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Aula 00

Estatuto e Ética dos Advogados p/ OAB 1ª Fase XXV Exame


Professor: Daniela Medeiros de Menezes

00000000000 - DEMO
ƒTICA PROFISSIONAL- EXAME DE ORDEM - XXV
Teoria e Quest›es
Aula 00 - Prof. Daniela Menezes

AULA 00
APRESENTA‚ÌO E CRONOGRAMA DO CURSO

INTRODU‚ÌO AO ESTUDO DE ƒTICA PROFISSIONAL

Sum‡rio
ƒtica Profissional na Prova da OAB ..................................................................... 2

Cronograma de Aulas .................................................................................... 3

Metodologia do Curso .................................................................................... 5

Apresenta•‹o Pessoal .................................................................................... 7

1 - Considera•›es Iniciais ............................................................................... 8

2 Ð Atividade de Advocacia ............................................................................. 8

2.1 Ð Atos Privativos de Advogado .................................................................................9

2.2 Ð Exce•›es ao ius postulandi do Advogado .............................................................. 14

2.3 Ð Atos nulos ........................................................................................................ 17

2.4 Ð Procura•‹o e Substabelecimento ......................................................................... 18

3 Ð Direitos do Advogado ..............................................................................27

3.1 Ð Direitos e Prerrogativas ..................................................................................... 27

3.2 Ð Lei 13.245/16 ................................................................................................... 38

3.3 Ð Lei 13.363/16 ................................................................................................... 40

4 Ð Lista de Quest›es de Aula .........................................................................49

5 - Destaques da Legisla•‹o ...........................................................................70

6 - Sœmulas e Jurisprud•ncia Correlatos .............................................................71

8 - Considera•›es Finais ...............................................................................72

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APRESENTA‚ÌO E CRONOGRAMA DE AULAS

ƒtica Profissional na Prova da OAB

Iniciamos hoje o nosso Curso de ƒtica Profissional para o XXV Exame da


OAB, voltado para a prova objetiva, a ser realizada pela Funda•‹o Getœlio
Vargas.

ƒ hora de iniciar os estudos para a nossa querid’ssima prova!

O Exame da OAB Ž composto por duas provas. A 1» fase possui 80 quest›es


objetivas de mœltipla escolha, com quatro alternativas (A, B, C, D), dos mais
variados conteœdos jur’dicos estudados na gradua•‹o.

Atualmente, essas quest›es est‹o distribu’das entre as seguintes disciplinas:


Direito Constitucional, Direito Administrativo, Direito do Trabalho, Direito Penal,
Direito Civil, Direito Empresarial, Direito Internacional Pœblico, Direito Processual
(Civil, Penal e do Trabalho), Direitos Humanos, C—digo do Consumidor, Estatuto
da Crian•a e do Adolescente, Direito Ambiental, Direito Internacional, Filosofia do
Direito, Estatuto da Advocacia, Regulamento Geral da OAB e C—digo de
ƒtica e Disciplina da OAB.

Desse modo, dada a exig•ncia da OAB e a tend•ncia que se estabeleceu,


acreditamos na cobran•a de dez quest›es, que corresponde a 12,5% da prova
objetiva.

Sabemos que no XXIII e XXIV Exame de Ordem foram cobradas apenas oito
quest›es, mas a esperan•a Ž a œltima que morre nŽ? Ent‹o, vamos confiar que
no XXV Exame de Ordem ser‹o cobradas dez quest›es.

O que n—s faremos aqui Ž justamente nos preparar para acertar essas dez
quest›es.

Aqui n‹o vamos ter problemas com a ementa da disciplina, pois o conteœdo n‹o
Ž extenso. O edital cobra o Estatuto da Advocacia e da OAB, o Regulamento Geral
e o Novo C—digo de ƒtica Profissional da OAB.

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Assim, como estudar 12,5% da prova sem perder de vista a quantidade


disciplinas e demais conteœdos?

Temos que trazer os conceitos gerais e as regras mais importantes da disciplina.


Estudar tudo Ž quase imposs’vel, ent‹o estudaremos os assuntos mais cobrados!

Em ƒtica Profissional, podemos ordenar esses blocos de cobran•a do seguinte


modo:

1¼ Direitos do 2¼ Infra•›es e 3¼ Sociedade de


Advogado San•›es Disciplinares Advogados

4¼ Honor‡rios 5¼ Incompatibilidade e 6¼ Estrutura e


Advocat’cios Impedimentos Composi•‹o da OAB

Em vista das informa•›es que levantamos desenvolveremos um Curso objetivo e


direto, com base nos assuntos mais cobrados em prova.

Cronograma de Aulas
O nosso Curso compreender‡ um total de nove aulas, juntamente desta aula
demonstrativa, distribu’dos conforme cronograma abaixo:

AULA CONTEòDO DATA

Aula 00

Apresenta•‹o do Curso,
Introdu•‹o ao Estatuto da Advocacia e da OAB:
Cronograma de Aulas, 04.12
Atividade de Advocacia e Direitos do Advogado
Introdu•‹o ao Estatuto da
Advocacia e da OAB

Aula 01
Inscri•‹o na Ordem dos Advogados do Brasil, Est‡gio
Inscri•‹o na OAB, Est‡gio
Profissional, Sociedade de Advogados, Sociedade 11.12
Profissional, Sociedade de
Unipessoal de Advocacia e Advogado Empregado
Advogados e Sociedade

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Unipessoal de Advocacia,
Advogado Empregado

Aula 02

Rela•›es com o cliente, Rela•›es com o cliente, Honor‡rios Advocat’cios e


18.12
Honor‡rios Advocat’cios e Advocacia Pro Bono.
Advocacia Pro Bono.

Aula 03

Sigilo Profissional e Sigilo Profissional e Publicidade Profissional 25.12

Publicidade Profissional

Aula 04

ƒtica do Advogado, Princ’pios ƒtica do Advogado, Princ’pios Fundamentais,


Fundamentais, Desagravo Desagravo Pœblico e Incompatibilidade e 01.01
Pœblico e Incompatibilidade e Impedimentos
Impedimentos

Aula 05

Infra•›es e San•›es Infra•›es e San•›es Disciplinares 08.01

Disciplinares

Ordem dos Advogados do Brasil: Exerc’cio de Cargos


e Fun•›es na OAB. Conselho Federal. Conselho Pleno.
îrg‹o Especial do Conselho Pleno. Das C‰maras. Das
Aula 06
Sess›es. Da Diretoria do Conselho Federal. Do
Ordem dos Advogados do 15.01
Conselho Seccional. Das Subse•›es. Da Caixa de
Brasil
Assist•ncia dos Advogados. Confer•ncia e ColŽgios de
Presidentes.

Aula 07
Elei•›es e Mandato: Recursos. 22.01
Elei•›es e Mandato

Processo Disciplinar: Procedimentos. Tribunais de


Aula 08
ƒtica e Disciplina. 29.01
Processo Disciplinar

Como voc•s podem perceber as aulas s‹o distribu’das para que possamos tratar
cada um dos assuntos com tranquilidade, transmitindo seguran•a a voc•s para
um excelente desempenho em prova.

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Eventuais ajustes de cronograma poder‹o ser realizados por quest›es did‡ticas


e ser‹o sempre informados com anteced•ncia.

Metodologia do Curso

Vistos esses aspectos iniciais referentes a disciplina no Exame de Ordem, vamos


tecer algumas observa•›es prŽvias importantes a respeito do nosso Curso.

PRIMEIRA, como a disciplina e conteœdo s‹o primordiais para a sua aprova•‹o


vamos priorizar os assuntos mais recorrentes e importantes para a prova. Desse
modo, os conceitos e informa•›es apresentados ser‹o objetivos e diretos,
visando ˆ resolu•‹o de provas objetivas.

SEGUNDA, ser‹o utilizados, ao longo do curso, as quest›es anteriores da FGV.


Temos um bom portf—lio de quest›es, contudo, traremos quest›es elaboradas
pela banca em concursos pœblicos, bem como quest›es inŽditas e de outras
bancas. Nosso intuito ser‡, sempre, frisar os temas mais importantes e que
podem aparecer em prova.

ƒ bom registrar que todas as quest›es do material ser‹o comentadas de


forma anal’tica. Sempre explicaremos o porqu• da assertiva estar correta ou
incorreta. Isso Ž relevante, pois o aluno poder‡ analisar cada uma delas, perceber
eventuais erros de compreens‹o e revisar os assuntos tratados.

TERCEIRO, os conteœdos desenvolvidos observar‹o os principais conceitos do


Estatuto da Advocacia e da OAB, do Regulamento Geral e do Novo C—digo de
ƒtica da OAB.

Esta Ž a nossa proposta!

As aulas em pdf t•m por caracter’stica essencial a did‡tica. Vamos abordar


assuntos doutrin‡rios com objetividade, priorizando a clareza, para facilitar a
absor•‹o.

Isso, contudo, n‹o significa superficialidade. Pelo contr‡rio, sempre que


necess‡rio e importante os assuntos ser‹o aprofundados de acordo com o
n’vel de exig•ncia das provas anteriores.

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Para tanto, o material ser‡ permeado de esquemas, gr‡ficos


informativos, resumos, figuras, tudo com o fito de Òchamar aten•‹oÓ
para os conteœdos que possuem relev‰ncia para a prova. Sempre
que houver uma ÒcorujinhaÓ no material redobre a aten•‹o.

Outro aspecto muito importante dos nossos cursos Ž a possibilidade de contato


direto e permanente com o Professor. Temos um f—rum de dœvidas, por
intermŽdio do qual o aluno poder‡ manter contato com o Professor. Durante o
estudo dos materiais, podem surgir dœvidas ou dificuldades de compreens‹o. ƒ
direito do aluno e dever do Professor atend•-lo.

Foco, objetividade e did‡tica conduzir‹o todo o nosso curso.

Destaque das principais aspectos de cobran•a em


prova.
CARACTERêSTICAS DO

Utiliza•‹o de recursos did‡ticos (esquemas, quadros,


resumos, gr‡ficos).
CURSO

Quest›es comentadas anal’ticamente.

Material objetivo

F—rum de Dœvidas

Por fim, nossas aulas seguir‹o uma estrutura padronizada. Haver‡ uma parte
inicial, na qual abordaremos os assuntos que ser‹o tratados, informa•›es sobre
aulas passadas (tais como esclarecimentos, corre•›es etc.) e informa•›es sobre
o andamento do exame. Em seguida, teremos a parte te—rica da aula, permeadas
por quest›es.

Por fim, alŽm da lista de quest›es apresentadas, faremos o fechamento da aula,


com sugest›es para a revis‹o e dicas de estudo

Vejamos a estrutura das aulas:

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CONSIDERA‚ÍES ¥Observa•›es sobre aulas passadas, eventuais ajustes e


INICIAIS assuntos a serem estudados

¥Teoria, quest›es comentadas, esquemas e gr‡ficos


AULA explicativos, legisla•‹o pertinente, doutrina e
jurisprud•ncia

CONSIDERA‚ÍES ¥Dicas e sugest›es de estudo e informa•›es sobre a


FINAIS pr—xima aula.

Apresenta•‹o Pessoal
Por fim, resta uma breve apresenta•‹o pessoal. Meu nome Ž Daniela Medeiros de
Menezes! Sou graduada em Direito pelo Centro Universit‡rio de Bras’lia
(UNICEUB) e mestranda em Pol’ticas Pœblicas.

Estou envolvida com o exame de ordem e concursos pœblicos desde 2010.


Dediquei-me a advocacia privada e, atualmente, sou Consultora Jur’dica do
Instituto Nacional de Ensino e Pesquisa An’sio Teixeira Ð Inep.

Ademais, leciono a disciplina de Direito internacional e Direito Administrativo para


os mais variados concursos e, recentemente empreendemos o projeto para o
exame da OAB. AlŽm disso, possuo forma•‹o e capacita•‹o como Ju’za Arbitral
da Europa e Mercosul.

Deixarei abaixo meus contatos para quaisquer dœvidas ou sugest›es. Ser‡ um


prazer orient‡-los da melhor forma poss’vel nesta caminhada que se inicia hoje.
Vamos juntos!

prof.danielamenezes@gmail.com

@prof.danielamenezes

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ESTATUTO DA ADVOCACIA E DA OAB

1 - Considera•›es Iniciais
A primeira coisa que deve ser compreendida antes de iniciar o estudo de
determinada disciplina Ž saber o que ela Ž propriamente. Para quem est‡
iniciando Ž importante para se situar na matŽria. Se voc• j‡ tem essa no•‹o,
ainda assim n‹o deixe de ler, pois o Estatuto da Advocacia e da OAB teve
importantes modifica•›es com o Novo C—digo de ƒtica da OAB e com a vig•ncia
das Leis 13.363/16, 13.245/16 e 13.247/16.

Em s’ntese, abordaremos grupos de assuntos dos respectivos instrumentos


legais:

¥ Estatuto da Advocacia e da OAB


¥ Novo C—digo de ƒtica
¥ Regulamento Geral

Sem sombra de dœvidas, todos os t—picos s‹o relevantes, mas a prioridade Ž o


Estatuto da Advocacia e da OAB, pois 70% do conteœdo Ž cobrado em prova.

A partir disso, iniciaremos o nosso estudo de hoje.

Boa aula a todos!

2 Ð Atividade de Advocacia

A ideia deste t—pico inicial Ž estabelecer os atos privativos de advocacia, a partir


da an‡lise do artigo 1 ao 5 do Estatuto da Advocacia e da OAB, sob o prisma dos
atos judiciais e extrajudiciais que somente podem ser realizados por advogados
inscritos regularmente nos quadros da OAB, ap—s atender os requisitos do artigo
81 da Lei 8.906/94 (Estatuto da Advocacia e da OAB).

1
Art. 8¼ Para inscri•‹o como advogado Ž necess‡rio: I - capacidade civil; II - diploma ou certid‹o de
gradua•‹o em direito, obtido em institui•‹o de ensino oficialmente autorizada e credenciada; III - t’tulo de
eleitor e quita•‹o do servi•o militar, se brasileiro; IV - aprova•‹o em Exame de Ordem; V - n‹o exercer

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A express‹o Òregularmente inscritoÓ Ž bastante cobrada na


prova da OAB e significa que o advogado est‡ de acordo com as suas obriga•›es
legais, ou seja, n‹o est‡ licenciado, impedido ou afastado dos quadros da OAB.
Logo, regularmente inscrito significa que o advogado pode exercer a advocacia
livremente. Fique atento!

2.1 Ð Atos Privativos do Advogado


Sem a pretens‹o de analisar o assunto de forma aprofundada, vamos citar duas
caracter’sticas relevantes apontadas pela legisla•‹o e que estabelecem o que s‹o
atividades privativas do advogado:

1» CARACTERêSTICA: Postula•‹o em —rg‹o do Poder Judici‡rio.

A postula•‹o exclusiva do advogado em ju’zo encontra-se respaldo no art.


133 da CF/1988:

Art. 133. O advogado Ž indispens‡vel ˆ administra•‹o da justi•a, sendo inviol‡vel


por seus atos e manifesta•›es no exerc’cio da profiss‹o, nos limites da lei.

Nesse sentido, o Novo C—digo de ƒtica e Disciplina da OAB estabelece que o


advogado Ž indispens‡vel ˆ Administra•ão da Justi•a e defensor do Estado
Democr‡tico de Direito, dos direitos humanos e garantias fundamentais, da
cidadania, da moralidade, da Justi•a e da paz social, cumprindo-lhe exercer o seu
ministŽrio em conson‰ncia com a sua elevada fun•ão publica e com os valores
que lhe s‹o inerentes.

atividade incompat’vel com a advocacia; VI - idoneidade moral; VII - prestar compromisso perante o
conselho.

