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SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL SENAI – DR – RN

CENTRO DE TECNOLOGIAS EM INFORMÁTICA ALUÍZIO ALVES – CTIAA


TÉCNICO EM ELETROELETRÔNICA
TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO

GEORGE GUIMARÃES
ISMAEL JORGE RODRIGUES DE OLIVEIRA
LEANDRO OSCAR DA SILVA AQUINO

 Formatação

PROJETO ELÉTRICO PREDIAL PARA CONDOMÍNIO RESIDÊNCIAL

NATAL/RN
2018
GEORGE GUIMARÃES DO NASCIMENTO
ISMAEL JORGE RODRIGUES DE OLIVEIRA
LEANDRO OSCAR DA SILVA AQUINO

PROJETO ELÉTRICO PREDIAL PARA CONDOMÍNIO RESIDÊNCIAL

Trabalho de Conclusão de Curso -


apresentado à disciplina TCC do curso Técnico
em Eletroeletrônica do Serviço Nacional de
Aprendizagem Industrial – SENAI – Centro de
Tecnologias em Informática Aluízio Alves –
CTIAA, como requisito parcial para a obtenção
do título de Técnico.

Orientador: Prof. Silvano Munay Dantas

NATAL/RN
2018
FOLHA DE APROVAÇÃO

Trabalho de Conclusão de Curso – apresentado à disciplina de TCC do curso Técnico


em Eletroeletrônica do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – SENAI – Centro
de Tecnologias em Informática Aluízio Alves – CTIAA, como requisito parcial para a
obtenção do título de Técnico.

__________________________________________________________
Orientador: Profº Esp. Silvano Márcio Munay Dantas
Centro de Tecnologias em Informática Aluízio Alves – CTIAA
Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – SENAI

__________________________________________________________
ProfªEspª.xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
Centro de Tecnologias em Informática Aluízio Alves – CTIAA
Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – SENAI

__________________________________________________________
Avaliador: Profª Esp. Patrícia De Sena Lima Schneider
Centro de Tecnologias em Informática Aluízio Alves – CTIAA
Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – SENAI

NATAL/RN
2018
Dedicamos este trabalho a nossa família que, cоm muito carinho
е apoio, nãо mediram esforços para qυе nós chegássemos аté
esta etapa dе nossas vidas.
AGRADECIMENTOS

Agradecemos inicialmente a Deus por esta oportunidade, por ter nos dado
saúde е força para superarmos as dificuldades.
Agradecemos também ao nosso orientador Prof. Silvano Márcio Munay Dantas,
pela orientação, apoio е confiança.
Aos nossos amigos e familiares que nos incentivaram e nos apoiaram em
nossas dificuldades, fazendo com que alcancemos nossos objetivos.
A todas as pessoas que de forma direta ou indireta contribuíram para a
finalização deste trabalho, nosso muito obrigado.
É necessário sempre acreditar que o sonho é
possível, que o céu é o limite e você, truta, é
imbatível. Que o tempo ruim vai passar é só uma
fase.

(Afro-x – 2002)
RESUMO

NASCIMENTO George Guimarães; OLIVEIRA, Ismael Jorge Rodrigues de; SILVA


AQUINO, Leandro Oscar da; Projeto Elétrico Predial Para Condomínio
Residencial. 2018. F 50. Trabalho de Conclusão de Curso (Técnico) –Informática,
Telecomunicações, Redes de Computadores e Eletroeletrônica. Serviço Nacional de
Aprendizagem Industrial - SENAI. Natal, 2018.

O presente trabalho se propõe a apresentar um projeto elétrico predial para


condomínio residencial, no qual relata o passo a passo para a conclusão do projeto.
Foi elaborado de acordo com todas as normas técnicas que cabem ao assunto, que
nos deixam resguardados para qualquer tipo de situações adversas que possa
acontecer. Inicialmente serão apresentados alguns aspectos sucintos sobre os
principais elementos e etapas para elaboração de um projeto elétrico predial e alguns
conceitos básicos sobre a simbologia usualmente utilizada nos projetos, tudo em
conformidade com as prescrições da NBR-5410 e a NBR-5444. Em seguida, será
descrito as atividades desenvolvidas e o projeto elétrico propriamente dito, fazendo-
se um relato sucinto sobre especificações de fios, tomadas, lâmpadas e suas alturas
que foram feitas detalhadamente, com imagens e tabelas autoexplicativas para melhor
entendimento do profissional que for colocá-lo em prática que, seguindo conforme foi
citado neste trabalho poderá criar seu próprio projeto no AutoCAD, porém, sempre
conferindo a norma no qual cabe qualquer operação que seja feita no projeto. Conclui-
se que, se o técnico tiver um padrão de qualidade para executar as operações que
estiverem explicadas aqui nesta monografia, e consultar as normas e estiver
resguardado pela mesma, poderá executar as operações que contenham no decorrer
do trabalho.

Palavras-chave: Instalações elétricas. Normas Técnicas. Projeto elétrico. AutoCAD.


ABSTRACT

NASCIMENTO George Guimarães; OLIVEIRA, Ismael Jorge Rodrigues de; SILVA


AQUINO, Leandro Oscar da; Predial Electric Project for Residential Condominium.
2018. f. Course Completion Work (Technical) - Informatics, Telecommunications,
Computer Networks and Electro-electronics. National Service of Industrial Learning -
SENAI. Natal, 2018.

The present work proposes to present an electrical project for residential condominium,
in which it reports the step by step to the conclusion of the project. It was prepared in
accordance with all technical standards that fit the subject, which leave us safe for any
kind of adverse situations that may happen. Initially, some succinct aspects will be
presented on the main elements and stages for the elaboration of an electric building
project and some basic concepts about the symbology usually used in the projects, all
in accordance with the prescriptions of NBR-5410 and NBR-5444. Next, the activities
developed and the electrical design itself will be described, with a brief account of
specifications of wires, sockets, lamps and their heights that were made in detail, with
self-explanatory images and tables for a better understanding of the professional who
to put it into practice that, following what has been cited in this paper, you can create
your own project in AutoCAD, but always checking the standard that fits any operation
that is done in the project. It is concluded that if the technician has a quality standard
to perform the operations that are explained here in this monograph, and to consult the
standards and is protected by the same, can perform the operations that they contain
in the course of the work.

