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A propriedade mais importante da membrana plasmática é a chamada


Permeabilidade Seletiva. Esse é o nome que se dá à capacidade da
membrana de permitir a passagem de algumas substâncias e impedir ou
dificultar a de outras. É dessa forma que ela regula o fluxo de moléculas
entre o meio intracelular e o extracelular. Assim ela consegue manter o que
é importante no seu interior, e eliminar no meio extracelular tudo aquilo
que estiver em excesso ou for prejudicial ao seu funcionamento correto.
Antes de mais nada devemos lembrar que os líquidos que preenchem
tanto o meio intracelular quanto o extracelular são soluções, ou seja, são

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compostos por um solvente (água) e pelos diversos solutos que são as


substâncias dissolvidas.
Quando comparamos duas soluções de acordo com as suas
concentrações de soluto usamos os termos:
 Solução hipertônica: significa “mais concentrada do que”
 Solução hipotônica: significa “menos concentrada do que”
 Soluções isotônicas: de igual concentração
Por exemplo: se uma célula estiver mais concentrada do que o meio
extracelular, dizemos que a célula é hipertônica em relação ao meio ou que
o meio é hipotônico em relação à célula. Observe o esquema abaixo. A
membrana plasmática está em azul e o soluto está representado pelas
bolinhas amarelas.

Observação: A concentração de uma solução é medida pela divisão entre


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a massa do soluto e o volume do solvente.

Existem dois tipos básicos de transporte de substâncias pela


membrana:
 Transporte passivo: uma substância move-se de uma região
onde está mais concentrada para outra onde está menos
concentrada, sem gasto de energia. O transporte ocorre,
portanto, a favor do gradiente de concentração.

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 Transporte ativo: uma substância move-se de uma região onde


está menos concentrada para outra onde está mais
concentrada, com gasto de energia na forma de ATP. O
transporte ocorre, portanto, contra o gradiente de
concentração.

São três as modalidades do transporte passivo: Difusão simples,


Osmose e Difusão Facilitada. Vamos ver esses tipos de transporte com
mais detalhes.

Difusão Simples
Na difusão simples, ocorre o movimento de um soluto através da
membrana plasmática sem gasto de energia, já que esse movimento é a
favor do gradiente de concentração. Isso quer dizer que o soluto sai de onde
ele está mais concentrado (solução hipertônica) para onde ele está menos
concentrado (solução hipotônica). Esse movimento tende a equilibrar as
concentrações das soluções.

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Fig. 27: Esquema representando a difusão simples através da membrana plasmática.

Na difusão simples, o soluto passa entre os fosfolipídeos. Isso


acontece porque são moléculas pequenas e apolares como por exemplo os
gases oxigênio e dióxido de carbono.

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Difusão Facilitada
A difusão facilitada também envolve o movimento de soluto a favor do
gradiente de concentração e sem gasto de energia. Contudo, o que a
diferencia da difusão simples é que nela as substâncias atravessam a
membrana utilizando uma proteína integral que pode formar um canal ou
um portão. Isso acontece com moléculas maiores e/ou polares como a
glicose e certos íons.

Fig. 28: Diferença entre a difusão simples e a difusão facilitada. Na difusão facilitada o soluto é
transportado através de proteínas integrais.
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Osmose
A osmose ocorre quando a membrana plasmática é pouco ou nada
permeável a algum soluto e por isso quem vai ser transportado é na verdade
o solvente (água). Esse tipo de transporte também não consome energia,
e a água vai se movimentar a partir da solução hipotônica em direção à
solução hipertônica. Isso acontece, pois a tendência é que as concentrações
das soluções sejam equilibradas. Já que não é possível movimentar o
soluto, o jeito é movimentar o solvente para diluir a solução em que o soluto
está mais concentrado.

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Vou usar um exemplo do cotidiano para facilitar o seu entendimento.


Quando vamos colocar chocolate em pó no leite e sem querer colocamos
demais, deixando assim a solução muito “forte” (mais concentrada),
adicionamos mais leite para que ela fique mais “fraca” (menos
concentrada).

Fig. 29: Esquema representando o processo de osmose.

Assim, de acordo com a concentração do meio extracelular as células


sofrerão diferentes efeitos da osmose, que podem inclusive leva-las à
morte. As células animais, por exemplo, ficam em condições ideais quando
a concentração do meio extracelular é isotônica à da célula. Quando
colocadas em meio hipertônico, por outro lado, elas perdem água por
osmose e ficam enrugadas em um fenômeno denominado crenação. Caso
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sejam colocadas em meio hipotônico, elas absorvem água por osmose e


podem sofrer a chamada plasmoptise, que é rompimento da membrana
plasmática devido ao excesso de água.

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Fig. 30: Hemácias expostas a soluções com diferentes concentrações.

As células vegetais, por sua vez, possuem parede celular rígida, o que
as impede de arrebentar quando colocadas em meio hipotônico. Nessa
situação elas ficam túrgidas. Contudo, quando colocadas em meio
hipertônico, a perda de água por osmose faz com que o citoplasma diminua
de volume e a membrana plasmática descole da parede celular em vários
pontos, fenômeno chamado de plasmólise.

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Fig. 31: Células vegetais expostas a soluções com diferentes concentrações.

Transporte Ativo
O transporte ativo é caracterizado pelo consumo de ATP (energia) para
que ocorra o transporte de substâncias contra o gradiente de
concentração. Isso permite que a célula conserve substâncias importantes
em concentrações maiores do que as do meio extracelular e elimine
substâncias prejudiciais. O transporte ativo, portanto, não leva ao equilíbrio
das concentrações entre as soluções.

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O exemplo mais comum de transporte ativo é a bomba de sódio-


potássio. A célula utiliza uma proteína de membrana para bombear íons
sódio para fora, contra o gradiente de concentração e bombear íons potássio
para dentro, também contra o gradiente de concentração e com gasto de
ATP. Observe o esquema abaixo.

Fig. 32: Esquema da bomba de sódio-potássio mostrando como o transporte é feito contra o
gradiente de concentração e com o uso de ATP.

Transporte em Massa pela Membrana Plasmática


Moléculas muito grandes, vírus e até mesmo outras células podem ser
englobadas através da membrana plasmática num processo chamado
endocitose. Caso o material endocitado seja sólido, trata-se de uma
fagocitose; caso seja líquido trata-se de pinocitose. Na fagocitose ocorre
a formação de prolongamentos citoplasmáticos chamados pseudópodes
que envolvem a partícula a ser fagocitada.
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Fig. 33: Esquema representando o processo de fagocitose e imagem de microscopia eletrônica


mostrando uma bactéria sendo fagocitada por uma ameba (protozoário).

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Já na pinocitose o que ocorre é a invaginação da membrana (dobra


para o interior), que engloba o líquido a ser pinocitado.

Fig. 34: Esquema representando o processo de pinocitose e imagem de microscopia eletrônica


mostrando uma célula com várias vesículas de pinocitose indicadas pelas setas.

O processo inverso à endocitose, é a exocitose, quando a célula


elimina material de volume muito grande para passar por outros
mecanismos de transporte. Isso ocorre quando a célula secreta
substâncias para o meio extracelular ou ainda ao eliminar resíduos da
digestão intracelular.

4. Estrutura e Fisiologia Celular: Citoplasma

Vamos ver agora as principais organelas e estruturas celulares


presentes no citoplasma.

Ribossomos
Estão presentes em todos os organismos e são formados por RNA
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ribossomal e proteínas. Sua função é a síntese proteica. Podem estar livres


no citoplasma ou associados ao retículo endoplasmático nas células
eucariotas.

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Fig. 35: Imagem de microscopia mostrando ribossomos livres no citoplasma e aderidos ao retículo
endoplasmático.

Núcleo
O núcleo, presente apenas nas células eucariotas, é o centro de
comando e controle das atividades celulares. Armazena as informações
genéticas nos cromossomos. Possui uma membrana dupla chamada
carioteca que é perfurada por vários poros que permitem a passagem de
substâncias. A carioteca é contínua com o retículo endoplasmático, que
é outra organela. Pode apresentar uma ou mais áreas mais escurecidas no
seu interior chamadas nucléolos, devido à grande concentração de RNA
ribossomal.
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Fig. 36: Desenho esquemático e imagem de microscopia eletrônica do núcleo, evidenciando suas
estruturas.

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Retículo Endoplasmático
Pode estar associado a ribossomos (Retículo Endoplasmático Rugoso)
ou não (Retículo Endoplasmático Liso). O retículo endoplasmático rugoso é
responsável pela síntese de proteínas para secreção e pela produção de
membranas celulares. O retículo endoplasmático liso atua na síntese de
lipídeos, no metabolismo de carboidratos e nos processos de desintoxicação
das células. Um exemplo de substância tóxica que é metabolizada por essa
organela é o álcool.

Fig. 37: Desenho esquemático e imagem de microscopia eletrônica do retículo endoplasmático,


evidenciando seus dois tipos.

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Complexo de Golgi
O complexo de Golgi tem importante papel na modificação e no
empacotamento de substâncias para secreção, oriundas do retículo
endoplasmático. Além disso, atua na síntese de carboidratos.

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Fig. 38: Esse esquema ilustra a interação entre diferentes organelas com o objetivo de produzir e
secretar proteínas para o meio extracelular. As vesículas de secreção são liberadas pelo Complexo
de Golgi.

Lisossomo
Os lisossomos são liberados pelo complexo de Golgi e possuem
enzimas digestivas. Eles se fundem às vesículas fagocíticas e atuam na
digestão do material que foi fagocitado. Não estão presentes em células
vegetais. Atuam também no processo de autofagia em que algumas células
acabam de autodigerindo. Esse processo acontece, por exemplo, no
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desenvolvimento dos girinos até sapos adultos. A perda da cauda é


realizada através da autofagia de suas células.

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Fig. 39: Esquema da produção e do funcionamento dos lisossomos na digestão intracelular.

Vacúolos
Os vacúolos são organelas com função de armazenar substâncias no
interior da célula. Existem diferentes tipos de vacúolos como o vacúolo de
suco celular, exclusivo das células vegetais, o vacúolo contrátil,
característico de protozoários de água doce e o vacúolo alimentar,
presente em células que se alimentam por fagocitose.
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Fig. 40: Imagem de microscopia eletrônica mostrando uma célula vegetal com seu vacúolo de suco
celular.

Cloroplasto
Organela exclusiva de vegetais e algas que realizam fotossíntese. Foi
incorporada às células eucariontes através de um processo endossimbiótico.

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Fig. 41: Imagem de microscopia eletrônica e esquema mostrando um cloroplasto e suas estruturas.

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Mitocôndria
Organela responsável pela respiração celular e a consequente
produção de ATP. As mitocôndrias e os cloroplastos possuem DNA próprio
e têm capacidade de se autoduplicarem. Isso fortalece a teoria
endossimbiótica da origem dessas organelas.

Fig. 42: Imagem de microscopia eletrônica e esquema mostrando uma mitocôndria e suas estruturas.
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Centríolos
Possuem forma cilíndrica e aparecem organizados aos pares. Atuam
durante a divisão celular organizando o fuso mitótico das células animais.
Não estão presentes na maioria das plantas e nem nos fungos. Também
têm papel importante na formação de cílios e flagelos, que são estruturas
locomotoras das células.

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Citoesqueleto
É uma rede de fibras que dão forma, sustentação e mobilidade às
células. Atuam também no processo de divisão celular da célula eucariota.
Está ausente nos seres procariontes.

5. Aspectos gerais do metabolismo celular

O metabolismo é o conjunto de todas as reações que acontecem dentro


de um organismo para mantê-lo vivo. Essas reações são divididas em 2
tipos: as reações anabólicas ou anabolismo e as reações catabólicas ou
catabolismo. O anabolismo envolve as reações de síntese de matéria
orgânica a partir de moléculas menores. Quando, por exemplo, o seu
organismo produz massa muscular, isso é um exemplo do anabolismo em
ação. É por isso que os hormônios utilizados com esse objetivo são
chamados de anabolizantes. Em situações de jejum, o seu organismo
quebra moléculas complexas e libera a energia contida nelas para a
realização de outras reações químicas. Essas reações compõem o
catabolismo. Quando em um organismo, as reações anabólicas prevalecem,
ele ganha massa e aumenta de volume. Por outro lado, quando as reações
catabólicas prevalecem, o organismo perde massa e diminui de volume.
Quando as reações estão em equilíbrio, o organismo não perde nem ganha
massa e diz-se que ele está em homeostase.
Devemos pensar nos organismos como grandes conjuntos de sistemas
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que recebem entrada de matéria, através da alimentação e da respiração,


e liberam os resíduos desses processos, na outra ponta do sistema. Tudo
que acontece no meio desses processos tem como principal objetivo a
obtenção de energia. Vimos na aula 01 que, na natureza nada se cria e
nada se perde, tudo se transforma. Assim, os organismos são grandes
usinas de transformação de energia. A energia não é criada e nem
destruída. Ela é transformada. Assim, a energia luminosa que vem do sol e
é captada pelos vegetais durante a fotossíntese é convertida em energia
química aprisionada nas moléculas orgânicas produzidas. Essa energia está

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apta a percorrer os diversos níveis das teias alimentares. A oxidação dessas


moléculas durante a respiração celular faz com que a sua energia passe
para outras moléculas chamadas ATP, que nada mais são do que a moeda
energética das células. O ATP pode então ser usado em diversos processos
celulares, como por exemplo o transporte ativo de substâncias. Como
nenhum sistema é 100% eficiente, também ocorrem perdas dessa energia
química na forma de energia térmica, por exemplo, que é liberada no meio
ambiente como calor.
Algumas moléculas possuem grande importância nas reações
metabólicas, como é o caso das enzimas, que estudaremos a seguir.

ENZIMAS
“Toda enzima é uma proteína, mas nem toda proteína é uma enzima”.
Essa é uma frase muito repetida nas aulas de Biologia para que os alunos
nunca esqueçam da natureza proteica das enzimas. Dessa forma, elas são
proteínas especiais que atuam como catalisadores biológicos. Para
entendermos qual o papel desses catalisadores, precisamos antes abordar
algumas coisas. As reações químicas que acontecem em um organismo,
compondo o chamado metabolismo são reações que, teoricamente,
podem ocorrer espontaneamente. No entanto, o tempo que levaria para a
maior parte delas ocorrer em temperaturas viáveis seria incompatível com
a duração da vida. Assim, existem moléculas capazes de acelerar essas
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reações, diminuindo a chamada energia de ativação necessária para que


elas ocorram. Essas moléculas são os catalisadores biológicos, como as
enzimas.

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Fig. 43: Diferença entre uma reação não-catalisada, em azul, que precisa de energia de ativação
(Ea) alta, e uma reação catalisada, em vermelho, que precisa de energia de ativação mais baixa.

Os reagentes aos quais uma enzima se liga durante uma reação por
ela catalisada são chamados de substratos. As enzimas são altamente
específicas em relação aos seus substratos e isso ocorre principalmente
devido à sua estrutura tridimensional (estrutura terciária da proteína). A
esse tipo de interação chamamos de modelo chave-fechadura em que
somente os substratos corretos (chaves) serão capazes de se ligar ao sítio
ativo da enzima específica (fechadura).

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Fig. 44: As enzimas possuem um sítio ativo onde um ou mais substratos se ligam.

Como exemplo de uma reação enzimática podemos citar a ação da


amilase salivar (ptialina), que é uma enzima presente na saliva humana
e que quebra moléculas de amido em moléculas de maltose (um
dissacarídeo formado por 2 glicoses). Posteriormente, no intestino delgado
outra enzima chamada maltase vai quebrar as maltoses liberando glicose.
As taxas de conversão substrato  produto em uma reação catalisada
por uma enzima dependem de 2 fatores: a concentração de substrato e a
quantidade de enzimas disponíveis. Dessa forma, o aumento na

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concentração de substrato aumenta a taxa de reação até o momento em


que todas as enzimas estarão sendo utilizadas, fenômeno que chamamos
de saturação enzimática. Do mesmo modo, o aumento na quantidade de
enzimas disponíveis aumenta a taxa de reação enquanto houver substrato
disponível para reagir. É importante lembrar que a enzima, enquanto está
ligada a um substrato não consegue se ligar a outro, mas tão logo desfaça
essa ligação, ela pode ser novamente utilizada.
A atividade enzimática é afetada pelo pH e pela temperatura. Cada
enzima possui uma faixa de temperatura e de pH onde ela opera, sendo
que para esses parâmetros existe um ponto em que ela atinge sua taxa
máxima de atividade. Falamos assim de pH ótimo e de temperatura
ótima. Lembre-se que valores muito altos de temperatura e variações
muito grandes no pH são capazes de desnaturar uma enzima.

Fig. 45: Cada enzima apresenta temperatura e pH ótimos.

Algumas substâncias podem inibir a ação de enzimas por ligarem-se a


elas. Existem inibidores naturais, produzidos pelos próprios organismos, e
outros artificiais, como na forma de medicamentos. Os inibidores
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irreversíveis ligam-se permanentemente ao sítio ativo da enzima


causando a sua inativação. Já os inibidores reversíveis podem ligar-se
ao sítio ativo de uma enzima competindo com o substrato, o que diminui a
taxa de reação. Esse tipo de inibição reversível é chamado inibição
competitiva. O outro tipo de inibição reversível é a não-competitiva, na
qual os inibidores se ligam à enzima em locais diferentes do sítio ativo,
fazendo com que ela sofra modificação na sua forma e fique impedida de
se ligar ao substrato.

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Fig. 46: Dois tipos de inibição reversível. a) Inibição competitiva e b) Inibição não-competitiva.

As rotas metabólicas são compostas por diversas reações iniciais,


intermediárias e finais, cada uma catalisada por suas enzimas específicas
atuando sobre seus substratos e gerando produtos que poderão ser
substratos de outras reações. A velocidade dessas reações ou passos
metabólicos é regulada pelas células num processo chamado feedback em
que o excesso de produtos pode se ligar às enzimas de forma não-
competitiva, diminuindo as taxas de reação e impedindo que a célula gaste
energia para produzir metabólitos que já estão em quantidades adequadas.

Vamos ficando por aqui em mais uma aula! Na próxima


continuaremos falando sobre metabolismo e também daremos
ênfase aos mecanismos de divisão celular e expressão das
informações genéticas. Até a próxima e bom estudo!

6. QUESTÕES COMENTADAS
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1. (ENEM – 2002 Amarela Q17) O milho verde recém-colhido tem um


sabor adocicado. Já o milho verde comprado na feira, um ou dois dias depois
de colhido, não é mais tão doce, pois cerca de 50% dos carboidratos
responsáveis pelo sabor adocicado são convertidos em amido nas primeiras
24 horas.
Para preservar o sabor do milho verde pode-se usar o seguinte
procedimento em três etapas:

1º descascar e mergulhar as espigas em água fervente por alguns minutos;


2º resfriá-las em água corrente;
3º conservá-las na geladeira.

A preservação do sabor original do milho verde pelo procedimento descrito


pode ser explicada pelo seguinte argumento:
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(A) O choque térmico converte as proteínas do milho em amido até a


saturação; este ocupa o lugar do amido que seria formado
espontaneamente.
(B) A água fervente e o resfriamento impermeabilizam a casca dos grãos
de milho, impedindo a difusão de oxigênio e a oxidação da glicose.
(C) As enzimas responsáveis pela conversão desses carboidratos em amido
são desnaturadas pelo tratamento com água quente.
(D) Microrganismos que, ao retirarem nutrientes dos grãos, convertem
esses carboidratos em amido, são destruídos pelo aquecimento.
(E) O aquecimento desidrata os grãos de milho, alterando o meio de
dissolução onde ocorreria espontaneamente a transformação desses
carboidratos em amido.

2. (ENEM – 2003 Amarela Q18) Na embalagem de um antibiótico,


encontra-se uma bula que, entre outras informações, explica a ação do
remédio do seguinte modo:

O medicamento atua por inibição da síntese proteica bacteriana.

Essa afirmação permite concluir que o antibiótico:


(A) impede a fotossíntese realizada pelas bactérias causadoras da doença
e, assim, elas não se alimentam e morrem.
(B) altera as informações genéticas das bactérias causadoras da doença, o
que impede manutenção e reprodução desses organismos.
(C) dissolve as membranas das bactérias responsáveis pela doença, o que
dificulta o transporte de nutrientes e provoca a morte delas.
(D) elimina os vírus causadores da doença, pois não conseguem obter as
proteínas que seriam produzidas pelas bactérias que parasitam.
(E) interrompe a produção de proteína das bactérias causadoras da doença,
o que impede sua multiplicação pelo bloqueio das funções vitais.

3. (ENEM – 2004 Amarela Q58) Nas recentes expedições espaciais que


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chegaram ao solo de Marte, e através dos sinais fornecidos por diferentes


sondas e formas de análise, vem sendo investigada a possibilidade da
existência de água naquele planeta. A motivação principal dessas
investigações, que ocupam frequentemente o noticiário sobre Marte, deve-
se ao fato de que a presença de água indicaria, naquele planeta,
a) a existência de um solo rico em nutrientes e com potencial para a
agricultura.
b) a existência de ventos, com possibilidade de erosão e formação de
canais.
c) a possibilidade de existir ou ter existido alguma forma de vida semelhante
à da Terra.
d) a possibilidade de extração de água visando ao seu aproveitamento
futuro na Terra.

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e) a viabilidade, em futuro próximo, do estabelecimento de colônias


humanas em Marte.

4. (ENEM – 2005 Amarela Q11) A obesidade, que nos países


desenvolvidos já é tratada como epidemia, começa a preocupar
especialistas no Brasil. Os últimos dados da Pesquisa de Orçamentos
Familiares, realizada entre 2002 e 2003 pelo IBGE, mostram que 40,6% da
população brasileira estão acima do peso, ou seja, 38,8 milhões de adultos.
Desse total, 10,5 milhões são considerados obesos. Várias são as dietas e
os remédios que prometem um emagrecimento rápido e sem riscos. Há
alguns anos foi lançado no mercado brasileiro um remédio de ação diferente
dos demais, pois inibe a ação das lipases, enzimas que aceleram a reação
de quebra de gorduras. Sem serem quebradas elas não são absorvidas pelo
intestino, e parte das gorduras ingeridas é eliminada com as fezes. Como
os lipídios são altamente energéticos, a pessoa tende a emagrecer. No
entanto, esse remédio apresenta algumas contraindicações, pois a gordura
não absorvida lubrifica o intestino, causando desagradáveis diarreias. Além
do mais, podem ocorrer casos de baixa absorção de vitaminas lipossolúveis,
como as A, D, E e K, pois
(A) essas vitaminas, por serem mais energéticas que as demais, precisam
de lipídios para sua absorção.
(B) a ausência dos lipídios torna a absorção dessas vitaminas
desnecessária.
(C) essas vitaminas reagem com o remédio, transformando-se em outras
vitaminas.
(D) as lipases também desdobram as vitaminas para que essas sejam
absorvidas.
(E) essas vitaminas se dissolvem nos lipídios e só são absorvidas junto com
eles.

5. (ENEM – 2010 Azul Q60) A lavoura arrozeira na planície costeira da


região sul do Brasil comumente sofre perdas elevadas devido à salinização
da água de irrigação, que ocasiona prejuízos diretos, como a redução de
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produção da lavoura. Solos com processo de salinização avançado não são


indicados, por exemplo, para o cultivo de arroz. As plantas retiram a água
do solo quando as forças de embebição dos tecidos das raízes são
superiores às forças com que a água é retida no solo.
WINKEL, H.L.;TSCHIEDEL, M. Cultura do arroz: salinização de solos em cultivos de arroz.
Disponível em: http://agropage.tripod.com/saliniza.hml. Acesso em:25 jun.2010 (adaptado).