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Neste conceito, afasta-se a ideia restritiva de que a atua•‹o do advogado Ž


apenas Ð advogado e cliente, tendo em vista a import‰ncia do exerc’cio da
advocacia na sociedade. Sem o advogado, n‹o h‡ que se falar em rela•‹o
processual.

As caracter’sticas da advocacia e as prerrogativas dos advogados est‹o em


conformidade com a fun•‹o social que identifica a atividade, bem como a
realiza•‹o da justi•a. Vale lembrar que a express‹o ÒqualquerÓ que continha no
texto original do inciso I do art. 1 do Estatuto da Advocacia, foi declarada
inconstitucional com o julgamento da Adin 1.127-8.

O advogado deve atuar na defesa dos interesses do seu cliente e postular uma
decis‹o favor‡vel, a partir do convencimento do julgador. Todos os seus atos s‹o
revestidos de mœnus pœblico, ou seja, revestido de natureza pœblica, inviol‡vel
por seus atos e manifesta•›es, nos termos da lei.

ÒMœnus pœblico Ž o encargo a que se n‹o pode fugir, dadas as


circunst‰ncias, no interesse social. A advocacia, alŽm de
profiss‹o, Ž mœnus, pois cumpre o encargo indeclin‡vel de
contribuir para a realiza•‹o da justi•a, ao lado do patroc’nio
da causa, quando atua em ju’zoÓ2

O mœnus pœblico do advogado est‡ presente em diversos servi•os relativos ˆ


justi•a, ˆ exemplo, da participa•‹o direta e efetiva dos advogados em etapas de
concursos pœblicos (Magistratura, Defensoria Pœblica e MinistŽrio Pœblico) e o
acesso direto na composi•‹o dos Tribunais Superiores de Justi•a, como o quinto
constitucional.

2
(LïBO, 2011:42)

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Enquanto fun•‹o essencial ˆ justi•a, o advogado atua como pe•a fundamental na


rela•‹o angular do processo, garantindo-lhe a defesa tŽcnica e o ius postulandi,
como pressuposto processual subjetivo ˆs partes, de modo a garantir o acesso ˆ
Justi•a.

Dessa forma, como regra, deve prevalecer a exig•ncia do advogado para a


postula•‹o em —rg‹os do Poder Judici‡rio. As exce•›es ser‹o analisadas mais
abaixo em item pr—prio (ÒExce•›es ao ius postulandi do advogadoÓ).

2» CARACTERêSTICA: Atividades de consultoria, assessoria e dire•‹o


jur’dicas.

As atividades de consultoria, assessoria e dire•‹o jur’dicas s‹o privativas de


advogados, n‹o podendo ser praticadas por bacharŽis em Direito, ainda que se
trate de um bacharel j‡ aprovado no Exame de Ordem.

A aprova•‹o no Exame de Ordem Ž apenas um dos requisitos


para se obter a inscri•‹o como advogado junto a OAB, devendo-se cumprir com
os demais requisitos previstos no art. 8 do Estatuto da Advocacia.

O conceito de consultoria jur’dica pode ser visto como o direcionamento e


alinhamento processual, sem a formaliza•‹o dos servi•os. Ou seja, sem a
execu•‹o da atividade. Por exemplo: Jo‹o consulta o advogado Marcos sobre a
sua aposentadoria e requer esclarecimentos sobre a melhor forma de defesa,
sem a execu•‹o, propriamente dita.

J‡ o conceito de assessoria jur’dica pode ser definido como o servi•o de


consultoria completa e formalizada, do in’cio ao fim, pela entrega do servi•o. Ou
seja, alŽm de prestar os esclarecimentos, o advogado ir‡ conduzir e realizar as
atividades processuais. Todas essas atividades s‹o aut™nomas, permitindo ao
advogado exercer, separadamente, a consultoria, assessoria ou a dire•‹o
jur’dica.

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De acordo com Paulo L™bo3, ÒA assessoria jur’dica Ž espŽcie


do g•nero advocacia extrajudicial, pœblico ou privada, que se
perfaz auxiliando quem deva tomar decis›es, realizar atos ou participar de
situa•›es com efeitos jur’dicos (...). Se o assessor proferir pareceres, conjuga a
atividade de assessoria em sentido estrito com a atividade de consultoria
jur’dicaÓ.

AlŽm disso, o Conselho Federal da OAB j‡ decidiu que a presta•‹o da consultoria


jur’dica por telefone ou internet Ž proibida, pois viola o princ’pio da
impessoalidade ofertada ao pœblico. Em hip—tese alguma, os servi•os da
advocacia poder‹o estar vinculados as finalidades mercantis ou empresarias,
sendo vedado o pagamento mensal mediante planos de assist•ncia jur’dicas.

A pr‡tica de atos privativos de advocacia, por profissionais e


sociedades n‹o inscritos na OAB, constitui exerc’cio ilegal da profiss‹o. ƒ
proibido ao advogado prestar servi•os de assessoria e consultoria jur’dicas para
terceiros, em sociedades que n‹o possam ser registradas na OAB.

Advocacia Pœblica

Os integrantes da advocacia pœblica est‹o sujeitos ao Estatuto da Advocacia e da


OAB como regra pr—pria de sua atividade, sem exce•‹o do regime pr—prio a que
estejam subordinados.

¥Advocacia- Geral da Uni‹o;


¥Procuradoria da Fazenda Nacional;
Exercem os atos ¥Defensoria Pœblica;
privativos da advocacia, ¥Procuradorias e Consultorias Jur’dicas dos
os integrantes da: Estados, do Distrito Federal, dos Munic’pios e
das respectivas entidades de administra•‹o
indireta e fundacional.

3
LïBO, 2011, p.34.

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Os integrantes da advocacia pœblica s‹o eleg’veis e podem integrar qualquer


—rg‹o da OAB. Ao contr‡rio dos magistrados, promotores de justi•a e
serventu‡rios do Poder Judici‡rio que exercem atividade incompat’vel com a
advocacia e n‹o podem exercer a advocacia, nem no ‰mbito pœblico.

N‹o Ž admitida a divulga•‹o da


advocacia, nem a associa•‹o com
qualquer profiss‹o ou atividade, seja
mercantil, de natureza beneficente,
lucrativa ou n‹o lucrativa.

Destaca-se que a advocacia n‹o pode ser divulgada em conjunto com outra
atividade, mas nada impede que o advogado exer•a outra profiss‹o. Por
exemplo: Chanel Ž advogada e corretora de im—veis. Chanel pode exercer as
duas profiss›es, desde que fa•a separadamente. Ou seja, Chanel n‹o pode ter
dentro do escrit—rio de advocacia uma sala destinada para o atendimento dos
seus clientes de im—veis. Essa quest‹o foi cobrada no XII Exame de Ordem.

Exerc’cio efetivo da advocacia

Para alcan•ar o m’nimo da pr‡tica jur’dica Ž necess‡rio a participa•‹o anual em


cinco atos privativos previstos no art. 1 do Estatuto, em causas ou quest›es
distintas. Trata-se de atos privativos e n‹o causas (processos), como exigido para
a obten•‹o da inscri•‹o suplementar.

AlŽm disso, a pr‡tica de atos privativos de advocacia, por profissionais e


sociedades que n‹o estejam inscritas na OAB, constitui exerc’cio ilegal da
profiss‹o, n‹o sendo considerado v‡lido os praticados. Dessa forma, memorize:

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Exerc’cio
M’nimo de cinco atos privativos efetivo da
advocacia

Inscri•‹o
M’nimo de cinco causas por ano
Suplementar

2.2 Ð Exce•›es ao ius postulandi do Advogado


Como vimos, a regra Ž a exig•ncia de advogado para a postula•‹o em —rg‹os do
Poder Judici‡rio, pois alguns atos n‹o s‹o considerados privativos de advocacia.
Veremos a seguir algumas exce•›es:

Art. 1, par‡grafo 1, da Lei 8.906/1994 Habeas Corpus

Juizado Especial C’vel, nas causas de valores


Art. 9, da Lei 9.099/1995;
atŽ 20 sal‡rios m’nimos;

Art. 10, caput, da Lei 10.259/2001; Juizado Especial Federal;

Art. 2, caput, da Lei 5.478/1968 Lei de Alimentos;

Sœmula Vinculante 5 (STF) Defesa em processo administrativo disciplinar.

Impetra•‹o de Habeas Corpus

A impetra•‹o de habeas corpus em qualquer inst‰ncia ou tribunal n‹o se inclui


como atividade privativa da advocacia, pois a impetra•‹o pode ser feita por
qualquer pessoal, inclusive, por aquele que sofre ou est‡ na imin•ncia de sofrer
constrangimento ilegal.

N‹o confunda jus postulandi com o direito de peti•‹o. O direito de peti•‹o Ž uma
garantia constitucional e o jus postulandi ato privativo do advogado. Apenas a
impetra•‹o do Habeas Corpus pode ser feita por qualquer pessoa, n‹o sendo
admitidas interposi•›es de recursos.

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Habeas Data, Mandado de Seguran•a e Revis‹o Criminal


n‹o se enquandram no rol de exce•›es de atividades
postulat—rias!

Juizados Especiais

De acordo como art. 9 da Lei n. 9.099/95 Ž facultativo a presen•a de advogados


nas causas de valor atŽ vinte sal‡rios m’nimos. Com o advento da Lei n.
10.259/01 que criou os Juizados Especiais C’veis e Criminais em ‰mbito federal,
a permiss‹o passou a ser para as causas no valor de atŽ sessenta sal‡rios
m’nimos e para as infra•›es penais de menor potencial ofensivo, ou seja, todas
as contraven•›es penais e os crimes cuja pena m‡xima n‹o ultrapasse dois anos,
cumulada ou n‹o com multa.

Nos Juizados Especiais Criminais da Justi•a Federal a


presen•a do advogado Ž facultativa.

Justi•a do Trabalho

A Consolida•‹o das Leis Trabalhistas (CLT) tambŽm Ž uma exce•‹o da postula•‹o


privativa do advogado, contudo, necess‡rio observar o entendimento do TST na
Sœmula 425. Vejamos:

Art. 791 CLT Sœmula 425 TST

Os empregados e os empregadores O jus postulandi das partes,


poder‹o reclamar pessoalmente estabelecido no art. 791 da CLT,

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perante a Justi•a do Trabalho e limita-se ˆs Varas do Trabalho e aos


acompanhar as suas reclama•›es atŽ Tribunais Regionais do Trabalho, n‹o
o final. alcan•ando a a•‹o rescis—ria, a a•‹o
cautelar, o mandado de seguran•a e
os recursos de compet•ncia do
Tribunal Superior do Trabalho.

Dessa forma, Ž facultativo a presen•a do advogado nas Varas e TRTs, sendo


obrigat—rio o advogado nas a•›es rescis—rias, a•‹o cautelar, mandado de
seguran•a e os recursos de compet•ncia do TST.

Atos e Contratos de Pessoas Jur’dicas

Os atos e contratos constitutivos das pessoas jur’dicas s— podem ser


registrados nas juntas comerciais, cart—rios de registro civil de pessoas
jur’dicas ou em outros —rg‹os competentes, quando visados por
advogados, n‹o alcan•ando as empresas individuais, sob pena de nulidade.

Para facilitar a memoriza•‹o, o que Ž fundamental para a prova objetiva,


vejamos um esquema:

REGRA

¥Todos os atos e contratos de pessoas jur’dicas.

EXCE‚ÍES

¥Microempresas;
¥Empresas de pequeno porte.

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Os advogados que prestem servi•os a —rg‹o ou entidades da Administra•‹o


Pœblica direta ou indireta, da unidade federativa a que se vincule a Junta
Comercial, ou a quaisquer reparti•›es administrativas competentes para o
registro n‹o podem visar os atos e contratos de pessoas jur’dicas.

2.3 Ð Atos Nulos


S‹o nulos os atos privativos de advogado praticados por pessoa n‹o inscrita na
OAB, sem preju’zo das san•›es civis, penais e administrativas, assim como os
atos praticados por advogado impedido - no ‰mbito do impedimento - suspenso,
licenciado ou que passar a exercer atividade incompat’vel com a advocacia. A
nulidade Ž absoluta n‹o podendo ser ratificados por outro profissional.

Pessoas n‹o inscritas na OAB


O exerc’cio da advocacia s— pode ser exercido por advogado regularmente inscrito
nos quadros de advogados da OAB, sendo vedado a pr‡tica de atos isolados por
estagi‡rios (salvo as hip—teses previstas por lei) ou bacharŽis em direito.

Impedimento
O impedimento Ž a proibi•‹o parcial do exerc’cio da advocacia, ou seja, pode
advogar em causa pr—pria em determinadas situa•›es, menos contra a entidade
que o remunera. Enquanto perdurar o impedimento para o exerc’cio da atividade,
os atos realizados durante essa situa•‹o ser‹o considerados nulos.

Suspenso
A suspens‹o Ž uma penalidade aplicada pela OAB, em virtude do cometimento
de infra•›es disciplinares. Durante o prazo de suspens‹o, o advogado n‹o pode
realizar os atos privativos da advocacia e, se praticar, ser‹o considerados nulos.
AlŽm disso, o prazo de suspens‹o pode durar de 30 dias a 12 meses, sendo
considerado nulo qualquer ato praticado durante o per’odo de suspens‹o.

Licenciado

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A licen•a n‹o pode ser confundida com a suspens‹o, pois a licen•a Ž requerida
pelo advogado e tem sempre car‡ter tempor‡rio. Durante o per’odo da licen•a,
os atos da advocacia n‹o podem ser exercidos.

Atividade incompat’vel com a advocacia


O exerc’cio incompat’vel com a advocacia impede a realiza•‹o de qualquer ato
privativo. A incompatibilidade est‡ relacionada cargo ou fun•‹o a ser exercida e
n‹o a pessoa. Por isso, o afastamento tempor‡rio das atividades n‹o autoriza o
exerc’cio da advocacia.

2.4 Ð Procura•‹o e Substabelecimento


A procura•‹o serve para habilitar o advogado a praticar todos os atos judiciais,
em qualquer ju’zo ou inst‰ncia fazendo a prova do mandato. Temos dois tipos de
procura•‹o: foro geral e a com poderes especiais, sendo essa œltima exigida nos
casos previstos em lei, ˆ exemplo da compet•ncia para receber cita•‹o,
levantamento do alvar‡, dentre outros.

O artigo 7¼, inciso VI, letra d, EAOAB exige a procura•‹o


com poderes especiais em qualquer assembleia ou
reuni‹o que participe ou possa participar para
representar o cliente. A procura•‹o Ž sempre
individual, n‹o alcan•a todos representantes no mesmo
instrumento.

O substabelecimento Ž o instrumento utilizado pelo advogado para outorgar


poderes que lhes foram conferidos. O substabelecimento, com reservas, Ž a
transfer•ncia provis—ria, pois consiste na perman•ncia do advogado no processo.

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O substabelecimento com reservas Ž ato privativo do


advogado e n‹o precisa ser comunicado ao cliente. J‡ o
substabelecimento, sem reservas, acontece quando o
advogado transfere os poderes adquiridos para outro
profissional, eximindo-se de toda responsabilidade e
transferindo definitivamente todos os poderes. O
substabelecimento sem reservas n‹o Ž ato
privativo do advogado e depende do conhecimento
do cliente.

A renœncia do instrumento de procura•‹o Ž sempre do advogado e com expressa


comunica•‹o ao cliente. Ap—s a notifica•‹o ao cliente com aviso de recebimento
o advogado deve permanecer no processo durante 10 dias, salvo quando for
substitu’do antes do tŽrmino desse prazo.