Keywords: Electrical installations. Technical Standards. Electrical project. AutoCAD.


LISTA DE ABREVIATURAS

ABNT – Associação Brasileiras de Normas Técnicas


ANSI – Instituto Nacional de Padrões Americanos
AT – Alta Tensão
BT – Baixa Tensão
DDP – Diferencial De Potencial
DIN – Instituto Alemão de Normalização
EBT – Extra Baixa Tensão
JIS – Padrões industriais Japoneses
KV – Quilo Volt
LED – Diodo Emissor De Luz
m² – Metros quadrado
NBR – Normas Regulamentadora Brasileira
PVC – Policloreto De Vinil
TUE – Tomadas de Uso Específico
TUG’S – Tomadas de Uso Geral
V – Volts
VA – Volt Ampere
W – Watts
LISTA DE FIGURAS

Figura 01 – Representação das Cores dos Fios Condutores.......................... 17


Figura 02 – Diferença entre fio e cabo............................................................. 18
Figura 03 – Centro de 19
medição........................................................................
Figura 04 – Diferença entre os medidores eletrônico e eletromecânico.......... 20
Figura 05 – Quadro de 21
distribuição..................................................................
Figura 06 – Símbolo dos quadros de distribuição............................................ 21
Figura 07 – Disjuntor 22
monopolar......................................................................
Figura 08 – Disjuntor 23
bipolar............................................................................
Figura 09 – Disjuntor 23
tripolar............................................................................
Figura 10 – Diferencial residual....................................................................... 24
Figura 11 – Ilustração de Representação do Diagrama Unifilar...................... 26
Figura 12 – Ilustração do diagrama multifilar................................................... 26
Figura 13 – Ilustração do diagrama multifilar................................................... 27
Figura 14 – Ilustração do diagrama uniifilar..................................................... 27
Figura 15 – Ilustração de como se liga uma lâmpada..................................... 28
Figura 16 – Ilustração da Diferença entre os três Interruptores....................... 30
Figura 17 – Simbologias dos Interruptores...................................................... 30
Figura 18 – Lâmpada 31
Incandescente...............................................................
Figura 19 – Lâmpada 32
Halógenas.....................................................................
Figura 20 – Lâmpada Fluorescentes............................................................... 32
Figura 21 – Lâmpada 33
LED’S............................................................................
Figura 22 – Simbologias de Luminária, Refletores e Lâmpadas..................... 33
Figura 23 – Seção (bitolas) de condutores para cada utilização..................... 34
Figura 24 – Esquema ilustrativo de condutores............................................... 35
Figura 25 – Esquema ilustrativo de condutores............................................... 35
Figura 26 – Esquema ilustrativo de condutores.............................................. 36
Figura 27 – Visão Geral do Projeto no AutoCAD............................................. 37
Figura 28 – Planta Baixa do Apartamento....................................................... 38
Figura 29 – Planta baixa do 39
Apartamento........................................................
Figura 30 – Local onde ficaram os pontos de luz no projeto........................... 41
Figura 31 – Local das 42
tomadas........................................................................
Figura 32 – Dimensionamento dos fios elétricos............................................. 44
Figura 33 – Dimensionamento de tomadas, fios e lapadas na guarita............ 45
Figura 34 – Diagrama unifilar dos 45
disjuntores..................................................
Figura 35 – Centro de 46
medição........................................................................
Figura 36 – Projeto finalizado.......................................................................... 46
Figura 37 – Localização do condomínio.......................................................... 47
LISTA DE TABELAS

Tabela 1 – Área total dos cômodos................................................................. 40


Tabela 2 – Dimensionamento de pontos de iluminação.................................. 40
Tabela 3 – Cargas de equipamentos da sala.................................................. 42
Tabela 4 – Cargas de equipamentos da 43
cozinha.............................................
Tabela 5 – Cargas de equipamentos utilizados nos quartos 1 e 3.................. 43
Tabela 6 – Cargas de equipamentos utilizados no quarto principal................ 43
Tabela 7 – Cargas dos 44
banheiros....................................................................
SUMÁRIO

1. 14
INTRODUÇÃO..............................................................................................
2. PROJETO ELÉTRICO E SUA TRAJETÓRIA.............................................. 15
3. DIFERENÇA ENTRE FASE, NEUTRO E TERRA....................................... 16
4. FIOS E CABOS ELÉTRICOS....................................................................... 18
5. CENTRO DE MEDIÇÃO............................................................................... 19
6. MEDIDOR..................................................................................................... 20
7. QUADRO DE DISTRIBUIÇÃO..................................................................... 21
8. 22
DISJUNTORES.............................................................................................
8.1 Disjuntor Monopolar.................................................................................... 22
8.2 Disjuntor 22
Bipolar..........................................................................................
8.3 Disjuntor 23
Tripolar.........................................................................................
9. DIFERENCIAL 24
RESIDUAL...........................................................................
10. 25
SIMBOLOGIAS...........................................................................................
10.1 Diagramas 26
Unifilares.................................................................................
10.2 Ligação de 28
Lâmpada.................................................................................
11. COMPONENTES DE UMA INSTALAÇÃO ELÉTRICA............................. 29
11.1 29
Interruptor..................................................................................................
11.2 Lâmpada................................................................................................... 31
11.2.1 Lâmpadas incandescente...................................................................... 31
11.2.2 Lâmpadas 31
hálogenas.............................................................................
11.2.3 Lâmpadas fluorescentes........................................................................ 32
11.2.4 32
Led’s.......................................................................................................
12. DIMENSIONAMENTO CABOS 34
ELÉTRICOS.............................................
12.1 Critérios de Seção Mínima........................................................................ 34
12.2 Método de Instalação de Condutores....................................................... 35
13. AUTOCAD.................................................................................................. 37
14. PROJETO ELÉTRICO DO CONDOMÍNIO RESIDENCIAL....................... 39
15. CONSIDERAÇÕES 48
FINAIS........................................................................
REFERENCIAS................................................................................................ 49
15