A presença de sais na solução do solo faz com que seja dificultada a


absorção de água pelas plantas, o que provoca o fenômeno conhecido por
seca fisiológica, caracterizado pelo(a):
(A) aumento da salinidade, em que a água do solo atinge uma concentração
de sais maior que a das células das raízes das plantas, impedindo, assim,
que a água seja absorvida.
(B) aumento da salinidade, em que o solo atinge um nível muito baixo de
água, e as plantas não têm força de sucção para absorver a água.

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(C) diminuição da salinidade, que atinge um nível em que as plantas não


têm força de sucção, fazendo com que a água não seja absorvida.
(D) aumento da salinidade, que atinge um nível em que as plantas têm
muita sudação, não tendo força de sucção para superá-la.
(E) diminuição da salinidade, que atinge um nível em que as plantas ficam
túrgidas e não têm força de sudação para superá-la.

6. (ENEM – 2011 Azul Q59) A cal (óxido de cálcio, CaO), cuja suspensão
em água é muito usada como uma tinta de baixo custo, dá uma tonalidade
branca aos troncos de árvores. Essa é uma prática muito comum em praças
públicas e locais privados, geralmente usada para combater a proliferação
de parasitas. Essa aplicação, também chamada de caiação, gera um
problema: elimina microrganismos benéficos para a árvore.
Disponível em: http://superabril.com.br. Acesso em: 1 abr. 2010 (adaptado).

A destruição do microambiente, no tronco de árvores pintadas com cal, é


devida ao processo de:

(A) difusão, pois a cal se difunde nos corpos dos seres do microambiente e
os intoxica.
(B) osmose, pois a cal retira água do microambiente, tornando-o inviável
ao desenvolvimento de microrganismos.
(C) oxidação, pois a luz solar que incide sobre o tronco ativa
fotoquimicamente a cal, que elimina os seres vivos do microambiente.
(D) aquecimento, pois a luz do Sol incide sobre o tronco e aquece a cal, que
mata os seres vivos do microambiente.
(E) vaporização, pois a cal facilita a volatização da água para a atmosfera,
eliminando os seres vivos do microambiente.

7. (ENEM – 2012 Branca Q76) Quando colocados em água, os


fosfolipídeos tendem a formar lipossomos, estruturas formadas por uma
bicamada lipídica, conforme mostrado na figura. Quando rompida, essa
estrutura tende a se reorganizar em um novo lipossomo.
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Disponível em: http://course1.winona.edu. Acesso em: 1 mar.2012 (adaptado).

Esse arranjo característico se deve ao fato de os fosfolipídios apresentarem


uma natureza:

(A) polar, ou seja, serem inteiramente solúveis em água.


(B) apolar, ou seja, não serem solúveis em solução aquosa.
(C) anfotérica, ou seja, podem comportar-se como ácidos e bases.
(D) insaturada, ou seja, possuírem duplas ligações em sua estrutura.
(E) anfifílica, ou seja, possuírem uma parte hidrofílica e outra hidrofóbica.

8. (ENEM – 2012 Branca Q84) Osmose é um processo espontâneo que


ocorre em todos os organismos vivos e é essencial à manutenção da vida.
Uma solução 0,15 mol/L de NaC (cloreto de sódio) possui a mesma pressão
osmótica das soluções presentes nas células humanas.

A imersão de uma célula humana em uma solução 0,20 mol/L de NaC tem,
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como consequência, a:

(A) adsorção de íons Na+ sobre a superfície da célula.


(B) difusão rápida de íons Na+ para o interior da célula.
(C) diminuição da concentração das soluções presentes na célula.
(D) transferência de íons Na+ da célula para a solução.
(E) transferência de moléculas de água do interior da célula para a solução.

9. (ENEM – 2013 Branca Q76) Uma indústria está escolhendo uma


linhagem de microalgas que otimize a secreção de polímeros comestíveis,
os quais são obtidos do meio de cultura de crescimento. Na figura podem
ser observadas as proporções de algumas organelas presentes no
citoplasma de cada linhagem.

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Qual é a melhor linhagem para se conseguir maior rendimento de polímeros


secretados no meio de cultura?

(A) I
(B) II
(C) III
(D) IV
(E) V

10. (ENEM – 2014 Azul Q47) Na década de 1940, na Região Centro-


Oeste, produtores rurais, cujos bois, porcos, aves e cabras estavam
morrendo por uma peste desconhecida, fizeram uma promessa, que
consistiu em não comer carne e derivados até que a peste fosse debelada.
Assim, durante três meses, arroz, feijão, verduras e legumes formaram o
prato principal desses produtores.
O Hoje, 15 out. 2011 (adaptado).

Para suprir o déficit nutricional a que os produtores rurais se submeteram


durante o período da promessa, foi importante eles terem consumido
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alimentos ricos em:

(A) vitaminas A e E.
(B) frutose e sacarose.
(C) aminoácidos naturais.
(D) aminoácidos essenciais.
(E) ácidos graxos saturados.

11. (ENEM – 2014 Azul Q73) Segundo a teoria evolutiva mais aceita hoje,
as mitocôndrias, organelas celulares responsáveis pela produção de ATP em
células eucariotas, assim como os cloroplastos, teriam sido originados de
procariontes ancestrais que foram incorporados por células mais
complexas.
Uma característica da mitocôndria que sustenta essa teoria é a:

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(A) capacidade de produzir moléculas de ATP.


(B) presença de parede celular semelhante à de procariontes.
(C) presença de membranas envolvendo e separando a matriz mitocondrial
do citoplasma.
(D) capacidade de autoduplicação dada por DNA circular próprio semelhante
ao bacteriano.
(E) presença de um sistema enzimático eficiente às reações químicas do
metabolismo aeróbio.

12. (ENEM – 2015 2ª Aplicação Azul Q60) A remoção de petróleo


derramado em ecossistemas marinhos é complexa e muitas vezes envolve
a adição de mais sustâncias ao ambiente. Para facilitar o processo de
recuperação dessas áreas, pesquisadores têm estudado a bioquímica de
bactérias encontradas em locais sujeitos a esses tipos de impacto. Eles
verificaram que algumas dessas espécies utilizam as moléculas de
hidrocarbonetos como fonte energética, atuando como biorremediadores,
removendo o óleo do ambiente.
KREPSKY, N.; SILVA SOBRINHO, F.; CRAPEZ, M. A. C. Ciência Hoje, n. 223, jan.-fev. 2006
(adaptado).
Para serem eficientes no processo de biorremediação citado, as espécies
escolhidas devem possuir
(A) Células flageladas, que capturem as partículas de óleo presentes na
água.
(B) altas taxas de mutação, para se adaptarem ao ambiente impactado pelo
óleo.
(C) enzimas, que catalisem reações de quebra das moléculas constituintes
do óleo.
(D) parede celular espessa, que impossibilite que as bactérias se
contaminem com o óleo.
(E) capacidade de fotossíntese, que possibilite a liberação de oxigênio para
a renovação do ambiente poluído.

13. (ENEM – 2016 2ª Aplicação Branca Q60) O petróleo é um tipo de


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combustível fóssil, de origem animal e vegetal, constituído principalmente


por hidrocarbonetos. Em desastres de derramamento de petróleo, vários
métodos são usados para a limpeza das áreas afetadas. Um deles é a
biodegradação por populações naturais de microrganismos que utilizam o
petróleo como fonte de nutrientes. O quadro mostra a composição química
média das células desses microrganismos.
Elemento Composição média celular (%)
Carbono 50
Hidrogênio 7
Nitrogênio 11
Fósforo 2
Outros 30

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Para uma efetiva biodegradação, a região afetada deve ser suplementada


com
a) nitrogênio e fósforo.
b) hidrogênio e fósforo.
c) carbono e nitrogênio.
d) carbono e hidrogênio.
e) nitrogênio e hidrogênio.

14. (ENEM – 2016 2ª Aplicação Branca Q66)


Companheira viajante
Suavemente revelada? Bem no interior de nossas células, uma clandestina
e estranha alma existe. Silenciosamente, ela trama e aparece cumprindo
seus afazeres domésticos cotidianos, descobrindo seu nicho especial em
nossa fogosa cozinha metabólica, mantendo entropia em apuros, em ciclos
variáveis noturnos e diurnos. Contudo, raramente ela nos acende, apesar
de sua fornalha consumi-la. Sua origem? Microbiana, supomos. Julga-se
adaptada às células eucariontes, considerando-se como escrava – uma
serva a serviço de nossa verdadeira evolução.
McMurray, W. C. The traveler. Trends in Biochemical Sciences, 1994 (adaptado).
A organela celular descrita de forma poética no texto é o(a)
a) centríolo.
b) lisossomo.
c) mitocôndria.
d) complexo golgiense.
e) retículo endoplasmático liso.

15. (UFSC) A maior parte dos seres vivos é composta de água. No corpo
humano, a porcentagem de água pode variar de 20%, nos ossos, a 85%
nas células nervosas; nas medusas (animais marinhos), a porcentagem de
água chega a mais de 95%. Assinale as afirmativas que indicam
corretamente a importância da água nos seres vivos.
01. A maioria dos elementos químicos presentes nos seres vivos
necessita de um meio aquoso para se dissolver e reagir uns com os
outros.
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02. A água atua no transporte e na remoção dos produtos do


metabolismo.
04. A grande capacidade da água de absorver calor protege o material
vivo contra súbitas mudanças térmicas.
08. A água atua como lubrificante, estando presente nos líquidos
corporais, entre um órgão e outro.
Dê como resposta a soma dos números associados às alternativas corretas.

16. (Faap-SP) A celulose é um carboidrato, um polissacarídeo de origem


vegetal e com função estrutural. É um componente presente em todos os
alimentos de origem vegetal. Os seres humanos não são capazes de digerir
as fibras de celulose, porém elas são importantíssimas, pois:
a) fornecem energia para o corpo.
b) formam estruturas esqueléticas importantes.
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c) são fontes de vitaminas.


d) facilitam a formação e a eliminação das fezes.
e) são importantes para o crescimento.

17. (UFPE) Amido, sacarose e glicogênio são polissacarídeos que, apesar


de serem constituídos pelas mesmas unidades (moléculas de glicose),
apresentam diferença quanto ao tipo de ligação entre as glicoses e à
conformação espacial das moléculas. Na figura abaixo, 1, 2 e 3 indicam,
respectivamente, locais onde são encontrados os polissacarídeos.

a) amido, celulose e glicogênio.


b) celulose, amido e glicogênio.
c) celulose, glicogênio e amido.
d) glicogênio, amido e celulose.
e) glicogênio, celulose e amido.

18. (UECE) Nas Olimpíadas de Pequim, atletas brasileiros competiram e


trouxeram medalhas para o nosso país. Para realizar atividades físicas
dessa natureza, os atletas gastam muita energia. Assim, antes das
competições, os atletas devem consumir preferencialmente alimentos ricos
em
a) sais minerais.
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b) proteínas.
c) carboidratos.
d) vitaminas.

19. (Unaerp-SP) Os itens I, II, III e IV da tabela a seguir correspondem,


respectivamente, a:
Polissacarídeo Função Localização
I energética fígado e músculos (mamíferos)
II energética raízes de plantas
III estrutural parede de células vegetais
IV estrutural carapaça de insetos

a) glicogênio, amido, celulose e quitina.

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b) glicogênio, amido, quitina e celulose.


c) glicogênio, celulose, amido e quitina.
d) amido, glicogênio, celulose e quitina.
e) celulose, amido, glicogênio e quitina.

20. (Unifor-CE) Atribuíram as seguintes funções aos lipídios, grupo de


substâncias sempre presentes nas células:
I. Como substâncias de reserva são exclusivos de células animais.
II. Podem ter função energética, ou seja, fornecem energia para as
atividades celulares.
III. Têm função estrutural, uma vez que entram na composição das
membranas celulares.

É correto o que se afirma somente em:


a) I.
b) II.
c) III.
d) I e II.
e) II e III.

21. (PUC-RJ) Em relação às enzimas, podemos afirmar que:


a) não podem ser reutilizadas, pois reagem com o substrato, tornando-se
parte do produto.
b) são catalisadores eficientes por se associarem de forma inespecífica a
qualquer substrato.
c) seu poder catalítico resulta da capacidade de aumentar a energia de
ativação das reações.
d) atuam em qualquer temperatura, pois sua ação catalítica independe de
sua estrutura espacial.
e) sendo proteínas, por mudança de pH, podem perder seu poder catalítico
ao se desnaturarem.

22. (Uece) Quando uma proteína é desnaturada, podendo ser renaturada


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quando voltar às suas condições ótimas de funcionamento, ela perde:


a) as ligações peptídicas entre os aminoácidos.
b) sua estrutura primária.
c) o grupo amina da extremidade que o contém.
d) sua estrutura terciária.

23. (Vunesp-SP) Os procariontes diferenciam-se dos eucariontes porque


os primeiros, entre outras características:
a) não possuem material genético.
b) possuem material genético como os eucariontes, mas são anucleados.
c) possuem núcleo, mas o material genético encontra-se disperso no
citoplasma.
d) possuem material genético disperso no núcleo, mas não em estruturas
organizadas denominadas cromossomos.
e) possuem núcleo e material genético organizado nos cromossomos.
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24. (UFPB) Os componentes celulares que estão presentes tanto em


células de eucariontes como de procariontes são:
a) membrana plasmática e mitocôndrias.
b) mitocôndrias e ribossomos.
c) ribossomos e lisossomos.
d) lisossomos e membrana plasmática.
e) membrana plasmática e ribossomos.

25. (UNESP 2008) No início da manhã, a dona de casa lavou algumas


folhas de alface e as manteve em uma bacia, imersas em água comum de
torneira, até a hora do almoço. Com esse procedimento, a dona de casa
assegurou que as células das folhas se mantivessem
a) túrgidas, uma vez que foram colocadas em meio isotônico.
b) túrgidas, uma vez que foram colocadas em meio hipotônico.
c) túrgidas, uma vez que foram colocadas em meio hipertônico.
d) plasmolizadas, uma vez que foram colocadas em meio isotônico.
e) plasmolizadas, uma vez que foram colocadas em meio hipertônico

26. (Fuvest -SP) Para a ocorrência de osmose, é necessário que:


a) as concentrações de soluto dentro e fora da célula sejam iguais.
b) as concentrações de soluto dentro e fora da célula sejam diferentes.
c) haja ATP disponível na célula para fornecer energia ao transporte de
água.
d) haja um vacúolo no interior da célula no qual o excesso de água é
acumulado.
e) haja uma parede celulósica envolvendo a célula, o que evita sua ruptura.

27. (UERGS-RS) Quando o feijão é cozido em água com sal, observa-se


que ele murcha, pois:
a) o grão perde água por osmose.
b) os sais do grão passam para a água por difusão.
c) o calor estimula o transporte das proteínas da água para o grão.
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d) o transporte passivo das proteínas ocorre do grão para a água.


e) o grão perde proteínas por osmose.

28. (Fatec-SP) É prática comum salgarmos os palitos de batata após


terem sido fritos, mas nunca antes, pois, se assim for, eles murcharão.
E murcharão porque:
a) as células dos palitos de batata ficam mais concentradas que o meio
externo a elas e, assim, ganham água por osmose.
b) as células dos palitos da batata ficam mais concentradas que o meio
externo a ela e, assim, ganham água por transporte ativo.
c) as células dos palitos da batata ficam mais concentradas que o meio
externo a elas e, assim, perdem água por transporte ativo.
d) o meio externo aos palitos da batata fica mais concentrado que as células
deles, que, assim, perdem água por osmose.

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e) o meio externo aos palitos de batata fica menos concentrado que as


células deles, que, assim, ganham água por pinocitose.

29. (UFBA) As células de nosso organismo utilizam a glicose como fonte


de energia, queimando-a através de reações de oxidação. Para tanto, o
consumo de glicose é grande, e já se observou que, frequentemente, a
célula absorve essa substância, mesmo quando a sua concentração
intracelular é maior que a extracelular; portanto, contra um gradiente de
concentração. Isso, porém, exige algum dispêndio de energia pela célula –
uma espécie de investimento de energia.
Identificamos nesse enunciado um caso de:
A. difusão simples.
B. equilíbrio osmótico.
C. transporte ativo.
D. transporte passivo.
E. absorção direta pela membrana plasmática

30. (UFMG) A doença de Tay-Sachs é hereditária e provoca retardamento


mental grave e morte do paciente na infância. Essa doença é devida à
incapacidade das células de digerir uma substância cujo acúmulo é
responsável pelas lesões no sistema nervoso central. Com base nessas
informações, pode-se afirmar que a organela celular cuja função está
alterada nessa doença é
a) a mitocôndria.
b) o complexo de Golgi.
c) o lisossomo.
d) o retículo endoplasmático rugoso.

COMENTÁRIOS DAS QUESTÕES

1. O sabor doce é característico de carboidratos mais simples do que o


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amido, como a sacarose e a frutose. A conversão desses dissacarídeos em


amido é catalisada por enzimas, que por sua vez, não suportam altas
temperaturas, pois sua estrutura terciária é danificada e elas sofrem
desnaturação. Assim, a fervura das espigas de milho desnatura as enzimas
responsáveis pelo processo de conversão e conserva o sabor adocicado do
alimento. Alternativa C.

2. A inibição da síntese proteica bacteriana nada mais é do que o


impedimento da bactéria de produzir suas próprias proteínas. Como as
proteínas são o principal componente estrutural das células, sem elas, as
bactérias acabam morrendo. Alternativa E.

3. Sabemos que uma condição fundamental para a vida como nós a


conhecemos é a presença de água no estado líquido. Além disso foi na água
que os primeiros seres vivos surgiram no nosso planeta. Sendo assim, a
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presença de água em Marte indicaria a possibilidade de existir ou ter


existido alguma forma de vida semelhante à da Terra. Alternativa C.

4. Como o nome já diz, as vitaminas lipossolúveis se dissolvem nos lipídeos.


Assim, para que sua absorção aconteça, isso deve ocorrer junto com a
absorção dos lipídeos, o que fica dificultada pela ação do remédio citado no
enunciado da questão. Alternativa E.

5. Se o solo está com grande concentração de sais, isso aumenta a pressão


osmótica nesse local, o que atrai a água por osmose. Lembre que nesse
processo a água é transportada na direção do meio hipertônico, nesse caso,
o solo. Assim, as raízes não conseguem absorver água pois o solo está
hipertônico em relação a elas. Alternativa A.

6. O óxido de cálcio reage com a água e forma hidróxido de cálcio que, por
sua vez se dissocia em íons cálcio e hidroxilas. Isso aumenta a pressão
osmótica do meio extracelular fazendo com que as bactérias não consigam
se desenvolver por não conseguirem obter água. Alternativa B.

7. Os fosfolipídeos apresentam em sua estrutura química uma região polar


hidrofílica e outra apolar hidrofóbica. Isso provoca a sua organização em
meio aquoso em uma bicamada onde as regiões polares ficam voltadas para
onde há água e as regiões apolares ficam em contato umas com as outras.
Isso caracteriza sua natureza anfipática ou anfifílica. Alternativa E.

8. Se uma solução a 0,15 mol/L tem a mesma pressão osmótica das


soluções presentes nas células, isso quer dizer que essa é a concentração
das soluções das células também. Assim, uma solução a 0,20 mol/L
constitui um meio hipertônico em relação às células. Dessa forma, seria
possível que houvesse a difusão de soluto para o interior da célula. No
entanto, a alternativa B menciona a difusão rápida de íons para o interior
da célula. Devemos lembrar que íons não passam facilmente pela
membrana plasmática pois são carregados eletricamente e precisam de
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proteínas de membrana para auxiliar sua passagem. Assim, a consequência


mais direta seria a perda de água da célula por osmose no intuito de
equilibrar as concentrações das 2 soluções. Alternativa E.

9. As atividades de secreção estão diretamente relacionadas ao complexo


de Golgi e, por isso, a linhagem de algas mais adequada é aquela que possui
maior quantidade dessa organela. Linhagem I, Alternativa A.

10. Os aminoácidos essenciais são aqueles que o organismo não consegue


produzir e precisa obter através da alimentação. Alternativa D.

11. As mitocôndrias e os cloroplastos possuem DNA próprio e têm


capacidade de se autoduplicarem. Isso fortalece a teoria endossimbiótica
da origem dessas organelas. Alternativa D.

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12. Para que as bactérias sejam capazes de remover o óleo do ambiente e,


ao mesmo tempo, utilizar os hidrocarbonetos para obter energia, é
necessário que elas promovam alterações químicas nesses compostos. Isso
só se torna viável com a presença de enzimas que atuem sobre essas
substâncias e as quebrem. Alternativa C.

13. Como o petróleo é um hidrocarboneto, ele já é rico em carbono e


hidrogênio. Sendo assim, a região deve ser suplementada com os demais
elementos, especificamente nitrogênio e fósforo. Alternativa A.

14. A grande dica para a resposta dessa questão é a origem microbiana da


organela. Sabemos que as mitocôndrias e os cloroplastos, muito
provavelmente, foram incorporados às células eucariontes através da
fagocitose de células procariontes, que passaram a atuar no interior das
primeiras de maneira endossimbiótica. A fornalha citada no texto refere-se
ao processo de respiração celular, que se assemelha a uma reação de
combustão liberando gás carbônico e energia na forma de ATP. Alternativa
C.

15. A água tem a propriedade de dissolver um grande número de


substâncias, facilitando assim as reações químicas entre elas e auxiliando
no transporte e na remoção dos produtos do metabolismo. Além disso, seu
alto calor específico faz com que ela atue na manutenção das temperaturas
corporais em níveis adequados. Ela não está presente entre os órgãos do
corpo.
01 + 02 + 04 = 7

16. Como os seres humanos não conseguem digerir as fibras da celulose,


elas não serão usadas para o fornecimento de energia nem de vitaminas e
não formarão estruturas esqueléticas nem são importantes para o
crescimento. As fibras de celulose, na verdade, auxiliam a umedecer e a
eliminar as fezes no intestino grosso. Alternativa D.
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17. O número 1 indica as folhas, que não possuem tecidos de


armazenamento de energia, mas são ricos em celulose. O número 2 indica
a banana que é rica em amido, por constituir uma estrutura de
armazenamento de energia. O número 3 indica o fígado humano, órgão
responsável pela síntese e armazenamento de glicogênio. Alternativa B.

18. Os alimentos que mais rapidamente e facilmente disponibilizam


nutrientes para a obtenção de energia são os carboidratos. Alternativa C.

19. I – armazenamento energético em animais (glicogênio); II –


armazenamento energético em vegetais (amido); III – polissacarídeo
estrutural das células vegetais (celulose); IV – polissacarídeo estrutural do
exoesqueleto de artrópodes (quitina). Alternativa A.

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20. I – existem estruturas vegetais como sementes e frutos que utilizam


lipídeos como substâncias de reserva energética (F); II – após a diminuição
das reservas de carboidratos, as células passam a usar os lipídeos para
obter energia (V); III – os fosfolipídeos são os principais componentes das
membranas plasmáticas (V). Alternativa E.

21. As enzimas são proteínas com função catalítica de alta especificidade


em relação aos substratos, pois diminuem a energia de ativação necessária
para a reação acontecer. Elas podem ser reutilizadas após a reação
catalisada e, por serem proteínas são sensíveis a altas temperaturas e
mudanças de pH, capazes de desnaturá-las. Alternativa E.

22. A desnaturação de uma proteína altera a sua estrutura terciária,


modificando a sua forma e fazendo com que ela perca sua função.
Alternativa D.