Em regra, o advogado n‹o pode abandonar o processo, ap—s a notifica•‹o do


cliente, pois deve permanecer durante o prazo de 10 dias. Se descumprir a
determina•‹o legal, aplica-se a penalidade do artigo 34, inciso XI, do Estatuto da
Advocacia e da OAB, sem preju’zo das demais san•›es.

Atenta-se que nos casos de revoga•‹o do mandato, o cliente n‹o fica desobrigado
a pagar os honor‡rios contratuais ajustados com o advogado e nem a desconta-
los com os honor‡rios de sucumb•ncia. O pagamento dever‡ ser feito de forma
proporcional aos servi•os prestados, sem a quebra de confian•a do cliente.

è! A revoga•‹o Ž realizada pelo cliente e a renœncia pelo advogado;


è! No abandono de causa o advogado desaparece e n‹o comunica o cliente;

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è! N‹o confunda abandona da causa com a renœncia, porque na renœncia o


advogado avisa o cliente e no abandono ele desparece, sem comunica•‹o.

A revoga•‹o e a renœncia n‹o permitem a quebra do sigilo profissional. O sigilo Ž


mantido antes, durante e depois da rela•‹o, n‹o existe prazo de validade ou data
de vencimento do contrato. A rela•‹o Ž mantida pela confian•a e pelo sigilo.

Veja como o assunto foi explorado no Exame de Ordem:

Quest‹o Ð FGV/OAB Ð Exame de Ordem Ð XVII

Patr’cia foi aprovada em concurso pœblico e tomou posse como Procuradora


do Munic’pio em que reside. Como n‹o pretendia mais exercer a advocacia
privada, mas apenas atuar como Procuradora do Munic’pio, pediu o
cancelamento de sua inscri•‹o na OAB. A partir da hip—tese apresentada,
assinale a afirmativa correta.

a) Patr’cia n‹o agiu corretamente, pois os advogados pœblicos est‹o


obrigados ˆ inscri•‹o na OAB para o exerc’cio de suas atividades.

b) Patr’cia n‹o agiu corretamente, pois deveria ter requerido apenas o


licenciamento do exerc’cio da advocacia e n‹o o cancelamento de sua
inscri•‹o.

c) Patr’cia poderia ter pedido o licenciamento do exerc’cio da advocacia, mas


nada a impede de pedir o cancelamento de sua inscri•‹o, caso n‹o deseje
mais exercer a advocacia privada.

d) Patr’cia agiu corretamente, pois, uma vez que os advogados pœblicos n‹o
podem exercer a advocacia privada, est‹o obrigados a requerer o
cancelamento de suas inscri•›es.

Coment‡rios

A alternativa A est‡ correta e Ž o gabarito da quest‹o. Os integrantes da


advocacia pœblica est‹o sujeitos ao Estatuto da Advocacia e da OAB como regra

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pr—pria de sua atividade, sem exce•‹o do regime pr—prio a que estejam


subordinados. Destaca-se que a atividade a ser exercida Ž privativa de advogado
regularmente inscrito na OAB, independente da atua•‹o pœblica ou privada. O
artigo 3¼, ¤1¼, Estatuto da Advocacia e da OAB estabelece a obrigatoriedade de
os membros da advocacia pœblica permanecerem vinculados nos quadros da OAB
como condi•‹o impeditiva para o exerc’cio do cargo, caso n‹o estejam
regularmente inscritos na OAB.

A alternativa B est‡ incorreta, pois Patr’cia deve manter-se inscrita aos quadros
da OAB, n‹o sendo poss’vel a licen•a ou cancelamento da sua inscri•‹o, pois para
o exerc’cio do cargo da advocacia pœblica Ž obrigat—ria a sua perman•ncia na
==0==

OAB. Destaca-se que os membros integrantes da advocacia pœblicas s‹o:


Advocacia-Geral da Uni‹o, da Procuradoria da Fazenda Nacional, da Defensoria
Pœblica e das Procuradorias e Consultorias Jur’dicas dos Estados, do Distrito
Federal, dos Munic’pios e das respectivas entidades de administra•‹o indireta e
fundacional. (Art. 3¼, ¤1¼, EAOAB).

A alternativa C est‡ incorreta, sob a mesma fundamenta•‹o legal do art. 3¼,


¤1¼, EAOAB. Para o exerc’cio da advocacia pœblica Ž necess‡rio manter a
inscri•‹o nos quadros da OAB, n‹o sendo cab’vel a licen•a ou cancelamento da
inscri•‹o, pois Ž requisito obrigat—rio ser advogado inscrito regularmente nos
quadros para o exerc’cio da advocacia pœblica.

A alternativa D est‡ incorreta, pois para o exerc’cio do cargo Ž necess‡rio


manter-se inscrito na OAB, uma vez que os membros da Advocacia Pœblica est‹o
obrigados a manter a sua inscri•‹o ativa para o exerc’cio do cargo, n‹o sendo
poss’vel a licen•a ou o cancelamento da inscri•‹o. (Art. 3¼, ¤1¼, EAOAB).

Quest‹o Ð OAB/FGV Ð Exame de Ordem Ð XVII

Os atos e contratos constitutivos de pessoas jur’dicas, para sua admiss‹o


em registro, em n‹o se tratando de empresas de pequeno porte e de
microempresas, consoante o Estatuto da Advocacia, devem

a) apresentar os dados do contador respons‡vel;

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b) permitir a participa•‹o de outros profissionais liberais;

c) conter o visto do advogado;

d) indicar o advogado que representar‡ a sociedade

Coment‡rios

A alternativa C est‡ correta, pois os atos e contratos constitutivos de pessoas


jur’dicas s— podem ser registrados nas juntas comerciais, cart—rios de registro
civil de pessoas jur’dicas ou em outros —rg‹os competentes, quando visados
(assinados) por advogados, n‹o alcan•ando as empresas individuais, sob pena
de nulidade. O fundamento da quest‹o encontra-se no art. 1, par‡grafo 2,
Estatuto da Advocacia art. 2, caput, do Regulamento Geral da OAB. Destaca-se
que os advogados que prestem servi•os a Junta Comercial ou quaisquer
reparti•›es administrativas competentes para o registro n‹o podem analisar os
atos e contratos de pessoas jur’dicas, devido o conflito de interesses.

A alternativa A est‡ incorreta, pois de acordo com o Regulamento Geral da OAB


Ž obrigat—ria para admiss‹o do contrato a assinatura (visto) do advogado e, n‹o,
o fornecimento dos dados do contador respons‡vel. Lembre-se que a regra Ž o
visto em todos os atos e contratos das pessoas jur’dicas, exceto para as
microempresas e empresas de pequeno porte (Art. 1, par‡grafo 2, Estatuto da
Advocacia e Art. 2, Regulamento Geral OAB).

A alternativa B est‡ incorreta, pois o registro dos atos e contratos de pessoas


jur’dicas depende somente do visto do advogado e n‹o da participa•‹o de outros
profissionais liberais (Art. 1, par‡grafo 2, Estatuto da Advocacia B e Art. 2,
Regulamento Geral OAB).

A alternativa D est‡ incorreta, a indica•‹o de advogado n‹o Ž o suficiente para


registrar o contrato da pessoa jur’dica. ƒ necess‡rio o visto do advogado, alŽm
da an‡lise dos atos e contratos para adequa•‹o ao ordenamento jur’dico
brasileiro, uma vez que os contratos dever‹o ser‹o compat’veis com a legisla•‹o
vigente (Art. 1, par‡grafo 2, Estatuto da Advocacia e Art. 2, Regulamento Geral
OAB).

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Quest‹o Ð OAB/FGV Ð Exame de Ordem Ð XVI

Bernardo Ž bacharel em Direito, mas n‹o est‡ inscrito nos quadros da Ordem
dos Advogados do Brasil, apesar de aprovado no Exame de Ordem. N‹o
obstante, tem atua•‹o na ‡rea de advocacia, realizando consultorias e
assessorias jur’dicas.

A partir da hip—tese apresentada, nos termos do Regulamento Geral da


Ordem dos Advogados do Brasil, assinale a afirmativa correta.

a) Tal conduta Ž permitida, por ter o bacharel logrado aprova•‹o no Exame


de Ordem.

b) Tal conduta Ž proibida, por ser equiparada ˆ capta•‹o de clientela.

c) Tal conduta Ž permitida mediante autoriza•‹o do Presidente da Seccional


da Ordem dos Advogados do Brasil.

d) Tal conduta Ž proibida, tendo em vista a aus•ncia de inscri•‹o na Ordem


dos Advogados do Brasil.

Coment‡rios

A alternativa D est‡ correta, pois s‹o atividades privativas da advocacia os


servi•os de consultoria, assessoria e dire•‹o jur’dica, sendo necess‡rio a inscri•‹o
regular nos quadros da OAB, n‹o podendo ser realizados por estagi‡rios ou
bacharŽis em direito. O exerc’cio da atividade de advocacia no territ—rio brasileiro
e a denomina•‹o de advogado s‹o privativos dos inscritos na OAB (Art. 1¼, inciso
II, e art. 3¼ da EAOAB).

A alternativa A est‡ incorreta, pois a aprova•‹o no Exame de Ordem por si s—


n‹o permite o exerc’cio da advocacia, devendo Bernardo est‡ inscrito
regularmente nos quadros da OAB, n‹o sendo autorizado prestar consultoria e
assessoria jur’dica, pois s‹o atividades privativas de advogado. Destaca-se ainda
que a aprova•‹o no Exame de Ordem Ž apenas um dos requisitos para a inscri•‹o
do advogado e deve Bernardo preencher, cumulativamente, todos os requisitos
do artigo 8, do EAOAB (Art. 1¼, inciso II, art. 3¼ e art. 8¼ da EAOAB).

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A alternativa B est‡ incorreta, pois s‹o atividades privativas da advocacia os


servi•os de consultoria, assessoria e dire•‹o jur’dica, sendo necess‡rio a inscri•‹o
regular nos quadros da OAB, n‹o podendo ser realizados por estagi‡rios ou
bacharŽis em direito. O exerc’cio da atividade de advocacia no territ—rio brasileiro
e a denomina•‹o de advogado s‹o privativos dos inscritos na OAB (Art. 1¼, inciso
II, e art. 3¼ da EAOAB).

A alternativa C est‡ incorreta, pois as atividades de consultoria, assessoria e


dire•‹o jur’dica s‹o privativas de advogado e n‹o depende de autoriza•‹o do
Presidente da Seccional da OAB (Art. 1¼, inciso II, e art. 3¼ da EAOAB).

Quest‹o Ð OAB/FGV Ð Exame de Ordem Ð XV

F‡tima Ž advogada de Carla em processo proposto em face da empresa LL


Servi•os An™nimos, por contrato n‹o cumprido. Posteriormente, F‡tima
patrocina os interesses de Leon’dio em a•‹o de responsabilidade civil,
apresentada em face de Ov’dio. Pelos descaminhos do destino, Carla e
Leon’dio estabelecem sociedade que, dois anos ap—s a sua constitui•‹o, vem
a ser dissolvida. Com os ‰nimos exaltados, Carla e Leon’dio procuram sua
advogada de confian•a, F‡tima, diante dos servi•os de qualidade prestados
anteriormente. Com sua rara habilidade persuasiva, a advogada consegue
compor os interesses em conflito. Sobre o caso apresentado, observadas as
regras do Estatuto da OAB e do C—digo de ƒtica e Disciplina da OAB, assinale
a op•‹o correta.

a) A advogada deveria optar por um dos clientes na primeira consulta.

b) O lit’gio envolve interesses irremediavelmente conflitantes, o que exige a


op•‹o do advogado.

c) A concilia•‹o purga o confronto de clientes da advogada.

d) O eventual acordo entre os litigantes, no caso, deveria ser feito por outro
advogado.

Coment‡rios

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A alternativa C est‡ correta, pois Ž vedado ao advogado funcionar no mesmo


processo, simultaneamente, como patrono e preposto do empregador ou cliente.
Destaca-se que a advogada dever‡ renunciar o mandato de procura•‹o no
momento em que foi procurada pelos clientes, sendo proibida de promover a
concilia•‹o entre partes, pois n‹o pode atuar na defesa de ambas as partes no
mesmo processo sob o fundamento do art. 3, Regulamento Geral da OAB.

A alternativa A est‡ incorreta, pois a advogada dever‡ renunciar a procura•‹o


no momento que foi procurada pelos clientes, devendo optar imediatamente por
um dos mandatos, sem ocorrer a primeira consulta, pois n‹o pode atuar
simultaneamente na defesa do autor e rŽu do processo (Art. 3, Regulamento
Geral da OAB).

A alternativa B est‡ incorreta, pois n‹o h‡ que se falar em conflitos


irremedi‡veis e mesmo se houvesse n‹o seria esse o motivo, pois advogada n‹o
pode atuar para ambas as partes no mesmo instante, devendo-lhe optar por um
dos mandatos imediatamente (Art. 3, Regulamento Geral da OAB).

A alternativa D est‡ incorreta, pois a advogada n‹o poderia promover o acordo


entre as partes, devendo-lhe renunciar e optar por um dos mandatos em
observ‰ncia ao art. 3, Regulamento Geral da OAB.

Quest‹o Ð OAB/FGV Ð Exame de Ordem Ð XIV

Mara Ž advogada atuante, tendo especializa•‹o na ‡rea c’vel. Procurada por


um cliente da ‡rea empresarial, ela aceita o mandato. Ocorre que seu cliente
possui, em sua empresa, um departamento jur’dico com numerosos
advogados e um gerente. Por indica•‹o deles, o cliente determina que Mara
inclua, no mandato que lhe foi conferido, os advogados da empresa, para
atua•‹o conjunta. Com base no caso apresentado, observadas as regras do
Estatuto da OAB e do C—digo de ƒtica e Disciplina da OAB, assinale a op•‹o
correta.

a) A advogada deve aceitar a imposi•‹o do cliente por ser inerente ao


mandato.

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b) A advogada deve aceitar a indica•‹o de um advogado para atuar


conjuntamente no processo.

c) A advogada deve acolher o comando, por ser natural na vida forense a


colabora•‹o.

d) A advogada n‹o Ž obrigada a aceitar a imposi•‹o de seu cliente no caso.

Coment‡rios

A alternativa D est‡ correta, pois o advogado n‹o Ž obrigado a aceitar a


imposi•‹o de seu cliente que pretenda ver com ele atuando outros advogados,
nem aceitar a indica•‹o de outro profissional para com ele trabalhar no processo.
Com base nos princ’pios Žticos e estatut‡rios, o advogado tem independ•ncia
profissional, n‹o sendo obrigado a aceitar imposi•‹o do seu cliente e nem
interfer•ncia no seu trabalho tŽcnico e intelectual (Art. 22, Novo C—digo de ƒtica
da OAB)

A alternativa A est‡ incorreta, pois a advogada n‹o deve aceitar a imposi•‹o do


seu cliente, uma vez que tem independ•ncia profissional e tŽcnica, n‹o sendo
obrigada a prestar servi•os profissionais de interesse pessoal dos empregadores,
fora da rela•‹o de emprego (Art. 18, Art. 31, par‡grafo 1, EAOAB c/c Art. 24,
C—digo de ƒtica).

A alternativa B est‡ incorreta, pois o advogado n‹o Ž obrigado a aceitar a


indica•‹o de outro profissional para com ele atuar no processo sob o fundamento
do artigo 24 do Novo C—digo de ƒtica da OAB. AlŽm disso, o advogado tem
independ•ncia profissional e tŽcnica, n‹o sendo reduzida ou imposta pelo
cliente/empregador.

A alternativa C est‡ incorreta, pois a advogada tem independ•ncia profissional,


n‹o sendo obrigada a atuar com outro advogado no processo sob o fundamento
do artigo 24, do Novo C—digo de ƒtica da OAB.