1. INTRODUÇÃO

No decorrer do curso notamos a grande oportunidade no mercado de trabalho


na área de projetos elétricos e por esse motivo o nosso Trabalho de Conclusão de
Curso (TCC) decidimos nos aprofundar em Projeto Elétrico Predial para Condomínio
Residencial. Sendo elaborado passo a passo de forma simplificada e bem detalhada
para um entendimento melhor e mais simplificado do projeto, no qual visamos priorizar
as Normas Regulamentadoras Brasileiras, e a Associação Brasileira de Normas
Técnicas, que se seguidas à risca diminuem a probabilidade de riscos e acidentes e
nos deixam resguardados se algum tipo de eventual dessa natureza venha ocorrer, já
que quando se trata de instalações elétricas seja ela qual for, causam receio em quem
não tem familiaridade, nem tanta pratica no assunto pelos motivos mais óbvios que
vai do risco de descargas elétricas, ao curto circuito causado por uma instalação
errada e para que esses sinistros não ocorram tentamos aqui transpassar da forma
mais simples, rápida e segura possível para que, se caso, queiram realizar alguma
operação que contenha no decorrer do trabalho seguindo todos os passos e normas
será mais fácil a partir da leitura.
16

2. PROJETO ELÉTRICO E SUA HISTORIA

A história da elaboração de projetos juntamente com sua execução das


instalações elétricas no Brasil se iniciou no ano de 1941, quando foi divulgada a
primeira versão de uma norma elétrica no País. Era a Norma Brasileira para Execução
de Instalações Elétricas, baseada no Código de Instalações Elétricas, de 1914, da
antiga Inspetoria geral de Iluminação. Voltada para as instalações elétricas prediais
de baixa tensão, era uma norma básica para um período em que a eletricidade
começava a se propagar, mas sem ainda atender à maior parte da população
brasileira.
Era comum ainda que muitos profissionais das áreas de instalações elétricas
adotassem normas estrangeiras como as americanas, para projetar, dimensionar e
executar suas obras. Esta que foi substituída 19 anos depois pela NB-3, que era a
terceira Norma Brasileira da série NB, que determinava procedimentos de projeto e
execução, e a segunda norma brasileira de instalações elétricas. Sendo assim Um
Projeto Elétrico é a previsão escrita da instalação, com todos os seus detalhes,
localização dos pontos de utilização da energia elétrica, comandos, trajeto dos
condutores, divisão em circuitos, seção dos condutores, dispositivos de manobra,
tensão de cada circuito e carga total.
Tensão elétrica ou diferencial de potencial (DDP) é a diferença de
potencial entre dois pontos, sendo eles: (BT) baixa tensão e (AT) alta tensão onde
baixa tensão é toda tensão acima 50 volts em corrente alternada ou 120 volts em
corrente continua e alta tensão é toda a tensão acima 1000 volts em corrente alternada
ou 1500 volts em corrente contínua entre fases ou entre fase e terra. Hoje em dia as
instalações elétricas são regulamentadas pela norma NBR-5410, da ABNT.
17

3. DIFERENÇA ENTRE FASE, NEUTRO E TERRA

Em uma instalação elétrica residencial, existem três tipos de fios: O fio fase,
neutro e terra.
O fio de terra é condutor de Proteção, que fica ligado em hastes de cobre
cravadas na terra. É ele é importante já que acompanha todos os circuitos trazendo
proteção para os equipamentos que estão ligados contra a sobrecarga elétrica, o fio
terra também é responsável por proteger as pessoas de possíveis choques elétricos
ele evita que ocorra arcos elétricos (faíscas) que podem causar incêndio. O fio terra é
feito na cor verde com amarelo ou apenas verde.
O fio de neutro é um modelo que não possui tensão e nenhum tipo de carga,
portanto, não é um fio eletrizado, O neutro é fundamental para o equilíbrio da
instalação porque ele é o ponto de referência para a fase de um circuito elétrico. O
neutro também pode ser usado para se fechar um circuito, permitindo a circulação de
corrente elétrica. Você o encontra na cor azul claro e branca.
O fio de fase é um fio condutor, diferente do neutro, ele possui tensão de 127V
ou 220V ou diferença de potencial. Na linguagem mais simples, ele é um fio condutor
de “carga” e você o encontra normalmente na cor preta, marrom ou vermelha.
Como falado anteriormente na história de projetos elétricos sobre a diferença
de potenciais, que entre dois fios de fase num sistema de 380v/220v vai possuir uma
tensão de 380 volts, e entre o fio de fase e o fio de neutro possui uma tensão de 220v,
que é a tensão utilizada no Nordeste.
Na figura abaixo mostra o padrão de cores e a simbologia de acordo com a
ABNT, a ser utilizada no projeto para neutro, fase e retorno.
18

Figura 01 – Representação das Cores dos Fios Condutores

Fonte: Profº Luiz Fernando Gonçalves – Porto Alegre 2012


19

4. FIOS E CABOS ELÉTRICOS

O cabo é um elemento fino, com a forma cilíndrica, com a sua estrutura flexível
ou rígida, alongado de um certo material de acordo com sua função, na eletrônica são
usados fios distintos para tanto transportar energia elétrica quanto informação.São
feitos de metal, em geral cobre, revestido de plástico ou borracha isolante.Os
materiais condutores mais utilizados são, alumínio e cobre já que tem seu uso em
aplicações mais especificas. O mais utilizado é o cobre por ter a melhor relação custo
benefício.
O fio é um elemento com a sua forma cilíndrica, e com a sua estrutura sólida é
constituído de cobre e PVC o fio rígido possui um material que é produzido para isola
a tensão elétrica, sendo assim impedindo que o cabo transfira eletricidade para outros
materiais, ele é mais utilizado nos quadros elétricos, tomadas, chuveiros e em
instalações residenciais e industriais mais simples, em que não são necessárias a
flexibilidade do fio. Justamente por ser pouco flexível não deve ser dobrado, uma vez
que se esse fio romper pode causar a interrupção da corrente elétrica.
Os fios e cabos são produzidos para suportar a energia elétrica por uma média
de 20 anos, porém 10 anos já é um bom período para se fazer uma revisão.
De acordo com as imagens a baixo mostraremos a diferença entre fio e cabo
respectivamente.