23. A principal diferença dos seres procariontes para os eucariontes é a


ausência de núcleo individualizado. No entanto, assim como os eucariontes,
eles também possuem material genético, que está, no caso deles, disperso
no citoplasma. Alternativa B.

24. Os seres procariontes não possuem organelas membranosas e, por isso,


não apresentam mitocôndrias e lisossomos. Eles possuem, assim como
qualquer outra célula, membrana plasmática e ribossomos. Alternativa E.

25. A água da torneira tem concentração de sais menor do que as células


vegetais e, por isso, é hipotônica em relação às células. Isso faz com que,
por osmose, as células absorvam água, ficando túrgidas. Alternativa B.

26. A osmose, assim como qualquer transporte passivo, depende da


diferença de concentrações entre o meio intracelular e o meio extracelular,
pois ela tende a igualar essas concentrações. Alternativa B.
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27. A água com sal constitui meio hipertônico em relação às células do


feijão, o que faz com que ele perca água por osmose. Alternativa A.

28. A água com sal constitui mais concentrado (hipertônico) em relação às


células da batata, o que faz com que elas percam água por osmose.
Alternativa D.

29. A modalidade de transporte pela membrana plasmática que consome


energia pois acontece contra o gradiente de concentração é o transporte
ativo. Alternativa C.

30. A digestão intracelular é realizada pelos lisossomos. Alternativa C.

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6. Bibliografia consultada

 AMABIS, J.M & MARTHO, G.R. Biologia. São Paulo: Editora Moderna,
2010, Vol.3.

 CAMPBELL, NEIL. Biologia, Porto Alegre: Artmed Editora, 2010.

 LINHARES, S. & GEWANDSZNAJDER, F. Biologia Hoje. São Paulo:


Editora Ática, 2014, Vol. 3.

 PURVES, W. K.; SADAVA, D.; ORIANS, G. H. HELLER, H.C. Vida - A


ciência da biologia. Porto Alegre: Artmed Editora, 2002, Vol. 2.

 STARR; EVERS; STARR. Biology Concepts and Applications


Without Physiology. Stamford. Cengage Learning, 2013.

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Aula 04 - Moléculas, células e tecidos

Biologia p/ ENEM 2017 (Com videoaulas)


Professor: Daniel dos Reis Lopes

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AULA 04: Metabolismo energético: fotossíntese e


respiração. Estrutura e fisiologia celular: núcleo.
Diferenciação celular. Codificação da informação
genética. Síntese proteica.

SUMÁRIO PÁGINA
1. Metabolismo energético: fotossíntese e respiração 01
2. Estrutura e fisiologia celular: núcleo e diferenciação 16
celular
3. Codificação da informação genética e síntese proteica 19
4. Questões comentadas 31
5. Bibliografia consultada 43

1. Metabolismo energético: fotossíntese e respiração

Vimos, no fim da aula 03, como os organismos realizam inúmeros


processos metabólicos que se dividem, basicamente, em reações anabólicas
e catabólicas. No anabolismo, as células utilizam energia disponível para, a
partir de moléculas mais simples, sintetizar moléculas mais complexas e
mais energéticas. O catabolismo é o inverso, onde moléculas mais
energéticas são quebradas gerando moléculas mais simples e liberando
energia. Como exemplo de anabolismo temos o processo de fotossíntese,
através do qual os seres fotoautotróficos utilizam a energia luminosa para
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sintetizar moléculas orgânicas. Como exemplo de catabolismo temos o


processo de respiração celular, onde moléculas orgânicas são quebradas
para a liberação de energia na forma de ATP. Esses dois processos fazem
parte do chamado metabolismo energético e este será o nosso próximo
assunto.

INTRODUÇÃO AO METABOLISMO ENERGÉTICO


Os seres vivos realizam diversos processos de transformação
energética e nesse contexto existe uma molécula chave chamada ATP
(adenosina trifosfato). O ATP é a moeda energética das células pois é capaz

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de armazenar pequenas quantidades de energia e disponibilizá-la para os


mais diversos processos, como o transporte de substâncias pela membrana,
a reprodução celular e a locomoção dos organismos.

Fig. 01: Estrutura da molécula de ATP.

As ligações entre os grupos fosfato desta molécula carregam energia


que pode ser liberada quando um desses fosfatos é perdido gerando ADP
(adenosina difosfato) e um fosfato inorgânico livre. Assim, podemos
agrupar todas as reações metabólicas que levam a célula a produzir esse
ATP como metabolismo energético, que inclui os processos de
fotossíntese e respiração celular.
Esses dois processos estão integrados, como é possível observar na
figura 02.

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Fig. 02: Fluxo de energia através dos seres vivos e a relação entre fotossíntese e respiração
celular.

Podemos considerar, para a maior parte dos seres vivos, que a


introdução da energia nos ecossistemas depende da energia luminosa do
Sol, que é capturada pelos organismos fotossintetizantes. Eles a utilizam
para produzir suas moléculas orgânicas a partir de gás carbônico e água.
Esse processo libera ainda gás oxigênio. A respiração celular, por sua vez,
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utiliza as moléculas orgânicas e o gás oxigênio produzidos na fotossíntese


para a liberação de energia na forma de ATP. Como produtos desse
processo, temos o gás carbônico e a água, que são novamente utilizados
na fotossíntese fechando esse ciclo. A energia retorna ao ambiente na forma
de calor emitido pelos seres vivos.
Os seres fotoautotróficos são, portanto, e de forma geral,
autossuficientes em relação a outros organismos. Já os seres
heterotróficos necessitam dos seres autotróficos ainda que indiretamente,
pois são eles que produzem a matéria orgânica que flui através dos níveis

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de uma cadeia alimentar. Já conversamos sobre isso na aula 01 mas é


sempre bom lembrar.
O metabolismo energético se divide em dois conjuntos de processos:
 Nutrição: é a obtenção de moléculas orgânicas, que pode
acontecer de maneira heterotrófica ou autotrófica. São essas
moléculas orgânicas que atuarão como combustível para os
processos de obtenção de ATP.
 Produção de ATP: pode ocorrer através da respiração
aeróbica, da respiração anaeróbica e da fermentação, utilizando
as moléculas orgânicas obtidas pela nutrição dos organismos.

Usando uma linguagem bem informal, é como se você comesse para


ter combustível para usar na respiração celular, que por sua vez, libera ATP
para suas células utilizarem nos mais diversos processos.
Vamos ver agora os dois principais processos relacionados ao
metabolismo energético e algumas de suas alternativas.

FOTOSSÍNTESE
Os seres autotróficos são capazes de realizar transformações de
energia para produzir as moléculas orgânicas que vão servir de alimento
para eles. A fotossíntese se diferencia da quimiossíntese justamente pela
origem desta energia que os organismos utilizam em seus processos de
produção.
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A fotossíntese é realizada pela maior parte dos organismos autotróficos


do nosso planeta e inclui as plantas, as algas e algumas bactérias. Eles
utilizam a energia luminosa vinda do Sol para sintetizar suas moléculas
orgânicas de acordo com a equação geral abaixo:

LUZ

6CO2 + 12H2O C6H12O6 + 6O2 + 6H2O

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C6H12O6 = glicose
O2 = gás oxigênio
CO2 = gás carbônico
H2O = água

Utilizando as plantas como exemplo de organismos fotoautotróficos,


podemos dizer que elas utilizam o gás carbônico absorvido da atmosfera e
a água absorvida do solo para sintetizar glicose e gás oxigênio, com o auxílio
da energia luminosa solar.
Nos seres eucariontes, esse processo acontece nos cloroplastos. Essas
organelas são compostas por duas membranas, uma interna e outra
externa. No seu interior situam-se vários discos chamados tilacoides,
organizados em pilhas chamadas grana. O espaço ao redor dos tilacoides
contendo diversas substâncias (inclusive seu DNA próprio) dissolvidas na
água é chamado de estroma.

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Fig. 03: Visão geral do cloroplasto e seus componentes.

É na membrana dos tilacoides que se localizam as moléculas de


clorofila, o principal pigmento fotossintetizante e o responsável pela cor
verde da maior parte dos vegetais. Nos seres procariontes esses pigmentos
situam-se em regiões da membrana plasmática.
A fotossíntese ocorre em 2 conjuntos de reações químicas chamadas:
 Fase Fotoquímica: dependente de luz e também chamada de fase
clara.

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 Fase Química: não dependente de luz e também chamada de


fase escura. Não usaremos a expressão fase escura porque isso
gera a falsa impressão de que essa fase só ocorre na ausência
de luz, o que não é verdade.

Fase Fotoquímica
Esta fase começa com a absorção de luz pelas moléculas de clorofila
presentes nas membranas dos tilacoides. A energia luminosa excita os
elétrons da clorofila e faz com que eles passem para outras moléculas
situadas na membrana do tilacoide chamadas aceptores de elétrons.
A luz também é responsável pela fotólise da água, que consiste na
quebra desta molécula liberando gás oxigênio, íons hidrogênio e elétrons.
O gás oxigênio será liberado no ambiente e poderá ser utilizado na
respiração celular, os elétrons vão repor aqueles que foram perdidos pelas
moléculas de clorofila sob ação da luz e os íons hidrogênio serão utilizados
no processo de fotofosforilação que veremos mais à frente.
Os elétrons liberados pelas clorofilas vão passar por uma série de
aceptores até serem captados por uma molécula chamada NADP+ (fosfato
de dinucleotídeo de nicotinamida-adenina), que, ao ganhar um elétron,
ganha também um próton e se converte a NADPH. Durante este percurso,
estes elétrons perdem parte de sua energia, que é utilizada para bombear
os íons hidrogênio produzidos na fotólise da água do estroma para o interior
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do tilacoide, onde vão se acumular. O retorno desses íons hidrogênio para


o estroma acontece unicamente através de um complexo enzimático
chamado ATP-sintetase, que utiliza esse fluxo de íons para produzir ATP.
Como essa síntese de ATP depende da luz, o processo é denominado
fotofosforilação.
Resumindo, a fase fotoquímica consiste na fotólise da água e na
fotofosforilação. Esses processos, em conjunto, liberam gás oxigênio para
o ambiente, ATP e NADPH, sendo esses dois últimos necessários para a fase
química da fotossíntese que veremos a seguir.

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Fig. 04: Esquema da fase fotoquímica, mostrando o processo de fotólise da água e a fotofosforilação.

Fase Química
Esta fase pode ocorrer tanto na presença de luz quanto na ausência,
desde que os reagentes necessários para que ela ocorra estejam
disponíveis. Acontece no estroma e é nesse processo que ocorre a fixação
do carbono em moléculas orgânicas. O gás carbônico é utilizado no
chamado Ciclo de Calvin ou Ciclo das Pentoses, que consiste em uma
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sequência de reações químicas que utilizam, além do gás carbônico, os


NADPH e os ATP oriundos da fase fotoquímica. O produto final dessa fase
não é, na realidade, a glicose, e sim um carboidrato de três carbonos que
pode ser usado na síntese de amido ou de sacarose. Utilizamos a glicose de
forma didática porque ela pode ser gerada na degradação tanto do amido
quanto da sacarose e é ela que será o combustível da respiração celular.

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Fig. 05: As reações do Ciclo de Calvin. Repare no gasto de ATP e na utilização de NADPH oriundos
da fase fotoquímica.

O esquema abaixo resume a fotossíntese e mostra como a fase


fotoquímica e a fase química estão interligadas.

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Fig. 06: Resumo da fotossíntese.

Existem alguns seres procariontes como certas bactérias e árqueas que


sintetizam suas moléculas orgânicas sem usar a energia luminosa. Esse
processo, chamado quimiossíntese, utiliza a energia da oxidação de
moléculas inorgânicas para alimentar o Ciclo de Calvin e produzir seus
carboidratos.

RESPIRAÇÃO CELULAR
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A respiração aeróbica, ou seja, aquela que utiliza o gás oxigênio, é


a forma mais comum de produção de ATP entre os seres vivos atuais. Por
isso, ela é utilizada muitas vezes como um sinônimo de respiração celular
apesar de existirem outros tipos de respiração que não utilizam o gás
oxigênio. Vamos ver como ocorre a respiração aeróbica e depois
comentaremos os outros processos de obtenção de ATP presentes nos
organismos.
A organela responsável pela respiração aeróbica em células
eucariontes é a mitocôndria. É nela onde ocorre a maior parte das reações
responsáveis pela produção de ATP nessas células. Sua estrutura é formada
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por uma membrana externa e outra interna que forma diversas dobras no
interior desta organela. As dobras são chamadas cristas mitocondriais. A
parte mais interna da mitocôndria é chamada matriz mitocondrial e é onde
estão os ribossomos e o DNA pertencentes a essa organela. O espaço entre
a membrana externa e a interna é chamado de espaço intermembranas.

Fig. 07: A mitocôndria e suas partes.

Nas células procariontes, como não há mitocôndrias, as reações que


fazem parte do processo de respiração aeróbica acontecem no citoplasma
da célula e também por ação de enzimas aderidas à membrana plasmática.
A equação geral da respiração celular é:

C6H12O6 + 6O2 6CO2 + 6H2O


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ATP
C6H12O6 = glicose
O2 = gás oxigênio
CO2 = gás carbônico
H2O = água

Assim, de forma muito resumida, podemos dizer que a glicose é


oxidada pelo gás oxigênio, gerando gás carbônico e água, liberados no

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ambiente. Essa oxidação libera a energia contida na glicose e, para isso,


conta com diversas reações químicas.
Desta forma, a respiração aeróbica acontece em 3 etapas, cada uma
com seu conjunto de reações:
 Glicólise
 Ciclo de Krebs (Ciclo do Ácido Cítrico)
 Fosforilação oxidativa

Glicólise
O termo glicólise significa quebra da glicose e é justamente isso que
acontece nesse processo, uma divisão da glicose pela metade de sua
molécula, originando um carboidrato de 3 carbonos chamado ácido pirúvico.
Esse processo ocorre mesmo na ausência de gás oxigênio e tem um
saldo energético de 2 moléculas de ATP, 2 moléculas de NADH e ainda 2
íons hidrogênio, conforme reação geral a seguir:

Essa reação sintetiza o processo de glicólise que é, no entanto,


composto por 10 passos, todos eles catalisados por suas respectivas
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enzimas e ocorrendo no citoplasma tanto de células procariontes quanto


de eucariontes. Observe que para o saldo de 2 ATP, é necessário um
investimento de igual quantidade, que acarreta na liberação de 4 ATP. Por
isso, esse saldo de 2 moléculas. O NAD (nicotinamida adenina
dinucleotídeo) é um transportador de íons hidrogênio. Ao capturar um
desses íons ele é convertido em NADH, que é a sua forma reduzida.

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Ciclo de Krebs
O Ciclo de Krebs ou Ciclo do Ácido Cítrico ocorre na matriz mitocondrial
de células eucariontes ou no citoplasma de células procariontes. Nos
eucariontes, ele começa com a entrada do piruvato (forma ionizada do ácido
pirúvico) na mitocôndria onde será oxidado gerando uma molécula
chamada acetil-coenzima A, que, por sua vez, entrará efetivamente no Ciclo
de Krebs. Este ciclo nada mais é do que um conjunto de reações que vão
concluir a oxidação da glicose, que começou na etapa anterior. Com isso,
serão liberadas moléculas de gás carbônico, pequena quantidade de ATP,
mais NADH, íons hidrogênio, e outro transportador desses íons chamado
FAD (flavina adenina dinucleotídeo), que na sua forma reduzida converte-
se a FADH2. O gás carbônico produzido será liberado no ambiente e os
NADH, FADH2 e íons hidrogênio serão usados na próxima etapa que é
chamada de fosforilação oxidativa.

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Fig. 08: Resumo do Ciclo de Krebs, mostrando a liberação de CO2, NADH, FADH2, íons hidrogênio e
ATP.

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Fosforilação Oxidativa
A fosforilação oxidativa consiste na adição de fosfatos às moléculas de
ADP, gerando ATP, por intermédio de diversas reações de oxidação
sequenciais. Isso ocorre na membrana mitocondrial interna de eucariontes
ou na membrana plasmática de procariontes.
A fosforilação oxidativa se divide em cadeia transportadora de
elétrons e quimiosmose.

Fig. 09: Esquema da fosforilação oxidativa.

Lembra daqueles NADH, FADH2 e íons hidrogênio liberados na glicólise


e no Ciclo de Krebs? Pois é agora que eles vão ser usados para produzir
grande quantidade de ATP. O NADH e o FADH2 liberam elétrons em
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complexos proteicos situados na membrana interna da mitocôndria. Esses


elétrons são transportados por uma sequência de moléculas cada vez mais
eletronegativas até atingirem o gás oxigênio, que é chamado de aceptor
final de elétrons nesse processo. É ele que recebe esses elétrons e se
combina com íons hidrogênio para formar a água liberada na respiração.
Assim, a ausência de gás oxigênio paralisa a cadeia transportadora de
elétrons e, consequentemente o Ciclo de Krebs também, devido à falta de
NAD e FAD em suas formas oxidadas.

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O fluxo de elétrons entre os complexos proteicos libera energia capaz


de forçar os íons hidrogênio em direção ao espaço intermembranas da
mitocôndria. Lá eles se acumulam, criando um gradiente de concentração
que tende a se equilibrar com a difusão desses íons de volta à matriz.
Acontece que esses íons só podem voltar através de um complexo
enzimático chamado ATP-sintetase que utiliza esse movimento de íons H+
para sintetizar ATP. Esse fluxo de íons H+ de volta à matriz mitocondrial é a
quimiosmose.
Eu sei que esse processo é bastante complexo, mas o esquema abaixo
vai te ajudar a ter uma visão geral das etapas, que é justamente aquilo que
o ENEM vai exigir de você.

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Fig. 10: Resumo das etapas da respiração aeróbica em eucariontes.

FERMENTAÇÃO E RESPIRAÇÃO ANAERÓBICA


A respiração aeróbica, conforme visto, depende da presença de gás
oxigênio. Mas na ausência dessa substância, existem métodos alternativos
para a produção de ATP. O mais comum é a fermentação. Este processo
é realizado por diversas bactérias, fungos e também por células animais
como as encontradas nos músculos de seres humanos. A fermentação é
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muito menos eficiente na produção de ATP do que a respiração aeróbica,


pois ela não oxida completamente a glicose. O ATP gerado é apenas o
disponibilizado na glicólise. Ela utiliza aceptores finais de elétrons diferentes
do gás oxigênio e, por isso, gera produtos diferentes da respiração aeróbica
como o etanol, no caso da fermentação alcoólica e o ácido láctico, no
caso da fermentação láctica. Ambos os tipos de fermentação são
utilizados na produção de bebidas e alimentos como a cerveja e o iogurte.
Na fermentação alcoólica, além do etanol, também há a liberação de gás
carbônico. É o acúmulo desse gás que faz a massa de um bolo crescer, após
a adição de fermento biológico.

Fig. 11: Esquema resumido do processo de fermentação.

A respiração anaeróbica também não utiliza o gás oxigênio como


aceptor final de elétrons, mas se diferencia da fermentação pois possui
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cadeia transportadora de elétrons e, por isso, também é capaz de gerar


grandes quantidades de ATP, como na respiração aeróbica. Existem
bactérias que utilizam o íon sulfato no lugar do gás oxigênio e liberam gás
sulfídrico no ambiente, no lugar da água. Outros seres procariontes, como
as árqueas, são capazes de usar o gás carbônico ou o ácido acético como
aceptores finais de elétrons, liberando gás metano na atmosfera, que, como
comentamos anteriormente, é um gás que contribui para o efeito estufa.
Esse gás também é utilizado em aterros sanitários, devido à concentração

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de seres decompositores anaeróbicos, para a produção de energia nos


chamados biodigestores.

Por fim, vale à pena comentar que não são só as moléculas de glicose
que podem ser usadas na respiração celular. Os carboidratos em geral, os
lipídeos, as proteínas e as bases nitrogenadas podem ser convertidos em
diversas substâncias intermediárias desse mecanismo e integrar a produção
de ATP nas células, conforme a figura abaixo ilustra.

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Fig. 12: Integração metabólica para ingresso na respiração celular.

2. Estrutura e fisiologia celular: núcleo

Vimos, na aula 03, como o surgimento de invaginações na membrana


plasmática de células procariotas deu origem ao sistema de
endomembranas das células eucariotas. Esse sistema de endomembranas
inclui o núcleo, o retículo endoplasmático e o complexo de Golgi, todas
organelas intimamente relacionadas. Vamos ver, nesta parte da aula, como

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o núcleo é capaz de controlar todas as atividades celulares pela expressão


do material genético nele contido. Vem comigo!
O núcleo é responsável pelo comando e controle das atividades
celulares. É nele que o DNA é replicado e transcrito. Ele é envolvido por
uma membrana dupla chamada carioteca, que é contínua ao retículo
endoplasmático e apresenta inúmeros poros que permitem a passagem de
diversas substâncias.

Fig. 13: Visão geral do núcleo em intérfase.

A figura acima representa o núcleo celular durante a intérfase, ou seja,


enquanto a célula não está em processo de divisão. É nesse estado que o
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material genético pode ser lido e expressado. O DNA, quando a célula está
em intérfase, apresenta-se em um estado pouco condensado chamado
cromatina. Quando a célula vai se dividir, o DNA se condensa fortemente
formando os cromossomos. Portanto, cromatina e cromossomos são
apenas 2 nomes para definir o estado de enovelamento do DNA.
A cromatina é composta por DNA e proteínas chamadas histonas, que
ajudam a organizar o material genético. Existem 2 tipos de cromatina, de
acordo com o grau de enovelamento do material genético:
 Eucromatina: muito pouco enovelada

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 Heterocromatina: pouco enovelada


Apenas as regiões da cromatina que estão muito pouco enoveladas, ou
seja, na forma de eucromatina, é que poderão ser lidas pelas enzimas que
vão desencadear a expressão gênica. Isso ajuda a explicar como células de
um mesmo organismo, contendo exatamente o mesmo material genético,
podem ser tão diferentes. A diferenciação celular dá origem aos
diferentes tecidos apresentados na maioria dos seres pluricelulares e isso
ocorre justamente devido às diferentes regiões da cromatina que estarão
na forma de eucromatina e, consequentemente, sendo expressadas.
Em uma imagem de microscopia eletrônica, a eucromatina mostra-se
mais clara do que a heterocromatina, indicando seus diferentes graus de
enovelamento, conforme figura abaixo.

Eucromatina

Heterocromatina

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Fig. 14: Microscopia eletrônica evidenciando os diferentes tipos de cromatina no núcleo interfásico.

O nucléolo, região mais escura e central da figura acima, é o local


onde ocorre síntese de grande parte do RNA que vai formar os ribossomos.

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Podemos dizer, portanto, que quanto maior for a quantidade e tamanho dos
nucléolos de uma célula, maior será a sua capacidade de produzir proteínas.

3. Codificação da Informação Genética e Síntese Proteica

Os ácidos nucleicos são um grupo de substâncias responsáveis pela


codificação, transmissão e expressão das informações para a formação e o
funcionamento de um organismo. Eles formam, portanto o chamado código
genético, que é comum a todos os seres vivos, ou seja, é universal. Isso
é uma das evidências da ancestralidade comum de todos os organismos do
nosso planeta.
As duas moléculas que compõem esse ácido nucleico são:
 DNA: ácido desoxirribonucleico
 RNA: ácido ribonucleico
Ambas são polímeros de unidades chamadas nucleotídeos e é
justamente na composição química deles que o DNA se diferencia do RNA.
Um nucleotídeo é composto por uma base nitrogenada, um fosfato
e uma pentose.