Sigamos!

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3 Ð DIREITOS DO ADVOGADO
Vamos come•ar a an‡lise do art. 6 e 7 do Estatuto da Advocacia? Neste cap’tulo
trataremos dos artigos mais cobrados em prova, os quais envolvem tr•s
assuntos: a) Direitos dos Advogados; b) Lei n. 13.245/16 c) Lei n. 13.247/16 e
c) Lei n. 13.363/16.

Antes disso, voc• precisa saber que n‹o existe hierarquia e nem subordina•‹o
entre advogados, magistrados e membros do MinistŽrio Pœblico, devendo todos
tratar-se com considera•‹o e respeito rec’procos, inclusive, as autoridades, os
servidores pœblicos e os serventu‡rios da justi•a, no exerc’cio da profiss‹o,
devem conceder tratamento compat’vel com a dignidade da advocacia e
condi•›es adequadas a seu desempenho.

Magistrados e
NÌO EXISTE
Membros do
HIERARQUIA OU
Advogado MinistŽrio
SUBORDINA‚ÌO
Pœblico

3.1 Ð Direitos e Prerrogativas

As prerrogativas profissionais diferenciam-se dos direitos pela amplitude do seu


conceito e extens‹o, sendo o direito dos advogados espec’ficos e enumerados
com um cap’tulo espec’fico e as prerrogativas norteiam todo o Estatuto,
garantindo-lhes e assegurando o exerc’cio profissional.

O tratamento entre os advogados, magistrados e membros do MinistŽrio Pœblico


deve ser pautado com respeito e independ•ncia, n‹o existindo hierarquia e nem

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subordina•‹o entre eles, logo, qualquer viola•‹o as prerrogativas do advogado,


a OAB tomar‡ as providencias cab’veis para o crime de abuso de autoridade.

As autoridades, os servidores pœblicos e os serventu‡rios da justi•a devem


conceder aos advogados tratamento compat’vel com a dignidade da advocacia e
condi•›es adequadas a seu desempenho, servindo-se do mesmo tratamento as
demais autoridades em observ‰ncia ao princ’pio da isonomia.

O tratamento compat’vel com a dignidade da advocacia Ž condi•‹o necess‡ria


para o desempenho das suas atividades, em respeito ao exerc’cio do direito de
defesa. Caso contr‡rio, violado essa prerrogativa, o advogado pode representar
o ofensor mediante desagravo pœblico ou qualquer outra medida disciplinar ou
judicial cab’vel. A imunidade profissional n‹o exclui a possibilidade de puni•‹o
disciplinar.

Nesse sentido, convŽm destacar as seguintes prerrogativas:

≠Dica 1

Exercer, com liberdade, a profiss‹o em todo o territ—rio


nacional.

O advogado poder‡ exercer a advocacia em todo territ—rio nacional, n‹o


precisando de autoriza•‹o do Conselho Seccional ou a realiza•‹o do Exame de
Ordem em que cada Estado em que for atuar. No entanto, caso pretenda exercer
a advocacia de forma habitual em outro Estado do qual mantŽm sua inscri•‹o
principal dever‡ promover inscri•‹o suplementar no Conselho Seccional da OAB
do referido Estado.

≠Dica 2

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A inviolabilidade de seu escrit—rio ou local de trabalho, bem como de


seus instrumentos de trabalho, de sua correspond•ncia escrita,
eletr™nica, telef™nica e telem‡tica, desde que relativas ao exerc’cio
da advocacia.

Considera-se local de trabalho o lugar em que o advogado estabelece o domicilio


profissional, podendo ser dentro da sua casa, por exemplo, desde que relacionado
ao exerc’cio da advocacia. A inviolabilidade do local de trabalho do advogado,
como regra, Ž relativa. Veremos a seguir as hip—teses da quebra da
inviolabilidade.

≠Dica 3
REQUISITOS PARA A

INVIOLABILIDADE

Indícios de autoria e materialidade de crime por parte do


advogado;
QUEBRA DA

Mandado de busca e apreensão, específico e


pormenorizado;

Presença de representante da OAB para o cumprimento


do mandado de busca e apreensão .

Note-se que Ž vedada a utiliza•‹o dos documentos, das m’dias e dos objetos
pertencentes a clientes do advogado averiguado, bem como dos demais
instrumentos de trabalho que contenham informa•›es sobre clientes, salvo se
houver entre cliente e advogado coautoria ou participa•‹o na pr‡tica do crime
que deu causa ˆ quebra da inviolabilidade.

≠Dica 4

Comunicar-se com seus clientes, pessoal e reservadamente,


mesmo sem procura•‹o, quando estes se acharem presos,
detidos ou recolhidos em estabelecimentos civis ou militares,
ainda que considerados incomunic‡veis.

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Essa prerrogativa assegura que qualquer cidad‹o preso tem o direito de ser
assistido por advogado, conforme determina o art. 5, LXVIII, da CF/1988,
inclusive, sem a necessidade de procura•‹o. Lembre-se: A procura•‹o somente
ser‡ exigida para processos sob o segredo de justi•a.

≠Dica 5

Ter a presen•a de representante da OAB, quando preso


em flagrante, por motivo ligado ao exerc’cio da advocacia,
para lavratura do auto respectivo,sob pena de nulidade e,
nos demais casos, a comunica•‹o expressa ˆ seccional da
OAB.

Neste caso, a presen•a do representante da OAB somente ser‡ necess‡ria, sob


pena de nulidade, por motivo ligado ao exerc’cio da advocacia. Nos demais casos,
basta a comunica•‹o expressa ˆ OAB.

≠Dica 6

a) Nas salas de sess›es dos


tribunais, mesmo alŽm dos
cancelos que separam a parte
reservada aos magistrados
(Quest‹o cobrada no IX Exame de
O advogado pode ingressar Ordem)
livremente:
b) Nas salas e depend•ncias de
audi•ncias, secretarias, cart—rios,
of’cios de justi•a, servi•os
notariais e de registro, e, no caso
de delegacias e pris›es, mesmo
fora da hora de expediente e

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independentemente da presen•a
de seus titulares;

c) Em qualquer edif’cio ou recinto


em que funcione reparti•‹o
judicial ou outro servi•o pœblico
onde o advogado deva praticar
ato ou colher prova ou
informa•‹o œtil ao exerc’cio da
atividade profissional, dentro do
expediente ou fora dele, e ser
atendido, desde que se ache
presente qualquer servidor ou
empregado;

d) Em qualquer assembleia ou
reuni‹o de que participe ou possa
participar o seu cliente, ou
perante a qual este deva
comparecer, desde que munido
de poderes especiais; Quest‹o
cobrada no V Exame de Ordem.

≠Dica 7

O advogado pode permanecer sentado ou em pŽ e retirar-se de quaisquer


locais indicados no inciso anterior, independentemente de licen•a; (Quest‹o
cobrada no IV Exame de Ordem)

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≠Dica 8

O advogado pode dirigir-se diretamente aos magistrados nas salas e gabinetes


de trabalho, independentemente de hor‡rio previamente marcado ou outra
condi•‹o, observando-se a ordem de chegada. Essa prerrogativa Ž exclusiva
do advogado, n‹o sendo extensivo aos estagi‡rios (Quest‹o cobrada no XVI
Exame de Ordem).

≠Dica 9

O advogado, como regra, dever‡ realizar a sustenta•‹o oral


antes do voto do relator, seguindo a regra do art. 937 do CPC/2015, exceto no
processo disciplinar no Tribunal de ƒtica da OAB, onde poder‡ se manifestar ap—s
o voto do relator (Art. 60, par‡grafo 4, do CED).

≠Dica 10

O advogado pode usar da palavra, pela ordem, em qualquer ju’zo ou tribunal,


mediante interven•‹o sum‡ria, para esclarecer equ’voco ou dœvida surgida em
rela•‹o a fatos, documentos ou afirma•›es que influam no julgamento, bem como
para replicar acusa•‹o ou censura que lhe forem feitas (Quest‹o cobrada na XVI
Exame de Ordem)

≠ Dica 11

O advogado pode reclamar, verbalmente ou por escrito, perante qualquer ju’zo,


tribunal ou autoridade, contra a inobserv‰ncia de preceito de lei, regulamento ou
regimento (Quest‹o cobrada no VIII Exame de Ordem).

≠ Dica 12

O advogado pode falar, sentado ou em pŽ, em ju’zo, tribunal ou —rg‹o de


delibera•‹o coletiva da Administra•‹o Pœblica ou do Poder Legislativo;

≠ Dica 13

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Aula 00 - Prof. Daniela Menezes

O advogado pode examinar, em qualquer —rg‹o dos Poderes Judici‡rio e


Legislativo, ou da Administra•‹o Pœblica em geral, autos de processos findos ou
em andamento, mesmo sem procura•‹o, quando n‹o estejam sujeitos a sigilo,
assegurada a obten•‹o de c—pias, podendo tomar apontamentos; (Quest‹o
cobrada no VI Exame de Ordem).

≠ Dica 14

Ter vista dos processos judiciais ou administrativos de qualquer natureza, em


cart—rio ou na reparti•‹o competente, ou retir‡-los pelos prazos legais (Quest‹o
cobrada no XVIII Exame de Ordem).

≠ Dica 15

O advogado pode assistir a seus clientes investigados durante a apura•‹o de


infra•›es, sob pena de nulidade absoluta do respectivo interrogat—rio ou
depoimento e, subsequentemente, de todos os elementos investigat—rios e
probat—rios dele decorrentes ou derivados, direta ou indiretamente, podendo,
inclusive, no curso da respectiva apura•‹o:

1. Nos autos sujeitos a sigilo, deve o advogado apresentar


procura•‹o;

2. A autoridade competente, diante de risco de comprometimento da


efic‡cia, efici•ncia ou da finalidade das dilig•ncias, poder‡ delimitar
o acesso do advogado aos elementos relacionados a dilig•ncia em
andamento e ainda n‹o documentados;

3. A proibi•‹o do advogado de examinar os autos de flagrante e de


investiga•‹o, bem como o fornecimento incompleto de autos ou a
retirada de pe•as, j‡ inclu’das no caderno investigat—rio, implica na

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responsabiliza•‹o criminal e funcional por abuso de autoridade do


respons‡vel que impedir o acesso do advogado com o intuito de
prejudicar o exerc’cio da defesa;

4. O impedimento de acesso do advogado aos autos, determinado


pela autoridade respons‡vel, n‹o prejudica o seu direito de
requerimento ao juiz competente para que autorize o acesso
negado.

Desagravo Pœblico

O desagravo pœblico ocorre quando o advogado no exerc’cio da sua profiss‹o Ž


ofendido em raz‹o da sua atividade, cargo ou fun•‹o na OAB. A instaura•‹o pode
ser de oficio, a pedido, por qualquer pessoa ou pelo pr—prio Conselho competente.

Qualquer informa•‹o solicitada a autoridade ofensora ou a pessoa ser‡ feito no


prazo de quinze dias, salvo em caso de urg•ncia e notoriedade do fato. A
solicita•‹o Ž feita pelo Presidente, podendo o relator solicitar ou informar o
Presidente sobre a exist•ncia de provas ou ofensas.

A instaura•‹o do desagravo pœblico n‹o depende da concord‰ncia do ofendido.

DESAGRAVO PòBLICO

O inscrito na OAB quando ofendido em


raz‹o do exerc’cio profissional ou de
Conceito
cargo ou fun•‹o na OAB, tem direito
ao desagravo pœblico promovido pelo

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Conselho competente, de of’cio, a seu


pedido ou de qualquer pessoa.

O relator pode propor o arquivamento


do pedido se a ofensa for pessoal; n‹o
estiver relacionada com o exerc’cio da
Arquivamento do pedido profiss‹o, n‹o estiver relacionada com
as prerrogativas gerais do advogado e
se configurar cr’tica de car‡ter
doutrin‡rio, pol’tico ou religioso.

O desagravo pœblico n‹o depende do


consentimento do ofendido, que
Instaura•‹o tambŽm n‹o pode dispens‡-lo. O
desagravo deve ser promovido a
critŽrio do Conselho.

Compete ao Conselho promover o


desagravo pœblico de Conselheiro
Federal ou de Presidente de Conselho
Seccional, quando ofendidos no
exerc’cio das atribui•›es de seus
Conselho Federal
cargos e ainda quando a ofensa a
advogado se revestir de relev‰ncia e
grave viola•‹o ˆs prerrogativas
profissionais, com repercuss‹o
nacional.

A ofensa ocorrida no territ—rio da


Subse•‹o pode ser promovida pela
Ofensa no territ—rio da Subse•‹o Diretoria ou Conselho da Subse•‹o,
com representa•‹o do Conselho
Seccional.

Testemunha

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O advogado pode recusar-se a depor como testemunha em processo no qual


funcionou ou deva funcionar, ou sobre fato relacionado com pessoa de quem seja
ou foi advogado, mesmo quando autorizado ou solicitado pelo constituinte, bem
como sobre fato que constitua sigilo profissional.

Audi•ncia Pœblica

O advogado pode retirar-se do recinto onde se encontre aguardando preg‹o para


ato judicial, ap—s trinta minutos do hor‡rio designado e ao qual ainda n‹o tenha
comparecido a autoridade que deva presidir a ele, mediante comunica•‹o
protocolizada em ju’zo.

Essa prerrogativa n‹o Ž aplic‡vel quando o magistrado se encontra no Tribunal.

Acesso aos autos

O advogado pode retirar autos de processos findos, mesmo sem procura•‹o, pelo
prazo de dez dias. No entanto, essa regra n‹o se aplica:
è! Aos processos sob regime de segredo de justi•a;
è! Quando existirem nos autos documentos originais de dif’cil restaura•‹o ou
ocorrer circunst‰ncia relevante que justifique a perman•ncia dos autos no
cart—rio, secretaria ou reparti•‹o, reconhecida pela autoridade em
despacho motivado, proferido de of’cio, mediante representa•‹o ou a
requerimento da parte interessada;
è! AtŽ o encerramento do processo, ao advogado que houver deixar de
devolver os respectivos autos no prazo legal, e s— o fizer depois de
intimado.

Pris‹o do Advogado

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O advogado somente poder‡ ser preso em flagrante, por motivo de exerc’cio da


profiss‹o, em caso de crime inafian•‡vel, observado o disposto no inciso IV deste
artigo. O Poder Judici‡rio e o Poder Executivo devem instalar, em todos os
juizados, f—runs, tribunais, delegacias de pol’cia e pres’dios, salas especiais
permanentes para os advogados.

O advogado n‹o deve ser recolhido preso, antes de senten•a transitada em


julgado, sen‹o em sala de Estado Maior, com instala•›es e comodidades
condignas e, na sua falta, em pris‹o domiciliar.

Imunidade Profissional

O advogado tem imunidade profissional, n‹o constituindo injœria ou difama•‹o


pun’veis qualquer manifesta•‹o de sua parte, no exerc’cio de sua atividade, em
ju’zo ou fora dele, sem preju’zo das san•›es disciplinares perante a OAB, pelos
excessos que cometer. O STF, no julgamento da ADIn 1.127-8/ DF declarou
inconstitucional a express‹o ÒdesacatoÓ, contida originalmente no inciso.