Figura 02 – Diferença entre fio e cabo

Fonte: www.mundodaeletrica.com.br
20

5. CENTRO DE MEDIÇÃO

Através dos Centros de Medição que a energia elétrica distribuída pela


concessionária de energia chega ao imóvel. Sua montagem deve ser executada de
acordo com a energia que será utilizada.
Um dos passos primordiais para a instalação de Centros de Medição é a
aprovação do projeto junto à companhia responsável pela distribuição de energia na
região.
Um dos padrões mais utilizados pelas companhias de cada região para entrada
de energia é composto por poste, caixa para medidor, eletrodutos, cabos e disjuntor.
Os projetos de centros de medição devem ser realizados por empresas
especializadas em engenharia elétrica, sendo assim são hábitos para evitar riscos de
acidentes e possibilitando retornos econômicos, principalmente em condomínios,
residenciais, centros comerciais, shoppings, supermercados e outros.
As instalações mais antigas ou fora do padrão podem causar grandes
transtornos nos quais podemos citar o aumento no consumo de energia, que resulta
num gasto maior economicamente falando, e até causar um acidente como um curto-
circuito que pode gerar um grande incêndio.

Figura 03 – Centro de medição

Fonte: www.wbeckereletrica.com.br
21

6. MEDIDOR

Medidor de energia elétrica que no caso do nosso projeto fica dentro do centro
de medição, mais conhecido entre os populares por contador ou relógio de luz, é um
equipamento usado pelas concessionárias de energia elétrica de cada região, que
pode ser eletrônico o mais moderno, ele tem o funcionamento eletronicamente onde
a medição é feita digitalmente, que geram informações sobre os consumos que são
enviados direto para a concessionária, trazendo benefícios para as empresas, onde a
mesma não necessita que um funcionário se desloque para fazer a leitura do medidor.
Já eletromecânicos são aqueles mais antigos apesar disso ainda são muito eficazes
na medição o que os tornam bastantes utilizados no mundo são capazes de medir o
consumo da utilização da energia elétrica, assim gerando a conta mensal de energia
e quanto deverá ser pago.

Figura 04 – Diferença entre os medidores eletrônico e eletromecânico

Fonte: www.sabereletrica.com.br – (Prof. Cide13 de Junho de 2010)


22

7. QUADRO DE DISTRIBUIÇÃO

Quadro de distribuição comumente conhecido também por painel elétrico,


painel de disjuntores, é um elemento integrado a instalações elétricas e sua função é
dividir os circuitos assim trazendo mais segurança na instalação seja de residências,
condomínios entre outros.

Figura 05 – Quadro de distribuição

Fonte: www.sinpower.com.br

Na imagem a seguir mostra a simbologia do quadro de distribuição e seus


modos a serem instalados no projeto de acordo com a ABNT.

Figura 06 – Símbolo dos quadros de distribuição

Fonte: www.ensinandoeletrica.blogspot.com
23

8. DISJUNTORES

Disjuntores são denominados sistema de segurança contra sobrecargas


elétricas ou curtos-circuitos, tem como objetivo cortar a passagem de corrente elétrica
caso a intensidade da mesma seja excedida. Quando ocorre uma sobre corrente
provocada por uma sobrecarga ou um curto-circuito, com isso o disjuntor desliga-se
automaticamente.
Existem vários tipos de disjuntores, cada um varia a sua configuração de
acordo com sua aplicação dentre eles nos utilizamos quatro tipos no nosso projeto o
monopolar, bipolar, tripolar e o diferencial residual.

8.1 Disjuntor Monopolar

Utilizado em instalações e circuitos de única fase, como por exemplo circuitos


de iluminação e tomadas em sistemas monofásicos no caso fase e neutro, seja com
fase127V ou 220V.

Figura 07 – Disjuntor monopolar

Fonte: www.blaroti.com.br

8.2 Disjuntor Bipolar

São mais utilizados em circuitos e em instalações com duas fases, como


circuitos com ar-condicionado, chuveiros elétricos, esses equipamentos que tem uma
maior potência.
24

Figura 08 – Disjuntor Bipolar

Fonte: www.telhanorte.com.br

8.3 Disjuntor Tripolar

É para instalações e circuitos com três fases, como circuitos com motores
elétricos trifásicos.

Figura 09 – Disjuntor tripolar

Fonte: www.telhanorte.com.br
25

9. DIFERENCIAL RESIDUAL

O dispositivo diferencial residual (DR) protege pessoas ou animais de choques


elétricos, é o dispositivo de proteção contra surtos que serve para proteger os
equipamentos eletrônicos ligados ao circuito elétrico.

Figura 10 – Diferencial residual

Fonte: www.telhanorte.com.br
26

10. SIMBOLOGIAS

No projeto de instalações elétricas, várias informações devem-se encontrar


descritas na planta como a localização das tomadas, pontos de iluminação, quadros
de distribuição, percursos que a instalação vai percorrer condutores, distribuição de
cargas entre outros.
Portanto, na planta baixa devemos no mínimo representar:
 A localização dos pontos de consumo de energia elétrica, seus
comandos e indicações dos circuitos a que estão ligados;
 A localização dos quadros e centros de distribuição;
 O trajeto dos condutores (inclusive dimensões dos condutos e caixas);
 Um diagrama unifilar discriminando os circuitos, seção dos condutores,
dispositivos de manobra e proteção; indicar o material a ser utilizado.