Base
Nitrogenada
Fosfato
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Pentose
Fig. 15: Estrutura de um nucleotídeo

O que diferencia o DNA do RNA é o tipo de pentose presente


(desoxirribose no DNA e ribose no RNA) e os tipos de bases nitrogenadas
que formam seus nucleotídeos. Lembre-se que uma pentose é um

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monossacarídeo de 5 carbonos. Na figura acima é possível ver 2 desses


carbonos numerados: o carbono 3’ e o carbono 5’. Isso é importante para
a ligação entre os nucleotídeos.

Fig. 16: As 5 bases nitrogenadas componentes dos ácidos nucleicos.

As bases nitrogenadas citosina (C), adenina (A) e guanina (G) são


comuns tanto ao DNA quanto ao RNA. Já a timina (T) só aparece no DNA e
é substituída pela uracila (U) no RNA. 04178253905

Na figura 15 é possível ver que 2 carbonos da pentose estão


numerados: o carbono 3’ e o carbono 5’. É justamente por intermédio deles
que os nucleotídeos adjacentes vão se ligar, utilizando para isso os fosfatos.
Cada fosfato se liga a um carbono 3’ de um nucleotídeo e ao carbono 5’ do
nucleotídeo adjacente, por ligações do tipo fosfodiéster.

DNA
É no ácido desoxirribonucleico (ADN em português) que estão
armazenadas todas as informações genéticas de um organismo. Além das
características já citadas acima, é importante frisar que o DNA se organiza
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em uma fita dupla de nucleotídeos. Os nucleotídeos dessas fitas opostas


apresentam complementariedade uns com os outros, o que determina os
padrões de pareamento entre as fitas.

Fig. 17: Padrão de pareamento entre as bases nitrogenadas do DNA.

Assim, os nucleotídeos contendo a base nitrogenada adenina sempre


vão parear com os que contêm timina. Do mesmo modo, os nucleotídeos
contendo a base nitrogenada guanina sempre vão parear com os que
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contêm citosina. Desta forma, em um fragmento de DNA, a quantidade de


guaninas é sempre igual à de citosinas, e a quantidade de adeninas é
sempre igual à de timinas. Isso nos leva à seguinte relação matemática:

A+G=T+C ou A+C=T+G

Portanto, se uma questão informar que um pedaço de DNA tem 20%


de seus nucleotídeos contendo adenina, você já sabe que ele também
contém 20% de nucleotídeos contendo timina, afinal eles estão sempre

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pareados. Consequentemente, os 60% restantes serão divididos


igualmente entre citosinas (30%) e guaninas (30%).
As fitas complementares do DNA apresentam orientação antiparalela,
pois os terminais 3’ e 5’ de cada uma estão invertidos, conforme a figura
abaixo:

Fig. 18: Orientação antiparalela do DNA.

É possível ver também, na figura 18, que o pareamento entre os


nucleotídeos das fitas complementares é feito por pontes de hidrogênio.
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Podemos comparar, assim, a estrutura do DNA como a de uma escada onde


os degraus são formados pelas bases nitrogenadas (em verde e laranja) e
os corrimões são formados pelas pentoses (azul) e pelos fosfatos (amarelo).
Essa dupla fita apresenta-se espiralada formando a característica dupla
hélice familiar a todos, conforme a figura abaixo.

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Fig. 19: Dupla hélice do DNA, mostrando ainda o pareamento entre as fitas complementares.

RNA
O RNA é um ácido nucleico que se apresenta, normalmente como uma
fita simples em espiral. Possui 3 tipos principais, cada um com suas
respectivas funções:
 RNAm – mensageiro: é ele que leva as informações contidas nos
genes que estão no DNA para que as respectivas proteínas sejam
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produzidas.
 RNAt – transportador: responsável por transportar os
aminoácidos específicos durante a síntese de proteínas.
 RNAr – ribossomal: forma a estrutura dos ribossomos.
É importante lembrar que o RNA não possui nucleotídeos contendo
timina. A uracila aparece em seu lugar.

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Fig. 20: Estrutura do RNA, mostrando a presença da uracila (U) no lugar da timina.

Já vimos como as moléculas responsáveis pelas informações genéticas


são compostas, mas ainda fica uma pergunta: como essas informações são
lidas e expressadas para gerar as características dos seres vivos?
Essa pergunta é explicada pelo chamado dogma central da biologia
molecular. 04178253905

Fig. 21: Dogma central da biologia molecular.

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A figura acima representa o fluxo da informação genética até desde o


DNA até as proteínas. A exceção a esse fluxo unidirecional é o caso de
alguns vírus, que podem, através do processo de transcrição reversa,
produzir moléculas de DNA tendo como molde um RNA.

Conceito de Gene: Um gene é um trecho de DNA que contém informação


para formar uma proteína. Isso acontece em 2 processos:
 Transcrição
 Tradução

Existem, no entanto, diversas regiões do DNA que não são codificantes,


ou seja, não são traduzidas em proteínas. Algumas investigações acerca do
papel que essas regiões não codificantes podem desempenhar apontam que
eles podem atuar na regulação da expressão de outros genes. Outra
hipótese é que esse chamado DNA lixo sirva como uma espécie de proteção
contra mutações em regiões codificantes, já que a probabilidade de um erro
acontecer em uma região importante do DNA torna-se menor devido à
presença desses trechos.
A transcrição ocorre no núcleo de células eucariontes e no citoplasma
de células procariontes. A tradução ocorre nos ribossomos que podem estar
livres no citoplasma ou aderidos ao retículo endoplasmático rugoso, tanto
em células procariontes quanto em células eucariontes.
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Fig. 22: À esquerda, célula procarionte e à direita célula eucarionte.

Observe que, em células eucariontes, após a transcrição, existe o


processamento do RNA que pode cortar ou adicionar elementos a ele. Isso
pode gerar diferentes polipeptídeos a partir de um mesmo produto de
transcrição. Isso gera uma plasticidade fenotípica aos indivíduos, pois o
mesmo conjunto de genes pode, de acordo com as condições ambientais,
ser expressado de maneira diferente.
Transcrição
É a produção de RNA a partir de um molde de DNA. Esse processo dá
origem a todos os tipos de RNA e depende de uma enzima chamada RNA-
polimerase. Essa enzima se liga a pontos específicos do DNA, desfaz as
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pontes de hidrogênio entre os nucleotídeos das fitas complementares, e


começa a adicionar ribonucleotídeos complementares aos
desoxirribonucleotídeos da fita molde do DNA. De acordo com os padrões
de pareamento, a síntese de RNA vai ocorrer da seguinte forma:
DNA - RNA
A - U
T - A
C - G
G - C

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Vamos ver como ocorre a transcrição em 4 etapas abaixo


representadas.
1. A transcrição se inicia com a ligação da RNA-polimerase em uma
região do DNA que sinaliza o início da síntese de RNA.

2. A RNA-polimerase rompe as pontes de hidrogênio entre os


nucleotídeos complementares e começa a adicionar nucleotídeos de
RNA.

3. A RNA-polimerase vai elongando o RNA no sentido 5’ – 3’.

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4. Quando a enzima atinge o sítio de terminação, ela desliga do DNA


e o RNA transcrito está pronto. A enzima pode ser usada para
transcrever outros trechos de DNA.

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Vamos ver um exemplo de transcrição de um trecho hipotético de DNA


para que não restem dúvidas sobre o processo:

DNA ATG CCC AAG CTA GGT TTT TAT Fita complementar
TAC GGG TTC GAT CCA AAA ATA Fita molde

RNA AUG CCC AAG CUA GGU UUU UAU

Cada trinca de nucleotídeos em um RNA mensageiro é chamado de


códon. No processo de tradução, para cada códon, um aminoácido é
adicionado à proteína em produção.

Tradução
É a síntese de proteínas a partir da informação contida em um RNA
mensageiro. A tradução depende do RNAm a ser traduzido, ribossomos,
RNA transportadores e aminoácidos que serão usados para formar as
proteínas.
O RNAm recém transcrito sai do núcleo (em células eucariontes)
através dos poros da carioteca e se liga a um ribossomo. Lá, para cada
códon, haverá um anticódon respectivo em um RNA transportador. Cada
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RNA transportador carrega um aminoácido específico que será adicionado à


proteína que vai sendo formada no ribossomo. As ligações peptídicas entre
os aminoácidos são catalisadas pelos complexos existentes nos próprios
ribossomos. Existe, portanto, pelo menos 1 anticódon para cada 1 dos 20
aminoácidos.
Obs: O código genético é redundante, mas não é ambíguo. Isso
ocorre pois 1 aminoácido pode ser transportado por mais de um RNAt
(redundância), mas cada RNA transportador carrega apenas 1 tipo de
aminoácidos (não há ambiguidade).

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Fig. 23: Tradução. Em vermelho está o RNAm. Em azul claro os RNAt e em azul escuro os
aminoácidos.

A tabela abaixo faz a correspondência entre os códons (trincas do


RNAm) e os respectivos aminoácidos. Observe que: mais de um códon é
traduzido em um mesmo aminoácido; o códon AUG é traduzido no
aminoácido Metionina que é sempre o primeiro a ser adicionado (códon de
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início); existem três códons que sinalizam o término da tradução – UAA,


UAG e UGA.

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Fig. 23: Tabela de correspondência entre códons e aminoácidos.

Finalmente, as proteínas sintetizadas nos ribossomos podem assumir


suas funções específicas como integrantes do citoesqueleto e de diversas
organelas, enzimas livres no citoplasma, ou ainda integrar as membranas
celulares e ser exportadas como produtos de secreção.
Assim temos a relação entre as informações contidas no código
genético (genótipo) e a expressão dessas informações (fenótipo). O
fenótipo é resultado não só do genótipo mas também do ambiente onde se
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encontra o organismo.

Na próxima aula vamos ver como as células se dividem,


falaremos sobre biotecnologia e estudaremos os principais tecidos
animais e vegetais. Até a próxima e bom estudo!

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4. QUESTÕES COMENTADAS
01. (ENEM – 1998 Amarela Q31) João ficou intrigado com a grande quantidade
de notícias envolvendo DNA: clonagem da ovelha Dolly, terapia gênica, testes de
paternidade, engenharia genética, etc. Para conseguir entender as notícias,
estudou a estrutura da molécula de DNA e seu funcionamento e analisou os dados
do quadro a seguir.
I
ATCCGGATGCTT
TAGGCCTACGAA

II
ATCCGGATGCTT

UAGGCCUACGAA

III
UAGGCCUACGAA

Metionina Alanina Leucina Glutamato

IV
Bases nitrogenadas: A = Adenina
T = Timina
C = Citosina
G = Guanina
U = Uracila
Analisando-se o DNA de um animal, detectou-se que 40% de suas bases
nitrogenadas eram constituídas por Adenina. Relacionando esse valor com o
emparelhamento específico das bases, os valores encontrados para as outras
bases nitrogenadas foram:

(A) T = 40%; C = 20%; G = 40% 04178253905

(B) T = 10%; C = 10%; G = 40%


(C) T = 10%; C = 40%; G = 10%
(D) T = 40%; C = 10%; G = 10%
(E) T = 40%; C = 60%; G = 60%

02. (ENEM – 1998 Amarela Q32) Em I (na questão 01) está representado o
trecho de uma molécula de DNA. Observando o quadro, pode-se concluir que:
(A) a molécula de DNA é formada por 2 cadeias caracterizadas por sequências de
bases nitrogenadas.
(B) na molécula de DNA, podem existir diferentes tipos de complementação de
bases nitrogenadas.
(C) a quantidade de A presente em uma das cadeias é exatamente igual à
quantidade de A da cadeia complementar.
(D) na molécula de DNA, podem existir 5 diferentes tipos de bases nitrogenadas.
(E) no processo de mitose, cada molécula de DNA dá origem a 4 moléculas de DNA

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exatamente iguais.

03. (ENEM – 2000 Amarela Q02) No processo de fabricação de pão, os


padeiros, após prepararem a massa utilizando fermento biológico, separam
uma porção de massa em forma de “bola” e a mergulham num recipiente
com água, aguardando que ela suba, como pode ser observado,
respectivamente, em I e II do esquema abaixo. Quando isso acontece, a
massa está pronta para ir ao forno.

Um professor de Química explicaria esse procedimento da seguinte


maneira: “A bola de massa torna-se menos densa que o líquido e sobe. A
alteração da densidade deve-se à fermentação, processo que pode ser
resumido pela equação

C6H12O6  2C2H5OH + 2CO2 + energia.


glicose álcool comum gás carbônico”

Considere as afirmações abaixo.


I A fermentação dos carboidratos da massa de pão ocorre de maneira
espontânea e não depende da existência de qualquer organismo vivo.
II Durante a fermentação, ocorre produção de gás carbônico, que se vai
acumulando em cavidades no interior da massa, o que faz a bola subir.
III A fermentação transforma a glicose em álcool. Como o álcool tem maior
densidade do que a água, a bola de massa sobe.

Dentre as afirmativas, apenas:


(A) I está correta.
(B) II está correta. 04178253905

(C) I e II estão corretas.


(D) II e III estão corretas.
(E) III está correta.

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04. (ENEM – 2004 Amarela Q57) A identificação da estrutura do DNA foi


fundamental para compreender seu papel na continuidade da vida. Na década de
1950, um estudo pioneiro determinou a proporção das bases nitrogenadas que
compõem moléculas de DNA de várias espécies.
Exemplos de BASES
materiais NITROGENADAS
analisados ADENINA GUANINA CITOSINA TIMINA

Espermatozóide 30,7% 19,3% 18,8% 31,2%


humano

Fígado humano 30,4% 19,5% 19,9% 30,2%

Medula óssea de 28,6% 21,4% 21,5% 28,5%


rato

Espermatozóide 32,8% 17,7% 18,4% 32,1%


de ouriço do mar
Plântulas de 27,9% 21,8% 22,7% 27,6%
trigo

Bactéria E.coli 26,1% 24,8% 23,9% 25,1%

A comparação das proporções permitiu concluir que ocorre emparelhamento entre


as bases nitrogenadas e que elas formam:

(A) pares de mesmo tipo em todas as espécies, evidenciando a universalidade da


estrutura do DNA.
(B) pares diferentes de acordo com a espécie considerada, o que garante a
diversidade da vida.
(C) pares diferentes em diferentes células de uma espécie, como resultado da
diferenciação celular. 04178253905

(D) pares específicos apenas nos gametas, pois essas células são responsáveis
pela perpetuação das espécies.
(E) pares específicos somente nas bactérias, pois esses organismos são formados
por uma única célula.

05. (ENEM – 2005 Amarela Q41) Um fabricante afirma que um produto


disponível comercialmente possui DNA vegetal, elemento que proporcionaria
melhor hidratação dos cabelos. Sobre as características químicas dessa molécula
essencial à vida, é correto afirmar que o DNA:

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(A) de qualquer espécie serviria, já que têm a mesma composição.


(B) de origem vegetal é diferente quimicamente dos demais pois possui clorofila.
(C) das bactérias poderia causar mutações no couro cabeludo.
(D) dos animais encontra-se sempre enovelado e é de difícil absorção.
(E) de características básicas, assegura sua eficiência hidratante.

06. (ENEM – 2007 Amarela Q13) Ao beber uma solução de glicose


(C6H12O6), um corta-cana ingere uma substância
(A) que, ao ser degradada pelo organismo, produz energia que pode ser
usada para movimentar o corpo.
(B) inflamável que, queimada pelo organismo, produz água para manter a
hidratação das células.
(C) que eleva a taxa de açúcar no sangue e é armazenada na célula, o que
restabelece o teor de oxigênio no organismo.
(D) insolúvel em água, o que aumenta a retenção de líquidos pelo
organismo.
(E) de sabor adocicado que, utilizada na respiração celular, fornece CO2
para manter estável a taxa de carbono na atmosfera.

07. (ENEM – 2007 Amarela Q56) Todas as reações químicas de um ser


vivo seguem um programa operado por uma central de informações. A meta
desse programa é a auto-replicação de todos os componentes do sistema,
incluindo-se a duplicação do próprio programa ou mais precisamente do
material no qual o programa está inscrito. Cada reprodução pode estar
associada a pequenas modificações do programa.
M. O. Murphy e l. O’neill (Orgs.). O que é vida? 50 anos
depois — especulações sobre o futuro da biologia. São Paulo:
UNESP. 1997 (com adaptações).

São indispensáveis à execução do “programa” mencionado acima processos


relacionados a metabolismo, autorreplicação e mutação, que podem ser
exemplificados, respectivamente, por:
(A) fotossíntese, respiração e alterações na sequência de bases
nitrogenadas do código genético.
(B) duplicação do RNA, pareamento de bases nitrogenadas e digestão de
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constituintes dos alimentos.


(C) excreção de compostos nitrogenados, respiração celular e digestão de
constituintes dos alimentos.
(D) respiração celular, duplicação do DNA e alterações na sequência de
bases nitrogenadas do código genético.
(E) fotossíntese, duplicação do DNA e excreção de compostos nitrogenados.

08. (ENEM – 2008 Amarela Q52) Define-se genoma como o conjunto de


todo o material genético de uma espécie, que, na maioria dos casos, são as
moléculas de DNA. Durante muito tempo, especulou-se sobre a possível
relação entre o tamanho do genoma — medido pelo número de pares de
bases (pb) —, o número de proteínas produzidas e a complexidade do
organismo. As primeiras respostas começam a aparecer e já deixam claro
que essa relação não existe, como mostra a tabela abaixo.
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Nome Tamanho No de
Espécie comum estimado do proteinas
genoma (pb) descritas
Oryza sativa Arroz 5.000.000.000 224.181
Mus musculus Camundongo 3.454.200.000 249.081
Homo sapiens Homem 3.400.000.000 459.114
Rattus Rato 2.900.000.000 109.077
norvegicus
Drosophila Mosca-da-fruta 180.000.000 86.255
melanogaster
Internet: www.cbs.dtu.dk e <www.ncbi.nlm.nih.gov>

De acordo com as informações acima:

(A) o conjunto de genes de um organismo define o seu DNA.


(B) a produção de proteínas não está vinculada à molécula de DNA.
(C) o tamanho do genoma não é diretamente proporcional ao número de
proteínas produzidas pelo organismo.
(D) quanto mais complexo o organismo, maior o tamanho de seu genoma.
(E) genomas com mais de um bilhão de pares de bases são encontrados
apenas nos seres vertebrados.

09. (ENEM – 2008 Amarela Q53) Durante muito tempo, os cientistas


acreditaram que variações anatômicas entre os animais fossem
consequência de diferenças significativas entre seus genomas. Porém, os
projetos de sequenciamento de genoma revelaram o contrário. Hoje, sabe-
se que 99% do genoma de um camundongo é igual ao do homem, apesar
das notáveis diferenças entre eles. Sabe-se também que os genes ocupam
apenas cerca de 1,5% do DNA e que menos de 10% dos genes codificam
proteínas que atuam na construção e na definição das formas do corpo. O
restante, possivelmente, constitui DNA não-codificante. Como explicar,
então, as diferenças fenotípicas entre as diversas espécies animais? A
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resposta pode estar na região não-codificante do DNA.


S. B. Carroll et al. O jogo da evolução. In: Scientific American Brasil, jun./2008 (com
adaptações).
A região não-codificante do DNA pode ser responsável pelas diferenças
marcantes no fenótipo porque contém
(A) as sequências de DNA que codificam proteínas responsáveis pela
definição das formas do corpo.
(B) uma enzima que sintetiza proteínas a partir da sequência de
aminoácidos que formam o gene.
(C) centenas de aminoácidos que compõem a maioria de nossas proteínas.
(D) informações que, apesar de não serem traduzidas em sequências de
proteínas, interferem no fenótipo.
(E) os genes associados à formação de estruturas similares às de outras
espécies.

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10. (ENEM – 2009 Azul Q04) Em um experimento, preparou-se um


conjunto de plantas por técnica de clonagem a partir de uma planta original
que apresentava folhas verdes. Esse conjunto foi dividido em dois grupos,
que foram tratados de maneira idêntica, com exceção das condições de
iluminação, sendo um grupo exposto a ciclos de iluminação solar natural e
outro mantido no escuro. Após alguns dias, observou-se que o grupo
exposto à luz apresentava folhas verdes como a planta original e o grupo
cultivado no escuro apresentava folhas amareladas.

Ao final do experimento, os dois grupos de plantas apresentaram


(A) os genótipos e os fenótipos idênticos.
(B) os genótipos idênticos e os fenótipos diferentes.
(C) diferenças nos genótipos e fenótipos.
(D) o mesmo fenótipo e apenas dois genótipos diferentes.
(E) o mesmo fenótipo e grande variedade de genótipos.

11. (ENEM – 2009 Azul Q10) A fotossíntese é importante para a vida na


Terra. Nos cloroplastos dos organismos fotossintetizantes, a energia solar
é convertida em energia química que, juntamente com água e gás carbônico
(CO2), é utilizada para a síntese de compostos orgânicos (carboidratos). A
fotossíntese é o único processo de importância biológica capaz de realizar
essa conversão. Todos os organismos, incluindo os produtores, aproveitam
a energia armazenada nos carboidratos para impulsionar os processos
celulares, liberando CO2 para a atmosfera e água para a célula por meio da
respiração celular. Além disso, grande fração dos recursos energéticos do
planeta, produzidos tanto no presente (biomassa) como em tempos
remotos (combustível fóssil), é resultante da atividade fotossintética.

As informações sobre obtenção e transformação dos recursos naturais por


meio dos processos vitais de fotossíntese e respiração, descritas no texto,
permitem concluir que:

(A) o CO2 e a água são moléculas de alto teor energético.


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(B) os carboidratos convertem energia solar em energia química.


(C) a vida na Terra depende, em última análise, da energia proveniente do
Sol.
(D) o processo respiratório é responsável pela retirada de carbono da
atmosfera.
(E) a produção de biomassa e de combustível fóssil, por si, é responsável
pelo aumento de CO2 atmosférico.

12. (ENEM – 2009 Azul Q16) A figura seguinte representa um modelo de


transmissão da informação genética nos sistemas biológicos. No fim do
processo, que inclui a replicação, a transcrição e a tradução, há três formas
proteicas diferentes denominadas a, b e c.

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Depreende-se do modelo que


(A) a única molécula que participa da produção de proteínas é o DNA.
(B) o fluxo de informação genética, nos sistemas biológicos, é unidirecional.
(C) as fontes de informação ativas durante o processo de transcrição são
as proteínas.
(D) é possível obter diferentes variantes proteicas a partir de um mesmo
produto de transcrição.
(E) a molécula de DNA possui forma circular e as demais moléculas possuem
forma de fita simples linearizadas.

13. (ENEM – 2010 Azul 2ª Aplicação Q53) O aquecimento global,


ocasionado pelo aumento do efeito estufa, tem como uma de suas causas
a disponibilização acelerada de átomos de carbono para a atmosfera. Essa
disponibilização acontece, por exemplo, na queima de combustíveis fósseis,
como a gasolina, os óleos e o carvão, que libera o gás carbônico (CO2) para
a atmosfera. Por outro lado, a produção de metano (CH4), outro gás
causador do efeito estufa, está associada à pecuária e à degradação de
matéria orgânica em aterros sanitários.
Apesar dos problemas causados pela disponibilização acelerada dos gases
citados, eles são imprescindíveis à vida na Terra e importantes para a
manutenção do equilíbrio ecológico, porque, por exemplo, o
(A) metano é fonte de carbono para os organismos fotossintetizantes.
(B) metano é fonte de hidrogênio para os organismos fotossintetizantes.
(C) gás carbônico é fonte de energia para os organismos fotossintetizantes.
(D) gás carbônico é fonte de carbono inorgânico para os organismos
fotossintetizantes.
(E) gás carbônico é fonte de oxigênio molecular para os organismos
heterotróficos aeróbios.