O advogado deve:

è! Preservar, em sua conduta, a honra, a nobreza e a dignidade da profiss‹o,


zelando pelo car‡ter de essencialidade e indispensabilidade da advocacia
è! Atuar com destemor, independ•ncia, honestidade, decoro, veracidade,
lealdade, dignidade e boa-fŽ́
è! Velar por sua reputa•ão pessoal e profissional;
è! Empenhar-se, permanentemente, no aperfei•oamento pessoal e
profissional;
è! Contribuir para o aprimoramento das institui•ões, do Direito e das leis;
è! Estimular, a qualquer tempo, a concilia•ão e a media•ão entre os litigantes,
prevenindo, sempre que poss’vel, a instaura•ão de lit’gios;
è! Desaconselhar lides temer‡rias, a partir de um ju’zo preliminar de
viabilidade jur’dica

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O advogado n‹o pode fazer:

è! Utilizar de influ•ncia indevida, em seu benef’cio ou do cliente;

è! Vincular seu nome a empreendimentos sabidamente escusos

è! Emprestar concurso aos que atentem contra a Žtica, a moral, a

honestidade e a dignidade da pessoa humana;


è! Entender-se diretamente com a parte adversa que tenha patrono

constitu’do, sem o assentimento deste;


è! Ingressar ou atuar em pleitos administrativos ou judiciais perante

autoridades com as quais tenha vinculo negociais ou familiares;


è! Contratar honor‡rios advocat’cios em valores aviltantes.

ƒ vedado o oferecimento de servi•os profissionais que implique, direta ou


indiretamente, angariar ou captar clientela. O exerc’cio da advocacia Ž
incompat’vel com qualquer procedimento de mercantiliza•ão.

3.2 Ð Lei 13.245/16

A seguir, veremos as principais mudan•as no artigo 7¼ e seus incisos, do Estatuto


da Advocacia e da OAB.

Art. 7¼, inciso XIV, Estatuto da Advocacia e da OAB.

Examinar em qualquer repartição policial, mesmo sem procuração, autos


de flagrante e de inquérito, findos ou em andamento, ainda que
conclusos à autoridade, podendo copiar peças e tomar apontamentos,
por meio físico ou digital.

ƒ direito do advogado ter acesso ao inquŽrito e auto de pris‹o em flagrante, a


qualquer momento, independente da juntada da procura•‹o. Antes, o acesso era

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restrito as partes documentadas em meio f’sico, n‹o permitido acompanhar o


andamento da dilig•ncia. Com a recente altera•‹o, o advogado passou a ter
acesso a todos os documentos em andamento ou conclusos, inclusive, por meio
digital.

Art. 7¼, inciso XXI, Estatuto da Advocacia e da OAB

Inclu’do, o inciso XXI, com a seguinte reda•‹o:

“Assistir a seus clientes investigados durante a apuração de infrações, sob pena de


nulidade absoluta do respectivo interrogatório ou depoimento e, subsequentemente,
de todos os elementos investigatórios e probatórios dele decorrentes ou derivados,
direta ou indiretamente, podendo, inclusive, no curso da respectiva apuração: a)
apresentar razões e quesitos”.

O referido inciso foi acrescentado no artigo 7¼, EAOAB, como garantias e


prerrogativas dos advogados. Assim, Ž direito do advogado acompanhar os seus
clientes durante apura•‹o das infra•›es e de todos os elementos investigat—rios
e probat—rios, sendo poss’vel apresentar raz›es e quesitos no decorrer do
procedimento. Caso o advogado venha ser interpelado e n‹o possa manifestar
sua defesa, o procedimento Ž nulo por viola•‹o do princ’pio da ampla defesa e
do contradit—rio.

Art. 7¼, ¤10, Estatuto da Advocacia e da OAB

Inclu’do, o par‡grafo 10, com o seguinte teor:

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Nos autos sujeitos a sigilo, deve o advogado apresentar procuração para


examinar em qualquer repartição policial, autos de flagrante e de
inquérito, findos ou em andamento, ainda que conclusos.

§ 11. No caso previsto no inciso XIV, a autoridade competente poderá


delimitar o acesso do advogado aos elementos de prova relacionados a
diligências em andamento e ainda não documentados nos autos, quando
houver risco de comprometimento da eficiência, da eficácia ou da
finalidade das diligências.

§ 12. A inobservância aos direitos estabelecidos no inciso XIV, o


fornecimento incompleto de autos ou o fornecimento de autos em que
houve a retirada de peças já incluídas no caderno investigativo implicará
responsabilização criminal e funcional por abuso de autoridade do
responsável que impedir o acesso do advogado com o intuito de prejudicar
o exercício da defesa, sem prejuízo do direito subjetivo do advogado de
requerer acesso aos autos ao juiz competente.

O advogado pode ter acesso aos elementos de provas em andamento e que ainda
n‹o foram documentos, sob pena de responsabiliza•‹o criminal e funcional do
respons‡vel, salvo se houver risco de comprometimento da efici•ncia, da efic‡cia
ou da finalidade das dilig•ncias

3.3 Ð Lei n. 13.363/16

Esta lei alterou de forma relevante o Estatuto da Advocacia ao estipular direitos


e garantias para a advogada gestante, lactante, adotante ou quer der ˆ luz, bem
como para o advogado que se tornar pai.

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Nesse sentido, constitui direito da advogada:

Advogada Direitos Prazo

Entrada em tribunais
sem ser submetida a
detectores de metais e
aparelhos de raios X;
Enquanto perdurar o
Gestante: Reserva de vaga em
estado grav’dico
garagens dos f—runs dos
tribunais;

120 dias (art. 392, CLT)


Acesso a creche, onde
Para a advogada
houver, ou a local
Lactante, adotante ou lactante o direito
adequado ao
que der ˆ luz: permanece enquanto
atendimento das
perdurar o per’odo de
necessidades do beb•
amamenta•‹o.

Gestante, lactante, Prefer•ncia na ordem 120 dias (Art. 392 CLT)


adotante ou que der a das sustenta•›es orais e para a advogada
luz: das audi•ncias a serem lactante o direito
realizadas a cada dia, permanece enquanto
mediante comprova•‹o perdurar o per’odo de
de sua condi•‹o; amamenta•‹o.

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Para a advogada: 30
dias a partir da data do
parto ou da concess‹o
da ado•‹o (art. 313,
par‡grafo 6, CPC).

Suspens‹o de prazos
Para o advogado, sendo
processuais quando for a
o œnico patrono
Adotante ou que der ˆ œnica patrona da causa,
respons‡vel pelo
luz: desde que haja
processo: 8 dias a partir
notifica•‹o por escrito ao
da data do parto ou da
cliente;
concess‹o da ado•‹o
(art. 313, par‡grafo 7,
CPC).

ƒ necess‡ria a
notifica•‹o ao cliente.

Chegamos, com isso, ao final da nossa aula demonstrativa.

Quest‹o 1Ð FGV/OAB Ð Exame de Ordem Ð XVII

Le™ncio Ž estagi‡rio de escrit—rio especializado na ‡rea c’vel e testemunha o


descumprimento de norma legal por funcion‡rio pœblico, imediatamente
comunicando a situa•‹o ao seu advogado supervisor. Ambos dirigem-se ao
—rg‹o diretor administrativo competente e reclamam pelo descumprimento

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de lei, o que foi reduzido a termo. A referida reclama•‹o veio a ser


sumariamente arquivada por n‹o ter sido feita na forma escrita.

Nos termos do Estatuto da Advocacia, reclama•›es por descumprimento de


lei

a) devem ser necessariamente escritas.

b) devem ser formuladas pela OAB, exclusivamente

c) podem ser verbais.

d) s‹o de atribui•‹o privativa de Conselheiro da OAB.

Coment‡rios

A alternativa C est‡ correta e Ž o gabarito da quest‹o. ƒ direito do advogado


reclamar, verbalmente ou por escrito, perante qualquer ju’zo, tribunal ou
autoridade, contra a inobserv‰ncia de preceito de lei, regulamento ou regimento.
Destaca-se que a reclama•‹o verbal ser‡ redigida posteriormente sob o
fundamento do art. 7¼, inciso XI, EAOAB.

A alternativa A est‡ incorreta, pois as reclama•›es podem ser verbais ou


escritas, n‹o havendo necessidade de serem escritas, uma vez que as
reclama•›es verbais ser‹o registradas posteriormente (Art. 7¼, inciso XI,
EAOAB).

A alternativa B est‡ incorreta, pois Ž direito do advogado reclamar, verbalmente


ou por escrito, perante qualquer ju’zo, tribunal ou autoridade, contra a
inobserv‰ncia de preceito de lei, regulamento ou regimento (Art. 7¼, inciso XI,
EAOAB).

A alternativa D est‡ incorreta, pois n‹o Ž atribui•‹o privativa de Conselheiro da


OAB, sendo ato privativo dos advogados regularmente inscritos na OAB. Destaca-
se que as reclama•›es podem ser verbais ou escritas independentemente da
interven•‹o da OAB ou de Conselheiros (Art. 7¼, inciso XI, EAOAB).

Quest‹o 2 Ð FGV/OAB Ð Exame de Ordem Ð XVII

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A advogada Maria foi presa em flagrante por furto cometido no interior de


uma loja de departamentos. Na Delegacia, teve a assist•ncia de advogado
por ela constitu’do. O auto de pris‹o foi lavrado sem a presen•a de
representante da Ordem dos Advogados do Brasil, , fato que levou o
advogado de Maria a arguir sua nulidade. Sobre a hip—tese, assinale a
afirmativa correta.

a) O auto de pris‹o em flagrante n‹o Ž nulo, pois s— Ž obrigat—ria a presen•a


de representante da OAB quando a pris‹o decorre de motivo ligado ao
exerc’cio da advocacia.

b) O auto de pris‹o em flagrante n‹o Ž nulo, pois a presen•a de


representante da OAB Ž facultativa em qualquer caso, podendo sempre ser
suprida pela presen•a de advogado indicado pelo preso.

c) O auto de pris‹o em flagrante Ž nulo, pois advogados n‹o podem ser


presos por crimes afian•‡veis.

d) O auto de pris‹o em flagrante Ž nulo, pois a presen•a de representante


da OAB em caso de pris‹o em flagrante de advogado Ž sempre obrigat—ria.

Coment‡rios

A alternativa A est‡ correta e Ž o gabarito da quest‹o. ƒ direito do advogado


ter a presen•a de representante da OAB, quando preso em flagrante, por motivo
ligado ao exerc’cio da advocacia, para lavratura do auto respectivo, sob pena de
nulidade e, nos demais casos, a comunica•‹o expressa ˆ seccional da OAB. (Art.
7¼, inciso IV, EAOAB).

A alternativa B est‡ incorreta, pois a presen•a do advogado Ž obrigat—ria


quando a pris‹o do advogado estiver vinculada ao exerc’cio da profiss‹o. S— ser‡
facultativa quando o motivo da pris‹o n‹o estiver vinculado a advocacia. AlŽm
disso, a presen•a do advogado n‹o supre a comunica•‹o aos representantes da
OAB (Art. 7¼, inciso IV, EAOAB).

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A alternativa C est‡ incorreta, uma vez que os somente podem ser presos em
flagrante, por motivo ligado ao exerc’cio da profiss‹o e por crimes inafian•‡veis
(Art. 7, par‡grafo 3, EAOAB). Nos demais casos, a comunica•‹o expressa ˆ
Seccional da OAB Ž suficiente para lavratura do ato.

A alternativa D est‡ incorreta, pois somente Ž obrigat—ria os representantes da


OAB quando a pris‹o ocorreu por motivo ligado ao exerc’cio da profiss‹o. Nos
demais casos, basta a comunica•‹o expressa ˆ Seccional da OAB (Art. 7,
par‡grafo 3, EAOAB).

Quest‹o 3 Ð FGV/OAB Ð Exame de Ordem Ð XVII

Gisella Ž advogada recŽm-aprovada no Exame de Ordem e herda diversas


causas de um colega de classe que resolveu trilhar outros caminhos,
deixando numerosos processos para acompanhamento nos Ju’zos de
primeiro grau. Ao acompanhar uma sess‹o de julgamento na C‰mara C’vel
do Tribunal W, tem necessidade de apresentar, antes de iniciar o julgamento,
alega•›es escritas aos integrantes do —rg‹o julgador, que somente foram
completadas no dia da sess‹o. Aguardando o in’cio dos trabalhos, assim que
os julgadores se apresentaram para o julgamento, a jovem advogada dirigiu-
se a eles no sentido de entregar as alega•›es escritas, sendo admoestada
quanto ˆ sua presen•a no interior da sala de julgamento, na parte reservada
aos magistrados.

Nos termos do Estatuto da Advocacia, o ingresso dos advogados nas salas


de sess›es

a) est‡ restrito ao espa•o da plateia.

b) depende de autoriza•‹o do Presidente da C‰mara

c) Ž livre inclusive na parte reservada aos magistrados.

d) depende de concord‰ncia dos julgadores

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Coment‡rios

A alternativa C est‡ correta e Ž o gabarito da quest‹o. ƒ direito do advogado


ingressar livremente nas salas de sess›es dos tribunais, mesmo alŽm dos
cancelos que separam a parte reservada aos magistrados (Art. 7¼, inciso VI, letra
ÒaÓ).

A alternativa A est‡ incorreta, pois o ingresso dos advogados nas salas de


sess›es Ž livre, n‹o sendo restrito ao espa•o da plateia. A estrutura das salas de
sess›es serve apenas para organiza•‹o da audi•ncia, n‹o existindo hierarquia ou
subordina•‹o entre as partes (Art. 7¼, inciso VI, letra ÒaÓ).

A alternativa B est‡ incorreta, pois a circula•‹o do advogado nas salas de


sess›es independe de autoriza•‹o do Presidente da C‰mara, podendo ingressar
livremente, inclusive, ficar em pŽ ou sentado durante a audi•ncia (Art. 7¼, inciso
VI, letra ÒaÓ e inciso VII)

A alternativa D est‡ incorreta, pois independe de concord‰ncia dos julgadores.


Os advogados podem ingressar livremente nas sess›es de julgamento (Art. 7¼,
inciso VI, VII e VIII)

Quest‹o 4 Ð FGV/OAB Ð Exame de Ordem Ð XIV

O advogado Ant™nio de Souza encontra-se preso cautelarmente, em cela


comum, por for•a de decreto de pris‹o preventiva proferido no ‰mbito de
a•‹o penal a que responde por suposta pr‡tica de reiteradas fraudes contra
a Previd•ncia. O advogado de Ant™nio requereu ao magistrado que decretou
a pris‹o a transfer•ncia de seu cliente para sala de estado-maior. Como n‹o
havia sala de estado-maior dispon’vel na localidade, o magistrado
determinou que Ant™nio deveria permanecer em pris‹o domiciliar atŽ que
houvesse sala de estado-maior dispon’vel.

Sobre a decis‹o do magistrado, assinale a op•‹o correta

a) O magistrado decidiu corretamente, pois, de acordo com o EAOAB, Ž


direito do advogado n‹o ser recolhido preso, antes de senten•a transitada

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em julgado, sen‹o em sala de Estado-maior e, na sua falta, em pris‹o


domiciliar.

b) O magistrado n‹o decidiu corretamente, pois o advogado, assim como


qualquer outro cidad‹o que tenha conclu’do curso superior, tem direito a ser
recolhido preso em pris‹o especial, mas n‹o em sala de estado-maior, que
apenas Ž garantida a magistrados e membros do MinistŽrio Pœblico.

c) O magistrado decidiu corretamente, devendo o advogado permanecer em


pris‹o domiciliar, mesmo havendo sala de Estado Maior, ap—s eventual
tr‰nsito em julgado de sua condena•‹o.

d) O magistrado n‹o decidiu corretamente, pois o advogado apenas tem


direito a n‹o ser recolhido preso, antes de senten•a transitada em julgado,
em sala de estado-maior e, na sua falta, em pris‹o domiciliar, quando o
crime que lhe esteja sendo imputado decorra do exerc’cio regular da
profiss‹o de advogado.