Seria muito complicado reproduzir exatamente os componentes de uma


instalação, por essa causa usam símbolos gráficos onde todos os componentes estão
representados. Existem muitos padrões para simbologia de projeto de instalações
elétricas: ABNT, DIN, ANSI, JIS, entre outras. Aqui no Brasil também vemos a adoção
de padrões personalizados que ficam estampados nas legendas, para simplificar o
entendimento do projeto. A simbologia é definida por normas da ABNT, dentre as
quais pode-se citar:

 NBR- 5446/80: Símbolos gráficos para execução de esquemas;


 NBR-5444/89: Símbolos gráficos para instalações elétricas prediais;
 NBR-5443/77: Sinais e símbolos para eletricidade;

A norma técnica que especifica os símbolos padrões em nosso país é a NBR


5444 que foi cancelada em 10/11/2014 por ter 20 anos e não ter sido revisada, e por
não ter uma substituição ainda é utilizada em plantas baixas arquitetônicas de imóveis.
Para melhor informar a pessoa que irá executar o projeto, mostrando o símbolo e sua
devida utilização a ser executada na pratica. Onde se pode notar a especificação de
tomadas, pontos de luz no teto, interruptor de uma seção e interruptor paralelo.

A seguir são apresentados exemplos de diagramas unifilares e multifilares


utilizados em projetos elétricos.
27

10.1 Diagramas Unifilares

É o que comumente vemos nas plantas de instalações elétricas prediais.


Definem as principais partes do sistema elétrico permitindo identificar o tipo de
instalação, sua dimensão, ligação, o número de condutores, modelo do interruptor, e
dimensionamento de eletrodutos, condutores, lâmpadas e tomadas. Esse tipo de
diagrama localiza todos os componentes da instalação. O diagrama a abaixo indica a
ligação de um ponto de luz no teto com uma lâmpada de 100 watts ligado por um
interruptor simples.

Figura 11 – Ilustração de Representação do Diagrama Unifilar

Fonte: Autoria própria

Representa todo o sistema elétrico, indicando todos os condutores


detalhadamente. Cada condutor é representado por um traço que será utilizado na
ligação dos componentes.
Em um projeto se a representação de todos os condutores fosse feita na forma
multifilar, seriam tantos traços que tornariam a interpretação do projeto impraticável.
Dessa forma, não é utilizada esta representação em projetos elétricos.

Figura 12 – Ilustração do diagrama multifilar

Fonte: www.lapsi.eletro.ufrgs.br

A figura 04 mostra o diagrama representando minuciosamente uma instalação


elétrica multifilar. Sempre que for representado um símbolo, ele deve estar instalado
28

em uma caixa de passagem, seja no teto ou na parede, e os condutores devem passar


por dentro dos eletros dutos, os quais partem de um quadro de distribuição.

Figura 13 – Ilustração do diagrama multifilar

Fonte: www.lapsi.eletro.ufrgs.br – Porto Alegre 2012

Em um projeto se essa representação fosse feita na forma multifilar, cada


condutor seria representado por um traço, nesse caso seria impossível representar
um projeto completo na forma multifilar, devido à quantidade de traços. Então, para
realizar o projeto de forma clara e simplificada, utilizam-se os diagramas unifilares.

Figura 14 – Ilustração do diagrama uniifilar

Fonte: Autoria própria

Diagrama unifilar representa um sistema elétrico simplificado, que identifica o

número de condutores e representa seus trajetos por um único traço. A figura acima
29

representa um circuito elétrico composto por interruptor simples, tomada, lâmpadas

Incandescentes, rede de eletrodutos e fiação.

A norma NBR 5444-1989 regulamenta a Simbologia padronizada ela divide a


representação dos componentes em dutos e distribuição, quadros de distribuição,
interruptores, luminárias, refletores, lâmpadas, tomadas, motores e transformadores.

10.2 Ligação de Lâmpada

Figura 15 – Ilustração de como se liga uma lâmpada

Fonte: Profº Luiz Fernando Gonçalves – Porto Alegre 2012

No esquema de ligação da lâmpada mostrada a cima, possui a simbologia dos


fios condutores dentro dos eletrodutos, identificando quem é fase, neutro, retorno e
proteção através dos símbolos.
30

11. COMPONENTES DE UMA INSTALAÇÃO ELÉTRICA

11.1 Interruptor

É um dispositivo que tem a função de comandar circuitos elétricos e utilizado para


comandar cargas das mais variadas como tomadas, motores pequenos, ventiladores
e outros. Existem vários tipos de interruptores nos quais são:
 INTERRUPTOR DE UMA SEÇÃO: Que é simples, pois só possui uma tecla
que é destinada a um componente de um local especifico.
 INTERRUPTOR DE DUAS SEÇÕES: É um interruptor duplo, no caso,
composto por duas teclas que tem como função comandar dois ou mais
componentes separadamente sendo do mesmo circuito.
 INTERRUPTOR DE TRÊS SEÇÕES: É um interruptor que possui três teclas
que geralmente comanda componente separadamente, mas, sendo do mesmo
circuito.
 INTERRUPTOR PARALELO: Mais conhecido no mundo da elétrica como
Treeway que possuem três vias. São destinados a comandar cargas, como por
exemplo a lâmpada do quarto que você acende ao entrar, deita e não quer
levantar para apagar, é só utilizar outro ponto de interruptor ao lado da cama
em paralelo ao que está na entrada do cômodo que também servira para
apagar ou acender.
 INTERRUPTOR INTERMEDIÁRIO: Geralmente mais chamados de Four Way
que são compostos por quatro vias. São unificados aos paralelos que permitem
o controle das cargas de três ou mais locais diferentes, por exemplo, em um
cômodo muito grande e de boa utilidade para acionar a iluminação do local. E
sempre são instalados entre os interruptores paralelos.
 INTERRUPTOR BIPOLAR: São aplicados em circuitos, que possuem duas
fases que alimentam cargas como ventiladores de teto em 220V. O interruptor
bipolar é de extrema importância por exemplo, numa possível manutenção
diminui o risco de um acidente com choque elétrico, pois ele tem como dever
seccionar os dois condutores.