14. (ENEM – 2010 Azul 2ª Aplicação Q71) Um molusco, que vive no


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litoral oeste dos EUA, pode redefinir tudo o que se sabe sobre a divisão
entre animais e vegetais. Isso porque o molusco (Elysia chlorotica) é um
híbrido de bicho com planta. Cientistas americanos descobriram que o
molusco conseguiu incorporar um gene das algas e, por isso, desenvolveu
a capacidade de fazer fotossíntese. É o primeiro animal a se “alimentar”
apenas de luz e CO2, como as plantas.
GARATONI, B. Superinteressante. Edição 276, mar. 2010 (adaptado).

A capacidade de o molusco fazer fotossíntese deve estar associada ao fato


de o gene incorporado permitir que ele passe a sintetizar
(A) clorofila, que utiliza a energia do carbono para produzir glicose.
(B) citocromo, que utiliza a energia da água para formar oxigênio.
(C) clorofila, que doa elétrons para converter gás carbônico em oxigênio.

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(D) citocromo, que doa elétrons da energia luminosa para produzir glicose.
(E) clorofila, que transfere a energia da luz para compostos orgânicos.

15. (ENEM – 2012 Branca Q58) Os vegetais biossintetizam determinadas


substâncias (por exemplo, alcaloides e flavonoides), cuja estrutura química
e concentração variam num mesmo organismo em diferentes épocas do ano
e estágios de desenvolvimento. Muitas dessas substâncias são produzidas
para a adaptação do organismo às variações ambientais (radiação UV,
temperatura, parasitas, herbívoros, estímulo a polinizadores etc.) ou
fisiológicas (crescimento, envelhecimento etc.).
As variações qualitativa e quantitativa na produção dessas substâncias
durante um ano são possíveis porque o material genético do indivíduo
(A) sofre constantes recombinações para adaptar-se.
(B) muda ao longo do ano e em diferentes fases da vida.
(C) cria novos genes para biossíntese de substâncias específicas.
(D) altera a sequência de bases nitrogenadas para criar novas substâncias.
(E) possui genes transcritos diferentemente de acordo com cada
necessidade.

16. (ENEM – 2013 Branca Q50) Plantas terrestres que ainda estão em
fase de crescimento fixam grandes quantidades de CO2, utilizando-o para
formar novas moléculas orgânicas, e liberam grande quantidade de O2. No
entanto, em florestas maduras, cujas árvores já atingiram o equilíbrio, o
consumo de O2 pela respiração tende a igualar sua produção pela
fotossíntese. A morte natural de árvores nessas florestas afeta
temporariamente a concentração de O2 e de CO2 próximo à superfície do
solo onde elas caíram. A concentração de O2 próximo ao solo, no local da
queda, será
(A) menor, pois haverá consumo de O2 durante a decomposição dessas
árvores.
(B) maior, pois haverá economia de O2 pela ausência das árvores mortas.
(C) maior, pois haverá liberação de O2 durante a fotossíntese das árvores
jovens. 04178253905

(D) igual, pois haverá consumo e produção de O2 pelas árvores maduras


restantes.
(E) menor, pois haverá redução de O2 pela falta da fotossíntese realizada
pelas árvores mortas.

17. (ENEM – 2013 Branca Q69) A estratégia de obtenção de plantas


transgênicas pela inserção de transgenes em cloroplastos, em substituição
à metodologia clássica de inserção do transgene no núcleo da célula
hospedeira, resultou no aumento quantitativo da produção de proteínas
recombinantes com diversas finalidades biotecnológicas. O mesmo tipo de
estratégia poderia ser utilizado para produzir proteínas recombinantes em
células de organismos eucarióticos não fotossintetizantes, como as
leveduras, que são usadas para produção comercial de várias proteínas
recombinantes e que podem ser cultivadas em grandes fermentadores.

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Considerando a estratégia metodológica descrita, qual organela celular


poderia ser utilizada para inserção de transgenes em leveduras?

(A) Lisossomo.
(B) Mitocôndria.
(C) Peroxissomo.
(D) Complexo golgiense.
(E) Retículo endoplasmático.

18. (ENEM – 2015 Azul Q47) A indústria têxtil utiliza grande quantidade
de corantes no processo de tingimento dos tecidos. O escurecimento das
águas dos rios causado pelo despejo desses corantes pode desencadear
uma série de problemas no ecossistema aquático.
Considerando esse escurecimento das águas, o impacto negativo inicial que
ocorre é o(a):
(A) eutrofização.
(B) proliferação de algas.
(C) inibição da fotossíntese.
(D) fotodegradação da matéria orgânica.
(E) aumento da quantidade de gases dissolvidos.

19. (ENEM – 2015 Azul Q48) Muitos estudos de síntese e endereçamento


de proteínas utilizam aminoácidos marcados radioativamente para
acompanhar as proteínas, desde fases iniciais de sua produção até seu
destino final. Esses ensaios foram muito empregados para estudo e
caracterização de células secretoras. Após ensaios de radioatividade, qual
gráfico representa a evolução temporal da produção de proteínas e sua
localização em uma célula secretora?
(A)

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(B)

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(C)

(D)

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(E)

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20. (ENEM – 2015 Azul Q69) Normalmente, as células do organismo


humano realizam a respiração aeróbica, na qual o consumo de uma
molécula de glicose gera 38 moléculas de ATP. Contudo, em condições
anaeróbicas, o consumo de uma molécula de glicose pelas células é capaz
de gerar apenas duas moléculas de ATP.

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Qual curva representa o perfil de consumo de glicose, para manutenção da


homeostase de uma célula que inicialmente está em uma condição
anaeróbica e é submetida a um aumento gradual da concentração de
oxigênio?
(A) 1
(B) 2
(C) 3
(D) 4
(E) 5

21. (ENEM – 2015 Azul Q87) O formato das células de organismos


pluricelulares é extremamente variado. Existem células discoides, como é o
caso das hemácias, as que lembram uma estrela, como os neurônios, e

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ainda algumas alongadas, como as musculares. Em um mesmo organismo,


a diferenciação dessas células ocorre por
(A) produzirem mutações específicas
(B) possuírem DNA mitocondrial diferentes.
(C) apresentarem conjunto de genes distintos.
(D) expressarem porções distintas do genoma.
(E) terem um número distinto de cromossomos.

22. (ENEM – 2015 Azul 2ª Aplicação Q90)

No esquema representado, o processo identificado pelo número 2 é


realizado por
(A) seres herbívoros.
(B) fungos fermentadores.
(C) bactérias heterótrofas.
(D) organismos produtores.
(E) microrganismos decompositores.

23. (ENEM – 2016 Azul Q53) O esquema representa, de maneira


simplificada, o processo de produção de etanol utilizando milho como
matéria-prima.

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A etapa de hidrólise na produção de etanol a partir do milho é fundamental


para que
a) A glicose seja convertida em sacarose.
b) As enzimas dessa planta sejam ativadas.
c) A maceração favoreça a solubilização em água.
d) O amido seja transformado em substratos utilizáveis pela levedura.

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e) Os grãos com diferentes composições químicas sejam padronizados.

24. (ENEM – 2016 Azul Q56) As proteínas de uma célula eucariótica


possuem peptídeos sinais, que são sequências de aminoácidos responsáveis
pelo seu endereçamento para as diferentes organelas, de acordo com suas
funções. Um pesquisador desenvolveu uma nanopartícula capaz de carregar
proteínas para dentro de tipos celulares específicos. Agora ele quer saber
se uma nanopartícula carregada com uma proteína bloqueadora do ciclo de
Krebs in vitro é capaz de exercer sua atividade em uma célula cancerosa,
podendo cortar o aporte energético e destruir essas células.
Ao escolher essa proteína bloqueadora para carregar as nanopartículas, o
pesquisador deve levar em conta um peptídeo sinal de endereçamento para
qual organela?
a) Núcleo.
b) Mitocôndria.
c) Peroxissomo.
d) Complexo golgiense.
e) Retículo endoplasmático.

25. (ENEM – 2016 Azul Q62) Ao percorrer o trajeto de uma cadeia


alimentar, o carbono, elemento essencial e majoritário da matéria orgânica
que compõe os indivíduos, ora se encontra em sua forma inorgânica, ora se
encontra em sua forma orgânica. Em uma cadeia alimentar composta por
fitoplâncton, zooplâncton, moluscos, crustáceos e peixes ocorre a transição
desse elemento da forma inorgânica para a orgânica.
Em qual grupo de organismos ocorre essa transição?
a) Fitoplâncton.
b) Zooplâncton.
c) Moluscos.
d) Crustáceos.
e) Peixes.

26. (ENEM – 2016 Branca 2ª Aplicação Q87) Em 1950, Erwin Chargaff


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e colaboradores estudavam a composição química do DNA e observaram


que a quantidade de adenina (A) é igual à de timina (T), e a quantidade de
guanina (G) é igual à de citosina (C) na grande maioria das duplas fitas de
DNA. Em outras palavras, esses cientistas descobriram que o total de
purinas (A+G) e o total de pirimidinas (C+T) eram iguais. Um professor
trabalhou esses conceitos em sala de aula com 20 adeninas, 25 timinas, 30
guaninas e 25 citosinas.
Qual a quantidade de cada um dos nucleotídeos, quando considerada a fita
dupla de DNA formada pela fita simples exemplificada pelo professor?
(A) Adenina: 20; Timina: 25; Guanina: 25; Citosina: 30.
(B) Adenina: 25; Timina: 20; Guanina: 45; Citosina: 45.
(C) Adenina: 45; Timina: 45; Guanina: 55; Citosina: 55.
(D) Adenina: 50; Timina: 50; Guanina: 50; Citosina: 50.
(E) Adenina: 55; Timina: 55; Guanina: 45; Citosina: 45.

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COMENTÁRIOS DAS QUESTÕES

01. Como a adenina pareia com a timina, as quantidades dessas bases


nitrogenadas serão as mesmas. Do mesmo modo, as quantidades de
citosina e guanina também serão iguais entre si. Assim, teremos 40% de
timina, que somados aos 40% de adenina totalizam 80%. Os 20% restantes
dividem-se em 10% de citosina e 10% de guanina. Alternativa D.

02. A letra B está errada pois o padrão de complementação de bases


nitrogenadas é sempre o mesmo. A letra C está errada pois a quantidade
de A é igual à quantidade de T na cadeia complementar. A letra D está
errada porque no DNA podem existir 4 tipos de bases nitrogenadas (A, C,
T, G). A letra E está errada pois na mitose cada molécula de DNA origina 2
moléculas iguais. O DNA é, por fim, formado por 2 fitas complementares
compostas por sequências de bases nitrogenadas. Alternativa A.

03. A afirmativa I está errada, pois a fermentação é um processo biológico


e que depende de enzimas que só estão presentes nos seres vivos. A
afirmativa II está correta, pois como a própria reação química mostra, o
gás carbônico é produzido na fermentação. O acúmulo desse gás no interior
da massa, causa a sua expansão e a diminuição de sua densidade, o que
faz com que ela suba. A afirmativa III está errada pois o álcool é menos
denso do que a água. Alternativa B.

04. De acordo com o princípio da universalidade do DNA, todas as células


de todos os organismos apresentarão o mesmo padrão de emparelhamento
de bases nitrogenadas em suas moléculas de DNA. Alternativa A.

05. O DNA possui a mesma estrutura química em todos os seres vivos, não
tendo nada a ver com a clorofila dos vegetais. Além disso, ele não é capaz
de causar mutações em células e não se encontra sempre enovelado em
animais. Do mesmo modo, como seu nome já diz, o DNA é um ácido e não
uma base. Finamente, podemos dizer que, para a ação prometida pelo
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produto, o DNA de qualquer espécie serviria, já que sua composição é a


mesma. Alternativa A.

06. A glicose não é queimada pelo organismo e nem restabelece o teor de


oxigênio no organismo, pois esse gás é obtido pela respiração. Também não
é insolúvel em água e não é unicamente o CO2 liberado na respiração celular
que vai manter a taxa de carbono na atmosfera. A glicose é degradada na
respiração celular, processo que libera energia para movimentar o corpo,
por exemplo. Alternativa A.

07. Metabolismo: fotossíntese, excreção de compostos nitrogenados ou


respiração celular; autorreplicação: duplicação do DNA; mutação: alteração
na sequência de bases nitrogenadas do código genético. Alternativa D.

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08. Devemos lembrar que 1 gene corresponde a uma proteína. Assim,


existem vários trechos de DNA que não são genes pois não codificam
proteínas. A produção das proteínas, portanto, está vinculada à molécula
de DNA. Não há relação entre a complexidade do organismo e o tamanho
do genoma, de acordo com o quadro. Existem outros seres além dos
vertebrados portadores de genomas com mais de um bilhão de pares de
bases, como o arroz. O tamanho do genoma realmente não é diretamente
proporcional ao número de proteínas produzidas pelo organismo,
justamente por conta dos trechos de DNA não codificante. Alternativa C.

09. O DNA não-codificante não possui informações para codificar proteínas


e nem enzimas (já que estas também são proteínas). Além disso não é
formado por aminoácidos e, por não ser codificante, não possui genes. Na
verdade, é possível que as informações contidas nele, apesar de não serem
traduzidas em sequências de proteínas, interfiram no fenótipo. Alternativa
D.

10. Como as plantas foram obtidas por clonagem, o material genético delas
era o mesmo, ou seja, elas tinham genótipos idênticos. No entanto, devido
às diferentes condições ambientais (exposição ou não à luz), a manifestação
desse genótipo não foi igual nas duas plantas. Dessa forma, apresentara,
fenótipos diferentes. Alternativa B.

11. O CO2 e a água não são moléculas de alto teor energético. Elas são, na
verdade, liberadas durante a respiração celular que extrai energia dos
carboidratos, que, por sua vez, não são capazes de converter energia solar
em energia química. Quem faz isso é o aparato metabólico das células
fotoautotróficas. O processo respiratório não retira carbono da atmosfera,
ele libera através do CO2. A queima de biomassa e de combustíveis fósseis
(e não a produção) é responsável por aumentar o CO2 atmosférico. O
processo de fotossíntese é responsável por introduzir a energia luminosa
nas cadeias alimentares na forma de energia química, fazendo com que a
vida na Terra dependa disso. Alternativa C.
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12. No processo mostrado na imagem, outras moléculas participam da


produção de proteínas. O fluxo de informação genética é, quase sempre,
unidirecional. A exceção a isso é o caso dos retrovírus. Durante a transcrição
as fontes de informação ativas são as moléculas de DNA. A imagem não
relaciona as moléculas com suas formas, como diz a alternativa E. Em seres
eucariontes, ocorre o processamento após a transcrição, fazendo com que,
a partir do mesmo produto de transcrição, diferentes proteínas possam ser
formadas. Alternativa D.

13. Os organismos fotossintetizantes não utilizam o gás metano em seus


processos metabólicos, o que nos permite excluir as alternativas A e B. Os
organismos heterotróficos aeróbios obtêm oxigênio molecular diretamente
da atmosfera e não do gás carbônico, o que nos permite excluir a alternativa
E. Quanto à utilização do gás carbônico pelos organismos fotossintetizantes,
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sabemos que é a partir desse gás que esses organismos adquirem o carbono
inorgânico que será incorporado às moléculas orgânicas produzidas durante
a fotossíntese, como por exemplo a glicose. Alternativa D.

14. A molécula fundamental para o processo de fotossíntese é a clorofila,


pois ela é capaz de ser sensibilizada pela energia luminosa e de transferir
elétrons para uma cadeia transportadora que termina com a produção de
ATP no processo de fotofosforilação. A energia presente nas moléculas de
ATP será utilizada na produção de moléculas orgânicas. A clorofila, portanto,
não é capaz de obter energia do carbono e nem de converter gás carbônico
em oxigênio. Ela é sim capaz de transferir energia da luz para uma longa
sequência de reações que tem como objetivo produzir moléculas orgânicas
como a glicose. Alternativa E.

15. Apesar do genótipo ser o mesmo o tempo todo, as células podem alterar
seus fenótipos de acordo com os estímulos ambientais. Para isso, elas vão
expressar diferentes partes do genoma e, consequentemente, traduzir
proteínas diferentes, gerando fenótipos diferentes. Alternativa E.

16. A decomposição aeróbica das árvores mortas junto ao solo aumenta o


consumo de gás oxigênio nesse local. Alternativa A.

17. A única organela presente nas alternativas que possui material genético
próprio é a mitocôndria. Alternativa B.

18. Com a liberação desses corantes e o escurecimento das águas, a luz


fica impossibilitada de penetrar e atingir os seres fotossintetizantes, que
formam a base das cadeias alimentares aquáticas. Alternativa C.

19. O caminho realizado pelas proteínas a serem secretadas é iniciado nos


ribossomos do retículo endoplasmático. A seguir passam para o complexo
golgiense onde são modificadas e empacotadas para seres liberadas nas
vesículas de secreção. Alternativa C.
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20. Em condições anaeróbicas, algumas células humanas são capazes de


realizar o processo de fermentação que, por sua vez, tem que consumir
muito mais glicose para gerar a quantidade de ATP necessária à
manutenção da homeostase do que precisaria em condições aeróbicas.
Portanto, espera-se que com o aumento da concentração de oxigênio, a
célula passe a consumir gradativamente menos glicose, já que a respiração
aeróbica é muito mais eficiente do que a fermentação no que diz respeito à
produção de ATP. Alternativa E.

21. Em um mesmo organismo, o genótipo é o mesmo em todas as células.


No entanto, a expressão de diferentes porções do genoma é que vai ser
responsável pelos diferentes tipos celulares apresentados. Alternativa D.

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22. O processo de número 2 pode ser identificado como a fotossíntese, uma


vez que o gás carbônico serve de matéria-prima para a formação de glicose.
Entre as opções, somente os organismos produtores são capazes de realizar
esse processo. Alternativa D.

23. Para que a levedura possa realizar o processo de fermentação, é


necessário que o amido (um polissacarídeo) seja quebrado em moléculas
menores como a glicose. Alternativa D.

24. Como a proteína utilizada no experimento é bloqueadora do ciclo de


Krebs, e esse processo ocorre no interior das mitocôndrias, como parte da
respiração celular, então o endereçamento tem que ser para essa organela.
Alternativa B.

25. A forma inorgânica do carbono é encontrada no gás carbônico que, ao


ser utilizado na fotossíntese realizada pelo fitoplâncton, será incorporada às
moléculas de carboidratos, sendo portanto um exemplo de sua forma
orgânica. Alternativa A.

26. As 20 adeninas vão parear com 20 timinas na fita complementar;


As 25 timinas vão parear com 25 adeninas na fita complementar;
As 30 guaninas vão parear com 30 citosinas na fita complementar; e
As 25 citosinas vão parear com 25 guaninas na fita complementar.
Somando, teremos 20 + 25 adeninas = 45; 20 + 25 timinas = 45; 30 + 25
guaninas = 55, 30 + 25 citosinas = 55. Alternativa C.

6. Bibliografia consultada

 AMABIS, J.M & MARTHO, G.R. Biologia. São Paulo: Editora Moderna,
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2010, Vol.3.

 CAMPBELL, NEIL. Biologia, Porto Alegre: Artmed Editora, 2010.

 LINHARES, S. & GEWANDSZNAJDER, F. Biologia Hoje. São Paulo:


Editora Ática, 2014, Vol. 3.

 PURVES, W. K.; SADAVA, D.; ORIANS, G. H. HELLER, H.C. Vida - A


ciência da biologia. Porto Alegre: Artmed Editora, 2002, Vol. 2.

 STARR; EVERS; STARR. Biology Concepts and Applications


Without Physiology. Stamford. Cengage Learning, 2013.

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Aula 05 - Moléculas, células e tecidos

Biologia p/ ENEM 2017 (Com videoaulas)


Professor: Daniel dos Reis Lopes

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AULA 05: Ciclo celular, Divisão celular, Principais


tecidos animais e vegetais, Biotecnologia

SUMÁRIO PÁGINA
1. Ciclo Celular 01
2. Divisão Celular: Mitose 07
3. Divisão Celular: Meiose 11
4. Principais tecidos animais e vegetais 20
5. Biotecnologia 34
6. Questões Resolvidas 43
7. Bibliografia consultada 54

1. Ciclo Celular

As células apresentam, basicamente, duas situações durante suas


vidas: ou elas estão se dividindo, ou estão se preparando para a divisão. O
período em que a célula não está dividindo é chamado intérfase e
corresponde a cerca de 90% do tempo de vida celular. É durante a intérfase
que a célula cresce, duplica seu material genético, multiplica suas organelas
e realiza todas as atividades necessárias para que ela se mantenha viva. Os
10% restantes do tempo, as células usam para se dividir. Na maioria dos
tipos celulares eucariontes, essa divisão é feita pelo processo chamado
mitose. Nas células procariontes, como não há citoesqueleto, não é
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possível formar as fibras do fuso mitótico e, por isso, sua divisão é


chamada de bipartição, sendo um processo mais rápido e simples. No
entanto, podemos considerar o esquema abaixo representativo do ciclo
celular normal.

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Fig. 01: O ciclo celular.

Podemos ver, na figura 01, que a intérfase é dividida em 3 fases: G1,


S e G2 e que a fase mitótica inclui a mitose propriamente dita (a divisão do
material genético) e a citocinese (divisão do citoplasma). Veremos a seguir,
os principais eventos das etapas da intérfase e, posteriormente, trataremos
da divisão celular.

Fase G1
A letra G dessa fase (e também da G2) vem da palavra inglesa gap,
que significa intervalo. Assim, é como se as fases G1 e G2 fossem intervalos
entre a fase S e a fase mitótica. Isso pode levar à impressão de que nada
acontece durante esses períodos, mas é preciso lembrar que é justamente
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durante a intérfase que a célula vai realizar todas as suas atividades


metabólicas, crescer e expressar seu material genético através da produção
de RNA e proteínas. São exatamente essas as atividades desenvolvidas
pelas células durante a fase G1 da intérfase.

Fase S
A letra S significa síntese, pois é nessa fase que ocorrerá a duplicação
dos cromossomos, a síntese de histonas (proteínas que atuam no
enrolamento do DNA) e a duplicação dos centríolos nas células animais,

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organelas que vão orientar a formação do fuso mitótico. Antes de


passarmos à fase G2, precisamos ver como ocorre a duplicação dos
cromossomos.

Duplicação do DNA
Para que uma célula possa se dividir sem que haja perda de informação
genética, é preciso que antes ela duplique os seus cromossomos. Isso
ocorre na fase S da intérfase. Cada cromossomo é composto por uma longa
molécula de DNA associada a proteínas. Como vimos na aula 04, durante a
intérfase, os cromossomos encontram-se pouco condensados (cromatina)
e não é possível visualizá-los individualmente. As células eucariontes
possuem variados números cromossomiais, característico de cada espécie.
O ser humano, por exemplo, apresenta 46 cromossomos dispostos em
pares. Já as células procariontes, como a das bactérias, apresentam apenas
um único cromossomo circular que também é duplicado antes que ocorra a
divisão celular.
Para compreender o processo de duplicação do DNA, é preciso lembrar
da estrutura dessa molécula. Assim, é interessante que você já tenha
estudado a aula 03 e esteja familiarizado com esse assunto. Você deve se
lembrar, portanto, que o DNA é formado por uma dupla hélice composta
por 2 fitas que são complementares e antiparalelas. Assim, enquanto uma
se orienta no sentido 5’ – 3’, a outra está orientada no sentido 3’ – 5’. O
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processo de duplicação do DNA depende de várias enzimas, sendo que a


principal é a DNA-polimerase. É ela que vai efetivamente adicionar os
nucleotídeos às novas fitas de DNA que serão sintetizadas. Um detalhe
importante é que a DNA-polimerase só consegue adicionar nucleotídeos à
ponta 3’ livre de uma fita de DNA, o que faz com que apenas uma delas
seja sintetizada de modo contínuo. A outra fita, que está orientada no
sentido inverso, será sintetizada de modo descontínuo, ou seja, um
fragmento de cada vez, conforme mostra a figura 03. Isso garante que o
sentido da duplicação dos cromossomos seja sempre o 5’ – 3’ e que ambas
as fitas sejam duplicadas ao mesmo tempo.