Coment‡rios

A alternativa A est‡ correta e Ž o gabarito da quest‹o. ƒ direito do advogado


n‹o ser recolhido preso, antes de senten•a transitada em julgado, sen‹o em sala
de Estado-Maior, com instala•›es e comodidades condignas, assim reconhecidas
pela OAB, e, na sua falta, em pris‹o domiciliar sob o fundamento do art. 7¼, V,
EAOAB.

A alternativa B est‡ incorreta, pois Ž direito do advogado a garantia em sala de


Estado-Maior com fulcro no artigo Art. 7¼, V, EAOAB.

A alternativa C est‡ incorreta, pois somente com a aus•ncia da sala de Estado


Maior ocorrer‡ a pris‹o domiciliar, com fundamento no artigo Art. 7¼, V, EAOAB.

A alternativa D est‡ incorreta, pois independente do crime, as regras sobre as


pris›es ser‹o as mesmas. Ou seja, somente na aus•ncia da Sala de Estado Maior
poder‡ ocorrer a pris‹o em domicilio (Art. 7¼, V, EAOAB).

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Quest‹o 5 Ð FGV/OAB Ð Exame de Ordem Ð XIV

Ës 15h15, o advogado Armando aguardava, no corredor do f—rum, o in’cio


de uma audi•ncia criminal designada para as 14h30. A primeira audi•ncia
do dia havia sido iniciada no hor‡rio correto, ˆs 13h30, e a audi•ncia da qual
Armando participaria era a segunda da pauta daquela data. Armando Ž
avisado por um serventu‡rio de que a primeira audi•ncia havia sido
interrompida por uma hora para que o acusado, que n‹o se sentira bem,
recebesse atendimento mŽdico, e que, por tal motivo, todas as demais
audi•ncias do dia seriam iniciadas com atraso. Mesmo assim, Armando
informa ao serventu‡rio que n‹o iria aguardar mais, afirmando que, de
acordo com o EAOAB, tem direito, ap—s trinta minutos do hor‡rio designado,
a se retirar do recinto onde se encontre aguardando preg‹o para ato judicial.

A partir do caso apresentado, assinale a op•‹o correta.

a) Armando poderia se retirar do recinto, pois o advogado tem o direito de


n‹o aguardar por mais de trinta minutos para a realiza•‹o de ato judicial.

b Armando n‹o poderia se retirar do recinto, pois a autoridade que presidiria


o ato judicial do qual Armando participaria estava presente.

c) Armando n‹o poderia se retirar do recinto, pois a prerrogativa por ele


invocada n‹o Ž v‡lida para audi•ncias criminais.

d) Armando poderia se retirar do recinto, pois n‹o deu causa ao atraso da


audi•ncia.

Coment‡rios

A alternativa B est‡ correta e Ž o gabarito da quest‹o. ƒ direito do advogado


retirar-se do recinto onde se encontre aguardando preg‹o para ato judicial, ap—s
trinta minutos do hor‡rio designado e ao qual ainda n‹o tenha comparecido a
autoridade que deva presidir a ele, mediante comunica•‹o protocolizada em ju’zo
(Art. 7¼, inciso XX, EAOAB).

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A alternativa A est‡ incorreta, pois o advogado s— pode retirar-se da audi•ncia


quando o magistrado n‹o estiver presente no Tribunal. Destaca-se que o atraso
de trinta minutos da audi•ncia por si s— n‹o justifica a sa’da do advogado (Art.
7¼, inciso XX, EAOAB).

A alternativa C est‡ incorreta, pois trata-se de uma prerrogativa do advogado,


desde que o julgador n‹o esteja presente no Tribunal, pois eventuais atrasos em
audi•ncias n‹o autorizam a retirada do advogado (Art. 7¼, inciso XX, EAOAB).

A alternativa D est‡ incorreta, pois independente da justificativa do atraso, o


advogado dever‡ permanecer no Tribunal uma vez que o magistrado encontra-
se presente.

4 Ð Lista de Quest›es de Aula


Nesta bateria voc• encontrar‡, alŽm de quest›es
comentadas ao longo da exposi•‹o te—rica, eventuais
quest›es de concurso importantes e que guardem
pertin•ncia com o que voc•s podem encontrar no dia da prova.

Quest›es de Conteœdo

Quest‹o Ð OAB/FGV Ð Exame de Ordem Ð XV

F‡tima Ž advogada de Carla em processo proposto em face da empresa LL


Servi•os An™nimos, por contrato n‹o cumprido. Posteriormente, F‡tima
patrocina os interesses de Leon’dio em a•‹o de responsabilidade civil,
apresentada em face de Ov’dio. Pelos descaminhos do destino, Carla e
Leon’dio estabelecem sociedade que, dois anos ap—s a sua constitui•‹o, vem
a ser dissolvida. Com os ‰nimos exaltados, Carla e Leon’dio procuram sua
advogada de confian•a, F‡tima, diante dos servi•os de qualidade prestados
anteriormente. Com sua rara habilidade persuasiva, a advogada consegue

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compor os interesses em conflito. Sobre o caso apresentado, observadas as


regras do Estatuto da OAB e do C—digo de ƒtica e Disciplina da OAB, assinale
a op•‹o correta.

a) A advogada deveria optar por um dos clientes na primeira consulta.

b) O lit’gio envolve interesses irremediavelmente conflitantes, o que exige a


op•‹o do advogado.

c) A concilia•‹o purga o confronto de clientes da advogada.

d) O eventual acordo entre os litigantes, no caso, deveria ser feito por outro
advogado.

GABARITO: ALTERNATIVA C.

Quest‹o Ð FGV/OAB Ð Exame de Ordem Ð XVII

Patr’cia foi aprovada em concurso pœblico e tomou posse como Procuradora


do Munic’pio em que reside. Como n‹o pretendia mais exercer a advocacia
privada, mas apenas atuar como Procuradora do Munic’pio, pediu o
cancelamento de sua inscri•‹o na OAB. A partir da hip—tese apresentada,
assinale a afirmativa correta.

a) Patr’cia n‹o agiu corretamente, pois os advogados pœblicos est‹o


obrigados ˆ inscri•‹o na OAB para o exerc’cio de suas atividades.

b) Patr’cia n‹o agiu corretamente, pois deveria ter requerido apenas o


licenciamento do exerc’cio da advocacia e n‹o o cancelamento de sua
inscri•‹o.

c) Patr’cia poderia ter pedido o licenciamento do exerc’cio da advocacia, mas


nada a impede de pedir o cancelamento de sua inscri•‹o, caso n‹o deseje
mais exercer a advocacia privada.

d) Patr’cia agiu corretamente, pois, uma vez que os advogados pœblicos n‹o
podem exercer a advocacia privada, est‹o obrigados a requerer o
cancelamento de suas inscri•›es.

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GABARITO: ALTERNATIVA A.

Quest‹o Ð OAB/FGV Ð Exame de Ordem Ð XVII

Os atos e contratos constitutivos de pessoas jur’dicas, para sua admiss‹o


em registro, em n‹o se tratando de empresas de pequeno porte e de
microempresas, consoante o Estatuto da Advocacia, devem

a) apresentar os dados do contador respons‡vel;

b) permitir a participa•‹o de outros profissionais liberais;

c) conter o visto do advogado;

d) indicar o advogado que representar‡ a sociedade

GABARITO: ALTERNATIVA C.

Quest‹o Ð OAB/FGV Ð Exame de Ordem Ð XVI

Bernardo Ž bacharel em Direito, mas n‹o est‡ inscrito nos quadros da Ordem
dos Advogados do Brasil, apesar de aprovado no Exame de Ordem. N‹o
obstante, tem atua•‹o na ‡rea de advocacia, realizando consultorias e
assessorias jur’dicas.

A partir da hip—tese apresentada, nos termos do Regulamento Geral da


Ordem dos Advogados do Brasil, assinale a afirmativa correta.

a) Tal conduta Ž permitida, por ter o bacharel logrado aprova•‹o no Exame


de Ordem.

b) Tal conduta Ž proibida, por ser equiparada ˆ capta•‹o de clientela.

c) Tal conduta Ž permitida mediante autoriza•‹o do Presidente da Seccional


da Ordem dos Advogados do Brasil.

d) Tal conduta Ž proibida, tendo em vista a aus•ncia de inscri•‹o na Ordem


dos Advogados do Brasil.

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GABARITO: ALTERNATIVA D.

Quest‹o Ð OAB/FGV Ð Exame de Ordem Ð XIV

Mara Ž advogada atuante, tendo especializa•‹o na ‡rea c’vel. Procurada por


um cliente da ‡rea empresarial, ela aceita o mandato. Ocorre que seu cliente
possui, em sua empresa, um departamento jur’dico com numerosos
advogados e um gerente. Por indica•‹o deles, o cliente determina que Mara
inclua, no mandato que lhe foi conferido, os advogados da empresa, para
atua•‹o conjunta. Com base no caso apresentado, observadas as regras do
Estatuto da OAB e do C—digo de ƒtica e Disciplina da OAB, assinale a op•‹o
correta.

a) A advogada deve aceitar a imposi•‹o do cliente por ser inerente ao


mandato.

b) A advogada deve aceitar a indica•‹o de um advogado para atuar


conjuntamente no processo.

c) A advogada deve acolher o comando, por ser natural na vida forense a


colabora•‹o.

d) A advogada n‹o Ž obrigada a aceitar a imposi•‹o de seu cliente no caso.

GABARITO: ALTERNATIVA D.

Quest‹o Ð FGV/OAB Ð Exame de Ordem Ð XVII

Le™ncio Ž estagi‡rio de escrit—rio especializado na ‡rea c’vel e testemunha o


descumprimento de norma legal por funcion‡rio pœblico, imediatamente
comunicando a situa•‹o ao seu advogado supervisor. Ambos dirigem-se ao
—rg‹o diretor administrativo competente e reclamam pelo descumprimento

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de lei, o que foi reduzido a termo. A referida reclama•‹o veio a ser


sumariamente arquivada por n‹o ter sido feita na forma escrita.

Nos termos do Estatuto da Advocacia, reclama•›es por descumprimento de


lei

a) devem ser necessariamente escritas.

b) devem ser formuladas pela OAB, exclusivamente

c) podem ser verbais.

d) s‹o de atribui•‹o privativa de Conselheiro da OAB.

Coment‡rios

A alternativa C est‡ correta e Ž o gabarito da quest‹o. ƒ direito do advogado


reclamar, verbalmente ou por escrito, perante qualquer ju’zo, tribunal ou
autoridade, contra a inobserv‰ncia de preceito de lei, regulamento ou regimento
(Art. 7¼, inciso XI, EAOAB).

A alternativa A est‡ incorreta, pois Ž direito do advogado reclamar, verbalmente


ou por escrito, perante qualquer ju’zo, tribunal ou autoridade, contra a
inobserv‰ncia de preceito de lei, regulamento ou regimento (Art. 7¼, inciso XI,
EAOAB).

A alternativa B est‡ incorreta, pois Ž direito do advogado reclamar, verbalmente


ou por escrito, perante qualquer ju’zo, tribunal ou autoridade, contra a
inobserv‰ncia de preceito de lei, regulamento ou regimento (Art. 7¼, inciso XI,
EAOAB).

A alternativa D est‡ incorreta, pois Ž direito do advogado reclamar, verbalmente


ou por escrito, perante qualquer ju’zo, tribunal ou autoridade, contra a
inobserv‰ncia de preceito de lei, regulamento ou regimento (Art. 7¼, inciso XI,
EAOAB).

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A quest‹o Ž de n’vel intermedi‡rio, pois depende do conhecimento das atividades


privativas da advocacia.

Quest‹o Ð FGV/OAB Ð Exame de Ordem Ð XVII

A advogada Maria foi presa em flagrante por furto cometido no interior de


uma loja de departamentos. Na Delegacia, teve a assist•ncia de advogado
por ela constitu’do. O auto de pris‹o foi lavrado sem a presen•a de
representante da Ordem dos Advogados do Brasil, , fato que levou o
advogado de Maria a arguir sua nulidade. Sobre a hip—tese, assinale a
afirmativa correta.

a) O auto de pris‹o em flagrante n‹o Ž nulo, pois s— Ž obrigat—ria a presen•a


de representante da OAB quando a pris‹o decorre de motivo ligado ao
exerc’cio da advocacia.

b) O auto de pris‹o em flagrante n‹o Ž nulo, pois a presen•a de


representante da OAB Ž facultativa em qualquer caso, podendo sempre ser
suprida pela presen•a de advogado indicado pelo preso.

c) O auto de pris‹o em flagrante Ž nulo, pois advogados n‹o podem ser


presos por crimes afian•‡veis.

d) O auto de pris‹o em flagrante Ž nulo, pois a presen•a de representante


da OAB em caso de pris‹o em flagrante de advogado Ž sempre obrigat—ria.

Coment‡rios

A alternativa A est‡ correta e Ž o gabarito da quest‹o. ƒ direito do advogado


ter a presen•a de representante da OAB, quando preso em flagrante, por motivo
ligado ao exerc’cio da advocacia, para lavratura do auto respectivo, sob pena de
nulidade e, nos demais casos, a comunica•‹o expressa ˆ seccional da OAB. (Art.
7¼, inciso IV, EAOAB).

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A alternativa B est‡ incorreta, pois Ž direito do advogado ter a presen•a de


representante da OAB, quando preso em flagrante, por motivo ligado ao exerc’cio
da advocacia, para lavratura do auto respectivo, sob pena de nulidade e, nos
demais casos, a comunica•‹o expressa ˆ seccional da OAB. (Art. 7¼, inciso IV,
EAOAB).

A alternativa C est‡ incorreta, pois Ž direito do advogado ter a presen•a de


representante da OAB, quando preso em flagrante, por motivo ligado ao exerc’cio
da advocacia, para lavratura do auto respectivo, sob pena de nulidade e, nos
demais casos, a comunica•‹o expressa ˆ seccional da OAB. (Art. 7¼, inciso IV,
EAOAB).

A alternativa D est‡ incorreta, pois Ž direito do advogado ter a presen•a de


representante da OAB, quando preso em flagrante, por motivo ligado ao exerc’cio
da advocacia, para lavratura do auto respectivo, sob pena de nulidade e, nos
demais casos, a comunica•‹o expressa ˆ seccional da OAB. (Art. 7¼, inciso IV,
EAOAB).

Quest‹o Ð FGV/OAB Ð Exame de Ordem Ð XVII

Gisella Ž advogada recŽm-aprovada no Exame de Ordem e herda diversas


causas de um colega de classe que resolveu trilhar outros caminhos,
deixando numerosos processos para acompanhamento nos Ju’zos de
primeiro grau. Ao acompanhar uma sess‹o de julgamento na C‰mara C’vel
do Tribunal W, tem necessidade de apresentar, antes de iniciar o julgamento,
alega•›es escritas aos integrantes do —rg‹o julgador, que somente foram
completadas no dia da sess‹o. Aguardando o in’cio dos trabalhos, assim que
os julgadores se apresentaram para o julgamento, a jovem advogada dirigiu-
se a eles no sentido de entregar as alega•›es escritas, sendo admoestada

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quanto ˆ sua presen•a no interior da sala de julgamento, na parte reservada


aos magistrados.

Nos termos do Estatuto da Advocacia, o ingresso dos advogados nas salas


de sess›es

a) est‡ restrito ao espa•o da plateia.

b) depende de autoriza•‹o do Presidente da C‰mara

c) Ž livre inclusive na parte reservada aos magistrados.

d) depende de concord‰ncia dos julgadores

Coment‡rios

A alternativa C est‡ correta e Ž o gabarito da quest‹o. ƒ direito do advogado


ingressar livremente nas salas de sess›es dos tribunais, mesmo alŽm dos
cancelos que separam a parte reservada aos magistrados. (Art. 7¼, inciso VI,
letra ÒaÓ).