A seguir são apresentados em figura os interruptores citados acima:


31

Figura 16 – Ilustração da Diferença entre os três Interruptores

Fonte: www.stella.com.br

No quadro acima, o interruptor de numeração 1, é um interruptor simples de


uma seção (uma tecla). Já o de número 2 são duas seções (duas teclas) e para
finalizar o de número 3 são três seções, ou seja, três teclas.
Na imagem a seguir mostra a simbologia de interruptores e seus modos a
serem instalados no projeto de acordo com a ABNT.

Figura 17 – Simbologias dos Interruptores

Fonte: www.ensinandoeletrica.blogspot.com
32

11.2 Lâmpadas

Existem vários tipos de lâmpadas nas quais podemos citar: incandescentes,


halógenas, LED’S e fluorescentes que são as mais utilizadas. E varia as categorias e
usabilidades especificas, e, além disso, existem nos mais diversos formatos como,
vela, espiral etc.

11.2.1 Lâmpadas incandescentes

São aquelas de luz amarela que foram mais utilizadas pelos nossos pais, que
quase todos nós já tivemos ou ainda possuímos em nossas residências.
Aproximadamente 5% da energia elétrica que chega até a lâmpada é convertida em
luz e o que sobra é só calor, isso as fazem menos eficazes e por isso estão sendo
substituída por lâmpadas fluorescentes.

Figura 18 – Lâmpada Incandescente

Fonte: www.stella.com.br

11.2.2 Lâmpadas halógenas

Esse tipo de lâmpada também é considerado incandescente, porém possuem


halógeno que geralmente são de bromo ou iodo, por isso são chamadas halógenas.
33

São utilizadas com um transformador o que as deixam com uma boa eficiência
normalmente utilizadas pra destacar um certo objeto ou um determinado local.

Figura 19 – Lâmpada Halógenas

Fonte: www.stella.com.br

11.2.3 Lâmpadas fluorescentes

Hoje em dia se tornaram as mais populares nas residências e nos comércios,


pois disponibilizam um bom rendimento e um baixo custo e possuem três modelos
como, a tubular que é a mais antiga das fluorescentes, a eletrônica que tem
acendimento automático e a compacta não integrada, que não possui o reator unido
à lâmpada.

Figura 20 – Lâmpada Fluorescentes

Fonte: www.stella.com.br

11.2.4 Led’s

Assim como a fluorescente chegou aos comércios para extinguir as lâmpadas


incandescentes, chegaram as LED’S que são consideradas as de ultima geração que
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transforma diretamente a energia elétrica que chega até ela em luz, possibilitado por
pequenos chips. São ótimas por consumir pouca energia e possuir uma grande
durabilidade devido a esses fatores foi considerado um produto ecologicamente
correto.

Figura 21 – Lâmpada LED’S

Fonte: www.stella.com.br

Na imagem a seguir mostra a simbologia de pontos de luz, seus tipos e modos


a serem instalados no projeto de acordo com a ABNT.

Figura 22 – Simbologias de Luminária, Refletores e Lâmpadas

Fonte: www.ensinandoeletrica.blogspot.com
35

12. DIMENSIONAMENTO CABOS ELÉTRICOS

Para realizar um dimensionamento devemos ter o conhecimento de como


definir que tipos de cabos serão utilizados na instalação elétrica, no entanto é
fundamental saber como calcular quantos amperes um cabo deve suportar, para
ajudar no dimensionamento é necessária a utilização das tabelas que são fornecidas
pelos fabricantes. O dimensionamento correto de disjuntores em cada fase, circuito e
geral também têm relação com o dimensionamento dos condutores.
A norma NBR-5410 determina alguns critérios que devem ser levados em
consideração ao se dimensionar um condutor elétrico. A primeira coisa que é
importante compreender é quais as sessões mínimas de cabos estipuladas dentro das
instalações.

12.1 Critério de Seção Mínima

Figura 23 – Seção (bitolas) de condutores para cada utilização

Fonte: www.mundodaeletrica.com.br - Tabela NBR-5410

É importante enfatizar que os valores apresentados na tabela são referentes


ao critério mínimo, sendo assim não podem ter cabos menores que estes para estas
determinadas funções. O importante é saber qual o método de instalação do cabo, no
caso de instalações residenciais, as maiores partes destas instalações são em
eletrodutos embutidos em alvenaria, segundo a tabela 33 da NBR-5410.
36

12.2 Método de Instalação de Condutores

Figura 24 – Esquema ilustrativo de condutores

Fonte: www.mundodaeletrica.com.br - Tabela NBR-5410

De acordo com a NBR-5410, devemos descobrir qual a quantidades de cabos


que devamos utilizar para que possamos ter um melhor dimensionamento.

Figura 25 – Esquema ilustrativo de condutores

Fonte: www.mundodaeletrica.com.br - Tabela NBR-5410

A norma NBR-5410 nos oferece uma tabela de condução de corrente. Esta


tabela pode variar de acordo com o tipo de condutor, com o tipo de isolação, de acordo
com a temperatura do condutor e também com a temperatura ambiente. Para as
instalações residenciais, o cabo com isolação em PVC e condutor de cobre é o mais
utiliza.
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Figura 26 – Esquema ilustrativo de condutores

Fonte: www.mundodaeletrica.com.br - Tabela NBR-5410


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13. AUTOCAD

Autocad é um software utilizado como plataforma que interage com


computadores, esse tipo de programas tem como objetivo facilitar e agilizar o trabalho
de engenheiros mecânico, elétrico, civil e a equipe técnica, auxiliando na realização
de cálculos repetitivos e na elaboração de desenhos dos mais simples aos mais
complexos.
Hoje em dia o programa é um pré-requisito para qualquer arquiteto ou
engenheiro, com o autocad permite-se compartilhar desenhos técnicos com grande
riqueza de detalhes, interpretando desenhos estruturas e fazendo cálculos,
diminuindo consideravelmente a probabilidade de erros do projeto.
Com esse software é capaz de confeccionar plantas baixas com componentes
elétricos e mecânicos e as reproduzi-las até em 3D, que é ótima para apresentação
ou aos clientes ou em reuniões de empresas, pois possibilita um entendimento mais
fácil dos projetos elaborados, até de alguém que não entenda bem do assunto.