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Fig. 02: Na duplicação do DNA, a enzima DNA-polimerase só adiciona novos nucleotídeos à


extremidade 3’ da fita em crescimento.

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Fig. 03: A duplicação do DNA envolve várias enzimas. A fita descontínua é duplicada de maneira
fragmentada, devido à limitação da DNA-polimerase em adicionar nucleotídeos apenas à extremidade
3’ livre.

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Cada fita do DNA servirá de molde para uma nova fita a ser sintetizada.
Assim, após uma rodada de duplicação (ou replicação), a partir de uma
molécula original, são formadas duas novas moléculas, contendo uma fita
da molécula antiga e outra recém-sintetizada. Por isso a duplicação do DNA
é chamada de semiconservativa, uma vez que conserva, em cada
molécula filha, metade da molécula original.

Fig. 04: A replicação do DNA é semiconservativa. Em azul, as fitas correspondentes à molécula


original e em rosa as fitas recém-sintetizadas.

Após a duplicação do DNA, as duas novas moléculas ficam unidas e


cada uma delas forma uma das cromátides-irmãs de um cromossomo. A
separação dessas cromátides, durante a mitose, garante que as células
filhas tenham o mesmo conjunto de cromossomos e, consequentemente,
de genes, que a célula originam possuía.

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Fig. 05: Após a duplicação dos cromossomos, as cromátides-irmãs ficam unidas.

Fase G2
Durante o segundo gap, a célula continua crescendo e expressando seu
material genético, mas agora, pela proximidade da divisão celular, ela passa
a adotar medidas preparatórias para a mitose, como a síntese dos
microtúbulos que formarão o fuso mitótico. É esse fuso que vai orientar a
separação dos cromossomos durante a mitose. Nessa etapa ainda não é
possível visualizar os cromossomos individualmente, pois eles ainda estão
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pouco condensados na forma de cromatina.

Com a duplicação dos cromossomos na fase S da intérfase e a posterior


divisão celular, há uma variação na quantidade de DNA presente nas
células, dependendo da fase do ciclo celular em que ela se encontra. Se
consideramos x como o valor para a quantidade de DNA antes da duplicação
dos cromossomos, ao fim da fase S, essa quantia terá sido duplicada se
tornando 2x. Ela permanecerá assim até o fim da mitose, quando as células

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filhas se separam e cada uma volta a apresentar a quantidade x de DNA.


Observe a figura 05 que representa essa variação ao longo do tempo.

Fig. 05: Variação da quantidade de DNA em uma célula ao longo das fases do ciclo celular.

2. Divisão Celular: Mitose

A mitose é o processo pelo qual as células eucariotas se multiplicam.


Nas células procariotas, devido à ausência de núcleo e de citoesqueleto, seu
processo de divisão celular não é considerado mitose. É através da mitose
que seres unicelulares (e também alguns pluricelulares) eucariontes se
reproduzem assexuadamente (sem troca de material genético com outro
indivíduo). Além disso, o crescimento de organismos pluricelulares, a
regeneração de tecidos danificados e a reposição de células mortas
também são realizados através de divisões mitóticas. As células geradas
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por mitose são geneticamente idênticas à célula original. É por isso que
a reprodução assexuada forma clones, ou seja, seres idênticos. Para cada
célula que sofre mitose, são formadas duas novas células.
A mitose é dividida em 4 fases (prófase, metáfase, anáfase e
telófase), e é normalmente sucedida pela divisão do citoplasma, chamada
citocinese. Vamos ver o que acontece em cada uma dessas fases.

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PRÓFASE
Ao iniciar a divisão mitótica, os cromossomos já se encontram
duplicados pois esse processo ocorre na fase S da intérfase. As cromátides-
irmãs estão unidas por uma região do cromossomo chamada centrômero.
É na prófase que eles começam a se condensar e isso leva à
interrupção dos processos de transcrição, já que as RNA-polimerases não
são capazes de atuar no DNA condensado. Isso leva também ao
desaparecimento dos nucléolos. Com essa compactação do material
genético, os cromossomos passam a ser visíveis ao microscópio óptico. As
fibras do fuso mitótico começam a surgir a partir dos centríolos e isso faz
com que cada par dessas estruturas migre em direção a polos celulares
opostos.

Fig. 06: Prófase. À esquerda, uma micrografia de célula vegetal durante essa fase da mitose.
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No fim da prófase, a carioteca se fragmenta e isso possibilita que as


fibras do fuso mitótico se liguem aos centrômeros dos cromossomos.

METÁFASE
É na metáfase que os cromossomos atingem o grau máximo de
compactação, sendo mais visíveis. Essa é também a etapa mais demorada
de mitose. Os centríolos já estão posicionados nos polos opostos da célula
e a organização do fuso mitótico posiciona os cromossomos na região
mediana do citoplasma que é chamada placa metafásica ou placa
equatorial.
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Fig. 07: Metáfase. À esquerda, uma micrografia de célula vegetal durante essa fase da mitose.

ANÁFASE
Nessa fase, que é a mais rápida da mitose, o encurtamento das fibras
do fuso mitótico leva à separação das cromátides-irmãs. Esse processo
garante que as duas novas células geradas na mitose terão exatamente o
mesmo número e o mesmo tipo de cromossomos da célula original.

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Fig. 08: Anáfase. À esquerda, uma micrografia de célula vegetal durante essa fase da mitose.

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TELÓFASE
Nessa que é a última fase da mitose, os cromossomos voltam a ficar
pouco condensados e a carioteca reaparece. Os nucléolos também voltam
a aparecer devido ao retorno das atividades de transcrição do DNA para
formar RNA ribossomal. Com a conclusão da divisão do núcleo, na maioria
dos casos, as células realizam a divisão do citoplasma chamada citocinese.

Fig. 09: Telófase. À esquerda, uma micrografia de célula vegetal durante essa fase da mitose já
evidenciando o início da citocinese com a formação da placa celular.

CITOCINESE
Normalmente a citocinese começa a ocorrer junto com a telófase. É
esse o processo que vai separar os citoplasmas das novas células, fazendo
com que elas se tornem individualizadas. Isso ocorre de maneira diferente
em células animais e em células vegetais.
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Nos animais o citoplasma é estrangulado de fora para dentro até que


as duas novas células se separem. Por isso, dizemos que a citocinese nos
animais é centrípeta.

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Fig. 10: Citocinese nas células animais.

Já nos vegetais, devido à presença da parede celular rígida, que


impede o estrangulamento do citoplasma, a citocinese vai ocorrer de dentro
para fora (centrífuga). A chamada placa celular em formação consiste no
acúmulo de vesículas que vão formar a nova parede de celulose e as novas
membranas plasmáticas, dividindo assim o citoplasma das novas células.

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Fig. 11: Citocinese nas células vegetais.

3. Divisão Celular: Meiose

Enquanto a mitose está ligada ao processo de reprodução assexuada


de muitos organismos, a meiose é o mecanismo pelo qual são formados
gametas e esporos, células que atuam na reprodução sexuada. A grande
vantagem da reprodução sexuada em relação à assexuada é que ela produz

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indivíduos geneticamente diferentes daqueles que os originaram. Isso gera


a tão importante variabilidade necessária para os processos evolutivos.
Além disso, a meiose se diferencia da mitose pois ela produz quatro
células a partir de uma única célula, ao invés das duas produzidas na
mitose. Essas quatro células são todas diferentes entre si, devido à
permuta genética e à segregação independente dos cromossomos
homólogos. Outra característica da meiose é que ela gera células com a
metade do número de cromossomos da célula original. Para entender isso,
é preciso saber o que é a ploidia das células.

Ploidia das Células


A ploidia de uma célula refere-se ao número de cromossomos de um
mesmo tipo que formam o seu material genético nuclear. Quando uma
célula possui apenas um exemplar de cada cromossomo, ela é chamada de
haploide (n). Já uma célula diploide (2n) possui dois cromossomos de
cada tipo, que formam pares homólogos. Dizemos que esses pares são
homólogos porque eles carregam os mesmos tipos de genes. No entanto,
podem haver variações desses genes em cada um dos cromossomos que
formam o par. Usando como exemplo o ser humano, para cada par de
homólogos, recebemos um cromossomo do nosso pai e outro da nossa mãe.

Assim, durante a meiose, uma célula diploide tem sua quantidade de


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cromossomos dividida à metade e origina quatro células haploides. Para


isso, a célula sofre duas divisões celulares seguidas. Na primeira divisão
meiótica, ocorre a separação dos cromossomos homólogos e na
segunda divisão meiótica, que é muito parecida com a mitose, ocorre a
separação das cromátides-irmãs. Veremos a seguir os principais
eventos das fases das duas divisões meióticas.

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Fig. 12: Uma célula diploide hipotética composta por 3 pares de cromossomos homólogos.

PRIMEIRA DIVISÃO MEIÓTICA (DIVISÃO REDUCIONAL)


É constituída pela Prófase I, Metáfase I, Anáfase I e Telófase I. A
redução do número de cromossomos acontece durante essa divisão e por
isso ela é chamada de reducional.

Prófase I
Nessa fase, assim como na prófase da mitose, os cromossomos
começam a se condensar, os nucléolos desaparecem, os centríolos migram
em direção aos polos celulares e a carioteca se quebra. No entanto, o evento
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mais significativo dessa fase é o pareamento dos cromossomos


homólogos, que podem trocar fragmentos entre si no processo de
permutação ou Crossing-over. Isso é responsável por um grande
aumento na variabilidade genética apresentada pelos gametas e esporos
produzidos, uma vez que mistura os cromossomos paternos com os
maternos gerando novas combinações genéticas.

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Fig. 13: Na prófase I da meiose ocorre o pareamento dos cromossomos homólogos e a troca de
fragmentos entre eles.

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Fig. 14: Uma visão mais detalhada do processo de permutação ou crossing-over.

Metáfase I
Os cromossomos atingem o grau máximo de espiralização e a
organização do fuso mitótico posiciona os pares de homólogos ainda unidos
na placa metafásica.

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Fig. 15: Na metáfase I os pares de cromossomos homólogos se posicionam na região mediana da


célula.

Anáfase I
O encurtamento das fibras do fuso causa a segregação (separação) dos
cromossomos homólogos. Essa segregação é feita de forma
independente, ou seja, cada uma das células terá uma combinação
diferente de cromossomos paternos e maternos. Isso ocorre de maneira
aleatória e contribui para a variabilidade genética das células produzidas.
Isso, somado à permutação, tem a capacidade de gerar um número quase
infinito de diferentes gametas ou esporos.
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Fig. 16: Na anáfase I ocorre a segregação dos cromossomos homólogos.

Telófase I
Nessa fase, ocorre o reaparecimento da carioteca e a os cromossomos
se desespiralizam mas não completamente. Ao mesmo tempo, as duas
células formadas se separam na citocinese.

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Fig. 17: Na telófase I, as novas cariotecas reaparecem e segue-se a citocinese.

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Entre a primeira e a segunda divisão meióticas, há um intervalo


chamado intercinese que é semelhante à intérfase. No entanto, não há
nova duplicação dos cromossomos, uma vez que eles ainda se encontram
duplicados e com suas cromátides unidas. É importante lembrar que, devido
ao processo de permutação, as cromátides-irmãs podem não ser mais
idênticas nesse momento.

SEGUNDA DIVISÃO MEIÓTICA (DIVISÃO EQUACIONAL)


Essa divisão é muito semelhante à mitose, pois nela vai ocorrer a
separação das cromátides-irmãs, durante a Anáfase II. Suas fases também
são as mesmas, apenas acompanhadas pelo número II após seu nome:
Prófase II, Metáfase II, Anáfase II e Telófase II.

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Fig. 18: Prófase II – cromossomos se condensam e carioteca se quebra; Metáfase II –


cromossomos dispostos na placa metafásica ou equatorial.

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Fig. 19: Anáfase II – separação das cromátides-irmãs; Telófase II – reaparecimento das cariotecas
e desempacotamento do DNA.

Assim, ao final das duas divisões meióticas, uma célula diploide terá
dado origem a quatro células haploides, cada uma com metade do número
de cromossomos da célula original.
O esquema abaixo resume e dá uma visão geral de todo o processo.

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Fig. 20: Resumo da meiose.

É interessante comentar também que a duração da meiose é muito


maior do que a da mitose. Enquanto a mitose dura cerca de uma a duas
horas para ser concluída, a meiose levar cerca de um mês na formação dos
espermatozoides humanos e muitas décadas na formação dos óvulos, de
acordo com a liberação deles durante a ovulação mensal nas mulheres.

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4. Principais Tecidos Animais e Vegetais

Na história evolutiva dos seres vivos, a multicelularidade surgiu como


uma estratégia para permitir o aumento no tamanho dos organismos, pois
houve um momento em que as células eucariontes não podiam crescer
mais, já que a sua superfície de trocas com o ambiente não suportaria todo
o volume metabólico da célula. Com isso, uma das soluções encontradas foi
a formação de colônias. No entanto, a colônia, apesar de representar
benefícios para todos os envolvidos, ainda não reflete o total grau de
interdependência visto em um organismo pluricelular. De qualquer maneira,
a organização colonial, provavelmente foi um estágio intermediário entre a
unicelularidade e a multicelularidade.
Nos organismos multicelulares, as células podem se especializar em
diferentes atividades, o que aumenta a eficiência do organismo em seus
processos metabólicos. Células diferenciadas e de mesma função formam
os tecidos em vários organismos eucariontes, como praticamente todos os
animais e todos os vegetais. A área da Biologia que estuda os tecidos é a
Histologia. Veremos, a seguir, as características mais marcantes dos
principais tecidos presentes nesses organismos.

TECIDOS ANIMAIS
Os principais tecidos animais são: epitelial, conjuntivo, muscular e
nervoso. Apesar de haver diferenças entre os tecidos dos diversos grupos
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de animais, normalmente os tecidos humanos são utilizados para fins


didáticos. Os tecidos se diferenciam pelos tipos de células que os formam e
também pelas substâncias que ficam entre as células compondo a matriz
extracelular e também o líquido intersticial.

Tecido Epitelial
Os epitélios revestem todo o corpo de um animal externamente e
também as suas cavidades internas. Além disso também formam as

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diversas glândulas presentes no nosso corpo. Temos, assim, dois tipos de


epitélios:
 De revestimento
 Glandular ou de secreção
De maneira geral, os epitélios se caracterizam por terem pouca
substância intercelular. Assim, suas células estão muito próximas e unidas,
o que é importante para manter a coesão desses tecidos. Os epitélios
também não apresentam vasos sanguíneos e, devido a isso, sempre
aparecem associados a tecidos conjuntivos, que vão suprir suas
necessidades de nutrientes e gases e também captar os seus produtos de
excreção. É por isso, que se você cortar apenas as camadas mais
superficiais da sua pele, esse corte não sangrará. No entanto, se a lesão
atingir o tecido conjuntivo abaixo do epitelial, aí sim haverá sangramento.
Isso também explica porque a pele não é considerada um tecido e sim um
órgão. Na verdade, ela é composta por mais de um tecido, entre os quais
se inclui o epitelial.
Os epitélios de revestimento estão presentes não só na pele, mas
também formando as chamadas mucosas, como a que reveste o tubo
digestivo, o sistema respiratório, o sistema excretor e também os vasos
sanguíneos. Suas células podem apresentam especializações nas
membranas como microvilosidades que aumentam a superfície de trocas
de substâncias com o meio extracelular, e também como os cílios, que
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possuem papel importante na remoção de partículas nocivas às células. As


microvilosidades aparecem, por exemplo, nas células do intestino delgado
e os cílios aparecem nas células da traqueia. De acordo com a organização
em camadas e também o formato das células, os epitélios de revestimento
são classificados em diversos tipos, conforme a imagem abaixo.

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Fig. 21: Tipos de epitélios de revestimento

Os epitélios glandulares formam as glândulas, que são estruturas de


função secretora. Elas produzem substâncias que serão liberadas e
utilizadas fora das células que as produziram. Existem 3 tipos de glândulas:
 Exócrinas: liberam suas secreções para fora do corpo ou no
interior de cavidades como a digestiva. Exemplos: glândulas
sudoríparas, sebáceas, salivares, lacrimais e mamárias.
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 Endócrinas: liberam suas secreções (hormônios) na corrente


sanguínea. Exemplos: testículos, ovários, tireoide, adrenais e
hipófise.
 Mistas: liberam secreções no sangue e também nas cavidades
abertas. Exemplo: pâncreas, pois libera o suco pancreático no
duodeno e libera os hormônios insulina e glucagon na corrente
sanguínea.

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Fig. 22: Tipos de glândulas.

Tecidos Conjuntivos
De forma geral, os tecidos conjuntivos se diferenciam dos epitélios por
possuírem muita substância intercelular, rica em fibras. Eles se dividem em
vários tipos e cada um deles tem suas funções específicas principalmente
ligadas ao preenchimento, sustentação e nutrição de outros tecidos. Entre
eles incluem-se:
 Tecido conjuntivo propriamente dito: sustenta e nutre
tecidos sem vascularização, como os epitélios. Apresenta ampla
variedade de fibras que ajudam a dar resistência e forma à sua
estrutura. Forma também os ligamentos e os tendões.
 Tecido adiposo: As células adiposas acumulam gotículas de
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gorduras que servem como reserva energética nos animais. Além


disso, atuam como isolante térmico e protegem diversos órgãos
contra choques mecânicos.
 Tecido cartilaginoso: a natureza das fibras e outras
substâncias que compõem a matriz extracelular fornece firmeza
e, ao mesmo tempo, flexibilidade a esse tecido. Está presente no
nariz, nas orelhas, nas articulações e entre as vértebras,
diminuindo o atrito entre elas. Também é o componente principal
dos esqueletos de animais como os tubarões e raias.

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 Tecido ósseo: forma a estrutura dos ossos, que têm como


funções sustentar o corpo, apoiar os músculos possibilitando os
movimentos e proteger órgãos importantes como o cérebro, os
pulmões e o coração. Sua matriz extracelular é caracterizada
pela presença de sais, principalmente o fosfato de cálcio, que
fornece a rigidez marcante desse tecido. Alguns ossos possuem,
no seu interior, a chamada medula óssea (tutano), onde ocorre
a produção das células do sangue.
 Tecido hematopoiético: inclui a medula óssea, responsável
pela produção das células do sangue e o tecido linfático, que
compõe diversos órgãos com funções no sistema imunológico,
como o baço, o timo e os linfonodos. Falaremos melhor sobre o
sangue quando estudarmos o sistema circulatório humano.

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Fig. 23: Diversos tipos de tecidos conjuntivos. O tecido frouxo e o fibroso são variações do tecido
conjuntivo propriamente dito.

Tecido Muscular
Apresenta células capazes de se contrair, provocando movimentos,
chamadas fibras musculares ou miócitos. Essa contração acontece

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devido a movimentos de proteínas chamadas miofibrilas localizadas no


citoplasma dessas células. Existem três tipos de tecidos musculares:
 Tecido muscular estriado esquelético: compõem a
musculatura sobre a qual temos controle, ou seja, sua contração
é voluntária. A maioria aparece ligada aos ossos e está ligada à
movimentação corporal. Suas células são multinucleadas e a
organização das fibrilas faz com que apareçam faixas escuras e
claras intercaladas. Por isso o nome de músculo estriado. Esse
tecido é capaz de sofrer contrações rápidas e fortes.
 Tecido muscular estriado cardíaco: como o nome já diz, esse
tecido forma a musculatura do coração. Suas contrações são
involuntárias, rápidas e ritmadas. Suas células são
mononucleadas e também apresentam estrias devido à
disposição das miofibrilas.
 Tecido muscular liso (não estriado): suas contrações são
involuntárias e lentas. É responsável pela movimentação dos
alimentos no interior do tubo digestivo (peristaltismo),
movimentos respiratórios, regular o calibre dos vasos sanguíneos
e controlar a liberação de diversas substâncias. Também é
responsável pelas contrações uterinas e pelo controle do
diâmetro da pupila. Suas células são mononucleadas e sem
estrias.
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Fig. 24: Os três tipos de tecidos musculares.

A contração muscular depende principalmente de duas miofibrilas


chamadas actina e miosina. É o movimento relativo entre essas duas
proteínas que faz com que ocorra o encurtamento das fibras musculares
durante a contração. Quanto mais uma pessoa utiliza determinados grupos
musculares, maior é a quantidade dessas miofibrilas nas células, o que
aumenta o diâmetro muscular e a sua capacidade de realizar trabalho.
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Tecido Nervoso
O tecido nervoso tem a capacidade de receber, armazenar, traduzir e
transmitir informações das mais diversas origens e para os mais diversos
destinos nos organismos dos animais. Suas células são os neurônios e as
células da glia. Neurônios são células extremamente especializadas
compostas por um corpo celular, onde está a maior parte do citoplasma e
o núcleo; os dendritos, que são ramificações ligadas ao corpo celular
através das quais os impulsos nervosos chegam vindos de outros

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neurônios; o axônio, que é um grande prolongamento da célula, onde se


localiza o telodendro, formado por ramificações através das quais os
impulsos nervosos são passados para outros neurônios, músculos ou
glândulas.

Fig. 25: Estrutura do neurônio e direção do impulso nervoso.

As células da glia não são capazes de transmitir impulsos nervosos,


mas são fundamentais para a nutrição e para a defesa dos neurônios. São
elas que sintetizam a chamada bainha de mielina, que envolve os axônios
de neurônios nos vertebrados, fazendo com que o impulso nervoso viaje
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muito mais rapidamente.

Esses quatro tipos principais de tecidos animais se combinam para


formar os vários órgãos que compõem esses organismos, conforme
podemos ver na imagem abaixo.

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Fig. 26: Uma visão geral dos tecidos animais.

TECIDOS VEGETAIS
Os tecidos adultos vegetais dividem-se em três sistemas: o sistema
dérmico, o sistema vascular e o sistema fundamental. As células
desses sistemas são formadas, quando o vegetal cresce, através da
diferenciação dos tecidos meristemáticos.
Os meristemas estão localizados nas extremidades da raiz e dos caules
(meristemas apicais), e no interior do caule e da raiz (meristemas
secundários) de vegetais mais derivados como as gimnospermas e parte
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das angiospermas. Os meristemas apicais estão relacionados ao


crescimento em comprimento dos ramos e raízes enquanto os meristemas
secundários estão relacionados ao crescimento em espessura.

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Fig. 27: Localização e tipos de meristemas.

Sistema Dérmico
O sistema dérmico é composto por tecidos de revestimento e proteção
dos vegetais. A epiderme reveste externamente praticamente toda a
planta e regula a entrada e a saída de gases e também controla a perda de
água pela presença de uma substância impermeabilizante chamada
cutícula, que é uma cera. O fluxo de gases é controlado por estruturas
chamadas estômatos, que são compostos por um par de células-guarda,
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entre as quais existe uma abertura por onde o ar passa. A planta precisa
regular a abertura e o fechamento dos estômatos, pois quando estão
abertos, água é perdida pela transpiração.