A alternativa A est‡ incorreta, pois Ž direito do advogado ingressar livremente


nas salas de sess›es dos tribunais, mesmo alŽm dos cancelos que separam a
parte reservada aos magistrados. (Art. 7¼, inciso VI, letra ÒaÓ).

A alternativa B est‡ incorreta, pois Ž direito do advogado ingressar livremente


nas salas de sess›es dos tribunais, mesmo alŽm dos cancelos que separam a
parte reservada aos magistrados. (Art. 7¼, inciso VI, letra ÒaÓ).

A alternativa D est‡ incorreta, pois Ž direito do advogado ingressar livremente


nas salas de sess›es dos tribunais, mesmo alŽm dos cancelos que separam a
parte reservada aos magistrados. (Art. 7¼, inciso VI, letra ÒaÓ).

Quest‹o Ð FGV/OAB Ð Exame de Ordem Ð XIV

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O advogado Ant™nio de Souza encontra-se preso cautelarmente, em cela


comum, por for•a de decreto de pris‹o preventiva proferido no ‰mbito de
a•‹o penal a que responde por suposta pr‡tica de reiteradas fraudes contra
a Previd•ncia. O advogado de Ant™nio requereu ao magistrado que decretou
a pris‹o a transfer•ncia de seu cliente para sala de estado-maior. Como n‹o
havia sala de estado-maior dispon’vel na localidade, o magistrado
determinou que Ant™nio deveria permanecer em pris‹o domiciliar atŽ que
houvesse sala de estado-maior dispon’vel.

Sobre a decis‹o do magistrado, assinale a op•‹o correta

a) O magistrado decidiu corretamente, pois, de acordo com o EAOAB, Ž


direito do advogado n‹o ser recolhido preso, antes de senten•a transitada
em julgado, sen‹o em sala de Estado-maior e, na sua falta, em pris‹o
domiciliar.

b) O magistrado n‹o decidiu corretamente, pois o advogado, assim como


qualquer outro cidad‹o que tenha conclu’do curso superior, tem direito a ser
recolhido preso em pris‹o especial, mas n‹o em sala de estado-maior, que
apenas Ž garantida a magistrados e membros do MinistŽrio Pœblico.

c) O magistrado decidiu corretamente, devendo o advogado permanecer em


pris‹o domiciliar, mesmo havendo sala de Estado Maior, ap—s eventual
tr‰nsito em julgado de sua condena•‹o.

d) O magistrado n‹o decidiu corretamente, pois o advogado apenas tem


direito a n‹o ser recolhido preso, antes de senten•a transitada em julgado,
em sala de estado-maior e, na sua falta, em pris‹o domiciliar, quando o
crime que lhe esteja sendo imputado decorra do exerc’cio regular da
profiss‹o de advogado.

Coment‡rios

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A alternativa A est‡ correta e Ž o gabarito da quest‹o. ƒ direito do advogado


n‹o ser recolhido preso, antes de senten•a transitada em julgado, sen‹o em sala
de Estado-Maior, com instala•›es e comodidades condignas, assim reconhecidas
pela OAB, e, na sua falta, em pris‹o domiciliar (Art. 7¼, V, EAOAB).

A alternativa B est‡ incorreta, pois Ž direito do advogado n‹o ser recolhido


preso, antes de senten•a transitada em julgado, sen‹o em sala de Estado-Maior,
com instala•›es e comodidades condignas, assim reconhecidas pela OAB, e, na
sua falta, em pris‹o domiciliar (Art. 7¼, V, EAOAB).

A alternativa C est‡ incorreta, pois Ž direito do advogado n‹o ser recolhido


preso, antes de senten•a transitada em julgado, sen‹o em sala de Estado-Maior,
com instala•›es e comodidades condignas, assim reconhecidas pela OAB, e, na
sua falta, em pris‹o domiciliar (Art. 7¼, V, EAOAB).

A alternativa D est‡ incorreta pois Ž direito do advogado n‹o ser recolhido preso,
antes de senten•a transitada em julgado, sen‹o em sala de Estado-Maior, com
instala•›es e comodidades condignas, assim reconhecidas pela OAB, e, na sua
falta, em pris‹o domiciliar (Art. 7¼, V, EAOAB).

Quest‹o Ð FGV/OAB Ð Exame de Ordem Ð XIV

Ës 15h15, o advogado Armando aguardava, no corredor do f—rum, o in’cio


de uma audi•ncia criminal designada para as 14h30. A primeira audi•ncia
do dia havia sido iniciada no hor‡rio correto, ˆs 13h30, e a audi•ncia da qual
Armando participaria era a segunda da pauta daquela data. Armando Ž
avisado por um serventu‡rio de que a primeira audi•ncia havia sido
interrompida por uma hora para que o acusado, que n‹o se sentira bem,
recebesse atendimento mŽdico, e que, por tal motivo, todas as demais
audi•ncias do dia seriam iniciadas com atraso. Mesmo assim, Armando
informa ao serventu‡rio que n‹o iria aguardar mais, afirmando que, de
acordo com o EAOAB, tem direito, ap—s trinta minutos do hor‡rio designado,
a se retirar do recinto onde se encontre aguardando preg‹o para ato judicial.

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A partir do caso apresentado, assinale a op•‹o correta.

a) Armando poderia se retirar do recinto, pois o advogado tem o direito de


n‹o aguardar por mais de trinta minutos para a realiza•‹o de ato judicial.

b Armando n‹o poderia se retirar do recinto, pois a autoridade que presidiria


o ato judicial do qual Armando participaria estava presente.

c) Armando n‹o poderia se retirar do recinto, pois a prerrogativa por ele


invocada n‹o Ž v‡lida para audi•ncias criminais.

d) Armando poderia se retirar do recinto, pois n‹o deu causa ao atraso da


audi•ncia.

Coment‡rios

A alternativa B est‡ correta e Ž o gabarito da quest‹o. ƒ direito do advogado


retirar-se do recinto onde se encontre aguardando preg‹o para ato judicial, ap—s
trinta minutos do hor‡rio designado e ao qual ainda n‹o tenha comparecido a
autoridade que deva presidir a ele, mediante comunica•‹o protocolizada em ju’zo
(Art. 7¼, inciso XX, EAOAB).

A alternativa A est‡ incorreta, pois Ž direito do advogado retirar-se do recinto


onde se encontre aguardando preg‹o para ato judicial, ap—s trinta minutos do
hor‡rio designado e ao qual ainda n‹o tenha comparecido a autoridade que deva
presidir a ele, mediante comunica•‹o protocolizada em ju’zo (Art. 7¼, inciso XX,
EAOAB).

A alternativa C est‡ incorreta, pois Ž direito do advogado retirar-se do recinto


onde se encontre aguardando preg‹o para ato judicial, ap—s trinta minutos do
hor‡rio designado e ao qual ainda n‹o tenha comparecido a autoridade que deva
presidir a ele, mediante comunica•‹o protocolizada em ju’zo (Art. 7¼, inciso XX,
EAOAB).

A alternativa D est‡ incorreta, pois Ž direito do advogado retirar-se do recinto


onde se encontre aguardando preg‹o para ato judicial, ap—s trinta minutos do

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hor‡rio designado e ao qual ainda n‹o tenha comparecido a autoridade que deva
presidir a ele, mediante comunica•‹o protocolizada em ju’zo (Art. 7¼, inciso XX,
EAOAB).

Quest›es Extras

Quest‹o 01 Ð OAB/FGV Ð EXAME DE ORDEM Ð XII

Sobre o desagravo pœblico, assinale a alternativa correta.

a) O advogado poder‡ ser desagravado quando ofendido no exerc’cio da


profiss‹o ou em raz‹o dela desde que fa•a o requerimento em peti•‹o
dirigida ao Presidente do Conselho Seccional no prazo de seis meses,
contados a partir da data da realiza•‹o da ofensa.

b) O desagravo pœblico depende de concord‰ncia do advogado ofendido.

c) O advogado n‹o pode dispensar o desagravo pœblico quando o Conselho


Seccional decidir promov•-lo.

d) O advogado tem direito a ser desagravado, mesmo que a ofensa por ele
sofrida n‹o guarde rela•‹o com o exerc’cio da profiss‹o ou de cargo ou
fun•‹o na OAB.

Coment‡rios

A alternativa A est‡ incorreta. O desagravo pœblico, como instrumento de


defesa dos direitos e prerrogativas da advocacia, n‹o depende da concord‰ncia
do ofendido, que n‹o pode dispens‡-lo, devendo ser promovido a critŽrio do
Conselho (Art. 18, ¤7¼, EAOAB) e n‹o tem prazo para interposi•‹o.

A alternativa B est‡ incorreta. O desagravo pœblico, como instrumento de


defesa dos direitos e prerrogativas da advocacia, n‹o depende da concord‰ncia
do ofendido, que n‹o pode dispens‡-lo, devendo ser promovido a critŽrio do
Conselho (Art. 18, ¤7¼, EAOAB) e n‹o tem prazo para interposi•‹o.

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A alternativa C est‡ correta. O objetivo do desagravo Ž proteger a categoria dos


profissionais de direito, inclusive, resguardar o dever de urbanidade entre os
advogados, autoridades e colegas de profiss‹o. Por esse motivo, o desagravo Ž
indispens‡vel quando presentes os ind’cios de ofensa e requisitos necess‡rios
para a sua instaura•‹o, podendo ocorrer de of’cio ou a requerimento.

A alternativa D est‡ incorreta. A ofensa deve ocorrer no exerc’cio da advocacia,


caracterizando ofensa pessoal e direta, n‹o dependendo do consentimento do
ofendido para a sua instaura•‹o.

Quest‹o 2 Ð FGV/OAB Ð EXAME DE ORDEM Ð XVI

O advogado Ant™nio participava do julgamento de recurso de apela•‹o por


ele interposto. Ao proferir seu voto, o Relator acusou o advogado Ant™nio de
ter atuado de forma antiŽtica e de ter tentado induzir os julgadores a erro.
Em seguida, com o objetivo de se defender das acusa•›es que lhe haviam
sido dirigidas, Ant™nio solicitou usar da palavra, pela ordem, por mais cinco
minutos, pleito que veio a ser indeferido pelo Presidente do —rg‹o julgador.

A respeito do direito de Ant™nio usar a palavra novamente, assinale a


afirmativa correta.

a) N‹o Ž permitido o uso da palavra por advogado em julgamentos de


recursos de apela•‹o..

b) ƒ direito do advogado usar da palavra, pela ordem, mediante interven•‹o


sum‡ria, para replicar acusa•‹o ou censura que lhe forem feitas.

c) ƒ direito do advogado intervir, a qualquer tempo e por qualquer motivo,


durante o julgamento de processos em que esteja constitu’do.

d) O uso da palavra, pela ordem, mediante interven•‹o sum‡ria, somente Ž


permitido para o esclarecimento de quest›es f‡ticas.

Coment‡rios

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A alternativa A est‡ incorreta. ƒ direito do advogado usar da palavra, pela


ordem, em qualquer ju’zo ou tribunal, mediante interven•‹o sum‡ria, para
esclarecer equivoco ou dœvida surgida em rela•‹o a fatos, documentos ou
afirma•›es que influam no julgamento, bem como para replicar acusa•‹o ou
censura que lhe forem feitas (Art. 7¼, inciso X, EAOAB).

A alternativa B est‡ correta e Ž o gabarito da quest‹o. ƒ direito do advogado


usar da palavra, pela ordem, em qualquer ju’zo ou tribunal, mediante interven•‹o
sum‡ria, para esclarecer equivoco ou dœvida surgida em rela•‹o a fatos,
documentos ou afirma•›es que influam no julgamento, bem como para replicar
acusa•‹o ou censura que lhe forem feitas (Art. 7¼, inciso X, EAOAB).

A alternativa C. est‡ incorreta. ƒ direito do advogado usar da palavra, pela


ordem, em qualquer ju’zo ou tribunal, mediante interven•‹o sum‡ria, para
esclarecer equivoco ou dœvida surgida em rela•‹o a fatos, documentos ou
afirma•›es que influam no julgamento, bem como para replicar acusa•‹o ou
censura que lhe forem feitas (Art. 7¼, inciso X, EAOAB).

A alternativa D. est‡ incorreta. ƒ direito do advogado usar da palavra, pela


ordem, em qualquer ju’zo ou tribunal, mediante interven•‹o sum‡ria, para
esclarecer equivoco ou dœvida surgida em rela•‹o a fatos, documentos ou
afirma•›es que influam no julgamento, bem como para replicar acusa•‹o ou
censura que lhe forem feitas (Art. 7¼, inciso X, EAOAB).

Quest‹o 03 Ð OAB/FGV Ð EXAME DE ORDEM - XVI

lsabella, advogada atuante na ‡rea pœblica, Ž procurada por cliente


que deseja contrat‡-la e que informa a exist•ncia de processo j‡
terminado, no qual foram debatidos fatos que poderiam interessar ˆ
nova causa. Antes de realizar o contrato de presta•‹o de servi•os,
dirige-se ao Ju’zo competente e requer vista dos autos findos, n‹o
anexando instrumento de mandato.

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Nesse caso, consoante o Estatuto da Advocacia, a advogada pode

a) ter vista dos autos somente no balc‹o do cart—rio;

b) ter vista dos autos no local onde se arquivam os autos;

c) retirar os autos de cart—rio por dez dias;

d) retirar os autos, se anexar instrumento de mandato.

Coment‡rios

Em regra, o advogado pode retirar os autos de processos findos, mesmo sem


procura•‹o, pelo prazo de 10 dias, salvo quando o processo estiver sob segredo
de justi•a, existirem nos autos documentos originais dif’ceis de repara•‹o ou
quando o advogado no decorrer do processo houver deixado de devolver os autos
no prazo legal. (Art. 7¼, inciso XVI, EAOAB)

Portanto, a alternativa C est‡ correta e Ž o gabarito da quest‹o.

Quest‹o 04 Ð OAB/FGV Ð EXAME DE ORDEM Ð VI

Caio aju’za a•‹o em face da empresa Toupeira e Lontra S.A. buscando a


devolu•‹o de numer‡rio por ter recebido produto com defeito oculto. O
pedido Ž julgado improcedente por aus•ncia de provas. Houve recurso de
apela•‹o. No in’cio do julgamento, o relator apresentou cr’ticas ˆ atua•‹o do
advogado do recorrente, que n‹o teria instru’do o processo adequadamente.
Presente no julgamento, o advogado pediu a palavra, que lhe foi negada,
por j‡ ter apresentado sua sustenta•‹o oral.

Com base no relato acima, de acordo com as normas estatut‡rias, Ž correto


afirmar que

a) a sustenta•‹o oral esgota a atividade do advogado no julgamento.

b) s— esclarecimentos de situa•‹o de fato ser‹o admitidos no caso.

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c) somente em momento posterior poder‡ o advogado tomar provid•ncias.

d) do Ž assegurado ao advogado o direito de usar a palavra para replicar a


acusa•‹o feita contra ele, ainda que j‡ proferida sua sustenta•‹o oral.

Coment‡rios

ƒ direito do advogado usar da palavra, pela ordem, em qualquer ju’zo ou tribunal,


mediante interven•‹o sum‡ria, para esclarecer equ’voco ou dœvida surgida em
rela•‹o a fatos, documentos ou afirma•›es que influam no julgamento, bem com
o para replicar acusa•‹o ou censura que lhe forem feitas (Art. 7¼, XX, EAOAB).
Assim, a alternativa D est‡ correta e Ž o gabarito da quest‹o.