Figura 27 – Visão Geral do Projeto no AutoCAD

Fonte: Autoria própria

Na figura acima, é apresentado à visão geral do condomínio. Já na figura


abaixo, é exibida a planta baixa do apartamento do nosso projeto feito no AutoCAD.
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Figura 28 – Planta Baixa do Apartamento

Fonte: Autoria própria


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14. PROJETO ELÉTRICO DO CONDOMÍNIO RESIDENCIAL

Nosso trabalho inicia-se com o planejamento estrutural de projeto predial para


um condomínio residencial, levando em conta de qual seria o tamanho das residências
e da área total dos cômodos, de quantos pontos de tomadas haveriam, de quantos
pontos de iluminação seria necessário, e quais fios ou cabos utilizaríamos levando em
conta sua seção (bitola). Demos o primeiro passo elaborando e pondo em pratica a
planta baixa do projeto.
Planta baixa é o nome que se dá ao desenho de uma construção feito, em geral,
a partir do corte horizontal à altura de 1,5m a partir da base. É um diagrama dos
relacionamentos entre salas, espaços e outros aspectos físicos em um nível de uma
estrutura. Sendo assim a figura a baixo demonstra a nossa planta do projeto.

Figura 29 – Planta baixa do Apartamento

Fonte: Autoria própria

De acordo com a o nosso planejamento criamos a residência com 7 cômodos,


a sala,cozinha, dormitório 1 simples, 1 banheiro e 1 quarto com suíte.
Partindo para a segunda etapa e saber qual é a área dos cômodos para dar
inicio ao dimensionamento das luminárias e TUG’S, a tabela abaixo mostra a área de
cada cômodo.
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Tabela 1 – Área total dos cômodos


Sala 7,95 x 5.73 = 45.55 m²

Cozinha 5,1 X 5,61= 28,61 m²

Hall 9,51 x 1,30 = 12,36 m²

Dormitório 1 4,42 X 3,62 = 16 m²

Dormitório 2 4,43 X 3,11 = 13,77 m²

Dormitório 3 3,95 x 5,45 = 21,60 m²

Banheiro 1 4,43 x 2,48 = 10,98 m²

Banheiro 2 5,45 x 2,5 = 13,62 m²

Fonte: Autoria própria

O terceiro passo do projeto é dimensionar as tomadas e pontos de iluminação


de cada cômodo, de acordo com a norma NBR 5410 Em cada cômodo ou
dependência deve ser previsto pelo menos um ponto de luz fixo no teto, comandado
por interruptores cômodo ou dependências com área superior a 6 m², deve ser prevista
uma carga mínima de 100 VA para os primeiros 6 m², acrescida de 60 VA para cada
aumento de 4 m² inteiros.

Tabela 2 – Dimensionamento de pontos de iluminação


Sala 7,95 x 5.73 = 45.55 m² 45,55 m² = 6 m² + 7,58 m²
Cozinha 5,1 X 5,61= 28,61 m² 28,61 m² = 6 m² + 7,76 m²
Hall 9,51 x 1,30 = 12,36 m² 12,36 m² = 6 m² + 2,06
Dormitório 1 4,42 X 3,62 = 16 m² 16 m² = 6 m² + 2,66
Dormitório 2 4,43 X 3,11 = 13,77 m² 13,77 m² = 6 m² + 2,29
Dormitório 3 3,95 x 5,45 = 21,60 m² 21,60 m² = 6 m² + 3,6
Banheiro 1 4,43 x 2,48 = 10,98 m² 10,98 m² = 6 m² + 1,83
Banheiro 2 5,45 x 2,5 = 13,62 m² 13,62 x 2,5 m² + 2,27
Fonte: Autoria própria

Na figura abaixo mostraremos como ficou o dimensionamento dos pontos de


iluminação.
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Figura 30 – Local onde ficaram os pontos de luz no projeto.

Fonte: Autoria própria

Com base na norma teremos dois pontos de iluminação na sala, um na cozinha,


um em cada banheiro, um ponto para cada quarto e um para o corredor (hall).
O próximo passo a ser dado será dimensionar as tomadas de uso geral (TUG)
e as de uso especifico (TUE).
De acordo com a NBR-5410 estabelece o critério para a previsão do número
mínimo de tomadas de uso geral (TUG’s). Cômodos ou dependências que tiverem a
sua área igual ou superior a 6 m² deve ter no mínimo um ponto de tomada.
Já se tratando das tomadas de uso especifico levando em base a norma da
NBR 5410 devem obrigatoriamente possuir circuitos exclusivos todos os
equipamentos que solicitam corrente igual ou superior a 10 amperes, e os circuitos
terminais que alimentam equipamentos de força motriz, como por exemplo, os
aparelhos de ar-condicionados, na imagem abaixo mostraremos como ficou o
dimensionamento das tomadas.
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Figura 31 – Local das tomadas

Fonte: Autoria própria

Em seguida iremos realizar o levantamento de potencias dos aparelhos


domésticos do apartamento, isso é importante porque é necessário saber a
quantidade de potência em watts chamada de potência ativa total de uma residência.
 Na sala teremos:

Tabela 3 – Cargas de equipamentos da sala


Itens Potencia em watts
Computador desktop 250
Conjunto de som residencial 100
Aparelho de DVD 50
Telefone sem fio 10
Televisor acima de 30 polegadas 200
Vídeo game 10
Fonte: Autoria própria

Sendo assim a potência da sala será de 620w.