Fig. 28: Um estômato aberto, formado por duas células-guardas.

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Enquanto a epiderme é formada por células vivas, outro tecido do


sistema dérmico, chamado súber é composto por células mortas
impregnadas por um lipídio chamado suberina. O súber aparece no caule
e raiz de plantas lenhosas, como uma proteção secundária e é a partir dele
que é feita a cortiça.

Sistema Vascular
O sistema vascular é constituído por dois tecidos: xilema (vasos
lenhosos) e floema (vasos liberianos). Eles são os chamados vasos
condutores de seiva e são responsáveis pelo transporte de substâncias
através da estrutura do vegetal. Esses vasos condutores estão presentes
em todos os grandes grupos de vegetais, com exceção das briófitas, que
são plantas avasculares.
O xilema é formado por dois tipos de células: as traqueídes e os
elementos de vaso (apenas nas angiospermas). Essas células, após sua
diferenciação completa, morrem e deixam somente sua parede celular
formada por celulose e impregnada por lignina. Tanto as traqueídes quanto
os elementos de vaso são interconectados com as células adjacentes,
formando assim tubos que permitem a passagem de água e sais minerais
vindos da raiz e que serão distribuídos por toda a planta. Essa solução que
flui pelo xilema é a chamada seiva bruta. O xilema atua também na
sustentação da planta.
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Fig. 29: Dois tipos de células que compõem o xilema.

O floema é responsável pelo transporte da seiva elaborada, que é


composta principalmente por água e carboidratos produzidos nos tecidos
fotossintetizantes e que serão distribuídos pela planta para consumo ou
armazenamento. Sua localização no caule do vegetal é mais externa do que
a do xilema e suas células, que permanecem vivas após sua diferenciação,
são chamadas de tubos crivados.

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Fig. 30: Os tubos crivados são células pertencentes ao floema.

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Sistema Fundamental
O sistema fundamental inclui os tecidos de sustentação,
armazenamento e fotossintetizantes. Inclui o parênquima, o colênquima
e o esclerênquima.
Os parênquimas podem conter células responsáveis pela realização da
fotossíntese, principalmente nas folhas, e dotadas de numerosos
cloroplastos. Existem também parênquimas de armazenamento que podem
manter reservas de amido e lipídeos.

Fig. 31: Corte transversal de uma folha mostrando tecidos do sistema dérmico (epiderme),
vascular (xilema e floema) e fundamental (parênquima). Os parênquimas da folha formam o
chamado mesofilo.

Os colênquimas são tecidos de sustentação flexíveis. Suas células


costumam ser alongadas e suas paredes celulares possuem espessamento
de celulose. Estão presentes nas partes jovens da planta e permitem que
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essas estruturas se dobrem ao vento sem se partirem.

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Fig. 32: Células de colênquima mostrando seus espessamentos de celulose.

O esclerênquima é outro tecido de sustentação das plantas, mas suas


células, ao contrário das do colênquima, não estão vivas e são muito mais
rígidas. É composto por fibras e esclereídes, que podem estar reunidas
em feixes dando suporte aos vegetais. Estão presentes em caules lenhosos,
sementes e frutos rígidos como as nozes.

Fig. 33: Tipos celulares presentes no esclerênquima.

De maneira geral, os tecidos estudados se distribuem na estrutura de


um vegetal de acordo com a imagem abaixo.

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Fig. 34: Distribuição dos sistemas de tecidos vegetais.

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5. BIOTECNOLOGIA

CÉLULAS-TRONCO
A maioria das células dos organismos pluricelulares adultos são
diferenciadas e especializadas para desempenhar seus respectivos papeis
nos tecidos onde se encontram. No entanto, durante o desenvolvimento
embrionário, algumas poucas células deram origem a toda a variedade de
células que compõem um ser vivo adulto. Essas células pouco diferenciadas
do embrião são as chamadas células-tronco embrionárias. Até o terceiro
ou quarto dia de gestação, essas células podem dar origem a todos os
tecidos do organismo, inclusive os anexos embrionários. São, por isso,
chamadas de células-tronco totipotentes. A partir daí, as células-tronco
embrionárias tornam-se pluripotentes pois podem dar origem a todos os
tecidos do corpo menos os anexos embrionários.
Em indivíduos adultos, existem vários tecidos que possuem suas
células-tronco mas, nesse caso elas só podem originar as células do seu
respectivo tecido e por isso são chamadas multipotentes. O cordão umbilical
também possui células-tronco e isso tem motivado muitas famílias a
conservarem os cordões umbilicais de seus filhos na expectativa de algum
dia, em caso de necessidade, poderem utilizar essas células para curar
doenças.
Várias pesquisas no sentido de desdiferenciar células adultas para
transformá-las em células-tronco podem representar um grande potencial
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na produção dessas células, que podem ter diversas aplicações na medicina.


Essas células, por terem o potencial de gerar diversos outros tipos
celulares, podem ser utilizadas para substituir tecidos danificados, como por
exemplo lesões na medula de pessoas que ficaram paraplégicas.

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Fig. 35: Células-tronco embrionárias são menos diferenciadas do que as células-tronco adultas.

A utilização de células-tronco embrionárias é, no entanto, cercada de


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discussões éticas, uma vez que existem pessoas que consideram o embrião
como um indivíduo portador de direitos e que merece viver. Por outro lado,
grande parte dos embriões utilizados na extração de células-tronco são
aqueles que já seriam descartados em clínicas de fertilização in vitro.
Para evitar a rejeição de um tecido produzido a partir de células-tronco,
uma alternativa é substituir seu material genético pelo da pessoa que
receberá o implante dessas células. Isso caracteriza um tipo de clonagem
chamado clonagem terapêutica, que veremos a seguir.

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CLONAGEM
A clonagem é um processo que ocorre naturalmente em organismos
que realizam reprodução assexuada, como bactérias e várias espécies de
plantas. Ela se caracteriza pela produção de organismos geneticamente
idênticos ao original, ou seja, pela produção de clones. A clonagem pode,
por outro lado, ser realizada artificialmente pelo ser humano, de modo a
multiplicar células ou organismos inteiros que possuam características de
algum interesse que pode ser terapêutico, industrial ou relacionado à
produção de alimentos. Clones de plantas são facilmente obtidos a partir de
mudas, por exemplo. Já clones de animais necessitam de um processo mais
complexo.
O clone animal mais famoso foi a ovelha Dolly, produzida em 1996.
Basicamente o processo consiste em transplantar o núcleo de uma célula
do animal a ser clonado para o lugar do núcleo de um óvulo que é
implantado no útero de uma mãe de aluguel. O clone, portanto, possui as
características do indivíduo que forneceu o núcleo, e não daquele que
forneceu o óvulo e muito menos da mãe de aluguel.

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Fig. 36: Processo pelo qual a ovelha Dolly foi produzida.


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A clonagem realizada para fins de reprodução é a chamada clonagem


reprodutiva e pode ser usada, por exemplo, para multiplicar animais que
são bons produtores de leite. Já a clonagem terapêutica consiste na
produção de tecidos e órgãos para transplante. Isso pode ser realizado pela
utilização de células-tronco e a sua multiplicação para formar os tecidos
necessários.
Há ainda a possibilidade de unir a clonagem à produção de organismos
geneticamente modificados – os transgênicos, sobre os quais falaremos a
seguir.

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DNA RECOMBINANTE E TRANSGÊNICOS


A partir de processos laboratoriais, é possível misturar o DNA de
organismos diferentes, produzindo novas moléculas que passam a ser
chamadas de DNA recombinante. Com isso, os cientistas podem
introduzir genes capazes de produzir substâncias para diversos fins em
organismos de fácil reprodução como as bactérias e obter essas substâncias
em escala comercial. É o caso, por exemplo, da insulina.
A insulina é um hormônio produzido no pâncreas e fundamental para
que a glicose entre nas células do corpo humano. A ausência desse
hormônio provoca a doença chamada diabetes e as pessoas portadoras
precisam injetar doses regulares desse hormônio. A introdução do gene que
codifica a insulina em bactérias, através da tecnologia do DNA
recombinante, faz com que esses organismos passem a produzir insulina
que pode então ser utilizada no tratamento dos diabéticos. Outros
medicamentos também podem ser produzidos dessa forma, assim como
determinadas vacinas como a da hepatite B.

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Fig. 37: Exemplos de utilização da tecnologia do DNA recombinante.

Esses organismos portadores de moléculas de DNA recombinante são


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chamados de organismos geneticamente modificados, também


conhecidos como transgênicos. As plantas transgênicas são especialmente
famosas devido às discussões geradas sobre o seu uso. A tecnologia do DNA
recombinante para produção de transgênicos possibilita a obtenção de
organismos com características que, caso fossem geradas por mutações
aleatórias no material genético, demorariam muito tempo para surgirem.
As plantas transgênicas podem ter sido modificadas para que sejam
resistentes a determinados herbicidas ou ainda para que cresçam mais
rápido, produzam frutos e sementes maiores, floresçam mais vezes ao ano
etc. Essa manipulação genética, por si só, não é capaz de causar nenhum
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dano à saúde dos seres humanos, apesar de muitas pessoas evitarem o


consumo desses produtos.

Fig. 38: Exemplos de plantas transgênicas. A: arroz transgênico com pigmento -caroteno,
convertido em vitamina A pelos seres humanos; B: arroz sem o transgene; C: tomate transgênico
tolerante a sal colocado em solo salino; D: tomate sem o transgene em solo salino.

IDENTIFICAÇÃO POR DNA


Cada ser humano é portador de um conjunto de genes únicos, a não
ser que possua um (ou mais) gêmeos monozigóticos (idênticos). Assim, é
possível utilizar o DNA para a identificação de um indivíduo em diversas
situações como testes de paternidade, investigações criminais e na
identificação de restos mortais.
As regiões do DNA utilizadas para a identificação de indivíduos são,
normalmente, extremamente variáveis (regiões polimórficas). Isso tem
lógica, afinal se as regiões tivessem a mesma sequência de nucleotídeos na
maioria da população, não seria possível diferenciar um indivíduo do outro.
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Essas regiões podem ser extraídas de cromossomos nucleares ou também


do DNA mitocondrial. É importante lembrar que as mitocôndrias são
herdadas através da linhagem materna, então o seu DNA mitocondrial é o
mesmo da sua mãe, da sua avó materna, da sua bisavó materna e assim
sucessivamente (descartando as mutações obviamente).
Na cena de um crime, é possível extrair o DNA dos glóbulos brancos
de uma mancha de sangue por exemplo (hemácias são anucleadas e por
isso não possuem DNA). Esperma, saliva e células da pele também podem
ser usados para a identificação de uma pessoa.

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A amostra de material biológico é então tratada para que as


membranas celulares sejam quebradas e o DNA possa ser isolado. Esse
material genético é, normalmente, copiado diversas vezes por um processo
chamado PCR (reação em cadeia da polimerase) em que basicamente
ocorre um processo muito acelerado de replicação do DNA em laboratório.
Isso facilita a detecção e a visualização desse material genético em outros
testes como na eletroforese em gel.
A eletroforese consiste em colocar as amostras de DNA em um gel
ligado a uma corrente elétrica. As amostras são colocadas próximas ao polo
negativo e são atraídas pelo polo oposto, fazendo com que elas “corram”
no gel. Fragmentos menores correm mais do que os maiores e isso gera um
padrão de bandas de diferentes tamanhos que podem ser comparados com
um padrão para identificação.

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Fig. 39: Funcionamento da eletroforese em gel.

Na identificação de paternidade são colocadas amostras de DNA


nuclear do filho e dos pais e, após a eletroforese é possível comparar seus
padrões de bandas. A presença de uma banda escura na amostra do bebê
tem que ser verificada também na mãe ou no pai, uma vez que a criança

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pode herdá-la de um ou de outro. Por outro lado, a presença de uma banda


escura na amostra do filho e a ausência dessa banda na mãe e no pai podem
indicar que não há relação de parentesco entre os indivíduos em questão.

Fig. 40: No gel de cima estão as amostras da mãe, à esquerda e do pai, à direita. O gel de baixo
contém a amostra do descendente, que corresponde com o padrão visto nos pais.
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Os testes de identificação por DNA, apesar de muito eficazes, não são


100% garantidos. É possível que, dependendo das regiões analisadas do
DNA, o resultado não represente a realidade. Por isso, em investigações
criminais, esses testes não são usados sozinhos como material para
incriminar alguém.

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Finalizamos assim a aula 05 e também o tema Moléculas,


Células e Tecidos. Na aula 06 iniciaremos o estudo da Identidade
dos Seres Vivos. Até lá um bom estudo!

6. QUESTÕES COMENTADAS
1. (ENEM – 1999 Amarela Q28) A sequência abaixo indica de maneira
simplificada os passos seguidos por um grupo de cientistas para a clonagem
de uma vaca:
I. Retirou-se um óvulo da vaca Z. O núcleo foi desprezado, obtendo-se um
óvulo anucleado.
II. Retirou-se uma célula da glândula mamária da vaca W. O núcleo foi
isolado e conservado, desprezando-se o resto da célula.
III. O núcleo da célula da glândula mamária foi introduzido no óvulo
anucleado. A célula reconstituída foi estimulada para entrar em divisão.
IV. Após algumas divisões, o embrião foi implantado no útero de uma
terceira vaca Y, mãe de aluguel. O embrião se desenvolveu e deu origem
ao clone.

Considerando-se que os animais Z, W e Y não têm parentesco, pode-se


afirmar que o animal resultante da clonagem tem as características
genéticas da vaca:
(A) Z, apenas.
(B) W, apenas.
(C) Y, apenas.
(D) Z e da W, apenas.
(E) Z, W e Y.

2. (ENEM – 2003 Amarela Q26) A biodiversidade é garantida por


interações das várias formas de vida e pela estrutura heterogênea dos
habitats. Diante da perda acelerada de biodiversidade, tem sido discutida a
possibilidade de se preservarem espécies por meio da construção de
“bancos genéticos” de sementes, óvulos e espermatozoides.
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Apesar de os “bancos” preservarem espécimes (indivíduos), sua construção


é considerada questionável do ponto de vista ecológico-evolutivo, pois se
argumenta que esse tipo de estratégia

I. não preservaria a variabilidade genética das populações;


II. dependeria de técnicas de preservação de embriões, ainda
desconhecidas;
III. não reproduziria a heterogeneidade dos ecossistemas.

Está correto o que se afirma em:

(A) I, apenas.
(B) II, apenas.
(C) I e III, apenas.

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(D) II e III, apenas.


(E) I, II e III.

3. (ENEM – 2005 Amarela Q22) A água é um dos componentes mais


importantes das células. A tabela abaixo mostra como a quantidade de água
varia em seres humanos, dependendo do tipo de célula. Em média, a água
corresponde a 70% da composição química de um indivíduo normal.

Tipo de célula Quantidade de


água
Tecido nervoso – substância cinzenta 85%
Tecido nervoso – substância branca 70%
Medula óssea 75%
Tecido conjuntivo 60%
Tecido adiposo 15%
Hemácias 65%
Ossos (sem medula) 20%
(Fonte: L.C. Junqueira e J. Carneiro. Histologia Básica. 8. ed., Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 1985.)
Durante uma biópsia, foi isolada uma amostra de tecido para análise em
um laboratório. Enquanto intacta, essa amostra pesava 200 mg. Após
secagem em estufa, quando se retirou toda a água do tecido, a amostra
passou a pesar 80 mg. Baseado na tabela, pode-se afirmar que essa é uma
amostra de:
(A) tecido nervoso – substância cinzenta.
(B) tecido nervoso – substância branca.
(C) hemácias.
(D) tecido conjuntivo.
(E) tecido adiposo.

4. (ENEM – 2005 Amarela Q37) A Embrapa possui uma linhagem de soja


transgênica resistente ao herbicida IMAZAPIR. A planta está passando por
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testes de segurança nutricional e ambiental, processo que exige cerca de


três anos. Uma linhagem de soja transgênica requer a produção inicial de
200 plantas resistentes ao herbicida e destas são selecionadas as dez mais
“estáveis”, com maior capacidade de gerar descendentes também
resistentes. Esses descendentes são submetidos a doses de herbicida três
vezes superiores às aplicadas nas lavouras convencionais. Em seguida, as
cinco melhores são separadas e apenas uma delas é levada a testes de
segurança. Os riscos ambientais da soja transgênica são pequenos, já que
ela não tem possibilidade de cruzamento com outras plantas e o perigo de
polinização cruzada com outro tipo de soja é de apenas 1%.
A soja transgênica, segundo o texto, apresenta baixo risco ambiental
porque

(A) a resistência ao herbicida não é estável e assim não passa para as


plantas-filhas.
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(B) as doses de herbicida aplicadas nas plantas são 3 vezes superiores às


usuais.
(C) a capacidade da linhagem de cruzar com espécies selvagens é
inexistente.
(D) a linhagem passou por testes nutricionais e após três anos foi aprovada.
(E) a linhagem obtida foi testada rigorosamente em relação a sua
segurança.

5. (ENEM – 2005 Amarela Q44) Os transgênicos vêm ocupando parte da


imprensa com opiniões ora favoráveis ora desfavoráveis. Um organismo ao
receber material genético de outra espécie, ou modificado da mesma
espécie, passa a apresentar novas características. Assim, por exemplo, já
temos bactérias fabricando hormônios humanos, algodão colorido e cabras
que produzem fatores de coagulação sanguínea humana.
O belga René Magritte (1896 – 1967), um dos pintores surrealistas mais
importantes, deixou obras enigmáticas.
Caso você fosse escolher uma ilustração para um artigo sobre os
transgênicos, qual das obras de Magritte, abaixo, estaria mais de acordo
com esse tema tão polêmico?

(A) (B) (C) (D) (E)

6. (ENEM – 2009 Azul Q07) Um novo método para produzir insulina


artificial que utiliza tecnologia de DNA recombinante foi desenvolvido por
pesquisadores do Departamento de Biologia Celular da Universidade de
Brasília (UnB) em parceria com a iniciativa privada. Os pesquisadores
modificaram geneticamente a bactéria Escherichia coli para torná-la capaz
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de sintetizar o hormônio. O processo permitiu fabricar insulina em maior


quantidade e em apenas 30 dias, um terço do tempo necessário para obtê-
la pelo método tradicional, que consiste na extração do hormônio a partir
do pâncreas de animais abatidos.
Ciência Hoje, 24 abr. 2001. Disponível em: http://cienciahoje.uol.com.br
(adaptado).

A produção de insulina pela técnica do DNA recombinante tem, como


consequência:

(A) o aperfeiçoamento do processo de extração de insulina a partir do


pâncreas suíno.
(B) a seleção de microrganismos resistentes a antibióticos.
(C) o progresso na técnica da síntese química de hormônios.

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(D) impacto favorável na saúde de indivíduos diabéticos.


(E) a criação de animais transgênicos.

7. (ENEM – 2009 Azul Q41) Uma vítima de acidente de carro foi


encontrada carbonizada devido a uma explosão. Indícios, como certos
adereços de metal usados pela vítima, sugerem que a mesma seja filha de
um determinado casal. Uma equipe policial de perícia teve acesso ao
material biológico carbonizado da vítima, reduzido, praticamente, a
fragmentos de ossos. Sabe-se que é possível obter DNA em condições para
análise genética de parte do tecido interno de ossos. Os peritos necessitam
escolher, entre cromossomos autossômicos, cromossomos sexuais (X e Y)
ou DNAmt (DNA mitocondrial), a melhor opção para identificação do
parentesco da vítima com o referido casal. Sabe-se que, entre outros
aspectos, o número de cópias de um mesmo cromossomo por célula
maximiza a chance de se obter moléculas não degradadas pelo calor da
explosão.

Com base nessas informações e tendo em vista os diferentes padrões de


herança de cada fonte de DNA citada, a melhor opção para a perícia seria a
utilização:

(A) do DNAmt, transmitido ao longo da linhagem materna, pois, em cada


célula humana, há várias cópias dessa molécula.
(B) do cromossomo X, pois a vítima herdou duas cópias desse cromossomo,
estando assim em número superior aos demais.
(C) do cromossomo autossômico, pois esse cromossomo apresenta maior
quantidade de material genético quando comparado aos nucleares, como,
por exemplo, o DNAmt.
(D) do cromossomo Y, pois, em condições normais, este é transmitido
integralmente do pai para toda a prole e está presente em duas cópias em
células de indivíduos do sexo feminino.
(E) de marcadores genéticos em cromossomos autossômicos, pois estes,
além de serem transmitidos pelo pai e pela mãe, estão presentes em 44
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cópias por célula, e os demais, em apenas uma.

8. (ENEM – 2010 Azul Q86) Três dos quatro tipos de testes atualmente
empregados para a detecção de príons patogênicos em tecidos cerebrais de
gado morto são mostrados nas figuras a seguir. Uma vez identificado um
animal morto infectado, funcionários das agências de saúde pública e
fazendeiros podem removê-lo do suprimento alimentar ou rastrear os
alimentos infectados que o animal possa ter consumido.

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Analisando os testes I, II e III, para a detecção de príons patogênicos,


identifique as condições em que os resultados foram positivos para a
presença de príons nos três testes:

(A) Animal A, lamina B e gel A.


(B) Animal A, lâmina A e gel B.
(C) Animal B, lâmina A e gel B.
(D) Animal B, lâmina B e gel A.
(E) Animal A, lâmina B e gel B.

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9. (ENEM – 2010 2ª Aplicação Azul Q50) A utilização de células-tronco


do próprio indivíduo (autotransplante) tem apresentado sucesso como
terapia medicinal para a regeneração de tecidos e órgãos cujas células
perdidas não têm capacidade de reprodução, principalmente em
substituição aos transplantes, que causam muitos problemas devidos à
rejeição pelos receptores. O autotransplante pode causar menos problemas
de rejeição quando comparado aos transplantes tradicionais, realizados
entre diferentes indivíduos. Isso porque as
(A) células-tronco se mantêm indiferenciadas após sua introdução no
organismo do receptor.
(B) células provenientes de transplantes entre diferentes indivíduos
envelhecem e morrem rapidamente.
(C) células-tronco, por serem doadas pelo próprio indivíduo receptor,
apresentam material genético semelhante.
(D) células transplantadas entre diferentes indivíduos se diferenciam em
tecidos tumorais no receptor.
(E) células provenientes de transplantes convencionais não se reproduzem
dentro do corpo do receptor.

10. (ENEM – 2011 Azul Q61) Nos dias de hoje, podemos dizer que
praticamente todos os seres humanos já ouviram em algum momento falar
sobre o DNA e seu papel na hereditariedade da maioria dos organismos.
Porém, foi apenas em 1952, um ano antes da descrição do modelo do DNA
em dupla hélice por Watson e Crick, que foi confirmado sem sombra de
dúvidas que o DNA é material genético. No artigo em que Watson e Crick
descreveram a molécula de DNA, eles sugeriram um modelo de como essa
molécula deveria se replicar. Em 1958, Meselson e Stahl realizaram
experimentos utilizando isótopos pesados de nitrogênio que foram
incorporados às bases nitrogenadas para avaliar como se daria a replicação
da molécula. A partir dos resultados, confirmaram o modelo sugerido por
Watson e Crick, que tinha como premissa básica o rompimento das pontes
de hidrogênio entre as bases nitrogenadas.
GRIFFITHS, A. J. F. et al. Introdução à Genética. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 2002.
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Considerando a estrutura da molécula de DNA e a posição das pontes de


hidrogênio na mesma, os experimentos realizados por Meselson e Stahl a
respeito da replicação dessa molécula levaram à conclusão de que:

(A) a replicação do DNA é conservativa, isto é, a fita dupla filha é recém-


sintetizada e o filamento parental é conservado.
(B) a replicação de DNA é dispersiva, isto é, as fitas filhas contêm DNA
recém-sintetizado e parentais em cada uma das fitas.
(C) a replicação é semiconservativa, isto é, as fitas filhas consistem de uma
fita parental e uma recém-sintetizada.
(D) a replicação do DNA é conservativa, isto é, as fitas filhas consistem de
moléculas de DNA parental.
(E) a replicação é semiconservativa, isto é, as fitas filhas consistem de uma
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fita molde e uma fita codificadora.