Quest‹o 05 Ð OAB/FGV Ð EXAME DE ORDEM - V

T’cio Ž advogado regularmente inscrito nos quadros da OAB e conhecido pela


energia e vivacidade com que defende a pretens‹o dos seus clientes.
Atuando em defesa de um dos seus clientes, exalta-se em audi•ncia, mas
mantŽm, apesar disso, a cortesia com o magistrado presidente do ato e com
o advogado da parte contr‡ria. Mesmo assim, sofreu representa•‹o perante
o —rg‹o disciplinar da OAB. Em rela•‹o a tais fatos, Ž correto afirmar que

a) a atua•‹o de T’cio desborda os limites normais do exerc’cio da advocacia.

b) inexistindo atividade injuriosa, os atos do advogado s‹o imunes ao


controle disciplinar.

c) a defesa do cliente deve ser pautada pelo dirigente da audi•ncia, o


magistrado.

d) no processo judicial, os atos do advogado constituem mœnus privado

Coment‡rios

O advogado tem imunidade profissional quanto a pr‡tica de injœria e difama•‹o,


somente sendo responsabilizado no exerc’cio de sua atividade pelos excessos que
cometer. Em recente altera•‹o, o Supremo Tribunal Federal revogou a imunidade

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para o crime de desacato (Art. 7¼, ¤2¼, EAOAB). Os atos do advogado constituem
mœnus pœblico por exercer atividade indispens‡vel para administra•‹o da justi•a.
Assim, a alternativa B est‡ correta e Ž o gabarito da quest‹o.

Quest‹o 06 Ð FGV/OAB Ð EXAME DE ORDEM V.

Na Secretaria Municipal de Fazenda, tramita procedimento administrativo


relacionado ˆ imposi•‹o do IPTU em determinada ‡rea urbana O propriet‡rio
do im—vel contrata o advogado Juliano para solucionar a quest‹o. Portando
mandato extrajudicial, o advogado dirige-se ao local e, em face dos seus
conhecimentos pessoais, obtŽm o ingresso no recinto da secretaria e recebe
as informa•›es pertinentes, apresentando, por peti•‹o, os esclarecimentos
necess‡rios. Em um dos dias em que atuava profissionalmente, viu-se
interpelado por um dos chefes de se•‹o, que questionou sua perman•ncia
no local, proibida por atos regulamentares. Diante disso, Ž correto afirmar
que

a) as caracter’sticas especiais dos —rg‹os fazend‡rios limitam os direitos


dos advogados.

b) o ingresso em quaisquer recintos de reparti•›es pœblicas, no exerc’cio da


profiss‹o, Ž direito dos advogados.

c) a quest‹o em tela est‡ vinculada ˆ prote•‹o do sigilo profissional.

d) o advogado n‹o pode ter acesso a procedimentos administrativos, salvo


com autoriza•‹o da autoridade competente.

Coment‡rios

O advogado pode ingressar livremente em qualquer edif’cio ou recinto em que


funcione reparti•‹o judicial ou outro servi•o pœblico onde deva praticar ato ou
colher prova ou informa•‹o œtil ao exerc’cio da atividade profissional, dentro do
expediente ou fora dele, e ser atendido, desde que se ache presente qualquer
servidor ou empregado (Art. 7¼, inciso VI, letra ÒcÓ, EAOAB). Assim, a
alternativa B est‡ correta e Ž o gabarito da quest‹o.

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Quest‹o 07 Ð OAB/FGV Ð EXAME DE ORDEM 2010.3

Tertœlio, advogado, testemunha a ocorr•ncia de um acidente de tr‰nsito sem


v’timas, envolvendo quatro ve’culos automotores. Seus dados e sua
qualifica•‹o profissional constam nos registros do evento. Posteriormente,
em a•‹o de responsabilidade civil, o advogado Tertœlio Ž arrolado como
testemunha por uma das partes. No dia designado para o seu depoimento,
alega que estaria impossibilitado de realizar o ato porque uma das pessoas
envolvidas poderia contrat‡-lo como profissional, embora, naquele
momento, nenhuma delas tivesse manifestado qualquer inten•‹o nesse
sentido.

A respeito do tema, Ž correto dizer que

a) o advogado Ž suspeito para prestar depoimento no caso em tela;

b) a possibilidade decorre da aus•ncia de efetiva atua•‹o profissional;

c) o depoimento do advogado, no caso, Ž facultativo;

d) somente poderia prestar depoimento ap—s a interven•‹o de todas as


partes no processo.

Coment‡rios

No caso em comento, o advogado pode recusar a prestar o depoimento pela


previsibilidade de contrata•‹o futura, sendo assegurado pelo Estatuto da
Advocacia e da OAB. Vejamos: Òrecusar-se a depor como testemunha em
processo no qual funcionou ou deva funcionar, ou sobre fato relacionado com
pessoa de quem seja ou foi advogado, mesmo quando autorizado ou solicitado
pelo constituinte, bem como sobre fato que constitua sigilo profissional (Art. 7¼,
inciso XIX, do EAOAB)Ó. Dessa forma, mesmo n‹o sendo advogado das partes, o
advogado pode resguarda-se do sigilo profissional. Assim, a alternativa B est‡
correta e Ž o gabarito da quest‹o.

Quest‹o 08 Ð OAB/FGV Ð EXAME DE ORDEM Ð XVIII

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Os advogados criminalistas X e Y atuavam em diversas ações penais e inquéritos em


favor de um grupo de pessoas acusadas de pertencer a determinada organização
criminosa, supostamente destinada ao tráfico de drogas. Ao perceber que não havia
outros meios disponíveis para a obtenção de provas contra os investigados, o juiz, no
âmbito de um dos inquéritos instaurados para investigar o grupo, atendendo à
representação da autoridade policial e considerando manifestação favorável do
Ministério Público, determinou o afastamento do sigilo telefônico dos advogados
constituídos nos autos dos aludidos procedimentos, embora não houvesse indícios da
prática de crimes por estes últimos. As conversas entre os investigados e seus
advogados, bem como aquelas havidas entre os advogados X e Y, foram posteriormente
usadas para fundamentar a denúncia oferecida contra seus clientes.

Considerando-se a hipótese apresentada, assinale a afirmativa correta

a) A prova é lícita, pois não havia outro meio disponível para a obtenção de provas.

b) A prova é lícita, pois tratava-se de investigação de prática de crime cometido no


âmbito de organização criminosa;

c) Considerando que não havia outro meio disponível para a obtenção de provas, bem
como que se tratava de investigação de prática de crime cometido no âmbito de
organização criminosa, é ilícita a prova obtida a partir dos diálogos havidos entre os
advogados e seus clientes. É, no entanto, lícita a prova obtida a partir dos diálogos
havidos entre os advogados X e Y.;

d) A prova é ilícita, uma vez que as comunicações telefônicas do advogado são


invioláveis quando disserem respeito ao exercício da profissão, bem como se não houver
indícios da prática de crime pelo advogado.

Coment‡rios

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A quebra de sigilo profissional do advogado s— poder‡ ocorrer quando houver


ind’cios da pr‡tica de crime, sendo protegidos todos os documentos dos seus
clientes e do escrit—rio, salvo comprovado o envolvimento. O escrit—rio ou local
de trabalho, a correspond•ncia escrita, eletr™nica, telef™nica e telem‡tica,
relativas ao exerc’cio da advocacia, s‹o inviol‡veis (Art. 7¼, inciso II, do Estatuto
da Advocacia e da OAB, Lei n. 8.906/94). Assim, a alternativa D est‡ correta e
Ž o gabarito da quest‹o.

Quest‹o 09 Ð OAB/FGV Ð EXAME DE ORDEM - XVIII

A advogada Ana retirou de cart—rio os autos de determinado processo de


conhecimento em que representava a parte rŽ, para apresentar contesta•‹o.
Protocolou a peti•‹o tempestivamente, mas deixou de devolver os autos em
seguida por esquecimento, s— o fazendo ap—s ficar pouco mais de um m•s
com os autos em seu poder. Ao perceber que Ana n‹o devolvera os autos
imediatamente ap—s cumprir o prazo, o magistrado exarou despacho pelo
qual a advogada foi proibida de retirar novamente os autos do cart—rio em
carga, atŽ o final do processo.

Nos termos do Estatuto da Advocacia, deve-se assentar quanto ˆ san•‹o


disciplinar que

a) n‹o se aplica porque Ana n‹o chegou a ser intimada a devolver os autos.

b) n‹o se aplica porque Ana ficou menos de tr•s meses com os autos em
seu poder.

c) aplica-se porque Ana reteve abusivamente os autos em seu poder.

d aplica-se porque Ana n‹o poderia ter retirado os autos de cart—rio para
cumprir o prazo assinalado para contesta•‹o.

Coment‡rios

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ƒ direito do advogado ter vista e fazer carga dos processos judiciais ou


administrativos nos cart—rio ou reparti•‹o pœblica competente pelo prazo legal,
salvo quando n‹o devolver os autos mesmo ap—s a intima•‹o. No caso em
comento, a advogada n‹o receber‡ puni•‹o por n‹o ter sido intimada a devolver
os autos. Lembre-se: A responsabilidade para devolver os autos Ž da advogada,
mas o Estatuto da Advocacia e da OAB s— permite aplica•‹o de san•‹o quando
for intimada/comunicada (Art. 7¼, incido XV e inciso XX, ¤1¼, 3, do Estatuto da
Advocacia e da OAB). Assim, a alternativa A est‡ correta e Ž o gabarito da
quest‹o.

Quest‹o 10 Ð OAB/FGV Ð EXAME DE ORDEM XVIII

Alice, advogada, em audiência judicial, dirigiu a palavra de maneira ríspida a certa


testemunha e ao magistrado, tendo este entendido que houve a prática dos crimes de
injúria e desacato, respectivamente. Por isso, o juiz determinou a extração de cópias da
ata e remessa à Promotoria de Justiça com atribuição para investigação penal da
comarca.

Considerando a situação narrada, a disciplina do Estatuto da OAB e o entendimento do


Supremo Tribunal Federal, sobre as manifestações de Alice, proferidas no exercício de
sua atividade profissional, é correto afirmar que

a) podem configurar injúria e desacato puníveis, pois o Supremo Tribunal Federal


declarou inconstitucional a imunidade profissional prevista no Art. 7º, § 2º, do Estatuto
da OAB, já que a Constituição Federal consagra a incolumidade da honra e imagem.

b) não podem constituir injúria ou desacato puníveis. Isso porque o advogado tem
imunidade profissional, nos termos do Art. 7º, § 2º, do Estatuto da OAB, cuja integral
constitucionalidade foi declarada pelo Supremo Tribunal Federal.

c) não podem constituir injúria, mas podem configurar desacato punível. Isso porque o

advogado tem imunidade profissional, nos termos do Art. 7º, § 2º, do Estatuto da OAB,
mas está, de acordo com o Supremo Tribunal Federal, não compreende o desacato, sob

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pena de conflitar com a autoridade do magistrado na condução da atividade


jurisdicional.

d) não podem constituir injúria ou desacato puníveis, mas podem caracterizar crime de

desobediência. Isso porque o advogado tem imunidade profissional, nos termos do Art.
7º, § 2º, do Estatuto da OAB, cuja constitucionalidade foi declarada pelo Supremo
Tribunal Federal, com a ressalva ao delito de desobediência, a fim de não conflitar com
a autoridade do magistrado na condução da atividade jurisdicional.

Coment‡rios

O advogado tem imunidade profissional quanto a pr‡tica de injœria e difama•‹o,


somente sendo responsabilizado no exerc’cio de sua atividade pelos excessos que
cometer. Em recente altera•‹o, o Supremo Tribunal Federal revogou a imunidade
para o crime de desacato (Art. 7¼, ¤2¼, EAOAB). Os atos do advogado constituem
mœnus pœblico por exercer atividade indispens‡vel para administra•‹o da justi•a.
Assim, a alternativa C est‡ correta e Ž o gabarito da quest‹o.

5 - Destaques da Legisla•‹o

Ä art. 7¼, ¤5¼ EAOAB:

Art. 7¼, ¤5¼ No caso de ofensa a inscrito na OAB, no exerc’cio da profiss‹o ou de cargo ou
fun•‹o de —rg‹o da OAB, o conselho competente deve promover o desagravo pœblico do
ofendido, sem preju’zo da responsabilidade criminal em que incorrer o infrator.

Ä art. 7¼, inciso XVII, EAOAB:

art. 7¼, XVII ser publicamente desagravado, quando ofendido no exerc’cio da profiss‹o ou
em raz‹o dela;

Ä art. 18, Regulamento Geral :

Art. 18 O inscrito na OAB, quando ofendido comprovadamente em raz‹o do profissional ou


de cargo ou funç‹o da OAB, tem direito ao desagravo pœblico promovido pelo Conselho
competente, de of’cio, a seu pedido ou de qualquer pessoa.

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Ä art. 19, Regulamento Geral:

Art. 19 Compete ao Conselho Federal promover o desagravo pœblico de Conselheiro Federal


ou de Presidente de Conselho Seccional, quando ofendidos no exerc’cio das atribuiç›es de
seus cargos e ainda quando a ofensa a advogado se revestir de relevância e grave violaç‹o
ˆs prerrogativas profissionais, com repercuss‹o nacional. Par‡grafo œnico. O Conselho
Federal, observado o procedimento previsto no art. 18 deste Regulamento, indica seus
representantes para a sess‹o pœblica de desagravo, na sede do Conselho Seccional, salvo
no caso de ofensa a Conselheiro Federal.

Ä art. 7¼, Regulamento Geral:

Art. 7. A fun•ão de diretoria e gerência jur’dicas em qualquer empresa pœblica, privada ou


paraestatal, inclusive em instituiç›es financeiras, Ž privativa de advogado, n‹o podendo ser
exercida por quem n‹o se encontre inscrito regularmente na OAB.

Ä art. 9¼, Regulamento Geral:

Art. 9. Exercem a advocacia pœblica os integrantes da Advocacia-Geral da Uni‹o, da


Defensoria Pœblica e das Procuradorias e Consultorias Jur’dicas dos Estados, do Distrito
Federal, dos Munic’pios, das autarquias e das fundaç›es pœblicas, estando obrigados ˆ
inscriç‹o na OAB, para o exerc’cio de suas atividades. Par‡grafo œnico. Os integrantes da
advocacia pœblica s‹o eleg’veis e podem integrar qualquer —rg‹o da OAB.

Ä art. 5¼, Novo C—digo de ƒtica da OAB:

Art. 5. O exerc’cio da advocacia Ž incompat’vel com qualquer procedimento de


mercantiliza•ão.

Ä art. 7¼, Novo C—digo de ƒtica da OAB:

Art. 7. ƒ vedado o oferecimento de servi•os profissionais que implique, direta ou


indiretamente, angariar ou captar clientela.

6 - Sœmulas e Jurisprud•ncia Correlatos


Ä Sœmula TST 425: A Sœmula estabelece as regras do jus
postulandi das partes na Justi•a do Trabalho.

Sœmula TST 425

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O jus postulandi das partes, estabelecido pelo art. 791 da CLT, limita-se ˆs Varas do
Trabalho e aos Tribunais Regionais do Trabalho, n‹o alcan•ando a a•‹o rescis—ria, a a•‹o
cautelar, o mandado de seguran•a e os recursos de compet•ncia do Tribunal Superior do
Trabalho.

8 - Considera•›es Finais
Chegamos ao final da nossa aula demonstrativa.

Tratamos:

Atividades de Direitos do
Advocacia Advogado

No pr—ximo encontro vamos dedicar ˆ an‡lise de quatro temas relevant’ssimos:

Est‡gio
Inscric‹o na OAB
Profissional

Sociedade de Advogado
Advogados Empregado

Aguardo voc•s em nossa pr—xima aula!

prof.danielamenezes@gmail.com

@prof.danielamenezes

F—rum de Dœvidas do Portal do Aluno

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AtŽ a pr—xima aula e bons estudos!

Daniela Menezes

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