 Na cozinha temos os seguintes itens:


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Tabela 4 – Cargas de equipamentos da cozinha


Itens Potencia em watts
Batedeira de bolos 100
Forno micro-ondas 1150
Fogão elétrico 2000
Geladeira duplex 430ml 380
Liquidificador doméstico 320
Fonte: Autoria própria

Sendo assim a potência da cozinha será de 3,950w.

 Nos dormitórios 1 e 3 teremos:

Tabela 5 – Cargas de equipamentos utilizados nos quartos 1 e 3


Itens Potencia em watts
Ar- condicionado 10000 BTUS 1200
Televisor 12 a 20 polegadas 100
Fonte: Autoria própria

Sendo assim a potência dos quartos 1 e 3 será de 1300w.

 O dormitório 2 possivelmente será o quarto principal e terá os seguintes itens:

Tabela 6 – Cargas de equipamentos utilizados no quarto principal


Itens Potencia em watts
Ar- condicionado 15000 BTUS 1500
Televisor 28 a 30 polegadas 150
Fonte: Autoria própria

Sendo assim a potência do quarto será de 1300w.


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 E por ultimo os banheiros:

Tabela 7 – Cargas dos banheiros


Itens Potencia em watts
Chuveiro elétrico (cada banheiro) 2500
Fonte: Autoria própria

Sendo assim a potência total dos banheiros será 5000w sendo a metade do
valor para cada banheiro.
O próximo passo é realizar o dimensionamento dos fios e cabos elétricos,
portanto temos o total de cargas em watts da residência, podemos determinar com
precisão a bitola do condutor que sai do medidor até a caixa de disjuntores interna.
Normalmente a seção (bitola) mínimo usado é o de 10.0 mm² (conhecido como
cabo 10 mm²) tanto para a fase quanto para o neutro.

Figura 32 – Dimensionamento dos fios elétricos.

Fonte: Autoria própria

Na planta colocamos para as ligações dos pontos de iluminação os fios com a


bitola de 1,5 mm², e para as tomadas de uso geral colocamos os fios de 2,5mm² e
para as tomadas de uso especifico foi introduzido os fios de 4,0 mm².
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Na guarita fizemos uma ligação a parte em relação as residências, na figura a


baixo iremos demonstrar como ficou o dimensionamento de lâmpadas, tomadas e fios
de acordo com a norma da NBR 5410.

Figura 33 – Dimensionamento de tomadas, fios e lapadas na guarita.

Fonte: Autoria própria

Na guarita foi dimensionado um ponto de iluminação, e dois pontos de tomadas


de uso especifico, os pontos de iluminação foram colocados os fios com a bitola de
1,5mm², e para os pontos de tomadas 2,5mm².
Para cada residência e a guarita foram colocados o mesmo tipo de quadro de
distribuição, onde nas residências foram colocados 10 disjuntores, sendo eles 4
disjuntores bipolar, e 5 disjuntores monopolar, e um disjuntor de diferencial residual
(DR). Na imagem a baixo mostraremos o diagrama unifilar dos disjuntores.

Figura 34 – Diagrama unifilar dos disjuntores

Fonte: Autoria própria


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O centro de medição onde no nosso planejamento dimensionamos doze


medidores, sendo dez para as residências, um para a guarita e um do condomínio em
geral, a figura a seguir mostrará como ficou o centro de medição.

Figura 35 – Centro de medição

Fonte: Autoria própria

Nas figuras abaixo mostraremos como ficou finalizado o projeto em visão geral
e a sua localização.

Figura 36 – Projeto finalizado.

Fonte: Autoria própria.


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Figura 37 – Localização do condomínio.

Fonte: Autoria própria.


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14. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Diante do exposto, pesquisa realizada e alguns casos e relatos foi visto que
existiam muitas dúvidas e medos quando se trata de instalações elétricas.
Visto o crescimento de procura por eletricistas e que por muitas vezes os
mesmos não seguem um padrão para pequenos problemas elétricos, e que a maioria
das vezes são problemas fáceis de resolver, até mesmo um fio solto os mesmos não
tendo ética profissional cobram um preço exagerado para um problema que não da
tanto trabalho para se resolver.
Visando essas problematizações tentamos transpassar ao leitor as formas
corretas de algumas operações de instalações elétricas, tento em vista facilitá-las de
modo que até quem não esteja familiarizado com o assunto possa colocá-los em
prática.
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REFERÊNCIAS

AZZINI, Hader Aguiar Dias. Projeto de Instalações Elétricas Residenciais.


Disponível em
http://www.dt.fee.unicamp.br/~akebo/et016/Instalacoes_Eletricas_1.pdf. Acesso em:
15 de junho de 2018.

CONCHETO, Celso Luiz. Simbologia de Instalações Elétricas. Disponível em:


http://www.ebah.com.br/content/ABAAAe_gMAD/simbologia-eletrica-concheto.
Acesso em: 15 de junho de 2018.

MATTEDO, Henrique. O que é NBR-5410? Disponível em:


https://www.mundodaeletrica.com.br/o-que-e-nbr-5410/. Acesso em: 15 de junho de
2018.

ELÉTRICA, Saber. Projeto de Instalação Elétrica Residencial. Disponível em:


https://www.sabereletrica.com.br/projeto-de-instalacao-eletrica-residencial/. Acesso
em: 15 de junho de 2018.

ELÉTRICA, WBecker Engenharia. Centros de Medição. Disponível


em:http://www.wbeckereletrica.com.br/centros-de-medicao/. Acesso em: 15 de junho
de 2018.

SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL. Projeto de Sistemas


Elétricos Prediais. Natal/RN: SENAI-RN.
51

VITI, Gaston. O que é interruptor? Disponível em:


https://pt.slideshare.net/gastonviti/o-que-interruptor. Acesso em: 15 de junho de 2018.