11. (ENEM – 2011 Azul Q68) Um instituto de pesquisa norte-americano


divulgou recentemente ter criado uma “célula sintética”, uma bactéria
chamada de Mycoplasma mycoides. Os pesquisadores montaram uma
sequência de nucleotídeos, que formam o único cromossomo dessa
bactéria, o qual foi introduzido em outra espécie de bactéria, a Mycoplasma
capricolum. Após a introdução, o cromossomo da M. capricolum foi
neutralizado e o cromossomo artificial da M. mycoides começou a gerenciar
a célula, produzindo suas proteínas.
GILBSON et al. Creation of a Bacterial Cell Controlled by a Chemically
synthesized Genome. Science, v.329, 2010 (adaptado).

A importância dessa inovação tecnológica para a comunidade científica se


deve à:
(A) possibilidade de sequenciar os genomas de bactérias para serem usados
como receptoras de cromossomos artificiais.
(B) capacidade de criação, pela ciência, de novas formas de vida, utilizando
substâncias como carboidratos e lipídios.
(C) possibilidade de produção em massa da bacteria Mycoplasma
capricolum para sua distribuição em ambientes naturais.
(D) possibilidade de programar geneticamente microrganismos ou seres
mais complexos para produzir medicamentos, vacinas e combustíveis.
(E) capacidade da bactéria Mycoplasma capricolum de expressar suas
proteínas na bactéria sintética e estas serem usadas na indústria.

12. (ENEM – 2012 Branca Q52) O milho transgênico é produzido a partir


da manipulação do milho original, com a transferência, para este, de um
gene de interesse retirado de outro organismo de espécie diferente.
A característica de interesse será manifestada em decorrência:

(A) do incremento do DNA a partir da duplicação do gene transferido.


(B) da transcrição do RNA transportador a partir do gene transferido.
(C) da expressão de proteínas sintetizadas a partir do DNA não hibridizado.
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(D) da síntese de carboidratos a partir da ativação do DNA do milho original.


(E) da tradução do RNA mensageiro sintetizado a partir do DNA
recombinante.

13. (ENEM – 2013 Branca Q64) Cinco casais alegavam ser os pais de um
bebê. A confirmação da paternidade foi obtida pelo exame de DNA. O
resultado do teste está esquematizado na figura, em que cada casal
apresenta um padrão com duas bandas de DNA (faixas, uma para o suposto
pai e outra para a suposta mãe), comparadas à do bebê.

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Que casal pode ser considerado como pais biológicos do bebê?


(A) 1.
(B) 2.
(C) 3.
(D) 4.
(E) 5.

14. (ENEM – 2013 Branca Q69) A estratégia de obtenção de plantas


transgênicas pela inserção de transgenes em cloroplastos, em substituição
à metodologia clássica de inserção do transgene no núcleo da célula
hospedeira, resultou no aumento quantitativo da produção de proteínas
recombinantes com diversas finalidades biotecnológicas. O mesmo tipo de
estratégia poderia ser utilizada para produzir proteínas recombinantes em
células de organismos eucarióticos não fotossintetizantes, como as
leveduras, que são usadas para produção comercial de várias proteínas
recombinantes e que podem ser cultivadas em grandes fermentadores.
Considerando a estratégia metodológica descrita, qual organela celular
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poderia ser utilizada para inserção de transgenes em leveduras?


(A) Lisossomo.
(B) Mitocôndria.
(C) Peroxissomo.
(D) Complexo golgiense.
(E) Retículo endoplasmático.

15. (ENEM – 2013 Branca Q73) Para a identificação de um rapaz vítima


de acidente, fragmentos de tecidos foram retirados e submetidos à extração
de DNA nuclear, para comparação com o DNA disponível dos possíveis
familiares (pai, avô materno, avó materna, filho e filha). Como o teste com
o DNA nuclear não foi conclusivo, os peritos optaram por usar também DNA
mitocondrial, para dirimir dúvidas. Para identificar o corpo, os peritos
devem verificar se há homologia entre o DNA mitocondrial do rapaz e o DNA

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mitocondrial do(a):

(A) pai.
(B) filho.
(C) filha.
(D) avó materna.
(E) avô materno.

16. (ENEM – 2014 Azul Q69) Em um laboratório de genética


experimental, observou-se que determinada bactéria continha um gene que
conferia resistência a pragas específicas de plantas. Em vista disso, os
pesquisadores procederam de acordo com a figura.

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Do ponto de vista biotecnológico, como a planta representada na figura é


classificada?

(A) Clone.
(B) Híbrida.
(C) Mutante.
(D) Adaptada.
(E) Transgênica.

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17. (ENEM – 2014 Azul Q89) Na década de 1990, células do cordão


umbilical de recém-nascidos humanos começaram a ser guardadas por
criopreservação, uma vez que apresentam alto potencial terapêutico em
consequência de suas características peculiares.
O poder terapêutico dessas células baseia-se em sua capacidade de:

(A) multiplicação lenta.


(B) comunicação entre células.
(C) adesão a diferentes tecidos.
(D) diferenciação em células especializadas.
(E) reconhecimento de células semelhantes.

18. (ENEM – 2015 Azul Q74) A palavra “biotecnologia” surgiu no século


XX, quando o cientista Herbert Boyer introduziu a informação responsável
pela fabricação de insulina humana em uma bactéria, para que ela passasse
a produzir a substância.
Disponível em: www.brasil.gov.br. Acesso em: 28 jul. 2012 (adaptado).

As bactérias modificadas por Herbert Boyer passaram a produzir insulina


humana porque receberam:

(A) a sequência de DNA codificante de insulina humana.


(B) a proteína sintetizada por células humanas.
(C) um RNA recombinante de insulina humana.
(D) o RNA mensageiro de insulina humana.
(E) um cromossomo da espécie humana.

19. (ENEM – 2015 2ª Aplicação Azul Q81) A toxina botulínica


(produzida pelo bacilo Clostridium botulinum) pode ser encontrada em
alimentos malconservados, causando até a morte de consumidores. No
entanto, essa toxina modificada em laboratório está sendo usada cada vez
mais para melhorar a qualidade de vida das pessoas com problemas físicos
e/ou estéticos, atenuando problemas como o blefaroespasmo, que provoca
contrações involuntárias das pálpebras.
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BACHUR, T. P. R. et al. Toxina botulínica: de veneno a tratamento. Revista Eletrônica Pesquisa Médica, n. 1,
jan.-mar. 2009 (adaptado).
O alívio dos sintomas do blefaroespasmo é consequência da ação da toxina
modificada sobre o tecido
(A) glandular, uma vez que ela impede a produção de secreção de
substâncias na pele.
(B) muscular, uma vez que ela provoca a paralisia das fibras que formam
esse tecido.
(C) epitelial, uma vez que ela leva ao aumento da camada de queratina que
protege a pele.
(D) conjuntivo, uma vez que ela aumenta a quantidade de substância
intercelular no tecido.
(E) adiposo, uma vez que ela reduz a espessura da camada de células de
gordura do tecido.

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20. (ENEM – 2016 Azul Q83) O Brasil possui um grande número de


espécies distintas entre animais, vegetais e microrganismos envoltos em
uma imensa complexidade e distribuídas em uma grande variedade de
ecossistemas.
SANDES, A. R. R.; BLASI, G. Biodiversidade e diversidade química e genética. Disponível em:
http://novastecnologias.com.br. Acesso em: 22 set. 2015 (adaptado).
O incremento da variabilidade ocorre em razão da permuta genética, a qual
propicia a troca de segmentos entre cromátides não irmãs na meiose.
Essa troca de segmentos é determinante na
a) Produção de indivíduos mais férteis.
b) Transmissão de novas características adquiridas.
c) Recombinação genética na formação dos gametas.
d) Ocorrência de mutações somáticas nos descendentes.
e) Variação do número de cromossomos característico da espécie.

21. (ENEM – 2016 2ª Aplicação Branca Q89) O paclitaxel é um


triterpeno poli-hidroxilado que foi originalmente isolado da casca de Taxus
brevifolia, árvore de crescimento lento e em risco de extinção, mas agora é
obtido por rota química semissintética. Esse fármaco é utilizado como
agente quimioterápico no tratamento de tumores de ovário, mama e
pulmão. Seu mecanismo de ação antitumoral envolve sua ligação à tubulina
interferindo com a função dos microtúbulos.
KRETZER, I. F. Terapia antitumoral combinada de derivados do paclitaxel e etoposídeo associados
à nanoemulsão lipídica rica em colesterol - LDE. Disponível em: www.teses.usp.br. Acesso em: 29
fev. 2012 (adaptado).
De acordo com a ação antitumoral descrita, que função celular é
diretamente afetada pelo paclitaxel?
a) Divisão celular.
b) Transporte passivo.
c) Equilíbrio osmótico.
d) Geração de energia.
e) Síntese de proteínas.
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COMENTÁRIOS DAS QUESTÕES

01. O animal resultante da clonagem terá as características daquele que


forneceu a ele o material genético contido no núcleo. Esse animal foi a vaca
W. Alternativa B.

02. Ao construir um banco genético, utiliza-se uma amostra de indivíduos


de uma espécie que nunca vão representar a variabilidade genética total
presente nesse grupo, o que do ponto de vista evolutivo é considerado um
ponto questionável. Já do ponto de vista ecológico, é preciso considerar que
esses bancos genéticos não seriam capazes de representar as interações
entre os indivíduos de diferentes espécies e a influência dos fatores
abióticos nos mesmos, ou seja, a heterogeneidade dos ecossistemas. Por
outro lado, não podemos dizer que as técnicas de preservação de embriões

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ainda são desconhecidas. Com isso, as afirmativas I e III estão corretas.


Alternativa C.
03. Essa questão envolve conhecimentos sobre tecidos animais mas, na
verdade, exige apenas um raciocínio matemático do candidato. Assim, se o
tecido pesava 200mg e após a retirada da água passou a pesar 80mg, isso
significa que havia 120mg de água nele. 120/200 = 0,6. Isso quer dizer que
60% do tecido eram compostos por água, o que corresponde ao tecido
conjuntivo. Alternativa D.

04. Como o próprio enunciado já diz: “Os riscos ambientais da soja


transgênica são pequenos, já que ela não tem possibilidade de cruzamento
com outras plantas e o perigo de polinização cruzada com outro tipo de soja
é de apenas 1%.” Isso quer dizer que não há perigo dessa soja cruzar com
espécies selvagens, produzindo híbridos que poderiam se disseminar em
ambientes igualmente selvagens e provocar alterações nas características
das populações naturais de soja. Alternativa C.

05. Os transgênicos são capazes de introduzir características de um ser vivo


em outro, o que, de maneira metafórica, poderia se comparar à figura do
peixe com pernas humanas. Alternativa B.

06. A insulina é um hormônio necessário para a absorção de glicose pelas


células humanas. Pessoas com baixa produção desse hormônio
desenvolvem uma doença chamada diabetes. A produção de insulina por
bactérias, que é uma síntese biológica e não química, representa um
impacto favorável na saúde desses indivíduos. Alternativa D.

07. O enunciado dá a dica ao dizer que o número de cópias de um mesmo


cromossomo por célula maximiza a chance de se obter moléculas não
degradadas pelo calor da explosão. Se pensarmos que, em uma célula,
existem várias mitocôndrias e que os cromossomos nucleares só possuem
um par de cada tipo, isso indica que seria mais fácil utilizar o DNAmt.
Alternativa A. 04178253905

08. Príons são proteínas infectantes capazes de causar doenças como a


Encefalopatia Espongiforme Bovina (Doença da Vaca Louca). Os testes para
rastrear a presença desses príons consistem em: Teste I – retirar uma
amostra do cérebro de uma vaca que tenha morrido e injetá-la em
camundongos. Caso houvesse a morte do camundongo, isso indicaria a
presença de príons patogênicos. Isso ocorreu no animal B. Teste II – aplicar
anticorpos específicos para os príons sobre a amostra de cérebro. Caso
houvesse aglutinação do material, isso significaria a presença de príons.
Isso ocorreu na lâmina A. Teste III – tratar a amostra de cérebro com
proteases (enzimas que quebram proteínas) e submeter essa amostra a
uma corrida em gel de agarose. Caso surgissem bandas nos marcadores
relativos aos príons, isso indicaria a sua presença. Isso ocorreu no gel B.
Alternativa C.

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09. Por serem células do próprio indivíduo e carregarem o mesmo material


genético, as chances de rejeição tornam-se muito menores do que se
fossem utilizadas células de outra pessoa. Alternativa C.

10. No processo de replicação do DNA, as DNA polimerases utilizam ambas


as fitas como moldes. Isso significa que as moléculas filhas serão
compostas, cada uma, por uma fita parental e outra recém sintetizada, o
que confere a esse processo a característica de ser semiconservativa.
Alternativa C.

11. A engenharia genética consiste em manipular os genes e introduzi-los


em outros organismos de modo a fazer com que eles produzam certas
substâncias como medicamentos, vacinas e combustíveis. Na situação
citada no enunciado da questão, todo o genoma de uma bactéria foi
substituído por outro. Alternativa D.

12. O gene introduzido (DNA recombinante) no milho transgênico se liga ao


material genético já presente na célula e passa a ser transcrito e traduzido
normalmente, o que faz com que sua característica seja manifestada.
Alternativa E.

13. O que vemos na figura é o resultado da eletroforese contendo amostras


de DNA dos casais e do bebê. A ideia é comparar o padrão de bandas pretas
do bebê com os supostos pais. A banda preta significa a presença daquele
marcador de DNA específico e, no caso do bebê, ele pode ter sido herdado
do pai, da mãe ou de ambos. Logo, o casal que tiver a compatibilidade
nesses padrões de bandas com o bebê será o casal de progenitores. Ao
observarmos a quarta banda de cima pra baixo, verificamos que o bebê
possui o marcador, mas entre os casais somente o 3 e o 4 poderiam ter
fornecido a ele esse material genético. Se observarmos a sétima banda
então, vemos que somente o casal 3 possui compatibilidade. Para tirar a
dúvida é só comparar cada banda restante e ver que o casal 3 sempre terá
compatibilidade. Alternativa C. 04178253905

14. Entre as organelas citadas, a única que possui material genético próprio
e, por isso, poderia receber transgenes, é a mitocôndria. Alternativa B.

15. As mitocôndrias são passadas de gerações para gerações pela linhagem


materna. Assim, o DNA mitocondrial da vítima só poderia ser comparado
com alguém dessa linhagem: sua mãe, sua avó materna, sua bisavó
materna e assim sucessivamente. Alternativa D.

16. Por possuir material genético proveniente de outra espécie, a planta


passa a ser chamada de transgênica. Alternativa E.

17. As células de cordão umbilical são pouco diferenciadas, o que lhes


confere o potencial de se diferenciarem em diversos tipos celulares,
podendo ser usadas em diversos tratamentos. Alternativa D.
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18. A informação para a produção da insulina está presente no seu


respectivo gene no DNA humano. Assim, ao receberem o DNA codificante
dessa substância, as bactérias passaram a sintetizá-la. Alternativa A.

19. Como o enunciado já diz, o blefaroespasmo provoca contrações


involuntárias das pálpebras. Para aliviar esse sintoma, um fármaco deve
ser capaz de impedir que essas contrações ocorram, ou seja, deve atuar no
tecido capaz de se contrair. Nesse caso, temos apenas o tecido muscular
como possibilidade. Alternativa B.

20. A permuta genética ou crossing-over que ocorre na meiose é


responsável por gerar grande diversidade de gametas devido às infinitas
possibilidades de trocas de fragmentos entre as cromátides não-irmãs.
Alternativa C.

21. Os microtúbulos atuam durante a divisão celular formando as fibras do


fuso mitótico. Alternativa A.

7. Bibliografia consultada

 AMABIS, J.M & MARTHO, G.R. Biologia. São Paulo: Editora Moderna,
2010, Vol.3.

 CAMPBELL, NEIL. Biologia, Porto Alegre: Artmed Editora, 2010.

 GARTNER, L.P. & HIATT, J.L. Tratado de Histologia em Cores. Rio


de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003.

 LINHARES, S. & GEWANDSZNAJDER, F. Biologia Hoje. São Paulo:


04178253905

Editora Ática, 2014, Vol. 3.

 PURVES, W. K.; SADAVA, D.; ORIANS, G. H. HELLER, H.C. Vida - A


ciência da biologia. Porto Alegre: Artmed Editora, 2002, Vol. 2.

 STARR; EVERS; STARR. Biology Concepts and Applications


Without Physiology. Stamford. Cengage Learning, 2013.

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Aula 06 - Identidade dos Seres Vivos

Biologia p/ ENEM 2017 (Com videoaulas)


Professor: Daniel dos Reis Lopes

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AULA 06: Características dos seres vivos;


Sistemática e Taxonomia; Vírus; Reino Monera;
Reino Protoctista; Ciclos de vida.

SUMÁRIO PÁGINA
1. Características dos seres vivos 01
2. Sistemática e Taxonomia 05
3. Vírus 11
4. Reino Monera 15
5. Reino Protoctista 22
6. Tipos de Ciclo de Vida 28
6. Questões Resolvidas 31
7. Bibliografia consultada 40

1. Características dos seres vivos

Iniciaremos agora o estudo de outro tema da Biologia que é a


Identidade dos Seres Vivos. Para isso, e antes de mais nada, precisamos
saber quais são as características compartilhadas por todos os organismos
(ou quase todos) e que os diferenciam da matéria não viva.
Apesar de termos estudado a Origem da Vida lá na aula 00, não
chegamos a definir o que é um ser vivo. Precisamos, portanto, responder a
essa pergunta: O QUE É VIDA?
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Para identificar o que faz com que algo seja um ser vivo, precisamos
elencar as características compartilhadas por todos os organismos.

a) COMPOSIÇÃO QUÍMICA COMPLEXA: Vimos na aula 03 que a


composição química dos seres vivos é diferente daquela da matéria não
viva. Isso acontece pelos tipos e pelas quantidades de determinadas
moléculas. As principais moléculas orgânicas são os carboidratos, os
lipídeos, as proteínas, os ácidos nucleicos e as vitaminas. Os seres vivos
apresentam também grande quantidade de água e sais minerais.

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b) ALTO GRAU DE ORGANIZAÇÃO: A vida parece estar organizada em


vários níveis hierárquicos formando conjuntos cada vez maiores de
estruturas e organismos. Isso se reflete nos chamados níveis de
organização dos seres vivos. Se tomarmos como ponto de partida os
átomos (hoje sabemos que existem partículas menores do que eles)
veremos que eles se juntam para formar moléculas. Estas, por sua vez,
se unem nas diversas organelas que compõem as células. A célula é
considerada a unidade morfofisiológica dos seres vivos. Isso ocorre
pois ela é a menor estrutura que pode, por si só, formar um organismo.
Essa situação acontece nos seres unicelulares, que possuem somente uma
célula e, nesse caso, ela também representa o nível de organismo. Para a
maioria dos seres pluricelulares, ou seja, aqueles que são formados por
mais de uma célula, essas células se organizam formando tecidos. Como
vimos na aula 05, tecidos são conjuntos de células de estrutura e função
semelhantes que se unem para formar diferentes órgãos. O conjunto de
órgãos em um ser vivo forma os sistemas, como por exemplo o nosso
sistema respiratório. E, finalmente, os sistemas compõem os organismos.
É claro que, para seres mais simples, algumas dessas categorias não
estarão presentes. A partir do nível acima de organismos, ou seja,
população, eles serão fruto de estudo da Ecologia, como vimos na aula 01.
A figura 01 representa os níveis de organização citados.

c) METABOLISMO: Tal como vimos nas aulas 03 e 04, o metabolismo


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compreende o conjunto de todas as reações químicas que ocorrem nas


células e levam à transformação da matéria. Essas reações se dividem em
dois grupos: anabolismo e catabolismo. As reações anabólicas são
aquelas que envolvem a síntese de matéria orgânica, como é o caso da
fotossíntese. As reações catabólicas envolvem a quebra de matéria, como
é o caso da respiração celular.

d) NUTRIÇÃO: A nutrição compreende as formas pelas quais os


organismos adquirem a matéria orgânica que servirá como combustível
para a obtenção de energia química. Ela pode ser autotrófica, onde os

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seres produzem a própria matéria orgânica através de processos como a


fotossíntese e a quimiossíntese; ou heterotrófica onde os organismos
precisam obter os nutrientes orgânicos já prontos na natureza, através da
alimentação.

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Fig. 01: Níveis de organização dos seres vivos.


e) REPRODUÇÃO COM HEREDITARIEDADE: Os seres vivos crescem e
se reproduzem, gerando descendentes que portam as suas características.
Isso ocorre pois sua reprodução conserva as informações contidas no
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material genético, o que implica na transmissão das características


hereditárias. A reprodução pode ocorrer assexuadamente, quando não há
troca de material genético entre indivíduos diferentes e gerando
descendentes idênticos aos progenitores, ou sexuadamente, quando dois
organismos trocam material genético e dão origem a descendentes
diferentes dos progenitores.

f) IRRITABILIDADE: É a capacidade que os seres vivos possuem de reagir


a estímulos ambientais, seja por movimentos, mudando a sua forma, ou
desencadeando processos bioquímicos. Essa característica fica bem visível
nos animais, uma vez que a maioria tem a capacidade de se mover
ativamente. Mas as plantas também são capazes de alterar a posição de
suas folhas, por exemplo, ou controlar a abertura e fechamento dos
estômatos em resposta a alterações de temperatura e umidade.

g) EVOLUÇÃO: Todos os seres vivos se modificam ao longo das gerações,


devido principalmente ao surgimento de variações no seu material genético
de forma aleatória – as mutações, que sofrem ação da seleção natural,
fazendo com que os indivíduos portadores das melhores mutações
sobrevivam mais e se reproduzam mais do que outros.

Essas características são responsáveis pelo fato de os seres vivos


serem tão peculiares e tão diferentes da matéria não viva. No entanto, e
como sempre, existe um grupo de seres que estão no limiar entre a vida e
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a matéria inanimada. Os vírus não possuem a maior parte das


características listadas acima e, por isso, muitos cientistas não os
consideram como seres vivos. Vamos conhece-los melhor mais à frente
nessa aula.

2. Sistemática e Taxonomia

A sistemática é a área da Biologia que estuda a biodiversidade. Para


isso, ela depende da taxonomia para classificar, agrupar e dar nomes aos
seres vivos.

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Desde que o ser humano desenvolveu a curiosidade pelos demais seres


vivos, ele criou sistemas de classificação baseados em diversos critérios.
Por exemplo, podemos classificar os animais em aquáticos, terrestres e
ainda voadores. Isso obviamente geraria grupos com seres muito diversos
e distantes evolutivamente como morcegos e insetos. Outro critério poderia
ser a “utilidade” de um animal para o ser hum